A2

Editor
Jary Cardoso

SALVADOR SEGUNDA-FEIRA 20/1/2014

OPINIÃO

Os artigos assinados publicados nas páginas A2 e A3 não expressam necessariamente a opinião de A TARDE.
Participe desta página: e-mail: opiniao@grupoatarde.com.br
Cartas: Redação de A TARDE/Opinião - R. Professor Milton Cayres de Brito, 204, Caminho das Árvores, Salvador-BA, CEP 41822-900

opiniao@grupoatarde.com.br

TEMPO PRESENTE

A hora
da verdade

ESPAÇO DO LEITOR
Brasileiro chegou ao seu limite

2014 é ano de eleições e de Copa do Mundo.
Durante a realização do maior torneio de futebol, o mundo estará com os olhos voltados
para o Brasil, e o grande medo dos organizadores é como os brasileiros irão se comportar. O brasileiro chegou ao seu limite, não
engole mais sapos calado, aprendeu a ir às
ruas e protestar contra o governo, os políticos,
os planos de saúde, as operadoras de telefonia,
a justiça, a policia, a CBF, as emissoras de TV,
ou seja, tudo a sua volta. Será que o país do
futebol se calará depois da Copa, ou mostrará
sua indignação nas urnas? CARLOS MAGA-

Donaldson Gomes
Jornalista
dogomes@grupoatarde.com.br

Data da discórdia

Há duas semanas, a oposição na Fecomércio-Ba reclamou da falta de informações a
respeito do processo eleitoral da entidade.
Agora, o grupo se queixa da data escolhida
pelo presidente Carlos Amaral: 29 de abril.
O período colocou o grupo liderado pelo
presidente do Sindicato do Comércio Varejista
da Bahia, Paulo Motta, em uma situação complicada.
Sete sindicatos, incluindo o próprio Sindilojas-BA, estão no meio de processos eleitorais e, para se habilitar ao pleito, os interessados precisam estar eleitos até a publicação do edital, o que já aconteceu na última quinta-feira.
– É muito difícil que aconteçam as eleições
com essa situação que estamos vendo hoje. Só
se esses sindicatos abrirem mão de participar
do processo eleitoral. Coisa que não vai acontecer – afima Motta.
O caminho?
– Vamos buscar novamente a Justiça – avisa
o dirigente.
CANDIDATO ESCOLHIDO – Se a oposição
ainda vive as incertezas em relação à participação no processo, a situação deve mesmo
ter como candidato a substituir Amaral o empresário e atual vice-presidente da entidade,
Carlos Andrade.

Documento “deselegante”

O secretário da Casa Civil, Rui Costa, considerou “deselegante” o documento enviado
pelo Ministério Público Federal (MPF) ao Ibama em relação à licença do Porto Sul.
Diz ele que o MPF estaria tentando ensinar
o órgão ambiental a fazer o próprio trabalho.
– É um documento de sessenta páginas
falando de tudo o que o Ibama já faz e o que
nós já estamos fazendo. Aquilo foi mais para
criar um fato midiático. Não tem nenhuma
novidade.
O entendimento do secretário é que o termo
de ajustamento de conduta assinado pelo estado, Ministério Público e Ibama, que passou
inclusive pela realização de novas audiências
públicas, concluiu as discussões a respeito da
licença prévia.
Agora, acredita, cabe ao Ibama decidir se
concede ou não a licença de instalação.

Corte no Turismo preocupa setor

Enquanto os deputados estaduais discutem o
orçamento do estado para este ano, os empresários do turismo na Bahia mostram-se
preocupados com o corte de aproximadamente 30% nos recursos destinados ao Turismo,
previsto na proposta do governo.
É política, verdade, mas com efeitos devastadores para uma atividade fundamental
para a economia da Bahia, reclamam os empresários.
A preocupação com o estado do Centro de
Convenções divide as atenções do grupo com
a muito provável redução nos recursos para a
promoção da Bahia.
– Precisamos resolver estas questões para
que Salvador e a Bahia voltem a captar mais
eventos corporativos e fazer um marketing
eficiente para a divulgação do destino – diz o
presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis na Bahia, Manolo Garrido.

