O MAGNETISMO DOS ORIXÁS E A COROA DIVINA




Aqui na Terra entendemos por magnetismo a propriedade
física dos imãs que faz com que puxem para si
determinadas partículas ou pequenos objetos que são afins
com eles.

Servindo-se dessa propriedade magnética dos imãs os
espíritos mentores nomearam uma propriedade divina
inerente a cada um dos Orixás como seus magnetismos e
que tanto atraem os seres que lhes são afins quanto
repelem os que lhes são opostos.

Essa propriedade magnética divina é mental e serve para
dar polaridade às coisas criadas por Deus sendo que as
afins se unem se ligam se fundem gerando uma terceira
coisa, etc.

As opostas se repelem se afastam, se distanciam, se
antagonizam, se anulam, mas também servem para separar
tudo o que existe na Criação em positivos e negativos.

Essa classificação obedece unicamente ao magnetismo das
coisas e dos seres e não tem nada a ver com bom ou ruim,
pois essa classificação foi desenvolvida por nós para
diferenciarmos o que nos é benéfico do que nos é
maléfico.

No estudo dos Orixás descobriu-se que Deus
exteriorizou-se de sete formas diferentes ou em
sete graus magnéticos ou em sete irradiações ou
em sete planos que para sintetizar tudo
denominamos essas sete exteriorizações como
Sete Mistérios de Deus, sendo que são esses:


1) Mistério da Fé

2) Mistério do Amor

3) Mistério do Conhecimento

4) Mistério da Justiça Divina (ou Razão)

5) Mistério da Lei Maior

6) Mistério da Evolução

7) Mistério da Geração

Esses sete Mistérios deram origem ou serviram como meio
divino para Deus dar início a Sua Criação exterior.

Cada um desses sete mistérios ao ser exteriorizado por Ele
trouxe consigo uma Divindade Mistério que, tanto dá
sustentação a tudo que foi criado no seu grau magnético
quanto é em Si o próprio Mistério e Poder manifestado por
Deus.

Esses sete Mistérios por possuírem suas
Divindades são passíveis de identificação
formando uma Coroa Divina Sustentadora de
tudo que existe no exterior de Deus e cada uma
recebeu um nome:

1) Orixá da Fé

2) Orixá do Amor

3) Orixá do Conhecimento

4) Orixá da Justiça

5) Orixá da Lei

6) Orixá da Evolução

7) Orixá da Geração

Esses sete Orixás ou Divindades Mistérios, por serem
exteriorizações diretas de Olorum nem são masculinos
nem são femininos, não são positivos ou negativos porque
são indiferenciados.
Mas, por trazerem seus magnetismos ao irradiarem-se o
fizeram de forma bi polarizada gerando, a partir de cada
um, duas hierarquias divinas já diferenciadas em
masculina e feminina, em positiva e negativa, irradiante e
concentradora, etc. E não são sete Orixás, são
QUATORZE.

Essa bipolarização dos sete Orixás originais
aconteceu no primeiro plano da vida denominado
Fatoral e gerou sete pares de Orixás
denominados Fatorais e que são esses:

1) Orixá da Fé: Oxalá / Oyá

2) Orixá do Amor: Oxum / Oxumaré

3) Orixá do Conhecimento: Oxossi / Obá

4) Orixá da Justiça: Xangô / Egunitá

5) Orixá da Lei: Ogum / Iansã

6) Orixá da Evolução: Obaluaiê / Nanã

7) Orixá da Geração: Iemanjá / Omulu


 Cada um dos 14 Orixás que estudamos e acreditamos,
trabalham em duas esferas distintas, a Universal e a
Cósmica.
O que é um Orixá Universal e um Orixá Cósmico? Qual a
diferença?
A diferença está no que significa cada um destes termos.

Universal é aquilo que por natureza tem vibração
irradiadora, ou seja, é imanente com polaridade positiva,
não há esforço (movimento) para que isso ocorra. Apenas
flui de forma passiva, independente de comando.

Cósmico é aquilo que por natureza tem vibração
concentradora, ou seja, é absorvente com polaridade
negativa, há esforço (movimento) para que isso ocorra.
Atrai e é atraído por ou para algo externo.

Quando dizemos que um Orixá é Universal, estamos
informando que Ele atua de forma passiva na Criação
Divina.


