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O império romano
ROMA, CIDADE ORDENADORA DE UM IMPÉRIO
URBANO
A CIDADE QUE SE FEZ IMPÉRIO
Império: estado constituído por vários territórios, um dos
quais exerce o domínio político e a exploração económica
sobre os outros.
Roma nasceu de uma pequena povoação que aos poucos se
foi desenvolvendo. Após a expulsão dos Etruscos
implantou-se uma república e alargou-se as fronteiras,
conquistando terras e formando um dos maiores impérios
de sempre, rodeado pelo mar mediterrâneo ao qual os
Romanos davam o nome de maré nostrum.
O espaço imperial romano localiza-se na Península Itálica.
No séc. III a.C., Roma, para além de dominar a Península
Itálica, também dominava o norte de África e parte da
Península Ibérica. À medida que os séculos passavam Roma
foi conquistando mais territórios, poder e fortuna. Até ao
século I e II, já depois de Cristo, Roma ainda conquistou a
Grécia, a Macedónia, a Judeia, o Egipto, a Gália, a Britânia e
a Dácia.
UM MUNDO DE CIDADES
O império romano era um mundo de cidades com
instituições governativas próprias. Roma era a mais
importante cidade do império, a urbe por excelência.
A Civilização romana é essencialmente urbana, porque a
cidade é o centro económico, político social, administrativo
e cultural. A urbe não é um simples conjunto de edifícios,
mas uma associação destinada a satisfazer hábitos,
necessidades e interesses comuns daqueles que a habitam.
Roma é o centro do poder e coração do império: tudo a ela
está ligado por meio de estradas e pontes. Esta era o
modelo a seguir e estendia o seu modo de organização a
todo o império.
Urbe: termo usado na Antiga Roma para designar uma
cidade ou recinto urbano
DAS MAGISTRATURAS REPUBLICANAS AO PODER DO
IMPERADOR
A partir da governação do primeiro imperador romano,
Octávio César Augusto, os poderes das velhas instituições
públicas (Senado, Comícios e Magistraturas) foram
reforçados, mas também centrados no imperador.
Senado: assembleia permanentemente composta pelos
cidadãos mais prestigiados
-controla as Magistraturas
Magistraturas: altos cargos do Estado, atribuídos por
eleição, durante um ano
-propõem as leis aos Comícios.
Comícios: assembleias periódicas de carácter popular
representativas do Povo Romano;
- elegem as Magistraturas
A enorme extensão do Império Romano exigia um poder forte,
capaz de irradiar a autoridade máxima de Roma e,
simultaneamente, assegurar a ordem e segurança nas
províncias. O Império Romano crescera e problemas de âmbito
militar, económico, social e político, já não eram de todo
resolvidos pelas instituições. Eclodiram, desta forma, várias
guerras civis. O período imperial só se inicia com Octávio.
A UNIDADE DO MUNDO IMPERIAL
1. O culto a Roma e ao Imperador
Quando, em 27 a.C., Octávio recebeu do Senado o título de
Augusto, passou a ser considerado mais do que um homem:
tornou-se objeto de culto e de veneração por todo o
império. O culto a Augusto assumiu-se como um facto
unificador.
Meios da unidade do mundo imperial:
-exército numeroso, bem organizado e disciplinado
-pax romana
-ampla rede de estradas
-a língua – o latim
2. A codificação do Direito
Os Romanos criaram o direito de modo que a administração
e a convivência pacífica do seu vasto império se tornassem
possíveis e isto não seria concretizado sem a existência de
leis que definissem as normas a seguir nos problemas do
quotidiano.
 “lei das XII tábuas”
 “o código Justiniano”
3. A progressiva extensão da cidadania
A plena cidadania romana implicava um conjunto de
direitos e deveres civis e políticos que incluíam:
Direitos Deveres
de contrair matrimónio de prestar serviço militar
de proceder a atos
jurídicos
de pagar impostos
de possuir terras e de
transacionar
de se recensear
de votar e de ser eleito
de participar nos cultos
públicos
de servir no exército
de usar toga
de desempenhar cargos
das magistraturas
Até ao século I a.C., a cidadania plena (Direito Romano)
estava reservada aos naturais da cidade de Roma e aos seus
descendentes e a quem se destacasse pelo valor. A Itália
usufruía do Direito Latino. Em 49 a.C., em Itália, todos os
homens livres foram equiparados a cidadãos romanos,
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O império romano
enquanto no resto do Império a maioria das cidades não
tinha sequer a honra do direito latino. Em 212, o Imperador
Caracala concedeu a plena cidadania romana a todos os
habitantes livres do Império.
