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Poluição do Meio Ambiente




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gem coletada de: http://www.unicam.org.br/sistema/materia.asp?grupo=Meio
%20Ambiente



Ecologia
Ecologia é uma ciência (ramo da Biologia) que estuda os seres vivos
e suas interações com o meio ambiente onde vivem. É uma palavra
que deriva do grego, onde “oikos” significa casa e “logos” significa
estudo.

A Ecologia também se encarrega de estudar a abundância e
distribuição dos seres vivos no planeta Terra.

Esta ciência é de extrema importância, pois os resultados de seus
estudos fornecem dados que revelam se os animais e os
ecossistemas estão em perfeita harmonia. Numa época em que o
desmatamento e a extinção de várias espécies estão em andamento,
o trabalho dos ecologistas é de extrema importância.

Através das informações geradas pelos estudos da Ecologia, o
homem pode planejar ações que evitem a destruição da natureza,
possibilitando um futuro melhor para a humanidade.



Biodiversidade




Imagem coletada de:
http://telmoquimica.zip.net/arch2007-06-03_2007-06-09.html

A palavra biodiversidade é um neologismo construído a partir das
palavras biologia (bio=vida) e diversidade (grande variedade). Ela
significa a diversidade do mundo vivo na natureza, ou seja a grande
quantidade de espécies em nosso planeta.

O termo em inglês biological diversity (diversidade biológica) foi
criado por Thomas Lovejoy no ano de 1980, enquanto o termo
biodiversity (biodiversidade) foi inventado por W.G. Rosen em 1985.
Desde este momento, o termo e o conceito são muito utilizados entre
os biólogos, ambientalistas e ecologistas do mundo todo.
Se prestarmos atenção na natureza, poderemos entender melhor este
conceito. Existe uma grande variedade de espécies dentro de cada
comunidade, habitat e ecossistema. Entre as árvores, por exemplo,
existe uma grande diversidade de espécies. O mesmo acontece entre
os vírus, fungos, as bactérias, as aves etc. Se pegarmos como
exemplo o ecossistema da Amazônia: quantas espécies animais e
vegetais vivendo em um perfeito equilíbrio. Portanto, podemos
afirmar que existe uma diversidade neste ecossistema, ou seja,
podemos usar o termo “a biodiversidade da Floresta Amazônica”.

O surgimento deste termo está relacionado diretamente com o
aumento da consciência ecológica no final do século XX,
principalmente a respeito da extinção de espécies animais e vegetais.
Em seu sentido mais amplo, biodiversidade significa “vida sobre a
Terra”. A biodiversidade pode ser subdividida em três níveis:

1) diversidade genética: que corresponde a diversidade dos genes
numa espécie (diversidade intra-específica);
2) diversidade específica: é a diversidade das espécies animais e
vegetais;
3) diversidade ecossistêmica: que corresponde à diversidade dos
ecossistemas presentes em nosso planeta.

Poluição Ambiental
Definição

Podemos definir poluição ambiental como a ação de contaminar as
águas, solos e ar. Esta poluição pode ocorrer com a liberação no meio
ambiente de lixo orgânico, industrial, gases poluentes, objetos
materiais, elementos químicos, entre outros.

A poluição ambiental prejudica o funcionamento dos ecossistemas,
chegando a matar várias espécies animais e vegetais. O homem
também é prejudicado com este tipo de ação, pois depende muito
dos recursos hídricos, do ar e do solo para sobreviver com qualidade
de vida e saúde.

Os principais poluentes ambientais são: chumbo, mercúrio, benzeno,
enxofre, monóxido de carbono, pesticidas, dioxinas e gás carbônico.

Poluente é o detrito introduzido num ecossistema não adaptado a ele,
ou que não suporta as quantidades que são nele introduzidas. Dois
exemplos de poluentes: o gás carbônico (CO2) e fezes humanas.

O CO2 das fogueiras do homem primitivo não era poluente, já que
era facilmente reciclado pelas plantas. O mesmo gás, hoje produzido
em quantidades muito maiores, é poluente e contribui para o
agravamento do conhecido quot;efeito-estufaquot;. Fezes humanas que são
jogadas em pequena quantidade numa lagoa podem não ser
poluentes, por serem facilmente decompostas por microorganismos
da água. Em quantidades maiores, excedem a capacidade de
reciclagem da lagoa e causam a morte da maioria dos organismos;
neste caso, são poluentes.

