CURSO SUPERIOR DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS
PRODUÇÃO TEXTUAL INTERDISCIPLINAR INDIVIDUAL
3º SEMESTRE
MANAUS - AM
2015
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ANDRE AUGUSTO FERREIRA DE SOUZA – EAD 01797190
CONTABILIDADE COMERCIAL
Trabalho apresentado a UNOPAR- Universidade
do Paraná referente à disciplina Contabilidade
Comercial, orientada pelos professores do 3º
semestre tutor de sala: Aldenize Ferreira da Silva
e tutor eletrônico ead: Luciana Botelho Esperança.
MANAUS - AM
2015
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SUMÁRIO
INTRODUÇÃO...........................................................................................................04
1. O principal papel da contabilidade.................................................................05
1.1 Percentual de empresas existentes do país ........................................................06
1.2 Departamento pessoal.........................................................................................07
1.2.1 Departamento contábil......................................................................................08
1.2.2 Departamento fiscal...........................................................................................08
2. A importância da Teoria da Contabilidade na Escrituração Contábil.....................09
3. A legislação profissional como auxilio no desenvolvimento das atividades do
contador na Gestão Empresarial...............................................................................10
4. Diferença entre Estresse e Síndrome de Burnout..............................................11
5. Conceitos da Racionalidade e Burocracia..............................................................13
CONCLUSÃO.............................................................................................................16
REFERÊNCIAS..........................................................................................................17
4
INTRODUÇÃO
No presente trabalho serão abordados assuntos de relevante importância
para compreensão de o quanto à contabilidade é necessária no mercado, em todas
as áreas que se necessita da mesma. Uma empresa sem escrituração fiscal e sem
seus devidos registros, praticamente é uma empresa sem memória de seus
acontecimentos diários.
Uma empresa que não possui respostas e informações claras e objetivas é
uma empresa que corre o risco de mortalidade.
Tanto nos departamentos pessoal, contábil e fiscal, exige-se um
conhecimento para que a mesma gere informações corretas aos seus usuários.
A contabilidade com seus pensadores, com o tempo, essas informações
foram se aprimorando e se inovando, mas nunca deixando suas origens no
esquecimento.
Também com tantas informações e trabalho, o mundo acaba se deparando
com situações novas, que no caso, surge problemas psicológicos nos seus usuários,
acabando assim por gerar o Estresse ou Síndrome de Burnout, que com o estudo
passamos a identifica-los e diferencia-los.
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1. O principal papel da contabilidade
O mercado tem se alterado nos últimos anos, por várias razões, impacto
dessa nova realidade exigiu mudanças em muitas áreas, algumas ainda em curso,
este cenário obriga que as empresas se aprimorem e busquem a ampliação de seus
sistemas de informação tanto interno quanto externo, destacando, entre estes
sistemas, a área contábil, por ser responsável a fornecer informações sobre grande
parte dos recursos da organização necessárias ao controle, gerenciamento e ao
planejamento.
Uma organização que mantenha uma escrituração contábil regular pode gerar
informações estratégicas para seus gestores, entretanto, em algumas empresas, por
desorganização interna ou simples falta de priorização do assunto, muitos gestores
têm dificuldades em obter dados contábeis confiáveis. Balancetes mal conciliados,
balanços com deficiências de informação, documentos não contabilizados,
transformam a contabilidade numa mera peça burocrática, sem utilidade gerencial,
por isso a importância de uma contabilidade sadia e com suas Demonstrações
Contábeis em ordem.
As demonstrações contábeis constituem um dos pontos culminantes da
atividade profissional, por intermédio delas são prestadas as informações
indispensáveis aos acionistas, administradores, governo e sociedade em geral sobre
a situação patrimonial e financeira das empresas.
Todo empresário precisa organizar suas finanças e compreender os seus
custos, suas despesas, seus direito e obrigações. Como notório, a contabilidade é
uma ferramenta imprescindível à gestão de qualquer entidade, seja esta pequena ou
grande.
O objetivo científico da contabilidade manifesta-se na correta apresentação do
patrimônio e na apreensão e análise das causas das suas mutações. Já sob uma
ótica pragmática, a aplicação da contabilidade a uma entidade particularizada busca
prover os usuários com informações sobre aspectos de natureza econômica,
financeira e física do patrimônio da entidade e suas mutações, o que compreende
registros, demonstrações, análises, diagnósticos e prognósticos, expressos sob a
forma de relatos, pareceres, tabelas, planilhas e outros meios.
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Com isso, percebe-se que a informação contábil é gerada pela contabilidade
com o intuito de auxiliar os diversos usuários no processo decisório.
1.1 Percentual de empresa comercial existente no Brasil
No Brasil, nos últimos anos, temos visto um forte aumento na criação de
novas empresas e de optantes pelo Simples Nacional, regime fiscal diferenciado e
favorável aos pequenos Negócios. Em dezembro de 2012, havia 7,1 milhões de
empresas registradas nesse regime. Este número ficou 26% acima do verificado em
dezembro do ano anterior. Em 2011, a expansão já havia sido de quase 30%.
O crescimento do número de novas empresas, se associado á melhora na
competividade, tende a gerar impactos expressivos na economia brasileira, seja em
termos de maior oferta de empregos, melhores salários, ampliação da massa salarial
e da arrecadação de imposto, a melhor distribuição de renda e o aumento do bem-
estar-social.
A criação de novas empresas vem ganhando impulso em todo o território
nacional e com isso amplia-se também a responsabilidade nos órgãos de apoio a
esses empreendimentos, no sentido de viabilizar sia sustentabilidade a longo prazo.
O Brasil possui atualmente 12.904,523 (Doze milhões, novecentos e quatros
mil, quinhentos e vinte e três) empreendimentos, incluindo seus estabelecimentos
matriz e filial. Destes, 11.66,454 são empresas e empreendimentos privados (90%),
1.144.081 de entidades privadas sem fins lucrativos (9%), e 96.988 de entidades
públicas governamentais (1%).
São Paulo é o estado que tem o maior número de empreendimentos, com
3.782.075 de estabelecimento, equivalente a 29,3% do total, seguido por Minas
Gerais com 1.259.610 estabelecimentos, representando 9.8% do total e Rio de
Janeiro com 1654.988 estabelecimentos ou 8.2% do total.
Os estados com o menor número de empreendimento são Amapá com
36.393 (0,3%), Acre com 36.197 (0,3%) e Roraima com 23.852 (0,2%) dos
estabelecimentos. As cidades de São Paulo, Rio de janeiro, Belo Horizonte e
Brasília detêm 54% dos empreendimentos nas capitais brasileiras.
O Setor de serviço é o que mais possui empreendimentos, com 43,91% do
total, seguido pelo comercio, com 42,07%, Indústria com 7,16%, Agronegócio com
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4,72%, Setor Financeiro com 1,38% e Serviços público com 0,75% do total de
empreendimentos.