Do mesmo lado

As negociações da senadora Lídice da Matta
(PSB) com o PV vão colocar do mesmo lado
dois vereadores que mal se cumprimentam.
Depois do episódio da "revolta dos atabaques", onde o povo de santo ocupou a Câmara
Municipal para exigir a retirada do projeto de
lei de Marcell Moraes (PV), este e Sílvio Humberto (PSB), que organizou a mobilização do
povo das religiões de matrizes africanas, andavam bastante afastados.
Agora vão para a eleição defendendo a mesma candidata a governadora.

Carnaval antecipado

O prefeito de Itabuna, Vane do Renascer, resolveu realizar o Carnaval antecipado da cidade este ano, de 13 a 16 de fevereiro.
Os correligionários religiosos eram contra,
os outros a favor.
Diz o prefeito que resolveu realizar a festa
porque conseguiu captar R$ 1 milhão para
organizar a festa que não custaria um centavo
para os cofres do município.

Canal de problemas

A localização é privilegiada, os aluguéis são
uma fortuna, mas em alguns momentos do
dia, o fedor é insuportável.
É com esse cenário que convive quem transita nos arredores do canal entre o Salvador
Shopping e a Casa do Comércio.
Para completar, as margens do rio de dejetos estão ocupadas pelo comércio informal.
Até restaurante tem.
A única coisa que falta é a prefeitura aparecer por lá...

LHÃES, SALVADOR (BA), CAMJRBAHIA@HOTMAIL.COM

Dilma e o “rolezinho”

Jovens marcam encontro em shopping center,
através das redes sociais, para beijar, se abracar e paquerar, é o chamado “rolezinho”. Na
semana passada, dois shoppings de São Paulo
requereram garantias na justiça para proteger
lojistas e consumidores. E agora veio a presidente Dilma, em campanha eleitoral, dizer
que apoia essas manifestações dos jovens. Aí
mora o perigo, pois este movimento pode se
estender por todo o país e então ficará mais
difícil para as autoridades tomarem as rédeas
da situação. WILSON CAMURUGI, SALVADOR
(BA), WILSONCAMURUGI@GMAIL.COM

A polícia tem de fazer seu trabalho

Carlos Alberto Di Franco
Diretor do Master em Jornalismo, professor
de Ética e doutor em Comunicação pela
Universidade de Navarra
difranco@iics.org.br

A

lbert Einstein não era um judeu
praticante. Mas reconhecia a existência de Deus. Acreditava em padrões de certo e errado. Sua atividade
intelectual era devotada à busca não só
da verdade, mas também da certeza. Viveu o suficiente para sofrer com a interpretação equivocada do seu trabalho
científico. “Como aquele que no conto de
fadas transformava tudo o que tocava em
ouro, comigo é em confusão que tudo se
transforma nos jornais” – o comentário
de Einstein, em carta a seu amigo Max
Born, em 1920, reflete sua angústia. Uma
leitura errônea da Teoria da Relatividade
Geral estimulou a crença de que não havia mais absolutos: de tempo e espaço, de
bem e mal, de conhecimento, sobretudo
de valores. Assistiu, atônito, à metamorfose de seu trabalho na epidemia do relativismo moral, assim como padeceu a
dor de ver a sua
equação dar à luz o
terror nuclear. Houve muitas vezes, confidenciou
Einstein
no final de sua vida,
em que desejou ter
sido um simples relojoeiro.
Recentemente, reli
a encíclica Veritatis
Splendor, texto obrigatório para quem
tem o ofício, comprometedor e fascinante, de tentar iluminar
a verdade profunda dos fatos e, ao mesmo tempo, defender aquilo que está no
DNA da raça humana: a liberdade. João
Paulo II, um papa dotado de extraordinária cabeça filosófica, pretendeu resgatar este “mundo desconjuntado”, como
tristemente observava Hamlet. Na encíclica, o pontífice falecido advertiu para a
“decadência do sentido moral” na sociedade e suas consequências dramáticas
para a democracia.
“Uma democracia sem valores se transforma com facilidade num totalitarismo
visível ou encoberto”, afirma o texto,
com um realismo cortante. “A origem do
totalitarismo moderno deve ser vista na
negação da dignidade transcendente da
pessoa, sujeito natural de direitos que
ninguém pode violar; nem o indivíduo,
nem a família, nem a sociedade, nem a
nação, nem o estado.” Trata-se de uma

