OPINIÃO
SALVADOR SEGUNDA-FEIRA 24/3/2014A2
opiniao@grupoatarde.com.br
Os artigos assinados publicados nas páginas A2 e A3 não expressam necessariamente a opinião de A TARDE.
Participe desta página: e-mail: opiniao@grupoatarde.com.br
Cartas: Redação de A TARDE/Opinião - R. Professor Milton Cayres de Brito, 204, Caminho das Árvores, Salvador-BA, CEP 41822-900
ESPAÇO DO LEITOR
Decisões questionáveis
A Câmara dos Deputados concluiu a votação
da reforma do Código do Processo Civil. O
código tem efeitos para a tramitação das di-
versas ações de indenizações. A sua redação
final será votada pela comissão que discutiu
a matéria. Um dos itens que causaram maior
impacto foi o que trata das invasões de terras
e de imóveis que durarem mais de um ano.
Segundo os seus membros, deverá ocorrer
umaaudiênciadeconciliaçãoentrequemteve
o seu bem invadido e o invasor, antes de se
analisar o pedido de reintegração solicitada
pelo primeiro citado. Assim sendo, condições
totalmente distintas serão equiparadas;
dar-se-áaquempraticouodelitoigualdadede
condições ao de quem sofreu o dano. Real-
mente no Brasil bolivariano, o sagrado direito
de propriedade, consagrado em qualquer na-
ção realmente democrática, foi para o brejo.
Com essa interpretação dada pela comissão,
as invasões tornar-se-ão ainda muito mais
atraentes do que já são hoje em dia. RICARDO
PEREIRA DE MIRANDA, SALVADOR - BA, RICAR-
MIRAN@TERRA.COM.BR
E o povo que se dane
Venho acompanhando o imbróglio político
que se formou na Bahia e, assim, venho no-
tando que está provado que, para eles, os
políticos, o que interessa é terem bons re-
sultados nas negociações. O que interessa é
ganhar,épermanecernopoder.Bastaler,com
cuidado, o porquê do governador escolher
João Leão para ser o vice na chapa do seu
candidato. Segundo li em A TARDE de 20/03,
Leão foi escolhido porque o partido a que ele
pertence tem um número maior de prefeitos
e deputados federais e mais tempo na te-
levisão, ou seja, só faltou dizer: o povo que se
dane. É por isso que o comércio de filmes na
TV está crescendo a cada dia, pois os mais
entendidos, os mais astutos, os mais inte-
ligentes, não aguentam mais esse troca-troca
apenasvisandoseubem-estar,esquecendo-se
que o povo é que deveria ser ouvido. Mas... o
povoquesedane. ROQUEOLIVEIRA,ROQUEOL-
LIVEIRA@IG.COM.BR
Instrutores desvalorizados
Os instrutores práticos de autoescolas têm a
responsabilidade de "formar" motoristas de
todas as categorias e motociclistas. Eles têm
um salário indigno de R$ 1.100. Diante dessa
desvalorização profissional, o que sê vê são
professores de trânsito estressados, depres-
sivos, impacientes e desanimados, o que aca-
ba, sem querer, atingindo os alunos nega-
tivamente. Infelizmente o sindicato da ca-
tegoria é fraco como o super-homem perto de
uma criptonita. O caminho para o bom senso
seria o patrão, que ganha muito com o alu-
no-cliente-produto, pagar bem aos seus fun-
cionáriosdoensino. CARLOSALBERTOS.QUIN-
TELA, CARLOSQUINTELA2010@GMAIL.COM
Crítica procedente
AcartadeJoséHollyMendesVieira,publicada
napáginaA2,EspaçodoLeitor,de20demarço
de 2014, traz uma crítica procedente ao Su-
premo Tribunal Federal. De acordo com ele, o
STF “...modificou o conceito de quadrilha, de-
negriu ainda mais a já combalida imagem da
justiça e angariou o total repúdio dos seus
concidadãos...”. A indignação do autor mostra
a necessidade de o povo enviar para o Con-
