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01.11.15
Image from © Sense of Gray
fecha a portafecha a porta
apaga a luzapaga a luz
deixa entrar a escuridãodeixa entrar a escuridão
não te mexasnão te mexas
fica quietafica quieta
ouve só o silêncioouve só o silêncio
se ouvires chuva...se ouvires chuva...
é uma lágrima que tombaé uma lágrima que tomba
se vires sombras...se vires sombras...
é o coração aos saltosé o coração aos saltos
se sentires frio...se sentires frio...
é o estômago traiçoeiroé o estômago traiçoeiro
se cheiras flores...se cheiras flores...
é o espasmo do corpoé o espasmo do corpo
ainda com vidaainda com vida
a querer soltar-sea querer soltar-se
da mente feridada mente ferida
por ter sido gentepor ter sido gente
e que agora terminae que agora termina
para ficar contentepara ficar contente
nos braços de luznos braços de luz
onde não se omiteonde não se omite
ou menteou mente
fecha a portafecha a porta
apaga a luz...apaga a luz...
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02.11.15
Image from © Deckalo Art
só serei feliz quando t encontrarsó serei feliz quando t encontrar
sob o meu tecto e o meusob o meu tecto e o meu
olharolhar
nas horas silenciadas por tenas horas silenciadas por te
chamarchamar
minutos preenchidos a amarminutos preenchidos a amar
teu toque suave queteu toque suave que
despertadesperta
minha fome e ânsia de voltarminha fome e ânsia de voltar
gritar ao vento o quanto tegritar ao vento o quanto te
amoamo
chorar nas nuvens a alegriachorar nas nuvens a alegria
e o amore o amor
sem tempo ou métricasem tempo ou métrica
.
31.10.15
Image © Galq Mincheva
o ódio é a ganância humana deo ódio é a ganância humana de
amaramar
.
02.11.15
Image from © Sense of Gray
pulsa no meu útero sémens de ti,pulsa no meu útero sémens de ti,
sufocarei gemendosufocarei gemendo
até te sentir no ímo de mimaté te sentir no ímo de mim
(.)(.)
.
02.11.15
© Sense of Gray
na água límpida que corre sob pontes de nós,na água límpida que corre sob pontes de nós,
choram os nossos olhos por detrás dechoram os nossos olhos por detrás de
cortinas franjeadascortinas franjeadas
sorriem nossos lábios pelas montanhas quesorriem nossos lábios pelas montanhas que
ladearemosladearemos
num espaço tão vago e permitido comonum espaço tão vago e permitido como
privados em nósprivados em nós
correntes animadas num poço alagadocorrentes animadas num poço alagado
enseadas lineadasenseadas lineadas
sem definitiva cor ou razão porque é coraçãosem definitiva cor ou razão porque é coração
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02.11.15
Image from © Sense of Gray
só serei feliz quando te encontrarsó serei feliz quando te encontrar
na água límpida que corre sob pontes de nós,na água límpida que corre sob pontes de nós,
transcende e transpira tal como nós,transcende e transpira tal como nós,
para a essência do espaço,para a essência do espaço,
para a clara nuvem que se dissipapara a clara nuvem que se dissipa
para no âmago do pensamento se fazer luzpara no âmago do pensamento se fazer luz
e incendiar o mundo do que respira sem voze incendiar o mundo do que respira sem voz
não sufocar mais a liberdade incondicionalnão sufocar mais a liberdade incondicional
nem o que não existe e se espalha, racionalnem o que não existe e se espalha, racional
e irracional porque amar é...ser feliz por pensar.e irracional porque amar é...ser feliz por pensar.
.
02.11.15
© Sense of Gray
**noc noc** bateu o universo às portas do mundo**noc noc** bateu o universo às portas do mundo
podes entrar, se couberes, tens a magia de ser tãopodes entrar, se couberes, tens a magia de ser tão
grande e infinito que cabes em cada mundo meugrande e infinito que cabes em cada mundo meu
podes entrar, e sentar-te, terás o tempo que houverpodes entrar, e sentar-te, terás o tempo que houver
para confirmarmos o que no mundo é nossopara confirmarmos o que no mundo é nosso
podes entrar, começar, gostaria de saber o que tepodes entrar, começar, gostaria de saber o que te
trouxe ao mundo pequeno de mimtrouxe ao mundo pequeno de mim
e, fez-se o silêncio, a pausa mais curta que temos ae, fez-se o silêncio, a pausa mais curta que temos a
cada som que escutamos fora de nóscada som que escutamos fora de nós
**noc noc** bateu o mundo à janela do universo**noc noc** bateu o mundo à janela do universo
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31.10.15
Image from © Sense of Gray
nunca poderei dizer nem medir a dor de sentir o inevitável nanunca poderei dizer nem medir a dor de sentir o inevitável na
condição de afastar tudo o que de mal me rodeie, numcondição de afastar tudo o que de mal me rodeie, num
afastar, arrasar e levar tudo à frente que não faz mal, um diaafastar, arrasar e levar tudo à frente que não faz mal, um dia
conseguirei erigir a placa que me deixará sempre radiante aconseguirei erigir a placa que me deixará sempre radiante a
que diz somente a inicial porque me achei, simples vogalque diz somente a inicial porque me achei, simples vogal
"a'c" nada mais a acrescentar, terá a inevitável cruz ou as"a'c" nada mais a acrescentar, terá a inevitável cruz ou as
mãos desenhadas pregadas num lápis sem cor, tãomãos desenhadas pregadas num lápis sem cor, tão
transparente como a luz que toda a cor tem, é só saber olhartransparente como a luz que toda a cor tem, é só saber olhar
no ângulo que lhe apetecer, fique à vontade, nem precisa deno ângulo que lhe apetecer, fique à vontade, nem precisa de
vir dizer-mo, posso sentir a dor que ainda não tinha achado,vir dizer-mo, posso sentir a dor que ainda não tinha achado,
e, partir para a descoberta desta nova maleita que dissecareie, partir para a descoberta desta nova maleita que dissecarei
a sorrir, no desafio de ultrapassar outra fase e aceitar quea sorrir, no desafio de ultrapassar outra fase e aceitar que
tudo é para viver, até no encontro medícre que fantasiar numatudo é para viver, até no encontro medícre que fantasiar numa
hora qualquerhora qualquer
03.11.15
Art by © Ulrike Adam
entraste em mimentraste em mim
já somos nósjá somos nós
à medida que o tempo passaà medida que o tempo passa
o silêncio se aproximao silêncio se aproxima
as palavras silenciamas palavras silenciam
o que já nem necessitamos dizero que já nem necessitamos dizer
o odor passa e inunda fragrânciao odor passa e inunda fragrância
contagiando a naturezacontagiando a natureza
é teu corpo que procuroé teu corpo que procuro
na manhã ao clarear o diana manhã ao clarear o dia
afago-te a todo o momento e horaafago-te a todo o momento e hora
deixa em mim o tempo passardeixa em mim o tempo passar
quando o entardecerquando o entardecer
as nossas sombras encontraras nossas sombras encontrar
saberá que foi amorsaberá que foi amor
o amor que nos encontrouo amor que nos encontrou
para espalhar sementes nossaspara espalhar sementes nossas
noutra primaveranoutra primavera
noutra estação florirnoutra estação florir
porque em nós viverporque em nós viver
aó pode ser concebidoaó pode ser concebido
no ponto de sorrirno ponto de sorrir
entre um olhar e um toqueentre um olhar e um toque
que nos dê conseguirque nos dê conseguir
permitindo-nos amarpermitindo-nos amar
agora! ao minuto! não há hora!agora! ao minuto! não há hora!
03.11.15
Art by © Sergio Lopez
já viste as cores plantadas no chãojá viste as cores plantadas no chão
agora vê as cores plantadas no céuagora vê as cores plantadas no céu
têm o arco-íris da luztêm o arco-íris da luz
o arco que nos desenha e seduzo arco que nos desenha e seduz
letras de íris que a ninguém reduzletras de íris que a ninguém reduz
quando plantas um raio de solquando plantas um raio de sol
ou uma estrela da luaou uma estrela da lua
num rio espelhadonum rio espelhado
mesmo que de lágrima deitadomesmo que de lágrima deitado
têm a consciência da paztêm a consciência da paz
no outono da folhano outono da folha
no cinzento do marno cinzento do mar
sempre verde esperançasempre verde esperança
numa trança de amarnuma trança de amar
as cores de uma criançaas cores de uma criança
num interior a sorrirnum interior a sorrir
ah! já viste as cores plantadas no chãoah! já viste as cores plantadas no chão
agora vê as cores plantadas na tua mãoagora vê as cores plantadas na tua mão
03.11.15
Art by © MARCO RUBIERO ARTE
(.)(.)
sentirei sempre o teu corpo roçar o meusentirei sempre o teu corpo roçar o meu
quando o teu pestanejar fechar no meuquando o teu pestanejar fechar no meu
(…)(…)
.
03.11.15
Art by © MARCO RUBIERO ARTE
(.)(.)
passou agora mesmo o destinopassou agora mesmo o destino
na estrada dos nossos diasna estrada dos nossos dias
na película encontradana película encontrada
etiquetada e nos séculos guardadaetiquetada e nos séculos guardada
nada encerres na memória agora abertanada encerres na memória agora aberta
o eterno aqui agora se faz sem metao eterno aqui agora se faz sem meta
é um percurso longo a encaixaré um percurso longo a encaixar
em cada puzzle e peçaem cada puzzle e peça
que o teatro da vida nos encontrarque o teatro da vida nos encontrar
um palco imenso onde vou aplaudirum palco imenso onde vou aplaudir
teu rosto sereno no meu a sorrirteu rosto sereno no meu a sorrir
um abraço profundo sem nada pedirum abraço profundo sem nada pedir
consiga eu pôr em marcha os meus pésconsiga eu pôr em marcha os meus pés
que tudo te direi outra vezque tudo te direi outra vez
(…)(…)
.
03.11.15
Art by © Colin Staples LifeArt
porque te vou amarporque te vou amar
não seinão sei
porque te devo amarporque te devo amar
não seinão sei
porque te quero amarporque te quero amar
não seinão sei
porque te adoro amarporque te adoro amar
não seinão sei
porque te sinto amarporque te sinto amar
não seinão sei
porque te exponho amarporque te exponho amar
não seinão sei
e porque não sei, amar-tee porque não sei, amar-te
é a questãoé a questão
continua? não sei!continua? não sei!
.
03.11.15
Art by ©Gil Elvgren
perdi a chave
perdi a chavea que fecha a porta
a que fecha a portada gargalhada
da gargalhadae que até agora
e que até agora
me faz rir
me faz rirentre dentes sorrir
entre dentes sorrirsó por te imaginar
só por te imaginarsobre ti dobrada
sobre ti dobradacontorcida e perdida
contorcida e perdidapara a barriga não perder
para a barriga não perder
onde o infinito se perdeonde o infinito se perde
eu te alcançoeu te alcanço
onde o horizonte dobra a esquinaonde o horizonte dobra a esquina
eu te apanhoeu te apanho
num ou noutro qualquer lugarnum ou noutro qualquer lugar
onde o verbo for amaronde o verbo for amar
sombrearei o meu destinosombrearei o meu destino
cegarei o meu fado por te cantarcegarei o meu fado por te cantar
para que a guerra párepara que a guerra páre
para que o bem triunfepara que o bem triunfe
para que o ódio terminepara que o ódio termine
para que o homem se civilizepara que o homem se civilize
para que a fome se matepara que a fome se mate
para que a sede sequepara que a sede seque
para que o paraíso nasçapara que o paraíso nasça
para que a raça se extinguepara que a raça se extingue
para que o amor imperepara que o amor impere
onde o infinito se alcanceonde o infinito se alcance
eu vou te agarrareu vou te agarrar
onde o horizonte dobreonde o horizonte dobre
eu vou virareu vou virar
...morrerei se me calar!...morrerei se me calar!
.
03.11.15
Art by © Henry Asencio
procuras-me sempre dorprocuras-me sempre dor
na lágrima que me deixas banharna lágrima que me deixas banhar
tua vontade de me levartua vontade de me levar
a crer e a viver amora crer e a viver amor
procuras-me sempre ampararprocuras-me sempre amparar
de toda a vez que caio na vidade toda a vez que caio na vida
só uma forma tenho de te retribuirsó uma forma tenho de te retribuir
continuar a encrenca e sorrircontinuar a encrenca e sorrir
procuras-me sempre calorprocuras-me sempre calor
no frio que me gela e aqueceno frio que me gela e aquece
ter mais um na manga que se teceter mais um na manga que se tece
como prova de carinho e amorcomo prova de carinho e amor
.
04.11.15
Art by © Di Li Feng
é tempoé tempo
de fazer o tempo...de fazer o tempo...
andar para trásandar para trás
de recuar e recuarde recuar e recuar
até não mais ser capazaté não mais ser capaz
para nos encontrarmospara nos encontrarmos
de novode novo
e seguirmos em paze seguirmos em paz
.
04.11.15
Art by © Vadim Stein
amar-teamar-te
amar-te éamar-te é
amar-te é obraamar-te é obra
que não construoque não construo
é um despejar-teé um despejar-te
que na hora se criaque na hora se cria
deixa a caneta riscar-tedeixa a caneta riscar-te
é um dar a mãoé um dar a mão
que não se conduzque não se conduz
é um preencheré um preencher
é um esvaziaré um esvaziar
no vazio da linhano vazio da linha
que não tem como calar-teque não tem como calar-te
amar-te é permitir dar-teamar-te é permitir dar-te
na folha profana e imaculadana folha profana e imaculada
por poder usar-tepor poder usar-te
como brinquedo e armacomo brinquedo e arma
na cama dobradana cama dobrada
ou na rua em péou na rua em pé
amar-te éamar-te é
.
04.11.15
Art by © Hardibudi
desde que te conheçodesde que te conheço
que me sei...que me sei...
tanto que te tocotanto que te toco
e esqueço-me...e esqueço-me...
de mim nem sei...de mim nem sei...
.
04.11.15
Art by © Mural de NEMO Día Mundial de la Poesía 2013
eu esperoeu espero
impacienteimpaciente
esperoespero
(...)(...)
.
04.11.15
Art by © RONY ARTY
foste a possibilidadefoste a possibilidade
mais impossívelmais impossível
o milagre que não se deuo milagre que não se deu
porque era simplesmente aceitarporque era simplesmente aceitar
o que era somente teuo que era somente teu
.
04.11.15
Art by © Sami Gharbi - Calligrapherpainter
com ferros me queimascom ferros me queimas
com ferros me incendeiascom ferros me incendeias
e é na brasa do teu ferroe é na brasa do teu ferro
que teimoso me teimasque teimoso me teimas
no braseiro das tuas lareirasno braseiro das tuas lareiras
onde me sento e encerroonde me sento e encerro
.
04.11.15
Art by © Giuseppe Milo
(…)(…)
funde-me no holocausto dasfunde-me no holocausto das
ideias um mundo definido nosideias um mundo definido nos
arquivos dos arquipélagos dosarquivos dos arquipélagos dos
enganos e certezas absolutasenganos e certezas absolutas
e radicaise radicais
(...)(...)
.
04.11.15
Art by © Arvind Kolapkar
(…)(…)
no som de uniãono som de união
um tom de misturaum tom de mistura
calamos a razãocalamos a razão
espalhamos a doçuraespalhamos a doçura
pelo mar do nosso chãopelo mar do nosso chão
(...)(...)
quotidiano
quotidiano
quotidiano
quotidiano
.
06.11.15
Art by © carlogaliani
(.)(.)
chora e gemechora e geme
o mundo lá forao mundo lá fora
impotenteimpotente
gemo e chorogemo e choro
percepções de gentepercepções de gente
(.)(.)
.
06.11.15
Art by ©Michelle Territt Art
(.)(.)
sempre que te vejasempre que te veja
será o abraço que se beijaserá o abraço que se beija
sem toque e com paixãosem toque e com paixão
ver teus olhosver teus olhos
tocar-te com a mãotocar-te com a mão
sentir-te em mimsentir-te em mim
não será fimnão será fim
mas o começo simmas o começo sim
sempre que te vejasempre que te veja
haverá o que se desejahaverá o que se deseja
ter-te presenteter-te presente
no corpo e na menteno corpo e na mente
no pulsar do coraçãono pulsar do coração
que ainda bate...que ainda bate...
devagardevagar
por saber amarpor saber amar
(.)(.)
.
06.11.15
Art by © Gary Grossman
é urgenteé urgente
voltar a dizervoltar a dizer
que amoque amo
amoamo
a nuancea nuance
singularsingular
do teu silênciodo teu silêncio
amoamo
a névoaa névoa
densadensa
do teu passadodo teu passado
olharolhar
amoamo
a fragrânciaa fragrância
que ficaque fica
depoisdepois
de sairesde saires
amoamo
a urgênciaa urgência
de te gritarde te gritar
que amoque amo
para que se espalhepara que se espalhe
multipliquemultiplique
e coloque core coloque cor
em tudo que toqueem tudo que toque
seja com amorseja com amor
.
06.11.15
Art by © Lisa Holloway
aprendi a travar a razão
despiste-me e violaste-me
a mente e o coração
e eu aprendi...
porque me deste a mão
a travar o que não é meu não!
é de um outro
em um qualquer outro lugar
que mesmo que chore amor
na realidade não sabe amar
vibra a onda
que a mim não mais pode tocar
aprendi a separar
a união do amor no verbo estar
e transformei em incondicional dar
aprendi a sorrir
a unificar o amor no verbo ser
assimilei-o: amar é viver!
.
06.11.15
Art by ©msriotte
quero tocar-te
como se toca a cor
quero tocar-te
como se toca o som
quero tocar-te
como toco o odor
quero tocar-te
como se toca o dom
tua alma
teu corpo
tua voz
teu silêncio
tua mão
teu pensamento
tua ilusão
teu sonho
e... vaguear abstracta
pela amórfica casta
06.11.15
Art by © David Vance
.
(...)
tu
só tu
e nu
(.)
traz a lança com que te defendes
o véu que te tapa nudez
cabelo no vento de outra vez
natureza que entendes
traz a arma perfeita que arremessas
quimeras e homessas
no teu corpo vigente
que corre no vento como o ar
sopra no momento em papel
traz o vento a terra e o fogo
que te levarei ao encontro da água
quinta essência que desconheces
na sua fórmula transpira dor
prazer e amor
ana'Carvalhosa©direitos reservados
06.11.15
06.11.15
Art by © Rui Ferreira da Silva
.
eis o ocasoeis o ocaso
da emoçãoda emoção
terminar à beira de um rioterminar à beira de um rio
numa doca traquilanuma doca traquila
vaga calmavaga calma
balaçandobalaçando
ancoradoro da estaçãoancoradoro da estação
nem sentir frionem sentir frio
só a simples brisasó a simples brisa
de uma cançãode uma canção
,,,,,,
06.11.15
.
descanso
no traço solitário
de uma só mão
no rebordo
fotográfico
de um só olhar
num imenso horizonte
sem a mera ilusão
vivi na comunhão, só
de no carvão de amar
Art by © Marcos Rodrigo
06.11.15
Art by © FedericoSciuca
.
construo balões de ar quente no espaço vazio entre nós econstruo balões de ar quente no espaço vazio entre nós e
redescubro os nós suados das mãos a tocarem uma na outraredescubro os nós suados das mãos a tocarem uma na outra
criando a união das vozes silenciadas e asfixiadas em nóscriando a união das vozes silenciadas e asfixiadas em nós
pelas conquistas e reconquistas nossas e dos nossos avôs epelas conquistas e reconquistas nossas e dos nossos avôs e
vejo o brilho acender a fogueira em vós como se fosse esta avejo o brilho acender a fogueira em vós como se fosse esta a
derradeira batalha de ganharmos terra à água derramada dederradeira batalha de ganharmos terra à água derramada de
nós em nuvens evaporadas pedindo a calma mas já sem voznós em nuvens evaporadas pedindo a calma mas já sem voz
que se cale o silêncio num murmúrio rouco extinto em nósque se cale o silêncio num murmúrio rouco extinto em nós
07.11.15
Art by © Bob Daalder Photography
.
brindasbrindas
os meus olhosos meus olhos
com o brilhocom o brilho
do teu olhardo teu olhar
tão jovem ...tão jovem ...
tão velho...tão velho...
sempre igual e outrosempre igual e outro
que me entontece,que me entontece,
faz-me fechar os olhosfaz-me fechar os olhos
e quase dentro de mime quase dentro de mim
se adormecese adormece
tal ícaro derrete-metal ícaro derrete-me
na vela dos diasna vela dos dias
,,,,,,
07.11.15
Art by © Mademoiselle Zazie' s Art Stephanie Noblet
.
laboro os meus diaslaboro os meus dias
num constante até jánum constante até já
bons dias,bons dias,
07.11.15
Art by © Militão Murça Ribeiro
.
porque te amoporque te amo
repouso-me em tirepouso-me em ti
......
.
07.11.15
Art by © Edmondo Senatore
porque te amoporque te amo
dispenso-te de mimdispenso-te de mim
deixo-te correr nua na ruadeixo-te correr nua na rua
a areia do tempo pisara areia do tempo pisar
moer e desmoermoer e desmoer
num moinho de sentirnum moinho de sentir
quase sem pensarquase sem pensar
momentos que surgemmomentos que surgem
e demoram a passate demoram a passat
brisa suave e primaverilbrisa suave e primaveril
que me desvia a franjaque me desvia a franja
destapa-me os olhosdestapa-me os olhos
e por outra viae por outra via
impregna-se-me nos porosimpregna-se-me nos poros
estarei acordada ou a dormirestarei acordada ou a dormir
se te sinto em mim a subirse te sinto em mim a subir
trepas e trepas até acontecertrepas e trepas até acontecer
teu ser quer de novo me possuirteu ser quer de novo me possuir
sobre as águas da baíasobre as águas da baía
num lago qualquernum lago qualquer
desde que a lágrimadesde que a lágrima
volte a deixar cairvolte a deixar cair
07.11.15
Art by © Carne Griffiths Artist
.
negar-me rascunhonegar-me rascunho
tinta imperfeitatinta imperfeita
rejeitar o corporejeitar o corpo
acoplar-me no ventoacoplar-me no vento
e por aí, voare por aí, voar
presa numa linhapresa numa linha
morta num cadernomorta num caderno
numa argola por acharnuma argola por achar
presa por um fiopresa por um fio
como atilhocomo atilho
num caminhonum caminho
numa saudade sem fimnuma saudade sem fim
que por morrerque por morrer
morre vivamorre viva
dentro de mimdentro de mim
07.11.15
Art by © Cathy McClelland
.
encontrava-seencontrava-se
a fomiga passeandoa fomiga passeando
a borboleta voandoa borboleta voando
o pardal assobiandoo pardal assobiando
nós sentadosnós sentados
nem andandonem andando
vagueámos pelo horizontevagueámos pelo horizonte
até quanto a vista alcanceaté quanto a vista alcance
para lá de uma montanhapara lá de uma montanha
num rio coberto de espelhonum rio coberto de espelho
onde ainda eras jovemonde ainda eras jovem
e eu já velhoe eu já velho
a formiga paroua formiga parou
a borboleta poisoua borboleta poisou
o pardal abalouo pardal abalou
e nós fomos indoe nós fomos indo
.
04.11.15
Art by © Inessa Morozova..
perdi as pétalas da florperdi as pétalas da flor
na madrugada das ausênciasna madrugada das ausências
encontrei a juventudeencontrei a juventude
entre outras abstinênciasentre outras abstinências
procuro a aurora dos odoresprocuro a aurora dos odores
em braços de mil floresem braços de mil flores
no solo fértil dos ideaisno solo fértil dos ideais
na mãe terra e seus animaisna mãe terra e seus animais
imperando a paz e o amorimperando a paz e o amor
ausente e sem dorausente e sem dor
por saber que o solpor saber que o sol
nascerá e seránascerá e será
como a luacomo a lua
que não tardaráque não tardará
a raiar noutro lugara raiar noutro lugar
ciclo viciosociclo vicioso
que não sei pararque não sei parar
.
04.11.15
Art by © Dorina Costras
(…)(…)
repousarei nas algas salgadas da saliva das tuas palavras...repousarei nas algas salgadas da saliva das tuas palavras...
(...)(...)
.
04.11.15
Art by © Edmondo Senatore
toca silêncios na escuridãotoca silêncios na escuridão
e planta amor e uniãoe planta amor e união
se te machucam dá a mãose te machucam dá a mão
deambula no arcodeambula no arco
lança o teu gritolança o teu grito
e do negro panoe do negro pano
exclamaexclama
claridade e visãoclaridade e visão
na luz do teu coraçãona luz do teu coração
.
04.11.15
Art by © Dorina Costras Art
viajar de alma na mão
é ter o teu corpo na rua
numa caixa de cartão
soletrar baixinho
palavras de coração
ao vento espalhar
as sementes do odor
que me deixaste na recordação
viajar contigo é saudade
ter-te em mim é alma
na mão pálida
e viajar...
.
08.11.15
Art by © Mandy Disher Floral Art
…… é tão bom nada teré tão bom nada ter que, quando acordo, sinto-me rica...que, quando acordo, sinto-me rica...
.
08.11.15
Art by © Maxwell Maltz
atravessar o rio
é a ponte mais frágil
que um ser alcança
quando percorre cauteloso
as madeiras virgens
que se vergam
já de cansaços idos
lianas de traços
rabiscos e linhas
sinais atingidos
na outra margem
os troféus conseguidos
numa outra raíz
num outro estado
tão vegetal como no passado
tão líquido como o gelo
tão solúvel quando o sol
tão brilhante como a sombra
que se reveste ao meio dia
na calma de deixar passar
a afronta do vento
no seu circo acampar
Art by © Tatyana Markov
.
há quem nasça viajado
há quem precise viajar
neste paraíso é-se amado
se também souber amar
08.11.15
.
08.11.15
Art by © Beata Witkowska Krause
From art by Anny Bocek.
pixel por pixelpixel por pixel
irás ver o suorirás ver o suor
da lágrima a cairda lágrima a cair
são os detalhessão os detalhes
que não me fazem sorrirque não me fazem sorrir
pixel por pixelpixel por pixel
irás entenderirás entender
que o meu trabalhoque o meu trabalho
é somente viveré somente viver
pixel por pixelpixel por pixel
até que o fimaté que o fim
carregue em caixacarregue em caixa
o que restar de mimo que restar de mim
Art by © Shatha Hassan
.
08.11.15
no canto mais audaz
a areia é capaz
de soprar em dunas
o prazer das marés
no seu corpo desenhar
as finas linhas
do seu pasmar
passeando no deserto
oásis de estar
tão perto de si
que não se possa ausentar
nem da brisa das algas
nem do mundo a rolar
nas águas turvas de um olhar
04.11.15
Art by © Kiss Andrea
.
não!não!
não enforcarei as letrasnão enforcarei as letras
nem as manterei presasnem as manterei presas
não!não!
não terás o meu sangue nas mãosnão terás o meu sangue nas mãos
minha folha é brancaminha folha é branca
e a minha caneta é pretae a minha caneta é preta
não!não!
não terás a minha alma vendidanão terás a minha alma vendida
nasceu para enfrentarnasceu para enfrentar
a garganta corrompidaa garganta corrompida
não!não!
não serás gente perdidanão serás gente perdida
enquanto houver um nãoenquanto houver um não
para dizer nesta vidapara dizer nesta vida
direi não!direi não!
não me sinto ofendidanão me sinto ofendida
sentirei a oferendasentirei a oferenda
da folha da flor caídada folha da flor caída
como a gratidão cumpridacomo a gratidão cumprida
08.11.15
Art by © Carne Griffiths Artist
memória seca
fragrância abafada
natureza morta
.
.
09.11.15
Art by © Dorina Costras Art
entreguei meu corpo aos castigos do destinoentreguei meu corpo aos castigos do destino
a meu belo prazer e a um longo desatinoa meu belo prazer e a um longo desatino
corres por meu corpo o teu odor e faz-se alentocorres por meu corpo o teu odor e faz-se alento
seguir em ti no teu passo ora apressado ora lentoseguir em ti no teu passo ora apressado ora lento
entregar-me de corpo e alma na escravatura de tientregar-me de corpo e alma na escravatura de ti
entregar-me-ei sempre que não infrigirei a nossa leientregar-me-ei sempre que não infrigirei a nossa lei
seguir na calma paz do que sei que em mim seleiseguir na calma paz do que sei que em mim selei
.
.
04.11.15
Art by © Colin Staples Life art
serás a incógnita eterna de um passoserás a incógnita eterna de um passo
na volta que o som que brada emitena volta que o som que brada emite
serás o oculto visível na bruma do arserás o oculto visível na bruma do ar
onde deposito meu corpo ao luaronde deposito meu corpo ao luar
conduzida por ti e teu alegre olharconduzida por ti e teu alegre olhar
sonhar acordado com o tango da luasonhar acordado com o tango da lua
eu seguirei teus passos compensadoseu seguirei teus passos compensados
na curva dos corpos em si saturadosna curva dos corpos em si saturados
na textura fina folhas de lado a ladona textura fina folhas de lado a lado
na distância certa de par enamoradona distância certa de par enamorado
quando novo sol voltar a despertarquando novo sol voltar a despertar
sem sombras queira sob o mar brilharsem sombras queira sob o mar brilhar
vagas vazias e cheias de espumas darvagas vazias e cheias de espumas dar
.
09.11.15
Art by © Dorina Costras Art
és a luz e a cor que me guia
quente lilás amarelo sem dor
és a fonte do meu ser e amor
é em ti que me deposito
conforto e conflito
e na dúvida a ti volto
porque em mim nada preciso
só o calor de sentir-te
vermelho coração
meu que bate energia
azul e rosa sem comiseração
seja grande ou pequuenino
és a minha morgada e infante
a minha gratidão de viver
e é esgotada em ti
que quero por ti morrer
.
09.11.15
Art by © Erica Wexler
não me matas idade
apuras-me certeza
no prazer de te encontrar
nos anos de seres meu par
nos cabelos granjeados
na pele a dobrar
cada sorriso perdido
é para voltar a achar
na esquina do tempo
que no momento dobrar
no meu pensamento
enquanto eu durar
memória em mim
lembranças de nós
tudo aqui é
nosso grito e voz
tudo aqui é
presente perene
tudo aqui é
um pouco de nós
tudo aqui é
...
.
09.11.15
Art by © "Errance Urbaine" Deckalo Art
a andar o ar correu mundo...
.
09.11.15
Art by © Dorina Costras Art a andar o ar correu mundo...a andar o ar correu mundo...
e eu só por te olhar encontreie eu só por te olhar encontrei
o que ao mundo se atribui de amaro que ao mundo se atribui de amar
um conjunto profundo de emoçõesum conjunto profundo de emoções
onde calado ainda expões a tua formaonde calado ainda expões a tua forma
a tua arte de encantar o primogénitoa tua arte de encantar o primogénito
o filho que sem agruras ainda misturao filho que sem agruras ainda mistura
o barro na chuva e a tempera com lágrimaso barro na chuva e a tempera com lágrimas
adoça-o no corpo que a sua mão contemadoça-o no corpo que a sua mão contem
um punhado de sangue tapado na palmaum punhado de sangue tapado na palma
e um véu enorme de calos e espinhose um véu enorme de calos e espinhos
como que profundamente lhe escorrecomo que profundamente lhe escorre
das salinas das vísceras ainda pingentesdas salinas das vísceras ainda pingentes
que adornam as vestes das florestasque adornam as vestes das florestas
em margaridas e papoilas selvagensem margaridas e papoilas selvagens
e nos sorrisos de muitos rios encantadose nos sorrisos de muitos rios encantados
correndo velozes pelas encostas abaixocorrendo velozes pelas encostas abaixo
cantando ao encontro do mundocantando ao encontro do mundo
.
09.11.15
Art by © Dorina Costras Art
limita-melimita-me
no horizonteno horizonte
do ecodo eco
na repercussãona repercussão
seduzseduz
como usascomo usas
a nudeza nudez
que tapasque tapas
com a mãocom a mão
.
09.11.15
Art by © Dorina Costras Art
feliz aquelefeliz aquele
que não se livra da procuraque não se livra da procura
que encontra uma corque encontra uma cor
e a guarda como se fosse o arco-írise a guarda como se fosse o arco-íris
não a solta e ainda se passeianão a solta e ainda se passeia
como se o mundo fosse coloridocomo se o mundo fosse colorido
feliz aquelefeliz aquele
que não se livra do encontroque não se livra do encontro
que a cada novo orvalhoque a cada novo orvalho
percebe a gota a crescerpercebe a gota a crescer
e faz da gota o seu lagoe faz da gota o seu lago
paradisiaco para viverparadisiaco para viver
que brilha quando a lua à noiteque brilha quando a lua à noite
a ilumina na solidão da ilhaa ilumina na solidão da ilha
e faz nela as estrelas brilhantese faz nela as estrelas brilhantes
bailarem na maresiabailarem na maresia
feliz aquelefeliz aquele
que não se esquiva a tudo procurarque não se esquiva a tudo procurar
no pó que a estrada leveno pó que a estrada leve
decide por aí levantardecide por aí levantar
e o guarda para construire o guarda para construir
a terra verde onde possa plantara terra verde onde possa plantar
estradas de vidaestradas de vida
que tambémque também
o façam por ela viajaro façam por ela viajar
.
10.11.15
Art by © Dorina Costras Art
nem meus olhos cegamnem meus olhos cegam
nem meu corpo secanem meu corpo seca
só a minha almasó a minha alma
transparecetransparece
como gota num oceanocomo gota num oceano
que se derretaque se derreta
gelo pedra e pógelo pedra e pó
num vulcão de um poeta.num vulcão de um poeta.
(.)(.)
.
10.11.15
Art by © Bianca Paraschiv-Drawings
há muito tempo que perdihá muito tempo que perdi
as teclas de te leras teclas de te ler
agora tenho a música em mimagora tenho a música em mim
e a terei até morrere a terei até morrer
no scripto de descrever o somno scripto de descrever o som
o que me deu iniciaro que me deu iniciar
foi só adormecer e perceberfoi só adormecer e perceber
que em ti estavaque em ti estava
desde o ínicio a viverdesde o ínicio a viver
o descrito não foi um sonhoo descrito não foi um sonho
foi composto pelo compositorfoi composto pelo compositor
.
11.11.15
Art by © Steve Huston
achei que me apaixonei por tiachei que me apaixonei por ti
porque esboçavas para mimporque esboçavas para mim
o sorriso de uma cantoriao sorriso de uma cantoria
o suspiro de um palcoo suspiro de um palco
o dorso forte de um traçoo dorso forte de um traço
num carvão árduo mas suavenum carvão árduo mas suave
onde estendi meu lençól ao ventoonde estendi meu lençól ao vento
em tudo erreiem tudo errei
sem lamentosem lamento
perdeste o esboçoperdeste o esboço
roubaste-me o compassoroubaste-me o compasso
e o dorso voa agora no vácuoe o dorso voa agora no vácuo
um desértico terraçoum desértico terraço
.
11.11.15
Art by © MARCO RUBIERO ARTE
hojehoje
só queriasó queria
prostrar-meprostrar-me
no teu leitono teu leito
eterno e puroeterno e puro
.
10.11.15
Art by © Steve Huston
voltei e volteivoltei e voltei
em mim acheiem mim achei
novelo de sernovelo de ser
que se destapaque se destapa
desnuda e traçadesnuda e traça
a pele grotescaa pele grotesca
de não saber irde não saber ir
e voltar sem saire voltar sem sair
do meu lugardo meu lugar
até se obrigaraté se obrigar
a vomitar a dora vomitar a dor
de abalarde abalar
sem partirsem partir
.
10.11.15
Art by © Steve Huston
acolhes-me no teu peitoacolhes-me no teu peito
exposto e amploexposto e amplo
hesito por o saber perfeitohesito por o saber perfeito
.
11.11.15
Art by © Agustin Castillo: Abstracts
temos a face indefinidatemos a face indefinida
a cor de nem parecera cor de nem parecer
seguimos no reflexoseguimos no reflexo
como espelho e feridacomo espelho e ferida
tocando baixinho o somtocando baixinho o som
estás águas são dilúvioestás águas são dilúvio
que disformam a corque disformam a cor
e no pranto sem are no pranto sem ar
aparecem dissaboraparecem dissabor
10.11.15
Art by © MARCO RUBIERO ARTE
. sou bicho selvagem e assustadosou bicho selvagem e assustado
retrato de mau trato no passadoretrato de mau trato no passado
no pó da caveira ainda encontradono pó da caveira ainda encontrado
pelo olhar distante e perspicazpelo olhar distante e perspicaz
de um ser diligente e audazde um ser diligente e audaz
minuciosamente pincelaminuciosamente pincela
o bicho selvagem da telao bicho selvagem da tela
contorno a contorno enchecontorno a contorno enche
de cinzenta linha preenchede cinzenta linha preenche
mais grave aqui menos alimais grave aqui menos ali
que a memória termine aquique a memória termine aqui
num beco sem saídanum beco sem saída
numa porta abertanuma porta aberta
por onde entre o ar sem feridapor onde entre o ar sem ferida
frio e desgastante que cortefrio e desgastante que corte
solte a memória errantesolte a memória errante
e de novo se faça vidae de novo se faça vida
.
11.11.15
Art by © Ania Tomicka
conseguirei fugir à memóriaconseguirei fugir à memória
se me mexer e não ficar paradase me mexer e não ficar parada
12.11.15
Art by © Rosa Maria Magro
ingeri de ti na irmandadeingeri de ti na irmandade
mas sonhei-te puro e nasceste impuromas sonhei-te puro e nasceste impuro
absorvi de ti na continuidadeabsorvi de ti na continuidade
mas transpirei-te puro e gotejaste impuromas transpirei-te puro e gotejaste impuro
manuseei de ti profundidademanuseei de ti profundidade
mas tacteei-te impuro e gemeste puromas tacteei-te impuro e gemeste puro
a vida comigo fez guerraa vida comigo fez guerra
no dia em que me viu nascerno dia em que me viu nascer
no grito que me fez darno grito que me fez dar
por dizer estou vivapor dizer estou viva
nasci também para amarnasci também para amar
Art by © Daniel Bjørn Johannesen
12.11.15
Art by © Massimo Della Latta
12.11.15
fizeste-me refugiada emfizeste-me refugiada em
mimmim
nos teus brancos lençóisnos teus brancos lençóis
e eu sem sede atée eu sem sede até
Art by © Loui Jover ArtArt by © Loui Jover Art
12.11.1512.11.15
tive a pressative a pressa
de te habitarde te habitar
no meu cúbiculono meu cúbiculo
de luz e pazde luz e paz
tive tanta pressative tanta pressa
que fiquei retidaque fiquei retida
na retinana retina
de outra rotinade outra rotina
de vidade vida
Art by © Loui Jover ArtArt by © Loui Jover Art
12.11.1512.11.15
ter só um olharter só um olhar
um brilho do teu rostoum brilho do teu rosto
e conseguir sorrire conseguir sorrir
foi tudo o que quisfoi tudo o que quis
ainda te aguardoainda te aguardo
estarás para virestarás para vir
com um olharcom um olhar
talvez mais feliztalvez mais feliz
Art by © Loui Jover ArtArt by © Loui Jover Art
12.11.1512.11.15
saudadesaudade
tenho a marca da tua sombratenho a marca da tua sombra
típica cópia do teu sertípica cópia do teu ser
humildemente tombadahumildemente tombada
10nov1510nov15
Art by © Sarah AllegraArt by © Sarah Allegra
12.11.1512.11.15
hoje vai ser um dia …hoje vai ser um dia …
ah! normal!ah! normal!
11nov15
12.11.1512.11.15
o toque ds teus lábioso toque ds teus lábios
era tudo o que queria agoraera tudo o que queria agora
que me envies o ventoque me envies o vento
como antes se faziacomo antes se fazia
que me acenes na chuvaque me acenes na chuva
como o abraço que deviacomo o abraço que devia
apertado envolvidoapertado envolvido
como em amor derretidocomo em amor derretido
por teres sido o meu bempor teres sido o meu bem
mais do que queridomais do que querido
habitar natureza e em tihabitar natureza e em ti
onde chove e secaonde chove e seca
à hora que forà hora que for
por uma gota sópor uma gota só
a que me dás e usufruisa que me dás e usufruis
como dádiva de amorcomo dádiva de amor
11nov15
Art by © Carne Griffiths ArtistArt by © Carne Griffiths Artist
12.11.1512.11.15
quase que me apeteceuquase que me apeteceu
ser a ingénuaser a ingénua
que aqui apareceuque aqui apareceu
11nov15
Art by © Ora's ArtArt by © Ora's Art
12.11.1512.11.15
beijo os teus olhos marejados de salbeijo os teus olhos marejados de sal
no teu peito escuto as ondas do oceanono teu peito escuto as ondas do oceano
e no abraço apertado te chamo infantee no abraço apertado te chamo infante
és meu cavalheiro jovem e erranteés meu cavalheiro jovem e errante
caminhas sobre o meu atalhocaminhas sobre o meu atalho
cobrindo o chão de odores de marcobrindo o chão de odores de mar
e eu vou limpando migalhas da tua cale eu vou limpando migalhas da tua cal
quando o chão coberto for a mantaquando o chão coberto for a manta
o pó do nosso agassalhoo pó do nosso agassalho
Art by © Ora's ArtArt by © Ora's Art
12.11.1512.11.15
tivesse eu o teu prazertivesse eu o teu prazer
pediria boleia ao diapediria boleia ao dia
e ia voando em ti vivere ia voando em ti viver
Art by © Ora's ArtArt by © Ora's Art
12.11.1512.11.15
soubesses tu o que eu não seisoubesses tu o que eu não sei
e até o tempo se apagavae até o tempo se apagava
para me ensinar o que seipara me ensinar o que sei
Art by © Ora's ArtArt by © Ora's Art
12.11.1512.11.15
Art by © FedericoSciucaArt by © FedericoSciuca
baila brinca e cantabaila brinca e canta
cotovio piar despecotovio piar despe
ter a brasa doirada para voarter a brasa doirada para voar
derretida no mesmo pasmo de amarderretida no mesmo pasmo de amar
uma brisa entretendo pode não coraruma brisa entretendo pode não corar
baila brinca e cantabaila brinca e canta
mas não dispas o meu olharmas não dispas o meu olhar
12.11.1512.11.15
Art by © HardibudiArt by © Hardibudi
sentir as tuas mãos no meu corposentir as tuas mãos no meu corpo
é sentir-te arrepio e frioé sentir-te arrepio e frio
na cor pálida que transparecena cor pálida que transparece
quando jazes inerte em mimquando jazes inerte em mim
e por mais que o tempo arrefeçae por mais que o tempo arrefeça
até na humidade ela secaaté na humidade ela seca
por te saber de carência certapor te saber de carência certa
uma alma preenchidauma alma preenchida
quase e extremamente afectivaquase e extremamente afectiva
que se sente sem mãos correspondidaque se sente sem mãos correspondida
sejam em todos nós mãos extendidassejam em todos nós mãos extendidas
,
12.11.1512.11.15
from © Sensuality in Artfrom © Sensuality in Art
cartacarta
não te escreverei a carta onde lerias a minhanão te escreverei a carta onde lerias a minha
urgência de estar mais do que de te saber seriaurgência de estar mais do que de te saber seria
a carta mais chorada que nem quererieis ler,a carta mais chorada que nem quererieis ler,
diria se fosse escrita que, a toda a hora quediria se fosse escrita que, a toda a hora que
urge tenho urgência de te escrever, uma e outraurge tenho urgência de te escrever, uma e outra
vez, até que transpire de alma, por te amar e nãovez, até que transpire de alma, por te amar e não
saber dizer ou expressar a não ser quando tesaber dizer ou expressar a não ser quando te
vou tocando uma e outra vez, devagar comovou tocando uma e outra vez, devagar como
amante de um só olhar brilhando e brincandoamante de um só olhar brilhando e brincando
como o sol nos aquecendo e a lua arrefecendocomo o sol nos aquecendo e a lua arrefecendo
por ser o ciclo natural de te espantar epor ser o ciclo natural de te espantar e
surpreender, até quem sabe encontrar-te cartasurpreender, até quem sabe encontrar-te carta
escrita na mão de outro carteiro e certeiro saibaescrita na mão de outro carteiro e certeiro saiba
encartar folha em envelope coloque selo e saibaencartar folha em envelope coloque selo e saiba
viajar, correr o mundo sob o teu olharviajar, correr o mundo sob o teu olhar
encantado na carta que nunca te irei ler, porqueencantado na carta que nunca te irei ler, porque
escrita não irá aparecerescrita não irá aparecer
,
12.11.1512.11.15
from © Maria Laterzafrom © Maria Laterza
procuraram-se as mãosprocuraram-se as mãos
as que na noite seas que na noite se
tocavamtocavam
sob o olhar fechadosob o olhar fechado
e o pano já corridoe o pano já corrido
,,,,,,
,
13.11.1513.11.15
artBy © Nuno PimentaartBy © Nuno Pimenta
meu olhinho pequeninomeu olhinho pequenino
espreita por te verespreita por te ver
no teu jeito ladinono teu jeito ladino
foca o bom viverfoca o bom viver
,,,,,,
,
13.11.1513.11.15
from © Angelas Art Künstlerinfrom © Angelas Art Künstlerin
não há como evitar, de todas as voltas, é lá que volto a estarnão há como evitar, de todas as voltas, é lá que volto a estar
na brisa suave do teu olhar trémulo calado a só respirarna brisa suave do teu olhar trémulo calado a só respirar
as vagas que a maresia a nós trouxer distância de um dia amaras vagas que a maresia a nós trouxer distância de um dia amar
sobre as ondas tumultuosas de um mundo quase a desabarsobre as ondas tumultuosas de um mundo quase a desabar
irá cair, ruir ou para sempre este universo vai-se aguentarirá cair, ruir ou para sempre este universo vai-se aguentar
não há como voltar as costas e partir se é teu o sorriso a apanharnão há como voltar as costas e partir se é teu o sorriso a apanhar
nas encostas altas das montanhas escaladas que temos de andarnas encostas altas das montanhas escaladas que temos de andar
suportar as façanhas e conseguir sorrir sem manhas e sussurrarsuportar as façanhas e conseguir sorrir sem manhas e sussurrar
porque hoje voltei a carecer do teu abraço e do teu beijarporque hoje voltei a carecer do teu abraço e do teu beijar
e é esse silêncio que não posso deixar de tanto escutare é esse silêncio que não posso deixar de tanto escutar
porque é eco o brilho que esventra o vento quando acordarporque é eco o brilho que esventra o vento quando acordar
uma tempestade de lágrimas perdidas por só deixar passaruma tempestade de lágrimas perdidas por só deixar passar
mais um momento que só servirá para de tudo ainda recordarmais um momento que só servirá para de tudo ainda recordar
,
13.11.1513.11.15
Art by © Gianni StrinoArt by © Gianni Strino
tens o olhar grandetens o olhar grande
que me abraça a sorrirque me abraça a sorrir
no silêncio da gargalhadano silêncio da gargalhada
entrego-me sem fugirentrego-me sem fugir
timbre rouco e acústicotimbre rouco e acústico
num rosto rústiconum rosto rústico
minha rede de encostarminha rede de encostar
meus olhos em teu olharmeus olhos em teu olhar
,
13.11.1513.11.15
Art by © Fernando Saenz PedrosaArt by © Fernando Saenz Pedrosa
era uma casa pequenina mas com vistas paraera uma casa pequenina mas com vistas para
o mar a onda agitava-se e era a hora deo mar a onda agitava-se e era a hora de
acordarmos num búzio onde moramos nasacordarmos num búzio onde moramos nas
vozes de nos amarmos tã ocaídos nas areiasvozes de nos amarmos tã ocaídos nas areias
como a nossa vez de nos desgastarmoscomo a nossa vez de nos desgastarmos
pedra sobre pedra até o pó nos formatar napedra sobre pedra até o pó nos formatar na
sede de uma areia novas rochas enlaçadas desede de uma areia novas rochas enlaçadas de
nos formarnos formar
,
13.11.1513.11.15
Art by © Eugene MukovhinArt by © Eugene Mukovhin
castiguei-me ao teu olharcastiguei-me ao teu olhar
um castigo que pode durarum castigo que pode durar
o tempo que me for precisoo tempo que me for preciso
só para não te ouvir chorarsó para não te ouvir chorar
cantigas de amigo nem falarcantigas de amigo nem falar
o silêncio é de oiro embrulhadoo silêncio é de oiro embrulhado
ficai na paz do senhorficai na paz do senhor
que eu vou orar para outro ladoque eu vou orar para outro lado
onde amigo é bem amadoonde amigo é bem amado
e sem nada a apontare sem nada a apontar
porque amar um amigo...porque amar um amigo...
é amar...é amar...
,
13.11.1513.11.15
Art by © Francesca StrinoArt by © Francesca Strino
torna-se gritotorna-se grito
insuportável de darinsuportável de dar
porque a dorporque a dor
de o clamarde o clamar
não dá maisnão dá mais
para aguentarpara aguentar
sufoca-se em nóssufoca-se em nós
e faz-nos calare faz-nos calar
e por todos os tempose por todos os tempos
só celebrarsó celebrar
na continuidadena continuidade
de um momentode um momento
que se criouque se criou
para continuarpara continuar
um só e únicoum só e único
para alentopara alento
de eternamentede eternamente
te amarte amar
,
13.11.1513.11.15
Art by © My calligraphy (paper)Art by © My calligraphy (paper)
……
quando as palavras encriptadas são as mesmas que todas as letras porquando as palavras encriptadas são as mesmas que todas as letras por
nós usadasnós usadas
......
,
13.11.1513.11.15
Art by © Dimitar VoinovArt by © Dimitar Voinov
porque te cheirei cravo perfeito na minha vidaporque te cheirei cravo perfeito na minha vida
tão puro como a cor da espuma da água do martão puro como a cor da espuma da água do mar
porque te fui cheirar o ser flor que me deixa perdidaporque te fui cheirar o ser flor que me deixa perdida
na escura solidão onde me aconchego e sei coroarna escura solidão onde me aconchego e sei coroar
meu silêncio de encontro ao ser meu reino e reimeu silêncio de encontro ao ser meu reino e rei
onde sempre te tenho educo castigo e amareionde sempre te tenho educo castigo e amarei
porque te cheirar foi a minha conquista de amorporque te cheirar foi a minha conquista de amor
,
13.11.1513.11.15
Art by © Alfredas JureviciusArt by © Alfredas Jurevicius
despi as pedras que me atiras-te
vesti as vestes chamativas do querer
virar as costas aos muros
bater com os pés nos charcos
que chova em mim as lágrimas
dos lamentos desnecessários
porque hei-de sempre querer
ser o muro das pedras que amontoei
despir-me no desgaste do meu tempo
e prender-me no olhar de outro alguém
que carregado de pedras...
saiba a tranquilidade de ser
um muro gravitado do bem
,
13.11.1513.11.15
Art by © Umberto BoccioniArt by © Umberto Boccioni
se me fundisse no vento queria ser o eco do teuse me fundisse no vento queria ser o eco do teu
somsom
e viajar no universo até onde a corrente de ar mee viajar no universo até onde a corrente de ar me
levasselevasse
pairar contigo sobre os montes e vales dospairar contigo sobre os montes e vales dos
himalaiashimalaias
correr nos prados e clareiras das histórias decorrer nos prados e clareiras das histórias de
christianchristian
e sentir os poderes da essência no quântico dee sentir os poderes da essência no quântico de
krishnakrishna
se me fundisse que fosse com o vento e sorrissese me fundisse que fosse com o vento e sorrisse
,
13.11.1513.11.15
Art by © Gustave CaillebotteArt by © Gustave Caillebotte
…… decapamos linhas com o suor do nosso corpodecapamos linhas com o suor do nosso corpo
…… nos calos das nossas mãos riscamosnos calos das nossas mãos riscamos
…… as letras e palavras que fores capazas letras e palavras que fores capaz
,
14.11.1514.11.15 - texto partilhado nrº 100 -- texto partilhado nrº 100 -
Art by © Deposito de cartunsArt by © Deposito de cartuns
a paz é fácil,a paz é fácil,
livre elivre e
atingívelatingível
sem corsem cor
sem credosem credo
sem clubesem clube
sem partidosem partido
sem...sem...
basta quererbasta querer
em paz viverem paz viver
,
14.11.1514.11.15 - texto partilhado nrº 100 -- texto partilhado nrº 100 -
Imagem tirada se © Edgar JoséImagem tirada se © Edgar José
quandoquando
enxovalharesenxovalhares
meu corpomeu corpo
lembra-te daslembra-te das
chagas quechagas que
sangramsangram
no peito aindano peito ainda
ardem devagarardem devagar
uma moinhauma moinha
que não sabeque não sabe
apagarapagar
a alegria dea alegria de
saber sempre tesaber sempre te
amaramar
,
14.11.1514.11.15
Imagem tirada se © Arte AfricanaImagem tirada se © Arte Africana
PAZ MUNDIALPAZ MUNDIAL
é a utopia de umé a utopia de um
povo são numpovo são num
mundo de loucosmundo de loucos
perdidos pelaperdidos pela
exuberanteexuberante
ganância daganância da
vaidadevaidade
existencialista daexistencialista da
sua própria loucurasua própria loucura
que cada vez teráque cada vez terá
menos adeptos paramenos adeptos para
que seja conseguidaque seja conseguida
a paz mundiala paz mundial
,
14.11.1514.11.15
Imagem tirada se © Edgar JoséImagem tirada se © Edgar José
silenciais o meu olharsilenciais o meu olhar
sob a sombrasob a sombra
nocturna de umnocturna de um
nascer extraído donascer extraído do
amniótico elementoamniótico elemento
volátil e sem lamentovolátil e sem lamento
de um momentode um momento
recriativorecriativo
,
14.11.1514.11.15
Imagem tirada se © Carrie VielleImagem tirada se © Carrie Vielle
pedes-me o céu e eu só tenho chãopedes-me o céu e eu só tenho chão
solicitas-me água e eu só tenho o deserto para molharsolicitas-me água e eu só tenho o deserto para molhar
pedes-me o riso alegre e eu só sei chorar no barro do colchãopedes-me o riso alegre e eu só sei chorar no barro do colchão
quero ir mas os pés sempre me dizem nãoquero ir mas os pés sempre me dizem não
pedes-me o impossível e eu vejo o possível num arco-íris a crescerpedes-me o impossível e eu vejo o possível num arco-íris a crescer
num horizonte sem limite mal o dia comece a raiarnum horizonte sem limite mal o dia comece a raiar
e uma gota de orvalho o teu olhar não deixar secare uma gota de orvalho o teu olhar não deixar secar
mas não me peças para partir antes de ver o sol se deitarmas não me peças para partir antes de ver o sol se deitar
nas quedas de um rio onde um rio veloz em cascata vai caindonas quedas de um rio onde um rio veloz em cascata vai caindo
molhando a alma de quem o vir e sentir num caiaque velejarmolhando a alma de quem o vir e sentir num caiaque velejar
,
14.11.1514.11.15
Imagem tirada se © Alexksandrina KaradjovaImagem tirada se © Alexksandrina Karadjova
a esperança nasce no coração de um sol que aqueça o nosso olhara esperança nasce no coração de um sol que aqueça o nosso olhar
mal desperte o filho do homem que saiba flores na terra seca plantarmal desperte o filho do homem que saiba flores na terra seca plantar
que elas germinarão com a mesma dedicação que o suor do seu amarque elas germinarão com a mesma dedicação que o suor do seu amar
natureza respeito mutuo e dualidade na cumplicidade de aqui morarnatureza respeito mutuo e dualidade na cumplicidade de aqui morar
,
14.11.1514.11.15
Imagem tirada se © Trisha LambiImagem tirada se © Trisha Lambi
mesmo distantesmesmo distantes
a memória traza memória traz
odoresodores
de muitos e outrosde muitos e outros
amantesamantes
que nas areiasque nas areias
desenhavamdesenhavam
as palavras agoraas palavras agora
apagadasapagadas
em todasem todas
as épocas e idadesas épocas e idades
em todasem todas
as línguas e pátriasas línguas e pátrias
mesmo distantesmesmo distantes
,
15.11.1515.11.15
Imagem tirada se © Edgar JoséImagem tirada se © Edgar José
fiz da fraqueza a minhafiz da fraqueza a minha
força para no meu corpo teforça para no meu corpo te
levar riscos e traços letraslevar riscos e traços letras
para te amar, sempre quepara te amar, sempre que
possa vou-te o dizer parapossa vou-te o dizer para
que o mundo possa escutarque o mundo possa escutar
nem que seja só mais umanem que seja só mais uma
vez para por um segundovez para por um segundo
haja nada mais em quehaja nada mais em que
pensar a não ser na formapensar a não ser na forma
do verbo ser uma prendado verbo ser uma prenda
dar por cumprimentar outrodar por cumprimentar outro
ser nem que seja só atravésser nem que seja só através
do olhardo olhar
,
15.11.1515.11.15
Art by © Charlie TerrellArt by © Charlie Terrell
que nunca percaque nunca perca
a capacidade de amar-TEa capacidade de amar-TE
muito antes de te integrarmuito antes de te integrar
minha sorTEminha sorTE
saber te honrar e fielmentesaber te honrar e fielmente
homenagear-TEhomenagear-TE
pelo teu semblante rectopelo teu semblante recto
e de alto porTEe de alto porTE
onde me prosto em entregaonde me prosto em entrega
de adorar-TEde adorar-TE
,
16.11.1516.11.15
Art by © Vitor LimaArt by © Vitor Lima
tudo é caótico no silênciotudo é caótico no silêncio
já viste o caos não serjá viste o caos não ser
o desafio da ordenação?o desafio da ordenação?
eu te desafio ao caõs gerareu te desafio ao caõs gerar
porque é impossível teporque é impossível te
evitarevitar
virar a página e não vervirar a página e não ver
as cruzadas a voltaras cruzadas a voltar
por quanto tempo mais...por quanto tempo mais...
ninguém o saberá dizerninguém o saberá dizer
são lutas rídiculassão lutas rídiculas
e quase irreaise quase irreais
só igualadas às queimadassó igualadas às queimadas
igualmente imortaisigualmente imortais
do humano que o cabo...do humano que o cabo...
não torneará jamaisnão torneará jamais
tudo é caos no silênciotudo é caos no silêncio
,
16.11.1516.11.15
Art by © Pino DaeniArt by © Pino Daeni
quis revalidar os meus votos de te amarquis revalidar os meus votos de te amar
até vieram novas gaivotas para constataraté vieram novas gaivotas para constatar
desfilaram as formigas sua marcha exercéticadesfilaram as formigas sua marcha exercética
e as cigarras tocaram as núpciosas valsase as cigarras tocaram as núpciosas valsas
tudo para validar nossas artes marcaistudo para validar nossas artes marcais
no tapete marcado com um xis maisno tapete marcado com um xis mais
para de novo adormecer nos teus lábiospara de novo adormecer nos teus lábios
repousar nas tuas mãos quietas e caladasrepousar nas tuas mãos quietas e caladas
até acordar e perceber que o sonhoaté acordar e perceber que o sonho
volta outra vez a acontecervolta outra vez a acontecer
16.11.1516.11.15
Art by © Rahaf ArtRahaf ArtArt by © Rahaf ArtRahaf Art
,
tens a forma delicada de uma flor em botãotens a forma delicada de uma flor em botão
que possue a alegria de viver em solidãoque possue a alegria de viver em solidão
estrutura fresca da esperança de um traçoestrutura fresca da esperança de um traço
sem aliança diz à raíz estás preso p'lo narizsem aliança diz à raíz estás preso p'lo nariz
tens faro e tacto e um coração de aço e petiztens faro e tacto e um coração de aço e petiz
,
15.11.1515.11.15
Art by © Rahaf ArtRahaf ArtArt by © Rahaf ArtRahaf Art
tenho o segredotenho o segredo
um segredo tão bemum segredo tão bem
guardadoguardado
que até é mistério para mimque até é mistério para mim
já nem sei onde o metijá nem sei onde o meti
muito menos onde omuito menos onde o
guardeiguardei
se alguém o vir por aíse alguém o vir por aí
mande-o vir ter comigomande-o vir ter comigo
porque é meu, meu amigoporque é meu, meu amigo
15.11.1515.11.15
Art by © Eser AfacanArt by © Eser Afacan
quereis saber a novaquereis saber a nova
a nova não háa nova não há
há uma velha retocadahá uma velha retocada
retocada na pinturaretocada na pintura
pintura sem corpintura sem cor
cor sem exactidãocor sem exactidão
exactidão sem a mãoexactidão sem a mão
mão sem pulsomão sem pulso
pulso sem troncopulso sem tronco
tronco sem raíztronco sem raíz
raíz sem terraraíz sem terra
terra de muito paísterra de muito país
16.11.1516.11.15
Art by © Eser AfacanArt by © Eser Afacan
nasci onde escolhi na cor que contratei,,,nasci onde escolhi na cor que contratei,,,
ter um sábio no caminho e um mago como reiter um sábio no caminho e um mago como rei
tive até a ousadia de na minha pele te tactuar...tive até a ousadia de na minha pele te tactuar...
com pós de prilimpimpim só para te adorar...com pós de prilimpimpim só para te adorar...
um odor intenso que me deste de manhã ao acordarum odor intenso que me deste de manhã ao acordar
um suspiro e um sussurro de vento para te estimarum suspiro e um sussurro de vento para te estimar
frisei ao sol que não escondesse os seus raios do meufrisei ao sol que não escondesse os seus raios do meu
chãochão
que as flores preciso de regar nas lágrimas da tuaque as flores preciso de regar nas lágrimas da tua
saudadesaudade
quando mais tarde a lua chegarquando mais tarde a lua chegar
16.11.1516.11.15
Art by © ART & BeautyArt by © ART & Beauty
por mais que contorça meu jeito de ser
será sempre a tolerância que tenho
que me faz em ti aceitar crer ser e viver
15.11.1515.11.15
Art by © Eser AfacanArt by © Eser Afacan
devia de ter sido capazdevia de ter sido capaz
de parar e voltar atrásde parar e voltar atrás
refazer o caminho e contarrefazer o caminho e contar
que o verbo é amarque o verbo é amar
onde as escadas de subironde as escadas de subir
se formam e crescemse formam e crescem
como os sentimentoscomo os sentimentos
de não voltar a pararde não voltar a parar
nada volta ao mesmo lugarnada volta ao mesmo lugar
a não ser a memóriaa não ser a memória
a memória que perduraa memória que perdura
no tempo e dura esquecerno tempo e dura esquecer
refazer ou desfazerrefazer ou desfazer
o que mais se poderia dizero que mais se poderia dizer
talvez um olhar maistalvez um olhar mais
perspicaz e aconteria viverperspicaz e aconteria viver
.
16.11.1516.11.15
Art by © Eser AfacanArt by © Eser Afacan
não tenho como voltar ao mar salgado do oceanonão tenho como voltar ao mar salgado do oceano
de onde parti uma vez por querer e não por enganode onde parti uma vez por querer e não por engano
onde dei o passo de caminhar ladeira acima e seguironde dei o passo de caminhar ladeira acima e seguir
montanha que não escorrega no passo de em si seguirmontanha que não escorrega no passo de em si seguir
alheia ao mundo e encrustrada nas raízes de renasceralheia ao mundo e encrustrada nas raízes de renascer
nem das cinzas mas do pó que a há-de um dia comernem das cinzas mas do pó que a há-de um dia comer
17.11.1517.11.15
Art by 2014 © ISABELLA KRAMERArt by 2014 © ISABELLA KRAMER
.
encontrei o teu corpoencontrei o teu corpo
no amarrotadono amarrotado
dos meus lençóis...dos meus lençóis...
e descobri como quentee descobri como quente
é teu abraço sonharé teu abraço sonhar
e sonhei sossegadae sonhei sossegada
no teu colono teu colo
por me cuidarpor me cuidar
e cuidei dos teus sonhose cuidei dos teus sonhos
com a vontade de darcom a vontade de dar
e deste-me o descansoe deste-me o descanso
merecido de acordarmerecido de acordar
e acordei agradecidae acordei agradecida
ao teu corpo inteiroao teu corpo inteiro
por te amarpor te amar
17.11.1517.11.15
Art by 2014 © IArunas RutkusArt by 2014 © IArunas Rutkus
.
há sempre...há sempre...
um novo momentoum novo momento
em queem que
confessoconfesso
o meu desejo:o meu desejo:
o de ficar mais pertoo de ficar mais perto
do que longe do ...do que longe do ...
.
17.11.1517.11.15
Art by 2014 © Arunas RutkusIArunas RutkusArt by 2014 © Arunas RutkusIArunas Rutkus
entretive-me a ouvir-teentretive-me a ouvir-te
no meu peito a cantarno meu peito a cantar
no teu tambor tão certono teu tambor tão certo
que ainda me faz espantarque ainda me faz espantar
ter uma bateria únicater uma bateria única
e sentir-te a pulsare sentir-te a pulsar
neste momento solitárioneste momento solitário
onde o silêncio é requisiadoonde o silêncio é requisiado
e o pardal vem acompanhare o pardal vem acompanhar
no passo de uma borboletano passo de uma borboleta
preencher o vazio de estarpreencher o vazio de estar
alegre harmoniaalegre harmonia
que a natureza trazque a natureza traz
por mais um momentopor mais um momento
parece que estamos em pazparece que estamos em paz
.
17.11.1517.11.15
Art by 2014 © Arunas RutkusIArunas RutkusArt by 2014 © Arunas RutkusIArunas Rutkus
crer em ti foi pecadocrer em ti foi pecado
afinal estavas impregnadoafinal estavas impregnado
do vil metal de um couraçadodo vil metal de um couraçado
teu coração é de pedra e felteu coração é de pedra e fel
teu corpo quis ser piratateu corpo quis ser pirata
de um cantinho só meude um cantinho só meu
meu vento desoladomeu vento desolado
tempestade do meu sertempestade do meu ser
constituído de licor e melconstituído de licor e mel
e bronzeado a pratae bronzeado a prata
na tinta que escorreuna tinta que escorreu
na mão solta debandadana mão solta debandada
correndo para vivercorrendo para viver
e mais tarde recordadae mais tarde recordada
por um pirata de nadapor um pirata de nada
.
viva a desigualdadeviva a desigualdade
para no caos do equilibriopara no caos do equilibrio
vencer a humanidadevencer a humanidade
Art by © Rahaf ArtRahaf ArtArt by © Rahaf ArtRahaf Art
desde que te videsde que te vi
que não teque não te
percoperco
Art by © Hendra MArt by © Hendra M
des_encontrodes_encontro
Art by © Loui Jover ArtArt by © Loui Jover Art
és como a águaés como a água
que me banhaque me banha
perfume imensoperfume imenso
da tua luzda tua luz
de brancode branco
na profundidadena profundidade
dos teus olhosdos teus olhos
,,,,,,
18.11.1518.11.15
Art by © Loui Jover ArtArt by © Loui Jover Art
queria chegar a casaqueria chegar a casa
e encontrar-te sentadae encontrar-te sentada
no sofáno sofá
poder tocar-tepoder tocar-te
e, dizer-te: até já!e, dizer-te: até já!
,,,,,,
18.11.1518.11.15
Art by © Blanca Álvarez.artArt by © Blanca Álvarez.art
pela tua mão...pela tua mão...
me guiasme guias
tango da vidatango da vida
passo a passopasso a passo
um abraçoum abraço
e um laçoe um laço
desvias a facedesvias a face
e o dia rolae o dia rola
no chão e na solano chão e na sola
da dança do lugarda dança do lugar
um momentoum momento
é para registaré para registar
o som que me ensinasteo som que me ensinaste
além na praia é amaralém na praia é amar
na ilha onde deságuámosna ilha onde deságuámos
refúgio de uma ocasiãorefúgio de uma ocasião
brisa suave de mão em mãobrisa suave de mão em mão
18.11.1518.11.15
Art by © ARUNAS RUTKUSArt by © ARUNAS RUTKUS
.
escrever-te é obra de um momentoescrever-te é obra de um momento
que passa é um sentimento que seque passa é um sentimento que se
retêm no momento e agarra-se pararetêm no momento e agarra-se para
te puder recordar e perceber quete puder recordar e perceber que
nada dá para expressar tudo sãonada dá para expressar tudo são
letras que se encontram sem seletras que se encontram sem se
conseguir dizer o que realmente elasconseguir dizer o que realmente elas
são, seja dor ou amor, seja asão, seja dor ou amor, seja a
desculpa e uma gratidão, seja o quedesculpa e uma gratidão, seja o que
for... por vezes nem servem asfor... por vezes nem servem as
palavras já cansadas de existirem,palavras já cansadas de existirem,
não há novos inventos e as letrasnão há novos inventos e as letras
deixam-se ainda sair sorrindo,deixam-se ainda sair sorrindo,
porque querem ter um sentido novo,porque querem ter um sentido novo,
se tudo é velho e a carta que sese tudo é velho e a carta que se
devia de escrever já não pretendedevia de escrever já não pretende
existir, porque o momento partiu naexistir, porque o momento partiu na
brisa do parágrafo, e fez-sebrisa do parágrafo, e fez-se
reticências ... um momento vou àreticências ... um momento vou à
obra de escrever-te.obra de escrever-te.
Art by © ARUNAS RUTKUSArt by © ARUNAS RUTKUS
.
remar a favor da maré é amar de cada vez que pedirremar a favor da maré é amar de cada vez que pedir
para me conduzir no rio calmo dos tormentos na rectapara me conduzir no rio calmo dos tormentos na recta
fácil de seguir para a frente e de frente até ondefácil de seguir para a frente e de frente até onde
o nosso barco nos conduzir...o nosso barco nos conduzir...
18.11.1518.11.15
18.11.1518.11.15
Art by © ARUNAS RUTKUSArt by © ARUNAS RUTKUS
vou soprar ao vento bolhas devou soprar ao vento bolhas de
sabão e pós de perilimpimpimsabão e pós de perilimpimpim
para que em mim existas e nãopara que em mim existas e não
fujas de mim lágrima e solidãofujas de mim lágrima e solidão
amor e gratidãoamor e gratidão
18.11.1518.11.15
Art by ©Mademoiselle Zazie' s Art Stephanie NobletArt by ©Mademoiselle Zazie' s Art Stephanie Noblet
definir-te minha presença na penumbra de umdefinir-te minha presença na penumbra de um
olhar é a cor mais densa no perfume da linha noolhar é a cor mais densa no perfume da linha no
toque da letra suspirar devagar pelo contornotoque da letra suspirar devagar pelo contorno
da frase e terminar com o sentimento de queda frase e terminar com o sentimento de que
falta algo mais...falta algo mais...
Art by © ARUNAS RUTKUSArt by © ARUNAS RUTKUS
.
18.11.1518.11.15
tenho um espaço vazio
entre a terra e o céu
um espaço que enche coração
quando o vento sopra quente
mesmo que fora da estação
tenho uma folha caída
na coz laranja da canção
e uma dor aflita
que se chama paixão
.
Art by © ARUNAS RUTKUSArt by © ARUNAS RUTKUS
18.11.1518.11.15
espectativas não tenhoespectativas não tenho
espero que o vento passeespero que o vento passe
e corra na orla marginale corra na orla marginal
do que encontre em mimdo que encontre em mim
,,,,,,
Art by © MARCO RUBIERO ARTEArt by © MARCO RUBIERO ARTE
18.11.1518.11.15
.
devolve-me a calma que não te entregueidevolve-me a calma que não te entreguei
devolve-me o entusiamo que não te empresteidevolve-me o entusiamo que não te emprestei
devolve-me a ilusão que não te sonheidevolve-me a ilusão que não te sonhei
que te darei a ilusão do pouco que tenhoque te darei a ilusão do pouco que tenho
no entusiasmo que a vida me devolveno entusiasmo que a vida me devolve
sonhar a calma a tudo a que me entregueisonhar a calma a tudo a que me entreguei
,,,,,,
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Art by © OyaArtArt by © OyaArt
19.11.1519.11.15
senta-tesenta-te
e vem contar-mee vem contar-me
coisas do teu lugarcoisas do teu lugar
......
Art by © Carne Griffiths ArtistArt by © Carne Griffiths Artist
18.11.1518.11.15
.
foram riscos e traços que me desenharam sem sombraforam riscos e traços que me desenharam sem sombra
raça humana e imperfeita porque nem o sol iluminaraça humana e imperfeita porque nem o sol ilumina
a penumbra em que vivem descabidos os humanosa penumbra em que vivem descabidos os humanos
,,,,,,
Art by © Artist Hebe SugarArt by © Artist Hebe Sugar
18.11.1518.11.15
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vêem os ventos do marvêem os ventos do mar
tocar a doce melodiatocar a doce melodia
de só querer questionarde só querer questionar
o destino e prosseguiro destino e prosseguir
,,,,,,
Art by © Nuno PimentaArt by © Nuno Pimenta
20.11.1520.11.15
dançar nos teus braços...dançar nos teus braços...
na imensidão dos passosna imensidão dos passos
correr o solo e o pó da terracorrer o solo e o pó da terra
varrer as areias das orlasvarrer as areias das orlas
e acabar nas espumas do mare acabar nas espumas do mar
com sabor salgado no teu ar docecom sabor salgado no teu ar doce
sentir e proferir o teu sorrirsentir e proferir o teu sorrir
intensas maresias de te abraçarintensas maresias de te abraçar
no som que me dê murmurarno som que me dê murmurar
uma batalha de venceruma batalha de vencer
o dia que de oiro se pintao dia que de oiro se pinta
e à noite prata se dignae à noite prata se digna
viver alegre nas ondasviver alegre nas ondas
e amar o momento de estare amar o momento de estar
uns salpicos sentiruns salpicos sentir
e por um sorriso não mentire por um sorriso não mentir
que o melhor do mundo é viverque o melhor do mundo é viver
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20.11.1520.11.15
não tenho tempo para a tua revoltanão tenho tempo para a tua revolta
só tenho tempo a perder com o que não me faltasó tenho tempo a perder com o que não me falta
ter um sorriso para te retribuir onde reina ater um sorriso para te retribuir onde reina a
confusãoconfusão
terei até tempo para te desejar um momento bomterei até tempo para te desejar um momento bom
votos de uma grande boa e sincera paixãovotos de uma grande boa e sincera paixão
onde chores de alegria lágrimas do coraçãoonde chores de alegria lágrimas do coração
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Art by © Artist Hebe SugarArt by © Artist Hebe Sugar
.
Art by © Artist Hebe SugarArt by © Artist Hebe Sugar
20.11.1520.11.15
pinta-me som no cinzento da melodiapinta-me som no cinzento da melodia
cor na definição de uma melancoliacor na definição de uma melancolia
e eu sairei por aí procurando-te ao ventoe eu sairei por aí procurando-te ao vento
suspirando pela rua a calçada do momentosuspirando pela rua a calçada do momento
onde respiras o ar novo e puro de fantasiaonde respiras o ar novo e puro de fantasia
e eu acrescento sem dor o que prometoe eu acrescento sem dor o que prometo
viver por mais um dia grata ao tempoviver por mais um dia grata ao tempo
que se me faz rumo a não perder magiaque se me faz rumo a não perder magia
a amar como sempre amarei até outro diaa amar como sempre amarei até outro dia
em que me pintes da cor da melancoliaem que me pintes da cor da melancolia
e o som saia doirado em outra melodiae o som saia doirado em outra melodia
Art by © Artist Hebe SugarArt by © Artist Hebe Sugar
20.11.1520.11.15
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é desmanchando meu corpo ao ventoé desmanchando meu corpo ao vento
que vivo na lágrima sagrada do agoraque vivo na lágrima sagrada do agora
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Art by © Sugar HArt by © Sugar H
20.11.1520.11.15
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quotidianos...quotidianos...
... onde tudo é tão diversificado como a vida... onde tudo é tão diversificado como a vida
,,,,,,
... porque o dia-a-dia é um quotidiano sonhado.... porque o dia-a-dia é um quotidiano sonhado.
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Art by © Rodica Toth PoiataArt by © Rodica Toth Poiata
20.11.1520.11.15
escorreguei pelos teus cabelos...escorreguei pelos teus cabelos...
como se liana se tratassem...como se liana se tratassem...
sedosas imagens no reflexo da lua...sedosas imagens no reflexo da lua...
minhas mãos tocarem no céu...minhas mãos tocarem no céu...
e entregar-me como sendo tuae entregar-me como sendo tua
na envolvencia de panos de cetimna envolvencia de panos de cetim
que os raios de sol guardam para mimque os raios de sol guardam para mim
natureza inocente dos primórdios até aonatureza inocente dos primórdios até ao
fim.fim.
.
Art by © Rashkovski PhotographyArt by © Rashkovski Photography
20.11.1520.11.15
fechei em mimfechei em mim
os olhosos olhos
e encontreie encontrei
o meu túnel de luzo meu túnel de luz
que me ilumina na noiteque me ilumina na noite
no breu que se anunciano breu que se anuncia
em meus olhos cerradosem meus olhos cerrados
no meu ser despertono meu ser desperto
no sonho inteirono sonho inteiro
puro que despertopuro que desperto
intímos de mimintímos de mim
.
Art by © Ettore Aldo del Vigo.Art by © Ettore Aldo del Vigo.
20.11.1520.11.15
,,,,,,
ao sol virá nascerao sol virá nascer
e à lua deitare à lua deitar
sobre a pele nuasobre a pele nua
de no teu corpo escreverde no teu corpo escrever
,,,,,,
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21.11.1521.11.15
num dia de chuvinha...num dia de chuvinha...
corre miudinho o arco-corre miudinho o arco-
írisíris
um, dois, trêsum, dois, três
escolhe nova corescolhe nova cor
outra vezoutra vez
novo dia e sorrisnovo dia e sorris
acordas e já vêsacordas e já vês
nasceu o amornasceu o amor
que ousadia no petizque ousadia no petiz
um raio de sol rompeuum raio de sol rompeu
vou agarro-lo é meu.vou agarro-lo é meu.
Art by © KandiskyArt by © Kandisky
21.11.1521.11.15
Art by ©Art by ©
Bob Daalder PhotographyBob Daalder Photography
é nas gotas de orvalhoé nas gotas de orvalho
que encontro as tuasque encontro as tuas
lágrimaslágrimas
que seja no azul celesteque seja no azul celeste
que encontre a tua dádivaque encontre a tua dádiva
.
21.11.1521.11.15
Art by © Karol BakKarol BakArt by © Karol BakKarol Bak
beijas alegre na lágrimabeijas alegre na lágrima
realidade imprevistarealidade imprevista
os olhos marejadosos olhos marejados
na fechada vistana fechada vista
correm os suores no arcorrem os suores no ar
é tempo de arregaçaré tempo de arregaçar
mangasmangas
deitar para foradeitar para fora
os anseios que me mandasos anseios que me mandas
a natureza tem tudoa natureza tem tudo
até o olhar da ignorânciaaté o olhar da ignorância
sapiência escondidasapiência escondida
ter o sentir na almater o sentir na alma
e o corpo em feridae o corpo em ferida
no alegre beijo...no alegre beijo...
de mais uma lágrimade mais uma lágrima
. Art by © Chris MaynardArt by © Chris Maynard
21.11.1521.11.15
perguntei por ti ao ventoperguntei por ti ao vento
e pelo meu beijo na testae pelo meu beijo na testa
vieste logo e contigovieste logo e contigo
trouxeste mais gentetrouxeste mais gente
senti o teu beijosenti o teu beijo
e um abraçoe um abraço
um sorrisoum sorriso
e um olá estou aquie um olá estou aqui
e eu sorrie eu sorri
por vos saberpor vos saber
...nos ventos de mim...nos ventos de mim
. Art by © Albert-Serra-PhotographyArt by © Albert-Serra-Photography
21.11.1521.11.15
…
nem guerreio com o ar ou o vento
deixo-te voar para as altas montanhas
onde aprenderás a guiar noutros rumos
algumas runas algo estranhas
...
. Art by © artursomersetArt by © artursomerset
21.11.1521.11.15
,,,,,,
a escorrer na ponta da unhaa escorrer na ponta da unha
que se restaure o momentoque se restaure o momento
e se engula a pura gotae se engula a pura gota
de um odor ainda por virde um odor ainda por vir
da beira da estradada beira da estrada
uma recta linha conduzauma recta linha conduza
bafos saudáveisbafos saudáveis
na brisa da madrugadana brisa da madrugada
ou ao fim da tarde a escurecerou ao fim da tarde a escurecer
quando em noite cerradaquando em noite cerrada
ainda me possas dizerainda me possas dizer
que fustigaste a minha bocaque fustigaste a minha boca
amestrada e fechadaamestrada e fechada
na folha quase acabadana folha quase acabada
de uma flor no fim do outonode uma flor no fim do outono
,,,,,,
. Art by © Rob HefferanArt by © Rob Hefferan
21.11.1521.11.15
,,,
hoje...
quando as estrelas brilharem
desmancho-te em folhas
de ti faço origamis de aves
papagaios para no céu voar
que eu à janela vou largar
no remoinho do ar
decerto irás rodopiar
e eu vou-me deliciar
só por te ver dançar.
é de hoje !
. Art by © Jesús VillarrealArt by © Jesús Villarreal
21.11.1521.11.15
não profiro certas palavras
são letras sagradas
não profiro certas letras
são palavras desnecessárias
quem as acha que consiga
quem consiga que as diga
mas quem as sente não o faça
quem as encontre as venere
como se fosse paixão de ser
. Art by © Jesús VillarrealArt by © Jesús Villarreal
21.11.1521.11.15
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pertencemos à mesma raça
essência de um povo
germinado na explosão da luz
mistíco acontecer
que agora deu-me vida
e agradecer por viver
.
Art by © MARCO RUBIERO ARTEArt by © MARCO RUBIERO ARTE
Nov.2015Nov.2015
...até já até que o pó nos mova no vento dos cépticos......até já até que o pó nos mova no vento dos cépticos...
.
Art by © Harun Özkara PhotographyArt by © Harun Özkara Photography
22.11.1522.11.15
beber dos teus lábiosbeber dos teus lábios
a dose necessáriaa dose necessária
para saber que estou vivapara saber que estou viva
é receber-te em abraçoé receber-te em abraço
livre no ventolivre no vento
que corta frio na ruaque corta frio na rua
,,,,,,
.
Art by © Francesca StrinoArt by © Francesca Strino
22.11.1522.11.15
amar é uma carta fechada comamar é uma carta fechada com
letras a condizer, não mais seletras a condizer, não mais se
falam nem têm que dizer, asfalam nem têm que dizer, as
letras apagadas pelo queletras apagadas pelo que
haveria de ser a carta mais bemhaveria de ser a carta mais bem
escrita que não irei escreverescrita que não irei escrever
,,,,,,
.
Art by © andrew_m0Art by © andrew_m0
23.11.1523.11.15
... tudo o que ansiou foi partir, deixar a bagagem... tudo o que ansiou foi partir, deixar a bagagem
nas folhas tombadas de um outono amarelas enas folhas tombadas de um outono amarelas e
ainda esverdeadas e seguir, de encontro aoainda esverdeadas e seguir, de encontro ao
destino que o fez aqui vir, e seguiu...destino que o fez aqui vir, e seguiu...
.
Art by © Bob Daalder PhotographyArt by © Bob Daalder Photography
ana'Carvalhosa©direitos reservadosana'Carvalhosa©direitos reservados 23.11.1523.11.15
...acordar nos lençóis frios é descobrir o sol a nascer...acordar nos lençóis frios é descobrir o sol a nascer
permitir que se aqueça é voltar a ser novo o dia e acontecerpermitir que se aqueça é voltar a ser novo o dia e acontecer
desde que o mundo se expanda em raios de sol brilhantesdesde que o mundo se expanda em raios de sol brilhantes
serão todos os momentos alegres e hilariantesserão todos os momentos alegres e hilariantes
assim o homem faça a notícia de não interfirassim o homem faça a notícia de não interfir
na comunidade da tribo que o viu florir...na comunidade da tribo que o viu florir...
.
Art by © John CromeArt by © John Crome
ana'Carvalhosa©direitos reservadosana'Carvalhosa©direitos reservados 23.11.1523.11.15
não quero mais a tua resposta fútilnão quero mais a tua resposta fútil
leva-a no bolso contigo e transforma-aleva-a no bolso contigo e transforma-a
em vontade de gente que cultivaem vontade de gente que cultiva
semeia boa ideia bom mote que se trauteiasemeia boa ideia bom mote que se trauteia
enquanto se caminha por atalhos simplesenquanto se caminha por atalhos simples
como idas até galileia,como idas até galileia,
terra de poiso e pastoterra de poiso e pasto
onde o pastor descansa o cajadoonde o pastor descansa o cajado
vê formigas passarvê formigas passar
na terra barrenta ao ar seco do solna terra barrenta ao ar seco do sol
em fila indianaem fila indiana
peregrinas destemidas das suas conquistasperegrinas destemidas das suas conquistas
sem levarem no manto respostas fúteissem levarem no manto respostas fúteis
.
Art by © Christian SchloeArt by © Christian Schloe
ana'Carvalhosa©direitos reservadosana'Carvalhosa©direitos reservados 23.11.1523.11.15
o meu sonho é iro meu sonho é ir
nas asas de uma nuvemnas asas de uma nuvem
e no mar caire no mar cair
ir até mais alémir até mais além
e ouvir um golfinho a sorrire ouvir um golfinho a sorrir
no seu dorso viajarno seu dorso viajar
nas águas mornas do marnas águas mornas do mar
onde as sereias encantadasonde as sereias encantadas
esperam por piratasesperam por piratas
de lenço e espadade lenço e espada
de perna de pau e barbade perna de pau e barba
e têm uma qualquere têm uma qualquer
ilha domadailha domada
. Art by © Christian SchloeArt by © Christian Schloe
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(i)(i)
enquanto a dádiva de te amar forenquanto a dádiva de te amar for
só desfiar um fio do teu cabelosó desfiar um fio do teu cabelo
que desalinhou torto da tua franjaque desalinhou torto da tua franja
e teimosamente tapa-te ume teimosamente tapa-te um
pouco só a sombrancelha amar-pouco só a sombrancelha amar-
te-ei até que a visão turve ceguete-ei até que a visão turve cegue
e deixe de conseguir ver que oe deixe de conseguir ver que o
existir-te é a força da vontade deexistir-te é a força da vontade de
teu cabelo aprumar enquanto oteu cabelo aprumar enquanto o
tiveres e puder a ele chegartiveres e puder a ele chegar
,,,,,,
.
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ana'Carvalhosa©direitos reservadosana'Carvalhosa©direitos reservados 23.11.1523.11.15
(Ii)(Ii)
enquanto o bem adquirido for sóenquanto o bem adquirido for só
ver a sombra do teu corpo nover a sombra do teu corpo no
sofá sentado a tentar encontrar asofá sentado a tentar encontrar a
linha onde havias no livro ficadolinha onde havias no livro ficado
e só referir-te que tinhas dito quee só referir-te que tinhas dito que
estava acabado e ver-te voltar oestava acabado e ver-te voltar o
rosto de lado e sorrir porque algorosto de lado e sorrir porque algo
na tua mente fez agora sentido ena tua mente fez agora sentido e
a tua procura então podea tua procura então pode
prosseguir mesmo contigoprosseguir mesmo contigo
sentado confiante e a sorrir...sentado confiante e a sorrir...
,,,,,,
.
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(IIi)(IIi)
enquanto te conservar forenquanto te conservar for
restares não na memória mas narestares não na memória mas na
saudade de um órgão único esaudade de um órgão único e
sem substituição possível quesem substituição possível que
em mim ainda funciona como seem mim ainda funciona como se
o auxiliasses para ele viver eo auxiliasses para ele viver e
reproduz o nada que sempre sereproduz o nada que sempre se
quis ter um som que nosquis ter um som que nos
definisse e não encontrámosdefinisse e não encontrámos
porque não era preciso tinhamo-porque não era preciso tinhamo-
lo num lugar nosso escondidolo num lugar nosso escondido
chamado coraçãochamado coração
,,,,,,
.
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ana'Carvalhosa©direitos reservadosana'Carvalhosa©direitos reservados 23.11.1523.11.15
(IV)(IV)
enquanto poder dançar no timbreenquanto poder dançar no timbre
da tua voz a chamar-me e souberda tua voz a chamar-me e souber
que achas que eu nasci paraque achas que eu nasci para
estar sistemáticamente ao teuestar sistemáticamente ao teu
lado pronta para te ouvir dizer olado pronta para te ouvir dizer o
que te apetece e de só por alique te apetece e de só por ali
estar para ti já é viver e nadaestar para ti já é viver e nada
mais é preciso dizer porque asmais é preciso dizer porque as
paredes não tem ouvidos e aparedes não tem ouvidos e a
porta está fechada podemosporta está fechada podemos
colocar o nosso silêncio e dançarcolocar o nosso silêncio e dançar
,,,,,,
.
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ana'Carvalhosa©direitos reservadosana'Carvalhosa©direitos reservados 23.11.1523.11.15
(V)(V)
enquanto tiver a esperança que deenquanto tiver a esperança que de
mim saiem os odores das flores quemim saiem os odores das flores que
ansiaste sempre no jardim encontraransiaste sempre no jardim encontrar
quando no teu carinho as tratavasquando no teu carinho as tratavas
todas as tardes sulcavas a terra e astodas as tardes sulcavas a terra e as
regavas com a água do céu queregavas com a água do céu que
reservavas num regador que deixavasreservavas num regador que deixavas
debaixo da telha que servia de bica edebaixo da telha que servia de bica e
carregavas quase sem conseguir paracarregavas quase sem conseguir para
as poderes colher e me ofereceras poderes colher e me oferecer
quando florirquando florir
,,,,,,
.
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ana'Carvalhosa©direitos reservadosana'Carvalhosa©direitos reservados 23.11.1523.11.15
(VI)(VI)
enquanto o som do universo correrenquanto o som do universo correr
nas minhas veias desde manhã até aonas minhas veias desde manhã até ao
anoitecer e a lua for minha lanterna eanoitecer e a lua for minha lanterna e
conselheira o sol me desperte paraconselheira o sol me desperte para
outro dia e obra derradeira nãooutro dia e obra derradeira não
perderei por te olhar nos olhos e dizerperderei por te olhar nos olhos e dizer
que em mais nada posso crer do queque em mais nada posso crer do que
acreditar que estou a despertar paraacreditar que estou a despertar para
como melhor te cuidar sem mágoa oucomo melhor te cuidar sem mágoa ou
a retina gotejar.a retina gotejar.
,,,,,,
.
Art by © Christian SchloeArt by © Christian Schloe
ana'Carvalhosa©direitos reservadosana'Carvalhosa©direitos reservados 23.11.1523.11.15
(V)(V)
enquanto poder dançar no timbre daenquanto poder dançar no timbre da
tua voz a chamar-me e souber quetua voz a chamar-me e souber que
achas que eu nasci para estarachas que eu nasci para estar
sistemáticamente ao teu lado prontasistemáticamente ao teu lado pronta
para te ouvir dizer o que te apetece epara te ouvir dizer o que te apetece e
de só por ali estar para ti já é viver ede só por ali estar para ti já é viver e
nada mais é preciso dizer porque asnada mais é preciso dizer porque as
paredes não tem ouvidos e a portaparedes não tem ouvidos e a porta
está fechada podemos colocar oestá fechada podemos colocar o
nosso silêncio e dançarnosso silêncio e dançar
,,,,,,
.
Art by © Christian SchloeArt by © Christian Schloe
ana'Carvalhosa©direitos reservadosana'Carvalhosa©direitos reservados 23.11.1523.11.15
onde está a chave mistério?onde está a chave mistério?
a que abre portasa que abre portas
escancara janelasescancara janelas
arromba paredesarromba paredes
deita abaixo murosdeita abaixo muros
e faz voar tantos chapéuse faz voar tantos chapéus
nas cabeças ocas do mundonas cabeças ocas do mundo
,,,,,,
.
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porque me obrigam vocês a vir paraporque me obrigam vocês a vir para
aqui onde o mar me chama e o ar vêmaqui onde o mar me chama e o ar vêm
me buscar pesado nas cores que fui eme buscar pesado nas cores que fui e
era, agora sou, o horizonte no chão queera, agora sou, o horizonte no chão que
piso e por onde vou, tão cheio de salpiso e por onde vou, tão cheio de sal
como a ostra acabada de abrir nas asascomo a ostra acabada de abrir nas asas
de uma borboleta que me pede para ir,de uma borboleta que me pede para ir,
,,,,,,
.
Art by © Christian SchloeArt by © Christian Schloe
ana'Carvalhosa©direitos reservadosana'Carvalhosa©direitos reservados 25.11.1525.11.15
tenho a pressa de passartenho a pressa de passar
o meu olhar pelo teu corpoo meu olhar pelo teu corpo
nu! esteja direito ou tortonu! esteja direito ou torto
verificar o ponto cruverificar o ponto cru
que fizeste por repousoque fizeste por repouso
na pressa de estarna pressa de estar
acordadoacordado
,,,,,,
.
Art by © Christian SchloeArt by © Christian Schloe
ana'Carvalhosa©direitos reservadosana'Carvalhosa©direitos reservados 25.11.1525.11.15
acompanhas -me na horaacompanhas -me na hora
no momento e sabesno momento e sabes
que um destes dias é teuque um destes dias é teu
o meu olhar sorriso e ser felizo meu olhar sorriso e ser feliz
porque a paz esta connoscoporque a paz esta connosco
num momento sem retornonum momento sem retorno
e cada vez mais compostoe cada vez mais composto
delineado e retocadodelineado e retocado
para o complementopara o complemento
do pó no universodo pó no universo
onde juntamos a luzonde juntamos a luz
e ainda fazemos o arco-irise ainda fazemos o arco-iris
o que curva no mundoo que curva no mundo
refracç ão de um conjuntorefracç ão de um conjunto
que existe em uniãoque existe em união
.
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eleger-teeleger-te
serser
únicoúnico
para mimpara mim
éé
desprender-medesprender-me
da carneda carne
e anexar-mee anexar-me
ao universoao universo
como estrelacomo estrela
adjacenteadjacente
que reflectiráque reflectirá
o teu calor intensoo teu calor intenso
e sempre iminentee sempre iminente
para ser tuapara ser tua
.
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ouvir-te seria domouvir-te seria dom
ver-te seria fenomenalver-te seria fenomenal
mas só sei sentir-temas só sei sentir-te
...no meu caudal...no meu caudal
.
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amanhã não háamanhã não há
é sempre agora queé sempre agora que
quero!quero!
quero estar contigoquero estar contigo
na linha do tempona linha do tempo
no tempo imprecisono tempo impreciso
fracção de segundosfracção de segundos
......
.
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......
mima-se no eco as vozes demima-se no eco as vozes de
ouvirouvir
sorrisos infantis até o alvoraçarsorrisos infantis até o alvoraçar
......
.
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em ti sintoem ti sinto
a paza paz
que me alucinaque me alucina
a calmaa calma
necessárianecessária
para ser felizpara ser feliz
por mais um agorapor mais um agora
que se me dizque se me diz
ter a esperançater a esperança
cegacega
de ser homemde ser homem
......
e a paze a paz
respira fundorespira fundo
cansadacansada
e respondee responde
podepode
faça favorfaça favor
de se sentarde se sentar
......
.
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amo-te hoje mais do que ontemamo-te hoje mais do que ontem
aprendi a amar-te nas linhas rectasaprendi a amar-te nas linhas rectas
no sabor das tintas que meno sabor das tintas que me
despertasdespertas
......
amo-te mais hoje do que ontemamo-te mais hoje do que ontem
nas calçadas frias da ruanas calçadas frias da rua
……
esbanjar em tiesbanjar em ti
a minha eterna gratidãoa minha eterna gratidão
companheiro de horascompanheiro de horas
estás no fim e esmorecesestás no fim e esmoreces
guardado na prateleiraguardado na prateleira
onde te vêemonde te vêem
e até tu te esquecese até tu te esqueces
amar-te-ei sempreamar-te-ei sempre
sempre que a vista me alcancesempre que a vista me alcance
ver-te em relancever-te em relance
no meu leito descansadono meu leito descansado
.
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ainda possuo a sedeainda possuo a sede
de beber no charco das emoçõesde beber no charco das emoções
ter um pássaro na mãoter um pássaro na mão
e inventar outra cançãoe inventar outra canção
ter até o apetite vorazter até o apetite voraz
de quem vai à frentede quem vai à frente
e recua para voltar atráse recua para voltar atrás
mas segue com a sedemas segue com a sede
que um dia viu ser capazque um dia viu ser capaz
seguir pela tua mãoseguir pela tua mão
como mero e simples rapazcomo mero e simples rapaz
ainda tenho a sedeainda tenho a sede
de saciar a minha fomede saciar a minha fome
no prato cheio de milhono prato cheio de milho
onde o pombo molha o bicoonde o pombo molha o bico
.
Art by © Christian SchloeArt by © Christian Schloe
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,,,,,,
preciso de te sentirpreciso de te sentir
no verbo amarno verbo amar
de te saber descansadode te saber descansado
sobre o peitosobre o peito
dos sonos que te faz sonhardos sonos que te faz sonhar
,,,,,,
..
Art by © Christian SchloeArt by © Christian Schloe
ana'Carvalhosa©direitos reservadosana'Carvalhosa©direitos reservados 26.11.1526.11.15
quase virgem me pegastequase virgem me pegaste
nos braços do pecadonos braços do pecado
na boia dos nenufaresna boia dos nenufares
na víbora viva de não tena víbora viva de não te
largarlargar
tão pendurada em mimtão pendurada em mim
como a prosa com meio e fimcomo a prosa com meio e fim
uma rosa anil de se colheruma rosa anil de se colher
doce olhar de percorrerdoce olhar de percorrer
no lago do que me apetecerno lago do que me apetecer
sorriso liso por encontrarsorriso liso por encontrar
a onda que me irá levara onda que me irá levar
mar adentro ao oceanomar adentro ao oceano
onde choro em prantoonde choro em pranto
pela gratidão da solidãopela gratidão da solidão
um sufoco de no nada terum sufoco de no nada ter
o todo que o universo dáo todo que o universo dá
somente virgem sersomente virgem ser
mal acabado de renascermal acabado de renascer
.
Art by © Jean Louis ToutainArt by © Jean Louis Toutain
ana'Carvalhosa©direitos reservadosana'Carvalhosa©direitos reservados 27.11.1527.11.15
eternas são as almas que se encontrameternas são as almas que se encontram
que se encontram uma após outra vidaque se encontram uma após outra vida
sucessivas e sempre se encontramsucessivas e sempre se encontram
para apaziguarmos a dor uns dos outrospara apaziguarmos a dor uns dos outros
para amarmos desesperadamentepara amarmos desesperadamente
ou para simplesmente só sermosou para simplesmente só sermos
uma lufada de brisa maritímauma lufada de brisa maritíma
uma tempestade a irradear coragemuma tempestade a irradear coragem
somos as almas da primeira gestaçãosomos as almas da primeira gestação
e seremos igualmente as últimase seremos igualmente as últimas
queiramos ou não darmos as mãosqueiramos ou não darmos as mãos
queiramos ou não seguirmos como irmãosqueiramos ou não seguirmos como irmãos
como antipáticos grosseiros de uma vidacomo antipáticos grosseiros de uma vida
como juízes de pensamentos alheioscomo juízes de pensamentos alheios
cada um tem a sua opçãocada um tem a sua opção
por norma encontra-se o corpopor norma encontra-se o corpo
depois a mãodepois a mão
e o resto far-se-à ou nãoe o resto far-se-à ou não
.
Art by © Isaac CordalArt by © Isaac Cordal
ana'Carvalhosa©direitos reservadosana'Carvalhosa©direitos reservados 27.11.1527.11.15
reencontro...reencontro...
encontrámos-nos na esquina submersa como peixesencontrámos-nos na esquina submersa como peixes
naufragados, na rua, medimos a fragilidade das águas enaufragados, na rua, medimos a fragilidade das águas e
aspiramos a que o plano desse certo, seria talvez a únicaaspiramos a que o plano desse certo, seria talvez a única
hipótese possível... e a fé manteve-se no deserto aquáticohipótese possível... e a fé manteve-se no deserto aquático
das lágrimas salgadas dos seres quando a conjuntura sedas lágrimas salgadas dos seres quando a conjuntura se
colocasse em formação, na parda dos fuzileiros: umacolocasse em formação, na parda dos fuzileiros: uma
batalha contra natura, em fúria pela procura da renovação,batalha contra natura, em fúria pela procura da renovação,
num reencontro consigo e deixando sobrevivos: o irmão.num reencontro consigo e deixando sobrevivos: o irmão.
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  • 1. . 01.11.15 Image from © Sense of Gray fecha a portafecha a porta apaga a luzapaga a luz deixa entrar a escuridãodeixa entrar a escuridão não te mexasnão te mexas fica quietafica quieta ouve só o silêncioouve só o silêncio se ouvires chuva...se ouvires chuva... é uma lágrima que tombaé uma lágrima que tomba se vires sombras...se vires sombras... é o coração aos saltosé o coração aos saltos se sentires frio...se sentires frio... é o estômago traiçoeiroé o estômago traiçoeiro se cheiras flores...se cheiras flores... é o espasmo do corpoé o espasmo do corpo ainda com vidaainda com vida a querer soltar-sea querer soltar-se da mente feridada mente ferida por ter sido gentepor ter sido gente e que agora terminae que agora termina para ficar contentepara ficar contente nos braços de luznos braços de luz onde não se omiteonde não se omite ou menteou mente fecha a portafecha a porta apaga a luz...apaga a luz...
  • 2. . 02.11.15 Image from © Deckalo Art só serei feliz quando t encontrarsó serei feliz quando t encontrar sob o meu tecto e o meusob o meu tecto e o meu olharolhar nas horas silenciadas por tenas horas silenciadas por te chamarchamar minutos preenchidos a amarminutos preenchidos a amar teu toque suave queteu toque suave que despertadesperta minha fome e ânsia de voltarminha fome e ânsia de voltar gritar ao vento o quanto tegritar ao vento o quanto te amoamo chorar nas nuvens a alegriachorar nas nuvens a alegria e o amore o amor sem tempo ou métricasem tempo ou métrica
  • 3. . 31.10.15 Image © Galq Mincheva o ódio é a ganância humana deo ódio é a ganância humana de amaramar
  • 4. . 02.11.15 Image from © Sense of Gray pulsa no meu útero sémens de ti,pulsa no meu útero sémens de ti, sufocarei gemendosufocarei gemendo até te sentir no ímo de mimaté te sentir no ímo de mim (.)(.)
  • 5. . 02.11.15 © Sense of Gray na água límpida que corre sob pontes de nós,na água límpida que corre sob pontes de nós, choram os nossos olhos por detrás dechoram os nossos olhos por detrás de cortinas franjeadascortinas franjeadas sorriem nossos lábios pelas montanhas quesorriem nossos lábios pelas montanhas que ladearemosladearemos num espaço tão vago e permitido comonum espaço tão vago e permitido como privados em nósprivados em nós correntes animadas num poço alagadocorrentes animadas num poço alagado enseadas lineadasenseadas lineadas sem definitiva cor ou razão porque é coraçãosem definitiva cor ou razão porque é coração
  • 6. . 02.11.15 Image from © Sense of Gray só serei feliz quando te encontrarsó serei feliz quando te encontrar na água límpida que corre sob pontes de nós,na água límpida que corre sob pontes de nós, transcende e transpira tal como nós,transcende e transpira tal como nós, para a essência do espaço,para a essência do espaço, para a clara nuvem que se dissipapara a clara nuvem que se dissipa para no âmago do pensamento se fazer luzpara no âmago do pensamento se fazer luz e incendiar o mundo do que respira sem voze incendiar o mundo do que respira sem voz não sufocar mais a liberdade incondicionalnão sufocar mais a liberdade incondicional nem o que não existe e se espalha, racionalnem o que não existe e se espalha, racional e irracional porque amar é...ser feliz por pensar.e irracional porque amar é...ser feliz por pensar.
  • 7. . 02.11.15 © Sense of Gray **noc noc** bateu o universo às portas do mundo**noc noc** bateu o universo às portas do mundo podes entrar, se couberes, tens a magia de ser tãopodes entrar, se couberes, tens a magia de ser tão grande e infinito que cabes em cada mundo meugrande e infinito que cabes em cada mundo meu podes entrar, e sentar-te, terás o tempo que houverpodes entrar, e sentar-te, terás o tempo que houver para confirmarmos o que no mundo é nossopara confirmarmos o que no mundo é nosso podes entrar, começar, gostaria de saber o que tepodes entrar, começar, gostaria de saber o que te trouxe ao mundo pequeno de mimtrouxe ao mundo pequeno de mim e, fez-se o silêncio, a pausa mais curta que temos ae, fez-se o silêncio, a pausa mais curta que temos a cada som que escutamos fora de nóscada som que escutamos fora de nós **noc noc** bateu o mundo à janela do universo**noc noc** bateu o mundo à janela do universo
  • 8. . 31.10.15 Image from © Sense of Gray nunca poderei dizer nem medir a dor de sentir o inevitável nanunca poderei dizer nem medir a dor de sentir o inevitável na condição de afastar tudo o que de mal me rodeie, numcondição de afastar tudo o que de mal me rodeie, num afastar, arrasar e levar tudo à frente que não faz mal, um diaafastar, arrasar e levar tudo à frente que não faz mal, um dia conseguirei erigir a placa que me deixará sempre radiante aconseguirei erigir a placa que me deixará sempre radiante a que diz somente a inicial porque me achei, simples vogalque diz somente a inicial porque me achei, simples vogal "a'c" nada mais a acrescentar, terá a inevitável cruz ou as"a'c" nada mais a acrescentar, terá a inevitável cruz ou as mãos desenhadas pregadas num lápis sem cor, tãomãos desenhadas pregadas num lápis sem cor, tão transparente como a luz que toda a cor tem, é só saber olhartransparente como a luz que toda a cor tem, é só saber olhar no ângulo que lhe apetecer, fique à vontade, nem precisa deno ângulo que lhe apetecer, fique à vontade, nem precisa de vir dizer-mo, posso sentir a dor que ainda não tinha achado,vir dizer-mo, posso sentir a dor que ainda não tinha achado, e, partir para a descoberta desta nova maleita que dissecareie, partir para a descoberta desta nova maleita que dissecarei a sorrir, no desafio de ultrapassar outra fase e aceitar quea sorrir, no desafio de ultrapassar outra fase e aceitar que tudo é para viver, até no encontro medícre que fantasiar numatudo é para viver, até no encontro medícre que fantasiar numa hora qualquerhora qualquer
  • 9. 03.11.15 Art by © Ulrike Adam entraste em mimentraste em mim já somos nósjá somos nós à medida que o tempo passaà medida que o tempo passa o silêncio se aproximao silêncio se aproxima as palavras silenciamas palavras silenciam o que já nem necessitamos dizero que já nem necessitamos dizer o odor passa e inunda fragrânciao odor passa e inunda fragrância contagiando a naturezacontagiando a natureza é teu corpo que procuroé teu corpo que procuro na manhã ao clarear o diana manhã ao clarear o dia afago-te a todo o momento e horaafago-te a todo o momento e hora deixa em mim o tempo passardeixa em mim o tempo passar quando o entardecerquando o entardecer as nossas sombras encontraras nossas sombras encontrar saberá que foi amorsaberá que foi amor o amor que nos encontrouo amor que nos encontrou para espalhar sementes nossaspara espalhar sementes nossas noutra primaveranoutra primavera noutra estação florirnoutra estação florir porque em nós viverporque em nós viver aó pode ser concebidoaó pode ser concebido no ponto de sorrirno ponto de sorrir entre um olhar e um toqueentre um olhar e um toque que nos dê conseguirque nos dê conseguir permitindo-nos amarpermitindo-nos amar agora! ao minuto! não há hora!agora! ao minuto! não há hora!
  • 10. 03.11.15 Art by © Sergio Lopez já viste as cores plantadas no chãojá viste as cores plantadas no chão agora vê as cores plantadas no céuagora vê as cores plantadas no céu têm o arco-íris da luztêm o arco-íris da luz o arco que nos desenha e seduzo arco que nos desenha e seduz letras de íris que a ninguém reduzletras de íris que a ninguém reduz quando plantas um raio de solquando plantas um raio de sol ou uma estrela da luaou uma estrela da lua num rio espelhadonum rio espelhado mesmo que de lágrima deitadomesmo que de lágrima deitado têm a consciência da paztêm a consciência da paz no outono da folhano outono da folha no cinzento do marno cinzento do mar sempre verde esperançasempre verde esperança numa trança de amarnuma trança de amar as cores de uma criançaas cores de uma criança num interior a sorrirnum interior a sorrir ah! já viste as cores plantadas no chãoah! já viste as cores plantadas no chão agora vê as cores plantadas na tua mãoagora vê as cores plantadas na tua mão
  • 11. 03.11.15 Art by © MARCO RUBIERO ARTE (.)(.) sentirei sempre o teu corpo roçar o meusentirei sempre o teu corpo roçar o meu quando o teu pestanejar fechar no meuquando o teu pestanejar fechar no meu (…)(…)
  • 12. . 03.11.15 Art by © MARCO RUBIERO ARTE (.)(.) passou agora mesmo o destinopassou agora mesmo o destino na estrada dos nossos diasna estrada dos nossos dias na película encontradana película encontrada etiquetada e nos séculos guardadaetiquetada e nos séculos guardada nada encerres na memória agora abertanada encerres na memória agora aberta o eterno aqui agora se faz sem metao eterno aqui agora se faz sem meta é um percurso longo a encaixaré um percurso longo a encaixar em cada puzzle e peçaem cada puzzle e peça que o teatro da vida nos encontrarque o teatro da vida nos encontrar um palco imenso onde vou aplaudirum palco imenso onde vou aplaudir teu rosto sereno no meu a sorrirteu rosto sereno no meu a sorrir um abraço profundo sem nada pedirum abraço profundo sem nada pedir consiga eu pôr em marcha os meus pésconsiga eu pôr em marcha os meus pés que tudo te direi outra vezque tudo te direi outra vez (…)(…)
  • 13. . 03.11.15 Art by © Colin Staples LifeArt porque te vou amarporque te vou amar não seinão sei porque te devo amarporque te devo amar não seinão sei porque te quero amarporque te quero amar não seinão sei porque te adoro amarporque te adoro amar não seinão sei porque te sinto amarporque te sinto amar não seinão sei porque te exponho amarporque te exponho amar não seinão sei e porque não sei, amar-tee porque não sei, amar-te é a questãoé a questão continua? não sei!continua? não sei!
  • 14. . 03.11.15 Art by ©Gil Elvgren perdi a chave perdi a chavea que fecha a porta a que fecha a portada gargalhada da gargalhadae que até agora e que até agora me faz rir me faz rirentre dentes sorrir entre dentes sorrirsó por te imaginar só por te imaginarsobre ti dobrada sobre ti dobradacontorcida e perdida contorcida e perdidapara a barriga não perder para a barriga não perder onde o infinito se perdeonde o infinito se perde eu te alcançoeu te alcanço onde o horizonte dobra a esquinaonde o horizonte dobra a esquina eu te apanhoeu te apanho num ou noutro qualquer lugarnum ou noutro qualquer lugar onde o verbo for amaronde o verbo for amar sombrearei o meu destinosombrearei o meu destino cegarei o meu fado por te cantarcegarei o meu fado por te cantar para que a guerra párepara que a guerra páre para que o bem triunfepara que o bem triunfe para que o ódio terminepara que o ódio termine para que o homem se civilizepara que o homem se civilize para que a fome se matepara que a fome se mate para que a sede sequepara que a sede seque para que o paraíso nasçapara que o paraíso nasça para que a raça se extinguepara que a raça se extingue para que o amor imperepara que o amor impere onde o infinito se alcanceonde o infinito se alcance eu vou te agarrareu vou te agarrar onde o horizonte dobreonde o horizonte dobre eu vou virareu vou virar ...morrerei se me calar!...morrerei se me calar!
  • 15. . 03.11.15 Art by © Henry Asencio procuras-me sempre dorprocuras-me sempre dor na lágrima que me deixas banharna lágrima que me deixas banhar tua vontade de me levartua vontade de me levar a crer e a viver amora crer e a viver amor procuras-me sempre ampararprocuras-me sempre amparar de toda a vez que caio na vidade toda a vez que caio na vida só uma forma tenho de te retribuirsó uma forma tenho de te retribuir continuar a encrenca e sorrircontinuar a encrenca e sorrir procuras-me sempre calorprocuras-me sempre calor no frio que me gela e aqueceno frio que me gela e aquece ter mais um na manga que se teceter mais um na manga que se tece como prova de carinho e amorcomo prova de carinho e amor
  • 16. . 04.11.15 Art by © Di Li Feng é tempoé tempo de fazer o tempo...de fazer o tempo... andar para trásandar para trás de recuar e recuarde recuar e recuar até não mais ser capazaté não mais ser capaz para nos encontrarmospara nos encontrarmos de novode novo e seguirmos em paze seguirmos em paz
  • 17. . 04.11.15 Art by © Vadim Stein amar-teamar-te amar-te éamar-te é amar-te é obraamar-te é obra que não construoque não construo é um despejar-teé um despejar-te que na hora se criaque na hora se cria deixa a caneta riscar-tedeixa a caneta riscar-te é um dar a mãoé um dar a mão que não se conduzque não se conduz é um preencheré um preencher é um esvaziaré um esvaziar no vazio da linhano vazio da linha que não tem como calar-teque não tem como calar-te amar-te é permitir dar-teamar-te é permitir dar-te na folha profana e imaculadana folha profana e imaculada por poder usar-tepor poder usar-te como brinquedo e armacomo brinquedo e arma na cama dobradana cama dobrada ou na rua em péou na rua em pé amar-te éamar-te é
  • 18. . 04.11.15 Art by © Hardibudi desde que te conheçodesde que te conheço que me sei...que me sei... tanto que te tocotanto que te toco e esqueço-me...e esqueço-me... de mim nem sei...de mim nem sei...
  • 19. . 04.11.15 Art by © Mural de NEMO Día Mundial de la Poesía 2013 eu esperoeu espero impacienteimpaciente esperoespero (...)(...)
  • 20. . 04.11.15 Art by © RONY ARTY foste a possibilidadefoste a possibilidade mais impossívelmais impossível o milagre que não se deuo milagre que não se deu porque era simplesmente aceitarporque era simplesmente aceitar o que era somente teuo que era somente teu
  • 21. . 04.11.15 Art by © Sami Gharbi - Calligrapherpainter com ferros me queimascom ferros me queimas com ferros me incendeiascom ferros me incendeias e é na brasa do teu ferroe é na brasa do teu ferro que teimoso me teimasque teimoso me teimas no braseiro das tuas lareirasno braseiro das tuas lareiras onde me sento e encerroonde me sento e encerro
  • 22. . 04.11.15 Art by © Giuseppe Milo (…)(…) funde-me no holocausto dasfunde-me no holocausto das ideias um mundo definido nosideias um mundo definido nos arquivos dos arquipélagos dosarquivos dos arquipélagos dos enganos e certezas absolutasenganos e certezas absolutas e radicaise radicais (...)(...)
  • 23. . 04.11.15 Art by © Arvind Kolapkar (…)(…) no som de uniãono som de união um tom de misturaum tom de mistura calamos a razãocalamos a razão espalhamos a doçuraespalhamos a doçura pelo mar do nosso chãopelo mar do nosso chão (...)(...)
  • 28. . 06.11.15 Art by © carlogaliani (.)(.) chora e gemechora e geme o mundo lá forao mundo lá fora impotenteimpotente gemo e chorogemo e choro percepções de gentepercepções de gente (.)(.)
  • 29. . 06.11.15 Art by ©Michelle Territt Art (.)(.) sempre que te vejasempre que te veja será o abraço que se beijaserá o abraço que se beija sem toque e com paixãosem toque e com paixão ver teus olhosver teus olhos tocar-te com a mãotocar-te com a mão sentir-te em mimsentir-te em mim não será fimnão será fim mas o começo simmas o começo sim sempre que te vejasempre que te veja haverá o que se desejahaverá o que se deseja ter-te presenteter-te presente no corpo e na menteno corpo e na mente no pulsar do coraçãono pulsar do coração que ainda bate...que ainda bate... devagardevagar por saber amarpor saber amar (.)(.)
  • 30. . 06.11.15 Art by © Gary Grossman é urgenteé urgente voltar a dizervoltar a dizer que amoque amo amoamo a nuancea nuance singularsingular do teu silênciodo teu silêncio amoamo a névoaa névoa densadensa do teu passadodo teu passado olharolhar amoamo a fragrânciaa fragrância que ficaque fica depoisdepois de sairesde saires amoamo a urgênciaa urgência de te gritarde te gritar que amoque amo para que se espalhepara que se espalhe multipliquemultiplique e coloque core coloque cor em tudo que toqueem tudo que toque seja com amorseja com amor
  • 31. . 06.11.15 Art by © Lisa Holloway aprendi a travar a razão despiste-me e violaste-me a mente e o coração e eu aprendi... porque me deste a mão a travar o que não é meu não! é de um outro em um qualquer outro lugar que mesmo que chore amor na realidade não sabe amar vibra a onda que a mim não mais pode tocar aprendi a separar a união do amor no verbo estar e transformei em incondicional dar aprendi a sorrir a unificar o amor no verbo ser assimilei-o: amar é viver!
  • 32. . 06.11.15 Art by ©msriotte quero tocar-te como se toca a cor quero tocar-te como se toca o som quero tocar-te como toco o odor quero tocar-te como se toca o dom tua alma teu corpo tua voz teu silêncio tua mão teu pensamento tua ilusão teu sonho e... vaguear abstracta pela amórfica casta
  • 33. 06.11.15 Art by © David Vance . (...) tu só tu e nu (.) traz a lança com que te defendes o véu que te tapa nudez cabelo no vento de outra vez natureza que entendes traz a arma perfeita que arremessas quimeras e homessas no teu corpo vigente que corre no vento como o ar sopra no momento em papel traz o vento a terra e o fogo que te levarei ao encontro da água quinta essência que desconheces na sua fórmula transpira dor prazer e amor ana'Carvalhosa©direitos reservados 06.11.15
  • 34. 06.11.15 Art by © Rui Ferreira da Silva . eis o ocasoeis o ocaso da emoçãoda emoção terminar à beira de um rioterminar à beira de um rio numa doca traquilanuma doca traquila vaga calmavaga calma balaçandobalaçando ancoradoro da estaçãoancoradoro da estação nem sentir frionem sentir frio só a simples brisasó a simples brisa de uma cançãode uma canção ,,,,,,
  • 35. 06.11.15 . descanso no traço solitário de uma só mão no rebordo fotográfico de um só olhar num imenso horizonte sem a mera ilusão vivi na comunhão, só de no carvão de amar Art by © Marcos Rodrigo
  • 36. 06.11.15 Art by © FedericoSciuca . construo balões de ar quente no espaço vazio entre nós econstruo balões de ar quente no espaço vazio entre nós e redescubro os nós suados das mãos a tocarem uma na outraredescubro os nós suados das mãos a tocarem uma na outra criando a união das vozes silenciadas e asfixiadas em nóscriando a união das vozes silenciadas e asfixiadas em nós pelas conquistas e reconquistas nossas e dos nossos avôs epelas conquistas e reconquistas nossas e dos nossos avôs e vejo o brilho acender a fogueira em vós como se fosse esta avejo o brilho acender a fogueira em vós como se fosse esta a derradeira batalha de ganharmos terra à água derramada dederradeira batalha de ganharmos terra à água derramada de nós em nuvens evaporadas pedindo a calma mas já sem voznós em nuvens evaporadas pedindo a calma mas já sem voz que se cale o silêncio num murmúrio rouco extinto em nósque se cale o silêncio num murmúrio rouco extinto em nós
  • 37. 07.11.15 Art by © Bob Daalder Photography . brindasbrindas os meus olhosos meus olhos com o brilhocom o brilho do teu olhardo teu olhar tão jovem ...tão jovem ... tão velho...tão velho... sempre igual e outrosempre igual e outro que me entontece,que me entontece, faz-me fechar os olhosfaz-me fechar os olhos e quase dentro de mime quase dentro de mim se adormecese adormece tal ícaro derrete-metal ícaro derrete-me na vela dos diasna vela dos dias ,,,,,,
  • 38. 07.11.15 Art by © Mademoiselle Zazie' s Art Stephanie Noblet . laboro os meus diaslaboro os meus dias num constante até jánum constante até já bons dias,bons dias,
  • 39. 07.11.15 Art by © Militão Murça Ribeiro . porque te amoporque te amo repouso-me em tirepouso-me em ti ......
  • 40. . 07.11.15 Art by © Edmondo Senatore porque te amoporque te amo dispenso-te de mimdispenso-te de mim deixo-te correr nua na ruadeixo-te correr nua na rua a areia do tempo pisara areia do tempo pisar moer e desmoermoer e desmoer num moinho de sentirnum moinho de sentir quase sem pensarquase sem pensar momentos que surgemmomentos que surgem e demoram a passate demoram a passat brisa suave e primaverilbrisa suave e primaveril que me desvia a franjaque me desvia a franja destapa-me os olhosdestapa-me os olhos e por outra viae por outra via impregna-se-me nos porosimpregna-se-me nos poros estarei acordada ou a dormirestarei acordada ou a dormir se te sinto em mim a subirse te sinto em mim a subir trepas e trepas até acontecertrepas e trepas até acontecer teu ser quer de novo me possuirteu ser quer de novo me possuir sobre as águas da baíasobre as águas da baía num lago qualquernum lago qualquer desde que a lágrimadesde que a lágrima volte a deixar cairvolte a deixar cair
  • 41. 07.11.15 Art by © Carne Griffiths Artist . negar-me rascunhonegar-me rascunho tinta imperfeitatinta imperfeita rejeitar o corporejeitar o corpo acoplar-me no ventoacoplar-me no vento e por aí, voare por aí, voar presa numa linhapresa numa linha morta num cadernomorta num caderno numa argola por acharnuma argola por achar presa por um fiopresa por um fio como atilhocomo atilho num caminhonum caminho numa saudade sem fimnuma saudade sem fim que por morrerque por morrer morre vivamorre viva dentro de mimdentro de mim
  • 42. 07.11.15 Art by © Cathy McClelland . encontrava-seencontrava-se a fomiga passeandoa fomiga passeando a borboleta voandoa borboleta voando o pardal assobiandoo pardal assobiando nós sentadosnós sentados nem andandonem andando vagueámos pelo horizontevagueámos pelo horizonte até quanto a vista alcanceaté quanto a vista alcance para lá de uma montanhapara lá de uma montanha num rio coberto de espelhonum rio coberto de espelho onde ainda eras jovemonde ainda eras jovem e eu já velhoe eu já velho a formiga paroua formiga parou a borboleta poisoua borboleta poisou o pardal abalouo pardal abalou e nós fomos indoe nós fomos indo
  • 43. . 04.11.15 Art by © Inessa Morozova.. perdi as pétalas da florperdi as pétalas da flor na madrugada das ausênciasna madrugada das ausências encontrei a juventudeencontrei a juventude entre outras abstinênciasentre outras abstinências procuro a aurora dos odoresprocuro a aurora dos odores em braços de mil floresem braços de mil flores no solo fértil dos ideaisno solo fértil dos ideais na mãe terra e seus animaisna mãe terra e seus animais imperando a paz e o amorimperando a paz e o amor ausente e sem dorausente e sem dor por saber que o solpor saber que o sol nascerá e seránascerá e será como a luacomo a lua que não tardaráque não tardará a raiar noutro lugara raiar noutro lugar ciclo viciosociclo vicioso que não sei pararque não sei parar
  • 44. . 04.11.15 Art by © Dorina Costras (…)(…) repousarei nas algas salgadas da saliva das tuas palavras...repousarei nas algas salgadas da saliva das tuas palavras... (...)(...)
  • 45. . 04.11.15 Art by © Edmondo Senatore toca silêncios na escuridãotoca silêncios na escuridão e planta amor e uniãoe planta amor e união se te machucam dá a mãose te machucam dá a mão deambula no arcodeambula no arco lança o teu gritolança o teu grito e do negro panoe do negro pano exclamaexclama claridade e visãoclaridade e visão na luz do teu coraçãona luz do teu coração
  • 46. . 04.11.15 Art by © Dorina Costras Art viajar de alma na mão é ter o teu corpo na rua numa caixa de cartão soletrar baixinho palavras de coração ao vento espalhar as sementes do odor que me deixaste na recordação viajar contigo é saudade ter-te em mim é alma na mão pálida e viajar...
  • 47. . 08.11.15 Art by © Mandy Disher Floral Art …… é tão bom nada teré tão bom nada ter que, quando acordo, sinto-me rica...que, quando acordo, sinto-me rica...
  • 48. . 08.11.15 Art by © Maxwell Maltz atravessar o rio é a ponte mais frágil que um ser alcança quando percorre cauteloso as madeiras virgens que se vergam já de cansaços idos lianas de traços rabiscos e linhas sinais atingidos na outra margem os troféus conseguidos numa outra raíz num outro estado tão vegetal como no passado tão líquido como o gelo tão solúvel quando o sol tão brilhante como a sombra que se reveste ao meio dia na calma de deixar passar a afronta do vento no seu circo acampar
  • 49. Art by © Tatyana Markov . há quem nasça viajado há quem precise viajar neste paraíso é-se amado se também souber amar 08.11.15
  • 50. . 08.11.15 Art by © Beata Witkowska Krause From art by Anny Bocek. pixel por pixelpixel por pixel irás ver o suorirás ver o suor da lágrima a cairda lágrima a cair são os detalhessão os detalhes que não me fazem sorrirque não me fazem sorrir pixel por pixelpixel por pixel irás entenderirás entender que o meu trabalhoque o meu trabalho é somente viveré somente viver pixel por pixelpixel por pixel até que o fimaté que o fim carregue em caixacarregue em caixa o que restar de mimo que restar de mim
  • 51. Art by © Shatha Hassan . 08.11.15 no canto mais audaz a areia é capaz de soprar em dunas o prazer das marés no seu corpo desenhar as finas linhas do seu pasmar passeando no deserto oásis de estar tão perto de si que não se possa ausentar nem da brisa das algas nem do mundo a rolar nas águas turvas de um olhar
  • 52. 04.11.15 Art by © Kiss Andrea . não!não! não enforcarei as letrasnão enforcarei as letras nem as manterei presasnem as manterei presas não!não! não terás o meu sangue nas mãosnão terás o meu sangue nas mãos minha folha é brancaminha folha é branca e a minha caneta é pretae a minha caneta é preta não!não! não terás a minha alma vendidanão terás a minha alma vendida nasceu para enfrentarnasceu para enfrentar a garganta corrompidaa garganta corrompida não!não! não serás gente perdidanão serás gente perdida enquanto houver um nãoenquanto houver um não para dizer nesta vidapara dizer nesta vida direi não!direi não! não me sinto ofendidanão me sinto ofendida sentirei a oferendasentirei a oferenda da folha da flor caídada folha da flor caída como a gratidão cumpridacomo a gratidão cumprida
  • 53. 08.11.15 Art by © Carne Griffiths Artist memória seca fragrância abafada natureza morta
  • 54. . . 09.11.15 Art by © Dorina Costras Art entreguei meu corpo aos castigos do destinoentreguei meu corpo aos castigos do destino a meu belo prazer e a um longo desatinoa meu belo prazer e a um longo desatino corres por meu corpo o teu odor e faz-se alentocorres por meu corpo o teu odor e faz-se alento seguir em ti no teu passo ora apressado ora lentoseguir em ti no teu passo ora apressado ora lento entregar-me de corpo e alma na escravatura de tientregar-me de corpo e alma na escravatura de ti entregar-me-ei sempre que não infrigirei a nossa leientregar-me-ei sempre que não infrigirei a nossa lei seguir na calma paz do que sei que em mim seleiseguir na calma paz do que sei que em mim selei
  • 55. . . 04.11.15 Art by © Colin Staples Life art serás a incógnita eterna de um passoserás a incógnita eterna de um passo na volta que o som que brada emitena volta que o som que brada emite serás o oculto visível na bruma do arserás o oculto visível na bruma do ar onde deposito meu corpo ao luaronde deposito meu corpo ao luar conduzida por ti e teu alegre olharconduzida por ti e teu alegre olhar sonhar acordado com o tango da luasonhar acordado com o tango da lua eu seguirei teus passos compensadoseu seguirei teus passos compensados na curva dos corpos em si saturadosna curva dos corpos em si saturados na textura fina folhas de lado a ladona textura fina folhas de lado a lado na distância certa de par enamoradona distância certa de par enamorado quando novo sol voltar a despertarquando novo sol voltar a despertar sem sombras queira sob o mar brilharsem sombras queira sob o mar brilhar vagas vazias e cheias de espumas darvagas vazias e cheias de espumas dar
  • 56. . 09.11.15 Art by © Dorina Costras Art és a luz e a cor que me guia quente lilás amarelo sem dor és a fonte do meu ser e amor é em ti que me deposito conforto e conflito e na dúvida a ti volto porque em mim nada preciso só o calor de sentir-te vermelho coração meu que bate energia azul e rosa sem comiseração seja grande ou pequuenino és a minha morgada e infante a minha gratidão de viver e é esgotada em ti que quero por ti morrer
  • 57. . 09.11.15 Art by © Erica Wexler não me matas idade apuras-me certeza no prazer de te encontrar nos anos de seres meu par nos cabelos granjeados na pele a dobrar cada sorriso perdido é para voltar a achar na esquina do tempo que no momento dobrar no meu pensamento enquanto eu durar memória em mim lembranças de nós tudo aqui é nosso grito e voz tudo aqui é presente perene tudo aqui é um pouco de nós tudo aqui é ...
  • 58. . 09.11.15 Art by © "Errance Urbaine" Deckalo Art a andar o ar correu mundo...
  • 59. . 09.11.15 Art by © Dorina Costras Art a andar o ar correu mundo...a andar o ar correu mundo... e eu só por te olhar encontreie eu só por te olhar encontrei o que ao mundo se atribui de amaro que ao mundo se atribui de amar um conjunto profundo de emoçõesum conjunto profundo de emoções onde calado ainda expões a tua formaonde calado ainda expões a tua forma a tua arte de encantar o primogénitoa tua arte de encantar o primogénito o filho que sem agruras ainda misturao filho que sem agruras ainda mistura o barro na chuva e a tempera com lágrimaso barro na chuva e a tempera com lágrimas adoça-o no corpo que a sua mão contemadoça-o no corpo que a sua mão contem um punhado de sangue tapado na palmaum punhado de sangue tapado na palma e um véu enorme de calos e espinhose um véu enorme de calos e espinhos como que profundamente lhe escorrecomo que profundamente lhe escorre das salinas das vísceras ainda pingentesdas salinas das vísceras ainda pingentes que adornam as vestes das florestasque adornam as vestes das florestas em margaridas e papoilas selvagensem margaridas e papoilas selvagens e nos sorrisos de muitos rios encantadose nos sorrisos de muitos rios encantados correndo velozes pelas encostas abaixocorrendo velozes pelas encostas abaixo cantando ao encontro do mundocantando ao encontro do mundo
  • 60. . 09.11.15 Art by © Dorina Costras Art limita-melimita-me no horizonteno horizonte do ecodo eco na repercussãona repercussão seduzseduz como usascomo usas a nudeza nudez que tapasque tapas com a mãocom a mão
  • 61. . 09.11.15 Art by © Dorina Costras Art feliz aquelefeliz aquele que não se livra da procuraque não se livra da procura que encontra uma corque encontra uma cor e a guarda como se fosse o arco-írise a guarda como se fosse o arco-íris não a solta e ainda se passeianão a solta e ainda se passeia como se o mundo fosse coloridocomo se o mundo fosse colorido feliz aquelefeliz aquele que não se livra do encontroque não se livra do encontro que a cada novo orvalhoque a cada novo orvalho percebe a gota a crescerpercebe a gota a crescer e faz da gota o seu lagoe faz da gota o seu lago paradisiaco para viverparadisiaco para viver que brilha quando a lua à noiteque brilha quando a lua à noite a ilumina na solidão da ilhaa ilumina na solidão da ilha e faz nela as estrelas brilhantese faz nela as estrelas brilhantes bailarem na maresiabailarem na maresia feliz aquelefeliz aquele que não se esquiva a tudo procurarque não se esquiva a tudo procurar no pó que a estrada leveno pó que a estrada leve decide por aí levantardecide por aí levantar e o guarda para construire o guarda para construir a terra verde onde possa plantara terra verde onde possa plantar estradas de vidaestradas de vida que tambémque também o façam por ela viajaro façam por ela viajar
  • 62. . 10.11.15 Art by © Dorina Costras Art nem meus olhos cegamnem meus olhos cegam nem meu corpo secanem meu corpo seca só a minha almasó a minha alma transparecetransparece como gota num oceanocomo gota num oceano que se derretaque se derreta gelo pedra e pógelo pedra e pó num vulcão de um poeta.num vulcão de um poeta. (.)(.)
  • 63. . 10.11.15 Art by © Bianca Paraschiv-Drawings há muito tempo que perdihá muito tempo que perdi as teclas de te leras teclas de te ler agora tenho a música em mimagora tenho a música em mim e a terei até morrere a terei até morrer no scripto de descrever o somno scripto de descrever o som o que me deu iniciaro que me deu iniciar foi só adormecer e perceberfoi só adormecer e perceber que em ti estavaque em ti estava desde o ínicio a viverdesde o ínicio a viver o descrito não foi um sonhoo descrito não foi um sonho foi composto pelo compositorfoi composto pelo compositor
  • 64. . 11.11.15 Art by © Steve Huston achei que me apaixonei por tiachei que me apaixonei por ti porque esboçavas para mimporque esboçavas para mim o sorriso de uma cantoriao sorriso de uma cantoria o suspiro de um palcoo suspiro de um palco o dorso forte de um traçoo dorso forte de um traço num carvão árduo mas suavenum carvão árduo mas suave onde estendi meu lençól ao ventoonde estendi meu lençól ao vento em tudo erreiem tudo errei sem lamentosem lamento perdeste o esboçoperdeste o esboço roubaste-me o compassoroubaste-me o compasso e o dorso voa agora no vácuoe o dorso voa agora no vácuo um desértico terraçoum desértico terraço
  • 65. . 11.11.15 Art by © MARCO RUBIERO ARTE hojehoje só queriasó queria prostrar-meprostrar-me no teu leitono teu leito eterno e puroeterno e puro
  • 66. . 10.11.15 Art by © Steve Huston voltei e volteivoltei e voltei em mim acheiem mim achei novelo de sernovelo de ser que se destapaque se destapa desnuda e traçadesnuda e traça a pele grotescaa pele grotesca de não saber irde não saber ir e voltar sem saire voltar sem sair do meu lugardo meu lugar até se obrigaraté se obrigar a vomitar a dora vomitar a dor de abalarde abalar sem partirsem partir
  • 67. . 10.11.15 Art by © Steve Huston acolhes-me no teu peitoacolhes-me no teu peito exposto e amploexposto e amplo hesito por o saber perfeitohesito por o saber perfeito
  • 68. . 11.11.15 Art by © Agustin Castillo: Abstracts temos a face indefinidatemos a face indefinida a cor de nem parecera cor de nem parecer seguimos no reflexoseguimos no reflexo como espelho e feridacomo espelho e ferida tocando baixinho o somtocando baixinho o som estás águas são dilúvioestás águas são dilúvio que disformam a corque disformam a cor e no pranto sem are no pranto sem ar aparecem dissaboraparecem dissabor
  • 69. 10.11.15 Art by © MARCO RUBIERO ARTE . sou bicho selvagem e assustadosou bicho selvagem e assustado retrato de mau trato no passadoretrato de mau trato no passado no pó da caveira ainda encontradono pó da caveira ainda encontrado pelo olhar distante e perspicazpelo olhar distante e perspicaz de um ser diligente e audazde um ser diligente e audaz minuciosamente pincelaminuciosamente pincela o bicho selvagem da telao bicho selvagem da tela contorno a contorno enchecontorno a contorno enche de cinzenta linha preenchede cinzenta linha preenche mais grave aqui menos alimais grave aqui menos ali que a memória termine aquique a memória termine aqui num beco sem saídanum beco sem saída numa porta abertanuma porta aberta por onde entre o ar sem feridapor onde entre o ar sem ferida frio e desgastante que cortefrio e desgastante que corte solte a memória errantesolte a memória errante e de novo se faça vidae de novo se faça vida
  • 70. . 11.11.15 Art by © Ania Tomicka conseguirei fugir à memóriaconseguirei fugir à memória se me mexer e não ficar paradase me mexer e não ficar parada
  • 71. 12.11.15 Art by © Rosa Maria Magro ingeri de ti na irmandadeingeri de ti na irmandade mas sonhei-te puro e nasceste impuromas sonhei-te puro e nasceste impuro absorvi de ti na continuidadeabsorvi de ti na continuidade mas transpirei-te puro e gotejaste impuromas transpirei-te puro e gotejaste impuro manuseei de ti profundidademanuseei de ti profundidade mas tacteei-te impuro e gemeste puromas tacteei-te impuro e gemeste puro
  • 72. a vida comigo fez guerraa vida comigo fez guerra no dia em que me viu nascerno dia em que me viu nascer no grito que me fez darno grito que me fez dar por dizer estou vivapor dizer estou viva nasci também para amarnasci também para amar Art by © Daniel Bjørn Johannesen 12.11.15
  • 73. Art by © Massimo Della Latta 12.11.15 fizeste-me refugiada emfizeste-me refugiada em mimmim nos teus brancos lençóisnos teus brancos lençóis e eu sem sede atée eu sem sede até
  • 74. Art by © Loui Jover ArtArt by © Loui Jover Art 12.11.1512.11.15 tive a pressative a pressa de te habitarde te habitar no meu cúbiculono meu cúbiculo de luz e pazde luz e paz tive tanta pressative tanta pressa que fiquei retidaque fiquei retida na retinana retina de outra rotinade outra rotina de vidade vida
  • 75. Art by © Loui Jover ArtArt by © Loui Jover Art 12.11.1512.11.15 ter só um olharter só um olhar um brilho do teu rostoum brilho do teu rosto e conseguir sorrire conseguir sorrir foi tudo o que quisfoi tudo o que quis ainda te aguardoainda te aguardo estarás para virestarás para vir com um olharcom um olhar talvez mais feliztalvez mais feliz
  • 76. Art by © Loui Jover ArtArt by © Loui Jover Art 12.11.1512.11.15 saudadesaudade tenho a marca da tua sombratenho a marca da tua sombra típica cópia do teu sertípica cópia do teu ser humildemente tombadahumildemente tombada 10nov1510nov15
  • 77. Art by © Sarah AllegraArt by © Sarah Allegra 12.11.1512.11.15 hoje vai ser um dia …hoje vai ser um dia … ah! normal!ah! normal! 11nov15
  • 78. 12.11.1512.11.15 o toque ds teus lábioso toque ds teus lábios era tudo o que queria agoraera tudo o que queria agora que me envies o ventoque me envies o vento como antes se faziacomo antes se fazia que me acenes na chuvaque me acenes na chuva como o abraço que deviacomo o abraço que devia apertado envolvidoapertado envolvido como em amor derretidocomo em amor derretido por teres sido o meu bempor teres sido o meu bem mais do que queridomais do que querido habitar natureza e em tihabitar natureza e em ti onde chove e secaonde chove e seca à hora que forà hora que for por uma gota sópor uma gota só a que me dás e usufruisa que me dás e usufruis como dádiva de amorcomo dádiva de amor 11nov15 Art by © Carne Griffiths ArtistArt by © Carne Griffiths Artist
  • 79. 12.11.1512.11.15 quase que me apeteceuquase que me apeteceu ser a ingénuaser a ingénua que aqui apareceuque aqui apareceu 11nov15 Art by © Ora's ArtArt by © Ora's Art
  • 80. 12.11.1512.11.15 beijo os teus olhos marejados de salbeijo os teus olhos marejados de sal no teu peito escuto as ondas do oceanono teu peito escuto as ondas do oceano e no abraço apertado te chamo infantee no abraço apertado te chamo infante és meu cavalheiro jovem e erranteés meu cavalheiro jovem e errante caminhas sobre o meu atalhocaminhas sobre o meu atalho cobrindo o chão de odores de marcobrindo o chão de odores de mar e eu vou limpando migalhas da tua cale eu vou limpando migalhas da tua cal quando o chão coberto for a mantaquando o chão coberto for a manta o pó do nosso agassalhoo pó do nosso agassalho Art by © Ora's ArtArt by © Ora's Art
  • 81. 12.11.1512.11.15 tivesse eu o teu prazertivesse eu o teu prazer pediria boleia ao diapediria boleia ao dia e ia voando em ti vivere ia voando em ti viver Art by © Ora's ArtArt by © Ora's Art
  • 82. 12.11.1512.11.15 soubesses tu o que eu não seisoubesses tu o que eu não sei e até o tempo se apagavae até o tempo se apagava para me ensinar o que seipara me ensinar o que sei Art by © Ora's ArtArt by © Ora's Art
  • 83. 12.11.1512.11.15 Art by © FedericoSciucaArt by © FedericoSciuca baila brinca e cantabaila brinca e canta cotovio piar despecotovio piar despe ter a brasa doirada para voarter a brasa doirada para voar derretida no mesmo pasmo de amarderretida no mesmo pasmo de amar uma brisa entretendo pode não coraruma brisa entretendo pode não corar baila brinca e cantabaila brinca e canta mas não dispas o meu olharmas não dispas o meu olhar
  • 84. 12.11.1512.11.15 Art by © HardibudiArt by © Hardibudi sentir as tuas mãos no meu corposentir as tuas mãos no meu corpo é sentir-te arrepio e frioé sentir-te arrepio e frio na cor pálida que transparecena cor pálida que transparece quando jazes inerte em mimquando jazes inerte em mim e por mais que o tempo arrefeçae por mais que o tempo arrefeça até na humidade ela secaaté na humidade ela seca por te saber de carência certapor te saber de carência certa uma alma preenchidauma alma preenchida quase e extremamente afectivaquase e extremamente afectiva que se sente sem mãos correspondidaque se sente sem mãos correspondida sejam em todos nós mãos extendidassejam em todos nós mãos extendidas
  • 85. , 12.11.1512.11.15 from © Sensuality in Artfrom © Sensuality in Art cartacarta não te escreverei a carta onde lerias a minhanão te escreverei a carta onde lerias a minha urgência de estar mais do que de te saber seriaurgência de estar mais do que de te saber seria a carta mais chorada que nem quererieis ler,a carta mais chorada que nem quererieis ler, diria se fosse escrita que, a toda a hora quediria se fosse escrita que, a toda a hora que urge tenho urgência de te escrever, uma e outraurge tenho urgência de te escrever, uma e outra vez, até que transpire de alma, por te amar e nãovez, até que transpire de alma, por te amar e não saber dizer ou expressar a não ser quando tesaber dizer ou expressar a não ser quando te vou tocando uma e outra vez, devagar comovou tocando uma e outra vez, devagar como amante de um só olhar brilhando e brincandoamante de um só olhar brilhando e brincando como o sol nos aquecendo e a lua arrefecendocomo o sol nos aquecendo e a lua arrefecendo por ser o ciclo natural de te espantar epor ser o ciclo natural de te espantar e surpreender, até quem sabe encontrar-te cartasurpreender, até quem sabe encontrar-te carta escrita na mão de outro carteiro e certeiro saibaescrita na mão de outro carteiro e certeiro saiba encartar folha em envelope coloque selo e saibaencartar folha em envelope coloque selo e saiba viajar, correr o mundo sob o teu olharviajar, correr o mundo sob o teu olhar encantado na carta que nunca te irei ler, porqueencantado na carta que nunca te irei ler, porque escrita não irá aparecerescrita não irá aparecer
  • 86. , 12.11.1512.11.15 from © Maria Laterzafrom © Maria Laterza procuraram-se as mãosprocuraram-se as mãos as que na noite seas que na noite se tocavamtocavam sob o olhar fechadosob o olhar fechado e o pano já corridoe o pano já corrido ,,,,,,
  • 87. , 13.11.1513.11.15 artBy © Nuno PimentaartBy © Nuno Pimenta meu olhinho pequeninomeu olhinho pequenino espreita por te verespreita por te ver no teu jeito ladinono teu jeito ladino foca o bom viverfoca o bom viver ,,,,,,
  • 88. , 13.11.1513.11.15 from © Angelas Art Künstlerinfrom © Angelas Art Künstlerin não há como evitar, de todas as voltas, é lá que volto a estarnão há como evitar, de todas as voltas, é lá que volto a estar na brisa suave do teu olhar trémulo calado a só respirarna brisa suave do teu olhar trémulo calado a só respirar as vagas que a maresia a nós trouxer distância de um dia amaras vagas que a maresia a nós trouxer distância de um dia amar sobre as ondas tumultuosas de um mundo quase a desabarsobre as ondas tumultuosas de um mundo quase a desabar irá cair, ruir ou para sempre este universo vai-se aguentarirá cair, ruir ou para sempre este universo vai-se aguentar não há como voltar as costas e partir se é teu o sorriso a apanharnão há como voltar as costas e partir se é teu o sorriso a apanhar nas encostas altas das montanhas escaladas que temos de andarnas encostas altas das montanhas escaladas que temos de andar suportar as façanhas e conseguir sorrir sem manhas e sussurrarsuportar as façanhas e conseguir sorrir sem manhas e sussurrar porque hoje voltei a carecer do teu abraço e do teu beijarporque hoje voltei a carecer do teu abraço e do teu beijar e é esse silêncio que não posso deixar de tanto escutare é esse silêncio que não posso deixar de tanto escutar porque é eco o brilho que esventra o vento quando acordarporque é eco o brilho que esventra o vento quando acordar uma tempestade de lágrimas perdidas por só deixar passaruma tempestade de lágrimas perdidas por só deixar passar mais um momento que só servirá para de tudo ainda recordarmais um momento que só servirá para de tudo ainda recordar
  • 89. , 13.11.1513.11.15 Art by © Gianni StrinoArt by © Gianni Strino tens o olhar grandetens o olhar grande que me abraça a sorrirque me abraça a sorrir no silêncio da gargalhadano silêncio da gargalhada entrego-me sem fugirentrego-me sem fugir timbre rouco e acústicotimbre rouco e acústico num rosto rústiconum rosto rústico minha rede de encostarminha rede de encostar meus olhos em teu olharmeus olhos em teu olhar
  • 90. , 13.11.1513.11.15 Art by © Fernando Saenz PedrosaArt by © Fernando Saenz Pedrosa era uma casa pequenina mas com vistas paraera uma casa pequenina mas com vistas para o mar a onda agitava-se e era a hora deo mar a onda agitava-se e era a hora de acordarmos num búzio onde moramos nasacordarmos num búzio onde moramos nas vozes de nos amarmos tã ocaídos nas areiasvozes de nos amarmos tã ocaídos nas areias como a nossa vez de nos desgastarmoscomo a nossa vez de nos desgastarmos pedra sobre pedra até o pó nos formatar napedra sobre pedra até o pó nos formatar na sede de uma areia novas rochas enlaçadas desede de uma areia novas rochas enlaçadas de nos formarnos formar
  • 91. , 13.11.1513.11.15 Art by © Eugene MukovhinArt by © Eugene Mukovhin castiguei-me ao teu olharcastiguei-me ao teu olhar um castigo que pode durarum castigo que pode durar o tempo que me for precisoo tempo que me for preciso só para não te ouvir chorarsó para não te ouvir chorar cantigas de amigo nem falarcantigas de amigo nem falar o silêncio é de oiro embrulhadoo silêncio é de oiro embrulhado ficai na paz do senhorficai na paz do senhor que eu vou orar para outro ladoque eu vou orar para outro lado onde amigo é bem amadoonde amigo é bem amado e sem nada a apontare sem nada a apontar porque amar um amigo...porque amar um amigo... é amar...é amar...
  • 92. , 13.11.1513.11.15 Art by © Francesca StrinoArt by © Francesca Strino torna-se gritotorna-se grito insuportável de darinsuportável de dar porque a dorporque a dor de o clamarde o clamar não dá maisnão dá mais para aguentarpara aguentar sufoca-se em nóssufoca-se em nós e faz-nos calare faz-nos calar e por todos os tempose por todos os tempos só celebrarsó celebrar na continuidadena continuidade de um momentode um momento que se criouque se criou para continuarpara continuar um só e únicoum só e único para alentopara alento de eternamentede eternamente te amarte amar
  • 93. , 13.11.1513.11.15 Art by © My calligraphy (paper)Art by © My calligraphy (paper) …… quando as palavras encriptadas são as mesmas que todas as letras porquando as palavras encriptadas são as mesmas que todas as letras por nós usadasnós usadas ......
  • 94. , 13.11.1513.11.15 Art by © Dimitar VoinovArt by © Dimitar Voinov porque te cheirei cravo perfeito na minha vidaporque te cheirei cravo perfeito na minha vida tão puro como a cor da espuma da água do martão puro como a cor da espuma da água do mar porque te fui cheirar o ser flor que me deixa perdidaporque te fui cheirar o ser flor que me deixa perdida na escura solidão onde me aconchego e sei coroarna escura solidão onde me aconchego e sei coroar meu silêncio de encontro ao ser meu reino e reimeu silêncio de encontro ao ser meu reino e rei onde sempre te tenho educo castigo e amareionde sempre te tenho educo castigo e amarei porque te cheirar foi a minha conquista de amorporque te cheirar foi a minha conquista de amor
  • 95. , 13.11.1513.11.15 Art by © Alfredas JureviciusArt by © Alfredas Jurevicius despi as pedras que me atiras-te vesti as vestes chamativas do querer virar as costas aos muros bater com os pés nos charcos que chova em mim as lágrimas dos lamentos desnecessários porque hei-de sempre querer ser o muro das pedras que amontoei despir-me no desgaste do meu tempo e prender-me no olhar de outro alguém que carregado de pedras... saiba a tranquilidade de ser um muro gravitado do bem
  • 96. , 13.11.1513.11.15 Art by © Umberto BoccioniArt by © Umberto Boccioni se me fundisse no vento queria ser o eco do teuse me fundisse no vento queria ser o eco do teu somsom e viajar no universo até onde a corrente de ar mee viajar no universo até onde a corrente de ar me levasselevasse pairar contigo sobre os montes e vales dospairar contigo sobre os montes e vales dos himalaiashimalaias correr nos prados e clareiras das histórias decorrer nos prados e clareiras das histórias de christianchristian e sentir os poderes da essência no quântico dee sentir os poderes da essência no quântico de krishnakrishna se me fundisse que fosse com o vento e sorrissese me fundisse que fosse com o vento e sorrisse
  • 97. , 13.11.1513.11.15 Art by © Gustave CaillebotteArt by © Gustave Caillebotte …… decapamos linhas com o suor do nosso corpodecapamos linhas com o suor do nosso corpo …… nos calos das nossas mãos riscamosnos calos das nossas mãos riscamos …… as letras e palavras que fores capazas letras e palavras que fores capaz
  • 98. , 14.11.1514.11.15 - texto partilhado nrº 100 -- texto partilhado nrº 100 - Art by © Deposito de cartunsArt by © Deposito de cartuns a paz é fácil,a paz é fácil, livre elivre e atingívelatingível sem corsem cor sem credosem credo sem clubesem clube sem partidosem partido sem...sem... basta quererbasta querer em paz viverem paz viver
  • 99. , 14.11.1514.11.15 - texto partilhado nrº 100 -- texto partilhado nrº 100 - Imagem tirada se © Edgar JoséImagem tirada se © Edgar José quandoquando enxovalharesenxovalhares meu corpomeu corpo lembra-te daslembra-te das chagas quechagas que sangramsangram no peito aindano peito ainda ardem devagarardem devagar uma moinhauma moinha que não sabeque não sabe apagarapagar a alegria dea alegria de saber sempre tesaber sempre te amaramar
  • 100. , 14.11.1514.11.15 Imagem tirada se © Arte AfricanaImagem tirada se © Arte Africana PAZ MUNDIALPAZ MUNDIAL é a utopia de umé a utopia de um povo são numpovo são num mundo de loucosmundo de loucos perdidos pelaperdidos pela exuberanteexuberante ganância daganância da vaidadevaidade existencialista daexistencialista da sua própria loucurasua própria loucura que cada vez teráque cada vez terá menos adeptos paramenos adeptos para que seja conseguidaque seja conseguida a paz mundiala paz mundial
  • 101. , 14.11.1514.11.15 Imagem tirada se © Edgar JoséImagem tirada se © Edgar José silenciais o meu olharsilenciais o meu olhar sob a sombrasob a sombra nocturna de umnocturna de um nascer extraído donascer extraído do amniótico elementoamniótico elemento volátil e sem lamentovolátil e sem lamento de um momentode um momento recriativorecriativo
  • 102. , 14.11.1514.11.15 Imagem tirada se © Carrie VielleImagem tirada se © Carrie Vielle pedes-me o céu e eu só tenho chãopedes-me o céu e eu só tenho chão solicitas-me água e eu só tenho o deserto para molharsolicitas-me água e eu só tenho o deserto para molhar pedes-me o riso alegre e eu só sei chorar no barro do colchãopedes-me o riso alegre e eu só sei chorar no barro do colchão quero ir mas os pés sempre me dizem nãoquero ir mas os pés sempre me dizem não pedes-me o impossível e eu vejo o possível num arco-íris a crescerpedes-me o impossível e eu vejo o possível num arco-íris a crescer num horizonte sem limite mal o dia comece a raiarnum horizonte sem limite mal o dia comece a raiar e uma gota de orvalho o teu olhar não deixar secare uma gota de orvalho o teu olhar não deixar secar mas não me peças para partir antes de ver o sol se deitarmas não me peças para partir antes de ver o sol se deitar nas quedas de um rio onde um rio veloz em cascata vai caindonas quedas de um rio onde um rio veloz em cascata vai caindo molhando a alma de quem o vir e sentir num caiaque velejarmolhando a alma de quem o vir e sentir num caiaque velejar
  • 103. , 14.11.1514.11.15 Imagem tirada se © Alexksandrina KaradjovaImagem tirada se © Alexksandrina Karadjova a esperança nasce no coração de um sol que aqueça o nosso olhara esperança nasce no coração de um sol que aqueça o nosso olhar mal desperte o filho do homem que saiba flores na terra seca plantarmal desperte o filho do homem que saiba flores na terra seca plantar que elas germinarão com a mesma dedicação que o suor do seu amarque elas germinarão com a mesma dedicação que o suor do seu amar natureza respeito mutuo e dualidade na cumplicidade de aqui morarnatureza respeito mutuo e dualidade na cumplicidade de aqui morar
  • 104. , 14.11.1514.11.15 Imagem tirada se © Trisha LambiImagem tirada se © Trisha Lambi mesmo distantesmesmo distantes a memória traza memória traz odoresodores de muitos e outrosde muitos e outros amantesamantes que nas areiasque nas areias desenhavamdesenhavam as palavras agoraas palavras agora apagadasapagadas em todasem todas as épocas e idadesas épocas e idades em todasem todas as línguas e pátriasas línguas e pátrias mesmo distantesmesmo distantes
  • 105. , 15.11.1515.11.15 Imagem tirada se © Edgar JoséImagem tirada se © Edgar José fiz da fraqueza a minhafiz da fraqueza a minha força para no meu corpo teforça para no meu corpo te levar riscos e traços letraslevar riscos e traços letras para te amar, sempre quepara te amar, sempre que possa vou-te o dizer parapossa vou-te o dizer para que o mundo possa escutarque o mundo possa escutar nem que seja só mais umanem que seja só mais uma vez para por um segundovez para por um segundo haja nada mais em quehaja nada mais em que pensar a não ser na formapensar a não ser na forma do verbo ser uma prendado verbo ser uma prenda dar por cumprimentar outrodar por cumprimentar outro ser nem que seja só atravésser nem que seja só através do olhardo olhar
  • 106. , 15.11.1515.11.15 Art by © Charlie TerrellArt by © Charlie Terrell que nunca percaque nunca perca a capacidade de amar-TEa capacidade de amar-TE muito antes de te integrarmuito antes de te integrar minha sorTEminha sorTE saber te honrar e fielmentesaber te honrar e fielmente homenagear-TEhomenagear-TE pelo teu semblante rectopelo teu semblante recto e de alto porTEe de alto porTE onde me prosto em entregaonde me prosto em entrega de adorar-TEde adorar-TE
  • 107. , 16.11.1516.11.15 Art by © Vitor LimaArt by © Vitor Lima tudo é caótico no silênciotudo é caótico no silêncio já viste o caos não serjá viste o caos não ser o desafio da ordenação?o desafio da ordenação? eu te desafio ao caõs gerareu te desafio ao caõs gerar porque é impossível teporque é impossível te evitarevitar virar a página e não vervirar a página e não ver as cruzadas a voltaras cruzadas a voltar por quanto tempo mais...por quanto tempo mais... ninguém o saberá dizerninguém o saberá dizer são lutas rídiculassão lutas rídiculas e quase irreaise quase irreais só igualadas às queimadassó igualadas às queimadas igualmente imortaisigualmente imortais do humano que o cabo...do humano que o cabo... não torneará jamaisnão torneará jamais tudo é caos no silênciotudo é caos no silêncio
  • 108. , 16.11.1516.11.15 Art by © Pino DaeniArt by © Pino Daeni quis revalidar os meus votos de te amarquis revalidar os meus votos de te amar até vieram novas gaivotas para constataraté vieram novas gaivotas para constatar desfilaram as formigas sua marcha exercéticadesfilaram as formigas sua marcha exercética e as cigarras tocaram as núpciosas valsase as cigarras tocaram as núpciosas valsas tudo para validar nossas artes marcaistudo para validar nossas artes marcais no tapete marcado com um xis maisno tapete marcado com um xis mais para de novo adormecer nos teus lábiospara de novo adormecer nos teus lábios repousar nas tuas mãos quietas e caladasrepousar nas tuas mãos quietas e caladas até acordar e perceber que o sonhoaté acordar e perceber que o sonho volta outra vez a acontecervolta outra vez a acontecer
  • 109. 16.11.1516.11.15 Art by © Rahaf ArtRahaf ArtArt by © Rahaf ArtRahaf Art , tens a forma delicada de uma flor em botãotens a forma delicada de uma flor em botão que possue a alegria de viver em solidãoque possue a alegria de viver em solidão estrutura fresca da esperança de um traçoestrutura fresca da esperança de um traço sem aliança diz à raíz estás preso p'lo narizsem aliança diz à raíz estás preso p'lo nariz tens faro e tacto e um coração de aço e petiztens faro e tacto e um coração de aço e petiz
  • 110. , 15.11.1515.11.15 Art by © Rahaf ArtRahaf ArtArt by © Rahaf ArtRahaf Art tenho o segredotenho o segredo um segredo tão bemum segredo tão bem guardadoguardado que até é mistério para mimque até é mistério para mim já nem sei onde o metijá nem sei onde o meti muito menos onde omuito menos onde o guardeiguardei se alguém o vir por aíse alguém o vir por aí mande-o vir ter comigomande-o vir ter comigo porque é meu, meu amigoporque é meu, meu amigo
  • 111. 15.11.1515.11.15 Art by © Eser AfacanArt by © Eser Afacan quereis saber a novaquereis saber a nova a nova não háa nova não há há uma velha retocadahá uma velha retocada retocada na pinturaretocada na pintura pintura sem corpintura sem cor cor sem exactidãocor sem exactidão exactidão sem a mãoexactidão sem a mão mão sem pulsomão sem pulso pulso sem troncopulso sem tronco tronco sem raíztronco sem raíz raíz sem terraraíz sem terra terra de muito paísterra de muito país
  • 112. 16.11.1516.11.15 Art by © Eser AfacanArt by © Eser Afacan nasci onde escolhi na cor que contratei,,,nasci onde escolhi na cor que contratei,,, ter um sábio no caminho e um mago como reiter um sábio no caminho e um mago como rei tive até a ousadia de na minha pele te tactuar...tive até a ousadia de na minha pele te tactuar... com pós de prilimpimpim só para te adorar...com pós de prilimpimpim só para te adorar... um odor intenso que me deste de manhã ao acordarum odor intenso que me deste de manhã ao acordar um suspiro e um sussurro de vento para te estimarum suspiro e um sussurro de vento para te estimar frisei ao sol que não escondesse os seus raios do meufrisei ao sol que não escondesse os seus raios do meu chãochão que as flores preciso de regar nas lágrimas da tuaque as flores preciso de regar nas lágrimas da tua saudadesaudade quando mais tarde a lua chegarquando mais tarde a lua chegar
  • 113. 16.11.1516.11.15 Art by © ART & BeautyArt by © ART & Beauty por mais que contorça meu jeito de ser será sempre a tolerância que tenho que me faz em ti aceitar crer ser e viver
  • 114. 15.11.1515.11.15 Art by © Eser AfacanArt by © Eser Afacan devia de ter sido capazdevia de ter sido capaz de parar e voltar atrásde parar e voltar atrás refazer o caminho e contarrefazer o caminho e contar que o verbo é amarque o verbo é amar onde as escadas de subironde as escadas de subir se formam e crescemse formam e crescem como os sentimentoscomo os sentimentos de não voltar a pararde não voltar a parar nada volta ao mesmo lugarnada volta ao mesmo lugar a não ser a memóriaa não ser a memória a memória que perduraa memória que perdura no tempo e dura esquecerno tempo e dura esquecer refazer ou desfazerrefazer ou desfazer o que mais se poderia dizero que mais se poderia dizer talvez um olhar maistalvez um olhar mais perspicaz e aconteria viverperspicaz e aconteria viver
  • 115. . 16.11.1516.11.15 Art by © Eser AfacanArt by © Eser Afacan não tenho como voltar ao mar salgado do oceanonão tenho como voltar ao mar salgado do oceano de onde parti uma vez por querer e não por enganode onde parti uma vez por querer e não por engano onde dei o passo de caminhar ladeira acima e seguironde dei o passo de caminhar ladeira acima e seguir montanha que não escorrega no passo de em si seguirmontanha que não escorrega no passo de em si seguir alheia ao mundo e encrustrada nas raízes de renasceralheia ao mundo e encrustrada nas raízes de renascer nem das cinzas mas do pó que a há-de um dia comernem das cinzas mas do pó que a há-de um dia comer
  • 116. 17.11.1517.11.15 Art by 2014 © ISABELLA KRAMERArt by 2014 © ISABELLA KRAMER . encontrei o teu corpoencontrei o teu corpo no amarrotadono amarrotado dos meus lençóis...dos meus lençóis... e descobri como quentee descobri como quente é teu abraço sonharé teu abraço sonhar e sonhei sossegadae sonhei sossegada no teu colono teu colo por me cuidarpor me cuidar e cuidei dos teus sonhose cuidei dos teus sonhos com a vontade de darcom a vontade de dar e deste-me o descansoe deste-me o descanso merecido de acordarmerecido de acordar e acordei agradecidae acordei agradecida ao teu corpo inteiroao teu corpo inteiro por te amarpor te amar
  • 117. 17.11.1517.11.15 Art by 2014 © IArunas RutkusArt by 2014 © IArunas Rutkus . há sempre...há sempre... um novo momentoum novo momento em queem que confessoconfesso o meu desejo:o meu desejo: o de ficar mais pertoo de ficar mais perto do que longe do ...do que longe do ...
  • 118. . 17.11.1517.11.15 Art by 2014 © Arunas RutkusIArunas RutkusArt by 2014 © Arunas RutkusIArunas Rutkus entretive-me a ouvir-teentretive-me a ouvir-te no meu peito a cantarno meu peito a cantar no teu tambor tão certono teu tambor tão certo que ainda me faz espantarque ainda me faz espantar ter uma bateria únicater uma bateria única e sentir-te a pulsare sentir-te a pulsar neste momento solitárioneste momento solitário onde o silêncio é requisiadoonde o silêncio é requisiado e o pardal vem acompanhare o pardal vem acompanhar no passo de uma borboletano passo de uma borboleta preencher o vazio de estarpreencher o vazio de estar alegre harmoniaalegre harmonia que a natureza trazque a natureza traz por mais um momentopor mais um momento parece que estamos em pazparece que estamos em paz
  • 119. . 17.11.1517.11.15 Art by 2014 © Arunas RutkusIArunas RutkusArt by 2014 © Arunas RutkusIArunas Rutkus crer em ti foi pecadocrer em ti foi pecado afinal estavas impregnadoafinal estavas impregnado do vil metal de um couraçadodo vil metal de um couraçado teu coração é de pedra e felteu coração é de pedra e fel teu corpo quis ser piratateu corpo quis ser pirata de um cantinho só meude um cantinho só meu meu vento desoladomeu vento desolado tempestade do meu sertempestade do meu ser constituído de licor e melconstituído de licor e mel e bronzeado a pratae bronzeado a prata na tinta que escorreuna tinta que escorreu na mão solta debandadana mão solta debandada correndo para vivercorrendo para viver e mais tarde recordadae mais tarde recordada por um pirata de nadapor um pirata de nada
  • 120. . viva a desigualdadeviva a desigualdade para no caos do equilibriopara no caos do equilibrio vencer a humanidadevencer a humanidade
  • 121. Art by © Rahaf ArtRahaf ArtArt by © Rahaf ArtRahaf Art desde que te videsde que te vi que não teque não te percoperco
  • 122. Art by © Hendra MArt by © Hendra M des_encontrodes_encontro
  • 123. Art by © Loui Jover ArtArt by © Loui Jover Art és como a águaés como a água que me banhaque me banha perfume imensoperfume imenso da tua luzda tua luz de brancode branco na profundidadena profundidade dos teus olhosdos teus olhos ,,,,,,
  • 124. 18.11.1518.11.15 Art by © Loui Jover ArtArt by © Loui Jover Art queria chegar a casaqueria chegar a casa e encontrar-te sentadae encontrar-te sentada no sofáno sofá poder tocar-tepoder tocar-te e, dizer-te: até já!e, dizer-te: até já! ,,,,,,
  • 125. 18.11.1518.11.15 Art by © Blanca Álvarez.artArt by © Blanca Álvarez.art pela tua mão...pela tua mão... me guiasme guias tango da vidatango da vida passo a passopasso a passo um abraçoum abraço e um laçoe um laço desvias a facedesvias a face e o dia rolae o dia rola no chão e na solano chão e na sola da dança do lugarda dança do lugar um momentoum momento é para registaré para registar o som que me ensinasteo som que me ensinaste além na praia é amaralém na praia é amar na ilha onde deságuámosna ilha onde deságuámos refúgio de uma ocasiãorefúgio de uma ocasião brisa suave de mão em mãobrisa suave de mão em mão
  • 126. 18.11.1518.11.15 Art by © ARUNAS RUTKUSArt by © ARUNAS RUTKUS . escrever-te é obra de um momentoescrever-te é obra de um momento que passa é um sentimento que seque passa é um sentimento que se retêm no momento e agarra-se pararetêm no momento e agarra-se para te puder recordar e perceber quete puder recordar e perceber que nada dá para expressar tudo sãonada dá para expressar tudo são letras que se encontram sem seletras que se encontram sem se conseguir dizer o que realmente elasconseguir dizer o que realmente elas são, seja dor ou amor, seja asão, seja dor ou amor, seja a desculpa e uma gratidão, seja o quedesculpa e uma gratidão, seja o que for... por vezes nem servem asfor... por vezes nem servem as palavras já cansadas de existirem,palavras já cansadas de existirem, não há novos inventos e as letrasnão há novos inventos e as letras deixam-se ainda sair sorrindo,deixam-se ainda sair sorrindo, porque querem ter um sentido novo,porque querem ter um sentido novo, se tudo é velho e a carta que sese tudo é velho e a carta que se devia de escrever já não pretendedevia de escrever já não pretende existir, porque o momento partiu naexistir, porque o momento partiu na brisa do parágrafo, e fez-sebrisa do parágrafo, e fez-se reticências ... um momento vou àreticências ... um momento vou à obra de escrever-te.obra de escrever-te.
  • 127. Art by © ARUNAS RUTKUSArt by © ARUNAS RUTKUS . remar a favor da maré é amar de cada vez que pedirremar a favor da maré é amar de cada vez que pedir para me conduzir no rio calmo dos tormentos na rectapara me conduzir no rio calmo dos tormentos na recta fácil de seguir para a frente e de frente até ondefácil de seguir para a frente e de frente até onde o nosso barco nos conduzir...o nosso barco nos conduzir... 18.11.1518.11.15
  • 128. 18.11.1518.11.15 Art by © ARUNAS RUTKUSArt by © ARUNAS RUTKUS vou soprar ao vento bolhas devou soprar ao vento bolhas de sabão e pós de perilimpimpimsabão e pós de perilimpimpim para que em mim existas e nãopara que em mim existas e não fujas de mim lágrima e solidãofujas de mim lágrima e solidão amor e gratidãoamor e gratidão
  • 129. 18.11.1518.11.15 Art by ©Mademoiselle Zazie' s Art Stephanie NobletArt by ©Mademoiselle Zazie' s Art Stephanie Noblet definir-te minha presença na penumbra de umdefinir-te minha presença na penumbra de um olhar é a cor mais densa no perfume da linha noolhar é a cor mais densa no perfume da linha no toque da letra suspirar devagar pelo contornotoque da letra suspirar devagar pelo contorno da frase e terminar com o sentimento de queda frase e terminar com o sentimento de que falta algo mais...falta algo mais...
  • 130. Art by © ARUNAS RUTKUSArt by © ARUNAS RUTKUS . 18.11.1518.11.15 tenho um espaço vazio entre a terra e o céu um espaço que enche coração quando o vento sopra quente mesmo que fora da estação tenho uma folha caída na coz laranja da canção e uma dor aflita que se chama paixão
  • 131. . Art by © ARUNAS RUTKUSArt by © ARUNAS RUTKUS 18.11.1518.11.15 espectativas não tenhoespectativas não tenho espero que o vento passeespero que o vento passe e corra na orla marginale corra na orla marginal do que encontre em mimdo que encontre em mim ,,,,,,
  • 132. Art by © MARCO RUBIERO ARTEArt by © MARCO RUBIERO ARTE 18.11.1518.11.15 . devolve-me a calma que não te entregueidevolve-me a calma que não te entreguei devolve-me o entusiamo que não te empresteidevolve-me o entusiamo que não te emprestei devolve-me a ilusão que não te sonheidevolve-me a ilusão que não te sonhei que te darei a ilusão do pouco que tenhoque te darei a ilusão do pouco que tenho no entusiasmo que a vida me devolveno entusiasmo que a vida me devolve sonhar a calma a tudo a que me entregueisonhar a calma a tudo a que me entreguei ,,,,,,
  • 133. . Art by © OyaArtArt by © OyaArt 19.11.1519.11.15 senta-tesenta-te e vem contar-mee vem contar-me coisas do teu lugarcoisas do teu lugar ......
  • 134. Art by © Carne Griffiths ArtistArt by © Carne Griffiths Artist 18.11.1518.11.15 . foram riscos e traços que me desenharam sem sombraforam riscos e traços que me desenharam sem sombra raça humana e imperfeita porque nem o sol iluminaraça humana e imperfeita porque nem o sol ilumina a penumbra em que vivem descabidos os humanosa penumbra em que vivem descabidos os humanos ,,,,,,
  • 135. Art by © Artist Hebe SugarArt by © Artist Hebe Sugar 18.11.1518.11.15 . vêem os ventos do marvêem os ventos do mar tocar a doce melodiatocar a doce melodia de só querer questionarde só querer questionar o destino e prosseguiro destino e prosseguir ,,,,,,
  • 136. Art by © Nuno PimentaArt by © Nuno Pimenta 20.11.1520.11.15 dançar nos teus braços...dançar nos teus braços... na imensidão dos passosna imensidão dos passos correr o solo e o pó da terracorrer o solo e o pó da terra varrer as areias das orlasvarrer as areias das orlas e acabar nas espumas do mare acabar nas espumas do mar com sabor salgado no teu ar docecom sabor salgado no teu ar doce sentir e proferir o teu sorrirsentir e proferir o teu sorrir intensas maresias de te abraçarintensas maresias de te abraçar no som que me dê murmurarno som que me dê murmurar uma batalha de venceruma batalha de vencer o dia que de oiro se pintao dia que de oiro se pinta e à noite prata se dignae à noite prata se digna viver alegre nas ondasviver alegre nas ondas e amar o momento de estare amar o momento de estar uns salpicos sentiruns salpicos sentir e por um sorriso não mentire por um sorriso não mentir que o melhor do mundo é viverque o melhor do mundo é viver .
  • 137. . 20.11.1520.11.15 não tenho tempo para a tua revoltanão tenho tempo para a tua revolta só tenho tempo a perder com o que não me faltasó tenho tempo a perder com o que não me falta ter um sorriso para te retribuir onde reina ater um sorriso para te retribuir onde reina a confusãoconfusão terei até tempo para te desejar um momento bomterei até tempo para te desejar um momento bom votos de uma grande boa e sincera paixãovotos de uma grande boa e sincera paixão onde chores de alegria lágrimas do coraçãoonde chores de alegria lágrimas do coração ,,,,,, Art by © Artist Hebe SugarArt by © Artist Hebe Sugar
  • 138. . Art by © Artist Hebe SugarArt by © Artist Hebe Sugar 20.11.1520.11.15 pinta-me som no cinzento da melodiapinta-me som no cinzento da melodia cor na definição de uma melancoliacor na definição de uma melancolia e eu sairei por aí procurando-te ao ventoe eu sairei por aí procurando-te ao vento suspirando pela rua a calçada do momentosuspirando pela rua a calçada do momento onde respiras o ar novo e puro de fantasiaonde respiras o ar novo e puro de fantasia e eu acrescento sem dor o que prometoe eu acrescento sem dor o que prometo viver por mais um dia grata ao tempoviver por mais um dia grata ao tempo que se me faz rumo a não perder magiaque se me faz rumo a não perder magia a amar como sempre amarei até outro diaa amar como sempre amarei até outro dia em que me pintes da cor da melancoliaem que me pintes da cor da melancolia e o som saia doirado em outra melodiae o som saia doirado em outra melodia
  • 139. Art by © Artist Hebe SugarArt by © Artist Hebe Sugar 20.11.1520.11.15 . é desmanchando meu corpo ao ventoé desmanchando meu corpo ao vento que vivo na lágrima sagrada do agoraque vivo na lágrima sagrada do agora ,,,,,,
  • 140. Art by © Sugar HArt by © Sugar H 20.11.1520.11.15 . quotidianos...quotidianos... ... onde tudo é tão diversificado como a vida... onde tudo é tão diversificado como a vida ,,,,,, ... porque o dia-a-dia é um quotidiano sonhado.... porque o dia-a-dia é um quotidiano sonhado. ,,,,,,
  • 141. Art by © Rodica Toth PoiataArt by © Rodica Toth Poiata 20.11.1520.11.15 escorreguei pelos teus cabelos...escorreguei pelos teus cabelos... como se liana se tratassem...como se liana se tratassem... sedosas imagens no reflexo da lua...sedosas imagens no reflexo da lua... minhas mãos tocarem no céu...minhas mãos tocarem no céu... e entregar-me como sendo tuae entregar-me como sendo tua na envolvencia de panos de cetimna envolvencia de panos de cetim que os raios de sol guardam para mimque os raios de sol guardam para mim natureza inocente dos primórdios até aonatureza inocente dos primórdios até ao fim.fim.
  • 142. . Art by © Rashkovski PhotographyArt by © Rashkovski Photography 20.11.1520.11.15 fechei em mimfechei em mim os olhosos olhos e encontreie encontrei o meu túnel de luzo meu túnel de luz que me ilumina na noiteque me ilumina na noite no breu que se anunciano breu que se anuncia em meus olhos cerradosem meus olhos cerrados no meu ser despertono meu ser desperto no sonho inteirono sonho inteiro puro que despertopuro que desperto intímos de mimintímos de mim
  • 143. . Art by © Ettore Aldo del Vigo.Art by © Ettore Aldo del Vigo. 20.11.1520.11.15 ,,,,,, ao sol virá nascerao sol virá nascer e à lua deitare à lua deitar sobre a pele nuasobre a pele nua de no teu corpo escreverde no teu corpo escrever ,,,,,,
  • 144. . 21.11.1521.11.15 num dia de chuvinha...num dia de chuvinha... corre miudinho o arco-corre miudinho o arco- írisíris um, dois, trêsum, dois, três escolhe nova corescolhe nova cor outra vezoutra vez novo dia e sorrisnovo dia e sorris acordas e já vêsacordas e já vês nasceu o amornasceu o amor que ousadia no petizque ousadia no petiz um raio de sol rompeuum raio de sol rompeu vou agarro-lo é meu.vou agarro-lo é meu. Art by © KandiskyArt by © Kandisky
  • 145. 21.11.1521.11.15 Art by ©Art by © Bob Daalder PhotographyBob Daalder Photography é nas gotas de orvalhoé nas gotas de orvalho que encontro as tuasque encontro as tuas lágrimaslágrimas que seja no azul celesteque seja no azul celeste que encontre a tua dádivaque encontre a tua dádiva
  • 146. . 21.11.1521.11.15 Art by © Karol BakKarol BakArt by © Karol BakKarol Bak beijas alegre na lágrimabeijas alegre na lágrima realidade imprevistarealidade imprevista os olhos marejadosos olhos marejados na fechada vistana fechada vista correm os suores no arcorrem os suores no ar é tempo de arregaçaré tempo de arregaçar mangasmangas deitar para foradeitar para fora os anseios que me mandasos anseios que me mandas a natureza tem tudoa natureza tem tudo até o olhar da ignorânciaaté o olhar da ignorância sapiência escondidasapiência escondida ter o sentir na almater o sentir na alma e o corpo em feridae o corpo em ferida no alegre beijo...no alegre beijo... de mais uma lágrimade mais uma lágrima
  • 147. . Art by © Chris MaynardArt by © Chris Maynard 21.11.1521.11.15 perguntei por ti ao ventoperguntei por ti ao vento e pelo meu beijo na testae pelo meu beijo na testa vieste logo e contigovieste logo e contigo trouxeste mais gentetrouxeste mais gente senti o teu beijosenti o teu beijo e um abraçoe um abraço um sorrisoum sorriso e um olá estou aquie um olá estou aqui e eu sorrie eu sorri por vos saberpor vos saber ...nos ventos de mim...nos ventos de mim
  • 148. . Art by © Albert-Serra-PhotographyArt by © Albert-Serra-Photography 21.11.1521.11.15 … nem guerreio com o ar ou o vento deixo-te voar para as altas montanhas onde aprenderás a guiar noutros rumos algumas runas algo estranhas ...
  • 149. . Art by © artursomersetArt by © artursomerset 21.11.1521.11.15 ,,,,,, a escorrer na ponta da unhaa escorrer na ponta da unha que se restaure o momentoque se restaure o momento e se engula a pura gotae se engula a pura gota de um odor ainda por virde um odor ainda por vir da beira da estradada beira da estrada uma recta linha conduzauma recta linha conduza bafos saudáveisbafos saudáveis na brisa da madrugadana brisa da madrugada ou ao fim da tarde a escurecerou ao fim da tarde a escurecer quando em noite cerradaquando em noite cerrada ainda me possas dizerainda me possas dizer que fustigaste a minha bocaque fustigaste a minha boca amestrada e fechadaamestrada e fechada na folha quase acabadana folha quase acabada de uma flor no fim do outonode uma flor no fim do outono ,,,,,,
  • 150. . Art by © Rob HefferanArt by © Rob Hefferan 21.11.1521.11.15 ,,, hoje... quando as estrelas brilharem desmancho-te em folhas de ti faço origamis de aves papagaios para no céu voar que eu à janela vou largar no remoinho do ar decerto irás rodopiar e eu vou-me deliciar só por te ver dançar. é de hoje !
  • 151. . Art by © Jesús VillarrealArt by © Jesús Villarreal 21.11.1521.11.15 não profiro certas palavras são letras sagradas não profiro certas letras são palavras desnecessárias quem as acha que consiga quem consiga que as diga mas quem as sente não o faça quem as encontre as venere como se fosse paixão de ser
  • 152. . Art by © Jesús VillarrealArt by © Jesús Villarreal 21.11.1521.11.15 ,,, pertencemos à mesma raça essência de um povo germinado na explosão da luz mistíco acontecer que agora deu-me vida e agradecer por viver
  • 153. . Art by © MARCO RUBIERO ARTEArt by © MARCO RUBIERO ARTE Nov.2015Nov.2015 ...até já até que o pó nos mova no vento dos cépticos......até já até que o pó nos mova no vento dos cépticos...
  • 154. . Art by © Harun Özkara PhotographyArt by © Harun Özkara Photography 22.11.1522.11.15 beber dos teus lábiosbeber dos teus lábios a dose necessáriaa dose necessária para saber que estou vivapara saber que estou viva é receber-te em abraçoé receber-te em abraço livre no ventolivre no vento que corta frio na ruaque corta frio na rua ,,,,,,
  • 155. . Art by © Francesca StrinoArt by © Francesca Strino 22.11.1522.11.15 amar é uma carta fechada comamar é uma carta fechada com letras a condizer, não mais seletras a condizer, não mais se falam nem têm que dizer, asfalam nem têm que dizer, as letras apagadas pelo queletras apagadas pelo que haveria de ser a carta mais bemhaveria de ser a carta mais bem escrita que não irei escreverescrita que não irei escrever ,,,,,,
  • 156. . Art by © andrew_m0Art by © andrew_m0 23.11.1523.11.15 ... tudo o que ansiou foi partir, deixar a bagagem... tudo o que ansiou foi partir, deixar a bagagem nas folhas tombadas de um outono amarelas enas folhas tombadas de um outono amarelas e ainda esverdeadas e seguir, de encontro aoainda esverdeadas e seguir, de encontro ao destino que o fez aqui vir, e seguiu...destino que o fez aqui vir, e seguiu...
  • 157. . Art by © Bob Daalder PhotographyArt by © Bob Daalder Photography ana'Carvalhosa©direitos reservadosana'Carvalhosa©direitos reservados 23.11.1523.11.15 ...acordar nos lençóis frios é descobrir o sol a nascer...acordar nos lençóis frios é descobrir o sol a nascer permitir que se aqueça é voltar a ser novo o dia e acontecerpermitir que se aqueça é voltar a ser novo o dia e acontecer desde que o mundo se expanda em raios de sol brilhantesdesde que o mundo se expanda em raios de sol brilhantes serão todos os momentos alegres e hilariantesserão todos os momentos alegres e hilariantes assim o homem faça a notícia de não interfirassim o homem faça a notícia de não interfir na comunidade da tribo que o viu florir...na comunidade da tribo que o viu florir...
  • 158. . Art by © John CromeArt by © John Crome ana'Carvalhosa©direitos reservadosana'Carvalhosa©direitos reservados 23.11.1523.11.15 não quero mais a tua resposta fútilnão quero mais a tua resposta fútil leva-a no bolso contigo e transforma-aleva-a no bolso contigo e transforma-a em vontade de gente que cultivaem vontade de gente que cultiva semeia boa ideia bom mote que se trauteiasemeia boa ideia bom mote que se trauteia enquanto se caminha por atalhos simplesenquanto se caminha por atalhos simples como idas até galileia,como idas até galileia, terra de poiso e pastoterra de poiso e pasto onde o pastor descansa o cajadoonde o pastor descansa o cajado vê formigas passarvê formigas passar na terra barrenta ao ar seco do solna terra barrenta ao ar seco do sol em fila indianaem fila indiana peregrinas destemidas das suas conquistasperegrinas destemidas das suas conquistas sem levarem no manto respostas fúteissem levarem no manto respostas fúteis
  • 159. . Art by © Christian SchloeArt by © Christian Schloe ana'Carvalhosa©direitos reservadosana'Carvalhosa©direitos reservados 23.11.1523.11.15 o meu sonho é iro meu sonho é ir nas asas de uma nuvemnas asas de uma nuvem e no mar caire no mar cair ir até mais alémir até mais além e ouvir um golfinho a sorrire ouvir um golfinho a sorrir no seu dorso viajarno seu dorso viajar nas águas mornas do marnas águas mornas do mar onde as sereias encantadasonde as sereias encantadas esperam por piratasesperam por piratas de lenço e espadade lenço e espada de perna de pau e barbade perna de pau e barba e têm uma qualquere têm uma qualquer ilha domadailha domada
  • 160. . Art by © Christian SchloeArt by © Christian Schloe ana'Carvalhosa©direitos reservadosana'Carvalhosa©direitos reservados 23.11.1523.11.15 (i)(i) enquanto a dádiva de te amar forenquanto a dádiva de te amar for só desfiar um fio do teu cabelosó desfiar um fio do teu cabelo que desalinhou torto da tua franjaque desalinhou torto da tua franja e teimosamente tapa-te ume teimosamente tapa-te um pouco só a sombrancelha amar-pouco só a sombrancelha amar- te-ei até que a visão turve ceguete-ei até que a visão turve cegue e deixe de conseguir ver que oe deixe de conseguir ver que o existir-te é a força da vontade deexistir-te é a força da vontade de teu cabelo aprumar enquanto oteu cabelo aprumar enquanto o tiveres e puder a ele chegartiveres e puder a ele chegar ,,,,,,
  • 161. . Art by © Christian SchloeArt by © Christian Schloe ana'Carvalhosa©direitos reservadosana'Carvalhosa©direitos reservados 23.11.1523.11.15 (Ii)(Ii) enquanto o bem adquirido for sóenquanto o bem adquirido for só ver a sombra do teu corpo nover a sombra do teu corpo no sofá sentado a tentar encontrar asofá sentado a tentar encontrar a linha onde havias no livro ficadolinha onde havias no livro ficado e só referir-te que tinhas dito quee só referir-te que tinhas dito que estava acabado e ver-te voltar oestava acabado e ver-te voltar o rosto de lado e sorrir porque algorosto de lado e sorrir porque algo na tua mente fez agora sentido ena tua mente fez agora sentido e a tua procura então podea tua procura então pode prosseguir mesmo contigoprosseguir mesmo contigo sentado confiante e a sorrir...sentado confiante e a sorrir... ,,,,,,
  • 162. . Art by © Christian SchloeArt by © Christian Schloe ana'Carvalhosa©direitos reservadosana'Carvalhosa©direitos reservados 23.11.1523.11.15 (IIi)(IIi) enquanto te conservar forenquanto te conservar for restares não na memória mas narestares não na memória mas na saudade de um órgão único esaudade de um órgão único e sem substituição possível quesem substituição possível que em mim ainda funciona como seem mim ainda funciona como se o auxiliasses para ele viver eo auxiliasses para ele viver e reproduz o nada que sempre sereproduz o nada que sempre se quis ter um som que nosquis ter um som que nos definisse e não encontrámosdefinisse e não encontrámos porque não era preciso tinhamo-porque não era preciso tinhamo- lo num lugar nosso escondidolo num lugar nosso escondido chamado coraçãochamado coração ,,,,,,
  • 163. . Art by © Christian SchloeArt by © Christian Schloe ana'Carvalhosa©direitos reservadosana'Carvalhosa©direitos reservados 23.11.1523.11.15 (IV)(IV) enquanto poder dançar no timbreenquanto poder dançar no timbre da tua voz a chamar-me e souberda tua voz a chamar-me e souber que achas que eu nasci paraque achas que eu nasci para estar sistemáticamente ao teuestar sistemáticamente ao teu lado pronta para te ouvir dizer olado pronta para te ouvir dizer o que te apetece e de só por alique te apetece e de só por ali estar para ti já é viver e nadaestar para ti já é viver e nada mais é preciso dizer porque asmais é preciso dizer porque as paredes não tem ouvidos e aparedes não tem ouvidos e a porta está fechada podemosporta está fechada podemos colocar o nosso silêncio e dançarcolocar o nosso silêncio e dançar ,,,,,,
  • 164. . Art by © Christian SchloeArt by © Christian Schloe ana'Carvalhosa©direitos reservadosana'Carvalhosa©direitos reservados 23.11.1523.11.15 (V)(V) enquanto tiver a esperança que deenquanto tiver a esperança que de mim saiem os odores das flores quemim saiem os odores das flores que ansiaste sempre no jardim encontraransiaste sempre no jardim encontrar quando no teu carinho as tratavasquando no teu carinho as tratavas todas as tardes sulcavas a terra e astodas as tardes sulcavas a terra e as regavas com a água do céu queregavas com a água do céu que reservavas num regador que deixavasreservavas num regador que deixavas debaixo da telha que servia de bica edebaixo da telha que servia de bica e carregavas quase sem conseguir paracarregavas quase sem conseguir para as poderes colher e me ofereceras poderes colher e me oferecer quando florirquando florir ,,,,,,
  • 165. . Art by © Christian SchloeArt by © Christian Schloe ana'Carvalhosa©direitos reservadosana'Carvalhosa©direitos reservados 23.11.1523.11.15 (VI)(VI) enquanto o som do universo correrenquanto o som do universo correr nas minhas veias desde manhã até aonas minhas veias desde manhã até ao anoitecer e a lua for minha lanterna eanoitecer e a lua for minha lanterna e conselheira o sol me desperte paraconselheira o sol me desperte para outro dia e obra derradeira nãooutro dia e obra derradeira não perderei por te olhar nos olhos e dizerperderei por te olhar nos olhos e dizer que em mais nada posso crer do queque em mais nada posso crer do que acreditar que estou a despertar paraacreditar que estou a despertar para como melhor te cuidar sem mágoa oucomo melhor te cuidar sem mágoa ou a retina gotejar.a retina gotejar. ,,,,,,
  • 166. . Art by © Christian SchloeArt by © Christian Schloe ana'Carvalhosa©direitos reservadosana'Carvalhosa©direitos reservados 23.11.1523.11.15 (V)(V) enquanto poder dançar no timbre daenquanto poder dançar no timbre da tua voz a chamar-me e souber quetua voz a chamar-me e souber que achas que eu nasci para estarachas que eu nasci para estar sistemáticamente ao teu lado prontasistemáticamente ao teu lado pronta para te ouvir dizer o que te apetece epara te ouvir dizer o que te apetece e de só por ali estar para ti já é viver ede só por ali estar para ti já é viver e nada mais é preciso dizer porque asnada mais é preciso dizer porque as paredes não tem ouvidos e a portaparedes não tem ouvidos e a porta está fechada podemos colocar oestá fechada podemos colocar o nosso silêncio e dançarnosso silêncio e dançar ,,,,,,
  • 167. . Art by © Christian SchloeArt by © Christian Schloe ana'Carvalhosa©direitos reservadosana'Carvalhosa©direitos reservados 23.11.1523.11.15 onde está a chave mistério?onde está a chave mistério? a que abre portasa que abre portas escancara janelasescancara janelas arromba paredesarromba paredes deita abaixo murosdeita abaixo muros e faz voar tantos chapéuse faz voar tantos chapéus nas cabeças ocas do mundonas cabeças ocas do mundo ,,,,,,
  • 168. . Art by © Christian SchloeArt by © Christian Schloe ana'Carvalhosa©direitos reservadosana'Carvalhosa©direitos reservados 24.11.1524.11.15 porque me obrigam vocês a vir paraporque me obrigam vocês a vir para aqui onde o mar me chama e o ar vêmaqui onde o mar me chama e o ar vêm me buscar pesado nas cores que fui eme buscar pesado nas cores que fui e era, agora sou, o horizonte no chão queera, agora sou, o horizonte no chão que piso e por onde vou, tão cheio de salpiso e por onde vou, tão cheio de sal como a ostra acabada de abrir nas asascomo a ostra acabada de abrir nas asas de uma borboleta que me pede para ir,de uma borboleta que me pede para ir, ,,,,,,
  • 169. . Art by © Christian SchloeArt by © Christian Schloe ana'Carvalhosa©direitos reservadosana'Carvalhosa©direitos reservados 25.11.1525.11.15 tenho a pressa de passartenho a pressa de passar o meu olhar pelo teu corpoo meu olhar pelo teu corpo nu! esteja direito ou tortonu! esteja direito ou torto verificar o ponto cruverificar o ponto cru que fizeste por repousoque fizeste por repouso na pressa de estarna pressa de estar acordadoacordado ,,,,,,
  • 170. . Art by © Christian SchloeArt by © Christian Schloe ana'Carvalhosa©direitos reservadosana'Carvalhosa©direitos reservados 25.11.1525.11.15 acompanhas -me na horaacompanhas -me na hora no momento e sabesno momento e sabes que um destes dias é teuque um destes dias é teu o meu olhar sorriso e ser felizo meu olhar sorriso e ser feliz porque a paz esta connoscoporque a paz esta connosco num momento sem retornonum momento sem retorno e cada vez mais compostoe cada vez mais composto delineado e retocadodelineado e retocado para o complementopara o complemento do pó no universodo pó no universo onde juntamos a luzonde juntamos a luz e ainda fazemos o arco-irise ainda fazemos o arco-iris o que curva no mundoo que curva no mundo refracç ão de um conjuntorefracç ão de um conjunto que existe em uniãoque existe em união
  • 171. . Art by © Christian SchloeArt by © Christian Schloe ana'Carvalhosa©direitos reservadosana'Carvalhosa©direitos reservados 25.11.1525.11.15 eleger-teeleger-te serser únicoúnico para mimpara mim éé desprender-medesprender-me da carneda carne e anexar-mee anexar-me ao universoao universo como estrelacomo estrela adjacenteadjacente que reflectiráque reflectirá o teu calor intensoo teu calor intenso e sempre iminentee sempre iminente para ser tuapara ser tua
  • 172. . Art by © Christian SchloeArt by © Christian Schloe ana'Carvalhosa©direitos reservadosana'Carvalhosa©direitos reservados 25.11.1525.11.15 ouvir-te seria domouvir-te seria dom ver-te seria fenomenalver-te seria fenomenal mas só sei sentir-temas só sei sentir-te ...no meu caudal...no meu caudal
  • 173. . Art by © Christian SchloeArt by © Christian Schloe ana'Carvalhosa©direitos reservadosana'Carvalhosa©direitos reservados amanhã não háamanhã não há é sempre agora queé sempre agora que quero!quero! quero estar contigoquero estar contigo na linha do tempona linha do tempo no tempo imprecisono tempo impreciso fracção de segundosfracção de segundos ......
  • 174. . Art by © Christian SchloeArt by © Christian Schloe ana'Carvalhosa©direitos reservadosana'Carvalhosa©direitos reservados ...... mima-se no eco as vozes demima-se no eco as vozes de ouvirouvir sorrisos infantis até o alvoraçarsorrisos infantis até o alvoraçar ......
  • 175. . Art by © Christian SchloeArt by © Christian Schloe ana'Carvalhosa©direitos reservadosana'Carvalhosa©direitos reservados em ti sintoem ti sinto a paza paz que me alucinaque me alucina a calmaa calma necessárianecessária para ser felizpara ser feliz por mais um agorapor mais um agora que se me dizque se me diz ter a esperançater a esperança cegacega de ser homemde ser homem ...... e a paze a paz respira fundorespira fundo cansadacansada e respondee responde podepode faça favorfaça favor de se sentarde se sentar ......
  • 176. . Art by © Christian SchloeArt by © Christian Schloe ana'Carvalhosa©direitos reservadosana'Carvalhosa©direitos reservados amo-te hoje mais do que ontemamo-te hoje mais do que ontem aprendi a amar-te nas linhas rectasaprendi a amar-te nas linhas rectas no sabor das tintas que meno sabor das tintas que me despertasdespertas ...... amo-te mais hoje do que ontemamo-te mais hoje do que ontem nas calçadas frias da ruanas calçadas frias da rua …… esbanjar em tiesbanjar em ti a minha eterna gratidãoa minha eterna gratidão companheiro de horascompanheiro de horas estás no fim e esmorecesestás no fim e esmoreces guardado na prateleiraguardado na prateleira onde te vêemonde te vêem e até tu te esquecese até tu te esqueces amar-te-ei sempreamar-te-ei sempre sempre que a vista me alcancesempre que a vista me alcance ver-te em relancever-te em relance no meu leito descansadono meu leito descansado
  • 177. . Art by © Christian SchloeArt by © Christian Schloe ana'Carvalhosa©direitos reservadosana'Carvalhosa©direitos reservados ainda possuo a sedeainda possuo a sede de beber no charco das emoçõesde beber no charco das emoções ter um pássaro na mãoter um pássaro na mão e inventar outra cançãoe inventar outra canção ter até o apetite vorazter até o apetite voraz de quem vai à frentede quem vai à frente e recua para voltar atráse recua para voltar atrás mas segue com a sedemas segue com a sede que um dia viu ser capazque um dia viu ser capaz seguir pela tua mãoseguir pela tua mão como mero e simples rapazcomo mero e simples rapaz ainda tenho a sedeainda tenho a sede de saciar a minha fomede saciar a minha fome no prato cheio de milhono prato cheio de milho onde o pombo molha o bicoonde o pombo molha o bico
  • 178. . Art by © Christian SchloeArt by © Christian Schloe ana'Carvalhosa©direitos reservadosana'Carvalhosa©direitos reservados ,,,,,, preciso de te sentirpreciso de te sentir no verbo amarno verbo amar de te saber descansadode te saber descansado sobre o peitosobre o peito dos sonos que te faz sonhardos sonos que te faz sonhar ,,,,,,
  • 179. .. Art by © Christian SchloeArt by © Christian Schloe ana'Carvalhosa©direitos reservadosana'Carvalhosa©direitos reservados 26.11.1526.11.15 quase virgem me pegastequase virgem me pegaste nos braços do pecadonos braços do pecado na boia dos nenufaresna boia dos nenufares na víbora viva de não tena víbora viva de não te largarlargar tão pendurada em mimtão pendurada em mim como a prosa com meio e fimcomo a prosa com meio e fim uma rosa anil de se colheruma rosa anil de se colher doce olhar de percorrerdoce olhar de percorrer no lago do que me apetecerno lago do que me apetecer sorriso liso por encontrarsorriso liso por encontrar a onda que me irá levara onda que me irá levar mar adentro ao oceanomar adentro ao oceano onde choro em prantoonde choro em pranto pela gratidão da solidãopela gratidão da solidão um sufoco de no nada terum sufoco de no nada ter o todo que o universo dáo todo que o universo dá somente virgem sersomente virgem ser mal acabado de renascermal acabado de renascer
  • 180. . Art by © Jean Louis ToutainArt by © Jean Louis Toutain ana'Carvalhosa©direitos reservadosana'Carvalhosa©direitos reservados 27.11.1527.11.15 eternas são as almas que se encontrameternas são as almas que se encontram que se encontram uma após outra vidaque se encontram uma após outra vida sucessivas e sempre se encontramsucessivas e sempre se encontram para apaziguarmos a dor uns dos outrospara apaziguarmos a dor uns dos outros para amarmos desesperadamentepara amarmos desesperadamente ou para simplesmente só sermosou para simplesmente só sermos uma lufada de brisa maritímauma lufada de brisa maritíma uma tempestade a irradear coragemuma tempestade a irradear coragem somos as almas da primeira gestaçãosomos as almas da primeira gestação e seremos igualmente as últimase seremos igualmente as últimas queiramos ou não darmos as mãosqueiramos ou não darmos as mãos queiramos ou não seguirmos como irmãosqueiramos ou não seguirmos como irmãos como antipáticos grosseiros de uma vidacomo antipáticos grosseiros de uma vida como juízes de pensamentos alheioscomo juízes de pensamentos alheios cada um tem a sua opçãocada um tem a sua opção por norma encontra-se o corpopor norma encontra-se o corpo depois a mãodepois a mão e o resto far-se-à ou nãoe o resto far-se-à ou não
  • 181. . Art by © Isaac CordalArt by © Isaac Cordal ana'Carvalhosa©direitos reservadosana'Carvalhosa©direitos reservados 27.11.1527.11.15 reencontro...reencontro... encontrámos-nos na esquina submersa como peixesencontrámos-nos na esquina submersa como peixes naufragados, na rua, medimos a fragilidade das águas enaufragados, na rua, medimos a fragilidade das águas e aspiramos a que o plano desse certo, seria talvez a únicaaspiramos a que o plano desse certo, seria talvez a única hipótese possível... e a fé manteve-se no deserto aquáticohipótese possível... e a fé manteve-se no deserto aquático das lágrimas salgadas dos seres quando a conjuntura sedas lágrimas salgadas dos seres quando a conjuntura se colocasse em formação, na parda dos fuzileiros: umacolocasse em formação, na parda dos fuzileiros: uma batalha contra natura, em fúria pela procura da renovação,batalha contra natura, em fúria pela procura da renovação, num reencontro consigo e deixando sobrevivos: o irmão.num reencontro consigo e deixando sobrevivos: o irmão.