INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, SOCIAL E
                   AMBIENTAL DO PARÁ

       DIRETORIA DE PESQUISA E ESTUDOS AMBIENTAIS




                     Plano de Ação




   APROVEITAMENTO HIDRELÉTRICO BELO MONTE E
   DESENVOLVIMENTO REGIONAL: OBSERVATÓRIO DA
DINÂMICA ECONÔMICA, SOCIAL E AMBIENTAL NA REGIÃO DE
       INTEGRAÇÃO DO XINGU, ESTADO DO PARÁ




                                               Jonas Bastos da Veiga
                           Diretor de Pesquisas e Estudos Ambientais




                        Belém - PA
                           2012
I - INFORMAÇÕES GERAIS DO IDESP

  Dados Gerais

Instituição: Instituto de Desenvolvimento Econômico Social e UF: PA CNPJ:
Ambiental do Pará - IDESP                                                09354534/0001-90
Endereço: Rua Municipalidade, N° 1461
Responsável Técnico: Dr. Jonas Bastos da        Telefone: (91)3321-0640/Fax:(91)3321-0610
Veiga
Consultores: Prof. Dr. Gilberto de Miranda      Telefone: (91)3201-7652 / 88920161
Rocha
Prof. Dr. Otávio do Campo Lopes
Sítio Eletrônico: www.idesp.pa.gov.br           Endereço Eletrônico:
                                                jonas.veiga@idesp.pa.gov.br
Responsáveis Legais:
Nome Completo                                         Cargo                    Contato
Maria Adelina Gulioti Bragglia            Presidente                    (91)3321-0630/0605
Elaine Félix Cordeiro                     Diretora de Planejamento      (91) 3321-0634
                                          Administração e Finanças


  Histórico

         O Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará –
  IDESP é uma autarquia vinculada à Secretaria de Estado de Gestão. Foi recriado no ano
  de 2007, no momento em que o país discutia políticas e estratégias voltadas às áreas
  industrial, científico-tecnológica e de desenvolvimento regional.

         O Idesp tem por finalidade entender a complexidade de um dos estados mais
  diversos da federação e realizar pesquisas e estudos nas áreas socioeconômica e
  ambiental, a fim de apoiar tecnicamente a formulação, a execução, o monitoramento e a
  avaliação das políticas públicas, planos e programas de desenvolvimento.

         A missão do Idesp é oferecer à sociedade e ao Governo elementos para a solução
  dos problemas e desafios impostos ao desenvolvimento econômico, social e ambiental,
  demonstrando o compromisso do Estado com uma nova política de gestão pública,
  pautada no planejamento das ações estratégicas e no saber científico e, de modo
  específico sua missão está voltada para:

         - Produção de estudos e indicadores estratégicos para o desenvolvimento
  regional e a melhoria da qualidade de vida das populações locais;
- Qualificação de pesquisadores em temas relevantes para o estado, em parceria
com as universidades e instituições de pesquisa;

       - Mediação e interação do Estado com instituições de pesquisa locais, nacionais
e internacionais, para o embasamento dos processos de gestão das políticas públicas;

       - Geração de indicadores e avaliações técnico-científicas em apoio ao
planejamento, formulação e avaliação de políticas, programas e ações governamentais;

       - Padronização de informações estatísticas, geográficas e cartográficas do estado,
a partir da articulação com outros órgãos estaduais e federais, a fim de integrar os
sistemas de informações, as metodologias de tratamento dos dados e a qualificação dos
serviços oferecidos à sociedade;

       - Implantação de um centro de referência e informação que, entre outros
objetivos, abrigará uma biblioteca especializada em ciências socioeconômicas e
ambientais; e

       - Internacionalmente, cada vez mais, a agenda ambiental impõe mudanças das
noções que orientam a relação homem-natureza e transformações dos sistemas
produtivos.

       A recriação do Idesp durou cerca de um ano e iniciou ainda no processo de
transição administrativa, quando a governadora eleita delegou a responsabilidade de
organização do Instituto a uma pequena comissão daquela Secretaria de Governo.