vibrante defesa da liberdade e dos direitos humanos. A democracia é, sem
dúvida, o regime que melhor funciona. É
o sistema que mais genuinamente respeita a dignidade da pessoa humana.
Qualquer construção democrática, autêntica, e não apenas de fachada, reclama
os alicerces da lei natural.
Não se compreende de que modo obteremos uma sociedade mais justa e digna para seres humanos (os adultos) por
meio da organização da morte de outros
seres humanos igualmente vivos (as
crianças não nascidas). Há um elo indissolúvel entre a prática do aborto, o
massacre do Carandiru, a chacina da
Candelária e outras agressões à vida: o
ser humano é encarado como objeto descartável. Os argumentos esgrimidos em
defesa dessas ações, alguns cruéis, outros
carregados de eufemismos, não conseguem ocultar o desrespeito ao primeiro
direito humano fundamental, base da sociedade democrática: o direito à vida.
Situações traumáticas merecem compreensão e podem representar atenuantes,
mas jamais devem justificar a eliminação de uma vida. O aborto, estou certo, é
o primeiro elo da imensa cadeia da violência e da cultura da morte. Após a implantação do aborto
descendente (eliminação do feto), virão
inúmeras manifestações do aborto ascendente (supressão da
vida do doente, do
idoso e, quem sabe,
de todos os que constituem as classes passivas da sociedade).
Delírio premonitório? Penso que não.
Trata-se, na verdade,
do corolário de um
silogismo dramaticamente lógico. A vida
deixa de ser um fato
sagrado. Converte-se, simplesmente, numa realidade utilitária.
Uma das doenças culturais do nosso
tempo é o empenho em contrapor verdade e liberdade. As convicções, mesmo
quando livremente assumidas, recebem
o estigma de fundamentalismo. Impõe-se, em nome da liberdade, o dogma
do relativismo. Trata-se, na feliz expressão do cineasta marxista Pier Paolo Pasolini, da “intolerância dos tolerantes”,
que, obviamente, conspira contra o sadio
pluralismo democrático. O pós-modernismo é dramático ao dizer que não há
valores absolutos, que não há uma verdade, que a linguagem não pode alcançar
a verdade. Sem verdade as sociedades
caminham para a ruína.

O pós-modernismo
é dramático ao dizer
que não há valores
absolutos, que não
há uma verdade.
Sem verdade
as sociedades
caminham
para a ruína

DESTAQUES DO PORTAL A TARDE

C. A. DI FRANCO ESCREVE NA SEGUNDA-FEIRA,
QUINZENALMENTE

Reprodução

Primeiro beijo do BBB
2014 é entre duas ‘sisters’

www.atarde.uol.com.br/nononon

LOSNEVILLE@GMAIL.COM

Bom mocismo ou hipocrisia?

Excelente. Lavou-me a alma, se é que a tenho,
o artigo de Antonio Risério "Um papo sobre
polêmicas". A cultura do não bater de frente
se estende pela academia. Não se defende, não
se empolga por ideias e a meta é consenso
mesmo sem senso. Os seminários e congressos são chatices melados em elogios recíprocos. É trair os pares (não há ímpares) questionar posturas. Obrigada, Risério, por resgatar a importância da dialética, do debate
acalorado, inclusive com a mãe no meio, já que
discurso não tem nada a ver com biologia. O
que chamam de harmonia e civilidade no
plano de debates é disfarce para burrices e
hipocrisias. Hay que tomar partido (mesmo
sem partido) hasta mancharse. MARY GARCIA
CASTRO, CASTROMG@UOL.COM.BR

Condomínio abandonado

Está chegando o momento de pagar o IPTU, a
cada ano mais caro e sem qualquer razão de
ser, pelo menos no que diz respeito ao cobrado
em Itacimirim. Há anos, os moradores reclamam do abandono do Condomínio Recreio
das Águas, local que nunca recebeu o menor
benefício por parte da prefeitura de Camaçari
em qualquer administração. A via pública
para quem entra no aprazível recanto permanece de barro. Ali, não há coleta de lixo, a
buraqueira dificulta o trânsito até mesmo de
pedestres, só há iluminação em parte da via,
esgoto foi apenas promessa de campanha política e a água está cada vez mais escassa, entre
vários outros problemas, para os quais as
autoridades fazem vista grossa. Em suma, a
prefeitura precisa atender as mínimas necessidades daquele logradouro público, onde
os donos de terrenos pagam regiamente o
IPTU. GILBERTO SANTOS, TANGOGIL@HOTMAIL.COM

