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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHA
CAMPUS JUVINO OLIVEIRA ITAPETINGA-BAHIA
LICENCIATURA EM PEDAGOGIA

Referencias
FIORIN, José Luiz (org.). A Comunicação Humana. IN. Introdução à linguística: I Objetos
Teóricos. São Paulo: contexto, 2011.
A comunicação humana apresenta desde os objetos mais básicos dos estudos da linguagem,
até os mais variados métodos linguísticos, que visa encontrar soluções para os problemas da
língua, através de esquema da comunicação de forma simplificada.1

O primeiro capítulo: Língua como instrumento de comunicação, o autor relata a importância
da comunicação no mundo globalizado. Esta importância também se faz presente, nos estudos
da linguagem onde ela sempre teve e tem papel essencial, o qual foi afetado no inicio do
século XX com a afirmação de Saussure de que a língua era fundamentalmente um
instrumento de comunicação, abrindo com isso, rupturas sobre as concepções anteriores. No
segundo capitulo: O modelo de comunicação da teoria da informação define língua como um
sistema de código que transmite mensagens de um emissor para receptor, e como referência
utiliza o esquema de C.F Shannon, onde o mesmo é divido em duas ou mais caixas, que
separa codificação e a decodificação da emissão e da recepção, isto é, um suporte material ou
sensorial, onde ocorre transferência de mensagens. Porém, na comunicação entre seres
humanos, mais especificamente na comunicação verbal, oral ou escrita, há algumas
dificuldades nas propostas da teoria da informação como: simplificação excessiva da
comunicação, modelo linear da comunicação, caráter mecanicista do modelo. Malmberg faz
uma descrição teórica geral do processo de comunicação: introduz a representação de códigos
e signos, guardados no cérebro; representa a relação de atualização das unidades linguísticas,
situando-a entre o código e o emissor; mostra a relação de estimulação que existe entre o
universo dos fenômenos extralinguísticos e aponta diferentes fases na codificação e na
descodificação da mensagem. Já para Jakobson, na comunicação de um remetente que envia
1

Trabalho sobe orientação do professor Anderson Tadeu. A comunicação Humana. Introdução a Linguística.
Disciplina: Pressupostos Linguísticos.
uma mensagem a um destinatário, essa mensagem para ser eficaz requer um contexto, um
referente, isso é, um canal físico e uma conexão psicológica entre o remetente e o destinatário,
que os capacitem a entrar e a permanecer em comunicação. Código se define como um
conjunto de alternativas de seleção para a produção da mensagem. As principais contribuições
de Jakobson para o estuda da comunicação foram: a introdução das questões de variação
linguísticas no modelo de comunicação, por meio dos códigos e subcódigos e de suas
intersecções na relação entre remetente e destinatário; o reconhecimento de que os homens se
comunicam com diferentes fins. Émile Benveniste (1976), diz que: para que haja
comunicação é preciso um código parcialmente ou totalmente comum ao remetente e ao
destinatário e compara a comunicação das abelhas com a linguagem dos homens, relata que as
abelhas não tem linguagem, mas apenas um código de sinais. As abelhas não tem diálogo,
como no código de trânsito, espera-se do destinatário apenas um comportamento, parar no
sinal vermelho e assim por diante. Não há dialogo com luz vermelha do semáforo ou com a
placa de “é proibido estacionar”, ou seja, não há outra resposta, a não ser a de parar e a de não
estacionar. Para Benveniste, a reversibilidade e reciprocidade da comunicação é condição da
linguagem do homem; o eu, ao dizer eu, instala o tu como seu destinatário, mas esse
destinatário pode, por sua vez, tomar a palavra e dizer eu, colocando o outro como tu. Bakhtin
foi pioneiro nos estudos da interação ou do diálogo entre interlocutores, mostrou que a
interação verbal é a realidade fundamental da linguagem. Goffman examina os procedimentos
de preservação da face, na comunicação. Face é a expressão social do eu individual, a
autoimagem publica construída. Segundo ele a face é a expressão social do eu individual, a
autoimagem pública construída. Há estratégias tanto para ameaçar e atingir a face do outro
quanto para protegê-la ou preservá-la, que variam de língua para língua, de cultura para
cultura. Bakhtin afirma que, no dialogo, constroem-se as relações intersubjetivas, mais
também subjetividade. Os sujeitos são, na verdade, substituídos por diferentes vozes que
fazem deles sujeitos históricos e ideológicos. Por fim, no ultimo capítulo: Caráter mecanicista
e caráter humanizante das concepções de comunicação, dois aspectos foram observados, o da
competência modal dos sujeitos que se comunicam e o das formações idiológicas e da
competência semântica, responsáveis pelo discurso comunicado. Os sujeitos da comunicação
devem ser considerados, em primeiro lugar, como sujeitos competentes, ou seja, o destinador
e o destinatário, com certas qualidades que permitem que eles se comuniquem. Essas
qualidades são: modais- o querer ou o dever, o saber e o poder fazer, no caso, comunicar-se.