Na tabela a seguir, cada linha representa o PAR
ENERGÉTICO :


          Universal              Cósmica
            Oxalá                  Oyá
            Oxum                 Oxumaré
            Oxóssi                 Obá
            Xangô                 Iansã
            Ogum                 Egunitá
           Obaluaê             Nanã Buruquê
           Iemanjá                Omulú
Orixá é um fator de Deus. Olorum é o criador do universo.
Olorum é o próprio princípio criador em eterno
movimento. Dentro do ritual de Umbanda, Olorum é Deus
     e como tal, não é possível imaginá-lo sob uma forma
     física. Olorum é o princípio de tudo e está em tudo que
     criou.
     Nós como espíritos emanados pelo princípio criador,
     recebemos o fator dos Orixás em nossa partida.
     Fundamentados nisso, nós temos os 14 Orixás em nós,
     alguns com mais intensidade e outros com menos.
     Após apresentar os 14 Orixás, é necessário entender os
     fatores, as qualidades e atributos de cada um deles.
     Orixá            Fator         Qualidade       Atributo
Oxalá          Magnetizador       Fé           Religiosidade
Oiá            Desmagnetizador    Fé           Religiosidade
Oxum           Agregador          Amor         Concepção, União
Oxumaré        Diluidor           Amor         Concepção, União
Oxóssi         Expansor           Conhecimento Raciocínio
Obá            Concentrador       Conhecimento Raciocínio
Xangô          Equilibrador       Justiça      Razão
Iansã          Movimentador       Lei          Razão
Ogum           Ordenador          Lei          Ordenação
Egunitá        Energizador        Justiça      Ordenação
Obaluaê        Evolutivo          Evolução     Saber
Nanã Buruquê   Decantador         Evolução     Saber
Iemanjá        Gerador            Geração      Geracionista
Omulu          Paralisador        Geração      Geracionista
     É possível reparar nos fatores de cada par energético, que
     complementam as ações de cada Orixá.
Basicamente, temos 7 pares de Orixás, que atuam nas
seguintes linhas (Essências):


     Cristalina
     Mineral
     Vegetal
     Ígnea
     Eólica
     Telúrica
     Aquática


Um Orixá é um irradiador de um tipo de energia que
impressiona intensamente alguém que estiver recebendo
através do sentido associado a ele.
     Os Orixás da linha cristalina atuam na Fé (Oxalá e
      Oyá)
     Os Orixás da linha mineral atuam no Amor (Oxum e
      Oxumaré)
     Os Orixás da linha vegetal atuam no Conhecimento
      (Oxóssi e Obá)
     Os Orixás da linha ígnea atuam na Razão (Xangô e
      Egunitá)
     Os Orixás da linha eólica atuam na Direção (Ogum e
      Iansã)
     Os Orixás da linha telúrica atuam na Evolução
      (Obaluaê e Nanã Buruquê)
     Os Orixás da linha aquática atuam na Criatividade
      (Iemanjá e Omulú)
Percebam que são totalmente associados aos elementos da
natureza terrestre e estão na base religiosa das sete linhas
da Umbanda.


Essa bipolarização obedece aos magnetismos específicos
de cada um dos Orixás e faz com que surja na Criação sete
irradiações bi polarizadas que são descritas com muitos
nomes, mas que, na Umbanda, recebe o nome de Sete
Linhas.

As Sete Linhas de Umbanda são bi polarizadas e cada
Orixá ocupa nelas o seu pólo magnético, distinguindo-o
pelas suas funções na Criação tais como Pólo Magnético
Positivo da Irradiação ou linha da Geração ocupado por
Iemanjá.

Pólo Magnético Negativo da mesma Irradiação ou linha
ocupado por Omulu.

Função de Iemanjá enquanto Mistério em si mesma: Gerar
a Vida no exterior de Olorum.

Função de Omulu enquanto Mistério em si mesmo:
paralisar todas as coisas geradas que entraram em
desequilíbrio.

Estudando esses dois Orixás através dos elementos que
formam aqui no plano material seus Pontos de Força ou
Santuários Naturais vemos Iemanjá associada à água e
Omulu associado à terra.

Observamos que nas sete Irradiações um diferencia-se do
outro pelo elemento, mas devemos entender a
complementaridade existente tanto entre suas funções
quanto entre seus elementos, pois onde algo gerado entra
em desequilíbrio o seu pólo oposto imediatamente paralisa
o processo de degeneração de algo gerado por ela.

Estudando-os como elementos da natureza terrestre vemos
que água e terra são indissociados, pois onde um termina o
outro começa; onde um torna árido o outro umidifica;
onde um gera algo o outro dá sustentabilidade para que o
que foi gerado desenvolva-se e adquira estabilidade.

