O uso das mídias digitais na escola vem sendo mais difundidos entre os professores, a troca de 
materiais e ideias para trabalhar tem sido maior, além do apoio da supervisão e direção da 
escola. Assim, como eu, os professores pesquisam mais a internet e elabora mais aulas com 
esta ferramenta e a utiliza como uma importante aliada na aprendizagem. Pensando nisto, 
elaborei junto com diretor Roni Magalhães o seguinte plano de aula: 
Plano de Aula 
Professora: Neusa Maria de Lima Matos – Língua Portuguesa – 8º ano 
Através de pesquisa montei um plano de aula juntamente com o diretor Roni, para que juntos 
pudéssemos aplicar. 
Então, como professora de Língua Portuguesa, apliquei o plano com o apoio do diretor Roni. 
Segue plano de aula: 
A Escola na Cultura Digital 
Objetivo principal: 
Usar a internet como ferramenta de aprendizagem. 
Tema: 
Dar ou não dar um Google? 
Objetivos 
- Promover a discussão sobre o uso da ferramenta de busca Google, sua utilidade e suas 
limitações. 
- Fomentar uma percepção crítica em relação aos resultados de pesquisas na Internet e sua 
utilização no ambiente escolar. 
Conteúdos 
- Ciências Sociais. 
- Internet. 
- Ferramentas de busca. 
- Google. 
Tempo estimado 
Duas aulas 
Material necessário 
Cópias da reportagem "Mil e uma maneiras de perguntar ao Google" (Veja, Ed. 2234, 14 de 
setembro 2011) para todos os alunos. Além disso, será necessário ambiente para que a turma 
tenha acesso à Internet (como a sala de informática) ou um computador conectado com 
recursos de projeção para o professor. 
Introdução 
Atualmente, "dar um Google" - isto é, fazer uma pesquisa de conteúdo, páginas ou vídeos 
sobre determinado assunto na mais popular das ferramentas de busca - é uma atividade 
praticamente obrigatória no uso cotidiano da Internet. Sem a facilidade dos sites de busca, 
encontrar um conteúdo específico na imensidão da rede pode ser uma atividade muito difícil. 
A reportagem publicada em Veja oferece orientações importantes para melhorar as pesquisas 
e facilitar nossas buscas na Internet 
Com base nas indicações do texto de Veja, em discussões sobre o histórico e o funcionamento 
do Google e por meio do uso prático da ferramenta, problematize com os alunos sua utilidade 
e limitações, destacando os pontos positivos e negativos de sua utilização nas atividades 
escolares.
Desenvolvimento 
1ª aula 
Iniciei a aula com uma discussão sobre o uso da Internet: pergunte aos alunos se eles possuem 
acesso à rede, que tipo de acesso é este (banda larga? Acesso discado?), qual a frequência de 
uso e quais os principais serviços e páginas acessados. Conduzi a discussão sobre o uso da 
Internet para a realização de atividades escolares, tais como exercícios, trabalhos ou até 
mesmo preparação para provas, procurando averiguar como os alunos costumam usar os 
mecanismos de busca e, de maneira específica, o Google. 
Se os alunos estiverem na sala de informática, peça que realizem buscas, utilizando o Google, 
sobre assuntos relacionados ao cotidiano: incentive-os a pesquisar sobre o nome da escola, a 
rua onde moram, o bairro e a cidade. Você pode propor outros temas de busca que julgar mais 
relevantes para a sua turma, de acordo com sua realidade local. No caso de existir apenas um 
computador com acesso à Internet disponível, deixe que os alunos tenham liberdade para 
propor alguns assuntos e eleja alguns voluntários para realizar a pesquisa. 
Em seguida, solicite que os alunos façam uma avaliação sobre as buscas realizadas: os 
resultados apresentados diziam respeito aos assuntos procurados? As primeiras páginas 
sugeridas pelo mecanismo de busca eram as mais relevantes e confiáveis? Foi possível 
perceber alguma inconsistência ou dados incorretos que apareceram como resultado de 
busca? Os alunos se sentiram motivados a aprofundar as pesquisas? 
