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Artigos de Revisão
Revista Brasileira de Ciências da Saúde, ano III, no
8, ago/out 2006
ABORDAGEM FISIOTERAPÊUTICA EM PACIENTES COM
OSTEOPOROSE E OSTEOARTROSE ASSOCIADAS: UMA
REVISÃO LITERÁRIA
PHYSIOTHERAPIC APPROACH IN OSTEOPOROSIS AND OSTEOARTHRITIS
ASSOCIATED PATIENTS:A LITERARY REVIEW.
ABSTRACT
This article, by a literature review, discussed in its introduction the definitions, prevalence, incidenc-
es, factors of risk, physiotherapic treatment, among other aspects of two pathologies: osteoarthritis
and osteoporosis, In its development, it discussed the physiotherapic aspects in the treatment of
patients with both pathologies. Finally, it was proposed that hydrotherapy is one of the most ap-
propriate resources for the treatment of the two associated pathologies, and the other resources
can be used to control the pain, since they are used correctly by the physiotherapist.
Keywords: osteoarthritis, osteoporosis, rehabilitation, bones.
RESUMO
O presente trabalho, por meio de revisão da literatura, abordou na introdução as duas patologias,
osteoartrose e osteoporose, definições, prevalências e incidências, fatores de risco e tratamento
fisioterapêutico, entre outros aspectos. No desenvolvimento, abordou aspectos fisioterapêuticos
no tratamento dos portadores das duas patologias. Finalmente, foi proposto que a hidroterapia é
um dos recursos mais adequados para o tratamento das duas patologias associadas, sendo que os
demais recursos podem ser utilizados para o controle das dores, desde que aplicados pelo fisiote-
rapeuta de forma adequada.Obejtivos:verificar,por meio de revisão bibliográfica,os procedimentos
fisioterapêuticos utilizados em pacientes com osteoporose associada à osteoartrose.
Palavras-chave: osteoartrose, osteoporose, reabilitação, ossos.
Magda Danelucci da Silva1
, Rosamaria Rodrigues Garcia2
1- Discente do curso de graduação em Fisioterapia da Universidade Municipal de São Caetano do Sul - IMES;
2- Mestre em Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, professora e supervisora de está-
gio de Fisioterapia em Saúde Coletiva do curso de Fisioterapia da Universidade Municipal de São Caetano do Sul - IMES.
SAÚDE
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INTRODUÇÃO
Osteoporose
A osteoporose é um distúrbio osteometabólico,
caracterizado pela diminuição da densidade mineral
óssea (DMO), com deteriorização da microarquite-
tura óssea, levando a um aumento da fragilidade es-
quelética e do risco de fraturas.1
O consenso do National Institutes of Health de-
fine a osteoporose como uma doença esquelética
sistêmica, caracterizada pela perda da massa óssea e
pela deteriorização da microarquitetura do tecido ós-
seo, com conseqüente aumento da fragilidade óssea e
da suscetibilidade à fratura.2
A prevalência de osteoporose e a incidência de
fraturas variam de acordo com o sexo e a raça. As
mulheres brancas na pós-menopausa apresentam
maior incidência de fraturas.1
De acordo com Pereira et al. citado por Yoshi-
nari e Bonfá, 2000, os fatores de risco da osteo-
porose incluem: sexo; idade; picos de massa óssea;
menarca tardia e menopausa precoce; constituição
corpórea pequena; raça; fatores nutricionais; ausên-
cia de atividade física; tabagismo; álcool e/ou cafeína;
hereditariedade.3
Mendonça, 1993, classifica a osteoporose da
seguinte maneira:
1. Osteoporose primária: pós-menopausal ou do
tipo I; senil ou do tipo II;
2. Osteoporose secundária: generalizada e/ou lo-
calizada;
3. Osteoporose idiopática ou do jovem.4
OBJETIVOS
Verificar, por meio de revisão bibliográfica, os pro-
cedimentos fisioterapêuticos utilizados em pacientes
com osteoporose, associada à osteoartrose.
Intervenção fisioterapêutica
A implementação de um programa de exercícios e
de condicionamento, para aumentar a força muscular,
a resistência e o equilíbrio são benéficos na maioria
dos estágios da doença, diminuindo as dores e o risco
de quedas e ajudando na manutenção da mobilidade
e da função. Um programa a longo prazo de atividade
física também deve incluir exercícios aeróbicos e uso
de carga. A avaliação do equilíbrio e a realização de
exercícios específicos para o treinamento do equilí-
brio são importantes, sobretudo para as vítimas de
quedas. Além da prática de exercícios e da modifica-
ção do comportamento geral, os meios físicos, como
a terapia com calor e frio, a eletroestimulação neuro-
muscular transcutânea (TENS) e as órteses, também
podem ser utilizadas para diminuir a dose necessária
do medicamento contra a dor. Esses agentes não ap-
enas diminuem a dependência da medicação contra a
dor, mas também diminuem o risco de quedas, através
da eliminação dos efeitos colaterais que a medicação
contra a dor exerce no sistema nervoso central.2
Osteoartrose
A osteoartrose é uma patologia crônica,caracteriza-
da por progressivas alterações degenerativas da cartila-
gem hialina, associadas à esclerose do osso subcondral
e neoformação óssea reacional,sob a forma de osteófi-
tos.O paciente evolui com artralgia e limitação funcional
de grau variado e, em alguns casos, com deformidades
articulares.As articulações comprometidas apresentam
ocasionalmente, óbvias alterações inflamatórias, o que
poderia justificar a definição da patologia como osteo-
artrite.Alguns autores também a definem como doença
articular degenerativa, mas o termo osteoartrose é o
mais difundido na literatura.5
Sua incidência é muito elevada em nosso meio,sen-
do a osteoartrose (OA) responsável pela incapacidade
laborativa de cerca de 15% da população adulta do
mundo. No Brasil, ocupa o terceiro lugar na lista dos
segurados da Previdência Social que recebem auxílio-
doença, ou seja, 65% das causas de incapacidade.6
Segundo Felice e colaboradores,2002,os principais
fatores que influenciam no aparecimento da OA são:
idade; sexo; hereditariedade; obesidade; alterações
hormonais e metabólicas; lesões articulares prévias e
uso repetitivo da articulação.7
A osteoartrose é classificada em primária ou
idiopática, quando não é possível determinar sua
causa, ou secundária, nos casos em que um ou mais
fatores etiológicos podem ser apontados.4
Intervenção fisioterapêutica
As intervenções terapêuticas típicas para a OA in-
cluem orientação, repouso, prática de exercícios físi-
cos e, em alguns casos, cirurgia. Os pacientes devem
ser orientados sobre técnicas de proteção articular e
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Revista Brasileira de Ciências da Saúde, ano III, no
8, ago/out 2006
de conservação de energia, a fim de ajudar a evitar
exacerbações agudas e minimizar a tensão e a dor
articulares. A reabilitação deve incluir exercícios ad-
equados com e sem uso de carga. Um programa in-
dividual de fortalecimento, de aumento da amplitude
de movimento e de condicionamento cardiovascular
deve ser implementado. Os exercícios de fortaleci-
mento da musculatura devem incluir uso de pouca
carga e muita repetição, para diminuir a tensão nas
articulações. Os exercícios de resistência que au-
mentam a dor articular durante ou após sua prática
indicam que está sendo utilizada muita resistência,
que a tensão está sendo colocada em uma parte
inadequada do arco de movimento ou que o exercí-
cio está sendo praticado incorretamente. Os exer-
cícios de alongamento com pesos pequenos, como
o alongamento prolongado, realizado três ou mais
vezes ao dia, levarão a uma relação comprimento-
tensão mais adequada para os músculos que circun-
dam as articulações e podem reduzir a tensão nas
estruturas intra-articulares e periarticulares. Os ex-
ercícios realizados em casa precisam ser cuidadosa-