       Elaborado o projeto de lei e a aprovação final pela Assembléia Legislativa do
Estado do Pará no fim do primeiro semestre de 2007, a efetiva instauração do novo
Idesp foi marcada para o final de janeiro de 2008, com a posse do primeiro presidente
da instituição.
II - EQUIPE TÉCNICA DO PROJETO


                                                                    NÚMERO/TITULARIDAD
EQUIPE                            FUNÇÃO
                                                                    E
Diretoria de Pesquisa         e Gestão e Execução do Projeto        01 PhD
Estudos Ambientais                                                  01 Doutor
                                                                    03 Mestres
                                                                    04 Graduados
Diretoria de Estudos e           Execução do Projeto                03 Mestres
Pesquisas Socioeconômicas e                                         05 Graduados
Análise Conjuntural

Diretoria Estatística e          Execução do Projeto                03 Mestres
Tecnologia e Gestão da                                              06 Graduados
Informação

UFPA                             Consultoria do Projeto             02 Doutores

BOLSAS                           Suporte Técnico                    02 Mestres

TOTAL                                                               30




   1. Título do projeto:

   Aproveitamento         hidrelétrico   belo   monte     e   desenvolvimento     regional:
   observatório da dinâmica econômica, social e ambiental na região de integração do
   Xingu, estado do Pará

   2. Justificativa:

      Desde a década de 80 o governo federal vem planejando a construção de uma
usina hidroelétrica (UHE) na bacia do rio Xingu que se estende pelos estados do Pará e
Mato Grosso. Em 2002 foram concluídos os estudos de viabilidade do aproveitamento
energético da usina de Belo Monte e em 2005, o Congresso Nacional autorizou a
Centrais Elétricas Brasileiras SA - Eletrobrás a atualizar e completar esses estudos, o
que possibilitou o início do Estudo de Impacto Ambiental (EIA).

      Com uma capacidade aproximada de 11.233 MW, a UHE de Belo Monte, prevista
para ser construída na região de Altamira (PA) é considerada pelo governo federal um
projeto estratégico para garantir, quantitativa e qualitativamente, o futuro da matriz
energética do Brasil. Apesar das dificuldades institucionais e legais para o início das
obras, o cronograma de trabalho foi definido, depois de concedida a Licença de
Instalação n° 795/2011, em junho de 2011. Assim, a instalação dos primeiros canteiros
está sendo providenciada, embora não tenham sido atendidas todas as condicionantes
impostas na concessão da Licença Prévia n° 342/2010.

     A construção dessa obra vem despertando uma crescente preocupação no âmbito
regional, nacional e até mundial por seus inevitáveis e profundos impactos econômicos,
sociais e ambientais. Segundo a Norte Energia SA - NESA, consórcio responsável pela
construção da usina, os municípios diretamente afetados serão Altamira, Vitória do
Xingu, Brasil Novo, Medicilândia, Pacajá, Porto de Moz, Gurupá, Uruará, Anapu,
Placas e Senador José Porfírio.

     Conforme várias estimativas, inclusive da CNEC-WorleyParsons, empresa a
serviço da NESA, entre 95 a 120.000 pessoas, de fora e da região, deverão ser
mobilizadas por essa obra, principalmente nos municípios de Altamira, Vitória do
Xingu, Anapu, Senador José Porfírio e Brasil Novo.

     Por outro lado, é patente a fragilidade do Estado em planejar e executar ações
visando amortizar danos ou aproveitar oportunidades devido a grandes obras de
infraestrutura em benefício da população local, e parte disso é devido à deficiência de
informações, em abrangência, freqüência e qualidade necessária. Por isso, medidas
mitigadoras e compensatórias, e demandas sociais e ambientais não são supridas a
tempo e adequadamente pelas empresas responsáveis e pelo poder público.

     Para enfrentar o desafio de prever e amenizar esses impactos e, ao mesmo tempo,
aproveitar as oportunidades decorrentes desse empreendimento, a sociedade paraense
precisa mobilizar o seu corpo técnico, a comunidade científica e a classe política para
acompanhar as transformações decorrentes dessa grande obra, orientando as políticas
públicas e subsidiando o protagonismo dos segmentos sociais atingidos.

     Dentro de sua competência e por determinação do atual governador do estado, o
Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará – IDESP
pretende coordenar um esforço para, em sinergia com outros órgãos afins, desenhar e
desenvolver o Projeto Observatório de Belo Monte.