Distribua as cópias da matéria "1001 maneiras de perguntar ao Google", publicada em Veja, 
leia com a turma e peça que os alunos refaçam as buscas, utilizando as dicas apresentadas. 
Certifique-se de que eles utilizem, também, os recursos de busca por imagens e por notícias e 
tire dúvidas enquanto a turma refaz as buscas. 
Por fim, peça que os estudantes relatem os resultados de suas novas pesquisas, comparando-os 
com as buscas anteriores. Faça com que a turma se sinta à vontade para comparar as 
experiências e avaliar a utilidade dos novos parâmetros de pesquisa. Se for necessário, peça 
que eles repitam as buscas de alguns dos exemplos apresentados na reportagem. 
2ª aula 
Utilizando o texto de apoio abaixo, inicie a aula com uma discussão sobre o uso da Internet 
para realização de pesquisas com finalidades educacionais. 
TEXTO DE APOIO 
Atualmente, a Internet é constituída por uma grande variedade de serviços de informação e de 
comunicação. Depois do e-mail, o serviço mais utilizado na rede é, provavelmente, a world 
wide web (ou apenas www), isto é, o conjunto de páginas de hipertexto [o texto em formato 
digital, que pode agregar links e outras informações relevantes, mudando o sentido 
convencional da leitura e conduzindo o usuário à navegação pela Internet] que acessamos por 
meio de nossos navegadores de Internet e que vasculhamos com o auxílio de serviços como os 
mecanismos de busca - como os mais conhecidos Google e Bing. Trata-se de um conjunto 
virtualmente infinito de conhecimentos e informações concentrados em uma única mídia ou 
meio de acesso. 
Ainda que o tamanho e a complexidade dessa "rede de conhecimento" sejam inegáveis, a ideia 
não é tão nova quanto parece. A origem dos mecanismos de busca pode ser vinculada, por 
exemplo, ao movimento enciclopedista. No século 18, na França, um grupo de filósofos 
liderados por Denis Diderot editou a primeira enciclopédia (composta por mais de vinte 
volumes), procurando reunir e sistematizar a totalidade dos conhecimentos humanos até 
então produzidos pela humanidade. 
De fato, durante muitos anos, as enciclopédias foram a principal "porta de entrada" para o 
conhecimento: através de seus verbetes logicamente organizados e cuidadosamente redigidos 
e certificados, um estudante poderia iniciar uma pesquisa sobre determinado assunto,
encontrando a partir da enciclopédia algumas informações essenciais sobre um tema e 
possivelmente novas indicações de leitura. 
Com a chegada das tecnologias de informação e comunicação (principalmente o computador 
pessoal e a Internet), este processo foi amplificado enormemente. Hoje, a quantidade de 
informações disponíveis e a rapidez para acessá-las superam infinitamente as condições da 
época do enciclopedismo, e nunca a produção do conhecimento foi tão democrática. 
Diante de tamanha grandiosidade, algumas perguntas surgem naturalmente: como não se 
perder diante de tantas informações? Onde encontrar a informação correta? As respostas para 
essas perguntas surgem, ainda nos princípios da world wide web, na forma dos mecanismos de 
busca - sistemas computacionais que catalogam e organizam as páginas de Internet existentes, 
de acordo com seus conteúdos e palavras-chave, e fornecem estas informações aos usuários. 
No entanto, é importante observar que esses mecanismos de busca não são o equivalente 
digital de um bibliotecário, que indica aos estudantes a fonte (livro, filme ou enciclopédia) 
mais adequada para suas necessidades. Os mecanismos de busca na Internet são produtos 
comerciais e possuem uma lógica que segue os interesses de seus criadores. Em muitos casos, 
os resultados apresentados por esses serviços de busca não são classificados apenas por sua 
relevância cultural e educacional: no caso do mecanismo de buscas Google, por exemplo, 
muitas vezes os primeiros resultados apresentados para uma busca estão ali porque os 
"donos" das páginas pagaram ao Google para que suas informações, produtos ou serviços 
aparecessem com destaque nas buscas dos internautas. Além de uma maneira de classificar e 
organizar os dados, os mecanismos de busca são também serviços de publicidade. 