mente planejados e monitorados. Uma modalidade
física de calor pode diminuir a dor e a rigidez, e o
frio reduz a dor e a inflamação.8
Se quisermos planejar uma estratégia de trata-
mento para osteoporose e osteoartrose, temos que
necessariamente entender melhor suas patogêneses,
suas condições e como elas se relacionam.9
DISCUSSÃO
A associação entre as duas patologias
A osteoporose e a osteoartrose são duas doenças
crônicas das articulações e esqueleto, relacionadas à
idade e representam problemas para a saúde pública na
maioria dos países desenvolvidos.Elas são influenciadas
pelos fatores do meio ambiente e apresentam fortes
componentes genéticos.Estudos revelam claramente as
suas relações inversas, portanto, uma análise apurada
das bases genéticas de uma das duas doenças pode dar
dados de interesse para a outra doença.A descoberta
do risco e o gene protetor para osteoporose e osteo-
artrose prometem estratégias revolucionárias para di-
agnóstico e tratamento dessas doenças.10
De acordo com Seda (2003),a relação entre as duas
doenças é muito complexa e intrigante. O primeiro
trabalho que levantou a hipótese de que as doenças se-
riam mutuamente excludentes foi de Foss e Byers, em
1972. Foram estudados 140 pacientes com fratura do
fêmur proximal e cem pacientes com osteoartrose do
quadril (entre homens e mulheres), onde concluíram
que a osteoartrose associa-se à densidade óssea acima
da média; osteoporose e osteoatrose do quadril não
ocorrem normalmente juntas; é possível sugerir que
o grau de atividade física em diferentes momentos da
vida do indivíduo tem importante função na etiologia
tanto da OP como da osteoartrose.11
A presença de osteoartrose nas articulações não
exclui o diagnóstico de osteoporose no paciente. Es-
tudos têm mostrado que a relação existente entre os-
teoartrose e OP é muito complexa,sendo necessárias
novas pesquisas.9
Cooper et al.,citado por Mendonça,1993,sugerem
que as duas patologias raramente coexistem clinica-
mente. Outros pesquisadores referem relação menor
entre as duas doenças no quadril. Ao contrário,outros
estudos sugerem que as duas condições podem co-
existir e não são excludentes.A relação entre as duas
pode ser diferente, dependendo do sítio anatômico
analisado.12
Mendonça, 1993, citado por Seda, 2003, estu-
dou a densitometria da coluna lombar e do fêmur
proximal de 42 mulheres com osteoartrose lombar
e 42 mulheres sadias (grupo controle). Não obser-
vou diferenças significativas da DMO entre pacien-
tes com osteoartrose e sadias, havendo osteopenia
em pequena percentagem de pacientes com osteo-
artrose. Seus estudos mostraram que apesar de
OP e osteoatrose apresentarem nítidas diferenças
etiopatogênicas, elas não são excludentes em todos
os sítios do esqueleto.11
Do ponto de vista clínico, observa-se uma relação
inversa entre a osteoartrose generalizada e a osteo-
porose primária. Sabe-se também que cirurgias por
fratura de fêmur, dificilmente mostram o osso com
sinais de osteoartrose. Por outro lado, pacientes com
OA raramente apresentam fratura de colo ou vérte-
bra lombar. Várias hipóteses têm vindo à tona,mas ne-
nhuma ainda satisfatória.Talvez esta relação dependa
de múltiplas causas. Alguns autores a atribuem ao fato
de que,na OA,estão presentes no osso certos media-
dores catabólicos (osteocalcina, IGF-I, IGF-II e TGFb)
que preservariam a densidade mineral.7
SAÚDE
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Yahata et al., 2002 realizaram um estudo com 567
mulheres japonesas, com o objetivo de avaliar a asso-
ciação entre DMO e a rigidez articular do joelho e das
mãos de pacientes com osteoartrose.Concluíram que
as mulheres japonesas com idade avançada,com maior
DMO podiam ser mais propensas a desenvolver a OA,
mas os declínios subseqüentes na atividade física, de-
vido aos sintomas da OA, poderiam contribuir com a
perda óssea acelerada, podendo levar ao desenvolvi
mento da osteoporose.13
Burger et al.,1996,deram explicações sobre as vari-
ações dos resultados na avaliação das relações osteo-
artrose/OP: os estudos incluíram pequeno número de
pacientes; os métodos para caracterizar osteoartrose
e OP diferiram; nem todas as análises fizeram ajustes
para idade,peso e índice de massa corporal.Por outro
lado, estes mesmos autores sugerem as prováveis
razões para relação inversa entre a duas doenças: pre-
sença de fatores de risco; obesidade; atividade física
nas fases jovens da vida poderia ser importante, pois
altos níveis de atividade física na juventude são funda-
mentais para o pico de massa óssea e podem ser risco
de osteoartrose nas idades avançadas.14
Papel dos exercícios e outros recursos
fisioterapêuticos
Segundo Bunning e Materson, 1991, citados por
Marques e Kondo, 1998, alguns estudos fazem refe-
rência favorável aos exercícios, acreditando que estes
melhoram e mantêm a força muscular, a mobilidade
articular, a endurance, a funcionalidade e mais, aumen-
tam a densidade óssea e diminuem a dor, pois mel-
horam a biomecânica.6
Tem sido especulado sobre as atividades com peso,
as quais seriam benéficas e atingiriam o objetivo de
preservar o pico de massa óssea, mas aumentariam o
risco de prejudicar a cartilagem articular,direcionando
para a osteoartrose nas articulações.9
Kravitz e Mayo, citados por Moreira, 2004, relata-
ram que pesquisas realizadas com exercícios em pisci-
na profunda aumentam o condicionamento aeróbico
de seus praticantes, com a vantagem de não sobrecar-
regar o sistema articular.15
A hidroterapia é uma alternativa válida para os
portadores de osteoporose, especialmente quando
associada a osteoartrose. Pacientes com osteoporose
moderada e grave que apresentarem dores, fraturas
instáveis e outras complicações também podem ser
tratados com TENS, que proporciona grande alívio
nesses casos.Para esses pacientes a orientação e a edu-
cação são fatores importantes da conduta fisioterapêu-
tica, pois diminuem os riscos de fraturas.16
Segundo Clark, 2003, acreditava-se que somente as
atividades com carga poderiam neutralizar a perda ós-
sea, mas pesquisas recentes mostram que a resistência
da água com exercícios verticais podem fornecer a ativ-
idade adequada para manter a densidade mineral óssea,
mantendo o sistema músculo-esquelético forte. Com
relação à prevenção, o autor relatou os resultados de
um estudo feito no Japão, envolvendo 35 mulheres
pós-menopausadas, que participaram do programa de
exercícios na água,durante 45 minutos,duas vezes por
semana. Dentro de um ano, tiveram aumento discreto
da densidade mineral óssea da coluna e estabilização
da perda óssea.17
Foram relatados em uma pesquisa realizada em
Israel, aumento significativo na DMO de mulheres
pós-menopausadas que participaram de um programa
de exercícios aquáticos, por 15 meses, três vezes por
semana, em relação ao grupo que realizou o exercício
em terra e o grupo controle.18
É amplamente aceito que a atividade física tem
ação benéfica sobre a formação óssea e redução do
risco de fraturas.A falta de atividade física pode cau-
sar perda acentuada de massa óssea, como tem sido
evidenciado em indivíduos acamados ou submetidos à
imobilização por períodos prolongados. Sabe-se que
exercícios regulares na infância e adolescência ocasio-
nam maior pico de massa óssea e, conseqüentemente,
menor risco de fraturas no futuro. Cabe ressaltar que
o excesso de treinamento físico em mulheres jovens
pode atrasar a menarca e/ou causar amenorréia,acen-
tuando a reabsorção óssea. Na mulher menopausada,
os exercícios diminuem a remodelação óssea provo-
cada pelo hipoestrogenismo.19
Nos casos de osteoporose estabelecida recomen-
da-se extrema precaução na execução dos exercícios.