     A abrangência do Projeto Observatório de Belo Monte deverá contemplar uma
avaliação do impacto da obra sobre a qualidade de vida da população, levantando
pontos não contemplados no EIA-RIMA, mas que são essenciais, como a necessidade
de infra-estrutura urbana e comunitária, face o adensamento populacional, os efeitos da
especulação imobiliária, a demanda por transporte público e as alterações positivas e
negativas na paisagem rural e urbana.

       O desenvolvimento deste projeto deverá evitar a duplicação de esforços com
iniciativas isoladas que alguns órgãos estaduais estavam pretendendo desenvolver nesse
sentido, assim como promover a integração entre os interessados em contribuir na
mitigação dos impactos decorrentes do empreendimento.



   3. Objetivo Geral

   Acompanhar e analisar as transformações econômicas, sociais e ambientais
   decorrentes da implantação e funcionamento da UHE de Belo Monte sobre as
   populações e os recursos naturais dos municípios direta e indiretamente atingidos.

   Objetivos Específicos:

       Revisar e sintetizar os estudos já realizados e em andamento na região,
        relacionados ao tema;

       Realizar um perfil socioeconômico das famílias em condições de pobreza na
        região;
       Calcular o índice de desenvolvimento das famílias da região;

       Analisar o comportamento histórico de indicadores selecionados, referentes às
        populações e municípios afetados;

       Manter atualizado e disponibilizar na internet um banco de dados sobre os
        impactos da usina nas populações e recursos naturais afetados;

       Acompanhar e analisar o comportamento de indicadores selecionados, referentes
        às populações e recursos naturais dos municípios afetados, em função da
        instalação e andamento das obras;

       Produzir análises de dinâmicas setoriais e conjunturais visando subsidiar a
        tomada de decisão na esfera municipal, estadual e federal;

       Produzir análises específicas sobre a valoração dos impactos e transformações
        ocorridas visando subsidiar o protagonismo dos governos e da sociedade nas
        negociações de compensação com as empresas responsáveis pela construção e
        funcionamento da usina;
    Tratar e divulgar as informações para a sociedade em geral.




    4. Metodologia:

        Embora a NESA considere que os municípios diretamente afetados pela UHE
Belo Monte serão apenas Altamira, Vitória do Xingu, Brasil Novo, Medicilândia,
Pacajá, Porto de Moz, Gurupá, Uruará, Anapu, Placas e Senador José Porfírio, para
efeito deste projeto a área de interesse será de toda a Região de Integração (RI) Xingu.
O projeto envolve seis etapas, como mostra a Figura 1:



                                    Transformações demográficas e sociais da região
    Etapas

                        Estatísticas e registros      Estatísticas administrativas            Contagem 
                      administrativos divulgados:       não divulgadas: órgãos 
Coleta de dados       IBGE, MTE, DATASUS, INEP, 
                                                                                             populacional
                                                        estaduais e municipais, 
  e pesquisa                      etc.                       empresas, etc. 




                                                            Base de dados 
                                                            quantitativos e 
Sistematização                                               qualitativos
 e Tratamento 
   de dados                    Tratamento de dados 
                                                                                       Análises e Sínteses 
                             estatísticos demográficos 


                                                          Realização de eventos 
  Divulgação                                                técnico‐científicos/ 
                                                           Produção de artigos, 
/validação dos                                               relatórios e livro
  resultados

                          Diálogo entre                                                       Políticas 
                              atores                                                          públicas 

Figura 1 – Concepção teórica do projeto “Observatório de Belo Monte”
Etapa 1 – Coleta de dados e pesquisa
     Para avaliar as transformações econômicas, sociais e ambientais da região em
estudo, serão coletados periodicamente dados estatísticos e registros administrativos
divulgados por fontes como IBGE, MTE, DATASUS, INEP, etc., assim como dados
estatísticos administrativos e empresariais não divulgados, de órgãos estaduais e
municipais, empresas, etc. (dados secundários). No caso da frequência da coleta e a
especificação dos dados e informações não atenderem às necessidades para a aferição
das referidas transformações, serão desenvolvidas pesquisas de campo para obtenção de
dados primários.