Os tipos jurídicos Empresário individual e Microempreendedor Individual
representam praticamente a metade de todos os empreendimentos brasileiros,
seguido do tipo Sociedade Empresaria Limitada e Associação privada.
O Índice de mortalidade das empresas brasileiras ainda é muito grande, mas
vem caindo a cada década. Atualmente 15,41% dos empreendimentos morre no
primeiro ano de vida, Entre um e cinco anos de vida 41,86% dos empreendimentos
desaparece e até 14 anos de vidas mais de 75% das empresas encerram suas
atividades.
Os empreendimentos brasileiros têm idade média de 8,7 anos, sendo que
13,78% se situam na faixa inicial de 1 ano, 11,71% de 1 a 2 anos, e 8,81% de 2 a 3
anos. Menos de 1% dos empreendimentos tem mais de 70 anos de existência. Há
uma preocupação muito grande do governo através do SEBRAE, Bancos e outras
entidades que apoiam as Micro e pequenos empreendedores, para reduzir esse
número de falência prematura de empresas, dando suporte de todas as formas para
os novos empresários possam ter o conhecimento real das dificuldades de
sobrevivência de novas empresas diante das adversidades do cenário nacional.
1.2 O papel do departamento pessoal
O Departamento Pessoal é uma das áreas que mais cresce no Brasil. Ele é
um departamento especifico para tratar das questões sobre admissão, folha de
pagamento, demissão, férias, 13º terceiro e etc., toda instituição privada, pública,
ONGs, fundações e etc. que tem colaboradores registrados pela CLT precisam ter
pessoas específicas para trabalhar com admissão, folha de pagamento, demissão,
ou seja, o DP é um setor indispensável para quaisquer empresas.
O Departamento Pessoal é muito confundido com Recursos Humanos, um
grande equívoco já que o Departamento Pessoal é mais responsável pela parte
burocrática (relativo a legislação Trabalhista e Previdenciária).
É o setor que elabora a folha de pagamento, faz registro das carteiras dos
funcionários, calcula as guias do INSS e FGTS para pagamento, cuida da parte
demissional, etc.
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1.2.1 Departamento Contábil
O departamento contábil ele é essencial em uma empresa, ele que produz as
demonstrações financeiras, mostra para os sócios o que a empresa está ganhando
e perdendo e como anda os investimentos da entidade. O departamento contábil
também trabalha com a parte fiscal da empresa. Ou seja, o departamento contábil
ele é obrigatório em uma entidade de médio porte para cima, este departamento é
quem produz as informações para os gestores da empresa saber onde e como agir.
Uma empresa para ter sucesso nos dias atuais, precisa que seus Gestores
trabalhem em fina harmonia. Como numa teia, cada Departamento, dentro de uma
empresa, deve ter ligações com os outros Departamentos, trocando informações
entre si, para poderem tomar decisões precisas.
O Departamento Contábil de uma empresa deve manter relação harmônica
com todos os outros Departamentos. Uma boa relação entre Gestor Contábil e
demais Gestores é vital para o crescimento de uma empresa, pois, as decisões a
serem tomadas dependem das informações auxiliadas pelo contador.
O Departamento Contábil, além de mostrar em números a realidade financeira
de uma empresa, harmoniza também os outros Departamentos, pois essa realidade
fará com que cada um destes Departamentos atue dentro dos limites financeiros da
empresa, não colocando em risco o bom funcionamento.
No atual cenário econômico nacional e internacional, cenário da economia
globalizada, o Departamento Contábil para uma empresa, seja ela de pequeno porte
ou uma multinacional, é muito importante, pois as contas, os gastos, os
investimentos devem estar de acordo com a realidade da empresa. Num cenário que
não admite erros ou equívocos, uma empresa com a saúde financeira bem
controlada tende a ter sucesso. O mau uso de recursos financeiros pode levar a
falência qualquer empresa, o Departamento Contábil é quem mostrará como estão
as finanças.
1.2.2 Papel do departamento Fiscal
O Setor Fiscal é de fundamental importância para as empresas, pois tem
como função principal a determinação da forma de tributação mais adequada e
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também define suas obrigações na legislação federal, estadual e municipal. Em vista
disso, esse setor está em constante treinamento.
Suas principais funções e atribuições são: Enquadramento da empresa no
sistema tributário: simples nacional. Lucro presumido, lucro real, lucro real estimado.
As áreas fiscais e contábeis, nos dias de hoje, acabam se limitando
basicamente a escrituração e apuração de impostos, pois a exigência que recai
sobre estás áreas se evidencia no pagamento de tributos e taxas. Em virtude dessa
limitação a contabilidade fiscal é associada exclusivamente às obrigações fiscais.
Apuração dos impostos: Simples, ISS, ICMS, ICMS-ST, PIS, COFINS, IRPJ, CSLL,
etc. Apuração de impostos retidos na fonte (IRRF, INSS, ISS, PIS/COFINS/CSLL,
etc.) Escrituração de Livros Fiscais: Livro de Entradas, Livro de Saídas, Livro de
Registro de Apuração de ICMS, entre outros. Escrituração livros fiscais serviços
prestados e tomados; SPED fiscal e SPED contribuições (Sistema Público de
Escrituração Digital); Preenchimento e entrega de demonstrativos: DACON,
Sintegra, DASN, DCTF, DIMOB, entre outros.
2. A importância da Teoria da Contabilidade na Escrituração Contábil
A contabilidade desenvolveu-se, inicialmente, de forma preponderantemente
prática, com ênfase apenas nas partidas dobradas e livros de escrituração.
Sá (2002) destaca que a contabilidade por muito tempo teve como significado
a escrita, manutenção de livros de escrituração de “contas”, apresentação de saldos
de contas e dados sobre acontecimentos havidos nos negócios.
Para Iudícibus, Martins e Carvalho (2005, p. 9) explicam que a contabilidade,
antes de ciência, foi, em seus inícios, um sistema completo de escrituração, onde
sistema de escrituração e método das partidas dobradas eram sinônimos de
contabilidade. Esta visão se reformulou ao longo da história, tendo a contabilidade
recebido diversos outros sentidos e significados. Com a evolução na utilização da
contabilidade, está passou a preocupar-se, de maneira mais abrangente, com os
eventos econômicos relativos às entidades, de forma a traduzir aos seus
interessados/usuários o que se passa em termos econômicos e financeiros em seus
negócios.
Nesse modelo da nova contabilidade consiste em um tipo de estrutura
organizacional que surge com objetivo de alcançar a máxima eficiência através da
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racionalidade, ou seja, da escolha dos processos mais eficientes para alcançar seus
objetivos pretendidos. Diante destas mudanças, torna-se importante a compreensão
da contabilidade como conhecimento, o que pode ocorrer através do estudo da
Teoria da Contabilidade.