Deve-se evitar movimentos de flexão das costas, pois
pode haver risco de fraturas por compressão verte-
bral; recomenda-se exercícios isométricos, para forta-
lecimento abdominal; deve-se limitar o levantamento
de pesos a 5 kg; restringir qualquer atividade com
componentes de giro que causem torque; encorajar
o treinamento postural, para manter a coluna ereta.
RBCS
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Artigos de Revisão
Revista Brasileira de Ciências da Saúde, ano III, no
8, ago/out 2006
Recomenda-se a natação como meio para aumentar
a resistência cardiovascular, a capacidade aeróbica e a
força muscular.20
Segundo Coimbra et al., 2004, são indicados para
tratamento da osteoartrose os exercícios terapêuti-
cos de fortalecimento (quadríceps na osteoatrose de
joelhos), aeróbicos (condicionamento físico) e alonga-
mentos para melhorar a flexibilidade. Quando ne-
cessário são recomendadas órteses e equipamentos
de auxílio para marcha, goteiras elásticas (em casos
de estabilização da patela),palmilhas antivaro (para es-
tabilizar tornozelo e melhorar a dor nos joelhos). Os
agentes físicos coadjuvantes efetivos no tratamento
sintomático da dor são termoterapia, eletroterapia
analgésica e TENS, embora sejam necessários novos
estudos com metodologia adequada.21
Na osteoartrose, os exercícios isométricos são
os mais indicados, pois existem indicações de que os
exercícios ativos isotônicos podem lesar as articula-
ções. A hidroterapia conjuga os efeitos dos exercí-
cios com as propriedades físicas da água e do calor,
se a água for quente.A acupuntura é eficaz no trata-
mento da dor, atuando na melhora do movimento
articular, ao aliviar o espasmo muscular da muscula-
tura adjacente, mas não sobre o processo patológico
degenerativo articular.22
Cooper, 1991, indicou a divisão do plano de ex-
ercícios para OP em duas partes: programa aeróbico
com peso e sem peso, enfatizando exercícios de re-
sistência, como andar, correr, nadar e pedalar, se pos-
sível com uso de pesos até 1,5 kg e um programa
com halteres, associados à ginástica localizada, ga-
rantindo o máximo de pressão sobre os ossos e o
desenvolvimento da massa óssea.23
Dentre as medidas gerais para o tratamento da
osteoporose, destaca-se a atividade física: exercícios
com carga, ou seja, contra a gravidade, são os mais
recomendados. Dentre esses, os mais indicados são
andar e correr. Musculação, exercícios com pesos ou
contra resistência fornecida por máquinas também
parecem ser úteis na prevenção de perda de massa
óssea.Atividades físicas de impacto, como golfe, tênis
e basquete, não devem ser estimuladas.24
Bérard et al., 1997, citado por Szejnfeld, 1997,
consideraram a atividade física uma medida capaz de
aumentar a densidade mineral óssea, melhorar a re-
sistência óssea e reduzir o número de fraturas, pro-
movendo aumento da massa muscular e melhora do
equilíbrio.Além disso, atua sobre outros importantes
órgãos, como coração e pulmões e/ou sistemas do
organismo, como sistema respiratório, circulatório e
músculo-esquelético, melhorando de modo global a
qualidade de vida do paciente.24
No indivíduo muito idoso as vantagens do ex-
ercício para osteoporose visam não somente suas
ações sobre o esqueleto, mas também sobre a mus-
culatura que atua sobre o equilíbrio e a estabilidade
por treinamento da propriocepção. De modo geral,
recomendam-se exercícios que envolvam grandes
grupos musculares com atividade aeróbica e de im-
pacto, executados periodicamente por no mínimo
60 minutos ao dia, com freqüência de três a quatro
vezes por semana. Nesse contexto, os pacientes
idosos devem ser orientados inicialmente a reali-
zar caminhadas de 20 minutos em terreno plano e
regular, com aumento progressivo do tempo con-
forme sua tolerância. A prescrição da natação visa
maior relaxamento, amplitude dos movimentos, mel-
hora da dor e condicionamento cardiorespiratório,
do que aumento da massa óssea propriamente dita.
Exercícios abdominais devem ser evitados, pois po-
dem sobrecarregar a região anterior da coluna, local
comum de fraturas.19
Tratando-se de pacientes com osteoporose instalada,
principalmente de mulheres com fraturas múltiplas ver-
tebrais são contra-indicados os exercícios de impacto,
dado o maior risco de fraturas.Neste caso,estão indica-
dos os exercícios para tonificação muscular, isométricos
e isotônicos assistidos. Os programas de exercícios físi-
cos para os pacientes com osteoporose são heterogê-
neos entre um grupo e outro de paciente, devendo-se
avaliá-los quanto ao estado de suas doenças pré-exis-
tentes, como do aparelho locomotor, que dificultem ou
impeçam o exercício físico. Por exemplo, a osteartrose
bilateral dos joelhos avançada dificultaria a marcha.25
O protocolo de tratamento fisioterapêutico do
paciente com osteoartrose deve englobar três aspec-
tos fundamentais: a educação do paciente para lidar
com a doença, a proteção articular e um programa
de exercícios terapêuticos associados ao condiciona-
mento aeróbico.16
Termoterapia e eletroterapia analgésica são efe-
tivas como fatores coadjuvantes no tratamento sin-
tomático das osteoartrites.26
SAÚDE
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Artigos de Revisão
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Conforme Biasoli, 2003, a escolha das modalidades
a serem ultilizadas depende de uma série de fatores
que devem ser considerados individualmente para cada
paciente portador de osteoartrose e pode-se contar
com: crioterapia (almofadas de gelo, sprays); órteses,
faixas e coletes; cinesioterapia (exercícios passivos,
ativos, ativos resistidos, isométricos, isotônicos e iso-
cinéticos);termoterapia (calor úmido,parafina,almofa-
das elétricas, luz infravermelha); eletroterapia (diater-
mia por ondas curtas, corrente interferencial, TENS,
ultra-som, correntes diadinânicas e corrente russa);
massagem (clássica, ayurvédica, shiatsu); manipulações
(medicina osteopática); alongamento muscular; re-
educação postural global e ginástica holística; treino
de marcha e equilíbrio;ergonomia (ensinamentos pos-
turais e adaptações nasAVD);hidroterapia (Bad Ragaz,
Halliwick, Watsu); orientações gerais (alimentação,
relaxamento físico e mental, condicionamento físico,
apoio psicológico).27
Lankhort et al.,1982 citado por Kitchen, 2003,
mostraram em seus estudos uma resposta positiva ao
tratamento com ondas curtas (OC) em pacientes com
osteoartrose. Klaber-Moffett et al., 1996, em seus es-
tudos com aplicação de ondas curtas pulsado (OCP)
que embora tanto o tratamento ativo como o trata-
mento placebo com OCP fossem significativamente
melhores do que a ausência de tratamento (controle),
o grupo placebo relatou mais benefícios pelo trata-
mento do que os que estavam no grupo de tratamento
ativo em um nível marginalmente significante.Marks et
al., 1999, afirmaram que embora possam ser apresen-
tados fortes argumentos teóricos para os benefícios
potenciais do OC no tratamento da osteoartrose, os
estudos não são conclusivos.28
Os benefícios da laserterapia na osteoartrose têm
sido avaliados por vários pesquisadores que relatam
graus variáveis de sucesso. Usando-se Hélio-Neônio
e diodos vários pesquisadores relataram significativa
diminuição da dor e funcionalidade (Lonauer, 1996;
Palmgren et al., 1989;Trelles et al., 1991;Walker et al.,
1987). Contudo, outros pesquisadores (Basford et al.,
1978; Bliddal et al., 1978; Jensen, Harreby e Kjer, 1987)
têm falhado em relatar qualquer benefício na utiliza-
ção do laser.Brosseau et al.,2000;Markers e de Palma,
1999, indicam a necessidade de mais pesquisas para
certeza de sua eficácia.29
A estimulação com corrente interferencial (IC)
foi comparada com estimulação placebo em pacientes
com osteoartrite de joelhos (Young et al., 1991).Embo-
ra tenha ocorrido significativa diminuição no índice de
dor,a estimulação com IC não foi mais efetiva do que a
estimulação placebo.Autores concordam que precisam
de mais evidências científicas de qualidade e quantidade
suficientes para comprovar sua eficiência.30
Na prescrição de um programa de exercícios para
o paciente com osteoartrose, alguns dados são im-
portantes: grau e tipo de incapacidade, nível de ativi-
dade, capacidade de compreensão e colaboração no
desenvolvimento do programa.Pode dividir-se em fase
aguda: o repouso articular é obrigatório, associado
aos exercícios ativos de amplitude total sem carga,
visando adequado posicionamento da articulação
comprometida; fase de reabilitação: o programa de ci-
nesioterapia consiste de exercícios de fortalecimento
(isométricos), resistência muscular, atividades aeróbi-
cas gerais e de condicionamento cardiorespiratório,
levando-se em conta as contra-indicações em paci-
entes coronariopatas e em osteoartrose das mãos.
