00045

BENETTI 140 ANOS: EXCELÊNCIA ITALIANA

ISSN 1980-9794

EXPEDIÇÃO ORIENTE
BENETTI 140 ANOS

PRAZER,
GLAMOUR
E AVENTURA

9 771980 97 903 7

00040

9 771980 97903 7

NAVEGAR É PRECISO

NAVEGAR É PRECISO

TODAS AS EMOÇÕES A BORDO
DOS VELEIROS

PERFIL NUMARINE

PERFIL NUMARINE

O TINO TURCO
PARA NAVEGAÇÃO

ANO 08

E MAIS, NA SEÇÃO PERFIL, 4 EMBARCAÇÕES:

N°40
2013

COLUNNA 285

CORSAIR 32

TRITON 345

FLY 420 VIRTESS
Editorial

Experimente

A

imagem de um veleiro, real – navegando ou
ancorado – ou mesmo emoldurada numa bela
foto ou quadro, remete-nos imediatamente a um
universo de paz e liberdade. Foi exatamente esse
o universo que vivenciamos durante os trabalhos
dessa edição da Perfil Náutico, procurando levar a você leitor
todas as emoções de velejar. É claro que essas sensações só
podem ser sentidas estando a bordo de um veleiro. Por isso,
para quem pretende ter um veleiro, nossa dica é experimentar o
máximo possível até decidir qual o melhor barco para você e ter
bons motivos para tirar o veleiro da parede.
Velejar é, talvez, a palavra mais comum entre os integrantes
da Família Schurmann. Em uma reportagem especial eles nos
contam tudo sobre a próxima aventura: a Expedição Oriente,
a bordo do veleiro Kat. Para inspirar ainda mais, fomos conferir
os preparativos da Rolex Ilhabela Sailing Week, a semana de vela
que completa quatro décadas em Ilhabela. Como ninguém é de
ferro, aproveitamos para dar uma esticadinha até o interior de
São Paulo, em São Luiz do Paraitinga, uma cidade que reaparece
no cenário turístico depois de ser abalada pelas águas das chuvas
e pelos desmoronamentos.
Do Mundo Náutico trazemos a cobertura do aniversário de
140 anos da Benetti, a movimentação do Nordeste Motorshow
no Recife (PE), o fim de semana de gala Ferretti Weekend e uma
curiosidade: grandes clubes de futebol que surgiram na água,
com as regatas de remo.
Na seção Perfil, duas embarcações brasileiras, Colunna 285 e
Triton 345, e duas estrangeiras, Chris-Craft Corsair 32 e Bavaria
Fly 420 Virtess. Visitamos também o estaleiro Numarine em
sua sede asiática com vista para a Europa. As dependências da
Numarine na Turquia são como mergulhos numa cultura náutica
rica e profunda.

CONSELHO DIRETOR
Aldo Alfredo Malucelli aldo@grupocanal.com.br
Carlos Alberto Gomes carlos@grupocanal.com.br
José “Juca“ Kulling jose.juca@grupocanal.com.br
Luiz Alfredo Malucelli luiz@grupocanal.com.br
DEPTO. DE JORNALISMO

EDITOR E JORNALISTA RESPONSÁVEL Marcelo Fabiani (Buda)

marcelo.buda@grupocanal.com.br

DRT-PR / 6633
REDAÇÃO Leo Suzuki

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EDIÇÃO DE ARTE E PROJETO GRÁFICO
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(Lais Glück)
João Batista Ribeiro

COLABORAM NESSA EDIÇÃO
Alisson Diniz, Amanda Kasecker, Família Muller, Guilherme Aquino,
Ilza Vinagre, Jorge Nasseh, Kos Evans, Luiz Alfredo Malucelli, Rafaella
Malucelli, Thais Zago.
IMPRESSÃO E ACABAMENTO
Gráfica Monalisa
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Revista Perfil Náutico
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91 Rock Web www.91rock.com.br
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necessariamente a opinião da revista.
As imagens sem créditos foram
fornecidas para divulgação.
Revista Perfil Náutico, ano 8, no 40, é uma publicação
da Editoral CANAL/mid, divisão de mídia
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Bons ventos, boa leitura
Marcelo Buda

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PERFIL NÁUTICO NA INTERNET
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8  PERFILNÁUTICO
Índice
CANAL
12
64
74
78

LEITOR
NÁUTICO
DÉCOR
CONSTRUTOR

MUNDO NÁUTICO
22 Aniversário Benetti

Estaleiro italiano comemora 140 anos

28 Nordeste Motorshow
Setor náutico ganha espaço
no Recife (PE)

32 Clubes de regatas e futebol

CAPA
46

Navegar é preciso
Prazeres e emoções
a bordo de veleiros

PERFIL
81

Colunna 285

89

Corsair 32

97

Triton 345

105

Fly 420 Virtess

113

Numarine

A origem de grandes times
foi no remo

Projeto exclusivo do estaleiro, a
pedido dos clientes

38 Ferretti Weekend

Um fim de semana de gala
para privilegiados

NESTA EDIÇÃO
14

Lancha clássica da americana
Chris-Craft é repaginada

NEWS

Novidades do segmento náutico

122 eSTILO

Personalidade e bom gosto

124 Expedição Oriente

Novidade da Way Brasil, para
famílias exigentes

A nova aventura
da Família Schurmann

130 Rolex Ilhabela Sailing Week
Quatro décadas de vela
no litoral paulista

136 esporte

Luxo alemão da Bavaria navegando
em águas brasileiras

Competições na água esquentaram
o início do ano

142 Turismo

São Luiz do Paraitinga

148 PLANETA ÁGUA

Para limpar o plástico dos oceanos

150 GOURMET

Bacalhau como se faz na fazenda

10  PERFILNÁUTICO

Estaleiro turco prepara-se para o
futuro, também no Brasil
Canal do Leitor

CAPA
Sem falar de sua potência nas
águas. Um sonho de consumo.
Alexandre Rocha Granato

Muito interessante a relação de custo e benefício proporcionada
pelas embarcações de 35 e 36 pés mostradas na matéria. Quase um
manual, com sete opções incríveis para quem deseja comprar ou
trocar de barco. Denis Alencar

Parabéns pela última edição.
É realmente um prazer ver a
qualidade editorial da revista.
Sucesso a todos!

Sou fascinada por mergulho
e me identifiquei muito com a
matéria nas Ilhas Maldivas. O
fundo do mar é um universo
maravilhoso. As imagens estão
belíssimas!
Thais Branco

Felipe Furquim (CEO da loja de
equipamentos náuticos Regatta)

Ótimas informações sobre o
Salão Náutico de Istambul.
Fiquei curioso sobre o iate de 78
pés da Numarine e encantado
com os detalhes dos barcos
estilo vintage lá expostos.
Marcelo de Melo Pereira

Parabéns aos nossos bravos
guerreiros Beto Pandiani e Igor
Bely. Percorrer 5 mil milhas
náuticas em um catamarã sem
cabine não é para qualquer um.
Embarquei nessa travessia junto
com eles, acompanhando pelo
Tumblr. Foi de arrepiar!
Paula Ferreira Martins

Um verdadeiro espetáculo essa
540 Sundancer, da Sea Ray, com
design clean e contemporâneo.

Acho que o governo brasileiro
não tem de pensar duas vezes
para implantar essa política de
pagar pelo consumo individual
da água. A falta de água é
realidade em todo o mundo e
precisamos nos conscientizar.
Pablo Cavalcanti

FALE CONOSCO
Para falar com a Perfil Náutico, mande e-mail para: redacao@perfilnautico.com.br ou canaltecnico@perfilnautico.com.br.
As mensagens devem ser enviadas à redação e à equipe técnica com identificação do autor, endereço e telefone. Em virtude do
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12  PERFILNÁUTICO
News

armada é first no brasil
A First Yacht e o estaleiro catarinense
Armada agora são parceiros
comerciais. As lanchas Armada, de
30 a 44 pés, passam a ser vendidas
com exclusividade por intermédio
dos representantes da First Yacht,
em toda a costa brasileira. Por meio
dessa operação, o estaleiro pretende
reforçar a sua presença nas várias
regiões brasileiras, especialmente nos
estados de São Paulo, Rio de Janeiro,
Bahia e na Região Sul. A First Yacht
já tem em seu portfólio as renomadas
marcas italianas Azimut Yachts e
Atlantis e passa agora a atender a
Armada para todo o Brasil.
Armada 300M Cabrio

UM GIGANTE DA AZIMUT

Design de Stefano Righini e decoração de Carlo Galeazzi
A Azimut Grande 100 foi o maior
barco em exposição no Rio Boat
Show 2013. O estaleiro italiano
com sede no Brasil, em Itajaí (SC),
apresentou oito embarcações de
suas prestigiadas marcas
no evento.

14  PERFILNÁUTICO

A Azimut Grande 100 é um
iate de 31 metros que integra
a linha de megaiates Benetti/
Azimut Grande. Desenhado por
Stefano Righini e com os arranjos
interiores de Carlo Galeazzi,
reflete uma personalidade única

e dinâmica, marca registrada da
coleção dos megaiates planantes do
grupo Azimut Benetti.
Outras duas embarcações da Azimut
estavam entre as maiores da feira: a
Azimut 88 e a Azimut 82.
News

RIO BOAT SHOW 2013
A organização da 16ª edição
do Rio Boat Show, evento
encerrado no dia 1º de maio,
divulgou o balanço geral
do salão. Segundo os dados
divulgados, um total de R$ 276
milhões foi gerado em negócios.
Realizada no Píer Mauá, a
feira contou com cerca de 130
expositores e aproximadamente
230 barcos expostos, no mar e
em terra firme. As tradicionais
palestras também fizeram parte
da programação. Pela primeira
vez o salão teve um pavilhão
dedicado exclusivamente a
empresas americanas, como
estaleiros e fabricantes de
equipamentos náuticos.
R$ 276 milhões em negócios

FS YACHTS
COMEMORA
VENDAS
Representante da Região Sul
do país, o estaleiro catarinense
FS Yachts comemorou a venda
recorde de embarcações no Rio
Boat Show 2013: foram 52 lanchas
vendidas durante os sete dias de
feira. Renato Gonçalves, diretor
comercial do estaleiro, falou que
lançamento da FS 180 superou as
expectativas, com 18 unidades
vendidas. A FS Yachts lançará
uma lancha de 27 pés ao fim deste
ano e pretende expandir sua rede
de revendedores agora para as
Regiões Norte e Nordeste
do Brasil.

16  PERFILNÁUTICO

52 lanchas vendidas no RBS
News

DE BARRA BONITA A TRÊS LAGOAS

Cruzeiro Hidrovia Tietê-Paraná: 14 dias, 12 cidades
Em julho acontece a quarta
edição do Cruzeiro Hidrovia
Tietê-Paraná, organizado
pela Associação Brasileira
de Velejadores de Cruzeiro –
ABVC. O passeio de 14 dias tem
o objetivo de levar adultos e
jovens para uma experiência
cultural única e enriquecedora,

conhecendo de um ponto de vista
diferente, pelo rio, os atrativos
turísticos das cidades ribeirinhas,
seus costumes e folclores, sabores
coloniais e sua importância
histórica. A flotilha passará
por 12 cidades, entre clubes
náuticos, marinas, condomínios
e atracadouros públicos. Em

cada parada será oferecida uma
palestra a toda a comunidade ou
aos seus associados, demonstrando
o potencial turístico fluvial da
hidrovia e suas belezas. A largada
será no dia 6 de julho, em Barra
Bonita (SP) e a chegada no dia 20
de julho na cidade de Três Lagoas,
já no Mato Grosso do Sul.

CINEMA NACIONAL EM CRUZEIRO
O navio MSC Orchestra será
cenário para o longa-metragem
S.O.S – Mulheres ao Mar, filme
que contará com a presença de
Giovanna Antonelli, Reynaldo
Gianecchini, Thalita Carauta. A
equipe embarcou para a Itália,
onde serão gravadas as cenas
em terra, e na sequência fará
a gravação do material em um
cruzeiro pelo Mediterrâneo.
O MSC Orchestra, que
estará no Brasil a partir de
novembro, tem capacidade
para 3.223 hóspedes e conta
com 16 andares. As gravações
ocorrerão nos bares, na
discoteca, no teatro e em um
dos cinco restaurantes.

18  PERFILNÁUTICO

As filmagens acontecem no MSC Orchestra
News

VIP EM MIAMI

Mimos exclusivos para hóspedes
O W South Beach Hotel &
Residences, em Miami, Flórida,
escolheu a dedo 26 das suas mais
exclusivas suítes e elevou-as a
outro nível. Agora, os hóspedes
que reservarem sua estadia em
uma das suítes vips do

W South Beach irão desfrutar de
vários serviços e mimos exclusivos,
incluindo um serviço dedicado de
concierge vip, o W Insider – que está
por dentro de tudo o que acontece
no hotel e na cidade e pode fazer
reservas nos restaurantes, boates

JULHO NA
PATAGÔNIA ARGENTINA

Geleira de Perito Moreno, em El Calafate

20  PERFILNÁUTICO

e eventos mais badalados, alugar
barcos para passeios e providenciar
qualquer outro desejo
do hóspede.

Mais informações:
www.wsouthbeach.com/vip-suites.

Um dos destinos mais exóticos
de toda América, a belíssima
Patagônia Argentina, conhecida
pelos experts em viagens como
o Himalaia da América do
Sul, é a dica para as férias de
julho. Entre as atrações para os
turistas estão a incrível geleira
de Perito Moreno, localizada em
El Calafate. O famoso glaciar
é conhecido pelo espetáculo
oferecido pela mãe natureza,
onde os blocos de gelo se
rompem e despencam sobre
os lagos de cor azul-turquesa.
Em Ushuaia os viajantes terão
a oportunidade de conhecer
o magnífico Parque Nacional
Tierra del Fuego.

Mais informações:
FREEWAY: www.freeway.tur.br
MUNDO NÁUTICO

benetti 140 anos

Excelência italiana
Um dos mais antigos construtores de iates de luxo a motor do mundo,
o estaleiro Benetti, está celebrando 140 anos de existência
Por Alisson Diniz

22  PERFILNÁUTICO

PERFILNÁUTICO 

23
MUNDO NÁUTICO

benetti 140 anos

Uma história que começou em 1873 com o veleiro Barcobestia

A

empresa fundada
por Lorenzo
Benetti, hoje
uma das mais
famosas e bem
conceituadas do mundo, começou
construindo barcos de madeira
usados para transporte e comércio
internacional. Isso lá pelos idos
de 1873, na cidade de Viareggio
na Itália, onde Lorenzo abriu seu
primeiro estaleiro e construiu o
veleiro “Barcobestia", usado para
o transporte local e internacional.
Depois da morte de Lorenzo,

A BENETTI FOI A
PRIMEIRA A PERCEBER
O POTENCIAL
DE MATERIAIS
COMPOSTOS PARA A
CONSTRUÇÃO DE IATES
seus dois filhos, Gino e Emilio
assumiram a gestão do estaleiro.
Eles mudaram seu nome para

Projetistas do passado, olhando para o futuro

24  PERFILNÁUTICO

Valores tradicionais e tecnologia avançada
Fratelli Benetti e rapidamente
construíram e consolidaram uma
reputação de construtores de veleiros
comerciais que se estendeu muito
além do Mediterrâneo. Mas o século
20 foi um período de turbulência,
agitação e revolução tecnológica.
Após a Segunda Guerra Mundial,
as embarcações à vela comerciais
construídas com madeira começaram
a ficar obsoletas. A Fratelli Benetti
poderia tornar-se uma raridade
industrial ou desaparecer. Em vez
disso, ela foi adaptada aos tempos,
mudou de direção e começou a

Lorenzo Benetti

produzir embarcações de recreio
de aço.
Depois de abandonar a madeira, o
estaleiro Benetti foi o primeiro a
perceber o potencial de materiais
compostos para a produção de iates
e, no início dos anos 1960, iniciou
a transição de barcos de metal para
de aço e de alumínio e os primeiros
iates de luxo começaram a ser
produzidos, sendo o Nabila um dos
mais famosos, com 86 metros de
comprimento.

Atualmente é sinônimo de tradição
e inovação, estilo e qualidade,
adjetivos que moldam a missão e
a cultura da empresa. Tudo para
satisfazer as necessidades cada vez
mais complexas dos mais exigentes
proprietários em todo o mundo.
"Este ano não é apenas o 140º
aniversário do Benetti, é também
o 10º aniversário da aquisição do
Estaleiro Livorno”, comenta Ing
Vincenzo Poerio – CEO da Benetti.

“Nós planejamos um calendário
extenso de eventos que culminaram
em junho em Portofino com um
exclusivo fim de semana junto
com os nossos clientes de todo o
mundo. Proprietários que não vêm
até nós para comprar um iate que
está pronto, mas para construir um
junto conosco, a fim de expressar
plenamente a sua personalidade e
viver um verdadeiro relacionamento
com o mar.”

GRUPO AZIMUT BENETTI
Em 1985 a Benetti sofre uma
grande alteração. O construtor de
barcos Azimut Yachts adquiriu o
estaleiro naval, trouxe uma nova
gestão e transformou a Benetti,
modernizando-a e introduzindo
a tecnologia avançada que
conhecemos hoje. A Benetti tornouse um estaleiro prospectivo e
inovador, mas que mantém seus
valores tradicionais de experiência,
habilidade e uma paixão por um
bom artesanato.

Em 1979 o megaiate Nabila é lançado

PERFILNÁUTICO 

25
MUNDO NÁUTICO

benetti 140 anos

Com o maior crescimento entre
todos os outros concorrentes de
megaiates, a Benetti é um ícone de
elegância incomparável focada na
combinação de design atemporal,
de classe mundial, qualidade e
atenção aos detalhes. Cada iate
Benetti oferece personalização.
Ao longo dos anos o estaleiro
cresceu e mudou, não seguindo,
mas antecipando os tempos. A
Benetti produz iates que estão
bem estabelecidos e à altura da
excelência italiana: elegantes,
exclusivos e extremamente bem
trabalhados. “Os clientes que se
aproximam de nós com ideias e
expectativas são como um desafio
e um estímulo contínuo”, diz
Vincenzo Poerio. “Nossa missão é
fazer todos os detalhes perfeitos,
sem concessões ao compromisso,
seu sucesso se torna nosso. Este
nível de qualidade e paixão é nosso
único caminho para os próximos
140 anos de sucesso.”
Com 140 anos de história, o
estaleiro Benetti tem cerca de
300 modelos barcos construídos,

Uma das fábricas da Benetti na Itália, em Darsena

BENETTI DO FUTURO
Como parte das comemorações
dos 140 anos a Benetti apresentou
projetos de barcos para os
próximos dez anos. O Design
Innovation Benetti envolveu
designers de renome internacional,
a fim de criar novos conceitos
para barcos personalizados de
50 a 90 metros. No total, 27 estão

sendo apresentados, são expoentes
da singularidade da Benetti com
um olho para o futuro. O iate Jolly
Roger de 65 metros, desenhado por
Ludovica e Roberto Palomba, é um
dos projetos mais inovadores, com
um visual dinâmico e elegante. Os
deques são apoiados por um sistema
que permite o uso de grandes
janelas, reinterpretando o elemento
de poder típico da Benetti.

140 ANOS DE
HISTÓRIA E CERCA
DE 300 MODELOS
CONSTRUÍDOS
instalações que cobrem mais de
300 mil metros quadrados em
seis estaleiros localizados na
Itália. São 34 iates em construção
no momento, incluindo um
megaiate de 90 metros. Estes
fatos e números demonstram de
forma inequívoca a dinâmica de
crescimento e o perfil dos clientes
da Benetti, o que dá confiança
irrestrita à marca.

26  PERFILNÁUTICO

Iate Jolly Roger, desenhado por Ludovica e Roberto Palomba
MUNDO NÁUTICO

nordeste motorshow

Espaço na feira dedicado ao segmento náutico foi novidade para a região

SUCESSO EM SUA
PRIMEIRA EDIÇÃO
Em quatro dias de feira, o Nordeste Motorshow, salão internacional de
veículos de duas e quatro rodas e náutico, atraiu mais de 41 mil pessoas

A
Por Leo Suzuki

primeira edição
do Nordeste
MotorShow
foi sucesso de
público e de
negócios em
todos os setores. Mais de 41.200
pessoas passaram pelo Centro de
Convenções de Pernambuco, em
Olinda, durante os quatro dias de
feira – de 25 a 28 de abril deste ano.
O salão internacional de veículos
de duas rodas, quatro rodas e

28  PERFILNÁUTICO

MAIS DE 41 mil
PESSOAS PASSARAM
PELO CENTRO DE
CONVENÇÕES DE
PERNAMBUCO, EM
OLINDA

náutico consolidou Pernambuco
na rota das grandes feiras
internacionais.
O segmento náutico foi uma
grande novidade para a região,
expandindo o público e atraindo
novos olhares para o setor que só
faz crescer no Nordeste, a exemplo
de outras regiões do Brasil.
A área destinada aos barcos e seus
acessórios foi responsável por
cerca de 15% do público presente
no evento, segundo a organização.

“Reunimos todas as tendências
em um só lugar”, disse o diretor
da Nordeste MotorShow, Rodrigo
Rumi. “Os mercados dos setores
expostos no evento estarão
aquecidos nos próximos meses e
por se tratar da primeira edição
acreditamos que abrimos uma
excelente plataforma de vendas.”
Ao todo, oito expositores do setor
náutico estiveram presentes no
evento: os estaleiros Atymar,
Ecomariner, Fibrasmar e Royal
Mariner; as lojas Centro Náutico
Nordeste, Da Fonte Náutica e
Shark Boats; e a marina Porto do
Mar. Os estaleiros Ecomariner
e Royal Mariner fizeram um
balanço bastante positivo e
já confirmaram presença na
próxima edição da feira. “Foi
um sucesso”, disse Rodrigo
Cardoso, da Ecomariner. “Um
evento muito produtivo que

PERFILNÁUTICO 

29
MUNDO NÁUTICO

nordeste motorshow
movimentou o mercado náutico com
certeza.” De acordo com Vinícius
Rangel, gerente comercial da
Fibrasmar, o Nordeste MotorShow veio
confirmar o crescimento do mercado
náutico na região. “Além de possibilitar
um aumento nas vendas, em um
período em que a sazonalidade reduz a
demanda.”
No segmento quatro rodas, o estande
da Chevrolet foi um dos que mais
chamaram a atenção do público. Além

AO TODO, OITO
EXPOSITORES DO SETOR
NÁUTICO ESTIVERAM
PRESENTES NO EVENTO
de exibir o popular Camaro amarelo, a
montadora promoveu um show ao vivo
com três cantores e dançarinos.
A montadora Volkswagen trouxe para
o Nordeste MotorShow alguns de seus
modelos com o intuito de dar mais
visibilidade à marca, como a Amarok,
o Fusca e a Tiguan. A participação
da JAC Motors no evento também
foi bastante satisfatória, destacando
no estande o J2 — que, com quatro
meses de lançamento, está entre os
carros importados mais vendidos
do Brasil. A Citroën levou para o
Nordeste MotorShow o DS5. A BMW
participou do evento representada pela
Plena Comércio de Veículos Ltda. e
comemorou o sucesso obtido.
O salão foi organizado pela Reed
Exhibitions Alcantara Machado e a
segunda edição já tem data prevista
para acontecer em 2014, entre 24 e 27 de
abril. “Além das marcas presentes neste
ano, novos expositores já reservam
espaço no salão”, disse o gerente do
evento, Diego Montenegro.

30  PERFILNÁUTICO
MUNDO NÁUTICO

clubes de regatas e futebol

chutes e
remadas

Entre os 20 clubes que disputam a
série A do Campeonato Brasileiro,
quatro deles nasceram do remo, um
outro, por exemplo, sofreu forte
influência do remo em seu escudo,
o Corinthians. Flamengo, Botafogo,
Vasco da Gama e Náutico, antes de
calçarem chuteiras e marcarem seus
primeiros gols, surgiram de fortes
remadas e disputadas regatas.
Assim como o futebol, o remo
também foi trazido da Europa para
o Brasil, neste caso por um grupo
de imigrantes alemães, em 1880.
Com a chegada de Miller, muitas
dessas agremiações de regatas
aderiram à novidade do esporte
bretão e passaram a montar equipes
de futebol. O Flamengo, tradicional
clube de regatas, que em 1900
conquistou a regata que comemorava
o quadricentenário do descobrimento
do Brasil e levou para sua galeria o
Troféu Jarra Tropon, sua primeira
grande conquista internacional,

passou a manter um time de
futebol, assim como outros
clubes que se dividiram entre o
popular remo e o novo esporte. A
popularidade inverteu-se e o futebol
ganhou proporções que nem Charles
Miller poderia imaginar. A rivalidade

ENTRE OS 20 CLUBES
QUE DISPUTAM
A SÉRIE A DO
CAMPEONATO
BRASILEIRO, QUATRO
DELES NASCERAM
DO REMO
de alguns clubes, como dos cariocas
Flamengo, Vasco da Gama e Botafogo,
passou das raias para os gramados.

Antes de brilharem nos gramados, alguns clubes brasileiros
de futebol iniciaram na água, como clubes de regatas
Por Alisson Diniz

E

m maio começou o campeonato
brasileiro de futebol. Até o final
do ano 20 clubes disputam
o título de melhor time do
esporte mais popular do Brasil
em 2013. O que nem todo mundo sabe é que
alguns desses clubes brasileiros, em sua
origem ou em registros históricos, tiveram
outro esporte, bem menos popular, como
a principal atração esportiva entre seus
associados e torcedores: o remo.

32  PERFILNÁUTICO

A mudança na preferência dos brasileiros
começou quando Charles Miller
desembarcou no Brasil em 18 de fevereiro
de 1894, depois de um período de estudos
na Inglaterra. Ele trouxe na bagagem duas
bolas de futebol, um livro de regras e uma
bomba para encher bolas. Clubes náuticos
espalhavam-se pelo Brasil e Charles mal
sabia que transformaria os costumes e a
cultura de um país.

Equipe de remo do Vasco da Gama de 1951

PERFILNÁUTICO 

33
MUNDO NÁUTICO

clubes de regatas e futebol

das raias para os estádios
Botafogo

FLAMENGO

VASCO

NáUTICO

O Botafogo foi o primeiro
clube, dentre os que disputam o
Brasileirão, a começar sua história
gloriosa como clube de regatas. Num
encontro entre 16 homens no primeiro dia
de julho de 1894, nascia o Club de Regatas
Botafogo. Entre as lendas do clube, que
teve os futebolistas Garrincha, Zagallo e
Jairzinho, está a embarcação Diva, vencedora
em todas as 22 regatas que disputou. Os
primeiros chutes começaram em outro
clube, o Botafogo Football Club, fundado em
1904. Somente no dia 8 de dezembro de 1942
houve a fusão do Club de Regatas Botafogo
e do Botafogo FootBall Club. Nascia então
o Botafogo de Futebol e Regatas, o clube da
estrela solitária.

O Clube de Regatas Flamengo nasceu em
1895 com o nome de Grupo de Regatas do
Flamengo, sua primeira embarcação, batizada
de Pherusa, foi adquirida por 400 réis depois que
uma vaquinha feita entre alguns atletas: Mario Espínola,
José Agostinho Pereira da Cunha, Felisberto Laport, Nestor
de Barros e José Feliz da Cunha Menezes.

No dia 21 de agosto de 1898
foi fundado Club de Regatas
Vasco da Gama. Sessenta e
dois homens reuniram-se em uma
sala da Sociedade Dramática Filhos
de Talma e fundaram uma associação
para a prática do remo. Em sua
maioria portugueses, inspiraramse nas celebrações dos 400 anos da
descoberta do caminho marítimo
para as Índias e batizaram a nova
agremiação com o nome do navegador
português Vasco da Gama, que
heroicamente alcançou esse feito.
Nascia ali o Vasco da Gama.

O Club Náutico Capibaribe, entre os que
disputam o Brasileirão de futebol em
2013, foi o último dos clubes de remo a ser
fundado. Apesar de a data oficial de sua fundação ser dia 7
de abril de 1901, sua história teve o início em 1897. Depois de
terminada a Revolta de Canudos, os recifenses receberiam
as tropas pernambucanas. Como parte da programação
que recepcionaria os soldados do estado estava uma grande
regata, para o dia 21 de novembro daquele ano, com os
atletas do clube Recreio Fluvial, que faziam excursões do Rio
Capibaribe até os bairros Poço da Panela e Apipucos. Mais
tarde, o Recreio Fluvial uniu-se ao Clube dos Pimpões, e
surgiu assim o Club Naútico Capibaribe. No dia 14 de julho de
1909, os estatutos do clube foram modificados em assembleia,
estendendo as atividades esportivas e o futebol foi inserido
oficialmente no clube.

Dois clubes fundiram-se e surgiu o Botafogo
de Futebol e Regatas

botafogo

Um dos maiores feitos dos remadores rubro-negros
aconteceu em 1932 e foi completar a travessia Rio-Santos
em cinco dias, participaram os atletas Ângelo Gammaro,
Everardo Peres da Silva, Alfredo Correia e Antônio Rebelo
Júnior. Uma curiosidade é que os apelidos, muito comuns
nos dias de hoje entre os jogadores de futebol, já faziam
parte dos costumes dos remadores. Antônio Rebelo Júnior
era chamado de O Engole Garfo e Alfredo Correia era o
Boca Larga.

Equipe do Flamengo da década de 80 e Fabiana Beltrame,
um dos grandes nomes do remo nacional

flamengo

Duas gerações do remo do Vasco:
1953 e 2009

vasco

Remos do Náutico:
anos 60 e 2013

náutico

c
R

34  PERFILNÁUTICO

F

PERFILNÁUTICO 

35
MUNDO NÁUTICO

clubes de regatas e futebol

corinthians

REGATAS CARIOCAS

O futebol sempre foi
prioridade no Sport
Club Corinthians
Paulista. Entretanto, em 1933 o
clube implantou uma equipe de
remo em seu quadro de modalidades
esportivas. Devido a isso, o escudo do
clube sofreu uma modificação. Foram
acrescentados um par de remos e uma
âncora, mantidos desde então. A artefinal é de autoria do pintor Francisco
Rebolo Gonsales, ex-jogador do
Corinthians. Para explicar o apelido
de Timão, existem duas versões: uma
diz que o apelido veio em decorrência
de uma confusão. Após ser incluído
o remo e a âncora no escudo do
clube, muitos achavam que as partes
formavam um timão de navio. A outra
versão afirma que, em 1966, o clube
enfrentava um jejum de 12 anos sem
títulos e o então presidente Wadih
Helu resolveu montar um timaço para
dar fim ao jejum. Jornais passaram
a publicar manchetes chamando o
Corinthians de “timão”. Mas o time
não vingou, a torcida adversária
entoava nas arquibancadas o grito de
“cadê timão?” e o apelido foi pegando.
Essa equipe conquistou apenas o
torneio Rio-São Paulo de 66, título
divido com Santos, Vasco e Botafogo,
que chegaram empatados na primeira
posição.

A Enseada de Botafogo era a preferida dos
esportistas. A água relativamente calma e a
proximidade com o centro da cidade, onde
estavam as sedes da maioria dos clubes,
consagraram o local. Na praia, uma estreita faixa
de areia recebia os barcos após as regatas, tendo
à sua volta um público empolgado, cuja presença
conferia mais brilho aos eventos. O Pavilhão de
Passos testemunhou inúmeros eventos, como o
primeiro Campeonato de Remadores do Brasil,
em 1911, disputado com barcos de quatro remos
e vencido pelo Rio de Janeiro, e uma regata
internacional em 1922, em comemoração ao
centenário da Independência. A partir de 1927,
as competições seriam disputadas na Lagoa
Rodrigo de Freitas, levando a seu abandono
e desaparecimento. Suas imagens, contudo,
permanecem como testemunho do nascimento do
esporte como atividade popular e indissociável
da vida moderna do Rio de Janeiro.

H I ANS
IN T

1910

36  PERFILNÁUTICO

U L IISTA
UL ST
PA
PA

C
C.. C OR
S . C OR

CORINTHIANS

Enseada de Botafogo, ponto tradicional das maiores
regatas de remo do Rio de Janeiro
MUNDO NÁUTICO

evento ferretti

Luiza Possi e Ed Motta foram atrações para os convidados

família ferretTi
Em sete dias, evento reúne vips na 1ª Ferretti Weekend
Por Leo Suzuki

Desfile do estilista Carlos Miele

38  PERFILNÁUTICO

O anfitrião Marcio Christiansen ao lado de Ray Bretas e Carlos Mieli, e a bordo de um Ferretti

C

om o objetivo de oferecer
conforto e exclusividade
de atendimento aos seus
atuais e futuros clientes,
o Ferrettigroup Brasil
promoveu entre os dias 25 de abril
e 1º de maio a primeira edição
da Ferretti Weekend. Estiveram
presentes mais de 150 famílias que
compõem o Club Famiglia Ferretti,
além de banqueiros, presidentes de
empresas e personalidades da alta
sociedade.
O evento foi realizado no
Portobello Resort, na região de
Mangaratiba, no Rio de Janeiro.
“Estamos procurando cada vez
mais proporcionar aos clientes
experiências com a marca para
que ele possa recordar desses
momentos para sempre”, ressalta
o gerente de Marketing do
Ferrettigroup Brasil e idealizador
do evento, Ricardo Kurtz. Em
sete dias de puro luxo e glamour,

os vips puderam desfrutar
de shows musicais exclusivos
com Luiza Possi, Ed Motta, Leo
Maia e Vanessa Jackson. Na
ocasião, os convidados também
se deslumbraram com o desfile
de moda do renomado estilista
brasileiro Carlos Miele. Um ateliê
de costura foi estruturado no local,
onde Miele criava, na hora, roupas
para os participantes.

O EVENTO FOI
rEALIZADO NO
PORTOBELLO rESORT,
NA REGIÃO DE
MANGARATIBA (RJ)
Para manter sempre a boa forma,
o evento disponibilizou oficinas de
esportes com importantes nomes
do setor, como o tenista Ricardo

Melo, o jogador de vôlei Tande e
os craques do futebol Serginho
Chulapa e Vampeta. O menu foi
comandado pelo chef de cozinha
francês Claude Troigros, que além
de cozinhar ministrou oficinas
gastronômicas. “Nosso objetivo
não foi atender 4 mil pessoas às
pressas, mas atender muito bem as
400 mais importantes”, comenta
Marcio Christiansen, CEO do
Ferrettigroup Brasil.
Durante toda essa programação
exclusiva, o Ferrettigroup deixou
à disposição seis modelos de
iate – 530, 620, 660, 700, 750 e
830 – aportados para visitação e
passeios pelas águas cristalinas de
Mangaratiba.
Para saber mais sobre o Ferretti
Weekend e até mesmo participar
das próximas edições, acesse
ferrettiweekend.com.br ou ligue
para (11) 3552 4000.

PERFILNÁUTICO 

39
MUNDO NÁUTICO

evento ferretti
530: A embarcação pode atingir até 32 nós de velocidade
máxima e 28 nós em cruzeiro. Tem capacidade para 14
pessoas a bordo e acomodação para seis pessoas mais um
tripulante. O diferencial da 530 é o sistema opcional ARG
(Anti Rolling Gyro), que reduz 50% das oscilações laterais
quando o barco está ancorado.

620: A grande área social, tanto no convés
principal quanto na parte externa, é o diferencial
da Ferretti 620. A lancha vem equipada com dois
motores Man V8 900 CR. Sua autonomia máxima
é de 320 milhas náuticas (590 km).

660: As janelas e vigias da 660 são amplas, garantindo
bom uso da luz natural para iluminar os ambientes
internos. A lancha possui quase 20 metros de
comprimento e tem capacidade para 18 pessoas. No
pernoite, acomoda seis pessoas em três espaçosas
cabines.

os seis modelos do ferretti weekend
700: A lancha foi projetada com um conceito
ecológico. Duas baterias de gel alemãs de 2 mil
ampères permitem deixar desligado o gerador
por até 24 horas, proporcionando aos passageiros
momentos únicos de silêncio.

750: O design clássico da 750 alia a personalidade forte
e a elegância dos tons quentes. O modelo foi projetado
para aqueles que gostam de espaço interior e esplêndida
decoração.

830: Alguns dos destaques da 830 é o flybridge
e a cozinha que acompanha o mesmo padrão de
uma residência luxuosa. Além do amplo quarto
principal, a lancha possui duas cabines de
hóspede e uma cabine vip com cama de casal.

40  PERFILNÁUTICO
CAPA

NAVEGAR É PRECISO

A vida é melhor
com velas içadas

Tradição, prazer, glamour e aventura estão a bordo dos veleiros quase
sempre. Não importa o tamanho do casco nem a dimensão da vela. Paz,
silêncio, mar, sol e horizonte compõem a moldura deste mosaico de
emoções, claro, em condições normais de temperatura e pressão
Por Guilherme Aquino

42  PERFILNÁUTICO

PERFILNÁUTICO 

43
CAPA

NAVEGAR É PRECISO

O

vento e a água estão ali,
à disposição dos iatistas,
e não discriminam
ninguém. Eles são os
mesmos para todos. É
difícil encontrar uma integração,
uma interação maior entre o homem
e as forças da natureza que não seja
aquela proporcionada pela navegação
em um barco a vela.
No mar, mesmo com todas as
suas armadilhas, o iatista usa os
elementos a seu favor, sempre, em
quaisquer condições de vento e
corrente. Um veleiro singra entre
dois ambientes que alimentam a vida
no planeta: o ar e a água. O barco
a vela é o elo destes dois elementos
fundamentais e dos quais captura a
energia para se deslocar seguindo a
rota traçada pelo comandante.
E neste jogo de forças é o raciocínio
humano que faz a diferença.
É ele quem determina a busca pela
melhor angulação possível para uma
navegação perfeita. O barco a vela
é o intérprete de um maravilhoso
diálogo entre o homem e a natureza.
E dizem que, ao longo do tempo, o
barco adquire a personalidade do seu
comandante. É sob um céu estrelado
e um mastro como firmamento que o
esplendor de uma embarcação a vela
reluz mais ainda.

Antiguidades à parte
Os veleiros históricos chegam aos
nossos dias impregnados de maresia
e sabor de conquista de tempo e
dinheiro. A arte da construção
naval de porto ganha impulso no
começo do século 16, graças aos
ricos comerciantes holandeses. A
navegação, como passatempo e lazer,
nasce nos Países Baixos, por óbvias
razões, devido ao inconveniente e
frio vizinho, o Mar do Norte, sempre
pronto a provocar inundações em
terras abaixo do seu nível.

