ESTEATOSE HEPÁTICA NA PRÁTICA
DA FISIOPATOLOGIA À CONDUTA NUTRICIONAL
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
2
• DHGNA
Acúmulo de gordura hepática (> 5% do peso do fígado), que
não é devido ao consumo ↑ de álcool, doenças autoimunes,
infecciosas ou outras doenças hepáticas estabelecidas
DHGNA tem 4 estágios, incluindo deposição de
gordura hepática (esteatose hepática), deposição de
gordura hepática com inflamação, fibrose e cirrose
DHGNA é a 2ª causa mais comum de carcinoma hepatocelular
O 1° estágio é a deposição de gordura hepática,
também chamada de fígado gorduroso não alcoólico
O 2° estágio é a esteatohepatite não alcoólica (EHNA),
caracterizada por ↑ deposição de gordura hepática e
inflamação. A inflamação persistente do fígado (hepatite)
causa a formação de tecido cicatricial no fígado e esta
fase é chamada de fibrose (3° estágio)
O 4° estágio é a cirrose (forma grave de DHGNA), em que
a fibrose substitui a maioria das células do fígado e,
portanto, a estrutura e a função das células do fígado são
comprometidas. A cirrose leva à insuficiência hepática
3
• 4 CAUSAS PRINCIPAIS
OBESIDADE
RESISTÊNCIA À INSULINA
DISLIPIDEMIA
FATORES GENÉTICOS
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
4
3) A lipogênese
de novo é o processo no
qual os hepatócitos
convertem ↑ de
carboidratos -
especialmente a
frutose, em ác. graxos
4) A remoção de lipídios
é mediada pela β-
oxidação de ácidos
graxos mitocondriais e
pela reesterificação para
formarTGs
2) A lipólise do tecido
adiposo é regulada
pelas ações da insulina
nos adipócitos
1) Os lipídios da dieta
(15%), a lipólise do
tecido adiposo (60–
80%) e a lipogênese de
novo (5%) contribuem
para o pool de lipídios
armazenados no fígado
5
6
↑ de glicose estimula
fatores nucleares como
ChREBP e SREBP-1C –
que levam a produção
de ác. graxos, colesterol
e triglicerídeos
↑ de gordura saturada
também pode estimular
SREBP-1 – que leva a
síntese de ác. graxos no
fígado
Ácidos graxos de cadeia
insaturada (por exemplo, W3)
inibem ativação de SREBP-1
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
DMII → Combinação de resistência à ação da insulina e incapacidade da
célula β em manter uma adequada secreção de insulina
RI é uma anormalidade primária e precoce no curso da doença
No início a elevação nos níveis de glicemia é compensada pelo ↑ da secreção
de insulina = HIPERINSULINEMIA
• RESISTÊNCIA À INSULINA E DMII
↑ de AGs livres no
corpo: potente
inibidor da ação da
insulina!!
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
8
HOMA-IR ideal:
~ 1,2
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
9
RI
Toxinas
Estresse
Inflamação
Distúrbios
Hormonais
Privação
Sono
Estresse
Oxidativo
Disbiose
Intestinal
↑ Gord Sat
↑ CHO
refinado
↓
Nutrientes
Sedentaris-
mo
10
• AST (ASPARTATO
AMINOTRANSFERASE)
Enzima que catalisa a reação: aspartato +
alfaqueroglutarato = oxaloacetato + glutamato
Está presente em vários tecidos, mas atividades
maiores são observadas no fígado, coração e
músculo estriado e, mínimas, no rim e no pâncreas
Quando algum desses tecidos é danificado,
a AST é liberada no sangue
Como não há um método laboratorial para saber qual a origem da AST
encontrada no sangue, o diagnóstico da causa do seu aumento deve
ser levada em consideração a possibilidade de lesão em qualquer um
dos órgãos onde é encontrada
Encontrada em ↑ concentrações no
citoplasma e nas mitocondrias do fígado,
dos músculos esquelético e cardíaco, rins,
pâncreas e dos eritrócitos
REFERÊNCIA:
Até 40,0 U/L
*jejum 4 horas, não praticar exercícios físicos
intensos 48 hr antecedentes ao exame
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
11
Parâmetros hematoquímicos de 501 indivíduos
saudáveis (120 centenários >100 anos e 381
indivíduos >65 anos e <85 anos)
Indivíduos centenários saudáveis: AST 23.3 ± 7.9 U/L
Indivíduos idosos saudáveis: AST 21.0 ± 9.0 UL
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
12
• ALT (ALANINA
AMINOTRANSFERASE)
Enzima que catalisa a reação: aspartato +
alfaqueroglutarato = piruvato + glutamato
Por sua origem ser citoplasmática, eleva-se
rapidamente após a lesão hepática sendo, portanto,
um marcador sensível da função hepática
Mais sensível para detecção de danos
do hepatócito, considerada um
excelente marcador hepatocelular
↑ na hepatite infecciosa e tóxica, doença pancreática, mononucleose,
cirrose, icterícia obstrutiva e carcinoma metastático. Infarto do
miocárdio, a ALT geralmente está normal ou ligeiramente elevada. Pode
também estar elevado em pacientes com insuficiência cardíaca
É um marcador mais específico para a
lesão hepática que a AST
REFERÊNCIA:
MULHERES ATÉ 31 U/L
HOMENS ATÉ 41 U/L
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
13
Parâmetros hematoquímicos de 501 indivíduos
saudáveis (120 centenários >100 anos e 381
indivíduos >65 anos e <85 anos)
Indivíduos centenários saudáveis: ALT 13.35 ± 7,7 U/L
Indivíduos idosos saudáveis: ALT 39.1 ± 13.6 U/L
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
14
< 1,0 VALOR IDEAL
Menor risco de doenças hepáticas
(fibrose), esteatose hepática alcóolica
ou não alcóolica
RELAÇÃO AST/ALT
AST menor em comparação à ALT:
MELHOR!
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
15
IMPORTANTE!!!
FATORES QUE AUMENTAM AM TRANSAMINASES NO SANGUE
DOENÇAS HEPATOBILIARES
DOENÇAS DO MIOCARDIO
DOENÇA PANCREÁTICA
DOENÇAS MUSCULARES
ÁLCOOL
DOENÇA NÃO HEPATOBILIAR COM ENVOLVIMENTO HEPÁTICO: OBESIDADE, DIABETES,
INFECÇÃO POR HIV, HIPERTIREOIDISMO E DOENÇA CELÍACA
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
16
• GAMA GT
(GAMAGLUTAMILTRANSFERASE)
Enzima encontrada no fígado, pâncreas, intestino e
próstata; mas seu significado clínico refere-se
principalmente às doenças do fígado e vias biliares
A determinação da atividade da GGT é útil na avaliação de
hepatopatias agudas e crônicas estando elevada nos
quadros de colestase intra ou extra-hepática
... Com a melhora do quadro, há uma
redução dos valores, tendendo à
normalidade
Porém, uma vez instalado o quadro de cirrose hepática, os valores não
normalizam
Na esteatose hepática, os níveis de GGT
estão elevados...
REFERÊNCIA:
MULHERES 43 U/L
HOMENS ÁTÉ 60 U/L
*jejum 4 horas
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
17
CONDUTA NUTRICIONAL E INTERVENÇÃO NO ESTILO DE VIDA
NA ESTEATOSE HEPÁTICA
Gerenciamento do
manejo dietético e no
estilo de vida é
recomendado como
tratamento de
1ª linha
18
✓ Supernutrição e redução de peso corporal
• O principal problema da DHGNA e EHNA é a supernutrição e, portanto,
após o diagnóstico de DHGNA, um 1° foco deve ser dado ao controle da
superalimentação e do peso corporal
• Modificações no estilo de vida que levam à
redução de peso e/ou ↑ da atividade física
mostraram consistentemente ↓ na gordura
hepática, concentrações de aminotransferases e
melhora da sensibilidade à insulina.
• Um recente ensaio clínico randomizado (n = 154)
reafirmaram que a intervenção no estilo de vida
com ↓ de peso de maneira dose-dependente
leva efetivamente à remissão da DHGNA em
pacientes não obesos e obesos
• A correlação mais forte foi observada com
redução de peso de >7%. Em um ensaio clínico
multicêntrico (5145 adultos) com sobrepeso e
DM2, a ↓ da esteatose foi evidenciada após uma
intervenção intensiva de estilo de vida de 12
meses, alcançando uma perda de peso de pelo
menos 7%
“No entanto, é importante notar que a perda de
peso rápida e descontrolada é prejudicial e ainda
piora a DHGNA e EHNA”
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
19
✓ Vários estudos têm evidenciado os efeitos metabólicos
prejudiciais após o alto consumo de CHOs simples.
✓ Consumo de refrigerantes associou-se à DHGNA.
✓ Dieta rica em CHOs é a principal fonte de
produção de AGLs hepáticos em indivíduos com
EHGNA, onde contribui para a produção de 30%
de AGLs.
✓ Enquanto em indivíduos normais, a ↑ ingestão
de CHOs produz apenas 5% de AGLs.
“Dietas com baixo teor de CHOs (<45% ao dia) têm sido relatadas como úteis para melhorar
a perda de peso e o perfil metabólico geral e reduzir o conteúdo de TGs intra-hepáticos.
A menor ingestão de carboidratos melhora a condição da EHGNA . Além disso, uma dieta
pobre em carboidratos reduz os TGs e aumenta os níveis de HDL ”
• CONSUMO DE CARBOIDRATOS
✓ Ingestão total de CHOs, monossacarídeos e
dissacarídeos foram inversamente relacionados à
prevalência de EHGNA em uma população idosa
(61-79 anos) onde o consumo de refrigerantes
era baixo e as frutas eram a principal fonte de
ingestão de monossacarídeos e dissacarídeos
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
20
✓ Utilizada amplamente em usada em sucos, refrigerantes, bebidas energéticas, tônicas, geleias, compotas,
ketchup, cereais, biscoitos, bolos, sorvetes, pães e produtos alimentícios para adoçar os alimentos.
✓ Frutose presente em alimentos processados é derivada do milho: xarope de milho.
✓ A ingestão de frutose causa lipogênese, síntese de TGs e estudos em animais mostraram que também
causa esteatose hepática. Além disso, a alta ingestão de frutose também inibe a secreção de leptina.
✓ Dieta rica em frutose ↓ a atividade do PPARα e a oxidação lipídica hepática, estimula a expressão
de NF-kB que leva ao EO, esteatose hepática e fibrose hepática em animais.
✓ A frutose interage com fatores de transcrição e afeta a expressão gênica envolvida na glicólise e na
lipogênese.
✓ Uma dieta normo-calórica com 3g de frutose/kg de peso corporal por dia ↑ a deposição
de gordura hepática e os níveis séricos de TG e reduz a sensibilidade à insulina em
homens adultos.
• FRUTOSE
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
21
Frutose é um forte indutor de lipogênese de
novo
Frutose pode ativar a expressão do gene
lipogênico e pode induzir o supercrescimento
bacteriano no intestino delgado, o que ↑ os
níveis de endotoxina na veia porta, produzindo
inflamação em DHGNA
A frutose pode induzir facilmente complicações
metabólicas em crianças com DHGNA em
comparação com crianças sem DHGNA
Consumo de mais de 1 refrigerante (~ 360ml) /dia ↑ o
risco de desenvolvimento de síndrome metabólica,
porém esse risco não foi observado em indivíduos que
consumiam menos de 1 refrigerante/dia
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
22
TRANSFORMANDO TEORIA EM PRÁTICA
Orientar paciente...
✓ Consumir mais alimentos e menos produtos alimentícios.
✓ Leitura dos ingredientes dos produtos alimentícios.
✓ Substituir açúcar por 100% stévia, eritritol, xilitol, Monk Fruit (Luo Han Guo)
UTILIZAR SOMENTE NO QUE REALMENTE NECESSÁRIO!
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
• INGESTÃO DE FIBRAS
23
A ingestão insuficiente de fibras é comum na DHGNA. As fibras insolúveis promovem a saciedade
(restringem a ingestão calórica), enquanto as fibras solúveis retardam o esvaziamento do estômago e a
absorção de glicose e colesterol (ex: β-glucano da aveia)
Algumas fibras são prebióticos - grupo de
carboidratos não digeríveis encontrados no
alho, aspargos, alho-poró, raiz de chicória e
cebola
Um prebiótico é um
componente alimentar inviável
que confere um benefício à
saúde do hospedeiro por meio
da modulação da microbiota!
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
24
Promovem Bifidobacteria como a espécie dominante no
intestino grosso, controlando assim o crescimento de
bactérias prejudiciais
INGESTÃO DE FIBRAS PREBIÓTICAS
Modulam a microbiota humana reduzindo o pH luminal e,
inibindo o crescimento do patógeno
A translocação de bactérias para a circulação sistêmica pode
levar à inflamação sistêmica que ↑ a resistência à insulina,
promovendo lesão hepática
Metabólitos microbianos, incluindo etanol e outros
compostos orgânicos voláteis (COV) produzidos em um
ambiente intestinal disbiótico podem ter efeitos tóxicos no
fígado após a absorção intestinal
Um perfil de COV fecal significativamente alterado e
mudança de composição no microbioma fecal são observados
em pacientes obesos com suspeita clínica de EHGNA
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
25
• FIBRAS
✓ Estudo cruzado duplo-cego randomizado.
✓ Avaliaram o efeito da fibra prebiótica em 7 pacientes com EHNA comprovados por biópsia após
receberem, por 8 semanas, 16g /dia (8g duas vezes ao dia, no café da manhã e jantar) de FOS
vs. placebo.
✓ Foi evidenciada melhora nas aminotransferases séricas e nos níveis de insulina após 4 e 8
semanas de suplementação alimentar.
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
26
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
27
✓ Prebióticos
• Alcachofras
• Cebolas
• Chicória
• Alho
• Alho-poró
• Bananas
• Biomassa de banana verde
• Leguminosas
• Berinjela
• Ervilhas
• Aspargos
• Yacon
28
CONSUMO DE FIBRAS
OMS – 27 e 40g
FAO – mínimo 25g
Institute of Medicine -
14g para cada 1.000 kcal
ingeridas
Diretrizes europeias para o gerenciamento de dislipidemias:
5-15 g/d de fibra solúvel derivado da aveia.
A modificação da flora bacteriana intestinal é proposta como
uma abordagem terapêutica para o tratamento da DHGNA
EIXO INTESTINO-FÍGADO!
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
29
CONDUTA NUTRICIONAL NA PRÁTICA!
• Mix de fibras:
100 gramas de semente de chia
100 gramas de farinha de linhaça dourada
100 gramas de farelo de aveia
Preparo: Bata tudo no processador ou liquidificador.
Armazenar por até uma semana de geladeira. Consumir 1 a
2 colheres de sopa ao dia.
30
CONDUTA NUTRICIONAL NA PRÁTICA!
• Biomassa de Banana Verde
10 bananas verdes
Preparo: Cortar as bananas do cacho sem deixar aparecer a polpa
e lavá-las em água corrente. Coloque as bananas na panela de
pressão, cubra com água e deixar cozinhando por 8 min a partir
do inicio da pressão da panela. Abra a panela, descasque as
bananas e bata a polpa no liquidificador. Se necessário adicione
um pouco de água até formar um creme. Pode-se congelar em
forminhas de gelo (cubra com um papel filme).
“A biomassa é indicada para dar cremosidade às preparações. Pode ser utilizada para substituir
o creme de leite. É fonte em prebióticos que ajudam a colonizar o intestino com bactérias
benéficas além de ser um amido resistente, diminuindo o índice glicêmico da preparação”
31
• Sugestão de Formulação contendo Prebióticos
Fibregum B® 2,5 mg
Inulina 5 mg
Excipiente qsp, 1 unidade.
Uso: Ingerir 1 dose, 1 a 2 vezes ao dia, por 6 meses.
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
32
✓ Alimentos com baixo IG ou carboidratos de liberação
lenta induzem um "efeito da segunda refeição"
✓ Foi relatado que um café da manhã com dieta de
baixo IG, um café da manhã que consiste em amido
indigestível e fermentável com alto teor de fibra,
induz o efeito da 2ª refeição e reduz os níveis de FFAs
e de insulina circulantes após a refeição subsequente
em homens e mulheres
ÍNDICE GLICÊMICO
Inclusão de amido indigestível e
fermentável, com alto teor de fibra
e CHOs de ↓ IG pode ser útil para
manter o perfil de glicose no
sangue, insulina e FFAs em
indivíduos com resistência à
insulina e EHNA
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
33
O que determina são:
1) A estrutura dos açúcares
simples presentes nos alimentos.
2) O conteúdo de fibra solúvel.
3) O conteúdo de gordura.
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
O Índice Glicêmico da refeição pode ser classificado como
Baixo (IG ≤ a 55)
Moderado IG de 56 a 69)
Alto (IG ≥ a 70)
34
35
• E DIETA POBRE EM CARBOIDRATOS?
Revisão sistemática
Dietas reduzidas em CHOs (60-150g/d) e dietas de
muito baixo carboidrato (<60 g) são dietas populares
conhecidas por sua capacidade de perda de peso
em curto prazo (menos de 2 semanas)
Em 2003, um ensaio multicêntrico controlado de 1 ano ( n =
63 pacientes obesos distribuiu aleatoriamente os pacientes
para uma dieta com ↓ teor de CHOs, ↑ teor de PTN e LIP vs
uma dieta de baixa caloria, ↑ teor de CHOs e ↓ em LIP
Além disso, a dieta pobre em carboidratos foi associada a uma maior melhora nas
concentrações de HDL-colesterol e triglicerídeos
Maior perda de peso aos seis meses na dieta pobre em
carboidratos, entretanto, essa diferença não foi significativa
aos 12 meses
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
36
Em 2009, 22 pacientes obesos receberam uma dieta com restrição
calórica (1100 kcal/d) por 3 meses, um grupo tinha um ↓ teor de CHO
(<50 g/d) e o outro grupo tinha um ↑ teor de CHO (> 180 g/d)
Em 2016, uma meta-análise incluindo 20 ensaios clínicos (n = 1073)
suporta que dietas com gordura baixa/moderada (≤30% da ingestão
calórica diária) e CHO moderada (≤45% da ingestão calórica diária)...
A diminuição dos triglicerídeos intra-hepáticos foi semelhante em ambos
os grupos – provável efeito: possibilidade de que essa melhora seja
decorrente da perda de peso
... Têm uma efeito benéfico semelhante na função hepática
• E DIETA POBRE EM CARBOIDRATOS?
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
37
IMPORTANTE!!!
✓ Uma coorte prospectiva do Nurses 'Health Study e Health Professionals' Follow-up Study
examinaram a mortalidade de dietas com baixo teor de carboidratos durante 26 anos de
acompanhamento.
✓ Uma dieta pobre em carboidratos baseada em proteína e gordura animal foi associada a
uma maior mortalidade por todas as causas.
✓ A dieta com baixo teor de CHO foi associada a distúrbios eletrolíticos, hipotensão e
colelitíase.
✓ Uma dieta com muito baixo teor de carboidratos não deve ser recomendada se não for
supervisionada por pessoal médico qualificado.
✓ Até o momento, a evidência disponível apoia dietas com restrição calórica,
independentemente de sua quantidade de CHO.
✓ NA PRÁTICA: REGRA DO BOM SENSO!
38
• GORDURA DIETÉTICA – ÁCIDOS GRAXOS SATURADOS
✓ AGSs induzem estresse do retículo endoplasmático (ER) e lesão de hepatócitos em ratos.
✓ Em indivíduos que consomem dietas com alto teor de gordura saturada, variações genéticas podem
influenciar a suscetibilidade à DHGNA.
✓ Os AGSs induzem inflamação hipotalâmica que leva ao início da obesidade e complicações metabólicas
relacionadas...
✓ ... Os dados dietéticos revelaram que os indivíduos DHGNA consumiram 14% de sua energia total de
AGSs, ao passo que foi de 10% nos indivíduos controle.
✓ A ingestão de mais de 10% da energia total dos AGSs pode apoiar a resistência à RI, enquanto menos de
10% da energia total dos AGSs reduz os níveis plasmáticos de LDL e TG; no entanto, menos de 7% da
energia total dos AGSs não melhora ainda mais o EHNA, mas é até prejudicial.
✓ No geral, é razoável sugerir uma redução na ingestão de gordura saturada na população em geral.
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
39
Ácidos graxos saturados presentes na dieta induzem os
Lipopolissacarídeos (LPS) presentes na superfície de
bactérias Gram-negativas a atravessar a barreira intestinal
Hiperpemeabilidade Intestinal
INFLAMAÇÃO
A maioria de meta-análises recentes de ensaios
randomizados e estudos observacionais demonstraram
não haver co-relação do consumo de GS sobre doenças
cardiovasculares e mortalidade geral
Embora as GSs ↑ o LDL-C,
tal efeito não é devido ao aumento dos níveis
de partículas pequenas e densas de LDL
MAS DE PARTÍCULAS MAIORES DE LDL-C, QUE
ESTÃO POUCO RELACIONADOS COM DCV
COMO
PROCEDER?
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
40
Carnes gordas Banha de porco
Bacon Carnes
Linguiça Manteiga
Palma Laticínios
Coco Cacau
Abacate Óleo de palma e de palmiste
Até 10% do VET
Arq Bras Cardiol 2013;100
(1Supl.3):1-40
• GORDURA DIETÉTICA – ÁCIDOS GRAXOS SATURADOS
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
41
✓ Em homens e mulheres com DHGNA, uma dieta composta de 20%
de MUFAs como fonte de energia da ingestão calórica diária total
↑ a oxidação de ácidos graxos por meio da atividade de PPARs
ativados e reduz a lipogênese por meio da diminuição da atividade
da proteína de ligação do elemento regulador de esterol (SREBP)
✓ Recente ensaio clínico duplo-cego
randomizado (n = 66 pacientes com DHGNA)
avaliaram o efeito de 20 g/dia de azeite de
oliva vs. óleo de girassol por 12 semanas por
pelo menos 1 ano na população em geral
Tanto os MUFAs quanto os PUFAs podem reduzir a esteatose na
DHGNA pela ativação dos PPARs, que estimula a oxidação
gordurosa livre e ↓ a inflamação, a RI e a expressão de genes
envolvidos na lipogênese hepática de novo
✓ O azeite de oliva melhorou a gravidade do
fígado gorduroso (medida por US), os níveis
de TG e a massa gorda, independentemente
da correção de fatores de risco
cardiometabólicos
• GORDURA DIETÉTICA – ÁCIDOS GRAXOS MONOINSATURADOS
MUFAs:
20g/d
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
42
Castanha de caju crua Avelã
Abacate Amêndoas
Amendoim in natura Macadâmia
Azeite de oliva Açaí
Possuem efeito anti-inflamatório sobre as células vasculares
vascular cell adhesion molecule-1 (VCAM-1)
• ÁCIDOS GRAXOS MONOINSATURADOS
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
43
PUFAs são uma classe de ácidos graxos que possuem duas ou mais de
2 ligações duplas de carbono para carbono em sua estrutura de
hidrocarbonetos
ω-3 e ω-6 são PUFAs importantes e têm um papel na
patogênese da DHGNA. Os ácidos graxos ω-3 são
benéficos, porém os ácidos graxos ω-6 devem ser
evitados devido à sua capacidade de ↑ os
marcadores inflamatórios
Foi relatado que pacientes com EHNA têm uma ↑
ingestão de ácidos graxos ω-6 e uma razão anormal de
ácidos graxos ω-3/ω-6
“A proporção recomendada de ω-3 para ω-6 deve ser de
1: 1 a 1: 4”
ÁCIDOS GRAXOS POLINSATURADOS
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
44
✓ Ácidos Graxos Polinsaturados
• Evidências científicas demonstraram benefícios da suplementação de ω-3
nos níveis de ALT em crianças com DHGNA por período prolongado (>18
meses).
• DHA atua no receptor acoplado à proteína G 120
(GPR-120) e tem mostrado efeitos benéficos
contra a DHGNA em crianças.
• DHA modula células progenitoras hepáticas e
macrófagos por meio de sinalização GPR-120
ativada.
• 60 pacientes com NAFLD receberam
suplementação de PUFAs ω-3 (4 g de DHA mais
EPA) por 15–18 meses em um ensaio
randomizado controlado por placebo...
• 42 pacientes com DHGNA receberam 1g/d de EPA
e DHA (proporção de 0,9: 1,5, respectivamente)
por 12 meses vs. 14 controles. A suplementação
de PUFAs ω-3 ↓ significativamente os níveis
séricos de GGT, AST, ALT, TG e glicose em jejum.
• ... Demonstrando que o enriquecimento de DHA
da porcentagem de eritrócitos usando
cromatografia gasosa foi linearmente associado
com a porcentagem de gordura hepática
diminuída.
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
45
Óleo de prímula Castanhas
Nozes Amêndoas
Açafrão Girassol
Semente de girassol Milho
Soja Canola
Peixes Linhaça
Óleos vegetais (de gergelim, açafrão...) Sementes de gergelim
Óleos vegetais (de gergelim, de chia, de
linhaça, açafrão, canola, girassol, soja...)
• GORDURA POLI-INSATURADA
Inibe a expressão de
substâncias inflamatórias
W3 e 6.
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
46
Normalmente não se existe carência de ômega 6 na alimentação pois é
encontrada nos grãos, sementes, oleaginosas e carnes
Consumo atual é muito ↑ de ômega 6 do que 3 - 10: 1, 20: 1 e até 50: 13
INFLAMAÇÃO
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
47
GARANTIR COFATORES DIETÉTICOS PARA CONVERSÃO DE ALA EM EPA E DHA
B3, B6, Zn, Mg, Vit C
B6
B3, Zn, Vit C
Para garantir conversão de ALA
em EPA/DHA consumir com
alimentos fonte em vit. C, vit B3
(feijão, abacate, semente de
girassol...), vit B6 (noz, banana...)
e zinco (girassol) para modular
elongases e desaturases
48
CONSUMO DE ÔMEGA 3
• FONTES ALIMENTARES
Óleo de semente de linhaça (7,26 g/col sopa),
semente de chia, semente de linhaça e peixes
(atum, salmão, cavala, sardinha e arenque).
• IOM, 2005 – Ingestão Adequada Diária
Bebês 6 meses*: 0,5 g
Bebês 6 a 12 meses*: 0,5 g
Crianças 1 a 3 anos**: 0,7 g
Crianças 4 a 8 anos**: 0,9 g
Crianças e adolescentes 9 a 13 anos sexo masculino**: 1,2 g
Crianças e adolescentes 9 a 13 anos sexo feminino**: 1,0 g
Adolescentes 14 a 18 anos sexo masculino**: 1,6 g
Adolescentes 14 a 18 anos sexo feminino**: 1,1 g
Homens acima de 19 anos**: 1,6 g
Mulheres acima de 19 anos**: 1,1 g
Gestantes 14-50 anos**: 1,4 g
Lactantes 14-50 anos**: 1,3 g
* Total de ômega 3 ** ALA
PORÉM... LINHAÇA E CHIA SÃO FONTES EM
ALA, E NÃO EPA E DHA!
49
NA PRÁTICA COM O PACIENTE!
✓ As diretrizes dietéticas recomendadas pela AHA para indivíduos saudáveis ​​incluem o consumo de
peixes gordurosos pelo menos 2X POR SEMANA, junto com ácidos graxos ômega-3 derivados de
plantas, incluindo ALA de produtos de nozes e óleo de linhaça.
✓ Otimizar o consumo de ômega 3 acrescentando sementes como chia e farinha linhaça dourada nos
alimentos
✓ Ingestão ou suplementação adequada de Complexo B, Zn, Mg e vitamina C
✓ Consumo de peixes de água salgada – oriente adicionar coentro na preparação do peixe ou
consumir 1 xícara de chá verde 30 minutos após consumo
✓ Peixes pequenos – menor teor de mercúrio
✓ Suplementação ômega 3, especialmente DHA
50
• CONDUTA NUTRICIONAL NA PRÁTICA
✓ Reduzir o consumo EXCESSIVO de carnes.
✓ Intercalar 2 a 3 vezes por semana por peixes e/ou
preparações de origem vegetal.
✓ Para substituição de proteína equivalente à uma
porção de carne bovina ou frango: ±200 gramas de
quinoa cozida ou ±200 gramas de amaranto cozido
ou ±3 conchas médias de feijão cozido ou ±2 conchas
média de grão de bico cozido ou ±2 conchas médias
de lentilha cozida ou 1 dose de proteína vegetal.
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
51
• ÔMEGA 3 - DHA
1 dose = 3 cápsulas
1500 mg DHA
300 mg EPA
1 dose = 3 cápsula
1500 mg DHA
300 mg EPA
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
52
• GORDURA TRANS
✓ Aumento da concentração plasmática de TNF-alfa,
IL-6, e PCR.
✓ Ingestão de ácido linoléico conjugado trans-10, cis-
12 - presente em óleos hidrogenados, ↑ os
marcadores inflamatórios em mulheres, causa
disfunção endotelial, e afeta adversamente o perfil
lipídico plasmático...
✓ ...Aumentando as razões LDL: HDL e colesterol
total (CT): HDL em humanos.
✓ “Sem hesitar, é necessário aconselhar minimizar
ou evitar o consumo de gorduras trans”
INFLAMAÇÃO
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
53
✓ Na DHGNA, a DM demonstrou ↓ a gordura hepática e melhorar a sensibilidade à insulina hepática,
independentemente do exercício e da perda de peso.
✓ Evidenciou-se ↓ significativa na gordura hepática (avaliada por US) e HOMA-IR em um ensaio clínico
de braço único de 6 meses ( n = 90 pacientes com sobrepeso e não diabéticos). O efeito da DM foi
independente de outras mudanças no estilo de vida.
✓ Em 82 pacientes com DHGNA, maior adesão a DM foi associada a uma ↓ probabilidade de
esteatose de alto grau e à presença de esteatohepatite.
✓ Estudo cruzado randomizado (12 pacientes com biópsia comprovada por DHGNA) relatou ↓ na
esteatose hepática e RI após o seguimento da DM, independentemente da perda de peso....
✓ ... Os pacientes seguiram a DM durante um cruzamento de 6 semanas com uma dieta padrão (↓
teor de LIP e ↑ teor de CHO) pelo mesmo período de tempo, com um período de eliminação de 6
semanas entre cada dieta.
• PADRÃO DIETÉTICO - DIETA MEDITERRÂNICA
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
54
Alimentação com ↓ CG
Dieta Antiinflamatória
Rica em fitoquímicos
Ômegas, compostos
bioativos, vitaminas e
minerais que minimizam
danos causados pelo EO
55
ALIMENTOS QUANTIDADE (G)
1 copo de Smoothie de abacate 200 ml
1 a 2 fatias de pão com farinhas
saudáveis (quinoa, amêndoas, aveia,
grão de bico...)
25-50 gramas
1 colher de sopa de manteiga de azeite
de oliva
8 gramas
1 dose de proteína vegetal
TRANSDORMANDO TEORIA EM PRÁTICA!
EXEMPLO DE CAFÉ DA MANHÃ ANTIINFLAMATÓRIO MEDITERRÂNICO
• RECEITA SMOOTHIE DE ABACATE
1 copo de leite vegetal de amêndoas,
castanhas ou coco
4 colheres de sopa de abacate
½ banana média
2 col. de café de cacau em pó
3 pedras de gelo
Preparo: Bater todos os ingredientes no
liquidificador.
56
✓ Controvérsias sobre os benefícios ou malefícios na DHGNA podem ser explicadas pela natureza da
proteína consumida.
✓ O catabolismo de aminoácidos requer energia, subsequentemente, uma alta ingestão de proteínas pode
gerar aumento da oxidação lipídica hepática que pode explicar seu efeito benéfico na DHGNA
Em relação à DHGNA, um estudo transversal ( n = 349) determinou que pacientes da DHGNA
consumiam 27% mais proteína de todos os tipos (de carne com alto e baixo teor de gordura),
incluindo carne bovina, fígado, salsicha, cordeiro, frango e peru.
Estudo epidemiológico em 6 estados e duas áreas metropolitanas nos EUA ( n = 536.969; 50-
71 anos; acompanhamento de 16 anos): alto consumo de carne vermelha associou-se a
mortalidade por todas as causas e especificamente com mortalidade por doenças hepáticas
• PROTEÍNAS
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
57
✓ Além disso, cozinhar carne em ↑ temperaturas por um longo período (frita, grelhada ou grelhada até um
nível bem passado) foi independentemente associada à resistência à insulina devido à maior ingestão de
aminas heterocíclicas
Estudo prospectivo alemão: 37 pacientes foram designados a uma dieta rica em proteínas vegetais
(principalmente proteína de leguminosas) ou a uma dieta rica em proteína animal (rica em carne e
laticínios) sem restrição calórica por 6 semanas. Ambas as dietas tinham a mesma composição de
macronutrientes (30% de proteína, 40% de carboidratos e 30% de gordura)
Após 6 semanas, o conteúdo lipídico intra-hepático a resistência à insulina e os marcadores de
necroinflamação hepática diminuíram. As dietas PA e PV reduziram cada uma a gordura do
fígado em 36% e 48% dentro de 6 semanas (P <0,0002 e P <0,0002 respectivamente).
• PROTEÍNAS
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
58
EXEMPLO NA PRÁTICA!
• PESO: 93,5 kg – ALT: 1,78 M - SEXO: MASC - IDADE: 42 ANOS
• Calculo VET para 88 kg
• 20 a 22,5 kcal/kg: 1760 a 1980 kcal
• VET escolhido: 1800 kcal
• CHO: 35% = 157,5g
• LIP: 35% = 70g
• PTN: 30% = 135g (1,44 g/kg)
Na prática:
Proteínas de origem animal
e vegetal, CHOs ↓ a médio
IG fonte em fitoquímicos e
fibras, LIP fonte em MUFAs e
PUFAs e ricos em
fitoquímicos
59
• CONSUMO DE ÁLCOOL
582 pacientes com DHGNA comprovados
por biópsia (251 não bebedores ao longo
da vida vs. 331 bebedores modestos (≤2
bebidas / dia)
77 pacientes com DHGNA comprovados
por biópsia
Análise Transversal - objetivo: Avaliar a
associação entre consumo moderado de
álcool (questionário de história de consumo
de álcool ao longo da vida) e EHNA entre
indivíduos com DHGNA
Análise Transversal – objetivo: Determinar o
efeito do consumo de álcool (questionário
de consumo de álcool ao longo da vida) na
gravidade histológica da DHGNA
Bebedores modestos tinham chances
menores de ter um diagnóstico de EHNA
(p = 0,002), fibrose ou edema
Algum grau de consumo regular de álcool
(≥24 gramas/ano) vs. ingestão mínima
parece ter um efeito protetor na gravidade
histológica da DHGNA (p = 0,04)
Benefícios associados à quantidades modestas do consumo de vinho
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
60
✓ O café possui propriedades antioxidantes, antiinflamatórias e antifibróticas.
✓ Estudo transversal (n = 177): a biópsia do fígado foi realizada no início do estudo e o consumo de café
foi coletado prospectivamente por 6 meses; um consumo diário de café (> 2 xícaras / dia) foi
associado a chances significativamente menores de fibrose hepática.
✓ Estudo prospectivo (n = 5147): o consumo de café foi registrado no início e após 7 anos em pacientes
com DHGNA. Aqueles que beberam mais café (> 3/dia) apresentaram menor pontuação de fibrose.
✓ Revisão sistemática: avaliaram os efeitos do café no fígado, mostrando que seu consumo estava
associado a melhores valores séricos de GGT, AST e ALT de maneira dose-dependente.
✓ Estudo de coorte de 63.257 pessoas: Indivíduos que consumiram 3 ou mais xícaras/dia tiveram uma
redução de 44% no risco de desenvolver carcinoma hepatocelular.
• CONSUMO DE CAFÉ
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
61
Melhora o estresse oxidativo
Pacientes com DHGNA
apresentam EO aumentado
Suplementação de vitamina E promoveu
↓ da esteatose hepática, inflamação,
edema de hepatócitos e níveis de
aminotransferase após a suplementação
em pacientes com EHNA
Diretriz de prática dos EUA para o
manejo da DHGNA: recomendação em
uma dose diária de 800 UI / dia de
vitamina E
A Associação Europeia para o Estudo
do Fígado (EASL) recomenda a vitamina
E como um agente terapêutico de 1ª
linha para adultos não diabéticos com
biópsia comprovada por EHNA
✓ VITAMINA E
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
62
SUPLEMENTAÇÃO DE VITAMINA E
• RDAs, 2000 - Dosagem Diária
Bebês 0 a 6 meses: 4 mg
Bebês 7 a 12 meses: 5 mg
Crianças de 1 a 3 anos: 6 mg
Crianças 4 a 8 anos: 7 mg
Crianças e adolescente 9 a 13 anos: 11 mg
Maiores de 14 anos: 15 mg
Grávidas maiores de 14 anos: 15 mg
Lactantes maiores de 14 anos: 19 mg
• FONTES ALIMENTARES
Semente de abóbora, pistache, amêndoas, amendoim, avelã,
castanha do Pará/do Brasil, espinafre, abacate, óleo de oliva,
óleo de amêndoas, óleo de amendoim.
• ANVISA, 2018 – Nível máximo de segurança
Lactentes: 800 mg
6 meses: não determinado
7 a 11 meses: não determinado
1 a 3 anos: 200 mg
4 a 8 anos: 300 mg
9 a 18 anos: 600 mg
Adultos: 1.000 mg
Gestantes: 800 mg
63
SUPLEMENTAÇÃO DE VITAMINA E NA PRÁTICA!
Exemplo de suplementação para adultos:
Opção 1: Alfa-Tocoferol 800 UI.
Aviar em cápsulas ou gotas lipofílicas.
Uso: Consumir 1 dose ao dia, podendo ser associado com outras vitaminas lipossolúveis.
Opção 2: Tocotrimax® 350 mg.
Aviar em cápsulas lipofílicas.
Uso: Consumir 1 dose ao dia, podendo associado com outras vitaminas lipossolúveis.
*Manipular em cáps. vegetais, transparentes, isentas de lactose e corantes artificiais.
64
✓ Potente antioxidante hidrossolúvel
✓ Ratos com fígado gorduroso (n = 6) receberam vitamina C (30 mg / Kg / dia) por quatro semanas. Os
ratos controle (n = 6) foram alimentados com placebo. Tratamento com vitamina C ↓ o EO e inibiu a
esteatose em ratos com fígado gorduroso induzido por dieta deficiente em colina.
✓ No entanto, outro estudo relatou que o tratamento com vitamina C reduz o colesterol plasmático e
os níveis de TG e sugere que os efeitos benéficos da vitamina C contra o fígado gorduroso se devem
à sua ação anti-aterogênica.
✓ Estudo prospectivo, duplo-cego, randomizado e controlado por placebo: homens e mulheres com
EHNA baseado em histolohia: Os indivíduos foram divididos em 2 grupos, para receber vitaminas E e
C (1000 UI e 1000 mg, respectivamente) ou um placebo diariamente por 6 meses. Verificou-se que a
suplementação de vit E e vit C ↓ a fibrose hepática, especialmente em pacientes diabéticos com
EHNA. No entanto, esta terapia não afetou a inflamação ou os níveis de ALT.
• INGESTÃO DE VITAMINA C
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
65
SUPLEMENTAÇÃO DE ÁCIDO ASCÓRBICO (VIT C)
• DRIs, 1998 - Dosagem Diária
Bebês 7 a 12 meses: 50 mg
Crianças de 1 a 3 anos: 15 mg
Crianças 4 a 8 anos: 25 mg
Criannças 9 a 13 anos: 45 mg
Mulheres 14 a 18 anos: 65 mg
Homens 14 a 18 anos: 75 mg
Mulheres a partir de 19 anos: 75 mg
Homens a partir de 19 anos: 90 mg
Grávidas menos de 18 anos: 80 mg
Grávidas mais de 18 anos: 85 mg
Lactantes menos de 18 anos: 115 mg
Lactantes mais de 18 anos: 120 mg.
• FONTES ALIMENTARES
Alfafa, salsinha, brócolis, couve, pimenta vermelha, acerola,
kiwi, laranja, mamão, goiaba e morango
• ANVISA, 2018 – Nível máximo de segurança
Lactentes: 1.727 mg
6 meses: Não Determinado
7 a 11 meses: Não Determinado
1 a 3 anos: 385 mg
4 a 8 anos: 625 mg
9 a 18 anos: 1.126 mg
Adultos: 1.926 mg
Gestantes: 1.723 mg.
66
SUPLEMENTAÇÃO DE VITAMINA C NA PRÁTICA!
Exemplo de suplementação para adultos:
• Vitamina C revestida 150 mg.
Aviar em cápsulas qsp.
Uso: Consumir 1 dose duas vezes ao dia. Uma dose pela manhã e outra no
período da tarde.
• Luminecense INN® 50 mg.
Aviar em cápsulas qsp.
Uso: Consumir 1 dose duas vezes ao dia. Uma dose pela manhã e outra no
período da tarde.
*Manipular em cáps. vegetais, transparentes, isentas de lactose e corantes artificiais.
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
67
• VITAMINA D
Níveis séricos de 25 (OH) D têm sido associados ao
risco ↑ de vários distúrbios crônicos
Por meio da ativação dos TLRs, a deficiência de
vitamina D exacerba a DHGNA e está associada a
marcadores inflamatórios hepáticos, EO e RI
Pacientes com deficiência de vitamina D, medida pelo nível
sérico de calcitriol, também mostraram ter um grau mais
alto de necroinflamação hepática, estágio de fibrose mais
avançado e progressão de fibrose mais rápida
Além disso, a vitamina D inibe a ativação de monócitos e a expressão de TNF-α e
interleucina-1 (IL-1) - os principais marcadores inflamatórios de lesão hepática
relacionada à DHGNA
A expressão hepática dos receptores de vitamina D, CYP2R1
e CYP27A1, foi negativamente correlacionada com a
gravidade da inflamação da esteatose e escores de DHGNA
em pacientes
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
68
• VITAMINA D - ATENÇÃO!!!
Uma exposição de corpo inteiro ao sol de verão durante
21 minutos resulta em pôr, em média, 20.000 UI no
corpo durante 48 horas
Flutuação sazonal de vit. D: latitude, estação do ano e
redução da exposição solar
Recente metanálise, totalizando mais de 42.000
pacientes adultos: cada aumento de 10% no IMC leva a
uma diminuição de 4% nas concentrações de 25 (OH) D
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
69
SUPLEMENTAÇÃO DE VITAMINA D (CALCIFEROL)
ORIENTAR PACIENTE QUANTO EXPOSIÇÕ AO
SOL, não apenas a suplementação
• FONTES ALIMENTARES
Peixes gordurosos (salmão, cavala, sardinha) e
óleo de fígado de bacalhau
• UL (limite de tolerância máxima) para
Vitamina D (calciferol). IOM, 2011
Bebês 0 a 6 meses: 1.000 UI
Bebês 7 a 12 meses: 1.500 UI
Crianças 1 a 3 anos: 2.500 UI
Crianças 4 a 8 anos: 3.000 UI
Crianças e adolescentes 9 a 18 anos: 4.000 UI
Maior de 18 anos: 4.000 UI
• RDAs, 2010 - Dosagem Diária
Bebês 0 a 12 meses: 400 UI
Crianças e adolescentes 1 a 13 anos: 600 UI
Adolescentes 14 a 18 anos: 600 UI
Adultos 19 a 50 anos: 600 UI
Adultos e idosos 51 a 70 anos: 600 UI
Maior de 70 anos: 800 UI
70
SUPLEMENTAÇÃO DE VITAMINA D NA PRÁTICA!
Exemplo de suplementação para adultos:
Colecalciferol 4.000 UI.
Aviar em gotas ou cápsulas lipofílicas.
Uso: Consumir 1 dose pela manhã ou a noite, podendo ser associado com outras
vitaminas lipossolúveis.
*Manipular em cáps. vegetais, transparentes, isentas de lactose e corantes artificiais.
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
71
➢ Foi relatado que polifenóis têm sido usados ​​para o tratamento da DHGNA.
➢ O resveratrol, um membro da família dos polifenóis, mostrou efeitos anti-esteatóticos,
antiinflamatórios e antioxidantes.
➢ Ensaio duplo-cego, randomizado, controlado por placebo: 60 indivíduos com DHGNA receberam 2
cápsulas de placebo (grupo placebo) ou 2 cápsulas de resveratrol de 150 mg (grupo resveratrol)
duas vezes ao dia durante 3 meses. Verificou-se que um tratamento de 2 cápsulas com 150mg de
resveratrol / dia reduziu significativamente os níveis de AST, ALT, colesterol LDL e TC e melhorou o
perfil de glicose em comparação com o grupo controle.
➢ Em comparação com o grupo placebo, o resveratrol ↓ significativamente AST, glicose e LDL em -
6,00 U/L (-9,00, -3,00 UL), -0,64 ± 0,31mmol/L e -0,41 ±0,35mmol/L, respectivamente (P≤0,001).
ALT em -7,00 (-11,0, -2,50) U/L e CT -0,67 ± 0,50mmol/L, respectivamente (P = 0,002). HOMA IR (-
0,60 ±1,15, P = 0,016).
• RESVERATROL
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
72
• RESVERATROL
Conduta Nutricional no Metabolismo Lipídico
73
Quercetina potencializa
a absorção do
resveratrol
Rocha D, 2018 adaptado de Br J Clin Pharmacol. 2011 Jul;72(1):27-38.
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
74
NA PRÁTICA COM O PACIENTE!
SMOOTHIE DE FRUTAS VERMELHAS
Ingredientes:
180 gramas de iogurte natural
1 xícara de frutas vermelhas (morangos, amoras ou mirtilos)
1 col. de chá de cacau em pó
1 colher (sobremesa) de farinha de semente de uva
Preparo: Bater todos os ingredientes no liquidificador.
”Fonte em compostos polifenólicos como resveratrol, antocianinas, flavonols e
catequinas que combatem processos inflamatórios que ocorrem no fígado”
75
• Sugestão de Suplementação de Resveratrol
Vinoxin® 250 mg
Excipiente qsp, 1 unidade
Uso: Consumir 1 dose ao dia, longe das refeições.
*Não prescrever para gestantes, lactantes, pacientes em uso de anti
coagulantes.
**Manipular em cáps. vegetais, transparentes, isentas de lactose e corantes
artificiais.
Pool dos polifenóis
com alta quantidade
e qualidade!
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
76
CONSUMO DE CHÁ VERDE E DHGNA
Estudo duplo-cego randomizado: 17 pacientes (7 homens e 10 mulheres, 20-70 anos) com
DHGNA consumiram 700 ml/d de chá verde com catequinas de alta densidade (1.080 mg de
catequina em 700 ml - 7 indivíduos), catequinas de baixa densidade (200 mg de catequina em 700
ml – 5 indivíduos) ou placebo (0 mg de catequina em 700 ml – 5 indivíduos) por 12 semanas.
Grupo catequina de ↑ densidade mostrou melhora significativa na razão de atenuação da
tomografia computadorizada do fígado para o baço em comparação com os grupos de placebo e
catequina de baixa densidade após 12 semanas de consumo.
Grupo de catequina de ↑ densidade diminuiu significativamente os níveis séricos de ALT (-
42.1±11.3% vs. -3.1±7.8% e 0.5±5.1% grupo placebo e baiXo teor de catequina, respectivamente)
e reduziu a excreção urinária de 8-isoprostano em comparação com o grupo de catequina de baixa
densidade e placebo após 12 semanas de consumo.
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
77
CONSUMO DE CHÁ VERDE E DHGNA
QUAIS OS PROVÁVEIS MECANISMOS?
EGCG ↓ estresse oxidativo em hepatócitos por meio de sua potente atividade antioxidante.
Sugere-se que é necessário consumir ~ 1 g de catequinas todos os dias para
reduzir o EO.
As catequinas têm efeitos de inibição da lipase - enzima
relacionadas à absorção de glicose e gordura. EGCG mostra atividade inibitória contra a lipase.
As catequinas são um quelante natural do ferro e também servem para influenciar a absorção
interna do ferro. Pacientes que consumiram 300 mg de EGCG ↓ absorção de ferro em 27% em
comparação com os controles que consumiram placebo.
Catequinas ↑ a atividade de enzimas (ex: β-oxidante mitocondrial) no fígado.
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
78
• Active EGCG 95%® (cafeína free) 300 mg
Excipiente qsp, 1 unidade.
Uso: Tomar 1 dose ao dia.
• Infusão de chá verde: 1 col. de chá da folha, infusão em
uma xícara por 5 minutos com água quente.
Chá verde cuidar: hipotireoidismo, pacientes com ferritina baixa, pacientes
hipertesos e insônia. Não prescrever para gestantes e lactantes;
Desintoxicação
Hepática!
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
• 100 ml de infusão de chá verde: ~ 0.70mg de catequina, 2.26mg
de galocatequina, 0.47mg de galocatequina 3-galato, 7.93mg de
epicatequina, 7.50mg de epicatequina 3-galato, 19.68mg de
epigalocatequina, 27.16mg de espigalocatequina 3-galato;
79
Avalie
individualidade
bioquímica!
Priorize alimentos
fonte em nutrientes
que atuam na
detoxificação
Avalie
individualidade
bioquímica!
GAMA GT ↑à medida que o corpo tem que catabolizar um xenobiótico ou substância eletrofílica
• GAMA GT ELEVADO
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
80
NA PRÁTICA COM O PACIENTE!
1) Identifique exposição à toxinas: agrotóxicos, poluentes, bisfenol-A, metais
pesados, álcool.
2) Sintomas comuns de intoxicação: dores de cabeça/enxaqueca, depressão, fadiga
generalizada, disfunção cognitiva, perda de memória, dificuldade na escrita.
3) Oriente paciente quanto ao consumo de peixes menores.
4) Alimentação sustentável e orgânica.
5) Substituição do consumo habitual leite animal por leites vegetais de coco,
oleaginosas ou sementes - ↓ perclorato, gado que consome pastagem ou grãos
com agrotóxicos?
6) Oriente sobre rotatividade entre alimentos de origem animal e vegetal.
7) Água de boa procedência (filtros especializados, filtro de barro).
8) Avalie processo detox do paciente (fígado 60-75%, rins e intestino ~20%).
Utilize a
orientação
nutricional a seu
favor e do seu
paciente!
81
• Chlorella Pyrenoidosa 2 a 5 gramas/dia.
Uso: 30 minutos antes das principais refeições.
• Natural Cellular Defense
Uso: 15 gotas ou 3 comprimidos, duas vezes ao
dia.
Aumentos significativos na
excreção urinária de alumínio,
antimônio, arsênico, bismuto,
cádmio, chumbo, mercúrio,
níquel e estanho
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
82
SUGESTÃO DE SUPLEMENTAÇÃO PARA AUMENTO DA CAPACIDADE ANTIOXIDANTE E
COMBATE AO ESTRESSE OXIDATIVO
1) Glutationa lipossomal 150 mg
N Acetil L Cisteína 200 mg
MSM (Metil Sulfonil Metano) 200 mg
Fosfatidilcolina 50 mg
Uso: Consumir 1 dose duas vezes ao dia.
2) Ácido Alfa Lipóico 250 mg
Uso: Consumir 1 dose uma a duas vezes ao dia, com
estômago vazio.
*Manipular em cáps. vegetais, transparentes, isentas de lactose e corantes
artificiais.
** Ácido Alfa Lipóico: Manipular em cápsulas gastroresistentes,
transparentes, isentas de lactose e corantes artificiais.
• SILYBUM MARIANUM L.
83
Previne depleção de
glutationa
Ativa enzimas antioxidantes
Inibe peroxidação lipídica
É capaz de doar elétrons de hidrogênio
que estabilizam espécies radicais,
Grupo catecol do anel β (anel β-
hidroxilado)
Apresenta atividade inibitória sobre várias enzimas: peroxidases, lipoxigenases e prostaglandina-
sintetases, reduzindo a lipoperoxidação e a propagação do processo oxidativo
Protege contra a degradação do DNA
SOD, GSH, GSHPx, CAT
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
84
Regula vários mediadores inflamatórios como TNF-α,
interleucina IL-1β, IL-6 e IL-1
Impede a peroxidação dos lipídeos da membrana celular e das organelas dos
hepatócitos, protegendo a integridade e a função hepática de eventuais
substâncias tóxicas, tanto de origem endógenas como exógenas.
Efeito
hepatoprotetor!
SILYBUM MARIANUM L. EXTRATO SECO
• Dosagem Usual de 100 a 500 mg ao dia
• Adultos: 70 a 140mg, até 3 vezes/dia, durante 5 a 6 semanas
• Adolescentes: 75mg/dia
• Crianças entre 10 e 15kg: 25mg, 3 vezes/dia
• Crianças entre 15 e 30kg: 50mg, 3 vezes/dia
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
85
“Microrganismos vivos que são benéficos à saúde humana quando consumidos em quantidades adequadas”.
Ensaio controlado randomizado com 66 pacientes com EHNA
(33 pacientes receberam Bifidobacterium longum com FOS e
modificação do estilo de vida vs. 33 somente com modificação
do estilo de vida...
... 24 semanas de Bifidobacterium longum com FOS e
modificação do estilo de vida quando comparado à
modificação do estilo de vida sozinha,
↓ significativamente TNF-α, PCR, níveis séricos de AST,
HOMA-IR, endotoxina sérica, esteatose e o índice de atividade
EHNA (p ≤ 0,05)
28 pacientes adultos com DHGNA: intervenção probiótica
composta por 500 MI UFC de L. bulgaricus e Streptococcus
thermophiles/dia por 3 meses. A terapia foi associada a uma
↓ significativa em enzimas hepáticas vs. placebo.
Revisão sistemática e meta-análise de 25 ensaios clínicos
randomizados: 1.309 pacientes com DHGNA sobre terapia
pre/probiótica e simbiótica no período de 1,5 a 4,3 meses.
Redução no IMC 0,37 kg/m2; IC 95%: 0,46 a 0,28; p <0,001),
ALT 6,9 U/L (IC de 95%: 9,4 a 4,3); AST, 4,6 U/L (IC de 95%: 6,6
a 2,7); GGT, 7,9 U/L (IC de 95%: 11,4 a 4,4); p <0,001).
• EIXO INTESTINO-FÍGADO
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
86
INULINA
Inulina – Bifidobacterium
4-16g/d
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
87
• SUGESTÃO DE PRO E PREBIÓTICOS NA ESTEATOSE HEPÁTICA (DHGNA)
Adultos
Lactobacillus Bulgaricus 1 BI UFC
Metta Biotic® 100 mg
Inulina 5 mg
Fibregum B® 2,5 mg
Excipiente qsp, 1 unidade.
Uso: Ingerir 1 dose, duas vezes ao dia, por
no mínimo 3 meses.
Crianças
Lactobacillus Bulgaricus 1 BI UFC
Metta Biotic® 30 mg
Inulina 5 mg
Fibregum B® 3 mg
Excipiente qsp, 1 unidade.
Uso: Ingerir 1 dose ao dia, por no mínimo 3
meses.
• EIXO INTESTINO-FÍGADO
Metta Biotic®
B. adolescentis, B.
bifidum, B. breve, B.
lactis, B. longum, L.
delbruekii, L. gasseri, L.
plantarum, L. rhamnosus
S. thermophilus
100mg = 10 bilhões UFC
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
88
RECAPTULANDO INTERVENÇÃO DIETÉTICA NA DHGNA E DISTÚRBIOS ASSOCIADOS!
• Entenda e domine tudo sobre a fisiopatologia e exames laboratoriais no metabolismo lipídico
• Corrigir excesso de gordura corporal (individualidade)
• Corrigir distúrbios metabólicos e possíveis causas de hiperinsulinemia e/ou RI (individualidade)
• Oriente sobre AGEs, bem como método de preparo dos alimentos
• Alimentação de baixo a médio IG e CG
• Evitar consumo de açúcar e alimentos refinados
• Evitar consumo de frutose e gordura Trans
• Consumo moderado de vinho tinto
• Gordura saturada até 10% do VET
• Dieta com bom suporte adequado em ômega 3 (cálculo razão W6/W3)
• Dieta com bom suporte em fibras
• Dieta com bom suporte em gorduras monoinsaturadas
• Dieta linha mediterrânica
• Inclusão de azeite de oliva extravirgem, oleaginosas, abacate
• Dieta fonte rica em compostos polifenólicos: resveratrol, catequinas, antocianidinas, flavonols
• Dieta fonte em vitaminas E, C
• Vitamina D
• Pro e Prebióticos adequados
• Silimarina
• Glutationa lipossomal, NAC ou AAL, MSM, colina
89
“SE QUISER IR RÁPIDO, VÁ SOZINHO.
SE QUISER IR LONGE, VÁ ACOMPANHADO.”
90
REFERÊNCIAS
1) Lee TH, Kim WR, Poterucha JJ . Evaluation of elevated liver enzymes. Clin Liver Dis 2012; 16(2): 183-98.
2) American Gastroenterological Association medical position statement: evaluation of liver chemistry tests. Gastroenterology 2002;123:1364-
6.
3) D. Lio et al. Laboratory parameters in centenarians of Italian ancestry. Experimental Gerontology 43 (2008) 119–122.
4) Gabbay, Monica, Cesarini, Paulo R., & Dib, Sergio A.. (2003). Diabetes melito do tipo 2 na infância e adolescência: revisão da
literatura. Jornal de Pediatria, 79(3), 201-208.
5) Matthews DR et al. Homeostasis model assessment: insulin resistance and beta-cell function from fasting plasma glucose and insulin
concentrations in man. Diabetologia. 1985 Jul;28(7):412-9.
6) Daubioul CA, Horsmans Y, Lambert P, Danse E, Delzenne NM. Effects of oligofructose on glucose and lipid metabolism in patients with
nonalcoholic steatohepatitis: results of a pilot study. Eur J Clin Nutr. 2005 May;59(5):723-6.
7) Bernaud, Fernanda Sarmento Rolla, & Rodrigues, Ticiana C.. (2013). Fibra alimentar: ingestão adequada e efeitos sobre a saúde do
metabolismo. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, 57(6), 397-405.
8) Whitehead A, Beck EJ, Tosh S, Wolever TM. Cholesterol-lowering effects of oat β-glucan: a meta-analysis of randomized controlled trials. Am
J Clin Nutr. 2014;100(6):1413-1421.
9) Fibregum B®. Informe técnico Galena.
10) Brand-Miller J, Foster-Powell K, Colagiuru S. A nova revolução da glicose. Rio de Janeiro: Elsevier; 2003.
11)Brand-Miller JC. Postprandial glycemia, glycemic index, and the prevention of type 2 diabetes. Am J Clin Nutr. 2004;80(2):243-4.
12) Santos R.D., Gagliardi A.C.M., Xavier H.T., Magnoni C.D., Cassani R ., Lottenberg A.M.P. et al. Sociedade Brasileira de Cardiologia. I Diretriz
sobre o consumo de Gorduras e Saúde Cardiovascular. Arq Bras Cardiol. 2013;100(1Supl.3):1-40.
13) Sposito AC, Caramelli B, Fonseca FAH, Bertolami MC. IV Diretriz Brasileira Sobre Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose Departamento
de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Disponível em: http://publicacoes.cardiol.br/consenso/2007/IV_diretriz_DA.asp.
14) C.A. MARTIN et al. Ácidos graxos poliinsaturados ômega-3 e ômega-6: importância e ocorrência em alimentos. Rev. Nutr., Campinas,
19(6):761-770, nov./dez., 2006.
15)Institute of Medicine, Food and Nutrition Board. Dietary reference intakes for energy, carbohydrate, fiber, fat, fatty acids, cholesterol,
protein, and amino acids (macronutrients). Washington, DC: National Academy Press; 2005.
16)Asaoka Y, Terai S, Sakaida I, Nishina H. The expanding role of fish models in understanding non-alcoholic fatty liver disease [published
correction appears in Dis Model Mech. 2014 Mar;7(3):409]. Dis Model Mech. 2013;6(4):905-914.
17) Bradberry JC, Hilleman DE. Overview of omega-3 Fatty Acid therapies. P T. 2013;38(11):681-691.
91
17) Markova M, Pivovarova O, Hornemann S, Sucher S, Frahnow T, Wegner K, Machann J, Petzke KJ, Hierholzer J, Lichtinghagen R, Herder C,
Carstensen-Kirberg M, Roden M, Rudovich N, Klaus S, Thomann R, Schneeweiss R, Rohn S, Pfeiffer AF. Isocaloric Diets High in Animal or Plant
Protein Reduce Liver Fat and Inflammation in Individuals With Type 2 Diabetes. Gastroenterology. 2017 Feb;152(3):571-585.e8.
18) Kwon HK, Greenson JK, Conjeevaram HS. Effect of lifetime alcohol consumption on the histological severity of non-alcoholic fatty liver
disease. Liver Int. 2014 Jan;34(1):129-35.
19) Vimaleswaran KS, Berry DJ, Lu C, Tikkanen E, Pilz S, et al.: Causal relationship between obesity and vitamin D status: bidirectional
Mendelian randomization analysis of multiple cohorts. PLoS Med 10(2), e1001383, 2013.
20) Chen S, Zhao X, Ran L, Wan J, Wang X, Qin Y, Shu F, Gao Y, Yuan L, Zhang Q, Mi M. Resveratrol improves insulin resistance, glucose and lipid
metabolism in patients with non-alcoholic fatty liver disease: a randomized controlled trial. Dig Liver Dis. 2015 Mar;47(3):226-32.
21) Chachay VS, Kirkpatrick CM, Hickman IJ, Ferguson M, Prins JB, Martin JH. Resveratrol--pills to replace a healthy diet?. Br J Clin Pharmacol.
2011;72(1):27-38.
22) Bonnefont-Rousselot D. Resveratrol and Cardiovascular Diseases. Nutrients. 2016;8(5):250.
23) Sakata R, Nakamura T, Torimura T, Ueno T and Sata M: Green tea with high-density catechins improves liver function and fat infiltration in
non-alcoholic fatty liver disease (NAFLD) patients: A double-blind placebo-controlled study. Int J Mol Med 32: 989-994, 2013.
24) Epigalocatequina-galato (EGCG) Extrato padronizado em 95%. Informe técnico Lemma Suplay. Disponível em:
https://www.lemma.com.br/pt-br/produto/active-egcg-epigalocatequina-galato
25) Voroneanu L, Nistor I, Dumea R, Apetrii M, Covic A. Silymarin in Type 2 Diabetes Mellitus: A Systematic Review and Meta-Analysis of
Randomized Controlled Trials. J Diabetes Res. 2016;2016:5147468.
26) Silybum Marianum (L.) Gaertn . Informe técnico Iberoquímica. Disponível em: http://iberoquimica.com.br/Arquivos/Insumo/arquivo-
114047.pdf
27) Li J, Cordero P, Nguyen V, Oben JA. The Role of Vitamins in the Pathogenesis of Non-alcoholic Fatty Liver Disease. Integr Med Insights.
2016;11:19-25.
28) Ullah R, Rauf N, Nabi G, Ullah H, Shen Y, Zhou YD, Fu J. Role of Nutrition in the Pathogenesis and Prevention of Non-alcoholic Fatty Liver
Disease: Recent Updates. Int J Biol Sci. 2019 Jan 1;15(2):265-276.
29) Perdomo CM, Frühbeck G, Escalada J. Impact of Nutritional Changes on Nonalcoholic Fatty Liver Disease. Nutrients. 2019 Mar
21;11(3):677. 30
30) Nemer, A. S. A.; Neves, F. J.; Ferreira, J. E. S.. Manual de solicitação e interpretação de exames laboratoriais. Editora Revinter, 2010.
92
31) Ghiringhello, Maria T., Vieira, José Gilberto H., Tachibana, Teresinha T., Ferrer, Cláudia, Maciel, Rui M.B., Amioka, Patrícia H.C.,
Hauache, Omar M., Oliveira, Cláudia H.M.C. de, Khawali, Cristina, & Reis, André F.. (2006). Distribution of HOMA-IR in Brazilian
subjects with different body mass indexes. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, 50(3), 573-574.
32) Polifenóis presentes no chá verde. Disponível em: http://phenol-explorer.eu/contents/food/29
33) Voroneanu L, Nistor I, Dumea R, Apetrii M, Covic A. Silymarin in Type 2 Diabetes Mellitus: A Systematic Review and Meta-Analysis
of Randomized Controlled Trials. J Diabetes Res. 2016;2016:5147468.
34) Instrução Normativa - IN Nº 28, de 26 de Julho de 2018. Ministério da Saúde – MS, Agência Nacional de Vigilância Sanitária –
ANVISA. Disponível em: http://portal.anvisa.gov.br/documents/10181/3898888/IN_28_2018_.pdf/84235aa6-978d-4240-bc02-
1080a0d2cbfd
35) Institute of Medicine. Food and Nutrition Board. Dietary Reference Intakes: Vitamin C, Vitamin E, Selenium, and Carotenoids.
Disponível em: https://ods.od.nih.gov/factsheets/VitaminE-HealthProfessional/#en6
36) Institute of Medicine. Food and Nutrition Board. Dietary Reference Intakes: Thiamin, Riboflavin, Niacin, Vitamin B6, Folate,
Vitamin B12, Pantothenic Acid, Biotin, and Choline. Washington, DC: National Academy Press; 1998. Disponível em:
https://ods.od.nih.gov/
37) Fibregum B®. Informe técnico Galena.

#014 Esteatose Hepática na Prática.pdf

  • 1.
    ESTEATOSE HEPÁTICA NAPRÁTICA DA FISIOPATOLOGIA À CONDUTA NUTRICIONAL
  • 2.
    DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSANÃO ALCÓOLICA 2 • DHGNA Acúmulo de gordura hepática (> 5% do peso do fígado), que não é devido ao consumo ↑ de álcool, doenças autoimunes, infecciosas ou outras doenças hepáticas estabelecidas DHGNA tem 4 estágios, incluindo deposição de gordura hepática (esteatose hepática), deposição de gordura hepática com inflamação, fibrose e cirrose DHGNA é a 2ª causa mais comum de carcinoma hepatocelular O 1° estágio é a deposição de gordura hepática, também chamada de fígado gorduroso não alcoólico O 2° estágio é a esteatohepatite não alcoólica (EHNA), caracterizada por ↑ deposição de gordura hepática e inflamação. A inflamação persistente do fígado (hepatite) causa a formação de tecido cicatricial no fígado e esta fase é chamada de fibrose (3° estágio) O 4° estágio é a cirrose (forma grave de DHGNA), em que a fibrose substitui a maioria das células do fígado e, portanto, a estrutura e a função das células do fígado são comprometidas. A cirrose leva à insuficiência hepática
  • 3.
    3 • 4 CAUSASPRINCIPAIS OBESIDADE RESISTÊNCIA À INSULINA DISLIPIDEMIA FATORES GENÉTICOS DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 4.
    4 3) A lipogênese denovo é o processo no qual os hepatócitos convertem ↑ de carboidratos - especialmente a frutose, em ác. graxos 4) A remoção de lipídios é mediada pela β- oxidação de ácidos graxos mitocondriais e pela reesterificação para formarTGs 2) A lipólise do tecido adiposo é regulada pelas ações da insulina nos adipócitos 1) Os lipídios da dieta (15%), a lipólise do tecido adiposo (60– 80%) e a lipogênese de novo (5%) contribuem para o pool de lipídios armazenados no fígado
  • 5.
  • 6.
    6 ↑ de glicoseestimula fatores nucleares como ChREBP e SREBP-1C – que levam a produção de ác. graxos, colesterol e triglicerídeos ↑ de gordura saturada também pode estimular SREBP-1 – que leva a síntese de ác. graxos no fígado Ácidos graxos de cadeia insaturada (por exemplo, W3) inibem ativação de SREBP-1 DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 7.
    DMII → Combinaçãode resistência à ação da insulina e incapacidade da célula β em manter uma adequada secreção de insulina RI é uma anormalidade primária e precoce no curso da doença No início a elevação nos níveis de glicemia é compensada pelo ↑ da secreção de insulina = HIPERINSULINEMIA • RESISTÊNCIA À INSULINA E DMII ↑ de AGs livres no corpo: potente inibidor da ação da insulina!! DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 8.
    8 HOMA-IR ideal: ~ 1,2 DOENÇAHEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 9.
  • 10.
    10 • AST (ASPARTATO AMINOTRANSFERASE) Enzimaque catalisa a reação: aspartato + alfaqueroglutarato = oxaloacetato + glutamato Está presente em vários tecidos, mas atividades maiores são observadas no fígado, coração e músculo estriado e, mínimas, no rim e no pâncreas Quando algum desses tecidos é danificado, a AST é liberada no sangue Como não há um método laboratorial para saber qual a origem da AST encontrada no sangue, o diagnóstico da causa do seu aumento deve ser levada em consideração a possibilidade de lesão em qualquer um dos órgãos onde é encontrada Encontrada em ↑ concentrações no citoplasma e nas mitocondrias do fígado, dos músculos esquelético e cardíaco, rins, pâncreas e dos eritrócitos REFERÊNCIA: Até 40,0 U/L *jejum 4 horas, não praticar exercícios físicos intensos 48 hr antecedentes ao exame DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 11.
    11 Parâmetros hematoquímicos de501 indivíduos saudáveis (120 centenários >100 anos e 381 indivíduos >65 anos e <85 anos) Indivíduos centenários saudáveis: AST 23.3 ± 7.9 U/L Indivíduos idosos saudáveis: AST 21.0 ± 9.0 UL DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 12.
    12 • ALT (ALANINA AMINOTRANSFERASE) Enzimaque catalisa a reação: aspartato + alfaqueroglutarato = piruvato + glutamato Por sua origem ser citoplasmática, eleva-se rapidamente após a lesão hepática sendo, portanto, um marcador sensível da função hepática Mais sensível para detecção de danos do hepatócito, considerada um excelente marcador hepatocelular ↑ na hepatite infecciosa e tóxica, doença pancreática, mononucleose, cirrose, icterícia obstrutiva e carcinoma metastático. Infarto do miocárdio, a ALT geralmente está normal ou ligeiramente elevada. Pode também estar elevado em pacientes com insuficiência cardíaca É um marcador mais específico para a lesão hepática que a AST REFERÊNCIA: MULHERES ATÉ 31 U/L HOMENS ATÉ 41 U/L DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 13.
    13 Parâmetros hematoquímicos de501 indivíduos saudáveis (120 centenários >100 anos e 381 indivíduos >65 anos e <85 anos) Indivíduos centenários saudáveis: ALT 13.35 ± 7,7 U/L Indivíduos idosos saudáveis: ALT 39.1 ± 13.6 U/L DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 14.
    14 < 1,0 VALORIDEAL Menor risco de doenças hepáticas (fibrose), esteatose hepática alcóolica ou não alcóolica RELAÇÃO AST/ALT AST menor em comparação à ALT: MELHOR! DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 15.
    15 IMPORTANTE!!! FATORES QUE AUMENTAMAM TRANSAMINASES NO SANGUE DOENÇAS HEPATOBILIARES DOENÇAS DO MIOCARDIO DOENÇA PANCREÁTICA DOENÇAS MUSCULARES ÁLCOOL DOENÇA NÃO HEPATOBILIAR COM ENVOLVIMENTO HEPÁTICO: OBESIDADE, DIABETES, INFECÇÃO POR HIV, HIPERTIREOIDISMO E DOENÇA CELÍACA DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 16.
    16 • GAMA GT (GAMAGLUTAMILTRANSFERASE) Enzimaencontrada no fígado, pâncreas, intestino e próstata; mas seu significado clínico refere-se principalmente às doenças do fígado e vias biliares A determinação da atividade da GGT é útil na avaliação de hepatopatias agudas e crônicas estando elevada nos quadros de colestase intra ou extra-hepática ... Com a melhora do quadro, há uma redução dos valores, tendendo à normalidade Porém, uma vez instalado o quadro de cirrose hepática, os valores não normalizam Na esteatose hepática, os níveis de GGT estão elevados... REFERÊNCIA: MULHERES 43 U/L HOMENS ÁTÉ 60 U/L *jejum 4 horas DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 17.
    17 CONDUTA NUTRICIONAL EINTERVENÇÃO NO ESTILO DE VIDA NA ESTEATOSE HEPÁTICA Gerenciamento do manejo dietético e no estilo de vida é recomendado como tratamento de 1ª linha
  • 18.
    18 ✓ Supernutrição eredução de peso corporal • O principal problema da DHGNA e EHNA é a supernutrição e, portanto, após o diagnóstico de DHGNA, um 1° foco deve ser dado ao controle da superalimentação e do peso corporal • Modificações no estilo de vida que levam à redução de peso e/ou ↑ da atividade física mostraram consistentemente ↓ na gordura hepática, concentrações de aminotransferases e melhora da sensibilidade à insulina. • Um recente ensaio clínico randomizado (n = 154) reafirmaram que a intervenção no estilo de vida com ↓ de peso de maneira dose-dependente leva efetivamente à remissão da DHGNA em pacientes não obesos e obesos • A correlação mais forte foi observada com redução de peso de >7%. Em um ensaio clínico multicêntrico (5145 adultos) com sobrepeso e DM2, a ↓ da esteatose foi evidenciada após uma intervenção intensiva de estilo de vida de 12 meses, alcançando uma perda de peso de pelo menos 7% “No entanto, é importante notar que a perda de peso rápida e descontrolada é prejudicial e ainda piora a DHGNA e EHNA” DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 19.
    19 ✓ Vários estudostêm evidenciado os efeitos metabólicos prejudiciais após o alto consumo de CHOs simples. ✓ Consumo de refrigerantes associou-se à DHGNA. ✓ Dieta rica em CHOs é a principal fonte de produção de AGLs hepáticos em indivíduos com EHGNA, onde contribui para a produção de 30% de AGLs. ✓ Enquanto em indivíduos normais, a ↑ ingestão de CHOs produz apenas 5% de AGLs. “Dietas com baixo teor de CHOs (<45% ao dia) têm sido relatadas como úteis para melhorar a perda de peso e o perfil metabólico geral e reduzir o conteúdo de TGs intra-hepáticos. A menor ingestão de carboidratos melhora a condição da EHGNA . Além disso, uma dieta pobre em carboidratos reduz os TGs e aumenta os níveis de HDL ” • CONSUMO DE CARBOIDRATOS ✓ Ingestão total de CHOs, monossacarídeos e dissacarídeos foram inversamente relacionados à prevalência de EHGNA em uma população idosa (61-79 anos) onde o consumo de refrigerantes era baixo e as frutas eram a principal fonte de ingestão de monossacarídeos e dissacarídeos DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 20.
    20 ✓ Utilizada amplamenteem usada em sucos, refrigerantes, bebidas energéticas, tônicas, geleias, compotas, ketchup, cereais, biscoitos, bolos, sorvetes, pães e produtos alimentícios para adoçar os alimentos. ✓ Frutose presente em alimentos processados é derivada do milho: xarope de milho. ✓ A ingestão de frutose causa lipogênese, síntese de TGs e estudos em animais mostraram que também causa esteatose hepática. Além disso, a alta ingestão de frutose também inibe a secreção de leptina. ✓ Dieta rica em frutose ↓ a atividade do PPARα e a oxidação lipídica hepática, estimula a expressão de NF-kB que leva ao EO, esteatose hepática e fibrose hepática em animais. ✓ A frutose interage com fatores de transcrição e afeta a expressão gênica envolvida na glicólise e na lipogênese. ✓ Uma dieta normo-calórica com 3g de frutose/kg de peso corporal por dia ↑ a deposição de gordura hepática e os níveis séricos de TG e reduz a sensibilidade à insulina em homens adultos. • FRUTOSE DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 21.
    21 Frutose é umforte indutor de lipogênese de novo Frutose pode ativar a expressão do gene lipogênico e pode induzir o supercrescimento bacteriano no intestino delgado, o que ↑ os níveis de endotoxina na veia porta, produzindo inflamação em DHGNA A frutose pode induzir facilmente complicações metabólicas em crianças com DHGNA em comparação com crianças sem DHGNA Consumo de mais de 1 refrigerante (~ 360ml) /dia ↑ o risco de desenvolvimento de síndrome metabólica, porém esse risco não foi observado em indivíduos que consumiam menos de 1 refrigerante/dia DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 22.
    22 TRANSFORMANDO TEORIA EMPRÁTICA Orientar paciente... ✓ Consumir mais alimentos e menos produtos alimentícios. ✓ Leitura dos ingredientes dos produtos alimentícios. ✓ Substituir açúcar por 100% stévia, eritritol, xilitol, Monk Fruit (Luo Han Guo) UTILIZAR SOMENTE NO QUE REALMENTE NECESSÁRIO! DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 23.
    • INGESTÃO DEFIBRAS 23 A ingestão insuficiente de fibras é comum na DHGNA. As fibras insolúveis promovem a saciedade (restringem a ingestão calórica), enquanto as fibras solúveis retardam o esvaziamento do estômago e a absorção de glicose e colesterol (ex: β-glucano da aveia) Algumas fibras são prebióticos - grupo de carboidratos não digeríveis encontrados no alho, aspargos, alho-poró, raiz de chicória e cebola Um prebiótico é um componente alimentar inviável que confere um benefício à saúde do hospedeiro por meio da modulação da microbiota! DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 24.
    24 Promovem Bifidobacteria comoa espécie dominante no intestino grosso, controlando assim o crescimento de bactérias prejudiciais INGESTÃO DE FIBRAS PREBIÓTICAS Modulam a microbiota humana reduzindo o pH luminal e, inibindo o crescimento do patógeno A translocação de bactérias para a circulação sistêmica pode levar à inflamação sistêmica que ↑ a resistência à insulina, promovendo lesão hepática Metabólitos microbianos, incluindo etanol e outros compostos orgânicos voláteis (COV) produzidos em um ambiente intestinal disbiótico podem ter efeitos tóxicos no fígado após a absorção intestinal Um perfil de COV fecal significativamente alterado e mudança de composição no microbioma fecal são observados em pacientes obesos com suspeita clínica de EHGNA DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 25.
    25 • FIBRAS ✓ Estudocruzado duplo-cego randomizado. ✓ Avaliaram o efeito da fibra prebiótica em 7 pacientes com EHNA comprovados por biópsia após receberem, por 8 semanas, 16g /dia (8g duas vezes ao dia, no café da manhã e jantar) de FOS vs. placebo. ✓ Foi evidenciada melhora nas aminotransferases séricas e nos níveis de insulina após 4 e 8 semanas de suplementação alimentar. DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 26.
  • 27.
    27 ✓ Prebióticos • Alcachofras •Cebolas • Chicória • Alho • Alho-poró • Bananas • Biomassa de banana verde • Leguminosas • Berinjela • Ervilhas • Aspargos • Yacon
  • 28.
    28 CONSUMO DE FIBRAS OMS– 27 e 40g FAO – mínimo 25g Institute of Medicine - 14g para cada 1.000 kcal ingeridas Diretrizes europeias para o gerenciamento de dislipidemias: 5-15 g/d de fibra solúvel derivado da aveia. A modificação da flora bacteriana intestinal é proposta como uma abordagem terapêutica para o tratamento da DHGNA EIXO INTESTINO-FÍGADO! DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 29.
    29 CONDUTA NUTRICIONAL NAPRÁTICA! • Mix de fibras: 100 gramas de semente de chia 100 gramas de farinha de linhaça dourada 100 gramas de farelo de aveia Preparo: Bata tudo no processador ou liquidificador. Armazenar por até uma semana de geladeira. Consumir 1 a 2 colheres de sopa ao dia.
  • 30.
    30 CONDUTA NUTRICIONAL NAPRÁTICA! • Biomassa de Banana Verde 10 bananas verdes Preparo: Cortar as bananas do cacho sem deixar aparecer a polpa e lavá-las em água corrente. Coloque as bananas na panela de pressão, cubra com água e deixar cozinhando por 8 min a partir do inicio da pressão da panela. Abra a panela, descasque as bananas e bata a polpa no liquidificador. Se necessário adicione um pouco de água até formar um creme. Pode-se congelar em forminhas de gelo (cubra com um papel filme). “A biomassa é indicada para dar cremosidade às preparações. Pode ser utilizada para substituir o creme de leite. É fonte em prebióticos que ajudam a colonizar o intestino com bactérias benéficas além de ser um amido resistente, diminuindo o índice glicêmico da preparação”
  • 31.
    31 • Sugestão deFormulação contendo Prebióticos Fibregum B® 2,5 mg Inulina 5 mg Excipiente qsp, 1 unidade. Uso: Ingerir 1 dose, 1 a 2 vezes ao dia, por 6 meses. DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 32.
    32 ✓ Alimentos combaixo IG ou carboidratos de liberação lenta induzem um "efeito da segunda refeição" ✓ Foi relatado que um café da manhã com dieta de baixo IG, um café da manhã que consiste em amido indigestível e fermentável com alto teor de fibra, induz o efeito da 2ª refeição e reduz os níveis de FFAs e de insulina circulantes após a refeição subsequente em homens e mulheres ÍNDICE GLICÊMICO Inclusão de amido indigestível e fermentável, com alto teor de fibra e CHOs de ↓ IG pode ser útil para manter o perfil de glicose no sangue, insulina e FFAs em indivíduos com resistência à insulina e EHNA DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 33.
    33 O que determinasão: 1) A estrutura dos açúcares simples presentes nos alimentos. 2) O conteúdo de fibra solúvel. 3) O conteúdo de gordura. DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA O Índice Glicêmico da refeição pode ser classificado como Baixo (IG ≤ a 55) Moderado IG de 56 a 69) Alto (IG ≥ a 70)
  • 34.
  • 35.
    35 • E DIETAPOBRE EM CARBOIDRATOS? Revisão sistemática Dietas reduzidas em CHOs (60-150g/d) e dietas de muito baixo carboidrato (<60 g) são dietas populares conhecidas por sua capacidade de perda de peso em curto prazo (menos de 2 semanas) Em 2003, um ensaio multicêntrico controlado de 1 ano ( n = 63 pacientes obesos distribuiu aleatoriamente os pacientes para uma dieta com ↓ teor de CHOs, ↑ teor de PTN e LIP vs uma dieta de baixa caloria, ↑ teor de CHOs e ↓ em LIP Além disso, a dieta pobre em carboidratos foi associada a uma maior melhora nas concentrações de HDL-colesterol e triglicerídeos Maior perda de peso aos seis meses na dieta pobre em carboidratos, entretanto, essa diferença não foi significativa aos 12 meses DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 36.
    36 Em 2009, 22pacientes obesos receberam uma dieta com restrição calórica (1100 kcal/d) por 3 meses, um grupo tinha um ↓ teor de CHO (<50 g/d) e o outro grupo tinha um ↑ teor de CHO (> 180 g/d) Em 2016, uma meta-análise incluindo 20 ensaios clínicos (n = 1073) suporta que dietas com gordura baixa/moderada (≤30% da ingestão calórica diária) e CHO moderada (≤45% da ingestão calórica diária)... A diminuição dos triglicerídeos intra-hepáticos foi semelhante em ambos os grupos – provável efeito: possibilidade de que essa melhora seja decorrente da perda de peso ... Têm uma efeito benéfico semelhante na função hepática • E DIETA POBRE EM CARBOIDRATOS? DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 37.
    37 IMPORTANTE!!! ✓ Uma coorteprospectiva do Nurses 'Health Study e Health Professionals' Follow-up Study examinaram a mortalidade de dietas com baixo teor de carboidratos durante 26 anos de acompanhamento. ✓ Uma dieta pobre em carboidratos baseada em proteína e gordura animal foi associada a uma maior mortalidade por todas as causas. ✓ A dieta com baixo teor de CHO foi associada a distúrbios eletrolíticos, hipotensão e colelitíase. ✓ Uma dieta com muito baixo teor de carboidratos não deve ser recomendada se não for supervisionada por pessoal médico qualificado. ✓ Até o momento, a evidência disponível apoia dietas com restrição calórica, independentemente de sua quantidade de CHO. ✓ NA PRÁTICA: REGRA DO BOM SENSO!
  • 38.
    38 • GORDURA DIETÉTICA– ÁCIDOS GRAXOS SATURADOS ✓ AGSs induzem estresse do retículo endoplasmático (ER) e lesão de hepatócitos em ratos. ✓ Em indivíduos que consomem dietas com alto teor de gordura saturada, variações genéticas podem influenciar a suscetibilidade à DHGNA. ✓ Os AGSs induzem inflamação hipotalâmica que leva ao início da obesidade e complicações metabólicas relacionadas... ✓ ... Os dados dietéticos revelaram que os indivíduos DHGNA consumiram 14% de sua energia total de AGSs, ao passo que foi de 10% nos indivíduos controle. ✓ A ingestão de mais de 10% da energia total dos AGSs pode apoiar a resistência à RI, enquanto menos de 10% da energia total dos AGSs reduz os níveis plasmáticos de LDL e TG; no entanto, menos de 7% da energia total dos AGSs não melhora ainda mais o EHNA, mas é até prejudicial. ✓ No geral, é razoável sugerir uma redução na ingestão de gordura saturada na população em geral. DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 39.
    39 Ácidos graxos saturadospresentes na dieta induzem os Lipopolissacarídeos (LPS) presentes na superfície de bactérias Gram-negativas a atravessar a barreira intestinal Hiperpemeabilidade Intestinal INFLAMAÇÃO A maioria de meta-análises recentes de ensaios randomizados e estudos observacionais demonstraram não haver co-relação do consumo de GS sobre doenças cardiovasculares e mortalidade geral Embora as GSs ↑ o LDL-C, tal efeito não é devido ao aumento dos níveis de partículas pequenas e densas de LDL MAS DE PARTÍCULAS MAIORES DE LDL-C, QUE ESTÃO POUCO RELACIONADOS COM DCV COMO PROCEDER? DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 40.
    40 Carnes gordas Banhade porco Bacon Carnes Linguiça Manteiga Palma Laticínios Coco Cacau Abacate Óleo de palma e de palmiste Até 10% do VET Arq Bras Cardiol 2013;100 (1Supl.3):1-40 • GORDURA DIETÉTICA – ÁCIDOS GRAXOS SATURADOS DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 41.
    41 ✓ Em homense mulheres com DHGNA, uma dieta composta de 20% de MUFAs como fonte de energia da ingestão calórica diária total ↑ a oxidação de ácidos graxos por meio da atividade de PPARs ativados e reduz a lipogênese por meio da diminuição da atividade da proteína de ligação do elemento regulador de esterol (SREBP) ✓ Recente ensaio clínico duplo-cego randomizado (n = 66 pacientes com DHGNA) avaliaram o efeito de 20 g/dia de azeite de oliva vs. óleo de girassol por 12 semanas por pelo menos 1 ano na população em geral Tanto os MUFAs quanto os PUFAs podem reduzir a esteatose na DHGNA pela ativação dos PPARs, que estimula a oxidação gordurosa livre e ↓ a inflamação, a RI e a expressão de genes envolvidos na lipogênese hepática de novo ✓ O azeite de oliva melhorou a gravidade do fígado gorduroso (medida por US), os níveis de TG e a massa gorda, independentemente da correção de fatores de risco cardiometabólicos • GORDURA DIETÉTICA – ÁCIDOS GRAXOS MONOINSATURADOS MUFAs: 20g/d DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 42.
    42 Castanha de cajucrua Avelã Abacate Amêndoas Amendoim in natura Macadâmia Azeite de oliva Açaí Possuem efeito anti-inflamatório sobre as células vasculares vascular cell adhesion molecule-1 (VCAM-1) • ÁCIDOS GRAXOS MONOINSATURADOS DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 43.
    43 PUFAs são umaclasse de ácidos graxos que possuem duas ou mais de 2 ligações duplas de carbono para carbono em sua estrutura de hidrocarbonetos ω-3 e ω-6 são PUFAs importantes e têm um papel na patogênese da DHGNA. Os ácidos graxos ω-3 são benéficos, porém os ácidos graxos ω-6 devem ser evitados devido à sua capacidade de ↑ os marcadores inflamatórios Foi relatado que pacientes com EHNA têm uma ↑ ingestão de ácidos graxos ω-6 e uma razão anormal de ácidos graxos ω-3/ω-6 “A proporção recomendada de ω-3 para ω-6 deve ser de 1: 1 a 1: 4” ÁCIDOS GRAXOS POLINSATURADOS DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 44.
    44 ✓ Ácidos GraxosPolinsaturados • Evidências científicas demonstraram benefícios da suplementação de ω-3 nos níveis de ALT em crianças com DHGNA por período prolongado (>18 meses). • DHA atua no receptor acoplado à proteína G 120 (GPR-120) e tem mostrado efeitos benéficos contra a DHGNA em crianças. • DHA modula células progenitoras hepáticas e macrófagos por meio de sinalização GPR-120 ativada. • 60 pacientes com NAFLD receberam suplementação de PUFAs ω-3 (4 g de DHA mais EPA) por 15–18 meses em um ensaio randomizado controlado por placebo... • 42 pacientes com DHGNA receberam 1g/d de EPA e DHA (proporção de 0,9: 1,5, respectivamente) por 12 meses vs. 14 controles. A suplementação de PUFAs ω-3 ↓ significativamente os níveis séricos de GGT, AST, ALT, TG e glicose em jejum. • ... Demonstrando que o enriquecimento de DHA da porcentagem de eritrócitos usando cromatografia gasosa foi linearmente associado com a porcentagem de gordura hepática diminuída. DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 45.
    45 Óleo de prímulaCastanhas Nozes Amêndoas Açafrão Girassol Semente de girassol Milho Soja Canola Peixes Linhaça Óleos vegetais (de gergelim, açafrão...) Sementes de gergelim Óleos vegetais (de gergelim, de chia, de linhaça, açafrão, canola, girassol, soja...) • GORDURA POLI-INSATURADA Inibe a expressão de substâncias inflamatórias W3 e 6. DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 46.
    46 Normalmente não seexiste carência de ômega 6 na alimentação pois é encontrada nos grãos, sementes, oleaginosas e carnes Consumo atual é muito ↑ de ômega 6 do que 3 - 10: 1, 20: 1 e até 50: 13 INFLAMAÇÃO DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 47.
    47 GARANTIR COFATORES DIETÉTICOSPARA CONVERSÃO DE ALA EM EPA E DHA B3, B6, Zn, Mg, Vit C B6 B3, Zn, Vit C Para garantir conversão de ALA em EPA/DHA consumir com alimentos fonte em vit. C, vit B3 (feijão, abacate, semente de girassol...), vit B6 (noz, banana...) e zinco (girassol) para modular elongases e desaturases
  • 48.
    48 CONSUMO DE ÔMEGA3 • FONTES ALIMENTARES Óleo de semente de linhaça (7,26 g/col sopa), semente de chia, semente de linhaça e peixes (atum, salmão, cavala, sardinha e arenque). • IOM, 2005 – Ingestão Adequada Diária Bebês 6 meses*: 0,5 g Bebês 6 a 12 meses*: 0,5 g Crianças 1 a 3 anos**: 0,7 g Crianças 4 a 8 anos**: 0,9 g Crianças e adolescentes 9 a 13 anos sexo masculino**: 1,2 g Crianças e adolescentes 9 a 13 anos sexo feminino**: 1,0 g Adolescentes 14 a 18 anos sexo masculino**: 1,6 g Adolescentes 14 a 18 anos sexo feminino**: 1,1 g Homens acima de 19 anos**: 1,6 g Mulheres acima de 19 anos**: 1,1 g Gestantes 14-50 anos**: 1,4 g Lactantes 14-50 anos**: 1,3 g * Total de ômega 3 ** ALA PORÉM... LINHAÇA E CHIA SÃO FONTES EM ALA, E NÃO EPA E DHA!
  • 49.
    49 NA PRÁTICA COMO PACIENTE! ✓ As diretrizes dietéticas recomendadas pela AHA para indivíduos saudáveis ​​incluem o consumo de peixes gordurosos pelo menos 2X POR SEMANA, junto com ácidos graxos ômega-3 derivados de plantas, incluindo ALA de produtos de nozes e óleo de linhaça. ✓ Otimizar o consumo de ômega 3 acrescentando sementes como chia e farinha linhaça dourada nos alimentos ✓ Ingestão ou suplementação adequada de Complexo B, Zn, Mg e vitamina C ✓ Consumo de peixes de água salgada – oriente adicionar coentro na preparação do peixe ou consumir 1 xícara de chá verde 30 minutos após consumo ✓ Peixes pequenos – menor teor de mercúrio ✓ Suplementação ômega 3, especialmente DHA
  • 50.
    50 • CONDUTA NUTRICIONALNA PRÁTICA ✓ Reduzir o consumo EXCESSIVO de carnes. ✓ Intercalar 2 a 3 vezes por semana por peixes e/ou preparações de origem vegetal. ✓ Para substituição de proteína equivalente à uma porção de carne bovina ou frango: ±200 gramas de quinoa cozida ou ±200 gramas de amaranto cozido ou ±3 conchas médias de feijão cozido ou ±2 conchas média de grão de bico cozido ou ±2 conchas médias de lentilha cozida ou 1 dose de proteína vegetal. DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 51.
    51 • ÔMEGA 3- DHA 1 dose = 3 cápsulas 1500 mg DHA 300 mg EPA 1 dose = 3 cápsula 1500 mg DHA 300 mg EPA DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 52.
    52 • GORDURA TRANS ✓Aumento da concentração plasmática de TNF-alfa, IL-6, e PCR. ✓ Ingestão de ácido linoléico conjugado trans-10, cis- 12 - presente em óleos hidrogenados, ↑ os marcadores inflamatórios em mulheres, causa disfunção endotelial, e afeta adversamente o perfil lipídico plasmático... ✓ ...Aumentando as razões LDL: HDL e colesterol total (CT): HDL em humanos. ✓ “Sem hesitar, é necessário aconselhar minimizar ou evitar o consumo de gorduras trans” INFLAMAÇÃO DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 53.
    53 ✓ Na DHGNA,a DM demonstrou ↓ a gordura hepática e melhorar a sensibilidade à insulina hepática, independentemente do exercício e da perda de peso. ✓ Evidenciou-se ↓ significativa na gordura hepática (avaliada por US) e HOMA-IR em um ensaio clínico de braço único de 6 meses ( n = 90 pacientes com sobrepeso e não diabéticos). O efeito da DM foi independente de outras mudanças no estilo de vida. ✓ Em 82 pacientes com DHGNA, maior adesão a DM foi associada a uma ↓ probabilidade de esteatose de alto grau e à presença de esteatohepatite. ✓ Estudo cruzado randomizado (12 pacientes com biópsia comprovada por DHGNA) relatou ↓ na esteatose hepática e RI após o seguimento da DM, independentemente da perda de peso.... ✓ ... Os pacientes seguiram a DM durante um cruzamento de 6 semanas com uma dieta padrão (↓ teor de LIP e ↑ teor de CHO) pelo mesmo período de tempo, com um período de eliminação de 6 semanas entre cada dieta. • PADRÃO DIETÉTICO - DIETA MEDITERRÂNICA DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 54.
    54 Alimentação com ↓CG Dieta Antiinflamatória Rica em fitoquímicos Ômegas, compostos bioativos, vitaminas e minerais que minimizam danos causados pelo EO
  • 55.
    55 ALIMENTOS QUANTIDADE (G) 1copo de Smoothie de abacate 200 ml 1 a 2 fatias de pão com farinhas saudáveis (quinoa, amêndoas, aveia, grão de bico...) 25-50 gramas 1 colher de sopa de manteiga de azeite de oliva 8 gramas 1 dose de proteína vegetal TRANSDORMANDO TEORIA EM PRÁTICA! EXEMPLO DE CAFÉ DA MANHÃ ANTIINFLAMATÓRIO MEDITERRÂNICO • RECEITA SMOOTHIE DE ABACATE 1 copo de leite vegetal de amêndoas, castanhas ou coco 4 colheres de sopa de abacate ½ banana média 2 col. de café de cacau em pó 3 pedras de gelo Preparo: Bater todos os ingredientes no liquidificador.
  • 56.
    56 ✓ Controvérsias sobreos benefícios ou malefícios na DHGNA podem ser explicadas pela natureza da proteína consumida. ✓ O catabolismo de aminoácidos requer energia, subsequentemente, uma alta ingestão de proteínas pode gerar aumento da oxidação lipídica hepática que pode explicar seu efeito benéfico na DHGNA Em relação à DHGNA, um estudo transversal ( n = 349) determinou que pacientes da DHGNA consumiam 27% mais proteína de todos os tipos (de carne com alto e baixo teor de gordura), incluindo carne bovina, fígado, salsicha, cordeiro, frango e peru. Estudo epidemiológico em 6 estados e duas áreas metropolitanas nos EUA ( n = 536.969; 50- 71 anos; acompanhamento de 16 anos): alto consumo de carne vermelha associou-se a mortalidade por todas as causas e especificamente com mortalidade por doenças hepáticas • PROTEÍNAS DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 57.
    57 ✓ Além disso,cozinhar carne em ↑ temperaturas por um longo período (frita, grelhada ou grelhada até um nível bem passado) foi independentemente associada à resistência à insulina devido à maior ingestão de aminas heterocíclicas Estudo prospectivo alemão: 37 pacientes foram designados a uma dieta rica em proteínas vegetais (principalmente proteína de leguminosas) ou a uma dieta rica em proteína animal (rica em carne e laticínios) sem restrição calórica por 6 semanas. Ambas as dietas tinham a mesma composição de macronutrientes (30% de proteína, 40% de carboidratos e 30% de gordura) Após 6 semanas, o conteúdo lipídico intra-hepático a resistência à insulina e os marcadores de necroinflamação hepática diminuíram. As dietas PA e PV reduziram cada uma a gordura do fígado em 36% e 48% dentro de 6 semanas (P <0,0002 e P <0,0002 respectivamente). • PROTEÍNAS DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 58.
    58 EXEMPLO NA PRÁTICA! •PESO: 93,5 kg – ALT: 1,78 M - SEXO: MASC - IDADE: 42 ANOS • Calculo VET para 88 kg • 20 a 22,5 kcal/kg: 1760 a 1980 kcal • VET escolhido: 1800 kcal • CHO: 35% = 157,5g • LIP: 35% = 70g • PTN: 30% = 135g (1,44 g/kg) Na prática: Proteínas de origem animal e vegetal, CHOs ↓ a médio IG fonte em fitoquímicos e fibras, LIP fonte em MUFAs e PUFAs e ricos em fitoquímicos
  • 59.
    59 • CONSUMO DEÁLCOOL 582 pacientes com DHGNA comprovados por biópsia (251 não bebedores ao longo da vida vs. 331 bebedores modestos (≤2 bebidas / dia) 77 pacientes com DHGNA comprovados por biópsia Análise Transversal - objetivo: Avaliar a associação entre consumo moderado de álcool (questionário de história de consumo de álcool ao longo da vida) e EHNA entre indivíduos com DHGNA Análise Transversal – objetivo: Determinar o efeito do consumo de álcool (questionário de consumo de álcool ao longo da vida) na gravidade histológica da DHGNA Bebedores modestos tinham chances menores de ter um diagnóstico de EHNA (p = 0,002), fibrose ou edema Algum grau de consumo regular de álcool (≥24 gramas/ano) vs. ingestão mínima parece ter um efeito protetor na gravidade histológica da DHGNA (p = 0,04) Benefícios associados à quantidades modestas do consumo de vinho DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 60.
    60 ✓ O cafépossui propriedades antioxidantes, antiinflamatórias e antifibróticas. ✓ Estudo transversal (n = 177): a biópsia do fígado foi realizada no início do estudo e o consumo de café foi coletado prospectivamente por 6 meses; um consumo diário de café (> 2 xícaras / dia) foi associado a chances significativamente menores de fibrose hepática. ✓ Estudo prospectivo (n = 5147): o consumo de café foi registrado no início e após 7 anos em pacientes com DHGNA. Aqueles que beberam mais café (> 3/dia) apresentaram menor pontuação de fibrose. ✓ Revisão sistemática: avaliaram os efeitos do café no fígado, mostrando que seu consumo estava associado a melhores valores séricos de GGT, AST e ALT de maneira dose-dependente. ✓ Estudo de coorte de 63.257 pessoas: Indivíduos que consumiram 3 ou mais xícaras/dia tiveram uma redução de 44% no risco de desenvolver carcinoma hepatocelular. • CONSUMO DE CAFÉ DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 61.
    61 Melhora o estresseoxidativo Pacientes com DHGNA apresentam EO aumentado Suplementação de vitamina E promoveu ↓ da esteatose hepática, inflamação, edema de hepatócitos e níveis de aminotransferase após a suplementação em pacientes com EHNA Diretriz de prática dos EUA para o manejo da DHGNA: recomendação em uma dose diária de 800 UI / dia de vitamina E A Associação Europeia para o Estudo do Fígado (EASL) recomenda a vitamina E como um agente terapêutico de 1ª linha para adultos não diabéticos com biópsia comprovada por EHNA ✓ VITAMINA E DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 62.
    62 SUPLEMENTAÇÃO DE VITAMINAE • RDAs, 2000 - Dosagem Diária Bebês 0 a 6 meses: 4 mg Bebês 7 a 12 meses: 5 mg Crianças de 1 a 3 anos: 6 mg Crianças 4 a 8 anos: 7 mg Crianças e adolescente 9 a 13 anos: 11 mg Maiores de 14 anos: 15 mg Grávidas maiores de 14 anos: 15 mg Lactantes maiores de 14 anos: 19 mg • FONTES ALIMENTARES Semente de abóbora, pistache, amêndoas, amendoim, avelã, castanha do Pará/do Brasil, espinafre, abacate, óleo de oliva, óleo de amêndoas, óleo de amendoim. • ANVISA, 2018 – Nível máximo de segurança Lactentes: 800 mg 6 meses: não determinado 7 a 11 meses: não determinado 1 a 3 anos: 200 mg 4 a 8 anos: 300 mg 9 a 18 anos: 600 mg Adultos: 1.000 mg Gestantes: 800 mg
  • 63.
    63 SUPLEMENTAÇÃO DE VITAMINAE NA PRÁTICA! Exemplo de suplementação para adultos: Opção 1: Alfa-Tocoferol 800 UI. Aviar em cápsulas ou gotas lipofílicas. Uso: Consumir 1 dose ao dia, podendo ser associado com outras vitaminas lipossolúveis. Opção 2: Tocotrimax® 350 mg. Aviar em cápsulas lipofílicas. Uso: Consumir 1 dose ao dia, podendo associado com outras vitaminas lipossolúveis. *Manipular em cáps. vegetais, transparentes, isentas de lactose e corantes artificiais.
  • 64.
    64 ✓ Potente antioxidantehidrossolúvel ✓ Ratos com fígado gorduroso (n = 6) receberam vitamina C (30 mg / Kg / dia) por quatro semanas. Os ratos controle (n = 6) foram alimentados com placebo. Tratamento com vitamina C ↓ o EO e inibiu a esteatose em ratos com fígado gorduroso induzido por dieta deficiente em colina. ✓ No entanto, outro estudo relatou que o tratamento com vitamina C reduz o colesterol plasmático e os níveis de TG e sugere que os efeitos benéficos da vitamina C contra o fígado gorduroso se devem à sua ação anti-aterogênica. ✓ Estudo prospectivo, duplo-cego, randomizado e controlado por placebo: homens e mulheres com EHNA baseado em histolohia: Os indivíduos foram divididos em 2 grupos, para receber vitaminas E e C (1000 UI e 1000 mg, respectivamente) ou um placebo diariamente por 6 meses. Verificou-se que a suplementação de vit E e vit C ↓ a fibrose hepática, especialmente em pacientes diabéticos com EHNA. No entanto, esta terapia não afetou a inflamação ou os níveis de ALT. • INGESTÃO DE VITAMINA C DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 65.
    65 SUPLEMENTAÇÃO DE ÁCIDOASCÓRBICO (VIT C) • DRIs, 1998 - Dosagem Diária Bebês 7 a 12 meses: 50 mg Crianças de 1 a 3 anos: 15 mg Crianças 4 a 8 anos: 25 mg Criannças 9 a 13 anos: 45 mg Mulheres 14 a 18 anos: 65 mg Homens 14 a 18 anos: 75 mg Mulheres a partir de 19 anos: 75 mg Homens a partir de 19 anos: 90 mg Grávidas menos de 18 anos: 80 mg Grávidas mais de 18 anos: 85 mg Lactantes menos de 18 anos: 115 mg Lactantes mais de 18 anos: 120 mg. • FONTES ALIMENTARES Alfafa, salsinha, brócolis, couve, pimenta vermelha, acerola, kiwi, laranja, mamão, goiaba e morango • ANVISA, 2018 – Nível máximo de segurança Lactentes: 1.727 mg 6 meses: Não Determinado 7 a 11 meses: Não Determinado 1 a 3 anos: 385 mg 4 a 8 anos: 625 mg 9 a 18 anos: 1.126 mg Adultos: 1.926 mg Gestantes: 1.723 mg.
  • 66.
    66 SUPLEMENTAÇÃO DE VITAMINAC NA PRÁTICA! Exemplo de suplementação para adultos: • Vitamina C revestida 150 mg. Aviar em cápsulas qsp. Uso: Consumir 1 dose duas vezes ao dia. Uma dose pela manhã e outra no período da tarde. • Luminecense INN® 50 mg. Aviar em cápsulas qsp. Uso: Consumir 1 dose duas vezes ao dia. Uma dose pela manhã e outra no período da tarde. *Manipular em cáps. vegetais, transparentes, isentas de lactose e corantes artificiais. DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 67.
    67 • VITAMINA D Níveisséricos de 25 (OH) D têm sido associados ao risco ↑ de vários distúrbios crônicos Por meio da ativação dos TLRs, a deficiência de vitamina D exacerba a DHGNA e está associada a marcadores inflamatórios hepáticos, EO e RI Pacientes com deficiência de vitamina D, medida pelo nível sérico de calcitriol, também mostraram ter um grau mais alto de necroinflamação hepática, estágio de fibrose mais avançado e progressão de fibrose mais rápida Além disso, a vitamina D inibe a ativação de monócitos e a expressão de TNF-α e interleucina-1 (IL-1) - os principais marcadores inflamatórios de lesão hepática relacionada à DHGNA A expressão hepática dos receptores de vitamina D, CYP2R1 e CYP27A1, foi negativamente correlacionada com a gravidade da inflamação da esteatose e escores de DHGNA em pacientes DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 68.
    68 • VITAMINA D- ATENÇÃO!!! Uma exposição de corpo inteiro ao sol de verão durante 21 minutos resulta em pôr, em média, 20.000 UI no corpo durante 48 horas Flutuação sazonal de vit. D: latitude, estação do ano e redução da exposição solar Recente metanálise, totalizando mais de 42.000 pacientes adultos: cada aumento de 10% no IMC leva a uma diminuição de 4% nas concentrações de 25 (OH) D DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 69.
    69 SUPLEMENTAÇÃO DE VITAMINAD (CALCIFEROL) ORIENTAR PACIENTE QUANTO EXPOSIÇÕ AO SOL, não apenas a suplementação • FONTES ALIMENTARES Peixes gordurosos (salmão, cavala, sardinha) e óleo de fígado de bacalhau • UL (limite de tolerância máxima) para Vitamina D (calciferol). IOM, 2011 Bebês 0 a 6 meses: 1.000 UI Bebês 7 a 12 meses: 1.500 UI Crianças 1 a 3 anos: 2.500 UI Crianças 4 a 8 anos: 3.000 UI Crianças e adolescentes 9 a 18 anos: 4.000 UI Maior de 18 anos: 4.000 UI • RDAs, 2010 - Dosagem Diária Bebês 0 a 12 meses: 400 UI Crianças e adolescentes 1 a 13 anos: 600 UI Adolescentes 14 a 18 anos: 600 UI Adultos 19 a 50 anos: 600 UI Adultos e idosos 51 a 70 anos: 600 UI Maior de 70 anos: 800 UI
  • 70.
    70 SUPLEMENTAÇÃO DE VITAMINAD NA PRÁTICA! Exemplo de suplementação para adultos: Colecalciferol 4.000 UI. Aviar em gotas ou cápsulas lipofílicas. Uso: Consumir 1 dose pela manhã ou a noite, podendo ser associado com outras vitaminas lipossolúveis. *Manipular em cáps. vegetais, transparentes, isentas de lactose e corantes artificiais. DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 71.
    71 ➢ Foi relatadoque polifenóis têm sido usados ​​para o tratamento da DHGNA. ➢ O resveratrol, um membro da família dos polifenóis, mostrou efeitos anti-esteatóticos, antiinflamatórios e antioxidantes. ➢ Ensaio duplo-cego, randomizado, controlado por placebo: 60 indivíduos com DHGNA receberam 2 cápsulas de placebo (grupo placebo) ou 2 cápsulas de resveratrol de 150 mg (grupo resveratrol) duas vezes ao dia durante 3 meses. Verificou-se que um tratamento de 2 cápsulas com 150mg de resveratrol / dia reduziu significativamente os níveis de AST, ALT, colesterol LDL e TC e melhorou o perfil de glicose em comparação com o grupo controle. ➢ Em comparação com o grupo placebo, o resveratrol ↓ significativamente AST, glicose e LDL em - 6,00 U/L (-9,00, -3,00 UL), -0,64 ± 0,31mmol/L e -0,41 ±0,35mmol/L, respectivamente (P≤0,001). ALT em -7,00 (-11,0, -2,50) U/L e CT -0,67 ± 0,50mmol/L, respectivamente (P = 0,002). HOMA IR (- 0,60 ±1,15, P = 0,016). • RESVERATROL DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 72.
  • 73.
    73 Quercetina potencializa a absorçãodo resveratrol Rocha D, 2018 adaptado de Br J Clin Pharmacol. 2011 Jul;72(1):27-38. DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 74.
    74 NA PRÁTICA COMO PACIENTE! SMOOTHIE DE FRUTAS VERMELHAS Ingredientes: 180 gramas de iogurte natural 1 xícara de frutas vermelhas (morangos, amoras ou mirtilos) 1 col. de chá de cacau em pó 1 colher (sobremesa) de farinha de semente de uva Preparo: Bater todos os ingredientes no liquidificador. ”Fonte em compostos polifenólicos como resveratrol, antocianinas, flavonols e catequinas que combatem processos inflamatórios que ocorrem no fígado”
  • 75.
    75 • Sugestão deSuplementação de Resveratrol Vinoxin® 250 mg Excipiente qsp, 1 unidade Uso: Consumir 1 dose ao dia, longe das refeições. *Não prescrever para gestantes, lactantes, pacientes em uso de anti coagulantes. **Manipular em cáps. vegetais, transparentes, isentas de lactose e corantes artificiais. Pool dos polifenóis com alta quantidade e qualidade! DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 76.
    76 CONSUMO DE CHÁVERDE E DHGNA Estudo duplo-cego randomizado: 17 pacientes (7 homens e 10 mulheres, 20-70 anos) com DHGNA consumiram 700 ml/d de chá verde com catequinas de alta densidade (1.080 mg de catequina em 700 ml - 7 indivíduos), catequinas de baixa densidade (200 mg de catequina em 700 ml – 5 indivíduos) ou placebo (0 mg de catequina em 700 ml – 5 indivíduos) por 12 semanas. Grupo catequina de ↑ densidade mostrou melhora significativa na razão de atenuação da tomografia computadorizada do fígado para o baço em comparação com os grupos de placebo e catequina de baixa densidade após 12 semanas de consumo. Grupo de catequina de ↑ densidade diminuiu significativamente os níveis séricos de ALT (- 42.1±11.3% vs. -3.1±7.8% e 0.5±5.1% grupo placebo e baiXo teor de catequina, respectivamente) e reduziu a excreção urinária de 8-isoprostano em comparação com o grupo de catequina de baixa densidade e placebo após 12 semanas de consumo. DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 77.
    77 CONSUMO DE CHÁVERDE E DHGNA QUAIS OS PROVÁVEIS MECANISMOS? EGCG ↓ estresse oxidativo em hepatócitos por meio de sua potente atividade antioxidante. Sugere-se que é necessário consumir ~ 1 g de catequinas todos os dias para reduzir o EO. As catequinas têm efeitos de inibição da lipase - enzima relacionadas à absorção de glicose e gordura. EGCG mostra atividade inibitória contra a lipase. As catequinas são um quelante natural do ferro e também servem para influenciar a absorção interna do ferro. Pacientes que consumiram 300 mg de EGCG ↓ absorção de ferro em 27% em comparação com os controles que consumiram placebo. Catequinas ↑ a atividade de enzimas (ex: β-oxidante mitocondrial) no fígado. DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 78.
    78 • Active EGCG95%® (cafeína free) 300 mg Excipiente qsp, 1 unidade. Uso: Tomar 1 dose ao dia. • Infusão de chá verde: 1 col. de chá da folha, infusão em uma xícara por 5 minutos com água quente. Chá verde cuidar: hipotireoidismo, pacientes com ferritina baixa, pacientes hipertesos e insônia. Não prescrever para gestantes e lactantes; Desintoxicação Hepática! DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA • 100 ml de infusão de chá verde: ~ 0.70mg de catequina, 2.26mg de galocatequina, 0.47mg de galocatequina 3-galato, 7.93mg de epicatequina, 7.50mg de epicatequina 3-galato, 19.68mg de epigalocatequina, 27.16mg de espigalocatequina 3-galato;
  • 79.
    79 Avalie individualidade bioquímica! Priorize alimentos fonte emnutrientes que atuam na detoxificação Avalie individualidade bioquímica! GAMA GT ↑à medida que o corpo tem que catabolizar um xenobiótico ou substância eletrofílica • GAMA GT ELEVADO DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 80.
    80 NA PRÁTICA COMO PACIENTE! 1) Identifique exposição à toxinas: agrotóxicos, poluentes, bisfenol-A, metais pesados, álcool. 2) Sintomas comuns de intoxicação: dores de cabeça/enxaqueca, depressão, fadiga generalizada, disfunção cognitiva, perda de memória, dificuldade na escrita. 3) Oriente paciente quanto ao consumo de peixes menores. 4) Alimentação sustentável e orgânica. 5) Substituição do consumo habitual leite animal por leites vegetais de coco, oleaginosas ou sementes - ↓ perclorato, gado que consome pastagem ou grãos com agrotóxicos? 6) Oriente sobre rotatividade entre alimentos de origem animal e vegetal. 7) Água de boa procedência (filtros especializados, filtro de barro). 8) Avalie processo detox do paciente (fígado 60-75%, rins e intestino ~20%). Utilize a orientação nutricional a seu favor e do seu paciente!
  • 81.
    81 • Chlorella Pyrenoidosa2 a 5 gramas/dia. Uso: 30 minutos antes das principais refeições. • Natural Cellular Defense Uso: 15 gotas ou 3 comprimidos, duas vezes ao dia. Aumentos significativos na excreção urinária de alumínio, antimônio, arsênico, bismuto, cádmio, chumbo, mercúrio, níquel e estanho DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 82.
    82 SUGESTÃO DE SUPLEMENTAÇÃOPARA AUMENTO DA CAPACIDADE ANTIOXIDANTE E COMBATE AO ESTRESSE OXIDATIVO 1) Glutationa lipossomal 150 mg N Acetil L Cisteína 200 mg MSM (Metil Sulfonil Metano) 200 mg Fosfatidilcolina 50 mg Uso: Consumir 1 dose duas vezes ao dia. 2) Ácido Alfa Lipóico 250 mg Uso: Consumir 1 dose uma a duas vezes ao dia, com estômago vazio. *Manipular em cáps. vegetais, transparentes, isentas de lactose e corantes artificiais. ** Ácido Alfa Lipóico: Manipular em cápsulas gastroresistentes, transparentes, isentas de lactose e corantes artificiais.
  • 83.
    • SILYBUM MARIANUML. 83 Previne depleção de glutationa Ativa enzimas antioxidantes Inibe peroxidação lipídica É capaz de doar elétrons de hidrogênio que estabilizam espécies radicais, Grupo catecol do anel β (anel β- hidroxilado) Apresenta atividade inibitória sobre várias enzimas: peroxidases, lipoxigenases e prostaglandina- sintetases, reduzindo a lipoperoxidação e a propagação do processo oxidativo Protege contra a degradação do DNA SOD, GSH, GSHPx, CAT DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 84.
    84 Regula vários mediadoresinflamatórios como TNF-α, interleucina IL-1β, IL-6 e IL-1 Impede a peroxidação dos lipídeos da membrana celular e das organelas dos hepatócitos, protegendo a integridade e a função hepática de eventuais substâncias tóxicas, tanto de origem endógenas como exógenas. Efeito hepatoprotetor! SILYBUM MARIANUM L. EXTRATO SECO • Dosagem Usual de 100 a 500 mg ao dia • Adultos: 70 a 140mg, até 3 vezes/dia, durante 5 a 6 semanas • Adolescentes: 75mg/dia • Crianças entre 10 e 15kg: 25mg, 3 vezes/dia • Crianças entre 15 e 30kg: 50mg, 3 vezes/dia DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 85.
    85 “Microrganismos vivos quesão benéficos à saúde humana quando consumidos em quantidades adequadas”. Ensaio controlado randomizado com 66 pacientes com EHNA (33 pacientes receberam Bifidobacterium longum com FOS e modificação do estilo de vida vs. 33 somente com modificação do estilo de vida... ... 24 semanas de Bifidobacterium longum com FOS e modificação do estilo de vida quando comparado à modificação do estilo de vida sozinha, ↓ significativamente TNF-α, PCR, níveis séricos de AST, HOMA-IR, endotoxina sérica, esteatose e o índice de atividade EHNA (p ≤ 0,05) 28 pacientes adultos com DHGNA: intervenção probiótica composta por 500 MI UFC de L. bulgaricus e Streptococcus thermophiles/dia por 3 meses. A terapia foi associada a uma ↓ significativa em enzimas hepáticas vs. placebo. Revisão sistemática e meta-análise de 25 ensaios clínicos randomizados: 1.309 pacientes com DHGNA sobre terapia pre/probiótica e simbiótica no período de 1,5 a 4,3 meses. Redução no IMC 0,37 kg/m2; IC 95%: 0,46 a 0,28; p <0,001), ALT 6,9 U/L (IC de 95%: 9,4 a 4,3); AST, 4,6 U/L (IC de 95%: 6,6 a 2,7); GGT, 7,9 U/L (IC de 95%: 11,4 a 4,4); p <0,001). • EIXO INTESTINO-FÍGADO DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 86.
    86 INULINA Inulina – Bifidobacterium 4-16g/d DOENÇAHEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 87.
    87 • SUGESTÃO DEPRO E PREBIÓTICOS NA ESTEATOSE HEPÁTICA (DHGNA) Adultos Lactobacillus Bulgaricus 1 BI UFC Metta Biotic® 100 mg Inulina 5 mg Fibregum B® 2,5 mg Excipiente qsp, 1 unidade. Uso: Ingerir 1 dose, duas vezes ao dia, por no mínimo 3 meses. Crianças Lactobacillus Bulgaricus 1 BI UFC Metta Biotic® 30 mg Inulina 5 mg Fibregum B® 3 mg Excipiente qsp, 1 unidade. Uso: Ingerir 1 dose ao dia, por no mínimo 3 meses. • EIXO INTESTINO-FÍGADO Metta Biotic® B. adolescentis, B. bifidum, B. breve, B. lactis, B. longum, L. delbruekii, L. gasseri, L. plantarum, L. rhamnosus S. thermophilus 100mg = 10 bilhões UFC DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCÓOLICA
  • 88.
    88 RECAPTULANDO INTERVENÇÃO DIETÉTICANA DHGNA E DISTÚRBIOS ASSOCIADOS! • Entenda e domine tudo sobre a fisiopatologia e exames laboratoriais no metabolismo lipídico • Corrigir excesso de gordura corporal (individualidade) • Corrigir distúrbios metabólicos e possíveis causas de hiperinsulinemia e/ou RI (individualidade) • Oriente sobre AGEs, bem como método de preparo dos alimentos • Alimentação de baixo a médio IG e CG • Evitar consumo de açúcar e alimentos refinados • Evitar consumo de frutose e gordura Trans • Consumo moderado de vinho tinto • Gordura saturada até 10% do VET • Dieta com bom suporte adequado em ômega 3 (cálculo razão W6/W3) • Dieta com bom suporte em fibras • Dieta com bom suporte em gorduras monoinsaturadas • Dieta linha mediterrânica • Inclusão de azeite de oliva extravirgem, oleaginosas, abacate • Dieta fonte rica em compostos polifenólicos: resveratrol, catequinas, antocianidinas, flavonols • Dieta fonte em vitaminas E, C • Vitamina D • Pro e Prebióticos adequados • Silimarina • Glutationa lipossomal, NAC ou AAL, MSM, colina
  • 89.
    89 “SE QUISER IRRÁPIDO, VÁ SOZINHO. SE QUISER IR LONGE, VÁ ACOMPANHADO.”
  • 90.
    90 REFERÊNCIAS 1) Lee TH,Kim WR, Poterucha JJ . Evaluation of elevated liver enzymes. Clin Liver Dis 2012; 16(2): 183-98. 2) American Gastroenterological Association medical position statement: evaluation of liver chemistry tests. Gastroenterology 2002;123:1364- 6. 3) D. Lio et al. Laboratory parameters in centenarians of Italian ancestry. Experimental Gerontology 43 (2008) 119–122. 4) Gabbay, Monica, Cesarini, Paulo R., & Dib, Sergio A.. (2003). Diabetes melito do tipo 2 na infância e adolescência: revisão da literatura. Jornal de Pediatria, 79(3), 201-208. 5) Matthews DR et al. Homeostasis model assessment: insulin resistance and beta-cell function from fasting plasma glucose and insulin concentrations in man. Diabetologia. 1985 Jul;28(7):412-9. 6) Daubioul CA, Horsmans Y, Lambert P, Danse E, Delzenne NM. Effects of oligofructose on glucose and lipid metabolism in patients with nonalcoholic steatohepatitis: results of a pilot study. Eur J Clin Nutr. 2005 May;59(5):723-6. 7) Bernaud, Fernanda Sarmento Rolla, & Rodrigues, Ticiana C.. (2013). Fibra alimentar: ingestão adequada e efeitos sobre a saúde do metabolismo. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, 57(6), 397-405. 8) Whitehead A, Beck EJ, Tosh S, Wolever TM. Cholesterol-lowering effects of oat β-glucan: a meta-analysis of randomized controlled trials. Am J Clin Nutr. 2014;100(6):1413-1421. 9) Fibregum B®. Informe técnico Galena. 10) Brand-Miller J, Foster-Powell K, Colagiuru S. A nova revolução da glicose. Rio de Janeiro: Elsevier; 2003. 11)Brand-Miller JC. Postprandial glycemia, glycemic index, and the prevention of type 2 diabetes. Am J Clin Nutr. 2004;80(2):243-4. 12) Santos R.D., Gagliardi A.C.M., Xavier H.T., Magnoni C.D., Cassani R ., Lottenberg A.M.P. et al. Sociedade Brasileira de Cardiologia. I Diretriz sobre o consumo de Gorduras e Saúde Cardiovascular. Arq Bras Cardiol. 2013;100(1Supl.3):1-40. 13) Sposito AC, Caramelli B, Fonseca FAH, Bertolami MC. IV Diretriz Brasileira Sobre Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Disponível em: http://publicacoes.cardiol.br/consenso/2007/IV_diretriz_DA.asp. 14) C.A. MARTIN et al. Ácidos graxos poliinsaturados ômega-3 e ômega-6: importância e ocorrência em alimentos. Rev. Nutr., Campinas, 19(6):761-770, nov./dez., 2006. 15)Institute of Medicine, Food and Nutrition Board. Dietary reference intakes for energy, carbohydrate, fiber, fat, fatty acids, cholesterol, protein, and amino acids (macronutrients). Washington, DC: National Academy Press; 2005. 16)Asaoka Y, Terai S, Sakaida I, Nishina H. The expanding role of fish models in understanding non-alcoholic fatty liver disease [published correction appears in Dis Model Mech. 2014 Mar;7(3):409]. Dis Model Mech. 2013;6(4):905-914. 17) Bradberry JC, Hilleman DE. Overview of omega-3 Fatty Acid therapies. P T. 2013;38(11):681-691.
  • 91.
    91 17) Markova M,Pivovarova O, Hornemann S, Sucher S, Frahnow T, Wegner K, Machann J, Petzke KJ, Hierholzer J, Lichtinghagen R, Herder C, Carstensen-Kirberg M, Roden M, Rudovich N, Klaus S, Thomann R, Schneeweiss R, Rohn S, Pfeiffer AF. Isocaloric Diets High in Animal or Plant Protein Reduce Liver Fat and Inflammation in Individuals With Type 2 Diabetes. Gastroenterology. 2017 Feb;152(3):571-585.e8. 18) Kwon HK, Greenson JK, Conjeevaram HS. Effect of lifetime alcohol consumption on the histological severity of non-alcoholic fatty liver disease. Liver Int. 2014 Jan;34(1):129-35. 19) Vimaleswaran KS, Berry DJ, Lu C, Tikkanen E, Pilz S, et al.: Causal relationship between obesity and vitamin D status: bidirectional Mendelian randomization analysis of multiple cohorts. PLoS Med 10(2), e1001383, 2013. 20) Chen S, Zhao X, Ran L, Wan J, Wang X, Qin Y, Shu F, Gao Y, Yuan L, Zhang Q, Mi M. Resveratrol improves insulin resistance, glucose and lipid metabolism in patients with non-alcoholic fatty liver disease: a randomized controlled trial. Dig Liver Dis. 2015 Mar;47(3):226-32. 21) Chachay VS, Kirkpatrick CM, Hickman IJ, Ferguson M, Prins JB, Martin JH. Resveratrol--pills to replace a healthy diet?. Br J Clin Pharmacol. 2011;72(1):27-38. 22) Bonnefont-Rousselot D. Resveratrol and Cardiovascular Diseases. Nutrients. 2016;8(5):250. 23) Sakata R, Nakamura T, Torimura T, Ueno T and Sata M: Green tea with high-density catechins improves liver function and fat infiltration in non-alcoholic fatty liver disease (NAFLD) patients: A double-blind placebo-controlled study. Int J Mol Med 32: 989-994, 2013. 24) Epigalocatequina-galato (EGCG) Extrato padronizado em 95%. Informe técnico Lemma Suplay. Disponível em: https://www.lemma.com.br/pt-br/produto/active-egcg-epigalocatequina-galato 25) Voroneanu L, Nistor I, Dumea R, Apetrii M, Covic A. Silymarin in Type 2 Diabetes Mellitus: A Systematic Review and Meta-Analysis of Randomized Controlled Trials. J Diabetes Res. 2016;2016:5147468. 26) Silybum Marianum (L.) Gaertn . Informe técnico Iberoquímica. Disponível em: http://iberoquimica.com.br/Arquivos/Insumo/arquivo- 114047.pdf 27) Li J, Cordero P, Nguyen V, Oben JA. The Role of Vitamins in the Pathogenesis of Non-alcoholic Fatty Liver Disease. Integr Med Insights. 2016;11:19-25. 28) Ullah R, Rauf N, Nabi G, Ullah H, Shen Y, Zhou YD, Fu J. Role of Nutrition in the Pathogenesis and Prevention of Non-alcoholic Fatty Liver Disease: Recent Updates. Int J Biol Sci. 2019 Jan 1;15(2):265-276. 29) Perdomo CM, Frühbeck G, Escalada J. Impact of Nutritional Changes on Nonalcoholic Fatty Liver Disease. Nutrients. 2019 Mar 21;11(3):677. 30 30) Nemer, A. S. A.; Neves, F. J.; Ferreira, J. E. S.. Manual de solicitação e interpretação de exames laboratoriais. Editora Revinter, 2010.
  • 92.
    92 31) Ghiringhello, MariaT., Vieira, José Gilberto H., Tachibana, Teresinha T., Ferrer, Cláudia, Maciel, Rui M.B., Amioka, Patrícia H.C., Hauache, Omar M., Oliveira, Cláudia H.M.C. de, Khawali, Cristina, & Reis, André F.. (2006). Distribution of HOMA-IR in Brazilian subjects with different body mass indexes. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, 50(3), 573-574. 32) Polifenóis presentes no chá verde. Disponível em: http://phenol-explorer.eu/contents/food/29 33) Voroneanu L, Nistor I, Dumea R, Apetrii M, Covic A. Silymarin in Type 2 Diabetes Mellitus: A Systematic Review and Meta-Analysis of Randomized Controlled Trials. J Diabetes Res. 2016;2016:5147468. 34) Instrução Normativa - IN Nº 28, de 26 de Julho de 2018. Ministério da Saúde – MS, Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA. Disponível em: http://portal.anvisa.gov.br/documents/10181/3898888/IN_28_2018_.pdf/84235aa6-978d-4240-bc02- 1080a0d2cbfd 35) Institute of Medicine. Food and Nutrition Board. Dietary Reference Intakes: Vitamin C, Vitamin E, Selenium, and Carotenoids. Disponível em: https://ods.od.nih.gov/factsheets/VitaminE-HealthProfessional/#en6 36) Institute of Medicine. Food and Nutrition Board. Dietary Reference Intakes: Thiamin, Riboflavin, Niacin, Vitamin B6, Folate, Vitamin B12, Pantothenic Acid, Biotin, and Choline. Washington, DC: National Academy Press; 1998. Disponível em: https://ods.od.nih.gov/ 37) Fibregum B®. Informe técnico Galena.