gressoNacionalumprojetodeleideiniciativa
populartalqualoidealizadoparaaleidaficha
limpa, que reúna cerca de 1,3 milhão de as-
sinaturas com o objetivo de mudar a excres-
cência do art. 101º da Constituição brasileira
que dá direito ao presidente da República de
indicar ministros para o Supremo Tribunal
Federale,assim,poderemtransformaramais
alta corte da justiça do país “em uma re-
partição pública, ocupada por despachantes
encarregados de executar as ordens do go-
verno” (J.R. Guzzo, Veja, ed. 2.364, ano 47, nº 11,
12 de março de 2014, p.114). LUIZ CARLOS SAN-
TOS LOPES, LUIZ.LOPES1@GMAIL.COM
Luz de alerta para a axé music
Depois da saída de Bell Marques da banda
Chiclete com Banana, tudo indica que o líder
da banda Asa de Águia, Durval Lellys, irá se-
guir carreira solo. Depois de mais de duas
décadas,podechegaraofimumadasmaiores
bandas do Brasil. Fala-se nos bastidores que,
com o fim da banda, Durval seguiria em car-
reira solo e os demais integrantes iriam tocar
projetos distintos. Como fã do gênero axé
music, o que me faz ligar o sinal de alerta é o
medo de que possa estar chegando ao fim, já
que grandes artistas andam perdendo espaço
namídia.Fazemosomelhorcarnavaldomun-
do, precisamos ter cuidado para não esque-
cermos de grandes artistas que fizeram essa
festa ter a dimensão que tem hoje. CARLOS
MAGALHÃES JR.,CAMJRBAHIA@HOTMAIL.COM
Sucom
Quem poderia dizer em sã consciência que
um dia teríamos saudade do ex-prefeito João
Henrique? Pois é justamente isso que esta
acontecendo em relação à Sucom. Na admi-
nistração passada esse era um dos melhores
órgãos da prefeitura. Agora que temos um
prefeito que está mostrando serviço, o senhor
SilvioPinheiroaindanãodisseaqueveio.Para
conseguirumTVL,ocontribuintetempenado
muito, sem contar que a poluição sonora não
tem sido combatida como antes. Neto nos
socorra. RUFINO ARGOLO, RALF_8872@HOT-
MAIL.COM
Emiliano José
Jornalista e escritor
emiljose@uol.com.br
N
os últimos dias, tenho me deparado
com Iara Iavelberg. Voltar à pesquisa
do livro sobre Lamarca me fez re-
encontrá-la com sua beleza, sua ousadia, a
noção de autonomia de seu corpo, o direito
de amar exercido em plenitude, e o direito
também de se apaixonar perdidamente, co-
mo ocorreu com o capitão da guerrilha. Era
psicóloga e deu aulas como professora as-
sistente na Universidade de São Paulo.
Desde muito jovem, tornou-se militante
revolucionária, passando pela Organização
Revolucionária Marxista Política Operária
(Polop), Vanguarda Armada Revolucionária
Palmares (VAR-Palmares), Vanguarda Popu-
lar Revolucionária e Movimento Revolucio-
nário 8 de Outubro (MR-8). Foi assassinada
na Pituba em 20 de agosto de 1971 pela
ditadura. No dia 17 de setembro, Lamarca
também será assassi-
nado no município de
Ipupiara, próximo a
Brotas de Macaúbas.
Iara, ao se apaixo-
nar por Lamarca, de-
terminou-se a ter um
filho. Os problemas
de saúde não permi-
tiam a gravidez, e es-
sa impossibilidade
causava-lhe muito
sofrimento. Queria
selar o amor com um
filho. Nos últimos
dias de vida, ela em
Salvador, ele no Bu-
riti Cristalino, em
Brotas de Macaúbas,
não havia chance de
contato. Ele escrevia um diário, onde
transbordava de paixão por ela, que aca-
bou nas mãos da repressão política. Ela
nutria esperança de unir-se a ele no ser-
tão, fossem quais fossem as dificuldades.
Nada foi possível. O amor foi abortado
pelas balas da ditadura.