44  PERFILNÁUTICO

A infinidade de canais deu à
Holanda o know-how e a primazia
do pioneirismo na navegação de
cabotagem, a princípio, realizada
em águas internas por segurança,
através dos “jaghts” que serviam tanto
para o transporte de mercadorias
quanto de passageiros. E pouco a
pouco passaram a transportar apenas
o proprietário e amigos em dias de
festa e lazer, a bordo do pequeno
veleiro com apenas um mastro... Dali
a cultura náutica desportiva iria parar
nas águas da realeza britânica, do
outro lado do Canal da Mancha, no
Estreito de Solent, na ilha de Wight.
A pronúncia da palavra “jaght”, de
origem alemã, aproximava-se de
“yacht”, e desta derivação semântica e
traduzida nasceria o vocábulo “iate”.
De lá para a então colônia americana,
na margem oposta do Oceano
Atlântico, seria apenas uma questão
de tempo, pouco tempo.
A passagem do temor reverencial

O BARCO A VELA É
O ELO ENTRE DOIS
ELEMENTOS: A ÁGUA
E O VENTO
ao prazer absoluto do homem
com relação ao mar levou tempo e
consumiu três séculos e parte da
riqueza acumulada numa época de
grande fermentação capitalista. O
turismo florescia e a navegação de
cruzeiro, um privilégio para poucos,
ganhava força com a presença de
industriais e banqueiros que investiam
muito dinheiro na construção de
embarcações de vanguarda que, de
uma maneira ou de outra, deveriam
ajudar em seus negócios. Ter um
veleiro era e, ao bem da verdade,
ainda é, uma questão de “status

PERFILNÁUTICO 

45
CAPA

NAVEGAR É PRECISO

symbol”, da série “eu sou o barco
que tenho”. No final do século
19, na Europa e nos Estados
Unidos, o grau de influência de
uma personalidade local ainda
podia ser medido em função do
tamanho do veleiro usado como
“o metro do poder”. Este rito
de amadurecimento começou
lentamente quando se descobriu
que a Terra não era quadrada e
que a linha do horizonte não era
a fronteira entre o início e o fim
do mundo nem era povoada por
monstros marinhos.
Atualmente, o único monstro
aquático que se conhece, além
do famigerado, escorregadio e
mal visto Ness, é o gigantesco
AC72 pés, criado para a Copa
América de vela deste ano. O
megacatamarã, longo em 22
metros e largo em outros 14, com
a vela rígida e alta de 40 metros,
já cobrou um trágico pedágio – o
campeão olímpico Andrew “Bart”
Simpson, tático da equipe sueca
Artemis, pagou com a vida uma
acidental capotagem durante os
treinos na Baía de São Francisco,
Estados Unidos. Um valor
caro demais para compensar a
ousadia e audácia dos iatistas –
recompensados a peso de ouro,
mas indispostos a arriscarem a
vida a bordo de uma embarcação
movida por uma superfície vélica
de 260 metros quadrados, rígida
como a asa de um avião, voando
baixo com um mínimo de vento,
e multiplicando por três a sua
velocidade. Este monstro pode
alcançar 40 nós por hora e cada
um dos cinco tripulantes usa um
capacete e traz uma garrafa de
oxigênio junto ao colete salvavidas. Mas estas medidas de
segurança não foram suficientes
para o inglês “Bart”. E algumas
delas devem ser revistas.

46  PERFILNÁUTICO

Catamarã AC72 da equipe Emirates New Zealand

Copa América é
referência
Por ser a competição naútica
mais antiga e disputada do
mundo, a primeira edição foi em
1870, a Copa América é também
um fio condutor da história da
navegação esportiva a vela e, por
consequência, um condensado
dos melhores e maiores projetos
navais do mundo. Não por
acaso, guardadas as devidas
proporções, todas as regatas são
uma escotilha de visibilidade
para os estaleiros e, ao mesmo
tempo, um banco de provas para
testar a resistência, a velocidade,
o deslocamento e a estabilidade
das embarcações, fatores
fundamentais na avaliação de
um veleiro. Nelas, os cruzeiristas
de fim de semana torcem pelos
regatistas, numa clara distinção
social de classes naúticas que tem

a ver mais com a personalidade
do armador do que com a sua
conta bancária.
Uma minoria da elite lança-se
em aventuras como a Vendée
Globe, volta ao mundo sem
escalas, ou a famosa Volvo
Race, pelos três oceanos. E, se
os catamarãs da Copa América

O FUTURO:
MATERIAL E
TECNOLOGIA
representam o futuro, em termos
de material e tecnologia – uma
campanha na competição está
orçada em 100 milhões de
dólares –, o presente à disposição
dos amantes da vela custa bem
menos e proporciona outros
tipos de prazeres.

Lagoon 620: robusto, confortável e seguro

Beneteau
Um catamarã especial e feito para
quem não tem pressa de chegar é
um dos cartões de visita do estaleiro
francês CNB, do grupo Beneteau.
Neste segmento de barco, versões
“owner” e “charter”, os franceses
são imbatíveis. Ainda que a origem
do catamarã seja americana e a
embarcação mais moderna jamais
construída também tenha nascido
nos Estados Unidos, a tradição é
francesa. Robustos, confortáveis e
seguros, eles são uma casa flutuante
com um tanto de energia renovável a
bordo, reduzindo ao mínimo uma das
questões cruciais dos barcos a vela, ou
seja, a produção e o armazenamento
de eletricidade. A nova geração
da série Lagoon foi inteiramente
remodelada pelos arquitetos navais
Marc van Pteghem e Vincente Laurito
Prévost, responsáveis por muitas
vitórias no circuito internacional de
catamarãs, incluindo a Copa América
de 2010, quando o trimarã americano
Oracle, equipado com a vela rígida,
bateu o catamarã suíço Alinghi. E
isto confirma o quanto os regatistas
“trabalham” para a segurança e o
conforto dos cruzeiristas. O Lagoon,
não por acaso, nasceu da divisão de
pesquisa tecnológica avançada do
estaleiro Jeanneau 30 anos atrás.
PERFILNÁUTICO 

47
CAPA

NAVEGAR É PRECISO

O modelo 469 é uma das meninas dos olhos da Jeanneau

A flotilha da Dufour é capitaneada pelo imponente 450 Grand Large

Jeanneau

Dufour

Os franceses também não ficam atrás
quando o tema é veleiro veloz, elegante
e sofisticado. A gama de Sun Odyssey,
da Jeanneau, é um dos exemplos
que devem ser admirados. O modelo
469 é uma das meninas dos olhos do
estaleiro e que fez muito sucesso nas
últimas edições dos Salões Náuticos de
Gênova e de Cannes. A reboque deste
sucesso navega o 41 DS, projetado para
dar ao proprietário a sensação de ter
nas mãos um luxuoso barco maior, de
45 pés. Aliás, a criativa distribuição
dos espaços internos deste estaleiro
aposta na estratégia

A concorrência interna francesa
é grande. E o estaleiro Dufour é a
prova viva de que na disputa de
mercado acabam ganhando todos,
clientes e fabricantes. Ainda na
onda dos prêmios internacionais
recebidos pelo veleiro Dufour 36,
de “Best Crossover”, concedido
pela revista Sailing World
Magazine, e o European Yacht of
the Year, o estaleiro anunciou a sua
presença na Transquadra, a série
de regatas oceânicas, entre elas a
Barcelona-Martinica, com escala
na Madeira. A Dufour já apresentou
dez barcos de 36 pés. Eles vão estar
disponíveis para os velejadores
solitários ou em dupla, como prevê
o regulamento.

	

SUN ODYSSEY DA
JEANNEAU, VELEIROS
ADMIRÁVEIS
de elaborar um espaço suficiente e
transformá-lo em algo que pareça ser
bem maior. Tudo é limado e embutido
ao extremo, assim o espaço útil acaba
sempre ganhando um “upgrade”. E,
de olho nos vizinhos competidores, a
Jeunneau revelou que no próximo mês
de setembro vai lançar o seu Sun Fast
3600, e não deve ser um acaso.

48  PERFILNÁUTICO

O reconhecimento ao projeto 36 é
uma resposta do mercado a uma
embarcação híbrida, que pode ser
usada para cruzeiro ou para regata,
de acordo com as modificações
realizadas pelo proprietário
momentos antes de zarpar do
porto.
Na base em La Rochelle, templo
natural dos veleiros e iatistas do
país, o engenheiro Michel Dufour
empresta o seu sobrenome a um

sofisticado estaleiro que produz
uma das embarcações de maior
prestígio entre os membros da
comunidade náutica internacional.
Uma flotilha digna de ser
capitaneada pelo imponente 450
Grand Large equipado por duas
cabines de armador, cozinha, sala
e mesa de jogos apoiados sobre
um fundo escavado à medida para
“esconder” tudo aquilo que não é
essencial ou que não deve ficar à
mostra.

MICHEL DUFOUR
EMPRESTA SEU
SOBRENOME AO
SOFISTICADO
ESTALEIRO
Naturalmente, entre uma escotilha
e outra estão os armários e
dispensas criados para aproveitar
cada centímetro quadrado da
embarcação empurrada por uma
superfície vélica de 94 metros
quadrados.
PERFILNÁUTICO 

49
CAPA

NAVEGAR É PRECISO

O estaleiro Del Pardo celebra 35 anos com seu 43 pés

Vision 46 da Bavaria: computador de bordo facilita manobras

Bavaria e Grand Soleil
No campo das regatas e nas
rotas dos cruzeiros, os estaleiros
Bavaria, alemão, o Cantiere del
Pardo, italiano, não ficam a ver
navios, franceses, em sua maioria.
O estaleiro Del Pardo, construtor
do Grand Soleil, está celebrando
35 anos de atividades e em grande
estilo comemora o sucesso do seu
novo 43 pés.
As linhas elegantes e extremamente
fluidas escondem um casco
realizado com a mais moderna
tecnologia com o uso de fibra
de carbono e com a técnica de
sandwich. Assim o veleiro garante
maior resistência às forças em jogo,
além de ser mais leve e, por isso
mesmo, mais veloz.

50  PERFILNÁUTICO

A cozinha em L e as três cabines com
dois banheiros fazem do Grand Soleil
43 um dos grandes protagonistas da
temporada que começa neste verão
europeu.

um pouco mais preguiçoso.
O computador de bordo realiza as
manobras apenas com um toque de
botão. O cipoal de cabos e escotas é
coisa do passado. As embarcações
são de fácil leitura.

O BARCO E A VELA
IRÃO SEMPRE NA
DIREÇÃO DE UM JUSTO
EQUILÍBRIO

Cruzeiros e regatas

Já a casa alemã Bavaria traz o rigor
germânico das linhas recheado com
tecnologia de ponta e imerso num
ambiente arejado e iluminado. Os
Vision 42 e 46 facilitam a vida de
qualquer marinheiro de primeira
viagem ou de um velho lobo do mar

Enfim, as opções são muitas
e variadas. Elas são apenas a
ponta do iceberg. Por exemplo, a
escolha do tipo de vela depende da
navegação. Se for para cruzeiro,
uma das opções é de Spectra ou
Dracon por terem vida mais longa,
serem mais econômicas e simples
de confeccionar. No caso das
velas para regata, existem outras
possibilidades, como kevlar, fibra
de carbono, vectram, bem mais
caras e, paradoxalmente, frágeis,
pois precisam ser dobradas com
muita atenção. E não importa se o

iatista navega com o vento a favor
ou contra. O barco e a vela irão
sempre na direção de um justo
equilíbrio. É preciso apenas estar
muito atento para não subestimar
as forças da natureza. “Entre um
casco que flutua, quero dizer,
um barco que possa navegar, e
um veleiro pronto para enfrentar
o oceano, existe um mundo
inteiro: uma multidão de detalhes
para arrumar, transcuráveis e
desprezíveis em zonas portuárias,
mas que se torna um capital no
mar. Uma lista interminável de
coisas para comprar, ajustar,
conservar e prever. E no mar,
mesmo que se tenha previsto
tudo, o imprevisível estará.” Este
é um trecho do livro “60.000
Milhas a Vela”, da iatista francesa e
profetisa dos sete mares Françoise
Moitessier, dona de uma vida
percorrida entre a água e o vento.

PERFILNÁUTICO 

51
CAPA

NAVEGAR É PRECISO

O CORPO, O BARCO,
A NATUREZA
O velejador, antes de tudo, tem espírito desbravador. Um aventureiro em
busca do incerto e do desconhecido
Por Marcelo Buda

52  PERFILNÁUTICO

PERFILNÁUTICO 

53
CAPA

NAVEGAR É PRECISO

Veleiro Tangata Manu, de Ricardo Amatucci

V

elejar é uma atividade
que mistura emoção
e risco, o qual
deve sempre estar
controlado. É o prazer
emocional, ao mesmo tempo
racional, de controle da natureza.
O interesse pela prática da vela
surge, na grande maioria das vezes,
na infância ou na adolescência.
É quando sensações inéditas,
novos sentidos e significados são
descobertos e acompanharão o
jovem iniciante em todas as etapas
da sua vida, seja no barco a vela ou
pelos caminhos em terra firme.
João Calmon, mais conhecido
como Janjão Calmon, proprietário
do veleiro Sweet, um Cal 9.2 de
30 pés, conta que, nos anos 40,
ele e um amigo juntaram suas
economias, fruto de mesada dos
pais, compraram um pequeno
veleiro e começaram a velejar
na represa de Guarapiranga, em
São Paulo. “Nunca mais parei de

54  PERFILNÁUTICO

velejar, até agora, no alto dos meus
77 anos”, orgulha-se Janjão. “O
prazer de velejar traz a curtição
de chegar aos poucos e a liberdade
que sempre me leva ao primeiro
passeio de saveiro. Sempre
que estou no meu veleiro sinto
uma grande alegria.” Travessia
inesquecível? Foram tantas,
responde Janjão. “Atravessar o
Atlântico, talvez Lisboa-Santos
com escala na Ilha da Madeira.”

O PRAZER DO
VELEJADOR ESTÁ
EM ENFRENTAR
SITUAÇÕES DIFÍCEIS,
ASSUMIDAS COM
PERÍCIA
O prazer ao velejar surge não
apenas da sensação de vento no

Marina Bracuhy, em Angra dos Reis (RJ)

rosto, do sol, do céu azul e do banho
de mar em paisagens paradisíacas.
Para o velejador esses prazeres
podem ser bastante agradáveis para
seus passageiros convidados, mas
não o suficiente para ele, que quer
mais: o melhor vento, a melhor
rota, os caminhos mais inusitados,
aquela ilha escondida, aquele ponto
desconhecido e, sempre, o melhor
destino. O prazer de descobrir do
velejador está em enfrentar situações
difíceis, devidamente assumidas com
perícia e enorme satisfação.
Até que Ricardo Amatucci e sua
esposa, Diana, chegassem ao mar
foram alguns anos de aventuras.
“Éramos espeleólogos”, conta
Ricardo. “Após o casamento ficamos
preguiçosos, até que retomamos
nossa vida – digamos – de
aventuras.” O casal, influenciado
pelo pai e pelo avô de Diana, ficou
tentado a conhecer como era isso de
velejar. Os dois fizeram um curso de
vela, alugaram veleiros, velejaram

com diversas pessoas, compraram
pequeno veleiro e, com outro maior,
o Tangata Manu, de 30 pés, em 2009
fizeram uma travessia até Santa
Catarina e em 2010 até Salvador,
passando por Abrolhos. “Levamos
nossa filha, então com nove anos
para todas as viagens. Hoje estamos
vendendo o veleiro para comprar um
maior.” Onde eles vão parar? Caribe?
Europa? “Aonde a paixão pelo mar e o
vento nos levar.”
É claro que para sentir prazer em
velejar não é necessário se aventurar
pelos sete mares e dar uma volta ao
mundo. Um simples passeio pela
costa pode ser bastante agradável, um
fim de semana navegando pode ser
memorável, mas quem nunca sonhou
em sair pelo mundo? Longe de tudo,
perto de si!

Qual o tamanho?
Há um veleiro adequado para cada
uso. Um barco para passeios curtos

de fins de semana não serve
para cruzeiros longos de vários
dias. Veleiros desenhados para
competições não têm o conforto
necessário para a família. Fazer
ajustes e adaptações pode ser

PARA ESCOLHER
O VELEIRO
CERTO, O IDEAL É
EXPERIMENTAR O
MÁXIMO POSSÍVEL
perigoso e colocar em risco a
segurança dos tripulantes.
Para escolher o veleiro certo, o
ideal é experimentar o máximo
possível. Se você não tem
experiência com veleiros, a dica
é começar alugando. Em uma
rápida busca pela internet você

encontrará diversas empresas
de charter que oferecem veleiros
para aluguel. Conversar com
velejadores experientes também é
fundamental.
Se estiver pronto para comprar o
seu veleiro, deve saber para qual
finalidade o barco será usado.
Assim, já tem também a resposta
para as três primeiras perguntas:
Qual o tamanho certo? Quantas
pessoas irão velejar e pernoitar?
Por onde e por quanto tempo irá
navegar? Quanto maior o veleiro, a
tendência é que mais seguro e mais
confortável ele seja. Um veleiro de
23 pés acomoda duas pessoas; um
de 30 pés, três pessoas; um de 40
pés, quatro pessoas; um de 50 pés,
seis pessoas.
A seguir a Perfil Náutico apresenta
uma lista de veleiros que
atualmente são comercializados no
Brasil. A lista é grande, aproveite e
experimente.
PERFILNÁUTICO 

55
CAPA

NAVEGAR É PRECISO

A

Jeanneau apresentou
recentemente ao
mercado brasileiro
dois modelos da
linha Sun Odyssey,
assinados pelo projetista francês
Philippe Briand. Fundado em 1957,
o estaleiro francês é um dos líderes
mundiais na construção de veleiros,
entre eles os da linha Sun Odyssey.
O Jeanneau Sun Odyssey 379 possui
como principal característica a
opção de quilha curta com bolina
pivotante, possibilitando o acesso
a regiões de baixas profundidades,
muito comum em nossa costa nas
Regiões Nordeste e Sul do país.
Este diferencial, em conjunto
com seu leme duplo, torna este
veleiro capaz de ser encalhado em
praias e permanecer estável sobre
sua quilha. Já o Jeanneau Sun
Odyssey 509 conta com uma ótima

Sun Odyssey 379

JEANNEAU

NOVIDADES DA LINHA SUN ODYSSEY
RECÉM-CHEGADAS AO BRASIL

OS DOIS MODELOS
DA JEANNEAU LEVAM
A ASSINATURA DO
PROJETISTA FRANCÊS
PHILIPPE BRIAND
plataforma de popa, amplo salão
central com uma inovadora cozinha
integrada, uma surpreendente
cabine de proa e ainda a opção
do sistema “360 docking”, que
possibilita mover o barco usando
um pequeno joystick.

Salão e cozinha do modelo 379

NONNONONONONONO
NONNONONONONONO
NONNONONONONONO

SERVIÇO

Sun Odyssey 509

56  PERFILNÁUTICO

JEANNEAU NO BRASIL:
MD - BALLY - MARDIESEL
SITE: www.md-bally.com.br
TELEFONE: (21) 2543 1131

A cabine de proa e o amplo salão da 509

PERFILNÁUTICO 

57
CAPA

NAVEGAR É PRECISO

A

Delphia Yachts foi
fundada em 1990
pelos irmãos Piotr
e Wojciech Kot. É
um dos maiores
estaleiros da Polônia, produzindo
para toda a Europa e para os
Estados Unidos. No Brasil são
diversos os modelos disponíveis,
todos são veleiros destinados à
família, oferecendo alto nível de
conforto para as estadias mais
longas a bordo. O Delphia 33.3
tem um banheiro espaçoso e duas
cabines duplas com excelentes
acomodações de luxo. Vale
destacar a cozinha bem equipada
e o salão espaçoso do Delphia
40.3, que possui três confortáveis
cabines. O salão possui uma
mesa para até oito pessoas.

Delphia 40.3

DELPHIA YACHTS

SENTIMENTO DE LIBERDADE
COM SOTAQUE POLONÊS

NO BRASIL A
DELPHIA TEM
DIVERSOS MODELOS
DISPONÍVEIS, TODOS
DESTINADOS À
FAMÍLIA

Delphia 33.3: duas cabines duplas

Cozinha bem equipada e o salão espaçoso do Delphia 40.3

O Delphia 47 é o carro-chefe da
família Delphia. Disponível em
duas versões, com três ou cinco
cabines. O interior moderno
e elegante possui um salão
iluminado e arejado, além de
estar equipado com uma cozinha
muito bem planejada.

SERVIÇO

Delphia 47

58  PERFILNÁUTICO

DELPHIA YACHTS NO BRASIL:
FORUM MARINE
SITE: www.forummarine.com
TELEFONE: (21) 2158 1084

Delphia 47, o carro-chefe da família Delphia: três ou cinco cabines

PERFILNÁUTICO 

59
CAPA

NAVEGAR É PRECISO

M

ichel Dufour fundou o
estaleiro Dufour em La
Rochelle, na França,
em 1964, pensando no
velejador que aprecia
as emoções da vela, bem como o
conforto das comodidades a bordo.
O Dufour 335 é o menor veleiro do
estaleiro e conta com um cockpit
fantástico e um espaço interno muito
bom. O Dufour 36 tem dupla vocação:
cruzeiro e regatas. É rápido, mas com
design atraente e layout interior e
exterior funcional. O Dufour Grand
Large 410 foi projetado para seduzir
tanto proprietário como tripulação. A
área do leme foi ajustada para facilitar

Dufour 335, o menor veleiro do estaleiro

DUFOUR: AS EMOÇÕES
DA VELA COM O
CONFORTO DAS
COMODIDADES A BORDO
a tarefa do comandante enquanto os
convidados têm à disposição uma
cabine espaçosa, largos passadiços
laterais e uma bela plataforma de proa.
E o Dufour 500 chama a atenção pelo
grande espaço interno, com opcional

dufour YACHTS

40 ANOS DE PAIXÃO E MUITO MAIS

O Dufour Grand Large 410 seduz o proprietário e a tripulação
de três ou quatro cabines. A
cozinha é dividida em dois
ambientes. O cockpit traseiro
também é dividido em área de
navegação e área de relaxamento.
A mesa do cockpit transforma-se
em uma cozinha ao ar livre, com
direito a churrasqueira.

SERVIÇO

Dufour 36: dupla vocação: cruzeiro e regatas

60  PERFILNÁUTICO

Dufour 500, espaço interno com três ou quatro cabines

DUFOUR YACHTS NO BRASIL:
DESCOBRE VENTOS
SITE: www.descobreventos.com.br
TELEFONE: (21) 2158 1100

PERFILNÁUTICO 

61
CAPA

NAVEGAR É PRECISO

A

história da Beneteau
começou em 1884 na
França, no cais do Croixde-Vie, em Vendée,
quando o arquiteto
naval Benjamin Beneteau construiu
os primeiros arrastões a vela para
os pescadores. Desde o primeiro
barco de sardinha, o estaleiro tem
se caracterizado pela inovação que
caminha ao lado da paixão pela vela.
O Oceanis 41 está no centro de toda a
flotilha Oceanis, com o seu design e
casco que permitem maior velocidade
e conforto. O Oceanis 48 é um veleiro
que integra funcionalidade com beleza.
Na versão de duas ou três cabines, tem
excelente nível de conforto. E o Oceanis
55 é o mais recente lançamento. Foi

O ESTALEIRO TEM
SE CARACTERIZADO
PELA INOVAÇÃO QUE
CAMINHA AO LADO DA
PAIXÃO PELA VELA

bENETeAU

eleito o melhor veleiro acima de 50
pés no Miami Boat Show 2013. Em
cinco versões, de três a cinco cabines,

ESTALEIRO FRANCÊS PRESTES A COMPLETAR
130 ANOS DE INOVAÇÃO

Oceanis 41: no centro da flotilha

Oceanis 48: funcionalidade e beleza
com dois a quatro banheiros, o
espaço interno foi privilegiado e
as grandes janelas garantem um
interior bem iluminado e arejado.
A plataforma de popa retrátil
estende-se ao nível da água,
garantindo mais aproveitamento
em dias de lazer.

SERVIÇO
BENETEAU NO BRASIL:
SITE: www.beneteau.com.br
TELEFONE: (21) 3478 0045

Oceanis 55: o mais recente lançamento

62  PERFILNÁUTICO

Salão do Oceanis 48

SAILING IMS:
SITE: www.sailingims.com.br
TELEFONE: (21) 3154 9990
PERFILNÁUTICO 

63
Canal Náutico

farmácia a bordo

remédios naturais

No mar é sempre importante estar prevenido e saber como
buscar soluções, caseiras ou não, para problemas comuns

Bicho
geográfico:

A

Gelo. Use uma
toalha e um
saco plástico e
amarre em cima da
coceira. Quanto
mais cedo melhor,
já que o bicho
geográfico morre
de frio.

ssim como em
casa, no barco
é necessário
ter um kit
para socorros.
Afinal, mesmo aproveitando
momentos de lazer, ninguém
está livre de acidentes,
queimaduras do sol, de águaviva ou ferimentos, causados
por um espinho de ouriço-domar, por exemplo. Para que as
pessoas possam aproveitar os
passeios em regiões isoladas
de hospitais e atendimento
médico, uma minifarmácia a
bordo é essencial e, em alguns
casos, obrigatória.

Armazenamento dos
remédios
Devido a temperaturas altas
e umidade acima de 75%,
remédios podem estragar em
um mês, mesmo quando sua
validade é de dois anos. A dica
é guardar medicamentos em
compartimentos herméticos.
Verifique a validade dos
remédios a cada mês e faça a
troca se necessário.
Um kit de primeiros-socorros
deve conter analgésico,
pomadas para queimaduras
e antibacterianas, água
oxigenada, antissépticos,
gaze, ataturas de crepe,
esparadrapo, tesoura e pinça.
Se o barco for grande, acima de
15 passageiros, a Marinha exige
que a sua farmácia de bordo
contenha os seguintes itens:

64  PERFILNÁUTICO

kit náutico
de primeiros socorros
Ácido acetilsalicílico	
Álcool	
Loção de camomila 	
Colírio de clorofenicol	
Antisséptico de timeroBal	
Água boricada	
Água oxigenada 	
Xilocaína	

alívio da dor
assepsia
irritações na pele
infecção ocular

Cloroquina ou mefloquina	
	
	
Clorpromazina	
Antiácido de hidróxido
de alumínio	
Hidróxido de magnésio	
Iodeto de potássio	

Hidratação:

Diarreia:

Água sem gás
ou água de
coco.

Coco verde novo
ou soro caseiro
(uma colher de
sal e duas de
açúcar em
1 litro de água).

para malária
(somente em áreas
de risco)
contra enjoo

Picada de insetos:
Água salgada ou
cebola.

para os olhos
para ferimentos
anestesia local

para indigestão
expectorante

Curativos tipo band-aid
(3 caixas)
Ataduras de crepe
Ataduras de gaze
Cotonetes e esparadrapo

livro de primeiros socorros

Vômito, enjoo:
Termômetro clínico
talas diversas
Bacia de 20 cm de diâmetro
Copos descartáveis
Tesoura reta de 12 cm
Bolsa térmica para água
Torniquete
desinfetante doméstico

Ferimento:
Lavar com água e sabão
de coco e passar iodo
ou Merthiolate.

Assadura:

Manter-se alimentado.
90% dos enjoos por
balanço do mar são
agravados pela falta
de alimentação.

Pomada de própolis.

PERFILNÁUTICO 

65
Canal Náutico

aos pescadores dE Plantão
A nova linha de sonares e
combos PiranhaMax, da Sonar
Humminbird, é ideal para a pesca
esportiva e para os esportes de
recreio. Os equipamentos com
tecnologia de ponta apresentam
tela brilhante modelo Color TFT,
GPS com trackplotting, leitura
de velocidade e profundidade,
além de temperatura de água
e identificação de estruturas e
peixes em cores. São indicados
para uso em barcos de
pequeno e médio porte.

www.aquabrazil.com.br

conjunto tenax

PILOTANDO COM
ESTILO E CONFORTO
O novo banco de piloto Dragonfly, da marca
italiana Besenzoni, foi um projeto minimalista. No
conceito do design, linhas simples dão praticidade
e funcionalidade ao equipamento. O banco possui
assento basculante e braços que podem ser ajustados
manualmente. E, para contribuir com a decoração
da embarcação, o cliente pode escolher cores,
estofamentos e até as formas da costura.

www.besenzoni.it
Os botões Tenax não oxidam, pois são feitos com
bronze niquelado. São ideais para a fixação de
toldos, capotas e coberturas. As peças possuem
sistema de fechamento adequado para tecido,
couro e tapetes e são utilizadas nas indústrias
náutica, automobilística e aeronáutica. Além disso,
seu travamento é automático e sua liberação rápida.
O conjunto é composto por botão, arruela e pino.

www.formulaimport.com.br

66  PERFILNÁUTICO
O motor V12-1650, da
fabricante MAN Truck & Bus
AG, com construção compacta,
impressiona tecnicamente
por proporcionar conforto e
eficiência. Com binário de 5.520
newtons metros a 1.200 rotações
por minuto, tem potência
suficiente em baixas rotações
e é silencioso nas velocidades
médias. O motor foi desenvolvido
para proprietários de iates com
comprimentos até 100 pés, que
gostam de viajar e percorrer
trajetos mais longos.

Canal Náutico

Canal Náutico

ASSINATURA DIGITAL
EM ALTO-MAR

POTENTE E SILENCIOSO

O Certificado Digital é
um serviço que permite a
pessoas e empresas assinarem
documentos e autorizarem
transações de forma segura
e sustentável, de qualquer
parte do mundo. Basta um
computador com acesso à
internet. O primeiro contrato
digital com validade jurídica
em alto-mar foi assinado pelo
velejador Beto Pandiani, por
meio do Portal de Assinaturas
Certisign, que patrocinou
sua última aventura com o
companheiro Igor Bely na
travessia do Atlântico.

www.man-engines.com

ww.certisign.com.br

POTÊNCIA COM
CUSTO JUSTO
A nova linha de motores da Toyama Marine
traz excelente relação custo-benefício, alta
tecnologia e facilidade de utilização e de
manutenção. Seis modelos de popa, de dois
tempos e refrigerados a água, compõem
a linha. Este que você vê na imagem é o
modelo TM 9.8 TS. Bom para o cliente que
quer mais força e potência na navegação.
O equipamento, de 9,8 HP, é composto por
uma marcha à frente, ré e neutro com um
consumo aproximado de 5,1 litros/hora.

www.toyama.com.br

68  PERFILNÁUTICO

LUZ PARA TODA OBRA
A lanterna Super Cree
LED, da LDU do Brasil,
garante luz mais branca,
possui maior durabilidade
e é essencial para passeios
e aventuras ao ar livre. O
equipamento possui dois
níveis de iluminação, zoom
de 2000X e alcance de 150
metros para você enxergar
o que está bem adiante.
O produto tem uma alça
que facilita o transporte
e também pode virar um
miniabajur por meio de um
compartimento de
luz regulável.

www.ldudobrasil.com.br

PERFILNÁUTICO 

69
www.nautilus-hausboote.de

EASYPATH NA
WEB

Terrenos à beira d’água estão
custosos, mas dentro da água
o negócio sai de graça – até
porque água não tem dono.
A empresa alemã Nautilus
Hausboote, especializada nas
inovações das casas náuticas,
oferece imóveis, com pouco
mais de 30 metros quadrados,
em qualquer ponto desejado
de um lago ou represa. A
casa pode ficar ancorada
de maneira provisória ou
permanente. O cliente é
quem manda. Inovação que
surpreende!

MERGULHE EM
UM SONHO

SEGURANÇA NA
VELOCIDADE	

Canal Náutico

Canal Náutico

CASA DA ÁGUA

A Seascooter GTS da Sea-Doo é diversão garantida
para um mergulho dos sonhos. O equipamento,
que atinge até 4,5 quilômetros por hora e vai até
30 metros de profundidade, é projetado para o
uso em água salgada. A bateria possui autonomia
de até uma hora e meia em aceleração normal e 30
minutos com aceleração máxima. A Seascooter
tem sistema de segurança anti-choque, prevenção
de superaquecimento e hélice selado.

Esse é
o mais
novo modelo de
colete salva-vidas da Ativa.
O equipamento, que alia segurança, estilo e
conforto, foi desenvolvido para esportes aquáticos
de alta velocidade. O colete é testado e certificado
pela Marinha do Brasil. O produto está à venda em
três cores: preto, vermelho e laranja.

PLANEJAMENTO DE
REVISÃO ON-LINE	
www.regatta.com.br

www.ativanautica.com.br

A MAIS RÁPIDA DO MUNDO
Os acessórios náuticos da marca EasyPath agora
também podem ser comprados com facilidade e
garantia pela internet. A empresa disponibiliza toda
sua linha de produtos em seu mais novo canal na
web. Vale a pena acessá-lo no conforto de sua casa e
realizar compras direto com o fabricante. A loja online aceita todos os cartões de crédito e também há a
possibilidade de efetuar o pagamento por meio
de boleto bancário.

www.easypathstore.com.br

A Volvo Penta Brasil oferece aos seus clientes
a “Revisão Planejada Volvo Penta”. Em uma
página na internet, a empresa disponibiliza uma
consulta instantânea dos valores dos serviços,
peças e lubrificantes das quatro primeiras revisões
programadas para motores de embarcações de lazer.
A ferramenta on-line visa a oferecer comodidade
aos clientes da marca e à padronização de valores em
todo o território nacional.

www.volvopenta.com.br

A Mercedes-Benz lançou no Miami
Boat Show deste ano a Cigarrete AMG
Electric Drive Concept. A lancha
elétrica de 38 pés é inspirada na
Mercedes SLS AMG Electric e usa a
mesma motorização do automóvel.
Por isso foi considerada a lancha
mais rápida do mundo, chegando
a 160 quilômetros por hora. A nova
embarcação foi criada em parceria
com a Mercedes AMG – divisão de
performance da montadora alemã – e
a equipe de corrida Cigarrete Racing.
A lancha não emite poluente.

www.cigaretteracing.com

70  PERFILNÁUTICO

PERFILNÁUTICO 

71
Canal Náutico

O SUPERIATE PREDADOR

Projetado pelo renomado designer
italiano Christian Grande, o
Acapulco 55 foi idealizado para as
pessoas que amam fortes emoções
e velocidade em alto-mar. O
superiate, de 55 metros, com
design inspirado nos predadores

UM NOVO
CONCEITO
DO FUTURO
www.luizdebasto.com

72  PERFILNÁUTICO

selvagens, destaca-se pela ampla
proa: espaço ideal para um
lazer completo que abriga uma
grande piscina. No interior do
Acapulco, Grande criou cores
que contrastam com materiais
e superfícies com brilho que se

O designer brasileiro Luiz de Basto
apresentou recentemente em seu
site o projeto Quartz 55M. O iate
de 55 metros de comprimento
total possui curvas suaves e é
considerado um novo conceito
para o futuro. Com janelas do
chão ao teto, o Quartz 55 lembra
uma caixa de vidro e foi inspirado
por modernos arranha-céus. A

alternam com o piso fosco. O teto
tem tons de bronze. Um verdadeiro
espetáculo de atitude!

www.christiangrande.com

construção deste iate, segundo o
designer, é “perfeitamente viável,
com um custo que não excede
projetos convencionais do mesmo
tamanho”. No entanto, o desafio
da engenharia para sua realização
está na quantidade de vidro e nas
partes móveis. Tais elementos são
destaques do projeto, tornando-o
único.
A LOJA-CONCEITO – AINDA
SEM NOME ESTABELECIDO –
DEVE INAUGURAR EM JULHO
DESTE ANO, EM SÃO PAULO
e iluminação e automação são
alguns dos diferenciais da loja-

conceito. Além disso, também
terá o serviço de reforma de
embarcações.
Segundo Tânia, a loja será uma
amostra de decoração com tudo
de que o cliente precisa para
personalizar seu barco e decorar
sua casa, por fora e por dentro.

SERVIÇO
Para mais informações sobre o novo empreendimento de Tânia Ortega, ligue
para (11) 4193-3643 ou envie e-mail para tania@tuttoabordo.com.br.

Tânia Ortega, grandes projetos para a Ferretti

ASAS À Imaginação
A designer de interiores do grupo Ferretti Brasil, Tânia Ortega, alça novos rumos e
conta com exclusividade à Perfil Náutico sobre o seu empreendimento próprio
Por Leo Suzuki
Ela sempre foi apaixonada pelo
mar. Seu pai adorava pescar
e vivia no litoral norte de São
Paulo. Seu irmão era velejador e
sonhava em dar a volta ao mundo.
Por ironia do destino, casouse com um velejador. Formada
em Design de Interiores, Tânia
Ortega consolidou sua história
trabalhando no departamento
de marketing do Grupo Ferretti
Brasil.
Durante 20 anos de contrato
exclusivo com o estaleiro, a

74  PERFILNÁUTICO

DE UMA FAMÍLIA
APAIXONADA PELO MAR,
POR IRONIA DO DESTINO
TÂNIA CASOU-SE COM UM
VELEJADOR
designer foi responsável por
decorar grandes projetos e
consequentemente adquiriu
prestígio suficiente para ousar em
sua carreira profissional.
Para Tânia, cada trabalho realizado

é único. “Meu maior projeto de
destaque é sempre o último”,
destaca a designer, que projeta
um empreendimento próprio,
trabalhando com diversas marcas
que abrangem o mercado de
decoração em embarcações,
corporações e residenciais,
além de atender profissionais de
arquitetura e design.

Conforto e requinte, marcas registradas da designer

“Resolvi criar asas e trabalhar
com outras marcas também, com
o mesmo carinho que sempre tive
com a Ferretti.”

PERFILNÁUTICO 

75

Canal Décor

Canal Décor

A loja-conceito – ainda sem nome
estabelecido – deve inaugurar em
julho deste ano, em São Paulo,
na Alameda Gabriel Monteiro da
Silva, local onde estão situadas as
melhores lojas de decoração do
Brasil. O empreendimento é uma
parceria entre as empresas Tutto a
Bordo - a qual Tânia representa -,
Avantime e Sergio Fahrer Design
Mobiliário. Linha de tecidos
importados de alta qualidade,
linhos italianos, revestimentos
austríacos, pisos sofisticados
Canal Décor

PERSONALIZAÇÃO
EXCLUSIVA DA SESSA
A coleção inspirada nas ondas
e nas profundezas do mar,
do designer Fábio Rotella, foi
projetada exclusivamente para
a personalização dos barcos do

estaleiro italiano Sessa Marine. As
estampas, que foram apresentadas
neste ano durante o Design Week
de Milão, arrancaram suspiros
dos visitantes. Na mostra, cada
ambiente decorativo contou
com uma cenografia teatral,
que continha sereias dançantes

Canal décor

decoração náutica e sofisticação a bordo

DURABILIDADE E
FUNCIONALIDADE
Os metais Docol possuem
uma cobertura biníquel
que garante maior durabilidade
em ambientes com elevado índice de
salinidade atmosférica, como regiões litorâneas
e em embarcações. Os produtos passam por testes de
corrosão em laboratório e apresentam resistência de 200
horas em câmara salina – ultrapassando a norma brasileira,
que é de 144 horas, e a europeia, de 180 horas. Ótima opção
para deixar sua embarcação ainda mais bonita e funcional.

www.docol.com.br

76  PERFILNÁUTICO

e motores suspensos com grandes
peixes. A criação também é uma
grande homenagem de Rotella ao
cineasta francês Georges Méliès.

www.sessamarine.com.br

PEQUENOS LUXUOSOS
Projetos de interiores sofisticados
e personalizados, com a mesma
qualidade e requinte dos grandes
iates, é tendência no mercado náutico
contemporâneo. E é essa novidade que
o escritório catarinense Sarah Penido
Arquitetura vem implementando. Seus
projetos, em lanchas de 27 a 50 pés, são
focados na inovação e na tecnologia,
proporcionando aos seus clientes
conforto em um ambiente luxuoso.
O escritório já apresentou seus
trabalhos em grandes eventos náuticos,
como Rio Boat Show, São Paulo Boat
Show e Exponáutica.

www.sarahpenido.com
Uma pequena faísca pode se tornar um incêndio em minutos

fogo a bordo
Por Jorge Nasseh

O

s historiadores
acusam Nero de ter
posto fogo em Roma
e matado a mãe,
um exagero. Talvez
seja em parte verdade. Mas, sem
testemunhas, os historiadores
da época, especialmente Tácito
e Seutônio, com os salários
atrasados, não pouparam o
imperador lunático. No ano 64
d.C., durante cinco dias, o fogo
destruiu mais da metade da cidade
com um número incalculável de
mortos.
Dizem que Nero gostaria de
fazer uma reforma arquitetônica
em Roma e remover boa parte
dos prédios e barracas de um
“camelódromo” perto do seu

78  PERFILNÁUTICO

palácio e mandou atear fogo em
tudo. O mais provável, porém,
é que nestas construções de
madeira, ocupadas por escravos
e prostitutas, que usavam fogo
para cozinhar, iluminar e aquecer
o ambiente, o incêndio tenha se
iniciado acidentalmente. Depois
que o fogo começou, um vento
forte o fez se alastrar em minutos.