Isso não significa que os resultados sejam incorretos ou irrelevantes. Muitas vezes, eles servem 
exatamente aos nossos propósitos. No entanto, isso pode ser também um indício de que 
devemos fazer buscas mais criteriosas, principalmente quando realizamos algum trabalho 
escolar. Portanto, uma busca um pouco mais cuidadosa e a utilização de diversas fontes são 
sempre bem-vindas! Sempre que possível, um estudante deve procurar utilizar mais de uma 
fonte de informações, comparando-as e buscando fazer uma síntese daquilo que foi 
encontrado. Vale até mesmo dar uma passadinha na biblioteca e conferir se as informações 
encontradas estão de acordo com os livros didáticos e as enciclopédias. E uma última 
orientação: evitar ao máximo copiar e colar diretamente da Internet. Ao fazer isso, o aluno 
corre o risco de copiar alguma informação incorreta e até mesmo de seu professor descobrir 
sua malandragem com a ajuda dos mecanismos de busca. 
Outro texto que pode contribuir para a sua reflexão antes de discutir com os alunos em sala 
chama-se "Tecnologias móveis: amigos ou inimigos disfarçados", da pesquisadora Martha 
Gabriel, disponível em http://abr.io/1OAI (páginas 66-79). Você pode consultar, ainda, a 
reportagem de Nova Escola que oferece um mapa da pesquisa confiável na Internet. 
Depois de ler o texto de apoio com os alunos, organize a turma em duplas ou em grupos, de 
acordo com a disponibilidade de acesso à Internet. Explique que eles deverão realizar uma 
pesquisa na Internet e então produzir um texto curto (de três a cinco parágrafos) sobre algum 
dos assuntos abordados acima (enciclopedismo, world wide web, Google). Turmas com uma 
boa compreensão sobre o uso da Internet podem enviar o texto através de e-mails para você 
ou para um grupo de e-mails criado entre os alunos. 
Incentive os estudantes a seguir as orientações da matéria de Veja e a utilizar fontes diversas 
de pesquisa. É importante ressaltar que os alunos devem anotar as fontes utilizadas (sites, 
blogs, artigos) e citá-las sempre que possível, com a data de acesso (já que tudo pode mudar a 
todo instante na rede). Se existir apenas um computador para uso na sala, faça uma 
apresentação usando o texto de apoio, realize algumas buscas utilizando o Google e permita 
que os grupos usem o computador para refazer as buscas e verificar alguns dados. No caso dos 
alunos se sentirem motivados a pesquisar na biblioteca, permita que eles utilizem também 
fontes tradicionais como livros didáticos, livros técnicos, dicionários e enciclopédias. 
Avaliação
Com base na participação dos alunos e nas atividades propostas, verifique se houve 
entendimento sobre o uso seguro e diverso das ferramentas de busca na Internet. Analise 
também se a turma é capaz de analisar criticamente os resultados das pesquisas feitas no 
Google em sala de aula e se conseguiu melhorar a utilização dessa ferramenta no ambie nte 
escolar. Lembre-se: não avalie os alunos por conta de sua facilidade ou apenas pelos 
conhecimentos que eles já têm sobre o uso da Internet, mas principalmente pela capacidade 
de compreensão crítica do tema abordado. 
Consultoria Maiko Rafael Spiess 
Sociólogo, mestre e doutorando em Política Científica e Tecnológica pela Universidade 
Estadual de Campinas - UNICAMP. Pesquisador do Grupo de Estudos Sociais da Ciência e da 
Tecnologia - UNICAMP. 
Material de apoio, entregue a cada um dos alunos:
Após a primeira aula em sala com o texto e a cópia xerox da matéria na revista veja, achamos 
por bem trabalharmos a leitura na internet, assim, ao invés do google, acessamos o site 
dominiopublico.gov.br, para que os alunos o conhecessem e fizessem leituras de poemas, 
contos, crônicas, etc por ele oferecidos. 