Com a evolução desses pacientes pode-se introduzir
exercícios isotônicos e isocinéticos com carga pro-
gressiva. Na última fase do programa de reabilitação
pode-se implantar exercícios de resistência muscu-
lar: atividades repetidas de baixa carga. A natação e
a marcha são as melhores atividades aeróbicas para
os pacientes. A reeducação motora, que atua sobre
o esquema corporal, pode completar o programa de
reabilitação.31
Os exercícios terapêuticos constituem o princi-
pal recurso utilizado pela fisioterapia para recuperar
a força muscular. A grande variedade de exercícios
possibilita manter a mobilidade articular, alonga-
mento, melhorar contraturas e, quando utilizados
em conjunto com outros recursos fisioterapêuticos
(ondas curtas,ultra-som,laser,gelo etc.),podem tam-
bém promover grande alívio na dor.Alguns recursos
menos utilizados, entre eles a eletroterapia, também
são objeto de estudo de vários autores e todos são
unânimes em salientar a importância da fisioterapia
na recuperação dos pacientes com osteoartrose.6
O papel e a importância da fisioterapia no trata-
mento das osteoartrose e da osteoporose são ob-
jeto de estudo de vários pesquisadores, nesta revisão
literária. O uso adequado dos recursos apresentados
possibilita propor um tratamento fisioterapêutico que
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Artigos de Revisão
Revista Brasileira de Ciências da Saúde, ano III, no
8, ago/out 2006
pode evitar perdas da capacidade funcional, controle
das dores,independências nas atividades diárias,enfim,
melhoria na qualidade de vida do paciente.
CONCLUSÃO
O estudo das duas patologias associadas ainda é
muito controverso, pois as mesmas apresentam níti-
das diferenças etiopatogênicas, mas alguns autores
parecem concordar que elas não são totalmente ex-
cludentes em todos os sítios do esqueleto.
Segundo a revisão da literatura o procedimento
fisioterapêutico mais indicado para o tratamento das
duas patologias é a hidroterapia,sendo que a termote-
rapia e a eletroterapia podem colaborar na analgesia,
e os exercícios realizados em solo com carga podem
beneficiar a osteoporose, mas em contraponto po-
dem ser prejudiciais para a osteoartrose em algumas
fases da doença.
De acordo com a revisão, poucos estudos foram
feitos sobre os efeitos dos recursos utilizados na fi-
sioterapia em pacientes com as duas doenças asso-
ciadas, devendo assim o fisioterapeuta estabelecer
uma correlação entre tratamentos utilizados nas duas
doenças isoladamente, para propor um tratamento
adequado a esses pacientes.
Novos estudos práticos devem ser realizados
para verificar a eficácia dos recursos fisioterapêuti-
cos em pacientes com as duas patologias associadas,
garantindo a fundamentação e comprovação cientí-
fica do tratamento.
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SAÚDE
64
Artigos de Revisão
Revista Brasileira de Ciências da Saúde, ano III, no
8, ago/out 2006
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Autor Responsavel pela Correspondência:
Profª Rosamaria Rodrigues Garcia
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Osteporose revisão

  • 1. RBCS 57 Artigos de Revisão Revista Brasileira de Ciências da Saúde, ano III, no 8, ago/out 2006 ABORDAGEM FISIOTERAPÊUTICA EM PACIENTES COM OSTEOPOROSE E OSTEOARTROSE ASSOCIADAS: UMA REVISÃO LITERÁRIA PHYSIOTHERAPIC APPROACH IN OSTEOPOROSIS AND OSTEOARTHRITIS ASSOCIATED PATIENTS:A LITERARY REVIEW. ABSTRACT This article, by a literature review, discussed in its introduction the definitions, prevalence, incidenc- es, factors of risk, physiotherapic treatment, among other aspects of two pathologies: osteoarthritis and osteoporosis, In its development, it discussed the physiotherapic aspects in the treatment of patients with both pathologies. Finally, it was proposed that hydrotherapy is one of the most ap- propriate resources for the treatment of the two associated pathologies, and the other resources can be used to control the pain, since they are used correctly by the physiotherapist. Keywords: osteoarthritis, osteoporosis, rehabilitation, bones. RESUMO O presente trabalho, por meio de revisão da literatura, abordou na introdução as duas patologias, osteoartrose e osteoporose, definições, prevalências e incidências, fatores de risco e tratamento fisioterapêutico, entre outros aspectos. No desenvolvimento, abordou aspectos fisioterapêuticos no tratamento dos portadores das duas patologias. Finalmente, foi proposto que a hidroterapia é um dos recursos mais adequados para o tratamento das duas patologias associadas, sendo que os demais recursos podem ser utilizados para o controle das dores, desde que aplicados pelo fisiote- rapeuta de forma adequada.Obejtivos:verificar,por meio de revisão bibliográfica,os procedimentos fisioterapêuticos utilizados em pacientes com osteoporose associada à osteoartrose. Palavras-chave: osteoartrose, osteoporose, reabilitação, ossos. Magda Danelucci da Silva1 , Rosamaria Rodrigues Garcia2 1- Discente do curso de graduação em Fisioterapia da Universidade Municipal de São Caetano do Sul - IMES; 2- Mestre em Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, professora e supervisora de está- gio de Fisioterapia em Saúde Coletiva do curso de Fisioterapia da Universidade Municipal de São Caetano do Sul - IMES.
