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RADIOTERAPIA
Tratamento de Câncer por Radiações
Fernando Feltrin
fernando2rad@gmail.com
HISTÓRIA DA RADIOTERAPIA
 1895 - Descoberta dados raios X
 1896 - Descoberta da Radioatividade
 1898 - Descoberta do Radium
 Em 08 de novembro de 1895 o físico alemão Wilhelm Conrad
Röntgen descobriu “um novo tipo de raio”, que poderia velar
um filme fotográfico. A esses raios ele deu o nome de raios X.
 O anúncio da descoberta dos raios foi em dezembro de 1895,
seis semanas após ela ocorrer, mostrando a “foto” dos ossos
da mão de sua própria esposa.
 Röntgen descobriu que alguns materiais eram mais espessos
ao RX do que outros.
 Ao trabalhar com um disco de Pb, notou que a silhueta de sua
mão era captada num material fluorescente.
 Observou que o RX atravessava os tecidos humanos, mas
não o osso.
 A foto da mão da Sra. Bertha Röntgen foi a primeira
radiografia da História.
Wilhelm Conrad Röntgen (1845-
1923)
Além de descobrir o RX, descreveu as suas principais
características: penetrabilidade, filtragem, impressão
fotográfica, etc., e definiu sua maior utilização.
Recebeu o Prêmio Nobel em 1901 e o título de Doutor em
Medicina pela Universidade de Würzburg, para quem doou o
dinheiro.
Doutor pela Universidade de Würzburg, teve dificuldade
para assumir cátedra pela falta do título na graduação.
Faleceu devido a um câncer de reto, pobre devido à
hiperinflação da Alemanha após a 1ª Guerra Mundial.
Henry Becquerel (1852-1908)
Investigou a possibilidade de raios similares serem
produzidos por substâncias conhecidas como fluorescentes ou
fosforescentes.
Observou que sais de Urânio eram capazes de produzir
sombras de objetos metálicos sobre chapas fotográficas,
envoltas em papel preto.
Concluiu que estes raios eram emitidos espontânea e
continuamente; Estava então descoberta a Radioatividade.
RADIOATIVIDADE
 Propriedade de alguns elementos químicos de emitir espontaneamente
partículas ou radiação eletromagnética, e que é característica de uma
instabilidade de seus núcleos.
Becquerel, H. 1895
 “ Alguns elementos encontrados na natureza poderiam emitir radiação”
 O urânio foi o primeiro. Suspeitava-se que ele absorvia os raios
solares.
 Em fevereiro/1896, mesmo com céu encoberto, obteve a sensibilização
de placas fotográficas com Urânio. Era descoberta a “radioatividade
natural”
 Em março e abril do mesmo ano notou que outros sais de Urânio e
alguns minérios não fosforescentes também irradiavam.
 Diferentemente do Rx, a irradiação do Urânio era defletida pelo
magneto (partículas a e b).
 Dividiu o Prêmio Nobel de Física com os Curie em 1903. Morreu aos
58 anos.
O CASAL CURIE
 Pierre Curie (1859-1906) Marie Curie (1867-1934)
PIERRE E MARIE CURIE
 Dedicaram-se a identificar outros elementos que emitiam raios.
 Investigaram dois minérios: Calcolita e Pechblenda
 Por esta última emitir mais radiação do que o urânio puro, deduziram
que deveria existir outro elemento com poder de emissão maior ainda.
 Obtiveram uma pequena quantidade de um material radioativo que
eles denominaram Polonium.
 No mesmo ano, descobriram e separaram uma outra substância a qual
chamaram Radium*
 * Quando impura 60 vezes mais radioativa. Em estado puro até 2
milhões de vezes mais radioativa .
Pierre Curie (1859-1906)
1903: Nobel de Física para Marie, Pierre e Becquerel.
Foi o orientador da tese de doutorado de Marie.
Faleceu atropelado por uma carruagem em Paris em 1906,
aos 47 anos.