Razões para a concessão da cidadania a todos os habitantes
livres do império
-necessidade de reforçar a centralização do poder e a
autoridade do estado romano
-necessidade de aumentar os recursos financeiros, pois os
cidadãos estavam obrigados ao pagamento de impostos
-necessidade de aumentar o número de legionários que
serviam no exército
A AFIRMAÇÃO IMPERIAL DE UMA CULTURA
URBANA PRAGMÁTICA
A CULTURA ROMANA
A cultura romana era caracterizada por ser pragmática pois,
tinha um sentido prático naquilo que criava, privilegiando a
utilidade e, com influência helénica devido à admiração dos
romanos pelos gregos, imitando-os no que toca à arte,
filosofia e religião, que era também politeísta.
Pragmatismo: sentido prático, atitude que privilegia a
utilidade a eficiência como critérios de atuação
O Direito é justamente considerado como o expoente
máximo do pragmatismo romano.
A PADRONIZAÇÃO DO URBANISMO
As cidades romanas eram muito organizadas e tinham uma
planta bastante retilínea, no qual duas ruas principais se
cruzavam: o cardo e o decumano. O Fórum era a grande
praça pública, o centro administrativo e religioso da cidade;
aqui ficava a cúria, a basílica, os templos e o mercado. Nas
cidades havia também os edifícios para o lazer: as termas, o
circo e os anfiteatros; os edifícios comemorativos: arcos de
triunfo e as colunas; e os edifícios utilitários: aquedutos,
pontes e esgotos.
Havia também dois tipos de habitações a Domus e a
Insulae. A Domus eram as casas particulares das famílias
mais ricas e a Insulae era os prédios com várias habitações,
onde viviam os habitantes ais pobres.
A Arquitetura
Na arquitetura foram implementadas algumas diferenças
relativamente ao ideal grego como, por exemplo, terem
erguido os templos numa plataforma elevada (podium), a
construção em betão, a utilização de abóbodas de berço, o
uso da cúpula e a criação da ordem compósita, que
corresponde à conjugação das 3 ordens já existentes
(dórica, jónica, coríntia) e da toscana.
Características da Ordem Toscana: a coluna apresenta base
circular, o fuste é liso, sem caneluras, o capitel é simples e
não apresenta ornamentos.
Características da Ordem Compósita: a coluna apresenta
base circular, o fuste apresenta caneluras, o capitel é a
junção das volutas da ordem jónica com as folhas de acanto
da ordem coríntia, é profundamente decorada.
A Escultura
Procuravam honrar o imperador, os generais e pessoas mais
importantes, divulgando a sua imagem e os seus atos. O seu
realismo técnico e formal originou autênticos retractos, que
sugerem aspetos psicológicos e de carácter das
personalidades.
A APOLOGIA DO IMPÉRIO NA ÉPICA E NA
HISTORIOGRAFIA
Inúmeros foram os historiadores que ao longo do tempo
dedicaram as suas vidas a criar obras que enalteciam o
passado histórico dos romanos.
No império, a poesia era o género literário mais praticado
pelos romanos. Poetas como Virgílio, Horácio e Ovídio
souberam dar ao latim uma expressão sublime. A
historiografia, também desempenhou um papel importante
na glorificação e legitimação das conquistas e na própria
ideia do Império Romano como Império Universal.
Historiadores como Tito Lívio e Políbio são muito
glorificados pelo povo.
A FORMAÇÃO DE UMA REDE ESCOLAR URBANA
UNIFORMIZADA
No que diz respeito à educação, Roma seguiu o modelo
grego que procurava a educação o mais completa possível,
no entanto, Roma tinha a formação de uma rede escolar
uniformizada pois era destinada para ambos os sexos, ou
seja, tanto feminino como masculino.
7-12 anos: praticava-se a leitura, a escrita, o cálculo, a
aprendizagem de princípios cívicos e decorava-se trechos
poéticos de modo a adquirirem valores e atitudes
12-15 anos: aprendia-se línguas, literatura, história,
geografia, matemática, astronomia e música
A partir dos 17 e só para rapazes ou elites: aprendia-se a
retórica e direito para proporcionar bases para a carreira
pública
A ROMANIZAÇÃO DA PENÍNSULA IBÉRICA
Romanização: processo de transmissão da cultura romana
aos diversos povos do império e integração plena das
províncias no espaço civilizacional.
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O império romano
A CONQUISTA DA PENÍNSULA IBÉRICA
Iniciou-se em 218 a.C. e só culminou em 19 a.C. Foi um
processo difícil e atribulado devido à persistência dos povos
do norte e centro da Hispânia, entre eles os Lusitanos, os
Calaicos, os Ástures e os Cântabros. A península era atrativa
devido principalmente à existência de metais e ao desejo
dos romanos de expandir o seu território para o mundo
desconhecido.
