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Modelo de Jogo
Curso de treinadores IV Nível
UEFA - Pro
1
34512
1. Conceptualiza uma forma
específica de jogar
2. Dimensiona elementos
estruturais específicos
3. Veicula compromissos
específicos dentro da equipa
4. Modela uma forma
Específica de treinar
5. Referencia uma forma
de análise da competição
Futebol
Modelo
de jogo
2
1. Modelo de jogo versus jogo de futebol
U m m o d e l o é u m a
construção teórica que define
e reproduz todo um sistema
de relações estabelecidos
pelos elementos que o
constituem.
Reside num triplo objectivo:
(1) Compreendê-los melhor cada
e l e m e n t o q u a n d o a n a l i s a d o s
isoladamente (visão analítica).
(2) Estabelecer hipóteses sobre as
interdependências dos seus elementos
(visão estrutural).
(3) Tentar prever as modificações
dos elementos em função da
variabilidade das conjecturas que
promovem a emergência de novas
inter-relações (visão prospectiva).
Modelo. O que é? Modelo. Qual a Importância?
Seja qual for a abrangência
de um qualquer MJ, este
jamais representará o nível
de complexidade que o jogo
de futebol.
O MJ será sempre uma
grande ou pequena parte
desse mesmo jogo contendo
quiçá, as relações e as inter-
relações mais importantes de
uma forma específica de
jogar, mas nunca a sua
totalidade.
Modelo. Que Abrangência
Jogo	
  de	
  futebol
Modelo	
  de	
  
jogo
3
2. Modelo versus modelos de jogo
Ao revermos o passado competitivo
do jogo de futebol, temos a
percepção que sempre houve por
parte dos treinadores, uma
concepção teórico/prática, mais ou
menos clara e exacta, de como os
jogadores deveriam posicionar-se,
racionalizar as suas acções e, tomar
decisões “reguladas” por um
projecto comum.
Partindo desta “percepção
histórica”, é possível entender-se a
inexistência de um só e único
modelo de jogo, mas tantos
modelos quantas as filosofias e
concepções de jogo subjacentes aos
diferentes treinadores,
circunstâncias e condicionalismos
sociais, referentes a cada País ou
Clube.
Final da Liga dos campeões
Barcelona 3 - Manch United 1
Época 2010/11
Final taça dos campeões europeus
Benfica 5 - Real Madrid 3
Época 1961/62
4
3. Modelo versus realidades competitivas
Um mesmo modelo de jogo aplicado
a diferentes realidades provocará,
diferentes resultados.
Mesmo quando um dado MJ
apresentou, no passado, excelentes
resultados, isso não significa que
este será sempre o melhor, nem tão
pouco o único, quando dialogamos
com uma outra realidade.
A aplicação de um mesmo MJ por
um mesmo treinador, em 2 equipas
diferentes (i. e., duas realidades
diferentes), a sua operacionalização
resultará sempre singular,
referente à forma de jogar de cada
uma das equipas.
José Mourinho
Inter x Barcelona
Época 2009/10
José Mourinho
Real Madrid x Barcelona
Época 2012/13
5
3. Modelo versus contingências da competição
Ao longo da partida verificam-se
aspectos contingenciais (positivos
ou negativos), que obrigam o
treinador e a equipa a responderem
estratégica e tacticamente, para
melhorar ou manter o rumo dos
acontecimentos
Estabelecem-se assim, alterações de
ordem estrutural ou funcional, cuja
profundidade e a amplitude não
deverá, em princípio, ultrapassar o
perímetro estipulado pelo modelo
de jogo adoptado, isto é, assegura-
se apesar das alterações
introduzidas, a identidade e a
integridade da forma de jogar da
equipa
Todavia, existem circunstâncias
competitivas que promovem
condições propícias para que o
modelo de jogo seja desvirtuado
relativamente aos seus valores
essenciais, isto é, estrutura e
funcionalidade.
6
Parte 1
Conceptualiza uma forma
específica de jogar
Concretiza uma identidade e
integridade da equipa
Promove uma forma específica de
construir o futuro
Converge numa forma específica de
interpretação táctica do jogo3
1
2
7
1.1. Concretiza uma identidade e integridade da equipa
A concepção e
desenvolvimento de
uma forma específica
de jogar, não
correspondem a um
caminho contínuo e
progressivo mas, a um
conjunto de roturas
entre modos sucessivos
de explicação e
interpretação do jogo.