ROTEIRO DE TRABALHO VIA INTERNET 
• Acessem o site: www.dominiopublico.gov.br 
• Selecione o critério de pesquisa: 
Tipo de mídia: Texto 
Categoria: Literatura 
Autor: (deixa em branco) 
Título: (deixa em branco)
Idioma: Português 
• Clique em Pesquisar: 
Abrirá uma lista de obras e autores, em várias páginas. Selecione uma, leia e escreva o que 
entendeu. Não esqueça de anotar o nome da obra e do autor. 
Após pesquisarem os alunos, fizeram a síntese do que leram na internet e se encarregaram de 
enviar para o meu email. Os alunos também registram a aula através de fotos e se 
encarregaram de enviá-las por email. 
Mesmo assim, a ferramenta google, foi muito utilizada, uma vez, os alunos ao invés de 
fazerem um resumo das obras, copiaram resumos prontos da internet, com o intuito, inútil, de 
enganar o professor. 
Conforme o exemplo do aluno João Vitor: 
a cartomante 
Joao Souza (joaovitor110502@gmail.com) 
Adicionar aos contatos 
08/08/2014 
Para: neusalimatos@hotmail.com 
Mostrar esta mensagem... 
De: Joao Souza (joaovitor110502@gmail.com) 
Enviada: sexta-feira, 8 de agosto de 2014 23:20:47 
Para: neusalimatos@hotmail.com 
nome : joão vítor Alves de sousa 
turma : 83 
nome do livro : A cartomante 
autor : Machado de Assis 
RESUMO DO LIVRO 
CARTOMANTE
E a historia de Vilela, Camilo e Rita envolvidos em um triângulo amoroso. Rita é esposa de 
Vilela e vive um caso com Camilo, um amigo de infância do marido. A história começa com 
um diálogo entre Rita e Camilo, em novembro de 1869. Rita, uma mulher insegura e 
sonhadora, crê que uma cartomante recentemente consultada pode resolver os 
problemas e as angústias do casal (já que o que ela disse se assemelha muito com a 
realidade) e Camilo se nega a acreditar na cartomante e desaconselha Rita a acredi tar e 
procurar essa mulher. Neste conto, a cartomante está caracterizada como uma charlatã, 
destas que falam tudo o que serve para qualquer pessoa, e assim ludibria os personagens 
principais. Já no fim do conto, quando estão prestes a serem desmascarados por Vilela, 
Camilo decide num momento de desespero procurar a cartomante, que o ilude com falsas 
promessas de felicidade, usando frases de efeito e metáforas a fim de parecer sábia. E 
assim se dá a sequência ao final trágico da história. Machado de Assis faz uma crítica a 
sociedade, com uma visão objetiva e pessimista da vida, e mostrando as contradições 
humanas através de seus personagens, ele nos envolve e surpreende. Machado de Assis é 
sempre uma leitura recomendada! A mulher era misteriosa e cheia de fal sas predições. 
Dizia sempre o que os outros queriam ouvir. Era, portanto, uma mestra em mentir 
descaradamente. A cartomante servirá para enganar as personagem principais. 
Camilo era amigo de longa data de Vilela. Este, então, casa-se com Rita que constrói uma 
relação mais íntima com o rapaz. A razão principal para o adultério entre eles é a morte da 
mãe de Vilela. Camilo, moço inocente, tenta negar os seus desejos, mas cai facilmente aos 
gracejos da mulher. Até então, o menino recebe uma carta anônima a qual deixa claro que 
os amantes estavam prestes a serem descobertos. Camilo foge de Rita, evitando-a. 
Preocupada, a mulher pede ajuda a cartomante, temendo que o seu amado não a deseje 
mais. 
O jovem Camilo recebe uma carta de seu amigo Vilela. Este pede para que ele apressasse 
em encontrá-lo na sua residência. Temendo o pior, Camilo decide consultar-se com a 
cartomante. Ela o engana, assim como fez com Rita e a tantos outros. Garante a ele que o 
seu futuro era de amor pleno. Quando chega à casa de Vilela, ele está irreconhecível. 
