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Luciano Cordier Hirs
Folhas em
Versos
Poesias
Folhas em Versos
Luciano Cordier Hirs
Folhas em Versos
Editora Cordier Hirs
Itabuna – Bahia
2012
C. 2012 Editora Cordier Hirs
Todos os direitos reservados a Luciano Cordier Hirs
EDITORA CORDIER HIRS
1° Tv. Juracy Magalhães, 26
Tel. (73) 8872-5534 – Itabuna - Bahia
E-mail: lucianocordier@hotmail.com
Não Quero Mais
Chorei por aquela paixão
E fechei as portas dos sentimentos
Não queria mais ouvir o coração
Tranquei-me com meus pensamentos
Rasguei todos os versos de amor
E esqueci toda aquela inspiração
Isolando-me dentro da vil dor
Para não mais ouvir o coração
Gritei pela saudade de então
Pela falta da felicidade
Não queria mais ouvir o coração
E nem escutar a fictícia verdade
Procurei a alegria em uma canção
Queria esquecer a melodia do pecado
Não podia ouvir de novo o coração
Nem sentir em ser um poeta apaixonado.
Você que só ama
Meu coração está na solidão
Sim, o meu coração.
Por aí, sozinho e triste.
Minhas lágrimas procuram um tempo
Para não mais encher os oceanos
E como na canção
Não quero ver minhas malas dizendo adeus
E minhas mãos acenando esse adeus.
O velho casaco de lã cobre minha frieza
O chá tenta me esquentar
Mas o vento frio aumenta
Assim como o vazio de meu bolso
E os pensamentos prisioneiros de minha dor
Destilam o sangue latente do vampiro do teatro.
Meu corpo procurava outro corpo
Minha alma também
Meu café amargo e meu pão duro e seco
Igual meus sentimentos de soldado desconhecido
E eu perdido na guerra de sempre, a guerra civil.
E nosso egoísmo preso ao tempo dos livros
Escritos com veneno humano.
Meus escritos vagam feito estrangeiro em Marte
E descubro que tudo era um pesado sonho
De poeta que ama e é amado
Meu Florido Jardim
Num belo e florido jardim
Eu a via colhendo espinhos
Jamais poderia saber que eras para mim
Por aqueles sentimentos revividos.
Eu poderia entender tudo aquilo
Todas as artes feitas no leito
Das lamentações como na canção
Letra e música.
Poderia convidar os anjos
Poderia clamar a todos os deuses
Para saborear conosco o manar.
Ela não chorava, nem sequer me olhava.
Mas fazia todas as formas o amor
Apenas colhia espinhos e ressentimentos.
Noite em Silêncio
À noite em silêncio apenas me encanta
Com aquela ternura me obrigando a sonhar.
Ramalhetes lhe afagam os sentimentos
Longe, longe... Muito longe
Olho o céu, o mar, o caminho preferido;
Pássaros voam em seu livre querer
E na suavidade que cura as tormentas
A beleza se faz noite em silêncio
E meu coração vai sorrindo
Na profundeza da noite em silêncio.
Luz da Vida
Prateia-me gigantesca lua
Tão romântica
Tão crucial.
Orações me acalantam
Oh, dissimulada lua.
Prateia-me a vida
Dando coragem
Dando alegria
Pelas planícies
Pelas aragens
Com seu sombrear
Com sua galhardia.
E nos altos se proclamam versos
Para esta alma que a luz busca
Infinita luz
Eterna
Cativante
Celestial
Minha tão inesquecível luz da vida.
A Vi
A vi...
Foi como ver o sol
Aflorando o viver
Fazendo abrandar este coração
A vi...
Que encanto
Que delírio
Que carinho
Fazendo luzir este caminho
Aconchegando esta dor
Enxugando este pranto
Clareando minha estrada
A vi...
Foi como ver o sol
Dissimulando o mar
Diante de tanta felicidade
Fantasiosa felicidade
Acariciando este frio coração
Entre sorrisos e lágrimas
Provocando-me as mesmas emoções
As emoções de quando se estar amando.
Alma do Mundo
Queira-me bem
Ó vida.
Deixe a felicidade
Rever em suas páginas
A preciosidade clássica
De meus pensamentos.
Faça-se diluir a angústia do adeus
Restaurando em consolo e sabedoria
De portas abertas e jardins floridos
Com chamas acesas a cada dia
E a procura da galhardia
Revivido sem lógica sem ideologia
Apenas ver o mundo como um lago sereno
Em suas concórdias
Suas histórias
Suas recordações
Louvado e ameno
Entre distantes almas e outros céus.
Enlaçada Flor
Procuro pela escura noite
Um canteiro florido
E ofertar ao chegar ao fim
Uma flor
Uma bela e perfumada flor.
Lembrei-me daqueles olhos
Tão meigos e tão vivos
Clareando o meu destino.
Ah, doce encanto.
Que faz suspirar
Feito um apaixonado jovem.
Passa pelos espinhos
Daquela antiga flor
Esquecida em meio aos destroços
De vossa guerra desumana
E no presente solitário
Vejo aqueles olhos fechados
Recolhidos em lágrimas.
Canção do Ontem
Não...
Não quero esquecer o ontem
Precisamente as belezas
Fotografadas, marcadas, pinceladas.
Do ontem... não esqueceis.
Foram encantadores dias:
Tão musicais
Tão coloridos
Tão vívidos
Não esqueceis as canções
Que inundaram as revoltas
Das almas desejosas de mudanças
Nas andanças
Danças e lanças... Não esqueceis
Das utopias de Paz
Alegrias e esperanças.
Foram canções e ações
Que inflamaram corações em gritos
São vidas do ontem
Que estão no hoje
E procede no amanhã.
Fim de Tudo
Dentro dos olhos da vida
O futuro é um fim aos poucos
Fazendo chorar a todos
Pelas recordações perdidas.
Minha alma não aquenta as dores
Que este mundo lança
Alimenta
Presenteia.
Um oceano esvaziando um peito em choro
Um cantar de meus sentimentos já nublados
Um arco-íris em um céu de trevas
E o futuro sendo um fim de tudo.
Intimidade
Meu céu de luzes e cores
Teu mar de silêncio e contemplação
Meu coração de dor e saudades
Tua lua de mistério e medo
Nossa vida de lágrimas e sorrisos.
Teu impossível em ser feliz
Meu impossível em ser amado
Meu céu de saudade e solidão
Teu céu de reflexão e orações
Meu corpo de desejos e pecados
Nossos corpos de fascínios e loucuras.
O Mesmo Caminho
Vagueio por aí
Na beirada dos oceanos
Sozinho
Escutando o clamor
Que grita
Neste vazio
Habitando dentro de mim.
A melodia do mar
Refaz da tristeza
Rabiscando versos
Na úmida areia
E uma lágrima
Indo se misturar.
Dolorosamente misturar:
Pranto
Dor
Solidão.
Perambulo pelos becos
Ruas
Avenidas
A procura de algo:
De alegria e esperança.
Palavra por Palavra
Diga-me uma palavra
Uma simples palavra
Para saborear feito doce
A delícia de nossa vida.
Conta-me o seu segredo
Dei-me suas confidências
Una-me às suas lembranças.
Almeje o querer mais profundo
Em saber que esta vida
Com o seu derramado amor
É tão imenso e forte
Quanto este imenso mundo.
Versejando o Silêncio
Entraste na alma da noite
Em silêncio
Pusestes as vestes vetustas da infância
Pusestes a inocência
Cobrindo o medo da perda
Pelas lágrimas derramadas.
Habitas nas estrelas
Onde enviastes nossa alma
Nosso coração
E vagueaste pelo firmamento
Saboreando saudades
E versejando fascinação.
Um soneto de amor poético
Uma folha branca em minhas mãos
É quando escrevo um soneto de amor
Que seja muito bonito e romântico
Para todos que leem chorarem de emoção
Um velho poeta traduz pequenos mundos
Dentro de nós, seres mutantes e loucos.
Que sangram de dor e mata de amor
Mas, poeta, não se mata de amor, se faz amor.