A Burocracia, de acordo com Weber, é um modelo de organização humana
baseado na racionalidade, ou seja, na adequação dos meios aos fins. Suas origens
remontam à Antiguidade, Porém a forma atual surge após a revolução Industrial. A
sociedade Burocrática, segundo Weber, caracteriza-se pela racionalidade,
impessoalidade (ênfase nos papeis sociais), formalidade e meritocracia.
Da mesma forma a teoria da contabilidade tem sido definida como um
conjunto coerente de princípios lógicos que oferece uma compreensão melhor das
práticas existentes a contadores, investidores, administradores, estudantes, enfim, a
todos os usuários da contabilidade; oferece um referencial conceitual para avaliação
de práticas contábeis.
Entretanto, fazer contabilidade dentro dos preceitos não se trata,
exclusivamente, de necessidade gerencial, fato que já se prestaria como importante
justificativa. A escrituração contábil, ainda que de forma simplificada, e as
demonstrações contábeis delas decorrentes estão arroladas com exigências ou
atribuições que devem ser satisfeitas pelos contabilistas em atendimento aos
diversos dispositivos da legislação de regência, sob pena de punição e
responsabilidade profissionais, conforme vinculo obrigacional que seguem.
3. A legislação profissional como auxílio no desenvolvimento das atividades
do Contador e, consequentemente, na Gestão Empresarial.
A responsabilidade profissional do contador e do técnico em contabilidade é
referenciada nas diversas previsões do direito civil, penal, tributário, comercial,
societário, previdenciário, dentre outros, e, particularmente, de forma explicita e
enfatizada, nas leis que tratam dos crimes tributários. Contabilista, para exercer a
profissão de forma plena, além do constante aprimoramento técnico-cultural deve
conhecer a legislação aplicável à sua atividade, especialmente, aquelas voltadas ao
seu exercício profissional.
A atuação dos profissionais contábeis tem se mostrado cada vez mais
imprescindível à sociedade, pois é fato notório que a contabilidade é capaz de
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assegurar a veracidade e de atestar a confiabilidade de informações que dizem
respeito ao interesse coletivo. A credibilidade para atuar como guardiã dos bens
públicos, porém, não chegou à classe contábil por imposição e, muito menos, por
obra do acaso.
O agir ético e fundamentado nos preceitos legais vigentes é um dos principais
responsáveis pela posição a qual foi alçada o profissional contábil. A Contabilidade
por ter o patrimônio como objeto principal e por estar presente nas rotinas
empresariais deverá obedecer a algumas exigências perante a Legislação, como os
Princípios e as Convenções contábeis. Conforme o Artigo 3º da Resolução do
Conselho Federal de Contabilidade (CFC) N.º 750/93, os Princípios Fundamentais
de Contabilidade são: Entidade, Continuidade, Oportunidade, Registro pelo valor
original, Atualização monetária, Competência e prudência.
A Lei nº 6.406/76, conhecida como lei das sociedades Anônimas, estabelece
em seu artigo 176 as demonstrações financeiras que deverão exprimir com clareza a
situação do patrimônio da sociedade e as mutações ocorridas no exercício: Balanço
Patrimonial; Demonstração do resultado do exercício; Demonstração das origens e
aplicações de Recursos e Notas explicativas.com as quais o contador demostra com
clareza, todos os resultados aplicado na empresa e quais foram os resultados de
suas aplicações, além de criar sistemas e métodos de mensuração dos elementos e
de mostrar ao empresário as vantagens dessas ações.
4 Diferença existente entre o Estresse e Síndrome de Burnout.
O trabalho ocupa um papel central na vida das pessoas e é um fator relevante
na formação da identidade e na inserção social das mesmas. Neste contexto,
considera-se que o bem-estar adquirido pelo equilíbrio entre as expectativas em
relação à atividade profissional e à concretização das mesmas é um dos fatores que
constituem a qualidade de vida. Esta é proporcionada pela satisfação de condições
objetivas tais como renda, emprego, objetos possuídos e qualidade de habitação, de
condições subjetivas como segurança, privacidade e afeto.
Uma relação satisfatória com atividade de trabalho é fundamental para o
desenvolvimento nas diferentes áreas da vida humana e esta relação depende, em
grande escala, dos suportes afetivos e sócios que os indivíduos recebem durante
seu percurso profissional.
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O profissional da era globalizada participa de um cenário constituído por
diversos fatores, entre eles: a alta competividade, ascensão da mão de obra
terceirizada, concorrência acirrada, carga horária cada vez mais longas etc. Este
panorama de conduta estabelecido pelo mercado proporciona a o desgaste do corpo
humano, de maneira fisiológica e cognitiva. Os trabalhadores de área submetidas á
grande responsabilidades, a velocidade nas decisões e outros determinantes que
exigem apresentações de resultados continuamente, estão cada vez mais
renunciando ao seu tempo de lazer e de descanso que o corpo necessita.
Nesse ambiente o estresse ocupacional e a síndrome de Burnout tem se
tornado pertinente em diversos embates no mundo acadêmico e profissional, por
terem se mostrado barreira real e crônica na busca de melhoria de qualidade de
laboral.
O Estresse não é propriamente uma doença e sim, um estado do organismo
quando submetido ao esforço e à tensão. O prejuízo acontece quando as
situações estressantes são contínuas e o organismo começa a sofrer com as
constantes reações químicas que se sucedem, sem que haja tempo para a
eliminação dessas substâncias e sem o tempo necessário para o descanso e
recuperação física e emocional.
A chamada Síndrome de Burnout é definida por alguns autores como uma
das consequências mais marcantes do estresse profissional, e se caracteriza por
exaustão emocional, avaliação negativa de si mesmo, depressão e insensibilidade
com relação a quase tudo e todos (até como defesa emocional).
Enfim, a Síndrome de Burnout representa o quadro que poderíamos chamar
“de saco cheio” ou “não aguento mais”. Devido ao fato de essas síndromes serem
ocasionadas a partir de situações relacionadas ao trabalho, há quem desconsidere
suas diferenças. Entre os fatores aparentemente associados ao desenvolvimento da
Síndrome de Burnout está a pouca autonomia no desempenho profissional,
problemas de relacionamento com as chefias, problemas de relacionamento com
colegas ou clientes, conflito entre trabalho e família, sentimento de desqualificação e
falta de cooperação da equipe.