PARA OCORRER FOGO A
BORDO SÃO NECESSÁRIOS
TRÊS ELEMENTOS:
CALOR, COMBUSTÍVEL E
COMBURENTE
Dizem, inclusive, que, do terraço
do palácio, vendo a cidade em

chamas, Nero começou a tocar sua
lira, mas isso também não deve ser
verdade.
A situação é bem parecida
quando um barco de fibra ou de
madeira pega fogo. Nada como
uma mistura de fiação elétrica
e combustível, condimentados
por água, sal e vento, para uma
pequena faísca se tornar um
incêndio em minutos. Para ocorrer
fogo a bordo são necessários três
elementos: calor, combustível e
comburente, este normalmente
é o oxigênio. Vapores do tanque,
vazamentos nas mangueiras e
porão sujo misturam-se com
o ar criando uma atmosfera
explosiva na casa de máquinas
ou no porão da lancha. A fonte

Outra situação séria é um curtocircuito cujo calor gerado queime
matérias inflamáveis próximas. A
lista é grande: tecidos, forrações,
carpetes, espumas, tintas, adesivos.
Circuitos mal dimensionados,
não acondicionados em material à
prova de fogo, espaguetes plásticos,
terminais mal fixados são fontes
certas de problemas, pois do outro
lado você tem fogão elétrico, secador
de cabelo, micro-ondas, alimentação
de terra. Caso mal instalados, em
locais com pouca ventilação, a
temperatura pode ficar tão alta
que algum material em volta pode
inflamar e gerar um grande incêndio
em segundos.
Uma pesquisa da guarda costeira
americana mostra que 90% das
ocorrências de fogo são geradas por
três problemas que os estaleiros
deveriam evitar. Mais da metade
são relacionados aos sistemas de
corrente contínua, como baterias,
cabos de conexões e ligação, fiação
de bomba de porão ou mesmo a
abrasão da fiação passando por locais
onde haja vibração ou contato com
equipamentos metálicos que podem
cortar a fiação. Cabos conectores
de energia de terra também estão

na lista. O segundo problema
mais frequente é o péssimo
dimensionamento da ventilação
da praça de máquinas que eleva
a temperatura até uma possível
combustão. Não são raros os casos

TRÊS PROBLEMAS QUE OS
ESTALEIROS DEVERIAM
EVITAR SÃO RESPONSÁVEIS
POR 90% DAS OCORRÊNCIAS
DE FOGO
em que o sistema já começou
a derreter até que alguém abra
a porta ou tampa da praça de
máquinas. O oxigênio que entra e
BUM!!!!

O último caso são os vazamentos
de combustível no porão.
Frequentes em tanques de
combustível, mangueiras de
alimentação e retorno, que não
cumprem as determinações de
estanqueidade e testes da norma
NBR 14574 da ABNT.
As determinações para evitar
fogo a bordo não só dependem
da qualificação do estaleiro, mas
do conhecimento dos donos de
barcos em saber se os sistemas
elétricos, tanques e alimentação
de combustível estão de acordo
com a Norman 3 (Norma da
Autoridade Marítima Brasileira)
e a NBR 14574 (Norma Brasileira
para Construção de Embarcações
em Fibra de Vidro).

Vapores, vazamentos e porão sujo: uma atmosfera explosiva

PERFILNÁUTICO 

79

Construtor
Canal do Construtor

Canal do Construtor
Canal do Construtor

de ignição para iniciar o fogo pode
ser um grande curto-circuito, uma
pequena centelha ou um local com
temperatura acima do ponto de
fulgor do combustível. Eliminando
qualquer um dos elementos não há
fogo. Manter as tampas abertas não
é muito chique, mas ajuda muito,
pois a ventilação e a renovação do ar
não deixam a mistura inflamável se
concentrar a níveis que permitam
ocorrer a combustão. Uma mistura
muito pobre dificilmente inflama,
assim como um ambiente onde só
tenha vapor de combustível não
inflamaria por falta de oxigênio, mas
é melhor não arriscar, pois o oxigênio
está em todo lugar.
colunna 285
www.colunna.com.br

barcos nacionais e importados, que navegam em águas brasileiras

Índice
Nesta edição fomos buscar duas embarcações brasileiras, uma do Rio de Janeiro e outra de
São José dos Pinhais – na Região Metropolitana de Curitiba. A carioca Colunna 285 é a lancha
que estava faltando no catálogo do estaleiro Colunna, um projeto realizado a pedido de
clientes. A Triton 345 é novinha em folha. Trata-se do oitavo modelo lançado pelo estaleiro
paranaense Way Brasil, que agora coloca no mercado uma lancha ideal para a família.
De fora do Brasil trazemos outros dois barcos, um americano e outro alemão, ambos disponíveis
no mercado nacional. A americana Chris-Craft, conhecida por seus barcos clássicos, remodelou
a Corsair 32, apresentou-a no salão náutico de Cannes em setembro de 2012 e agora a traz
para o Brasil. O estaleiro alemão Bavaria também chega com uma nova embarcação: a Fly
420 Virtess, que no início do ano recebeu nada menos do que o PowerBoat Europeu.
E, da Turquia, você vai conhecer o perfil do estaleiro Numarine, que também promete novidades para o
público brasileiro. Fomos a Gebze, ao lado de Istambul, conversar com Omar Malaz, o dono do estaleiro.
Ele não tem a pretensão de conquistar o mundo, mas faz o possível para explorar novos mares.

81

Colunna 285

O novo barco de 28 pés foi lançado a pedido dos clientes

89

Corsair 32

97

Triton 345

105
113
80  PERFILNÁUTICO

A versão 2013 do iate que dá continuidade
à lenda Chris-Craft

Um barco fabricado para a família

Fly 420 Virtess

O primeiro dono brasileiro pode ser você

Numarine

Escritório asiático com vista para a
Europa e olhos para o Brasil

28,5 pés e capacidade para dez pessoas

A lancha que
estava faltando
De olho nas necessidades dos seus clientes, a
Colunna lançou seu novo barco de 28 pés
Por Amanda Kasecker

PERFILNÁUTICO 

81
colunna 285

Itens para personalização ao gosto do cliente

O

estaleiro Colunna Yachts está fechando
seu leque. Depois de quase 20 anos de
experiência no mercado náutico e de
ter barcos de 23, 32 e 43 pés, a empresa
resolveu lançar aquele que estava
faltando. Em outubro de 2012, foi lançada no São
Paulo Boat Show a Sport Cruiser 285, uma 28,5 pés
com capacidade para dez pessoas.

82  PERFILNÁUTICO

A 285 PODE SER
EQUIPADA COM UM
OU DOIS MOTORES DE
RABETA, A GASOLINA OU
A DIESEL, DE 300 A 440 HP

Com projeto inteiramente exclusivo da Colunna, a
lancha vem para suprir as necessidades daqueles que
querem um barco maior para passeio e pernoite ou
então dos que preferem algo mais acessível, prático,
mas sem perder estilo nem conforto.
A Sport Cruiser 285 pode ser equipada com um ou
dois motores de rabeta, a gasolina ou a diesel, de 300
a 440 HP, garantindo boa navegabilidade. Além disso,
foi criada com um alto padrão de estilo e qualidade,

visíveis na montagem das cabines. Com espaço interno
bem aproveitado, quatro pessoas podem pernoitar
na lancha, que ainda possui mais de 30 itens para
personalização. Tudo ao gosto do cliente.

ALTO PADRÃO DE ESTILO E
QUALIDADE, VISÍVEIS NA
MONTAGEM DAS CABINES
PERFILNÁUTICO 

83
colunna 285

Ao gosto do cliente
Eduardo Colunna explica que, depois de passar pela
experiência de produzir barcos de tantos tamanhos, a
empresa identificou que havia um público carente de
barcos com cerca de 28 pés. São aquelas pessoas que
prezam por qualidade, já têm um barco menor e estão
precisando de um maior, mas ainda não encaram algo
tão grande, como uma de 35 ou 40 pés.

CASCO FEITO com
MATERIAIS DE PRIMEIRA
LINHA, ALTAMENTE
RESISTENTEs NA
LAMINAÇÃO

Criada a pedido dos clientes Colunna
“O comprador dessa lancha é exigente e sofisticado
em termos de qualidade e durabilidade; um público
que tem barcos menores e quer um maior”, identifica
o empreendedor. “Foi uma necessidade de mercado.
Nós tínhamos um modelo de 23,5 pés e outro de 32,5
pés e existia uma lacuna muito grande entre esses dois
modelos. Nossos clientes nos pediram muito um barco
desse tamanho (28,5 pés) e, mediante este principal
fator, desenvolvemos este novo projeto de grande
sucesso.”

84  PERFILNÁUTICO

Assim surgiu a Colunna Sport Cruiser 285. Seu projeto
foi desenvolvido pelo estaleiro em um trabalho de
seis meses que partiu do zero. “O projeto e o design
começaram do zero e são uma exclusividade da
empresa Colunna Yachts”, explica Eduardo Colunna.
“Não nos baseamos em nenhum outro barco da
categoria. Foi algo pensado somente por nós.”
O resultado de tanta dedicação foi uma lancha com
amplo solário de proa, confortáveis espaços para

PERFILNÁUTICO 

85
colunna 285

dormir e muitos itens para personalização.
“A Colunna realizou diversas pesquisas no
mercado para avaliar a concorrência e verificar
o que há de melhor no mercado para atender
às necessidades do nosso cliente, no arranjo do
cockpit, no espaço interno da cabine... o barco foi
projetado com o que há de melhor no mercado”,
conta o empresário.
Na área externa, o primeiro destaque fica por
conta do encosto do banco do piloto. Ele é
rebatível, o que possibilita pilotar a lancha em pé
ou sentado. Isso, de acordo com Colunna, ainda
permite que se tenha um enorme solário de popa,
um grande compartimento criado na popa, logo
abaixo do solário, e ainda um bom espaço na casa
de máquina, proporcionando conforto para a
realização de revisões mecânicas. Um dos itens
opcionais desta área da lancha é a churrasqueira
elétrica, que deixa os dias muito mais proveitosos
e com um jeitinho brasileiro.

O PROJETO FOI
DESENVOLVIDO PELO
ESTALEIRO EM UM TRABALHO
DE SEIS MESES QUE PARTIU
DO ZERO

Pé-direito da cabine e do banheiro entre os maiores da categoria
E, por falar em design, esse é um dos pontos
essenciais da parte interna da 285. Nesse quesito,
o que se observa de predominante na lancha é
utilização inteligente de espaços. O barco possui
uma cabine com sofá que vira cama, uma cama
à meia-nau e um banheiro. Tanto o pé-direito
da cabine como o do banheiro são os maiores da
categoria, segundo Colunna.
Um detalhe da cabine interessante é que toda a

Outro destaque é o casco da 285. “É feito de
materiais de primeira linha: gel, resina, tecidos de
fibra de vidro, reforço com colmeia de polietileno,
formando um ‘sandwich’ altamente resistente na
laminação”, define o proprietário do estaleiro.
“Ainda é possível ousar na decoração, que é
opcional e da escolha do cliente.”
Como diferencial tecnológico, Colunna diz que
uma das coisas que realmente fazem a diferença
é que os produtos são feitos com materiais de
primeira linha, com alta qualidade estrutural e
de um acabamento de requinte e design moderno.
“Na confecção dos barcos Colunna são utilizados
materiais de alta tecnologia, como a colmeia de
abelha (Honey Comb) aplicada em placas no piso,
paredes e laterais de todo o casco como medida de
reforço, caracterizando um produto mais leve e de
alta resistência.”

86  PERFILNÁUTICO

QUALIDADE ESTRUTURAL,
ACABAMENTO DE REQUINTE
E DESIGN MODERNO
iluminação é feita com LED, tendo baixo consumo
de energia. Outro ponto positivo são os tecidos
utilizados na confecção do estofamento da cabine
interna: resistente a intempéries; ou seja, material
náutico resistente a mofo e a raios ultravioleta.
Na área externa, diversos itens opcionais

PERFILNÁUTICO 

87
colunna 285

CORSAir 32
www.americanboat.com.br

Cabine com sofá que vira cama
A cama à meia-nau é ambientada com grandes janelas
de vidro nas laterais do casco, várias vigias e gaiuta,
que permitem excelente ventilação na cabine. A cama
ainda pode ser transformada em sofá, criando uma
sala. Logo ao lado, há espaço para uma geleira com
capacidade de 130 litros e ainda um compartimento
à parte para receber uma caixa térmica sem que
atrapalhe o espaço interno da lancha.

SERVIÇO
COLUNNA YACHTS
SITE: www.colunna.com.br
TELEFONE: (11) 4366 2800

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS
COMPRIMENTO TOTAL: 8,7 m

COMPRIMENTO TOTAL: 8,7 m

BOCA MÁXIMA: 2,85 m

Corsair 32, lançada em setembro de 2012
BOCA: 2,85 m

TANQUE DE COMBUSTÍVEL: 200 L / 280 L (opcional)
TANQUE DE ÁGUA: 100 L
CALADO DO CASCO: 0,50 m
PASSAGEIROS: 10 diurno / 4 noturno
ÂNGULO “V” DA POPA (DEADRISE): 21°
PESO APROXIMADO DO CASCO SEM MOTOR: 2.300 kg
ALTURA DA CABINE: 1,81 m
Perfil

Planta
Externa
Planta
Interna

CLÁSSICO E
CONTEMPORÂNEO
A VERSÃO 2013 DA CORSAIR 32 DÁ CONTINUIDADE AO PERFIL DA MARCA
CHRIS-CRAFT, O LENDÁRIO ESTALEIRO QUE NAVEGA COM ESTILO DESDE 1874
Por Leo Suzuki

88  PERFILNÁUTICO

PERFILNÁUTICO 

89
CORSAir 32

A

companhando a tradição e o renome
do lendário estaleiro americano ChrisCraft, a nova Corsair 32 foi remodelada
e lançada oficialmente no mercado em
setembro de 2012 durante o Cannes Boat
Show. Em fevereiro, deste ano, a lancha foi um dos
alvos de atenção do público em sua estreia no Miami
Boat Show. Com quase 11 metros de comprimento
total, a Corsair 32 carrega o DNA da Chris-Craft, pois,
segundo seu presidente, Steve Heese, a linha Corsair
foi construída pela necessidade de preencher a série
de convés fechado da marca. No Brasil, o distribuidor
exclusivo dos barcos Chris-Craft é a empresa American

90  PERFILNÁUTICO

A linha preenche a série de convés fechado da marca

NO BRASIL, O
DISTRIBUIDOR EXCLUSIVO
DOS BARCOS CHRIS-CRAFT
É A EMPRESA AMERICAN
BOAT, LOCALIZADA EM
JOINVILLE (SC)

Boat, localizada no bairro Cubatão, em Joinville, Santa
Catarina. O diretor comercial da American Boat,
Guilherme Weber, comenta que a Corsair 32 se destaca
por características como agilidade, esportividade,
navegabilidade e conforto. “Oferece mais conforto que
um barco de 25 pés e conta com a mesma esportividade
de um barco de 36 pés.”
Fortalecendo a história da marca americana, que desde
1874 vem ditando tendências no mundo náutico, a
Corsair 32 alia robustez e design contemporâneo com
os melhores acabamentos e materiais disponíveis

no mercado. O iate é uma ótima opção para os
aventureiros de plantão, que gostam de embarcar
em alto-mar durante a noite, ou para os mais
tranquilos, que preferem apenas passar algumas
horas de deslumbre à luz do sol. Como a maioria das
embarcações, a Corsair 32 é personalizável. O cliente
pode escolher os motores, os itens opcionais e uma
infinidade de opções de cores interiores e exteriores,
como o novo Metallic Cashmere – presente no iate das
fotos. Além disso, há a possibilidade de se fazer uma
pintura personalizada, na qual se misturam as cores,
deixando o barco com o estilo do cliente.

PERFILNÁUTICO 

91
CORSAir 32

Clássico e funcional
As linhas externas da Corsair 32 são clássicas, marca
registrada do estaleiro Chris-Craft. Na proa, há uma
claraboia, para facilitar a ventilação natural do interior,
e o teto solar, que percorre toda a extensão da proa,
permitindo a entrada de luz natural. O solário de popa,
com almofadas removíveis, acomoda confortavelmente
duas pessoas. A plataforma de popa, feita de teca
envernizada, possui chuveiro com água quente e fria,
além de escada retrátil, que permite fácil acesso para
um mergulho em alto-mar. No convés, sofá em forma
de U que pode ser utilizado tanto para um banho de sol
quanto para os momentos em família, pois o assento

LINHAS EXTERNAS CLÁSSICAS,
MARCA REGISTRADA DO
ESTALEIRO CHRIS-CRAFT
dianteiro, próximo à escotilha do motor, esconde uma
mesa de cockpit feita de madeira teca. No posto de
comando, uma poltrona para o copiloto, localizada em
frente à porta de acesso da cabine, e outra para o piloto,
no lado estibordo – com geladeira acoplada na parte
inferior –, acomodando duas pessoas.

ÓTIMA OPÇÃO, TANTO PARA
NAVEGAÇÃO EM ALTO-MAR
DURANTE A NOITE QUANTO
PARA ALGUMAS HORAS À LUZ
DO SOLn

92  PERFILNÁUTICO

PERFILNÁUTICO 

93
CORSAir 32

A lendária Chris-Craft
	
A história da marca iniciou-se em 1874, quando
Christopher Columbus Smith, com apenas 13 anos,
construiu seu primeiro barco de madeira para caçar
patos. Em 1930, a Chris-Craft tornou-se o maior
construtor mundial de barcos a motor. Smith foi o
pioneiro em alcançar o limite das possibilidades em
suas primeiras embarcações. A empresa impulsionou o
piloto Gar Wood a uma série de recordes de velocidade
e, consequentemente, adquiriu uma popularidade sem
precedentes.
Durante a Segunda Guerra Mundial, a Chris-Craft
construiu cerca de 12 mil barcos de patrulha, lançou
utilitários e veículos de resgate para a Marinha e para o
Exército dos Estados Unidos. No período pós-guerra, a
empresa expandiu a produção de barcos de madeira e

Versatilidade na cabine, com mesa para refeições
A parte interna da Corsair 32 abriga uma luxuosa
cabine com cama em V, que hospeda duas pessoas
no pernoite. Vem equipada com um televisor de tela
plana de 22 polegadas e sistema de som ambiente. Os
armários na versão padrão são de madeira cerejeira e
podem ser personalizados com até três combinações de
cores. A cozinha é equipada com fogão, micro-ondas e
geladeira, e o banheiro é completo.

UM ÍCONE AMERICANO.
A EMPRESA CONQUISTOU
CLIENTES FAMOSOS E
ESTRELAS DE HOLLYWOODn

Os motores de centro-rabeta, a gasolina, na versão
padrão, são da Mercury, modelo 377 MAG, com 300 HP
de potência cada um. Na versão personalizada, há uma
gama de opções para equipar o iate, podendo chegar
até dois motores de 430 HP com o modelo Mercury
8.2. A única opção de motorização a diesel é o modelo
Volvo D4, com 300 HP. O tanque de combustível tem
capacidade para 700 litros.

Duas camas de solteiro em V transformam-se em cama de casal

94  PERFILNÁUTICO

lançou uma gama totalmente nova de barcos de recreio,
aguardando as prosperidades dos anos de 1950. Na época,
a Chris-Craft tinha 159 modelos de barcos de madeira
para praticamente todo tipo de busca de lazer na água.

Armários de madeira cerejeira podem ser personalizados

PERFILNÁUTICO 

95
triton 345

CORSAir 32

www.waybrasil.com.br

Na proa, teto solar e uma claraboia, para ventilação e iluminação da cabine
O nome Chris-Craft tornou-se um ícone americano.
A empresa conquistou clientes famosos e estrelas
de Hollywood, como Katharine Hepburn, Martin
Dean, Elvis Presley e Frank Sinatra. Os barcos eram
os melhores disponíveis no mercado e tinham o
diferencial da fácil operação.
Em 1955, a marca começou a fabricar barcos de fibra
de vidro. A partir de 1960, a empresa passou por uma
série de reestruturações societárias e mudanças de
propriedade. Neste período a Shields & Company and
National Automotive Fibers a comprou.

Atualmente, a Chris-Craft é uma empresa privada
sediada em Sarasota, na Flórida. Embora já não mais
construa barcos com cascos de madeira, esta matériaprima ainda é uma característica importante em todos
os barcos Chris-Craft. A lendária marca representa
uma verdadeira história americana pela ousadia em
estabelecer novas tendências para o mercado náutico.

SERVIÇO
SITE: www.americanboat.com.br
TELEFONE: (47) 3205 7000
Triton 345: espaço para todos

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS
COMPRIMENTO TOTAL: 10,4 m
BOCA: 3,10 m

COMPRIMENTO TOTAL: 10,4 m
BOCA: 3,10 m
DESLOCAMENTO: 5.420 kg
CAPACIDADE DE COMBUSTÍVEL: 700 L
CAPACIDADE DE ÁGUA: 132 L
ÂNGULO DE POPA: 22°
CALADO MÁXIMO: 99 cm
Perfil

Planta
Externa
Planta
Interna

Um barco de família
Seguindo a filosofia familiar, o estaleiro Way Brasil
apresenta seu mais novo barco: a Triton 345
Por Amanda Kasecker

96  PERFILNÁUTICO

PERFILNÁUTICO 

97
triton 345

D

e família para famílias. O estaleiro Way Brasil
produz, entre outras, as embarcações com a
marca Triton Boats, desenvolvidas para o lazer
das famílias mais exigentes. É exatamente
essa a filosofia que vem sendo seguida há
quase 30 anos. Com uma história de muito trabalho e amor
pelo mercado náutico, o estaleiro hoje é reconhecido pela
qualidade, pela segurança e pela inteligência nos projetos, que
sempre prezam pelo aproveitamento de espaço e excelente
custo-benefício.

98  PERFILNÁUTICO

HÁ QUASE 30 ANOS
FABRICANDO
LANCHAS PARA O
LAZER DAS FAMÍLIAS
MAIS EXIGENTES

PERFILNÁUTICO 

99
triton 345

A caçula prodígio
“A Triton 345 é um barco destinado a todos aqueles que
amam o mar e sentem o prazer em navegar dentro de
uma excelente embarcação”, define Allan P. Cechelero,
filho de José Maria e responsável pelo departamento de
marketing da Way Brasil. “Ela é reconhecida como um
barco para a família, pelo conforto no espaço externo
e no interno, tendo bastante área para convivência,
aproveitamento do sol e descanso.”
Seguindo o princípio da Triton 360, pouca coisa muda
na 345, além do óbvio: o tamanho. “A navegabilidade
do modelo 360 já é excelente, sendo assim trabalhamos

para que este novo modelo (345) também tivesse uma boa
navegação”, comenta José Maria Cechelero. “Para isso
aproveitamos o casco da 360 e fizemos pequenos ajustes,
mantendo as características para uma boa navegação.”

“PENSAMOS EM APROVEITAR
AO MÁXIMO, PARECENDO UM
BARCO MAIOR” - Jóse Maria Cechelero Jr.
Ainda de acordo com o proprietário da Way Brasil,
os espaços externo e interno foram as principais
características pensadas no projeto. “Pensamos em
aproveitar ao máximo, parecendo um barco maior,

O barco de 34,5 pés é o oitavo modelo da marca
Seguindo os mesmos conceitos que mantém desde o
surgimento de seu primeiro barco da linha Triton, no
ano 2000, a Way Brasil lançou recentemente a Triton
345. O barco de 34,5 pés é o oitavo modelo da marca.
De acordo com o proprietário do estaleiro, José Maria
Cechelero Jr., a nova lancha surgiu da necessidade de
alguns clientes. Além disso, segundo ele, o próprio
mercado pedia um modelo nesta faixa de tamanho.
Antes da 345, o estaleiro tinha um intervalo grande
entre os tamanhos de suas lanchas: pulava de 29 pés
para 36 pés. E foi justamente a 360, de 36 pés, a grande
inspiração para José Maria, que demorou cerca de dez
meses para desenvolver o projeto da 345.

100  PERFILNÁUTICO

“Nós diminuímos e readequamos o modelo da Triton
360”, revela.
A 360 surgiu em 2009 como um verdadeiro presente de
aniversário para a Way Brasil. O estaleiro acabava de
completar 25 anos desde o seu surgimento com projetos
de kits de buggy de fibra de vidro e apresentou no Rio
Boat Show daquele ano uma lancha com capacidade
para 12 pessoas durante o dia e cinco em pernoite,
camarote fechado, banheiro com box exclusivo e
cozinha com tampo de granito. Como uma grande
família, em que sempre cabe mais um, a Way Brasil
procurou inserir todas essas qualidades na 345.

Versatilidade do salão: cama vira sofá com mesa

A TRITON 345 É RECONHECIDA PELO CONFORTO NO ESPAÇO
EXTERNO E NO INTERNO

PERFILNÁUTICO 

101
triton 345
Outro detalhe que faz o barco parecer maior é o pédireito de 1,95 metro. Inclusive o banheiro tem ótima
altura e o box para banho é fechado. Um detalhe é
que desde a criação do menor modelo da marca – o de
20 pés – a Way Brasil fez questão de dar uma atenção
especial ao espaço do banheiro.
As janelas são panorâmicas e o solário de proa tem
encosto regulável. A cozinha vem equipada com
armários superior, inferior e gavetas, e os itens
eletrônicos estão dentro dos opcionais. São eles:
geladeira, micro-ondas, fogão, além de outros, como
televisão, ar-condicionado e churrasqueira em inox.
A personalização do barco é feita de acordo com o
gosto do cliente, incluindo opções de pintura especial,
estofamento, cor da lâmina da madeira e outros.
Já na área externa, o convés e cockpit tem a opção de
abrigar um amplo solar de popa ou então pode-se fazer
um fechamento com uma geleira. Também tem muitos
sofás bem distribuídos.

Sucesso desde o lançamento
A Triton 345 foi sucesso desde seu pré-lançamento. No
São Paulo Boat Show 2012 foi feito o lançamento do seu
projeto e na ocasião seis unidades já foram vendidas.
Agora, após o lançamento oficial no Rio Boat Show, o
número subiu para 13.

Opção da cabine à meia-nau fechada

Acima: banheiro. Abaixo: decoração personalizada

e isso fica bem exemplificado no banheiro e
nas cabines. Além disso, priorizamos um novo
design externo que atendesse à evolução e à
modernidade do mercado com linhas mais
agressivas e harmônicas.”

CAPACIDADE PARA
12 PESSOAS, SENDO
QUATRO PARA PERNOITE
De fato, o aproveitamento de espaços fica bem
evidenciado. A lancha tem capacidade para 12
pessoas e acomoda até quatro para pernoite em
duas camas de casal, sendo uma de proa e uma
de meia-nau, tendo esta última a possibilidade
de ter fechamento em madeira, dando maior
privacidade.

102  PERFILNÁUTICO

Cama de casal da cabine à meia-nau

PERFILNÁUTICO 

103
BAVARIA FLY 420 VIRTESS

triton 345

www.descobreventos.com.br

Os principais compradores têm sido os próprios clientes
da marca. “Eles vêm crescendo junto com a nossa
marca e nos pediram um barco maior para continuarem
fiéis”, afirma o proprietário da Way Brasil.	

Um pouco de história... de hobby a
negócio
Apesar de a marca Triton ter surgido no mercado
náutico apenas no ano 2000, a história do estaleiro Way
Brasil é bem mais antiga. Na década de 80, o engenheiro
mecânico José Maria Cechelero Jr. começou a explorar
o mercado com a fabricação de diversos produtos com
a fibra de vidro. O início, em um pequeno barracão em
Curitiba, foi quase que um hobby. José Maria resolveu
se aventurar confeccionando um molde de buggy. Não
foi preciso muito tempo para que começasse a testar seu
negócio na água. Em 1995 surge o Estaleiro Way Brasil
com os barcos da família Quest, destinados à pesca.
O negócio deu certo e cinco anos depois começaram
a ser criados os barcos da linha Triton. Hoje são oito
modelos, de 20 a 36 pés. Atualmente a empresa conta
com 65 funcionários.

SERVIÇO
SITE: www.waybrasil.com.br
TELEFONE: (41) 3278 7433

Sucesso desde o pré-lançamento

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS
COMPRIMENTO: 10,45 m

COMPRIMENTO TOTAL: 10,45 m

BOCA: 3,25 m

BOCA: 3,25 m

PESO: 3.500 kg
CAPACIDADE DIA: 12 pessoas
CAPACIDADE NOITE: 4 pessoas
TANQUE DE COMBUSTÍVEL: 360 L
TANQUE DE ÁGUA: 200 L
MOTORIZAÇÃO GASOLINA: 1x380 HP a 2x300 HP
MOTORIZAÇÃO DIESEL: 1x350 HP a 2x220 HP
Perfil

Planta
Externa
Planta
Interna

Fly 420 Virtess: design, segurança e manuseamento a bordo

O alemão quer
invadir sua praia
O estaleiro alemão Bavaria acaba de ganhar prêmios
pela sua nova linha Virtess. A boa novidade é que o dono
do primeiro modelo da linha no Brasil pode ser você
Por Amanda Kasecker

104  PERFILNÁUTICO

PERFILNÁUTICO 

105
BAVARIA FLY 420 VIRTESS

O

mais puro luxo europeu ao alcance dos
brasileiros. O estaleiro alemão Bavaria
recebeu no início de 2013 o Powerboat
Europeu do Ano por sua nova embarcação
com flybridge. No Boot Düsseldorf, quem
brilhou na noite de gala Flagship foi a Fly 420 Virtess.
Design, segurança e manuseamento a bordo estavam
entre os principais critérios de teste.

106  PERFILNÁUTICO

O prazer de pilotar com “os cabelos ao vento”

O ESTALEIRO ALEMÃO
BAVARIA RECEBEU
NO INÍCIO DE 2013 O
POWERBOAT EUROPEU
DO ANO

Jens Ludmann, diretor-geral da Bavaria, comemorou.
“Vencer o Powerboat Europeu do Ano com a nossa nova
flybridge é um marco importante na história do nosso
estaleiro.”

A principal diferença entre os dois é visível no próprio
nome: a Coupé não possui o flybridge. Para compensar,
foi projetado um teto panorâmico para que se tenha a
mesma sensação de pilotar com “os cabelos ao vento”.

A Fly 420 Virtess faz parte da linha de luxo do estaleiro
alemão, que inclusive já tem um segundo modelo: a
Coupé 420 Virtess, lançada alguns meses depois da Fly.

A boa notícia para os brasileiros é que todo esse luxo já
está ao nosso alcance. A Descobre Ventos, empresa que
representa a Bavaria (motor) no Brasil há pouco

PERFILNÁUTICO 

107
BAVARIA FLY 420 VIRTESS

DESIGN DO INTERIOR E DO
EXTERIOR DA TOO DESIGN,
DO ITALIANO MARCO
CASALI

Três cabines, uma máster e duas duplas
mais de um ano, está ansiosa para ver a primeira
Virtess navegando em águas brasileiras. Rui Pimenta,
representante comercial da revendedora brasileira,
comenta que a linha chegou ao Brasil e aguarda seu
primeiro comprador.

UM SEGREDO DEIXA A
VIRTESS AINDA MAIS
ATRATIVA. SEUS 42 PÉS SÃO,
NA VERDADE, 44,5
As vantagens são tantas que fica difícil enumerálas. De acordo com Pimenta, além do preço bastante
competitivo, a linha Virtess oferece muitos diferenciais

e opcionais, como, por exemplo, as escolhas das madeira,
do revestimento e dos tecidos. Mas o principal destaque
fica por conta das três cabines, uma máster e duas duplas.
“A maioria dos barcos desse tamanho oferece apenas
duas”, explica Pimenta. Isso, de acordo com ele, acaba
permitindo que se tenha uma cabine para marinheiros
em caso de pernoite, já que os iates dessa categoria não
têm espaço para eles.
Um segredo deixa a Virtess ainda mais atrativa. Seus
42 pés são, na verdade, 44,5. Rui Pimenta explica: “A
plataforma de popa submergível não é contada nessa
medição do barco. Quando incluída, temos uma 42 que
equivale a uma 44,5 pés.”
Com tudo isso fica difícil resistir à invasão do luxo
germânico em nossa praia. 	

A LINHA VIRTESS OFERECE MUITOS DIFERENCIAIS E OPCIONAIS:
MADEIRA, REVESTIMENTO E TECIDOS
108  PERFILNÁUTICO

O mais puro luxo
Com um grande know-how e renome
internacional na construção de iates, a Bavaria
não poderia deixar por menos. Segundo o
estaleiro, a linha Virtess foi desenvolvida em
diálogo com os clientes. “Com a Virtess criamos
uma linha de iate inovadora que combina design,
tecnologia e conforto em perfeição”, dizem os
representantes da Bavaria.
E não há como negar. A linha Virtess é fabricada
em uma das instalações de ponta do mundo. A
empresa Insenaval é responsável pela construção,
enquanto o design do interior e do exterior do
iate ficou a cargo da agência do designer italiano
Marco Casali, a Too Design.
A Fly 420 possui o maior flydeck de sua categoria,
de acordo com a Bavaria. O banco do piloto é um
dos destaques desse espaço. Ele tem tamanho
suficiente para duas pessoas. Próximo a ele, fica
uma confortável espreguiçadeira, que pode,
opcionalmente, ser dobrada e se transformar em
um assento extra de passageiros.

PERFILNÁUTICO 

109
BAVARIA FLY 420 VIRTESS
O salão interno oferece uma característica
bastante diferenciada. O funcionamento do
cockpit é totalmente flexível. Com um simples
deslizar, o banco pode ser dividido em dois
e separado através de um inteligente sistema
embutido de trilhos, assim como a própria mesa.
“Isso permite que a área seja aproveitada como
bem se entenda, deixando o espaço livre para
a passagem para banho, ou então, em forma de
sala”, explica Rui Pimenta.

PRAÇA E
PLATAFORMA DE POPA
COMPLETAMENTE
INTEGRADAS
CONVIDAM PARA O
BANHO DE MAR
O salão e a área abaixo do convés são muito bem
equipados e passam uma sensação de amplitude.
As portas de vidro possuem um deslizamento ao
longo de toda a largura do salão.
Salão e cabines passam uma sensação de amplitude

Coupé
A segunda lancha da linha Virtess não tem nada
que a deixe em segundo plano. Escadas levam
até o teto da Coupé, que oferece uma vista única
através do solário. O salão é uma atração à
parte por conta do teto panorâmico deslizante,
que, opcionalmente, pode ser de vidro. Sendo
assim, o piloto é capaz de desfrutar uma genuína
experiência de navegar com o “vento na cara”.
Assim como na versão fly, o sofá e a mesa do salão
podem ser ajustados, adaptando a área para um
jantar festivo ou um simples almoço a bordo.
Outro detalhe em comum é a porta deslizante de
vidro, que separa o salão da área externa.
Todo o mobiliário dos dois barcos da linha Virtess
foi projetado com o objetivo de ter uma grande
capacidade de armazenamento e garantir o
conforto. Segundo Rui Pimenta, que representa
os barcos a motor da Bavaria no Brasil, o fato de
o estaleiro alemão também produzir veleiros
lhes deu um know-how bastante extenso para
projetar espaços com grande aproveitamento e
com soluções inteligentes.

110  PERFILNÁUTICO

PERFILNÁUTICO 

111
estaleiro numarine

BAVARIA FLY 420 VIRTESS

Além do aproveitamento, toda a linha Virtess pode
ser caracterizada ao gosto do cliente. Os opcionais vão
desde o estofamento, painéis laterais, até colchões e
cores de convés, por exemplo.

O alemão

1978. Todos os iates Bavaria são fabricados em um único
lugar. O estaleiro possui alto nível de desenvolvimento
para a produção de veleiros, com robôs de precisão e
programas de trabalho CAD/CAM em conjunto com
qualificados artesãos.

www.numarinebrasil.com.br

SERVIÇO

Localizada em Giebelstadt, na Alemanha, a Bavaria
Yachtbau GmbH tem a maior linha de produção de
iates em toda a Europa e tem produzido veleiros desde

SITE: www.descobreventos.com.br
TELEFONES: (21) 2158 1100
E-MAIL: geral@descobreventos.com.br

Espaço gourmet no flybridge
Criada em 2002, a Numarine é um dos maiores estaleiros navais da Turquia

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS
COMPRIMENTO TOTAL: 13,6 m

BOCA: 4,21 m
CALADO: 1,11 m
PESO: 11.400 kg
TANQUE DE COMBUSTÍVEL: 1.200 L
TANQUE DE ÁGUA: 410 L
CABINES: 3

Planta
Externa
Planta
Interna

BOCA: 4,21 m

COMPRIMENTO TOTAL: 13,6 m

O estaleiro de dupla
personalidade

ALTURA DA CABINE: 1,95 m

A Numarine, com seu escritório asiático com vista para a
Europa, aporta no Brasil para novas conquistas

PASSAGEIROS PARA PASSEIO: 12

Por Guilherme Aquino

BANHEIROS: 2

PASSAGEIROS PARA PERNOITE: 6
MOTORIZAÇÃO: de 2x370 a 2x435 HP

112  PERFILNÁUTICO

PERFILNÁUTICO 

113
estaleiro numarine

O

Mar de Mármara banha o distrito naval
de Gezbe, nas portas de Istambul, entre
prédios e minaretes que arranham o céu.
A geografia localiza este pedaço de terra na
Ásia apenas porque está do lado de cá do
Estreito de Bósforo. Na outra margem, a Europa ainda
parece “reivindicar” esta fatia de território deixada
para o outro continente por um capricho da natureza.

114  PERFILNÁUTICO

A Numarine criou um leque de iates com dimensões de 55 a 130 pés

OMAR MALAZ
TRANSFORMOU PARTE
DA RIQUEZA DE
FAMÍLIA NO SONHO
DE CONSTRUIR O SEU
PRÓPRIO IATE

O vento do norte, sem tempo e sem fronteiras, sopra
ares de história nesta localidade na qual Aníbal, o
lendário cartaginês e grande conquistador, viveu os
seus últimos dias. Ao longo dos séculos, o seu espírito
desbravador deve ter baixado em alguns personagens
dos territórios da antiguidade por onde passou, entre
eles a atual Turquia.
O empresário Őmer Malaz não tem a pretensão de
conquistar o mundo, mas faz o possível para explorar

novos mares com os iates da Numarine, um dos
maiores estaleiros navais do país. Em português, o
nome do proprietário liga-se ao próprio destino e pode
ser traduzido como Omar, com a devida inspiração
marítima e a autorizada licença poética. Ele poderia
estar na praia ou a bordo de uma das embarcações
de luxo de seus concorrentes diretos, mas decidiu
transformar parte da riqueza de família no sonho de
construir o seu próprio iate.

PERFILNÁUTICO 

115
estaleiro numarine

O surgimento
A criação da Numarine em 2002 marcou o ingresso
deste homem apaixonado pelo mar no difícil mercado
náutico. Muitos ventos de popa, tempestades,
naufrágios e mares de almirante depois levaram Omar
Malaz a passar mais tempo na sua fábrica dos sonhos
que é à beira-mar, nada mal. Ele acompanha cada passo
de um novo projeto do seu escritório asiático, com vista
para a Europa e, pessoalmente, ao lado dos operários do
estaleiro.

“Qualidade, solidez, tecnologia e preços menores do
que os nossos competidores. Assim me preparo para o
futuro.” Em pouco mais de uma década, a Numarine
criou um leque de iates com dimensões de 55 a 130
pés. Alguns exemplos desta evolução são os barcos 105
Hardtop e o 68 Flybridge, além da menina dos olhos da
Numarine, a série de embarcações 78.