  • 2. SAÚDE 58 Artigos de Revisão Revista Brasileira de Ciências da Saúde, ano III, no 8, ago/out 2006 INTRODUÇÃO Osteoporose A osteoporose é um distúrbio osteometabólico, caracterizado pela diminuição da densidade mineral óssea (DMO), com deteriorização da microarquite- tura óssea, levando a um aumento da fragilidade es- quelética e do risco de fraturas.1 O consenso do National Institutes of Health de- fine a osteoporose como uma doença esquelética sistêmica, caracterizada pela perda da massa óssea e pela deteriorização da microarquitetura do tecido ós- seo, com conseqüente aumento da fragilidade óssea e da suscetibilidade à fratura.2 A prevalência de osteoporose e a incidência de fraturas variam de acordo com o sexo e a raça. As mulheres brancas na pós-menopausa apresentam maior incidência de fraturas.1 De acordo com Pereira et al. citado por Yoshi- nari e Bonfá, 2000, os fatores de risco da osteo- porose incluem: sexo; idade; picos de massa óssea; menarca tardia e menopausa precoce; constituição corpórea pequena; raça; fatores nutricionais; ausên- cia de atividade física; tabagismo; álcool e/ou cafeína; hereditariedade.3 Mendonça, 1993, classifica a osteoporose da seguinte maneira: 1. Osteoporose primária: pós-menopausal ou do tipo I; senil ou do tipo II; 2. Osteoporose secundária: generalizada e/ou lo- calizada; 3. Osteoporose idiopática ou do jovem.4 OBJETIVOS Verificar, por meio de revisão bibliográfica, os pro- cedimentos fisioterapêuticos utilizados em pacientes com osteoporose, associada à osteoartrose. Intervenção fisioterapêutica A implementação de um programa de exercícios e de condicionamento, para aumentar a força muscular, a resistência e o equilíbrio são benéficos na maioria dos estágios da doença, diminuindo as dores e o risco de quedas e ajudando na manutenção da mobilidade e da função. Um programa a longo prazo de atividade física também deve incluir exercícios aeróbicos e uso de carga. A avaliação do equilíbrio e a realização de exercícios específicos para o treinamento do equilí- brio são importantes, sobretudo para as vítimas de quedas. Além da prática de exercícios e da modifica- ção do comportamento geral, os meios físicos, como a terapia com calor e frio, a eletroestimulação neuro- muscular transcutânea (TENS) e as órteses, também podem ser utilizadas para diminuir a dose necessária do medicamento contra a dor. Esses agentes não ap- enas diminuem a dependência da medicação contra a dor, mas também diminuem o risco de quedas, através da eliminação dos efeitos colaterais que a medicação contra a dor exerce no sistema nervoso central.2 Osteoartrose A osteoartrose é uma patologia crônica,caracteriza- da por progressivas alterações degenerativas da cartila- gem hialina, associadas à esclerose do osso subcondral e neoformação óssea reacional,sob a forma de osteófi- tos.O paciente evolui com artralgia e limitação funcional de grau variado e, em alguns casos, com deformidades articulares.As articulações comprometidas apresentam ocasionalmente, óbvias alterações inflamatórias, o que poderia justificar a definição da patologia como osteo- artrite.Alguns autores também a definem como doença articular degenerativa, mas o termo osteoartrose é o mais difundido na literatura.5 Sua incidência é muito elevada em nosso meio,sen- do a osteoartrose (OA) responsável pela incapacidade laborativa de cerca de 15% da população adulta do mundo. No Brasil, ocupa o terceiro lugar na lista dos segurados da Previdência Social que recebem auxílio- doença, ou seja, 65% das causas de incapacidade.6 Segundo Felice e colaboradores,2002,os principais fatores que influenciam no aparecimento da OA são: idade; sexo; hereditariedade; obesidade; alterações hormonais e metabólicas; lesões articulares prévias e uso repetitivo da articulação.7 A osteoartrose é classificada em primária ou idiopática, quando não é possível determinar sua causa, ou secundária, nos casos em que um ou mais fatores etiológicos podem ser apontados.4 Intervenção fisioterapêutica As intervenções terapêuticas típicas para a OA in- cluem orientação, repouso, prática de exercícios físi- cos e, em alguns casos, cirurgia. Os pacientes devem ser orientados sobre técnicas de proteção articular e
  • 3. RBCS 59 Artigos de Revisão Revista Brasileira de Ciências da Saúde, ano III, no 8, ago/out 2006 de conservação de energia, a fim de ajudar a evitar exacerbações agudas e minimizar a tensão e a dor articulares. A reabilitação deve incluir exercícios ad- equados com e sem uso de carga. Um programa in- dividual de fortalecimento, de aumento da amplitude de movimento e de condicionamento cardiovascular deve ser implementado. Os exercícios de fortaleci- mento da musculatura devem incluir uso de pouca carga e muita repetição, para diminuir a tensão nas articulações. Os exercícios de resistência que au- mentam a dor articular durante ou após sua prática indicam que está sendo utilizada muita resistência, que a tensão está sendo colocada em uma parte inadequada do arco de movimento ou que o exercí- cio está sendo praticado incorretamente. Os exer- cícios de alongamento com pesos pequenos, como o alongamento prolongado, realizado três ou mais vezes ao dia, levarão a uma relação comprimento- tensão mais adequada para os músculos que circun- dam as articulações e podem reduzir a tensão nas estruturas intra-articulares e periarticulares. Os ex- ercícios realizados em casa precisam ser cuidadosa- mente planejados e monitorados. Uma modalidade física de calor pode diminuir a dor e a rigidez, e o frio reduz a dor e a inflamação.8 Se quisermos planejar uma estratégia de trata- mento para osteoporose e osteoartrose, temos que necessariamente entender melhor suas patogêneses, suas condições e como elas se relacionam.9 DISCUSSÃO A associação entre as duas patologias A osteoporose e a osteoartrose são duas doenças crônicas das articulações e esqueleto, relacionadas à idade e representam problemas para a saúde pública na maioria dos países desenvolvidos.Elas são influenciadas pelos fatores do meio ambiente e apresentam fortes componentes genéticos.Estudos revelam claramente as suas relações inversas, portanto, uma análise apurada das bases genéticas de uma das duas doenças pode dar dados de interesse para a outra doença.A descoberta do risco e o gene protetor para osteoporose e osteo- artrose prometem estratégias revolucionárias para di- agnóstico e tratamento dessas doenças.10 De acordo com Seda (2003),a relação entre as duas doenças é muito complexa e intrigante. O primeiro trabalho que levantou a hipótese de que as doenças se- riam mutuamente excludentes foi de Foss e Byers, em 1972. Foram estudados 140 pacientes com fratura do fêmur proximal e cem pacientes com osteoartrose do quadril (entre homens e mulheres), onde concluíram que a osteoartrose associa-se à densidade óssea acima da média; osteoporose e osteoatrose do quadril não ocorrem normalmente juntas; é possível sugerir que o grau de atividade física em diferentes momentos da vida do indivíduo tem importante função na etiologia tanto da OP como da osteoartrose.11 A presença de osteoartrose nas articulações não exclui o diagnóstico de osteoporose no paciente. Es- tudos têm mostrado que a relação existente entre os- teoartrose e OP é muito complexa,sendo necessárias novas pesquisas.9 Cooper et al.,citado por Mendonça,1993,sugerem que as duas patologias raramente coexistem clinica- mente. Outros pesquisadores referem relação menor entre as duas doenças no quadril. Ao contrário,outros estudos sugerem que as duas