Cidades Sufocadas

O fenômeno conhecido como inversão térmica, bastante freqüente
em cidades como São Paulo, traz sérios problemas de saúde à
população. Ele é assim explicado: normalmente, as camadas
inferiores de ar sobre uma cidade são mais quentes de que as
superiores e tendem a subir, carregando as poeiras em suspensão.
Os ventos carregam os poluentes para longe da cidade grande. No
entanto, em certas épocas do ano, há fatores que favorecem o fato
de camadas inferiores ficarem mais frias que as superiores.
O ar frio, mais denso, não sobe; por isso, não há circulação vertical e
a concentração de poluentes aumenta. Se houver além disso falta de
ventos, um denso quot;mantoquot; de poluentes se mantém sobre a cidade
por vários dias.




Os gases que saem das chaminés ds fábricas são grandes contribuintes para a
poluição ambiental.


Poluição de Água

O petróleo derramado nos mares prejudica a fotossíntese, por
interferir na chegada de luz ao fitoplâncton. São assim afetadas as
cadeias alimentares marinhas.
O acúmulo de certos detritos inertes, como poeiras e argilas, também
interfere na transparência da água do mar, de rios e de lagoas e,
portanto, compromete a realização da fotossíntese.
O despejo de esgoto no mar pode tornar as praias impróprias para o
banho, transformando-as em fontes de contaminação por vírus e
bactérias. Esgoto orgânico, doméstico ou industrial, lançado nas
águas de rios ou lagoas, pode acabar quot;matandoquot; o ecossistema.
A água quente usada em usinas atômicas, quando lançada nos rios
ou nos mares, diminui a solubilidade do O2 na água; isso afeta os
organismos sensíveis à diminuição do oxigênio.
O despejo de substâncias não-biodegradáveis, como detergentes, não
sofre ataque dos decompositores e permanecem muito tempo nos
ecossistemas. Formam montanhas de espuma em rios poluídos.
Sais de chumbo, de níquel, de cádmio, de zinco ou de mercúrio
despejados pelas indústrias propagam-se pelas cadeias alimentares
aquáticas, intoxicando os organismos e, eventualmente, o homem.

Chuva Ácida

A chuva ácida é uma das principais conseqüências da poluição do ar.
As queimas de carvão ou de derivados de petróleo liberam resíduos
gasosos, como óxidos de nitrogênio e de enxofre. A reação dessas
substâncias com a água forma ácido nítrico e ácido sulfúrico,
presentes nas precipitações de chuva ácida.
Os poluentes do ar são carregados pelos ventos e viajam milhares de
quilômetros; assim, as chuvas ácidas podem cair a grandes distâncias
das fontes poluidoras, prejudicando outros países.
O solo se empobrece e a vegetação fica comprometida. A acidificação
prejudica os organismos em rios e lagoas, comprometendo a pesca.
Monumentos de mármore são corroídos, aos poucos, pela chuva
ácida.

Desmatamento e Extinção de Espécies

Desmatar leva à destruição dos ecossistemas e à extinção das
espécies que neles vivem. A ciência identificou até hoje cerca de 1,4
milhões de espécies biológicas. Desconfia-se que devam existir 30
milhões ainda por identificar, a maior parte delas em regiões como as
florestas tropicais úmidas. Calcula-se que desaparecem 100 espécies
a cada dia, por causa do desmatamento.

Planeta Superlotado

A cada segundo, nascem três novos habitantes em nosso planeta.
Hoje, existem 6 bilhões de habitantes. A população humana está
crescendo em 100 milhões de pessoas por ano, o que significa mais
um bilhão de pessoas para a próxima década. 90% desses
nascimentos ocorrerão nos países subdesenvolvidos. Até o ano 2150,
estima-se que chegaremos a quase o dobro da população atual.