Etapas

   a) Levantamento bibliográfico e informações já registradas sobre a região, para
         apropriação e compreensão do tema em questão.

   b) Elaboração do ambiente de divulgação dos resultados da pesquisa, no site do
         Idesp.

   c) Organização de informações sobre aproveitamento hidrelétrico e dados
         secundários dos municípios que compreendem a RI do Xingu (Altamira, Vitória
         do Xingu, Senador José Porfírio, Anapu, Brasil Novo, Medicilândia, Porto de
         Moz, Pacajá, Placas, Uruará e Gurupá).

   d) Definição de temáticas e indicadores socioeconômicas e ambientais relevantes
         para análise e acompanhamento do aproveitamento hidrelétrico Belo Monte e o
         desenvolvimento regional na RI do Xingu.

   e) Articulação e parceria com instituições públicas e privadas da RI do Xingu, tais
         como: secretarias de saúde, educação, meio ambiente, obras e segurança;
         empresa construtora da UHE, defensoria pública e etc., para o acesso e coleta de
         dados e informações locais.

   f) Elaboração de instrumentos de coleta de dados, tais como: entrevistas e
         questionários semi-estruturados;

   g) Levantamento de informações socioeconômicas e ambientais junto às
         instituições públicas locais e estaduais.
h) Levantamento fotográfico das áreas estudadas, para formação de um acervo de
       imagens das transformações ocorridas na região.




Etapa 2 – Sistematização, Tratamento e Análise de Dados

      Os dados e informações coletados serão tratados e organizados numa base única
de dados quantitativos e qualitativos que alimentará as fases seguintes.

Etapas:

   a) Construção do Banco de Dados da pesquisa, com padronização, sistematização e
       tratamento dos dados secundários e primários em programas estatísticos.

   b) Construção do Banco de Dados Cartográficos da pesquisa, com ajuste e
       tratamento das bases cartográficas, em programas de geoprocessamento.

   c) Elaboração de produtos cartográficos, com base em interpretações e análises
       apreendidas pela pesquisa.

   d) Geração de indicadores sociais da RI do Xingu, considerando a temporalidade
       do empreendimento.

   e) Interpretação e análise dos indicadores gerados, para o acompanhamento das
       transformações ocorridas na região.

   f) Elaboração de relatórios técnicos, contendo a síntese dos dados e análises,
       atualizados anualmente pela pesquisa.

   g) Elaboração de artigos organizados em Revista veiculada pelo Idesp e outras
       revistas de alcance regional, nacional e mundial.
Etapa 3 – Divulgação/validação dos resultados

      Os dados e informações resultantes serão divulgados no site do Idesp na forma de
estatísticas, indicadores e índices. De mesma forma, as análises e sínteses de temas
específicos, realizadas por especialistas, serão disponibilizadas ao público pela rede de
computadores.

Etapas:

Seminários Técnico-Científicos

   a) Realização de um Seminário Técnico em Altamira, para divulgação do projeto e
       primeiros resultados da pesquisa.

   b) Realização de dois seminários técnicos, por ano, em Belém e Altamira, para
       divulgação dos resultados da pesquisa.

   c) Promoção de debates que fomentem discussões acerca da elaboração de políticas
       públicas voltadas a temática em questão, no evento “Diálogos sobre
       Desenvolvimento” (espaço aberto periodicamente pelo Idesp, para discussões
       centrais sobre o Estado).

Site do Idesp

   a) Construção de um ambiente no site do Idesp, contendo os produtos gerados pela
       pesquisa, tais como: Indicadores socioeconômicos e demográficos da RI do
       Xingu, no recorte municipal e regional; dados cartográficos sobre o
       aproveitamento     hidrelétrico   da   região;   informações   técnicas   sobre      o
       empreendimento, etc.
5. Cronograma de Atividades – FALTA ADAPTAR AO PLANO DE TRABALHO

  Metas                                                      Atividades                            MESES - ANO 2011/2012
                                                             Previstas                    JUL   A S O N D J/12 F M A M     J
                                              Elaboração do Termo de Referência do
  Elaboração da Proposta do Projeto           Projeto.
                                              Formação/Contratação de grupo de
                                              consultores, especialistas no tema, para
                                              elaboração do projeto.
                                              Reunião com grupo de conselheiros, para
                                              subsidiar na concepção do projeto
  Articulação com as instituições e órgãos    Reunião com o governador, para
  estaduais, para estabelecer parcerias       apresentação da proposta.
                                              Elaboração da Proposta do Projeto.
                                              Contato com gestores locais das áreas de
                                              saúde, meio ambiente, segurança,
                                              educação e infraestrutura, nos municípios
                                              de Altamira, Vitória do Xingú, Senador
  Articulação com gestores locais, para       José Porfírio e Brasil Novo.
  estabelecer parcerias/Visita de Campo       Reconhecimento das áreas a serem
                                              afetadas pelo empreendimento.
  Levantar o estado da arte da produção       Revisar e sistematizar os estudos já
  técnica e científica existente sobre Belo   realizados e em andamento na região,
  Monte                                       relacionados ao tema.