No Brasil, segundo o decreto 3.048 de 6 de maio de 1999, que fala sobre
agentes patogênicos causadores de doenças ocupacionais, a Síndrome de Burnout
está classificada junto aos Transtornos Mentais e do Comportamento Relacionados
com o Trabalho, manifestando-se com a sensação de estar acabado. Neste caso a
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Síndrome de Burnout aparece como sinônimo de Síndrome de Esgotamento
Profissional. Os sintomas básicos dessa síndrome seriam, inicialmente, uma
exaustão emocional onde a pessoa sente que não pode mais fazer nada de si
mesma. Em seguida desenvolve sentimentos e atitudes muito negativas, como por
exemplo, um certo cinismo na relação com as pessoas do seu trabalho e aparente
insensibilidade afetiva.
Finalmente o paciente manifesta sentimentos de falta de realização pessoal
no trabalho, afetando sobremaneira a eficiência e habilidade para realização de
tarefas e de adequar-se à organização.
Na medida que o gestor visualizar melhor estes fenômenos psicossociais
como processo, identificando suas etapas e dimensões, podendo vislumbrar ações
que permitam prevenir, atenuar ou estancar estes fenômenos. Desta forma é
possível auxiliar os profissionais para que este possa prosseguir concretizando seu
projeto de vida pessoal e profissional.
5 Conceitos da Racionalidade e Burocracia
A burocracia, segundo Weber (Chiavenato, 2003, p. 266-267), traz consigo
diversas vantagens. Primeiramente, a sua racionalidade, o que significa dizer que
procura os meios mais eficientes para atingir as metas da organização. A precisão
com que cada cargo é definido proporciona o conhecimento exato de cada
responsabilidade. Como as atividades são organizadas em rotinas e realizadas
metodicamente, tornam-se, consequentemente, previsíveis, o que aumenta a sua
confiabilidade.
A rapidez nas decisões é obtida pela tramitação de ordens e papéis e pela
uniformidade de rotinas e regulamentos que colaboram para a redução de erros e
custos. A facilidade de substituição daquele que é afastado e os critérios de seleção
apenas pela competência técnica garantem a continuidade do sistema burocrático,
evitando o nepotismo. O trabalho é profissionalizado, e os funcionários são treinados
e especializados, trazendo benefícios para as organizações.
Como descrito por Chiavenato (2003, p. 268), o tipo ideal de burocracia
weberiana tinha como uma das características a previsibilidade do seu
funcionamento contribuindo para a obtenção de maior eficiência organizacional.
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Porém, autores como Merton, encontraram limitações na obra de Weber, partindo
para uma análise crítica da realidade descrita por ele.
Para Merton não existe uma organização completamente racional, como
proposto por Weber. Até porque, sendo um tipo ideal, tende a ser modificado pelos
homens. Merton notou que a burocracia leva também a consequências imprevistas
que conduzem a ineficiências e imperfeições, e estas, por sua vez, são enfatizadas
e exageradas pelos leigos.
A esse fenômeno, Merton denomina de disfunções da burocracia, a exemplo
da internalização das regras e o apego aos regulamentos, o excesso de formalismo
e de papelório, a resistência a mudanças, a dificuldade no atendimento a clientes e
os conflitos com o público.
Segundo Weber, porém, a burocracia torna a organização eficiente e eficaz,
garantindo rapidez, racionalidade, homogeneidade na interpretação das normas,
redução dos atritos ou discriminações e padronização (decisões iguais em situações
iguais). A burocracia busca amenizar as influências externas à organização,
harmonizar a especialização dos seus colaboradores e o controle das suas
atividades através da competência e eficiência, sem considerações de ordem
pessoal.
Weber identifica três fatores principais que favorecem o desenvolvimento da
moderna burocracia: O desenvolvimento de uma economia monetária: na
Burocracia, a moeda assume o lugar da remuneração em espécie para os
funcionários, permitindo a centralização da autoridade e o fortalecimento da
administração burocrática; O crescimento quantitativo e qualitativo das tarefas
administrativas do Estado Moderno; A superioridade técnica – em termos de
eficiência – do tipo burocrático de administração: serviu como uma força autônoma
para impor sua prevalência.
O desenvolvimento tecnológico fez as tarefas administrativas tenderem ao
aperfeiçoamento para acompanhá-lo. Assim, os sistemas sociais cresceram em
demasia, as grandes empresas passaram a produzir em massa, sufocando as
pequenas. Além disso, nas grandes empresas há uma necessidade crescente de
cada vez mais se obter um controle e uma maior previsibilidade do seu
funcionamento.
Segundo o conceito popular, a burocracia é visualizada geralmente como uma
empresa, repartição ou organização onde o papelório se multiplica e se avoluma,
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impedindo as soluções rápidas e eficientes. O termo é empregado também com o
sentido de apego dos funcionários aos regulamentos e rotinas, causando ineficiência
à organização. O leigo passou a dar o nome de burocracia aos defeitos do sistema.
Entretanto, para Max Weber a burocracia é exatamente o contrário: é a organização
eficiente por excelência e, para conseguir esta eficiência, a burocracia precisa
detalhar antecipadamente e nos mínimos detalhes como as coisas devem
acontecer.
Em relação a este parágrafo acrescente-se que para Merton, não existem
uma organização totalmente racional e o formalismo não tem a profundidade
descrita por Weber. Assim pode-se dizer que para outros estudiosos a Burocracia
não é tão eficiente como Weber apresenta, levando ao excesso de formalismo, de
documentação e de papelório, isto leva a baixa eficiência.
A análise weberiana da burocracia foi posteriormente ampliada pelo sociólogo
e filósofo Arnold Gehlen em sua teoria das instituições. Para Gehlen, a burocracia é
apenas uma modalidade de instituição social. Nossa vida seria impossível sem a
existência de tais dispositivos, uma vez que eles disponibilizam previamente aos
indivíduos determinados protocolos de ação, ou seja, orientação.
Para Gehlen a razão de ser mais profunda da existência das instituições é
que elas nos proporcionam não apenas eficácia, mas também um tipo específico
alívio psicológico (Entlastung) pelo fato de não termos de decidir, a cada momento e
sempre novamente, como orientar nossas decisões.
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CONCLUSÃO
Com todos esses conteúdos, conclui-se que o papel do contador está em
todas as áreas do mercado, desde a área de departamento pessoal, contábil, fiscal e
demais.
A escrituração contábil é de suma importância no desenvolvimento e vida útil
de uma empresa, sem essa escrituração a empresa não tem memória, não tem
registros, assim deixando-a frágil e com uma estruturada balançada com risco de
mortalidade precoce.
Na parte da racionalidade e burocracia, conforme os anos os pensamentos
vão se aprimorando, mas nunca deixando de seguir as normas principais e das
quais foram tiradas primeiramente, no Brasil no começo não foi muito aceita, mas
hoje em dia está completamente de acordo com a legislação da contabilidade, pois
ela traz consigo várias vantagens tais como organização e planejamento.