1. Identidade. A equipa apresenta um conjunto
de características exclusivas sendo reconhecidas:
pelas rotinas de jogo colectivas e de padrões de
decisão/acção durante a luta competitiva.
Independentemente ser realizado em casa ou
fora, do adversário, tempo de jogo, resultado
momentâneo, etc.
2. Integridade. É uma qualidade complexa que se
desenvolve em função:
(i) da evolução do jogo
(ii) da adaptação ao contexto competitivo
(iii) do grau de comprometimento de cada
jogador relativamente a um projecto comum.
8
O futuro não pode ser
previsto na sua
totalidade, mas pode
ser prognosticado.
É a nossa habilidade
de o prognosticar
que, nos dá
esperança para fazer
no presente, o que
queremos que a
nossa equipa seja no
futuro.
1.2. Promove uma forma específica de construir o futuro
3. Elevar os níveis de responsabilidade dos
jogadores. Cada jogador eleva o seu empenhamento
(atitude), quer no plano individual (superação), quer
no plano colectivo (sincronização), na execução das
tarefas que o treino e a competição exigem.
1. Avaliar o trajecto da equipa. Apesar de existirem
alterações na equipa, importa avaliar o trajecto da
equipa na temporada competitiva anterior.
Estabelecendo-se os objectivos da próxima época a
partir de pressupostos realistas.
2. Concretizar uma melhor comunicação.
(i) entre o treinador e os jogadores. Todo o
processo de preparação deve ser realizado de modo
inteligível e sistemático.
(ii) entre os jogadores. O MJ induz os jogadores a
melhorarem as suas competências, sabendo os seus
direitos e deveres.
9
1.3. Converge numa forma específica de expressão táctica do jogo
O MJ irá proporcionar a cada
jogador e à equipa na sua
globalidade, a possibilidade de
recorrer a um código específico
de leitura de cada realidade
situacional, que se desenvolve
perante os seus olhos.
O modelo consubstancia-se
numa conjuntura de jogo,
fundada em regras de decisão e
acção através das quais,
pontifica um modo particular de
jogar de uma equipa, isto é,
uma expressão táctica própria e
comum a todos os jogadores.
10
Dimensiona elementos
estruturais específicos
Concepção de jogo do treinador
Constrangimentos do Clube
Dimensão estrutural do modelo
Dimensão funcional do modelo
Dimensão relacional do modelo
Parte 2
3
1
2
4
5
11
Parte 2. Dimensiona elementos estruturais específicos
Concepção de jogo
do treinador
Dimensão funcional
do modelo
Dimensão estrutural
do modelo
Dimensão relacional
do modelo
Constrangimentos
do Clube
Compreensão
Organização
Direcção
Evolução
Adaptação
Modelo
de jogo
12
2.1. Concepção de jogo do treinador
Uma concepção
suporta-se nas
convicções e ideias
de um projecto
consciente, sobre a
mais eficaz forma de
jogar.
O MJ adoptado
deverá apresentar-se
sob 3 características:
1. Evolutivo. O MJ é um referencial e não algo a
atingir em absoluto. O seu desenvolvimento é um
processo de longa duração. Sendo preciso prever
quais os processos evolutivos dessa forma de
jogar.
2. Adaptativo. A concepção de um MJ deverá
atender à especificidade das características dos
jogadores que compõem a equipa, de modo que
estes possam exprimir eficazmente as suas
próprias capacidades.
3. Congruente. Advém da necessidade do
treinador ter a competência de dominar os
conceitos e as dinâmicas de ordem estratégica e
táctica nele (modelo) contidos
13
2.2. Constrangimentos do Clube
Formação da equipa. A constituição de um plantel é
função de um conjunto de informações e expectativas
acerca de cada um deles que, por sua vez, é
influenciado pelas nossas limitações projectivas e
preferências pessoais. A formação de uma equipa
nunca termina, mesmo durante a época desportiva
pode ser necessária uma reorientação.