Camilo percebe o corpo caído da amante, Rita. Sem reação, o jovem é morto pelo próprio 
amigo com um tiro à queima roupa. Vilela já o esperava para vingar a sua traição. 
Foi criado um blog denominado: Aluno e Professor 
www.neusalimatos.blogspot.com 
e um canal no youtube com os vídeos feitos pela Débora e o aluno Luis Fernando: 
https://www.youtube.com/channel/UCf9hF3DjYCUNut9VJhbITxA 
Fotos:

Plano de aula mídia digital

  • 1.
    O uso dasmídias digitais na escola vem sendo mais difundidos entre os professores, a troca de materiais e ideias para trabalhar tem sido maior, além do apoio da supervisão e direção da escola. Assim, como eu, os professores pesquisam mais a internet e elabora mais aulas com esta ferramenta e a utiliza como uma importante aliada na aprendizagem. Pensando nisto, elaborei junto com diretor Roni Magalhães o seguinte plano de aula: Plano de Aula Professora: Neusa Maria de Lima Matos – Língua Portuguesa – 8º ano Através de pesquisa montei um plano de aula juntamente com o diretor Roni, para que juntos pudéssemos aplicar. Então, como professora de Língua Portuguesa, apliquei o plano com o apoio do diretor Roni. Segue plano de aula: A Escola na Cultura Digital Objetivo principal: Usar a internet como ferramenta de aprendizagem. Tema: Dar ou não dar um Google? Objetivos - Promover a discussão sobre o uso da ferramenta de busca Google, sua utilidade e suas limitações. - Fomentar uma percepção crítica em relação aos resultados de pesquisas na Internet e sua utilização no ambiente escolar. Conteúdos - Ciências Sociais. - Internet. - Ferramentas de busca. - Google. Tempo estimado Duas aulas Material necessário Cópias da reportagem "Mil e uma maneiras de perguntar ao Google" (Veja, Ed. 2234, 14 de setembro 2011) para todos os alunos. Além disso, será necessário ambiente para que a turma tenha acesso à Internet (como a sala de informática) ou um computador conectado com recursos de projeção para o professor. Introdução Atualmente, "dar um Google" - isto é, fazer uma pesquisa de conteúdo, páginas ou vídeos sobre determinado assunto na mais popular das ferramentas de busca - é uma atividade praticamente obrigatória no uso cotidiano da Internet. Sem a facilidade dos sites de busca, encontrar um conteúdo específico na imensidão da rede pode ser uma atividade muito difícil. A reportagem publicada em Veja oferece orientações importantes para melhorar as pesquisas e facilitar nossas buscas na Internet Com base nas indicações do texto de Veja, em discussões sobre o histórico e o funcionamento do Google e por meio do uso prático da ferramenta, problematize com os alunos sua utilidade e limitações, destacando os pontos positivos e negativos de sua utilização nas atividades escolares.
  • 2.