OS FATORES DE ROMANIZAÇÃO
Aculturação: processo de adaptação de um grupo ou povo a
uma cultura diferente da sua.
Assim se entende que, no caso romano, as regiões do
Ocidente tenham sido mais profundamente romanizadas do
que as do Oriente, onde o brilhantismo da cultura helénica
bloqueou, em parte, o processo de romanização.
Município: Cidade dotada de ampla autonomia
administrativa, que se rege por instituições semelhantes às
da cidade de Roma.
Aos municípios pode ser atribuído o Direito Latino (que
equivale à cidadania incompleta) ou o Direito Romano (a
plena cidadania), o que, em ambos os casos, corresponde a
um estatuto elevado. Por isso se considera que a
proliferação deste tipo de cidades favoreceu o processo de
romanização. A expansão da cultura romana deu-se, na
Hispânia (Península Ibérica), mais rapidamente no sul do
que no norte devido à resistência dos povos autóctones.
Apesar disso, o processo de romanização foi bem aceite
devido a diversos fatores:
 colonos: eram os cidadãos romanos que, partindo da
península itálica, migravam para as diversas regiões
do império, levando os seus usos e costumes.
 comerciantes: percorriam todas as regiões do
império, levando não só os produtos dumas áreas
para as outras, mas também as notícias e a língua
latina.
 direito: as leis romanas eram impostas aos povos
conquistados, contribuindo para a sua integração no
império.
 língua: o latim impôs-se, sobretudo, na parte
ocidental do império; na parte oriental, imperava o
grego.
- os romanos divulgavam o latim, preferentemente às
pessoas mais jovens, entre os povos conquistados,
contribuindo, assim, para a integração rápida da
geração mais nova.
 legiões: os legionários – forças armadas romanas –
impunham a dominação e progressiva integração dos
povos conquistados, pela força brutal das armas.
 rede viária: os romanos construíram uma gigantesca
rede de estradas –vias – por todo o império, que
facilitaram a deslocação mais rápida de legionários,
colonos e comerciantes.
O DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO E A REDE
VIÁRIA
Com a chegada dos Romanos, houve profundas alterações a
nível económico no território português. Antes,
predominava uma economia pobre, sustentada pela
pastorícia, onde o comércio era raro e a moeda
praticamente não circulava. A agricultura passou a ser
intensiva, virada para a exportação. Produzia-se
principalmente os cereais, o vinho e o azeite de alta
qualidade. Manteve-se uma criação pecuária abundante,
com excelentes bovinos, suínos e boa qualidade de lã.
Desenvolveram-se indústrias, de extração mineira, as forjas,
olarias, tecnologias e conserveiras e o famoso garum
(conservas de peixe). Cresceram as feiras, multiplicaram-se
os mercados. A moeda circulava abundantemente. Tudo
isto não era conseguido se não existisse a excelente rede de
estradas de Roma, que formaram um só espaço económico
e partilhavam o dinamismo de todo o Império, um pasço
económico vasto, articulado e coeso.
LEGADO ROMANO PARA A CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL
A herança da civilização romana faz-se sentir ainda hoje.
Direito e
instituiçõe
s
1. o direito romano, estudado nas
universidades, é uma das bases do Direito
moderno, fundamental para compreender a
ciência jurídica
2. adoção da designação de instituições como
senado e município
Arte
1. inovações arquitetónicas (arco de volta
perfeita, cúpula, aquedutos e pontes)
2. importância do retrato e do realismo das
figuras
Literatura
1. autores como Vírgilio, Horácio e Tito Lívio
serviram de modelo para a poesia e a prosa
2. a mitologia romana foi integrada na
literatura ocidental e inspirou guiões de filmes
como Hércules
Religião o Cristianismo
Língua
1. palavras e expressões latinas usadas no
direito, na arquitetura na taxonomia científica
de animais e de plantas, em cerimónias
religiosas católicas, na designação dos dias e
dos meses do ano, no uso corrente de
locuções latinas
2. o latim está presente na origem das três
grandes famílias linguísticas do Ocidente
(latinas, germânicas e eslavas)
3. o alfabeto romano na maior parte dos
países ocidentais
4. numeração romana
A Época Clássica, que corresponde ao período que decorreu
desde o século VIII a.C. até 476, foi marcada pelas
realizações das civilizações grega e romana.