condições podem co- existir e não são excludentes.A relação entre as duas pode ser diferente, dependendo do sítio anatômico analisado.12 Mendonça, 1993, citado por Seda, 2003, estu- dou a densitometria da coluna lombar e do fêmur proximal de 42 mulheres com osteoartrose lombar e 42 mulheres sadias (grupo controle). Não obser- vou diferenças significativas da DMO entre pacien- tes com osteoartrose e sadias, havendo osteopenia em pequena percentagem de pacientes com osteo- artrose. Seus estudos mostraram que apesar de OP e osteoatrose apresentarem nítidas diferenças etiopatogênicas, elas não são excludentes em todos os sítios do esqueleto.11 Do ponto de vista clínico, observa-se uma relação inversa entre a osteoartrose generalizada e a osteo- porose primária. Sabe-se também que cirurgias por fratura de fêmur, dificilmente mostram o osso com sinais de osteoartrose. Por outro lado, pacientes com OA raramente apresentam fratura de colo ou vérte- bra lombar. Várias hipóteses têm vindo à tona,mas ne- nhuma ainda satisfatória.Talvez esta relação dependa de múltiplas causas. Alguns autores a atribuem ao fato de que,na OA,estão presentes no osso certos media- dores catabólicos (osteocalcina, IGF-I, IGF-II e TGFb) que preservariam a densidade mineral.7
  • 4. SAÚDE 60 Artigos de Revisão Revista Brasileira de Ciências da Saúde, ano III, no 8, ago/out 2006 Yahata et al., 2002 realizaram um estudo com 567 mulheres japonesas, com o objetivo de avaliar a asso- ciação entre DMO e a rigidez articular do joelho e das mãos de pacientes com osteoartrose.Concluíram que as mulheres japonesas com idade avançada,com maior DMO podiam ser mais propensas a desenvolver a OA, mas os declínios subseqüentes na atividade física, de- vido aos sintomas da OA, poderiam contribuir com a perda óssea acelerada, podendo levar ao desenvolvi mento da osteoporose.13 Burger et al.,1996,deram explicações sobre as vari- ações dos resultados na avaliação das relações osteo- artrose/OP: os estudos incluíram pequeno número de pacientes; os métodos para caracterizar osteoartrose e OP diferiram; nem todas as análises fizeram ajustes para idade,peso e índice de massa corporal.Por outro lado, estes mesmos autores sugerem as prováveis razões para relação inversa entre a duas doenças: pre- sença de fatores de risco; obesidade; atividade física nas fases jovens da vida poderia ser importante, pois altos níveis de atividade física na juventude são funda- mentais para o pico de massa óssea e podem ser risco de osteoartrose nas idades avançadas.14 Papel dos exercícios e outros recursos fisioterapêuticos Segundo Bunning e Materson, 1991, citados por Marques e Kondo, 1998, alguns estudos fazem refe- rência favorável aos exercícios, acreditando que estes melhoram e mantêm a força muscular, a mobilidade articular, a endurance, a funcionalidade e mais, aumen- tam a densidade óssea e diminuem a dor, pois mel- horam a biomecânica.6 Tem sido especulado sobre as atividades com peso, as quais seriam benéficas e atingiriam o objetivo de preservar o pico de massa óssea, mas aumentariam o risco de prejudicar a cartilagem articular,direcionando para a osteoartrose nas articulações.9 Kravitz e Mayo, citados por Moreira, 2004, relata- ram que pesquisas realizadas com exercícios em pisci- na profunda aumentam o condicionamento aeróbico de seus praticantes, com a vantagem de não sobrecar- regar o sistema articular.15 A hidroterapia é uma alternativa válida para os portadores de osteoporose, especialmente quando associada a osteoartrose. Pacientes com osteoporose moderada e grave que apresentarem dores, fraturas instáveis e outras complicações também podem ser tratados com TENS, que proporciona grande alívio nesses casos.Para esses pacientes a orientação e a edu- cação são fatores importantes da conduta fisioterapêu- tica, pois diminuem os riscos de fraturas.16 Segundo Clark, 2003, acreditava-se que somente as atividades com carga poderiam neutralizar a perda ós- sea, mas pesquisas recentes mostram que a resistência da água com exercícios verticais podem fornecer a ativ- idade adequada para manter a densidade mineral óssea, mantendo o sistema músculo-esquelético forte. Com relação à prevenção, o autor relatou os resultados de um estudo feito no Japão, envolvendo 35 mulheres pós-menopausadas, que participaram do programa de exercícios na água,durante 45 minutos,duas vezes por semana. Dentro de um ano, tiveram aumento discreto da densidade mineral óssea da coluna e estabilização da perda óssea.17 Foram relatados em uma pesquisa realizada em Israel, aumento significativo na DMO de mulheres pós-menopausadas que participaram de um programa de exercícios aquáticos, por 15 meses, três vezes por semana, em relação ao grupo que realizou o exercício em terra e o grupo controle.18 É amplamente aceito que a atividade física tem ação benéfica sobre a formação óssea e redução do risco de fraturas.A falta de atividade física pode cau- sar perda acentuada de massa óssea, como tem sido evidenciado em indivíduos acamados ou submetidos à imobilização por períodos prolongados. Sabe-se que exercícios regulares na infância e adolescência ocasio- nam maior pico de massa óssea e, conseqüentemente, menor risco de fraturas no futuro. Cabe ressaltar que o excesso de treinamento físico em mulheres jovens pode atrasar a menarca e/ou causar amenorréia,acen- tuando a reabsorção óssea. Na mulher menopausada, os exercícios diminuem a remodelação óssea provo- cada pelo hipoestrogenismo.19 Nos casos de osteoporose estabelecida recomen- da-se extrema precaução na execução dos exercícios. Deve-se evitar movimentos de flexão das costas, pois pode haver risco de fraturas por compressão verte- bral; recomenda-se exercícios isométricos, para forta- lecimento abdominal; deve-se limitar o levantamento de pesos a 5 kg; restringir qualquer atividade com componentes de giro que causem torque; encorajar o treinamento postural, para manter a coluna ereta.
  • 5. RBCS 61 Artigos de Revisão Revista Brasileira de Ciências da Saúde, ano III, no 8, ago/out 2006 Recomenda-se a natação como meio para aumentar a resistência cardiovascular, a capacidade aeróbica e a força muscular.20 Segundo Coimbra et al., 2004, são indicados para tratamento da osteoartrose os exercícios terapêuti- cos de fortalecimento (quadríceps na osteoatrose de joelhos), aeróbicos (condicionamento físico) e alonga- mentos para melhorar a flexibilidade. Quando ne- cessário são recomendadas órteses e equipamentos de auxílio para marcha, goteiras elásticas (em casos de estabilização da patela),palmilhas antivaro (para es- tabilizar tornozelo e melhorar a dor nos joelhos). Os agentes físicos coadjuvantes efetivos no tratamento sintomático da dor são termoterapia, eletroterapia analgésica e TENS, embora sejam necessários novos estudos com metodologia adequada.21 Na osteoartrose, os exercícios isométricos são os mais indicados, pois existem indicações de que os exercícios ativos isotônicos podem lesar as articula- ções. A hidroterapia conjuga os efeitos dos exercí- cios com as propriedades físicas da água e do calor, se a água for quente.A acupuntura é eficaz no trata- mento da dor, atuando na melhora do movimento articular, ao aliviar o espasmo muscular da muscula- tura adjacente, mas não sobre o processo patológico degenerativo articular.22 Cooper, 1991, indicou a divisão do plano de ex- ercícios para OP em duas partes: programa aeróbico com peso e sem peso, enfatizando exercícios de re- sistência, como andar, correr, nadar e pedalar, se pos- sível com uso de pesos