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UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAIBA
CENTRO DE EDUCAÇÃO
CURSO DE GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS NATURAIS
(LICENCIATURA À DISTÂNCIA)
ADELFRANIO RODRIGUES DE ASSIS
UM ENFOQUE SOBRE A PREVENÇÃO DAS DROGAS NAS AULAS DE
CIÊNCIAS ATRAVÉS DE HISTÓRIAS EM QUADRINHOS
JOÃO PESSOA – PB
2014
ADELFRANIO RODRIGUES DE ASSIS
UM ENFOQUE SOBRE A PREVENÇÃO DAS DROGAS NAS AULAS DE
CIÊNCIAS ATRAVÉS DE HISTÓRIAS EM QUADRINHOS
Monografia apresentada como exigência parcial
para obtenção do Certificado de Conclusão do
Curso de Graduação em Ciências Naturais
(Licenciatura à Distância), pela Universidade
Federal da Paraíba. Orientadora: Profª. Dra.
Evaneide Ferreira Silva. Coorientadora: Profª. Esp.
Jailma Simone Gonçalves Leite.
JOÃO PESSOA – PB
2014
ADELFRANIO RODRIGUES DE ASSIS
UM ENFOQUE SOBRE A PREVENÇÃO DAS DROGAS NAS AULAS DE
CIÊNCIAS ATRAVÉS DE HISTÓRIAS EM QUADRINHOS
Esta Monografia foi julgada adequada para a obtenção do Grau de Graduação em Ciências
Naturais. E aprovada em sua forma final pela Universidade Federal da Paraíba na
modalidade à distância.
Data: ____/____/____
________________________________________________
Profa. Dra. Evaneide Ferreira Silva
(Orientadora)
JOÃO PESSOA – PB
2014
AGRADECIMENTOS
A Deus, eu quero agradecer em primeiro lugar, pois ele nos ilumina e nós guia pela vida, e
assim nos inspira a renovar todos os dias e noites a nossa fé.
Aos meus pais, Aulinda Rodrigues de Assis (IN MEMORIAN) e Francisco de Assis (IN
MEMORIAN), que, embora não estando aqui mais presentes fisicamente, mas, está sempre
presente no meu coração e no pensamento, que de onde eles estiverem torcem por mim,
protegendo-me, iluminando, dando-me força, e carinho. Obrigado por tudo! Saudades
eternas!
A minha querida esposa Alba, e minha amada filha Anna Cllara, razões de tanto esforço
nesta vitoria, motivos de alegria, felicidade e carinho em minha vida.
A meus irmãos, a toda minha família que, com muito carinho e apoio, sempre
incentivaram a prosseguir nesta etapa de minha vida.
A professora Drª. Evaneide Ferreira minha orientadora, que foi essencial, a peça chave
desta vitoria, compartilhando, sempre junto, no que era possível, quanto vezes riamos
juntos na hora das duvidas que a senhora explicasse... Lembra! É Professora você se
tornou uma grande amiga, nessas poucas palavras deixo expresso meu sentimento de
gratidão.
A minha querida amiga professora Jailma Simone Gonçalves Leite coorientadora que
sem duvida se dou de verdade na orientação e auxilio com a professora Evaneide,
obrigado pela compreensão e pela amizade.
Aos responsáveis pela Escola Municipal “Decisão”, pelo acolhimento, e respeito para
conosco, aos amigos professores, e os queridos alunos dos quais foram tão importantes na
no desenvolvimento desta monografia.
Ao amigão José Vieira, tutor presencial da UFPB Virtual, polo de Pombal, pela sua
dedicação e empenho de estar sempre presente nessa jornada.
Aos meus queridos professores e tutores a distância da plataforma, que foram os
precursores desta minha formação, pois, através de seus ensinamentos e suas
contribuições, que fizeram exigir de mim muito mais esforço e aprendizado.
Aos meus grandes amigos de curso que com certeza jamais esquecerei, pelos os bons
momentos compartilhados, nas alegrias e angustias nesta longa caminhada.
Enfim, agradeço a todos vocês, que de forma direta ou indiretamente, compartilharam
comigo essa grande alegria. A todos vocês meu muito obrigado!
“A mente que se abre a uma nova ideia jamais volta ao seu
tamanho original” (Albert Eistein).
RESUMO
O uso de Histórias em Quadrinhos (HQs) é uma ótima ferramenta no processo ensino
aprendizagem uma vez que esta ajuda os educandos a assimilarem de forma mais rápida
conteúdos do bloco de ciências naturais. Além disso, as HQs transformam as aulas de
ciências, pois as torna participativas e dinâmicas. Neste sentido, este trabalho utilizou
HQs como recurso didático para abordar um tema preocupante nos dias atuais, as
drogas. Nesta pesquisa, utilizou-se da pesquisa de campo e quantitativa para avaliar o
nível de conscientização dos discentes sobre as drogas e aplicar as HQs como recurso
didático a partir de uma amostragem de 28 discentes de uma turma do 6º do ensino
fundamental de uma escola pública. Os resultados obtidos comprovaram que a
utilização de HQs como instrumento didático pode ser considerado um facilitador do
aprendizado, uma vez que 96% dos alunos responderam serem favoráveis a este tipo de
recurso nas aulas de ciências. Foi verificado que 93% dos discentes acharam que a aula
com HQs foi boa, interessante e dinâmica. Diante disso torna-se necessária a inclusão
de HQs em temas abordados nas ciências naturais, mesmo que haja resistência em sair
dos velhos métodos tradicionais na sala de aula. No entanto, ficou evidenciado que os
discentes não tinham o conhecimento amplo acerca das drogas já que não conseguiram
expressar suas opiniões e que existe uma grande lacuna sobre as drogas tanto no
ambiente escolar como no familiar. Entretanto, verificou-se que as HQs foram muito
bem recebidas por facilitar a interação, a aprendizagem, o conhecimento crítico e
criativo de forma prazerosa.
Palavras chave: Historias em Quadrinhos; Drogas; Ensino-Aprendizagem.
ABSTRACT
Using Comics ( comics ) is a great tool in the learning process since it helps the students
to assimilate more quickly contents of the natural sciences block. Moreover, the comic
turn science classes , because makes participatory and dynamic . In this sense , this
study used comics as a teaching tool to address an issue of concern these days , drugs .
In this research , we used field research and quantitative to assess the level of awareness
of students about drugs and apply the comics as a teaching resource from a sample of 28
students in a class of 6 elementary school in a public school . The results demonstrated
that the use of comics as an educational tool can be considered a facilitator of learning ,
since 96 % of students responded were in favor of this type of resource in science
classes . It was found that 93 % of students thought the lesson with comic was good ,
interesting and dynamic . Therefore it becomes necessary to include comics in subjects
of the natural sciences , even though there is resistance to leave the old traditional
methods in the classroom . However , it was evident that the students had no extensive
knowledge about drugs that have failed to express their opinions and that there is a big
gap on drugs both at school and in the family . However , it was found that the comics
were very well received by facilitating interaction , learning , creative and critical
knowledge in a pleasant way .
Keywords: comics; drugs; Teaching and Learning
.
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO..........................................................................................................11
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.............................................................................13
2.1 Abordagem sobre a Prevenção de Drogas.................................................................13
2.2 Drogas: Uma Prática Humana, Milenar e Universal.................................................16
2.3 Aspectos Sociais que Levam ao Consumo de Drogas...............................................17
2.4 Fatores de Risco e de Proteção Associados com Uso de Drogas..............................18
3 O CONCEITO DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS (HQ’s)...........................19
3.1 Estruturas das Histórias em Quadrinhos..............................................................20
3.1.1 Linhas de Movimento.............................................................................................20
3.1.2 Os Balões................................................................................................................21
3.1.3 Onomatopeias.........................................................................................................21
3.1.4 Quadros, Requadros ou Vinhetas...........................................................................21
3.1.5 Legenda..................................................................................................................22
3.2 Um Conceito das Histórias em Quadrinhos no Brasil..........................................22
3.3 As Histórias em Quadrinhos Introduzidas na Educação.....................................25
4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS.............................................................26
4.1 Caracterizações da Pesquisa......................................................................................26
4.2 Ambiente da Pesquisa................................................................................................28
4.3 Instrumentos da Pesquisa...........................................................................................29
4.4 Análise dos Dados.....................................................................................................30
4.5 Análise do Pré-teste e Resultados..............................................................................31
4.6 Resultados e Analise do Pós-teste.............................................................................36
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS....................................................................................43
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS........................................................................44
APÊNDICE I..................................................................................................................50
APÊNDICE II................................................................................................................51
10
LISTA DE FIGURAS
Figura 1 - Caricatura de Dom Pedro II, criada por Angelo Agostini.
Figura 2 - Revista “O Tico Tico” publicada no Brasil em 1095.
Figura 3 - Revista Gibi produzida em 1939, pelo grupo Globo.
Figura 4 - Personagens das historinhas da Turma da Mônica.
Figura 5 - Aplicação do questionário de sondagem sobre drogas I
Figuras 6 e 7 - Aplicação de duas aulas expositivas e dialogadas sobre o conteúdo
drogas.
Figura 8 - Aplicação do questionário de sondagem sobre drogas II
Figura 9 - Gênero dos alunos pesquisados.
Figura 10 - Média de idade dos alunos.
Figura 11 - Conhecimento dos alunos sobre os tipos droga que conhecem.
Figura 12 - Opiniões dos alunos sobre o efeito das drogas no organismo quando
consumidas.
Figura 13 - Opiniões dos alunos sobre diálogos realizados com pais ou responsáveis
sobre as drogas.
Figura 14 - Respostas dos alunos sobre convivência com algum tipo de droga.
Figura 15 - Opiniões dos alunos sobre o conhecimento de algum parente, amigo ou
conhecido que esteja envolvido ou já se envolveu com algum tipo de droga?
Figura 16 - Os tipos de drogas que mais chamaram atenção no decorrer da aula.
Figura 17 - Com as demonstrações dos quadrinhos quais as consequências das drogas
para o nosso organismo quando consumidas?
Figura 18 - Você poderia se sentir atraído por algum tipo de droga.
Figura 19 - A utilização das HQs como recurso didático contribui para uma melhor
aprendizagem.
Figura 20 - Questionamento sobre a aula.
11
1 INTRODUÇÃO
No mundo atual globalizado a humanidade vive um intenso momento de
prosperidade e desenvolvimento diante de novas tecnologias. Também vive uma fase de
expansão e liberdade ao se tratar de drogas. Essa questão das drogas está interligada ao
problema de saúde pública, educação, política, social, prevenção, entre outros fatores. E
com isso as drogas se tornam um fenômeno sociocultural mundial, ou seja, sua presença
tem disseminado na sociedade.
Vale ressaltar que atualmente o uso de drogas se configura como uma
problemática que vem crescendo a cada dia, e o que se percebe muitas vezes é o
despreparo das pessoas para enfrentar essa situação. Uma abordagem dessa
problemática no contexto escolar se faz necessário, pois possibilita identificar práticas
preventivas que sejam bem sucedidas e sua possível divulgação, bem como, possíveis
sugestões dentro da área preventiva (MURER et al., 2009).
A escola é um grande agente de socialização dos jovens, pois eles desenvolvem
a capacidade de estabelecer relações, a percepção da experiência sensorial e das
necessidades pessoais, a autoestima, a confiança, as competências de comunicação e a
identidade, porém, também é um espaço onde o uso de drogas está em crescimento.
A temática das drogas se torna um dos temas transversais presentes nos
Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) que tratam de saúde. Saúde como fator de
promoção e saúde e estratégia para a conquista dos direitos de cidadania (BRASIL,
1987). É necessário, portanto, uma educação preventiva e conscientizadora que envolva
a participação de alunos, pais, professores, e comunidade em geral sobre os efeitos e
consequências maléficas causadas pelas drogas, que atinge a vida humana nos aspectos
físico, psíquico e social.
Portanto, nessa pesquisa foram realizadas aulas expositivas em uma turma do
6º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental do município de Pombal – PB, com
discentes com a média de idade entre 10 a 20 anos. Com isto, surge a necessidade de
uma pesquisa que venha envolver os aspectos supracitados de forma dinâmica e
agradável possibilitando que o discente trabalhe na construção das Historias em
Quadrinhos HQs, expressando seus sentimentos e ideias de maneira lúdica e prazerosa,
com enfoque sobre a prevenção das drogas nas aulas de ciências. Desta forma, as HQs
12
vêm contribuir na produção de conhecimento e conceitos consolidados como
conhecimento novo para os participantes da pesquisa, facilitando assim seu papel de
formar indivíduos com condições de refletir sobre a sociedade em que ele vive.
De acordo com Almeida (1998), é necessária a utilização de diversos
instrumentos pedagógicos que desperte nos alunos a prevenção às drogas. No entanto,
as atividades lúdicas são ferramentas de grande valia nesta tarefa, por ser consideradas
indispensáveis ao desenvolvimento das atividades intelectuais e sociais superiores, uma
vez que proporcionam autoexpressão e participação social do indivíduo.
Conforme Sartori e Monteiro (2003), as HQs se apresentam como um
instrumento lúdico que muito contribui para a nossa formação cultural, principalmente
através de suas ilustrações, personagens criados para campanhas, cartilhas e uma série
de matérias que enfocam as questões sobre a prevenção ao uso das drogas que devem
ser levadas para o cotidiano popular.
Desse modo, as histórias em quadrinhos são importantes veículos de
informações e conhecimentos na questão drogas e no que diz respeito aos malefícios
provocados nos indivíduos e perpassando para os familiares, comunidade e a sociedade
em geral.
Neste sentido este trabalho tem como objetivo geral promover conscientização
dos discentes sobre o problema das drogas na sociedade. Os objetivos específicos foram
direcionados para: coletar informações sobre o conhecimento prévio dos discentes
acerca do tema; aplicar uma aula expositiva; utilizar intervenções lúdicas como HQs
para reavaliar o nível de conhecimento dos discentes.
13
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1 Abordagem sobre a Prevenção de Drogas
As drogas psicoativas, ou seja, substâncias naturais ou sintéticas que ao serem
absorvidas pelo organismo humano, através da ingestão, injeção, inalação ou absorção
da pele penetra na corrente sanguínea e alcança o cérebro, afetam o equilíbrio e
provocam em seus usuários diversas reações dentre elas a agressividade. Ela é
considerada um elemento ilícito, de má prática, podendo se tornar nociva para o
indivíduo, com o poder para alterar suas atividades mentais, seus sentidos, seu animo e
a sua conduta.
De acordo com o Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de
São Paulo (UNIFESP/EPM) a palavra droga se originou através da expressão holandesa
“droog”, que seu conceito era considerado ramos de folhas dissecadas, pois na
antiguidade a maioria dos medicamentos era baseada nos vegetais. Portanto, hoje,
alucinógenos obtidos artificialmente são fabricados em laboratórios.
Com isso, as drogas tornaram-se um motivo de preocupação no mundo todo
em virtude do uso de cada vez mais precoce de seus usuários, e assim agravando os
riscos de saúde da população, passando a ser considerado um problema de saúde
pública. A família dentro deste contexto procura soluções para conviver com esse
problema. Acerca disso, os autores Nery Filho e Torres (2002, p.29) completam dizendo
"... Além de sentimentos de angústia, desespero e impotência nos familiares, busca-se
um culpado para o que, em geral, passa a ser um drama familiar".
As primeiras experiências de contato com as drogas ocorrem na fase da adolescência, na
qual é marcada por intensas transformações. Ela aparece nesta fase muitas vezes como
uma ponte que permite o estabelecimento de laços sociais, propiciando ao indivíduo o
pertencimento a um determinado grupo de iguais, ao tempo que buscam novos ideais e
14
novos vínculos, diferentes do seu grupo familiar de origem (NERY FILHO e TORRES,
2002, p.31).
Sendo assim as drogas vem se tornando um agravante na estrutura social, uma
vez que, no decorrer do tempo, seus consumidores passam a trazer cada vez mais
problemas à família e à população, devido as suas mudanças emocionais,
comportamentais, e funcionais. Visto que este agravante do consumo de drogas se torna
mais visível no convívio familiar, pois de acordo com autor:
As primeiras contestações, geralmente, ocorrem no ambiente familiar, onde o
adolescente começa a questionar comportamentos que lhes são impostos
como se fossem leis e passa a exigir da família e do ambiente que o cerca,
respostas coerentes aos seus questionamentos. (CALDEIRA, 1999, p.16).
O contexto escolar e uma boa opção de contato de direto para que os indivíduos
possam ter um esclarecimento quanto ao consumo das drogas, já que a escola é um local
privilegiado para a educação e na formação dos adolescentes. A escola em nosso mundo
é o lugar que temos privilegiado como o espaço educativo para as novas gerações. Aos
olhos da sociedade a invasão‟ das drogas nesse lugar, privilegiado‟ tem significado um
imenso descontrole social… (AQUINO, 1998, p.72). Portanto, é notório afirmar que a
escola é muito importante na vida dos indivíduos, sendo um mecanismo que contribui
na integração individual e social do ser humano.