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O império romano
O IMPÉRIO UNIVERSAL ROMANO-CRISTÃO
O CRISTIANISMO E O IMPÉRIO ROMANO-CRISTÃO
Nos primeiros 3 séculos da nossa era, crescia o número de
cristãos à medida que, repetida e frequentemente, eram
reprimidos pelo poder imperial, mesmo mortalmente. Além
disso, pregavam a igualdade, em termos de salvação futura
e religiosa, entre os senhores e os escravos.
O cristianismo teve um sucesso crescente nas cidades, entre
os pobres, mulheres e escravos, inicialmente. A partir do
séc. IV, a doutrina cristã começa a influenciar os mais ricos.
Em 313, com o Édito de Milão, o imperador Constantino
decretou a liberdade de culto dos cristãos, acabando as
perseguições de que tinham sido vítimas.
Em 325, o Concílio de Niceia, convocado pelo próprio
Constantino, definiu o dogma cristão católico (universal),
condenando as doutrinas contrárias àquela que a Igreja
defendia, organização esta, entretanto, desenvolvida e
protegida pelos imperadores.
O imperador Constantino instituiu o cesaropapismo,
supremacia do poder político sobre a Igreja.
O Concílio de Constantinopla, em 381, tratou da
organização eclesiástica, determinando a importância
fundamental do bispo de Roma, o papa, que tinha o
primado sobre toda a cristandade, e dos bispos sobre as
suas dioceses. Os presbíteros dirigiam as paróquias, a mais
pequena unidade administrativa da Igreja. Paralelamente
ao clero secular, papas, bispos e presbíteros, havia o clero
regular, frades e freiras, que seguiam a regra dos
fundadores dos seus mosteiros.
Em 380, com o Édito de Salónica, o imperador Teodósio
impôs o cristianismo como religião oficial do império
romano, proibindo todas as outras religiões.
Então, os cristãos passaram a perseguidores dos adeptos
doutras religiões, a quem chamavam “pagãos”, que eram,
sobretudo, habitantes rurais.
O IMPÉRIO EM CRISE
Os séculos IV e V que marcam o triunfo do Cristianismo são
também aqueles em que se desmorona o poder romano.
Uma grave crise interna abala a autoridade do imperador e
a organização do exército, que se mostra fraco perante os
povos bárbaros que, do exterior, o ameaçam. Internamente,
sofreu uma rápida sucessão de imperadores que eram
submetidos aos caprichos dos exércitos. Diocleciano
inicialmente adotou o sistema da Tetrarquia Imperial,
repartindo a defesa e administração do Império por 4
líderes que habitavam em cidades junto das fronteiras. Já
Teodósio dividiu o Império em Ocidente e Oriente, o
primeiro com capital em Roma e o segundo em
Constantinopla. Porém, todas as soluções se revelam
infrutíferas face ao ímpeto dos invasores, que, numa
avalanche, percorrem e devastam o espaço romano. O
império do Ocidente cai definitivamente em 476 e a Europa
sofre um fracionamento. A queda do império do Ocidente
significou o fim da Época Clássica e o início da Idade Média.
A Igreja torna-se o centro das decisões, visto que foi a única
instituição que se manteve organizada no meio de toda esta
revolução.
RAZOES PARA A QUEDA DO IMPÉRIO
Com o fim das conquistas, a mão de obra escrava diminuiu,
a produção agrícola também e, por isso, os preços subiram.
As minas, por falta de escravos, produziam cada vez menos
ouro e prata, provocando escassez de meios de pagamento.
Não havia regras fixas para a sucessão imperial: umas vezes
era por parentesco, outras por nomeação do senado e
ainda outras com as legiões a imporem o novo imperador.
 Esta desorganização enfraquecia o império, levando a
guerras civis.
 Do ano 192 a 282, houve 80 imperadores.
Nos séculos IV e V, as legiões eram formadas, sobretudo,
por mercenários, muitos deles bárbaros.
Havia constantes revoltas nas legiões, o que facilitava a
entrada crescente, através das fronteiras do império, dos
povos bárbaros.
CONSEQUÊNCIAS DAS INVASOES BARBARAS
Liquidação do império romano do ocidente e formação de
vários “Estados bárbaros”. A parte oriental do império
continuou, mas enfraquecida e pobre.
A Igreja Católica aguentou as invasões e promoveu a
cristianização dos povos bárbaros, que, progressivamente,
adotaram a nova religião cristã.
Regressão económica: com grande parte da economia
arruinada nas cidades, deu-se uma ruralização das
populações, refugiando-se nos campos e produzindo,
sobretudo, em economia de subsistência.
Muitos camponeses “encomendavam-se” aos novos
senhores bárbaros, passando a trabalhar para estes, em
troca de proteção.