O Clube ao longa da
sua história poderá
ter conceptualizado e
desenvolvido um MJ,
para o qual, terá
todo o sentido que o
treinador responsável
venha a aperfeiçoá-lo
dando-lhe o seu
cunho pessoal e
personalizado.
(i) Qualidades dos jogadores. Em geral cada jogador
deverá: (1) entender estrategicamente o jogo, (2) ser
tacticamente inteligente, (3) tecnicamente evoluído,
(4) agressivo no ataque e na defesa, (5) cooperativo,
solidário e responsável, (6) não receia correr riscos.
(ii) Nº de jogadores que formam a equipa. Importa: (i)
ser amplo para fazer frente aos problemas inerentes a
uma época desportiva e, (ii) ser reduzido evitando-se
gastos desnecessários, e para que não haja jogadores
que, desenvolvam sentimentos de frustração e
agressividade, por passarem a maior parte do tempo
no banco dos suplentes ou nunca serem convocados.
14
A estrutura da equipa
exprime-se:
(i) pelo dispositivo
táctico que,
determina o arranjo
posicional dos
jogadores e a,
(ii) operacionalização
das suas funções
tácticas, bem como
as responsabilidades
no plano individual e
no plano colectivo.
2.3. Dimensão estrutural do modelo
(1) Sentido e mentalidade colectiva
(2) Responsabilidade Individual e Solidariedade Colectiva
(3) Missões Tácticas Específicas e Organização Colectiva
(4) Situações de Jogo e Múltiplas Soluções Colectivas
(5) Compatibilidade Operacional Ataque/Defesa
Ideias de base
Princípios
15
(1) Promover a eficácia da organização
(2) Proporcionar uma direcção
(3) Desenvolver uma cultura de responsabilidade
(4) Fornecer um sistema de coordenação
(5) Estabelecer uma rede de informação e comunicação
2.3. Dimensão funcional do modelo
É representado pela
sincronização e ritmo
das decisões/acções dos
jogadores,
enquadrada num
dispositivo estrutural de
base, denominado
sistema de jogo
Princípios
16
(1) Coordenação das acções dos jogadores
(2) Divisão de tarefas tácticas
(3) Unidade da atitude e da acção
(4) Estabelece princípios orientadores
(5) Tempo e o ritmo de jogo
(1) Equilíbrio Ofensivo
Conceitos de base - Ataque
(2) Rápida Transição Ofensiva
(3) Relançamento do Ataque
(4) Direccionamento das acções de ataque
(6) Movimentações no Ataque
(5) Simplificação do ataque
(10) Adaptação do Ataque
(9) Circulação Táctica no Ataque
(8) Segunda Vaga de Ataque
(11) Criatividade e Improvisação do Ataque
(12) Ritmo e Tempo de Ataque
(7) Continuidade do Ataque
17
2.3. Dimensão funcional do modelo
(1) Equilíbrio Defensivo
Conceitos de base - Defesa
(2) Rápida Transição Defensiva
(3) Recuperação Defensiva
(4) Concentração Defensiva
(5) Assume Parte da Iniciativa do Jogo
(6) Marcação rigorosa do atacante de posse de bola
(7) Deslizamento da Organização Defensiva
(8) Redução do Espaço Efectivo de Jogo
(9) Continuidade da Acção Defensiva
(10) Recuperação Programa da Bola
(11) Profundidade Variável do Sector Defensivo
(12) Coordenação e Solidariedade da Defesa
(13) Ritmo e Tempo Defensivo18
2.3. Dimensão funcional do modelo
A dimensão relacional do MJ é
definido pela criação de uma
linguagem táctica comum no seio
da equipa, a qual é suportada
pela implementação de um
conjunto de linhas orientadoras
do pensamento táctico dos
jogadores as quais visam a
resolução dos diferentes
contextos situacionais que, o jogo
exige.
Os princípios do jogo marcam o
sentido táctico da acção dos
jogadores perante a situação de
jogo, independentemente do
sistema de jogo e do método
aplicado.
