Regulamento Interno


  Ano Letivo 2012/2013
Índice


PREÂMBULO ............................................................................................................................................ 3
CAPÍTULO I .............................................................................................................................................. 4
   DISPOSIÇÕES GERAIS ......................................................................................................................... 4
CAPÍTULO II ............................................................................................................................................. 8
   CONSELHO DE EDUCAÇÃO ............................................................................................................... 8
   DIREÇÃO .............................................................................................................................................. 10
   CONSELHO PEDAGÓGICO ............................................................................................................... 14
   CONSELHO ADMINISTRATIVO ....................................................................................................... 16
CAPÍTULO III ......................................................................................................................................... 17
   ORGANIZAÇÃO PEDAGÓGICA ....................................................................................................... 17
   ESTRUTURAS DE COORDENAÇÃO E SUPERVISÃO PEDAGÓGICA ........................................ 17
   AVALIAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ............................................................................................. 23
   SERVIÇOS ESPECIALIZADOS DE APOIO EDUCATIVO .............................................................. 24
CAPÍTULO IV ......................................................................................................................................... 27
   ALUNOS ............................................................................................................................................... 27
   PESSOAL DOCENTE........................................................................................................................... 46
   PESSOAL NÃO DOCENTE ................................................................................................................. 52
   PAIS E ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO ..................................................................................... 53
CAPÍTULO V ........................................................................................................................................... 56
   SERVIÇOS DE APOIO ......................................................................................................................... 56
   SEGUNDO, TERCEIRO CICLOS DO ENSINO BÁSICO E ENSINO SECUNDÁRIO .................... 56
CAPÍTULO VI ......................................................................................................................................... 65
   DISPOSIÇÕES FINAIS ........................................................................................................................ 65
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

                                            PREÂMBULO

A Lei de Bases do Sistema Educativo (LBSE), aprovada pela Lei nº 46/86, de 14 de outubro, alterada
pelas Leis n.ºs 115/97, de 19 de setembro, 49/2005, de 30 de agosto, e 85/2009, de 27 de agosto
“consagra o direito à educação pela garantia de uma permanente ação formativa orientada para o
desenvolvimento global da personalidade, o progresso social e a democratização da sociedade”
A consciência de que o acesso à educação é um direito de todos os cidadãos e que o envolvimento de toda
a comunidade é fundamental para fazer da escola um espaço de mudança e transformação das
mentalidades, confere ao IDF – Instituto Diocesano de Formação João Paulo II, um papel significativo na
sociedade santomense e um contributo importante para o seu desenvolvimento. Inserido num meio sócio-
cultural com especificidades muito próprias e com dificuldades económicas acentuadas, é objetivo deste
estabelecimento de ensino apostar num ensino de qualidade capaz de promover o sucesso e colaborar na
construção de cidadãos responsáveis, autónomos e pró-ativos.
Sendo um estabelecimento de ensino particular cuja criação se rege pela legislação do Ensino Particular e
Cooperativo santomense e com paralelismo pedagógico ao ensino português tem-se estruturado de modo a
criar um equilíbrio e uma forte interação entre as exigências do sistema educativo de Portugal e a
realidade de S. Tomé e Príncipe.
Este Regulamento Interno (RI) reflete assim o exercício pedagógico de responder às exigências de duas
realidades específicas unidas por fortes laços históricos e culturais; assume-se como um instrumento
impulsionador de toda a comunidade educativa, um contributo para a eficácia da gestão e administração
da escola e para a melhoria das condições de trabalho e aprendizagem daqueles que são a base de todo o
sistema educativo – os alunos.
O seu ideário traça as linhas basilares da sua ação pedagógica e procura garantir a qualidade do ensino
que pratica na hierarquização no exercício de cargos de gestão, na integração dos instrumentos de gestão,
na consolidação de uma cultura de avaliação e no reforço da abertura à comunidade, de acordo com os
requisitos legais constantes no Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril, alterado pelo decreto-Lei nº
224/2009, de 11 de setembro e pelo Decreto-Lei nº 137/2012, de 2 de julho e em consonância com as
características do seu estatuto.




                                                                                                       3
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

                                                CAPÍTULO I
                                          DISPOSIÇÕES GERAIS
                                              INTRODUÇÃO

         1. Identificação do Estabelecimento de ensino

         Este estabelecimento de ensino é designado por:
               IDF - Instituto Diocesano de Formação João Paulo II

         2. Localização

         O IDF está localizado na ilha de São Tomé, no Bairro Residencial do Campo de Milho.

         3. Endereço e contactos

         IDF – Instituto Diocesano de Formação João Paulo II
         C.P. nº 363 - S. Tomé
         Telefone e Fax: 2221194
         Email: idf.diretor@gmail.com

         4. Estatuto

         O Instituto Diocesano de Formação João Paulo II é um estabelecimento de ensino de iniciativa
privada, santomense, que desenvolve a sua ação educativa dentro dos princípios e valores católicos e
ministra o currículo português do 2.º e 3.º ciclo do ensino básico e do ensino secundário, de acordo com
as disposições constantes na Lei n.º 46/86, de 14 de outubro, alterada pelas Leis n.ºs 115/97, de 19 de
setembro, 49/2005, de 30 de agosto, 85/2009, de 27 de agosto e pelo Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de
julho.

         O Ministério da Educação de Portugal autorizou o Paralelismo Pedagógico ao Sistema de Ensino
Português no ano letivo de 1993/1994.

         Em janeiro de 2010, o Ministério da Educação, Cultura e Formação de São Tomé e Príncipe,
reconheceu o Instituto com efeitos retroativos a partir da data em que este foi criado.

         5. Princípios Orientadores e Principais Objetivos Gerais

         Este estabelecimento de ensino assenta a sua ação nos seguintes princípios orientadores:

          Busca constante da excelência;

          Melhoria da qualidade pedagógica e científica;

          Igualdade de oportunidade a todos os intervenientes no processo educativo;

          Equilíbrio entre a tolerância e rigor;


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 Responsabilização de todos os intervenientes no processo educativo, nomeadamente o Estado
    Santomense;

 Estabelecimento de parcerias, nomeadamente com o Ministério da Educação e Ciência de
    Portugal, o Instituto Camões e outras entidades públicas e privadas, contribuindo deste modo
    para a melhoria da qualidade pedagógica do ensino ministrado neste estabelecimento de
    ensino;

 Garantia da democraticidade e participação de todos os intervenientes no processo educativo;
 Rigor e transparência das ações a nível da administração e gestão escolar.


Para o efeito, estabeleceu os seguintes principais objetivos gerais:

 Contribuir para o desenvolvimento de S. Tomé e Príncipe e, simultaneamente, fortalecer os
    laços que ligam Portugal a este jovem país da Comunidade dos Países de Língua Oficial
    Portuguesa;

 Servir a comunidade escolar santomense quer a de origem quer aquela que optou por residir
    neste país a médio ou a longo prazo, em igualdade de oportunidades;

 Promover a língua e a cultura portuguesas além-fronteiras;

 Desenvolver um ensino de qualidade que sirva de alternativa credível à população estudantil
    possibilitando-lhe responder aos desafios da sociedade atual;

 Promover a formação integral dos jovens mediante o desenvolvimento harmonioso das suas
    capacidades e potencialidades;

 Apoiar os estudantes na construção do seu projeto de vida nas três dimensões fundamentais do
    seu crescimento: académico, pessoal e social;

 Garantir a preparação científica/pedagógica dos nossos alunos de modo a que possam, em
    igualdade de circunstâncias concorrer a Universidades da União Europeia ou, de outros países
    do mundo;

 Promover        a   formação    dos   docentes,   valorizando     especialmente   as   componentes
    científico/pedagógicas, profissionais e pessoais;

 Contribuir para a formação do pessoal não docente.

6. Logótipo e Bandeira

a) O logótipo do IDF é o seguinte:




                                                                                                   5
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      b) A Bandeira do IDF é retangular, de fundo branco, limitada por uma barra no extremo inferior e
          logótipo ao centro, ambos de cor azul.

      7. Entidade Tutelar

      1. O IDF – Instituto Diocesano de Formação João Paulo II, é uma instituição de ensino particular,
          de caráter não lucrativo, que foi tutelado pela Diocese de São Tomé e Príncipe até 2009,
          encontrando-se atualmente sob a tutela da Fundação UNIR.

      2. Compete-lhe:

      a) Assegurar a fidelidade ao Ideário Educativo;

      b) Nomear o diretor e o administrador da escola;

      c) Aprovar a nomeação dos restantes membros do Conselho Diretivo;

      d) Aprovar a contratação do pessoal docente e não docente;

      e) Aprovar, em última instância, o RI;

      f) Aprovar o orçamento e o relatório anual de contas, ouvido o parecer do Conselho Diretivo.

      3. A Fundação UNIR tem um representante no Conselho Diretivo.

                                               Artigo 1.º
                          DEFINIÇÃO DO REGULAMENTO INTERNO

      O Regulamento Interno define o regime de funcionamento da escola, de cada um dos seus órgãos
de administração e gestão, das estruturas de orientação e dos serviços de apoio educativo, bem como os
direitos e os deveres dos membros da comunidade educativa. Define ainda os princípios orientadores do
Projeto Educativo (PE) e do Plano Anual de Atividades (PAA).

                                               Artigo 2.º
                  ÂMBITO DE APLICAÇÃO DO REGULAMENTO INTERNO

      O presente Regulamento Interno (RI) aplica-se:

      a) Aos Órgãos de Administração e Gestão;

      b) Às Estruturas de Orientação Educativa;

      c) Aos Docentes;

      d) Aos Alunos;

      e) Aos Pais e/ou Encarregados de Educação;

      f) Ao Pessoal Administrativo;


                                                                                                     6
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

      g) Aos Auxiliares de Ação Educativa;

      h) A todos os utentes dos espaços e instalações da escola.

                                                Artigo 3º
                           ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO DA ESCOLA
      Os órgãos de administração e gestão da escola são os seguintes de acordo com a Lei de Bases do
Sistema Educativo, aprovada pela Lei nº 46/86, de 14 de outubro, alterada pelas Leis nºs 115/97, de 19 de
setembro, 49/2005, de 30 de agosto, 85/2009, de 27 de agosto e com as alterações introduzidas pelo
Decreto-Lei nº 137/2012, de 2 de julho:

      a) Conselho de Educação;
      b) Conselho Diretivo;
      c) Conselho Pedagógico;
      d) Conselho Administrativo.

                                                Artigo 4.º
    CARACTERIZAÇÃO DA OFERTA EDUCATIVA E REGIME DE FUNCIONAMENTO

      1. Escola com paralelismo pedagógico ao sistema de ensino português, aplicando para o efeito as
          disposições constantes na Lei n.º 46/86, de 14 de outubro, alterada pelas Leis n.ºs 115/97, de 19
          de setembro, 49/2005, de 30 de agosto, 85/2009, de 27 de agosto e pelo Decreto-Lei n.º
          139/2012, de 5 de julho.

      2. Ministra o 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário (curso de Ciências e
          Tecnologias – código C60 – e o curso de Línguas e Humanidades –código C62), cujas matrizes
          curriculares estão de acordo com o Decreto-Lei nº 139/2012, de 5 de julho que revoga os
          Decreto-Lei nº 74/2004, de 26 de março, 24/2006, de 6 de fevereiro, 272/2007, de 26 de julho,
          4/2008, de 7 de janeiro, 50/2011, de 8 de abril e 42/2012, de fevereiro.

      3. Faz a ocupação plena dos tempos escolares dos alunos, conforme o Decreto-Lei n.º 139/2012,
          de 5 de julho.

      4. O cumprimento do disposto no número anterior ficará sempre condicionado aos recursos
          materiais e humanos disponíveis na escola e no país, tendo presente o papel fundamental que a
          associação de Pais e Encarregados de Educação desempenham ao nível da promoção e
          organização de atividades de enriquecimento curricular.

      5. O Conselho Diretivo, organiza e planifica os horários semanais do pessoal docente e não
          docente em exercício de funções, bem como as atividades educativas que se mostrem
          necessárias à ocupação plena dos tempos escolares dos alunos, de acordo com os recursos
          disponíveis.
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                                                             Artigo 5.º
                                                CALENDÁRIO ESCOLAR

       O IDF – Instituto Diocesano de Formação João Paulo II, adota o calendário escolar com a
organização e a duração previstas na legislação portuguesa (Despacho nº 8771-A/2012, de 2 de julho),
respeitando as especificidades do contexto nacional.



                                                          CAPÍTULO II
                                                            SECÇÃO I
                                              CONSELHO DE EDUCAÇÃO
                                                             Artigo 6.º
                                 DEFINIÇÃO DO CONSELHO DE EDUCAÇÃO

       O Conselho de Educação é o órgão de direção estratégica que ajuda a definir as linhas orientadoras
das atividades da escola, assegurando a participação e representação da comunidade educativa, cujas
funções são ajustadas ao n.º 4 do artigo 48.º da Lei de Bases do Sistema Educativo, com as adaptações
introduzidas pelo Decreto-Lei nº 137/2012, de 2 de julho, e de acordo com a especificidade do estatuto
IDF.

                                                             Artigo 7.º
                                                        COMPOSIÇÃO

       1. Constituem elementos do Conselho de Educação da escola:

       -   Direção da Escola ........................................................................................... 3 elementos
       -   Representante dos Docentes ........................................................................... 3 elementos
       -   Representante dos Não Docentes .................................................................... 2 elementos
       -   Representante da Embaixada de Portugal em S. Tomé e Príncipe ................. 1 elemento
       -   Representante do Ministério da Educação, Cultura e Formação de STP ....... 1 elemento
       -   Representante da Câmara Distrital de Água Grande ...................................... 1 elemento
       -   Representante do Grupo Empresarial ............................................................ 2 elementos
       -   Representante dos Pais e Encarregados de Educação ..................................... 2 elementos
       -   Representante dos Alunos .............................................................................. 2 elementos

       2. O número de elementos que compõe o Conselho de Educação é estabelecido pela escola, nos
           termos do respetivo Regulamento Interno, devendo ser um número ímpar não superior a 19.

       3. Na composição do Conselho de Educação tem de estar salvaguardada a participação de
           representantes do pessoal docente e não docente, dos Pais e Encarregados de Educação, dos
           alunos, do município e da comunidade local.


                                                                                                                                       8
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4. O número de representantes do pessoal docente e não docente, no seu conjunto, não pode ser
     superior a 50% da totalidade dos membros do conselho.

5. Além do representante da autarquia, o Conselho de Educação integra representantes da
     comunidade local, designadamente de instituições, organizações e atividades de caráter
     económico, social, cultural e científico.

                                            Artigo 8.º
                                      COMPETÊNCIAS
1. De acordo com a especificidade do IDF, compete ao Conselho de Educação:

a) Eleger o respetivo presidente, de entre os seus membros, à exceção dos representantes dos
     alunos;
b) Contribuir para o enriquecimento do Regulamento Interno da escola;
c) Ajudar na implementação do PEE e do PAA;
d) Contribuir para a elaboração do orçamento anual da escola;
e) Apreciar os resultados do processo de autoavaliação;
f) Ajudar a selecionar os alunos que beneficiarão de isenção ou redução de propinas;
g) Promover o relacionamento com a comunidade educativa;
h) Participar nas decisões disciplinares;
i)   Participar na definição de critérios para a participação da escola em atividades extracurriculares
     dentro e fora do país;
j)   Apoiar as diligências para a angariação de fundos para a melhoria das condições de
     funcionamento da escola e para a atribuição dos prémios de mérito;
k) Apoiar na definição dos critérios para a escolha dos melhores alunos.

2. O presidente é eleito por maioria absoluta dos votos dos membros do conselho em efetividade
     de funções.

3. No desempenho das suas competências, o Conselho de Educação tem a faculdade de requerer
     aos restantes órgãos as informações necessárias para realizar eficazmente o acompanhamento e
     a avaliação do funcionamento da escola e de lhes dirigir recomendações, com vista ao
     desenvolvimento do projeto educativo de escola e ao cumprimento do plano anual de
     atividades.

                                            Artigo 9.º
                         DESIGNAÇÃO DE REPRESENTANTES

1. Os representantes dos alunos, do pessoal docente e do pessoal não docente no Conselho de
     Educação são eleitos separadamente pelos respetivos corpos.




                                                                                                     9
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2. Os representantes dos Pais e Encarregados de Educação são eleitos em assembleia geral de Pais
    e Encarregados de Educação da escola.

3. O representante da embaixada e da autarquia são designados pelas respetivas entidades.

4. Os representantes da comunidade local, quando se trate de individualidades ou representantes
    de atividades de caráter económico, social, cultural e científico, são convidados pelo órgão
    diretivo da escola.

                                        Artigo 10.º
                                       MANDATO
1. O mandato dos membros do Conselho de Educação tem a duração de um ano.

2. Os membros do conselho são substituídos no exercício do cargo se entretanto perderem a
    qualidade que determinou a respetiva designação.

                                        Artigo 11.º
                      REUNIÃO DO CONSELHO DE EDUCAÇÃO

1. O Conselho de Educação reúne ordinariamente uma vez por trimestre e extraordinariamente
    sempre que convocado pelo respetivo presidente, por sua iniciativa, a requerimento de um terço
    dos seus membros em efetividade de funções ou por solicitação do diretor.

2. As reuniões do conselho devem ser marcadas em horário que permita a participação de todos
    os seus membros.

                                       SECÇÃO II
                                        DIREÇÃO
                                        Artigo 12º
                                       DEFINIÇÃO

O Conselho Diretivo é o órgão de Administração e Gestão da Escola.


                                     Artigo 13º
                                   COMPETÊNCIAS

1. Ouvido o Conselho de Educação e o Conselho Pedagógico, compete ao Conselho Diretivo:

a) Apresentar à tutela, na pessoa do diretor, para aprovação, a composição do conselho diretivo;
b) Orientar e planificar o funcionamento geral do IDF;
c) Aprovar o Projeto Educativo;
d) Aprovar o Regulamento Interno e zelar pelo seu cumprimento;
e) Aprovar propostas de celebração de contratos;
f) Definir o regime de funcionamento da escola;
g) Elaborar o projeto de orçamento anual;
                                                                                                   10
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h) Aprovar o Plano Anual de Atividades;
i)   Elaborar os relatórios periódicos e final de execução do Plano Anual de Atividades;
j)   Elaborar uma lista de alunos que requereram a primeira matrícula;
k) Elaborar uma lista dos alunos admitidos, no ensino básico e secundário e afixá-la;
l)   Dirigir o serviço de constituição de turmas e elaboração de horários;
m) Distribuir o serviço docente e não docente;
n) Designar os Diretores de Turma;
o) Designar os responsáveis pelas instalações, pela biblioteca e pela cantina;
p) Gerir instalações, espaços, equipamentos e outros recursos educativos;
q) Estabelecer protocolos ou acordos de cooperação com outras escolas e instituições de
     formação, autarquias e coletividades;
r) Selecionar e recrutar pessoal docente e não docente;
s) Propor o período de funcionamento do estabelecimento de ensino, incluindo atividades letivas,
     tendo em conta o número de turmas;
t)   Exercer as demais competências que lhe forem atribuídas na lei e no Regulamento Interno.

2. O Conselho Diretivo fixará as funções e competências a atribuir a cada um dos seus membros.


                                          Artigo 14.º
                                COMPETÊNCIAS DO DIRETOR


a) Representar oficialmente o IDF em assuntos de natureza não pedagógica;
b) Coordenar as atividades decorrentes das competências próprias da Direção;
c) Exercer o poder hierárquico, designadamente, em matéria disciplinar, em relação ao pessoal
     docente, não docente e aos alunos;
d) Proceder à avaliação do pessoal docente;
e) Proceder à avaliação do pessoal não docente, com o Administrador;
f) Poder delegar competências suas num dos assessores, sem prejuízo do poder de avocação que
     lhe é conferido pela lei geral;
g) Indicar um assessor substituto em caso de faltas e impedimentos;
h) Autorizar a dispensa da frequência da língua estrangeira I e/ou II a alunos vindos de sistemas
     educativos estrangeiros;
i)   Autorizar a revalidação de matrícula anulada pelo não pagamento de propinas ou de seguro
     escolar;
j)   Autorizar a participação de alunos em jornadas, intercâmbios e peditórios levados a efeito ao
     nível nacional;
k) Autorizar visitas de estudo no país com duração não superior a dois dias úteis;


                                                                                                11
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

l)   Autorizar a realização de estudos de índole científica relacionados com a problemática escolar,
     desde que não prejudiquem o normal funcionamento das atividades escolares e respeitando a
     legislação referente à proteção de dados pessoais;
m) Autorizar o abatimento de bens, equipamentos, mobiliários e materiais degradados ou
     inutilizados, dando conhecimento à Fundação UNIR;
n) Convocar e presidir às reuniões de Pais e Encarregados de Educação, de professores e outras
     atividades de natureza não pedagógica.
o) Despachar a correspondência oficial e prestar informações não pedagógicas que nos termos da
     lei forem solicitadas, referentes a assuntos não pedagógicos;
p) Outras incumbências que lhe sejam atribuídas pela Entidade Titular;
q) Exercer as demais competências que lhe forem atribuídas na lei e no Regulamento Interno.


                                           Artigo 15.º
                                      RECRUTAMENTO
1. Tendo em conta a especificidade do meio e da escola, compete à Fundação UNIR designar o
     Diretor da escola observando, para o efeito, os requisitos constantes no na alínea b) do artigo
     nº21º, do Decreto-Lei nº 137/2012, de 2 de julho, com as adaptações feitas pelo Decreto-Lei nº
     115-A/98, de 4 de maio, alterado pela Lei nº 75/2008, de 22 de abril, pela nº 24/99, de 22 de
     abril, pelo Decreto-lei nº 172/91, de 10 de maio, pelo Decreto-Lei nº 769-A/76, de 23 de
     outubro.

2. Os restantes membros do Conselho Diretivo são apresentados, por sugestão do diretor, para
     aprovação à Fundação UNIR após o parecer do Conselho Pedagógico;

3. Os membros do Conselho Diretivo devem ser, sempre que possível, docentes qualificados para
     o exercício de funções docentes na escola com pelo menos três anos de serviço nos termos do
     artigo 56.º do Estatuto da Carreira Docente, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 139-A/90, de 28 de
     abril, alterado pelos Decretos-Leis n.ºs 105/97, de 29 de abril, e 1/98, de 2 de janeiro.



                                           Artigo 16.º
                                          MANDATO

1. O mandato do Diretor, ou de qualquer membro do Conselho Diretivo, é de 4 anos renováveis.

2. O mandato dos membros do Conselho Diretivo pode cessar caso deixe de merecer a confiança
     da tutela e viole os princípios básicos constantes na LBSE e no RI.

3. A cessação do mandato de um dos membros do Conselho Diretivo determina a sua substituição
     por um docente da confiança da tutela e que reúna as condições previstas no n.º 5 do art.º 19º
     do Decreto-Lei n.º 115/A – 98, de 4 de maio.

                                                                                                  12
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

                                                  Artigo 17.º
                                MEMBROS DO CONSELHO DIRETIVO

         1. São membros do Conselho Diretivo:

         -   Diretor;
         -   Representante da Entidade Tutelar;

         -   Diretor Pedagógico;

         -   Administrador;

         -   Assessor para a área docente;

         -   Assessor para a área da Inovação Educativa;

         -   Assessor para a área dos alunos e para a relação entre a escola e Pais e Encarregados da
             Educação.

         2. O Diretor, o Diretor Pedagógico e os Assessores são cargos ocupados por docentes em
             exercício de funções.

         3. São competências dos assessores:

         Representante dos Professores

         a) Estabelecer uma interação entre o Conselho Diretivo e os docentes;
         b) Trazer para o Conselho Diretivo os problemas e as sugestões do corpo docente;
         c) Zelar pelo bom funcionamento do Instituto em todos os sentidos e participar ativamente em
             todas as reuniões do Conselho Diretivo.

         Responsável pela Inovação Educativa

         a) Apelar à intervenção de toda a comunidade educativa no sentido de encarar a escola como um
             espaço de criatividade;
         b) Apelar aos docentes para que desenvolvam uma ação pedagógica criativa;
         c) Apresentar propostas de projetos inovadores para a escola;
         d) Responsável, no Conselho Diretivo, pela execução do Projeto Educativo.

         Responsável pelos alunos e pela relação entre a Escola e a Comunidade Educativa e a sociedade em
geral;

         a) Procurar estar mais próximo dos problemas dos alunos e dos Diretores de Turma e transmitir
             ao Conselho Diretivo algumas preocupações;

         b) Negociar mecanismos de aproximação da escola com os Pais e Encarregados de Educação.



                                                                                                         13
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

                                                SECÇÃO III
                                      CONSELHO PEDAGÓGICO
                                                 Artigo 18.º
                                                DEFINIÇÃO

      O Conselho Pedagógico é o órgão de coordenação e supervisão pedagógica e orientação educativa
da escola, nomeadamente nos domínios pedagógico-didático, da orientação e acompanhamento dos
alunos e da formação inicial e contínua do pessoal docente e não docente (SUBSEÇÃO III, do Lei nº
75/2008, de 22 de abril, com as alterações constantes no Decreto-Lei nº 137/2012, de 2 de julho).


                                                 Artigo 19.º
                                              COMPOSIÇÃO
      1. O Conselho Pedagógico é composto por:

      -   Presidente do Conselho Pedagógico;
      -   Membros do Conselho Diretivo e Administrador;
      -   Coordenador do 2.º e 3.º ciclo do ensino básico;
      -   Coordenador do ensino secundário;
      -   Coordenador do Departamento Curricular de Línguas;
      -   Coordenador do Departamento Curricular de Ciências Sociais e Humanas;
      -   Coordenador do Departamento Curricular de Matemática e Ciências Experimentais;
      -   Coordenador do Departamento Curricular de Expressões;
      -   Coordenador dos programas pedagógicos especiais;
      -   Coordenador de Projetos
      -   Representante da Associação de Pais e Encarregados de Educação;
      -   Representante do Pessoal Não Docente;
      -   Representante dos Alunos.

      2. O Presidente do Conselho Diretivo é, por inerência, Presidente do Conselho Pedagógico.

      3. O Representante dos Pais e/ou Encarregados de Educação é designado pela respetiva
          associação.

      4. Os Representantes dos Alunos são eleitos anualmente pela assembleia de delegados de turma
          de entre os seus membros.

      5. O Representante do Pessoal Não Docente será eleito (em reunião, convocada pelo Conselho
          Diretivo, de entre todo o Pessoal Não Docente em exercício efetivo de funções);

      6. O Representante dos Alunos e o dos Não Docentes abandonam a reunião depois de exporem os
          assuntos relacionados com a vida académica e com o funcionamento da atividade do pessoal não
          docente antes da leitura da ata da reunião anterior.
                                                                                                     14
IDF – Regulamento Interno 2012/2013



                                               Artigo 20.º
                        COMPETÊNCIAS DO CONSELHO PEDAGÓGICO

     Sem prejuízo das competências que lhe sejam cometidas por lei ou Regulamento Interno, ao
Conselho Pedagógico compete:

     a) Aprovar os planos de estudo;
     b) Aprovar os critérios de avaliação;
     c) Planificar e superintender as atividades escolares e de cumprimento curricular;
     d) Elaborar a proposta de projeto educativo a submeter à direção e ao Conselho de Educação;
     e) Promover a coordenação da inter e pluridisciplinaridade;
     f) Apresentar propostas para a elaboração do Regulamento Interno e dos planos anual e plurianual
          de atividade e emitir parecer sobre os respetivos projetos;
     g) Emitir parecer sobre as propostas de celebração de contratos de autonomia;
     h) Apresentar propostas e emitir parecer sobre a elaboração do plano de formação e de atualização
          do pessoal docente e não docente;
     i)   Definir critérios gerais nos domínios da informação e da orientação escolar e vocacional, do
          acompanhamento pedagógico e da avaliação dos alunos;
     j)   Elaborar currículos alternativos para os alunos com necessidades educativas especiais;
     k) Propor aos órgãos competentes a criação de áreas disciplinares ou disciplinas de conteúdo
          nacional e local, bem como as respetivas estruturas programáticas;
     l)   Definir princípios gerais nos domínios da articulação e diversificação curricular, dos apoios e
          complementos educativos e das modalidades especiais de educação escolar;
     m) Adotar os manuais escolares, ouvidos os departamentos curriculares;
     n) Propor o desenvolvimento de experiências de inovação pedagógica e de formação, no âmbito
          da escola e em articulação com instituições ou estabelecimentos do ensino superior
          vocacionados para a formação e a investigação;
     o) Promover e apoiar iniciativas de natureza formativa e cultural;
     p) Definir os critérios gerais a que deve obedecer a elaboração dos horários;
     q) Definir os requisitos para a contratação de pessoal docente e não docente, de acordo com o
          disposto na legislação aplicável;
     r) Proceder ao acompanhamento e avaliação da execução das suas deliberações e recomendações.

                                               Artigo 21.º
                                         FUNCIONAMENTO

     1. O Conselho Pedagógico reúne, ordinariamente, uma vez por mês e, extraordinariamente,
          sempre que seja convocado pelo respetivo presidente, por sua iniciativa, a requerimento de um


                                                                                                        15
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

          terço dos seus membros em efetividade de funções ou sempre que um pedido de parecer do
          Conselho de Educação ou do Conselho Diretivo o justifique.

      2. No início e final dos períodos convocar uma reunião geral de professores.

      3. A representação dos Pais e Encarregados de Educação no Conselho Pedagógico faz-se no
          âmbito de uma comissão especializada que participa no exercício das competências previstas
          nas alíneas a), b), e), f) e j),do artigo anterior.

                                                   Artigo 22.º
                          COMPETÊNCIAS DO DIRETOR PEDAGÓGICO
      a) Representar oficialmente o Instituto em todos os assuntos de natureza pedagógica;
      b) Coordenar a planificação e superintender às atividades escolares e de complemento curricular;
      c) Coordenar o desenvolvimento do trabalho geral dos Coordenadores, Diretores de Turma,
          professores e alunos;
      d) Providenciar a aquisição do material indispensável para as atividades do Instituto, próprias da
          sua competência;
      e) Presidir às reuniões de Pais e Encarregados de Educação em todos os assuntos de natureza
          pedagógica.



                                                  SECÇÃO IV
                                    CONSELHO ADMINISTRATIVO
                                                   Artigo 23.º

                                                 DEFINIÇÃO

      O Conselho Administrativo é o órgão que responde pela gestão administrativa e financeira da
escola, nos termos das disposições legais em vigor.


                                                   Artigo 24.º
                                                COMPOSIÇÃO

      1. O Conselho Administrativo é composto pelo Administrador e restante pessoal da secretaria sob
          proposta da Direção à Entidade Tutelar.

      2. O Conselho Administrativo é sempre presidido pelo presidente do Conselho Diretivo.

      3. O Administrador integra o Conselho Diretivo da escola.




                                                                                                     16
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

                                                Artigo 25.º
                                           COMPETÊNCIAS

      1. Elaborar o projeto de orçamento anual da escola, de acordo com as linhas definidas pelo
          Conselho de Escola e Conselho Diretivo;

      2. Gerir os programas informáticos relativos à avaliação dos alunos, constituição das turmas e
          horários em estreita ligação com o Conselho Diretivo e o Conselho Pedagógico da escola;

      3. Autorizar a realização de despesas e respetivos pagamentos, fiscalizar a cobrança de receitas e
          verificar a legalidade da gestão financeira da escola;

      4. Elaborar o relatório de contas de gerência;

      5. Responsabilizar-se diretamente pelo pessoal não docente;

      6. Dirigir e zelar pela atualização do cadastro patrimonial da escola,

      7. Exercer as demais competências que lhe forem confiadas pela lei.


                                                Artigo 26º
                                          FUNCIONAMENTO

      O Conselho Administrativo reúne ordinariamente uma vez por mês e, extraordinariamente, quando
convocado pela Diretor, por sua iniciativa ou a requerimento de qualquer um dos seus membros.


                                             CAPÍTULO III
                                               SECÇÃO I
                                  ORGANIZAÇÃO PEDAGÓGICA
                                                Artigo 27.º
             ESTRUTURAS DE COORDENAÇÃO E SUPERVISÃO PEDAGÓGICA

      1. Com vista ao desenvolvimento do Projeto Educativo são as estruturas que colaboram com o
          Conselho Pedagógico e com o Conselho Diretivo, no sentido de assegurar o acompanhamento
          eficaz do percurso escolar dos alunos na perspetiva da promoção da qualidade educativa, de
          acordo com o Capítulo IV, Secção I, do Decreto-Lei nº 75/2008 de 22 de abril.

      2. As estruturas de coordenação educativa e supervisão pedagógica visam:

      a) A articulação e gestão curricular na aplicação do currículo e dos programas e
          orientações curriculares e programáticas definidas, bem como o desenvolvimento de
          componentes curriculares por iniciativa da escola;
      b) A organização, o acompanhamento e a avaliação das atividades de turma ou grupos de
          alunos;

                                                                                                     17
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

c) A coordenação pedagógica de cada ano, ciclo ou curso;
d) A avaliação de desempenho do pessoal docente em estreita colaboração com a direção da
    escola.
3. A duração do mandato das Estruturas de Orientação Educativa é de um ano letivo.