Se estudarmos esses dois Orixás pelos seus magnetismos
(gerador ⁄ paralisador) vemos que formam um par perfeito,
pois caso o Mistério Geracionista de Iemanjá não tenha no
seu outro pólo um magnetismo paralisador que interrompa
ou paralise momentaneamente sua capacidade de gerar
continuamente, com certeza a Criação entraria em
desequilíbrio porque algo que começasse a ser gerado não
pararia nunca mais de sê-lo e sobrecarregaria de tal forma
o meio onde estaria sendo gerado afetando tudo mais que
ali existisse.

Portanto as bipolarizações das Sete Linhas de Umbanda
não são puramente por elementos e sim por funções na
Criação porque os magnetismos dos 14 Orixás Fatorais
podem ser opostos (positivo ⁄ negativo), mas são
complementares entre si.
Sendo os Orixás "polarizadores", irradiam essas vibrações
de forma passiva ou ativa.
Quando recebemos as essências dos Orixás, elas são
elementais e já foram polarizadas, logo as sete linhas
assumem esta polarização surgindo automaticamente
DOIS PÓLOS (Pares) em cada uma delas.
Assim temos sete linhas, mas com quatorze Orixás pois
uns ocupam os pólos passivos e outros os pólos ativos.
Nos pólos passivos e ativos, temos as naturezas distintas
dos Orixás que atuam sob a mesma irradiação, e é nesta
bipolarização que os arquétipos dos Orixás vão se
formando. Aí eles vão se diferenciando e assumindo
atribuições específicas, mesmo atuando sob uma mesma
irradiação. (DIFÍCIL??? Não, vamos lá).
Sete linhas, quatorze pólos e quatorze Orixás assentados:
     Oxalá é Passivo e Oiá é Ativa
     Oxum é Ativa e Oxumaré é Passivo
     Oxóssi é Ativo e Obá é Passiva
     Xangô é Passivo e Iansã é Ativa
     Ogum é Passivo e Egunitá é Ativa
     Obaluaê é Ativo e Nanã é Passiva
     Iemanjá é Passiva e Omulú é Ativo



Portanto devemos entender esse magnetismo dos Orixás
como fundamentais para a estabilidade da Criação Divina
desde o macro até o microcosmo porque encontramos essa
diferenciação magnética até em nós.

Observe isto:

- Oxalá é o espaço e Oyá é o tempo

- Oxum é a agregação e Oxumaré é a diluição

- Oxossi é expansor e Obá é concentradora
- Xangô é a temperatura e Egunitá é a energização

- Ogum é a potência e Iansã é o movimento

- Obaluaiê é a transmutação e Nanã é a decantação

- Iemanjá é a geração e Omulú é a estabilidade.

Mais uma vez a complementaridade se mostra nas funções
dos Orixás que pontificam os 14 Pólos Magnéticos das 7
Linhas de Umbanda.

Essas complementaridades são encontradas em cada um
com todos os outros 13, pois se no Mistério ou função
concebedora de Oxum algo que está sendo concebido
desequilibrar-se em relação ao seu meio é função de
Omulú paralisar essa concepção antes que ela se complete
e torne-se algo fora de controle ou em desacordo com o
meio onde foi concebido.

Nesse exemplo vemos que a função de Omulu paralisa
tudo em todas as sete Irradiações e não se restringe só a da
Geração.
Agora prestem bastante atenção!!
Iansã, Egunitá, Xangô e Ogum. Esses 4 orixás fazem
uma troca entre si, onde o par energético para Xangô (que
é da linha ígnea, da justiça), é Iansã (linha eólica, da lei).
Ogum (linha eólica, da lei) faz par com Egunitá (linha
ígnea, da justiça). Ora, não existe FOGO sem AR, assim
como não existe JUSTIÇA sem LEI. Por isso que existe
essa "troca" de LINHAS entre os orixás, pelo simples
complemento que um traz ao outro. A Umbanda sagrada é
perfeita.

É preciso entender que um Orixá traz em si funções que
transcendem o campo distinguido pela Irradiação onde
está assentado.

Os 14 Magnetismos Divinos dos 14 Orixás assentados nas
Sete Irradiações Divinas ou Sete Linhas de Umbanda
sempre atuam entre si por complementaridade e um não
pode fazer nada sem que os outros 13 participem também
e isso nos mostra a complexidade existente na Criação.