Semântica: valores, projetos, que determinam a comunicação. José Luiz Fiorin, explica que a
linguagem é determinada pelas razões sociais e, ao mesmo tempo, goza de certa autonomia
em relação às formações sociais. A língua é entendida como um conjunto de elementos com
uma organização interna, de sua realização concreta, em que separa, por sua vez, discurso de
fala. Os discursos são combinações de elementos linguísticos usados pelos falantes com o
propósito de exprimir seus pensamentos de falar do mundo exterior ou de seu mundo interior,
de agir sobre o mundo. A fala é a exteriorização psicofísico-fisiológico. A linguagem deve ser
entendida com toda sua variedade e funções; emotiva, informativa, referencial, denotativa,
cognitiva, expressiva, apelativa, representativa, fática, metalinguística e poética. Sendo que
todas elas possuem valor simbólico de acordo com o conteúdo e a expressão que predomina
no texto.

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  • 1. UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHA CAMPUS JUVINO OLIVEIRA ITAPETINGA-BAHIA LICENCIATURA EM PEDAGOGIA Referencias FIORIN, José Luiz (org.). A Comunicação Humana. IN. Introdução à linguística: I Objetos Teóricos. São Paulo: contexto, 2011. A comunicação humana apresenta desde os objetos mais básicos dos estudos da linguagem, até os mais variados métodos linguísticos, que visa encontrar soluções para os problemas da língua, através de esquema da comunicação de forma simplificada.1 O primeiro capítulo: Língua como instrumento de comunicação, o autor relata a importância da comunicação no mundo globalizado. Esta importância também se faz presente, nos estudos da linguagem onde ela sempre teve e tem papel essencial, o qual foi afetado no inicio do século XX com a afirmação de Saussure de que a língua era fundamentalmente um instrumento de comunicação, abrindo com isso, rupturas sobre as concepções anteriores. No segundo capitulo: O modelo de comunicação da teoria da informação define língua como um sistema de código que transmite mensagens de um emissor para receptor, e como referência utiliza o esquema de C.F Shannon, onde o mesmo é divido em duas ou mais caixas, que separa codificação e a decodificação da emissão e da recepção, isto é, um suporte material ou sensorial, onde ocorre transferência de mensagens. Porém, na comunicação entre seres humanos, mais especificamente na comunicação verbal, oral ou escrita, há algumas dificuldades nas propostas da teoria da informação como: simplificação excessiva da comunicação, modelo linear da comunicação, caráter mecanicista do modelo. Malmberg faz uma descrição teórica geral do processo de comunicação: introduz a representação de códigos e signos, guardados no cérebro; representa a relação de atualização das unidades linguísticas, situando-a entre o código e o emissor; mostra a relação de estimulação que existe entre o universo dos fenômenos extralinguísticos e aponta diferentes fases na codificação e na descodificação da mensagem. Já para Jakobson, na comunicação de um remetente que envia 1 Trabalho sobe orientação do professor Anderson Tadeu. A comunicação Humana. Introdução a Linguística. Disciplina: Pressupostos Linguísticos.