19
2.3. Dimensão relacional do modelo
1. Penetração
Princípios de base - Ataque
2. Cobertura Ofensiva
3. Mobilidade
4. Profundidade
5. Criatividade e Improvisação
20
2.3. Dimensão relacional do modelo
Princípios de base - Defesa
1. Contenção
2. Cobertura Defensiva
3. Equilíbrio
4. Concentração
5. Controlo
21
2.3. Dimensão relacional do modelo
Veicula compromissos
específicos dentro da equipa
Gerar sinergias
Modelar atitudes e
comportamentos
Realinhar compreensões e
significados
Parte 3
3
1
2
22
3.1. Gerar sinergias
O MJ deve gerar
continuamente
sinergias que no
quadro organizativo
da equipa, potenciam
a acção de cada
jogador para um
nível de rendimento
superior, à simples
soma das tarefas
desenvolvidas por
cada um
1. Princípios e valores. Não existe equipa que
possa funcionar, se não tiver um corpo unido e
motivado à volta de ideias, concepções,
princípios, valores e finalidades partilhadas
por todos os jogadores.
3. Fomentar a coesão e adaptação. Criando-se
sinergias de valor positivo, entre as tarefas
distribuídas a cada um deles.
4. Gerir conflitos. No quadro de uma equipa
existem sempre conflitos, todavia quando
surgem e são resolvidos de forma adequada,
contribuem para o reforço da coesão interna e
dinâmica do grupo
2. Subordinar interesses. A organização de uma
equipa deverá ser avaliada pelo seu todo, mais
que a expressão das capacidades individuais
evidenciadas por cada jogador
23
3.2. Modelar atitudes e comportamentos
A lógica da
construção de um MJ
é suportada, pela
necessidade de
modelar e optimizar,
as atitudes e as
decisões/acções dos
jogadores.
Adaptando-os às
dinâmicas
situacionais de jogo,
disponibilizando-os
para estarem ao
serviço da equipa.
1. Treinar como se estivesse em competição
(i) Seleccionando ambientes similares àqueles que
acontecem na competição
(ii) Estimulando o desenvolvimento de atitudes e o
aperfeiçoamento de decisões/acções de resolução
das situações de jogo.
2. Criar condições para uma superação constante
(i) Todo o ser humano nasce limitado nos
diferentes parâmetros de carácter fisiológico,
psicológico, motor, etc.
(ii) Todavia desenvolve uma atitude que propicia
uma alteração das fronteiras dessas limitações,
devido à insatisfação consigo próprio e que deseja
ser de outra maneira.
24
3.3. Realinhar compreensões e significados
A eficácia do trabalho
dos treinadores reside:
(i) na qualidade do
que realizam
(ii) na metodologia
que seguem
(iii) na sistematização
em direcção a uma
forma específica de
jogar
(iv) no entendimento
de como os jogadores
concretizam as suas
experiências na
resolução das
situações de jogo
1. Como se reforça uma experiência
(i) Reenquadrar é modificar o significado da sua
experiência, mudando a moldura conceptual e
emocional com que a pessoa a descreve.
(ii) Por vezes é mais importante ajudar a mudar a
percepção que o jogador tem dos acontecimentos
do que mudar propriamente os contextos em si.
2. Porquê realinhar compreensões e significados
(i) Cada um age consoante o significado que tem
para o contexto das suas acções.
(ii) A implementação do MJ cria significados
comuns para a construção de um projecto colectivo
25
Modela uma forma
específica de treinar
Modelo de jogo versus
modelo de preparação
Categorização das situações
de jogo
Concretização de um modelo
específico de treino
Parte 4
3
1
2
26
4.1. Modelo de jogo versus modelo de preparação
Aspecto fundamental
da elaboração dos
programas de treino,
é a reprodução
sistemática do MJ a
atingir no futuro, a
qual deve reproduzir
a actividade
competitiva
1. Relação entre os métodos e as acções de jogo
Cada método de treino aplicado será considerado
específico ou não específico, em função do grau
de semelhança ou não com o MJ adoptado.
2. Cada MJ é suportado por um MT
Parametriza-se atitudes, decisões e acções na
direcção de um padrão individual e colectivo
consentâneo com a forma de jogar (identidade)
potenciando-se assim o fenómeno de transfere
entre o que se faz em treino (modelo de
preparação) e, o que se pretende fazer em
competição (modelo de jogo).