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  • 1.
    Modelo romano Matemática (EscolaSecundária da Maia) Verifica para abrir em Studocu A Studocu não é patrocinada ou endossada por alguma faculdade ou universidade Modelo romano Matemática (Escola Secundária da Maia) Verifica para abrir em Studocu A Studocu não é patrocinada ou endossada por alguma faculdade ou universidade Descarregado por José Pedro Silva (pedrogond@gmail.com) lOMoARcPSD|45863289
  • 2.
    O império romano ROMA,CIDADE ORDENADORA DE UM IMPÉRIO URBANO A CIDADE QUE SE FEZ IMPÉRIO Império: estado constituído por vários territórios, um dos quais exerce o domínio político e a exploração económica sobre os outros. Roma nasceu de uma pequena povoação que aos poucos se foi desenvolvendo. Após a expulsão dos Etruscos implantou-se uma república e alargou-se as fronteiras, conquistando terras e formando um dos maiores impérios de sempre, rodeado pelo mar mediterrâneo ao qual os Romanos davam o nome de maré nostrum. O espaço imperial romano localiza-se na Península Itálica. No séc. III a.C., Roma, para além de dominar a Península Itálica, também dominava o norte de África e parte da Península Ibérica. À medida que os séculos passavam Roma foi conquistando mais territórios, poder e fortuna. Até ao século I e II, já depois de Cristo, Roma ainda conquistou a Grécia, a Macedónia, a Judeia, o Egipto, a Gália, a Britânia e a Dácia. UM MUNDO DE CIDADES O império romano era um mundo de cidades com instituições governativas próprias. Roma era a mais importante cidade do império, a urbe por excelência. A Civilização romana é essencialmente urbana, porque a cidade é o centro económico, político social, administrativo e cultural. A urbe não é um simples conjunto de edifícios, mas uma associação destinada a satisfazer hábitos, necessidades e interesses comuns daqueles que a habitam. Roma é o centro do poder e coração do império: tudo a ela está ligado por meio de estradas e pontes. Esta era o modelo a seguir e estendia o seu modo de organização a todo o império. Urbe: termo usado na Antiga Roma para designar uma cidade ou recinto urbano DAS MAGISTRATURAS REPUBLICANAS AO PODER DO IMPERADOR A partir da governação do primeiro imperador romano, Octávio César Augusto, os poderes das velhas instituições públicas (Senado, Comícios e Magistraturas) foram reforçados, mas também centrados no imperador. Senado: assembleia permanentemente composta pelos cidadãos mais prestigiados -controla as Magistraturas Magistraturas: altos cargos do Estado, atribuídos por eleição, durante um ano -propõem as leis aos Comícios. Comícios: assembleias periódicas de carácter popular representativas do Povo Romano; - elegem as Magistraturas A enorme extensão do Império Romano exigia um poder forte, capaz de irradiar a autoridade máxima de Roma e, simultaneamente, assegurar a ordem e segurança nas províncias. O Império Romano crescera e problemas de âmbito militar, económico, social e político, já não eram de todo resolvidos pelas instituições. Eclodiram, desta forma, várias guerras civis. O período imperial só se inicia com Octávio. A UNIDADE DO MUNDO IMPERIAL 1. O culto a Roma e ao Imperador Quando, em 27 a.C., Octávio recebeu do Senado o título de Augusto, passou a ser considerado mais do que um homem: tornou-se objeto de culto e de veneração por todo o império. O culto a Augusto assumiu-se como um facto unificador. Meios da unidade do mundo imperial: -exército numeroso, bem organizado e disciplinado -pax romana -ampla rede de estradas -a língua – o latim 2. A codificação do Direito Os Romanos criaram o direito de modo que a administração e a convivência pacífica do seu vasto império se tornassem possíveis e isto não seria concretizado sem a existência de leis que definissem as normas a seguir nos problemas do quotidiano.  “lei das XII tábuas”  “o código Justiniano” 3. A progressiva extensão da cidadania A plena cidadania romana implicava um conjunto de direitos e deveres civis e políticos que incluíam: Direitos Deveres de contrair matrimónio de prestar serviço militar de proceder a atos jurídicos de pagar impostos de possuir terras e de transacionar de se recensear de votar e de ser eleito de participar nos cultos públicos de servir no exército de usar toga de desempenhar cargos das magistraturas Até ao século I a.C., a cidadania plena (Direito Romano) estava reservada aos naturais da cidade de Roma e aos seus descendentes e a quem se destacasse pelo valor. A Itália usufruía do Direito Latino. Em 49 a.C., em Itália, todos os homens livres foram equiparados a cidadãos romanos, 1 Descarregado por José Pedro Silva (pedrogond@gmail.com) lOMoARcPSD|45863289
  • 3.