Como Iara, outra psicóloga, com curso
concluído em Genebra em 1970, Pauline
Philipe Reichstul, foi assassinada em Per-
nambuco, em janeiro de 1973. Nascida em
Praga, chegou ao Brasil com oito anos de
idade. Tornou-se companheira de Ladis-
lau Dowbor, dirigente da VPR banido do
país em junho de 1970. Na Europa, de-
nunciava os crimes dos generais, suas
torturas e todas as atrocidades. Ao voltar
ao Brasil, em 1973, a ditadura a matou,
enterrando-a como indigente no cemi-
tério da Várzea, em Recife. O corpo de-
pois foi reclamado pela família.
Aurora Maria Nascimento Furtado, psi-
cóloga, também da USP, como Iara, foi
assassinada, sob torturas, em novembro
de 1972, no Rio de Janeiro. Tentando rom-
per um cerco da repressão, matou um
policial, foi presa e submetida a torturas
inomináveis, como a “coroa de cristo”,
fita de aço que vai gradativamente sendo
apertada, esmagando aos poucos o crâ-
nio. O ex-comandante do DOI-Codi do
Rio de Janeiro, ex-comandante da VI Re-
gião Militar de Salvador, Adyr Fiuza de
Castro, confirmou a tortura e a morte
dela: “Eles não estavam satisfeitos com
um de seus companheiros morto. Calculo
o que fizeram com ela”.
Debrucei-me sobre esses três casos,
provocado por um debate para o qual fui
convidado. São dias de lembrar o terror
dos 21 anos de ditadura. Propunha-se dis-
cutir sobre as psicólogas e a ditadura.
Não creio tenha sido simplesmente a
condição profissional que as tenha le-
vado à luta contra a ditadura. Penso, no
entanto, que contribuiu. Certamente,
descobriram, nos estudos, inclusive na
psicologia, não ser possível enfrentar as
doenças psicológicas da sociedade senão
extirpando o monstro que tornava toda
a sociedade brasilei-
ra enferma, a ditadu-
ra.
Essas três jovens, e
todas eram muito
jovens, tinham no-
ção de que era ne-
cessário primeiro
enfrentar o monstro
visível, o monstro
capaz de prender,
torturar, matar, fa-
zer desaparecer pes-
soas, torturar crian-
ças e religiosos, para
depois pensar na clí-
nica, no enfrenta-
mento dos muitos
distúrbios da alma.
Havia algum maior
do que a ditadura? Esta é sempre uma
doença grave.
Iara, Pauline, Aurora foram às últimas
consequências. Merecem ser lembradas
como heroínas do povo brasileiro. Pro-
vavelmente, seriam excelentes psicólo-
gas, quem sabe psicanalistas, não hou-
vesse o monstro a barrar-lhes o caminho.
Ousaram tentar derrotá-lo, tirá-lo da
frente para abrir a possibilidade de uma
sociedade capaz de enfrentar suas neu-
roses. O monstro as matou, com a cruel-
dade de quem não tem lei a respeitar, na
certeza da impunidade. A Comissão Na-
cional da Verdade está revelando a face
cruel do monstro. Está sendo julgado pe-
la sociedade brasileira. E a justiça, mes-
mo tardia, há de chegar. Ditadura, nunca
mais! Liberdade, sempre!
EMILIANO JOSÉ ESCREVE 2ª-FEIRA, QUINZENALMENTE
São dias de lembrar
o terror dos 21 anos
de ditadura. Ao
enfrentar o monstro,
Iara, Pauline, Aurora
foram às últimas
consequências.
Merecem ser
lembradas
como heroínas
JAC fica para 2015
Vai ficar para o próximo governador o prazer
de aparecer na foto de inauguração da fábrica
da JAC Motors em Camaçari.
Comexplicaçõesdiferentesparaoatrasono
projeto, tanto a montadora quanto o governo
do estado reconhecem que a unidade, um dos
grandes destaques do governo Jaques Wagner
naáreaeconômica,nãoiniciaasoperaçõesem
2014.