Marie Sklodowska Curie (1867-1934)
Herdou a Cátedra de Pierre (1a. mulher em 650 anos!).
1911: Nobel de Química pela descoberta do Ra e Po.
O resto da vida dedicou-se à investigação e tratamento do
câncer com os novos isótopos.
Faleceu de anemia perniciosa em 1934, aos 67 anos.
OS CURIE – UMA FAMÍLIA,
TRÊS PRÊMIOS NOBEL
 Irène, filha do casal Pierre e Marie Curie,
juntamente com seu esposo Frederic
Joliot também receberam Nobel de
Química, em 1935.
 Eles descobriram a radioatividade
artificial, através do bombardeio do
alumínio com partículas alfa. O Al emite
um nêutron, tornando-se um isótopo de P
instável, radioativo, não encontrado na
natureza.
UMA CIÊNCIA COM MÁRTIRES
 Memorial aos radiomártires no Hospital Sankt Georg, Hamburgo. Inaugurado em 1936, continha os
nomes de 159 médicos, cientistas e outros profissionais que morreram por trabalharem com o raio-
X e rádio. Recebeu mais 200 nomes desde então.
PRIMORDIOS DA RADIOTERAPIA MODERNA
 Em 1896 já se utilizava a Radioterapia para tratamento de tuberculose,
câncer de mama, estômago e diversos processos inflamatórios.
 Os tratamentos consistiam de uma única aplicação maciça,
objetivando a erradicação de tumores;
 Pacientes que sobreviviam a um primeiro momento, em geral
apresentavam grandes complicações.
 Administrava-se tanta dose de radioterapia, quanto se julgava que o
paciente pudesse tolerar.
 O limite era a reação da pele - dose eritema
LEI DA RADIOSENSIBILIDADE
 “Os raios-x são mais efetivos em células que tem
grande atividade reprodutora; a efetividade é maior
naquelas células que têm, à sua frente, um grande
número de divisões.”
Bergonié e Tribondeau, 1905
LEI DO FRACIONAMENTO RADIOATIVO
 “É ineficiente dar-se a dose total de radiação em uma
fração, porque algumas células estão em diferentes
estados de sensibilidade e porque há uma chance maior
de que múltiplas exposições atinjam as células em uma
fase sensível. Além disso o fracionamento aumenta a
tolerância do tecido normal.”
Schwartz, G, 1914
 1935 - Construído primeiro aparelho de megavoltagem,
utilizando o Radium.
 Limitações ao uso do Radium decorriam de dificuldade de
obtenção e do seu alto custo
 1g custava US$ 100,000.00, no início do século).
 TELECOBALTOTERAPIA - “Uma revolução, pela
possibilidade de se tratar lesões profundas sem efeitos
significativos sobre a pele”.
 Após a Segunda Guerra Mundial surgiram os
Aceleradores Lineares de partículas, com a utilização
de microondas para a obtenção de altos níveis de energia
(multimegavoltagem).
 1952, primeiro acelerador linear para uso clínico foi
instalado no Hammersmith Hospital, em Londres,
produzindo energias de 8 MeV
ÚLTIMOS AVANÇOS
 50’ – Radioterapia “moderna”
 70’ – Radioterapia com aplicação informatizada
 90’ – Radioterapia Conformal Tridimensional
 2000’ – Radioterapia com Intensidade Modulada
 2009 – Radiocirurgia Cerebral
RADIOTERAPIA
 É uma especialidade Médica*
 Utiliza Radiações Ionizantes
 Tratamento de neoplasias malignas e benignas*
EQUIPE RADIOTERAPEUTA
 Médico radio-oncologista
 Físico das radiações
 Técnico em Radioterapia
 Enfermeiro
 Pessoal do apoio técnico
 Pessoal do apoio administrativo
RADIOTERAPIA - OBJETIVO
 Estudo, uso e aplicação de uma dose correta de
radiação a um volume tumoral
 Menor dano possível aos tecidos sadios adjacentes
 Resultar em tratamento que progressivamente irá
erradicar o tumor, promover uma eficiência maior
que outros tratamentos, um pós vida maior, tudo isso
por um custo razoável.