Tino para os negócios
Esta é uma qualidade que sempre esteve presente na
cultura turca. Em 2008, pouco antes que a onda da crise
econômica americana atravessasse o Oceano Atlântico,
ganhando força e se transformando num “tsunami
recessivo” que se abateria sobre a Europa, Omar Malaz
abandonaria o barco, em parte. Ele venderia 50% da
sua participação na Numarine para o Abraaj Capitals,
um fundo de investimentos de Dubai. Até pouco antes
da operação, o mercado dos iates de luxo tinha crescido

ELE ACOMPANHA CADA PASSO
DE UM NOVO PROJETO DO SEU
ESCRITÓRIO ASIÁTICO, COM
VISTA PARA A EUROPA

Omar Malaz
Com os pés na areia e a cabeça nas nuvens, este
visionário turco segue realizando iates no seu
estabelecimento industrial de Gebze. Os 35 mil metros
quadrados de área construída têm a capacidade para
enfornar até cinquenta iates por ano. “Honestamente,
eu não planejo o futuro, eu não sei o que vai acontecer,
mas faço questão de estar pronto para o que ele me
trouxer”, reflete Omar Malaz, para a Perfil Naútico.

116  PERFILNÁUTICO

Capricho nos detalhes, requinte no acabamento

11,6%, entre 2000 e 2006, e as perspectivas eram boas.
“Nos bons tempos vendíamos 20 iates anualmente”,
lembra ele. Quatro anos depois, em plena turbulência,
ele recompraria a sua quota e, novamente, assumiria
o timão, ou melhor, o “joystick” da companhia. O
resultado fala por si próprio: em 2012, o estaleiro
naval vendeu dez iates – um deles no Brasil. Com um
crescimento de 51% em relação ao ano anterior, em 2013
a previsão é de produzir 14, abaixo dos 18 indicados
pelo “business plan” para um otimista 2014. O “boom”
econômico da Turquia e de outros países emergentes
está pagando os investimentos e confirmando a rota
traçada pela Numarine. “O nosso principal mercado,
até 2008, era a Europa, com os países Itália, França e
Espanha... com a crise, investimos no Extremo Oriente,
China e Hong Kong, no Oriente Médio e na América
Latina, com Brasil e Venezuela”, revela Omar Malaz. E
para compensar a parte obsoleta do estaleiro, projetado
para meia centena de iates ao ano, ele aluga o espaço, os
equipamentos e a mão de obra para outros armadores.
Por aqui também se diz que a sorte é o resultado do
encontro do talento com a oportunidade.

PERFILNÁUTICO 

117
estaleiro numarine

Técnico especializado: treinamento contínuo

Todas as etapas da construção acontecem embaixo do mesmo teto

Visita à fábrica
As dependências da Numarine são como mergulhos
numa cultura náutica rica e profunda. Os operários
trabalham na linha de montagem e várias embarcações
estão em diferentes estágios. Os equipamentos são
de última geração e o treinamento dos técnicos
especializados é contínuo. Os galpões são articulados
entre si e o diálogo entre todos é um dos segredos
do sucesso. A mesa de pingue-pongue montada
na marcenaria é um enfeite, pois o tempo para a
diversão é pouco. Na verdade, esta transversalidade é

resultado da decisão de Omar Malaz de produzir tudo
embaixo do mesmo teto. Ou seja: todas as etapas da
construção de um iate acontecem no mesmo endereço,
à exceção dos motores, dos acessórios eletrônicos e

O DIÁLOGO ENTRE TODOS
É UM DOS SEGREDOS DO
SUCESSO

dos cabos – além da matéria-prima essencial, como
os produtos químicos, por exemplo. “Nós fazemos
tudo aqui sem terceirizar nada... a razão é que, assim,
podemos controlar a qualidade, oferecer um alto grau
de personalização e garantir o prazo de entrega... a
nossa produção é em série e não podemos atrasar... o
mais importante é que controlamos tudo, cada fase
de todo o processo”, diz o construtor turco. “Não é de
hoje que o povo turco navega. E possui o conhecimento
e a capacidade para realizar as embarcações.” Assim,
o milenar torno de madeira usado pelo carpinteiro de
plantão convive com a última máquina a laser para a

elaboração dos moldes do casco com alto percentual de
Kevlar e realizado com a moderna técnica da infusão de
resina à vácuo. Com tanta tecnologia ao alcance da mão,
o ferreiro corta e lima as escotilhas, ali ao lado, com os
gestos e as ferramentas de um século atrás. Outra equipe
apara as madeiras nobres para a produção dos móveis.
Uma, em especial, cuida do pavimento externo do iate,
contruído com ripas coladas entre si com uma espécie
de borracha. Outro time dedica atenção aos detalhes
do piso interno. Jovens aprendizes e velhos mestres
do artesanato estão no mesmo barco e compartilham
receitas tradicionais e visões modernas.

AS DEPENDÊNCIAS DA NUMARINE SÃO COMO MERGULHOS NUMA
CULTURA NÁUTICA RICA E PROFUNDA

118  PERFILNÁUTICO

PERFILNÁUTICO 

119
estaleiro numarine

Modelos 78
Todos seguem, à risca, as orientações de um grupo
internacional de designers, engenheiros e arquitetos
navais. Omar Malaz pescou na Itália o designer
Tommaso Spadolini e o arquiteto naval Umberto
Tagliavini, da Inglaterra chegou o diretor-técnico
Malcolm Hutchison, ex-Princess, finalmente, das
águas de casa pulou para dentro da Numarine o
designer turco Can Yalman. Mas com tantos “galos”
no terreiro... “Com diferentes experiências, eles, no
começo, se estranharam um pouco, mas depois as
ideias se iluminaram na mesma direção”, pondera,
entre sorrisos, Omar Malaz, empresário estrategista
que, como Aníbal, conduz um exército orgulhoso
e uma armada arrojada rumo às terras e aos portos
mais distantes, do Brasil à China, com passagem de
ida e volta pelos sete mares. A dupla personalidade da
Numarine, asiática e europeia, é uma vantagem capaz
de agradar a todos, gregos e troianos.

SERVIÇO
NUMARINE BRASIL
SITE: www.numarinebrasil.com.br
TELEFONES: (11) 3031 5000, (24) 3361 2275

120  PERFILNÁUTICO
Estilo

Gucci com novo ponto
Bolsas, malas, perfumes, sapatos e roupas
da luxuosa grife italiana Gucci estão à
venda no lobby do L’Hotel Porto Bay São
Paulo. O empreendimento conta com
algumas peças expostas e para prontaentrega. Um catálogo atualizado dos
produtos também fica disponível para
clientes que desejam realizar pedidos.
O hotel, localizado na Alameda
Campinhas (a 50 metros da Avenida
Paulista), é o único ponto de venda da
Gucci no Brasil fora das lojas próprias.

Viaje equipado
Na hora de viajar, é primordial separar as coisas.
Roupas na mala, sapatos na sacola e acessórios na
nécessaire. A nova linha Saint Tropez Premium da
Lansay pode ajudar nessa separação, com qualidade e
estilo. Todos os acessórios da linha são confeccionados
com vinil, o interior é totalmente forrado e as
ferragens são niqueladas. É uma ótima opção para você
sair de casa com uma bagagem equipada!

www.portobay.com.br

Canal Estilo

www.lansay.com.br

Personalidade e bom gosto

Sofisticação no
mergulho

Saúde e
requinte
à mesa
A produção do
Jamón Serrano
ocorre na Espanha,
onde os suínos são criados em
confinamento. A iguaria é rica em aminoácidos e
é uma fonte de vitamina B, além de conter nutrientes
como o ferro, magnésio e zinco. Os produtos do
grupo Josep Llorens são considerados destaques na
lista dos êxitos nutricionais, pois apresentam uma
relação positiva entre ácidos de gorduras insaturadas e
saturadas, diminuindo os níveis de colesterol.

122  PERFILNÁUTICO

Para aposentar a
mochila velha
A mochila New System é um dos
lançamentos da marca Fico Urban Tech.
O novo modelo conta com compartimento
especial para tablet ou notebook e possui
traseira e alças acolchoadas. A mochila é
produzida com poliéster e está disponível
nas cores preto e cinza. O interior é
totalmente forrado, possui bolsos com
zíper, saída para fone de ouvido e um
porta-celular, além de garantir maior
segurança para os seus aparelhos com
compartimentos específicos.

www.fico.com.br

Fino, elegante e repleto de
acabamentos luxuosos, o Aquaracer
Lady, da marca suíça Tag Heuer,
mantém as formas femininas sem
perder sua característica de relógio
de mergulhador profissional.
O novo bracelete com o centro de
ouro rosa 18 quilates, as laterais em
aço polido e o bisel também de ouro
rosa são os destaques dessa joia. As
linhas horizontais no mosrador e
a madre-pérola fazem analogia às
ondas do oceano.

Rio de Janeiro
no guarda-sol
Sempre inovando, a Belfix
criou uma linha de guarda-sóis
temáticos para quem gosta de curtir uma
praia com estilo. O guarda-sol Rio, com design
moderno, possui imagens de monumentos históricos
da Cidade Maravilhosa, em preto e branco. O produto
garante uma sombra ideal para proteger você e toda a
família dos raios nocivos do sol.

www.belfix.com.br

www.tegheuer.com
PERFILNÁUTICO 

123
família schurmann

O veleiro Kat e a
Expedição Oriente
A terceira volta ao mundo da Família Schurmann: soluções inéditas de
sustentabilidade e tecnologia de ponta de navegação e comunicação
Por Thais Zago

124  PERFILNÁUTICO

PERFILNÁUTICO 

125
família schurmann

D

epois de cinco anos
de planejamento,
estruturando a
ideia e buscando
investidores para
mais um projeto ousado, a Família
Schurmann prepara-se para sua
próxima aventura: A Expedição
Oriente. Dessa vez eles seguirão a
rota dos chineses que, de acordo
com polêmicas teorias, foram os
primeiros a contornar o globo.
Os filhos Pierre e David (líder
da tripulação de terra) estarão
em alguns trechos da aventura
e Wilhelm estará a bordo por
toda a expedição, ao lado de
Vilfredo e Heloísa. A novidade na
tripulação é o neto Emmanuel,
representando a terceira geração
da família. A caçula Kat estará
simbolicamente presente ao
inspirar o nome do novo veleiro.
“Kat participou da Magalhães

Global Adventure dos cinco aos oito
anos de idade, navegando ao redor
do mundo e conhecendo 19 países”,
declara Heloísa Schurmann. “Ela se
tornou uma determinada defensora
do meio ambiente. Por todas as
suas características e pelo legado de
amor que ela nos deixou, decidimos
homenageá-la nesta expedição.”

A CAÇULA KAT INSPIROU O
NOME DO NOVO VELEIRO
Pela primeira vez a família viajará
a bordo de uma embarcação
construída especialmente para suas
aventuras. Aliando tecnologia de
ponta à preocupação com o meio
ambiente, o novo barco é um dos
principais destaques desta jornada.
“Estamos construindo um novo
veleiro de 80 pés, que terá uma
quilha retrátil com um bulbo de 14
toneladas”, conta Vilfredo. A nova

embarcação está sendo construída
no Brasil e deve ficar pronta no final
de setembro de 2013 – dois meses
antes do início da Expedição Oriente.
Esta volta ao mundo, que desbravará
águas nacionais e internacionais
durante dois anos ininterruptos,
também envolve importantes
ações, como um projeto de cunho
educacional e a produção de uma
série televisiva e um documentário.
A partir de amostras coletadas
durante a viagem, serão realizados
estudos com análises da qualidade
das águas e dos plânctons por onde o
veleiro passar.

o veleiro kat
comprimento	

80 pés

largura	6,65 m
Quilha retrátil	

18,5 m

peso total	

cerca de 67 t

Calado	4,50 m
Calado recolhido	

1,75 m

Motorização	
	

2 motores de
centro D3-150

126  PERFILNÁUTICO

Toda a iluminação no barco é em LED de
baixo consumo. Aliado a isso, será gerada
energia limpa por quatro fontes diferentes:
dois geradores eólicos, painéis solares
flexíveis, dois hidrogeradores na popa do
veleiro e duas bicicletas ergométricas com
turbina para a tripulação se exercitar e, ao
mesmo tempo, carregar o banco de bateria
de 7.680 Ah. Com referência à comunicação,
o veleiro terá equipamentos de transmissão
com velocidade de 492 Kbps, ou seja, banda
larga a bordo.

reciclagem

Um veleiro sustentável

As forrações do motor e o
isolamento térmico do forro
são feitos de material reciclado.
Modernos sistemas de reciclagem
de resíduos e dessalinização
de água reduzem ainda mais
o impacto no meio ambiente.
Haverá tratamento de esgoto
e das águas da cozinha e do
chuveiro.

Tecnologia e sustentabilidade são os
grandes diferenciais do veleiro Kat.
A embarcação possui um sistema
elétrico digital, 100% brasileiro,
que substitui o tradicional sistema
analógico fabricado para veleiros,
e permite o controle remoto por
dispositivo móvel, a até quilômetros
de distância, de todas as funções
da embarcação. “O sistema
elétrico digital é algo inovador no
ramo marítimo”, comenta David
Schurmann. “Na nossa embarcação
tudo poderá ser controlado nas
pontas de nossos dedos.”

Além disso, o lixo orgânico será
reciclado e compactando em
pequenos tijolos, que servirão de
adubo para uma pequena horta
a bordo. Para o lixo inorgânico,
haverá uma prensa para
compactá-lo. “Queremos que o
nosso barco seja um microcosmo
autossustentável”, afirma Heloísa
Schurmann.

Motores Volvo Penta
equipam o veleiro

David, Vilfredo, Wilhelm, Pierre e Heloísa Schurmann

energia

Dois motores de centro D3150 foram escolhidos por sua
robustez, eficiência em consumo
de combustível e baixa emissão
de poluentes. “É uma honra para
nós da Volvo Penta participar
deste projeto”, afirma Marcelo
Puscar, diretor de venda de

motores marítimos da Volvo Penta
América Latina. “A expedição
tem uma proposta ecológica
e autossustentável que está
totalmente alinhada a um dos
valores fundamentais da Volvo, o
respeito ao meio ambiente.” Felipe
Abreu, gerente de vendas, comenta
que, apesar de ser um veleiro,
algumas vezes, a embarcação não
pode contar apenas com a força

do vento. “Além de ser um motor
robusto, que pode trabalhar com
potência de até 220 HP, o D3-150
foi configurado para trabalhar
com apenas 150 HP, o que garante
baixíssimo consumo e maior
durabilidade.” A energia gerada
pelos motores também poderá ser
aproveitada para outras funções,
como o aquecimento de água.

PERFILNÁUTICO 

127
família schurmann
OKINAWA (JAPÃO)
SAIPAN
(MARIANAS
SETENTRIONAIS)

ALOTAU
(PAPUA-NOVA GUINÉ)
ILHA SANTA
HELENA
ITAJAÍ (SC)

MADAGÁSCAR

PORTO ELIZABETH
(ÁFRICA DO SUL)

BRISBANE
(AUSTRÁLIA)

ILHA DE PÁSCOA
(CHILE)

ANTÁRTICA

Mapa da Expedição do Oriente

A NOVA ROTA DA FAMÍLIA
SCHURMANN
No dia 24 de novembro de 2013
a Família Schurmann parte de
Itajaí (SC) rumo ao mundo! Em
seu caminho, passará pelos

três oceanos, cruzando os
mares do Uruguai, Argentina,
Antártica, Chile, Polinésia

A PARTIDA E A CHEGADA
SERÃO EM ITAJAÍ (SC)

Bate-papo com
Vilfredo e Heloísa
Schurmann

Quais as dificuldades vocês
imaginam enfrentar nessa
expedição?

O que motivou a família a sair
para a terceira expedição e a
escolher essa rota?

A rota foi traçada para evitar
que passemos por lugares onde
ocorram ciclones, nos Oceanos
Pacífico e Índico, e tufões, na
Ásia. Com as mudanças climáticas
que estão alterando os regimes
de ventos, poderemos enfrentar
tempestades que aparecem sem
avisar. São frentes frias, em
que a baixa pressão atmosférica
provoca ventos com intensidade
equivalente a ciclones. Na última
expedição, navegando de Samoa
Ocidental, no Hemisfério Sul,
para Kiribati, no Hemisfério
Norte, para fugir da temporada
de ciclones, pegamos o início de

Em 2003, quando voltamos
da nossa última expedição, a
Magalhães Global Adventure, foi
lançado o livro do Gavin Menzies
que demonstra com várias
evidências que os chineses deram a
volta ao mundo antes dos europeus
em várias expedições. O livro é
polêmico. Por isso nos motivou
realizar essa viagem. Iremos
navegar por lugares que ainda não
conhecemos, como a Antártica,
Japão, China, Vietnã, etc.

128  PERFILNÁUTICO

Francesa, Tahiti, Ilhas Cook,
Fiji, Nova Zelândia, Austrália,
Micronésia, Japão, China, Vietnã,
Indonésia, Singapura, Ilhas
Maurício, Madagáscar e Cape
Town, retornado a Itajaí em 29 de
novembro de 2015.

um ciclone com ventos de 65 nós.
Nos Oceanos Pacífico e Índico
passaremos, inclusive, por regiões
sujeitas a tsunamis. Também
traçamos uma rota no Oceano
Índico para evitar ataques de
piratas, principalmente aqueles
procedentes da Somália.

O que move a família a
continuar navegando?
Além da experiência incrível de
conhecer culturas e costumes
diferentes, é a convivência que
nos permite o privilégio de
compartilhar em família a grande
aventura da vida. É preciso
acreditar e ter perseverança para
realizar e viver o sonho!
ROLEX
ILHABELA
SAILING
WEEK

Ilhabela celebra
40 anos de vela
A maior semana de vela da América Latina completa quatro
décadas de histórias e emoção
Por Rafaella Malucelli

N

o calendário do litoral
norte paulista, há 40 anos
o inverno é mais colorido
durante uma semana. As
velas içadas marcam um
ano especial para a Semana de Vela de
Ilhabela, que, em meio às comemorações
de seu quadragésimo aniversário, entre
6 e 13 de junho, no Yach Club de Ilhabela
(YCI), reúne várias gerações da vela
nacional e internacional.
Mais do que uma competição, a Semana de
Vela de Ilhabela, ultimamente renomeada
Rolex Ilhabela Sailing Week (RISW), é
uma confraternização entre amigos. Foi
assim desde seu início, lá nos idos de 1973.
De acordo com o seu primeiro campeão,

130  PERFILNÁUTICO

Eduardo Souza Ramos, é assim que deve
continuar. “É uma grande festa da vela
brasileira e acho legal que seja uma grande
festa”, comenta. “O charme de Ilhabela,
o período de férias, encontrar os amigos e
reunir a família. Acho que esse é o grande
ponto positivo da Semana de Vela.”
Mark Esler, campeão em 1988 e em 2000 a
bordo do Curupira, continua competindo
na HPE e acompanha os três filhos. "Gosto
do mar, da companhia dos amigos e sou
bem competitivo. Os anos de Curupira
foram um laboratório de planejamento,
trabalho em equipe e foco no resultado.
Aprendi muito no esporte para minha
atuação como consultor de empresas e
empresário.”

PERFILNÁUTICO 

131
ROLEX
ILHABELA
SAILING
WEEK

EVOLUÇÃO
Apesar do clima descontraído, a Semana
profissionalizou-se cada vez mais.
Carlos Sodré, coordenador da Comissão
de Regatas, que há doze anos atua no
evento, diz que a grande diferença foi a
internacionalização. “Nos últimos anos
vieram juízes de vários estados brasileiros
e de países da América do Sul e da
Europa. Neste ano teremos dois juízes que
estiveram nas Olimpíadas de Londres.”
No início a Semana de Vela era dedicada
mais aos veleiros monotipos, que tinham
assim a oportunidade de sair de represas
e velejar no mar. Com o tempo os barcos
de oceano foram ganhando destaque, pois
a competição era disputada numa das
melhores e mais bonitas raias do Brasil.
Mas foi pela competência de José Nolasco

que o evento cresceu, se profissionalizou
e ganhou destaque no calendário
internacional.
A história da Semana de Vela confunde-se
com o crescimento do próprio Yacht Club
de Ilhabela, que inaugurou sua primeira
sede em 1969, apenas quatro anos antes da
primeira edição do evento. “No começo
eram poucos barcos, o clube era pequeno,
todo mundo muito conhecido”, relembra
Eduardo Souza Ramos. “Depois teve um
momento em que ficou até grande demais.
Agora eles estão encontrando o tamanho
ideal. A festa boa é aquela que não está
nem muito cheia e nem muito vazia.”
A RISW teve seu recorde de barcos em
2009, com 205 inscritos. A partir daí a
organização limitou a 150 as inscrições
para oferecer um evento de qualidade
para todos, sem perder em excelência.

O BRILHO DE TODAS AS
CLASSES
A Semana de Vela de Ilhabela é
democrática, com espaço para as
diversas classes da vela de oceano,
desde a RGS, mais populosa por ser
uma classe de entrada, até a classe
mais competitiva, Soto 40. As
classes olímpicas, porém, não são
mais uma constante. Por isso, na
edição desse ano, a organização faz
uma homenagem à classe Star. Para
Carlos Eduardo Souza e Silva, atual
diretor de vela do YCI, agregar é
o objetivo. “Nós acreditamos que
a aproximação dos monotipos,
particularmente os que congregam
a elite da vela das classes de
oceano, será extremamente
benéfica para o desenvolvimento
dessas últimas.”
No total a Semana conta com as
classes: ORC, HPE25, C30, RGS
(A, B, C e Cruiser) e Star. Entre
tantas opções, a ORC (Offshore
Racing Council) é considerada
especial. Para Ernesto Breda,
essa é uma classe que está
tomando proporções maiores
internacionalmente ao se unificar.
“A ORC tem batido recordes de
inscrições em todos os últimos
mundiais”, comenta. Para José
Nolasco, a ORC é uma classe muito
salutar que permite mexer no
barco, melhorar o rating, correr
contra o relógio. “É outro tipo
de regata. É uma regata em que
você veleja contra você mesmo,
diferente das classes one design em
que você veleja contra os outros e já
define na hora o resultado.”

Largada para Alcatrazes na edição de 2006 da Semana de Vela

132  PERFILNÁUTICO

Independente da classe, os
monotipos também já viraram
presença garantida na competição.
A classe HPE25 é a mais antiga
na raia e a Soto 40 estreou há
seis anos, ambas encabeçadas
por Eduardo Souza Ramos.
A C30, do projetista Horacio
Carabelli, estreou ano passado e

Pisco Sour, campeão em 2011 na S40, e Touché, festejando o título de 2010 na ORC

tem em Marcelo Massa seu maior
entusiasta. Como os barcos são
iguais, apresentam uma disputa
real na raia, onde uma regata é
definida por segundos. Lars Grael

A SEMANA DE VELA DE
ILHABELA É DEMOCRÁTICA,
COM ESPAÇO PARA AS
DIVERSAS CLASSES DA VELA
DE OCEANO
destaca o nível técnico da classe
Soto 40, que cresce com a presença
de velejadores internacionais. “Isso
mostra que a S40 é uma espécie de
Fórmula 1 da vela sul-americana,
porque tem os melhores barcos,
as melhores equipes e os melhores
velejadores.” Marcelo Massa

defende a C30 como uma solução
para quem quer competitividade,
mas dentro de uma realidade mais
brasileira. “A razão por eu não optar
pela S40 é que o custo é muito alto.
Além disso, tornou-se uma classe
muito profissional. A C30 é uma
classe que está começando, e, por
eu estar desde o começo nela, já
estou em vantagem.”
Para Nolasco, o nível do evento em
qualquer classe, mesmo na RGS,
é muito alto. “Para você ganhar a
Semana de Vela, tem que velejar
muito bem, o barco tem que estar
muito bom, muito bem equipado,
com tripulação bem treinada. Há
várias classes disputando e cada
uma disputa a sua própria Semana
de Vela.”

PERFILNÁUTICO 

133
ROLEX
ILHABELA
SAILING
WEEK

EMOÇÕES NA MEMÓRIA
“Numa regata de Alcatrazes por boreste entrou uma
frente fria com fortes rajadas e o Curupira planava
nas águas lisas da entrada do canal. Estávamos
concentrados quando entrou a fatídica rajada e
atravessou – tudo isto no breu da noite – o barco
de lado. A tripulação ficou pendurada no guardamancebo até alguém finalmente conseguir soltar a
driça e o barco voltar ao normal. Nada aconteceu de
grave. Aprendi que todos devem amarrar os cintos
de segurança. Poderíamos ter perdido alguém, mas
o Curupira é um bicho esperto e cuidou da gente.”

Mark Esler
(campeão de 1988 e 2000)

Veleiro Curupira
“Há uns sete anos, entramos na última regata
em terceiro lugar. O Touché estava liderando
e o Stella Artois em segundo. Nós acabamos
ganhando a regata por 15 segundos e com essa
classificação ganhamos o campeonato também.
Foi uma emoção forte de último momento.”

“Foi a largada da primeira regata de Alcatrazes
usando o barco da Marinha Cisne Branco, com
170 barcos largando todos juntos. Na época todos
largavam juntos, não separava como hoje em dia.”

Equipe Touché

134  PERFILNÁUTICO

“Comecei a velejar a Semana
de Vela no início dos anos 90,
mas só me dediquei seriamente
nos últimos dez anos, quando
compreendi que para competir
necessitava de barcos melhores.
E foi assim que nos últimos 15
anos seguiram-se uma série de
veleiros chamados Touché, mas
foi a partir do final de 2007 com
o Touché Super, ex-Matador, que
encontramos o caminho
das vitórias.
O tricampeonato em sequência
e os três relógios Rolex que
ganhamos fizeram a alegria da
tripulação. O primeiro ficou
para o comandante e os outros
dois foram sorteados para os
tripulantes.”
Esporte

CLÁSSICA
VITÓRIA DE
TORBEN

SOL NO ÚLTIMO
DIA DA BÚZIOS
SAILING WEEK

O vento apareceu e os 27 veleiros
inscritos na terceira Regata de
Veleiros Clássicos – etapa Angra
dos Reis – puderam realizar
uma bela competição em altomar no Portobello Resort e
Safári, nos dias 4 e 5 e maio. O
grande vencedor dos dois dias de
provas esportivas foi o campeão
olímpico Torben Grael. Detentor
de seis títulos mundiais, cinco
medalhas olímpicas, além de ter

Mais de 200 velejadores estiveram presentes na
Búzios Sailing Week Monotipos, que aconteceu no
dia 2 de junho no Iate Clube Armação de Búzios.
Grandes nomes da vela, como Maurício Santa
Cruz, Ivan Pimentel, Martine Grael e Fernanda
Decnop, levaram prêmios para casa. Nos dois
primeiros dias, chuva fina e vento fraco, mas no
sábado Búzios voltou ao normal, o sol apareceu e o
vento entrou com força, chegando a quase 20 nós
com muitas ondas.

Regata de Veleiros Clássicos – etapa Angra dos Reis

sido campeão da volta ao mundo
Volvo Ocean Race em 2009, Torben
competiu a bordo do Lady Lou,
belo exemplar clássico de 1971 que,
além de ter vencido a classe C, foi

também o campeão da classe BRA/
RGS, aberta nesta etapa do evento e
que torna a competição ainda mais
acirrada e profissional entre os
pertencentes à classe.

No último dia, vento de quase 20 nós

A ROTA DA VOLVO
OCEAN RACE 2014-15
A próxima edição da regata de volta ao mundo terá
nove meses de duração, dez cidades-sede, entre
elas Itajaí e Recife no Brasil, e quase 40 mil milhas
náuticas de distância. O percurso será um teste
e tanto para os velejadores, que serão levados ao
limite. A 12ª edição da prova começa no dia 4 de
outubro de 2014, quando os barcos disputam a
primeira In-Port Race em Alicante, na Espanha. A
aventura terminará no dia 27 de junho de 2015, em
Gotemburgo, na Suécia.
A distância exata do
percurso será de 39.895
milhas náuticas, o
que equivale a 73.886
quilômetros. Os novos
barcos de design único,
os Volvo Ocean 65, irão
passar por condições
extremas, como a perna
entre Recife (Brasil) e
Abu Dhabi (Emirados
Árabes Unidos).

136  PERFILNÁUTICO

Percurso de 39.895 milhas náuticas

A dupla Lars Grael e Samuel Gonçalves venceu em Brasília

LARS GRAEL
É PENTA NO
BRASILEIRO
DE STAR

A dupla formada por Lars Grael
e Samuel Gonçalves venceu o
Campeonato Brasileiro da Classe
Star 2013, disputado em Brasília,
entre os dias 1° e 5 de maio. Com
ventos fracos, que variavam entre
5 e 10 nós, foram disputadas
cinco regatas, com direito a um
descarte. Com a vitória, Lars Grael

conquistou seu quinto título
consecutivo no Campeonato
Brasileiro da Classe Star.
O proeiro de Lars é o jovem
Samuel Gonçalves, ex-aluno
do Projeto Grael – organização
social criada por Lars e seus
irmãos, Torben e Axel, e o amigo
Marcelo Ferreira.

PERFILNÁUTICO 

137
Esporte

MERGULHO
NA ADVENTURE
SPORT FAIR
A maior feira de esportes
e turismo de aventura do
Hemisfério Sul e da América
Latina aconteceu em São Paulo,
na Bienal do Ibirapuera, entre 1°
e 5 de maio. Uma das principais
características da feira são
as atrações indoor para os

Clínica de mergulho

visitantes, como diferentes tipos de
escaladas, tirolesa, arvorismo entre
as colunas da Bienal, slack line,
snowboard, skate e tantos outros.
Na água: caiaque e stand up numa
ampla piscina e o tradicional tanque
de mergulho. E como se mergulhou!
Foi um recorde absoluto no país com

mais de 700 batismos. Archimedes
Garrido e Carolina Schrappe
também ministraram uma clínica
de mergulho em apneia. Fazia ao
menos seis anos que o mergulho
não participava de forma tão forte
na Adventure, apesar de sempre
presente de forma modesta.

BOLIVIANO DOMINA
CAMPEONATO BRASILEIRO
A segunda e a terceira etapas do
26º Campeonato Brasileiro de
Moto Aquática foram realizadas
entre os dias 30 de maio e 2 de
junho, na Represa de Furnas,
em Boa Esperança, no sul de
Minas Gerais. Cerca de 50 pilotos
brasileiros e convidados da
Bolívia, do Uruguai, do Paraguai
e da Argentina entraram na
água para um público estimado

em 35 mil pessoas nos quatro dias de
competições. Na categoria Runabout
Turbo GP, considerada a Fórmula 1 da
modalidade, o boliviano Antonio
Claros manteve a liderança do
campeonato depois de ganhar as
quatro baterias. Denísio Casarini Filho
ficou em segundo e ocupa mesma
posição na classificação geral. O terceiro
colocado foi o paranaense radicado no
Antonio Claros, líder do campeonato
Paraguai Valdir Scremin Filho.

WAKESURF NA REPRESA
GUARAPIRANGA
O Campeonato Brasileiro de
Wakesurf realizado na Represa
de Guarapiranga nos dias 18
e 19 de maio em São Paulo fez
parte do Guarapiranga Radical,
considerado o maior evento
aquático participativo da cidade,
com atividades esportivas
gratuitas para o público entrar
no clima esportivo.

138  PERFILNÁUTICO

Os vencedores foram Mario Manzoli
no masculino A, Flavio Jordão no
masculino B, Anne Ortiz Prochaska
no feminino e Felipe Castello Branco
no infantil. Além das competições,
o evento reuniu clínicas de diversos
esportes como: stand up paddle,
wakeboard, wakesurf, rafting,
caiaque, canoa havaiana, slack line,
frescoball e vela com instrutores.

Mario Manzoli
Esporte

OURO E PRATA
NA POLÔNIA
A canoagem brasileira segue
colecionando bons resultados
internacionais na Canoagem
Velocidade. Logo na estreia do
renomado treinador espanhol Jesús
Morlán, frente ao comando da
Seleção Brasileira de Canoa, o Brasil
conquistou duas medalhas de ouro
e duas de prata na terceira etapa
da Copa do Mundo de Canoagem
Velocidade, no dia 2 de junho,
em Poznan, na Polônia. A jovem
revelação foi Isaquias Queiroz, que
conquistou o primeiro lugar no C1
500 m. O segundo ouro brasileiro veio
com a dupla Erlon Souza e Ronilson
Oliveira no C2 200 m. A dupla
brasileira, porém, ainda não estava
satisfeita e faturou a medalha de prata
no C2 500 m. Na longa prova do C1
5.000 m Isaquias Queiroz garantiu
mais uma prata para o Brasil.

MULTISPORT BRASIL EM
FLORIPA
Noventa quilômetros
de desafios, adrenalina,
superação e muita diversão
em meio às paisagens
mais deslumbrantes de
Florianópolis foram a marca
da sétima edição do Multisport
Brasil, realizado no último
18 de maio. Aventureiros
de todo o país e do exterior
cruzaram a ilha de sul a
norte em etapas de corrida,

MUNDIAL DE KAYAKSURF
EM JULHO
Roberta Borsari prepara-se
para disputar o Campeonato
Mundial de Kayaksurf,
modalidade que mistura
técnicas de canoagem e
surfe. O evento acontecerá
na Austrália entre os dias
9 e 20 de julho e, mais uma
vez, ela deverá ser a única
representante feminina do

Erlon Souza e Ronilson Oliveira no pódio
e Isaquias Queiroz na água

140  PERFILNÁUTICO

mountain bike e canoagem, desde
a Praia da Armação até Jurerê
Internacional. A primeira equipe
a cruzar a linha de chegada, com 5
horas e 52 minutos de prova, foi o
trio de revezamento formado pelo
corredor Giliard Pinheiro, o ciclista
Maurian Carvalho e o bicampeão
pan-americano de canoagem Guto
Campos. O destaque individual
ficou para o brasiliense Guilherme
Pahl, que se consagrou tricampeão
do Multisport Brasil.

Brasil na disputa, com expectativa
também de se manter entre as dez
melhores do mundo no esporte.
Esta é a prova mais importante da
modalidade, pois define o ranking
mundial e reúne os principais
atletas de todos os cantos do
mundo. Roberta Borsari tem o
maior número de participações em
provas internacionais e é recordista
em quantidade de medalhas e
pódios conquistados nos últimos
anos pelo país na modalidade.
TURISMO SÃO LUIZ DO PARAITINGA

S

e existe uma realidade
para o provérbio
“Depois da tempestade,
vem a bonança”,
pode-se dizer que
São Luiz do Paraitinga é um
exemplo. Em 2010 a cidade viveu
a pior enchente da sua história.
Renascendo das águas, a cidade
deixou para trás as cenas de
chuvas e desmoronamentos e

142  PERFILNÁUTICO

reaparece no cenário turístico
paulista, renovada e com muita
disposição para receber os turistas.
São Luiz do Paraitinga tem um
povo acolhedor e simpático, que
tem na cultura caipira a sua base.
Compartilhar desta cultura muito
especial, típica das pequenas
cidades do interior paulista, é um
privilégio à parte para aqueles que
pretendem se aventurar por aqui.

São Luiz do
Paraitinga – SP
Um lugar para renascer
Por Família Mueller

PERFILNÁUTICO 

143
TURISMO SÃO LUIZ DO PARAITINGA
Realmente uma das mais belas, que
passa por cachoeiras e mirantes.
No caminho é possível entrar
na água do rio e desfrutar da
massagem natural das pequenas
quedas.
Outra ótima opção para caminhada
é o Refúgio das Sete Cachoeiras.
Como diz o nome, a trilha passa
por sete cachoeiras, podendo
banhar-se em algumas das quedas.
Na volta da caminhada aproveite
para relaxar no refúgio, um lugar
rústico e charmoso num platô com
vista para o vale.

Quem aprecia um bom banho
de cachoeira não pode deixar
de visitar a Cachoeira Grande,

TRILHAS E CAMINHADAS
EM AMBIENTES
PRESERVADOS QUE
PASSAM POR BELAS
CACHOEIRAS E MIRANTES
entre o município de Lagoinha
e Paraitinga. A bela queda de 40
metros de altura impressiona os

visitantes, suas águas correm
para um grande poço com fundo
de areia, permitindo o banho.
Localizada na divisa do
Parque Estadual da Serra do
Mar, a Cachoeira do Cuja,
com sua queda de 30 metros
de altura, destaca-se pela
beleza cênica do seu entorno,
Mata Atlântica por todos os
lados e águas cristalinas,
que compõem um ambiente
preservado e privilegiado para
a prática do rapel em cachoeira
(cachoeirismo).

Rafting nas corredeiras do Rio Paraibuna é uma das atividades mais procuradas - Foto: Livia Cecilia

O

Parque Estadual da
Serra do Mar é sem
dúvida o principal
atrativo ecoturístico
da cidade. São Luiz
do Paraitinga abriga o Núcleo
Santa Virgínia, a apenas poucos
quilômetros da cidade. No Parque
o turista pode desfrutar de várias
atividades, a vedete é o rafting.

Descer as corredeiras do Rio
Paraibuna é uma atividade
realmente imperdível! Você pode
escolher o rafting que deseja
fazer e o nível de corredeiras que

144  PERFILNÁUTICO

pretende enfrentar, o rio oferece
opções que vão das classes I à IV.
O turista pode escolher entre um
rafting leve de duas horas, com

EM 2010 A CIDADE VIVEU
A PIOR ENCHENTE DA
SUA HISTÓRIA. AGORA
REAPARECE NO CENÁRIO
TURÍSTICO PAULISTA
corredeiras de classes I à III, ou
um mais emocionante, que dura
quatro horas de descida, com

corredeiras que vão do nível II
ao IV, mas sem dúvida a melhor
opção é escolher a de seis horas
rio abaixo e sentir a emoção de
descer a corredeira do “Caixão”,
inesquecível! No meio do percurso,
uma parada para o piquenique à
beira da cachoeira. Companhias
de rafting e receptivos com muitos
anos de experiência prestam
excelente serviço na região.
Dentro do Núcleo Santa Virgínia
há várias trilhas para percorrer, a
caminhada mais procurada é a da
Trilha da Pirapitinga.

Cachoeira Grande e Trilha da Pirapitinga no Parque Estadual

PERFILNÁUTICO 

145
TURISMO SÃO LUIZ DO PARAITINGA

Praça da Matriz e Cachaçaria Matodentro

Tour guiado pelo
centro Histórico
O centro histórico, já praticamente
reconstruído, é um dos maiores
conjuntos arquitetônicos tombados
do estado de São Paulo. O city tour
é uma ótima opção para conhecer
esse inestimável patrimônio.
Além de passear pela história
das construções dos séculos 18
e 19, passa também pela casa
onde morou Oswaldo Cruz, pela
Capela das Mercês e pelo Mercado

O CENTRO HISTÓRICO É UM
DOS MAIORES CONJUNTOS
ARQUITETÔNICOS
TOMBADOS DO ESTADO DE
SÃO PAULO
Municipal. Com sorte, durante o
tour, você poderá ouvir os cordéis
caipiras recitados por alguns dos
antigos moradores da cidade, como
o senhor Ditão Virgílio ou o senhor
Benito Campos, um privilégio à
parte! Visitar uma das fazendas

históricas da região também deve
fazer parte do seu programa, a
Fazenda São Luiz, uma das mais
antigas, é aberta à visitação,
que deve ser agendada com
antecedência. A Fazenda Catuçaba,
hoje transformada em hospedagem
de luxo, também vale a visita.
Os apreciadores de uma boa
cachaça não podem deixar de
visitar a destilaria Matodentro, que
produz artesanalmente a cachaça
que leva o mesmo nome, uma das
top 10 do Brasil.

SERVIÇO
ONDE COMER?

AGÊNCIA RECEPTIVA:

A culinária caipira toma conta da gastronomia de São Luiz do Paraitinga, por
aqui você vai degustar pratos como a “Vaca Atolada” e o “Boi Afogado”, além
de quitutes como o “Estrogonofe de Juçara” e o requeijão de prato.
Onde encontrar estas delícias?