A expectativa é que no final deste ano as
obras estejam a todo o vapor, porém sem
nenhuma condição de produzir veículos ain-
da.
O novo prazo para o início da produção de
veículos na fábrica, que receberá um inves-
timento de R$ 900 milhões, ainda está sendo
fechado.
É provável, informa a assessoria de impren-
sadaJACMotors,queaplantacomeceaoperar
entre abril e maio de 2015.
EXPLICAÇÕES – De acordo com o secretário
da Indústria, Comércio e Mineração da Bahia,
James Correia, o centro do problema é um
financiamento de R$ 110 milhões que a mon-
tadora está buscando para a realização das
obras civis com a Caixa Econômica Federal e
a Desenbahia. Segundo ele, houve uma mu-
dança no controle acionário, que antes tinha
o brasileiro Sérgio Habib como sócio majo-
ritário dos chineses. “Inverteu. Agora Habib
tem 34% e os chineses tem 66%”, diz Correia.
Por isso, o processo de financiamento teria
tido que ser reiniciado, explica o secretário.
“Vai sair o financiamento, sem dúvidas. Mas
até lá já se perderam dois meses e eu acredito
que vão se perder outros dois”, afirma.
EXPLICAÇÕES II – A JAC Motors do Brasil
atribui o atraso na conclusão da fábrica a
dificuldades no processo de licenciamento.
Segundoaassessoriadeimprensa,aáreaonde
o complexo industrial será construído per-
tencia a mais de um dono, o que demandou
maisdeumprocessodelicenciamento.Outro
fator de atraso teria sido o intenso período de
chuvas no segundo semestre do ano passado,
que atrapalhou as obras de terraplanagem.
Por fim, até o final deste ano a JAC ainda não
terá treinado todos os trabalhadores neces-
sários.
Menos uma festa
Um dos argumentos do governador Jaques
Wagner para ficar no cargo até o final do
mandato era o desejo de "entregar" grandes
projetos lançados ou tocados na gestão de-
le.
Pelomenosquatrograndesjáfrustraramos
planos dele.
Além da JAC, já prorrogaram os planos de
inauguração o Complexo Acrílico da Basf, a
Ferrovia Oeste-Leste e o Porto Sul.
– O mais importante é que este governo
planejou o desenvolvimento do estado e vai
deixar bons projetos encaminhados. Isso não
é uma competição de inaugurações – diz o
secretário James Correia.
Coisas da vida
Se depender do governador Jaques Wagner
(PT), o deputado João Leão (PP), pré-candidato
a vice-governador pela situação, não precisa
sepreocuparemdarexplicaçõesdoquedisse,
ou não, a respeito do secretário da Casa Civil,
Rui Costa (PT), que vai liderar a chapa como
candidato ao governo:
– Eu procuro não ouvir aquilo que não me
interessa.Eunãoseioquefoidito,maspolítica
é isso mesmo. Enquanto o PT não decidia, ele
exerceuolegítimodireitodetentarparticipar
doprocessodeescolha.Édavida,tantoqueele
aceitou ser vice de Rui – ponderou Wagner.
Na corda bamba
Ex-integrante do Conselho de Administração
da Petrobras na época da compra da Refinaria
de Pasadena, o governador Jaques Wagner fez
malabarismo para falar da operação sem ma-
goar nem a presidente Dilma Rousseff, nem
o secretário do Planejamento da Bahia, Sérgio
Gabrielli, que é ex-presidente da Petrobras:
– Eu participei de uma votação que votou
estrategicamente o interesse da Petrobras de
terumaposiçãonomercadoamericano.Eessa
posição se consolidou na refinaria de Pasa-
dena. Um conselho de administração não vai
ler relatório de 3 mil páginas – justificou.
. O delegado aposentado e pré-candidato a
deputado pelo PTC de São Paulo, Romeu
Tuma Júnior, lança hoje, às 19 horas, na
Livraria Cultura o polêmico livro Assassi-
nato de Reputações — Um Crime de Esta-
do.
. No sábado, às 10 horas, no Centro de Con-
venções, o PTC realiza a convenção estadual,
que deve reeleger o atual presidente, Rivail-
ton Veloso, e o vice, Ricardo Grey.
