EB 2,3 GUALDIM PAIS 
Português – Ficha informativa 
O texto narrativo 
O texto narrativo conta (narra) acontecimentos ou experiências conhecidas (vividas) ou imagina- das. Contar uma história, ou seja, construir uma narrativa, implica uma ação, decorrida num determinado espaço e num determinado tempo, em que as personagens intervêm. Essa história é contada por um narrador. 
AS CATEGORIAS DA NARRATIVA: 
 Narrador – é a pessoa imaginada pelo autor para narrar a história. O narrador pode ser ausente (não participante) ou presente (participante). 
 Narrador ausente – limita-se a contar a história (marcas da 3.ª pessoal gramatical – ele, ela, eles, …). 
 Narrador presente – conta a história e participa nela como personagem (marcas da 1.ª pessoa gramatical – eu, meu, mim, nós, …). 
 Ação – conjunto/sequência de acontecimentos que se desenrolam segundo uma determi- nada ordem, que decorrem num determinado espaço e lugar e na qual intervêm as personagens da história. 
 Espaço – o(s) lugar(es) onde decorrem os acontecimentos, a ação. (Onde se passa a histó- ria/a ação?) 
 Tempo – o(s) momento(s) em que decorrem os acontecimentos. (Quando se passa a histó- ria/a ação?) 
 Personagens – pessoas, animais, seres, … imaginados/criados pelo autor da história, que intervêm na ação. 
 Personagem principal – é o protagonista da história; é a personagem mais importante, à volta da qual se desenrola a história. 
 Personagem secundária – embora intervenha na ação da história, a sua participação é menos relevante que a do protagonista. 
Um texto narrativo é habitualmente constituído por três partes: 
 Introdução (primeiro(s) parágrafo(s) destinados à apresentação da personagem principal, localização da ação no espaço e no tempo, …); 
 Desenvolvimento (a sequência dos acontecimentos que ocorrem ao longo da história); 
 Conclusão (ou desenlace; ficamos a saber como acaba a história): 
 Narrativa fechada – é conhecido o final da história. 
 Narrativa aberta – não apresenta conclusão. Não é revelado o fim da história.
O GATO E O RATO 
Era uma vez um gato que era amigo de um rato. Um dia, decidiram fazer uma via- gem até ao lago Tanganica. Quando lá chegaram, o gato exclamou admirado: 
— Tanta água! Como é que vamos conseguir atravessar o lago? 
— Não te preocupes — sossegou-o o rato. — Podemos construir um barco. 
— Mas como? 
— É fácil. Vês além aquelas mandiocas? As raízes são ótimas para barcos. 
Construíram um barco duma raiz de mandioca. Quando ficou pronto, empurraram- -no para a água e saltaram para dentro. A dada altura, sentiram fome. 
— Tenho tanta fome — queixou-se o gato. — O que havemos de comer? 
— Não te preocupes. O próprio barco vai alimentar-nos — respondeu o rato. 
E de imediato começou a roer a raiz. Tanto roeu que fez um buraco e a água começou a entrar. 
— Vamo-nos afogar! — gritou o gato em pânico. 
— Não estamos longe da margem — respondeu-lhe o rato. — Nada até lá. 
O gato tinha medo da água, mas juntou todas as suas forças e conseguiu chegar à margem do lago. O rato estava gordinho e bem-disposto, enquanto que o gato estava magro e com mau parecer. 
— Não aguento mais — disse o gato. — Vou comer-te. 
— Espera — retorquiu o rato. — Não queres comer-me todo sujo, pois não? Vou lavar-me ali ao rio e volto já. 
O gato concordou. O rato foi-se embora e nunca mais voltou. 
M. Margarida Pereira-Müller, Os Mais Belos Contos Tradicionais, Civilização Ed. 
Recorda! 
PERSONAGENS 
TEMPO 
AUTOR 
ESPAÇO 
Título do texto 
TÍTULO DA OBRA (livro) 
EDITORA 
Responde agora às seguintes questões: 
1.Classifica o tipo de narrador do texto apresentado: ___________________________________________ 
2. De forma sucinta, apresenta a ação deste texto: _____________________________________________ 
___________________________________________________________________________________________ 
___________________________________________________________________________________________ 
3. Completa: 
Este texto apresenta uma conclusão (final da história), logo, trata-se de uma narrativa __________________________. 