Desta forma, a escola é vista como ambiente de socialização, em que é preciso
uma maior atenção para as problemáticas que surgem na sociedade em virtude das
drogas.
Portanto, a unidade escolar pode ser vista como local de acesso para esse
público, tornando-a um espaço propício no combate ao uso de drogas por meio de ações
preventivas. Wânier Ribeiro (2005) aponta que “… o consumo de drogas ilícitas
aumentava na sociedade (…) na escola as evidências ao problema.” (2005, p.12).
No Brasil, a educação está presente em sua Constituição Federal, no artigo 6º,
sendo apreciada como um direito de todos e dever da família e do Estado, conforme é
regido pelos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, sendo que
sua finalidade é o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da
cidadania e sua qualificação para o trabalho, ou seja, sua preparação para sua vivência
em determinado ambiente social, o qual está inserido (BRASIL, 1998).
15
Além disso, a instituição escolar é classificada como o ambiente propício para
rebater assuntos ligados ao conteúdo de prevenção abusivo das drogas. Soma-se a isso,
a experiência dos professores, mas com pouca disponibilidade de explorar e trabalhar
esse tema. Na visão dos educandos, os seus professores na maioria das vezes relatam
muito pouco sobre esse assunto. Luís (2006) destaca que há quem aponte a escola como
estando na gênese da delinquência juvenil, indicando principalmente duas causas: “[…]
a sua incapacidade para fazer face ao papel de socialização e o insucesso escolar e as
condutas desviantes que lhes estão associadas.” (LUÍS et al, 2006, p.36)
Com isso, há o agravo da importância concedida empregada na família e na
escola, no que compele a vida dos adolescentes, não existe neste meio social espaço
para um diálogo sincero a respeito do assunto drogas, conforme a necessidades dos
educandos.
Daí recai a necessidade de criar mecanismos de abordagem sobre o referido
tema, de modo que haja interatividade entre professor e aluno, com discussões abertas e
claras. Para isso se faz necessário que os estabelecimentos de ensino busquem encarar
com firmeza juntamente com os demais setores sociais existentes, no intuito de
esclarecer os jovens sobre os malefícios causados pelo consumo das drogas. Assim as
escolas que se apresentam afastadas da abordagem desta realidade aos seus alunos sobre
esse tema tornam-se alvos das drogas. De acordo com estudo realizado por Andre e
Vicentin (1998, p.74)
A escola, do ponto de vista da droga, parece ser o melhor ponto de
distribuição. Não porque é incapaz de reprimi-la, mas porque não oferece
concorrência do ponto de vista do cliente de ambas, o adolescente. Se a
escola está distante dos sonhos do jovem, se produzem fracassados, incapazes
e impotentes, está se tornando o melhor ambiente de venda de drogas. Escola
e drogas têm trabalhado juntas, convergentemente.
Demasiadamente a escola se torna um elemento fundamental no processo de
conscientização e construção da formação do cidadão, pois, os envolvidos neste
processo começam a conviver dentro da sociedade a partir deste ambiente. “[…]
educação sadia, via ajustada de princípios da realidade e ambiente de compreensão, quer
no lar, quer no meio social” (FERNANDES, 1990, p.276)
16
No que descreve Sanchez et al. 2011, a informação é considerada como a
coleção de conhecimentos sobre o tema drogas, englobando efeitos, consequências do
uso, abuso e dependência, e é motivo relevante à negação da experimentação e
consequente uso/abuso de substâncias ilícitas em adolescentes que não são usuários.
É importante estar aberto à informação, pois, traz consigo um conjunto de
conhecimentos sobre drogas, a qual vem contribuir para conhecermos os efeitos,
consequências do uso abuso e dependência nos indivíduos. É preciso abordar este
assunto com cautela, à medida que é necessário estudar a saúde como elemento de
promoção coletiva e integradora onde deve se explorar a prevenção ao uso de drogas.
Conforme Santos e Bógus (1997, p. 17 (3):123-133.) a escola tem papel fundamental
enquanto agente promotor de cidadania e, de um modo geral, de qualidade de vida;
comprometida com os projetos de vida e as aspirações dos jovens nela inseridos.
Finalmente, a partir das reflexões que envolvem a prevenção ao uso de drogas,
constitui-se uma compreensão crítica e global do ambiente estudado, de forma que
possibilite o alunado a adotar uma posição consciente e participativa a respeito das
questões relacionadas, construindo assim valores sociais.
2.2 Drogas: Uma Prática Humana, Milenar e Universal
Na visão de Escohotado (1999, p.25) [...] a história das drogas é uma história
inserida dentro da história da humanidade, que com o passar dos anos tão somente fez
variar o papel que dessas substâncias desempenham e o uso que se faz delas em cada
cultura [...]. Com isso, diante dessa analise podemos dizer que as drogas estiveram
presentes nas sociedades mais remotas estando ligada a evolução histórica da
humanidade, abrangendo deste modo os contextos sociais, cultural econômico,
religioso, medicinal, psicológico, como também na busca do prazer.
Deste modo a humanidade busca caminhos de prevenção lançado para
diminuição dos riscos estaria na contestação ao combate às drogas, que preserva a
exclusão dos elementos ilegais e a intolerância em relação a seus usuários. Por outro
lado a postura da erradicação das drogas se torna irreal num contexto em que evidências
17
históricas demonstram que todas as sociedades humanas conviveram com algum tipo de
substância psicoativa e que trabalhar no sentido de erradicar todas as formas de uso de
drogas fere princípios éticos e direitos civis por ditar normas e controlar os indivíduos
muito além do que é direito do Estado e das instituições (CARLINI-COTRIM, 1998, p.
19-30). De acordo com o pensamento do autor as sociedades humanas de alguma forma
conviveram com alguma substância entorpecente e poderão continuar a conviver sejam
elas legais ou ilegais do consumo, podendo acarretar consequências perigosas, desde
problemas de cunho pessoal e social. Com isso, o ato de consumir drogas, não é recente
na História da humanidade, tampouco de determinada cultura.
Por outro lado, o fato das drogas estarem presentes na nossa sociedade
moderna, não se deve a sua existência apenas aos traficantes, como também ao
funcionamento da própria estrutura da sociedade, que propicia substâncias psicoativas a
pessoas, desde um simples cigarro até o uso de crack e outras drogas consideradas
perigosas.
2.3 Aspectos Sociais que Levam ao Consumo de Drogas
O problema droga está estreitamente ligado aos adultos, jovens e crianças que
procuram adquirem-nas, em decorrência de suas motivações pessoais e das pressões
oriundas das estimulações sociais. Porém, que há um conjunto de fatores que leva
crianças e adolescentes ao consumo tanto de substâncias ilícitas como das chamadas
“drogas legais”, como o álcool e o cigarro. A solução não é rápida ou fácil e que não é
possível apontar uma causa única do problema.
Do ponto de vista de Carina Luís, “a prevenção é um conceito relativamente
recente, que surge associado aos fundamentos conceptuais da saúde mental.” (LUÍS,
2006, p.38) Descreve sobre a prevenção ao uso de drogas, que de acordo com o
conhecimento popular: “mais vale prevenir do que remediar”, no fundo é isso que a
prevenção pretende. Os trabalhos preventivos desenvolvidos nas escolas procura
mostra aos alunos a multiplicidade de fatores que estão envolvidos no consumo das
drogas e de como trabalhar esse assunto com informações corretas, mas dentro de um
18
contexto que permita uma discussão crítica do tema e não meramente um discurso
punitivo ou moralista.
O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) conceitua:
Analisar o uso de drogas entre jovens é muito importante por várias razões.
Primeiramente, O uso de drogas tem seu início durante sua juventude e é
entre os jovens que as atividades de prevenção às drogas têm maior índice de
incidência […] (2009, p.15).
No entanto, verifica-se que os jovens são os primeiros a serem vítimas das
drogas decorrente do uso das mesmas que assola seu cotidiano e atingindo seu
comportamento, se tornando um problema de longa duração, ou seja, crônico, em
muitos lugares da sociedade entre os jovens, requerendo assim um trabalho conjunto
entre a escola, família e a sociedade.
2.4 Fatores de Risco e de Proteção Associados com Uso de Drogas
É preciso destacar que os fatores de risco ou de proteção, não têm caráter
determinante, portanto, são elementos na vida de uma pessoa que podem aumentar ou
diminuir a probabilidade de algo adverso ocorrer, isso se dá em decorrência de
situações que vem a ocorrer no dia a dia de cada um. Deste modo, a combinação desses
fatores de risco pode tornar uma pessoa mais suscetível ao abuso de drogas e ainda
interferir na recuperação, assim como fatores de proteção que auxiliam no afastamento
do indivíduo ao consumo de drogas (LEMOS, 2004, p.11).
Esses fatores apresentam-se nos mais diversos segmentos sociais, como: no
próprio indivíduo, na família, na escola, nos amigos (entre os pares) ou na comunidade,
e isso se torna necessário o investimento em profissionais qualificados, que entendam
tanto do efeito das drogas no organismo como das suas implicações sociais, pois muitos
ainda tendem a se “preocupar” apenas com o aspecto social numa ótica e na outra
apenas o biológico, e acabam não compreendendo o movimento das drogas no
organismo humano.
19
Em um contexto familiar e social de uma maneira totalizante, ressaltamos que
todo o profissional deve estar sempre buscando uma compreensão tanto em relação aos
aspectos causais no organismo humano, bem como as suas implicações social, bem
claro o pensamento (KOWALSKY, 1997, p.24).
Somam-se a isso vários fatores de risco e de prevenção, que fazem parte da
rotina da vida das crianças, e dos adolescentes, que podem aumentar ou diminuir a
possibilidade de experimentação das drogas e do uso eventual da dependência
propriamente dita. Isso sobre põe, provavelmente, pela falta de afetividade por parte dos
familiares, da violência doméstica e da baixa autoestima.
Vale ressaltar que, ”a falta de suporte parental, uso de drogas pelos próprios
pais, atitudes permissivas dos pais perante o uso de drogas, incapacidade de controle
dos filhos pelos pais, indisciplina e uso de drogas pelos irmãos são fatores
predisponentes à maior iniciação ou continuação do uso de drogas por parte dos
adolescentes” (BARRETO, 2000, p.39).
Portanto na visão do autor, é preciso possuir conhecimento do problema, para
que se possa agir de forma participativa envolvendo os diversos elementos sociais a
exemplo: cidadãos, família, escola e comunidade. Isto tudo para que haja a
possibilidade de encarar a problemática das drogas, cujo enfoque está estreitamente
preocupado na busca de soluções que levam o indivíduo a ter uma vida saudável, sem a
presença de drogas.
3 A ARTE DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS (HQs)
As histórias em quadrinhos são consideradas um gênero da literatura narrativa,
por meio de desenhos e textos que utiliza de discurso direto com características da
língua falada que contém a narração através de imagens, apresentando ideias ágeis para
suas narrativas. Conforme o pensamento de Martins (2004).
Quadrinhos ou histórias em quadrinhos são narrativas feitas com desenhos
sequenciais, em geral no sentido horizontal, e normalmente acompanhado de
textos curtos e diálogos e algumas descrições da situação,
20
convencionalmente, apresentados no interior de figuras chamadas balões. [...]
É importante salientar que a HQ faz parte das narrativas, são tecidas numa
certa sequencia, para que haja entre os leitores, o entendimento da história.
(MARTINS, 2004, p. 2353).
O termo HQs vem exatamente da intenção de narrar uma ilustração através de
quadros no qual seu público se concentra nas crianças, adolescentes e os adultos e com
isso engloba os diferentes níveis sociais e educacionais, e tem como objetivo principal
transmitir uma ideia, ou seja, narrar uma história ou um evento, pois se utiliza de
tratamento, estruturação, organização através de vinhetas e diálogos, que se caracteriza
de forma física e moral por personagens que divertem os leitores.
A definição das histórias em quadrinhos merece também destaque na visão de
Gubern (1979, p.13) na qual define as HQs como, “uma arte popular, com seus próprios
meios de expressão”, cujas expressões vêm retratar uma sequencia coerente de registro
e também um enredo narrativo, através de forma ilustrativa e de fácil entendimento.
3.1 Estruturas das Histórias em Quadrinhos
Acerca das características da linguagem própria das Histórias em
Quadrinhos, destaca-se a uma série de elementos que constituem a linguagem dos
quadrinhos, os quais estão apresentados da seguinte forma: pelas linhas de movimento,
a representação de sons por meios de balões e onomatopeias e a estrutura das páginas
com quadros e requadros ou vinhetas e a legenda, fornecendo deste modo, sentido as
histórias que podemos destacar abaixo:
3.1.1 Linhas de Movimento
Linhas cinéticas indicam o movimento dos personagens ou a trajetória de
objetos em plena ação, tais como automóveis e outros meios de locomoção, balas que
21
saem de pistolas, pedras atiradas por alguém, etc. (SANTOS, 2003, p. 26). Desse modo
as linhas cinéticas ou linhas de velocidade, são na verdade formas gráficas usadas nas
histórias em quadrinhos para representar a ilusão de movimento e/ou trajetória
dos objetos ou personagens em uma única cena.
Estas linhas são compostas de cores, que formam o requadro no seu interior,
sendo utilizado para expressar as emoções dos personagens. Nas HQs as linhas de
movimento podem desenvolver um cenário no qual o objeto existente na cena pode se
deslocar sobre ele, separando cada momento da ação através dos requadros, permitindo
assim a sensação de continuidade da ação.
3.1.2 Os Balões
Os balões são elementos característicos das HQs. Neles encontramos os
diálogos e pensamentos dos personagens. No ponto de vista de Eisner (2001), o
balão tem como antecedente histórico os filactérios, faixa com palavras escritas junto à
boca dos personagens em algumas pinturas de artistas cristãos da Idade Média. E têm a
finalidade de organizar e estruturar os diálogos, textos e pensamentos estabelecendo
relações entre os personagens da história e das cenas. Os balões geralmente são
apresentados com o formato de uma nuvem.
3.1.3 Onomatopeias
As onomatopeias assim como os balões, é um elemento visual, dão vida as
HQs, pois o ruído, nos quadrinhos, tornam visíveis os efeitos sonoros, como descrito
pelo autor “o efeito de um ― buum! ou de um ― crash!” (CIRNE, 1970, p. 23), e
assim, vem à representação da ação na cena, procurando com isso expressar mais
precisamente a emoção ou ruído dentro da narração.
22
Visto que as onomatopeias, podem se encontrar dentro ou fora dos balões,
apresentando esses sons pelos símbolos e palavras empregadas na ação, podendo ser
observado no letreiramento a utilização de recursos gráficos para se criar o clima da
sequencia ou mostrar a intensidade do som.
3.1.4 Quadros, Requadros ou Vinhetas
Ao tratar de quadros e requadros enfatiza-se que no tempo e o espaço os
quadrinhos estão fundidos. Em que o tempo é expresso para o leitor a cada quadro que é
lido, utilizando-se de representação gráfica. Com isso, entende-se que o quadro nas HQs
é o espaço que representa um recorte temporal. Afirma Cagnin (1975, p.86):
“[...] o quadrado ou retângulo que delimita cada unidade da série ou
sequencia narrativa de uma HQ, chamado de quadrinho ou vinheta,
apresenta preciosa função informativa para a leitura”.
Essa informação vem apresentar um diálogo. Narrativa, que vem transmitir
alguma mensagem ao leitor, conforme expresso nos quadros. O requadro é também um
importante transmissor de sensações e informações temporais, complementares ao
conteúdo dos quadros, e tem a função de moldura, podendo ser utilizado como um
elemento narrativo, onde sua estrutura tracejada contribui para a leitura das histórias.
3.1.5 Legenda
A legenda é outro item que está presente em grande parte das HQ’s, fazendo
parte de sua estrutura. A legenda se apresenta na parte de cima do requadro, ou seja, no
interior de um quadrado. Muitos autores se utilizam deste espaço como forma de
demonstrar elementos passados em quadros anteriores, a exemplo, uma troca de cenário,
uma resposta ou uma ideia de determinado personagem. Ramos (2009) “Não se pode
compreender o sentido de disposição presente num texto sem que o conteúdo seja lido e
entendido”, através da legenda (2009, p.187).
23
Observando o contexto acima, é possível criar histórias em quadrinhos com
vários roteiros para cada personagem usando a livre criatividade, onde o usuário poderá
ser onisciente iniciando a história várias vezes para ter todos os pontos de
vista possíveis dentro da história. Ou ainda, o usuário pode criar várias versões para a
mesma conclusão. E com sua participação interpretação, poderá modificar os rumos de
uma história, atingindo assim o contentamento da transformação.
3.2 Conceito das Histórias em Quadrinhos no Brasil
No Brasil, o pioneiro da criação das Histórias em Quadrinhos foi o italiano
Angelo Agostini, que criava suas histórias por meio de cortes gráficos e que mais
adiante se tornaria um elemento determinador na construção das HQs brasileiras. Em
janeiro de 1869 apareceu, então, a primeira história em quadrinhos brasileira,
denominadas de “As Aventuras de Nhô Quin” publicada pela revista Vida Fluminense,
Rio de Janeiro. O criador também editou a Revista Ilustrada. A figura 1 ilustra a
caricatura de Dom Pedro II criada por Angelo Agostini.