                                              Realizar um seminário interno, para
                                              nivelamento da equipe, sobre as questões
                                              pertinentes aos temas a serem tratados.
 

Plano acaoprojppa

  • 1.
    INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTOECONÔMICO, SOCIAL E AMBIENTAL DO PARÁ DIRETORIA DE PESQUISA E ESTUDOS AMBIENTAIS Plano de Ação APROVEITAMENTO HIDRELÉTRICO BELO MONTE E DESENVOLVIMENTO REGIONAL: OBSERVATÓRIO DA DINÂMICA ECONÔMICA, SOCIAL E AMBIENTAL NA REGIÃO DE INTEGRAÇÃO DO XINGU, ESTADO DO PARÁ Jonas Bastos da Veiga Diretor de Pesquisas e Estudos Ambientais Belém - PA 2012
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    I - INFORMAÇÕESGERAIS DO IDESP Dados Gerais Instituição: Instituto de Desenvolvimento Econômico Social e UF: PA CNPJ: Ambiental do Pará - IDESP 09354534/0001-90 Endereço: Rua Municipalidade, N° 1461 Responsável Técnico: Dr. Jonas Bastos da Telefone: (91)3321-0640/Fax:(91)3321-0610 Veiga Consultores: Prof. Dr. Gilberto de Miranda Telefone: (91)3201-7652 / 88920161 Rocha Prof. Dr. Otávio do Campo Lopes Sítio Eletrônico: www.idesp.pa.gov.br Endereço Eletrônico: jonas.veiga@idesp.pa.gov.br Responsáveis Legais: Nome Completo Cargo Contato Maria Adelina Gulioti Bragglia Presidente (91)3321-0630/0605 Elaine Félix Cordeiro Diretora de Planejamento (91) 3321-0634 Administração e Finanças Histórico O Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará – IDESP é uma autarquia vinculada à Secretaria de Estado de Gestão. Foi recriado no ano de 2007, no momento em que o país discutia políticas e estratégias voltadas às áreas industrial, científico-tecnológica e de desenvolvimento regional. O Idesp tem por finalidade entender a complexidade de um dos estados mais diversos da federação e realizar pesquisas e estudos nas áreas socioeconômica e ambiental, a fim de apoiar tecnicamente a formulação, a execução, o monitoramento e a avaliação das políticas públicas, planos e programas de desenvolvimento. A missão do Idesp é oferecer à sociedade e ao Governo elementos para a solução dos problemas e desafios impostos ao desenvolvimento econômico, social e ambiental, demonstrando o compromisso do Estado com uma nova política de gestão pública, pautada no planejamento das ações estratégicas e no saber científico e, de modo específico sua missão está voltada para: - Produção de estudos e indicadores estratégicos para o desenvolvimento regional e a melhoria da qualidade de vida das populações locais;
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    - Qualificação depesquisadores em temas relevantes para o estado, em parceria com as universidades e instituições de pesquisa; - Mediação e interação do Estado com instituições de pesquisa locais, nacionais e internacionais, para o embasamento dos processos de gestão das políticas públicas; - Geração de indicadores e avaliações técnico-científicas em apoio ao planejamento, formulação e avaliação de políticas, programas e ações governamentais; - Padronização de informações estatísticas, geográficas e cartográficas do estado, a partir da articulação com outros órgãos estaduais e federais, a fim de integrar os sistemas de informações, as metodologias de tratamento dos dados e a qualificação dos serviços oferecidos à sociedade; - Implantação de um centro de referência e informação que, entre outros objetivos, abrigará uma biblioteca especializada em ciências socioeconômicas e ambientais; e - Internacionalmente, cada vez mais, a agenda ambiental impõe mudanças das noções que orientam a relação homem-natureza e transformações dos sistemas produtivos. A recriação do Idesp durou cerca de um ano e iniciou ainda no processo de transição administrativa, quando a governadora eleita delegou a responsabilidade de organização do Instituto a uma pequena comissão daquela Secretaria de Governo. Elaborado o projeto de lei e a aprovação final pela Assembléia Legislativa do Estado do Pará no fim do primeiro semestre de 2007, a efetiva instauração do novo Idesp foi marcada para o final de janeiro de 2008, com a posse do primeiro presidente da instituição.