    O império romano enquantono resto do Império a maioria das cidades não tinha sequer a honra do direito latino. Em 212, o Imperador Caracala concedeu a plena cidadania romana a todos os habitantes livres do Império. Razões para a concessão da cidadania a todos os habitantes livres do império -necessidade de reforçar a centralização do poder e a autoridade do estado romano -necessidade de aumentar os recursos financeiros, pois os cidadãos estavam obrigados ao pagamento de impostos -necessidade de aumentar o número de legionários que serviam no exército A AFIRMAÇÃO IMPERIAL DE UMA CULTURA URBANA PRAGMÁTICA A CULTURA ROMANA A cultura romana era caracterizada por ser pragmática pois, tinha um sentido prático naquilo que criava, privilegiando a utilidade e, com influência helénica devido à admiração dos romanos pelos gregos, imitando-os no que toca à arte, filosofia e religião, que era também politeísta. Pragmatismo: sentido prático, atitude que privilegia a utilidade a eficiência como critérios de atuação O Direito é justamente considerado como o expoente máximo do pragmatismo romano. A PADRONIZAÇÃO DO URBANISMO As cidades romanas eram muito organizadas e tinham uma planta bastante retilínea, no qual duas ruas principais se cruzavam: o cardo e o decumano. O Fórum era a grande praça pública, o centro administrativo e religioso da cidade; aqui ficava a cúria, a basílica, os templos e o mercado. Nas cidades havia também os edifícios para o lazer: as termas, o circo e os anfiteatros; os edifícios comemorativos: arcos de triunfo e as colunas; e os edifícios utilitários: aquedutos, pontes e esgotos. Havia também dois tipos de habitações a Domus e a Insulae. A Domus eram as casas particulares das famílias mais ricas e a Insulae era os prédios com várias habitações, onde viviam os habitantes ais pobres. A Arquitetura Na arquitetura foram implementadas algumas diferenças relativamente ao ideal grego como, por exemplo, terem erguido os templos numa plataforma elevada (podium), a construção em betão, a utilização de abóbodas de berço, o uso da cúpula e a criação da ordem compósita, que corresponde à conjugação das 3 ordens já existentes (dórica, jónica, coríntia) e da toscana. Características da Ordem Toscana: a coluna apresenta base circular, o fuste é liso, sem caneluras, o capitel é simples e não apresenta ornamentos. Características da Ordem Compósita: a coluna apresenta base circular, o fuste apresenta caneluras, o capitel é a junção das volutas da ordem jónica com as folhas de acanto da ordem coríntia, é profundamente decorada. A Escultura Procuravam honrar o imperador, os generais e pessoas mais importantes, divulgando a sua imagem e os seus atos. O seu realismo técnico e formal originou autênticos retractos, que sugerem aspetos psicológicos e de carácter das personalidades. A APOLOGIA DO IMPÉRIO NA ÉPICA E NA HISTORIOGRAFIA Inúmeros foram os historiadores que ao longo do tempo dedicaram as suas vidas a criar obras que enalteciam o passado histórico dos romanos. No império, a poesia era o género literário mais praticado pelos romanos. Poetas como Virgílio, Horácio e Ovídio souberam dar ao latim uma expressão sublime. A historiografia, também desempenhou um papel importante na glorificação e legitimação das conquistas e na própria ideia do Império Romano como Império Universal. Historiadores como Tito Lívio e Políbio são muito glorificados pelo povo. A FORMAÇÃO DE UMA REDE ESCOLAR URBANA UNIFORMIZADA No que diz respeito à educação, Roma seguiu o modelo grego que procurava a educação o mais completa possível, no entanto, Roma tinha a formação de uma rede escolar uniformizada pois era destinada para ambos os sexos, ou seja, tanto feminino como masculino. 7-12 anos: praticava-se a leitura, a escrita, o cálculo, a aprendizagem de princípios cívicos e decorava-se trechos poéticos de modo a adquirirem valores e atitudes 12-15 anos: aprendia-se línguas, literatura, história, geografia, matemática, astronomia e música A partir dos 17 e só para rapazes ou elites: aprendia-se a retórica e direito para proporcionar bases para a carreira pública A ROMANIZAÇÃO DA PENÍNSULA IBÉRICA Romanização: processo de transmissão da cultura romana aos diversos povos do império e integração plena das províncias no espaço civilizacional. 2 Descarregado por José Pedro Silva (pedrogond@gmail.com) lOMoARcPSD|45863289