O soneto é um poema muito precioso
A gente, pessoas da arte, gosta de traçar.
No papel em branco para o infinito
Eu, sozinho no norte da minha vida.
Agora amando e discípulo do existir maior
O amor de verdade que faz viver e sorrir.
Os olhos do amor
Os olhos do amor
São de liberdade
Livre desejo de viver
Esplendorosa vontade de sonhar.
São olhos de carinho
Olhos pujantes
Daqueles que tranquilizam as tardes
Nas sombras pacíficas
Sob supremas árvores ancestrais
Debaixo do raiar crivado do sol.
E na liberdade dos horizontes
Renovam forças e coragens
Nos caminhos de poesias e pedras.
Sonho de Poeta
Seus olhos serão os meus olhos
Seu coração será o meu coração
Sua alma será a minha alma.
Jamais haverá adeus
Jamais haverá as saudades.
Suas lágrimas serão as minhas
E seu querer o meu.
Haverá entre mim e você
A eterna lembrança de um amor
Seus pensamentos, sonhos, felicidades.
Sua alma e seus versos
Farão eternamente parte de mim.
Arte Primorosa
A arte primorosa
Plena
Colossal
Arte lasciva
Incandescente
Poesia.
Poesia para chorar
Para emocionar
Encantar.
Labutas com a arte
Dominas o coração
Na arte primorosa
Com pleno sentimento que habitas
Eternamente dentro dos loucos
Poeta
E artistas.
Poema Feito de Lágrimas e Saudades
Minha alma navega no rio da solidão
Meu amor esta tão longe de mim
Que apenas consigo pensar nesta dor
A dor da saudade e da esperança
De saber que um dia ela voltará
Para me matar a sede e a fome
Deste amor feroz de poeta.
Meus olhos buscam sua face linda
Aquele sorriso vivo e brilhante
Assim feito seus olhos de amada e musa
Inspiradora de meus versos mais doces
Minha arte de mostrar ao mundo
O que um amor de verdade pode fazer.
Desejo ouvir a porta bater
E saber que quem bate é você
Chegando de um lugar tão distante
Me deixando aqui na solidão a sofrer
Minha amada musa de versos tão doces
Que me faz sentir o que o amor pode ser
Dentro de alguém que me feliz.
Amor de poeta
Eu quero escrever mais poesias
Poemas, baladas, sonetos de amor.
Quero lançar-me aos dantescos céus
Pois esta chama jamais de mim se apagou.
O amor de poeta é colossal, ardente.
Faz o coração sofrer, doer, chorar.
Germinando sentimentos celestiais
Entre a primavera e o segredo de um luar.
Eu quero o sorriso da inocência
Emoldurando as festas e suas formosuras
Carregando esses suspiros e desejos
Diante do passado de delícias e procuras.
Eu quero traçar mais poemas
Trovador de vidas e de amores
Não chorar pelas perdas do tempo
Não calar pelos latejos das dores.
O amor de poeta é receita de pranto
É provado aos altares do sofrimento
É mágoa, medo, sombras e silêncio.
O poeta ama sem nenhum arrependimento.
Lição
Refaço meus versos
Entre madrugadas de silêncio e frio
Contemplo o horizonte
Nossa Lua
Nossas Estrelas
E esta Esperança.
Refaço meu sorriso
Escondido entre lágrimas
Recriando lembranças
De menino poeta
Em caminhos distantes.
Revejo minhas perdas
Entre o frio e o silêncio
Entre o mundo e o Divino
Entre a Vida e o sempre.
Diamante
Sua chama alimenta minha alma
Seu querer me faz mais forte
Encontro-te durante esta vida
Buscando algo: a esperança
Clareado pelo seu brilho
És meu alimento
Meu poema inesquecível
És todo o meu querer
Minha graciosa esperança.
Pintura Azul
O mar azul
Azul igual à ilusão
É uma imagem tão nítida
Diante de meus olhos
O mar azul
É uma pintura
Diante de minha janela.
Ah, se eu pudesse,
Ter o mar ao meu lado
Para me fazer companhia
Para me redimir da solidão
O mar azul
É tão infinito
Tão íntimo
É um mundo
É uma vastidão.
Jamais Esquecereis
Tenho saudades
Saudades daqueles momentos
Daquelas emoções
Saudades das canções
Dos olhares de felicidade
Dos aromas naturais e doces.
Tenho saudades
Saudades dos abraços apertados
Do calor fraternal
Do querer o bem...
Das amizades.
De tudo e todos tenho saudades.
Das emoções verdadeiras
Dos dias ensolarados
Tenho saudades.
Das estrelas, seus luares
Das noites frondosas e lapidares
E jamais... jamais será esquecido
Tudo de bom que fora revivido
Jamais esquecido,
Jamais.
Coração Escravo
Eu escrevo uma poesia
Que frutifique a toda estação
Escrevo, sim, ela é silenciosa e fria
Mas se aquece em todos os verãos
Inspira-me aquela verde folha iludida
Voando qual asas de pássaros ardil
E olhando o verso pela janela refletida
De luz e de lições; fogo primaveril
E de simplicidade vem alegria
E com felicidade esta minha poesia
Toda a terra se molhando de saudade
E de saudade se fazendo pela solidão
Com vosso poema escreve a verdade
Com minha vida eu escravizo o coração.
Aroma
O mar delicioso da vida
Tão azul quanto o céu
Faz-se sorrir
Faz-se chorar.
Ah, grandioso mar.
Assim feito os pensamentos;
Gigantesco e pequeno
E o tempo
Rápido e agreste
Colorindo o infinito
Entre o mar destemido
E seu aroma voraz
Ah, grandioso mar.
Presença copiosa de viver
Jogam-se poesias, pérolas.
Existências...
E o sol contemplativo
Místico entre vida e eternidade
Neste mar azul e dantesco
De minha vida.
Fogo e Sangue
Eu poderia andar descalço
Com as chamas que vêm da alma
Fulminando todo o corpo
E dilacerando o frio coração.
E na noite passada de angústia
É quando nos tornamos jovens
Nos segredos acolhidos dos poetas
Pelos romances jamais escritos.
Eu poderia caminhar em paz
Olhando meus inimigos passando
Em suas faces de carrancas
Esculpidas pelas maldades.
Em Um Rio Sereno
À margem de um calmo rio
Fiz meus versos nublados
Pincelados de tanta ansiedade
Para que sejam eternizados.
Inspirei-me nesta serenidade
Em que a dor faz sua parte cruel
Citando meus pecados idílicos
Em pleno celeste azul do céu.
À margem de um rio sereno
Tracei versos de utopia
Lírico, sentimental, ameno
Acariciando esta ardil magia.
Não queria enterrar os heróis
Nesta terra que se planta as dores
Queria atravessar os rios sublimes
Para lutar pela vida sem temores.
Boa Esperança
Bebes a boa água
Esperada água da esperança
Saborosa água da vida
Oceano infinito
Onde nasce e renasce
Aqueles de boa lavra.
Devo ser poeta
Quem me dera fosse profeta.
Sou um buscador de ilusões
Semeador de emoções
Criador de fantasias,
Utopias.
Bebes a boa água
Aquela que nasce no céu
Soberana e benta
Onde germina vida
A mágica iludida fantasia:
Vida.
Dei-me Uma Vida
Dei-me aquela magia
A mesma que floresce
Em manhã de eternos verões.
Necessito de felicidade
Da mais graciosa e concreta
Fascinação em ser feliz.
Dei-me aquela realidade
Onde as mãos unidas
E os abraços amigos
A cada momento retratados.
Dei-me a serenidade
Irradiada de alegria
E ninguém a chorar
Por perda alguma.
Dei-me a ressurreição de todos:
Todos que tiveram alma
Tiveram coração
Que buscavam a felicidade
Viviam a emoção.
Dei-me a eternidade
Digna de honra
De misericórdia
E de amor.