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    II - EQUIPETÉCNICA DO PROJETO NÚMERO/TITULARIDAD EQUIPE FUNÇÃO E Diretoria de Pesquisa e Gestão e Execução do Projeto 01 PhD Estudos Ambientais 01 Doutor 03 Mestres 04 Graduados Diretoria de Estudos e Execução do Projeto 03 Mestres Pesquisas Socioeconômicas e 05 Graduados Análise Conjuntural Diretoria Estatística e Execução do Projeto 03 Mestres Tecnologia e Gestão da 06 Graduados Informação UFPA Consultoria do Projeto 02 Doutores BOLSAS Suporte Técnico 02 Mestres TOTAL 30 1. Título do projeto: Aproveitamento hidrelétrico belo monte e desenvolvimento regional: observatório da dinâmica econômica, social e ambiental na região de integração do Xingu, estado do Pará 2. Justificativa: Desde a década de 80 o governo federal vem planejando a construção de uma usina hidroelétrica (UHE) na bacia do rio Xingu que se estende pelos estados do Pará e Mato Grosso. Em 2002 foram concluídos os estudos de viabilidade do aproveitamento energético da usina de Belo Monte e em 2005, o Congresso Nacional autorizou a Centrais Elétricas Brasileiras SA - Eletrobrás a atualizar e completar esses estudos, o que possibilitou o início do Estudo de Impacto Ambiental (EIA). Com uma capacidade aproximada de 11.233 MW, a UHE de Belo Monte, prevista para ser construída na região de Altamira (PA) é considerada pelo governo federal um projeto estratégico para garantir, quantitativa e qualitativamente, o futuro da matriz energética do Brasil. Apesar das dificuldades institucionais e legais para o início das obras, o cronograma de trabalho foi definido, depois de concedida a Licença de
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    Instalação n° 795/2011,em junho de 2011. Assim, a instalação dos primeiros canteiros está sendo providenciada, embora não tenham sido atendidas todas as condicionantes impostas na concessão da Licença Prévia n° 342/2010. A construção dessa obra vem despertando uma crescente preocupação no âmbito regional, nacional e até mundial por seus inevitáveis e profundos impactos econômicos, sociais e ambientais. Segundo a Norte Energia SA - NESA, consórcio responsável pela construção da usina, os municípios diretamente afetados serão Altamira, Vitória do Xingu, Brasil Novo, Medicilândia, Pacajá, Porto de Moz, Gurupá, Uruará, Anapu, Placas e Senador José Porfírio. Conforme várias estimativas, inclusive da CNEC-WorleyParsons, empresa a serviço da NESA, entre 95 a 120.000 pessoas, de fora e da região, deverão ser mobilizadas por essa obra, principalmente nos municípios de Altamira, Vitória do Xingu, Anapu, Senador José Porfírio e Brasil Novo. Por outro lado, é patente a fragilidade do Estado em planejar e executar ações visando amortizar danos ou aproveitar oportunidades devido a grandes obras de infraestrutura em benefício da população local, e parte disso é devido à deficiência de informações, em abrangência, freqüência e qualidade necessária. Por isso, medidas mitigadoras e compensatórias, e demandas sociais e ambientais não são supridas a tempo e adequadamente pelas empresas responsáveis e pelo poder público. Para enfrentar o desafio de prever e amenizar esses impactos e, ao mesmo tempo, aproveitar as oportunidades decorrentes desse empreendimento, a sociedade paraense precisa mobilizar o seu corpo técnico, a comunidade científica e a classe política para acompanhar as transformações decorrentes dessa grande obra, orientando as políticas públicas e subsidiando o protagonismo dos segmentos sociais atingidos. Dentro de sua competência e por determinação do atual governador do estado, o Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará – IDESP pretende coordenar um esforço para, em sinergia com outros órgãos afins, desenhar e desenvolver o Projeto Observatório de Belo Monte. A abrangência do Projeto Observatório de Belo Monte deverá contemplar uma avaliação do impacto da obra sobre a qualidade de vida da população, levantando pontos não contemplados no EIA-RIMA, mas que são essenciais, como a necessidade de infra-estrutura urbana e comunitária, face o adensamento populacional, os efeitos da