O crescimento das populações humanas aumenta terrivelmente a
gravidade dos problemas que a Terra já enfrenta. Eis alguns deles:
o   Maior necessidade de energia - Por enquanto, gerar energia
      leva a um aumento da poluição (queima de combustíveis como
      petróleo ou carvão), ou a destruição de ecossistemas
      (construção de hidrelétricas), ou ainda a riscos de
      contaminação por radiação (usinas atômicas). Métodos menos
      poluentes, como energia solar, poderão talvez resolver o
      problema.
  o   Mais bocas para nutrir - Implicando maior produção de alimento
      e, portanto, necessidade crescente de terras agriculturáveis, às
      custas de mais desmatamento. Hoje, o planeta perde um
      hectare de solo aproveitável para a agricultura a cada 8
      segundos. Buscar um aumento na eficiência da produção de
      alimentos, através de maior mecanização da agricultura, levaria
      à degradação maior do solo. Além disso, a utilização intensiva
      de adubos e pesticidas aumentaria a poluição do solo e dos
      lençóis de água.
  o   Maior pressão de consumo - Gera maior demanda de recursos
      naturais não-retornáveis, como os metais e o petróleo. Além do
      esgotamento precoce desses recursos, mais resíduos serão
      produzidos, intensificando a poluição: o homem poderá afogar-
      se no seu próprio lixo!


Buraco na Camada de Ozônio

Os raios ultravioleta, presentes na luz solar, causam mutações nos
seres vivos, modificando suas moléculas de DNA. No homem, o
excesso de ultravioleta pode causar câncer de pele. A camada de gás
ozônio (O3), existente na estratosfera, é um eficiente filtro de
ultravioleta. O ozônio forma-se pela exposição de moléculas de
oxigênio (O2) à radiação solar ou às descargas elétricas.

Detectou-se nos últimos anos, durante o inverno, um grande
quot;buracoquot; na camada de ozônio, logo acima do Pólo Sul; este buraco
tem aumentado a cada ano, chegando à extensão da América do
Norte. Foi verificado que a camada de ozônio está também
diminuindo de espessura acima do Pólo Norte. Acredita-se que os
maiores responsáveis por esta destruição sejam gases chamados CFC
(clorofluorcarbonos).

Estas substâncias são usadas como gases de refrigeração, em
aerossóis (spray) e como matérias-primas para a produção de isopor.
Os CFC se decompõem nas altas camadas da atmosfera e acabam por
destruir as moléculas de ozônio, prejudicando assim a filtração da
radiação ultravioleta.
quot;Um provérbio indígena questiona se somente quando for cortada a
última árvore, pescado o último peixe, poluído o último rio, é que as
pessoas vão perceber que não podem comer dinheiroquot;.



Animais em Extinção
Ainda no século passado, viviam na Europa ursos, lobos, corças,
camurças, cabritos-monteses, águias, galos dos bosques, faisões dos
montes e outros. Hoje, pode-se caminhar por horas e horas ao longo
de uma picada nos campos, sem ouvir o canto de um pássaro ou um
ruído de um animal. É a quot;natureza silenciosaquot;, um dos aspectos
negativos das conquistas da nossa atual civilização.

Trata-se de uma realidade que não pode ser ignorada: em todo o
mundo, espécies inteiras de animais estão se extinguindo. As
causas? Um cientista alemão, Vinzens Ziswiler, escreveu com amarga
ironia: quot;A causa... o homem pode vê-la sempre que se olhar no
espelho...quot;


Reação em Cadeia

Boa parte das vezes a destruição poderia ter sido evitada ou, pelo
menos, reduzida. Deve ser evitada ou reduzida, porque se o homem
continuar a destruir a natureza acabará por se destruir a si próprio.
Se uma floresta é derrubada, por exemplo, desaparecem as ervas e
frutos (alimento de certos bichos), e se lhes rouba também o refúgio
natural; esses animais fogem ou morrem, e seu desaparecimento
prejudica outros animais, que deles se alimentavam. É uma
verdadeira reação em cadeia, cujo desastroso resultado final é o
desaparecimento da fauna de regiões inteiras.

É Caso para Desesperar-se?

Sim e não. Sim, porque algumas espécies não poderão ser salvas,
mesmo se forem poupadas pelo homem. Por outro lado, existem
motivos de otimismo. Em alguns casos, as medidas de proteção
permitem preservar muitas espécies e até fazê-las aumentar em
número. Isso graças aos parques nacionais, que existem em diversos
países. No Brasil, existem dezesseis parques e 27 reservas
ecológicas.
Veja abaixo, o mapa dos parques nacionais:




1- Pacaás Novos (RO)
2 - Serra do Divisor (AC)
3 - Jaú (AM)
4 - Pico da Neblina (AM)
5 - Amazônia (AM/PA)
6 - Monte Roraima (RR)
7 - Cabo Orange (AP)
8 - Araguaia (TO)
9 - Lençóis Maranhenses (MA)
10 - Sete Cidades (PI)
11 - Serra da Capivara (PI)
12 - Ubajara (CE)
13 - Marinho de Fernando de Noronha (PE)
14 - Chapada da Diamantina (BA)
15 - Marinho de Abrolhos
16 - Monte Pascoal (BA)
17 - Grande Sertão Veredas (MG/BA)
18 - Serra da Canastra (MG)
19 - Serra do Cipó (MG)
20 - Caparaó (MG/ES)
21 - Itatiaia (MG/RJ)
22 - Serra dos Órgãos (RJ)
23 - Tijuca (RJ)
24 - Serra da Bocaína (SP/RJ)
25 - Iguaçu (PR)
26 - Superagüí (PR)
27 - São Joaquim (SC)
28   -   Aparados da Serra (SC/RS)
29   -   Serra Geral (SC/RS)
30   -   Lagoa do Peixe (RS)
31   -   Pantanal Matogrossense (MT)
32   -   Chapada dos Guimarães (MT)
33   -   Ernas (GO)
34   -   Chapada dos Veadeiros (GO)
35   -   Brasília (DF)

Quantos já Desapareceram?

Segundo as estatísticas, mais de 300 espécies animais já
desapareceram da face da Terra e a extinção continua ameaçando
mais de 900 espécies existentes. Em nosso país - considerado como
possuidor de uma flora e fauna entre as mais ricas do mundo - não
se sabe ao certo quantas espécies já desapareceram.

As Causas

Derrubada de florestas, poluição do ar, dos rios e mares,
comercialização indiscriminada de determinadas espécies são fatores
que, somados, estão provocando um perigoso desequilíbrio ecológico
em diversos países. Além da caça indiscriminada para obtenção de
carne, gordura, peles, plumas, troféus e lembranças. A coleta de ovos
ou matança de filhotes, são bastante procurados devido ao grande
lucro.

Doenças introduzidas ao meio ambiente pelos animais domésticos
estão quase exterminando certas espécies.

Eco 92
ECO-92 ou RIO-92 são os nomes mais usados para denominar a
Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o
Desenvolvimento (CNUMAD). Realizada entre 3 e 14 de junho de
1992, na cidade do Rio de Janeiro, a mesma foi de grande
importância para a consolidação do conceito de desenvolvimento
sustentável e para a conscientização dos problemas relacionados ao
meio ambiente.

Diferentemente da Conferência de Estocolmo, realizada em 1972, a
Eco-92 teve um caráter especial devido à presença maciça de
inúmeros chefes de Estado, demonstrando assim, a importância da
questão ambiental no início dos anos 90. Durante o evento, o
presidente Fernando Collor de Mello transferiu temporariamente a
capital federal para o Rio de Janeiro. As forças armadas foram
convocadas para fazer uma intensa proteção da cidade, sendo
responsáveis também pela segurança de todo o evento.




Imagem coletada de: http://www.egdesign.com.br/projeto.php?id=8

Os países puderam chegar a um consenso no sentido de que, as
nações desenvolvidas eram os maiores responsáveis pelos danos ao
meio ambiente, e que os países em desenvolvimento necessitavam
de apoio financeiro e tecnológico para caminhar para o
desenvolvimento sustentável, um tema central em todas as
discussões.

Um dos acordos firmados durante a conferência foi a Convenção da
Biodiversidade. Aprovada por 156 países e uma organização de
integração econômica regional, a mesma pregava a conservação da
biodiversidade e o uso correto de seus componentes.

No entanto, o principal documento assinado na RIO-92 foi o Agenda
21, o qual consiste em um conjunto de ações e políticas a serem
implantadas por todos os países participantes da conferência com o
fim de promover uma nova política de desenvolvimento, pautada na
responsabilidade ambiental. Uma das críticas ao Agenda 21 é que,
embora tenha sido ratificado por todos os países, apresentava apenas
propostas sem estabelecer prazos, diferentemente do Protocolo de
Kyoto (1997), que fixava metas específicas para a redução da
emissão de gases poluentes causadores do efeito estufa.