Depois do Fim
Depois do fim
O poema esvai
Naufraga num oceano
E se esquece pelo firmamento
E olhando o céu
Reencontro vidas
Onde repousam sonhos
Dourados e perdidos
Nestes eternos olhos
E eu labirinto
Toco nas almas tenebrosas:
Resquícios de fantasias
Depois do fim
Refazem as ilusões
Nós necessitados de alegria
Mas a desumana existência
Sacia-se das trevas
De sua própria guerra
Depois do fim.
Versos Preciosos
Uma arte preciosa
O gosto do que é belo
Tão colorido
Tão doloroso
Desenhando em tua alma
Um arsenal de desejos
Mãos acendem o sol
E encobre o mar
Brota um oceano de arte
E ilusões
Meu poema é para chorar
Adentrar- se no coração
Pincelar as lágrimas
Degustar os sorrisos
Cada verso precioso
Para ser sentido
Degustar
Saborear
Feito doce
Por cada inesquecível verso
Triste Coração
Ela anda nas nuvens
Sonha
Enlouquece
Ela anda
Voa
Alisa a brisa
Procura-me
Chora
Implora
E na glória
Esquece-me
Ela canta
E se fere
Corta os laços
No triste coração
Sofre de paixão
E em vão
Busca-me
Ela fala em vozes
Que me incendeiam
E no deserto
Acalma minha alma
Até enlouquecer.
Soneto do Adeus
A luz da manhã já se adentrava
Somente os olhos das trevas a via
Despedaçada a alma ardia em choro
Ninguém enxugando as pesadas lágrimas
Uma voz ecoava no horizonte cinzento
Labaredas cremando seres a sina dos ventos
Ninguém acolhe os resquícios das almas
Onde a paz se consome em perdas
Distantes momentos se fazem em cantos
Lamentos fogosos e prisioneiros do medo
Selando abraços, beijos, acenos e gritos.
Sopra areia nos rios e dos rios a morte
Olhos fechados, corações trancados, indiferentes.
Não se voa não se anda não se vive.
Não quero a solidão
Não quero estar sozinho
Mas preciso estar.
Tira daqui estas sombras
Preciso do aflorar das luzes.
Não quero amargar-me com o fel
Desejo o labor da virtude
Dos que procuram viver em paz.
Abram as janelas
Descerrem as cortinas
Quero o sol emanando-me como filho necessitado
De proteção e afeto.
Quero a canção que eleva a alma
Encantando até os confins
A doçura de meus versos graciosos
O sopro generoso da vida
Este horizonte cristalizado na memória.
Quero sentir a harmonia das canções
Quero sorrir
Sentir o bem imortal e simples.
Pura Música
Dance aquela antiga canção
Embale com sua melodia
Voe com toda a doçura
Baile
E se dedique à beleza
É preciosa, é rara
Faz adormecer o coração
Retirar a sombras
Iluminar
Clarear
Encantar
Dance aquela antiga canção
Sorria e percorra os campos
Recolhendo vidas e lágrimas
Lapidando sonhos, esperanças
Baile
E se dedique aos sentimentos
Faz adormecer a alma
Eternizar o que é belo
A poesia e suas melodias
De pura delícia
De pura música
De pura magia.
Reencontro
Sigo para algum lugar distante
Esquecendo este meu tempo
Reflito à beira do mar
Contemplando toda a paisagem.
O aroma doce do silêncio
A ternura plena da tranquilidade
O querer sonhado de viver em paz.
Replantando as vidas
Refazendo caminhos
Reconstruindo tudo
Reencontrando abraços, carinhos.
Retorno para o meu lugar
Revendo antigos destinos
Reencontrando velhas histórias.
Romeu & Julieta
Dei minha vida
Onde busquei o amor
Escutei nas noites
De silêncio e lágrimas
As doces canções de ternura
Rebuscando meus desejos
Aprofundados nos seus, amada.
Nas histórias contadas, cantadas
Traçavam o nosso sofrer por amar
O luar como testemunha
De nossos beijos
Nossos carinhos
Enfim,
Da forma mais sublime de amar.
E por todo o infinito
Tocam nossa canção, amor.
Falam de nossa vida
Que estão para sempre juntos
Sem dor, sem lágrimas, sem fantasias
Somente junto por amor
Em toda a eternidade.
Silêncio
Existe aqui o silêncio
Fechados olhos
E a melodia provocada pelos ventos
Meu coração em fogo
E em silêncio.
Meus pés na areia
Ardente areia
E o horizonte em despedida
Eternizado em frondosas paisagens
E o silêncio é meu tempo e meu luar.
Olhos fechados
E a melodia do silêncio
Irradiando pequenas pedras preciosas
Pequenos detalhes triunfantes
No verão de meus dias de silêncio.
Na Poesia
Na poesia dor amor
Desabrocha a flor da felicidade
Raios de luzes ascendem todos os cantos
E sempre há a presença sublime da alegria:
O colorido
Pelos olhares simples de quem ama.
Não há solidão
Nem saudade
Apenas a harmonia das canções
Que fluem à alma.
Na poesia lírica do amor
Transcende o carisma
O eternizar da alegria
Da felicidade...
Assim seja.
Fotografia
Vejo uma fotografia
Tão belo
E tão contemporâneo
Preto-e-branca
Quase cinza romântica.
E no brilho de uma estrela
Tece uma lágrima nostálgica
Que relembro num álbum empoeirado.
A imagem nítida de um céu
Em sol majestoso
E pássaros oscilantes
Neste infinito galé.
Eu deitado na úmida grama
Ela me fitando a alma
Eu lhe desejando a vida
E hoje...
Saudades e solidão.
Horizonte
Olhos abertos ao horizonte
Alegra a alma
Floresce a vida
Meu coração atravessa a ponte
Que uni o meu sentimento
Aos meus lívidos desejos
Tenho suas mãos
Acenando adeus
Em minhas lembranças
De poeta sonhador
Exulto com bondade
Teu saboroso carinho
Felicitando os desejos
Agraciados desejos
Numa realidade poética
Em minhas poesias, meus sonhos
Tenho sua felicidade
Que vem do coração
E os olhos abertos à vida
Sem tempo
Sem adeus
Apenas abraços
Carinho
Ternura
Alegrando a alma
Florescendo a vida.
Lágrimas Sagradas
Traçam meus caminhos
Em troca de minhas lágrimas
Um jovem de envelhecida alma
Que necessita de bondade e carisma.
Emanada numa marca dolorosa
Enraizada por uma carícia sagrada
Louvando vinde ó paz, ó luz, vinde!
Necessito dos abraços, da ternura
De mãos unidas e misericordiosas
Consagradas ao divino florir dos anjos
De meus verdejantes caminhos.
Traçam meu destino – Desejos –
Querei a água pura que mata a sede
Eterna sede das palavras do amor
Necessito de descanso e serenidade.
Gosto de Guerra
Há um coração na lua
Eu li num poema
Assim como eu vi
O mar tenebroso
E o céu aberto
O céu aberto e trágico
Trancaram a liberdade
Pegaram as rédeas da vida
E se fizeram heróis
De uma cinzenta guerra
Há um jardim na lua
Eu li num verso
Busco o sol
O gosto do sal
Na terra úmida
Em cova rasa
Tarde ou cedo
Fecham-se os olhos
E pronto
Recomeça a sangrar
No ventre a dor humana.
Eterno Mar da Infância
Venha até a mim
Felicidade
Pelos campos etéreos
Pelas estações floridas
Por todas as vidas
Enche-me de encanto
De força, de fé.
De esperança
Quero voltar
Retornar à infância
Na existência lírica
De criança
O aroma doce do mar
O canto ardente do mar
O eterno mar
Desejaria que minha infância
Fosse feito a eternidade do mar
O Mar da Vida.
Meus Passos
Meus passos estão por aí
Fincados, rastejados, aludidos.
Estão seguindo outros caminhos
Pincelados em ternas telas de lã.
Meus passos são asas que voam
Pelas sombras das almas sagradas
Meus passos dedilham pelo deserto
Construindo caminhos
Derrubando grilhões
Desacorrentando almas aprisionadas.
Estão por aí entre os campos
Procurando as glórias e as alegrias.
Caminhando sempre em frente
Por oceanos, martírios e lamentos.