Figura 1 - Caricatura de Dom Pedro II, criada por Angelo Agostini.
Fonte: <http://www.jblog.com.br/quadrinhos.php?itemid=20522>
24
Já no ano de 1905, iniciaram-se as publicações das Histórias em Quadrinhos na
revista publicada no Brasil “O Tico Tico”. Revista essa que se apresentava com
histórias fechadas e completas (FIGURA 2).
Figura 2 - Revista “O Tico Tico” publicada no Brasil em 1095.
Fonte: <https://sites.google.com/site/zinebrasil02/artigo_bacelar_identidade_hqb>
Em seguida, no ano de 1939, o grupo Globo, de Roberto Marinho, começa a
publicar a revista Gibi, na qual se popularizou rapidamente, tornando-se sinônimo de
histórias em quadrinhos no Brasil como podemos observar na figura 3.
Figura 3 - Revista Gibi produzida em 1939, pelo grupo Globo.
Fonte:<http://www.brasilcultura.com.br/artes-plasticas/historia-em-quadrinhos-no-brasil/>
25
Nos anos 60, Maurício de Sousa marca a história das HQs no Brasil ao criar os
personagens da Turma da Mônica, tendo como o seu primeiro personagem Bidú e seu
dono Franjinha, que na sequencia veio Cebolinha, Mônica, Magali, Cascão entre tantos
outros personagens (FIGURA 4).
Figura 4 - Personagens das historinhas da Turma da Mônica
Fonte: <http://guiaavare.com/noticia/3874/turma-da-monica-para-colorir>
Um motivo que levou a Turma da Monica a ter bastante aceitação do público
brasileiro, tanto pelos adultos e crianças foi o fato das histórias estarem sempre em
sintonia com os acontecimentos contemporâneos da sociedade. As histórias em
quadrinhos passaram a estar presente em diversos países, produzidas pelos autores e
suas publicações que circulam com uma enorme variedade de títulos e tiragens e que
tem o público composto de crianças e jovens.
3.3 As Histórias em Quadrinhos Introduzidas na Educação
As HQs sendo um veículo de comunicação visual impressa, além de um
produto na indústria cultural, tornou-se uma ferramenta de transmissão cultural e
pedagógica.
26
Do ponto de vista de Marly Amarilha (2006, p. 238), as histórias em
quadrinhos na sala de aula vêm trazer não apenas momentos lúdicos, mas também,
favorece o despertar do senso crítico, contribuindo assim na constituição de leitores,
moldando a inteligência, a sensibilidade e os valores dos educandos. Para tanto, as
histórias em quadrinhos no ambiente escolar vem contribuir para a formação consciente
e intelectual dos alunos.
Assim, com a inserção dos quadrinhos nas políticas públicas educacionais, os
livros didáticos passaram a ter uma importante aceitação como meio de linguagem
educacional. No entanto, a grande dúvida seria na maneira de como essas histórias
seriam abordadas nos livros didáticos, como afirma Silva (1983):
As revistas quadrinizadas são tidas como meio de comunicação de massa. E,
por tudo que este meio possa induzir, deveria ser discutido nas salas de aula,
no sentido de se poder desvendar o caráter mitológico e ideológico das
ações das personagens que trabalham o comportamento psicológico e social
dos seres humanos na sua realidade e em situações concretas. Portanto, é uma
questão de coerência educacional observar as ilusões, desilusões e embustes
veiculados pelas histórias em quadrinhos nos livros didáticos destinados às
crianças. (SILVA In LUYTEN, 1983, p.60).
Nessa visão, observamos que em outros veículos de comunicação em massa, as
histórias em quadrinhos através de suas formas de expressão: desenhos e a literatura
formam uma fonte de inspiração para as iniciativas didáticas. Assim as HQs destacam-
se por possuírem uma grande variedade de conceitos e conteúdos que contribuem de
maneira significativa no processo educacional. Portanto, a presença das narrativas, das
informações e da linguagem dentro de uma linguagem quadrinizada, tende a oferecer
aos professores uma excelente oportunidade de utilizá-las como um recurso adicional e
atrativo para o processo de ensino e aprendizagem.
27
4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
A realização desse estudo buscou conhecer dentro do contexto escolar, a
problemática das drogas e as ações que são desenvolvidas pela instituição junto aos
alunos na prevenção do uso de entorpecentes. Ressaltando as práticas voltadas a
promover na comunidade escolar em questão uma alteração em relação à maneira como
é transmitido as informações sobre o uso de drogas.
Deste modo, o desenvolvimento deste trabalho, se deu a partir da aplicação de
uma metodologia quantitativa e estudo de campo. Na qual se trata de uma pesquisa de
levantamento de dados e análise relacionada ao tema, abordado nas histórias em
quadrinhos, como ferramenta auxiliar no ensino de Ciências, através de aulas
expositivas e a utilização de questionários como forma de coleta de dados, com a
finalidade de encontrar elementos que favorecem a aplicação da prática proposta.
4.1 Caracterizações da Pesquisa
Através da aplicabilidade da pesquisa quantitativa, foram coletados dados que
teve como finalidade identificar os conhecimentos prévios dos alunos da turma
selecionada sobre o tema drogas, que de acordo com Mitchell (1987):
Os métodos quantitativos são, essencialmente, instrumentos auxiliares para a
descrição. Ajudam a focalizar com maior detalhe as regularidades que se
apresentam nos dados coletados pelo pesquisador. As médias, taxas e
porcentagens encontradas são formas de resumir as características e as
relações que se encontram nos dados (MITCHELL 1987, p. 81-82).
Em outras palavras Demo (1996, p.34) acredita na pesquisa como atividade
cotidiana considerando-a como uma atitude, um “questionamento sistemático crítico e
criativo, mais a intervenção competente na realidade, ou o diálogo crítico permanente
com a realidade em sentido teórico e prático”.
Como instrumentos de amparo para uma descrição os métodos quantitativos
são considerados descritivos, pois segundo Mitchell (1987, p. 81-82) isto talvez, possa
28
“ajudar a focalizar com maior detalhe as regularidades que se apresentam nos dados
coletados pelo pesquisador. As médias, taxas e porcentagens são formas de resumir as
características e as relações que se encontram nos dados”.
Essa pesquisa partiu das discussões e exposição de opiniões, resultantes do
estudo do diagnóstico conforme as respostas obtidas pelos informantes. Os dados foram
coletados através de questionários semi-estruturados (APÊNDICE I e II), no qual foi
aplicado para os alunos na pesquisa, durante a realização do estudo de campo, que
segundo Oliveira (2003, p. 65) identifica esta pesquisa de campo como método utilizado
na coleta “que permite a obtenção de dados sobre um fenômeno de interesse da maneira
como ele ocorre na realidade estudada”.
Assim através do emprego da pesquisa de campo o pesquisador tenha
facilidade de obter um conhecimento sobre o assunto abordado. Ressalta-se que nesta
etapa é onde se define os objetivos a serem desenvolvidos e de como os dados coletados
serão analisados. Para Mattar (1999, p.81) este tipo de pesquisa ajuda a determinar as
prioridades na investigação. "As prioridades poderão ser estabelecidas porque uma
particular hipótese explicativa surgida durante a pesquisa exploratória parecerá mais
promissora que outras."
Assim para que possam ser conseguidas as informações e o conhecimento
do problema estudado a pesquisa de campo para Ventura (2002, p. 79), necessita
“merecer grande atenção, pois devem ser indicados os critérios de escolha da
amostragem (das pessoas que serão escolhidas como exemplares de certa situação), a
forma pela qual serão coletados os dados e os critérios de análise dos dados obtidos”.
Também visa oportunizar uma reflexão dos conceitos, ajuda no delineamento
do projeto final da pesquisa e estudar linhas semelhantes, verificando os seus métodos e
resultados, pois, no entendimento de Vergara (2000, p.46), "poderão surgir durante ou
ao final da pesquisa", trazendo assim à tona as dificuldades que os professores têm de se
trabalhar com as turmas o tema drogas, por falta de prática docente ou despreparo do
mesmo na forma de se utilizar de estratégias criativas de explorar tal conteúdo.
Os procedimentos técnicos aqui abordados partiram de um ato previamente
delineado a partir de várias fontes de estudo, pois a mesma tinha a finalidade de levantar
as contribuições culturais e científicas sobre o determinado tema. Segundo Severino
29
(2004, p.15) “a investigação serve como suporte para resolver não só problemas já
conhecidos, mas também como subsídio para explorar áreas em que os problemas ainda
não se cristalizaram suficientemente”.
4.2 Ambiente da Pesquisa
O ambiente selecionado para o desenvolvimento da pesquisa foi a Escola
Municipal de Ensino Fundamental “Decisão”, situada no município de Pombal-PB, a
Rua Cel. João Leite S/N, Centro. Sua infraestrutura é composta por algumas salas
amplas e climatizada, laboratório de informática, biblioteca, auditório.
A escola possui ainda os seguintes recursos disponíveis: retroprojetor,
computadores, maquina de Xerox, micro system (som), mimeógrafos, kits didáticos e
jogos educativos. A referida escola recebe recursos financeiros oriundas do Governo
Federal, esses gerenciados pelo conselho Escolar Municipal.
O quadro atual de alunos matriculados se encontra em 641, sendo 214
pertencentes ao Ensino Fundamental I e 427 Ensino no Fundamental II nos turnos
manhã e tarde. Os alunos selecionados para a execução desta pesquisa foram do turno
da manhã. Todas as atividades realizadas no espaço escola em horário de aula foram
definidas antecipadamente com a administração escola.
O projeto pedagógico da escola foi construído através da realização de reuniões
entre professores e direção, visando à prioridade na educação de qualidade para todos.
No entanto, este não contempla o desenvolvimento de novas práticas educativas. Neste
sentido esse trabalho visou demonstrar uma nova perspectiva na aplicação desses
recursos didáticos de forma a facilitar a compreensão do conteúdo não só apenas para o
tema drogas em questão, mas para as mais diversas temáticas.
4.3 População da Pesquisa
Nessa pesquisa foram realizadas aulas expositivas em uma turma do 6º ano da
Escola Municipal de Ensino Fundamental “Decisão” localizada no município de
Pombal – PB. A mesma funciona nos turnos matutino e vespertino, recebe um alunado
30
em torno de 641 (seiscentos e quarenta e um), sendo 214 (duzentos e catorze)
matriculados no Ensino Fundamental I e 427 (quatrocentos e vinte e sete) no Ensino
Fundamental II.
No entanto, a quantidade de alunos trabalhados nesta pesquisa foi um total de
28, sendo que a média de idade é de 10 a 20 anos. No que diz respeito ao nível escolar
dos professores, todos possuem nível superior, alguns com especialização e mestrado
em curso, num total de 48 (quarenta e oito).
4.4 Instrumentos da Pesquisa
As atividades foram realizadas, inicialmente, através de um questionário de
sondagem sobre as drogas I (APÊNDICE I) com questões abertas e fechadas (FIGURA
5).
Figura 5 - Aplicação do questionário de sondagem sobre drogas I
Fonte: Arquivo pessoal
Em seguida, foram ministradas duas aulas expositivas e dialogadas, com a
utilização das Histórias em Quadrinhos, além de discussões abertas entre o professor
titular, alunos e o pesquisador. (FIGURAS 6 e 7).
31
Figuras 6 e 7 - Aplicação de duas aulas expositivas e dialogadas sobre o
conteúdo drogas.
Fonte: Arquivo pessoal
Posteriormente, foi aplicado um questionário de sondagem sobre as drogas II
(APÊNDICE II), que teve como intenção contribuir para que os alunos expressassem
mais suas ideias e opiniões sobre as causas e efeitos das drogas, como também
mecanismos de prevenção (FIGURA 8).
Figura 8 - Aplicação do questionário de sondagem sobre drogas II
Fonte: Arquivo pessoal
Para o desenvolvimento das aulas expositivas do projeto foram abordados os
seguintes assuntos: Drogas, Classificação das drogas, Tipos de drogas que afetam o
sistema nervoso e o Efeito das drogas no organismo. Para isto, foram utilizados slides
32
contendo HQs com abordagem sobre o conceito de drogas, quais as mais comuns e
acessíveis entre adolescentes e seus efeitos. Deste modo, esta investigação buscou
analisar as possibilidades do uso das HQs na contextualização acerca do tema,
contribuindo nas discussões que envolveram os alunos no processo de
ensino/aprendizagem.
4.5 Análise dos Dados
As atividades da pesquisa foram desenvolvidas como descrito nos itens 4.3 e 4.4.
4.5.1 Análise do Pré-teste e Resultados
Mediante os objetivos propostos inicialmente construídos através da
problemática “drogas” os resultados obtidos, através da análise realizada na pesquisa de
campo, foram observadas as variáveis destacadas para o estudo.
Os grupos de alunos que participaram dessa pesquisa se apresentaram no
universo de 28 alunos, onde 16 são do sexo masculino e 12 do sexo feminino que pode
ser constatado na figura 9. Ressalta-se que a maioria dos discentes não está na faixa
etária ideal para série participante da pesquisa, fator este observado na figura 10.
Figura 9 Gênero dos alunos pesquisados Figura 10 Média de idade dos alunos
Fonte: Autor Fonte: Autor
Fonte: Autor
Na figura 10 observa-se ainda que, a faixa etária predominante foi de discentes
com 11 anos (43%).
20 anos
4%
15 anos
7% 14
anos
21%
13 anos
4%
12 anos
14%
11 anos
43%
10 anos
7%
Média de Idade
Mascul
ino
57%
Femini
no
43%
Gênero dos Alunos
Pesquisados
33
No primeiro questionamento do pré-teste com os alunos foi perguntado se eles
tinham conhecimentos sobre drogas. Todos responderam sim. Neste cenário, embora
todos os alunos tenham escutado falar algo sobre drogas observou-se que os mesmos
não possuíam conhecimento necessário para formar opiniões sobre as mesmas. Segundo
Júlio Aquino (1998, p.72) “Uma das questões mais atuais mais quentes envolvendo a
juventude é a presença aparentemente inusitada de drogas na escola”.
Ao serem questionados quantos aos tipos de drogas que eles mais conheciam
47 % responderam crack, 35% maconha, 16 % cocaína e 2% não opinarão (FIGURA
11).
Figura 11- Conhecimento dos alunos sobre os tipos droga que conhecem
Fonte: Autor
Deste modo ao analisar esse questionamento é possível observar que as drogas
não dependem exclusivamente das particularidades dos indivíduos, mas que, é preciso
compreendê-lo dentro de um contexto sociocultural. Visto que os mesmos não dão
importância suficiente aos inúmeros tipos de drogas que estão ao seu redor, “[…] como
o café (cafeína), o cigarro (nicotina) e as bebidas alcoólicas (álcool).” (BUCHER, 1988,
p.34).
Buscou-se uma maior sensibilização dos participantes em relação aos seus
conhecimentos, pois, foi perguntado aos mesmos as consequências que as drogas podem
47%35%
16% 2%
Quais os tipos de drogas que você mais
conhece? Exemplifique.
crack maconha cocaina não opinarão
34
causar no organismo quando consumidas. A Figura 12 ilustra os resultados referentes a
esta questão.
Figura 12 - Opiniões dos alunos sobre o efeito das drogas no organismo
quando consumidas
Fonte: Autor
Deste modo, 47 % dos alunos responderam que não sabiam dos efeitos das
drogas no organismo. Na visão de Souza (2000, 85 p.) as drogas “(...) têm um efeito
devastador”. Entretanto, 39 % dos alunos responderam que sabiam dos seus efeitos,
através de amigos, de alguns parentes, contudo não tinham o conhecimento científico
necessário. Salienta-se que 14% dos alunos não opinarão.
Posteriormente, foi perguntado aos alunos se alguma vez já dialogaram com
seus pais ou responsáveis sobre as drogas. Resultados demonstraram que 68% dos
alunos responderam que não (FIGURA 13). Percebe-se que isso acarreta uma série de
problemas tanto no ambiente escolar como no convívio familiar.
Figura 13- Opiniões dos alunos sobre diálogos realizados com pais ou
responsáveis sobre as drogas
39%
47%
14%
Você sabe o que as drogas podem
causar no nosso organismo quando
consumidas?
Sim
Não
Nula
35
Fonte: Autor
Conforme Aquino (1998, 97 p.) o ambiente escolar, trabalha seus objetivos e
suas funções de forma “redesenhadas de acordo com as novas demandas sociais”. Deste
modo, também cabe aos pais se inserir nesta questão, pois, segundo Zanelatto &
Zanelatto (2004) “a família e a escola são ressaltadas como os dois estruturadores
básicos da identidade do jovem, sendo locais ideais para iniciar ações preventivas”.
Nessa perspectiva, 25% dos alunos responderam que algumas vezes
dialogaram com seus pais ou responsáveis, enquanto 7% dos alunos preferiram não
opinarão. E outros 68% responderam que não dialogam com seus pais ou responsáveis
sobre as drogas.