Bibliografia:

http://www.suapesquisa.com/o_que_e/ecologia.htm

http://www.suapesquisa.com/pesquisa/biodiversidade.htm

http://www.suapesquisa.com/o_que_e/poluicao_ambiental.h
tm

http://www.webciencia.com/19_planeta.htm

http://www.webciencia.com/14_extincao.htm

http://www.brasilescola.com/geografia/eco-92.htm

http://indoafundo.com

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PoluiçãO Do Meio Ambiente

  • 1. Poluição do Meio Ambiente Ima gem coletada de: http://www.unicam.org.br/sistema/materia.asp?grupo=Meio %20Ambiente Ecologia Ecologia é uma ciência (ramo da Biologia) que estuda os seres vivos e suas interações com o meio ambiente onde vivem. É uma palavra que deriva do grego, onde “oikos” significa casa e “logos” significa estudo. A Ecologia também se encarrega de estudar a abundância e distribuição dos seres vivos no planeta Terra. Esta ciência é de extrema importância, pois os resultados de seus estudos fornecem dados que revelam se os animais e os
  • 2. ecossistemas estão em perfeita harmonia. Numa época em que o desmatamento e a extinção de várias espécies estão em andamento, o trabalho dos ecologistas é de extrema importância. Através das informações geradas pelos estudos da Ecologia, o homem pode planejar ações que evitem a destruição da natureza, possibilitando um futuro melhor para a humanidade. Biodiversidade Imagem coletada de: http://telmoquimica.zip.net/arch2007-06-03_2007-06-09.html A palavra biodiversidade é um neologismo construído a partir das palavras biologia (bio=vida) e diversidade (grande variedade). Ela significa a diversidade do mundo vivo na natureza, ou seja a grande quantidade de espécies em nosso planeta. O termo em inglês biological diversity (diversidade biológica) foi criado por Thomas Lovejoy no ano de 1980, enquanto o termo biodiversity (biodiversidade) foi inventado por W.G. Rosen em 1985. Desde este momento, o termo e o conceito são muito utilizados entre os biólogos, ambientalistas e ecologistas do mundo todo.
  • 3. Se prestarmos atenção na natureza, poderemos entender melhor este conceito. Existe uma grande variedade de espécies dentro de cada comunidade, habitat e ecossistema. Entre as árvores, por exemplo, existe uma grande diversidade de espécies. O mesmo acontece entre os vírus, fungos, as bactérias, as aves etc. Se pegarmos como exemplo o ecossistema da Amazônia: quantas espécies animais e vegetais vivendo em um perfeito equilíbrio. Portanto, podemos afirmar que existe uma diversidade neste ecossistema, ou seja, podemos usar o termo “a biodiversidade da Floresta Amazônica”. O surgimento deste termo está relacionado diretamente com o aumento da consciência ecológica no final do século XX, principalmente a respeito da extinção de espécies animais e vegetais. Em seu sentido mais amplo, biodiversidade significa “vida sobre a Terra”. A biodiversidade pode ser subdividida em três níveis: 1) diversidade genética: que corresponde a diversidade dos genes numa espécie (diversidade intra-específica); 2) diversidade específica: é a diversidade das espécies animais e vegetais; 3) diversidade ecossistêmica: que corresponde à diversidade dos ecossistemas presentes em nosso planeta. Poluição Ambiental Definição Podemos definir poluição ambiental como a ação de contaminar as águas, solos e ar. Esta poluição pode ocorrer com a liberação no meio ambiente de lixo orgânico, industrial, gases poluentes, objetos materiais, elementos químicos, entre outros. A poluição ambiental prejudica o funcionamento dos ecossistemas, chegando a matar várias espécies animais e vegetais. O homem também é prejudicado com este tipo de ação, pois depende muito dos recursos hídricos, do ar e do solo para sobreviver com qualidade de vida e saúde. Os principais poluentes ambientais são: chumbo, mercúrio, benzeno, enxofre, monóxido de carbono, pesticidas, dioxinas e gás carbônico. Poluente é o detrito introduzido num ecossistema não adaptado a ele, ou que não suporta as quantidades que são nele introduzidas. Dois exemplos de poluentes: o gás carbônico (CO2) e fezes humanas. O CO2 das fogueiras do homem primitivo não era poluente, já que era facilmente reciclado pelas plantas. O mesmo gás, hoje produzido