Identificamos também as reais diferenças entre o stress e síndrome de
Burnout, deixando claro que ambas são diferentes, mas com semelhanças exportas.
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REFERÊNCIAS
http://www.psicologo.inf.br/conteudo_livre.asp?id_nivel=26
http://www.classecontabil.com.br/noticias/a-importancia-da-escrituracao-contabil-na-
gestao-empresarial
http://www.portalcfc.org.br/wordpress/wp-
content/uploads/2012/11/legis_profcontabil.pdf
http://www.sebrae.com.br/Sebrae/Portal%20Sebrae/Anexos/Sobrevivencia_das_em
presas_no_Brasil=2013.pdf

Unopar cont.com. 3º semestre

  • 1.
    CURSO SUPERIOR DECIÊNCIAS CONTÁBEIS PRODUÇÃO TEXTUAL INTERDISCIPLINAR INDIVIDUAL 3º SEMESTRE MANAUS - AM 2015
  • 2.
    2 ANDRE AUGUSTO FERREIRADE SOUZA – EAD 01797190 CONTABILIDADE COMERCIAL Trabalho apresentado a UNOPAR- Universidade do Paraná referente à disciplina Contabilidade Comercial, orientada pelos professores do 3º semestre tutor de sala: Aldenize Ferreira da Silva e tutor eletrônico ead: Luciana Botelho Esperança. MANAUS - AM 2015
  • 3.
    3 SUMÁRIO INTRODUÇÃO...........................................................................................................04 1. O principalpapel da contabilidade.................................................................05 1.1 Percentual de empresas existentes do país ........................................................06 1.2 Departamento pessoal.........................................................................................07 1.2.1 Departamento contábil......................................................................................08 1.2.2 Departamento fiscal...........................................................................................08 2. A importância da Teoria da Contabilidade na Escrituração Contábil.....................09 3. A legislação profissional como auxilio no desenvolvimento das atividades do contador na Gestão Empresarial...............................................................................10 4. Diferença entre Estresse e Síndrome de Burnout..............................................11 5. Conceitos da Racionalidade e Burocracia..............................................................13 CONCLUSÃO.............................................................................................................16 REFERÊNCIAS..........................................................................................................17
  • 4.
    4 INTRODUÇÃO No presente trabalhoserão abordados assuntos de relevante importância para compreensão de o quanto à contabilidade é necessária no mercado, em todas as áreas que se necessita da mesma. Uma empresa sem escrituração fiscal e sem seus devidos registros, praticamente é uma empresa sem memória de seus acontecimentos diários. Uma empresa que não possui respostas e informações claras e objetivas é uma empresa que corre o risco de mortalidade. Tanto nos departamentos pessoal, contábil e fiscal, exige-se um conhecimento para que a mesma gere informações corretas aos seus usuários. A contabilidade com seus pensadores, com o tempo, essas informações foram se aprimorando e se inovando, mas nunca deixando suas origens no esquecimento. Também com tantas informações e trabalho, o mundo acaba se deparando com situações novas, que no caso, surge problemas psicológicos nos seus usuários, acabando assim por gerar o Estresse ou Síndrome de Burnout, que com o estudo passamos a identifica-los e diferencia-los.
  • 5.
    5 1. O principalpapel da contabilidade O mercado tem se alterado nos últimos anos, por várias razões, impacto dessa nova realidade exigiu mudanças em muitas áreas, algumas ainda em curso, este cenário obriga que as empresas se aprimorem e busquem a ampliação de seus sistemas de informação tanto interno quanto externo, destacando, entre estes sistemas, a área contábil, por ser responsável a fornecer informações sobre grande parte dos recursos da organização necessárias ao controle, gerenciamento e ao planejamento. Uma organização que mantenha uma escrituração contábil regular pode gerar informações estratégicas para seus gestores, entretanto, em algumas empresas, por desorganização interna ou simples falta de priorização do assunto, muitos gestores têm dificuldades em obter dados contábeis confiáveis. Balancetes mal conciliados, balanços com deficiências de informação, documentos não contabilizados, transformam a contabilidade numa mera peça burocrática, sem utilidade gerencial, por isso a importância de uma contabilidade sadia e com suas Demonstrações Contábeis em ordem. As demonstrações contábeis constituem um dos pontos culminantes da atividade profissional, por intermédio delas são prestadas as informações indispensáveis aos acionistas, administradores, governo e sociedade em geral sobre a situação patrimonial e financeira das empresas. Todo empresário precisa organizar suas finanças e compreender os seus custos, suas despesas, seus direito e obrigações. Como notório, a contabilidade é uma ferramenta imprescindível à gestão de qualquer entidade, seja esta pequena ou grande. O objetivo científico da contabilidade manifesta-se na correta apresentação do patrimônio e na apreensão e análise das causas das suas mutações. Já sob uma ótica pragmática, a aplicação da contabilidade a uma entidade particularizada busca prover os usuários com informações sobre aspectos de natureza econômica, financeira e física do patrimônio da entidade e suas mutações, o que compreende registros, demonstrações, análises, diagnósticos e prognósticos, expressos sob a forma de relatos, pareceres, tabelas, planilhas e outros meios.