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    especulação imobiliária, ademanda por transporte público e as alterações positivas e negativas na paisagem rural e urbana. O desenvolvimento deste projeto deverá evitar a duplicação de esforços com iniciativas isoladas que alguns órgãos estaduais estavam pretendendo desenvolver nesse sentido, assim como promover a integração entre os interessados em contribuir na mitigação dos impactos decorrentes do empreendimento. 3. Objetivo Geral Acompanhar e analisar as transformações econômicas, sociais e ambientais decorrentes da implantação e funcionamento da UHE de Belo Monte sobre as populações e os recursos naturais dos municípios direta e indiretamente atingidos. Objetivos Específicos:  Revisar e sintetizar os estudos já realizados e em andamento na região, relacionados ao tema;  Realizar um perfil socioeconômico das famílias em condições de pobreza na região;  Calcular o índice de desenvolvimento das famílias da região;  Analisar o comportamento histórico de indicadores selecionados, referentes às populações e municípios afetados;  Manter atualizado e disponibilizar na internet um banco de dados sobre os impactos da usina nas populações e recursos naturais afetados;  Acompanhar e analisar o comportamento de indicadores selecionados, referentes às populações e recursos naturais dos municípios afetados, em função da instalação e andamento das obras;  Produzir análises de dinâmicas setoriais e conjunturais visando subsidiar a tomada de decisão na esfera municipal, estadual e federal;  Produzir análises específicas sobre a valoração dos impactos e transformações ocorridas visando subsidiar o protagonismo dos governos e da sociedade nas negociações de compensação com as empresas responsáveis pela construção e funcionamento da usina;
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    Tratar e divulgar as informações para a sociedade em geral. 4. Metodologia: Embora a NESA considere que os municípios diretamente afetados pela UHE Belo Monte serão apenas Altamira, Vitória do Xingu, Brasil Novo, Medicilândia, Pacajá, Porto de Moz, Gurupá, Uruará, Anapu, Placas e Senador José Porfírio, para efeito deste projeto a área de interesse será de toda a Região de Integração (RI) Xingu. O projeto envolve seis etapas, como mostra a Figura 1: Transformações demográficas e sociais da região Etapas Estatísticas e registros  Estatísticas administrativas   Contagem  administrativos divulgados:  não divulgadas: órgãos  Coleta de dados  IBGE, MTE, DATASUS, INEP,  populacional estaduais e municipais,  e pesquisa etc. empresas, etc.  Base de dados  quantitativos e  Sistematização  qualitativos e Tratamento  de dados Tratamento de dados  Análises e Sínteses  estatísticos demográficos  Realização de eventos  Divulgação  técnico‐científicos/  Produção de artigos,  /validação dos  relatórios e livro resultados Diálogo entre  Políticas  atores públicas  Figura 1 – Concepção teórica do projeto “Observatório de Belo Monte”
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    Etapa 1 –Coleta de dados e pesquisa Para avaliar as transformações econômicas, sociais e ambientais da região em estudo, serão coletados periodicamente dados estatísticos e registros administrativos divulgados por fontes como IBGE, MTE, DATASUS, INEP, etc., assim como dados estatísticos administrativos e empresariais não divulgados, de órgãos estaduais e municipais, empresas, etc. (dados secundários). No caso da frequência da coleta e a especificação dos dados e informações não atenderem às necessidades para a aferição das referidas transformações, serão desenvolvidas pesquisas de campo para obtenção de dados primários. Etapas a) Levantamento bibliográfico e informações já registradas sobre a região, para apropriação e compreensão do tema em questão. b) Elaboração do ambiente de divulgação dos resultados da pesquisa, no site do Idesp. c) Organização de informações sobre aproveitamento hidrelétrico e dados secundários dos municípios que compreendem a RI do Xingu (Altamira, Vitória do Xingu, Senador José Porfírio, Anapu, Brasil Novo, Medicilândia, Porto de Moz, Pacajá, Placas, Uruará e Gurupá). d) Definição de temáticas e indicadores socioeconômicas e ambientais relevantes para análise e acompanhamento do aproveitamento hidrelétrico Belo Monte e o desenvolvimento regional na RI do Xingu. e) Articulação e parceria com instituições públicas e privadas da RI do Xingu, tais como: secretarias de saúde, educação, meio ambiente, obras e segurança; empresa construtora da UHE, defensoria pública e etc., para o acesso e coleta de dados e informações locais. f) Elaboração de instrumentos de coleta de dados, tais como: entrevistas e questionários semi-estruturados; g) Levantamento de informações socioeconômicas e ambientais junto às instituições públicas locais e estaduais.