COLABOROU FERNANDO DUARTE
Donaldson Gomes
Jornalista
dogomes@grupoatarde.com.br
TEMPO PRESENTE Psicólogas
e ditadura
Editor
Jary Cardoso
www.atarde.uol.com.br/chamegente
www.atarde.com.br/cultura
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    OPINIÃO SALVADOR SEGUNDA-FEIRA 24/3/2014A2 opiniao@grupoatarde.com.br Osartigos assinados publicados nas páginas A2 e A3 não expressam necessariamente a opinião de A TARDE. Participe desta página: e-mail: opiniao@grupoatarde.com.br Cartas: Redação de A TARDE/Opinião - R. Professor Milton Cayres de Brito, 204, Caminho das Árvores, Salvador-BA, CEP 41822-900 ESPAÇO DO LEITOR Decisões questionáveis A Câmara dos Deputados concluiu a votação da reforma do Código do Processo Civil. O código tem efeitos para a tramitação das di- versas ações de indenizações. A sua redação final será votada pela comissão que discutiu a matéria. Um dos itens que causaram maior impacto foi o que trata das invasões de terras e de imóveis que durarem mais de um ano. Segundo os seus membros, deverá ocorrer umaaudiênciadeconciliaçãoentrequemteve o seu bem invadido e o invasor, antes de se analisar o pedido de reintegração solicitada pelo primeiro citado. Assim sendo, condições totalmente distintas serão equiparadas; dar-se-áaquempraticouodelitoigualdadede condições ao de quem sofreu o dano. Real- mente no Brasil bolivariano, o sagrado direito de propriedade, consagrado em qualquer na- ção realmente democrática, foi para o brejo. Com essa interpretação dada pela comissão, as invasões tornar-se-ão ainda muito mais atraentes do que já são hoje em dia. RICARDO PEREIRA DE MIRANDA, SALVADOR - BA, RICAR- MIRAN@TERRA.COM.BR E o povo que se dane Venho acompanhando o imbróglio político que se formou na Bahia e, assim, venho no- tando que está provado que, para eles, os políticos, o que interessa é terem bons re- sultados nas negociações. O que interessa é ganhar,épermanecernopoder.Bastaler,com cuidado, o porquê do governador escolher João Leão para ser o vice na chapa do seu candidato. Segundo li em A TARDE de 20/03, Leão foi escolhido porque o partido a que ele pertence tem um número maior de prefeitos e deputados federais e mais tempo na te- levisão, ou seja, só faltou dizer: o povo que se dane. É por isso que o comércio de filmes na TV está crescendo a cada dia, pois os mais entendidos, os mais astutos, os mais inte- ligentes, não aguentam mais esse troca-troca apenasvisandoseubem-estar,esquecendo-se que o povo é que deveria ser ouvido. Mas... o povoquesedane. ROQUEOLIVEIRA,ROQUEOL- LIVEIRA@IG.COM.BR Instrutores desvalorizados Os instrutores práticos de autoescolas têm a responsabilidade de "formar" motoristas de todas as categorias e motociclistas. Eles têm um salário indigno de R$ 1.100. Diante dessa desvalorização profissional, o que sê vê são professores de trânsito estressados, depres- sivos, impacientes e desanimados, o que aca- ba, sem querer, atingindo os alunos nega- tivamente. Infelizmente o sindicato da ca- tegoria é fraco como o super-homem perto de uma criptonita. O caminho para o bom senso seria o patrão, que ganha muito com o alu- no-cliente-produto, pagar bem aos seus fun- cionáriosdoensino. CARLOSALBERTOS.QUIN- TELA, CARLOSQUINTELA2010@GMAIL.COM Crítica procedente AcartadeJoséHollyMendesVieira,publicada napáginaA2,EspaçodoLeitor,de20demarço de 2014, traz uma crítica procedente ao Su- premo Tribunal Federal. De acordo com ele, o STF “...modificou o conceito de quadrilha, de- negriu ainda mais a já combalida imagem da justiça e angariou o total repúdio dos seus concidadãos...”