4. Os Coordenadores de Ciclo e dos Departamentos são nomeados pelo Presidente do Conselho
    Pedagógico, por um período de um ano, prorrogável.

5. Os Coordenadores de Ciclo e de Departamentos reúnem-se pelo menos duas vezes por período
    com os restantes professores das diferentes disciplinas do Departamento, apresentando as
    respetivas atas ao Presidente do Conselho Pedagógico.

                                          Artigo 28.º
                         PARA ARTICULAÇÃO CURRICULAR

1. O presente artigo identifica as formas de organização que visam assegurar a articulação
    curricular nos diferentes níveis e ciclos de ensino.

2. A articulação e gestão curricular devem promover a cooperação entre os docentes da escola
    procurando ajustar o currículo às necessidades específicas dos alunos.

3. Nos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário a articulação curricular é
    assegurada por Departamentos Curriculares.

4. A coordenação destas estruturas é realizada por docentes profissionalizados eleitos de entre os
    docentes que as integram e que possuam, preferencialmente, formação especializada em
    organização e desenvolvimento curricular ou em supervisão pedagógica e formação de
    formadores.



                                          Artigo 29.º
               COMPETÊNCIAS DOS COORDENADORES DE CICLO

1. Os Coordenadores de Ciclo são nomeados pelo Diretor, ouvido o Conselho Pedagógico, por um
    período de um ano, prorrogável.

2. Compete aos Coordenadores de Ciclo:

a) Animar e coordenar as atividades pedagógicas do nível de ensino respetivo, recebendo os
    princípios e orientações do Presidente do Conselho Pedagógico;

b) Responsabilizar-se pela articulação curricular vertical e horizontal;

c) Assistir aos Conselhos de Turma sempre que se justificar a sua presença;

d) Coordenar as atividades dos Diretores de Turma;

                                                                                                  18
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

  e) Tomar conhecimento da atividade dos professores e alunos do respetivo nível de ensino,
       apresentando a situação ao Conselho Pedagógico;

  f) Cuidar da ordem e disciplina geral dos alunos, com a colaboração dos professores e pessoal
       auxiliar;

  g) Analisar em Conselho de Diretores de Turma os resultados das avaliações e estudar formas de
       recuperação dos alunos que serão apresentadas em Conselho Pedagógico;

  h) Providenciar quanto ao cumprimento das disposições legais aplicáveis aos alunos;

  i)   Executar as decisões ou instruções do Presidente do Conselho Pedagógico e fazer as
       comunicações oficiais aos respetivos destinatários.


                                              Artigo 30.º
COMPETÊNCIAS DOS COORDENADORES DOS DEPARTAMENTOS CURRICULARES

  Compete aos Coordenadores dos Departamentos Curriculares:

  a)   Presidir às reuniões de Departamento e coordenar e dinamizar as atividades referentes às
       disciplinas do seu Departamento;

  b) Elaborar, juntamente com os professores, os planos gerais e específicos, a curto, médio e longo
       prazo, da respetiva disciplina;

  c) Apresentar, após análise com os professores, os critérios de avaliação;

  d)   Programar os momentos e formas de avaliação;

  e)   Zelar pelo cumprimento dos programas;

  f)   Supervisionar o material diretamente distribuído à disciplina;

  g)   Informar os outros professores da disciplina das propostas e soluções do Conselho Pedagógico;

  h)   Incentivar a pesquisa bibliográfica e científica;

  i)   Executar e fazer cumprir as deliberações do Conselho Diretivo e do Conselho Pedagógico;

  j)   Coordenar todas as atividades do seu Departamento e promover o trabalho de equipa;

  k) Estabelecer as estratégias para a promoção da interdisciplinaridade e articulação curricular vertical
       e horizontal;

  l)   Zelar pelo cumprimento do PEE;

  m) Gerir o plano anual de atividade e zelar pelo seu cumprimento;

  n) Elaborar o relatório crítico anual do trabalho desenvolvido a apresentar ao Conselho Diretivo;

  o) Exercer as restantes competências que lhe forem atribuídas na lei e no Regulamento Interno;
                                                                                                       19
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

      p) Acompanhar o cumprimento das planificações anuais ao nível das disciplinas do departamento;

      q) Apresentar resultados sobre a avaliação dos alunos e sobre as Provas de Aferição e Testes
          Intermédios, mediante a apresentação dos resultados.

      1. Coordenação Pedagógica de Ciclo

      O coordenador é um docente nomeado de entre os professores, de preferência um dos membros que
integram o conselho de Diretores de Turma, com formação especializada na área da orientação educativa
ou da coordenação pedagógica.

      2. Competências do Coordenador Pedagógico:

      a) Coordenar a ação do respetivo conselho, articulando estratégias e procedimentos;

      b) Submeter ao Conselho Pedagógico as propostas do conselho que coordena;

      c) Apresentar à Direção um relatório crítico, anual do trabalho desenvolvido;

      d) Executar e fazer cumprir as deliberações do Conselho Diretivo e do Conselho Pedagógico.


                                               Artigo 31.º
  ORGANIZAÇÃO, ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES DE TURMA

      1. Responsáveis:

      Diretores de Turma no 2.º e 3.º ciclo do ensino básico e secundário.

      2. Diretor de Turma

      A coordenação das atividades do conselho de turma é realizada pelo Diretor de Turma, o qual é
designado pela direção executiva de entre os professores da turma, sendo escolhido preferencialmente,
um docente profissionalizado.

      Ao Diretor de Turma compete:

      a) Assegurar a articulação entre os professores da turma e com os alunos, Pais e Encarregados de
          Educação;
      b) Promover a comunicação e formas de trabalho cooperativo entre professores e alunos;
      c) Coordenar, em colaboração com os docentes da turma a adequação de atividades, conteúdos,
          estratégias e métodos de trabalho à situação concreta do grupo e à especificidade de cada
          aluno;
      d) Articular as atividades da turma com os Pais e Encarregados de Educação promovendo a sua
          participação;
      e) Coordenar o processo de avaliação dos alunos garantindo o seu caráter globalizante e
          integrador;
                                                                                                       20
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

f) Ser responsável pelo processo individual do aluno;
g) Proceder à avaliação formativa, recorrendo a uma variedade de instrumentos de recolha de
     informação (em articulação com os Departamentos que concebem e gerem o Projeto Curricular
     de Turma);
h) Coordenar o processo de tomada de decisões, no âmbito da avaliação sumativa interna;
i)   Dar a conhecer aos Pais e Encarregados de Educação o plano de recuperação do(s) aluno(s) e
     proceder de imediato à sua implementação;
j)   Apresentar à direção executiva um relatório crítico, anual, do trabalho desenvolvido;

3. Competências do Conselho de Turma:

Ao Conselho de Turma compete:
a) Intervir no processo de avaliação;
b) Ser responsável pela avaliação;
c) Operacionalizar os critérios de avaliação, no âmbito do respetivo projeto curricular de turma;
d) Proceder à avaliação sumativa interna;
e) Decidir quanto à avaliação sumativa interna;
f) Elaborar um plano de recuperação para o aluno, sempre que, no final do 1.º período, o mesmo
     tenha obtido três ou mais níveis inferiores a três ou dois níveis inferiores a três
     cumulativamente a Língua Portuguesa e Matemática;
g) Apresentar o(s) plano(s) de recuperação à direção executiva;
h) Elaborar um plano de acompanhamento e submetê-lo à aprovação do conselho pedagógico para
     ser aplicado no ano escolar seguinte;
i)   Submeter um aluno a uma avaliação extraordinária, caso o mesmo já tenha sido retido em
     qualquer ano de escolaridade e se conclua que não possui as condições necessárias à sua
     progressão;
j)   Aplicar um plano de acompanhamento aos alunos que tenham sido objeto de retenção em
     resultado da avaliação sumativa final do respetivo ano de escolaridade;
k) Analisar o pedido de revisão e tomar decisão que pode confirmar ou modificar a avaliação
     inicial;
l)   Efetuar o diagnóstico, identificar as características e dificuldades de aprendizagem dos alunos
     da turma;
m) Elaborar o plano curricular de turma, concretizando planos e estratégias para colmatar as
     dificuldades e necessidades diagnosticadas;
n) Elaborar currículos alternativos para alunos com necessidades educativas especiais;
o) Planear a lecionação dos conteúdos curriculares da disciplina, assim como o trabalho
     desenvolvido    nas   áreas   curriculares    não   disciplinares,   de   modo   a   garantir    a



                                                                                                     21
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

           interdisciplinaridade no trabalho e uma eficaz articulação curricular, tendo em vista a melhoria
           dos resultados dos alunos;
      p) Facultar aos Pais e Encarregados de Educação o currículo de cada disciplina, bem como o
           número de aulas previstas por disciplina e por turma, no início do ano letivo;
      q) Proceder a uma rigorosa avaliação do trabalho realizado e efetuar o planeamento do ano letivo
           seguinte, no final do ano letivo.


                                                Artigo 32.º
    COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA DE ANO, DE CICLO, A NÍVEL DAS DIREÇÕES DE
                                                 TURMA

      A coordenação destina-se a articular e harmonizar as atividades desenvolvidas pelas turmas de um
ano, ciclo de ensino ou de um curso.

      1. Conselhos de Diretores de Turma, 2.º, 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário

      É a estrutura responsável pela coordenação pedagógica de ano, nos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico
e do ensino secundário.

      2. Competências do Conselho de Diretores de Turma

      Além das competências previstas no n.º 4, art.8º do Decreto Regulamentar 10/99, são ainda
competências:

      a) Assegurar a articulação das atividades a desenvolver pelas diferentes turmas de modo a
           maximizar esforços, atividades e recursos de acordo com o Plano Anual de Atividades e o
           Projeto Educativo;
      b) Promover a realização de ações de formação dos professores;
      c) Promover ações que estimulem a interdisciplinaridade;
      d) Analisar as propostas dos Conselhos de Turma e submetê-las, através dos Coordenadores, ao
           Conselho Pedagógico;
      e) Propor e planificar formas de atuação junto dos Pais e Encarregados de Educação;
      f) Promover a interação entre a Escola e a Comunidade;
      g) Elaborar ou atualizar, no início do ano letivo, o seu Regulamento Interno;
      h) Assegurar a ligação funcional entre os Diretores de Turma e os Órgãos de Direção e Gestão da
           Escola;
      i)   Analisar, em reunião de Diretores de Turma, os diversos documentos de registo de avaliação e
           informação e submetê-los, posteriormente, à aprovação do Conselho Pedagógico.




                                                                                                        22
IDF – Regulamento Interno 2012/2013



      3. Ao Conselho de Diretores de Turma compete ainda:

      a) Planificar as atividades e projetos a desenvolver, anualmente, de acordo com as orientações do
          Conselho Pedagógico;
      b) Articular com os diferentes departamentos curriculares o desenvolvimento de conteúdos
          programáticos e objetivos de aprendizagem;
      c) Cooperar com outras estruturas de orientação educativa e com os serviços especializados de
          apoio educativo uma gestão adequada de recursos e na adoção de medidas pedagógicas
          destinadas a melhorar as aprendizagens;
      d) Dinamizar e coordenar a realização de projetos interdisciplinares das turmas;
      e) Identificar necessidades de formação no âmbito da direção de turma;
      f) Conceber e desencadear mecanismos de formação e apoio aos Diretores de Turma em exercício
          e de outros docentes do agrupamento de escolas para o desempenho dessas funções;
      g) Propor ao conselho pedagógico a realização de ações de formação no domínio da orientação
          educativa e da coordenação das atividades das turmas;
      h) Exercer as demais competências que lhe forem atribuídas na lei.

                                              SECÇÃO II
                               AVALIAÇÃO DAS APRENDIZAGENS
                                               Artigo 33.º
                                  FINALIDADES DA AVALIAÇÃO

      A avaliação é um elemento integrante e regulador da prática educativa, permitindo uma recolha
sistemática de informações que, uma vez analisadas, apoiam a tomada de decisões adequadas à promoção
da qualidade das aprendizagens, de acordo com o despacho normativo n.º 1/2005, de 5 de janeiro,
republicado pelo despacho normativo n.º 14/2011, de 18 de novembro, com as adaptações introduzidas
pelo Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho, para o 2.º e 3.º ciclos do ensino básico; e ao abrigo do
Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de março, alterado pelos Decretos-Leis n.ºs 24/2006, de 6 de fevereiro,
272/2007, de 26 de julho, 4/2008, de 7 de janeiro, 50/2011, de 8 de abril, pela Portaria n.º 244/2011, com
as adaptações introduzidas pelo Decreto-Lei139/2011, de 5 de julho.



                                               Artigo 34.º
                                         INTERVENIENTES

      1. Intervêm no processo de avaliação:

      a) O professor;
      b) O aluno;
      c) O Conselho de Turma, nos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e no ensino secundário;

                                                                                                       23
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

      d) Os órgãos de gestão da escola;
      e) Os Encarregados de Educação;
      f) Os serviços especializados de apoio educativo.

      2. Participação dos intervenientes:

      A participação dos intervenientes no processo de avaliação encontra-se definida no Projeto
Curricular da Escola e em cada Projeto Curricular de Turma.


                                              Artigo 35.º
                                CRITÉRIOS GERAIS DE AVALIAÇÃO

      1. No início do ano letivo, compete ao Conselho Pedagógico da escola, de acordo com as
          orientações do currículo nacional, aprovar os critérios de avaliação para cada ciclo e ano de
          escolaridade, sob proposta dos departamentos curriculares e conselho de Diretores de Turma.

      2. Os critérios de avaliação mencionados no número anterior constituem referenciais comuns na
          escola, sendo operacionalizados pelo conselho de turma, nos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e
          no ensino secundário no âmbito do respetivo Projeto Curricular de Turma.

      3. O Conselho Diretivo promoverá a divulgação dos mesmos junto dos alunos e Encarregados de
          Educação através da sua afixação nas vitrinas.


                                              Artigo 36.º
                                    CRITÉRIOS DE RETENÇÃO

      Os critérios de retenção são aprovados pelo Conselho Pedagógico no início de cada ano letivo em
conformidade com a legislação em vigor.


                                             SECÇÃO III
                    SERVIÇOS ESPECIALIZADOS DE APOIO EDUCATIVO
                                              Artigo 37.º
                                          IDENTIFICAÇÃO

      1. Os serviços especializados de apoio educativo destinam-se a promover a existência de
          condições que assegurem a plena integração escolar dos alunos, devendo conjugar a sua
          atividade com as estruturas de orientação educativa.

      2. Constituem serviços especializados de apoio educativo no IDF:

      a) Os Serviços de Psicologia, Orientação Escolar e Educação Especial sempre que for possível
          fazê-los funcionar;
      b) Biblioteca Escolar / Centro de Recursos Educativos;

                                                                                                        24
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

 c) Projetos escolares.


                                        Artigo 38.º
OS SERVIÇOS DE PSICOLOGIA, ORIENTAÇÃO ESCOLAR E EDUCAÇÃO ESPECIAL

 1. Os Serviços de Psicologia, Orientação Escolar e Educação Especial, serão constituídos por uma
    equipa técnica nos termos da legislação em vigor, colaboram na promoção do desenvolvimento
    cognitivo, pessoal, social, vocacional dos alunos e no acompanhamento de casos com
    necessidades educativas especiais, em particular, e da comunidade educativa, em geral.

 2. A educação especial tem por objetivos a inclusão educativa e social, o acesso e o sucesso
    educativo, a autonomia, a estabilidade emocional, bem como a promoção da igualdade de
    oportunidades, a preparação para o prosseguimento de estudos ou para uma adequada
    preparação para a vida profissional e para uma transição da escola para o emprego das crianças
    e dos jovens com necessidades educativas especiais.

 3. Os serviços mencionados desenvolvem a sua atividade de acordo com um plano anual que
    integra o Plano Anual de Atividades e no quadro de desenvolvimento do Projeto Educativo.

 4. Até à instalação dos Serviços de Psicologia, Orientação Escolar e Educação Especial, a escola
    pode recorrer à aquisição dos referidos serviços noutras instituições, no âmbito das
    competências previstas na lei.

 5. Os pais ou encarregados de educação têm o direito e o dever de participar ativamente,
    exercendo o poder paternal nos termos da lei, em tudo o que se relacione com a educação
    especial a prestar ao seu filho, acedendo, para tal, a toda a informação constante do processo
    educativo.

 6. Quando, comprovadamente, os pais ou encarregados de educação não exerçam o seu direito de
    participação, cabe à escola desencadear as respostas educativas adequadas em função das
    necessidades educativas especiais diagnosticadas.

 7. Quando os pais ou encarregados de educação não concordem com as medidas educativas
    propostas pela escola, podem recorrer, mediante documento escrito, a acompanhamento
    alternativo desde que assuma todas as responsabilidades.

 ADAPTAÇÕES CURRICULARES

 1. Consideram-se adaptações curriculares: redução parcial do currículo e/ou a dispensa da
    atividade que se revele impossível de executar em função da deficiência.

 2. As adaptações curriculares previstas no presente artigo não prejudicam o cumprimento dos
    objetivos gerais dos ciclos e níveis de ensino frequentados e só são aplicáveis quando se
    verifique que o recurso a equipamentos especiais de compensação não é suficiente.

                                                                                               25
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

                                               Artigo 39.º
                        CENTRO DE RECURSOS / BIBLIOTECA ESCOLAR

      1. Finalidades

      a) Proporcionar a todos os seus potenciais utilizadores – alunos, professores e funcionários – a
          consulta/leitura de livros, publicações periódicas, documentos audiovisuais, CD ROM,
          Internet, devidamente organizados contribuindo para dar resposta às necessidades de
          informação, pesquisa, educação e lazer dos seus utilizadores;
      b) Fomentar o gosto pela leitura;
      c) Contribuir para o desenvolvimento cultural, técnico e científico dos utilizadores;
      d) Criar condições que permitam a reflexão, o debate e a crítica.


      2. Constituição

      a) Na escola existe uma biblioteca escolar que alberga também um pequeno centro de recursos
          educativos;
      b) Estas estruturas educativas são orientadas por um professor que tem assento no Conselho
          Pedagógico;
      c) Competências e normas de funcionamento, constam nos respetivos regulamentos.


                                               Artigo 40.º
                                     PROJETOS EDUCATIVOS

      Finalidades
      1. Os projetos educativos desenvolvem-se fora do tempo letivo dos alunos e revestem-se de uma
          natureza eminentemente lúdica, cultural e formativa.

      2. Estes projetos e atividades incidem particularmente nos domínios desportivo, artístico,
          científico e cívico, e visam quer a melhoria da qualidade de ensino, quer a inserção dos alunos
          na comunidade.

      3. A existência de projetos está dependente da apresentação dos mesmos por parte dos
          professores. A sua aprovação e a sua avaliação dependem do Conselho Pedagógico.

      Funcionamento
      Cada professor responsável por projetos deve ter em conta os interesses dos alunos e as condições
materiais da escola.

      Competências dos professores responsáveis
      Os professores responsáveis devem:

      a) Estruturar os projetos a apresentar ao Conselho Pedagógico;

                                                                                                      26
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

b) Publicitar as atividades junto dos alunos e dos respetivos Diretores de Turma;
c) Afixar o horário de funcionamento em local visível, junto às instalações onde decorre a
    atividade;
d) Receber as inscrições dos alunos e organizar os grupos;
e) Planificar as atividades tendo em conta os recursos existentes, o envolvimento e as capacidades
    dos alunos;
f) Acompanhar, coordenar e dinamizar as atividades;
g) Elaborar o regimento;
h) Elaborar um relatório final do trabalho desenvolvido ao longo do ano letivo, a apresentar ao
    Conselho Diretivo.

Coordenador dos projetos

1. Competências

a) Organizar, incentivar e coordenar os projetos;
b) Coordenar o plano de atividades;
c) Garantir o desenvolvimento dos projetos e das atividades;
d) Representar os responsáveis pelos projetos no Conselho Pedagógico.

2. Designação do coordenador

O coordenador de projetos será um docente designado pelo Conselho Diretivo.

3. Duração e cessação do mandato

a) O mandato tem a duração de um ano;
b) Extraordinariamente, o mandato pode cessar a todo o momento, por decisão fundamentada do
    Presidente do Conselho Diretivo, ouvido o Conselho Pedagógico.


                                      CAPÍTULO IV
                                        SECÇÃO I
                    PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE EDUCATIVA

                                         ALUNOS
                                        Artigo 41.º
                                       ADMISSÃO
1. Os alunos são considerados os protagonistas da sua própria educação e, por isso, participam
    responsavelmente na vida do Instituto.

2. A admissão no Instituto inclui, por parte dos Pais ou Encarregados de Educação e dos alunos, o
    conhecimento e aceitação do Ideário, do Projeto Educativo e das normas e orientações do
    presente Regulamento.
                                                                                               27
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

3. A admissão de alunos é feita mediante a realização e aprovação nas provas realizadas para o
    efeito e mediante o número de vagas existentes. São admitidos os alunos com os melhores
    resultados nas provas no 5.º ano e excecionalmente nos 7.º e 10.º anos.

4. São exceção os alunos provenientes do currículo português e filhos de diplomatas ou
    cooperantes em missão de serviço. A admissão destes alunos não está condicionada á
    realização de provas mas à existência de vaga.

5. Os alunos do 4.º ano, do 1.º ciclo do ensino básico do currículo português têm entrada imediata
    no IDF.

6. No ato da matrícula, cada aluno entregará a documentação exigida por lei, considerando-se
    matriculado aquele que tiver apresentado a referida documentação completa e pago a propina
    de inscrição.

7. Outros critérios de admissão serão definidos anualmente pelo Conselho Diretivo.


                                         Artigo 42.º
                         PROCESSO INDIVIDUAL DO ALUNO

1. O percurso escolar do aluno deve ser documentado de forma sistemática no processo individual
    que o acompanha ao longo de todo o ensino básico e secundário, proporcionando uma visão
    global do seu percurso, de modo a facilitar o seu acompanhamento e intervenção adequados.

2. O processo previsto no número anterior é da responsabilidade do Diretor de Turma, nos 2.º e
    3.º ciclos do ensino básico e secundário.

3. O processo individual do aluno acompanha-o, obrigatoriamente, sempre que este mude de
    escola.

4. No processo individual do aluno devem constar:

a) Os elementos fundamentais de identificação do aluno;

b) Os registos de avaliação;

c) Relatórios médicos e ou de avaliação psicológica, quando existam;

d) Planos e relatórios de apoio pedagógico, quando existam;

e) O plano educativo individual, no caso de o aluno ser abrangido pela modalidade de educação
   especial;

f) Uma autoavaliação do aluno, por trimestre;

g) Outros elementos considerados relevantes para a evolução e formação do aluno.

                                         Artigo 43.º

                                                                                                28
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

                       PARTICIPAÇÃO DOS ALUNOS NA VIDA DA ESCOLA

      O direito à participação dos alunos na vida da escola processa-se de acordo com o disposto na Lei
de Bases do Sistema Educativo e concretiza-se, para além do disposto no presente diploma e demais
legislação aplicável, designadamente através dos delegados de turma, da assembleia de delegados de
turma e das assembleias de alunos, em termos a definir no Regulamento Interno.

      A escola é uma comunidade onde o bem de todos depende do trabalho e das atitudes de cada
um. Por isso, os alunos devem:

      a) Respeitar os colegas, professores, auxiliares e outros funcionários;
      b) Respeitar as visitas, cumprimentando-as e ajudando-as se necessário;
      c) Ajudar os colegas, sendo atenciosos no que necessitem e colaborando com eles;
      d) Ser assíduos e pontuais;
      e) Trazer todo o material necessário e mantê-lo em bom estado e limpo;
      f) Procurar ser exemplo de postura e educação;
      g) Desenvolver todos os esforços para aprender e ter sucesso;
      h) Ter cuidado para não estragar nem perder vestuário;
      i)   Não estragar e manter os espaços verdes;
      j)   Aproveitar os intervalos para ir à casa de banho, beber água, lanchar ou tratar de outros
           assuntos, ou seja contribuir para que haja um bom ambiente na escola e para a sua boa imagem
           na localidade e vizinhança.

                                                     Artigo 44.º
                                          DIREITOS DOS ALUNOS
      O aluno tem direito a:

      a) Usufruir do ensino e de uma educação de qualidade de acordo com o previsto na lei, em
           condições de efetiva igualdade de oportunidades no acesso, de forma a propiciar a realização
           de aprendizagens bem sucedidas;
      b) Usufruir do ambiente e do Projeto Educativo que proporcionem as condições para o seu pleno
           desenvolvimento físico, intelectual, moral, cultural e cívico, para a formação da sua
           personalidade e da sua capacidade de autoaprendizagem e de crítica consciente sobre os
           valores, o conhecimento e a estética;
      c) Ver reconhecidos e valorizados o mérito, a dedicação e o esforço no trabalho e no desempenho
           escolar e ser estimulado nesse sentido;
      d) Ver reconhecido o empenho em ações meritórias, a favor da comunidade em que está inserido
           ou da sociedade em geral, praticadas na escola ou fora dela, e ser estimulado nesse sentido;




                                                                                                          29
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

e) Usufruir de um horário escolar adequado ao ano frequentado, bem como de uma planificação
     equilibrada das atividades curriculares e extracurriculares, nomeadamente as que contribuem
     para o desenvolvimento cultural da comunidade;
f) Devem apenas realizar um teste por dia, em qualquer dos ciclos;
g) Ser tratado com respeito e correção por qualquer membro da comunidade educativa;
h) Ver salvaguardada a sua segurança na escola e respeitada a sua integridade física e moral;
i)   Ser assistido, de forma pronta e adequada, em caso de acidente ou doença súbita, ocorrido ou
     manifestada no decorrer das atividades escolares;
j)   Ver garantida a confidencialidade dos elementos e informações constantes do seu processo
     individual, de natureza pessoal ou familiar;
k) Participar, através dos seus representantes, nos termos da lei, nos órgãos de administração e
     gestão da escola, na criação e execução do respetivo projeto educativo, bem como na
     elaboração do Regulamento Interno;
l)   Eleger os seus representantes para os órgãos, cargos e demais funções de representação no
     âmbito da escola, bem como ser eleito, nos termos da lei e do Regulamento Interno da escola;
m) Apresentar críticas e sugestões relativas ao funcionamento da escola e ser ouvido pelos
     professores, Diretores de Turma e órgãos de administração e gestão da escola, em todos os
     assuntos que justificadamente forem do seu interesse;
n) Organizar e participar em iniciativas que promovam a formação e ocupação de tempos livres;
o) Participar na elaboração do Regulamento Interno da escola, conhecê-lo e ser informado, em
     termos adequados à sua idade e ao ano frequentado, sobre todos os assuntos que
     justificadamente sejam do seu interesse, nomeadamente, sobre o modo de organização do plano
     de estudos ou curso. Ser informado sobre o programa e objetivos essenciais de cada disciplina
     ou área disciplinar, e os processos e critérios de avaliação, bem como sobre a matrícula, apoios
     sócio-educativos, normas de utilização e de segurança dos materiais e equipamentos e das
     instalações, incluindo o plano de emergência, e, em geral, sobre todas as atividades e
     iniciativas relativas ao Projeto Educativo da escola;
p) Participar nas atividades da escola, nos termos da lei e do respetivo Regulamento Interno;
q) Participar no processo de avaliação, nomeadamente através dos mecanismos de auto e
     heteroavaliação;
r) Os alunos, que podem reunir-se em assembleia de alunos, são representados pelo delegado ou
     subdelegado da respetiva turma e pela assembleia de delegados de turma;
s) O delegado e o subdelegado de turma têm o direito de solicitar a realização de reuniões da
     turma com o respetivo Diretor de Turma para apreciação de matérias relacionadas com o
     funcionamento da turma, sem prejuízo do cumprimento das atividades letivas;




                                                                                                  30
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

t)   Por iniciativa dos alunos ou por sua própria iniciativa, o Diretor de Turma pode solicitar a
     participação dos representantes dos Pais e Encarregados de Educação dos alunos da turma na
     reunião referida no número anterior.


                                             Artigo 45.º
                                        DEVERES DOS ALUNOS

1.   O aluno tem o dever, sem prejuízo do disposto no artigo 7.º e dos demais deveres previstos no
     Regulamento Interno da escola, de:

a) Estudar, empenhando-se na sua educação e formação integral;
b) Ser assíduo, pontual e empenhado no cumprimento de todos os seus deveres no âmbito do
     trabalho escolar;
c) Seguir as orientações dos professores relativas ao seu processo de ensino e aprendizagem;
d) Tratar com respeito e correção qualquer membro da comunidade educativa;
e) Ser leal para com os seus professores e colegas;
f)   Respeitar as instruções dos professores e do pessoal não docente;
g) Contribuir para a harmonia da convivência escolar e para a plena integração na escola de todos
     os alunos;
h) Participar nas atividades educativas ou formativas desenvolvidas na escola, bem como nas
     demais atividades organizativas que requeiram a participação dos alunos;
i)   Respeitar a integridade física e moral de todos os membros da comunidade educativa;
j)   Prestar auxílio e assistência aos restantes membros da comunidade educativa, de acordo com as
     circunstâncias de perigo para a integridade física e moral dos mesmos;
k) Zelar pela preservação, conservação e asseio das instalações, material didático, mobiliário e
     espaços verdes da escola, fazendo uso correto dos mesmos;
l)   Respeitar a propriedade dos bens de todos os membros da comunidade educativa;
m) Permanecer na escola durante o seu horário, salvo autorização escrita do encarregado de
     educação ou da direção da escola;
n) Participar na eleição dos seus representantes e prestar-lhes toda a colaboração;
o) Conhecer e cumprir o estatuto do aluno, as normas de funcionamento dos serviços da escola e o
     Regulamento Interno da mesma;
p) Fazer-se acompanhar do cartão escolar, dentro do recinto escolar, para que seja feito o controlo
     sobre o seu horário escolar;
q) Não transportar quaisquer materiais, instrumentos ou engenhos passíveis de causarem danos
     físicos ao aluno ou a terceiros.




                                                                                                31
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

      2. Regras a cumprir na escola:

      A sala de aula é um espaço de trabalho e a aula um tempo de aprendizagem, por isso, quando tocar
o aluno deve dirigir-se para a fila da sua sala e esperar pelo(a) professor(a).

      Antes de entrar na sala tem de:

      a) Tirar a pastilha elástica da boca e deitá-la no lixo;
      b) Tirar o boné/gorro/chapéu/auriculares, se os estiver a usar.

      Ao entrar na sala tem de:

      a) Entrar calmamente;
      b) Sentar-se de imediato no lugar;
      c) Fazer silêncio;
      d) Abrir o caderno diário e preparar-se para começar a trabalhar.

      Durante a aula tem de:

      a) Manter-se atento;
      b) Permanecer sentado, calado e virado para a frente;
      c) Passar para o caderno todos os registos indicados pelo(a) professor(a);
      d) Realizar as tarefas propostas em silêncio e seguir sempre as indicações do(a) professor(a);
      e) Pedir esclarecimento das dúvidas que surgirem sem interromper o(a) professor(a);
      f) Participar quando o(a) professor(a) solicitar e por iniciativa própria, com ordem, sem
           interromper ninguém;
      g) Levantar o braço sempre que quiser intervir e esperar pela sua vez;
      h) Aprender a ouvir: dar atenção ao(a) professor(a) e às intervenções dos colegas, sem os
           interromper;
      i)   Não fazer observações nem comentários inoportunos;
      j)   Não conversar com os colegas nem fazer barulho;
      k) Não dar início a brincadeiras que perturbem a aula nem apoiar as brincadeiras de outros
           colegas;
      l)   Não escrever nem sujar as carteiras;
      m) Não atirar papéis ou outros objectos;
      n) Não comer nenhuma espécie de alimento;
      o) Não utilizar objetos que possam perturbar a aula (telemóveis, jogos eletrónico, mp3, etc..);
      p) Respeitar os materiais e objetos pessoais dos colegas e nunca os utilizar sem autorização.

      O aluno antes de sair da sala tem de:

      a) Levantar-se apenas quando o(a) professor(a) der essa indicação;

                                                                                                         32
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

     b) Apanhar os papéis ou outros resíduos (aparas de lápis, etc.) que haja no chão ou na carteira e
          colocá-los no lixo;
     c) Arrumar a sua mesa e cadeira.


     O polivalente e os laboratórios são espaços comuns de trabalho que o aluno tem de respeitar.

     A sua entrada/permanência só é permitida para os alunos:

     a) Terem aulas, quando acompanhados pelo(a) professor(a).


     Dentro destes espaços é proibido:

     a) Falar alto, gritar ou fazer qualquer outro barulho;
     b) Correr ou fazer outra brincadeira;
     c) Deitar papéis, pastilhas elásticas ou outro lixo para o chão;
     d) Mexer ou danificar os materiais.