Conclusão 
Desenvolvimento 
Introdução

Texto narrativo

  • 1.
    EB 2,3 GUALDIMPAIS Português – Ficha informativa O texto narrativo O texto narrativo conta (narra) acontecimentos ou experiências conhecidas (vividas) ou imagina- das. Contar uma história, ou seja, construir uma narrativa, implica uma ação, decorrida num determinado espaço e num determinado tempo, em que as personagens intervêm. Essa história é contada por um narrador. AS CATEGORIAS DA NARRATIVA:  Narrador – é a pessoa imaginada pelo autor para narrar a história. O narrador pode ser ausente (não participante) ou presente (participante).  Narrador ausente – limita-se a contar a história (marcas da 3.ª pessoal gramatical – ele, ela, eles, …).  Narrador presente – conta a história e participa nela como personagem (marcas da 1.ª pessoa gramatical – eu, meu, mim, nós, …).  Ação – conjunto/sequência de acontecimentos que se desenrolam segundo uma determi- nada ordem, que decorrem num determinado espaço e lugar e na qual intervêm as personagens da história.  Espaço – o(s) lugar(es) onde decorrem os acontecimentos, a ação. (Onde se passa a histó- ria/a ação?)  Tempo – o(s) momento(s) em que decorrem os acontecimentos. (Quando se passa a histó- ria/a ação?)  Personagens – pessoas, animais, seres, … imaginados/criados pelo autor da história, que intervêm na ação.  Personagem principal – é o protagonista da história; é a personagem mais importante, à volta da qual se desenrola a história.  Personagem secundária – embora intervenha na ação da história, a sua participação é menos relevante que a do protagonista. Um texto narrativo é habitualmente constituído por três partes:  Introdução (primeiro(s) parágrafo(s) destinados à apresentação da personagem principal, localização da ação no espaço e no tempo, …);  Desenvolvimento (a sequência dos acontecimentos que ocorrem ao longo da história);  Conclusão (ou desenlace; ficamos a saber como acaba a história):  Narrativa fechada – é conhecido o final da história.  Narrativa aberta – não apresenta conclusão. Não é revelado o fim da história.
  • 2.
    O GATO EO RATO Era uma vez um gato que era amigo de um rato. Um dia, decidiram fazer uma via- gem até ao lago Tanganica. Quando lá chegaram, o gato exclamou admirado: — Tanta água! Como é que vamos conseguir atravessar o lago? — Não te preocupes — sossegou-o o rato. — Podemos construir um barco. — Mas como? — É fácil. Vês além aquelas mandiocas? As raízes são ótimas para barcos. Construíram um barco duma raiz de mandioca. Quando ficou pronto, empurraram- -no para a água e saltaram para dentro. A dada altura, sentiram fome. — Tenho tanta fome — queixou-se o gato. — O que havemos de comer? — Não te preocupes. O próprio barco vai alimentar-nos — respondeu o rato. E de imediato começou a roer a raiz. Tanto roeu que fez um buraco e a água começou a entrar. — Vamo-nos afogar! — gritou o gato em pânico. — Não estamos longe da margem — respondeu-lhe o rato. — Nada até lá. O gato tinha medo da água, mas juntou todas as suas forças e conseguiu chegar à margem do lago. O rato estava gordinho e bem-disposto, enquanto que o gato estava magro e com mau parecer. — Não aguento mais — disse o gato. — Vou comer-te. — Espera — retorquiu o rato. — Não queres comer-me todo sujo, pois não? Vou lavar-me ali ao rio e volto já. O gato concordou. O rato foi-se embora e nunca mais voltou. M. Margarida Pereira-Müller, Os Mais Belos Contos Tradicionais, Civilização Ed. Recorda! PERSONAGENS TEMPO AUTOR ESPAÇO Título do texto TÍTULO DA OBRA (livro) EDITORA Responde agora às seguintes questões: 1.Classifica o tipo de narrador do texto apresentado: ___________________________________________ 2. De forma sucinta, apresenta a ação deste texto: _____________________________________________ ___________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________ 3. Completa: Este texto apresenta uma conclusão (final da história), logo, trata-se de uma narrativa __________________________. Conclusão Desenvolvimento Introdução