  • 4. em quantidades muito maiores, é poluente e contribui para o agravamento do conhecido quot;efeito-estufaquot;. Fezes humanas que são jogadas em pequena quantidade numa lagoa podem não ser poluentes, por serem facilmente decompostas por microorganismos da água. Em quantidades maiores, excedem a capacidade de reciclagem da lagoa e causam a morte da maioria dos organismos; neste caso, são poluentes. Cidades Sufocadas O fenômeno conhecido como inversão térmica, bastante freqüente em cidades como São Paulo, traz sérios problemas de saúde à população. Ele é assim explicado: normalmente, as camadas inferiores de ar sobre uma cidade são mais quentes de que as superiores e tendem a subir, carregando as poeiras em suspensão. Os ventos carregam os poluentes para longe da cidade grande. No entanto, em certas épocas do ano, há fatores que favorecem o fato de camadas inferiores ficarem mais frias que as superiores. O ar frio, mais denso, não sobe; por isso, não há circulação vertical e a concentração de poluentes aumenta. Se houver além disso falta de ventos, um denso quot;mantoquot; de poluentes se mantém sobre a cidade por vários dias. Os gases que saem das chaminés ds fábricas são grandes contribuintes para a poluição ambiental. Poluição de Água O petróleo derramado nos mares prejudica a fotossíntese, por interferir na chegada de luz ao fitoplâncton. São assim afetadas as cadeias alimentares marinhas. O acúmulo de certos detritos inertes, como poeiras e argilas, também interfere na transparência da água do mar, de rios e de lagoas e, portanto, compromete a realização da fotossíntese. O despejo de esgoto no mar pode tornar as praias impróprias para o banho, transformando-as em fontes de contaminação por vírus e
  • 5. bactérias. Esgoto orgânico, doméstico ou industrial, lançado nas águas de rios ou lagoas, pode acabar quot;matandoquot; o ecossistema. A água quente usada em usinas atômicas, quando lançada nos rios ou nos mares, diminui a solubilidade do O2 na água; isso afeta os organismos sensíveis à diminuição do oxigênio. O despejo de substâncias não-biodegradáveis, como detergentes, não sofre ataque dos decompositores e permanecem muito tempo nos ecossistemas. Formam montanhas de espuma em rios poluídos. Sais de chumbo, de níquel, de cádmio, de zinco ou de mercúrio despejados pelas indústrias propagam-se pelas cadeias alimentares aquáticas, intoxicando os organismos e, eventualmente, o homem. Chuva Ácida A chuva ácida é uma das principais conseqüências da poluição do ar. As queimas de carvão ou de derivados de petróleo liberam resíduos gasosos, como óxidos de nitrogênio e de enxofre. A reação dessas substâncias com a água forma ácido nítrico e ácido sulfúrico, presentes nas precipitações de chuva ácida. Os poluentes do ar são carregados pelos ventos e viajam milhares de quilômetros; assim, as chuvas ácidas podem cair a grandes distâncias das fontes poluidoras, prejudicando outros países. O solo se empobrece e a vegetação fica comprometida. A acidificação prejudica os organismos em rios e lagoas, comprometendo a pesca. Monumentos de mármore são corroídos, aos poucos, pela chuva ácida. Desmatamento e Extinção de Espécies Desmatar leva à destruição dos ecossistemas e à extinção das espécies que neles vivem. A ciência identificou até hoje cerca de 1,4 milhões de espécies biológicas. Desconfia-se que devam existir 30 milhões ainda por identificar, a maior parte delas em regiões como as florestas tropicais úmidas. Calcula-se que desaparecem 100 espécies a cada dia, por causa do desmatamento. Planeta Superlotado A cada segundo, nascem três novos habitantes em nosso planeta. Hoje, existem 6 bilhões de habitantes. A população humana está crescendo em 100 milhões de pessoas por ano, o que significa mais um bilhão de pessoas para a próxima década. 90% desses nascimentos ocorrerão nos países subdesenvolvidos. Até o ano 2150, estima-se que chegaremos a quase o dobro da população atual. O crescimento das populações humanas aumenta terrivelmente a gravidade dos problemas que a Terra já enfrenta. Eis alguns deles:
  • 6. o Maior necessidade de energia - Por enquanto, gerar energia leva a um aumento da poluição (queima de combustíveis como petróleo ou carvão), ou a destruição de ecossistemas (construção de hidrelétricas), ou ainda a riscos de contaminação por radiação (usinas atômicas). Métodos menos poluentes, como energia solar, poderão talvez resolver o problema. o Mais bocas para nutrir - Implicando maior produção de alimento e, portanto, necessidade crescente de terras agriculturáveis, às custas de mais desmatamento. Hoje, o planeta perde um hectare de solo aproveitável para a agricultura a cada 8 segundos. Buscar um aumento na eficiência da produção de alimentos, através de maior mecanização da agricultura, levaria à degradação maior do solo. Além disso, a utilização intensiva de adubos e pesticidas aumentaria a poluição do solo e dos lençóis de água. o Maior pressão de consumo - Gera maior demanda de recursos naturais não-retornáveis, como os metais e o petróleo. Além do esgotamento precoce desses recursos, mais resíduos serão produzidos, intensificando a poluição: o homem poderá afogar- se no seu próprio lixo! Buraco na Camada de Ozônio Os raios ultravioleta, presentes na luz solar, causam mutações nos seres vivos, modificando suas moléculas de DNA. No homem, o excesso de ultravioleta pode causar câncer de pele. A camada de gás ozônio (O3), existente na estratosfera, é um eficiente filtro de ultravioleta. O ozônio forma-se pela exposição de moléculas de oxigênio (O2) à radiação solar ou às descargas elétricas. Detectou-se nos últimos anos, durante o inverno, um grande quot;buracoquot; na camada de ozônio, logo acima do Pólo Sul; este buraco tem aumentado a cada ano, chegando à extensão da América do Norte. Foi verificado que a camada de ozônio está também diminuindo de espessura acima do Pólo Norte. Acredita-se que os maiores responsáveis por esta destruição sejam gases chamados CFC (clorofluorcarbonos). Estas substâncias são usadas como gases de refrigeração, em aerossóis (spray) e como matérias-primas para a produção de isopor. Os CFC se decompõem nas altas camadas da atmosfera e acabam por destruir as moléculas de ozônio, prejudicando assim a filtração da radiação ultravioleta.
  • 7. quot;Um provérbio indígena questiona se somente quando for cortada a última árvore, pescado o último peixe, poluído o último rio, é que as pessoas vão perceber que não podem comer dinheiroquot;. Animais em Extinção Ainda no século passado, viviam na Europa ursos, lobos, corças, camurças, cabritos-monteses, águias, galos dos bosques, faisões dos montes e outros. Hoje, pode-se caminhar por horas e horas ao longo de uma picada nos campos, sem ouvir o canto de um pássaro ou um ruído de um animal. É a quot;natureza silenciosaquot;, um dos aspectos negativos das conquistas da nossa atual civilização. Trata-se de uma realidade que não pode ser ignorada: em todo o mundo, espécies inteiras de animais estão se extinguindo. As causas? Um cientista alemão, Vinzens Ziswiler, escreveu com amarga ironia: quot;A causa... o homem pode vê-la sempre que se olhar no espelho...quot; Reação em Cadeia Boa parte das vezes a destruição poderia ter sido evitada ou, pelo menos, reduzida. Deve ser evitada ou reduzida, porque se o homem continuar a destruir a natureza acabará por se destruir a si próprio. Se uma floresta é derrubada, por exemplo, desaparecem as ervas e frutos (alimento de certos bichos), e se lhes rouba também o refúgio natural; esses animais fogem ou morrem, e seu desaparecimento prejudica outros animais, que deles se alimentavam. É uma verdadeira reação em cadeia, cujo desastroso resultado final é o desaparecimento da fauna de regiões inteiras. É Caso para Desesperar-se? Sim e não. Sim, porque algumas espécies não poderão ser salvas, mesmo se forem poupadas pelo homem. Por outro lado, existem motivos de otimismo. Em alguns casos, as medidas de proteção permitem preservar muitas espécies e até fazê-las aumentar em número. Isso graças aos parques nacionais, que existem em diversos países. No Brasil, existem dezesseis parques e 27 reservas ecológicas.