Banalização da homofobia

Apesar da importância de se respeitarem os
cidadãos de todas as raças e gêneros, veículos
de comunicação exorbitam na destinação de
espaços a questionamentos relativos à sexualidade, como no caso da banalização da homofobia. Uma suposta minoria (já começo a
duvidar que seja minoria), achando-se discriminada, tenta a todo custo empurrar goela
abaixo da sociedade exigências, muitas abusivas, recheadas de preconceitos, partindo
sempre da premissa que ela está sempre certa
e que tudo o mais é homofobia, o que é um
absurdo. Recentemente, foi veiculada matéria
televisiva em que uma pessoa, autodenominadoa transexual, teria exigido o uso do banheiro feminino em um shopping de Salvador. Isso não tem cabimento, pois não basta
uma pessoa se achar, pensar, agir ou mesmo
se sentir feminina; tem que ser mulher, e
como nesse caso não o é, não pode reivindicar
o uso di banheiro feminino, ao tempo em que
evita maiores constrangimentos às mulheres.
NILSON ROQUE NUNES DOS SANTOS, ROQUENIL@HOTMAIL.COM

Manobra afasta árbitro baiano

www.atarde.uol.com.br/nononon

Segundo melhor DJ do
mundo virá para o Carnaval

Como se não bastasse o mau uso da internet
para a prática de crimes cibernéticos, surgiu
essa nova modalidade de marcar encontros
através das redes sociais, o "rolezinho". Em São
Paulo, virou moda e a polícia já reprimiu
alguns encontros por causa do tumulto e baderna. Já os "rolezetes" estão apelando para o
discurso de que a repressão policial é contra
negro, pobres e sem-teto. Nada a ver. O trabalho policial é prevenir contra manifestações violentas, como as de junho de 2013,
principalmente porque os black blocs já aderiram ao movimento. CARLOS NEVILLE, CAR-

Beijo entre ‘sisters’ durante festa no BBB

Através de uma manobra política de última
hora, retiraram o baiano Alessandro Rocha
Matos do quadro de árbitros da Copa. Ele
estava pré-selecionado há três anos, participando de treinamentos da Fifa e agora foi
discriminado. LUIS HENRIQUE SENA, LULLA-