     O recreio é um espaço de convívio e lazer. O aluno deve utilizá-lo para brincar/descontrair
com responsabilidade e solidariedade:

     a) O aluno deve brincar de forma ordeira;
     b) Não deve ter atitudes/comportamentos que magoem ou ponham em risco a segurança de
          colegas, funcionários ou professores;
     c) Não deve usar palavras/linguagem que ofendam ou perturbem os colegas, funcionários ou
          professores;
     d) Não deve gritar nem fazer barulho ou brincadeiras que perturbem as aulas;
     e) Não deve jogar à bola no recreio, exceto nos espaços em que isso é permitido Não deve correr
          debaixo do telheiro nem brincar nos varões de metal;
     f) Não deve deitar papéis, pastilhas elásticas ou outro lixo para o chão. Deve colocá-los sempre
          nos caixotes do lixo;
     g) Não deve intimidar nem roubar os colegas;
     h) Deve ter consigo o cartão, dentro do recinto escolar, para que seja feito o controlo sobre o seu
          horário escolar.


     O bar é um espaço de convívio. O aluno deve esforçar-se por utilizá-lo com educação e
solidariedade:

     a)   Deve falar baixo e não fazer barulho;
     b) Deve esperar pela sua vez, nas filas do pagamento e nunca passar à frente de ninguém;
     c) Deve comer sem sujar as mesas e o chão, respeitando as regras de boa educação;
     d) Não deve estragar nem desperdiçar alimentos;
                                                                                                        33
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

      e) Deve colocar no lixo todos os resíduos (guardanapos, embalagens, etc.).


      O não cumprimento de qualquer destas regras poderá ter como consequências, além das
previstas na Lei:

      a) Serviço cívico: limpeza de recreio, arranjo de canteiros, etc;
      b) Cumprir tarefas suplementares, fora do horário escolar (ficha de trabalho, trabalho de pesquisa,
          etc.);
      c) Impedimento de participar em visitas de estudo ou outro género de atividades;
      d) A fixação do nome dos alunos infratores na sala de aula) ou no átrio do pavilhão central;
      e) Obrigatoriedade de apresentar um pedido de desculpas por escrito sempre que a infração o
          justifique;
      f) Pagamento de qualquer tipo de material danificado pelo aluno.

      Nota: As regras da escola também devem ser verificadas pelos funcionários e auxiliares.

                                               Artigo 46.º
                                             ASSIDUIDADE

      1. Frequência e assiduidade

      a) Para além do dever de frequência da escolaridade obrigatória, nos termos da lei, os alunos são
          responsáveis pelo cumprimento do dever de assiduidade;
      b) Os Pais e Encarregados de Educação dos alunos menores de idade são responsáveis
          conjuntamente com estes pelo cumprimento dos deveres referidos no número anterior;
      c) O dever de assiduidade implica para o aluno, quer a presença na sala de aula e demais locais
          onde se desenvolva o trabalho escolar, quer uma atitude de empenho intelectual e
          comportamental adequada, de acordo com a sua idade, ao processo de ensino e aprendizagem.


      2. Faltas

      a) A falta é a ausência do aluno a uma aula ou a outra atividade de frequência obrigatória;
      b) Decorrendo as aulas em tempos consecutivos, há tantas faltas quantos os tempos de ausência
          do aluno;
      c) As faltas são registadas pelo professor ou pelo Diretor de Turma em suportes administrativos
          adequados;
      d) Um aluno com faltas totalmente justificadas não é sujeito a medidas corretivas.

      3. Justificação de faltas

      São faltas justificadas as dadas pelos seguintes motivos:



                                                                                                      34
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

a) Doença do aluno, devendo esta ser declarada por um médico se determinar impedimento
    superior a cinco dias úteis;
b) Isolamento profilático, determinado por doença infetocontagioso de pessoa que coabite com o
    aluno, comprovada através de declaração da autoridade sanitária competente;
c) Realização de tratamento ambulatório, em virtude de doença ou deficiência, que não possa
    efetuar-se fora do período das atividades letivas;
d) Participação em provas desportivas ou eventos culturais, nos termos da legislação em vigor;
e) Participação em atividades associativas, nos termos da lei;
f) Outro facto impeditivo da presença na escola, desde que, comprovadamente, não seja
    imputável ao aluno ou seja, justificadamente, considerado atendível pelo Diretor de Turma.


4. Procedimentos

a) O pedido de justificação de faltas é apresentado pelos Pais ou Encarregados de Educação ou,
    quando maior de idade, pelo aluno, ao Diretor de Turma;
b) O pedido de justificação de faltas é apresentado por escrito, com indicação do dia, hora e da
    atividade em que a falta se verificou, referenciando os motivos justificativos da mesma na
    caderneta escolar;
c) As entidades que determinarem a falta do aluno devem, quando solicitadas para o efeito,
    elaborar uma declaração justificativa da mesma;
d) O Diretor de Turma ou o professor titular da turma deve solicitar os comprovativos adicionais
    que entenda necessários à justificação da falta;
e) A justificação da falta deve ser apresentada previamente, sendo o motivo previsível, ou, nos
    restantes casos, até ao terceiro dia útil subsequente à verificação da mesma;
f) Quando não for apresentada justificação ou quando a mesma não for aceite, deve tal facto,
    devidamente justificado, ser comunicado, no prazo de três dias úteis, pelo meio mais expedito,
    aos Pais e Encarregados de Educação ou, quando maior de idade, ao aluno, pelo Diretor de
    Turma ou pelo professor titular de turma, solicitando explicações nos cinco dias úteis
    seguintes.


5. Faltas de material

a) O professor deve exigir que os seus alunos tenham o material indispensável às atividades na
    sala de aula;
b) Considera-se material indispensável o que for indicado, para cada disciplina, no início do ano
    letivo e ainda solicitado atempadamente pelos respetivos professores;
c) A listagem do material deve ser dada a conhecer, por escrito, a todos os Encarregados de
    Educação no início do ano letivo;
d) Os procedimentos quanto às faltas de material são os seguintes:
                                                                                                 35
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

         -      As faltas de material assinalam-se no livro de ponto em folha específica para o efeito (ficha
                de registo de ocorrências);

         -      A terceira falta de material é convertida em falta de presença e todas as subsequentes;

         -      Os Encarregados de Educação terão conhecimento destas faltas e poderão justificá-las de
                acordo com a lei;

         -      Quando for atingido o limite do número total de faltas injustificadas, deverá ser analisado o
                problema em Conselho de Turma.

      6. Faltas em aulas quando os alunos estão em atividades da escola

      As faltas marcadas aos alunos por participarem em atividades da escola não serão lançadas
administrativamente. Os professores devem entregar ao Diretor de Turma a lista dos alunos envolvidos
nas atividades.

      7. Excesso grave de faltas

      Quando for atingido o número de faltas correspondentes ao dobro do número de tempos letivos
semanais, por disciplina, os Pais ou Encarregados de Educação ou, quando maior de idade, o aluno, são
convocados à escola, pelo meio mais expedito, pelo Diretor de Turma com o objetivo de os alertar para as
consequências do excesso grave de faltas e de se encontrar uma solução que permita garantir o
cumprimento efetivo do dever de frequência, bem como o necessário aproveitamento escolar.

      8. Efeitos das faltas

      Sempre que um aluno, independentemente da natureza das faltas, atinja um número total de faltas
correspondentes ao dobro de tempos letivos semanais, deve ser sujeito a uma medida correctiva.



                                                  Artigo 47.º

                                                DISCIPLINA

         MEDIDAS CORRETIVAS E MEDIDAS DISCIPLINARES SANCIONATÓRIAS

      QUALIFICAÇÃO DA INFRAÇÃO DISCIPLINAR.

      A violação pelo aluno de algum dos seus deveres em termos que se revelem perturbadores do
funcionamento normal da escola ou das relações no âmbito da comunidade educativa, constitui infração
disciplinar, a qual pode levar, mediante processo disciplinar, à aplicação de medidas disciplinares.

      FINALIDADES

      1. Todas as medidas corretivas e medidas disciplinares sancionatórias obedecem a finalidades
             pedagógicas, preventivas, dissuasoras e de integração, visando, de forma sustentada, o
             cumprimento dos deveres do aluno, a preservação da autoridade e segurança dos professores no

                                                                                                          36
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

    exercício sua atividade profissional, e, de acordo com as suas funções, dos demais
    funcionários, visando o normal prosseguimento das atividades da escola, a correção do
    comportamento perturbador e o reforço da formação cívica do aluno, com vista ao
    desenvolvimento equilibrado da sua personalidade, da sua capacidade de se relacionar com os
    outros, da sua plena integração na comunidade educativa, do seu sentido de responsabilidade e
    das suas aprendizagens, ou seja visando o cumprimento dos deveres do aluno.

2. As medidas disciplinares sancionatórias, tendo em conta a especial relevância do dever violado
    e gravidade da infração praticada, prosseguem igualmente, para além das identificadas nas
    medidas corretivas e nas medidas disciplinares sancionatórias, devem ser aplicadas em
    coerência com as necessidades educativas do aluno e com os objetivos da sua educação e
    formação, no âmbito, tanto quanto possível, do desenvolvimento do plano de trabalho da turma
    e do Projeto Educativo da Escola, e nos termos do respetivo Regulamento Interno.

3. Nenhuma medida disciplinar pode, por qualquer forma, ofender a integridade física, psíquica e
    moral do aluno, nem revestir natureza pecuniária.

DETERMINAÇÃO DA MEDIDA DISCIPLINAR

1. Na determinação da medida corretiva ou medida disciplinar sancionatória aplicável deve ser
    tido em consideração, a gravidade do incumprimento do dever violado, a idade do aluno, o
    grau de culpa, o seu aproveitamento escolar anterior, o meio familiar e social em que o mesmo
    se insere, os seus antecedentes disciplinares e todas as demais circunstâncias em que a infração
    foi praticada que militem contra ou a seu favor.

2. À terceira participação disciplinar, o aluno deve ser sujeito automaticamente a uma medida
    corretiva ou sancionatória. No entanto, estas medidas poderão ser de imediato aplicadas se a
    primeira ou a segunda participação forem graves.

MEDIDAS CORRETIVAS
Natureza eminentemente cautelar

1. As medidas corretivas prosseguem os objetivos referidos no n.º 1 das Finalidades das medidas
    corretivas e disciplinares sancionatórias.

São medidas corretivas:

-   A ordem de saída da sala de aula e outros locais onde se desenvolva o trabalho escolar;

-   A realização de tarefas e atividades de integração escolar podendo ser aumentado o período de
    permanência obrigatória, diária ou semanal, do aluno na escola.

-   A realização de uma ficha de avaliação de conhecimentos que deverá contar como um
    elemento de avaliação sumativa.


                                                                                                 37
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

      Tarefas a realizar pelos alunos:

      a) Limpeza da sala de aula; pátios; bar; biblioteca; corredores e outros adequados à situação;

      b) Jardinagem e horta;

      c) Colaboração em pequenos projetos;

      d) Realização de atividades no âmbito das áreas curriculares;

      e) Arrumação de materiais.

      Nota: A vigilância do cumprimento dos condicionamentos será assegurada pelos funcionários ou
professores nas atividades de sua responsabilidade.

      2. Fora da sala de aula, qualquer professor ou funcionário não docente, tem competência para
          advertir o aluno, confrontando-o verbalmente com o comportamento perturbador do normal
          funcionamento das atividades da escola ou das relações no âmbito da comunidade educativa,
          alertando-o que deve evitar tal tipo de conduta.

      3. A aplicação da medida corretiva da ordem de saída da sala de aula e locais onde se desenvolva
          o trabalho escolar é da exclusiva competência do professor respetivo e implica a permanência
          do aluno na escola, competindo-lhe determinar o período de tempo durante o qual o aluno deve
          permanecer fora da sala de aula. O professor deverá aplicar uma falta disciplinar ao aluno e
          apresentar ao Diretor de Turma uma participação disciplinar. A medida disciplinar a aplicar
          deverá ser discutida entre este e o Conselho Diretivo.

      4. A aplicação e a posterior execução da medida corretiva prevista na alínea c) do n.º 1 não pode
          ultrapassar o período de tempo correspondente a um ano letivo.

      5. A aplicação das medidas corretivas previstas nas alíneas b), c) e d) do n.º 1 é comunicada aos
          Pais ou Encarregado de Educação, tratando-se de um aluno menor de idade.

      MEDIDAS DISCIPLINARES SANCIONATÓRIAS

      1. As medidas disciplinares sancionatórias traduzem uma censura disciplinar do comportamento
          assumido pelo aluno, devendo a ocorrência dos factos em que tal comportamento se traduz, ser
          participada, pelo professor ou funcionário que a presenciou ou dela teve conhecimento, de
          imediato, ao respetivo Diretor de Turma, para efeitos da posterior comunicação ao presidente
          do Conselho Diretivo ou ao Diretor da Escola.

      2. São medidas disciplinares sancionatórias:

      a) A repreensão registada;

      b) A suspensão da escola até dez dias úteis;

      c) Transferência de escola;
                                                                                                       38
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

3. As faltas decorrentes da alínea b), ponto 2, são consideradas injustificadas.

4. A aplicação da medida disciplinar sancionatória de repreensão registada é da competência do
    professor respetivo, quando a infração for praticada na sala de aula, ou do presidente do
    Conselho Diretivo ou do Diretor, nas restantes situações, averbando -se no respetivo processo
    individual do aluno, a identificação do autor do ato decisório, data em que o mesmo foi
    proferido e a fundamentação de facto e de direito que norteou tal decisão.

5. A decisão de aplicar a medida disciplinar sancionatória de suspensão da escola até 10 dias
    úteis, é precedida da audição em auto do aluno visado, do qual constam, em termos concretos e
    precisos, os factos que lhe são imputados, os deveres por ele violados e a referência expressa,
    não só da possibilidade de se pronunciar relativamente àqueles factos, como da defesa
    elaborada, sendo competente para a sua aplicação o presidente do Conselho Diretivo ou o
    Diretor da escola, que pode, previamente, ouvir o Conselho de Turma.

6. Na impossibilidade dos Pais ou Encarregados de Educação do aluno poderem participar na
    audição a realizar nos termos do número anterior, a Associação de Pais e Encarregados de
    Educação, deve ser ouvida, preservando o dever de sigilo.

7. A aplicação da medida disciplinar sancionatória de transferência de escola reporta-se à prática
    de factos notoriamente impeditivos do prosseguimento do processo de ensino-aprendizagem
    dos restantes alunos da escola, ou do normal relacionamento com algum ou alguns dos
    membros da comunidade educativa.

8. A medida disciplinar sancionatória de transferência de escola apenas é aplicada a um aluno de
    idade não inferior a 10 anos e quando estiver assegurada a frequência de outro estabelecimento
    e, frequentando o aluno a escolaridade obrigatória, se esse outro estabelecimento de ensino
    estiver situado na mesma localidade ou na localidade mais próxima, servida de transporte
    público ou escolar.

CUMULAÇÃO DE MEDIDAS DISCIPLINARES
1. A aplicação das medidas corretivas é cumulável entre si.

2. A aplicação de uma ou mais das medidas corretivas é cumulável apenas com a aplicação de
    uma medida disciplinar sancionatória.

3. Sem prejuízo do disposto nos números anteriores, por cada infração apenas pode ser aplicada
    uma medida disciplinar sancionatória.




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IDF – Regulamento Interno 2012/2013

                                           Artigo 48.º
                             PROCEDIMENTO DISCIPLINAR

               COMPETÊNCIAS DISCIPLINARES E TRAMITAÇÃO PROCESSUAL

1. A competência para a instauração de procedimento disciplinar por comportamentos suscetíveis
    de configurarem a aplicação de alguma das medidas disciplinares sancionatórias previstas nas
    alíneas b) e c) do n.º 2, é do presidente do Conselho Diretivo, devendo o despacho instaurador
    ser proferido no prazo de um dia útil, a contar do conhecimento concreto e preciso da situação.

2. Finda a instrução, no decurso da qual a prova é reduzida a escrito, é elaborada a acusação, de
    onde consta, de forma articulada e em termos concretos e precisos, os factos cuja prática é
    imputada ao aluno, devidamente circunstanciados em termos de tempo, modo e lugar e deveres
    por ele violados, com referência expressa aos respetivos normativos legais ou regulamentares,
    seus antecedentes disciplinares e medida disciplinar sancionatória aplicável.

3. Da acusação atrás referida, é extraída cópia e entregue ao aluno no momento da sua
    notificação, sendo de tal facto informados os pais ou o respetivo encarregado de educação,
    quando o aluno for menor de idade.

4. Para efeitos do exercício do direito de defesa, o aluno dispõe de dois dias úteis para alegar por
    escrito o que tiver por conveniente, podendo juntar documentos e arrolar testemunhas até ao
    limite de três, sendo a apresentação das mesmas, no dia, hora e local que para efeitos da sua
    audição for designado pelo instrutor, da responsabilidade do aluno, sob pena de não serem
    ouvidas.

5. Finda a fase da defesa é elaborado um relatório final, do qual consta, a correta identificação dos
    factos que haviam sido imputados ao aluno que se consideram provados e a proposta da medida
    disciplinar sancionatória a aplicar, ou do arquivamento do processo, devendo a análise e
    valoração de toda a prova recolhida ser efetuada ao abrigo do disposto na determinação da
    medida disciplinar.

6. Depois de concluído, o processo é entregue ao presidente do Conselho Diretivo que convoca o
    conselho de turma para se pronunciar, quando a medida disciplinar sancionatória proposta pelo
    instrutor for a referida no n.º 2.

                                         PARTICIPAÇÃO

1. O professor ou funcionário da escola que entenda que o comportamento presenciado é passível
    de ser qualificado de grave ou de muito grave, participa-o ao Diretor de Turma, para efeitos de
    procedimento disciplinar.




                                                                                                  40
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

      2. O Diretor de Turma ou o professor titular que entenda que o comportamento presenciado ou
          participado é passível de ser qualificado de grave ou de muito grave participa-o ao presidente
          do Conselho Diretivo, para efeitos de procedimento disciplinar.


                     INSTAURAÇÃO DO PROCEDIMENTO DISCIPLINAR

      Presenciados que sejam ou participados os factos passíveis de constituírem infração disciplinar, o
presidente do Conselho Diretivo, ou o Diretor, tem competência para instaurar o procedimento
disciplinar, devendo fazê-lo no prazo de um dia útil, nomeando logo o instrutor, que deve ser um
professor da escola, salvo qualquer impedimento.


                      TRAMITAÇÃO DO PROCEDIMENTO DISCIPLINAR

      1. A instrução do procedimento disciplinar é reduzida a escrito e concluída no prazo máximo de
          cinco dias úteis contados da data de nomeação do instrutor, sendo obrigatoriamente realizada,
          para além das demais diligências consideradas necessárias, a audiência oral dos interessados,
          em particular do aluno e, sendo menor, do respetivo encarregado de educação.

      2. Aplica -se à audiência o disposto no artigo 102.º do Código do Procedimento Administrativo,
          sendo os interessados convocados com a antecedência mínima de dois dias úteis.

      3. Finda a instrução, o instrutor elabora relatório fundamentado, de que conste a qualificação do
          comportamento, a ponderação das circunstâncias atenuantes e agravantes da responsabilidade
          disciplinar, bem como a proposta de aplicação da medida disciplinar considerada adequada ou,
          em alternativa, a proposta de arquivamento do processo.

      4. O relatório do instrutor é remetido ao presidente do Conselho Diretivo ou ao Diretor, que, de
          acordo com a medida disciplinar a aplicar e as competências para tal, exerce por si o poder
          disciplinar ou convoca, para esse efeito, o conselho de turma disciplinar, que deve reunir no
          prazo máximo de dois dias úteis.

      5. O procedimento disciplinar inicia-se e desenvolve-se com caráter de urgência, tendo prioridade
          sobre os demais procedimentos correntes da escola.


                             SUSPENSÃO PREVENTIVA DO ALUNO

      1. No momento da instauração do procedimento disciplinar, mediante decisão da entidade que o
          instaurou, ou no decurso da sua instrução, por proposta do instrutor, o aluno pode ser suspenso
          preventivamente da frequência da escola, mediante despacho fundamentado a proferir pelo
          presidente do Conselho Diretivo ou pelo Diretor, se a presença dele na escola se revelar
          gravemente perturbadora da instrução do processo ou do funcionamento normal das atividades
          da escola, garantindo-se ao aluno um plano de atividades pedagógicas durante o período de

                                                                                                      41
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

     ausência da escola. Caberá aos professores das disciplinas a que o aluno faltar definir o referido
     plano.

 2. A suspensão preventiva tem a duração que o presidente do Conselho Diretivo ou o Diretor
     considerar adequada na situação em concreto, não podendo ser superior a cinco dias úteis, nem
     continuar para além da data da decisão do procedimento disciplinar.

 3. As faltas dadas pelo aluno no decurso do período de suspensão preventiva serão injustificadas.


                DECISÃO FINAL DO PROCEDIMENTO DISCIPLINAR

 1. A decisão final do procedimento disciplinar, devidamente fundamentada, podendo acolher,
     para o efeito, a fundamentação constante da proposta do instrutor aduzida nos termos referidos
     no n.º 7 das competências disciplinares e tramitação processual é proferida no prazo máximo
     de dois dias úteis, a contar do momento em que a entidade competente para o decidir o receber,
     salvo na situação prevista no n.º 3 em que esse prazo é de seis dias úteis, devendo constar dessa
     decisão a indicação do momento a partir do qual a execução da medida disciplinar
     sancionatória começa a produzir efeitos, ou se, ao invés, essa execução fica suspensa, nos
     termos do número seguinte.

 2. A execução da medida disciplinar sancionatória, com exceção da transferência de escola, pode
     ficar suspensa pelo período de tempo e nos termos e condições em que a entidade decisora
     considerar justo, adequado e razoável, cessando logo que ao aluno seja aplicada outra medida
     disciplinar sancionatória no decurso dessa suspensão.

 3. Da decisão proferida pelo diretor regional de educação respetivo que aplique a medida
     disciplinar sancionatória de transferência de escola, deve igualmente constar a identificação do
     estabelecimento de ensino para onde o aluno vai ser transferido, para cuja escolha se procede
     previamente à audição do respetivo encarregado de educação, quando o aluno for menor de
     idade.

 4. A decisão final do procedimento é notificada pessoalmente ao aluno no dia útil seguinte àquele
    em que foi proferida, ou, quando menor de idade, aos Pais ou respetivo Encarregado de
    Educação, nos cinco dias úteis seguintes.

EXECUÇÃO DAS MEDIDAS CORRETIVAS OU DISCIPLINARES SANCIONATÓRIAS

 1. Compete ao Diretor de Turma ou ao professor titular da turma, o acompanhamento do aluno na
     execução a medida corretiva ou disciplinar sancionatória a que foi sujeito, devendo aquele
     articular a sua atuação com os Pais e Encarregados de Educação e com os professores da turma,
     em função das necessidades educativas identificadas e de forma a assegurar a
     corresponsabilização de todos os intervenientes nos efeitos educativos da medida.

                                                                                                    42
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

      2. A competência referida no número anterior é especialmente relevante aquando da execução da
          medida corretiva e atividades de integração na escola ou no momento o regresso à escola do
          aluno a quem foi aplicada a medida disciplinar sancionatória de suspensão da escola.

      3. O disposto no número anterior aplica -se também aquando da integração do aluno na nova
          escola para que foi transferido na sequência da aplicação dessa medida disciplinar
          sancionatória.

      4. Na prossecução das finalidades referidas no n.º 1, a escola conta com a colaboração dos
          serviços especializados de apoio educativo e/ou de equipas de integração.


               INTERVENÇÃO DOS PAIS E ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO

      Entre o momento da instauração do procedimento disciplinar ao seu educando e a sua conclusão, os
Pais e Encarregados de Educação devem contribuir para o correto apuramento dos factos e, sendo
aplicada medida disciplinar sancionatória, diligenciar para que a execução da mesma prossiga os
objetivos de reforço da formação cívica do educando, com vista ao desenvolvimento equilibrado da sua
personalidade, da sua capacidade de se relacionar com os outros, da sua plena integração na comunidade
educativa, do seu sentido de responsabilidade e das suas aprendizagens.


                           ATIVIDADES DE INTEGRAÇÃO NA ESCOLA

      1. A execução de atividades de integração na escola traduz-se no desempenho, pelo aluno que
          desenvolva comportamentos passíveis de serem qualificados como infração disciplinar grave,
          de um programa de tarefas de caráter pedagógico, que contribuam para o reforço da sua
          formação cívica, com vista ao desenvolvimento equilibrado da sua personalidade, da sua
          capacidade de se relacionar com os outros, da sua plena integração na comunidade educativa,
          do seu sentido de responsabilidade e das suas aprendizagens.

      2. As tarefas referidas no número anterior são executadas, no espaço escolar, em horário não
          coincidente com as atividades letivas, mas nunca por prazo superior a quatro semanas.

      3. As atividades de integração na escola devem, se necessário e sempre que possível,
          compreender a reparação do dano provocado pelo aluno.

      4. As tarefas referidas no n.º 1 são:

      -   Limpeza dos espaços;
      -   Tratamento de canteiros;
      -   Serviço de portaria;
      -   Dar apoio à biblioteca;
      -   Realizar trabalhos articulados com as atividades curriculares;

                                                                                                     43
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

-   Dar apoio aos funcionários na limpeza dos vários blocos;
-   Reparar os danos causados.

                                 SUSPENSÃO DA ESCOLA
1. A suspensão da escola consiste em impedir o aluno, de idade não inferior a dez anos, de entrar
    nas instalações da escola, quando, perante um seu comportamento perturbador do
    funcionamento normal das atividades da escola ou das relações no âmbito da comunidade
    educativa, constituinte de uma infração disciplinar grave, tal suspensão seja reconhecidamente
    a única medida apta a responsabilizá-lo no sentido do cumprimento dos seus deveres como
    aluno.

2. A medida disciplinar de suspensão da escola pode, de acordo com a gravidade e as
    circunstâncias da infração disciplinar, ter a duração de um a cinco dias ou de seis a dez dias.

3. Em qualquer circunstância reserva-se à escola o direito da não renovação da matrícula de um
    aluno cujo comportamento compromete o seu normal funcionamento.

                                         Artigo 49.º

                     ATIVIDADES DE OCUPAÇÃO DOS ALUNOS

                  NA SEQUÊNCIA DE ORDEM DE SAÍDA DA SALA DE AULA

1. A ordem de saída da sala de aula é uma medida cautelar, aplicável ao aluno que aí se comporte
    de modo que impeça o prosseguimento do processo de ensino e aprendizagem dos restantes
    alunos, destinada a prevenir esta situação.

2. A ordem de saída da sala de aula implica a permanência do aluno na escola, se possível em sala
    de estudo ou desempenhando outras atividades formativas, a marcação de faltas ao mesmo e a
    comunicação, para efeitos de adequação do seu plano de trabalho, ao Diretor de Turma.

3. Deverá constar no livro de ponto uma minuta para entregar ao aluno com a definição da tarefa
    a realizar.

                                         Artigo 50.º

                      REALIZAÇÃO DE REUNIÕES DE TURMA

1. Assembleia de Turma

a) O delegado e o subdelegado de turma têm o direito de solicitar a realização de reuniões da
    turma com o respetivo Diretor de Turma ou com o professor titular para apreciação de matérias
    relacionadas com o funcionamento da turma, sem prejuízo do cumprimento das atividades
    letivas;



                                                                                                      44
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

      b) Por iniciativa dos alunos ou por sua própria iniciativa, o Diretor de Turma ou o professor titular
          pode solicitar a participação dos representantes dos Pais e Encarregados de Educação dos
          alunos da turma na reunião referida na alínea anterior.

      2. Assembleia de delegados de turma

      Os alunos, que podem reunir-se em assembleia de alunos, são representados pelo delegado ou
subdelegado da respetiva turma e pela assembleia de delegados de turma.


                                                   Artigo 51.º
                    RECONHECIMENTO À VALORIZAÇÃO E AO MÉRITO

      O reconhecimento e a valorização do mérito, da dedicação e do esforço no trabalho escolar, bem
como do desempenho de ações meritórias em favor da comunidade em que o aluno está inserido ou da
sociedade em geral, praticadas na escola ou fora dela são feitos através do Quadro de Honra e da
atribuição de uma Menção de Mérito.

      1. Quadro dos melhores alunos da escola

      a) Os critérios de seleção dos alunos para sua integração no quadro dos melhores alunos da escola
          são:

      -   Ser pontual e assíduo;
      -   Ter bom comportamento;
      -   Ter aproveitamento com nível superior ou igual a quatro em todas as disciplinas (no Básico);
      -   Ter aproveitamento com nível superior ou igual a catorze em todas as disciplinas (no
          Secundário);
      -   Inexistência de níveis inferiores a três às restantes disciplinas e /ou de não satisfaz às áreas
          curriculares não disciplinares;
      -   Inexistência de faltas injustificadas;
      -   Ser solidário e cooperante com os colegas;
      -   Ser participativo nas atividades programadas pela escola e a turma;

      2. Quadro de Honra

      a) Os critérios para a seleção dos alunos para o Quadro de Honra são todos os critérios
          anteriormente indicados para a seleção dos melhores alunos da escola, mais os seguintes:

      -   Obtenção de 80% ou mais de níveis cinco (no ensino básico);

      -   Obtenção de 80% ou mais de níveis dezasseis (no ensino secundário).




                                                                                                         45
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

      b) A divulgação dos alunos que integram o quadro de honra efetua-se no final de cada ano letivo,
          aquando da afixação das pautas, através da afixação de uma lista com os seus nomes e do
          registo em documento próprio a colocar no processo individual do aluno.

      3. Prémio de Mérito

      Ao melhor aluno do 12.º ano de escolaridade é atribuído, por decisão do Conselho Pedagógico, o
prémio de mérito.


                                               SECÇÃO II
                                        PESSOAL DOCENTE
                                               Artigo 52.º
                                               DIREITOS
                                       DIREITOS PROFISSIONAIS

      1. O acesso à função docente é feito por nomeação ou contrato de trabalho com a Entidade
          Titular, de acordo com a legislação em vigor e mediante declaração de aceitação do Ideário do
          Instituto.

      2. O Instituto garante aos professores todos os direitos reconhecidos pela legislação em vigor.

      3. O docente tem o:

      a) Direito de participação no processo educativo;

      b) Direito a emitir opiniões e recomendações sobre as orientações e o funcionamento do
          estabelecimento de ensino e do sistema educativo;

      c) Direito a participar na definição das orientações pedagógicas ao nível do estabelecimento de
          ensino ou das suas estruturas de coordenação;

      d) Direito à autonomia técnica e científica e à liberdade de escolha dos métodos de ensino, das
          tecnologias e técnicas de educação e dos tipos de meios auxiliares de ensino mais adequados,
          no respeito pelo currículo nacional, pelos programas e pelas orientações programáticas
          curriculares ou pedagógicas em vigor;

      e) Direito a propor inovações e a participar em experiências pedagógicas, bem como nos
          respetivos processos de avaliação;

      f) Direito de eleger e ser eleito para órgãos da escola desde que esteja previsto no Regulamento
          Interno;

      g) Direito de participação através das organizações profissionais e sindicais do pessoal docente,
          em órgãos que prevejam a representação do pessoal docente;

      h) Direito à formação e informação para o exercício da função educativa;

                                                                                                        46
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

i)   Direito de acesso a ações de formação contínua regulares, destinadas a atualizar e aprofundar
     os conhecimentos e as competências profissionais;

j)   Direito de apoio à autoformação, de acordo com os respetivos planos individuais de formação;

k) Direito à formação e informação para o exercício da função educativa visando objetivos de
     reconversão profissional, bem como de mobilidade e progressão na carreira;

l)   O direito ao apoio técnico, material e documental necessários à formação e informação, bem
     como ao exercício da atividade educativa;

m) Direito à segurança na atividade profissional;

n) Direito à prevenção e redução dos riscos profissionais, individuais e coletivos, através da
     adoção de programas específicos dirigidos à melhoria do ambiente de trabalho e promoção das
     condições de higiene, saúde e segurança dos postos de trabalho;

o) Direito à penalização da prática de ofensa corporal ou outra violência no exercício das suas
     funções ou por causa destas;

p) Direito à consideração e reconhecimento da autoridade em que o docente está investido no
     exercício das suas funções;

q) Direito à colaboração das famílias e dos demais membros da comunidade educativa. Direito a
     receber o seu apoio e cooperação ativa, no quadro da partilha entre todos da responsabilidade
     pelo desenvolvimento e pelos resultados da aprendizagem dos alunos.