Cia. de Rafting:
www.ciaderafting.com.br

RESTAURANTES:

HOSPEDAGEM:

Restaurante Sol Nascente:
Largo das Mercês, 2

Pousada Sertão das Cotias:
Rod. Oswaldo Cruz, km 42,5
www.pousadasertaodascotias.com.br

Restaurante Santa Terezinha:
Rua Cel. Domingues Castro, 64
Restaurante Cantinho dos Amigos:
Rua Cel. Domingues Castro, 121

146  PERFILNÁUTICO

Pousada Quinta das Amoreiras:
Estrada do Alvarenga, km 0,5
www.pousadaquintadasamoreiras.com.br

PASSEIOS:
Refúgio das Sete Cachoeiras:
www.refugiodas7cachoeiras.com.br
Fazenda Histórica São Luiz:
(12) 9710 6020
Fazenda Histórica Catuçaba:
www.catucaba.com
Destilaria Matodentro:
www.matodentro.com.br
Planeta Água

mente criativa
Jovem de 19 anos inventa o Ocean Cleanup
Array, para limpar o plástico dos oceanos
O lixo nos oceanos é uma
grande preocupação em
todo o mundo. Milhões de
toneladas de minúsculos
pedaços de plástico que
flutuam nos oceanos são
vistos como alimento para
peixes e aves e, uma vez
consumidos, acabam matando
esses animais. Além disso,
esses pedaços de plástico
também contêm produtos
químicos, como DDT e PCB,
que, quando consumidos por

flutuantes movidos a energia
solar e pela ação das ondas
destinados a limpar os mais
de sete milhões de toneladas
de pedaços de plástico
dos oceanos. As correntes
oceânicas conduziriam os
detritos de plástico para as
plataformas criadas pelo
holandês.De acordo com Boyan,
em cinco anos o Ocean Cleanup
Array seria capaz de limpar dos
oceanos o lixo plástico.

A MÁQUINA É MOVIDA A
ENERGIA SOLAR E PELA
AÇÃO DAS ONDAS
criaturas marinhas pequenas,
entram na cadeia alimentar
e podem ser consumidos
eventualmente por pessoas.
Um estudante holandês de
Engenharia, chamado Boyan
Slat, de 19 anos, é o inventor
de uma máquina que pode ser
capaz de limpar os oceanos.
O Ocean Cleanup Array é
um conjunto de dispositivos

Boyan Slat, o inventor
do Ocean Cleanup Array
Gourmet

bacalhaU cOMO se
bacalhau como se
FaZ na FaZenda
faz na fazenda
Por chef Ilza Vinagre

½ abobrinha em cubinhos
½ berinjela
2 cogumelos
1 tira de pimentão vermelho
1 tira de pimentão amarelo
1 tomate picado
1 batata em rodelas
300 ml de azeite
1 posta de bacalhau (cerca de
300 g de porção por pessoa)
Flores comestíveis (quantas
achar necessárias)

Bacalhau:
Antes de cozinhar, tirar a pele e a
espinha. Cozinhar o bacalhau no
azeite com batata em rodelas por 10
minutos, em fogo baixo.

Molho:
Ferver a pele e a espinha do bacalhau
em azeite e alho por 20 minutos, bater
no liquidificador e passar na peneira;
disso resultará em uma espécie de
molho.

Legumes:
Saltear os legumes com azeite, alho,
sal (a gosto) e borrifar com vinho
branco.

Em um prato coloque os legumes, acrescente
por cima o bacalhau e em seguida o molho.
Rendimento: 1 porção.

Esta receita é uma colaboração
para a Perfil Náutico da chef Ilza
Vinagre, do restaurante A Bela
Sintra, de São Paulo.
RESTAURANTE A BELA SINTRA
Rua Bela Cintra, 2.325 Cerqueira César - São Paulo (SP)
www.abelasintra.com.br

Luiz Alfredo Malucelli
é escritor, colunista,
jornalista e gourmet.
MERCADO NÁUTICO

MERCADO NÁUTICO

MERCADO NÁUTICO
AS MELHORES OPORTUNIDADES
DO MEIO E MERCADO. BARCOS,
JETS, MOTORES, EQUIPAMENTOS,
ACESSÓRIOS E SERVIÇOS.
nesta edição:

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PERFILNÁUTICO 

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MERCADO NÁUTICO

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MERCADO NÁUTICO

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MERCADO NÁUTICO

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Click
click - Foto: Kos Evans
A fotógrafa britânica Kos Evans tem uma capacidade impressionante de perceber a ação antes
que ela aconteça, e isso lhe permite capturar as cenas mais desafiadoras do mundo náutico.
Ela sempre encontra uma maneira especial de olhar para os veleiros. Do alto do mastro pode
ser uma delas.