CARVALHO@GMAIL.COM

Tempo Presente 20-01-2014

  • 1.
    A2 Editor Jary Cardoso SALVADOR SEGUNDA-FEIRA20/1/2014 OPINIÃO Os artigos assinados publicados nas páginas A2 e A3 não expressam necessariamente a opinião de A TARDE. Participe desta página: e-mail: opiniao@grupoatarde.com.br Cartas: Redação de A TARDE/Opinião - R. Professor Milton Cayres de Brito, 204, Caminho das Árvores, Salvador-BA, CEP 41822-900 opiniao@grupoatarde.com.br TEMPO PRESENTE A hora da verdade ESPAÇO DO LEITOR Brasileiro chegou ao seu limite 2014 é ano de eleições e de Copa do Mundo. Durante a realização do maior torneio de futebol, o mundo estará com os olhos voltados para o Brasil, e o grande medo dos organizadores é como os brasileiros irão se comportar. O brasileiro chegou ao seu limite, não engole mais sapos calado, aprendeu a ir às ruas e protestar contra o governo, os políticos, os planos de saúde, as operadoras de telefonia, a justiça, a policia, a CBF, as emissoras de TV, ou seja, tudo a sua volta. Será que o país do futebol se calará depois da Copa, ou mostrará sua indignação nas urnas? CARLOS MAGA- Donaldson Gomes Jornalista dogomes@grupoatarde.com.br Data da discórdia Há duas semanas, a oposição na Fecomércio-Ba reclamou da falta de informações a respeito do processo eleitoral da entidade. Agora, o grupo se queixa da data escolhida pelo presidente Carlos Amaral: 29 de abril. O período colocou o grupo liderado pelo presidente do Sindicato do Comércio Varejista da Bahia, Paulo Motta, em uma situação complicada. Sete sindicatos, incluindo o próprio Sindilojas-BA, estão no meio de processos eleitorais e, para se habilitar ao pleito, os interessados precisam estar eleitos até a publicação do edital, o que já aconteceu na última quinta-feira. – É muito difícil que aconteçam as eleições com essa situação que estamos vendo hoje. Só se esses sindicatos abrirem mão de participar do processo eleitoral. Coisa que não vai acontecer – afima Motta. O caminho? – Vamos buscar novamente a Justiça – avisa o dirigente. CANDIDATO ESCOLHIDO – Se a oposição ainda vive as incertezas em relação à participação no processo, a situação deve mesmo ter como candidato a substituir Amaral o empresário e atual vice-presidente da entidade, Carlos Andrade. Documento “deselegante” O secretário da Casa Civil, Rui Costa, considerou “deselegante” o documento enviado pelo Ministério Público Federal (MPF) ao Ibama em relação à licença do Porto Sul. Diz ele que o MPF estaria tentando ensinar o órgão ambiental a fazer o próprio trabalho. – É um documento de sessenta páginas falando de tudo o que o Ibama já faz e o que nós já estamos fazendo. Aquilo foi mais para criar um fato midiático. Não tem nenhuma novidade. O entendimento do secretário é que o termo de ajustamento de conduta assinado pelo estado, Ministério Público e Ibama, que passou inclusive pela realização de novas audiências públicas, concluiu as discussões a respeito da licença prévia. Agora, acredita, cabe ao Ibama decidir se concede ou não a licença de instalação. Corte no Turismo preocupa setor Enquanto os deputados estaduais discutem o orçamento do estado para este ano, os empresários do turismo na Bahia mostram-se preocupados com o corte de aproximadamente 30% nos recursos destinados ao Turismo, previsto na proposta do governo. É política, verdade, mas com efeitos devastadores para uma atividade fundamental para a economia da Bahia, reclamam os empresários. A preocupação com o estado do Centro de Convenções divide as atenções do grupo com a muito provável redução nos recursos para a promoção da Bahia. – Precisamos resolver estas questões para que Salvador e a Bahia voltem a captar mais eventos corporativos e fazer um marketing eficiente para a divulgação do destino – diz o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis na Bahia, Manolo Garrido. Do mesmo lado As negociações da senadora Lídice da Matta (PSB) com o PV vão colocar do mesmo lado dois vereadores que mal se cumprimentam. Depois do episódio da "revolta dos atabaques", onde o povo de santo ocupou a Câmara Municipal para exigir a retirada do projeto de lei de Marcell Moraes (PV), este e Sílvio Humberto (PSB), que organizou a mobilização do povo das religiões de matrizes africanas, andavam bastante afastados. Agora vão para a eleição defendendo a mesma candidata a governadora. Carnaval antecipado O prefeito de Itabuna, Vane do Renascer, resolveu realizar o Carnaval antecipado da cidade este ano, de 13 a 16 de fevereiro. Os correligionários religiosos eram contra, os outros a favor. Diz o prefeito que resolveu realizar a festa porque conseguiu captar R$ 1 milhão para organizar a festa que