4. Além dos que estão consignados na lei em vigor, o docente tem ainda direito a:

a) Ser tratado com respeito por parte de todos os colegas, funcionários e alunos da escola, bem
     como pelos Encarregados de Educação e outros agentes educativos;

b) Solicitar aos órgãos competentes da Escola a aquisição de material específico e necessário para
     a sua disciplina bem como a criação de condições mínimas para um bom desenvolvimento dos
     conteúdos programáticos;

c) Ser informado de toda a legislação que diga respeita ao ensino e à sua profissão bem como das
     regras de funcionamento interno da escola;

d) Participar na definição das orientações pedagógicas ao nível do estabelecimento de ensino ou
     das suas estruturas de coordenação;

e) Ser apoiado pelo professor Representante de Disciplina, Diretor de Turma e Órgãos de Gestão
     da Escola no que respeita a questões de natureza disciplinar;

f) Receber formação e informação científico-pedagógica de forma a manter-se atualizado,
     aprofundando e desenvolvendo as competências da sua profissão;

                                                                                                47
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

       g) Interagir com os colegas de grupo no que respeita à planificação e desenvolvimento dos
             conteúdos programáticos;

       h) Solicitar a colaboração dos colegas de grupo e do Conselho de Turma tanto para a planificação
             e concretização de atividades extracurriculares e/ou interdisciplinares, como no que se refere a
             problemas ou projetos de cada turma;

       i)    À autonomia técnica e científica e à liberdade de escolha dos métodos de ensino, das
             tecnologias e técnicas de educação e dos tipos de meios auxiliares de ensino mais adequados,
             no respeito pelo currículo nacional, pelos programas e pelas orientações programáticas
             curriculares ou pedagógicas em vigor;

       j)    Exercer a atividade docente de acordo com um horário que respeite as normas legais;

       k) Contactar/informar os Encarregados de Educação;

       l)    Faltar ao serviço pelos motivos previstos na Lei;

       m) Ter privacidade e condições de trabalho na sala de professores ou noutros espaços que venham
             a ser criados para esse efeito;

       n) Solicitar as informações necessárias nos Serviços Administrativos ou junto do órgão de gestão
             da escola.

       o) Ter o apoio dos órgãos de gestão e da restante comunidade escolar para a organização e a
             realização de qualquer atividade prevista no Plano Anual de Atividades.

       Nota: Os docentes poderão, designadamente, participar em cursos, reciclagens e outras reuniões que
contribuam para o seu aperfeiçoamento profissional e qualidade de trabalho, dentro das possibilidades do
Instituto.

       5. A função de docente implica ainda:

       a) Assumir as diretivas emanadas do Conselho Diretivo e Conselho Pedagógico ou as
             provenientes do Projeto Educativo ou do presente Regulamento;

       b) Orientar os alunos nas técnicas de trabalho e de estudo específicas da sua disciplina, usando
             para o efeito a metodologia adequada;

       c) Manter uma atitude de respeito e um trato correto com os alunos, evitando expressões
             ofensivas e uma apresentação pouco digna;

       d) Cumprir pontualmente os horários e calendários de trabalho;

       e) Assistir às reuniões de avaliação, formação e informação;

       f) Respeitar o bom nome e a vida particular dos alunos, professores e outros membros da
             comunidade educativa;

                                                                                                          48
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

g) Avaliar com objetividade os alunos, guardando o devido segredo profissional;

h) Manter a ordem e a disciplina na aula;

i)   Abster-se de toda a manifestação de caráter político e religioso no âmbito do Instituto;

j)   Criar com os restantes colegas de trabalho um bom ambiente de trabalho, interajuda,
     cooperação e são convívio extensivo aos alunos e restantes elementos da comunidade
     educativa;

k) Ser pontual e comparecer na sala de aula acompanhando os alunos de modo a ser o primeiro a
     entrar e o último a sair.

6. Os professores devem primar pela qualidade pedagógica.

a) A Direção do Instituto reserva-se o direito de solicitar a qualquer professor a reposição, em
     período a determinar por acordo de ambas as partes, de tempos a que tenha faltado.

b) O regime de faltas é o que vigora de acordo com o Regulamento Interno de Trabalho (R.I.T.).

7. Todos os professores do Instituto reunidos constituem a Reunião Geral de Professores.

a) A reunião Geral de Professores é presidida pelo Diretor, reúne seis vezes por ano (no início e
     no final de cada período) e sempre que necessário;

b) A receber uma formação que assegure o pleno desenvolvimento da sua personalidade;

c) A que o seu rendimento escolar seja avaliado segundo critérios de plena objetividade;

d) A que se respeite a sua liberdade de consciência, assim como as suas convicções religiosas e
     morais;

e) A que se respeite a sua integridade e dignidade pessoais;

f) A participar na vida do Instituto;

g) A receber a informação que lhe permita concorrer a possíveis ajudas compensatórias de
     carência de tipo familiar, económico e sociocultural;

h) A ter acompanhamento religioso e a participar nas celebrações de culto;

i)   A utilizar correta e adequadamente todo o apetrechamento existente no Instituto para a sua
     formação integral;

j)   A ter prioridade de matrícula nos anos subsequentes desde que cumpra as normas e prazos a
     fixar para cada ano letivo;

                                                                                                 49
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

      k) A reunir-se em associação segundo um estatuto por eles elaborado e aprovado pelo Conselho
           Pedagógico.

                                                  Artigo 53.º
                                                  DEVERES

      O pessoal docente, no exercício das funções que lhe estão atribuídas nos termos da Lei, está ainda
obrigado ao cumprimento dos seguintes deveres profissionais:

      a) Orientar o exercício das suas funções pelos princípios do rigor, da isenção, da justiça e da
           equidade;

      b) Orientar o exercício das suas funções por critérios de qualidade, procurando o seu permanente
           aperfeiçoamento e tendo como objetivo a excelência;

      c) Colaborar com todos os intervenientes no processo educativo, favorecendo a criação de laços
           de cooperação e o desenvolvimento de relações de respeito e reconhecimento mútuo, em
           especial entre docentes, alunos, encarregados de educação e pessoal não docente;

      d) Atualizar e aperfeiçoar os seus conhecimentos, capacidades e competências, numa perspetiva
           de aprendizagem ao longo da vida, de desenvolvimento pessoal e profissional e de
           aperfeiçoamento do seu desempenho;

      e) Participar de forma empenhada nas várias modalidades de formação que frequente,
           designadamente nas promovidas pela administração, e usar as competências adquiridas na sua
           prática profissional;

      f) Zelar pela qualidade e pelo enriquecimento dos recursos didático-pedagógicos utilizados, numa
           perspetiva de abertura à inovação;

      g) Desenvolver a reflexão sobre a sua prática pedagógica, proceder à autoavaliação e participar
           nas atividades de avaliação da escola;

      h) Conhecer, respeitar e cumprir as disposições normativas sobre educação, cooperando com a
           administração educativa na prossecução dos objetivos decorrentes da política educativa, no
           interesse dos alunos e da sociedade;

      i)   Cumprir e fazer cumprir o Regulamento Interno.

      j)   Disponibilizar as informações que os Encarregados de Educação solicitarem sobre o percurso
           escolar dos seus educandos;

      k) Ser assíduo e pontual, dedicando aos serviços escolares o tempo que legalmente lhes é
           destinado;

      l)   Informar-se sobre a legislação em vigor;

      m) Consultar informação disponibilizada pela escola;
                                                                                                     50
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

n) Pedir autorização ao órgão de gestão para afixar e efetuar colagens ou qualquer tipo de
     propaganda/folhetos;

o) Exigir o material didático mínimo indispensável aos alunos, mas não se alhear das
     possibilidades económicas dos mesmos, devendo, sempre que detetar tais factos, comunicá-los
     aos órgãos competentes;

p) Exigir dos alunos o cumprimento das regras que garantam o bom funcionamento da aula,
     chamando-lhes a atenção sempre que o seu comportamento for incorrecto;

q) Utilizar estratégias que levem os alunos perturbadores a modificarem as suas atitudes na sala
     de aula;

r) Fazer-se respeitar sem recorrer a castigos corporais nem repreensões humilhantes;

s) Utilizar os materiais didáticos segundo as normas que garantem a sua conservação e bom
     funcionamento, não permitindo a sua danificação;

t)   Usar o material e as instalações disponíveis da escola, de forma a desenvolver estratégias de
     ensino-aprendizagem variadas, que contribuam para o sucesso escolar;

u) Ter sempre o cuidado de marcar as faltas aos alunos, desde que estes não se encontrem
     presentes na aula, e preencher os documentos previstos para situações de indisciplina;

v) Fazer cumprir o horário das aulas, não permitindo a saída dos alunos antes do final da aula ou
     do horário letivo;

w) Comparecer às reuniões para que seja convocado, participando ativa e construtivamente nas
     mesmas;

x) Promover o diálogo e a cooperação entre os colegas;

y) Ler e assinar as ordens de serviço;

z) Justificar as faltas nos termos da legislação em vigor;

aa) Ser o primeiro a entrar na sala de aula e o último a sair;

bb) Evitar incomodar os colegas e as turmas que estão a trabalhar;

cc) Deixar o quadro apagado no fim da aula;

dd) Proceder ao preenchimento do sumário, devendo o seu conteúdo ser esclarecedor quanto às
     atividades desenvolvidas durante a aula;

ee) Colocar o número da lição no livro de ponto.




                                                                                                 51
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

                                               Artigo 54.º
                                   AVALIAÇÃO DE DOCENTES

     A avaliação de desempenho é feita pelo Conselho Diretivo de acordo com a lei e após
análise da autoavaliação feita pelo docente.

                                             SECÇÃO III
                                        PESSOAL NÃO DOCENTE
                                               Artigo 55.º
                                              DIREITOS

     1. Ser tratado com lealdade e respeito pela sua pessoa, ideias e bens, e também pelas suas
         funções.

     2. Participar na vida escolar.

     3. Ser atendido nas suas solicitações, e esclarecido nas suas dúvidas por quem de direito na
         estrutura escolar.

     4. Ser informado da legislação do seu interesse e das normas em vigor na escola.

     5. Ser informado e participar em ações de formação que concorram para o seu aperfeiçoamento
         profissional e dos serviços.

     6. Usufruir de instalações e equipamentos com as condições necessárias ao bom exercício das
         suas funções.

     7. Ser avaliado de acordo com o desempenho das suas funções.



                                               Artigo 56.º
                                               DEVERES
                                   PESSOAL ADMINISTRATIVO

     1. Proporcionar um bom funcionamento administrativo da escola.

     2. Cumprir as tarefas que lhe forem distribuídas, respeitando com pontualidade os períodos
         normais de funcionamento dos serviços, os quais poderão ser alterados por extrema
         necessidade, reconhecida pelo Órgão de Gestão.

     3. Atender com respeito e correção alunos, professores, funcionários e público em geral,
         fornecendo as informações solicitadas, na medida do possível.

     4. Cumprir o que está superiormente legislado, bem como o Regulamento Interno da Escola ou
         qualquer outra determinação dos órgãos competentes.

     5. Justificar as faltas, nos termos da legislação em vigor.
                                                                                                   52
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

                                             Artigo 57.º
                                             DEVERES
                           AUXILIARES DE AÇÃO EDUCATIVA

1. Ao Auxiliar de Ação Educativa compete, no exercício das suas funções, designadamente:

a) Cumprir e fazer cumprir o Regulamento Interno da escola;

b) Participar com os docentes no acompanhamento das crianças e dos jovens durante o período de
     funcionamento da escola, com vista a assegurar um bom ambiente educativo;

c) Exercer tarefas de atendimento e encaminhamento de utilizadores da escola e controlar
     entradas e saídas da escola;

d) Cooperar nas atividades que visem a segurança de crianças e jovens na escola;

e) Providenciar a limpeza, arrumação, conservação e boa utilização das instalações, bem como do
     material e equipamento didático, desportivo e informático necessário ao desenvolvimento do
     processo educativo;

f) Prestar apoio e assistência em situações de primeiros socorros e, em caso de necessidade,
     acompanhar a criança ou o aluno a unidades de prestação de cuidados de saúde;

g) Comunicar qualquer desobediência ou estrago provocado pelos alunos.

h) Estabelecer ligações telefónicas e prestar informações;

i)   Receber e transmitir mensagens;

j)   Zelar pela conservação dos equipamentos de comunicação;

k) Reproduzir documentos com utilização de equipamento próprio, assegurando a limpeza e
     manutenção do mesmo e efetuando pequenas reparações ou comunicando as avarias
     verificadas;

l)   Efetuar, no interior e exterior, tarefas indispensáveis ao funcionamento dos serviços;

m) Exercer, quando necessário, tarefas de apoio de modo a permitir o normal funcionamento de
     laboratórios e bibliotecas escolares.


                                             SECÇÃO IV
                       PAIS E ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO

                                             Artigo 58.º
                                             DIREITOS

1. Os Pais e Encarregados de Educação têm o direito de:

a) Participar no processo de avaliação das aprendizagens, dos seus educandos;
                                                                                                 53
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

b) Tomar conhecimento e dar o seu acordo prévio, quanto à programação individualizada e o
   itinerário de formação a elaborar para o seu educando;

c) Apresentar o pedido de revisão da decisão de avaliação, do seu educando ao órgão da direção,
   no prazo de três dias úteis, a contar da data da afixação das pautas.


                                         Artigo 59.º
                                         DEVERES

1. Aos Pais e Encarregados de Educação incumbe, para além das suas obrigações legais, uma
    especial responsabilidade, inerente ao seu poder/dever de dirigirem a educação dos seus filhos
    e educandos, no interesse destes, e de promoverem ativamente o desenvolvimento físico,
    intelectual e moral dos mesmos.

2. Nos termos da responsabilidade referida no número anterior, deve cada um dos Pais e
    Encarregados de Educação, em especial:

a) Acompanhar ativamente a vida escolar do seu educando;

b) Promover a articulação entre a educação na família e o ensino escolar;

c) Diligenciar para que o seu educando beneficie efetivamente dos seus direitos e cumpra
   rigorosamente os deveres que lhe incumbem, com destaque para os deveres de assiduidade, de
   correto comportamento escolar e de empenho no processo de aprendizagem;

d) Contribuir para a criação e execução do projeto educativo e do Regulamento Interno da escola
   e participar na vida da escola;

e) Cooperar com os professores no desempenho da sua missão pedagógica, em especial quando
   para tal forem solicitados, colaborando no processo de ensino e aprendizagem dos seus
   educados;

f) Contribuir para a preservação da disciplina da escola e para a harmonia da comunidade
   educativa, em especial quando para tal forem solicitados;

g) Contribuir para o correto apuramento dos factos em procedimento de índole disciplinar
   instaurado ao seu educando e, sendo aplicada a este medida corretiva ou medida disciplinar
   sancionatória, diligenciar para que a mesma prossiga os objetivos de reforço da sua formação
   cívica, do desenvolvimento equilibrado da sua personalidade, da sua capacidade de se
   relacionar com os outros, da sua plena integração na comunidade educativa e do seu sentido de
   responsabilidade;

h) Contribuir para a preservação da segurança e integridade física e moral de todos os que
   participam na vida da escola;


                                                                                                54
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

i)   Integrar ativamente a comunidade educativa no desempenho das demais responsabilidades
     desta, em especial informando-se, sendo informado e informando sobre todas as matérias
     relevantes no processo educativo dos seus educandos;

j)   Comparecer na escola sempre que julgue necessário e quando para tal for solicitado;

k) Conhecer o estatuto do aluno, Regulamento Interno da escola e subscrever, fazendo subscrever
     igualmente aos seus filhos e educandos, declaração anual de aceitação do mesmo e de
     compromisso ativo quanto ao seu cumprimento integral.

São ainda deveres:
a) Respeitar todos os membros da comunidade escolar;

b) Acompanhar o seu educando no processo de aprendizagem e de integração na vida escolar,
     incentivando-o na realização das tarefas;

c) Ajudar o seu educando a desenvolver hábitos de trabalho e atitudes de cooperação
     (assiduidade, pontualidade, cumprimento das obrigações escolares);

d) Seguir atentamente as informações fornecidas pela Escola;

e) Comparecer na escola sempre que solicitado ou por iniciativa própria no horário previamente
     estabelecido pelo Diretor de Turma, colaborando com ele na procura de soluções para
     eventuais problemas que ocorram no percurso do seu educando;

f) Dirigir-se ao Diretor de Turma e não diretamente a outros professores ou ao Conselho Diretivo

g) Facilitar contactos e pesquisa de informações fora da escola quando os alunos para isso forem
     solicitados pelos professores e manifestem desejo de o fazer;

h) Pagar todas as despesas resultantes de estragos praticados pelo seu educando nos casos em que
     sejam efetuados deliberadamente ou por incúria;

i)   Proceder atempadamente à matrícula dos alunos menores em idade escolar;

j)   Assegurar a frequência das aulas e das outras atividades escolares, aos seus educandos;

k) Proceder atempadamente à justificação das faltas;

l)   Eleger, na primeira reunião do ano letivo de Encarregados de Educação, um Encarregado de
     Educação por turma, como representante dos mesmos;

m) Participar no processo de avaliação do seu educando.




                                                                                                55
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

                                              CAPÍTULO V
           OUTRAS ESTRUTURAS E SERVIÇOS E RESPETIVO FUNCIONAMENTO

      Cada uma destas estruturas e serviços tem um regimento próprio já aprovado pelos órgãos de
gestão da escola, que poderá ser consultado, nos locais definidos para o efeito.


                                                SECÇÃO I
                                                Artigo 60.º
                                          SERVIÇOS DE APOIO


                               Serviços                             Horário
                                                                    7h às 16h
                       Serviços administrativos
                         Pequeno bar de apoio                    8h às 16h30m
                                                                   7h às 16h
                              Reprografia
                                                                 7h às 18h30m
                            Telefone e Fax
                          Conselho Diretivo                      7h às 18h30m
                    Centro de Recursos Educativos                  7h às 18h

                                                SECÇÃO II
       SEGUNDO, TERCEIRO CICLOS DO ENSINO BÁSICO E ENSINO SECUNDÁRIO

                                                  Artigo 61.º
                                          HORÁRIO DAS AULAS

      1. As aulas distribuem-se pelos seguintes horários:

                                Manhã                           Tarde
                           07h00m às 07h45m                13h30m às 14h15m
                           07h45m às 08h30m                14h15m às 15h00m
                           08h40m às 09h25m                15h10m às 15h55m
                           09h25m às 10h10m                15h55m às 16h40m
                           10h25m às 11h10m                16h55m às 17h40m
                           11h10m às 11h55m                17h40m às 18h25m
                           12h00m às 12h45m

                                                Artigo 62.º
                                   HORÁRIO DOS PROFESSORES

      A distribuição dos horários na escola é da competência do Conselho Diretivo, mediante critérios
aprovados em Conselho Pedagógico e de acordo com a especificidade do meio e da escola.




                                                                                                      56
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

                                         Artigo 63.º
                       CONSTITUIÇÃO DE TURMAS E HORÁRIOS

1. A constituição das turmas rege-se, sempre que possível, pela legislação em vigor.

2. Na constituição das turmas devem prevalecer critérios de natureza pedagógica definidos no
    projeto educativo da escola, competindo ao Conselho Diretivo executá-los no quadro de uma
    eficaz rentabilização de recursos humanos e materiais existentes e no respeito pelas regras
    constantes da lei.

3. A constituição de turmas com número inferior ou superior ao estabelecido na legislação em
    vigor carece de autorização do Ministério de Educação e Ciência de Portugal.

4. No final de cada ciclo dever-se-á, de acordo com decisões emanadas pelo Conselho
    Pedagógico, ter em conta na formação de turmas, de forma opcional, as seguintes orientações:

a) Continuidade pedagógica do grupo-turma;

b) As Ciências Naturais e Físico-Químicas serão lecionadas no tempo correspondente a um bloco
    de 90 minutos, de modo a permitir a realização de trabalho experimental.

c) Na disciplina Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e na segunda disciplina de
    Educação Artística, oferta de escola, nos 7.º e 8.º anos de escolaridade, as turmas poderão ser
    desdobradas em dois turnos, para que metade dos alunos trabalhe TIC e a outra metade na
    segunda disciplina de Educação Artística, trocando, depois numa gestão equitativa ao longo do
    ano letivo. Em cada uma das disciplinas a lecionação do turno respetivo estará a cargo de um
    único professor.

5. O turno da manhã termina às 12h45min e o turno da tarde começa às 13h30min.

                                         Artigo 64.º
                         ENTRADA/SAÍDA DA SALA DE AULA

1. Aos professores é permitida uma tolerância de 10 minutos na primeira aula de cada turno, no
    caso de atrasos eventuais e não sistemáticos. Nas restantes aulas a tolerância é de 5 minutos. O
    Conselho Pedagógico decidirá, nos casos de abuso, quais as medidas a adotar.

2. Aos alunos é permitida uma tolerância de 10 minutos na primeira aula de cada turno.

3. Antes da entrada na sala o professor deverá dirigir-se ao pátio, onde encontrará os alunos em
    fila, assinalada com o número da sala.

4. O professor deverá ser o primeiro a entrar e o último a sair da sala de aula, depois de verificar
    se esta ficou limpa e arrumada.

5. A porta deverá ficar fechada.


                                                                                                 57
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

     6. O aluno não deverá ser autorizado a deixar a sala de aula antes do toque de saída, inclusive nas
            aulas de teste.

     7. O aluno só deverá deixar a sala de aula com autorização do respetivo professor.


                                                Artigo 65.º
                              ENTRADA/SAÍDA DOS CAMPOS DE JOGOS

     1. Os alunos deverão equipar-se na área que lhes está destinada.

     2. Depois de equipados os alunos dirigir-se-ão para a entrada do local onde irá decorrer a aula e
            aguardarão ordenadamente pela chegada do professor.

     3. No caso de um aluno chegar atrasado à aula, deverá dirigir-se imediatamente ao professor,
            justificando o seu atraso, e receber indicação de como proceder.

     4. O aluno que não participar na parte prática da aula por razões de saúde, deverá apresentar ao
            professor a devida justificação escrita por parte do Encarregado de Educação ou o respetivo
            atestado médico (descritivo, com o tipo de exercício que o aluno pode ou não executar).


                                                Artigo 66.º
                                  ACESSO E CIRCULAÇÃO NA ESCOLA

     Identificação e acesso de pessoas

     1. Os visitantes devem anunciar-se na portaria, indicando o objetivo da sua deslocação à escola.

     2. Não é permitida a entrada a quem, pelo seu porte ou conduta, se presuma que vá perturbar o
            normal funcionamento da escola.

     3. Não é permitido o acesso de viaturas no recinto escolar, com exceção das viaturas dos
            professores, dos funcionários, dos encarregados de educação dos alunos deficientes ou para
            cargas e descargas.

     4. Compete ao responsável pela portaria zelar pelo cumprimento destas determinações.

     5. Qualquer elemento do pessoal docente ou não docente pode exigir identificação dos alunos ou
            de qualquer pessoa estranha à escola.


                                                Artigo 67.º
                      ATENDIMENTO AOS ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO

     O atendimento é feito na sala de atendimento (bloco central), de acordo com o horário do Diretor
de Turma.



                                                                                                        58
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

                                          Artigo 68.º
                                      REPROGRAFIA
1. A requisição deverá ser feita em impresso próprio, na Reprografia.

2. Os originais têm de ser entregues, de preferência, com 48 horas de antecedência.

3. Têm acesso à Reprografia, docentes, alunos, funcionários, Associação de Pais e Encarregados
    de Educação e outras entidades autorizadas pelo Conselho Diretivo.

4. O preço das fotocópias será afixado no início de cada ano letivo.

5. O limite de fotocópias por aluno/disciplina será definido no início de cada ano letivo, pelo
    Conselho Diretivo.


                                          Artigo 69.º
                                   VISITAS DE ESTUDO

1. As visitas de estudo deverão constar da planificação elaborada pelo Conselho de Turma,
    integrando o Plano Anual de Atividades da Escola, carecendo sempre de aprovação do
    Conselho Pedagógico.

2. Para que seja autorizada uma visita de estudo, ela deverá ir ao encontro dos objetivos e
    conteúdos dos programas, ser organizada atempadamente e não prejudicar as restantes
    atividades escolares.

3. A planificação das visitas de estudo, a apresentar ao Conselho Pedagógico, deve contemplar os
    seguintes aspetos: objetivos, local ou locais a visitar, atividades previstas, data, hora de saída e
    de chegada à escola, itinerário, entidade transportadora, custos, número de alunos, número de
    professores/auxiliares acompanhantes, atividades previstas para os alunos que não forem à
    visita.

4. O professor organizador da visita de estudo deve comunicar aos Encarregados de Educação os
    objetivos, local ou locais a visitar, atividades previstas, data, hora de saída e de chegada à
    escola, itinerário, entidade transportadora, custo individual.

5. Nenhum aluno poderá participar em qualquer visita de estudo sem autorização do Encarregado
    de Educação.

6. O comportamento dos alunos nas visitas de estudo, rege-se pelas mesmas normas que
    determinam a disciplina na escola. Assim, as infrações ocorridas terão o tratamento dado às
    cometidas dentro da escola.

7. Os alunos são obrigados a entrar e sair na escola.

8. Após cada visita de estudo, deve ser feita a respetiva avaliação, que deve incluir o relato
    sucinto de eventuais ocorrências, em impresso próprio a entregar ao Conselho Diretivo.
                                                                                                     59
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

      9. Os professores e ou auxiliares acompanhantes das visitas de estudo deverão ser dispensados de
            todas e quaisquer atividades letivas, relativas a esse dia.

      10. O professor organizador da visita de estudo deverá relembrar a data de realização da visita, aos
            professores da(s) turma(s) envolvidas, através do livro de ponto, no mínimo com dois dias úteis
            de antecedência.

      11. Os livros de ponto deverão ser preenchidos, de forma diferente, pelos professores participantes
            e não participantes na visita de estudo.

      Exemplo: O professor desloca-se em visita de estudo com a turma X. No horário desse dia, para
além da turma X constam as turmas Y e Z, que permanecem na escola.
      a) No livro de ponto da turma X: numera a lição e no sumário indica a atividade que realizou com
            os alunos e contabiliza como aula prevista e dada.

      b) No livro de ponto das turmas Y e Z: não numera a lição e no sumário indica a atividade que
            realizou com a turma X, não contabilizando como aula prevista e dada.

      c) Docentes que não deram aulas em virtude das turmas se terem ausentado da escola: no livro de
            ponto das turmas ausentes, não numera a lição e no sumário indica o motivo pelo qual a turma
            não está presente, não contabilizando como aula prevista e dada.

      12. O rácio de professor/aluno é de 1 para 10.

      13. As saídas do Desporto Escolar regem-se de acordo com os pontos anteriores deste artigo.


                                                Artigo 70.º
                                            AULAS FORA DA SALA

      As aulas fora da sala de aula, mas dentro do recinto escolar, devem ser comunicadas ao Conselho
Diretivo.

                                                  Artigo 71.º
                                  COMUNICAÇÃO ENTRE DOCENTES

      Deve privilegiar-se sempre o contacto pessoal. Quando tal não for possível, os docentes poderão
comunicar com o Diretor de Turma, através de impresso próprio no livro de ponto.
                                                  Artigo 72.º
                                                  REUNIÕES

      1. A convocatória de reuniões é feita em papel com o timbre do IDF e entregue ao Auxiliar de
            Ação Educativa para conhecimento dos professores.




                                                                                                          60
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

2. Da convocatória deverão constar: suporte legal para a sua realização, destinatários, local da
    reunião, data, hora, assuntos a tratar, assinatura de quem convoca a reunião e o visto do
    Conselho Diretivo, autorizando a sua divulgação.

3. As convocatórias devem ser divulgadas com 2 dias úteis de antecedência. Aquando das
    reuniões de departamento, podem os grupos reunir imediatamente após a mesma para discussão
    e decisão de questões pertinentes.

4. Não são permitidas reuniões ordinárias com prejuízo de aulas.

5. As convocatórias das reuniões extraordinárias que, pela sua urgência, não possam observar o
    estipulado para as reuniões ordinárias, deverão ser do conhecimento do Conselho Diretivo.

6. A convocatória deverá ser entregue, imediatamente após a realização da reunião, nos Serviços
    Administrativos para registo e arquivo.

7. De cada reunião deverá ser lavrada uma ata, a que se deverá juntar a convocatória.


                                         Artigo 73.º
                                              ATAS

1. O arquivo das atas é da responsabilidade do Conselho Diretivo.

2. Após a data das reuniões, os professores têm 5 dias úteis para entregar no Conselho Diretivo as
    respetivas atas, à exceção das reuniões de avaliação de alunos, em que as atas terão de ser
    imediatamente entregues após a realização das mesmas e reuniões de conselho disciplinar, em
    que as atas têm que ser entregues no dia seguinte à realização das mesmas.

3. As atas das reuniões de grupo que ocorram imediatamente após as reuniões de Departamento,
    devem ser anexadas à ata deste, uma vez que só existe uma convocatória.

                                         Artigo 74.º
                                   LIVROS DE PONTO

1. A abertura do livro de ponto deverá ser feita pelo presidente do Conselho Diretivo.

2. Os livros de ponto não podem ser rasurados. A inutilização de um sumário deve ser feita pelo
    presidente do Conselho Diretivo.

3. Cada professor deverá levar o livro de ponto para a sala de aula e trazê-lo no final, colocando-o
    no local respetivo.

4. O professor nunca deverá confiar o transporte do livro de ponto aos alunos.

5. Os livros de registo de aulas de apoio pedagógico, não devem ser levados para fora do seu local
    habitual.

                                                                                                 61
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

6. Deve constar no livro de ponto uma minuta para entregar ao aluno que é expulso da sala de
   aula, com a definição da tarefa a realizar.


                                           Artigo 75.º
                                 MATERIAL DIDÁTICO

1. O material didático encontra-se distribuído de acordo com a especificidade de cada disciplina:
   Biblioteca/Centro de recursos, sala polivalente, sala de apoio da disciplina de Educação Física.

2. A consulta do inventário respetivo deverá ser feita no gabinete do Conselho Diretivo e/ou
   Serviços Administrativos.

3. Para a utilização do material, deverá preencher-se um impresso próprio junto ao funcionário do
   bloco central.

4. A requisição deve ser feita com pelo menos 48 horas de antecedência.

5. A proposta de aquisição de materiais é da competência dos responsáveis por cada
   setor/disciplina.

6. A proposta de aquisição deverá ser feita nos Serviços Administrativos, com 5 dias úteis de
   antecedência.

7. O despacho da proposta de aquisição é da competência do Conselho Administrativo.

8. Não sendo autorizada a aquisição, ou sendo-o apenas em parte, deve ser comunicado ao
   proponente, no prazo de 2 dias úteis.


                                           Artigo 76.º

                                      INVENTÁRIOS

1. Os responsáveis pelos laboratórios, sala de informática e pela sala de apoio da disciplina de
   Educação Física, deverão manter atualizados os inventários dos bens duradouros, a seu cargo.

2. A elaboração do inventário faz-se num impresso próprio, onde conste a designação do bem, a
   quantidade, a data de aquisição e o estado de conservação (Bom/Mau).

3. No final do ano letivo será entregue ao Conselho Diretivo um exemplar atualizado do
   inventário.




                                                                                                 62
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

                                                  Artigo 76.º
                                    ASSOCIAÇÃO DE ESTUDANTES
                                              CONSTITUIÇÃO

     O IDF terá associação de Estudantes sempre que os alunos manifestarem interesse na sua
formação.

                                                  Artigo 77.º
                                              ORGANIZAÇÃO
     1. A constituição da Associação de Estudantes far-se-á de acordo com o previsto na Lei nº 33/87
            de 11 de julho e no Decreto-Lei nº 91-A/88 de 16 de março.

     2. Prevê-se o apoio de um professor para acompanhar os alunos na organização do processo que
            conduzirá à constituição da Associação de Estudantes.


                                                  Artigo78.º
                                                 ELEIÇÕES
     1. A eleição é feita anualmente, durante o primeiro período.

     2. A lista deve ser formada por dez elementos: Presidente, Vice-presidente, Secretário, Tesoureiro
            e vogais.

     3. Todos os alunos que pretendam constituir lista devem apresentar a autorização expressa do
            encarregado de educação.

     4. Os alunos que tenham sido submetidos a procedimentos disciplinares não poderão integrar
            nenhuma lista para a Associação de Estudantes nos dois anos letivos seguintes.

     5. Deve ter no mínimo, dez apoiantes.

     6. Os alunos devem formar listas e apresentar um programa, no máximo, até ao final do mês de
            outubro.

     7. Todo o processo é liderado pelos alunos, devendo ser apresentado com uma semana de
            antecedência ao Conselho Diretivo.

     8. Devem proceder à respetiva propaganda eleitoral, durante uma semana e à elaboração dos
            boletins de voto.

     9. No dia das eleições, todas as listas têm de estar representadas na mesa de voto, com pelo menos
            um elemento. Assim, a mesa de voto deve ser constituída por elementos de todas as listas, num
            mínimo de três, ainda que o total de listas seja inferior a esse número. Os alunos que fizerem
            parte da mesa de voto terão as faltas justificadas.




                                                                                                       63
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

                                              Artigo 79.º
                                         FUNCIONAMENTO

      A Associação tem autorização para se reunir numa sala de aula que esteja livre (a marcar dias e
horas).

