Susan Linn, no livro Infância Roubada, descreve como sua missão "trabalhar com a mídia a fim de promover a saúde e o bem estar das crianças e abrandar os efeitos negativos da mídia".
Crianças: alvo dos especialistas em marketing Um empreendimento de múltiplos tentáculos com um orçamento de marketing combinado estimado em mais de US$ 15 bilhões anuais. Crianças influenciam mais de US$ 600 bilhões em gastos anuais As crianças brasileiras influenciam 80% das decisões de compra de uma família
  A publicidade funciona Histórias de sucesso
Afinal,  qual é o problema? Propagandas: estão direcionadas ao público adulto, que têm condições de tomar decisões visando o que é melhor para si. Crianças: estão mais vulneráveis à ação do marketing.
Até a idade de cerca de  8 anos  as  crianças não conseguem  realmente  entender  o conceito de  intenção persuasiva. Crianças mais velhas e adolescentes, mesmo sendo mais cínicos em relação a propaganda, são influenciados.
Em uma pesquisa, crianças disseram que propagandas não dizem a verdade. Propaganda agregada às emoções afeta ainda mais as crianças do que os adultos. O marketing está tão presente na vida americana que é  difícil provocar muita preocupação pelo seu impacto   nas crianças.
Até que ponto os interesses corporativos subjugam a infância moderna? As pressões comerciais em diferentes épocas.
A maioria das reclamações a respeito do marketing voltado para crianças é centrada em produtos específicos  como:
o volume de propaganda ao qual as crianças estão sendo expostas; os valores embutidos nas mensagens de marketing; o comportamento que essas mensagens inspiram; as conseqüências disso no futuro da sociedade. É preciso analisar...
Crianças são atacas por propagandas em toda parte Passam  40 horas por semana envolvidas com a mídia  (rádio, TV, filmes, revistas, internet) – onde há presença de comerciais. Uma criança, em média, assiste cerca de  40 mil comerciais infantis de televisão por ano . Na maioria das vezes sem a presença de um adulto.
 
Companhias anunciam brinquedos, roupas, acessórios baseados nos personagens ou associados a um programa. TV: ainda é o principal veículo pelo qual os publicitários atingem as crianças. 2/3  das crianças entre 8 e 18 anos têm televisores em seus quartos, assim como 32% dos que têm entre 2 e 7, e 26% das que tem abaixo de 2 anos.
Elas passam mais tempo diante da televisão do que na escola, ou convivendo com sua família.  Crianças brasileiras passam em média  4horas 50 minutos e 11 segundos por dia  assistindo à programação televisiva.
Dos   brinquedos mais vendidos ,   todos   estão associados   a  programas da mídia   ou   personagens . Merchandising: crescimento acelerado da exposição de produto Marketing de guerrilha Marketing viral Lazer comercializado: brinquedos ditam a socialização.
 
Sem se preocupar com a saúde das crianças programas envolvem-se em promoções com empresas de fast-food como MC Donald’s, Burguer King...
“ A própria publicidade é uma pedagogia que ensina os indivíduos o que eles precisam e devem desejar. [...] Ela também pode ser uma das principais forças de moldagem do pensamento e comportamento. [...] Ela é também avassaladoramente persuasiva e simbólica, suas imagens não apenas tentam vender o produto, mas elas vendem também uma visão de mundo, um estilo de vida e um sistema de valor”. (KELLNER, 1995, p.112-113)
O  marketing não define somente os produtos  que a criança irá consumir,  mas também os valores que ela irá adotar . Como por exemplo: "O que é felicidade?“, "O que é vida?". 90% dos pais consideram que o marketing na mídia contribui para que seus filhos se tornem mais materialistas. Uma conseqüência prática dos efeitos disso tudo se deu numa pesquisa em que Linn coloca que antes (quando a mídia não era tão massificada) era perguntado às crianças como elas viam seu futuro. As respostas eram sobre profissões que seguiriam. Hoje elas falam de coisas que querem possuir.
“ Não importa o que você é, mas do que você gosta” Essência  Aparência x
O marketing atual encoraja: Materialismo; Impulsividade; Autonomia; Egoísmo; Lealdade desmedida à marca. qualidades antiéticas àquelas necessárias a uma cidadania democrática saudável. Valores familiares  Propaganda Infantil x
Quem é responsável  por previnir os efeitos negativos do marketing e das ofertas da mídia nas crianças? O marketing corportativo na vida das crianças está em expansão no mundo todo, sem nenhuma supervisão.
consumismo  erotização precoce incidência alarmante de obesidade infantil a violência na juventude materialismo excessivo o desgaste das relações sociais relações conflitantes com os pais depressão ansiedade baixa autoestima dependência de tabaco  consumo precoce de álcool Impactos negativos:
Apresentação baseada no 1º capítulo do livro “Crianças do consumo – A infância roubada” de Susan Linn. Por: Larissa Rodrigues.