não custaria um centavo para os cofres do município. Canal de problemas A localização é privilegiada, os aluguéis são uma fortuna, mas em alguns momentos do dia, o fedor é insuportável. É com esse cenário que convive quem transita nos arredores do canal entre o Salvador Shopping e a Casa do Comércio. Para completar, as margens do rio de dejetos estão ocupadas pelo comércio informal. Até restaurante tem. A única coisa que falta é a prefeitura aparecer por lá... LHÃES, SALVADOR (BA), CAMJRBAHIA@HOTMAIL.COM Dilma e o “rolezinho” Jovens marcam encontro em shopping center, através das redes sociais, para beijar, se abracar e paquerar, é o chamado “rolezinho”. Na semana passada, dois shoppings de São Paulo requereram garantias na justiça para proteger lojistas e consumidores. E agora veio a presidente Dilma, em campanha eleitoral, dizer que apoia essas manifestações dos jovens. Aí mora o perigo, pois este movimento pode se estender por todo o país e então ficará mais difícil para as autoridades tomarem as rédeas da situação. WILSON CAMURUGI, SALVADOR (BA), WILSONCAMURUGI@GMAIL.COM A polícia tem de fazer seu trabalho Carlos Alberto Di Franco Diretor do Master em Jornalismo, professor de Ética e doutor em Comunicação pela Universidade de Navarra difranco@iics.org.br A lbert Einstein não era um judeu praticante. Mas reconhecia a existência de Deus. Acreditava em padrões de certo e errado. Sua atividade intelectual era devotada à busca não só da verdade, mas também da certeza. Viveu o suficiente para sofrer com a interpretação equivocada do seu trabalho científico. “Como aquele que no conto de fadas transformava tudo o que tocava em ouro, comigo é em confusão que tudo se transforma nos jornais” – o comentário de Einstein, em carta a seu amigo Max Born, em 1920, reflete sua angústia. Uma leitura errônea da Teoria da Relatividade Geral estimulou a crença de que não havia mais absolutos: de tempo e espaço, de bem e mal, de conhecimento, sobretudo de valores. Assistiu, atônito, à metamorfose de seu trabalho na epidemia do relativismo moral, assim como padeceu a dor de ver a sua equação dar à luz o terror nuclear. Houve muitas vezes, confidenciou Einstein no final de sua vida, em que desejou ter sido um simples relojoeiro. Recentemente, reli a encíclica Veritatis Splendor, texto obrigatório para quem tem o ofício, comprometedor e fascinante, de tentar iluminar a verdade profunda dos fatos e, ao mesmo tempo, defender aquilo que está no DNA da raça humana: a liberdade. João Paulo II, um papa dotado de extraordinária cabeça filosófica, pretendeu resgatar este “mundo desconjuntado”, como tristemente observava Hamlet. Na encíclica, o pontífice falecido advertiu para a “decadência do sentido moral” na sociedade e suas consequências dramáticas para a democracia. “Uma democracia sem valores se transforma com facilidade num totalitarismo visível ou encoberto”, afirma o texto, com um realismo cortante. “A origem do totalitarismo moderno deve ser vista na negação da dignidade transcendente da pessoa, sujeito natural de direitos que ninguém pode violar; nem o indivíduo, nem a família, nem a sociedade, nem a nação, nem o estado.” Trata-se de uma vibrante defesa da liberdade e dos direitos humanos. A democracia é, sem dúvida, o regime que melhor funciona. É o sistema que mais genuinamente respeita a dignidade da pessoa humana. Qualquer construção democrática, autêntica, e não apenas de fachada, reclama os alicerces da lei natural. Não se compreende de que modo obteremos uma sociedade mais justa e digna para seres humanos (os adultos) por meio da organização da morte de outros seres humanos igualmente vivos (as crianças não nascidas). Há um elo indissolúvel entre a prática do aborto, o massacre do Carandiru, a chacina da Candelária e outras agressões à vida: o ser humano é encarado como objeto descartável. Os argumentos esgrimidos em defesa dessas ações, alguns cruéis, outros carregados de eufemismos, não conseguem ocultar o desrespeito ao primeiro direito humano fundamental, base da sociedade democrática: o direito à vida. Situações traumáticas merecem compreensão e podem representar atenuantes, mas jamais devem justificar a eliminação de uma vida. O aborto, estou certo, é o primeiro elo da imensa cadeia da violência e da cultura da morte. Após a implantação do aborto descendente (eliminação do feto), virão inúmeras manifestações do aborto ascendente (supressão da vida do doente, do idoso e, quem sabe, de todos os que constituem as classes passivas da sociedade). Delírio premonitório? Penso que não. Trata-se, na verdade, do corolário de um silogismo dramaticamente lógico. A vida deixa de