                                              Artigo 80.º
                                            ATIVIDADES

      A Associação deverá promover formas de intervenção:

      a) Para a formação da cidadania;

      b) Para a formação cultural;

      c) Para o estudo do ambiente e da sua preservação;

      d) Para ocupação de tempos livres.

                                              Artigo 81.º
                                  APOIO MATERIAL E TÉCNICO

      1. A escola disponibilizará à futura Associação de Estudantes o apoio material e técnico de que
          dispõe desde que seja solicitado com alguma antecedência, seja apresentada por escrito a
          finalidade a que se destina e esta corresponda ao interesse da comunidade escolar.

      2. Todas as atividades que esta Associação pretenda desenvolver têm que ter a autorização do
          Conselho Diretivo ou do Conselho Pedagógico.

      3. Quaisquer documentos que pretendam afixar têm que ter a autorização/afixe-se do Órgão de
          Gestão.

                                              Artigo 82.º
                  ASSOCIAÇÃO DE PAIS E ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO
                                           ORGANIZAÇÃO

      São órgãos da Associação de Pais e Encarregados de Educação:
      a) Assembleia-Geral;
      b) Direção;
      c) Conselho Fiscal.
                                              Artigo 83.º
                                           CONSTITUIÇÃO

      A constituição da Associação de Pais e Encarregados de Educação efetua-se de acordo com o
previsto no Decreto – Lei nº 372/90, de 27 de novembro, com a nova redação do Decreto-Lei n.º 80/99,
de 16 de março.


                                                                                                        64
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

                                                    Artigo 84.º
                                            REPRESENTAÇÃO
         1. Assembleia da escola

         Nos termos do n.º 3 do artigo 9.º e do n.º 2 do artigo 12.º, Capítulo II, Secção I, do Decreto-Lei nº
115-A/98, de 4 de maio, o(s) representante(s) dos Pais e Encarregados de Educação é (são) nomeado(s)
anualmente pela Associação de Pais e Encarregados de Educação de entre os membros dos seus órgãos
sociais, em efetividade de funções.

         2. Conselho Pedagógico

         Nos termos do n.º 1 do artigo 25.º, capítulo II, Secção I, do Decreto-Lei 115-A/98, de 4 de maio, o
representante da Associação de Pais e Encarregados de Educação é nomeado anualmente pela Associação
de Pais e Encarregados de Educação de entre os membros dos seus órgãos sociais, em efetividade de
funções.

         3. Conselhos de Turma Disciplinares

         Nos termos do n.º 2 do artigo 41.º, do Decreto-Lei n.º 30/2002, de 1 de setembro, o representante
da Associação de Pais e Encarregados de Educação é nomeado pontualmente pela Associação de Pais e
Encarregados de Educação de entre os membros dos seus órgãos sociais, em efetividade de funções,
atendendo ao estabelecimento de ensino do agrupamento em que se integra a turma a que pertence o
aluno.
                                                    Artigo 85.º
                                          APOIO DOCUMENTAL

         O apoio documental à Associação de Pais compreende o acesso à legislação sobre educação e
ensino, bem como a qualquer documentação de interesse para a associação que possa estar disponível
para consulta, a qual será facultada pela escola.

                                               CAPÍTULO VI
                                           DISPOSIÇÕES FINAIS

                                                    Artigo 86.º
                                           DISPOSIÇÕES FINAIS

         É da responsabilidade do Conselho Diretivo, Órgão de Gestão e Administração, a criação de todas
as condições necessárias para que o presente Regulamento Interno possa ser devidamente cumprido,
depois de aprovado pelo Conselho Pedagógico.

         Regime subsidiário:
         1. Em matéria de processo, aplica-se, subsidiariamente, o disposto no código do Procedimento
             Administrativo, naquilo que não se encontre regulado neste regulamento.

                                                                                                           65
IDF – Regulamento Interno 2012/2013

      Omissões:
      1. Todos os casos omissos neste Regulamento Interno serão abrangidos pela legislação em vigor.

      2. Todos os casos omissos, não previstos neste Regulamento Interno e que não constam da
          legislação em vigor, deverão ser ponderados e solucionados pelo Conselho Diretivo.

      Normas transitórias:
      1. Na impossibilidade da aplicação de normas que constam neste Regulamento Interno aquando
          da sua entrada em vigor salvaguarda-se a possibilidade da sua aplicação logo que possível.

      2. No que concerne ao Conselho Pedagógico e tudo o que lhe diga respeito apenas entrará em
          vigor em setembro de 2012.

      Entrada em funcionamento:
      1. O Regulamento Interno do Instituto Diocesano de Formação João Paulo II entra em vigor cinco
          dias após a sua aprovação.

      2. Depois de aprovado o Regulamento Interno estará disponível para consulta por toda a
          comunidade educativa.

      Revisão do Regulamento Interno:
      1. Compete aos órgãos de gestão da escola alterar aspetos menos claros neste Regulamento.

      2. O Regulamento Interno é revisto no início de cada ano letivo e enviada ao Ministério de
          Educação, Cultura e Formação de S. Tomé e Príncipe e ao Ministério de Educação e Ciência de
          Portugal.




      Aprovado em Conselho Pedagógico em 27 de julho de 2012.




     Entidade Titular                                             Diretora do IDF

____________________________                                ________________________
 D. Manuel António Mendes dos Santos                             Isaura Carvalho




