ConsórCio náutiCo: Uma nova possibilidade para você adquirir seu barco

R$ 14,00 · Ano 07 · nº 30 · 2012

www.perfilnautico.com.br

CoM A CArA Do VErÃo

MErgulhAMos

PROA ABERTA

Nas
águas
azuis de
Curaçau

11 estaleiros, 23 barcos de 17 a 26 pés

E MAis: Perfil - Estaleiro Colunna e 13 barcos de 5 marcas para sua avaliação

Estaleiro Colunna

Sea Ray Sport Boats

Sessa Cruiser 44

Sun Odyssey 44 DS

Ski Nautique 200

Aguz 37 Open
Nova Intermarine 65.

Beleza e espaço sem precedentes.

Dealers Oficiais
sP Marine - www.spmarine.com.br
angra dos reis, rJ: (24) 3361.2527 - Balneário camboriú, sc: (47) 3361.6139
curitiba, Pr: (41) 3233.3636 - Guarujá, sP: (13) 3305.1500 / 3305.1594
são Paulo, sP: (11) 3581.4646 - caraguatatuba, sP: (12) 3887.1786
salvador, Ba: (71) 3321.8653

interyachts - www.interyachts.com.br
angra dos reis, rJ: (24) 3377.4785 - curitiba, Pr: (41) 9973.5462
florianópolis, sc: (48) 3365.9570 - Guarujá, sP: (13) 3354.5861
são Paulo, sP: (11) 3071.2252 - rio de Janeiro, rJ: (21) 3282.5225

Nova LiNha iNtermariNe
www.intermarine.com.br
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M

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Hora de navegar

Essa é a melhor época do ano para a grande maioria
dos amantes do mundo náutico

O

verão, as férias, momento de colocar o barco na água, reunir a família
e os amigos, relaxar, divertir-se e recarregar as energias para um
novo ano que está começando.

Nós da Perfil Náutico encerramos 2011 de maneira feliz, como uma

publicação atualizada, afinada com o meio e com um time de colaboradores
que acredita no potencial de crescimento do segmento no país. Entramos
em 2012 com nossas páginas recheadas de novidades, reportagens especiais,
conteúdo exclusivo e específico para quem busca informações sobre o
mercado náutico.
A matéria de capa da edição número 30 é sobre lanchas de proa aberta,

Conselho Diretor
Aldo Alfredo Malucelli aldo@grupocanal.com.br
Carlos Alberto Gomes carlos@grupocanal.com.br
José “Juca” Kolling juca@perfilnautico.com.br
Luiz Alfredo Malucelli luiz@grupocanal.com.br

É tempo de

Depto. de Jornalismo
Editor e jornalista responsável
Marcelo Fabiani (Buda) buda@perfilnautico.com.br
DRT-PR/ 6633

VIVeR

Revisão
João Batista Ribeiro
Colaboram nesta Edição Amanda Kasecker, Angelo
Sfair, Carolina Schrappe, Família Muller, Flávia
Figueirêdo, Felipe Caire, Jorge Nasseh, Leo Suzuki,
Luiz Alfredo Malucelli, Rafaella Malucelli, Ricardo
Amatucci e Thaís Zago
Edição de Arte e Projeto Gráfico
Eduardo Zuchowski (Zuki)
Impressão e Acabamento
Gráfica Capital
Distribuição Exclusiva
FC Comercial Distribuidora Ltda.
Central de Publicidade
Comercial (41) 3331-8300
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José “Juca” Kolling (41) 8446-5341
juca@perfilnautico.com.br

entre 17 e 26 pés, com a cara do verão e muito procuradas por quem está
iniciando no mundo da navegação. Conversamos com 11 diferentes estaleiros
e apresentamos 23 barcos fabricados no país, para você conhecer e avaliar.
Na seção Perfil, o estaleiro em destaque é o Colunna Yachts, que iniciou
suas atividades no início dos anos 80 fabricando jet ski e hoje está entre os
maiores produtores de barcos do país. Nesta edição apresentamos também:
o veleiro Sun Odyssey 44DS, da Jeanneau; a lancha para esportes aquáticos
Sundeck da Sea Ray, que acabam de ser lançados no Brasil; a Sessa Cruiser
44, mais uma aposta da italiana Sessa no país, e a Aguz 37 Open, o primeiro
barco de série do estaleiro brasileiro Aguz Marine.

Rua Jorge Cury Brahim, 712, Pilarzinho,
82.110-040, Curitiba – PR.
Fone (41) 3331-8300
Fax (41) 3331-8305

Nossas viagens dessa edição tiveram muito sol e neve. Mergulhamos
em Curaçau, uma fantástica ilha no sul do Caribe a cerca de 60 km
da costa da Venezuela e, pelo fim do mundo, iniciamos uma jornada
pela região mais austral do planeta – a Patagônia Chilena –, por
onde também navegamos com o prazer único de estar bem pertinho
das grandes geleiras da Laguna San Rafael.
Por fim, na seção Canal, trazemos ainda as últimas notícias, lançamentos,
dicas de construção, bem-estar, design, cultura, gastronomia e esportes. S

Revista Perfil Náutico
Rádio Mix Curitiba - 91,3 MHz
91 Rock Web www.91rock.com.br
Artigos assinados não representam
necessariamente a opinião da revista.
As imagens sem créditos foram
fornecidas para divulgação.
Revista Perfil Náutico, ano 7, n° 30, é uma
publicação da Editora Canal/mid, divisão de mídia
do Grupo CANAL/com.Todos os direitos reservados.

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Ski Nautique 200, da Nautique; os novos modelos das linhas Sport, SLX e

Fale com a gente
Redação redacao@perfilnautico.com.br

Bom verão, boa leitura e
bons ventos

Marcelo Buda

12

PERFILNÁUTICO

Canal Técnico
Envie sua pergunta para
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Assinatura
assinatura@perfilnautico.com.br
Perfil Náutico na Internet
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R E G A T T A Y A C H T S : B A H I A | M I N A S G E R A I S | S Ã O P A U L O | R I O D E J A N E I R O - s e s s a @ r e g a t t a y a c h t s . c o m . b r - ( 11) 5 5 3 8 3 4 3 4
S C M A R I N E : PA R A N Á | S A N TA C ATA R I N A | R I O G R A N D E D O S U L - s c m a r i n e @ s c m a r i n e . c o m . b r - (4 8 ) 3 2 2 2 0 0 5 2
C B O R G E S B O A T S : M A N A U S - s e s s a m a n a u s @ h o t m a i l . c o m - ( 9 2 ) 8 112 6 0 2 6

SESSA MARINE BRASIL - SÃo JoSÉ SC - brasil@sessamarine.com
L i n h a YaC h t C 3 6 - C 4 0 - C 4 4 - C 4 8 - C 5 4 - C 6 8 - F4 5 - F 5 4

|

Linha open

27 - 30 - 34 - 36

Costiera d’Amalfi - Italia

Editorial
Índice
Canal
News
Estilo
Esportes
Náutico
Design
Construtor
Cultura
Gourmet
Bem-Estar
Click

16
24
138
144
148
152
154
156
158
162

Nesta Edição
Turismo Patagônia

Uma das regiões mais
austrais do planeta

Turismo Cruzeiro

Pelo extremo sul do Chile

Expedição Mistralis
Explorando a Baía de
Todos os Santos

26
36
42

Lanchas de proa aberta

Apresentamos 23 barcos de 17 a 26 pés para o verão, de 11 estaleiros
diferentes e fabricados no Brasil

Perfil
Estaleiro
Colunna

116

54

C

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A história que começa com um
projeto de faculdade revela um dos
grandes fabricantes de barcos do país

MY

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CMY

K

Expedição Caiaque

48

Chegam ao Brasil os modelos da linha
sport boat: Sport, SLX e Sundeck

Sea Ray

74

Consórcio náutico

50

Sessa Cruiser 44

86

Sun Odyssey 44DS

94

Ski Nautique 200

102

Aguz 37 Open

110

Aventura e conhecimento
pela Bacia Amazônica
Barcos sem os juros do
financiamento

Jangadeiros

Iate clube gaúcho
comemora 70 anos

124

Hotel Marina Itapoá

128

Mergulho

130

Conforto e barco
na garagem

Curaçau, uma ilha
fantástica

Lançamento da Sessa Marine acontece
simultaneamente no Brasil e na Europa

Veleiro do estaleiro francês Jeanneau é
exemplo de design e tecnologia

Destaque nos Jogos Pan-Americanos,
lancha é ideal para esqui áquatico

Aguz Marine aposta na personalização
com seu barco de estreia

14

PERFILNÁUTICO
Canal Esporte
Canal do Leitor

Lanchas com fly

“Gostei muito da seleção de lanchas com flybridge da última edição. Estou
pensando em trocar o meu barco e a matéria apresentou-me um leque de
opções bem interessante.”
Gustavo Kirchner

Velas ao vento

“É difícil ver as revistas náuticas
falando sobre o mundo da vela.
A última edição me trouxe uma
grande notícia. Fiquei contente
com a possibilidade do retorno da
Eldorado Brasilis. Essa regata era
demais!”
Luiz Wernick

Seguros

“Excelente a matéria sobre seguros
náuticos. Sou proprietário de uma
lancha e ainda estava decidindo se
valia a pena contratar um seguro.
Não tinha muita informação sobre
o assunto, mas já me decidi por
fazer uma cotação.”
Jonatas Koren

Salão de Gênova

C

“Muito interessante a abordagem
da reportagem do Salão Náutico de
Gênova. Mesmo sabendo que ainda
estamos engatinhando em relação
ao mundo náutico europeu, é bom
saber que o mercado nacional é
visto como de grande potencial
para o setor. Continuem trazendo
reportagens assim!”
M

O flybridge é o sonho de consumo, o da Intermarine 42 é de encher os olhos

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CM

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Alerta

“Caros redatores, sou um grande fã
da Perfil e gostaria de parabenizálos pelo bom trabalho que estão
fazendo, mas também alertar para
algumas legendas que não estão
muito legíveis.”
Flávio Carriel

Saudades

“Fazia tempo que não lia a Perfil
Náutico, até que me deparei com
uma numa loja de mergulho. Ela
mudou bastante, e para melhor,

com uma grande diversidade de
temas. Com certeza continuarei
acompanhando a revista.”
Caio Pardini

Cruzeiros

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CMY

K

Renan Monteiro Zamilian

“Eu e meu marido vamos passar
alguns dias das férias de janeiro
em um cruzeiro. Quando li a
reportagem, já havia adquirido
o pacote, mas mesmo assim
serviu como dica, já que somos
marinheiros de primeira viagem.”
Karina Nepomucemo Magalhães

FaLE ConosCo
Para falar com a Perfil Náutico, mande e-mail para:
redação@perfilnautico.com.br ou canaltecnico@perfilnautico.com.br
As mensagens devem ser enviadas à redação e à equipe técnica
com identificação do autor, endereço e telefone. Em virtude do espaço
disponível, os textos podem ser resumidos ou editados. A revista
reserva-se o direito de publicar ou não as colaborações.

Estaleiro Kalmar

“Adoro a Perfil Náutico e sou
assinante desde o ano passado.
Muito interessante a história do
Estaleiro Kalmar. Gostaria de
aproveitar a mensagem e sugerir
que tragam mais matérias aqui de
Santa Catarina!”
Elton Siebert

16

PERFILNÁUTICO
Canal Esporte
Canal News

Campanha em
defesa do vidro

A Owens-Illinois, maior produtora de embalagens de vidro do mundo,
lançou em novembro no Brasil a campanha Vidro é Vida, com a presença da
ambientalista e oceanógrafa Céline Cousteau. A campanha já foi lançada em
12 países e apresenta os benefícios das embalagens de vidro na preservação
do meio ambiente e na construção das marcas presentes no mercado de
consumo. A neta do lendário explorador Jacques Cousteau falou também de
seus diversos projetos em favor da conservação do meio ambiente.

Refrescante banho de água doce

Ducha de praia
sustentável

Ambientalista e oceanógrafa Céline Cousteau

Moda inovadora
A conhecida estilista carioca
Layana Thomaz acaba de fechar
uma parceria com o Projeto
Grael para criar um novo
conceito em moda. A partir de
acessórios feitos com material
reciclado de barcos a vela, irá

18

PERFILNÁUTICO

produzir bolsas, chapéus,
mochilas, entre outros produtos.
Parte da verba adquirida com
a venda será revertida para
o Projeto Grael, instituição criada
pelos medalhistas olímpicos
Torben e Lars Grael, que utiliza
o esporte como ferramenta
de inclusão social. j

A Refresh Brasil lança no mercado
a Ducha de Praia Ecológica. Com
sistema de acionamento manual,
a água salobra é naturalmente
filtrada pela areia em três escalas de
tratamento e cloração, perdendo
95% da salinidade, 99% das
bactérias e coliformes e 10% do
pH. O resultado é um banho de
água doce sustentável. O produto
é desmontável, portátil e leve para
carregar e substitui os chuveirões
públicos e as duchas privadas. Com
essas características, já conquistou
o Programa Bandeira Azul (criado
pelo órgão europeu certificador
internacional de praias e marinas) e
a recomendação do Ibama de Santos.

Estilista Layana Thomaz
Canal News
Canal Esporte

Marine Equipament
Trade Show 2011

Em apenas duas horas é possível aprender a pilotar

Curso prático
de navegação
A escola náutica Aprendendo a Navegar oferece treinamento prático
para capitão amador: em apenas duas horas é possível se tornar um hábil
piloto de barcos motorizados. Acompanhados por instrutor habilitado e
experiente, os alunos executam as manobras conduzindo um barco-escola
devidamente identificado. O treinamento acontece às sextas-feiras e aos
sábados na base de operações da escola, que fica na Marina do Galego –
Enseada de Porto Belo e Itapema, Santa Catarina.

World Travel
Market – Latin
America

Em 2013 evento acontece em São Paulo

20

PERFILNÁUTICO

A multinacional líder na
organização de eventos Reed
Exhibitions anunciou o lançamento
da World Travel Market – Latin
America. A conceituada feira de
negócios da indústria do turismo,

Em novembro, o Marine
Equipament Trade Show (METS)
reuniu em Amsterdã os melhores
profissionais dedicados à indústria
e à tecnologia de fabricação de
embarcações de lazer. Em palestra,
Jorge Nasseh – da Associação
Brasileira dos Construtores de
Barcos e seus Implementos (Acobar)
– apresentou as estratégias para a
representação da indústria náutica
brasileira, discorrendo sobre a
modernização da norma da ABNT
NBR-14574; detalhes do selo de
conformidade para produtos que
cumprem voluntariamente a
norma; e programas de capacitação
de mão de obra.

SEU LUGAR AO MAR.

Jorge Nasseh da Acobar

!

realizada anualmente em Londres
há 32 anos, será reproduzida pela
primeira vez em outro país, uma
comprovação da importância
do Brasil e da América Latina no
panorama mundial. O evento
está previsto para abril de 2013,
em São Paulo, e tem objetivo
de gerar networking e negócios
entre fornecedores de produtos
e serviços e compradores
internacionais.j

new

www.tritonboats.com.br
Canal News
Canal Esporte

Projeto Ameaçados chega à reta final
O projeto Ameaçados, idealizado
pelo fotógrafo Érico Hiller e
patrocinado pela Minidocks
Guarda-Tudo, pretende mostrar
os efeitos do aquecimento global
e das atividades do homem que
colocam em risco a sobrevivência
de culturas, povos e animais. O
fotógrafo já esteve na Etiópia, na
Groenlândia e na Tanzânia. Restam
agora três destinos – Ilhas Maldivas,
África do Sul e Brasil – para encerrar
a captação das imagens que farão
parte de um livro previsto para ser
lançado no início de 2012.

Imagem de Érico Hiller que estará no livro

C

Ilhas Gregas

M

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A operadora de turismo Donato
Viagens oferece uma oportunidade
para conhecer e explorar as ilhas
gregas a bordo de um pequeno
navio. Em uma embarcação com
apenas 25 cabines e muito conforto,
o roteiro percorre as famosas ilhas
de Cíclades, Mikonos e Santorini, e
ainda vários outros lugares menos
conhecidos, mas igualmente
interessantes – como Creta,
Kythira, Monemvasia, Nafplio e
Hydra – de umas das paisagens mais
inspiradoras da Europa. S
CM

MY

CY

CMY

K

Acabamento de um barco Azimut requer um olhar especial

Sensibilidade feminina

A Azimut do Brasil (SC) está contratando mulheres para trabalhar no setor
de produção, especialmente nas áreas de estofaria e laminação em fibra de
vidro. A delicadeza feminina, a percepção aos detalhes e o senso criativo são
valorizados pelo estaleiro italiano como peças fundamentais no processo
de fabricação de iates de luxo. Para as novas instalações do polo náutico em
2012, a previsão é que 25% dos funcionários da produção sejam mulheres.

22

PERFILNÁUTICO

Navegação inesquecível
Em resposta à ascensão do
mercado dos tablets, a Phaser
lançou uma opção mais barata,
acompanhada de case exclusivo
que é leve, repele a água e tem
um teclado embutido. O aparelho
tem tela sensível ao toque de 7
polegadas e sua memória interna
suporta até 32GB. O Tablet
Phaser Kinno tem o sistema
operacional Android 2.2.

7Ball

Pensando em levar sofisticação para os momentos de lazer, a 7Ball
desenvolveu a primeira mesa de jantar fabricada no Brasil que, com
rápidos ajustes, se torna uma perfeita mesa de sinuca. Batizada de Nova
Iorque, a mesa é versátil quanto à variação de altura, com nivelamento
preciso, essencial para as duas funções. Seu design exclusivo a faz cumprir
com perfeição o desafio de ser um objeto de decoração, lazer e conforto.

Canal Estilo

Canal Esporte
Canal Estilo

Phaser

www.7ball.com.br

www.phaserline.com.br/tablet

Ferrari

A Uracer, loja mais completa
de automobilismo, iniciou
a venda da linha completa da
Ferrari. A loja também passou
a ser a distribuidora oficial
da linha fanwear da legendária
marca italiana. Além das
camisetas e bonés oficiais
da equipe de F-1 – linha
réplica –, também podem ser
encontrados camisetas polos,
jaquetas, pijamas, chaveiros e
diversos outros acessórios.

Esporte, lazer
e diversão

Porto a Porto

Através das importadoras Porto
a Porto e Casa Flora, o vinho
tinto Aprendiz DOC 2008 chegou
ao Brasil. Elaborado na região
do Douro, este é o novo rótulo
da vinícola portuguesa Caves
Messias. O produto é o resultado
dos cortes das uvas Touriga
Nacional, Tinta Roriz, Touriga
Franca e Tinta Barroca.

Lançamentos com a cara do verão para correr,
nadar e compartilhar bons momentos

www.portoaporto.com

www.uracer.com.br

Billabong

A nova coleção da Billabong, a Pipeline
Masters, é inspirada no campeonato
havaiano de surfe e homenageia o surfista
Andy Irons. A coleção traz duas opções
de boardshorts raiados, em
referência às peças assinadas
por Irons, dois bonés,
uma regata,
um moletom e cinco
camisetas, com
tamanhos disponíveis
entre 38 e 46.

Mormaii

A Mormaii Óculos apresentou a sua coleção primavera-verão 2012.
Os novos modelos, batizados de Speranto, Galápagos e Flora, têm
um toque urbano, mas não perdem a essência esportiva da marca.
Os três modelos são produzidos com armações de Grilamid, material
leve e resistente, e contam com lentes de foco descentrado e 100%
de proteção contra os raios ultravioletas.
www.mormaiioculos.com.br

24

PERFILNÁUTICO

www.billabong.com.br

Asics

O novo modelo do Gel-Trebuco G-TX, da Asics, é um tênis
versátil ideal para os treinos de corrida e caminhada. A nova
versão do Gel-Trebuco é mais rústica e resistente, além de
contar com a tecnologia Gore-Tex®, que permite ao pé respirar
durante o exercício e, ao mesmo tempo, o protege da água.
www.asics.com.br

PERFILNÁUTICO

25
TUrismo PaTagônia

Patagônia
Uma jornada emocionante pela região mais austral do planeta
Texto e fotos: Família Muller
Ronny e Lu desbravando a Patagônia em mais uma ecoaventura

26

PERFILNÁUTICO

PERFILNÁUTICO

27
A

Turismo Patagônia

terrissar em Ushuaia é uma
experiência interessante. Pela
minúscula janela do avião você
vê imensas montanhas. O piloto
faz manobras de um lado para o
outro e, quando você pensa que
vai cair, está deslizando pela pista
do aeroporto. Pelo fim do mundo iniciamos a nossa
jornada por um dos lados mais belos da Patagônia.
Por muitos anos relegada ao fim do mundo, Ushuaia
hoje se aproveita deste título para atrair turistas que
chegam em busca de história, ecoturismo e aventura. É
um dos poucos lugares com o privilégio de reunir mar,
montanhas e neve. A cidade localizada a pouco mais de
mil quilômetros da Península Antártica é bem fria, mas
nem o clima instável desmerece a beleza e a hospitalidade
da fascinante capital argentina da Terra do Fogo.

Do Glaciar Martial a magnífica vista para o Canal de Beagle

Caminhar pela orla do porto, com vista para o
lendário Canal de Beagle, e perambular pela San
Martin, entre lojas, cafés, chocolaterias e restaurantes,
são maneiras de explorar o lado urbano de Ushuaia.

A vista do Glaciar Garey recompensa o sacrifício da longa caminhada

Na imperdível visita ao Presídio e Museu Marítimo, o
passado não tão glorioso da cidade está expresso em
detalhes de dois dos cinco pavilhões do museu. Um
deles ainda é mantido exatamente como na época de
funcionamento do presídio e representa bem o clima de
desolação que reinava na “Maldita Cárcel de Ushuaia”.
Esta viagem no tempo não está completa até
você embarcar no Trem do Fim do Mundo, a estação

Ao fundo, o famoso Farol do Fim do Mundo completa o cenário formado por montanhas geladas e
tranquilos cormorões em seu habitat natural

28

PERFILNÁUTICO

Ushuaia atrai turistas
que chegam em
busca de história,
ecoturismo e aventura

ferroviária mais austral do planeta. O trem cruza
cenários bucólicos e recantos históricos, adentrando
o Parque Nacional da Terra do Fogo. Numa das
paradas, na cascata Macarena, pode-se avistar
uma réplica de um assentamento Yámanas, o povo
primitivo que habitava a Patagônia antes de os
europeus aportarem por lá.
Lagos, florestas e montanhas compõem um dos mais
belos cenários naturais de Ushuaia. O Parque Nacional
da Terra do Fogo está localizado a 11 km do centro.
Nossa dica é alugar um carro e passar o dia no parque.

Navegações e excursões

Uma das excursões marítimas da Tolkeyen Patagonia
navega pelo Canal de Beagle. A primeira parada é na
Ilha dos Lobos, repleta de lobos-marinhos. A segunda
parada é no Farol do Fim do Mundo, o último do lado
argentino, antes do continente Antártico. Por fim,
antes de retornar ao porto, passamos pela Ilha dos
Pássaros, habitada por uma imensa quantidade de j

PERFILNÁUTICO

29
Turismo Patagônia

cormorões, que muitos pensam tratar-se de pinguins
devido à semelhança das cores e tamanhos.
Para visitar a Pinguinera Martillo, a agência Pira
Tour é a única com autorização para o desembarque na
ilha, onde é possível ficar bem pertinho dos pinguins.
O passeio inclui o trajeto de ônibus até a Estância
Harberton, a mais antiga da parte argentina da Terra
do Fogo. O passeio off-road pelos lagos a bordo de

Solitário, um lobo-marinho parece observar nossa
passagem pela Ilha dos Lobos

memória dos desbravadores, é íngreme. O próximo
desembarque, ainda no mesmo dia, é na Baía Wulaia,
um dos maiores assentamentos Yámanas na região.
Um pequeno museu conta toda a história deste povo
e também do desembarque de Charles Darwin e do
capitão Fitz Roy neste lugar, durante a sua viagem a
bordo do HMS Beagle.
Os botes que partem do navio pelo Fiorde Alakaluf
seguem em direção aos Glaciares Piloto e Nena. No
caminho, cascatas de degelo descem montanha abaixo
desaguando do mar. Logo surgem à nossa frente o
Glaciar Nena e, à esquerda, o imponente Glaciar Piloto.
A imensa massa gelada alterna sua cor originalmente
branca com um azul intenso ao receber a luz do sol. j

A caminhada de
18 quilômetros que
segue até a base
das torres é puxada,
mas extremamente
gratificante

veículos 4X4 também é uma ótima opção turística. A
agência Canal Fun oferece um roteiro exclusivo que
passa pelo Lago Escondido e continua por uma parte
mais deserta e belíssima do Lago Fagnano. A aventura
termina com uma caminhada pela margem do lago até
um pequeno rancho onde é servido um churrasco à
moda portenha.

Neve, muita neve!

A temporada de esqui no Cerro Castor em Ushuaia é
uma das mais longas da América do Sul, estendendose até outubro. A estação possui uma das melhores
neves esquiáveis deste lado do continente americano. A
pequena estação de esqui do Glaciar Martial fecha antes,
mas o principal atrativo não é esquiar, mas sim encarar
a subida a pé ou pelo teleférico e desfrutar da incrível
vista de toda a cidade de Ushuaia e do Canal de Beagle.

De Ushuaia a Punta Arenas

Ilha dos pássaros, refúgio perfeito para as aves,
assim como o píer antigo em Punta Arenas

30

PERFILNÁUTICO

Navegar pelos fiordes patagônicos era um sonho muito
antigo, as histórias contadas em livros por grandes
aventureiros e as reportagens de viagens sempre
foram uma fonte de inspiração. A bordo do navio Via
Australis, vimos o sonho transformar-se em realidade,
navegando por três noites de Ushuaia até Punta
Arenas, no Chile.
Primeira parada: Cabo Horn. Desembarcamos
em pequenos botes para chegar ao ponto mais
meridional da América do Sul, onde os oceanos
Atlântico e Pacífico se encontram. A caminhada até
o monumento, que foi erguido em homenagem e

A trilha para a base das torres revela cenários deslumbrantes, que merecem a pose da foto que será guardada como recordação

PERFILNÁUTICO

31
Turismo Patagônia

localizados principalmente em volta da Plaza de
Armas ou Praça Muñoz Gamero. É onde está o famoso
monumento erguido em homenagem a Fernão de
Magalhães. Diz a cultura local que quem passa a
mão ou beija os pés do índio selknam que compõe a
escultura vai voltar à Patagônia. Caminhar pela orla
marítima é um passeio gostoso. A visita ao Museu
Salesiano é imperdível, um dos mais importantes
museus da Patagônia.

Parque Nacional Torres del Paine

Partindo de Punta Arenas, são quase cinco horas de
viagem até Torres del Paine. Ficar hospedado dentro do
parque é a melhor das opções. Uma delas leva você aos
refúgios – baratos, mas desconfortáveis. Há também
hosterias, mas a melhor opção é o hotel cinco estrelas
com vista para o nascer do sol e para o maciço Paine.
Estar próximo de todas as trilhas e belezas naturais
do parque, dispor de guias experientes, spa póscaminhada ou cavalgada, palestras, alta gastronomia e
luxo, são daquelas coisas na vida que não têm preço.

Caminhadas, cavalgadas e
o churrasco no Quincho

Pequena pausa no percurso para apreciar o Lago Fagnano,
suas pedras e troncos retorcidos

São muitas as opções para explorar o parque, em 250
quilômetros de trilhas com a vista dos maciços da
cordilheira Paine. Há duas expedições que partem
com objetivo de avistar o famoso Glaciar Grey: por
uma caminhada de 12 quilômetros que o leva até bem
perto do glaciar, de onde se pega um barco e vai até
sua base, voltando pela praia. Para os menos dispostos,
uma travessia de barco e uma caminhada curta até a

Um dos desembarques mais esperados é na
Ilha Magdalena. O motivo: pinguins. Antes de
desembarcar, as recomendações: como estávamos
invadindo o ambiente dos pinguins, que nesta época
estão cavando seus ninhos, deveríamos caminhar
devagar e de forma alguma tocá-los ou perturbálos. A trilha segue até o farol da ilha. O próximo
desembarque, no porto de Punta Arenas, encerra a
viagem a bordo do Via Australis.

Punta Arenas

A cidade está situada às margens do Estreito de
Magalhães e foi o mais importante porto de navegação
entre os Oceanos Atlântico e Pacífico até a abertura do
Canal do Panamá. A arquitetura do centro histórico
reflete a influência europeia nas chamadas “casas
patrimoniales”, edifícios antigos restaurados,

32

PERFILNÁUTICO

Com um bote inflável é possível chegar perto do Glaciar Piloto

Cores da Senda dos Aonikenk revela o contraste colorido das flores da região e o branco do gelo que cobre as montanhas

praia de onde se avistam grandes icebergs e, de longe,
o glaciar. Ao fim da trilha, embarque em direção ao
Glaciar Grey – majestoso.
A caminhada de 18 quilômetros que segue até a base
das torres é puxada. Longas subidas, ventos fortes
pedras e barro. Inesperadamente, as três gigantes
torres de granito surgem à sua frente, abaixo delas,
um lago azul-esverdeado formado pelas águas que
derretem dos glaciares. O conjunto é, sem dúvida,
um dos lugares mais formosos da Terra. Apenas seis
quilômetros de caminhada levam ao mirante do
Lago Nordenskjold e sua água verde-esmeralda. O
Sarmiento é o maior lago do parque. O percurso é de
apenas quatro quilômetros. Suas águas de um azul
intenso são margeadas por trombolitos, uma formação
de carbonato cálcio que confere ao lago uma beleza
especial. A caminhada pela Senda dos Aonikenk é de
pouco mais de sete quilômetros. A trilha prossegue por
espaços abertos com vistas panorâmicas até chegar às
paredes rochosas que guardam inscrições rupestres
dos aonikenks, habitantes primitivos desta região.

Há muitas opções para quem gosta de cavalgar,
para iniciantes e também para quem prefere uma
experiência mais intensa. As cavalgadas atravessam
lagos e pampas e, em praticamente todas elas,
avista-se a cordilheira Paine. No último dia, todos
se reúnem para um churrasco no Quincho (uma
espécie de rancho) do Explora, para uma grande j

A viagem também
faz bem ao estômago,
um exemplo é o
churrasco preparado
à moda patagônica
PERFILNÁUTICO

33
Turismo patagônia

Seja da janta do hotel ou à bordo do navio Via Australis,
é impossível não respirar mais fundo diante
de tanta beleza natural
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confraternização. O cordeiro preparado à moda
patagônica é a grande vedete, mas não faltam opções
para quem não come carne, ou prefere um frango,
ou um peixe. Já ouvimos falar muitas vezes que a
comida une os povos, nada mais verdadeiro. Ali se
juntaram cristãos, árabes, judeus, ateus e gente dos
cinco continentes, todos compartilhando o mesmo

espaço, trocando gentilezas e experiências e, claro,
aproveitando as delícias da culinária patagônica.
As atividades no Parque Torres del Paine são
intensas e extremamente gratificantes. A experiência
desta viagem à Patagônia vai nos acompanhar por
muito tempo, dando-nos bons motivos para voltar à
rotina com “outros olhos”. S
CM

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SERVIçOS
Onde ficar
Cilene del Faro Suites & Spa
www.cilenedelfaro.com
Hosteria Rosa de los Vientos
www.hrosadelosvientos.com.ar
Bed & Breackfast La Casa de Tere
www.lacasadetere.com.ar
Hotel Plaza
www.hotelplaza.cl
Salto Chico
www.explora.com
Onde cOmer
Restaurante Tia Elvira
www.tiaelvira.com

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PERFILNÁUTICO

Gustino Restaurante
www.gustino.com.ar
Maria Lola Resto
www.marialolaresto.com.ar
agências de turismO e passeiOs
Tolkeyen Patagonia
www.tolkeyenpatagonia.com
Pira Tour
www.piratour.com.ar
Cerro Castor
www.cerrocastor.com
Museu Marítimo e Presídio
www.museomaritimo.com
Trem do Fim do Mundo

www.trendelfindelmundo.com.ar
Travessia Marítima Ushuaia Punta Arenas Cruceros Autralis
www.australis.com
Agência de Turismo Vivaterra
www.vivaterra.com.br
dica de viagem - partindO de sãO paulO
Uma das boas dicas para quem viaja
a partir do aeroporto de Cumbica,
em Guarulhos: deixar o seu carro no
estacionamento Voe Park, que fica bem
perto do aeroporto e oferece traslados
gratuitos 24 horas por dia.
www.voepark.com.br
Turismo CRuzeiRo

Laguna
San Rafael
A beleza da Patagônia Chilena e o prazer único de estar perto do gelo
Texto e fotos: Rafaella Malucelli

Vulcão Osorno, ainda mais bonito visto dos Lagos Andinos

L
O navio Mare Australis, nossa casa durante cinco dias

36

PERFILNÁUTICO

ocalizada nos canais
do Pacífico, que
compreendem a zona
litorânea de Aysén,
ao extremo sul do
Chile, a Laguna San
Rafael é um dos destinos mais
belos da Patagônia Chilena. Lá
está o glaciar com o mesmo nome
da laguna e todo um complexo de
beleza natural com montanhas,
geleiras e mar, que formam o maior
parque nacional da região, área
protegida desde 1959.
Por glaciar entende-se uma
massa de gelo que se desloca
lentamente das montanhas por ação
da gravidade, estendendo-se por
quilômetros. O Glaciar San Rafael
possui uma extensão de 1.742.000

hectares e faz parte do Campo de
Hielo Norte considerado Reserva
Mundial da Biosfera desde 1979.

O roteiro

A expectativa para chegar era
grande. Não apenas nossa, mas
também dos cerca de 70 passageiros

Partimos de Puerto Varas, uma
encantadora cidade quase divisa
com a Argentina, rumo a Castro,
capital da Ilha de Chiloé, onde seria
feito o embarque na região dos
lagos chilena. Logo na chegada não
restavam dúvidas sobre a principal
atividade econômica da região: o

A Laguna San Rafael é um dos destinos
mais belos da Patagônia Chilena
que pela primeira vez fariam o
roteiro Castro-San Rafael a bordo do
navio Mare Australis, nossa casa nos
próximos cinco dias.

cultivo do salmão, que faz do Chile o
segundo maior produtor do mundo.
A cidade de Castro é a mais antiga
da Ilha de Chiloé, foi fundada em j

PERFILNÁUTICO

37
Turismo Cruzeiro

1567 para servir de base para os
jesuítas evangelizarem os indígenas
da região patagônica. Em toda
ilha existem cerca de 300 igrejas,
sendo 30 consideradas patrimônios
nacionais e outras 16 tombadas
como Patrimônio da Humanidade
pela Unesco.

A bordo do Mare Australis

Enfim embarcamos. Os passageiros
eram em maioria chilenos, alguns
brasileiros, alemães, espanhóis e
peruanos. Depois de uma noite a

azul-turquesa coloriam a verde
paisagem, contrastando com o céu
que insistia em ficar nublado.

Tocando no glaciar

Ancoramos próximos a um dos
destinos mais bonitos que a
natureza pode proporcionar.
Um véu de gelo que paira sobre
a água e forma um complexo de
beleza incrível: montanhas, mar
e um paredão imponente de gelo
milenar. Em botes chegamos mais
perto do Glaciar San Rafael com a
possibilidade de tocá-lo.
No retorno ao navio fomos
recepcionados pela tripulação

A cada parada do navio, uma
oportunidade de apreciar o visual e
conhecer um pouco da história da região
bordo, chegamos ao nosso primeiro
destino: Ilha Jéchica, reserva
natural privada. Fizemos uma
caminhada para visualizar do
alto do morro os fiordes que
compõem a região e em seguida
saboreamos um almoço com o
tradicional cordeiro al palo. Lá há
estruturas de cabanas e um píer
que abrigam a Jéchica Marina y
Refugio. Em estilo rústico, mas
sofisticado, na alta temporada
a ilha é procurada por famílias e
casais em busca de tranquilidade e
contato com a natureza.
Após uma tarde regada ao bom
vinho chileno, levantamos âncora
para amanhecer no ponto alto da
viagem, a Laguna San Rafael. Logo
cedo, ao abrir a janela do quarto
do navio, a paisagem já havia
modificado. Blocos de gelo de um

38

PERFILNÁUTICO

para brindar com o tradicional
uísque com gelo milenar recolhido
da laguna ou então um chocolate
quente para esquentar. À noite
retornamos à nossa rota, desta vez
regressando pela baía de Tic Toc
para, então, pararmos em Chaitén,
uma pequena ilha devastada pela
erupção de um vulcão em 2008.
Atualmente pouco mais de mil
pessoas habitam o local que
possui um dos grandes tesouros
naturais do Chile, o Parque de
Alcaces, uma espécie de árvore
que leva cerca de quatro mil anos
para chegar ao seu tamanho ideal,
podendo alcançar 42 metros de
altura e até 7 metros de diâmetro,
muito utilizada antigamente para
a construção de canoas e casas por
ter sua casca impermeável, uso que
a condenou à extinção.

Logo cedo, ao abrir a janela do quarto do navio a paisagem já havia se modificado

Dentro do navio

Detalhes da vegetação local e do
cultivo de Salmão, que faz do Chile um
dos maiores produtores do mundo

Depois de quatro noites e cinco
dias navegando pelos canais e
belas paisagens da região dos
lagos chilena, retornamos a
Castro. O Mare Australis, navio
da companhia chilena Navimag
Cruceros, possui cabines amplas
e confortáveis. As áreas comuns
compreendem salão de chá, sala

de jogos, restaurante e o salão
de atividades com bar, além do
terraço superior externo.
O menu do chef foi a grande
estrela do serviço de bordo que
conquistou os mais diferentes
gostos com pratos típicos, cozinha
internacional e uma variedade
incrível de sobremesas. Uma
expedição em alto estilo.