ser um fato sagrado. Converte-se, simplesmente, numa realidade utilitária. Uma das doenças culturais do nosso tempo é o empenho em contrapor verdade e liberdade. As convicções, mesmo quando livremente assumidas, recebem o estigma de fundamentalismo. Impõe-se, em nome da liberdade, o dogma do relativismo. Trata-se, na feliz expressão do cineasta marxista Pier Paolo Pasolini, da “intolerância dos tolerantes”, que, obviamente, conspira contra o sadio pluralismo democrático. O pós-modernismo é dramático ao dizer que não há valores absolutos, que não há uma verdade, que a linguagem não pode alcançar a verdade. Sem verdade as sociedades caminham para a ruína. O pós-modernismo é dramático ao dizer que não há valores absolutos, que não há uma verdade. Sem verdade as sociedades caminham para a ruína DESTAQUES DO PORTAL A TARDE C. A. DI FRANCO ESCREVE NA SEGUNDA-FEIRA, QUINZENALMENTE Reprodução Primeiro beijo do BBB 2014 é entre duas ‘sisters’ www.atarde.uol.com.br/nononon LOSNEVILLE@GMAIL.COM Bom mocismo ou hipocrisia? Excelente. Lavou-me a alma, se é que a tenho, o artigo de Antonio Risério "Um papo sobre polêmicas". A cultura do não bater de frente se estende pela academia. Não se defende, não se empolga por ideias e a meta é consenso mesmo sem senso. Os seminários e congressos são chatices melados em elogios recíprocos. É trair os pares (não há ímpares) questionar posturas. Obrigada, Risério, por resgatar a importância da dialética, do debate acalorado, inclusive com a mãe no meio, já que discurso não tem nada a ver com biologia. O que chamam de harmonia e civilidade no plano de debates é disfarce para burrices e hipocrisias. Hay que tomar partido (mesmo sem partido) hasta mancharse. MARY GARCIA CASTRO, CASTROMG@UOL.COM.BR Condomínio abandonado Está chegando o momento de pagar o IPTU, a cada ano mais caro e sem qualquer razão de ser, pelo menos no que diz respeito ao cobrado em Itacimirim. Há anos, os moradores reclamam do abandono do Condomínio Recreio das Águas, local que nunca recebeu o menor benefício por parte da prefeitura de Camaçari em qualquer administração. A via pública para quem entra no aprazível recanto permanece de barro. Ali, não há coleta de lixo, a buraqueira dificulta o trânsito até mesmo de pedestres, só há iluminação em parte da via, esgoto foi apenas promessa de campanha política e a água está cada vez mais escassa, entre vários outros problemas, para os quais as autoridades fazem vista grossa. Em suma, a prefeitura precisa atender as mínimas necessidades daquele logradouro público, onde os donos de terrenos pagam regiamente o IPTU. GILBERTO SANTOS, TANGOGIL@HOTMAIL.COM Banalização da homofobia Apesar da importância de se respeitarem os cidadãos de todas as raças e gêneros, veículos de comunicação exorbitam na destinação de espaços a questionamentos relativos à sexualidade, como no caso da banalização da homofobia. Uma suposta minoria (já começo a duvidar que seja minoria), achando-se discriminada, tenta a todo custo empurrar goela abaixo da sociedade exigências, muitas abusivas, recheadas de preconceitos, partindo sempre da premissa que ela está sempre certa e que tudo o mais é homofobia, o que é um absurdo. Recentemente, foi veiculada matéria televisiva em que uma pessoa, autodenominadoa transexual, teria exigido o uso do banheiro feminino em um shopping de Salvador. Isso não tem cabimento, pois não basta uma pessoa se achar, pensar, agir ou mesmo se sentir feminina; tem que ser mulher, e como nesse caso não o é, não pode reivindicar o uso di banheiro feminino, ao tempo em que evita maiores constrangimentos às mulheres. NILSON ROQUE NUNES DOS SANTOS, ROQUENIL@HOTMAIL.COM Manobra afasta árbitro baiano www.atarde.uol.com.br/nononon Segundo melhor DJ do mundo virá para o Carnaval Como se não bastasse o mau uso da internet para a prática de crimes cibernéticos, surgiu essa nova modalidade de marcar encontros através das redes sociais, o "rolezinho". Em São Paulo, virou moda e a polícia já reprimiu alguns encontros por causa do tumulto e baderna. Já os "rolezetes" estão apelando para o discurso de que a repressão policial é contra negro, pobres e sem-teto. Nada a ver. O trabalho policial é prevenir contra manifestações violentas, como as de junho de 2013, principalmente porque os black blocs já aderiram ao movimento. CARLOS NEVILLE, CAR- Beijo entre ‘sisters’ durante festa no BBB Através de uma manobra política de última hora, retiraram o baiano Alessandro Rocha Matos do quadro de árbitros da Copa. Ele estava pré-selecionado há três anos, participando de treinamentos da Fifa e agora foi discriminado. LUIS HENRIQUE SENA, LULLA- CARVALHO@GMAIL.COM