DEFINIÇÃO
O pneumotórax éa presença de
ar entre o pulmão e a parede
torácica, causando colapso
pulmonar.
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4.
ETIOLOGIA:
➔ Espontâneo:
◆ Primário:ocorre sem doença pulmonar subjacente.
◆ Secundário: associado a doenças pulmonares,
➔ Traumático: por trauma torácico aberto ou fechado.
➔ Hipertensivo: forma grave, com acúmulo progressivo de ar e compressão
mediastinal.
➔ Pneumotórax iatrogênico: é provocado por intervenções médicas.
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5.
CLASSIFICAÇÃO
01. Espontâneo
primário
➔ Jovensaltos e magros
➔ Tabagismo (aumenta o
risco em até 20x)
➔ História familiar
➔ DPOC com bolhas de
enfisema
➔ Asma grave
➔ Infecções pulmonares
➔ Fibrose cística
➔ Trauma torácico
fechado (exemplo:
fraturas de costela)
➔ Trauma penetrante
(ferimentos por arma
branca ou de fogo)
02. Espontâneo
secundário
03. Traumático
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6.
FISIOPATOLO
GIA
O pulmão permaneceexpandido
devido à pressão intrapleural ser
inferior à atmosférica.
No pneumotórax, o ar de fora do tórax
ou do próprio pulmão entra no espaço
pleural, a pressão intrapleural
aumenta, e o volume pulmonar
diminui.
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7.
ACHADOS
RADIOLÓGI
COS
➔ Linha pleuralvisível sem vasos
pulmonares além dela;
➔ Aumento da radiotransparência;
➔ Pulmão colapsado na região
medial;
➔ No pneumotórax hipertensivo:
desvio do mediastino,
achatamento do hemidiafragma.
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8.
Radiografia de tórax(e modelo esquemático ao lado) mostrando
hipotransparência torácica avascular. A massa branca no campo pulmonar
inferior direito consiste no pulmão colabado, inclusive, com ar dentro da cisura.
Também notamos a presença da linha de pleura (esta torna-se visível na
vigência de um pneumotórax por se dobrar em torno de si mesma).
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MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
Quadro clínico
clássico
➔Dor torácica súbita,
pleurítica e unilateral;
➔ Dispneia de
intensidade variável;
➔ Tosse seca;
➔ Redução ou ausência do
murmúrio vesicular;
➔ Hipertimpanismo à
percussão;
➔ Expansibilidade torácica
reduzida;
➔ Ausência de frêmito tátil.
Sinais
físicos
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11.
TRATAMENTO
➔ Clínico: repouso,O suplementar para absorção do ar pleural, analgésicos e
₂
antitussígenos. Indicado para pneumotórax espontâneo primário pequeno
(<20% do hemitórax) e de primeira vez.
➔ Drenagem pleural
➔ Pleurodese: usada para prevenir recidivas ou tratar derrames pleurais
neoplásicos. Pode ser feita com talc, bleomicina ou tetraciclina para induzir
aderência pleural.
➔ Tratamento cirúrgico
➔ Pleurostomia: utilizada em empiema ou pneumotórax complicado, criando um
dreno externo para eliminar secreções e permitir cicatrização pulmonar.
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12.
TRATAMENTO
➔ Descompressão imediatacom agulha para pneumotórax hipertensivo.
➔ Observação e acompanhamento radiográfico para pneumotórax espontâneo
primário assintomático, independentemente do tamanho.
➔ Aspiração por catéter ou dispositivos de tratamento ambulatorial para
pneumotórax espontâneo primário sintomático.
➔ Toracostomia com dreno para pneumotórax secundário e traumático.
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DEFINIÇÃO
A bronquiectasia éuma doença
na qual a destruição do músculo
liso e do tecido elástico por
infecções necrotizantes crônicas
leva à dilatação permanente dos
brônquios e bronquíolos.
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CLASSIFICAÇÃO
01. Focal
➔ Aparecendoem apenas 1 ou 2
áreas pulmonares;
➔ Tipicamente se desenvolve
como resultado de pneumonia
não tratada, obstrução ou
infecção por micobactérias.
➔ Afetando muitas áreas dos pulmões;
➔ Se desenvolve mais frequentemente
em pacientes com defeitos
genéticos, imunológicos ou
anatômicos que afetam as vias
respiratórias.
02. Difuso
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COMPLICAÇÕES
Hemoptise maciça devidoà ruptura das artérias brônquicas
neovascularizadas.
Hipertensão pulmonar causada por vasoconstrição persistente.
Derivações vasculares entre os vasos brônquicos e pulmonares.
Inflamação crônica associada à colonização por organismos
multirresistentes.
Piora da função pulmonar com exacerbações recorrentes.
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22.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
Quadro clínico
clássico
➔Tosse crônica com
grande volume de
escarro purulento;
➔ Dispneia;
➔ Sibilos;
➔ Dor torácica pleurítica.
➔ Hipoxemia;
➔ Insuficiência cardíaca
direita;
➔ Hemoptise.
➔ Exacerbação:
◆ piora da tosse,
dispneia, febre baixa e
fadiga.
Casos
Graves
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23.
DIAGNÓSTICO
➔ Imagem:
◆ Radiografiade tórax
◆ TC de alta resolução: Exame padrão-ouro.
➔ Testes de função pulmonar: Mostram limitação ventilatória obstrutiva.
➔ Exames laboratoriais: Culturas de escarro para identificar agentes
infecciosos e testes específicos para causas subjacentes
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24.
ACHADOS
RADIOLÓGI
COS
➔ Diâmetro brônquicoaumentado
(sinal do anel de sinete);
➔ Sinal do trilho do trem;
➔ Brônquios visíveis nas periferias
pulmonares;
➔ Brônquios não afilam
progressivamente;
➔ Impactação mucoide;
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TRATAMENTO
OPÇÃO CIRÚRGICA
➔ Ressecçãopulmonar para doença
localizada com sintomas intratáveis
ou sangramento;
➔ Embolização da artéria brônquica
para hemoptise grave;
➔ Transplante pulmonar em casos
avançados com falha do tratamento
clínico.
EXACERBAÇÕES
➔ Antibióticos específicos conforme
culturas de escarro (H. influenzae,
S. pneumoniae, P. aeruginosa);
➔ Broncodilatadores inalatórios;
➔ Nebulização com soro fisiológico;
➔ Corticoides inalatórios ou orais se
houver inflamação significativa.
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