Parada em Puerto Varas

Antes e depois do cruzeiro a
estadia na charmosa cidade de
Puerto Varas funciona como uma
parada estratégica. Com uma
estrutura hoteleira e gastronômica
impecável e a vista para o Vulcão
Osorno, a cidade colonizada por
alemães oferece o melhor para
casais e famílias e divertidas j

PERFILNÁUTICO

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Turismo Cruzeiro

opções de aventura na
neve e na água.
Vale passar o dia na florida e
musical cidade de Frutillar, com os
seus famosos jardins. Se der sorte
de pegar uma época ensolarada,
a subida até o topo do Vulcão
Osorno também é indispensável,
seja para praticar esportes de
neve, seja apenas para apreciar a
fantástica vista na subida feita por
um teleférico. O visual formado
pelo terceiro maior lago da América
Latina de água doce, o Llanquihue,
por vales e pela cordilheira é
inesquecível.
Há também o passeio no
catamarã Cruce Andino, que faz a
rota do Lago de Todos os Santos ou
Esmeralda, pela Cordilheira
dos Andes com vista para os
vulcões Osorno e Pontiagudo,
até a Ilha de Peulla, divisa com
a Argentina e caminho para
Bariloche, um grande Parque
Nacional com hotel cinco estrelas e
cenário de tirar o fôlego. S

A beleza na sua forma
mais segura e confortável
Conheça o Etna 25’. Lançamento oficial no São Paulo Boat Show

SERVIçOS
Navimag
www.navimagcruceros.cl
Cruce Andino
www.cruceandino.com
CTS Turismo
www.chileantravelservices.com
onde fiCar
Hotel Cumbres Patagônicas
www.cumbrespatagonicas.cl
Hotel Cambaña del Lago
www.cabanasdellago.cl
Hotel Patagônico
www.hotelpatagonico.cl
Hotel Solace
www.solacehotel.cl
Hotel Natura Patagônia
www.hotelnatura.cl
Hotel Colonos del Sur
www.colonosdelsur.com.br

Subindo até o topo do vulcão Osorno, divertidas opções de aventura na neve

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PERFILNÁUTICO

www.gampernautica.com.br
São Francisco do Sul | SC
ExpEdIção Mistralis

Velejando e
pedalando pela Baía
de Todos os Santos
A aventura dessa edição começa logo após nossa
participação na Regata Aratu-Maragojipe, com direito
a alguns dias de folga no Aratu Iate Clube, tempo suficiente
para a revisão do barco para as próximas travessias
Por Felipe Caire

B

arco preparado e velas
içadas, partimos rumo à
Baía de Todos os Santos.
Passamos pela Ilha de
Maré, Ilha dos Frades e
Igreja do Loreto, onde
pensávamos em pernoitar. Mas,
como a velejada estava agradável,
traçamos o rumo e continuamos
velejando, entretanto algo não
condizia com as informações
da carta náutica. Percebemos
que um banco de areia havia se
deslocado bastante, pois a cor da
água estava diferente e o mar mais
agitado. Um aviso aos velejadores
pouco experientes, nunca confie
completamente nas cartas
náuticas e sempre se mantenha
atento à navegação. Como não
havíamos programado essa
velejada, tivemos que lutar contra
a forte correnteza, um preço que

42

PERFILNÁUTICO

pagamos pela mudança de planos,
mas que valeu pelos momentos
agradáveis e pela beleza da região.
Chegamos a Maragojipe com o sol
se despedindo.

dia para mergulharem. Um local
pequeno, mas muito festivo e cheio
de vida e alegria. j

Explorando a região de
Maragojipe e Recôncavo Baiano
Desembarcamos as bicicletas no
píer flutuante e fomos conhecer a
cidade numa pedalada leve. Pela
frente tínhamos um píer com
quase 350 metros de extensão,
uma obra muito bonita, por onde
transitam pequenos carros, motos,
bicicletas e carroças. Ficamos
impressionados com a cultura
esportiva dos moradores. Todos
os dias, e foram muitos dias que
ficamos ancorados próximos ao
píer, vimos pessoas se exercitando.
Desde aposentados a jovens, que
também aproveitam o fim do

No desembarque, pedaladas
para conhecer a região

Maré baixa em Maragojipe. Pose para foto com os amigos suíços. Boas-vindas do pôr do sol em Maragojipe

PERFILNÁUTICO

43
ExpEdição Mistralis

Quase todas as ruas são de
paralelepípedos com muitas
subidas e descidas. Uma cidade
que ainda preserva suas tradições,
tanto na pesca quanto na
agricultura. Por todos os lados,
pescadores em canoas movidas
a vela e remo, saveiros de pena
transportando mercadorias entre
Salvador e a cidade de Coqueiros.
Na Baía de Maragojipe,
encontramos fundeados alguns
veleiros, a maioria de estrangeiros.
Fizemos amizade com um casal
de suíços que deixou sua vida
atribulada e foi velejar pelo mundo.
Somente em Maragojipe, eles
passaram mais de 45 dias, prova
de como o local é aprazível. Com
nossos novos amigos, que também
levam a bordo suas bicicletas, fomos
visitar a Praia do Pina, um local
com vários quiosques que oferecem
um pouco da culinária local. Uma
pedalada tranquila pela cidade e
alguns quilômetros de estrada de
terra pela frente. A Praia do Pina
existe apenas quando a maré está

baixa, com maré cheia a água toma
conta da faixa de areia e lama.
No dia seguinte resolvemos
fazer uma pedalada mais longa e
cansativa. Logo no começo, um
sinal da dificuldade. Uma placa
de boas-vindas e volte sempre

lados. Ao pedalarmos, deparamonos com o autêntico estilo colonial
da cidade, refletido nas praças, nas
ruas, nas diversas ladeiras, casas e
monumentos. Cachoeira recebeu
o título de Cidade Monumento
Nacional e pudemos comprovar seu

Com as bicicletas, conseguimos percorrer
longas distâncias sem a preocupação
de pegar alguma condução
nos recebia com uma bela subida.
A pedalada toda segue próxima
ao Rio Paraguaçu e podemos
ver a forte movimentação das
embarcações locais. Um cenário
muito bonito, mas ao mesmo
tempo muito quente.
Depois de percorrermos 25
quilômetros chegamos à cidade de
Cachoeira. Com as bicicletas, nós
nos sentimos livres e conseguimos
percorrer grandes distâncias sem
termos que nos preocupar em
pegar alguma condução. Cachoeira
transborda história por todos os

merecimento na exuberância dos
sobrados que mostram a riqueza da
época da nobreza do Brasil Império.
Conhecemos as duas fábricas de
charutos da região, o Museu Hans
Bahia e diversos outros ateliês e
pontos históricos das duas cidades
divididas apenas por uma bela
ponte de ferro de mão única.
Depois de visitarmos as
cidades de Cachoeira e São Félix,
compramos algumas lembranças
e comidas típicas antes de voltar.
Hans Peter, nosso amigo suíço,
colocou as três bicicletas no

A bordo do veleiro Mistralis passamos ao lado da Igraja de Nossa Senhora do Loreto. Já em Iguape, preparamo-nos para fundear

Pausa nas pedaladas para curtir a cachoeira do Rio Cachoeirinha e vista panorâmica da cidade de Cachoeira

44

PERFILNÁUTICO

táxi e voltou acompanhando as
mulheres. Eu regressei pedalando
e lutando contra o sol, o asfalto
quente e as diversas subidas.
Chegando novamente ao barco,
hora de descansar.
No dia seguinte fomos à feira
semanal da região, compramos
tudo de que precisávamos e
abastecemos o barco para mais

uns bons dias. Aproveitamos
e fomos conhecer o artesanato
local. Descansamos cedo e
preparamo-nos para mais um dia
de exploração pela região, dessa
vez pelo mar. Recebemos o casal
suíço, levantamos a âncora, içamos
a vela e pela frente teríamos como
destino o Convento de Santo
Antônio do Paraguaçu, o primeiro

a ser estabelecido no Brasil pela
congregação franciscana. Sua
construção teve início em 1649 e
seu interior era repleto de obras
de arte. No convento funcionou
um noviciado e um pequeno
hospital. Em 1855 o Império
proibiu a admissão de noviços.
Depois o convento foi abandonado
e fortemente espoliado. Somente j

PERFILNÁUTICO

45
ExpEdição Mistralis

em 1941 o imóvel foi tombado pelo
Instituto do Patrimônio Histórico
e Artístico Nacional, que tem
realizado trabalhos de conservação
e restauração das imagens. Um
lugar com uma energia muito
forte e uma beleza que só pode ser
comprovada pessoalmente.

margem esquerda do rio. Sempre
com profundidades acima dos
3,5 metros. Depois de fazermos
uma curva acentuada, deparamonos com uma enorme igreja,
fundeamos o Mistralis em frente e
fomos explorar a região a pé.
Iguape é uma pequena vila de
pescadores e agricultores locais.
O que mais chama a atenção é
a Igreja Matriz de Santiago do

Navegando, pedalando ou caminhando,
percorremos mais uma etapa de nossas
travessias, conhecendo as belezas do Brasil
Mais uma vez mudança
de planos, e resolvemos nos
aventurar subindo o rio. Agora já
não contávamos com nenhuma
carta náutica local e subimos o
rio com a experiência adquirida
em anos de navegação. Até
Santiago do Iguape, tínhamos pela
frente pouco mais de 5 milhas
náuticas, que foram percorridas
tranquilamente costeando a

Iguape, uma construção que
nunca chegou a ser concluída.
Fato que pode ser comprovado ao
visitarmos o seu interior. Possui
um pé-direito impressionante,
no seu interior sentimo-nos
pequenos ao olharmos para o
teto. Ainda no interior da igreja
encontramos uma lápide do major
Manoel Francisco Ramos Barreto,
condecorado com a medalha da

guerra da Independência, um
monumento marcante para os
visitantes. Depois de visitarmos a
região, levantamos a âncora e nos
despedimos de nossos amigos.
Agora era hora de nos prepararmos
para continuarmos com nossas
travessias oceânicas pelo Brasil e
recebermos nossos tripulantes.
Esses dias que passamos em
Maragojipe, pedalando, velejando
e caminhando pela região foram
nossas merecidas férias desde
2008 quando terminamos a
reforma do veleiro Mistralis e
retomamos nossas atividades no
mar: cursos de vela, treinamentos
empresariais e travessias oceânicas.
Pela frente, algumas centenas de
milhas até o Recife, caminho até
Fernando de Noronha, assunto
para a próxima edição. S

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Para saber mais detalhes
dos locais visitados e conhecer
nossos próximos passos,
visitem nossa página na
internet: www.mistralis.com

Convento de Santo Antônio do Paraguaçu. Ao lado, a pureza de um pescador da região estampada em um sincero sorriso

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PERFILNÁUTICO

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João Paulo. Um percurso de
quase 2 mil quilômetros exige
uma preparação muito grande.
Mais do que o treinamento físico,
deve-se estar em condições de
permanecer quase oito horas por
dia dentro do espaço restrito de um
caiaque. A cada quatro ou cinco
dias encontraremos pequenas
cidades onde realizaremos
pesquisas e aproveitaremos para
descansar de dois a três dias,
dependendo do material que pode
ser coletado. Além do treinamento
no Rio Guaíba, barragens, lagunas
litorâneas e Laguna dos Patos,
realizamos descidas no Rio
Camaquã preparando-nos para a
grande jornada.”

ExpEdição Caiaque

O desafio em etapas
De caiaque pela Bacia Amazônica. Pesquisa e aventura

Desafiando o Rio-Mar
Uma aventura de
caiaque nos caudais
da Bacia Amazônica
Por Felipe Caire

O

projeto Desafiando o
Rio-Mar, de Hiram
Reis e Silva, reúne
suas grandes paixões:
a Amazônia e a
canoagem. Com 60 anos de idade,
Hiram é coronel da reserva de
Engenharia do Exército, professor
do Colégio Militar de Porto Alegre e
palestrante consagrado em assuntos
relativos à Amazônia brasileira.
Seu projeto tem o objetivo de
planejar e executar expedições

48

PERFILNÁUTICO

de caiaque pela Bacia Amazônica.
Para viabilizar e percorrer toda essa
extensão, ele foi dividido em cinco
etapas, a serem realizadas entre os
meses dezembro e janeiro, durante
o período de férias escolares,
de 2008 a 2012. Até agora, mais
de 3.500 quilômetros foram
percorridos, entre os Rios Solimões,
Negro e parte do Amazonas.
“O projeto não é apenas
uma descida de caiaque, visa a
conhecer as peculiaridades locais,
observando e analisando história,
flora, fauna, hidrografia e povos
da floresta”, comenta Hiram.
“O esforço exigido diariamente,
que causa espanto a tantos, foi
minuciosamente planejado,
levando em conta a velocidade
da correnteza, o desempenho do

A primeira etapa do projeto,
realizada em dezembro de 2008,
foi a descida do Rio Solimões,
que resultou na edição do livro
Desafiando o Rio-Mar: Descendo

Etapas do projEto

1ª Fase - dez. 2008/jan. 2009 - Tabatinga j Manaus = 1.700 km
2ª Fase - dez. 2009/jan. 2010 - S.G.C j Manaus = 953 km
3ª Fase - dez. 2010/jan. 2011 - Manaus j Santarém = 953 km
4ª Fase - dez. 2011/jan. 2012 - Porto Velho j Santarém = 1.790 km
5ª Fase - dez. 2012/jan. 2013 - Santarém j Belém = 876 km

o Solimões. A segunda etapa, em
2009, foi a descida do Rio Negro.
A terceira etapa, em 2010, foi a
descida do trecho do Rio Amazonas
de Manaus a Santarém. A quarta
etapa iniciada este ano será a

decida do Rio Madeira e trecho
do Amazonas, de Porto velho a
Santarém. E a última etapa, em
2012, terá início em Santarém e
conclusão em Belém – totalizando
os 6.170 quilômetros planejados. S

caiaque, locais de parada, etc.
Porém, o mais importante numa
empreitada dessa natureza é o
preparo psicológico para, ao final
do deslocamento, ser capaz de
continuar com as atividades de
pesquisa nas comunidades locais. A
missão não é somente remar, mas
interagir e aprender com a selva,
com o rio e a população ribeirinha.”

1.790 quilômetros,
de Porto Velho a Santarém

A descida do Rio Madeira teve
início dia 22 de dezembro, com
duração de aproximadamente
um mês até a sua foz. Da foz
do Madeira até Santarém serão
mais dez a doze dias de viagem.
“Na próxima expedição serei
acompanhado pelo meu filho

Ao longo do trajeto minuciosamente planejado, Hiram conhece as peculiaridades locais

PERFILNÁUTICO

49
ConsórCio Náutico

Um sonho
de consumo ao
seu alcance

A ausência de taxas de juros elevados torna o preço final do produto mais baixo

50

PERFILNÁUTICO

Consórcios náuticos
surgem como uma
nova possibilidade
de adquirir barcos e
lanchas sem os juros
do financiamento
Por Amanda Kasecker

A grande vantagem dos
consórcios, segundos os
representantes do ramo, é a
ausência de taxa de juros, que torna
o preço final do produto mais baixo
do que por meio de financiamento.
Isso porque no consórcio é cobrada
apenas uma taxa de administração
e uma taxa de adesão. Essa
característica também acaba sendo
atrativa para aqueles consumidores
que já dispõem de um barco e
pretendem apenas trocá-lo por
um mais novo.
A Unilancer é outra
administradora que aposta no
segmento e recentemente firmou

uma parceria com a YachtBrasil
para atender à demanda do público
que mais tem se interessado por
esses consórcios: o AAA. “Os
consórcios de barcos realmente
estão sendo feitos por empresários
bem-sucedidos com família ou por
altos executivos que buscam um
lazer com caráter de exclusividade

e de alto status”, conta Élcio
Monteiro, diretor do Consórcio
Unilancer em São Paulo.
Richard Euest, supervisor da área
comercial da Embracon Consórcios,
também confirma que até o
momento quem procura se informar
sobre os consórcios náuticos é
um público que procura lazer e j

A modalidade ainda é pouco praticada
no Brasil, mas promete tornar-se um
mercado bastante promissor

C

omprar barcos, lanchas,
jet skis pode não ser
mais um sonho de
consumo tão distante.
Há cerca de dois anos,
algumas empresas, aproveitando
o crescimento da área de bens
náuticos no país — o setor náutico
tem perspectiva de crescimento
de 10% ao ano —, começaram
a investir nos consórcios de
embarcações náuticas. A
modalidade ainda é pouco
praticada no Brasil, mas promete
tornar-se um mercado bastante
promissor.
De olho nesse mercado, a Racon
Consórcios lançou em 2009 um
consórcio para esses bens. Segundo
o gerente da Racon Florianópolis,
Jorge Bof, há um grande espaço
para o crescimento desse segmento,
principalmente em Santa
Catarina. A unidade catarinense
comercializa em média R$ 600 mil
em créditos para veículos náuticos
por mês. “Estamos conseguindo
ganhar a confiança deste público
consumidor e as expectativas são
animadoras”, avalia Jorge.

Consórcios estão sendo feitos por empresários bem-sucedidos e com família

PERFILNÁUTICO

51
consórcio Náutico

Jet ski é uma das modalidades mais procuradas

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diversão. “As grandes empresas que
trabalham com pesca, por exemplo,
ainda não estão tão atentas a isso,
mas é uma alternativa bastante
interessante. Só depende de uma
programação”, pondera.
Entre as embarcações mais
procuradas pelo consumidor
em busca de lazer, o diretor da
Unilancer afirma que o maior
volume está na faixa que varia
de R$ 500 mil a R$ 1 milhão.
Porém, existem cotas dos mais
variados valores.
A contemplação do consórcio
pode ser feita por meio de lances,
quando o consorciado se dispõe

a dar um alto valor para levar a
bolada, ou então pelos sorteios, que
alimentam a esperança mês a mês de
quem tem seus pagamentos em dia.

Como adquirir um barco
através de um consórcio?

As cotas são individuais, podem
ser compradas por empresas ou
pessoas e dão direito a uma carta
de crédito. O consórcio náutico
funciona como os consórcios
tradicionais de carros ou imóveis,
já conhecidos entre os brasileiros.
Forma-se um grupo com um
objetivo em comum e através do
pagamento da parcela mensal dos

As condições de pagamento geralmente
vão de 60 a 120 meses (5 a 10 anos)
52

PERFILNÁUTICO

participantes são entregues os
bens, por contemplações através
de sorteio ou lance. Há algumas
administradoras de consórcio
que dispensam a necessidade
de se formar um grupo fechado
específico para a compra de um
barco, por exemplo. Fecha-se
apenas um valor total e, quando
contemplado, o consumidor pode
adquirir o bem que desejar, desde
carros até barcos.
As condições de pagamento
geralmente vão de 60 a 120 meses
(5 a 10 anos). Para entrar em um
grupo, o consórcio cobra uma
taxa de administração que varia
conforme o número de meses
e o valor total do bem – geralmente
entre 12 e 15%. Alguns grupos
também possuem uma taxa
de adesão, diluída nas 10
primeiras parcelas, que gira em
torno de 1,5%. S
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K
Capa pROa aBERTa

Barcos
com a cara
do verão
54

PERFILNÁUTICO

Conversamos com 11 estaleiros que nos apresentaram
23 lanchas para diversão, passeio e lazer. Alguns dos
melhores barcos fabricados no Brasil, ideias para quem
pretende entrar em alto estilo no mundo náutico.
Por Amanda Kasecker, Marcelo Buda e Thaís Zago

PERFILNÁUTICO

55
O primeiro barco

Capa pROa aBERTa

De acordo com as estatíticas do mercado, uma lancha
de proa aberta com até 26 pés é o primeiro barco do
brasileiro que decide fazer a sua estreia no mundo
náutico. Como existem muitas opções no mercado,
a escolha de modelo e fabricante nem sempre é
fácil. O primeiro passo é definir suas prioridades,
selecionar alguns estaleiros e conhecer suas linhas de
produção. O tamanho e o estilo do barco vão depender
muito do valor disponível para investimento e, até
mais importante do que isso, para qual função a sua
primeira embarcação será destinada.
Às vezes um barco mais atraente, e mais caro, pode
não atender ao fim que se deseja. Alguns modelos
são projetados para navegar com mais velocidade,
enquanto outros são mais destinados a passeios

O primeiro passo é definir
suas prioridades, selecionar
alguns estaleiros e conhecer
suas linhas de produção

casuais. Em todos os casos, os projetos de barcos de
proa aberta são adaptados para navegação em águas
abrigadas, rios ou lagos, não podendo ser utilizado em
oceano aberto. j

A poucos metros da superfície, a sensação de velocidade é ainda maior

U

ma lancha pequena de proa aberta é
aquele típico barco de passeio na faixa
dos 17 pés aos 26 pés, com capacidade
para até 12 pessoas, geralmente
projetado para uso recreativo e que
tanto vemos pelos rios, lagos e costa
do Brasil. São embarcações que não possuem cabine,
mas uma área de estar na proa com assentos na frente do
posto de comando. Para a prática de diversos esportes
náuticos, como esqui aquático, wakeboard, entre
outros, são os mais adequados. Embora os modelos
disponíveis no mercado nacional possam parecer
muito semelhantes, cada um tem suas especificações e
vantagens. O diferencial está nos detalhes.

Emoção a bordo
O prazer de pilotar uma lancha de proa aberta é
valorizado por causa da proximidade do barco com a
água. A poucos metros acima da superfície, a sensação
de velocidade é maior e, quando habilmente navegado

56

PERFILNÁUTICO

através das ondas, as manobras proporcionam
ainda mais emoção. A visão do piloto é excelente,
e os passageiros da proa podem olhar para a frente
sem qualquer obstrução. Navegar como passageiro
acomodado na área da proa é também uma sensação
muito agradável, pois permite aos tripulantes
desfrutar de uma brisa num passeio tranquilo ou
viver momentos de adrenalina, dependendo da
velocidade e das manobras.

Para a prática de diversos
esportes náuticos, como
esqui aquático, wakeborad,
entre outros, são os mais
adequados

Navegar como passageiro acomodado na área da proa é uma sensação muito agradável

PERFILNÁUTICO

57
Capa pROa aBERTa

Opções de escolha
Para passeios em águas abrigadas, o conforto do
passageiro é muito importante, portanto a lancha deve
ter muitos assentos. Um barco bem equipado inclui
itens como assentos acolchoados, para-brisa, capota
removível, equipamento de som, geladeiras, pia,
mesinha de apoio, suporte para copos, plataforma de
popa com escada, chuveiro de água doce, entre outras
características que são planejadas para melhorar o
conforto dos passageiros.
O que difere mesmo uma escolha de outra é para
qual função o barco será utilizado. Esquiadores de água
em lagos, por exemplo, podem apreciar as lanchas
menores, que produzem ondas do tamanho ideal para
o esporte. Modelos maiores são capazes de navegar em

O que difere mesmo
uma escolha de outra
é para qual função
o barco será utilizado

ondulações com facilidade, sendo os preferidos para
costa ou grandes lagos. Há ainda aqueles que priorizam
o máximo aproveitamento de espaço para tripulantes,
com bom comprimento e proa arredondada,
permitindo muitas pessoas a bordo.
O projeto do casco de um barco é desenhado em
função de como a embarcação será utilizada e do tipo
de água em que irá navegar. Para águas abrigadas
com ondulações, o ângulo no V do casco não precisa

O projeto do casco é desenhado em função das condições de água em que o barco vai navegar

ser grande. Lanchas pequenas de proa aberta têm,
normalmente, V moderado, entre 17 e 21 graus, o que
garante estabilidade e desempenho sem a necessidade
de um motor potente.

Vantagens da proa aberta

Ideal para passeios curtos ou prática de esportes como forma de lazer

58

PERFILNÁUTICO

É comum encontrar versões de uma mesma lancha nos
modelos de proa aberta e proa fechada. Uma lancha
de 26 pés na versão proa fechada, por exemplo, custa
mais caro – em torno de 20 a 30%. Além disso, o custo
de manutenção é maior. Como o peso médio é de 400
kg a mais do que na versão de proa aberta, exige motor
mais potente e maior consumo de combustível.
Se a sua opção é por uma lancha para navegar em
águas tranquilas, passeios curtos ou prática de esportes
como forma de lazer, a pergunta é: vale a pena levar
400 kg a mais toda vez que for passear ou é melhor ter
mais espaço para circulação e para um número maior
de passageiros? Para navegar em família ou uma turma
grande, o espaço extra na proa oferece assentos para
até três pessoas ou mais, sem comprometer o conforto
dos demais. Vale lembrar que o limite de pessoas a

bordo é regulamentado pelo peso do barco e não pelo
número de assentos disponíveis.

Um leque de opções
Conversamos com representantes de 11 estaleiros
nacionais, que nos apresentaram 23 opções de lanchas
de proa aberta disponíveis no mercado. Uma grande
lista de barcos com soluções interessantes, para
navegar nesse verão aproveitando o sol. Escolha o seu,
entre em contato com o estaleiro, faça sua avaliação e
seja bem-vindo ao mundo das águas. Com tempo bom,
bom mesmo é navegar! j

Mais espaço para
circulação e para um número
maior de passageiros

PERFILNÁUTICO

59
Capa pROa aBERTa phOENIx BOaTs

CaPa PROa aBERTa PhOENIx BOaTs

A 235 Platinum tem diferenciais
exclusivos, como para-brisa de vidro
temperado e bordas acolchoadas

A 230 Plus é um modelo para esqui e
wakeboard, com motor de popa que
garante maior velocidade e aceleração

A 230 Classic é um modelo elegante, com para-brisa alongado
e casco step turbo que garante maior
desempenho e agilidade

Forte apelo
visual
Há 31 anos a Phoenix fabrica embarcações de esporte
e lazer de variados tipos. O estaleiro destaca-se
pela capacidade e profissionalismo na produção de
barcos com forte apelo visual, avanço tecnológico
e conceitual. Hoje é um dos maiores produtores de
barcos do Brasil, buscando tecnologia de ponta no
mundo, eficácia de produção e otimização dos custos
das embarcações. A linha de proa aberta da Phoenix
conta com cinco opções: a 190 Plus, a 195 Platinum, a
230 Plus, a 230 Classic e a 235 Platinum.
www.phoenixboats.com.br j

60

PERFILNÁUTICO

A 195 Platinum tem uma boa plataforma
de popa, ideal para conciliar passeio
com a prática de esportes radicais

A linha de proa aberta
da Phoenix conta
com cinco opções: 190 Plus,
195 Platinum, 230 Plus,
230 Classic e 235 Platinum

A 190 Plus tem estilo esportivo e é
bastante econômica devido a seu
casco step turbo

PERFILNÁUTICO

61
Capa pROa aBERTa VENTURa MaRINE

Capa pROa aBERTa VENTURa MaRINE

A 195 Confort, um dos barcos mais
vendidos no país, tem diversos itens de
série e capacidade para oito pessoas

A Ventura 175 tem capacidade para sete pessoas e, com o
costado mais alto, proporciona maior segurança

Espaços
valorizados
O Estaleiro Ventura tem um repertório de quatro
lanchas de proa aberta que estão entre as mais
conceituadas do Brasil: a 175 Confort, a 195 Confort,
a 230 G2 e a 250 Confort. Entre elas, um destaque
em comum: o excelente aproveitamento de espaço
interno, incomum em barcos de sua categoria.
www.lanchasventura.com.br j

62

PERFILNÁUTICO

O modelo 230, que já ganhou a versão G2
com excelente navegabilidade, tem um ótimo
comprimento e um grande solarium de popa

O repertório de proa
aberta da Ventura
apresenta quatro lanchas:
175 Confort, 195 Confort,
230 G2 e 250 Confort

A Ventura 250, homologada para 12 pessoas,
conta com banheiro, escada de acesso na
popa e na proa e solário de popa rebatível
com passagem central para embarque

PERFILNÁUTICO

63
Capa pROa aBERTa SChaEfER YaChTS

Capa pROa aBERTa Way BRasIl

Projeto pensado para oferecer o máximo de conforto,
potência e navegabilidade para uma embarcação deste porte

Barco de estreia do estaleiro paranaense inspirou
toda a linha da marca Triton

Design
consagrado
Lançada em 2009 pelo estaleiro catarinense Schaefer
Yatchs, a Phanton 260 Open é uma lancha com todas
as características da versão cabinada, mas preparada
para o uso em locais mais quentes. Com a proa aberta,
pode ser utilizada em toda a sua extensão e acomoda
até oito pessoas. O barco segue o design moderno que
consagrou os modelos de 30 e 36 pés, tem excelente
navegabilidade e ótima qualidade construtiva.
www.schaeferyachts.com.br

64

PERFILNÁUTICO

A primeira da
família Triton
A Phanton 260 Open é um
barco leve e rápido, perfeito
para as águas brasileiras

Desde 1984 investindo em conforto, segurança e
potência, o estaleiro paranaense Way Brasil
tem uma lancha de passeio que há muito tempo faz
sucesso em águas brasileiras, a Triton 200 Open.
Foi o primeiro barco da linha Triton do estaleiro,
que deu origem a outros que seguiram suas
características de qualidade e desempenho.
www.waybrasil.com j

O projeto da Triton 200 foi
colocado em prática no ano
2000, marcando uma nova
fase da Way Brasil

PERFILNÁUTICO

65
Capa pROa aBERTa COlUNNa YaChTs

Capa pROa aBERTa LaNChas CORaL

Com capacidade para nove pessoas, o modelo 235 é bastante
indicado para ser o primeiro barco da família

Espaçosa e confortável, a Coral 21 tem dois divãs,
mesa de centro e geleira com revestimento térmico

Crescimento
da marca

Lanchas
woodfree

Em 2011 a Colunna completou 20 anos de
atividades. Ao longo do tempo, as embarcações
do estaleiro vêm crescendo. Dos jets skis e jet boats
aos primeiros barcos produzidos, que tinham
18 e 20 pés e hoje chegaram à marca dos 43 pés.
A versão de 23,5 pés de proa aberta é um
dos modelos de maior destaque: a 235 Open.
www.colunna.com.br

66

PERFILNÁUTICO

Lançada em 2008, a Colunna
235 Open é uma lancha de 23,5
pés com ótima navegabilidade,
bom espaço interno e
acabamento impecável

Todas as linhas dos barcos do estaleiro Coral
têm o conceito de fabricação woodfree, que
consiste em não usar madeira na fabricação. Este
conceito também aperfeiçoa a navegabilidade,
o espaço interno e o acabamento do casco e
do convés. A Coral 21 é uma evolução da Coral 16 e
tem capacidade para oito pessoas.
www.lanchascoral.com.br j

Como em todas as
embarcações do estaleiro,
não se utiliza madeira na
fabricação da Coral 21

PERFILNÁUTICO

67
Capa pROa aBERTa EvOlvE BOaTs

Capa pROa aBERTa REal pOwER BOaTs

Na 225 Open diversos espaços foram melhor aproveitados
e os estofamentos foram remodelados para dar um ar ainda
mais esportivo ao acabamento

A Real 24 Class tem espaço de sobra para um bom passeio e ambiente bem aproveitado com diversos porta-objetos

Ainda
melhor
Com 22 pés de proa aberta, linha arrojada e
esportiva, a 225 Open é conhecida por seu casco de
ótima navegabilidade. Há seis anos no mercado –
inicialmente sendo fabricada pelo estaleiro Evolution
e atualmente pelo estaleiro Ocean Life –, a lancha
agora está com um visual interno totalmente novo e
requintado. Outro modelo de proa aberta que surgiu
com a Evolution e foi aperfeiçoado pela Evolve é a 265
Open, com novidades bastante interessantes.
www.evolveboats.com.br

68

PERFILNÁUTICO

Excelente
aceitação
A 265 Open vem com banheiro fechado a bombordo de série e
possui escada de acesso à proa

Desde 1986 o estaleiro Real Power Boats já vendeu
mais de 9 mil barcos para todo o Brasil. Na categoria
proa aberta são quatro modelos disponíveis, com
destaque para dois deles: a Real 24 Class com bons
sofás com porta-objetos e a Real 250 Sport, uma das
lanchas mais comercializadas no mercado nacional.
www.realpowerboats.com.br j

Com 25 pés, a Real 250 sport acomoda dez pessoas e pode vir
com acessórios opcionais como churrasqueira e TV LCD

PERFILNÁUTICO

69
Capa pROa aBERTa FIBRaFORT

Com perfil esportivo e excelente navegação,
a Focker 205 apresenta detalhes exclusivos de série,
como assento no degrau de acesso ao convés,
console com porta-copos e rack para som

Capa pROa aBERTa ECOmaRINER

Destaque para a Ecomariner 25, cujo aproveitamento
do espaço interno permite mobilidade aos passageiros
A 190 Style, que já recebeu prêmios de destaque
em sua categoria, leva até sete passageiros por águas
abrigadas e pequenos percursos

Familiar e
esportiva
O estaleiro catarinense Fibrafort também oferece
boas opções para quem procura uma lancha de proa
aberta. No total são três modelos: a Focker 190 Style,
indicada para quem pratica esportes náuticos; a Focker
205, com espaço de convivência para oito pessoas; e a
Focker 240, com compartimento no convés com opção
para banheiro.
www.fibrafort.com.br

70

PERFILNÁUTICO

A Focker 240, com espaçoso cockpit com capacidade
para oito passageiros, é uma excelente opção para família e
prática de esportes náuticos

Conforto
em passeios
A linha de construção das embarcações da Ecomariner
começou em 1996, com um modelo de 14 pés. Hoje
o estaleiro pernambucano produz barcos de diversos
tamanhos – até 55 pés – e representa o Nordeste como
um dos maiores fabricantes de embarcações do país.
No segmento de proa aberta, a opção é a Ecomariner
25, uma lancha com boca larga que proporciona um
bom planeio em água lisa.
www.ecomariner.com.br j

A Ecomariner aposta no
custo-benefício de suas
lanchas, produzidas com alto
padrão de qualidade

PERFILNÁUTICO

71
Capa pROa aBERTa FS YaChTS

C

M

Y

CM

MY

CY

Com espaço para nove pessoas, a FS 230 Sirena tem muitos
acessórios, banheiro fechado, solário e a plataforma de
mergulho com acesso facilitado à água

CMY

K

Compactas
com luxo
Em 2011 o estaleiro catariense FS Yachts voltou às suas
origens com o lançamento de compactas embarcações
de luxo com motor de popa, feitas para navegação ágil
e agressiva com baixo consumo e muita segurança.
Dois modelos de proa aberta fazem parte desta lista:
a FS 200, que representa muito bem as qualidades de
construção e navegabilidade características da marca,
e a FS 230 Sirena, que tem como principal diferencial
o motor centro-rabeta que permite ganho de área útil
na embarcação.
www.fsyachts.com.br S

72

PERFILNÁUTICO

A FS 200 apresenta uma nova tendência de design, com
a proa triangular, permitindo um grande aproveitamento
de espaço e acomodação para até sete pessoas
PERFIL

Sea Ray SpORT BOaTS
www.Yachtbrasil.com

Velocidade
e estilo

YachtBrasil traz
ao país os modelos
mais esportivos
da Sea Ray
Por Rafaella Malucelli

74

PERFILNÁUTICO

Os sports boats que chegam ao Brasil vão de 17 a 30 pés

PERFILNÁUTICO

75
PERFIL

Sea Ray SpORT BOaTS

A

Sea Ray Brasil está investindo
cada vez mais no potencial do
mercado brasileiro para barcos
esportivos. A mais recente
novidade é a chegada dos sport
boats do estaleiro para 2012. Serão
nove diferentes modelos de três
linhas que vão de 17 a 30 pés. Até o momento a Sea
Ray estava presente no país com apenas uma linha da
sua variada gama de barcos, a Sundancer, com lanchas
entre 24 e 61 pés e cabine fechada. Agora a aposta é
no perfil mais esportivo, para day cruiser. As lanchas

devem estar navegando em águas brasileiras em abril,
e alguns modelos já estão sendo comercializados.
As pretensões da Sea Ray no país são grandes, a
começar pela instalação de uma fábrica do estaleiro em
Joinville, Santa Catarina, com previsão de conclusão no
segundo semestre de 2012. A intenção é produzir por
aqui alguns modelos da linha sport cruiser e continuar
importando barcos de todas as linhas da companhia.

as pretensões
da Sea Ray no país
são grandes, incluindo
uma fábrica em
Joinville (SC)

300 Sundeck, barco de convés largo e proa espaçosa

Sport boats chegando

260 Sundeck, mistura inteligente entre um barco esportivo e de luxo

76

PERFILNÁUTICO

Robert Cox coordena as operações da Sea Ray
na América Latina, direto dos Estados Unidos.
Ele comenta porque, por meio da parceria com
a YachtBrasil – representante da marca no Brasil
–, decidiu trazer os modelos sport boats ao país:
“Queremos mostrar ao mercado local a qualidade dos
barcos. Independente do tamanho, a Sea Ray é uma
marca que possui o mais alto percentual de fidelidade
do mundo – clientes Sea Ray compram outra Sea Ray.
Comercializando os modelos sport boats no Brasil,
estamos preparando o terreno para a futura venda de
barcos maiores da marca (sport cruisers, sport yachts e
yachts) nos anos seguintes.”
Três linhas dos modelos sport boats estão chegando
ao país: SP (Sport), SLX (Select Executive) e SD
(Sundeck). Todos os barcos são classificados como j

PERFILNÁUTICO

77
PERFIL

água, tornando-se desta forma uma boia salva-vidas
para os passageiros em caso de acidente.

Sea Ray SpORT BOaTS

Itens de série

Apesar de não possuir nenhuma adaptação específica
para o mercado brasileiro, pois a linha é montada
com vários opcionais já voltada para o mercado
internacional, Robert declara que com essa variedade
se torna possível adaptar-se à cada cliente. “Os barcos
sempre oferecem inúmeras opções e isto faz com que
uma Sea Ray possa se adequar às necessidades e às j

Os barcos Sea
Ray oferecem
inúmeras opções que
se adéquam às
necessidades do
proprietário
300 SLX, sofisticação e espírito esportivo

bowriders – barcos de velocidade, com característica
esportiva, cabine aberta e assentos de proa.

Diferenciais

A preocupação com segurança é uma característica
marcante dos barcos da Sea Ray, explica Robert. “Toda
Sea Ray é construída seguindo as restritas normas da
NMMA (National Marine Manufacturers Association) e
do ABYC (American Bureau of Yacht Construction).”
Giovanni Luigi, CEO da YachtBrasil, concorda dizendo
que os padrões de qualidade e tecnologia embarcada
são os pontos fortes da marca.
Um exemplo do benefício em seguir normas
federais norte-americanas é que os barcos de até 26
pés da linha sport boat possuem o sistema de flutuação
positiva, isto é, os barcos são capazes de flutuar
mesmo se estiverem completamente inundados de

78

PERFILNÁUTICO

230 SLX, alto desempenho e conforto

PERFILNÁUTICO

79
PERFIL

Sea Ray SpORT BOaTS

preferências de cada mercado, simplesmente ao se
escolher as opções corretas quando se compra o barco.”
Entretanto, além dos opcionais, Robert
acredita que o que vai cativar os brasileiros é
a quantidade de itens de série das sport boats.
“Os barcos vão surpreender pela quantidade de itens,
como por exemplo os toldos e lonas de cobertura,
equipamento de som, instrumentação completa no
painel, caixa de âncora, luzes, etc. Vamos mostrar
que, mesmo em barcos pequenos, é possível
fazer produtos muito diferentes, uma vez que

210 SLX, perfil elegante e espaço interior

se tenha a tecnologia, o design, os recursos e
a experiência que a Sea Ray tem.”

Modelos da linha no Brasil

Os modelos sport boats da Sea Ray são formados
por seis linhas: Sport, Sundeck, Overnighter, SLX,
Weekender e Sun Sport, das quais três inicialmente
foram selecionadas para vir ao Brasil (Sport, SLX e
Sundeck). Cada linha tem suas características, porém
alguns itens são comuns a todos os modelos. j

270 SLX, grande quantidade de itens de série

80

PERFILNÁUTICO

A diversão
começa em qualquer
barco: Sport, SLX
ou Sundeck
PERFILNÁUTICO

81
PERFIL

Sea Ray SpORT BOaTS

Os barcos da
linha Sport são
ótimos para passeios e
prática de esportes
aquáticos
Lauderdale Boat Show em outubro de 2011. Possui
várias opções de cores e linhas mais elegantes.

Linha SLX – Select Executive

Oferece mais sofisticação sem perder o espírito
esportivo. Os modelos variam de 20 a 30 pés. Quatro
estarão em mares brasileiros: 210 SLX, 230 SLX, 270
SLX e 300 SLX. Todos possuem alto desempenho e
sofisticação em navegar, com vários opcionais para
diferentes gostos. j

200 Sundeck, uma mescla entre uma bowrider e um deck boat

O acabamento é umas das principais preocupações
para fundamentar o estilo esportivo com sofisticação
das sport boats. Em todos os barcos, há uma porta nas
passagens para a proa que protege o cockpit do vento.
Os bancos possuem espaço embaixo para guardar
objetos, as almofadas dos assentos são fixadas por
dobradiças e não ficam soltas como na maioria dos
casos. Um destaque para os modelos de até 23 pés é
que virão com a carreta de transporte original.

Linha Sport

Para aqueles que estão iniciando no mundo
náutico e que não abrem mão da qualidade mesmo
em modelos mais simples. Tem linhas esportivas,
são ótimos para esportes aquáticos, ótima
performance e desempenho. O modelo SP 190
que é o mais novo da linha, recém-lançado no Fort

82

PERFILNÁUTICO

190 SP, para quem não abre mão da qualidade mesmo em barcos menores

PERFILNÁUTICO

83
PERFIL

Sea Ray SpORT BOaTS

Linha SD – Sundeck

Caracterizada como uma lancha de luxo de linha
intermediária, os modelos Sundeck oferecem uma
mistura inteligente entre um barco esportivo e
de luxo. A linha surgiu de uma mescla entre uma
bowrider e um deck boat, cujo produto final foram
barcos de convés mais largo, proa mais espaçosa,
banheiro mesmo nos modelos menores, escada na
popa e na proa. S

C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K

240 Sundeck, para esportes ou lazer, um barco acima da média

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PERFILNÁUTICO
PERFIL

SeSSa CrUISer 44
www.sessamarine.com

Da Itália
para o verão
brasileiro
Um barco veloz, com design italiano e que
promete garantir muito lazer durante
a temporada de verão pelo litoral do Brasil
Por Rafaella Malucelli

A

nova Cruiser da Sessa Marine lançada
simultaneamente no Brasil e na Europa em
outubro de 2011, é um barco de médio porte com a
sofisticação de um grande iate de luxo. A proposta
tem no aproveitamento de espaço interno e na
navegabilidade confortável os pontos altos.
Depois de seis meses instalada em terras brasileiras em parceria
com a Intech Boating no estado de Santa Catarina, a empresa italiana
já colhe frutos e está em plena produção das cerca de 50 encomendas
que já possui para o próximo ano. A Cruiser 44 foi produzida no centro
de desenvolvimento da Sessa em Bérgamo, na Itália, mas já foi pensada
para o promissor mercado brasileiro com olhos no verão de 2012. j

86

PERFILNÁUTICO

PERFILNÁUTICO

87
PERFIL

SeSSA CrUISer 44

“A C44 foi destaque de lançamento no São Paulo
Boat Show, assim como na Europa, na feira náutica
de Cannes”, conta José Antonio Galizio Neto, sóciodiretor Sessa Marine Brasil. “A aceitação do público
brasileiro superou nossas expectativas. Já durante
os testes realizados no mês de novembro na Marinas
Nacionais do Guarujá, litoral de São Paulo, a C44 teve
sucesso absoluto.” Com característica esportiva,
conforto e design interno, o lançamento agradou ao
público principalmente pelo desempenho. “São 38 nós
de velocidade top e velocidade de cruzeiro bastante
confortável aos 30 nós”, destaca Neto. O proprietário
do barco na hora da compra pode optar pela propulsão
de dois motores Volvo IPS 500 ou IPS 600. Além
disso, a C44 possui um casco com boas condições de
navegação e capacidade de manobra. A Cruiser também
possui uma ampla plataforma de popa hidráulica.