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    6 Com isso, percebe-seque a informação contábil é gerada pela contabilidade com o intuito de auxiliar os diversos usuários no processo decisório. 1.1 Percentual de empresa comercial existente no Brasil No Brasil, nos últimos anos, temos visto um forte aumento na criação de novas empresas e de optantes pelo Simples Nacional, regime fiscal diferenciado e favorável aos pequenos Negócios. Em dezembro de 2012, havia 7,1 milhões de empresas registradas nesse regime. Este número ficou 26% acima do verificado em dezembro do ano anterior. Em 2011, a expansão já havia sido de quase 30%. O crescimento do número de novas empresas, se associado á melhora na competividade, tende a gerar impactos expressivos na economia brasileira, seja em termos de maior oferta de empregos, melhores salários, ampliação da massa salarial e da arrecadação de imposto, a melhor distribuição de renda e o aumento do bem- estar-social. A criação de novas empresas vem ganhando impulso em todo o território nacional e com isso amplia-se também a responsabilidade nos órgãos de apoio a esses empreendimentos, no sentido de viabilizar sia sustentabilidade a longo prazo. O Brasil possui atualmente 12.904,523 (Doze milhões, novecentos e quatros mil, quinhentos e vinte e três) empreendimentos, incluindo seus estabelecimentos matriz e filial. Destes, 11.66,454 são empresas e empreendimentos privados (90%), 1.144.081 de entidades privadas sem fins lucrativos (9%), e 96.988 de entidades públicas governamentais (1%). São Paulo é o estado que tem o maior número de empreendimentos, com 3.782.075 de estabelecimento, equivalente a 29,3% do total, seguido por Minas Gerais com 1.259.610 estabelecimentos, representando 9.8% do total e Rio de Janeiro com 1654.988 estabelecimentos ou 8.2% do total. Os estados com o menor número de empreendimento são Amapá com 36.393 (0,3%), Acre com 36.197 (0,3%) e Roraima com 23.852 (0,2%) dos estabelecimentos. As cidades de São Paulo, Rio de janeiro, Belo Horizonte e Brasília detêm 54% dos empreendimentos nas capitais brasileiras. O Setor de serviço é o que mais possui empreendimentos, com 43,91% do total, seguido pelo comercio, com 42,07%, Indústria com 7,16%, Agronegócio com
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    7 4,72%, Setor Financeirocom 1,38% e Serviços público com 0,75% do total de empreendimentos. Os tipos jurídicos Empresário individual e Microempreendedor Individual representam praticamente a metade de todos os empreendimentos brasileiros, seguido do tipo Sociedade Empresaria Limitada e Associação privada. O Índice de mortalidade das empresas brasileiras ainda é muito grande, mas vem caindo a cada década. Atualmente 15,41% dos empreendimentos morre no primeiro ano de vida, Entre um e cinco anos de vida 41,86% dos empreendimentos desaparece e até 14 anos de vidas mais de 75% das empresas encerram suas atividades. Os empreendimentos brasileiros têm idade média de 8,7 anos, sendo que 13,78% se situam na faixa inicial de 1 ano, 11,71% de 1 a 2 anos, e 8,81% de 2 a 3 anos. Menos de 1% dos empreendimentos tem mais de 70 anos de existência. Há uma preocupação muito grande do governo através do SEBRAE, Bancos e outras entidades que apoiam as Micro e pequenos empreendedores, para reduzir esse número de falência prematura de empresas, dando suporte de todas as formas para os novos empresários possam ter o conhecimento real das dificuldades de sobrevivência de novas empresas diante das adversidades do cenário nacional. 1.2 O papel do departamento pessoal O Departamento Pessoal é uma das áreas que mais cresce no Brasil. Ele é um departamento especifico para tratar das questões sobre admissão, folha de pagamento, demissão, férias, 13º terceiro e etc., toda instituição privada, pública, ONGs, fundações e etc. que tem colaboradores registrados pela CLT precisam ter pessoas específicas para trabalhar com admissão, folha de pagamento, demissão, ou seja, o DP é um setor indispensável para quaisquer empresas. O Departamento Pessoal é muito confundido com Recursos Humanos, um grande equívoco já que o Departamento Pessoal é mais responsável pela parte burocrática (relativo a legislação Trabalhista e Previdenciária). É o setor que elabora a folha de pagamento, faz registro das carteiras dos funcionários, calcula as guias do INSS e FGTS para pagamento, cuida da parte demissional, etc.
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    8 1.2.1 Departamento Contábil Odepartamento contábil ele é essencial em uma empresa, ele que produz as demonstrações financeiras, mostra para os sócios o que a empresa está ganhando e perdendo e como anda os investimentos da entidade. O departamento contábil também trabalha com a parte fiscal da empresa. Ou seja, o departamento contábil ele é obrigatório em uma entidade de médio porte para cima, este departamento é quem produz as informações para os gestores da empresa saber onde e como agir. Uma empresa para ter sucesso nos dias atuais, precisa que seus Gestores trabalhem em fina harmonia. Como numa teia, cada Departamento, dentro de uma empresa, deve ter ligações com os outros Departamentos, trocando informações entre si, para poderem tomar decisões precisas. O Departamento Contábil de uma empresa deve manter relação harmônica com todos os outros Departamentos. Uma boa relação entre Gestor Contábil e demais Gestores é vital para o crescimento de uma empresa, pois, as decisões a serem tomadas dependem das informações auxiliadas pelo contador. O Departamento Contábil, além de mostrar em números a realidade financeira de uma empresa, harmoniza também os outros Departamentos, pois essa realidade fará com que cada um destes Departamentos atue dentro dos limites financeiros da empresa, não colocando em risco o bom funcionamento. No atual cenário econômico nacional e internacional, cenário da economia globalizada, o Departamento Contábil para uma empresa, seja ela de pequeno porte ou uma multinacional, é muito importante, pois as contas, os gastos, os investimentos devem estar de acordo com a realidade da empresa. Num cenário que não admite erros ou equívocos, uma empresa com a saúde financeira bem controlada tende a ter sucesso. O mau uso de recursos financeiros pode levar a falência qualquer empresa, o Departamento Contábil é quem mostrará como estão as finanças. 1.2.2 Papel do departamento Fiscal O Setor Fiscal é de fundamental importância para as empresas, pois tem como função principal a determinação da forma de tributação mais adequada e
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    9 também define suasobrigações na legislação federal, estadual e municipal. Em vista disso, esse setor está em constante treinamento. Suas principais funções e atribuições são: Enquadramento da empresa no sistema tributário: simples nacional. Lucro presumido, lucro real, lucro real estimado. As áreas fiscais e contábeis, nos dias de hoje, acabam se limitando basicamente a escrituração e apuração de impostos, pois a exigência que recai sobre estás áreas se evidencia no pagamento de tributos e taxas. Em virtude dessa limitação a contabilidade fiscal é associada exclusivamente às obrigações fiscais. Apuração dos impostos: Simples, ISS, ICMS, ICMS-ST, PIS, COFINS, IRPJ, CSLL, etc. Apuração de impostos retidos na fonte (IRRF, INSS, ISS, PIS/COFINS/CSLL, etc.) Escrituração de Livros Fiscais: Livro de Entradas, Livro de Saídas, Livro de Registro de Apuração de ICMS, entre outros. Escrituração livros fiscais serviços prestados e tomados; SPED fiscal e SPED contribuições (Sistema Público de Escrituração Digital); Preenchimento e entrega de demonstrativos: DACON, Sintegra, DASN, DCTF, DIMOB, entre outros. 2. A importância da Teoria da Contabilidade na Escrituração Contábil A contabilidade desenvolveu-se, inicialmente, de forma preponderantemente prática, com ênfase apenas nas partidas dobradas e livros de escrituração. Sá (2002) destaca que a contabilidade por muito tempo teve como significado a escrita, manutenção de livros de escrituração de “contas”, apresentação de saldos de contas e dados sobre acontecimentos havidos nos negócios. Para Iudícibus, Martins e Carvalho (2005, p. 9) explicam que a contabilidade, antes de ciência, foi, em seus inícios, um sistema completo de escrituração, onde sistema de escrituração e método das partidas dobradas eram sinônimos de contabilidade. Esta visão se reformulou ao longo da história, tendo a contabilidade recebido diversos outros sentidos e significados. Com a evolução na utilização da contabilidade, está passou a preocupar-se, de maneira mais abrangente, com os eventos econômicos relativos às entidades, de forma a traduzir aos seus interessados/usuários o que se passa em termos econômicos e financeiros em seus negócios. Nesse modelo da nova contabilidade consiste em um tipo de estrutura organizacional que surge com objetivo de alcançar a máxima eficiência através da