Quando questionados sobre o envolvimento com drogas, o total de alunos
analisados, 21 alunos responderam que não tiveram nenhum contato com nenhum tipo
de drogas, ao passo que 03 alunos responderam que já tiveram contato. Todavia os
mesmos não citaram quais foram os tipos. Por outro lado 05 dos pesquisados optaram
por não responder (FIGURA 14).
Figura 14 - Respostas dos alunos sobre convivência com algum tipo de droga
25%
68%
7%
Você alguma vez já dialogou com seus pais ou
responsáveis sobre as drogas?
Sim Não Nula
36
Fonte: Autor
Diante das respostas obtidas, observar-se que a maioria deles não convive com
nenhum tipo de droga. Deste modo eles mostraram ter pouco de conhecimento sobre
algumas drogas ilícitas e licitas, mas não apresentavam informações sobre as
consequências dessas substâncias baseado nas suas vivências do dia a dia.
Porém, os dados obtidos neste questionamento enfatizam que os alunos acham
que convivem. Entretanto, eles não sabem eles que todos convivemos diariamente com
todo o tipo de drogas licitas, por exemplo, cigarro, bebidas alcoólicas, remédios, entre
outros.
A Figura 15 ilustra o resultado da investigação, inserida em sala de aula,
que buscou saber se os alunos tinham conhecimento de algum parente, amigo ou
conhecido que esteja envolvido ou já se envolveu com algum tipo de droga. Deste
modo, 64% dos alunos responderam que não tinham conhecimento acerca deste evento,
ao passo que apenas 07 % não opinarão. Enquanto 29 % disseram que tinham amigos,
parentes envolvidos ou que já se envolveram com algum tipo de drogas.
Figura 15 - Opiniões dos alunos sobre o conhecimento de algum parente,
amigo ou conhecido que esteja envolvido ou já se envolveu com algum tipo de
droga?
7%
75%
18%
Você já conviveu com algum tipo de droga? Se
sim, cite-as?
Sim Não Nula
37
Fonte: Autor
Diante desse pré-teste percebeu-se a falta de esclarecimento sobre o tema droga
no ambiente escolar e familiar. Diante do entendimento de Fernandes (1990, p.252) “a
droga prolifera hoje, de um modo geral, em todas as camadas sociais, mas aparece,
principalmente, nos estudantes de escolas e universidades e no meio de trabalhadores
desempregados”.
Podendo também ser exemplificado pela a falta de recursos e interesse por
parte dos professores de Ciências de não dar ênfase aos temas transversais dentro de
seus planejamentos escolares, pois, de acordo com as PCN é preciso educar os alunos
para cidadania o que “requer que questões sociais sejam apresentadas para a
aprendizagem e a reflexão dos alunos, dando-lhes a mesma importância das áreas
convencionais” (BRASIL, 1998, p.25).
4.6 Resultados e Analise do Pós-teste
Na análise dos resultados das respostas dos alunos no pós-teste, referentes às
aulas aplicadas sobre o tema drogas com a utilização da ferramenta didática HQ’s,
verificou-se que a abordagem do tema foi de suma importância para o aprendizado dos
mesmos, visto que no primeiro questionário (pré-teste), buscou apenas realizar uma
29%
64%
7%
Você conhece algum parente, amigo ou
conhecido que esteja envolvido ou já se
envolveu com algum tipo de droga?
Sim Não Nula
38
explanação detalhada dos conhecimentos prévios dos alunos. Com isso, o pós-teste
possibilitou a demonstração da positividade da aplicação desta ferramenta.
Referente a essa afirmação foi perguntado aos alunos se a relação com a aula e
o conceito de drogas ficou mais fácil para sua compreensão. Todos responderam que
sim, confirmando que a proposta aplicada aos mesmos surtiu efeito. Isso comprova que
as HQ’s podem ser exploradas pelos professores de forma a alcançar os objetivos
propostos, com ênfase no fato de que estas atividades podem ser utilizadas em qualquer
fase do desenvolvimento do aluno (CARUSO, et al, 2005).
Durante a aplicação dessas análises também foram sugeridos várias propostas
para o combate ao uso de drogas no decorrer da aula, e eventualmente pedimos aos
alunos que citassem os tipos de drogas que mais tinham chamado a atenção durante a
apresentação do conteúdo.
Figura 16- Os tipos de drogas que mais chamaram atenção no decorrer da aula
Fonte: Autor
Dentre as respostas obtidas, 17% os alunos marcaram o crack como a droga
que mais chamou a atenção, seguida do LSD com 14% (acrônimo de dietilamida ácido
lisérgico). Em seguida, foi os calmantes e a maconha com 13%, e com 12% o êxtase.
Posteriormente, com 10%, à cocaína e, 8% a nicotina e por ultimo as bebidas alcoólicas.
Dentro das alternativas elaboradas duas não foram opinadas pelos alunos (não prejudica
cocaina
10%
bebidas
alcoólicas
6%
crack
17%
heroina
7%maconha
13%
calmantes
13%
LSD
14%
nicotina
8%
êxtase
12%
Através das histórias em quadrinhos
empregados no decorrer da aula, marque os
tipos de drogas que mais lhe chamaram
atenção:
39
a saúde e faz bem ao cérebro), pois os mesmos já tinham adquirido conhecimento que
aquelas duas alternativas eram conceituadas como erradas, e dentre estes um aluno não
respondeu a pergunta.
Em seguida, foram questionadas através das demonstrações dos quadrinhos
quais as consequências das drogas para o organismo. Salienta-se que foram obtidas
várias opiniões dos alunos e que este questionamento teve, como o intuito de levar para
os mesmos, variedades de interpretações que deu oportunidade de cada um sugerir seu
entendimento do conteúdo abordado. Diante disso é possível conferir as respectivas
respostas na Figura 17 abaixo:
Figura 17- Com as demonstrações dos quadrinhos quais as consequências das
drogas para o nosso organismo quando consumidas?
Fonte: autor
Com o auxilio da ferramenta HQs ficou claro para os alunos que as drogas de
maneira geral causam inúmeras consequências para o organismo tanto do usuário, como
para as pessoas que fazem parte de seu meio. No entanto, suas opiniões foram
diversificadas de forma que eles construíram conhecimento sobre os efeitos dessas
Comportame
nto
desligado
15%
Diminuição
de memória
13%
Perturbaçõe
s nervosas
18%
Relaxa,
acalma e fica
sonolento
16%
Falta de
apetite
19%
Dependênci
a química
19%
Não
opinarão
1%
Com as demonstrações dos quadrinhos
marque quais as consequências das drogas
para nosso organismo?
40
substâncias no ser humano. Confirmando que as HQs ajudaram de forma significativa e
contundente no esclarecimento do conteúdo em questão.
De acordo com tudo o que foi demonstrado na aula e nos exemplos aplicados
foi perguntado aos alunos se eles poderiam ser atraídos por algum tipo de droga.
Resultados ilustrados na Figura 14 evidenciam que 89 % afirmaram que não, e 11 %
não opinaram. Diante deste quadro apresentado nota-se que a maioria entendeu de
forma significativa o conceito de drogas, quando demonstrado através de exemplos
citados nas HQs, conforme representação na figura 18.
Figura 18- Você poderia se sentir atraído por algum tipo de droga.
Fonte: autor
Logo após foi perguntado se a utilização das Histórias em Quadrinhos como
recurso didático contribui para uma melhor aprendizagem. Observa-se que 96% dos
alunos responderam que sim, e 4% dos mesmos responderam que não. Verifica-se que
nesse contexto, a maioria dos alunos questionados conseguiu através da aula aplicada
estabelecer uma melhor compreensão acerca do tema trabalhado.
Quando questionados sobre a utilização das HQs como instrumento didático
como meio facilitador do aprendizado, os alunos deram as seguintes respostas
(FIGURA 19):
Não
89%
Não
opinarão
11%
De acordo com tudo o que foi visto na aula
e nos exemplos você poderia ser atraído
por algum tipo de droga?
41
Figura 19 - A utilização das HQs como recurso didático contribui para uma
melhor aprendizagem.
Fonte: autor
Com relação à opinião dos alunos quanto a utilização das HQs como recurso
didático 96 % alunos responderam que sim confirmando assim que os discentes
acreditam na eficácia da utilização deste tipo de recurso no ensino/aprendizagem, e
apenas 4% dos alunos afirmaram que não.
A partir dessa análise apresentada foi realizada uma discussão entre
professor/aluno onde foi questionado com os mesmos sobre a aula de forma que 93 %
disseram ter sido boa, interessante, dinâmica. Enquanto 7 % não quiseram opinar
(FIGURA 20).
Figura 20 - Questionamento sobre a aula
Fonte: autor
Sim
96%
Não
4%
Em sua opinião, a utilização das Histórias
em quadrinhos (HQs) como recurso didático
na escola, contribuir para uma melhor
aprendizagem?
Sim
93%
Não
opinarão
7%
A aula foi boa, interessante, dinâmica...?
42
Diante desse entendimento, acredita-se, que por mais que existam resistências
na utilização das HQs como ferramenta didática na sala de aula, se ela for trabalhada de
forma adequada com um bom planejamento de ensino pode ser transformada em um
instrumento acessível ao ensino/aprendizagem.
43
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Diante das práticas desenvolvidas e estudos desta pesquisa, verificou-se que a
ferramenta HQs é um importante instrumento de ensino aprendizagem na sala de aula.
Durante a realização dos questionários pré-teste e pós-teste com aos alunos foi possível
constatar que todos já ouviram falar algo sobre drogas, mas, não tinham o conhecimento
necessário para formar opiniões sobre as mesmas.
Ficou evidenciado que esse recurso lúdico pode facilitar a interação, a
aprendizagem, o conhecimento crítico e criativo de forma prazerosa. Também foi
possível observar que nesta analise há a necessidade de utilizar materiais que despertem
a atenção dos alunos ao abordar esta temática, evidenciando-se que deste modo às
metodologias de ensino tradicionais apresentam algumas lacunas no campo da
aprendizagem.
Observou-se, através desta pesquisa que a idade predominante dos discentes
avaliados foi de 11 anos (43%). Os resultados do pré-teste evidenciaram que existe falta
de esclarecimento sobre o tema droga no ambiente escolar e familiar. Ficou
comprovado que as HQs exercem uma função na formação do aluno de maneira
simples, fácil e didática, aprendendo e ao mesmo tempo se divertindo dentro do
ambiente escolar.
44
REFERÊNCIAS
AQUINO, Júlio Groppa, Drogas na Escola – alternativas teóricas e práticas; Summus
Editorial, 2ª Edição, 1998, 72 p.
AQUINO, Julio Groppa. A escola e as novas demandas sociais: as drogas como tema
transversal. In: Drogas na escola: alternativas teóricas e práticas. Julio Groppa Aquino
(org). São Paulo: Summus. 1998, 97 p.
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ou convergentes? Em: AQUINO, J.G. (Org.). Drogas na escola – Alternativas teóricas e
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terceiro e quarto ciclos: apresentação dos temas transversais - Saúde / Secretaria de
Educação Fundamental. – Brasília : MEC/SEF, 1998, 436 p. Disponível
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1979, 13 p.
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coletiva. Trabalho de Conclusão de Curso. Departamento de Serviço Social. UFSC.
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1993, 23 p.
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espaço para as ações educativas. In: XXVI CONGRESSO BRASILEIRO DE
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CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO, 26., 2003. Belo
Horizonte - MG, Anais... São Paulo: Intercom, 2003, 26 p. Disponível em:
<http://galaxy.intercom.org.br:8180/dspace/bitstream/1904/4905/1/NP11SANTOS_RO
BERTO.pdf> Acesso em 20 fev 2014.
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em Quadrinhos – Leitura Crítica. São Paulo: Edições Paulinas, 1983, 60 p.
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população favelada do Rio de Janeiro em face do tráfico de drogas”. In: ACSELRAD,
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papel da informação como medida preventiva ao uso de drogas entre jovens em
situação de risco.Ciência & saúde coletiva;16 (supl.1):1257-1266, 2011. graf, tab.
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Cortez, 2004, 15 p.
VENTURA, Deisy. Monografia jurídica. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2002,
79 p.
48
VERGARA, S. C. Projetos e relatórios de pesquisa em administração. 3. ed. São
Paulo: Atlas, 2000, 46 p.
49
Apêndice
50
Escola:________________________________________________________________
Turma (Série): ________________________
Idade: ________________ Sexo: ( ) Masculino ( ) Feminino
Data:____/____/_____
QUESTIONÁRIO DE SONDAGEM SOBRE DROGAS - I
1) Você tem conhecimento sobre drogas?
( ) Sim ( ) Não
2) Quais os tipos de drogas que você mais conhece? Exemplifique.
________________________________________________________________
________________________________________________________________
3) Você sabe o que as drogas podem causar no nosso organismo? Exemplifique.
________________________________________________________________
________________________________________________________________
4) Você alguma vez já dialogou com seus pais ou responsáveis sobre as drogas?
( ) Sim ( ) Não
5) Você já conviveu com algum tipo de droga? Se sim, cite-as?
________________________________________________________________
________________________________________________________________
6) Você conhece algum parente, amigo ou conhecido que esteja envolvido ou já se
envolveu com algum tipo de droga?
( ) Sim ( ) Não
51
Escola: ________________________________________________________________
Turma (Série): ________________________
Idade: ________________ Sexo: ( ) Masculino ( ) Feminino
Data:____/____/_____
QUESTIONÁRIO DE SONDAGEM SOBRE DROGAS - II
1) Com relação à aula o conceito de drogas ficou mais fácil para sua compreensão?
( ) Sim ( ) Não
2) Através das histórias em quadrinhos empregados no decorrer da aula, marque os
tipos de drogas que mais lhe chamaram atenção:
( ) Cocaína ( ) Heroína ( ) LSD
( ) Bebidas Alcoólicas ( ) Maconha ( ) Nicotina
( ) Crack ( ) Calmantes ( ) Êxtase
3) Com as demonstrações dos quadrinhos marque quais as consequências das
drogas para nosso organismo:
( ) Não prejudica a Saúde ( ) Faz bem ao cérebro
( ) Comportamento desligado ( ) Relaxa, acalma e fica sonolento
( ) Diminuição de memória ( ) Dependência química
( ) Perturbações nervosas ( ) Falta de apetite
4) De acordo com tudo o que foi visto na aula e nos exemplos você poderia ser
atraído por algum tipo de droga?
Figura 1: Diálogo sobre drogas.
( ) Sim ( ) Não
Fonte: <http://decarapravida.com.br/site/index.php?option=com_content&view=article&id=44&Itemid=37>
5) Em sua opinião, a utilização das Histórias em quadrinhos (HQ´s) como recurso
didático na escola, contribuir para uma melhor aprendizagem?
( ) Sim ( ) Não
6) A aula foi boa, interessante, dinâmica...?
( ) Sim ( ) Não

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TCC ADELFRANIO

  • 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAIBA CENTRO DE EDUCAÇÃO CURSO DE GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS NATURAIS (LICENCIATURA À DISTÂNCIA) ADELFRANIO RODRIGUES DE ASSIS UM ENFOQUE SOBRE A PREVENÇÃO DAS DROGAS NAS AULAS DE CIÊNCIAS ATRAVÉS DE HISTÓRIAS EM QUADRINHOS JOÃO PESSOA – PB 2014
  • 2. ADELFRANIO RODRIGUES DE ASSIS UM ENFOQUE SOBRE A PREVENÇÃO DAS DROGAS NAS AULAS DE CIÊNCIAS ATRAVÉS DE HISTÓRIAS EM QUADRINHOS Monografia apresentada como exigência parcial para obtenção do Certificado de Conclusão do Curso de Graduação em Ciências Naturais (Licenciatura à Distância), pela Universidade Federal da Paraíba. Orientadora: Profª. Dra. Evaneide Ferreira Silva. Coorientadora: Profª. Esp. Jailma Simone Gonçalves Leite. JOÃO PESSOA – PB 2014
  • 3. ADELFRANIO RODRIGUES DE ASSIS UM ENFOQUE SOBRE A PREVENÇÃO DAS DROGAS NAS AULAS DE CIÊNCIAS ATRAVÉS DE HISTÓRIAS EM QUADRINHOS Esta Monografia foi julgada adequada para a obtenção do Grau de Graduação em Ciências Naturais. E aprovada em sua forma final pela Universidade Federal da Paraíba na modalidade à distância. Data: ____/____/____ ________________________________________________ Profa. Dra. Evaneide Ferreira Silva (Orientadora) JOÃO PESSOA – PB 2014
  • 4. AGRADECIMENTOS A Deus, eu quero agradecer em primeiro lugar, pois ele nos ilumina e nós guia pela vida, e assim nos inspira a renovar todos os dias e noites a nossa fé. Aos meus pais, Aulinda Rodrigues de Assis (IN MEMORIAN) e Francisco de Assis (IN MEMORIAN), que, embora não estando aqui mais presentes fisicamente, mas, está sempre presente no meu coração e no pensamento, que de onde eles estiverem torcem por mim, protegendo-me, iluminando, dando-me força, e carinho. Obrigado por tudo! Saudades eternas! A minha querida esposa Alba, e minha amada filha Anna Cllara, razões de tanto esforço nesta vitoria, motivos de alegria, felicidade e carinho em minha vida. A meus irmãos, a toda minha família que, com muito carinho e apoio, sempre incentivaram a prosseguir nesta etapa de minha vida. A professora Drª. Evaneide Ferreira minha orientadora, que foi essencial, a peça chave desta vitoria, compartilhando, sempre junto, no que era possível, quanto vezes riamos juntos na hora das duvidas que a senhora explicasse... Lembra! É Professora você se tornou uma grande amiga, nessas poucas palavras deixo expresso meu sentimento de gratidão. A minha querida amiga professora Jailma Simone Gonçalves Leite coorientadora que sem duvida se dou de verdade na orientação e auxilio com a professora Evaneide, obrigado pela compreensão e pela amizade. Aos responsáveis pela Escola Municipal “Decisão”, pelo acolhimento, e respeito para conosco, aos amigos professores, e os queridos alunos dos quais foram tão importantes na no desenvolvimento desta monografia. Ao amigão José Vieira, tutor presencial da UFPB Virtual, polo de Pombal, pela sua dedicação e empenho de estar sempre presente nessa jornada. Aos meus queridos professores e tutores a distância da plataforma, que foram os precursores desta minha formação, pois, através de seus ensinamentos e suas contribuições, que fizeram exigir de mim muito mais esforço e aprendizado. Aos meus grandes amigos de curso que com certeza jamais esquecerei, pelos os bons momentos compartilhados, nas alegrias e angustias nesta longa caminhada. Enfim, agradeço a todos vocês, que de forma direta ou indiretamente, compartilharam comigo essa grande alegria. A todos vocês meu muito obrigado!