Madrugada
Madrugada
Gloriosa
Encantadora
Dádiva
Madrugada
Quanta ternura
Quanta canção
Meditação santa
Solidão companheira
Verdadeira
Faço-te versos de gratidão
E mais nada
Doce e lânguida madrugada.
Recordações
Fotos dizem adeus
Espalham-se pelo céu
Recordações do ontem
Uma lágrima se esvai.
Eu poeta
Eu menino
Um sonhador.
Rabiscando pela penumbra
Essas histórias de dor
Madrugadas cinzentas
Invernos... Solidão.
Um rio me ensina
O caminho das lembranças
Eu poeta
Eu menino
Um sonhador
Sem destino.
Nas fotos da vida
Caminhava para sorrir
Um trovador
Um menino
Rabiscando poesias
Entre lágrimas...
Meu doce destino.
Uma Velha Canção
Aquela velha canção na vitrola
Um céu nublado no frio mês de junho
A casa úmida e uma alma ouvindo
A velha canção que colocara
Escutando melodias que fazem sorrir, chorar.
Permaneço aqui nesta triste casa úmida, mórbida
Ouvindo antigas canções de amor
Escrevendo versos para ser eternos
Me madrugadas saudosas e desiludidas
E dentro de mim: frieza e uma alma nublada.
Idílios
É manhã
Um fraco vento assopra
É manhã
Escuto o cantar do dia
Mas dentro de min
Um imenso barulho
E cada pingo do silêncio
Faz-se perfume de harmonia
As manhãs idílicas
De mãos unidas
E tudo o que se passou
Jamais será esquecido
O sol acorda o mundo
A vida recomeça
E em mim um imenso querer
De ser acariciado pela ternura de um amor
Mas é apenas uma manhã
Somente uma manhã
E o sonho se torna roteiro
De uma história impossível.
Palmas
Batem palmas para a vida
Ainda há alegria em vossos corações
Procurando um consolo verdadeiro
Um carinho delicado nas faces
Molhada pelas lágrimas esperançosas.
Batem palmas para a alegria
Derrubando as muralhas do ódio.
Simplicidade
Seus traços são simples
Como um vaso de flores
Sobre a mesa posta.
Caminho pela terra úmida
Respirando o aroma da esperança
Pouso meus olhos
No horizonte resplandecente.
Sejamos simples
Feito criança inocente
Que brinca de dia
E à noite
Adormece para sonhar.
Procura
Procurando uma lágrima
Achei um sorriso
Vaguei pelas sombras
Sem nada temer
Buscando a guerra
Deram-me a paz
Agradeço por esta utopia
Via no horizonte
Aquela beleza magistral
Numa vida de encontros
Máscaras e desgostos
Procurando tristeza
Achei um pingo de felicidade
Via diante das tenras trevas
Claridade
Rasguei bandeiras
Destruí fronteiras
Uni laços
E livre frui caminhar em paz.
Retorno
Quando o verso foi traçado
As lágrimas foram postas ao passado
E o silêncio calando forte o coração
E lamentando cada desencontro das almas
Fechei meus olhos
Escondi minhas armas
E cruzei o infinito
Retornando ao seu lugar
Retornei ao paraíso dos poetas
Onde se ama e se é amado
E não há precisão em chorar
Só ser feliz.
Extremos
Ando feito um estranho em meio aos escombros
Observando as sombras de meu passado
É quando busco um refrigério e recomeço a chorar
As loucuras das pessoas são como sal
Temperando as emoções e as lágrimas
Perco-me no caminho e não consigo voltar
Mas tracejo versos humanos na areia da vida
Uma seca extrema desafia as aragens da alma
E nada ouço nada vejo: apenas me escuto.
Amanhã Germinarão Flores
Amanhã estarei amando
Recebendo carinho e em silêncio
Sentir a luz nos olhos
Nos mistérios presentes.
Casas saboreando
O sentimento de fazer
Sorrir os entristecidos
Com janelas escancaradas
E portas deixando o sol
Plantar seu lirismo irradiante.
Para que amanhã
Se possa amar.
Amanhã germinarão flores
Nos desertos e nas cavernas
E desbravarão os mares
Para escrever cartas de saudades
E distribuirão estas cartas
Para os seres esquecidos
E para poetas sofredores dessa dor
Que será eterno
Eterno feito o mar
Eterno feito o amor.
Música
Silencie-se,
Escute
Há algo minucioso nos ares
Cintilando feito sino de ouro
Respire e ouça
É feito o paraíso
Deslumbrante em cores
Espelhando o infinito
Clareando
Iluminando a alma
Refletindo numa lágrima
A emoção
Escute a música
Tão doce tão suave
Um sonho que clama que chora
Melodia de emoção.
É feito o paraíso
Divino
Néctar do mais puro desejo
De querer ser eterno
Que se espelha pelo infinito
Refletido na lágrima santa
Este fascínio.
Fêmea
Teu vestido escarlate faceiro
Cobre a nudez da lua
Teu olhar azul arteiro
Acalenta-me em sua fase nua.
Teus gemidos são carícias sonoras
Embriaga-me de ardil prazer
Música púrpura que a alma explora
Leito ardente onde se inflama até morrer.
Teus cabelos me aquecem do frio
De alma e corpo perfumado
Explorada de ardência e arrepio
Em chamas de prazer e de pecado.
Um Velho
Um velho sentado sozinho
Adormecido entre seus segredos
Seu mundo, sua vida.
Aquele vazio de sempre
Encostado na velha parede
Talvez estivesse dormindo
Talvez, quem sabe, refletindo
O velho dizia palavras estranhas
Sabedorias dos anjos
Olhos fechados
Cabeça baixa
Talvez triste, não sei.
Olhei-me no espelho
Tão simples tão mortal
E me vi em lágrimas
Imaginando aquele velho
Cristão ou ateu
Seria talvez alguém
Seria, quem sabe, talvez eu.
Arte Plena
Magia iluminada que se enche de fascínio
Encanta-se
Ilude-se
Ofusca-se a memória
Lembranças que fazem sonhar
Eu, menino.
E encontros e desencontros
Beijos marcados pela eternidade
O ranger dos ventos
O bradar dos gritos
Aquele choro
Aquela paz
Aquela guerra.
E cria-se a beleza que colore a vida
Agarra-se pelas emoções
No maior espetáculo da terra: o Amor.
Dor Poética
Criaste a dor,
A maléfica dor.
Criaste
Parte a parte
E fechaste o coração
Os olhos
A alma
E moraste nos altos:
Nas acrópoles.
Criaste a dor
Forjaste sua essência
Entorpecido
De saudade
Temor.
Viraste poeta
Na visceral
Da poesia...
Sedes dor
Com louvor
Sedes dor.
Segredos
Às vezes vejo uma luz rabiscando
Cristais entre escombros
Daquele lugar sagrado
Entre o céu e o seu alvorecer.
Traço lembranças dum tempo
Que se sorria
Agora só vestígio de pranto
Pinturas in memória
Misturando com a vontade de rever
Sentir, abraçar um mundo de outrora.
Poderia saber todos os segredos
Escondidos num olhar
Num silencioso coração
Numa espirituosa oração.
Às vezes as sombras dissipam
Diante do esplendor dos céus
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Esculpidas no segredo da Vida.
Parte de Mim
Cada parte de mim
É desconhecido
Muitos encantos
Desafios, ilusões.
Rasgo as antigas páginas
Que com sangue
Escreves versos avulsos.
Cada parte de mim
É uma lágrima acolhida
Neste deserto coração.
Muitos encontros
Desencontros, fantasias.
A Vida Pode Ser Bela
Da vida pode ser
Feito o mais belo
Romance a escrever.
Da vida pode ser
Feita a poesia
Mais lírica e graciosa.
Da vida pode ser
Contemplada a paisagem
Mais verde e mais azul
Florida e suave, sim.
A vida pode ser alegre
Simples, primorosa.
Pode inspirar as histórias
Mais encantadoras verdadeiras
Sublimes, sim.