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    O império romano ACONQUISTA DA PENÍNSULA IBÉRICA Iniciou-se em 218 a.C. e só culminou em 19 a.C. Foi um processo difícil e atribulado devido à persistência dos povos do norte e centro da Hispânia, entre eles os Lusitanos, os Calaicos, os Ástures e os Cântabros. A península era atrativa devido principalmente à existência de metais e ao desejo dos romanos de expandir o seu território para o mundo desconhecido. OS FATORES DE ROMANIZAÇÃO Aculturação: processo de adaptação de um grupo ou povo a uma cultura diferente da sua. Assim se entende que, no caso romano, as regiões do Ocidente tenham sido mais profundamente romanizadas do que as do Oriente, onde o brilhantismo da cultura helénica bloqueou, em parte, o processo de romanização. Município: Cidade dotada de ampla autonomia administrativa, que se rege por instituições semelhantes às da cidade de Roma. Aos municípios pode ser atribuído o Direito Latino (que equivale à cidadania incompleta) ou o Direito Romano (a plena cidadania), o que, em ambos os casos, corresponde a um estatuto elevado. Por isso se considera que a proliferação deste tipo de cidades favoreceu o processo de romanização. A expansão da cultura romana deu-se, na Hispânia (Península Ibérica), mais rapidamente no sul do que no norte devido à resistência dos povos autóctones. Apesar disso, o processo de romanização foi bem aceite devido a diversos fatores:  colonos: eram os cidadãos romanos que, partindo da península itálica, migravam para as diversas regiões do império, levando os seus usos e costumes.  comerciantes: percorriam todas as regiões do império, levando não só os produtos dumas áreas para as outras, mas também as notícias e a língua latina.  direito: as leis romanas eram impostas aos povos conquistados, contribuindo para a sua integração no império.  língua: o latim impôs-se, sobretudo, na parte ocidental do império; na parte oriental, imperava o grego. - os romanos divulgavam o latim, preferentemente às pessoas mais jovens, entre os povos conquistados, contribuindo, assim, para a integração rápida da geração mais nova.  legiões: os legionários – forças armadas romanas – impunham a dominação e progressiva integração dos povos conquistados, pela força brutal das armas.  rede viária: os romanos construíram uma gigantesca rede de estradas –vias – por todo o império, que facilitaram a deslocação mais rápida de legionários, colonos e comerciantes. O DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO E A REDE VIÁRIA Com a chegada dos Romanos, houve profundas alterações a nível económico no território português. Antes, predominava uma economia pobre, sustentada pela pastorícia, onde o comércio era raro e a moeda praticamente não circulava. A agricultura passou a ser intensiva, virada para a exportação. Produzia-se principalmente os cereais, o vinho e o azeite de alta qualidade. Manteve-se uma criação pecuária abundante, com excelentes bovinos, suínos e boa qualidade de lã. Desenvolveram-se indústrias, de extração mineira, as forjas, olarias, tecnologias e conserveiras e o famoso garum (conservas de peixe). Cresceram as feiras, multiplicaram-se os mercados. A moeda circulava abundantemente. Tudo isto não era conseguido se não existisse a excelente rede de estradas de Roma, que formaram um só espaço económico e partilhavam o dinamismo de todo o Império, um pasço económico vasto, articulado e coeso. LEGADO ROMANO PARA A CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL A herança da civilização romana faz-se sentir ainda hoje. Direito e instituiçõe s 1. o direito romano, estudado nas universidades, é uma das bases do Direito moderno, fundamental para compreender a ciência jurídica 2. adoção da designação de instituições como senado e município Arte 1. inovações arquitetónicas (arco de volta perfeita, cúpula, aquedutos e pontes) 2. importância do retrato e do realismo das figuras Literatura 1. autores como Vírgilio, Horácio e Tito Lívio serviram de modelo para a poesia e a prosa 2. a mitologia romana foi integrada na literatura ocidental e inspirou guiões de filmes como Hércules Religião o Cristianismo Língua 1. palavras e expressões latinas usadas no direito, na arquitetura na taxonomia científica de animais e de plantas, em cerimónias religiosas católicas, na designação dos dias e dos meses do ano, no uso corrente de locuções latinas 2. o latim está presente na origem das três grandes famílias linguísticas do Ocidente (latinas, germânicas e eslavas) 3. o alfabeto romano na maior parte dos países ocidentais 4. numeração romana A Época Clássica, que corresponde ao período que decorreu desde o século VIII a.C. até 476, foi marcada pelas realizações das civilizações grega e romana. 3 Descarregado por José Pedro Silva (pedrogond@gmail.com) lOMoARcPSD|45863289
