10/02/2015
Dificuldade na recuperação de crédito reflete fraca
atividade econômica, segundo indicador SPC Brasil
Gastos com impostos, material escolar e parcelas das compras de Natal dificultam a
retomada nos créditos negativados. Em relação a janeiro de 2014, houve alta de 1,56%
O indicador de recuperação de crédito do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação
Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) aponta que a quantidade de dívidas regularizadas em janeiro
recuou 5,15% na comparação com dezembro do ano passado. Em dezembro, a recuperação de crédito
havia apresentado alta de 3,04%, impulsionada pela injeção de dinheiro típica deste período por conta
de pagamento de abono de Natal e contratação de temporários Com o fim destes efeitos, de acordo
com o SPC Brasil,o consumidor brasileiro não encontra no começo de 2015 um ambiente favorável para
quitar dívidas, regularizar as pendências financeiras e sair dos cadastros de inadimplência.
Indicador de Recuperação de Crédito
Variação em relação ao mesmo mês do ano anterior
De acordo com os dados, a queda repete o comportamento de janeiro de 2014, quando a retração na
basemensal atingiu 9,89%. Para o SPC Brasil, a retração analisada no começo do ano é historicamente
influenciada pela alta concentração de gastos com impostos (IPTU e IPVA), material escolar e parcelas
das compras de final de ano, dificultando, assim, a quitação das dívidas
Na comparação anual, o indicador mostrou alta de 1,56% ante janeiro de 2014. Porém, os economistas
ponderam que o dado não pode ser considerado positivo. Para a economista-chefe do SPC Brasil,
Marcela Kawauti, os números refletem a conjuntura econômica adversa do Brasil. “Esta melhora em
relação ao ano anterior é o primeiro crescimento anual do indicador emcinco meses, o que indica ainda
reflete a dificuldade do consumidor em pagar as dívidas em atraso” diz Marcela. “A piora no nível de
criação deempregos renda, aliado coma alta dejuros e inflação, encarecem as parcelas das compras a
prazo e diminuem o poder de compra do consumidor e das empresas.Todos esses fatores tornam ainda
mais difícil quitar ou renegociar as dívidas”, explica a economista.
Baixe a série histórica em https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos
Informações à imprensa
Guilherme de Almeida
(61) 8350 3942 | (61) 61 3049.9550
guilherme.dealmeida@inpressoficina.com.br
Renan Miret
(11) 3251-2035 | (11) 9-9136-3355
renanmiret@gmail.com

Dificuldade na recuperação de crédito reflete fraca atividade econômica

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    10/02/2015 Dificuldade na recuperaçãode crédito reflete fraca atividade econômica, segundo indicador SPC Brasil Gastos com impostos, material escolar e parcelas das compras de Natal dificultam a retomada nos créditos negativados. Em relação a janeiro de 2014, houve alta de 1,56% O indicador de recuperação de crédito do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) aponta que a quantidade de dívidas regularizadas em janeiro recuou 5,15% na comparação com dezembro do ano passado. Em dezembro, a recuperação de crédito havia apresentado alta de 3,04%, impulsionada pela injeção de dinheiro típica deste período por conta de pagamento de abono de Natal e contratação de temporários Com o fim destes efeitos, de acordo com o SPC Brasil,o consumidor brasileiro não encontra no começo de 2015 um ambiente favorável para quitar dívidas, regularizar as pendências financeiras e sair dos cadastros de inadimplência. Indicador de Recuperação de Crédito Variação em relação ao mesmo mês do ano anterior De acordo com os dados, a queda repete o comportamento de janeiro de 2014, quando a retração na basemensal atingiu 9,89%. Para o SPC Brasil, a retração analisada no começo do ano é historicamente influenciada pela alta concentração de gastos com impostos (IPTU e IPVA), material escolar e parcelas das compras de final de ano, dificultando, assim, a quitação das dívidas Na comparação anual, o indicador mostrou alta de 1,56% ante janeiro de 2014. Porém, os economistas ponderam que o dado não pode ser considerado positivo. Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, os números refletem a conjuntura econômica adversa do Brasil. “Esta melhora em relação ao ano anterior é o primeiro crescimento anual do indicador emcinco meses, o que indica ainda reflete a dificuldade do consumidor em pagar as dívidas em atraso” diz Marcela. “A piora no nível de criação deempregos renda, aliado coma alta dejuros e inflação, encarecem as parcelas das compras a prazo e diminuem o poder de compra do consumidor e das empresas.Todos esses fatores tornam ainda mais difícil quitar ou renegociar as dívidas”, explica a economista. Baixe a série histórica em https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos
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    Informações à imprensa Guilhermede Almeida (61) 8350 3942 | (61) 61 3049.9550 guilherme.dealmeida@inpressoficina.com.br Renan Miret (11) 3251-2035 | (11) 9-9136-3355 renanmiret@gmail.com