. A indignação do autor mostra a necessidade de o povo enviar para o Con- gressoNacionalumprojetodeleideiniciativa populartalqualoidealizadoparaaleidaficha limpa, que reúna cerca de 1,3 milhão de as- sinaturas com o objetivo de mudar a excres- cência do art. 101º da Constituição brasileira que dá direito ao presidente da República de indicar ministros para o Supremo Tribunal Federale,assim,poderemtransformaramais alta corte da justiça do país “em uma re- partição pública, ocupada por despachantes encarregados de executar as ordens do go- verno” (J.R. Guzzo, Veja, ed. 2.364, ano 47, nº 11, 12 de março de 2014, p.114). LUIZ CARLOS SAN- TOS LOPES, LUIZ.LOPES1@GMAIL.COM Luz de alerta para a axé music Depois da saída de Bell Marques da banda Chiclete com Banana, tudo indica que o líder da banda Asa de Águia, Durval Lellys, irá se- guir carreira solo. Depois de mais de duas décadas,podechegaraofimumadasmaiores bandas do Brasil. Fala-se nos bastidores que, com o fim da banda, Durval seguiria em car- reira solo e os demais integrantes iriam tocar projetos distintos. Como fã do gênero axé music, o que me faz ligar o sinal de alerta é o medo de que possa estar chegando ao fim, já que grandes artistas andam perdendo espaço namídia.Fazemosomelhorcarnavaldomun- do, precisamos ter cuidado para não esque- cermos de grandes artistas que fizeram essa festa ter a dimensão que tem hoje. CARLOS MAGALHÃES JR.,CAMJRBAHIA@HOTMAIL.COM Sucom Quem poderia dizer em sã consciência que um dia teríamos saudade do ex-prefeito João Henrique? Pois é justamente isso que esta acontecendo em relação à Sucom. Na admi- nistração passada esse era um dos melhores órgãos da prefeitura. Agora que temos um prefeito que está mostrando serviço, o senhor SilvioPinheiroaindanãodisseaqueveio.Para conseguirumTVL,ocontribuintetempenado muito, sem contar que a poluição sonora não tem sido combatida como antes. Neto nos socorra. RUFINO ARGOLO, RALF_8872@HOT- MAIL.COM Emiliano José Jornalista e escritor emiljose@uol.com.br N os últimos dias, tenho me deparado com Iara Iavelberg. Voltar à pesquisa do livro sobre Lamarca me fez re- encontrá-la com sua beleza, sua ousadia, a noção de autonomia de seu corpo, o direito de amar exercido em plenitude, e o direito também de se apaixonar perdidamente, co- mo ocorreu com o capitão da guerrilha. Era psicóloga e deu aulas como professora as- sistente na Universidade de São Paulo. Desde muito jovem, tornou-se militante revolucionária, passando pela Organização Revolucionária Marxista Política Operária (Polop), Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares), Vanguarda Popu- lar Revolucionária e Movimento Revolucio- nário 8 de Outubro (MR-8). Foi assassinada na Pituba em 20 de agosto de 1971 pela ditadura. No dia 17 de setembro, Lamarca também será assassi- nado no município de Ipupiara, próximo a Brotas de Macaúbas. Iara, ao se apaixo- nar por Lamarca, de- terminou-se a ter um filho. Os problemas de saúde não permi- tiam a gravidez, e es- sa impossibilidade causava-lhe muito sofrimento. Queria selar o amor com um filho. Nos últimos dias de vida, ela em Salvador, ele no Bu- riti Cristalino, em Brotas de Macaúbas, não havia chance de contato. Ele escrevia um diário, onde transbordava de paixão por ela, que aca- bou nas mãos da repressão política. Ela nutria esperança de unir-se a ele no ser- tão, fossem quais fossem as dificuldades. Nada foi possível. O amor foi abortado pelas balas da ditadura. Como Iara, outra psicóloga, com curso concluído em Genebra em 1970, Pauline Philipe Reichstul, foi assassinada em Per- nambuco, em janeiro de 1973. Nascida em Praga, chegou