RADIAÇÕES, FÍSICA E BIOLOGICAMENTE
MECANISMO DE LESÃO CELULAR POR RADIAÇÃO
Promover perda da capacidade funcional ou reprodutiva da célulaPromover perda da capacidade funcional ou reprodutiva da célula
Promover morte celular em clone tumoral com a mínima morbidadePromover morte celular em clone tumoral com a mínima morbidade
em célula sadiaem célula sadia
FATORES RADIOBIOLÓGICOS E FRACIONAMENTO
 Permitir o reparo ao dano sub-letal na célula sadiaPermitir o reparo ao dano sub-letal na célula sadia
 Permitir a redistribuição no ciclo celular até um momento radio-sensívelPermitir a redistribuição no ciclo celular até um momento radio-sensível
da célula tumoralda célula tumoral
TIPOS DE RADIOTERAPIA
 TELETERAPIA – Aceleradores Lineares, Cobalto60
 Modalidades de Teleterapia
Convencional
Conformacional (3D)
IMRT (Intensity Modulated)
Radiocirurgia
Radioterapia Imagem-Guiada(IGRT)
Radioterapia Intra-operatória
TELETERAPIA CONFORMACIONAL E 3D
Definição de campos de tratamento e proteções deDefinição de campos de tratamento e proteções de
acordo com parâmetros radiológicos, em posicionamentoacordo com parâmetros radiológicos, em posicionamento
“real”. Conformação do tratamento ao volume alvo“real”. Conformação do tratamento ao volume alvo
RADIOTERAPIA CONFORMACIONAL
OBJETIVOS:
 Minimizar a dose nas aréas sadias
 Precisão na localização
 Verificar a dose de radiação nas aréas de interesse.
 Planejamento baseado em RX Simples ou Tomografia
 BEV(“beam eye view”)
 DRR(“digital reconstruted radiography)
 Histograma Dose-Volume
RADIOTERAPIA COM INTENSIDADE
MODULADA (IMRT)
IMRT – OBJETIVOS:
 Tratamento Automatizado
 Múltiplos Campos
 Modulação do Feixe(Colimadores dinâmicos)
 Melhor capacidade de proteger regiões ou órgãos críticos
RADIOTERAPIA GUIADA POR IMAGEM (IGRT)
IGRT – OBJETIVOS:
 Considera o movimento interfração.
 Campos reduzidos
 Maiores doses.
 Melhores Resultados.
RADIOTERAPIA INTRAOPERATÓRIA
RADIOTERAPIA INTRAOPERATÓRIA
OBJETIVOS:
 Tratamento em Dose única.
 Complementar ao processo cirurgico
 Irradiação do leito cirúrgico sob visão direta.
 Dose mínima nos tecidos sadios.
 Necessidade de estudos maiores.
 Danos biológicos a longo prazo.
RADIOCIRURGIA
RADIOCIRURGIA - OBJETIVOS
• Realização de tratamento em dose única.Realização de tratamento em dose única.
• Utilizada em lesões cerebraisUtilizada em lesões cerebrais
• Melhor eficiência em regiões inalcançáveisMelhor eficiência em regiões inalcançáveis
cirurgicamentecirurgicamente
• Menor exposição de massa encefálicaMenor exposição de massa encefálica
• Sem riscos convencionais de uma cirurgia cerebralSem riscos convencionais de uma cirurgia cerebral
• Menor possibilidade de sequelasMenor possibilidade de sequelas
TIPOS DE RADIOTERAPIA
BRAQUITERAPIA INTRALUMINAL
BRAQUITERAPIA INTRACAVITÁRIA
BRAQUITERAPIA INTERSTICIAL
BETATERAPIA
IRRADIAÇÃO DE CORPO INTEIRO
APLICAÇÃO DA RADIOTERAPIA
 1º Passo – Consulta Médica
 2º Passo – Definição do Tratamento
 3º Passo – Programação do Tratamento
 4º Passo – Marcação do Paciente
 5º Passo – Confecção de Máscaras e Acessórios
 6º Passo – Simulação do Tratamento
 7º Passo – Aplicação do Tratamento
 8º Passo – Feedback Sessão a Sessão
TÉCNICAS DE TRATAMENTO
 Fracionamento – São aplicadas pequenas doses até atingir a
dose total calculada para o tratamento.