até 1,5 kg e um programa com halteres, associados à ginástica localizada, ga- rantindo o máximo de pressão sobre os ossos e o desenvolvimento da massa óssea.23 Dentre as medidas gerais para o tratamento da osteoporose, destaca-se a atividade física: exercícios com carga, ou seja, contra a gravidade, são os mais recomendados. Dentre esses, os mais indicados são andar e correr. Musculação, exercícios com pesos ou contra resistência fornecida por máquinas também parecem ser úteis na prevenção de perda de massa óssea.Atividades físicas de impacto, como golfe, tênis e basquete, não devem ser estimuladas.24 Bérard et al., 1997, citado por Szejnfeld, 1997, consideraram a atividade física uma medida capaz de aumentar a densidade mineral óssea, melhorar a re- sistência óssea e reduzir o número de fraturas, pro- movendo aumento da massa muscular e melhora do equilíbrio.Além disso, atua sobre outros importantes órgãos, como coração e pulmões e/ou sistemas do organismo, como sistema respiratório, circulatório e músculo-esquelético, melhorando de modo global a qualidade de vida do paciente.24 No indivíduo muito idoso as vantagens do ex- ercício para osteoporose visam não somente suas ações sobre o esqueleto, mas também sobre a mus- culatura que atua sobre o equilíbrio e a estabilidade por treinamento da propriocepção. De modo geral, recomendam-se exercícios que envolvam grandes grupos musculares com atividade aeróbica e de im- pacto, executados periodicamente por no mínimo 60 minutos ao dia, com freqüência de três a quatro vezes por semana. Nesse contexto, os pacientes idosos devem ser orientados inicialmente a reali- zar caminhadas de 20 minutos em terreno plano e regular, com aumento progressivo do tempo con- forme sua tolerância. A prescrição da natação visa maior relaxamento, amplitude dos movimentos, mel- hora da dor e condicionamento cardiorespiratório, do que aumento da massa óssea propriamente dita. Exercícios abdominais devem ser evitados, pois po- dem sobrecarregar a região anterior da coluna, local comum de fraturas.19 Tratando-se de pacientes com osteoporose instalada, principalmente de mulheres com fraturas múltiplas ver- tebrais são contra-indicados os exercícios de impacto, dado o maior risco de fraturas.Neste caso,estão indica- dos os exercícios para tonificação muscular, isométricos e isotônicos assistidos. Os programas de exercícios físi- cos para os pacientes com osteoporose são heterogê- neos entre um grupo e outro de paciente, devendo-se avaliá-los quanto ao estado de suas doenças pré-exis- tentes, como do aparelho locomotor, que dificultem ou impeçam o exercício físico. Por exemplo, a osteartrose bilateral dos joelhos avançada dificultaria a marcha.25 O protocolo de tratamento fisioterapêutico do paciente com osteoartrose deve englobar três aspec- tos fundamentais: a educação do paciente para lidar com a doença, a proteção articular e um programa de exercícios terapêuticos associados ao condiciona- mento aeróbico.16 Termoterapia e eletroterapia analgésica são efe- tivas como fatores coadjuvantes no tratamento sin- tomático das osteoartrites.26
  • 6. SAÚDE 62 Artigos de Revisão Revista Brasileira de Ciências da Saúde, ano III, no 8, ago/out 2006 Conforme Biasoli, 2003, a escolha das modalidades a serem ultilizadas depende de uma série de fatores que devem ser considerados individualmente para cada paciente portador de osteoartrose e pode-se contar com: crioterapia (almofadas de gelo, sprays); órteses, faixas e coletes; cinesioterapia (exercícios passivos, ativos, ativos resistidos, isométricos, isotônicos e iso- cinéticos);termoterapia (calor úmido,parafina,almofa- das elétricas, luz infravermelha); eletroterapia (diater- mia por ondas curtas, corrente interferencial, TENS, ultra-som, correntes diadinânicas e corrente russa); massagem (clássica, ayurvédica, shiatsu); manipulações (medicina osteopática); alongamento muscular; re- educação postural global e ginástica holística; treino de marcha e equilíbrio;ergonomia (ensinamentos pos- turais e adaptações nasAVD);hidroterapia (Bad Ragaz, Halliwick, Watsu); orientações gerais (alimentação, relaxamento físico e mental, condicionamento físico, apoio psicológico).27 Lankhort et al.,1982 citado por Kitchen, 2003, mostraram em seus estudos uma resposta positiva ao tratamento com ondas curtas (OC) em pacientes com osteoartrose. Klaber-Moffett et al., 1996, em seus es- tudos com aplicação de ondas curtas pulsado (OCP) que embora tanto o tratamento ativo como o trata- mento placebo com OCP fossem significativamente melhores do que a ausência de tratamento (controle), o grupo placebo relatou mais benefícios pelo trata- mento do que os que estavam no grupo de tratamento ativo em um nível marginalmente significante.Marks et al., 1999, afirmaram que embora possam ser apresen- tados fortes argumentos teóricos para os benefícios potenciais do OC no tratamento da osteoartrose, os estudos não são conclusivos.28 Os benefícios da laserterapia na osteoartrose têm sido avaliados por vários pesquisadores que relatam graus variáveis de sucesso. Usando-se Hélio-Neônio e diodos vários pesquisadores relataram significativa diminuição da dor e funcionalidade (Lonauer, 1996; Palmgren et al., 1989;Trelles et al., 1991;Walker et al., 1987). Contudo, outros pesquisadores (Basford et al., 1978; Bliddal et al., 1978; Jensen, Harreby e Kjer, 1987) têm falhado em relatar qualquer benefício na utiliza- ção do laser.Brosseau et al.,2000;Markers e de Palma, 1999, indicam a necessidade de mais pesquisas para certeza de sua eficácia.29 A estimulação com corrente interferencial (IC) foi comparada com estimulação placebo em pacientes com osteoartrite de joelhos (Young et al., 1991).Embo- ra tenha ocorrido significativa diminuição no índice de dor,a estimulação com IC não foi mais efetiva do que a estimulação placebo.Autores concordam que precisam de mais evidências científicas de qualidade e quantidade suficientes para comprovar sua eficiência.30 Na prescrição de um programa de exercícios para o paciente com osteoartrose, alguns dados são im- portantes: grau e tipo de incapacidade, nível de ativi- dade, capacidade de compreensão e colaboração no desenvolvimento do programa.Pode dividir-se em fase aguda: o repouso articular é obrigatório, associado aos exercícios ativos de amplitude total sem carga, visando adequado posicionamento da articulação comprometida; fase de reabilitação: o programa de ci- nesioterapia consiste de exercícios de fortalecimento (isométricos), resistência muscular, atividades aeróbi- cas gerais e de condicionamento cardiorespiratório, levando-se em conta as contra-indicações em paci- entes coronariopatas e em osteoartrose das mãos. Com a evolução desses pacientes pode-se introduzir exercícios isotônicos e isocinéticos com carga pro- gressiva. Na última fase do programa de reabilitação pode-se implantar exercícios de resistência muscu- lar: atividades repetidas de baixa carga. A natação e a marcha são as melhores atividades aeróbicas para os pacientes. A reeducação motora, que atua sobre o esquema corporal, pode completar o programa de reabilitação.31 Os exercícios terapêuticos constituem o princi- pal recurso utilizado pela fisioterapia para recuperar a força muscular. A grande variedade de exercícios possibilita manter a mobilidade articular, alonga- mento, melhorar contraturas e, quando utilizados em conjunto com outros recursos fisioterapêuticos (ondas curtas,ultra-som,laser,gelo etc.),podem tam- bém promover grande alívio na dor.Alguns recursos menos utilizados, entre eles a eletroterapia, também são objeto de estudo de vários autores e todos são unânimes em salientar a importância da fisioterapia na recuperação dos pacientes com osteoartrose.6 O papel e a importância da fisioterapia no trata- mento das osteoartrose e da osteoporose são ob- jeto de estudo de vários pesquisadores, nesta revisão literária. O uso adequado dos recursos apresentados possibilita propor um tratamento fisioterapêutico que