Por dentro e por fora

O que também chama bastante a atenção no modelo
é a valorização dos espaços, tanto externo quanto
interno, bem como a luminosidade das cabines. “O
espaço de cockpit que proporciona o convívio de até
12 pessoas com muito conforto, a garagem para jet
ski ou bote inflável, raro na categoria, o requinte no
acabamento, marca registrada da Sessa Marine e o
layout interno das duas cabines e dos dois banheiros
foram os destaques para o público brasileiro”,
exemplifica Neto. j

Desempenho
de uma lancha
esportiva e
conforto de um
iate de luxo

Acabamento refinado com materiais inovadores e móveis de famosas marcas italianas

88

PERFILNÁUTICO

Cabines com pé-direito alto, com 1,89 metro

Um barco para pessoas de bom gosto que buscam versatilidade na água

PERFILNÁUTICO

89
PERFIL

SeSSa CrUISer 44

O barco ainda conta com uma cobertura hardtop
elétrica e um sistema de ar condicionado para o
cockpit, que possui ainda com um confortável sofá
em formato de U. Um dos sofás de popa transformase em um amplo solário para banho de sol. O italiano
Massimo Radice, vice-presidente da Sessa Marine,
ressalta os detalhes que fazem diferença no mercado
nacional. “O acabamento dos acessórios com
geladeira, ice maker, televisão e churrasqueira são os
pontos fortes para uso no verão brasileiro.”

Ideal para saídas
diárias e também
para cruzeiros e
férias a bordo
Compostas por duas suítes, as cabines da C44
possuem ampla luminosidade e espaço valorizado.
“A cabine máster no centro do barco traz uma maior
estabilidade e menor barulho das ondas; os amplos
vitrais dão uma visibilidade maravilhosa do mar”,
conta Massimo. As duas cabines possuem pé-direito
alto, com 1,89 metro de altura. A sofisticação do
projeto interno do barco fica por conta de materiais
inovadores e móveis das mais famosas marcas
italianas. “Estas qualidades são resultado do cuidado e
da preocupação da Sessa Marine para com a ergonomia
e a funcionalidade de seus projetos”, completa Neto.
O modelo ainda vem com gerador, ar-condicionado,
GPS, iluminação aquática e rádio comunicador VHF.

Para brasileiros de bom gosto

Massimo Radice destaca que o modelo C44 é para pessoas
em busca de versatilidade na água, “um cliente que quer
um produto de qualidade elevada, que gosta de conforto
e que usa a lancha para saídas diárias, mas que também
planeja cruzeiros e férias a bordo”. Neto completa: “A
C44 é uma embarcação especial, possui desempenho de
uma lancha esportiva, conforto e requinte de um iate de
luxo. Foi concebida para clientes especiais que querem j

90

PERFILNÁUTICO

Posto de comando bem equipado, excelente espaço
na plataforma de popa e cobertura hardtop elétrica

Bem ao gosto do brasileiro, a plataforma de popa é muito agradável

PERFILNÁUTICO

91
PERFIL

deseja que a lancha proporcione: prazer, conforto, paz
e momentos relaxantes com os amigos e familiares.

SESSa CrUISEr 44

Excelente aceitação
unir esportividade e agilidade ao conforto e convívio com
familiares e amigos.”
Tanto na Europa, quanto no Brasil, Massimo vê o
crescimento dessa categoria de iates. “O mercado
de iates de 40 a 50 pés é um dos que mais crescem
anualmente e é também um mercado que considero
muito interessante. Isso porque são barcos com
soluções e espaço característicos de cruzeiros, com um
custo acessível e de fácil manutenção. A C44 é um iate
excepcional para o mercado brasileiro, com um amplo
cockpit e espaço ideal para um cruzeiro veloz.”
Escolher um barco de tamanho médio, 40 pés, é
uma decisão importante que deve levar em conta
alguns aspectos fundamentais como onde se irá
navegar, a infraestrutura disponível, as distâncias a
serem percorridas e, principalmente, o que mais se

No Brasil o barco da Sessa mais comercializado é a C40,
lançada pelo estaleiro com condições especiais para
comemorar o primeiro ano da Sessa no país. Porém o
sucesso e a boa aceitação no mercado nacional estão
fazendo com que lançamentos de barcos produzidos
aqui sejam antecipados. “No início do projeto,
tínhamos uma expectativa conservadora, mas também
audaciosa”, revela Neto. “Fomos de certa forma
surpreendidos com a demanda. Todos os produtos estão
com excelente aceitação e muito bem posicionados
no mercado. O tripé construído entre a Sessa Marine,
Intech Boating e seus representantes deu à marca
confiabilidade e estrutura que o mercado reconheceu
e aceitou rapidamente. Tanto que antecipamos o
lançamento da Fly 45 de 2013 para 2012, que será
lançada e apresentada ao mercado durante o mês de
inauguração de nossa nova fábrica em março de 2012.”S
C

M

ESPECIfICaçõES TéCNICaS

Y

CM

MY

CY

Pé-dIrEITO da CabINE 1,89 m
alTUra NO baNhEIrO 1,89 m
SOlÁrIO dE PrOa 2,2 x 2 m
SOlÁrIO dE POPa 1,2 x 1,7 m

CMY

K

bOCa 4,3 m

PESO SEm Carga 10 t
TaNqUE dE COmbUSTívEl 1000 L
TaNqUE dE ÁgUa dOCE 265 L
TaNqUE dE ÁgUaS NEgraS 95 L

COmPrImENTO TOTal 14 m

92

PERFILNÁUTICO
PERFIL

SUN OdySSey 44 dS
www.md-bally.com.br

Jeanneau
Design
Paixão e “savoir-faire”.
Este é o segredo de sucesso
do estaleiro francês Jeanneau,
uma divisão do centenário
grupo Beneteau.
Por Thaís Zago

94

PERFILNÁUTICO

PERFILNÁUTICO

95
PERFIL

SUN ODySSey 44 DS

A

Jeanneau é conhecida mundialmente
por suas embarcações de luxo com
nível de design de ponta, acabamento
superior e alto desempenho. Resultado
de uma combinação de fatores:
a expertise de atuar há 54 anos no mercado e o
conhecimento processual adquirido ao longo do
tempo. O “savoir-faire”, ou “saber-fazer”, envolve
uso de tecnologia a serviço da excelência, designers
e arquitetos de renome, segurança no processo de
construção, qualidade na escolha dos materiais e
componentes e ideias inovadoras.
O estaleiro possui 2.500 funcionários e uma rede
de mais de 300 distribuidores em todo o mundo. Sua
produção anual é de aproximadamente 5 mil barcos,
e as fábricas estão concentradas na França, na Polônia
e nos Estados Unidos. A boa notícia é que, assim
como outros fabricantes internacionais, a Jeanneau
está de olho no mercado brasileiro: “Só no Brasil é

Sun Odyssey 44DS, um veleiro com a classe Jeanneau

96

PERFILNÁUTICO

possível navegar 12 meses por ano e, com o aumento
do poder de compra dos brasileiros, será aqui a nossa
porta de entrada para a América Latina, em países
como a Argentina, o Chile e o Uruguai”, diz Jean-Paul
Chapeleau, diretor-geral da Jeanneau.
O responsável pelas vendas dos veleiros
Jeanneau no Brasil durante os próximos anos é o
grupo MD-Bally Mardiesel, empresa brasileira que
atua no mercado náutico há 16 anos, representando
exclusivamente marcas francesas, como Zodiac,
Alliaura e Fountaine Pajot. Durante o Salão Náutico
Internacional de Paris, realizado entre os dias 3 e 11
de dezembro, a Jeanneau lançou três novos veleiros,
entre eles o Sun Odyssey 44DS. j

O grupo
MD-Bally,
empresa que atua no
mercado náutico há
16 anos, representa os
veleiros Jeanneau
no Brasil

Philippe Briand é o responsável pelo desenho das linhas externas do modelo de 44 pés

PERFILNÁUTICO

97
PERFIL

sUN Odyssey 44 ds

POUCOs dIas aNTes da realIzaçãO dO salãO
NÁUTICO INTerNaCIONal de ParIs, a eqUIPe
da Md-Bally MardIesel NOs CONCedeU UMa
eNTrevIsTa exClUsIva, falaNdO das IMPressões
da JeaNNeaU sOBre O MerCadO NaCIONal.
PN: Como estão as vendas da Jeanneau
no mercado nacional?
MD-BALLY MARDIESEL: Nos últimos anos, vemos um
crescimento acentuado do mercado em geral e,
mais especificamente, dos veleiros Jeanneau. Hoje
a flotilha Jeanneau no Brasil conta com cerca de 50
embarcações, das quais aproximadamente 50%
comercializadas nos últimos três anos.
PN: Como é percebido o crescimento do mercado?
MD-BALLY MARDIESEL: O crescimento do mercado
ocorreu em várias dimensões. A primeira delas foi
geográfica - saímos do eixo Rio-São Paulo; hoje
nossa presença no Sul e no Nordeste está em curva
ascendente. Também tivemos um crescimento da
clientela jovem, na faixa dos 35 a 45 anos, jovens
bem-sucedidos, casais buscando novas formas de
vida. Percebemos certa migração de proprietários
de lanchas, procurando a vela como alternativa mais
econômica e saudável. Verificamos que a procura

A cabine principal tem uma cama de casal bem grande,
assentos individuais de cada lado e banheiro privativo

Sun Odyssey 44DS

O novo modelo da linha Deck Saloon é perfeito
para viagens relaxantes e cruzeiros pela costa.
Design inovador e materiais de altíssima qualidade
tornam o veleiro sofisticado e extremamente
confortável. As elegantes linhas externas foram
desenhadas por Philippe Briand — designer da
Jeanneau. Destaque para a espaçosa cabine de
comando — com áreas dedicadas para comer,
relaxar e navegar — mesa inovadora, projeto de
leme duplo, casco e planejamento de vela modernos
e compartimento especial para armazenagem de
equipamento de snorkel.

agora é para barcos acima de 37 pés, com sensível
incremento das vendas de veleiros acima de 50 pés.
PN: Quais são as ações da MD-BALLY MARDIESEL
para expandir as vendas da Jeanneau no Brasil?
MD-BALLY MARDIESEL: Para fazer face à expansão
do mercado, estamos investindo em pessoal, na
melhoria de nossas instalações e processos, na
ampliação de nossa rede de parceiros e assistência
técnica (maior presença no Sul e no Nordeste), na
divulgação de nossos produtos e na introdução de
novos produtos e serviços.
PN: Qual a expectativa da Jeanneau de
comercialização para 2012?
MD-BALLY MARDIESEL: Neste ano gostaríamos de
destacar os produtos da linha Jeanneau Yacht,
com modelos de 53 e 57 pés, e os lançamentos Sun
Odyssey 509 e Sun Odyssey 44DS.

98

PERFILNÁUTICO

Conforto absoluto

Na sala de jantar, mesa com regulagem de altura.
A cozinha anexa é completa, tem gavetas especiais para
garrafas e tampa deslizante para cobrir a pia

O projeto de interiores de Franck Darnet —
designer da Flahaut — utilizou madeira de
nogueira com acabamento fosco para dar um olhar
contemporâneo, armários e estofados com acabamento
em laca branca, detalhes em couro e em aço inox.
Destaque também para a iluminação natural, j

PERFILNÁUTICO

99
PERFIL

lata de lixo; e uma tampa deslizante para cobrir a pia
e criar espaço adicional na bancada. O veleiro possui
dois banheiros equipados com acessórios modernos,
bancada, armários com laca branca, pia, chuveiro e piso
de madeira vasado para escoar a água.

sUN OdyssEy 44 ds

visibilidade para o mar e ventilação, que tornam o
ambiente claro e agradável. O salão principal é formado
por sala de estar, sala de jantar e cozinha. A sala de estar
possui um espaço para a inserção de equipamentos
adicionais, como adega, geladeira extra ou microondas. Há também uma bancada com painéis elétricos
centralizados, espaço para laptop e TV de tela plana.
A sala de jantar possui mesa com perna telescópica
que se transforma em mesa de jantar, de café, mesa de
centro ou mesmo mais uma opção de acomodação. As
inovações no design da cozinha são as gavetas especiais
para armazenar garrafas, especiairias e até mesmo

Interior personalizado

Há duas opções de layout para as cabines: uma mais
espaçosa, com a cabine grande para o proprietário na
popa e uma cabine de hóspedes para a frente; outra
com duas cabines de hóspedes para frente, uma delas
com duas camas de solteiro, perfeito para famílias. São
exclusividades da cabine do proprietário: um banheiro
privativo, cama de casal grande nas dimensões
2 m x 1,9 m, abertura de porta em painel de popa,
abundância de compartimentos de armazenamento e
assentos individuais de cada lado cama. S

EspECIfICaçõEs TéCNICas
CapaCIdadE pErNOITE 5 + 2
CabINEs 2 ou 3
baNhEIrOs 2

bOCa 4,24 m

CaladO 2,20 m
COmprImENTO dO CasCO 12,99 m
COmprImENTO Na lINha dE ÁgUa 12,00 m
ÁrEa vélICa 81.5 m2 (padrão enrolada)
89.8 m2 (mastro clássico)
pEsO (COm mOTOr) GTE 9.750 kg
pOTêNCIa dO mOTOr 54 HP
TaNqUE dE COmbUsTívEl 200 L
TaNqUE dE ÁgUa 330 L
prOjETIsTas Franck Darnet (Flahault Design) e
Philippe Briand (Jeanneau Design)

COmprImENTO TOTal 13,34 m

100

PERFILNÁUTICO

www.barracudacomposites.com.br
PERFIL

SkI NaUTIqUe 200
www.nautique.com

A lancha
que vale
ouro
Ideal para a prática de esqui áquatico,
a embarcação utilizada nos Jogos
Pan-Americanos de Guadalajara
conquistou os brasileiros
Por Amanda Kasecker

102

PERFILNÁUTICO

PERFILNÁUTICO

103
PERFIL

pelo Brasil, mas foi a estreia para o grande público.
Juliana Negrão, atleta brasileira que chegou às finais
na categoria slalom do esqui no Pan de Guadalajara,
a melhor colocação já alcançada pelo Brasil no esqui
feminino, também esteve no Boat Show, dessa vez
como representante da marca. “Percebemos que o
público que é aficionado pelos esportes náuticos, seja
esqui ou wake, realmente sabe como este barco está na
frente em termos de desempenho.”
Luke Webb, gerente de vendas da Miami Nautique
esteve no Brasil para acompanhar o salão e saiu com j

SkI NAUTIqUe 200

O

estaleiro norte-americano Nautique é
sinônimo de barcos especialmente criados
para a prática de esportes. Fundado por
W.C. Meloon em 1925, pouco mais de
trinta anos depois — em 1957 — a empresa
já começava a produzir a linha Ski Nautique, uma
inovação para a época. Agora, a Nautique traz ao Brasil
uma das melhores versões de produto voltado para a
prática de esqui aquático: a Ski Nautique 200. A lancha
apresenta todos os requisitos para competições de alto
nível e agrada aos amantes do esporte.

Uma lancha
que apresenta
todos os requisitos
para competições
de alto nível

O design assimétrico do painel e para-brisas proporciona
um campo de visão ampliado

Mas o que faz dessa lancha uma das embarcações
mais elogiadas pelos atletas e uma das mais premiadas
do mundo? Certamente parte dos méritos esportivos
deste barco está em seu exclusivo casco Optimal
Surface Control (OSC), de terceira geração. Olhando-o
por baixo, é possível ver alguns detalhes e quinas
- chamados de chines e steps —, pensados para
proporcionar uma performance inigualável e evitar as
marolas, justamente o que caracteriza a embarcação
para a prática de esqui e não de wake.
O design assimétrico do painel e para-brisas
criam um campo de visão bastante ampliado. Outro
detalhe é a posição do motor. Em movimento com
a proa levantada, o motor fica em uma posição
horizontal perfeita, o que permite o melhor fluxo
de óleo e resfriamento do sistema, prolongando
a vida do material.
A tecnologia empregada facilita a vida do piloto,
que pode controlar o formato e o tamanho da marola
com o sistema Hydro-Gate com SportShift. Ou seja,
no mesmo barco, você consegue a mais suave das
marolas, para o slalom, ou ondas, formando rampas
para saltos e manobras. No painel digital ainda é
possível gravar a preferência de velocidade do barco,
regulagem do trim e até o set list das músicas de
acordo com a preferência de cada esquiador.

A prata da casa no mercado brasileiro
Painel digital e memória de preferências para múltiplos esquiadores

104

PERFILNÁUTICO

Em outubro no São Paulo Boat Show, a Nautique
apresentou pela primeira vez a Ski Nautique 200 aos
brasileiros. Já existiam alguns desses barcos navegando

O piloto pode controlar o formato e o tamanho da marola com o sistema Hydro-Gate com SportShift

PERFILNÁUTICO

105
PERFIL

SkI NAUTIqUe 200

boas impressões: “Normalmente vendíamos alguns
barcos para o Brasil, mas neste ano conseguimos
vender muito mais. Com a crise internacional, todo
mundo está falando no BRIC (Brasil, Rússia, Índia e
China). Mas eu não vejo nenhum outro país pronto
como o Brasil. O interesse pela Nautique aqui é
excelente, e vocês têm mais praias e mais sol do que
qualquer um.” A Nautique pretende fazer uma série de
eventos no verão 2012, que incluem aulas práticas de
esqui e wake. As datas e as novidades estarão no site
www.nautiquebrasil.com.br.

As medalhas e competições da Nautique

A Ski Nautique 200 é o barco oficial de grandes
competições, como U.S. Masters, Moomba Masters e
Big Dawg Series nos Estados Unidos, no Campeonato
Canadense e no México, durante o Pan de Guadalajara,
quando nove medalhas de ouro foram decididas no
reboque de uma Nautique.

A Nautique
pretende fazer uma
série de eventos no
verão de 2012
Em setembro deste ano a esquiadora Clementine
Lucine entrou para a história com uma lancha Ski
Nautique nos Estados Unidos, quando bateu o recorde
mundial de pontos. “Há poucos anos, ninguém achava
que uma mulher ia chegar a esta marca”, contou
Clementine. “A Ski Nautique 200 é o melhor barco de
esqui já feito no mundo, e treinar e competir com ela
foi fundamental para meu recorde.”

Um pouco de história

Tecnologia empregada facilita a vida do piloto e espaços
planejados permitem mais conforto para quem está a bordo

106

PERFILNÁUTICO

Desde a sua fundação em 1925 por W.C. Meloon, a
Nautique, que nasceu em Pine Castle, na Flórida,
como Florida Variety Boat Company, mudou de
nome algumas vezes, até que em 1936 ela assumiu o
nome que leva até hoje: Correct Craft, propriedade de
descendentes de W.C. Meloon.
Com mais de 85 anos de história dedicada aos
esportes náuticos, a Nautique é pioneira em dezenas
de inovações. Foi, por exemplo, a primeira empresa a j

Desempenho ideal para a prática do esporte e navegação agradável para um simples passeio

PERFILNÁUTICO

107
PERFIL

skI NaUTIqUe 200

usar carros, e não trens, para transportar barcos pelo
país. Foi das pranchetas da empresa que saiu também,
em 1952, a primeira plataforma de popa, a área
preferida dos brasileiros até nas grandes embarcações.
Mais recentemente, os barcos da Nautique foram os
primeiros capazes de mudar a onda produzida pelo
barco conforme o desejo do atleta, graças ao sistema
Hydro-Gate com SportShift.
A fábrica do estaleiro fica em Orlando, onde foi
construída uma estrutura de 270 mil metros quadrados
em um terreno que inclui dois lagos para testes. De
acordo com o estaleiro, para chegar a esses modelos
ideais para cada tipo de aventura, a participação dos
atletas foi e continua sendo fundamental. São testes
e mais testes para se chegar a modelos cada vez mais
perfeitos. E, apesar de tantas melhorias nesses 54 anos,
os representantes da Nautique dizem que sempre há
algo a melhorar. S

C

Para-brisa aberto no meio para facilitar o acesso à água pela proa
M

Y

CM

esPeCIfICações TéCNICas

MY

CY

CMY

K

CaPaCIdade PasseIO 7

bOCa 2,41 m

TaNqUe de COmbUsTível 109,8 L
CaladO 0,56 m
PesO seCO 1.293 kg

COmPrImeNTO TOTal 6,10 m COm PlaTafOrma 6,65 m

108

PERFILNÁUTICO
PERFIL

Longe
do lugar
comum

AgUz 37 OpeN

www.aguzmarine.com.br

Uma lancha brasileira com sangue italiano,
excelente aproveitamento de espaço e
opções de layout com um, dois ou três quartos
Por Angelo Sfair

Í

mpar é o melhor adjetivo para definir a
Aguz 37 Open. Até mesmo porque essa é a
número um, a primeira embarcação de série
construída pelo estaleiro brasileiro Aguz
Marine. Há 30 anos no mercado, a empresa
aposta na personalização e na parceria com
o famoso estúdio italiano Ferragni & Tolinni Yacht
Design para se firmar no mercado nacional.
Rogério Amodio, um dos sócios do estaleiro,
explicou a decisão por contratar um estúdio italiano
para fazer o desgin. “Queríamos sair do lugar-comum
e ter um barco realmente diferente, que oferecesse
ao cliente muito mais do que existia anteriormente
no mercado. Um projeto cuidadoso e idealizado por
profissionais especializados e experientes.”
A lancha cabinada de 37 pés tem como grandes
destaques o design arrojado, o fino acabamento e a j

110

PERFILNÁUTICO

O estaleiro Aguz Marine apresenta sua primeira embarcação
de série e aposta no design arrojado

PERFILNÁUTICO

111
PERFIL

As opções de customização não param por aí.
O proprietário pode ainda personalizar a área
externa — que comporta quatro pessoas deitadas
confortavelmente —, o que garante a cada lancha
o perfil de seu dono. A cor também fica por conta
do comprador. O estaleiro colocou à disposição dos
clientes uma cartela com mais de mil cores a serem
escolhidas, que são aplicadas ao casco sem nenhum
custo adicional. “A Aguz 37 Open oferece ao cliente a
possibilidade de fazer o seu barco”, aponta Amodio.
“Embora cada Aguz tenha o mesmo DNA, cada barco é
único e, portanto, agrada aos clientes que apreciam a
exclusividade. A Aguz se adapta ao proprietário, e não
ele à lancha. Queremos levar isso tão a sério que quase
todas as personalizações disponíveis não têm custo
adicional para o cliente. Como até agora só tínhamos
produzido barcos customizados, quisemos manter esta
opção de customização, mesmo que teoricamente a
Aguz 37 seja uma produção em série”.

AgUz 37 OpeN

Ousadia do lado de fora

A área externa também é um dos pontos mais ousados
da lancha, oferecendo duas opções para o cliente.
Aberta, ela conta com a maior largura da categoria,

transparência dos grandes vidros que permitem a
passagem de luz e otimizam a iluminação interna da
embarcação, permitindo a quem está dentro da cabine
observar o que acontece do lado de fora. “A iluminação
interna é algo muito importante atualmente”, avalia
Amodio. “Em primeiro lugar, a transparência dos
grandes vidros permite ao usuário ver o mar sempre
e ter o brilho da água refletido dentro do barco. Além
disso, a luminosidade obtida através das janelas
laterais faz com que praticamente não seja necessário o
uso de luzes durante o dia, trazendo uma considerável
economia de energia a bordo.”

contando com um solário espaçoso e confortável.
Outra opção é a instalação de três sofás que abrigam
três pessoas cada. O fino acabamento mostra
o porquê de a lancha nacional ressaltar sua origem
italiana. Os estofados são forrados com couro sintético
antimofo e resistem aos raios ultravioletas. Já o posto
de pilotagem tem seu acabamento feito em fibra
de carbono e foi pensado para ter uma circulação
confortável no cockpit.
Além da beleza e da customização, a Aguz 37
Open não deixa de lado a performance. “O projeto
também foi concebido para ser um barco navegador.
Seu casco não só corta bem as ondas como amortece j

A Aguz adapta-se
ao proprietário
e quase todas as
personalizações
disponíveis não têm
custo adicional

Um dois ou três quartos?

A iluminação natural e o aproveitamento do espaço
valorizam o interior da lancha que pode ser personalizada
ao gosto do proprietário

112

PERFILNÁUTICO

Outro diferencial da Aguz 37 Open é o número de
passageiros que ela comporta. A embarcação acomoda
até 14 pessoas e oferece a opção de até seis camas,
dependendo das configurações de layout escolhidas.
O proprietário tem a possibilidade de personalizar o
projeto, podendo decidir entre quatro layouts (com
um, dois ou até três quartos). O conforto se estende
ao generoso pé-direito, chegando a 1,92 metro nos
pontos mais altos, independente do layout escolhido.

A área externa também apresenta opções de layout, em harmonia com o posto de comando central de um barco navegador

PERFILNÁUTICO

113
PERFIL

agUz 37 OpeN

O equilíbrio entre desempenho e economia de combustível
é o ponto forte, em função do formato do casco e
da tecnologia de construção

os impactos quando saltos ocorrem. O equilíbrio é
um ponto forte, dispensando até mesmo o uso de
flaps hidráulicos”, comenta Amodio. “O perfeito
formato e a hidrodinâmica do casco, aliados a uma
primorosa construção, feita com materiais de última
geração, fazem com que a Aguz 37 Open tenha um
casco navegador e econômico ao mesmo tempo.” Os
responsáveis por mover essa máquina são dois motores
— com potências que variam entre 250 e 370 HP —,
que a levam a uma velocidade máxima de 39 nós.
Produzida com padrão europeu de qualidade,
a Aguz 37 é um marco histórico para o estaleiro,
cuja fábrica está instalada em Diadema, São Paulo,
e abrange uma área de aproximadamente 2 mil
metros quadrados. Atualmente o estaleiro conta
com 25 funcionários, mas esse número tem crescido
semanalmente por conta da Aguz 37 Open. S

espeCIfICações TéCNICas

C

M

Y

CM

CapaCIdade passeIO 14
CapaCIdade perNOITe 6
CabINes 1, 2, ou 3
baNheIrO 1

MY

CY

CMY

K

bOCa 3,50 m

alTUra CabINe 1,92 m
CaladO mÁxImO 0,95 m
TaNqUe de COmbUsTível 680 L
TaNqUe de ÁgUa 240 L
velOCIdade mÁxIma 39 nós

COmprImeNTO 11,35 m

114

PERFILNÁUTICO
PERFIL

EsTalEIrO COlUNNa
www.colunna.com.br

De projeto
universitário
a negócio
A história do estaleiro Colunna, um dos
precursores do jet ski e do jet boat no Brasil
Por Amanda Kasecker

F

alar da história do jet ski e do jet boat
no Brasil e não citar o paulista João
Victor Eduardo Colunna é praticamente
impossível. Colunna foi um dos precursores
do desenvolvimento e da divulgação dos
produtos, em uma época em que eles ainda
eram raridade ou nem existiam no Brasil.
Tudo começou em 1981, quando Eduardo
tinha apenas 18 anos e idealizou, desenvolveu e
fabricou seu próprio jet ski para um trabalho de
conclusão do seu curso de projetos e design. Sozinho,
ele desenvolveu o casco e moldou
peça por peça do motor e do hidrojato, um dos
primeiros desse tipo no país. j

116

PERFILNÁUTICO

A relação de Eduardo Colunna com o mundo náutico
começou na época da faculdade. Hoje ele comanda
um dos maiores estaleiros do país

PERFILNÁUTICO

117
PERFIL

EsTalEIrO COlUNNa

“Eu cursava engenharia e naquela ocasião também
fiz um curso de design”, conta Eduardo. “Como
produto final de conclusão de curso eu tinha que fazer
uma moto. Como eu gostava mais de mar do que de
moto, perguntei se eu podia desenvolver um jet ski
com motor de moto. Não existia ainda jet ski no Brasil,
então a coisa toda foi uma grande novidade.”
Com o sucesso do protótipo, o produto foi levado
ao mercado, Eduardo criou a marca Colunna e
foi pioneiro do segmento no país. Desde então, o
envolvimento apenas aumentou. “Nos anos 90, com
o incentivo à importação de veículos promovida
pelo governo Collor, passamos a construir jet skis
para competição”, explica Colunna. “No início dessa
década, fui campeão brasileiro, e o que era um hobby
passou a ser um negócio.”

Uma coisa leva a outra

No princípio da década de 90, a Colunna iniciou a
produção de barcos maiores, estimulada pelo sonho de
fabricar lanchas com motor a hidrojato. Em 1995 criou
uma pequena lancha de 12 pés, com capacidade para
três pessoas, veloz, boa nas curvas e com uma turbina
no lugar do tradicional hélice. Nascia assim, o primeiro
jet boat brasileiro, uma mistura de lancha com jet ski
que conquistou os brasileiros. “Fomos os primeiros no
Brasil a fabricar jet boats”, conta Eduardo.

No princípio
dos anos 90 a
Colunna iniciou a
produção de
barcos maiores

A Sport Cruiser 435 é o mais recente lançamento e também o maior barco do estaleiro

Estaleiro Colunna é pioneiro no Brasil na fabricação de jet boats

118

PERFILNÁUTICO

O sucesso foi tanto que na época os jet boats se
tornaram o principal produto da empresa. Um dos
modelos mais lembrados até hoje foi o Senna, lançado
em 2003, em homenagem ao piloto Ayrton Senna. A
ideia de criar um modelo foi conversada com o próprio
ídolo de automobilismo nos anos 90, que veio a falecer
em 1994. Quando o projeto saiu do papel, em 2003, o
XR2-S Senna tornou-se o jet boat mais famoso do país,
com destaque para a versatilidade, aliada a um design
arrojado, com linhas futurísticas.

Um passo mais ousado

Em 2004 a Colunna lançou no mercado uma lancha de
32,5 pés, nascida de um brilhante projeto: a Sport Cruiser
325. Um dos momentos mais difíceis do estaleiro,
segundo Eduardo, foi quando o governo liberou as
importações. “Os empresários enfrentaram uma grande
concorrência dos importados, que tinham preços mais
baratos e marcas conhecidas. Mas não desistimos.”
O mais recente lançamento do estaleiro foi a Sport
Cruiser 435, o maior barco do estaleiro. j

PERFILNÁUTICO

119
PERFIL

EsTAlEIRO COlUNNA

“O lançamento aconteceu durante o São Paulo
Boat Show desse ano”, comenta. “A repercussão
foi excelente, uma lancha com acabamento
de primeira qualidade e que não deve nada para
nenhum barco estrangeiro.”

De projeto escolar a grande estaleiro

Depois de um projeto ousado de conclusão de curso,
Eduardo acabou se tornando proprietário de um dos
estaleiros mais bem conceituados do Brasil. A sede da
Colunna é em São Bernardo do Campo, Grande São
Paulo. Na fábrica trabalham cerca de 100 funcionários
em 9 mil m2 de área com 4.500 m2 de área construída.
A linha de produção não para de se diversificar.
Todos os projetos são assinados pelo estaleiro.
“Projetamos e modelamos os barcos internamente
e contamos com fornecedores”, afirma Eduardo.
Segundo o fundador do estaleiro Colunna, atualmente
a produção anual da empresa gira em torno de 70 a
80 barcos. “O Estaleiro Colunna prima pela qualidade
e não pela quantidade. Nosso ponto forte é
a assistência de pós-venda, o que reflete em uma
porcentagem altíssima de satisfação. Essa é nossa
ideologia e prática de atuação.”
Atuando no ramo náutico há mais de 20 anos,
Eduardo Colunna é também presidente da Acobar
– Associação Brasileira de Construtores de Barcos
e seus Implementos. “Com a associação, temos
representatividade junto aos governos, com a intenção
de sensibilizar nossos representantes e mostrar que
as embarcações não podem ser vistas como um
objeto supérfluo, pelo contrário, a atividade é muito
importante e contribui com o setor econômico do país,
gerando empregos, desenvolvimento de infraestrutura,
transporte, novas tecnologias, entre outros fatores.”

Colunna Racing: do mar para as pistas

A fábrica está muito bem instalada em uma área de 9 mil m2
em São Bernardo do Campo, Grande São Paulo

120

PERFILNÁUTICO

Há mais de dez anos, a Colunna passou a atuar também
no fornecimento de peças Hi-Performance em fibra
de carbono e kevlar para as diversas categorias do
automobilismo de competição. Elas são elaboradas no
processo a vácuo.
Em pouco tempo, a Racing já se tornou
fornecedora oficial de todas as peças de fibra de vidro
ou fibra de carbono da Porsche GT3 Cup; dos volantes
de fibra de carbono da Stock Car; de todas as peças
aerodinâmicas e carenagens de fibra de carbono
da Fórmula 3; de peças diversas de fibra de carbono
da GT3 e do Trofeo Maserati. j

Com capacidade para 16 pessoas para passeios, a Sport Cruiser 435 acomoda até sete para pernoite

PERFILNÁUTICO

121
PERFIL

GO WIRELESS

EsTaLEIrO COLUNNa

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Colunna 235, excelente navegação e refinado acabamento

3 vezes mais rápido
Processador Dualcore + processador gráfico que permite desenho instantâneo da
carta ao alterar o zoom. Radar digital HD de última geração, sonda digital HD,
cartografia 3D e vídeo, com performance inédita.

Linha de produção

Hoje, o estaleiro conta com uma linha de produção que
engloba as seguintes embarcações: Colunna 235 Open,
Colunna 235 Cabin, Colunna 325 Sport Cruiser, Sport
Cruiser 435, Expert 3 Limited Edition, Jet Boat XR2-S
Especial Edition, Jet Boat Senna.
s Jet Boat: Lançado em 1996, é um produto
esportivo e de alta resistência com design
futurístico e cores vivas. Possibilita manobras
divertidas e radicais na água.
s Colunna 235 Open: Lançada em 2008, é uma
lancha de 23,5 pés, porte médio e ótima
navegabilidade, bom espaço interno e acabamento
impecável. Bastante indicada para ser o primeiro barco
da família, com capacidade para nove pessoas.

122

PERFILNÁUTICO

Operação em Rede
s Colunna 325 Sport Cruiser: Lançada em 2005, a
lancha de 32,5 pés tem um ótimo custo-benefício para
quem deseja um barco com tamanho razoável. Possui
autonomia para realizar longos passeios e leva até 12
pessoas com total segurança.
s Sport Cruiser 435: Lançamento mais recente do
estaleiro, de 2011, esse barco de 43,5 pés tem um
design moderno e boa navegabilidade com o máximo
de luxo, requinte e excelente acabamento em duas
suítes completas. A capacidade é de até 16 pessoas,
sendo sete para pernoite. S

Sistema com até 6 displays, ideal para barcos open e cabinados.

Controle Remoto Bluetooth sem fios
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Santa Catarina
Tel.: (48) 3263.1144
Iate Clube dos Jangadeiros

Iate Clube
dos Jangadeiros
70 anos de dedicação à vela e de conquistas no esporte
Por angelo sfair

A ideia de criação da ilha surgiu nos anos 40 e foi colocada
em prática nos anos 60

F
Uma casa da vela no Rio Grande do Sul

124

PERFILNÁUTICO

undado no dia 7 de
dezembro de 1941, pelo
empresário e esportista
Leopoldo Geyer, o Clube
dos Jangadeiros surgiu
impulsionado pela vela. O objetivo
inicial era que o esporte pudesse
ser praticado também na zona sul
de Porto Alegre, já que o iatismo na
época ficava restrito à zona norte
da cidade. Localizado à beira do Rio
Guaíba, o marco fundamental do
clube foi a compra de uma chácara
na Baía da Tristeza, com recursos
levantados com a venda de títulos
patrimoniais.
Um ano após sua fundação, o
Jangadeiros já contava com um
trapiche de 60 metros de extensão,
viabilizando, então, que barcos de

maior porte fossem colocados na
água. A partir deste terreno, o clube
adquiriu uma nova área vizinha,
possibilitando a construção de duas
quadras de tênis e mais pavilhões
para guardar embarcações. Com as
duas sedes – continental e oceânica
–, o clube oferece uma excelente

Sede oceânica

Uma ilha artificial foi construída
para a instalação da sede oceânica
do clube. A Escola de Vela Barra
Limpa foi anexada à ilha em
meados da década de 70, e a partir
daí o Jangadeiros tornou-se um
celeiro de atletas de ponta. A

O Objetivo inicial era que o esporte
a vela pudesse ser praticado também
na zona sul de Porto Alegre
estrutura para sócios e convidados,
opções de lazer e condições para
práticas esportivas em alto nível.

relação do clube com o esporte é
tradicional. Em 1959, ainda em
sua fase de estruturação, foi j

PERFILNÁUTICO

125
Paradeda tem um forte histórico de
presença no clube – em 2001, Xandi
conquistou o título mundial de
Snipe ao lado de seu primo Eduardo.
Na classe 470, destaca-se
a dupla formada por Fábio
Pillar e Gustavo Thiesen, que
recentemente conquistou o vicecampeonato na 26ª Universíade,
realizada em Shenzhen, na China.

Iate Clube dos Jangadeiros

Ilha dos Jangadeiros

A sede oceânica é a grande joia
do clube. Ainda nos anos 40, o
fundador do Clube dos Jangadeiros,
Leopoldo Geyer – que também
participou da criação do Veleiros
da Ilha e do Iate Clube Guaíba –,
lançou a ideia de criar uma ilha com
a intenção de ter um espaço capaz
de recepcionar embarcações de
maior porte. O nome oficial da Ilha
dos Jangadeiros é Geraldo Tollens
Linck, nome do comodoro que não
mediu esforços para tornar real o
sonho de fazer surgir uma ilha em
pleno Rio Guaíba. A construção se
deu duas décadas depois de lançada
a ideia, nos anos 60.

Ao todo são 300 vagas secas e 250 vagas molhadas

Hoje a ilha oferece uma das
melhores estruturas náuticas
do país. A área de sete hectares
suporta 250 embarcações na água
e 300 em vagas secas. Há também
um guindaste com capacidade
de 20 toneladas para deslocar as
embarcações de até 75 pés que
permanecem em galpões. Além
disso, o espaço oferece galpões
para monotipos, três rampas de
acesso ao rio, quatro trapiches e
oficina para manutenção.

Regatas de aniversário

Para comemorar os 70 anos do Clube,
não havia escolha melhor do que um
grande fim de semana com regatas de
diversas classes, realizadas nos dias
3 e 4 de dezembro, com sol e bons
ventos. Ao todo, 16 modalidades
estiveram em disputa, a maioria
vencida por atletas do próprio clube.
Apesar do clima amistoso, as boas
condições do tempo proporcionaram
acirradas disputas e algumas viradas
nas águas do Guaíba. S

Fernanda Oliveira e Isabel Swan, as primeiras medalhistas olímpicas da vela brasileira

sede do Campeonato Mundial da
Classe Snipe, o primeiro grande
campeonato de vela disputado no
Brasil e no Hemisfério Sul.
Desde os anos 70, muito em
virtude da existência da Escola
de Vela Barra Limpa, os atletas do
Clube dos Jangadeiros começaram

a se destacar no cenário nacional,
conquistando inéditos títulos nas
classes Optimist, 470 e Hobie Cat.
Nos anos 90, com a modernização
e ampliação da estrutura náutica,
voltou a receber competições
importantes, nacionais e
internacionais.

O mundial de Snipe de 1959 foi
o primeiro campeonato de grande
porte realizado no Hemisfério Sul
126

PERFILNÁUTICO

Medalhas olímpicas e
títulos internacionais

Nos Jogos Olímpicos de Pequim,
em 2008, Fernanda Oliveira e
Isabel Swan, atletas do Clube dos
Jangadeiros, fizeram história na
vela brasileira. A conquista da
medalha de bronze na classe 470
marcou a estreia da vela feminina
brasileira em um pódio olímpico.
Xandi Paradeda é outro nome
de referência na vela nacional
e também cria dos Jangadeiros.
Na classe Snipe, ele é campeão
mundial, pan-americano e sete
vezes o melhor do Brasil. A família

O empresário e esportista Leopoldo Geyer e a faixa do Mundial de 1959

PERFILNÁUTICO

127
As delícias do Tambaiá

Hotel Marina itapoá

O restaurante Tambaiá faz parte da
infraestrutura do Baití. Idealizado
pelo casal de chefs Emiliana e
Emídio, o restaurante conceituase como a “cozinha da alma”. A
gastronomia tem a identidade
deles, com o toque da cozinha
regional, destacando pescados
e frutos do mar. As receitas são
exclusivas, cheias de aromas,
temperos e ervas finas. Além
dos pratos mais elaborados, no
cardápio do restaurante, também

há refeições rápidas que atendem
o público executivo que trabalha
ou presta serviços no Porto de
Itapoá – que fica próximo ao local.