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    h) Levantamento fotográficodas áreas estudadas, para formação de um acervo de imagens das transformações ocorridas na região. Etapa 2 – Sistematização, Tratamento e Análise de Dados Os dados e informações coletados serão tratados e organizados numa base única de dados quantitativos e qualitativos que alimentará as fases seguintes. Etapas: a) Construção do Banco de Dados da pesquisa, com padronização, sistematização e tratamento dos dados secundários e primários em programas estatísticos. b) Construção do Banco de Dados Cartográficos da pesquisa, com ajuste e tratamento das bases cartográficas, em programas de geoprocessamento. c) Elaboração de produtos cartográficos, com base em interpretações e análises apreendidas pela pesquisa. d) Geração de indicadores sociais da RI do Xingu, considerando a temporalidade do empreendimento. e) Interpretação e análise dos indicadores gerados, para o acompanhamento das transformações ocorridas na região. f) Elaboração de relatórios técnicos, contendo a síntese dos dados e análises, atualizados anualmente pela pesquisa. g) Elaboração de artigos organizados em Revista veiculada pelo Idesp e outras revistas de alcance regional, nacional e mundial.
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    Etapa 3 –Divulgação/validação dos resultados Os dados e informações resultantes serão divulgados no site do Idesp na forma de estatísticas, indicadores e índices. De mesma forma, as análises e sínteses de temas específicos, realizadas por especialistas, serão disponibilizadas ao público pela rede de computadores. Etapas: Seminários Técnico-Científicos a) Realização de um Seminário Técnico em Altamira, para divulgação do projeto e primeiros resultados da pesquisa. b) Realização de dois seminários técnicos, por ano, em Belém e Altamira, para divulgação dos resultados da pesquisa. c) Promoção de debates que fomentem discussões acerca da elaboração de políticas públicas voltadas a temática em questão, no evento “Diálogos sobre Desenvolvimento” (espaço aberto periodicamente pelo Idesp, para discussões centrais sobre o Estado). Site do Idesp a) Construção de um ambiente no site do Idesp, contendo os produtos gerados pela pesquisa, tais como: Indicadores socioeconômicos e demográficos da RI do Xingu, no recorte municipal e regional; dados cartográficos sobre o aproveitamento hidrelétrico da região; informações técnicas sobre o empreendimento, etc.
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    5. Cronograma deAtividades – FALTA ADAPTAR AO PLANO DE TRABALHO Metas Atividades MESES - ANO 2011/2012 Previstas JUL A S O N D J/12 F M A M J Elaboração do Termo de Referência do Elaboração da Proposta do Projeto Projeto. Formação/Contratação de grupo de consultores, especialistas no tema, para elaboração do projeto. Reunião com grupo de conselheiros, para subsidiar na concepção do projeto Articulação com as instituições e órgãos Reunião com o governador, para estaduais, para estabelecer parcerias apresentação da proposta. Elaboração da Proposta do Projeto. Contato com gestores locais das áreas de saúde, meio ambiente, segurança, educação e infraestrutura, nos municípios de Altamira, Vitória do Xingú, Senador Articulação com gestores locais, para José Porfírio e Brasil Novo. estabelecer parcerias/Visita de Campo Reconhecimento das áreas a serem afetadas pelo empreendimento. Levantar o estado da arte da produção Revisar e sistematizar os estudos já técnica e científica existente sobre Belo realizados e em andamento na região, Monte relacionados ao tema. Realizar um seminário interno, para nivelamento da equipe, sobre as questões pertinentes aos temas a serem tratados.
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