162  PERFILNÁUTICO

Revista Perfil Náutico ed 40

  • 1.
    00045 BENETTI 140 ANOS:EXCELÊNCIA ITALIANA ISSN 1980-9794 EXPEDIÇÃO ORIENTE BENETTI 140 ANOS PRAZER, GLAMOUR E AVENTURA 9 771980 97 903 7 00040 9 771980 97903 7 NAVEGAR É PRECISO NAVEGAR É PRECISO TODAS AS EMOÇÕES A BORDO DOS VELEIROS PERFIL NUMARINE PERFIL NUMARINE O TINO TURCO PARA NAVEGAÇÃO ANO 08 E MAIS, NA SEÇÃO PERFIL, 4 EMBARCAÇÕES: N°40 2013 COLUNNA 285 CORSAIR 32 TRITON 345 FLY 420 VIRTESS
  • 5.
    Editorial Experimente A imagem de umveleiro, real – navegando ou ancorado – ou mesmo emoldurada numa bela foto ou quadro, remete-nos imediatamente a um universo de paz e liberdade. Foi exatamente esse o universo que vivenciamos durante os trabalhos dessa edição da Perfil Náutico, procurando levar a você leitor todas as emoções de velejar. É claro que essas sensações só podem ser sentidas estando a bordo de um veleiro. Por isso, para quem pretende ter um veleiro, nossa dica é experimentar o máximo possível até decidir qual o melhor barco para você e ter bons motivos para tirar o veleiro da parede. Velejar é, talvez, a palavra mais comum entre os integrantes da Família Schurmann. Em uma reportagem especial eles nos contam tudo sobre a próxima aventura: a Expedição Oriente, a bordo do veleiro Kat. Para inspirar ainda mais, fomos conferir os preparativos da Rolex Ilhabela Sailing Week, a semana de vela que completa quatro décadas em Ilhabela. Como ninguém é de ferro, aproveitamos para dar uma esticadinha até o interior de São Paulo, em São Luiz do Paraitinga, uma cidade que reaparece no cenário turístico depois de ser abalada pelas águas das chuvas e pelos desmoronamentos. Do Mundo Náutico trazemos a cobertura do aniversário de 140 anos da Benetti, a movimentação do Nordeste Motorshow no Recife (PE), o fim de semana de gala Ferretti Weekend e uma curiosidade: grandes clubes de futebol que surgiram na água, com as regatas de remo. Na seção Perfil, duas embarcações brasileiras, Colunna 285 e Triton 345, e duas estrangeiras, Chris-Craft Corsair 32 e Bavaria Fly 420 Virtess. Visitamos também o estaleiro Numarine em sua sede asiática com vista para a Europa. As dependências da Numarine na Turquia são como mergulhos numa cultura náutica rica e profunda. CONSELHO DIRETOR Aldo Alfredo Malucelli aldo@grupocanal.com.br Carlos Alberto Gomes carlos@grupocanal.com.br José “Juca“ Kulling jose.juca@grupocanal.com.br Luiz Alfredo Malucelli luiz@grupocanal.com.br DEPTO. DE JORNALISMO EDITOR E JORNALISTA RESPONSÁVEL Marcelo Fabiani (Buda) marcelo.buda@grupocanal.com.br DRT-PR / 6633 REDAÇÃO Leo Suzuki leonardo.suzuki@grupocanal.com.br EDIÇÃO DE ARTE E PROJETO GRÁFICO REVISÃO DRT-PR / 8276 Lumen Design (Lais Glück) João Batista Ribeiro COLABORAM NESSA EDIÇÃO Alisson Diniz, Amanda Kasecker, Família Muller, Guilherme Aquino, Ilza Vinagre, Jorge Nasseh, Kos Evans, Luiz Alfredo Malucelli, Rafaella Malucelli, Thais Zago. IMPRESSÃO E ACABAMENTO Gráfica Monalisa DISTRIBUIÇÃO EXCLUSIVA FC Comercial Distribuidora Ltda. CENTRAL DE PUBLICIDADE COMERCIAL comercial@grupocanal.com.br (41) 3331 8300 JOSÉ “JUCA” KOLLING jose.juca@grupocanal.com.br Rua Jorge Cury Brahim, 712, Pilarzinho, 82.110-040, Curitiba - PR. Fone (41) 3331 8300 Fax (41) 3331 8305 Revista Perfil Náutico Rádio Mix Curitiba - 91,3 MHz 91 Rock Web www.91rock.com.br Artigos assinados não representam necessariamente a opinião da revista. As imagens sem créditos foram fornecidas para divulgação. Revista Perfil Náutico, ano 8, no 40, é uma publicação da Editoral CANAL/mid, divisão de mídia do Grupo CANAL/com. Todos os direitos reservados. FALE COM A GENTE redacao@perfilnautico.com.br Bons ventos, boa leitura Marcelo Buda CANAL TÉCNICO Envie sua pergunta para canaltecnico@perfilnautico.com.br ASSINATURA assinatura@perfilnautico.com.br PERFIL NÁUTICO NA INTERNET www.perfilnautico.com.br 8  PERFILNÁUTICO
  • 6.
    Índice CANAL 12 64 74 78 LEITOR NÁUTICO DÉCOR CONSTRUTOR MUNDO NÁUTICO 22 AniversárioBenetti Estaleiro italiano comemora 140 anos 28 Nordeste Motorshow Setor náutico ganha espaço no Recife (PE) 32 Clubes de regatas e futebol CAPA 46 Navegar é preciso Prazeres e emoções a bordo de veleiros PERFIL 81 Colunna 285 89 Corsair 32 97 Triton 345 105 Fly 420 Virtess 113 Numarine A origem de grandes times foi no remo Projeto exclusivo do estaleiro, a pedido dos clientes 38 Ferretti Weekend Um fim de semana de gala para privilegiados NESTA EDIÇÃO 14 Lancha clássica da americana Chris-Craft é repaginada NEWS Novidades do segmento náutico 122 eSTILO Personalidade e bom gosto 124 Expedição Oriente Novidade da Way Brasil, para famílias exigentes A nova aventura da Família Schurmann 130 Rolex Ilhabela Sailing Week Quatro décadas de vela no litoral paulista 136 esporte Luxo alemão da Bavaria navegando em águas brasileiras Competições na água esquentaram o início do ano 142 Turismo São Luiz do Paraitinga 148 PLANETA ÁGUA Para limpar o plástico dos oceanos 150 GOURMET Bacalhau como se faz na fazenda 10  PERFILNÁUTICO Estaleiro turco prepara-se para o futuro, também no Brasil
  • 7.
    Canal do Leitor CAPA Semfalar de sua potência nas águas. Um sonho de consumo. Alexandre Rocha Granato Muito interessante a relação de custo e benefício proporcionada pelas embarcações de 35 e 36 pés mostradas na matéria. Quase um manual, com sete opções incríveis para quem deseja comprar ou trocar de barco. Denis Alencar Parabéns pela última edição. É realmente um prazer ver a qualidade editorial da revista. Sucesso a todos! Sou fascinada por mergulho e me identifiquei muito com a matéria nas Ilhas Maldivas. O fundo do mar é um universo maravilhoso. As imagens estão belíssimas! Thais Branco Felipe Furquim (CEO da loja de equipamentos náuticos Regatta) Ótimas informações sobre o Salão Náutico de Istambul. Fiquei curioso sobre o iate de 78 pés da Numarine e encantado com os detalhes dos barcos estilo vintage lá expostos. Marcelo de Melo Pereira Parabéns aos nossos bravos guerreiros Beto Pandiani e Igor Bely. Percorrer 5 mil milhas náuticas em um catamarã sem cabine não é para qualquer um. Embarquei nessa travessia junto com eles, acompanhando pelo Tumblr. Foi de arrepiar! Paula Ferreira Martins Um verdadeiro espetáculo essa 540 Sundancer, da Sea Ray, com design clean e contemporâneo. Acho que o governo brasileiro não tem de pensar duas vezes para implantar essa política de pagar pelo consumo individual da água. A falta de água é realidade em todo o mundo e precisamos nos conscientizar. Pablo Cavalcanti FALE CONOSCO Para falar com a Perfil Náutico, mande e-mail para: redacao@perfilnautico.com.br ou canaltecnico@perfilnautico.com.br. As mensagens devem ser enviadas à redação e à equipe técnica com identificação do autor, endereço e telefone. Em virtude do espaço disponível, os textos podem ser resumidos ou editados. A revista reserva-se o direito de publicar ou não as colaborações. 12  PERFILNÁUTICO
  • 8.
    News armada é firstno brasil A First Yacht e o estaleiro catarinense Armada agora são parceiros comerciais. As lanchas Armada, de 30 a 44 pés, passam a ser vendidas com exclusividade por intermédio dos representantes da First Yacht, em toda a costa brasileira. Por meio dessa operação, o estaleiro pretende reforçar a sua presença nas várias regiões brasileiras, especialmente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e na Região Sul. A First Yacht já tem em seu portfólio as renomadas marcas italianas Azimut Yachts e Atlantis e passa agora a atender a Armada para todo o Brasil. Armada 300M Cabrio UM GIGANTE DA AZIMUT Design de Stefano Righini e decoração de Carlo Galeazzi A Azimut Grande 100 foi o maior barco em exposição no Rio Boat Show 2013. O estaleiro italiano com sede no Brasil, em Itajaí (SC), apresentou oito embarcações de suas prestigiadas marcas no evento. 14  PERFILNÁUTICO A Azimut Grande 100 é um iate de 31 metros que integra a linha de megaiates Benetti/ Azimut Grande. Desenhado por Stefano Righini e com os arranjos interiores de Carlo Galeazzi, reflete uma personalidade única e dinâmica, marca registrada da coleção dos megaiates planantes do grupo Azimut Benetti. Outras duas embarcações da Azimut estavam entre as maiores da feira: a Azimut 88 e a Azimut 82.
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    News RIO BOAT SHOW2013 A organização da 16ª edição do Rio Boat Show, evento encerrado no dia 1º de maio, divulgou o balanço geral do salão. Segundo os dados divulgados, um total de R$ 276 milhões foi gerado em negócios. Realizada no Píer Mauá, a feira contou com cerca de 130 expositores e aproximadamente 230 barcos expostos, no mar e em terra firme. As tradicionais palestras também fizeram parte da programação. Pela primeira vez o salão teve um pavilhão dedicado exclusivamente a empresas americanas, como estaleiros e fabricantes de equipamentos náuticos. R$ 276 milhões em negócios FS YACHTS COMEMORA VENDAS Representante da Região Sul do país, o estaleiro catarinense FS Yachts comemorou a venda recorde de embarcações no Rio Boat Show 2013: foram 52 lanchas vendidas durante os sete dias de feira. Renato Gonçalves, diretor comercial do estaleiro, falou que lançamento da FS 180 superou as expectativas, com 18 unidades vendidas. A FS Yachts lançará uma lancha de 27 pés ao fim deste ano e pretende expandir sua rede de revendedores agora para as Regiões Norte e Nordeste do Brasil. 16  PERFILNÁUTICO 52 lanchas vendidas no RBS
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    News DE BARRA BONITAA TRÊS LAGOAS Cruzeiro Hidrovia Tietê-Paraná: 14 dias, 12 cidades Em julho acontece a quarta edição do Cruzeiro Hidrovia Tietê-Paraná, organizado pela Associação Brasileira de Velejadores de Cruzeiro – ABVC. O passeio de 14 dias tem o objetivo de levar adultos e jovens para uma experiência cultural única e enriquecedora, conhecendo de um ponto de vista diferente, pelo rio, os atrativos turísticos das cidades ribeirinhas, seus costumes e folclores, sabores coloniais e sua importância histórica. A flotilha passará por 12 cidades, entre clubes náuticos, marinas, condomínios e atracadouros públicos. Em cada parada será oferecida uma palestra a toda a comunidade ou aos seus associados, demonstrando o potencial turístico fluvial da hidrovia e suas belezas. A largada será no dia 6 de julho, em Barra Bonita (SP) e a chegada no dia 20 de julho na cidade de Três Lagoas, já no Mato Grosso do Sul. CINEMA NACIONAL EM CRUZEIRO O navio MSC Orchestra será cenário para o longa-metragem S.O.S – Mulheres ao Mar, filme que contará com a presença de Giovanna Antonelli, Reynaldo Gianecchini, Thalita Carauta. A equipe embarcou para a Itália, onde serão gravadas as cenas em terra, e na sequência fará a gravação do material em um cruzeiro pelo Mediterrâneo. O MSC Orchestra, que estará no Brasil a partir de novembro, tem capacidade para 3.223 hóspedes e conta com 16 andares. As gravações ocorrerão nos bares, na discoteca, no teatro e em um dos cinco restaurantes. 18  PERFILNÁUTICO As filmagens acontecem no MSC Orchestra
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    News VIP EM MIAMI Mimosexclusivos para hóspedes O W South Beach Hotel & Residences, em Miami, Flórida, escolheu a dedo 26 das suas mais exclusivas suítes e elevou-as a outro nível. Agora, os hóspedes que reservarem sua estadia em uma das suítes vips do W South Beach irão desfrutar de vários serviços e mimos exclusivos, incluindo um serviço dedicado de concierge vip, o W Insider – que está por dentro de tudo o que acontece no hotel e na cidade e pode fazer reservas nos restaurantes, boates JULHO NA PATAGÔNIA ARGENTINA Geleira de Perito Moreno, em El Calafate 20  PERFILNÁUTICO e eventos mais badalados, alugar barcos para passeios e providenciar qualquer outro desejo do hóspede. Mais informações: www.wsouthbeach.com/vip-suites. Um dos destinos mais exóticos de toda América, a belíssima Patagônia Argentina, conhecida pelos experts em viagens como o Himalaia da América do Sul, é a dica para as férias de julho. Entre as atrações para os turistas estão a incrível geleira de Perito Moreno, localizada em El Calafate. O famoso glaciar é conhecido pelo espetáculo oferecido pela mãe natureza, onde os blocos de gelo se rompem e despencam sobre os lagos de cor azul-turquesa. Em Ushuaia os viajantes terão a oportunidade de conhecer o magnífico Parque Nacional Tierra del Fuego. Mais informações: FREEWAY: www.freeway.tur.br
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    MUNDO NÁUTICO benetti 140anos Excelência italiana Um dos mais antigos construtores de iates de luxo a motor do mundo, o estaleiro Benetti, está celebrando 140 anos de existência Por Alisson Diniz 22  PERFILNÁUTICO PERFILNÁUTICO  23
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    MUNDO NÁUTICO benetti 140anos Uma história que começou em 1873 com o veleiro Barcobestia A empresa fundada por Lorenzo Benetti, hoje uma das mais famosas e bem conceituadas do mundo, começou construindo barcos de madeira usados para transporte e comércio internacional. Isso lá pelos idos de 1873, na cidade de Viareggio na Itália, onde Lorenzo abriu seu primeiro estaleiro e construiu o veleiro “Barcobestia", usado para o transporte local e internacional. Depois da morte de Lorenzo, A BENETTI FOI A PRIMEIRA A PERCEBER O POTENCIAL DE MATERIAIS COMPOSTOS PARA A CONSTRUÇÃO DE IATES seus dois filhos, Gino e Emilio assumiram a gestão do estaleiro. Eles mudaram seu nome para Projetistas do passado, olhando para o futuro 24  PERFILNÁUTICO Valores tradicionais e tecnologia avançada Fratelli Benetti e rapidamente construíram e consolidaram uma reputação de construtores de veleiros comerciais que se estendeu muito além do Mediterrâneo. Mas o século 20 foi um período de turbulência, agitação e revolução tecnológica. Após a Segunda Guerra Mundial, as embarcações à vela comerciais construídas com madeira começaram a ficar obsoletas. A Fratelli Benetti poderia tornar-se uma raridade industrial ou desaparecer. Em vez disso, ela foi adaptada aos tempos, mudou de direção e começou a Lorenzo Benetti produzir embarcações de recreio de aço. Depois de abandonar a madeira, o estaleiro Benetti foi o primeiro a perceber o potencial de materiais compostos para a produção de iates e, no início dos anos 1960, iniciou a transição de barcos de metal para de aço e de alumínio e os primeiros iates de luxo começaram a ser produzidos, sendo o Nabila um dos mais famosos, com 86 metros de comprimento. Atualmente é sinônimo de tradição e inovação, estilo e qualidade, adjetivos que moldam a missão e a cultura da empresa. Tudo para satisfazer as necessidades cada vez mais complexas dos mais exigentes proprietários em todo o mundo. "Este ano não é apenas o 140º aniversário do Benetti, é também o 10º aniversário da aquisição do Estaleiro Livorno”, comenta Ing Vincenzo Poerio – CEO da Benetti. “Nós planejamos um calendário extenso de eventos que culminaram em junho em Portofino com um exclusivo fim de semana junto com os nossos clientes de todo o mundo. Proprietários que não vêm até nós para comprar um iate que está pronto, mas para construir um junto conosco, a fim de expressar plenamente a sua personalidade e viver um verdadeiro relacionamento com o mar.” GRUPO AZIMUT BENETTI Em 1985 a Benetti sofre uma grande alteração. O construtor de barcos Azimut Yachts adquiriu o estaleiro naval, trouxe uma nova gestão e transformou a Benetti, modernizando-a e introduzindo a tecnologia avançada que conhecemos hoje. A Benetti tornouse um estaleiro prospectivo e inovador, mas que mantém seus valores tradicionais de experiência, habilidade e uma paixão por um bom artesanato. Em 1979 o megaiate Nabila é lançado PERFILNÁUTICO  25
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    MUNDO NÁUTICO benetti 140anos Com o maior crescimento entre todos os outros concorrentes de megaiates, a Benetti é um ícone de elegância incomparável focada na combinação de design atemporal, de classe mundial, qualidade e atenção aos detalhes. Cada iate Benetti oferece personalização. Ao longo dos anos o estaleiro cresceu e mudou, não seguindo, mas antecipando os tempos. A Benetti produz iates que estão bem estabelecidos e à altura da excelência italiana: elegantes, exclusivos e extremamente bem trabalhados. “Os clientes que se aproximam de nós com ideias e expectativas são como um desafio e um estímulo contínuo”, diz Vincenzo Poerio. “Nossa missão é fazer todos os detalhes perfeitos, sem concessões ao compromisso, seu sucesso se torna nosso. Este nível de qualidade e paixão é nosso único caminho para os próximos 140 anos de sucesso.” Com 140 anos de história, o estaleiro Benetti tem cerca de 300 modelos barcos construídos, Uma das fábricas da Benetti na Itália, em Darsena BENETTI DO FUTURO Como parte das comemorações dos 140 anos a Benetti apresentou projetos de barcos para os próximos dez anos. O Design Innovation Benetti envolveu designers de renome internacional, a fim de criar novos conceitos para barcos personalizados de 50 a 90 metros. No total, 27 estão sendo apresentados, são expoentes da singularidade da Benetti com um olho para o futuro. O iate Jolly Roger de 65 metros, desenhado por Ludovica e Roberto Palomba, é um dos projetos mais inovadores, com um visual dinâmico e elegante. Os deques são apoiados por um sistema que permite o uso de grandes janelas, reinterpretando o elemento de poder típico da Benetti. 140 ANOS DE HISTÓRIA E CERCA DE 300 MODELOS CONSTRUÍDOS instalações que cobrem mais de 300 mil metros quadrados em seis estaleiros localizados na Itália. São 34 iates em construção no momento, incluindo um megaiate de 90 metros. Estes fatos e números demonstram de forma inequívoca a dinâmica de crescimento e o perfil dos clientes da Benetti, o que dá confiança irrestrita à marca. 26  PERFILNÁUTICO Iate Jolly Roger, desenhado por Ludovica e Roberto Palomba
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    MUNDO NÁUTICO nordeste motorshow Espaçona feira dedicado ao segmento náutico foi novidade para a região SUCESSO EM SUA PRIMEIRA EDIÇÃO Em quatro dias de feira, o Nordeste Motorshow, salão internacional de veículos de duas e quatro rodas e náutico, atraiu mais de 41 mil pessoas A Por Leo Suzuki primeira edição do Nordeste MotorShow foi sucesso de público e de negócios em todos os setores. Mais de 41.200 pessoas passaram pelo Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda, durante os quatro dias de feira – de 25 a 28 de abril deste ano. O salão internacional de veículos de duas rodas, quatro rodas e 28  PERFILNÁUTICO MAIS DE 41 mil PESSOAS PASSARAM PELO CENTRO DE CONVENÇÕES DE PERNAMBUCO, EM OLINDA náutico consolidou Pernambuco na rota das grandes feiras internacionais. O segmento náutico foi uma grande novidade para a região, expandindo o público e atraindo novos olhares para o setor que só faz crescer no Nordeste, a exemplo de outras regiões do Brasil. A área destinada aos barcos e seus acessórios foi responsável por cerca de 15% do público presente no evento, segundo a organização. “Reunimos todas as tendências em um só lugar”, disse o diretor da Nordeste MotorShow, Rodrigo Rumi. “Os mercados dos setores expostos no evento estarão aquecidos nos próximos meses e por se tratar da primeira edição acreditamos que abrimos uma excelente plataforma de vendas.” Ao todo, oito expositores do setor náutico estiveram presentes no evento: os estaleiros Atymar, Ecomariner, Fibrasmar e Royal Mariner; as lojas Centro Náutico Nordeste, Da Fonte Náutica e Shark Boats; e a marina Porto do Mar. Os estaleiros Ecomariner e Royal Mariner fizeram um balanço bastante positivo e já confirmaram presença na próxima edição da feira. “Foi um sucesso”, disse Rodrigo Cardoso, da Ecomariner. “Um evento muito produtivo que PERFILNÁUTICO  29
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    MUNDO NÁUTICO nordeste motorshow movimentouo mercado náutico com certeza.” De acordo com Vinícius Rangel, gerente comercial da Fibrasmar, o Nordeste MotorShow veio confirmar o crescimento do mercado náutico na região. “Além de possibilitar um aumento nas vendas, em um período em que a sazonalidade reduz a demanda.” No segmento quatro rodas, o estande da Chevrolet foi um dos que mais chamaram a atenção do público. Além AO TODO, OITO EXPOSITORES DO SETOR NÁUTICO ESTIVERAM PRESENTES NO EVENTO de exibir o popular Camaro amarelo, a montadora promoveu um show ao vivo com três cantores e dançarinos. A montadora Volkswagen trouxe para o Nordeste MotorShow alguns de seus modelos com o intuito de dar mais visibilidade à marca, como a Amarok, o Fusca e a Tiguan. A participação da JAC Motors no evento também foi bastante satisfatória, destacando no estande o J2 — que, com quatro meses de lançamento, está entre os carros importados mais vendidos do Brasil. A Citroën levou para o Nordeste MotorShow o DS5. A BMW participou do evento representada pela Plena Comércio de Veículos Ltda. e comemorou o sucesso obtido. O salão foi organizado pela Reed Exhibitions Alcantara Machado e a segunda edição já tem data prevista para acontecer em 2014, entre 24 e 27 de abril. “Além das marcas presentes neste ano, novos expositores já reservam espaço no salão”, disse o gerente do evento, Diego Montenegro. 30  PERFILNÁUTICO
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    MUNDO NÁUTICO clubes deregatas e futebol chutes e remadas Entre os 20 clubes que disputam a série A do Campeonato Brasileiro, quatro deles nasceram do remo, um outro, por exemplo, sofreu forte influência do remo em seu escudo, o Corinthians. Flamengo, Botafogo, Vasco da Gama e Náutico, antes de calçarem chuteiras e marcarem seus primeiros gols, surgiram de fortes remadas e disputadas regatas. Assim como o futebol, o remo também foi trazido da Europa para o Brasil, neste caso por um grupo de imigrantes alemães, em 1880. Com a chegada de Miller, muitas dessas agremiações de regatas aderiram à novidade do esporte bretão e passaram a montar equipes de futebol. O Flamengo, tradicional clube de regatas, que em 1900 conquistou a regata que comemorava o quadricentenário do descobrimento do Brasil e levou para sua galeria o Troféu Jarra Tropon, sua primeira grande conquista internacional, passou a manter um time de futebol, assim como outros clubes que se dividiram entre o popular remo e o novo esporte. A popularidade inverteu-se e o futebol ganhou proporções que nem Charles Miller poderia imaginar. A rivalidade ENTRE OS 20 CLUBES QUE DISPUTAM A SÉRIE A DO CAMPEONATO BRASILEIRO, QUATRO DELES NASCERAM DO REMO de alguns clubes, como dos cariocas Flamengo, Vasco da Gama e Botafogo, passou das raias para os gramados. Antes de brilharem nos gramados, alguns clubes brasileiros de futebol iniciaram na água, como clubes de regatas Por Alisson Diniz E m maio começou o campeonato brasileiro de futebol. Até o final do ano 20 clubes disputam o título de melhor time do esporte mais popular do Brasil em 2013. O que nem todo mundo sabe é que alguns desses clubes brasileiros, em sua origem ou em registros históricos, tiveram outro esporte, bem menos popular, como a principal atração esportiva entre seus associados e torcedores: o remo. 32  PERFILNÁUTICO A mudança na preferência dos brasileiros começou quando Charles Miller desembarcou no Brasil em 18 de fevereiro de 1894, depois de um período de estudos na Inglaterra. Ele trouxe na bagagem duas bolas de futebol, um livro de regras e uma bomba para encher bolas. Clubes náuticos espalhavam-se pelo Brasil e Charles mal sabia que transformaria os costumes e a cultura de um país. Equipe de remo do Vasco da Gama de 1951 PERFILNÁUTICO  33
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    MUNDO NÁUTICO clubes deregatas e futebol das raias para os estádios Botafogo FLAMENGO VASCO NáUTICO O Botafogo foi o primeiro clube, dentre os que disputam o Brasileirão, a começar sua história gloriosa como clube de regatas. Num encontro entre 16 homens no primeiro dia de julho de 1894, nascia o Club de Regatas Botafogo. Entre as lendas do clube, que teve os futebolistas Garrincha, Zagallo e Jairzinho, está a embarcação Diva, vencedora em todas as 22 regatas que disputou. Os primeiros chutes começaram em outro clube, o Botafogo Football Club, fundado em 1904. Somente no dia 8 de dezembro de 1942 houve a fusão do Club de Regatas Botafogo e do Botafogo FootBall Club. Nascia então o Botafogo de Futebol e Regatas, o clube da estrela solitária. O Clube de Regatas Flamengo nasceu em 1895 com o nome de Grupo de Regatas do Flamengo, sua primeira embarcação, batizada de Pherusa, foi adquirida por 400 réis depois que uma vaquinha feita entre alguns atletas: Mario Espínola, José Agostinho Pereira da Cunha, Felisberto Laport, Nestor de Barros e José Feliz da Cunha Menezes. No dia 21 de agosto de 1898 foi fundado Club de Regatas Vasco da Gama. Sessenta e dois homens reuniram-se em uma sala da Sociedade Dramática Filhos de Talma e fundaram uma associação para a prática do remo. Em sua maioria portugueses, inspiraramse nas celebrações dos 400 anos da descoberta do caminho marítimo para as Índias e batizaram a nova agremiação com o nome do navegador português Vasco da Gama, que heroicamente alcançou esse feito. Nascia ali o Vasco da Gama. O Club Náutico Capibaribe, entre os que disputam o Brasileirão de futebol em 2013, foi o último dos clubes de remo a ser fundado. Apesar de a data oficial de sua fundação ser dia 7 de abril de 1901, sua história teve o início em 1897. Depois de terminada a Revolta de Canudos, os recifenses receberiam as tropas pernambucanas. Como parte da programação que recepcionaria os soldados do estado estava uma grande regata, para o dia 21 de novembro daquele ano, com os atletas do clube Recreio Fluvial, que faziam excursões do Rio Capibaribe até os bairros Poço da Panela e Apipucos. Mais tarde, o Recreio Fluvial uniu-se ao Clube dos Pimpões, e surgiu assim o Club Naútico Capibaribe. No dia 14 de julho de 1909, os estatutos do clube foram modificados em assembleia, estendendo as atividades esportivas e o futebol foi inserido oficialmente no clube. Dois clubes fundiram-se e surgiu o Botafogo de Futebol e Regatas botafogo Um dos maiores feitos dos remadores rubro-negros aconteceu em 1932 e foi completar a travessia Rio-Santos em cinco dias, participaram os atletas Ângelo Gammaro, Everardo Peres da Silva, Alfredo Correia e Antônio Rebelo Júnior. Uma curiosidade é que os apelidos, muito comuns nos dias de hoje entre os jogadores de futebol, já faziam parte dos costumes dos remadores. Antônio Rebelo Júnior era chamado de O Engole Garfo e Alfredo Correia era o Boca Larga. Equipe do Flamengo da década de 80 e Fabiana Beltrame, um dos grandes nomes do remo nacional flamengo Duas gerações do remo do Vasco: 1953 e 2009 vasco Remos do Náutico: anos 60 e 2013 náutico c R 34  PERFILNÁUTICO F PERFILNÁUTICO  35
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    MUNDO NÁUTICO clubes deregatas e futebol corinthians REGATAS CARIOCAS O futebol sempre foi prioridade no Sport Club Corinthians Paulista. Entretanto, em 1933 o clube implantou uma equipe de remo em seu quadro de modalidades esportivas. Devido a isso, o escudo do clube sofreu uma modificação. Foram acrescentados um par de remos e uma âncora, mantidos desde então. A artefinal é de autoria do pintor Francisco Rebolo Gonsales, ex-jogador do Corinthians. Para explicar o apelido de Timão, existem duas versões: uma diz que o apelido veio em decorrência de uma confusão. Após ser incluído o remo e a âncora no escudo do clube, muitos achavam que as partes formavam um timão de navio. A outra versão afirma que, em 1966, o clube enfrentava um jejum de 12 anos sem títulos e o então presidente Wadih Helu resolveu montar um timaço para dar fim ao jejum. Jornais passaram a publicar manchetes chamando o Corinthians de “timão”. Mas o time não vingou, a torcida adversária entoava nas arquibancadas o grito de “cadê timão?” e o apelido foi pegando. Essa equipe conquistou apenas o torneio Rio-São Paulo de 66, título divido com Santos, Vasco e Botafogo, que chegaram empatados na primeira posição. A Enseada de Botafogo era a preferida dos esportistas. A água relativamente calma e a proximidade com o centro da cidade, onde estavam as sedes da maioria dos clubes, consagraram o local. Na praia, uma estreita faixa de areia recebia os barcos após as regatas, tendo à sua volta um público empolgado, cuja presença conferia mais brilho aos eventos. O Pavilhão de Passos testemunhou inúmeros eventos, como o primeiro Campeonato de Remadores do Brasil, em 1911, disputado com barcos de quatro remos e vencido pelo Rio de Janeiro, e uma regata internacional em 1922, em comemoração ao centenário da Independência. A partir de 1927, as competições seriam disputadas na Lagoa Rodrigo de Freitas, levando a seu abandono e desaparecimento. Suas imagens, contudo, permanecem como testemunho do nascimento do esporte como atividade popular e indissociável da vida moderna do Rio de Janeiro. H I ANS IN T 1910 36  PERFILNÁUTICO U L IISTA UL ST PA PA C C.. C OR S . C OR CORINTHIANS Enseada de Botafogo, ponto tradicional das maiores regatas de remo do Rio de Janeiro
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    MUNDO NÁUTICO evento ferretti LuizaPossi e Ed Motta foram atrações para os convidados família ferretTi Em sete dias, evento reúne vips na 1ª Ferretti Weekend Por Leo Suzuki Desfile do estilista Carlos Miele 38  PERFILNÁUTICO O anfitrião Marcio Christiansen ao lado de Ray Bretas e Carlos Mieli, e a bordo de um Ferretti C om o objetivo de oferecer conforto e exclusividade de atendimento aos seus atuais e futuros clientes, o Ferrettigroup Brasil promoveu entre os dias 25 de abril e 1º de maio a primeira edição da Ferretti Weekend. Estiveram presentes mais de 150 famílias que compõem o Club Famiglia Ferretti, além de banqueiros, presidentes de empresas e personalidades da alta sociedade. O evento foi realizado no Portobello Resort, na região de Mangaratiba, no Rio de Janeiro. “Estamos procurando cada vez mais proporcionar aos clientes experiências com a marca para que ele possa recordar desses momentos para sempre”, ressalta o gerente de Marketing do Ferrettigroup Brasil e idealizador do evento, Ricardo Kurtz. Em sete dias de puro luxo e glamour, os vips puderam desfrutar de shows musicais exclusivos com Luiza Possi, Ed Motta, Leo Maia e Vanessa Jackson. Na ocasião, os convidados também se deslumbraram com o desfile de moda do renomado estilista brasileiro Carlos Miele. Um ateliê de costura foi estruturado no local, onde Miele criava, na hora, roupas para os participantes. O EVENTO FOI rEALIZADO NO PORTOBELLO rESORT, NA REGIÃO DE MANGARATIBA (RJ) Para manter sempre a boa forma, o evento disponibilizou oficinas de esportes com importantes nomes do setor, como o tenista Ricardo Melo, o jogador de vôlei Tande e os craques do futebol Serginho Chulapa e Vampeta. O menu foi comandado pelo chef de cozinha francês Claude Troigros, que além de cozinhar ministrou oficinas gastronômicas. “Nosso objetivo não foi atender 4 mil pessoas às pressas, mas atender muito bem as 400 mais importantes”, comenta Marcio Christiansen, CEO do Ferrettigroup Brasil. Durante toda essa programação exclusiva, o Ferrettigroup deixou à disposição seis modelos de iate – 530, 620, 660, 700, 750 e 830 – aportados para visitação e passeios pelas águas cristalinas de Mangaratiba. Para saber mais sobre o Ferretti Weekend e até mesmo participar das próximas edições, acesse ferrettiweekend.com.br ou ligue para (11) 3552 4000. PERFILNÁUTICO  39
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    MUNDO NÁUTICO evento ferretti 530:A embarcação pode atingir até 32 nós de velocidade máxima e 28 nós em cruzeiro. Tem capacidade para 14 pessoas a bordo e acomodação para seis pessoas mais um tripulante. O diferencial da 530 é o sistema opcional ARG (Anti Rolling Gyro), que reduz 50% das oscilações laterais quando o barco está ancorado. 620: A grande área social, tanto no convés principal quanto na parte externa, é o diferencial da Ferretti 620. A lancha vem equipada com dois motores Man V8 900 CR. Sua autonomia máxima é de 320 milhas náuticas (590 km). 660: As janelas e vigias da 660 são amplas, garantindo bom uso da luz natural para iluminar os ambientes internos. A lancha possui quase 20 metros de comprimento e tem capacidade para 18 pessoas. No pernoite, acomoda seis pessoas em três espaçosas cabines. os seis modelos do ferretti weekend 700: A lancha foi projetada com um conceito ecológico. Duas baterias de gel alemãs de 2 mil ampères permitem deixar desligado o gerador por até 24 horas, proporcionando aos passageiros momentos únicos de silêncio. 750: O design clássico da 750 alia a personalidade forte e a elegância dos tons quentes. O modelo foi projetado para aqueles que gostam de espaço interior e esplêndida decoração. 830: Alguns dos destaques da 830 é o flybridge e a cozinha que acompanha o mesmo padrão de uma residência luxuosa. Além do amplo quarto principal, a lancha possui duas cabines de hóspede e uma cabine vip com cama de casal. 40  PERFILNÁUTICO
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    CAPA NAVEGAR É PRECISO Avida é melhor com velas içadas Tradição, prazer, glamour e aventura estão a bordo dos veleiros quase sempre. Não importa o tamanho do casco nem a dimensão da vela. Paz, silêncio, mar, sol e horizonte compõem a moldura deste mosaico de emoções, claro, em condições normais de temperatura e pressão Por Guilherme Aquino 42  PERFILNÁUTICO PERFILNÁUTICO  43
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    CAPA NAVEGAR É PRECISO O ventoe a água estão ali, à disposição dos iatistas, e não discriminam ninguém. Eles são os mesmos para todos. É difícil encontrar uma integração, uma interação maior entre o homem e as forças da natureza que não seja aquela proporcionada pela navegação em um barco a vela. No mar, mesmo com todas as suas armadilhas, o iatista usa os elementos a seu favor, sempre, em quaisquer condições de vento e corrente. Um veleiro singra entre dois ambientes que alimentam a vida no planeta: o ar e a água. O barco a vela é o elo destes dois elementos fundamentais e dos quais captura a energia para se deslocar seguindo a rota traçada pelo comandante. E neste jogo de forças é o raciocínio humano que faz a diferença. É ele quem determina a busca pela melhor angulação possível para uma navegação perfeita. O barco a vela é o intérprete de um maravilhoso diálogo entre o homem e a natureza. E dizem que, ao longo do tempo, o barco adquire a personalidade do seu comandante. É sob um céu estrelado e um mastro como firmamento que o esplendor de uma embarcação a vela reluz mais ainda. Antiguidades à parte Os veleiros históricos chegam aos nossos dias impregnados de maresia e sabor de conquista de tempo e dinheiro. A arte da construção naval de porto ganha impulso no começo do século 16, graças aos ricos comerciantes holandeses. A navegação, como passatempo e lazer, nasce nos Países Baixos, por óbvias razões, devido ao inconveniente e frio vizinho, o Mar do Norte, sempre pronto a provocar inundações em terras abaixo do seu nível. 44  PERFILNÁUTICO A infinidade de canais deu à Holanda o know-how e a primazia do pioneirismo na navegação de cabotagem, a princípio, realizada em águas internas por segurança, através dos “jaghts” que serviam tanto para o transporte de mercadorias quanto de passageiros. E pouco a pouco passaram a transportar apenas o proprietário e amigos em dias de festa e lazer, a bordo do pequeno veleiro com apenas um mastro... Dali a cultura náutica desportiva iria parar nas águas da realeza britânica, do outro lado do Canal da Mancha, no Estreito de Solent, na ilha de Wight. A pronúncia da palavra “jaght”, de origem alemã, aproximava-se de “yacht”, e desta derivação semântica e traduzida nasceria o vocábulo “iate”. De lá para a então colônia americana, na margem oposta do Oceano Atlântico, seria apenas uma questão de tempo, pouco tempo. A passagem do temor reverencial O BARCO A VELA É O ELO ENTRE DOIS ELEMENTOS: A ÁGUA E O VENTO ao prazer absoluto do homem com relação ao mar levou tempo e consumiu três séculos e parte da riqueza acumulada numa época de grande fermentação capitalista. O turismo florescia e a navegação de cruzeiro, um privilégio para poucos, ganhava força com a presença de industriais e banqueiros que investiam muito dinheiro na construção de embarcações de vanguarda que, de uma maneira ou de outra, deveriam ajudar em seus negócios. Ter um veleiro era e, ao bem da verdade, ainda é, uma questão de “status PERFILNÁUTICO  45
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    CAPA NAVEGAR É PRECISO symbol”,da série “eu sou o barco que tenho”. No final do século 19, na Europa e nos Estados Unidos, o grau de influência de uma personalidade local ainda podia ser medido em função do tamanho do veleiro usado como “o metro do poder”. Este rito de amadurecimento começou lentamente quando se descobriu que a Terra não era quadrada e que a linha do horizonte não era a fronteira entre o início e o fim do mundo nem era povoada por monstros marinhos. Atualmente, o único monstro aquático que se conhece, além do famigerado, escorregadio e mal visto Ness, é o gigantesco AC72 pés, criado para a Copa América de vela deste ano. O megacatamarã, longo em 22 metros e largo em outros 14, com a vela rígida e alta de 40 metros, já cobrou um trágico pedágio – o campeão olímpico Andrew “Bart” Simpson, tático da equipe sueca Artemis, pagou com a vida uma acidental capotagem durante os treinos na Baía de São Francisco, Estados Unidos. Um valor caro demais para compensar a ousadia e audácia dos iatistas – recompensados a peso de ouro, mas indispostos a arriscarem a vida a bordo de uma embarcação movida por uma superfície vélica de 260 metros quadrados, rígida como a asa de um avião, voando baixo com um mínimo de vento, e multiplicando por três a sua velocidade. Este monstro pode alcançar 40 nós por hora e cada um dos cinco tripulantes usa um capacete e traz uma garrafa de oxigênio junto ao colete salvavidas. Mas estas medidas de segurança não foram suficientes para o inglês “Bart”. E algumas delas devem ser revistas. 46  PERFILNÁUTICO Catamarã AC72 da equipe Emirates New Zealand Copa América é referência Por ser a competição naútica mais antiga e disputada do mundo, a primeira edição foi em 1870, a Copa América é também um fio condutor da história da navegação esportiva a vela e, por consequência, um condensado dos melhores e maiores projetos navais do mundo. Não por acaso, guardadas as devidas proporções, todas as regatas são uma escotilha de visibilidade para os estaleiros e, ao mesmo tempo, um banco de provas para testar a resistência, a velocidade, o deslocamento e a estabilidade das embarcações, fatores fundamentais na avaliação de um veleiro. Nelas, os cruzeiristas de fim de semana torcem pelos regatistas, numa clara distinção social de classes naúticas que tem a ver mais com a personalidade do armador do que com a sua conta bancária. Uma minoria da elite lança-se em aventuras como a Vendée Globe, volta ao mundo sem escalas, ou a famosa Volvo Race, pelos três oceanos. E, se os catamarãs da Copa América O FUTURO: MATERIAL E TECNOLOGIA representam o futuro, em termos de material e tecnologia – uma campanha na competição está orçada em 100 milhões de dólares –, o presente à disposição dos amantes da vela custa bem menos e proporciona outros tipos de prazeres. Lagoon 620: robusto, confortável e seguro Beneteau Um catamarã especial e feito para quem não tem pressa de chegar é um dos cartões de visita do estaleiro francês CNB, do grupo Beneteau. Neste segmento de barco, versões “owner” e “charter”, os franceses são imbatíveis. Ainda que a origem do catamarã seja americana e a embarcação mais moderna jamais construída também tenha nascido nos Estados Unidos, a tradição é francesa. Robustos, confortáveis e seguros, eles são uma casa flutuante com um tanto de energia renovável a bordo, reduzindo ao mínimo uma das questões cruciais dos barcos a vela, ou seja, a produção e o armazenamento de eletricidade. A nova geração da série Lagoon foi inteiramente remodelada pelos arquitetos navais Marc van Pteghem e Vincente Laurito Prévost, responsáveis por muitas vitórias no circuito internacional de catamarãs, incluindo a Copa América de 2010, quando o trimarã americano Oracle, equipado com a vela rígida, bateu o catamarã suíço Alinghi. E isto confirma o quanto os regatistas “trabalham” para a segurança e o conforto dos cruzeiristas. O Lagoon, não por acaso, nasceu da divisão de pesquisa tecnológica avançada do estaleiro Jeanneau 30 anos atrás. PERFILNÁUTICO  47
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    CAPA NAVEGAR É PRECISO Omodelo 469 é uma das meninas dos olhos da Jeanneau A flotilha da Dufour é capitaneada pelo imponente 450 Grand Large Jeanneau Dufour Os franceses também não ficam atrás quando o tema é veleiro veloz, elegante e sofisticado. A gama de Sun Odyssey, da Jeanneau, é um dos exemplos que devem ser admirados. O modelo 469 é uma das meninas dos olhos do estaleiro e que fez muito sucesso nas últimas edições dos Salões Náuticos de Gênova e de Cannes. A reboque deste sucesso navega o 41 DS, projetado para dar ao proprietário a sensação de ter nas mãos um luxuoso barco maior, de 45 pés. Aliás, a criativa distribuição dos espaços internos deste estaleiro aposta na estratégia A concorrência interna francesa é grande. E o estaleiro Dufour é a prova viva de que na disputa de mercado acabam ganhando todos, clientes e fabricantes. Ainda na onda dos prêmios internacionais recebidos pelo veleiro Dufour 36, de “Best Crossover”, concedido pela revista Sailing World Magazine, e o European Yacht of the Year, o estaleiro anunciou a sua presença na Transquadra, a série de regatas oceânicas, entre elas a Barcelona-Martinica, com escala na Madeira. A Dufour já apresentou dez barcos de 36 pés. Eles vão estar disponíveis para os velejadores solitários ou em dupla, como prevê o regulamento. SUN ODYSSEY DA JEANNEAU, VELEIROS ADMIRÁVEIS de elaborar um espaço suficiente e transformá-lo em algo que pareça ser bem maior. Tudo é limado e embutido ao extremo, assim o espaço útil acaba sempre ganhando um “upgrade”. E, de olho nos vizinhos competidores, a Jeunneau revelou que no próximo mês de setembro vai lançar o seu Sun Fast 3600, e não deve ser um acaso. 48  PERFILNÁUTICO O reconhecimento ao projeto 36 é uma resposta do mercado a uma embarcação híbrida, que pode ser usada para cruzeiro ou para regata, de acordo com as modificações realizadas pelo proprietário momentos antes de zarpar do porto. Na base em La Rochelle, templo natural dos veleiros e iatistas do país, o engenheiro Michel Dufour empresta o seu sobrenome a um sofisticado estaleiro que produz uma das embarcações de maior prestígio entre os membros da comunidade náutica internacional. Uma flotilha digna de ser capitaneada pelo imponente 450 Grand Large equipado por duas cabines de armador, cozinha, sala e mesa de jogos apoiados sobre um fundo escavado à medida para “esconder” tudo aquilo que não é essencial ou que não deve ficar à mostra. MICHEL DUFOUR EMPRESTA SEU SOBRENOME AO SOFISTICADO ESTALEIRO Naturalmente, entre uma escotilha e outra estão os armários e dispensas criados para aproveitar cada centímetro quadrado da embarcação empurrada por uma superfície vélica de 94 metros quadrados. PERFILNÁUTICO  49
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    CAPA NAVEGAR É PRECISO Oestaleiro Del Pardo celebra 35 anos com seu 43 pés Vision 46 da Bavaria: computador de bordo facilita manobras Bavaria e Grand Soleil No campo das regatas e nas rotas dos cruzeiros, os estaleiros Bavaria, alemão, o Cantiere del Pardo, italiano, não ficam a ver navios, franceses, em sua maioria. O estaleiro Del Pardo, construtor do Grand Soleil, está celebrando 35 anos de atividades e em grande estilo comemora o sucesso do seu novo 43 pés. As linhas elegantes e extremamente fluidas escondem um casco realizado com a mais moderna tecnologia com o uso de fibra de carbono e com a técnica de sandwich. Assim o veleiro garante maior resistência às forças em jogo, além de ser mais leve e, por isso mesmo, mais veloz. 50  PERFILNÁUTICO A cozinha em L e as três cabines com dois banheiros fazem do Grand Soleil 43 um dos grandes protagonistas da temporada que começa neste verão europeu. um pouco mais preguiçoso. O computador de bordo realiza as manobras apenas com um toque de botão. O cipoal de cabos e escotas é coisa do passado. As embarcações são de fácil leitura. O BARCO E A VELA IRÃO SEMPRE NA DIREÇÃO DE UM JUSTO EQUILÍBRIO Cruzeiros e regatas Já a casa alemã Bavaria traz o rigor germânico das linhas recheado com tecnologia de ponta e imerso num ambiente arejado e iluminado. Os Vision 42 e 46 facilitam a vida de qualquer marinheiro de primeira viagem ou de um velho lobo do mar Enfim, as opções são muitas e variadas. Elas são apenas a ponta do iceberg. Por exemplo, a escolha do tipo de vela depende da navegação. Se for para cruzeiro, uma das opções é de Spectra ou Dracon por terem vida mais longa, serem mais econômicas e simples de confeccionar. No caso das velas para regata, existem outras possibilidades, como kevlar, fibra de carbono, vectram, bem mais caras e, paradoxalmente, frágeis, pois precisam ser dobradas com muita atenção. E não importa se o iatista navega com o vento a favor ou contra. O barco e a vela irão sempre na direção de um justo equilíbrio. É preciso apenas estar muito atento para não subestimar as forças da natureza. “Entre um casco que flutua, quero dizer, um barco que possa navegar, e um veleiro pronto para enfrentar o oceano, existe um mundo inteiro: uma multidão de detalhes para arrumar, transcuráveis e desprezíveis em zonas portuárias, mas que se torna um capital no mar. Uma lista interminável de coisas para comprar, ajustar, conservar e prever. E no mar, mesmo que se tenha previsto tudo, o imprevisível estará.” Este é um trecho do livro “60.000 Milhas a Vela”, da iatista francesa e profetisa dos sete mares Françoise Moitessier, dona de uma vida percorrida entre a água e o vento. PERFILNÁUTICO  51
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    CAPA NAVEGAR É PRECISO OCORPO, O BARCO, A NATUREZA O velejador, antes de tudo, tem espírito desbravador. Um aventureiro em busca do incerto e do desconhecido Por Marcelo Buda 52  PERFILNÁUTICO PERFILNÁUTICO  53
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    CAPA NAVEGAR É PRECISO VeleiroTangata Manu, de Ricardo Amatucci V elejar é uma atividade que mistura emoção e risco, o qual deve sempre estar controlado. É o prazer emocional, ao mesmo tempo racional, de controle da natureza. O interesse pela prática da vela surge, na grande maioria das vezes, na infância ou na adolescência. É quando sensações inéditas, novos sentidos e significados são descobertos e acompanharão o jovem iniciante em todas as etapas da sua vida, seja no barco a vela ou pelos caminhos em terra firme. João Calmon, mais conhecido como Janjão Calmon, proprietário do veleiro Sweet, um Cal 9.2 de 30 pés, conta que, nos anos 40, ele e um amigo juntaram suas economias, fruto de mesada dos pais, compraram um pequeno veleiro e começaram a velejar na represa de Guarapiranga, em São Paulo. “Nunca mais parei de 54  PERFILNÁUTICO velejar, até agora, no alto dos meus 77 anos”, orgulha-se Janjão. “O prazer de velejar traz a curtição de chegar aos poucos e a liberdade que sempre me leva ao primeiro passeio de saveiro. Sempre que estou no meu veleiro sinto uma grande alegria.” Travessia inesquecível? Foram tantas, responde Janjão. “Atravessar o Atlântico, talvez Lisboa-Santos com escala na Ilha da Madeira.” O PRAZER DO VELEJADOR ESTÁ EM ENFRENTAR SITUAÇÕES DIFÍCEIS, ASSUMIDAS COM PERÍCIA O prazer ao velejar surge não apenas da sensação de vento no Marina Bracuhy, em Angra dos Reis (RJ) rosto, do sol, do céu azul e do banho de mar em paisagens paradisíacas. Para o velejador esses prazeres podem ser bastante agradáveis para seus passageiros convidados, mas não o suficiente para ele, que quer mais: o melhor vento, a melhor rota, os caminhos mais inusitados, aquela ilha escondida, aquele ponto desconhecido e, sempre, o melhor destino. O prazer de descobrir do velejador está em enfrentar situações difíceis, devidamente assumidas com perícia e enorme satisfação. Até que Ricardo Amatucci e sua esposa, Diana, chegassem ao mar foram alguns anos de aventuras. “Éramos espeleólogos”, conta Ricardo. “Após o casamento ficamos preguiçosos, até que retomamos nossa vida – digamos – de aventuras.” O casal, influenciado pelo pai e pelo avô de Diana, ficou tentado a conhecer como era isso de velejar. Os dois fizeram um curso de vela, alugaram veleiros, velejaram com diversas pessoas, compraram pequeno veleiro e, com outro maior, o Tangata Manu, de 30 pés, em 2009 fizeram uma travessia até Santa Catarina e em 2010 até Salvador, passando por Abrolhos. “Levamos nossa filha, então com nove anos para todas as viagens. Hoje estamos vendendo o veleiro para comprar um maior.” Onde eles vão parar? Caribe? Europa? “Aonde a paixão pelo mar e o vento nos levar.” É claro que para sentir prazer em velejar não é necessário se aventurar pelos sete mares e dar uma volta ao mundo. Um simples passeio pela costa pode ser bastante agradável, um fim de semana navegando pode ser memorável, mas quem nunca sonhou em sair pelo mundo? Longe de tudo, perto de si! Qual o tamanho? Há um veleiro adequado para cada uso. Um barco para passeios curtos de fins de semana não serve para cruzeiros longos de vários dias. Veleiros desenhados para competições não têm o conforto necessário para a família. Fazer ajustes e adaptações pode ser PARA ESCOLHER O VELEIRO CERTO, O IDEAL É EXPERIMENTAR O MÁXIMO POSSÍVEL perigoso e colocar em risco a segurança dos tripulantes. Para escolher o veleiro certo, o ideal é experimentar o máximo possível. Se você não tem experiência com veleiros, a dica é começar alugando. Em uma rápida busca pela internet você encontrará diversas empresas de charter que oferecem veleiros para aluguel. Conversar com velejadores experientes também é fundamental. Se estiver pronto para comprar o seu veleiro, deve saber para qual finalidade o barco será usado. Assim, já tem também a resposta para as três primeiras perguntas: Qual o tamanho certo? Quantas pessoas irão velejar e pernoitar? Por onde e por quanto tempo irá navegar? Quanto maior o veleiro, a tendência é que mais seguro e mais confortável ele seja. Um veleiro de 23 pés acomoda duas pessoas; um de 30 pés, três pessoas; um de 40 pés, quatro pessoas; um de 50 pés, seis pessoas. A seguir a Perfil Náutico apresenta uma lista de veleiros que atualmente são comercializados no Brasil. A lista é grande, aproveite e experimente. PERFILNÁUTICO  55