Portanto quando estudamos os Magnetismos dos Orixás e
suas funções divinas na Criação começamos a
compreender uma das formas de Olorum (Deus) atuar,
pois se Ele é único, no entanto tudo que Ele criou o fez
servindo-se sempre dos seus Sete Orixás que pontificam as
Sete Linhas de Umbanda.



Pai Rubens Saraceni

O magnetismo dos orixás

  • 1.
    O MAGNETISMO DOSORIXÁS E A COROA DIVINA Aqui na Terra entendemos por magnetismo a propriedade física dos imãs que faz com que puxem para si determinadas partículas ou pequenos objetos que são afins com eles. Servindo-se dessa propriedade magnética dos imãs os espíritos mentores nomearam uma propriedade divina inerente a cada um dos Orixás como seus magnetismos e que tanto atraem os seres que lhes são afins quanto repelem os que lhes são opostos. Essa propriedade magnética divina é mental e serve para dar polaridade às coisas criadas por Deus sendo que as afins se unem se ligam se fundem gerando uma terceira coisa, etc. As opostas se repelem se afastam, se distanciam, se
  • 2.
    antagonizam, se anulam,mas também servem para separar tudo o que existe na Criação em positivos e negativos. Essa classificação obedece unicamente ao magnetismo das coisas e dos seres e não tem nada a ver com bom ou ruim, pois essa classificação foi desenvolvida por nós para diferenciarmos o que nos é benéfico do que nos é maléfico. No estudo dos Orixás descobriu-se que Deus exteriorizou-se de sete formas diferentes ou em sete graus magnéticos ou em sete irradiações ou em sete planos que para sintetizar tudo denominamos essas sete exteriorizações como Sete Mistérios de Deus, sendo que são esses: 1) Mistério da Fé 2) Mistério do Amor 3) Mistério do Conhecimento 4) Mistério da Justiça Divina (ou Razão) 5) Mistério da Lei Maior 6) Mistério da Evolução 7) Mistério da Geração Esses sete Mistérios deram origem ou serviram como meio
  • 3.
    divino para Deusdar início a Sua Criação exterior. Cada um desses sete mistérios ao ser exteriorizado por Ele trouxe consigo uma Divindade Mistério que, tanto dá sustentação a tudo que foi criado no seu grau magnético quanto é em Si o próprio Mistério e Poder manifestado por Deus. Esses sete Mistérios por possuírem suas Divindades são passíveis de identificação formando uma Coroa Divina Sustentadora de tudo que existe no exterior de Deus e cada uma recebeu um nome: 1) Orixá da Fé 2) Orixá do Amor 3) Orixá do Conhecimento 4) Orixá da Justiça 5) Orixá da Lei 6) Orixá da Evolução 7) Orixá da Geração Esses sete Orixás ou Divindades Mistérios, por serem exteriorizações diretas de Olorum nem são masculinos nem são femininos, não são positivos ou negativos porque são indiferenciados.
  • 4.
    Mas, por trazeremseus magnetismos ao irradiarem-se o fizeram de forma bi polarizada gerando, a partir de cada um, duas hierarquias divinas já diferenciadas em masculina e feminina, em positiva e negativa, irradiante e concentradora, etc. E não são sete Orixás, são QUATORZE. Essa bipolarização dos sete Orixás originais aconteceu no primeiro plano da vida denominado Fatoral e gerou sete pares de Orixás denominados Fatorais e que são esses: 1) Orixá da Fé: Oxalá / Oyá 2) Orixá do Amor: Oxum / Oxumaré 3) Orixá do Conhecimento: Oxossi / Obá 4) Orixá da Justiça: Xangô / Egunitá 5) Orixá da Lei: Ogum / Iansã 6) Orixá da Evolução: Obaluaiê / Nanã 7) Orixá da Geração: Iemanjá / Omulu Cada um dos 14 Orixás que estudamos e acreditamos, trabalham em duas esferas distintas, a Universal e a Cósmica. O que é um Orixá Universal e um Orixá Cósmico? Qual a diferença?
  • 5.
    A diferença estáno que significa cada um destes termos. Universal é aquilo que por natureza tem vibração irradiadora, ou seja, é imanente com polaridade positiva, não há esforço (movimento) para que isso ocorra. Apenas flui de forma passiva, independente de comando. Cósmico é aquilo que por natureza tem vibração concentradora, ou seja, é absorvente com polaridade negativa, há esforço (movimento) para que isso ocorra. Atrai e é atraído por ou para algo externo. Quando dizemos que um Orixá é Universal, estamos informando que Ele atua de forma passiva na Criação Divina. Na tabela a seguir, cada linha representa o PAR ENERGÉTICO : Universal Cósmica Oxalá Oyá Oxum Oxumaré Oxóssi Obá Xangô Iansã Ogum Egunitá Obaluaê Nanã Buruquê Iemanjá Omulú Orixá é um fator de Deus. Olorum é o criador do universo. Olorum é o próprio princípio criador em eterno