 Campo Direto – A região especificada é irradiada apenas por
um campo.
 Campos Paralelos e Opostos – O tumor é irradiado a partir de
dois campos opostos (180º)
 Três Campos – Os campos são irradiados em forma de “Y” ou “T”
usando também angulações.
TÉCNICAS DE TRATAMENTO
 Fracionamento – São aplicadas pequenas doses até atingir a dose total calculada para
o tratamento.
 Campo Direto – A região especificada é irradiada apenas por um campo.
 Campos Paralelos e Opostos – O tumor é irradiado a partir de dois campos opostos (180º)
 Três Campos – Os campos são irradiados em forma de “Y” ou “T” usando também
angulações.
 Quatro Campos – Os campos são irradiados em forma de “+” ou “X” sendo estes
angulados ou não.
 Técnica de Kaplan – Técnica específica usada no tratamento do mal de
Hodgkin’s.
 Múltiplos Campos – Planejamento livre de quantos campos for
necessário visando desvio de regiões críticas.
CALCULO DE ISODOSE
 Significado do termo Isodose
 Cartas e Mapas de Isodose
 Distancia Foco-Superfície e
Penetrabilidade da Radiação
 Calculos simulando
vários tipos de tratamento
CALCULO DE ISODOSE
 Significado do termo Isodose
 Cartas e Mapas de Isodose
 Distancia Foco-Superfície e
Penetrabilidade da Radiação
 Calculos simulando
vários tipos de tratamento
PASSO A PASSO
DO PLANEJAMENTO AO TRATAMENTO
OBRIGADO
FERNANDO FELTRIN
FERNANDO2RAD@GMAIL.COM

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Radioterapia - Tratamento de Câncer por Radiações

  • 1. RADIOTERAPIA Tratamento de Câncer por Radiações Fernando Feltrin fernando2rad@gmail.com
  • 2. HISTÓRIA DA RADIOTERAPIA  1895 - Descoberta dados raios X  1896 - Descoberta da Radioatividade  1898 - Descoberta do Radium
  • 3.  Em 08 de novembro de 1895 o físico alemão Wilhelm Conrad Röntgen descobriu “um novo tipo de raio”, que poderia velar um filme fotográfico. A esses raios ele deu o nome de raios X.  O anúncio da descoberta dos raios foi em dezembro de 1895, seis semanas após ela ocorrer, mostrando a “foto” dos ossos da mão de sua própria esposa.  Röntgen descobriu que alguns materiais eram mais espessos ao RX do que outros.  Ao trabalhar com um disco de Pb, notou que a silhueta de sua mão era captada num material fluorescente.  Observou que o RX atravessava os tecidos humanos, mas não o osso.  A foto da mão da Sra. Bertha Röntgen foi a primeira radiografia da História.
  • 4.
  • 5. Wilhelm Conrad Röntgen (1845- 1923) Além de descobrir o RX, descreveu as suas principais características: penetrabilidade, filtragem, impressão fotográfica, etc., e definiu sua maior utilização. Recebeu o Prêmio Nobel em 1901 e o título de Doutor em Medicina pela Universidade de Würzburg, para quem doou o dinheiro. Doutor pela Universidade de Würzburg, teve dificuldade para assumir cátedra pela falta do título na graduação. Faleceu devido a um câncer de reto, pobre devido à hiperinflação da Alemanha após a 1ª Guerra Mundial.