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    CAPA NAVEGAR É PRECISO A Jeanneauapresentou recentemente ao mercado brasileiro dois modelos da linha Sun Odyssey, assinados pelo projetista francês Philippe Briand. Fundado em 1957, o estaleiro francês é um dos líderes mundiais na construção de veleiros, entre eles os da linha Sun Odyssey. O Jeanneau Sun Odyssey 379 possui como principal característica a opção de quilha curta com bolina pivotante, possibilitando o acesso a regiões de baixas profundidades, muito comum em nossa costa nas Regiões Nordeste e Sul do país. Este diferencial, em conjunto com seu leme duplo, torna este veleiro capaz de ser encalhado em praias e permanecer estável sobre sua quilha. Já o Jeanneau Sun Odyssey 509 conta com uma ótima Sun Odyssey 379 JEANNEAU NOVIDADES DA LINHA SUN ODYSSEY RECÉM-CHEGADAS AO BRASIL OS DOIS MODELOS DA JEANNEAU LEVAM A ASSINATURA DO PROJETISTA FRANCÊS PHILIPPE BRIAND plataforma de popa, amplo salão central com uma inovadora cozinha integrada, uma surpreendente cabine de proa e ainda a opção do sistema “360 docking”, que possibilita mover o barco usando um pequeno joystick. Salão e cozinha do modelo 379 NONNONONONONONO NONNONONONONONO NONNONONONONONO SERVIÇO Sun Odyssey 509 56  PERFILNÁUTICO JEANNEAU NO BRASIL: MD - BALLY - MARDIESEL SITE: www.md-bally.com.br TELEFONE: (21) 2543 1131 A cabine de proa e o amplo salão da 509 PERFILNÁUTICO  57
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    CAPA NAVEGAR É PRECISO A DelphiaYachts foi fundada em 1990 pelos irmãos Piotr e Wojciech Kot. É um dos maiores estaleiros da Polônia, produzindo para toda a Europa e para os Estados Unidos. No Brasil são diversos os modelos disponíveis, todos são veleiros destinados à família, oferecendo alto nível de conforto para as estadias mais longas a bordo. O Delphia 33.3 tem um banheiro espaçoso e duas cabines duplas com excelentes acomodações de luxo. Vale destacar a cozinha bem equipada e o salão espaçoso do Delphia 40.3, que possui três confortáveis cabines. O salão possui uma mesa para até oito pessoas. Delphia 40.3 DELPHIA YACHTS SENTIMENTO DE LIBERDADE COM SOTAQUE POLONÊS NO BRASIL A DELPHIA TEM DIVERSOS MODELOS DISPONÍVEIS, TODOS DESTINADOS À FAMÍLIA Delphia 33.3: duas cabines duplas Cozinha bem equipada e o salão espaçoso do Delphia 40.3 O Delphia 47 é o carro-chefe da família Delphia. Disponível em duas versões, com três ou cinco cabines. O interior moderno e elegante possui um salão iluminado e arejado, além de estar equipado com uma cozinha muito bem planejada. SERVIÇO Delphia 47 58  PERFILNÁUTICO DELPHIA YACHTS NO BRASIL: FORUM MARINE SITE: www.forummarine.com TELEFONE: (21) 2158 1084 Delphia 47, o carro-chefe da família Delphia: três ou cinco cabines PERFILNÁUTICO  59
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    CAPA NAVEGAR É PRECISO M ichelDufour fundou o estaleiro Dufour em La Rochelle, na França, em 1964, pensando no velejador que aprecia as emoções da vela, bem como o conforto das comodidades a bordo. O Dufour 335 é o menor veleiro do estaleiro e conta com um cockpit fantástico e um espaço interno muito bom. O Dufour 36 tem dupla vocação: cruzeiro e regatas. É rápido, mas com design atraente e layout interior e exterior funcional. O Dufour Grand Large 410 foi projetado para seduzir tanto proprietário como tripulação. A área do leme foi ajustada para facilitar Dufour 335, o menor veleiro do estaleiro DUFOUR: AS EMOÇÕES DA VELA COM O CONFORTO DAS COMODIDADES A BORDO a tarefa do comandante enquanto os convidados têm à disposição uma cabine espaçosa, largos passadiços laterais e uma bela plataforma de proa. E o Dufour 500 chama a atenção pelo grande espaço interno, com opcional dufour YACHTS 40 ANOS DE PAIXÃO E MUITO MAIS O Dufour Grand Large 410 seduz o proprietário e a tripulação de três ou quatro cabines. A cozinha é dividida em dois ambientes. O cockpit traseiro também é dividido em área de navegação e área de relaxamento. A mesa do cockpit transforma-se em uma cozinha ao ar livre, com direito a churrasqueira. SERVIÇO Dufour 36: dupla vocação: cruzeiro e regatas 60  PERFILNÁUTICO Dufour 500, espaço interno com três ou quatro cabines DUFOUR YACHTS NO BRASIL: DESCOBRE VENTOS SITE: www.descobreventos.com.br TELEFONE: (21) 2158 1100 PERFILNÁUTICO  61
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    CAPA NAVEGAR É PRECISO A históriada Beneteau começou em 1884 na França, no cais do Croixde-Vie, em Vendée, quando o arquiteto naval Benjamin Beneteau construiu os primeiros arrastões a vela para os pescadores. Desde o primeiro barco de sardinha, o estaleiro tem se caracterizado pela inovação que caminha ao lado da paixão pela vela. O Oceanis 41 está no centro de toda a flotilha Oceanis, com o seu design e casco que permitem maior velocidade e conforto. O Oceanis 48 é um veleiro que integra funcionalidade com beleza. Na versão de duas ou três cabines, tem excelente nível de conforto. E o Oceanis 55 é o mais recente lançamento. Foi O ESTALEIRO TEM SE CARACTERIZADO PELA INOVAÇÃO QUE CAMINHA AO LADO DA PAIXÃO PELA VELA bENETeAU eleito o melhor veleiro acima de 50 pés no Miami Boat Show 2013. Em cinco versões, de três a cinco cabines, ESTALEIRO FRANCÊS PRESTES A COMPLETAR 130 ANOS DE INOVAÇÃO Oceanis 41: no centro da flotilha Oceanis 48: funcionalidade e beleza com dois a quatro banheiros, o espaço interno foi privilegiado e as grandes janelas garantem um interior bem iluminado e arejado. A plataforma de popa retrátil estende-se ao nível da água, garantindo mais aproveitamento em dias de lazer. SERVIÇO BENETEAU NO BRASIL: SITE: www.beneteau.com.br TELEFONE: (21) 3478 0045 Oceanis 55: o mais recente lançamento 62  PERFILNÁUTICO Salão do Oceanis 48 SAILING IMS: SITE: www.sailingims.com.br TELEFONE: (21) 3154 9990 PERFILNÁUTICO  63
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    Canal Náutico farmácia abordo remédios naturais No mar é sempre importante estar prevenido e saber como buscar soluções, caseiras ou não, para problemas comuns Bicho geográfico: A Gelo. Use uma toalha e um saco plástico e amarre em cima da coceira. Quanto mais cedo melhor, já que o bicho geográfico morre de frio. ssim como em casa, no barco é necessário ter um kit para socorros. Afinal, mesmo aproveitando momentos de lazer, ninguém está livre de acidentes, queimaduras do sol, de águaviva ou ferimentos, causados por um espinho de ouriço-domar, por exemplo. Para que as pessoas possam aproveitar os passeios em regiões isoladas de hospitais e atendimento médico, uma minifarmácia a bordo é essencial e, em alguns casos, obrigatória. Armazenamento dos remédios Devido a temperaturas altas e umidade acima de 75%, remédios podem estragar em um mês, mesmo quando sua validade é de dois anos. A dica é guardar medicamentos em compartimentos herméticos. Verifique a validade dos remédios a cada mês e faça a troca se necessário. Um kit de primeiros-socorros deve conter analgésico, pomadas para queimaduras e antibacterianas, água oxigenada, antissépticos, gaze, ataturas de crepe, esparadrapo, tesoura e pinça. Se o barco for grande, acima de 15 passageiros, a Marinha exige que a sua farmácia de bordo contenha os seguintes itens: 64  PERFILNÁUTICO kit náutico de primeiros socorros Ácido acetilsalicílico Álcool Loção de camomila Colírio de clorofenicol Antisséptico de timeroBal Água boricada Água oxigenada Xilocaína alívio da dor assepsia irritações na pele infecção ocular Cloroquina ou mefloquina Clorpromazina Antiácido de hidróxido de alumínio Hidróxido de magnésio Iodeto de potássio Hidratação: Diarreia: Água sem gás ou água de coco. Coco verde novo ou soro caseiro (uma colher de sal e duas de açúcar em 1 litro de água). para malária (somente em áreas de risco) contra enjoo Picada de insetos: Água salgada ou cebola. para os olhos para ferimentos anestesia local para indigestão expectorante Curativos tipo band-aid (3 caixas) Ataduras de crepe Ataduras de gaze Cotonetes e esparadrapo livro de primeiros socorros Vômito, enjoo: Termômetro clínico talas diversas Bacia de 20 cm de diâmetro Copos descartáveis Tesoura reta de 12 cm Bolsa térmica para água Torniquete desinfetante doméstico Ferimento: Lavar com água e sabão de coco e passar iodo ou Merthiolate. Assadura: Manter-se alimentado. 90% dos enjoos por balanço do mar são agravados pela falta de alimentação. Pomada de própolis. PERFILNÁUTICO  65
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    Canal Náutico aos pescadoresdE Plantão A nova linha de sonares e combos PiranhaMax, da Sonar Humminbird, é ideal para a pesca esportiva e para os esportes de recreio. Os equipamentos com tecnologia de ponta apresentam tela brilhante modelo Color TFT, GPS com trackplotting, leitura de velocidade e profundidade, além de temperatura de água e identificação de estruturas e peixes em cores. São indicados para uso em barcos de pequeno e médio porte. www.aquabrazil.com.br conjunto tenax PILOTANDO COM ESTILO E CONFORTO O novo banco de piloto Dragonfly, da marca italiana Besenzoni, foi um projeto minimalista. No conceito do design, linhas simples dão praticidade e funcionalidade ao equipamento. O banco possui assento basculante e braços que podem ser ajustados manualmente. E, para contribuir com a decoração da embarcação, o cliente pode escolher cores, estofamentos e até as formas da costura. www.besenzoni.it Os botões Tenax não oxidam, pois são feitos com bronze niquelado. São ideais para a fixação de toldos, capotas e coberturas. As peças possuem sistema de fechamento adequado para tecido, couro e tapetes e são utilizadas nas indústrias náutica, automobilística e aeronáutica. Além disso, seu travamento é automático e sua liberação rápida. O conjunto é composto por botão, arruela e pino. www.formulaimport.com.br 66  PERFILNÁUTICO
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    O motor V12-1650,da fabricante MAN Truck & Bus AG, com construção compacta, impressiona tecnicamente por proporcionar conforto e eficiência. Com binário de 5.520 newtons metros a 1.200 rotações por minuto, tem potência suficiente em baixas rotações e é silencioso nas velocidades médias. O motor foi desenvolvido para proprietários de iates com comprimentos até 100 pés, que gostam de viajar e percorrer trajetos mais longos. Canal Náutico Canal Náutico ASSINATURA DIGITAL EM ALTO-MAR POTENTE E SILENCIOSO O Certificado Digital é um serviço que permite a pessoas e empresas assinarem documentos e autorizarem transações de forma segura e sustentável, de qualquer parte do mundo. Basta um computador com acesso à internet. O primeiro contrato digital com validade jurídica em alto-mar foi assinado pelo velejador Beto Pandiani, por meio do Portal de Assinaturas Certisign, que patrocinou sua última aventura com o companheiro Igor Bely na travessia do Atlântico. www.man-engines.com ww.certisign.com.br POTÊNCIA COM CUSTO JUSTO A nova linha de motores da Toyama Marine traz excelente relação custo-benefício, alta tecnologia e facilidade de utilização e de manutenção. Seis modelos de popa, de dois tempos e refrigerados a água, compõem a linha. Este que você vê na imagem é o modelo TM 9.8 TS. Bom para o cliente que quer mais força e potência na navegação. O equipamento, de 9,8 HP, é composto por uma marcha à frente, ré e neutro com um consumo aproximado de 5,1 litros/hora. www.toyama.com.br 68  PERFILNÁUTICO LUZ PARA TODA OBRA A lanterna Super Cree LED, da LDU do Brasil, garante luz mais branca, possui maior durabilidade e é essencial para passeios e aventuras ao ar livre. O equipamento possui dois níveis de iluminação, zoom de 2000X e alcance de 150 metros para você enxergar o que está bem adiante. O produto tem uma alça que facilita o transporte e também pode virar um miniabajur por meio de um compartimento de luz regulável. www.ldudobrasil.com.br PERFILNÁUTICO  69
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    www.nautilus-hausboote.de EASYPATH NA WEB Terrenos àbeira d’água estão custosos, mas dentro da água o negócio sai de graça – até porque água não tem dono. A empresa alemã Nautilus Hausboote, especializada nas inovações das casas náuticas, oferece imóveis, com pouco mais de 30 metros quadrados, em qualquer ponto desejado de um lago ou represa. A casa pode ficar ancorada de maneira provisória ou permanente. O cliente é quem manda. Inovação que surpreende! MERGULHE EM UM SONHO SEGURANÇA NA VELOCIDADE Canal Náutico Canal Náutico CASA DA ÁGUA A Seascooter GTS da Sea-Doo é diversão garantida para um mergulho dos sonhos. O equipamento, que atinge até 4,5 quilômetros por hora e vai até 30 metros de profundidade, é projetado para o uso em água salgada. A bateria possui autonomia de até uma hora e meia em aceleração normal e 30 minutos com aceleração máxima. A Seascooter tem sistema de segurança anti-choque, prevenção de superaquecimento e hélice selado. Esse é o mais novo modelo de colete salva-vidas da Ativa. O equipamento, que alia segurança, estilo e conforto, foi desenvolvido para esportes aquáticos de alta velocidade. O colete é testado e certificado pela Marinha do Brasil. O produto está à venda em três cores: preto, vermelho e laranja. PLANEJAMENTO DE REVISÃO ON-LINE www.regatta.com.br www.ativanautica.com.br A MAIS RÁPIDA DO MUNDO Os acessórios náuticos da marca EasyPath agora também podem ser comprados com facilidade e garantia pela internet. A empresa disponibiliza toda sua linha de produtos em seu mais novo canal na web. Vale a pena acessá-lo no conforto de sua casa e realizar compras direto com o fabricante. A loja online aceita todos os cartões de crédito e também há a possibilidade de efetuar o pagamento por meio de boleto bancário. www.easypathstore.com.br A Volvo Penta Brasil oferece aos seus clientes a “Revisão Planejada Volvo Penta”. Em uma página na internet, a empresa disponibiliza uma consulta instantânea dos valores dos serviços, peças e lubrificantes das quatro primeiras revisões programadas para motores de embarcações de lazer. A ferramenta on-line visa a oferecer comodidade aos clientes da marca e à padronização de valores em todo o território nacional. www.volvopenta.com.br A Mercedes-Benz lançou no Miami Boat Show deste ano a Cigarrete AMG Electric Drive Concept. A lancha elétrica de 38 pés é inspirada na Mercedes SLS AMG Electric e usa a mesma motorização do automóvel. Por isso foi considerada a lancha mais rápida do mundo, chegando a 160 quilômetros por hora. A nova embarcação foi criada em parceria com a Mercedes AMG – divisão de performance da montadora alemã – e a equipe de corrida Cigarrete Racing. A lancha não emite poluente. www.cigaretteracing.com 70  PERFILNÁUTICO PERFILNÁUTICO  71
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    Canal Náutico O SUPERIATEPREDADOR Projetado pelo renomado designer italiano Christian Grande, o Acapulco 55 foi idealizado para as pessoas que amam fortes emoções e velocidade em alto-mar. O superiate, de 55 metros, com design inspirado nos predadores UM NOVO CONCEITO DO FUTURO www.luizdebasto.com 72  PERFILNÁUTICO selvagens, destaca-se pela ampla proa: espaço ideal para um lazer completo que abriga uma grande piscina. No interior do Acapulco, Grande criou cores que contrastam com materiais e superfícies com brilho que se O designer brasileiro Luiz de Basto apresentou recentemente em seu site o projeto Quartz 55M. O iate de 55 metros de comprimento total possui curvas suaves e é considerado um novo conceito para o futuro. Com janelas do chão ao teto, o Quartz 55 lembra uma caixa de vidro e foi inspirado por modernos arranha-céus. A alternam com o piso fosco. O teto tem tons de bronze. Um verdadeiro espetáculo de atitude! www.christiangrande.com construção deste iate, segundo o designer, é “perfeitamente viável, com um custo que não excede projetos convencionais do mesmo tamanho”. No entanto, o desafio da engenharia para sua realização está na quantidade de vidro e nas partes móveis. Tais elementos são destaques do projeto, tornando-o único.
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    A LOJA-CONCEITO –AINDA SEM NOME ESTABELECIDO – DEVE INAUGURAR EM JULHO DESTE ANO, EM SÃO PAULO e iluminação e automação são alguns dos diferenciais da loja- conceito. Além disso, também terá o serviço de reforma de embarcações. Segundo Tânia, a loja será uma amostra de decoração com tudo de que o cliente precisa para personalizar seu barco e decorar sua casa, por fora e por dentro. SERVIÇO Para mais informações sobre o novo empreendimento de Tânia Ortega, ligue para (11) 4193-3643 ou envie e-mail para tania@tuttoabordo.com.br. Tânia Ortega, grandes projetos para a Ferretti ASAS À Imaginação A designer de interiores do grupo Ferretti Brasil, Tânia Ortega, alça novos rumos e conta com exclusividade à Perfil Náutico sobre o seu empreendimento próprio Por Leo Suzuki Ela sempre foi apaixonada pelo mar. Seu pai adorava pescar e vivia no litoral norte de São Paulo. Seu irmão era velejador e sonhava em dar a volta ao mundo. Por ironia do destino, casouse com um velejador. Formada em Design de Interiores, Tânia Ortega consolidou sua história trabalhando no departamento de marketing do Grupo Ferretti Brasil. Durante 20 anos de contrato exclusivo com o estaleiro, a 74  PERFILNÁUTICO DE UMA FAMÍLIA APAIXONADA PELO MAR, POR IRONIA DO DESTINO TÂNIA CASOU-SE COM UM VELEJADOR designer foi responsável por decorar grandes projetos e consequentemente adquiriu prestígio suficiente para ousar em sua carreira profissional. Para Tânia, cada trabalho realizado é único. “Meu maior projeto de destaque é sempre o último”, destaca a designer, que projeta um empreendimento próprio, trabalhando com diversas marcas que abrangem o mercado de decoração em embarcações, corporações e residenciais, além de atender profissionais de arquitetura e design. Conforto e requinte, marcas registradas da designer “Resolvi criar asas e trabalhar com outras marcas também, com o mesmo carinho que sempre tive com a Ferretti.” PERFILNÁUTICO  75 Canal Décor Canal Décor A loja-conceito – ainda sem nome estabelecido – deve inaugurar em julho deste ano, em São Paulo, na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, local onde estão situadas as melhores lojas de decoração do Brasil. O empreendimento é uma parceria entre as empresas Tutto a Bordo - a qual Tânia representa -, Avantime e Sergio Fahrer Design Mobiliário. Linha de tecidos importados de alta qualidade, linhos italianos, revestimentos austríacos, pisos sofisticados
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    Canal Décor PERSONALIZAÇÃO EXCLUSIVA DASESSA A coleção inspirada nas ondas e nas profundezas do mar, do designer Fábio Rotella, foi projetada exclusivamente para a personalização dos barcos do estaleiro italiano Sessa Marine. As estampas, que foram apresentadas neste ano durante o Design Week de Milão, arrancaram suspiros dos visitantes. Na mostra, cada ambiente decorativo contou com uma cenografia teatral, que continha sereias dançantes Canal décor decoração náutica e sofisticação a bordo DURABILIDADE E FUNCIONALIDADE Os metais Docol possuem uma cobertura biníquel que garante maior durabilidade em ambientes com elevado índice de salinidade atmosférica, como regiões litorâneas e em embarcações. Os produtos passam por testes de corrosão em laboratório e apresentam resistência de 200 horas em câmara salina – ultrapassando a norma brasileira, que é de 144 horas, e a europeia, de 180 horas. Ótima opção para deixar sua embarcação ainda mais bonita e funcional. www.docol.com.br 76  PERFILNÁUTICO e motores suspensos com grandes peixes. A criação também é uma grande homenagem de Rotella ao cineasta francês Georges Méliès. www.sessamarine.com.br PEQUENOS LUXUOSOS Projetos de interiores sofisticados e personalizados, com a mesma qualidade e requinte dos grandes iates, é tendência no mercado náutico contemporâneo. E é essa novidade que o escritório catarinense Sarah Penido Arquitetura vem implementando. Seus projetos, em lanchas de 27 a 50 pés, são focados na inovação e na tecnologia, proporcionando aos seus clientes conforto em um ambiente luxuoso. O escritório já apresentou seus trabalhos em grandes eventos náuticos, como Rio Boat Show, São Paulo Boat Show e Exponáutica. www.sarahpenido.com
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    Uma pequena faíscapode se tornar um incêndio em minutos fogo a bordo Por Jorge Nasseh O s historiadores acusam Nero de ter posto fogo em Roma e matado a mãe, um exagero. Talvez seja em parte verdade. Mas, sem testemunhas, os historiadores da época, especialmente Tácito e Seutônio, com os salários atrasados, não pouparam o imperador lunático. No ano 64 d.C., durante cinco dias, o fogo destruiu mais da metade da cidade com um número incalculável de mortos. Dizem que Nero gostaria de fazer uma reforma arquitetônica em Roma e remover boa parte dos prédios e barracas de um “camelódromo” perto do seu 78  PERFILNÁUTICO palácio e mandou atear fogo em tudo. O mais provável, porém, é que nestas construções de madeira, ocupadas por escravos e prostitutas, que usavam fogo para cozinhar, iluminar e aquecer o ambiente, o incêndio tenha se iniciado acidentalmente. Depois que o fogo começou, um vento forte o fez se alastrar em minutos. PARA OCORRER FOGO A BORDO SÃO NECESSÁRIOS TRÊS ELEMENTOS: CALOR, COMBUSTÍVEL E COMBURENTE Dizem, inclusive, que, do terraço do palácio, vendo a cidade em chamas, Nero começou a tocar sua lira, mas isso também não deve ser verdade. A situação é bem parecida quando um barco de fibra ou de madeira pega fogo. Nada como uma mistura de fiação elétrica e combustível, condimentados por água, sal e vento, para uma pequena faísca se tornar um incêndio em minutos. Para ocorrer fogo a bordo são necessários três elementos: calor, combustível e comburente, este normalmente é o oxigênio. Vapores do tanque, vazamentos nas mangueiras e porão sujo misturam-se com o ar criando uma atmosfera explosiva na casa de máquinas ou no porão da lancha. A fonte Outra situação séria é um curtocircuito cujo calor gerado queime matérias inflamáveis próximas. A lista é grande: tecidos, forrações, carpetes, espumas, tintas, adesivos. Circuitos mal dimensionados, não acondicionados em material à prova de fogo, espaguetes plásticos, terminais mal fixados são fontes certas de problemas, pois do outro lado você tem fogão elétrico, secador de cabelo, micro-ondas, alimentação de terra. Caso mal instalados, em locais com pouca ventilação, a temperatura pode ficar tão alta que algum material em volta pode inflamar e gerar um grande incêndio em segundos. Uma pesquisa da guarda costeira americana mostra que 90% das ocorrências de fogo são geradas por três problemas que os estaleiros deveriam evitar. Mais da metade são relacionados aos sistemas de corrente contínua, como baterias, cabos de conexões e ligação, fiação de bomba de porão ou mesmo a abrasão da fiação passando por locais onde haja vibração ou contato com equipamentos metálicos que podem cortar a fiação. Cabos conectores de energia de terra também estão na lista. O segundo problema mais frequente é o péssimo dimensionamento da ventilação da praça de máquinas que eleva a temperatura até uma possível combustão. Não são raros os casos TRÊS PROBLEMAS QUE OS ESTALEIROS DEVERIAM EVITAR SÃO RESPONSÁVEIS POR 90% DAS OCORRÊNCIAS DE FOGO em que o sistema já começou a derreter até que alguém abra a porta ou tampa da praça de máquinas. O oxigênio que entra e BUM!!!! O último caso são os vazamentos de combustível no porão. Frequentes em tanques de combustível, mangueiras de alimentação e retorno, que não cumprem as determinações de estanqueidade e testes da norma NBR 14574 da ABNT. As determinações para evitar fogo a bordo não só dependem da qualificação do estaleiro, mas do conhecimento dos donos de barcos em saber se os sistemas elétricos, tanques e alimentação de combustível estão de acordo com a Norman 3 (Norma da Autoridade Marítima Brasileira) e a NBR 14574 (Norma Brasileira para Construção de Embarcações em Fibra de Vidro). Vapores, vazamentos e porão sujo: uma atmosfera explosiva PERFILNÁUTICO  79 Construtor Canal do Construtor Canal do Construtor Canal do Construtor de ignição para iniciar o fogo pode ser um grande curto-circuito, uma pequena centelha ou um local com temperatura acima do ponto de fulgor do combustível. Eliminando qualquer um dos elementos não há fogo. Manter as tampas abertas não é muito chique, mas ajuda muito, pois a ventilação e a renovação do ar não deixam a mistura inflamável se concentrar a níveis que permitam ocorrer a combustão. Uma mistura muito pobre dificilmente inflama, assim como um ambiente onde só tenha vapor de combustível não inflamaria por falta de oxigênio, mas é melhor não arriscar, pois o oxigênio está em todo lugar.
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    colunna 285 www.colunna.com.br barcos nacionaise importados, que navegam em águas brasileiras Índice Nesta edição fomos buscar duas embarcações brasileiras, uma do Rio de Janeiro e outra de São José dos Pinhais – na Região Metropolitana de Curitiba. A carioca Colunna 285 é a lancha que estava faltando no catálogo do estaleiro Colunna, um projeto realizado a pedido de clientes. A Triton 345 é novinha em folha. Trata-se do oitavo modelo lançado pelo estaleiro paranaense Way Brasil, que agora coloca no mercado uma lancha ideal para a família. De fora do Brasil trazemos outros dois barcos, um americano e outro alemão, ambos disponíveis no mercado nacional. A americana Chris-Craft, conhecida por seus barcos clássicos, remodelou a Corsair 32, apresentou-a no salão náutico de Cannes em setembro de 2012 e agora a traz para o Brasil. O estaleiro alemão Bavaria também chega com uma nova embarcação: a Fly 420 Virtess, que no início do ano recebeu nada menos do que o PowerBoat Europeu. E, da Turquia, você vai conhecer o perfil do estaleiro Numarine, que também promete novidades para o público brasileiro. Fomos a Gebze, ao lado de Istambul, conversar com Omar Malaz, o dono do estaleiro. Ele não tem a pretensão de conquistar o mundo, mas faz o possível para explorar novos mares. 81 Colunna 285 O novo barco de 28 pés foi lançado a pedido dos clientes 89 Corsair 32 97 Triton 345 105 113 80  PERFILNÁUTICO A versão 2013 do iate que dá continuidade à lenda Chris-Craft Um barco fabricado para a família Fly 420 Virtess O primeiro dono brasileiro pode ser você Numarine Escritório asiático com vista para a Europa e olhos para o Brasil 28,5 pés e capacidade para dez pessoas A lancha que estava faltando De olho nas necessidades dos seus clientes, a Colunna lançou seu novo barco de 28 pés Por Amanda Kasecker PERFILNÁUTICO  81
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    colunna 285 Itens parapersonalização ao gosto do cliente O estaleiro Colunna Yachts está fechando seu leque. Depois de quase 20 anos de experiência no mercado náutico e de ter barcos de 23, 32 e 43 pés, a empresa resolveu lançar aquele que estava faltando. Em outubro de 2012, foi lançada no São Paulo Boat Show a Sport Cruiser 285, uma 28,5 pés com capacidade para dez pessoas. 82  PERFILNÁUTICO A 285 PODE SER EQUIPADA COM UM OU DOIS MOTORES DE RABETA, A GASOLINA OU A DIESEL, DE 300 A 440 HP Com projeto inteiramente exclusivo da Colunna, a lancha vem para suprir as necessidades daqueles que querem um barco maior para passeio e pernoite ou então dos que preferem algo mais acessível, prático, mas sem perder estilo nem conforto. A Sport Cruiser 285 pode ser equipada com um ou dois motores de rabeta, a gasolina ou a diesel, de 300 a 440 HP, garantindo boa navegabilidade. Além disso, foi criada com um alto padrão de estilo e qualidade, visíveis na montagem das cabines. Com espaço interno bem aproveitado, quatro pessoas podem pernoitar na lancha, que ainda possui mais de 30 itens para personalização. Tudo ao gosto do cliente. ALTO PADRÃO DE ESTILO E QUALIDADE, VISÍVEIS NA MONTAGEM DAS CABINES PERFILNÁUTICO  83
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    colunna 285 Ao gostodo cliente Eduardo Colunna explica que, depois de passar pela experiência de produzir barcos de tantos tamanhos, a empresa identificou que havia um público carente de barcos com cerca de 28 pés. São aquelas pessoas que prezam por qualidade, já têm um barco menor e estão precisando de um maior, mas ainda não encaram algo tão grande, como uma de 35 ou 40 pés. CASCO FEITO com MATERIAIS DE PRIMEIRA LINHA, ALTAMENTE RESISTENTEs NA LAMINAÇÃO Criada a pedido dos clientes Colunna “O comprador dessa lancha é exigente e sofisticado em termos de qualidade e durabilidade; um público que tem barcos menores e quer um maior”, identifica o empreendedor. “Foi uma necessidade de mercado. Nós tínhamos um modelo de 23,5 pés e outro de 32,5 pés e existia uma lacuna muito grande entre esses dois modelos. Nossos clientes nos pediram muito um barco desse tamanho (28,5 pés) e, mediante este principal fator, desenvolvemos este novo projeto de grande sucesso.” 84  PERFILNÁUTICO Assim surgiu a Colunna Sport Cruiser 285. Seu projeto foi desenvolvido pelo estaleiro em um trabalho de seis meses que partiu do zero. “O projeto e o design começaram do zero e são uma exclusividade da empresa Colunna Yachts”, explica Eduardo Colunna. “Não nos baseamos em nenhum outro barco da categoria. Foi algo pensado somente por nós.” O resultado de tanta dedicação foi uma lancha com amplo solário de proa, confortáveis espaços para PERFILNÁUTICO  85
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    colunna 285 dormir emuitos itens para personalização. “A Colunna realizou diversas pesquisas no mercado para avaliar a concorrência e verificar o que há de melhor no mercado para atender às necessidades do nosso cliente, no arranjo do cockpit, no espaço interno da cabine... o barco foi projetado com o que há de melhor no mercado”, conta o empresário. Na área externa, o primeiro destaque fica por conta do encosto do banco do piloto. Ele é rebatível, o que possibilita pilotar a lancha em pé ou sentado. Isso, de acordo com Colunna, ainda permite que se tenha um enorme solário de popa, um grande compartimento criado na popa, logo abaixo do solário, e ainda um bom espaço na casa de máquina, proporcionando conforto para a realização de revisões mecânicas. Um dos itens opcionais desta área da lancha é a churrasqueira elétrica, que deixa os dias muito mais proveitosos e com um jeitinho brasileiro. O PROJETO FOI DESENVOLVIDO PELO ESTALEIRO EM UM TRABALHO DE SEIS MESES QUE PARTIU DO ZERO Pé-direito da cabine e do banheiro entre os maiores da categoria E, por falar em design, esse é um dos pontos essenciais da parte interna da 285. Nesse quesito, o que se observa de predominante na lancha é utilização inteligente de espaços. O barco possui uma cabine com sofá que vira cama, uma cama à meia-nau e um banheiro. Tanto o pé-direito da cabine como o do banheiro são os maiores da categoria, segundo Colunna. Um detalhe da cabine interessante é que toda a Outro destaque é o casco da 285. “É feito de materiais de primeira linha: gel, resina, tecidos de fibra de vidro, reforço com colmeia de polietileno, formando um ‘sandwich’ altamente resistente na laminação”, define o proprietário do estaleiro. “Ainda é possível ousar na decoração, que é opcional e da escolha do cliente.” Como diferencial tecnológico, Colunna diz que uma das coisas que realmente fazem a diferença é que os produtos são feitos com materiais de primeira linha, com alta qualidade estrutural e de um acabamento de requinte e design moderno. “Na confecção dos barcos Colunna são utilizados materiais de alta tecnologia, como a colmeia de abelha (Honey Comb) aplicada em placas no piso, paredes e laterais de todo o casco como medida de reforço, caracterizando um produto mais leve e de alta resistência.” 86  PERFILNÁUTICO QUALIDADE ESTRUTURAL, ACABAMENTO DE REQUINTE E DESIGN MODERNO iluminação é feita com LED, tendo baixo consumo de energia. Outro ponto positivo são os tecidos utilizados na confecção do estofamento da cabine interna: resistente a intempéries; ou seja, material náutico resistente a mofo e a raios ultravioleta. Na área externa, diversos itens opcionais PERFILNÁUTICO  87
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    colunna 285 CORSAir 32 www.americanboat.com.br Cabinecom sofá que vira cama A cama à meia-nau é ambientada com grandes janelas de vidro nas laterais do casco, várias vigias e gaiuta, que permitem excelente ventilação na cabine. A cama ainda pode ser transformada em sofá, criando uma sala. Logo ao lado, há espaço para uma geleira com capacidade de 130 litros e ainda um compartimento à parte para receber uma caixa térmica sem que atrapalhe o espaço interno da lancha. SERVIÇO COLUNNA YACHTS SITE: www.colunna.com.br TELEFONE: (11) 4366 2800 ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS COMPRIMENTO TOTAL: 8,7 m COMPRIMENTO TOTAL: 8,7 m BOCA MÁXIMA: 2,85 m Corsair 32, lançada em setembro de 2012 BOCA: 2,85 m TANQUE DE COMBUSTÍVEL: 200 L / 280 L (opcional) TANQUE DE ÁGUA: 100 L CALADO DO CASCO: 0,50 m PASSAGEIROS: 10 diurno / 4 noturno ÂNGULO “V” DA POPA (DEADRISE): 21° PESO APROXIMADO DO CASCO SEM MOTOR: 2.300 kg ALTURA DA CABINE: 1,81 m Perfil Planta Externa Planta Interna CLÁSSICO E CONTEMPORÂNEO A VERSÃO 2013 DA CORSAIR 32 DÁ CONTINUIDADE AO PERFIL DA MARCA CHRIS-CRAFT, O LENDÁRIO ESTALEIRO QUE NAVEGA COM ESTILO DESDE 1874 Por Leo Suzuki 88  PERFILNÁUTICO PERFILNÁUTICO  89
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    CORSAir 32 A companhando atradição e o renome do lendário estaleiro americano ChrisCraft, a nova Corsair 32 foi remodelada e lançada oficialmente no mercado em setembro de 2012 durante o Cannes Boat Show. Em fevereiro, deste ano, a lancha foi um dos alvos de atenção do público em sua estreia no Miami Boat Show. Com quase 11 metros de comprimento total, a Corsair 32 carrega o DNA da Chris-Craft, pois, segundo seu presidente, Steve Heese, a linha Corsair foi construída pela necessidade de preencher a série de convés fechado da marca. No Brasil, o distribuidor exclusivo dos barcos Chris-Craft é a empresa American 90  PERFILNÁUTICO A linha preenche a série de convés fechado da marca NO BRASIL, O DISTRIBUIDOR EXCLUSIVO DOS BARCOS CHRIS-CRAFT É A EMPRESA AMERICAN BOAT, LOCALIZADA EM JOINVILLE (SC) Boat, localizada no bairro Cubatão, em Joinville, Santa Catarina. O diretor comercial da American Boat, Guilherme Weber, comenta que a Corsair 32 se destaca por características como agilidade, esportividade, navegabilidade e conforto. “Oferece mais conforto que um barco de 25 pés e conta com a mesma esportividade de um barco de 36 pés.” Fortalecendo a história da marca americana, que desde 1874 vem ditando tendências no mundo náutico, a Corsair 32 alia robustez e design contemporâneo com os melhores acabamentos e materiais disponíveis no mercado. O iate é uma ótima opção para os aventureiros de plantão, que gostam de embarcar em alto-mar durante a noite, ou para os mais tranquilos, que preferem apenas passar algumas horas de deslumbre à luz do sol. Como a maioria das embarcações, a Corsair 32 é personalizável. O cliente pode escolher os motores, os itens opcionais e uma infinidade de opções de cores interiores e exteriores, como o novo Metallic Cashmere – presente no iate das fotos. Além disso, há a possibilidade de se fazer uma pintura personalizada, na qual se misturam as cores, deixando o barco com o estilo do cliente. PERFILNÁUTICO  91
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    CORSAir 32 Clássico efuncional As linhas externas da Corsair 32 são clássicas, marca registrada do estaleiro Chris-Craft. Na proa, há uma claraboia, para facilitar a ventilação natural do interior, e o teto solar, que percorre toda a extensão da proa, permitindo a entrada de luz natural. O solário de popa, com almofadas removíveis, acomoda confortavelmente duas pessoas. A plataforma de popa, feita de teca envernizada, possui chuveiro com água quente e fria, além de escada retrátil, que permite fácil acesso para um mergulho em alto-mar. No convés, sofá em forma de U que pode ser utilizado tanto para um banho de sol quanto para os momentos em família, pois o assento LINHAS EXTERNAS CLÁSSICAS, MARCA REGISTRADA DO ESTALEIRO CHRIS-CRAFT dianteiro, próximo à escotilha do motor, esconde uma mesa de cockpit feita de madeira teca. No posto de comando, uma poltrona para o copiloto, localizada em frente à porta de acesso da cabine, e outra para o piloto, no lado estibordo – com geladeira acoplada na parte inferior –, acomodando duas pessoas. ÓTIMA OPÇÃO, TANTO PARA NAVEGAÇÃO EM ALTO-MAR DURANTE A NOITE QUANTO PARA ALGUMAS HORAS À LUZ DO SOLn 92  PERFILNÁUTICO PERFILNÁUTICO  93
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    CORSAir 32 A lendáriaChris-Craft A história da marca iniciou-se em 1874, quando Christopher Columbus Smith, com apenas 13 anos, construiu seu primeiro barco de madeira para caçar patos. Em 1930, a Chris-Craft tornou-se o maior construtor mundial de barcos a motor. Smith foi o pioneiro em alcançar o limite das possibilidades em suas primeiras embarcações. A empresa impulsionou o piloto Gar Wood a uma série de recordes de velocidade e, consequentemente, adquiriu uma popularidade sem precedentes. Durante a Segunda Guerra Mundial, a Chris-Craft construiu cerca de 12 mil barcos de patrulha, lançou utilitários e veículos de resgate para a Marinha e para o Exército dos Estados Unidos. No período pós-guerra, a empresa expandiu a produção de barcos de madeira e Versatilidade na cabine, com mesa para refeições A parte interna da Corsair 32 abriga uma luxuosa cabine com cama em V, que hospeda duas pessoas no pernoite. Vem equipada com um televisor de tela plana de 22 polegadas e sistema de som ambiente. Os armários na versão padrão são de madeira cerejeira e podem ser personalizados com até três combinações de cores. A cozinha é equipada com fogão, micro-ondas e geladeira, e o banheiro é completo. UM ÍCONE AMERICANO. A EMPRESA CONQUISTOU CLIENTES FAMOSOS E ESTRELAS DE HOLLYWOODn Os motores de centro-rabeta, a gasolina, na versão padrão, são da Mercury, modelo 377 MAG, com 300 HP de potência cada um. Na versão personalizada, há uma gama de opções para equipar o iate, podendo chegar até dois motores de 430 HP com o modelo Mercury 8.2. A única opção de motorização a diesel é o modelo Volvo D4, com 300 HP. O tanque de combustível tem capacidade para 700 litros. Duas camas de solteiro em V transformam-se em cama de casal 94  PERFILNÁUTICO lançou uma gama totalmente nova de barcos de recreio, aguardando as prosperidades dos anos de 1950. Na época, a Chris-Craft tinha 159 modelos de barcos de madeira para praticamente todo tipo de busca de lazer na água. Armários de madeira cerejeira podem ser personalizados PERFILNÁUTICO  95
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    triton 345 CORSAir 32 www.waybrasil.com.br Naproa, teto solar e uma claraboia, para ventilação e iluminação da cabine O nome Chris-Craft tornou-se um ícone americano. A empresa conquistou clientes famosos e estrelas de Hollywood, como Katharine Hepburn, Martin Dean, Elvis Presley e Frank Sinatra. Os barcos eram os melhores disponíveis no mercado e tinham o diferencial da fácil operação. Em 1955, a marca começou a fabricar barcos de fibra de vidro. A partir de 1960, a empresa passou por uma série de reestruturações societárias e mudanças de propriedade. Neste período a Shields & Company and National Automotive Fibers a comprou. Atualmente, a Chris-Craft é uma empresa privada sediada em Sarasota, na Flórida. Embora já não mais construa barcos com cascos de madeira, esta matériaprima ainda é uma característica importante em todos os barcos Chris-Craft. A lendária marca representa uma verdadeira história americana pela ousadia em estabelecer novas tendências para o mercado náutico. SERVIÇO SITE: www.americanboat.com.br TELEFONE: (47) 3205 7000 Triton 345: espaço para todos ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS COMPRIMENTO TOTAL: 10,4 m BOCA: 3,10 m COMPRIMENTO TOTAL: 10,4 m BOCA: 3,10 m DESLOCAMENTO: 5.420 kg CAPACIDADE DE COMBUSTÍVEL: 700 L CAPACIDADE DE ÁGUA: 132 L ÂNGULO DE POPA: 22° CALADO MÁXIMO: 99 cm Perfil Planta Externa Planta Interna Um barco de família Seguindo a filosofia familiar, o estaleiro Way Brasil apresenta seu mais novo barco: a Triton 345 Por Amanda Kasecker 96  PERFILNÁUTICO PERFILNÁUTICO  97
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    triton 345 D e famíliapara famílias. O estaleiro Way Brasil produz, entre outras, as embarcações com a marca Triton Boats, desenvolvidas para o lazer das famílias mais exigentes. É exatamente essa a filosofia que vem sendo seguida há quase 30 anos. Com uma história de muito trabalho e amor pelo mercado náutico, o estaleiro hoje é reconhecido pela qualidade, pela segurança e pela inteligência nos projetos, que sempre prezam pelo aproveitamento de espaço e excelente custo-benefício. 98  PERFILNÁUTICO HÁ QUASE 30 ANOS FABRICANDO LANCHAS PARA O LAZER DAS FAMÍLIAS MAIS EXIGENTES PERFILNÁUTICO  99
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    triton 345 A caçulaprodígio “A Triton 345 é um barco destinado a todos aqueles que amam o mar e sentem o prazer em navegar dentro de uma excelente embarcação”, define Allan P. Cechelero, filho de José Maria e responsável pelo departamento de marketing da Way Brasil. “Ela é reconhecida como um barco para a família, pelo conforto no espaço externo e no interno, tendo bastante área para convivência, aproveitamento do sol e descanso.” Seguindo o princípio da Triton 360, pouca coisa muda na 345, além do óbvio: o tamanho. “A navegabilidade do modelo 360 já é excelente, sendo assim trabalhamos para que este novo modelo (345) também tivesse uma boa navegação”, comenta José Maria Cechelero. “Para isso aproveitamos o casco da 360 e fizemos pequenos ajustes, mantendo as características para uma boa navegação.” “PENSAMOS EM APROVEITAR AO MÁXIMO, PARECENDO UM BARCO MAIOR” - Jóse Maria Cechelero Jr. Ainda de acordo com o proprietário da Way Brasil, os espaços externo e interno foram as principais características pensadas no projeto. “Pensamos em aproveitar ao máximo, parecendo um barco maior, O barco de 34,5 pés é o oitavo modelo da marca Seguindo os mesmos conceitos que mantém desde o surgimento de seu primeiro barco da linha Triton, no ano 2000, a Way Brasil lançou recentemente a Triton 345. O barco de 34,5 pés é o oitavo modelo da marca. De acordo com o proprietário do estaleiro, José Maria Cechelero Jr., a nova lancha surgiu da necessidade de alguns clientes. Além disso, segundo ele, o próprio mercado pedia um modelo nesta faixa de tamanho. Antes da 345, o estaleiro tinha um intervalo grande entre os tamanhos de suas lanchas: pulava de 29 pés para 36 pés. E foi justamente a 360, de 36 pés, a grande inspiração para José Maria, que demorou cerca de dez meses para desenvolver o projeto da 345. 100  PERFILNÁUTICO “Nós diminuímos e readequamos o modelo da Triton 360”, revela. A 360 surgiu em 2009 como um verdadeiro presente de aniversário para a Way Brasil. O estaleiro acabava de completar 25 anos desde o seu surgimento com projetos de kits de buggy de fibra de vidro e apresentou no Rio Boat Show daquele ano uma lancha com capacidade para 12 pessoas durante o dia e cinco em pernoite, camarote fechado, banheiro com box exclusivo e cozinha com tampo de granito. Como uma grande família, em que sempre cabe mais um, a Way Brasil procurou inserir todas essas qualidades na 345. Versatilidade do salão: cama vira sofá com mesa A TRITON 345 É RECONHECIDA PELO CONFORTO NO ESPAÇO EXTERNO E NO INTERNO PERFILNÁUTICO  101
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    triton 345 Outro detalheque faz o barco parecer maior é o pédireito de 1,95 metro. Inclusive o banheiro tem ótima altura e o box para banho é fechado. Um detalhe é que desde a criação do menor modelo da marca – o de 20 pés – a Way Brasil fez questão de dar uma atenção especial ao espaço do banheiro. As janelas são panorâmicas e o solário de proa tem encosto regulável. A cozinha vem equipada com armários superior, inferior e gavetas, e os itens eletrônicos estão dentro dos opcionais. São eles: geladeira, micro-ondas, fogão, além de outros, como televisão, ar-condicionado e churrasqueira em inox. A personalização do barco é feita de acordo com o gosto do cliente, incluindo opções de pintura especial, estofamento, cor da lâmina da madeira e outros. Já na área externa, o convés e cockpit tem a opção de abrigar um amplo solar de popa ou então pode-se fazer um fechamento com uma geleira. Também tem muitos sofás bem distribuídos. Sucesso desde o lançamento A Triton 345 foi sucesso desde seu pré-lançamento. No São Paulo Boat Show 2012 foi feito o lançamento do seu projeto e na ocasião seis unidades já foram vendidas. Agora, após o lançamento oficial no Rio Boat Show, o número subiu para 13. Opção da cabine à meia-nau fechada Acima: banheiro. Abaixo: decoração personalizada e isso fica bem exemplificado no banheiro e nas cabines. Além disso, priorizamos um novo design externo que atendesse à evolução e à modernidade do mercado com linhas mais agressivas e harmônicas.” CAPACIDADE PARA 12 PESSOAS, SENDO QUATRO PARA PERNOITE De fato, o aproveitamento de espaços fica bem evidenciado. A lancha tem capacidade para 12 pessoas e acomoda até quatro para pernoite em duas camas de casal, sendo uma de proa e uma de meia-nau, tendo esta última a possibilidade de ter fechamento em madeira, dando maior privacidade. 102  PERFILNÁUTICO Cama de casal da cabine à meia-nau PERFILNÁUTICO  103
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    BAVARIA FLY 420VIRTESS triton 345 www.descobreventos.com.br Os principais compradores têm sido os próprios clientes da marca. “Eles vêm crescendo junto com a nossa marca e nos pediram um barco maior para continuarem fiéis”, afirma o proprietário da Way Brasil. Um pouco de história... de hobby a negócio Apesar de a marca Triton ter surgido no mercado náutico apenas no ano 2000, a história do estaleiro Way Brasil é bem mais antiga. Na década de 80, o engenheiro mecânico José Maria Cechelero Jr. começou a explorar o mercado com a fabricação de diversos produtos com a fibra de vidro. O início, em um pequeno barracão em Curitiba, foi quase que um hobby. José Maria resolveu se aventurar confeccionando um molde de buggy. Não foi preciso muito tempo para que começasse a testar seu negócio na água. Em 1995 surge o Estaleiro Way Brasil com os barcos da família Quest, destinados à pesca. O negócio deu certo e cinco anos depois começaram a ser criados os barcos da linha Triton. Hoje são oito modelos, de 20 a 36 pés. Atualmente a empresa conta com 65 funcionários. SERVIÇO SITE: www.waybrasil.com.br TELEFONE: (41) 3278 7433 Sucesso desde o pré-lançamento ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS COMPRIMENTO: 10,45 m COMPRIMENTO TOTAL: 10,45 m BOCA: 3,25 m BOCA: 3,25 m PESO: 3.500 kg CAPACIDADE DIA: 12 pessoas CAPACIDADE NOITE: 4 pessoas TANQUE DE COMBUSTÍVEL: 360 L TANQUE DE ÁGUA: 200 L MOTORIZAÇÃO GASOLINA: 1x380 HP a 2x300 HP MOTORIZAÇÃO DIESEL: 1x350 HP a 2x220 HP Perfil Planta Externa Planta Interna Fly 420 Virtess: design, segurança e manuseamento a bordo O alemão quer invadir sua praia O estaleiro alemão Bavaria acaba de ganhar prêmios pela sua nova linha Virtess. A boa novidade é que o dono do primeiro modelo da linha no Brasil pode ser você Por Amanda Kasecker 104  PERFILNÁUTICO PERFILNÁUTICO  105