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    10 racionalidade, ou seja,da escolha dos processos mais eficientes para alcançar seus objetivos pretendidos. Diante destas mudanças, torna-se importante a compreensão da contabilidade como conhecimento, o que pode ocorrer através do estudo da Teoria da Contabilidade. A Burocracia, de acordo com Weber, é um modelo de organização humana baseado na racionalidade, ou seja, na adequação dos meios aos fins. Suas origens remontam à Antiguidade, Porém a forma atual surge após a revolução Industrial. A sociedade Burocrática, segundo Weber, caracteriza-se pela racionalidade, impessoalidade (ênfase nos papeis sociais), formalidade e meritocracia. Da mesma forma a teoria da contabilidade tem sido definida como um conjunto coerente de princípios lógicos que oferece uma compreensão melhor das práticas existentes a contadores, investidores, administradores, estudantes, enfim, a todos os usuários da contabilidade; oferece um referencial conceitual para avaliação de práticas contábeis. Entretanto, fazer contabilidade dentro dos preceitos não se trata, exclusivamente, de necessidade gerencial, fato que já se prestaria como importante justificativa. A escrituração contábil, ainda que de forma simplificada, e as demonstrações contábeis delas decorrentes estão arroladas com exigências ou atribuições que devem ser satisfeitas pelos contabilistas em atendimento aos diversos dispositivos da legislação de regência, sob pena de punição e responsabilidade profissionais, conforme vinculo obrigacional que seguem. 3. A legislação profissional como auxílio no desenvolvimento das atividades do Contador e, consequentemente, na Gestão Empresarial. A responsabilidade profissional do contador e do técnico em contabilidade é referenciada nas diversas previsões do direito civil, penal, tributário, comercial, societário, previdenciário, dentre outros, e, particularmente, de forma explicita e enfatizada, nas leis que tratam dos crimes tributários. Contabilista, para exercer a profissão de forma plena, além do constante aprimoramento técnico-cultural deve conhecer a legislação aplicável à sua atividade, especialmente, aquelas voltadas ao seu exercício profissional. A atuação dos profissionais contábeis tem se mostrado cada vez mais imprescindível à sociedade, pois é fato notório que a contabilidade é capaz de
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    11 assegurar a veracidadee de atestar a confiabilidade de informações que dizem respeito ao interesse coletivo. A credibilidade para atuar como guardiã dos bens públicos, porém, não chegou à classe contábil por imposição e, muito menos, por obra do acaso. O agir ético e fundamentado nos preceitos legais vigentes é um dos principais responsáveis pela posição a qual foi alçada o profissional contábil. A Contabilidade por ter o patrimônio como objeto principal e por estar presente nas rotinas empresariais deverá obedecer a algumas exigências perante a Legislação, como os Princípios e as Convenções contábeis. Conforme o Artigo 3º da Resolução do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) N.º 750/93, os Princípios Fundamentais de Contabilidade são: Entidade, Continuidade, Oportunidade, Registro pelo valor original, Atualização monetária, Competência e prudência. A Lei nº 6.406/76, conhecida como lei das sociedades Anônimas, estabelece em seu artigo 176 as demonstrações financeiras que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da sociedade e as mutações ocorridas no exercício: Balanço Patrimonial; Demonstração do resultado do exercício; Demonstração das origens e aplicações de Recursos e Notas explicativas.com as quais o contador demostra com clareza, todos os resultados aplicado na empresa e quais foram os resultados de suas aplicações, além de criar sistemas e métodos de mensuração dos elementos e de mostrar ao empresário as vantagens dessas ações. 4 Diferença existente entre o Estresse e Síndrome de Burnout. O trabalho ocupa um papel central na vida das pessoas e é um fator relevante na formação da identidade e na inserção social das mesmas. Neste contexto, considera-se que o bem-estar adquirido pelo equilíbrio entre as expectativas em relação à atividade profissional e à concretização das mesmas é um dos fatores que constituem a qualidade de vida. Esta é proporcionada pela satisfação de condições objetivas tais como renda, emprego, objetos possuídos e qualidade de habitação, de condições subjetivas como segurança, privacidade e afeto. Uma relação satisfatória com atividade de trabalho é fundamental para o desenvolvimento nas diferentes áreas da vida humana e esta relação depende, em grande escala, dos suportes afetivos e sócios que os indivíduos recebem durante seu percurso profissional.
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    12 O profissional daera globalizada participa de um cenário constituído por diversos fatores, entre eles: a alta competividade, ascensão da mão de obra terceirizada, concorrência acirrada, carga horária cada vez mais longas etc. Este panorama de conduta estabelecido pelo mercado proporciona a o desgaste do corpo humano, de maneira fisiológica e cognitiva. Os trabalhadores de área submetidas á grande responsabilidades, a velocidade nas decisões e outros determinantes que exigem apresentações de resultados continuamente, estão cada vez mais renunciando ao seu tempo de lazer e de descanso que o corpo necessita. Nesse ambiente o estresse ocupacional e a síndrome de Burnout tem se tornado pertinente em diversos embates no mundo acadêmico e profissional, por terem se mostrado barreira real e crônica na busca de melhoria de qualidade de laboral. O Estresse não é propriamente uma doença e sim, um estado do organismo quando submetido ao esforço e à tensão. O prejuízo acontece quando as situações estressantes são contínuas e o organismo começa a sofrer com as constantes reações químicas que se sucedem, sem que haja tempo para a eliminação dessas substâncias e sem o tempo necessário para o descanso e recuperação física e emocional. A chamada Síndrome de Burnout é definida por alguns autores como uma das consequências mais marcantes do estresse profissional, e se caracteriza por exaustão emocional, avaliação negativa de si mesmo, depressão e insensibilidade com relação a quase tudo e todos (até como defesa emocional). Enfim, a Síndrome de Burnout representa o quadro que poderíamos chamar “de saco cheio” ou “não aguento mais”. Devido ao fato de essas síndromes serem ocasionadas a partir de situações relacionadas ao trabalho, há quem desconsidere suas diferenças. Entre os fatores aparentemente associados ao desenvolvimento da Síndrome de Burnout está a pouca autonomia no desempenho profissional, problemas de relacionamento com as chefias, problemas de relacionamento com colegas ou clientes, conflito entre trabalho e família, sentimento de desqualificação e falta de cooperação da equipe. No Brasil, segundo o decreto 3.048 de 6 de maio de 1999, que fala sobre agentes patogênicos causadores de doenças ocupacionais, a Síndrome de Burnout está classificada junto aos Transtornos Mentais e do Comportamento Relacionados com o Trabalho, manifestando-se com a sensação de estar acabado. Neste caso a