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    O império romano OIMPÉRIO UNIVERSAL ROMANO-CRISTÃO O CRISTIANISMO E O IMPÉRIO ROMANO-CRISTÃO Nos primeiros 3 séculos da nossa era, crescia o número de cristãos à medida que, repetida e frequentemente, eram reprimidos pelo poder imperial, mesmo mortalmente. Além disso, pregavam a igualdade, em termos de salvação futura e religiosa, entre os senhores e os escravos. O cristianismo teve um sucesso crescente nas cidades, entre os pobres, mulheres e escravos, inicialmente. A partir do séc. IV, a doutrina cristã começa a influenciar os mais ricos. Em 313, com o Édito de Milão, o imperador Constantino decretou a liberdade de culto dos cristãos, acabando as perseguições de que tinham sido vítimas. Em 325, o Concílio de Niceia, convocado pelo próprio Constantino, definiu o dogma cristão católico (universal), condenando as doutrinas contrárias àquela que a Igreja defendia, organização esta, entretanto, desenvolvida e protegida pelos imperadores. O imperador Constantino instituiu o cesaropapismo, supremacia do poder político sobre a Igreja. O Concílio de Constantinopla, em 381, tratou da organização eclesiástica, determinando a importância fundamental do bispo de Roma, o papa, que tinha o primado sobre toda a cristandade, e dos bispos sobre as suas dioceses. Os presbíteros dirigiam as paróquias, a mais pequena unidade administrativa da Igreja. Paralelamente ao clero secular, papas, bispos e presbíteros, havia o clero regular, frades e freiras, que seguiam a regra dos fundadores dos seus mosteiros. Em 380, com o Édito de Salónica, o imperador Teodósio impôs o cristianismo como religião oficial do império romano, proibindo todas as outras religiões. Então, os cristãos passaram a perseguidores dos adeptos doutras religiões, a quem chamavam “pagãos”, que eram, sobretudo, habitantes rurais. O IMPÉRIO EM CRISE Os séculos IV e V que marcam o triunfo do Cristianismo são também aqueles em que se desmorona o poder romano. Uma grave crise interna abala a autoridade do imperador e a organização do exército, que se mostra fraco perante os povos bárbaros que, do exterior, o ameaçam. Internamente, sofreu uma rápida sucessão de imperadores que eram submetidos aos caprichos dos exércitos. Diocleciano inicialmente adotou o sistema da Tetrarquia Imperial, repartindo a defesa e administração do Império por 4 líderes que habitavam em cidades junto das fronteiras. Já Teodósio dividiu o Império em Ocidente e Oriente, o primeiro com capital em Roma e o segundo em Constantinopla. Porém, todas as soluções se revelam infrutíferas face ao ímpeto dos invasores, que, numa avalanche, percorrem e devastam o espaço romano. O império do Ocidente cai definitivamente em 476 e a Europa sofre um fracionamento. A queda do império do Ocidente significou o fim da Época Clássica e o início da Idade Média. A Igreja torna-se o centro das decisões, visto que foi a única instituição que se manteve organizada no meio de toda esta revolução. RAZOES PARA A QUEDA DO IMPÉRIO Com o fim das conquistas, a mão de obra escrava diminuiu, a produção agrícola também e, por isso, os preços subiram. As minas, por falta de escravos, produziam cada vez menos ouro e prata, provocando escassez de meios de pagamento. Não havia regras fixas para a sucessão imperial: umas vezes era por parentesco, outras por nomeação do senado e ainda outras com as legiões a imporem o novo imperador.  Esta desorganização enfraquecia o império, levando a guerras civis.  Do ano 192 a 282, houve 80 imperadores. Nos séculos IV e V, as legiões eram formadas, sobretudo, por mercenários, muitos deles bárbaros. Havia constantes revoltas nas legiões, o que facilitava a entrada crescente, através das fronteiras do império, dos povos bárbaros. CONSEQUÊNCIAS DAS INVASOES BARBARAS Liquidação do império romano do ocidente e formação de vários “Estados bárbaros”. A parte oriental do império continuou, mas enfraquecida e pobre. A Igreja Católica aguentou as invasões e promoveu a cristianização dos povos bárbaros, que, progressivamente, adotaram a nova religião cristã. Regressão económica: com grande parte da economia arruinada nas cidades, deu-se uma ruralização das populações, refugiando-se nos campos e produzindo, sobretudo, em economia de subsistência. Muitos camponeses “encomendavam-se” aos novos senhores bárbaros, passando a trabalhar para estes, em troca de proteção. 4 Descarregado por José Pedro Silva (pedrogond@gmail.com) lOMoARcPSD|45863289