ao Brasil com oito anos de idade. Tornou-se companheira de Ladis- lau Dowbor, dirigente da VPR banido do país em junho de 1970. Na Europa, de- nunciava os crimes dos generais, suas torturas e todas as atrocidades. Ao voltar ao Brasil, em 1973, a ditadura a matou, enterrando-a como indigente no cemi- tério da Várzea, em Recife. O corpo de- pois foi reclamado pela família. Aurora Maria Nascimento Furtado, psi- cóloga, também da USP, como Iara, foi assassinada, sob torturas, em novembro de 1972, no Rio de Janeiro. Tentando rom- per um cerco da repressão, matou um policial, foi presa e submetida a torturas inomináveis, como a “coroa de cristo”, fita de aço que vai gradativamente sendo apertada, esmagando aos poucos o crâ- nio. O ex-comandante do DOI-Codi do Rio de Janeiro, ex-comandante da VI Re- gião Militar de Salvador, Adyr Fiuza de Castro, confirmou a tortura e a morte dela: “Eles não estavam satisfeitos com um de seus companheiros morto. Calculo o que fizeram com ela”. Debrucei-me sobre esses três casos, provocado por um debate para o qual fui convidado. São dias de lembrar o terror dos 21 anos de ditadura. Propunha-se dis- cutir sobre as psicólogas e a ditadura. Não creio tenha sido simplesmente a condição profissional que as tenha le- vado à luta contra a ditadura. Penso, no entanto, que contribuiu. Certamente, descobriram, nos estudos, inclusive na psicologia, não ser possível enfrentar as doenças psicológicas da sociedade senão extirpando o monstro que tornava toda a sociedade brasilei- ra enferma, a ditadu- ra. Essas três jovens, e todas eram muito jovens, tinham no- ção de que era ne- cessário primeiro enfrentar o monstro visível, o monstro capaz de prender, torturar, matar, fa- zer desaparecer pes- soas, torturar crian- ças e religiosos, para depois pensar na clí- nica, no enfrenta- mento dos muitos distúrbios da alma. Havia algum maior do que a ditadura? Esta é sempre uma doença grave. Iara, Pauline, Aurora foram às últimas consequências. Merecem ser lembradas como heroínas do povo brasileiro. Pro- vavelmente, seriam excelentes psicólo- gas, quem sabe psicanalistas, não hou- vesse o monstro a barrar-lhes o caminho. Ousaram tentar derrotá-lo, tirá-lo da frente para abrir a possibilidade de uma sociedade capaz de enfrentar suas neu- roses. O monstro as matou, com a cruel- dade de quem não tem lei a respeitar, na certeza da impunidade. A Comissão Na- cional da Verdade está revelando a face cruel do monstro. Está sendo julgado pe- la sociedade brasileira. E a justiça, mes- mo tardia, há de chegar. Ditadura, nunca mais! Liberdade, sempre! EMILIANO JOSÉ ESCREVE 2ª-FEIRA, QUINZENALMENTE São dias de lembrar o terror dos 21 anos de ditadura. Ao enfrentar o monstro, Iara, Pauline, Aurora foram às últimas consequências. Merecem ser lembradas como heroínas JAC fica para 2015 Vai ficar para o próximo governador o prazer de aparecer na foto de inauguração da fábrica da JAC Motors em Camaçari. Comexplicaçõesdiferentesparaoatrasono projeto, tanto a montadora quanto o governo do estado reconhecem que a unidade, um dos grandes destaques do governo Jaques Wagner naáreaeconômica,nãoiniciaasoperaçõesem 2014. A expectativa é que no final deste ano as obras estejam a todo o vapor, porém sem nenhuma condição de produzir veículos ain- da. O novo prazo para o início da produção de veículos na fábrica, que receberá um inves- timento de R$ 900 milhões, ainda está sendo fechado. É provável, informa a assessoria de impren- sadaJACMotors,queaplantacomeceaoperar entre abril e maio de 2015. EXPLICAÇÕES – De acordo com o secretário da Indústria, Comércio