A união da família Nóbrega

Gastronomia com a
identidade dos chefs
Emiliana e Emídio

O Baití nasceu com o espírito
empreendedor do casal Ana
Lúcia e Carlos Roberto Nóbrega,
que acreditou e uniu os dons
profissionais de seus filhos para
viabilizar o negócio. A filha
Emiliana Carvalho e seu marido,
Emídio Carvalho Neto, são

De frente para o mar, o Hotel Marina Itapoá oferece todo conforto para turistas e navegantes, esses com barco na garagem

Um aconchego
chamado Baití

lugar admirável, confortável e elegante
com um mar inteiro à disposição
por Leo Suzuki Fotos: Elis ribeirete

O

Baití realmente é
um lugar repleto de
novidades, a começar
por sua localização,
na Baía de Babitonga,
entre as cidades de São Francisco
do Sul e Joinville, em Santa
Catarina. A baía é considerada
um dos mais belos ecossistemas
do país, o mar é calmo, as águas
são mornas e límpidas, e durante
todo o ano é possível se banhar e
praticar atividades esportivas.

128

PERFILNÁUTICO

Além de um mar inteiro à
disposição, a estrutura do local
é referência na região. O hotel
impressiona na arquitetura e
no conforto; a gastronomia
conquista os mais variados
paladares e a assistência náutica,
com uma marina e profissionais
qualificados, oferece todo o
suporte à embarcação.
O empreendimento foi
idealizado a partir de um
pensamento sustentável,

valorizando a mão de obra e
profissionais da região. Ao todo
são 15 apartamentos: três suítes
máster e duas suítes marina –
a última, criada especialmente
para alojar famílias.
Na área social do hotel, ficam
à disposição dos hóspedes: sala
de ginástica, sauna, vestiários
com chuveiros, sala de estar com
lareira, televisão, computador,
além de internet sem fio em todo
o espaço. O Baití também oferece
uma sala para reuniões e eventos,
com o intuito de receber o público
empresarial.
A marina tem vagas para
20 embarcações, de 26 a 30
pés. Futuramente, o objetivo é
aumentar a capacidade para 100
vagas. O espaço é monitorado com
sistema de alarme, tem instalada
uma bomba para abastecimento de
combustível, boxes individuais e
vestiários com chuveiros.

Anexo ao hotel o restaurante Tambaiá
oferece deliciosas opções no cardápio

os chefs responsáveis pelo
restaurante Tambaiá. O filho Carlos
Henrique é arquiteto e planejou
todo o design do local.

Ao lado, o Porto de Itapoá

Tanto na área social como nas suítes, os espaços são agradáveis e aconchegantes

O Baití fica ao lado do Porto
de Itapoá, o mais novo
empreendimento do sul do Brasil.
Com localização geográfica
estratégica, o terminal é adequado
para receber navios de grande
porte, funcionando como um porto
concentrador de cargas e de linhas
de navegação. S

PERFILNÁUTICO

129
Mergulho

Curaçau,
a cor do Caribe

Uma ilha fantástica onde se esquece das preocupações
do dia a dia para relaxar num paraíso
Por Carolina Schrappe Fotos: Kadu Pinheiro

130

PERFILNÁUTICO

PERFILNÁUTICO

131
Mergulho

O

s mergulhos em Curaçau são
variados. Existem belos naufrágios,
mergulhos com golfinhos, águas azuis
e visibilidade que varia de 20 a 40
metros. A navegação é rápida até os
melhores pontos e a estrutura hoteleira
muito boa. Curaçau é um programa para família,
para solteiros, para casais, para todos que queiram
descansar, mergulhar e se divertir.
A história da ilha começa em 1499, durante a
terceira viagem de exploração do Novo Mundo por
Cristóvão Colombo. Depois do seu descobrimento,
os espanhóis permaneciam na ilha à procura de
pedras preciosas. Mais tarde, a Holanda, a França e
a Inglaterra queriam sua posse, pois consideravam a
ilha um ponto comercial estratégico entre a Europa
e a América. Em 1634, Curaçau transformou-se
numa colônia holandesa e, em 1815, um tratado
internacional deu a posse definitiva para a Holanda.
Em 1954, o governo de Curaçau tornou-se autônomo.
É a principal ilha das chamadas Antilhas Holandesas.
Sua capital é Willemstad, considerada pela Unesco
Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade,
com sua arquitetura colonial de cores vivas, animado
comércio e moinhos de vento. Os fortes militares e o
Cemitério Beth Haim – o mais antigo das Américas –
são outras atrações turísticas.

Moreia-verde surge em meio a corais coloridos

feitas no atacado. O florim é a moeda oficial e vale
cerca de 1,75 em relação ao dólar, que também é aceito
em todas as lojas e restaurantes.

Localização privilegiada

A ilha de Curaçau fica ao sul do Caribe, a mais ou
menos 60 km da costa da Venezuela. Em uma área
de 472 km² são 38 praias e 40 baías, onde o sol brilha
praticamente o ano inteiro. A capital Willemstad
é cortada ao meio pela Baía de Santa Ana, que fica
dividida em duas partes: Otrobanda (residencial) e
Punda (comercial e turística). Em Willemstad está
localizado o centro comercial, industrial e bancário, e
o povo local é sempre muito simpático.

Cardápio peculiar

Compras

De Breedestraat, De Heerenstraat e Madurostraat são
as ruas mais famosas da capital, com grande comércio
de eletroeletrônicos, perfumes, joias, relógios, roupas
e equipamentos de informática que atraem a atenção
dos turistas. Há também a opção da zona franca, com
preços mais baixos, onde as compras só podem ser

132

PERFILNÁUTICO

A beleza de Curaçau pode ser vista de dentro ou de fora da água

A cozinha de Curaçau baseia-se, em peixes e frutos
do mar, mas também há muitos restaurantes de
cozinha internacional. Jambo (espécie de feijoada de
quiabo), bestia chiki (cabrito ao molho, acompanhado
de arroz mouro com lentilha, quiabo e banana frita),
sopito (peixe com creme de coco), karni stoba (carne
ensopada) e sopa de iguana são alguns dos saborosos
pratos tradicionais. Para a sobremesa, quesilho (pudim
de caramelo) e casjupete (bolo preto) são boas pedidas.
Para beber, fruit punch (uma mistura de suco
de abacaxi e suco de laranja, com um pouco de
granadine não alcoólico) e a famosa piña colada
são as mais indicadas, depois da Amstel, a cerveja
holandesa fermentada em Curaçau e feita com água
dessalinizada. j

A ilha de Curaçau fica
no sul do Caribe
a mais ou menos 60 km
da costa da Venezuela
PERFILNÁUTICO

133
Mergulho

Destaque ainda para o licor que leva o nome
da ilha, uma receita original produzida a partir
da fermentação do óleo retirado de cascas de laranja.
O sabor é inigualável.

Curaçau é uma festa

A música é o que faz a diferença nas noites
da ilha. Shows folclóricos embalados por rumba,
salsa e merengue e uma programação variada para
todos os gostos. Durante o ano são realizados festivais
de carnaval, de rumba, de jazz, de cinema e de
televisão. No final do ano começa a Festa de Saint
Nicholas, o nosso Papai Noel, que chega a bordo
de um veleiro e sai distribuindo doces e presentes
às crianças de Willemstad.

Navio que naufragou no litoral norte da ilha

O mar de Curaçau

Quilômetros de belas paisagens naturais, águas azulturquesa que passam pelo verde-esmeralda e terminam
no azul-marinho em alto-mar. As praias do norte são
impróprias para o banho, pois possuem águas-vivas

Esponjas e corais coloridos e barracuda patrulhando os arredores

e muitas rochas. As do sul, entretanto, são ótimas,
e a praia de Kenepa é uma delas. Como a densidade
pluviométrica é muito baixa (500 mm por ano), o céu
está sempre azul. As temperaturas não ficam abaixo dos
23 graus. O carro é fundamental para o acesso às águas
cristalinas de Lagun, Westpunt, Baia Beach, Jeremi,
Santu Pretu, San Nicolas, Jan Thiel e Daaibooi.

Onde mergulhar

Vida marinha própria da região, riquíssima

134

PERFILNÁUTICO

Mushroom Forest: um dos mais famosos pontos de
mergulho de Curaçau, composto por formações de
corais duros que se assemelham a cogumelos. É rico
em vida marinha: pequenos cardumes, moreiasverdes, esponjas e corais coloridos. O ponto alto é uma
caverna chamada Blue Room, que pode ser visitada ao

final do mergulho para um belíssimo snorkel.
Superior Producer: um dos melhores mergulhos
de naufrágio do Caribe. Nem sempre é possível, pois
está numa região com intenso tráfego de navios
de cruzeiro. Consulte a operadora a respeito das
melhores datas. A embarcação está coberta de corais
e geralmente é possível avistar grandes barracudas
patrulhando os arredores e realizar pequenas
penetrações em seus porões e sala de comando.
Dolphin Dive: mergulho realizado em conjunto com
a Dolphin Academy, junto a golfinhos acostumados a
interagir com seres humanos em seu ambiente natural.
É uma experiência maravilhosa passar 40 minutos
interagindo com um dos animais mais inteligentes do
mundo, vale cada centavo. j

PERFILNÁUTICO

135
Mergulho

Mergulho junto a golfinhos acostumados a interagir em seu ambiente natural com seres humanos

Onde ficar

Nos hotéis ao longo da ilha as diárias variam de U$
100 a U$ 300. As opções vão do clássico e confortável
estilo americano ao acolhedor e romântico estilo
francês. O Hilton tem completa infraestrutura para
mergulho, possui um dive center para cursos e saídas
regulares com a Ocean Encounters, a maior operadora
de mergulho da ilha. É possível fazer mergulho de
praia e também programar saídas de diversos outros
hotéis: Holiday Beach, Marriot, Kura Hulanda/Leading
Hotels of the World, Floris Suite Hotel, Loris Suite
Hotel, Hotel Howard Johnson, Superclub Breezes,
Avila Beach, Trupial inn e Lions Dive & Beach Resort.
Uma recomendação para o novíssimo Hyatt Regency
Curaçao Golf e Hyatt, especial para mergulhadores, com
dive center, estrutura completa de lazer, atendimento
impecável e cozinha internacional comandada pelo chef
brasileiro Vicent Pellegrini. Transporte não é problema.

INFOrmaçõeS SObre PaCOTeS TUríSTICOS
É possível realizar pequenas penetrações nos porões e na sala de comando da embarcação coberta de corais

136

PERFILNÁUTICO

www.acquanauta.com.br
www.arribatur.com.br

Todos os hotéis possuem vans e os táxis rodam sem
taxímetro, o que significa que o turista pode negociar o
preço antes de embarcar.

Fácil comunicação

Além do inglês e do holandês, o papiamento é a língua
oficial. Para o turista brasileiro é fácil compreender
a língua falada pelos curaçolenhos – o papiamento –
que deriva de “papiar”. Além da escrita, a sonoridade
da língua é próxima do português, quando falado
lentamente.
A economia da ilha gira basicamente em torno
da refinaria de petróleo, das companhias off-shore
e do turismo. Não existe fonte de água doce em
Curaçau. Uma fábrica desenvolveu um processo de
dessanilização da água do mar, e também gera energia
para a ilha. O superaquecimento das caldeiras faz com
que a água evapore e o sal fique depositado. O vapor
é resfriado e a água sai pura e límpida em todas as
torneiras. S
Carol Schrappe é instrutora de mergulho e proprietária da operadora
de turismo de mergulho Acquanauta. www.acquanauta.com.br.
Kadu Pinheiro é fotógrafo, design gráfico e instrutor de mergulho e
fotografia subaquática. www.kadupinheiro.com.

PERFILNÁUTICO

137
Canal Esporte

Canal Canal Esporte
Esporte

Brasil
na veia
Kan Chuh foi um dos
sobreviventes da La
Charente-Maritime/Bahia
Transat 2011

Comemoração da equipe espanhola ao vencer a primeira perna

Telefónica na frente
O barco espanhol é o
grande destaque do início
da Volvo Ocean Race
Por Marcelo Buda

Após um início de competição ruim
na regata do porto em Alicante, a
equipe se recuperou bem e venceu
a primeira perna da volta ao
mundo.
Foram exatos 21 dias, 14 minutos
e 25 segundos até que a equipe
com 11 tripulantes cruzasse a linha
de chegada em primeiro lugar na
primeira etapa, de Alicante à Cidade
do Cabo, para comemorar a vitória,
entre eles o brasileiro Joca Signorini.
O percurso de 6.500 milhas náuticas
da Espanha até a África do Sul foi
repleto de desafios, como o início

138

PERFILNÁUTICO

do Mediterrâneo com ventos fortes
e a passagem pela linha do Equador
com calmarias.
Na Cidade do Cabo, muita
festa para os espanhóis, que
confirmaram o bom desempenho
na regata do porto. O Telefónica
venceu mais uma vez e ampliou

náuticas, da Cidade do Cabo até
Abu Dhabi (Emirados Árabes). A
parada brasileira, em Itajaí, no litoral
de Santa Catarina, está prevista
para abril de 2012. O trecho entre
Auckland (Nova Zelândia) e a cidade
catarinense é um dos pontos mais
sensíveis e estratégicos da Volvo

Destaque no início da competição, espanhóis já
são favoritos para ganhar a Volvo Ocean Race
a vantagem na classificação geral
da Volvo Ocean Race. A tripulação
aproveitou bem os ventos da África
do Sul e completou o percurso em
55 minutos e 55 segundos.
Os seis veleiros já partiram para
mais um desafio, de 5.430 milhas

Ocean Race. As equipes velejarão
6.705 milhas náuticas – o maior
trecho da competição – pelos
temidos mares do sul e tendo de
contornar o Cabo Horn, considerado
um dos locais mais perigosos para
navegação do planeta.

Trinta dias no mar, 79 inscritos,
20 desistências e 4.200 milhas de
um desafio que teve em 2011 uma
das edições mais difíceis da La
Charente-Maritime/Bahia Transat
2011. Mas a regata, disputada em
solitário a bordo de um pequeno
barco de 6,5 metros entre a cidade
francesa de La Rochelle e Salvador,
teve ainda um ingrediente a mais: a
determinação de Kan Chuh, único
representante brasileiro na prova.

Com a ambição de
provar seus limites,
Kan Chuh surpreendeu
durante a competição
Com a ambição de provar
seus limites, Kan Chuh foi
surpreendendo ao crescer durante
a prova. “Ficava praticamente 24
horas em regata para avançar no
ranking, descansava de dia e muito
pouco à noite (três a quatro horas,
no máximo)”, afirmou Kan Chuh.
Tanto esforço foi recompensado:
não só cumpriu a missão de
concluir a regata, como chegou a
Salvador com o sol raiando, no dia
4 de novembro, e um honrado 21º

AdEnILson nunEs (sEcom)

Ian Roman (VoLVo)

Por Flávia Figueirêdo

Kan Chuh levou a bandeira brasileira na regata

lugar, entre os 33 “sobreviventes”
na categoria Série.
“Foi tudo muito molhado e
cansativo, andando sempre no meu
limite. Todos que fizeram a regata
são heróis. Em 22 dias apenas três
banhos, comendo Miojo com muito
calor e roupa úmida, sacudindo
dentro do barco em isolamento e
barulho o tempo todo no ouvido.”
Kan Chuh foi o terceiro
brasileiro a completar uma Mini
Transat. O primeiro foi Gustavo

Pacheco em 2003, e depois
Izabel Pimentel, em 2009.
Num quesito, entretanto, ele
certamente contou com uma
proteção a mais – a da rainha
do mar, que rege as águas
baianas – onde vive. “Tudo
funcionou 100% bem. Cheguei
a Salvador sem nada a ser
consertado! Poderia partir de
novo de volta à Europa! Fiz o meu
melhor e só vou ter lembranças
dos bons momentos.” j

PERFILNÁUTICO

139
ALInE BAssI (BALAIO)

Belas disputas em Ilhabela

Canal Esporte

Canal Esporte
Canal Esporte

Tri no wind
O cearense Gabriel Browne, o Biel,
sagrou-se tricampeão consecutivo
do Wind Brasil e campeão sulamericano de Fórmula. Com os
resultados, Biel deve subir para
perto de 20º no ranking mundial.
Em 2012, o atleta promete agenda
cheia e muitos títulos: “Para
2012 quero disputar uns quatro
ou cinco campeonatos: dois
Wind Brasil, a Copa do Mundo,
na Letônia, e algumas etapas na
Europa”, contou Biel, que ainda
cursa Administração e trabalha na
empresa da família.

Manobras na água e no ar

LuIz DORO (ADORO FOtO)

A Copa Suzuki Jimny terminou em dezembro com regatas equilibradas
no Yacht Club de Ilhabela. Depois de quatro etapas e mais de 20 regatas
em cada classe, os melhores do ano foram confirmados. Na ORC, a festa
foi da equipe do Orson, comandado por Carlos Eduardo Souza e Silva. Na
classe HPE25, o Ginga (Breno Chvaicer) confirmou o favoritismo. Outro
campeão foi o Fram (Felipe Aidar) na BRA-RGS A. O grande campeão na
BRA-RGS B foi o Palmares (José Romariz Filho). Na BRA-RGS C, o Pirajá
(Rubens Bueno) teve a melhor média durante as quatro etapas e levantou
o troféu. Já a RGS-Cruiser, uma das mais equilibradas, foi decidida apenas
no último dia, sagrando o Helios II Hospital Sírio Libanês (Marcos Lobo).

RIcARdo Fuchs

Os campeões
da Copa Suzuki

Gabriel Browne, subindo
no ranking mundial

1º Over Limits
Aconteceu no final de novembro em Garopaba, litoral sul de Santa Catarina,
o primeiro Over Limits. O evento reuniu os melhores atletas do país e um
júri especializado em três modalidades radicais: jet waves (manobras com jet
nas ondas), sling shot (surfe aéreo) e paraquedismo swoop (pouso radical).
Nesta primeira edição, quem levou a melhor foi o catarinense Alessander
Lenzi (jet waves), o carioca Marcelo Ribeiro Pessoa – Marcelo Trekinho
(sling shot) – e o paulistano Kalay Marques (paraquedismo swoop).

Trintões em Búzios

O charme do veleiro Dalia

140

PERFILNÁUTICO

Clássicos da vela com mais de
trinta anos levaram todo o seu
charme a Búzios na segunda etapa
da sexta edição da Regata de
Veleiros Clássicos. Os fortes ventos
nos dias de competição colocaram
os bravos veleiros à prova.
Segundo Torben Grael, que

esteve no evento, o velejo estava
muito bom. “Hoje tivemos o que
todo velejador gosta: vento!”,
disse. Na categoria F, a mais
disputada, o Viva foi o grande
vencedor, deixando o Lady Lou,
capitaneado por Torben Grael, na
segunda colocação.

Domínio brasileiro

Brasil deixou a Argentina em segundo

Os brasileiros dominaram o pódio
no Campeonato Sul-Americano de
Canoagem Onda, que aconteceu
em Itajuba, no município de
Barra Velha, em Santa Catarina. A
competição reuniu, na Praia do Sol,
atletas que praticam um misto de

esportes nas ondas com auxílio do
remo: waveski, kayaksurf, stand-up
e shark paddle surf. Com oito ouros,
o Brasil deixou a Argentina como
vice. O país vizinho conquistou três
medalhas de prata e o Peru, terceiro
colocado, uma de prata. j

PERFILNÁUTICO

141
Canal Esporte
Canal Esporte

Canal Esporte
Canal Esporte

Surfe adaptado para pessoas com deficiência

Prêmio para acessibilidade
Os cariocas Henrique Saraiva, Phelipe Nobre e Luana Nobre,
fundadores da Adaptsurf, venceram a terceira edição do Prêmio
Folha Empreendedor Social de Futuro. A premiação realizada
pela Folha de São Paulo tem o objetivo de reconhecer e promover
jovens talentos. Os surfistas sociais realizam desde 2007 um
trabalho pioneiro no país utilizando o surfe adaptado para
desenvolvimento de pessoas com deficiência. Além disso, eles
ainda estudam a situação das praias para torná-las acessíveis.
C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

O jovem surfista John John
Florence, de 18 anos, acabou
com um jejum de vitórias
havaianas em Sunset Beach.
Ele venceu a World Cup of
Surfing, deixando o taitiano
Michel Bourez como vice e
o australiano Adam Melling
na terceira colocação. Com
a vitória, Florence assumiu
a liderança na corrida pelo
título da Tríplice Coroa
Havaiana. O surfista foi
uma das três novidades que
entraram na elite na rotação
de meio de ano, junto com os
brasileiros Gabriel Medina e
Miguel Pupo. S

142

PERFILNÁUTICO

KELLy CEStaRI (aSP)

Fim do jejum havaiano

K

John John Florence comemora
em Sunset Beach
W 326 Santorini, o novo catamarã da Vom Wasser

Comodidade
dos passageiros
O estaleiro Vom Wasser (Curitiba – PR) lançou em 2011 o catamarã W 326
Santorini, ideal para passeios e prática de esportes náuticos. O projeto
levou 12 meses para ser concluído e reúne o conhecimento dos marujos
fundadores do estaleiro. Com 26 pés de comprimento e capacidade
para 14 pessoas, o modelo oferece requintes e funcionalidades aliados
a uma navegação suave. Equipamentos como amassador de latas e
compartimentos para objetos pessoais e espias (cabos que amarram um
navio a outro ou a um cais) revelam o cuidado com a experiência a bordo.
http://vwasser.com.br

Elevadores
náuticos

Boatlifts, dentro ou fora da água
em 30 segundos

144

PERFILNÁUTICO

Chegaram ao Brasil os modernos
Boatlifts, da americana
Sunstream, que permitem elevar
as embarcações em apenas 30
segundos, dentro ou fora da água.
Com acionamento hidráulico
e baterias recarregáveis por
eletricidade ou painel solar, são

A MM Náutica é reconhecida uma das mais bem estruturadas
lojas náuticas do Brasil. A empresa, situada em Curitiba e
fundada em 1995, é capitaneada por Pedro David de Carvalho,
proprietário da MM Náutica há 16 anos, que traz na bagagem a
experiência de 22 anos de trabalho no extinto Grupo Hermes
Macedo, no qual chegou à função de diretor.
A MM Náutica surgiu para suceder a bandeira de distribuição
de motores da HM Náutica, herdando um vasto cadastro de
clientes e um quadro de funcionários já qualificados para atender
o meio. Hoje é não apenas uma loja especializada no segmento,
mas também na prestação de assistência técnica, em que conta
com os serviços de mecânica, elétrica e reparos em fibra.

Canal Náutico

O estaleiro Kalmar (Itajaí – SC)
apresenta ao mercado o Lobster
L35 Sport, voltado para a pesca
esportiva. Seu ótimo desempenho
também favorece passeios em
família, podendo enfrentar mares
revoltos sem os movimentos
bruscos comuns em lanchas. Em
relação ao modelo L35, apresenta
novo layout com foco na área
social: maior área externa e cabine
reduzida, acomodando duas pessoas
no pernoite. Esteticamente o casco
ficou com a popa mais arredondada
e ganhou um ar clássico. O Lobster
continua apresentando suavidade
ao navegar e uma notável economia
de combustível.
www.kalmar.com.br

MM Náutica

Canal Náutico

Canal Esporte
Canal Náutico

Área social
espaçosa

A MM Náutica surgiu para suceder
a bandeira de distribuição de motores
da HM Náutica
A empresa optou por trabalhar com produtos de primeira
linha, tornando-se representante das principais marcas do
mercado náutico e firmando-se como líder das marcas que
representa em todo o sul do Brasil, especialmente da marca
Phantom de embarcações, da qual é a maior revendedora do país.
Entre os produtos comercializados pela MM Náutica estão
barcos de fibra (Schaefer, Triton e Fishing), barcos de alumínio
(Levefort e Metalglass), infláveis (Flexboat), jet sky (Sea-Doo), e
motores (Mercury, Evinrude e Volvo Penta).
www.mmnautica.com.br j

Lobster L35 Sport da Kalmar

ideais para quem possui casa
à beira de rios, lagos e outros
locais de águas abrigadas ou
marinas e condomínios que não
possuem mais vagas no seco. Três
produtos irão atender o mercado
nacional, conforme o peso de cada
embarcação: Floatlift, Sunlift e
Sunport. Alguns possuem ainda
toldo e iluminação, o que protege o
barco contra o sol e os pássaros.
www.lojadebarco.com.br

Fachada da Loja em Curitiba (PR)

PERFILNÁUTICO

145
Router CNC da MTC Robóticas

Novidade
em 3D

Poltrona do piloto
da Besenzoni

Esta é a proposta da Besenzoni ao lançar no mercado o assento para
piloto Infinity Lux. Com design similar ao modelo Infinity Seat, mas com
uma linha mais elegante, esse assento ergonômico tem inclinação do
encosto e apoio para os pés ajustáveis, rotação de até 180°, deslizamento
automático e regulagem na altura. Essas características possibilitam
uma direção mais confortável e eficiente, sobretudo àqueles que sentem
o efeito das viagens de longa distância. É possível ainda personalizar o
acabamento e escolher o lugar onde será alocado, na parte externa ou
interna do barco. www.regatta.com.br

A MTC Robóticas, do Rio Grande
do Sul, fabrica a Router CNC, uma
máquina capaz de usinar materiais
como MDF, cobre, alumínio, latão,
grafite, polímeros em geral e chapas
de aço. Com excelente relação entre
custo e benefício comparada aos
centros de usinagem, a máquina
permite usinar moldes das peças
que compõem uma embarcação,
como por exemplo: detalhes
ornamentais ou estruturais, peças
plásticas, letreiros, etc. Basta que
seja feito um desenho inicial em
um software CAD e posteriormente
determinada a estratégia de
usinagem em um software CAM.
www.roboticas.com.br

Canal Náutico

A Euro Motores, concessionária da Volvo Penta Brasil,
inaugurou uma nova loja em Camboriú, litoral de Santa
Catarina. A unidade está localizada no quilômetro 134 da BR
101, sentido sul. O local foi estrategicamente escolhido pela
facilidade de acesso e alto fluxo de veículos na região.
A nova filial da Euro Motores possui 340 metros
quadrados e um showroom com peças e motores de todas as
linhas da marca. A Volvo Penta oferece motores destinados a
aplicações industriais, operações marítimas comerciais e para
barcos de lazer. Uma das características da Euro Motores é a
sua vocação para venda de motores industriais. Por ficar em
uma região portuária, a revendedora tem um grande volume
de negócios de motores para guindastes, empilhadeiras e
motobombas, por exemplo.

Canal Náutico

Canal Náutico
Canal Esporte

Volvo Penta Brasil

Conforto
para a
direção

A nova filial possui um showroom
com peças e motores de todas
as linhas da marca
A Volvo Penta é uma das principais fabricantes mundiais de
motores industriais e marítimos, de lazer e de trabalho. A marca
faz parte do Grupo Volvo, empresa sueca conhecida pelos seus
valores essenciais de qualidade, segurança e respeito ao meio
ambiente. No Brasil, sua sede está localizada em Curitiba, Paraná.
www.volvopenta.com S

Sistema de monitoramento
Uma alternativa de segurança
para proprietários de
embarcações é o sistema de
monitoramento oferecido pela
Link Monitoramentos. Utilizando
as tecnologias GSM, GPRS e GPS, é
possível saber onde se localiza
o objeto rastreado; limitar o
espaço onde pode circular, por
meio de rotas pré-estabelecidas

146

PERFILNÁUTICO

ou cerca eletrônica; definir
limites de velocidade e
calcular distâncias percorridas.
Com sede em Curitiba e mais
de 50 franquias espalhadas
pelo país, a empresa oferece
atendimento personalizado
e padrão em qualquer
região do Brasil.
www.linkmonitoramento.com.br

Equipe da Link Monitoramentos

Loja Euro Motores, em Camboriú (SC)

PERFILNÁUTICO

147
O carro e o barco

O designer considera que os dois
veículos – automóvel e lancha
– são totalmente distintos,
podendo se observar pouquíssimas
semelhanças além de serem

Canal Design

CanalCanal Esporte
Design

Além deles, também serviram
como inspiração os exemplares
Rapide e DBS.
Ao levar as linhas de automóveis
para a água, De Basto esteve
atento a vários detalhes que
tornam a fabricante britânica
de carros esportivos uma das
mais respeitadas do mundo. As
principais características dos
veículos transplantadas para o
conceito de barco são a linha do
teto, as formas das janelas, as luzes
dianteira e traseira, a ventilação
lateral, o spoiler, o capô e
o detalhe mais importante: a
grade frontal – característica
mais marcante da Aston Martin –,
traduzida para a embarcação na
forma de para-brisa.

Grandes janelas laterais inspiradas nas saídas
de ventilação do motor do veículo terrestre
motorizados. Mas, para ele,
a diferença mais significativa
entre os dois é o fato de que os
designers de automóveis passam
mais tempo tentando resolver
a questão da superfície entre as

rodas, enquanto os designers de
iates estão ocupados trabalhando
nas bordas, que mais tarde serão
completadas pela superfície.
Outro apontamento que De Basto
considera fundamental é a relação j

Criação de iate conceitual é uma incrível lancha esportiva

Aston Martin Voyage 55
Exercício criativo do
designer De Basto leva
para as águas as linhas
agressivas dos carros
esportivos britânicos
Por Angelo Sfair

Fã declarado de carros esportivos,
o designer Luiz de Basto resolveu
transplantar as linhas agressivas
dos modelos da fabricante britânica
Aston Martin para a sua nova criação
de iate conceitual. O resultado é

148

PERFILNÁUTICO

uma incrível lancha esportiva que,
apesar de ser somente um exercício
criativo, não deixa de alimentar
os sonhos dos apaixonados por
automóveis e lanchas.
A inusitada criação do designer
instalado em Miami não apresenta
nenhum conceito futurista que
transcende as leis da física, o
que torna a embarcação 100%
funcional e capaz de ser construída
a qualquer momento – apesar de
não ter a comercialização como
principal objetivo. A preocupação
com a viabilidade do projeto fica

evidente, já que características
exclusivamente náuticas
como âncoras e bordas estão
incorporadas normalmente.

Batismo

Como todo projeto que se
preze, este também recebeu um
nome especial: Voyage 55. A
nomenclatura faz referência à
tradição da Aston Martin em dar
nomes aos seus carros com a letra
V. Prova disso são as próprias
inspirações para essa embarcação,
como os modelos Vantage e Virage.

Luzes da traseira dos automóveis representadas no projeto pelos escapes dos motores

PERFILNÁUTICO

149
Canal Design
Canal Esporte

entre as escalas e proporções.
A maior discrepância entre os
modelos é a parte frontal, tendo
em vista que ninguém circula pelo
capô de um carro – diferentemente
do convés de popa de um iate.
Sendo assim, o designer defende a
tese de que os barcos necessitam
de linhas mais simples comparadas
com as de carros.

O melhor MIX da música pop
está em Curitiba.

Referências

Depois de analisar os modelos da
Aston Martin, De Basto chegou à
conclusão de que um dos detalhes
mais marcantes é a grade do
radiador. Ao fazer essa constatação,
o designer se deparou com um
grande desafio, já que barcos
não possuem essa peça por
definição. Depois de vários
esboços, ficou claro para ele
que a solução seria repassar essa
característica para o para-brisa,
que incorporou a forma icônica da
grade mundialmente conhecida.

Elementos clássicos dos projetos da Aston
Martin foram transferidos para a embarcação
Outros elementos clássicos dos
projetos da Aston Martin podem
ser observados no desenho do
barco, como a saída de ventilação
do motor – tornou-se uma grande
janela, que além de caracterizar a

Desenho da grade do radiador, marcante nos carros, foi parar no para-brisa do barco

150

PERFILNÁUTICO

fabricante britânica ainda fornece
luz natural para o interior da
embarcação. Também podemos
observar as luzes da traseira dos
automóveis, representadas no
projeto pelos escapes dos motores.S

Misture as melhores promoções
Pronto, você está na MIX FM 91,3. O melhor mix do Brasil.
Uma emissora Grupo CANAL/com.
Desenhos milimétricos que saem da tela do computador demonstram
as formas exatas de um projeto

Cálculos exatos e habilidade do marceneiro fazem a diferença

Desenhando as linhas do casco Parte 1
Técnicas antigas e
modernas de construção
Por Jorge Nasseh

Quando comecei a construir
barcos, ainda não havia
computador portátil, internet, CAD
e máquina de calcular com mais
de quatro operações. Muita gente
não acredita como era possível
construir um barco ou nem
imagina quanto tempo isto levava.
Já se foi o tempo em que
era necessário ter uma sala de
risco dentro do estaleiro onde o

152

PERFILNÁUTICO

carpinteiro era responsável por
desenhar e suavizar as linhas
longitudinais do casco, gerar uma
tabela com as medidas e passá-las

e gerar mentalmente uma forma
tridimensional.
Hoje existem programas capazes
de desenvolver linhas e carená-las

Quando o uso do computador ainda
não estava disponível, o casco tomava
forma sobre mesas de risco
para chapas de compensado, fazer
ajustes e finalmente desenvolver o
modelo do casco. Em um estaleiro
de 600 funcionários havia uma
ou duas pessoas com habilidade
de ler desenhos em papel vegetal

com precisão milimétrica, plotar
desenhos em escala natural, cortar
cavernas ou até mesmo fazer a
própria usinagem do molde em
3D sobre um bloco de espuma
sintética. Este procedimento é

fossem pranchetas em escala
natural, normalmente no tamanho
do barco ou do navio. Com os
atuais programas de computador, a
questão de carenamento em escala
natural já não é necessária. No caso
de uma construção amadora de
embarcações de pequeno porte,
ainda se utiliza o carenamento feito
à mão em escala natural.
Embora alguns construtores
iniciantes possam pensar que é
possível construir um bom barco
com apenas alguns rascunhos ou
esboços, ou pegar um modelo ou
casco antigo, alongar a popa, abrir
a boca e subir a borda, a geração
mais indicada para as linhas de um
barco é feita a partir de planos. É
necessário que as linhas e parte

usuais nos planos construção de
barcos. Nomes como linha d’água
de projeto, calado moldado,
boca máxima, plano do alto,
coeficiente prismático e outros são
comuns nestes desenhos. Existem
dicionários específicos com a
terminologia e suas abreviações.
Deve se notar que muitas têm
ligação com a língua inglesa.
Projetos antigos ainda são
fornecidos com tabela de cotas,
de forma que um entendimento
dos planos de linha d’água, planos
de baliza e planos do alto são
requeridos para que o construtor
possa montar a forma do casco.
Nestas tabelas, as dimensões
listadas são sempre as moldadas,
ou seja, da parte mais externa

do casco. Se o construtor estiver
fazendo um modelo macho, então
ele deverá descontar a espessura
do plug. As tabelas de cotas, assim
como o plano de linha, são partidas
em seções, que são conhecidas no
mundo náutico como balizas, e
suas distâncias determinam como
as cavernas devem ser montadas.
Ainda hoje muitos construtores
utilizam longos virotes de madeira
para ajustar o carenamento final
de alguma superfície. Estes virotes
são construídos a partir de madeira
ou perfil pultrudado de fibra de
vidro com seção de 20 x 20 mm
ou 30 x 30 mm, e têm de cinco
a seis metros de comprimento.
Às vezes são necessárias mais
de duas pessoas para verificar o
desenvolvimento das linhas de
um barco. Eles são colocados sob
a superfície do casco para poder
verificar as pequenas inflexões da
superfície. O objetivo final, quando
o barco estiver pronto, é ter uma
superfície perfeitamente suave e
com o máximo de brilho possível.
Na próxima edição da Perfil
Náutico, continuarei falando sobre o
desenho das linhas do casco, até lá.S

Jorge Nasseh

PERFILNÁUTICO

153

Canal do Construtor

do plano de construção sejam
desenhados sempre em escala e
plotados de forma que o construtor
possa obter, nestes desenhos,
todas as informações necessárias à
construção do casco.
Sugiro que o construtor esteja
familiarizado com as abreviaturas

PEmIPsum

Canal Esporte
Canal do Construtor

comum em construção de barcos
seriados, em que a velocidade
de fabricação, a montagem e o
acabamento são extremamente
eficientes. Quando o uso do
computador ainda não estava
disponível, o casco tomava forma
sobre mesas de risco, como se
Canal Cultura

Livros
Karol Meyer
A mulher do
fundo do mar
Biografia oficial da mergulhadora Karol Meyer, a brasileira que
prendeu a respiração, mergulhou fundo, superou limites e se
tornou o um grande fenômeno desportivo do país ao conquistar
sete recordes mundiais. O livro, escrito pela jornalista Cláudia
Prosini, apresenta a história completa, recordes, momentos
especiais da vida de Karol “Peixe” com os seres marinhos. Além
disso, ainda dá noções mergulho, dicas de segurança e, para
ilustrar, belíssimas fotos.

Desafiando
o Rio Mar:
descendo
o Solimões
Em “Desafiando o Rio Mar - Descendo o Solimões”, o Coronel
Hiram Reis e Silva narra a concretização deste projeto, que
consistiu em descer o Rio Solimões/Amazonas de caiaque.
Na aventura ele reconhece seus afluentes, observando fauna,
flora, hidrografia, relevo e documentando as relações com os
povos locais. A alimentação do autor foi apenas daquilo que foi
pescado, plantado ou doado pelos moradores das proximidades.
A aventura durou quase dois meses na travessia dos mais de
1.700 quilômetros do Rio Solimões e seus afluentes. Um registro
dos aspectos fisiográficos, sociais e humanos da Amazônia. S

154

PERFILNÁUTICO

Fábrica de Brinquedos do Papai Noel
Auto de Natal da Família Horn na Praça Santos Andrade.

Fachada iluminada da ACP

Muito brilho e cores na sede da Associação
Comercial do Paraná.

Natal Móvel

Carreta itinerante com vários espetáculos em praças,
parques e na região metropolitana.

APOIO

PROMOÇÃO
Canal Gourmet

Molho Dom Carlos
Ingredientes (Receita para seis pessoas)
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P

600 gramas de patinho moído
600 gramas de linguiça toscana Bizinelli
½ xícara de óleo de milho
1 pimentão vermelho moído e 2 cebolas raladas
½ quilo de tomates maduros, moídos e sem sementes
4 dentes de alho moídos
1 colher de chá de pimenta-do-reino
Sal a gosto
1 copo de vinho tinto seco
1 colher de sobremesa de manjericão
1 colher de sopa de trigo e ½ copo de leite

Como preparar
Numa caçarola de ferro bem aquecida, coloque ½ xícara de óleo
de milho, espere um minuto e ponha a linguiça sem a tripa,
bem amassada. Quando estiver ligeiramente dourada, ponha o
alho, em seguida a carne e refogue bem. Coloque o pimentão, dê
uma boa misturada e depois a cebola.
Deixe pelo menos 15 minutos em fogo
médio e aplique o molho de tomates,
que devem ser bem maduros. Cozinhe
mais meia hora e derrame o copo de
vinho. Mais cinco minutos, ponha
o manjericão, o sal e a pimenta. Não
deixe secar. Se for preciso, use um copo
de água fervente. Dissolva o trigo no
leite quente e misture com o molho,
Luiz Alfredo Malucelli
mexa mais dois minutos e está pronto.
é escritor, cronista,
Sirva com o seu macarrão preferido,
jornalista e gourmet
polenta ou purê de batatas. S

156

PERFILNÁUTICO
Uma noite romântica
pode ser inesquecível
para ambos
Você pode aproveitar essa
oportunidade: leve um champanhe
e faça um jantar à luz de velas de
surpresa. De nada adianta querer
levar sua mulher a bordo se você
não for gentil e paciente desde
o início. Lembre-se: ela pode
estar esperando o primeiro vacilo
para dizer: “Viu? Não falei?” E
aí sua razão, vontade, esforço e

principalmente planejamento vão
– desculpe o trocadilho – por água
abaixo. Vá devagar, não imagine
que de um dia para o outro as

Pegue um calendário e
junto com ela escolha
um belo programa
coisas vão acontecer como você
sonha. Cada indivíduo tem seu
próprio tempo. Seu convite para
que ela o acompanhe no barco

Canal Bem-Estar

Canal Esporte
Canal Bem-Estar

Toda mulher gosta
de declarações de amor
deve ser feito com antecedência,
dependendo da rejeição que ela
tenha. Em geral, convidar sexta
à noite para sair sábado pela
manhã não vai funcionar. Você
pode tentar começando com uma
semana de antecedência. Previnase com a meteorologia. Se for o
caso, adie o passeio. Afinal você
não vai querer sair com chuva logo
na primeira vez. E, se de cara ela
começar a inventar desculpas para
o próximo fim de semana, não se
estresse. Pegue um calendário e
junto com ela programe essa saída
nem que seja para dali a um mês. j

Boa companhia a bordo é um prazer a mais para a navegação

Como marinizar sua mulher
Convencer sua amada
a velejar merece
cuidados especiais
Texto e fotos: Ricardo Amatucci

Barco? Coisa de homem. Regatas,
passeios com os amigos e mar ruim.
Com o passar do tempo, começamos
a sentir falta da companhia da
esposa a bordo. Curtir o espaço e o
tempo com ela. Mas ela não quer
saber de barco. E agora?
Para começar, não espere
que as pessoas adivinhem seus
pensamentos. Em comunicação
humana, o que parece óbvio para

158

PERFILNÁUTICO

você pode não ser para o outro.
Quando estudamos vendas,
aprendemos que existem diversas
técnicas para atender clientes
difíceis. A que considero a melhor

feliz numa saída de barco com
você. Procure atendê-la da melhor
maneira, afinal, ela é sua melhor
cliente. Se o barco aderna e isso a
deixa nervosa, procure folgar as

Pergunte a ela. Normalmente as respostas
são sensatas, diretas e factíveis
é a de não tentar adivinhar o que
o cliente quer. Pergunte a ele.
Normalmente as respostas são
sensatas, diretas e factíveis. Use
essa técnica com sua mulher.
Pergunte a ela o que a deixaria

velas. Se caturra muito em alta
velocidade, diminua a marcha. Se
ela fica nervosa à noite, navegue
somente de dia. Só o fato de você
demonstrar preocupação com isso
vai contar pontos a seu favor.