  • 6. Henry Becquerel (1852-1908) Investigou a possibilidade de raios similares serem produzidos por substâncias conhecidas como fluorescentes ou fosforescentes. Observou que sais de Urânio eram capazes de produzir sombras de objetos metálicos sobre chapas fotográficas, envoltas em papel preto. Concluiu que estes raios eram emitidos espontânea e continuamente; Estava então descoberta a Radioatividade.
  • 7. RADIOATIVIDADE  Propriedade de alguns elementos químicos de emitir espontaneamente partículas ou radiação eletromagnética, e que é característica de uma instabilidade de seus núcleos. Becquerel, H. 1895
  • 8.  “ Alguns elementos encontrados na natureza poderiam emitir radiação”  O urânio foi o primeiro. Suspeitava-se que ele absorvia os raios solares.  Em fevereiro/1896, mesmo com céu encoberto, obteve a sensibilização de placas fotográficas com Urânio. Era descoberta a “radioatividade natural”  Em março e abril do mesmo ano notou que outros sais de Urânio e alguns minérios não fosforescentes também irradiavam.  Diferentemente do Rx, a irradiação do Urânio era defletida pelo magneto (partículas a e b).  Dividiu o Prêmio Nobel de Física com os Curie em 1903. Morreu aos 58 anos.
  • 9. O CASAL CURIE  Pierre Curie (1859-1906) Marie Curie (1867-1934)
  • 10. PIERRE E MARIE CURIE  Dedicaram-se a identificar outros elementos que emitiam raios.  Investigaram dois minérios: Calcolita e Pechblenda  Por esta última emitir mais radiação do que o urânio puro, deduziram que deveria existir outro elemento com poder de emissão maior ainda.  Obtiveram uma pequena quantidade de um material radioativo que eles denominaram Polonium.  No mesmo ano, descobriram e separaram uma outra substância a qual chamaram Radium*  * Quando impura 60 vezes mais radioativa. Em estado puro até 2 milhões de vezes mais radioativa .
  • 11. Pierre Curie (1859-1906) 1903: Nobel de Física para Marie, Pierre e Becquerel. Foi o orientador da tese de doutorado de Marie. Faleceu atropelado por uma carruagem em Paris em 1906, aos 47 anos. Marie Sklodowska Curie (1867-1934) Herdou a Cátedra de Pierre (1a. mulher em 650 anos!). 1911: Nobel de Química pela descoberta do Ra e Po. O resto da vida dedicou-se à investigação e tratamento do câncer com os novos isótopos. Faleceu de anemia perniciosa em 1934, aos 67 anos.
  • 12. OS CURIE – UMA FAMÍLIA, TRÊS PRÊMIOS NOBEL  Irène, filha do casal Pierre e Marie Curie, juntamente com seu esposo Frederic Joliot também receberam Nobel de Química, em 1935.  Eles descobriram a radioatividade artificial, através do bombardeio do alumínio com partículas alfa. O Al emite um nêutron, tornando-se um isótopo de P instável, radioativo, não encontrado na natureza.
  • 13. UMA CIÊNCIA COM MÁRTIRES  Memorial aos radiomártires no Hospital Sankt Georg, Hamburgo. Inaugurado em 1936, continha os nomes de 159 médicos, cientistas e outros profissionais que morreram por trabalharem com o raio- X e rádio. Recebeu mais 200 nomes desde então.