                                                                                                       66

Regulamento interno idf - stp

  • 1.
    Regulamento Interno Ano Letivo 2012/2013
  • 2.
    Índice PREÂMBULO ............................................................................................................................................ 3 CAPÍTULOI .............................................................................................................................................. 4 DISPOSIÇÕES GERAIS ......................................................................................................................... 4 CAPÍTULO II ............................................................................................................................................. 8 CONSELHO DE EDUCAÇÃO ............................................................................................................... 8 DIREÇÃO .............................................................................................................................................. 10 CONSELHO PEDAGÓGICO ............................................................................................................... 14 CONSELHO ADMINISTRATIVO ....................................................................................................... 16 CAPÍTULO III ......................................................................................................................................... 17 ORGANIZAÇÃO PEDAGÓGICA ....................................................................................................... 17 ESTRUTURAS DE COORDENAÇÃO E SUPERVISÃO PEDAGÓGICA ........................................ 17 AVALIAÇÃO DAS APRENDIZAGENS ............................................................................................. 23 SERVIÇOS ESPECIALIZADOS DE APOIO EDUCATIVO .............................................................. 24 CAPÍTULO IV ......................................................................................................................................... 27 ALUNOS ............................................................................................................................................... 27 PESSOAL DOCENTE........................................................................................................................... 46 PESSOAL NÃO DOCENTE ................................................................................................................. 52 PAIS E ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO ..................................................................................... 53 CAPÍTULO V ........................................................................................................................................... 56 SERVIÇOS DE APOIO ......................................................................................................................... 56 SEGUNDO, TERCEIRO CICLOS DO ENSINO BÁSICO E ENSINO SECUNDÁRIO .................... 56 CAPÍTULO VI ......................................................................................................................................... 65 DISPOSIÇÕES FINAIS ........................................................................................................................ 65
  • 3.
    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 PREÂMBULO A Lei de Bases do Sistema Educativo (LBSE), aprovada pela Lei nº 46/86, de 14 de outubro, alterada pelas Leis n.ºs 115/97, de 19 de setembro, 49/2005, de 30 de agosto, e 85/2009, de 27 de agosto “consagra o direito à educação pela garantia de uma permanente ação formativa orientada para o desenvolvimento global da personalidade, o progresso social e a democratização da sociedade” A consciência de que o acesso à educação é um direito de todos os cidadãos e que o envolvimento de toda a comunidade é fundamental para fazer da escola um espaço de mudança e transformação das mentalidades, confere ao IDF – Instituto Diocesano de Formação João Paulo II, um papel significativo na sociedade santomense e um contributo importante para o seu desenvolvimento. Inserido num meio sócio- cultural com especificidades muito próprias e com dificuldades económicas acentuadas, é objetivo deste estabelecimento de ensino apostar num ensino de qualidade capaz de promover o sucesso e colaborar na construção de cidadãos responsáveis, autónomos e pró-ativos. Sendo um estabelecimento de ensino particular cuja criação se rege pela legislação do Ensino Particular e Cooperativo santomense e com paralelismo pedagógico ao ensino português tem-se estruturado de modo a criar um equilíbrio e uma forte interação entre as exigências do sistema educativo de Portugal e a realidade de S. Tomé e Príncipe. Este Regulamento Interno (RI) reflete assim o exercício pedagógico de responder às exigências de duas realidades específicas unidas por fortes laços históricos e culturais; assume-se como um instrumento impulsionador de toda a comunidade educativa, um contributo para a eficácia da gestão e administração da escola e para a melhoria das condições de trabalho e aprendizagem daqueles que são a base de todo o sistema educativo – os alunos. O seu ideário traça as linhas basilares da sua ação pedagógica e procura garantir a qualidade do ensino que pratica na hierarquização no exercício de cargos de gestão, na integração dos instrumentos de gestão, na consolidação de uma cultura de avaliação e no reforço da abertura à comunidade, de acordo com os requisitos legais constantes no Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril, alterado pelo decreto-Lei nº 224/2009, de 11 de setembro e pelo Decreto-Lei nº 137/2012, de 2 de julho e em consonância com as características do seu estatuto. 3
  • 4.
    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS INTRODUÇÃO 1. Identificação do Estabelecimento de ensino Este estabelecimento de ensino é designado por: IDF - Instituto Diocesano de Formação João Paulo II 2. Localização O IDF está localizado na ilha de São Tomé, no Bairro Residencial do Campo de Milho. 3. Endereço e contactos IDF – Instituto Diocesano de Formação João Paulo II C.P. nº 363 - S. Tomé Telefone e Fax: 2221194 Email: idf.diretor@gmail.com 4. Estatuto O Instituto Diocesano de Formação João Paulo II é um estabelecimento de ensino de iniciativa privada, santomense, que desenvolve a sua ação educativa dentro dos princípios e valores católicos e ministra o currículo português do 2.º e 3.º ciclo do ensino básico e do ensino secundário, de acordo com as disposições constantes na Lei n.º 46/86, de 14 de outubro, alterada pelas Leis n.ºs 115/97, de 19 de setembro, 49/2005, de 30 de agosto, 85/2009, de 27 de agosto e pelo Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho. O Ministério da Educação de Portugal autorizou o Paralelismo Pedagógico ao Sistema de Ensino Português no ano letivo de 1993/1994. Em janeiro de 2010, o Ministério da Educação, Cultura e Formação de São Tomé e Príncipe, reconheceu o Instituto com efeitos retroativos a partir da data em que este foi criado. 5. Princípios Orientadores e Principais Objetivos Gerais Este estabelecimento de ensino assenta a sua ação nos seguintes princípios orientadores:  Busca constante da excelência;  Melhoria da qualidade pedagógica e científica;  Igualdade de oportunidade a todos os intervenientes no processo educativo;  Equilíbrio entre a tolerância e rigor; 4
  • 5.
    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013  Responsabilização de todos os intervenientes no processo educativo, nomeadamente o Estado Santomense;  Estabelecimento de parcerias, nomeadamente com o Ministério da Educação e Ciência de Portugal, o Instituto Camões e outras entidades públicas e privadas, contribuindo deste modo para a melhoria da qualidade pedagógica do ensino ministrado neste estabelecimento de ensino;  Garantia da democraticidade e participação de todos os intervenientes no processo educativo;  Rigor e transparência das ações a nível da administração e gestão escolar. Para o efeito, estabeleceu os seguintes principais objetivos gerais:  Contribuir para o desenvolvimento de S. Tomé e Príncipe e, simultaneamente, fortalecer os laços que ligam Portugal a este jovem país da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa;  Servir a comunidade escolar santomense quer a de origem quer aquela que optou por residir neste país a médio ou a longo prazo, em igualdade de oportunidades;  Promover a língua e a cultura portuguesas além-fronteiras;  Desenvolver um ensino de qualidade que sirva de alternativa credível à população estudantil possibilitando-lhe responder aos desafios da sociedade atual;  Promover a formação integral dos jovens mediante o desenvolvimento harmonioso das suas capacidades e potencialidades;  Apoiar os estudantes na construção do seu projeto de vida nas três dimensões fundamentais do seu crescimento: académico, pessoal e social;  Garantir a preparação científica/pedagógica dos nossos alunos de modo a que possam, em igualdade de circunstâncias concorrer a Universidades da União Europeia ou, de outros países do mundo;  Promover a formação dos docentes, valorizando especialmente as componentes científico/pedagógicas, profissionais e pessoais;  Contribuir para a formação do pessoal não docente. 6. Logótipo e Bandeira a) O logótipo do IDF é o seguinte: 5
  • 6.
    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 b) A Bandeira do IDF é retangular, de fundo branco, limitada por uma barra no extremo inferior e logótipo ao centro, ambos de cor azul. 7. Entidade Tutelar 1. O IDF – Instituto Diocesano de Formação João Paulo II, é uma instituição de ensino particular, de caráter não lucrativo, que foi tutelado pela Diocese de São Tomé e Príncipe até 2009, encontrando-se atualmente sob a tutela da Fundação UNIR. 2. Compete-lhe: a) Assegurar a fidelidade ao Ideário Educativo; b) Nomear o diretor e o administrador da escola; c) Aprovar a nomeação dos restantes membros do Conselho Diretivo; d) Aprovar a contratação do pessoal docente e não docente; e) Aprovar, em última instância, o RI; f) Aprovar o orçamento e o relatório anual de contas, ouvido o parecer do Conselho Diretivo. 3. A Fundação UNIR tem um representante no Conselho Diretivo. Artigo 1.º DEFINIÇÃO DO REGULAMENTO INTERNO O Regulamento Interno define o regime de funcionamento da escola, de cada um dos seus órgãos de administração e gestão, das estruturas de orientação e dos serviços de apoio educativo, bem como os direitos e os deveres dos membros da comunidade educativa. Define ainda os princípios orientadores do Projeto Educativo (PE) e do Plano Anual de Atividades (PAA). Artigo 2.º ÂMBITO DE APLICAÇÃO DO REGULAMENTO INTERNO O presente Regulamento Interno (RI) aplica-se: a) Aos Órgãos de Administração e Gestão; b) Às Estruturas de Orientação Educativa; c) Aos Docentes; d) Aos Alunos; e) Aos Pais e/ou Encarregados de Educação; f) Ao Pessoal Administrativo; 6
  • 7.
    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 g) Aos Auxiliares de Ação Educativa; h) A todos os utentes dos espaços e instalações da escola. Artigo 3º ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO DA ESCOLA Os órgãos de administração e gestão da escola são os seguintes de acordo com a Lei de Bases do Sistema Educativo, aprovada pela Lei nº 46/86, de 14 de outubro, alterada pelas Leis nºs 115/97, de 19 de setembro, 49/2005, de 30 de agosto, 85/2009, de 27 de agosto e com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei nº 137/2012, de 2 de julho: a) Conselho de Educação; b) Conselho Diretivo; c) Conselho Pedagógico; d) Conselho Administrativo. Artigo 4.º CARACTERIZAÇÃO DA OFERTA EDUCATIVA E REGIME DE FUNCIONAMENTO 1. Escola com paralelismo pedagógico ao sistema de ensino português, aplicando para o efeito as disposições constantes na Lei n.º 46/86, de 14 de outubro, alterada pelas Leis n.ºs 115/97, de 19 de setembro, 49/2005, de 30 de agosto, 85/2009, de 27 de agosto e pelo Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho. 2. Ministra o 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário (curso de Ciências e Tecnologias – código C60 – e o curso de Línguas e Humanidades –código C62), cujas matrizes curriculares estão de acordo com o Decreto-Lei nº 139/2012, de 5 de julho que revoga os Decreto-Lei nº 74/2004, de 26 de março, 24/2006, de 6 de fevereiro, 272/2007, de 26 de julho, 4/2008, de 7 de janeiro, 50/2011, de 8 de abril e 42/2012, de fevereiro. 3. Faz a ocupação plena dos tempos escolares dos alunos, conforme o Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho. 4. O cumprimento do disposto no número anterior ficará sempre condicionado aos recursos materiais e humanos disponíveis na escola e no país, tendo presente o papel fundamental que a associação de Pais e Encarregados de Educação desempenham ao nível da promoção e organização de atividades de enriquecimento curricular. 5. O Conselho Diretivo, organiza e planifica os horários semanais do pessoal docente e não docente em exercício de funções, bem como as atividades educativas que se mostrem necessárias à ocupação plena dos tempos escolares dos alunos, de acordo com os recursos disponíveis. 7
  • 8.
    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 Artigo 5.º CALENDÁRIO ESCOLAR O IDF – Instituto Diocesano de Formação João Paulo II, adota o calendário escolar com a organização e a duração previstas na legislação portuguesa (Despacho nº 8771-A/2012, de 2 de julho), respeitando as especificidades do contexto nacional. CAPÍTULO II SECÇÃO I CONSELHO DE EDUCAÇÃO Artigo 6.º DEFINIÇÃO DO CONSELHO DE EDUCAÇÃO O Conselho de Educação é o órgão de direção estratégica que ajuda a definir as linhas orientadoras das atividades da escola, assegurando a participação e representação da comunidade educativa, cujas funções são ajustadas ao n.º 4 do artigo 48.º da Lei de Bases do Sistema Educativo, com as adaptações introduzidas pelo Decreto-Lei nº 137/2012, de 2 de julho, e de acordo com a especificidade do estatuto IDF. Artigo 7.º COMPOSIÇÃO 1. Constituem elementos do Conselho de Educação da escola: - Direção da Escola ........................................................................................... 3 elementos - Representante dos Docentes ........................................................................... 3 elementos - Representante dos Não Docentes .................................................................... 2 elementos - Representante da Embaixada de Portugal em S. Tomé e Príncipe ................. 1 elemento - Representante do Ministério da Educação, Cultura e Formação de STP ....... 1 elemento - Representante da Câmara Distrital de Água Grande ...................................... 1 elemento - Representante do Grupo Empresarial ............................................................ 2 elementos - Representante dos Pais e Encarregados de Educação ..................................... 2 elementos - Representante dos Alunos .............................................................................. 2 elementos 2. O número de elementos que compõe o Conselho de Educação é estabelecido pela escola, nos termos do respetivo Regulamento Interno, devendo ser um número ímpar não superior a 19. 3. Na composição do Conselho de Educação tem de estar salvaguardada a participação de representantes do pessoal docente e não docente, dos Pais e Encarregados de Educação, dos alunos, do município e da comunidade local. 8
  • 9.
    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 4. O número de representantes do pessoal docente e não docente, no seu conjunto, não pode ser superior a 50% da totalidade dos membros do conselho. 5. Além do representante da autarquia, o Conselho de Educação integra representantes da comunidade local, designadamente de instituições, organizações e atividades de caráter económico, social, cultural e científico. Artigo 8.º COMPETÊNCIAS 1. De acordo com a especificidade do IDF, compete ao Conselho de Educação: a) Eleger o respetivo presidente, de entre os seus membros, à exceção dos representantes dos alunos; b) Contribuir para o enriquecimento do Regulamento Interno da escola; c) Ajudar na implementação do PEE e do PAA; d) Contribuir para a elaboração do orçamento anual da escola; e) Apreciar os resultados do processo de autoavaliação; f) Ajudar a selecionar os alunos que beneficiarão de isenção ou redução de propinas; g) Promover o relacionamento com a comunidade educativa; h) Participar nas decisões disciplinares; i) Participar na definição de critérios para a participação da escola em atividades extracurriculares dentro e fora do país; j) Apoiar as diligências para a angariação de fundos para a melhoria das condições de funcionamento da escola e para a atribuição dos prémios de mérito; k) Apoiar na definição dos critérios para a escolha dos melhores alunos. 2. O presidente é eleito por maioria absoluta dos votos dos membros do conselho em efetividade de funções. 3. No desempenho das suas competências, o Conselho de Educação tem a faculdade de requerer aos restantes órgãos as informações necessárias para realizar eficazmente o acompanhamento e a avaliação do funcionamento da escola e de lhes dirigir recomendações, com vista ao desenvolvimento do projeto educativo de escola e ao cumprimento do plano anual de atividades. Artigo 9.º DESIGNAÇÃO DE REPRESENTANTES 1. Os representantes dos alunos, do pessoal docente e do pessoal não docente no Conselho de Educação são eleitos separadamente pelos respetivos corpos. 9
  • 10.
    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 2. Os representantes dos Pais e Encarregados de Educação são eleitos em assembleia geral de Pais e Encarregados de Educação da escola. 3. O representante da embaixada e da autarquia são designados pelas respetivas entidades. 4. Os representantes da comunidade local, quando se trate de individualidades ou representantes de atividades de caráter económico, social, cultural e científico, são convidados pelo órgão diretivo da escola. Artigo 10.º MANDATO 1. O mandato dos membros do Conselho de Educação tem a duração de um ano. 2. Os membros do conselho são substituídos no exercício do cargo se entretanto perderem a qualidade que determinou a respetiva designação. Artigo 11.º REUNIÃO DO CONSELHO DE EDUCAÇÃO 1. O Conselho de Educação reúne ordinariamente uma vez por trimestre e extraordinariamente sempre que convocado pelo respetivo presidente, por sua iniciativa, a requerimento de um terço dos seus membros em efetividade de funções ou por solicitação do diretor. 2. As reuniões do conselho devem ser marcadas em horário que permita a participação de todos os seus membros. SECÇÃO II DIREÇÃO Artigo 12º DEFINIÇÃO O Conselho Diretivo é o órgão de Administração e Gestão da Escola. Artigo 13º COMPETÊNCIAS 1. Ouvido o Conselho de Educação e o Conselho Pedagógico, compete ao Conselho Diretivo: a) Apresentar à tutela, na pessoa do diretor, para aprovação, a composição do conselho diretivo; b) Orientar e planificar o funcionamento geral do IDF; c) Aprovar o Projeto Educativo; d) Aprovar o Regulamento Interno e zelar pelo seu cumprimento; e) Aprovar propostas de celebração de contratos; f) Definir o regime de funcionamento da escola; g) Elaborar o projeto de orçamento anual; 10
  • 11.
    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 h) Aprovar o Plano Anual de Atividades; i) Elaborar os relatórios periódicos e final de execução do Plano Anual de Atividades; j) Elaborar uma lista de alunos que requereram a primeira matrícula; k) Elaborar uma lista dos alunos admitidos, no ensino básico e secundário e afixá-la; l) Dirigir o serviço de constituição de turmas e elaboração de horários; m) Distribuir o serviço docente e não docente; n) Designar os Diretores de Turma; o) Designar os responsáveis pelas instalações, pela biblioteca e pela cantina; p) Gerir instalações, espaços, equipamentos e outros recursos educativos; q) Estabelecer protocolos ou acordos de cooperação com outras escolas e instituições de formação, autarquias e coletividades; r) Selecionar e recrutar pessoal docente e não docente; s) Propor o período de funcionamento do estabelecimento de ensino, incluindo atividades letivas, tendo em conta o número de turmas; t) Exercer as demais competências que lhe forem atribuídas na lei e no Regulamento Interno. 2. O Conselho Diretivo fixará as funções e competências a atribuir a cada um dos seus membros. Artigo 14.º COMPETÊNCIAS DO DIRETOR a) Representar oficialmente o IDF em assuntos de natureza não pedagógica; b) Coordenar as atividades decorrentes das competências próprias da Direção; c) Exercer o poder hierárquico, designadamente, em matéria disciplinar, em relação ao pessoal docente, não docente e aos alunos; d) Proceder à avaliação do pessoal docente; e) Proceder à avaliação do pessoal não docente, com o Administrador; f) Poder delegar competências suas num dos assessores, sem prejuízo do poder de avocação que lhe é conferido pela lei geral; g) Indicar um assessor substituto em caso de faltas e impedimentos; h) Autorizar a dispensa da frequência da língua estrangeira I e/ou II a alunos vindos de sistemas educativos estrangeiros; i) Autorizar a revalidação de matrícula anulada pelo não pagamento de propinas ou de seguro escolar; j) Autorizar a participação de alunos em jornadas, intercâmbios e peditórios levados a efeito ao nível nacional; k) Autorizar visitas de estudo no país com duração não superior a dois dias úteis; 11
  • 12.
    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 l) Autorizar a realização de estudos de índole científica relacionados com a problemática escolar, desde que não prejudiquem o normal funcionamento das atividades escolares e respeitando a legislação referente à proteção de dados pessoais; m) Autorizar o abatimento de bens, equipamentos, mobiliários e materiais degradados ou inutilizados, dando conhecimento à Fundação UNIR; n) Convocar e presidir às reuniões de Pais e Encarregados de Educação, de professores e outras atividades de natureza não pedagógica. o) Despachar a correspondência oficial e prestar informações não pedagógicas que nos termos da lei forem solicitadas, referentes a assuntos não pedagógicos; p) Outras incumbências que lhe sejam atribuídas pela Entidade Titular; q) Exercer as demais competências que lhe forem atribuídas na lei e no Regulamento Interno. Artigo 15.º RECRUTAMENTO 1. Tendo em conta a especificidade do meio e da escola, compete à Fundação UNIR designar o Diretor da escola observando, para o efeito, os requisitos constantes no na alínea b) do artigo nº21º, do Decreto-Lei nº 137/2012, de 2 de julho, com as adaptações feitas pelo Decreto-Lei nº 115-A/98, de 4 de maio, alterado pela Lei nº 75/2008, de 22 de abril, pela nº 24/99, de 22 de abril, pelo Decreto-lei nº 172/91, de 10 de maio, pelo Decreto-Lei nº 769-A/76, de 23 de outubro. 2. Os restantes membros do Conselho Diretivo são apresentados, por sugestão do diretor, para aprovação à Fundação UNIR após o parecer do Conselho Pedagógico; 3. Os membros do Conselho Diretivo devem ser, sempre que possível, docentes qualificados para o exercício de funções docentes na escola com pelo menos três anos de serviço nos termos do artigo 56.º do Estatuto da Carreira Docente, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 139-A/90, de 28 de abril, alterado pelos Decretos-Leis n.ºs 105/97, de 29 de abril, e 1/98, de 2 de janeiro. Artigo 16.º MANDATO 1. O mandato do Diretor, ou de qualquer membro do Conselho Diretivo, é de 4 anos renováveis. 2. O mandato dos membros do Conselho Diretivo pode cessar caso deixe de merecer a confiança da tutela e viole os princípios básicos constantes na LBSE e no RI. 3. A cessação do mandato de um dos membros do Conselho Diretivo determina a sua substituição por um docente da confiança da tutela e que reúna as condições previstas no n.º 5 do art.º 19º do Decreto-Lei n.º 115/A – 98, de 4 de maio. 12
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 Artigo 17.º MEMBROS DO CONSELHO DIRETIVO 1. São membros do Conselho Diretivo: - Diretor; - Representante da Entidade Tutelar; - Diretor Pedagógico; - Administrador; - Assessor para a área docente; - Assessor para a área da Inovação Educativa; - Assessor para a área dos alunos e para a relação entre a escola e Pais e Encarregados da Educação. 2. O Diretor, o Diretor Pedagógico e os Assessores são cargos ocupados por docentes em exercício de funções. 3. São competências dos assessores: Representante dos Professores a) Estabelecer uma interação entre o Conselho Diretivo e os docentes; b) Trazer para o Conselho Diretivo os problemas e as sugestões do corpo docente; c) Zelar pelo bom funcionamento do Instituto em todos os sentidos e participar ativamente em todas as reuniões do Conselho Diretivo. Responsável pela Inovação Educativa a) Apelar à intervenção de toda a comunidade educativa no sentido de encarar a escola como um espaço de criatividade; b) Apelar aos docentes para que desenvolvam uma ação pedagógica criativa; c) Apresentar propostas de projetos inovadores para a escola; d) Responsável, no Conselho Diretivo, pela execução do Projeto Educativo. Responsável pelos alunos e pela relação entre a Escola e a Comunidade Educativa e a sociedade em geral; a) Procurar estar mais próximo dos problemas dos alunos e dos Diretores de Turma e transmitir ao Conselho Diretivo algumas preocupações; b) Negociar mecanismos de aproximação da escola com os Pais e Encarregados de Educação. 13
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 SECÇÃO III CONSELHO PEDAGÓGICO Artigo 18.º DEFINIÇÃO O Conselho Pedagógico é o órgão de coordenação e supervisão pedagógica e orientação educativa da escola, nomeadamente nos domínios pedagógico-didático, da orientação e acompanhamento dos alunos e da formação inicial e contínua do pessoal docente e não docente (SUBSEÇÃO III, do Lei nº 75/2008, de 22 de abril, com as alterações constantes no Decreto-Lei nº 137/2012, de 2 de julho). Artigo 19.º COMPOSIÇÃO 1. O Conselho Pedagógico é composto por: - Presidente do Conselho Pedagógico; - Membros do Conselho Diretivo e Administrador; - Coordenador do 2.º e 3.º ciclo do ensino básico; - Coordenador do ensino secundário; - Coordenador do Departamento Curricular de Línguas; - Coordenador do Departamento Curricular de Ciências Sociais e Humanas; - Coordenador do Departamento Curricular de Matemática e Ciências Experimentais; - Coordenador do Departamento Curricular de Expressões; - Coordenador dos programas pedagógicos especiais; - Coordenador de Projetos - Representante da Associação de Pais e Encarregados de Educação; - Representante do Pessoal Não Docente; - Representante dos Alunos. 2. O Presidente do Conselho Diretivo é, por inerência, Presidente do Conselho Pedagógico. 3. O Representante dos Pais e/ou Encarregados de Educação é designado pela respetiva associação. 4. Os Representantes dos Alunos são eleitos anualmente pela assembleia de delegados de turma de entre os seus membros. 5. O Representante do Pessoal Não Docente será eleito (em reunião, convocada pelo Conselho Diretivo, de entre todo o Pessoal Não Docente em exercício efetivo de funções); 6. O Representante dos Alunos e o dos Não Docentes abandonam a reunião depois de exporem os assuntos relacionados com a vida académica e com o funcionamento da atividade do pessoal não docente antes da leitura da ata da reunião anterior. 14
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 Artigo 20.º COMPETÊNCIAS DO CONSELHO PEDAGÓGICO Sem prejuízo das competências que lhe sejam cometidas por lei ou Regulamento Interno, ao Conselho Pedagógico compete: a) Aprovar os planos de estudo; b) Aprovar os critérios de avaliação; c) Planificar e superintender as atividades escolares e de cumprimento curricular; d) Elaborar a proposta de projeto educativo a submeter à direção e ao Conselho de Educação; e) Promover a coordenação da inter e pluridisciplinaridade; f) Apresentar propostas para a elaboração do Regulamento Interno e dos planos anual e plurianual de atividade e emitir parecer sobre os respetivos projetos; g) Emitir parecer sobre as propostas de celebração de contratos de autonomia; h) Apresentar propostas e emitir parecer sobre a elaboração do plano de formação e de atualização do pessoal docente e não docente; i) Definir critérios gerais nos domínios da informação e da orientação escolar e vocacional, do acompanhamento pedagógico e da avaliação dos alunos; j) Elaborar currículos alternativos para os alunos com necessidades educativas especiais; k) Propor aos órgãos competentes a criação de áreas disciplinares ou disciplinas de conteúdo nacional e local, bem como as respetivas estruturas programáticas; l) Definir princípios gerais nos domínios da articulação e diversificação curricular, dos apoios e complementos educativos e das modalidades especiais de educação escolar; m) Adotar os manuais escolares, ouvidos os departamentos curriculares; n) Propor o desenvolvimento de experiências de inovação pedagógica e de formação, no âmbito da escola e em articulação com instituições ou estabelecimentos do ensino superior vocacionados para a formação e a investigação; o) Promover e apoiar iniciativas de natureza formativa e cultural; p) Definir os critérios gerais a que deve obedecer a elaboração dos horários; q) Definir os requisitos para a contratação de pessoal docente e não docente, de acordo com o disposto na legislação aplicável; r) Proceder ao acompanhamento e avaliação da execução das suas deliberações e recomendações. Artigo 21.º FUNCIONAMENTO 1. O Conselho Pedagógico reúne, ordinariamente, uma vez por mês e, extraordinariamente, sempre que seja convocado pelo respetivo presidente, por sua iniciativa, a requerimento de um 15
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 terço dos seus membros em efetividade de funções ou sempre que um pedido de parecer do Conselho de Educação ou do Conselho Diretivo o justifique. 2. No início e final dos períodos convocar uma reunião geral de professores. 3. A representação dos Pais e Encarregados de Educação no Conselho Pedagógico faz-se no âmbito de uma comissão especializada que participa no exercício das competências previstas nas alíneas a), b), e), f) e j),do artigo anterior. Artigo 22.º COMPETÊNCIAS DO DIRETOR PEDAGÓGICO a) Representar oficialmente o Instituto em todos os assuntos de natureza pedagógica; b) Coordenar a planificação e superintender às atividades escolares e de complemento curricular; c) Coordenar o desenvolvimento do trabalho geral dos Coordenadores, Diretores de Turma, professores e alunos; d) Providenciar a aquisição do material indispensável para as atividades do Instituto, próprias da sua competência; e) Presidir às reuniões de Pais e Encarregados de Educação em todos os assuntos de natureza pedagógica. SECÇÃO IV CONSELHO ADMINISTRATIVO Artigo 23.º DEFINIÇÃO O Conselho Administrativo é o órgão que responde pela gestão administrativa e financeira da escola, nos termos das disposições legais em vigor. Artigo 24.º COMPOSIÇÃO 1. O Conselho Administrativo é composto pelo Administrador e restante pessoal da secretaria sob proposta da Direção à Entidade Tutelar. 2. O Conselho Administrativo é sempre presidido pelo presidente do Conselho Diretivo. 3. O Administrador integra o Conselho Diretivo da escola. 16
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 Artigo 25.º COMPETÊNCIAS 1. Elaborar o projeto de orçamento anual da escola, de acordo com as linhas definidas pelo Conselho de Escola e Conselho Diretivo; 2. Gerir os programas informáticos relativos à avaliação dos alunos, constituição das turmas e horários em estreita ligação com o Conselho Diretivo e o Conselho Pedagógico da escola; 3. Autorizar a realização de despesas e respetivos pagamentos, fiscalizar a cobrança de receitas e verificar a legalidade da gestão financeira da escola; 4. Elaborar o relatório de contas de gerência; 5. Responsabilizar-se diretamente pelo pessoal não docente; 6. Dirigir e zelar pela atualização do cadastro patrimonial da escola, 7. Exercer as demais competências que lhe forem confiadas pela lei. Artigo 26º FUNCIONAMENTO O Conselho Administrativo reúne ordinariamente uma vez por mês e, extraordinariamente, quando convocado pela Diretor, por sua iniciativa ou a requerimento de qualquer um dos seus membros. CAPÍTULO III SECÇÃO I ORGANIZAÇÃO PEDAGÓGICA Artigo 27.º ESTRUTURAS DE COORDENAÇÃO E SUPERVISÃO PEDAGÓGICA 1. Com vista ao desenvolvimento do Projeto Educativo são as estruturas que colaboram com o Conselho Pedagógico e com o Conselho Diretivo, no sentido de assegurar o acompanhamento eficaz do percurso escolar dos alunos na perspetiva da promoção da qualidade educativa, de acordo com o Capítulo IV, Secção I, do Decreto-Lei nº 75/2008 de 22 de abril. 2. As estruturas de coordenação educativa e supervisão pedagógica visam: a) A articulação e gestão curricular na aplicação do currículo e dos programas e orientações curriculares e programáticas definidas, bem como o desenvolvimento de componentes curriculares por iniciativa da escola; b) A organização, o acompanhamento e a avaliação das atividades de turma ou grupos de alunos; 17
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 c) A coordenação pedagógica de cada ano, ciclo ou curso; d) A avaliação de desempenho do pessoal docente em estreita colaboração com a direção da escola. 3. A duração do mandato das Estruturas de Orientação Educativa é de um ano letivo. 4. Os Coordenadores de Ciclo e dos Departamentos são nomeados pelo Presidente do Conselho Pedagógico, por um período de um ano, prorrogável. 5. Os Coordenadores de Ciclo e de Departamentos reúnem-se pelo menos duas vezes por período com os restantes professores das diferentes disciplinas do Departamento, apresentando as respetivas atas ao Presidente do Conselho Pedagógico. Artigo 28.º PARA ARTICULAÇÃO CURRICULAR 1. O presente artigo identifica as formas de organização que visam assegurar a articulação curricular nos diferentes níveis e ciclos de ensino. 2. A articulação e gestão curricular devem promover a cooperação entre os docentes da escola procurando ajustar o currículo às necessidades específicas dos alunos. 3. Nos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário a articulação curricular é assegurada por Departamentos Curriculares. 4. A coordenação destas estruturas é realizada por docentes profissionalizados eleitos de entre os docentes que as integram e que possuam, preferencialmente, formação especializada em organização e desenvolvimento curricular ou em supervisão pedagógica e formação de formadores. Artigo 29.º COMPETÊNCIAS DOS COORDENADORES DE CICLO 1. Os Coordenadores de Ciclo são nomeados pelo Diretor, ouvido o Conselho Pedagógico, por um período de um ano, prorrogável. 2. Compete aos Coordenadores de Ciclo: a) Animar e coordenar as atividades pedagógicas do nível de ensino respetivo, recebendo os princípios e orientações do Presidente do Conselho Pedagógico; b) Responsabilizar-se pela articulação curricular vertical e horizontal; c) Assistir aos Conselhos de Turma sempre que se justificar a sua presença; d) Coordenar as atividades dos Diretores de Turma; 18
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 e) Tomar conhecimento da atividade dos professores e alunos do respetivo nível de ensino, apresentando a situação ao Conselho Pedagógico; f) Cuidar da ordem e disciplina geral dos alunos, com a colaboração dos professores e pessoal auxiliar; g) Analisar em Conselho de Diretores de Turma os resultados das avaliações e estudar formas de recuperação dos alunos que serão apresentadas em Conselho Pedagógico; h) Providenciar quanto ao cumprimento das disposições legais aplicáveis aos alunos; i) Executar as decisões ou instruções do Presidente do Conselho Pedagógico e fazer as comunicações oficiais aos respetivos destinatários. Artigo 30.º COMPETÊNCIAS DOS COORDENADORES DOS DEPARTAMENTOS CURRICULARES Compete aos Coordenadores dos Departamentos Curriculares: a) Presidir às reuniões de Departamento e coordenar e dinamizar as atividades referentes às disciplinas do seu Departamento; b) Elaborar, juntamente com os professores, os planos gerais e específicos, a curto, médio e longo prazo, da respetiva disciplina; c) Apresentar, após análise com os professores, os critérios de avaliação; d) Programar os momentos e formas de avaliação; e) Zelar pelo cumprimento dos programas; f) Supervisionar o material diretamente distribuído à disciplina; g) Informar os outros professores da disciplina das propostas e soluções do Conselho Pedagógico; h) Incentivar a pesquisa bibliográfica e científica; i) Executar e fazer cumprir as deliberações do Conselho Diretivo e do Conselho Pedagógico; j) Coordenar todas as atividades do seu Departamento e promover o trabalho de equipa; k) Estabelecer as estratégias para a promoção da interdisciplinaridade e articulação curricular vertical e horizontal; l) Zelar pelo cumprimento do PEE; m) Gerir o plano anual de atividade e zelar pelo seu cumprimento; n) Elaborar o relatório crítico anual do trabalho desenvolvido a apresentar ao Conselho Diretivo; o) Exercer as restantes competências que lhe forem atribuídas na lei e no Regulamento Interno; 19
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 p) Acompanhar o cumprimento das planificações anuais ao nível das disciplinas do departamento; q) Apresentar resultados sobre a avaliação dos alunos e sobre as Provas de Aferição e Testes Intermédios, mediante a apresentação dos resultados. 1. Coordenação Pedagógica de Ciclo O coordenador é um docente nomeado de entre os professores, de preferência um dos membros que integram o conselho de Diretores de Turma, com formação especializada na área da orientação educativa ou da coordenação pedagógica. 2. Competências do Coordenador Pedagógico: a) Coordenar a ação do respetivo conselho, articulando estratégias e procedimentos; b) Submeter ao Conselho Pedagógico as propostas do conselho que coordena; c) Apresentar à Direção um relatório crítico, anual do trabalho desenvolvido; d) Executar e fazer cumprir as deliberações do Conselho Diretivo e do Conselho Pedagógico. Artigo 31.º ORGANIZAÇÃO, ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES DE TURMA 1. Responsáveis: Diretores de Turma no 2.º e 3.º ciclo do ensino básico e secundário. 2. Diretor de Turma A coordenação das atividades do conselho de turma é realizada pelo Diretor de Turma, o qual é designado pela direção executiva de entre os professores da turma, sendo escolhido preferencialmente, um docente profissionalizado. Ao Diretor de Turma compete: a) Assegurar a articulação entre os professores da turma e com os alunos, Pais e Encarregados de Educação; b) Promover a comunicação e formas de trabalho cooperativo entre professores e alunos; c) Coordenar, em colaboração com os docentes da turma a adequação de atividades, conteúdos, estratégias e métodos de trabalho à situação concreta do grupo e à especificidade de cada aluno; d) Articular as atividades da turma com os Pais e Encarregados de Educação promovendo a sua participação; e) Coordenar o processo de avaliação dos alunos garantindo o seu caráter globalizante e integrador; 20
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 f) Ser responsável pelo processo individual do aluno; g) Proceder à avaliação formativa, recorrendo a uma variedade de instrumentos de recolha de informação (em articulação com os Departamentos que concebem e gerem o Projeto Curricular de Turma); h) Coordenar o processo de tomada de decisões, no âmbito da avaliação sumativa interna; i) Dar a conhecer aos Pais e Encarregados de Educação o plano de recuperação do(s) aluno(s) e proceder de imediato à sua implementação; j) Apresentar à direção executiva um relatório crítico, anual, do trabalho desenvolvido; 3. Competências do Conselho de Turma: Ao Conselho de Turma compete: a) Intervir no processo de avaliação; b) Ser responsável pela avaliação; c) Operacionalizar os critérios de avaliação, no âmbito do respetivo projeto curricular de turma; d) Proceder à avaliação sumativa interna; e) Decidir quanto à avaliação sumativa interna; f) Elaborar um plano de recuperação para o aluno, sempre que, no final do 1.º período, o mesmo tenha obtido três ou mais níveis inferiores a três ou dois níveis inferiores a três cumulativamente a Língua Portuguesa e Matemática; g) Apresentar o(s) plano(s) de recuperação à direção executiva; h) Elaborar um plano de acompanhamento e submetê-lo à aprovação do conselho pedagógico para ser aplicado no ano escolar seguinte; i) Submeter um aluno a uma avaliação extraordinária, caso o mesmo já tenha sido retido em qualquer ano de escolaridade e se conclua que não possui as condições necessárias à sua progressão; j) Aplicar um plano de acompanhamento aos alunos que tenham sido objeto de retenção em resultado da avaliação sumativa final do respetivo ano de escolaridade; k) Analisar o pedido de revisão e tomar decisão que pode confirmar ou modificar a avaliação inicial; l) Efetuar o diagnóstico, identificar as características e dificuldades de aprendizagem dos alunos da turma; m) Elaborar o plano curricular de turma, concretizando planos e estratégias para colmatar as dificuldades e necessidades diagnosticadas; n) Elaborar currículos alternativos para alunos com necessidades educativas especiais; o) Planear a lecionação dos conteúdos curriculares da disciplina, assim como o trabalho desenvolvido nas áreas curriculares não disciplinares, de modo a garantir a 21
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 interdisciplinaridade no trabalho e uma eficaz articulação curricular, tendo em vista a melhoria dos resultados dos alunos; p) Facultar aos Pais e Encarregados de Educação o currículo de cada disciplina, bem como o número de aulas previstas por disciplina e por turma, no início do ano letivo; q) Proceder a uma rigorosa avaliação do trabalho realizado e efetuar o planeamento do ano letivo seguinte, no final do ano letivo. Artigo 32.º COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA DE ANO, DE CICLO, A NÍVEL DAS DIREÇÕES DE TURMA A coordenação destina-se a articular e harmonizar as atividades desenvolvidas pelas turmas de um ano, ciclo de ensino ou de um curso. 1. Conselhos de Diretores de Turma, 2.º, 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário É a estrutura responsável pela coordenação pedagógica de ano, nos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário. 2. Competências do Conselho de Diretores de Turma Além das competências previstas no n.º 4, art.8º do Decreto Regulamentar 10/99, são ainda competências: a) Assegurar a articulação das atividades a desenvolver pelas diferentes turmas de modo a maximizar esforços, atividades e recursos de acordo com o Plano Anual de Atividades e o Projeto Educativo; b) Promover a realização de ações de formação dos professores; c) Promover ações que estimulem a interdisciplinaridade; d) Analisar as propostas dos Conselhos de Turma e submetê-las, através dos Coordenadores, ao Conselho Pedagógico; e) Propor e planificar formas de atuação junto dos Pais e Encarregados de Educação; f) Promover a interação entre a Escola e a Comunidade; g) Elaborar ou atualizar, no início do ano letivo, o seu Regulamento Interno; h) Assegurar a ligação funcional entre os Diretores de Turma e os Órgãos de Direção e Gestão da Escola; i) Analisar, em reunião de Diretores de Turma, os diversos documentos de registo de avaliação e informação e submetê-los, posteriormente, à aprovação do Conselho Pedagógico. 22
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 3. Ao Conselho de Diretores de Turma compete ainda: a) Planificar as atividades e projetos a desenvolver, anualmente, de acordo com as orientações do Conselho Pedagógico; b) Articular com os diferentes departamentos curriculares o desenvolvimento de conteúdos programáticos e objetivos de aprendizagem; c) Cooperar com outras estruturas de orientação educativa e com os serviços especializados de apoio educativo uma gestão adequada de recursos e na adoção de medidas pedagógicas destinadas a melhorar as aprendizagens; d) Dinamizar e coordenar a realização de projetos interdisciplinares das turmas; e) Identificar necessidades de formação no âmbito da direção de turma; f) Conceber e desencadear mecanismos de formação e apoio aos Diretores de Turma em exercício e de outros docentes do agrupamento de escolas para o desempenho dessas funções; g) Propor ao conselho pedagógico a realização de ações de formação no domínio da orientação educativa e da coordenação das atividades das turmas; h) Exercer as demais competências que lhe forem atribuídas na lei. SECÇÃO II AVALIAÇÃO DAS APRENDIZAGENS Artigo 33.º FINALIDADES DA AVALIAÇÃO A avaliação é um elemento integrante e regulador da prática educativa, permitindo uma recolha sistemática de informações que, uma vez analisadas, apoiam a tomada de decisões adequadas à promoção da qualidade das aprendizagens, de acordo com o despacho normativo n.º 1/2005, de 5 de janeiro, republicado pelo despacho normativo n.º 14/2011, de 18 de novembro, com as adaptações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho, para o 2.º e 3.º ciclos do ensino básico; e ao abrigo do Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de março, alterado pelos Decretos-Leis n.ºs 24/2006, de 6 de fevereiro, 272/2007, de 26 de julho, 4/2008, de 7 de janeiro, 50/2011, de 8 de abril, pela Portaria n.º 244/2011, com as adaptações introduzidas pelo Decreto-Lei139/2011, de 5 de julho. Artigo 34.º INTERVENIENTES 1. Intervêm no processo de avaliação: a) O professor; b) O aluno; c) O Conselho de Turma, nos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e no ensino secundário; 23
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 d) Os órgãos de gestão da escola; e) Os Encarregados de Educação; f) Os serviços especializados de apoio educativo. 2. Participação dos intervenientes: A participação dos intervenientes no processo de avaliação encontra-se definida no Projeto Curricular da Escola e em cada Projeto Curricular de Turma. Artigo 35.º CRITÉRIOS GERAIS DE AVALIAÇÃO 1. No início do ano letivo, compete ao Conselho Pedagógico da escola, de acordo com as orientações do currículo nacional, aprovar os critérios de avaliação para cada ciclo e ano de escolaridade, sob proposta dos departamentos curriculares e conselho de Diretores de Turma. 2. Os critérios de avaliação mencionados no número anterior constituem referenciais comuns na escola, sendo operacionalizados pelo conselho de turma, nos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e no ensino secundário no âmbito do respetivo Projeto Curricular de Turma. 3. O Conselho Diretivo promoverá a divulgação dos mesmos junto dos alunos e Encarregados de Educação através da sua afixação nas vitrinas. Artigo 36.º CRITÉRIOS DE RETENÇÃO Os critérios de retenção são aprovados pelo Conselho Pedagógico no início de cada ano letivo em conformidade com a legislação em vigor. SECÇÃO III SERVIÇOS ESPECIALIZADOS DE APOIO EDUCATIVO Artigo 37.º IDENTIFICAÇÃO 1. Os serviços especializados de apoio educativo destinam-se a promover a existência de condições que assegurem a plena integração escolar dos alunos, devendo conjugar a sua atividade com as estruturas de orientação educativa. 2. Constituem serviços especializados de apoio educativo no IDF: a) Os Serviços de Psicologia, Orientação Escolar e Educação Especial sempre que for possível fazê-los funcionar; b) Biblioteca Escolar / Centro de Recursos Educativos; 24
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 c) Projetos escolares. Artigo 38.º OS SERVIÇOS DE PSICOLOGIA, ORIENTAÇÃO ESCOLAR E EDUCAÇÃO ESPECIAL 1. Os Serviços de Psicologia, Orientação Escolar e Educação Especial, serão constituídos por uma equipa técnica nos termos da legislação em vigor, colaboram na promoção do desenvolvimento cognitivo, pessoal, social, vocacional dos alunos e no acompanhamento de casos com necessidades educativas especiais, em particular, e da comunidade educativa, em geral. 2. A educação especial tem por objetivos a inclusão educativa e social, o acesso e o sucesso educativo, a autonomia, a estabilidade emocional, bem como a promoção da igualdade de oportunidades, a preparação para o prosseguimento de estudos ou para uma adequada preparação para a vida profissional e para uma transição da escola para o emprego das crianças e dos jovens com necessidades educativas especiais. 3. Os serviços mencionados desenvolvem a sua atividade de acordo com um plano anual que integra o Plano Anual de Atividades e no quadro de desenvolvimento do Projeto Educativo. 4. Até à instalação dos Serviços de Psicologia, Orientação Escolar e Educação Especial, a escola pode recorrer à aquisição dos referidos serviços noutras instituições, no âmbito das competências previstas na lei. 5. Os pais ou encarregados de educação têm o direito e o dever de participar ativamente, exercendo o poder paternal nos termos da lei, em tudo o que se relacione com a educação especial a prestar ao seu filho, acedendo, para tal, a toda a informação constante do processo educativo. 6. Quando, comprovadamente, os pais ou encarregados de educação não exerçam o seu direito de participação, cabe à escola desencadear as respostas educativas adequadas em função das necessidades educativas especiais diagnosticadas. 7. Quando os pais ou encarregados de educação não concordem com as medidas educativas propostas pela escola, podem recorrer, mediante documento escrito, a acompanhamento alternativo desde que assuma todas as responsabilidades. ADAPTAÇÕES CURRICULARES 1. Consideram-se adaptações curriculares: redução parcial do currículo e/ou a dispensa da atividade que se revele impossível de executar em função da deficiência. 2. As adaptações curriculares previstas no presente artigo não prejudicam o cumprimento dos objetivos gerais dos ciclos e níveis de ensino frequentados e só são aplicáveis quando se verifique que o recurso a equipamentos especiais de compensação não é suficiente. 25
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 Artigo 39.º CENTRO DE RECURSOS / BIBLIOTECA ESCOLAR 1. Finalidades a) Proporcionar a todos os seus potenciais utilizadores – alunos, professores e funcionários – a consulta/leitura de livros, publicações periódicas, documentos audiovisuais, CD ROM, Internet, devidamente organizados contribuindo para dar resposta às necessidades de informação, pesquisa, educação e lazer dos seus utilizadores; b) Fomentar o gosto pela leitura; c) Contribuir para o desenvolvimento cultural, técnico e científico dos utilizadores; d) Criar condições que permitam a reflexão, o debate e a crítica. 2. Constituição a) Na escola existe uma biblioteca escolar que alberga também um pequeno centro de recursos educativos; b) Estas estruturas educativas são orientadas por um professor que tem assento no Conselho Pedagógico; c) Competências e normas de funcionamento, constam nos respetivos regulamentos. Artigo 40.º PROJETOS EDUCATIVOS Finalidades 1. Os projetos educativos desenvolvem-se fora do tempo letivo dos alunos e revestem-se de uma natureza eminentemente lúdica, cultural e formativa. 2. Estes projetos e atividades incidem particularmente nos domínios desportivo, artístico, científico e cívico, e visam quer a melhoria da qualidade de ensino, quer a inserção dos alunos na comunidade. 3. A existência de projetos está dependente da apresentação dos mesmos por parte dos professores. A sua aprovação e a sua avaliação dependem do Conselho Pedagógico. Funcionamento Cada professor responsável por projetos deve ter em conta os interesses dos alunos e as condições materiais da escola. Competências dos professores responsáveis Os professores responsáveis devem: a) Estruturar os projetos a apresentar ao Conselho Pedagógico; 26
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 b) Publicitar as atividades junto dos alunos e dos respetivos Diretores de Turma; c) Afixar o horário de funcionamento em local visível, junto às instalações onde decorre a atividade; d) Receber as inscrições dos alunos e organizar os grupos; e) Planificar as atividades tendo em conta os recursos existentes, o envolvimento e as capacidades dos alunos; f) Acompanhar, coordenar e dinamizar as atividades; g) Elaborar o regimento; h) Elaborar um relatório final do trabalho desenvolvido ao longo do ano letivo, a apresentar ao Conselho Diretivo. Coordenador dos projetos 1. Competências a) Organizar, incentivar e coordenar os projetos; b) Coordenar o plano de atividades; c) Garantir o desenvolvimento dos projetos e das atividades; d) Representar os responsáveis pelos projetos no Conselho Pedagógico. 2. Designação do coordenador O coordenador de projetos será um docente designado pelo Conselho Diretivo. 3. Duração e cessação do mandato a) O mandato tem a duração de um ano; b) Extraordinariamente, o mandato pode cessar a todo o momento, por decisão fundamentada do Presidente do Conselho Diretivo, ouvido o Conselho Pedagógico. CAPÍTULO IV SECÇÃO I PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE EDUCATIVA ALUNOS Artigo 41.º ADMISSÃO 1. Os alunos são considerados os protagonistas da sua própria educação e, por isso, participam responsavelmente na vida do Instituto. 2. A admissão no Instituto inclui, por parte dos Pais ou Encarregados de Educação e dos alunos, o conhecimento e aceitação do Ideário, do Projeto Educativo e das normas e orientações do presente Regulamento. 27
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 3. A admissão de alunos é feita mediante a realização e aprovação nas provas realizadas para o efeito e mediante o número de vagas existentes. São admitidos os alunos com os melhores resultados nas provas no 5.º ano e excecionalmente nos 7.º e 10.º anos. 4. São exceção os alunos provenientes do currículo português e filhos de diplomatas ou cooperantes em missão de serviço. A admissão destes alunos não está condicionada á realização de provas mas à existência de vaga. 5. Os alunos do 4.º ano, do 1.º ciclo do ensino básico do currículo português têm entrada imediata no IDF. 6. No ato da matrícula, cada aluno entregará a documentação exigida por lei, considerando-se matriculado aquele que tiver apresentado a referida documentação completa e pago a propina de inscrição. 7. Outros critérios de admissão serão definidos anualmente pelo Conselho Diretivo. Artigo 42.º PROCESSO INDIVIDUAL DO ALUNO 1. O percurso escolar do aluno deve ser documentado de forma sistemática no processo individual que o acompanha ao longo de todo o ensino básico e secundário, proporcionando uma visão global do seu percurso, de modo a facilitar o seu acompanhamento e intervenção adequados. 2. O processo previsto no número anterior é da responsabilidade do Diretor de Turma, nos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e secundário. 3. O processo individual do aluno acompanha-o, obrigatoriamente, sempre que este mude de escola. 4. No processo individual do aluno devem constar: a) Os elementos fundamentais de identificação do aluno; b) Os registos de avaliação; c) Relatórios médicos e ou de avaliação psicológica, quando existam; d) Planos e relatórios de apoio pedagógico, quando existam; e) O plano educativo individual, no caso de o aluno ser abrangido pela modalidade de educação especial; f) Uma autoavaliação do aluno, por trimestre; g) Outros elementos considerados relevantes para a evolução e formação do aluno. Artigo 43.º 28
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 PARTICIPAÇÃO DOS ALUNOS NA VIDA DA ESCOLA O direito à participação dos alunos na vida da escola processa-se de acordo com o disposto na Lei de Bases do Sistema Educativo e concretiza-se, para além do disposto no presente diploma e demais legislação aplicável, designadamente através dos delegados de turma, da assembleia de delegados de turma e das assembleias de alunos, em termos a definir no Regulamento Interno. A escola é uma comunidade onde o bem de todos depende do trabalho e das atitudes de cada um. Por isso, os alunos devem: a) Respeitar os colegas, professores, auxiliares e outros funcionários; b) Respeitar as visitas, cumprimentando-as e ajudando-as se necessário; c) Ajudar os colegas, sendo atenciosos no que necessitem e colaborando com eles; d) Ser assíduos e pontuais; e) Trazer todo o material necessário e mantê-lo em bom estado e limpo; f) Procurar ser exemplo de postura e educação; g) Desenvolver todos os esforços para aprender e ter sucesso; h) Ter cuidado para não estragar nem perder vestuário; i) Não estragar e manter os espaços verdes; j) Aproveitar os intervalos para ir à casa de banho, beber água, lanchar ou tratar de outros assuntos, ou seja contribuir para que haja um bom ambiente na escola e para a sua boa imagem na localidade e vizinhança. Artigo 44.º DIREITOS DOS ALUNOS O aluno tem direito a: a) Usufruir do ensino e de uma educação de qualidade de acordo com o previsto na lei, em condições de efetiva igualdade de oportunidades no acesso, de forma a propiciar a realização de aprendizagens bem sucedidas; b) Usufruir do ambiente e do Projeto Educativo que proporcionem as condições para o seu pleno desenvolvimento físico, intelectual, moral, cultural e cívico, para a formação da sua personalidade e da sua capacidade de autoaprendizagem e de crítica consciente sobre os valores, o conhecimento e a estética; c) Ver reconhecidos e valorizados o mérito, a dedicação e o esforço no trabalho e no desempenho escolar e ser estimulado nesse sentido; d) Ver reconhecido o empenho em ações meritórias, a favor da comunidade em que está inserido ou da sociedade em geral, praticadas na escola ou fora dela, e ser estimulado nesse sentido; 29
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 e) Usufruir de um horário escolar adequado ao ano frequentado, bem como de uma planificação equilibrada das atividades curriculares e extracurriculares, nomeadamente as que contribuem para o desenvolvimento cultural da comunidade; f) Devem apenas realizar um teste por dia, em qualquer dos ciclos; g) Ser tratado com respeito e correção por qualquer membro da comunidade educativa; h) Ver salvaguardada a sua segurança na escola e respeitada a sua integridade física e moral; i) Ser assistido, de forma pronta e adequada, em caso de acidente ou doença súbita, ocorrido ou manifestada no decorrer das atividades escolares; j) Ver garantida a confidencialidade dos elementos e informações constantes do seu processo individual, de natureza pessoal ou familiar; k) Participar, através dos seus representantes, nos termos da lei, nos órgãos de administração e gestão da escola, na criação e execução do respetivo projeto educativo, bem como na elaboração do Regulamento Interno; l) Eleger os seus representantes para os órgãos, cargos e demais funções de representação no âmbito da escola, bem como ser eleito, nos termos da lei e do Regulamento Interno da escola; m) Apresentar críticas e sugestões relativas ao funcionamento da escola e ser ouvido pelos professores, Diretores de Turma e órgãos de administração e gestão da escola, em todos os assuntos que justificadamente forem do seu interesse; n) Organizar e participar em iniciativas que promovam a formação e ocupação de tempos livres; o) Participar na elaboração do Regulamento Interno da escola, conhecê-lo e ser informado, em termos adequados à sua idade e ao ano frequentado, sobre todos os assuntos que justificadamente sejam do seu interesse, nomeadamente, sobre o modo de organização do plano de estudos ou curso. Ser informado sobre o programa e objetivos essenciais de cada disciplina ou área disciplinar, e os processos e critérios de avaliação, bem como sobre a matrícula, apoios sócio-educativos, normas de utilização e de segurança dos materiais e equipamentos e das instalações, incluindo o plano de emergência, e, em geral, sobre todas as atividades e iniciativas relativas ao Projeto Educativo da escola; p) Participar nas atividades da escola, nos termos da lei e do respetivo Regulamento Interno; q) Participar no processo de avaliação, nomeadamente através dos mecanismos de auto e heteroavaliação; r) Os alunos, que podem reunir-se em assembleia de alunos, são representados pelo delegado ou subdelegado da respetiva turma e pela assembleia de delegados de turma; s) O delegado e o subdelegado de turma têm o direito de solicitar a realização de reuniões da turma com o respetivo Diretor de Turma para apreciação de matérias relacionadas com o funcionamento da turma, sem prejuízo do cumprimento das atividades letivas; 30
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 t) Por iniciativa dos alunos ou por sua própria iniciativa, o Diretor de Turma pode solicitar a participação dos representantes dos Pais e Encarregados de Educação dos alunos da turma na reunião referida no número anterior. Artigo 45.º DEVERES DOS ALUNOS 1. O aluno tem o dever, sem prejuízo do disposto no artigo 7.º e dos demais deveres previstos no Regulamento Interno da escola, de: a) Estudar, empenhando-se na sua educação e formação integral; b) Ser assíduo, pontual e empenhado no cumprimento de todos os seus deveres no âmbito do trabalho escolar; c) Seguir as orientações dos professores relativas ao seu processo de ensino e aprendizagem; d) Tratar com respeito e correção qualquer membro da comunidade educativa; e) Ser leal para com os seus professores e colegas; f) Respeitar as instruções dos professores e do pessoal não docente; g) Contribuir para a harmonia da convivência escolar e para a plena integração na escola de todos os alunos; h) Participar nas atividades educativas ou formativas desenvolvidas na escola, bem como nas demais atividades organizativas que requeiram a participação dos alunos; i) Respeitar a integridade física e moral de todos os membros da comunidade educativa; j) Prestar auxílio e assistência aos restantes membros da comunidade educativa, de acordo com as circunstâncias de perigo para a integridade física e moral dos mesmos; k) Zelar pela preservação, conservação e asseio das instalações, material didático, mobiliário e espaços verdes da escola, fazendo uso correto dos mesmos; l) Respeitar a propriedade dos bens de todos os membros da comunidade educativa; m) Permanecer na escola durante o seu horário, salvo autorização escrita do encarregado de educação ou da direção da escola; n) Participar na eleição dos seus representantes e prestar-lhes toda a colaboração; o) Conhecer e cumprir o estatuto do aluno, as normas de funcionamento dos serviços da escola e o Regulamento Interno da mesma; p) Fazer-se acompanhar do cartão escolar, dentro do recinto escolar, para que seja feito o controlo sobre o seu horário escolar; q) Não transportar quaisquer materiais, instrumentos ou engenhos passíveis de causarem danos físicos ao aluno ou a terceiros. 31
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 2. Regras a cumprir na escola: A sala de aula é um espaço de trabalho e a aula um tempo de aprendizagem, por isso, quando tocar o aluno deve dirigir-se para a fila da sua sala e esperar pelo(a) professor(a). Antes de entrar na sala tem de: a) Tirar a pastilha elástica da boca e deitá-la no lixo; b) Tirar o boné/gorro/chapéu/auriculares, se os estiver a usar. Ao entrar na sala tem de: a) Entrar calmamente; b) Sentar-se de imediato no lugar; c) Fazer silêncio; d) Abrir o caderno diário e preparar-se para começar a trabalhar. Durante a aula tem de: a) Manter-se atento; b) Permanecer sentado, calado e virado para a frente; c) Passar para o caderno todos os registos indicados pelo(a) professor(a); d) Realizar as tarefas propostas em silêncio e seguir sempre as indicações do(a) professor(a); e) Pedir esclarecimento das dúvidas que surgirem sem interromper o(a) professor(a); f) Participar quando o(a) professor(a) solicitar e por iniciativa própria, com ordem, sem interromper ninguém; g) Levantar o braço sempre que quiser intervir e esperar pela sua vez; h) Aprender a ouvir: dar atenção ao(a) professor(a) e às intervenções dos colegas, sem os interromper; i) Não fazer observações nem comentários inoportunos; j) Não conversar com os colegas nem fazer barulho; k) Não dar início a brincadeiras que perturbem a aula nem apoiar as brincadeiras de outros colegas; l) Não escrever nem sujar as carteiras; m) Não atirar papéis ou outros objectos; n) Não comer nenhuma espécie de alimento; o) Não utilizar objetos que possam perturbar a aula (telemóveis, jogos eletrónico, mp3, etc..); p) Respeitar os materiais e objetos pessoais dos colegas e nunca os utilizar sem autorização. O aluno antes de sair da sala tem de: a) Levantar-se apenas quando o(a) professor(a) der essa indicação; 32
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 b) Apanhar os papéis ou outros resíduos (aparas de lápis, etc.) que haja no chão ou na carteira e colocá-los no lixo; c) Arrumar a sua mesa e cadeira. O polivalente e os laboratórios são espaços comuns de trabalho que o aluno tem de respeitar. A sua entrada/permanência só é permitida para os alunos: a) Terem aulas, quando acompanhados pelo(a) professor(a). Dentro destes espaços é proibido: a) Falar alto, gritar ou fazer qualquer outro barulho; b) Correr ou fazer outra brincadeira; c) Deitar papéis, pastilhas elásticas ou outro lixo para o chão; d) Mexer ou danificar os materiais. O recreio é um espaço de convívio e lazer. O aluno deve utilizá-lo para brincar/descontrair com responsabilidade e solidariedade: a) O aluno deve brincar de forma ordeira; b) Não deve ter atitudes/comportamentos que magoem ou ponham em risco a segurança de colegas, funcionários ou professores; c) Não deve usar palavras/linguagem que ofendam ou perturbem os colegas, funcionários ou professores; d) Não deve gritar nem fazer barulho ou brincadeiras que perturbem as aulas; e) Não deve jogar à bola no recreio, exceto nos espaços em que isso é permitido Não deve correr debaixo do telheiro nem brincar nos varões de metal; f) Não deve deitar papéis, pastilhas elásticas ou outro lixo para o chão. Deve colocá-los sempre nos caixotes do lixo; g) Não deve intimidar nem roubar os colegas; h) Deve ter consigo o cartão, dentro do recinto escolar, para que seja feito o controlo sobre o seu horário escolar. O bar é um espaço de convívio. O aluno deve esforçar-se por utilizá-lo com educação e solidariedade: a) Deve falar baixo e não fazer barulho; b) Deve esperar pela sua vez, nas filas do pagamento e nunca passar à frente de ninguém; c) Deve comer sem sujar as mesas e o chão, respeitando as regras de boa educação; d) Não deve estragar nem desperdiçar alimentos; 33
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 e) Deve colocar no lixo todos os resíduos (guardanapos, embalagens, etc.). O não cumprimento de qualquer destas regras poderá ter como consequências, além das previstas na Lei: a) Serviço cívico: limpeza de recreio, arranjo de canteiros, etc; b) Cumprir tarefas suplementares, fora do horário escolar (ficha de trabalho, trabalho de pesquisa, etc.); c) Impedimento de participar em visitas de estudo ou outro género de atividades; d) A fixação do nome dos alunos infratores na sala de aula) ou no átrio do pavilhão central; e) Obrigatoriedade de apresentar um pedido de desculpas por escrito sempre que a infração o justifique; f) Pagamento de qualquer tipo de material danificado pelo aluno. Nota: As regras da escola também devem ser verificadas pelos funcionários e auxiliares. Artigo 46.º ASSIDUIDADE 1. Frequência e assiduidade a) Para além do dever de frequência da escolaridade obrigatória, nos termos da lei, os alunos são responsáveis pelo cumprimento do dever de assiduidade; b) Os Pais e Encarregados de Educação dos alunos menores de idade são responsáveis conjuntamente com estes pelo cumprimento dos deveres referidos no número anterior; c) O dever de assiduidade implica para o aluno, quer a presença na sala de aula e demais locais onde se desenvolva o trabalho escolar, quer uma atitude de empenho intelectual e comportamental adequada, de acordo com a sua idade, ao processo de ensino e aprendizagem. 2. Faltas a) A falta é a ausência do aluno a uma aula ou a outra atividade de frequência obrigatória; b) Decorrendo as aulas em tempos consecutivos, há tantas faltas quantos os tempos de ausência do aluno; c) As faltas são registadas pelo professor ou pelo Diretor de Turma em suportes administrativos adequados; d) Um aluno com faltas totalmente justificadas não é sujeito a medidas corretivas. 3. Justificação de faltas São faltas justificadas as dadas pelos seguintes motivos: 34
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 a) Doença do aluno, devendo esta ser declarada por um médico se determinar impedimento superior a cinco dias úteis; b) Isolamento profilático, determinado por doença infetocontagioso de pessoa que coabite com o aluno, comprovada através de declaração da autoridade sanitária competente; c) Realização de tratamento ambulatório, em virtude de doença ou deficiência, que não possa efetuar-se fora do período das atividades letivas; d) Participação em provas desportivas ou eventos culturais, nos termos da legislação em vigor; e) Participação em atividades associativas, nos termos da lei; f) Outro facto impeditivo da presença na escola, desde que, comprovadamente, não seja imputável ao aluno ou seja, justificadamente, considerado atendível pelo Diretor de Turma. 4. Procedimentos a) O pedido de justificação de faltas é apresentado pelos Pais ou Encarregados de Educação ou, quando maior de idade, pelo aluno, ao Diretor de Turma; b) O pedido de justificação de faltas é apresentado por escrito, com indicação do dia, hora e da atividade em que a falta se verificou, referenciando os motivos justificativos da mesma na caderneta escolar; c) As entidades que determinarem a falta do aluno devem, quando solicitadas para o efeito, elaborar uma declaração justificativa da mesma; d) O Diretor de Turma ou o professor titular da turma deve solicitar os comprovativos adicionais que entenda necessários à justificação da falta; e) A justificação da falta deve ser apresentada previamente, sendo o motivo previsível, ou, nos restantes casos, até ao terceiro dia útil subsequente à verificação da mesma; f) Quando não for apresentada justificação ou quando a mesma não for aceite, deve tal facto, devidamente justificado, ser comunicado, no prazo de três dias úteis, pelo meio mais expedito, aos Pais e Encarregados de Educação ou, quando maior de idade, ao aluno, pelo Diretor de Turma ou pelo professor titular de turma, solicitando explicações nos cinco dias úteis seguintes. 5. Faltas de material a) O professor deve exigir que os seus alunos tenham o material indispensável às atividades na sala de aula; b) Considera-se material indispensável o que for indicado, para cada disciplina, no início do ano letivo e ainda solicitado atempadamente pelos respetivos professores; c) A listagem do material deve ser dada a conhecer, por escrito, a todos os Encarregados de Educação no início do ano letivo; d) Os procedimentos quanto às faltas de material são os seguintes: 35
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 - As faltas de material assinalam-se no livro de ponto em folha específica para o efeito (ficha de registo de ocorrências); - A terceira falta de material é convertida em falta de presença e todas as subsequentes; - Os Encarregados de Educação terão conhecimento destas faltas e poderão justificá-las de acordo com a lei; - Quando for atingido o limite do número total de faltas injustificadas, deverá ser analisado o problema em Conselho de Turma. 6. Faltas em aulas quando os alunos estão em atividades da escola As faltas marcadas aos alunos por participarem em atividades da escola não serão lançadas administrativamente. Os professores devem entregar ao Diretor de Turma a lista dos alunos envolvidos nas atividades. 7. Excesso grave de faltas Quando for atingido o número de faltas correspondentes ao dobro do número de tempos letivos semanais, por disciplina, os Pais ou Encarregados de Educação ou, quando maior de idade, o aluno, são convocados à escola, pelo meio mais expedito, pelo Diretor de Turma com o objetivo de os alertar para as consequências do excesso grave de faltas e de se encontrar uma solução que permita garantir o cumprimento efetivo do dever de frequência, bem como o necessário aproveitamento escolar. 8. Efeitos das faltas Sempre que um aluno, independentemente da natureza das faltas, atinja um número total de faltas correspondentes ao dobro de tempos letivos semanais, deve ser sujeito a uma medida correctiva. Artigo 47.º DISCIPLINA MEDIDAS CORRETIVAS E MEDIDAS DISCIPLINARES SANCIONATÓRIAS QUALIFICAÇÃO DA INFRAÇÃO DISCIPLINAR. A violação pelo aluno de algum dos seus deveres em termos que se revelem perturbadores do funcionamento normal da escola ou das relações no âmbito da comunidade educativa, constitui infração disciplinar, a qual pode levar, mediante processo disciplinar, à aplicação de medidas disciplinares. FINALIDADES 1. Todas as medidas corretivas e medidas disciplinares sancionatórias obedecem a finalidades pedagógicas, preventivas, dissuasoras e de integração, visando, de forma sustentada, o cumprimento dos deveres do aluno, a preservação da autoridade e segurança dos professores no 36
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 exercício sua atividade profissional, e, de acordo com as suas funções, dos demais funcionários, visando o normal prosseguimento das atividades da escola, a correção do comportamento perturbador e o reforço da formação cívica do aluno, com vista ao desenvolvimento equilibrado da sua personalidade, da sua capacidade de se relacionar com os outros, da sua plena integração na comunidade educativa, do seu sentido de responsabilidade e das suas aprendizagens, ou seja visando o cumprimento dos deveres do aluno. 2. As medidas disciplinares sancionatórias, tendo em conta a especial relevância do dever violado e gravidade da infração praticada, prosseguem igualmente, para além das identificadas nas medidas corretivas e nas medidas disciplinares sancionatórias, devem ser aplicadas em coerência com as necessidades educativas do aluno e com os objetivos da sua educação e formação, no âmbito, tanto quanto possível, do desenvolvimento do plano de trabalho da turma e do Projeto Educativo da Escola, e nos termos do respetivo Regulamento Interno. 3. Nenhuma medida disciplinar pode, por qualquer forma, ofender a integridade física, psíquica e moral do aluno, nem revestir natureza pecuniária. DETERMINAÇÃO DA MEDIDA DISCIPLINAR 1. Na determinação da medida corretiva ou medida disciplinar sancionatória aplicável deve ser tido em consideração, a gravidade do incumprimento do dever violado, a idade do aluno, o grau de culpa, o seu aproveitamento escolar anterior, o meio familiar e social em que o mesmo se insere, os seus antecedentes disciplinares e todas as demais circunstâncias em que a infração foi praticada que militem contra ou a seu favor. 2. À terceira participação disciplinar, o aluno deve ser sujeito automaticamente a uma medida corretiva ou sancionatória. No entanto, estas medidas poderão ser de imediato aplicadas se a primeira ou a segunda participação forem graves. MEDIDAS CORRETIVAS Natureza eminentemente cautelar 1. As medidas corretivas prosseguem os objetivos referidos no n.º 1 das Finalidades das medidas corretivas e disciplinares sancionatórias. São medidas corretivas: - A ordem de saída da sala de aula e outros locais onde se desenvolva o trabalho escolar; - A realização de tarefas e atividades de integração escolar podendo ser aumentado o período de permanência obrigatória, diária ou semanal, do aluno na escola. - A realização de uma ficha de avaliação de conhecimentos que deverá contar como um elemento de avaliação sumativa. 37
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 Tarefas a realizar pelos alunos: a) Limpeza da sala de aula; pátios; bar; biblioteca; corredores e outros adequados à situação; b) Jardinagem e horta; c) Colaboração em pequenos projetos; d) Realização de atividades no âmbito das áreas curriculares; e) Arrumação de materiais. Nota: A vigilância do cumprimento dos condicionamentos será assegurada pelos funcionários ou professores nas atividades de sua responsabilidade. 2. Fora da sala de aula, qualquer professor ou funcionário não docente, tem competência para advertir o aluno, confrontando-o verbalmente com o comportamento perturbador do normal funcionamento das atividades da escola ou das relações no âmbito da comunidade educativa, alertando-o que deve evitar tal tipo de conduta. 3. A aplicação da medida corretiva da ordem de saída da sala de aula e locais onde se desenvolva o trabalho escolar é da exclusiva competência do professor respetivo e implica a permanência do aluno na escola, competindo-lhe determinar o período de tempo durante o qual o aluno deve permanecer fora da sala de aula. O professor deverá aplicar uma falta disciplinar ao aluno e apresentar ao Diretor de Turma uma participação disciplinar. A medida disciplinar a aplicar deverá ser discutida entre este e o Conselho Diretivo. 4. A aplicação e a posterior execução da medida corretiva prevista na alínea c) do n.º 1 não pode ultrapassar o período de tempo correspondente a um ano letivo. 5. A aplicação das medidas corretivas previstas nas alíneas b), c) e d) do n.º 1 é comunicada aos Pais ou Encarregado de Educação, tratando-se de um aluno menor de idade. MEDIDAS DISCIPLINARES SANCIONATÓRIAS 1. As medidas disciplinares sancionatórias traduzem uma censura disciplinar do comportamento assumido pelo aluno, devendo a ocorrência dos factos em que tal comportamento se traduz, ser participada, pelo professor ou funcionário que a presenciou ou dela teve conhecimento, de imediato, ao respetivo Diretor de Turma, para efeitos da posterior comunicação ao presidente do Conselho Diretivo ou ao Diretor da Escola. 2. São medidas disciplinares sancionatórias: a) A repreensão registada; b) A suspensão da escola até dez dias úteis; c) Transferência de escola; 38
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 3. As faltas decorrentes da alínea b), ponto 2, são consideradas injustificadas. 4. A aplicação da medida disciplinar sancionatória de repreensão registada é da competência do professor respetivo, quando a infração for praticada na sala de aula, ou do presidente do Conselho Diretivo ou do Diretor, nas restantes situações, averbando -se no respetivo processo individual do aluno, a identificação do autor do ato decisório, data em que o mesmo foi proferido e a fundamentação de facto e de direito que norteou tal decisão. 5. A decisão de aplicar a medida disciplinar sancionatória de suspensão da escola até 10 dias úteis, é precedida da audição em auto do aluno visado, do qual constam, em termos concretos e precisos, os factos que lhe são imputados, os deveres por ele violados e a referência expressa, não só da possibilidade de se pronunciar relativamente àqueles factos, como da defesa elaborada, sendo competente para a sua aplicação o presidente do Conselho Diretivo ou o Diretor da escola, que pode, previamente, ouvir o Conselho de Turma. 6. Na impossibilidade dos Pais ou Encarregados de Educação do aluno poderem participar na audição a realizar nos termos do número anterior, a Associação de Pais e Encarregados de Educação, deve ser ouvida, preservando o dever de sigilo. 7. A aplicação da medida disciplinar sancionatória de transferência de escola reporta-se à prática de factos notoriamente impeditivos do prosseguimento do processo de ensino-aprendizagem dos restantes alunos da escola, ou do normal relacionamento com algum ou alguns dos membros da comunidade educativa. 8. A medida disciplinar sancionatória de transferência de escola apenas é aplicada a um aluno de idade não inferior a 10 anos e quando estiver assegurada a frequência de outro estabelecimento e, frequentando o aluno a escolaridade obrigatória, se esse outro estabelecimento de ensino estiver situado na mesma localidade ou na localidade mais próxima, servida de transporte público ou escolar. CUMULAÇÃO DE MEDIDAS DISCIPLINARES 1. A aplicação das medidas corretivas é cumulável entre si. 2. A aplicação de uma ou mais das medidas corretivas é cumulável apenas com a aplicação de uma medida disciplinar sancionatória. 3. Sem prejuízo do disposto nos números anteriores, por cada infração apenas pode ser aplicada uma medida disciplinar sancionatória. 39
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 Artigo 48.º PROCEDIMENTO DISCIPLINAR COMPETÊNCIAS DISCIPLINARES E TRAMITAÇÃO PROCESSUAL 1. A competência para a instauração de procedimento disciplinar por comportamentos suscetíveis de configurarem a aplicação de alguma das medidas disciplinares sancionatórias previstas nas alíneas b) e c) do n.º 2, é do presidente do Conselho Diretivo, devendo o despacho instaurador ser proferido no prazo de um dia útil, a contar do conhecimento concreto e preciso da situação. 2. Finda a instrução, no decurso da qual a prova é reduzida a escrito, é elaborada a acusação, de onde consta, de forma articulada e em termos concretos e precisos, os factos cuja prática é imputada ao aluno, devidamente circunstanciados em termos de tempo, modo e lugar e deveres por ele violados, com referência expressa aos respetivos normativos legais ou regulamentares, seus antecedentes disciplinares e medida disciplinar sancionatória aplicável. 3. Da acusação atrás referida, é extraída cópia e entregue ao aluno no momento da sua notificação, sendo de tal facto informados os pais ou o respetivo encarregado de educação, quando o aluno for menor de idade. 4. Para efeitos do exercício do direito de defesa, o aluno dispõe de dois dias úteis para alegar por escrito o que tiver por conveniente, podendo juntar documentos e arrolar testemunhas até ao limite de três, sendo a apresentação das mesmas, no dia, hora e local que para efeitos da sua audição for designado pelo instrutor, da responsabilidade do aluno, sob pena de não serem ouvidas. 5. Finda a fase da defesa é elaborado um relatório final, do qual consta, a correta identificação dos factos que haviam sido imputados ao aluno que se consideram provados e a proposta da medida disciplinar sancionatória a aplicar, ou do arquivamento do processo, devendo a análise e valoração de toda a prova recolhida ser efetuada ao abrigo do disposto na determinação da medida disciplinar. 6. Depois de concluído, o processo é entregue ao presidente do Conselho Diretivo que convoca o conselho de turma para se pronunciar, quando a medida disciplinar sancionatória proposta pelo instrutor for a referida no n.º 2. PARTICIPAÇÃO 1. O professor ou funcionário da escola que entenda que o comportamento presenciado é passível de ser qualificado de grave ou de muito grave, participa-o ao Diretor de Turma, para efeitos de procedimento disciplinar. 40
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 2. O Diretor de Turma ou o professor titular que entenda que o comportamento presenciado ou participado é passível de ser qualificado de grave ou de muito grave participa-o ao presidente do Conselho Diretivo, para efeitos de procedimento disciplinar. INSTAURAÇÃO DO PROCEDIMENTO DISCIPLINAR Presenciados que sejam ou participados os factos passíveis de constituírem infração disciplinar, o presidente do Conselho Diretivo, ou o Diretor, tem competência para instaurar o procedimento disciplinar, devendo fazê-lo no prazo de um dia útil, nomeando logo o instrutor, que deve ser um professor da escola, salvo qualquer impedimento. TRAMITAÇÃO DO PROCEDIMENTO DISCIPLINAR 1. A instrução do procedimento disciplinar é reduzida a escrito e concluída no prazo máximo de cinco dias úteis contados da data de nomeação do instrutor, sendo obrigatoriamente realizada, para além das demais diligências consideradas necessárias, a audiência oral dos interessados, em particular do aluno e, sendo menor, do respetivo encarregado de educação. 2. Aplica -se à audiência o disposto no artigo 102.º do Código do Procedimento Administrativo, sendo os interessados convocados com a antecedência mínima de dois dias úteis. 3. Finda a instrução, o instrutor elabora relatório fundamentado, de que conste a qualificação do comportamento, a ponderação das circunstâncias atenuantes e agravantes da responsabilidade disciplinar, bem como a proposta de aplicação da medida disciplinar considerada adequada ou, em alternativa, a proposta de arquivamento do processo. 4. O relatório do instrutor é remetido ao presidente do Conselho Diretivo ou ao Diretor, que, de acordo com a medida disciplinar a aplicar e as competências para tal, exerce por si o poder disciplinar ou convoca, para esse efeito, o conselho de turma disciplinar, que deve reunir no prazo máximo de dois dias úteis. 5. O procedimento disciplinar inicia-se e desenvolve-se com caráter de urgência, tendo prioridade sobre os demais procedimentos correntes da escola. SUSPENSÃO PREVENTIVA DO ALUNO 1. No momento da instauração do procedimento disciplinar, mediante decisão da entidade que o instaurou, ou no decurso da sua instrução, por proposta do instrutor, o aluno pode ser suspenso preventivamente da frequência da escola, mediante despacho fundamentado a proferir pelo presidente do Conselho Diretivo ou pelo Diretor, se a presença dele na escola se revelar gravemente perturbadora da instrução do processo ou do funcionamento normal das atividades da escola, garantindo-se ao aluno um plano de atividades pedagógicas durante o período de 41
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 ausência da escola. Caberá aos professores das disciplinas a que o aluno faltar definir o referido plano. 2. A suspensão preventiva tem a duração que o presidente do Conselho Diretivo ou o Diretor considerar adequada na situação em concreto, não podendo ser superior a cinco dias úteis, nem continuar para além da data da decisão do procedimento disciplinar. 3. As faltas dadas pelo aluno no decurso do período de suspensão preventiva serão injustificadas. DECISÃO FINAL DO PROCEDIMENTO DISCIPLINAR 1. A decisão final do procedimento disciplinar, devidamente fundamentada, podendo acolher, para o efeito, a fundamentação constante da proposta do instrutor aduzida nos termos referidos no n.º 7 das competências disciplinares e tramitação processual é proferida no prazo máximo de dois dias úteis, a contar do momento em que a entidade competente para o decidir o receber, salvo na situação prevista no n.º 3 em que esse prazo é de seis dias úteis, devendo constar dessa decisão a indicação do momento a partir do qual a execução da medida disciplinar sancionatória começa a produzir efeitos, ou se, ao invés, essa execução fica suspensa, nos termos do número seguinte. 2. A execução da medida disciplinar sancionatória, com exceção da transferência de escola, pode ficar suspensa pelo período de tempo e nos termos e condições em que a entidade decisora considerar justo, adequado e razoável, cessando logo que ao aluno seja aplicada outra medida disciplinar sancionatória no decurso dessa suspensão. 3. Da decisão proferida pelo diretor regional de educação respetivo que aplique a medida disciplinar sancionatória de transferência de escola, deve igualmente constar a identificação do estabelecimento de ensino para onde o aluno vai ser transferido, para cuja escolha se procede previamente à audição do respetivo encarregado de educação, quando o aluno for menor de idade. 4. A decisão final do procedimento é notificada pessoalmente ao aluno no dia útil seguinte àquele em que foi proferida, ou, quando menor de idade, aos Pais ou respetivo Encarregado de Educação, nos cinco dias úteis seguintes. EXECUÇÃO DAS MEDIDAS CORRETIVAS OU DISCIPLINARES SANCIONATÓRIAS 1. Compete ao Diretor de Turma ou ao professor titular da turma, o acompanhamento do aluno na execução a medida corretiva ou disciplinar sancionatória a que foi sujeito, devendo aquele articular a sua atuação com os Pais e Encarregados de Educação e com os professores da turma, em função das necessidades educativas identificadas e de forma a assegurar a corresponsabilização de todos os intervenientes nos efeitos educativos da medida. 42
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 2. A competência referida no número anterior é especialmente relevante aquando da execução da medida corretiva e atividades de integração na escola ou no momento o regresso à escola do aluno a quem foi aplicada a medida disciplinar sancionatória de suspensão da escola. 3. O disposto no número anterior aplica -se também aquando da integração do aluno na nova escola para que foi transferido na sequência da aplicação dessa medida disciplinar sancionatória. 4. Na prossecução das finalidades referidas no n.º 1, a escola conta com a colaboração dos serviços especializados de apoio educativo e/ou de equipas de integração. INTERVENÇÃO DOS PAIS E ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO Entre o momento da instauração do procedimento disciplinar ao seu educando e a sua conclusão, os Pais e Encarregados de Educação devem contribuir para o correto apuramento dos factos e, sendo aplicada medida disciplinar sancionatória, diligenciar para que a execução da mesma prossiga os objetivos de reforço da formação cívica do educando, com vista ao desenvolvimento equilibrado da sua personalidade, da sua capacidade de se relacionar com os outros, da sua plena integração na comunidade educativa, do seu sentido de responsabilidade e das suas aprendizagens. ATIVIDADES DE INTEGRAÇÃO NA ESCOLA 1. A execução de atividades de integração na escola traduz-se no desempenho, pelo aluno que desenvolva comportamentos passíveis de serem qualificados como infração disciplinar grave, de um programa de tarefas de caráter pedagógico, que contribuam para o reforço da sua formação cívica, com vista ao desenvolvimento equilibrado da sua personalidade, da sua capacidade de se relacionar com os outros, da sua plena integração na comunidade educativa, do seu sentido de responsabilidade e das suas aprendizagens. 2. As tarefas referidas no número anterior são executadas, no espaço escolar, em horário não coincidente com as atividades letivas, mas nunca por prazo superior a quatro semanas. 3. As atividades de integração na escola devem, se necessário e sempre que possível, compreender a reparação do dano provocado pelo aluno. 4. As tarefas referidas no n.º 1 são: - Limpeza dos espaços; - Tratamento de canteiros; - Serviço de portaria; - Dar apoio à biblioteca; - Realizar trabalhos articulados com as atividades curriculares; 43
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 - Dar apoio aos funcionários na limpeza dos vários blocos; - Reparar os danos causados. SUSPENSÃO DA ESCOLA 1. A suspensão da escola consiste em impedir o aluno, de idade não inferior a dez anos, de entrar nas instalações da escola, quando, perante um seu comportamento perturbador do funcionamento normal das atividades da escola ou das relações no âmbito da comunidade educativa, constituinte de uma infração disciplinar grave, tal suspensão seja reconhecidamente a única medida apta a responsabilizá-lo no sentido do cumprimento dos seus deveres como aluno. 2. A medida disciplinar de suspensão da escola pode, de acordo com a gravidade e as circunstâncias da infração disciplinar, ter a duração de um a cinco dias ou de seis a dez dias. 3. Em qualquer circunstância reserva-se à escola o direito da não renovação da matrícula de um aluno cujo comportamento compromete o seu normal funcionamento. Artigo 49.º ATIVIDADES DE OCUPAÇÃO DOS ALUNOS NA SEQUÊNCIA DE ORDEM DE SAÍDA DA SALA DE AULA 1. A ordem de saída da sala de aula é uma medida cautelar, aplicável ao aluno que aí se comporte de modo que impeça o prosseguimento do processo de ensino e aprendizagem dos restantes alunos, destinada a prevenir esta situação. 2. A ordem de saída da sala de aula implica a permanência do aluno na escola, se possível em sala de estudo ou desempenhando outras atividades formativas, a marcação de faltas ao mesmo e a comunicação, para efeitos de adequação do seu plano de trabalho, ao Diretor de Turma. 3. Deverá constar no livro de ponto uma minuta para entregar ao aluno com a definição da tarefa a realizar. Artigo 50.º REALIZAÇÃO DE REUNIÕES DE TURMA 1. Assembleia de Turma a) O delegado e o subdelegado de turma têm o direito de solicitar a realização de reuniões da turma com o respetivo Diretor de Turma ou com o professor titular para apreciação de matérias relacionadas com o funcionamento da turma, sem prejuízo do cumprimento das atividades letivas; 44
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 b) Por iniciativa dos alunos ou por sua própria iniciativa, o Diretor de Turma ou o professor titular pode solicitar a participação dos representantes dos Pais e Encarregados de Educação dos alunos da turma na reunião referida na alínea anterior. 2. Assembleia de delegados de turma Os alunos, que podem reunir-se em assembleia de alunos, são representados pelo delegado ou subdelegado da respetiva turma e pela assembleia de delegados de turma. Artigo 51.º RECONHECIMENTO À VALORIZAÇÃO E AO MÉRITO O reconhecimento e a valorização do mérito, da dedicação e do esforço no trabalho escolar, bem como do desempenho de ações meritórias em favor da comunidade em que o aluno está inserido ou da sociedade em geral, praticadas na escola ou fora dela são feitos através do Quadro de Honra e da atribuição de uma Menção de Mérito. 1. Quadro dos melhores alunos da escola a) Os critérios de seleção dos alunos para sua integração no quadro dos melhores alunos da escola são: - Ser pontual e assíduo; - Ter bom comportamento; - Ter aproveitamento com nível superior ou igual a quatro em todas as disciplinas (no Básico); - Ter aproveitamento com nível superior ou igual a catorze em todas as disciplinas (no Secundário); - Inexistência de níveis inferiores a três às restantes disciplinas e /ou de não satisfaz às áreas curriculares não disciplinares; - Inexistência de faltas injustificadas; - Ser solidário e cooperante com os colegas; - Ser participativo nas atividades programadas pela escola e a turma; 2. Quadro de Honra a) Os critérios para a seleção dos alunos para o Quadro de Honra são todos os critérios anteriormente indicados para a seleção dos melhores alunos da escola, mais os seguintes: - Obtenção de 80% ou mais de níveis cinco (no ensino básico); - Obtenção de 80% ou mais de níveis dezasseis (no ensino secundário). 45
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 b) A divulgação dos alunos que integram o quadro de honra efetua-se no final de cada ano letivo, aquando da afixação das pautas, através da afixação de uma lista com os seus nomes e do registo em documento próprio a colocar no processo individual do aluno. 3. Prémio de Mérito Ao melhor aluno do 12.º ano de escolaridade é atribuído, por decisão do Conselho Pedagógico, o prémio de mérito. SECÇÃO II PESSOAL DOCENTE Artigo 52.º DIREITOS DIREITOS PROFISSIONAIS 1. O acesso à função docente é feito por nomeação ou contrato de trabalho com a Entidade Titular, de acordo com a legislação em vigor e mediante declaração de aceitação do Ideário do Instituto. 2. O Instituto garante aos professores todos os direitos reconhecidos pela legislação em vigor. 3. O docente tem o: a) Direito de participação no processo educativo; b) Direito a emitir opiniões e recomendações sobre as orientações e o funcionamento do estabelecimento de ensino e do sistema educativo; c) Direito a participar na definição das orientações pedagógicas ao nível do estabelecimento de ensino ou das suas estruturas de coordenação; d) Direito à autonomia técnica e científica e à liberdade de escolha dos métodos de ensino, das tecnologias e técnicas de educação e dos tipos de meios auxiliares de ensino mais adequados, no respeito pelo currículo nacional, pelos programas e pelas orientações programáticas curriculares ou pedagógicas em vigor; e) Direito a propor inovações e a participar em experiências pedagógicas, bem como nos respetivos processos de avaliação; f) Direito de eleger e ser eleito para órgãos da escola desde que esteja previsto no Regulamento Interno; g) Direito de participação através das organizações profissionais e sindicais do pessoal docente, em órgãos que prevejam a representação do pessoal docente; h) Direito à formação e informação para o exercício da função educativa; 46
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 i) Direito de acesso a ações de formação contínua regulares, destinadas a atualizar e aprofundar os conhecimentos e as competências profissionais; j) Direito de apoio à autoformação, de acordo com os respetivos planos individuais de formação; k) Direito à formação e informação para o exercício da função educativa visando objetivos de reconversão profissional, bem como de mobilidade e progressão na carreira; l) O direito ao apoio técnico, material e documental necessários à formação e informação, bem como ao exercício da atividade educativa; m) Direito à segurança na atividade profissional; n) Direito à prevenção e redução dos riscos profissionais, individuais e coletivos, através da adoção de programas específicos dirigidos à melhoria do ambiente de trabalho e promoção das condições de higiene, saúde e segurança dos postos de trabalho; o) Direito à penalização da prática de ofensa corporal ou outra violência no exercício das suas funções ou por causa destas; p) Direito à consideração e reconhecimento da autoridade em que o docente está investido no exercício das suas funções; q) Direito à colaboração das famílias e dos demais membros da comunidade educativa. Direito a receber o seu apoio e cooperação ativa, no quadro da partilha entre todos da responsabilidade pelo desenvolvimento e pelos resultados da aprendizagem dos alunos. 4. Além dos que estão consignados na lei em vigor, o docente tem ainda direito a: a) Ser tratado com respeito por parte de todos os colegas, funcionários e alunos da escola, bem como pelos Encarregados de Educação e outros agentes educativos; b) Solicitar aos órgãos competentes da Escola a aquisição de material específico e necessário para a sua disciplina bem como a criação de condições mínimas para um bom desenvolvimento dos conteúdos programáticos; c) Ser informado de toda a legislação que diga respeita ao ensino e à sua profissão bem como das regras de funcionamento interno da escola; d) Participar na definição das orientações pedagógicas ao nível do estabelecimento de ensino ou das suas estruturas de coordenação; e) Ser apoiado pelo professor Representante de Disciplina, Diretor de Turma e Órgãos de Gestão da Escola no que respeita a questões de natureza disciplinar; f) Receber formação e informação científico-pedagógica de forma a manter-se atualizado, aprofundando e desenvolvendo as competências da sua profissão; 47
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 g) Interagir com os colegas de grupo no que respeita à planificação e desenvolvimento dos conteúdos programáticos; h) Solicitar a colaboração dos colegas de grupo e do Conselho de Turma tanto para a planificação e concretização de atividades extracurriculares e/ou interdisciplinares, como no que se refere a problemas ou projetos de cada turma; i) À autonomia técnica e científica e à liberdade de escolha dos métodos de ensino, das tecnologias e técnicas de educação e dos tipos de meios auxiliares de ensino mais adequados, no respeito pelo currículo nacional, pelos programas e pelas orientações programáticas curriculares ou pedagógicas em vigor; j) Exercer a atividade docente de acordo com um horário que respeite as normas legais; k) Contactar/informar os Encarregados de Educação; l) Faltar ao serviço pelos motivos previstos na Lei; m) Ter privacidade e condições de trabalho na sala de professores ou noutros espaços que venham a ser criados para esse efeito; n) Solicitar as informações necessárias nos Serviços Administrativos ou junto do órgão de gestão da escola. o) Ter o apoio dos órgãos de gestão e da restante comunidade escolar para a organização e a realização de qualquer atividade prevista no Plano Anual de Atividades. Nota: Os docentes poderão, designadamente, participar em cursos, reciclagens e outras reuniões que contribuam para o seu aperfeiçoamento profissional e qualidade de trabalho, dentro das possibilidades do Instituto. 5. A função de docente implica ainda: a) Assumir as diretivas emanadas do Conselho Diretivo e Conselho Pedagógico ou as provenientes do Projeto Educativo ou do presente Regulamento; b) Orientar os alunos nas técnicas de trabalho e de estudo específicas da sua disciplina, usando para o efeito a metodologia adequada; c) Manter uma atitude de respeito e um trato correto com os alunos, evitando expressões ofensivas e uma apresentação pouco digna; d) Cumprir pontualmente os horários e calendários de trabalho; e) Assistir às reuniões de avaliação, formação e informação; f) Respeitar o bom nome e a vida particular dos alunos, professores e outros membros da comunidade educativa; 48
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 g) Avaliar com objetividade os alunos, guardando o devido segredo profissional; h) Manter a ordem e a disciplina na aula; i) Abster-se de toda a manifestação de caráter político e religioso no âmbito do Instituto; j) Criar com os restantes colegas de trabalho um bom ambiente de trabalho, interajuda, cooperação e são convívio extensivo aos alunos e restantes elementos da comunidade educativa; k) Ser pontual e comparecer na sala de aula acompanhando os alunos de modo a ser o primeiro a entrar e o último a sair. 6. Os professores devem primar pela qualidade pedagógica. a) A Direção do Instituto reserva-se o direito de solicitar a qualquer professor a reposição, em período a determinar por acordo de ambas as partes, de tempos a que tenha faltado. b) O regime de faltas é o que vigora de acordo com o Regulamento Interno de Trabalho (R.I.T.). 7. Todos os professores do Instituto reunidos constituem a Reunião Geral de Professores. a) A reunião Geral de Professores é presidida pelo Diretor, reúne seis vezes por ano (no início e no final de cada período) e sempre que necessário; b) A receber uma formação que assegure o pleno desenvolvimento da sua personalidade; c) A que o seu rendimento escolar seja avaliado segundo critérios de plena objetividade; d) A que se respeite a sua liberdade de consciência, assim como as suas convicções religiosas e morais; e) A que se respeite a sua integridade e dignidade pessoais; f) A participar na vida do Instituto; g) A receber a informação que lhe permita concorrer a possíveis ajudas compensatórias de carência de tipo familiar, económico e sociocultural; h) A ter acompanhamento religioso e a participar nas celebrações de culto; i) A utilizar correta e adequadamente todo o apetrechamento existente no Instituto para a sua formação integral; j) A ter prioridade de matrícula nos anos subsequentes desde que cumpra as normas e prazos a fixar para cada ano letivo; 49
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 k) A reunir-se em associação segundo um estatuto por eles elaborado e aprovado pelo Conselho Pedagógico. Artigo 53.º DEVERES O pessoal docente, no exercício das funções que lhe estão atribuídas nos termos da Lei, está ainda obrigado ao cumprimento dos seguintes deveres profissionais: a) Orientar o exercício das suas funções pelos princípios do rigor, da isenção, da justiça e da equidade; b) Orientar o exercício das suas funções por critérios de qualidade, procurando o seu permanente aperfeiçoamento e tendo como objetivo a excelência; c) Colaborar com todos os intervenientes no processo educativo, favorecendo a criação de laços de cooperação e o desenvolvimento de relações de respeito e reconhecimento mútuo, em especial entre docentes, alunos, encarregados de educação e pessoal não docente; d) Atualizar e aperfeiçoar os seus conhecimentos, capacidades e competências, numa perspetiva de aprendizagem ao longo da vida, de desenvolvimento pessoal e profissional e de aperfeiçoamento do seu desempenho; e) Participar de forma empenhada nas várias modalidades de formação que frequente, designadamente nas promovidas pela administração, e usar as competências adquiridas na sua prática profissional; f) Zelar pela qualidade e pelo enriquecimento dos recursos didático-pedagógicos utilizados, numa perspetiva de abertura à inovação; g) Desenvolver a reflexão sobre a sua prática pedagógica, proceder à autoavaliação e participar nas atividades de avaliação da escola; h) Conhecer, respeitar e cumprir as disposições normativas sobre educação, cooperando com a administração educativa na prossecução dos objetivos decorrentes da política educativa, no interesse dos alunos e da sociedade; i) Cumprir e fazer cumprir o Regulamento Interno. j) Disponibilizar as informações que os Encarregados de Educação solicitarem sobre o percurso escolar dos seus educandos; k) Ser assíduo e pontual, dedicando aos serviços escolares o tempo que legalmente lhes é destinado; l) Informar-se sobre a legislação em vigor; m) Consultar informação disponibilizada pela escola; 50
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 n) Pedir autorização ao órgão de gestão para afixar e efetuar colagens ou qualquer tipo de propaganda/folhetos; o) Exigir o material didático mínimo indispensável aos alunos, mas não se alhear das possibilidades económicas dos mesmos, devendo, sempre que detetar tais factos, comunicá-los aos órgãos competentes; p) Exigir dos alunos o cumprimento das regras que garantam o bom funcionamento da aula, chamando-lhes a atenção sempre que o seu comportamento for incorrecto; q) Utilizar estratégias que levem os alunos perturbadores a modificarem as suas atitudes na sala de aula; r) Fazer-se respeitar sem recorrer a castigos corporais nem repreensões humilhantes; s) Utilizar os materiais didáticos segundo as normas que garantem a sua conservação e bom funcionamento, não permitindo a sua danificação; t) Usar o material e as instalações disponíveis da escola, de forma a desenvolver estratégias de ensino-aprendizagem variadas, que contribuam para o sucesso escolar; u) Ter sempre o cuidado de marcar as faltas aos alunos, desde que estes não se encontrem presentes na aula, e preencher os documentos previstos para situações de indisciplina; v) Fazer cumprir o horário das aulas, não permitindo a saída dos alunos antes do final da aula ou do horário letivo; w) Comparecer às reuniões para que seja convocado, participando ativa e construtivamente nas mesmas; x) Promover o diálogo e a cooperação entre os colegas; y) Ler e assinar as ordens de serviço; z) Justificar as faltas nos termos da legislação em vigor; aa) Ser o primeiro a entrar na sala de aula e o último a sair; bb) Evitar incomodar os colegas e as turmas que estão a trabalhar; cc) Deixar o quadro apagado no fim da aula; dd) Proceder ao preenchimento do sumário, devendo o seu conteúdo ser esclarecedor quanto às atividades desenvolvidas durante a aula; ee) Colocar o número da lição no livro de ponto. 51
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 Artigo 54.º AVALIAÇÃO DE DOCENTES A avaliação de desempenho é feita pelo Conselho Diretivo de acordo com a lei e após análise da autoavaliação feita pelo docente. SECÇÃO III PESSOAL NÃO DOCENTE Artigo 55.º DIREITOS 1. Ser tratado com lealdade e respeito pela sua pessoa, ideias e bens, e também pelas suas funções. 2. Participar na vida escolar. 3. Ser atendido nas suas solicitações, e esclarecido nas suas dúvidas por quem de direito na estrutura escolar. 4. Ser informado da legislação do seu interesse e das normas em vigor na escola. 5. Ser informado e participar em ações de formação que concorram para o seu aperfeiçoamento profissional e dos serviços. 6. Usufruir de instalações e equipamentos com as condições necessárias ao bom exercício das suas funções. 7. Ser avaliado de acordo com o desempenho das suas funções. Artigo 56.º DEVERES PESSOAL ADMINISTRATIVO 1. Proporcionar um bom funcionamento administrativo da escola. 2. Cumprir as tarefas que lhe forem distribuídas, respeitando com pontualidade os períodos normais de funcionamento dos serviços, os quais poderão ser alterados por extrema necessidade, reconhecida pelo Órgão de Gestão. 3. Atender com respeito e correção alunos, professores, funcionários e público em geral, fornecendo as informações solicitadas, na medida do possível. 4. Cumprir o que está superiormente legislado, bem como o Regulamento Interno da Escola ou qualquer outra determinação dos órgãos competentes. 5. Justificar as faltas, nos termos da legislação em vigor. 52
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 Artigo 57.º DEVERES AUXILIARES DE AÇÃO EDUCATIVA 1. Ao Auxiliar de Ação Educativa compete, no exercício das suas funções, designadamente: a) Cumprir e fazer cumprir o Regulamento Interno da escola; b) Participar com os docentes no acompanhamento das crianças e dos jovens durante o período de funcionamento da escola, com vista a assegurar um bom ambiente educativo; c) Exercer tarefas de atendimento e encaminhamento de utilizadores da escola e controlar entradas e saídas da escola; d) Cooperar nas atividades que visem a segurança de crianças e jovens na escola; e) Providenciar a limpeza, arrumação, conservação e boa utilização das instalações, bem como do material e equipamento didático, desportivo e informático necessário ao desenvolvimento do processo educativo; f) Prestar apoio e assistência em situações de primeiros socorros e, em caso de necessidade, acompanhar a criança ou o aluno a unidades de prestação de cuidados de saúde; g) Comunicar qualquer desobediência ou estrago provocado pelos alunos. h) Estabelecer ligações telefónicas e prestar informações; i) Receber e transmitir mensagens; j) Zelar pela conservação dos equipamentos de comunicação; k) Reproduzir documentos com utilização de equipamento próprio, assegurando a limpeza e manutenção do mesmo e efetuando pequenas reparações ou comunicando as avarias verificadas; l) Efetuar, no interior e exterior, tarefas indispensáveis ao funcionamento dos serviços; m) Exercer, quando necessário, tarefas de apoio de modo a permitir o normal funcionamento de laboratórios e bibliotecas escolares. SECÇÃO IV PAIS E ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO Artigo 58.º DIREITOS 1. Os Pais e Encarregados de Educação têm o direito de: a) Participar no processo de avaliação das aprendizagens, dos seus educandos; 53
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 b) Tomar conhecimento e dar o seu acordo prévio, quanto à programação individualizada e o itinerário de formação a elaborar para o seu educando; c) Apresentar o pedido de revisão da decisão de avaliação, do seu educando ao órgão da direção, no prazo de três dias úteis, a contar da data da afixação das pautas. Artigo 59.º DEVERES 1. Aos Pais e Encarregados de Educação incumbe, para além das suas obrigações legais, uma especial responsabilidade, inerente ao seu poder/dever de dirigirem a educação dos seus filhos e educandos, no interesse destes, e de promoverem ativamente o desenvolvimento físico, intelectual e moral dos mesmos. 2. Nos termos da responsabilidade referida no número anterior, deve cada um dos Pais e Encarregados de Educação, em especial: a) Acompanhar ativamente a vida escolar do seu educando; b) Promover a articulação entre a educação na família e o ensino escolar; c) Diligenciar para que o seu educando beneficie efetivamente dos seus direitos e cumpra rigorosamente os deveres que lhe incumbem, com destaque para os deveres de assiduidade, de correto comportamento escolar e de empenho no processo de aprendizagem; d) Contribuir para a criação e execução do projeto educativo e do Regulamento Interno da escola e participar na vida da escola; e) Cooperar com os professores no desempenho da sua missão pedagógica, em especial quando para tal forem solicitados, colaborando no processo de ensino e aprendizagem dos seus educados; f) Contribuir para a preservação da disciplina da escola e para a harmonia da comunidade educativa, em especial quando para tal forem solicitados; g) Contribuir para o correto apuramento dos factos em procedimento de índole disciplinar instaurado ao seu educando e, sendo aplicada a este medida corretiva ou medida disciplinar sancionatória, diligenciar para que a mesma prossiga os objetivos de reforço da sua formação cívica, do desenvolvimento equilibrado da sua personalidade, da sua capacidade de se relacionar com os outros, da sua plena integração na comunidade educativa e do seu sentido de responsabilidade; h) Contribuir para a preservação da segurança e integridade física e moral de todos os que participam na vida da escola; 54
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 i) Integrar ativamente a comunidade educativa no desempenho das demais responsabilidades desta, em especial informando-se, sendo informado e informando sobre todas as matérias relevantes no processo educativo dos seus educandos; j) Comparecer na escola sempre que julgue necessário e quando para tal for solicitado; k) Conhecer o estatuto do aluno, Regulamento Interno da escola e subscrever, fazendo subscrever igualmente aos seus filhos e educandos, declaração anual de aceitação do mesmo e de compromisso ativo quanto ao seu cumprimento integral. São ainda deveres: a) Respeitar todos os membros da comunidade escolar; b) Acompanhar o seu educando no processo de aprendizagem e de integração na vida escolar, incentivando-o na realização das tarefas; c) Ajudar o seu educando a desenvolver hábitos de trabalho e atitudes de cooperação (assiduidade, pontualidade, cumprimento das obrigações escolares); d) Seguir atentamente as informações fornecidas pela Escola; e) Comparecer na escola sempre que solicitado ou por iniciativa própria no horário previamente estabelecido pelo Diretor de Turma, colaborando com ele na procura de soluções para eventuais problemas que ocorram no percurso do seu educando; f) Dirigir-se ao Diretor de Turma e não diretamente a outros professores ou ao Conselho Diretivo g) Facilitar contactos e pesquisa de informações fora da escola quando os alunos para isso forem solicitados pelos professores e manifestem desejo de o fazer; h) Pagar todas as despesas resultantes de estragos praticados pelo seu educando nos casos em que sejam efetuados deliberadamente ou por incúria; i) Proceder atempadamente à matrícula dos alunos menores em idade escolar; j) Assegurar a frequência das aulas e das outras atividades escolares, aos seus educandos; k) Proceder atempadamente à justificação das faltas; l) Eleger, na primeira reunião do ano letivo de Encarregados de Educação, um Encarregado de Educação por turma, como representante dos mesmos; m) Participar no processo de avaliação do seu educando. 55
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 CAPÍTULO V OUTRAS ESTRUTURAS E SERVIÇOS E RESPETIVO FUNCIONAMENTO Cada uma destas estruturas e serviços tem um regimento próprio já aprovado pelos órgãos de gestão da escola, que poderá ser consultado, nos locais definidos para o efeito. SECÇÃO I Artigo 60.º SERVIÇOS DE APOIO Serviços Horário 7h às 16h Serviços administrativos Pequeno bar de apoio 8h às 16h30m 7h às 16h Reprografia 7h às 18h30m Telefone e Fax Conselho Diretivo 7h às 18h30m Centro de Recursos Educativos 7h às 18h SECÇÃO II SEGUNDO, TERCEIRO CICLOS DO ENSINO BÁSICO E ENSINO SECUNDÁRIO Artigo 61.º HORÁRIO DAS AULAS 1. As aulas distribuem-se pelos seguintes horários: Manhã Tarde 07h00m às 07h45m 13h30m às 14h15m 07h45m às 08h30m 14h15m às 15h00m 08h40m às 09h25m 15h10m às 15h55m 09h25m às 10h10m 15h55m às 16h40m 10h25m às 11h10m 16h55m às 17h40m 11h10m às 11h55m 17h40m às 18h25m 12h00m às 12h45m Artigo 62.º HORÁRIO DOS PROFESSORES A distribuição dos horários na escola é da competência do Conselho Diretivo, mediante critérios aprovados em Conselho Pedagógico e de acordo com a especificidade do meio e da escola. 56
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 Artigo 63.º CONSTITUIÇÃO DE TURMAS E HORÁRIOS 1. A constituição das turmas rege-se, sempre que possível, pela legislação em vigor. 2. Na constituição das turmas devem prevalecer critérios de natureza pedagógica definidos no projeto educativo da escola, competindo ao Conselho Diretivo executá-los no quadro de uma eficaz rentabilização de recursos humanos e materiais existentes e no respeito pelas regras constantes da lei. 3. A constituição de turmas com número inferior ou superior ao estabelecido na legislação em vigor carece de autorização do Ministério de Educação e Ciência de Portugal. 4. No final de cada ciclo dever-se-á, de acordo com decisões emanadas pelo Conselho Pedagógico, ter em conta na formação de turmas, de forma opcional, as seguintes orientações: a) Continuidade pedagógica do grupo-turma; b) As Ciências Naturais e Físico-Químicas serão lecionadas no tempo correspondente a um bloco de 90 minutos, de modo a permitir a realização de trabalho experimental. c) Na disciplina Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e na segunda disciplina de Educação Artística, oferta de escola, nos 7.º e 8.º anos de escolaridade, as turmas poderão ser desdobradas em dois turnos, para que metade dos alunos trabalhe TIC e a outra metade na segunda disciplina de Educação Artística, trocando, depois numa gestão equitativa ao longo do ano letivo. Em cada uma das disciplinas a lecionação do turno respetivo estará a cargo de um único professor. 5. O turno da manhã termina às 12h45min e o turno da tarde começa às 13h30min. Artigo 64.º ENTRADA/SAÍDA DA SALA DE AULA 1. Aos professores é permitida uma tolerância de 10 minutos na primeira aula de cada turno, no caso de atrasos eventuais e não sistemáticos. Nas restantes aulas a tolerância é de 5 minutos. O Conselho Pedagógico decidirá, nos casos de abuso, quais as medidas a adotar. 2. Aos alunos é permitida uma tolerância de 10 minutos na primeira aula de cada turno. 3. Antes da entrada na sala o professor deverá dirigir-se ao pátio, onde encontrará os alunos em fila, assinalada com o número da sala. 4. O professor deverá ser o primeiro a entrar e o último a sair da sala de aula, depois de verificar se esta ficou limpa e arrumada. 5. A porta deverá ficar fechada. 57
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 6. O aluno não deverá ser autorizado a deixar a sala de aula antes do toque de saída, inclusive nas aulas de teste. 7. O aluno só deverá deixar a sala de aula com autorização do respetivo professor. Artigo 65.º ENTRADA/SAÍDA DOS CAMPOS DE JOGOS 1. Os alunos deverão equipar-se na área que lhes está destinada. 2. Depois de equipados os alunos dirigir-se-ão para a entrada do local onde irá decorrer a aula e aguardarão ordenadamente pela chegada do professor. 3. No caso de um aluno chegar atrasado à aula, deverá dirigir-se imediatamente ao professor, justificando o seu atraso, e receber indicação de como proceder. 4. O aluno que não participar na parte prática da aula por razões de saúde, deverá apresentar ao professor a devida justificação escrita por parte do Encarregado de Educação ou o respetivo atestado médico (descritivo, com o tipo de exercício que o aluno pode ou não executar). Artigo 66.º ACESSO E CIRCULAÇÃO NA ESCOLA Identificação e acesso de pessoas 1. Os visitantes devem anunciar-se na portaria, indicando o objetivo da sua deslocação à escola. 2. Não é permitida a entrada a quem, pelo seu porte ou conduta, se presuma que vá perturbar o normal funcionamento da escola. 3. Não é permitido o acesso de viaturas no recinto escolar, com exceção das viaturas dos professores, dos funcionários, dos encarregados de educação dos alunos deficientes ou para cargas e descargas. 4. Compete ao responsável pela portaria zelar pelo cumprimento destas determinações. 5. Qualquer elemento do pessoal docente ou não docente pode exigir identificação dos alunos ou de qualquer pessoa estranha à escola. Artigo 67.º ATENDIMENTO AOS ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO O atendimento é feito na sala de atendimento (bloco central), de acordo com o horário do Diretor de Turma. 58
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 Artigo 68.º REPROGRAFIA 1. A requisição deverá ser feita em impresso próprio, na Reprografia. 2. Os originais têm de ser entregues, de preferência, com 48 horas de antecedência. 3. Têm acesso à Reprografia, docentes, alunos, funcionários, Associação de Pais e Encarregados de Educação e outras entidades autorizadas pelo Conselho Diretivo. 4. O preço das fotocópias será afixado no início de cada ano letivo. 5. O limite de fotocópias por aluno/disciplina será definido no início de cada ano letivo, pelo Conselho Diretivo. Artigo 69.º VISITAS DE ESTUDO 1. As visitas de estudo deverão constar da planificação elaborada pelo Conselho de Turma, integrando o Plano Anual de Atividades da Escola, carecendo sempre de aprovação do Conselho Pedagógico. 2. Para que seja autorizada uma visita de estudo, ela deverá ir ao encontro dos objetivos e conteúdos dos programas, ser organizada atempadamente e não prejudicar as restantes atividades escolares. 3. A planificação das visitas de estudo, a apresentar ao Conselho Pedagógico, deve contemplar os seguintes aspetos: objetivos, local ou locais a visitar, atividades previstas, data, hora de saída e de chegada à escola, itinerário, entidade transportadora, custos, número de alunos, número de professores/auxiliares acompanhantes, atividades previstas para os alunos que não forem à visita. 4. O professor organizador da visita de estudo deve comunicar aos Encarregados de Educação os objetivos, local ou locais a visitar, atividades previstas, data, hora de saída e de chegada à escola, itinerário, entidade transportadora, custo individual. 5. Nenhum aluno poderá participar em qualquer visita de estudo sem autorização do Encarregado de Educação. 6. O comportamento dos alunos nas visitas de estudo, rege-se pelas mesmas normas que determinam a disciplina na escola. Assim, as infrações ocorridas terão o tratamento dado às cometidas dentro da escola. 7. Os alunos são obrigados a entrar e sair na escola. 8. Após cada visita de estudo, deve ser feita a respetiva avaliação, que deve incluir o relato sucinto de eventuais ocorrências, em impresso próprio a entregar ao Conselho Diretivo. 59
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 9. Os professores e ou auxiliares acompanhantes das visitas de estudo deverão ser dispensados de todas e quaisquer atividades letivas, relativas a esse dia. 10. O professor organizador da visita de estudo deverá relembrar a data de realização da visita, aos professores da(s) turma(s) envolvidas, através do livro de ponto, no mínimo com dois dias úteis de antecedência. 11. Os livros de ponto deverão ser preenchidos, de forma diferente, pelos professores participantes e não participantes na visita de estudo. Exemplo: O professor desloca-se em visita de estudo com a turma X. No horário desse dia, para além da turma X constam as turmas Y e Z, que permanecem na escola. a) No livro de ponto da turma X: numera a lição e no sumário indica a atividade que realizou com os alunos e contabiliza como aula prevista e dada. b) No livro de ponto das turmas Y e Z: não numera a lição e no sumário indica a atividade que realizou com a turma X, não contabilizando como aula prevista e dada. c) Docentes que não deram aulas em virtude das turmas se terem ausentado da escola: no livro de ponto das turmas ausentes, não numera a lição e no sumário indica o motivo pelo qual a turma não está presente, não contabilizando como aula prevista e dada. 12. O rácio de professor/aluno é de 1 para 10. 13. As saídas do Desporto Escolar regem-se de acordo com os pontos anteriores deste artigo. Artigo 70.º AULAS FORA DA SALA As aulas fora da sala de aula, mas dentro do recinto escolar, devem ser comunicadas ao Conselho Diretivo. Artigo 71.º COMUNICAÇÃO ENTRE DOCENTES Deve privilegiar-se sempre o contacto pessoal. Quando tal não for possível, os docentes poderão comunicar com o Diretor de Turma, através de impresso próprio no livro de ponto. Artigo 72.º REUNIÕES 1. A convocatória de reuniões é feita em papel com o timbre do IDF e entregue ao Auxiliar de Ação Educativa para conhecimento dos professores. 60
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 2. Da convocatória deverão constar: suporte legal para a sua realização, destinatários, local da reunião, data, hora, assuntos a tratar, assinatura de quem convoca a reunião e o visto do Conselho Diretivo, autorizando a sua divulgação. 3. As convocatórias devem ser divulgadas com 2 dias úteis de antecedência. Aquando das reuniões de departamento, podem os grupos reunir imediatamente após a mesma para discussão e decisão de questões pertinentes. 4. Não são permitidas reuniões ordinárias com prejuízo de aulas. 5. As convocatórias das reuniões extraordinárias que, pela sua urgência, não possam observar o estipulado para as reuniões ordinárias, deverão ser do conhecimento do Conselho Diretivo. 6. A convocatória deverá ser entregue, imediatamente após a realização da reunião, nos Serviços Administrativos para registo e arquivo. 7. De cada reunião deverá ser lavrada uma ata, a que se deverá juntar a convocatória. Artigo 73.º ATAS 1. O arquivo das atas é da responsabilidade do Conselho Diretivo. 2. Após a data das reuniões, os professores têm 5 dias úteis para entregar no Conselho Diretivo as respetivas atas, à exceção das reuniões de avaliação de alunos, em que as atas terão de ser imediatamente entregues após a realização das mesmas e reuniões de conselho disciplinar, em que as atas têm que ser entregues no dia seguinte à realização das mesmas. 3. As atas das reuniões de grupo que ocorram imediatamente após as reuniões de Departamento, devem ser anexadas à ata deste, uma vez que só existe uma convocatória. Artigo 74.º LIVROS DE PONTO 1. A abertura do livro de ponto deverá ser feita pelo presidente do Conselho Diretivo. 2. Os livros de ponto não podem ser rasurados. A inutilização de um sumário deve ser feita pelo presidente do Conselho Diretivo. 3. Cada professor deverá levar o livro de ponto para a sala de aula e trazê-lo no final, colocando-o no local respetivo. 4. O professor nunca deverá confiar o transporte do livro de ponto aos alunos. 5. Os livros de registo de aulas de apoio pedagógico, não devem ser levados para fora do seu local habitual. 61
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 6. Deve constar no livro de ponto uma minuta para entregar ao aluno que é expulso da sala de aula, com a definição da tarefa a realizar. Artigo 75.º MATERIAL DIDÁTICO 1. O material didático encontra-se distribuído de acordo com a especificidade de cada disciplina: Biblioteca/Centro de recursos, sala polivalente, sala de apoio da disciplina de Educação Física. 2. A consulta do inventário respetivo deverá ser feita no gabinete do Conselho Diretivo e/ou Serviços Administrativos. 3. Para a utilização do material, deverá preencher-se um impresso próprio junto ao funcionário do bloco central. 4. A requisição deve ser feita com pelo menos 48 horas de antecedência. 5. A proposta de aquisição de materiais é da competência dos responsáveis por cada setor/disciplina. 6. A proposta de aquisição deverá ser feita nos Serviços Administrativos, com 5 dias úteis de antecedência. 7. O despacho da proposta de aquisição é da competência do Conselho Administrativo. 8. Não sendo autorizada a aquisição, ou sendo-o apenas em parte, deve ser comunicado ao proponente, no prazo de 2 dias úteis. Artigo 76.º INVENTÁRIOS 1. Os responsáveis pelos laboratórios, sala de informática e pela sala de apoio da disciplina de Educação Física, deverão manter atualizados os inventários dos bens duradouros, a seu cargo. 2. A elaboração do inventário faz-se num impresso próprio, onde conste a designação do bem, a quantidade, a data de aquisição e o estado de conservação (Bom/Mau). 3. No final do ano letivo será entregue ao Conselho Diretivo um exemplar atualizado do inventário. 62
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 Artigo 76.º ASSOCIAÇÃO DE ESTUDANTES CONSTITUIÇÃO O IDF terá associação de Estudantes sempre que os alunos manifestarem interesse na sua formação. Artigo 77.º ORGANIZAÇÃO 1. A constituição da Associação de Estudantes far-se-á de acordo com o previsto na Lei nº 33/87 de 11 de julho e no Decreto-Lei nº 91-A/88 de 16 de março. 2. Prevê-se o apoio de um professor para acompanhar os alunos na organização do processo que conduzirá à constituição da Associação de Estudantes. Artigo78.º ELEIÇÕES 1. A eleição é feita anualmente, durante o primeiro período. 2. A lista deve ser formada por dez elementos: Presidente, Vice-presidente, Secretário, Tesoureiro e vogais. 3. Todos os alunos que pretendam constituir lista devem apresentar a autorização expressa do encarregado de educação. 4. Os alunos que tenham sido submetidos a procedimentos disciplinares não poderão integrar nenhuma lista para a Associação de Estudantes nos dois anos letivos seguintes. 5. Deve ter no mínimo, dez apoiantes. 6. Os alunos devem formar listas e apresentar um programa, no máximo, até ao final do mês de outubro. 7. Todo o processo é liderado pelos alunos, devendo ser apresentado com uma semana de antecedência ao Conselho Diretivo. 8. Devem proceder à respetiva propaganda eleitoral, durante uma semana e à elaboração dos boletins de voto. 9. No dia das eleições, todas as listas têm de estar representadas na mesa de voto, com pelo menos um elemento. Assim, a mesa de voto deve ser constituída por elementos de todas as listas, num mínimo de três, ainda que o total de listas seja inferior a esse número. Os alunos que fizerem parte da mesa de voto terão as faltas justificadas. 63
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 Artigo 79.º FUNCIONAMENTO A Associação tem autorização para se reunir numa sala de aula que esteja livre (a marcar dias e horas). Artigo 80.º ATIVIDADES A Associação deverá promover formas de intervenção: a) Para a formação da cidadania; b) Para a formação cultural; c) Para o estudo do ambiente e da sua preservação; d) Para ocupação de tempos livres. Artigo 81.º APOIO MATERIAL E TÉCNICO 1. A escola disponibilizará à futura Associação de Estudantes o apoio material e técnico de que dispõe desde que seja solicitado com alguma antecedência, seja apresentada por escrito a finalidade a que se destina e esta corresponda ao interesse da comunidade escolar. 2. Todas as atividades que esta Associação pretenda desenvolver têm que ter a autorização do Conselho Diretivo ou do Conselho Pedagógico. 3. Quaisquer documentos que pretendam afixar têm que ter a autorização/afixe-se do Órgão de Gestão. Artigo 82.º ASSOCIAÇÃO DE PAIS E ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO ORGANIZAÇÃO São órgãos da Associação de Pais e Encarregados de Educação: a) Assembleia-Geral; b) Direção; c) Conselho Fiscal. Artigo 83.º CONSTITUIÇÃO A constituição da Associação de Pais e Encarregados de Educação efetua-se de acordo com o previsto no Decreto – Lei nº 372/90, de 27 de novembro, com a nova redação do Decreto-Lei n.º 80/99, de 16 de março. 64
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 Artigo 84.º REPRESENTAÇÃO 1. Assembleia da escola Nos termos do n.º 3 do artigo 9.º e do n.º 2 do artigo 12.º, Capítulo II, Secção I, do Decreto-Lei nº 115-A/98, de 4 de maio, o(s) representante(s) dos Pais e Encarregados de Educação é (são) nomeado(s) anualmente pela Associação de Pais e Encarregados de Educação de entre os membros dos seus órgãos sociais, em efetividade de funções. 2. Conselho Pedagógico Nos termos do n.º 1 do artigo 25.º, capítulo II, Secção I, do Decreto-Lei 115-A/98, de 4 de maio, o representante da Associação de Pais e Encarregados de Educação é nomeado anualmente pela Associação de Pais e Encarregados de Educação de entre os membros dos seus órgãos sociais, em efetividade de funções. 3. Conselhos de Turma Disciplinares Nos termos do n.º 2 do artigo 41.º, do Decreto-Lei n.º 30/2002, de 1 de setembro, o representante da Associação de Pais e Encarregados de Educação é nomeado pontualmente pela Associação de Pais e Encarregados de Educação de entre os membros dos seus órgãos sociais, em efetividade de funções, atendendo ao estabelecimento de ensino do agrupamento em que se integra a turma a que pertence o aluno. Artigo 85.º APOIO DOCUMENTAL O apoio documental à Associação de Pais compreende o acesso à legislação sobre educação e ensino, bem como a qualquer documentação de interesse para a associação que possa estar disponível para consulta, a qual será facultada pela escola. CAPÍTULO VI DISPOSIÇÕES FINAIS Artigo 86.º DISPOSIÇÕES FINAIS É da responsabilidade do Conselho Diretivo, Órgão de Gestão e Administração, a criação de todas as condições necessárias para que o presente Regulamento Interno possa ser devidamente cumprido, depois de aprovado pelo Conselho Pedagógico. Regime subsidiário: 1. Em matéria de processo, aplica-se, subsidiariamente, o disposto no código do Procedimento Administrativo, naquilo que não se encontre regulado neste regulamento. 65
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    IDF – RegulamentoInterno 2012/2013 Omissões: 1. Todos os casos omissos neste Regulamento Interno serão abrangidos pela legislação em vigor. 2. Todos os casos omissos, não previstos neste Regulamento Interno e que não constam da legislação em vigor, deverão ser ponderados e solucionados pelo Conselho Diretivo. Normas transitórias: 1. Na impossibilidade da aplicação de normas que constam neste Regulamento Interno aquando da sua entrada em vigor salvaguarda-se a possibilidade da sua aplicação logo que possível. 2. No que concerne ao Conselho Pedagógico e tudo o que lhe diga respeito apenas entrará em vigor em setembro de 2012. Entrada em funcionamento: 1. O Regulamento Interno do Instituto Diocesano de Formação João Paulo II entra em vigor cinco dias após a sua aprovação. 2. Depois de aprovado o Regulamento Interno estará disponível para consulta por toda a comunidade educativa. Revisão do Regulamento Interno: 1. Compete aos órgãos de gestão da escola alterar aspetos menos claros neste Regulamento. 2. O Regulamento Interno é revisto no início de cada ano letivo e enviada ao Ministério de Educação, Cultura e Formação de S. Tomé e Príncipe e ao Ministério de Educação e Ciência de Portugal. Aprovado em Conselho Pedagógico em 27 de julho de 2012. Entidade Titular Diretora do IDF ____________________________ ________________________  D. Manuel António Mendes dos Santos Isaura Carvalho 66