  • 5. “A mente que se abre a uma nova ideia jamais volta ao seu tamanho original” (Albert Eistein).
  • 6. RESUMO O uso de Histórias em Quadrinhos (HQs) é uma ótima ferramenta no processo ensino aprendizagem uma vez que esta ajuda os educandos a assimilarem de forma mais rápida conteúdos do bloco de ciências naturais. Além disso, as HQs transformam as aulas de ciências, pois as torna participativas e dinâmicas. Neste sentido, este trabalho utilizou HQs como recurso didático para abordar um tema preocupante nos dias atuais, as drogas. Nesta pesquisa, utilizou-se da pesquisa de campo e quantitativa para avaliar o nível de conscientização dos discentes sobre as drogas e aplicar as HQs como recurso didático a partir de uma amostragem de 28 discentes de uma turma do 6º do ensino fundamental de uma escola pública. Os resultados obtidos comprovaram que a utilização de HQs como instrumento didático pode ser considerado um facilitador do aprendizado, uma vez que 96% dos alunos responderam serem favoráveis a este tipo de recurso nas aulas de ciências. Foi verificado que 93% dos discentes acharam que a aula com HQs foi boa, interessante e dinâmica. Diante disso torna-se necessária a inclusão de HQs em temas abordados nas ciências naturais, mesmo que haja resistência em sair dos velhos métodos tradicionais na sala de aula. No entanto, ficou evidenciado que os discentes não tinham o conhecimento amplo acerca das drogas já que não conseguiram expressar suas opiniões e que existe uma grande lacuna sobre as drogas tanto no ambiente escolar como no familiar. Entretanto, verificou-se que as HQs foram muito bem recebidas por facilitar a interação, a aprendizagem, o conhecimento crítico e criativo de forma prazerosa. Palavras chave: Historias em Quadrinhos; Drogas; Ensino-Aprendizagem.
  • 7. ABSTRACT Using Comics ( comics ) is a great tool in the learning process since it helps the students to assimilate more quickly contents of the natural sciences block. Moreover, the comic turn science classes , because makes participatory and dynamic . In this sense , this study used comics as a teaching tool to address an issue of concern these days , drugs . In this research , we used field research and quantitative to assess the level of awareness of students about drugs and apply the comics as a teaching resource from a sample of 28 students in a class of 6 elementary school in a public school . The results demonstrated that the use of comics as an educational tool can be considered a facilitator of learning , since 96 % of students responded were in favor of this type of resource in science classes . It was found that 93 % of students thought the lesson with comic was good , interesting and dynamic . Therefore it becomes necessary to include comics in subjects of the natural sciences , even though there is resistance to leave the old traditional methods in the classroom . However , it was evident that the students had no extensive knowledge about drugs that have failed to express their opinions and that there is a big gap on drugs both at school and in the family . However , it was found that the comics were very well received by facilitating interaction , learning , creative and critical knowledge in a pleasant way . Keywords: comics; drugs; Teaching and Learning .
  • 8. SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO..........................................................................................................11 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.............................................................................13 2.1 Abordagem sobre a Prevenção de Drogas.................................................................13 2.2 Drogas: Uma Prática Humana, Milenar e Universal.................................................16 2.3 Aspectos Sociais que Levam ao Consumo de Drogas...............................................17 2.4 Fatores de Risco e de Proteção Associados com Uso de Drogas..............................18 3 O CONCEITO DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS (HQ’s)...........................19 3.1 Estruturas das Histórias em Quadrinhos..............................................................20 3.1.1 Linhas de Movimento.............................................................................................20 3.1.2 Os Balões................................................................................................................21 3.1.3 Onomatopeias.........................................................................................................21 3.1.4 Quadros, Requadros ou Vinhetas...........................................................................21 3.1.5 Legenda..................................................................................................................22 3.2 Um Conceito das Histórias em Quadrinhos no Brasil..........................................22 3.3 As Histórias em Quadrinhos Introduzidas na Educação.....................................25 4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS.............................................................26 4.1 Caracterizações da Pesquisa......................................................................................26 4.2 Ambiente da Pesquisa................................................................................................28 4.3 Instrumentos da Pesquisa...........................................................................................29 4.4 Análise dos Dados.....................................................................................................30 4.5 Análise do Pré-teste e Resultados..............................................................................31 4.6 Resultados e Analise do Pós-teste.............................................................................36 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS....................................................................................43 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS........................................................................44
  • 10. 10 LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Caricatura de Dom Pedro II, criada por Angelo Agostini. Figura 2 - Revista “O Tico Tico” publicada no Brasil em 1095. Figura 3 - Revista Gibi produzida em 1939, pelo grupo Globo. Figura 4 - Personagens das historinhas da Turma da Mônica. Figura 5 - Aplicação do questionário de sondagem sobre drogas I Figuras 6 e 7 - Aplicação de duas aulas expositivas e dialogadas sobre o conteúdo drogas. Figura 8 - Aplicação do questionário de sondagem sobre drogas II Figura 9 - Gênero dos alunos pesquisados. Figura 10 - Média de idade dos alunos. Figura 11 - Conhecimento dos alunos sobre os tipos droga que conhecem. Figura 12 - Opiniões dos alunos sobre o efeito das drogas no organismo quando consumidas. Figura 13 - Opiniões dos alunos sobre diálogos realizados com pais ou responsáveis sobre as drogas. Figura 14 - Respostas dos alunos sobre convivência com algum tipo de droga. Figura 15 - Opiniões dos alunos sobre o conhecimento de algum parente, amigo ou conhecido que esteja envolvido ou já se envolveu com algum tipo de droga? Figura 16 - Os tipos de drogas que mais chamaram atenção no decorrer da aula. Figura 17 - Com as demonstrações dos quadrinhos quais as consequências das drogas para o nosso organismo quando consumidas? Figura 18 - Você poderia se sentir atraído por algum tipo de droga. Figura 19 - A utilização das HQs como recurso didático contribui para uma melhor aprendizagem. Figura 20 - Questionamento sobre a aula.
  • 11. 11 1 INTRODUÇÃO No mundo atual globalizado a humanidade vive um intenso momento de prosperidade e desenvolvimento diante de novas tecnologias. Também vive uma fase de expansão e liberdade ao se tratar de drogas. Essa questão das drogas está interligada ao problema de saúde pública, educação, política, social, prevenção, entre outros fatores. E com isso as drogas se tornam um fenômeno sociocultural mundial, ou seja, sua presença tem disseminado na sociedade. Vale ressaltar que atualmente o uso de drogas se configura como uma problemática que vem crescendo a cada dia, e o que se percebe muitas vezes é o despreparo das pessoas para enfrentar essa situação. Uma abordagem dessa problemática no contexto escolar se faz necessário, pois possibilita identificar práticas preventivas que sejam bem sucedidas e sua possível divulgação, bem como, possíveis sugestões dentro da área preventiva (MURER et al., 2009). A escola é um grande agente de socialização dos jovens, pois eles desenvolvem a capacidade de estabelecer relações, a percepção da experiência sensorial e das necessidades pessoais, a autoestima, a confiança, as competências de comunicação e a identidade, porém, também é um espaço onde o uso de drogas está em crescimento. A temática das drogas se torna um dos temas transversais presentes nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) que tratam de saúde. Saúde como fator de promoção e saúde e estratégia para a conquista dos direitos de cidadania (BRASIL, 1987). É necessário, portanto, uma educação preventiva e conscientizadora que envolva a participação de alunos, pais, professores, e comunidade em geral sobre os efeitos e consequências maléficas causadas pelas drogas, que atinge a vida humana nos aspectos físico, psíquico e social. Portanto, nessa pesquisa foram realizadas aulas expositivas em uma turma do 6º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental do município de Pombal – PB, com discentes com a média de idade entre 10 a 20 anos. Com isto, surge a necessidade de uma pesquisa que venha envolver os aspectos supracitados de forma dinâmica e agradável possibilitando que o discente trabalhe na construção das Historias em Quadrinhos HQs, expressando seus sentimentos e ideias de maneira lúdica e prazerosa, com enfoque sobre a prevenção das drogas nas aulas de ciências. Desta forma, as HQs
  • 12. 12 vêm contribuir na produção de conhecimento e conceitos consolidados como conhecimento novo para os participantes da pesquisa, facilitando assim seu papel de formar indivíduos com condições de refletir sobre a sociedade em que ele vive. De acordo com Almeida (1998), é necessária a utilização de diversos instrumentos pedagógicos que desperte nos alunos a prevenção às drogas. No entanto, as atividades lúdicas são ferramentas de grande valia nesta tarefa, por ser consideradas indispensáveis ao desenvolvimento das atividades intelectuais e sociais superiores, uma vez que proporcionam autoexpressão e participação social do indivíduo. Conforme Sartori e Monteiro (2003), as HQs se apresentam como um instrumento lúdico que muito contribui para a nossa formação cultural, principalmente através de suas ilustrações, personagens criados para campanhas, cartilhas e uma série de matérias que enfocam as questões sobre a prevenção ao uso das drogas que devem ser levadas para o cotidiano popular. Desse modo, as histórias em quadrinhos são importantes veículos de informações e conhecimentos na questão drogas e no que diz respeito aos malefícios provocados nos indivíduos e perpassando para os familiares, comunidade e a sociedade em geral. Neste sentido este trabalho tem como objetivo geral promover conscientização dos discentes sobre o problema das drogas na sociedade. Os objetivos específicos foram direcionados para: coletar informações sobre o conhecimento prévio dos discentes acerca do tema; aplicar uma aula expositiva; utilizar intervenções lúdicas como HQs para reavaliar o nível de conhecimento dos discentes.
  • 13. 13 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2.1 Abordagem sobre a Prevenção de Drogas As drogas psicoativas, ou seja, substâncias naturais ou sintéticas que ao serem absorvidas pelo organismo humano, através da ingestão, injeção, inalação ou absorção da pele penetra na corrente sanguínea e alcança o cérebro, afetam o equilíbrio e provocam em seus usuários diversas reações dentre elas a agressividade. Ela é considerada um elemento ilícito, de má prática, podendo se tornar nociva para o indivíduo, com o poder para alterar suas atividades mentais, seus sentidos, seu animo e a sua conduta. De acordo com o Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP/EPM) a palavra droga se originou através da expressão holandesa “droog”, que seu conceito era considerado ramos de folhas dissecadas, pois na antiguidade a maioria dos medicamentos era baseada nos vegetais. Portanto, hoje, alucinógenos obtidos artificialmente são fabricados em laboratórios. Com isso, as drogas tornaram-se um motivo de preocupação no mundo todo em virtude do uso de cada vez mais precoce de seus usuários, e assim agravando os riscos de saúde da população, passando a ser considerado um problema de saúde pública. A família dentro deste contexto procura soluções para conviver com esse problema. Acerca disso, os autores Nery Filho e Torres (2002, p.29) completam dizendo "... Além de sentimentos de angústia, desespero e impotência nos familiares, busca-se um culpado para o que, em geral, passa a ser um drama familiar". As primeiras experiências de contato com as drogas ocorrem na fase da adolescência, na qual é marcada por intensas transformações. Ela aparece nesta fase muitas vezes como uma ponte que permite o estabelecimento de laços sociais, propiciando ao indivíduo o pertencimento a um determinado grupo de iguais, ao tempo que buscam novos ideais e
  • 14. 14 novos vínculos, diferentes do seu grupo familiar de origem (NERY FILHO e TORRES, 2002, p.31). Sendo assim as drogas vem se tornando um agravante na estrutura social, uma vez que, no decorrer do tempo, seus consumidores passam a trazer cada vez mais problemas à família e à população, devido as suas mudanças emocionais, comportamentais, e funcionais. Visto que este agravante do consumo de drogas se torna mais visível no convívio familiar, pois de acordo com autor: As primeiras contestações, geralmente, ocorrem no ambiente familiar, onde o adolescente começa a questionar comportamentos que lhes são impostos como se fossem leis e passa a exigir da família e do ambiente que o cerca, respostas coerentes aos seus questionamentos. (CALDEIRA, 1999, p.16). O contexto escolar e uma boa opção de contato de direto para que os indivíduos possam ter um esclarecimento quanto ao consumo das drogas, já que a escola é um local privilegiado para a educação e na formação dos adolescentes. A escola em nosso mundo é o lugar que temos privilegiado como o espaço educativo para as novas gerações. Aos olhos da sociedade a invasão‟ das drogas nesse lugar, privilegiado‟ tem significado um imenso descontrole social… (AQUINO, 1998, p.72). Portanto, é notório afirmar que a escola é muito importante na vida dos indivíduos, sendo um mecanismo que contribui na integração individual e social do ser humano. Desta forma, a escola é vista como ambiente de socialização, em que é preciso uma maior atenção para as problemáticas que surgem na sociedade em virtude das drogas. Portanto, a unidade escolar pode ser vista como local de acesso para esse público, tornando-a um espaço propício no combate ao uso de drogas por meio de ações preventivas. Wânier Ribeiro (2005) aponta que “… o consumo de drogas ilícitas aumentava na sociedade (…) na escola as evidências ao problema.” (2005, p.12). No Brasil, a educação está presente em sua Constituição Federal, no artigo 6º, sendo apreciada como um direito de todos e dever da família e do Estado, conforme é regido pelos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, sendo que sua finalidade é o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho, ou seja, sua preparação para sua vivência em determinado ambiente social, o qual está inserido (BRASIL, 1998).