Casal do veleiro Gameio acena na partida de mais uma viagem

PERFILNÁUTICO

159
Canal Bem-Estar
Canal Esporte

Comece pelo roteiro
O visual do trajeto e
os atrativos do destino
são fatores primordiais
Pergunte aonde ela gostaria de ir.
Pegue a carta náutica e sente-se
com ela, abra um vinho branco
(elas gostam mais que do tinto)
e comece a mostrar onde fica a
marina, onde é a praia a qual ela
quer ir. Pergunte se ela prefere uma
praia mais calma ou mais agitada,
com bares ou com menos gente.
Mesmo que você ache que já saiba
a resposta, pergunte. Deixe-a
conduzir a embarcação a partir daí.
Outra coisa importante é uma
boa programação. Depois do jantar
romântico, que tal um filminho?
Durante o dia, pode-se mergulhar

e ver a vida marinha. Mesmo que
a habilidade dela não seja das
melhores, uma flutuação com
máscara, colete e snorkel próximo

quando o veleiro adernava. Depois
de cinco anos nós saímos de
São Paulo e chegávamos a Santa
Catarina. No ano seguinte fomos

Uma boa programação é importante. Depois do
jantar romântico, que tal um filminho?
da praia, onde há pedras e algas
pode ser atrativa. Questione-a
sobre isso. Pergunte se ela curtiria.
Compre duas lanternas de mergulho
(hoje em dia são baratas!) e saia com
ela para um mergulho noturno. Não
precisa ser nada perigoso. Mesmo
perto da praia, onde dá pé podemos
ver muita vida marinha.
No início de nossa vida na vela,
minha esposa chegava a chorar

até a Bahia. Só ela eu e nossa filha
pequena como tripulante. Foram
cinco anos de “investimento”
deixando de velejar com ventos
fortes, afrouxando a vela quando o
veleiro começava a adernar e tantas
outras vezes que nem saímos. Mas
digo que valeu cada minuto quando
me lembro da lagosta com vinho
branco que saboreamos sob a luz do
farol de Abrolhos. S
C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K

Família do veleiro Planeta Água aproveita a convivência no barco

160

PERFILNÁUTICO
Canal Esporte
Canal Click

“Laguna San Rafael, um dos destinos mais belos da Patagônia Chilena.
Um complexo de beleza natural com montanhas, geleiras e mar.”
Foto: Rafaella Malucelli

162

PERFILNÁUTICO
Até a votação
foi uma maravilha:
as Cataratas do Iguaçu
deram um banho.

Maravilha da
Natureza

Maravilha da
Natureza

As Cataratas do Iguaçu foram eleitas uma das novas 7 Maravilhas da Natureza, no concurso que envolveu 440 das mais
fantásticas atrações naturais de 200 países e territórios. Uma vitória que representa não só um reconhecimento à beleza dessas
águas, mas também um impulso para o turismo da nossa região. Para a Itaipu, é um orgulho fazer parte dessa conquista.
A você que nos apoiou, nosso muito obrigado.