  • 7. RBCS 63 Artigos de Revisão Revista Brasileira de Ciências da Saúde, ano III, no 8, ago/out 2006 pode evitar perdas da capacidade funcional, controle das dores,independências nas atividades diárias,enfim, melhoria na qualidade de vida do paciente. CONCLUSÃO O estudo das duas patologias associadas ainda é muito controverso, pois as mesmas apresentam níti- das diferenças etiopatogênicas, mas alguns autores parecem concordar que elas não são totalmente ex- cludentes em todos os sítios do esqueleto. Segundo a revisão da literatura o procedimento fisioterapêutico mais indicado para o tratamento das duas patologias é a hidroterapia,sendo que a termote- rapia e a eletroterapia podem colaborar na analgesia, e os exercícios realizados em solo com carga podem beneficiar a osteoporose, mas em contraponto po- dem ser prejudiciais para a osteoartrose em algumas fases da doença. De acordo com a revisão, poucos estudos foram feitos sobre os efeitos dos recursos utilizados na fi- sioterapia em pacientes com as duas doenças asso- ciadas, devendo assim o fisioterapeuta estabelecer uma correlação entre tratamentos utilizados nas duas doenças isoladamente, para propor um tratamento adequado a esses pacientes. Novos estudos práticos devem ser realizados para verificar a eficácia dos recursos fisioterapêuti- cos em pacientes com as duas patologias associadas, garantindo a fundamentação e comprovação cientí- fica do tratamento. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. PINTO NETO et al. Consenso Brasileiro de Osteoporose. Revista Brasileira de Reumatologia, v.42, n.6,p.343-354,nov/dez.2002. 2. KRUEGER, B.S.D; CHECOVIVH, M.S.M.M; BINKLEY, M.D.N. Osteoporose. In: KAUFFMAN,T. Manual de re- abilitação geriátrica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002,p.68- 70. 3.PEREIRA,R.M.R;DOURADOR,E.B;KOCHEN,J.A.L; LIMA,F.R.Osteoporose.InYOSHINARI,N.H;BONFÁ, E. S.D. O. Reumatologia para o clínico. São Paulo: Roca, 2000,p.149-161. 4.MENDONÇA,L.M.C.Osteoporose x Osteoartrose: um estudo radiológico e densitométrico. Revista Brasileira de Reumatologia, v. 33, n. 2, p. 73-82, março/ abril 1993. 5. MACHADO, C.M. Osteoartrose e artrite reumatói- de.In:FREITAS,E.V;PY,L;NERI,A.L;CANÇADO,F.A.X; GORZONI, M.L; ROCHA, S. M.Tratado de geriatria e gerontologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002, p.536-538. 6. MARQUES, A.P; KONDO, A. A Fisioterapia na os- teoartrose: Uma revisão da literatura. Revista Brasileira Reumatologia,v.38,n.2,p.83-90,março/abril,1998. 7.FELICE,J.C;COSTA,L.F.C.;DUARTE,D.G.;CHAHADE, W.H. Osteoartrose.Temas de reumatologia clínica,v.3, p.68-81,n.3,setembro, 2002. 8. HANKS, M.S.P.T.J; LEVINE, P.H.D.P.T.D. Condições reumáticas.In:KAUFFMAN,T.Manual de reabilitação ge- riátrica.Rio de Janeiro:Guanabara Koogan,2002,p.139- 148. 9. AMIN, S. Osteoarthritis and bone mineral density: what is relation and why does it matter?The Journal of Reumatology ,v.29,n.7,p.1348-1349,junho 2002. 10.FALCHETTI,A.Genetics of osteoarticular disorders. Florence,Italy.Arthristis Res.,v.4 ,n.5,p.326-331,2002. 11. SEDA, H. Osteoporose e osteoartrose são mutua- mente excludentes? Revista Brasileira de Reumatologia, v.43,n.6,p.358-363,nov.-dez.2003. 12.COOPER,C;COOK,P.L; OSMOND C; FISHRE L;CAWLEY, M.I.D.In MENDONÇA,L.M.C. Osteoporose x Osteoartrose:um estudo radiológico e densitométrico.Revista Brasileira de Reumatologia,v. 33,n.2,p.73-82,março/abril 1993. 13.YAHATA,Y;AOYAGI,K;AOYAGI,S;ROSS,P.D; YOSHIMI,I;MOJI,K ;TAKEMOTO,T. Appendicular bone mass and knee and hand osteoarthritis in Japanese women:a cross-sectional study.Biomedcentral Musculoskeletal Disorders,v.3,n.24,p.1-10,2002.
  • 8. SAÚDE 64 Artigos de Revisão Revista Brasileira de Ciências da Saúde, ano III, no 8, ago/out 2006 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 14. BURGER, H; van DAELE P.L.A; ODDING,E. Association of radiographically evident osteoarthritis with higher bone mineral density and increased bone loss with age: the Rotterdam study.Arthritis Rheum, v. 39,p.81-86,1996. 15. MOREIRA, L. Benefícios da hidroginástica para os portadores de osteoporose. Revista Estudos, v.31, n.1, p. 57-66,jan.2004. 16. PEREIRA, L.S.M; DIAS, R.C; DIAS, J.M.D; GOMES, G.C; SILVA, M.I. Fisioterapia In: FREITAS, E.V; PY, L; NERI, A.L ; CANÇADO,F.A.X; GORZONI, M.L; ROCHA, S. M.Tratado de geriatria e gerontologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,2002,p.848-856. 17. CLARK,C; Osteoporosis an the benefits of water exercise.BFY Sport & fitness,2003.Disponível e:<http:// www.bfysportsnfitness.com/owaterex.htmlm>.Acessado em 10/07/2005. 18.SILVA,K.M.S;LÓPEZ,R.F.A.Hidroginástica e osteopo- rose.Disponível em <http:www.efdeportes.com/ Revista Digital>.BuenosAires,año 8,n.44,enero de 2002.Acesso em:20 de setembro de 2005. 19.FRISOLI JÚNIOR,A;SZEJNFELD,V.L;DINIZ,C.M.C; SANTOS,L.M;SANTOS,F.C;NETO,J.T;RAMOS,L.R.O tratamento da osteoporose no paciente idoso deve ser o mesmo que o da pós-menopausa? Revista Brasileira de Reumatologia,v.37,n.4,p.210-216,jul.-ago.,1997. 20.RANKIN,S.Exercícios:há prescrição para osteoporo- se. In:GUELNER,S.H;BURKE,M.S HELEN SMICIKLAS- WRIGH, H. Osteoporose-prevenção e controle. São Paulo:Andrei,2001,p.55-72. 21. COIMBRA, I.B; PASTOR, E.H; GREVE, J.M.D; PUCCINELLI, M.L.C; FULLER, R; CAVALCANTI, F.S; MACIEL,F.M.B;HONDA,E.Osteoartrose (artrose):tra- tamento.Revista Brasileira Reumatologia,v.44,n.6,p.450- 453,nov./dez.,2004. 22. CECIN,A. H; GALATI, M.C; RIBEIRO,A. L.P; CECIN, A.O. Reflexões sobre a eficácia do tratamento fisiátrico da osteoartrose.Revista Brasileira de Reumatologia,v.35, n.p.270-278,set../out.,1995. 23.COOPER, K.H. Controlando a osteoporose. Rio de Janeiro:Nórdica,1991. 24. SZEJNFELDI,V. L.A pirâmide das evidências clínicas no tratamento da osteoporose. Revista Brasileira de Reumatologia,v.37,n..5,p.243-245,set.-out.1997. 25.OLIVEIRA,L.G.Osteoporose guia para diagnóstico, prevenção e tratamento.Rio de Janeiro.Editora Revinter, 2002. 26. COIMBRA, I.B; PASTOR, E.H; GREVE, J.M.D; PUCCINELLI, M.L.C; FULLER, R; CAVALCANTI, F.S; MACIEL, F.M.B; HONDA, E. Concenso Brasileiro para o Tratamento de Osteoartrite (Artrose).Revista Brasileira Reumatologia,v.42,n.6,p.371-374,nov./dez.,2002. 27. BIASOLI, M. C; IZOLA, L.N.T.Aspectos gerais da re- abilitação física em pacientes com osteoartrose. Revista Brasileira de Medicina,v.60,n.3,p.133-136,março 2003. 28. SCOTT, S; McMEEKEEN, J; STILLMAN, B. Diatermia. In:KITCHEN,S.Eletroterapia:prática baseada em evidên- cias.São Paulo,Manole,2003,p.145-165 29. BAXTER, D. Laserterapia de baixa intensidade. In: KITCHEN, S. Eletroterapia: prática baseada em evidên- cias.São Paulo:Manole,2003,p.171-190. 30.PALMER,S;MARTIN,D.Corrente interferencial para controle da dor.In:KITCHEN,S.Eletroterapia:prática ba- seada em evidências,p.287-300,São Paulo,Manole,2003. 31. GREVE, J.M.D; PLAPLER, P.G; SEGUCHI, H.H; PASTORE,E.H;BATTISTELLA,L.R.Cinesioterapia na os- teoartrose. Revista Medicina de Reabilitação, n.31, p. 5-9, abril 1992. Autor Responsavel pela Correspondência: Profª Rosamaria Rodrigues Garcia Rua Santo Atonio, 50 - Centro - São Caetano do Sul, SP