e Mineração da Bahia, James Correia, o centro do problema é um financiamento de R$ 110 milhões que a mon- tadora está buscando para a realização das obras civis com a Caixa Econômica Federal e a Desenbahia. Segundo ele, houve uma mu- dança no controle acionário, que antes tinha o brasileiro Sérgio Habib como sócio majo- ritário dos chineses. “Inverteu. Agora Habib tem 34% e os chineses tem 66%”, diz Correia. Por isso, o processo de financiamento teria tido que ser reiniciado, explica o secretário. “Vai sair o financiamento, sem dúvidas. Mas até lá já se perderam dois meses e eu acredito que vão se perder outros dois”, afirma. EXPLICAÇÕES II – A JAC Motors do Brasil atribui o atraso na conclusão da fábrica a dificuldades no processo de licenciamento. Segundoaassessoriadeimprensa,aáreaonde o complexo industrial será construído per- tencia a mais de um dono, o que demandou maisdeumprocessodelicenciamento.Outro fator de atraso teria sido o intenso período de chuvas no segundo semestre do ano passado, que atrapalhou as obras de terraplanagem. Por fim, até o final deste ano a JAC ainda não terá treinado todos os trabalhadores neces- sários. Menos uma festa Um dos argumentos do governador Jaques Wagner para ficar no cargo até o final do mandato era o desejo de "entregar" grandes projetos lançados ou tocados na gestão de- le. Pelomenosquatrograndesjáfrustraramos planos dele. Além da JAC, já prorrogaram os planos de inauguração o Complexo Acrílico da Basf, a Ferrovia Oeste-Leste e o Porto Sul. – O mais importante é que este governo planejou o desenvolvimento do estado e vai deixar bons projetos encaminhados. Isso não é uma competição de inaugurações – diz o secretário James Correia. Coisas da vida Se depender do governador Jaques Wagner (PT), o deputado João Leão (PP), pré-candidato a vice-governador pela situação, não precisa sepreocuparemdarexplicaçõesdoquedisse, ou não, a respeito do secretário da Casa Civil, Rui Costa (PT), que vai liderar a chapa como candidato ao governo: – Eu procuro não ouvir aquilo que não me interessa.Eunãoseioquefoidito,maspolítica é isso mesmo. Enquanto o PT não decidia, ele exerceuolegítimodireitodetentarparticipar doprocessodeescolha.Édavida,tantoqueele aceitou ser vice de Rui – ponderou Wagner. Na corda bamba Ex-integrante do Conselho de Administração da Petrobras na época da compra da Refinaria de Pasadena, o governador Jaques Wagner fez malabarismo para falar da operação sem ma- goar nem a presidente Dilma Rousseff, nem o secretário do Planejamento da Bahia, Sérgio Gabrielli, que é ex-presidente da Petrobras: – Eu participei de uma votação que votou estrategicamente o interesse da Petrobras de terumaposiçãonomercadoamericano.Eessa posição se consolidou na refinaria de Pasa- dena. Um conselho de administração não vai ler relatório de 3 mil páginas – justificou. . O delegado aposentado e pré-candidato a deputado pelo PTC de São Paulo, Romeu Tuma Júnior, lança hoje, às 19 horas, na Livraria Cultura o polêmico livro Assassi- nato de Reputações — Um Crime de Esta- do. . No sábado, às 10 horas, no Centro de Con- venções, o PTC realiza a convenção estadual, que deve reeleger o atual presidente, Rivail- ton Veloso, e o vice, Ricardo Grey. COLABOROU FERNANDO DUARTE Donaldson Gomes Jornalista dogomes@grupoatarde.com.br TEMPO PRESENTE Psicólogas e ditadura Editor Jary Cardoso www.atarde.uol.com.br/chamegente www.atarde.com.br/cultura DESTAQUES DO PORTAL A TARDE Novo clipe de Lady Gaga tem 2,8 milhões de views Laryssa diz que vídeo íntimo não era para Neymar Reprodução Vídeo de Lady Gaga seduz internautas