    Desenvolvimento 1ª aula Iniciei a aula com uma discussão sobre o uso da Internet: pergunte aos alunos se eles possuem acesso à rede, que tipo de acesso é este (banda larga? Acesso discado?), qual a frequência de uso e quais os principais serviços e páginas acessados. Conduzi a discussão sobre o uso da Internet para a realização de atividades escolares, tais como exercícios, trabalhos ou até mesmo preparação para provas, procurando averiguar como os alunos costumam usar os mecanismos de busca e, de maneira específica, o Google. Se os alunos estiverem na sala de informática, peça que realizem buscas, utilizando o Google, sobre assuntos relacionados ao cotidiano: incentive-os a pesquisar sobre o nome da escola, a rua onde moram, o bairro e a cidade. Você pode propor outros temas de busca que julgar mais relevantes para a sua turma, de acordo com sua realidade local. No caso de existir apenas um computador com acesso à Internet disponível, deixe que os alunos tenham liberdade para propor alguns assuntos e eleja alguns voluntários para realizar a pesquisa. Em seguida, solicite que os alunos façam uma avaliação sobre as buscas realizadas: os resultados apresentados diziam respeito aos assuntos procurados? As primeiras páginas sugeridas pelo mecanismo de busca eram as mais relevantes e confiáveis? Foi possível perceber alguma inconsistência ou dados incorretos que apareceram como resultado de busca? Os alunos se sentiram motivados a aprofundar as pesquisas? Distribua as cópias da matéria "1001 maneiras de perguntar ao Google", publicada em Veja, leia com a turma e peça que os alunos refaçam as buscas, utilizando as dicas apresentadas. Certifique-se de que eles utilizem, também, os recursos de busca por imagens e por notícias e tire dúvidas enquanto a turma refaz as buscas. Por fim, peça que os estudantes relatem os resultados de suas novas pesquisas, comparando-os com as buscas anteriores. Faça com que a turma se sinta à vontade para comparar as experiências e avaliar a utilidade dos novos parâmetros de pesquisa. Se for necessário, peça que eles repitam as buscas de alguns dos exemplos apresentados na reportagem. 2ª aula Utilizando o texto de apoio abaixo, inicie a aula com uma discussão sobre o uso da Internet para realização de pesquisas com finalidades educacionais. TEXTO DE APOIO Atualmente, a Internet é constituída por uma grande variedade de serviços de informação e de comunicação. Depois do e-mail, o serviço mais utilizado na rede é, provavelmente, a world wide web (ou apenas www), isto é, o conjunto de páginas de hipertexto [o texto em formato digital, que pode agregar links e outras informações relevantes, mudando o sentido convencional da leitura e conduzindo o usuário à navegação pela Internet] que acessamos por meio de nossos navegadores de Internet e que vasculhamos com o auxílio de serviços como os mecanismos de busca - como os mais conhecidos Google e Bing. Trata-se de um conjunto virtualmente infinito de conhecimentos e informações concentrados em uma única mídia ou meio de acesso. Ainda que o tamanho e a complexidade dessa "rede de conhecimento" sejam inegáveis, a ideia não é tão nova quanto parece. A origem dos mecanismos de busca pode ser vinculada, por exemplo, ao movimento enciclopedista. No século 18, na França, um grupo de filósofos liderados por Denis Diderot editou a primeira enciclopédia (composta por mais de vinte volumes), procurando reunir e sistematizar a totalidade dos conhecimentos humanos até então produzidos pela humanidade. De fato, durante muitos anos, as enciclopédias foram a principal "porta de entrada" para o conhecimento: através de seus verbetes logicamente organizados e cuidadosamente redigidos e certificados, um estudante poderia iniciar uma pesquisa sobre determinado assunto,
  • 3.
    encontrando a partirda enciclopédia algumas informações essenciais sobre um tema e possivelmente novas indicações de leitura. Com a chegada das tecnologias de informação e comunicação (principalmente o computador pessoal e a Internet), este processo foi amplificado enormemente. Hoje, a quantidade de informações disponíveis e a rapidez para acessá-las superam infinitamente as condições da época do enciclopedismo, e nunca a produção do conhecimento foi tão democrática. Diante de tamanha grandiosidade, algumas perguntas surgem naturalmente: como não se perder diante de tantas informações? Onde encontrar a informação correta? As respostas para essas perguntas surgem, ainda nos princípios da world wide web, na forma dos mecanismos de busca - sistemas computacionais que catalogam e organizam as páginas de Internet existentes, de acordo com seus conteúdos e palavras-chave, e fornecem estas informações aos usuários. No entanto, é importante observar que esses