www.itaipu.gov.br

Revista Perfil Náutico ed 30

  • 1.
    ConsórCio náutiCo: Umanova possibilidade para você adquirir seu barco R$ 14,00 · Ano 07 · nº 30 · 2012 www.perfilnautico.com.br CoM A CArA Do VErÃo MErgulhAMos PROA ABERTA Nas águas azuis de Curaçau 11 estaleiros, 23 barcos de 17 a 26 pés E MAis: Perfil - Estaleiro Colunna e 13 barcos de 5 marcas para sua avaliação Estaleiro Colunna Sea Ray Sport Boats Sessa Cruiser 44 Sun Odyssey 44 DS Ski Nautique 200 Aguz 37 Open
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  • 4.
  • 7.
    Hora de navegar Essaé a melhor época do ano para a grande maioria dos amantes do mundo náutico O verão, as férias, momento de colocar o barco na água, reunir a família e os amigos, relaxar, divertir-se e recarregar as energias para um novo ano que está começando. Nós da Perfil Náutico encerramos 2011 de maneira feliz, como uma publicação atualizada, afinada com o meio e com um time de colaboradores que acredita no potencial de crescimento do segmento no país. Entramos em 2012 com nossas páginas recheadas de novidades, reportagens especiais, conteúdo exclusivo e específico para quem busca informações sobre o mercado náutico. A matéria de capa da edição número 30 é sobre lanchas de proa aberta, Conselho Diretor Aldo Alfredo Malucelli aldo@grupocanal.com.br Carlos Alberto Gomes carlos@grupocanal.com.br José “Juca” Kolling juca@perfilnautico.com.br Luiz Alfredo Malucelli luiz@grupocanal.com.br É tempo de Depto. de Jornalismo Editor e jornalista responsável Marcelo Fabiani (Buda) buda@perfilnautico.com.br DRT-PR/ 6633 VIVeR Revisão João Batista Ribeiro Colaboram nesta Edição Amanda Kasecker, Angelo Sfair, Carolina Schrappe, Família Muller, Flávia Figueirêdo, Felipe Caire, Jorge Nasseh, Leo Suzuki, Luiz Alfredo Malucelli, Rafaella Malucelli, Ricardo Amatucci e Thaís Zago Edição de Arte e Projeto Gráfico Eduardo Zuchowski (Zuki) Impressão e Acabamento Gráfica Capital Distribuição Exclusiva FC Comercial Distribuidora Ltda. Central de Publicidade Comercial (41) 3331-8300 comercial@perfilnautico.com.br José “Juca” Kolling (41) 8446-5341 juca@perfilnautico.com.br entre 17 e 26 pés, com a cara do verão e muito procuradas por quem está iniciando no mundo da navegação. Conversamos com 11 diferentes estaleiros e apresentamos 23 barcos fabricados no país, para você conhecer e avaliar. Na seção Perfil, o estaleiro em destaque é o Colunna Yachts, que iniciou suas atividades no início dos anos 80 fabricando jet ski e hoje está entre os maiores produtores de barcos do país. Nesta edição apresentamos também: o veleiro Sun Odyssey 44DS, da Jeanneau; a lancha para esportes aquáticos Sundeck da Sea Ray, que acabam de ser lançados no Brasil; a Sessa Cruiser 44, mais uma aposta da italiana Sessa no país, e a Aguz 37 Open, o primeiro barco de série do estaleiro brasileiro Aguz Marine. Rua Jorge Cury Brahim, 712, Pilarzinho, 82.110-040, Curitiba – PR. Fone (41) 3331-8300 Fax (41) 3331-8305 Nossas viagens dessa edição tiveram muito sol e neve. Mergulhamos em Curaçau, uma fantástica ilha no sul do Caribe a cerca de 60 km da costa da Venezuela e, pelo fim do mundo, iniciamos uma jornada pela região mais austral do planeta – a Patagônia Chilena –, por onde também navegamos com o prazer único de estar bem pertinho das grandes geleiras da Laguna San Rafael. Por fim, na seção Canal, trazemos ainda as últimas notícias, lançamentos, dicas de construção, bem-estar, design, cultura, gastronomia e esportes. S Revista Perfil Náutico Rádio Mix Curitiba - 91,3 MHz 91 Rock Web www.91rock.com.br Artigos assinados não representam necessariamente a opinião da revista. As imagens sem créditos foram fornecidas para divulgação. Revista Perfil Náutico, ano 7, n° 30, é uma publicação da Editora Canal/mid, divisão de mídia do Grupo CANAL/com.Todos os direitos reservados. www.sessamarine.com.br Ski Nautique 200, da Nautique; os novos modelos das linhas Sport, SLX e Fale com a gente Redação redacao@perfilnautico.com.br Bom verão, boa leitura e bons ventos Marcelo Buda 12 PERFILNÁUTICO Canal Técnico Envie sua pergunta para canaltecnico@perfilnautico.com.br Assinatura assinatura@perfilnautico.com.br Perfil Náutico na Internet www.perfilnautico.com.br R E G A T T A Y A C H T S : B A H I A | M I N A S G E R A I S | S Ã O P A U L O | R I O D E J A N E I R O - s e s s a @ r e g a t t a y a c h t s . c o m . b r - ( 11) 5 5 3 8 3 4 3 4 S C M A R I N E : PA R A N Á | S A N TA C ATA R I N A | R I O G R A N D E D O S U L - s c m a r i n e @ s c m a r i n e . c o m . b r - (4 8 ) 3 2 2 2 0 0 5 2 C B O R G E S B O A T S : M A N A U S - s e s s a m a n a u s @ h o t m a i l . c o m - ( 9 2 ) 8 112 6 0 2 6 SESSA MARINE BRASIL - SÃo JoSÉ SC - brasil@sessamarine.com L i n h a YaC h t C 3 6 - C 4 0 - C 4 4 - C 4 8 - C 5 4 - C 6 8 - F4 5 - F 5 4 | Linha open 27 - 30 - 34 - 36 Costiera d’Amalfi - Italia Editorial
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    Índice Canal News Estilo Esportes Náutico Design Construtor Cultura Gourmet Bem-Estar Click 16 24 138 144 148 152 154 156 158 162 Nesta Edição Turismo Patagônia Umadas regiões mais austrais do planeta Turismo Cruzeiro Pelo extremo sul do Chile Expedição Mistralis Explorando a Baía de Todos os Santos 26 36 42 Lanchas de proa aberta Apresentamos 23 barcos de 17 a 26 pés para o verão, de 11 estaleiros diferentes e fabricados no Brasil Perfil Estaleiro Colunna 116 54 C M Y CM A história que começa com um projeto de faculdade revela um dos grandes fabricantes de barcos do país MY CY CMY K Expedição Caiaque 48 Chegam ao Brasil os modelos da linha sport boat: Sport, SLX e Sundeck Sea Ray 74 Consórcio náutico 50 Sessa Cruiser 44 86 Sun Odyssey 44DS 94 Ski Nautique 200 102 Aguz 37 Open 110 Aventura e conhecimento pela Bacia Amazônica Barcos sem os juros do financiamento Jangadeiros Iate clube gaúcho comemora 70 anos 124 Hotel Marina Itapoá 128 Mergulho 130 Conforto e barco na garagem Curaçau, uma ilha fantástica Lançamento da Sessa Marine acontece simultaneamente no Brasil e na Europa Veleiro do estaleiro francês Jeanneau é exemplo de design e tecnologia Destaque nos Jogos Pan-Americanos, lancha é ideal para esqui áquatico Aguz Marine aposta na personalização com seu barco de estreia 14 PERFILNÁUTICO
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    Canal Esporte Canal doLeitor Lanchas com fly “Gostei muito da seleção de lanchas com flybridge da última edição. Estou pensando em trocar o meu barco e a matéria apresentou-me um leque de opções bem interessante.” Gustavo Kirchner Velas ao vento “É difícil ver as revistas náuticas falando sobre o mundo da vela. A última edição me trouxe uma grande notícia. Fiquei contente com a possibilidade do retorno da Eldorado Brasilis. Essa regata era demais!” Luiz Wernick Seguros “Excelente a matéria sobre seguros náuticos. Sou proprietário de uma lancha e ainda estava decidindo se valia a pena contratar um seguro. Não tinha muita informação sobre o assunto, mas já me decidi por fazer uma cotação.” Jonatas Koren Salão de Gênova C “Muito interessante a abordagem da reportagem do Salão Náutico de Gênova. Mesmo sabendo que ainda estamos engatinhando em relação ao mundo náutico europeu, é bom saber que o mercado nacional é visto como de grande potencial para o setor. Continuem trazendo reportagens assim!” M O flybridge é o sonho de consumo, o da Intermarine 42 é de encher os olhos Y CM MY Alerta “Caros redatores, sou um grande fã da Perfil e gostaria de parabenizálos pelo bom trabalho que estão fazendo, mas também alertar para algumas legendas que não estão muito legíveis.” Flávio Carriel Saudades “Fazia tempo que não lia a Perfil Náutico, até que me deparei com uma numa loja de mergulho. Ela mudou bastante, e para melhor, com uma grande diversidade de temas. Com certeza continuarei acompanhando a revista.” Caio Pardini Cruzeiros CY CMY K Renan Monteiro Zamilian “Eu e meu marido vamos passar alguns dias das férias de janeiro em um cruzeiro. Quando li a reportagem, já havia adquirido o pacote, mas mesmo assim serviu como dica, já que somos marinheiros de primeira viagem.” Karina Nepomucemo Magalhães FaLE ConosCo Para falar com a Perfil Náutico, mande e-mail para: redação@perfilnautico.com.br ou canaltecnico@perfilnautico.com.br As mensagens devem ser enviadas à redação e à equipe técnica com identificação do autor, endereço e telefone. Em virtude do espaço disponível, os textos podem ser resumidos ou editados. A revista reserva-se o direito de publicar ou não as colaborações. Estaleiro Kalmar “Adoro a Perfil Náutico e sou assinante desde o ano passado. Muito interessante a história do Estaleiro Kalmar. Gostaria de aproveitar a mensagem e sugerir que tragam mais matérias aqui de Santa Catarina!” Elton Siebert 16 PERFILNÁUTICO
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    Canal Esporte Canal News Campanhaem defesa do vidro A Owens-Illinois, maior produtora de embalagens de vidro do mundo, lançou em novembro no Brasil a campanha Vidro é Vida, com a presença da ambientalista e oceanógrafa Céline Cousteau. A campanha já foi lançada em 12 países e apresenta os benefícios das embalagens de vidro na preservação do meio ambiente e na construção das marcas presentes no mercado de consumo. A neta do lendário explorador Jacques Cousteau falou também de seus diversos projetos em favor da conservação do meio ambiente. Refrescante banho de água doce Ducha de praia sustentável Ambientalista e oceanógrafa Céline Cousteau Moda inovadora A conhecida estilista carioca Layana Thomaz acaba de fechar uma parceria com o Projeto Grael para criar um novo conceito em moda. A partir de acessórios feitos com material reciclado de barcos a vela, irá 18 PERFILNÁUTICO produzir bolsas, chapéus, mochilas, entre outros produtos. Parte da verba adquirida com a venda será revertida para o Projeto Grael, instituição criada pelos medalhistas olímpicos Torben e Lars Grael, que utiliza o esporte como ferramenta de inclusão social. j A Refresh Brasil lança no mercado a Ducha de Praia Ecológica. Com sistema de acionamento manual, a água salobra é naturalmente filtrada pela areia em três escalas de tratamento e cloração, perdendo 95% da salinidade, 99% das bactérias e coliformes e 10% do pH. O resultado é um banho de água doce sustentável. O produto é desmontável, portátil e leve para carregar e substitui os chuveirões públicos e as duchas privadas. Com essas características, já conquistou o Programa Bandeira Azul (criado pelo órgão europeu certificador internacional de praias e marinas) e a recomendação do Ibama de Santos. Estilista Layana Thomaz
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    Canal News Canal Esporte MarineEquipament Trade Show 2011 Em apenas duas horas é possível aprender a pilotar Curso prático de navegação A escola náutica Aprendendo a Navegar oferece treinamento prático para capitão amador: em apenas duas horas é possível se tornar um hábil piloto de barcos motorizados. Acompanhados por instrutor habilitado e experiente, os alunos executam as manobras conduzindo um barco-escola devidamente identificado. O treinamento acontece às sextas-feiras e aos sábados na base de operações da escola, que fica na Marina do Galego – Enseada de Porto Belo e Itapema, Santa Catarina. World Travel Market – Latin America Em 2013 evento acontece em São Paulo 20 PERFILNÁUTICO A multinacional líder na organização de eventos Reed Exhibitions anunciou o lançamento da World Travel Market – Latin America. A conceituada feira de negócios da indústria do turismo, Em novembro, o Marine Equipament Trade Show (METS) reuniu em Amsterdã os melhores profissionais dedicados à indústria e à tecnologia de fabricação de embarcações de lazer. Em palestra, Jorge Nasseh – da Associação Brasileira dos Construtores de Barcos e seus Implementos (Acobar) – apresentou as estratégias para a representação da indústria náutica brasileira, discorrendo sobre a modernização da norma da ABNT NBR-14574; detalhes do selo de conformidade para produtos que cumprem voluntariamente a norma; e programas de capacitação de mão de obra. SEU LUGAR AO MAR. Jorge Nasseh da Acobar ! realizada anualmente em Londres há 32 anos, será reproduzida pela primeira vez em outro país, uma comprovação da importância do Brasil e da América Latina no panorama mundial. O evento está previsto para abril de 2013, em São Paulo, e tem objetivo de gerar networking e negócios entre fornecedores de produtos e serviços e compradores internacionais.j new www.tritonboats.com.br
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    Canal News Canal Esporte ProjetoAmeaçados chega à reta final O projeto Ameaçados, idealizado pelo fotógrafo Érico Hiller e patrocinado pela Minidocks Guarda-Tudo, pretende mostrar os efeitos do aquecimento global e das atividades do homem que colocam em risco a sobrevivência de culturas, povos e animais. O fotógrafo já esteve na Etiópia, na Groenlândia e na Tanzânia. Restam agora três destinos – Ilhas Maldivas, África do Sul e Brasil – para encerrar a captação das imagens que farão parte de um livro previsto para ser lançado no início de 2012. Imagem de Érico Hiller que estará no livro C Ilhas Gregas M Y A operadora de turismo Donato Viagens oferece uma oportunidade para conhecer e explorar as ilhas gregas a bordo de um pequeno navio. Em uma embarcação com apenas 25 cabines e muito conforto, o roteiro percorre as famosas ilhas de Cíclades, Mikonos e Santorini, e ainda vários outros lugares menos conhecidos, mas igualmente interessantes – como Creta, Kythira, Monemvasia, Nafplio e Hydra – de umas das paisagens mais inspiradoras da Europa. S CM MY CY CMY K Acabamento de um barco Azimut requer um olhar especial Sensibilidade feminina A Azimut do Brasil (SC) está contratando mulheres para trabalhar no setor de produção, especialmente nas áreas de estofaria e laminação em fibra de vidro. A delicadeza feminina, a percepção aos detalhes e o senso criativo são valorizados pelo estaleiro italiano como peças fundamentais no processo de fabricação de iates de luxo. Para as novas instalações do polo náutico em 2012, a previsão é que 25% dos funcionários da produção sejam mulheres. 22 PERFILNÁUTICO Navegação inesquecível
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    Em resposta àascensão do mercado dos tablets, a Phaser lançou uma opção mais barata, acompanhada de case exclusivo que é leve, repele a água e tem um teclado embutido. O aparelho tem tela sensível ao toque de 7 polegadas e sua memória interna suporta até 32GB. O Tablet Phaser Kinno tem o sistema operacional Android 2.2. 7Ball Pensando em levar sofisticação para os momentos de lazer, a 7Ball desenvolveu a primeira mesa de jantar fabricada no Brasil que, com rápidos ajustes, se torna uma perfeita mesa de sinuca. Batizada de Nova Iorque, a mesa é versátil quanto à variação de altura, com nivelamento preciso, essencial para as duas funções. Seu design exclusivo a faz cumprir com perfeição o desafio de ser um objeto de decoração, lazer e conforto. Canal Estilo Canal Esporte Canal Estilo Phaser www.7ball.com.br www.phaserline.com.br/tablet Ferrari A Uracer, loja mais completa de automobilismo, iniciou a venda da linha completa da Ferrari. A loja também passou a ser a distribuidora oficial da linha fanwear da legendária marca italiana. Além das camisetas e bonés oficiais da equipe de F-1 – linha réplica –, também podem ser encontrados camisetas polos, jaquetas, pijamas, chaveiros e diversos outros acessórios. Esporte, lazer e diversão Porto a Porto Através das importadoras Porto a Porto e Casa Flora, o vinho tinto Aprendiz DOC 2008 chegou ao Brasil. Elaborado na região do Douro, este é o novo rótulo da vinícola portuguesa Caves Messias. O produto é o resultado dos cortes das uvas Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Barroca. Lançamentos com a cara do verão para correr, nadar e compartilhar bons momentos www.portoaporto.com www.uracer.com.br Billabong A nova coleção da Billabong, a Pipeline Masters, é inspirada no campeonato havaiano de surfe e homenageia o surfista Andy Irons. A coleção traz duas opções de boardshorts raiados, em referência às peças assinadas por Irons, dois bonés, uma regata, um moletom e cinco camisetas, com tamanhos disponíveis entre 38 e 46. Mormaii A Mormaii Óculos apresentou a sua coleção primavera-verão 2012. Os novos modelos, batizados de Speranto, Galápagos e Flora, têm um toque urbano, mas não perdem a essência esportiva da marca. Os três modelos são produzidos com armações de Grilamid, material leve e resistente, e contam com lentes de foco descentrado e 100% de proteção contra os raios ultravioletas. www.mormaiioculos.com.br 24 PERFILNÁUTICO www.billabong.com.br Asics O novo modelo do Gel-Trebuco G-TX, da Asics, é um tênis versátil ideal para os treinos de corrida e caminhada. A nova versão do Gel-Trebuco é mais rústica e resistente, além de contar com a tecnologia Gore-Tex®, que permite ao pé respirar durante o exercício e, ao mesmo tempo, o protege da água. www.asics.com.br PERFILNÁUTICO 25
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    TUrismo PaTagônia Patagônia Uma jornadaemocionante pela região mais austral do planeta Texto e fotos: Família Muller Ronny e Lu desbravando a Patagônia em mais uma ecoaventura 26 PERFILNÁUTICO PERFILNÁUTICO 27
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    A Turismo Patagônia terrissar emUshuaia é uma experiência interessante. Pela minúscula janela do avião você vê imensas montanhas. O piloto faz manobras de um lado para o outro e, quando você pensa que vai cair, está deslizando pela pista do aeroporto. Pelo fim do mundo iniciamos a nossa jornada por um dos lados mais belos da Patagônia. Por muitos anos relegada ao fim do mundo, Ushuaia hoje se aproveita deste título para atrair turistas que chegam em busca de história, ecoturismo e aventura. É um dos poucos lugares com o privilégio de reunir mar, montanhas e neve. A cidade localizada a pouco mais de mil quilômetros da Península Antártica é bem fria, mas nem o clima instável desmerece a beleza e a hospitalidade da fascinante capital argentina da Terra do Fogo. Do Glaciar Martial a magnífica vista para o Canal de Beagle Caminhar pela orla do porto, com vista para o lendário Canal de Beagle, e perambular pela San Martin, entre lojas, cafés, chocolaterias e restaurantes, são maneiras de explorar o lado urbano de Ushuaia. A vista do Glaciar Garey recompensa o sacrifício da longa caminhada Na imperdível visita ao Presídio e Museu Marítimo, o passado não tão glorioso da cidade está expresso em detalhes de dois dos cinco pavilhões do museu. Um deles ainda é mantido exatamente como na época de funcionamento do presídio e representa bem o clima de desolação que reinava na “Maldita Cárcel de Ushuaia”. Esta viagem no tempo não está completa até você embarcar no Trem do Fim do Mundo, a estação Ao fundo, o famoso Farol do Fim do Mundo completa o cenário formado por montanhas geladas e tranquilos cormorões em seu habitat natural 28 PERFILNÁUTICO Ushuaia atrai turistas que chegam em busca de história, ecoturismo e aventura ferroviária mais austral do planeta. O trem cruza cenários bucólicos e recantos históricos, adentrando o Parque Nacional da Terra do Fogo. Numa das paradas, na cascata Macarena, pode-se avistar uma réplica de um assentamento Yámanas, o povo primitivo que habitava a Patagônia antes de os europeus aportarem por lá. Lagos, florestas e montanhas compõem um dos mais belos cenários naturais de Ushuaia. O Parque Nacional da Terra do Fogo está localizado a 11 km do centro. Nossa dica é alugar um carro e passar o dia no parque. Navegações e excursões Uma das excursões marítimas da Tolkeyen Patagonia navega pelo Canal de Beagle. A primeira parada é na Ilha dos Lobos, repleta de lobos-marinhos. A segunda parada é no Farol do Fim do Mundo, o último do lado argentino, antes do continente Antártico. Por fim, antes de retornar ao porto, passamos pela Ilha dos Pássaros, habitada por uma imensa quantidade de j PERFILNÁUTICO 29
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    Turismo Patagônia cormorões, quemuitos pensam tratar-se de pinguins devido à semelhança das cores e tamanhos. Para visitar a Pinguinera Martillo, a agência Pira Tour é a única com autorização para o desembarque na ilha, onde é possível ficar bem pertinho dos pinguins. O passeio inclui o trajeto de ônibus até a Estância Harberton, a mais antiga da parte argentina da Terra do Fogo. O passeio off-road pelos lagos a bordo de Solitário, um lobo-marinho parece observar nossa passagem pela Ilha dos Lobos memória dos desbravadores, é íngreme. O próximo desembarque, ainda no mesmo dia, é na Baía Wulaia, um dos maiores assentamentos Yámanas na região. Um pequeno museu conta toda a história deste povo e também do desembarque de Charles Darwin e do capitão Fitz Roy neste lugar, durante a sua viagem a bordo do HMS Beagle. Os botes que partem do navio pelo Fiorde Alakaluf seguem em direção aos Glaciares Piloto e Nena. No caminho, cascatas de degelo descem montanha abaixo desaguando do mar. Logo surgem à nossa frente o Glaciar Nena e, à esquerda, o imponente Glaciar Piloto. A imensa massa gelada alterna sua cor originalmente branca com um azul intenso ao receber a luz do sol. j A caminhada de 18 quilômetros que segue até a base das torres é puxada, mas extremamente gratificante veículos 4X4 também é uma ótima opção turística. A agência Canal Fun oferece um roteiro exclusivo que passa pelo Lago Escondido e continua por uma parte mais deserta e belíssima do Lago Fagnano. A aventura termina com uma caminhada pela margem do lago até um pequeno rancho onde é servido um churrasco à moda portenha. Neve, muita neve! A temporada de esqui no Cerro Castor em Ushuaia é uma das mais longas da América do Sul, estendendose até outubro. A estação possui uma das melhores neves esquiáveis deste lado do continente americano. A pequena estação de esqui do Glaciar Martial fecha antes, mas o principal atrativo não é esquiar, mas sim encarar a subida a pé ou pelo teleférico e desfrutar da incrível vista de toda a cidade de Ushuaia e do Canal de Beagle. De Ushuaia a Punta Arenas Ilha dos pássaros, refúgio perfeito para as aves, assim como o píer antigo em Punta Arenas 30 PERFILNÁUTICO Navegar pelos fiordes patagônicos era um sonho muito antigo, as histórias contadas em livros por grandes aventureiros e as reportagens de viagens sempre foram uma fonte de inspiração. A bordo do navio Via Australis, vimos o sonho transformar-se em realidade, navegando por três noites de Ushuaia até Punta Arenas, no Chile. Primeira parada: Cabo Horn. Desembarcamos em pequenos botes para chegar ao ponto mais meridional da América do Sul, onde os oceanos Atlântico e Pacífico se encontram. A caminhada até o monumento, que foi erguido em homenagem e A trilha para a base das torres revela cenários deslumbrantes, que merecem a pose da foto que será guardada como recordação PERFILNÁUTICO 31
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    Turismo Patagônia localizados principalmenteem volta da Plaza de Armas ou Praça Muñoz Gamero. É onde está o famoso monumento erguido em homenagem a Fernão de Magalhães. Diz a cultura local que quem passa a mão ou beija os pés do índio selknam que compõe a escultura vai voltar à Patagônia. Caminhar pela orla marítima é um passeio gostoso. A visita ao Museu Salesiano é imperdível, um dos mais importantes museus da Patagônia. Parque Nacional Torres del Paine Partindo de Punta Arenas, são quase cinco horas de viagem até Torres del Paine. Ficar hospedado dentro do parque é a melhor das opções. Uma delas leva você aos refúgios – baratos, mas desconfortáveis. Há também hosterias, mas a melhor opção é o hotel cinco estrelas com vista para o nascer do sol e para o maciço Paine. Estar próximo de todas as trilhas e belezas naturais do parque, dispor de guias experientes, spa póscaminhada ou cavalgada, palestras, alta gastronomia e luxo, são daquelas coisas na vida que não têm preço. Caminhadas, cavalgadas e o churrasco no Quincho Pequena pausa no percurso para apreciar o Lago Fagnano, suas pedras e troncos retorcidos São muitas as opções para explorar o parque, em 250 quilômetros de trilhas com a vista dos maciços da cordilheira Paine. Há duas expedições que partem com objetivo de avistar o famoso Glaciar Grey: por uma caminhada de 12 quilômetros que o leva até bem perto do glaciar, de onde se pega um barco e vai até sua base, voltando pela praia. Para os menos dispostos, uma travessia de barco e uma caminhada curta até a Um dos desembarques mais esperados é na Ilha Magdalena. O motivo: pinguins. Antes de desembarcar, as recomendações: como estávamos invadindo o ambiente dos pinguins, que nesta época estão cavando seus ninhos, deveríamos caminhar devagar e de forma alguma tocá-los ou perturbálos. A trilha segue até o farol da ilha. O próximo desembarque, no porto de Punta Arenas, encerra a viagem a bordo do Via Australis. Punta Arenas A cidade está situada às margens do Estreito de Magalhães e foi o mais importante porto de navegação entre os Oceanos Atlântico e Pacífico até a abertura do Canal do Panamá. A arquitetura do centro histórico reflete a influência europeia nas chamadas “casas patrimoniales”, edifícios antigos restaurados, 32 PERFILNÁUTICO Com um bote inflável é possível chegar perto do Glaciar Piloto Cores da Senda dos Aonikenk revela o contraste colorido das flores da região e o branco do gelo que cobre as montanhas praia de onde se avistam grandes icebergs e, de longe, o glaciar. Ao fim da trilha, embarque em direção ao Glaciar Grey – majestoso. A caminhada de 18 quilômetros que segue até a base das torres é puxada. Longas subidas, ventos fortes pedras e barro. Inesperadamente, as três gigantes torres de granito surgem à sua frente, abaixo delas, um lago azul-esverdeado formado pelas águas que derretem dos glaciares. O conjunto é, sem dúvida, um dos lugares mais formosos da Terra. Apenas seis quilômetros de caminhada levam ao mirante do Lago Nordenskjold e sua água verde-esmeralda. O Sarmiento é o maior lago do parque. O percurso é de apenas quatro quilômetros. Suas águas de um azul intenso são margeadas por trombolitos, uma formação de carbonato cálcio que confere ao lago uma beleza especial. A caminhada pela Senda dos Aonikenk é de pouco mais de sete quilômetros. A trilha prossegue por espaços abertos com vistas panorâmicas até chegar às paredes rochosas que guardam inscrições rupestres dos aonikenks, habitantes primitivos desta região. Há muitas opções para quem gosta de cavalgar, para iniciantes e também para quem prefere uma experiência mais intensa. As cavalgadas atravessam lagos e pampas e, em praticamente todas elas, avista-se a cordilheira Paine. No último dia, todos se reúnem para um churrasco no Quincho (uma espécie de rancho) do Explora, para uma grande j A viagem também faz bem ao estômago, um exemplo é o churrasco preparado à moda patagônica PERFILNÁUTICO 33
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    Turismo patagônia Seja dajanta do hotel ou à bordo do navio Via Australis, é impossível não respirar mais fundo diante de tanta beleza natural C M Y confraternização. O cordeiro preparado à moda patagônica é a grande vedete, mas não faltam opções para quem não come carne, ou prefere um frango, ou um peixe. Já ouvimos falar muitas vezes que a comida une os povos, nada mais verdadeiro. Ali se juntaram cristãos, árabes, judeus, ateus e gente dos cinco continentes, todos compartilhando o mesmo espaço, trocando gentilezas e experiências e, claro, aproveitando as delícias da culinária patagônica. As atividades no Parque Torres del Paine são intensas e extremamente gratificantes. A experiência desta viagem à Patagônia vai nos acompanhar por muito tempo, dando-nos bons motivos para voltar à rotina com “outros olhos”. S CM MY CY CMY K SERVIçOS Onde ficar Cilene del Faro Suites & Spa www.cilenedelfaro.com Hosteria Rosa de los Vientos www.hrosadelosvientos.com.ar Bed & Breackfast La Casa de Tere www.lacasadetere.com.ar Hotel Plaza www.hotelplaza.cl Salto Chico www.explora.com Onde cOmer Restaurante Tia Elvira www.tiaelvira.com 34 PERFILNÁUTICO Gustino Restaurante www.gustino.com.ar Maria Lola Resto www.marialolaresto.com.ar agências de turismO e passeiOs Tolkeyen Patagonia www.tolkeyenpatagonia.com Pira Tour www.piratour.com.ar Cerro Castor www.cerrocastor.com Museu Marítimo e Presídio www.museomaritimo.com Trem do Fim do Mundo www.trendelfindelmundo.com.ar Travessia Marítima Ushuaia Punta Arenas Cruceros Autralis www.australis.com Agência de Turismo Vivaterra www.vivaterra.com.br dica de viagem - partindO de sãO paulO Uma das boas dicas para quem viaja a partir do aeroporto de Cumbica, em Guarulhos: deixar o seu carro no estacionamento Voe Park, que fica bem perto do aeroporto e oferece traslados gratuitos 24 horas por dia. www.voepark.com.br
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    Turismo CRuzeiRo Laguna San Rafael Abeleza da Patagônia Chilena e o prazer único de estar perto do gelo Texto e fotos: Rafaella Malucelli Vulcão Osorno, ainda mais bonito visto dos Lagos Andinos L O navio Mare Australis, nossa casa durante cinco dias 36 PERFILNÁUTICO ocalizada nos canais do Pacífico, que compreendem a zona litorânea de Aysén, ao extremo sul do Chile, a Laguna San Rafael é um dos destinos mais belos da Patagônia Chilena. Lá está o glaciar com o mesmo nome da laguna e todo um complexo de beleza natural com montanhas, geleiras e mar, que formam o maior parque nacional da região, área protegida desde 1959. Por glaciar entende-se uma massa de gelo que se desloca lentamente das montanhas por ação da gravidade, estendendo-se por quilômetros. O Glaciar San Rafael possui uma extensão de 1.742.000 hectares e faz parte do Campo de Hielo Norte considerado Reserva Mundial da Biosfera desde 1979. O roteiro A expectativa para chegar era grande. Não apenas nossa, mas também dos cerca de 70 passageiros Partimos de Puerto Varas, uma encantadora cidade quase divisa com a Argentina, rumo a Castro, capital da Ilha de Chiloé, onde seria feito o embarque na região dos lagos chilena. Logo na chegada não restavam dúvidas sobre a principal atividade econômica da região: o A Laguna San Rafael é um dos destinos mais belos da Patagônia Chilena que pela primeira vez fariam o roteiro Castro-San Rafael a bordo do navio Mare Australis, nossa casa nos próximos cinco dias. cultivo do salmão, que faz do Chile o segundo maior produtor do mundo. A cidade de Castro é a mais antiga da Ilha de Chiloé, foi fundada em j PERFILNÁUTICO 37
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    Turismo Cruzeiro 1567 paraservir de base para os jesuítas evangelizarem os indígenas da região patagônica. Em toda ilha existem cerca de 300 igrejas, sendo 30 consideradas patrimônios nacionais e outras 16 tombadas como Patrimônio da Humanidade pela Unesco. A bordo do Mare Australis Enfim embarcamos. Os passageiros eram em maioria chilenos, alguns brasileiros, alemães, espanhóis e peruanos. Depois de uma noite a azul-turquesa coloriam a verde paisagem, contrastando com o céu que insistia em ficar nublado. Tocando no glaciar Ancoramos próximos a um dos destinos mais bonitos que a natureza pode proporcionar. Um véu de gelo que paira sobre a água e forma um complexo de beleza incrível: montanhas, mar e um paredão imponente de gelo milenar. Em botes chegamos mais perto do Glaciar San Rafael com a possibilidade de tocá-lo. No retorno ao navio fomos recepcionados pela tripulação A cada parada do navio, uma oportunidade de apreciar o visual e conhecer um pouco da história da região bordo, chegamos ao nosso primeiro destino: Ilha Jéchica, reserva natural privada. Fizemos uma caminhada para visualizar do alto do morro os fiordes que compõem a região e em seguida saboreamos um almoço com o tradicional cordeiro al palo. Lá há estruturas de cabanas e um píer que abrigam a Jéchica Marina y Refugio. Em estilo rústico, mas sofisticado, na alta temporada a ilha é procurada por famílias e casais em busca de tranquilidade e contato com a natureza. Após uma tarde regada ao bom vinho chileno, levantamos âncora para amanhecer no ponto alto da viagem, a Laguna San Rafael. Logo cedo, ao abrir a janela do quarto do navio, a paisagem já havia modificado. Blocos de gelo de um 38 PERFILNÁUTICO para brindar com o tradicional uísque com gelo milenar recolhido da laguna ou então um chocolate quente para esquentar. À noite retornamos à nossa rota, desta vez regressando pela baía de Tic Toc para, então, pararmos em Chaitén, uma pequena ilha devastada pela erupção de um vulcão em 2008. Atualmente pouco mais de mil pessoas habitam o local que possui um dos grandes tesouros naturais do Chile, o Parque de Alcaces, uma espécie de árvore que leva cerca de quatro mil anos para chegar ao seu tamanho ideal, podendo alcançar 42 metros de altura e até 7 metros de diâmetro, muito utilizada antigamente para a construção de canoas e casas por ter sua casca impermeável, uso que a condenou à extinção. Logo cedo, ao abrir a janela do quarto do navio a paisagem já havia se modificado Dentro do navio Detalhes da vegetação local e do cultivo de Salmão, que faz do Chile um dos maiores produtores do mundo Depois de quatro noites e cinco dias navegando pelos canais e belas paisagens da região dos lagos chilena, retornamos a Castro. O Mare Australis, navio da companhia chilena Navimag Cruceros, possui cabines amplas e confortáveis. As áreas comuns compreendem salão de chá, sala de jogos, restaurante e o salão de atividades com bar, além do terraço superior externo. O menu do chef foi a grande estrela do serviço de bordo que conquistou os mais diferentes gostos com pratos típicos, cozinha internacional e uma variedade incrível de sobremesas. Uma expedição em alto estilo. Parada em Puerto Varas Antes e depois do cruzeiro a estadia na charmosa cidade de Puerto Varas funciona como uma parada estratégica. Com uma estrutura hoteleira e gastronômica impecável e a vista para o Vulcão Osorno, a cidade colonizada por alemães oferece o melhor para casais e famílias e divertidas j PERFILNÁUTICO 39
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    Turismo Cruzeiro opções deaventura na neve e na água. Vale passar o dia na florida e musical cidade de Frutillar, com os seus famosos jardins. Se der sorte de pegar uma época ensolarada, a subida até o topo do Vulcão Osorno também é indispensável, seja para praticar esportes de neve, seja apenas para apreciar a fantástica vista na subida feita por um teleférico. O visual formado pelo terceiro maior lago da América Latina de água doce, o Llanquihue, por vales e pela cordilheira é inesquecível. Há também o passeio no catamarã Cruce Andino, que faz a rota do Lago de Todos os Santos ou Esmeralda, pela Cordilheira dos Andes com vista para os vulcões Osorno e Pontiagudo, até a Ilha de Peulla, divisa com a Argentina e caminho para Bariloche, um grande Parque Nacional com hotel cinco estrelas e cenário de tirar o fôlego. S A beleza na sua forma mais segura e confortável Conheça o Etna 25’. Lançamento oficial no São Paulo Boat Show SERVIçOS Navimag www.navimagcruceros.cl Cruce Andino www.cruceandino.com CTS Turismo www.chileantravelservices.com onde fiCar Hotel Cumbres Patagônicas www.cumbrespatagonicas.cl Hotel Cambaña del Lago www.cabanasdellago.cl Hotel Patagônico www.hotelpatagonico.cl Hotel Solace www.solacehotel.cl Hotel Natura Patagônia www.hotelnatura.cl Hotel Colonos del Sur www.colonosdelsur.com.br Subindo até o topo do vulcão Osorno, divertidas opções de aventura na neve 40 PERFILNÁUTICO www.gampernautica.com.br São Francisco do Sul | SC
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    ExpEdIção Mistralis Velejando e pedalandopela Baía de Todos os Santos A aventura dessa edição começa logo após nossa participação na Regata Aratu-Maragojipe, com direito a alguns dias de folga no Aratu Iate Clube, tempo suficiente para a revisão do barco para as próximas travessias Por Felipe Caire B arco preparado e velas içadas, partimos rumo à Baía de Todos os Santos. Passamos pela Ilha de Maré, Ilha dos Frades e Igreja do Loreto, onde pensávamos em pernoitar. Mas, como a velejada estava agradável, traçamos o rumo e continuamos velejando, entretanto algo não condizia com as informações da carta náutica. Percebemos que um banco de areia havia se deslocado bastante, pois a cor da água estava diferente e o mar mais agitado. Um aviso aos velejadores pouco experientes, nunca confie completamente nas cartas náuticas e sempre se mantenha atento à navegação. Como não havíamos programado essa velejada, tivemos que lutar contra a forte correnteza, um preço que 42 PERFILNÁUTICO pagamos pela mudança de planos, mas que valeu pelos momentos agradáveis e pela beleza da região. Chegamos a Maragojipe com o sol se despedindo. dia para mergulharem. Um local pequeno, mas muito festivo e cheio de vida e alegria. j Explorando a região de Maragojipe e Recôncavo Baiano Desembarcamos as bicicletas no píer flutuante e fomos conhecer a cidade numa pedalada leve. Pela frente tínhamos um píer com quase 350 metros de extensão, uma obra muito bonita, por onde transitam pequenos carros, motos, bicicletas e carroças. Ficamos impressionados com a cultura esportiva dos moradores. Todos os dias, e foram muitos dias que ficamos ancorados próximos ao píer, vimos pessoas se exercitando. Desde aposentados a jovens, que também aproveitam o fim do No desembarque, pedaladas para conhecer a região Maré baixa em Maragojipe. Pose para foto com os amigos suíços. Boas-vindas do pôr do sol em Maragojipe PERFILNÁUTICO 43
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    ExpEdição Mistralis Quase todasas ruas são de paralelepípedos com muitas subidas e descidas. Uma cidade que ainda preserva suas tradições, tanto na pesca quanto na agricultura. Por todos os lados, pescadores em canoas movidas a vela e remo, saveiros de pena transportando mercadorias entre Salvador e a cidade de Coqueiros. Na Baía de Maragojipe, encontramos fundeados alguns veleiros, a maioria de estrangeiros. Fizemos amizade com um casal de suíços que deixou sua vida atribulada e foi velejar pelo mundo. Somente em Maragojipe, eles passaram mais de 45 dias, prova de como o local é aprazível. Com nossos novos amigos, que também levam a bordo suas bicicletas, fomos visitar a Praia do Pina, um local com vários quiosques que oferecem um pouco da culinária local. Uma pedalada tranquila pela cidade e alguns quilômetros de estrada de terra pela frente. A Praia do Pina existe apenas quando a maré está baixa, com maré cheia a água toma conta da faixa de areia e lama. No dia seguinte resolvemos fazer uma pedalada mais longa e cansativa. Logo no começo, um sinal da dificuldade. Uma placa de boas-vindas e volte sempre lados. Ao pedalarmos, deparamonos com o autêntico estilo colonial da cidade, refletido nas praças, nas ruas, nas diversas ladeiras, casas e monumentos. Cachoeira recebeu o título de Cidade Monumento Nacional e pudemos comprovar seu Com as bicicletas, conseguimos percorrer longas distâncias sem a preocupação de pegar alguma condução nos recebia com uma bela subida. A pedalada toda segue próxima ao Rio Paraguaçu e podemos ver a forte movimentação das embarcações locais. Um cenário muito bonito, mas ao mesmo tempo muito quente. Depois de percorrermos 25 quilômetros chegamos à cidade de Cachoeira. Com as bicicletas, nós nos sentimos livres e conseguimos percorrer grandes distâncias sem termos que nos preocupar em pegar alguma condução. Cachoeira transborda história por todos os merecimento na exuberância dos sobrados que mostram a riqueza da época da nobreza do Brasil Império. Conhecemos as duas fábricas de charutos da região, o Museu Hans Bahia e diversos outros ateliês e pontos históricos das duas cidades divididas apenas por uma bela ponte de ferro de mão única. Depois de visitarmos as cidades de Cachoeira e São Félix, compramos algumas lembranças e comidas típicas antes de voltar. Hans Peter, nosso amigo suíço, colocou as três bicicletas no A bordo do veleiro Mistralis passamos ao lado da Igraja de Nossa Senhora do Loreto. Já em Iguape, preparamo-nos para fundear Pausa nas pedaladas para curtir a cachoeira do Rio Cachoeirinha e vista panorâmica da cidade de Cachoeira 44 PERFILNÁUTICO táxi e voltou acompanhando as mulheres. Eu regressei pedalando e lutando contra o sol, o asfalto quente e as diversas subidas. Chegando novamente ao barco, hora de descansar. No dia seguinte fomos à feira semanal da região, compramos tudo de que precisávamos e abastecemos o barco para mais uns bons dias. Aproveitamos e fomos conhecer o artesanato local. Descansamos cedo e preparamo-nos para mais um dia de exploração pela região, dessa vez pelo mar. Recebemos o casal suíço, levantamos a âncora, içamos a vela e pela frente teríamos como destino o Convento de Santo Antônio do Paraguaçu, o primeiro a ser estabelecido no Brasil pela congregação franciscana. Sua construção teve início em 1649 e seu interior era repleto de obras de arte. No convento funcionou um noviciado e um pequeno hospital. Em 1855 o Império proibiu a admissão de noviços. Depois o convento foi abandonado e fortemente espoliado. Somente j PERFILNÁUTICO 45
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    ExpEdição Mistralis em 1941o imóvel foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, que tem realizado trabalhos de conservação e restauração das imagens. Um lugar com uma energia muito forte e uma beleza que só pode ser comprovada pessoalmente. margem esquerda do rio. Sempre com profundidades acima dos 3,5 metros. Depois de fazermos uma curva acentuada, deparamonos com uma enorme igreja, fundeamos o Mistralis em frente e fomos explorar a região a pé. Iguape é uma pequena vila de pescadores e agricultores locais. O que mais chama a atenção é a Igreja Matriz de Santiago do Navegando, pedalando ou caminhando, percorremos mais uma etapa de nossas travessias, conhecendo as belezas do Brasil Mais uma vez mudança de planos, e resolvemos nos aventurar subindo o rio. Agora já não contávamos com nenhuma carta náutica local e subimos o rio com a experiência adquirida em anos de navegação. Até Santiago do Iguape, tínhamos pela frente pouco mais de 5 milhas náuticas, que foram percorridas tranquilamente costeando a Iguape, uma construção que nunca chegou a ser concluída. Fato que pode ser comprovado ao visitarmos o seu interior. Possui um pé-direito impressionante, no seu interior sentimo-nos pequenos ao olharmos para o teto. Ainda no interior da igreja encontramos uma lápide do major Manoel Francisco Ramos Barreto, condecorado com a medalha da guerra da Independência, um monumento marcante para os visitantes. Depois de visitarmos a região, levantamos a âncora e nos despedimos de nossos amigos. Agora era hora de nos prepararmos para continuarmos com nossas travessias oceânicas pelo Brasil e recebermos nossos tripulantes. Esses dias que passamos em Maragojipe, pedalando, velejando e caminhando pela região foram nossas merecidas férias desde 2008 quando terminamos a reforma do veleiro Mistralis e retomamos nossas atividades no mar: cursos de vela, treinamentos empresariais e travessias oceânicas. Pela frente, algumas centenas de milhas até o Recife, caminho até Fernando de Noronha, assunto para a próxima edição. S M Y CM MY Para saber mais detalhes dos locais visitados e conhecer nossos próximos passos, visitem nossa página na internet: www.mistralis.com Convento de Santo Antônio do Paraguaçu. Ao lado, a pureza de um pescador da região estampada em um sincero sorriso 46 PERFILNÁUTICO C CY CMY K
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    João Paulo. Umpercurso de quase 2 mil quilômetros exige uma preparação muito grande. Mais do que o treinamento físico, deve-se estar em condições de permanecer quase oito horas por dia dentro do espaço restrito de um caiaque. A cada quatro ou cinco dias encontraremos pequenas cidades onde realizaremos pesquisas e aproveitaremos para descansar de dois a três dias, dependendo do material que pode ser coletado. Além do treinamento no Rio Guaíba, barragens, lagunas litorâneas e Laguna dos Patos, realizamos descidas no Rio Camaquã preparando-nos para a grande jornada.” ExpEdição Caiaque O desafio em etapas De caiaque pela Bacia Amazônica. Pesquisa e aventura Desafiando o Rio-Mar Uma aventura de caiaque nos caudais da Bacia Amazônica Por Felipe Caire O projeto Desafiando o Rio-Mar, de Hiram Reis e Silva, reúne suas grandes paixões: a Amazônia e a canoagem. Com 60 anos de idade, Hiram é coronel da reserva de Engenharia do Exército, professor do Colégio Militar de Porto Alegre e palestrante consagrado em assuntos relativos à Amazônia brasileira. Seu projeto tem o objetivo de planejar e executar expedições 48 PERFILNÁUTICO de caiaque pela Bacia Amazônica. Para viabilizar e percorrer toda essa extensão, ele foi dividido em cinco etapas, a serem realizadas entre os meses dezembro e janeiro, durante o período de férias escolares, de 2008 a 2012. Até agora, mais de 3.500 quilômetros foram percorridos, entre os Rios Solimões, Negro e parte do Amazonas. “O projeto não é apenas uma descida de caiaque, visa a conhecer as peculiaridades locais, observando e analisando história, flora, fauna, hidrografia e povos da floresta”, comenta Hiram. “O esforço exigido diariamente, que causa espanto a tantos, foi minuciosamente planejado, levando em conta a velocidade da correnteza, o desempenho do A primeira etapa do projeto, realizada em dezembro de 2008, foi a descida do Rio Solimões, que resultou na edição do livro Desafiando o Rio-Mar: Descendo Etapas do projEto 1ª Fase - dez. 2008/jan. 2009 - Tabatinga j Manaus = 1.700 km 2ª Fase - dez. 2009/jan. 2010 - S.G.C j Manaus = 953 km 3ª Fase - dez. 2010/jan. 2011 - Manaus j Santarém = 953 km 4ª Fase - dez. 2011/jan. 2012 - Porto Velho j Santarém = 1.790 km 5ª Fase - dez. 2012/jan. 2013 - Santarém j Belém = 876 km o Solimões. A segunda etapa, em 2009, foi a descida do Rio Negro. A terceira etapa, em 2010, foi a descida do trecho do Rio Amazonas de Manaus a Santarém. A quarta etapa iniciada este ano será a decida do Rio Madeira e trecho do Amazonas, de Porto velho a Santarém. E a última etapa, em 2012, terá início em Santarém e conclusão em Belém – totalizando os 6.170 quilômetros planejados. S caiaque, locais de parada, etc. Porém, o mais importante numa empreitada dessa natureza é o preparo psicológico para, ao final do deslocamento, ser capaz de continuar com as atividades de pesquisa nas comunidades locais. A missão não é somente remar, mas interagir e aprender com a selva, com o rio e a população ribeirinha.” 1.790 quilômetros, de Porto Velho a Santarém A descida do Rio Madeira teve início dia 22 de dezembro, com duração de aproximadamente um mês até a sua foz. Da foz do Madeira até Santarém serão mais dez a doze dias de viagem. “Na próxima expedição serei acompanhado pelo meu filho Ao longo do trajeto minuciosamente planejado, Hiram conhece as peculiaridades locais PERFILNÁUTICO 49
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    ConsórCio Náutico Um sonho deconsumo ao seu alcance A ausência de taxas de juros elevados torna o preço final do produto mais baixo 50 PERFILNÁUTICO Consórcios náuticos surgem como uma nova possibilidade de adquirir barcos e lanchas sem os juros do financiamento Por Amanda Kasecker A grande vantagem dos consórcios, segundos os representantes do ramo, é a ausência de taxa de juros, que torna o preço final do produto mais baixo do que por meio de financiamento. Isso porque no consórcio é cobrada apenas uma taxa de administração e uma taxa de adesão. Essa característica também acaba sendo atrativa para aqueles consumidores que já dispõem de um barco e pretendem apenas trocá-lo por um mais novo. A Unilancer é outra administradora que aposta no segmento e recentemente firmou uma parceria com a YachtBrasil para atender à demanda do público que mais tem se interessado por esses consórcios: o AAA. “Os consórcios de barcos realmente estão sendo feitos por empresários bem-sucedidos com família ou por altos executivos que buscam um lazer com caráter de exclusividade e de alto status”, conta Élcio Monteiro, diretor do Consórcio Unilancer em São Paulo. Richard Euest, supervisor da área comercial da Embracon Consórcios, também confirma que até o momento quem procura se informar sobre os consórcios náuticos é um público que procura lazer e j A modalidade ainda é pouco praticada no Brasil, mas promete tornar-se um mercado bastante promissor C omprar barcos, lanchas, jet skis pode não ser mais um sonho de consumo tão distante. Há cerca de dois anos, algumas empresas, aproveitando o crescimento da área de bens náuticos no país — o setor náutico tem perspectiva de crescimento de 10% ao ano —, começaram a investir nos consórcios de embarcações náuticas. A modalidade ainda é pouco praticada no Brasil, mas promete tornar-se um mercado bastante promissor. De olho nesse mercado, a Racon Consórcios lançou em 2009 um consórcio para esses bens. Segundo o gerente da Racon Florianópolis, Jorge Bof, há um grande espaço para o crescimento desse segmento, principalmente em Santa Catarina. A unidade catarinense comercializa em média R$ 600 mil em créditos para veículos náuticos por mês. “Estamos conseguindo ganhar a confiança deste público consumidor e as expectativas são animadoras”, avalia Jorge. Consórcios estão sendo feitos por empresários bem-sucedidos e com família PERFILNÁUTICO 51
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    consórcio Náutico Jet skié uma das modalidades mais procuradas C M Y CM diversão. “As grandes empresas que trabalham com pesca, por exemplo, ainda não estão tão atentas a isso, mas é uma alternativa bastante interessante. Só depende de uma programação”, pondera. Entre as embarcações mais procuradas pelo consumidor em busca de lazer, o diretor da Unilancer afirma que o maior volume está na faixa que varia de R$ 500 mil a R$ 1 milhão. Porém, existem cotas dos mais variados valores. A contemplação do consórcio pode ser feita por meio de lances, quando o consorciado se dispõe a dar um alto valor para levar a bolada, ou então pelos sorteios, que alimentam a esperança mês a mês de quem tem seus pagamentos em dia. Como adquirir um barco através de um consórcio? As cotas são individuais, podem ser compradas por empresas ou pessoas e dão direito a uma carta de crédito. O consórcio náutico funciona como os consórcios tradicionais de carros ou imóveis, já conhecidos entre os brasileiros. Forma-se um grupo com um objetivo em comum e através do pagamento da parcela mensal dos As condições de pagamento geralmente vão de 60 a 120 meses (5 a 10 anos) 52 PERFILNÁUTICO participantes são entregues os bens, por contemplações através de sorteio ou lance. Há algumas administradoras de consórcio que dispensam a necessidade de se formar um grupo fechado específico para a compra de um barco, por exemplo. Fecha-se apenas um valor total e, quando contemplado, o consumidor pode adquirir o bem que desejar, desde carros até barcos. As condições de pagamento geralmente vão de 60 a 120 meses (5 a 10 anos). Para entrar em um grupo, o consórcio cobra uma taxa de administração que varia conforme o número de meses e o valor total do bem – geralmente entre 12 e 15%. Alguns grupos também possuem uma taxa de adesão, diluída nas 10 primeiras parcelas, que gira em torno de 1,5%. S MY CY CMY K
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    Capa pROa aBERTa Barcos coma cara do verão 54 PERFILNÁUTICO Conversamos com 11 estaleiros que nos apresentaram 23 lanchas para diversão, passeio e lazer. Alguns dos melhores barcos fabricados no Brasil, ideias para quem pretende entrar em alto estilo no mundo náutico. Por Amanda Kasecker, Marcelo Buda e Thaís Zago PERFILNÁUTICO 55
