ESTEATOHEPATITE
NÃO ALCOÓLICA
Liliana Mendes
Hepatologista e Gastroenterologista do HBDF
Preceptora de Gastroenterologia do HBDF
Membro Projeto Jovem Gastro DF/FBG
Doutora em Gastroenterologia (USP-SP)
NAFLD: Nonalcoholic Fatty Liver Disease
DHGNA: Doença Hepática Gordurosa Não alcoólica
Conceitos e diferenças
Esteatose hepática por imagem ou histopatologia
Consumo de alcool < 30g/d (homens) <20g/d (mulheres)
Excluidas causas secundárias de esteatose hepática
Histopatologia hepática
NASH: Nonalcoholic Steatohepatitis
ESTEATOHEPATITE NÃO
ALCOÓLICA
NAFL: Nonalcoholic Fatty Liver
Esteatose Hepática Não Alcoólica
Cirrose
ESTEATOSE 	
HEPÁTICA	
SECUNDÁRIA	
ESTEATOSE 	
HEPÁTICA NÃO ALCOÓLICA 	
SEM CAUSA	
EXTRÍNSECA	
NAFLD/DHGNA	
SíNDROME 	
METABÓLICA	
NASH/EHNA	
NAFL	
Macrovesicular steatosis!
- Excessive alcohol consumption!
- Hepatitis C (genotype 3)!
- Wilson s disease!
- Lipodystrophy!
- Starvation!
- Parenteral nutrition!
- Abetalipoproteinemia!
- Medications (e.g., amiodarone,
methotrexate, tamoxifen, corticosteroids)!
Microvesicular steatosis!
- Reye s syndrome!
- Medications (valproate, anti-retroviral
medicines)!
- Acute fatty liver of pregnancy!
- HELLP syndrome!
- Inborn errors of metabolism (e.g., LCAT
deficiency, cholesterol ester storage!
disease, Wolman disease)!
Conditions with established
association!
Obesity !
Type 2 diabetes mellitus!
Dyslipidemia !
Conditions with emerging association!
Obstructive Sleep apnea!
Polycystic ovary syndrome!
Hypopituitarism!
Hypogonadism Hypothyroidism!
Pancreato-duodenal resection!
Incidência e Prevalência
HEPATOLOGY. 2005;41(1):64-71
Ann Intern Med 2005;143(10):722-8 Clin Med. 2007;7(2):119-24
Gastroenterology 2011;140:124-131
Clin Liver Dis 16 (2012) 505–524!
•  80% de Diabéticos Tipo 2 e 90% dos obesos mórbidos têm
DGHNA/NAFLD por imagem
•  Hispânicos e brancos > afro-americanos	
•  Dislipidêmicos = DGHNA/NAFLD = 50% destes
•  Índios asiáticos têm maior risco de esteatose hepática
NAFLD/DHGNA em populações específicas
HEPATOLOGY, Vol. 55, No. 6, 2012!
Clin Liver Dis 16 (2012) 505–524
História Natural
Diagnóstico Clínico-laboratorial hepático
•  Achado incidental de esteatose hepática ou rastreio de esteatose hepática
em pacientes de risco
•  Maioria assintomáticos
•  Elevação de enzimas hepáticas (AST/ALT > FA/GGT)
•  Alteração funcional hepática pode ocorrer (TAP/Albumina/Fibrinogenio/Fator V/BR)
Síndrome Metabólica
Critérios brasileiros
(Adult Treatment Panel III, 2005)
Presentes três dos cinco critérios abaixo:
• Obesidade central - circunferência da cintura superior a 88
cm na mulher e 102 cm no homem;
• Hipertensão Arterial - PA>130 x85 mmHg;
• Glicemia >100 mg/dl) ou diagnóstico de Diabetes;
• Triglicerídeos >150 mg/dl;
• HDL colesterol < 40 mg/dl em homens e <50 mg/dl em
mulheres
Diagnóstico NASH
laboratorial sistêmico
•  Diagnóstico de resistência à Insulina -
Glicemia de jejum -
Insulinemia de jejum -
Insulina HOMA IR (Glc
jejum mg/dlx Insulinemia jejum uU/ml405)
- TOTG -
TTG IV MinMod
- Clamp euglicêmico hiperinsulinêmico
•  Colesterol total e frações /Triglicerídeos
•  Perfil de ferro
CLASSIFICAÇÃO ECOGRÁFICA
DE ESTEATOSE HEPATICA
( Saadeh et al, 2002) - NAS NAFLD Score
Grau 1 (Leve): Aumento difuso da ecogenicidade hepática com visualização
normal dos vasos intra-hepáticos e do diafragma.
Grau 2 (Moderada): Borramento na visualização dos vasos intra-hepáticos e
do diafragma.
Grau 3 (Acentuada): Não se visualizam vasos intra-hepáticos, diafragma e
região posterior do fígado.
infiltração gordurosa de 5% a 33%
infiltração gordurosa de 33% a 66%
infiltração gordurosa > 66%
Contraste Hepato-renal
Ultrassonografia
Andreia Andrade Santos, Tese de Mestrado em Engenharia Biomedica, 2012
Faculdade de Ciencias e Tecnologia da Universidade de Coimbra
CT na esteatose hepática
Redução da atenuação do fígado em comparação com
vasos hepáticos, baço e rins VN atenuação: 50-57 UHs
atenuação <50 UHs = esteatose
Diferença de atenuação entre
fígado e baço
VN: 10UHs
Diferença > 10UHs
= esteatose
quoeficiente de
atenuação entre
fígado e baço
> 1,1 = esteatose
MODERADA Andreia Andrade Santos, Tese de Mestrado em Engenharia Biomedica, 2012
Faculdade de Ciencias e Tecnologia da Universidade de Coimbra
RNM de abdome na esteatose Hepática
November 2006 RadioGraphics, 26, 1637-1653.
309 pacientes	
NAFLD	
2003-2009	
University Hospital
of Pessac, Franca	
Prince of Wales
Hospital, Hong Kong	
FIB 4	
ÍNDICE AST/ALT	
246 pacientes	
Bx> 15 mm 	
e 10 mensurações
Fibroscan	
íNDICE AST/PLAQ	
Fibroscan
superior para
EXCLUIR	
fibrose
avançada/
Cirrose
FIBROSCAN
NASH - histopatologia
ESTEATOSE
macro>microvesicular
Difusa ou zona 3
INFLAMAÇÃO
neutrofílica e mononuclear
Distribuição lobular
Balonização (típica zona 3)
OUTROS FATORES
Fibrose perisinusoidal e perivenular
Corpúsculos de Mallory
Necrose Focal
Lóbulo hepático
Biópsia
Hepática
Tratamento: Objetivos
NASH
• Melhora da síndrome Metabólica
• Redução da inflamação hepática/NASH
NASH
Tratamento
MUDANÇA DO ESTILO DE VIDA: (SM/NASH)
Perda de peso após dieta hipocalórica e atividade física melhora a esteatose e, para
melhorar inflamação, perda de peso > 10%
METFORMINA: (SM)
Não reduz transaminases e não influencia significativamente a histologia
ÁCIDO URSODEOXICÓLICO
Não está indicado para tratamento de DHGNA ou NASH
ESTATINA: (SM)
Não reduz transaminases e não influencia significativamente a histologia
OMEGA 3: (SM ?)
Evidência científica reduzida, não sendo indicado para DHGNA/NASH. Pode ser
usado como droga de primeira escolha nos com esteatose e hipertrigliceridemia
NASH
Tratamento
PIOGLITAZONA: NASH
Estudos mostram melhora na esteatose, inflamação e transaminases .
Portanto, pode ser usada na NASH confirmada histologicamente na dose de 30-45 mg/dia.
ATENÇÃO: GANHO DE PESO E SEGURANÇA CARDIOVASCULAR
VITAMINA E: NASH
Na dose de 800UI/dia, reduz transaminases, inflamação e esteatose
nos pacientes com NASH, mas não tem efeito na fibrose hepática .
Portanto, pode ser usada na NASH confirmada histologicamente
em adultos não diabéticos
ATENÇÃO: ESTUDOS SUGEREM POSSÍVELAUMENTO DA MORTALIDADE
E DO RISCO DE CÂNCER DE PRÓSTATA EM HOMENS COM O
USO DE VITAMINA E EM ALTAS DOSES.
Cirurgia bariátrica
• Individualizar para os sem hipertensão
portal
TRANSPLANTE - NASH
•  SV 1ano pós TX: 84% e 3 anos: 78%
•  Recidiva nos transplantados: DHGNA(NAFLD) : 20%
NASH de novo : 10%
•  Aumento de 10% IMC aumenta chance de recidiva DHGNA
•  Prevalência de DM pré Tx: 15% pós Tx: 30-40%
•  HAS pré Tx: 15% pós Tx: 60-70%
•  Uso de IECA pós TX, reduz recidiva de DHGNA(NAFLD)
•  Substituir Ciclosporina por Tacrolimus nos dislipidêmicos
OBRIGADO!
Ambulatório: Hepatologistas
Carmem Pereira
Daniela Mariano Louro
José Eduardo Trevizoli
Liliana Mendes
Marcos Carneiro
Ecografias
Columbano Junqueira Neto
Luciana T. Campos
Mauro Birche Carvalho
Yhonala Silva
Residentes
Ana Carolina Lopes
Fernando Sevilla Casan
Lucas Nova
Lucas Caldas
Maria Auzier
Marilia Acciolly
Natália Trevizoli
Internos
UCB
FEPECS

Nash 2013 liliana

  • 2.
    ESTEATOHEPATITE NÃO ALCOÓLICA Liliana Mendes Hepatologistae Gastroenterologista do HBDF Preceptora de Gastroenterologia do HBDF Membro Projeto Jovem Gastro DF/FBG Doutora em Gastroenterologia (USP-SP)
  • 3.
    NAFLD: Nonalcoholic FattyLiver Disease DHGNA: Doença Hepática Gordurosa Não alcoólica Conceitos e diferenças Esteatose hepática por imagem ou histopatologia Consumo de alcool < 30g/d (homens) <20g/d (mulheres) Excluidas causas secundárias de esteatose hepática Histopatologia hepática NASH: Nonalcoholic Steatohepatitis ESTEATOHEPATITE NÃO ALCOÓLICA NAFL: Nonalcoholic Fatty Liver Esteatose Hepática Não Alcoólica Cirrose
  • 4.
    ESTEATOSE HEPÁTICA SECUNDÁRIA ESTEATOSE HEPÁTICANÃO ALCOÓLICA SEM CAUSA EXTRÍNSECA NAFLD/DHGNA SíNDROME METABÓLICA NASH/EHNA NAFL Macrovesicular steatosis! - Excessive alcohol consumption! - Hepatitis C (genotype 3)! - Wilson s disease! - Lipodystrophy! - Starvation! - Parenteral nutrition! - Abetalipoproteinemia! - Medications (e.g., amiodarone, methotrexate, tamoxifen, corticosteroids)! Microvesicular steatosis! - Reye s syndrome! - Medications (valproate, anti-retroviral medicines)! - Acute fatty liver of pregnancy! - HELLP syndrome! - Inborn errors of metabolism (e.g., LCAT deficiency, cholesterol ester storage! disease, Wolman disease)! Conditions with established association! Obesity ! Type 2 diabetes mellitus! Dyslipidemia ! Conditions with emerging association! Obstructive Sleep apnea! Polycystic ovary syndrome! Hypopituitarism! Hypogonadism Hypothyroidism! Pancreato-duodenal resection!
  • 5.
    Incidência e Prevalência HEPATOLOGY.2005;41(1):64-71 Ann Intern Med 2005;143(10):722-8 Clin Med. 2007;7(2):119-24 Gastroenterology 2011;140:124-131
  • 6.
    Clin Liver Dis16 (2012) 505–524!
  • 7.
    •  80% deDiabéticos Tipo 2 e 90% dos obesos mórbidos têm DGHNA/NAFLD por imagem •  Hispânicos e brancos > afro-americanos •  Dislipidêmicos = DGHNA/NAFLD = 50% destes •  Índios asiáticos têm maior risco de esteatose hepática NAFLD/DHGNA em populações específicas HEPATOLOGY, Vol. 55, No. 6, 2012! Clin Liver Dis 16 (2012) 505–524
  • 8.
  • 9.
    Diagnóstico Clínico-laboratorial hepático • Achado incidental de esteatose hepática ou rastreio de esteatose hepática em pacientes de risco •  Maioria assintomáticos •  Elevação de enzimas hepáticas (AST/ALT > FA/GGT) •  Alteração funcional hepática pode ocorrer (TAP/Albumina/Fibrinogenio/Fator V/BR)
  • 10.
    Síndrome Metabólica Critérios brasileiros (AdultTreatment Panel III, 2005) Presentes três dos cinco critérios abaixo: • Obesidade central - circunferência da cintura superior a 88 cm na mulher e 102 cm no homem; • Hipertensão Arterial - PA>130 x85 mmHg; • Glicemia >100 mg/dl) ou diagnóstico de Diabetes; • Triglicerídeos >150 mg/dl; • HDL colesterol < 40 mg/dl em homens e <50 mg/dl em mulheres
  • 11.
    Diagnóstico NASH laboratorial sistêmico • Diagnóstico de resistência à Insulina - Glicemia de jejum - Insulinemia de jejum - Insulina HOMA IR (Glc jejum mg/dlx Insulinemia jejum uU/ml405) - TOTG - TTG IV MinMod - Clamp euglicêmico hiperinsulinêmico •  Colesterol total e frações /Triglicerídeos •  Perfil de ferro
  • 12.
    CLASSIFICAÇÃO ECOGRÁFICA DE ESTEATOSEHEPATICA ( Saadeh et al, 2002) - NAS NAFLD Score Grau 1 (Leve): Aumento difuso da ecogenicidade hepática com visualização normal dos vasos intra-hepáticos e do diafragma. Grau 2 (Moderada): Borramento na visualização dos vasos intra-hepáticos e do diafragma. Grau 3 (Acentuada): Não se visualizam vasos intra-hepáticos, diafragma e região posterior do fígado. infiltração gordurosa de 5% a 33% infiltração gordurosa de 33% a 66% infiltração gordurosa > 66%
  • 14.
    Contraste Hepato-renal Ultrassonografia Andreia AndradeSantos, Tese de Mestrado em Engenharia Biomedica, 2012 Faculdade de Ciencias e Tecnologia da Universidade de Coimbra
  • 15.
    CT na esteatosehepática Redução da atenuação do fígado em comparação com vasos hepáticos, baço e rins VN atenuação: 50-57 UHs atenuação <50 UHs = esteatose Diferença de atenuação entre fígado e baço VN: 10UHs Diferença > 10UHs = esteatose quoeficiente de atenuação entre fígado e baço > 1,1 = esteatose MODERADA Andreia Andrade Santos, Tese de Mestrado em Engenharia Biomedica, 2012 Faculdade de Ciencias e Tecnologia da Universidade de Coimbra
  • 16.
    RNM de abdomena esteatose Hepática November 2006 RadioGraphics, 26, 1637-1653.
  • 17.
    309 pacientes NAFLD 2003-2009 University Hospital ofPessac, Franca Prince of Wales Hospital, Hong Kong FIB 4 ÍNDICE AST/ALT 246 pacientes Bx> 15 mm e 10 mensurações Fibroscan íNDICE AST/PLAQ Fibroscan superior para EXCLUIR fibrose avançada/ Cirrose
  • 18.
  • 19.
    NASH - histopatologia ESTEATOSE macro>microvesicular Difusaou zona 3 INFLAMAÇÃO neutrofílica e mononuclear Distribuição lobular Balonização (típica zona 3) OUTROS FATORES Fibrose perisinusoidal e perivenular Corpúsculos de Mallory Necrose Focal Lóbulo hepático
  • 20.
  • 21.
    Tratamento: Objetivos NASH • Melhora dasíndrome Metabólica • Redução da inflamação hepática/NASH
  • 22.
    NASH Tratamento MUDANÇA DO ESTILODE VIDA: (SM/NASH) Perda de peso após dieta hipocalórica e atividade física melhora a esteatose e, para melhorar inflamação, perda de peso > 10% METFORMINA: (SM) Não reduz transaminases e não influencia significativamente a histologia ÁCIDO URSODEOXICÓLICO Não está indicado para tratamento de DHGNA ou NASH ESTATINA: (SM) Não reduz transaminases e não influencia significativamente a histologia OMEGA 3: (SM ?) Evidência científica reduzida, não sendo indicado para DHGNA/NASH. Pode ser usado como droga de primeira escolha nos com esteatose e hipertrigliceridemia
  • 23.
    NASH Tratamento PIOGLITAZONA: NASH Estudos mostrammelhora na esteatose, inflamação e transaminases . Portanto, pode ser usada na NASH confirmada histologicamente na dose de 30-45 mg/dia. ATENÇÃO: GANHO DE PESO E SEGURANÇA CARDIOVASCULAR VITAMINA E: NASH Na dose de 800UI/dia, reduz transaminases, inflamação e esteatose nos pacientes com NASH, mas não tem efeito na fibrose hepática . Portanto, pode ser usada na NASH confirmada histologicamente em adultos não diabéticos ATENÇÃO: ESTUDOS SUGEREM POSSÍVELAUMENTO DA MORTALIDADE E DO RISCO DE CÂNCER DE PRÓSTATA EM HOMENS COM O USO DE VITAMINA E EM ALTAS DOSES.
  • 24.
  • 25.
    TRANSPLANTE - NASH • SV 1ano pós TX: 84% e 3 anos: 78% •  Recidiva nos transplantados: DHGNA(NAFLD) : 20% NASH de novo : 10% •  Aumento de 10% IMC aumenta chance de recidiva DHGNA •  Prevalência de DM pré Tx: 15% pós Tx: 30-40% •  HAS pré Tx: 15% pós Tx: 60-70% •  Uso de IECA pós TX, reduz recidiva de DHGNA(NAFLD) •  Substituir Ciclosporina por Tacrolimus nos dislipidêmicos
  • 26.
    OBRIGADO! Ambulatório: Hepatologistas Carmem Pereira DanielaMariano Louro José Eduardo Trevizoli Liliana Mendes Marcos Carneiro Ecografias Columbano Junqueira Neto Luciana T. Campos Mauro Birche Carvalho Yhonala Silva Residentes Ana Carolina Lopes Fernando Sevilla Casan Lucas Nova Lucas Caldas Maria Auzier Marilia Acciolly Natália Trevizoli Internos UCB FEPECS