Turbilhão do Marketing

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    Susan Linn, nolivro Infância Roubada, descreve como sua missão "trabalhar com a mídia a fim de promover a saúde e o bem estar das crianças e abrandar os efeitos negativos da mídia".
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    Crianças: alvo dosespecialistas em marketing Um empreendimento de múltiplos tentáculos com um orçamento de marketing combinado estimado em mais de US$ 15 bilhões anuais. Crianças influenciam mais de US$ 600 bilhões em gastos anuais As crianças brasileiras influenciam 80% das decisões de compra de uma família
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    Apublicidade funciona Histórias de sucesso
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    Afinal, qualé o problema? Propagandas: estão direcionadas ao público adulto, que têm condições de tomar decisões visando o que é melhor para si. Crianças: estão mais vulneráveis à ação do marketing.
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    Até a idadede cerca de 8 anos as crianças não conseguem realmente entender o conceito de intenção persuasiva. Crianças mais velhas e adolescentes, mesmo sendo mais cínicos em relação a propaganda, são influenciados.
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    Em uma pesquisa,crianças disseram que propagandas não dizem a verdade. Propaganda agregada às emoções afeta ainda mais as crianças do que os adultos. O marketing está tão presente na vida americana que é difícil provocar muita preocupação pelo seu impacto nas crianças.
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    Até que pontoos interesses corporativos subjugam a infância moderna? As pressões comerciais em diferentes épocas.
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    A maioria dasreclamações a respeito do marketing voltado para crianças é centrada em produtos específicos como:
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    o volume depropaganda ao qual as crianças estão sendo expostas; os valores embutidos nas mensagens de marketing; o comportamento que essas mensagens inspiram; as conseqüências disso no futuro da sociedade. É preciso analisar...
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    Crianças são atacaspor propagandas em toda parte Passam 40 horas por semana envolvidas com a mídia (rádio, TV, filmes, revistas, internet) – onde há presença de comerciais. Uma criança, em média, assiste cerca de 40 mil comerciais infantis de televisão por ano . Na maioria das vezes sem a presença de um adulto.
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    Companhias anunciam brinquedos,roupas, acessórios baseados nos personagens ou associados a um programa. TV: ainda é o principal veículo pelo qual os publicitários atingem as crianças. 2/3 das crianças entre 8 e 18 anos têm televisores em seus quartos, assim como 32% dos que têm entre 2 e 7, e 26% das que tem abaixo de 2 anos.
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    Elas passam maistempo diante da televisão do que na escola, ou convivendo com sua família. Crianças brasileiras passam em média 4horas 50 minutos e 11 segundos por dia assistindo à programação televisiva.
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    Dos brinquedos mais vendidos , todos estão associados a programas da mídia ou personagens . Merchandising: crescimento acelerado da exposição de produto Marketing de guerrilha Marketing viral Lazer comercializado: brinquedos ditam a socialização.
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    Sem se preocuparcom a saúde das crianças programas envolvem-se em promoções com empresas de fast-food como MC Donald’s, Burguer King...
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    “ A própriapublicidade é uma pedagogia que ensina os indivíduos o que eles precisam e devem desejar. [...] Ela também pode ser uma das principais forças de moldagem do pensamento e comportamento. [...] Ela é também avassaladoramente persuasiva e simbólica, suas imagens não apenas tentam vender o produto, mas elas vendem também uma visão de mundo, um estilo de vida e um sistema de valor”. (KELLNER, 1995, p.112-113)
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    O marketingnão define somente os produtos que a criança irá consumir, mas também os valores que ela irá adotar . Como por exemplo: "O que é felicidade?“, "O que é vida?". 90% dos pais consideram que o marketing na mídia contribui para que seus filhos se tornem mais materialistas. Uma conseqüência prática dos efeitos disso tudo se deu numa pesquisa em que Linn coloca que antes (quando a mídia não era tão massificada) era perguntado às crianças como elas viam seu futuro. As respostas eram sobre profissões que seguiriam. Hoje elas falam de coisas que querem possuir.
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    “ Não importao que você é, mas do que você gosta” Essência Aparência x
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    O marketing atualencoraja: Materialismo; Impulsividade; Autonomia; Egoísmo; Lealdade desmedida à marca. qualidades antiéticas àquelas necessárias a uma cidadania democrática saudável. Valores familiares Propaganda Infantil x
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    Quem é responsável por previnir os efeitos negativos do marketing e das ofertas da mídia nas crianças? O marketing corportativo na vida das crianças está em expansão no mundo todo, sem nenhuma supervisão.
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    consumismo erotizaçãoprecoce incidência alarmante de obesidade infantil a violência na juventude materialismo excessivo o desgaste das relações sociais relações conflitantes com os pais depressão ansiedade baixa autoestima dependência de tabaco consumo precoce de álcool Impactos negativos:
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    Apresentação baseada no1º capítulo do livro “Crianças do consumo – A infância roubada” de Susan Linn. Por: Larissa Rodrigues.