  • 15. 15 Além disso, a instituição escolar é classificada como o ambiente propício para rebater assuntos ligados ao conteúdo de prevenção abusivo das drogas. Soma-se a isso, a experiência dos professores, mas com pouca disponibilidade de explorar e trabalhar esse tema. Na visão dos educandos, os seus professores na maioria das vezes relatam muito pouco sobre esse assunto. Luís (2006) destaca que há quem aponte a escola como estando na gênese da delinquência juvenil, indicando principalmente duas causas: “[…] a sua incapacidade para fazer face ao papel de socialização e o insucesso escolar e as condutas desviantes que lhes estão associadas.” (LUÍS et al, 2006, p.36) Com isso, há o agravo da importância concedida empregada na família e na escola, no que compele a vida dos adolescentes, não existe neste meio social espaço para um diálogo sincero a respeito do assunto drogas, conforme a necessidades dos educandos. Daí recai a necessidade de criar mecanismos de abordagem sobre o referido tema, de modo que haja interatividade entre professor e aluno, com discussões abertas e claras. Para isso se faz necessário que os estabelecimentos de ensino busquem encarar com firmeza juntamente com os demais setores sociais existentes, no intuito de esclarecer os jovens sobre os malefícios causados pelo consumo das drogas. Assim as escolas que se apresentam afastadas da abordagem desta realidade aos seus alunos sobre esse tema tornam-se alvos das drogas. De acordo com estudo realizado por Andre e Vicentin (1998, p.74) A escola, do ponto de vista da droga, parece ser o melhor ponto de distribuição. Não porque é incapaz de reprimi-la, mas porque não oferece concorrência do ponto de vista do cliente de ambas, o adolescente. Se a escola está distante dos sonhos do jovem, se produzem fracassados, incapazes e impotentes, está se tornando o melhor ambiente de venda de drogas. Escola e drogas têm trabalhado juntas, convergentemente. Demasiadamente a escola se torna um elemento fundamental no processo de conscientização e construção da formação do cidadão, pois, os envolvidos neste processo começam a conviver dentro da sociedade a partir deste ambiente. “[…] educação sadia, via ajustada de princípios da realidade e ambiente de compreensão, quer no lar, quer no meio social” (FERNANDES, 1990, p.276)
  • 16. 16 No que descreve Sanchez et al. 2011, a informação é considerada como a coleção de conhecimentos sobre o tema drogas, englobando efeitos, consequências do uso, abuso e dependência, e é motivo relevante à negação da experimentação e consequente uso/abuso de substâncias ilícitas em adolescentes que não são usuários. É importante estar aberto à informação, pois, traz consigo um conjunto de conhecimentos sobre drogas, a qual vem contribuir para conhecermos os efeitos, consequências do uso abuso e dependência nos indivíduos. É preciso abordar este assunto com cautela, à medida que é necessário estudar a saúde como elemento de promoção coletiva e integradora onde deve se explorar a prevenção ao uso de drogas. Conforme Santos e Bógus (1997, p. 17 (3):123-133.) a escola tem papel fundamental enquanto agente promotor de cidadania e, de um modo geral, de qualidade de vida; comprometida com os projetos de vida e as aspirações dos jovens nela inseridos. Finalmente, a partir das reflexões que envolvem a prevenção ao uso de drogas, constitui-se uma compreensão crítica e global do ambiente estudado, de forma que possibilite o alunado a adotar uma posição consciente e participativa a respeito das questões relacionadas, construindo assim valores sociais. 2.2 Drogas: Uma Prática Humana, Milenar e Universal Na visão de Escohotado (1999, p.25) [...] a história das drogas é uma história inserida dentro da história da humanidade, que com o passar dos anos tão somente fez variar o papel que dessas substâncias desempenham e o uso que se faz delas em cada cultura [...]. Com isso, diante dessa analise podemos dizer que as drogas estiveram presentes nas sociedades mais remotas estando ligada a evolução histórica da humanidade, abrangendo deste modo os contextos sociais, cultural econômico, religioso, medicinal, psicológico, como também na busca do prazer. Deste modo a humanidade busca caminhos de prevenção lançado para diminuição dos riscos estaria na contestação ao combate às drogas, que preserva a exclusão dos elementos ilegais e a intolerância em relação a seus usuários. Por outro lado a postura da erradicação das drogas se torna irreal num contexto em que evidências
  • 17. 17 históricas demonstram que todas as sociedades humanas conviveram com algum tipo de substância psicoativa e que trabalhar no sentido de erradicar todas as formas de uso de drogas fere princípios éticos e direitos civis por ditar normas e controlar os indivíduos muito além do que é direito do Estado e das instituições (CARLINI-COTRIM, 1998, p. 19-30). De acordo com o pensamento do autor as sociedades humanas de alguma forma conviveram com alguma substância entorpecente e poderão continuar a conviver sejam elas legais ou ilegais do consumo, podendo acarretar consequências perigosas, desde problemas de cunho pessoal e social. Com isso, o ato de consumir drogas, não é recente na História da humanidade, tampouco de determinada cultura. Por outro lado, o fato das drogas estarem presentes na nossa sociedade moderna, não se deve a sua existência apenas aos traficantes, como também ao funcionamento da própria estrutura da sociedade, que propicia substâncias psicoativas a pessoas, desde um simples cigarro até o uso de crack e outras drogas consideradas perigosas. 2.3 Aspectos Sociais que Levam ao Consumo de Drogas O problema droga está estreitamente ligado aos adultos, jovens e crianças que procuram adquirem-nas, em decorrência de suas motivações pessoais e das pressões oriundas das estimulações sociais. Porém, que há um conjunto de fatores que leva crianças e adolescentes ao consumo tanto de substâncias ilícitas como das chamadas “drogas legais”, como o álcool e o cigarro. A solução não é rápida ou fácil e que não é possível apontar uma causa única do problema. Do ponto de vista de Carina Luís, “a prevenção é um conceito relativamente recente, que surge associado aos fundamentos conceptuais da saúde mental.” (LUÍS, 2006, p.38) Descreve sobre a prevenção ao uso de drogas, que de acordo com o conhecimento popular: “mais vale prevenir do que remediar”, no fundo é isso que a prevenção pretende. Os trabalhos preventivos desenvolvidos nas escolas procura mostra aos alunos a multiplicidade de fatores que estão envolvidos no consumo das drogas e de como trabalhar esse assunto com informações corretas, mas dentro de um
  • 18. 18 contexto que permita uma discussão crítica do tema e não meramente um discurso punitivo ou moralista. O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) conceitua: Analisar o uso de drogas entre jovens é muito importante por várias razões. Primeiramente, O uso de drogas tem seu início durante sua juventude e é entre os jovens que as atividades de prevenção às drogas têm maior índice de incidência […] (2009, p.15). No entanto, verifica-se que os jovens são os primeiros a serem vítimas das drogas decorrente do uso das mesmas que assola seu cotidiano e atingindo seu comportamento, se tornando um problema de longa duração, ou seja, crônico, em muitos lugares da sociedade entre os jovens, requerendo assim um trabalho conjunto entre a escola, família e a sociedade. 2.4 Fatores de Risco e de Proteção Associados com Uso de Drogas É preciso destacar que os fatores de risco ou de proteção, não têm caráter determinante, portanto, são elementos na vida de uma pessoa que podem aumentar ou diminuir a probabilidade de algo adverso ocorrer, isso se dá em decorrência de situações que vem a ocorrer no dia a dia de cada um. Deste modo, a combinação desses fatores de risco pode tornar uma pessoa mais suscetível ao abuso de drogas e ainda interferir na recuperação, assim como fatores de proteção que auxiliam no afastamento do indivíduo ao consumo de drogas (LEMOS, 2004, p.11). Esses fatores apresentam-se nos mais diversos segmentos sociais, como: no próprio indivíduo, na família, na escola, nos amigos (entre os pares) ou na comunidade, e isso se torna necessário o investimento em profissionais qualificados, que entendam tanto do efeito das drogas no organismo como das suas implicações sociais, pois muitos ainda tendem a se “preocupar” apenas com o aspecto social numa ótica e na outra apenas o biológico, e acabam não compreendendo o movimento das drogas no organismo humano.
  • 19. 19 Em um contexto familiar e social de uma maneira totalizante, ressaltamos que todo o profissional deve estar sempre buscando uma compreensão tanto em relação aos aspectos causais no organismo humano, bem como as suas implicações social, bem claro o pensamento (KOWALSKY, 1997, p.24). Somam-se a isso vários fatores de risco e de prevenção, que fazem parte da rotina da vida das crianças, e dos adolescentes, que podem aumentar ou diminuir a possibilidade de experimentação das drogas e do uso eventual da dependência propriamente dita. Isso sobre põe, provavelmente, pela falta de afetividade por parte dos familiares, da violência doméstica e da baixa autoestima. Vale ressaltar que, ”a falta de suporte parental, uso de drogas pelos próprios pais, atitudes permissivas dos pais perante o uso de drogas, incapacidade de controle dos filhos pelos pais, indisciplina e uso de drogas pelos irmãos são fatores predisponentes à maior iniciação ou continuação do uso de drogas por parte dos adolescentes” (BARRETO, 2000, p.39). Portanto na visão do autor, é preciso possuir conhecimento do problema, para que se possa agir de forma participativa envolvendo os diversos elementos sociais a exemplo: cidadãos, família, escola e comunidade. Isto tudo para que haja a possibilidade de encarar a problemática das drogas, cujo enfoque está estreitamente preocupado na busca de soluções que levam o indivíduo a ter uma vida saudável, sem a presença de drogas. 3 A ARTE DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS (HQs) As histórias em quadrinhos são consideradas um gênero da literatura narrativa, por meio de desenhos e textos que utiliza de discurso direto com características da língua falada que contém a narração através de imagens, apresentando ideias ágeis para suas narrativas. Conforme o pensamento de Martins (2004). Quadrinhos ou histórias em quadrinhos são narrativas feitas com desenhos sequenciais, em geral no sentido horizontal, e normalmente acompanhado de textos curtos e diálogos e algumas descrições da situação,
  • 20. 20 convencionalmente, apresentados no interior de figuras chamadas balões. [...] É importante salientar que a HQ faz parte das narrativas, são tecidas numa certa sequencia, para que haja entre os leitores, o entendimento da história. (MARTINS, 2004, p. 2353). O termo HQs vem exatamente da intenção de narrar uma ilustração através de quadros no qual seu público se concentra nas crianças, adolescentes e os adultos e com isso engloba os diferentes níveis sociais e educacionais, e tem como objetivo principal transmitir uma ideia, ou seja, narrar uma história ou um evento, pois se utiliza de tratamento, estruturação, organização através de vinhetas e diálogos, que se caracteriza de forma física e moral por personagens que divertem os leitores. A definição das histórias em quadrinhos merece também destaque na visão de Gubern (1979, p.13) na qual define as HQs como, “uma arte popular, com seus próprios meios de expressão”, cujas expressões vêm retratar uma sequencia coerente de registro e também um enredo narrativo, através de forma ilustrativa e de fácil entendimento. 3.1 Estruturas das Histórias em Quadrinhos Acerca das características da linguagem própria das Histórias em Quadrinhos, destaca-se a uma série de elementos que constituem a linguagem dos quadrinhos, os quais estão apresentados da seguinte forma: pelas linhas de movimento, a representação de sons por meios de balões e onomatopeias e a estrutura das páginas com quadros e requadros ou vinhetas e a legenda, fornecendo deste modo, sentido as histórias que podemos destacar abaixo: 3.1.1 Linhas de Movimento Linhas cinéticas indicam o movimento dos personagens ou a trajetória de objetos em plena ação, tais como automóveis e outros meios de locomoção, balas que
  • 21. 21 saem de pistolas, pedras atiradas por alguém, etc. (SANTOS, 2003, p. 26). Desse modo as linhas cinéticas ou linhas de velocidade, são na verdade formas gráficas usadas nas histórias em quadrinhos para representar a ilusão de movimento e/ou trajetória dos objetos ou personagens em uma única cena. Estas linhas são compostas de cores, que formam o requadro no seu interior, sendo utilizado para expressar as emoções dos personagens. Nas HQs as linhas de movimento podem desenvolver um cenário no qual o objeto existente na cena pode se deslocar sobre ele, separando cada momento da ação através dos requadros, permitindo assim a sensação de continuidade da ação. 3.1.2 Os Balões Os balões são elementos característicos das HQs. Neles encontramos os diálogos e pensamentos dos personagens. No ponto de vista de Eisner (2001), o balão tem como antecedente histórico os filactérios, faixa com palavras escritas junto à boca dos personagens em algumas pinturas de artistas cristãos da Idade Média. E têm a finalidade de organizar e estruturar os diálogos, textos e pensamentos estabelecendo relações entre os personagens da história e das cenas. Os balões geralmente são apresentados com o formato de uma nuvem. 3.1.3 Onomatopeias As onomatopeias assim como os balões, é um elemento visual, dão vida as HQs, pois o ruído, nos quadrinhos, tornam visíveis os efeitos sonoros, como descrito pelo autor “o efeito de um ― buum! ou de um ― crash!” (CIRNE, 1970, p. 23), e assim, vem à representação da ação na cena, procurando com isso expressar mais precisamente a emoção ou ruído dentro da narração.
  • 22. 22 Visto que as onomatopeias, podem se encontrar dentro ou fora dos balões, apresentando esses sons pelos símbolos e palavras empregadas na ação, podendo ser observado no letreiramento a utilização de recursos gráficos para se criar o clima da sequencia ou mostrar a intensidade do som. 3.1.4 Quadros, Requadros ou Vinhetas Ao tratar de quadros e requadros enfatiza-se que no tempo e o espaço os quadrinhos estão fundidos. Em que o tempo é expresso para o leitor a cada quadro que é lido, utilizando-se de representação gráfica. Com isso, entende-se que o quadro nas HQs é o espaço que representa um recorte temporal. Afirma Cagnin (1975, p.86): “[...] o quadrado ou retângulo que delimita cada unidade da série ou sequencia narrativa de uma HQ, chamado de quadrinho ou vinheta, apresenta preciosa função informativa para a leitura”. Essa informação vem apresentar um diálogo. Narrativa, que vem transmitir alguma mensagem ao leitor, conforme expresso nos quadros. O requadro é também um importante transmissor de sensações e informações temporais, complementares ao conteúdo dos quadros, e tem a função de moldura, podendo ser utilizado como um elemento narrativo, onde sua estrutura tracejada contribui para a leitura das histórias. 3.1.5 Legenda A legenda é outro item que está presente em grande parte das HQ’s, fazendo parte de sua estrutura. A legenda se apresenta na parte de cima do requadro, ou seja, no interior de um quadrado. Muitos autores se utilizam deste espaço como forma de demonstrar elementos passados em quadros anteriores, a exemplo, uma troca de cenário, uma resposta ou uma ideia de determinado personagem. Ramos (2009) “Não se pode compreender o sentido de disposição presente num texto sem que o conteúdo seja lido e entendido”, através da legenda (2009, p.187).
  • 23. 23 Observando o contexto acima, é possível criar histórias em quadrinhos com vários roteiros para cada personagem usando a livre criatividade, onde o usuário poderá ser onisciente iniciando a história várias vezes para ter todos os pontos de vista possíveis dentro da história. Ou ainda, o usuário pode criar várias versões para a mesma conclusão. E com sua participação interpretação, poderá modificar os rumos de uma história, atingindo assim o contentamento da transformação. 3.2 Conceito das Histórias em Quadrinhos no Brasil No Brasil, o pioneiro da criação das Histórias em Quadrinhos foi o italiano Angelo Agostini, que criava suas histórias por meio de cortes gráficos e que mais adiante se tornaria um elemento determinador na construção das HQs brasileiras. Em janeiro de 1869 apareceu, então, a primeira história em quadrinhos brasileira, denominadas de “As Aventuras de Nhô Quin” publicada pela revista Vida Fluminense, Rio de Janeiro. O criador também editou a Revista Ilustrada. A figura 1 ilustra a caricatura de Dom Pedro II criada por Angelo Agostini. Figura 1 - Caricatura de Dom Pedro II, criada por Angelo Agostini. Fonte: <http://www.jblog.com.br/quadrinhos.php?itemid=20522>
  • 24. 24 Já no ano de 1905, iniciaram-se as publicações das Histórias em Quadrinhos na revista publicada no Brasil “O Tico Tico”. Revista essa que se apresentava com histórias fechadas e completas (FIGURA 2). Figura 2 - Revista “O Tico Tico” publicada no Brasil em 1095. Fonte: <https://sites.google.com/site/zinebrasil02/artigo_bacelar_identidade_hqb> Em seguida, no ano de 1939, o grupo Globo, de Roberto Marinho, começa a publicar a revista Gibi, na qual se popularizou rapidamente, tornando-se sinônimo de histórias em quadrinhos no Brasil como podemos observar na figura 3. Figura 3 - Revista Gibi produzida em 1939, pelo grupo Globo. Fonte:<http://www.brasilcultura.com.br/artes-plasticas/historia-em-quadrinhos-no-brasil/>
  • 25. 25 Nos anos 60, Maurício de Sousa marca a história das HQs no Brasil ao criar os personagens da Turma da Mônica, tendo como o seu primeiro personagem Bidú e seu dono Franjinha, que na sequencia veio Cebolinha, Mônica, Magali, Cascão entre tantos outros personagens (FIGURA 4). Figura 4 - Personagens das historinhas da Turma da Mônica Fonte: <http://guiaavare.com/noticia/3874/turma-da-monica-para-colorir> Um motivo que levou a Turma da Monica a ter bastante aceitação do público brasileiro, tanto pelos adultos e crianças foi o fato das histórias estarem sempre em sintonia com os acontecimentos contemporâneos da sociedade. As histórias em quadrinhos passaram a estar presente em diversos países, produzidas pelos autores e suas publicações que circulam com uma enorme variedade de títulos e tiragens e que tem o público composto de crianças e jovens. 3.3 As Histórias em Quadrinhos Introduzidas na Educação As HQs sendo um veículo de comunicação visual impressa, além de um produto na indústria cultural, tornou-se uma ferramenta de transmissão cultural e pedagógica.
  • 26. 26 Do ponto de vista de Marly Amarilha (2006, p. 238), as histórias em quadrinhos na sala de aula vêm trazer não apenas momentos lúdicos, mas também, favorece o despertar do senso crítico, contribuindo assim na constituição de leitores, moldando a inteligência, a sensibilidade e os valores dos educandos. Para tanto, as histórias em quadrinhos no ambiente escolar vem contribuir para a formação consciente e intelectual dos alunos. Assim, com a inserção dos quadrinhos nas políticas públicas educacionais, os livros didáticos passaram a ter uma importante aceitação como meio de linguagem educacional. No entanto, a grande dúvida seria na maneira de como essas histórias seriam abordadas nos livros didáticos, como afirma Silva (1983): As revistas quadrinizadas são tidas como meio de comunicação de massa. E, por tudo que este meio possa induzir, deveria ser discutido nas salas de aula, no sentido de se poder desvendar o caráter mitológico e ideológico das ações das personagens que trabalham o comportamento psicológico e social dos seres humanos na sua realidade e em situações concretas. Portanto, é uma questão de coerência educacional observar as ilusões, desilusões e embustes veiculados pelas histórias em quadrinhos nos livros didáticos destinados às crianças. (SILVA In LUYTEN, 1983, p.60). Nessa visão, observamos que em outros veículos de comunicação em massa, as histórias em quadrinhos através de suas formas de expressão: desenhos e a literatura formam uma fonte de inspiração para as iniciativas didáticas. Assim as HQs destacam- se por possuírem uma grande variedade de conceitos e conteúdos que contribuem de maneira significativa no processo educacional. Portanto, a presença das narrativas, das informações e da linguagem dentro de uma linguagem quadrinizada, tende a oferecer aos professores uma excelente oportunidade de utilizá-las como um recurso adicional e atrativo para o processo de ensino e aprendizagem.