mecanismos de busca não são o equivalente digital de um bibliotecário, que indica aos estudantes a fonte (livro, filme ou enciclopédia) mais adequada para suas necessidades. Os mecanismos de busca na Internet são produtos comerciais e possuem uma lógica que segue os interesses de seus criadores. Em muitos casos, os resultados apresentados por esses serviços de busca não são classificados apenas por sua relevância cultural e educacional: no caso do mecanismo de buscas Google, por exemplo, muitas vezes os primeiros resultados apresentados para uma busca estão ali porque os "donos" das páginas pagaram ao Google para que suas informações, produtos ou serviços aparecessem com destaque nas buscas dos internautas. Além de uma maneira de classificar e organizar os dados, os mecanismos de busca são também serviços de publicidade. Isso não significa que os resultados sejam incorretos ou irrelevantes. Muitas vezes, eles servem exatamente aos nossos propósitos. No entanto, isso pode ser também um indício de que devemos fazer buscas mais criteriosas, principalmente quando realizamos algum trabalho escolar. Portanto, uma busca um pouco mais cuidadosa e a utilização de diversas fontes são sempre bem-vindas! Sempre que possível, um estudante deve procurar utilizar mais de uma fonte de informações, comparando-as e buscando fazer uma síntese daquilo que foi encontrado. Vale até mesmo dar uma passadinha na biblioteca e conferir se as informações encontradas estão de acordo com os livros didáticos e as enciclopédias. E uma última orientação: evitar ao máximo copiar e colar diretamente da Internet. Ao fazer isso, o aluno corre o risco de copiar alguma informação incorreta e até mesmo de seu professor descobrir sua malandragem com a ajuda dos mecanismos de busca. Outro texto que pode contribuir para a sua reflexão antes de discutir com os alunos em sala chama-se "Tecnologias móveis: amigos ou inimigos disfarçados", da pesquisadora Martha Gabriel, disponível em http://abr.io/1OAI (páginas 66-79). Você pode consultar, ainda, a reportagem de Nova Escola que oferece um mapa da pesquisa confiável na Internet. Depois de ler o texto de apoio com os alunos, organize a turma em duplas ou em grupos, de acordo com a disponibilidade de acesso à Internet. Explique que eles deverão realizar uma pesquisa na Internet e então produzir um texto curto (de três a cinco parágrafos) sobre algum dos assuntos abordados acima (enciclopedismo, world wide web, Google). Turmas com uma boa compreensão sobre o uso da Internet podem enviar o texto através de e-mails para você ou para um grupo de e-mails criado entre os alunos. Incentive os estudantes a seguir as orientações da matéria de Veja e a utilizar fontes diversas de pesquisa. É importante ressaltar que os alunos devem anotar as fontes utilizadas (sites, blogs, artigos) e citá-las sempre que possível, com a data de acesso (já que tudo pode mudar a todo instante na rede). Se existir apenas um computador para uso na sala, faça uma apresentação usando o texto de apoio, realize algumas buscas utilizando o Google e permita que os grupos usem o computador para refazer as buscas e verificar alguns dados. No caso dos alunos se sentirem motivados a pesquisar na biblioteca, permita que eles utilizem também fontes tradicionais como livros didáticos, livros técnicos, dicionários e enciclopédias. Avaliação
  • 4.
    Com base naparticipação dos alunos e nas atividades propostas, verifique se houve entendimento sobre o uso seguro e diverso das ferramentas de busca na Internet. Analise também se a turma é capaz de analisar criticamente os resultados das pesquisas feitas no Google em sala de aula e se conseguiu melhorar a utilização dessa ferramenta no ambie nte escolar. Lembre-se: não avalie os alunos por conta de sua facilidade ou apenas pelos conhecimentos que eles já têm sobre o uso da Internet, mas principalmente pela capacidade de compreensão crítica do tema abordado. Consultoria Maiko Rafael Spiess Sociólogo, mestre e doutorando em Política Científica e Tecnológica pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP. Pesquisador do Grupo de Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia - UNICAMP. Material de apoio, entregue a cada um dos alunos:
  • 7.
    Após a primeiraaula em sala com o texto e a cópia xerox da matéria na revista veja, achamos por bem trabalharmos a leitura na internet, assim, ao invés do google, acessamos o site dominiopublico.gov.br, para que os alunos o conhecessem e fizessem leituras de poemas, contos, crônicas, etc por ele oferecidos. ROTEIRO DE TRABALHO VIA INTERNET • Acessem o site: www.dominiopublico.gov.br • Selecione o critério de pesquisa: Tipo de mídia: Texto Categoria: Literatura Autor: (deixa em branco) Título: (deixa em branco)
  • 8.