Da vida pode ser
Feita a canção
Mais novamente
Cativante, real
Da vida pode ser
Feita uma estrada arborizada
De perfumados canteiros
E registrar em imortais pinturas
Traços preciosos
Impressionistas
Sim,
A vida pode ser
LUCIANO CORDIER HIRS, nasceu na cidade de
Itabuna interior da Bahia a 16 de maio de 1975. Fez os estudos
primários no Ginásio do Divina Providência entre os anos de
1981 a 1989 e o secundário em escolas públicas. Apaixonou-se
pela poesia desde os oito anos quando leu sonetos de
Shakespeare e versos de Lorde Byron que lhe impressiona e
inspira para ser um sonhado imortal da poesia universal.
Considera-se um poeta romântico que canta o amor e os
sentimentos para que todos possam valer da vida um resquício
de beleza e sensibilidade. Folhas em Versos é seu primeiro
livro, produzido e publicado por ele.
ITABUNA, BAHIA, BRASIL – FEVEREIRO DE 2012
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  • 3. Luciano Cordier Hirs Folhas em Versos Editora Cordier Hirs Itabuna – Bahia 2012
  • 4. C. 2012 Editora Cordier Hirs Todos os direitos reservados a Luciano Cordier Hirs EDITORA CORDIER HIRS 1° Tv. Juracy Magalhães, 26 Tel. (73) 8872-5534 – Itabuna - Bahia E-mail: lucianocordier@hotmail.com
  • 5. Não Quero Mais Chorei por aquela paixão E fechei as portas dos sentimentos Não queria mais ouvir o coração Tranquei-me com meus pensamentos Rasguei todos os versos de amor E esqueci toda aquela inspiração Isolando-me dentro da vil dor Para não mais ouvir o coração Gritei pela saudade de então Pela falta da felicidade Não queria mais ouvir o coração E nem escutar a fictícia verdade Procurei a alegria em uma canção Queria esquecer a melodia do pecado Não podia ouvir de novo o coração Nem sentir em ser um poeta apaixonado.
  • 6. Você que só ama Meu coração está na solidão Sim, o meu coração. Por aí, sozinho e triste. Minhas lágrimas procuram um tempo Para não mais encher os oceanos E como na canção Não quero ver minhas malas dizendo adeus E minhas mãos acenando esse adeus. O velho casaco de lã cobre minha frieza O chá tenta me esquentar Mas o vento frio aumenta Assim como o vazio de meu bolso E os pensamentos prisioneiros de minha dor Destilam o sangue latente do vampiro do teatro. Meu corpo procurava outro corpo Minha alma também Meu café amargo e meu pão duro e seco Igual meus sentimentos de soldado desconhecido E eu perdido na guerra de sempre, a guerra civil. E nosso egoísmo preso ao tempo dos livros Escritos com veneno humano. Meus escritos vagam feito estrangeiro em Marte E descubro que tudo era um pesado sonho De poeta que ama e é amado
  • 7. Meu Florido Jardim Num belo e florido jardim Eu a via colhendo espinhos Jamais poderia saber que eras para mim Por aqueles sentimentos revividos. Eu poderia entender tudo aquilo Todas as artes feitas no leito Das lamentações como na canção Letra e música. Poderia convidar os anjos Poderia clamar a todos os deuses Para saborear conosco o manar. Ela não chorava, nem sequer me olhava. Mas fazia todas as formas o amor Apenas colhia espinhos e ressentimentos.
  • 8. Noite em Silêncio À noite em silêncio apenas me encanta Com aquela ternura me obrigando a sonhar. Ramalhetes lhe afagam os sentimentos Longe, longe... Muito longe Olho o céu, o mar, o caminho preferido; Pássaros voam em seu livre querer E na suavidade que cura as tormentas A beleza se faz noite em silêncio E meu coração vai sorrindo Na profundeza da noite em silêncio.
  • 9. Luz da Vida Prateia-me gigantesca lua Tão romântica Tão crucial. Orações me acalantam Oh, dissimulada lua. Prateia-me a vida Dando coragem Dando alegria Pelas planícies Pelas aragens Com seu sombrear Com sua galhardia. E nos altos se proclamam versos Para esta alma que a luz busca Infinita luz Eterna Cativante Celestial Minha tão inesquecível luz da vida.
  • 10. A Vi A vi... Foi como ver o sol Aflorando o viver Fazendo abrandar este coração A vi... Que encanto Que delírio Que carinho Fazendo luzir este caminho Aconchegando esta dor Enxugando este pranto Clareando minha estrada A vi... Foi como ver o sol Dissimulando o mar Diante de tanta felicidade Fantasiosa felicidade Acariciando este frio coração Entre sorrisos e lágrimas Provocando-me as mesmas emoções As emoções de quando se estar amando.
  • 11. Alma do Mundo Queira-me bem Ó vida. Deixe a felicidade Rever em suas páginas A preciosidade clássica De meus pensamentos. Faça-se diluir a angústia do adeus Restaurando em consolo e sabedoria De portas abertas e jardins floridos Com chamas acesas a cada dia E a procura da galhardia Revivido sem lógica sem ideologia Apenas ver o mundo como um lago sereno Em suas concórdias Suas histórias Suas recordações Louvado e ameno Entre distantes almas e outros céus.
  • 12. Enlaçada Flor Procuro pela escura noite Um canteiro florido E ofertar ao chegar ao fim Uma flor Uma bela e perfumada flor. Lembrei-me daqueles olhos Tão meigos e tão vivos Clareando o meu destino. Ah, doce encanto. Que faz suspirar Feito um apaixonado jovem. Passa pelos espinhos Daquela antiga flor Esquecida em meio aos destroços De vossa guerra desumana E no presente solitário Vejo aqueles olhos fechados Recolhidos em lágrimas.
  • 13. Canção do Ontem Não... Não quero esquecer o ontem Precisamente as belezas Fotografadas, marcadas, pinceladas. Do ontem... não esqueceis. Foram encantadores dias: Tão musicais Tão coloridos Tão vívidos Não esqueceis as canções Que inundaram as revoltas Das almas desejosas de mudanças Nas andanças Danças e lanças... Não esqueceis Das utopias de Paz Alegrias e esperanças. Foram canções e ações Que inflamaram corações em gritos São vidas do ontem Que estão no hoje E procede no amanhã.
  • 14. Fim de Tudo Dentro dos olhos da vida O futuro é um fim aos poucos Fazendo chorar a todos Pelas recordações perdidas. Minha alma não aquenta as dores Que este mundo lança Alimenta Presenteia. Um oceano esvaziando um peito em choro Um cantar de meus sentimentos já nublados Um arco-íris em um céu de trevas E o futuro sendo um fim de tudo.
  • 15. Intimidade Meu céu de luzes e cores Teu mar de silêncio e contemplação Meu coração de dor e saudades Tua lua de mistério e medo Nossa vida de lágrimas e sorrisos. Teu impossível em ser feliz Meu impossível em ser amado Meu céu de saudade e solidão Teu céu de reflexão e orações Meu corpo de desejos e pecados Nossos corpos de fascínios e loucuras.
  • 16. O Mesmo Caminho Vagueio por aí Na beirada dos oceanos Sozinho Escutando o clamor Que grita Neste vazio Habitando dentro de mim. A melodia do mar Refaz da tristeza Rabiscando versos Na úmida areia E uma lágrima Indo se misturar. Dolorosamente misturar: Pranto Dor Solidão. Perambulo pelos becos Ruas Avenidas A procura de algo: De alegria e esperança.
  • 17. Palavra por Palavra Diga-me uma palavra Uma simples palavra Para saborear feito doce A delícia de nossa vida. Conta-me o seu segredo Dei-me suas confidências Una-me às suas lembranças. Almeje o querer mais profundo Em saber que esta vida Com o seu derramado amor É tão imenso e forte Quanto este imenso mundo.
  • 18. Versejando o Silêncio Entraste na alma da noite Em silêncio Pusestes as vestes vetustas da infância Pusestes a inocência Cobrindo o medo da perda Pelas lágrimas derramadas. Habitas nas estrelas Onde enviastes nossa alma Nosso coração E vagueaste pelo firmamento Saboreando saudades E versejando fascinação.