  • 6.
    movimento. Dentro doritual de Umbanda, Olorum é Deus e como tal, não é possível imaginá-lo sob uma forma física. Olorum é o princípio de tudo e está em tudo que criou. Nós como espíritos emanados pelo princípio criador, recebemos o fator dos Orixás em nossa partida. Fundamentados nisso, nós temos os 14 Orixás em nós, alguns com mais intensidade e outros com menos. Após apresentar os 14 Orixás, é necessário entender os fatores, as qualidades e atributos de cada um deles. Orixá Fator Qualidade Atributo Oxalá Magnetizador Fé Religiosidade Oiá Desmagnetizador Fé Religiosidade Oxum Agregador Amor Concepção, União Oxumaré Diluidor Amor Concepção, União Oxóssi Expansor Conhecimento Raciocínio Obá Concentrador Conhecimento Raciocínio Xangô Equilibrador Justiça Razão Iansã Movimentador Lei Razão Ogum Ordenador Lei Ordenação Egunitá Energizador Justiça Ordenação Obaluaê Evolutivo Evolução Saber Nanã Buruquê Decantador Evolução Saber Iemanjá Gerador Geração Geracionista Omulu Paralisador Geração Geracionista É possível reparar nos fatores de cada par energético, que complementam as ações de cada Orixá.
  • 7.
    Basicamente, temos 7pares de Orixás, que atuam nas seguintes linhas (Essências):  Cristalina  Mineral  Vegetal  Ígnea  Eólica  Telúrica  Aquática Um Orixá é um irradiador de um tipo de energia que impressiona intensamente alguém que estiver recebendo através do sentido associado a ele.  Os Orixás da linha cristalina atuam na Fé (Oxalá e Oyá)  Os Orixás da linha mineral atuam no Amor (Oxum e Oxumaré)  Os Orixás da linha vegetal atuam no Conhecimento (Oxóssi e Obá)  Os Orixás da linha ígnea atuam na Razão (Xangô e Egunitá)  Os Orixás da linha eólica atuam na Direção (Ogum e Iansã)  Os Orixás da linha telúrica atuam na Evolução (Obaluaê e Nanã Buruquê)  Os Orixás da linha aquática atuam na Criatividade (Iemanjá e Omulú)
  • 8.
    Percebam que sãototalmente associados aos elementos da natureza terrestre e estão na base religiosa das sete linhas da Umbanda. Essa bipolarização obedece aos magnetismos específicos de cada um dos Orixás e faz com que surja na Criação sete irradiações bi polarizadas que são descritas com muitos nomes, mas que, na Umbanda, recebe o nome de Sete Linhas. As Sete Linhas de Umbanda são bi polarizadas e cada Orixá ocupa nelas o seu pólo magnético, distinguindo-o pelas suas funções na Criação tais como Pólo Magnético Positivo da Irradiação ou linha da Geração ocupado por Iemanjá. Pólo Magnético Negativo da mesma Irradiação ou linha ocupado por Omulu. Função de Iemanjá enquanto Mistério em si mesma: Gerar a Vida no exterior de Olorum. Função de Omulu enquanto Mistério em si mesmo: paralisar todas as coisas geradas que entraram em desequilíbrio. Estudando esses dois Orixás através dos elementos que formam aqui no plano material seus Pontos de Força ou Santuários Naturais vemos Iemanjá associada à água e Omulu associado à terra. Observamos que nas sete Irradiações um diferencia-se do outro pelo elemento, mas devemos entender a
  • 9.