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    O primeiro barco CapapROa aBERTa De acordo com as estatíticas do mercado, uma lancha de proa aberta com até 26 pés é o primeiro barco do brasileiro que decide fazer a sua estreia no mundo náutico. Como existem muitas opções no mercado, a escolha de modelo e fabricante nem sempre é fácil. O primeiro passo é definir suas prioridades, selecionar alguns estaleiros e conhecer suas linhas de produção. O tamanho e o estilo do barco vão depender muito do valor disponível para investimento e, até mais importante do que isso, para qual função a sua primeira embarcação será destinada. Às vezes um barco mais atraente, e mais caro, pode não atender ao fim que se deseja. Alguns modelos são projetados para navegar com mais velocidade, enquanto outros são mais destinados a passeios O primeiro passo é definir suas prioridades, selecionar alguns estaleiros e conhecer suas linhas de produção casuais. Em todos os casos, os projetos de barcos de proa aberta são adaptados para navegação em águas abrigadas, rios ou lagos, não podendo ser utilizado em oceano aberto. j A poucos metros da superfície, a sensação de velocidade é ainda maior U ma lancha pequena de proa aberta é aquele típico barco de passeio na faixa dos 17 pés aos 26 pés, com capacidade para até 12 pessoas, geralmente projetado para uso recreativo e que tanto vemos pelos rios, lagos e costa do Brasil. São embarcações que não possuem cabine, mas uma área de estar na proa com assentos na frente do posto de comando. Para a prática de diversos esportes náuticos, como esqui aquático, wakeboard, entre outros, são os mais adequados. Embora os modelos disponíveis no mercado nacional possam parecer muito semelhantes, cada um tem suas especificações e vantagens. O diferencial está nos detalhes. Emoção a bordo O prazer de pilotar uma lancha de proa aberta é valorizado por causa da proximidade do barco com a água. A poucos metros acima da superfície, a sensação de velocidade é maior e, quando habilmente navegado 56 PERFILNÁUTICO através das ondas, as manobras proporcionam ainda mais emoção. A visão do piloto é excelente, e os passageiros da proa podem olhar para a frente sem qualquer obstrução. Navegar como passageiro acomodado na área da proa é também uma sensação muito agradável, pois permite aos tripulantes desfrutar de uma brisa num passeio tranquilo ou viver momentos de adrenalina, dependendo da velocidade e das manobras. Para a prática de diversos esportes náuticos, como esqui aquático, wakeborad, entre outros, são os mais adequados Navegar como passageiro acomodado na área da proa é uma sensação muito agradável PERFILNÁUTICO 57
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    Capa pROa aBERTa Opçõesde escolha Para passeios em águas abrigadas, o conforto do passageiro é muito importante, portanto a lancha deve ter muitos assentos. Um barco bem equipado inclui itens como assentos acolchoados, para-brisa, capota removível, equipamento de som, geladeiras, pia, mesinha de apoio, suporte para copos, plataforma de popa com escada, chuveiro de água doce, entre outras características que são planejadas para melhorar o conforto dos passageiros. O que difere mesmo uma escolha de outra é para qual função o barco será utilizado. Esquiadores de água em lagos, por exemplo, podem apreciar as lanchas menores, que produzem ondas do tamanho ideal para o esporte. Modelos maiores são capazes de navegar em O que difere mesmo uma escolha de outra é para qual função o barco será utilizado ondulações com facilidade, sendo os preferidos para costa ou grandes lagos. Há ainda aqueles que priorizam o máximo aproveitamento de espaço para tripulantes, com bom comprimento e proa arredondada, permitindo muitas pessoas a bordo. O projeto do casco de um barco é desenhado em função de como a embarcação será utilizada e do tipo de água em que irá navegar. Para águas abrigadas com ondulações, o ângulo no V do casco não precisa O projeto do casco é desenhado em função das condições de água em que o barco vai navegar ser grande. Lanchas pequenas de proa aberta têm, normalmente, V moderado, entre 17 e 21 graus, o que garante estabilidade e desempenho sem a necessidade de um motor potente. Vantagens da proa aberta Ideal para passeios curtos ou prática de esportes como forma de lazer 58 PERFILNÁUTICO É comum encontrar versões de uma mesma lancha nos modelos de proa aberta e proa fechada. Uma lancha de 26 pés na versão proa fechada, por exemplo, custa mais caro – em torno de 20 a 30%. Além disso, o custo de manutenção é maior. Como o peso médio é de 400 kg a mais do que na versão de proa aberta, exige motor mais potente e maior consumo de combustível. Se a sua opção é por uma lancha para navegar em águas tranquilas, passeios curtos ou prática de esportes como forma de lazer, a pergunta é: vale a pena levar 400 kg a mais toda vez que for passear ou é melhor ter mais espaço para circulação e para um número maior de passageiros? Para navegar em família ou uma turma grande, o espaço extra na proa oferece assentos para até três pessoas ou mais, sem comprometer o conforto dos demais. Vale lembrar que o limite de pessoas a bordo é regulamentado pelo peso do barco e não pelo número de assentos disponíveis. Um leque de opções Conversamos com representantes de 11 estaleiros nacionais, que nos apresentaram 23 opções de lanchas de proa aberta disponíveis no mercado. Uma grande lista de barcos com soluções interessantes, para navegar nesse verão aproveitando o sol. Escolha o seu, entre em contato com o estaleiro, faça sua avaliação e seja bem-vindo ao mundo das águas. Com tempo bom, bom mesmo é navegar! j Mais espaço para circulação e para um número maior de passageiros PERFILNÁUTICO 59
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    Capa pROa aBERTaphOENIx BOaTs CaPa PROa aBERTa PhOENIx BOaTs A 235 Platinum tem diferenciais exclusivos, como para-brisa de vidro temperado e bordas acolchoadas A 230 Plus é um modelo para esqui e wakeboard, com motor de popa que garante maior velocidade e aceleração A 230 Classic é um modelo elegante, com para-brisa alongado e casco step turbo que garante maior desempenho e agilidade Forte apelo visual Há 31 anos a Phoenix fabrica embarcações de esporte e lazer de variados tipos. O estaleiro destaca-se pela capacidade e profissionalismo na produção de barcos com forte apelo visual, avanço tecnológico e conceitual. Hoje é um dos maiores produtores de barcos do Brasil, buscando tecnologia de ponta no mundo, eficácia de produção e otimização dos custos das embarcações. A linha de proa aberta da Phoenix conta com cinco opções: a 190 Plus, a 195 Platinum, a 230 Plus, a 230 Classic e a 235 Platinum. www.phoenixboats.com.br j 60 PERFILNÁUTICO A 195 Platinum tem uma boa plataforma de popa, ideal para conciliar passeio com a prática de esportes radicais A linha de proa aberta da Phoenix conta com cinco opções: 190 Plus, 195 Platinum, 230 Plus, 230 Classic e 235 Platinum A 190 Plus tem estilo esportivo e é bastante econômica devido a seu casco step turbo PERFILNÁUTICO 61
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    Capa pROa aBERTaVENTURa MaRINE Capa pROa aBERTa VENTURa MaRINE A 195 Confort, um dos barcos mais vendidos no país, tem diversos itens de série e capacidade para oito pessoas A Ventura 175 tem capacidade para sete pessoas e, com o costado mais alto, proporciona maior segurança Espaços valorizados O Estaleiro Ventura tem um repertório de quatro lanchas de proa aberta que estão entre as mais conceituadas do Brasil: a 175 Confort, a 195 Confort, a 230 G2 e a 250 Confort. Entre elas, um destaque em comum: o excelente aproveitamento de espaço interno, incomum em barcos de sua categoria. www.lanchasventura.com.br j 62 PERFILNÁUTICO O modelo 230, que já ganhou a versão G2 com excelente navegabilidade, tem um ótimo comprimento e um grande solarium de popa O repertório de proa aberta da Ventura apresenta quatro lanchas: 175 Confort, 195 Confort, 230 G2 e 250 Confort A Ventura 250, homologada para 12 pessoas, conta com banheiro, escada de acesso na popa e na proa e solário de popa rebatível com passagem central para embarque PERFILNÁUTICO 63
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    Capa pROa aBERTaSChaEfER YaChTS Capa pROa aBERTa Way BRasIl Projeto pensado para oferecer o máximo de conforto, potência e navegabilidade para uma embarcação deste porte Barco de estreia do estaleiro paranaense inspirou toda a linha da marca Triton Design consagrado Lançada em 2009 pelo estaleiro catarinense Schaefer Yatchs, a Phanton 260 Open é uma lancha com todas as características da versão cabinada, mas preparada para o uso em locais mais quentes. Com a proa aberta, pode ser utilizada em toda a sua extensão e acomoda até oito pessoas. O barco segue o design moderno que consagrou os modelos de 30 e 36 pés, tem excelente navegabilidade e ótima qualidade construtiva. www.schaeferyachts.com.br 64 PERFILNÁUTICO A primeira da família Triton A Phanton 260 Open é um barco leve e rápido, perfeito para as águas brasileiras Desde 1984 investindo em conforto, segurança e potência, o estaleiro paranaense Way Brasil tem uma lancha de passeio que há muito tempo faz sucesso em águas brasileiras, a Triton 200 Open. Foi o primeiro barco da linha Triton do estaleiro, que deu origem a outros que seguiram suas características de qualidade e desempenho. www.waybrasil.com j O projeto da Triton 200 foi colocado em prática no ano 2000, marcando uma nova fase da Way Brasil PERFILNÁUTICO 65
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    Capa pROa aBERTaCOlUNNa YaChTs Capa pROa aBERTa LaNChas CORaL Com capacidade para nove pessoas, o modelo 235 é bastante indicado para ser o primeiro barco da família Espaçosa e confortável, a Coral 21 tem dois divãs, mesa de centro e geleira com revestimento térmico Crescimento da marca Lanchas woodfree Em 2011 a Colunna completou 20 anos de atividades. Ao longo do tempo, as embarcações do estaleiro vêm crescendo. Dos jets skis e jet boats aos primeiros barcos produzidos, que tinham 18 e 20 pés e hoje chegaram à marca dos 43 pés. A versão de 23,5 pés de proa aberta é um dos modelos de maior destaque: a 235 Open. www.colunna.com.br 66 PERFILNÁUTICO Lançada em 2008, a Colunna 235 Open é uma lancha de 23,5 pés com ótima navegabilidade, bom espaço interno e acabamento impecável Todas as linhas dos barcos do estaleiro Coral têm o conceito de fabricação woodfree, que consiste em não usar madeira na fabricação. Este conceito também aperfeiçoa a navegabilidade, o espaço interno e o acabamento do casco e do convés. A Coral 21 é uma evolução da Coral 16 e tem capacidade para oito pessoas. www.lanchascoral.com.br j Como em todas as embarcações do estaleiro, não se utiliza madeira na fabricação da Coral 21 PERFILNÁUTICO 67
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    Capa pROa aBERTaEvOlvE BOaTs Capa pROa aBERTa REal pOwER BOaTs Na 225 Open diversos espaços foram melhor aproveitados e os estofamentos foram remodelados para dar um ar ainda mais esportivo ao acabamento A Real 24 Class tem espaço de sobra para um bom passeio e ambiente bem aproveitado com diversos porta-objetos Ainda melhor Com 22 pés de proa aberta, linha arrojada e esportiva, a 225 Open é conhecida por seu casco de ótima navegabilidade. Há seis anos no mercado – inicialmente sendo fabricada pelo estaleiro Evolution e atualmente pelo estaleiro Ocean Life –, a lancha agora está com um visual interno totalmente novo e requintado. Outro modelo de proa aberta que surgiu com a Evolution e foi aperfeiçoado pela Evolve é a 265 Open, com novidades bastante interessantes. www.evolveboats.com.br 68 PERFILNÁUTICO Excelente aceitação A 265 Open vem com banheiro fechado a bombordo de série e possui escada de acesso à proa Desde 1986 o estaleiro Real Power Boats já vendeu mais de 9 mil barcos para todo o Brasil. Na categoria proa aberta são quatro modelos disponíveis, com destaque para dois deles: a Real 24 Class com bons sofás com porta-objetos e a Real 250 Sport, uma das lanchas mais comercializadas no mercado nacional. www.realpowerboats.com.br j Com 25 pés, a Real 250 sport acomoda dez pessoas e pode vir com acessórios opcionais como churrasqueira e TV LCD PERFILNÁUTICO 69
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    Capa pROa aBERTaFIBRaFORT Com perfil esportivo e excelente navegação, a Focker 205 apresenta detalhes exclusivos de série, como assento no degrau de acesso ao convés, console com porta-copos e rack para som Capa pROa aBERTa ECOmaRINER Destaque para a Ecomariner 25, cujo aproveitamento do espaço interno permite mobilidade aos passageiros A 190 Style, que já recebeu prêmios de destaque em sua categoria, leva até sete passageiros por águas abrigadas e pequenos percursos Familiar e esportiva O estaleiro catarinense Fibrafort também oferece boas opções para quem procura uma lancha de proa aberta. No total são três modelos: a Focker 190 Style, indicada para quem pratica esportes náuticos; a Focker 205, com espaço de convivência para oito pessoas; e a Focker 240, com compartimento no convés com opção para banheiro. www.fibrafort.com.br 70 PERFILNÁUTICO A Focker 240, com espaçoso cockpit com capacidade para oito passageiros, é uma excelente opção para família e prática de esportes náuticos Conforto em passeios A linha de construção das embarcações da Ecomariner começou em 1996, com um modelo de 14 pés. Hoje o estaleiro pernambucano produz barcos de diversos tamanhos – até 55 pés – e representa o Nordeste como um dos maiores fabricantes de embarcações do país. No segmento de proa aberta, a opção é a Ecomariner 25, uma lancha com boca larga que proporciona um bom planeio em água lisa. www.ecomariner.com.br j A Ecomariner aposta no custo-benefício de suas lanchas, produzidas com alto padrão de qualidade PERFILNÁUTICO 71
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    Capa pROa aBERTaFS YaChTS C M Y CM MY CY Com espaço para nove pessoas, a FS 230 Sirena tem muitos acessórios, banheiro fechado, solário e a plataforma de mergulho com acesso facilitado à água CMY K Compactas com luxo Em 2011 o estaleiro catariense FS Yachts voltou às suas origens com o lançamento de compactas embarcações de luxo com motor de popa, feitas para navegação ágil e agressiva com baixo consumo e muita segurança. Dois modelos de proa aberta fazem parte desta lista: a FS 200, que representa muito bem as qualidades de construção e navegabilidade características da marca, e a FS 230 Sirena, que tem como principal diferencial o motor centro-rabeta que permite ganho de área útil na embarcação. www.fsyachts.com.br S 72 PERFILNÁUTICO A FS 200 apresenta uma nova tendência de design, com a proa triangular, permitindo um grande aproveitamento de espaço e acomodação para até sete pessoas
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    PERFIL Sea Ray SpORTBOaTS www.Yachtbrasil.com Velocidade e estilo YachtBrasil traz ao país os modelos mais esportivos da Sea Ray Por Rafaella Malucelli 74 PERFILNÁUTICO Os sports boats que chegam ao Brasil vão de 17 a 30 pés PERFILNÁUTICO 75
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    PERFIL Sea Ray SpORTBOaTS A Sea Ray Brasil está investindo cada vez mais no potencial do mercado brasileiro para barcos esportivos. A mais recente novidade é a chegada dos sport boats do estaleiro para 2012. Serão nove diferentes modelos de três linhas que vão de 17 a 30 pés. Até o momento a Sea Ray estava presente no país com apenas uma linha da sua variada gama de barcos, a Sundancer, com lanchas entre 24 e 61 pés e cabine fechada. Agora a aposta é no perfil mais esportivo, para day cruiser. As lanchas devem estar navegando em águas brasileiras em abril, e alguns modelos já estão sendo comercializados. As pretensões da Sea Ray no país são grandes, a começar pela instalação de uma fábrica do estaleiro em Joinville, Santa Catarina, com previsão de conclusão no segundo semestre de 2012. A intenção é produzir por aqui alguns modelos da linha sport cruiser e continuar importando barcos de todas as linhas da companhia. as pretensões da Sea Ray no país são grandes, incluindo uma fábrica em Joinville (SC) 300 Sundeck, barco de convés largo e proa espaçosa Sport boats chegando 260 Sundeck, mistura inteligente entre um barco esportivo e de luxo 76 PERFILNÁUTICO Robert Cox coordena as operações da Sea Ray na América Latina, direto dos Estados Unidos. Ele comenta porque, por meio da parceria com a YachtBrasil – representante da marca no Brasil –, decidiu trazer os modelos sport boats ao país: “Queremos mostrar ao mercado local a qualidade dos barcos. Independente do tamanho, a Sea Ray é uma marca que possui o mais alto percentual de fidelidade do mundo – clientes Sea Ray compram outra Sea Ray. Comercializando os modelos sport boats no Brasil, estamos preparando o terreno para a futura venda de barcos maiores da marca (sport cruisers, sport yachts e yachts) nos anos seguintes.” Três linhas dos modelos sport boats estão chegando ao país: SP (Sport), SLX (Select Executive) e SD (Sundeck). Todos os barcos são classificados como j PERFILNÁUTICO 77
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    PERFIL água, tornando-se destaforma uma boia salva-vidas para os passageiros em caso de acidente. Sea Ray SpORT BOaTS Itens de série Apesar de não possuir nenhuma adaptação específica para o mercado brasileiro, pois a linha é montada com vários opcionais já voltada para o mercado internacional, Robert declara que com essa variedade se torna possível adaptar-se à cada cliente. “Os barcos sempre oferecem inúmeras opções e isto faz com que uma Sea Ray possa se adequar às necessidades e às j Os barcos Sea Ray oferecem inúmeras opções que se adéquam às necessidades do proprietário 300 SLX, sofisticação e espírito esportivo bowriders – barcos de velocidade, com característica esportiva, cabine aberta e assentos de proa. Diferenciais A preocupação com segurança é uma característica marcante dos barcos da Sea Ray, explica Robert. “Toda Sea Ray é construída seguindo as restritas normas da NMMA (National Marine Manufacturers Association) e do ABYC (American Bureau of Yacht Construction).” Giovanni Luigi, CEO da YachtBrasil, concorda dizendo que os padrões de qualidade e tecnologia embarcada são os pontos fortes da marca. Um exemplo do benefício em seguir normas federais norte-americanas é que os barcos de até 26 pés da linha sport boat possuem o sistema de flutuação positiva, isto é, os barcos são capazes de flutuar mesmo se estiverem completamente inundados de 78 PERFILNÁUTICO 230 SLX, alto desempenho e conforto PERFILNÁUTICO 79
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    PERFIL Sea Ray SpORTBOaTS preferências de cada mercado, simplesmente ao se escolher as opções corretas quando se compra o barco.” Entretanto, além dos opcionais, Robert acredita que o que vai cativar os brasileiros é a quantidade de itens de série das sport boats. “Os barcos vão surpreender pela quantidade de itens, como por exemplo os toldos e lonas de cobertura, equipamento de som, instrumentação completa no painel, caixa de âncora, luzes, etc. Vamos mostrar que, mesmo em barcos pequenos, é possível fazer produtos muito diferentes, uma vez que 210 SLX, perfil elegante e espaço interior se tenha a tecnologia, o design, os recursos e a experiência que a Sea Ray tem.” Modelos da linha no Brasil Os modelos sport boats da Sea Ray são formados por seis linhas: Sport, Sundeck, Overnighter, SLX, Weekender e Sun Sport, das quais três inicialmente foram selecionadas para vir ao Brasil (Sport, SLX e Sundeck). Cada linha tem suas características, porém alguns itens são comuns a todos os modelos. j 270 SLX, grande quantidade de itens de série 80 PERFILNÁUTICO A diversão começa em qualquer barco: Sport, SLX ou Sundeck PERFILNÁUTICO 81
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    PERFIL Sea Ray SpORTBOaTS Os barcos da linha Sport são ótimos para passeios e prática de esportes aquáticos Lauderdale Boat Show em outubro de 2011. Possui várias opções de cores e linhas mais elegantes. Linha SLX – Select Executive Oferece mais sofisticação sem perder o espírito esportivo. Os modelos variam de 20 a 30 pés. Quatro estarão em mares brasileiros: 210 SLX, 230 SLX, 270 SLX e 300 SLX. Todos possuem alto desempenho e sofisticação em navegar, com vários opcionais para diferentes gostos. j 200 Sundeck, uma mescla entre uma bowrider e um deck boat O acabamento é umas das principais preocupações para fundamentar o estilo esportivo com sofisticação das sport boats. Em todos os barcos, há uma porta nas passagens para a proa que protege o cockpit do vento. Os bancos possuem espaço embaixo para guardar objetos, as almofadas dos assentos são fixadas por dobradiças e não ficam soltas como na maioria dos casos. Um destaque para os modelos de até 23 pés é que virão com a carreta de transporte original. Linha Sport Para aqueles que estão iniciando no mundo náutico e que não abrem mão da qualidade mesmo em modelos mais simples. Tem linhas esportivas, são ótimos para esportes aquáticos, ótima performance e desempenho. O modelo SP 190 que é o mais novo da linha, recém-lançado no Fort 82 PERFILNÁUTICO 190 SP, para quem não abre mão da qualidade mesmo em barcos menores PERFILNÁUTICO 83
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    PERFIL Sea Ray SpORTBOaTS Linha SD – Sundeck Caracterizada como uma lancha de luxo de linha intermediária, os modelos Sundeck oferecem uma mistura inteligente entre um barco esportivo e de luxo. A linha surgiu de uma mescla entre uma bowrider e um deck boat, cujo produto final foram barcos de convés mais largo, proa mais espaçosa, banheiro mesmo nos modelos menores, escada na popa e na proa. S C M Y CM MY CY CMY K 240 Sundeck, para esportes ou lazer, um barco acima da média 84 PERFILNÁUTICO
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    PERFIL SeSSa CrUISer 44 www.sessamarine.com DaItália para o verão brasileiro Um barco veloz, com design italiano e que promete garantir muito lazer durante a temporada de verão pelo litoral do Brasil Por Rafaella Malucelli A nova Cruiser da Sessa Marine lançada simultaneamente no Brasil e na Europa em outubro de 2011, é um barco de médio porte com a sofisticação de um grande iate de luxo. A proposta tem no aproveitamento de espaço interno e na navegabilidade confortável os pontos altos. Depois de seis meses instalada em terras brasileiras em parceria com a Intech Boating no estado de Santa Catarina, a empresa italiana já colhe frutos e está em plena produção das cerca de 50 encomendas que já possui para o próximo ano. A Cruiser 44 foi produzida no centro de desenvolvimento da Sessa em Bérgamo, na Itália, mas já foi pensada para o promissor mercado brasileiro com olhos no verão de 2012. j 86 PERFILNÁUTICO PERFILNÁUTICO 87
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    PERFIL SeSSA CrUISer 44 “AC44 foi destaque de lançamento no São Paulo Boat Show, assim como na Europa, na feira náutica de Cannes”, conta José Antonio Galizio Neto, sóciodiretor Sessa Marine Brasil. “A aceitação do público brasileiro superou nossas expectativas. Já durante os testes realizados no mês de novembro na Marinas Nacionais do Guarujá, litoral de São Paulo, a C44 teve sucesso absoluto.” Com característica esportiva, conforto e design interno, o lançamento agradou ao público principalmente pelo desempenho. “São 38 nós de velocidade top e velocidade de cruzeiro bastante confortável aos 30 nós”, destaca Neto. O proprietário do barco na hora da compra pode optar pela propulsão de dois motores Volvo IPS 500 ou IPS 600. Além disso, a C44 possui um casco com boas condições de navegação e capacidade de manobra. A Cruiser também possui uma ampla plataforma de popa hidráulica. Por dentro e por fora O que também chama bastante a atenção no modelo é a valorização dos espaços, tanto externo quanto interno, bem como a luminosidade das cabines. “O espaço de cockpit que proporciona o convívio de até 12 pessoas com muito conforto, a garagem para jet ski ou bote inflável, raro na categoria, o requinte no acabamento, marca registrada da Sessa Marine e o layout interno das duas cabines e dos dois banheiros foram os destaques para o público brasileiro”, exemplifica Neto. j Desempenho de uma lancha esportiva e conforto de um iate de luxo Acabamento refinado com materiais inovadores e móveis de famosas marcas italianas 88 PERFILNÁUTICO Cabines com pé-direito alto, com 1,89 metro Um barco para pessoas de bom gosto que buscam versatilidade na água PERFILNÁUTICO 89
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    PERFIL SeSSa CrUISer 44 Obarco ainda conta com uma cobertura hardtop elétrica e um sistema de ar condicionado para o cockpit, que possui ainda com um confortável sofá em formato de U. Um dos sofás de popa transformase em um amplo solário para banho de sol. O italiano Massimo Radice, vice-presidente da Sessa Marine, ressalta os detalhes que fazem diferença no mercado nacional. “O acabamento dos acessórios com geladeira, ice maker, televisão e churrasqueira são os pontos fortes para uso no verão brasileiro.” Ideal para saídas diárias e também para cruzeiros e férias a bordo Compostas por duas suítes, as cabines da C44 possuem ampla luminosidade e espaço valorizado. “A cabine máster no centro do barco traz uma maior estabilidade e menor barulho das ondas; os amplos vitrais dão uma visibilidade maravilhosa do mar”, conta Massimo. As duas cabines possuem pé-direito alto, com 1,89 metro de altura. A sofisticação do projeto interno do barco fica por conta de materiais inovadores e móveis das mais famosas marcas italianas. “Estas qualidades são resultado do cuidado e da preocupação da Sessa Marine para com a ergonomia e a funcionalidade de seus projetos”, completa Neto. O modelo ainda vem com gerador, ar-condicionado, GPS, iluminação aquática e rádio comunicador VHF. Para brasileiros de bom gosto Massimo Radice destaca que o modelo C44 é para pessoas em busca de versatilidade na água, “um cliente que quer um produto de qualidade elevada, que gosta de conforto e que usa a lancha para saídas diárias, mas que também planeja cruzeiros e férias a bordo”. Neto completa: “A C44 é uma embarcação especial, possui desempenho de uma lancha esportiva, conforto e requinte de um iate de luxo. Foi concebida para clientes especiais que querem j 90 PERFILNÁUTICO Posto de comando bem equipado, excelente espaço na plataforma de popa e cobertura hardtop elétrica Bem ao gosto do brasileiro, a plataforma de popa é muito agradável PERFILNÁUTICO 91
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    PERFIL deseja que alancha proporcione: prazer, conforto, paz e momentos relaxantes com os amigos e familiares. SESSa CrUISEr 44 Excelente aceitação unir esportividade e agilidade ao conforto e convívio com familiares e amigos.” Tanto na Europa, quanto no Brasil, Massimo vê o crescimento dessa categoria de iates. “O mercado de iates de 40 a 50 pés é um dos que mais crescem anualmente e é também um mercado que considero muito interessante. Isso porque são barcos com soluções e espaço característicos de cruzeiros, com um custo acessível e de fácil manutenção. A C44 é um iate excepcional para o mercado brasileiro, com um amplo cockpit e espaço ideal para um cruzeiro veloz.” Escolher um barco de tamanho médio, 40 pés, é uma decisão importante que deve levar em conta alguns aspectos fundamentais como onde se irá navegar, a infraestrutura disponível, as distâncias a serem percorridas e, principalmente, o que mais se No Brasil o barco da Sessa mais comercializado é a C40, lançada pelo estaleiro com condições especiais para comemorar o primeiro ano da Sessa no país. Porém o sucesso e a boa aceitação no mercado nacional estão fazendo com que lançamentos de barcos produzidos aqui sejam antecipados. “No início do projeto, tínhamos uma expectativa conservadora, mas também audaciosa”, revela Neto. “Fomos de certa forma surpreendidos com a demanda. Todos os produtos estão com excelente aceitação e muito bem posicionados no mercado. O tripé construído entre a Sessa Marine, Intech Boating e seus representantes deu à marca confiabilidade e estrutura que o mercado reconheceu e aceitou rapidamente. Tanto que antecipamos o lançamento da Fly 45 de 2013 para 2012, que será lançada e apresentada ao mercado durante o mês de inauguração de nossa nova fábrica em março de 2012.”S C M ESPECIfICaçõES TéCNICaS Y CM MY CY Pé-dIrEITO da CabINE 1,89 m alTUra NO baNhEIrO 1,89 m SOlÁrIO dE PrOa 2,2 x 2 m SOlÁrIO dE POPa 1,2 x 1,7 m CMY K bOCa 4,3 m PESO SEm Carga 10 t TaNqUE dE COmbUSTívEl 1000 L TaNqUE dE ÁgUa dOCE 265 L TaNqUE dE ÁgUaS NEgraS 95 L COmPrImENTO TOTal 14 m 92 PERFILNÁUTICO
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    PERFIL SUN OdySSey 44dS www.md-bally.com.br Jeanneau Design Paixão e “savoir-faire”. Este é o segredo de sucesso do estaleiro francês Jeanneau, uma divisão do centenário grupo Beneteau. Por Thaís Zago 94 PERFILNÁUTICO PERFILNÁUTICO 95
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    PERFIL SUN ODySSey 44DS A Jeanneau é conhecida mundialmente por suas embarcações de luxo com nível de design de ponta, acabamento superior e alto desempenho. Resultado de uma combinação de fatores: a expertise de atuar há 54 anos no mercado e o conhecimento processual adquirido ao longo do tempo. O “savoir-faire”, ou “saber-fazer”, envolve uso de tecnologia a serviço da excelência, designers e arquitetos de renome, segurança no processo de construção, qualidade na escolha dos materiais e componentes e ideias inovadoras. O estaleiro possui 2.500 funcionários e uma rede de mais de 300 distribuidores em todo o mundo. Sua produção anual é de aproximadamente 5 mil barcos, e as fábricas estão concentradas na França, na Polônia e nos Estados Unidos. A boa notícia é que, assim como outros fabricantes internacionais, a Jeanneau está de olho no mercado brasileiro: “Só no Brasil é Sun Odyssey 44DS, um veleiro com a classe Jeanneau 96 PERFILNÁUTICO possível navegar 12 meses por ano e, com o aumento do poder de compra dos brasileiros, será aqui a nossa porta de entrada para a América Latina, em países como a Argentina, o Chile e o Uruguai”, diz Jean-Paul Chapeleau, diretor-geral da Jeanneau. O responsável pelas vendas dos veleiros Jeanneau no Brasil durante os próximos anos é o grupo MD-Bally Mardiesel, empresa brasileira que atua no mercado náutico há 16 anos, representando exclusivamente marcas francesas, como Zodiac, Alliaura e Fountaine Pajot. Durante o Salão Náutico Internacional de Paris, realizado entre os dias 3 e 11 de dezembro, a Jeanneau lançou três novos veleiros, entre eles o Sun Odyssey 44DS. j O grupo MD-Bally, empresa que atua no mercado náutico há 16 anos, representa os veleiros Jeanneau no Brasil Philippe Briand é o responsável pelo desenho das linhas externas do modelo de 44 pés PERFILNÁUTICO 97
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    PERFIL sUN Odyssey 44ds POUCOs dIas aNTes da realIzaçãO dO salãO NÁUTICO INTerNaCIONal de ParIs, a eqUIPe da Md-Bally MardIesel NOs CONCedeU UMa eNTrevIsTa exClUsIva, falaNdO das IMPressões da JeaNNeaU sOBre O MerCadO NaCIONal. PN: Como estão as vendas da Jeanneau no mercado nacional? MD-BALLY MARDIESEL: Nos últimos anos, vemos um crescimento acentuado do mercado em geral e, mais especificamente, dos veleiros Jeanneau. Hoje a flotilha Jeanneau no Brasil conta com cerca de 50 embarcações, das quais aproximadamente 50% comercializadas nos últimos três anos. PN: Como é percebido o crescimento do mercado? MD-BALLY MARDIESEL: O crescimento do mercado ocorreu em várias dimensões. A primeira delas foi geográfica - saímos do eixo Rio-São Paulo; hoje nossa presença no Sul e no Nordeste está em curva ascendente. Também tivemos um crescimento da clientela jovem, na faixa dos 35 a 45 anos, jovens bem-sucedidos, casais buscando novas formas de vida. Percebemos certa migração de proprietários de lanchas, procurando a vela como alternativa mais econômica e saudável. Verificamos que a procura A cabine principal tem uma cama de casal bem grande, assentos individuais de cada lado e banheiro privativo Sun Odyssey 44DS O novo modelo da linha Deck Saloon é perfeito para viagens relaxantes e cruzeiros pela costa. Design inovador e materiais de altíssima qualidade tornam o veleiro sofisticado e extremamente confortável. As elegantes linhas externas foram desenhadas por Philippe Briand — designer da Jeanneau. Destaque para a espaçosa cabine de comando — com áreas dedicadas para comer, relaxar e navegar — mesa inovadora, projeto de leme duplo, casco e planejamento de vela modernos e compartimento especial para armazenagem de equipamento de snorkel. agora é para barcos acima de 37 pés, com sensível incremento das vendas de veleiros acima de 50 pés. PN: Quais são as ações da MD-BALLY MARDIESEL para expandir as vendas da Jeanneau no Brasil? MD-BALLY MARDIESEL: Para fazer face à expansão do mercado, estamos investindo em pessoal, na melhoria de nossas instalações e processos, na ampliação de nossa rede de parceiros e assistência técnica (maior presença no Sul e no Nordeste), na divulgação de nossos produtos e na introdução de novos produtos e serviços. PN: Qual a expectativa da Jeanneau de comercialização para 2012? MD-BALLY MARDIESEL: Neste ano gostaríamos de destacar os produtos da linha Jeanneau Yacht, com modelos de 53 e 57 pés, e os lançamentos Sun Odyssey 509 e Sun Odyssey 44DS. 98 PERFILNÁUTICO Conforto absoluto Na sala de jantar, mesa com regulagem de altura. A cozinha anexa é completa, tem gavetas especiais para garrafas e tampa deslizante para cobrir a pia O projeto de interiores de Franck Darnet — designer da Flahaut — utilizou madeira de nogueira com acabamento fosco para dar um olhar contemporâneo, armários e estofados com acabamento em laca branca, detalhes em couro e em aço inox. Destaque também para a iluminação natural, j PERFILNÁUTICO 99
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    PERFIL lata de lixo;e uma tampa deslizante para cobrir a pia e criar espaço adicional na bancada. O veleiro possui dois banheiros equipados com acessórios modernos, bancada, armários com laca branca, pia, chuveiro e piso de madeira vasado para escoar a água. sUN OdyssEy 44 ds visibilidade para o mar e ventilação, que tornam o ambiente claro e agradável. O salão principal é formado por sala de estar, sala de jantar e cozinha. A sala de estar possui um espaço para a inserção de equipamentos adicionais, como adega, geladeira extra ou microondas. Há também uma bancada com painéis elétricos centralizados, espaço para laptop e TV de tela plana. A sala de jantar possui mesa com perna telescópica que se transforma em mesa de jantar, de café, mesa de centro ou mesmo mais uma opção de acomodação. As inovações no design da cozinha são as gavetas especiais para armazenar garrafas, especiairias e até mesmo Interior personalizado Há duas opções de layout para as cabines: uma mais espaçosa, com a cabine grande para o proprietário na popa e uma cabine de hóspedes para a frente; outra com duas cabines de hóspedes para frente, uma delas com duas camas de solteiro, perfeito para famílias. São exclusividades da cabine do proprietário: um banheiro privativo, cama de casal grande nas dimensões 2 m x 1,9 m, abertura de porta em painel de popa, abundância de compartimentos de armazenamento e assentos individuais de cada lado cama. S EspECIfICaçõEs TéCNICas CapaCIdadE pErNOITE 5 + 2 CabINEs 2 ou 3 baNhEIrOs 2 bOCa 4,24 m CaladO 2,20 m COmprImENTO dO CasCO 12,99 m COmprImENTO Na lINha dE ÁgUa 12,00 m ÁrEa vélICa 81.5 m2 (padrão enrolada) 89.8 m2 (mastro clássico) pEsO (COm mOTOr) GTE 9.750 kg pOTêNCIa dO mOTOr 54 HP TaNqUE dE COmbUsTívEl 200 L TaNqUE dE ÁgUa 330 L prOjETIsTas Franck Darnet (Flahault Design) e Philippe Briand (Jeanneau Design) COmprImENTO TOTal 13,34 m 100 PERFILNÁUTICO www.barracudacomposites.com.br
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    PERFIL SkI NaUTIqUe 200 www.nautique.com Alancha que vale ouro Ideal para a prática de esqui áquatico, a embarcação utilizada nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara conquistou os brasileiros Por Amanda Kasecker 102 PERFILNÁUTICO PERFILNÁUTICO 103
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    PERFIL pelo Brasil, masfoi a estreia para o grande público. Juliana Negrão, atleta brasileira que chegou às finais na categoria slalom do esqui no Pan de Guadalajara, a melhor colocação já alcançada pelo Brasil no esqui feminino, também esteve no Boat Show, dessa vez como representante da marca. “Percebemos que o público que é aficionado pelos esportes náuticos, seja esqui ou wake, realmente sabe como este barco está na frente em termos de desempenho.” Luke Webb, gerente de vendas da Miami Nautique esteve no Brasil para acompanhar o salão e saiu com j SkI NAUTIqUe 200 O estaleiro norte-americano Nautique é sinônimo de barcos especialmente criados para a prática de esportes. Fundado por W.C. Meloon em 1925, pouco mais de trinta anos depois — em 1957 — a empresa já começava a produzir a linha Ski Nautique, uma inovação para a época. Agora, a Nautique traz ao Brasil uma das melhores versões de produto voltado para a prática de esqui aquático: a Ski Nautique 200. A lancha apresenta todos os requisitos para competições de alto nível e agrada aos amantes do esporte. Uma lancha que apresenta todos os requisitos para competições de alto nível O design assimétrico do painel e para-brisas proporciona um campo de visão ampliado Mas o que faz dessa lancha uma das embarcações mais elogiadas pelos atletas e uma das mais premiadas do mundo? Certamente parte dos méritos esportivos deste barco está em seu exclusivo casco Optimal Surface Control (OSC), de terceira geração. Olhando-o por baixo, é possível ver alguns detalhes e quinas - chamados de chines e steps —, pensados para proporcionar uma performance inigualável e evitar as marolas, justamente o que caracteriza a embarcação para a prática de esqui e não de wake. O design assimétrico do painel e para-brisas criam um campo de visão bastante ampliado. Outro detalhe é a posição do motor. Em movimento com a proa levantada, o motor fica em uma posição horizontal perfeita, o que permite o melhor fluxo de óleo e resfriamento do sistema, prolongando a vida do material. A tecnologia empregada facilita a vida do piloto, que pode controlar o formato e o tamanho da marola com o sistema Hydro-Gate com SportShift. Ou seja, no mesmo barco, você consegue a mais suave das marolas, para o slalom, ou ondas, formando rampas para saltos e manobras. No painel digital ainda é possível gravar a preferência de velocidade do barco, regulagem do trim e até o set list das músicas de acordo com a preferência de cada esquiador. A prata da casa no mercado brasileiro Painel digital e memória de preferências para múltiplos esquiadores 104 PERFILNÁUTICO Em outubro no São Paulo Boat Show, a Nautique apresentou pela primeira vez a Ski Nautique 200 aos brasileiros. Já existiam alguns desses barcos navegando O piloto pode controlar o formato e o tamanho da marola com o sistema Hydro-Gate com SportShift PERFILNÁUTICO 105
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    PERFIL SkI NAUTIqUe 200 boasimpressões: “Normalmente vendíamos alguns barcos para o Brasil, mas neste ano conseguimos vender muito mais. Com a crise internacional, todo mundo está falando no BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). Mas eu não vejo nenhum outro país pronto como o Brasil. O interesse pela Nautique aqui é excelente, e vocês têm mais praias e mais sol do que qualquer um.” A Nautique pretende fazer uma série de eventos no verão 2012, que incluem aulas práticas de esqui e wake. As datas e as novidades estarão no site www.nautiquebrasil.com.br. As medalhas e competições da Nautique A Ski Nautique 200 é o barco oficial de grandes competições, como U.S. Masters, Moomba Masters e Big Dawg Series nos Estados Unidos, no Campeonato Canadense e no México, durante o Pan de Guadalajara, quando nove medalhas de ouro foram decididas no reboque de uma Nautique. A Nautique pretende fazer uma série de eventos no verão de 2012 Em setembro deste ano a esquiadora Clementine Lucine entrou para a história com uma lancha Ski Nautique nos Estados Unidos, quando bateu o recorde mundial de pontos. “Há poucos anos, ninguém achava que uma mulher ia chegar a esta marca”, contou Clementine. “A Ski Nautique 200 é o melhor barco de esqui já feito no mundo, e treinar e competir com ela foi fundamental para meu recorde.” Um pouco de história Tecnologia empregada facilita a vida do piloto e espaços planejados permitem mais conforto para quem está a bordo 106 PERFILNÁUTICO Desde a sua fundação em 1925 por W.C. Meloon, a Nautique, que nasceu em Pine Castle, na Flórida, como Florida Variety Boat Company, mudou de nome algumas vezes, até que em 1936 ela assumiu o nome que leva até hoje: Correct Craft, propriedade de descendentes de W.C. Meloon. Com mais de 85 anos de história dedicada aos esportes náuticos, a Nautique é pioneira em dezenas de inovações. Foi, por exemplo, a primeira empresa a j Desempenho ideal para a prática do esporte e navegação agradável para um simples passeio PERFILNÁUTICO 107
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    PERFIL skI NaUTIqUe 200 usarcarros, e não trens, para transportar barcos pelo país. Foi das pranchetas da empresa que saiu também, em 1952, a primeira plataforma de popa, a área preferida dos brasileiros até nas grandes embarcações. Mais recentemente, os barcos da Nautique foram os primeiros capazes de mudar a onda produzida pelo barco conforme o desejo do atleta, graças ao sistema Hydro-Gate com SportShift. A fábrica do estaleiro fica em Orlando, onde foi construída uma estrutura de 270 mil metros quadrados em um terreno que inclui dois lagos para testes. De acordo com o estaleiro, para chegar a esses modelos ideais para cada tipo de aventura, a participação dos atletas foi e continua sendo fundamental. São testes e mais testes para se chegar a modelos cada vez mais perfeitos. E, apesar de tantas melhorias nesses 54 anos, os representantes da Nautique dizem que sempre há algo a melhorar. S C Para-brisa aberto no meio para facilitar o acesso à água pela proa M Y CM esPeCIfICações TéCNICas MY CY CMY K CaPaCIdade PasseIO 7 bOCa 2,41 m TaNqUe de COmbUsTível 109,8 L CaladO 0,56 m PesO seCO 1.293 kg COmPrImeNTO TOTal 6,10 m COm PlaTafOrma 6,65 m 108 PERFILNÁUTICO
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    PERFIL Longe do lugar comum AgUz 37OpeN www.aguzmarine.com.br Uma lancha brasileira com sangue italiano, excelente aproveitamento de espaço e opções de layout com um, dois ou três quartos Por Angelo Sfair Í mpar é o melhor adjetivo para definir a Aguz 37 Open. Até mesmo porque essa é a número um, a primeira embarcação de série construída pelo estaleiro brasileiro Aguz Marine. Há 30 anos no mercado, a empresa aposta na personalização e na parceria com o famoso estúdio italiano Ferragni & Tolinni Yacht Design para se firmar no mercado nacional. Rogério Amodio, um dos sócios do estaleiro, explicou a decisão por contratar um estúdio italiano para fazer o desgin. “Queríamos sair do lugar-comum e ter um barco realmente diferente, que oferecesse ao cliente muito mais do que existia anteriormente no mercado. Um projeto cuidadoso e idealizado por profissionais especializados e experientes.” A lancha cabinada de 37 pés tem como grandes destaques o design arrojado, o fino acabamento e a j 110 PERFILNÁUTICO O estaleiro Aguz Marine apresenta sua primeira embarcação de série e aposta no design arrojado PERFILNÁUTICO 111
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    PERFIL As opções decustomização não param por aí. O proprietário pode ainda personalizar a área externa — que comporta quatro pessoas deitadas confortavelmente —, o que garante a cada lancha o perfil de seu dono. A cor também fica por conta do comprador. O estaleiro colocou à disposição dos clientes uma cartela com mais de mil cores a serem escolhidas, que são aplicadas ao casco sem nenhum custo adicional. “A Aguz 37 Open oferece ao cliente a possibilidade de fazer o seu barco”, aponta Amodio. “Embora cada Aguz tenha o mesmo DNA, cada barco é único e, portanto, agrada aos clientes que apreciam a exclusividade. A Aguz se adapta ao proprietário, e não ele à lancha. Queremos levar isso tão a sério que quase todas as personalizações disponíveis não têm custo adicional para o cliente. Como até agora só tínhamos produzido barcos customizados, quisemos manter esta opção de customização, mesmo que teoricamente a Aguz 37 seja uma produção em série”. AgUz 37 OpeN Ousadia do lado de fora A área externa também é um dos pontos mais ousados da lancha, oferecendo duas opções para o cliente. Aberta, ela conta com a maior largura da categoria, transparência dos grandes vidros que permitem a passagem de luz e otimizam a iluminação interna da embarcação, permitindo a quem está dentro da cabine observar o que acontece do lado de fora. “A iluminação interna é algo muito importante atualmente”, avalia Amodio. “Em primeiro lugar, a transparência dos grandes vidros permite ao usuário ver o mar sempre e ter o brilho da água refletido dentro do barco. Além disso, a luminosidade obtida através das janelas laterais faz com que praticamente não seja necessário o uso de luzes durante o dia, trazendo uma considerável economia de energia a bordo.” contando com um solário espaçoso e confortável. Outra opção é a instalação de três sofás que abrigam três pessoas cada. O fino acabamento mostra o porquê de a lancha nacional ressaltar sua origem italiana. Os estofados são forrados com couro sintético antimofo e resistem aos raios ultravioletas. Já o posto de pilotagem tem seu acabamento feito em fibra de carbono e foi pensado para ter uma circulação confortável no cockpit. Além da beleza e da customização, a Aguz 37 Open não deixa de lado a performance. “O projeto também foi concebido para ser um barco navegador. Seu casco não só corta bem as ondas como amortece j A Aguz adapta-se ao proprietário e quase todas as personalizações disponíveis não têm custo adicional Um dois ou três quartos? A iluminação natural e o aproveitamento do espaço valorizam o interior da lancha que pode ser personalizada ao gosto do proprietário 112 PERFILNÁUTICO Outro diferencial da Aguz 37 Open é o número de passageiros que ela comporta. A embarcação acomoda até 14 pessoas e oferece a opção de até seis camas, dependendo das configurações de layout escolhidas. O proprietário tem a possibilidade de personalizar o projeto, podendo decidir entre quatro layouts (com um, dois ou até três quartos). O conforto se estende ao generoso pé-direito, chegando a 1,92 metro nos pontos mais altos, independente do layout escolhido. A área externa também apresenta opções de layout, em harmonia com o posto de comando central de um barco navegador PERFILNÁUTICO 113
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    PERFIL agUz 37 OpeN Oequilíbrio entre desempenho e economia de combustível é o ponto forte, em função do formato do casco e da tecnologia de construção os impactos quando saltos ocorrem. O equilíbrio é um ponto forte, dispensando até mesmo o uso de flaps hidráulicos”, comenta Amodio. “O perfeito formato e a hidrodinâmica do casco, aliados a uma primorosa construção, feita com materiais de última geração, fazem com que a Aguz 37 Open tenha um casco navegador e econômico ao mesmo tempo.” Os responsáveis por mover essa máquina são dois motores — com potências que variam entre 250 e 370 HP —, que a levam a uma velocidade máxima de 39 nós. Produzida com padrão europeu de qualidade, a Aguz 37 é um marco histórico para o estaleiro, cuja fábrica está instalada em Diadema, São Paulo, e abrange uma área de aproximadamente 2 mil metros quadrados. Atualmente o estaleiro conta com 25 funcionários, mas esse número tem crescido semanalmente por conta da Aguz 37 Open. S espeCIfICações TéCNICas C M Y CM CapaCIdade passeIO 14 CapaCIdade perNOITe 6 CabINes 1, 2, ou 3 baNheIrO 1 MY CY CMY K bOCa 3,50 m alTUra CabINe 1,92 m CaladO mÁxImO 0,95 m TaNqUe de COmbUsTível 680 L TaNqUe de ÁgUa 240 L velOCIdade mÁxIma 39 nós COmprImeNTO 11,35 m 114 PERFILNÁUTICO
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    PERFIL EsTalEIrO COlUNNa www.colunna.com.br De projeto universitário anegócio A história do estaleiro Colunna, um dos precursores do jet ski e do jet boat no Brasil Por Amanda Kasecker F alar da história do jet ski e do jet boat no Brasil e não citar o paulista João Victor Eduardo Colunna é praticamente impossível. Colunna foi um dos precursores do desenvolvimento e da divulgação dos produtos, em uma época em que eles ainda eram raridade ou nem existiam no Brasil. Tudo começou em 1981, quando Eduardo tinha apenas 18 anos e idealizou, desenvolveu e fabricou seu próprio jet ski para um trabalho de conclusão do seu curso de projetos e design. Sozinho, ele desenvolveu o casco e moldou peça por peça do motor e do hidrojato, um dos primeiros desse tipo no país. j 116 PERFILNÁUTICO A relação de Eduardo Colunna com o mundo náutico começou na época da faculdade. Hoje ele comanda um dos maiores estaleiros do país PERFILNÁUTICO 117
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    PERFIL EsTalEIrO COlUNNa “Eu cursavaengenharia e naquela ocasião também fiz um curso de design”, conta Eduardo. “Como produto final de conclusão de curso eu tinha que fazer uma moto. Como eu gostava mais de mar do que de moto, perguntei se eu podia desenvolver um jet ski com motor de moto. Não existia ainda jet ski no Brasil, então a coisa toda foi uma grande novidade.” Com o sucesso do protótipo, o produto foi levado ao mercado, Eduardo criou a marca Colunna e foi pioneiro do segmento no país. Desde então, o envolvimento apenas aumentou. “Nos anos 90, com o incentivo à importação de veículos promovida pelo governo Collor, passamos a construir jet skis para competição”, explica Colunna. “No início dessa década, fui campeão brasileiro, e o que era um hobby passou a ser um negócio.” Uma coisa leva a outra No princípio da década de 90, a Colunna iniciou a produção de barcos maiores, estimulada pelo sonho de fabricar lanchas com motor a hidrojato. Em 1995 criou uma pequena lancha de 12 pés, com capacidade para três pessoas, veloz, boa nas curvas e com uma turbina no lugar do tradicional hélice. Nascia assim, o primeiro jet boat brasileiro, uma mistura de lancha com jet ski que conquistou os brasileiros. “Fomos os primeiros no Brasil a fabricar jet boats”, conta Eduardo. No princípio dos anos 90 a Colunna iniciou a produção de barcos maiores A Sport Cruiser 435 é o mais recente lançamento e também o maior barco do estaleiro Estaleiro Colunna é pioneiro no Brasil na fabricação de jet boats 118 PERFILNÁUTICO O sucesso foi tanto que na época os jet boats se tornaram o principal produto da empresa. Um dos modelos mais lembrados até hoje foi o Senna, lançado em 2003, em homenagem ao piloto Ayrton Senna. A ideia de criar um modelo foi conversada com o próprio ídolo de automobilismo nos anos 90, que veio a falecer em 1994. Quando o projeto saiu do papel, em 2003, o XR2-S Senna tornou-se o jet boat mais famoso do país, com destaque para a versatilidade, aliada a um design arrojado, com linhas futurísticas. Um passo mais ousado Em 2004 a Colunna lançou no mercado uma lancha de 32,5 pés, nascida de um brilhante projeto: a Sport Cruiser 325. Um dos momentos mais difíceis do estaleiro, segundo Eduardo, foi quando o governo liberou as importações. “Os empresários enfrentaram uma grande concorrência dos importados, que tinham preços mais baratos e marcas conhecidas. Mas não desistimos.” O mais recente lançamento do estaleiro foi a Sport Cruiser 435, o maior barco do estaleiro. j PERFILNÁUTICO 119
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    PERFIL EsTAlEIRO COlUNNA “O lançamentoaconteceu durante o São Paulo Boat Show desse ano”, comenta. “A repercussão foi excelente, uma lancha com acabamento de primeira qualidade e que não deve nada para nenhum barco estrangeiro.” De projeto escolar a grande estaleiro Depois de um projeto ousado de conclusão de curso, Eduardo acabou se tornando proprietário de um dos estaleiros mais bem conceituados do Brasil. A sede da Colunna é em São Bernardo do Campo, Grande São Paulo. Na fábrica trabalham cerca de 100 funcionários em 9 mil m2 de área com 4.500 m2 de área construída. A linha de produção não para de se diversificar. Todos os projetos são assinados pelo estaleiro. “Projetamos e modelamos os barcos internamente e contamos com fornecedores”, afirma Eduardo. Segundo o fundador do estaleiro Colunna, atualmente a produção anual da empresa gira em torno de 70 a 80 barcos. “O Estaleiro Colunna prima pela qualidade e não pela quantidade. Nosso ponto forte é a assistência de pós-venda, o que reflete em uma porcentagem altíssima de satisfação. Essa é nossa ideologia e prática de atuação.” Atuando no ramo náutico há mais de 20 anos, Eduardo Colunna é também presidente da Acobar – Associação Brasileira de Construtores de Barcos e seus Implementos. “Com a associação, temos representatividade junto aos governos, com a intenção de sensibilizar nossos representantes e mostrar que as embarcações não podem ser vistas como um objeto supérfluo, pelo contrário, a atividade é muito importante e contribui com o setor econômico do país, gerando empregos, desenvolvimento de infraestrutura, transporte, novas tecnologias, entre outros fatores.” Colunna Racing: do mar para as pistas A fábrica está muito bem instalada em uma área de 9 mil m2 em São Bernardo do Campo, Grande São Paulo 120 PERFILNÁUTICO Há mais de dez anos, a Colunna passou a atuar também no fornecimento de peças Hi-Performance em fibra de carbono e kevlar para as diversas categorias do automobilismo de competição. Elas são elaboradas no processo a vácuo. Em pouco tempo, a Racing já se tornou fornecedora oficial de todas as peças de fibra de vidro ou fibra de carbono da Porsche GT3 Cup; dos volantes de fibra de carbono da Stock Car; de todas as peças aerodinâmicas e carenagens de fibra de carbono da Fórmula 3; de peças diversas de fibra de carbono da GT3 e do Trofeo Maserati. j Com capacidade para 16 pessoas para passeios, a Sport Cruiser 435 acomoda até sete para pernoite PERFILNÁUTICO 121
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    PERFIL GO WIRELESS EsTaLEIrO COLUNNa novoe7 CONHEÇA MAIS DETALHES DO NOVO e7 E ASSISTA O VÍDEO DE UM JEITO DIFERENTE. Baixe um leitor de QR code em seu celular, fotografe o código e assista ao video ou acesse www.marinexpress.com.br. Hybrid Touch Operação simultânea do sistema e7 pelo teclado e touchscreen. Conexão Wi-Fi com Iphone e Ipad Veja a cartografia e insira rotas usando seu Iphone ou Ipad por conexão Wireless. Colunna 235, excelente navegação e refinado acabamento 3 vezes mais rápido Processador Dualcore + processador gráfico que permite desenho instantâneo da carta ao alterar o zoom. Radar digital HD de última geração, sonda digital HD, cartografia 3D e vídeo, com performance inédita. Linha de produção Hoje, o estaleiro conta com uma linha de produção que engloba as seguintes embarcações: Colunna 235 Open, Colunna 235 Cabin, Colunna 325 Sport Cruiser, Sport Cruiser 435, Expert 3 Limited Edition, Jet Boat XR2-S Especial Edition, Jet Boat Senna. s Jet Boat: Lançado em 1996, é um produto esportivo e de alta resistência com design futurístico e cores vivas. Possibilita manobras divertidas e radicais na água. s Colunna 235 Open: Lançada em 2008, é uma lancha de 23,5 pés, porte médio e ótima navegabilidade, bom espaço interno e acabamento impecável. Bastante indicada para ser o primeiro barco da família, com capacidade para nove pessoas. 122 PERFILNÁUTICO Operação em Rede s Colunna 325 Sport Cruiser: Lançada em 2005, a lancha de 32,5 pés tem um ótimo custo-benefício para quem deseja um barco com tamanho razoável. Possui autonomia para realizar longos passeios e leva até 12 pessoas com total segurança. s Sport Cruiser 435: Lançamento mais recente do estaleiro, de 2011, esse barco de 43,5 pés tem um design moderno e boa navegabilidade com o máximo de luxo, requinte e excelente acabamento em duas suítes completas. A capacidade é de até 16 pessoas, sendo sete para pernoite. S Sistema com até 6 displays, ideal para barcos open e cabinados. Controle Remoto Bluetooth sem fios Controle escala, waypoints, músicas MP3 e muito mais pelo controle sem fios de leme. Cada vez mais perto de você Cruiser Racer Vendas Região Sudeste Tel.: (11) 5035.7166 Filial Angra dos Reis Marina Verolme Tel.: (24) 3361.2370 Filial Sul Marina Tedesco Tel.: (47) 3367.7167 www.marinexpress.com.br info@marinexpress.com.br Centro de Distribuição Santa Catarina Tel.: (48) 3263.1144
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    Iate Clube dosJangadeiros Iate Clube dos Jangadeiros 70 anos de dedicação à vela e de conquistas no esporte Por angelo sfair A ideia de criação da ilha surgiu nos anos 40 e foi colocada em prática nos anos 60 F Uma casa da vela no Rio Grande do Sul 124 PERFILNÁUTICO undado no dia 7 de dezembro de 1941, pelo empresário e esportista Leopoldo Geyer, o Clube dos Jangadeiros surgiu impulsionado pela vela. O objetivo inicial era que o esporte pudesse ser praticado também na zona sul de Porto Alegre, já que o iatismo na época ficava restrito à zona norte da cidade. Localizado à beira do Rio Guaíba, o marco fundamental do clube foi a compra de uma chácara na Baía da Tristeza, com recursos levantados com a venda de títulos patrimoniais. Um ano após sua fundação, o Jangadeiros já contava com um trapiche de 60 metros de extensão, viabilizando, então, que barcos de maior porte fossem colocados na água. A partir deste terreno, o clube adquiriu uma nova área vizinha, possibilitando a construção de duas quadras de tênis e mais pavilhões para guardar embarcações. Com as duas sedes – continental e oceânica –, o clube oferece uma excelente Sede oceânica Uma ilha artificial foi construída para a instalação da sede oceânica do clube. A Escola de Vela Barra Limpa foi anexada à ilha em meados da década de 70, e a partir daí o Jangadeiros tornou-se um celeiro de atletas de ponta. A O Objetivo inicial era que o esporte a vela pudesse ser praticado também na zona sul de Porto Alegre estrutura para sócios e convidados, opções de lazer e condições para práticas esportivas em alto nível. relação do clube com o esporte é tradicional. Em 1959, ainda em sua fase de estruturação, foi j PERFILNÁUTICO 125
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    Paradeda tem umforte histórico de presença no clube – em 2001, Xandi conquistou o título mundial de Snipe ao lado de seu primo Eduardo. Na classe 470, destaca-se a dupla formada por Fábio Pillar e Gustavo Thiesen, que recentemente conquistou o vicecampeonato na 26ª Universíade, realizada em Shenzhen, na China. Iate Clube dos Jangadeiros Ilha dos Jangadeiros A sede oceânica é a grande joia do clube. Ainda nos anos 40, o fundador do Clube dos Jangadeiros, Leopoldo Geyer – que também participou da criação do Veleiros da Ilha e do Iate Clube Guaíba –, lançou a ideia de criar uma ilha com a intenção de ter um espaço capaz de recepcionar embarcações de maior porte. O nome oficial da Ilha dos Jangadeiros é Geraldo Tollens Linck, nome do comodoro que não mediu esforços para tornar real o sonho de fazer surgir uma ilha em pleno Rio Guaíba. A construção se deu duas décadas depois de lançada a ideia, nos anos 60. Ao todo são 300 vagas secas e 250 vagas molhadas Hoje a ilha oferece uma das melhores estruturas náuticas do país. A área de sete hectares suporta 250 embarcações na água e 300 em vagas secas. Há também um guindaste com capacidade de 20 toneladas para deslocar as embarcações de até 75 pés que permanecem em galpões. Além disso, o espaço oferece galpões para monotipos, três rampas de acesso ao rio, quatro trapiches e oficina para manutenção. Regatas de aniversário Para comemorar os 70 anos do Clube, não havia escolha melhor do que um grande fim de semana com regatas de diversas classes, realizadas nos dias 3 e 4 de dezembro, com sol e bons ventos. Ao todo, 16 modalidades estiveram em disputa, a maioria vencida por atletas do próprio clube. Apesar do clima amistoso, as boas condições do tempo proporcionaram acirradas disputas e algumas viradas nas águas do Guaíba. S Fernanda Oliveira e Isabel Swan, as primeiras medalhistas olímpicas da vela brasileira sede do Campeonato Mundial da Classe Snipe, o primeiro grande campeonato de vela disputado no Brasil e no Hemisfério Sul. Desde os anos 70, muito em virtude da existência da Escola de Vela Barra Limpa, os atletas do Clube dos Jangadeiros começaram a se destacar no cenário nacional, conquistando inéditos títulos nas classes Optimist, 470 e Hobie Cat. Nos anos 90, com a modernização e ampliação da estrutura náutica, voltou a receber competições importantes, nacionais e internacionais. O mundial de Snipe de 1959 foi o primeiro campeonato de grande porte realizado no Hemisfério Sul 126 PERFILNÁUTICO Medalhas olímpicas e títulos internacionais Nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, Fernanda Oliveira e Isabel Swan, atletas do Clube dos Jangadeiros, fizeram história na vela brasileira. A conquista da medalha de bronze na classe 470 marcou a estreia da vela feminina brasileira em um pódio olímpico. Xandi Paradeda é outro nome de referência na vela nacional e também cria dos Jangadeiros. Na classe Snipe, ele é campeão mundial, pan-americano e sete vezes o melhor do Brasil. A família O empresário e esportista Leopoldo Geyer e a faixa do Mundial de 1959 PERFILNÁUTICO 127
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    As delícias doTambaiá Hotel Marina itapoá O restaurante Tambaiá faz parte da infraestrutura do Baití. Idealizado pelo casal de chefs Emiliana e Emídio, o restaurante conceituase como a “cozinha da alma”. A gastronomia tem a identidade deles, com o toque da cozinha regional, destacando pescados e frutos do mar. As receitas são exclusivas, cheias de aromas, temperos e ervas finas. Além dos pratos mais elaborados, no cardápio do restaurante, também há refeições rápidas que atendem o público executivo que trabalha ou presta serviços no Porto de Itapoá – que fica próximo ao local. A união da família Nóbrega Gastronomia com a identidade dos chefs Emiliana e Emídio O Baití nasceu com o espírito empreendedor do casal Ana Lúcia e Carlos Roberto Nóbrega, que acreditou e uniu os dons profissionais de seus filhos para viabilizar o negócio. A filha Emiliana Carvalho e seu marido, Emídio Carvalho Neto, são De frente para o mar, o Hotel Marina Itapoá oferece todo conforto para turistas e navegantes, esses com barco na garagem Um aconchego chamado Baití lugar admirável, confortável e elegante com um mar inteiro à disposição por Leo Suzuki Fotos: Elis ribeirete O Baití realmente é um lugar repleto de novidades, a começar por sua localização, na Baía de Babitonga, entre as cidades de São Francisco do Sul e Joinville, em Santa Catarina. A baía é considerada um dos mais belos ecossistemas do país, o mar é calmo, as águas são mornas e límpidas, e durante todo o ano é possível se banhar e praticar atividades esportivas. 128 PERFILNÁUTICO Além de um mar inteiro à disposição, a estrutura do local é referência na região. O hotel impressiona na arquitetura e no conforto; a gastronomia conquista os mais variados paladares e a assistência náutica, com uma marina e profissionais qualificados, oferece todo o suporte à embarcação. O empreendimento foi idealizado a partir de um pensamento sustentável, valorizando a mão de obra e profissionais da região. Ao todo são 15 apartamentos: três suítes máster e duas suítes marina – a última, criada especialmente para alojar famílias. Na área social do hotel, ficam à disposição dos hóspedes: sala de ginástica, sauna, vestiários com chuveiros, sala de estar com lareira, televisão, computador, além de internet sem fio em todo o espaço. O Baití também oferece uma sala para reuniões e eventos, com o intuito de receber o público empresarial. A marina tem vagas para 20 embarcações, de 26 a 30 pés. Futuramente, o objetivo é aumentar a capacidade para 100 vagas. O espaço é monitorado com sistema de alarme, tem instalada uma bomba para abastecimento de combustível, boxes individuais e vestiários com chuveiros. Anexo ao hotel o restaurante Tambaiá oferece deliciosas opções no cardápio os chefs responsáveis pelo restaurante Tambaiá. O filho Carlos Henrique é arquiteto e planejou todo o design do local. Ao lado, o Porto de Itapoá Tanto na área social como nas suítes, os espaços são agradáveis e aconchegantes O Baití fica ao lado do Porto de Itapoá, o mais novo empreendimento do sul do Brasil. Com localização geográfica estratégica, o terminal é adequado para receber navios de grande porte, funcionando como um porto concentrador de cargas e de linhas de navegação. S PERFILNÁUTICO 129
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    Mergulho Curaçau, a cor doCaribe Uma ilha fantástica onde se esquece das preocupações do dia a dia para relaxar num paraíso Por Carolina Schrappe Fotos: Kadu Pinheiro 130 PERFILNÁUTICO PERFILNÁUTICO 131
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    Mergulho O s mergulhos emCuraçau são variados. Existem belos naufrágios, mergulhos com golfinhos, águas azuis e visibilidade que varia de 20 a 40 metros. A navegação é rápida até os melhores pontos e a estrutura hoteleira muito boa. Curaçau é um programa para família, para solteiros, para casais, para todos que queiram descansar, mergulhar e se divertir. A história da ilha começa em 1499, durante a terceira viagem de exploração do Novo Mundo por Cristóvão Colombo. Depois do seu descobrimento, os espanhóis permaneciam na ilha à procura de pedras preciosas. Mais tarde, a Holanda, a França e a Inglaterra queriam sua posse, pois consideravam a ilha um ponto comercial estratégico entre a Europa e a América. Em 1634, Curaçau transformou-se numa colônia holandesa e, em 1815, um tratado internacional deu a posse definitiva para a Holanda. Em 1954, o governo de Curaçau tornou-se autônomo. É a principal ilha das chamadas Antilhas Holandesas. Sua capital é Willemstad, considerada pela Unesco Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, com sua arquitetura colonial de cores vivas, animado comércio e moinhos de vento. Os fortes militares e o Cemitério Beth Haim – o mais antigo das Américas – são outras atrações turísticas. Moreia-verde surge em meio a corais coloridos feitas no atacado. O florim é a moeda oficial e vale cerca de 1,75 em relação ao dólar, que também é aceito em todas as lojas e restaurantes. Localização privilegiada A ilha de Curaçau fica ao sul do Caribe, a mais ou menos 60 km da costa da Venezuela. Em uma área de 472 km² são 38 praias e 40 baías, onde o sol brilha praticamente o ano inteiro. A capital Willemstad é cortada ao meio pela Baía de Santa Ana, que fica dividida em duas partes: Otrobanda (residencial) e Punda (comercial e turística). Em Willemstad está localizado o centro comercial, industrial e bancário, e o povo local é sempre muito simpático. Cardápio peculiar Compras De Breedestraat, De Heerenstraat e Madurostraat são as ruas mais famosas da capital, com grande comércio de eletroeletrônicos, perfumes, joias, relógios, roupas e equipamentos de informática que atraem a atenção dos turistas. Há também a opção da zona franca, com preços mais baixos, onde as compras só podem ser 132 PERFILNÁUTICO A beleza de Curaçau pode ser vista de dentro ou de fora da água A cozinha de Curaçau baseia-se, em peixes e frutos do mar, mas também há muitos restaurantes de cozinha internacional. Jambo (espécie de feijoada de quiabo), bestia chiki (cabrito ao molho, acompanhado de arroz mouro com lentilha, quiabo e banana frita), sopito (peixe com creme de coco), karni stoba (carne ensopada) e sopa de iguana são alguns dos saborosos pratos tradicionais. Para a sobremesa, quesilho (pudim de caramelo) e casjupete (bolo preto) são boas pedidas. Para beber, fruit punch (uma mistura de suco de abacaxi e suco de laranja, com um pouco de granadine não alcoólico) e a famosa piña colada são as mais indicadas, depois da Amstel, a cerveja holandesa fermentada em Curaçau e feita com água dessalinizada. j A ilha de Curaçau fica no sul do Caribe a mais ou menos 60 km da costa da Venezuela PERFILNÁUTICO 133
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    Mergulho Destaque ainda parao licor que leva o nome da ilha, uma receita original produzida a partir da fermentação do óleo retirado de cascas de laranja. O sabor é inigualável. Curaçau é uma festa A música é o que faz a diferença nas noites da ilha. Shows folclóricos embalados por rumba, salsa e merengue e uma programação variada para todos os gostos. Durante o ano são realizados festivais de carnaval, de rumba, de jazz, de cinema e de televisão. No final do ano começa a Festa de Saint Nicholas, o nosso Papai Noel, que chega a bordo de um veleiro e sai distribuindo doces e presentes às crianças de Willemstad. Navio que naufragou no litoral norte da ilha O mar de Curaçau Quilômetros de belas paisagens naturais, águas azulturquesa que passam pelo verde-esmeralda e terminam no azul-marinho em alto-mar. As praias do norte são impróprias para o banho, pois possuem águas-vivas Esponjas e corais coloridos e barracuda patrulhando os arredores e muitas rochas. As do sul, entretanto, são ótimas, e a praia de Kenepa é uma delas. Como a densidade pluviométrica é muito baixa (500 mm por ano), o céu está sempre azul. As temperaturas não ficam abaixo dos 23 graus. O carro é fundamental para o acesso às águas cristalinas de Lagun, Westpunt, Baia Beach, Jeremi, Santu Pretu, San Nicolas, Jan Thiel e Daaibooi. Onde mergulhar Vida marinha própria da região, riquíssima 134 PERFILNÁUTICO Mushroom Forest: um dos mais famosos pontos de mergulho de Curaçau, composto por formações de corais duros que se assemelham a cogumelos. É rico em vida marinha: pequenos cardumes, moreiasverdes, esponjas e corais coloridos. O ponto alto é uma caverna chamada Blue Room, que pode ser visitada ao final do mergulho para um belíssimo snorkel. Superior Producer: um dos melhores mergulhos de naufrágio do Caribe. Nem sempre é possível, pois está numa região com intenso tráfego de navios de cruzeiro. Consulte a operadora a respeito das melhores datas. A embarcação está coberta de corais e geralmente é possível avistar grandes barracudas patrulhando os arredores e realizar pequenas penetrações em seus porões e sala de comando. Dolphin Dive: mergulho realizado em conjunto com a Dolphin Academy, junto a golfinhos acostumados a interagir com seres humanos em seu ambiente natural. É uma experiência maravilhosa passar 40 minutos interagindo com um dos animais mais inteligentes do mundo, vale cada centavo. j PERFILNÁUTICO 135
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    Mergulho Mergulho junto agolfinhos acostumados a interagir em seu ambiente natural com seres humanos Onde ficar Nos hotéis ao longo da ilha as diárias variam de U$ 100 a U$ 300. As opções vão do clássico e confortável estilo americano ao acolhedor e romântico estilo francês. O Hilton tem completa infraestrutura para mergulho, possui um dive center para cursos e saídas regulares com a Ocean Encounters, a maior operadora de mergulho da ilha. É possível fazer mergulho de praia e também programar saídas de diversos outros hotéis: Holiday Beach, Marriot, Kura Hulanda/Leading Hotels of the World, Floris Suite Hotel, Loris Suite Hotel, Hotel Howard Johnson, Superclub Breezes, Avila Beach, Trupial inn e Lions Dive & Beach Resort. Uma recomendação para o novíssimo Hyatt Regency Curaçao Golf e Hyatt, especial para mergulhadores, com dive center, estrutura completa de lazer, atendimento impecável e cozinha internacional comandada pelo chef brasileiro Vicent Pellegrini. Transporte não é problema. INFOrmaçõeS SObre PaCOTeS TUríSTICOS É possível realizar pequenas penetrações nos porões e na sala de comando da embarcação coberta de corais 136 PERFILNÁUTICO www.acquanauta.com.br www.arribatur.com.br Todos os hotéis possuem vans e os táxis rodam sem taxímetro, o que significa que o turista pode negociar o preço antes de embarcar. Fácil comunicação Além do inglês e do holandês, o papiamento é a língua oficial. Para o turista brasileiro é fácil compreender a língua falada pelos curaçolenhos – o papiamento – que deriva de “papiar”. Além da escrita, a sonoridade da língua é próxima do português, quando falado lentamente. A economia da ilha gira basicamente em torno da refinaria de petróleo, das companhias off-shore e do turismo. Não existe fonte de água doce em Curaçau. Uma fábrica desenvolveu um processo de dessanilização da água do mar, e também gera energia para a ilha. O superaquecimento das caldeiras faz com que a água evapore e o sal fique depositado. O vapor é resfriado e a água sai pura e límpida em todas as torneiras. S Carol Schrappe é instrutora de mergulho e proprietária da operadora de turismo de mergulho Acquanauta. www.acquanauta.com.br. Kadu Pinheiro é fotógrafo, design gráfico e instrutor de mergulho e fotografia subaquática. www.kadupinheiro.com. PERFILNÁUTICO 137
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    Canal Esporte Canal CanalEsporte Esporte Brasil na veia Kan Chuh foi um dos sobreviventes da La Charente-Maritime/Bahia Transat 2011 Comemoração da equipe espanhola ao vencer a primeira perna Telefónica na frente O barco espanhol é o grande destaque do início da Volvo Ocean Race Por Marcelo Buda Após um início de competição ruim na regata do porto em Alicante, a equipe se recuperou bem e venceu a primeira perna da volta ao mundo. Foram exatos 21 dias, 14 minutos e 25 segundos até que a equipe com 11 tripulantes cruzasse a linha de chegada em primeiro lugar na primeira etapa, de Alicante à Cidade do Cabo, para comemorar a vitória, entre eles o brasileiro Joca Signorini. O percurso de 6.500 milhas náuticas da Espanha até a África do Sul foi repleto de desafios, como o início 138 PERFILNÁUTICO do Mediterrâneo com ventos fortes e a passagem pela linha do Equador com calmarias. Na Cidade do Cabo, muita festa para os espanhóis, que confirmaram o bom desempenho na regata do porto. O Telefónica venceu mais uma vez e ampliou náuticas, da Cidade do Cabo até Abu Dhabi (Emirados Árabes). A parada brasileira, em Itajaí, no litoral de Santa Catarina, está prevista para abril de 2012. O trecho entre Auckland (Nova Zelândia) e a cidade catarinense é um dos pontos mais sensíveis e estratégicos da Volvo Destaque no início da competição, espanhóis já são favoritos para ganhar a Volvo Ocean Race a vantagem na classificação geral da Volvo Ocean Race. A tripulação aproveitou bem os ventos da África do Sul e completou o percurso em 55 minutos e 55 segundos. Os seis veleiros já partiram para mais um desafio, de 5.430 milhas Ocean Race. As equipes velejarão 6.705 milhas náuticas – o maior trecho da competição – pelos temidos mares do sul e tendo de contornar o Cabo Horn, considerado um dos locais mais perigosos para navegação do planeta. Trinta dias no mar, 79 inscritos, 20 desistências e 4.200 milhas de um desafio que teve em 2011 uma das edições mais difíceis da La Charente-Maritime/Bahia Transat 2011. Mas a regata, disputada em solitário a bordo de um pequeno barco de 6,5 metros entre a cidade francesa de La Rochelle e Salvador, teve ainda um ingrediente a mais: a determinação de Kan Chuh, único representante brasileiro na prova. Com a ambição de provar seus limites, Kan Chuh surpreendeu durante a competição Com a ambição de provar seus limites, Kan Chuh foi surpreendendo ao crescer durante a prova. “Ficava praticamente 24 horas em regata para avançar no ranking, descansava de dia e muito pouco à noite (três a quatro horas, no máximo)”, afirmou Kan Chuh. Tanto esforço foi recompensado: não só cumpriu a missão de concluir a regata, como chegou a Salvador com o sol raiando, no dia 4 de novembro, e um honrado 21º AdEnILson nunEs (sEcom) Ian Roman (VoLVo) Por Flávia Figueirêdo Kan Chuh levou a bandeira brasileira na regata lugar, entre os 33 “sobreviventes” na categoria Série. “Foi tudo muito molhado e cansativo, andando sempre no meu limite. Todos que fizeram a regata são heróis. Em 22 dias apenas três banhos, comendo Miojo com muito calor e roupa úmida, sacudindo dentro do barco em isolamento e barulho o tempo todo no ouvido.” Kan Chuh foi o terceiro brasileiro a completar uma Mini Transat. O primeiro foi Gustavo Pacheco em 2003, e depois Izabel Pimentel, em 2009. Num quesito, entretanto, ele certamente contou com uma proteção a mais – a da rainha do mar, que rege as águas baianas – onde vive. “Tudo funcionou 100% bem. Cheguei a Salvador sem nada a ser consertado! Poderia partir de novo de volta à Europa! Fiz o meu melhor e só vou ter lembranças dos bons momentos.” j PERFILNÁUTICO 139
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    ALInE BAssI (BALAIO) Belasdisputas em Ilhabela Canal Esporte Canal Esporte Canal Esporte Tri no wind O cearense Gabriel Browne, o Biel, sagrou-se tricampeão consecutivo do Wind Brasil e campeão sulamericano de Fórmula. Com os resultados, Biel deve subir para perto de 20º no ranking mundial. Em 2012, o atleta promete agenda cheia e muitos títulos: “Para 2012 quero disputar uns quatro ou cinco campeonatos: dois Wind Brasil, a Copa do Mundo, na Letônia, e algumas etapas na Europa”, contou Biel, que ainda cursa Administração e trabalha na empresa da família. Manobras na água e no ar LuIz DORO (ADORO FOtO) A Copa Suzuki Jimny terminou em dezembro com regatas equilibradas no Yacht Club de Ilhabela. Depois de quatro etapas e mais de 20 regatas em cada classe, os melhores do ano foram confirmados. Na ORC, a festa foi da equipe do Orson, comandado por Carlos Eduardo Souza e Silva. Na classe HPE25, o Ginga (Breno Chvaicer) confirmou o favoritismo. Outro campeão foi o Fram (Felipe Aidar) na BRA-RGS A. O grande campeão na BRA-RGS B foi o Palmares (José Romariz Filho). Na BRA-RGS C, o Pirajá (Rubens Bueno) teve a melhor média durante as quatro etapas e levantou o troféu. Já a RGS-Cruiser, uma das mais equilibradas, foi decidida apenas no último dia, sagrando o Helios II Hospital Sírio Libanês (Marcos Lobo). RIcARdo Fuchs Os campeões da Copa Suzuki Gabriel Browne, subindo no ranking mundial 1º Over Limits Aconteceu no final de novembro em Garopaba, litoral sul de Santa Catarina, o primeiro Over Limits. O evento reuniu os melhores atletas do país e um júri especializado em três modalidades radicais: jet waves (manobras com jet nas ondas), sling shot (surfe aéreo) e paraquedismo swoop (pouso radical). Nesta primeira edição, quem levou a melhor foi o catarinense Alessander Lenzi (jet waves), o carioca Marcelo Ribeiro Pessoa – Marcelo Trekinho (sling shot) – e o paulistano Kalay Marques (paraquedismo swoop). Trintões em Búzios O charme do veleiro Dalia 140 PERFILNÁUTICO Clássicos da vela com mais de trinta anos levaram todo o seu charme a Búzios na segunda etapa da sexta edição da Regata de Veleiros Clássicos. Os fortes ventos nos dias de competição colocaram os bravos veleiros à prova. Segundo Torben Grael, que esteve no evento, o velejo estava muito bom. “Hoje tivemos o que todo velejador gosta: vento!”, disse. Na categoria F, a mais disputada, o Viva foi o grande vencedor, deixando o Lady Lou, capitaneado por Torben Grael, na segunda colocação. Domínio brasileiro Brasil deixou a Argentina em segundo Os brasileiros dominaram o pódio no Campeonato Sul-Americano de Canoagem Onda, que aconteceu em Itajuba, no município de Barra Velha, em Santa Catarina. A competição reuniu, na Praia do Sol, atletas que praticam um misto de esportes nas ondas com auxílio do remo: waveski, kayaksurf, stand-up e shark paddle surf. Com oito ouros, o Brasil deixou a Argentina como vice. O país vizinho conquistou três medalhas de prata e o Peru, terceiro colocado, uma de prata. j PERFILNÁUTICO 141
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    Canal Esporte Canal Esporte CanalEsporte Canal Esporte Surfe adaptado para pessoas com deficiência Prêmio para acessibilidade Os cariocas Henrique Saraiva, Phelipe Nobre e Luana Nobre, fundadores da Adaptsurf, venceram a terceira edição do Prêmio Folha Empreendedor Social de Futuro. A premiação realizada pela Folha de São Paulo tem o objetivo de reconhecer e promover jovens talentos. Os surfistas sociais realizam desde 2007 um trabalho pioneiro no país utilizando o surfe adaptado para desenvolvimento de pessoas com deficiência. Além disso, eles ainda estudam a situação das praias para torná-las acessíveis. C M Y CM MY CY CMY O jovem surfista John John Florence, de 18 anos, acabou com um jejum de vitórias havaianas em Sunset Beach. Ele venceu a World Cup of Surfing, deixando o taitiano Michel Bourez como vice e o australiano Adam Melling na terceira colocação. Com a vitória, Florence assumiu a liderança na corrida pelo título da Tríplice Coroa Havaiana. O surfista foi uma das três novidades que entraram na elite na rotação de meio de ano, junto com os brasileiros Gabriel Medina e Miguel Pupo. S 142 PERFILNÁUTICO KELLy CEStaRI (aSP) Fim do jejum havaiano K John John Florence comemora em Sunset Beach
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    W 326 Santorini,o novo catamarã da Vom Wasser Comodidade dos passageiros O estaleiro Vom Wasser (Curitiba – PR) lançou em 2011 o catamarã W 326 Santorini, ideal para passeios e prática de esportes náuticos. O projeto levou 12 meses para ser concluído e reúne o conhecimento dos marujos fundadores do estaleiro. Com 26 pés de comprimento e capacidade para 14 pessoas, o modelo oferece requintes e funcionalidades aliados a uma navegação suave. Equipamentos como amassador de latas e compartimentos para objetos pessoais e espias (cabos que amarram um navio a outro ou a um cais) revelam o cuidado com a experiência a bordo. http://vwasser.com.br Elevadores náuticos Boatlifts, dentro ou fora da água em 30 segundos 144 PERFILNÁUTICO Chegaram ao Brasil os modernos Boatlifts, da americana Sunstream, que permitem elevar as embarcações em apenas 30 segundos, dentro ou fora da água. Com acionamento hidráulico e baterias recarregáveis por eletricidade ou painel solar, são A MM Náutica é reconhecida uma das mais bem estruturadas lojas náuticas do Brasil. A empresa, situada em Curitiba e fundada em 1995, é capitaneada por Pedro David de Carvalho, proprietário da MM Náutica há 16 anos, que traz na bagagem a experiência de 22 anos de trabalho no extinto Grupo Hermes Macedo, no qual chegou à função de diretor. A MM Náutica surgiu para suceder a bandeira de distribuição de motores da HM Náutica, herdando um vasto cadastro de clientes e um quadro de funcionários já qualificados para atender o meio. Hoje é não apenas uma loja especializada no segmento, mas também na prestação de assistência técnica, em que conta com os serviços de mecânica, elétrica e reparos em fibra. Canal Náutico O estaleiro Kalmar (Itajaí – SC) apresenta ao mercado o Lobster L35 Sport, voltado para a pesca esportiva. Seu ótimo desempenho também favorece passeios em família, podendo enfrentar mares revoltos sem os movimentos bruscos comuns em lanchas. Em relação ao modelo L35, apresenta novo layout com foco na área social: maior área externa e cabine reduzida, acomodando duas pessoas no pernoite. Esteticamente o casco ficou com a popa mais arredondada e ganhou um ar clássico. O Lobster continua apresentando suavidade ao navegar e uma notável economia de combustível. www.kalmar.com.br MM Náutica Canal Náutico Canal Esporte Canal Náutico Área social espaçosa A MM Náutica surgiu para suceder a bandeira de distribuição de motores da HM Náutica A empresa optou por trabalhar com produtos de primeira linha, tornando-se representante das principais marcas do mercado náutico e firmando-se como líder das marcas que representa em todo o sul do Brasil, especialmente da marca Phantom de embarcações, da qual é a maior revendedora do país. Entre os produtos comercializados pela MM Náutica estão barcos de fibra (Schaefer, Triton e Fishing), barcos de alumínio (Levefort e Metalglass), infláveis (Flexboat), jet sky (Sea-Doo), e motores (Mercury, Evinrude e Volvo Penta). www.mmnautica.com.br j Lobster L35 Sport da Kalmar ideais para quem possui casa à beira de rios, lagos e outros locais de águas abrigadas ou marinas e condomínios que não possuem mais vagas no seco. Três produtos irão atender o mercado nacional, conforme o peso de cada embarcação: Floatlift, Sunlift e Sunport. Alguns possuem ainda toldo e iluminação, o que protege o barco contra o sol e os pássaros. www.lojadebarco.com.br Fachada da Loja em Curitiba (PR) PERFILNÁUTICO 145
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    Router CNC daMTC Robóticas Novidade em 3D Poltrona do piloto da Besenzoni Esta é a proposta da Besenzoni ao lançar no mercado o assento para piloto Infinity Lux. Com design similar ao modelo Infinity Seat, mas com uma linha mais elegante, esse assento ergonômico tem inclinação do encosto e apoio para os pés ajustáveis, rotação de até 180°, deslizamento automático e regulagem na altura. Essas características possibilitam uma direção mais confortável e eficiente, sobretudo àqueles que sentem o efeito das viagens de longa distância. É possível ainda personalizar o acabamento e escolher o lugar onde será alocado, na parte externa ou interna do barco. www.regatta.com.br A MTC Robóticas, do Rio Grande do Sul, fabrica a Router CNC, uma máquina capaz de usinar materiais como MDF, cobre, alumínio, latão, grafite, polímeros em geral e chapas de aço. Com excelente relação entre custo e benefício comparada aos centros de usinagem, a máquina permite usinar moldes das peças que compõem uma embarcação, como por exemplo: detalhes ornamentais ou estruturais, peças plásticas, letreiros, etc. Basta que seja feito um desenho inicial em um software CAD e posteriormente determinada a estratégia de usinagem em um software CAM. www.roboticas.com.br Canal Náutico A Euro Motores, concessionária da Volvo Penta Brasil, inaugurou uma nova loja em Camboriú, litoral de Santa Catarina. A unidade está localizada no quilômetro 134 da BR 101, sentido sul. O local foi estrategicamente escolhido pela facilidade de acesso e alto fluxo de veículos na região. A nova filial da Euro Motores possui 340 metros quadrados e um showroom com peças e motores de todas as linhas da marca. A Volvo Penta oferece motores destinados a aplicações industriais, operações marítimas comerciais e para barcos de lazer. Uma das características da Euro Motores é a sua vocação para venda de motores industriais. Por ficar em uma região portuária, a revendedora tem um grande volume de negócios de motores para guindastes, empilhadeiras e motobombas, por exemplo. Canal Náutico Canal Náutico Canal Esporte Volvo Penta Brasil Conforto para a direção A nova filial possui um showroom com peças e motores de todas as linhas da marca A Volvo Penta é uma das principais fabricantes mundiais de motores industriais e marítimos, de lazer e de trabalho. A marca faz parte do Grupo Volvo, empresa sueca conhecida pelos seus valores essenciais de qualidade, segurança e respeito ao meio ambiente. No Brasil, sua sede está localizada em Curitiba, Paraná. www.volvopenta.com S Sistema de monitoramento Uma alternativa de segurança para proprietários de embarcações é o sistema de monitoramento oferecido pela Link Monitoramentos. Utilizando as tecnologias GSM, GPRS e GPS, é possível saber onde se localiza o objeto rastreado; limitar o espaço onde pode circular, por meio de rotas pré-estabelecidas 146 PERFILNÁUTICO ou cerca eletrônica; definir limites de velocidade e calcular distâncias percorridas. Com sede em Curitiba e mais de 50 franquias espalhadas pelo país, a empresa oferece atendimento personalizado e padrão em qualquer região do Brasil. www.linkmonitoramento.com.br Equipe da Link Monitoramentos Loja Euro Motores, em Camboriú (SC) PERFILNÁUTICO 147
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    O carro eo barco O designer considera que os dois veículos – automóvel e lancha – são totalmente distintos, podendo se observar pouquíssimas semelhanças além de serem Canal Design CanalCanal Esporte Design Além deles, também serviram como inspiração os exemplares Rapide e DBS. Ao levar as linhas de automóveis para a água, De Basto esteve atento a vários detalhes que tornam a fabricante britânica de carros esportivos uma das mais respeitadas do mundo. As principais características dos veículos transplantadas para o conceito de barco são a linha do teto, as formas das janelas, as luzes dianteira e traseira, a ventilação lateral, o spoiler, o capô e o detalhe mais importante: a grade frontal – característica mais marcante da Aston Martin –, traduzida para a embarcação na forma de para-brisa. Grandes janelas laterais inspiradas nas saídas de ventilação do motor do veículo terrestre motorizados. Mas, para ele, a diferença mais significativa entre os dois é o fato de que os designers de automóveis passam mais tempo tentando resolver a questão da superfície entre as rodas, enquanto os designers de iates estão ocupados trabalhando nas bordas, que mais tarde serão completadas pela superfície. Outro apontamento que De Basto considera fundamental é a relação j Criação de iate conceitual é uma incrível lancha esportiva Aston Martin Voyage 55 Exercício criativo do designer De Basto leva para as águas as linhas agressivas dos carros esportivos britânicos Por Angelo Sfair Fã declarado de carros esportivos, o designer Luiz de Basto resolveu transplantar as linhas agressivas dos modelos da fabricante britânica Aston Martin para a sua nova criação de iate conceitual. O resultado é 148 PERFILNÁUTICO uma incrível lancha esportiva que, apesar de ser somente um exercício criativo, não deixa de alimentar os sonhos dos apaixonados por automóveis e lanchas. A inusitada criação do designer instalado em Miami não apresenta nenhum conceito futurista que transcende as leis da física, o que torna a embarcação 100% funcional e capaz de ser construída a qualquer momento – apesar de não ter a comercialização como principal objetivo. A preocupação com a viabilidade do projeto fica evidente, já que características exclusivamente náuticas como âncoras e bordas estão incorporadas normalmente. Batismo Como todo projeto que se preze, este também recebeu um nome especial: Voyage 55. A nomenclatura faz referência à tradição da Aston Martin em dar nomes aos seus carros com a letra V. Prova disso são as próprias inspirações para essa embarcação, como os modelos Vantage e Virage. Luzes da traseira dos automóveis representadas no projeto pelos escapes dos motores PERFILNÁUTICO 149
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    Canal Design Canal Esporte entreas escalas e proporções. A maior discrepância entre os modelos é a parte frontal, tendo em vista que ninguém circula pelo capô de um carro – diferentemente do convés de popa de um iate. Sendo assim, o designer defende a tese de que os barcos necessitam de linhas mais simples comparadas com as de carros. O melhor MIX da música pop está em Curitiba. Referências Depois de analisar os modelos da Aston Martin, De Basto chegou à conclusão de que um dos detalhes mais marcantes é a grade do radiador. Ao fazer essa constatação, o designer se deparou com um grande desafio, já que barcos não possuem essa peça por definição. Depois de vários esboços, ficou claro para ele que a solução seria repassar essa característica para o para-brisa, que incorporou a forma icônica da grade mundialmente conhecida. Elementos clássicos dos projetos da Aston Martin foram transferidos para a embarcação Outros elementos clássicos dos projetos da Aston Martin podem ser observados no desenho do barco, como a saída de ventilação do motor – tornou-se uma grande janela, que além de caracterizar a Desenho da grade do radiador, marcante nos carros, foi parar no para-brisa do barco 150 PERFILNÁUTICO fabricante britânica ainda fornece luz natural para o interior da embarcação. Também podemos observar as luzes da traseira dos automóveis, representadas no projeto pelos escapes dos motores.S Misture as melhores promoções Pronto, você está na MIX FM 91,3. O melhor mix do Brasil. Uma emissora Grupo CANAL/com.
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    Desenhos milimétricos quesaem da tela do computador demonstram as formas exatas de um projeto Cálculos exatos e habilidade do marceneiro fazem a diferença Desenhando as linhas do casco Parte 1 Técnicas antigas e modernas de construção Por Jorge Nasseh Quando comecei a construir barcos, ainda não havia computador portátil, internet, CAD e máquina de calcular com mais de quatro operações. Muita gente não acredita como era possível construir um barco ou nem imagina quanto tempo isto levava. Já se foi o tempo em que era necessário ter uma sala de risco dentro do estaleiro onde o 152 PERFILNÁUTICO carpinteiro era responsável por desenhar e suavizar as linhas longitudinais do casco, gerar uma tabela com as medidas e passá-las e gerar mentalmente uma forma tridimensional. Hoje existem programas capazes de desenvolver linhas e carená-las Quando o uso do computador ainda não estava disponível, o casco tomava forma sobre mesas de risco para chapas de compensado, fazer ajustes e finalmente desenvolver o modelo do casco. Em um estaleiro de 600 funcionários havia uma ou duas pessoas com habilidade de ler desenhos em papel vegetal com precisão milimétrica, plotar desenhos em escala natural, cortar cavernas ou até mesmo fazer a própria usinagem do molde em 3D sobre um bloco de espuma sintética. Este procedimento é fossem pranchetas em escala natural, normalmente no tamanho do barco ou do navio. Com os atuais programas de computador, a questão de carenamento em escala natural já não é necessária. No caso de uma construção amadora de embarcações de pequeno porte, ainda se utiliza o carenamento feito à mão em escala natural. Embora alguns construtores iniciantes possam pensar que é possível construir um bom barco com apenas alguns rascunhos ou esboços, ou pegar um modelo ou casco antigo, alongar a popa, abrir a boca e subir a borda, a geração mais indicada para as linhas de um barco é feita a partir de planos. É necessário que as linhas e parte usuais nos planos construção de barcos. Nomes como linha d’água de projeto, calado moldado, boca máxima, plano do alto, coeficiente prismático e outros são comuns nestes desenhos. Existem dicionários específicos com a terminologia e suas abreviações. Deve se notar que muitas têm ligação com a língua inglesa. Projetos antigos ainda são fornecidos com tabela de cotas, de forma que um entendimento dos planos de linha d’água, planos de baliza e planos do alto são requeridos para que o construtor possa montar a forma do casco. Nestas tabelas, as dimensões listadas são sempre as moldadas, ou seja, da parte mais externa do casco. Se o construtor estiver fazendo um modelo macho, então ele deverá descontar a espessura do plug. As tabelas de cotas, assim como o plano de linha, são partidas em seções, que são conhecidas no mundo náutico como balizas, e suas distâncias determinam como as cavernas devem ser montadas. Ainda hoje muitos construtores utilizam longos virotes de madeira para ajustar o carenamento final de alguma superfície. Estes virotes são construídos a partir de madeira ou perfil pultrudado de fibra de vidro com seção de 20 x 20 mm ou 30 x 30 mm, e têm de cinco a seis metros de comprimento. Às vezes são necessárias mais de duas pessoas para verificar o desenvolvimento das linhas de um barco. Eles são colocados sob a superfície do casco para poder verificar as pequenas inflexões da superfície. O objetivo final, quando o barco estiver pronto, é ter uma superfície perfeitamente suave e com o máximo de brilho possível. Na próxima edição da Perfil Náutico, continuarei falando sobre o desenho das linhas do casco, até lá.S Jorge Nasseh PERFILNÁUTICO 153 Canal do Construtor do plano de construção sejam desenhados sempre em escala e plotados de forma que o construtor possa obter, nestes desenhos, todas as informações necessárias à construção do casco. Sugiro que o construtor esteja familiarizado com as abreviaturas PEmIPsum Canal Esporte Canal do Construtor comum em construção de barcos seriados, em que a velocidade de fabricação, a montagem e o acabamento são extremamente eficientes. Quando o uso do computador ainda não estava disponível, o casco tomava forma sobre mesas de risco, como se
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    Canal Cultura Livros Karol Meyer Amulher do fundo do mar Biografia oficial da mergulhadora Karol Meyer, a brasileira que prendeu a respiração, mergulhou fundo, superou limites e se tornou o um grande fenômeno desportivo do país ao conquistar sete recordes mundiais. O livro, escrito pela jornalista Cláudia Prosini, apresenta a história completa, recordes, momentos especiais da vida de Karol “Peixe” com os seres marinhos. Além disso, ainda dá noções mergulho, dicas de segurança e, para ilustrar, belíssimas fotos. Desafiando o Rio Mar: descendo o Solimões Em “Desafiando o Rio Mar - Descendo o Solimões”, o Coronel Hiram Reis e Silva narra a concretização deste projeto, que consistiu em descer o Rio Solimões/Amazonas de caiaque. Na aventura ele reconhece seus afluentes, observando fauna, flora, hidrografia, relevo e documentando as relações com os povos locais. A alimentação do autor foi apenas daquilo que foi pescado, plantado ou doado pelos moradores das proximidades. A aventura durou quase dois meses na travessia dos mais de 1.700 quilômetros do Rio Solimões e seus afluentes. Um registro dos aspectos fisiográficos, sociais e humanos da Amazônia. S 154 PERFILNÁUTICO Fábrica de Brinquedos do Papai Noel Auto de Natal da Família Horn na Praça Santos Andrade. Fachada iluminada da ACP Muito brilho e cores na sede da Associação Comercial do Paraná. Natal Móvel Carreta itinerante com vários espetáculos em praças, parques e na região metropolitana. APOIO PROMOÇÃO
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    Canal Gourmet Molho DomCarlos Ingredientes (Receita para seis pessoas) P P P P P P P P P P P 600 gramas de patinho moído 600 gramas de linguiça toscana Bizinelli ½ xícara de óleo de milho 1 pimentão vermelho moído e 2 cebolas raladas ½ quilo de tomates maduros, moídos e sem sementes 4 dentes de alho moídos 1 colher de chá de pimenta-do-reino Sal a gosto 1 copo de vinho tinto seco 1 colher de sobremesa de manjericão 1 colher de sopa de trigo e ½ copo de leite Como preparar Numa caçarola de ferro bem aquecida, coloque ½ xícara de óleo de milho, espere um minuto e ponha a linguiça sem a tripa, bem amassada. Quando estiver ligeiramente dourada, ponha o alho, em seguida a carne e refogue bem. Coloque o pimentão, dê uma boa misturada e depois a cebola. Deixe pelo menos 15 minutos em fogo médio e aplique o molho de tomates, que devem ser bem maduros. Cozinhe mais meia hora e derrame o copo de vinho. Mais cinco minutos, ponha o manjericão, o sal e a pimenta. Não deixe secar. Se for preciso, use um copo de água fervente. Dissolva o trigo no leite quente e misture com o molho, Luiz Alfredo Malucelli mexa mais dois minutos e está pronto. é escritor, cronista, Sirva com o seu macarrão preferido, jornalista e gourmet polenta ou purê de batatas. S 156 PERFILNÁUTICO
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    Uma noite romântica podeser inesquecível para ambos Você pode aproveitar essa oportunidade: leve um champanhe e faça um jantar à luz de velas de surpresa. De nada adianta querer levar sua mulher a bordo se você não for gentil e paciente desde o início. Lembre-se: ela pode estar esperando o primeiro vacilo para dizer: “Viu? Não falei?” E aí sua razão, vontade, esforço e principalmente planejamento vão – desculpe o trocadilho – por água abaixo. Vá devagar, não imagine que de um dia para o outro as Pegue um calendário e junto com ela escolha um belo programa coisas vão acontecer como você sonha. Cada indivíduo tem seu próprio tempo. Seu convite para que ela o acompanhe no barco Canal Bem-Estar Canal Esporte Canal Bem-Estar Toda mulher gosta de declarações de amor deve ser feito com antecedência, dependendo da rejeição que ela tenha. Em geral, convidar sexta à noite para sair sábado pela manhã não vai funcionar. Você pode tentar começando com uma semana de antecedência. Previnase com a meteorologia. Se for o caso, adie o passeio. Afinal você não vai querer sair com chuva logo na primeira vez. E, se de cara ela começar a inventar desculpas para o próximo fim de semana, não se estresse. Pegue um calendário e junto com ela programe essa saída nem que seja para dali a um mês. j Boa companhia a bordo é um prazer a mais para a navegação Como marinizar sua mulher Convencer sua amada a velejar merece cuidados especiais Texto e fotos: Ricardo Amatucci Barco? Coisa de homem. Regatas, passeios com os amigos e mar ruim. Com o passar do tempo, começamos a sentir falta da companhia da esposa a bordo. Curtir o espaço e o tempo com ela. Mas ela não quer saber de barco. E agora? Para começar, não espere que as pessoas adivinhem seus pensamentos. Em comunicação humana, o que parece óbvio para 158 PERFILNÁUTICO você pode não ser para o outro. Quando estudamos vendas, aprendemos que existem diversas técnicas para atender clientes difíceis. A que considero a melhor feliz numa saída de barco com você. Procure atendê-la da melhor maneira, afinal, ela é sua melhor cliente. Se o barco aderna e isso a deixa nervosa, procure folgar as Pergunte a ela. Normalmente as respostas são sensatas, diretas e factíveis é a de não tentar adivinhar o que o cliente quer. Pergunte a ele. Normalmente as respostas são sensatas, diretas e factíveis. Use essa técnica com sua mulher. Pergunte a ela o que a deixaria velas. Se caturra muito em alta velocidade, diminua a marcha. Se ela fica nervosa à noite, navegue somente de dia. Só o fato de você demonstrar preocupação com isso vai contar pontos a seu favor. Casal do veleiro Gameio acena na partida de mais uma viagem PERFILNÁUTICO 159
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    Canal Bem-Estar Canal Esporte Comecepelo roteiro O visual do trajeto e os atrativos do destino são fatores primordiais Pergunte aonde ela gostaria de ir. Pegue a carta náutica e sente-se com ela, abra um vinho branco (elas gostam mais que do tinto) e comece a mostrar onde fica a marina, onde é a praia a qual ela quer ir. Pergunte se ela prefere uma praia mais calma ou mais agitada, com bares ou com menos gente. Mesmo que você ache que já saiba a resposta, pergunte. Deixe-a conduzir a embarcação a partir daí. Outra coisa importante é uma boa programação. Depois do jantar romântico, que tal um filminho? Durante o dia, pode-se mergulhar e ver a vida marinha. Mesmo que a habilidade dela não seja das melhores, uma flutuação com máscara, colete e snorkel próximo quando o veleiro adernava. Depois de cinco anos nós saímos de São Paulo e chegávamos a Santa Catarina. No ano seguinte fomos Uma boa programação é importante. Depois do jantar romântico, que tal um filminho? da praia, onde há pedras e algas pode ser atrativa. Questione-a sobre isso. Pergunte se ela curtiria. Compre duas lanternas de mergulho (hoje em dia são baratas!) e saia com ela para um mergulho noturno. Não precisa ser nada perigoso. Mesmo perto da praia, onde dá pé podemos ver muita vida marinha. No início de nossa vida na vela, minha esposa chegava a chorar até a Bahia. Só ela eu e nossa filha pequena como tripulante. Foram cinco anos de “investimento” deixando de velejar com ventos fortes, afrouxando a vela quando o veleiro começava a adernar e tantas outras vezes que nem saímos. Mas digo que valeu cada minuto quando me lembro da lagosta com vinho branco que saboreamos sob a luz do farol de Abrolhos. S C M Y CM MY CY CMY K Família do veleiro Planeta Água aproveita a convivência no barco 160 PERFILNÁUTICO
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    Canal Esporte Canal Click “LagunaSan Rafael, um dos destinos mais belos da Patagônia Chilena. Um complexo de beleza natural com montanhas, geleiras e mar.” Foto: Rafaella Malucelli 162 PERFILNÁUTICO
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    Até a votação foiuma maravilha: as Cataratas do Iguaçu deram um banho. Maravilha da Natureza Maravilha da Natureza As Cataratas do Iguaçu foram eleitas uma das novas 7 Maravilhas da Natureza, no concurso que envolveu 440 das mais fantásticas atrações naturais de 200 países e territórios. Uma vitória que representa não só um reconhecimento à beleza dessas águas, mas também um impulso para o turismo da nossa região. Para a Itaipu, é um orgulho fazer parte dessa conquista. A você que nos apoiou, nosso muito obrigado. www.itaipu.gov.br