  • 8. Veja abaixo, o mapa dos parques nacionais: 1- Pacaás Novos (RO) 2 - Serra do Divisor (AC) 3 - Jaú (AM) 4 - Pico da Neblina (AM) 5 - Amazônia (AM/PA) 6 - Monte Roraima (RR) 7 - Cabo Orange (AP) 8 - Araguaia (TO) 9 - Lençóis Maranhenses (MA) 10 - Sete Cidades (PI) 11 - Serra da Capivara (PI) 12 - Ubajara (CE) 13 - Marinho de Fernando de Noronha (PE) 14 - Chapada da Diamantina (BA) 15 - Marinho de Abrolhos 16 - Monte Pascoal (BA) 17 - Grande Sertão Veredas (MG/BA) 18 - Serra da Canastra (MG) 19 - Serra do Cipó (MG) 20 - Caparaó (MG/ES) 21 - Itatiaia (MG/RJ) 22 - Serra dos Órgãos (RJ) 23 - Tijuca (RJ) 24 - Serra da Bocaína (SP/RJ) 25 - Iguaçu (PR) 26 - Superagüí (PR) 27 - São Joaquim (SC)
  • 9. 28 - Aparados da Serra (SC/RS) 29 - Serra Geral (SC/RS) 30 - Lagoa do Peixe (RS) 31 - Pantanal Matogrossense (MT) 32 - Chapada dos Guimarães (MT) 33 - Ernas (GO) 34 - Chapada dos Veadeiros (GO) 35 - Brasília (DF) Quantos já Desapareceram? Segundo as estatísticas, mais de 300 espécies animais já desapareceram da face da Terra e a extinção continua ameaçando mais de 900 espécies existentes. Em nosso país - considerado como possuidor de uma flora e fauna entre as mais ricas do mundo - não se sabe ao certo quantas espécies já desapareceram. As Causas Derrubada de florestas, poluição do ar, dos rios e mares, comercialização indiscriminada de determinadas espécies são fatores que, somados, estão provocando um perigoso desequilíbrio ecológico em diversos países. Além da caça indiscriminada para obtenção de carne, gordura, peles, plumas, troféus e lembranças. A coleta de ovos ou matança de filhotes, são bastante procurados devido ao grande lucro. Doenças introduzidas ao meio ambiente pelos animais domésticos estão quase exterminando certas espécies. Eco 92 ECO-92 ou RIO-92 são os nomes mais usados para denominar a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (CNUMAD). Realizada entre 3 e 14 de junho de 1992, na cidade do Rio de Janeiro, a mesma foi de grande importância para a consolidação do conceito de desenvolvimento sustentável e para a conscientização dos problemas relacionados ao meio ambiente. Diferentemente da Conferência de Estocolmo, realizada em 1972, a Eco-92 teve um caráter especial devido à presença maciça de inúmeros chefes de Estado, demonstrando assim, a importância da questão ambiental no início dos anos 90. Durante o evento, o presidente Fernando Collor de Mello transferiu temporariamente a capital federal para o Rio de Janeiro. As forças armadas foram
  • 10. convocadas para fazer uma intensa proteção da cidade, sendo responsáveis também pela segurança de todo o evento. Imagem coletada de: http://www.egdesign.com.br/projeto.php?id=8 Os países puderam chegar a um consenso no sentido de que, as nações desenvolvidas eram os maiores responsáveis pelos danos ao meio ambiente, e que os países em desenvolvimento necessitavam de apoio financeiro e tecnológico para caminhar para o desenvolvimento sustentável, um tema central em todas as discussões. Um dos acordos firmados durante a conferência foi a Convenção da Biodiversidade. Aprovada por 156 países e uma organização de integração econômica regional, a mesma pregava a conservação da biodiversidade e o uso correto de seus componentes. No entanto, o principal documento assinado na RIO-92 foi o Agenda 21, o qual consiste em um conjunto de ações e políticas a serem implantadas por todos os países participantes da conferência com o fim de promover uma nova política de desenvolvimento, pautada na responsabilidade ambiental. Uma das críticas ao Agenda 21 é que,
  • 11. embora tenha sido ratificado por todos os países, apresentava apenas propostas sem estabelecer prazos, diferentemente do Protocolo de Kyoto (1997), que fixava metas específicas para a redução da emissão de gases poluentes causadores do efeito estufa. Bibliografia: http://www.suapesquisa.com/o_que_e/ecologia.htm http://www.suapesquisa.com/pesquisa/biodiversidade.htm http://www.suapesquisa.com/o_que_e/poluicao_ambiental.h tm http://www.webciencia.com/19_planeta.htm http://www.webciencia.com/14_extincao.htm http://www.brasilescola.com/geografia/eco-92.htm http://indoafundo.com