Na Idade Médiaas pessoas acreditavam que os surdos eram seres místicos ou
demoníacos.
No Egito antigo, eram considerados seres místicos.
Na Grécia antiga o valor estético do corpo perfeito e da força para as guerras,
fazia com que todos aqueles que não estivessem de acordo com esses padrões
fossem tidos como um peso para a sociedade e por isso eram exterminados.
3.
A partir doséculo XVI, é que começam a aparecer esforços para educar os
surdos. É dessa época que os primeiros educadores de surdos aparecem. Um
deles é Pedro Ponce de Leon (1520- 1584), tutor espanhol, destacou-se
ensinando crianças surdas da nobreza. Utilizava um método no qual combinava
gestos e oralidade, entretanto seu objetivo era ensinar seus alunos a falar para
que tivessem direito à herança. (PEREIRA, 2011)
4.
Na França, oabade Charles - Michel de L’Epée (por volta de 1780), é
considerado como o primeiro educador de surdos, foi o fundador da primeira
escola para surdos, o Instituto de Surdos-Mudos de Paris e utilizava a Língua de
Sinais Francesa como a língua para a instrução dos surdos.
5.
Fonte: Charles Michelde l'Epée, o pai da educação pública para surdos | Cultura
| EL PAÍS Brasil (elpais.com)
6.
Fonte:Destaque para aarte surda | Comunicação
Universitária | Universidade Gallaudet
Um dos seguidores de L’Epée, foi o
americano Thomas Gallaudet (1787-
1851), que interessado pela educação
de surdos, vai até Paris aprender com
L’Epée e seus seguidores métodos
educacionais para os surdos, voltando
aos Estados Unidos e fundando a
primeira escola pública para surdos
norte americana, que até hoje segue
em funcionamento. É a University
Gallaudet.
7.
Nessa mesma épocaThomas Braidwood, na Inglaterra, e Samuel Heinicke
(1727- 1790), na Alemanha, ensinavam seus alunos baseados no oralismo,
privilegiando a fala, método no qual era proibido o uso de qualquer tipo de
gesticulação.
8.
Em 1880 érealizado o Congresso de
Milão, na Itália. Nesse evento ficou
decidido que a educação dos surdos
deveria ser realizada através do
oralismo e, a partir de então, todas as
escolas para surdos deveriam seguir tal
determinação, ficando definido que a
oralização seria o único caminho para
a educação dos surdos.
9.
A aprovação dooralismo como método de instrução para os surdos retira dos
professores surdos o direito de poder exercer a profissão de educadores nas
escolas. Pois a partir desse congresso as línguas de sinais foram proibidas de
serem articuladas. Em seu lugar entram o treinamento auditivo, o uso de
próteses, leitura labial, audiometrias e exercícios articulatórios, para aquisição
de vocabulário oral.
10.
A filosofia oralistapersistiu por aproximadamente cem anos, nos quais a visão
clínica se sobrepõe a pedagógica, anos em que os surdos foram privados de
poder expressar-se na sua língua natural, forçados a exercitar a fala, que muitas
vezes não lhes era significativa. Entretanto, as línguas de sinais se mantiveram
vivas, sendo utilizadas em segredo, nos corredores escolares, nos banheiros,
nos lugares escondidos do recreio, nos quartos dos internatos.
ORALISMO
11.
Segundo Guarinello (2007),o oralismo exerceu dominação mundial até a
década de 1960, quando William Stokoe, importante linguista norte americano,
demonstra através de suas pesquisas que a Língua de Sinais Americana possuía
todas as características das línguas orais. Seus trabalhos possibilitaram que
diversos pesquisadores também realizassem estudos na área das línguas de
sinais de diversos países.
12.
Por volta dadécada de 1970, inicia-se uma filosofia na educação de surdos,
denominada “comunicação total”, nela os sinais eram utilizados como apoio
para o aprendizado dos conteúdos escolares e da fala, também eram utilizados
o alfabeto manual, expressão facial, aparelhos de amplificação sonora, utilizava-
se a estrutura da língua falada junto com sinais. A comunicação total mesclava
duas línguas com estruturas linguísticas diferentes simultaneamente, o objetivo
principal continuava sendo a aquisição da língua oral. (GUARINELLO, 2007)
13.
A partir dosanos 1980 e 1990, a abordagem bilíngue ganha destaque. Nessa
concepção o surdo deve adquirir como primeira língua a língua de sinais do seu
país. Nessa época diversas pesquisas desenvolvidas por linguistas abordam a
importância da língua de sinais, sendo a língua natural, a primeira língua a ser
adquirida pelo surdo, devendo ser estimulada e desenvolvida o mais
precocemente possível.
14.
No bilinguismo alíngua majoritária deve ser
ensinada na modalidade escrita, como uma
língua estrangeira, uma segunda língua.
Considera-se de extrema importância a
aquisição precoce da língua de sinais para
que a criança possa o mais cedo possível ter
acesso ao desenvolvimento linguístico.
Através do contato com adultos fluentes em
língua de sinais, intérpretes e comunidade
surda, na qual a cultura e a identidade
possam ser fortalecidas. (SKLIAR, 2001).
15.
Considerando os doisautores citados anteriormente, conclui-se que a criança
necessita de um ambiente linguístico favorável para a aquisição e
desenvolvimento linguístico. E nesse sentido a importância de possibilitar às
crianças surdas a interação com usuários da língua de sinais.
16.
Devido a umconvite de Dom Pedro II, em 1855, o professor francês E. Huet, que era surdo veio
para o Brasil.
Ele utilizou a metodologia já adotada na França, e grande parte da Europa, para a educação das
pessoas surdas.
Em 1857, é fundada a primeira escola para surdos, no Rio e Janeiro por D. Pedro II.
A qual recebeu o nome de Imperial Instituto de Surdos-Mudos.
E A HISTÓRIA DOS SURDOS BRASILEIROS?
No Brasil, tambémé adotado o Oralismo e por volta de 1940, exclui-se a língua
de sinais das instituições escolares.
19.
EU GOSTO MUITODE
TOMAR CHIMARRÃO.
Fala e sinalização ao mesmo tempo:
Na década de 70, inicia-se a comunicação total, na qual é utilizada a fala e
alguns gestos, sendo que a fala e os sinais utilizados juntos, seguindo a
estrutura linguística da língua portuguesa.
20.
Atualmente os surdoslutam em defesa das
escolas bilíngues, nas quais a língua de sinais
deve ser desenvolvida como a primeira língua
(L1) e a língua portuguesa na modalidade
escrita como segunda (L2).
BILINGUISMO
21.
GUARINELLO, Ana Cristina.O papel do outro na escrita de sujeitos surdos. São
Paulo: Plexus, 2007.
KRUCHE, Luciane Schutz. Língua portuguesa para surdos: estratégias e
adaptação de materiais acessíveis em libras. 2016. 111 f. Dissertação (Mestrado em
Diversidade Cultural e Inclusão Social) – Universidade Feevale, Novo Hamburgo,
2016. Disponível em:
<https://biblioteca.feevale.br/Dissertacao/DissertacaoLucianeSKruche.pdf>. Acesso
em: 10 nov. 2023.
PEREIRA, M. C. C. (org.) LIBRAS: Conhecimento Além dos Sinais. São Paulo: Pearson Prentice
Hall, 2011.
REFERÊNCIAS