  • 19. Um soneto de amor poético Uma folha branca em minhas mãos É quando escrevo um soneto de amor Que seja muito bonito e romântico Para todos que leem chorarem de emoção Um velho poeta traduz pequenos mundos Dentro de nós, seres mutantes e loucos. Que sangram de dor e mata de amor Mas, poeta, não se mata de amor, se faz amor. O soneto é um poema muito precioso A gente, pessoas da arte, gosta de traçar. No papel em branco para o infinito Eu, sozinho no norte da minha vida. Agora amando e discípulo do existir maior O amor de verdade que faz viver e sorrir.
  • 20. Os olhos do amor Os olhos do amor São de liberdade Livre desejo de viver Esplendorosa vontade de sonhar. São olhos de carinho Olhos pujantes Daqueles que tranquilizam as tardes Nas sombras pacíficas Sob supremas árvores ancestrais Debaixo do raiar crivado do sol. E na liberdade dos horizontes Renovam forças e coragens Nos caminhos de poesias e pedras.
  • 21. Sonho de Poeta Seus olhos serão os meus olhos Seu coração será o meu coração Sua alma será a minha alma. Jamais haverá adeus Jamais haverá as saudades. Suas lágrimas serão as minhas E seu querer o meu. Haverá entre mim e você A eterna lembrança de um amor Seus pensamentos, sonhos, felicidades. Sua alma e seus versos Farão eternamente parte de mim.
  • 22. Arte Primorosa A arte primorosa Plena Colossal Arte lasciva Incandescente Poesia. Poesia para chorar Para emocionar Encantar. Labutas com a arte Dominas o coração Na arte primorosa Com pleno sentimento que habitas Eternamente dentro dos loucos Poeta E artistas.
  • 23. Poema Feito de Lágrimas e Saudades Minha alma navega no rio da solidão Meu amor esta tão longe de mim Que apenas consigo pensar nesta dor A dor da saudade e da esperança De saber que um dia ela voltará Para me matar a sede e a fome Deste amor feroz de poeta. Meus olhos buscam sua face linda Aquele sorriso vivo e brilhante Assim feito seus olhos de amada e musa Inspiradora de meus versos mais doces Minha arte de mostrar ao mundo O que um amor de verdade pode fazer. Desejo ouvir a porta bater E saber que quem bate é você Chegando de um lugar tão distante Me deixando aqui na solidão a sofrer Minha amada musa de versos tão doces Que me faz sentir o que o amor pode ser Dentro de alguém que me feliz.
  • 24. Amor de poeta Eu quero escrever mais poesias Poemas, baladas, sonetos de amor. Quero lançar-me aos dantescos céus Pois esta chama jamais de mim se apagou. O amor de poeta é colossal, ardente. Faz o coração sofrer, doer, chorar. Germinando sentimentos celestiais Entre a primavera e o segredo de um luar. Eu quero o sorriso da inocência Emoldurando as festas e suas formosuras Carregando esses suspiros e desejos Diante do passado de delícias e procuras. Eu quero traçar mais poemas Trovador de vidas e de amores Não chorar pelas perdas do tempo Não calar pelos latejos das dores. O amor de poeta é receita de pranto É provado aos altares do sofrimento É mágoa, medo, sombras e silêncio. O poeta ama sem nenhum arrependimento.
  • 25. Lição Refaço meus versos Entre madrugadas de silêncio e frio Contemplo o horizonte Nossa Lua Nossas Estrelas E esta Esperança. Refaço meu sorriso Escondido entre lágrimas Recriando lembranças De menino poeta Em caminhos distantes. Revejo minhas perdas Entre o frio e o silêncio Entre o mundo e o Divino Entre a Vida e o sempre.
  • 26. Diamante Sua chama alimenta minha alma Seu querer me faz mais forte Encontro-te durante esta vida Buscando algo: a esperança Clareado pelo seu brilho És meu alimento Meu poema inesquecível És todo o meu querer Minha graciosa esperança.
  • 27. Pintura Azul O mar azul Azul igual à ilusão É uma imagem tão nítida Diante de meus olhos O mar azul É uma pintura Diante de minha janela. Ah, se eu pudesse, Ter o mar ao meu lado Para me fazer companhia Para me redimir da solidão O mar azul É tão infinito Tão íntimo É um mundo É uma vastidão.
  • 28. Jamais Esquecereis Tenho saudades Saudades daqueles momentos Daquelas emoções Saudades das canções Dos olhares de felicidade Dos aromas naturais e doces. Tenho saudades Saudades dos abraços apertados Do calor fraternal Do querer o bem... Das amizades. De tudo e todos tenho saudades. Das emoções verdadeiras Dos dias ensolarados Tenho saudades. Das estrelas, seus luares Das noites frondosas e lapidares E jamais... jamais será esquecido Tudo de bom que fora revivido Jamais esquecido, Jamais.
  • 29. Coração Escravo Eu escrevo uma poesia Que frutifique a toda estação Escrevo, sim, ela é silenciosa e fria Mas se aquece em todos os verãos Inspira-me aquela verde folha iludida Voando qual asas de pássaros ardil E olhando o verso pela janela refletida De luz e de lições; fogo primaveril E de simplicidade vem alegria E com felicidade esta minha poesia Toda a terra se molhando de saudade E de saudade se fazendo pela solidão Com vosso poema escreve a verdade Com minha vida eu escravizo o coração.
  • 30. Aroma O mar delicioso da vida Tão azul quanto o céu Faz-se sorrir Faz-se chorar. Ah, grandioso mar. Assim feito os pensamentos; Gigantesco e pequeno E o tempo Rápido e agreste Colorindo o infinito Entre o mar destemido E seu aroma voraz Ah, grandioso mar. Presença copiosa de viver Jogam-se poesias, pérolas. Existências... E o sol contemplativo Místico entre vida e eternidade Neste mar azul e dantesco De minha vida.
  • 31. Fogo e Sangue Eu poderia andar descalço Com as chamas que vêm da alma Fulminando todo o corpo E dilacerando o frio coração. E na noite passada de angústia É quando nos tornamos jovens Nos segredos acolhidos dos poetas Pelos romances jamais escritos. Eu poderia caminhar em paz Olhando meus inimigos passando Em suas faces de carrancas Esculpidas pelas maldades.
  • 32. Em Um Rio Sereno À margem de um calmo rio Fiz meus versos nublados Pincelados de tanta ansiedade Para que sejam eternizados. Inspirei-me nesta serenidade Em que a dor faz sua parte cruel Citando meus pecados idílicos Em pleno celeste azul do céu. À margem de um rio sereno Tracei versos de utopia Lírico, sentimental, ameno Acariciando esta ardil magia. Não queria enterrar os heróis Nesta terra que se planta as dores Queria atravessar os rios sublimes Para lutar pela vida sem temores.
  • 33. Boa Esperança Bebes a boa água Esperada água da esperança Saborosa água da vida Oceano infinito Onde nasce e renasce Aqueles de boa lavra. Devo ser poeta Quem me dera fosse profeta. Sou um buscador de ilusões Semeador de emoções Criador de fantasias, Utopias. Bebes a boa água Aquela que nasce no céu Soberana e benta Onde germina vida A mágica iludida fantasia: Vida.
  • 34. Dei-me Uma Vida Dei-me aquela magia A mesma que floresce Em manhã de eternos verões. Necessito de felicidade Da mais graciosa e concreta Fascinação em ser feliz. Dei-me aquela realidade Onde as mãos unidas E os abraços amigos A cada momento retratados. Dei-me a serenidade Irradiada de alegria E ninguém a chorar Por perda alguma. Dei-me a ressurreição de todos: Todos que tiveram alma Tiveram coração Que buscavam a felicidade Viviam a emoção. Dei-me a eternidade Digna de honra De misericórdia E de amor.