    Idioma: Português •Clique em Pesquisar: Abrirá uma lista de obras e autores, em várias páginas. Selecione uma, leia e escreva o que entendeu. Não esqueça de anotar o nome da obra e do autor. Após pesquisarem os alunos, fizeram a síntese do que leram na internet e se encarregaram de enviar para o meu email. Os alunos também registram a aula através de fotos e se encarregaram de enviá-las por email. Mesmo assim, a ferramenta google, foi muito utilizada, uma vez, os alunos ao invés de fazerem um resumo das obras, copiaram resumos prontos da internet, com o intuito, inútil, de enganar o professor. Conforme o exemplo do aluno João Vitor: a cartomante Joao Souza (joaovitor110502@gmail.com) Adicionar aos contatos 08/08/2014 Para: neusalimatos@hotmail.com Mostrar esta mensagem... De: Joao Souza (joaovitor110502@gmail.com) Enviada: sexta-feira, 8 de agosto de 2014 23:20:47 Para: neusalimatos@hotmail.com nome : joão vítor Alves de sousa turma : 83 nome do livro : A cartomante autor : Machado de Assis RESUMO DO LIVRO CARTOMANTE
  • 9.
    E a historiade Vilela, Camilo e Rita envolvidos em um triângulo amoroso. Rita é esposa de Vilela e vive um caso com Camilo, um amigo de infância do marido. A história começa com um diálogo entre Rita e Camilo, em novembro de 1869. Rita, uma mulher insegura e sonhadora, crê que uma cartomante recentemente consultada pode resolver os problemas e as angústias do casal (já que o que ela disse se assemelha muito com a realidade) e Camilo se nega a acreditar na cartomante e desaconselha Rita a acredi tar e procurar essa mulher. Neste conto, a cartomante está caracterizada como uma charlatã, destas que falam tudo o que serve para qualquer pessoa, e assim ludibria os personagens principais. Já no fim do conto, quando estão prestes a serem desmascarados por Vilela, Camilo decide num momento de desespero procurar a cartomante, que o ilude com falsas promessas de felicidade, usando frases de efeito e metáforas a fim de parecer sábia. E assim se dá a sequência ao final trágico da história. Machado de Assis faz uma crítica a sociedade, com uma visão objetiva e pessimista da vida, e mostrando as contradições humanas através de seus personagens, ele nos envolve e surpreende. Machado de Assis é sempre uma leitura recomendada! A mulher era misteriosa e cheia de fal sas predições. Dizia sempre o que os outros queriam ouvir. Era, portanto, uma mestra em mentir descaradamente. A cartomante servirá para enganar as personagem principais. Camilo era amigo de longa data de Vilela. Este, então, casa-se com Rita que constrói uma relação mais íntima com o rapaz. A razão principal para o adultério entre eles é a morte da mãe de Vilela. Camilo, moço inocente, tenta negar os seus desejos, mas cai facilmente aos gracejos da mulher. Até então, o menino recebe uma carta anônima a qual deixa claro que os amantes estavam prestes a serem descobertos. Camilo foge de Rita, evitando-a. Preocupada, a mulher pede ajuda a cartomante, temendo que o seu amado não a deseje mais. O jovem Camilo recebe uma carta de seu amigo Vilela. Este pede para que ele apressasse em encontrá-lo na sua residência. Temendo o pior, Camilo decide consultar-se com a cartomante. Ela o engana, assim como fez com Rita e a tantos outros. Garante a ele que o seu futuro era de amor pleno. Quando chega à casa de Vilela, ele está irreconhecível. Camilo percebe o corpo caído da amante, Rita. Sem reação, o jovem é morto pelo próprio amigo com um tiro à queima roupa. Vilela já o esperava para vingar a sua traição. Foi criado um blog denominado: Aluno e Professor www.neusalimatos.blogspot.com e um canal no youtube com os vídeos feitos pela Débora e o aluno Luis Fernando: https://www.youtube.com/channel/UCf9hF3DjYCUNut9VJhbITxA Fotos: