PARAUAPEBAS: A ERA DOS LOTEAMENTOS
By Adilson Motta, 2012
Infraestrutura urbana.Abastecimento de água.
Infraestrutura urbanística.
Fonte: WTORRE,Stefano Rungue, 03/07/2009.
2
A CRIAÇÃO DA COMARCA
Parauapebas, emancipada em 1988, ainda continuou pertencendo à Comarca de Marabá, até 1990 e
quando, criada a Comarca de Curionópolis, passou a fazer parte desta.
Foi somente em 10 de maio de 1991 que se criou a Comarca de Parauapebas, foi inaugurado prédio
do Fórum local, com a presença do Desembargador Dr Nelson Amorim, Presidente do Tribunal de
Justiça do Estado do Pará. A primeira Juíza designada para a Comarca foi a Dra. Maria Vitória
Torres do Carmo.
Em 1992 foi criada uma defensoria pública na Comarca, com vistas a colocar, gratuitamente, com
ônus para o Estado, a justiça a serviço do da população mais carente.
AS IGREJAS EM PARAUAPEBAS
Pastor Jonas Barros do Amaral,
da Assembléia de Deus.
Missão, igreja que começou
Em Carajás.
A Igreja Assembleia de Deus foi a primeira e até hoje ainda é a maior das congregações
religiosas estabelecidas no Município. Outras congregações importantes ou expressivas pelo
número de fiéis e pela época em que aqui chegaram foram a Congregação Cristã no Brasil, a Igreja
Batista, a Assembleia de Deus de Madureira, a Adventista do 7º Dia e muitas outras. A igreja
Católica também e implantou desde o início – já em 1982, mas com um número mais reduzido de
Inauguração do Fórum da Comarca de
Parauapebas, em 10 de maio de 1991. O
Desembargador Nelson Amorim descerra a
fita.
Diante do quadro estabelecido na primeira página desta reportagem, e
com a inoperância de organismos como as Associações de toda a
natureza que aqui se criaram, nada conseguiu por cobro a uma situação
de muita violência que se instalava numa localidade incipiente e carente
de qualquer estrutura, encravada no seio de uma província de altíssimo
volume de recursos e riquezas minerais, de terra, e grande volume de
dinheiro em circulação.
A Administração Regional não descuidava de sua parte com a
preparação de relatórios através dos quais informava às autoridades
competentes da situação local, inclusive à Polícia Federal, uma vez
que a região era área de Segurança Nacional. Mas nada foi tão
responsável pela organização social, pela moralização dos costumes em
Parauapebas quanto as igrejas evangélicas que, chegadas aqui logo após
o início da formação de Rio Verde, congregaram a maioria dos
moradores.
3
fiéis e com uma linha de ação muito política e menos voltada para a formação moral do indivíduo
e da família, com normas menos rígidas de comportamento social.
Face ao número de fiéis que congregaram as igrejas, principalmente as evangélicas podem ser
consideradas as grandes responsáveis pela formação do povo, pela redução dos alarmantes índices
de criminalidade e de violência.
Pode-se mesmo creditar a elas o mérito de terem civilizado a comunidade. Dentre os pastores de
igrejas, uma figura eminente na comunidade é o Pastor Jonas do Amaral.
Outros pastores se destacam por seu trabalho no seio da comunidade, bem como padres da igreja
católica e freiras que atuam na região. A irmã Lourdes no Cedere figura importante na formação
intelectual do povo, o Pastor Adonias e vários outros.
O fato significativo e que necessita ser registrado é que a presença das igrejas foi fundamental para
a formação social de nosso povo, para a segurança das famílias, para o convívio dos cidadãos.
INDICADORES DE RELIGIÃO EM PARAUAPEBAS
Religião 1991 2000
População % População %
Católica Apostólica Romana 41.530 77,87% 42.041 58,74%
Evangélica 8.069 15,13% 19.623 27,42%
Espírita - - 233 0,33%
Umbanda e Candomblé - - - -
Judaica 71 0,13% - -
Religiões Orientais 21 0,04% 20 0,03%
Outras Religiosidades - - 674 0,94%
Sem Religião 3.334 6,25% 8.753 12,23%
Não Determinadas 59 0,11% 89 0,12%
Fonte: IBGE: 1991/2000.
Pastor Adonias da Assembleia de Deus.
Ministério de Madureira.
4
Igrejas em Parauapebas
O crescimento de Parauapebas não é apenas populacional e econômico, seu número de igrejas também é
crescente. Muitas das igrejas mostradas abaixo possuem seus templos espalhados pelos bairros da cidade.
Veja abaixo lista das igrejas cristã em Parauapebas:
 Igreja Católica;
 Igreja Assembléia de Deus;
 Igreja Universal do Reino de Deus;
 Igreja Batista Missionária de Parauapebas;
 Igreja Missionária Evangélica Betel Brasileira
 Igreja Batista
 Igreja Presbiteriana Parauapebas;
 Igreja Cristã Tabernáculo da Fé;
 Igreja Metodista Wesleyana ;
 Congregação Cristã no Brasil;
 Igreja Internacional da Graça de Deus;
 Igreja Quadrangular;
 Igreja Mundial do Poder de Deus;
 Assembleia de Deus Monte Sião;
 Igreja de Cristo;
 Igreja Batista – Vida Nova;
 Igreja Deus é Amor;
 Assembleia de Deus – Nação Madureira.;
 Igreja Pentecostal da Anunciação.
Igreja Universal
Igreja Católica
Assembleia de Deus
5
Igreja Quadrangular Igreja Mundial do Poder de Deus
Assembleia de Deus Monte Sião Igreja de Cristo Igreja Deus é Amor
Congregação Cristã no Brasil Igreja Batista
Igreja Adventista Assembleia de Deus – Nação Madureira
PARAUAPEBAS: ANTES DEPOIS
6
Rua do comércio
Rua do comércio – Rio Verde
Rua A
Rua Rio de Janeiro década de 90 e em 2012
Feira Livre do Rio Verde – Local onde Hoje é a Praça do Cidadão
7
Fonte: Acervo do Museu Municipal de Parauapebas. Data: Outubro de 1985.
Atualmente a Feira Livre corresponde à Praça da Cidadania – Construída na
Administração Bel Mesquita.
8
Rua do Meio – Janeiro de 1987
Acervo Prefeitura, 2012.
Rua do Meio Hoje (Conhecida como Rua Fortaleza)
9
Por Adilson Motta, 04-2012.
Nos últimos anos, o crescimento urbano do município de Parauapebas tem
avançado em direção à estação ferroviária. Áreas que há pouco tempo eram
classificadas como rurais estão se transformando em bairros suburbanos, como por
exemplo, o bairro Palmares I. Nesse contexto de transformações de áreas rurais, rurais
em urbana, fazendas foram compradas pelo poder público municipal e transformadas em
lotes que foram distribuídos à população, formando com isso novos bairros, como: Novo
Horizonte, Betânia, Altamira, Vila Rica. Estes formam hoje o Distrito Administrativo do
Complexo Altamira (DACAL).
Rua Curió anos 70 e 80
10
1984 1987
As três fotos cima são da Rua Curió, que depois mudaram o nome
Como forma de resolver os problemas sociais e infraestruturais apresentados
pelos novos, e também pelos antigos bairros, o governo municipal vem desenvolvendo,
desde 2005, ações importantes voltadas para a organização de seu sítio urbano* e do
seu espaço rural, melhorando visivelmente a situação vivenciada pelas populações
estabelecidas nessas localidades. Exemplo disso são os sete distritos administrativos
definidos para facilitar o planejamento governamental das zonas urbana e rural do
município: DACIN (Distrito Administrativo da Cidade Nova); DACAL (Distrito
Administrativo do Complexo Altamira); DAPAZ (Distrito Administrativo da Paz); DALIU
(Distrito Administrativo do Liberdade) e DARV (Distrito Administrativo do Rio Verde) -
distritos da zona urbana. DAP I (Distrito do Palmares I); DAP II (Distrito Administrativo do
Palmares II) – distritos da zona rural.
DISTRITOS ADMINISTRATIVOS DA ZONA URBANA
Rua do
Comércio,
Ano: 04-2012
11
DACAL DAPAZ DARV DALIU DACIN
Altamira Da Paz Rio Verde Liberdade I Cidade Nova
Betânia Beira Rio Bela Vista Liberdade
II
Chácaras do Sol, da
Lua, das Estrelas e do
Cacau
Casas Populares Caetanópolis União Maranhão
Novo Horizonte Guanabara Primavera
Vila Rica Jardim América
Nova Vida-
Novo Brasil
Alto Bonito
Em 03/2010
DISTRITOS ADMINISTRATIVOS DA ZONA RURAL
DAP I DAP II
Palmares I Palmares
Carajás (Carlos Fonseca) Barra do Cedro
Araçatuba Rio Branco
Valentin Serra
Fonte: SEMPROR/Parauapebas
O modelo de desenvolvimento socioeconômico excludente e concentrador adotado
pelo município de Parauapebas desde o seu estabelecimento como unidade político-
administrativa, vem sendo substituído nos últimos anos por um novo paradigma de
administração e desenvolvimento que tem trazido grandes investimentos e
consideráveis avanços em áreas importantes como, infra-estrutura, agropecuária,
educação, habitação, entre outras áreas responsáveis pelo estabelecimento de um
melhor padrão e qualidade de vida para os seus moradores.
O espaço geográfico de Parauapebas foi, nas
últimas duas décadas (1980 e 90),
intensamente transformado. A extração
mineral realizada pelo grande capital, a
extração de madeireiras e a agropecuária
foram as atividades que mais impulsionaram
essas transformações. O meio ambiente do
município sofreu fortes agressões resultantes
dessas três atividades econômicas.
Praça do Bairro Liberdade
Vista aérea de Parauapebas
12
Em relação ao futuro de Parauapebas, este deve se apoiar em um modelo de
desenvolvimento socioambiental que relacione numa perspectiva sustentável:
crescimento econômico, social e preservação ambiental. No que se refere a esse tripé,
nota-se que os três elementos que compõem nunca se relacionaram muito bem, pois o
expressivo crescimento econômico que Parauapebas alcançou não foi acompanhado
por melhorias nas condições de vida de seus moradores, nem por uma sensata política
de proteção e/ ou conservação ambiental.
Além disso, o município deve procurar dinamizar seu espaço econômico com o
fortalecimento de outras atividades como a indústria, a agricultura, a pecuária o
ecoturismo, entre outras, acabando com a forte dependência do município em relação à
extração mineral, que embora dinâmica apóia-se na exploração de recursos não-
renováveis*, portanto, recursos que um dia serão extintos.
*Recursos naturais que depois de extintos não podem ser renovados.
As associações em Parauapebas
A primeira associação criada na localidade foi a Associação dos Moradores de Rio Verde.
Presidida inicialmente por Arivaldo Paranorte, dono de um dos maiores comércios do local na
época. A associação de moradores foi a responsável pela construção da Delegacia de Polícia que
funcionou em Rio Verde, à Rua Araguaia, até o ano de 1993, com a construção de uma nova
delegacia pelo Governador Jáder Barbalho.
A Associação de Moradores do Rio Verde foi atuante em seu primeiro mandato.
Após a eleição para o segundo mandato, que foi vencida pelo Senhor Joaquim Transrodovia
como Presidente e Vanderley da Planalto como Vice-Presidente, tendo o advogado Hermógenes
como secretário. Com a saída do Presidente eleito e do Secretário, que se mudaram da cidade, a
Associação não mais atuou: desapareceu, apesar de algumas tentativas de revivificá-la.
Ação digna de registro dessa Associação, pelo modo violento pelo qual ela se manifestou, foi
o embargo que ela tentou contra a construção do Colégio Eduardo Angelim, na Rua Rio de
Janeiro. Membros da Associação montaram barricadas para impedir que as carretas descarregassem
o material no local da obra. O Administrador Regional contornou, contudo, a situação e deu
início à construção, com o apoio dos moradores da região, coordenados pelo senhor Anísio e pelo
Pai de Santo Zé Batata.
Depois da Associação de Moradores de Rio Verde criada em 1982, - dezenas de associações
foram criadas na localidade e no Município, depois de emancipado. A maioria não conseguiu de
fato, representar seus associados e/ou lutar e atingir os objetivos a que se propuseram: perderam-se
em emaranhados de disputas político-partidárias e fisiológicas.
RELAÇÃO DE ENTIDADES DE PARAUAPEBAS
Nº SIGLA Categoria NOME
1 AMOBAL Asssociação Assoc. dos moradores do Bairro Altamira
2 ASSOCIMOBER Asssociação Assoc. dos moradores do Bairro Beira Rio
3 AMBB Asssociação Assoc. dos moradores do Bairro Betânia
4 ASTP Asssociação Assoc. dos sem teto de Parauapebas
13
5 CMBB Asssociação Assoc. de Clube de Mães do Bairro Betânia
6 AMBAC Asssociação
Assoc. dos moradores do Bairro
Caetanoópolis
7 Banco Banco Real
8 DEC Clube Doce Norte Esporte Clube
9 Grupo Grupo Bom Samaritano
10 AQUIPRODUZ Asssociação Assoc. produtores rurais da Colônia Cedere I
11 AVP Asssociação Assoc. das vovozinhas do Pará
12 AMP Asssociação Assoc. das mulheres de Parauapebas
13 ASSVCCP Asssociação
Assoc. das vendedoras de comida caseira de
Parauapebas
14 ACARPA Asssociação Assoc. dos carroceiros de Parauapebas
15 AFP Asssociação Assoc. dos Fretistas de Parauapebas
16 Asssociação Assoc. dos Ferroviários de Parauapebas
17 ASSMP Asssociação Assoc. médica de Parauapebas
18 ASVECOCAP Asssociação
Assoc.vendedores de comida caseira de
Parauapebas
19 Asssociação Associação de Médicos de Parauapebas
20 Banco Banco Bradesco
21 Banco Banco Brasil
22 Empresa CLEAN - SERVICE
23 Clube Clube ASFEP
24 CEBE Clube Clube Esportivo Beira Rio
25 Grupo Grupo Amigos para sempre
26 GEMAVE Diversos Grupo de escoteiros Mata Verde - 27º PA
27 SIPRODUZ Sindicato Sind. Dos Produtores Rurais de Parauapebas
28 STHOPA Sindicato
Sind. dos Trab. do Turismo e Hosp. de
Parauapebas
29 SINTCLEPEMP Sindicato
Sind. Dos Trab. Da Ind. Da Const. Leve e
Pesada e Mob. De Parauapebas
30 ACAMP Asssociação Assoc. comunitária de amigos Parauapebas
31 APRACB Asssociação
Assoc. de pequenos produtores rurais do
Assent. Casa Branca
32 AAP Asssociação Assoc. dos agricultores de Parauapebas
33 AIAPBP Asssociação Assoc. dos idosos aposentado e pensionistas
34 APRAJAR Asssociação
35 APRACMAN Asssociação Assoc. dos produtores rurais do P A Carimã
36 APTRAJ Asssociação Assoc. dos produtores rurais do PA Jerusalém
37 ASTSAMI Asssociação
Assoc. dos trabalhadores rurais da Santa
Maria doItacaiúnas
38 AMPRAU Asssociação
Assoc. mista dos produtores rurais do
Assentamento União
39 AMBP Asssociação Assoc. moradores do Bairro da PAZ
14
40 APROPRIAG Asssociação
Assoc. produtores rurais do P A Itaciúnas -
Açú, Assentamento Gameleira
41 ASSUMPT Asssociação Assoc. União Mutirão para todos
42 CCBP Centro Centro Comunitário do Bairro da PAZ
43 Cooperativa COOCARAJÁS Transporte Alternativo
44 COOPEMAPP Cooperativa
Coop. Caminhoneiros de transportes e
máquinas pesadas
45 COOPCFJ Cooperativa
Cooperativa dos colhedores de folha de
jaborandi
46 SEDAP Sindicato
Sind. das empregadas domésticas autônomas
de Parauapebas
47 UMESPA Diversos União municipal dos estudantes
48 AMBAGUARA Asssociação Assoc. dos moradores do Bairro Guanabara
49 Diversos Bio Verde
50 FAM Diversos Fazendo um amanhã melhor
51 P.S Pastoral Pastoral da saúde de volta às raízes
52 Diversos Vale do Amanhecer
53 Asssociação
Assoc. de Clube das mães do bairro Jardim
NovoHorizonte
54 AMBL Asssociação Assoc. dos moradores do Bairro Liberdade
55 Asssociação Assoc. Oyama de Caratê - DO
56 APRANCON Asssociação
Assoc. produtores rurais do Assentamento
NovaConquista
57 PC Pastoral Pastoral da Criança
58 ASCOMBANOV Asssociação Assoc. Comunitária do Bairro Nova Vida
59 Asssociação Assoc. dos moradores do Bairro Nova Vida
60 AMBNB Asssociação Assoc. dos moradores do Bairro Novo Brasil
61 APROVIB Asssociação Assoc. Vila Brasil
62 ACMM BJNH Asssociação
Assoc. de Clube de mães das mulheres do
Bairro NovoHorizonte
63 APGARBM Asssociação
Assoc. de Planejamento Global do
AssentamentoRio Branco
64 ASMOBJANH Asssociação
Assoc. dos moradores do Bairro Jardim Novo
Horizonte
65 PGR Projeto Projeto de Geração e Renda
66 APROVIPAR Asssociação Assoc. produtores rurais da Vila Palmares I
67 APRAFAP Asssociação
Assoc. dos produtores rurais da agricultura
familiar daPalmares II
68 AMBPIS Asssociação
69 ASSTRANI Asssociação
Assoc. do pequenos produtores rurais do
Assent. Nova Itaperuna
70 APRAFAVALE Asssociação
Assoc. dos produtores rurais na agricultura
familiar Vale da Liberdade
71 Asssociação Assoc. Ramos de Karatê
72 COOPEMASP Cooperativa
Coop. da indústria de movelaria e serradores
deParauapebas
15
73 Grêmio Grêmio Recreativo Escola de Samba
74 SIMETAL Sindicato
75 AJTPFMCP Asssociação
Assoc.jovens em trabalho por um futuro
melhor dacomunidade de Parauapebas
76 ACIP Asssociação Assoc. Comercial e Industrial
77 AEZAMP Asssociação Assoc. de apoio ao menor
78 Asssociação Assoc. do Pequeno Trabalhador Rural
79 AFEVAP Asssociação
Assoc. dos feirantes e vendedores ambulantes
de Parauapebas
80 AMBBV Asssociação Assoc. dos moradores Bairro Bela Vista
81 AMBRV Asssociação Assoc. dos moradores do Bairro Rio Verde
82 JAPRODUZ Asssociação
Assoc. dos produtores rurais da Paulo
Fonteles
83 APPRG Asssociação
Assoc. dos produtores rurais do Itacaiúnas-
Açú e regiãoda Gameleira
84 ASSODEPALT Asssociação
Assoc. dos trab. desempregados de
Parauapebas-sul-sudeste do Pará
85 ASSERP Asssociação
Assoc. Esportiva e Recreativa de
Parauapebas
86 ASSERP Asssociação Assoc. esportiva e recreativa de Parauapebas
87 ASPAI Asssociação
Assoc. pequenos produtores do Projeto do
Assentamento Itacaiúnas
88 Asssociação
Associação de Proteção e Pres. A Naturais e
Agropecuária
89 Banco Banco Basa
90 CDL Diversos Câmara de dirigentes logistas
91 Centro
Centro profissionalizante da Obra Kolping do
Brasil
92 CII Clube Clube de imigrantes independentes
93 C.E.B.R Clube Clube Esportivo Beira Rio
94 C II Clube Clube imigrantes independentes
95 CRAP Clube Clube Recreativo associados progressistas
96 Convento Convento Deus quer
97 COOPER Cooperativa
Coop. mista dos produtores rurais da região
de Carajás
98 COOAPCIAP Cooperativa
Coop. Agrária de produção e comercialização
doItacaiúnas-Açú
99 COOPE-CORTE Cooperativa Cooperativa das costureiras
100 DEC Clube Dalas Esporte Clube
101 Estudantil Equipe de educ. popular de Parauapebas
102 GEF Grêmio Grêmio Esporte Ferroviário
103 LEP Liga Liga Esportiva de Parauapebas
104 PEC Clube Palmeiras Esporte Clube
105 RBEC Clube Rio Branco Esporte Clube
16
106 RVEC Clube Rio Verde Esporte Clube
107 SSF Clube Seleção de futebol feminino
108 STR Sindicato Sindicato dos trabalhadores rurais
109 SINDIMATER Sindicato
Sind. Dos Mototaxistas e Transp. Alt. De
Parauapebas
110 TEC Clube Triangulino Esporte Clube
111 UEC Clube União Esporte Clube
112 VREC Clube Vila Romana Esporte Clube
113 VEC Clube Vulcamec Esporte Clube
114 SORRI Diversos
115 AMBU Asssociação Assoc. dos moradores do Bairro União
116 APAE Asssociação Assoc. de pais e amigos dos excepcionais
117 ABESP Asssociação Assoc. do bem estar de Parauapebas
118 APROVALE Asssociação Assoc. produtores do Vale do Itacaiúnas
119 Cooperativa
Cooperativa de Reciclagens ambiental de
Parauapebas
120 COOPIAGRI Cooperativa
Cooperativa Mista agro-industrial dos
trabalhadores do
sul do Pará
121 Empresa Sacramenta
122 SINDIVIPAR Sindicato SINDIVIPAR
123 SINTRARSUL Sindicato
Sind. Dos Trab. Rod. Do Sul e Sudeste do
Pará
124 SINTEP Sindicato
Sindicato dos trabalhadores em Educação
Pública do Pará
125 ASCOMBAVI Asssociação Assoc. Comunitária Bairro Vila Rica
126 GEF Grêmio Grêmio Esportivo Ferroviário
127 APROCPAR Asssociação
Assoc. de produção e comercialização do
assentamentoPalmares II
128 AMCF Asssociação
Assoc. de Mulheres As Camponesas Filhas da
Terra
129 APPGA Asssociação
Assoc. dos pequenos produtores da Gleba
Ampulheta
130 APPCS Asssociação
Assoc. dos pequenos produtores rurais Cristo
Salvador
131 APRATVE Asssociação
Assoc. dos produtores rurais do Assent.
Tapete Verde
132 ASPRAB Asssociação
Assoc. dos produtores rurais do assentamento
Rio Branco
133 AMPRCPF Asssociação
Assoc. moradores e produtores rurais da Col.
Paulo Fonteles
134 APRAB Asssociação
Assoc. produtores rurais do Assentamento
Brasil Novo
135 APRACF Asssociação
Assoc. produtores rurais do Assentamento
Carlos Fonseca
136 APRASTA Asssociação Assoc. produtores rurais do Assentamento
17
Santo Antônio
137 APARA Asssociação Assoc. Rio Branco
138 ASSTRAL Asssociação
Assoc. trabalhadores rurais do Assentamento
Lana
139 COOPALMAS Cooperativa
Cooperativa de transporte e turismo e
utilitários daPalmares II
140 ART'S COOP
141 AAEC Clube Águia Azul Esporte Clube
142 Asssociação Assoc. de skatistas
143 Asssociação Assoc. de Xadrez
144 Comunicação Comunicação Jornal
145 Comunicação Comunicação Rádio
146 Comunicação Comunicação Televisão
147 Diversos condutores autônomos de Carajás - PARÁ
148 Conselhos Conselho de Educação
149 Conselhos Conselho de Saúde
150 COBRASA Cooperativa Coop brasileira de minérios
151 ART'S COOP Cooperativa
Coop. de beneficiamento de gemas, produção
e comercialização de artesanato
152 MINER COOP Cooperativa
Coop. de produções e desenv. da atividade
mineral deCanaã dos Carajás
153 COOTRAPA Cooperativa Coop. de trabalho
154 COOTMAP Cooperativa
Coop de transporte e locação de máquinas
pesadas deParauapebas
155 COOPEGEMAS Cooperativa
Coop. dos produtores de Gemas do sul do
Pará
156 COOPEMIC Cooperativa
Coop. dos produtores de minerais de
Curionópolis
157
COOPAVEL
Cooperativa
Coop. mista de prestação de serviços, adm.
de contratose consumo dos
158 Cooperativa Coop. De informática
159 Cooperativa Coop. De mototaxistas.
160 Cooperativa Coop. De proprietários de ônibus
161 Cooperativa Coop. De taxistas
162 COMAFC Cooperativa Liga Esportiva de Parauapebas
163 COOCATUR Cooperativa
Coop. mista de transporte alternativo e turismo
de Parauapebas
164 COOMIPASP Cooperativa
Coop. mista dos prod. de alimentos e
artesanato deSerra pelada e região Ltda.
165 Cooperativa
Cooperativa de transporte e máquinas
pesadas
166 COOCAVUMP Cooperativa Cooperativa dos Condutores autônomos.
167 Empresa Fundação Vale do Rio Doce
168 Diversos Gestor da CVRD
18
169 Diversos mineral e orgânico de Parauapebas
170 Diversos
171 Clube Rotary Club
172 APROAPA Associação Associação dos Produtores Rurais da APA
173 AMPRODESV Associação
Associação dos Moradores e Produtores
Rurais para o desenvolvimento sustentável de
Vila Sanção e Região
174. Associação de Imprensa e Comunicação de Parauapebas –AICOP.
Muitas dessas entidades (associações) encontram-se fechadas. Entre os fatores de seus
fechamentos estão: ausência de uma autogestão e auto sustentabilidade econômica em se
manterem.
Fonte: SEPLAN –Secretaria de Planejamento, Julho, 2008.
ASSIDPAPR
Fundada em 06 de Abril de 2002, com o nome de AIAPP (Associação dos Idosos,
aposentados e Pensionistas de Parauapebas). Hoje, após uma evolução ampliada, é conhecida
como ASSIDPAPR- Associação dos Idosos Deficientes, Pensionistas e Aposentados de
Parauapebas e Região, a associação contribui para a elevação do nível de consciência da sociedade
local.
A ASSIDIPAPR é uma ONG com força sindical e sem fins lucrativos, que visa buscar a melhoria
na qualidade de vida das pessoas, objetivando também a solidariedade e promoção social e a
participação na sociedade em defesa dos direitos da pessoa humana, em especial do idoso e
portadores de deficiências.
Os gestores da ASSIDPAPR filiaram a entidade na FAAPA(Federação dos Aposentados e
Pensionistas do Pará e na CIBAP – Confederação Brasileira dos aposentados e Pensionistas,
Órgãos de representação a nível estadual e nacional que luta pelo bem comum da categoria.
Os Movimentos Sociais em Parauapebas
19
Os movimentos sociais em Parauapebas têm um papel político importante na história do
município. Percebe-se entre esses movimentos as articulações de um modo integrado e não
isolado quando está em jogo interesses sociais relevantes.
Um dos maiores organizadores dessa ação integrada dos movimentos sociais em
Parauapebas dá-se em torno da UJCC (União de Jovens do Campo e Cidade). Como agentes de
mobilização política que representam, esses movimentos sociais correspondem a um 5º poder junto
aos demais (Executivo, Legislativo, Judiciário e Mídia), que ajudam na luta por igualdade e justiça
social aos menos favorecidos e a inclusão da juventude nas ações e decisões políticas. São váriosos
movimentos em Parauapebas, no entanto, será enfocado os de maiores destaque e relevância no
plano político e social
UNIÃO DA JUVENTUDE DO CAMPO E DA CIDADE
Ao analisarmos os acontecimentos históricos, aprendemos que a juventude sempre cumpriu
– e cumpre – um papel importante na História dos povos. No Brasil, não é diferente. Aproveitamos
o espaço para relatarmos, mesmo que de forma resumida, que os estudantes organizados sempre se
posicionaram, defendendo os direitos de nossa sociedade, transformando a realidade em que
viviam e contribuindo ativamente na construção de um país melhor.
Os desafios colocados para os jovens são de primordial importância para a unificação das
articulações da juventude, seja ela do campo e/ou da cidade. Essa união vem dos desafios que a
própria juventude precisa enfrentar.
Sendo a UJCC um mecanismo de organizaçãoe defesa da juventude, destaca-se o significado desta
tão importante sigla para a juventude, que une negros, brancos, lésbicas, homossexuais, pessoas de
todas as culturas e etnias, que envolvem jovens da zona urbana e rural da periferia e do centro da
cidade.
A União da Juventude do Campo e Cidade é um movimento que nasce em Parauapebas, tornando-
se uma extensão dos movimentos sociais, e hoje está presente em algumas cidades do Pará. Entre
algumas delas: Parauapebas, Canaã dos Carajás Eldorado e Marabá. Já nasce com traços nacionais,
afinal, como diz um de seus membros: ‘Somos de várias partes do Brasil (do sul, do norte, do
nordeste ), e, em alguns anos deverá encontrar-se organizada diretamente em vários estados
brasileiros”. Sua estrutura organizacional se baseia em uma verticalidade iniciada nos núcleos de
base e qualquer forma de organização social que lute por justiça e igualdade social, e que
considere a juventude como protagonista. O número de membros de um núcleo é variável). Quanto
aos núcleos, existe a Coordenação de Base a qual constitui a Direção de Setores; e, paralelo a esta
estrutura existe outra, a dos setores e coletivos que, numa integração, buscam trabalhar cada uma
das frentes necessárias para a luta por justiça social e soberania popular (Políticas públicas para a
juventude, reforma agrária verdadeira, reforma urbana imposição ao capital internacional, etc). São
setores da UJCC: Gestão e Relações Institucionais; Direitos e Relações Humanas; Produção e
Desenvolvimento Sustentável; Esportes, Lazer e Cultura Popular ; Formação, mística e Educação
Popular; Informação e Comunicação Popular; Mobilização e Organização de Massa; Meio
Ambiente Saúde e Medicina Popular. São coletivos o conjunto de indivíduos de diversos setores
na UJCC, sendo: Coletivo de Articulação Política; Coletivo de Cooperação e finanças ; Coletivo de
raça, Gênero e frente de Massa. Os setores e coletivos desenvolvem alternativas às políticas
governamentais, buscando sempre a perspectiva de juventude.
20
UJCC – União da Juventude do Campo e da Cidade é uma articulação da juventude que surgiu
da necessidade da juventude se organizar busca de superação dos problemas em que vivem e na luta
pela transformação das estruturas sociais, políticas e econômicas que hoje se encontra o país.
Busca-se na combinação das diversas forças juvenis e sociais, construir uma unidade de ações que
contribua para a construção de um Projeto Popular para o Brasil. Acreditamos no equilíbrio social
entre campo e cidade, e na igual distribuição de renda através das políticas Públicas voltadas,
especialmente, para os que estão à margem social, propondo-se ainda ser um movimento político-
social que busca a justiça social e luta pelos direitos fundamentais do Ser Humano, em especial da
juventude, ou seja, nos movimentamos em prol das causas sociais.
Agrega-se a UJCC organizações institucionais não governamentais e religiosas, do
país e do exterior, interessadas em estimular a luta por justiça social [a reforma agrária e
a distribuição de renda, o protagonismo juvenil, a soberania popular, etc]. Sua principal
fonte de financiamento é a própria base, que contribuem para a continuidade do
movimento.
A organização não tem registro legal por ser um movimento social e, portanto, não é
obrigada a prestar contas a nenhum órgão de governo, como qualquer um outro movimento social,
meramente institucional. A maior instância da UJCC é o Congresso da Juventude do Campo e
Cidade, que acontece a cada 02 anos. No entanto, este congresso é apenas para ratificação das
diretivas, não um momento de decisões. Os coordenadores e os dirigentes, por exemplo, são
escolhidos em Encontros da Juventude do Campo e Cidade, que acontece conforme a articulação
do próprio movimento. A Coordenação de Base é a instância operacional máxima da organização
(delibera em segunda instância ), que conta com um número variável de membros, respeitando no
entanto , a igualdade entre campo e cidade. Embora a UJCC tenha principais dirigentes, a
organização não rotulará ninguém com o título de “Principal Dirigente”, já que isso seria uma
personalização; A UJCC adota o princípio da direção colegiada, onde todos os dirigentes possuem
nível de responsabilidade com funções diferenciadas.
UMA ORGANIZAÇÃO DE MASSA
Acredita-se que só é possível realizar alguma mudança nas estruturas da sociedade, de forma
que venha a beneficiar a maioria da população e da juventude se a organização da mesma
impulsionar suaparticipação ampla nos debates e ações políticas, sociais e culturais de nossa
sociedade. Portanto, a participação do conjunto da juventude do campo e da cidade e sua influência
nos outros setores, organizados e não organizados da sociedade, é um dos fatores mais importante
em que primamos, contribuindo para a elevação de consciência da juventude na busca de mudança
da nossa condição de vida e da condição de vida da população.
A UJCC, na qualidade de movimento social de jovens do campo e da cidade trabalha a
promoção e formação humana através da consciência crítica e defende acima de tudo a
conscientização da juventude como protagonistas de sua própria história, tendo como uma das
bandeiras de luta a “educação pública de qualidade”. Esse movimento acredita que a juventude
organizada é um novo exemplo de luta na região e, se continuar com o espírito revolucionário que
possui, sem dúvida a história da luta política em Parauapebas, assim como outros municípios que
se instalar, no Estado e país se alterará profundamente. Para o movimento, a estagnação do
processo educacional na atualidade é que impossibilita avanços em vários setores - cultura,
educação, saúde, distribuição de renda, - que beneficiariam o povo.
A UJCC se articula com os Grêmios Estudantis formando Núcleos de Base em defesa aos
interesses difusos da juventude, levando a esses núcleos a politização de temas sociais e formação
de consciência. Os Grêmios Estudantis são amparados pela Lei Federal nº 7.398, de 1985.
21
A juventude é um momento de grande expectativa e apreensão em relação ao futuro, regada
normalmente por uma postura inquieta e irreverente. É o espaço da vida em que se manifestam com
maior intensidade os problemas existenciais do ser humano, visto que é nesse período que as
pessoas realizam as grandes escolhas de suas vidas.
A maioria dos estudiosos do fenômeno jovem não o classifica como uma classe social, nem como
uma categoria sociológica específica, muito menos como um grupo homogêneo. A maioria dos
estudos relata duas características que unificariam um modo de ser e de viver do jovem e que
constituiriam a condição juvenil, a transitoriedade e o conflito. Mas é preciso resgatar uma idéia-
chave: a juventude é um setor em disputa. Justamente por ser o momento de definições, a questão
das classes sociais perpassa a juventude dando-lhe especificidades.
Bases Ideológicas da UJCC
Organização Social e Consciência Crítica
“(...) meu papel no mundo não é só o de quem constata o que ocorre, mas também o de quem
intervém como sujeito de ocorrências. Não sou apenas objeto da História, mas sou sujeito
igualmente. No mundo da História, da cultura, da política, constato não para me adaptar, mas
para mudar. (...)" Paulo Freire.
Ainda sobre organizações sociais, é preciso entender que as mesmas passam a existir a partir
das ‘causas’, onde pessoas entendem que o seu “papel no mundo não é só o de quem constata o que
ocorre, mas também o de quem intervém como sujeito de ocorrências”. Essas pessoas iniciam uma
militância [atuam, articulam, se movimentam] em prol da vida, da justiça social e passam a
disseminar a verdadeira cidadania. A teoria de uma organização, de um movimento social, vai
sendo elaborada no processo de sua construção, com o passar dos tempos. Quanto mais avançamos,
mais descobrimos a importância da elaboração teórica para reafirmar e iluminar os passos da
prática, por isso há momentos em que a teoria acentua mais os aspectos políticos da organização,
daí nasce à extrema importância de colocar a preocupação sobre o método, “o jeito de fazer”, no
entanto antes é necessário acreditar que é possível alterar a própria realidade. Nada é estático, por
isso é fundamental prestarmos atenção nas mudanças que devem ser feitas em todas as áreas e
dimensões que compõem a sociedade e é por isso que os desafios exigem de nós intervenções
concretas que levem às mudanças.
A UJCC, assim como o MST, defende a ideia da criação de Assembleia Popular como
instrumento de inclusão social e não-alienação da sociedade sobre o quadro de decisões políticas e
destino que estão dando ao país, como as privatizações e outros atos, que foram executados, como
se a sociedade brasileira não existisse. Defendem também uma educação sem alienação.
Estrutura Organizativa da UJCC
Construção Coletiva
A UJCC – União da Juventude do Campo e da Cidade é uma articulação da juventude
que acredita no equilíbrio social entre campo e cidade, e na igual distribuição de renda através das
políticas públicas voltadas, especialmente, para os que estão à margem social, propondo-se ainda
ser um movimento político-social que busca a justiça social e luta pelos direitos fundamentais do
Homem, em especial da juventude, ou seja, se movimenta em prol das causas sociais. A UJCC tem
idéias de massa [parte da sociedade menos favorecida] e procura articular entidades e outros
movimentos que trabalham a conscientização da juventude como protagonistas do meio em que
vivem e como ‘sujeitos’ de sua própria história. A União da Juventude do Campo e Cidade tem
22
como principal objetivo discutir e propugnar por políticas públicas para a juventude, ou seja, o
conjunto de metas e ações capazes de orientar e potencializar as iniciativas públicas voltadas
para nossos jovens. Esse movimento em sua estrutura organizacional se baseia em uma
verticalidade iniciada em Grupos de Base [com numero de membros variavel] formando um Nucleo
de aticulação da juventude.
Embora a UJCC tenha principais dirigentes, a organização não rotulará alguém com o título
de “Principal Dirigente”, já que isso seria uma personalização; A UJCC adota o princípio da direção
colegiada, onde todos os dirigentes possuem o mesmo nível de responsabilidade, simplesmente têm
funções diferenciadas. Agregar-se-a a UJCC, nas lutas sociais e articulações do movimento, as
organizações institucionais não governamentais e religiosas, do país e do exterior, interessadas em
estimular a luta por justiça social [a reforma agrária e a distribuição de renda, o protagonismo
juvenil, a soberania popular, etc]. Sua principal fonte de financiamento é a própria base, que
contribuem para a continuidade do movimento.
Como sujeitos [seres de transformação], nosso dever para com a história é servir a um projeto
político para a sociedade. Melhor serviremos se errarmos menos e se escutarmos mais os anseios da
própria sociedade. É por causa desses princípios que os valores humanistas e socialistas não são
frios. Por mais que nos motivemos pelos outros, não lutamos pelos outros – ou só pelos outros.
Lutamos por nós mesmos, pelo que amamos. “Que no futuro nossos descendentes se orgulhem de
nós por termos edificado corretamente, com amor fraternal “o pedaço” de história que nos coube
nesta curta existência”.
(Textos produzidos e compilados por Girlan Pereira da Silva; Guedson Crioulo e Professor Jair).
Nos últimos anos, a UJCC reduziu seu campo de ação enquanto entidade. No entanto, o
corpo juvenil que a compunha não se dispersou. Após a conquista de uma Coordenadoria de
Juventude (2011), com força de lei executiva e legislativa e dotação orçamentária para promover a
política de juventude no município.
Glossário
 Congresso da Juventude do Campo e Cidade: É a instância soberana e de poder máximo
de deliberação do movimento, sendo realizado a cada dois anos, e compõe-se de jovens
do campo e da cidade que sejam inseridos em núcleos de base da UJCC [Toda
organização institucional ou não - movimentos e/ou entidades - ligadas à UJCC].
 Coordenação de Base da UJCC: é a instância representativa, deliberativa, fiscalizadora e
consultiva. Sendo ainda instância operacional máxima da organização e é intermediária e
de representação exclusiva dos núcleos de base.
A Coordenação reunir-se-á ordinariamente trimestralmente, e extraordinariamente, sempre
que necessário quando convocado por quaisquer de seus membros.
 Direção de Setores da UJCC: é a instância que planeja estratégias, articula e executa
mobilizações, atividades, programas e ações sociais. E compõe-se de Três representantes
de cada setor existentes na UJCC.
A Direção reunir-se-á ordinariamente mensalmente, e extraordinariamente, sempre que
necessário quando convocado por quaisquer de seus membros.
 Setores:São subdivisões operacionais [composto por jovens da Coordenação] da UJCC,
que passam a existir a partir das necessidades da juventude [e deste movimento], sendo
sua instalação indicada e oficializada pela Coordenação. Podem ser instalados Setores de:
Cultura, direitos humanos, formação...
UMESPA – União dos Estudantes de Parauapebas
23
A UMESPA é a entidade representativa dos estudantes de Parauapebas, com
foco nas áreas urbana e rural. Possui cerca de 60.000 associados, presentes em todas
as escolas da municipalidade, públicas e privadas. Comemora em 11 de agosto seu dia
máximo. Fundada para defender a classe estudantil em 04 de abril de 1995. Expandiu
sua atuação se filiando a recém criada UGESP – União Geral dos Estudantes do Sul e
Sudeste do Pará, que se consolidou em 23 de novembro de 2005, com a participação de
lideranças estudantis de Parauapebas e Marabá, a qual representa em um território
maior, a juventude estudantil do sul e sudeste do estado do Pará.
As duas entidades possuem objetivos semelhantes, pois lutam por educação
pública e de qualidade, pela solidariedade, promoção humana e a participação da
juventude na sociedade como “sujeitos de sua própria história”.
O atual quadro carregado de problemas provocados pela desigualdade social e pelo aumento
da concentração de renda, faz da juventude a principal vitima. Segundo o Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE), existem no Brasil, 48 milhões de jovens, entre 15 e 29 anos – 28%
do total da população brasileira. O analfabetismo atinge 3,8% da população juvenil o que significa
1,1 milhão de pessoas. A maior parte desses jovens (70%) está no nordeste, quase metade vive em
áreas rurais (43%). Outra pesquisa mostra que a educação é para poucos: de cada cem jovens que
terminaram o ensino fundamental, apenas 36,4% concluíram o ensino médio, e 3,6% terminaram a
graduação. Inspirada nesses lamentáveis dados, a jovem Ana Célia Viana Ramos, aluna da Escola
Paulo Fonteles, afirmou o seguinte:
“Acreditamos que o mais importante no momento é retomar o controle
da situação no sentido de discutir com os nossos gestores municipais e
estaduais a situação da precariedade do atual modelo de educação
existente na nossa região, reconhecer as falhas construídas no caminho e
ir a frete questionando, propondo, pensando e agindo em prol de um
modelo de educação que contemple as varias necessidades em
Parauapebas”.
Avaliando a função social da entidade Estudantil, Girlan Pereira enfatiza que a tarefa principal
não é mais apenas fabricar carteira estudantil, é também ajudar a organizar a juventude em vários
setores de convivência, dentro e fora da escola. É discutir políticas públicas para a juventude, ou
seja, o conjunto de diretrizes, metas e ações capazes de orientar e potencializar as iniciativas
públicas voltadas para nossa juventude. É fortalecer as ações e a relação com o trabalho entre a
entidade e a coordenação escolar, professores e alunos, isso tanto no campo quanto na cidade, ou
seja, Uma bandeira de luta unificada!.
Sociedade Jovem: “Nós da UMESPA não temos mais dúvida que e necessário criamos uma
alternativa para mudarmos a concepção das pessoas que pensam que elas precisam ser “massa de
manobra” [fazer ou falar simplesmente porque alguém lhe ordenou], exemplo e o modelo de
educação imposto no nosso país, só educa para o mercado, e muito mal, porque é dependente, ou
melhor não forma o ser humano para a vida, portando é de suma importância que as entidades
voltadas verdadeiramente para representar os oprimidos, idosos, crianças, adolescentes, jovens,
deficiente, raças e classes sócias se sintam convidados para o grande desafio de montar elabora um
programa de formação, atividades e ações que represente os nossos asseios de classe”.
MST - Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
24
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, mais conhecido como Movimento dos Sem
Terra, sigla MST, é um movimento de massa que luta, basicamente, por terra, pela reforma agrária e
por mudanças na sociedade.
A sua origem encontra-se nas lutas isoladas pela terra no sul do Brasil, destacando-se as ocupações
das Fazendas Macalli e Brilhante, em 1979, no Rio Grande do Sul; da Fazenda Burro-Branco, em
Santa Catarina e da Fazenda Primavera, em Andradina, São Paulo, ambas em 1980. Também no
Rio Grande do Sul, em 1981, onde 700 famílias acamparam em Encruzilhada Natalina, município
de Ronda Alta.
De 21 a 24 de janeiro de 1984, realizou-se o primeiro Encontro Nacional do Movimento dos
Trabalhadores Rurais Sem Terra, que contou com a participação de representantes de doze estados.
Constitui-se definitivamente como um movimento nacional a partir do 1º Congresso Nacional,
realizado em Curitiba, Paraná (29 a 31 de janeiro de 1985), quando 23 estados brasileiros estiveram
representados através de 1.500 delegados.
As ocupações, definidas como a forma mais eficiente de se alcançar a reforma agrária, foi uma
decisão política adotada nesse Congresso. E, como palavras de ordem, surgiram: Reforma Agrária
na Lei ou na Marra e Sem Reforma Agrária não há Democracia.
Os estados nordestinos começaram a se integrar ao movimento em 1986. A primeira ocupação na
região ocorreu em 1987, na Fazenda Projeto 4045, em Alcobaça, na Bahia. A bandeira e o hino do
MST foram aprovados, respectivamente, no Terceiro Encontro Nacional, em 1987, e no II
Congresso, realizado em Brasília, em 1990.
Como seus objetivos gerais, o MST ressalta:
 A construção de uma sociedade sem exploração e sem explorados, com supremacia do
trabalho sobre o capital;
 A luta para que a terra esteja a serviço de toda a sociedade;
 A garantia de trabalho para todos e a justa distribuição da terra, renda e riquezas;
 A busca permanente da justiça social e da igualdade de direitos econômicos, políticos,
sociais e culturais;
 A difusão de valores humanistas e socialistas nas relações sociais;
 O combate a todas as formas de discriminação social e a busca da participação igualitária da
mulher.
Os anos de 1993 e 1994 assinalaram as primeiras ocupações da sede do Instituto Nacional de
Colonização e Reforma Agrária - Incra e os questionamentos do MST em relação à cultura da cana
e a proposição de substituição desta produção pela reforma agrária e diversificação da produção
agrícola. A partir de 1995, ocorre a expansão do movimento, com ocupações em Gravatá, Barra de
Guabiraba, Vitória de Santo Antão, Caruaru, Rio Formoso, entre outros.
A organização das regionais e o fortalecimento de setores do MST começam em 1997, com
ampliação da capacidade de massificação das lutas pela terra, com ocupações, marchas e pressão
nos órgãos públicos.
O Movimento dos Sem Terra pode ser apontado como responsável pelo ressurgimento da questão
da reforma agrária na consciência nacional, e tem demonstrado ser também um movimento político
e ideológico. Para obter maior visibilidade perante a opinião pública e aumentar o seu poder de
pressão junto aos poder público, passou a invadir bancos e empresas privadas, além das invasões de
terras, participando de saques a supermercados e de sequestros de caminhões que transportam
gêneros alimentícios. Os seus líderes proclamam: o objetivo do MST é mudar o modelo da
sociedade.
25
Segundo Stedile, o MST foi resultado do crescimento cada vez maior de lutas
por terra no País, que começaram de maneira isolada para resolver problemas
de pequenos agricultores que muitas vezes eram apartados de suas terras. No
combate a esta situação, três vertentes formaram o então nascente
movimento: os integrantes da Comissão Pastoral da Terra, pessoas ligadas ao
sindicalismo combativo de trabalhadores rurais e militantes partidários de
esquerda. "O nome MST quem deu foi a sociedade, se fosse por nós a gente se
chamaria ‘movimento de pessoas que lutam pela reforma agrária’, mas
começaram a nos chamar a assim aí não tinha quem mudasse", lembrou o
dirigente.
Justiça social e soberania popular
A justiça social vem para ampliar a noção do tema tradicional do movimento e mostrar que este
deve ser uma preocupação de toda a sociedade no bojo da luta pela distribuição equitativa das
riquezas produzidas e do acesso à terra. A soberania popular foi incluída pela avaliação do MST de
que a luta opõe o modelo camponês de produção ao agronegócio.
Em Parauapebas, o MST também apresenta grande influência e atuação junto às ações
minerárias da Vale do Rio Doce ao lado de outros movimentos sociais na região.
Trecho de ferrovia da Vale do Rio Doce é ocupado por Manifestantes
Na manhã da quarta-feira, dia 17/11/2007, cerca de 2,6 mil trabalhadores
e trabalhadoras do MST, das organizações de garimpeiros, pequenos
produtores rurais e juventude urbana do Pará, ocuparam parte do eixo
ferroviário que corta o Projeto de Assentamento Palmares II no
município de Parauapebas. Este trecho é concedido pelo Estado para uso
da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). Esta ação fez parte da
Jornada de Lutas pela Reforma Agrária e em defesa dos recursos naturais
do povo brasileiro, que teve início dia 15.
07/11/2007 Foto: MST-PA
Cerca de 6.000 trabalhadores Sem Terra e garimpeiros ocuparam na
manhã do dia 7 de novembro a Estrada de Ferro Carajás, no
município de Parauapebas (PA). A principal reivindicação do
Movimento é que Companhia Vale do Rio Doce, que teve até
dezembro de 2007, um lucro de R$ 15,6 bilhões reais, dê
contrapartida em termos de projetos sociais pela exploração dos
MST sempre atuante ao longo da
história deParauapebas.
26
recursos minerais no estado do Pará.
"Queremos colocar a Reforma Agrária e o gerenciamento dos nossos recursos naturais no
centro do debate político sobre o desenvolvimento social e econômico para o estado do
Pará", afirma Ulisses Manaças, da coordenação estadual da Via Campesina e do MST no
Pará, que realiza jornada de lutas por reforma agrária e em defesa dos recursos naturais.
O Movimento reivindica que a empresa aumente o repasse da contribuição financeira pela
exploração mineral, de 2% para 6%, como forma de compensar, os municípios
mineradores, que recebem os impactos da migração e do desemprego.
O aumento seria investido em infraestrutura e ações sociais, como construção de
moradias, de unidades de saúde, de hospitais regionais, escola e que ainda, que haja um
amplo programa de reflorestamento da região com arvores nativas, em substituição ao
monocultivo de eucalipto para carvão vegetal.
Por que ocupar
A Vale é a maior companhia de mineração diversificada das Américas, líder mundial do
mercado de ferro e pelotas, segunda maior produtora global de manganês e ferroligas,
além de maior prestadora de serviços de logística do Brasil. A Companhia obteve lucro
líquido de R$ 4,7 bilhões no terceiro trimestre de 2007, o que significa um crescimento de
17,3% em relação a igual período do ano passado, quando lucrou R$ 4 bilhões. Nos nove
primeiros meses do ano, a mineradora acumula lucro de R$ 15,6 bilhões, alta de 55% na
comparação com os R$ 10,1 bilhões entre janeiro e setembro de 2006.
Plebiscito - Em setembro movimentos sociais e entidades realizaram um Plebiscito
Popular pela nulidade do leilão da Vale, que teve participação de mais de 3,7 milhões de
brasileiros participaram do plebiscito, sendo que 94,5% deles rejeitaram o controle
privado da Vale do Rio Doce. No dia 4 de outubro o deputado federal Ivan Valente (PSOL-
SP) apresentou no Congresso um Projeto de Decreto Legislativo, que propõe a realização,
em todo o território nacional, de um Plebiscito Oficial para recolher a opinião da população
acerca da retomada do controle acionário da Companhia Vale do Rio Doce pelo governo
federal.
BANDEIRAS DE LUTAS DO MST
Luta contra as transnacionais
Em entrevista à Revista Sem Terra (nº 41) o uruguaio Ricardo Carrere, técnico florestal e
coordenador internacional do Movimento Mundial pelas Florestas Tropicais, denunciou o
excessivo poder político e econômico que as grandes empresas transnacionais exercem
sobre os governos. Essas empresas “transformam-se em governo que não foram eleitos
por ninguém, e os governos eleitos estão a seu serviço”, afirma ele.
Reforma Agrária
A nação, por meio do Estado, do governo, das leis e da organização de seu povo deve
zelar pela soberania pelo patrimônio coletivo e pela sanidade ambiental. É preciso realizar
uma ampla Reforma Agrária, com caráter popular, para garantir acesso à terra para todos
os que nela trabalham.
27
Democratização da Comunicação
O povo tem o direito de organizar seus próprios meios de comunicação social. Lutamos
pela valorização dos meios de comunicação populares e também pela quebra do
monopólio privado dos meios de comunicação. A comunicação é um bem público e deve
estar a serviço do povo.
Cultura Popular
O acesso à cultura, ao conhecimento, a valorização dos saberes populares, é condição
fundamental para a realização dos brasileiros como seres humanos plenos, com dignidade
e altivez. Queremos a democratização e a popularização da cultura no país, celebrando a
vida e a diversidade cultural.
SINTEP
Sindicato dos Professores de Parauapebas
Relatar a história de Parauapebas e não citar o SINTEP, é deixar de lado uma entidade que
representou e representa lutas, conquistas e mudanças nos acontecimentos da política local. É omitir
os capítulos da história de uma classe (educadores) comprometidos com a cidadania, o que afeta os
rumos da política municipal.
Nos acontecimentos sociais, em nível de Parauapebas, o Sintep revelou ser uma das entidades
destaque e que mais se empenhou na causa social do município, indo além de sua bandeira de luta
quanto à causa dos educadores, ou seja, teve peso e influência nos acontecimentos políticos, o que
já rendeu uma boa safra de políticos e secretários no município. Como exemplo vale citar: Darci
Lermen (prefeito), Secretário de educação – Raimundo Neto; Secretário de Planejamento (Luis
Vieira); e muitos outros vereadores que saíram da classe.
É uma associação sem fins lucrativos e foi fundada em 23 de outubro de 1988, quando da
realização do VI Congresso Estadual da Federação Paraense dos Profissionais da Educação Pública
(FEPPEP). É filiado à Federação Nacional de Trabalhadores em Educação – CNTE. O mandato
tem duração de 3 anos.
Sua finalidade maior se respalda em defender jurídica e socialmente, no âmbito administrativo e
judicial, inclusive por meio de Ação Civil Pública, os interesses e direitos individuais e coletivos
dos trabalhadores em Educação Pública, das redes estadual e municipal de ensino do Estado e
Município, independentemente do Regime Jurídico Único a que estão submetidos, em todos os seus
direitos e lutas, assim como promover a formação política dos trabalhadores em educação e a
solidariedade entre todos os trabalhadores.
O direito de Greve é garantido pelo Supremo Tribunal Federal pela Lei Nº 7.783/89. Entre
suas diretrizes está a de que deve ser descontado 2% do salários de seus associados.
A primeira eleição da entidade foi realizada em 10 de março de 1989, cujo primeiro
presidente/Coordenador Geral foi José Luís Barbosa Vieira e vice Delma Oliveira Freitas.
Com o sumiço da 1ª ata de fundação e anos seguintes que se estenderam até 2002, as memórias de
lutas registradas em ata deixaram lacunas na marca de uma época política intensa e de transição.
Em 27 de novembro de 2003 houve nova eleição para presidência do Sintep; o número de
inscritos aptos a votar era de 236. Concorreu a chapa única: “Reconstituição Sindical”, que obteve
o total de 105 votos. Foi eleito presidente ou Coordenador Geral: Antonio Neto Sousa Pereira. A
presidente do Sintep era Desilene Viegas Reis Mendes era presidente do Sindicato dos Professores
de Parauapebas (SINTEP), Raimundo Oliveira Neto fazia parte da Coordenação de secretaria de
Assuntos Sindicais. Já Antonio Raimundo Oliveira Neto fazia parte da coordenação de
comunicação. Entra em cena uma nova direção acostumada às lutas, conquistas e perseveranças.
28
Nessa época, sendo prefeito Faissal, e já em seu final de mandato, e 13º a ser pago aos
professores, estes temeram não receber e como providência mobilizaram greve e, percebendo não
ser solucionado o problema, resolveram “deter” o prefeito por três dias na prefeitura até quando
fosse repassado o que lhes pertencia por direito – o que receberam por via da pressão e batalha. O
Sintep foi desta forma, o maior instrumento de democracia, cidadania e luta no município – frente à
passividade e silêncio da câmara, na época, pouco operante em prol da classe.
Em 2006 houve nova eleição, na qual foi eleita Normaci Barreto para Coordenação Geral.
Em 11 a 12 de novembro de 2009, com a nova eleição saiu vitoriosa a chapa III
“Reconstrução: Reconstruindo um Sintep Forte, Democrático e Participativo” de Luciene Moitinho
de Sales, coordenadora da escola Crescendo na Prática, de Palmares II. Dos 514 filiados aptos a
votar, votaram apenas 260. Nessa gestão houve longa greve em sentido de garantir os direitos
dos educadores.
Com perdas salariais acumuladas em 15% e aumentos não repassados durante a gestão Darci
Lermen, o Sindicato mobilizou ações junto ao poder público cobrando esse diferencial e mais 5%
sob alegação do alto custo de vida em Parauapebas (o que é verdade), somando-se assim, uma
solicitação de 20%. Dentro das negociações em justiça, estava também em questão as horas
atividades, direito conquistado e não repassados de anos anteriores.
Numa ação conjunta os professores interditaram a ocorrência das aulas em todas as escolas
do centro e, por influência, até na zona rural paralisaram as aulas - a maioria das escolas
paralisaram. No dia seguinte, representantes da classe sentaram com o governo e alguns
secretários e o governo propôs um aumento de 6,49%, o que foi rejeitado pela classe. Novamente,
a classe se reuniu frente à Câmara de Vereadores e mobilizaram manifestações. Em seguida
ocuparam a Câmara de Vereadores, cobrando destes, solução à causa dos educadores, por onde
perpassa toda sociedade. Em junho de 2010, o Sintep protocolou em cartório a greve, dentro da
legalidade e de parâmetros exigidos por lei.
Em 15 de junho de 2010, a administração entrou com uma liminar no TJ (Tribunal de
Justiça) contra a greve dos professores sob a ordem de todos deveriam voltar à sala de aula em 24
horas sob pena de multa de R$ 5.000,00. E, caso houvesse piquete ou tentativa de evitar que os
alunos voltassem a sala de aula, seria multa de R$ 1.000,00. Acontece que a classe, através do
órgão de representação, o SINTEP - até aquele momento não recebera nenhuma notificação da
justiça sobre a ação, razão pela qual a greve continuou.
Indignados com a ação, os professores, no dia seguinte fizeram uma grande passeata pelas
ruas de Parauapebas numa marcha de protesto. E, ao paralelo, muitos funcionários de outros
segmentos municipais, também insatisfeitos.
Como o município se encontrava em situação decadente em suas periferias e bairros, e
insatisfação entre seus moradores, o Sindicato dos Professores resolveu convocar, agregando outros
setores, a um “bojo comum” de problemas existentes no município – como forma de pressão,
acampando outros setores à conjuntura da greve. Além do pedido de reposição por perdas salariais,
aumento de 5% e horas atividades, uma solicitação relevante estava:
 Aprovação do Plano de Cargo e Carreira (PCCR) construído pela categoria garantindo que
as escolas municipais tenham o direito de vivenciar a gestão democrática (velha luta dos que hoje
ocupam o poder): eleição direta para diretores (velhas propostas do atual gestor), concurso público
para coordenadores pedagógicos, para pôr às nomeações político-partidárias e que todos os
trabalhadores tenham direito a formação continuada, com remuneração, entre outras bandeiras de
lutas.
As horas atividades, direito conquistado e por longos anos não repassadalores diversos,
segundo o Sintep, uns diziam ser R$ 40 milhões, outros 33 milhões e outros 18 milhões. No
entanto, devido à burocracia e demora na justiça – temendo recursos por parte do gestor e mais
ainda prolongar seu recebimento, a classe aceitou a proposta de 4,064 milhões pelo valor total
devedor do retroativo e a reincorporação da hora-atividade no valor de 25%. Somando a conquista
29
de horas atividades e perdas salariais, a categoria teve um aumento de 37% em 2011. Uma causa
quase milionária para o advogado que já prestava serviço para o Sintep, Carlos Braga, que ganhou
20% do montante (algo acima de R$ 800 mil).
Serviços prestados pelo Sintep aos seus associados:
Assessoria jurídica, Tratamento odontológico, Academia para exercícios físicos, orientação
trabalhista, Cultura e lazer.
1. 2.
1ª Foto: Marcha dos professores rumo à SEMED. Por Fábio Alves, 01/06/2010.
2ª foto: Entrega do PCCR (Plano de Cargo e Carreira) na Câmara de Vereadores;
Manifestação em frente à Secretaria de Educação.
Conquistas Consequentes da Greve:
 Reincorporação da hora-atividade no valor de 25% mais retroativo;
 Reincorporação da licença-prêmio retroativa a partir de 2009;
 Licença-maternidade de seis meses para todas as servidoras públicas;
 Cobertura das quadras das escolas municipais (zona urbana e rural);
 Climatização das salas de aulas;
 Licença-prêmio;
 Reformas e construção de escolas infantis;
 Aprovação do Plano de Cargo, Carreira e Remuneração (PCCR) – conquista ainda em
andamento.
 Notebooks a todos os educadores e educadoras, coordenadores, diretores da rede municipal.
Tal conquista foi pautada nas mesas de negociação como proposta apresentada pelo Sintep
– como valorização aos professores – que foram os responsáveis direto pela melhoria do
IDEB no município.
Apesar dessas conquistas, há uma insatisfação frente a uma “explicação pouco aceita”
fundamentada apenas em palavras por parte do Sr. Secretário, (como atesta o Sintep) – quanto à
sobra do FUNDEB ou ABONO não repassado aos professores. Esse valor corresponde a sobra
do ano fiscal anterior que cai no ano seguinte, o qual o governo federal repassa aos municípios,
onde 60% desse valor é distribuído proporcionalmente entre os educadores. Para se ter uma
ideia do valor – a sobra total do FUNDEB de 2010 para ser paga em 2011 era de R$
30
3.238.138,41 (do qual 60% deveria ser rateado entre os professores proporcional a sua carga
horária).
Verifica-se que a insatisfação maior é devido às notícias e reportagens nos jornais dos
municípios vizinhos de repassarem as gordas sobras aos educadores. Como exemplo, segue as
reportagens a seguir:
“Professores de Marabá vão receber 13,6 milhões em abono (sobra do Fundeb (60% deste
valor). Professores com 200 horas atividades recebeu: R$ 8.126. e professores com apenas 100
horas recebeu R$ 4.066.” Fonte: O Liberal, 01-05-2012.
“Prefeito Wanderson Chamon, de Curionópolis dá abono de R$ 5 mil a cada professor”. Fonte:
Blog do Persival, 24-12-2011.
Segundo Luciene, presidente do sindicato, o abono ou sobra do FUNDEB foi reivindicado na
Câmara – onde o representante do governo, Eusébio, ficou para esclarecer.
Segundo Luciene, conforme informações repassadas no sentido de explica o fato da
“sobra” do FUNDEB não existir – é devido o alto número de alunos e a grande migração que
acontece – e que o valor correspondente da SOBRA DO FUNDEF é usado como complemento
em gastos como: recursos, formadores, coordenadores e diretores.
Atualmente (06/2010), o número de associados da entidade gira em torno de 650 educadores.
Movimento Hip Hop
As Raízes
A origem e as raízes da cultura Hip-Hop estão contidas no sul do Bronx em Nova
Iorque (EUA). A idéia básica desta cultura era e ainda é: haver uma disputa com
criatividade. Não com armas; uma batalha de diferentes (e melhores) estilos, para
transformar a violência insensata em energia positiva.
A História do FDR (Filhos da Revolução – Hip Hop)
Uma Parcela da História Juvenil de Parauapebas
No final dos anos 90, precisamente entre 97 e 2000, Parauapebas, por ironia do
destino e principais consequências do Projeto Grande Carajás, começou a ter um
“inchaço” populacional, como já era esperado; - mas não de uma forma tão
monstruosa como fora! Aumento de periferias, desempregos, assassinatos, assaltos –
enfim, violência de tudo quanto era grau e intensidade. Parauapebas estava na
verdade conhecendo a outra face do progresso: a face dos mais desfavorecidos – o
lado da revolta, dos que são lesados e passam fome, enfim, dos que a esperança era só
uma palavra em forma de piada, segundo Arley, um dos jovens que vivera na pele a
realidade da época.
Mas, como tudo que é ruim ganha fama, logo a cidade não demorou muito para sair no cenário
nacional como destaque nos principais veículos de comunicação da grande mídia “comprometida” e
às vezes alienadora: Os principais do país. E sempre estampando capas oi notícias de abertura – Os
Hackers; Más administrações Públicas; O Poderio da Vale; a Discriminação dos Movimentos
31
Sociais; Ocupações Urbanas e Rurais por problemas sociais não resolvidos; Paralisações dos
Trilhos – e uma dose de sensacionalismo da imprensa para vender jornal.
Nesse tempo, a juventude de Parauapebas estava começando a criar, desenhar, mesmo sem querer ou
sem saber – na busca por uma identidade frente à situação. Afinal, Parauapebas é uma cidade
migratória, veio e continua vir gente de tudo quanto é local do país – diferentes raças, religiões,
crenças, etc. ficando quase impossível dizer qual a cultura ou as culturas do município.
Frente a essa diversidade cultural, e apresentando um grande contingente juvenil, a juventude se
diversificava sempre em Tribu´s:
Skat, Flat Lee, Patins, Bicicrós, Futebol, Voley, Hnadebol, Futsal, Xadrez, Hip Hop, Quadrilhas
Juninas, Galera do Rock, Tecnobrega, Os play Boys, Os boçais, Os Malucos da das Quebradas, As
Gangues, os Partidários, Os Religiosos (Católicos, Evangélicos e demais), os Estudantes – e outros
não citados, para se ter uma noção de sua complexidade.
Mas como toda Tribo tem seus fundamentos, comportamentos e gírias, isso começou a criar uma
espécie de “segragão de grupos”/ apartação, gerando atritos entre todos. Segundo Arley, esses atritos
foram “mais por falta de respeito ou conhecimento a outra tribo, ou simplesmente ignorância
mesmo!”. Isso gerou consequentemente as BRIGAS DE BAIRROS:
Ou seja, quem morava no bairro da Paz não poderia andar no Rio Verde e vice-versa. Quem curtia
no Clube do Morro não poderia bailar no Paqueras Club, e se fosse reconhecido que era de outro
bairro, pior ainda, era “Pau Mesmo”. Infelizmente isso ocasionou até morte entre jovens, e olha que
isso era só o começo. Ai a molecada não ia mais para os clubes sozinhos, iam sempre em na
companhia de dois ou três amigos, os mais garantidos e começaram a ganhar “fama”, territórios,
“respeito”, inimigos, internações no SESP, e um lote no “Zé de Areia”, ou viagem para a cidade dos
pés juntos, como diz o popular. Nesse tempo, quase todo bairro aqui tinha uma gangue: Coyotes no
Rio Verde, Papa Léguas no Bairro da Paz e Guanabara, Galera do Robertinho (da rua do Meio), A
GMC do Morro do Leberdade e União, a Galera do Primavera, os PQT´S da baixada Fluminense, a
Galera do Morro do Macaco. “Enfim, era tanta molecada querendo ser doido que quando eles não
brigavam com os seus inimigos, brigavam com eles mesmos”. E o palco principal para se expor era
a Praça de Eventos. Quantas e quantas vezes as bandas paravam de tocar porque a molecada estava
disputando um “FAT”, mas como eles gostavam de se aparecer pra muita gente ver, foi logo fácil
identificá-los, e a maioria começou a se pinxar. Segundo Arley, muitos jovens envolvidos com essas
gangues morreram que até hoje, ninguém sabe de fato qual a verdadeira história de tantos jovens de
gangues encontrados mortos sem uma explicação real do homicídio. Uns diziam que rolava uma lista
nas escolas com os nomes do que ia morrer, outros diziam que era a polícia, outros, pistoleiros, ou
eles mesmos se matando. Parauapebas virou uma cidade sitiada por gangues juvenis e seus
exterminadores! “A violência dominava e a paz engatinhava...”.
Foi nesse berço sangrento e violento que Parauapebas pariu FDR (Os Filhos da Revolução) – Como
uma voz de protesto! Tudo se deu com uma formação da união de amigos dos bairros da Paz,
Guanabara, Rio Verde, Morro do Macaco, União, Palmares II. Essa foi a primeira formação do
grupo, era muita gente, mas cada um com suas qualidades cantava um pouco, mesmo que fosse nos
refrões ou fazendo uns passes no chão ou dançando breack em cima. E a fama se espalhava nas
escolas Eduardo Angelim, Paulo Fonteles, Irmã Dulce, Faruk Slmen, Carlos Henrique, Cecília
Meireles, Crescendo na Prática e Carlos Drummond. Segundo Preto A.R., cantaram em várias
edições da FAP, em Curionópolis, Onalício Barros, Palmares II, Belém, Conceição do Araguaia,
Eldorado dos Carajás, Canaã dos Carajás, Marabá e vários aniversários da cidade, carnaval, abrimos
shows nacionais, Ivete Sangalo, Frank Aguiar, Calcinha Preta. Era só RAP mesmo, o grupo gravou
várias músicas. Na verdade acontecia a união dos bairros ligados pela arte da dança e da música.
Por: Preto A.R (Reorganização textual por Adilson Motta).
32
Uma canção à realidade...
Fonte: Fotos extraídas dos clips FDR gravados nos bairros e periferias de Parauapebas.
Em seu misto de cultura está também
presente o Hip Hop através do grupo de
dança bboys. Fonte:
http://www.carajasojornal.com.br
Ano: 2011.
Atualmente, a juventude de Parauapebas através de seu processo de luta instituído no
protagonismo juvenil via entidades civis organizadas como UJCC, UMESPA -
cristalizados como movimentos sociais fizera muitas conquistas. E entre elas, vale
citar a carteira de estudante (meia passagem) a estudantes nas vans de acesso a toda
Parauapebas, uma conquista através da UMESPA via representação política no
33
Legislativo Municipal. Outra conquista também relevante aconbteceu em 2011
onde, através de lutas, debates e muitas reuniões foi conquistada dentro da legaliade
uma Coordenadoria de Juventude – voltada para as políticas públicas de juventude no
âmbito municipal com autonomia de recursos acima de R$ 2 milhões/anual.
As Conquistas da Juventude em Parauapebas
O Brasil possui 48 milhões de habitantes entre 15 e 20 anos. É nesta etapa faixa etária
que se encontra a parte da população brasileira atingida pelos piores índices de desemprego, evasão
escolar, falta de formação profissional, morte por homicídio, envolvimento com drogas e com a
criminalidade. Frente a esse cenário, o governo federal criou o Grupo Internacional da Juventude,
coordenado pela Secretaria Geral da Presidência da República com 19 Ministérios e Secretarias.
Para enfrentar os desafios, o governo federal instituiu a Política Nacional da Juventude, por meio da
Medida Provisória 238 assinada pelo Presidente da República em 1º de fevereiro de 2005, já
aprovada pelo Congresso Nacional e transformada em lei. No mesmo ato, o Presidente criou o
Conselho Nacional de Juventude, a Secretaria Nacional de Juventude e o Programa Nacional de
Juventude (Projovem). Pela primeira vez na história, o país passa a contar com uma política de
estado voltada para os jovens. A implantação da Política da Juventude é fruto da reivindicação de
vários movimentos juvenis, de organizações da sociedade civil e de iniciativas do Poder Legislativo
e do Governo Federal. Em Parauapebas não é diferente, com direitos garantidos na esfera federal e
institucionalizados nas leis do país, a juventude há muito tempo em roda de leituras e debates e em
articulação com o governo municipal vem promovendo a concretização desse direito à juventude
parauapebense.
Enfim a conquista, após muitas reuniões, conferências e cobranças ao governo e Câmara de
Vereadores.
A Coordenadoria Municipal da Juventude foi votada na Câmara e aprovada pela Lei
Municipal nº 4.433 de 25 de 11/2010 e regida pelo disposto no Decreto Municipal de nº 238 de
04/05/2011, é um órgão da administração pública municipal vinculada ao Gabinete do Prefeito,
subordinando-se diretamente ao Chefe do Poder Executivo Municipal que tem a missão central de
planejar, articular e coordenar as políticas públicas de juventude que contribuam para a inclusão e
afirmação social do jovem cabendo, também, elaborar, gerenciar e acompanhar programas e ações
em conjunto com as Secretarias e Coordenadorias da Prefeitura Municipal de Parauapebas. O Fundo
de Juventude destinado à política da Coordenadoria está orçada em 2.700.000,00 (dois milhões e
setecentos mil) anual.
34
Disque- Denúncia em Parauapebas
O município conta com o serviço de Disque-Denúncia, que funciona pelo número (94) 3346-2250. Os
denunciantes não precisarão se identificar. A central funcionar durante 24 horas, todos os dias da semana, com
profissionais treinados para entrevistar os denunciantes e encaminhar a denúncia ao órgão competente para
investigação. O resguardo da identidade do denunciante e o fornecimento de um código ao final da ligação, para
que ele possa acompanhar o andamento da denúncia, contribuem para o sucesso do projeto resultado da
parceria entre o Governo do Estado, Ministério da Justiça e o Instituto Brasileiro de Combate ao Crime (IBCC). A
identidade do denunciante é protegida, inclusive no caso de pagamento de recompensa. O sistema funciona de
maneira integrada com a Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Federal, Corpo de Bombeiros Militar e autoridades
locais.
FUNCIONAMENTO: O operador faz perguntas sobre a denúncia. Nenhuma delas sobre o nome ou identificação
de quem está ligando. As perguntas não são de um questionário. Cada caso é único. Depois de receber e anotar
as informações, o atendente irá fornecer alguns números, que são o código da denúncia. Nesse momento, a
informação terá sido registrada. O código servirá caso a pessoa queira acompanhar o andamento de sua
denúncia ou queira, em outro momento, complementá-la. Este código não o identificará. É importante anotar o
código da denúncia e o nome do operador que atendeu. Essas informações garantirão o registro da denúncia. Por
questão de segurança, este código não é fornecido a qualquer outra pessoa. Logo após, a denúncia será
encaminhada ao órgão responsável para investigação.
FAM – Associação Beneficente Fazendo um Amanhã Melhor
FAM é uma entidade civil sem fins lucrativos (ONG), de caráter filantrópico, assistencial, cultural e
educacional desde 1994. Teve sua fundação em 02 de fevereiro de 1999 e apresenta o título de
utilidade pública municipal e estadual. E segundo seus instrumentos legais e pedagógicos, esta
entidade tem uma missão, uma causa e muitos projetos e ações como instrumentos de mudanças
sociais em benefício à sociedade. Seu primeiro presidente foi Ananias Pereira dos Santos.
MISSÃO - Proporcionar as crianças, adolescentes, jovens e adultos atividades, culturais,
educacionais e sociais que os distanciem da situação de risco social e pessoal, além de propugnar
por uma sociedade mais justa e fraterna, transformando vidas por meio da arte-cultura e educação
popular na construção da cidadania ativa.
CAUSA - Dar uma nova qualidade de vida as pessoas que se encontram em situação de
vulnerabilidade social, oferecendo-as meios para que superem tal situação em questão.
PROGRAMAS E PROJETOS
35
* PACFAM - Programa de Arte e Cultura do FAM objetiva desenvolver habilidades culturais nos
sujeitos - usuários e sócios participantes - de modo que, estes possam elevar sua autoestima
sentindo-se útil na sociedade em que vive.
* PERFAM - Programa de Emprego e Renda Fazendo Um Amanha Melhor: objetiva propiciar aos
usuários e sócios participantes conhecimento técnico de atividade profissionalizante da quais irão
proporcionar uma renda, além de buscar inserção no mercado através de estágios e primeiro
emprego.
* PELFAM - Programa de Esporte e Lazer Fazendo um Amanhã Melhor: objetiva proporcionar aos
usuários e sócios participantes condições de lazer e esporte visando o desenvolvimento das
competências e habilidades esportistas de cada participante.
É, portanto, uma entidade composta de vários jovens e adultos vindos das igrejas: Católica,
Assembleia de Deus, Pentecostal, Adventista, Batista, Universal e outras – sem distinção.
O FAM participa de Conferências Municipais e Estaduais desde 1994, quando ainda não era
registrada, tem participado através de seus grupos de projeções folclóricas, teatro e dança e de
abertura de grandes eventos do município. No campo de atuação da Infância e Juventude vem
atuando desde sua fundação em 1999 e, por seus serviços prestados a sociedade em geral.
Mesmo sem convênio, coloca suas atividades e oficinas a disposição da sociedade em geral, as
quais são: teatro, karatê, capoeira, melody, teclado, violão, ginástica, desenho artístico, artesanato,
Hip-Hop, street dance e outras.
Outro ponto relevante do FAM é que, além trabalhar a arte e cultura trabalha também
pedagogicamente a educação popular e a profissionalização de jovens e adultos de baixa renda
através de seu Programa de Emprego e Renda Fazendo Um Amanhã Melhor – PERFAM.
APAE - Associação de Pais e Amigos Excepcionais
A APAE Parauapebas foi fundada em 17 de agosto de 1996, com o objetivo de
realizar um trabalho voltado para as necessidades das crianças com deficiência, pela
iniciativa de um grupo de professores das turmas de educação especial da escola
Chico Mendes e alguns pais e alunos destas turmas.
A APAE teve como primeira presidente a senhora Lucineide da Silva Reis.
Funcionou provisoriamente na rua B, quadra especial, bairro Cidade Nova, em 17 de
agosto de 1996. Ainda em 2006, a prefeitura municipal de Parauapebas, por meio da
lei nº 2.296, aprovada pela Câmara de Vereadores, doou 6 lotes localizados na rua L,
bairro União para a construção de sua sede. A mudança para a nova instalação foi no
primeiro semestre de 1998, atendendo 20 usuários.
No ano de 2000 foi implantado o método de reabilitação denominado de Glenn
Doman, que tem como objetivo principal oferecer estimulação sensorial e motora,
Na Sessão Ordinária da Câmara Municipal de
Parauapebas realizada no dia 19 de junho deste
ano, os vereadores por unanimidade aprovaram
requerimento que visa garantir a posse definitiva
da área ocupada a mais de dez anos pelo FAM.
A atual presidência do FAM (2010) é ocupada por
Gilrlan Pereira.
36
com a finalidade de estimular a parte não lesada no cérebro, para suprir as funções
da parte lesada.
A instituição funcionava de forma precária, o espaço era pequeno para a quantidade
de usuários e inadequado para a realização das atividades, nesse período, com 32
usuários. Em 2001 foi construído o prédio de alvenaria, durante a administração da
então presidente Maria Luisa. No momento o grande objetivo, além do trabalho de
reabilitação, é colocar em prática construção de um moderno centro de reabilitação,
que possa atender as crianças e adolescentes com eficiência em todas as suas
necessidades.
Atualmente a APAE atende crianças e adolescentes com deficiência mental, física,
síndrome de down, autismo, hidrocefalia, microcefalia, anemia falciforme, displasia
diástrófica e lesão cerebral por anóxia, que significa falta de oxigênio no cérebro.
Para realizar o trabalho de reabilitação é necessário contar com a colaboração de uma
equipe profissional composta por coordenadores, reabilitadoras, assistente social,
fisioterapeuta, neurologista, pedagoga, psicólogos, psicopedagoga, terapeuta,
administração e monitores, além de auxiliares de serviços gerais, merendeiras,
motoristas e vigias, num total de 32 funcionários.
Atualmente a entidade conta com cerca de 100 crianças e adolescentes (manhã e
tarde), de 0 a 14 anos, matriculadas. Dessa quantidade, uma média de 80 usuários
freqüentam a Apae. Por outro lado, cerca de 50 candidatos estão na lista à espera de
vagas. Conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Parauapebas, que colabora com
R$ 20 todos os meses e cede 4 servidores municipais; a mineradora Vale, cede um
ônibus para transportar crianças de casa para Apae e vice-versa (de segunda a sexta-
feira); Apae/energia, parceria nacional de contribuição de voluntários com algum
valor descontado na conta de luz, com arrecadação que varia entre 7 a 10 mil reais
por mês; e de voluntários do Círculo de Controle de Qualidade (CCQ), da mineradora
Vale, que contribuem com prestação de serviços.
Fonte: Carajás.
Projeto Pipa
Implantado em 95 e inaugurado em 96 na gestão de Chico das Cortinas
com o nome de CECAP. Segundo Chico das Cortinas, o mesmo foi parabenizado
pelo governo da Alemanha pela grandeza e importância do projeto no que toca a
criança e adolescentes. Na administração Darci Lermen recebeu o nome de Projeto
Pipa. O objetivo era atender crianças e adolescentes. São oferecidos cursos,
oficinas, formação digital, arte, teatro, corte, costura e outros. Há um psicólogo que
37
faz o acompanhamento, sendo garantido almoço, lanches e merenda. A condição
para ingresso no projeto é que a criança/adolescente esteja estudando.
Um dos objetivos também relevantes do projeto é tirar as crianças da rua, incluindo-
as em ocupações saudáveis, educadoras, inclusiva e socializadora. É também um
espaço de diversão e lazer para as mesmas.
Fonte: ASCOM, 12/2008, por Valdir Silva.
11 ASPECTO CULTURAL
A cultura é a identidade própria de um grupo humano em um território e num
determinado período. Num sentido mais específico, referem-se a crenças,
comportamentos, valores, instituições e regras morais que permeiam e identificam uma
sociedade. Define-se também, como um sistema de símbolo e que conferem sentido à
vida dos seres humanos. Afirma-se também que cultura é um conjunto de
conhecimentos teóricos e práticos que se aprende e se transmite aos contemporâneos e
aos vindouros. Já outros afirmam que cultura é criação, é informação.
Desvalorizar a cultura (em especial a alta cultura – clássica e acadêmica) é a
forma mais segura de extinguir a consciência critica, pois é ela que alimenta a reflexão
questionadora e a vontade que transformam o mundo e alavancam conquistas.
Aspecto Cultural de Parauapebas
Quanto ao aspecto cultural, Parauapebas encontra-se em transição na construção de sua
identidade numa mistura predominante - Maranhão & Pará - e características menores de
outros estados. Isto, em função da grande migração – que ocorre(-eu) no município, com
predominância maranhense que chegam e se estabelecem com suas “bagagens culturais”.
Não é á toa, pois o hino Municipal afirma-lhe como “cultura universal”, produto das
variantes culturais que o definem (-rão). A cultura não se define (-rão) e não se caracteriza
em pouco espaço de tempo, afinal Parauapebas é um município novo, emancipado em
38
1988. É muito provável que no transcorrer das décadas vindouras, a cultura
municipal se defina em função da realidade física, geográfica, econômica e cultural que
apresenta o estado e sua influência externa.
O santo padroeiro do município de Parauapebas é São Sebastião, cujos festejos ocorrem
no dia 20 de janeiro. A igreja católica realiza o evento, envolvendo várias atividades
religiosas, inclusive esportiva. A corrida de São Sebastião, por exemplo, que acontece dia
20 na PA-275, tem participação da comunidade em geral e premiação para os vencedores.
Há ainda a realização de outros festejos como o de São Francisco, na igreja São Francisco,
no Bairro Rio Verde. Diversas comunidades católicas espalhadas também promovem
algum tipo de programação.
É bom destacar o fato de ser crescente o número de igrejas
evangélicas no município, as quais também realizam eventos
religiosos de grande valor espiritual aos seus adeptos. Elas realizam,
inclusive, eventos de grande porte, como às exposições
agroindustriais, tendo para seus membros shows gospel exclusivos
Festejo de São Sebastião
39
Projetos Culturais
No que diz respeito a projetos culturais, o município dispõe de alguns bastante enfáticos,
dentre eles o Projeto Cultural Frutos da Terra e o Projeto Cultural Terra Viva. O primeiro
incentiva artistas locais a se apresentarem à comunidade nas noites de quintas-feiras, no
Centro de Desenvolvimento Cultural (CDC). O segundo é desenvolvido com adolescentes
e jovens da Palmares II e visa levar e divulgar apresentações de manifestações folclóricas,
como o Bumba-Meu-Boi, Cacuriá e Carimbó àquela comunidade.
Para dar mais vigor à vida cultural e garantir entretenimento aos habitantes, aos poucos
foram sendo criadas em Parauapebas entidades específicas para promover o
desenvolvimento cultural; outras entidades, não necessariamente voltadas à produção
cultural, aderiram ao processo de cultudivulgação de suas ações.
As representantes de maior peso da corrente cultural parauapebense são a Fundação Vale
(FVRD), por meio de suas mostras ambulantes; aentidade Fazendo o Amanhã Melhor
(FAM); o Centro Integrado da Melhor Idade (Cimi); o LEP; o Sorri Parauapebas; a
Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae); o Kuarup; o Primavera do
Amanhã; Grupos das comunidades Palmares I e II; o ECA, entre outros.
Parauapebas possui uma produção artesanal variada, com trabalhos em barro, corda,
bambu, couro, madeira, alumínio e contas. Os artesões do município atualmente têm um
espaço destinado à exposição de seus trabalhos localizado no Mercado Municipal, no
Bairro Rio Verde.
ORIGREM DO CARNAVAL
O carnaval nasceu no Egito, passou pela Grécia e por Roma, desembarcando aqui
no Brasil no século XVII, trazido pelos Portugueses.
Para alguns etimólogos. CARNAVAL se origina da palavra latina carnelevamen, que
significa “adeus carne”. Essa palavra pode também ser interpretada como que
marcam os momentos prazerosos que antecedem o período da quaresma, que é um
período de abstinência.
O carnaval, segundo o antropólogo Roberto da Matta, autor de carnavais,
transforma pobres em faraós, ricos em mascarados, homens em mulheres, recato
em luxúria. É uma compensação da realidade.
Fonte : Revista Super Interessante, Carnaval. ano 9, nº 2, fev. 1995.
40
CARNAVAL DE PARAUAPEBAS
Não sendo diferente de outros municípios brasileiros, Parauapebas também comemora a
grande festa que mobiliza e arrasta o povão às ruas Não é fruto do acaso que o CARNAVAL
Municipal ultimamente caracteriza-se com o carnaval de grandes cidades brasileiras, com
escolas de samba e blocos carnavalescos.
Nome dos Blocos Carnavalescos que desfilaram em 2010:
Bloco da Camisinha;
Bloco do Movimento Negro;
Bloco Som da Paz;
Bloco do Povão;
Bloco PEC; Bloco dos Jecas;
Bloco Vai lá; Bloco Bye Bye;
Bloco é o Bicho; Bloco Piu-Piu;
Bloco Cala a Boca e Me beija; Bloco Nessa Onda eu Vou;
Bloco Bicho Papão; Bloco Caldeirão;
Bloco Arrastão Pai D’égua; Bloco Samuray;
Nome das Escolas de Samba
Acadêmicos do Liberdade;
Estação Eles e Elas;
Mocidade Independente do Primavera;
Acadêmicos do Sol Nascente.
Num sentido de garantir o segmento e representação existe em
Parauapebas a Liga das Agremiações e Blocos de Escolas de Samba de
Parauapebas - LIABESP que mobilizou a realização do concurso de escolas e blocos.
O papel da Secretaria de Cultura no concurso foi auxiliá-los.
A grande campeã do desfile de escolas de samba foi a Mocidade Independente do
Primavera. Quem levou o prêmio dos blocos do Grupo A foi o Arrastão Pai D’égua.
O Bloco do Povão foi o campeão do Grupo B.
CARNA VAL EM PARAUAPEBAS 2010-02-24
Fonte: ASCOM, 2010. Carnaval em Parauapebas. (Valdir Silva).
41
FESTAS JUNINAS
O ciclo das festas juninas gira em torno das principais datas abaixo:
13 de junho, festa de Santo Antonio;
24 de junho, São João;
29 de junho, São Pedro.
Durante esse período todas as cidades brasileiras ficam tomadas por festas. De norte a sul do Brasil
comemora-se os santos juninos, com fogueiras e comidas típicas. É interessante notar que não apenas o dia,
propriamente dito, mas todo mês, é considerado como tempo consagrado a estes santos na região e,
principalmente, às vésperas, que é quando se realizam os sortilégios e simpatias, a parte mágica da festa
típica do catolicismo popular, quando se realizam os sortilégios e simpatias, a parte mágica da festa típica do
catolicismo popular.
Inúmeras adivinhações a respeito dos amores e do futuro a respeito dos amores e do futuro (com quem vai se
casar, se é amado ou amada, quantos filhos se vai ter, se vai morrer jovem ou ganhar dinheiro etc), são festas
nas vésperas do dia santos, em geral de madrugada.
O “São João” (modo pelo qual se referem os nordestinos ao ciclo de festas do mês de junho) transforma as
cidades e o espírito das pessoas, que parecem sentir uma irresistível atração e afinidade pela festa. A festa
adquire importância na vida social nordestina que não apenas é fonte de preocupação durante todo ano, como
ainda move interesses políticos e econômicos que poucas vezes se imagina.
QUADRILHA
A quadrilha é uma dança francesa que surgiu no final do século XVIII e tem suas raízes nas antigas
contradanças inglesas. Ela foi traduzida ao Brasil no início do século XIX, passando a ser dançada nos
salões da corte e da aristocracia.
Com o passar do tempo, a quadrilha passou a integrar o repertório de cantores e compositores brasileiros e
tornou-se uma dança de caráter popular.
Sendo típica das festas juninas, a quadrilha é considerada uma herança do folclore francês acrescido de
manifestações típicas da cultura portuguesa. Ela é inspirada na contradança francesa e sua origem, no Brasil,
está na chegada da corte real Portuguesa, no começo do século passado. Com D. João VI, que fugia do
avanço das tropas de Napoleão Bonaparte, além de artistas franceses, como Debret e Rugendas, vieram
também modismos da vida européia, dos quais um dos favoritos era a quadrilha, dirigida por mestres
franceses da contradança. Muitas das ordens desta dança transformaram-se “anarriê” (enarriére, que
significas “para trás”) ou “anava” (em avant, que significa”em frente”), “changedidame” (changer de damé,
ou seja, “troca de dama”), “chemadidame” (chemin de dame, caminho de damas) ou “otrefua” autre
fois”),”outra vez”. A quadrilha foi a grande dança dos palácios do século XIX e abria os bailes das cortes em
qualquer país europeu ou americano, tendo se popularizado, reinterpretada pelo povo, que lhe acrescentou
novas figuras e comandos constituindo o baile em sua longa e exclusiva execução, composta de cinco partes
ou mais, com movimentos vivos e que terminava sempre por um galope.
É tradicional nas festas juninas de muitos municípios brasileiros a apresentação da peça “O casamento na
roça”; uma peça burlesca e cômica, onde revela toda uma linguagem típica do homem do campo, sua cultura,
valores e crenças.
Festas Juninas em Parauapebas
Em Parauapebas, esse evento é de grande importância cultural e social, onde milhares de jovens são
mobilizados para uma festa maravilhosa capaz de retratar a perfeita sintonia entre a diversidade
cultural presente no município.
42
2011
2010
O evento agrega quadrilhas juninas, comidas típicas, brincadeiras juninas entre outras. O Projeto
Jeca Tatu faz um resgate do homem do campo, dos santos juninos, dos folguedos, e objetiva fazer
com que a comunidade participe de forma mais folclórica que é no meio do povo. (Rosely Valente, in
Jornal O Carajás).
Para a realização de tal evento, o município, através da Secretaria de Cultura elegeu o Festival Jeca
Tatu – onde a Prefeitura de Parauapebas firma parceria com a Liga das Agremiações Juninas
(LIAJUP) para a realização do festival.
O envolvimento não está restrito aos jovens dançarinos, mas à comunidade que aguarda o evento
com muita expectativa.
Ano: 2011 Ano: 2011
Veja o resultado do concurso de quadrilhas:
Grupo “A”
1° lugar – Jovens do Cangaço
2° lugar - Acadêmicos
3° lugar - Chapéu de Palha
43
Grupo “B”
1° lugar - Só Triscano
2° lugar - Cabras da Peste
3° lugar - Flor do Sertão
Grupo C
1° lugar – Tabajara
2° lugar - Flor do Futucaí
Quadrilhas mirins
1° lugar – Buscapé
2° lugar - Meninos do Cangaço
3° lugar - Filhas da Mãe
Troféu Ariano Suassuna:
1° lugar – Pequenos Cabras
2° lugar - Jecas da Raça
3° lugar - Matutos Nova Geração
Para as quadrilhas de salão o prêmio de 1° lugar foi para a “Rosas de Ouro” e em 2° lugar
“Explendor Junino”.
Fontes: http://www.carajasojornal.com.br. Festas Juninas em Parauapebas. & http://www.parauapebas.pa.gov.br. Festival Jeca Tatu em
Parauapebas.
A Marca da Miscigenação Cultural na História de
Parauapebas
Como em uma enorme colcha de retalhos, Parauapebas incorpora as expressões artísticas e culturais
de diversos cantos do país, oriundas das pessoas que aqui chegam diariamente. Sobressaem as
peculiaridades de estados como Minas Gerais, Maranhão, Piauí, Rio de Janeiro e do próprio estado
do Pará.
Essa grande diversidade pode ser
explicada na história do município, que
recebe centenas de pessoas diariamente.
Na sua busca pela formação cultural
própria, Parauapebas apresenta aos
munícipes festas e eventos culturais de
todos os tipos e para todos os gostos, que
acontecem o ano inteiro.
De acordo com o Afonso Camargo,
secretário adjunto de Cultura (em O
Jornal Carajás), a construção cultural da
cidade está em pleno andamento. “Parauapebas é uma cidade muito nova e por isso, ainda não
possui uma cultura própria. Além disso, existe uma influência muito forte de expressões de outros
estados. Esse processo ainda levará alguns anos, até podermos dizer que temos um produto cultural
de Parauapebas”.
http://www.carajasojornal.com.br. Miscigenação cultural é fato marcante na história de Parauapebas
44
Locais de Eventos Culturais em Parauapebas
Praça de Eventos. Local onde acontecem as festividades e eventos cívicos e culturais de
Parauapebas.
OUTRAS FORMAS CULTURAIS PRESENTES EM PARAUAPEBAS
A equipe do Carajás O Jornal preparou uma seleção daquelas que seriam as principais
festas da cidade. Quem ganha com isso é o cidadão, que tem uma enorme variedade
para divertimento.
Festa do milho – Outro evento que ganha força e já é considerado tradicional na cidade é
a Festa do milho. Pelo terceiro ano consecutivo, o festejo, organizado pela Secretaria de
Produção Rural (Sempror), possibilita aos munícipes a oportunidade de desfrutar as
delícias feitas do cereal. O objetivo da festa é comemorar a produção de milho dos
pequenos produtores rurais, que recebem apoio da prefeitura na mecanização de suas
terras. Além das bancas com comidas feitas a partir do grão de milho, a Festa do Milho
sempre traz atrações musicais para a cidade.
Jeca Tatu – O mês de junho, em Parauapebas, também é bastante movimentado, em
especial por conta das festas juninas. Todos os anos, nessa data, acontece o festival
Jeca Tatu, que é uma parceria entre Prefeitura Municipal e Liga das Agremiações
Juninas de Parauapebas. O festival agrega quadrilhas juninas, apresentações culturais,
contador de histórias, pau-de-sebo, comidas típicas e brincadeiras juninas. Tudo pensado
e preparado para atrair os brincantes.
A apresentação das quadrilhas juninas é uma atração à parte. A disputa é tão acirrada
que os grupos começam os ensaios para as apresentações meses antes do evento.
Fempa – Seguindo a ideia de incentivar as expressões culturais do município e de dar
oportunidade para os artistas locais, a Prefeitura Municipal de Parauapebas, por meio da
Coordenadoria Municipal de Cultura, organiza o Festival de Música de Parauapebas
45
(Fempa), que tem como principal missão o fortalecimento do intercâmbio cultural dos
municípios integrados, bem como valorizar e incentivar a criação musical da região e
oportunizar visibilidade a novos talentos. Por dois anos consecutivos o festival, que já caiu
no gosto popular, tem cumprido seu papel.
Palhinha – Uma das mais tradicionais e, sem dúvida, a mais popular das expressões da
diversidade cultural do município, acontece durante o ano inteiro. A Quinta Cultural,
popularmente conhecida como Palhinha, reúne pessoas de todas as classes, idades e
gostos musicais. De forma bem democrática, quem prestigia o evento pode simplesmente
virar a atração principal da noite, soltando a voz e divulgando seus dons artísticos.
Fonte: http://www.carajasojornal.com.br.
CDC – Centro de Desenvolvimento Cultural de Parauapebas
Confira as programações que acontecem diariamente no CDC:
 Música;
 Teatro;
 Academia Popular de Dança;
 Cine Club CDC;
 Drummond Casa de Livros;
 Galeria Mulheres de Barro;
 Forró do CDC;
 Feira do Artesão;
 Clube do Vinil;
 Clube do Livro;
 Lançamentos de Livros
46
 NATAL EM PARAUAPEBAS
 O natal de 2011 foi o natal ”limpo”, ou melhor, o natal da preservação ambiental. Todos os
adornos da cidade mostrados nas imagens abaixo foram confeccionados no município com
garrafas peti coletadas nas escolas do município com premiações aos estudantes. Geraram
dezenas de empregos diretos no município.

 Árvores de natal que medem cerca de 10 metros de altura.



47





 Por Adilson Motta, 15/12/2011
48
Esporte e Cultura
Complexo Esportivo Prepara Futuros Atletas para Disputas
Interestaduais
Campeão em várias modalidades esportivas, o município de Parauapebas prepara-se ainda para
disputar torneios e campeonatos estaduais e nacionais. Numa área de 126 mil metros quadrado no
bairro do Rio Verde o complexo esportivo vem atender totalmente a classe desportiva,
principalmente por ser uma praça onde todas as modalidades poderão ser praticadas entre elas:
futebol de campo, futebol society, futebol de areia, futebol de salão, vôlei basquete, modalidades de
atletismo bicicross e motocross. A criança ou adolescente, porém que quer frequentar o parque
esportivo, tem que estar regulamente matriculado em uma escola, atualmente cerca de 2.000
crianças participam da escolinha de futebol. O projeto Escolinha de Futebol (e outras
modalidades) é de autoria do ex-vereador Valdir da Usina, criada em 1998. A referida área onde se
localiza o Complexo Esportivo é de propriedade do mesmo autor do projeto. O projeto Escolinha do
Complexo Esportivo é gerenciado pela Secretaria de Esporte.
Fonte: http://2.bp.blogspot.com (25/02/2012)
49
LEP- A Liga Esportiva de Parauapebas
É uma associação e foi fundada nos anos 90 sob a gestão de Valdir da Usina, em parceria com
prefeitura municipal, população e empresários. É filiada a várias associações esportivas do Pará, e,
ao todos, são 18 clubes de futebol integrados a LEP, cada clube tem 30 atletas; ou seja, são um total
de 540 atletas inscritos. Tem uma representação bastante forte criada através das associações de
bairros, os dezoito clubes de Parauapebas estão integrados à liga e esta por sua vez a federação
paraense de futebol.
Segue abaixo lista com os nomes dos clubes esportivos de Parauapebas:
Dalas Esporte Clube;
Vila Romana Esporte Clube;
Clube Recreativo Associação Progressista;
Grêmio Esporte Ferroviário;
Palmeiras Esporte Clube;
Associação Esportiva e Recreativa de Parauapebas;
Rio Branco Esporte Clube;
Primavera Esporte Clube;
Clube Esporte Beira Rio;
Rio Verde Esporte Clube;
Triangolina Esporte Clube;
Clube Atlético Carajás;
Igarapé Bahia Esporte Clube;
Clube Imigrantes Independentes;
Águia Azul Esporte Clube;
Juventude futebol Clube;
União Esporte Clube;
Docenorte Esporte Clube.
A LEP organiza todas as atividades esportivas do município e conta com o apoio da Secretaria de
Esporte. Fonte: LEP – Liga Esportiva de Parauapebas, 14/03/2012.
JIPS – jogos interescolares de Parauapebas realizados uma vez por ano com a prefeitura municipal
em conjunto com a fundação de educação de Parauapebas, o Jips objetiva congregar a classe
estudantil de todas as escolas, em torno da saudável pratica do esporte. São inúmeras as
modalidades como: futebol, voleibol, handebol, atletismo, entre outros. O ponto alto do jips é a
cerimônia de abertura que lembra os eventos olímpicos.
Com o acender da pira olímpica e com a corrida inaugural, as disputas esportivas nesses jogos
servem como seleção dos melhores atletas para os jogos interestaduais do Pará e importante recorda
que nos últimos JEPS (Estadual) as equipes enviadas conseguiram excelentes resultados, trazendo
para a cidade várias medalhas e troféus.
MotoCross - As máquinas roncam por aqui em março. A prova de MotoCross trará para cá
toda a troupe de pilotos do estado. Cidade que mais se destaca no sul do Pará em MotoCross,
Parauapebas, tem 18 pilotos no certame estadual. A pista de MotoCross está dentro das normas
exigidas pelas FEPAM Federação Paraense de MotoCross e já é considerada como uma das
50
melhores pistas de MotoCross do Pará. O GP Nacional do minério, por sua vez que se entrega ao
calendário nacional do MotoCross, coloca frente a frente às feras do motociclismo radical de todo
Brasil que é realizado em novembro. O GP nacional do minério e organizado pela liga esportiva de
Parauapebas e pela jump team racing.
Sendo categorias de esportes que muito cresce em Parauapebas, em 2011 aconteceu no City Park
Tênis Clube um festival de habilidades e resistência por parte de pilotos oriundos dos Estados do
Ceará, Bahia, Maranhão e vários do Pará no 18º Motocross e o Iº Quadricros e Autocross do City
Park.
A categoria MotoCross, lamacross e jeguecross é promovido pelo City Park.
A pista do City Park já é uma velha conhecida de todos os pilotos , nela já foram organizadas várias
etapas do campeonato paraense de motocross entre outras provas. Para o VII Jegue cross não haverá
nenhuma modificação no traçado da pista o que trará vários pegas e muita emoção em todas as
categorias.
Em Trilha do Minério acontece em abril participam de 200 a 260 pessoas – não é compe-tição, é
apenas passeio e diversão de diversos tipos de motos e pessoas.
FONTE: http://www.dirtracemx.com.br/2011/07/12 e http://www.carajasojornal.com.br
Artes Marciais em Parauapebas
Em Parauapebas existe o Projeto de Karatê que funciona integrado às três associações
de Karatê. E por sua vez, estas são filiadas ao LEPAM – Liga Esportiva Paraense de
Artes Marciais. São elas:
Associação Oyama de Karatê (de Parauapebas);
Foto: Amazon Moto Foto: Déo Martins
51
Associação Ramos Paraopebensede Karatê;
Bom Samaritano no Projeto Esperança (Parauapebas);
Associação Girão de Artes Marciais;
Associação Esportiva Àgape de Karatê.
O objetivo, além de integrar participação em torneios estaduais e nacional,
internacional é levar cultura e lazer às escolas municipais.
A Associação Esportiva Àgape de Karatê funciona com suas atividades integrado às
escolas: Carlos Drummond de Andrade, Espaço Começinho de Vida, Elisaldo
Ribeiro, Jean Piaget, Eurides Santana, Plácido de Castro e escola Sandra Maria. O
projeto Karatê funciona também na escola Antonio Matos.
O Karatê Interestilos de Parauapebas tem sido motivo de orgulho. Só em 2010, a
equipe formada por alunos do Projeto Karatê nas escolas, juntamente com
associações dessa modalidade no município, fizeram 144 campeões paraenses, 68
campeões Norte e Nordeste, 58 campeões brasileiros, 4 campeões Pan-Americano,
dois campeões Sul-Americano e um campeão mundial.
Integrados ao CKBI (Confederação Brasileira de Karatê Interestilos), os karatecas
trouxeram o Título Sul Americano para Parauapebas - com o jovem Franklin Santos.
A realização desses projetos acontecem em parcerias entre as associações de karatê e
prefeitura municipal.
Já para os atletas Shalom Girão de 17 anos e Letycia Barbosa de 15 anos que se
consagraram Bi-Campeões Brasileiros papando medalhas de ouro no Kumitê, foi o
resultado do envolvimento do professor, dos pais e dos atletas que desde Julho deste ano
estamos treinando muito. Ano: 2011.
ASCOM, 2008.
52
GRUPOS DE CAPOEIRA
Parauapebas tem dois grupos de capoeira: Dandara Bambula e Abadá Capoeira.
DANDARA BAMBULA – É apenas filial de um grupo maior com sede em Belém, e que se espalha
por vários municípios do Estado. Como extensão de um grupo maior, seu surgimento em
Parauapebas foi em 20 de fevereiro de 2000. O número de pessoas ligadas ao grupo só em
Parauapebas são de 300 filiados.
Em Parauapebas, o esporte é ensinado pela Abadá Capoeira nas escolas Jean Piaget, bairro
Liberdade; Paulo Fonteles, Rio Verde; Carlos Henrique, bairro da Paz; e na Academia Fitness. A
instituição congrega cerca de 300 capoeiristas praticando o esporte, entre crianças, adolescentes e
adultos, na faixa etária de 3 a 80 anos.
Iniciado na Praça da Cidadania, bairro Rio Verde, e continuado na Praça de Eventos, bairro Cidade
Nova, o I Festival de Capoeira em Parauapebas foi encerrado no Centro de Desenvolvimento
Cultural (CDC) com batizado e troca de cordas, com grande participação popular.
Segundo “Sibita”, os capoeiristas ensinam a modalidade esportiva também em entidades sociais para
deficientes físicos, visuais e auditivos em outros municípios, e possivelmente iniciarão trabalho
idêntico em Parauapebas. Fonte complementar: Waldyr Silva, 14/11/2007
Por Waldir Silva, 14/11/2007 Fonte: Coordenadoria de Juventude, 02/2012.
I Festival de Capoeira em Parauapebas – Momento em que dezenas de capoeiristas da
região e até de Imperatriz (MA), Goiânia (GO) e Teresina (PI) se apresentaram nas praças
da Cidadania, de Eventos e CDC, exibindo golpes que encantaram o público que assistiu
aos shows de capoeiragem.
53
Encontro da Mulher de Parauapebas
Semana da mulher - O Encontro da Mulher já faz parte do patrimônio cultural de
Parauapebas. Ano após ano, o evento reúne as servidoras públicas, que se dividem em
equipes para realizar tarefas de cunho social, cultural e esportivo. O encontro sempre traz
à tona temas que envolvam a mulher como peça fundamental na sociedade. A festa
voltada para a mulher parauapebense acontece sempre no mês de março.
Realização Prefeitura – O evento acontece na 1ª Semana de Março.
Parauapebas comemora o Encontro da Mulher. Um movimento que para a cidade, para
assistir a maior festa cultural do município.
Parauapebas é um dos raros municípios no estado do Pará que apresenta uma secretaria
especificamente para a mulher. A data do dia da mulher, que já tá oficializado no
calendário do município iniciou dois anos após a emancipação política de Parauapebas.
Para registrar essa trajetória a de mulheres guerreiras, a secretaria Municipal da Mulher,
comandada por Joelma Leite, decidiu lançar a Revista “20 Anos de Encontro da Mulher
de Parauapebas”.
Vinculada à Secretaria da Mulher há também o Centro de Referência para as Mulheres
Vítimas de Violência:
Sua finalidade é oferecer um atendimento especializado e o acompanhamento
psicológico, social e orientação jurídica às mulheres em situação de violência. No centro
de referência são realizados aproximadamente 73 atendimentos por mês.
Público Alvo:
Mulheres do Município de Parauapebas em situação de violência sexual, moral, física,
psicológica, mulheres que buscam orientação em relação a pensão alimentícia, guarda de
filhos, divórcio e outros.
http://www.parauapebas.pa.gov.br http://www.carajasojornal.com.br
54
Casa Abrigo
A Casa Abrigo tem como objetivo garantir a integridade física e psicológica de mulheres em risco
de morte e de seus filhos menores de idade, proporcionando ambiente agradável com atividades
propícias para que as mulheres exercitem a autoestima, em caráter sigiloso de moradia, protegida e
preservada com a não divulgação do endereço.
As mulheres que se encontram em situação de risco de morte (daquelas que sofreram ameaças por
seus parceiros); mulheres cuja estrutura familiar esteja comprometida; mulheres com estruturas
física e psicológica abalada por violência cometida por determinado agressor são as beneficiárias
diretas.
MASP
Produção Cultural dos Funcionários Públicos em
Parauapebas
A Mostra de Arte do Servidor Público de Parauapebas (MASPP) nasceu de uma das prioridades do
governo cidadão, acreditando que por meio da arte acontece o encontro, a integração e
transformação do ser humano e da sociedade. É um evento anual que fomenta as manifestações
artísticas, valoriza e aperfeiçoa as habilidades dos servidores, utilizando-se de várias linguagens
culturais e artísticas; impulsiona mudanças institucionais, pois oferece ao servidor instrumentos
para o seu desenvolvimento pessoal e profissional; reforça a auto-estima, fomenta o espírito de
equipe, a criatividade; motiva a disposição para o trabalho, melhorando assim a qualidade dos
serviços oferecidos.
A MASPP faz parte do calendário oficial da Prefeitura como celebração do dia do Servidor Público,
transformando a arte em política pública de valorização do servidor.
As oficinas oferecidas são: Teatro, dança, contador de história, artes Plásticas, gastronomia,
Biscuit, artesanato em feltro, pintura em Tecido, literatura (diversos gêneros – produção dos
servidores), música, arte em couro, etc.
Esses cursos serão ministrados em forma de oficinas no período de agosto a outubro de cada ano,
tendo como culminância a apresentação e exposição das produções realizadas nos dois últimos
dias do mês de outubro de cada ano.
Tal evento ajuda a manter o dinamismo da arte local, além de criar identidade e o potencial
perspectivo na questão econômica, ao ser transmitido para os domínios populares – que dela
possam desenvolver como fins econômico.
Os servidores podem realizar sua inscrição na recepção do CTRH, localizada no Centro
Administrativo, Morro dos Ventos, quadra especial, S/N ou com os representantes do Comitê
Gestor de cada Secretaria Municipal.
Cada ano é escolhido um tema que Se torna o carro chefe das abordagens. O tema escolhido de
2012 é: "Raízes Sertanejas"
55
Fonte: ASCOM, 03/2012
56
DANÇA DO CARIMBÓ
A dança do carimbó também é muito tocada e praticada na região, apesar do contingente
populacional maior ser migrantes de outros estados e preponderar os maranhenses.
Fonte: Coordenadoria de Juventude, 03/2012.
Bandas de Música de Parauapebas
Dentro de seu cenário cultural, Parauapebas tem várias Bandas Musicais que fazem festas pela
cidade e outras localidades da região. No Gênero Rock são:
Banda Senzala;
Banda Anarquia;
Banda Anticorpus;
Banda Legionários;
Banda FDR (Grupo Rep);
Banda Samurai;
(Este último: Gênero Popular)
Cantores do Gênero Popular:
Wilia Barros;
Leo Monteiros;
Ednilson;
Casa Grande.
Banda Malícia do Pará;
Banda Senzala
57
Artista Sinvaldo Grupo FDR (Filhos da Revolução)
Meios de Comunicação em Parauapebas
Parauapebas é considerada no Pará, como a cidade onde há mais veículo de
comunicação, como rádios, jornais, televisão, blogs, sites e outros tipos de canais de
informação não tão convencionais.
Segundo o Jornalista Waldyr Silva (08/06/2011), a cidade já chegou a ter mais de 15
emissoras de rádio consideradas piratas, que funcionaram clandestinamente por muito
tempo, uma vez que não existia na cidade nenhuma rádio legalizada.
Nome das rádios de grande audiência na cidade:
 Rádio Arara Azul FM 96,9 FM (Inaugurada em 2007);
 Liderança FM 102,1 Mhz;
 Rádio Comunitária FM do Povo – 87,9 Mhz;
 Rádio Comunitária Fonte de Vida FM – 87,9 Mhz.
Com relação à jornais, a população já contou com “A Tribuna de Parauapebas,
“Movimento Regional”, “O Carajás”, “Estrela do Pará”, “A Notícia”, “Impacto”,
“Boca no Trombone”, “Impacto”, “Jornal Imprensa” e “A Folha de Parauapebas”,
que já não circulam mais.
Atualmente, circulam em Parauapebas os jornais:
Correio do Tocantins; O Guardião;
Correio do Pará; O Tablóide;
O Regional; Folha Verde;
Jornal Hoje; O Liberal;
Jornal O Carajás; Diário do Pará;
Jornal de Parauapebas Opinião;
Jornal Semanal; In Revista Parauapebas.
Todos com sede em Parauapebas, com exceção do Liberal e Correio do Tocantins,
(este último) com sede em Marabá e Sucursal em Parauapebas.
Blogs e Sites de grande circulação na cidade:
58
Pebinha de açúcar, Blog do Zé Dudu, Waldyr Silva e outros menores.
Os sistemas de televisão implantados no município são variados. E, entre as
emissoras estão:
 TV Liberal – Afiliado à Rede Globo;
 TV BAND;
 SBT (TV Amazônia)
 TV Missão;
 Record (Norte Carajás);
 Cultura;
 Rede TV
Todas, com exceção do SBT e Cultura, com programa local de Jornalismo.
Segundo Waldyr Silva, a Rádio Liderança e a emissora Rede TV, mesmo pertencente
ao prefeito de Curionópolis, Wenderson Chamonzinho, estão sediadas em
Parauapebas.
Provedores de Internet em Parauapebas
 Carajásnet;
 Ara net;
 Flexanet;
 Skorpionet;
 CKS Online.
A grande reclamação dos internautas refere-se às altas taxas
pagas pelo serviço. O município cobra o maior preço de
internet no Brasil.
59
Turismo e Lazer
O parque Zoobotânico do Núcleo de Carajás, com várias espécies da fauna e da flora
amazônicas, é uma das maiores atrações turísticas da região. A visitação pública é
liberada apenas aos domingos. De terça-feira a sábado as visitas só são permitidas
com autorização da Vale do Rio Doce, atual Vale.
PARQUE ZOOBOTÂNICO DE CARAJÁS
Fotos: Moreira, Silviano Machado, Leonardo Santos Silva
Após conhecer o parque o turista não pode deixar de ver de perto a cachoeira da dona
beija localizada a 3 km do portão do núcleo da Serra dos Carajás boa parte
do trajeto é pela rodovia,mas o restante é percorrido a pé,por isso não é aconselhável
a visita durante o período chuvoso.
O próximo ponto no roteiro turístico de Parauapebas é a prainha, a 3 km da sede ,
que na realidade é uma grande área formada por várias ilhotas, onde é possível
acampar sem problema. O acesso é pela rodovia e a infraestrutura inclui restaurante,
estacionamento, vestuários e banheiros públicos .
60
Fonte: Por Adilson Motta 12/2010 City Park Club
CEAP - Centro de Educação Ambiental de Parauapebas
Frente à situação em que se encontra o município, com áreas de proteção
ambiental, a Floresta Nacional de Carajás amparada por Lei Federal e ao mesmo tempo,
permeado de uma extensa área de exploração mineral, respalda-se a importância do
CEAP, como importante instrumento sócio-educativas e ambiental. O Núcleo de
Educação Ambiental (NEAm), do Campus Avançado da UFPA para a Região, com sede
em Marabá, juntamente com a Prefeitura de Parauapebas por meio das Secretárias de
Meio Ambiente e de Educação e com o IBAMA / Carajás, vêm propor a implantação do
Centro de Educação Ambiental de Parauapebas – CEAP, para o desenvolvimento de
um amplo Programa de Educação Ambiental, para as Comunidades do Mosaico de
Carajás, seu entorno e região.
O Centro de Educação Ambiental de Parauapebas está voltado para o ensino, a
pesquisa, a extensão (educacional e turística) em Educação Ambiental, na região.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS DO C - Desenvolver atividades de Educação Ambiental
para turmas de alunos de escolas do município e região;
- Formação Continuada para Professores do Ensino Básico e Educação Infantil, com
cursos teóricos e práticos sobre Temas Ambientais;
- Cursos de formação de monitores para atuação junto a unidades de educação
ambiental;
- Programas itinerantes de Conscientização Ambiental para Comunidades regionais;
- Pesquisa em Metodologias de Ensino em Educação Ambiental;
- Exposições Botânicas, Zoológicas, Antropológicas e Ecológicas;
- Atividades Integradas artístico-cultural-educacional sobre temas ambientais;
- Produção de material didático e paradidático para o trabalho em Educação Ambiental;
- Organização de eventos culturais, científicos e escolares sobre a questão ambiental;
- Campanhas Públicas de Conscientização sobre questões ambientais.
- Integração com as demais entidades e instituições da região, voltadas para a
Educação Ambiental visando promover a Educação Ambiental em Todos os Níveis da
educação formal e não formal.
PROGRAMAS EM ANDAMENTOS E SEUS RESULTADOS
A ESCOLA VAI À FLONA
Desenvolvendo atividades de Educação Ambiental na Floresta Nacional de Carajás e em
seu entorno com alunos das escolas da região.
61
3.1 RADIOGRAFIA DA CIDADE
Área: 7.008 km²
3.2 ASPECTOS GEOGRÁFICOS
LOCALIZAÇÃO
O município de Parauapebas está localizado no sudeste do Pará, aproximadamente
700 km da capital Belém.
Limites
Ao Norte: Município de Marabá
Ao Leste: Município de Curionópolis
Ao Sul: Municípios de Canaã dos Carajás e Água Azul do Norte
Ao Oeste: Município de São Felix do Xingu e Tucumã.
Ponto mais alto: N-5, com 814 metros.
Mapa físico e político - Parauapebas e região
Clima: Tropical úmido; temperatura média anual: 25º a 26º c e mínima entre 19,5º e 21,5ºc.
Ale
mã
62
O período mais chuvoso è de novembro a abril (100 a 150 dias de chuvas),
registrando uma precipitação anual de 1.750 á 2.250mm.
Localização da sede
Fonte: IBGE 2010.
Hidrografia:
Os limites Sul e Oeste de Parauapebas são materializados, aproximadamente pelos
divisores de água das bacias do Tocantins e Xingu. Por esse motivo, todos os outros
Municípios fazem parte da bacia do Tocantins.
Parauapebas é banhada por dois rios, o Parauapebas e o Itacaiúnas, ambos nascem na
Serra Arqueada e correm, no município, na direção Sul-Norte. O Itacaiúnas é
formado pela junção de dois ribeirões, do Água Preta e do Água Azul que nascem na
localidade de mesmo nome. Em seguida, o Itacaiúnas recebe, pela margem esquerda
o rio Pium e seu curso passa a separar a Reserva Catete dos índios da tribo Xikrin
(índios de nação Kaiapó). A seguir o Itacaiúnas recebe, pela margem esquerda, os
rios Catete Cinzento e Tapirapé, e pela margem direita as Águas Claras e o Azul.
63
Os rios Gelado (afluente do Parauapebas) e Azul, (afluente do Itacaiunas), tem suas
nascentes próximas e direção de cursos opostos, separam a Serra Norte das elevações
mais a Norte que envolvem a Colônia Jader Barbalho (conhecida e batizada
atualmente por Colônia Paulo Fonteles).
Estas elevações se constituem em continuações da Serra da Redenção. O ponto
culminante do Município é o pico da Serra Sul com 889 m de altitude (acima do nível
médio dos mares).
O rio Parauapebas é formado pela junção do Ribeirão do Caracol e do Córrego da Goiaba
sempre correndo na direção Sul-Norte. Este rio, também é conhecido como Caracol ou Rio
Plaquê em seu alto curso até a foz do Sossego.
Tanto o Rio Parauapebas como o Itacaiúnas, apenas são navegáveis por pequenos barcos
em trechos frequentemente interrompidos por corredeiras e pequenas cachoeiras, que se
agravam quando os níveis de suas águas baixam.
Rio Parauapebas
Na região serrana são encontradas pequenas lagoas, formadas por águas da chuva que
se acumulam nas depressões existentes nos topos das serras.
Relevo
No município são encontradas as principais elevações que formam a Serra dos
Carajás, um conjunto de montanhas onde estão as reservas minerais. O complexo da
serra dos Carajás é formado pelos maciços das serras Norte, Sul Arqueada,Redenção
e do Cinzento,situado a oeste do rio Parauapebas, serras do Buriti (ou do
rabo),Leste(ou do sereno)e do paredão,a leste do rio. Não faz parte do território de
Parauapebas as serras Lestes, do paredão, Redenção e do Cinzento. Uma área de
planície entrecortada por pequenas elevações é encontrada ao longo da rodovia PA-
275. Sua altitude é de 350 m.
Quanto ao aspecto físico, Parauapebas é uma região cheia de morros e drenada por
rios e igarapés, o que o torna susceptível de ser afetado por desastres naturais.
Embora não se deseje, nem se espere que as catástrofes venham acontecer, o que
mais se vê em todo o perímetro urbano são verdadeiras irregularidades e
agressividades do homem sobre o meio natural e, nem precisa ser especialista
ambiental para saber que várias construções estão erguidas em locais impróprios,
como as das margens dos rios das encostas ou topos dos morros. (Jornal O Regional,
por José Milton, in 12/2008).
64
Vegetação
O grande domínio vegetal de Parauapebas é de Floresta de Terra Firme, a qual sofre
alterações, de acordo com as variações de solo e relevo, proporcionando a ocorrência
dos subtipos: Floresta densa dos Platôs, Floresta Densa Submontana, Floresta Aberta
Latifoliada (cipoal)e Floresta Aberta Mista (cocal).
Dominando o cimo de algumas cristas e chapadas, ao sul da Serra de Carajás
encontram-se campos e cerrados. A implantação de fazendas de pecuárias e a
ocorrência de fontes de exploração cujos cultivos eram migratórios propiciaram a
ocorrência de pastagens cultivadas e vegetação de capoeira.
Floresta Nacional de Carajás – É uma área de cobertura florestal, de espécies
predominantemente nativas, e tem como objetivo básico o uso múltiplo sustentável dos
recursos florestais e a pesquisa científica.
3% da Floresta Nacional de Carajás é ocupada pelo complexo minerador.
Patrimônio Natural
A alteração da cobertura vegetal natural de Parauapebas está somada à do município
de Marabá (19%), pois fazia parte do mesmo quando do levantamento com imagens
de LANDSAT-TM, do ano de 1986.
O município é cortado por dois grandes rios, Parauapebas e Itacaiúnas, assim como
possui grandes serras, que são as do Carajás, Seringa, Buriti e Arqueada.
Possui aproximadamente 50 sítios arqueológicos ainda não estudados, com exceção
da Serra dos Carajás, que contém a Gruta do Gavião, onde foram descobertos
vestígios de presença humana com datação precisa de 8.500 anos.
Fica localizada em seu território a área indígena Catete, com 439.150.454 há
(4.391.50 km²), assim como a Área de Proteção Ambiental, do igarapé Gelado, criado
pelo Governo Federal em 1989, com 21.600 há (216 km²).
O Parque Zoobotânico do Núcleo de Carajás, com várias espécies de fauna e da flora
amazônica, é uma das maiores atrações turísticas da região. Além do parque, tem a
cachoeira de Dona Beja, localizada a 3 km do portão do núcleo da Serra dos Carajás;
a Prainha, a 3 km da sede, que na realidade é uma grande área formada por várias
ilhotas, onde é possível acampar, e a Ilha Tropical.
Recursos Naturais
A floresta Amazônica é a vegetação predominante. Dela se extrai açaí, madeira e castanha,
essenciais à economia local. Além dos produtos vegetais, a região mostra-se rica em minérios, onde
se localiza a serra dos Carajás, a mais importante área de mineração do país e de onde se extrai
grande parte do minério de ferro brasileiro exportado.
65
CLIMA
A condição geográfica de localização (zona tropical) proporcionou a Parauapebas
uma temperatura média anual de 26,35°C, apresentando a média máxima em torno de
32,01ºC e a mínima de 22,71ºC. Ao lado disso, a quase ausência de ventos, faz com
que a cidade fique pouca arejada. Tem uma floresta com áreas mistas de cerrados e
florestas que formam a maior parte da cobertura vegetal.
A maior parte da região apresenta clima equatorial. No inverno, o oeste sofre a ação
de frentes frias que provocam quedas bruscas de temperatura.
Nas áreas de maior altitudes predominam densas florestas, isto faz com que aconteça
a precipitação pluviométrica alta no “inverno”, atingindo em determinadas épocas e
áreas o acentuado nível de 2800 mm. A umidade relativa do ar é elevada, apresenta
oscilações entre a estação mais chuvosa e a mais seca, que vão de 100% a 52%,
sendo a média real de 78%. O período chuvoso ocorre, notadamente, de novembro a
maio e o mais seco, de junho a outubro, estando o índice pluviométrico anual em
torno de 2.000. Na época seca, a umidade relativa chega a menos de 50% e a
vegetação de raízes pouco profundas, como o capim e os arbustos que, devido a falta
de água - ressecam.
EXTENSÃOTERRITORIAL
Quando na sua criação em 10 de maio de 1988, o município de Parauapebas ocupava uma
extensão territorial de 17.722,3 Km2, segundo o "Anuário Estatístico do Estado do Pará"
(1990). Após sofrer o primeiro desmembramento para a criação do município de Água Azul do
Norte, foram desmembrados do seu território 7.658,7 Km2. Recentemente foi desmembrada
do Município a área do Cedere II, onde foi criado o novo Município de Canaã dos Carajás.
Assim sendo, restam ao município hoje apenas 7.008 Km² dos quais a CVRD e os índios Xicrin
do Cateté, juntos, e o Governo Federal, através de projetos de preservação ambiental (APA)
detêm a concessão de 90% do total dessa área. Sem dúvida, Parauapebas tem motivos para
comemorar a presença do verde, não esquecendo o dever de preservar e recuperar o que foi
degradado. A importância da arborização na área urbana do município é o ganho na
qualidade de vida da população por meio da proteção do solo e purificação do ar poluído,
pois as plantas absorvem o dióxido de carbono (como, por exemplo, os gases emitidos pelos
veículos automotores) liberando oxigênio, protegendo o meio atmosférico, amortecendo ruídos
(redução da poluição sonora). Também cumprem um papel importante na fixação da
poeira que ocorre na superfície foliar das árvores, que posteriormente se livram dela
(poeira) por meio da ação das águas das chuvas. Além disso, as plantas têm um grande
valor paisagístico para a cidade.
66
MAPA FÍSICO E POLÍTICO DE PARAUAPEBAS E MUNICÍPIOS FRONTEIRIÇOS
MAPA DOS BAIRROS DE PARAUAPEBAS
DMTT, mapa dos bairros de Parauapebas. Autoria: Afrearle
Além dos Bairros
citados ao lado no
mapa, existe
também vários
assentamentos
urbanosde igual
tamanho e maiores
que os bairros
citado. Os maiores
são:
* Cidade Jardim;
* Nova Carajás;
* Amazônia;
* W. Torres.
67
Projetos Minerais da Vale na Região Sul do Pará
Fonte: Pesquisa Diagonal,
2007.
Exploração Rio do Norte(MRN
Exploração de Bauxita
Usina Hidrelétrica de
Tucuruí (UHT)
Projeto Ferro Carajás
(PFC) Marabá
ALBRAS/ALUNORTE
Produção de Alumica e Alumínio
Macapá
Grandes Projetos Minerais
No Pará
68
ECONOMIA
Parauapebas situa-se no centro da mais rica província mineral do mundo, onde a
ocorrência dos mais diversos minérios, metais e pedras já está registrada pelos serviços
de geologia, e ainda continuam sendo registrados. Minérios como: ferro, ouro, manganês
e cobre e pedras preciosas e outras. Em 2008, Parauapebas respondeu por 36,3% do
valor da produção da indústria de base mineral do Pará, Graças ao ferro de Carajás. A
indústria extrativa mineral operada pela Vale S.A. no município recolheu somente no ano
passado (2009), a título de Compensação Financeira pela Exploração de Recursos
Minerais (CFEM), a importância de R$ 165.744.836,88. Desse bolo o município ficou com
R$ 107,7 milhões, o correspondente a 65% da receita total, conforme determina a
legislação. Bem superior a 2007, que fora de R$ 81,5 milhões, onde o município
recolheu pouco mais de R$ 50 milhões.
Por isso, a exploração mineral é sua principal fonte econômica. Situa-se no
município grandes empreendimentos na área de mineração, especialmente os da CVRD
como o ferro de Carajás, o ouro do Igarapé Bahia, e o manganês do Azul.
A cidade não se restringe às riquezas minerais de Carajás. Nos últimos anos,
Parauapebas está diversificando suas alternativas econômicas, possibilitando o
crescimento do agronegócio, com ênfase para a pecuária, de corte e leiteira, para a
fruticultura e produção de grãos.
O município cresce em diversos setores o comércio se diversifica a cada dia,
o setor de serviço amplia seus negócios, todo dia novas oportunidades se abrem e
surgem novos atrativos, além do apoio decisivo da Administração Municipal. Além da
formação, a Prefeitura tem se empenhado na captação de recursos para alavancar
projetos pecuários na região. O principal parceiro nessa empreitada é o Banco da
Amazônia (BASA), por meio do Fundo Constitucional do Norte (FNO Especial), e Banco
do Brasil (BB), que fornecem recursos financeiros para os projetos.
Na agricultura, os avanços também são visíveis. A prefeitura fornece as mudas, e os
produtores retribuem com a produção de alimentos, destinados para os projetos sociais
da Secretaria Municipal de Ação Social de Parauapebas (SEMAS). Além da
contribuição social, eles recebem apoio da Prefeitura para comercializar a produção
(frutas, verduras, hortaliças) na Feira do Produtor.
O Governo Municipal investe na produção de grãos (milho, arroz e feijão caupi), na
aquisiçãode equipamentos para continuar ampliando a base produtiva agrícolae a
infraestrutura rural.
O rebanho pecuário no município, em 2010 estava assim distribuído (por número de
cabeças): 158.ooo bois e vacas; 3390 porcos; 17.855 galinhas; 810 cabras; galos,
frangos, frangas e pintos – efetivo do rebanhos 23.320 cabeças.
Dentro dos setores econômicos, o setor de serviços é o segundo mais forte no
município, após a mineração. Em seguida, tem-se o setor agropecuário, o mais modesto
dos três grandes setores, no entanto o que, nos últimos anos, tem mostrado grandes
avanços e dados sinais de boa perspectiva de crescimento.
Arrecadação: Outra fatia que evidencia o forte dinamismo econômico de
Parauapebas é a fatia de ICMS que lhe é repassada. Dos 143 municípios paraenses,
apenas Belém, capital do Estado arrecada mais. Ainda assim, Parauapebas fica com
69
9,32% de toda arrecadação, o que corresponde a R$ 26.880056,99 repassados nos
últimos cinco meses. No Pará, apenas Belém recebe fatia maior, 20,33%.
O setor terciário, o comércio e serviços tem hoje contribuído fundamentalmente para a economia do
município. Há uma rede de lojas, farmácias, bares, bancos,hospitais,correios, salões de beleza,
transportes, etc., bem extensa e diversificada e que contrata mão de obra de boa parte da população.
A economia informal é outro setor da economia que tem crescido bastante. Percebe-se o dinamismo
acentuado das feiras livres, assim como das bancas de vendas, dos mais diversos tipos de produtos,
espalhadas por parte da cidade.
A cidade mantém um forte ritmo de crescimento econômico e tem grande oferta de empregos com
carteira assinada. Mas as empresas precisam de montadores de estruturas, mecânicos de
manutenção, operadores de máquinas e muita gente chega no local com pouco, ou nenhuma,
qualificação.
Bolsa de emprego em Parauapebas.
O município dispõe de energia elétrica fornecida pelas Centrais Elétricas do Pará (CELPA),
concessionária que distribui a energia vinda pela Eletronorte da Hidrelétrica de Tucuruí, distante a
pouco mais de 440 km. O saneamento urbano fica por conta do Serviço Autônomo de Água e
Esgoto de Parauapebas – (SAEP), ligado à Prefeitura Municipal – e controlado pela Secretaria de
Obras.
Agropecuária: A sua economiaestrutura-se também em torno da agricultura familiar, responsável
pela produção de gêneros como: arroz, milho, feijão, mandioca e fruticultura (que vem registrando
elevado índicede crescimento). Quase tudo voltado para atender as necessidades de seu mercado
interno. No setor da pecuária, predomina a criação de gado bovino para corte, tambémem grande
desenvolvimento.
Indústria e comércio:o setor de móveis é o grande destaque da indústria local. São aproximadamente 100
pequenas e médias marcenarias com grande atuação no segmentomoveleiro, atendendo a demanda do
município e exportando produtos para várias regiões do Estado. Seguindo sua vocação inicial, o comércio
estabeleceu-se de formaatuante e arrojada, constituindo-se num dos principais centros comerciais do sul do
Pará.
Devido à grande migração que ocorre em Parauapebas, um dos grandes empreendimentos (aqui) realizados
sãoinvestimentos em condomínios. São centenas espalhados por toda cidade.
Indicadores de População de 10 ou Mais de Idade, Economicamente Ativa e
Ocupada 1991/2000
Indicadores 1991 2000
População Residente de 10 anos ou mais 37.153 52.702
População Economicamente Ativa - PEA 17.980 30.758
População Ocupada – POP 17.345 26.079
Taxa De Atividade 48,39 58,36
Taxa de Desocupação 3,53 15,21
Fonte: IBGE, Censo Demográfico1991/2000. Elaboração: Sepof.
70
Estoque de Emprego Segundo Setor de Atividade Econômica
SETOR DE
ATIVIDADE
1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009
Extrativa
Mineral
976 1.025 1.184 1.288 1.976 1.903 2.398 4.383 5.065 6.069 6.921
Indústria de
Transformação
310 341 602 677 604 669 579 1.139 1.151 1.558 1.692
Serviços
Industriais/
Contabilidade
Pública
2 2 23 22 178 273 333 23 526 427 616
Construção Civil 870 1.086 1.389 1880 1.749 3.618 2.999 2.447 2.948 8.890 8.041
Comércio 595 795 872 1.259 1.724 2.067 2.537 3.499 4.438 4.904 5.486
Serviços 2.655 3.846 4.157 5.494 2.624 3.538 3.402 5.632 6.368 6.351 6.299
Administração
Pública
988 859 1.264 2.575 3.668 4.899 3.402 5.632 6.368 6.351 6.299
Agropecuária 38 40 68 94 182 191 226 209 191 225 248
Outros/ignorados - - - - - - - - - - -
TOTAL 6.434 7.994 9.559 13.289 12.705 17.158 18.534 21.316 25.058 35.432 34.994
Unique Shopping
Construído entre 2010 e 2011, o Unique Shopping é o primeiro do sudeste do Pará.
Foi inaugurado no segundo semestre de 2010. Possui 14,5 mil metros quadrados, 126
lojas, quatro salas de cinema, um hipermercado, 700 vagas de estacionamento num
investimento de R$ 46 milhões.
É mais um entre os vários empreendimentos lançados nos últimos meses em
Parauapebas. Localizada no centro de uma das maiores províncias minerais do
mundo, a cidade cresce em ritmo acelerado desde que foi fundada, em 1988. De lá
para cá, a população aumentou 15 vezes, a economia se expande em média 20% ao
ano – o dobro da taxa registrada na China – e, no ano passado, ficou em quarto lugar
na lista dos municípios brasileiros que mais exportaram.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, em 2009 foram enviados R$ 3,8
bilhões para o exterior. “Parauapebas vive em função da Vale”, diz José Rinaldo Alves de Carvalho,
empresário e presidente da Associação Comercial, Industrial e Serviços de Parauapebas (Acip). De acordo
com ele, 100 novas empresas se instalam na cidade todos os anos. As 650 registradas na associação
respondem por um terço do Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 3 bilhões, segundo números de 2007 do
IBGE.
Fonte: http://economia.ig.com.br/
71
Potencial de Consumo
Dos 143 municípios paraenses, Parauapebas é um dos que mais possuem vigor econômico, ou seja,
oferece condições a sua população de aquisição a determinados produtos.
De acordo com a Pesquisa Nacional de Amostragem a Domicílio (Pnad) realizada pelo IBGE em
2004, com dados do Censo 2000, havia no município 19.697 domicílios. Cada um deles tinha, em
média, 3,63 habitantes. Sete anos mais tarde, movidos pelos incentivos à construção civil, eram
quase 45 mil, em que: 82,75% tinham lixo coletado; 95,63% tinham energia elétrica; 14,78%
possuíam uma linha telefônica instalada; 6,10% possuíam forno microondas; 76,62% tinham
geladeira e/ou freezer; 11,78% detinham máquina de lavar; 5,44% contavam com ar condicionado;
57,42% dispunham de rádio; 80,09% possuíam um aparelho de TV em cores; 18,23% videocassete,
que praticamente desapareceu, mas deu lugar aos aparelhos de DVDs; 5,83% contavam com
microcomputador; e 13,34% possuíam um automóvel para uso particular.
Atualmente, há em torno de 60 mil aparelhos celulares habilitados, segundo dados da Agência
Nacional de Telecomunicações (Anatel). Noutras palavras, há 1 aparelho celular para cada 2
habitantes; e, se considerássemos o número de aparelhos por residência, teríamos quase dois
aparelhos por cada domicílio.
De acordo com informações do Instituto de Pesquisas Econômicas Target, em 2007 R$ 600 milhões
foram gastos em compras pela população. O município é o 6.º mais dinâmico do Pará (e o 310.º do
Brasil), em termos de potencial de consumo, atrás apenas da capital, Ananindeua, Santarém,
Marabá e Castanhal.
IBGE/ Pnud (Programa Nacional de Desenvolvimento das Nações Unidas/ SEPOF (Secretaria
Estadual de Planejamento, Orçamento e Finanças/ PME (Plano Municipal de Educação (apud
André Santos – Jornalista. Informação de Qualidade: Parauapebas, Capital do Minério.
10/05/2008.
SERVIÇOS BANCÁRIOS
A cidade deParauapebas possui seis agências bancárias: o Banco do Brasil, que possui vários
terminais eletrônicos espalhados pelas principais áreas trafegáveis da cidade, o Banco do Bradesco;
o Banco da Amazônia; e a Caixa Econômica Federal, o Banco Banpará e o Banco Itaú.
Banco do Povo
Em Parauapebas, o Banco do Povo foi criado com a Lei nº 4.315 de 8 de novembro de 2006, na
Gestão Darci Lermen, mas seu Decreto de Sanção foi em 16 de abril de 2007, data em que deu-se
início a sua operacionalização.
Constituído com fundo exclusivo do Município, hoje (2011) esse fundo está estimado em 400 mil
reais. A taxa de juro operada é de 1% ao mês e se destina a pessoas físicas e jurídicas – Formais e
Informais. O objetivo maior desta modalidade de banco implantada em âmbito municipal é a
geração de emprego e renda local. Haja visto que as taxas de juros oferecidas em outras linhas
oficiais, além de serem altas e incompatíveis, excluíam muitos empreendedores informais. Desta
forma, o Banco veio satisfazer aos anseios de empreendedores informais que ficavam excluídos do
sistema e seus benefícios.
Vale lembrar também que o Banco do Povo opera em parceria com o SEBRAE, a meta não é
simplesmente “repassar” dinheiros/recursos” ao empreendedor, mas também capacitar para a gestão
de negócios. Segundo José Ribamar (14/12/2011), além de gerar empregos diretos e indiretos, o
Banco do Povo também incentivou em muito a formalização de empresas no município.
72
O Banco do Povo do Povo funciona atrelado ao setor de finanças do município, com
prestamentos de contas anuais, e as regras de outros Bancos. Os setores beneficiados são:
 Comércio;
 Serviços;
 Indústria.
O limite de crédito é:Pessoa Física: R$ 3.000,00 (três mil reais); Pessoa Jurídica: R$ 6.000,00 (seis
mil reais).
Requisitos:
Poderá ser beneficiário quem:
 Estiver executando trabalho por conta própriahá mais de 6 meses (mesmo sem registro);
 Residir em Parauapebas há pelo menos 5 anos;
 Não possuir restrição de crédito no mercado (SPC, CCF ou SERASA);
 Estiver desenvolvendo atividades que não prejudique o meio ambiente e nem se caracterize
como prejudiciais.
Investimentos Fixos
Setor Prazo de pagamento Produtos
Comércio, serviço,
indústria e agroindústria.
Até 24 meses com até 4
meses de carência.
Máquinas, equipamentos
ou utensílios
Capital de Giro
Setor Prazo de Pagamento Produtos
Comércio, serviço,
indústria e agroindústria.
Até 12 meses sem carência. Matéria–prima ou
mercadoria.
EVOLUÇÃO DE EMPREENDIMENTOS E PROJETOS REALIZADOS PELO
BANCO DO POVO EM PARAUAPEBAS
2010
DATA VALOR
(R$)
11/02/2011 46.700,00
25/03/2011 32.400,00
29/042011 35.500,00
27/5/2011 40.500,00
17/06/2011 54.800
15/O7/2011 36.200,00
19/08/2011 32.000,00
Total de Projetos em 2007 147
Total de Projetos em 2008 166
Total de Projetos em 2009 205
Total de Projetos em 2010 168
Total de Projetos em 2011 158
TOTAL 844
2007 – R$ 241.400,00
2008 – R$ 351.050,00
2009 – R$ 504.100,00
2010 -R$ 427.800,00
2011 - R$ 431.900,00
TOTAL: R$1.956.250,00
73
16/09/2011 53.800,00
14/10/2011 49.500,00
11/11/2011 50.500,00
Fonte: José Ribamar Chaves, 14/12/2011 (Banco do Povo)
Por Adilson Motta, 12/2011
Infraestrutura de Transporte no Município
Aéreo: para Belém e Brasília.
Rodoviário: Diário para Marabá, Canaã dos Carajás, Belém e outras localidades do
Estado.
Ferroviário: De Parauapebas (PA) a São Luís do Maranhão.
O transporte coletivo do município é realizado por algumas cooperativas. Elas utilizam
microônibus e vans para fazer o transporte das pessoas. Os ônibus são utilizados somente
para transportar operários da Companhia Vale e suas prestadoras de serviços, bem como,
para levar os moradores e as demais pessoas que desejam se dirigir ao núcleo urbano de
Carajás que fica afastado da cidade de Parauapebas.
O DMTT (Departamento Municipal de Trânsito e Transporte) vem desenvolvendo ações no
sentido de reorganizar o transporte coletivo na cidade.
A circulação no perímetro urbano é feita por meio de transportes alternativos, como vans,
microônibus, taxie serviços de moto taxi.
O sistema de transporte alternativo em Parauapebas é composto por moto taxistas e vans
que percorrem todas as artérias da cidade até os últimos confins do perímetro urbano. Há
também um sistema de vans que conduz a população residente em Palmares I e II, e
também outras que circulam em destino a Carajás para aqueles que lá habitam, assim
como a grande migração que ocorre para a localidade. Ao todos, estima-se um total de
360 vans. (Fonte parcial: http://www.webartigo.com/dinâmicas sociais do município de
parauapebas).
Cada vanzeiro (dono de vans) pagam alvará (taxa anual) aos cofres públicos via DMTT
(Departamento Municipal de Transporte Terrestre).
74
Aproximadamente, 300 vans são responsáveis pelo transporte de 50 mil pessoas,
diariamente. Os motos taxistas, em torno de 400, transportam um número bem menor, em
relação ao que é atendido pelas vans; pois o serviço é mais caro.
Estrutura de Transporte no Município
Frota de Parauapebas – 2006 - 2010
2006 2010
Tipos Quantidade Tipos Quantidade
Automóvel 3.127 Automóvel 7.467
Caminhonete 931 Caminhonete 2.693
Micro-ônibus 329 Micro-ônibus 496
Motocicleta 5.161 Motocicleta 10.397
Ônibus 88 Ônibus 441
Caminhão 686 Caminhão 1.259
Caminhão Trator 74
Camioneta 387
Motonetas 4.223
Trator de rodas 1
Utilitários e Outro 475
Total Geral:27.943 veículos
FonteDENATRAN -2006/2010 in IBGE.
COOPERATIVAS DE MOTOS DE PARAUAPEBAS
Ao todo, existem 8 cooperativas de motos em Parauapebas, sendo elas:
 Coopermotos
 Coopertransmotos * As em negrito estão unidas: Unimoto .
 Asmotec
 Cooctransp
 Contracap
 Coocavump
 Coopatram
 Cootamop.
Ao todas, são 652 cadastradas no município. Cada moto taxista paga alvará de 162,00/anual aos
cofres públicos municipal e 20 reais por mês a cooperativa.
75
Por Adilson Motta, 12/2011
Os moto taxistas, em torno de 400, transporta um número bem menor, em relação ao que é
atendido pelas vans; pois o serviço é mais caro.
COOPERATIVAS DE VANS DE PARAUAPEBAS
O sistema de transporte alternativo em Parauapebas é composto por moto taxistas e
vans que percorrem todas as artérias da cidade até os últimos confins do perímetro urbano. Há
também um sistema de vans que conduz a população residente em Palmares I e II, e também
outras que circulam em destino a Carajás para aqueles que lá habitam, assim como a grande
migração que ocorre para a localidade. Ao todos, estima-se um total de 360 vans. Só no
centro urbano, circulam 226 coletivos que são responsáveis pelo transporte de 50 mil pessoas
diariamenteno transporte da população, de bairros a bairros e ao Shopping.
Cada vanzeiro (dono de van) paga alvará (taxa anual) aos cofres públicos via DMTT
(Departamento Municipal de Transporte Terrestre)num valor estimado em R$ 600,00 anual.
Pagam também 10 passes diários e 50 reais mensais à cooperativa. O sistema de transporte
coletivo é organizado no regime de cooperativas. Ao todos são cinco cooperativas atuantes.
As cooperativas são:
 Coocarajás, Coocatur, Coocavump, Cooper e Cooturverp.
Apesar do grande número de vans que circulam na cidade, é muito comumno cotidiano das
viagens situações como a expressa abaixo.
76
Por Francesco Costa (Jornalista), 11/2011.
Devido a má prestação de serviços aos usuários, o Ministério Público - MP deu
90 dias para que a prefeitura de Parauapebas abra licitação para a contratação de
empresas para explorar o serviço de transporte de passageiros na cidade. Sendo um
prazo curto para resolver o problema, foi prorrogado por um prazo de mais dois anos
com a justificativa, segundo o presidente da Central das Cooperativas, de que:
...serão financiados a compra de novos micro-ônibus para suprir a atual frota
de vans que circula na cidade, já bastante sucateada, devendo ser investido
muitos milhões na aquisição de 200 novos micro-ônibus.
Fonte: http://blogdofrancescocosta.blogspot.com/11/2011
SINDITÁXI
No sistema de transporte alternativo existem também em Parauapebas vários
grupos de taxistas, onde uns encontram-se organizados em cooperativas. A maior de
todas é o Sinditáxi, que funciona como sindicato e está se organizando, desde 2011,
para o regime de cooperativismo. Cada taxista paga ao município alvará de
funcionamento de R$ 216,00 anual e 150 mensal à cooperativa. O Sinditáxi possui 6
pontos (cada ponto é um agrupamento de taxistas no número de 12). No entanto
existem dois que funcionam com 8 táxi, sendo um total de 64 taxistas só nesta.
Por Adilson Motta, 11/2011.
77
AEROPORTO DE CARAJÁS
O Aeroporto de Carajás, localizado no município de Parauapebas, foi construído
estrategicamente para atender aos projetos de mineração na região. Predominam as
operações da aviação comercial regional e geral (taxis aéreos e particulares). A aviação
militar é efetuada em menor escala. Foi construído pela Companhia Vale do Rio Doce
(CVRD) EM 1981.
Com uma das maiores rendas per capta do Brasil, Paraupebas é considerada a
25ª melhor cidade para empreendedorismo, o 2º PIB do estado e 5º município do ranking
dos exportadores (balança comercial). Também é considerada com uma das cidades
mais emergentes do Brasil. O aeroporto estálocalizado em uma área da Floresta
Nacional. Em razão das atividades de mineração é estrategicamente utilizado pelos
clientes da Empresa Vale S.A.
1. 2.
Fonte:1. http://www.infraero.gov.br/index.php/br/aeroportos/para/aeroporto-de-carajas.html2.
http://pt.wikipedia.org/wiki/ficheiro::aeroporto_carajas.jpg
O avião mostrado na imagem acima deriva de um episódio ocorrido em 1997, quando o voo 265 da
Varig, saiu de Brasília com destino a Belém, com escalas em Marabá, às 12:30 horário de Brasília,
o pouso em Carajás aconteceu, mas chovia muito, o boeing 737-200, prefixo PPCJO saiu da pista e
bateu em árvores, o co-piloto morreu. O acidente foi noticia no Jornal Nacional, no ano de 1997. É
muito visitado por turistas.
Os voos em Carajás se destinam a: Marabá, Belém, Ourilândia do Norte, Tucuruí,de Carajás-
Brasília e Belo Horizonte (confins).
.
78
Auto Escolas de Parauapebas
Além destas, há também a:
 Auto escola Vitóriia e a
 Auto escola Lívio.
79
3.3.3 DESENVOLVIMENTO POPULACIONAL
Segundo o IBGE, a população de Parauapebas em 2006foi de 95.225 habitantese a
taxa de crescimento anual oscila entre 13% e 18%, estando atualmente em 17%, enquanto
que a média nacional é de 3%. Em 2000, o índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de
Parauapebas era de 0,741 – Segundo o Atlas de Desenvolvimento Humano PNUD.
CRESCIMENTO POPULACIONAL E DENSIDADEDEMOGRÁFICA DE PARAUAPEBAS
Ano População Área em km² Densidade
1991 53.335 17.653 3,02
1996 63.563 7.077 8,98
1997 68.316 7.077 9,66
1998 72.404 7.077 10,23
1999 76.452 7.077 10,80
2000 71.568 7.046 10,16
2001 75.524 7.046 10,72
2002 78.303 7.046 11,11
2004 81.428 7.046 12,56
2005 88.519 7.048 12,63
2006 95.225 7.008 13,58
2007 133.261 7.046,70 19,01
2008¹ 145.326 7.046,70 20,62
2010 153.000
2013 176.582 22,34
Dados estimativos. Fonte: SEPOF/GED/IBGE 2007.
IDH de Parauapebas: 0,715 (2010)
IDI: (índice de Desenvolvimento da Infância):0,74 (unicef -2004)
Crescimento Anual da População (2010): 7,96%
Indicadores Sócio demográficos
Informações colhidas e contextualizadas a partir do Censo dão conta de que 64,13%
da população se declarava parda, 27,55% se dizia branca e 6,63%, negra. No tocante
às religiões, a maioria, 58,74%, se dizia católica; os evangélicos correspondiam a
27,42% do total e 12,23% dizia não possuir religião alguma. Quanto ao estado civil,
32,78% da população declarou estar casada, enquanto os solteirinhos (à procura ou
não) eram 63,23% dos habitantes.
Segundo o IBGE, os habitantes ocupam 36 mil casas edificadas (construções de
alvenaria e de madeira). Na sede, 92% das vias urbanas são iluminadas e 85% delas,
80
asfaltadas; entre os 24 bairros da sede, muitos foram erguidos de invasões
urbanas nos últimos anos.
Do total de domicílios urbanos, 62,75% são próprios já quitados e abrigam 67,24%
da população; 20,14% são alugados e neles residem 16,71% dos habitantes; 7,66%
são cedidos às pessoas pelas empresas em que trabalham; 8,12% são cedidos a
parentes; e 1,33% estava em processo de aquisição.
Ainda assim, 95,65% das casas dispunham de energia elétrica; 79,59% eram
atendidas por coleta regular de lixo; 63,3% recebiam água encanada pela rede geral
e 19% valiam-se de poços; 12,9% eram atendidas por esgotamento sanitário, 38,5%
possuíam fossas sépticas e 27% fossas rudimentares, mas 4,49% das casas não
possuíam banheiros.
Sociourbanisticamente falando, tem-se no Bairro Cidade Nova o coração financeiro
e onde se encontram os terrenos e os aluguéis mais caros da cidade, segundo o
mercado imobiliário. Cinco mil pessoas moram aí.
O Bairro Rio Verde é o que, segundo os pioneiros, nasceu antes mesmo da cidade.
Hoje, com 15 mil habitantes, é o coração comercial de Parauapebas. Foi o primeiro
dos bairros a se urbanizar.
Já o Bairro da Paz é o mais populoso de todos: possui 20 mil habitantes, porém
cresceu tanto que teve de desdobrar-se noutros bairros – e com outros nomes –
como Nova Vida, Guanabara e Caetanópolis. Residem nesse complexo cerca de 40
mil pessoas.
Por sua vez, nos bairros que integram o Complexo da Ferrovia (Betânia, Altamira,
Novo Horizonte, Vila Rica e, recentemente, as Casas Populares), com cerca de 35
mil habitantes e uma infraestrutura precária, o crescimento desenfreado é mais
visível. O complexo, que já nasceu grande, “favelizou” a cidade, mas já começa a
receber tratamento urbano.
Em contraponto, existe o Bairro Beira Rio II. Modernas construções erguem-se aí
para atender a classe média, que ora desponta, com apartamentos que custam de 85
a 120 mil reais. O processo de metropolização e a consequente verticalização já são
visíveis em Parauapebas.
Urbanização
A crescente urbanização, que envolve desde a chegada de pessoas novas ao
município ao êxodo rural, fez com que nos últimosseis anos novos traçados urbanos
fossem percebidos na paisagem da cidade, que atualmente possui 24 bairros, além
de localidades consideradas isoladas, ainda assim urbanizadas.
O perímetro urbano corresponde à sedemunicipal está dividido nos seguintes bairros:
Rio Verde, Cidade Nova, da Paz, União, Primavera, Liberdade I, Liberdade II,
Guanabara, Caetanópolis, Nova Vida, Novo Brasil, Maranhão, Altamira, Betânia,
Novo Horizonte, Vila Rica, Casas Populares, Chácara do Sol, Chácara da Lua,
Chácara das Estrelas, Chácara do Cacau, Beira Rio I, Beira Rio II, Bela Vista.
Fora do perímetro urbano, há ainda o Núcleo Urbano Carajás e, na área rural, os
povoados Vila Sanção, APA, Palmares I, Palmares II, Cedere I , Cedere II e
Onalício Barros.
81
População em idade ativa, População economicamente ativa,
População Ocupada de Parauapebas:
População: 1991 2000
Total: 53.337 71.568
PIA:População em idade ativa 37.150 71.568
PEA:População economicamente ativa 17.978 30.758
POC: População Ocupada 17.344 26.079
Fonte: IBGE – Censo Demográfico apud Diagonal, 2006.
Você sabia...
Que o IES- Índice de Exclusão Social do Pará é de 34%. Data referencial- 2004.
Segundo Jornal Pessoal, de Lúcio Flávio, considerando o item linha de pobreza,quase
metade dos 7 milhões de habitantes do Pará vive na “linha de pobreza”em famílias com
renda mensal inferior a meio salário mínimo per capita, ou pouco acima de 200 reais. As
demonstrações financeiras do governo através do mapa da exclusão social - relativas a
2007 apontam que no Estado existem 3.491.389 pessoas nessa condição, com renda
insuficiente para custear necessidades mínimas.
Expectativa de vida 2007:
Brasil:71,7 anos Pará: 71,1 anos Parauapebas: 67,219
ORIGEM DA POPULAÇÃO DE PARAUAPEBAS POR FAMÍLIAS
ANO: 1985
Região de origem Número de famílias representado em termos
percentuais
Marabá 1,0%
Pará* 5,8%
Maranhão 33,3%
Goiás
11,4%
Nordeste**
34,7%
Outras regiões 13,8%
Total 100,0%
Com exceção de Marabá ** Com exceção do Maranhão.
82
Crescimento demográfico de Parauapebas
Fonte: CURSO: Administração - CESTFIB, 2005
Os dados na tabela acima revelam que os indicadores do IBGE em relação aos
indicados nas pesquisas do município são bem inferiores. Isto é prejudicial na questão
planejamento. Parauapebas apresenta uma renda percapita de 29.114 Reais. Apesar
de apresentar uma elevada renda percapita, comparada à renda nacional, estado e
outros Municípios brasileiros,esses indicadores ocultam a desigualdade social existente
no município. É o que revelam as periferias de Parauapebas: alto índice de pobreza
em meio à maior província mineral do planeta. O município mantém um crescente
índice de migração. Segundo João Fontana, Secretário de Obras da prefeitura, “Toda
semana descem 50 novas famílias na estação do trem”.
Considerando que, segundo o IBGE, o número de pessoas por família no estado é de 5
pessoas, isto significa que por semana chegam 250 pessoas por semana; 1.000
pessoas por mês; 12.000 (pessoas) por ano.
Por Adilson Motta, 2009
Zona Urbana, 2009 Bairro Altamira, 11/2008
Fonte: Jornal O Regional
Taxa de urbanização 2010 (IBGE): 90,14%
Localização Populacional
Há uma possibilidade e risco para o aumento da
violência quando a demanda social (no tocantea
qualificação e formação profissional) não é
atendida. Para o Sociólogo e professor Jair,
“Aqueles que hoje estão subindo os morros por
desamparo,consequentemente, poderão descer em
formas marginais, de modo que irão compor o
número da violência no futuro”.
83
Os problemas do crescimento assustador de Parauapebas é motivado pela ilusão das
ofertas de empregos ligados à mineração.
POPULAÇÃO FAIXA ETÁRIA - IBGE 2001
FAIXA ETÁRIA ÍNDICE PERCENTUAL
0 A 3 ANOS 11%
4 ANOS 2,2%
5 E 6 ANOS 5,2%
7 A 9 ANOS 7,5%
10 A 14 ANOS 12,2%
15 A 17 ANOS 7%
18 A 19 ANOS 4,5%
20 A 24 ANOS 10,2%
25 A 29 ANOS 8,9%
30 A 39 ANOS 15%
40 A 49 ANOS 8,6%
50 A 59 ANOS 4%
60 A 64 ANOS 1,2%
65 A 69 ANOS 0,8%
70 A 74 ANOS 0,6%
75 A 79 ANOS 0,2%
80 A MAIS 0,90%
Fonte: IBGE 2001 (EM 2007)
O município de Parauapebas tem atraído desde seu surgimento como parte
integrante do município de Marabá até os dias de hoje, grandes contingentes de migrantes
que chegam em busca de melhores oportunidade - vindos de vários estados do Brasil,
principalmente do Maranhão, à procura de novas oportunidades de empregos e melhorias
em suas condições de vida. Isso se deve ao fatode Parauapebasabrigar em seu território
importantesprojetos de extração mineral realizados pela gigante Cia Vale do Rio Doce.
Os muitos empregosdiretos e indiretosgerados pelas obras de infraestrutura,e
posteriormente pela extraçãopropriamente dita,transformaram Parauapebas, eo Sudeste do
Paraensecomoum todo, em uma das áreas da Amazôniaoriental demaior e mais intensa
atraçãode migrantes.
Em 1985, Parauapebas registrava mais de 13 mil habitantes.
O crescimento populacional alcançado pelo município de Parauapebas trouxe como
consequência direta um crescimento urbano desordenado e sem planejamento, fruto de
uma economia política de urbanização, adotada pelos seus primeiros gestores
municipais. Esse crescimento de Parauapebas tem trazido sérios problemas para a sua
área urbana. Novas ocupações de áreas urbanas ocorreramao longo dos anos e deram
origem a bairros poucos dotados de infraestrutura urbana, principalmente no que tange
aos serviços que formam o saneamento básico: distribuição de água tratada e encanada,
coleta de lixo, limpeza pública e rede de esgotos.
Dona de diversos potenciais econômicos, como as jazidas minerais de Carajás,
florestas, rios, serra, solo fértil e clima agradável, Parauapebas é um dos municípios com
maiores horizontes na região amazônica. A cidade tem aeroporto para aeronaves de
84
grande porte, ferrovia ligando o município com o Porto de Itaqui, no Maranhão, e
boas rodovias em várias direções, tornando-a totalmente integrada ao Brasil inteiro e ao
exterior.
SAAEP – Serviço Autônomo de Água e Esgoto do Município de
Parauapebas
O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Parauapebas (SAAEP) instituído em 1999 vem
cada vez mais ampliando sua atuação em todo o município. O SAAEP também é responsável pelo
abastecimento de água potável em treze vilas rurais do município, em que atende gratuitamente com
uma reserva de 440 mil litros a aproximadamente dois mil domicílios, equivalente a uma população
Fonte: Site Parauapebas Online
85
estimada de 7.190 habitantes, através de sistema alternativo de abastecimento, e conta com
dezenove poços artesianos. Em novembro de 2010 houve expansão destes serviços.
Até 2009, o SAAEP era subordinado à secretaria de obras do município. No entanto, com a
Lei nº 4.385,de 11 de agosto de 2009 passou a ser autônoma, funcionando como uma Autarquia
Municipal, e conta com um quadro de servidor específico na área.
Atualmente o SAAEP apresenta um número de consumidores na ordem de 19.689. A arrecadação
se destina: ao funcionalismo, infraestrutura e Saneamento Básico.
Serviços de água.
Em Parauapebas são produzidos 28 milhões de litros de água por dia em Parauapebas, o que daria
para abastecer 255 mil pessoas, porém mais da metade desta água é desperdiçada. A perda média da
água tratada é de 40%, e o consumo médio diário pór pessoa é de 254 litros, isto significa que o
consumo médio é maior que o da Itália (país considerado o de maior índice de consumo).
O Projeto de Saneamento Básico na Zona Rural proporcionou melhorias na infraestrutura das
vilas e agrovilas na zona rural a partir da construção e instalação de sistemas alternativos de
abastecimento de água que inclui o poço artesiano, reservatório e redes de distribuição.
RESUMO DOS ABASTECIMENTOS DE ÁGUA POR SISTEMA ALTERNATIVO NA
ZONA RURAL
LOCALIDADE CAPACIDADE DO
RESERVATÓRIO LITROS
NÚMERO DE LIGAÇÕES
ALTO BONITO 20.000 63
CEDERE I 20.000 86
VILA ALBANI 20.000 34
VILA ONALÍCIO BARROS 20.000 68
VILA SANSÃO 50.000 150
PALMARES I (POÇO I) 100.000 186
PALMARES II (POÇO I) 100.000 702
VILA RIO BRANCO 10.000 62
CASAS POPULARES (POÇO I) 70.000 250
NOVO BRASIL 120.000 120.000
VILINHA (POÇO I) 10.000 84
GARIMPO DAS PEDRAS 20.000 80
VILA BRASIL NOVO 20.000 65
VILA CARIMÃ 20.000 65
Fonte: SAAEP & http://www.parauapebas.pa.gov.br / 12/2011.
Casa de qumicaco motor-bomba tanque de coagulação
86
12.4 Panorama da Educação em Parauapebas
Em 1994, o município contava com 5.740 alunos na rede escolar municipal. No
ano seguinte este número saltou para 14.517 alunos. Já em 2010, segundo
dados da rede Municipal de Parauapebas há um total de 36.716alunos.
Eram 54 escolas em 2006, sendo 20 na zona urbana e 12 de Educação
Infantil; 20 na zona rural e 2 de Educação Indígena. Na Zona Rural funciona o
sistema Modular de Ensino (Médio), que é uma iniciativa entre Estado e
Município.
Em 2010 são 58 escolas, geridas por 43 diretores adjuntos e 41 vice-diretores.
Ensino Médio – Escola Pública Estadual: (2008): 6.415 alunos.
Ensino Fundamental – Escola Privada (2008): 2.106 alunos.
Ensino Fundamental – Atualmente, cerca de 36 mil alunos estão matriculados
na rede municipal, distribuídos entre escolas do campo e cidade. Todos são
atendidos com merenda, transporte (especialmente da zona rural) e kit escolar
(anualmente).
A rede estadual, por seu lado, atende 4.983 mil alunos e a rede particular
conta com dez estabelecimentos de ensino registrados, sendo: escola Método,
Pitágoras, a Fênix e o Sementinha as maiores da rede particular. Esta rede, no
total, atende a 5.500 alunos, de acordo com estatísticas do ano de 1995.
Há um modelo diferencial de educação em Parauapebas, comparado a
muitos municípios brasileiros. A educação funciona em perspectiva de projetos
e valorização de realidade. Existe formação continuada (mensalmente) aos
educadores e um coordenador para cada disciplina na rede Municipal, que
orienta, auxilia e subsidia os coordenadores e professores das respectivas
disciplinas das/nas escolas. Há também palestras para os educadores e
amostras culturais (dos projetos) com exposição pública (bimestralmente).
Ocorre todos os anos o JIPs (Jogos Interescolares de Parauapebas) com
premiações – onde são envolvidas todas as escolas urbanas e rurais da rede
municipal, estadual e particulares.
Educação de Jovens e Adultos
A alfabetização, o letramento, a formação cidadã plena e de concepção de
mundo, bem como a inclusão social, são algumas das missões mais
trabalhadas na educação municipal. No município, cerca de 6.000 pessoas
estão matriculadas na educação de jovens e adultos (EJA) e outros milhares
espalhados por projetos parceiros à Secretaria Municipal de Educação
(Semed), como Vale Alfabetizar, Tecendo o Saber e Brasil Alfabetizar.
Nos últimos três anos e meio, cerca de 4.000 jovens foram alfabetizados. A
taxa de analfabetismo que em 2002 era de 16%, em 2006 estava na casa dos
12%, em 2012 se encontra em 8%.
87
Estação Conhecimento
A Escola Jorge Amado do Projeto Estação do Conhecimento agrega outras pequenas escolas que
antes eram anexas, sendo elas: escola São José III, Lineu Muniz, Santa Maria e Firmino de Oliveira.
Existe 3 ônibus e 2 kombes que são responsáveis pelo transporte de todo alunado, os quais, em sua
maioria, moram longe do estabelecimento. Atual número de alunos: 268. Funcionam dois turnos,
matutino e vespertino.
A Fundação Vale inaugurou em dois de setembro de 2010 a Estação Conhecimento localizada na
zona rural de Parauapebas, sudeste do Pará, em uma Área de Proteção Ambiental (APA), e ocupa
cerca de 50 hectares (aproximadamente 50 mil m2). O espaço reúne, em um único lugar, atividades
de educação, esportes, cultura e, principalmente, iniciativas ligadas à produção rural, já que 85
famílias de agricultores moram na região. São parceiros da Fundação Vale neste projeto, a
Prefeitura Municipal de Parauapebas, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade
(ICMBio), a Associação dos Produtores Rurais da Área de Proteção Ambiental (Aproapa) e a
Associação Filhas da Terra.
Como um dos principais objetivos da Estação Conhecimento da Área de Proteção Ambiental (APA)
do Igarapé Gelado é dar suporte às atividades dos produtores rurais, de forma sustentável, também
foram criados os Núcleos de Apoio Avançado ao Produtor (NAAPs), onde as famílias estão sendo
organizadas em grupos de trabalho. “O objetivo dos NAAPs é facilitar a assistência técnica e o
escoamento da produção, otimizando o processo produtivo”.
Também serão instalados laboratórios para o processamento de produtos, como leite, frutas e
hortaliças. A ideia é que os produtores entreguem sua produção nos NAAPs que se encarregarão de
transportar os produtos para a Estação Conhecimento para seguir as etapas de processamento e
comercialização. Com o leite, serão gerados três tipos de produtos: leite em saquinho, queijo tipo
mussarela e iogurte. Já as frutas e hortaliças, que também seguirão o mesmo sistema de entrega e
transporte, serão selecionadas, lavadas, classificadas e embaladas. “Com toda essa estrutura, os
agricultores terão um incentivo para aumentar a produção e atender ao mercado local com padrões
competitivos de qualidade, quantidade e preço. O fornecimento deverá priorizar instituições locais,
como hospitais, escolas e creches”, reforça Luiz Veloso, gerente de Relacionamento Institucional da
Fundação Vale e presidente da Estação Conhecimento da Apa do Gelado.
Laboratório rural
Para que os produtos cheguem à mesa dos consumidores com melhor padrão de qualidade, a
Estação disponibiliza estruturas, profissionais (engenheiro agrônomo, médico veterinário, técnicos
agrários e zootecnista) e equipamentos com o objetivo de ampliar o conhecimento técnico e a visão
de negócio dos produtores. Como parte do projeto, cada produtor de bovinocultura (são mais de 50),
recebeu sete cabeças de gado para desenvolver a cultura a partir do sistema de pasto rotacionado.
Ovinocultura: Espaço voltado para aprimorar o conhecimento técnico dos produtores em relação à
criação de ovelhas.
Avicultura: a partir de um galinheiro modelo, os produtores recebem informações, como as
técnicas de montagem de um galinheiro, temperatura adequada e reprodução.
Estufas (hortas): há dois modelos de estufas, sendo uma para as hortaliças (salsa, cebola, alface
etc) e outra para as árvores frutíferas (castanheiras, goiabeiras, coqueiros etc). Nesta etapa, os
produtores aprendem as melhores técnicas para aplicar em suas propriedades. Hoje, Parauapebas é
88
abastecida com produtos que vêm de fora. O objetivo é criar um padrão de qualidade para
abastecer o município o ano inteiro.
Educação Profissionalizante: na Estação, os produtores também participam de cursos
profissionalizantes voltados tanto para a produção quanto para o empreendedorismo. Os jovens que
vivem na região, filhos dos produtores, aprendem formas de manejo da pecuária leiteira, avicultura
e produção de frutas e hortaliças.
Além das salas de aula disponíveis, os estudantes contam ainda com salas de leitura, informática,
dança e teatro (em fase de implantação) e com uma cozinha, onde é preparada a merenda escolar.
São atendidos cerca de 200 alunos de 1o ao 9o ano do ensino fundamental. A Prefeitura Municipal
de Parauapebas é responsável pela manutenção dos professores, disponibilização de transporte e
merenda escolar.
A linha de trabalho das Estações Conhecimento
As Estações são Núcleos de Desenvolvimento Humano e Econômico – Organização da Sociedade
Civil de Interesse Público (OSCIP) – e são constituídas neste modelo para proporcionar a
participação direta da comunidade. Dentro de um processo de parceria, a Fundação Vale tem o
compromisso de investir na construção das Estações e a Prefeitura de cada município se
compromete com a doação do terreno e a cessão de funcionários.
A proposta é que estes espaços sejam polos de referência local, por meio de atividades promotoras
do desenvolvimento cognitivo, emocional e físico, de forma integrada. Na perspectiva econômica, a
Estação estimula o fortalecimento das cadeias produtivas locais. A proposta é deixar para os
municípios um legado de conhecimento sistematizado e institucionalizado, a fim de contribuir para
o desenvolvimento da população, a longo prazo, até quando a mineração não estiver mais presente
na região. Em outras palavras, é um plano de sustentabilidade local.
(Texto: – Vale apud Laércio de Castro, 03/2010)
Gavião Real -da APA do Gelado – uma música criada em reverência ao novo elemento que
entra no componente da cultura parauapebense com a apresentação de música dançante.
Por Francisco Monteiro,, da escola Jorge Amado, 2011.
ENSINO SUPERIOR EM PARAUAPEBAS
A Prefeitura tem buscado incentivar a implantação e a vinda de novos cursos
de graduação através de parcerias firmadas com a iniciativa privada e as
instâncias Federais e Estaduais. Parauapebas transformou-se num pólo de
89
conhecimento e de produção de informação soprado por ventos que trazem
sonhos, expectativas e oportunidades.
O Censo Escolar de 2006 revela um total de 1.500 estudantes universitários
espalhados por aproximadamente 30 cursos de 10 instituições de ensino
(públicas ou privadas). É contínuo o número de vagas ofertadas em cursos
como: Engenharia Civil, Direito, Sistemas de Informação, Ciências Naturais e
Filosofia.
Os cursos que o município oferece vão desde a Educação Infantil até o Ensino
Superior, extensão da UFPA, UNAMA, Unitins e Unisa.
Campus da UFRA em Parauapebas
A UFRA (Universidade Federal da Amazônia) constrói seu campus universitário em
Parauapebas. Sua presença no município não é de agora, pois a mesma mantém cinco cursos de
zootecnia e dois de agronomia no Centro Universitário de Parauapebas (CEUP). Com a conclusão
do campus, será considerada a primeira universidade a estabelecer raízes definitivas na cidade.
Por Rosiete Moreira, 15/02/2011
O campus da UFRA EM Parauapebas tem área de 48 hectares (ou 480 mil metros
quadrados) e é composto por 13 salas de aula; um laboratório de solos, outro de nutrição
e produção animal, um de biologia animal, outro de biologia vegetal, um de biotecnologia
de reprodução, outro de química e bioquímica e um laboratório de informática. Toda essa
estrutura proporcionará a implantação de formas avançadas de agricultura e pecuária no
município, ou seja, um campus moderno e bem estruturado.
Segundo Kaliandra Alves, Diretora da Instituição em Parauapebas, a UFRA já atua
no auxílio aos produtores rurais. O alunos da instituição já desenvolvem projetos para a
agricultura e a pecuária locais, o que beneficia toda região.
(Fonte: http://www.parauapebas.pa.gov.br. Compilado do Texto: “Secretário da Semede diretora da UFRA visitam
obras do Campus Federal Rural”,de Rosiete Moreira, 12/2011.
A Universidade Federal Rural é
direcionada às atividades agrícolas e
agropecuárias.
90
INDICADORES DA EDUCAÇÃO NO MUNICÍPIO
AVALIAÇÃO DO ENEM – 2006
ENSINO MÉDIO, ESCOLA PÚBLICA E PRIVADA DE PARAUAPEBAS
ESCOLA PÚBLICA
Nome da Escola
Brasil Pará Parauapebas Escola
Pública Estadual
Escola Pública Estadual 42,622 38,074 31,337*
Em Parauapebas
Escolas da rede privada ----------------- ----------------------
Escola privada em
Parauapebas: 54.705
(Média de todas)
* Média de todas as escolas públicas do ensino médio.
Fonte: INEP, em 11/2007.
NÚMERO DE ESCOLAS – EDUCAÇÃO BÁSICA Data Base: 2006
Privadas Federais Municipais Estaduais Total
U R U R U R U R U R
Legenda: U: Zona Urbana; R: Zona Rural
8 0 0 0 28 26 8 0 44 26
Fonte: INEP, 2007
O Ensino Médio na zona rural funciona através do Sistema Modular.
TAXA DE ESCOLARIZAÇÃO LÍQUIDA DE PARAUAPEBAS - BRASIL
Ensino Fundamental Ensino Médio
Dados: IBGE 2000; Tabulação/INEP/MEC
91,8 16,8 Data: 2000
Brasil: 91% (2002 – Ensino Fundamental)
Brasil: 25% (Ensino Médio)
O Brasil precisa cuidar mais em termos de políticas públicas do ensino médio. Os
indicadores mais alarmantes estão no campo. Neste grande contingente está a
população jovens do país – que consequentemente, sofrem e sofrerão a exclusão
social causada pelo baixo nível de escolaridade e não-qualificação profissional.
Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – IDEB 2009
Ideb 2009
Pará Norte Brasil Parauapebas
3,6 3,8 4,6 4,7
Fonte: O Ideb do Pará o coloca num nível de pior educação do Brasil.
91
Parauapebas - IDEB
IDEB 2009
Ano 2005 2009
Municipal 3,5 4,7
Pública 3,5 3,9
Inep 2010.
IDEB DAS ESCOLAS DE PARAUAPEBAS – 2009
E.M.E.F.Alegria do Saber................................... 3,7
E.M.E.F. Antonio Matos Filho............................. 4,7
E.M.E.F. Antonio Vilhena....................................3,9
E.M.E.F. Carlos Drummond de Andrade.............4,4
E.M.E.F. Carlos Henrique II..................................4,4
E.M.E.F. Cecília Meireles.....................................5,1
E.M.E.F. Chico Mendes II....................................5,2
E.M.E.F. Crescendo na Prática------------------------3,0
E.M.E.F. Domingos Cardoso da Silva----------------4,2
E.M.E.F. Elisaldo Ribeiro de Farias-------------------4,7
E.M.E.F. Eunice Moreira dos Santos------------------4,7
E.M.E.F. Eunice Santana-------------------------------4,9
E.M.E.F. Faruk Salmen----------------------------------4,7
E.M.E.F.Jean Piaget---------------------------------------5,5
E.M.E.F. João Prudêncio de Brito-----------------------4,8
E.M.E.F.Josias Leão da Silva -------------------------5,4
E.M.E.F.Monteiro Lobato---------------------------------3,6
E.M.E.F. Novo Horizonte----------------------------------4,5
E.M.E.F. Olga da Silva Sousa------------------------------4,6
E.M.E.F. Paulo Fonteles de Lima--------------------------4,9
E.M.E.F. Paulo Freire----------------------------------------5,0
E.M.E.F. Plácido de Castro----------------------------------5,8
E.M.E.F. Primavera II-----------------------------4,8E.M.E.F. 18 de Outubro---------------------------3,5
E.M.E.F. Benedito Monteiro----------------------4,2E.M.E.F. Professora Sandra Maria---------------
4,6Fonte: INEP/, 08/2010
Segundo o Ideb, 2%das escolas brasileiras obtiveram - da 1ª a 4ª série do Ensino Fundamental –
resultados compatíveis aos de países desenvolvidos.
O município de Parauapebas possui um dos menores índices de analfabetismo da Amazônia, 12,3%
(2006) e 8,1% em 2011 - com apenas 20 anos de emancipação. Parauapebas apresenta uma das
populações mais escolarizadas, com média de 6 anos de estudo, e uma das maiores taxas de
crianças na escola: 99% dos pequeninos até 7 anos estão matriculados.
Fonte: Site Pebinha de açúcar, 19/07/2008 (Houve acréscimos e ajustes por Adilson Motta)
Distribuição de Estabelecimentos, Matrículas,
e formações docentes por localização
Nível
Número de
estabelecimentos
de ensino
Matrículas
por turno Total
Geral
Formação Docente
Urbana Rural Total Urbana Rural
C/FS C/EM S/EM Total
Creche 0 0 0 0 0 0 0 0
Pré-escola 19 24 43 5.227 630 5.857 17 227 2 246
Ensino
Fundamental-
15 25 40 10.634 1.752 12.397 200 219 0 419
92
anos iniciais
Ensino
Fundamental –
anos finais
14 9 23 8.627 982 9.825 278 97 0 375
Classe
multidisciplinar
1 18 19 --------- ------- ------- ----- ------ ------ -----
Fonte: INEP 2007
Taxa de rendimento (%) rede municipal DE Parauapebas -2006
Fase/ Nível Taxa Aprovação Taxa Reprovação Taxa Abandono
Ano
U R ----- U R ------ U R ----
Legenda: U: Zona Urbana; R: Zona Rural
1ª série/2º ano
2001 80,2 73,2 ------ 2,7 0,0 ------- 17,1 26,8 ----
2005 85,2 59,7 ------ 2,3 17,1 ------ 12,5 23,2 ----
2ª série/ 3º ano 2001 70,1 79,8 ------ 17,3 11,0 ------- 12,6 9,2 ----
2005 80,2 9,6 ------ 14,5 20,1 ------ 5,3 10,3 ----
3ª série/ 4º ano 2001 86,6 8,0 ------ 1,2 1,2 ------ 12,2 12,9 ----
2005 89,9 82,1 ------ 5,0 2,9 ------ 5,1 15,0 ----
4ª série/ 5º ano 2001 80,7 83,9 ------ 6,9 1,3 ------- 12,4 14,8 ----
2005 85,9 76,9 ---- 10,0 12,2 ----- 4,1 10,9 ----
5ª série/ 6º ano 2001 ---- ----- ---- ---- ---- ---- --- --- ----
2005 78,3 67,4 ---- 11,7 15,5 ---- 10,0 17,1 ----
6ª série/ 7º ano 2001 ----- ----- ---- ---- ---- ---- ---- ---- ----
2005 82,2 79,6 ---- 7,2 9,9 ---- 10,6 10,5 ----
7ª série/ 8º ano 2001 ---- ------ ---- ---- ---- ---- ---- ---- ----
2005 84,3 78,9 ---- 7,6 10,9 ---- 8,1 10,2
8ª série/ 9º ano 2001 ---- ------ ---- ---- ---- ---- ----- ----
2005 83,9 75,0 ---- 5,9 9,2 ---- 10,2 15,8
Fonte INEP, data base: 2006.
Verifica-se no gráfico acima que, a taxa de aprovação na zona rural em termos comparativos é
menor que a da zona urbana. Apresenta também uma taxa de evasão altíssima – tanto no campo
quanto na cidade.
SEGMENT
O
% EVASÃO % REPROVAÇÃO % DISTORÇÃO
IDADE-SÉRIE
2007 2008 2009 2007 2008 2009 2007 2008 2009
1º E 2º
CICLOS
5,16 4,18 2,81 7,92 6,29 5,06 **** 20,10
%
15,12
5ª A 8ª 5,16 7,14 6,07 13,01 10,40 7,37 **** 37,34 31,19
EJA 43,50 43,89 33,54 6,49 2,53 7,21 **** **** ***
TR 14,97 15,18 10,75 19,52 17,54 11,40 **** **** ***
GERAL DA
REDE
13,08 11,59 8,08 9,87 7,64 6,42 **** 28,23 22,49
Fonte: Setor de Estatística da Semed, 2010.
93
DISTORÇÃO IDADE-SÉRIE (%) REDE MUNICIPAL DE PARAUAPEBAS
Fase / Nível Ano Urbana Rural
1ª série /2º ano
2001 25,6 37,1
2005 14,7 47,2
2ª série/ 3º ano
2001 36,1 48,5
2005 23,6 32,2
3ª série /4º ano
2001 38,2 63,3
2005 29,8 34,5
4ª série/ 5º ano
2001 49,9 66,0
2005 32,3 50,6
5ª série /6º ano
2001 ------- -----
2005 44,4 4,2
6ª série/ 7º ano
2001 ------ ----
2005 43,8 38,7
7ª série/ 8º ano
2001 ---- -----
2005 40,6 44,4
8ª série/ 9º ano
2001 ---- -----
2005 44,4 44,7
Fonte INEP, 2006
Número de Professores - Ensino Fundamental 2007: 888
Número de professores – Ensino Médio: 175
94
INCLUSÃO DIGITAL NAS ESCOLAS DE PARAUAPEBAS
I- Laboratório de Informática por Dependência Administrativa de Ensino 1999-2009
Fonte: MEC/INEP/SEDUCIdesp/Sepof.
Biblioteca por Dependência Administrativa e Graus de Ensino 1999-2009
Anos /Graus Bibliotecas
Federal Estadual Municipal Particular Total
1999
Ensino Fundamental - 3 11 2 16
Ensino Médio - 2 - 1 3
2009
Ensino Fundamental - - 23 9 32
Ensino Médio - 7 - 3 10
Fonte: MEC/INEP/SEDUCIdesp/Sepof.
Laboratório de Informática nas Escolas de Parauapebas
Existem na rede 28 laboratórios de informática, em que cada laboratório dispõe de 20 máquinas.
Para 2010, novas formas de trabalho nessa área estarão sendo desenvolvidas a fim de assegurar a
inclusão digital tanto aos alunos quanto à comunidade em geral.
A ação tem em vista a utilização da internet como instrumento de trabalho pedagógico, bem como
fazer com que alunos tenham acesso e uma maior familiarização com o recurso. À medida que esses
alunos são incluídos ao universo digital, eles também se preparam para o mercado de trabalho.
Fonte: Site da Prefeitura, 2012.
População 1991 2000
Anos /Graus Laboratórios de Informática
Federal Estadual Municipal Particular Total
1999 - -
Ensino Fundamental - - - 1 1
Ensino Médio - - 1 1
2009
Ensino Fundamental - - 23 8 31
Ensino Médio - 4 - 3 7
95
Anos de Estudos* População % População %
Sem instrução 10.041 27,03% 6.445 12,23
1 a 3 anos de estudos 10.318 27,77 13.233 25,11
4 a 7 anos 10.255 27,60 18.553 35,20
8 a 10 anos 10, 255 9,98 7.680 14,57
11 a 14 anos 2.370 6,38 5.772 10,95
15 anos ou mais 392 1,06 617 1,17
Não determinados 68 0,18 402 0,76
*Considerando a população de 10 anos ou mais. Fonte: IBGE, Censo Demográfico 1991/2000
Onde se Localizam os Professores de Parauapebas - 2010
Valorização Profissional
Os profissionais do magistério também recebem incentivo pelo trabalho que
desenvolvem. Formações continuadas são realizadas constantemente, para todas as
modalidades de ensino, com vistas à preparação e aprimoração de educadores, para
que estes desempenhem trabalho de qualidade a quem dele depende. Ainda assim, a
Prefeitura Municipal reconhece o labor de seus educadores e, anualmente, concede
aumento com vista à recuperação de perdas salariais e 25% de hora atividades.
Palmas de Ouro
O Educa Brasil é considerado, atualmente, o maior prêmio em termo de educação no Brasil.Sendo
um grande incentivo para os profissionais que atuam na área. Educa Brasil faz pesquisas – tendo
como fontes, o Ministério da Educação, Secretários Estaduais de Educação, Associações,
Instituições de Ensino, federações e prefeituras – buscando fatores relacionados ao
desenvolvimento da Gestão Democrática, Transparência pública, valorização pelo magistério,
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
Docente -Ens. Fund. Docente -Ens. Médio Docente Ens. Pré-
escolar
IBGE-2010
96
auxílio e implementação à programas e projetos. O item destaque considerados um dos
melhores triunfos da gestão municipal para colocar Parauapebas entre as 100 melhores do país. A
frente da secretaria Municipal de Educação há cerca de 6 anos, o professor Raimundo Oliveira
Neto, que já recebeu 3 premiações pelo desempenho – Troféu Palmas de Ouro. Graças a uma
ação conjunta entre Secretário de Educação, Coordenadores e professores – aosquais também cabe
o mérito.
Terceira vez, em seis anos, em que o secretário é agraciado com o prêmio
Você sabia...
Que na região Norte, apenas 8,2% das crianças frequenta creche. Amédia nacional é 18,4%.
Educação de Parauapebas Ganha Premiação Internacional
Segundo Correio do Pará (13/12/2011), Parauapebas mais uma vez é contemplado com
premiação e reconhecimento internacional com base em destaque, a Educação ,Municipal. O
reconhecimento mais recente foi uma premiação internacionalO fato se deu no dia 02 de dezembro,
em Curitiba, Paraná, onde aconteceu o XLII Panel Latino Americano de Integración. Segundo o
Jornal, deve-se o destaque ao secretário municipal de educação Raimundo Oliveira Neto,que
recebeu o Prêmio Integración Latino Americano 2011. O prêmio foi entregue pela Câmara
Internacional de Pesquisas e Integração Social (Cipis) – foi um diploma e um troféu “em
reconhecimento a sua relevante liderança, serviços e exemplos prestados na área educacional do
país, em Parauapebas, em prol do desenvolvimento e da integração dos países Latinos Americanos”.
Apenas quatro países receberam a premiação, Chile, Colômbia, Paraguai e Brasil;apenas
oito estados brasileiros receberam o Integración Latino Americano 2011, sendo: Pará (único da
região norte) a estar entre os premiados, representado pelo município de Parauapebas. Parauapebas
tem o maior índice de Desenvolvimento da Educação (Ideb), 4,7 e o menor índice de analfabetismo,
8,1%, sendo um dos poucos municípios da Amazônia a enquadrar-se ao padrão similar à média dos
países desenvolvidos. Mais uma vez, um reconhecimento à equipe da SEMED, e, principalmente
aos educadores, sem os quais, tais resultados não seriam possíveis.
13-A AGRICULTURA EM PARAUAPEBAS
97
A prefeitura Municipal de Parauapebas, através da Secretaria de Agricultura desenvolve
programas como:
 Incentivo a fruticultura, reflorestamento e urbanização;
 Mecanização agrícola (que atende a comunidade);
 Sistema de transporte que atende o agricultor rural transportando seus produtos
para a Feira do Produtor. Em 2007 são 10 caminhões que trabalham na escoação
da produção rural.
 Programa de criação de pequenos animais;
 Incentivo e comercialização na Feira do Produtor, que no ano agrícola de 2006/2007,
chegou a comercializar R$: 2.422.154,00.
 Apoio aos agricultores através da casa do colono (que visa fazer a hospedagem dos
agricultores e famílias que comercializam na Feira do Produtor e outros;
 Extensão e assistência técnica rural a agricultura familiar em pequenas propriedades
do município e entorno.
 Apoio no acesso ao crédito pelo produtor através do PRONAF (Programa Nacional
de Agricultura Familiar);
 Fortalecimento do conhecimento da Agricultura Familiar (através de cursos e
treinamentos) realizados com e para a comunidade.
 Implantação do Centro de Tecnologia Familiar (CETAF) que trabalha com a
construção de viveiros de mudas e plantio experimental da cultura do milho.
 Programa de Inspeção Municipal (SIM), que desenvolve trabalho de inspeção
sanitária permanente em:
 02 matadouros;
 03 laticínios.
O total de famílias atendidas em toda infraestrutura dos programas de agricultura de
Parauapebas é de 2.402 famílias.
Mecanização agrícola
parceria do município.
98
Tendo um fator muito importante, a agropecuária desenvolvida nas colônias
regional, a agricultura vem registrando elevado índice de crescimento, principalmente nas
safras de arroz, feijão, milho, mandioca e fruticulturas.
Fonte: Secretaria de Agricultura, José Alves; 12/2006.
Fonte: Ascon/Parauapebas, 2010
Uma parceria que deu certo (Prefeitura e comunidade rural)
Segundo Chico das Cortinas, o incentivo para escoação da produção rural para ser vendida
na Feira do Produtor (sede do Município) iniciou em seu governo.
 Esse incentivo se deu através de transportes bancados pela administração.
PRODUÇÃO AGRÍCOLA EM PARAUAPEBAS
PRODUTOS ÁREA PLANTADA TONELADAS
CACAU (AMÊNDOA) 80 HECTARES 89 ton.
BANANA 18.250 ton.
CAFÉ (EM CÔCO) 120 HECTARES 132 ton.
COCO-DA-BAÍA 60 HECTARES 480 mil frutos
CASTANHA-DO-PARÁ EXTRATIVISMO 11 ton.
TOMATE 10 HECTARES 200 ton
MILHO (EM GRÃO) 3.800 HECTARES 4.215 ton.
MANDIOCA 2.000 HECTARES 36.000 ton.
FEIJOÃO(EM GRÃO) 1.750 HECTARES 1.185 ton.
ARROZ (EM CASCA) 2000 HECTARES 3.093 ton.
ABACAXI 171 HECTARES 3.468 mil frutos
PIMENTA-DO-REINO 70 HECTARES 112 ton.
MARACUJÁ 20 HECTARES 200 ton.
MAMÃO 80 HECTARES 3.200 toon.
10.3.4 Programas à Serviço da Agricultura em Parauapebas
Programa Fome Zero – Se destina à compra local (da Agricultura Familiar). Em
Parauapebas este programa ainda não está implantado, mas está em andamento a
possibilidade de sua implantação - que são destinados a complementar a merenda escolar e
saúde.
PRONAF – (Programa Nacional de Agricultura Familiar) - Trabalha com a liberação de
linha de crédito para agricultores rurais. Existem quatro modalidades de PRONAF:
F e ira d o pr o d u t or d e
P a r a u a pe b as o n de sã o
ve n d id o s s e us pr o d ut o s.
A e sc o aç ã o é f e it a po r
t r a ns po rt es d a p ref eit u r a.
99
Pronaf A, B,C,D e E. Em Parauapebas só opera o PRONAF: B, C, D e E.
B – É liberado a pequenos produtores (mine produção rural) para criação de pequenos
animais e hortas, com juro de 1% ao ano. Neste, existe bônus de 25% de abatimento do
valor total da dívida quando pago em 1 ou 2 parcelas. O valor do empréstimo é no valor de
1.500,00 reais.
C – Libera recursos para o custeio de mandioca a taxa de juros de 4% ao ano com valor
liberado até R$ 6.000,00 (seis mil reais).
D – Libera recursos para investimentos na agropecuária – com juros de 4% ao ano. Libera
até R$ 15.000,00 (quinze mil reais).
E – Destina à pecuária (especificamente para infraestrutura em propriedades) com juros de
7,25% ao ano. (Em Parauapebas, apenas este último não opera: E).
Em Vila Sanção, no entanto, a produção agrícola de gêneros para o sustento da
comunidade ainda é muito mínima, sendo quase que absoluto o fato de que os produtos
agrícolas consumidos ali serem comprados em Parauapebas, ou seja, são exportados da
zona urbana para o consumo rural. Isto significa que o município precisa fomentar uma
política agrícola naquela e outras localidades (equilibrando com outros povoados que
apresentam boa produtividade e que gere desenvolvimento sustentável e auto sustentável,
para que o campo, se transforme num celeiro agrícola, contribuindo desta forma, para a
suficiência alimentar do município. Doutro modo, frutas, verdura e legumes se tornarão
caros por ser importados de outras localidades, batata, banana, jaca, batata doce, fava e no
extrativismo, abundantes plantações de açaí, castanha-do-pará e cupuaçu.
A produção agrícola familiar no município vem se destacando, principalmente após a
implantação de política de mecanização no campo com o apoio da Secretaria Municipal de
Produção Rural. Existe uma patrulha de mecanização que atende as famílias de camponeses
assentados pelas reformas agrárias na região. Essa política de mecanização tem possibilitado
o aumento da produção agrícola familiar e fez com que o camponês permaneça na zona
rural. Para motivar o trabalhador camponês, a Prefeitura tem promovido eventos como: O
festival do milho; onde são apresentadas para o público as ações da Secretaria, bem como a
produção rural do município. O município vem se destacando como o maior produtor de
melancia do Estado após a implantação dessa política de mecanização do campo. Além
disso existem outras frentes de trabalho como o PRONAF mulher, que incentiva a produção
de frutas para atender a cooperativa de produção de polpa de frutas e a população local.
A evolução da área plantada com culturas agrícolas no município apresenta um progressivo
aumento do cultivo de cultura temporária como: milho, melancia, feijão e arroz, etc.
Com relação às culturas permanentes como: o cupuaçu, coco, pimenta, café e cacau, foram
financiados pelo BASA (Banco da Amazônia), através do FNO (Fundo Constitucional do
Norte) no final da década de 1980 e no início da década de 1990. Essas culturas foram
impostas aos agricultores, sem que houvesse feito um estudo para saber o que os solos
poderiam produzir.
Na feira do produtor rural de Parauapebas, 100% dos produtos lá vendidos são produzidos
em Parauapebas.
Fonte:Secretaria de Agricultura de Parauapebas, Secretário de Agricultura Zé Alves,
07/2007.
O financiamento de gado bovino para o agricultor familiar foi uma outra medida tomada de
maneira vertical sem discorrer nas conseqüências que a pecuária poderia causar para a
100
Amazônia. É bom notar que a pecuária poderia causar para a Amazônia. É bom o
agricultor do campo. A pecuária, em lote de 10 hectares é inviável e fere a legislação
ambiental. Pois na Amazônia, o produtor rural é obrigado a conservar 80% da floresta na
sua propriedade.
5 ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA
A exemplo de todos os municípios brasileiros, Parauapebas é constituído de três poderes:
poder executivo, Legislativo e Judiciário.
PODER EXECUTIVO
O poder Executivo é exercido pelo prefeito municipal e seus assessores diretos.
A estrutura do poder Executivo é a seguinte:
- Gabinete do prefeito
- Secretaria de administração e Finanças,
- Secretaria de administração e cultura
A Secretaria de Cultura se Subdividiu em 5 Núcleos: Audivisual, Literatura, Música, Dança
e Artes Plásticas.
- Secretaria de educação e meio ambiente,
- Secretaria de ação social,
- Secretaria de Infra-Estrutura,
- Secretaria de Agricultura,
- Secretaria de Esporte e Lazer,
- Secretaria de Assuntos Extraordinários.
- Secretaria Da Mulher.
Ouvidoria Municipal
A Ouvidoria Municipal tem por finalidade:
Captar e apurar abusos, omissões, injustiças, morosidade, descaso e dessídia da
Administração Municipal cometidos contra cidadãos, entidades públicas e privadas
solicitando, para tanto, abertura de inquéritos administrativos;
 Receber, encaminhar e apurar reclamações, demandas e queixas da população;
Manter registro e arquivos das reclamações recebidas;
Enviar respostas aos reclamantes;
Desempenhar outras atividades afins;
ESTRUTURA INTERNA:
• Assessoria de Pesquisa e Informação;
• Núcleo de Apoio Administrativo
Procuradoria Geral do Município
101
A Procuradoria Geral do Município tem por finalidade:
Defender e representar, em juízo ou fora dele, os direitos e interesses do Município,
inclusive dos órgãos da administração direta, indireta e fundacional, sempre que
necessário;
Organizar, numerar e manter sob sua responsabilidade originais de leis, decretos,
portarias e outros atos normativos pertinentes ao Executivo Municipal;
Prestar assessoramento jurídico-legal ao Chefe do Executivo Municipal e aos órgãos
municipais da administração direta, indireta e fundacional, sempre que necessário;
Elaborar mensagens do Chefe do Executivo Municipal à Câmara, bem como
encaminhar projetos de lei ao referido órgão;
Redigir projetos de leis, justificativas de vetos, decretos, regulamentos, contratos,
convênios, pareceres sobre questões técnicas e jurídicas e outros documentos de
natureza jurídica;
Coordenar os processos de regularização fundiária, articulando-se com a Secretaria
Especial de Coordenação e Integração no que se refere ao Programa de Terras, e
representar e assessorar o Município em todo e qualquer litígio sobre questões
fundiárias;
Assistir juridicamente ao Chefe do Executivo Municipal nas atividades relativas às
licitações, elaborando pareceres, bem como orientar às Comissões de Licitações da
Administração direta, indireta e fundacional;
Assistir juridicamente o Chefe do Executivo Municipal nas desapropriações,
aquisições e alienações de imóveis;
Organizar e manter atualizada a coletânea de Leis Municipais, bem como a
Legislação Federal e do Estado de interesse do Município, bem como de jurisprudência
pertinente;
Instaurar e participar de inquéritos administrativos e dar-lhes orientação jurídica
conveniente;
Coordenar as atividades do PROCON Municipal;
ESTRUTURA INTERNA:
• Assessoria Administrativa;
• Programa Municipal de Terras;
• PROCON Municipal;
Procuradoria Geral do Município
A Procuradoria Geral do Município tem por finalidade:
Defender e representar, em juízo ou fora dele, os direitos e interesses do Município,
inclusive dos órgãos da administração direta, indireta e fundacional, sempre que
necessário;
Organizar, numerar e manter sob sua responsabilidade originais de leis, decretos,
portarias e outros atos normativos pertinentes ao Executivo Municipal;
Prestar acessoramento jurídico-legal ao Chefe do Executivo Municipal e aos órgãos
municipais da administração direta, indireta e fundacional, sempre que necessário;
Elaborar mensagens do Chefe do Executivo Municipal à Câmara, bem como
encaminhar projetos de lei ao referido órgão;
Redigir projetos de leis, justificativas de vetos, decretos, regulamentos, contratos,
convênios, pareceres sobre questões técnicas e jurídicas e outros documentos de
natureza jurídica;
Coordenar os processos de regularização fundiária, articulando-se com a Secretaria
102
Especial de Coordenação e Integração no que se refere ao Programa de Terras, e
representar e assessorar o Município em todo e qualquer litígio sobre questões
fundiárias;
Assistir juridicamente ao Chefe do Executivo Municipal nas atividades relativas às
licitações, elaborando pareceres, bem como orientar às Comissões de Licitações da
Administração direta, indireta e fundacional;
Assistir juridicamente o Chefe do Executivo Municipal nas desapropriações,
aquisições e alienações de imóveis;
Organizar e manter atualizada a coletânea de Leis Municipais, bem como a
Legislação Federal e do Estado de interesse do Município, bem como de jurisprudência
pertinente;
Instaurar e participar de inquéritos administrativos e dar-lhes orientação jurídica
conveniente;
Coordenar as atividades do PROCON Municipal;
ESTRUTURA INTERNA:
• Assessoria Administrativa;
• Programa Municipal de Terras;
• PROCON Municipal;
Assessoria de Governo
A Assessoria de Governo tem por finalidade:
Assessorar o Chefe do Executivo Municipal em suas relações com as lideranças
políticas, órgãos e entidades públicas e privadas;
Articular-se com os Vereadores, lideranças e mesa da Câmara para apresentação,
defesa e aprovação dos projetos de iniciativa do Executivo Municipal, com a ajuda das
Secretarias setoriais e órgãos afins;
Interagir junto aos órgãos municipais para a solução de problemas;
Prestar contas aos cidadãos interessados;
Desempenhar outras atividades afins;
ESTRUTURA INTERNA:
• Assessoria Administrativa;
• Assessoria de Pesquisa e Informação.
Assessoria Social de Comunicação
A Assessoria de Comunicação do Município tem por finalidade:
Levantar informações de interesse da Administração Municipal;
Manter relações com a mídia tendo em vista veicular matérias de interesse do
Município;
Produzir peças publicitárias para a mídia conforme as necessidades e interesse do
Município;
Documentar, arquivar e divulgar obras, eventos e boletim de prestação de contas da
administração direta, indireta e fundacional, bem como preparar o material
audiovisual e gráfico de divulgação;
Administrar o canal de TV local (canal de retransmissão) e manter relações com
agências de publicidade;
103
Acompanhar, registrar, arquivar e divulgar o trabalho do Legislativo;
Uniformizar a identidade visual da Prefeitura;
Manter relações com fornecedores de equipamentos para manutenção de TV, torres
de retransmissão e equipamentos fotográficos;
Propor a celebração de convênios e contratos de cooperação com órgãos de outras
esferas de Governo e não Governamentais;
Coordenar o veículo de divulgação oficial do Município em coordenação com a
Procuradoria Geral do Município;
Colaborar com o Gabinete para organização da agenda de audiências, viagens,
entrevistas e reuniões do Chefe do Executivo Municipal;
Colaborar com o Gabinete para organização e execução dos serviços de cerimonial do
Chefe do Executivo Municipal;
Desempenhar outras atividades afins;
ESTRUTURA INTERNA:
• Assessoria de Publicidade;
• Assessoria Administrativa;
• Assessoria Técnica.
Secretaria Municipal de Meio Ambiente
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente tem por finalidade:
Formular políticas e diretrizes de desenvolvimento ambiental para o município, bem
como promover a elaboração do plano de trabalho anual da secretaria e avaliação dos
resultados alcançados no exercício anterior;
Integrar a política ambiental às políticas setoriais previstas no Plano Diretor Urbano
do Município;
Promover estudos relativos ao zoneamento e ao uso e ocupação do solo, visando
assegurar a proteção do meio ambiente;
Manter intercâmbio e parceria com órgãos públicos e com organizações não governamentais,
nacionais e internacionais, visando a promoção dos planos, programas e projetos ambientais;
Estimular e realizar o desenvolvimento de estudos e pesquisas de caráter cientifico,
tecnológico, cultural e educativo, objetivando a produção de conhecimentos e a
difusão de uma consciência de preservação ambiental;
Garantir a participação da comunidade, no processo de gestão ambiental,
assegurando a representação dos segmentos sociais no planejamento e execução da
política ambiental do Município;
Planejar, programar e executar a arborização dos logradouros e vias públicas, bem
como conservar e manter áreas verdes de parques, praças, jardins públicos
municipais e atividades afins;
Promover a Educação Ambiental, através de campanhas educativas envolvendo
escolas, centros comunitários, associações de classes, sindicatos, igrejas e outras
instituições da sociedade civil organizada, de forma a garantir melhoria na qualidade
de vida, desenvolvendo a consciência ecológica da população;
Promover o licenciamento ambiental no município, incentivando os empreendedores
a se adequarem às exigências legais;
Articular junto aos Governos Federal e Estadual através de seus órgãos competentes,
no sentido de viabilizar a implantação de projetos sustentáveis que promovam
parcerias entre o setor madeireiro e os assentamentos rurais do
Município.
ESTRUTURA INTERNA:
104
• Departamento Administrativo e Financeiro;
• Departamento de Licenciamento Ambiental;
• Departamento de Educação Ambiental e Desenvolvimento Comunitário;
• Departamento de Fiscalização e Monitoramento Ambiental;
•Departamento de áreas verdes, logradouros públicos e espaços especialmente
protegidos.
PODER LEGISLATIVO
O Poder Legislativo é exercido pela Câmara de Municipal composta de 9 vereadores. A
incumbência dos parlamentares é a elaboração de leis e a fiscalização das atividades
do executivo Municipal (quanto às obras e recursos que entram no Município).
Os vereadores são os representantes do povo no município.
Data: 14/11/2011
Orçamento da nova Câmara de Vereadores: R$ 8.519.810,75 (Oito milhões...)
PODER JUDICIÁRIO
Para garantir a ordem e a justiça, toda comunidade tem regras ou leis. Essas
leis determinam os direitos e deveres de cada cidadão. O Poder Judiciário é o
que garante o cumprimento das leis, aplicando a justiça. Em Parauapebasé
exercida pelo Juiz de Direitoe pelo Ministério Público, que asseguram a
autoridade máxima no município.
Câmara de vereadores de Parauapebas
Construída na gestão Chico das Cortinas.
105
Canaã dos Carajás, o Assentamento que Virou
Município
O município de Canaã dos Carajás nasceu a partir de um assentamento agrícola. O
Projeto de Assentamento Carajás, localizado na região sudeste do Pará, foi
implantado a partir de 1982, pelo Grupo de Terras do Araguaia e Tocantins
(GETAT), do Governo Federal. O objetivo era atenuar os conflitos pela posse da
terra na região, principalmente na área conhecida como Bico do Papagaio. Ao longo
de três anos, 1.551 famílias foram assentadas na área que ficou conhecida como
Centro de Desenvolvimento Regional (CEDERE). Até 1985, 816 famílias haviam
recebido o título definitivo de terra. Porém, naquele mesmo ano, as atividades de
assentamento dos sem-terra terminaram e o GETAT foi extinto. Só em outubro de
1994, o CEDERE II e III é desmembrado de Parauapebas e vira município – o de
Canaã dos Carajás.
Seu nome tem origem bíblica e significa “Terra Prometida”. A escolha é resultado da
grande quantidade de evangélicos que moram na cidade.População em 2002 (IBGE):
11.765 habitantes.
Canaã dos Carajás é um dos municípios campeões de crescimento do PIB no
Brasil. Um município que nasceu há apenas 13 anos – desmembrado de Parauapebas
-, a partir de um assentamento agrícola (CEDERE), é hoje um dos campeões em
evolução do PIB (Produto Interno Bruto) entre os municípios brasileiros.
Com cerca de 24 mil habitantes, a pequena Canaã dos Carajás, no sudeste do Pará,
ultrapassou 2.033 municípios em apenas dois anos, como mostra o estudo sobre a
evolução do PIB dos municípios, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) e pela Secretaria de Planejamento, Orçamento e Finanças do Pará
(Sepof). Canaã saiu da 2.457ª posição em 2004 para a 424ª em 2005. A explicação
para isto está no investimento feito no município pela VALE, que, desde julho de
2004 opera ali seu primeiro empreendimento de produção de cobre, na mina do
Sossego, e investe na implantação de outros dois de cobre e um de níquel.
Os números mostram isso. Em 2002, o PIB de Canaã era de R$ milhões, numa
economia baseada principalmente na pecuária e na agricultura, em razão de sua
origem no assentamento de famílias de agricultores. No ano seguinte, o PIB
municipal já experimentava uma expressiva evolução, para R$ 103 milhões, em
razão do investimento que a VALE vinha fazendo na implantação do Sossego. Mas
foi a partir de 2004, com o início da atividade da mina de cobre, que o PIB de Canaã
disparou, pulando de R$ 463 milhões naquele ano para R$ 628 milhões em 2005. Foi
o maior crescimento entre os 143 municípios paraenses (35% entre 2004 e 2005),
período em que Canaã passou do 12º para o 10º lugar). Entre esses dois anos o PIB
paraense evoluiu 10,8% e o de Belém, apenas 8,54%.
Significativa também foi a influência da VALE no aumento do PIB per capita
de Canaã. Em 2002, estava em apenas R$ 3.621, passando para R$ 8.302 em 2003,
para R$ 35.593 em 2004 e para R$ 46.854 em 2005, ano em que passou a ocupar o
primeiro lugar entre os municípios paraenses. Belém ocupa apenas o 13º lugar neste
ranking, com um PIB per capita de R$ 8.022.
106
Em Canaã dos Carajás, onde estão as bases de pelo menos quatro
empreendimentos minerais da VALE, (Sossego, Usina Hidro-Metalúrgica e o 118,
na área do cobre, e o Níquel do Vermelho), a antiga Companhia Vale do Rio Doce
optou por mudar o perfil de implantação da infraestrutura de apoio, abandonando a
ideia de uma vila isolada, como na Serra dos Carajás, no vizinho município de
Parauapebas. Em Canaã, os empregados da VALE estão integrados à comunidade
local na sede do município. Desde o início da implantação da Mina do Sossego, a
empresa tem efetuado pesado investimento no município de Canaã dos Carajás,
superior a R$ 161 milhões, sendo R$ 97 milhões na construção da estrada que liga o
município de Canaã a Parauapebase mais R$ milhões nas áreas de infraestrutura,
educação, cultura, saúde, desenvolvimento econômico, segurança e construção de
equipamentos institucionais privados.
4.2 COMPLEXO DE EXPLORAÇÃO MINERAL DA COMPANHIA VALE DO RIO DOCE
NA SERRA DOS CARAJÁS (EM PARAUAPEBAS – PARÁ)
Fonte: Adilson Motta, in 10/2006
107
FIGURAS IMPORTANTES QUE VISITARAM CARAJÁS
Mogno – árvore plantada pelo Exmo. Árvore plantada pelo Exmo. Sr.
Senhor presidente Fernando Henrique Presidente da nação argentina
Cardoso em 31 de março de 1996 Raul Alfonsín em 9 de dezembro de 1986
(um ano antes da privatização)
Andiroba – árvore plantada pelo Sr.
Chang Oh Kang, presidente da Posco -
Siderúrgica coreana.
Em o4 de junho de 2003.
Tatajuba- árvore plantada pelo Sr. Liming
Chairman do Grupo Baosteel e presidente
da Baoshan Iron Steel Corporation em 30 de
novembro de 1993.
Mogno – árvore plantada pelo Exmo.
Senhorpresidente José Sarney em
13 de abril de 1986
Castanha do Pará – árvore plantada
por suas Altezas Reais príncipe Charles
e a princesa Diana em 23 de abril de 1991
Jatobá – árvore plantada pelo Sr.
Roger Agneli – atual presidente da
Vale em 07 de abril de 2001.
Primeiro Ministro Conselho de
Estado da República Popular da
China, ExmoSr. Zhao Ziyang em
02/011/ 1985. ---------------------------
Os presidentes da República Federativa do Brasil
E da República Portuguesa: José Sarneye Mario
Soares em 27 de março de1987.
108
O Legado de “Hilmar Harry Kluck” – Sertanista e Indigenista na
Região Sul do Pará aos índios Xikrins e região
Obs.; O texto abaixo foi extraído do relato oficial
que o Sr. Hilmar deixou como contribuição à
história da região, aos cuidados da Secretaria de
Cultura de Parauapebas, em 2011.
O município de Parauapebas, através do Museu Municipal prestará uma merecida homenagem ao
grande Sertanista e Indigenista Sr. Hilmar Harry Kluck, que viveu mais de 25 anos de exploração
nas matas do e sudeste do Pará.
Hilmar Herry Klock nasceu em 04 de dezembro de 1952 em Ubagé – Rio Grande do Sul. Serviu o
Exército Brasileiro chegando a 2º tenente de cavalaria, saiu do exército para trabalhar na Câmara
Municipal de Porto Alegre no Rio Grande do Sul.
Como taquígrafo da Câmara, aprendeu todo o funcionamento de um Legislativo. E certo dia
resolveu viver uma aventura, saiu de casa e só deu notícias à família dois anos mais tarde, onde foi
encontrado na tribo da Aldeia Assurini, em Tucuruí no Pará.
Porém, diante das manchetes que foram publicadas em relevantes veículos de comunicação do país
relatando seu desaparecimento, como mostra abaixo:
Jornal Clarim, 11 de Novembro de 1956. Jornal a Hora, 29 de janeiro de 1959, Porto
Alegre Presidente do Brasil no momento:
Juscelino - JK.
109
Kluck resolveu reaparecer, ou melhor, esclarecer o motivo de seu desaparecimento, pois o
mesmo encontrava-se vivendo com os indígenas da região sul do Pará, como mostra a foto abaixo,
que o mesmo enviara a parentes e amigos de sua região. O mesmo foi responsável pelo contato e
pacificação com índios de cinco tribos arredias: Assurini, Xikrin, Gavião, Suruí e Arara, que
habitavam nas regiões dos rios Araguaia, Tocantins, Xingu e Tapajós.
Vivendo entre os índios Xikrin.
Após seu reaparecimento, novamente a imprensa divulga seu legado de pacificação dos indígenas
da região.
Jornal a Hora, 29 de janeiro de 1959, Porto Alegre.
Prestou serviços aos municípios de Marabá como Topógrafo, onde foi contratado para percorrer o
Rio Branco (Rio Parauapebas) para a pesquisa de viabilidade da construção de uma micro
hidrelétrica. O relatório final da expedição fazia menção a ocorrência de minério de ferro e
manganês – isto no ano de 1960.
Como já havia um reconhecimento como indigenista e sertanista, em 1966, foi contratado pela
empresa Norte Americana Union Carbide, por meio de sua subsidiária no Brasil, CODIM, para dar
110
orientação na floresta, também prestou serviços para a Meridional, empresa de pesquisas
geológicas responsável pela localização da província Mineral de Carajás.
Para Hilmar, a descoberta do grande potencial Carajás foi na verdade uma descoberta de
Brasileiros, e não de Americanos, como afirma a oficialidade “arranjada”, o que rendeu mais de 50
milhões de dólares de reembolso do tesouro nacional para o “descobridores” americanos.
Em 1988 Hilmar Kluck foi indicado pelo deputado Evaldo Bichara para participar do processo de
implantação da Câmara Municipal de Parauapebas, ofício que havia aprendido como funcionário da
Câmara no Rio Grande do Sul desde os anos 50. Trabalhou por 17 anos no cargo de Diretor
Legislativo da Câmara de Parauapebas, até sofrer de doença que lhe impossibilitaria continuar seu
trabalho. Participou da elaboração da 1ª Lei Orgânica de Parauapebas e do Regimento Interno da
Câmara Municipal.
Foi morador do Bairro Rio Verde onde viveu com sua esposa Neuza Kluck até seu falecimento aos
86 anos em 7 de maio de 2011 em Parauapebas.
Hilmar e sua esposa Neusa (que desenvolve o
artesanato dentro do grupo “Mulheres de Barro” – cujo objetivo é o resgate da arqueologia local
através da arte cerâmica).
Os Xikrins foram contactados no Posto de Indígena de atração Las Casas, no Município de
Conceição do Araguaia, para cuja chefia Hilmar foi designado, em princípio do ano de 1950. Os
índios estavam perigosamente revoltados devido a um surto de gripe que já havia matado várias
centenas deles. Urgia afastá-los rapidamente do posto, devido a este ficar situado no meio de
fazendas com trânsito de civilizados todos os dias. Hilmar, frente à situação determinou a saída
imediata dos mesmos do Posto com destino a sua aldeia de origem, o Kokore-kré conforme
informações dos mesmos. Hilmar no entanto acompanhou os índios nessa nesta viagem que levou
vários dias com os mesmos – melhorando rapidamente de saúde. No mesmo dia da chegada ao
Kokore Kré, passaram pelo curso superior de uma pequena grota de água permanentes, que
desaguava um pouco abaixo da aldeia.
111
Os Xikrin temiam permanecer no Kokore-kré, não só por ser o local muito infestado por pragas,
como também pela perigosa presença de jacarés-açus, como também a aldeia havia sido atacada por
civilizados vindos dos castanhais de Marabá. E desta forma, eles falaram que gostariam de fundar
outra aldeia em um lugar que ficava no rio Pucati-Ngrô afluente de um rio maior, o Pokrô que era
bastante viajado por embarcações dos civilizados.
Para melhor compreensão geográfica, posteriormente eu soube que o Kokore-kré era o Rio Branco,
atual Parauapebas; o Pucati-Kgrô era o rio Cateté e rio Pokrô era o rio Itacaiúnas.
Convidaram-me a acompanha-los até o Catetépara que eu fizesse uma e descesse o rio Pokrô, ou
seja, o Itacaiúnas, e informar aos civilizados que eles lá estavam pacificamente e não pretendiam
atacar ninguém.
Concordando com o plano, iniciaram a viagem saindo do Kokore-kré e no mesmo dia cruzaram um
pequeno afluente de águas permanentes e após ultrapassar uma serra muito elevada com fartura de
abelhas silvestres pretas e mansas, com oito dias de viagem, chegaram ao Pokrô, deixando a Serra
dos Carajás, com toda certeza, à sua direita, relata Hilmar.
Até chegarem à foz do rio Cateté, subiram por este até o local onde planejavam fundar a nova
aldeia. Neste local estava um pequeno grupo de índios liderados pelo curandeiro Nia-Kré Kran Pin
que não tinha ido a Las Casas por temer uma traição dos civilizados.
“Desci o Itacaiúnas em companhia de três índios, o Bemotiri, o Kenpoti e o Kremai e muito abaixo
encontramos dois civilizados, Gregório e Feitosa que lá estavam com uma canoa caçando para
vender a carne em Marabá. Foi lá que, naquela viagem, que finalmente eu soube que estava no
Estado do Pará, no Município de Marabá”.
Hilmar Harry Kluck foi convidado a fazer este relato já nos últimos anos de sua vida, dentro de um
padrão oficial por uma comissão de índios Xikrin, pelo fato de que estava sendo argumentado
contra eles, que os mesmos nunca haviam habitado o Vale do Rio Kokore-Kré, quer dizer, rio
Parauapebas, o que, a bem da verdade, não é correto tais especulações, que são de interesses
econômicos e gananciosos. Os Xikrin utilizaram o Kokore-Kré como um lugar estratégico para
resistir aos avanços dos civilizados, a leste pelos castanheiros do Rio Vermelho de Marabá e a oeste
pelos caucheiros de Conceição do Araguaia.
Fonte: Relatório “A quem interessar possa”, feito por Hilmar Harry Kluck, em 2011 e concedido
como Patrimônio Histórico do Município de Parauapebas.
112
5- POPULAÇÃO INDÍGENA DE PARAUAPEBAS
Os Xikrin
A origem da etnia Xikrin se deve a uma subdivisão do grupo Kaiapó. Os índios Xikrin vivem
em uma área à Floresta Nacional de Carajás, onde a CVRD desenvolve suas unidades
operacionais.
A CVRD nas aldeias Cateté e Djudjekô e a Fundação Carajás apoiam o Projeto Nhiopokti,
que tem o objetivo de criar atividades permanentes que gerem renda e economia para as
mulheres da tribo Xikrin, que, por sua vez, vão auxiliar a comunidade na preservação da
própria cultura e território. O Projeto Nhiopokti busca a valorização da pintura corporal
produzida com maestria e sensibilidade pelas índias. Os Xikrin são ágrafos (não utilizam a
escrita) e usam a pintura corporal como linguagem.
O Plano de Manejo Florestal para área da Comunidade Xikrin pretende demonstrar uma
alternativa sustentável de exploração das riquezas florestais, inibindo a prática de retirada
predatória de madeira, em especial do mogno, que vinha sendo praticada por madeireiros,
com autorização da própria comunidade Xikrin.
Índios Xikrin*
Outros nomes: Mebegnokre, Kayapó, Put Karot
Localização: Pará
Quantos são: 1.052 pessoas (em 2000)
Língua: Kayapó, da família Jê
Segundo a antropóloga Isabelle, no trabalho realizado para o Instituto
Socioambiental em 2001, os Xikrin, grupo de língua Kayapó, enfatizam a audição e a
palavra. A fim de aguçar estas qualidades, os Xikrin perfuram, logo na infância, os órgãos
correspondentes (orelhas e lábios).
A origem da língua indígena dos kayapós é explicada mitologicamente. Segundo
o mito, os ancestrais dos Jê viviam juntos como um só grupo nessa área até descobrirem
uma grande árvore de milho, mas, à medida que recolhiam as sementes, começaram a
falar línguas diferentes e se separaram nos diversos grupos jê atuais.
Os Xikrin falam a língua Kayapó (ou Mebengokré), da família linguística Jê, tronco
linguístico Macro-Jê.
Os Xikrin vivem no estado do Pará em duas Terras Indígenas, ambas homologadas e
registradas, TI Cateté e TI Trincheira Bacajá.
A área dos Xikrin do Cateté é banhada pelos rios Itacaiúnas e Cateté e se situa em terras
firmes de mata tropical chamada nesta região de mata de cipó, no interior da jurisdição do
município de Parauapebas, mas mais próxima do núcleo urbano de Carajás. É rica em
mogno e castanheiras. Nas clareiras, há grande concentração de babaçu e nas regiões
pantanosas, ao sul, incidência de buriti.
Os Xikrin do Bacajá vivem à margem esquerda do médio rio Bacajá, afluente da
margem direita do Xingu, município José Porfírio.
113
No aspecto cosmológico, centro do mundo é representado pelo centro do pátio da
aldeia circular, onde se desenvolvem os rituais e a vida pública em geral. O símbolo do
centro do mundo e do universo é o maracá, instrumento musical, redondo e em forma de
cabeça, ao som do qual os índios cantam e dançam seguindo um traçado circular que
acompanha a trajetória solar.
As questões de ordem política são propostas e resolvidas no conselho dos
homens, no centro da aldeia, do qual participam todos os homens, desde os mais jovens,
testemunhas silenciosas, até os mais idosos, testemunhas mais distantes.
A sucessão à chefia da aldeia, entre os Xikrin, se dá dentro de uma mesma
família, transmitindo-se de pai para filho e de filho mais velho a filho mais moço. Um chefe
não dispõe de meios coercitivos para impor uma decisão às diferentes categorias de
idade. É por meio do discurso, da exaltação dos valores morais e dos interesses destes
grupos que um chefe consegue propor e ter aceitas as suas ideias. Um chefe nunca toma
uma decisão sozinho, ele não tem o poder para isso. Ele deve estar atento às
necessidades, vontades e ideias que circulam no interior de cada grupo de categoria de
idade. .
A situação atual dos grupos Kayapó resulta de um longo processo de mobilidade
social e espacial, marcado pela constante formação de facções e cisões políticas. As
histórias dessas trajetórias cheias de tensões, conflitos, acusações de feitiçaria e
epopeias de líderes, povoam a memória dos Kayapó atuais, sempre contadas e
recontadas dramaticamente e detalhadamente pelos mais velhos.
Durante estas últimas décadas, mesmo com suas terras demarcadas, as áreas
Xikrin têm sido alvo constante de invasões por parte de castanheiros, garimpeiros,
fazendeiros ou madeireiros. Para a defesa dos direitos de seu povo e para facilitar as
articulações e parcerias institucionais, os Xikrin do Cateté criaram, em 1995, a Associação
Bep-Nói. O seu estatuto, amplamente discutido pela comunidade, respeita a sua
complexa organização social.
*Pesquisa realizada em Internet em 4//2007, do trabalho da antropóloga Isabelle Vidal Giannini (Instituto
Socioambiental) em 2001.http://www.socioambiental.org/pib/epi/xikrin/ling.shtm
Artesanato indígena da aldeia Xikrin do Cateté (Fotos acima)
Educação Indígena em Parauapebas
A educação indígena em Parauapebas está sob a responsabilidade da Semed (ensino
Fundamental) e funciona agregado ao Setor Rural. Segundo informações prestadas, existem duas
escolas e um anexo, somando um total de 501 estudantes indígenas (2012), em uma população
estimada em cerca de 1300 habitantes.
O modelo de educação adotado de modo a assegurar suas peculiaridades culturais e língua é
no regime bilíngue, ou seja, do primeiro ano até a 4ª série do ensino fundamental é ofertado no
114
sistema bilíngue (com a presença de um intérprete) em sala de aula. No sentido de conservar e
preservar a identidade e peculiaridade da cultura indígena, frente ao grande risco de um processo
de aculturação, existem duas disciplinas a mais, comparadas às existentes nas escolas públicas:
Cultura e Identidade e Língua Indígena.
Existe um alto índice de evasão na educação indígena, comparado ao índice das escolas públicas
não-indígenas.
Não há uma preocupação quanto ao ensino técnico-profissionalizante, e outro fator da evasão, é
também a ausência de um sentido de “Inclusão Social” quanto à valorização da educação. Outro
fator também curioso é que todos se subscrevem com o sobrenome Xikrin ou Kayapó (pois os
Xikrins são descendentes dos Kayapós).
ESCOLA MUNICIPAL BEP-KAROTI XIKRIN
Fonte: Fonte: Francisco Júnior, 2011.
Fonte: Prefeitura Municipal de Parauapebas, 2012
115
6 - O Mosaico de Unidades de Conservação de
Carajás
U.C. de Carajás e T.I. Xicrin do Cateté
Conceito
UNIDADE DE CONSERVAÇÃO:
1. Espaço territorial e seus recursos ambientais, incluindo as águas jurisdicionais, com
características naturais relevantes, legalmente instituído pelo Poder Público para a
proteção da natureza, com objetivos de conservação e limites definidos, sob regime
especial de administração, ao qual se aplicam adequadas garantias de proteção.
2. Devem dispor de um plano de manejo.
Amparo Legal
 Lei nº 9.985, 18 jul. 2000: Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC)
Art. 1º
 Unidade de Conservação (UC): espaço territorial e seus recursos ambientais, com
características naturais relevantes, legalmente instituído pelo Poder Público, com
objetivos de conservação e limites definidos, sob regime especial de administração,
ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção. Art. 2º, I
116
Unidades de Conservação de Proteção Integral
 O objetivo básico dessas unidades é preservar a natureza, sendo admitido apenas
o uso indireto dos seus recursos naturais, com exceção dos casos previstos na Lei
SNUC (Art. 7º e 8º).
Exemplos: Estação Ecológica, Reserva Biológica, Parque Nacional, Monumento Natural e
Refúgio de Vida Silvestre.
Unidades de Conservação de Uso Sustentável
O objetivo básico dessas unidades é compatibilizar a conservação da natureza com o uso
sustentável de parcela dos seus recursos naturais (Art. 7º e 14).
Floresta Nacional, Reserva Extrativista, Reserva de Fauna, Reserva de Desenvolvimento
Sustentável e Reserva Particular do Patrimônio Natural.
As Unidades de Conservação de Carajás
-Aquiri
.
FLORESTA NACIONAL DE CARAJÁS (FLONA)
Para proteger o meio ambiente ao redor da mina, foi criada a Floresta Nacional de
Carajás (FLONA).
A FLONA Carajás é uma Unidade de Conservação (UC), legalmente instituída pelo
Poder Público em 1998, para a proteção da natureza com o objetivo de conservação, com
limites definidos, sob regime especial de administração, a cargo do IBAMA, a qual se
aplicam as garantias de proteção, de acordo com a Lei nº 9.985/2000 (SNUC).
Com uma área de mais de 1,1 milhão de hectares localizados no Sul do Pará, a reserva é
um verdadeiro mosaico ambiental, com diversas espécies de árvores de porte nobre, que
formam um imenso tapete verde, ao ser observado de cima; além de uma fauna rica em
animais de pequenos porte, como onça, veados mateiros, antas, dentre outros.
Em Carajás existe cinco Unidades de Conservação sendo quatro de uso sustentável – em
que a exploração dos recursos naturais pode ser compatível com a conservação – que
são a Floresta Nacional de Carajás, a Floresta Nacional de Itacaiúnas, a Floresta
Nacional do Tapirapé – Aquiri e a Área de Proteção Ambiental do Igarapé Gelado (APA).
A outra unidade corresponde à Reserva Biológica (ReBio)) do Tapirapé, sendo esta uma
área de proteção integral.
RESPONSABILIDADE – De acordo com a Legislação Brasileira, Unidade de
Conservação é uma área decretada pelo poder público para ficar sob um regime especial
de uso com o objetivo principal de ser conservada. Assim, Carajás está sob a
administração do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) -
órgão federal responsável pela fiscalização da Floresta - em parceria com a mineradora
Vale, que detém o direito de extração de minério na região. Qualqueratividade realizada
dentro da Flona sem autorização do Instituto que causa impacto ao meio ambiente é
considerado crime ambiental previsto por lei.
117
AMEAÇA -Apesar de toda a riqueza ambiental, a Flona de Carajás sofre ameaça de
extinção de um ecossistema típico que é a savana metafólita. A Floresta Nacional está
inserida na floresta amazônica, mas ela tem dois ecossistemas distintos; dois tipos de
vegetação diferentes. Existe a floresta grossa, tropical, úmida e uma área de savana,
muito semelhante ao cerrado, que ocorre naturalmente onde a jazida de minério de ferro
aflora, (afirma Frederico Drummond apud Folha do Sudeste, 05/2010). Para o mesmo, a
Flona é de grande importância para a conservação porque é uma área muito rara. “Ela é
um ecossistema singular. Nós temos lagoas permanentes, formadas por captação de
água da chuva, cavernas, vegetação tipo cerrado, bromélias, orquídeas, canelas de ema,
gramíneas, diversos pés de capim nativo e algumas espécies da fauna que também são
restritas a esse ambiente, ou seja, não ocorrem na floresta.”
O maior risco da Floresta Nacional enquanto biodiversidade é o conflito com a mineração
que se não for bem conduzido pode levar à extinção esse ecossistema, considerado o
maior do mundo.
Por Adilson Motta
Além dos riscos da mineração, segundo Frederico Drummond, quando a gente pega uma
imagem de satélite da região (como o que segue), vê que o entorno está completamente
degradado – entre outros fatores, por causa da ocupação desordenada do solo. Os
madeireiros vieram e tiraram a floresta e não restituíram nada. Depois veio a grilagem de
terras junto com a pecuária e devastou mais um pouco. Os próprios acampamentos
organizados pelo INCRA não tem uma proposta de sustentabilidade.
BIODIVERSIDADE DA FLONA
Fauna.
Flora
Floresta Amazônica;
Savana Metalófila;
Savana Metalófila (Canga)
118
8.2 MAPA AMBIENTAL DE PARAUAPEBAS, CARAJÁS E APA
Fonte: IBAMA –12-2006/Foto de satélite
Os pontos verdes: as matas; roso: áreas desmatadas.
Imagens de Satélite do Mosaico de Unidade de Conservação da região de Carajás
Floresta Nacional
do Tapirapé-
Aquiri
Floresta Nacional
do Itacaiúnas
Floresta Nacional
de Carajás
Área de Proteção do
Igarapé-Gelado
Reserva
Biológica do
Tapirapé
1985
119
Legenda: Área de floresta: Área antropizada/
desmatada:
Mosaico da Unidade de Conservação da Região de Carajás – Composição
Unidade Área (km²)
Floresta Nacional de Carajás 4.119,5
Floresta Nacional do Tapirapé-Aquiri 1.900,0
Floresta Nacional do Itacaiúnas 1.414,0
Reserva Biológica do Tapirapé 1.030,0
Área de Proteção Ambiental do Igarapé do Gelado 216,0
Total 8.679,5
Fonte: Projeto Ferro Carajás S11D. 2012.
ATIVIDADES NA FLORA CARAJÁS
Extração do Fé (Ferro) e produção do Fe Gusa
Extração de Mn (Manganês);
Extração de Bauxita;
Extração de Au (Ouro);
Extração de Cu (Cobre);
2010
120
APA – Área de Proteção Ambiental
O presente trabalho faz parte de uma série de estudos e levantamentos na Área de
Proteção Ambiental (APA) do Igarapé Gelado, integrante do Projeto Melhoria da Qualidade
de Vida dos Colonos da APA do Igarapé Gelado, realizados pela Companhia de Promoção
Agrícola – CPA – CAMPO, contratada pela Companhia Vale do Rio Doce através de
recursos concessionais do Japanese Grandt administrados pelo Banco Mundial..
Em 1989, por recomendação da CVRD, foram criadas pelo governo federal três unidades
de conservação na região sul do Pará, a saber:
 Área de Proteção Ambiental (APA) do igarapé gelado decreto Nº 97.718/89;
 Reserva biológica (rebto) do tapirapé decreto nº 97.719/89;
 Floresta nacional (flona) do tapirapé-aquiri decreto nº 97.720.
A proposta de criação das três unidades de conservação
pela C.V.R.D. relaciona-se às estratégias econômicas e empresariais do projeto de
mineração ferro Carajás, face às inúmeras críticas e pressões que sofreu a empresa, em
função de impactos negativos do ponto de vista ambiental gerados pela empresa no início
da implantação das atividades mineradoras (e sua degradação na relação com o meio
ambiente).
Portanto, a criação dessas unidades de conservação, significa um passo importante para a
inserção do componente ambiental em atividades que utilizam os recursos naturais no
Brasil, um número reduzido ou insignificante de empresas e demais serviços utilizam o
componente ambiental na sua prática cotidiana de trabalho.
7.1 Histórico da Ocupação e Criação da APA do Gelado
A Área de Proteção Ambiental do Igarapé Gelado foi oficialmente reconhecida a partir
do Decreto nº 97.718, de 05 de maio de 1989, que dispõe sobre sua criação. O histórico da
sua ocupação, no entanto, antecede este ato e remonta a meados da década de 80,
quando começaram a chegar os primeiros moradores nesta região, pertencente a
Companhia Vale do Rio Doce – CVRD (à época uma empresa estatal responsável pela
exploração mineral neste setor da Serra de Carajás).
A área do Igarapé Gelado, localizada a norte do território da CVRD, foi mantida
estrategicamente pela companhia como zona tampão, visando evitar que pessoas
invadissem-na ou explorasse-a indevidamente.
Contudo, em 22 de setembro de 1985 chega à região, hoje APA do Igarapé Gelado,
vindo de Curionópolis (antes tendo passado por Marabá), o Sr. Francisco, conhecido
atualmente como Chico do Sindicato (Ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais
de Parauapebas e ex-presidente da Associação dos Produtores da APA do Igarapé Gelado
(APROAPA).Com quatro meses na área começou e por intermédio do sindicato rural de
Curionópolis, começou a mobilizar pessoas para ocupar a região recém descoberta e, até
então, segundo depoimento do próprio Chico, devoluta, isto é, “área da união”, segundo o
entendimento do grupo invasor. Entre 1885 e 1986 chegaram ao Igarapé Gelado um total
de 182 famílias. Em 1987 já totalizavam 205.
Iniciou-se, a partir daí, um confronto entre a CVRD que tratava de preservar sua área de
exploração, mantendo a zona tampão, e as famílias que ali chegavam em busca de terra
121
para trabalhar. Foram, aproximadamente, quatro anos de incessantes confrontos
nos quais a CVRD tentou, sem sucesso, desocupar a área, impedir novas invasões e
preservar a região.
Havia um portão de ferro na entrada sul da área, que vivia regularmente vigiado por
funcionários da CVRD. À noite, quando a vigilância cessava, as famílias aproveitavam para
invadir a propriedade e, quando o dia amanhecia, já encontravam-se instaladas, ainda que
provisoriamente, na região do Gelado. Existem, ainda hoje, resquícios desta época no
local, como, por exemplo, parte da estrutura do portão, conforme registrada na foto a
seguir.
Em 1989, finalmente a região do Igarapé Gelado foi transformada em Área de Proteção
Ambiental, tendo sido adotados critérios de ocupação que priorizam a preservação dos
recursos naturais e disciplinam as atividades antrópicas no local. A criação da APA talvez
tenha sido a solução mais plausível que a CVRD encontrou para resolver o problema da
invasão na região, desde que passou a contar com o auxílio do IBAMA nas operações de
fiscalização e controle das atividades humanas desenvolvidas no local.
Não obstante, o uso do solo e a preservação dos recursos naturais continuam
destoantes com as prerrogativas legais impetradas pelo decreto de criação da APA. Não foi
realizado o zoneamento proposto no item I do artigo 2º do referido decreto, assim como a
população não foi devidamente esclarecida sobre a importância da APA e suas finalidades,
a fim de que se resguardem do direito de usar indiscriminadamente dos recursos da região,
tanto quanto de causar os problemas ambientais atualmente encontrados na APA. A
compatibilidade entre a sobrevivência e a preservação do meio, merece ser objeto de
educação ambiental da população residente na APA, um projeto que requer tempo,
paciência e diretrizes claras.
7.2 Problemas Ambientais na APA do Igarapé Gelado
A APA do Igarapé Gelado, única área de proteção ambiental federal localizada na
Amazônia, necessita de ações planejadas e articuladas entre poder público, CVRD e
população local, que possam garantir, por um lado a sobrevivência e o bem estar das
famílias de colonos residentes e, por outro, a preservação dos recursos naturais
importantes à própria sobrevivência humana na região.
Desmatamentos, queimadas, caça predatória, extração ilegal de madeira, lavagem de
roupa em córregos e rios e uso de biocidas na agricultura são apenas alguns dos atos
cometidos pela população da APA e entorno. Via de regra, uma população oriunda de
outras regiões do país e, portanto, sem qualquer tradição agrícola ou extrativa na região
amazônica, que não seja o garimpo.
O desmatamento na APA representa a forma mais inadequada de ampliação da área de
pastagem plantada, com vistas a alimentação do gado. Contudo, é realizado sem critérios
técnicos e, em alguns casos, sem a observância da preservação das áreas de nascente,
das margens dos córregos e rios e da manutenção de 50% da área do lote preservada,
conforme determinação legal.
A lavagem de roupa com utilização intensa de sabão e água sanitária também é prática
corriqueira na região. O uso destes produtos, apesar da água corrente, pode ocasionar, a
médio e longo prazo, a poluição dos mananciais hídricos da região, em especial aqueles de
pequeno volume.
7.3 Caracterização Sócio Econômica das Famílias da APA
Existem 188 lotes cadastrados. Destes, 39 são de posseiros que possuem mais de
um lote na APA, o que significa dizer que o número de famílias cadastradas (proprietárias)
é inferior ao número de lotes cadastrados. Foram cadastradas 165 famílias na APA do
Igarapé Gelado, algumas das quais com posse de até 5 lotes, como discriminado a seguir:
122
A população total cadastrada na APA é de 954 habitantes, sendo que alguns
são filhos dos colonos que estudam e trabalham fora (aproximadamente 10% do total), mas
estão lotados no domicílio.
Naturalidade dos Chefes de Família
Estado % Estado %
Maranhão 47 Rio Grande do Sul 1,6
Minas Gerais 13,7 Tocantins 1,6
Bahia 6,9 Pernambuco 1,6
Goiás 5,8 Alagoas 1,0
Ceará 4,9 Paraná 0,6
Piauí 4,7 Rio Grande do
Norte
0,6
Pará 4,7 Santa Catarina 0,6
Espírito Santo 4,2 Paraíba 0,6
A maioria absoluta dos moradores da APA é oriunda de outras regiões do país,
especialmente do Maranhão, que representa 47% do total. Apenas 4,7% dos entrevistados
são do estado do Pará e, poderiam, portanto ter conhecimento mais adequado da melhor
forma de manejar e extrair sua própria sobrevivência da floresta amazônica. Mas esta não
é a realidade da região. Tratam-se de ex mineradores e garimpeiros sem qualquer aptidão
agrícola, que ocuparam a área em busca de novas terras, passíveis de exploração mineral.
Motivo do Deslocamento para a APA
Motivo % Motivo %
Trabalho 87,8 Transferência 1,5
Acompanhar
Família
6,5 Seca no Nordeste 0,7
Garimpo 2,8 Investimentos 0,7
Embora estime-se que a grande maioria dos chefes de família da APA tenha ido até lá em
busca do ouro perdido, descobrir novas áreas de garimpo, apenas 2,8% assumem tal fator
como motivo preponderante para o deslocamento. Trabalho é o principal motivo, alegado por
87,8% dos entrevistados. O segundo motivo mais citado que foi acompanhar família reflete um
fator importante na região: as relações de parentesco, que foram responsáveis por grande
parte da migração que ocorreu na região, no princípio da sua ocupação.
Anos de Residência no Local
Anos % Anos %
- de 1 5,0 11 a 15 18,9
1 a 5 22,4 16 a 20 1,9
6 a 10 50,9 + de 20 1,4
Principal Atividade Produtiva no Lote
123
Atividade % Atividade
Agricultura 59,6 Agropecuária 16,7
Pecuária 22,5 Não respondeu 1,2
Modo de Escoamento da Produção
Modo % Modo % Modo %
Carro
próprio
8,7 Carro fretado 40,9 Carro da Prefeitura de
Parauapebas
40,2
Há uma divisão equânime entre aqueles colonos que fretam carro para escoar a
produção e os que esperam o caminhão da prefeitura que passa de duas a três vezes por
semana, na APA. Ora o produtor espera o carro da prefeitura, ora freta carros particulares,
dependendo da possibilidade de espera do produtor ou do grau de perecimento do produto.
Cerca de 10% dos colonos afirmaram ainda fazer uso dos carros da CVRD que trafegam
nas estradas da APA, sempre que há a possibilidade de uma carona que permita escoar
produtos.
Formas de Comercialização da Produção
Forma % Forma % Forma %
Direto ao ao
Consumidor
39,8 Intermediário 58,3 Comércio
externo
1,9
Mão-de-obra Utilizada na Produção
Mão-de-obra %
Familiar 64,5
Contratada sazonalmente 22,9
Contratada permanentemente 12,6
Insumos Utilizados na Agricultura
Insumos %
Fertilizantes e inseticidas 96,5
Herbicidas 3,5
Irrigação
Sim (%) Não (%) Tipo %
124
8,1 91,9 Aspersão 80
Manual 20
Na agricultura, segundo entrevistas, cerca de 22% plantam arroz, 18,4% plantam milho, 14,3%
plantam feijão e apenas 3% cultivam mandioca.
Permanentes
Produtos Produtores que Praticam
em Relação ao Total (%)
Nº de pés/lote
Banana 16,0 De 200 a 1.000 unidades
Manga 13,0 Média de 30 unidades
Coco 12,0 De 200 a 8.000 unidades
Cupuaçu 11,0 De 150 a 1.000 unidades
Acerola 5,2 De 200 a 800 unidades
Café 5,2 Média de 1.000 unidades
Laranja 4,0 De 100 a 200 unidades
Abacate 2,8 De 50 a 300 unidades
Jaca 2,8 De 20 a 100 unidades
Limão 2,8 De 100 a 200 unidades
Graviola 2,2 Média de 300 unidades
Abacaxi 1,8 De 12.000 a 35.000 unidades
Cacau 1,8 Média de 550 unidades
Goiaba 1,5 De 50 a 200 unidades
Caju 0,5 Média de 20 unidades
Tangerina 0,5 Média de 60 unidades
Mamão papaya 0,5 Média de 2.500 unidades
Jambo 0,5 Média de 15 unidades
Pupunha 0,5 Média de 200 unidades
125
Murici 0,5 Média de 50 unidades
Biribá 0,5 Média de 15 unidades
Os criadores de gado são foco de preocupação constante do IBAMA, haja vista que a
atividade requer grandes áreas de pasto, o que redunda em desmatamento. A preocupação
maior do IBAMA é com os lotes acima de 100 ha onde, segundo determinação legal, só é
possível desmatar até 20% do total.
Número de Famílias no Lote
Números de
Famílias
% Números de
Famílias
%
1 80,4 4 0,6
2 13,5 Mais de 4 1,8
3 3,7
Predominam os lotes com apenas uma família (80,4%), embora o percentual de lotes
com duas famílias esteja próximo de ¼ do total (13,5%). Os lotes aonde residem mais de
uma família são aqueles ocupados por parentes ou empregados, na sua maioria.
Tipo de Tratamento da Água Consumida
Tratamento % Tratamento %
Filtrada 66,1 Fervida 2,3
Nenhum 20,3 Clorada 0,6
coada 10,1 Água sanitária 0,6
Destino do Lixo
Destino % Destino % Destino %
Queima 45,0 Mato 43,4 buraco 11,6
Doenças de Maior Incidência
Doenças % Doenças %
Malária 71,3 Hepatite 6,5
Gripe 16,6 Demais doenças 5,9
A doença que mais acometeu as famílias da APA foi a malária (71,3%), infecção
caracterizada por febres, tremedeiras e amarelamento do corpo. Gripe é responsável por
16,6% dos casos, enquanto a hepatite representa 6,5%. Por outras doenças entende-se as
126
citadas pelos moradores e que constituem fatos isolados, quais sejam: surdez,
anemia, pneumonia, febre reumática, hanseníase, derrame cerebral e epilepsia. ]
Estradas Mais Importantes e Usadas
Estradas % Energia %
APA 74,1 Ferrovia 6,4
Paulo Fonteles 19,5
Sem dúvida, as estradas da própria APA são as mais usadas pelos moradores, o
que corresponde a 74,1% do total. Muitos atribuem real importância também às estradas da
Colônia Agrícola Paulo Fonteles (19,5%) e da ferrovia Carajás (6,4%).
Grau de Associativismo
Sim Não
62 38
Dos colonos pesquisados um total de 60% está associado a algum tipo de
associação, seja de caráter político, seja de caráter religioso.
A Que Associação Pertence
Associação % Associação %
APROAPA 87,6 Sinprodus 2,0
Sindicato Rural 6,3 Comore 1,0
Metabase 3,1
A APROAPA – Associação dos Produtores da APA do Gelado, é a mais importante
associação comunitária local. É por intermédio da APROAPAque os projetos são
implantados na APA, como é o caso do Projeto Viva Verde .
Atualmente as principais lideranças comunitárias da APA são exatamente o
presidente e vice-presidente da associação, senhores Odilon e Antônio Alves (o Neguinho),
respectivamente.
Equipe de Educação Popular de Parauapebas – EEPP
Trata-se de uma Organização Não Governamental – ONG, que atua na APA desde 1991, à
época com projeto de agricultura familiar
Fonte: IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis)
127
UNIDADES DE CONSERVAÇÃO DO MOSAICO DE
CARAJÁS
Observe que na Flona Carajás, que é uma das áreas mais próximas do Projeto
Carajás, é onde se concentra o maior foco de devastação ambiental. Os pontos rosos
representam áreas devastadas. Na prática, essa floresta é controlada pela mineradora, que
decide quem pode ou não entrar. A mina de Carajás é a maior mina de ferro a céu aberto do
mundo e a província mineral de Carajás é considerada a maior do planeta. Se a floresta é
nacional, deve ser controlada pela ação federal e não pela empresa que explora e devasta.
Adjacências da Floresta Nacional de Carajás
Reflorestamento em área explorada. Há muito tempo
assim...
O principal é minério. Gerar riquezas para os novos
donos da Vale.
Em novembro de 2007, a Vale comemorou a marca de
1 bilhão de toneladas de ferro exploradas em Carajás.
“... Para alcançar essa marca recorde, uma vasta área
da Floresta de Carajás foi e continua sendo devastada
para dar lugar ao material estéril das frentes de lavras” .
José Milton Santos, Reportagem no Jornal O Regional,
Especialista em Gestão e Manejo Ambiental em Sistema
Florestal pela Univ. Federal de Lavras UFLA- MG.
128
Rio Itacaiúnas – Foto de Satélite/2006 (extensão: 6 km)
Lagoa do igarapé gelado na APA –Protegido por lei ambiental
Construção da Barragem – 1985
A represa do gelado tem como objetivo a concentração de água que é utilizada
para a lavagem do minério. A qual é transportada em caminhões pipa.
129
RIQUEZAS NATURAIS DA REGIÃO
Mina N5 -6km. Foto de satélite
Serra do Cururu
Linha verde – IBAMA 0800-618080
Fazenda Serra Azul Castanheira
Extração de
minériona Serra
dos Carajás, no
Município de
Parauapebas.
Fotos cedidas pelo
CEAP/Parauapebas
Local: Cachoeira do Urubu
Fonte: Helder Messiahs
130
A castanheira-do-pará - é uma das maiores arvores da Floresta Amazônica. Na
natureza começa a produzir a partir dos doze a dezesseis anos, atinge uma altura
de 60 metros e 14 metros de circunferência. A grande maioria é centenária. É
utilizada a centenas de anos pelos Índios da Amazônia como fonte medicinal para
rins, fígado e controle de diarreia das crianças e principalmente como alimento na
forma de farinha e leite.
Açaí é o fruto da palmeira conhecida como açaizeiro, cujo nome científico é
Euterpe oleracea. É uma espécie nativa das várzeas da região amazônica,
especificamente dos seguintes países: Venezuela, Colômbia, Equador,Guianas
e Brasil(estados do Amazonas, Amapá, Pará e Maranhão).
O açaí é um alimento muito importante na dieta dos habitantes da Amazônia, onde
seu consumo remonta aos tempos pré-colombianos. Hoje em dia é cultivado não
só na Região Amazônica, mas em diversos outros estados brasileiros, sendo
introduzido no mercado nacional durante os anos oitenta enoventa.
O açaí é considerado alimento de alto valor calórico, com elevado percentual de
lipídeos, e nutricional, pois é rico em proteínas e minerais. Nas áreas de
exploração extrativa, o açaí representa a principal base alimentar da população,
notadamente dos ribeirinhos da região do estuário* do Rio Amazonas.
*estuário: Tipo de foz em que o curso de água se abre mais ou menos
largamente.
Açaizeiro, fruta nativa e extrativa da região.
131
8- MEIO AMBIENTE
O meio ambiente é um complexo ecossistema onde as formas diversas de vida
mutuamente se dependem. O homem tem que viver nesse meio, criar
desenvolvimento, mas na responsabilidade e perspectiva de que ele está decidindo por
ele e por outras formas de existências a qual, juntos, garantem o equilíbrio e a
harmonia do planeta.
A questão ambiental está conjugada à questão "saúde". Pois um meio ambiente
saudável é favorável à saúde daqueles que neles vivem. Conclui-se, portanto, que a
qualidade de vida da população está associada à qualidade do meio em que esta vive.
8.1 O Problema do Lixo em P arauapebas
O lixo é também um grande problema em Parauapebas. Veja abaixo, fotos que
mostram a situação emque apresenta duas gravidades de caráter socioambiental:
 O primeiro risco é social, envolve o meio ambiente no que toca a questão saúde,
pois, até início de 2009, viviam no lixão de Parauapebas diversas famílias, o risco é
enorme para a saúde desses moradores. Há também o risco pela contaminação
do rio, devido uma parcela do lixão encontrar-se em declive (queda) para o rio.
Desse modo, as águas das chuvas no período de inverno caem sobre o lixo e levam
seus dejetos e contaminações para o rio; onde muitas pessoas tomam banho,
outras pescam, outras lavam roupas, etc...
 O segundo risco relaciona-se com o impacto ambiental, pela existência das
espécies de animais e peixes ali existentes e nas imediações, os quais servem de
alimentação para muitas pessoas.
As famílias ali existentes, até a data citada, tidas por “filhos da pobreza” e da
desigualdade socialsão apenas uma pequena parcela de um universo bem maior
nas capitais e periferias do país. Haviam propostas de entidades e órgãos
governamentais de amparo a essas famílias, unicamente às que têm filhos. Tais
famílias, diante de frágeis propostas, preferiam voltar ou continuar morando no
lixão. Fazendo entender que, o que eles ganhavam do lixo era bem mais rentável
do que o que lhes era oferecido como proposta. Lá ficavam por opção. Eles
vendiam carvão, plástico, papel, ferro, alumínio, etc...
Fotos tiradas em 2008. Lixão de Parauapebas, em declive para o rio.
132
Veja o que diz Deuzirene, dona-de-casa in Revista, Agosto de 2008:
“A vida não é fácil, temos que ter dinheiro para comprar alimentos
para não morrermos de fome, material escolar para meus filhos
freqüentarem a escola, e é através do lixão que eu consigo esse
dinheiro”.
A mesma alerta que por mês fatura em média R$ 800 a R$ 1.000,00.
09/2008
Possível solução ao problema do lixão
Segundo a química Ângela Cristina (IN REVISTA, 08/2008), para
amenizar as consequências negativas deixadas pelo Lixão
Municipal, O ideal seria montar um local apropriado para armazenar
os lixos recolhidos no município. “Os órgãos públicos deveriam
limpar esse local e providenciar uma cobertura final, drenar a á gua
superficial, ou seja, drenar o lixo, além do gás que ali é produzido,
porque através da decomposição do lixo ele se toma inflamável,
então seria necessário coletar es se gás e efetuar um monitoramento
Residências de moradores
no lixão, onde também
moravam crianças.
Rio Parauapebas
Fotos tiradas pelo Pastor Oziel
*Texto elaborado por Adilson Motta, segundo relatos de pastor Oziel.
Para evitar e isolar o escoamento de dejetos
de lixo para o rio Parauapebas, a
administração Governo Cidadão, em 2009,
está construindo um muro circundando toda
área de acesso ao rio. E, no objetivo de
construir um aterro sanitário no local,
diversas famílias que lá moravam foram
retidadas e, em troca, receberem assistência
social.Foto tirada em 04/2009.
133
geotécnico e ambiental da área, além de efetuar a manutenção da
estrutura do aterro”, explica a química que afirma ainda que o
correto a ser feito é transformar o lixão em u m Aterro Sanitário.
Zelar o meio ambiente incluindo neste item “ÁGUAS FLUVIAS” é de
grande relevância principalmente no que toca à questão saúde. Pois
é das águas do rio Parauapebas – tratada na subestação que
depende a população de Parauapebas para beber, cozinhar, banhar
e lavar roupas.
Bombas de Captação de
águas do rio Parauapebas
para a subestação de
tratamento.
Fonte: Helder Messiahs
134
Breve Histórico dos Assentamentos de Parauapebas
Os conteúdos abaixo foram resgatados pelos alunos das escolas do
Município de Parauapebas sob a orientação de professores nas 7ª e 8ª séries.
Alunos pesquisadores: Francisca Amélia, Lucirreis, Edilane, Nadson, Dionatan,
Álvaro, Kamila, Maria de Jesus, Maria das Graças, Milca e Ronne Charles.
ASSENTAMENTO CARLOS FONSECA
Em 1991, a Fazenda Carajás foi ocupada por dois grupos de sem-terras,
sendo um grupo do assentamento Palmares I e o outro fazia parte de uma
associação já existente.
Houve um grande conflito entre os dois grupos que lutavam pela terra e
foram assassinados dois líderes do Assentamento Palmares I. Pôde-se constatar
que esses dois trabalhadores foram vítimas da crueldade do destino na luta pela
terra. E em homenagem aos líderes Carlos e Fonseca hoje tem o P.A. Carlos
Fonseca. Quando houve esse conflito as terras ainda não tinham sido demarcadas
pelo INCRA, fato que só aconteceu no ano de 2001.
O motivo pelo qual a Fazenda Carajás que também era conhecida por Grupo
Paragominas, foi desapropriada porque somente 300 alqueires estavam
regularizados e 900 alqueires não estavam regularizados. Em relação a
contribuição ITR (Imposto Territorial Rural). Hoje onde era a sede da Fazenda
Carajás funciona a escola 18 de outubro.
ASSENTAMENTO NOVA JERUSALÉM
A história desse assentamento começou em outubro de 1999 com 300
famílias acampadas na Fazenda Nova Conquista, tendo como líder o Sr. José
Mauro. Os sem-terra passaram lá dois meses, sendo que em 11 de
dezembroforam remanejados para a Fazenda Baiana, que se encontra a 32 km
da cidade de Parauapebas, mas a área pertence ao município de Marabá.
. Desse modo, foram divididos em três acampamentos, uns ficaram na
Fazenda Boa Sorte, e outros na Fazenda do proprietário Sr. Mauro Lima; sendo
que na fazenda Baiana ficaram 100 famílias, Mas essa área era pequena para
assentar essas famílias.
O líder (José) deixou essas famílias abandonadas sem nenhuma condição
de sobrevivência, até o INCRA enviar cestas básicas para essas famílias, muitos
desistiram e as famílias que ali residiam decidiram formar outra associação,
135
elegendo outro presidente, o Sr. Luís Salomé de França que registrou a
associação como APTRAS PA.
Enquanto o líder lutava para negociar a desapropriação dessa área, muitos
ficaram no acampamento, pois não tinham residência em Parauapebas. Outros
vinham nos finais de semana e alguns ficavam revezando no acampamento.
No acampamento residia um senhor popularmente chamado João Bigode
que passou a implicar com os associados, que só vinham no final de semana. Pois
ele queria formar outra associação com outras famílias, com isto ele pretendia
dividir essa área em dois assentamentos. No entanto, seu desejo causou discórdia
gerando alguns conflitos, mas Salomé acionou o INCRA que veio e deu uma
oportunidade para o Sr. João Bigode se ajuntar aos outros sócios. No entanto, ele
não concordou, pois alegara que a área era dele – porque residia ali e não abria
mão dessa área. Com tudo isso, o INCRA não teve outra solução a não ser
acionar a Polícia Federal, retirando-os dessa área. Ficaram somente 42 famílias e
o INCRA fez o sorteio dos lotes no dia 17 de maio de 2003.
ASSENTAMENTO UNIÃO DA VITÓRIA
A história da comunidade União da Vitória iniciou-se no dia 22 de dezembro de
2000, às vésperas do natal do mesmo ano. Nesta data essas famílias não tinham
morar, então resolveram unir-se em busca de seus sonhos, o qual era adquirir
suas próprias terras e dela garantir a existência e a sobrevivência de suas
respectivas famílias, onde as mesmas ocuparam uma área que pertencia a
Reforma Agrária. Nos primeiros dias eles se alojaram no curral. Nesse período
eles sobreviviam de diárias para os colonos vizinhos, enquanto aguardavam o
processo da reforma agrária ser concluído.
Enquanto isso, alguns pais e seus filhos frequentavam às aulas na escola
Santa Tereza que foi construída nas proximidades da área ocupada. A
comunidade decretou um prazo de 15 dias para que trabalhassem fora da área e
em retorno trabalhavam em suas pequenas lavouras, onde plantaram arroz, feijão,
milho, mandioca, abóbora, banana e outros alimentos perecíveis.
No ano de 200, aproximadamente no mês de setembro, as famílias tiveram
que desocupar a área, deixando assim para trás todo seu trabalho desenvolvido e
ficaram acampados às margens do rio Gameleirano P.A. Valentim da Serra.
Com este episódio, a comunidade ficou sem frequentar a escola por um
tempo. Após o período de aproximadamente dois anos e meio as famílias
retornaram para as áreas onde tinham sido despejadas; e em março de 200
constituíram novamente o acampamento às margens da estrada de acesso ao
Itacaiúnas. Após essa data iniciou-se o processo de negociação da terra. As
famílias combinaram a aquisição da área pelo INCRA, constituindo o P.A. União
136
da Vitória. Hoje esta comunidade que tanto lutou sem desistir dos seus objetivos
para viver em harmonia encontra-se com todos em seus respectivos trabalhos
agrícolas. Sobrevivem da cultura de subsistência de suas pequenas atividades e
criações de animais. Um dos principais produtos agrícolas são banana, milho,
mandioca, abóbora, etc.
Atualmente o assentamento União da Vitória recebeu visita do INCRA e fez a
negociação tornando-se legal os lotes de cada assentados.
ASSENTAMENTO ARAÇATUBA
No início as pessoas deste local viviam em assentamento esperando o
governo liberar as terras, mas o governo demorou muito, então o povo resolveu
invadir a fazenda Carajás e demarcaram seus lotes. Então o INCRA deixou que
cada pessoa ficasse em seus lotes. E ali houve uma conquista. Muitas pessoas
venderam seus lotes e foram embora para a cidade, mais ou menos 50% dos lotes
foram vendidos baratos para outros que se estabeleceram. Não existia estrada de
acesso e as pessoas tinham que carregar as coisas nas costas, subindo uma
ladeira enorme. Depois de um ano os tratores de madeireiros fizeram e estrada.
Mais tarde a prefeitura arrumou as estradas e fez uma escola de madeira e sem
piso, com as séries de pré-escola até 4ª série, no ano de 2005foi feita uma escola
um pouco melhor. Também em 2005 o governo concedeu projetos para
agricultores que a partir daí, conseguiram ter suas vaquinhas para tirar leite e ter
uma vida melhor. Hoje o assentamento possui energia elétrica, televisão,
geladeiras e outros eletrodomésticos.
ASSENTAMENTO VALENTIM SERRA
Em 1998 os trabalhadores rurais “sem-terra” saíram da fazenda Bamerindus,
sendo remanejados para Fazenda São Judas, tendo como ex-proprietário
Marcos Corrêa, nesta fazenda uns quatro anos até se tornar um P.A. Depois de
ter se tornado um P.A., a fazenda não foi mais chamada São Judas e passou a se
chamar Valentin Serra, pois Valentim Serra foi um grande líder do movimento.
Esse nome foi escolhido pela comunidade e pelo presidente da associação que
na época era “Mazinho”.
Houve um conflito na fazenda, depois de ter se tornado um P.A., o ex-
presidente Mazinho não veio a falecer mas ficou com uma bala nas costas, ele
mesmo afirma: “Se tirar a bala ou ficar com ela por muito tempo, morre”.
Hoje existe duas associações e dois presidentes: o Sr. Raimundo Nonato e
o Sr. Manoel Marinho. As associações são: AGRIFVS(Associação dos
Agricultores e Agriculturas Familiares do Projeto de Assentamento Valentim Serra)
e APAAVAS (Associação dos Agricultores e Agricultores e Agriculturas do Projeto
137
Valentim Serra). Hoje, muitas pessoas são beneficiadas por vários projetos e
programas como:
 Fomento,
 Projeto de Gado
 Maracujá.
ACAMPAMENTO TAPETE VERDE
Aos 22 do corrente ano foi feito um relatório sobre o acampamento tapete
verde que surgiu em 1999. O nome do proprietário da fazenda é o Sr. Valdenor
Rodrigues do Vale. Os sem-terra invadirama fazenda Tapete Verde em 1999.
Houve um despejo em 2002, na qual o Senhor Proprietário fez um trato com os
sem-terra, se ele tirasse o título da terra os invasorespoderiam ficar na terra
quando quisesse. Depois o mesmo tirou o documento da terra e despejou todos.
Os que tinham casa foram para casa e os que não foram para casa ficaram nas
terras alheias.
Houve um conflito porque o presidente não ficou firme em seu propósito,
traindo o grupo. Assim muitos comentam que se vendeu e foi embora com o
dinheiro. Em 2003, foram morar na terra do Sr. Jonas e ficaram lá até 2005, foi
quando venceu o trato de ficar na terra. Houve outro despejo e todos foram ficar
na CECAP por um mês. Depois invadiram a sede da Fazenda Tapete Verde e
acamparam lá; fizeram um acampamento próximo a fazenda onde hoje vivem.
ASSENTAMENTO GAMELEIRA
No ano de 1997, o Dr. Lau, proprietário da fazenda Gameleira-Açú precisou
vender sua fazenda para o INCRA, devido a má administração de seu sobrinho
Márcio. Nessa mesma época houve uma invasão, mas de forma pacífica, pois
esperaram a desapropriação.
A fazenda Gameleira se limita com o rio Gameleira de um lado, do outro a
fazenda Raineli Sartório, do outro florestas e áreas de proteção ambiental e a
última divisa é com Auto-Bonito e Terra-Rocha. Depois da desapropriação esse
P.A. teve como primeiro presidente o Sr. José, conhecido como Zezinho, depois
Valdeci e atualmente é o Sr. Floriano e o Sr. Oséias. Gameleira é um bom lugar
e precisaapenas de melhorias e mais atenção.
138
GARIMPO DAS PEDRAS
Localizado nos limites geográficos de Marabá, a 60 Km do centro de
Parauapebas, foi descoberto há 27 anos por garimpeiros da região. De lá para
cá, as jazidas tem produzido e comercializado milhares e milhares de
toneladas de pedras de ametistas para o Brasil e o mundo, tornando-se,
segundo Waldir Silva (Jornal Correio Tocantins, 15/11/2010), a segunda
maior jazida do mundo, em termo de quantidade de reserva.Além da ametista, é
extraído também pedras preciosas como topázio, citrine, quartzo e cristal translúcido.
A vila conta com escola, posto de saúde, destacamento da Polícia
Militar, supermercados, igrejas, energia elétrica, associação de moradores,
farmácia e até pista para pouso e decolagem de pequenas aeronaves.
É um lugar onde homens procuram pedras preciosas em minas de 140
metros de profundidade para conseguirem dali, sustento para suas famílias,
para alguns é apenas paixão pela arte de garimpar, realizando atividades
mesmo sabendo que correm riscos. Em Garimpo das Pedras são 4.000
pessoas que trabalham diretamente na extração de pedras preciosas, e as
mesmas quando retiradas da Mina até chegar ao ponto de serem
comercializadas, passam por fases chamadas: produção, preparo e lapidação
para chegar ao seu ponto final, que é confecção de jóias. As preciosidades do
Garimpo das Pedras também são exportadas para China e lugares que também
dão total valores altos por peças com pedras.
O Garimpo das Pedras não é só o lugar das pedras preciosas, mas
também um “paraíso”, onde a natureza é pura com uma paisagem exuberante,
piscina de água natural quente, sendo local que tem atraído inúmeros turistas.
Muitas pessoas que já trabalhavam em outros garimpos hoje dão
preferência ao Garimpo das Pedras por ser um lugar que oferece inúmeras
oportunidades e uma condição de vida diferente do que é encontrada em
outros garimpos.
CESSÃO DA ÁREA
Em seu depoimento (em Jornal Correio do Tocantins), Elza Miranda conta que, após a
descoberta das jazidas de ametista na fazenda Miranda, a família Miranda administrava
com exclusividade toda produção do minério. Algum tempo depois, para dar legalidade
jurídica à exploração das jazidas, foi celebrado um termo de cessão gratuita de uso por
tempo indeterminado de uma área de 240 alqueires com a Cooperativa dos Produtores de
Gema do Sul do Pará (Coopergemas), criada pelos próprios garimpeiros da Vila.
139
A partir daí, a exploração das pedras passou a ser controlada pela cooperativa, que dá
origem ao produto, emitindo nota fiscal para saída do minério e descontando 6% do valor
comercializado. A família Miranda explora uma mina com seis trabalhadores com direito a
100% da produção.
A produção, que chega até 100 toneladas de pedras semipreciosas por mês, é toda
comercializada no próprio garimpo. Os maiores compradores são da Bahia e de Minas
Gerais. “Alguns clientes diretamente da China, que não sabem nem falar a língua
portuguesa, vem também comprar pedras aqui na Vila com intérpretes”, (Revela a
garimpeira na reportagem). Elza Miranda cita que, quando era deputada, chegou a levar o
então governador Almir Gabriel ao garimpo, e ele viu a necessidade de implantar na vila
uma escola de lapidação de pedra, com o objetivo de gerar emprego e renda, “ mas
esbarramos na falta de mão-de-obra qualificada para instruir a comunidade. A ideia
continua de pé”.
A comunidade, segundo a reportagem, conta hoje (2010) com uma população aproximada
de quatro mil habitantes que vivem em duas vilas: a de baixo e a de cima, e todos os adultos
vivem em função do minério.
De acordo com a ex-deputada estadual Elza Miranda (apud Correio do Tocantins, 10/2010),
a família dela adquiriu a propriedade rural em 1975, sem saber da existência das reservas
em subsolo de ametista. Em 1983, por acaso, alguns garimpeiros acostumados com a
exploração de pedras semipreciosas descobriram a jazida de ametista, considerada a
segunda maior do mundo, em termo de quantidade de reserva, só perdendo para a África.
Na reportagem, Elza Miranda explica que a extração da pedra é subterrânea, em túneis
verticais, perpendiculares e horizontais com extensão que vão até 300 metros de
profundidade. No entanto, a ametista começou a ser descoberta à flor da terra.
Apesar de se localizar na área geográfica pertencente a Marabá, a população de
Garimpo das Pedras é eleitora de Parauapebas e as escolas funcionam na mesma
dependência - devido às condições geográficas e de acesso.
140
Garimpo das Pedras
Piscina térmica
Nascente que jorra água com 40 graus de temperatura, rica em potássio, própria
para o consumo.
Ametistas cristalFonte:: Ascom, 2009
141
História de Vila Cedere – I
Vila Cedere I está localizada a leste de Parauapebas, a 25 km da sede. E foi lá onde
nasceu Parauapebas.
A sua história está ligada ao contexto da descoberta das jazidas minerais de Carajás,
dando-se em seguida a implantação do Grande Projeto Carajás, que por causa da
exploração do minério, havia a necessidade de se formar uma infraestrutura capaz de
satisfazer as condições mínimas aos trabalhadores do mesmo.
Para que tudo isso funcionasse foi montada também uma estrutura de produção
agrícola, sendo que ao redor da área do projeto, foram desapropriadas as fazendas, re-
marcadas e entregues aos colonos. Na verdade essa proposta viria atender a dois interesses:
o da Companhia que teria suas reservas protegidas dos aventureiros principalmente
garimpeiros, visto que havia abundância aurífera na região. O interesse do governo federal
em atender os fazendeiros principalmente da região do Bico-do-Papagaio, atual estado do
Tocantins, onde havia conflitos entre posseiros e fazendeiros pela posse da terra.
O governo federal no momento, já em seu crepúsculo, Figueiredo, (e, portanto,
do regime militar) desenvolveu um projeto de colonização no Sudeste do Pará. Na região
foram implantados três Centros de Desenvolvimento Regional (CEDERE). A primeira
área a ser ocupada (1983) foi a do Cedere I (oficialmente, PA Carajás 3), no entroncamento
de duas VSs, que atualmente está no município de Parauapebas. Era ali que ficavam os
técnicos que dariam suporte aos demais, além do “almoxarifado para distribuir ferramenta
para o pessoal: distribuir alguns alimentos. Depósito de madeira pra construção das casas
dos colonos”, (Valdivino, R. Prado, apud Diagonal, 2008).
Em 1982, na tentativa de diminuir os conflitos de posse de terras e
realizar a reforma agrária, o Governo Federal, por meio do Grupo
Executivo das Terras do Araguaia- Tocantins – Getat, implantou o
projeto de assentamento Carajás na região Sudeste do Pará. E
assim foram assentados 1.555 famílias de colonos imigrantes
vindos, principalmente, dos Estados do Maranhão, Tocantins e
Goiás. (LIMA, 2003, p.17,- apud Diagonal, 2007).
Para melhor controle, a área foi dividida em Glebas: Gleba Carajás I, Gleba Carajás
II e Gleba Verde Carajás III, em cada área havia uma vila denominada de “CEDERES”
(Centro de Desenvolvimento Regional). Na Vila de CEDERE I foram assentadas
aproximadamente 550 famílias.
Com a chegada dessas famílias houve a necessidade de construir escolas, tanto na
Vila como nas vicinais por causa da distância entre a Vila e Vicinais. Na VS Escola
Getúlio Vargas e Escola José de Alencar; VS 13 Escola Augusto Dias, VS 14 Escola
142
Criança Feliz, VP 03 - Perpétua Fernandes, e CEDERE I, Escola Antonio Vilhena, todas
fundada em 1983.
No ano de 2000 houve a nucleação onde todos os alunos das escolas das Vicinais
citadas acima, que eram atendidos em turmas multisseriadas, passaram a ser atendidos na
escola Antonio Vilhena utilizando transporte escolar, por ser uma escola mais estruturada,
a começar por ter energia elétrica, ser a maior e estar localizada em uma vila.
A escola Antonio Vilhena tem uma estrutura considerável, se comparada às demais
escolas do campo. No entanto, percebemos que ainda há muito que fazer para melhorar a
educação. Além de termos turmas que abrangem: Educação Infantil, Ensino Fundamental e
EJA, temos também alguns projetos que vêm contribuindo com a formação de nossos
educandos tais como: Laboratório de Informática, Sala de Leitura, Reforço e SAPE.
Para atender as necessidades orgânicas e Pedagógicas da Escola Antonio Vilhena,
trabalham 36 funcionários distribuídos da seguinte forma: 4 vigias; 2 merendeiras; 5
ASG; 3 Auxiliar Administrativo; 1 diretor; 1 secretária ; 2 Coordenador Pedagógico. Há
17 professores que atuam nas modalidades de Educação Infantil; 1º e 2º ciclo; 5ª a 8ª séries,
EJA; Sala de Leitura; Sala de Informática, SAPE (Sala de Apoio Pedagógico). A escola
trabalha com 03 turnos, matutino, vespertino e noturno. O espaço físico possui 22
dependências e já está previsto para ampliação da mesma. Infelizmente, o alunado local
que termina o Ensino Fundamental ainda não tem oferecido o Ensino Médio – nem modular
nem regular.
TABELA – VILA CEDERE- I
DISCRIMINAÇÃO QUANTIDADE
FAMÍLIAS 93
POPULAÇÃO 392
PRINCIPAIS ATIVIDADES ECONÔMICAS
AGROPECUÁRIA
FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS
COMERCIANTES
DIARISTAS / APOSENTADORIA
Fonte: Professor Lindomar, 2008.
Construção de 20 metros de
ponte. Projeto do governo
federal. Abril de 2008.
FONTE: Professor Lindomar Morais Araújo – Presidente da Associação de
Moradores do CEDERE- I.
143
ASSENTAMENTO ONALÍCIO BARROS
O Assentamento Onalício Barros está localizado a leste de Parauapebas, distando 32 km
da sede e possui uma estimativa de 200 famílias. Esse Assentamento surgiu a partir da
necessidade do homem do campo sem terra por terra, entregue a um modelo de reforma
agrária que espera a iniciativa abrupta – movida pela necessidade do cidadão que o impele
à luta, confronto e risco. Após invasões e incidentes como o que ocorreu com Onalício
Araújo Barros, conhecido como Fusquinha, Valentin Serra, o Doutor e muitos outros que
aconteceram e possivelmente acontecerão. O que leva a esses pressupostos, é a “crua”
impunidade e absurdos indicadores que o Pará, “Terra de Lei” ostenta para o Brasil e o
mundo. A título de confirmação, as cadeias da região Sul do Pará são constantes fugas e,
segundo a Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, nos últimos 33 anos, no estado do
Pará, houve 772 assassinatos de trabalhadores rurais, eram homens que trabalhavam para o
sustento da nação. Somente três casos foram julgados, e desses, quase todos respondem
em liberdade.
O assassinato de Fusquinha e Doutor ocorreu no dia 14 de março de 1998 em torno de
quinhentas famílias que ocuparam a fazenda Goiás II, em Parauapebas/PA. Diante das
ameaças constantes de pistoleiros, as famílias resolveram desocupar a fazenda.
No dia 26 de março as famílias transferiram o acampamento para uma área próxima ao
assentamento Carajás e, durante a mudança, segundo CLOC (Coordinadora de
Organizaciones Del Campo, 22/03/2006) no documentário Campanha “10 anos de
Eldorado dos Carajás”, foram emboscados pelos fazendeiros, pistoleiros e policiais
militares. No ataque, duas lideranças foram mortas: Onalício Araújo Barros, conhecido
como Fusquinha, e Valentin Serra, o Doutor. Logo após o sepultamento dos dois, as
famílias reocuparam a fazenda, e finalmente foram assentadas. Ao Assentamento deram o
nome de Onalício Barros e Valentin Serra. Em homenagem as duas lideranças, do
movimento MST na região, em 26 de março de 1999, integrantes do MST ocuparam o
escritório do INCRA em Marabá. Segundo Charles Trocate, do MST, conta que a
organização já matem, na prática um assentamento com mais de 200 famílias, por conta
própria, há cerca de três anos.
144
Apesar de certas conquistas ede já existir um sistema de eletrificação e de água implantado
no povoado - ainda há muito a se conquistar: todo alunado desta comunidade estuda em
Cedere I, ou seja, ainda não existe escola na comunidade. U m único ônibus faz linha de
segunda a sábado de Onalício Barros a Parauapebas.
As casas em Onalício Barros são espalhadas. Não sendo emendadas (adjuntas) como ocorre
na zona urbana ou em outras comunidades.
VILAPALMARES II
Vila Palmares II surgiu como área de assentamento, hoje continua recebendo
um alto número de migrantes de outros estados tanto quanto a sede municipal.
A comunidade, no princípio de sua história surgiu como assentamento no ano
de 1994, quando se deu a 1ª ocupação da Vale no Cinturão Verde. Foi um
assentamento organizado pelo MST - o qual até hoje ali exerce ação política.
No entanto, o projeto de assentamento só ocorreu no início de 1996 através do
INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). Palmares I e
II apresentam um total de 850 famílias assentadas pelo INCRA (só
Palmares II tem 517 famílias assentadas). A história da comunidade está
intimamente ligada à ação política e histórica do MST, que desempenha um
importante papel de movimento social em prol dos oprimidos, desassistidos e
sem-tetos. Palmares é tida como o principal foco de ação do MST na região,
para alguns, é tida como o “quartel”.
Atualmente povoado apresenta a estimativa de 5.000 (cinco mil) habitantes e
sua distância à sede municipal é de 22 km.
145
Fonte: Adilson Motta
Praça pública próximo à escola onde à noite a juventude se encontra.
Fonte: Adilson Motta
Centro do povoado
Palmares.
Escola Crescendo na Prática
A escolha de diretor na escola
Crescendo na Prática já virou
tradição, e é uma experiência que deu
certo: é feita através de eleição, em
cuja votação participam alunos e
comunidade assentada. Os não -
assentados, só se forem pais de alunos
que ali frequentam.
Implantação do asfaltoem outubro de 2008, uma parceria entre
governo federal, estado e município.
O que era só promessa, setornou realidade.
146
COLÔNIA PAULO FONTELES
A Colônia Paulo Fonteles que antes recebeu o nome de Jader Barbalho teve
início de sua colonização nos anos 80. Possui uma área de aproximadamente 60
km² ficando ao Norte da cidade de Parauapebas, distando deste cerca de 45 km.
Está composta por três sub-regiões principais: Santa Cruz Vila Paulo Fonteles,
Vilinha e Vila Sanção.
Aproximadamente 75% da região é composta por cultura permanente, 12%
de reservas florestais. Apresenta uma hidrografia muito rica cortada por rios e
igarapés diversos, entre eles temos : Igarapé Gelado, O Rio Piabinha , Corazul,
Rio Itacaiúnas, entre outros. Apresenta relevo um pouco diversificado com
áreas de pequenas planícies, montanhas, morros e pequenos vales. Tem um
clima agradável.
População:
É formada por uma população muito diversificada oriundos de várias partes do
Brasil como: Maranhão, Goiás, Bahia, Rio Grande do Sul, Piauí entre outros, que
fazemda região grande, nos aspectos sociocultural, destacando assim várias
culturas e diversidades de costumes, crenças e dialetos.
Economia e Produção:
A economia da região está baseada principalmente na agricultura, onde são
cultivados diversos produtos como: coco, cupuaçu, banana, abacaxi, açaí e
castanha-do pará (árvore nativa da região) entre outras. Além da cultura do ciclo
curto como: arroz, feijão, mandioca, melancia e milho. A pecuária também está
sendo muito bem difundida na região em pequenas e médias propriedades. A
produção vai além com a fabricação dos derivados do leite como queijo, requeijão
e de polpa de frutas. Grande parte da produção é distribuída e vendida na cidade
de Parauapebas na Feira do Agricultor direto ao consumidor. Dispõe também de
pequenas barragens que fomenta a piscicultura , atividade que vem ganhando
destaque na economia local, além da horticultura que recebe destaque na
produção de verduras e hortaliças.
Educação:
A região possui diversas escolas que estão distribuídas no seu território de
abrangência sendo três escolas Pólos: Gonçalves Dias (Zé Rodrigues), Monteiro
Lobato (Vilinha) e Alegria do Saber (Vila Sanção) e diversas escolas anexas
espalhadas em pontos estratégicos da região. Atendendo educação infantil,
ensino fundamental, Ensino Médio (Vila Sanção) e EJA.
147
9 – FORMAÇÃO HISTÓRICA DO POVOAD O VILA SANÇÃO
O povoado atualmente conhecido por Vila Sanção no
princípio de sua história foi colonizado pormigrantes nordestinos
em grande maioria oriunda do Estado do Maranhão, somando -se a
população paraense que já vivia na região . No entanto, segundo
as pesquisas, existe também um número menor e diverso de
pessoas que migraram de outros estados como: Tocantins, Goiás,
Mato Grosso, Bahia. A área que abrange Vila
Sanção/Parauapebas era tida como um “cinturão verde” ou área
de preservação ambiental – como pretensão da Vale.
A data de fundação de Vila Sanção é em 5 de março de
1993, tendo como pedra angular a data de fundação da escola
Alegria do Saber, que é base de todo um processo social e
histórico da comunidade.
Sendo extensas áreas de terras cobertas de matas e
devolutas, não existia demarcação. As demarcações só iniciaram
em 1998.
Na pretensão de domínio da área tida como devoluta
estavam Grupo Miranda, o Japonês e a CVRD que já exercia
pressão de domínio informal em extensas áreas a ponto de
impedir o acesso e grilagem nas terras, tidas como devolutas,
mas da União, ou seja, do povo brasileiro. Houve conflitos, e
posseiros chegaram a ser presos e a intervenção dos deputados
Ademir Andrade (federal), Paulo Font eles e João Batista
(estaduais) em soltá-los e intervir na questão a favor dos “sem
terras”.
Entra em cena o governo do estado Jader Barbalho
fazendo a doação de lotes de terras de 50 hectares com títulos
através do ITERPA (Instituto de Terras do Pará). Mas não deu
condições de que estes posseiros ou agricultores se ma ntivessem
nas terras. As consequências foram: a maioria teve que vender as
terras baratas para fazendeiros que se beneficiavam com a
“situação”. Segundo relatos, houve casos de poss eiros que
venderam seus lotes de terras por “livre pressão” a fazendeiros
que se interessavam pela posse das terras. Hoje, segundo
Severino (Nilson) do Bar, menos de 10% dos colonos da época
ainda possuem títulos de terra na região. Alguns venderam a
latifúndios maiores que se tornaram grandes fazendas.
Antes dessa extensa área de terras passar para a posse de
fazendeiros e posseiros, era conhecida por Colônia Jader
Barbalho (então governador do Estado naquele momento)
mudando em seguida para Colônia Paulo Fonteles.
O nome Vila Sanção foi em homenagem ao fundador e líder
político Odilon Rocha de Sanção.
148
O processo de formação histórica do povoado se deu com a
participação de pessoas influentes da região como Odilon Rocha
de Sanção e Nilson, comerciante e comunidade. Mesmo antes de
se eleger a vereador, Odilon já dava sua participação e
colaboração no processo de formação e desenvolvimento do
povoado. No princípio da história do povoado, a construção da 1ª
escola e posto de saúde foram feitos em regime de mutirão. Ou
seja: com a participação da comunidade, que contribuía com mão -
de-obra e matéria-prima.
Odilon entrou na política em Parauapebas em 1º de Janeiro de
1993 (quando teve início seu 1º mandato na vereança do
Município).
No segundo mandato, do ano de 1997, Odilon Rocha de
Sanção contratou agrimensor e fez a divisão e doação de 160
lotes de suas terras para as pessoas da comunidade visando
manter e constituir ali a estabilidade de um povoa do que hoje
dispõe de uma infraestrutura como posto de saúde, uma escola -
Alegria do Saber (com laboratório de informática e biblioteca),
várias igrejas, bares e comércios que se espalham nas ruas do
povoado). Ao mesmo tempo em que promovia colonizar e povoar
essa área hoje conhecida por Vila Sanção, consequ entemente
estaria valorizando suas terras, por se encontrarem distante de
aglomerado populacional.
As estradas na região foram abertas em princípio, por
madeireiros, com fins de exportar as madeiras que eram
exploradas na região; “era um picadão, no meio da mata ”, assim
relatou um dos antigos moradores. Em resumo, em meado dos
anos 80, existia apenas a estrada do Salobo. A estrada Paulo
Fonteles surgiu anos depois.
Até 1992, não existia estrada de ace sso até Vila Sanção. A
estrada passava antes da Vilinha (Vila Seca) cerca de 7
quilômetros (Riba do caminhão/placa). Na atualidade, a estrada
se estende até o rio Itacaiúnas.
Em 2003, Odilon Rocha de Sanção fez a segunda doação
num total de 40 lotes.
Em 22 de fevereiro de 2010, foi realizado o 3ºloteamento,
onde foram doadas 97 casas e outro tanto posto à venda em área
alta do povoado.
Segundo Odilon, “um dos seus ideais é trazer para o
povoado de Vila Sanção uma Escola Téc nica Agrícola ou Técnica
Profissionalizante para a população rural ”.
A participação política de Odilon no processo de formação
e colonização do povoado também contribuiu trazendo para o
povoado a construção da Escola Alegria do Saber, um Posto de
Saúde, energia, o Sistema Modular de Ensino (Ensino Médio) e o
Sistema de Nucleação (de Ônibus) que transporta os alunos
149
rurais às escolas – quando distanciados. Em 2004 foi implantado
o sistema de telefonia pública através de orelhões da TELEMAR.
O princípio da história do povoado Vila Sanção foi marcado com a
presença de caçadores e colonizadores que ali caçavam, somente
para o consumo. O acesso ao município era difícil. Veja o que diz
Delzuíta de Castro Brito, uma das anti gas moradoras:
“Era muito difícil, porque não tinha estrada, era somente um
pequeno canalzinho ”
Entrevistas com antigos moradores revelam que eles eram
em sua maioria oriundos do Maranhão e em número menor de
outros estados como: Piauí, Pernambu co, Goiás, Mato Grosso e
Minas Gerais; os quais vieram à procura de terras para a lavoura
de subsistência. Os mesmos viviam da lavoura, da caça e da
pesca. Outros desenvolveram a atividade comercial.
Atualmente o povoado é beneficiado com energia elétrica,
água encanada, posto de saúde e orelhões.
Persiste no povoado um grande número de caçadores
devido ao grande número de caças na região ainda hoje
existente, como:onça, arara azul, vermelha e amarela, tatu, porco
caititu, veado mateiro, paca, mutum castanheira, pinincha, cutia,
jabuti, manbira e anta. A atividade de pesca era realizada com
anzol, tarrafas e malhadeiras. As espécies de peixe na região
são: Curimatá, piranha, surubim e jaú.
Junto a atividade da agricultura desenvolvia -se também a
exploração de garimpo nas adjacências do povoado.
Nilson,um dos pioneiros é
tido como representante
do povoado.
OdilonRocha de Sanção, pioneiro e
participante com a comunidade no
desenvolvimento e processo
histórico de Vila Sanção.
150
Por Adilson Motta - 07/2010 (As fotos acima é do povoado Vilinha).
PERFIL ATUAL DO POVOADO VILA SANÇÃO
Aspectos físicos e geográficos
Vila Sanção possui um traçado ortogonal e inclinações
suaves - o que facilita uma expansão ordenada e planejada. Com
características rurais, apresenta lotes grandes, de 250 a300 m ², e
irregular. O povoadoestá localizado num vale entre a Serra dos
Carajás e a Serra do Curu ru. Limitando-se em fronteiras com o
Rio Itacaiúnas, Vilinha, Comunidade São José III, PROAPA,
Betishalom, Povoado do Chiquinho, Garimpo das Pedras (do
Grupo Mirandas) e várias fazendas em suas adjacências.
O povoado é atravessado pelo Rio A zul, o qual é inavegável
devido as fortes correntezas e possuir muitas rochas e enormes
pedras em sua constituição.
Localiza-se a oeste do município de Parauapebas. As vias
de acesso de Vila Sanção ao município se dá:
*Pela Serra dos Carajás (pela N1) 98 km ;
*Pela Ferrovia: São 70 km;
*Pela Vilinha: 97 km.
A região apresenta 3 grandes áreas de colonização, sendo elas:
Povoado Vilinha, ou Vila Seca,
crescendo a todo vapor. A cada dia,
novas casas, novas mudanças.
Vi la Sa nção – e m n o ve mb ro de 2006
151
 Gleba Ampulieta (Assentamento feito pelo ITERPA – Instituto de
Terras do Pará);
 APA: Do Garapé Gelado;
 E a Paulo Fonteles.
É servido pela estrada piçarral Parauapebas/Vila Sanção, e se
liga a outras estradas vicinais que dão acesso outros povoados
vizinhos e fronteiriços.
Vila Sanção encontra-se nas proximidades de três grandes
projetos minerais:
 O Projeto Salobo;
 Paulo Fonteles (com a exploração de cristal ametistas e outros);
 E a extensa Serra dos Carajás, que é vista do povoado Vila
Sanção.
 Existe também um garimpo a 7 quilômetros do povoado: o
Garimpo da Cruz, onde é explorado ouro e cobre.
 É do conhecimento da população e pessoas representativas do
povoado que, segundo sondas da CVRD, foi detectado nas
proximidades de Vila Sanção uma mina de quartzo roso.
Sabendo-se que o município mãe do povoado, Parauapebas, se
encontra numa localização em que os índios Xik rin do Cateté, o
Governo Federal através de Projetos de Preservação Ambiental
(APA) e a C.V.R.D detém a concessão de 90% do total da área
municipal. A partir dessa informação, observ a-se que o povoado
encontra-se numa localização estratégica, com extensas áreas
livres, sendo continuamente monitorada e pesquisada com
sondas da VALE.
Somando-se a isto, o projeto Salobo, considerada a maior mina
de cobre do Brasil, fica a poucos quilômetros do povoado. A 7
quilômetros do povoado estão sendo construídos um nú cleo da
Vale e grandes alojamentos de empresas que terceirizam trabalho
Vilinha, fronteiriço com o
povoado Vila Sanção
Estradas de acesso de Vila Sanção a Parauapebas, 2009
152
à empresa (Vale). Visando dar suporte ao projeto Salobo, a Vale
está implantando uma extensão energética da Eletronorte – o que
deverá beneficiar diversas comunidadesda região, principalmente
Vila Sanção, APA do Gelado e Colônia Paulo Fonteles, O que
poderá aumentar assim a potência em energia elétrica nestes
locais.
*Num total de 184 casas. Fonte: Diagonal, Pesquisa encomendada pela Vale em 2009
10.2 MAPA DA APA,REGIÃO E ESTRADAS DE ACESSO
Mapa de acessos. O ponto vermelho circulado é o povoado Vila
Sanção. Todos os pontinhos vermelhos são povoados; o azulado
corresponde a APA.
Fonte:IBAMA, 12/2007
153
Povoado Vila Sanção
 O ponto verde maior representa Paraua pebas
 O ponto verde menor representa o Complexo Carajás
 Os pontos vermelhos são as localidades ou povoados.
 Toda extensão azulada corresponde a APA.
ASPECTOS SOCIOECONÔMICOSE INFRAESTRUTURAIS DE VILA
SANÇÃO
POPULAÇÃO
Segundo pesquisas realizadas em 2007, existem 184 casas
no povoado Vila Sanção (centro). E a média de habitante por
família é de 4,6 pessoas. A estimativa de casas espalhadas nos
arredores das localidades vizinhas que dependem e são
vinculados a Vila Sanção são de 80 casas. Consider ando a
média por família (4,0 membros, inferior a encontrada), e
multiplicando pelo número de casas, isso significa que a
estimativa populacional de Vila Sanção (centro e adjacências) é
de 952 habitantes.
De acordo com a pesquisa, foi detectado um índice de
analfabetismo (em Vila Sanção) de 21,87% enquanto o município
apresenta 16,3%(de pessoas de 15 anos ou mais) e 7,5% na
população jovem de 10 a 15 anos ; e o Estado, 14,1%(IBGE 2006).
Entre as profissões exercidas no povoado foram detectadas:
lavrador, vigia, vaqueiro, enfermeira, doméstica, professor(a),
mecânico, pedreiro, carpinteiro, operador de máquina, usineiro,
motorista e comerciantes. Já o IBGE (2010) apresentou um
índice de 8,1% de analfabetismo no município, ou seja, caiu pela
metade o número de analfabetos em Parauapebas.
Principais atividades econômicas
Agropecuária (predominante);
Produção de queijo;
Produção de carvão vegetal.
Corte de arroz e duas usinas de beneficiamento do grão.
Corte de madeira.
Garimpagem (Garimpo da Cruz).
Pequenos estabelecimentos econômicos e
Funcionalismo público.
Uma olaria e duas marcenarias.
154
Apesar das atividades econômicas citadas acima, o povoado
Vila Sanção ainda não possui uma sustentabilidade econômica –
pois, grande parte do que lá é cons umido é importando da zona
urbana, inclusive frutas e verduras.
DESCOBRINDO NOSSAS ORIGENS (VILA SANÇÃO)
Estado de Origem
TOTAL DE ENTREVISTADOS: 211
Pessoas de 10 a 75 anos
%
MARANHÃO 47,9%
PARÁ 33,2%
PIAUÍ 7,6%
PERNAMBUCO 2,8%
TOCANTINS 2,4%
BAHIA 1,9%
GOIÁS 1,4%
MATO GROSSO 0,94
A construção da hidrelétrica de Tucuruí iniciou-se
em 1979. Aproveitando-se das corredeiras
resultante da inclinação de 70 metros ao longo do
curso do rio, surge a valorização pelo potencial
hidrelétrico, levando a construção de Tucuruí, a
grande Barragem. Tucuruí, sobre o rio Tocantins,
alcançou 8 milhões de Kw no término de sua
construção. Excluído o próprio rio Amazonas. No
entanto, a Bacia Tocantins/ Araguaia tem um
potencial aproveitável de 25 milhõesde Kw. A
Barragem tem 12 quilômetrosde extensão. No auge
da obra, chegou a ocupar a mão de obra de 15.000
homens. O volume de água que passa pelas
comportas é de cerca de 100,000 m³ de água por
segundo.
155
MINAS GERAIS 0,94
OUTROS (RONDÔNIA 0,92%
12-História da Educação em Vila Sanção e seus Indicadores
Segundo relatos de Nilson, um dos primeiros colonizadores no
povoado Vila Sanção, a 1ª escola da região foi no Garimpo da Cruz: A Escola
Abelardo Barbosa, construída em 1985. A Escola Alegria do Saber, no entanto,
tem sua origem respaldada em quatro etapas:
I-ESCOLA EM UMA RESIDÊNCIA PARTICULAR
Em 5 de março de 1993, a Escola Alegria do Saber foi fundada e localizava-
se na Fazenda Serra Azul, vizinho ao senhor Otávio, a 2 quilômetros da atual sede
de Vila Sanção. A escola era coberta de palha com apenas 17 alunos. Era
ministrado o multiseriado (de 1ª a 4ª série) com a professora.A primeira professora
da Escola Alegria do Saber foi Joseane Salazar. A iniciativa para criar a escola foi
de Odilon Rocha de Sanção. Em 1995, a Escola Alegria do Saber foi paralisada
devido à migração dos pais em busca de trabalho, o difícil acesso e
conseqüentemente, a falta de alunos.
II- NOVA ESCOLA: O GALPÃO – REVIVENDO A ESCOLA
Em 1996, pela iniciativa da comunidade, a escola foi
construída em Vila Sanção sob o regime de mutirão, com as
seguintes características:
*Coberta de palha,
*Os bancos eram tocos de palmeiras com tábuas que formavam
os assentos.
Considerada a 1ª professora da Escola
Alegria do Saber, quando esta era na
fazenda Serra Azul em 1993.
156
A situação ainda era difícil, quando professoras tinham que
fazer matrículas, existiam dois burros a disposição para irem
atrás dos alunos, muitos dos quais residiam em localidades
distantes.
III-COLÉGIO DE MADEIRA
Em 1998, a Prefeitura Municipal de Parauapebas tomou a
seguinte iniciativa:
 Construiu a Escola Alegria do Saber totalmente de madeira
e ampliou mais duas salas.
 Um posto de saúde, também d e madeira.
Vale ressaltar que, nesta etapa, a Prefeitura doou apenas os
materiais de construir. A escola; no entanto, foi a comunidade no
regime de mutirão que construiu o prédio.
A família “Caladinhos” teve intensa participação na
construção da e scola assim como da igreja.
IV – UMA ESCOLA EM ESTILO
Apenas em 2003, que a Escola Alegria do Saber foi
construída totalmente de tijolos, no estilo em que se encontra
atualmente.
Um fato que vale lembrar também é que, apenas em 2003 é
que a escola Alegria do Saber deu início ao ensino fundamental
de 5ª a 8ª série. Ganhando um laboratório de informática em
2004, no governo de Bel Mesquita.
Veja a relação de todos os diretores da escola Alegria do
Saber:
1º - Diretor Geral (da zona rural): Joaquim.
1ª diretora presente na Escola Alegria do Saber: Januária. Sendo
substituída por Vilma, diretora provisória(pois no momento, a
diretora Januária se encontrava de licença).
2ª diretora: Ivone Marçal
A Escola possui atualmente m atriculados 390 alunos entre 1ª
a 8ª série e EJA (Educação de Jovens e Adultos). E 42 alunos
cursando a Educação Modular de Ensino (entre 1º, 2ª e 3ª série
do ensino médio). Desse modo, o total geral de alunos é de 422.
157
Escola Alegria do Saber – Uma escola ligada a uma história.
Escola alegria do Saber- após
a reforma e ampliação na gestão Darci Lermen. Em 2009.
A escola, atualmente dispõe de
três ônibus que fazem o
transporte dos alunos, que na
maioria, moram afastados da
escola.
A escola dispõede três ônibus que
fazem a rota de pegar e levar os
alunos, que na maioria moram
afastados do povoado Vila Sanção.
158
Influência do Projeto Mineral nas Comunidades
Sendo uma comunidade afastada do centro dinâmico-urbano, sem posto policial,
nem aparato que garanta segurança ou qualidade de vida, e lazer promovida por ação de
política pública à população, o que resta são bares que se espalham pela comunidade e se
tornam o centro de diversão de jovens e adultos. Nem sequer uma praça existe para que a
juventude se encontre, o que significa que estes jovens tem poucas alternativas em horário
noturno, ficando “ao dispor” do circunstancial do que se oferece na comunidade. Para
alguns, esta lacuna contribui para o álcool, droga e desarmonização social do indivíduo. A
escola, às vezes,quando promove projetos socioeducativos e que envolve a comunidade,
se torna um dos principais meios de diversão e entretenimento na comunidade.
No entanto, é nos finais de semana onde mora o perigo e risco, pois não são dias letivos, e
estes jovens, na ociosidade, ficam a mercê do que a comunidade oferece.
Como a 7 km de Vila Sanção existem três grandes alojamentos de empresas que terceirizam
serviços a empresa Vale, (no Projeto Salobo), que abrigam cerca de 7.000 homens,
muitos desses, no período noturno e finais de semana, descem a Vila Sanção a procura de
diversão e lazer, que geralmente gira em torno do álcool. Nos alojamentos das empresas
não podem morar casais, e, muitos destes, são casados ou solteiros, que deixam esposas e
famílias distantes para ganhar a vida. A maioria desses homens passa entre 15 a um mês
na “lei-seca”, sem mulher – como diz o popular. Frente a isto, muitos acreditam queas
Laboratório de informáticada
Escola Alegria do Saber em plena
Zona Rural de Parauapebas.
*A sigla CEUP significa Centro Universitário de
Parauapebas. Foi construído e é mantido pela
PrefeituraMunicipal, que fez (e faz) convênios e contratos
com várias Universidades, entre elas: UFPA: Universidade
Federal do Pará, UNAMA: Universidade do Amazonas,
Cesb, Ufra, Aiec e UVA (Universidade Estadual do Vale do
Acaraú), CEFET: (Centro Federal de Educação
Tecnológica). Há ainda outras universidades forado espaço
do CEUP, como a Unitins, Unisa. Essas
universidadesoferecem cursos em diferentes áreas técnico-
profissionais. Com esse modelo instituído em Parauapebas e
tantos recursos que entram, o Município tem tudo para ser
uma grande cidade.
159
consequências é o florescimento da prostituição, o que já a muito tempo acontece. Apesar
de tudo, a quase dois anos, foi construído um posto policial, e que até agora, nunca
funcionou.
Frente à situação, em julho de 2010, representante da mineradora Vale reuniu -
se com a comunidad e de Vila Sanção para anunciar que a empresa, para
resolver o problema, iria retirar todos os funcionários das empresas da
comunidade. Como a economia da comunidade está aquecida em função da
vinda e presença desses funcionários, a reação foi negativa. P ara alguns
moradores da localidade, a saída seria: não só aparelhar o posto policial
(pondo em funcionamento), mas também trazer a presença mais ativa do
conselho tutelar na comunidade, o município construir praça e área de lazer e
entretenimento. E as em presas, aos seus funcionários, ministrarem palestras
sobre ética e postura nessas comunidades.
A União Geral dos Trabalhadores (UGT) assinou em novembro de 2008 um Protocolo de
Intenções com a Companhia Vale do Rio Doce, Fundação Vale do Rio Doce e Instituto
Bovespa com objetivo de enfrentar a exploração sexual de crianças e adolescentes. O
projeto trata-se das comunidades entorno como Vila Paulo Fonteles (400 habitantes) e Vila
Sanção (1.300 habitantes).
Devido o grande crescimento populacional que apresenta a
comunidade em função do maior projeto de cobre do Brasil (Salobo)
e o segundo das Américas, e a ausência de uma política que
possibilite esse crescimento com distribuição equilitária de terras à
sua emergente população que só cresce, centenas de pessoas
(entre migrantes e residentes por longos anos) resolveram invadir
áreas pertencentes ao senhor Odilon Rocha de Sanção. O qual, em
reunião com os “invasores” deixou claro e definido que até o dia 4 de
outubro daria uma solução ao episódio.
Povoados Vila Sanção e Vilinha, ou Vila Seca no município de
Parauapebas. Locais que servirão de cenário aos grandes projetos
estão sofrendo profundas transformações, necessitando de cuidados
urbanísticos especiais, em curto espaço de tempo.
160
17 PONTOS TURÍSTICOS DE VILA SANÇÃO
O entardecer no rio Azul
Estas cachoeiras fazem parte do rio azul,que perpassam o povoado Vila Sanção, em
Parauapebas. O fundo desse rio é constituído, em grande parte,de formações rochosas.
O rio Azul envolto de serras,serve de fronteira entre a reserva mineral de Carajás e as áreas
pertencentes a fazendeiros e colonos que se estabeleceram na região ao longo de décadas num
processo que vai desde a migração, invasão e assentamentos determinados pelo INCRA..
FONTE:Adilson Motta, in 12/2006
161
Zona rural de Parauapebas
Vila Sanção
Existe no interior de Parauapebas os instrumentos tecnológicos
abaixo produzidos por pessoas da localidade rural.
Aproveitando-se de um córrego, foi construído um gerador de energia caseiro. Utilizou-se
para isto, uma caixa de reservatório com esses canos largos por onde escoa a água que faz
girar a turbina, que roda o gerador, gerando energia de 110 watt. Nesta casa, a energia
gerada aciona: televisão, som, DVD, ventilador, bicos de lâmpadas, carregador de bateria,
liquidificador, etc.
Gerador acionado pela queda d´água.
Além da água que retiram para
produzirenergia, existe uma bica
d´´agua que passa (foi direcionada
através de mangotes) por dentro da
casa, e que aciona um monjolo que
serve para pilar arroz, fazer farinha,
pilar café e debulhar milho.
162
Educação Patrimonial do Projeto Salobo
O Programa de Educação Patrimonial para a área do Projeto Salobo que é vinculado
ao Projeto de Prospecção e Salvamento Arqueológico na área do Projeto Salobo, conforme
convênios firmados entre o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), a Vale do Rio Doce,
sua subsidiária Salobo Metais S.A (SMSA) e a Fundação Instituto para o Desenvolvimento
da Amazônia (FIDESA).
Sua realização visa o cumprimento da Portaria nº 230, de 17 de dezembro de 2002,
do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN, 2002) que prescreve a
realização de programas de educação patrimonial juntamente com o desenvolvimento de
pesquisas arqueológicas.
A área do projeto Salobo localiza-se na Floresta Nacional Tapirapé-Aquiri
(FLONATA), situada no município de Marabá, sudeste do estado do Pará, na região de
Carajás. As vilas Paulo Fonteles e Sanção, embora se encontrem no município de
Parauapebas, geograficamente estão bem próximas ao empreendimento e, portanto, aos
sítios arqueológicos existentes na área.
Portanto, o Patrimônio arqueológico existente na área do Projeto Salobo é o foco de
interesse deste programa de educação patrimonial. Torná-lo conhecido dos moradores
locais é essencial. Por um lado, para que estes entendam a necessidade do desenvolvimento
de pesquisas arqueológicas. E, por outro, também o é, porque a partir dos resultados da
pesquisa, a sociedade poderá obter informações sobre como era o modo de vida daqueles
que ali habitaram muito tempo antes de nós, reconstituindo parte da memória local e
aprendendo a valorizar o patrimônio cultural.
Fotos de algumas peças encontradas no sítio arqueológico da região
Salobo ePaulo Fonteles
163
Fonte: Mediações culturais com o patrimônio arqueológico: material de apoio à ação educativa
patrimonial/
Lima, Janice Shirley de Souza et al. Belém: Museu paraense Emílio Goeldi, 2007.
Artefatos encontrados no sítio arqueológico de Paulo Fonteles – na localização
por onde vai passar a estrada (asfaltada) que liga Parauapebas ao Projeto
Salobo (por onde será escoada a produção mineral de Salobo).
Foram identificados 22 sítios e 5 ocorrências arqueológicas, todo a céu
abertonas áreas investigadas até o momento. A cronologia situa a presença
humana na área entre 4.000 A.C. e 1800 AD. A sequência de datações,
segundo Silveira (et al, 2008), permitiu a identificação de três períodos: 1)
período antigo – relacionado a grupos caçadores coletores; 2) período
intermediário – relacionado a grupos caçadores coletores e grupos ceramistas;
3) período tardio – relacionado a grupos ceramistas. Já na região Carajás
foram identificados 53 sítios arqueológicos, caracterizados por dois contextos
culturais distintos: um pré-cerâmico e outro cerâmico.
O programa iniciou com ações nas vilas Sanção e Paulo Fonteles, para que os
participantes descobrissem suas potencialidades artísticas e artesanais no
sentido do resgate da herança cultural local e, agregado a esta meta, levar o
conhecimento do potencial arqueológico presente na região.
Como nas descobertas arqueológicas foram verificadas muitas peças e
artefatos da arte cerâmica – surgem um grupo de mulheres com um esplêndido
projeto de resgatar a arte dentro de seus moldes da descoberta, para que não
fique apenas como “peça de museu”, mas ganhe peculiaridade dentro da
cultura parauapebense ou regional.
Além de valorizar a cultura milenar deixada pela população que aqui dantes
vivera, esse aprendizado melhorou a qualidade da sua produção, apontando-
164
lhes boas perspectivas de renda. Desta forma, “a riqueza artística dos artefatos,
registro do seu modo de vida; e a necessidade de preservar e proteger esse
patrimônio”, afirma a arte-educadora e artesã Sandra Silva, piauiense
integrante da entidade.
Já Neuza Kluck, também arte-educadora partilha a ideia e realiza um antigo
desejo: “De conhecer a matéria prima e criar produtos artesanais que
representem um pouco da memória dos povos que aqui viveram; enfim,
conhecer e compreender cada artefato e perceber o registro da história de um
povode que eu não tinha a menor ideia da existência foi a realização de um
sonho”. Marlene Ribeiro, também participante do Grupo Mulheres de Barro,
comentando suas experiências afirma que: “Hoje tenho certeza de que o
patrimônio arqueológico é conhecimento, tem valor e precisa ser protegido e
valorizado”.
Grupo Mulheres de Barro (Projeto)
Os detalhes decorativos apresentados nas cerâmicas tem
inspiração nos artefatos arqueológicos encontrados durante
pesquisas arqueológicas na área da Floresta Nacional de
Tapirapé-Aquiri e região Paulo Fonteles (comunidade
adjacente do projeto). Esses artefatos foram produzidos pelos
povos que habitaram as proximidades dos rios Itacaiúnas e
seus afluentes, há cerca de 6.000 anos atrás. Agora são
recriados por esse grupo de mulheres que aprenderam a
artesania em cerâmica no Programa de Educação Patrimonial
para a Área do Projeto Salobo. As matérias-primas utilizadas
para confeccionar as peças são a argila e os pigmentos
naturais (óxido de ferro, óxido de cobre e outros) da região,
conferindo uma identidade local aos produtos.
Com a construção de dois fornos em Parauapebas, em espaço
cedido pela prefeitura, e o lançamento da primeira coleção,
com cerca de 2 mil peças, essas mulheres começam a
modelar seu destino em uma cidade adotada como sua. Para
Sandra, é comum ouvir que Parauapebas não tem identidade.
“No programa, percebi que a identidade cultural do município
está sempre em processo (de ajustamento às suas
peculiaridades locais, regionais, cultural...), enfim, é
construída e reconstruída ao longo da existência pelos
165
moradores”. E “A identidade cultural de Parauapebas se
constitui dessa diversidade e dela fazem parte tanto o
patrimônio arqueológico quanto o artesanato que
produzimos”, finaliza Sandra.
Fonte: Secretaria de Cultura, Sandra. 04 de abril de 2012.
166
Alojamentos Pró – Projeto Salobo
Vale, Odebrecht e Santa Bárbara
Zona Rural de Parauapebas
Alojamentos sendo construídos em outubro de 2008 pelas construtoras Odebrecht,
Concel e Novo Espaço que servirão de suporte para o projeto Salobo - onde obrigará cerca
de 7.000 homens. A previsão é que, esses núcleos venham superar o de Carajás, onde
abriga cerca de 5.000 pessoas.
Fotos por Adilson Motta em 11/2008.
Ponte sobre o Rio Itacaiúnas - que dá acesso ao Projeto Salobo
Fonte: ASCOM. Por Valdir Silva.
Esses alojamentos encontram-se entre Vila Sanção e Vilinha (a 12 km). Festas Juninas/09.
167
Área do Contestado Versus Conquistado
Uma faixa de terra localizada à margem direita do rio Itacaiúnas, pertencente ao município
de Marabá, denominada Região do Contestado ou Gleba Ampulheta. Compreende um
aglomerado de 28 vilas na zona rural de Marabá, no limite fronteiriço com Parauapebas.
É uma região cuja situação geográfica é pouco conhecida – e, administrativamente,
indefinidapelas prefeituras de Parauapebas e Marabá: Trata-se da região do Contestado, área
limítrofe cujos habitantes (e, principalmente, as terras) que geograficamente pertencem a
Marabá. Agrega vários pequenos e grandes povoados. Estima-se que nesta região existam
quase 30 mil habitantes, os quais eram, até o censo passado, contadas como se fossem de
Marabá. Porém, eleitores de Parauapebas, por onde se tem acesso ao Contestado. No último
censo, os habitantes do Contestado ficaram com Parauapebas. Por longos anos, mesmo sendo
pertencente a Marabá, a região foi administrada pela Prefeitura de Parauapebas,
principalmente nos setores de educação, saúde, agricultura e transporte.
Frente a ausência do governo da cidade-mãe, Marabá, para sanar os problemas de acesso à
região, os moradores do Contestado se mobilizaram em busca de melhoria nas estradas.
Diante da insatisfação, houve movimentação para que a Região do Contestado, que
atualmente (2010) abriga mais de 20 mil agricultores, fosse desmembrada do município de
Marabá e anexada ao Município de Parauapebas, em virtude da dificuldade de acesso para
Marabá administrar. Colonos das cerca de 40 comunidades que abrigam a região chegaram
até a sugerir, na Câmara Municipal de Parauapebas, em novembro de 2007, arealização de
um plebiscito para anexar a área ao território de Parauapebas.
No dia 13/05/2009, foi firmado convênio entre as
prefeituras Municipais de Marabá e Parauapebas , com o
objetivo de atender as necessidades básicas dos moradores
na região do Contestado, promovendo abertura e
recuperação de estradas, construção e manutenção de
pontes, transporte escolar e garantir a execução do
programa Luz para Todos.
Após cobranças e manifestos, os governos das duas cidades (Parauapebas e Marabá)
e o deputado federal sentaram em mesa redonda na abordagem da situação política da
região desassistida de Marabá, a cidade-mãe. Segundo a reportagem do Jornal O Carajás
(13/05/2009), o prefeito de Marabá, Maurino Magalhães ouviu do prefeito Darci Lermen o
tanto quanto a Prefeitura de Parauapebas investiu na região ao longo dos últimos anos, na
construção, reformas e conservação de escolas, transportes de alunos e professores;
conservação e abertura de estradas vicinais; construção e manutenção de postos de saúde;
entre outros benefícios.
Após ouvir o relato, o prefeito de Marabá se sensibilizou com a situação daquela
região, e prometeu, doravante, assumir a responsabilidade, que já era sua, investindo
recursos nos setores de educação, saúde e transporte. E deu uma nova nominação região
“Conquistado”.
Fonte: Jornal O Carajás, 10/02/2009.
168
Em junho de 2011, a região do Contestado tornou-se distrito administrativo de Marabá, e de
início, foi construída a Sub-Prefeitura de Marabá.
Em: http://www.hiroshibogea.com.br
A sede da Subprefeitura fica na Vila Alto Bonito, a 170 km de Marabá, indo pela região do
Rio Preto, ou 220 km, indo por Parauapebas. Transformada em Distrito, a região do
Conquistado tem uma população estimada em 33 mil habitantes. E sua economia é baseada
na pecuária e agricultura, sendo também uma área rica em recursosminerais.
Fonte: Blog: http://www.hiroshibogea.com.br (Houve ajustamento textual)
169
ESTADO DE CARAJÁSEM PERSPECTIVAS
O Projeto da criação do Estado de Carajás é do Deputado Giovanni Queiroz,
PDT/PA, através do Decreto Legislativo Nº 159-B de 1992, que autoriza a consulta popular
para que o Pará multiplique-se por dois. Aliás, por três, com a criação também do estado de
Tapajós.
Ele afirmou que a redivisão é uma estratégia nacional de desenvolvimento e
segurança e ressaltou como ponto positivo a presença efetiva de um governo na região
para a consolidação de políticas públicas em infraestrutura de transporte, energia elétrica,
comunicação, saúde e educação. Segundo o mesmo, 30% dos alunos de Marabá que
terminaram o ensino fundamental não conseguem vaga no ensino médio.
Segundo a CPT (Conselho Pastoral da Terra), só em 2010 foram registrados 90.137
conflitos no campo, 16% de todo país, e denúncias de 1.522 pessoas trabalhando em
condições análogas de escravidão. E o conflito se agrava na região porque muitas
fazendas ocupadas por assentamentos têm grandes reservas minerais, o que eleva o valor
da propriedade. (Blog zedudu, apud Cristiane Agostine, Marabá – para Valor Econômico).
Outro ponto também crítico, que demanda a atenção e presença do estado é que, o
território Carajás concentra os maiores latifúndios pecuaristas da Amazônia e parte da
floresta foi transformada em pasto. Quase metade da área florestal (42,9%)já foi
desmatada.
A expectativa, adesão e apoio popular a criação deste novo estado é grande
entremoradores e empreendedores; pois, o fato de criar o Estado de Carajás é
indispensável na região especialmente quando se percebe que a região apresenta um dos
maiores focos de exploração mineral do país e a maior reserva mineral do planeta, grande
criatório de gado e a grande hidrelétrica de Tucuruí.
O respaldo legal para a criação do Estado de Carajás, além da necessidade expressa na
realidade da região se consolida também no Art. 18 Título III da Organização do Estado,
Capítulo I da Organização-Administrativa.
Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se
anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante
aprovação da população diretamente interessada, através de plebiscito e do
Congresso Nacional, por lei complementar.
170
Em 4 de junho de 2009, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou
projeto de legislativo que institui plebiscito para a criação do 27º estado brasileiro, o estado
de Carajás.
Porque criar o Estado
Uma economia dinâmica e forte. Um povo cheio de esperanças. Uma região que quer
construir o seu próprio futuro. São um milhão e trezentos mil brasileiros que sofrem com
deficiências nas áreas de educação, saúde, segurança pública, saneamento, transportes e
energia elétrica.
Afirma-se também que, a ausência do poder público na região contribui para os três
grandes inimigos sociais: a violência, o crime e o subdesenvolvimento.
A criação do Estado do Carajás é um projeto que une 38 municípios em busca de
desenvolvimento social. Historicamente, a região Sul do Pará é abandonada há mais de um
século, esquecida pela capital, distante 500 km em média. Uma distância que nunca
permitiu a presença eficaz do poder público.
A população quer avanços em termos de qualidade de vida. Quer poder contar com um
ensino superior, com um bom emprego, com estradas dignas, com espaços para cultura e
lazer. Quer viver dignamente.
O sul do Pará quer ser uma nova estrela na bandeira do Brasil. Mas não é só isso, nossa
gente quer também acreditar na palavra de ordem estampada no nosso símbolo: progresso!
E há bons exemplos para acreditar nesse progresso. Afinal, as últimas regiões a se
emanciparem, como Tocantins e Mato Grosso do Sul, são as mais progressistas do ponto de
vista socioeconômico.
Novos estados passam a cuidar melhor das escolas, rede de saúde, infraestrutura para
atuação das empresas, serviços públicos para a população. Sem contar nas novas
oportunidades de emprego, que irão ampliar as capacidades sociais e de condições de vida.
E por querer mudar de rumo e conquistar políticas públicas decentes, e resgatar a dignidade
humana, há muito perdida, e o resultado disso tudo é que a população do sul e sudeste do
Pará deseja, acima de tudo, criar o Estado do Carajás. Para que a comunidade possa ter uma
nova vida, recuperando sua identidade e principalmente a sua autoestima.
Para que a comunidade possa ter uma nova vida, criando sua própria, recuperando sua
identidade e principalmente a sua autoestima.
Opinião de políticos sobre a criação do Estado de Carajás*:
Para o senador Leomar Quintana, “... a criação do Estado de Carajás possibilitariauma
administração mais racional da Amazônia. É ponto pacífico que os estados que possuem
menor área territorial, têm melhores condições de administrar de maneira racional os seus
171
recursos naturais e não renováveis, além de colaborar com a União na efetiva proteção
ambiental”.
Já na opinião do deputado Zequinha Marinho, a ideia de criar um novo estado surgiu das
dificuldades que a população enfrenta devido à grande extensão territorial do Pará, o que,
acredita ele, dificulta o acesso de determinadas regiões ao centro administrativo.
(in O Regional, 09/06/2009).
O tamanho do estado do Pará é apontado pelos parlamentares como um entrave à
implantação de projetos e programas de interiorização do desenvolvimento. Eles assinalam
que um estado com uma área territorial menor pode ser melhor administrado.
Para Giovanni Queiroz, um dos principais protagonistas do projeto, o Brasil está atrasado
em relação a países “civilizados” como Japão e Alemanha no que diz respeito à geopolítica
nacional – o que, em sua opinião, é mais um fator a legitimar a tripartição do Pará. “A
organização geopolítica no mundo todo já aconteceu há mais de um século. Atrasados
somos nós, tupiniquins, que entendemos sermos melhores que o mundo civilizado todo – e
estamos falando de Estados Unidos, Alemanha, França, Espanha, Japão, países que há
muito tempo organizaram sua geopolítica, sua estrutura administrativa e geográfica”,
acrescentou o deputado, para quem a presença do Estado na Amazônia é cada vez mais
urgente, “questão até de segurança nacional”.
Para o deputado, devido o abandono político e isolamento, a região encontra-se no fundo do
poço. E isso já não é de agora, vem desde outros governos anteriores. A Ana Júlia
Carepa,ex-governadora que não conseguiu se reeleger em 2010 - perdeu a eleição porque
não deu conta de atender minimamente às demandas da sociedade. Ou seja, ela se
desgastoue perdeu a eleição. E Jatene está indo no mesmo rumo.
Sul do Pará – a nova fronteira do desenvolvimento
Região vive dias de euforia e recebe investimentos pesados em todos os setores
A região desenvolveu-se extraordinariamente nos últimos anos, graças a uma
conjugação de fatores que permitiram superar as dificuldades causadas pelas
enormesdistâncias, e pela falta de investimentos em infraestrutura física e administrativa.
Há hoje, no território de Carajás, um tripé econômico consolidado, capaz de prover
sustento e propiciar progresso para seus 1 milhão e 300 mil habitantes.
Cite-se em primeiro lugar a agropecuária, que a região conta com um solo apto a
intensificação da produção, e que acaba de receber a certificação internacional como Zona
Livre de Aftosa com vacinação. Já se tem um rebanho bovino com mais de 14 milhões de
cabeças, com alto padrão zootécnico e um parque industrial já instalado de
aproximadamente 18 frigoríficos.
A indústria madeireira, que representa um dos mais relevantes itens da pauta de exportação,
pode ser revitalizada com a criação do Distrito Florestal Sustentável do Carajás, recém
discutido com a sociedade através de audiência pública. Segundo o deputado Giovanni
172
Queiroz, os empresários do ramo há muito deixaram de ser dependentes da extração
predatória de madeiras nobres, e é crescente a consciência que o desenvolvimento
sustentável é condição imprescindível à sustentabilidade do setor. “Atualmente as
empresas madeireiras mantém grandes áreas de reflorestamento, e há uma tendência
crescente dos investimentos neste segmento, principalmente visando o mercado externo,
com as possibilidades abertas através de projetos de sequestro de carbono”,segundo o
deputado.Outra vertente de desenvolvimento é a extração mineral e a sua
verticalização,apresentando inúmeras empresas investindo, gerando emprego e renda à
região, que é a maior reserva mineral do mundo. “Carajás” e “minérios” são as duas
palavras que mais se pronuncia no Sul do Pará. De Conceição do Araguaia a Marabá, de
Xinguara a Tucumã, de São Félix do Xingu a Parauapebas só se vê moradores eufóricos
com as novas descobertas de ouro e níquel e otimistas com a possibilidade de divisão do
Estado. A presença de supostos representantes da Vale, vasculhando as serras amplia ainda
mais a expectativa de que a região será um Eldorado para um mundo que mais consome
ferro, do que a natureza foi capaz de produzir.
Com apenas 12 anos de emancipação o isolado município de Floresta do Araguaia há
dois anos consecutivo ostenta o título de maior produtor de abacaxi do país. A cada ano
investimentos tecnológicos geram ganhos de produtividade e o município chega a colher
77% do que o Estado produz - o equivalente a 20% da produção nacional.Paralelo a este
potencial está a extração de riquezas naturais como ouro e ferro, o que coloca o município
numa condição de destaque.
Em Marabá a indústria de aço em fase de implantação, está trazendo novas
perspectivas. Parauapebas detém a maior jazida mineral de ferro a céu aberto do mundo. Os
minérios são apenas um dos combustíveis do otimismo do Sul do Pará. Começou uma
corrida também pelo gado, com instalação de grandes empreendimentos. Tudo isso gera
emprego, que atrai gente de todos os cantos.
Rodovias do Estado
 BR- 422 (73 km) Tucuruí - Novo Repartimento;
 BR-222 (221 km) Marabá-Rondon - Dom Elizeu;
 BR-230 (360 km) Transamazônica - Divisa PA/TO a Pacajá;
 BR-235 (21 km) Santa Maria das Barreiras ao Rio Araguaia;
 BR-158 (317 km) Divisa PA/MT a Redenção;
 BR-153 (154 km) Marabá - São Geraldo do Araguaia;
 PA-150 (610 km) Redenção - Goianésia;
 PA-275 (70 km) Eldorado dos Carajás a Parauapebas;
 PA-287 (100 km) Conceição do Araguaia - Redenção.
 PA-156 (35 km) Tucuruí - Cameta;
 PA-279 (260 km) Xinguara - São Félix do Xingú;
PA-287 B (76 km) Redenção - Cumarú do Norte;
173
 Consolidação de políticas públicas de implantação de infra-estrutura de transportes, energia
elétrica, comunicação, saúde, educação média e superior, desenvolvimento econômico e
social;
 Exploração ordenada dos recursos naturais e ordenamento da gestão ambiental;
Ordenamento efetivo da política fundiária e agrária;]
Economia
Pecuária Hidrelétrica de Tucuruí
A região desenvolveu-se extraordinariamente nos últimos anos, graças a uma conjugação
de fatores que permitiram superar as dificuldades causadas pelas enormes distâncias e pela
falta de investimentos em infraestrutura física e administrativa.
Existe hoje, no futuro Estado de Carajás, um tripé econômico consolidado capaz de prover
sustento e propiciar progresso para seus 1 milhão e 300 mil habitantes.
Cite-se em primeiro lugar a agropecuária, que a região conta com um solo apto a
intensificação da produção e que acaba de receber a certificação internacional como Zona
Livre de Aftosa com vacinação. Já apresentaum rebanho bovino com mais de 14 milhões de
bovinos, com alto padrão zootécnico e um parque industrial já instalado de
aproximadamente 18 frigoríficos. Áreas já antropizadas e cerrado com enorme potencial à
expansão agrícola, sem a necessidade de agredir o meio ambiente e devastar as áreas de
preservação permanentes.
A indústria madeireira, que representa um dos mais relevantes itens da pauta de exportação,
pode ser revitalizada com a criação do Distrito Florestal Sustentável do Carajás, recém
discutido com a sociedade através de audiência pública. Os empresários do ramo há muito
deixaram de ser dependentes da extração predatória de madeiras nobres, e é crescente a
consciência que o desenvolvimento sustentado é condição imprescindível à sustentabilidade
do setor. Atualmente as empresas madeireiras mantêmgrandes áreas de reflorestamento, e
há uma tendência crescente dos investimentos neste segmento, principalmente visando o
mercado externo, com as possibilidades abertas através de projetos de sequestro de
carbono.
Por último, não menos importante, temos a exploração mineral e a sua verticalização,
174
apresentando inúmeras empresas investindo, gerando emprego e renda à região que é a
maior reserva mineral do mundo.
Dados (Os pontos azuis é o que ficará com Carajás)
Área População Eleitorado
Carajás: 284.721 km² Carajás: 1.327.092 hab. Carajás: 799.227
Pará: 962.981 km² Pará: 5.783.373 hab. Pará: 3.363.761
Fonte: área (IBGE 2000), POPULAÇÃO (IBGE 2005), ELEITORADO (TSE 2006) apud www.estadodocarajás.com.br.
Tabela comparativa dos Estados da Federação
Estado Área (km²) Habitantes Município
Amazonas 1.570.947 3.232.330 62
Pará 962.981 6.970.586 143
Mato Grosso 903.385 2.803.274 141
Minas Gerais 586.553 20.595.499 853
Bahia 564.272 13.815.334 417
Mato Grosso do Sul 357.139 2.264.468 78
Goiás 340.118 5.619.917 246
Maranhão 331.918 5.619.917 246
Carajás 284.721 1.327.092 38*
Rio Grande do Sul 268.836 10.845.087 496
Tocantins 277.297 1.305.728 139
Piauí 251.311 3.006.885 223
São Paulo 248.176 40.442.795 645
Rondônia 237.564 1.534.594 52
Roraima 224.118 391.317 15
Paraná 199.282 10.261.856 399
Acre 152.521 669.736 22
Ceará 145.712 8.097.276 184
Amapá 142.815 594.587 16
Pernambuco 98.525 8.413.593 184
Santa Catarina 5.286 5.866.568 293
Paraíba 56.341 3.595.886 223
175
Rio Grande do
Norte
53.077 3.003.087 167
Espírito Santo 46.047 3.408.365 78
Rio de Janeiro 43.797 15.383.407 92
Alagoas 27.818 3.015.912 92
Sergipe 21.962 1.967.791 75
Distrito Federal 5.801 2.333.108 0
*Sem falar na possibilidade de muitas comunidades (grandes e isoladas que necessitam de
uma autonomia administrativa para que atinja um melhor desenvolvimento.Só em
Parauapebas, vale citar o caso: Vila Sanção e Região do Contestado (aglomerado de muitos
povoados (cerca de 30 mil habitantes) que dependem de ações políticas restritas entre
Parauapebas e Marabá. No caso de Vila Sanção, dista de Parauapebas, cidade mãe, em torno
de 90 km. Criando, desta forma, pela distância, um isolamento e não atendimento às
demandas políticas, o que compromete a qualidade de vida local. Além de citar que Vila
Sanção é a comunidade que fica mais próxima do projeto Salobo e a 7 km de três grandes
alojamentos que abrigam acima de 5.000 homens. A emancipação de Vila Sanção seria
uma estratégia favorável para Vale e empresas concessionárias de contratos, pois
infraestrutura e saneamento básico e agregação de um polo administrativo/econômico na
região.
Tabela Comparativa do Estado de Carajás com Alguns Países
Estado Área (km²) Habitantes
Pará 962.981 5.783.373
França 543.965 58.900.000
Japão 377.748 121.672.326
Carajás 284.721 1.327.096
Equador 270.670 9.647.107
Inglaterra 258.256 58.157.800
Uruguai 176.275 2.982.000
Portugal 92.072 10.157.000
Holanda 33.936 14.562.924
Israel 21.946 4.233.000
A França, país quase do tamanho da Bahia, tem hoje 96 estados (départements), mais
quatro além-mar e mais de 36 mil municípios (comunas). Quase 16 vezes maior do que o
território francês, o Brasil existe com seus 26 estados e um distrito federal e menos de
5.700 municípios. Os Estados Unidos, com apenas 9% a mais de área que o Brasil, têm 51
unidades federativas e cerca de 30 mil cidades. A Alemanha, com 356 mil km2 (apenas 7%
a mais que o Maranhão), tem 16 estados e mais de 12 mil cidades. A Espanha, com 505 mil
km2 (bem menor que Minas Gerais), tem 50 estados (províncias) e oito mil cidades, total
este semelhante ao da Itália, país com 301 mil km2, bem menor do que o Goiás.
(Fonte: Blog do Valdir, 09/2007).
176
Origem da População do Estado de Carajás
Origem População Origem População
AC 3.944 PR 49.368
AL 17.297 PE 14.463
AP 1.434 PI 33.709
AM 1.434 RJ 9.443
BA 60.247 RN 2.390
CE 36.219 RO 837
DF 956 RR 716
ES 48.728 RS 84.394
GO 58.346 SC 1.642
MA 275.894 SE 2.390
MS 3.046 SP 69.930
MT 3.643 TO 81.286
MG 133.524 Estrangeiros 15.848
PA 287.957 índios 7.349
PB 21.516 ********* ***********
População dos Municípios de Carajás
Municípios População
Abel Figueiredo 7.131
Água Azul do Norte 33.350
Banach 3.345
Bom Jesus do
Tocantins
14.232
Bom Jesus do Araguaia 8.243
Breu Branco 46.250
Canaã dos Carajás 13.870
Conceição do Araguaia 44.375
Cumarú do Norte 6.207
Curionópolis 13.785
Dom Eliseu 50.739
Eldorado dos Carajás 43.013
Floresta do Araguaia 15.342
Goianésia do Pará 31.293
Itupiranga 65.229
Jacundá 48.368
Marabá 200.801
Nova Ipixuna 14.348
Novo Repartimento 51.627
Ourilândia do Norte 20.054
Municípios População
Santa Maria das
Barreiras
13.710
Santana do Araguaia 42.523
São Domingos do
Araguaia
24.230
São Félix do Xingu 41.813
São Geraldo do
Araguaia
27.242
São João do Araguaia 17.207
Sapucaia 2.752
Tucumã 20.826
Tucuruí 87.602
Xinguara 29.606
* Dados defasados, pois
atualmente(2010) Parauapebas tem
cerca de 153.000 habitantes.
177
Pacajá 31.179
Palestina do Pará 9.033
Parauapebas 95.225*
Pau D´arco 8.939
Piçarra 14.389
Redenção 72.085
Rio Maria 10.818
Rondon do Pará 46.311
Se o plebiscito pelo desmembramento tivesse sido aprovado, assim ficaria o mapa, com a
criação dos estados de Tapajós e Carajás, e a diminuição do Pará:
Fonte: http://s3.amazonaws.com/cfstatic/wp-content/uploads/2011/7/tapajos-carajas.jpg
A área em estudo para a criação do Estado de Carajás está localizada
no Sul/Sudeste do Estado do Pará, abrangendo 38 municípios que
totalizam uma área de 284.721 Km² e uma população de 1,3 milhão de
habitantes, com uma densidade demográfica de 4,66,hab/km².
O futuro Estado do Carajás inclui a Represa de Tucuruí e a Serra dos
Carajás - maior Província Mineral do Planeta - articula-se com outras regiões
pelas bacias dos rios Xingu, Araguaia e Tocantins, pela Ferrovia dos Carajás e
pelas Rodovias BR-230, BR-158, BR-222 e BR-153.
A economia está baseada na agropecuária - com frigoríficos e mais
de 14 milhões de cabeças de bovinos, vários laticínios, setor madeireiro
consolidado, exploração de minério de ferro e outros minérios, dez
siderúrgicas de ferro gusa e uma aciaria em processo de implantação,
além de investimentos intensivos em reflorestamento.
Fonte: www.estadodocarajas.com.br, in 09/2007.
Carajás teria a maior renda per capita e três dos municípios mais ricos. E na
distribuição per capita,os cinco municípios com os maiores PIB são Canaã dos Carajás
178
(R$ 46. 850), Barcarena (R$ 37. 724), Parauapebas (R$ 29. 114), Tucuruí (R$ 21,404) e
Oriximiná (R$ 14.620), todos com valores bem acima da média do PIB per capita do
estado, que em 2004 era 4.992, hoje estando pouco mais de R$ 5 mil.
Fonte:Jornal O Liberal, 02/2008.
Outras informações informam também que, se Parauapebas fosse um país, com o PIB per capita de
R$ 103.403,99 (ou US$ 51,702), estaria acima de potências como Estados Unidos, (US$ 48.387),
Japão (US$45.920), França (US$ 44.008), Alemanha (US$ 43.742) OU China (US$ 5.414).
Em 24 de março de 2010, A Comissão da Amazônia, IntegraçãoNacional e de
Desenvolvimento Regional aprovou dois projetos que convocam plebiscitos Consulta ao
povo por voto (sim ou não) acerca de assuntos de relevância constitucional, antes de sua
concretização normativa. Sobre a divisão do Pará em novos Estados: do Tapajós, a oeste; e
do Carajás, ao Sudeste.
João Fellet (da BBC Brasil ao Pará, 2011) noticia que, a campanha contrária à divisão diz
que a medida empobreceria o que restasse do Pará e só beneficiaria políticos dos novos
estados; já os partidários da separação afirmam que ela facilitaria a gestão de regiões muito
distantes da atual capital e ampliaria os recursos destinados a essas áreas.
REALIZAÇÃO DO PLEBISCITO - 11-12-2011
Apesar de uma ampla propaganda política em prol do SIM, o NÃO ganhou com
cerca de 66,60%dos votos apurados. Na região que delimita o sonhado estado de Tapajós,
92,42% dos eleitorados disseram SIM, contra 7,58% NÃO. Na região Sul do Pará
(Carajás), 92,81% do eleitorado votou no SIM a favor da criação do novo estado. De
acordo com entrevista de Queiroz em (Congresso em foco, 12/2011), dois terços do
eleitorado (66%) está na grande Belém, capital do estado-mãe, que seria o novo Pará. E um
terço (33%) está na soma do eleitorado de Carajás e Tapajós – o que consequentemente
garantiu a vitória do NÃO.
Sem dúvida nenhuma essa foi, e será até o seu final, uma luta desigual. Os 17% do que
seria o território destinado ao Novo Pará concentra 64 % do eleitorado do Estado, contra 16% do
Tapajós e 20% do Carajás. (Zé Dudu, 05/12/2011).
A região Metropolitana de Belém possui 2.100.319 habitantes (IBGE, 2010). Essa
região é formada pelos municípios de Ananideua, Belém, Marituba, Benevides e Santa
Bárbara do Pará, que, formam uma única grande metrópole. Só a capital detém 1.400.000
habitantes.
Se fosse uma eleição parcial, considerando apenas o eleitorado de Tapajós e
Carajás, que sofre com o abandono político e que, sonha com a emancipação política, a
vitória do SIM seria esmagadora.
Para alguns, o resultado é produto de uma escolha patriótica, e não considerando a
lógica social de quem vive na região estagnada por conta de um governo ausente. Jatene,
ao se posicionar pelo NÃO, sofreu duras críticas, e consequentemente, os separatistas
assumiram discursos de candidatos de oposição, o que afetará as eleições de 2014. Jatene,
com certeza terá dificuldades políticas na região, é o que afirmam articuladores políticos.
179
O estado de Tocantins, levou mais de um século para conquistar a tão sonhada
emancipação política de se tornar estado. O ano era 1987. As lideranças souberam
aproveitar o momento oportuno para mobilizar a população em torno de um projeto de
existência quase secular e pelo qual lutaram muitas gerações: a autonomia política do norte
goiano, já batizado Tocantins.
A Conorte apresentou à Assembleia Constituinte uma emenda popular com cerca de
80 mil assinaturas como reforço à proposta de criação do Estado. Foi criada a União
Tocatinense, organização suprapartidáriacom o objetivo de conscientização política em
toda a região norte para lutar pelo Tocantins também através de emenda popular.
Comobjetivo similar, nasceu o Comitê Pró - Criação do Estado do Tocantins, que
conquistou importantes adesões para a causa separatista. Diante da evidência social de um
sonho de todos na região, veja o que disse o Governador de Goiás, Henrique Santilo (apud
SILVA, 1999, PÁG. 237):
“O povo nortense quer o estado do Tocantins. E o povo é o juiz
supremo. Não há como contestá-lo”.
Porque o senhor Governador Jatene, frente aos números obtidos na região Carajás e
Tocantins, não reconhece esse “Juiz Supremo”, o POVO, que outrora lhe conferira o poder?
Afinal, 92,26% da região Carajás e Tapajós votaram sim.
Em junho, o deputado Siqueira Campos, relator da Subcomissão dos Estados da
Assembleia Nacional Constituinte, redige e entrega ao presidente da Assembleia, o
deputado Ulisses Guimarães, a fusão de emendas criando o Estado de Tocantins que foi
votada e aprovada no mesmo dia.
Desta forma, pelo artigo 13 do ato das Disposições Constitucionais Transitórias da
Constituição, em 05 de outubro de 1988, nascia o Estado de Tocantins.
Num passado não muito distante, observa Ruthenburg (in Correio Brasiliense,
2011), e ainda subsiste a lei, a população não foi chamada a opinar sobre a divisão do Mato
Grosso, com a criação de Mato Grosso do Sul, em 1977, durante a ditadura militar.
Tampouco foi consultada na forma de plebiscito para opinar a respeito da criação do estado
de Tocantins, em 1988. É verdade que houve uma emenda popular com 80 mil assinaturas
em favor do novo estado, mas não se pode dar a ela o mesmo peso de um plebiscito. Mas, o
caso de Carajás e Tocantins, devido a região Metropolitana ter sido a vencedora, onde se
concentrava o peso eleitoral do pretendente gestor que não “desejava” perder poder nem
prestígio, deu seus realces de influências, fazendo preponderar o NÃO. Distribuição de
renda e riquezas seria as consequências da criação do referidos estados e um governo
presente. Desta forma, considerar o peso da realidade dos fatos na situação social de quem
vive nessas duas regiões, sem camuflagem de indicadores no sentido de pseudos
convencimentos – levaria a verdade e o reconhecimento da necessidade de criá-los.
18 DATAS COMEMORATIVAS
FESTA DO PADROEIRO SÃO SEBASTIÃO – 20 de janeiro.
180
Mártir Cristão, nascido na Itália , entre os anos 200 d.C. e 250 d.C.
Viveu em Roma. O imperador Diocleciano mandou executá -lo
simplesmente por ele ser cristão e divulgar sua doutrina. Condenado à
morte, foi colocado em uma árvore e alveja do por arqueiros do
imperador. Ressuscitou e foi canonizado pela Igreja séculos depois.
Parauapebas como a Cidade do Rio de Rio de Janeiro tem São
Sebastião como padroeiro.
KOINOMIA DE LOUVOR – setembro
Festividade realizada pelas igrejas evangélic as.
O CARNAVAL
O carnaval é uma festa popular no Brasil, que, no entanto, não tem
data fixa para ocorrer. Geralmente é comemorada no mês de
fevereiro ou no início do mês de Março. As pessoas brin cam no
carnaval nas principais ruas e avenidas das grandes cidades; é muito
animado, a animação se dá com carro de som, trios elétricos e
blocos de rua.
DIA DO LIVRO INFANTIL
Nesta semana que antecede o Dia Mundial do Livro (23 abril), instituído pela Organização
das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em 1995, o Brasil
celebra o Dia Nacional do Livro Infantil em 18 de abril. A data foi escolhida para
homenagear o nascimento do escritor Monteiro Lobato (José Bento Monteiro Lobato) e
tornou-se oficial por meio da Lei nº 10.402, de 8 de janeiro de 2002.
Dia do Índio
História do Dia do Índio. Comemoração:19 de abril
Comemorado pela primeira vez no Brasil em 1944, o dia 19 de abril tornou-se o
dia do índio. A data foi instituída por Getúlio Vargas e, desde então, dificilmente tem
passado despercebida. O dia 19 de abril, ao colocar em pauta a questão indígena, nos
questiona hoje sobre as possibilidades de convivermos, de forma respeitosa, digna e
construtiva, com os mais de 210 povos indígenas que existem no país, falando mais de 180
línguas e dialetos próprios, espalhados em inúmeras aldeias em praticamente todos os
estados do Brasil (só no Piauí e no Rio Grande do Norte não há índios). Os índios
brasileiros estavam divididos em tribos, de acordo com o tronco linguístico ao qual
pertenciam: tupi-guaranis (região do litoral), macro-jê ou tapuias (região do Planalto
Central, arauaques (Amazônia) e caraíbas (Amazônia).
181
Ao chegar a esta terra que hoje chamamos Brasil, os portugueses encontraram uma
população estimada em mais de 3 milhões de pessoas. Eram muitos povos diferentes que se
distribuíam por todo o território. Que por um equívoco, foram identificados como “índios”.
Hoje essa população é de apenas 734 mil habitantes, ou seja, 0,4% da população total do
Brasil. Cabe esclarecer que este dado considera tão-somente aqueles indígenas, que vivem
em aldeias, havendo estimativas de que, além destes, há entre 100 e 190 mil vivendo fora
das terras indígenas, inclusive em áreas urbanas
A população indígena ocupa área que corresponde à quase 11% do território
nacional
Segundo o antropólogo Darcy Ribeiro, como resultado de uma pesquisa
encomendada pela UNESCO, a respeito de índios e brancos no Brasil – 87 grupos
indígenas haviam deixado de existir entre 1900 e 1957. A incorporação do índio à
sociedade brasileira fez com que estes perdessem suas peculiaridades culturais.
DESCOBRIMENTO DO BRASIL
No dia 22 de abril de 1500 os portugueses descobriram as terras do
nosso país. Avistaram no li toral baiano um monte o qual deram o
nome de Monte Pascoal. O nome Brasil foi dado por causa de uma
madeira extraída de uma árvore chamada pau -brasil.
Aniversário de Parauapebas
10 de Maio de 1988, através da Lei: 9.442/88.
DIA DO TRABALHO
No dia 1º de maio comemora-se o dia do trabalhado. Quase todo
mundo comemora esse dia sem ir ao trabalho. É o dia em que são
homenageados os trabalhadores.
DIA DO SOLDADO
O dia 25 de agosto é dedicado ao soldado brasileiro. Neste dia
Homenageamos ao Duque de Caxias porque ele foi um grande soldado
brasileiro. Por ser um soldado exemplar foi escolhido para ser o
Patrono do Exército.
DIA DO FOLCLORE
22 de agosto comemoramos o dia do folclore.
Folclore é o conjunto de tradições, conhecimentos e crenças de um
povo. O folclore se manifesta através de Provérbios, contos, danças,
costumes, adivinhações.
FACIPA- Feira da Amizade Agropecuária, C6mércio e Indústria de
Parauapebas – Feira de variedades, com shows de artistas de renome
182
nacional, apresentações folclóricas, comidas típicas e uma infinidade
de possibilidades de compra e venda de artigos, mercadorias e artes.
INDEPENDÊNCIA
Com o descobrimento, o Brasil ficou pertencendo a Portugal. No 7
de setembro de 1822, D. Pedro voltava de uma viagem vind o de
Portugal muito irritado. Ele percebeu então que era preciso libertar
o Brasil de Portugal. D. Pedro gritou aos seus soldados
“Independência ou morte”.
Em Parauapebas, organiza-se um desfile oficial através da FUMEP
(Fundação de Educação do Município de Parauapebas), juntamente com
todas as escolas públicas estaduais, municipais e particulares, Polícia
Militar e o Exército.
DIA DA BANDEIRA
No dia 19 de novembro comemora-se o dia da bandeira. A bandeira
é um dos símbolos da Pátria. As cores da n ossa bandeira são:
 O verde: as matas do nosso país;
 O amarelo: as riquezas do nosso solo;
 O azul: o nosso céu;
 O branco: a paz.
Auto de Natal
Realização da prefeitura.
Em comemoração ao nascimento de Cristo, a prefeitura realiza o Auto
de Natal com alunos de colégios e crianças ligados à Fasc – Fundação
de Assistência Social e Cultural de Parauapebas.
NATAL - 25 de dezembro
Comemora-se nessa data o nascimento de cristo. Como foi convencionado essa data?
Um grande concílio foi realizado pela comunidade cristã no século V de nossa Era, para
decidir em que data fixar este controverso acontecimento. Decidiu-se em fixar no dia 25 de
dezembro, ou meia-noite do dia 24.
Proclamação da República Brasileira
A Proclamação da República Brasileira é o evento, na História do Brasil, que instaurou o
regime republicano no país, derrubando a Monarquia. Ocorreu dia 15 de novembro de 1889
no Rio de Janeiro, então capital do Império do Brasil, na praça da Aclamação (hoje Praça
183
da República), quando um grupo de militares do Exército brasileiro, liderados pelo
comandante marechal Deodoro da Fonseca, deu um golpe de estado e depôs o imperador D.
Pedro II. Institui-se então a República, sendo nessa data que o jurista Rui Barbosa assinou o
primeiro decreto do novo regime, instituindo um governo provisório.
Dia das Mães
O Dia das Mães tem a sua origem no princípio do século XX, quando uma jovem
americana, Anna Jarvis, perdeu sua mãe e entrou em completa depressão. Preocupadas com
aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a idéia de perpetuar a memória da mãe de
Annie com uma festa. Annie quis que a homenagem fosse estendida a todas as mães, vivas
ou mortas. Em pouco tempo, a comemoração e consequentemente o Dia das Mães se
alastrou por todo Estados Unidos e, em 1914, sua data foi oficializada pelo presidente
Woodrow Wilson: dia 9 de Maio. No Brasil, é celebrado no segundo domingo de Maio,
conforme decreto assinado em 1932 pelo presidente Getúlio Vargas. As mães são as
pessoas que fazem sacrifícios para o bem de seus filhos. Devemos respeitá-las e dá a elas
muito carinho.
Dia dos Pais
O Dia do Pai tem origem na antiga Babilônia, há mais de 4 mil anos. Um jovem chamado
Elmesu Moldou esculpiu em argila o primeiro cartão. Desejava sorte, saúde e longa vida a
seu pai.
Nos Estados Unidos, Sonora Luise resolveu criar o Dia do Pai em 1909, motivada pela
admiração que sentia por seu pai, John Bruce Dodd. O interesse pela data difundiu-se da
cidade de Spokane para todo o Estado de Washington e daí tornou-se uma festa nacional.
Em 1972, o presidente americano Richard Nixon oficializou o Dia do Pai. Naquele país,
ele é comemorado no terceiro domingo de Junho. Em Portugal é comemorado a 19 de
Março. No Brasil, é comemorado no segundo domingo de Agosto. A criação da data é
atribuída ao publicitário Sylvio Bhering, em meados da década de 50, festejada pela
primeira vez no dia 14 de Agosto de 1953, dia de São Joaquim, patriarca da família.
Dia das Crianças – 12 de outubro
Como surgiu o Dia das CriançasNo Brasil
O Dia das Crianças no Brasil foi "inventado" por um político. O deputado federal Galdino
do Valle Filho teve a ideia de criar um dia em homenagem às crianças na década de 1920.
Em 1924, o dia 12 de outubro foi oficialmente decretado pelo presidente brasileiro da
época, Arthur Bernardes. Apesar de ser uma data oficial, o Dia das Crianças nunca teve
muita importância até o ano de 1960, quando um diretor de uma famosa fábrica de
brinquedos resolveu "ressuscitar" a data para aumentar suas vendas. A estratégia deu certo,
pois desde então o dia das Crianças é comemorado com muitos presentes!
Dia Universal da Criança
184
A ONU (Organização das Nações Unidas) reconhece o dia 20 de novembro como o dia
Universal das Crianças, pois nessa data também é comemorada a aprovação da Declaração
dos Direitos das Crianças. Entre outras coisas, esta Declaração estabelece que toda criança
deve ter proteção e cuidados especiais antes e depois do nascimento.
DIA DOS NAMORADOS NO BRASIL
11 de Junho
FESTA JUNINA
O mês de junho é marcado por fogueiras, danças, comidas típicas e muitas bandeirinhas em
todo o país, apesar das peculiaridades e características próprias de cada região brasileira.
A tradição de festejar o dia de São João veio de Portugal.
As comemorações se iniciam no dia 12/06, véspera do Dia de Santo Antônio e terminam
no dia 29, dia de São Pedro. O auge da festa acontece entre os dias 23 e 24, o Dia de São
João propriamente dito.
Em Parauapebas, o Festival Junino se dá do dia 25 a 29 e o Encontro Folclórico nos dias 22
e 23.
A quadrilha é uma dança francesa que surgiu no final do século XVIII e tem suas raízes
nas antigas contradanças inglesas. Ela foi trazida ao Brasil no início do século XIX,
passando a ser dançada nos salões da corte e da aristocracia.
Com o passar do tempo, a quadrilha passou a integrar o repertório de cantores e
compositores brasileiros e tornou-se uma dança de caráter popular.
No Nordeste, as Festas Juninas são um evento tão grande quanto o Carnaval carioca. A
festa de Campina Grande, na Paraíba, atrai milhares de pessoas e disputa com Caruaru, em
Pernambuco, o título de maior São João do Mundo!!!
GP Nacional do Minério – Dezembro.
Dia 21 de setembro – Dia da Árvore
O Dia Mundial da Árvore ou Dia Mundial da Floresta festeja-
se em 21 de março. A comemoração oficial do Dia da Árvore
teve lugar pela primeira vez no estado norte-americano do
Nebraska, em 1872. Nos EUA, é comemorado no dia 22 de
setembro junto do aniversário de Julius Sterling Morton,
morador da Nebrasca/EUA, que incentivou o plantio de árvores
naquele estado. No Brasil é comemorado no dia 21 de
setembro, pois os índios brasileiros cultuavam as árvores no início da primavera, quando se
preparava o solo para cultivo e na época de chuvas.
185
FACIPA – (em Agosto) Feira da Amizade Agropecuária, Comércio e Indústria de
Parauapebas - Feira de variedades, com shows de artistas de renome nacional,
apresentações folclóricas, comidas típicas e uma infinidade de possibilidades de compra e
venda de artigos, mercadorias e arte.
Dia Internacional da Paz – 21 setembro
Esta Vigília global de 24 horas tem o objetivo de demonstrar: “o poder da oração e de
outras práticas espirituais para promover a paz e evitar os conflitos violentos”.
Trata-se de uma iniciativa de caráter mundial que ajudará também a informar e a tomar
consciência sobre a importância do Dia Internacional da Paz, e ao mesmo tempo, apoiará o
advento e a estabilidade da paz em todas as nações.
7 de Setembro – Desfile oficial
Com a organização da Fundação de Educação do Município de Parauapebas – FUMEP,
juntamente com todas as escolas públicas estaduais e municipais, Polícia Militar e o
Exército.
Dia do Professor – 15 de outubro
Você sabe como surgiu o Dia do Professor?
O Dia do Professor é comemorado no dia 15 de outubro. Mas poucos sabem como e
quando surgiu este costume no Brasil.
No dia 15 de outubro de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Tereza D’Ávila), D.
Pedro I baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto,
“todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. Esse decreto
falava de bastante coisa: descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias
básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser
contratados. A ideia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima - caso tivesse sido
cumprida.
Comemora-se o dia do professor em 15 de outubro. Em nossa vida, muitos
mestres são todas as pessoas que ensinam a arte de viver, trabalhar e estudar.
Os professores são mestres.
Dia da Consciência Negra
186
O Dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro. No Brasil é
dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira.
Vinte de novembro é o Dia Nacional da Consciência Negra. A data -
transformada em Dia Nacional da Consciência Negra pelo Movimento Negro
Unificado em 1978 - não foi escolhida ao acaso, e sim como homenagem a
Zumbi, líder máximo do Quilombo de Palmares e símbolo da resistência
negra, assassinado em 20 de novembro de 1695.
A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares,
em 1695. Apesar das várias dúvidas levantadas quanto ao caráter de Zumbi
nos últimos anos (comprovou-se, por exemplo, que ele mantinha escravos
particulares) o Dia da Consciência Negra procura ser uma data para se lembrar
a resistência do negro à escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte
forçado de africanos para o solo brasileiro (1594).
Algumas entidades como o Movimento Negro (o maior do gênero no país)
organizam palestras e eventos educativos, visando principalmente crianças
negras. Procura-se evitar o desenvolvimento do auto-preconceito, ou seja, da
inferiorização perante a sociedade.
Outros temas debatidos pela comunidade negra e que ganham evidência neste dia são:
inserção do negro no mercado de trabalho, cotas universitárias, se há discriminação por
parte da polícia, identificação de etnias, moda e beleza negra, etc.
O dia é celebrado desde a década de 1960, embora só tenha ampliado seus eventos nos
últimos anos; até então, o movimento negro precisava se contentar com o dia 13 de Maio,
Abolição da Escravatura – comemoração que tem sido rejeitada por enfatizar muitas vezes
a "generosidade" da princesa Isabel, ou seja, ser uma celebração da atitude de uma branca.
Zumbi dos Palmares, o maior ícone da resistência negra ao escravismo no Brasil.
FESTAS JUNINAS
O ciclo das festas juninas gira em torno das principais datas abaixo:
 13 de junho, festa de Santo Antônio;
 24 de junho, São João;
 29 de junho, São Pedro.
Durante esse período todas as cidades brasileiras ficam tomadas por festas. De norte
a sul do Brasil comemora-se os santos juninos, com fogueiras e comidas típicas. É
interessante notar que não apenas o dia, propriamente dito, mas todo mês, é considerado
como tempo consagrado a estes santos na região e, principalmente, às vésperas, que é
quando se realizam os sortilégios e simpatias, a parte mágica da festa típica do catolicismo
popular, quando se realizam os sortilégios e simpatias, a parte mágica da festa típica do
catolicismo popular.
Inúmeras adivinhações a respeito dos amores e do futuro a respeito dos amores e do
futuro(com quem vai se casar, se é amado ou amada, quantos filhos se vai ter, se vai morrer
jovem ou ganhar dinheiro etc), são festas nas vésperas do dia santos, em geral de
madrugada.
187
QUADRILHA
A quadrilha é uma dança francesa que surgiu no final do século XVIII e tem suas
raízes nas antigas contradanças inglesas. Ela foi traduzida ao Brasil no inicio do século
XIX, passando a ser dançada nos salões da corte e da aristocracia.
Com o passar do tempo, a quadrilha passou a integrar o repertório de cantores e
compositores brasileiros e tornou-se uma dança de caráter popular.
Sendo típica das festas juninas, a quadrilha é considerada uma herança do folclore
francês acrescido de manifestações típicas da cultura portuguesa. Ela é inspirada na
contradança francesa e sua origem, no Brasil, está na chegada da corte real Portuguesa, no
começo do século passado. Com D. João VI, que fugia do avanço das tropas de Napoleão
Bonaparte, além de artistas franceses, como Debret e Rugendas, vieram também modismos
da vida europeia, dos quais um dos favoritos era a quadrilha, dirigida por mestres franceses
da contradança. Muitas das ordens desta dança transformaram-se “anarriê” (enarriére, que
significas “para trás”) ou “anava” (em avant, que significa”em frente”), “changedidame”
(changer de damé, ou seja, “troca de dama”), “chemadidame” (chemin de dame, caminho
de damas) ou “otrefua” autre fois”),”outa vez”. A quadrilha foi a grande dança dos palácios
do século XIX e abria os bailes das cortes em qualquer país europeu ou americano, tendo se
popularizado, reinterpretada pelo povo, que lhe acrescentou novas figuras e comandos
constituindo o baile em sua longa e exclusiva execução, composta de cinco partes ou mais,
com movimentos vivos e que terminava sempre por um galope.
Meio Ambiente
5 de junho – Dia internacional do Meio Ambiente.
O meio ambiente é um complexo ecossistema onde as formas diversas de vida mutuamente
se dependem. O homem tem que viver nesse meio, criar desenvolvimento, mas na
responsabilidade e perspectiva de que ele está decidindo por ele e outras formas de
existência que, em sua totalidade garantem o equilíbrio e a harmonia do planeta. Não somos
auto-suficientes e a autonomia de nossas decisões tem que corresponder com as outras
formas de vida, que não tiveram esse privilégio que temos: da racionalidade e inteligência.
A questão ambiental está conjugada a questão “Saúde” pois um meio ambiente saudável e
favorável a saúde daqueles que nele vivem, seja o homem ou a espécie animal. Conclui-se,
portanto, que a qualidade de vida da população está associada à qualidade do meio em que
esta vive.
O homem é um produto do meio assim como o meio é produto do homem. Se nessa relação
perpetuar a forma perniciosa, sem um desenvolvimento sustentável, e o perdedor for o meio
ambiente, com certeza o perdedor seremos nós, porque será nossa existência que estará em
risco. É o que também adverte o CACIQUE SEATLE in (Emília Amaral et al. 2000,
p.520), quando diz: “ensinem as suas crianças: que a terra é nossa mãe. Tudo que acontecer
a terra, acontecerá aos filhos da terra. Todas as coisas estão ligadas como o sangue que une
uma família. Há uma ligação em tudo. O que ocorrer com a terra recairá sobre os filho da
terra”
Um dos grandes problemas em pleno século XXI é a questão ambiental, porque se
relaciona com a própria existência de toda a forma de vida presente e futura que habita o
188
planeta. Você já parou pra pensar o que significa a palavra “progresso”? pois então pense:
estradas, usinas, cidades, máquinas e muitas outras coisas que ainda estão por vir. O
progresso, da forma como vem sendo feito, tem acabado com o ambiente ou, em outras
palavras, é nocivo e degrada o planeta terra e a natureza. O atual modelo de crescimento
econômico hoje no mundo gerou enormes desequilíbrios. Se, por um lado, nunca houve
tanta riqueza e fartura, por outro lado, a miséria, a degradação ambiental e a poluição
aumentam dia-a-dia.
Um exemplo incontestável é o que ocorre na Amazônia brasileira. Considerada o pulmão
do mundo, a maior floresta tropical do planeta está ameaçada de extinção, o que será fatal
para a humanidade. Segundo cientistas, o desmatamento e o aquecimento global podem
provocar o desaparecimento da Amazônia. Nos últimos 35 anos a Amazônia perdeu quase
17% de sua cobertura e advertem:
Se a floresta perder mais de 40% de sua cobertura, o processo de destruição será
irreversível, pois a mata, segundo pesquisadores, tem o poder de multiplicar as chuvas.
O desmatamento e as queimadas na Amazônia são responsáveis por mais de 75% das
emissões de gases de efeito estufa no Brasil.
Segundo as nações unidas, o Brasil possui 52% das florestas da América Latina; e que o
país perde anualmente de floretas com o desaparecimento de 3,1 milhões de hectares. A
perda anual de florestas em todo o planeta chega a 7,3 milhões de hectares, o equivalente a
um país como o panamá.
Diante de tudo isso e similares que ocorre em outros países, o clima da terra assim como
fenômenos fora do normal estão dando suas respostas em vários cantos do planeta. A título
de exemplo, vale citar a seca em plena Amazônia em 2005, que segundo pesquisadores, foi
resultado do possível aquecimento da terra, que resulta no efeito estufa, consequente das
queimadas e emissões de gases lançados à atmosfera; tornados devastadores nos Estados
Unidos; tsunami na Ásia; redução de calota de gelo no polo norte consequente da abertura
na camada de ozônio; ciclones nos Estados Unidos; pesados terremotos em várias partes do
mundo que dizimam milhares de pessoas e a desertificação. Diante desta constatação surge
a ideia do desenvolvimento sustentável (DS), buscando conciliar o desenvolvimento
econômico como a preservação ambiental, atendendo as necessidades do presente sem
comprometer a possibilidade de futuro para as futuras gerações.
O que acontecerá com a continuação do desmatamento Amazônico?
Vale também o alerta da LBA (Biosfera Amazônica de Larga Escala, sigla em inglês),
maior estudo científico sobre ecossistemas tropicais já realizado no planeta, que envolve
500 pesquisadores de 100 instituições internacionais que advertem:
“Se o desmatamento da Amazônia continuar no ritmo atual, em 100 anos algumas regiões
da floresta tropical podem se tornar uma árida savana”.
Todos os anos, a proliferação da iniciativa agropecuária e a exploração ilegal de
madeira põem abaixo quase 20 mil quilômetros quadrados de mata. Da floresta que se
estende por seis milhões de quilômetros quadrados, 600 mil já foram destruídos, o que
representa uma área do tamanho da Bélgica. “É possível que haja um aumento na
temperatura e uma diminuição no volume de chuvas, o que transformaria as áreas sul, leste
e norte da Amazônia em savanas no prazo de um século”, avalia Carlos Nobre,
coordenador científico do LBA e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o
representante brasileiro do projeto.
189
As savanas são o correspondente ao cerrado e têm clima semelhante ao de Brasília.
São regiões muito áridas, onde as chuvas se concentram num único período do ano.
(Isto é, n.1758, p. 78/79, jun.2003).
O desequilíbrio provocado pelo efeito estufa poderá ser o mais catastrófico da
história humana se não buscarmos alternativas e solução ao problema. As empresas não
podem operar em um vácuo político, precisam de liderança firme dos governos e
incentivos.
Veja o que disse príncipe Charles, herdeiro do trono britânico, em junho de 2008:
“(...) milhares de pessoas que moram na região da floresta amazônica “vivem com uma
renda muito baixa. Elas precisam de maneiras para garantir que o esforço de não destruir
as florestas valha a pena. Seria preciso criar algum tipo de pacote em forma de incentivos
para essas pessoas não degradem as florestas. Não podemos esperar por novas tecnologias.
Não há tempo para isso. Se o desmatamento não diminuir rapidamente, haverá mais seca
e fome em grande escala”. E a previsão, segundo cientistas, é que, em décadas não muito
longe, se perdurar o problemas sem busca concreta de solução, haverá 150 milhões de
refugiados em todo mundo.
O aumento da pecuária na região que transforma a floresta em pastos é responsável
por uma grande parte do desmatamento somado às queimadas.
E cita mais: “Os governos, grandes empresas e consumidores devem se unir em um esforço
conjunto para pôr fim à devastação florestal”.
Nos Estados Unidos, 95% das áreas florestais já foram destruídas, e na cobiça da
Amazônia brasileira, este e outros países jogam na mídia internacional “notícias”
tendenciosas colocando em xeque a soberania brasileira e de países amazônicos.
'DequeméaAmazônia,afinal?',diz'NewTimes'
O Jornal Americano “New York Times” publicou em 18 de maio, uma reportagem com o
título “De quem é a Amazônia afinal”, colocando em xeque a soberania brasileira sobre
a floresta. Três dias antes do New York Times, o diário inglês “ The Independent”
escreveu: “... essa parte (a Amazônia) é muito importante para ser deixada com os
brasileiros”.
AGOSTO:
Feira da Amizades, do Comercio e da Industria de Parauapebas ,realizada na escola Chico
Mendes. A programação inclui apresentação de danças folclóricas paraenses(como lundu,
seria carimbo),exposição de perca artesanais, varal de fotografias, poesias, pinturas e
desenhos, apresentação de repentistas e artistas locais e regionais.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente trabalho é um material informativo de grande importância para
conscientizar os cidadãos parauapebenses da sua história, geografia e realidade.
190
Trabalho este, que agrega edições e publicações anteriores e diversas com
atualizações, que visa auxiliar nas aulas de História e Geografia do município nas
escolas de ensino Fundamental e Médio. Sendo uma contribuição para uma
educação contextual.
É preciso, pois, conhecer a realidade social, índices e indicadores de
necessidades, ou seja, desmascarar a realidade para que esta possa revelar os
desafios a serem enfrentados no campo das políticas sociais e cidadania.
Quanto à importância da geografia, que se desdobra em física e humana,
percebe-se que, dentro do fazer histórico fazemos também a geografia (no campo
físico, social e político); concluindo-se, no entanto, que o poder de interferência e
transformação da realidade vem do poder de informação que se tem da mesma.
Desconhecer a realidade arremete a alienação do indivíduo e planejamentos
inconsistentes de governos. Pois, desenvolvimento acontece com planejamento
que se faz com informação. Para termos a capacidade de agirmos sobre a
realidade resta-nos seguirmos a linha filosófica do Positivismo do “conhecer para
prever para prover”. (Augusto Conte in positivismo)
REFERÊNCIA
191
ALCÂNTARA, Charles. Parauapebas, 25 anos: Futuro em Jogo,
2012.
Amaury Júnior. Histórico de Canaã dos Carajás, 2008.
Antônio Melo da Silva, Entrevista sobre a história da igreja Assembleia de Deus em
Vila Sanção./2006
As imagens e a história de Serra Pelada. Documentário, 1976-2006.
Brasil Mineral, A Eterna Riqueza das Gerais. Agosto, 2007.
BRITO, Deuzuíta de Castro. Entrevista sobre o processo histórico social e
educacional no povoado Vila Sanção. In 8/2006.
BRITO, Francisco. Entrevista sobre os primórdios de Parauapebas e Carajás, 12/2007.
CEAP – Centro de Educação Ambiental de Parauapebas. Informações fornecidas por
Ricardo sobre o Mosaico de Carajás, Unidades de Conservação e mapas de
satélite da região. In 3/2007.
Confederação Nacional de Municípios. Pesquisas sobre o município de Parauapebas,
12/2007.
C orreio Braziliense. Multinacionais lideram nova corrida do ouro. 30/05/2010.
CORTINAS, Chico das. Entrevista sobre a história de Parauapebas e seuperíodo enquanto
gestor. 07/2009.
CURSO: Administração - CESTFIB
Professor: Antonny Adonay et al (alunos do curso)/Histórico do Município de
Parauapebas/2005.
CVRD apud Diagonal, Pesquisa e levantamentos das comunidades entorno do Projeto Salobo.
Vila Sanção, 2008.
Editora Trieste. Mapa de Parauapebas e municípios limítrofes. 4/2007.
EJA – Educação de Jovens e Adultos. Histórico de Parauapebas; Curitiba/ PA. Edidora
Expoente, 2006
Elizete Francisca Jardim, Entrevistas e pesquisas sobre o histórico da Igreja Católica no
povoado Vila Sanção /2006.
Folha da Manhã Ltda, Carajás sob constante ameaça s de garimpeiros.
Pesquisa de Internet, 2006.
Folha de S.Paulo, sábado, 06 de dezembro de 1984
Carajás corre para iniciar a produção. Internet, 2007.
192
Folha do Sudeste. Um tesouro na maior mina de ferro do mundo. 15/04/2010.
........................, Serra Pelada será explorada em 2013. 15/05/2010.
Revista Época, 8 Set. de 2003. A Vale do Rio Doce abre as primeiras grandes minas de
cobres no país.
FERREIRA, Antonio Carlos Carneiro e Adilson Motta. Elaboração do texto: Lenda – A
curva da Loura. Vila Sanção/ Parauapebas, In 10/2006.
FLORIZA, Simões (Professora). Colaboração com atividades de produção de textos
VERSOS E DATAS COMEMORATIVAS produzidos pelos alunos.
GOMES, Teodoro. Presidente da ASSIDPAPR, Papel e função social da entida no município de
Parauapebas. 11/2007.
GIANNINI, Isabelle Vidal. Pesquisa realizada sobre os Xikrin do Cateté em 04/2007. E
Instituto Socioambiental: http://www.socioambiental.org/pib/epi/xikrin/ling.shtm
GONÇALVES, Suely et al. Amazônia de encantos e desafios. Goiânia, 2006.
http://cultura.to.gov/conteudo.php?id=3. História política de Tocantins, 2008.
http://www.carajasojornal.com.br. Karatecas trouxeram o Título Sul Americano para
Parauapebas. 2011.
http://lepam.webnode.com.pt/sobre-nos. Entidades cadastradas, 2011.
http://www.zedudu.com.br. Karatecas trazem Título Sul-Americano para Parauapebas,
09/11/2011.
http://blogdofrancescocosta.blogspot.com.br. Protestos chegam às portas da câmara de
Parauapebas. 11/2011.
http://blogdowaldyr.blogspot.com.br. Moradores do Bairro Caetanópolis voltam a
interditar rua com fogo. 2011.
http://www.carajasojornal.com.br. Os governantes de Parauapebas e a primeira
Câmara Municipal. 2011.
IBGE/ Pnud (Programa Nacional de Desenvolvimento das Nações Unidas/ SEPOF (Secretaria
Estadual de Planejamento, Orçamento e Finanças/ PME (Plano Municipal de Educação (apud
André Santos – Jornalista. Informação de Qualidade: Parauapebas, Capital do Minério.
10/05/2008.
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA.
Pesquisa sobre a APA: Área de Preservação Ambiental no Sul do Pará.
IN REVISTA, A informação revista, Dura realidade: Lixão Municipal de Parauapebas -
08/2008.
193
Jornal O Carajás. Moradores da região do Contestado se mobilizam em busca de
melhoria nas estradas. 10/02/2009.
Jornal Regional. Estrada da CVRD vai beneficiar moradores rurais. Parauapebas,
27/04/2007.
Jornal O Regional, por José Milton, in 12/2008). Reportagem “Uma alerta as catástrofes
ambientais que podem ocorrer em Parauapebas”, 12/2008.
FLÁVIO, Lúcio. Jornal Pessoal. Agenciaamazonia.com.br / IDH no Pará e alguns municípios
paraenses, 2008.
A Revista Época. A carta em que Agnelli avisou Dilma sobre as suspeitas de
irregularidades em prefeitura do PT. (09/05/2011).
http://revistaepoca.globo.com.9/05/11
Ipea, apud Terra in http://www.campanhaeducacao.org.br. Análise sobre a educação no
Brasil, 18/11/2010.
JÚNIOR, Luiz Alves de Oliveira. Informações sobre o monjolo e gerador de energia
construído em sua residência. Em 11/2007.
LEO BENTO, Chefe da Unidade de Conservação da APA (Área de Proteção Ambiental) –
Pesquisa sobre mapas e definições da região da APA. IBAMA: Instituto Brasileiro de
Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis. Em 12/2006.
LUCCI, Elian Alabi, 2002. Geografia. Homem e espaço – A organização do homem no
espaço brasileiro. 6ª Série.
MARÇAl, Ivone Ferreira. Informações sobre as diretoras da Escola Alegria do Saber e
Dados estatísticos sobre evasão, reprovação, matrículas e transferências na Escola
Alegria do Saber, 2006
Nilson, Comerciante e um dos primeiros moradores em Vila Sanção. Entrevista sobre O
processo de formação histórico e educacional em Vila Sanção. In 7/2006.
Parauapebas em Revista. Histórico de Parauapebas; DOMINUS Publicidade e Pesquisas, 1994.
SOUSA, Oziel Nascimento. Entrevista sobre o Histórico da Igreja Deus é Amor e
fundaçãom em Vila Sanção. 11/2006.
Revista Expressão. Sul do Pará – Região em franco desenvolvimento. Editora Mídia
mix, 03/2008.
Ricardo Kotscho. Carajás se prepara para exportar o minério de ferro
ROSAS, Riba das. Vendedor de Pedras preciosas na região de Garimpo das Pedras.
03/2007
RP, Revista Parauapebas. Ano I, 1º Semestre, 2006. Temas que retratam Paraupebas
na atualidade.
194
SANTOS, André. Informação com qualidade. Parauapebas, a capital do minério. 2009.
Setor Rural- Educação Indígena: Informações acerca da educação indígena em
Parauapebas, 2012.
SOARES, Aildo. Informações sobre as Bandas de Parauapebas.
Coleção Novo Curupira, Vol. Único, Normicilda et al. 2005, Editora Amazônica.
RIZEK, André. Pagamos, eles invadem. Veja, ano 38, n. 10, p.42-48, 9 mar.2005, il.
ROCHA, Maria de Fátima Sopas, et al. Material organizado. Teoria da
Literatura. Universidade Federal do Maranhão, 2001.
Lindomar Morais Araújo Professor e Presidente da Associação de Moradores do CEDERE- I.
Litin@graudez.com.br . Pesquisas na Internet sobre os Irmãos
Grimm. 2006
Revista Parauapebas Sócio Econômico. Abordagem histórica a
Parauapebas. 2009.
RIBEIRO, Arley.( Popular Preto AR). INFOREMAÇÕES HIP HOP em Parauapebas,
2012.
SANÇÃO, Odilon Rocha de. Entrevista realizada em 13/08/2006 sobre
o processo de formação histórica do povoado Vila Sanção.
SALAZAR, Joseane. Entrevista sobre a história da educação no povoado Vila
Sanção/2006.
SALES, Deusamar (Diretora da Escola Crescendo na Prática).Informações sobre o aspecto histórico
e populacional do povoado Palmares II.
SANTOS, José Milton. A marca histórica de 1 bilhão de ferro alcançada pela Vale: extração
desenfreada. Até quando a natureza surportará? Reportagem no Regional, 30/11/2008.
SEPLAN, Secretaria de Planejamento. Movimentos sociais em Parauapebas, 11/2007.
SILVA, Girlan Pereira da.Material informativo sobre os movimentos sociais em Parauapebas,
30/11/2007.
SILVA, Waldyr. Blog. Marabá assumirá despesas da “Região Contestado”, 21/06/2011.
Secretaria Municipal de Agricultura, José Alves. Levantamento sobre os programas de
agricultura no município de Parauapebas. 12/2006.
SOUSA, Afonso Félix et al. Máximas e mínimas do Barão de Itararé. Círculo do Livro,
S/ª1985.
Ternuma Regional Brasília, A guerrilha do Araguaia. Pesquisa de internet em 12/12/2006.
http://prod.midiaindependente.org/es/blue/2007/01/371295.sht
195
Valdir da Usina. Ex-vereador. Entrevista sobre o Complexo Esportivo e a LEP (Liga
Esportiva de Parauapebas). 02/2012.
Para capa externa
Foi pensando em você, caro aluno e cidadãos, que foi elaborado o
presente trabalho. O mesmo retoma o que já existia quanto ao assunto aqui
abordado, exercendo a função de ampliar e atualizar o que estava defasado em
fontes oficiais no município. E, além de ser produto de pesquisas desenvolvidas
196
durante os anos de 2006 a 2008, é resultante de um Projeto Interdisciplinar
desenvolvido por mim, Adilson Motta. Projeto este, cujo objetivo é promover
resgate histórico, geográfico e cultural, tendo a escola como ponto de partida;
ampliando-lhe além da função social, a capacidade de “construir conhecimento”
e identidade local. O propósito é que este, como exemplar, sirva de espelho e
incentivo para ser desenvolvido em outras localidades; pois isto torna
significativo tanto à prática quanto à aprendizagem do alunado enfatizando valor
ao que chamamos de CIDADANIA.
A identidade histórica de um povo é de grande importância para seu
desenvolvimento, para que haja perspectiva de melhoria em seu futuro.
E por ser produto de uma obra social, está aberta às críticas e correções
para que seja melhorado e ampliada numa segunda edição, publicação etc....
A razão deste trabalho se fundamenta no seguinte ponto:
 Ensina-se nas escolas públicas dos municípios a história e geografia do Estado
e do país, e no entanto, não se ensina a história e geografia local (desses
municípios, e ou povoados). Ficando o alunado alienado e com uma
aprendizagem pouco significativa de sua realidade. E as disciplinas, ensinadas
num “vazio e isolamento”. É nessa análise que considero que, este trabalho,
sendo uma contribuição para uma educação contextual – é um “convite” para
que outros municípios e comunidades também o façam. O mesmo vem a suprir
o que imprescindivelmente solicita a LDB 9394/96 nos PCN, quando em suas
diretrizes determina que a educação deva ser interdisciplinar e contextual.
“É impossível formar cidadãos conscientes, se estes não se conhecerem”.
Adilson Motta

Parauapebas A Era dos Loteamentos

  • 1.
    PARAUAPEBAS: A ERADOS LOTEAMENTOS By Adilson Motta, 2012 Infraestrutura urbana.Abastecimento de água. Infraestrutura urbanística. Fonte: WTORRE,Stefano Rungue, 03/07/2009.
  • 2.
    2 A CRIAÇÃO DACOMARCA Parauapebas, emancipada em 1988, ainda continuou pertencendo à Comarca de Marabá, até 1990 e quando, criada a Comarca de Curionópolis, passou a fazer parte desta. Foi somente em 10 de maio de 1991 que se criou a Comarca de Parauapebas, foi inaugurado prédio do Fórum local, com a presença do Desembargador Dr Nelson Amorim, Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. A primeira Juíza designada para a Comarca foi a Dra. Maria Vitória Torres do Carmo. Em 1992 foi criada uma defensoria pública na Comarca, com vistas a colocar, gratuitamente, com ônus para o Estado, a justiça a serviço do da população mais carente. AS IGREJAS EM PARAUAPEBAS Pastor Jonas Barros do Amaral, da Assembléia de Deus. Missão, igreja que começou Em Carajás. A Igreja Assembleia de Deus foi a primeira e até hoje ainda é a maior das congregações religiosas estabelecidas no Município. Outras congregações importantes ou expressivas pelo número de fiéis e pela época em que aqui chegaram foram a Congregação Cristã no Brasil, a Igreja Batista, a Assembleia de Deus de Madureira, a Adventista do 7º Dia e muitas outras. A igreja Católica também e implantou desde o início – já em 1982, mas com um número mais reduzido de Inauguração do Fórum da Comarca de Parauapebas, em 10 de maio de 1991. O Desembargador Nelson Amorim descerra a fita. Diante do quadro estabelecido na primeira página desta reportagem, e com a inoperância de organismos como as Associações de toda a natureza que aqui se criaram, nada conseguiu por cobro a uma situação de muita violência que se instalava numa localidade incipiente e carente de qualquer estrutura, encravada no seio de uma província de altíssimo volume de recursos e riquezas minerais, de terra, e grande volume de dinheiro em circulação. A Administração Regional não descuidava de sua parte com a preparação de relatórios através dos quais informava às autoridades competentes da situação local, inclusive à Polícia Federal, uma vez que a região era área de Segurança Nacional. Mas nada foi tão responsável pela organização social, pela moralização dos costumes em Parauapebas quanto as igrejas evangélicas que, chegadas aqui logo após o início da formação de Rio Verde, congregaram a maioria dos moradores.
  • 3.
    3 fiéis e comuma linha de ação muito política e menos voltada para a formação moral do indivíduo e da família, com normas menos rígidas de comportamento social. Face ao número de fiéis que congregaram as igrejas, principalmente as evangélicas podem ser consideradas as grandes responsáveis pela formação do povo, pela redução dos alarmantes índices de criminalidade e de violência. Pode-se mesmo creditar a elas o mérito de terem civilizado a comunidade. Dentre os pastores de igrejas, uma figura eminente na comunidade é o Pastor Jonas do Amaral. Outros pastores se destacam por seu trabalho no seio da comunidade, bem como padres da igreja católica e freiras que atuam na região. A irmã Lourdes no Cedere figura importante na formação intelectual do povo, o Pastor Adonias e vários outros. O fato significativo e que necessita ser registrado é que a presença das igrejas foi fundamental para a formação social de nosso povo, para a segurança das famílias, para o convívio dos cidadãos. INDICADORES DE RELIGIÃO EM PARAUAPEBAS Religião 1991 2000 População % População % Católica Apostólica Romana 41.530 77,87% 42.041 58,74% Evangélica 8.069 15,13% 19.623 27,42% Espírita - - 233 0,33% Umbanda e Candomblé - - - - Judaica 71 0,13% - - Religiões Orientais 21 0,04% 20 0,03% Outras Religiosidades - - 674 0,94% Sem Religião 3.334 6,25% 8.753 12,23% Não Determinadas 59 0,11% 89 0,12% Fonte: IBGE: 1991/2000. Pastor Adonias da Assembleia de Deus. Ministério de Madureira.
  • 4.
    4 Igrejas em Parauapebas Ocrescimento de Parauapebas não é apenas populacional e econômico, seu número de igrejas também é crescente. Muitas das igrejas mostradas abaixo possuem seus templos espalhados pelos bairros da cidade. Veja abaixo lista das igrejas cristã em Parauapebas:  Igreja Católica;  Igreja Assembléia de Deus;  Igreja Universal do Reino de Deus;  Igreja Batista Missionária de Parauapebas;  Igreja Missionária Evangélica Betel Brasileira  Igreja Batista  Igreja Presbiteriana Parauapebas;  Igreja Cristã Tabernáculo da Fé;  Igreja Metodista Wesleyana ;  Congregação Cristã no Brasil;  Igreja Internacional da Graça de Deus;  Igreja Quadrangular;  Igreja Mundial do Poder de Deus;  Assembleia de Deus Monte Sião;  Igreja de Cristo;  Igreja Batista – Vida Nova;  Igreja Deus é Amor;  Assembleia de Deus – Nação Madureira.;  Igreja Pentecostal da Anunciação. Igreja Universal Igreja Católica Assembleia de Deus
  • 5.
    5 Igreja Quadrangular IgrejaMundial do Poder de Deus Assembleia de Deus Monte Sião Igreja de Cristo Igreja Deus é Amor Congregação Cristã no Brasil Igreja Batista Igreja Adventista Assembleia de Deus – Nação Madureira PARAUAPEBAS: ANTES DEPOIS
  • 6.
    6 Rua do comércio Ruado comércio – Rio Verde Rua A Rua Rio de Janeiro década de 90 e em 2012 Feira Livre do Rio Verde – Local onde Hoje é a Praça do Cidadão
  • 7.
    7 Fonte: Acervo doMuseu Municipal de Parauapebas. Data: Outubro de 1985. Atualmente a Feira Livre corresponde à Praça da Cidadania – Construída na Administração Bel Mesquita.
  • 8.
    8 Rua do Meio– Janeiro de 1987 Acervo Prefeitura, 2012. Rua do Meio Hoje (Conhecida como Rua Fortaleza)
  • 9.
    9 Por Adilson Motta,04-2012. Nos últimos anos, o crescimento urbano do município de Parauapebas tem avançado em direção à estação ferroviária. Áreas que há pouco tempo eram classificadas como rurais estão se transformando em bairros suburbanos, como por exemplo, o bairro Palmares I. Nesse contexto de transformações de áreas rurais, rurais em urbana, fazendas foram compradas pelo poder público municipal e transformadas em lotes que foram distribuídos à população, formando com isso novos bairros, como: Novo Horizonte, Betânia, Altamira, Vila Rica. Estes formam hoje o Distrito Administrativo do Complexo Altamira (DACAL). Rua Curió anos 70 e 80
  • 10.
    10 1984 1987 As trêsfotos cima são da Rua Curió, que depois mudaram o nome Como forma de resolver os problemas sociais e infraestruturais apresentados pelos novos, e também pelos antigos bairros, o governo municipal vem desenvolvendo, desde 2005, ações importantes voltadas para a organização de seu sítio urbano* e do seu espaço rural, melhorando visivelmente a situação vivenciada pelas populações estabelecidas nessas localidades. Exemplo disso são os sete distritos administrativos definidos para facilitar o planejamento governamental das zonas urbana e rural do município: DACIN (Distrito Administrativo da Cidade Nova); DACAL (Distrito Administrativo do Complexo Altamira); DAPAZ (Distrito Administrativo da Paz); DALIU (Distrito Administrativo do Liberdade) e DARV (Distrito Administrativo do Rio Verde) - distritos da zona urbana. DAP I (Distrito do Palmares I); DAP II (Distrito Administrativo do Palmares II) – distritos da zona rural. DISTRITOS ADMINISTRATIVOS DA ZONA URBANA Rua do Comércio, Ano: 04-2012
  • 11.
    11 DACAL DAPAZ DARVDALIU DACIN Altamira Da Paz Rio Verde Liberdade I Cidade Nova Betânia Beira Rio Bela Vista Liberdade II Chácaras do Sol, da Lua, das Estrelas e do Cacau Casas Populares Caetanópolis União Maranhão Novo Horizonte Guanabara Primavera Vila Rica Jardim América Nova Vida- Novo Brasil Alto Bonito Em 03/2010 DISTRITOS ADMINISTRATIVOS DA ZONA RURAL DAP I DAP II Palmares I Palmares Carajás (Carlos Fonseca) Barra do Cedro Araçatuba Rio Branco Valentin Serra Fonte: SEMPROR/Parauapebas O modelo de desenvolvimento socioeconômico excludente e concentrador adotado pelo município de Parauapebas desde o seu estabelecimento como unidade político- administrativa, vem sendo substituído nos últimos anos por um novo paradigma de administração e desenvolvimento que tem trazido grandes investimentos e consideráveis avanços em áreas importantes como, infra-estrutura, agropecuária, educação, habitação, entre outras áreas responsáveis pelo estabelecimento de um melhor padrão e qualidade de vida para os seus moradores. O espaço geográfico de Parauapebas foi, nas últimas duas décadas (1980 e 90), intensamente transformado. A extração mineral realizada pelo grande capital, a extração de madeireiras e a agropecuária foram as atividades que mais impulsionaram essas transformações. O meio ambiente do município sofreu fortes agressões resultantes dessas três atividades econômicas. Praça do Bairro Liberdade Vista aérea de Parauapebas
  • 12.
    12 Em relação aofuturo de Parauapebas, este deve se apoiar em um modelo de desenvolvimento socioambiental que relacione numa perspectiva sustentável: crescimento econômico, social e preservação ambiental. No que se refere a esse tripé, nota-se que os três elementos que compõem nunca se relacionaram muito bem, pois o expressivo crescimento econômico que Parauapebas alcançou não foi acompanhado por melhorias nas condições de vida de seus moradores, nem por uma sensata política de proteção e/ ou conservação ambiental. Além disso, o município deve procurar dinamizar seu espaço econômico com o fortalecimento de outras atividades como a indústria, a agricultura, a pecuária o ecoturismo, entre outras, acabando com a forte dependência do município em relação à extração mineral, que embora dinâmica apóia-se na exploração de recursos não- renováveis*, portanto, recursos que um dia serão extintos. *Recursos naturais que depois de extintos não podem ser renovados. As associações em Parauapebas A primeira associação criada na localidade foi a Associação dos Moradores de Rio Verde. Presidida inicialmente por Arivaldo Paranorte, dono de um dos maiores comércios do local na época. A associação de moradores foi a responsável pela construção da Delegacia de Polícia que funcionou em Rio Verde, à Rua Araguaia, até o ano de 1993, com a construção de uma nova delegacia pelo Governador Jáder Barbalho. A Associação de Moradores do Rio Verde foi atuante em seu primeiro mandato. Após a eleição para o segundo mandato, que foi vencida pelo Senhor Joaquim Transrodovia como Presidente e Vanderley da Planalto como Vice-Presidente, tendo o advogado Hermógenes como secretário. Com a saída do Presidente eleito e do Secretário, que se mudaram da cidade, a Associação não mais atuou: desapareceu, apesar de algumas tentativas de revivificá-la. Ação digna de registro dessa Associação, pelo modo violento pelo qual ela se manifestou, foi o embargo que ela tentou contra a construção do Colégio Eduardo Angelim, na Rua Rio de Janeiro. Membros da Associação montaram barricadas para impedir que as carretas descarregassem o material no local da obra. O Administrador Regional contornou, contudo, a situação e deu início à construção, com o apoio dos moradores da região, coordenados pelo senhor Anísio e pelo Pai de Santo Zé Batata. Depois da Associação de Moradores de Rio Verde criada em 1982, - dezenas de associações foram criadas na localidade e no Município, depois de emancipado. A maioria não conseguiu de fato, representar seus associados e/ou lutar e atingir os objetivos a que se propuseram: perderam-se em emaranhados de disputas político-partidárias e fisiológicas. RELAÇÃO DE ENTIDADES DE PARAUAPEBAS Nº SIGLA Categoria NOME 1 AMOBAL Asssociação Assoc. dos moradores do Bairro Altamira 2 ASSOCIMOBER Asssociação Assoc. dos moradores do Bairro Beira Rio 3 AMBB Asssociação Assoc. dos moradores do Bairro Betânia 4 ASTP Asssociação Assoc. dos sem teto de Parauapebas
  • 13.
    13 5 CMBB AsssociaçãoAssoc. de Clube de Mães do Bairro Betânia 6 AMBAC Asssociação Assoc. dos moradores do Bairro Caetanoópolis 7 Banco Banco Real 8 DEC Clube Doce Norte Esporte Clube 9 Grupo Grupo Bom Samaritano 10 AQUIPRODUZ Asssociação Assoc. produtores rurais da Colônia Cedere I 11 AVP Asssociação Assoc. das vovozinhas do Pará 12 AMP Asssociação Assoc. das mulheres de Parauapebas 13 ASSVCCP Asssociação Assoc. das vendedoras de comida caseira de Parauapebas 14 ACARPA Asssociação Assoc. dos carroceiros de Parauapebas 15 AFP Asssociação Assoc. dos Fretistas de Parauapebas 16 Asssociação Assoc. dos Ferroviários de Parauapebas 17 ASSMP Asssociação Assoc. médica de Parauapebas 18 ASVECOCAP Asssociação Assoc.vendedores de comida caseira de Parauapebas 19 Asssociação Associação de Médicos de Parauapebas 20 Banco Banco Bradesco 21 Banco Banco Brasil 22 Empresa CLEAN - SERVICE 23 Clube Clube ASFEP 24 CEBE Clube Clube Esportivo Beira Rio 25 Grupo Grupo Amigos para sempre 26 GEMAVE Diversos Grupo de escoteiros Mata Verde - 27º PA 27 SIPRODUZ Sindicato Sind. Dos Produtores Rurais de Parauapebas 28 STHOPA Sindicato Sind. dos Trab. do Turismo e Hosp. de Parauapebas 29 SINTCLEPEMP Sindicato Sind. Dos Trab. Da Ind. Da Const. Leve e Pesada e Mob. De Parauapebas 30 ACAMP Asssociação Assoc. comunitária de amigos Parauapebas 31 APRACB Asssociação Assoc. de pequenos produtores rurais do Assent. Casa Branca 32 AAP Asssociação Assoc. dos agricultores de Parauapebas 33 AIAPBP Asssociação Assoc. dos idosos aposentado e pensionistas 34 APRAJAR Asssociação 35 APRACMAN Asssociação Assoc. dos produtores rurais do P A Carimã 36 APTRAJ Asssociação Assoc. dos produtores rurais do PA Jerusalém 37 ASTSAMI Asssociação Assoc. dos trabalhadores rurais da Santa Maria doItacaiúnas 38 AMPRAU Asssociação Assoc. mista dos produtores rurais do Assentamento União 39 AMBP Asssociação Assoc. moradores do Bairro da PAZ
  • 14.
    14 40 APROPRIAG Asssociação Assoc.produtores rurais do P A Itaciúnas - Açú, Assentamento Gameleira 41 ASSUMPT Asssociação Assoc. União Mutirão para todos 42 CCBP Centro Centro Comunitário do Bairro da PAZ 43 Cooperativa COOCARAJÁS Transporte Alternativo 44 COOPEMAPP Cooperativa Coop. Caminhoneiros de transportes e máquinas pesadas 45 COOPCFJ Cooperativa Cooperativa dos colhedores de folha de jaborandi 46 SEDAP Sindicato Sind. das empregadas domésticas autônomas de Parauapebas 47 UMESPA Diversos União municipal dos estudantes 48 AMBAGUARA Asssociação Assoc. dos moradores do Bairro Guanabara 49 Diversos Bio Verde 50 FAM Diversos Fazendo um amanhã melhor 51 P.S Pastoral Pastoral da saúde de volta às raízes 52 Diversos Vale do Amanhecer 53 Asssociação Assoc. de Clube das mães do bairro Jardim NovoHorizonte 54 AMBL Asssociação Assoc. dos moradores do Bairro Liberdade 55 Asssociação Assoc. Oyama de Caratê - DO 56 APRANCON Asssociação Assoc. produtores rurais do Assentamento NovaConquista 57 PC Pastoral Pastoral da Criança 58 ASCOMBANOV Asssociação Assoc. Comunitária do Bairro Nova Vida 59 Asssociação Assoc. dos moradores do Bairro Nova Vida 60 AMBNB Asssociação Assoc. dos moradores do Bairro Novo Brasil 61 APROVIB Asssociação Assoc. Vila Brasil 62 ACMM BJNH Asssociação Assoc. de Clube de mães das mulheres do Bairro NovoHorizonte 63 APGARBM Asssociação Assoc. de Planejamento Global do AssentamentoRio Branco 64 ASMOBJANH Asssociação Assoc. dos moradores do Bairro Jardim Novo Horizonte 65 PGR Projeto Projeto de Geração e Renda 66 APROVIPAR Asssociação Assoc. produtores rurais da Vila Palmares I 67 APRAFAP Asssociação Assoc. dos produtores rurais da agricultura familiar daPalmares II 68 AMBPIS Asssociação 69 ASSTRANI Asssociação Assoc. do pequenos produtores rurais do Assent. Nova Itaperuna 70 APRAFAVALE Asssociação Assoc. dos produtores rurais na agricultura familiar Vale da Liberdade 71 Asssociação Assoc. Ramos de Karatê 72 COOPEMASP Cooperativa Coop. da indústria de movelaria e serradores deParauapebas
  • 15.
    15 73 Grêmio GrêmioRecreativo Escola de Samba 74 SIMETAL Sindicato 75 AJTPFMCP Asssociação Assoc.jovens em trabalho por um futuro melhor dacomunidade de Parauapebas 76 ACIP Asssociação Assoc. Comercial e Industrial 77 AEZAMP Asssociação Assoc. de apoio ao menor 78 Asssociação Assoc. do Pequeno Trabalhador Rural 79 AFEVAP Asssociação Assoc. dos feirantes e vendedores ambulantes de Parauapebas 80 AMBBV Asssociação Assoc. dos moradores Bairro Bela Vista 81 AMBRV Asssociação Assoc. dos moradores do Bairro Rio Verde 82 JAPRODUZ Asssociação Assoc. dos produtores rurais da Paulo Fonteles 83 APPRG Asssociação Assoc. dos produtores rurais do Itacaiúnas- Açú e regiãoda Gameleira 84 ASSODEPALT Asssociação Assoc. dos trab. desempregados de Parauapebas-sul-sudeste do Pará 85 ASSERP Asssociação Assoc. Esportiva e Recreativa de Parauapebas 86 ASSERP Asssociação Assoc. esportiva e recreativa de Parauapebas 87 ASPAI Asssociação Assoc. pequenos produtores do Projeto do Assentamento Itacaiúnas 88 Asssociação Associação de Proteção e Pres. A Naturais e Agropecuária 89 Banco Banco Basa 90 CDL Diversos Câmara de dirigentes logistas 91 Centro Centro profissionalizante da Obra Kolping do Brasil 92 CII Clube Clube de imigrantes independentes 93 C.E.B.R Clube Clube Esportivo Beira Rio 94 C II Clube Clube imigrantes independentes 95 CRAP Clube Clube Recreativo associados progressistas 96 Convento Convento Deus quer 97 COOPER Cooperativa Coop. mista dos produtores rurais da região de Carajás 98 COOAPCIAP Cooperativa Coop. Agrária de produção e comercialização doItacaiúnas-Açú 99 COOPE-CORTE Cooperativa Cooperativa das costureiras 100 DEC Clube Dalas Esporte Clube 101 Estudantil Equipe de educ. popular de Parauapebas 102 GEF Grêmio Grêmio Esporte Ferroviário 103 LEP Liga Liga Esportiva de Parauapebas 104 PEC Clube Palmeiras Esporte Clube 105 RBEC Clube Rio Branco Esporte Clube
  • 16.
    16 106 RVEC ClubeRio Verde Esporte Clube 107 SSF Clube Seleção de futebol feminino 108 STR Sindicato Sindicato dos trabalhadores rurais 109 SINDIMATER Sindicato Sind. Dos Mototaxistas e Transp. Alt. De Parauapebas 110 TEC Clube Triangulino Esporte Clube 111 UEC Clube União Esporte Clube 112 VREC Clube Vila Romana Esporte Clube 113 VEC Clube Vulcamec Esporte Clube 114 SORRI Diversos 115 AMBU Asssociação Assoc. dos moradores do Bairro União 116 APAE Asssociação Assoc. de pais e amigos dos excepcionais 117 ABESP Asssociação Assoc. do bem estar de Parauapebas 118 APROVALE Asssociação Assoc. produtores do Vale do Itacaiúnas 119 Cooperativa Cooperativa de Reciclagens ambiental de Parauapebas 120 COOPIAGRI Cooperativa Cooperativa Mista agro-industrial dos trabalhadores do sul do Pará 121 Empresa Sacramenta 122 SINDIVIPAR Sindicato SINDIVIPAR 123 SINTRARSUL Sindicato Sind. Dos Trab. Rod. Do Sul e Sudeste do Pará 124 SINTEP Sindicato Sindicato dos trabalhadores em Educação Pública do Pará 125 ASCOMBAVI Asssociação Assoc. Comunitária Bairro Vila Rica 126 GEF Grêmio Grêmio Esportivo Ferroviário 127 APROCPAR Asssociação Assoc. de produção e comercialização do assentamentoPalmares II 128 AMCF Asssociação Assoc. de Mulheres As Camponesas Filhas da Terra 129 APPGA Asssociação Assoc. dos pequenos produtores da Gleba Ampulheta 130 APPCS Asssociação Assoc. dos pequenos produtores rurais Cristo Salvador 131 APRATVE Asssociação Assoc. dos produtores rurais do Assent. Tapete Verde 132 ASPRAB Asssociação Assoc. dos produtores rurais do assentamento Rio Branco 133 AMPRCPF Asssociação Assoc. moradores e produtores rurais da Col. Paulo Fonteles 134 APRAB Asssociação Assoc. produtores rurais do Assentamento Brasil Novo 135 APRACF Asssociação Assoc. produtores rurais do Assentamento Carlos Fonseca 136 APRASTA Asssociação Assoc. produtores rurais do Assentamento
  • 17.
    17 Santo Antônio 137 APARAAsssociação Assoc. Rio Branco 138 ASSTRAL Asssociação Assoc. trabalhadores rurais do Assentamento Lana 139 COOPALMAS Cooperativa Cooperativa de transporte e turismo e utilitários daPalmares II 140 ART'S COOP 141 AAEC Clube Águia Azul Esporte Clube 142 Asssociação Assoc. de skatistas 143 Asssociação Assoc. de Xadrez 144 Comunicação Comunicação Jornal 145 Comunicação Comunicação Rádio 146 Comunicação Comunicação Televisão 147 Diversos condutores autônomos de Carajás - PARÁ 148 Conselhos Conselho de Educação 149 Conselhos Conselho de Saúde 150 COBRASA Cooperativa Coop brasileira de minérios 151 ART'S COOP Cooperativa Coop. de beneficiamento de gemas, produção e comercialização de artesanato 152 MINER COOP Cooperativa Coop. de produções e desenv. da atividade mineral deCanaã dos Carajás 153 COOTRAPA Cooperativa Coop. de trabalho 154 COOTMAP Cooperativa Coop de transporte e locação de máquinas pesadas deParauapebas 155 COOPEGEMAS Cooperativa Coop. dos produtores de Gemas do sul do Pará 156 COOPEMIC Cooperativa Coop. dos produtores de minerais de Curionópolis 157 COOPAVEL Cooperativa Coop. mista de prestação de serviços, adm. de contratose consumo dos 158 Cooperativa Coop. De informática 159 Cooperativa Coop. De mototaxistas. 160 Cooperativa Coop. De proprietários de ônibus 161 Cooperativa Coop. De taxistas 162 COMAFC Cooperativa Liga Esportiva de Parauapebas 163 COOCATUR Cooperativa Coop. mista de transporte alternativo e turismo de Parauapebas 164 COOMIPASP Cooperativa Coop. mista dos prod. de alimentos e artesanato deSerra pelada e região Ltda. 165 Cooperativa Cooperativa de transporte e máquinas pesadas 166 COOCAVUMP Cooperativa Cooperativa dos Condutores autônomos. 167 Empresa Fundação Vale do Rio Doce 168 Diversos Gestor da CVRD
  • 18.
    18 169 Diversos minerale orgânico de Parauapebas 170 Diversos 171 Clube Rotary Club 172 APROAPA Associação Associação dos Produtores Rurais da APA 173 AMPRODESV Associação Associação dos Moradores e Produtores Rurais para o desenvolvimento sustentável de Vila Sanção e Região 174. Associação de Imprensa e Comunicação de Parauapebas –AICOP. Muitas dessas entidades (associações) encontram-se fechadas. Entre os fatores de seus fechamentos estão: ausência de uma autogestão e auto sustentabilidade econômica em se manterem. Fonte: SEPLAN –Secretaria de Planejamento, Julho, 2008. ASSIDPAPR Fundada em 06 de Abril de 2002, com o nome de AIAPP (Associação dos Idosos, aposentados e Pensionistas de Parauapebas). Hoje, após uma evolução ampliada, é conhecida como ASSIDPAPR- Associação dos Idosos Deficientes, Pensionistas e Aposentados de Parauapebas e Região, a associação contribui para a elevação do nível de consciência da sociedade local. A ASSIDIPAPR é uma ONG com força sindical e sem fins lucrativos, que visa buscar a melhoria na qualidade de vida das pessoas, objetivando também a solidariedade e promoção social e a participação na sociedade em defesa dos direitos da pessoa humana, em especial do idoso e portadores de deficiências. Os gestores da ASSIDPAPR filiaram a entidade na FAAPA(Federação dos Aposentados e Pensionistas do Pará e na CIBAP – Confederação Brasileira dos aposentados e Pensionistas, Órgãos de representação a nível estadual e nacional que luta pelo bem comum da categoria. Os Movimentos Sociais em Parauapebas
  • 19.
    19 Os movimentos sociaisem Parauapebas têm um papel político importante na história do município. Percebe-se entre esses movimentos as articulações de um modo integrado e não isolado quando está em jogo interesses sociais relevantes. Um dos maiores organizadores dessa ação integrada dos movimentos sociais em Parauapebas dá-se em torno da UJCC (União de Jovens do Campo e Cidade). Como agentes de mobilização política que representam, esses movimentos sociais correspondem a um 5º poder junto aos demais (Executivo, Legislativo, Judiciário e Mídia), que ajudam na luta por igualdade e justiça social aos menos favorecidos e a inclusão da juventude nas ações e decisões políticas. São váriosos movimentos em Parauapebas, no entanto, será enfocado os de maiores destaque e relevância no plano político e social UNIÃO DA JUVENTUDE DO CAMPO E DA CIDADE Ao analisarmos os acontecimentos históricos, aprendemos que a juventude sempre cumpriu – e cumpre – um papel importante na História dos povos. No Brasil, não é diferente. Aproveitamos o espaço para relatarmos, mesmo que de forma resumida, que os estudantes organizados sempre se posicionaram, defendendo os direitos de nossa sociedade, transformando a realidade em que viviam e contribuindo ativamente na construção de um país melhor. Os desafios colocados para os jovens são de primordial importância para a unificação das articulações da juventude, seja ela do campo e/ou da cidade. Essa união vem dos desafios que a própria juventude precisa enfrentar. Sendo a UJCC um mecanismo de organizaçãoe defesa da juventude, destaca-se o significado desta tão importante sigla para a juventude, que une negros, brancos, lésbicas, homossexuais, pessoas de todas as culturas e etnias, que envolvem jovens da zona urbana e rural da periferia e do centro da cidade. A União da Juventude do Campo e Cidade é um movimento que nasce em Parauapebas, tornando- se uma extensão dos movimentos sociais, e hoje está presente em algumas cidades do Pará. Entre algumas delas: Parauapebas, Canaã dos Carajás Eldorado e Marabá. Já nasce com traços nacionais, afinal, como diz um de seus membros: ‘Somos de várias partes do Brasil (do sul, do norte, do nordeste ), e, em alguns anos deverá encontrar-se organizada diretamente em vários estados brasileiros”. Sua estrutura organizacional se baseia em uma verticalidade iniciada nos núcleos de base e qualquer forma de organização social que lute por justiça e igualdade social, e que considere a juventude como protagonista. O número de membros de um núcleo é variável). Quanto aos núcleos, existe a Coordenação de Base a qual constitui a Direção de Setores; e, paralelo a esta estrutura existe outra, a dos setores e coletivos que, numa integração, buscam trabalhar cada uma das frentes necessárias para a luta por justiça social e soberania popular (Políticas públicas para a juventude, reforma agrária verdadeira, reforma urbana imposição ao capital internacional, etc). São setores da UJCC: Gestão e Relações Institucionais; Direitos e Relações Humanas; Produção e Desenvolvimento Sustentável; Esportes, Lazer e Cultura Popular ; Formação, mística e Educação Popular; Informação e Comunicação Popular; Mobilização e Organização de Massa; Meio Ambiente Saúde e Medicina Popular. São coletivos o conjunto de indivíduos de diversos setores na UJCC, sendo: Coletivo de Articulação Política; Coletivo de Cooperação e finanças ; Coletivo de raça, Gênero e frente de Massa. Os setores e coletivos desenvolvem alternativas às políticas governamentais, buscando sempre a perspectiva de juventude.
  • 20.
    20 UJCC – Uniãoda Juventude do Campo e da Cidade é uma articulação da juventude que surgiu da necessidade da juventude se organizar busca de superação dos problemas em que vivem e na luta pela transformação das estruturas sociais, políticas e econômicas que hoje se encontra o país. Busca-se na combinação das diversas forças juvenis e sociais, construir uma unidade de ações que contribua para a construção de um Projeto Popular para o Brasil. Acreditamos no equilíbrio social entre campo e cidade, e na igual distribuição de renda através das políticas Públicas voltadas, especialmente, para os que estão à margem social, propondo-se ainda ser um movimento político- social que busca a justiça social e luta pelos direitos fundamentais do Ser Humano, em especial da juventude, ou seja, nos movimentamos em prol das causas sociais. Agrega-se a UJCC organizações institucionais não governamentais e religiosas, do país e do exterior, interessadas em estimular a luta por justiça social [a reforma agrária e a distribuição de renda, o protagonismo juvenil, a soberania popular, etc]. Sua principal fonte de financiamento é a própria base, que contribuem para a continuidade do movimento. A organização não tem registro legal por ser um movimento social e, portanto, não é obrigada a prestar contas a nenhum órgão de governo, como qualquer um outro movimento social, meramente institucional. A maior instância da UJCC é o Congresso da Juventude do Campo e Cidade, que acontece a cada 02 anos. No entanto, este congresso é apenas para ratificação das diretivas, não um momento de decisões. Os coordenadores e os dirigentes, por exemplo, são escolhidos em Encontros da Juventude do Campo e Cidade, que acontece conforme a articulação do próprio movimento. A Coordenação de Base é a instância operacional máxima da organização (delibera em segunda instância ), que conta com um número variável de membros, respeitando no entanto , a igualdade entre campo e cidade. Embora a UJCC tenha principais dirigentes, a organização não rotulará ninguém com o título de “Principal Dirigente”, já que isso seria uma personalização; A UJCC adota o princípio da direção colegiada, onde todos os dirigentes possuem nível de responsabilidade com funções diferenciadas. UMA ORGANIZAÇÃO DE MASSA Acredita-se que só é possível realizar alguma mudança nas estruturas da sociedade, de forma que venha a beneficiar a maioria da população e da juventude se a organização da mesma impulsionar suaparticipação ampla nos debates e ações políticas, sociais e culturais de nossa sociedade. Portanto, a participação do conjunto da juventude do campo e da cidade e sua influência nos outros setores, organizados e não organizados da sociedade, é um dos fatores mais importante em que primamos, contribuindo para a elevação de consciência da juventude na busca de mudança da nossa condição de vida e da condição de vida da população. A UJCC, na qualidade de movimento social de jovens do campo e da cidade trabalha a promoção e formação humana através da consciência crítica e defende acima de tudo a conscientização da juventude como protagonistas de sua própria história, tendo como uma das bandeiras de luta a “educação pública de qualidade”. Esse movimento acredita que a juventude organizada é um novo exemplo de luta na região e, se continuar com o espírito revolucionário que possui, sem dúvida a história da luta política em Parauapebas, assim como outros municípios que se instalar, no Estado e país se alterará profundamente. Para o movimento, a estagnação do processo educacional na atualidade é que impossibilita avanços em vários setores - cultura, educação, saúde, distribuição de renda, - que beneficiariam o povo. A UJCC se articula com os Grêmios Estudantis formando Núcleos de Base em defesa aos interesses difusos da juventude, levando a esses núcleos a politização de temas sociais e formação de consciência. Os Grêmios Estudantis são amparados pela Lei Federal nº 7.398, de 1985.
  • 21.
    21 A juventude éum momento de grande expectativa e apreensão em relação ao futuro, regada normalmente por uma postura inquieta e irreverente. É o espaço da vida em que se manifestam com maior intensidade os problemas existenciais do ser humano, visto que é nesse período que as pessoas realizam as grandes escolhas de suas vidas. A maioria dos estudiosos do fenômeno jovem não o classifica como uma classe social, nem como uma categoria sociológica específica, muito menos como um grupo homogêneo. A maioria dos estudos relata duas características que unificariam um modo de ser e de viver do jovem e que constituiriam a condição juvenil, a transitoriedade e o conflito. Mas é preciso resgatar uma idéia- chave: a juventude é um setor em disputa. Justamente por ser o momento de definições, a questão das classes sociais perpassa a juventude dando-lhe especificidades. Bases Ideológicas da UJCC Organização Social e Consciência Crítica “(...) meu papel no mundo não é só o de quem constata o que ocorre, mas também o de quem intervém como sujeito de ocorrências. Não sou apenas objeto da História, mas sou sujeito igualmente. No mundo da História, da cultura, da política, constato não para me adaptar, mas para mudar. (...)" Paulo Freire. Ainda sobre organizações sociais, é preciso entender que as mesmas passam a existir a partir das ‘causas’, onde pessoas entendem que o seu “papel no mundo não é só o de quem constata o que ocorre, mas também o de quem intervém como sujeito de ocorrências”. Essas pessoas iniciam uma militância [atuam, articulam, se movimentam] em prol da vida, da justiça social e passam a disseminar a verdadeira cidadania. A teoria de uma organização, de um movimento social, vai sendo elaborada no processo de sua construção, com o passar dos tempos. Quanto mais avançamos, mais descobrimos a importância da elaboração teórica para reafirmar e iluminar os passos da prática, por isso há momentos em que a teoria acentua mais os aspectos políticos da organização, daí nasce à extrema importância de colocar a preocupação sobre o método, “o jeito de fazer”, no entanto antes é necessário acreditar que é possível alterar a própria realidade. Nada é estático, por isso é fundamental prestarmos atenção nas mudanças que devem ser feitas em todas as áreas e dimensões que compõem a sociedade e é por isso que os desafios exigem de nós intervenções concretas que levem às mudanças. A UJCC, assim como o MST, defende a ideia da criação de Assembleia Popular como instrumento de inclusão social e não-alienação da sociedade sobre o quadro de decisões políticas e destino que estão dando ao país, como as privatizações e outros atos, que foram executados, como se a sociedade brasileira não existisse. Defendem também uma educação sem alienação. Estrutura Organizativa da UJCC Construção Coletiva A UJCC – União da Juventude do Campo e da Cidade é uma articulação da juventude que acredita no equilíbrio social entre campo e cidade, e na igual distribuição de renda através das políticas públicas voltadas, especialmente, para os que estão à margem social, propondo-se ainda ser um movimento político-social que busca a justiça social e luta pelos direitos fundamentais do Homem, em especial da juventude, ou seja, se movimenta em prol das causas sociais. A UJCC tem idéias de massa [parte da sociedade menos favorecida] e procura articular entidades e outros movimentos que trabalham a conscientização da juventude como protagonistas do meio em que vivem e como ‘sujeitos’ de sua própria história. A União da Juventude do Campo e Cidade tem
  • 22.
    22 como principal objetivodiscutir e propugnar por políticas públicas para a juventude, ou seja, o conjunto de metas e ações capazes de orientar e potencializar as iniciativas públicas voltadas para nossos jovens. Esse movimento em sua estrutura organizacional se baseia em uma verticalidade iniciada em Grupos de Base [com numero de membros variavel] formando um Nucleo de aticulação da juventude. Embora a UJCC tenha principais dirigentes, a organização não rotulará alguém com o título de “Principal Dirigente”, já que isso seria uma personalização; A UJCC adota o princípio da direção colegiada, onde todos os dirigentes possuem o mesmo nível de responsabilidade, simplesmente têm funções diferenciadas. Agregar-se-a a UJCC, nas lutas sociais e articulações do movimento, as organizações institucionais não governamentais e religiosas, do país e do exterior, interessadas em estimular a luta por justiça social [a reforma agrária e a distribuição de renda, o protagonismo juvenil, a soberania popular, etc]. Sua principal fonte de financiamento é a própria base, que contribuem para a continuidade do movimento. Como sujeitos [seres de transformação], nosso dever para com a história é servir a um projeto político para a sociedade. Melhor serviremos se errarmos menos e se escutarmos mais os anseios da própria sociedade. É por causa desses princípios que os valores humanistas e socialistas não são frios. Por mais que nos motivemos pelos outros, não lutamos pelos outros – ou só pelos outros. Lutamos por nós mesmos, pelo que amamos. “Que no futuro nossos descendentes se orgulhem de nós por termos edificado corretamente, com amor fraternal “o pedaço” de história que nos coube nesta curta existência”. (Textos produzidos e compilados por Girlan Pereira da Silva; Guedson Crioulo e Professor Jair). Nos últimos anos, a UJCC reduziu seu campo de ação enquanto entidade. No entanto, o corpo juvenil que a compunha não se dispersou. Após a conquista de uma Coordenadoria de Juventude (2011), com força de lei executiva e legislativa e dotação orçamentária para promover a política de juventude no município. Glossário  Congresso da Juventude do Campo e Cidade: É a instância soberana e de poder máximo de deliberação do movimento, sendo realizado a cada dois anos, e compõe-se de jovens do campo e da cidade que sejam inseridos em núcleos de base da UJCC [Toda organização institucional ou não - movimentos e/ou entidades - ligadas à UJCC].  Coordenação de Base da UJCC: é a instância representativa, deliberativa, fiscalizadora e consultiva. Sendo ainda instância operacional máxima da organização e é intermediária e de representação exclusiva dos núcleos de base. A Coordenação reunir-se-á ordinariamente trimestralmente, e extraordinariamente, sempre que necessário quando convocado por quaisquer de seus membros.  Direção de Setores da UJCC: é a instância que planeja estratégias, articula e executa mobilizações, atividades, programas e ações sociais. E compõe-se de Três representantes de cada setor existentes na UJCC. A Direção reunir-se-á ordinariamente mensalmente, e extraordinariamente, sempre que necessário quando convocado por quaisquer de seus membros.  Setores:São subdivisões operacionais [composto por jovens da Coordenação] da UJCC, que passam a existir a partir das necessidades da juventude [e deste movimento], sendo sua instalação indicada e oficializada pela Coordenação. Podem ser instalados Setores de: Cultura, direitos humanos, formação... UMESPA – União dos Estudantes de Parauapebas
  • 23.
    23 A UMESPA éa entidade representativa dos estudantes de Parauapebas, com foco nas áreas urbana e rural. Possui cerca de 60.000 associados, presentes em todas as escolas da municipalidade, públicas e privadas. Comemora em 11 de agosto seu dia máximo. Fundada para defender a classe estudantil em 04 de abril de 1995. Expandiu sua atuação se filiando a recém criada UGESP – União Geral dos Estudantes do Sul e Sudeste do Pará, que se consolidou em 23 de novembro de 2005, com a participação de lideranças estudantis de Parauapebas e Marabá, a qual representa em um território maior, a juventude estudantil do sul e sudeste do estado do Pará. As duas entidades possuem objetivos semelhantes, pois lutam por educação pública e de qualidade, pela solidariedade, promoção humana e a participação da juventude na sociedade como “sujeitos de sua própria história”. O atual quadro carregado de problemas provocados pela desigualdade social e pelo aumento da concentração de renda, faz da juventude a principal vitima. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem no Brasil, 48 milhões de jovens, entre 15 e 29 anos – 28% do total da população brasileira. O analfabetismo atinge 3,8% da população juvenil o que significa 1,1 milhão de pessoas. A maior parte desses jovens (70%) está no nordeste, quase metade vive em áreas rurais (43%). Outra pesquisa mostra que a educação é para poucos: de cada cem jovens que terminaram o ensino fundamental, apenas 36,4% concluíram o ensino médio, e 3,6% terminaram a graduação. Inspirada nesses lamentáveis dados, a jovem Ana Célia Viana Ramos, aluna da Escola Paulo Fonteles, afirmou o seguinte: “Acreditamos que o mais importante no momento é retomar o controle da situação no sentido de discutir com os nossos gestores municipais e estaduais a situação da precariedade do atual modelo de educação existente na nossa região, reconhecer as falhas construídas no caminho e ir a frete questionando, propondo, pensando e agindo em prol de um modelo de educação que contemple as varias necessidades em Parauapebas”. Avaliando a função social da entidade Estudantil, Girlan Pereira enfatiza que a tarefa principal não é mais apenas fabricar carteira estudantil, é também ajudar a organizar a juventude em vários setores de convivência, dentro e fora da escola. É discutir políticas públicas para a juventude, ou seja, o conjunto de diretrizes, metas e ações capazes de orientar e potencializar as iniciativas públicas voltadas para nossa juventude. É fortalecer as ações e a relação com o trabalho entre a entidade e a coordenação escolar, professores e alunos, isso tanto no campo quanto na cidade, ou seja, Uma bandeira de luta unificada!. Sociedade Jovem: “Nós da UMESPA não temos mais dúvida que e necessário criamos uma alternativa para mudarmos a concepção das pessoas que pensam que elas precisam ser “massa de manobra” [fazer ou falar simplesmente porque alguém lhe ordenou], exemplo e o modelo de educação imposto no nosso país, só educa para o mercado, e muito mal, porque é dependente, ou melhor não forma o ser humano para a vida, portando é de suma importância que as entidades voltadas verdadeiramente para representar os oprimidos, idosos, crianças, adolescentes, jovens, deficiente, raças e classes sócias se sintam convidados para o grande desafio de montar elabora um programa de formação, atividades e ações que represente os nossos asseios de classe”. MST - Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
  • 24.
    24 O Movimento dosTrabalhadores Rurais Sem Terra, mais conhecido como Movimento dos Sem Terra, sigla MST, é um movimento de massa que luta, basicamente, por terra, pela reforma agrária e por mudanças na sociedade. A sua origem encontra-se nas lutas isoladas pela terra no sul do Brasil, destacando-se as ocupações das Fazendas Macalli e Brilhante, em 1979, no Rio Grande do Sul; da Fazenda Burro-Branco, em Santa Catarina e da Fazenda Primavera, em Andradina, São Paulo, ambas em 1980. Também no Rio Grande do Sul, em 1981, onde 700 famílias acamparam em Encruzilhada Natalina, município de Ronda Alta. De 21 a 24 de janeiro de 1984, realizou-se o primeiro Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, que contou com a participação de representantes de doze estados. Constitui-se definitivamente como um movimento nacional a partir do 1º Congresso Nacional, realizado em Curitiba, Paraná (29 a 31 de janeiro de 1985), quando 23 estados brasileiros estiveram representados através de 1.500 delegados. As ocupações, definidas como a forma mais eficiente de se alcançar a reforma agrária, foi uma decisão política adotada nesse Congresso. E, como palavras de ordem, surgiram: Reforma Agrária na Lei ou na Marra e Sem Reforma Agrária não há Democracia. Os estados nordestinos começaram a se integrar ao movimento em 1986. A primeira ocupação na região ocorreu em 1987, na Fazenda Projeto 4045, em Alcobaça, na Bahia. A bandeira e o hino do MST foram aprovados, respectivamente, no Terceiro Encontro Nacional, em 1987, e no II Congresso, realizado em Brasília, em 1990. Como seus objetivos gerais, o MST ressalta:  A construção de uma sociedade sem exploração e sem explorados, com supremacia do trabalho sobre o capital;  A luta para que a terra esteja a serviço de toda a sociedade;  A garantia de trabalho para todos e a justa distribuição da terra, renda e riquezas;  A busca permanente da justiça social e da igualdade de direitos econômicos, políticos, sociais e culturais;  A difusão de valores humanistas e socialistas nas relações sociais;  O combate a todas as formas de discriminação social e a busca da participação igualitária da mulher. Os anos de 1993 e 1994 assinalaram as primeiras ocupações da sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - Incra e os questionamentos do MST em relação à cultura da cana e a proposição de substituição desta produção pela reforma agrária e diversificação da produção agrícola. A partir de 1995, ocorre a expansão do movimento, com ocupações em Gravatá, Barra de Guabiraba, Vitória de Santo Antão, Caruaru, Rio Formoso, entre outros. A organização das regionais e o fortalecimento de setores do MST começam em 1997, com ampliação da capacidade de massificação das lutas pela terra, com ocupações, marchas e pressão nos órgãos públicos. O Movimento dos Sem Terra pode ser apontado como responsável pelo ressurgimento da questão da reforma agrária na consciência nacional, e tem demonstrado ser também um movimento político e ideológico. Para obter maior visibilidade perante a opinião pública e aumentar o seu poder de pressão junto aos poder público, passou a invadir bancos e empresas privadas, além das invasões de terras, participando de saques a supermercados e de sequestros de caminhões que transportam gêneros alimentícios. Os seus líderes proclamam: o objetivo do MST é mudar o modelo da sociedade.
  • 25.
    25 Segundo Stedile, oMST foi resultado do crescimento cada vez maior de lutas por terra no País, que começaram de maneira isolada para resolver problemas de pequenos agricultores que muitas vezes eram apartados de suas terras. No combate a esta situação, três vertentes formaram o então nascente movimento: os integrantes da Comissão Pastoral da Terra, pessoas ligadas ao sindicalismo combativo de trabalhadores rurais e militantes partidários de esquerda. "O nome MST quem deu foi a sociedade, se fosse por nós a gente se chamaria ‘movimento de pessoas que lutam pela reforma agrária’, mas começaram a nos chamar a assim aí não tinha quem mudasse", lembrou o dirigente. Justiça social e soberania popular A justiça social vem para ampliar a noção do tema tradicional do movimento e mostrar que este deve ser uma preocupação de toda a sociedade no bojo da luta pela distribuição equitativa das riquezas produzidas e do acesso à terra. A soberania popular foi incluída pela avaliação do MST de que a luta opõe o modelo camponês de produção ao agronegócio. Em Parauapebas, o MST também apresenta grande influência e atuação junto às ações minerárias da Vale do Rio Doce ao lado de outros movimentos sociais na região. Trecho de ferrovia da Vale do Rio Doce é ocupado por Manifestantes Na manhã da quarta-feira, dia 17/11/2007, cerca de 2,6 mil trabalhadores e trabalhadoras do MST, das organizações de garimpeiros, pequenos produtores rurais e juventude urbana do Pará, ocuparam parte do eixo ferroviário que corta o Projeto de Assentamento Palmares II no município de Parauapebas. Este trecho é concedido pelo Estado para uso da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). Esta ação fez parte da Jornada de Lutas pela Reforma Agrária e em defesa dos recursos naturais do povo brasileiro, que teve início dia 15. 07/11/2007 Foto: MST-PA Cerca de 6.000 trabalhadores Sem Terra e garimpeiros ocuparam na manhã do dia 7 de novembro a Estrada de Ferro Carajás, no município de Parauapebas (PA). A principal reivindicação do Movimento é que Companhia Vale do Rio Doce, que teve até dezembro de 2007, um lucro de R$ 15,6 bilhões reais, dê contrapartida em termos de projetos sociais pela exploração dos MST sempre atuante ao longo da história deParauapebas.
  • 26.
    26 recursos minerais noestado do Pará. "Queremos colocar a Reforma Agrária e o gerenciamento dos nossos recursos naturais no centro do debate político sobre o desenvolvimento social e econômico para o estado do Pará", afirma Ulisses Manaças, da coordenação estadual da Via Campesina e do MST no Pará, que realiza jornada de lutas por reforma agrária e em defesa dos recursos naturais. O Movimento reivindica que a empresa aumente o repasse da contribuição financeira pela exploração mineral, de 2% para 6%, como forma de compensar, os municípios mineradores, que recebem os impactos da migração e do desemprego. O aumento seria investido em infraestrutura e ações sociais, como construção de moradias, de unidades de saúde, de hospitais regionais, escola e que ainda, que haja um amplo programa de reflorestamento da região com arvores nativas, em substituição ao monocultivo de eucalipto para carvão vegetal. Por que ocupar A Vale é a maior companhia de mineração diversificada das Américas, líder mundial do mercado de ferro e pelotas, segunda maior produtora global de manganês e ferroligas, além de maior prestadora de serviços de logística do Brasil. A Companhia obteve lucro líquido de R$ 4,7 bilhões no terceiro trimestre de 2007, o que significa um crescimento de 17,3% em relação a igual período do ano passado, quando lucrou R$ 4 bilhões. Nos nove primeiros meses do ano, a mineradora acumula lucro de R$ 15,6 bilhões, alta de 55% na comparação com os R$ 10,1 bilhões entre janeiro e setembro de 2006. Plebiscito - Em setembro movimentos sociais e entidades realizaram um Plebiscito Popular pela nulidade do leilão da Vale, que teve participação de mais de 3,7 milhões de brasileiros participaram do plebiscito, sendo que 94,5% deles rejeitaram o controle privado da Vale do Rio Doce. No dia 4 de outubro o deputado federal Ivan Valente (PSOL- SP) apresentou no Congresso um Projeto de Decreto Legislativo, que propõe a realização, em todo o território nacional, de um Plebiscito Oficial para recolher a opinião da população acerca da retomada do controle acionário da Companhia Vale do Rio Doce pelo governo federal. BANDEIRAS DE LUTAS DO MST Luta contra as transnacionais Em entrevista à Revista Sem Terra (nº 41) o uruguaio Ricardo Carrere, técnico florestal e coordenador internacional do Movimento Mundial pelas Florestas Tropicais, denunciou o excessivo poder político e econômico que as grandes empresas transnacionais exercem sobre os governos. Essas empresas “transformam-se em governo que não foram eleitos por ninguém, e os governos eleitos estão a seu serviço”, afirma ele. Reforma Agrária A nação, por meio do Estado, do governo, das leis e da organização de seu povo deve zelar pela soberania pelo patrimônio coletivo e pela sanidade ambiental. É preciso realizar uma ampla Reforma Agrária, com caráter popular, para garantir acesso à terra para todos os que nela trabalham.
  • 27.
    27 Democratização da Comunicação Opovo tem o direito de organizar seus próprios meios de comunicação social. Lutamos pela valorização dos meios de comunicação populares e também pela quebra do monopólio privado dos meios de comunicação. A comunicação é um bem público e deve estar a serviço do povo. Cultura Popular O acesso à cultura, ao conhecimento, a valorização dos saberes populares, é condição fundamental para a realização dos brasileiros como seres humanos plenos, com dignidade e altivez. Queremos a democratização e a popularização da cultura no país, celebrando a vida e a diversidade cultural. SINTEP Sindicato dos Professores de Parauapebas Relatar a história de Parauapebas e não citar o SINTEP, é deixar de lado uma entidade que representou e representa lutas, conquistas e mudanças nos acontecimentos da política local. É omitir os capítulos da história de uma classe (educadores) comprometidos com a cidadania, o que afeta os rumos da política municipal. Nos acontecimentos sociais, em nível de Parauapebas, o Sintep revelou ser uma das entidades destaque e que mais se empenhou na causa social do município, indo além de sua bandeira de luta quanto à causa dos educadores, ou seja, teve peso e influência nos acontecimentos políticos, o que já rendeu uma boa safra de políticos e secretários no município. Como exemplo vale citar: Darci Lermen (prefeito), Secretário de educação – Raimundo Neto; Secretário de Planejamento (Luis Vieira); e muitos outros vereadores que saíram da classe. É uma associação sem fins lucrativos e foi fundada em 23 de outubro de 1988, quando da realização do VI Congresso Estadual da Federação Paraense dos Profissionais da Educação Pública (FEPPEP). É filiado à Federação Nacional de Trabalhadores em Educação – CNTE. O mandato tem duração de 3 anos. Sua finalidade maior se respalda em defender jurídica e socialmente, no âmbito administrativo e judicial, inclusive por meio de Ação Civil Pública, os interesses e direitos individuais e coletivos dos trabalhadores em Educação Pública, das redes estadual e municipal de ensino do Estado e Município, independentemente do Regime Jurídico Único a que estão submetidos, em todos os seus direitos e lutas, assim como promover a formação política dos trabalhadores em educação e a solidariedade entre todos os trabalhadores. O direito de Greve é garantido pelo Supremo Tribunal Federal pela Lei Nº 7.783/89. Entre suas diretrizes está a de que deve ser descontado 2% do salários de seus associados. A primeira eleição da entidade foi realizada em 10 de março de 1989, cujo primeiro presidente/Coordenador Geral foi José Luís Barbosa Vieira e vice Delma Oliveira Freitas. Com o sumiço da 1ª ata de fundação e anos seguintes que se estenderam até 2002, as memórias de lutas registradas em ata deixaram lacunas na marca de uma época política intensa e de transição. Em 27 de novembro de 2003 houve nova eleição para presidência do Sintep; o número de inscritos aptos a votar era de 236. Concorreu a chapa única: “Reconstituição Sindical”, que obteve o total de 105 votos. Foi eleito presidente ou Coordenador Geral: Antonio Neto Sousa Pereira. A presidente do Sintep era Desilene Viegas Reis Mendes era presidente do Sindicato dos Professores de Parauapebas (SINTEP), Raimundo Oliveira Neto fazia parte da Coordenação de secretaria de Assuntos Sindicais. Já Antonio Raimundo Oliveira Neto fazia parte da coordenação de comunicação. Entra em cena uma nova direção acostumada às lutas, conquistas e perseveranças.
  • 28.
    28 Nessa época, sendoprefeito Faissal, e já em seu final de mandato, e 13º a ser pago aos professores, estes temeram não receber e como providência mobilizaram greve e, percebendo não ser solucionado o problema, resolveram “deter” o prefeito por três dias na prefeitura até quando fosse repassado o que lhes pertencia por direito – o que receberam por via da pressão e batalha. O Sintep foi desta forma, o maior instrumento de democracia, cidadania e luta no município – frente à passividade e silêncio da câmara, na época, pouco operante em prol da classe. Em 2006 houve nova eleição, na qual foi eleita Normaci Barreto para Coordenação Geral. Em 11 a 12 de novembro de 2009, com a nova eleição saiu vitoriosa a chapa III “Reconstrução: Reconstruindo um Sintep Forte, Democrático e Participativo” de Luciene Moitinho de Sales, coordenadora da escola Crescendo na Prática, de Palmares II. Dos 514 filiados aptos a votar, votaram apenas 260. Nessa gestão houve longa greve em sentido de garantir os direitos dos educadores. Com perdas salariais acumuladas em 15% e aumentos não repassados durante a gestão Darci Lermen, o Sindicato mobilizou ações junto ao poder público cobrando esse diferencial e mais 5% sob alegação do alto custo de vida em Parauapebas (o que é verdade), somando-se assim, uma solicitação de 20%. Dentro das negociações em justiça, estava também em questão as horas atividades, direito conquistado e não repassados de anos anteriores. Numa ação conjunta os professores interditaram a ocorrência das aulas em todas as escolas do centro e, por influência, até na zona rural paralisaram as aulas - a maioria das escolas paralisaram. No dia seguinte, representantes da classe sentaram com o governo e alguns secretários e o governo propôs um aumento de 6,49%, o que foi rejeitado pela classe. Novamente, a classe se reuniu frente à Câmara de Vereadores e mobilizaram manifestações. Em seguida ocuparam a Câmara de Vereadores, cobrando destes, solução à causa dos educadores, por onde perpassa toda sociedade. Em junho de 2010, o Sintep protocolou em cartório a greve, dentro da legalidade e de parâmetros exigidos por lei. Em 15 de junho de 2010, a administração entrou com uma liminar no TJ (Tribunal de Justiça) contra a greve dos professores sob a ordem de todos deveriam voltar à sala de aula em 24 horas sob pena de multa de R$ 5.000,00. E, caso houvesse piquete ou tentativa de evitar que os alunos voltassem a sala de aula, seria multa de R$ 1.000,00. Acontece que a classe, através do órgão de representação, o SINTEP - até aquele momento não recebera nenhuma notificação da justiça sobre a ação, razão pela qual a greve continuou. Indignados com a ação, os professores, no dia seguinte fizeram uma grande passeata pelas ruas de Parauapebas numa marcha de protesto. E, ao paralelo, muitos funcionários de outros segmentos municipais, também insatisfeitos. Como o município se encontrava em situação decadente em suas periferias e bairros, e insatisfação entre seus moradores, o Sindicato dos Professores resolveu convocar, agregando outros setores, a um “bojo comum” de problemas existentes no município – como forma de pressão, acampando outros setores à conjuntura da greve. Além do pedido de reposição por perdas salariais, aumento de 5% e horas atividades, uma solicitação relevante estava:  Aprovação do Plano de Cargo e Carreira (PCCR) construído pela categoria garantindo que as escolas municipais tenham o direito de vivenciar a gestão democrática (velha luta dos que hoje ocupam o poder): eleição direta para diretores (velhas propostas do atual gestor), concurso público para coordenadores pedagógicos, para pôr às nomeações político-partidárias e que todos os trabalhadores tenham direito a formação continuada, com remuneração, entre outras bandeiras de lutas. As horas atividades, direito conquistado e por longos anos não repassadalores diversos, segundo o Sintep, uns diziam ser R$ 40 milhões, outros 33 milhões e outros 18 milhões. No entanto, devido à burocracia e demora na justiça – temendo recursos por parte do gestor e mais ainda prolongar seu recebimento, a classe aceitou a proposta de 4,064 milhões pelo valor total devedor do retroativo e a reincorporação da hora-atividade no valor de 25%. Somando a conquista
  • 29.
    29 de horas atividadese perdas salariais, a categoria teve um aumento de 37% em 2011. Uma causa quase milionária para o advogado que já prestava serviço para o Sintep, Carlos Braga, que ganhou 20% do montante (algo acima de R$ 800 mil). Serviços prestados pelo Sintep aos seus associados: Assessoria jurídica, Tratamento odontológico, Academia para exercícios físicos, orientação trabalhista, Cultura e lazer. 1. 2. 1ª Foto: Marcha dos professores rumo à SEMED. Por Fábio Alves, 01/06/2010. 2ª foto: Entrega do PCCR (Plano de Cargo e Carreira) na Câmara de Vereadores; Manifestação em frente à Secretaria de Educação. Conquistas Consequentes da Greve:  Reincorporação da hora-atividade no valor de 25% mais retroativo;  Reincorporação da licença-prêmio retroativa a partir de 2009;  Licença-maternidade de seis meses para todas as servidoras públicas;  Cobertura das quadras das escolas municipais (zona urbana e rural);  Climatização das salas de aulas;  Licença-prêmio;  Reformas e construção de escolas infantis;  Aprovação do Plano de Cargo, Carreira e Remuneração (PCCR) – conquista ainda em andamento.  Notebooks a todos os educadores e educadoras, coordenadores, diretores da rede municipal. Tal conquista foi pautada nas mesas de negociação como proposta apresentada pelo Sintep – como valorização aos professores – que foram os responsáveis direto pela melhoria do IDEB no município. Apesar dessas conquistas, há uma insatisfação frente a uma “explicação pouco aceita” fundamentada apenas em palavras por parte do Sr. Secretário, (como atesta o Sintep) – quanto à sobra do FUNDEB ou ABONO não repassado aos professores. Esse valor corresponde a sobra do ano fiscal anterior que cai no ano seguinte, o qual o governo federal repassa aos municípios, onde 60% desse valor é distribuído proporcionalmente entre os educadores. Para se ter uma ideia do valor – a sobra total do FUNDEB de 2010 para ser paga em 2011 era de R$
  • 30.
    30 3.238.138,41 (do qual60% deveria ser rateado entre os professores proporcional a sua carga horária). Verifica-se que a insatisfação maior é devido às notícias e reportagens nos jornais dos municípios vizinhos de repassarem as gordas sobras aos educadores. Como exemplo, segue as reportagens a seguir: “Professores de Marabá vão receber 13,6 milhões em abono (sobra do Fundeb (60% deste valor). Professores com 200 horas atividades recebeu: R$ 8.126. e professores com apenas 100 horas recebeu R$ 4.066.” Fonte: O Liberal, 01-05-2012. “Prefeito Wanderson Chamon, de Curionópolis dá abono de R$ 5 mil a cada professor”. Fonte: Blog do Persival, 24-12-2011. Segundo Luciene, presidente do sindicato, o abono ou sobra do FUNDEB foi reivindicado na Câmara – onde o representante do governo, Eusébio, ficou para esclarecer. Segundo Luciene, conforme informações repassadas no sentido de explica o fato da “sobra” do FUNDEB não existir – é devido o alto número de alunos e a grande migração que acontece – e que o valor correspondente da SOBRA DO FUNDEF é usado como complemento em gastos como: recursos, formadores, coordenadores e diretores. Atualmente (06/2010), o número de associados da entidade gira em torno de 650 educadores. Movimento Hip Hop As Raízes A origem e as raízes da cultura Hip-Hop estão contidas no sul do Bronx em Nova Iorque (EUA). A idéia básica desta cultura era e ainda é: haver uma disputa com criatividade. Não com armas; uma batalha de diferentes (e melhores) estilos, para transformar a violência insensata em energia positiva. A História do FDR (Filhos da Revolução – Hip Hop) Uma Parcela da História Juvenil de Parauapebas No final dos anos 90, precisamente entre 97 e 2000, Parauapebas, por ironia do destino e principais consequências do Projeto Grande Carajás, começou a ter um “inchaço” populacional, como já era esperado; - mas não de uma forma tão monstruosa como fora! Aumento de periferias, desempregos, assassinatos, assaltos – enfim, violência de tudo quanto era grau e intensidade. Parauapebas estava na verdade conhecendo a outra face do progresso: a face dos mais desfavorecidos – o lado da revolta, dos que são lesados e passam fome, enfim, dos que a esperança era só uma palavra em forma de piada, segundo Arley, um dos jovens que vivera na pele a realidade da época. Mas, como tudo que é ruim ganha fama, logo a cidade não demorou muito para sair no cenário nacional como destaque nos principais veículos de comunicação da grande mídia “comprometida” e às vezes alienadora: Os principais do país. E sempre estampando capas oi notícias de abertura – Os Hackers; Más administrações Públicas; O Poderio da Vale; a Discriminação dos Movimentos
  • 31.
    31 Sociais; Ocupações Urbanase Rurais por problemas sociais não resolvidos; Paralisações dos Trilhos – e uma dose de sensacionalismo da imprensa para vender jornal. Nesse tempo, a juventude de Parauapebas estava começando a criar, desenhar, mesmo sem querer ou sem saber – na busca por uma identidade frente à situação. Afinal, Parauapebas é uma cidade migratória, veio e continua vir gente de tudo quanto é local do país – diferentes raças, religiões, crenças, etc. ficando quase impossível dizer qual a cultura ou as culturas do município. Frente a essa diversidade cultural, e apresentando um grande contingente juvenil, a juventude se diversificava sempre em Tribu´s: Skat, Flat Lee, Patins, Bicicrós, Futebol, Voley, Hnadebol, Futsal, Xadrez, Hip Hop, Quadrilhas Juninas, Galera do Rock, Tecnobrega, Os play Boys, Os boçais, Os Malucos da das Quebradas, As Gangues, os Partidários, Os Religiosos (Católicos, Evangélicos e demais), os Estudantes – e outros não citados, para se ter uma noção de sua complexidade. Mas como toda Tribo tem seus fundamentos, comportamentos e gírias, isso começou a criar uma espécie de “segragão de grupos”/ apartação, gerando atritos entre todos. Segundo Arley, esses atritos foram “mais por falta de respeito ou conhecimento a outra tribo, ou simplesmente ignorância mesmo!”. Isso gerou consequentemente as BRIGAS DE BAIRROS: Ou seja, quem morava no bairro da Paz não poderia andar no Rio Verde e vice-versa. Quem curtia no Clube do Morro não poderia bailar no Paqueras Club, e se fosse reconhecido que era de outro bairro, pior ainda, era “Pau Mesmo”. Infelizmente isso ocasionou até morte entre jovens, e olha que isso era só o começo. Ai a molecada não ia mais para os clubes sozinhos, iam sempre em na companhia de dois ou três amigos, os mais garantidos e começaram a ganhar “fama”, territórios, “respeito”, inimigos, internações no SESP, e um lote no “Zé de Areia”, ou viagem para a cidade dos pés juntos, como diz o popular. Nesse tempo, quase todo bairro aqui tinha uma gangue: Coyotes no Rio Verde, Papa Léguas no Bairro da Paz e Guanabara, Galera do Robertinho (da rua do Meio), A GMC do Morro do Leberdade e União, a Galera do Primavera, os PQT´S da baixada Fluminense, a Galera do Morro do Macaco. “Enfim, era tanta molecada querendo ser doido que quando eles não brigavam com os seus inimigos, brigavam com eles mesmos”. E o palco principal para se expor era a Praça de Eventos. Quantas e quantas vezes as bandas paravam de tocar porque a molecada estava disputando um “FAT”, mas como eles gostavam de se aparecer pra muita gente ver, foi logo fácil identificá-los, e a maioria começou a se pinxar. Segundo Arley, muitos jovens envolvidos com essas gangues morreram que até hoje, ninguém sabe de fato qual a verdadeira história de tantos jovens de gangues encontrados mortos sem uma explicação real do homicídio. Uns diziam que rolava uma lista nas escolas com os nomes do que ia morrer, outros diziam que era a polícia, outros, pistoleiros, ou eles mesmos se matando. Parauapebas virou uma cidade sitiada por gangues juvenis e seus exterminadores! “A violência dominava e a paz engatinhava...”. Foi nesse berço sangrento e violento que Parauapebas pariu FDR (Os Filhos da Revolução) – Como uma voz de protesto! Tudo se deu com uma formação da união de amigos dos bairros da Paz, Guanabara, Rio Verde, Morro do Macaco, União, Palmares II. Essa foi a primeira formação do grupo, era muita gente, mas cada um com suas qualidades cantava um pouco, mesmo que fosse nos refrões ou fazendo uns passes no chão ou dançando breack em cima. E a fama se espalhava nas escolas Eduardo Angelim, Paulo Fonteles, Irmã Dulce, Faruk Slmen, Carlos Henrique, Cecília Meireles, Crescendo na Prática e Carlos Drummond. Segundo Preto A.R., cantaram em várias edições da FAP, em Curionópolis, Onalício Barros, Palmares II, Belém, Conceição do Araguaia, Eldorado dos Carajás, Canaã dos Carajás, Marabá e vários aniversários da cidade, carnaval, abrimos shows nacionais, Ivete Sangalo, Frank Aguiar, Calcinha Preta. Era só RAP mesmo, o grupo gravou várias músicas. Na verdade acontecia a união dos bairros ligados pela arte da dança e da música. Por: Preto A.R (Reorganização textual por Adilson Motta).
  • 32.
    32 Uma canção àrealidade... Fonte: Fotos extraídas dos clips FDR gravados nos bairros e periferias de Parauapebas. Em seu misto de cultura está também presente o Hip Hop através do grupo de dança bboys. Fonte: http://www.carajasojornal.com.br Ano: 2011. Atualmente, a juventude de Parauapebas através de seu processo de luta instituído no protagonismo juvenil via entidades civis organizadas como UJCC, UMESPA - cristalizados como movimentos sociais fizera muitas conquistas. E entre elas, vale citar a carteira de estudante (meia passagem) a estudantes nas vans de acesso a toda Parauapebas, uma conquista através da UMESPA via representação política no
  • 33.
    33 Legislativo Municipal. Outraconquista também relevante aconbteceu em 2011 onde, através de lutas, debates e muitas reuniões foi conquistada dentro da legaliade uma Coordenadoria de Juventude – voltada para as políticas públicas de juventude no âmbito municipal com autonomia de recursos acima de R$ 2 milhões/anual. As Conquistas da Juventude em Parauapebas O Brasil possui 48 milhões de habitantes entre 15 e 20 anos. É nesta etapa faixa etária que se encontra a parte da população brasileira atingida pelos piores índices de desemprego, evasão escolar, falta de formação profissional, morte por homicídio, envolvimento com drogas e com a criminalidade. Frente a esse cenário, o governo federal criou o Grupo Internacional da Juventude, coordenado pela Secretaria Geral da Presidência da República com 19 Ministérios e Secretarias. Para enfrentar os desafios, o governo federal instituiu a Política Nacional da Juventude, por meio da Medida Provisória 238 assinada pelo Presidente da República em 1º de fevereiro de 2005, já aprovada pelo Congresso Nacional e transformada em lei. No mesmo ato, o Presidente criou o Conselho Nacional de Juventude, a Secretaria Nacional de Juventude e o Programa Nacional de Juventude (Projovem). Pela primeira vez na história, o país passa a contar com uma política de estado voltada para os jovens. A implantação da Política da Juventude é fruto da reivindicação de vários movimentos juvenis, de organizações da sociedade civil e de iniciativas do Poder Legislativo e do Governo Federal. Em Parauapebas não é diferente, com direitos garantidos na esfera federal e institucionalizados nas leis do país, a juventude há muito tempo em roda de leituras e debates e em articulação com o governo municipal vem promovendo a concretização desse direito à juventude parauapebense. Enfim a conquista, após muitas reuniões, conferências e cobranças ao governo e Câmara de Vereadores. A Coordenadoria Municipal da Juventude foi votada na Câmara e aprovada pela Lei Municipal nº 4.433 de 25 de 11/2010 e regida pelo disposto no Decreto Municipal de nº 238 de 04/05/2011, é um órgão da administração pública municipal vinculada ao Gabinete do Prefeito, subordinando-se diretamente ao Chefe do Poder Executivo Municipal que tem a missão central de planejar, articular e coordenar as políticas públicas de juventude que contribuam para a inclusão e afirmação social do jovem cabendo, também, elaborar, gerenciar e acompanhar programas e ações em conjunto com as Secretarias e Coordenadorias da Prefeitura Municipal de Parauapebas. O Fundo de Juventude destinado à política da Coordenadoria está orçada em 2.700.000,00 (dois milhões e setecentos mil) anual.
  • 34.
    34 Disque- Denúncia emParauapebas O município conta com o serviço de Disque-Denúncia, que funciona pelo número (94) 3346-2250. Os denunciantes não precisarão se identificar. A central funcionar durante 24 horas, todos os dias da semana, com profissionais treinados para entrevistar os denunciantes e encaminhar a denúncia ao órgão competente para investigação. O resguardo da identidade do denunciante e o fornecimento de um código ao final da ligação, para que ele possa acompanhar o andamento da denúncia, contribuem para o sucesso do projeto resultado da parceria entre o Governo do Estado, Ministério da Justiça e o Instituto Brasileiro de Combate ao Crime (IBCC). A identidade do denunciante é protegida, inclusive no caso de pagamento de recompensa. O sistema funciona de maneira integrada com a Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Federal, Corpo de Bombeiros Militar e autoridades locais. FUNCIONAMENTO: O operador faz perguntas sobre a denúncia. Nenhuma delas sobre o nome ou identificação de quem está ligando. As perguntas não são de um questionário. Cada caso é único. Depois de receber e anotar as informações, o atendente irá fornecer alguns números, que são o código da denúncia. Nesse momento, a informação terá sido registrada. O código servirá caso a pessoa queira acompanhar o andamento de sua denúncia ou queira, em outro momento, complementá-la. Este código não o identificará. É importante anotar o código da denúncia e o nome do operador que atendeu. Essas informações garantirão o registro da denúncia. Por questão de segurança, este código não é fornecido a qualquer outra pessoa. Logo após, a denúncia será encaminhada ao órgão responsável para investigação. FAM – Associação Beneficente Fazendo um Amanhã Melhor FAM é uma entidade civil sem fins lucrativos (ONG), de caráter filantrópico, assistencial, cultural e educacional desde 1994. Teve sua fundação em 02 de fevereiro de 1999 e apresenta o título de utilidade pública municipal e estadual. E segundo seus instrumentos legais e pedagógicos, esta entidade tem uma missão, uma causa e muitos projetos e ações como instrumentos de mudanças sociais em benefício à sociedade. Seu primeiro presidente foi Ananias Pereira dos Santos. MISSÃO - Proporcionar as crianças, adolescentes, jovens e adultos atividades, culturais, educacionais e sociais que os distanciem da situação de risco social e pessoal, além de propugnar por uma sociedade mais justa e fraterna, transformando vidas por meio da arte-cultura e educação popular na construção da cidadania ativa. CAUSA - Dar uma nova qualidade de vida as pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade social, oferecendo-as meios para que superem tal situação em questão. PROGRAMAS E PROJETOS
  • 35.
    35 * PACFAM -Programa de Arte e Cultura do FAM objetiva desenvolver habilidades culturais nos sujeitos - usuários e sócios participantes - de modo que, estes possam elevar sua autoestima sentindo-se útil na sociedade em que vive. * PERFAM - Programa de Emprego e Renda Fazendo Um Amanha Melhor: objetiva propiciar aos usuários e sócios participantes conhecimento técnico de atividade profissionalizante da quais irão proporcionar uma renda, além de buscar inserção no mercado através de estágios e primeiro emprego. * PELFAM - Programa de Esporte e Lazer Fazendo um Amanhã Melhor: objetiva proporcionar aos usuários e sócios participantes condições de lazer e esporte visando o desenvolvimento das competências e habilidades esportistas de cada participante. É, portanto, uma entidade composta de vários jovens e adultos vindos das igrejas: Católica, Assembleia de Deus, Pentecostal, Adventista, Batista, Universal e outras – sem distinção. O FAM participa de Conferências Municipais e Estaduais desde 1994, quando ainda não era registrada, tem participado através de seus grupos de projeções folclóricas, teatro e dança e de abertura de grandes eventos do município. No campo de atuação da Infância e Juventude vem atuando desde sua fundação em 1999 e, por seus serviços prestados a sociedade em geral. Mesmo sem convênio, coloca suas atividades e oficinas a disposição da sociedade em geral, as quais são: teatro, karatê, capoeira, melody, teclado, violão, ginástica, desenho artístico, artesanato, Hip-Hop, street dance e outras. Outro ponto relevante do FAM é que, além trabalhar a arte e cultura trabalha também pedagogicamente a educação popular e a profissionalização de jovens e adultos de baixa renda através de seu Programa de Emprego e Renda Fazendo Um Amanhã Melhor – PERFAM. APAE - Associação de Pais e Amigos Excepcionais A APAE Parauapebas foi fundada em 17 de agosto de 1996, com o objetivo de realizar um trabalho voltado para as necessidades das crianças com deficiência, pela iniciativa de um grupo de professores das turmas de educação especial da escola Chico Mendes e alguns pais e alunos destas turmas. A APAE teve como primeira presidente a senhora Lucineide da Silva Reis. Funcionou provisoriamente na rua B, quadra especial, bairro Cidade Nova, em 17 de agosto de 1996. Ainda em 2006, a prefeitura municipal de Parauapebas, por meio da lei nº 2.296, aprovada pela Câmara de Vereadores, doou 6 lotes localizados na rua L, bairro União para a construção de sua sede. A mudança para a nova instalação foi no primeiro semestre de 1998, atendendo 20 usuários. No ano de 2000 foi implantado o método de reabilitação denominado de Glenn Doman, que tem como objetivo principal oferecer estimulação sensorial e motora, Na Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Parauapebas realizada no dia 19 de junho deste ano, os vereadores por unanimidade aprovaram requerimento que visa garantir a posse definitiva da área ocupada a mais de dez anos pelo FAM. A atual presidência do FAM (2010) é ocupada por Gilrlan Pereira.
  • 36.
    36 com a finalidadede estimular a parte não lesada no cérebro, para suprir as funções da parte lesada. A instituição funcionava de forma precária, o espaço era pequeno para a quantidade de usuários e inadequado para a realização das atividades, nesse período, com 32 usuários. Em 2001 foi construído o prédio de alvenaria, durante a administração da então presidente Maria Luisa. No momento o grande objetivo, além do trabalho de reabilitação, é colocar em prática construção de um moderno centro de reabilitação, que possa atender as crianças e adolescentes com eficiência em todas as suas necessidades. Atualmente a APAE atende crianças e adolescentes com deficiência mental, física, síndrome de down, autismo, hidrocefalia, microcefalia, anemia falciforme, displasia diástrófica e lesão cerebral por anóxia, que significa falta de oxigênio no cérebro. Para realizar o trabalho de reabilitação é necessário contar com a colaboração de uma equipe profissional composta por coordenadores, reabilitadoras, assistente social, fisioterapeuta, neurologista, pedagoga, psicólogos, psicopedagoga, terapeuta, administração e monitores, além de auxiliares de serviços gerais, merendeiras, motoristas e vigias, num total de 32 funcionários. Atualmente a entidade conta com cerca de 100 crianças e adolescentes (manhã e tarde), de 0 a 14 anos, matriculadas. Dessa quantidade, uma média de 80 usuários freqüentam a Apae. Por outro lado, cerca de 50 candidatos estão na lista à espera de vagas. Conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Parauapebas, que colabora com R$ 20 todos os meses e cede 4 servidores municipais; a mineradora Vale, cede um ônibus para transportar crianças de casa para Apae e vice-versa (de segunda a sexta- feira); Apae/energia, parceria nacional de contribuição de voluntários com algum valor descontado na conta de luz, com arrecadação que varia entre 7 a 10 mil reais por mês; e de voluntários do Círculo de Controle de Qualidade (CCQ), da mineradora Vale, que contribuem com prestação de serviços. Fonte: Carajás. Projeto Pipa Implantado em 95 e inaugurado em 96 na gestão de Chico das Cortinas com o nome de CECAP. Segundo Chico das Cortinas, o mesmo foi parabenizado pelo governo da Alemanha pela grandeza e importância do projeto no que toca a criança e adolescentes. Na administração Darci Lermen recebeu o nome de Projeto Pipa. O objetivo era atender crianças e adolescentes. São oferecidos cursos, oficinas, formação digital, arte, teatro, corte, costura e outros. Há um psicólogo que
  • 37.
    37 faz o acompanhamento,sendo garantido almoço, lanches e merenda. A condição para ingresso no projeto é que a criança/adolescente esteja estudando. Um dos objetivos também relevantes do projeto é tirar as crianças da rua, incluindo- as em ocupações saudáveis, educadoras, inclusiva e socializadora. É também um espaço de diversão e lazer para as mesmas. Fonte: ASCOM, 12/2008, por Valdir Silva. 11 ASPECTO CULTURAL A cultura é a identidade própria de um grupo humano em um território e num determinado período. Num sentido mais específico, referem-se a crenças, comportamentos, valores, instituições e regras morais que permeiam e identificam uma sociedade. Define-se também, como um sistema de símbolo e que conferem sentido à vida dos seres humanos. Afirma-se também que cultura é um conjunto de conhecimentos teóricos e práticos que se aprende e se transmite aos contemporâneos e aos vindouros. Já outros afirmam que cultura é criação, é informação. Desvalorizar a cultura (em especial a alta cultura – clássica e acadêmica) é a forma mais segura de extinguir a consciência critica, pois é ela que alimenta a reflexão questionadora e a vontade que transformam o mundo e alavancam conquistas. Aspecto Cultural de Parauapebas Quanto ao aspecto cultural, Parauapebas encontra-se em transição na construção de sua identidade numa mistura predominante - Maranhão & Pará - e características menores de outros estados. Isto, em função da grande migração – que ocorre(-eu) no município, com predominância maranhense que chegam e se estabelecem com suas “bagagens culturais”. Não é á toa, pois o hino Municipal afirma-lhe como “cultura universal”, produto das variantes culturais que o definem (-rão). A cultura não se define (-rão) e não se caracteriza em pouco espaço de tempo, afinal Parauapebas é um município novo, emancipado em
  • 38.
    38 1988. É muitoprovável que no transcorrer das décadas vindouras, a cultura municipal se defina em função da realidade física, geográfica, econômica e cultural que apresenta o estado e sua influência externa. O santo padroeiro do município de Parauapebas é São Sebastião, cujos festejos ocorrem no dia 20 de janeiro. A igreja católica realiza o evento, envolvendo várias atividades religiosas, inclusive esportiva. A corrida de São Sebastião, por exemplo, que acontece dia 20 na PA-275, tem participação da comunidade em geral e premiação para os vencedores. Há ainda a realização de outros festejos como o de São Francisco, na igreja São Francisco, no Bairro Rio Verde. Diversas comunidades católicas espalhadas também promovem algum tipo de programação. É bom destacar o fato de ser crescente o número de igrejas evangélicas no município, as quais também realizam eventos religiosos de grande valor espiritual aos seus adeptos. Elas realizam, inclusive, eventos de grande porte, como às exposições agroindustriais, tendo para seus membros shows gospel exclusivos Festejo de São Sebastião
  • 39.
    39 Projetos Culturais No quediz respeito a projetos culturais, o município dispõe de alguns bastante enfáticos, dentre eles o Projeto Cultural Frutos da Terra e o Projeto Cultural Terra Viva. O primeiro incentiva artistas locais a se apresentarem à comunidade nas noites de quintas-feiras, no Centro de Desenvolvimento Cultural (CDC). O segundo é desenvolvido com adolescentes e jovens da Palmares II e visa levar e divulgar apresentações de manifestações folclóricas, como o Bumba-Meu-Boi, Cacuriá e Carimbó àquela comunidade. Para dar mais vigor à vida cultural e garantir entretenimento aos habitantes, aos poucos foram sendo criadas em Parauapebas entidades específicas para promover o desenvolvimento cultural; outras entidades, não necessariamente voltadas à produção cultural, aderiram ao processo de cultudivulgação de suas ações. As representantes de maior peso da corrente cultural parauapebense são a Fundação Vale (FVRD), por meio de suas mostras ambulantes; aentidade Fazendo o Amanhã Melhor (FAM); o Centro Integrado da Melhor Idade (Cimi); o LEP; o Sorri Parauapebas; a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae); o Kuarup; o Primavera do Amanhã; Grupos das comunidades Palmares I e II; o ECA, entre outros. Parauapebas possui uma produção artesanal variada, com trabalhos em barro, corda, bambu, couro, madeira, alumínio e contas. Os artesões do município atualmente têm um espaço destinado à exposição de seus trabalhos localizado no Mercado Municipal, no Bairro Rio Verde. ORIGREM DO CARNAVAL O carnaval nasceu no Egito, passou pela Grécia e por Roma, desembarcando aqui no Brasil no século XVII, trazido pelos Portugueses. Para alguns etimólogos. CARNAVAL se origina da palavra latina carnelevamen, que significa “adeus carne”. Essa palavra pode também ser interpretada como que marcam os momentos prazerosos que antecedem o período da quaresma, que é um período de abstinência. O carnaval, segundo o antropólogo Roberto da Matta, autor de carnavais, transforma pobres em faraós, ricos em mascarados, homens em mulheres, recato em luxúria. É uma compensação da realidade. Fonte : Revista Super Interessante, Carnaval. ano 9, nº 2, fev. 1995.
  • 40.
    40 CARNAVAL DE PARAUAPEBAS Nãosendo diferente de outros municípios brasileiros, Parauapebas também comemora a grande festa que mobiliza e arrasta o povão às ruas Não é fruto do acaso que o CARNAVAL Municipal ultimamente caracteriza-se com o carnaval de grandes cidades brasileiras, com escolas de samba e blocos carnavalescos. Nome dos Blocos Carnavalescos que desfilaram em 2010: Bloco da Camisinha; Bloco do Movimento Negro; Bloco Som da Paz; Bloco do Povão; Bloco PEC; Bloco dos Jecas; Bloco Vai lá; Bloco Bye Bye; Bloco é o Bicho; Bloco Piu-Piu; Bloco Cala a Boca e Me beija; Bloco Nessa Onda eu Vou; Bloco Bicho Papão; Bloco Caldeirão; Bloco Arrastão Pai D’égua; Bloco Samuray; Nome das Escolas de Samba Acadêmicos do Liberdade; Estação Eles e Elas; Mocidade Independente do Primavera; Acadêmicos do Sol Nascente. Num sentido de garantir o segmento e representação existe em Parauapebas a Liga das Agremiações e Blocos de Escolas de Samba de Parauapebas - LIABESP que mobilizou a realização do concurso de escolas e blocos. O papel da Secretaria de Cultura no concurso foi auxiliá-los. A grande campeã do desfile de escolas de samba foi a Mocidade Independente do Primavera. Quem levou o prêmio dos blocos do Grupo A foi o Arrastão Pai D’égua. O Bloco do Povão foi o campeão do Grupo B. CARNA VAL EM PARAUAPEBAS 2010-02-24 Fonte: ASCOM, 2010. Carnaval em Parauapebas. (Valdir Silva).
  • 41.
    41 FESTAS JUNINAS O ciclodas festas juninas gira em torno das principais datas abaixo: 13 de junho, festa de Santo Antonio; 24 de junho, São João; 29 de junho, São Pedro. Durante esse período todas as cidades brasileiras ficam tomadas por festas. De norte a sul do Brasil comemora-se os santos juninos, com fogueiras e comidas típicas. É interessante notar que não apenas o dia, propriamente dito, mas todo mês, é considerado como tempo consagrado a estes santos na região e, principalmente, às vésperas, que é quando se realizam os sortilégios e simpatias, a parte mágica da festa típica do catolicismo popular, quando se realizam os sortilégios e simpatias, a parte mágica da festa típica do catolicismo popular. Inúmeras adivinhações a respeito dos amores e do futuro a respeito dos amores e do futuro (com quem vai se casar, se é amado ou amada, quantos filhos se vai ter, se vai morrer jovem ou ganhar dinheiro etc), são festas nas vésperas do dia santos, em geral de madrugada. O “São João” (modo pelo qual se referem os nordestinos ao ciclo de festas do mês de junho) transforma as cidades e o espírito das pessoas, que parecem sentir uma irresistível atração e afinidade pela festa. A festa adquire importância na vida social nordestina que não apenas é fonte de preocupação durante todo ano, como ainda move interesses políticos e econômicos que poucas vezes se imagina. QUADRILHA A quadrilha é uma dança francesa que surgiu no final do século XVIII e tem suas raízes nas antigas contradanças inglesas. Ela foi traduzida ao Brasil no início do século XIX, passando a ser dançada nos salões da corte e da aristocracia. Com o passar do tempo, a quadrilha passou a integrar o repertório de cantores e compositores brasileiros e tornou-se uma dança de caráter popular. Sendo típica das festas juninas, a quadrilha é considerada uma herança do folclore francês acrescido de manifestações típicas da cultura portuguesa. Ela é inspirada na contradança francesa e sua origem, no Brasil, está na chegada da corte real Portuguesa, no começo do século passado. Com D. João VI, que fugia do avanço das tropas de Napoleão Bonaparte, além de artistas franceses, como Debret e Rugendas, vieram também modismos da vida européia, dos quais um dos favoritos era a quadrilha, dirigida por mestres franceses da contradança. Muitas das ordens desta dança transformaram-se “anarriê” (enarriére, que significas “para trás”) ou “anava” (em avant, que significa”em frente”), “changedidame” (changer de damé, ou seja, “troca de dama”), “chemadidame” (chemin de dame, caminho de damas) ou “otrefua” autre fois”),”outra vez”. A quadrilha foi a grande dança dos palácios do século XIX e abria os bailes das cortes em qualquer país europeu ou americano, tendo se popularizado, reinterpretada pelo povo, que lhe acrescentou novas figuras e comandos constituindo o baile em sua longa e exclusiva execução, composta de cinco partes ou mais, com movimentos vivos e que terminava sempre por um galope. É tradicional nas festas juninas de muitos municípios brasileiros a apresentação da peça “O casamento na roça”; uma peça burlesca e cômica, onde revela toda uma linguagem típica do homem do campo, sua cultura, valores e crenças. Festas Juninas em Parauapebas Em Parauapebas, esse evento é de grande importância cultural e social, onde milhares de jovens são mobilizados para uma festa maravilhosa capaz de retratar a perfeita sintonia entre a diversidade cultural presente no município.
  • 42.
    42 2011 2010 O evento agregaquadrilhas juninas, comidas típicas, brincadeiras juninas entre outras. O Projeto Jeca Tatu faz um resgate do homem do campo, dos santos juninos, dos folguedos, e objetiva fazer com que a comunidade participe de forma mais folclórica que é no meio do povo. (Rosely Valente, in Jornal O Carajás). Para a realização de tal evento, o município, através da Secretaria de Cultura elegeu o Festival Jeca Tatu – onde a Prefeitura de Parauapebas firma parceria com a Liga das Agremiações Juninas (LIAJUP) para a realização do festival. O envolvimento não está restrito aos jovens dançarinos, mas à comunidade que aguarda o evento com muita expectativa. Ano: 2011 Ano: 2011 Veja o resultado do concurso de quadrilhas: Grupo “A” 1° lugar – Jovens do Cangaço 2° lugar - Acadêmicos 3° lugar - Chapéu de Palha
  • 43.
    43 Grupo “B” 1° lugar- Só Triscano 2° lugar - Cabras da Peste 3° lugar - Flor do Sertão Grupo C 1° lugar – Tabajara 2° lugar - Flor do Futucaí Quadrilhas mirins 1° lugar – Buscapé 2° lugar - Meninos do Cangaço 3° lugar - Filhas da Mãe Troféu Ariano Suassuna: 1° lugar – Pequenos Cabras 2° lugar - Jecas da Raça 3° lugar - Matutos Nova Geração Para as quadrilhas de salão o prêmio de 1° lugar foi para a “Rosas de Ouro” e em 2° lugar “Explendor Junino”. Fontes: http://www.carajasojornal.com.br. Festas Juninas em Parauapebas. & http://www.parauapebas.pa.gov.br. Festival Jeca Tatu em Parauapebas. A Marca da Miscigenação Cultural na História de Parauapebas Como em uma enorme colcha de retalhos, Parauapebas incorpora as expressões artísticas e culturais de diversos cantos do país, oriundas das pessoas que aqui chegam diariamente. Sobressaem as peculiaridades de estados como Minas Gerais, Maranhão, Piauí, Rio de Janeiro e do próprio estado do Pará. Essa grande diversidade pode ser explicada na história do município, que recebe centenas de pessoas diariamente. Na sua busca pela formação cultural própria, Parauapebas apresenta aos munícipes festas e eventos culturais de todos os tipos e para todos os gostos, que acontecem o ano inteiro. De acordo com o Afonso Camargo, secretário adjunto de Cultura (em O Jornal Carajás), a construção cultural da cidade está em pleno andamento. “Parauapebas é uma cidade muito nova e por isso, ainda não possui uma cultura própria. Além disso, existe uma influência muito forte de expressões de outros estados. Esse processo ainda levará alguns anos, até podermos dizer que temos um produto cultural de Parauapebas”. http://www.carajasojornal.com.br. Miscigenação cultural é fato marcante na história de Parauapebas
  • 44.
    44 Locais de EventosCulturais em Parauapebas Praça de Eventos. Local onde acontecem as festividades e eventos cívicos e culturais de Parauapebas. OUTRAS FORMAS CULTURAIS PRESENTES EM PARAUAPEBAS A equipe do Carajás O Jornal preparou uma seleção daquelas que seriam as principais festas da cidade. Quem ganha com isso é o cidadão, que tem uma enorme variedade para divertimento. Festa do milho – Outro evento que ganha força e já é considerado tradicional na cidade é a Festa do milho. Pelo terceiro ano consecutivo, o festejo, organizado pela Secretaria de Produção Rural (Sempror), possibilita aos munícipes a oportunidade de desfrutar as delícias feitas do cereal. O objetivo da festa é comemorar a produção de milho dos pequenos produtores rurais, que recebem apoio da prefeitura na mecanização de suas terras. Além das bancas com comidas feitas a partir do grão de milho, a Festa do Milho sempre traz atrações musicais para a cidade. Jeca Tatu – O mês de junho, em Parauapebas, também é bastante movimentado, em especial por conta das festas juninas. Todos os anos, nessa data, acontece o festival Jeca Tatu, que é uma parceria entre Prefeitura Municipal e Liga das Agremiações Juninas de Parauapebas. O festival agrega quadrilhas juninas, apresentações culturais, contador de histórias, pau-de-sebo, comidas típicas e brincadeiras juninas. Tudo pensado e preparado para atrair os brincantes. A apresentação das quadrilhas juninas é uma atração à parte. A disputa é tão acirrada que os grupos começam os ensaios para as apresentações meses antes do evento. Fempa – Seguindo a ideia de incentivar as expressões culturais do município e de dar oportunidade para os artistas locais, a Prefeitura Municipal de Parauapebas, por meio da Coordenadoria Municipal de Cultura, organiza o Festival de Música de Parauapebas
  • 45.
    45 (Fempa), que temcomo principal missão o fortalecimento do intercâmbio cultural dos municípios integrados, bem como valorizar e incentivar a criação musical da região e oportunizar visibilidade a novos talentos. Por dois anos consecutivos o festival, que já caiu no gosto popular, tem cumprido seu papel. Palhinha – Uma das mais tradicionais e, sem dúvida, a mais popular das expressões da diversidade cultural do município, acontece durante o ano inteiro. A Quinta Cultural, popularmente conhecida como Palhinha, reúne pessoas de todas as classes, idades e gostos musicais. De forma bem democrática, quem prestigia o evento pode simplesmente virar a atração principal da noite, soltando a voz e divulgando seus dons artísticos. Fonte: http://www.carajasojornal.com.br. CDC – Centro de Desenvolvimento Cultural de Parauapebas Confira as programações que acontecem diariamente no CDC:  Música;  Teatro;  Academia Popular de Dança;  Cine Club CDC;  Drummond Casa de Livros;  Galeria Mulheres de Barro;  Forró do CDC;  Feira do Artesão;  Clube do Vinil;  Clube do Livro;  Lançamentos de Livros
  • 46.
    46  NATAL EMPARAUAPEBAS  O natal de 2011 foi o natal ”limpo”, ou melhor, o natal da preservação ambiental. Todos os adornos da cidade mostrados nas imagens abaixo foram confeccionados no município com garrafas peti coletadas nas escolas do município com premiações aos estudantes. Geraram dezenas de empregos diretos no município.   Árvores de natal que medem cerca de 10 metros de altura.   
  • 47.
  • 48.
    48 Esporte e Cultura ComplexoEsportivo Prepara Futuros Atletas para Disputas Interestaduais Campeão em várias modalidades esportivas, o município de Parauapebas prepara-se ainda para disputar torneios e campeonatos estaduais e nacionais. Numa área de 126 mil metros quadrado no bairro do Rio Verde o complexo esportivo vem atender totalmente a classe desportiva, principalmente por ser uma praça onde todas as modalidades poderão ser praticadas entre elas: futebol de campo, futebol society, futebol de areia, futebol de salão, vôlei basquete, modalidades de atletismo bicicross e motocross. A criança ou adolescente, porém que quer frequentar o parque esportivo, tem que estar regulamente matriculado em uma escola, atualmente cerca de 2.000 crianças participam da escolinha de futebol. O projeto Escolinha de Futebol (e outras modalidades) é de autoria do ex-vereador Valdir da Usina, criada em 1998. A referida área onde se localiza o Complexo Esportivo é de propriedade do mesmo autor do projeto. O projeto Escolinha do Complexo Esportivo é gerenciado pela Secretaria de Esporte. Fonte: http://2.bp.blogspot.com (25/02/2012)
  • 49.
    49 LEP- A LigaEsportiva de Parauapebas É uma associação e foi fundada nos anos 90 sob a gestão de Valdir da Usina, em parceria com prefeitura municipal, população e empresários. É filiada a várias associações esportivas do Pará, e, ao todos, são 18 clubes de futebol integrados a LEP, cada clube tem 30 atletas; ou seja, são um total de 540 atletas inscritos. Tem uma representação bastante forte criada através das associações de bairros, os dezoito clubes de Parauapebas estão integrados à liga e esta por sua vez a federação paraense de futebol. Segue abaixo lista com os nomes dos clubes esportivos de Parauapebas: Dalas Esporte Clube; Vila Romana Esporte Clube; Clube Recreativo Associação Progressista; Grêmio Esporte Ferroviário; Palmeiras Esporte Clube; Associação Esportiva e Recreativa de Parauapebas; Rio Branco Esporte Clube; Primavera Esporte Clube; Clube Esporte Beira Rio; Rio Verde Esporte Clube; Triangolina Esporte Clube; Clube Atlético Carajás; Igarapé Bahia Esporte Clube; Clube Imigrantes Independentes; Águia Azul Esporte Clube; Juventude futebol Clube; União Esporte Clube; Docenorte Esporte Clube. A LEP organiza todas as atividades esportivas do município e conta com o apoio da Secretaria de Esporte. Fonte: LEP – Liga Esportiva de Parauapebas, 14/03/2012. JIPS – jogos interescolares de Parauapebas realizados uma vez por ano com a prefeitura municipal em conjunto com a fundação de educação de Parauapebas, o Jips objetiva congregar a classe estudantil de todas as escolas, em torno da saudável pratica do esporte. São inúmeras as modalidades como: futebol, voleibol, handebol, atletismo, entre outros. O ponto alto do jips é a cerimônia de abertura que lembra os eventos olímpicos. Com o acender da pira olímpica e com a corrida inaugural, as disputas esportivas nesses jogos servem como seleção dos melhores atletas para os jogos interestaduais do Pará e importante recorda que nos últimos JEPS (Estadual) as equipes enviadas conseguiram excelentes resultados, trazendo para a cidade várias medalhas e troféus. MotoCross - As máquinas roncam por aqui em março. A prova de MotoCross trará para cá toda a troupe de pilotos do estado. Cidade que mais se destaca no sul do Pará em MotoCross, Parauapebas, tem 18 pilotos no certame estadual. A pista de MotoCross está dentro das normas exigidas pelas FEPAM Federação Paraense de MotoCross e já é considerada como uma das
  • 50.
    50 melhores pistas deMotoCross do Pará. O GP Nacional do minério, por sua vez que se entrega ao calendário nacional do MotoCross, coloca frente a frente às feras do motociclismo radical de todo Brasil que é realizado em novembro. O GP nacional do minério e organizado pela liga esportiva de Parauapebas e pela jump team racing. Sendo categorias de esportes que muito cresce em Parauapebas, em 2011 aconteceu no City Park Tênis Clube um festival de habilidades e resistência por parte de pilotos oriundos dos Estados do Ceará, Bahia, Maranhão e vários do Pará no 18º Motocross e o Iº Quadricros e Autocross do City Park. A categoria MotoCross, lamacross e jeguecross é promovido pelo City Park. A pista do City Park já é uma velha conhecida de todos os pilotos , nela já foram organizadas várias etapas do campeonato paraense de motocross entre outras provas. Para o VII Jegue cross não haverá nenhuma modificação no traçado da pista o que trará vários pegas e muita emoção em todas as categorias. Em Trilha do Minério acontece em abril participam de 200 a 260 pessoas – não é compe-tição, é apenas passeio e diversão de diversos tipos de motos e pessoas. FONTE: http://www.dirtracemx.com.br/2011/07/12 e http://www.carajasojornal.com.br Artes Marciais em Parauapebas Em Parauapebas existe o Projeto de Karatê que funciona integrado às três associações de Karatê. E por sua vez, estas são filiadas ao LEPAM – Liga Esportiva Paraense de Artes Marciais. São elas: Associação Oyama de Karatê (de Parauapebas); Foto: Amazon Moto Foto: Déo Martins
  • 51.
    51 Associação Ramos ParaopebensedeKaratê; Bom Samaritano no Projeto Esperança (Parauapebas); Associação Girão de Artes Marciais; Associação Esportiva Àgape de Karatê. O objetivo, além de integrar participação em torneios estaduais e nacional, internacional é levar cultura e lazer às escolas municipais. A Associação Esportiva Àgape de Karatê funciona com suas atividades integrado às escolas: Carlos Drummond de Andrade, Espaço Começinho de Vida, Elisaldo Ribeiro, Jean Piaget, Eurides Santana, Plácido de Castro e escola Sandra Maria. O projeto Karatê funciona também na escola Antonio Matos. O Karatê Interestilos de Parauapebas tem sido motivo de orgulho. Só em 2010, a equipe formada por alunos do Projeto Karatê nas escolas, juntamente com associações dessa modalidade no município, fizeram 144 campeões paraenses, 68 campeões Norte e Nordeste, 58 campeões brasileiros, 4 campeões Pan-Americano, dois campeões Sul-Americano e um campeão mundial. Integrados ao CKBI (Confederação Brasileira de Karatê Interestilos), os karatecas trouxeram o Título Sul Americano para Parauapebas - com o jovem Franklin Santos. A realização desses projetos acontecem em parcerias entre as associações de karatê e prefeitura municipal. Já para os atletas Shalom Girão de 17 anos e Letycia Barbosa de 15 anos que se consagraram Bi-Campeões Brasileiros papando medalhas de ouro no Kumitê, foi o resultado do envolvimento do professor, dos pais e dos atletas que desde Julho deste ano estamos treinando muito. Ano: 2011. ASCOM, 2008.
  • 52.
    52 GRUPOS DE CAPOEIRA Parauapebastem dois grupos de capoeira: Dandara Bambula e Abadá Capoeira. DANDARA BAMBULA – É apenas filial de um grupo maior com sede em Belém, e que se espalha por vários municípios do Estado. Como extensão de um grupo maior, seu surgimento em Parauapebas foi em 20 de fevereiro de 2000. O número de pessoas ligadas ao grupo só em Parauapebas são de 300 filiados. Em Parauapebas, o esporte é ensinado pela Abadá Capoeira nas escolas Jean Piaget, bairro Liberdade; Paulo Fonteles, Rio Verde; Carlos Henrique, bairro da Paz; e na Academia Fitness. A instituição congrega cerca de 300 capoeiristas praticando o esporte, entre crianças, adolescentes e adultos, na faixa etária de 3 a 80 anos. Iniciado na Praça da Cidadania, bairro Rio Verde, e continuado na Praça de Eventos, bairro Cidade Nova, o I Festival de Capoeira em Parauapebas foi encerrado no Centro de Desenvolvimento Cultural (CDC) com batizado e troca de cordas, com grande participação popular. Segundo “Sibita”, os capoeiristas ensinam a modalidade esportiva também em entidades sociais para deficientes físicos, visuais e auditivos em outros municípios, e possivelmente iniciarão trabalho idêntico em Parauapebas. Fonte complementar: Waldyr Silva, 14/11/2007 Por Waldir Silva, 14/11/2007 Fonte: Coordenadoria de Juventude, 02/2012. I Festival de Capoeira em Parauapebas – Momento em que dezenas de capoeiristas da região e até de Imperatriz (MA), Goiânia (GO) e Teresina (PI) se apresentaram nas praças da Cidadania, de Eventos e CDC, exibindo golpes que encantaram o público que assistiu aos shows de capoeiragem.
  • 53.
    53 Encontro da Mulherde Parauapebas Semana da mulher - O Encontro da Mulher já faz parte do patrimônio cultural de Parauapebas. Ano após ano, o evento reúne as servidoras públicas, que se dividem em equipes para realizar tarefas de cunho social, cultural e esportivo. O encontro sempre traz à tona temas que envolvam a mulher como peça fundamental na sociedade. A festa voltada para a mulher parauapebense acontece sempre no mês de março. Realização Prefeitura – O evento acontece na 1ª Semana de Março. Parauapebas comemora o Encontro da Mulher. Um movimento que para a cidade, para assistir a maior festa cultural do município. Parauapebas é um dos raros municípios no estado do Pará que apresenta uma secretaria especificamente para a mulher. A data do dia da mulher, que já tá oficializado no calendário do município iniciou dois anos após a emancipação política de Parauapebas. Para registrar essa trajetória a de mulheres guerreiras, a secretaria Municipal da Mulher, comandada por Joelma Leite, decidiu lançar a Revista “20 Anos de Encontro da Mulher de Parauapebas”. Vinculada à Secretaria da Mulher há também o Centro de Referência para as Mulheres Vítimas de Violência: Sua finalidade é oferecer um atendimento especializado e o acompanhamento psicológico, social e orientação jurídica às mulheres em situação de violência. No centro de referência são realizados aproximadamente 73 atendimentos por mês. Público Alvo: Mulheres do Município de Parauapebas em situação de violência sexual, moral, física, psicológica, mulheres que buscam orientação em relação a pensão alimentícia, guarda de filhos, divórcio e outros. http://www.parauapebas.pa.gov.br http://www.carajasojornal.com.br
  • 54.
    54 Casa Abrigo A CasaAbrigo tem como objetivo garantir a integridade física e psicológica de mulheres em risco de morte e de seus filhos menores de idade, proporcionando ambiente agradável com atividades propícias para que as mulheres exercitem a autoestima, em caráter sigiloso de moradia, protegida e preservada com a não divulgação do endereço. As mulheres que se encontram em situação de risco de morte (daquelas que sofreram ameaças por seus parceiros); mulheres cuja estrutura familiar esteja comprometida; mulheres com estruturas física e psicológica abalada por violência cometida por determinado agressor são as beneficiárias diretas. MASP Produção Cultural dos Funcionários Públicos em Parauapebas A Mostra de Arte do Servidor Público de Parauapebas (MASPP) nasceu de uma das prioridades do governo cidadão, acreditando que por meio da arte acontece o encontro, a integração e transformação do ser humano e da sociedade. É um evento anual que fomenta as manifestações artísticas, valoriza e aperfeiçoa as habilidades dos servidores, utilizando-se de várias linguagens culturais e artísticas; impulsiona mudanças institucionais, pois oferece ao servidor instrumentos para o seu desenvolvimento pessoal e profissional; reforça a auto-estima, fomenta o espírito de equipe, a criatividade; motiva a disposição para o trabalho, melhorando assim a qualidade dos serviços oferecidos. A MASPP faz parte do calendário oficial da Prefeitura como celebração do dia do Servidor Público, transformando a arte em política pública de valorização do servidor. As oficinas oferecidas são: Teatro, dança, contador de história, artes Plásticas, gastronomia, Biscuit, artesanato em feltro, pintura em Tecido, literatura (diversos gêneros – produção dos servidores), música, arte em couro, etc. Esses cursos serão ministrados em forma de oficinas no período de agosto a outubro de cada ano, tendo como culminância a apresentação e exposição das produções realizadas nos dois últimos dias do mês de outubro de cada ano. Tal evento ajuda a manter o dinamismo da arte local, além de criar identidade e o potencial perspectivo na questão econômica, ao ser transmitido para os domínios populares – que dela possam desenvolver como fins econômico. Os servidores podem realizar sua inscrição na recepção do CTRH, localizada no Centro Administrativo, Morro dos Ventos, quadra especial, S/N ou com os representantes do Comitê Gestor de cada Secretaria Municipal. Cada ano é escolhido um tema que Se torna o carro chefe das abordagens. O tema escolhido de 2012 é: "Raízes Sertanejas"
  • 55.
  • 56.
    56 DANÇA DO CARIMBÓ Adança do carimbó também é muito tocada e praticada na região, apesar do contingente populacional maior ser migrantes de outros estados e preponderar os maranhenses. Fonte: Coordenadoria de Juventude, 03/2012. Bandas de Música de Parauapebas Dentro de seu cenário cultural, Parauapebas tem várias Bandas Musicais que fazem festas pela cidade e outras localidades da região. No Gênero Rock são: Banda Senzala; Banda Anarquia; Banda Anticorpus; Banda Legionários; Banda FDR (Grupo Rep); Banda Samurai; (Este último: Gênero Popular) Cantores do Gênero Popular: Wilia Barros; Leo Monteiros; Ednilson; Casa Grande. Banda Malícia do Pará; Banda Senzala
  • 57.
    57 Artista Sinvaldo GrupoFDR (Filhos da Revolução) Meios de Comunicação em Parauapebas Parauapebas é considerada no Pará, como a cidade onde há mais veículo de comunicação, como rádios, jornais, televisão, blogs, sites e outros tipos de canais de informação não tão convencionais. Segundo o Jornalista Waldyr Silva (08/06/2011), a cidade já chegou a ter mais de 15 emissoras de rádio consideradas piratas, que funcionaram clandestinamente por muito tempo, uma vez que não existia na cidade nenhuma rádio legalizada. Nome das rádios de grande audiência na cidade:  Rádio Arara Azul FM 96,9 FM (Inaugurada em 2007);  Liderança FM 102,1 Mhz;  Rádio Comunitária FM do Povo – 87,9 Mhz;  Rádio Comunitária Fonte de Vida FM – 87,9 Mhz. Com relação à jornais, a população já contou com “A Tribuna de Parauapebas, “Movimento Regional”, “O Carajás”, “Estrela do Pará”, “A Notícia”, “Impacto”, “Boca no Trombone”, “Impacto”, “Jornal Imprensa” e “A Folha de Parauapebas”, que já não circulam mais. Atualmente, circulam em Parauapebas os jornais: Correio do Tocantins; O Guardião; Correio do Pará; O Tablóide; O Regional; Folha Verde; Jornal Hoje; O Liberal; Jornal O Carajás; Diário do Pará; Jornal de Parauapebas Opinião; Jornal Semanal; In Revista Parauapebas. Todos com sede em Parauapebas, com exceção do Liberal e Correio do Tocantins, (este último) com sede em Marabá e Sucursal em Parauapebas. Blogs e Sites de grande circulação na cidade:
  • 58.
    58 Pebinha de açúcar,Blog do Zé Dudu, Waldyr Silva e outros menores. Os sistemas de televisão implantados no município são variados. E, entre as emissoras estão:  TV Liberal – Afiliado à Rede Globo;  TV BAND;  SBT (TV Amazônia)  TV Missão;  Record (Norte Carajás);  Cultura;  Rede TV Todas, com exceção do SBT e Cultura, com programa local de Jornalismo. Segundo Waldyr Silva, a Rádio Liderança e a emissora Rede TV, mesmo pertencente ao prefeito de Curionópolis, Wenderson Chamonzinho, estão sediadas em Parauapebas. Provedores de Internet em Parauapebas  Carajásnet;  Ara net;  Flexanet;  Skorpionet;  CKS Online. A grande reclamação dos internautas refere-se às altas taxas pagas pelo serviço. O município cobra o maior preço de internet no Brasil.
  • 59.
    59 Turismo e Lazer Oparque Zoobotânico do Núcleo de Carajás, com várias espécies da fauna e da flora amazônicas, é uma das maiores atrações turísticas da região. A visitação pública é liberada apenas aos domingos. De terça-feira a sábado as visitas só são permitidas com autorização da Vale do Rio Doce, atual Vale. PARQUE ZOOBOTÂNICO DE CARAJÁS Fotos: Moreira, Silviano Machado, Leonardo Santos Silva Após conhecer o parque o turista não pode deixar de ver de perto a cachoeira da dona beija localizada a 3 km do portão do núcleo da Serra dos Carajás boa parte do trajeto é pela rodovia,mas o restante é percorrido a pé,por isso não é aconselhável a visita durante o período chuvoso. O próximo ponto no roteiro turístico de Parauapebas é a prainha, a 3 km da sede , que na realidade é uma grande área formada por várias ilhotas, onde é possível acampar sem problema. O acesso é pela rodovia e a infraestrutura inclui restaurante, estacionamento, vestuários e banheiros públicos .
  • 60.
    60 Fonte: Por AdilsonMotta 12/2010 City Park Club CEAP - Centro de Educação Ambiental de Parauapebas Frente à situação em que se encontra o município, com áreas de proteção ambiental, a Floresta Nacional de Carajás amparada por Lei Federal e ao mesmo tempo, permeado de uma extensa área de exploração mineral, respalda-se a importância do CEAP, como importante instrumento sócio-educativas e ambiental. O Núcleo de Educação Ambiental (NEAm), do Campus Avançado da UFPA para a Região, com sede em Marabá, juntamente com a Prefeitura de Parauapebas por meio das Secretárias de Meio Ambiente e de Educação e com o IBAMA / Carajás, vêm propor a implantação do Centro de Educação Ambiental de Parauapebas – CEAP, para o desenvolvimento de um amplo Programa de Educação Ambiental, para as Comunidades do Mosaico de Carajás, seu entorno e região. O Centro de Educação Ambiental de Parauapebas está voltado para o ensino, a pesquisa, a extensão (educacional e turística) em Educação Ambiental, na região. OBJETIVOS ESPECÍFICOS DO C - Desenvolver atividades de Educação Ambiental para turmas de alunos de escolas do município e região; - Formação Continuada para Professores do Ensino Básico e Educação Infantil, com cursos teóricos e práticos sobre Temas Ambientais; - Cursos de formação de monitores para atuação junto a unidades de educação ambiental; - Programas itinerantes de Conscientização Ambiental para Comunidades regionais; - Pesquisa em Metodologias de Ensino em Educação Ambiental; - Exposições Botânicas, Zoológicas, Antropológicas e Ecológicas; - Atividades Integradas artístico-cultural-educacional sobre temas ambientais; - Produção de material didático e paradidático para o trabalho em Educação Ambiental; - Organização de eventos culturais, científicos e escolares sobre a questão ambiental; - Campanhas Públicas de Conscientização sobre questões ambientais. - Integração com as demais entidades e instituições da região, voltadas para a Educação Ambiental visando promover a Educação Ambiental em Todos os Níveis da educação formal e não formal. PROGRAMAS EM ANDAMENTOS E SEUS RESULTADOS A ESCOLA VAI À FLONA Desenvolvendo atividades de Educação Ambiental na Floresta Nacional de Carajás e em seu entorno com alunos das escolas da região.
  • 61.
    61 3.1 RADIOGRAFIA DACIDADE Área: 7.008 km² 3.2 ASPECTOS GEOGRÁFICOS LOCALIZAÇÃO O município de Parauapebas está localizado no sudeste do Pará, aproximadamente 700 km da capital Belém. Limites Ao Norte: Município de Marabá Ao Leste: Município de Curionópolis Ao Sul: Municípios de Canaã dos Carajás e Água Azul do Norte Ao Oeste: Município de São Felix do Xingu e Tucumã. Ponto mais alto: N-5, com 814 metros. Mapa físico e político - Parauapebas e região Clima: Tropical úmido; temperatura média anual: 25º a 26º c e mínima entre 19,5º e 21,5ºc. Ale mã
  • 62.
    62 O período maischuvoso è de novembro a abril (100 a 150 dias de chuvas), registrando uma precipitação anual de 1.750 á 2.250mm. Localização da sede Fonte: IBGE 2010. Hidrografia: Os limites Sul e Oeste de Parauapebas são materializados, aproximadamente pelos divisores de água das bacias do Tocantins e Xingu. Por esse motivo, todos os outros Municípios fazem parte da bacia do Tocantins. Parauapebas é banhada por dois rios, o Parauapebas e o Itacaiúnas, ambos nascem na Serra Arqueada e correm, no município, na direção Sul-Norte. O Itacaiúnas é formado pela junção de dois ribeirões, do Água Preta e do Água Azul que nascem na localidade de mesmo nome. Em seguida, o Itacaiúnas recebe, pela margem esquerda o rio Pium e seu curso passa a separar a Reserva Catete dos índios da tribo Xikrin (índios de nação Kaiapó). A seguir o Itacaiúnas recebe, pela margem esquerda, os rios Catete Cinzento e Tapirapé, e pela margem direita as Águas Claras e o Azul.
  • 63.
    63 Os rios Gelado(afluente do Parauapebas) e Azul, (afluente do Itacaiunas), tem suas nascentes próximas e direção de cursos opostos, separam a Serra Norte das elevações mais a Norte que envolvem a Colônia Jader Barbalho (conhecida e batizada atualmente por Colônia Paulo Fonteles). Estas elevações se constituem em continuações da Serra da Redenção. O ponto culminante do Município é o pico da Serra Sul com 889 m de altitude (acima do nível médio dos mares). O rio Parauapebas é formado pela junção do Ribeirão do Caracol e do Córrego da Goiaba sempre correndo na direção Sul-Norte. Este rio, também é conhecido como Caracol ou Rio Plaquê em seu alto curso até a foz do Sossego. Tanto o Rio Parauapebas como o Itacaiúnas, apenas são navegáveis por pequenos barcos em trechos frequentemente interrompidos por corredeiras e pequenas cachoeiras, que se agravam quando os níveis de suas águas baixam. Rio Parauapebas Na região serrana são encontradas pequenas lagoas, formadas por águas da chuva que se acumulam nas depressões existentes nos topos das serras. Relevo No município são encontradas as principais elevações que formam a Serra dos Carajás, um conjunto de montanhas onde estão as reservas minerais. O complexo da serra dos Carajás é formado pelos maciços das serras Norte, Sul Arqueada,Redenção e do Cinzento,situado a oeste do rio Parauapebas, serras do Buriti (ou do rabo),Leste(ou do sereno)e do paredão,a leste do rio. Não faz parte do território de Parauapebas as serras Lestes, do paredão, Redenção e do Cinzento. Uma área de planície entrecortada por pequenas elevações é encontrada ao longo da rodovia PA- 275. Sua altitude é de 350 m. Quanto ao aspecto físico, Parauapebas é uma região cheia de morros e drenada por rios e igarapés, o que o torna susceptível de ser afetado por desastres naturais. Embora não se deseje, nem se espere que as catástrofes venham acontecer, o que mais se vê em todo o perímetro urbano são verdadeiras irregularidades e agressividades do homem sobre o meio natural e, nem precisa ser especialista ambiental para saber que várias construções estão erguidas em locais impróprios, como as das margens dos rios das encostas ou topos dos morros. (Jornal O Regional, por José Milton, in 12/2008).
  • 64.
    64 Vegetação O grande domíniovegetal de Parauapebas é de Floresta de Terra Firme, a qual sofre alterações, de acordo com as variações de solo e relevo, proporcionando a ocorrência dos subtipos: Floresta densa dos Platôs, Floresta Densa Submontana, Floresta Aberta Latifoliada (cipoal)e Floresta Aberta Mista (cocal). Dominando o cimo de algumas cristas e chapadas, ao sul da Serra de Carajás encontram-se campos e cerrados. A implantação de fazendas de pecuárias e a ocorrência de fontes de exploração cujos cultivos eram migratórios propiciaram a ocorrência de pastagens cultivadas e vegetação de capoeira. Floresta Nacional de Carajás – É uma área de cobertura florestal, de espécies predominantemente nativas, e tem como objetivo básico o uso múltiplo sustentável dos recursos florestais e a pesquisa científica. 3% da Floresta Nacional de Carajás é ocupada pelo complexo minerador. Patrimônio Natural A alteração da cobertura vegetal natural de Parauapebas está somada à do município de Marabá (19%), pois fazia parte do mesmo quando do levantamento com imagens de LANDSAT-TM, do ano de 1986. O município é cortado por dois grandes rios, Parauapebas e Itacaiúnas, assim como possui grandes serras, que são as do Carajás, Seringa, Buriti e Arqueada. Possui aproximadamente 50 sítios arqueológicos ainda não estudados, com exceção da Serra dos Carajás, que contém a Gruta do Gavião, onde foram descobertos vestígios de presença humana com datação precisa de 8.500 anos. Fica localizada em seu território a área indígena Catete, com 439.150.454 há (4.391.50 km²), assim como a Área de Proteção Ambiental, do igarapé Gelado, criado pelo Governo Federal em 1989, com 21.600 há (216 km²). O Parque Zoobotânico do Núcleo de Carajás, com várias espécies de fauna e da flora amazônica, é uma das maiores atrações turísticas da região. Além do parque, tem a cachoeira de Dona Beja, localizada a 3 km do portão do núcleo da Serra dos Carajás; a Prainha, a 3 km da sede, que na realidade é uma grande área formada por várias ilhotas, onde é possível acampar, e a Ilha Tropical. Recursos Naturais A floresta Amazônica é a vegetação predominante. Dela se extrai açaí, madeira e castanha, essenciais à economia local. Além dos produtos vegetais, a região mostra-se rica em minérios, onde se localiza a serra dos Carajás, a mais importante área de mineração do país e de onde se extrai grande parte do minério de ferro brasileiro exportado.
  • 65.
    65 CLIMA A condição geográficade localização (zona tropical) proporcionou a Parauapebas uma temperatura média anual de 26,35°C, apresentando a média máxima em torno de 32,01ºC e a mínima de 22,71ºC. Ao lado disso, a quase ausência de ventos, faz com que a cidade fique pouca arejada. Tem uma floresta com áreas mistas de cerrados e florestas que formam a maior parte da cobertura vegetal. A maior parte da região apresenta clima equatorial. No inverno, o oeste sofre a ação de frentes frias que provocam quedas bruscas de temperatura. Nas áreas de maior altitudes predominam densas florestas, isto faz com que aconteça a precipitação pluviométrica alta no “inverno”, atingindo em determinadas épocas e áreas o acentuado nível de 2800 mm. A umidade relativa do ar é elevada, apresenta oscilações entre a estação mais chuvosa e a mais seca, que vão de 100% a 52%, sendo a média real de 78%. O período chuvoso ocorre, notadamente, de novembro a maio e o mais seco, de junho a outubro, estando o índice pluviométrico anual em torno de 2.000. Na época seca, a umidade relativa chega a menos de 50% e a vegetação de raízes pouco profundas, como o capim e os arbustos que, devido a falta de água - ressecam. EXTENSÃOTERRITORIAL Quando na sua criação em 10 de maio de 1988, o município de Parauapebas ocupava uma extensão territorial de 17.722,3 Km2, segundo o "Anuário Estatístico do Estado do Pará" (1990). Após sofrer o primeiro desmembramento para a criação do município de Água Azul do Norte, foram desmembrados do seu território 7.658,7 Km2. Recentemente foi desmembrada do Município a área do Cedere II, onde foi criado o novo Município de Canaã dos Carajás. Assim sendo, restam ao município hoje apenas 7.008 Km² dos quais a CVRD e os índios Xicrin do Cateté, juntos, e o Governo Federal, através de projetos de preservação ambiental (APA) detêm a concessão de 90% do total dessa área. Sem dúvida, Parauapebas tem motivos para comemorar a presença do verde, não esquecendo o dever de preservar e recuperar o que foi degradado. A importância da arborização na área urbana do município é o ganho na qualidade de vida da população por meio da proteção do solo e purificação do ar poluído, pois as plantas absorvem o dióxido de carbono (como, por exemplo, os gases emitidos pelos veículos automotores) liberando oxigênio, protegendo o meio atmosférico, amortecendo ruídos (redução da poluição sonora). Também cumprem um papel importante na fixação da poeira que ocorre na superfície foliar das árvores, que posteriormente se livram dela (poeira) por meio da ação das águas das chuvas. Além disso, as plantas têm um grande valor paisagístico para a cidade.
  • 66.
    66 MAPA FÍSICO EPOLÍTICO DE PARAUAPEBAS E MUNICÍPIOS FRONTEIRIÇOS MAPA DOS BAIRROS DE PARAUAPEBAS DMTT, mapa dos bairros de Parauapebas. Autoria: Afrearle Além dos Bairros citados ao lado no mapa, existe também vários assentamentos urbanosde igual tamanho e maiores que os bairros citado. Os maiores são: * Cidade Jardim; * Nova Carajás; * Amazônia; * W. Torres.
  • 67.
    67 Projetos Minerais daVale na Região Sul do Pará Fonte: Pesquisa Diagonal, 2007. Exploração Rio do Norte(MRN Exploração de Bauxita Usina Hidrelétrica de Tucuruí (UHT) Projeto Ferro Carajás (PFC) Marabá ALBRAS/ALUNORTE Produção de Alumica e Alumínio Macapá Grandes Projetos Minerais No Pará
  • 68.
    68 ECONOMIA Parauapebas situa-se nocentro da mais rica província mineral do mundo, onde a ocorrência dos mais diversos minérios, metais e pedras já está registrada pelos serviços de geologia, e ainda continuam sendo registrados. Minérios como: ferro, ouro, manganês e cobre e pedras preciosas e outras. Em 2008, Parauapebas respondeu por 36,3% do valor da produção da indústria de base mineral do Pará, Graças ao ferro de Carajás. A indústria extrativa mineral operada pela Vale S.A. no município recolheu somente no ano passado (2009), a título de Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), a importância de R$ 165.744.836,88. Desse bolo o município ficou com R$ 107,7 milhões, o correspondente a 65% da receita total, conforme determina a legislação. Bem superior a 2007, que fora de R$ 81,5 milhões, onde o município recolheu pouco mais de R$ 50 milhões. Por isso, a exploração mineral é sua principal fonte econômica. Situa-se no município grandes empreendimentos na área de mineração, especialmente os da CVRD como o ferro de Carajás, o ouro do Igarapé Bahia, e o manganês do Azul. A cidade não se restringe às riquezas minerais de Carajás. Nos últimos anos, Parauapebas está diversificando suas alternativas econômicas, possibilitando o crescimento do agronegócio, com ênfase para a pecuária, de corte e leiteira, para a fruticultura e produção de grãos. O município cresce em diversos setores o comércio se diversifica a cada dia, o setor de serviço amplia seus negócios, todo dia novas oportunidades se abrem e surgem novos atrativos, além do apoio decisivo da Administração Municipal. Além da formação, a Prefeitura tem se empenhado na captação de recursos para alavancar projetos pecuários na região. O principal parceiro nessa empreitada é o Banco da Amazônia (BASA), por meio do Fundo Constitucional do Norte (FNO Especial), e Banco do Brasil (BB), que fornecem recursos financeiros para os projetos. Na agricultura, os avanços também são visíveis. A prefeitura fornece as mudas, e os produtores retribuem com a produção de alimentos, destinados para os projetos sociais da Secretaria Municipal de Ação Social de Parauapebas (SEMAS). Além da contribuição social, eles recebem apoio da Prefeitura para comercializar a produção (frutas, verduras, hortaliças) na Feira do Produtor. O Governo Municipal investe na produção de grãos (milho, arroz e feijão caupi), na aquisiçãode equipamentos para continuar ampliando a base produtiva agrícolae a infraestrutura rural. O rebanho pecuário no município, em 2010 estava assim distribuído (por número de cabeças): 158.ooo bois e vacas; 3390 porcos; 17.855 galinhas; 810 cabras; galos, frangos, frangas e pintos – efetivo do rebanhos 23.320 cabeças. Dentro dos setores econômicos, o setor de serviços é o segundo mais forte no município, após a mineração. Em seguida, tem-se o setor agropecuário, o mais modesto dos três grandes setores, no entanto o que, nos últimos anos, tem mostrado grandes avanços e dados sinais de boa perspectiva de crescimento. Arrecadação: Outra fatia que evidencia o forte dinamismo econômico de Parauapebas é a fatia de ICMS que lhe é repassada. Dos 143 municípios paraenses, apenas Belém, capital do Estado arrecada mais. Ainda assim, Parauapebas fica com
  • 69.
    69 9,32% de todaarrecadação, o que corresponde a R$ 26.880056,99 repassados nos últimos cinco meses. No Pará, apenas Belém recebe fatia maior, 20,33%. O setor terciário, o comércio e serviços tem hoje contribuído fundamentalmente para a economia do município. Há uma rede de lojas, farmácias, bares, bancos,hospitais,correios, salões de beleza, transportes, etc., bem extensa e diversificada e que contrata mão de obra de boa parte da população. A economia informal é outro setor da economia que tem crescido bastante. Percebe-se o dinamismo acentuado das feiras livres, assim como das bancas de vendas, dos mais diversos tipos de produtos, espalhadas por parte da cidade. A cidade mantém um forte ritmo de crescimento econômico e tem grande oferta de empregos com carteira assinada. Mas as empresas precisam de montadores de estruturas, mecânicos de manutenção, operadores de máquinas e muita gente chega no local com pouco, ou nenhuma, qualificação. Bolsa de emprego em Parauapebas. O município dispõe de energia elétrica fornecida pelas Centrais Elétricas do Pará (CELPA), concessionária que distribui a energia vinda pela Eletronorte da Hidrelétrica de Tucuruí, distante a pouco mais de 440 km. O saneamento urbano fica por conta do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Parauapebas – (SAEP), ligado à Prefeitura Municipal – e controlado pela Secretaria de Obras. Agropecuária: A sua economiaestrutura-se também em torno da agricultura familiar, responsável pela produção de gêneros como: arroz, milho, feijão, mandioca e fruticultura (que vem registrando elevado índicede crescimento). Quase tudo voltado para atender as necessidades de seu mercado interno. No setor da pecuária, predomina a criação de gado bovino para corte, tambémem grande desenvolvimento. Indústria e comércio:o setor de móveis é o grande destaque da indústria local. São aproximadamente 100 pequenas e médias marcenarias com grande atuação no segmentomoveleiro, atendendo a demanda do município e exportando produtos para várias regiões do Estado. Seguindo sua vocação inicial, o comércio estabeleceu-se de formaatuante e arrojada, constituindo-se num dos principais centros comerciais do sul do Pará. Devido à grande migração que ocorre em Parauapebas, um dos grandes empreendimentos (aqui) realizados sãoinvestimentos em condomínios. São centenas espalhados por toda cidade. Indicadores de População de 10 ou Mais de Idade, Economicamente Ativa e Ocupada 1991/2000 Indicadores 1991 2000 População Residente de 10 anos ou mais 37.153 52.702 População Economicamente Ativa - PEA 17.980 30.758 População Ocupada – POP 17.345 26.079 Taxa De Atividade 48,39 58,36 Taxa de Desocupação 3,53 15,21 Fonte: IBGE, Censo Demográfico1991/2000. Elaboração: Sepof.
  • 70.
    70 Estoque de EmpregoSegundo Setor de Atividade Econômica SETOR DE ATIVIDADE 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 Extrativa Mineral 976 1.025 1.184 1.288 1.976 1.903 2.398 4.383 5.065 6.069 6.921 Indústria de Transformação 310 341 602 677 604 669 579 1.139 1.151 1.558 1.692 Serviços Industriais/ Contabilidade Pública 2 2 23 22 178 273 333 23 526 427 616 Construção Civil 870 1.086 1.389 1880 1.749 3.618 2.999 2.447 2.948 8.890 8.041 Comércio 595 795 872 1.259 1.724 2.067 2.537 3.499 4.438 4.904 5.486 Serviços 2.655 3.846 4.157 5.494 2.624 3.538 3.402 5.632 6.368 6.351 6.299 Administração Pública 988 859 1.264 2.575 3.668 4.899 3.402 5.632 6.368 6.351 6.299 Agropecuária 38 40 68 94 182 191 226 209 191 225 248 Outros/ignorados - - - - - - - - - - - TOTAL 6.434 7.994 9.559 13.289 12.705 17.158 18.534 21.316 25.058 35.432 34.994 Unique Shopping Construído entre 2010 e 2011, o Unique Shopping é o primeiro do sudeste do Pará. Foi inaugurado no segundo semestre de 2010. Possui 14,5 mil metros quadrados, 126 lojas, quatro salas de cinema, um hipermercado, 700 vagas de estacionamento num investimento de R$ 46 milhões. É mais um entre os vários empreendimentos lançados nos últimos meses em Parauapebas. Localizada no centro de uma das maiores províncias minerais do mundo, a cidade cresce em ritmo acelerado desde que foi fundada, em 1988. De lá para cá, a população aumentou 15 vezes, a economia se expande em média 20% ao ano – o dobro da taxa registrada na China – e, no ano passado, ficou em quarto lugar na lista dos municípios brasileiros que mais exportaram. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, em 2009 foram enviados R$ 3,8 bilhões para o exterior. “Parauapebas vive em função da Vale”, diz José Rinaldo Alves de Carvalho, empresário e presidente da Associação Comercial, Industrial e Serviços de Parauapebas (Acip). De acordo com ele, 100 novas empresas se instalam na cidade todos os anos. As 650 registradas na associação respondem por um terço do Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 3 bilhões, segundo números de 2007 do IBGE. Fonte: http://economia.ig.com.br/
  • 71.
    71 Potencial de Consumo Dos143 municípios paraenses, Parauapebas é um dos que mais possuem vigor econômico, ou seja, oferece condições a sua população de aquisição a determinados produtos. De acordo com a Pesquisa Nacional de Amostragem a Domicílio (Pnad) realizada pelo IBGE em 2004, com dados do Censo 2000, havia no município 19.697 domicílios. Cada um deles tinha, em média, 3,63 habitantes. Sete anos mais tarde, movidos pelos incentivos à construção civil, eram quase 45 mil, em que: 82,75% tinham lixo coletado; 95,63% tinham energia elétrica; 14,78% possuíam uma linha telefônica instalada; 6,10% possuíam forno microondas; 76,62% tinham geladeira e/ou freezer; 11,78% detinham máquina de lavar; 5,44% contavam com ar condicionado; 57,42% dispunham de rádio; 80,09% possuíam um aparelho de TV em cores; 18,23% videocassete, que praticamente desapareceu, mas deu lugar aos aparelhos de DVDs; 5,83% contavam com microcomputador; e 13,34% possuíam um automóvel para uso particular. Atualmente, há em torno de 60 mil aparelhos celulares habilitados, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Noutras palavras, há 1 aparelho celular para cada 2 habitantes; e, se considerássemos o número de aparelhos por residência, teríamos quase dois aparelhos por cada domicílio. De acordo com informações do Instituto de Pesquisas Econômicas Target, em 2007 R$ 600 milhões foram gastos em compras pela população. O município é o 6.º mais dinâmico do Pará (e o 310.º do Brasil), em termos de potencial de consumo, atrás apenas da capital, Ananindeua, Santarém, Marabá e Castanhal. IBGE/ Pnud (Programa Nacional de Desenvolvimento das Nações Unidas/ SEPOF (Secretaria Estadual de Planejamento, Orçamento e Finanças/ PME (Plano Municipal de Educação (apud André Santos – Jornalista. Informação de Qualidade: Parauapebas, Capital do Minério. 10/05/2008. SERVIÇOS BANCÁRIOS A cidade deParauapebas possui seis agências bancárias: o Banco do Brasil, que possui vários terminais eletrônicos espalhados pelas principais áreas trafegáveis da cidade, o Banco do Bradesco; o Banco da Amazônia; e a Caixa Econômica Federal, o Banco Banpará e o Banco Itaú. Banco do Povo Em Parauapebas, o Banco do Povo foi criado com a Lei nº 4.315 de 8 de novembro de 2006, na Gestão Darci Lermen, mas seu Decreto de Sanção foi em 16 de abril de 2007, data em que deu-se início a sua operacionalização. Constituído com fundo exclusivo do Município, hoje (2011) esse fundo está estimado em 400 mil reais. A taxa de juro operada é de 1% ao mês e se destina a pessoas físicas e jurídicas – Formais e Informais. O objetivo maior desta modalidade de banco implantada em âmbito municipal é a geração de emprego e renda local. Haja visto que as taxas de juros oferecidas em outras linhas oficiais, além de serem altas e incompatíveis, excluíam muitos empreendedores informais. Desta forma, o Banco veio satisfazer aos anseios de empreendedores informais que ficavam excluídos do sistema e seus benefícios. Vale lembrar também que o Banco do Povo opera em parceria com o SEBRAE, a meta não é simplesmente “repassar” dinheiros/recursos” ao empreendedor, mas também capacitar para a gestão de negócios. Segundo José Ribamar (14/12/2011), além de gerar empregos diretos e indiretos, o Banco do Povo também incentivou em muito a formalização de empresas no município.
  • 72.
    72 O Banco doPovo do Povo funciona atrelado ao setor de finanças do município, com prestamentos de contas anuais, e as regras de outros Bancos. Os setores beneficiados são:  Comércio;  Serviços;  Indústria. O limite de crédito é:Pessoa Física: R$ 3.000,00 (três mil reais); Pessoa Jurídica: R$ 6.000,00 (seis mil reais). Requisitos: Poderá ser beneficiário quem:  Estiver executando trabalho por conta própriahá mais de 6 meses (mesmo sem registro);  Residir em Parauapebas há pelo menos 5 anos;  Não possuir restrição de crédito no mercado (SPC, CCF ou SERASA);  Estiver desenvolvendo atividades que não prejudique o meio ambiente e nem se caracterize como prejudiciais. Investimentos Fixos Setor Prazo de pagamento Produtos Comércio, serviço, indústria e agroindústria. Até 24 meses com até 4 meses de carência. Máquinas, equipamentos ou utensílios Capital de Giro Setor Prazo de Pagamento Produtos Comércio, serviço, indústria e agroindústria. Até 12 meses sem carência. Matéria–prima ou mercadoria. EVOLUÇÃO DE EMPREENDIMENTOS E PROJETOS REALIZADOS PELO BANCO DO POVO EM PARAUAPEBAS 2010 DATA VALOR (R$) 11/02/2011 46.700,00 25/03/2011 32.400,00 29/042011 35.500,00 27/5/2011 40.500,00 17/06/2011 54.800 15/O7/2011 36.200,00 19/08/2011 32.000,00 Total de Projetos em 2007 147 Total de Projetos em 2008 166 Total de Projetos em 2009 205 Total de Projetos em 2010 168 Total de Projetos em 2011 158 TOTAL 844 2007 – R$ 241.400,00 2008 – R$ 351.050,00 2009 – R$ 504.100,00 2010 -R$ 427.800,00 2011 - R$ 431.900,00 TOTAL: R$1.956.250,00
  • 73.
    73 16/09/2011 53.800,00 14/10/2011 49.500,00 11/11/201150.500,00 Fonte: José Ribamar Chaves, 14/12/2011 (Banco do Povo) Por Adilson Motta, 12/2011 Infraestrutura de Transporte no Município Aéreo: para Belém e Brasília. Rodoviário: Diário para Marabá, Canaã dos Carajás, Belém e outras localidades do Estado. Ferroviário: De Parauapebas (PA) a São Luís do Maranhão. O transporte coletivo do município é realizado por algumas cooperativas. Elas utilizam microônibus e vans para fazer o transporte das pessoas. Os ônibus são utilizados somente para transportar operários da Companhia Vale e suas prestadoras de serviços, bem como, para levar os moradores e as demais pessoas que desejam se dirigir ao núcleo urbano de Carajás que fica afastado da cidade de Parauapebas. O DMTT (Departamento Municipal de Trânsito e Transporte) vem desenvolvendo ações no sentido de reorganizar o transporte coletivo na cidade. A circulação no perímetro urbano é feita por meio de transportes alternativos, como vans, microônibus, taxie serviços de moto taxi. O sistema de transporte alternativo em Parauapebas é composto por moto taxistas e vans que percorrem todas as artérias da cidade até os últimos confins do perímetro urbano. Há também um sistema de vans que conduz a população residente em Palmares I e II, e também outras que circulam em destino a Carajás para aqueles que lá habitam, assim como a grande migração que ocorre para a localidade. Ao todos, estima-se um total de 360 vans. (Fonte parcial: http://www.webartigo.com/dinâmicas sociais do município de parauapebas). Cada vanzeiro (dono de vans) pagam alvará (taxa anual) aos cofres públicos via DMTT (Departamento Municipal de Transporte Terrestre).
  • 74.
    74 Aproximadamente, 300 vanssão responsáveis pelo transporte de 50 mil pessoas, diariamente. Os motos taxistas, em torno de 400, transportam um número bem menor, em relação ao que é atendido pelas vans; pois o serviço é mais caro. Estrutura de Transporte no Município Frota de Parauapebas – 2006 - 2010 2006 2010 Tipos Quantidade Tipos Quantidade Automóvel 3.127 Automóvel 7.467 Caminhonete 931 Caminhonete 2.693 Micro-ônibus 329 Micro-ônibus 496 Motocicleta 5.161 Motocicleta 10.397 Ônibus 88 Ônibus 441 Caminhão 686 Caminhão 1.259 Caminhão Trator 74 Camioneta 387 Motonetas 4.223 Trator de rodas 1 Utilitários e Outro 475 Total Geral:27.943 veículos FonteDENATRAN -2006/2010 in IBGE. COOPERATIVAS DE MOTOS DE PARAUAPEBAS Ao todo, existem 8 cooperativas de motos em Parauapebas, sendo elas:  Coopermotos  Coopertransmotos * As em negrito estão unidas: Unimoto .  Asmotec  Cooctransp  Contracap  Coocavump  Coopatram  Cootamop. Ao todas, são 652 cadastradas no município. Cada moto taxista paga alvará de 162,00/anual aos cofres públicos municipal e 20 reais por mês a cooperativa.
  • 75.
    75 Por Adilson Motta,12/2011 Os moto taxistas, em torno de 400, transporta um número bem menor, em relação ao que é atendido pelas vans; pois o serviço é mais caro. COOPERATIVAS DE VANS DE PARAUAPEBAS O sistema de transporte alternativo em Parauapebas é composto por moto taxistas e vans que percorrem todas as artérias da cidade até os últimos confins do perímetro urbano. Há também um sistema de vans que conduz a população residente em Palmares I e II, e também outras que circulam em destino a Carajás para aqueles que lá habitam, assim como a grande migração que ocorre para a localidade. Ao todos, estima-se um total de 360 vans. Só no centro urbano, circulam 226 coletivos que são responsáveis pelo transporte de 50 mil pessoas diariamenteno transporte da população, de bairros a bairros e ao Shopping. Cada vanzeiro (dono de van) paga alvará (taxa anual) aos cofres públicos via DMTT (Departamento Municipal de Transporte Terrestre)num valor estimado em R$ 600,00 anual. Pagam também 10 passes diários e 50 reais mensais à cooperativa. O sistema de transporte coletivo é organizado no regime de cooperativas. Ao todos são cinco cooperativas atuantes. As cooperativas são:  Coocarajás, Coocatur, Coocavump, Cooper e Cooturverp. Apesar do grande número de vans que circulam na cidade, é muito comumno cotidiano das viagens situações como a expressa abaixo.
  • 76.
    76 Por Francesco Costa(Jornalista), 11/2011. Devido a má prestação de serviços aos usuários, o Ministério Público - MP deu 90 dias para que a prefeitura de Parauapebas abra licitação para a contratação de empresas para explorar o serviço de transporte de passageiros na cidade. Sendo um prazo curto para resolver o problema, foi prorrogado por um prazo de mais dois anos com a justificativa, segundo o presidente da Central das Cooperativas, de que: ...serão financiados a compra de novos micro-ônibus para suprir a atual frota de vans que circula na cidade, já bastante sucateada, devendo ser investido muitos milhões na aquisição de 200 novos micro-ônibus. Fonte: http://blogdofrancescocosta.blogspot.com/11/2011 SINDITÁXI No sistema de transporte alternativo existem também em Parauapebas vários grupos de taxistas, onde uns encontram-se organizados em cooperativas. A maior de todas é o Sinditáxi, que funciona como sindicato e está se organizando, desde 2011, para o regime de cooperativismo. Cada taxista paga ao município alvará de funcionamento de R$ 216,00 anual e 150 mensal à cooperativa. O Sinditáxi possui 6 pontos (cada ponto é um agrupamento de taxistas no número de 12). No entanto existem dois que funcionam com 8 táxi, sendo um total de 64 taxistas só nesta. Por Adilson Motta, 11/2011.
  • 77.
    77 AEROPORTO DE CARAJÁS OAeroporto de Carajás, localizado no município de Parauapebas, foi construído estrategicamente para atender aos projetos de mineração na região. Predominam as operações da aviação comercial regional e geral (taxis aéreos e particulares). A aviação militar é efetuada em menor escala. Foi construído pela Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) EM 1981. Com uma das maiores rendas per capta do Brasil, Paraupebas é considerada a 25ª melhor cidade para empreendedorismo, o 2º PIB do estado e 5º município do ranking dos exportadores (balança comercial). Também é considerada com uma das cidades mais emergentes do Brasil. O aeroporto estálocalizado em uma área da Floresta Nacional. Em razão das atividades de mineração é estrategicamente utilizado pelos clientes da Empresa Vale S.A. 1. 2. Fonte:1. http://www.infraero.gov.br/index.php/br/aeroportos/para/aeroporto-de-carajas.html2. http://pt.wikipedia.org/wiki/ficheiro::aeroporto_carajas.jpg O avião mostrado na imagem acima deriva de um episódio ocorrido em 1997, quando o voo 265 da Varig, saiu de Brasília com destino a Belém, com escalas em Marabá, às 12:30 horário de Brasília, o pouso em Carajás aconteceu, mas chovia muito, o boeing 737-200, prefixo PPCJO saiu da pista e bateu em árvores, o co-piloto morreu. O acidente foi noticia no Jornal Nacional, no ano de 1997. É muito visitado por turistas. Os voos em Carajás se destinam a: Marabá, Belém, Ourilândia do Norte, Tucuruí,de Carajás- Brasília e Belo Horizonte (confins). .
  • 78.
    78 Auto Escolas deParauapebas Além destas, há também a:  Auto escola Vitóriia e a  Auto escola Lívio.
  • 79.
    79 3.3.3 DESENVOLVIMENTO POPULACIONAL Segundoo IBGE, a população de Parauapebas em 2006foi de 95.225 habitantese a taxa de crescimento anual oscila entre 13% e 18%, estando atualmente em 17%, enquanto que a média nacional é de 3%. Em 2000, o índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de Parauapebas era de 0,741 – Segundo o Atlas de Desenvolvimento Humano PNUD. CRESCIMENTO POPULACIONAL E DENSIDADEDEMOGRÁFICA DE PARAUAPEBAS Ano População Área em km² Densidade 1991 53.335 17.653 3,02 1996 63.563 7.077 8,98 1997 68.316 7.077 9,66 1998 72.404 7.077 10,23 1999 76.452 7.077 10,80 2000 71.568 7.046 10,16 2001 75.524 7.046 10,72 2002 78.303 7.046 11,11 2004 81.428 7.046 12,56 2005 88.519 7.048 12,63 2006 95.225 7.008 13,58 2007 133.261 7.046,70 19,01 2008¹ 145.326 7.046,70 20,62 2010 153.000 2013 176.582 22,34 Dados estimativos. Fonte: SEPOF/GED/IBGE 2007. IDH de Parauapebas: 0,715 (2010) IDI: (índice de Desenvolvimento da Infância):0,74 (unicef -2004) Crescimento Anual da População (2010): 7,96% Indicadores Sócio demográficos Informações colhidas e contextualizadas a partir do Censo dão conta de que 64,13% da população se declarava parda, 27,55% se dizia branca e 6,63%, negra. No tocante às religiões, a maioria, 58,74%, se dizia católica; os evangélicos correspondiam a 27,42% do total e 12,23% dizia não possuir religião alguma. Quanto ao estado civil, 32,78% da população declarou estar casada, enquanto os solteirinhos (à procura ou não) eram 63,23% dos habitantes. Segundo o IBGE, os habitantes ocupam 36 mil casas edificadas (construções de alvenaria e de madeira). Na sede, 92% das vias urbanas são iluminadas e 85% delas,
  • 80.
    80 asfaltadas; entre os24 bairros da sede, muitos foram erguidos de invasões urbanas nos últimos anos. Do total de domicílios urbanos, 62,75% são próprios já quitados e abrigam 67,24% da população; 20,14% são alugados e neles residem 16,71% dos habitantes; 7,66% são cedidos às pessoas pelas empresas em que trabalham; 8,12% são cedidos a parentes; e 1,33% estava em processo de aquisição. Ainda assim, 95,65% das casas dispunham de energia elétrica; 79,59% eram atendidas por coleta regular de lixo; 63,3% recebiam água encanada pela rede geral e 19% valiam-se de poços; 12,9% eram atendidas por esgotamento sanitário, 38,5% possuíam fossas sépticas e 27% fossas rudimentares, mas 4,49% das casas não possuíam banheiros. Sociourbanisticamente falando, tem-se no Bairro Cidade Nova o coração financeiro e onde se encontram os terrenos e os aluguéis mais caros da cidade, segundo o mercado imobiliário. Cinco mil pessoas moram aí. O Bairro Rio Verde é o que, segundo os pioneiros, nasceu antes mesmo da cidade. Hoje, com 15 mil habitantes, é o coração comercial de Parauapebas. Foi o primeiro dos bairros a se urbanizar. Já o Bairro da Paz é o mais populoso de todos: possui 20 mil habitantes, porém cresceu tanto que teve de desdobrar-se noutros bairros – e com outros nomes – como Nova Vida, Guanabara e Caetanópolis. Residem nesse complexo cerca de 40 mil pessoas. Por sua vez, nos bairros que integram o Complexo da Ferrovia (Betânia, Altamira, Novo Horizonte, Vila Rica e, recentemente, as Casas Populares), com cerca de 35 mil habitantes e uma infraestrutura precária, o crescimento desenfreado é mais visível. O complexo, que já nasceu grande, “favelizou” a cidade, mas já começa a receber tratamento urbano. Em contraponto, existe o Bairro Beira Rio II. Modernas construções erguem-se aí para atender a classe média, que ora desponta, com apartamentos que custam de 85 a 120 mil reais. O processo de metropolização e a consequente verticalização já são visíveis em Parauapebas. Urbanização A crescente urbanização, que envolve desde a chegada de pessoas novas ao município ao êxodo rural, fez com que nos últimosseis anos novos traçados urbanos fossem percebidos na paisagem da cidade, que atualmente possui 24 bairros, além de localidades consideradas isoladas, ainda assim urbanizadas. O perímetro urbano corresponde à sedemunicipal está dividido nos seguintes bairros: Rio Verde, Cidade Nova, da Paz, União, Primavera, Liberdade I, Liberdade II, Guanabara, Caetanópolis, Nova Vida, Novo Brasil, Maranhão, Altamira, Betânia, Novo Horizonte, Vila Rica, Casas Populares, Chácara do Sol, Chácara da Lua, Chácara das Estrelas, Chácara do Cacau, Beira Rio I, Beira Rio II, Bela Vista. Fora do perímetro urbano, há ainda o Núcleo Urbano Carajás e, na área rural, os povoados Vila Sanção, APA, Palmares I, Palmares II, Cedere I , Cedere II e Onalício Barros.
  • 81.
    81 População em idadeativa, População economicamente ativa, População Ocupada de Parauapebas: População: 1991 2000 Total: 53.337 71.568 PIA:População em idade ativa 37.150 71.568 PEA:População economicamente ativa 17.978 30.758 POC: População Ocupada 17.344 26.079 Fonte: IBGE – Censo Demográfico apud Diagonal, 2006. Você sabia... Que o IES- Índice de Exclusão Social do Pará é de 34%. Data referencial- 2004. Segundo Jornal Pessoal, de Lúcio Flávio, considerando o item linha de pobreza,quase metade dos 7 milhões de habitantes do Pará vive na “linha de pobreza”em famílias com renda mensal inferior a meio salário mínimo per capita, ou pouco acima de 200 reais. As demonstrações financeiras do governo através do mapa da exclusão social - relativas a 2007 apontam que no Estado existem 3.491.389 pessoas nessa condição, com renda insuficiente para custear necessidades mínimas. Expectativa de vida 2007: Brasil:71,7 anos Pará: 71,1 anos Parauapebas: 67,219 ORIGEM DA POPULAÇÃO DE PARAUAPEBAS POR FAMÍLIAS ANO: 1985 Região de origem Número de famílias representado em termos percentuais Marabá 1,0% Pará* 5,8% Maranhão 33,3% Goiás 11,4% Nordeste** 34,7% Outras regiões 13,8% Total 100,0% Com exceção de Marabá ** Com exceção do Maranhão.
  • 82.
    82 Crescimento demográfico deParauapebas Fonte: CURSO: Administração - CESTFIB, 2005 Os dados na tabela acima revelam que os indicadores do IBGE em relação aos indicados nas pesquisas do município são bem inferiores. Isto é prejudicial na questão planejamento. Parauapebas apresenta uma renda percapita de 29.114 Reais. Apesar de apresentar uma elevada renda percapita, comparada à renda nacional, estado e outros Municípios brasileiros,esses indicadores ocultam a desigualdade social existente no município. É o que revelam as periferias de Parauapebas: alto índice de pobreza em meio à maior província mineral do planeta. O município mantém um crescente índice de migração. Segundo João Fontana, Secretário de Obras da prefeitura, “Toda semana descem 50 novas famílias na estação do trem”. Considerando que, segundo o IBGE, o número de pessoas por família no estado é de 5 pessoas, isto significa que por semana chegam 250 pessoas por semana; 1.000 pessoas por mês; 12.000 (pessoas) por ano. Por Adilson Motta, 2009 Zona Urbana, 2009 Bairro Altamira, 11/2008 Fonte: Jornal O Regional Taxa de urbanização 2010 (IBGE): 90,14% Localização Populacional Há uma possibilidade e risco para o aumento da violência quando a demanda social (no tocantea qualificação e formação profissional) não é atendida. Para o Sociólogo e professor Jair, “Aqueles que hoje estão subindo os morros por desamparo,consequentemente, poderão descer em formas marginais, de modo que irão compor o número da violência no futuro”.
  • 83.
    83 Os problemas docrescimento assustador de Parauapebas é motivado pela ilusão das ofertas de empregos ligados à mineração. POPULAÇÃO FAIXA ETÁRIA - IBGE 2001 FAIXA ETÁRIA ÍNDICE PERCENTUAL 0 A 3 ANOS 11% 4 ANOS 2,2% 5 E 6 ANOS 5,2% 7 A 9 ANOS 7,5% 10 A 14 ANOS 12,2% 15 A 17 ANOS 7% 18 A 19 ANOS 4,5% 20 A 24 ANOS 10,2% 25 A 29 ANOS 8,9% 30 A 39 ANOS 15% 40 A 49 ANOS 8,6% 50 A 59 ANOS 4% 60 A 64 ANOS 1,2% 65 A 69 ANOS 0,8% 70 A 74 ANOS 0,6% 75 A 79 ANOS 0,2% 80 A MAIS 0,90% Fonte: IBGE 2001 (EM 2007) O município de Parauapebas tem atraído desde seu surgimento como parte integrante do município de Marabá até os dias de hoje, grandes contingentes de migrantes que chegam em busca de melhores oportunidade - vindos de vários estados do Brasil, principalmente do Maranhão, à procura de novas oportunidades de empregos e melhorias em suas condições de vida. Isso se deve ao fatode Parauapebasabrigar em seu território importantesprojetos de extração mineral realizados pela gigante Cia Vale do Rio Doce. Os muitos empregosdiretos e indiretosgerados pelas obras de infraestrutura,e posteriormente pela extraçãopropriamente dita,transformaram Parauapebas, eo Sudeste do Paraensecomoum todo, em uma das áreas da Amazôniaoriental demaior e mais intensa atraçãode migrantes. Em 1985, Parauapebas registrava mais de 13 mil habitantes. O crescimento populacional alcançado pelo município de Parauapebas trouxe como consequência direta um crescimento urbano desordenado e sem planejamento, fruto de uma economia política de urbanização, adotada pelos seus primeiros gestores municipais. Esse crescimento de Parauapebas tem trazido sérios problemas para a sua área urbana. Novas ocupações de áreas urbanas ocorreramao longo dos anos e deram origem a bairros poucos dotados de infraestrutura urbana, principalmente no que tange aos serviços que formam o saneamento básico: distribuição de água tratada e encanada, coleta de lixo, limpeza pública e rede de esgotos. Dona de diversos potenciais econômicos, como as jazidas minerais de Carajás, florestas, rios, serra, solo fértil e clima agradável, Parauapebas é um dos municípios com maiores horizontes na região amazônica. A cidade tem aeroporto para aeronaves de
  • 84.
    84 grande porte, ferrovialigando o município com o Porto de Itaqui, no Maranhão, e boas rodovias em várias direções, tornando-a totalmente integrada ao Brasil inteiro e ao exterior. SAAEP – Serviço Autônomo de Água e Esgoto do Município de Parauapebas O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Parauapebas (SAAEP) instituído em 1999 vem cada vez mais ampliando sua atuação em todo o município. O SAAEP também é responsável pelo abastecimento de água potável em treze vilas rurais do município, em que atende gratuitamente com uma reserva de 440 mil litros a aproximadamente dois mil domicílios, equivalente a uma população Fonte: Site Parauapebas Online
  • 85.
    85 estimada de 7.190habitantes, através de sistema alternativo de abastecimento, e conta com dezenove poços artesianos. Em novembro de 2010 houve expansão destes serviços. Até 2009, o SAAEP era subordinado à secretaria de obras do município. No entanto, com a Lei nº 4.385,de 11 de agosto de 2009 passou a ser autônoma, funcionando como uma Autarquia Municipal, e conta com um quadro de servidor específico na área. Atualmente o SAAEP apresenta um número de consumidores na ordem de 19.689. A arrecadação se destina: ao funcionalismo, infraestrutura e Saneamento Básico. Serviços de água. Em Parauapebas são produzidos 28 milhões de litros de água por dia em Parauapebas, o que daria para abastecer 255 mil pessoas, porém mais da metade desta água é desperdiçada. A perda média da água tratada é de 40%, e o consumo médio diário pór pessoa é de 254 litros, isto significa que o consumo médio é maior que o da Itália (país considerado o de maior índice de consumo). O Projeto de Saneamento Básico na Zona Rural proporcionou melhorias na infraestrutura das vilas e agrovilas na zona rural a partir da construção e instalação de sistemas alternativos de abastecimento de água que inclui o poço artesiano, reservatório e redes de distribuição. RESUMO DOS ABASTECIMENTOS DE ÁGUA POR SISTEMA ALTERNATIVO NA ZONA RURAL LOCALIDADE CAPACIDADE DO RESERVATÓRIO LITROS NÚMERO DE LIGAÇÕES ALTO BONITO 20.000 63 CEDERE I 20.000 86 VILA ALBANI 20.000 34 VILA ONALÍCIO BARROS 20.000 68 VILA SANSÃO 50.000 150 PALMARES I (POÇO I) 100.000 186 PALMARES II (POÇO I) 100.000 702 VILA RIO BRANCO 10.000 62 CASAS POPULARES (POÇO I) 70.000 250 NOVO BRASIL 120.000 120.000 VILINHA (POÇO I) 10.000 84 GARIMPO DAS PEDRAS 20.000 80 VILA BRASIL NOVO 20.000 65 VILA CARIMÃ 20.000 65 Fonte: SAAEP & http://www.parauapebas.pa.gov.br / 12/2011. Casa de qumicaco motor-bomba tanque de coagulação
  • 86.
    86 12.4 Panorama daEducação em Parauapebas Em 1994, o município contava com 5.740 alunos na rede escolar municipal. No ano seguinte este número saltou para 14.517 alunos. Já em 2010, segundo dados da rede Municipal de Parauapebas há um total de 36.716alunos. Eram 54 escolas em 2006, sendo 20 na zona urbana e 12 de Educação Infantil; 20 na zona rural e 2 de Educação Indígena. Na Zona Rural funciona o sistema Modular de Ensino (Médio), que é uma iniciativa entre Estado e Município. Em 2010 são 58 escolas, geridas por 43 diretores adjuntos e 41 vice-diretores. Ensino Médio – Escola Pública Estadual: (2008): 6.415 alunos. Ensino Fundamental – Escola Privada (2008): 2.106 alunos. Ensino Fundamental – Atualmente, cerca de 36 mil alunos estão matriculados na rede municipal, distribuídos entre escolas do campo e cidade. Todos são atendidos com merenda, transporte (especialmente da zona rural) e kit escolar (anualmente). A rede estadual, por seu lado, atende 4.983 mil alunos e a rede particular conta com dez estabelecimentos de ensino registrados, sendo: escola Método, Pitágoras, a Fênix e o Sementinha as maiores da rede particular. Esta rede, no total, atende a 5.500 alunos, de acordo com estatísticas do ano de 1995. Há um modelo diferencial de educação em Parauapebas, comparado a muitos municípios brasileiros. A educação funciona em perspectiva de projetos e valorização de realidade. Existe formação continuada (mensalmente) aos educadores e um coordenador para cada disciplina na rede Municipal, que orienta, auxilia e subsidia os coordenadores e professores das respectivas disciplinas das/nas escolas. Há também palestras para os educadores e amostras culturais (dos projetos) com exposição pública (bimestralmente). Ocorre todos os anos o JIPs (Jogos Interescolares de Parauapebas) com premiações – onde são envolvidas todas as escolas urbanas e rurais da rede municipal, estadual e particulares. Educação de Jovens e Adultos A alfabetização, o letramento, a formação cidadã plena e de concepção de mundo, bem como a inclusão social, são algumas das missões mais trabalhadas na educação municipal. No município, cerca de 6.000 pessoas estão matriculadas na educação de jovens e adultos (EJA) e outros milhares espalhados por projetos parceiros à Secretaria Municipal de Educação (Semed), como Vale Alfabetizar, Tecendo o Saber e Brasil Alfabetizar. Nos últimos três anos e meio, cerca de 4.000 jovens foram alfabetizados. A taxa de analfabetismo que em 2002 era de 16%, em 2006 estava na casa dos 12%, em 2012 se encontra em 8%.
  • 87.
    87 Estação Conhecimento A EscolaJorge Amado do Projeto Estação do Conhecimento agrega outras pequenas escolas que antes eram anexas, sendo elas: escola São José III, Lineu Muniz, Santa Maria e Firmino de Oliveira. Existe 3 ônibus e 2 kombes que são responsáveis pelo transporte de todo alunado, os quais, em sua maioria, moram longe do estabelecimento. Atual número de alunos: 268. Funcionam dois turnos, matutino e vespertino. A Fundação Vale inaugurou em dois de setembro de 2010 a Estação Conhecimento localizada na zona rural de Parauapebas, sudeste do Pará, em uma Área de Proteção Ambiental (APA), e ocupa cerca de 50 hectares (aproximadamente 50 mil m2). O espaço reúne, em um único lugar, atividades de educação, esportes, cultura e, principalmente, iniciativas ligadas à produção rural, já que 85 famílias de agricultores moram na região. São parceiros da Fundação Vale neste projeto, a Prefeitura Municipal de Parauapebas, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Associação dos Produtores Rurais da Área de Proteção Ambiental (Aproapa) e a Associação Filhas da Terra. Como um dos principais objetivos da Estação Conhecimento da Área de Proteção Ambiental (APA) do Igarapé Gelado é dar suporte às atividades dos produtores rurais, de forma sustentável, também foram criados os Núcleos de Apoio Avançado ao Produtor (NAAPs), onde as famílias estão sendo organizadas em grupos de trabalho. “O objetivo dos NAAPs é facilitar a assistência técnica e o escoamento da produção, otimizando o processo produtivo”. Também serão instalados laboratórios para o processamento de produtos, como leite, frutas e hortaliças. A ideia é que os produtores entreguem sua produção nos NAAPs que se encarregarão de transportar os produtos para a Estação Conhecimento para seguir as etapas de processamento e comercialização. Com o leite, serão gerados três tipos de produtos: leite em saquinho, queijo tipo mussarela e iogurte. Já as frutas e hortaliças, que também seguirão o mesmo sistema de entrega e transporte, serão selecionadas, lavadas, classificadas e embaladas. “Com toda essa estrutura, os agricultores terão um incentivo para aumentar a produção e atender ao mercado local com padrões competitivos de qualidade, quantidade e preço. O fornecimento deverá priorizar instituições locais, como hospitais, escolas e creches”, reforça Luiz Veloso, gerente de Relacionamento Institucional da Fundação Vale e presidente da Estação Conhecimento da Apa do Gelado. Laboratório rural Para que os produtos cheguem à mesa dos consumidores com melhor padrão de qualidade, a Estação disponibiliza estruturas, profissionais (engenheiro agrônomo, médico veterinário, técnicos agrários e zootecnista) e equipamentos com o objetivo de ampliar o conhecimento técnico e a visão de negócio dos produtores. Como parte do projeto, cada produtor de bovinocultura (são mais de 50), recebeu sete cabeças de gado para desenvolver a cultura a partir do sistema de pasto rotacionado. Ovinocultura: Espaço voltado para aprimorar o conhecimento técnico dos produtores em relação à criação de ovelhas. Avicultura: a partir de um galinheiro modelo, os produtores recebem informações, como as técnicas de montagem de um galinheiro, temperatura adequada e reprodução. Estufas (hortas): há dois modelos de estufas, sendo uma para as hortaliças (salsa, cebola, alface etc) e outra para as árvores frutíferas (castanheiras, goiabeiras, coqueiros etc). Nesta etapa, os produtores aprendem as melhores técnicas para aplicar em suas propriedades. Hoje, Parauapebas é
  • 88.
    88 abastecida com produtosque vêm de fora. O objetivo é criar um padrão de qualidade para abastecer o município o ano inteiro. Educação Profissionalizante: na Estação, os produtores também participam de cursos profissionalizantes voltados tanto para a produção quanto para o empreendedorismo. Os jovens que vivem na região, filhos dos produtores, aprendem formas de manejo da pecuária leiteira, avicultura e produção de frutas e hortaliças. Além das salas de aula disponíveis, os estudantes contam ainda com salas de leitura, informática, dança e teatro (em fase de implantação) e com uma cozinha, onde é preparada a merenda escolar. São atendidos cerca de 200 alunos de 1o ao 9o ano do ensino fundamental. A Prefeitura Municipal de Parauapebas é responsável pela manutenção dos professores, disponibilização de transporte e merenda escolar. A linha de trabalho das Estações Conhecimento As Estações são Núcleos de Desenvolvimento Humano e Econômico – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) – e são constituídas neste modelo para proporcionar a participação direta da comunidade. Dentro de um processo de parceria, a Fundação Vale tem o compromisso de investir na construção das Estações e a Prefeitura de cada município se compromete com a doação do terreno e a cessão de funcionários. A proposta é que estes espaços sejam polos de referência local, por meio de atividades promotoras do desenvolvimento cognitivo, emocional e físico, de forma integrada. Na perspectiva econômica, a Estação estimula o fortalecimento das cadeias produtivas locais. A proposta é deixar para os municípios um legado de conhecimento sistematizado e institucionalizado, a fim de contribuir para o desenvolvimento da população, a longo prazo, até quando a mineração não estiver mais presente na região. Em outras palavras, é um plano de sustentabilidade local. (Texto: – Vale apud Laércio de Castro, 03/2010) Gavião Real -da APA do Gelado – uma música criada em reverência ao novo elemento que entra no componente da cultura parauapebense com a apresentação de música dançante. Por Francisco Monteiro,, da escola Jorge Amado, 2011. ENSINO SUPERIOR EM PARAUAPEBAS A Prefeitura tem buscado incentivar a implantação e a vinda de novos cursos de graduação através de parcerias firmadas com a iniciativa privada e as instâncias Federais e Estaduais. Parauapebas transformou-se num pólo de
  • 89.
    89 conhecimento e deprodução de informação soprado por ventos que trazem sonhos, expectativas e oportunidades. O Censo Escolar de 2006 revela um total de 1.500 estudantes universitários espalhados por aproximadamente 30 cursos de 10 instituições de ensino (públicas ou privadas). É contínuo o número de vagas ofertadas em cursos como: Engenharia Civil, Direito, Sistemas de Informação, Ciências Naturais e Filosofia. Os cursos que o município oferece vão desde a Educação Infantil até o Ensino Superior, extensão da UFPA, UNAMA, Unitins e Unisa. Campus da UFRA em Parauapebas A UFRA (Universidade Federal da Amazônia) constrói seu campus universitário em Parauapebas. Sua presença no município não é de agora, pois a mesma mantém cinco cursos de zootecnia e dois de agronomia no Centro Universitário de Parauapebas (CEUP). Com a conclusão do campus, será considerada a primeira universidade a estabelecer raízes definitivas na cidade. Por Rosiete Moreira, 15/02/2011 O campus da UFRA EM Parauapebas tem área de 48 hectares (ou 480 mil metros quadrados) e é composto por 13 salas de aula; um laboratório de solos, outro de nutrição e produção animal, um de biologia animal, outro de biologia vegetal, um de biotecnologia de reprodução, outro de química e bioquímica e um laboratório de informática. Toda essa estrutura proporcionará a implantação de formas avançadas de agricultura e pecuária no município, ou seja, um campus moderno e bem estruturado. Segundo Kaliandra Alves, Diretora da Instituição em Parauapebas, a UFRA já atua no auxílio aos produtores rurais. O alunos da instituição já desenvolvem projetos para a agricultura e a pecuária locais, o que beneficia toda região. (Fonte: http://www.parauapebas.pa.gov.br. Compilado do Texto: “Secretário da Semede diretora da UFRA visitam obras do Campus Federal Rural”,de Rosiete Moreira, 12/2011. A Universidade Federal Rural é direcionada às atividades agrícolas e agropecuárias.
  • 90.
    90 INDICADORES DA EDUCAÇÃONO MUNICÍPIO AVALIAÇÃO DO ENEM – 2006 ENSINO MÉDIO, ESCOLA PÚBLICA E PRIVADA DE PARAUAPEBAS ESCOLA PÚBLICA Nome da Escola Brasil Pará Parauapebas Escola Pública Estadual Escola Pública Estadual 42,622 38,074 31,337* Em Parauapebas Escolas da rede privada ----------------- ---------------------- Escola privada em Parauapebas: 54.705 (Média de todas) * Média de todas as escolas públicas do ensino médio. Fonte: INEP, em 11/2007. NÚMERO DE ESCOLAS – EDUCAÇÃO BÁSICA Data Base: 2006 Privadas Federais Municipais Estaduais Total U R U R U R U R U R Legenda: U: Zona Urbana; R: Zona Rural 8 0 0 0 28 26 8 0 44 26 Fonte: INEP, 2007 O Ensino Médio na zona rural funciona através do Sistema Modular. TAXA DE ESCOLARIZAÇÃO LÍQUIDA DE PARAUAPEBAS - BRASIL Ensino Fundamental Ensino Médio Dados: IBGE 2000; Tabulação/INEP/MEC 91,8 16,8 Data: 2000 Brasil: 91% (2002 – Ensino Fundamental) Brasil: 25% (Ensino Médio) O Brasil precisa cuidar mais em termos de políticas públicas do ensino médio. Os indicadores mais alarmantes estão no campo. Neste grande contingente está a população jovens do país – que consequentemente, sofrem e sofrerão a exclusão social causada pelo baixo nível de escolaridade e não-qualificação profissional. Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – IDEB 2009 Ideb 2009 Pará Norte Brasil Parauapebas 3,6 3,8 4,6 4,7 Fonte: O Ideb do Pará o coloca num nível de pior educação do Brasil.
  • 91.
    91 Parauapebas - IDEB IDEB2009 Ano 2005 2009 Municipal 3,5 4,7 Pública 3,5 3,9 Inep 2010. IDEB DAS ESCOLAS DE PARAUAPEBAS – 2009 E.M.E.F.Alegria do Saber................................... 3,7 E.M.E.F. Antonio Matos Filho............................. 4,7 E.M.E.F. Antonio Vilhena....................................3,9 E.M.E.F. Carlos Drummond de Andrade.............4,4 E.M.E.F. Carlos Henrique II..................................4,4 E.M.E.F. Cecília Meireles.....................................5,1 E.M.E.F. Chico Mendes II....................................5,2 E.M.E.F. Crescendo na Prática------------------------3,0 E.M.E.F. Domingos Cardoso da Silva----------------4,2 E.M.E.F. Elisaldo Ribeiro de Farias-------------------4,7 E.M.E.F. Eunice Moreira dos Santos------------------4,7 E.M.E.F. Eunice Santana-------------------------------4,9 E.M.E.F. Faruk Salmen----------------------------------4,7 E.M.E.F.Jean Piaget---------------------------------------5,5 E.M.E.F. João Prudêncio de Brito-----------------------4,8 E.M.E.F.Josias Leão da Silva -------------------------5,4 E.M.E.F.Monteiro Lobato---------------------------------3,6 E.M.E.F. Novo Horizonte----------------------------------4,5 E.M.E.F. Olga da Silva Sousa------------------------------4,6 E.M.E.F. Paulo Fonteles de Lima--------------------------4,9 E.M.E.F. Paulo Freire----------------------------------------5,0 E.M.E.F. Plácido de Castro----------------------------------5,8 E.M.E.F. Primavera II-----------------------------4,8E.M.E.F. 18 de Outubro---------------------------3,5 E.M.E.F. Benedito Monteiro----------------------4,2E.M.E.F. Professora Sandra Maria--------------- 4,6Fonte: INEP/, 08/2010 Segundo o Ideb, 2%das escolas brasileiras obtiveram - da 1ª a 4ª série do Ensino Fundamental – resultados compatíveis aos de países desenvolvidos. O município de Parauapebas possui um dos menores índices de analfabetismo da Amazônia, 12,3% (2006) e 8,1% em 2011 - com apenas 20 anos de emancipação. Parauapebas apresenta uma das populações mais escolarizadas, com média de 6 anos de estudo, e uma das maiores taxas de crianças na escola: 99% dos pequeninos até 7 anos estão matriculados. Fonte: Site Pebinha de açúcar, 19/07/2008 (Houve acréscimos e ajustes por Adilson Motta) Distribuição de Estabelecimentos, Matrículas, e formações docentes por localização Nível Número de estabelecimentos de ensino Matrículas por turno Total Geral Formação Docente Urbana Rural Total Urbana Rural C/FS C/EM S/EM Total Creche 0 0 0 0 0 0 0 0 Pré-escola 19 24 43 5.227 630 5.857 17 227 2 246 Ensino Fundamental- 15 25 40 10.634 1.752 12.397 200 219 0 419
  • 92.
    92 anos iniciais Ensino Fundamental – anosfinais 14 9 23 8.627 982 9.825 278 97 0 375 Classe multidisciplinar 1 18 19 --------- ------- ------- ----- ------ ------ ----- Fonte: INEP 2007 Taxa de rendimento (%) rede municipal DE Parauapebas -2006 Fase/ Nível Taxa Aprovação Taxa Reprovação Taxa Abandono Ano U R ----- U R ------ U R ---- Legenda: U: Zona Urbana; R: Zona Rural 1ª série/2º ano 2001 80,2 73,2 ------ 2,7 0,0 ------- 17,1 26,8 ---- 2005 85,2 59,7 ------ 2,3 17,1 ------ 12,5 23,2 ---- 2ª série/ 3º ano 2001 70,1 79,8 ------ 17,3 11,0 ------- 12,6 9,2 ---- 2005 80,2 9,6 ------ 14,5 20,1 ------ 5,3 10,3 ---- 3ª série/ 4º ano 2001 86,6 8,0 ------ 1,2 1,2 ------ 12,2 12,9 ---- 2005 89,9 82,1 ------ 5,0 2,9 ------ 5,1 15,0 ---- 4ª série/ 5º ano 2001 80,7 83,9 ------ 6,9 1,3 ------- 12,4 14,8 ---- 2005 85,9 76,9 ---- 10,0 12,2 ----- 4,1 10,9 ---- 5ª série/ 6º ano 2001 ---- ----- ---- ---- ---- ---- --- --- ---- 2005 78,3 67,4 ---- 11,7 15,5 ---- 10,0 17,1 ---- 6ª série/ 7º ano 2001 ----- ----- ---- ---- ---- ---- ---- ---- ---- 2005 82,2 79,6 ---- 7,2 9,9 ---- 10,6 10,5 ---- 7ª série/ 8º ano 2001 ---- ------ ---- ---- ---- ---- ---- ---- ---- 2005 84,3 78,9 ---- 7,6 10,9 ---- 8,1 10,2 8ª série/ 9º ano 2001 ---- ------ ---- ---- ---- ---- ----- ---- 2005 83,9 75,0 ---- 5,9 9,2 ---- 10,2 15,8 Fonte INEP, data base: 2006. Verifica-se no gráfico acima que, a taxa de aprovação na zona rural em termos comparativos é menor que a da zona urbana. Apresenta também uma taxa de evasão altíssima – tanto no campo quanto na cidade. SEGMENT O % EVASÃO % REPROVAÇÃO % DISTORÇÃO IDADE-SÉRIE 2007 2008 2009 2007 2008 2009 2007 2008 2009 1º E 2º CICLOS 5,16 4,18 2,81 7,92 6,29 5,06 **** 20,10 % 15,12 5ª A 8ª 5,16 7,14 6,07 13,01 10,40 7,37 **** 37,34 31,19 EJA 43,50 43,89 33,54 6,49 2,53 7,21 **** **** *** TR 14,97 15,18 10,75 19,52 17,54 11,40 **** **** *** GERAL DA REDE 13,08 11,59 8,08 9,87 7,64 6,42 **** 28,23 22,49 Fonte: Setor de Estatística da Semed, 2010.
  • 93.
    93 DISTORÇÃO IDADE-SÉRIE (%)REDE MUNICIPAL DE PARAUAPEBAS Fase / Nível Ano Urbana Rural 1ª série /2º ano 2001 25,6 37,1 2005 14,7 47,2 2ª série/ 3º ano 2001 36,1 48,5 2005 23,6 32,2 3ª série /4º ano 2001 38,2 63,3 2005 29,8 34,5 4ª série/ 5º ano 2001 49,9 66,0 2005 32,3 50,6 5ª série /6º ano 2001 ------- ----- 2005 44,4 4,2 6ª série/ 7º ano 2001 ------ ---- 2005 43,8 38,7 7ª série/ 8º ano 2001 ---- ----- 2005 40,6 44,4 8ª série/ 9º ano 2001 ---- ----- 2005 44,4 44,7 Fonte INEP, 2006 Número de Professores - Ensino Fundamental 2007: 888 Número de professores – Ensino Médio: 175
  • 94.
    94 INCLUSÃO DIGITAL NASESCOLAS DE PARAUAPEBAS I- Laboratório de Informática por Dependência Administrativa de Ensino 1999-2009 Fonte: MEC/INEP/SEDUCIdesp/Sepof. Biblioteca por Dependência Administrativa e Graus de Ensino 1999-2009 Anos /Graus Bibliotecas Federal Estadual Municipal Particular Total 1999 Ensino Fundamental - 3 11 2 16 Ensino Médio - 2 - 1 3 2009 Ensino Fundamental - - 23 9 32 Ensino Médio - 7 - 3 10 Fonte: MEC/INEP/SEDUCIdesp/Sepof. Laboratório de Informática nas Escolas de Parauapebas Existem na rede 28 laboratórios de informática, em que cada laboratório dispõe de 20 máquinas. Para 2010, novas formas de trabalho nessa área estarão sendo desenvolvidas a fim de assegurar a inclusão digital tanto aos alunos quanto à comunidade em geral. A ação tem em vista a utilização da internet como instrumento de trabalho pedagógico, bem como fazer com que alunos tenham acesso e uma maior familiarização com o recurso. À medida que esses alunos são incluídos ao universo digital, eles também se preparam para o mercado de trabalho. Fonte: Site da Prefeitura, 2012. População 1991 2000 Anos /Graus Laboratórios de Informática Federal Estadual Municipal Particular Total 1999 - - Ensino Fundamental - - - 1 1 Ensino Médio - - 1 1 2009 Ensino Fundamental - - 23 8 31 Ensino Médio - 4 - 3 7
  • 95.
    95 Anos de Estudos*População % População % Sem instrução 10.041 27,03% 6.445 12,23 1 a 3 anos de estudos 10.318 27,77 13.233 25,11 4 a 7 anos 10.255 27,60 18.553 35,20 8 a 10 anos 10, 255 9,98 7.680 14,57 11 a 14 anos 2.370 6,38 5.772 10,95 15 anos ou mais 392 1,06 617 1,17 Não determinados 68 0,18 402 0,76 *Considerando a população de 10 anos ou mais. Fonte: IBGE, Censo Demográfico 1991/2000 Onde se Localizam os Professores de Parauapebas - 2010 Valorização Profissional Os profissionais do magistério também recebem incentivo pelo trabalho que desenvolvem. Formações continuadas são realizadas constantemente, para todas as modalidades de ensino, com vistas à preparação e aprimoração de educadores, para que estes desempenhem trabalho de qualidade a quem dele depende. Ainda assim, a Prefeitura Municipal reconhece o labor de seus educadores e, anualmente, concede aumento com vista à recuperação de perdas salariais e 25% de hora atividades. Palmas de Ouro O Educa Brasil é considerado, atualmente, o maior prêmio em termo de educação no Brasil.Sendo um grande incentivo para os profissionais que atuam na área. Educa Brasil faz pesquisas – tendo como fontes, o Ministério da Educação, Secretários Estaduais de Educação, Associações, Instituições de Ensino, federações e prefeituras – buscando fatores relacionados ao desenvolvimento da Gestão Democrática, Transparência pública, valorização pelo magistério, 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 Docente -Ens. Fund. Docente -Ens. Médio Docente Ens. Pré- escolar IBGE-2010
  • 96.
    96 auxílio e implementaçãoà programas e projetos. O item destaque considerados um dos melhores triunfos da gestão municipal para colocar Parauapebas entre as 100 melhores do país. A frente da secretaria Municipal de Educação há cerca de 6 anos, o professor Raimundo Oliveira Neto, que já recebeu 3 premiações pelo desempenho – Troféu Palmas de Ouro. Graças a uma ação conjunta entre Secretário de Educação, Coordenadores e professores – aosquais também cabe o mérito. Terceira vez, em seis anos, em que o secretário é agraciado com o prêmio Você sabia... Que na região Norte, apenas 8,2% das crianças frequenta creche. Amédia nacional é 18,4%. Educação de Parauapebas Ganha Premiação Internacional Segundo Correio do Pará (13/12/2011), Parauapebas mais uma vez é contemplado com premiação e reconhecimento internacional com base em destaque, a Educação ,Municipal. O reconhecimento mais recente foi uma premiação internacionalO fato se deu no dia 02 de dezembro, em Curitiba, Paraná, onde aconteceu o XLII Panel Latino Americano de Integración. Segundo o Jornal, deve-se o destaque ao secretário municipal de educação Raimundo Oliveira Neto,que recebeu o Prêmio Integración Latino Americano 2011. O prêmio foi entregue pela Câmara Internacional de Pesquisas e Integração Social (Cipis) – foi um diploma e um troféu “em reconhecimento a sua relevante liderança, serviços e exemplos prestados na área educacional do país, em Parauapebas, em prol do desenvolvimento e da integração dos países Latinos Americanos”. Apenas quatro países receberam a premiação, Chile, Colômbia, Paraguai e Brasil;apenas oito estados brasileiros receberam o Integración Latino Americano 2011, sendo: Pará (único da região norte) a estar entre os premiados, representado pelo município de Parauapebas. Parauapebas tem o maior índice de Desenvolvimento da Educação (Ideb), 4,7 e o menor índice de analfabetismo, 8,1%, sendo um dos poucos municípios da Amazônia a enquadrar-se ao padrão similar à média dos países desenvolvidos. Mais uma vez, um reconhecimento à equipe da SEMED, e, principalmente aos educadores, sem os quais, tais resultados não seriam possíveis. 13-A AGRICULTURA EM PARAUAPEBAS
  • 97.
    97 A prefeitura Municipalde Parauapebas, através da Secretaria de Agricultura desenvolve programas como:  Incentivo a fruticultura, reflorestamento e urbanização;  Mecanização agrícola (que atende a comunidade);  Sistema de transporte que atende o agricultor rural transportando seus produtos para a Feira do Produtor. Em 2007 são 10 caminhões que trabalham na escoação da produção rural.  Programa de criação de pequenos animais;  Incentivo e comercialização na Feira do Produtor, que no ano agrícola de 2006/2007, chegou a comercializar R$: 2.422.154,00.  Apoio aos agricultores através da casa do colono (que visa fazer a hospedagem dos agricultores e famílias que comercializam na Feira do Produtor e outros;  Extensão e assistência técnica rural a agricultura familiar em pequenas propriedades do município e entorno.  Apoio no acesso ao crédito pelo produtor através do PRONAF (Programa Nacional de Agricultura Familiar);  Fortalecimento do conhecimento da Agricultura Familiar (através de cursos e treinamentos) realizados com e para a comunidade.  Implantação do Centro de Tecnologia Familiar (CETAF) que trabalha com a construção de viveiros de mudas e plantio experimental da cultura do milho.  Programa de Inspeção Municipal (SIM), que desenvolve trabalho de inspeção sanitária permanente em:  02 matadouros;  03 laticínios. O total de famílias atendidas em toda infraestrutura dos programas de agricultura de Parauapebas é de 2.402 famílias. Mecanização agrícola parceria do município.
  • 98.
    98 Tendo um fatormuito importante, a agropecuária desenvolvida nas colônias regional, a agricultura vem registrando elevado índice de crescimento, principalmente nas safras de arroz, feijão, milho, mandioca e fruticulturas. Fonte: Secretaria de Agricultura, José Alves; 12/2006. Fonte: Ascon/Parauapebas, 2010 Uma parceria que deu certo (Prefeitura e comunidade rural) Segundo Chico das Cortinas, o incentivo para escoação da produção rural para ser vendida na Feira do Produtor (sede do Município) iniciou em seu governo.  Esse incentivo se deu através de transportes bancados pela administração. PRODUÇÃO AGRÍCOLA EM PARAUAPEBAS PRODUTOS ÁREA PLANTADA TONELADAS CACAU (AMÊNDOA) 80 HECTARES 89 ton. BANANA 18.250 ton. CAFÉ (EM CÔCO) 120 HECTARES 132 ton. COCO-DA-BAÍA 60 HECTARES 480 mil frutos CASTANHA-DO-PARÁ EXTRATIVISMO 11 ton. TOMATE 10 HECTARES 200 ton MILHO (EM GRÃO) 3.800 HECTARES 4.215 ton. MANDIOCA 2.000 HECTARES 36.000 ton. FEIJOÃO(EM GRÃO) 1.750 HECTARES 1.185 ton. ARROZ (EM CASCA) 2000 HECTARES 3.093 ton. ABACAXI 171 HECTARES 3.468 mil frutos PIMENTA-DO-REINO 70 HECTARES 112 ton. MARACUJÁ 20 HECTARES 200 ton. MAMÃO 80 HECTARES 3.200 toon. 10.3.4 Programas à Serviço da Agricultura em Parauapebas Programa Fome Zero – Se destina à compra local (da Agricultura Familiar). Em Parauapebas este programa ainda não está implantado, mas está em andamento a possibilidade de sua implantação - que são destinados a complementar a merenda escolar e saúde. PRONAF – (Programa Nacional de Agricultura Familiar) - Trabalha com a liberação de linha de crédito para agricultores rurais. Existem quatro modalidades de PRONAF: F e ira d o pr o d u t or d e P a r a u a pe b as o n de sã o ve n d id o s s e us pr o d ut o s. A e sc o aç ã o é f e it a po r t r a ns po rt es d a p ref eit u r a.
  • 99.
    99 Pronaf A, B,C,De E. Em Parauapebas só opera o PRONAF: B, C, D e E. B – É liberado a pequenos produtores (mine produção rural) para criação de pequenos animais e hortas, com juro de 1% ao ano. Neste, existe bônus de 25% de abatimento do valor total da dívida quando pago em 1 ou 2 parcelas. O valor do empréstimo é no valor de 1.500,00 reais. C – Libera recursos para o custeio de mandioca a taxa de juros de 4% ao ano com valor liberado até R$ 6.000,00 (seis mil reais). D – Libera recursos para investimentos na agropecuária – com juros de 4% ao ano. Libera até R$ 15.000,00 (quinze mil reais). E – Destina à pecuária (especificamente para infraestrutura em propriedades) com juros de 7,25% ao ano. (Em Parauapebas, apenas este último não opera: E). Em Vila Sanção, no entanto, a produção agrícola de gêneros para o sustento da comunidade ainda é muito mínima, sendo quase que absoluto o fato de que os produtos agrícolas consumidos ali serem comprados em Parauapebas, ou seja, são exportados da zona urbana para o consumo rural. Isto significa que o município precisa fomentar uma política agrícola naquela e outras localidades (equilibrando com outros povoados que apresentam boa produtividade e que gere desenvolvimento sustentável e auto sustentável, para que o campo, se transforme num celeiro agrícola, contribuindo desta forma, para a suficiência alimentar do município. Doutro modo, frutas, verdura e legumes se tornarão caros por ser importados de outras localidades, batata, banana, jaca, batata doce, fava e no extrativismo, abundantes plantações de açaí, castanha-do-pará e cupuaçu. A produção agrícola familiar no município vem se destacando, principalmente após a implantação de política de mecanização no campo com o apoio da Secretaria Municipal de Produção Rural. Existe uma patrulha de mecanização que atende as famílias de camponeses assentados pelas reformas agrárias na região. Essa política de mecanização tem possibilitado o aumento da produção agrícola familiar e fez com que o camponês permaneça na zona rural. Para motivar o trabalhador camponês, a Prefeitura tem promovido eventos como: O festival do milho; onde são apresentadas para o público as ações da Secretaria, bem como a produção rural do município. O município vem se destacando como o maior produtor de melancia do Estado após a implantação dessa política de mecanização do campo. Além disso existem outras frentes de trabalho como o PRONAF mulher, que incentiva a produção de frutas para atender a cooperativa de produção de polpa de frutas e a população local. A evolução da área plantada com culturas agrícolas no município apresenta um progressivo aumento do cultivo de cultura temporária como: milho, melancia, feijão e arroz, etc. Com relação às culturas permanentes como: o cupuaçu, coco, pimenta, café e cacau, foram financiados pelo BASA (Banco da Amazônia), através do FNO (Fundo Constitucional do Norte) no final da década de 1980 e no início da década de 1990. Essas culturas foram impostas aos agricultores, sem que houvesse feito um estudo para saber o que os solos poderiam produzir. Na feira do produtor rural de Parauapebas, 100% dos produtos lá vendidos são produzidos em Parauapebas. Fonte:Secretaria de Agricultura de Parauapebas, Secretário de Agricultura Zé Alves, 07/2007. O financiamento de gado bovino para o agricultor familiar foi uma outra medida tomada de maneira vertical sem discorrer nas conseqüências que a pecuária poderia causar para a
  • 100.
    100 Amazônia. É bomnotar que a pecuária poderia causar para a Amazônia. É bom o agricultor do campo. A pecuária, em lote de 10 hectares é inviável e fere a legislação ambiental. Pois na Amazônia, o produtor rural é obrigado a conservar 80% da floresta na sua propriedade. 5 ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA A exemplo de todos os municípios brasileiros, Parauapebas é constituído de três poderes: poder executivo, Legislativo e Judiciário. PODER EXECUTIVO O poder Executivo é exercido pelo prefeito municipal e seus assessores diretos. A estrutura do poder Executivo é a seguinte: - Gabinete do prefeito - Secretaria de administração e Finanças, - Secretaria de administração e cultura A Secretaria de Cultura se Subdividiu em 5 Núcleos: Audivisual, Literatura, Música, Dança e Artes Plásticas. - Secretaria de educação e meio ambiente, - Secretaria de ação social, - Secretaria de Infra-Estrutura, - Secretaria de Agricultura, - Secretaria de Esporte e Lazer, - Secretaria de Assuntos Extraordinários. - Secretaria Da Mulher. Ouvidoria Municipal A Ouvidoria Municipal tem por finalidade: Captar e apurar abusos, omissões, injustiças, morosidade, descaso e dessídia da Administração Municipal cometidos contra cidadãos, entidades públicas e privadas solicitando, para tanto, abertura de inquéritos administrativos;  Receber, encaminhar e apurar reclamações, demandas e queixas da população; Manter registro e arquivos das reclamações recebidas; Enviar respostas aos reclamantes; Desempenhar outras atividades afins; ESTRUTURA INTERNA: • Assessoria de Pesquisa e Informação; • Núcleo de Apoio Administrativo Procuradoria Geral do Município
  • 101.
    101 A Procuradoria Geraldo Município tem por finalidade: Defender e representar, em juízo ou fora dele, os direitos e interesses do Município, inclusive dos órgãos da administração direta, indireta e fundacional, sempre que necessário; Organizar, numerar e manter sob sua responsabilidade originais de leis, decretos, portarias e outros atos normativos pertinentes ao Executivo Municipal; Prestar assessoramento jurídico-legal ao Chefe do Executivo Municipal e aos órgãos municipais da administração direta, indireta e fundacional, sempre que necessário; Elaborar mensagens do Chefe do Executivo Municipal à Câmara, bem como encaminhar projetos de lei ao referido órgão; Redigir projetos de leis, justificativas de vetos, decretos, regulamentos, contratos, convênios, pareceres sobre questões técnicas e jurídicas e outros documentos de natureza jurídica; Coordenar os processos de regularização fundiária, articulando-se com a Secretaria Especial de Coordenação e Integração no que se refere ao Programa de Terras, e representar e assessorar o Município em todo e qualquer litígio sobre questões fundiárias; Assistir juridicamente ao Chefe do Executivo Municipal nas atividades relativas às licitações, elaborando pareceres, bem como orientar às Comissões de Licitações da Administração direta, indireta e fundacional; Assistir juridicamente o Chefe do Executivo Municipal nas desapropriações, aquisições e alienações de imóveis; Organizar e manter atualizada a coletânea de Leis Municipais, bem como a Legislação Federal e do Estado de interesse do Município, bem como de jurisprudência pertinente; Instaurar e participar de inquéritos administrativos e dar-lhes orientação jurídica conveniente; Coordenar as atividades do PROCON Municipal; ESTRUTURA INTERNA: • Assessoria Administrativa; • Programa Municipal de Terras; • PROCON Municipal; Procuradoria Geral do Município A Procuradoria Geral do Município tem por finalidade: Defender e representar, em juízo ou fora dele, os direitos e interesses do Município, inclusive dos órgãos da administração direta, indireta e fundacional, sempre que necessário; Organizar, numerar e manter sob sua responsabilidade originais de leis, decretos, portarias e outros atos normativos pertinentes ao Executivo Municipal; Prestar acessoramento jurídico-legal ao Chefe do Executivo Municipal e aos órgãos municipais da administração direta, indireta e fundacional, sempre que necessário; Elaborar mensagens do Chefe do Executivo Municipal à Câmara, bem como encaminhar projetos de lei ao referido órgão; Redigir projetos de leis, justificativas de vetos, decretos, regulamentos, contratos, convênios, pareceres sobre questões técnicas e jurídicas e outros documentos de natureza jurídica; Coordenar os processos de regularização fundiária, articulando-se com a Secretaria
  • 102.
    102 Especial de Coordenaçãoe Integração no que se refere ao Programa de Terras, e representar e assessorar o Município em todo e qualquer litígio sobre questões fundiárias; Assistir juridicamente ao Chefe do Executivo Municipal nas atividades relativas às licitações, elaborando pareceres, bem como orientar às Comissões de Licitações da Administração direta, indireta e fundacional; Assistir juridicamente o Chefe do Executivo Municipal nas desapropriações, aquisições e alienações de imóveis; Organizar e manter atualizada a coletânea de Leis Municipais, bem como a Legislação Federal e do Estado de interesse do Município, bem como de jurisprudência pertinente; Instaurar e participar de inquéritos administrativos e dar-lhes orientação jurídica conveniente; Coordenar as atividades do PROCON Municipal; ESTRUTURA INTERNA: • Assessoria Administrativa; • Programa Municipal de Terras; • PROCON Municipal; Assessoria de Governo A Assessoria de Governo tem por finalidade: Assessorar o Chefe do Executivo Municipal em suas relações com as lideranças políticas, órgãos e entidades públicas e privadas; Articular-se com os Vereadores, lideranças e mesa da Câmara para apresentação, defesa e aprovação dos projetos de iniciativa do Executivo Municipal, com a ajuda das Secretarias setoriais e órgãos afins; Interagir junto aos órgãos municipais para a solução de problemas; Prestar contas aos cidadãos interessados; Desempenhar outras atividades afins; ESTRUTURA INTERNA: • Assessoria Administrativa; • Assessoria de Pesquisa e Informação. Assessoria Social de Comunicação A Assessoria de Comunicação do Município tem por finalidade: Levantar informações de interesse da Administração Municipal; Manter relações com a mídia tendo em vista veicular matérias de interesse do Município; Produzir peças publicitárias para a mídia conforme as necessidades e interesse do Município; Documentar, arquivar e divulgar obras, eventos e boletim de prestação de contas da administração direta, indireta e fundacional, bem como preparar o material audiovisual e gráfico de divulgação; Administrar o canal de TV local (canal de retransmissão) e manter relações com agências de publicidade;
  • 103.
    103 Acompanhar, registrar, arquivare divulgar o trabalho do Legislativo; Uniformizar a identidade visual da Prefeitura; Manter relações com fornecedores de equipamentos para manutenção de TV, torres de retransmissão e equipamentos fotográficos; Propor a celebração de convênios e contratos de cooperação com órgãos de outras esferas de Governo e não Governamentais; Coordenar o veículo de divulgação oficial do Município em coordenação com a Procuradoria Geral do Município; Colaborar com o Gabinete para organização da agenda de audiências, viagens, entrevistas e reuniões do Chefe do Executivo Municipal; Colaborar com o Gabinete para organização e execução dos serviços de cerimonial do Chefe do Executivo Municipal; Desempenhar outras atividades afins; ESTRUTURA INTERNA: • Assessoria de Publicidade; • Assessoria Administrativa; • Assessoria Técnica. Secretaria Municipal de Meio Ambiente A Secretaria Municipal de Meio Ambiente tem por finalidade: Formular políticas e diretrizes de desenvolvimento ambiental para o município, bem como promover a elaboração do plano de trabalho anual da secretaria e avaliação dos resultados alcançados no exercício anterior; Integrar a política ambiental às políticas setoriais previstas no Plano Diretor Urbano do Município; Promover estudos relativos ao zoneamento e ao uso e ocupação do solo, visando assegurar a proteção do meio ambiente; Manter intercâmbio e parceria com órgãos públicos e com organizações não governamentais, nacionais e internacionais, visando a promoção dos planos, programas e projetos ambientais; Estimular e realizar o desenvolvimento de estudos e pesquisas de caráter cientifico, tecnológico, cultural e educativo, objetivando a produção de conhecimentos e a difusão de uma consciência de preservação ambiental; Garantir a participação da comunidade, no processo de gestão ambiental, assegurando a representação dos segmentos sociais no planejamento e execução da política ambiental do Município; Planejar, programar e executar a arborização dos logradouros e vias públicas, bem como conservar e manter áreas verdes de parques, praças, jardins públicos municipais e atividades afins; Promover a Educação Ambiental, através de campanhas educativas envolvendo escolas, centros comunitários, associações de classes, sindicatos, igrejas e outras instituições da sociedade civil organizada, de forma a garantir melhoria na qualidade de vida, desenvolvendo a consciência ecológica da população; Promover o licenciamento ambiental no município, incentivando os empreendedores a se adequarem às exigências legais; Articular junto aos Governos Federal e Estadual através de seus órgãos competentes, no sentido de viabilizar a implantação de projetos sustentáveis que promovam parcerias entre o setor madeireiro e os assentamentos rurais do Município. ESTRUTURA INTERNA:
  • 104.
    104 • Departamento Administrativoe Financeiro; • Departamento de Licenciamento Ambiental; • Departamento de Educação Ambiental e Desenvolvimento Comunitário; • Departamento de Fiscalização e Monitoramento Ambiental; •Departamento de áreas verdes, logradouros públicos e espaços especialmente protegidos. PODER LEGISLATIVO O Poder Legislativo é exercido pela Câmara de Municipal composta de 9 vereadores. A incumbência dos parlamentares é a elaboração de leis e a fiscalização das atividades do executivo Municipal (quanto às obras e recursos que entram no Município). Os vereadores são os representantes do povo no município. Data: 14/11/2011 Orçamento da nova Câmara de Vereadores: R$ 8.519.810,75 (Oito milhões...) PODER JUDICIÁRIO Para garantir a ordem e a justiça, toda comunidade tem regras ou leis. Essas leis determinam os direitos e deveres de cada cidadão. O Poder Judiciário é o que garante o cumprimento das leis, aplicando a justiça. Em Parauapebasé exercida pelo Juiz de Direitoe pelo Ministério Público, que asseguram a autoridade máxima no município. Câmara de vereadores de Parauapebas Construída na gestão Chico das Cortinas.
  • 105.
    105 Canaã dos Carajás,o Assentamento que Virou Município O município de Canaã dos Carajás nasceu a partir de um assentamento agrícola. O Projeto de Assentamento Carajás, localizado na região sudeste do Pará, foi implantado a partir de 1982, pelo Grupo de Terras do Araguaia e Tocantins (GETAT), do Governo Federal. O objetivo era atenuar os conflitos pela posse da terra na região, principalmente na área conhecida como Bico do Papagaio. Ao longo de três anos, 1.551 famílias foram assentadas na área que ficou conhecida como Centro de Desenvolvimento Regional (CEDERE). Até 1985, 816 famílias haviam recebido o título definitivo de terra. Porém, naquele mesmo ano, as atividades de assentamento dos sem-terra terminaram e o GETAT foi extinto. Só em outubro de 1994, o CEDERE II e III é desmembrado de Parauapebas e vira município – o de Canaã dos Carajás. Seu nome tem origem bíblica e significa “Terra Prometida”. A escolha é resultado da grande quantidade de evangélicos que moram na cidade.População em 2002 (IBGE): 11.765 habitantes. Canaã dos Carajás é um dos municípios campeões de crescimento do PIB no Brasil. Um município que nasceu há apenas 13 anos – desmembrado de Parauapebas -, a partir de um assentamento agrícola (CEDERE), é hoje um dos campeões em evolução do PIB (Produto Interno Bruto) entre os municípios brasileiros. Com cerca de 24 mil habitantes, a pequena Canaã dos Carajás, no sudeste do Pará, ultrapassou 2.033 municípios em apenas dois anos, como mostra o estudo sobre a evolução do PIB dos municípios, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pela Secretaria de Planejamento, Orçamento e Finanças do Pará (Sepof). Canaã saiu da 2.457ª posição em 2004 para a 424ª em 2005. A explicação para isto está no investimento feito no município pela VALE, que, desde julho de 2004 opera ali seu primeiro empreendimento de produção de cobre, na mina do Sossego, e investe na implantação de outros dois de cobre e um de níquel. Os números mostram isso. Em 2002, o PIB de Canaã era de R$ milhões, numa economia baseada principalmente na pecuária e na agricultura, em razão de sua origem no assentamento de famílias de agricultores. No ano seguinte, o PIB municipal já experimentava uma expressiva evolução, para R$ 103 milhões, em razão do investimento que a VALE vinha fazendo na implantação do Sossego. Mas foi a partir de 2004, com o início da atividade da mina de cobre, que o PIB de Canaã disparou, pulando de R$ 463 milhões naquele ano para R$ 628 milhões em 2005. Foi o maior crescimento entre os 143 municípios paraenses (35% entre 2004 e 2005), período em que Canaã passou do 12º para o 10º lugar). Entre esses dois anos o PIB paraense evoluiu 10,8% e o de Belém, apenas 8,54%. Significativa também foi a influência da VALE no aumento do PIB per capita de Canaã. Em 2002, estava em apenas R$ 3.621, passando para R$ 8.302 em 2003, para R$ 35.593 em 2004 e para R$ 46.854 em 2005, ano em que passou a ocupar o primeiro lugar entre os municípios paraenses. Belém ocupa apenas o 13º lugar neste ranking, com um PIB per capita de R$ 8.022.
  • 106.
    106 Em Canaã dosCarajás, onde estão as bases de pelo menos quatro empreendimentos minerais da VALE, (Sossego, Usina Hidro-Metalúrgica e o 118, na área do cobre, e o Níquel do Vermelho), a antiga Companhia Vale do Rio Doce optou por mudar o perfil de implantação da infraestrutura de apoio, abandonando a ideia de uma vila isolada, como na Serra dos Carajás, no vizinho município de Parauapebas. Em Canaã, os empregados da VALE estão integrados à comunidade local na sede do município. Desde o início da implantação da Mina do Sossego, a empresa tem efetuado pesado investimento no município de Canaã dos Carajás, superior a R$ 161 milhões, sendo R$ 97 milhões na construção da estrada que liga o município de Canaã a Parauapebase mais R$ milhões nas áreas de infraestrutura, educação, cultura, saúde, desenvolvimento econômico, segurança e construção de equipamentos institucionais privados. 4.2 COMPLEXO DE EXPLORAÇÃO MINERAL DA COMPANHIA VALE DO RIO DOCE NA SERRA DOS CARAJÁS (EM PARAUAPEBAS – PARÁ) Fonte: Adilson Motta, in 10/2006
  • 107.
    107 FIGURAS IMPORTANTES QUEVISITARAM CARAJÁS Mogno – árvore plantada pelo Exmo. Árvore plantada pelo Exmo. Sr. Senhor presidente Fernando Henrique Presidente da nação argentina Cardoso em 31 de março de 1996 Raul Alfonsín em 9 de dezembro de 1986 (um ano antes da privatização) Andiroba – árvore plantada pelo Sr. Chang Oh Kang, presidente da Posco - Siderúrgica coreana. Em o4 de junho de 2003. Tatajuba- árvore plantada pelo Sr. Liming Chairman do Grupo Baosteel e presidente da Baoshan Iron Steel Corporation em 30 de novembro de 1993. Mogno – árvore plantada pelo Exmo. Senhorpresidente José Sarney em 13 de abril de 1986 Castanha do Pará – árvore plantada por suas Altezas Reais príncipe Charles e a princesa Diana em 23 de abril de 1991 Jatobá – árvore plantada pelo Sr. Roger Agneli – atual presidente da Vale em 07 de abril de 2001. Primeiro Ministro Conselho de Estado da República Popular da China, ExmoSr. Zhao Ziyang em 02/011/ 1985. --------------------------- Os presidentes da República Federativa do Brasil E da República Portuguesa: José Sarneye Mario Soares em 27 de março de1987.
  • 108.
    108 O Legado de“Hilmar Harry Kluck” – Sertanista e Indigenista na Região Sul do Pará aos índios Xikrins e região Obs.; O texto abaixo foi extraído do relato oficial que o Sr. Hilmar deixou como contribuição à história da região, aos cuidados da Secretaria de Cultura de Parauapebas, em 2011. O município de Parauapebas, através do Museu Municipal prestará uma merecida homenagem ao grande Sertanista e Indigenista Sr. Hilmar Harry Kluck, que viveu mais de 25 anos de exploração nas matas do e sudeste do Pará. Hilmar Herry Klock nasceu em 04 de dezembro de 1952 em Ubagé – Rio Grande do Sul. Serviu o Exército Brasileiro chegando a 2º tenente de cavalaria, saiu do exército para trabalhar na Câmara Municipal de Porto Alegre no Rio Grande do Sul. Como taquígrafo da Câmara, aprendeu todo o funcionamento de um Legislativo. E certo dia resolveu viver uma aventura, saiu de casa e só deu notícias à família dois anos mais tarde, onde foi encontrado na tribo da Aldeia Assurini, em Tucuruí no Pará. Porém, diante das manchetes que foram publicadas em relevantes veículos de comunicação do país relatando seu desaparecimento, como mostra abaixo: Jornal Clarim, 11 de Novembro de 1956. Jornal a Hora, 29 de janeiro de 1959, Porto Alegre Presidente do Brasil no momento: Juscelino - JK.
  • 109.
    109 Kluck resolveu reaparecer,ou melhor, esclarecer o motivo de seu desaparecimento, pois o mesmo encontrava-se vivendo com os indígenas da região sul do Pará, como mostra a foto abaixo, que o mesmo enviara a parentes e amigos de sua região. O mesmo foi responsável pelo contato e pacificação com índios de cinco tribos arredias: Assurini, Xikrin, Gavião, Suruí e Arara, que habitavam nas regiões dos rios Araguaia, Tocantins, Xingu e Tapajós. Vivendo entre os índios Xikrin. Após seu reaparecimento, novamente a imprensa divulga seu legado de pacificação dos indígenas da região. Jornal a Hora, 29 de janeiro de 1959, Porto Alegre. Prestou serviços aos municípios de Marabá como Topógrafo, onde foi contratado para percorrer o Rio Branco (Rio Parauapebas) para a pesquisa de viabilidade da construção de uma micro hidrelétrica. O relatório final da expedição fazia menção a ocorrência de minério de ferro e manganês – isto no ano de 1960. Como já havia um reconhecimento como indigenista e sertanista, em 1966, foi contratado pela empresa Norte Americana Union Carbide, por meio de sua subsidiária no Brasil, CODIM, para dar
  • 110.
    110 orientação na floresta,também prestou serviços para a Meridional, empresa de pesquisas geológicas responsável pela localização da província Mineral de Carajás. Para Hilmar, a descoberta do grande potencial Carajás foi na verdade uma descoberta de Brasileiros, e não de Americanos, como afirma a oficialidade “arranjada”, o que rendeu mais de 50 milhões de dólares de reembolso do tesouro nacional para o “descobridores” americanos. Em 1988 Hilmar Kluck foi indicado pelo deputado Evaldo Bichara para participar do processo de implantação da Câmara Municipal de Parauapebas, ofício que havia aprendido como funcionário da Câmara no Rio Grande do Sul desde os anos 50. Trabalhou por 17 anos no cargo de Diretor Legislativo da Câmara de Parauapebas, até sofrer de doença que lhe impossibilitaria continuar seu trabalho. Participou da elaboração da 1ª Lei Orgânica de Parauapebas e do Regimento Interno da Câmara Municipal. Foi morador do Bairro Rio Verde onde viveu com sua esposa Neuza Kluck até seu falecimento aos 86 anos em 7 de maio de 2011 em Parauapebas. Hilmar e sua esposa Neusa (que desenvolve o artesanato dentro do grupo “Mulheres de Barro” – cujo objetivo é o resgate da arqueologia local através da arte cerâmica). Os Xikrins foram contactados no Posto de Indígena de atração Las Casas, no Município de Conceição do Araguaia, para cuja chefia Hilmar foi designado, em princípio do ano de 1950. Os índios estavam perigosamente revoltados devido a um surto de gripe que já havia matado várias centenas deles. Urgia afastá-los rapidamente do posto, devido a este ficar situado no meio de fazendas com trânsito de civilizados todos os dias. Hilmar, frente à situação determinou a saída imediata dos mesmos do Posto com destino a sua aldeia de origem, o Kokore-kré conforme informações dos mesmos. Hilmar no entanto acompanhou os índios nessa nesta viagem que levou vários dias com os mesmos – melhorando rapidamente de saúde. No mesmo dia da chegada ao Kokore Kré, passaram pelo curso superior de uma pequena grota de água permanentes, que desaguava um pouco abaixo da aldeia.
  • 111.
    111 Os Xikrin temiampermanecer no Kokore-kré, não só por ser o local muito infestado por pragas, como também pela perigosa presença de jacarés-açus, como também a aldeia havia sido atacada por civilizados vindos dos castanhais de Marabá. E desta forma, eles falaram que gostariam de fundar outra aldeia em um lugar que ficava no rio Pucati-Ngrô afluente de um rio maior, o Pokrô que era bastante viajado por embarcações dos civilizados. Para melhor compreensão geográfica, posteriormente eu soube que o Kokore-kré era o Rio Branco, atual Parauapebas; o Pucati-Kgrô era o rio Cateté e rio Pokrô era o rio Itacaiúnas. Convidaram-me a acompanha-los até o Catetépara que eu fizesse uma e descesse o rio Pokrô, ou seja, o Itacaiúnas, e informar aos civilizados que eles lá estavam pacificamente e não pretendiam atacar ninguém. Concordando com o plano, iniciaram a viagem saindo do Kokore-kré e no mesmo dia cruzaram um pequeno afluente de águas permanentes e após ultrapassar uma serra muito elevada com fartura de abelhas silvestres pretas e mansas, com oito dias de viagem, chegaram ao Pokrô, deixando a Serra dos Carajás, com toda certeza, à sua direita, relata Hilmar. Até chegarem à foz do rio Cateté, subiram por este até o local onde planejavam fundar a nova aldeia. Neste local estava um pequeno grupo de índios liderados pelo curandeiro Nia-Kré Kran Pin que não tinha ido a Las Casas por temer uma traição dos civilizados. “Desci o Itacaiúnas em companhia de três índios, o Bemotiri, o Kenpoti e o Kremai e muito abaixo encontramos dois civilizados, Gregório e Feitosa que lá estavam com uma canoa caçando para vender a carne em Marabá. Foi lá que, naquela viagem, que finalmente eu soube que estava no Estado do Pará, no Município de Marabá”. Hilmar Harry Kluck foi convidado a fazer este relato já nos últimos anos de sua vida, dentro de um padrão oficial por uma comissão de índios Xikrin, pelo fato de que estava sendo argumentado contra eles, que os mesmos nunca haviam habitado o Vale do Rio Kokore-Kré, quer dizer, rio Parauapebas, o que, a bem da verdade, não é correto tais especulações, que são de interesses econômicos e gananciosos. Os Xikrin utilizaram o Kokore-Kré como um lugar estratégico para resistir aos avanços dos civilizados, a leste pelos castanheiros do Rio Vermelho de Marabá e a oeste pelos caucheiros de Conceição do Araguaia. Fonte: Relatório “A quem interessar possa”, feito por Hilmar Harry Kluck, em 2011 e concedido como Patrimônio Histórico do Município de Parauapebas.
  • 112.
    112 5- POPULAÇÃO INDÍGENADE PARAUAPEBAS Os Xikrin A origem da etnia Xikrin se deve a uma subdivisão do grupo Kaiapó. Os índios Xikrin vivem em uma área à Floresta Nacional de Carajás, onde a CVRD desenvolve suas unidades operacionais. A CVRD nas aldeias Cateté e Djudjekô e a Fundação Carajás apoiam o Projeto Nhiopokti, que tem o objetivo de criar atividades permanentes que gerem renda e economia para as mulheres da tribo Xikrin, que, por sua vez, vão auxiliar a comunidade na preservação da própria cultura e território. O Projeto Nhiopokti busca a valorização da pintura corporal produzida com maestria e sensibilidade pelas índias. Os Xikrin são ágrafos (não utilizam a escrita) e usam a pintura corporal como linguagem. O Plano de Manejo Florestal para área da Comunidade Xikrin pretende demonstrar uma alternativa sustentável de exploração das riquezas florestais, inibindo a prática de retirada predatória de madeira, em especial do mogno, que vinha sendo praticada por madeireiros, com autorização da própria comunidade Xikrin. Índios Xikrin* Outros nomes: Mebegnokre, Kayapó, Put Karot Localização: Pará Quantos são: 1.052 pessoas (em 2000) Língua: Kayapó, da família Jê Segundo a antropóloga Isabelle, no trabalho realizado para o Instituto Socioambiental em 2001, os Xikrin, grupo de língua Kayapó, enfatizam a audição e a palavra. A fim de aguçar estas qualidades, os Xikrin perfuram, logo na infância, os órgãos correspondentes (orelhas e lábios). A origem da língua indígena dos kayapós é explicada mitologicamente. Segundo o mito, os ancestrais dos Jê viviam juntos como um só grupo nessa área até descobrirem uma grande árvore de milho, mas, à medida que recolhiam as sementes, começaram a falar línguas diferentes e se separaram nos diversos grupos jê atuais. Os Xikrin falam a língua Kayapó (ou Mebengokré), da família linguística Jê, tronco linguístico Macro-Jê. Os Xikrin vivem no estado do Pará em duas Terras Indígenas, ambas homologadas e registradas, TI Cateté e TI Trincheira Bacajá. A área dos Xikrin do Cateté é banhada pelos rios Itacaiúnas e Cateté e se situa em terras firmes de mata tropical chamada nesta região de mata de cipó, no interior da jurisdição do município de Parauapebas, mas mais próxima do núcleo urbano de Carajás. É rica em mogno e castanheiras. Nas clareiras, há grande concentração de babaçu e nas regiões pantanosas, ao sul, incidência de buriti. Os Xikrin do Bacajá vivem à margem esquerda do médio rio Bacajá, afluente da margem direita do Xingu, município José Porfírio.
  • 113.
    113 No aspecto cosmológico,centro do mundo é representado pelo centro do pátio da aldeia circular, onde se desenvolvem os rituais e a vida pública em geral. O símbolo do centro do mundo e do universo é o maracá, instrumento musical, redondo e em forma de cabeça, ao som do qual os índios cantam e dançam seguindo um traçado circular que acompanha a trajetória solar. As questões de ordem política são propostas e resolvidas no conselho dos homens, no centro da aldeia, do qual participam todos os homens, desde os mais jovens, testemunhas silenciosas, até os mais idosos, testemunhas mais distantes. A sucessão à chefia da aldeia, entre os Xikrin, se dá dentro de uma mesma família, transmitindo-se de pai para filho e de filho mais velho a filho mais moço. Um chefe não dispõe de meios coercitivos para impor uma decisão às diferentes categorias de idade. É por meio do discurso, da exaltação dos valores morais e dos interesses destes grupos que um chefe consegue propor e ter aceitas as suas ideias. Um chefe nunca toma uma decisão sozinho, ele não tem o poder para isso. Ele deve estar atento às necessidades, vontades e ideias que circulam no interior de cada grupo de categoria de idade. . A situação atual dos grupos Kayapó resulta de um longo processo de mobilidade social e espacial, marcado pela constante formação de facções e cisões políticas. As histórias dessas trajetórias cheias de tensões, conflitos, acusações de feitiçaria e epopeias de líderes, povoam a memória dos Kayapó atuais, sempre contadas e recontadas dramaticamente e detalhadamente pelos mais velhos. Durante estas últimas décadas, mesmo com suas terras demarcadas, as áreas Xikrin têm sido alvo constante de invasões por parte de castanheiros, garimpeiros, fazendeiros ou madeireiros. Para a defesa dos direitos de seu povo e para facilitar as articulações e parcerias institucionais, os Xikrin do Cateté criaram, em 1995, a Associação Bep-Nói. O seu estatuto, amplamente discutido pela comunidade, respeita a sua complexa organização social. *Pesquisa realizada em Internet em 4//2007, do trabalho da antropóloga Isabelle Vidal Giannini (Instituto Socioambiental) em 2001.http://www.socioambiental.org/pib/epi/xikrin/ling.shtm Artesanato indígena da aldeia Xikrin do Cateté (Fotos acima) Educação Indígena em Parauapebas A educação indígena em Parauapebas está sob a responsabilidade da Semed (ensino Fundamental) e funciona agregado ao Setor Rural. Segundo informações prestadas, existem duas escolas e um anexo, somando um total de 501 estudantes indígenas (2012), em uma população estimada em cerca de 1300 habitantes. O modelo de educação adotado de modo a assegurar suas peculiaridades culturais e língua é no regime bilíngue, ou seja, do primeiro ano até a 4ª série do ensino fundamental é ofertado no
  • 114.
    114 sistema bilíngue (coma presença de um intérprete) em sala de aula. No sentido de conservar e preservar a identidade e peculiaridade da cultura indígena, frente ao grande risco de um processo de aculturação, existem duas disciplinas a mais, comparadas às existentes nas escolas públicas: Cultura e Identidade e Língua Indígena. Existe um alto índice de evasão na educação indígena, comparado ao índice das escolas públicas não-indígenas. Não há uma preocupação quanto ao ensino técnico-profissionalizante, e outro fator da evasão, é também a ausência de um sentido de “Inclusão Social” quanto à valorização da educação. Outro fator também curioso é que todos se subscrevem com o sobrenome Xikrin ou Kayapó (pois os Xikrins são descendentes dos Kayapós). ESCOLA MUNICIPAL BEP-KAROTI XIKRIN Fonte: Fonte: Francisco Júnior, 2011. Fonte: Prefeitura Municipal de Parauapebas, 2012
  • 115.
    115 6 - OMosaico de Unidades de Conservação de Carajás U.C. de Carajás e T.I. Xicrin do Cateté Conceito UNIDADE DE CONSERVAÇÃO: 1. Espaço territorial e seus recursos ambientais, incluindo as águas jurisdicionais, com características naturais relevantes, legalmente instituído pelo Poder Público para a proteção da natureza, com objetivos de conservação e limites definidos, sob regime especial de administração, ao qual se aplicam adequadas garantias de proteção. 2. Devem dispor de um plano de manejo. Amparo Legal  Lei nº 9.985, 18 jul. 2000: Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) Art. 1º  Unidade de Conservação (UC): espaço territorial e seus recursos ambientais, com características naturais relevantes, legalmente instituído pelo Poder Público, com objetivos de conservação e limites definidos, sob regime especial de administração, ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção. Art. 2º, I
  • 116.
    116 Unidades de Conservaçãode Proteção Integral  O objetivo básico dessas unidades é preservar a natureza, sendo admitido apenas o uso indireto dos seus recursos naturais, com exceção dos casos previstos na Lei SNUC (Art. 7º e 8º). Exemplos: Estação Ecológica, Reserva Biológica, Parque Nacional, Monumento Natural e Refúgio de Vida Silvestre. Unidades de Conservação de Uso Sustentável O objetivo básico dessas unidades é compatibilizar a conservação da natureza com o uso sustentável de parcela dos seus recursos naturais (Art. 7º e 14). Floresta Nacional, Reserva Extrativista, Reserva de Fauna, Reserva de Desenvolvimento Sustentável e Reserva Particular do Patrimônio Natural. As Unidades de Conservação de Carajás -Aquiri . FLORESTA NACIONAL DE CARAJÁS (FLONA) Para proteger o meio ambiente ao redor da mina, foi criada a Floresta Nacional de Carajás (FLONA). A FLONA Carajás é uma Unidade de Conservação (UC), legalmente instituída pelo Poder Público em 1998, para a proteção da natureza com o objetivo de conservação, com limites definidos, sob regime especial de administração, a cargo do IBAMA, a qual se aplicam as garantias de proteção, de acordo com a Lei nº 9.985/2000 (SNUC). Com uma área de mais de 1,1 milhão de hectares localizados no Sul do Pará, a reserva é um verdadeiro mosaico ambiental, com diversas espécies de árvores de porte nobre, que formam um imenso tapete verde, ao ser observado de cima; além de uma fauna rica em animais de pequenos porte, como onça, veados mateiros, antas, dentre outros. Em Carajás existe cinco Unidades de Conservação sendo quatro de uso sustentável – em que a exploração dos recursos naturais pode ser compatível com a conservação – que são a Floresta Nacional de Carajás, a Floresta Nacional de Itacaiúnas, a Floresta Nacional do Tapirapé – Aquiri e a Área de Proteção Ambiental do Igarapé Gelado (APA). A outra unidade corresponde à Reserva Biológica (ReBio)) do Tapirapé, sendo esta uma área de proteção integral. RESPONSABILIDADE – De acordo com a Legislação Brasileira, Unidade de Conservação é uma área decretada pelo poder público para ficar sob um regime especial de uso com o objetivo principal de ser conservada. Assim, Carajás está sob a administração do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) - órgão federal responsável pela fiscalização da Floresta - em parceria com a mineradora Vale, que detém o direito de extração de minério na região. Qualqueratividade realizada dentro da Flona sem autorização do Instituto que causa impacto ao meio ambiente é considerado crime ambiental previsto por lei.
  • 117.
    117 AMEAÇA -Apesar detoda a riqueza ambiental, a Flona de Carajás sofre ameaça de extinção de um ecossistema típico que é a savana metafólita. A Floresta Nacional está inserida na floresta amazônica, mas ela tem dois ecossistemas distintos; dois tipos de vegetação diferentes. Existe a floresta grossa, tropical, úmida e uma área de savana, muito semelhante ao cerrado, que ocorre naturalmente onde a jazida de minério de ferro aflora, (afirma Frederico Drummond apud Folha do Sudeste, 05/2010). Para o mesmo, a Flona é de grande importância para a conservação porque é uma área muito rara. “Ela é um ecossistema singular. Nós temos lagoas permanentes, formadas por captação de água da chuva, cavernas, vegetação tipo cerrado, bromélias, orquídeas, canelas de ema, gramíneas, diversos pés de capim nativo e algumas espécies da fauna que também são restritas a esse ambiente, ou seja, não ocorrem na floresta.” O maior risco da Floresta Nacional enquanto biodiversidade é o conflito com a mineração que se não for bem conduzido pode levar à extinção esse ecossistema, considerado o maior do mundo. Por Adilson Motta Além dos riscos da mineração, segundo Frederico Drummond, quando a gente pega uma imagem de satélite da região (como o que segue), vê que o entorno está completamente degradado – entre outros fatores, por causa da ocupação desordenada do solo. Os madeireiros vieram e tiraram a floresta e não restituíram nada. Depois veio a grilagem de terras junto com a pecuária e devastou mais um pouco. Os próprios acampamentos organizados pelo INCRA não tem uma proposta de sustentabilidade. BIODIVERSIDADE DA FLONA Fauna. Flora Floresta Amazônica; Savana Metalófila; Savana Metalófila (Canga)
  • 118.
    118 8.2 MAPA AMBIENTALDE PARAUAPEBAS, CARAJÁS E APA Fonte: IBAMA –12-2006/Foto de satélite Os pontos verdes: as matas; roso: áreas desmatadas. Imagens de Satélite do Mosaico de Unidade de Conservação da região de Carajás Floresta Nacional do Tapirapé- Aquiri Floresta Nacional do Itacaiúnas Floresta Nacional de Carajás Área de Proteção do Igarapé-Gelado Reserva Biológica do Tapirapé 1985
  • 119.
    119 Legenda: Área defloresta: Área antropizada/ desmatada: Mosaico da Unidade de Conservação da Região de Carajás – Composição Unidade Área (km²) Floresta Nacional de Carajás 4.119,5 Floresta Nacional do Tapirapé-Aquiri 1.900,0 Floresta Nacional do Itacaiúnas 1.414,0 Reserva Biológica do Tapirapé 1.030,0 Área de Proteção Ambiental do Igarapé do Gelado 216,0 Total 8.679,5 Fonte: Projeto Ferro Carajás S11D. 2012. ATIVIDADES NA FLORA CARAJÁS Extração do Fé (Ferro) e produção do Fe Gusa Extração de Mn (Manganês); Extração de Bauxita; Extração de Au (Ouro); Extração de Cu (Cobre); 2010
  • 120.
    120 APA – Áreade Proteção Ambiental O presente trabalho faz parte de uma série de estudos e levantamentos na Área de Proteção Ambiental (APA) do Igarapé Gelado, integrante do Projeto Melhoria da Qualidade de Vida dos Colonos da APA do Igarapé Gelado, realizados pela Companhia de Promoção Agrícola – CPA – CAMPO, contratada pela Companhia Vale do Rio Doce através de recursos concessionais do Japanese Grandt administrados pelo Banco Mundial.. Em 1989, por recomendação da CVRD, foram criadas pelo governo federal três unidades de conservação na região sul do Pará, a saber:  Área de Proteção Ambiental (APA) do igarapé gelado decreto Nº 97.718/89;  Reserva biológica (rebto) do tapirapé decreto nº 97.719/89;  Floresta nacional (flona) do tapirapé-aquiri decreto nº 97.720. A proposta de criação das três unidades de conservação pela C.V.R.D. relaciona-se às estratégias econômicas e empresariais do projeto de mineração ferro Carajás, face às inúmeras críticas e pressões que sofreu a empresa, em função de impactos negativos do ponto de vista ambiental gerados pela empresa no início da implantação das atividades mineradoras (e sua degradação na relação com o meio ambiente). Portanto, a criação dessas unidades de conservação, significa um passo importante para a inserção do componente ambiental em atividades que utilizam os recursos naturais no Brasil, um número reduzido ou insignificante de empresas e demais serviços utilizam o componente ambiental na sua prática cotidiana de trabalho. 7.1 Histórico da Ocupação e Criação da APA do Gelado A Área de Proteção Ambiental do Igarapé Gelado foi oficialmente reconhecida a partir do Decreto nº 97.718, de 05 de maio de 1989, que dispõe sobre sua criação. O histórico da sua ocupação, no entanto, antecede este ato e remonta a meados da década de 80, quando começaram a chegar os primeiros moradores nesta região, pertencente a Companhia Vale do Rio Doce – CVRD (à época uma empresa estatal responsável pela exploração mineral neste setor da Serra de Carajás). A área do Igarapé Gelado, localizada a norte do território da CVRD, foi mantida estrategicamente pela companhia como zona tampão, visando evitar que pessoas invadissem-na ou explorasse-a indevidamente. Contudo, em 22 de setembro de 1985 chega à região, hoje APA do Igarapé Gelado, vindo de Curionópolis (antes tendo passado por Marabá), o Sr. Francisco, conhecido atualmente como Chico do Sindicato (Ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Parauapebas e ex-presidente da Associação dos Produtores da APA do Igarapé Gelado (APROAPA).Com quatro meses na área começou e por intermédio do sindicato rural de Curionópolis, começou a mobilizar pessoas para ocupar a região recém descoberta e, até então, segundo depoimento do próprio Chico, devoluta, isto é, “área da união”, segundo o entendimento do grupo invasor. Entre 1885 e 1986 chegaram ao Igarapé Gelado um total de 182 famílias. Em 1987 já totalizavam 205. Iniciou-se, a partir daí, um confronto entre a CVRD que tratava de preservar sua área de exploração, mantendo a zona tampão, e as famílias que ali chegavam em busca de terra
  • 121.
    121 para trabalhar. Foram,aproximadamente, quatro anos de incessantes confrontos nos quais a CVRD tentou, sem sucesso, desocupar a área, impedir novas invasões e preservar a região. Havia um portão de ferro na entrada sul da área, que vivia regularmente vigiado por funcionários da CVRD. À noite, quando a vigilância cessava, as famílias aproveitavam para invadir a propriedade e, quando o dia amanhecia, já encontravam-se instaladas, ainda que provisoriamente, na região do Gelado. Existem, ainda hoje, resquícios desta época no local, como, por exemplo, parte da estrutura do portão, conforme registrada na foto a seguir. Em 1989, finalmente a região do Igarapé Gelado foi transformada em Área de Proteção Ambiental, tendo sido adotados critérios de ocupação que priorizam a preservação dos recursos naturais e disciplinam as atividades antrópicas no local. A criação da APA talvez tenha sido a solução mais plausível que a CVRD encontrou para resolver o problema da invasão na região, desde que passou a contar com o auxílio do IBAMA nas operações de fiscalização e controle das atividades humanas desenvolvidas no local. Não obstante, o uso do solo e a preservação dos recursos naturais continuam destoantes com as prerrogativas legais impetradas pelo decreto de criação da APA. Não foi realizado o zoneamento proposto no item I do artigo 2º do referido decreto, assim como a população não foi devidamente esclarecida sobre a importância da APA e suas finalidades, a fim de que se resguardem do direito de usar indiscriminadamente dos recursos da região, tanto quanto de causar os problemas ambientais atualmente encontrados na APA. A compatibilidade entre a sobrevivência e a preservação do meio, merece ser objeto de educação ambiental da população residente na APA, um projeto que requer tempo, paciência e diretrizes claras. 7.2 Problemas Ambientais na APA do Igarapé Gelado A APA do Igarapé Gelado, única área de proteção ambiental federal localizada na Amazônia, necessita de ações planejadas e articuladas entre poder público, CVRD e população local, que possam garantir, por um lado a sobrevivência e o bem estar das famílias de colonos residentes e, por outro, a preservação dos recursos naturais importantes à própria sobrevivência humana na região. Desmatamentos, queimadas, caça predatória, extração ilegal de madeira, lavagem de roupa em córregos e rios e uso de biocidas na agricultura são apenas alguns dos atos cometidos pela população da APA e entorno. Via de regra, uma população oriunda de outras regiões do país e, portanto, sem qualquer tradição agrícola ou extrativa na região amazônica, que não seja o garimpo. O desmatamento na APA representa a forma mais inadequada de ampliação da área de pastagem plantada, com vistas a alimentação do gado. Contudo, é realizado sem critérios técnicos e, em alguns casos, sem a observância da preservação das áreas de nascente, das margens dos córregos e rios e da manutenção de 50% da área do lote preservada, conforme determinação legal. A lavagem de roupa com utilização intensa de sabão e água sanitária também é prática corriqueira na região. O uso destes produtos, apesar da água corrente, pode ocasionar, a médio e longo prazo, a poluição dos mananciais hídricos da região, em especial aqueles de pequeno volume. 7.3 Caracterização Sócio Econômica das Famílias da APA Existem 188 lotes cadastrados. Destes, 39 são de posseiros que possuem mais de um lote na APA, o que significa dizer que o número de famílias cadastradas (proprietárias) é inferior ao número de lotes cadastrados. Foram cadastradas 165 famílias na APA do Igarapé Gelado, algumas das quais com posse de até 5 lotes, como discriminado a seguir:
  • 122.
    122 A população totalcadastrada na APA é de 954 habitantes, sendo que alguns são filhos dos colonos que estudam e trabalham fora (aproximadamente 10% do total), mas estão lotados no domicílio. Naturalidade dos Chefes de Família Estado % Estado % Maranhão 47 Rio Grande do Sul 1,6 Minas Gerais 13,7 Tocantins 1,6 Bahia 6,9 Pernambuco 1,6 Goiás 5,8 Alagoas 1,0 Ceará 4,9 Paraná 0,6 Piauí 4,7 Rio Grande do Norte 0,6 Pará 4,7 Santa Catarina 0,6 Espírito Santo 4,2 Paraíba 0,6 A maioria absoluta dos moradores da APA é oriunda de outras regiões do país, especialmente do Maranhão, que representa 47% do total. Apenas 4,7% dos entrevistados são do estado do Pará e, poderiam, portanto ter conhecimento mais adequado da melhor forma de manejar e extrair sua própria sobrevivência da floresta amazônica. Mas esta não é a realidade da região. Tratam-se de ex mineradores e garimpeiros sem qualquer aptidão agrícola, que ocuparam a área em busca de novas terras, passíveis de exploração mineral. Motivo do Deslocamento para a APA Motivo % Motivo % Trabalho 87,8 Transferência 1,5 Acompanhar Família 6,5 Seca no Nordeste 0,7 Garimpo 2,8 Investimentos 0,7 Embora estime-se que a grande maioria dos chefes de família da APA tenha ido até lá em busca do ouro perdido, descobrir novas áreas de garimpo, apenas 2,8% assumem tal fator como motivo preponderante para o deslocamento. Trabalho é o principal motivo, alegado por 87,8% dos entrevistados. O segundo motivo mais citado que foi acompanhar família reflete um fator importante na região: as relações de parentesco, que foram responsáveis por grande parte da migração que ocorreu na região, no princípio da sua ocupação. Anos de Residência no Local Anos % Anos % - de 1 5,0 11 a 15 18,9 1 a 5 22,4 16 a 20 1,9 6 a 10 50,9 + de 20 1,4 Principal Atividade Produtiva no Lote
  • 123.
    123 Atividade % Atividade Agricultura59,6 Agropecuária 16,7 Pecuária 22,5 Não respondeu 1,2 Modo de Escoamento da Produção Modo % Modo % Modo % Carro próprio 8,7 Carro fretado 40,9 Carro da Prefeitura de Parauapebas 40,2 Há uma divisão equânime entre aqueles colonos que fretam carro para escoar a produção e os que esperam o caminhão da prefeitura que passa de duas a três vezes por semana, na APA. Ora o produtor espera o carro da prefeitura, ora freta carros particulares, dependendo da possibilidade de espera do produtor ou do grau de perecimento do produto. Cerca de 10% dos colonos afirmaram ainda fazer uso dos carros da CVRD que trafegam nas estradas da APA, sempre que há a possibilidade de uma carona que permita escoar produtos. Formas de Comercialização da Produção Forma % Forma % Forma % Direto ao ao Consumidor 39,8 Intermediário 58,3 Comércio externo 1,9 Mão-de-obra Utilizada na Produção Mão-de-obra % Familiar 64,5 Contratada sazonalmente 22,9 Contratada permanentemente 12,6 Insumos Utilizados na Agricultura Insumos % Fertilizantes e inseticidas 96,5 Herbicidas 3,5 Irrigação Sim (%) Não (%) Tipo %
  • 124.
    124 8,1 91,9 Aspersão80 Manual 20 Na agricultura, segundo entrevistas, cerca de 22% plantam arroz, 18,4% plantam milho, 14,3% plantam feijão e apenas 3% cultivam mandioca. Permanentes Produtos Produtores que Praticam em Relação ao Total (%) Nº de pés/lote Banana 16,0 De 200 a 1.000 unidades Manga 13,0 Média de 30 unidades Coco 12,0 De 200 a 8.000 unidades Cupuaçu 11,0 De 150 a 1.000 unidades Acerola 5,2 De 200 a 800 unidades Café 5,2 Média de 1.000 unidades Laranja 4,0 De 100 a 200 unidades Abacate 2,8 De 50 a 300 unidades Jaca 2,8 De 20 a 100 unidades Limão 2,8 De 100 a 200 unidades Graviola 2,2 Média de 300 unidades Abacaxi 1,8 De 12.000 a 35.000 unidades Cacau 1,8 Média de 550 unidades Goiaba 1,5 De 50 a 200 unidades Caju 0,5 Média de 20 unidades Tangerina 0,5 Média de 60 unidades Mamão papaya 0,5 Média de 2.500 unidades Jambo 0,5 Média de 15 unidades Pupunha 0,5 Média de 200 unidades
  • 125.
    125 Murici 0,5 Médiade 50 unidades Biribá 0,5 Média de 15 unidades Os criadores de gado são foco de preocupação constante do IBAMA, haja vista que a atividade requer grandes áreas de pasto, o que redunda em desmatamento. A preocupação maior do IBAMA é com os lotes acima de 100 ha onde, segundo determinação legal, só é possível desmatar até 20% do total. Número de Famílias no Lote Números de Famílias % Números de Famílias % 1 80,4 4 0,6 2 13,5 Mais de 4 1,8 3 3,7 Predominam os lotes com apenas uma família (80,4%), embora o percentual de lotes com duas famílias esteja próximo de ¼ do total (13,5%). Os lotes aonde residem mais de uma família são aqueles ocupados por parentes ou empregados, na sua maioria. Tipo de Tratamento da Água Consumida Tratamento % Tratamento % Filtrada 66,1 Fervida 2,3 Nenhum 20,3 Clorada 0,6 coada 10,1 Água sanitária 0,6 Destino do Lixo Destino % Destino % Destino % Queima 45,0 Mato 43,4 buraco 11,6 Doenças de Maior Incidência Doenças % Doenças % Malária 71,3 Hepatite 6,5 Gripe 16,6 Demais doenças 5,9 A doença que mais acometeu as famílias da APA foi a malária (71,3%), infecção caracterizada por febres, tremedeiras e amarelamento do corpo. Gripe é responsável por 16,6% dos casos, enquanto a hepatite representa 6,5%. Por outras doenças entende-se as
  • 126.
    126 citadas pelos moradorese que constituem fatos isolados, quais sejam: surdez, anemia, pneumonia, febre reumática, hanseníase, derrame cerebral e epilepsia. ] Estradas Mais Importantes e Usadas Estradas % Energia % APA 74,1 Ferrovia 6,4 Paulo Fonteles 19,5 Sem dúvida, as estradas da própria APA são as mais usadas pelos moradores, o que corresponde a 74,1% do total. Muitos atribuem real importância também às estradas da Colônia Agrícola Paulo Fonteles (19,5%) e da ferrovia Carajás (6,4%). Grau de Associativismo Sim Não 62 38 Dos colonos pesquisados um total de 60% está associado a algum tipo de associação, seja de caráter político, seja de caráter religioso. A Que Associação Pertence Associação % Associação % APROAPA 87,6 Sinprodus 2,0 Sindicato Rural 6,3 Comore 1,0 Metabase 3,1 A APROAPA – Associação dos Produtores da APA do Gelado, é a mais importante associação comunitária local. É por intermédio da APROAPAque os projetos são implantados na APA, como é o caso do Projeto Viva Verde . Atualmente as principais lideranças comunitárias da APA são exatamente o presidente e vice-presidente da associação, senhores Odilon e Antônio Alves (o Neguinho), respectivamente. Equipe de Educação Popular de Parauapebas – EEPP Trata-se de uma Organização Não Governamental – ONG, que atua na APA desde 1991, à época com projeto de agricultura familiar Fonte: IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis)
  • 127.
    127 UNIDADES DE CONSERVAÇÃODO MOSAICO DE CARAJÁS Observe que na Flona Carajás, que é uma das áreas mais próximas do Projeto Carajás, é onde se concentra o maior foco de devastação ambiental. Os pontos rosos representam áreas devastadas. Na prática, essa floresta é controlada pela mineradora, que decide quem pode ou não entrar. A mina de Carajás é a maior mina de ferro a céu aberto do mundo e a província mineral de Carajás é considerada a maior do planeta. Se a floresta é nacional, deve ser controlada pela ação federal e não pela empresa que explora e devasta. Adjacências da Floresta Nacional de Carajás Reflorestamento em área explorada. Há muito tempo assim... O principal é minério. Gerar riquezas para os novos donos da Vale. Em novembro de 2007, a Vale comemorou a marca de 1 bilhão de toneladas de ferro exploradas em Carajás. “... Para alcançar essa marca recorde, uma vasta área da Floresta de Carajás foi e continua sendo devastada para dar lugar ao material estéril das frentes de lavras” . José Milton Santos, Reportagem no Jornal O Regional, Especialista em Gestão e Manejo Ambiental em Sistema Florestal pela Univ. Federal de Lavras UFLA- MG.
  • 128.
    128 Rio Itacaiúnas –Foto de Satélite/2006 (extensão: 6 km) Lagoa do igarapé gelado na APA –Protegido por lei ambiental Construção da Barragem – 1985 A represa do gelado tem como objetivo a concentração de água que é utilizada para a lavagem do minério. A qual é transportada em caminhões pipa.
  • 129.
    129 RIQUEZAS NATURAIS DAREGIÃO Mina N5 -6km. Foto de satélite Serra do Cururu Linha verde – IBAMA 0800-618080 Fazenda Serra Azul Castanheira Extração de minériona Serra dos Carajás, no Município de Parauapebas. Fotos cedidas pelo CEAP/Parauapebas Local: Cachoeira do Urubu Fonte: Helder Messiahs
  • 130.
    130 A castanheira-do-pará -é uma das maiores arvores da Floresta Amazônica. Na natureza começa a produzir a partir dos doze a dezesseis anos, atinge uma altura de 60 metros e 14 metros de circunferência. A grande maioria é centenária. É utilizada a centenas de anos pelos Índios da Amazônia como fonte medicinal para rins, fígado e controle de diarreia das crianças e principalmente como alimento na forma de farinha e leite. Açaí é o fruto da palmeira conhecida como açaizeiro, cujo nome científico é Euterpe oleracea. É uma espécie nativa das várzeas da região amazônica, especificamente dos seguintes países: Venezuela, Colômbia, Equador,Guianas e Brasil(estados do Amazonas, Amapá, Pará e Maranhão). O açaí é um alimento muito importante na dieta dos habitantes da Amazônia, onde seu consumo remonta aos tempos pré-colombianos. Hoje em dia é cultivado não só na Região Amazônica, mas em diversos outros estados brasileiros, sendo introduzido no mercado nacional durante os anos oitenta enoventa. O açaí é considerado alimento de alto valor calórico, com elevado percentual de lipídeos, e nutricional, pois é rico em proteínas e minerais. Nas áreas de exploração extrativa, o açaí representa a principal base alimentar da população, notadamente dos ribeirinhos da região do estuário* do Rio Amazonas. *estuário: Tipo de foz em que o curso de água se abre mais ou menos largamente. Açaizeiro, fruta nativa e extrativa da região.
  • 131.
    131 8- MEIO AMBIENTE Omeio ambiente é um complexo ecossistema onde as formas diversas de vida mutuamente se dependem. O homem tem que viver nesse meio, criar desenvolvimento, mas na responsabilidade e perspectiva de que ele está decidindo por ele e por outras formas de existências a qual, juntos, garantem o equilíbrio e a harmonia do planeta. A questão ambiental está conjugada à questão "saúde". Pois um meio ambiente saudável é favorável à saúde daqueles que neles vivem. Conclui-se, portanto, que a qualidade de vida da população está associada à qualidade do meio em que esta vive. 8.1 O Problema do Lixo em P arauapebas O lixo é também um grande problema em Parauapebas. Veja abaixo, fotos que mostram a situação emque apresenta duas gravidades de caráter socioambiental:  O primeiro risco é social, envolve o meio ambiente no que toca a questão saúde, pois, até início de 2009, viviam no lixão de Parauapebas diversas famílias, o risco é enorme para a saúde desses moradores. Há também o risco pela contaminação do rio, devido uma parcela do lixão encontrar-se em declive (queda) para o rio. Desse modo, as águas das chuvas no período de inverno caem sobre o lixo e levam seus dejetos e contaminações para o rio; onde muitas pessoas tomam banho, outras pescam, outras lavam roupas, etc...  O segundo risco relaciona-se com o impacto ambiental, pela existência das espécies de animais e peixes ali existentes e nas imediações, os quais servem de alimentação para muitas pessoas. As famílias ali existentes, até a data citada, tidas por “filhos da pobreza” e da desigualdade socialsão apenas uma pequena parcela de um universo bem maior nas capitais e periferias do país. Haviam propostas de entidades e órgãos governamentais de amparo a essas famílias, unicamente às que têm filhos. Tais famílias, diante de frágeis propostas, preferiam voltar ou continuar morando no lixão. Fazendo entender que, o que eles ganhavam do lixo era bem mais rentável do que o que lhes era oferecido como proposta. Lá ficavam por opção. Eles vendiam carvão, plástico, papel, ferro, alumínio, etc... Fotos tiradas em 2008. Lixão de Parauapebas, em declive para o rio.
  • 132.
    132 Veja o quediz Deuzirene, dona-de-casa in Revista, Agosto de 2008: “A vida não é fácil, temos que ter dinheiro para comprar alimentos para não morrermos de fome, material escolar para meus filhos freqüentarem a escola, e é através do lixão que eu consigo esse dinheiro”. A mesma alerta que por mês fatura em média R$ 800 a R$ 1.000,00. 09/2008 Possível solução ao problema do lixão Segundo a química Ângela Cristina (IN REVISTA, 08/2008), para amenizar as consequências negativas deixadas pelo Lixão Municipal, O ideal seria montar um local apropriado para armazenar os lixos recolhidos no município. “Os órgãos públicos deveriam limpar esse local e providenciar uma cobertura final, drenar a á gua superficial, ou seja, drenar o lixo, além do gás que ali é produzido, porque através da decomposição do lixo ele se toma inflamável, então seria necessário coletar es se gás e efetuar um monitoramento Residências de moradores no lixão, onde também moravam crianças. Rio Parauapebas Fotos tiradas pelo Pastor Oziel *Texto elaborado por Adilson Motta, segundo relatos de pastor Oziel. Para evitar e isolar o escoamento de dejetos de lixo para o rio Parauapebas, a administração Governo Cidadão, em 2009, está construindo um muro circundando toda área de acesso ao rio. E, no objetivo de construir um aterro sanitário no local, diversas famílias que lá moravam foram retidadas e, em troca, receberem assistência social.Foto tirada em 04/2009.
  • 133.
    133 geotécnico e ambientalda área, além de efetuar a manutenção da estrutura do aterro”, explica a química que afirma ainda que o correto a ser feito é transformar o lixão em u m Aterro Sanitário. Zelar o meio ambiente incluindo neste item “ÁGUAS FLUVIAS” é de grande relevância principalmente no que toca à questão saúde. Pois é das águas do rio Parauapebas – tratada na subestação que depende a população de Parauapebas para beber, cozinhar, banhar e lavar roupas. Bombas de Captação de águas do rio Parauapebas para a subestação de tratamento. Fonte: Helder Messiahs
  • 134.
    134 Breve Histórico dosAssentamentos de Parauapebas Os conteúdos abaixo foram resgatados pelos alunos das escolas do Município de Parauapebas sob a orientação de professores nas 7ª e 8ª séries. Alunos pesquisadores: Francisca Amélia, Lucirreis, Edilane, Nadson, Dionatan, Álvaro, Kamila, Maria de Jesus, Maria das Graças, Milca e Ronne Charles. ASSENTAMENTO CARLOS FONSECA Em 1991, a Fazenda Carajás foi ocupada por dois grupos de sem-terras, sendo um grupo do assentamento Palmares I e o outro fazia parte de uma associação já existente. Houve um grande conflito entre os dois grupos que lutavam pela terra e foram assassinados dois líderes do Assentamento Palmares I. Pôde-se constatar que esses dois trabalhadores foram vítimas da crueldade do destino na luta pela terra. E em homenagem aos líderes Carlos e Fonseca hoje tem o P.A. Carlos Fonseca. Quando houve esse conflito as terras ainda não tinham sido demarcadas pelo INCRA, fato que só aconteceu no ano de 2001. O motivo pelo qual a Fazenda Carajás que também era conhecida por Grupo Paragominas, foi desapropriada porque somente 300 alqueires estavam regularizados e 900 alqueires não estavam regularizados. Em relação a contribuição ITR (Imposto Territorial Rural). Hoje onde era a sede da Fazenda Carajás funciona a escola 18 de outubro. ASSENTAMENTO NOVA JERUSALÉM A história desse assentamento começou em outubro de 1999 com 300 famílias acampadas na Fazenda Nova Conquista, tendo como líder o Sr. José Mauro. Os sem-terra passaram lá dois meses, sendo que em 11 de dezembroforam remanejados para a Fazenda Baiana, que se encontra a 32 km da cidade de Parauapebas, mas a área pertence ao município de Marabá. . Desse modo, foram divididos em três acampamentos, uns ficaram na Fazenda Boa Sorte, e outros na Fazenda do proprietário Sr. Mauro Lima; sendo que na fazenda Baiana ficaram 100 famílias, Mas essa área era pequena para assentar essas famílias. O líder (José) deixou essas famílias abandonadas sem nenhuma condição de sobrevivência, até o INCRA enviar cestas básicas para essas famílias, muitos desistiram e as famílias que ali residiam decidiram formar outra associação,
  • 135.
    135 elegendo outro presidente,o Sr. Luís Salomé de França que registrou a associação como APTRAS PA. Enquanto o líder lutava para negociar a desapropriação dessa área, muitos ficaram no acampamento, pois não tinham residência em Parauapebas. Outros vinham nos finais de semana e alguns ficavam revezando no acampamento. No acampamento residia um senhor popularmente chamado João Bigode que passou a implicar com os associados, que só vinham no final de semana. Pois ele queria formar outra associação com outras famílias, com isto ele pretendia dividir essa área em dois assentamentos. No entanto, seu desejo causou discórdia gerando alguns conflitos, mas Salomé acionou o INCRA que veio e deu uma oportunidade para o Sr. João Bigode se ajuntar aos outros sócios. No entanto, ele não concordou, pois alegara que a área era dele – porque residia ali e não abria mão dessa área. Com tudo isso, o INCRA não teve outra solução a não ser acionar a Polícia Federal, retirando-os dessa área. Ficaram somente 42 famílias e o INCRA fez o sorteio dos lotes no dia 17 de maio de 2003. ASSENTAMENTO UNIÃO DA VITÓRIA A história da comunidade União da Vitória iniciou-se no dia 22 de dezembro de 2000, às vésperas do natal do mesmo ano. Nesta data essas famílias não tinham morar, então resolveram unir-se em busca de seus sonhos, o qual era adquirir suas próprias terras e dela garantir a existência e a sobrevivência de suas respectivas famílias, onde as mesmas ocuparam uma área que pertencia a Reforma Agrária. Nos primeiros dias eles se alojaram no curral. Nesse período eles sobreviviam de diárias para os colonos vizinhos, enquanto aguardavam o processo da reforma agrária ser concluído. Enquanto isso, alguns pais e seus filhos frequentavam às aulas na escola Santa Tereza que foi construída nas proximidades da área ocupada. A comunidade decretou um prazo de 15 dias para que trabalhassem fora da área e em retorno trabalhavam em suas pequenas lavouras, onde plantaram arroz, feijão, milho, mandioca, abóbora, banana e outros alimentos perecíveis. No ano de 200, aproximadamente no mês de setembro, as famílias tiveram que desocupar a área, deixando assim para trás todo seu trabalho desenvolvido e ficaram acampados às margens do rio Gameleirano P.A. Valentim da Serra. Com este episódio, a comunidade ficou sem frequentar a escola por um tempo. Após o período de aproximadamente dois anos e meio as famílias retornaram para as áreas onde tinham sido despejadas; e em março de 200 constituíram novamente o acampamento às margens da estrada de acesso ao Itacaiúnas. Após essa data iniciou-se o processo de negociação da terra. As famílias combinaram a aquisição da área pelo INCRA, constituindo o P.A. União
  • 136.
    136 da Vitória. Hojeesta comunidade que tanto lutou sem desistir dos seus objetivos para viver em harmonia encontra-se com todos em seus respectivos trabalhos agrícolas. Sobrevivem da cultura de subsistência de suas pequenas atividades e criações de animais. Um dos principais produtos agrícolas são banana, milho, mandioca, abóbora, etc. Atualmente o assentamento União da Vitória recebeu visita do INCRA e fez a negociação tornando-se legal os lotes de cada assentados. ASSENTAMENTO ARAÇATUBA No início as pessoas deste local viviam em assentamento esperando o governo liberar as terras, mas o governo demorou muito, então o povo resolveu invadir a fazenda Carajás e demarcaram seus lotes. Então o INCRA deixou que cada pessoa ficasse em seus lotes. E ali houve uma conquista. Muitas pessoas venderam seus lotes e foram embora para a cidade, mais ou menos 50% dos lotes foram vendidos baratos para outros que se estabeleceram. Não existia estrada de acesso e as pessoas tinham que carregar as coisas nas costas, subindo uma ladeira enorme. Depois de um ano os tratores de madeireiros fizeram e estrada. Mais tarde a prefeitura arrumou as estradas e fez uma escola de madeira e sem piso, com as séries de pré-escola até 4ª série, no ano de 2005foi feita uma escola um pouco melhor. Também em 2005 o governo concedeu projetos para agricultores que a partir daí, conseguiram ter suas vaquinhas para tirar leite e ter uma vida melhor. Hoje o assentamento possui energia elétrica, televisão, geladeiras e outros eletrodomésticos. ASSENTAMENTO VALENTIM SERRA Em 1998 os trabalhadores rurais “sem-terra” saíram da fazenda Bamerindus, sendo remanejados para Fazenda São Judas, tendo como ex-proprietário Marcos Corrêa, nesta fazenda uns quatro anos até se tornar um P.A. Depois de ter se tornado um P.A., a fazenda não foi mais chamada São Judas e passou a se chamar Valentin Serra, pois Valentim Serra foi um grande líder do movimento. Esse nome foi escolhido pela comunidade e pelo presidente da associação que na época era “Mazinho”. Houve um conflito na fazenda, depois de ter se tornado um P.A., o ex- presidente Mazinho não veio a falecer mas ficou com uma bala nas costas, ele mesmo afirma: “Se tirar a bala ou ficar com ela por muito tempo, morre”. Hoje existe duas associações e dois presidentes: o Sr. Raimundo Nonato e o Sr. Manoel Marinho. As associações são: AGRIFVS(Associação dos Agricultores e Agriculturas Familiares do Projeto de Assentamento Valentim Serra) e APAAVAS (Associação dos Agricultores e Agricultores e Agriculturas do Projeto
  • 137.
    137 Valentim Serra). Hoje,muitas pessoas são beneficiadas por vários projetos e programas como:  Fomento,  Projeto de Gado  Maracujá. ACAMPAMENTO TAPETE VERDE Aos 22 do corrente ano foi feito um relatório sobre o acampamento tapete verde que surgiu em 1999. O nome do proprietário da fazenda é o Sr. Valdenor Rodrigues do Vale. Os sem-terra invadirama fazenda Tapete Verde em 1999. Houve um despejo em 2002, na qual o Senhor Proprietário fez um trato com os sem-terra, se ele tirasse o título da terra os invasorespoderiam ficar na terra quando quisesse. Depois o mesmo tirou o documento da terra e despejou todos. Os que tinham casa foram para casa e os que não foram para casa ficaram nas terras alheias. Houve um conflito porque o presidente não ficou firme em seu propósito, traindo o grupo. Assim muitos comentam que se vendeu e foi embora com o dinheiro. Em 2003, foram morar na terra do Sr. Jonas e ficaram lá até 2005, foi quando venceu o trato de ficar na terra. Houve outro despejo e todos foram ficar na CECAP por um mês. Depois invadiram a sede da Fazenda Tapete Verde e acamparam lá; fizeram um acampamento próximo a fazenda onde hoje vivem. ASSENTAMENTO GAMELEIRA No ano de 1997, o Dr. Lau, proprietário da fazenda Gameleira-Açú precisou vender sua fazenda para o INCRA, devido a má administração de seu sobrinho Márcio. Nessa mesma época houve uma invasão, mas de forma pacífica, pois esperaram a desapropriação. A fazenda Gameleira se limita com o rio Gameleira de um lado, do outro a fazenda Raineli Sartório, do outro florestas e áreas de proteção ambiental e a última divisa é com Auto-Bonito e Terra-Rocha. Depois da desapropriação esse P.A. teve como primeiro presidente o Sr. José, conhecido como Zezinho, depois Valdeci e atualmente é o Sr. Floriano e o Sr. Oséias. Gameleira é um bom lugar e precisaapenas de melhorias e mais atenção.
  • 138.
    138 GARIMPO DAS PEDRAS Localizadonos limites geográficos de Marabá, a 60 Km do centro de Parauapebas, foi descoberto há 27 anos por garimpeiros da região. De lá para cá, as jazidas tem produzido e comercializado milhares e milhares de toneladas de pedras de ametistas para o Brasil e o mundo, tornando-se, segundo Waldir Silva (Jornal Correio Tocantins, 15/11/2010), a segunda maior jazida do mundo, em termo de quantidade de reserva.Além da ametista, é extraído também pedras preciosas como topázio, citrine, quartzo e cristal translúcido. A vila conta com escola, posto de saúde, destacamento da Polícia Militar, supermercados, igrejas, energia elétrica, associação de moradores, farmácia e até pista para pouso e decolagem de pequenas aeronaves. É um lugar onde homens procuram pedras preciosas em minas de 140 metros de profundidade para conseguirem dali, sustento para suas famílias, para alguns é apenas paixão pela arte de garimpar, realizando atividades mesmo sabendo que correm riscos. Em Garimpo das Pedras são 4.000 pessoas que trabalham diretamente na extração de pedras preciosas, e as mesmas quando retiradas da Mina até chegar ao ponto de serem comercializadas, passam por fases chamadas: produção, preparo e lapidação para chegar ao seu ponto final, que é confecção de jóias. As preciosidades do Garimpo das Pedras também são exportadas para China e lugares que também dão total valores altos por peças com pedras. O Garimpo das Pedras não é só o lugar das pedras preciosas, mas também um “paraíso”, onde a natureza é pura com uma paisagem exuberante, piscina de água natural quente, sendo local que tem atraído inúmeros turistas. Muitas pessoas que já trabalhavam em outros garimpos hoje dão preferência ao Garimpo das Pedras por ser um lugar que oferece inúmeras oportunidades e uma condição de vida diferente do que é encontrada em outros garimpos. CESSÃO DA ÁREA Em seu depoimento (em Jornal Correio do Tocantins), Elza Miranda conta que, após a descoberta das jazidas de ametista na fazenda Miranda, a família Miranda administrava com exclusividade toda produção do minério. Algum tempo depois, para dar legalidade jurídica à exploração das jazidas, foi celebrado um termo de cessão gratuita de uso por tempo indeterminado de uma área de 240 alqueires com a Cooperativa dos Produtores de Gema do Sul do Pará (Coopergemas), criada pelos próprios garimpeiros da Vila.
  • 139.
    139 A partir daí,a exploração das pedras passou a ser controlada pela cooperativa, que dá origem ao produto, emitindo nota fiscal para saída do minério e descontando 6% do valor comercializado. A família Miranda explora uma mina com seis trabalhadores com direito a 100% da produção. A produção, que chega até 100 toneladas de pedras semipreciosas por mês, é toda comercializada no próprio garimpo. Os maiores compradores são da Bahia e de Minas Gerais. “Alguns clientes diretamente da China, que não sabem nem falar a língua portuguesa, vem também comprar pedras aqui na Vila com intérpretes”, (Revela a garimpeira na reportagem). Elza Miranda cita que, quando era deputada, chegou a levar o então governador Almir Gabriel ao garimpo, e ele viu a necessidade de implantar na vila uma escola de lapidação de pedra, com o objetivo de gerar emprego e renda, “ mas esbarramos na falta de mão-de-obra qualificada para instruir a comunidade. A ideia continua de pé”. A comunidade, segundo a reportagem, conta hoje (2010) com uma população aproximada de quatro mil habitantes que vivem em duas vilas: a de baixo e a de cima, e todos os adultos vivem em função do minério. De acordo com a ex-deputada estadual Elza Miranda (apud Correio do Tocantins, 10/2010), a família dela adquiriu a propriedade rural em 1975, sem saber da existência das reservas em subsolo de ametista. Em 1983, por acaso, alguns garimpeiros acostumados com a exploração de pedras semipreciosas descobriram a jazida de ametista, considerada a segunda maior do mundo, em termo de quantidade de reserva, só perdendo para a África. Na reportagem, Elza Miranda explica que a extração da pedra é subterrânea, em túneis verticais, perpendiculares e horizontais com extensão que vão até 300 metros de profundidade. No entanto, a ametista começou a ser descoberta à flor da terra. Apesar de se localizar na área geográfica pertencente a Marabá, a população de Garimpo das Pedras é eleitora de Parauapebas e as escolas funcionam na mesma dependência - devido às condições geográficas e de acesso.
  • 140.
    140 Garimpo das Pedras Piscinatérmica Nascente que jorra água com 40 graus de temperatura, rica em potássio, própria para o consumo. Ametistas cristalFonte:: Ascom, 2009
  • 141.
    141 História de VilaCedere – I Vila Cedere I está localizada a leste de Parauapebas, a 25 km da sede. E foi lá onde nasceu Parauapebas. A sua história está ligada ao contexto da descoberta das jazidas minerais de Carajás, dando-se em seguida a implantação do Grande Projeto Carajás, que por causa da exploração do minério, havia a necessidade de se formar uma infraestrutura capaz de satisfazer as condições mínimas aos trabalhadores do mesmo. Para que tudo isso funcionasse foi montada também uma estrutura de produção agrícola, sendo que ao redor da área do projeto, foram desapropriadas as fazendas, re- marcadas e entregues aos colonos. Na verdade essa proposta viria atender a dois interesses: o da Companhia que teria suas reservas protegidas dos aventureiros principalmente garimpeiros, visto que havia abundância aurífera na região. O interesse do governo federal em atender os fazendeiros principalmente da região do Bico-do-Papagaio, atual estado do Tocantins, onde havia conflitos entre posseiros e fazendeiros pela posse da terra. O governo federal no momento, já em seu crepúsculo, Figueiredo, (e, portanto, do regime militar) desenvolveu um projeto de colonização no Sudeste do Pará. Na região foram implantados três Centros de Desenvolvimento Regional (CEDERE). A primeira área a ser ocupada (1983) foi a do Cedere I (oficialmente, PA Carajás 3), no entroncamento de duas VSs, que atualmente está no município de Parauapebas. Era ali que ficavam os técnicos que dariam suporte aos demais, além do “almoxarifado para distribuir ferramenta para o pessoal: distribuir alguns alimentos. Depósito de madeira pra construção das casas dos colonos”, (Valdivino, R. Prado, apud Diagonal, 2008). Em 1982, na tentativa de diminuir os conflitos de posse de terras e realizar a reforma agrária, o Governo Federal, por meio do Grupo Executivo das Terras do Araguaia- Tocantins – Getat, implantou o projeto de assentamento Carajás na região Sudeste do Pará. E assim foram assentados 1.555 famílias de colonos imigrantes vindos, principalmente, dos Estados do Maranhão, Tocantins e Goiás. (LIMA, 2003, p.17,- apud Diagonal, 2007). Para melhor controle, a área foi dividida em Glebas: Gleba Carajás I, Gleba Carajás II e Gleba Verde Carajás III, em cada área havia uma vila denominada de “CEDERES” (Centro de Desenvolvimento Regional). Na Vila de CEDERE I foram assentadas aproximadamente 550 famílias. Com a chegada dessas famílias houve a necessidade de construir escolas, tanto na Vila como nas vicinais por causa da distância entre a Vila e Vicinais. Na VS Escola Getúlio Vargas e Escola José de Alencar; VS 13 Escola Augusto Dias, VS 14 Escola
  • 142.
    142 Criança Feliz, VP03 - Perpétua Fernandes, e CEDERE I, Escola Antonio Vilhena, todas fundada em 1983. No ano de 2000 houve a nucleação onde todos os alunos das escolas das Vicinais citadas acima, que eram atendidos em turmas multisseriadas, passaram a ser atendidos na escola Antonio Vilhena utilizando transporte escolar, por ser uma escola mais estruturada, a começar por ter energia elétrica, ser a maior e estar localizada em uma vila. A escola Antonio Vilhena tem uma estrutura considerável, se comparada às demais escolas do campo. No entanto, percebemos que ainda há muito que fazer para melhorar a educação. Além de termos turmas que abrangem: Educação Infantil, Ensino Fundamental e EJA, temos também alguns projetos que vêm contribuindo com a formação de nossos educandos tais como: Laboratório de Informática, Sala de Leitura, Reforço e SAPE. Para atender as necessidades orgânicas e Pedagógicas da Escola Antonio Vilhena, trabalham 36 funcionários distribuídos da seguinte forma: 4 vigias; 2 merendeiras; 5 ASG; 3 Auxiliar Administrativo; 1 diretor; 1 secretária ; 2 Coordenador Pedagógico. Há 17 professores que atuam nas modalidades de Educação Infantil; 1º e 2º ciclo; 5ª a 8ª séries, EJA; Sala de Leitura; Sala de Informática, SAPE (Sala de Apoio Pedagógico). A escola trabalha com 03 turnos, matutino, vespertino e noturno. O espaço físico possui 22 dependências e já está previsto para ampliação da mesma. Infelizmente, o alunado local que termina o Ensino Fundamental ainda não tem oferecido o Ensino Médio – nem modular nem regular. TABELA – VILA CEDERE- I DISCRIMINAÇÃO QUANTIDADE FAMÍLIAS 93 POPULAÇÃO 392 PRINCIPAIS ATIVIDADES ECONÔMICAS AGROPECUÁRIA FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS COMERCIANTES DIARISTAS / APOSENTADORIA Fonte: Professor Lindomar, 2008. Construção de 20 metros de ponte. Projeto do governo federal. Abril de 2008. FONTE: Professor Lindomar Morais Araújo – Presidente da Associação de Moradores do CEDERE- I.
  • 143.
    143 ASSENTAMENTO ONALÍCIO BARROS OAssentamento Onalício Barros está localizado a leste de Parauapebas, distando 32 km da sede e possui uma estimativa de 200 famílias. Esse Assentamento surgiu a partir da necessidade do homem do campo sem terra por terra, entregue a um modelo de reforma agrária que espera a iniciativa abrupta – movida pela necessidade do cidadão que o impele à luta, confronto e risco. Após invasões e incidentes como o que ocorreu com Onalício Araújo Barros, conhecido como Fusquinha, Valentin Serra, o Doutor e muitos outros que aconteceram e possivelmente acontecerão. O que leva a esses pressupostos, é a “crua” impunidade e absurdos indicadores que o Pará, “Terra de Lei” ostenta para o Brasil e o mundo. A título de confirmação, as cadeias da região Sul do Pará são constantes fugas e, segundo a Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, nos últimos 33 anos, no estado do Pará, houve 772 assassinatos de trabalhadores rurais, eram homens que trabalhavam para o sustento da nação. Somente três casos foram julgados, e desses, quase todos respondem em liberdade. O assassinato de Fusquinha e Doutor ocorreu no dia 14 de março de 1998 em torno de quinhentas famílias que ocuparam a fazenda Goiás II, em Parauapebas/PA. Diante das ameaças constantes de pistoleiros, as famílias resolveram desocupar a fazenda. No dia 26 de março as famílias transferiram o acampamento para uma área próxima ao assentamento Carajás e, durante a mudança, segundo CLOC (Coordinadora de Organizaciones Del Campo, 22/03/2006) no documentário Campanha “10 anos de Eldorado dos Carajás”, foram emboscados pelos fazendeiros, pistoleiros e policiais militares. No ataque, duas lideranças foram mortas: Onalício Araújo Barros, conhecido como Fusquinha, e Valentin Serra, o Doutor. Logo após o sepultamento dos dois, as famílias reocuparam a fazenda, e finalmente foram assentadas. Ao Assentamento deram o nome de Onalício Barros e Valentin Serra. Em homenagem as duas lideranças, do movimento MST na região, em 26 de março de 1999, integrantes do MST ocuparam o escritório do INCRA em Marabá. Segundo Charles Trocate, do MST, conta que a organização já matem, na prática um assentamento com mais de 200 famílias, por conta própria, há cerca de três anos.
  • 144.
    144 Apesar de certasconquistas ede já existir um sistema de eletrificação e de água implantado no povoado - ainda há muito a se conquistar: todo alunado desta comunidade estuda em Cedere I, ou seja, ainda não existe escola na comunidade. U m único ônibus faz linha de segunda a sábado de Onalício Barros a Parauapebas. As casas em Onalício Barros são espalhadas. Não sendo emendadas (adjuntas) como ocorre na zona urbana ou em outras comunidades. VILAPALMARES II Vila Palmares II surgiu como área de assentamento, hoje continua recebendo um alto número de migrantes de outros estados tanto quanto a sede municipal. A comunidade, no princípio de sua história surgiu como assentamento no ano de 1994, quando se deu a 1ª ocupação da Vale no Cinturão Verde. Foi um assentamento organizado pelo MST - o qual até hoje ali exerce ação política. No entanto, o projeto de assentamento só ocorreu no início de 1996 através do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). Palmares I e II apresentam um total de 850 famílias assentadas pelo INCRA (só Palmares II tem 517 famílias assentadas). A história da comunidade está intimamente ligada à ação política e histórica do MST, que desempenha um importante papel de movimento social em prol dos oprimidos, desassistidos e sem-tetos. Palmares é tida como o principal foco de ação do MST na região, para alguns, é tida como o “quartel”. Atualmente povoado apresenta a estimativa de 5.000 (cinco mil) habitantes e sua distância à sede municipal é de 22 km.
  • 145.
    145 Fonte: Adilson Motta Praçapública próximo à escola onde à noite a juventude se encontra. Fonte: Adilson Motta Centro do povoado Palmares. Escola Crescendo na Prática A escolha de diretor na escola Crescendo na Prática já virou tradição, e é uma experiência que deu certo: é feita através de eleição, em cuja votação participam alunos e comunidade assentada. Os não - assentados, só se forem pais de alunos que ali frequentam. Implantação do asfaltoem outubro de 2008, uma parceria entre governo federal, estado e município. O que era só promessa, setornou realidade.
  • 146.
    146 COLÔNIA PAULO FONTELES AColônia Paulo Fonteles que antes recebeu o nome de Jader Barbalho teve início de sua colonização nos anos 80. Possui uma área de aproximadamente 60 km² ficando ao Norte da cidade de Parauapebas, distando deste cerca de 45 km. Está composta por três sub-regiões principais: Santa Cruz Vila Paulo Fonteles, Vilinha e Vila Sanção. Aproximadamente 75% da região é composta por cultura permanente, 12% de reservas florestais. Apresenta uma hidrografia muito rica cortada por rios e igarapés diversos, entre eles temos : Igarapé Gelado, O Rio Piabinha , Corazul, Rio Itacaiúnas, entre outros. Apresenta relevo um pouco diversificado com áreas de pequenas planícies, montanhas, morros e pequenos vales. Tem um clima agradável. População: É formada por uma população muito diversificada oriundos de várias partes do Brasil como: Maranhão, Goiás, Bahia, Rio Grande do Sul, Piauí entre outros, que fazemda região grande, nos aspectos sociocultural, destacando assim várias culturas e diversidades de costumes, crenças e dialetos. Economia e Produção: A economia da região está baseada principalmente na agricultura, onde são cultivados diversos produtos como: coco, cupuaçu, banana, abacaxi, açaí e castanha-do pará (árvore nativa da região) entre outras. Além da cultura do ciclo curto como: arroz, feijão, mandioca, melancia e milho. A pecuária também está sendo muito bem difundida na região em pequenas e médias propriedades. A produção vai além com a fabricação dos derivados do leite como queijo, requeijão e de polpa de frutas. Grande parte da produção é distribuída e vendida na cidade de Parauapebas na Feira do Agricultor direto ao consumidor. Dispõe também de pequenas barragens que fomenta a piscicultura , atividade que vem ganhando destaque na economia local, além da horticultura que recebe destaque na produção de verduras e hortaliças. Educação: A região possui diversas escolas que estão distribuídas no seu território de abrangência sendo três escolas Pólos: Gonçalves Dias (Zé Rodrigues), Monteiro Lobato (Vilinha) e Alegria do Saber (Vila Sanção) e diversas escolas anexas espalhadas em pontos estratégicos da região. Atendendo educação infantil, ensino fundamental, Ensino Médio (Vila Sanção) e EJA.
  • 147.
    147 9 – FORMAÇÃOHISTÓRICA DO POVOAD O VILA SANÇÃO O povoado atualmente conhecido por Vila Sanção no princípio de sua história foi colonizado pormigrantes nordestinos em grande maioria oriunda do Estado do Maranhão, somando -se a população paraense que já vivia na região . No entanto, segundo as pesquisas, existe também um número menor e diverso de pessoas que migraram de outros estados como: Tocantins, Goiás, Mato Grosso, Bahia. A área que abrange Vila Sanção/Parauapebas era tida como um “cinturão verde” ou área de preservação ambiental – como pretensão da Vale. A data de fundação de Vila Sanção é em 5 de março de 1993, tendo como pedra angular a data de fundação da escola Alegria do Saber, que é base de todo um processo social e histórico da comunidade. Sendo extensas áreas de terras cobertas de matas e devolutas, não existia demarcação. As demarcações só iniciaram em 1998. Na pretensão de domínio da área tida como devoluta estavam Grupo Miranda, o Japonês e a CVRD que já exercia pressão de domínio informal em extensas áreas a ponto de impedir o acesso e grilagem nas terras, tidas como devolutas, mas da União, ou seja, do povo brasileiro. Houve conflitos, e posseiros chegaram a ser presos e a intervenção dos deputados Ademir Andrade (federal), Paulo Font eles e João Batista (estaduais) em soltá-los e intervir na questão a favor dos “sem terras”. Entra em cena o governo do estado Jader Barbalho fazendo a doação de lotes de terras de 50 hectares com títulos através do ITERPA (Instituto de Terras do Pará). Mas não deu condições de que estes posseiros ou agricultores se ma ntivessem nas terras. As consequências foram: a maioria teve que vender as terras baratas para fazendeiros que se beneficiavam com a “situação”. Segundo relatos, houve casos de poss eiros que venderam seus lotes de terras por “livre pressão” a fazendeiros que se interessavam pela posse das terras. Hoje, segundo Severino (Nilson) do Bar, menos de 10% dos colonos da época ainda possuem títulos de terra na região. Alguns venderam a latifúndios maiores que se tornaram grandes fazendas. Antes dessa extensa área de terras passar para a posse de fazendeiros e posseiros, era conhecida por Colônia Jader Barbalho (então governador do Estado naquele momento) mudando em seguida para Colônia Paulo Fonteles. O nome Vila Sanção foi em homenagem ao fundador e líder político Odilon Rocha de Sanção.
  • 148.
    148 O processo deformação histórica do povoado se deu com a participação de pessoas influentes da região como Odilon Rocha de Sanção e Nilson, comerciante e comunidade. Mesmo antes de se eleger a vereador, Odilon já dava sua participação e colaboração no processo de formação e desenvolvimento do povoado. No princípio da história do povoado, a construção da 1ª escola e posto de saúde foram feitos em regime de mutirão. Ou seja: com a participação da comunidade, que contribuía com mão - de-obra e matéria-prima. Odilon entrou na política em Parauapebas em 1º de Janeiro de 1993 (quando teve início seu 1º mandato na vereança do Município). No segundo mandato, do ano de 1997, Odilon Rocha de Sanção contratou agrimensor e fez a divisão e doação de 160 lotes de suas terras para as pessoas da comunidade visando manter e constituir ali a estabilidade de um povoa do que hoje dispõe de uma infraestrutura como posto de saúde, uma escola - Alegria do Saber (com laboratório de informática e biblioteca), várias igrejas, bares e comércios que se espalham nas ruas do povoado). Ao mesmo tempo em que promovia colonizar e povoar essa área hoje conhecida por Vila Sanção, consequ entemente estaria valorizando suas terras, por se encontrarem distante de aglomerado populacional. As estradas na região foram abertas em princípio, por madeireiros, com fins de exportar as madeiras que eram exploradas na região; “era um picadão, no meio da mata ”, assim relatou um dos antigos moradores. Em resumo, em meado dos anos 80, existia apenas a estrada do Salobo. A estrada Paulo Fonteles surgiu anos depois. Até 1992, não existia estrada de ace sso até Vila Sanção. A estrada passava antes da Vilinha (Vila Seca) cerca de 7 quilômetros (Riba do caminhão/placa). Na atualidade, a estrada se estende até o rio Itacaiúnas. Em 2003, Odilon Rocha de Sanção fez a segunda doação num total de 40 lotes. Em 22 de fevereiro de 2010, foi realizado o 3ºloteamento, onde foram doadas 97 casas e outro tanto posto à venda em área alta do povoado. Segundo Odilon, “um dos seus ideais é trazer para o povoado de Vila Sanção uma Escola Téc nica Agrícola ou Técnica Profissionalizante para a população rural ”. A participação política de Odilon no processo de formação e colonização do povoado também contribuiu trazendo para o povoado a construção da Escola Alegria do Saber, um Posto de Saúde, energia, o Sistema Modular de Ensino (Ensino Médio) e o Sistema de Nucleação (de Ônibus) que transporta os alunos
  • 149.
    149 rurais às escolas– quando distanciados. Em 2004 foi implantado o sistema de telefonia pública através de orelhões da TELEMAR. O princípio da história do povoado Vila Sanção foi marcado com a presença de caçadores e colonizadores que ali caçavam, somente para o consumo. O acesso ao município era difícil. Veja o que diz Delzuíta de Castro Brito, uma das anti gas moradoras: “Era muito difícil, porque não tinha estrada, era somente um pequeno canalzinho ” Entrevistas com antigos moradores revelam que eles eram em sua maioria oriundos do Maranhão e em número menor de outros estados como: Piauí, Pernambu co, Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais; os quais vieram à procura de terras para a lavoura de subsistência. Os mesmos viviam da lavoura, da caça e da pesca. Outros desenvolveram a atividade comercial. Atualmente o povoado é beneficiado com energia elétrica, água encanada, posto de saúde e orelhões. Persiste no povoado um grande número de caçadores devido ao grande número de caças na região ainda hoje existente, como:onça, arara azul, vermelha e amarela, tatu, porco caititu, veado mateiro, paca, mutum castanheira, pinincha, cutia, jabuti, manbira e anta. A atividade de pesca era realizada com anzol, tarrafas e malhadeiras. As espécies de peixe na região são: Curimatá, piranha, surubim e jaú. Junto a atividade da agricultura desenvolvia -se também a exploração de garimpo nas adjacências do povoado. Nilson,um dos pioneiros é tido como representante do povoado. OdilonRocha de Sanção, pioneiro e participante com a comunidade no desenvolvimento e processo histórico de Vila Sanção.
  • 150.
    150 Por Adilson Motta- 07/2010 (As fotos acima é do povoado Vilinha). PERFIL ATUAL DO POVOADO VILA SANÇÃO Aspectos físicos e geográficos Vila Sanção possui um traçado ortogonal e inclinações suaves - o que facilita uma expansão ordenada e planejada. Com características rurais, apresenta lotes grandes, de 250 a300 m ², e irregular. O povoadoestá localizado num vale entre a Serra dos Carajás e a Serra do Curu ru. Limitando-se em fronteiras com o Rio Itacaiúnas, Vilinha, Comunidade São José III, PROAPA, Betishalom, Povoado do Chiquinho, Garimpo das Pedras (do Grupo Mirandas) e várias fazendas em suas adjacências. O povoado é atravessado pelo Rio A zul, o qual é inavegável devido as fortes correntezas e possuir muitas rochas e enormes pedras em sua constituição. Localiza-se a oeste do município de Parauapebas. As vias de acesso de Vila Sanção ao município se dá: *Pela Serra dos Carajás (pela N1) 98 km ; *Pela Ferrovia: São 70 km; *Pela Vilinha: 97 km. A região apresenta 3 grandes áreas de colonização, sendo elas: Povoado Vilinha, ou Vila Seca, crescendo a todo vapor. A cada dia, novas casas, novas mudanças. Vi la Sa nção – e m n o ve mb ro de 2006
  • 151.
    151  Gleba Ampulieta(Assentamento feito pelo ITERPA – Instituto de Terras do Pará);  APA: Do Garapé Gelado;  E a Paulo Fonteles. É servido pela estrada piçarral Parauapebas/Vila Sanção, e se liga a outras estradas vicinais que dão acesso outros povoados vizinhos e fronteiriços. Vila Sanção encontra-se nas proximidades de três grandes projetos minerais:  O Projeto Salobo;  Paulo Fonteles (com a exploração de cristal ametistas e outros);  E a extensa Serra dos Carajás, que é vista do povoado Vila Sanção.  Existe também um garimpo a 7 quilômetros do povoado: o Garimpo da Cruz, onde é explorado ouro e cobre.  É do conhecimento da população e pessoas representativas do povoado que, segundo sondas da CVRD, foi detectado nas proximidades de Vila Sanção uma mina de quartzo roso. Sabendo-se que o município mãe do povoado, Parauapebas, se encontra numa localização em que os índios Xik rin do Cateté, o Governo Federal através de Projetos de Preservação Ambiental (APA) e a C.V.R.D detém a concessão de 90% do total da área municipal. A partir dessa informação, observ a-se que o povoado encontra-se numa localização estratégica, com extensas áreas livres, sendo continuamente monitorada e pesquisada com sondas da VALE. Somando-se a isto, o projeto Salobo, considerada a maior mina de cobre do Brasil, fica a poucos quilômetros do povoado. A 7 quilômetros do povoado estão sendo construídos um nú cleo da Vale e grandes alojamentos de empresas que terceirizam trabalho Vilinha, fronteiriço com o povoado Vila Sanção Estradas de acesso de Vila Sanção a Parauapebas, 2009
  • 152.
    152 à empresa (Vale).Visando dar suporte ao projeto Salobo, a Vale está implantando uma extensão energética da Eletronorte – o que deverá beneficiar diversas comunidadesda região, principalmente Vila Sanção, APA do Gelado e Colônia Paulo Fonteles, O que poderá aumentar assim a potência em energia elétrica nestes locais. *Num total de 184 casas. Fonte: Diagonal, Pesquisa encomendada pela Vale em 2009 10.2 MAPA DA APA,REGIÃO E ESTRADAS DE ACESSO Mapa de acessos. O ponto vermelho circulado é o povoado Vila Sanção. Todos os pontinhos vermelhos são povoados; o azulado corresponde a APA. Fonte:IBAMA, 12/2007
  • 153.
    153 Povoado Vila Sanção O ponto verde maior representa Paraua pebas  O ponto verde menor representa o Complexo Carajás  Os pontos vermelhos são as localidades ou povoados.  Toda extensão azulada corresponde a APA. ASPECTOS SOCIOECONÔMICOSE INFRAESTRUTURAIS DE VILA SANÇÃO POPULAÇÃO Segundo pesquisas realizadas em 2007, existem 184 casas no povoado Vila Sanção (centro). E a média de habitante por família é de 4,6 pessoas. A estimativa de casas espalhadas nos arredores das localidades vizinhas que dependem e são vinculados a Vila Sanção são de 80 casas. Consider ando a média por família (4,0 membros, inferior a encontrada), e multiplicando pelo número de casas, isso significa que a estimativa populacional de Vila Sanção (centro e adjacências) é de 952 habitantes. De acordo com a pesquisa, foi detectado um índice de analfabetismo (em Vila Sanção) de 21,87% enquanto o município apresenta 16,3%(de pessoas de 15 anos ou mais) e 7,5% na população jovem de 10 a 15 anos ; e o Estado, 14,1%(IBGE 2006). Entre as profissões exercidas no povoado foram detectadas: lavrador, vigia, vaqueiro, enfermeira, doméstica, professor(a), mecânico, pedreiro, carpinteiro, operador de máquina, usineiro, motorista e comerciantes. Já o IBGE (2010) apresentou um índice de 8,1% de analfabetismo no município, ou seja, caiu pela metade o número de analfabetos em Parauapebas. Principais atividades econômicas Agropecuária (predominante); Produção de queijo; Produção de carvão vegetal. Corte de arroz e duas usinas de beneficiamento do grão. Corte de madeira. Garimpagem (Garimpo da Cruz). Pequenos estabelecimentos econômicos e Funcionalismo público. Uma olaria e duas marcenarias.
  • 154.
    154 Apesar das atividadeseconômicas citadas acima, o povoado Vila Sanção ainda não possui uma sustentabilidade econômica – pois, grande parte do que lá é cons umido é importando da zona urbana, inclusive frutas e verduras. DESCOBRINDO NOSSAS ORIGENS (VILA SANÇÃO) Estado de Origem TOTAL DE ENTREVISTADOS: 211 Pessoas de 10 a 75 anos % MARANHÃO 47,9% PARÁ 33,2% PIAUÍ 7,6% PERNAMBUCO 2,8% TOCANTINS 2,4% BAHIA 1,9% GOIÁS 1,4% MATO GROSSO 0,94 A construção da hidrelétrica de Tucuruí iniciou-se em 1979. Aproveitando-se das corredeiras resultante da inclinação de 70 metros ao longo do curso do rio, surge a valorização pelo potencial hidrelétrico, levando a construção de Tucuruí, a grande Barragem. Tucuruí, sobre o rio Tocantins, alcançou 8 milhões de Kw no término de sua construção. Excluído o próprio rio Amazonas. No entanto, a Bacia Tocantins/ Araguaia tem um potencial aproveitável de 25 milhõesde Kw. A Barragem tem 12 quilômetrosde extensão. No auge da obra, chegou a ocupar a mão de obra de 15.000 homens. O volume de água que passa pelas comportas é de cerca de 100,000 m³ de água por segundo.
  • 155.
    155 MINAS GERAIS 0,94 OUTROS(RONDÔNIA 0,92% 12-História da Educação em Vila Sanção e seus Indicadores Segundo relatos de Nilson, um dos primeiros colonizadores no povoado Vila Sanção, a 1ª escola da região foi no Garimpo da Cruz: A Escola Abelardo Barbosa, construída em 1985. A Escola Alegria do Saber, no entanto, tem sua origem respaldada em quatro etapas: I-ESCOLA EM UMA RESIDÊNCIA PARTICULAR Em 5 de março de 1993, a Escola Alegria do Saber foi fundada e localizava- se na Fazenda Serra Azul, vizinho ao senhor Otávio, a 2 quilômetros da atual sede de Vila Sanção. A escola era coberta de palha com apenas 17 alunos. Era ministrado o multiseriado (de 1ª a 4ª série) com a professora.A primeira professora da Escola Alegria do Saber foi Joseane Salazar. A iniciativa para criar a escola foi de Odilon Rocha de Sanção. Em 1995, a Escola Alegria do Saber foi paralisada devido à migração dos pais em busca de trabalho, o difícil acesso e conseqüentemente, a falta de alunos. II- NOVA ESCOLA: O GALPÃO – REVIVENDO A ESCOLA Em 1996, pela iniciativa da comunidade, a escola foi construída em Vila Sanção sob o regime de mutirão, com as seguintes características: *Coberta de palha, *Os bancos eram tocos de palmeiras com tábuas que formavam os assentos. Considerada a 1ª professora da Escola Alegria do Saber, quando esta era na fazenda Serra Azul em 1993.
  • 156.
    156 A situação aindaera difícil, quando professoras tinham que fazer matrículas, existiam dois burros a disposição para irem atrás dos alunos, muitos dos quais residiam em localidades distantes. III-COLÉGIO DE MADEIRA Em 1998, a Prefeitura Municipal de Parauapebas tomou a seguinte iniciativa:  Construiu a Escola Alegria do Saber totalmente de madeira e ampliou mais duas salas.  Um posto de saúde, também d e madeira. Vale ressaltar que, nesta etapa, a Prefeitura doou apenas os materiais de construir. A escola; no entanto, foi a comunidade no regime de mutirão que construiu o prédio. A família “Caladinhos” teve intensa participação na construção da e scola assim como da igreja. IV – UMA ESCOLA EM ESTILO Apenas em 2003, que a Escola Alegria do Saber foi construída totalmente de tijolos, no estilo em que se encontra atualmente. Um fato que vale lembrar também é que, apenas em 2003 é que a escola Alegria do Saber deu início ao ensino fundamental de 5ª a 8ª série. Ganhando um laboratório de informática em 2004, no governo de Bel Mesquita. Veja a relação de todos os diretores da escola Alegria do Saber: 1º - Diretor Geral (da zona rural): Joaquim. 1ª diretora presente na Escola Alegria do Saber: Januária. Sendo substituída por Vilma, diretora provisória(pois no momento, a diretora Januária se encontrava de licença). 2ª diretora: Ivone Marçal A Escola possui atualmente m atriculados 390 alunos entre 1ª a 8ª série e EJA (Educação de Jovens e Adultos). E 42 alunos cursando a Educação Modular de Ensino (entre 1º, 2ª e 3ª série do ensino médio). Desse modo, o total geral de alunos é de 422.
  • 157.
    157 Escola Alegria doSaber – Uma escola ligada a uma história. Escola alegria do Saber- após a reforma e ampliação na gestão Darci Lermen. Em 2009. A escola, atualmente dispõe de três ônibus que fazem o transporte dos alunos, que na maioria, moram afastados da escola. A escola dispõede três ônibus que fazem a rota de pegar e levar os alunos, que na maioria moram afastados do povoado Vila Sanção.
  • 158.
    158 Influência do ProjetoMineral nas Comunidades Sendo uma comunidade afastada do centro dinâmico-urbano, sem posto policial, nem aparato que garanta segurança ou qualidade de vida, e lazer promovida por ação de política pública à população, o que resta são bares que se espalham pela comunidade e se tornam o centro de diversão de jovens e adultos. Nem sequer uma praça existe para que a juventude se encontre, o que significa que estes jovens tem poucas alternativas em horário noturno, ficando “ao dispor” do circunstancial do que se oferece na comunidade. Para alguns, esta lacuna contribui para o álcool, droga e desarmonização social do indivíduo. A escola, às vezes,quando promove projetos socioeducativos e que envolve a comunidade, se torna um dos principais meios de diversão e entretenimento na comunidade. No entanto, é nos finais de semana onde mora o perigo e risco, pois não são dias letivos, e estes jovens, na ociosidade, ficam a mercê do que a comunidade oferece. Como a 7 km de Vila Sanção existem três grandes alojamentos de empresas que terceirizam serviços a empresa Vale, (no Projeto Salobo), que abrigam cerca de 7.000 homens, muitos desses, no período noturno e finais de semana, descem a Vila Sanção a procura de diversão e lazer, que geralmente gira em torno do álcool. Nos alojamentos das empresas não podem morar casais, e, muitos destes, são casados ou solteiros, que deixam esposas e famílias distantes para ganhar a vida. A maioria desses homens passa entre 15 a um mês na “lei-seca”, sem mulher – como diz o popular. Frente a isto, muitos acreditam queas Laboratório de informáticada Escola Alegria do Saber em plena Zona Rural de Parauapebas. *A sigla CEUP significa Centro Universitário de Parauapebas. Foi construído e é mantido pela PrefeituraMunicipal, que fez (e faz) convênios e contratos com várias Universidades, entre elas: UFPA: Universidade Federal do Pará, UNAMA: Universidade do Amazonas, Cesb, Ufra, Aiec e UVA (Universidade Estadual do Vale do Acaraú), CEFET: (Centro Federal de Educação Tecnológica). Há ainda outras universidades forado espaço do CEUP, como a Unitins, Unisa. Essas universidadesoferecem cursos em diferentes áreas técnico- profissionais. Com esse modelo instituído em Parauapebas e tantos recursos que entram, o Município tem tudo para ser uma grande cidade.
  • 159.
    159 consequências é oflorescimento da prostituição, o que já a muito tempo acontece. Apesar de tudo, a quase dois anos, foi construído um posto policial, e que até agora, nunca funcionou. Frente à situação, em julho de 2010, representante da mineradora Vale reuniu - se com a comunidad e de Vila Sanção para anunciar que a empresa, para resolver o problema, iria retirar todos os funcionários das empresas da comunidade. Como a economia da comunidade está aquecida em função da vinda e presença desses funcionários, a reação foi negativa. P ara alguns moradores da localidade, a saída seria: não só aparelhar o posto policial (pondo em funcionamento), mas também trazer a presença mais ativa do conselho tutelar na comunidade, o município construir praça e área de lazer e entretenimento. E as em presas, aos seus funcionários, ministrarem palestras sobre ética e postura nessas comunidades. A União Geral dos Trabalhadores (UGT) assinou em novembro de 2008 um Protocolo de Intenções com a Companhia Vale do Rio Doce, Fundação Vale do Rio Doce e Instituto Bovespa com objetivo de enfrentar a exploração sexual de crianças e adolescentes. O projeto trata-se das comunidades entorno como Vila Paulo Fonteles (400 habitantes) e Vila Sanção (1.300 habitantes). Devido o grande crescimento populacional que apresenta a comunidade em função do maior projeto de cobre do Brasil (Salobo) e o segundo das Américas, e a ausência de uma política que possibilite esse crescimento com distribuição equilitária de terras à sua emergente população que só cresce, centenas de pessoas (entre migrantes e residentes por longos anos) resolveram invadir áreas pertencentes ao senhor Odilon Rocha de Sanção. O qual, em reunião com os “invasores” deixou claro e definido que até o dia 4 de outubro daria uma solução ao episódio. Povoados Vila Sanção e Vilinha, ou Vila Seca no município de Parauapebas. Locais que servirão de cenário aos grandes projetos estão sofrendo profundas transformações, necessitando de cuidados urbanísticos especiais, em curto espaço de tempo.
  • 160.
    160 17 PONTOS TURÍSTICOSDE VILA SANÇÃO O entardecer no rio Azul Estas cachoeiras fazem parte do rio azul,que perpassam o povoado Vila Sanção, em Parauapebas. O fundo desse rio é constituído, em grande parte,de formações rochosas. O rio Azul envolto de serras,serve de fronteira entre a reserva mineral de Carajás e as áreas pertencentes a fazendeiros e colonos que se estabeleceram na região ao longo de décadas num processo que vai desde a migração, invasão e assentamentos determinados pelo INCRA.. FONTE:Adilson Motta, in 12/2006
  • 161.
    161 Zona rural deParauapebas Vila Sanção Existe no interior de Parauapebas os instrumentos tecnológicos abaixo produzidos por pessoas da localidade rural. Aproveitando-se de um córrego, foi construído um gerador de energia caseiro. Utilizou-se para isto, uma caixa de reservatório com esses canos largos por onde escoa a água que faz girar a turbina, que roda o gerador, gerando energia de 110 watt. Nesta casa, a energia gerada aciona: televisão, som, DVD, ventilador, bicos de lâmpadas, carregador de bateria, liquidificador, etc. Gerador acionado pela queda d´água. Além da água que retiram para produzirenergia, existe uma bica d´´agua que passa (foi direcionada através de mangotes) por dentro da casa, e que aciona um monjolo que serve para pilar arroz, fazer farinha, pilar café e debulhar milho.
  • 162.
    162 Educação Patrimonial doProjeto Salobo O Programa de Educação Patrimonial para a área do Projeto Salobo que é vinculado ao Projeto de Prospecção e Salvamento Arqueológico na área do Projeto Salobo, conforme convênios firmados entre o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), a Vale do Rio Doce, sua subsidiária Salobo Metais S.A (SMSA) e a Fundação Instituto para o Desenvolvimento da Amazônia (FIDESA). Sua realização visa o cumprimento da Portaria nº 230, de 17 de dezembro de 2002, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN, 2002) que prescreve a realização de programas de educação patrimonial juntamente com o desenvolvimento de pesquisas arqueológicas. A área do projeto Salobo localiza-se na Floresta Nacional Tapirapé-Aquiri (FLONATA), situada no município de Marabá, sudeste do estado do Pará, na região de Carajás. As vilas Paulo Fonteles e Sanção, embora se encontrem no município de Parauapebas, geograficamente estão bem próximas ao empreendimento e, portanto, aos sítios arqueológicos existentes na área. Portanto, o Patrimônio arqueológico existente na área do Projeto Salobo é o foco de interesse deste programa de educação patrimonial. Torná-lo conhecido dos moradores locais é essencial. Por um lado, para que estes entendam a necessidade do desenvolvimento de pesquisas arqueológicas. E, por outro, também o é, porque a partir dos resultados da pesquisa, a sociedade poderá obter informações sobre como era o modo de vida daqueles que ali habitaram muito tempo antes de nós, reconstituindo parte da memória local e aprendendo a valorizar o patrimônio cultural. Fotos de algumas peças encontradas no sítio arqueológico da região Salobo ePaulo Fonteles
  • 163.
    163 Fonte: Mediações culturaiscom o patrimônio arqueológico: material de apoio à ação educativa patrimonial/ Lima, Janice Shirley de Souza et al. Belém: Museu paraense Emílio Goeldi, 2007. Artefatos encontrados no sítio arqueológico de Paulo Fonteles – na localização por onde vai passar a estrada (asfaltada) que liga Parauapebas ao Projeto Salobo (por onde será escoada a produção mineral de Salobo). Foram identificados 22 sítios e 5 ocorrências arqueológicas, todo a céu abertonas áreas investigadas até o momento. A cronologia situa a presença humana na área entre 4.000 A.C. e 1800 AD. A sequência de datações, segundo Silveira (et al, 2008), permitiu a identificação de três períodos: 1) período antigo – relacionado a grupos caçadores coletores; 2) período intermediário – relacionado a grupos caçadores coletores e grupos ceramistas; 3) período tardio – relacionado a grupos ceramistas. Já na região Carajás foram identificados 53 sítios arqueológicos, caracterizados por dois contextos culturais distintos: um pré-cerâmico e outro cerâmico. O programa iniciou com ações nas vilas Sanção e Paulo Fonteles, para que os participantes descobrissem suas potencialidades artísticas e artesanais no sentido do resgate da herança cultural local e, agregado a esta meta, levar o conhecimento do potencial arqueológico presente na região. Como nas descobertas arqueológicas foram verificadas muitas peças e artefatos da arte cerâmica – surgem um grupo de mulheres com um esplêndido projeto de resgatar a arte dentro de seus moldes da descoberta, para que não fique apenas como “peça de museu”, mas ganhe peculiaridade dentro da cultura parauapebense ou regional. Além de valorizar a cultura milenar deixada pela população que aqui dantes vivera, esse aprendizado melhorou a qualidade da sua produção, apontando-
  • 164.
    164 lhes boas perspectivasde renda. Desta forma, “a riqueza artística dos artefatos, registro do seu modo de vida; e a necessidade de preservar e proteger esse patrimônio”, afirma a arte-educadora e artesã Sandra Silva, piauiense integrante da entidade. Já Neuza Kluck, também arte-educadora partilha a ideia e realiza um antigo desejo: “De conhecer a matéria prima e criar produtos artesanais que representem um pouco da memória dos povos que aqui viveram; enfim, conhecer e compreender cada artefato e perceber o registro da história de um povode que eu não tinha a menor ideia da existência foi a realização de um sonho”. Marlene Ribeiro, também participante do Grupo Mulheres de Barro, comentando suas experiências afirma que: “Hoje tenho certeza de que o patrimônio arqueológico é conhecimento, tem valor e precisa ser protegido e valorizado”. Grupo Mulheres de Barro (Projeto) Os detalhes decorativos apresentados nas cerâmicas tem inspiração nos artefatos arqueológicos encontrados durante pesquisas arqueológicas na área da Floresta Nacional de Tapirapé-Aquiri e região Paulo Fonteles (comunidade adjacente do projeto). Esses artefatos foram produzidos pelos povos que habitaram as proximidades dos rios Itacaiúnas e seus afluentes, há cerca de 6.000 anos atrás. Agora são recriados por esse grupo de mulheres que aprenderam a artesania em cerâmica no Programa de Educação Patrimonial para a Área do Projeto Salobo. As matérias-primas utilizadas para confeccionar as peças são a argila e os pigmentos naturais (óxido de ferro, óxido de cobre e outros) da região, conferindo uma identidade local aos produtos. Com a construção de dois fornos em Parauapebas, em espaço cedido pela prefeitura, e o lançamento da primeira coleção, com cerca de 2 mil peças, essas mulheres começam a modelar seu destino em uma cidade adotada como sua. Para Sandra, é comum ouvir que Parauapebas não tem identidade. “No programa, percebi que a identidade cultural do município está sempre em processo (de ajustamento às suas peculiaridades locais, regionais, cultural...), enfim, é construída e reconstruída ao longo da existência pelos
  • 165.
    165 moradores”. E “Aidentidade cultural de Parauapebas se constitui dessa diversidade e dela fazem parte tanto o patrimônio arqueológico quanto o artesanato que produzimos”, finaliza Sandra. Fonte: Secretaria de Cultura, Sandra. 04 de abril de 2012.
  • 166.
    166 Alojamentos Pró –Projeto Salobo Vale, Odebrecht e Santa Bárbara Zona Rural de Parauapebas Alojamentos sendo construídos em outubro de 2008 pelas construtoras Odebrecht, Concel e Novo Espaço que servirão de suporte para o projeto Salobo - onde obrigará cerca de 7.000 homens. A previsão é que, esses núcleos venham superar o de Carajás, onde abriga cerca de 5.000 pessoas. Fotos por Adilson Motta em 11/2008. Ponte sobre o Rio Itacaiúnas - que dá acesso ao Projeto Salobo Fonte: ASCOM. Por Valdir Silva. Esses alojamentos encontram-se entre Vila Sanção e Vilinha (a 12 km). Festas Juninas/09.
  • 167.
    167 Área do ContestadoVersus Conquistado Uma faixa de terra localizada à margem direita do rio Itacaiúnas, pertencente ao município de Marabá, denominada Região do Contestado ou Gleba Ampulheta. Compreende um aglomerado de 28 vilas na zona rural de Marabá, no limite fronteiriço com Parauapebas. É uma região cuja situação geográfica é pouco conhecida – e, administrativamente, indefinidapelas prefeituras de Parauapebas e Marabá: Trata-se da região do Contestado, área limítrofe cujos habitantes (e, principalmente, as terras) que geograficamente pertencem a Marabá. Agrega vários pequenos e grandes povoados. Estima-se que nesta região existam quase 30 mil habitantes, os quais eram, até o censo passado, contadas como se fossem de Marabá. Porém, eleitores de Parauapebas, por onde se tem acesso ao Contestado. No último censo, os habitantes do Contestado ficaram com Parauapebas. Por longos anos, mesmo sendo pertencente a Marabá, a região foi administrada pela Prefeitura de Parauapebas, principalmente nos setores de educação, saúde, agricultura e transporte. Frente a ausência do governo da cidade-mãe, Marabá, para sanar os problemas de acesso à região, os moradores do Contestado se mobilizaram em busca de melhoria nas estradas. Diante da insatisfação, houve movimentação para que a Região do Contestado, que atualmente (2010) abriga mais de 20 mil agricultores, fosse desmembrada do município de Marabá e anexada ao Município de Parauapebas, em virtude da dificuldade de acesso para Marabá administrar. Colonos das cerca de 40 comunidades que abrigam a região chegaram até a sugerir, na Câmara Municipal de Parauapebas, em novembro de 2007, arealização de um plebiscito para anexar a área ao território de Parauapebas. No dia 13/05/2009, foi firmado convênio entre as prefeituras Municipais de Marabá e Parauapebas , com o objetivo de atender as necessidades básicas dos moradores na região do Contestado, promovendo abertura e recuperação de estradas, construção e manutenção de pontes, transporte escolar e garantir a execução do programa Luz para Todos. Após cobranças e manifestos, os governos das duas cidades (Parauapebas e Marabá) e o deputado federal sentaram em mesa redonda na abordagem da situação política da região desassistida de Marabá, a cidade-mãe. Segundo a reportagem do Jornal O Carajás (13/05/2009), o prefeito de Marabá, Maurino Magalhães ouviu do prefeito Darci Lermen o tanto quanto a Prefeitura de Parauapebas investiu na região ao longo dos últimos anos, na construção, reformas e conservação de escolas, transportes de alunos e professores; conservação e abertura de estradas vicinais; construção e manutenção de postos de saúde; entre outros benefícios. Após ouvir o relato, o prefeito de Marabá se sensibilizou com a situação daquela região, e prometeu, doravante, assumir a responsabilidade, que já era sua, investindo recursos nos setores de educação, saúde e transporte. E deu uma nova nominação região “Conquistado”. Fonte: Jornal O Carajás, 10/02/2009.
  • 168.
    168 Em junho de2011, a região do Contestado tornou-se distrito administrativo de Marabá, e de início, foi construída a Sub-Prefeitura de Marabá. Em: http://www.hiroshibogea.com.br A sede da Subprefeitura fica na Vila Alto Bonito, a 170 km de Marabá, indo pela região do Rio Preto, ou 220 km, indo por Parauapebas. Transformada em Distrito, a região do Conquistado tem uma população estimada em 33 mil habitantes. E sua economia é baseada na pecuária e agricultura, sendo também uma área rica em recursosminerais. Fonte: Blog: http://www.hiroshibogea.com.br (Houve ajustamento textual)
  • 169.
    169 ESTADO DE CARAJÁSEMPERSPECTIVAS O Projeto da criação do Estado de Carajás é do Deputado Giovanni Queiroz, PDT/PA, através do Decreto Legislativo Nº 159-B de 1992, que autoriza a consulta popular para que o Pará multiplique-se por dois. Aliás, por três, com a criação também do estado de Tapajós. Ele afirmou que a redivisão é uma estratégia nacional de desenvolvimento e segurança e ressaltou como ponto positivo a presença efetiva de um governo na região para a consolidação de políticas públicas em infraestrutura de transporte, energia elétrica, comunicação, saúde e educação. Segundo o mesmo, 30% dos alunos de Marabá que terminaram o ensino fundamental não conseguem vaga no ensino médio. Segundo a CPT (Conselho Pastoral da Terra), só em 2010 foram registrados 90.137 conflitos no campo, 16% de todo país, e denúncias de 1.522 pessoas trabalhando em condições análogas de escravidão. E o conflito se agrava na região porque muitas fazendas ocupadas por assentamentos têm grandes reservas minerais, o que eleva o valor da propriedade. (Blog zedudu, apud Cristiane Agostine, Marabá – para Valor Econômico). Outro ponto também crítico, que demanda a atenção e presença do estado é que, o território Carajás concentra os maiores latifúndios pecuaristas da Amazônia e parte da floresta foi transformada em pasto. Quase metade da área florestal (42,9%)já foi desmatada. A expectativa, adesão e apoio popular a criação deste novo estado é grande entremoradores e empreendedores; pois, o fato de criar o Estado de Carajás é indispensável na região especialmente quando se percebe que a região apresenta um dos maiores focos de exploração mineral do país e a maior reserva mineral do planeta, grande criatório de gado e a grande hidrelétrica de Tucuruí. O respaldo legal para a criação do Estado de Carajás, além da necessidade expressa na realidade da região se consolida também no Art. 18 Título III da Organização do Estado, Capítulo I da Organização-Administrativa. Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação da população diretamente interessada, através de plebiscito e do Congresso Nacional, por lei complementar.
  • 170.
    170 Em 4 dejunho de 2009, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou projeto de legislativo que institui plebiscito para a criação do 27º estado brasileiro, o estado de Carajás. Porque criar o Estado Uma economia dinâmica e forte. Um povo cheio de esperanças. Uma região que quer construir o seu próprio futuro. São um milhão e trezentos mil brasileiros que sofrem com deficiências nas áreas de educação, saúde, segurança pública, saneamento, transportes e energia elétrica. Afirma-se também que, a ausência do poder público na região contribui para os três grandes inimigos sociais: a violência, o crime e o subdesenvolvimento. A criação do Estado do Carajás é um projeto que une 38 municípios em busca de desenvolvimento social. Historicamente, a região Sul do Pará é abandonada há mais de um século, esquecida pela capital, distante 500 km em média. Uma distância que nunca permitiu a presença eficaz do poder público. A população quer avanços em termos de qualidade de vida. Quer poder contar com um ensino superior, com um bom emprego, com estradas dignas, com espaços para cultura e lazer. Quer viver dignamente. O sul do Pará quer ser uma nova estrela na bandeira do Brasil. Mas não é só isso, nossa gente quer também acreditar na palavra de ordem estampada no nosso símbolo: progresso! E há bons exemplos para acreditar nesse progresso. Afinal, as últimas regiões a se emanciparem, como Tocantins e Mato Grosso do Sul, são as mais progressistas do ponto de vista socioeconômico. Novos estados passam a cuidar melhor das escolas, rede de saúde, infraestrutura para atuação das empresas, serviços públicos para a população. Sem contar nas novas oportunidades de emprego, que irão ampliar as capacidades sociais e de condições de vida. E por querer mudar de rumo e conquistar políticas públicas decentes, e resgatar a dignidade humana, há muito perdida, e o resultado disso tudo é que a população do sul e sudeste do Pará deseja, acima de tudo, criar o Estado do Carajás. Para que a comunidade possa ter uma nova vida, recuperando sua identidade e principalmente a sua autoestima. Para que a comunidade possa ter uma nova vida, criando sua própria, recuperando sua identidade e principalmente a sua autoestima. Opinião de políticos sobre a criação do Estado de Carajás*: Para o senador Leomar Quintana, “... a criação do Estado de Carajás possibilitariauma administração mais racional da Amazônia. É ponto pacífico que os estados que possuem menor área territorial, têm melhores condições de administrar de maneira racional os seus
  • 171.
    171 recursos naturais enão renováveis, além de colaborar com a União na efetiva proteção ambiental”. Já na opinião do deputado Zequinha Marinho, a ideia de criar um novo estado surgiu das dificuldades que a população enfrenta devido à grande extensão territorial do Pará, o que, acredita ele, dificulta o acesso de determinadas regiões ao centro administrativo. (in O Regional, 09/06/2009). O tamanho do estado do Pará é apontado pelos parlamentares como um entrave à implantação de projetos e programas de interiorização do desenvolvimento. Eles assinalam que um estado com uma área territorial menor pode ser melhor administrado. Para Giovanni Queiroz, um dos principais protagonistas do projeto, o Brasil está atrasado em relação a países “civilizados” como Japão e Alemanha no que diz respeito à geopolítica nacional – o que, em sua opinião, é mais um fator a legitimar a tripartição do Pará. “A organização geopolítica no mundo todo já aconteceu há mais de um século. Atrasados somos nós, tupiniquins, que entendemos sermos melhores que o mundo civilizado todo – e estamos falando de Estados Unidos, Alemanha, França, Espanha, Japão, países que há muito tempo organizaram sua geopolítica, sua estrutura administrativa e geográfica”, acrescentou o deputado, para quem a presença do Estado na Amazônia é cada vez mais urgente, “questão até de segurança nacional”. Para o deputado, devido o abandono político e isolamento, a região encontra-se no fundo do poço. E isso já não é de agora, vem desde outros governos anteriores. A Ana Júlia Carepa,ex-governadora que não conseguiu se reeleger em 2010 - perdeu a eleição porque não deu conta de atender minimamente às demandas da sociedade. Ou seja, ela se desgastoue perdeu a eleição. E Jatene está indo no mesmo rumo. Sul do Pará – a nova fronteira do desenvolvimento Região vive dias de euforia e recebe investimentos pesados em todos os setores A região desenvolveu-se extraordinariamente nos últimos anos, graças a uma conjugação de fatores que permitiram superar as dificuldades causadas pelas enormesdistâncias, e pela falta de investimentos em infraestrutura física e administrativa. Há hoje, no território de Carajás, um tripé econômico consolidado, capaz de prover sustento e propiciar progresso para seus 1 milhão e 300 mil habitantes. Cite-se em primeiro lugar a agropecuária, que a região conta com um solo apto a intensificação da produção, e que acaba de receber a certificação internacional como Zona Livre de Aftosa com vacinação. Já se tem um rebanho bovino com mais de 14 milhões de cabeças, com alto padrão zootécnico e um parque industrial já instalado de aproximadamente 18 frigoríficos. A indústria madeireira, que representa um dos mais relevantes itens da pauta de exportação, pode ser revitalizada com a criação do Distrito Florestal Sustentável do Carajás, recém discutido com a sociedade através de audiência pública. Segundo o deputado Giovanni
  • 172.
    172 Queiroz, os empresáriosdo ramo há muito deixaram de ser dependentes da extração predatória de madeiras nobres, e é crescente a consciência que o desenvolvimento sustentável é condição imprescindível à sustentabilidade do setor. “Atualmente as empresas madeireiras mantém grandes áreas de reflorestamento, e há uma tendência crescente dos investimentos neste segmento, principalmente visando o mercado externo, com as possibilidades abertas através de projetos de sequestro de carbono”,segundo o deputado.Outra vertente de desenvolvimento é a extração mineral e a sua verticalização,apresentando inúmeras empresas investindo, gerando emprego e renda à região, que é a maior reserva mineral do mundo. “Carajás” e “minérios” são as duas palavras que mais se pronuncia no Sul do Pará. De Conceição do Araguaia a Marabá, de Xinguara a Tucumã, de São Félix do Xingu a Parauapebas só se vê moradores eufóricos com as novas descobertas de ouro e níquel e otimistas com a possibilidade de divisão do Estado. A presença de supostos representantes da Vale, vasculhando as serras amplia ainda mais a expectativa de que a região será um Eldorado para um mundo que mais consome ferro, do que a natureza foi capaz de produzir. Com apenas 12 anos de emancipação o isolado município de Floresta do Araguaia há dois anos consecutivo ostenta o título de maior produtor de abacaxi do país. A cada ano investimentos tecnológicos geram ganhos de produtividade e o município chega a colher 77% do que o Estado produz - o equivalente a 20% da produção nacional.Paralelo a este potencial está a extração de riquezas naturais como ouro e ferro, o que coloca o município numa condição de destaque. Em Marabá a indústria de aço em fase de implantação, está trazendo novas perspectivas. Parauapebas detém a maior jazida mineral de ferro a céu aberto do mundo. Os minérios são apenas um dos combustíveis do otimismo do Sul do Pará. Começou uma corrida também pelo gado, com instalação de grandes empreendimentos. Tudo isso gera emprego, que atrai gente de todos os cantos. Rodovias do Estado  BR- 422 (73 km) Tucuruí - Novo Repartimento;  BR-222 (221 km) Marabá-Rondon - Dom Elizeu;  BR-230 (360 km) Transamazônica - Divisa PA/TO a Pacajá;  BR-235 (21 km) Santa Maria das Barreiras ao Rio Araguaia;  BR-158 (317 km) Divisa PA/MT a Redenção;  BR-153 (154 km) Marabá - São Geraldo do Araguaia;  PA-150 (610 km) Redenção - Goianésia;  PA-275 (70 km) Eldorado dos Carajás a Parauapebas;  PA-287 (100 km) Conceição do Araguaia - Redenção.  PA-156 (35 km) Tucuruí - Cameta;  PA-279 (260 km) Xinguara - São Félix do Xingú; PA-287 B (76 km) Redenção - Cumarú do Norte;
  • 173.
    173  Consolidação depolíticas públicas de implantação de infra-estrutura de transportes, energia elétrica, comunicação, saúde, educação média e superior, desenvolvimento econômico e social;  Exploração ordenada dos recursos naturais e ordenamento da gestão ambiental; Ordenamento efetivo da política fundiária e agrária;] Economia Pecuária Hidrelétrica de Tucuruí A região desenvolveu-se extraordinariamente nos últimos anos, graças a uma conjugação de fatores que permitiram superar as dificuldades causadas pelas enormes distâncias e pela falta de investimentos em infraestrutura física e administrativa. Existe hoje, no futuro Estado de Carajás, um tripé econômico consolidado capaz de prover sustento e propiciar progresso para seus 1 milhão e 300 mil habitantes. Cite-se em primeiro lugar a agropecuária, que a região conta com um solo apto a intensificação da produção e que acaba de receber a certificação internacional como Zona Livre de Aftosa com vacinação. Já apresentaum rebanho bovino com mais de 14 milhões de bovinos, com alto padrão zootécnico e um parque industrial já instalado de aproximadamente 18 frigoríficos. Áreas já antropizadas e cerrado com enorme potencial à expansão agrícola, sem a necessidade de agredir o meio ambiente e devastar as áreas de preservação permanentes. A indústria madeireira, que representa um dos mais relevantes itens da pauta de exportação, pode ser revitalizada com a criação do Distrito Florestal Sustentável do Carajás, recém discutido com a sociedade através de audiência pública. Os empresários do ramo há muito deixaram de ser dependentes da extração predatória de madeiras nobres, e é crescente a consciência que o desenvolvimento sustentado é condição imprescindível à sustentabilidade do setor. Atualmente as empresas madeireiras mantêmgrandes áreas de reflorestamento, e há uma tendência crescente dos investimentos neste segmento, principalmente visando o mercado externo, com as possibilidades abertas através de projetos de sequestro de carbono. Por último, não menos importante, temos a exploração mineral e a sua verticalização,
  • 174.
    174 apresentando inúmeras empresasinvestindo, gerando emprego e renda à região que é a maior reserva mineral do mundo. Dados (Os pontos azuis é o que ficará com Carajás) Área População Eleitorado Carajás: 284.721 km² Carajás: 1.327.092 hab. Carajás: 799.227 Pará: 962.981 km² Pará: 5.783.373 hab. Pará: 3.363.761 Fonte: área (IBGE 2000), POPULAÇÃO (IBGE 2005), ELEITORADO (TSE 2006) apud www.estadodocarajás.com.br. Tabela comparativa dos Estados da Federação Estado Área (km²) Habitantes Município Amazonas 1.570.947 3.232.330 62 Pará 962.981 6.970.586 143 Mato Grosso 903.385 2.803.274 141 Minas Gerais 586.553 20.595.499 853 Bahia 564.272 13.815.334 417 Mato Grosso do Sul 357.139 2.264.468 78 Goiás 340.118 5.619.917 246 Maranhão 331.918 5.619.917 246 Carajás 284.721 1.327.092 38* Rio Grande do Sul 268.836 10.845.087 496 Tocantins 277.297 1.305.728 139 Piauí 251.311 3.006.885 223 São Paulo 248.176 40.442.795 645 Rondônia 237.564 1.534.594 52 Roraima 224.118 391.317 15 Paraná 199.282 10.261.856 399 Acre 152.521 669.736 22 Ceará 145.712 8.097.276 184 Amapá 142.815 594.587 16 Pernambuco 98.525 8.413.593 184 Santa Catarina 5.286 5.866.568 293 Paraíba 56.341 3.595.886 223
  • 175.
    175 Rio Grande do Norte 53.0773.003.087 167 Espírito Santo 46.047 3.408.365 78 Rio de Janeiro 43.797 15.383.407 92 Alagoas 27.818 3.015.912 92 Sergipe 21.962 1.967.791 75 Distrito Federal 5.801 2.333.108 0 *Sem falar na possibilidade de muitas comunidades (grandes e isoladas que necessitam de uma autonomia administrativa para que atinja um melhor desenvolvimento.Só em Parauapebas, vale citar o caso: Vila Sanção e Região do Contestado (aglomerado de muitos povoados (cerca de 30 mil habitantes) que dependem de ações políticas restritas entre Parauapebas e Marabá. No caso de Vila Sanção, dista de Parauapebas, cidade mãe, em torno de 90 km. Criando, desta forma, pela distância, um isolamento e não atendimento às demandas políticas, o que compromete a qualidade de vida local. Além de citar que Vila Sanção é a comunidade que fica mais próxima do projeto Salobo e a 7 km de três grandes alojamentos que abrigam acima de 5.000 homens. A emancipação de Vila Sanção seria uma estratégia favorável para Vale e empresas concessionárias de contratos, pois infraestrutura e saneamento básico e agregação de um polo administrativo/econômico na região. Tabela Comparativa do Estado de Carajás com Alguns Países Estado Área (km²) Habitantes Pará 962.981 5.783.373 França 543.965 58.900.000 Japão 377.748 121.672.326 Carajás 284.721 1.327.096 Equador 270.670 9.647.107 Inglaterra 258.256 58.157.800 Uruguai 176.275 2.982.000 Portugal 92.072 10.157.000 Holanda 33.936 14.562.924 Israel 21.946 4.233.000 A França, país quase do tamanho da Bahia, tem hoje 96 estados (départements), mais quatro além-mar e mais de 36 mil municípios (comunas). Quase 16 vezes maior do que o território francês, o Brasil existe com seus 26 estados e um distrito federal e menos de 5.700 municípios. Os Estados Unidos, com apenas 9% a mais de área que o Brasil, têm 51 unidades federativas e cerca de 30 mil cidades. A Alemanha, com 356 mil km2 (apenas 7% a mais que o Maranhão), tem 16 estados e mais de 12 mil cidades. A Espanha, com 505 mil km2 (bem menor que Minas Gerais), tem 50 estados (províncias) e oito mil cidades, total este semelhante ao da Itália, país com 301 mil km2, bem menor do que o Goiás. (Fonte: Blog do Valdir, 09/2007).
  • 176.
    176 Origem da Populaçãodo Estado de Carajás Origem População Origem População AC 3.944 PR 49.368 AL 17.297 PE 14.463 AP 1.434 PI 33.709 AM 1.434 RJ 9.443 BA 60.247 RN 2.390 CE 36.219 RO 837 DF 956 RR 716 ES 48.728 RS 84.394 GO 58.346 SC 1.642 MA 275.894 SE 2.390 MS 3.046 SP 69.930 MT 3.643 TO 81.286 MG 133.524 Estrangeiros 15.848 PA 287.957 índios 7.349 PB 21.516 ********* *********** População dos Municípios de Carajás Municípios População Abel Figueiredo 7.131 Água Azul do Norte 33.350 Banach 3.345 Bom Jesus do Tocantins 14.232 Bom Jesus do Araguaia 8.243 Breu Branco 46.250 Canaã dos Carajás 13.870 Conceição do Araguaia 44.375 Cumarú do Norte 6.207 Curionópolis 13.785 Dom Eliseu 50.739 Eldorado dos Carajás 43.013 Floresta do Araguaia 15.342 Goianésia do Pará 31.293 Itupiranga 65.229 Jacundá 48.368 Marabá 200.801 Nova Ipixuna 14.348 Novo Repartimento 51.627 Ourilândia do Norte 20.054 Municípios População Santa Maria das Barreiras 13.710 Santana do Araguaia 42.523 São Domingos do Araguaia 24.230 São Félix do Xingu 41.813 São Geraldo do Araguaia 27.242 São João do Araguaia 17.207 Sapucaia 2.752 Tucumã 20.826 Tucuruí 87.602 Xinguara 29.606 * Dados defasados, pois atualmente(2010) Parauapebas tem cerca de 153.000 habitantes.
  • 177.
    177 Pacajá 31.179 Palestina doPará 9.033 Parauapebas 95.225* Pau D´arco 8.939 Piçarra 14.389 Redenção 72.085 Rio Maria 10.818 Rondon do Pará 46.311 Se o plebiscito pelo desmembramento tivesse sido aprovado, assim ficaria o mapa, com a criação dos estados de Tapajós e Carajás, e a diminuição do Pará: Fonte: http://s3.amazonaws.com/cfstatic/wp-content/uploads/2011/7/tapajos-carajas.jpg A área em estudo para a criação do Estado de Carajás está localizada no Sul/Sudeste do Estado do Pará, abrangendo 38 municípios que totalizam uma área de 284.721 Km² e uma população de 1,3 milhão de habitantes, com uma densidade demográfica de 4,66,hab/km². O futuro Estado do Carajás inclui a Represa de Tucuruí e a Serra dos Carajás - maior Província Mineral do Planeta - articula-se com outras regiões pelas bacias dos rios Xingu, Araguaia e Tocantins, pela Ferrovia dos Carajás e pelas Rodovias BR-230, BR-158, BR-222 e BR-153. A economia está baseada na agropecuária - com frigoríficos e mais de 14 milhões de cabeças de bovinos, vários laticínios, setor madeireiro consolidado, exploração de minério de ferro e outros minérios, dez siderúrgicas de ferro gusa e uma aciaria em processo de implantação, além de investimentos intensivos em reflorestamento. Fonte: www.estadodocarajas.com.br, in 09/2007. Carajás teria a maior renda per capita e três dos municípios mais ricos. E na distribuição per capita,os cinco municípios com os maiores PIB são Canaã dos Carajás
  • 178.
    178 (R$ 46. 850),Barcarena (R$ 37. 724), Parauapebas (R$ 29. 114), Tucuruí (R$ 21,404) e Oriximiná (R$ 14.620), todos com valores bem acima da média do PIB per capita do estado, que em 2004 era 4.992, hoje estando pouco mais de R$ 5 mil. Fonte:Jornal O Liberal, 02/2008. Outras informações informam também que, se Parauapebas fosse um país, com o PIB per capita de R$ 103.403,99 (ou US$ 51,702), estaria acima de potências como Estados Unidos, (US$ 48.387), Japão (US$45.920), França (US$ 44.008), Alemanha (US$ 43.742) OU China (US$ 5.414). Em 24 de março de 2010, A Comissão da Amazônia, IntegraçãoNacional e de Desenvolvimento Regional aprovou dois projetos que convocam plebiscitos Consulta ao povo por voto (sim ou não) acerca de assuntos de relevância constitucional, antes de sua concretização normativa. Sobre a divisão do Pará em novos Estados: do Tapajós, a oeste; e do Carajás, ao Sudeste. João Fellet (da BBC Brasil ao Pará, 2011) noticia que, a campanha contrária à divisão diz que a medida empobreceria o que restasse do Pará e só beneficiaria políticos dos novos estados; já os partidários da separação afirmam que ela facilitaria a gestão de regiões muito distantes da atual capital e ampliaria os recursos destinados a essas áreas. REALIZAÇÃO DO PLEBISCITO - 11-12-2011 Apesar de uma ampla propaganda política em prol do SIM, o NÃO ganhou com cerca de 66,60%dos votos apurados. Na região que delimita o sonhado estado de Tapajós, 92,42% dos eleitorados disseram SIM, contra 7,58% NÃO. Na região Sul do Pará (Carajás), 92,81% do eleitorado votou no SIM a favor da criação do novo estado. De acordo com entrevista de Queiroz em (Congresso em foco, 12/2011), dois terços do eleitorado (66%) está na grande Belém, capital do estado-mãe, que seria o novo Pará. E um terço (33%) está na soma do eleitorado de Carajás e Tapajós – o que consequentemente garantiu a vitória do NÃO. Sem dúvida nenhuma essa foi, e será até o seu final, uma luta desigual. Os 17% do que seria o território destinado ao Novo Pará concentra 64 % do eleitorado do Estado, contra 16% do Tapajós e 20% do Carajás. (Zé Dudu, 05/12/2011). A região Metropolitana de Belém possui 2.100.319 habitantes (IBGE, 2010). Essa região é formada pelos municípios de Ananideua, Belém, Marituba, Benevides e Santa Bárbara do Pará, que, formam uma única grande metrópole. Só a capital detém 1.400.000 habitantes. Se fosse uma eleição parcial, considerando apenas o eleitorado de Tapajós e Carajás, que sofre com o abandono político e que, sonha com a emancipação política, a vitória do SIM seria esmagadora. Para alguns, o resultado é produto de uma escolha patriótica, e não considerando a lógica social de quem vive na região estagnada por conta de um governo ausente. Jatene, ao se posicionar pelo NÃO, sofreu duras críticas, e consequentemente, os separatistas assumiram discursos de candidatos de oposição, o que afetará as eleições de 2014. Jatene, com certeza terá dificuldades políticas na região, é o que afirmam articuladores políticos.
  • 179.
    179 O estado deTocantins, levou mais de um século para conquistar a tão sonhada emancipação política de se tornar estado. O ano era 1987. As lideranças souberam aproveitar o momento oportuno para mobilizar a população em torno de um projeto de existência quase secular e pelo qual lutaram muitas gerações: a autonomia política do norte goiano, já batizado Tocantins. A Conorte apresentou à Assembleia Constituinte uma emenda popular com cerca de 80 mil assinaturas como reforço à proposta de criação do Estado. Foi criada a União Tocatinense, organização suprapartidáriacom o objetivo de conscientização política em toda a região norte para lutar pelo Tocantins também através de emenda popular. Comobjetivo similar, nasceu o Comitê Pró - Criação do Estado do Tocantins, que conquistou importantes adesões para a causa separatista. Diante da evidência social de um sonho de todos na região, veja o que disse o Governador de Goiás, Henrique Santilo (apud SILVA, 1999, PÁG. 237): “O povo nortense quer o estado do Tocantins. E o povo é o juiz supremo. Não há como contestá-lo”. Porque o senhor Governador Jatene, frente aos números obtidos na região Carajás e Tocantins, não reconhece esse “Juiz Supremo”, o POVO, que outrora lhe conferira o poder? Afinal, 92,26% da região Carajás e Tapajós votaram sim. Em junho, o deputado Siqueira Campos, relator da Subcomissão dos Estados da Assembleia Nacional Constituinte, redige e entrega ao presidente da Assembleia, o deputado Ulisses Guimarães, a fusão de emendas criando o Estado de Tocantins que foi votada e aprovada no mesmo dia. Desta forma, pelo artigo 13 do ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição, em 05 de outubro de 1988, nascia o Estado de Tocantins. Num passado não muito distante, observa Ruthenburg (in Correio Brasiliense, 2011), e ainda subsiste a lei, a população não foi chamada a opinar sobre a divisão do Mato Grosso, com a criação de Mato Grosso do Sul, em 1977, durante a ditadura militar. Tampouco foi consultada na forma de plebiscito para opinar a respeito da criação do estado de Tocantins, em 1988. É verdade que houve uma emenda popular com 80 mil assinaturas em favor do novo estado, mas não se pode dar a ela o mesmo peso de um plebiscito. Mas, o caso de Carajás e Tocantins, devido a região Metropolitana ter sido a vencedora, onde se concentrava o peso eleitoral do pretendente gestor que não “desejava” perder poder nem prestígio, deu seus realces de influências, fazendo preponderar o NÃO. Distribuição de renda e riquezas seria as consequências da criação do referidos estados e um governo presente. Desta forma, considerar o peso da realidade dos fatos na situação social de quem vive nessas duas regiões, sem camuflagem de indicadores no sentido de pseudos convencimentos – levaria a verdade e o reconhecimento da necessidade de criá-los. 18 DATAS COMEMORATIVAS FESTA DO PADROEIRO SÃO SEBASTIÃO – 20 de janeiro.
  • 180.
    180 Mártir Cristão, nascidona Itália , entre os anos 200 d.C. e 250 d.C. Viveu em Roma. O imperador Diocleciano mandou executá -lo simplesmente por ele ser cristão e divulgar sua doutrina. Condenado à morte, foi colocado em uma árvore e alveja do por arqueiros do imperador. Ressuscitou e foi canonizado pela Igreja séculos depois. Parauapebas como a Cidade do Rio de Rio de Janeiro tem São Sebastião como padroeiro. KOINOMIA DE LOUVOR – setembro Festividade realizada pelas igrejas evangélic as. O CARNAVAL O carnaval é uma festa popular no Brasil, que, no entanto, não tem data fixa para ocorrer. Geralmente é comemorada no mês de fevereiro ou no início do mês de Março. As pessoas brin cam no carnaval nas principais ruas e avenidas das grandes cidades; é muito animado, a animação se dá com carro de som, trios elétricos e blocos de rua. DIA DO LIVRO INFANTIL Nesta semana que antecede o Dia Mundial do Livro (23 abril), instituído pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em 1995, o Brasil celebra o Dia Nacional do Livro Infantil em 18 de abril. A data foi escolhida para homenagear o nascimento do escritor Monteiro Lobato (José Bento Monteiro Lobato) e tornou-se oficial por meio da Lei nº 10.402, de 8 de janeiro de 2002. Dia do Índio História do Dia do Índio. Comemoração:19 de abril Comemorado pela primeira vez no Brasil em 1944, o dia 19 de abril tornou-se o dia do índio. A data foi instituída por Getúlio Vargas e, desde então, dificilmente tem passado despercebida. O dia 19 de abril, ao colocar em pauta a questão indígena, nos questiona hoje sobre as possibilidades de convivermos, de forma respeitosa, digna e construtiva, com os mais de 210 povos indígenas que existem no país, falando mais de 180 línguas e dialetos próprios, espalhados em inúmeras aldeias em praticamente todos os estados do Brasil (só no Piauí e no Rio Grande do Norte não há índios). Os índios brasileiros estavam divididos em tribos, de acordo com o tronco linguístico ao qual pertenciam: tupi-guaranis (região do litoral), macro-jê ou tapuias (região do Planalto Central, arauaques (Amazônia) e caraíbas (Amazônia).
  • 181.
    181 Ao chegar aesta terra que hoje chamamos Brasil, os portugueses encontraram uma população estimada em mais de 3 milhões de pessoas. Eram muitos povos diferentes que se distribuíam por todo o território. Que por um equívoco, foram identificados como “índios”. Hoje essa população é de apenas 734 mil habitantes, ou seja, 0,4% da população total do Brasil. Cabe esclarecer que este dado considera tão-somente aqueles indígenas, que vivem em aldeias, havendo estimativas de que, além destes, há entre 100 e 190 mil vivendo fora das terras indígenas, inclusive em áreas urbanas A população indígena ocupa área que corresponde à quase 11% do território nacional Segundo o antropólogo Darcy Ribeiro, como resultado de uma pesquisa encomendada pela UNESCO, a respeito de índios e brancos no Brasil – 87 grupos indígenas haviam deixado de existir entre 1900 e 1957. A incorporação do índio à sociedade brasileira fez com que estes perdessem suas peculiaridades culturais. DESCOBRIMENTO DO BRASIL No dia 22 de abril de 1500 os portugueses descobriram as terras do nosso país. Avistaram no li toral baiano um monte o qual deram o nome de Monte Pascoal. O nome Brasil foi dado por causa de uma madeira extraída de uma árvore chamada pau -brasil. Aniversário de Parauapebas 10 de Maio de 1988, através da Lei: 9.442/88. DIA DO TRABALHO No dia 1º de maio comemora-se o dia do trabalhado. Quase todo mundo comemora esse dia sem ir ao trabalho. É o dia em que são homenageados os trabalhadores. DIA DO SOLDADO O dia 25 de agosto é dedicado ao soldado brasileiro. Neste dia Homenageamos ao Duque de Caxias porque ele foi um grande soldado brasileiro. Por ser um soldado exemplar foi escolhido para ser o Patrono do Exército. DIA DO FOLCLORE 22 de agosto comemoramos o dia do folclore. Folclore é o conjunto de tradições, conhecimentos e crenças de um povo. O folclore se manifesta através de Provérbios, contos, danças, costumes, adivinhações. FACIPA- Feira da Amizade Agropecuária, C6mércio e Indústria de Parauapebas – Feira de variedades, com shows de artistas de renome
  • 182.
    182 nacional, apresentações folclóricas,comidas típicas e uma infinidade de possibilidades de compra e venda de artigos, mercadorias e artes. INDEPENDÊNCIA Com o descobrimento, o Brasil ficou pertencendo a Portugal. No 7 de setembro de 1822, D. Pedro voltava de uma viagem vind o de Portugal muito irritado. Ele percebeu então que era preciso libertar o Brasil de Portugal. D. Pedro gritou aos seus soldados “Independência ou morte”. Em Parauapebas, organiza-se um desfile oficial através da FUMEP (Fundação de Educação do Município de Parauapebas), juntamente com todas as escolas públicas estaduais, municipais e particulares, Polícia Militar e o Exército. DIA DA BANDEIRA No dia 19 de novembro comemora-se o dia da bandeira. A bandeira é um dos símbolos da Pátria. As cores da n ossa bandeira são:  O verde: as matas do nosso país;  O amarelo: as riquezas do nosso solo;  O azul: o nosso céu;  O branco: a paz. Auto de Natal Realização da prefeitura. Em comemoração ao nascimento de Cristo, a prefeitura realiza o Auto de Natal com alunos de colégios e crianças ligados à Fasc – Fundação de Assistência Social e Cultural de Parauapebas. NATAL - 25 de dezembro Comemora-se nessa data o nascimento de cristo. Como foi convencionado essa data? Um grande concílio foi realizado pela comunidade cristã no século V de nossa Era, para decidir em que data fixar este controverso acontecimento. Decidiu-se em fixar no dia 25 de dezembro, ou meia-noite do dia 24. Proclamação da República Brasileira A Proclamação da República Brasileira é o evento, na História do Brasil, que instaurou o regime republicano no país, derrubando a Monarquia. Ocorreu dia 15 de novembro de 1889 no Rio de Janeiro, então capital do Império do Brasil, na praça da Aclamação (hoje Praça
  • 183.
    183 da República), quandoum grupo de militares do Exército brasileiro, liderados pelo comandante marechal Deodoro da Fonseca, deu um golpe de estado e depôs o imperador D. Pedro II. Institui-se então a República, sendo nessa data que o jurista Rui Barbosa assinou o primeiro decreto do novo regime, instituindo um governo provisório. Dia das Mães O Dia das Mães tem a sua origem no princípio do século XX, quando uma jovem americana, Anna Jarvis, perdeu sua mãe e entrou em completa depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a idéia de perpetuar a memória da mãe de Annie com uma festa. Annie quis que a homenagem fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas. Em pouco tempo, a comemoração e consequentemente o Dia das Mães se alastrou por todo Estados Unidos e, em 1914, sua data foi oficializada pelo presidente Woodrow Wilson: dia 9 de Maio. No Brasil, é celebrado no segundo domingo de Maio, conforme decreto assinado em 1932 pelo presidente Getúlio Vargas. As mães são as pessoas que fazem sacrifícios para o bem de seus filhos. Devemos respeitá-las e dá a elas muito carinho. Dia dos Pais O Dia do Pai tem origem na antiga Babilônia, há mais de 4 mil anos. Um jovem chamado Elmesu Moldou esculpiu em argila o primeiro cartão. Desejava sorte, saúde e longa vida a seu pai. Nos Estados Unidos, Sonora Luise resolveu criar o Dia do Pai em 1909, motivada pela admiração que sentia por seu pai, John Bruce Dodd. O interesse pela data difundiu-se da cidade de Spokane para todo o Estado de Washington e daí tornou-se uma festa nacional. Em 1972, o presidente americano Richard Nixon oficializou o Dia do Pai. Naquele país, ele é comemorado no terceiro domingo de Junho. Em Portugal é comemorado a 19 de Março. No Brasil, é comemorado no segundo domingo de Agosto. A criação da data é atribuída ao publicitário Sylvio Bhering, em meados da década de 50, festejada pela primeira vez no dia 14 de Agosto de 1953, dia de São Joaquim, patriarca da família. Dia das Crianças – 12 de outubro Como surgiu o Dia das CriançasNo Brasil O Dia das Crianças no Brasil foi "inventado" por um político. O deputado federal Galdino do Valle Filho teve a ideia de criar um dia em homenagem às crianças na década de 1920. Em 1924, o dia 12 de outubro foi oficialmente decretado pelo presidente brasileiro da época, Arthur Bernardes. Apesar de ser uma data oficial, o Dia das Crianças nunca teve muita importância até o ano de 1960, quando um diretor de uma famosa fábrica de brinquedos resolveu "ressuscitar" a data para aumentar suas vendas. A estratégia deu certo, pois desde então o dia das Crianças é comemorado com muitos presentes! Dia Universal da Criança
  • 184.
    184 A ONU (Organizaçãodas Nações Unidas) reconhece o dia 20 de novembro como o dia Universal das Crianças, pois nessa data também é comemorada a aprovação da Declaração dos Direitos das Crianças. Entre outras coisas, esta Declaração estabelece que toda criança deve ter proteção e cuidados especiais antes e depois do nascimento. DIA DOS NAMORADOS NO BRASIL 11 de Junho FESTA JUNINA O mês de junho é marcado por fogueiras, danças, comidas típicas e muitas bandeirinhas em todo o país, apesar das peculiaridades e características próprias de cada região brasileira. A tradição de festejar o dia de São João veio de Portugal. As comemorações se iniciam no dia 12/06, véspera do Dia de Santo Antônio e terminam no dia 29, dia de São Pedro. O auge da festa acontece entre os dias 23 e 24, o Dia de São João propriamente dito. Em Parauapebas, o Festival Junino se dá do dia 25 a 29 e o Encontro Folclórico nos dias 22 e 23. A quadrilha é uma dança francesa que surgiu no final do século XVIII e tem suas raízes nas antigas contradanças inglesas. Ela foi trazida ao Brasil no início do século XIX, passando a ser dançada nos salões da corte e da aristocracia. Com o passar do tempo, a quadrilha passou a integrar o repertório de cantores e compositores brasileiros e tornou-se uma dança de caráter popular. No Nordeste, as Festas Juninas são um evento tão grande quanto o Carnaval carioca. A festa de Campina Grande, na Paraíba, atrai milhares de pessoas e disputa com Caruaru, em Pernambuco, o título de maior São João do Mundo!!! GP Nacional do Minério – Dezembro. Dia 21 de setembro – Dia da Árvore O Dia Mundial da Árvore ou Dia Mundial da Floresta festeja- se em 21 de março. A comemoração oficial do Dia da Árvore teve lugar pela primeira vez no estado norte-americano do Nebraska, em 1872. Nos EUA, é comemorado no dia 22 de setembro junto do aniversário de Julius Sterling Morton, morador da Nebrasca/EUA, que incentivou o plantio de árvores naquele estado. No Brasil é comemorado no dia 21 de setembro, pois os índios brasileiros cultuavam as árvores no início da primavera, quando se preparava o solo para cultivo e na época de chuvas.
  • 185.
    185 FACIPA – (emAgosto) Feira da Amizade Agropecuária, Comércio e Indústria de Parauapebas - Feira de variedades, com shows de artistas de renome nacional, apresentações folclóricas, comidas típicas e uma infinidade de possibilidades de compra e venda de artigos, mercadorias e arte. Dia Internacional da Paz – 21 setembro Esta Vigília global de 24 horas tem o objetivo de demonstrar: “o poder da oração e de outras práticas espirituais para promover a paz e evitar os conflitos violentos”. Trata-se de uma iniciativa de caráter mundial que ajudará também a informar e a tomar consciência sobre a importância do Dia Internacional da Paz, e ao mesmo tempo, apoiará o advento e a estabilidade da paz em todas as nações. 7 de Setembro – Desfile oficial Com a organização da Fundação de Educação do Município de Parauapebas – FUMEP, juntamente com todas as escolas públicas estaduais e municipais, Polícia Militar e o Exército. Dia do Professor – 15 de outubro Você sabe como surgiu o Dia do Professor? O Dia do Professor é comemorado no dia 15 de outubro. Mas poucos sabem como e quando surgiu este costume no Brasil. No dia 15 de outubro de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Tereza D’Ávila), D. Pedro I baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. Esse decreto falava de bastante coisa: descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. A ideia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima - caso tivesse sido cumprida. Comemora-se o dia do professor em 15 de outubro. Em nossa vida, muitos mestres são todas as pessoas que ensinam a arte de viver, trabalhar e estudar. Os professores são mestres. Dia da Consciência Negra
  • 186.
    186 O Dia daConsciência Negra é celebrado em 20 de novembro. No Brasil é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. Vinte de novembro é o Dia Nacional da Consciência Negra. A data - transformada em Dia Nacional da Consciência Negra pelo Movimento Negro Unificado em 1978 - não foi escolhida ao acaso, e sim como homenagem a Zumbi, líder máximo do Quilombo de Palmares e símbolo da resistência negra, assassinado em 20 de novembro de 1695. A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. Apesar das várias dúvidas levantadas quanto ao caráter de Zumbi nos últimos anos (comprovou-se, por exemplo, que ele mantinha escravos particulares) o Dia da Consciência Negra procura ser uma data para se lembrar a resistência do negro à escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte forçado de africanos para o solo brasileiro (1594). Algumas entidades como o Movimento Negro (o maior do gênero no país) organizam palestras e eventos educativos, visando principalmente crianças negras. Procura-se evitar o desenvolvimento do auto-preconceito, ou seja, da inferiorização perante a sociedade. Outros temas debatidos pela comunidade negra e que ganham evidência neste dia são: inserção do negro no mercado de trabalho, cotas universitárias, se há discriminação por parte da polícia, identificação de etnias, moda e beleza negra, etc. O dia é celebrado desde a década de 1960, embora só tenha ampliado seus eventos nos últimos anos; até então, o movimento negro precisava se contentar com o dia 13 de Maio, Abolição da Escravatura – comemoração que tem sido rejeitada por enfatizar muitas vezes a "generosidade" da princesa Isabel, ou seja, ser uma celebração da atitude de uma branca. Zumbi dos Palmares, o maior ícone da resistência negra ao escravismo no Brasil. FESTAS JUNINAS O ciclo das festas juninas gira em torno das principais datas abaixo:  13 de junho, festa de Santo Antônio;  24 de junho, São João;  29 de junho, São Pedro. Durante esse período todas as cidades brasileiras ficam tomadas por festas. De norte a sul do Brasil comemora-se os santos juninos, com fogueiras e comidas típicas. É interessante notar que não apenas o dia, propriamente dito, mas todo mês, é considerado como tempo consagrado a estes santos na região e, principalmente, às vésperas, que é quando se realizam os sortilégios e simpatias, a parte mágica da festa típica do catolicismo popular, quando se realizam os sortilégios e simpatias, a parte mágica da festa típica do catolicismo popular. Inúmeras adivinhações a respeito dos amores e do futuro a respeito dos amores e do futuro(com quem vai se casar, se é amado ou amada, quantos filhos se vai ter, se vai morrer jovem ou ganhar dinheiro etc), são festas nas vésperas do dia santos, em geral de madrugada.
  • 187.
    187 QUADRILHA A quadrilha éuma dança francesa que surgiu no final do século XVIII e tem suas raízes nas antigas contradanças inglesas. Ela foi traduzida ao Brasil no inicio do século XIX, passando a ser dançada nos salões da corte e da aristocracia. Com o passar do tempo, a quadrilha passou a integrar o repertório de cantores e compositores brasileiros e tornou-se uma dança de caráter popular. Sendo típica das festas juninas, a quadrilha é considerada uma herança do folclore francês acrescido de manifestações típicas da cultura portuguesa. Ela é inspirada na contradança francesa e sua origem, no Brasil, está na chegada da corte real Portuguesa, no começo do século passado. Com D. João VI, que fugia do avanço das tropas de Napoleão Bonaparte, além de artistas franceses, como Debret e Rugendas, vieram também modismos da vida europeia, dos quais um dos favoritos era a quadrilha, dirigida por mestres franceses da contradança. Muitas das ordens desta dança transformaram-se “anarriê” (enarriére, que significas “para trás”) ou “anava” (em avant, que significa”em frente”), “changedidame” (changer de damé, ou seja, “troca de dama”), “chemadidame” (chemin de dame, caminho de damas) ou “otrefua” autre fois”),”outa vez”. A quadrilha foi a grande dança dos palácios do século XIX e abria os bailes das cortes em qualquer país europeu ou americano, tendo se popularizado, reinterpretada pelo povo, que lhe acrescentou novas figuras e comandos constituindo o baile em sua longa e exclusiva execução, composta de cinco partes ou mais, com movimentos vivos e que terminava sempre por um galope. Meio Ambiente 5 de junho – Dia internacional do Meio Ambiente. O meio ambiente é um complexo ecossistema onde as formas diversas de vida mutuamente se dependem. O homem tem que viver nesse meio, criar desenvolvimento, mas na responsabilidade e perspectiva de que ele está decidindo por ele e outras formas de existência que, em sua totalidade garantem o equilíbrio e a harmonia do planeta. Não somos auto-suficientes e a autonomia de nossas decisões tem que corresponder com as outras formas de vida, que não tiveram esse privilégio que temos: da racionalidade e inteligência. A questão ambiental está conjugada a questão “Saúde” pois um meio ambiente saudável e favorável a saúde daqueles que nele vivem, seja o homem ou a espécie animal. Conclui-se, portanto, que a qualidade de vida da população está associada à qualidade do meio em que esta vive. O homem é um produto do meio assim como o meio é produto do homem. Se nessa relação perpetuar a forma perniciosa, sem um desenvolvimento sustentável, e o perdedor for o meio ambiente, com certeza o perdedor seremos nós, porque será nossa existência que estará em risco. É o que também adverte o CACIQUE SEATLE in (Emília Amaral et al. 2000, p.520), quando diz: “ensinem as suas crianças: que a terra é nossa mãe. Tudo que acontecer a terra, acontecerá aos filhos da terra. Todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. Há uma ligação em tudo. O que ocorrer com a terra recairá sobre os filho da terra” Um dos grandes problemas em pleno século XXI é a questão ambiental, porque se relaciona com a própria existência de toda a forma de vida presente e futura que habita o
  • 188.
    188 planeta. Você jáparou pra pensar o que significa a palavra “progresso”? pois então pense: estradas, usinas, cidades, máquinas e muitas outras coisas que ainda estão por vir. O progresso, da forma como vem sendo feito, tem acabado com o ambiente ou, em outras palavras, é nocivo e degrada o planeta terra e a natureza. O atual modelo de crescimento econômico hoje no mundo gerou enormes desequilíbrios. Se, por um lado, nunca houve tanta riqueza e fartura, por outro lado, a miséria, a degradação ambiental e a poluição aumentam dia-a-dia. Um exemplo incontestável é o que ocorre na Amazônia brasileira. Considerada o pulmão do mundo, a maior floresta tropical do planeta está ameaçada de extinção, o que será fatal para a humanidade. Segundo cientistas, o desmatamento e o aquecimento global podem provocar o desaparecimento da Amazônia. Nos últimos 35 anos a Amazônia perdeu quase 17% de sua cobertura e advertem: Se a floresta perder mais de 40% de sua cobertura, o processo de destruição será irreversível, pois a mata, segundo pesquisadores, tem o poder de multiplicar as chuvas. O desmatamento e as queimadas na Amazônia são responsáveis por mais de 75% das emissões de gases de efeito estufa no Brasil. Segundo as nações unidas, o Brasil possui 52% das florestas da América Latina; e que o país perde anualmente de floretas com o desaparecimento de 3,1 milhões de hectares. A perda anual de florestas em todo o planeta chega a 7,3 milhões de hectares, o equivalente a um país como o panamá. Diante de tudo isso e similares que ocorre em outros países, o clima da terra assim como fenômenos fora do normal estão dando suas respostas em vários cantos do planeta. A título de exemplo, vale citar a seca em plena Amazônia em 2005, que segundo pesquisadores, foi resultado do possível aquecimento da terra, que resulta no efeito estufa, consequente das queimadas e emissões de gases lançados à atmosfera; tornados devastadores nos Estados Unidos; tsunami na Ásia; redução de calota de gelo no polo norte consequente da abertura na camada de ozônio; ciclones nos Estados Unidos; pesados terremotos em várias partes do mundo que dizimam milhares de pessoas e a desertificação. Diante desta constatação surge a ideia do desenvolvimento sustentável (DS), buscando conciliar o desenvolvimento econômico como a preservação ambiental, atendendo as necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de futuro para as futuras gerações. O que acontecerá com a continuação do desmatamento Amazônico? Vale também o alerta da LBA (Biosfera Amazônica de Larga Escala, sigla em inglês), maior estudo científico sobre ecossistemas tropicais já realizado no planeta, que envolve 500 pesquisadores de 100 instituições internacionais que advertem: “Se o desmatamento da Amazônia continuar no ritmo atual, em 100 anos algumas regiões da floresta tropical podem se tornar uma árida savana”. Todos os anos, a proliferação da iniciativa agropecuária e a exploração ilegal de madeira põem abaixo quase 20 mil quilômetros quadrados de mata. Da floresta que se estende por seis milhões de quilômetros quadrados, 600 mil já foram destruídos, o que representa uma área do tamanho da Bélgica. “É possível que haja um aumento na temperatura e uma diminuição no volume de chuvas, o que transformaria as áreas sul, leste e norte da Amazônia em savanas no prazo de um século”, avalia Carlos Nobre, coordenador científico do LBA e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o representante brasileiro do projeto.
  • 189.
    189 As savanas sãoo correspondente ao cerrado e têm clima semelhante ao de Brasília. São regiões muito áridas, onde as chuvas se concentram num único período do ano. (Isto é, n.1758, p. 78/79, jun.2003). O desequilíbrio provocado pelo efeito estufa poderá ser o mais catastrófico da história humana se não buscarmos alternativas e solução ao problema. As empresas não podem operar em um vácuo político, precisam de liderança firme dos governos e incentivos. Veja o que disse príncipe Charles, herdeiro do trono britânico, em junho de 2008: “(...) milhares de pessoas que moram na região da floresta amazônica “vivem com uma renda muito baixa. Elas precisam de maneiras para garantir que o esforço de não destruir as florestas valha a pena. Seria preciso criar algum tipo de pacote em forma de incentivos para essas pessoas não degradem as florestas. Não podemos esperar por novas tecnologias. Não há tempo para isso. Se o desmatamento não diminuir rapidamente, haverá mais seca e fome em grande escala”. E a previsão, segundo cientistas, é que, em décadas não muito longe, se perdurar o problemas sem busca concreta de solução, haverá 150 milhões de refugiados em todo mundo. O aumento da pecuária na região que transforma a floresta em pastos é responsável por uma grande parte do desmatamento somado às queimadas. E cita mais: “Os governos, grandes empresas e consumidores devem se unir em um esforço conjunto para pôr fim à devastação florestal”. Nos Estados Unidos, 95% das áreas florestais já foram destruídas, e na cobiça da Amazônia brasileira, este e outros países jogam na mídia internacional “notícias” tendenciosas colocando em xeque a soberania brasileira e de países amazônicos. 'DequeméaAmazônia,afinal?',diz'NewTimes' O Jornal Americano “New York Times” publicou em 18 de maio, uma reportagem com o título “De quem é a Amazônia afinal”, colocando em xeque a soberania brasileira sobre a floresta. Três dias antes do New York Times, o diário inglês “ The Independent” escreveu: “... essa parte (a Amazônia) é muito importante para ser deixada com os brasileiros”. AGOSTO: Feira da Amizades, do Comercio e da Industria de Parauapebas ,realizada na escola Chico Mendes. A programação inclui apresentação de danças folclóricas paraenses(como lundu, seria carimbo),exposição de perca artesanais, varal de fotografias, poesias, pinturas e desenhos, apresentação de repentistas e artistas locais e regionais. CONSIDERAÇÕES FINAIS O presente trabalho é um material informativo de grande importância para conscientizar os cidadãos parauapebenses da sua história, geografia e realidade.
  • 190.
    190 Trabalho este, queagrega edições e publicações anteriores e diversas com atualizações, que visa auxiliar nas aulas de História e Geografia do município nas escolas de ensino Fundamental e Médio. Sendo uma contribuição para uma educação contextual. É preciso, pois, conhecer a realidade social, índices e indicadores de necessidades, ou seja, desmascarar a realidade para que esta possa revelar os desafios a serem enfrentados no campo das políticas sociais e cidadania. Quanto à importância da geografia, que se desdobra em física e humana, percebe-se que, dentro do fazer histórico fazemos também a geografia (no campo físico, social e político); concluindo-se, no entanto, que o poder de interferência e transformação da realidade vem do poder de informação que se tem da mesma. Desconhecer a realidade arremete a alienação do indivíduo e planejamentos inconsistentes de governos. Pois, desenvolvimento acontece com planejamento que se faz com informação. Para termos a capacidade de agirmos sobre a realidade resta-nos seguirmos a linha filosófica do Positivismo do “conhecer para prever para prover”. (Augusto Conte in positivismo) REFERÊNCIA
  • 191.
    191 ALCÂNTARA, Charles. Parauapebas,25 anos: Futuro em Jogo, 2012. Amaury Júnior. Histórico de Canaã dos Carajás, 2008. Antônio Melo da Silva, Entrevista sobre a história da igreja Assembleia de Deus em Vila Sanção./2006 As imagens e a história de Serra Pelada. Documentário, 1976-2006. Brasil Mineral, A Eterna Riqueza das Gerais. Agosto, 2007. BRITO, Deuzuíta de Castro. Entrevista sobre o processo histórico social e educacional no povoado Vila Sanção. In 8/2006. BRITO, Francisco. Entrevista sobre os primórdios de Parauapebas e Carajás, 12/2007. CEAP – Centro de Educação Ambiental de Parauapebas. Informações fornecidas por Ricardo sobre o Mosaico de Carajás, Unidades de Conservação e mapas de satélite da região. In 3/2007. Confederação Nacional de Municípios. Pesquisas sobre o município de Parauapebas, 12/2007. C orreio Braziliense. Multinacionais lideram nova corrida do ouro. 30/05/2010. CORTINAS, Chico das. Entrevista sobre a história de Parauapebas e seuperíodo enquanto gestor. 07/2009. CURSO: Administração - CESTFIB Professor: Antonny Adonay et al (alunos do curso)/Histórico do Município de Parauapebas/2005. CVRD apud Diagonal, Pesquisa e levantamentos das comunidades entorno do Projeto Salobo. Vila Sanção, 2008. Editora Trieste. Mapa de Parauapebas e municípios limítrofes. 4/2007. EJA – Educação de Jovens e Adultos. Histórico de Parauapebas; Curitiba/ PA. Edidora Expoente, 2006 Elizete Francisca Jardim, Entrevistas e pesquisas sobre o histórico da Igreja Católica no povoado Vila Sanção /2006. Folha da Manhã Ltda, Carajás sob constante ameaça s de garimpeiros. Pesquisa de Internet, 2006. Folha de S.Paulo, sábado, 06 de dezembro de 1984 Carajás corre para iniciar a produção. Internet, 2007.
  • 192.
    192 Folha do Sudeste.Um tesouro na maior mina de ferro do mundo. 15/04/2010. ........................, Serra Pelada será explorada em 2013. 15/05/2010. Revista Época, 8 Set. de 2003. A Vale do Rio Doce abre as primeiras grandes minas de cobres no país. FERREIRA, Antonio Carlos Carneiro e Adilson Motta. Elaboração do texto: Lenda – A curva da Loura. Vila Sanção/ Parauapebas, In 10/2006. FLORIZA, Simões (Professora). Colaboração com atividades de produção de textos VERSOS E DATAS COMEMORATIVAS produzidos pelos alunos. GOMES, Teodoro. Presidente da ASSIDPAPR, Papel e função social da entida no município de Parauapebas. 11/2007. GIANNINI, Isabelle Vidal. Pesquisa realizada sobre os Xikrin do Cateté em 04/2007. E Instituto Socioambiental: http://www.socioambiental.org/pib/epi/xikrin/ling.shtm GONÇALVES, Suely et al. Amazônia de encantos e desafios. Goiânia, 2006. http://cultura.to.gov/conteudo.php?id=3. História política de Tocantins, 2008. http://www.carajasojornal.com.br. Karatecas trouxeram o Título Sul Americano para Parauapebas. 2011. http://lepam.webnode.com.pt/sobre-nos. Entidades cadastradas, 2011. http://www.zedudu.com.br. Karatecas trazem Título Sul-Americano para Parauapebas, 09/11/2011. http://blogdofrancescocosta.blogspot.com.br. Protestos chegam às portas da câmara de Parauapebas. 11/2011. http://blogdowaldyr.blogspot.com.br. Moradores do Bairro Caetanópolis voltam a interditar rua com fogo. 2011. http://www.carajasojornal.com.br. Os governantes de Parauapebas e a primeira Câmara Municipal. 2011. IBGE/ Pnud (Programa Nacional de Desenvolvimento das Nações Unidas/ SEPOF (Secretaria Estadual de Planejamento, Orçamento e Finanças/ PME (Plano Municipal de Educação (apud André Santos – Jornalista. Informação de Qualidade: Parauapebas, Capital do Minério. 10/05/2008. Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA. Pesquisa sobre a APA: Área de Preservação Ambiental no Sul do Pará. IN REVISTA, A informação revista, Dura realidade: Lixão Municipal de Parauapebas - 08/2008.
  • 193.
    193 Jornal O Carajás.Moradores da região do Contestado se mobilizam em busca de melhoria nas estradas. 10/02/2009. Jornal Regional. Estrada da CVRD vai beneficiar moradores rurais. Parauapebas, 27/04/2007. Jornal O Regional, por José Milton, in 12/2008). Reportagem “Uma alerta as catástrofes ambientais que podem ocorrer em Parauapebas”, 12/2008. FLÁVIO, Lúcio. Jornal Pessoal. Agenciaamazonia.com.br / IDH no Pará e alguns municípios paraenses, 2008. A Revista Época. A carta em que Agnelli avisou Dilma sobre as suspeitas de irregularidades em prefeitura do PT. (09/05/2011). http://revistaepoca.globo.com.9/05/11 Ipea, apud Terra in http://www.campanhaeducacao.org.br. Análise sobre a educação no Brasil, 18/11/2010. JÚNIOR, Luiz Alves de Oliveira. Informações sobre o monjolo e gerador de energia construído em sua residência. Em 11/2007. LEO BENTO, Chefe da Unidade de Conservação da APA (Área de Proteção Ambiental) – Pesquisa sobre mapas e definições da região da APA. IBAMA: Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis. Em 12/2006. LUCCI, Elian Alabi, 2002. Geografia. Homem e espaço – A organização do homem no espaço brasileiro. 6ª Série. MARÇAl, Ivone Ferreira. Informações sobre as diretoras da Escola Alegria do Saber e Dados estatísticos sobre evasão, reprovação, matrículas e transferências na Escola Alegria do Saber, 2006 Nilson, Comerciante e um dos primeiros moradores em Vila Sanção. Entrevista sobre O processo de formação histórico e educacional em Vila Sanção. In 7/2006. Parauapebas em Revista. Histórico de Parauapebas; DOMINUS Publicidade e Pesquisas, 1994. SOUSA, Oziel Nascimento. Entrevista sobre o Histórico da Igreja Deus é Amor e fundaçãom em Vila Sanção. 11/2006. Revista Expressão. Sul do Pará – Região em franco desenvolvimento. Editora Mídia mix, 03/2008. Ricardo Kotscho. Carajás se prepara para exportar o minério de ferro ROSAS, Riba das. Vendedor de Pedras preciosas na região de Garimpo das Pedras. 03/2007 RP, Revista Parauapebas. Ano I, 1º Semestre, 2006. Temas que retratam Paraupebas na atualidade.
  • 194.
    194 SANTOS, André. Informaçãocom qualidade. Parauapebas, a capital do minério. 2009. Setor Rural- Educação Indígena: Informações acerca da educação indígena em Parauapebas, 2012. SOARES, Aildo. Informações sobre as Bandas de Parauapebas. Coleção Novo Curupira, Vol. Único, Normicilda et al. 2005, Editora Amazônica. RIZEK, André. Pagamos, eles invadem. Veja, ano 38, n. 10, p.42-48, 9 mar.2005, il. ROCHA, Maria de Fátima Sopas, et al. Material organizado. Teoria da Literatura. Universidade Federal do Maranhão, 2001. Lindomar Morais Araújo Professor e Presidente da Associação de Moradores do CEDERE- I. Litin@graudez.com.br . Pesquisas na Internet sobre os Irmãos Grimm. 2006 Revista Parauapebas Sócio Econômico. Abordagem histórica a Parauapebas. 2009. RIBEIRO, Arley.( Popular Preto AR). INFOREMAÇÕES HIP HOP em Parauapebas, 2012. SANÇÃO, Odilon Rocha de. Entrevista realizada em 13/08/2006 sobre o processo de formação histórica do povoado Vila Sanção. SALAZAR, Joseane. Entrevista sobre a história da educação no povoado Vila Sanção/2006. SALES, Deusamar (Diretora da Escola Crescendo na Prática).Informações sobre o aspecto histórico e populacional do povoado Palmares II. SANTOS, José Milton. A marca histórica de 1 bilhão de ferro alcançada pela Vale: extração desenfreada. Até quando a natureza surportará? Reportagem no Regional, 30/11/2008. SEPLAN, Secretaria de Planejamento. Movimentos sociais em Parauapebas, 11/2007. SILVA, Girlan Pereira da.Material informativo sobre os movimentos sociais em Parauapebas, 30/11/2007. SILVA, Waldyr. Blog. Marabá assumirá despesas da “Região Contestado”, 21/06/2011. Secretaria Municipal de Agricultura, José Alves. Levantamento sobre os programas de agricultura no município de Parauapebas. 12/2006. SOUSA, Afonso Félix et al. Máximas e mínimas do Barão de Itararé. Círculo do Livro, S/ª1985. Ternuma Regional Brasília, A guerrilha do Araguaia. Pesquisa de internet em 12/12/2006. http://prod.midiaindependente.org/es/blue/2007/01/371295.sht
  • 195.
    195 Valdir da Usina.Ex-vereador. Entrevista sobre o Complexo Esportivo e a LEP (Liga Esportiva de Parauapebas). 02/2012. Para capa externa Foi pensando em você, caro aluno e cidadãos, que foi elaborado o presente trabalho. O mesmo retoma o que já existia quanto ao assunto aqui abordado, exercendo a função de ampliar e atualizar o que estava defasado em fontes oficiais no município. E, além de ser produto de pesquisas desenvolvidas
  • 196.
    196 durante os anosde 2006 a 2008, é resultante de um Projeto Interdisciplinar desenvolvido por mim, Adilson Motta. Projeto este, cujo objetivo é promover resgate histórico, geográfico e cultural, tendo a escola como ponto de partida; ampliando-lhe além da função social, a capacidade de “construir conhecimento” e identidade local. O propósito é que este, como exemplar, sirva de espelho e incentivo para ser desenvolvido em outras localidades; pois isto torna significativo tanto à prática quanto à aprendizagem do alunado enfatizando valor ao que chamamos de CIDADANIA. A identidade histórica de um povo é de grande importância para seu desenvolvimento, para que haja perspectiva de melhoria em seu futuro. E por ser produto de uma obra social, está aberta às críticas e correções para que seja melhorado e ampliada numa segunda edição, publicação etc.... A razão deste trabalho se fundamenta no seguinte ponto:  Ensina-se nas escolas públicas dos municípios a história e geografia do Estado e do país, e no entanto, não se ensina a história e geografia local (desses municípios, e ou povoados). Ficando o alunado alienado e com uma aprendizagem pouco significativa de sua realidade. E as disciplinas, ensinadas num “vazio e isolamento”. É nessa análise que considero que, este trabalho, sendo uma contribuição para uma educação contextual – é um “convite” para que outros municípios e comunidades também o façam. O mesmo vem a suprir o que imprescindivelmente solicita a LDB 9394/96 nos PCN, quando em suas diretrizes determina que a educação deva ser interdisciplinar e contextual. “É impossível formar cidadãos conscientes, se estes não se conhecerem”. Adilson Motta