  • 35. Depois do Fim Depois do fim O poema esvai Naufraga num oceano E se esquece pelo firmamento E olhando o céu Reencontro vidas Onde repousam sonhos Dourados e perdidos Nestes eternos olhos E eu labirinto Toco nas almas tenebrosas: Resquícios de fantasias Depois do fim Refazem as ilusões Nós necessitados de alegria Mas a desumana existência Sacia-se das trevas De sua própria guerra Depois do fim.
  • 36. Versos Preciosos Uma arte preciosa O gosto do que é belo Tão colorido Tão doloroso Desenhando em tua alma Um arsenal de desejos Mãos acendem o sol E encobre o mar Brota um oceano de arte E ilusões Meu poema é para chorar Adentrar- se no coração Pincelar as lágrimas Degustar os sorrisos Cada verso precioso Para ser sentido Degustar Saborear Feito doce Por cada inesquecível verso
  • 37. Triste Coração Ela anda nas nuvens Sonha Enlouquece Ela anda Voa Alisa a brisa Procura-me Chora Implora E na glória Esquece-me Ela canta E se fere Corta os laços No triste coração Sofre de paixão E em vão Busca-me Ela fala em vozes Que me incendeiam E no deserto Acalma minha alma Até enlouquecer.
  • 38. Soneto do Adeus A luz da manhã já se adentrava Somente os olhos das trevas a via Despedaçada a alma ardia em choro Ninguém enxugando as pesadas lágrimas Uma voz ecoava no horizonte cinzento Labaredas cremando seres a sina dos ventos Ninguém acolhe os resquícios das almas Onde a paz se consome em perdas Distantes momentos se fazem em cantos Lamentos fogosos e prisioneiros do medo Selando abraços, beijos, acenos e gritos. Sopra areia nos rios e dos rios a morte Olhos fechados, corações trancados, indiferentes. Não se voa não se anda não se vive.
  • 39. Não quero a solidão Não quero estar sozinho Mas preciso estar. Tira daqui estas sombras Preciso do aflorar das luzes. Não quero amargar-me com o fel Desejo o labor da virtude Dos que procuram viver em paz. Abram as janelas Descerrem as cortinas Quero o sol emanando-me como filho necessitado De proteção e afeto. Quero a canção que eleva a alma Encantando até os confins A doçura de meus versos graciosos O sopro generoso da vida Este horizonte cristalizado na memória. Quero sentir a harmonia das canções Quero sorrir Sentir o bem imortal e simples.
  • 40. Pura Música Dance aquela antiga canção Embale com sua melodia Voe com toda a doçura Baile E se dedique à beleza É preciosa, é rara Faz adormecer o coração Retirar a sombras Iluminar Clarear Encantar Dance aquela antiga canção Sorria e percorra os campos Recolhendo vidas e lágrimas Lapidando sonhos, esperanças Baile E se dedique aos sentimentos Faz adormecer a alma Eternizar o que é belo A poesia e suas melodias De pura delícia De pura música De pura magia.
  • 41. Reencontro Sigo para algum lugar distante Esquecendo este meu tempo Reflito à beira do mar Contemplando toda a paisagem. O aroma doce do silêncio A ternura plena da tranquilidade O querer sonhado de viver em paz. Replantando as vidas Refazendo caminhos Reconstruindo tudo Reencontrando abraços, carinhos. Retorno para o meu lugar Revendo antigos destinos Reencontrando velhas histórias.
  • 42. Romeu & Julieta Dei minha vida Onde busquei o amor Escutei nas noites De silêncio e lágrimas As doces canções de ternura Rebuscando meus desejos Aprofundados nos seus, amada. Nas histórias contadas, cantadas Traçavam o nosso sofrer por amar O luar como testemunha De nossos beijos Nossos carinhos Enfim, Da forma mais sublime de amar. E por todo o infinito Tocam nossa canção, amor. Falam de nossa vida Que estão para sempre juntos Sem dor, sem lágrimas, sem fantasias Somente junto por amor Em toda a eternidade.
  • 43. Silêncio Existe aqui o silêncio Fechados olhos E a melodia provocada pelos ventos Meu coração em fogo E em silêncio. Meus pés na areia Ardente areia E o horizonte em despedida Eternizado em frondosas paisagens E o silêncio é meu tempo e meu luar. Olhos fechados E a melodia do silêncio Irradiando pequenas pedras preciosas Pequenos detalhes triunfantes No verão de meus dias de silêncio.
  • 44. Na Poesia Na poesia dor amor Desabrocha a flor da felicidade Raios de luzes ascendem todos os cantos E sempre há a presença sublime da alegria: O colorido Pelos olhares simples de quem ama. Não há solidão Nem saudade Apenas a harmonia das canções Que fluem à alma. Na poesia lírica do amor Transcende o carisma O eternizar da alegria Da felicidade... Assim seja.
  • 45. Fotografia Vejo uma fotografia Tão belo E tão contemporâneo Preto-e-branca Quase cinza romântica. E no brilho de uma estrela Tece uma lágrima nostálgica Que relembro num álbum empoeirado. A imagem nítida de um céu Em sol majestoso E pássaros oscilantes Neste infinito galé. Eu deitado na úmida grama Ela me fitando a alma Eu lhe desejando a vida E hoje... Saudades e solidão.
  • 46. Horizonte Olhos abertos ao horizonte Alegra a alma Floresce a vida Meu coração atravessa a ponte Que uni o meu sentimento Aos meus lívidos desejos Tenho suas mãos Acenando adeus Em minhas lembranças De poeta sonhador Exulto com bondade Teu saboroso carinho Felicitando os desejos Agraciados desejos Numa realidade poética Em minhas poesias, meus sonhos Tenho sua felicidade Que vem do coração E os olhos abertos à vida Sem tempo Sem adeus Apenas abraços Carinho Ternura Alegrando a alma Florescendo a vida.
  • 47. Lágrimas Sagradas Traçam meus caminhos Em troca de minhas lágrimas Um jovem de envelhecida alma Que necessita de bondade e carisma. Emanada numa marca dolorosa Enraizada por uma carícia sagrada Louvando vinde ó paz, ó luz, vinde! Necessito dos abraços, da ternura De mãos unidas e misericordiosas Consagradas ao divino florir dos anjos De meus verdejantes caminhos. Traçam meu destino – Desejos – Querei a água pura que mata a sede Eterna sede das palavras do amor Necessito de descanso e serenidade.
  • 48. Gosto de Guerra Há um coração na lua Eu li num poema Assim como eu vi O mar tenebroso E o céu aberto O céu aberto e trágico Trancaram a liberdade Pegaram as rédeas da vida E se fizeram heróis De uma cinzenta guerra Há um jardim na lua Eu li num verso Busco o sol O gosto do sal Na terra úmida Em cova rasa Tarde ou cedo Fecham-se os olhos E pronto Recomeça a sangrar No ventre a dor humana.
  • 49. Eterno Mar da Infância Venha até a mim Felicidade Pelos campos etéreos Pelas estações floridas Por todas as vidas Enche-me de encanto De força, de fé. De esperança Quero voltar Retornar à infância Na existência lírica De criança O aroma doce do mar O canto ardente do mar O eterno mar Desejaria que minha infância Fosse feito a eternidade do mar O Mar da Vida.
  • 50. Meus Passos Meus passos estão por aí Fincados, rastejados, aludidos. Estão seguindo outros caminhos Pincelados em ternas telas de lã. Meus passos são asas que voam Pelas sombras das almas sagradas Meus passos dedilham pelo deserto Construindo caminhos Derrubando grilhões Desacorrentando almas aprisionadas. Estão por aí entre os campos Procurando as glórias e as alegrias. Caminhando sempre em frente Por oceanos, martírios e lamentos.
  • 51. Madrugada Madrugada Gloriosa Encantadora Dádiva Madrugada Quanta ternura Quanta canção Meditação santa Solidão companheira Verdadeira Faço-te versos de gratidão E mais nada Doce e lânguida madrugada.
  • 52. Recordações Fotos dizem adeus Espalham-se pelo céu Recordações do ontem Uma lágrima se esvai. Eu poeta Eu menino Um sonhador. Rabiscando pela penumbra Essas histórias de dor Madrugadas cinzentas Invernos... Solidão. Um rio me ensina O caminho das lembranças Eu poeta Eu menino Um sonhador Sem destino. Nas fotos da vida Caminhava para sorrir Um trovador Um menino Rabiscando poesias Entre lágrimas... Meu doce destino.
  • 53. Uma Velha Canção Aquela velha canção na vitrola Um céu nublado no frio mês de junho A casa úmida e uma alma ouvindo A velha canção que colocara Escutando melodias que fazem sorrir, chorar. Permaneço aqui nesta triste casa úmida, mórbida Ouvindo antigas canções de amor Escrevendo versos para ser eternos Me madrugadas saudosas e desiludidas E dentro de mim: frieza e uma alma nublada.
  • 54. Idílios É manhã Um fraco vento assopra É manhã Escuto o cantar do dia Mas dentro de min Um imenso barulho E cada pingo do silêncio Faz-se perfume de harmonia As manhãs idílicas De mãos unidas E tudo o que se passou Jamais será esquecido O sol acorda o mundo A vida recomeça E em mim um imenso querer De ser acariciado pela ternura de um amor Mas é apenas uma manhã Somente uma manhã E o sonho se torna roteiro De uma história impossível.
  • 55. Palmas Batem palmas para a vida Ainda há alegria em vossos corações Procurando um consolo verdadeiro Um carinho delicado nas faces Molhada pelas lágrimas esperançosas. Batem palmas para a alegria Derrubando as muralhas do ódio.
  • 56. Simplicidade Seus traços são simples Como um vaso de flores Sobre a mesa posta. Caminho pela terra úmida Respirando o aroma da esperança Pouso meus olhos No horizonte resplandecente. Sejamos simples Feito criança inocente Que brinca de dia E à noite Adormece para sonhar.
  • 57. Procura Procurando uma lágrima Achei um sorriso Vaguei pelas sombras Sem nada temer Buscando a guerra Deram-me a paz Agradeço por esta utopia Via no horizonte Aquela beleza magistral Numa vida de encontros Máscaras e desgostos Procurando tristeza Achei um pingo de felicidade Via diante das tenras trevas Claridade Rasguei bandeiras Destruí fronteiras Uni laços E livre frui caminhar em paz.
  • 58. Retorno Quando o verso foi traçado As lágrimas foram postas ao passado E o silêncio calando forte o coração E lamentando cada desencontro das almas Fechei meus olhos Escondi minhas armas E cruzei o infinito Retornando ao seu lugar Retornei ao paraíso dos poetas Onde se ama e se é amado E não há precisão em chorar Só ser feliz.
  • 59. Extremos Ando feito um estranho em meio aos escombros Observando as sombras de meu passado É quando busco um refrigério e recomeço a chorar As loucuras das pessoas são como sal Temperando as emoções e as lágrimas Perco-me no caminho e não consigo voltar Mas tracejo versos humanos na areia da vida Uma seca extrema desafia as aragens da alma E nada ouço nada vejo: apenas me escuto.
  • 60. Amanhã Germinarão Flores Amanhã estarei amando Recebendo carinho e em silêncio Sentir a luz nos olhos Nos mistérios presentes. Casas saboreando O sentimento de fazer Sorrir os entristecidos Com janelas escancaradas E portas deixando o sol Plantar seu lirismo irradiante. Para que amanhã Se possa amar. Amanhã germinarão flores Nos desertos e nas cavernas E desbravarão os mares Para escrever cartas de saudades E distribuirão estas cartas Para os seres esquecidos E para poetas sofredores dessa dor Que será eterno Eterno feito o mar Eterno feito o amor.
  • 61. Música Silencie-se, Escute Há algo minucioso nos ares Cintilando feito sino de ouro Respire e ouça É feito o paraíso Deslumbrante em cores Espelhando o infinito Clareando Iluminando a alma Refletindo numa lágrima A emoção Escute a música Tão doce tão suave Um sonho que clama que chora Melodia de emoção. É feito o paraíso Divino Néctar do mais puro desejo De querer ser eterno Que se espelha pelo infinito Refletido na lágrima santa Este fascínio.
  • 62. Fêmea Teu vestido escarlate faceiro Cobre a nudez da lua Teu olhar azul arteiro Acalenta-me em sua fase nua. Teus gemidos são carícias sonoras Embriaga-me de ardil prazer Música púrpura que a alma explora Leito ardente onde se inflama até morrer. Teus cabelos me aquecem do frio De alma e corpo perfumado Explorada de ardência e arrepio Em chamas de prazer e de pecado.
  • 63. Um Velho Um velho sentado sozinho Adormecido entre seus segredos Seu mundo, sua vida. Aquele vazio de sempre Encostado na velha parede Talvez estivesse dormindo Talvez, quem sabe, refletindo O velho dizia palavras estranhas Sabedorias dos anjos Olhos fechados Cabeça baixa Talvez triste, não sei. Olhei-me no espelho Tão simples tão mortal E me vi em lágrimas Imaginando aquele velho Cristão ou ateu Seria talvez alguém Seria, quem sabe, talvez eu.
  • 64. Arte Plena Magia iluminada que se enche de fascínio Encanta-se Ilude-se Ofusca-se a memória Lembranças que fazem sonhar Eu, menino. E encontros e desencontros Beijos marcados pela eternidade O ranger dos ventos O bradar dos gritos Aquele choro Aquela paz Aquela guerra. E cria-se a beleza que colore a vida Agarra-se pelas emoções No maior espetáculo da terra: o Amor.
  • 65. Dor Poética Criaste a dor, A maléfica dor. Criaste Parte a parte E fechaste o coração Os olhos A alma E moraste nos altos: Nas acrópoles. Criaste a dor Forjaste sua essência Entorpecido De saudade Temor. Viraste poeta Na visceral Da poesia... Sedes dor Com louvor Sedes dor.
  • 66. Segredos Às vezes vejo uma luz rabiscando Cristais entre escombros Daquele lugar sagrado Entre o céu e o seu alvorecer. Traço lembranças dum tempo Que se sorria Agora só vestígio de pranto Pinturas in memória Misturando com a vontade de rever Sentir, abraçar um mundo de outrora. Poderia saber todos os segredos Escondidos num olhar Num silencioso coração Numa espirituosa oração. Às vezes as sombras dissipam Diante do esplendor dos céus E pelos caminhos brilham as almas Esculpidas no segredo da Vida.
  • 67. Parte de Mim Cada parte de mim É desconhecido Muitos encantos Desafios, ilusões. Rasgo as antigas páginas Que com sangue Escreves versos avulsos. Cada parte de mim É uma lágrima acolhida Neste deserto coração. Muitos encontros Desencontros, fantasias.
  • 68. A Vida Pode Ser Bela Da vida pode ser Feito o mais belo Romance a escrever. Da vida pode ser Feita a poesia Mais lírica e graciosa. Da vida pode ser Contemplada a paisagem Mais verde e mais azul Florida e suave, sim. A vida pode ser alegre Simples, primorosa. Pode inspirar as histórias Mais encantadoras verdadeiras Sublimes, sim. Da vida pode ser Feita a canção Mais novamente Cativante, real Da vida pode ser Feita uma estrada arborizada De perfumados canteiros E registrar em imortais pinturas Traços preciosos Impressionistas Sim, A vida pode ser
  • 69. LUCIANO CORDIER HIRS, nasceu na cidade de Itabuna interior da Bahia a 16 de maio de 1975. Fez os estudos primários no Ginásio do Divina Providência entre os anos de 1981 a 1989 e o secundário em escolas públicas. Apaixonou-se pela poesia desde os oito anos quando leu sonetos de Shakespeare e versos de Lorde Byron que lhe impressiona e inspira para ser um sonhado imortal da poesia universal. Considera-se um poeta romântico que canta o amor e os sentimentos para que todos possam valer da vida um resquício de beleza e sensibilidade. Folhas em Versos é seu primeiro livro, produzido e publicado por ele.
  • 70. ITABUNA, BAHIA, BRASIL – FEVEREIRO DE 2012