  • 14. PRIMORDIOS DA RADIOTERAPIA MODERNA  Em 1896 já se utilizava a Radioterapia para tratamento de tuberculose, câncer de mama, estômago e diversos processos inflamatórios.  Os tratamentos consistiam de uma única aplicação maciça, objetivando a erradicação de tumores;  Pacientes que sobreviviam a um primeiro momento, em geral apresentavam grandes complicações.  Administrava-se tanta dose de radioterapia, quanto se julgava que o paciente pudesse tolerar.  O limite era a reação da pele - dose eritema
  • 15. LEI DA RADIOSENSIBILIDADE  “Os raios-x são mais efetivos em células que tem grande atividade reprodutora; a efetividade é maior naquelas células que têm, à sua frente, um grande número de divisões.” Bergonié e Tribondeau, 1905
  • 16. LEI DO FRACIONAMENTO RADIOATIVO  “É ineficiente dar-se a dose total de radiação em uma fração, porque algumas células estão em diferentes estados de sensibilidade e porque há uma chance maior de que múltiplas exposições atinjam as células em uma fase sensível. Além disso o fracionamento aumenta a tolerância do tecido normal.” Schwartz, G, 1914
  • 17.  1935 - Construído primeiro aparelho de megavoltagem, utilizando o Radium.  Limitações ao uso do Radium decorriam de dificuldade de obtenção e do seu alto custo  1g custava US$ 100,000.00, no início do século).  TELECOBALTOTERAPIA - “Uma revolução, pela possibilidade de se tratar lesões profundas sem efeitos significativos sobre a pele”.  Após a Segunda Guerra Mundial surgiram os Aceleradores Lineares de partículas, com a utilização de microondas para a obtenção de altos níveis de energia (multimegavoltagem).  1952, primeiro acelerador linear para uso clínico foi instalado no Hammersmith Hospital, em Londres, produzindo energias de 8 MeV
  • 18. ÚLTIMOS AVANÇOS  50’ – Radioterapia “moderna”  70’ – Radioterapia com aplicação informatizada  90’ – Radioterapia Conformal Tridimensional  2000’ – Radioterapia com Intensidade Modulada  2009 – Radiocirurgia Cerebral
  • 19. RADIOTERAPIA  É uma especialidade Médica*  Utiliza Radiações Ionizantes  Tratamento de neoplasias malignas e benignas*
  • 20. EQUIPE RADIOTERAPEUTA  Médico radio-oncologista  Físico das radiações  Técnico em Radioterapia  Enfermeiro  Pessoal do apoio técnico  Pessoal do apoio administrativo
  • 21. RADIOTERAPIA - OBJETIVO  Estudo, uso e aplicação de uma dose correta de radiação a um volume tumoral  Menor dano possível aos tecidos sadios adjacentes  Resultar em tratamento que progressivamente irá erradicar o tumor, promover uma eficiência maior que outros tratamentos, um pós vida maior, tudo isso por um custo razoável.
  • 22. RADIAÇÕES, FÍSICA E BIOLOGICAMENTE
  • 23. MECANISMO DE LESÃO CELULAR POR RADIAÇÃO Promover perda da capacidade funcional ou reprodutiva da célulaPromover perda da capacidade funcional ou reprodutiva da célula Promover morte celular em clone tumoral com a mínima morbidadePromover morte celular em clone tumoral com a mínima morbidade em célula sadiaem célula sadia
  • 24. FATORES RADIOBIOLÓGICOS E FRACIONAMENTO  Permitir o reparo ao dano sub-letal na célula sadiaPermitir o reparo ao dano sub-letal na célula sadia  Permitir a redistribuição no ciclo celular até um momento radio-sensívelPermitir a redistribuição no ciclo celular até um momento radio-sensível da célula tumoralda célula tumoral
  • 25. TIPOS DE RADIOTERAPIA  TELETERAPIA – Aceleradores Lineares, Cobalto60  Modalidades de Teleterapia Convencional Conformacional (3D) IMRT (Intensity Modulated) Radiocirurgia Radioterapia Imagem-Guiada(IGRT) Radioterapia Intra-operatória
  • 26. TELETERAPIA CONFORMACIONAL E 3D Definição de campos de tratamento e proteções deDefinição de campos de tratamento e proteções de acordo com parâmetros radiológicos, em posicionamentoacordo com parâmetros radiológicos, em posicionamento “real”. Conformação do tratamento ao volume alvo“real”. Conformação do tratamento ao volume alvo
  • 27. RADIOTERAPIA CONFORMACIONAL OBJETIVOS:  Minimizar a dose nas aréas sadias  Precisão na localização  Verificar a dose de radiação nas aréas de interesse.  Planejamento baseado em RX Simples ou Tomografia  BEV(“beam eye view”)  DRR(“digital reconstruted radiography)  Histograma Dose-Volume
  • 29. IMRT – OBJETIVOS:  Tratamento Automatizado  Múltiplos Campos  Modulação do Feixe(Colimadores dinâmicos)  Melhor capacidade de proteger regiões ou órgãos críticos
  • 30. RADIOTERAPIA GUIADA POR IMAGEM (IGRT)
  • 31. IGRT – OBJETIVOS:  Considera o movimento interfração.  Campos reduzidos  Maiores doses.  Melhores Resultados.