    complementaridade existente tantoentre suas funções quanto entre seus elementos, pois onde algo gerado entra em desequilíbrio o seu pólo oposto imediatamente paralisa o processo de degeneração de algo gerado por ela. Estudando-os como elementos da natureza terrestre vemos que água e terra são indissociados, pois onde um termina o outro começa; onde um torna árido o outro umidifica; onde um gera algo o outro dá sustentabilidade para que o que foi gerado desenvolva-se e adquira estabilidade. Se estudarmos esses dois Orixás pelos seus magnetismos (gerador ⁄ paralisador) vemos que formam um par perfeito, pois caso o Mistério Geracionista de Iemanjá não tenha no seu outro pólo um magnetismo paralisador que interrompa ou paralise momentaneamente sua capacidade de gerar continuamente, com certeza a Criação entraria em desequilíbrio porque algo que começasse a ser gerado não pararia nunca mais de sê-lo e sobrecarregaria de tal forma o meio onde estaria sendo gerado afetando tudo mais que ali existisse. Portanto as bipolarizações das Sete Linhas de Umbanda não são puramente por elementos e sim por funções na Criação porque os magnetismos dos 14 Orixás Fatorais podem ser opostos (positivo ⁄ negativo), mas são complementares entre si. Sendo os Orixás "polarizadores", irradiam essas vibrações de forma passiva ou ativa. Quando recebemos as essências dos Orixás, elas são elementais e já foram polarizadas, logo as sete linhas assumem esta polarização surgindo automaticamente DOIS PÓLOS (Pares) em cada uma delas.
  • 10.
    Assim temos setelinhas, mas com quatorze Orixás pois uns ocupam os pólos passivos e outros os pólos ativos. Nos pólos passivos e ativos, temos as naturezas distintas dos Orixás que atuam sob a mesma irradiação, e é nesta bipolarização que os arquétipos dos Orixás vão se formando. Aí eles vão se diferenciando e assumindo atribuições específicas, mesmo atuando sob uma mesma irradiação. (DIFÍCIL??? Não, vamos lá). Sete linhas, quatorze pólos e quatorze Orixás assentados:  Oxalá é Passivo e Oiá é Ativa  Oxum é Ativa e Oxumaré é Passivo  Oxóssi é Ativo e Obá é Passiva  Xangô é Passivo e Iansã é Ativa  Ogum é Passivo e Egunitá é Ativa  Obaluaê é Ativo e Nanã é Passiva  Iemanjá é Passiva e Omulú é Ativo Portanto devemos entender esse magnetismo dos Orixás como fundamentais para a estabilidade da Criação Divina desde o macro até o microcosmo porque encontramos essa diferenciação magnética até em nós. Observe isto: - Oxalá é o espaço e Oyá é o tempo - Oxum é a agregação e Oxumaré é a diluição - Oxossi é expansor e Obá é concentradora
  • 11.
    - Xangô éa temperatura e Egunitá é a energização - Ogum é a potência e Iansã é o movimento - Obaluaiê é a transmutação e Nanã é a decantação - Iemanjá é a geração e Omulú é a estabilidade. Mais uma vez a complementaridade se mostra nas funções dos Orixás que pontificam os 14 Pólos Magnéticos das 7 Linhas de Umbanda. Essas complementaridades são encontradas em cada um com todos os outros 13, pois se no Mistério ou função concebedora de Oxum algo que está sendo concebido desequilibrar-se em relação ao seu meio é função de Omulú paralisar essa concepção antes que ela se complete e torne-se algo fora de controle ou em desacordo com o meio onde foi concebido. Nesse exemplo vemos que a função de Omulu paralisa tudo em todas as sete Irradiações e não se restringe só a da Geração. Agora prestem bastante atenção!! Iansã, Egunitá, Xangô e Ogum. Esses 4 orixás fazem uma troca entre si, onde o par energético para Xangô (que é da linha ígnea, da justiça), é Iansã (linha eólica, da lei). Ogum (linha eólica, da lei) faz par com Egunitá (linha ígnea, da justiça). Ora, não existe FOGO sem AR, assim como não existe JUSTIÇA sem LEI. Por isso que existe essa "troca" de LINHAS entre os orixás, pelo simples complemento que um traz ao outro. A Umbanda sagrada é
  • 12.
    perfeita. É preciso entenderque um Orixá traz em si funções que transcendem o campo distinguido pela Irradiação onde está assentado. Os 14 Magnetismos Divinos dos 14 Orixás assentados nas Sete Irradiações Divinas ou Sete Linhas de Umbanda sempre atuam entre si por complementaridade e um não pode fazer nada sem que os outros 13 participem também e isso nos mostra a complexidade existente na Criação. Portanto quando estudamos os Magnetismos dos Orixás e suas funções divinas na Criação começamos a compreender uma das formas de Olorum (Deus) atuar, pois se Ele é único, no entanto tudo que Ele criou o fez servindo-se sempre dos seus Sete Orixás que pontificam as Sete Linhas de Umbanda. Pai Rubens Saraceni