  • 2. uma mensagem a um destinatário, essa mensagem para ser eficaz requer um contexto, um referente, isso é, um canal físico e uma conexão psicológica entre o remetente e o destinatário, que os capacitem a entrar e a permanecer em comunicação. Código se define como um conjunto de alternativas de seleção para a produção da mensagem. As principais contribuições de Jakobson para o estuda da comunicação foram: a introdução das questões de variação linguísticas no modelo de comunicação, por meio dos códigos e subcódigos e de suas intersecções na relação entre remetente e destinatário; o reconhecimento de que os homens se comunicam com diferentes fins. Émile Benveniste (1976), diz que: para que haja comunicação é preciso um código parcialmente ou totalmente comum ao remetente e ao destinatário e compara a comunicação das abelhas com a linguagem dos homens, relata que as abelhas não tem linguagem, mas apenas um código de sinais. As abelhas não tem diálogo, como no código de trânsito, espera-se do destinatário apenas um comportamento, parar no sinal vermelho e assim por diante. Não há dialogo com luz vermelha do semáforo ou com a placa de “é proibido estacionar”, ou seja, não há outra resposta, a não ser a de parar e a de não estacionar. Para Benveniste, a reversibilidade e reciprocidade da comunicação é condição da linguagem do homem; o eu, ao dizer eu, instala o tu como seu destinatário, mas esse destinatário pode, por sua vez, tomar a palavra e dizer eu, colocando o outro como tu. Bakhtin foi pioneiro nos estudos da interação ou do diálogo entre interlocutores, mostrou que a interação verbal é a realidade fundamental da linguagem. Goffman examina os procedimentos de preservação da face, na comunicação. Face é a expressão social do eu individual, a autoimagem publica construída. Segundo ele a face é a expressão social do eu individual, a autoimagem pública construída. Há estratégias tanto para ameaçar e atingir a face do outro quanto para protegê-la ou preservá-la, que variam de língua para língua, de cultura para cultura. Bakhtin afirma que, no dialogo, constroem-se as relações intersubjetivas, mais também subjetividade. Os sujeitos são, na verdade, substituídos por diferentes vozes que fazem deles sujeitos históricos e ideológicos. Por fim, no ultimo capítulo: Caráter mecanicista e caráter humanizante das concepções de comunicação, dois aspectos foram observados, o da competência modal dos sujeitos que se comunicam e o das formações idiológicas e da competência semântica, responsáveis pelo discurso comunicado. Os sujeitos da comunicação devem ser considerados, em primeiro lugar, como sujeitos competentes, ou seja, o destinador e o destinatário, com certas qualidades que permitem que eles se comuniquem. Essas qualidades são: modais- o querer ou o dever, o saber e o poder fazer, no caso, comunicar-se. Semântica: valores, projetos, que determinam a comunicação. José Luiz Fiorin, explica que a linguagem é determinada pelas razões sociais e, ao mesmo tempo, goza de certa autonomia
  • 3. em relação às formações sociais. A língua é entendida como um conjunto de elementos com uma organização interna, de sua realização concreta, em que separa, por sua vez, discurso de fala. Os discursos são combinações de elementos linguísticos usados pelos falantes com o propósito de exprimir seus pensamentos de falar do mundo exterior ou de seu mundo interior, de agir sobre o mundo. A fala é a exteriorização psicofísico-fisiológico. A linguagem deve ser entendida com toda sua variedade e funções; emotiva, informativa, referencial, denotativa, cognitiva, expressiva, apelativa, representativa, fática, metalinguística e poética. Sendo que todas elas possuem valor simbólico de acordo com o conteúdo e a expressão que predomina no texto.