  • 27. 27 4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS A realização desse estudo buscou conhecer dentro do contexto escolar, a problemática das drogas e as ações que são desenvolvidas pela instituição junto aos alunos na prevenção do uso de entorpecentes. Ressaltando as práticas voltadas a promover na comunidade escolar em questão uma alteração em relação à maneira como é transmitido as informações sobre o uso de drogas. Deste modo, o desenvolvimento deste trabalho, se deu a partir da aplicação de uma metodologia quantitativa e estudo de campo. Na qual se trata de uma pesquisa de levantamento de dados e análise relacionada ao tema, abordado nas histórias em quadrinhos, como ferramenta auxiliar no ensino de Ciências, através de aulas expositivas e a utilização de questionários como forma de coleta de dados, com a finalidade de encontrar elementos que favorecem a aplicação da prática proposta. 4.1 Caracterizações da Pesquisa Através da aplicabilidade da pesquisa quantitativa, foram coletados dados que teve como finalidade identificar os conhecimentos prévios dos alunos da turma selecionada sobre o tema drogas, que de acordo com Mitchell (1987): Os métodos quantitativos são, essencialmente, instrumentos auxiliares para a descrição. Ajudam a focalizar com maior detalhe as regularidades que se apresentam nos dados coletados pelo pesquisador. As médias, taxas e porcentagens encontradas são formas de resumir as características e as relações que se encontram nos dados (MITCHELL 1987, p. 81-82). Em outras palavras Demo (1996, p.34) acredita na pesquisa como atividade cotidiana considerando-a como uma atitude, um “questionamento sistemático crítico e criativo, mais a intervenção competente na realidade, ou o diálogo crítico permanente com a realidade em sentido teórico e prático”. Como instrumentos de amparo para uma descrição os métodos quantitativos são considerados descritivos, pois segundo Mitchell (1987, p. 81-82) isto talvez, possa
  • 28. 28 “ajudar a focalizar com maior detalhe as regularidades que se apresentam nos dados coletados pelo pesquisador. As médias, taxas e porcentagens são formas de resumir as características e as relações que se encontram nos dados”. Essa pesquisa partiu das discussões e exposição de opiniões, resultantes do estudo do diagnóstico conforme as respostas obtidas pelos informantes. Os dados foram coletados através de questionários semi-estruturados (APÊNDICE I e II), no qual foi aplicado para os alunos na pesquisa, durante a realização do estudo de campo, que segundo Oliveira (2003, p. 65) identifica esta pesquisa de campo como método utilizado na coleta “que permite a obtenção de dados sobre um fenômeno de interesse da maneira como ele ocorre na realidade estudada”. Assim através do emprego da pesquisa de campo o pesquisador tenha facilidade de obter um conhecimento sobre o assunto abordado. Ressalta-se que nesta etapa é onde se define os objetivos a serem desenvolvidos e de como os dados coletados serão analisados. Para Mattar (1999, p.81) este tipo de pesquisa ajuda a determinar as prioridades na investigação. "As prioridades poderão ser estabelecidas porque uma particular hipótese explicativa surgida durante a pesquisa exploratória parecerá mais promissora que outras." Assim para que possam ser conseguidas as informações e o conhecimento do problema estudado a pesquisa de campo para Ventura (2002, p. 79), necessita “merecer grande atenção, pois devem ser indicados os critérios de escolha da amostragem (das pessoas que serão escolhidas como exemplares de certa situação), a forma pela qual serão coletados os dados e os critérios de análise dos dados obtidos”. Também visa oportunizar uma reflexão dos conceitos, ajuda no delineamento do projeto final da pesquisa e estudar linhas semelhantes, verificando os seus métodos e resultados, pois, no entendimento de Vergara (2000, p.46), "poderão surgir durante ou ao final da pesquisa", trazendo assim à tona as dificuldades que os professores têm de se trabalhar com as turmas o tema drogas, por falta de prática docente ou despreparo do mesmo na forma de se utilizar de estratégias criativas de explorar tal conteúdo. Os procedimentos técnicos aqui abordados partiram de um ato previamente delineado a partir de várias fontes de estudo, pois a mesma tinha a finalidade de levantar as contribuições culturais e científicas sobre o determinado tema. Segundo Severino
  • 29. 29 (2004, p.15) “a investigação serve como suporte para resolver não só problemas já conhecidos, mas também como subsídio para explorar áreas em que os problemas ainda não se cristalizaram suficientemente”. 4.2 Ambiente da Pesquisa O ambiente selecionado para o desenvolvimento da pesquisa foi a Escola Municipal de Ensino Fundamental “Decisão”, situada no município de Pombal-PB, a Rua Cel. João Leite S/N, Centro. Sua infraestrutura é composta por algumas salas amplas e climatizada, laboratório de informática, biblioteca, auditório. A escola possui ainda os seguintes recursos disponíveis: retroprojetor, computadores, maquina de Xerox, micro system (som), mimeógrafos, kits didáticos e jogos educativos. A referida escola recebe recursos financeiros oriundas do Governo Federal, esses gerenciados pelo conselho Escolar Municipal. O quadro atual de alunos matriculados se encontra em 641, sendo 214 pertencentes ao Ensino Fundamental I e 427 Ensino no Fundamental II nos turnos manhã e tarde. Os alunos selecionados para a execução desta pesquisa foram do turno da manhã. Todas as atividades realizadas no espaço escola em horário de aula foram definidas antecipadamente com a administração escola. O projeto pedagógico da escola foi construído através da realização de reuniões entre professores e direção, visando à prioridade na educação de qualidade para todos. No entanto, este não contempla o desenvolvimento de novas práticas educativas. Neste sentido esse trabalho visou demonstrar uma nova perspectiva na aplicação desses recursos didáticos de forma a facilitar a compreensão do conteúdo não só apenas para o tema drogas em questão, mas para as mais diversas temáticas. 4.3 População da Pesquisa Nessa pesquisa foram realizadas aulas expositivas em uma turma do 6º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental “Decisão” localizada no município de Pombal – PB. A mesma funciona nos turnos matutino e vespertino, recebe um alunado
  • 30. 30 em torno de 641 (seiscentos e quarenta e um), sendo 214 (duzentos e catorze) matriculados no Ensino Fundamental I e 427 (quatrocentos e vinte e sete) no Ensino Fundamental II. No entanto, a quantidade de alunos trabalhados nesta pesquisa foi um total de 28, sendo que a média de idade é de 10 a 20 anos. No que diz respeito ao nível escolar dos professores, todos possuem nível superior, alguns com especialização e mestrado em curso, num total de 48 (quarenta e oito). 4.4 Instrumentos da Pesquisa As atividades foram realizadas, inicialmente, através de um questionário de sondagem sobre as drogas I (APÊNDICE I) com questões abertas e fechadas (FIGURA 5). Figura 5 - Aplicação do questionário de sondagem sobre drogas I Fonte: Arquivo pessoal Em seguida, foram ministradas duas aulas expositivas e dialogadas, com a utilização das Histórias em Quadrinhos, além de discussões abertas entre o professor titular, alunos e o pesquisador. (FIGURAS 6 e 7).
  • 31. 31 Figuras 6 e 7 - Aplicação de duas aulas expositivas e dialogadas sobre o conteúdo drogas. Fonte: Arquivo pessoal Posteriormente, foi aplicado um questionário de sondagem sobre as drogas II (APÊNDICE II), que teve como intenção contribuir para que os alunos expressassem mais suas ideias e opiniões sobre as causas e efeitos das drogas, como também mecanismos de prevenção (FIGURA 8). Figura 8 - Aplicação do questionário de sondagem sobre drogas II Fonte: Arquivo pessoal Para o desenvolvimento das aulas expositivas do projeto foram abordados os seguintes assuntos: Drogas, Classificação das drogas, Tipos de drogas que afetam o sistema nervoso e o Efeito das drogas no organismo. Para isto, foram utilizados slides
  • 32. 32 contendo HQs com abordagem sobre o conceito de drogas, quais as mais comuns e acessíveis entre adolescentes e seus efeitos. Deste modo, esta investigação buscou analisar as possibilidades do uso das HQs na contextualização acerca do tema, contribuindo nas discussões que envolveram os alunos no processo de ensino/aprendizagem. 4.5 Análise dos Dados As atividades da pesquisa foram desenvolvidas como descrito nos itens 4.3 e 4.4. 4.5.1 Análise do Pré-teste e Resultados Mediante os objetivos propostos inicialmente construídos através da problemática “drogas” os resultados obtidos, através da análise realizada na pesquisa de campo, foram observadas as variáveis destacadas para o estudo. Os grupos de alunos que participaram dessa pesquisa se apresentaram no universo de 28 alunos, onde 16 são do sexo masculino e 12 do sexo feminino que pode ser constatado na figura 9. Ressalta-se que a maioria dos discentes não está na faixa etária ideal para série participante da pesquisa, fator este observado na figura 10. Figura 9 Gênero dos alunos pesquisados Figura 10 Média de idade dos alunos Fonte: Autor Fonte: Autor Fonte: Autor Na figura 10 observa-se ainda que, a faixa etária predominante foi de discentes com 11 anos (43%). 20 anos 4% 15 anos 7% 14 anos 21% 13 anos 4% 12 anos 14% 11 anos 43% 10 anos 7% Média de Idade Mascul ino 57% Femini no 43% Gênero dos Alunos Pesquisados
  • 33. 33 No primeiro questionamento do pré-teste com os alunos foi perguntado se eles tinham conhecimentos sobre drogas. Todos responderam sim. Neste cenário, embora todos os alunos tenham escutado falar algo sobre drogas observou-se que os mesmos não possuíam conhecimento necessário para formar opiniões sobre as mesmas. Segundo Júlio Aquino (1998, p.72) “Uma das questões mais atuais mais quentes envolvendo a juventude é a presença aparentemente inusitada de drogas na escola”. Ao serem questionados quantos aos tipos de drogas que eles mais conheciam 47 % responderam crack, 35% maconha, 16 % cocaína e 2% não opinarão (FIGURA 11). Figura 11- Conhecimento dos alunos sobre os tipos droga que conhecem Fonte: Autor Deste modo ao analisar esse questionamento é possível observar que as drogas não dependem exclusivamente das particularidades dos indivíduos, mas que, é preciso compreendê-lo dentro de um contexto sociocultural. Visto que os mesmos não dão importância suficiente aos inúmeros tipos de drogas que estão ao seu redor, “[…] como o café (cafeína), o cigarro (nicotina) e as bebidas alcoólicas (álcool).” (BUCHER, 1988, p.34). Buscou-se uma maior sensibilização dos participantes em relação aos seus conhecimentos, pois, foi perguntado aos mesmos as consequências que as drogas podem 47%35% 16% 2% Quais os tipos de drogas que você mais conhece? Exemplifique. crack maconha cocaina não opinarão
  • 34. 34 causar no organismo quando consumidas. A Figura 12 ilustra os resultados referentes a esta questão. Figura 12 - Opiniões dos alunos sobre o efeito das drogas no organismo quando consumidas Fonte: Autor Deste modo, 47 % dos alunos responderam que não sabiam dos efeitos das drogas no organismo. Na visão de Souza (2000, 85 p.) as drogas “(...) têm um efeito devastador”. Entretanto, 39 % dos alunos responderam que sabiam dos seus efeitos, através de amigos, de alguns parentes, contudo não tinham o conhecimento científico necessário. Salienta-se que 14% dos alunos não opinarão. Posteriormente, foi perguntado aos alunos se alguma vez já dialogaram com seus pais ou responsáveis sobre as drogas. Resultados demonstraram que 68% dos alunos responderam que não (FIGURA 13). Percebe-se que isso acarreta uma série de problemas tanto no ambiente escolar como no convívio familiar. Figura 13- Opiniões dos alunos sobre diálogos realizados com pais ou responsáveis sobre as drogas 39% 47% 14% Você sabe o que as drogas podem causar no nosso organismo quando consumidas? Sim Não Nula
  • 35. 35 Fonte: Autor Conforme Aquino (1998, 97 p.) o ambiente escolar, trabalha seus objetivos e suas funções de forma “redesenhadas de acordo com as novas demandas sociais”. Deste modo, também cabe aos pais se inserir nesta questão, pois, segundo Zanelatto & Zanelatto (2004) “a família e a escola são ressaltadas como os dois estruturadores básicos da identidade do jovem, sendo locais ideais para iniciar ações preventivas”. Nessa perspectiva, 25% dos alunos responderam que algumas vezes dialogaram com seus pais ou responsáveis, enquanto 7% dos alunos preferiram não opinarão. E outros 68% responderam que não dialogam com seus pais ou responsáveis sobre as drogas. Quando questionados sobre o envolvimento com drogas, o total de alunos analisados, 21 alunos responderam que não tiveram nenhum contato com nenhum tipo de drogas, ao passo que 03 alunos responderam que já tiveram contato. Todavia os mesmos não citaram quais foram os tipos. Por outro lado 05 dos pesquisados optaram por não responder (FIGURA 14). Figura 14 - Respostas dos alunos sobre convivência com algum tipo de droga 25% 68% 7% Você alguma vez já dialogou com seus pais ou responsáveis sobre as drogas? Sim Não Nula
  • 36. 36 Fonte: Autor Diante das respostas obtidas, observar-se que a maioria deles não convive com nenhum tipo de droga. Deste modo eles mostraram ter pouco de conhecimento sobre algumas drogas ilícitas e licitas, mas não apresentavam informações sobre as consequências dessas substâncias baseado nas suas vivências do dia a dia. Porém, os dados obtidos neste questionamento enfatizam que os alunos acham que convivem. Entretanto, eles não sabem eles que todos convivemos diariamente com todo o tipo de drogas licitas, por exemplo, cigarro, bebidas alcoólicas, remédios, entre outros. A Figura 15 ilustra o resultado da investigação, inserida em sala de aula, que buscou saber se os alunos tinham conhecimento de algum parente, amigo ou conhecido que esteja envolvido ou já se envolveu com algum tipo de droga. Deste modo, 64% dos alunos responderam que não tinham conhecimento acerca deste evento, ao passo que apenas 07 % não opinarão. Enquanto 29 % disseram que tinham amigos, parentes envolvidos ou que já se envolveram com algum tipo de drogas. Figura 15 - Opiniões dos alunos sobre o conhecimento de algum parente, amigo ou conhecido que esteja envolvido ou já se envolveu com algum tipo de droga? 7% 75% 18% Você já conviveu com algum tipo de droga? Se sim, cite-as? Sim Não Nula
  • 37. 37 Fonte: Autor Diante desse pré-teste percebeu-se a falta de esclarecimento sobre o tema droga no ambiente escolar e familiar. Diante do entendimento de Fernandes (1990, p.252) “a droga prolifera hoje, de um modo geral, em todas as camadas sociais, mas aparece, principalmente, nos estudantes de escolas e universidades e no meio de trabalhadores desempregados”. Podendo também ser exemplificado pela a falta de recursos e interesse por parte dos professores de Ciências de não dar ênfase aos temas transversais dentro de seus planejamentos escolares, pois, de acordo com as PCN é preciso educar os alunos para cidadania o que “requer que questões sociais sejam apresentadas para a aprendizagem e a reflexão dos alunos, dando-lhes a mesma importância das áreas convencionais” (BRASIL, 1998, p.25). 4.6 Resultados e Analise do Pós-teste Na análise dos resultados das respostas dos alunos no pós-teste, referentes às aulas aplicadas sobre o tema drogas com a utilização da ferramenta didática HQ’s, verificou-se que a abordagem do tema foi de suma importância para o aprendizado dos mesmos, visto que no primeiro questionário (pré-teste), buscou apenas realizar uma 29% 64% 7% Você conhece algum parente, amigo ou conhecido que esteja envolvido ou já se envolveu com algum tipo de droga? Sim Não Nula
  • 38. 38 explanação detalhada dos conhecimentos prévios dos alunos. Com isso, o pós-teste possibilitou a demonstração da positividade da aplicação desta ferramenta. Referente a essa afirmação foi perguntado aos alunos se a relação com a aula e o conceito de drogas ficou mais fácil para sua compreensão. Todos responderam que sim, confirmando que a proposta aplicada aos mesmos surtiu efeito. Isso comprova que as HQ’s podem ser exploradas pelos professores de forma a alcançar os objetivos propostos, com ênfase no fato de que estas atividades podem ser utilizadas em qualquer fase do desenvolvimento do aluno (CARUSO, et al, 2005). Durante a aplicação dessas análises também foram sugeridos várias propostas para o combate ao uso de drogas no decorrer da aula, e eventualmente pedimos aos alunos que citassem os tipos de drogas que mais tinham chamado a atenção durante a apresentação do conteúdo. Figura 16- Os tipos de drogas que mais chamaram atenção no decorrer da aula Fonte: Autor Dentre as respostas obtidas, 17% os alunos marcaram o crack como a droga que mais chamou a atenção, seguida do LSD com 14% (acrônimo de dietilamida ácido lisérgico). Em seguida, foi os calmantes e a maconha com 13%, e com 12% o êxtase. Posteriormente, com 10%, à cocaína e, 8% a nicotina e por ultimo as bebidas alcoólicas. Dentro das alternativas elaboradas duas não foram opinadas pelos alunos (não prejudica cocaina 10% bebidas alcoólicas 6% crack 17% heroina 7%maconha 13% calmantes 13% LSD 14% nicotina 8% êxtase 12% Através das histórias em quadrinhos empregados no decorrer da aula, marque os tipos de drogas que mais lhe chamaram atenção:
  • 39. 39 a saúde e faz bem ao cérebro), pois os mesmos já tinham adquirido conhecimento que aquelas duas alternativas eram conceituadas como erradas, e dentre estes um aluno não respondeu a pergunta. Em seguida, foram questionadas através das demonstrações dos quadrinhos quais as consequências das drogas para o organismo. Salienta-se que foram obtidas várias opiniões dos alunos e que este questionamento teve, como o intuito de levar para os mesmos, variedades de interpretações que deu oportunidade de cada um sugerir seu entendimento do conteúdo abordado. Diante disso é possível conferir as respectivas respostas na Figura 17 abaixo: Figura 17- Com as demonstrações dos quadrinhos quais as consequências das drogas para o nosso organismo quando consumidas? Fonte: autor Com o auxilio da ferramenta HQs ficou claro para os alunos que as drogas de maneira geral causam inúmeras consequências para o organismo tanto do usuário, como para as pessoas que fazem parte de seu meio. No entanto, suas opiniões foram diversificadas de forma que eles construíram conhecimento sobre os efeitos dessas Comportame nto desligado 15% Diminuição de memória 13% Perturbaçõe s nervosas 18% Relaxa, acalma e fica sonolento 16% Falta de apetite 19% Dependênci a química 19% Não opinarão 1% Com as demonstrações dos quadrinhos marque quais as consequências das drogas para nosso organismo?