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    BAVARIA FLY 420VIRTESS O mais puro luxo europeu ao alcance dos brasileiros. O estaleiro alemão Bavaria recebeu no início de 2013 o Powerboat Europeu do Ano por sua nova embarcação com flybridge. No Boot Düsseldorf, quem brilhou na noite de gala Flagship foi a Fly 420 Virtess. Design, segurança e manuseamento a bordo estavam entre os principais critérios de teste. 106  PERFILNÁUTICO O prazer de pilotar com “os cabelos ao vento” O ESTALEIRO ALEMÃO BAVARIA RECEBEU NO INÍCIO DE 2013 O POWERBOAT EUROPEU DO ANO Jens Ludmann, diretor-geral da Bavaria, comemorou. “Vencer o Powerboat Europeu do Ano com a nossa nova flybridge é um marco importante na história do nosso estaleiro.” A principal diferença entre os dois é visível no próprio nome: a Coupé não possui o flybridge. Para compensar, foi projetado um teto panorâmico para que se tenha a mesma sensação de pilotar com “os cabelos ao vento”. A Fly 420 Virtess faz parte da linha de luxo do estaleiro alemão, que inclusive já tem um segundo modelo: a Coupé 420 Virtess, lançada alguns meses depois da Fly. A boa notícia para os brasileiros é que todo esse luxo já está ao nosso alcance. A Descobre Ventos, empresa que representa a Bavaria (motor) no Brasil há pouco PERFILNÁUTICO  107
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    BAVARIA FLY 420VIRTESS DESIGN DO INTERIOR E DO EXTERIOR DA TOO DESIGN, DO ITALIANO MARCO CASALI Três cabines, uma máster e duas duplas mais de um ano, está ansiosa para ver a primeira Virtess navegando em águas brasileiras. Rui Pimenta, representante comercial da revendedora brasileira, comenta que a linha chegou ao Brasil e aguarda seu primeiro comprador. UM SEGREDO DEIXA A VIRTESS AINDA MAIS ATRATIVA. SEUS 42 PÉS SÃO, NA VERDADE, 44,5 As vantagens são tantas que fica difícil enumerálas. De acordo com Pimenta, além do preço bastante competitivo, a linha Virtess oferece muitos diferenciais e opcionais, como, por exemplo, as escolhas das madeira, do revestimento e dos tecidos. Mas o principal destaque fica por conta das três cabines, uma máster e duas duplas. “A maioria dos barcos desse tamanho oferece apenas duas”, explica Pimenta. Isso, de acordo com ele, acaba permitindo que se tenha uma cabine para marinheiros em caso de pernoite, já que os iates dessa categoria não têm espaço para eles. Um segredo deixa a Virtess ainda mais atrativa. Seus 42 pés são, na verdade, 44,5. Rui Pimenta explica: “A plataforma de popa submergível não é contada nessa medição do barco. Quando incluída, temos uma 42 que equivale a uma 44,5 pés.” Com tudo isso fica difícil resistir à invasão do luxo germânico em nossa praia. A LINHA VIRTESS OFERECE MUITOS DIFERENCIAIS E OPCIONAIS: MADEIRA, REVESTIMENTO E TECIDOS 108  PERFILNÁUTICO O mais puro luxo Com um grande know-how e renome internacional na construção de iates, a Bavaria não poderia deixar por menos. Segundo o estaleiro, a linha Virtess foi desenvolvida em diálogo com os clientes. “Com a Virtess criamos uma linha de iate inovadora que combina design, tecnologia e conforto em perfeição”, dizem os representantes da Bavaria. E não há como negar. A linha Virtess é fabricada em uma das instalações de ponta do mundo. A empresa Insenaval é responsável pela construção, enquanto o design do interior e do exterior do iate ficou a cargo da agência do designer italiano Marco Casali, a Too Design. A Fly 420 possui o maior flydeck de sua categoria, de acordo com a Bavaria. O banco do piloto é um dos destaques desse espaço. Ele tem tamanho suficiente para duas pessoas. Próximo a ele, fica uma confortável espreguiçadeira, que pode, opcionalmente, ser dobrada e se transformar em um assento extra de passageiros. PERFILNÁUTICO  109
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    BAVARIA FLY 420VIRTESS O salão interno oferece uma característica bastante diferenciada. O funcionamento do cockpit é totalmente flexível. Com um simples deslizar, o banco pode ser dividido em dois e separado através de um inteligente sistema embutido de trilhos, assim como a própria mesa. “Isso permite que a área seja aproveitada como bem se entenda, deixando o espaço livre para a passagem para banho, ou então, em forma de sala”, explica Rui Pimenta. PRAÇA E PLATAFORMA DE POPA COMPLETAMENTE INTEGRADAS CONVIDAM PARA O BANHO DE MAR O salão e a área abaixo do convés são muito bem equipados e passam uma sensação de amplitude. As portas de vidro possuem um deslizamento ao longo de toda a largura do salão. Salão e cabines passam uma sensação de amplitude Coupé A segunda lancha da linha Virtess não tem nada que a deixe em segundo plano. Escadas levam até o teto da Coupé, que oferece uma vista única através do solário. O salão é uma atração à parte por conta do teto panorâmico deslizante, que, opcionalmente, pode ser de vidro. Sendo assim, o piloto é capaz de desfrutar uma genuína experiência de navegar com o “vento na cara”. Assim como na versão fly, o sofá e a mesa do salão podem ser ajustados, adaptando a área para um jantar festivo ou um simples almoço a bordo. Outro detalhe em comum é a porta deslizante de vidro, que separa o salão da área externa. Todo o mobiliário dos dois barcos da linha Virtess foi projetado com o objetivo de ter uma grande capacidade de armazenamento e garantir o conforto. Segundo Rui Pimenta, que representa os barcos a motor da Bavaria no Brasil, o fato de o estaleiro alemão também produzir veleiros lhes deu um know-how bastante extenso para projetar espaços com grande aproveitamento e com soluções inteligentes. 110  PERFILNÁUTICO PERFILNÁUTICO  111
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    estaleiro numarine BAVARIA FLY420 VIRTESS Além do aproveitamento, toda a linha Virtess pode ser caracterizada ao gosto do cliente. Os opcionais vão desde o estofamento, painéis laterais, até colchões e cores de convés, por exemplo. O alemão 1978. Todos os iates Bavaria são fabricados em um único lugar. O estaleiro possui alto nível de desenvolvimento para a produção de veleiros, com robôs de precisão e programas de trabalho CAD/CAM em conjunto com qualificados artesãos. www.numarinebrasil.com.br SERVIÇO Localizada em Giebelstadt, na Alemanha, a Bavaria Yachtbau GmbH tem a maior linha de produção de iates em toda a Europa e tem produzido veleiros desde SITE: www.descobreventos.com.br TELEFONES: (21) 2158 1100 E-MAIL: geral@descobreventos.com.br Espaço gourmet no flybridge Criada em 2002, a Numarine é um dos maiores estaleiros navais da Turquia ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS COMPRIMENTO TOTAL: 13,6 m BOCA: 4,21 m CALADO: 1,11 m PESO: 11.400 kg TANQUE DE COMBUSTÍVEL: 1.200 L TANQUE DE ÁGUA: 410 L CABINES: 3 Planta Externa Planta Interna BOCA: 4,21 m COMPRIMENTO TOTAL: 13,6 m O estaleiro de dupla personalidade ALTURA DA CABINE: 1,95 m A Numarine, com seu escritório asiático com vista para a Europa, aporta no Brasil para novas conquistas PASSAGEIROS PARA PASSEIO: 12 Por Guilherme Aquino BANHEIROS: 2 PASSAGEIROS PARA PERNOITE: 6 MOTORIZAÇÃO: de 2x370 a 2x435 HP 112  PERFILNÁUTICO PERFILNÁUTICO  113
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    estaleiro numarine O Mar deMármara banha o distrito naval de Gezbe, nas portas de Istambul, entre prédios e minaretes que arranham o céu. A geografia localiza este pedaço de terra na Ásia apenas porque está do lado de cá do Estreito de Bósforo. Na outra margem, a Europa ainda parece “reivindicar” esta fatia de território deixada para o outro continente por um capricho da natureza. 114  PERFILNÁUTICO A Numarine criou um leque de iates com dimensões de 55 a 130 pés OMAR MALAZ TRANSFORMOU PARTE DA RIQUEZA DE FAMÍLIA NO SONHO DE CONSTRUIR O SEU PRÓPRIO IATE O vento do norte, sem tempo e sem fronteiras, sopra ares de história nesta localidade na qual Aníbal, o lendário cartaginês e grande conquistador, viveu os seus últimos dias. Ao longo dos séculos, o seu espírito desbravador deve ter baixado em alguns personagens dos territórios da antiguidade por onde passou, entre eles a atual Turquia. O empresário Őmer Malaz não tem a pretensão de conquistar o mundo, mas faz o possível para explorar novos mares com os iates da Numarine, um dos maiores estaleiros navais do país. Em português, o nome do proprietário liga-se ao próprio destino e pode ser traduzido como Omar, com a devida inspiração marítima e a autorizada licença poética. Ele poderia estar na praia ou a bordo de uma das embarcações de luxo de seus concorrentes diretos, mas decidiu transformar parte da riqueza de família no sonho de construir o seu próprio iate. PERFILNÁUTICO  115
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    estaleiro numarine O surgimento Acriação da Numarine em 2002 marcou o ingresso deste homem apaixonado pelo mar no difícil mercado náutico. Muitos ventos de popa, tempestades, naufrágios e mares de almirante depois levaram Omar Malaz a passar mais tempo na sua fábrica dos sonhos que é à beira-mar, nada mal. Ele acompanha cada passo de um novo projeto do seu escritório asiático, com vista para a Europa e, pessoalmente, ao lado dos operários do estaleiro. “Qualidade, solidez, tecnologia e preços menores do que os nossos competidores. Assim me preparo para o futuro.” Em pouco mais de uma década, a Numarine criou um leque de iates com dimensões de 55 a 130 pés. Alguns exemplos desta evolução são os barcos 105 Hardtop e o 68 Flybridge, além da menina dos olhos da Numarine, a série de embarcações 78. Tino para os negócios Esta é uma qualidade que sempre esteve presente na cultura turca. Em 2008, pouco antes que a onda da crise econômica americana atravessasse o Oceano Atlântico, ganhando força e se transformando num “tsunami recessivo” que se abateria sobre a Europa, Omar Malaz abandonaria o barco, em parte. Ele venderia 50% da sua participação na Numarine para o Abraaj Capitals, um fundo de investimentos de Dubai. Até pouco antes da operação, o mercado dos iates de luxo tinha crescido ELE ACOMPANHA CADA PASSO DE UM NOVO PROJETO DO SEU ESCRITÓRIO ASIÁTICO, COM VISTA PARA A EUROPA Omar Malaz Com os pés na areia e a cabeça nas nuvens, este visionário turco segue realizando iates no seu estabelecimento industrial de Gebze. Os 35 mil metros quadrados de área construída têm a capacidade para enfornar até cinquenta iates por ano. “Honestamente, eu não planejo o futuro, eu não sei o que vai acontecer, mas faço questão de estar pronto para o que ele me trouxer”, reflete Omar Malaz, para a Perfil Naútico. 116  PERFILNÁUTICO Capricho nos detalhes, requinte no acabamento 11,6%, entre 2000 e 2006, e as perspectivas eram boas. “Nos bons tempos vendíamos 20 iates anualmente”, lembra ele. Quatro anos depois, em plena turbulência, ele recompraria a sua quota e, novamente, assumiria o timão, ou melhor, o “joystick” da companhia. O resultado fala por si próprio: em 2012, o estaleiro naval vendeu dez iates – um deles no Brasil. Com um crescimento de 51% em relação ao ano anterior, em 2013 a previsão é de produzir 14, abaixo dos 18 indicados pelo “business plan” para um otimista 2014. O “boom” econômico da Turquia e de outros países emergentes está pagando os investimentos e confirmando a rota traçada pela Numarine. “O nosso principal mercado, até 2008, era a Europa, com os países Itália, França e Espanha... com a crise, investimos no Extremo Oriente, China e Hong Kong, no Oriente Médio e na América Latina, com Brasil e Venezuela”, revela Omar Malaz. E para compensar a parte obsoleta do estaleiro, projetado para meia centena de iates ao ano, ele aluga o espaço, os equipamentos e a mão de obra para outros armadores. Por aqui também se diz que a sorte é o resultado do encontro do talento com a oportunidade. PERFILNÁUTICO  117
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    estaleiro numarine Técnico especializado:treinamento contínuo Todas as etapas da construção acontecem embaixo do mesmo teto Visita à fábrica As dependências da Numarine são como mergulhos numa cultura náutica rica e profunda. Os operários trabalham na linha de montagem e várias embarcações estão em diferentes estágios. Os equipamentos são de última geração e o treinamento dos técnicos especializados é contínuo. Os galpões são articulados entre si e o diálogo entre todos é um dos segredos do sucesso. A mesa de pingue-pongue montada na marcenaria é um enfeite, pois o tempo para a diversão é pouco. Na verdade, esta transversalidade é resultado da decisão de Omar Malaz de produzir tudo embaixo do mesmo teto. Ou seja: todas as etapas da construção de um iate acontecem no mesmo endereço, à exceção dos motores, dos acessórios eletrônicos e O DIÁLOGO ENTRE TODOS É UM DOS SEGREDOS DO SUCESSO dos cabos – além da matéria-prima essencial, como os produtos químicos, por exemplo. “Nós fazemos tudo aqui sem terceirizar nada... a razão é que, assim, podemos controlar a qualidade, oferecer um alto grau de personalização e garantir o prazo de entrega... a nossa produção é em série e não podemos atrasar... o mais importante é que controlamos tudo, cada fase de todo o processo”, diz o construtor turco. “Não é de hoje que o povo turco navega. E possui o conhecimento e a capacidade para realizar as embarcações.” Assim, o milenar torno de madeira usado pelo carpinteiro de plantão convive com a última máquina a laser para a elaboração dos moldes do casco com alto percentual de Kevlar e realizado com a moderna técnica da infusão de resina à vácuo. Com tanta tecnologia ao alcance da mão, o ferreiro corta e lima as escotilhas, ali ao lado, com os gestos e as ferramentas de um século atrás. Outra equipe apara as madeiras nobres para a produção dos móveis. Uma, em especial, cuida do pavimento externo do iate, contruído com ripas coladas entre si com uma espécie de borracha. Outro time dedica atenção aos detalhes do piso interno. Jovens aprendizes e velhos mestres do artesanato estão no mesmo barco e compartilham receitas tradicionais e visões modernas. AS DEPENDÊNCIAS DA NUMARINE SÃO COMO MERGULHOS NUMA CULTURA NÁUTICA RICA E PROFUNDA 118  PERFILNÁUTICO PERFILNÁUTICO  119
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    estaleiro numarine Modelos 78 Todosseguem, à risca, as orientações de um grupo internacional de designers, engenheiros e arquitetos navais. Omar Malaz pescou na Itália o designer Tommaso Spadolini e o arquiteto naval Umberto Tagliavini, da Inglaterra chegou o diretor-técnico Malcolm Hutchison, ex-Princess, finalmente, das águas de casa pulou para dentro da Numarine o designer turco Can Yalman. Mas com tantos “galos” no terreiro... “Com diferentes experiências, eles, no começo, se estranharam um pouco, mas depois as ideias se iluminaram na mesma direção”, pondera, entre sorrisos, Omar Malaz, empresário estrategista que, como Aníbal, conduz um exército orgulhoso e uma armada arrojada rumo às terras e aos portos mais distantes, do Brasil à China, com passagem de ida e volta pelos sete mares. A dupla personalidade da Numarine, asiática e europeia, é uma vantagem capaz de agradar a todos, gregos e troianos. SERVIÇO NUMARINE BRASIL SITE: www.numarinebrasil.com.br TELEFONES: (11) 3031 5000, (24) 3361 2275 120  PERFILNÁUTICO
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    Estilo Gucci com novoponto Bolsas, malas, perfumes, sapatos e roupas da luxuosa grife italiana Gucci estão à venda no lobby do L’Hotel Porto Bay São Paulo. O empreendimento conta com algumas peças expostas e para prontaentrega. Um catálogo atualizado dos produtos também fica disponível para clientes que desejam realizar pedidos. O hotel, localizado na Alameda Campinhas (a 50 metros da Avenida Paulista), é o único ponto de venda da Gucci no Brasil fora das lojas próprias. Viaje equipado Na hora de viajar, é primordial separar as coisas. Roupas na mala, sapatos na sacola e acessórios na nécessaire. A nova linha Saint Tropez Premium da Lansay pode ajudar nessa separação, com qualidade e estilo. Todos os acessórios da linha são confeccionados com vinil, o interior é totalmente forrado e as ferragens são niqueladas. É uma ótima opção para você sair de casa com uma bagagem equipada! www.portobay.com.br Canal Estilo www.lansay.com.br Personalidade e bom gosto Sofisticação no mergulho Saúde e requinte à mesa A produção do Jamón Serrano ocorre na Espanha, onde os suínos são criados em confinamento. A iguaria é rica em aminoácidos e é uma fonte de vitamina B, além de conter nutrientes como o ferro, magnésio e zinco. Os produtos do grupo Josep Llorens são considerados destaques na lista dos êxitos nutricionais, pois apresentam uma relação positiva entre ácidos de gorduras insaturadas e saturadas, diminuindo os níveis de colesterol. 122  PERFILNÁUTICO Para aposentar a mochila velha A mochila New System é um dos lançamentos da marca Fico Urban Tech. O novo modelo conta com compartimento especial para tablet ou notebook e possui traseira e alças acolchoadas. A mochila é produzida com poliéster e está disponível nas cores preto e cinza. O interior é totalmente forrado, possui bolsos com zíper, saída para fone de ouvido e um porta-celular, além de garantir maior segurança para os seus aparelhos com compartimentos específicos. www.fico.com.br Fino, elegante e repleto de acabamentos luxuosos, o Aquaracer Lady, da marca suíça Tag Heuer, mantém as formas femininas sem perder sua característica de relógio de mergulhador profissional. O novo bracelete com o centro de ouro rosa 18 quilates, as laterais em aço polido e o bisel também de ouro rosa são os destaques dessa joia. As linhas horizontais no mosrador e a madre-pérola fazem analogia às ondas do oceano. Rio de Janeiro no guarda-sol Sempre inovando, a Belfix criou uma linha de guarda-sóis temáticos para quem gosta de curtir uma praia com estilo. O guarda-sol Rio, com design moderno, possui imagens de monumentos históricos da Cidade Maravilhosa, em preto e branco. O produto garante uma sombra ideal para proteger você e toda a família dos raios nocivos do sol. www.belfix.com.br www.tegheuer.com PERFILNÁUTICO  123
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    família schurmann O veleiroKat e a Expedição Oriente A terceira volta ao mundo da Família Schurmann: soluções inéditas de sustentabilidade e tecnologia de ponta de navegação e comunicação Por Thais Zago 124  PERFILNÁUTICO PERFILNÁUTICO  125
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    família schurmann D epois decinco anos de planejamento, estruturando a ideia e buscando investidores para mais um projeto ousado, a Família Schurmann prepara-se para sua próxima aventura: A Expedição Oriente. Dessa vez eles seguirão a rota dos chineses que, de acordo com polêmicas teorias, foram os primeiros a contornar o globo. Os filhos Pierre e David (líder da tripulação de terra) estarão em alguns trechos da aventura e Wilhelm estará a bordo por toda a expedição, ao lado de Vilfredo e Heloísa. A novidade na tripulação é o neto Emmanuel, representando a terceira geração da família. A caçula Kat estará simbolicamente presente ao inspirar o nome do novo veleiro. “Kat participou da Magalhães Global Adventure dos cinco aos oito anos de idade, navegando ao redor do mundo e conhecendo 19 países”, declara Heloísa Schurmann. “Ela se tornou uma determinada defensora do meio ambiente. Por todas as suas características e pelo legado de amor que ela nos deixou, decidimos homenageá-la nesta expedição.” A CAÇULA KAT INSPIROU O NOME DO NOVO VELEIRO Pela primeira vez a família viajará a bordo de uma embarcação construída especialmente para suas aventuras. Aliando tecnologia de ponta à preocupação com o meio ambiente, o novo barco é um dos principais destaques desta jornada. “Estamos construindo um novo veleiro de 80 pés, que terá uma quilha retrátil com um bulbo de 14 toneladas”, conta Vilfredo. A nova embarcação está sendo construída no Brasil e deve ficar pronta no final de setembro de 2013 – dois meses antes do início da Expedição Oriente. Esta volta ao mundo, que desbravará águas nacionais e internacionais durante dois anos ininterruptos, também envolve importantes ações, como um projeto de cunho educacional e a produção de uma série televisiva e um documentário. A partir de amostras coletadas durante a viagem, serão realizados estudos com análises da qualidade das águas e dos plânctons por onde o veleiro passar. o veleiro kat comprimento 80 pés largura 6,65 m Quilha retrátil 18,5 m peso total cerca de 67 t Calado 4,50 m Calado recolhido 1,75 m Motorização 2 motores de centro D3-150 126  PERFILNÁUTICO Toda a iluminação no barco é em LED de baixo consumo. Aliado a isso, será gerada energia limpa por quatro fontes diferentes: dois geradores eólicos, painéis solares flexíveis, dois hidrogeradores na popa do veleiro e duas bicicletas ergométricas com turbina para a tripulação se exercitar e, ao mesmo tempo, carregar o banco de bateria de 7.680 Ah. Com referência à comunicação, o veleiro terá equipamentos de transmissão com velocidade de 492 Kbps, ou seja, banda larga a bordo. reciclagem Um veleiro sustentável As forrações do motor e o isolamento térmico do forro são feitos de material reciclado. Modernos sistemas de reciclagem de resíduos e dessalinização de água reduzem ainda mais o impacto no meio ambiente. Haverá tratamento de esgoto e das águas da cozinha e do chuveiro. Tecnologia e sustentabilidade são os grandes diferenciais do veleiro Kat. A embarcação possui um sistema elétrico digital, 100% brasileiro, que substitui o tradicional sistema analógico fabricado para veleiros, e permite o controle remoto por dispositivo móvel, a até quilômetros de distância, de todas as funções da embarcação. “O sistema elétrico digital é algo inovador no ramo marítimo”, comenta David Schurmann. “Na nossa embarcação tudo poderá ser controlado nas pontas de nossos dedos.” Além disso, o lixo orgânico será reciclado e compactando em pequenos tijolos, que servirão de adubo para uma pequena horta a bordo. Para o lixo inorgânico, haverá uma prensa para compactá-lo. “Queremos que o nosso barco seja um microcosmo autossustentável”, afirma Heloísa Schurmann. Motores Volvo Penta equipam o veleiro David, Vilfredo, Wilhelm, Pierre e Heloísa Schurmann energia Dois motores de centro D3150 foram escolhidos por sua robustez, eficiência em consumo de combustível e baixa emissão de poluentes. “É uma honra para nós da Volvo Penta participar deste projeto”, afirma Marcelo Puscar, diretor de venda de motores marítimos da Volvo Penta América Latina. “A expedição tem uma proposta ecológica e autossustentável que está totalmente alinhada a um dos valores fundamentais da Volvo, o respeito ao meio ambiente.” Felipe Abreu, gerente de vendas, comenta que, apesar de ser um veleiro, algumas vezes, a embarcação não pode contar apenas com a força do vento. “Além de ser um motor robusto, que pode trabalhar com potência de até 220 HP, o D3-150 foi configurado para trabalhar com apenas 150 HP, o que garante baixíssimo consumo e maior durabilidade.” A energia gerada pelos motores também poderá ser aproveitada para outras funções, como o aquecimento de água. PERFILNÁUTICO  127
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    família schurmann OKINAWA (JAPÃO) SAIPAN (MARIANAS SETENTRIONAIS) ALOTAU (PAPUA-NOVAGUINÉ) ILHA SANTA HELENA ITAJAÍ (SC) MADAGÁSCAR PORTO ELIZABETH (ÁFRICA DO SUL) BRISBANE (AUSTRÁLIA) ILHA DE PÁSCOA (CHILE) ANTÁRTICA Mapa da Expedição do Oriente A NOVA ROTA DA FAMÍLIA SCHURMANN No dia 24 de novembro de 2013 a Família Schurmann parte de Itajaí (SC) rumo ao mundo! Em seu caminho, passará pelos três oceanos, cruzando os mares do Uruguai, Argentina, Antártica, Chile, Polinésia A PARTIDA E A CHEGADA SERÃO EM ITAJAÍ (SC) Bate-papo com Vilfredo e Heloísa Schurmann Quais as dificuldades vocês imaginam enfrentar nessa expedição? O que motivou a família a sair para a terceira expedição e a escolher essa rota? A rota foi traçada para evitar que passemos por lugares onde ocorram ciclones, nos Oceanos Pacífico e Índico, e tufões, na Ásia. Com as mudanças climáticas que estão alterando os regimes de ventos, poderemos enfrentar tempestades que aparecem sem avisar. São frentes frias, em que a baixa pressão atmosférica provoca ventos com intensidade equivalente a ciclones. Na última expedição, navegando de Samoa Ocidental, no Hemisfério Sul, para Kiribati, no Hemisfério Norte, para fugir da temporada de ciclones, pegamos o início de Em 2003, quando voltamos da nossa última expedição, a Magalhães Global Adventure, foi lançado o livro do Gavin Menzies que demonstra com várias evidências que os chineses deram a volta ao mundo antes dos europeus em várias expedições. O livro é polêmico. Por isso nos motivou realizar essa viagem. Iremos navegar por lugares que ainda não conhecemos, como a Antártica, Japão, China, Vietnã, etc. 128  PERFILNÁUTICO Francesa, Tahiti, Ilhas Cook, Fiji, Nova Zelândia, Austrália, Micronésia, Japão, China, Vietnã, Indonésia, Singapura, Ilhas Maurício, Madagáscar e Cape Town, retornado a Itajaí em 29 de novembro de 2015. um ciclone com ventos de 65 nós. Nos Oceanos Pacífico e Índico passaremos, inclusive, por regiões sujeitas a tsunamis. Também traçamos uma rota no Oceano Índico para evitar ataques de piratas, principalmente aqueles procedentes da Somália. O que move a família a continuar navegando? Além da experiência incrível de conhecer culturas e costumes diferentes, é a convivência que nos permite o privilégio de compartilhar em família a grande aventura da vida. É preciso acreditar e ter perseverança para realizar e viver o sonho!
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    ROLEX ILHABELA SAILING WEEK Ilhabela celebra 40 anosde vela A maior semana de vela da América Latina completa quatro décadas de histórias e emoção Por Rafaella Malucelli N o calendário do litoral norte paulista, há 40 anos o inverno é mais colorido durante uma semana. As velas içadas marcam um ano especial para a Semana de Vela de Ilhabela, que, em meio às comemorações de seu quadragésimo aniversário, entre 6 e 13 de junho, no Yach Club de Ilhabela (YCI), reúne várias gerações da vela nacional e internacional. Mais do que uma competição, a Semana de Vela de Ilhabela, ultimamente renomeada Rolex Ilhabela Sailing Week (RISW), é uma confraternização entre amigos. Foi assim desde seu início, lá nos idos de 1973. De acordo com o seu primeiro campeão, 130  PERFILNÁUTICO Eduardo Souza Ramos, é assim que deve continuar. “É uma grande festa da vela brasileira e acho legal que seja uma grande festa”, comenta. “O charme de Ilhabela, o período de férias, encontrar os amigos e reunir a família. Acho que esse é o grande ponto positivo da Semana de Vela.” Mark Esler, campeão em 1988 e em 2000 a bordo do Curupira, continua competindo na HPE e acompanha os três filhos. "Gosto do mar, da companhia dos amigos e sou bem competitivo. Os anos de Curupira foram um laboratório de planejamento, trabalho em equipe e foco no resultado. Aprendi muito no esporte para minha atuação como consultor de empresas e empresário.” PERFILNÁUTICO  131
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    ROLEX ILHABELA SAILING WEEK EVOLUÇÃO Apesar do climadescontraído, a Semana profissionalizou-se cada vez mais. Carlos Sodré, coordenador da Comissão de Regatas, que há doze anos atua no evento, diz que a grande diferença foi a internacionalização. “Nos últimos anos vieram juízes de vários estados brasileiros e de países da América do Sul e da Europa. Neste ano teremos dois juízes que estiveram nas Olimpíadas de Londres.” No início a Semana de Vela era dedicada mais aos veleiros monotipos, que tinham assim a oportunidade de sair de represas e velejar no mar. Com o tempo os barcos de oceano foram ganhando destaque, pois a competição era disputada numa das melhores e mais bonitas raias do Brasil. Mas foi pela competência de José Nolasco que o evento cresceu, se profissionalizou e ganhou destaque no calendário internacional. A história da Semana de Vela confunde-se com o crescimento do próprio Yacht Club de Ilhabela, que inaugurou sua primeira sede em 1969, apenas quatro anos antes da primeira edição do evento. “No começo eram poucos barcos, o clube era pequeno, todo mundo muito conhecido”, relembra Eduardo Souza Ramos. “Depois teve um momento em que ficou até grande demais. Agora eles estão encontrando o tamanho ideal. A festa boa é aquela que não está nem muito cheia e nem muito vazia.” A RISW teve seu recorde de barcos em 2009, com 205 inscritos. A partir daí a organização limitou a 150 as inscrições para oferecer um evento de qualidade para todos, sem perder em excelência. O BRILHO DE TODAS AS CLASSES A Semana de Vela de Ilhabela é democrática, com espaço para as diversas classes da vela de oceano, desde a RGS, mais populosa por ser uma classe de entrada, até a classe mais competitiva, Soto 40. As classes olímpicas, porém, não são mais uma constante. Por isso, na edição desse ano, a organização faz uma homenagem à classe Star. Para Carlos Eduardo Souza e Silva, atual diretor de vela do YCI, agregar é o objetivo. “Nós acreditamos que a aproximação dos monotipos, particularmente os que congregam a elite da vela das classes de oceano, será extremamente benéfica para o desenvolvimento dessas últimas.” No total a Semana conta com as classes: ORC, HPE25, C30, RGS (A, B, C e Cruiser) e Star. Entre tantas opções, a ORC (Offshore Racing Council) é considerada especial. Para Ernesto Breda, essa é uma classe que está tomando proporções maiores internacionalmente ao se unificar. “A ORC tem batido recordes de inscrições em todos os últimos mundiais”, comenta. Para José Nolasco, a ORC é uma classe muito salutar que permite mexer no barco, melhorar o rating, correr contra o relógio. “É outro tipo de regata. É uma regata em que você veleja contra você mesmo, diferente das classes one design em que você veleja contra os outros e já define na hora o resultado.” Largada para Alcatrazes na edição de 2006 da Semana de Vela 132  PERFILNÁUTICO Independente da classe, os monotipos também já viraram presença garantida na competição. A classe HPE25 é a mais antiga na raia e a Soto 40 estreou há seis anos, ambas encabeçadas por Eduardo Souza Ramos. A C30, do projetista Horacio Carabelli, estreou ano passado e Pisco Sour, campeão em 2011 na S40, e Touché, festejando o título de 2010 na ORC tem em Marcelo Massa seu maior entusiasta. Como os barcos são iguais, apresentam uma disputa real na raia, onde uma regata é definida por segundos. Lars Grael A SEMANA DE VELA DE ILHABELA É DEMOCRÁTICA, COM ESPAÇO PARA AS DIVERSAS CLASSES DA VELA DE OCEANO destaca o nível técnico da classe Soto 40, que cresce com a presença de velejadores internacionais. “Isso mostra que a S40 é uma espécie de Fórmula 1 da vela sul-americana, porque tem os melhores barcos, as melhores equipes e os melhores velejadores.” Marcelo Massa defende a C30 como uma solução para quem quer competitividade, mas dentro de uma realidade mais brasileira. “A razão por eu não optar pela S40 é que o custo é muito alto. Além disso, tornou-se uma classe muito profissional. A C30 é uma classe que está começando, e, por eu estar desde o começo nela, já estou em vantagem.” Para Nolasco, o nível do evento em qualquer classe, mesmo na RGS, é muito alto. “Para você ganhar a Semana de Vela, tem que velejar muito bem, o barco tem que estar muito bom, muito bem equipado, com tripulação bem treinada. Há várias classes disputando e cada uma disputa a sua própria Semana de Vela.” PERFILNÁUTICO  133
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    ROLEX ILHABELA SAILING WEEK EMOÇÕES NA MEMÓRIA “Numaregata de Alcatrazes por boreste entrou uma frente fria com fortes rajadas e o Curupira planava nas águas lisas da entrada do canal. Estávamos concentrados quando entrou a fatídica rajada e atravessou – tudo isto no breu da noite – o barco de lado. A tripulação ficou pendurada no guardamancebo até alguém finalmente conseguir soltar a driça e o barco voltar ao normal. Nada aconteceu de grave. Aprendi que todos devem amarrar os cintos de segurança. Poderíamos ter perdido alguém, mas o Curupira é um bicho esperto e cuidou da gente.” Mark Esler (campeão de 1988 e 2000) Veleiro Curupira “Há uns sete anos, entramos na última regata em terceiro lugar. O Touché estava liderando e o Stella Artois em segundo. Nós acabamos ganhando a regata por 15 segundos e com essa classificação ganhamos o campeonato também. Foi uma emoção forte de último momento.” “Foi a largada da primeira regata de Alcatrazes usando o barco da Marinha Cisne Branco, com 170 barcos largando todos juntos. Na época todos largavam juntos, não separava como hoje em dia.” Equipe Touché 134  PERFILNÁUTICO “Comecei a velejar a Semana de Vela no início dos anos 90, mas só me dediquei seriamente nos últimos dez anos, quando compreendi que para competir necessitava de barcos melhores. E foi assim que nos últimos 15 anos seguiram-se uma série de veleiros chamados Touché, mas foi a partir do final de 2007 com o Touché Super, ex-Matador, que encontramos o caminho das vitórias. O tricampeonato em sequência e os três relógios Rolex que ganhamos fizeram a alegria da tripulação. O primeiro ficou para o comandante e os outros dois foram sorteados para os tripulantes.”
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    Esporte CLÁSSICA VITÓRIA DE TORBEN SOL NOÚLTIMO DIA DA BÚZIOS SAILING WEEK O vento apareceu e os 27 veleiros inscritos na terceira Regata de Veleiros Clássicos – etapa Angra dos Reis – puderam realizar uma bela competição em altomar no Portobello Resort e Safári, nos dias 4 e 5 e maio. O grande vencedor dos dois dias de provas esportivas foi o campeão olímpico Torben Grael. Detentor de seis títulos mundiais, cinco medalhas olímpicas, além de ter Mais de 200 velejadores estiveram presentes na Búzios Sailing Week Monotipos, que aconteceu no dia 2 de junho no Iate Clube Armação de Búzios. Grandes nomes da vela, como Maurício Santa Cruz, Ivan Pimentel, Martine Grael e Fernanda Decnop, levaram prêmios para casa. Nos dois primeiros dias, chuva fina e vento fraco, mas no sábado Búzios voltou ao normal, o sol apareceu e o vento entrou com força, chegando a quase 20 nós com muitas ondas. Regata de Veleiros Clássicos – etapa Angra dos Reis sido campeão da volta ao mundo Volvo Ocean Race em 2009, Torben competiu a bordo do Lady Lou, belo exemplar clássico de 1971 que, além de ter vencido a classe C, foi também o campeão da classe BRA/ RGS, aberta nesta etapa do evento e que torna a competição ainda mais acirrada e profissional entre os pertencentes à classe. No último dia, vento de quase 20 nós A ROTA DA VOLVO OCEAN RACE 2014-15 A próxima edição da regata de volta ao mundo terá nove meses de duração, dez cidades-sede, entre elas Itajaí e Recife no Brasil, e quase 40 mil milhas náuticas de distância. O percurso será um teste e tanto para os velejadores, que serão levados ao limite. A 12ª edição da prova começa no dia 4 de outubro de 2014, quando os barcos disputam a primeira In-Port Race em Alicante, na Espanha. A aventura terminará no dia 27 de junho de 2015, em Gotemburgo, na Suécia. A distância exata do percurso será de 39.895 milhas náuticas, o que equivale a 73.886 quilômetros. Os novos barcos de design único, os Volvo Ocean 65, irão passar por condições extremas, como a perna entre Recife (Brasil) e Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos). 136  PERFILNÁUTICO Percurso de 39.895 milhas náuticas A dupla Lars Grael e Samuel Gonçalves venceu em Brasília LARS GRAEL É PENTA NO BRASILEIRO DE STAR A dupla formada por Lars Grael e Samuel Gonçalves venceu o Campeonato Brasileiro da Classe Star 2013, disputado em Brasília, entre os dias 1° e 5 de maio. Com ventos fracos, que variavam entre 5 e 10 nós, foram disputadas cinco regatas, com direito a um descarte. Com a vitória, Lars Grael conquistou seu quinto título consecutivo no Campeonato Brasileiro da Classe Star. O proeiro de Lars é o jovem Samuel Gonçalves, ex-aluno do Projeto Grael – organização social criada por Lars e seus irmãos, Torben e Axel, e o amigo Marcelo Ferreira. PERFILNÁUTICO  137
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    Esporte MERGULHO NA ADVENTURE SPORT FAIR Amaior feira de esportes e turismo de aventura do Hemisfério Sul e da América Latina aconteceu em São Paulo, na Bienal do Ibirapuera, entre 1° e 5 de maio. Uma das principais características da feira são as atrações indoor para os Clínica de mergulho visitantes, como diferentes tipos de escaladas, tirolesa, arvorismo entre as colunas da Bienal, slack line, snowboard, skate e tantos outros. Na água: caiaque e stand up numa ampla piscina e o tradicional tanque de mergulho. E como se mergulhou! Foi um recorde absoluto no país com mais de 700 batismos. Archimedes Garrido e Carolina Schrappe também ministraram uma clínica de mergulho em apneia. Fazia ao menos seis anos que o mergulho não participava de forma tão forte na Adventure, apesar de sempre presente de forma modesta. BOLIVIANO DOMINA CAMPEONATO BRASILEIRO A segunda e a terceira etapas do 26º Campeonato Brasileiro de Moto Aquática foram realizadas entre os dias 30 de maio e 2 de junho, na Represa de Furnas, em Boa Esperança, no sul de Minas Gerais. Cerca de 50 pilotos brasileiros e convidados da Bolívia, do Uruguai, do Paraguai e da Argentina entraram na água para um público estimado em 35 mil pessoas nos quatro dias de competições. Na categoria Runabout Turbo GP, considerada a Fórmula 1 da modalidade, o boliviano Antonio Claros manteve a liderança do campeonato depois de ganhar as quatro baterias. Denísio Casarini Filho ficou em segundo e ocupa mesma posição na classificação geral. O terceiro colocado foi o paranaense radicado no Antonio Claros, líder do campeonato Paraguai Valdir Scremin Filho. WAKESURF NA REPRESA GUARAPIRANGA O Campeonato Brasileiro de Wakesurf realizado na Represa de Guarapiranga nos dias 18 e 19 de maio em São Paulo fez parte do Guarapiranga Radical, considerado o maior evento aquático participativo da cidade, com atividades esportivas gratuitas para o público entrar no clima esportivo. 138  PERFILNÁUTICO Os vencedores foram Mario Manzoli no masculino A, Flavio Jordão no masculino B, Anne Ortiz Prochaska no feminino e Felipe Castello Branco no infantil. Além das competições, o evento reuniu clínicas de diversos esportes como: stand up paddle, wakeboard, wakesurf, rafting, caiaque, canoa havaiana, slack line, frescoball e vela com instrutores. Mario Manzoli
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    Esporte OURO E PRATA NAPOLÔNIA A canoagem brasileira segue colecionando bons resultados internacionais na Canoagem Velocidade. Logo na estreia do renomado treinador espanhol Jesús Morlán, frente ao comando da Seleção Brasileira de Canoa, o Brasil conquistou duas medalhas de ouro e duas de prata na terceira etapa da Copa do Mundo de Canoagem Velocidade, no dia 2 de junho, em Poznan, na Polônia. A jovem revelação foi Isaquias Queiroz, que conquistou o primeiro lugar no C1 500 m. O segundo ouro brasileiro veio com a dupla Erlon Souza e Ronilson Oliveira no C2 200 m. A dupla brasileira, porém, ainda não estava satisfeita e faturou a medalha de prata no C2 500 m. Na longa prova do C1 5.000 m Isaquias Queiroz garantiu mais uma prata para o Brasil. MULTISPORT BRASIL EM FLORIPA Noventa quilômetros de desafios, adrenalina, superação e muita diversão em meio às paisagens mais deslumbrantes de Florianópolis foram a marca da sétima edição do Multisport Brasil, realizado no último 18 de maio. Aventureiros de todo o país e do exterior cruzaram a ilha de sul a norte em etapas de corrida, MUNDIAL DE KAYAKSURF EM JULHO Roberta Borsari prepara-se para disputar o Campeonato Mundial de Kayaksurf, modalidade que mistura técnicas de canoagem e surfe. O evento acontecerá na Austrália entre os dias 9 e 20 de julho e, mais uma vez, ela deverá ser a única representante feminina do Erlon Souza e Ronilson Oliveira no pódio e Isaquias Queiroz na água 140  PERFILNÁUTICO mountain bike e canoagem, desde a Praia da Armação até Jurerê Internacional. A primeira equipe a cruzar a linha de chegada, com 5 horas e 52 minutos de prova, foi o trio de revezamento formado pelo corredor Giliard Pinheiro, o ciclista Maurian Carvalho e o bicampeão pan-americano de canoagem Guto Campos. O destaque individual ficou para o brasiliense Guilherme Pahl, que se consagrou tricampeão do Multisport Brasil. Brasil na disputa, com expectativa também de se manter entre as dez melhores do mundo no esporte. Esta é a prova mais importante da modalidade, pois define o ranking mundial e reúne os principais atletas de todos os cantos do mundo. Roberta Borsari tem o maior número de participações em provas internacionais e é recordista em quantidade de medalhas e pódios conquistados nos últimos anos pelo país na modalidade.
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    TURISMO SÃO LUIZDO PARAITINGA S e existe uma realidade para o provérbio “Depois da tempestade, vem a bonança”, pode-se dizer que São Luiz do Paraitinga é um exemplo. Em 2010 a cidade viveu a pior enchente da sua história. Renascendo das águas, a cidade deixou para trás as cenas de chuvas e desmoronamentos e 142  PERFILNÁUTICO reaparece no cenário turístico paulista, renovada e com muita disposição para receber os turistas. São Luiz do Paraitinga tem um povo acolhedor e simpático, que tem na cultura caipira a sua base. Compartilhar desta cultura muito especial, típica das pequenas cidades do interior paulista, é um privilégio à parte para aqueles que pretendem se aventurar por aqui. São Luiz do Paraitinga – SP Um lugar para renascer Por Família Mueller PERFILNÁUTICO  143
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    TURISMO SÃO LUIZDO PARAITINGA Realmente uma das mais belas, que passa por cachoeiras e mirantes. No caminho é possível entrar na água do rio e desfrutar da massagem natural das pequenas quedas. Outra ótima opção para caminhada é o Refúgio das Sete Cachoeiras. Como diz o nome, a trilha passa por sete cachoeiras, podendo banhar-se em algumas das quedas. Na volta da caminhada aproveite para relaxar no refúgio, um lugar rústico e charmoso num platô com vista para o vale. Quem aprecia um bom banho de cachoeira não pode deixar de visitar a Cachoeira Grande, TRILHAS E CAMINHADAS EM AMBIENTES PRESERVADOS QUE PASSAM POR BELAS CACHOEIRAS E MIRANTES entre o município de Lagoinha e Paraitinga. A bela queda de 40 metros de altura impressiona os visitantes, suas águas correm para um grande poço com fundo de areia, permitindo o banho. Localizada na divisa do Parque Estadual da Serra do Mar, a Cachoeira do Cuja, com sua queda de 30 metros de altura, destaca-se pela beleza cênica do seu entorno, Mata Atlântica por todos os lados e águas cristalinas, que compõem um ambiente preservado e privilegiado para a prática do rapel em cachoeira (cachoeirismo). Rafting nas corredeiras do Rio Paraibuna é uma das atividades mais procuradas - Foto: Livia Cecilia O Parque Estadual da Serra do Mar é sem dúvida o principal atrativo ecoturístico da cidade. São Luiz do Paraitinga abriga o Núcleo Santa Virgínia, a apenas poucos quilômetros da cidade. No Parque o turista pode desfrutar de várias atividades, a vedete é o rafting. Descer as corredeiras do Rio Paraibuna é uma atividade realmente imperdível! Você pode escolher o rafting que deseja fazer e o nível de corredeiras que 144  PERFILNÁUTICO pretende enfrentar, o rio oferece opções que vão das classes I à IV. O turista pode escolher entre um rafting leve de duas horas, com EM 2010 A CIDADE VIVEU A PIOR ENCHENTE DA SUA HISTÓRIA. AGORA REAPARECE NO CENÁRIO TURÍSTICO PAULISTA corredeiras de classes I à III, ou um mais emocionante, que dura quatro horas de descida, com corredeiras que vão do nível II ao IV, mas sem dúvida a melhor opção é escolher a de seis horas rio abaixo e sentir a emoção de descer a corredeira do “Caixão”, inesquecível! No meio do percurso, uma parada para o piquenique à beira da cachoeira. Companhias de rafting e receptivos com muitos anos de experiência prestam excelente serviço na região. Dentro do Núcleo Santa Virgínia há várias trilhas para percorrer, a caminhada mais procurada é a da Trilha da Pirapitinga. Cachoeira Grande e Trilha da Pirapitinga no Parque Estadual PERFILNÁUTICO  145
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    TURISMO SÃO LUIZDO PARAITINGA Praça da Matriz e Cachaçaria Matodentro Tour guiado pelo centro Histórico O centro histórico, já praticamente reconstruído, é um dos maiores conjuntos arquitetônicos tombados do estado de São Paulo. O city tour é uma ótima opção para conhecer esse inestimável patrimônio. Além de passear pela história das construções dos séculos 18 e 19, passa também pela casa onde morou Oswaldo Cruz, pela Capela das Mercês e pelo Mercado O CENTRO HISTÓRICO É UM DOS MAIORES CONJUNTOS ARQUITETÔNICOS TOMBADOS DO ESTADO DE SÃO PAULO Municipal. Com sorte, durante o tour, você poderá ouvir os cordéis caipiras recitados por alguns dos antigos moradores da cidade, como o senhor Ditão Virgílio ou o senhor Benito Campos, um privilégio à parte! Visitar uma das fazendas históricas da região também deve fazer parte do seu programa, a Fazenda São Luiz, uma das mais antigas, é aberta à visitação, que deve ser agendada com antecedência. A Fazenda Catuçaba, hoje transformada em hospedagem de luxo, também vale a visita. Os apreciadores de uma boa cachaça não podem deixar de visitar a destilaria Matodentro, que produz artesanalmente a cachaça que leva o mesmo nome, uma das top 10 do Brasil. SERVIÇO ONDE COMER? AGÊNCIA RECEPTIVA: A culinária caipira toma conta da gastronomia de São Luiz do Paraitinga, por aqui você vai degustar pratos como a “Vaca Atolada” e o “Boi Afogado”, além de quitutes como o “Estrogonofe de Juçara” e o requeijão de prato. Onde encontrar estas delícias? Cia. de Rafting: www.ciaderafting.com.br RESTAURANTES: HOSPEDAGEM: Restaurante Sol Nascente: Largo das Mercês, 2 Pousada Sertão das Cotias: Rod. Oswaldo Cruz, km 42,5 www.pousadasertaodascotias.com.br Restaurante Santa Terezinha: Rua Cel. Domingues Castro, 64 Restaurante Cantinho dos Amigos: Rua Cel. Domingues Castro, 121 146  PERFILNÁUTICO Pousada Quinta das Amoreiras: Estrada do Alvarenga, km 0,5 www.pousadaquintadasamoreiras.com.br PASSEIOS: Refúgio das Sete Cachoeiras: www.refugiodas7cachoeiras.com.br Fazenda Histórica São Luiz: (12) 9710 6020 Fazenda Histórica Catuçaba: www.catucaba.com Destilaria Matodentro: www.matodentro.com.br
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    Planeta Água mente criativa Jovemde 19 anos inventa o Ocean Cleanup Array, para limpar o plástico dos oceanos O lixo nos oceanos é uma grande preocupação em todo o mundo. Milhões de toneladas de minúsculos pedaços de plástico que flutuam nos oceanos são vistos como alimento para peixes e aves e, uma vez consumidos, acabam matando esses animais. Além disso, esses pedaços de plástico também contêm produtos químicos, como DDT e PCB, que, quando consumidos por flutuantes movidos a energia solar e pela ação das ondas destinados a limpar os mais de sete milhões de toneladas de pedaços de plástico dos oceanos. As correntes oceânicas conduziriam os detritos de plástico para as plataformas criadas pelo holandês.De acordo com Boyan, em cinco anos o Ocean Cleanup Array seria capaz de limpar dos oceanos o lixo plástico. A MÁQUINA É MOVIDA A ENERGIA SOLAR E PELA AÇÃO DAS ONDAS criaturas marinhas pequenas, entram na cadeia alimentar e podem ser consumidos eventualmente por pessoas. Um estudante holandês de Engenharia, chamado Boyan Slat, de 19 anos, é o inventor de uma máquina que pode ser capaz de limpar os oceanos. O Ocean Cleanup Array é um conjunto de dispositivos Boyan Slat, o inventor do Ocean Cleanup Array
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    Gourmet bacalhaU cOMO se bacalhaucomo se FaZ na FaZenda faz na fazenda Por chef Ilza Vinagre ½ abobrinha em cubinhos ½ berinjela 2 cogumelos 1 tira de pimentão vermelho 1 tira de pimentão amarelo 1 tomate picado 1 batata em rodelas 300 ml de azeite 1 posta de bacalhau (cerca de 300 g de porção por pessoa) Flores comestíveis (quantas achar necessárias) Bacalhau: Antes de cozinhar, tirar a pele e a espinha. Cozinhar o bacalhau no azeite com batata em rodelas por 10 minutos, em fogo baixo. Molho: Ferver a pele e a espinha do bacalhau em azeite e alho por 20 minutos, bater no liquidificador e passar na peneira; disso resultará em uma espécie de molho. Legumes: Saltear os legumes com azeite, alho, sal (a gosto) e borrifar com vinho branco. Em um prato coloque os legumes, acrescente por cima o bacalhau e em seguida o molho. Rendimento: 1 porção. Esta receita é uma colaboração para a Perfil Náutico da chef Ilza Vinagre, do restaurante A Bela Sintra, de São Paulo. RESTAURANTE A BELA SINTRA Rua Bela Cintra, 2.325 Cerqueira César - São Paulo (SP) www.abelasintra.com.br Luiz Alfredo Malucelli é escritor, colunista, jornalista e gourmet.
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    MERCADO NÁUTICO MERCADO NÁUTICO MERCADONÁUTICO AS MELHORES OPORTUNIDADES DO MEIO E MERCADO. BARCOS, JETS, MOTORES, EQUIPAMENTOS, ACESSÓRIOS E SERVIÇOS. nesta edição: 152  PERFILNÁUTICO PERFILNÁUTICO  153
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    MERCADO NÁUTICO 154  PERFILNÁUTICO MERCADONÁUTICO PERFILNÁUTICO  155
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    MERCADO NÁUTICO 156  PERFILNÁUTICO MERCADONÁUTICO PERFILNÁUTICO  157
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    MERCADO NÁUTICO 158  PERFILNÁUTICO MERCADONÁUTICO PERFILNÁUTICO  159
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    MERCADO NÁUTICO 160  PERFILNÁUTICO MERCADONÁUTICO PERFILNÁUTICO  161
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    Click click - Foto:Kos Evans A fotógrafa britânica Kos Evans tem uma capacidade impressionante de perceber a ação antes que ela aconteça, e isso lhe permite capturar as cenas mais desafiadoras do mundo náutico. Ela sempre encontra uma maneira especial de olhar para os veleiros. Do alto do mastro pode ser uma delas. 162  PERFILNÁUTICO