Parauapebas: Uma Cidade Contraste
Por Adilson Motta, 2012
Apesar de Parauapebas atualmente deter uma renda per capita de 29.114 R$, bem superior
ao de Belém, de R$ 8.022 e do país que é R$ 7.033; esses indicadores ocultam a desigualdade
social existente no município. É o que revelam as periferias de Parauapebas: alto índice de pobreza
em meio à maior província mineral do planeta alimentando vida boa e farta em países de primeiro
mundo onde não há esse precioso metal e a nossa incerteza quando lá acabar. O grande contingente
migratório em Parauapebas, segundo alguns políticos, impossibilita a eficiência total de qualquer
plano de governo frente à situação – o que desestabiliza planos de governos frente a situação.
O modelo de desenvolvimento socioeconômico excludente e concentrador adotado pelo
município de Parauapebas desde o seu estabelecimento como unidade político-administrativa,
vem sendo substituído nos últimos anos por um novo paradigma de administração e
desenvolvimento que tem trazido grandes investimentos e consideráveis avanços em áreas
importantes como, infraestrutura, agropecuária, educação, habitação, entre outras áreas
responsáveis pelo estabelecimento de um melhor padrão e qualidade de vida para os seus
moradores e distribuição de renda.
Sendo um município jovem, há um grande contingente de jovens que, precisam se articular em
torno de um projeto político a curto e ou longo prazo no sentido de resgatar suas rédeas de forças
tradicionais que comprometem o desenvolvimento local, no sentido de que Parauapebas se torne
a cidade modelo “pintada” nos ideais perspectivos de seus cidadãos conforme o potencial de
arrecadação e exportação com o peso do minério que o município proporciona. Em seus bairros e
periferias de contrastes entre riqueza e pobreza, além da criminalidade constante nas mídias, as
comunidades se mobilizam no sentido de cobrar de seus governantes o que tem de ser feito, como
mostra apenas um dos fatos retratados na imagem abaixo.
O descaso do governo culminou no protesto. (By Jornalista Francesco Costa, 11/2011)
Fotos: Ronaldo Modesto Fonte: Blog do Francesco e Blog do Waldir, 11/11.
Moradores do Bairro Caetanópolis desta
vez, os manifestantes reclamam do atraso
na conclusão da obra de saneamento
básico.
Moradores do Bairro Rio Verde – em protesto
cobrando a drenagem e canalização do Igarapé. Os
manifestantes, além de atear fogo nos pneus,
usavam apenas cuecas e lama por todo o corpo para
ilustrar a situação vivida no local nos alagamentos.
Segundo vereador Adelson, o projeto custa R$ 4
milhões, valor que ele diz significar apenas dois
dias de arrecadação dos cofres públicos municipal.
Lavando a Corrupção
Fonte foto: Waldyr Silva, 18/05/2012 Fonte foto: Marcel Nogueira
Cerca de cinquenta populares literalmente lavaram as calçadas da Câmara Municipal de
Vereadores na tarde desta terça-feira (15/05/2012). O ato faz parte de uma manifestação
que tinha como objetivo chamar a atenção da população de Parauapebas. E foi um
protesto contra a corrupção no município e a falta de transparência.

Parauapebas: Uma Cidade Contraste

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    Parauapebas: Uma CidadeContraste Por Adilson Motta, 2012 Apesar de Parauapebas atualmente deter uma renda per capita de 29.114 R$, bem superior ao de Belém, de R$ 8.022 e do país que é R$ 7.033; esses indicadores ocultam a desigualdade social existente no município. É o que revelam as periferias de Parauapebas: alto índice de pobreza em meio à maior província mineral do planeta alimentando vida boa e farta em países de primeiro mundo onde não há esse precioso metal e a nossa incerteza quando lá acabar. O grande contingente migratório em Parauapebas, segundo alguns políticos, impossibilita a eficiência total de qualquer plano de governo frente à situação – o que desestabiliza planos de governos frente a situação. O modelo de desenvolvimento socioeconômico excludente e concentrador adotado pelo município de Parauapebas desde o seu estabelecimento como unidade político-administrativa, vem sendo substituído nos últimos anos por um novo paradigma de administração e desenvolvimento que tem trazido grandes investimentos e consideráveis avanços em áreas importantes como, infraestrutura, agropecuária, educação, habitação, entre outras áreas responsáveis pelo estabelecimento de um melhor padrão e qualidade de vida para os seus moradores e distribuição de renda. Sendo um município jovem, há um grande contingente de jovens que, precisam se articular em torno de um projeto político a curto e ou longo prazo no sentido de resgatar suas rédeas de forças tradicionais que comprometem o desenvolvimento local, no sentido de que Parauapebas se torne a cidade modelo “pintada” nos ideais perspectivos de seus cidadãos conforme o potencial de arrecadação e exportação com o peso do minério que o município proporciona. Em seus bairros e periferias de contrastes entre riqueza e pobreza, além da criminalidade constante nas mídias, as comunidades se mobilizam no sentido de cobrar de seus governantes o que tem de ser feito, como mostra apenas um dos fatos retratados na imagem abaixo. O descaso do governo culminou no protesto. (By Jornalista Francesco Costa, 11/2011) Fotos: Ronaldo Modesto Fonte: Blog do Francesco e Blog do Waldir, 11/11. Moradores do Bairro Caetanópolis desta vez, os manifestantes reclamam do atraso na conclusão da obra de saneamento básico. Moradores do Bairro Rio Verde – em protesto cobrando a drenagem e canalização do Igarapé. Os manifestantes, além de atear fogo nos pneus, usavam apenas cuecas e lama por todo o corpo para ilustrar a situação vivida no local nos alagamentos. Segundo vereador Adelson, o projeto custa R$ 4 milhões, valor que ele diz significar apenas dois dias de arrecadação dos cofres públicos municipal.
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    Lavando a Corrupção Fontefoto: Waldyr Silva, 18/05/2012 Fonte foto: Marcel Nogueira Cerca de cinquenta populares literalmente lavaram as calçadas da Câmara Municipal de Vereadores na tarde desta terça-feira (15/05/2012). O ato faz parte de uma manifestação que tinha como objetivo chamar a atenção da população de Parauapebas. E foi um protesto contra a corrupção no município e a falta de transparência.