  • 40. 40 substâncias no ser humano. Confirmando que as HQs ajudaram de forma significativa e contundente no esclarecimento do conteúdo em questão. De acordo com tudo o que foi demonstrado na aula e nos exemplos aplicados foi perguntado aos alunos se eles poderiam ser atraídos por algum tipo de droga. Resultados ilustrados na Figura 14 evidenciam que 89 % afirmaram que não, e 11 % não opinaram. Diante deste quadro apresentado nota-se que a maioria entendeu de forma significativa o conceito de drogas, quando demonstrado através de exemplos citados nas HQs, conforme representação na figura 18. Figura 18- Você poderia se sentir atraído por algum tipo de droga. Fonte: autor Logo após foi perguntado se a utilização das Histórias em Quadrinhos como recurso didático contribui para uma melhor aprendizagem. Observa-se que 96% dos alunos responderam que sim, e 4% dos mesmos responderam que não. Verifica-se que nesse contexto, a maioria dos alunos questionados conseguiu através da aula aplicada estabelecer uma melhor compreensão acerca do tema trabalhado. Quando questionados sobre a utilização das HQs como instrumento didático como meio facilitador do aprendizado, os alunos deram as seguintes respostas (FIGURA 19): Não 89% Não opinarão 11% De acordo com tudo o que foi visto na aula e nos exemplos você poderia ser atraído por algum tipo de droga?
  • 41. 41 Figura 19 - A utilização das HQs como recurso didático contribui para uma melhor aprendizagem. Fonte: autor Com relação à opinião dos alunos quanto a utilização das HQs como recurso didático 96 % alunos responderam que sim confirmando assim que os discentes acreditam na eficácia da utilização deste tipo de recurso no ensino/aprendizagem, e apenas 4% dos alunos afirmaram que não. A partir dessa análise apresentada foi realizada uma discussão entre professor/aluno onde foi questionado com os mesmos sobre a aula de forma que 93 % disseram ter sido boa, interessante, dinâmica. Enquanto 7 % não quiseram opinar (FIGURA 20). Figura 20 - Questionamento sobre a aula Fonte: autor Sim 96% Não 4% Em sua opinião, a utilização das Histórias em quadrinhos (HQs) como recurso didático na escola, contribuir para uma melhor aprendizagem? Sim 93% Não opinarão 7% A aula foi boa, interessante, dinâmica...?
  • 42. 42 Diante desse entendimento, acredita-se, que por mais que existam resistências na utilização das HQs como ferramenta didática na sala de aula, se ela for trabalhada de forma adequada com um bom planejamento de ensino pode ser transformada em um instrumento acessível ao ensino/aprendizagem.
  • 43. 43 CONSIDERAÇÕES FINAIS Diante das práticas desenvolvidas e estudos desta pesquisa, verificou-se que a ferramenta HQs é um importante instrumento de ensino aprendizagem na sala de aula. Durante a realização dos questionários pré-teste e pós-teste com aos alunos foi possível constatar que todos já ouviram falar algo sobre drogas, mas, não tinham o conhecimento necessário para formar opiniões sobre as mesmas. Ficou evidenciado que esse recurso lúdico pode facilitar a interação, a aprendizagem, o conhecimento crítico e criativo de forma prazerosa. Também foi possível observar que nesta analise há a necessidade de utilizar materiais que despertem a atenção dos alunos ao abordar esta temática, evidenciando-se que deste modo às metodologias de ensino tradicionais apresentam algumas lacunas no campo da aprendizagem. Observou-se, através desta pesquisa que a idade predominante dos discentes avaliados foi de 11 anos (43%). Os resultados do pré-teste evidenciaram que existe falta de esclarecimento sobre o tema droga no ambiente escolar e familiar. Ficou comprovado que as HQs exercem uma função na formação do aluno de maneira simples, fácil e didática, aprendendo e ao mesmo tempo se divertindo dentro do ambiente escolar.
  • 44. 44 REFERÊNCIAS AQUINO, Júlio Groppa, Drogas na Escola – alternativas teóricas e práticas; Summus Editorial, 2ª Edição, 1998, 72 p. AQUINO, Julio Groppa. A escola e as novas demandas sociais: as drogas como tema transversal. In: Drogas na escola: alternativas teóricas e práticas. Julio Groppa Aquino (org). São Paulo: Summus. 1998, 97 p. ANDRÉ, S.A. e VICENTIN, M.C.G. A droga, o adolescente e a escola: Concorrentes ou convergentes? Em: AQUINO, J.G. (Org.). Drogas na escola – Alternativas teóricas e práticas. São Paulo:Summus, 1998, 74 p. AMARILHA, Marly. Histórias em quadrinhos e literatura: a disputa pelo leitor. In: SILVA, Vera Maria Tietzmann (org.); TURCHI, Maria Zaira (org.). Leitor formado, leitor em formação: leitura literária em questão. São Paulo: Cultura Acadêmcia, 2006, 228-239 p. BRASIL, Secretaria da Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: temas transversais. Secretaria da Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1998, 25 p. Disponível em:<http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/ttransversais.pdf> Acesso em: 10 abr. 2014. BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos: apresentação dos temas transversais - Saúde / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília : MEC/SEF, 1998, 436 p. Disponível em:<http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/ttransversais.pdf> Acesso em: 10 abr. 2014. BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil: promulgada em 5 de outubro de 1998. Brasília: Senado Federal. BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Introdução aos Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasília: MEC/SEF, 1996. Disponível em: <http://www.senado.gov.br/legislacao/const/con1988/CON1988_13.07.2010/> acesso em 10 fev 2014.
  • 45. 45 BASTOS, N.C.B. Educação para saúde na escola. Revista da FSESP, vol. XXIV, nº 2, 1979. DE ALMEIDA, P. N. Educação lúdica: prazer de estudar. Técnicas e jogos pedagógicos. Edição Loyola. 9ª Ed. Rev. e ampliada. 1998, 26 p. BARRETO, L. M. Dependência Química: nas escolas e nos locais de trabalho. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2000, 39 p. BUCHER, Richard, As Drogas e a Vida: uma abordagem psicossocial; CORDATO – Centro de Orientação sobre Drogas e Atendimento a Toxicômanos; EPU; São Paulo; 1998, 34 p. CALDEIRA, Zélia Freire. Drogas, indivíduo e família: um estudo de relações singulares. [Mestrado] Fundação Oswaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde Pública; 1999, 16 p. Disponível em http://portalteses.cict.fiocruz.br. Acesso em 10 mar 2014. CARLINI-COTRIM, Beatriz, Drogas na escola: prevenção, tolerância e pluralidade, In: AQUINO, J.R.G (org). Drogas na escola: alternativas teóricas e práticas. São Paulo: Summus, 1998, 19-30 p. CIRNE, Moacy. A Explosão Criativa dos Quadrinhos. Rio de Janeiro: Vozes 1970, 23 p. CAGNIN, Antonio Luis. Os Quadrinhos. São Paulo: Ática, 1975, 86 p. DROGAS: Departamento de Psicobiologia. Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP/EPM). Disponível em:<http://www.unifesp.br/dpsicobio/drogas/defini.htm> acesso em 20 mar 2014. DEMO, Pedro. Pesquisa e construção de conhecimento. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1996, 34 p. ESCOHOTADO, Antonio. Historia general de las drogas. 7. ed. rev. ampl. Madrid: Alianza, 1998, 25 p. EISNER, Will. Quadrinhos e Arte Seqüencial. São Paulo: Editora Martins Fontes, 2001. FILHO, Antônio Nery e TORRES, Inês Maria Antunes Paes. (orgs). Drogas: isso lhe interessa? Confira aqui. Salvador: CETAD/UFBA/CPTT/PMV, 2002, 29-31 p .
  • 46. 46 FERNANDES, Evaristo, Psicologia da Adolescência e da Relação Educativa; Edições ASA, Porto, 1990, 252 p. FERNANDES, Evaristo, Psicologia da Adolescência e da Relação Educativa; Edições ASA, Porto, 1990, 276 p. GUBERN, Roman. Literatura da Imagem. Rio de Janeiro: Salvat Editora do Brasil, 1979, 13 p. LUÍS, Carina; SANTANA, Paula; SANTOS, Patrícia Relatório “O Agir do Assistente Social em Projectos de Prevenção Primária da Toxicodependência na Adolescência”; CPIHTS, 2006, 36-38 p. LEMOS, T. Conceitos em drogadição e outras adições. In: ________. Tratamento e Prevenção à Dependência Química e Outras Adições. Instituto Catarinense de Pós Graduação. Florianópolis: 2004, 11 p. KOWALSKI, Elis Regina. Dependência Química de Drogas: uma questão de saúde coletiva. Trabalho de Conclusão de Curso. Departamento de Serviço Social. UFSC. Florianópolis: 1997, 24 p. MURER, E.; OLIVEIRA, J. D. F.; MENDES, Roberto Teixeira, (2009) Substâncias Psicoativas no Ambiente Escolar, Alimentação, Atividade Física e Qualidade de Vida dos Escolares no Município de Vinhedo/SP. Editorial, nº 11, 89-99 p. MARTINS, Silvane Aparecida de Freitas. Histórias em Quadrinhos: Um convite Para a iniciação do leitor. In: I SIMPÓSIO CIENTÍFICO-CULTURAL, Anais. Paranaíba: UEMS, 2004, 2353 p. MINAYO, Maria Cecília de Souza. O desafio do conhecimento. São Paulo: Hucitec, 1993, 23 p. MATTAR, F. N. Pesquisa de marketing: metodologia, planejamento. 5. ed. São Paulo: Atlas, v. 1, 1999, 81 p. MITCHELL, J. Clyde. A questão da quantificação na antropologia social. In: FELDMAM-BIANCO, Bela (org.). Antropologia das sociedades contemporâneas. São Paulo: Global, 1987, 81-82 p. OLIVEIRA, Antonio Benedito Silva. Métodos e técnicas de pesquisa em contabilidade. São Paulo: Saraiva, 2003, 65 p.
  • 47. 47 RIBEIRO, Wânier, Drogas na Escola – Prevenir educando; São Paulo; Annablume Editora, 2005, 12 p. Relatório Mundial sobre Drogas de 2009; Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). RAMOS, P. A. Leitura dos Quadrinhos. São Paulo: Contexto, 2009, 187 p. SARTORI, R. C.; MONTEIRO. A. A. Quadrinhos e Questões Ambientais: Um espaço para as ações educativas. In: XXVI CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIA DA COMUNICAÇÃO. Belo Horizonte: Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação - INTERCOM. set. 2003, 26 p. Santos KF, Bogus, CM. A percepção de educadores sobre a escola promotora de saúde: um estudo de caso. Revista Brasileira de Crescimento e Desenvolvimento Humano. 2007; 17(3):123-133. SANTOS, Roberto Elísio. A história em quadrinhos na sala de aula. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO, 26., 2003. Belo Horizonte - MG, Anais... São Paulo: Intercom, 2003, 26 p. Disponível em: <http://galaxy.intercom.org.br:8180/dspace/bitstream/1904/4905/1/NP11SANTOS_RO BERTO.pdf> Acesso em 20 fev 2014. SILVA, J. N. HQ nos livros didáticos. In: LUYTEN, Sonia Maria B. (org.). História em Quadrinhos – Leitura Crítica. São Paulo: Edições Paulinas, 1983, 60 p. SOUZA, Marcelo Lopes de. “Revisitando a crítica ao mito da marginalidade: a população favelada do Rio de Janeiro em face do tráfico de drogas”. In: ACSELRAD, Gilberta (org.) Avessos do Prazer: drogas, aids e direitos humanos. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2000, 85 p. SANCHEZ, Z. van der M.; OLIVEIRA, L.G. de; RIBEIRO, L.A.; NAPPO, S.A. o papel da informação como medida preventiva ao uso de drogas entre jovens em situação de risco.Ciência & saúde coletiva;16 (supl.1):1257-1266, 2011. graf, tab. SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico, São Paulo, Cortez, 2004, 15 p. VENTURA, Deisy. Monografia jurídica. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2002, 79 p.
  • 48. 48 VERGARA, S. C. Projetos e relatórios de pesquisa em administração. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2000, 46 p.
  • 50. 50 Escola:________________________________________________________________ Turma (Série): ________________________ Idade: ________________ Sexo: ( ) Masculino ( ) Feminino Data:____/____/_____ QUESTIONÁRIO DE SONDAGEM SOBRE DROGAS - I 1) Você tem conhecimento sobre drogas? ( ) Sim ( ) Não 2) Quais os tipos de drogas que você mais conhece? Exemplifique. ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ 3) Você sabe o que as drogas podem causar no nosso organismo? Exemplifique. ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ 4) Você alguma vez já dialogou com seus pais ou responsáveis sobre as drogas? ( ) Sim ( ) Não 5) Você já conviveu com algum tipo de droga? Se sim, cite-as? ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ 6) Você conhece algum parente, amigo ou conhecido que esteja envolvido ou já se envolveu com algum tipo de droga? ( ) Sim ( ) Não
  • 51. 51 Escola: ________________________________________________________________ Turma (Série): ________________________ Idade: ________________ Sexo: ( ) Masculino ( ) Feminino Data:____/____/_____ QUESTIONÁRIO DE SONDAGEM SOBRE DROGAS - II 1) Com relação à aula o conceito de drogas ficou mais fácil para sua compreensão? ( ) Sim ( ) Não 2) Através das histórias em quadrinhos empregados no decorrer da aula, marque os tipos de drogas que mais lhe chamaram atenção: ( ) Cocaína ( ) Heroína ( ) LSD ( ) Bebidas Alcoólicas ( ) Maconha ( ) Nicotina ( ) Crack ( ) Calmantes ( ) Êxtase 3) Com as demonstrações dos quadrinhos marque quais as consequências das drogas para nosso organismo: ( ) Não prejudica a Saúde ( ) Faz bem ao cérebro ( ) Comportamento desligado ( ) Relaxa, acalma e fica sonolento ( ) Diminuição de memória ( ) Dependência química ( ) Perturbações nervosas ( ) Falta de apetite 4) De acordo com tudo o que foi visto na aula e nos exemplos você poderia ser atraído por algum tipo de droga? Figura 1: Diálogo sobre drogas. ( ) Sim ( ) Não Fonte: <http://decarapravida.com.br/site/index.php?option=com_content&view=article&id=44&Itemid=37> 5) Em sua opinião, a utilização das Histórias em quadrinhos (HQ´s) como recurso didático na escola, contribuir para uma melhor aprendizagem? ( ) Sim ( ) Não 6) A aula foi boa, interessante, dinâmica...? ( ) Sim ( ) Não