  • 33. RADIOTERAPIA INTRAOPERATÓRIA OBJETIVOS:  Tratamento em Dose única.  Complementar ao processo cirurgico  Irradiação do leito cirúrgico sob visão direta.  Dose mínima nos tecidos sadios.  Necessidade de estudos maiores.  Danos biológicos a longo prazo.
  • 35. RADIOCIRURGIA - OBJETIVOS • Realização de tratamento em dose única.Realização de tratamento em dose única. • Utilizada em lesões cerebraisUtilizada em lesões cerebrais • Melhor eficiência em regiões inalcançáveisMelhor eficiência em regiões inalcançáveis cirurgicamentecirurgicamente • Menor exposição de massa encefálicaMenor exposição de massa encefálica • Sem riscos convencionais de uma cirurgia cerebralSem riscos convencionais de uma cirurgia cerebral • Menor possibilidade de sequelasMenor possibilidade de sequelas
  • 42. APLICAÇÃO DA RADIOTERAPIA  1º Passo – Consulta Médica  2º Passo – Definição do Tratamento  3º Passo – Programação do Tratamento  4º Passo – Marcação do Paciente  5º Passo – Confecção de Máscaras e Acessórios  6º Passo – Simulação do Tratamento  7º Passo – Aplicação do Tratamento  8º Passo – Feedback Sessão a Sessão
  • 43. TÉCNICAS DE TRATAMENTO  Fracionamento – São aplicadas pequenas doses até atingir a dose total calculada para o tratamento.  Campo Direto – A região especificada é irradiada apenas por um campo.  Campos Paralelos e Opostos – O tumor é irradiado a partir de dois campos opostos (180º)  Três Campos – Os campos são irradiados em forma de “Y” ou “T” usando também angulações.
  • 44. TÉCNICAS DE TRATAMENTO  Fracionamento – São aplicadas pequenas doses até atingir a dose total calculada para o tratamento.  Campo Direto – A região especificada é irradiada apenas por um campo.  Campos Paralelos e Opostos – O tumor é irradiado a partir de dois campos opostos (180º)  Três Campos – Os campos são irradiados em forma de “Y” ou “T” usando também angulações.  Quatro Campos – Os campos são irradiados em forma de “+” ou “X” sendo estes angulados ou não.  Técnica de Kaplan – Técnica específica usada no tratamento do mal de Hodgkin’s.  Múltiplos Campos – Planejamento livre de quantos campos for necessário visando desvio de regiões críticas.
  • 45. CALCULO DE ISODOSE  Significado do termo Isodose  Cartas e Mapas de Isodose  Distancia Foco-Superfície e Penetrabilidade da Radiação  Calculos simulando vários tipos de tratamento
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  • 47. CALCULO DE ISODOSE  Significado do termo Isodose  Cartas e Mapas de Isodose  Distancia Foco-Superfície e Penetrabilidade da Radiação  Calculos simulando vários tipos de tratamento
  • 48. PASSO A PASSO DO PLANEJAMENTO AO TRATAMENTO
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