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    13 Síndrome de Burnoutaparece como sinônimo de Síndrome de Esgotamento Profissional. Os sintomas básicos dessa síndrome seriam, inicialmente, uma exaustão emocional onde a pessoa sente que não pode mais fazer nada de si mesma. Em seguida desenvolve sentimentos e atitudes muito negativas, como por exemplo, um certo cinismo na relação com as pessoas do seu trabalho e aparente insensibilidade afetiva. Finalmente o paciente manifesta sentimentos de falta de realização pessoal no trabalho, afetando sobremaneira a eficiência e habilidade para realização de tarefas e de adequar-se à organização. Na medida que o gestor visualizar melhor estes fenômenos psicossociais como processo, identificando suas etapas e dimensões, podendo vislumbrar ações que permitam prevenir, atenuar ou estancar estes fenômenos. Desta forma é possível auxiliar os profissionais para que este possa prosseguir concretizando seu projeto de vida pessoal e profissional. 5 Conceitos da Racionalidade e Burocracia A burocracia, segundo Weber (Chiavenato, 2003, p. 266-267), traz consigo diversas vantagens. Primeiramente, a sua racionalidade, o que significa dizer que procura os meios mais eficientes para atingir as metas da organização. A precisão com que cada cargo é definido proporciona o conhecimento exato de cada responsabilidade. Como as atividades são organizadas em rotinas e realizadas metodicamente, tornam-se, consequentemente, previsíveis, o que aumenta a sua confiabilidade. A rapidez nas decisões é obtida pela tramitação de ordens e papéis e pela uniformidade de rotinas e regulamentos que colaboram para a redução de erros e custos. A facilidade de substituição daquele que é afastado e os critérios de seleção apenas pela competência técnica garantem a continuidade do sistema burocrático, evitando o nepotismo. O trabalho é profissionalizado, e os funcionários são treinados e especializados, trazendo benefícios para as organizações. Como descrito por Chiavenato (2003, p. 268), o tipo ideal de burocracia weberiana tinha como uma das características a previsibilidade do seu funcionamento contribuindo para a obtenção de maior eficiência organizacional.
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    14 Porém, autores comoMerton, encontraram limitações na obra de Weber, partindo para uma análise crítica da realidade descrita por ele. Para Merton não existe uma organização completamente racional, como proposto por Weber. Até porque, sendo um tipo ideal, tende a ser modificado pelos homens. Merton notou que a burocracia leva também a consequências imprevistas que conduzem a ineficiências e imperfeições, e estas, por sua vez, são enfatizadas e exageradas pelos leigos. A esse fenômeno, Merton denomina de disfunções da burocracia, a exemplo da internalização das regras e o apego aos regulamentos, o excesso de formalismo e de papelório, a resistência a mudanças, a dificuldade no atendimento a clientes e os conflitos com o público. Segundo Weber, porém, a burocracia torna a organização eficiente e eficaz, garantindo rapidez, racionalidade, homogeneidade na interpretação das normas, redução dos atritos ou discriminações e padronização (decisões iguais em situações iguais). A burocracia busca amenizar as influências externas à organização, harmonizar a especialização dos seus colaboradores e o controle das suas atividades através da competência e eficiência, sem considerações de ordem pessoal. Weber identifica três fatores principais que favorecem o desenvolvimento da moderna burocracia: O desenvolvimento de uma economia monetária: na Burocracia, a moeda assume o lugar da remuneração em espécie para os funcionários, permitindo a centralização da autoridade e o fortalecimento da administração burocrática; O crescimento quantitativo e qualitativo das tarefas administrativas do Estado Moderno; A superioridade técnica – em termos de eficiência – do tipo burocrático de administração: serviu como uma força autônoma para impor sua prevalência. O desenvolvimento tecnológico fez as tarefas administrativas tenderem ao aperfeiçoamento para acompanhá-lo. Assim, os sistemas sociais cresceram em demasia, as grandes empresas passaram a produzir em massa, sufocando as pequenas. Além disso, nas grandes empresas há uma necessidade crescente de cada vez mais se obter um controle e uma maior previsibilidade do seu funcionamento. Segundo o conceito popular, a burocracia é visualizada geralmente como uma empresa, repartição ou organização onde o papelório se multiplica e se avoluma,
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    15 impedindo as soluçõesrápidas e eficientes. O termo é empregado também com o sentido de apego dos funcionários aos regulamentos e rotinas, causando ineficiência à organização. O leigo passou a dar o nome de burocracia aos defeitos do sistema. Entretanto, para Max Weber a burocracia é exatamente o contrário: é a organização eficiente por excelência e, para conseguir esta eficiência, a burocracia precisa detalhar antecipadamente e nos mínimos detalhes como as coisas devem acontecer. Em relação a este parágrafo acrescente-se que para Merton, não existem uma organização totalmente racional e o formalismo não tem a profundidade descrita por Weber. Assim pode-se dizer que para outros estudiosos a Burocracia não é tão eficiente como Weber apresenta, levando ao excesso de formalismo, de documentação e de papelório, isto leva a baixa eficiência. A análise weberiana da burocracia foi posteriormente ampliada pelo sociólogo e filósofo Arnold Gehlen em sua teoria das instituições. Para Gehlen, a burocracia é apenas uma modalidade de instituição social. Nossa vida seria impossível sem a existência de tais dispositivos, uma vez que eles disponibilizam previamente aos indivíduos determinados protocolos de ação, ou seja, orientação. Para Gehlen a razão de ser mais profunda da existência das instituições é que elas nos proporcionam não apenas eficácia, mas também um tipo específico alívio psicológico (Entlastung) pelo fato de não termos de decidir, a cada momento e sempre novamente, como orientar nossas decisões.
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    16 CONCLUSÃO Com todos essesconteúdos, conclui-se que o papel do contador está em todas as áreas do mercado, desde a área de departamento pessoal, contábil, fiscal e demais. A escrituração contábil é de suma importância no desenvolvimento e vida útil de uma empresa, sem essa escrituração a empresa não tem memória, não tem registros, assim deixando-a frágil e com uma estruturada balançada com risco de mortalidade precoce. Na parte da racionalidade e burocracia, conforme os anos os pensamentos vão se aprimorando, mas nunca deixando de seguir as normas principais e das quais foram tiradas primeiramente, no Brasil no começo não foi muito aceita, mas hoje em dia está completamente de acordo com a legislação da contabilidade, pois ela traz consigo várias vantagens tais como organização e planejamento. Identificamos também as reais diferenças entre o stress e síndrome de Burnout, deixando claro que ambas são diferentes, mas com semelhanças exportas.
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