27
4.2. Categorização das situações de jogo
Apesar da natureza
do jogo de futebol
assentar na
aleatoriedade e
imprevisibilidade das
situações.
É possível analisar
cada uma das
situações de jogo e
categorizá-las
criando-se uma
taxinomia com um nº
restrito de categorias
1. Adaptabilidade das acções
Modelando o grau de variabilidade das situações de
jogo, possibilita-se que os jogadores assimilem
experiências diversificadas favorecendo a adaptação
à natureza do jogo.
2. Regularidade das configurações de jogo
Os diferentes “cenários” de jogo são gerados pelo
desenvolvimento do próprio jogo e, aquelas que
habitam e se desenvolvem na mente dos jogadores.
3. Rotinas de jogo
Visam aumentar a adaptação das intervenções dos
jogadores às situações de jogo ao mesmo tempo que
diminui a energia para o conseguir.
4. Autonomia e criatividade
O rendimento de uma equipa dependente da
autonomia dos jogadores, onde a criatividade é o
elemento caracterizador da originalidade e da
adaptabilidade das acções
28
4.3. Concretização de um modelo específico de treino
Como o MJ deve ser
enquadrado no
processo de
preparação,
utilizando-se uma
metodologia
específica de treino?
1. Respeita a integridade do modelo
Ao aplicar-se métodos apropriados optimiza-se o
processo de treino dando-lhe uma direcção precisa,
racionalizando o tempo e o esforço necessário para
se obter o maior efeito positivo possível.
4. Aproxima os processos de treino e competição
É no treino que os jogadores adquirem as adaptações
em termos de decisão/acção intervindo nas situações
competitivas. É através das informações da
competição que se melhora os processos de treino
3. Enquadra os diferentes factores de preparação
Uma modelação dos métodos de treino é construída
pelo contínuo desenvolvimento da dimensão decisão/
acção, a qual é suportada pelo melhoramento
integrado das capacidades físicas.
2. Direcciona a preparação da equipa num sentido
Uma metodologia específica de treino é suportada
por métodos construídos a partir de ambientes
contextualizados de jogo numa direcção precisa.
29
Referencia uma forma de
análise da competição
Modelo de jogo versus regularidades
dos acontecimentos
Modelo de jogo versus
modelo de análise
Modelo de análise versus
modelo de treino
Estabelece tendências evolutivas
do próprio modelo
Parte 5
3
1
2
4
30
5.1. Modelo de jogo versus regularidades dos acontecimentos
É possível a
comprovação de um
conjunto de rotinas
ou padrões de jogo,
cuja estabilidade e
ocorrência tem um
elevado grau de
probabilidade,
relativamente a
outras plausíveis ou
possíveis de
ocorrerem.
Partindo da constatação da existência de
rotinas e padrões de jogo é possível
sistematizar do processo de preparação dos
jogadores e da equipa
É através da concepção, da prática/repetição
e da correcção das situações específicas de
treino que estas se desenvolvem com uma
certa frequência, ordem, ritmo, estabilidade
e regularidade.
31
5.2. Modelo de jogo versus modelo de análise
O modelo de jogo
adoptado assume-se
como a principal
referência
orientadora e
avaliadora do nível
de jogo da equipa.
A um modelo de
jogo deve
corresponder um
modelo de análise
específico desse
mesmo jogo.
O MJ funciona como filtro para a catalogação de
informação útil e regular.
Mas também possibilitando tratar aquela que,
parecendo menos óbvia, pode trazer outros níveis
de entendimento ou outras aproximações à
performance da equipa.
Se o treinador concebe que a fase de ataque deve
privilegiar o contra-ataque com transição rápida da
defesa para o ataque, as categorias de observação
devem permitir que a análise dos dados corroborem
ou não o pretendido, tornando possível verificar se
o jogo reflecte esta ideia.
A apreensão destes elementos e das suas relações
orientam a acção do observador.
32
5.3. Modelo de análise versus modelo de treino
As informações
retiradas da análise
da competição são
uma fonte
fundamental para
melhorar o processo
de preparação dos
jogadores e da
equipa.
Optimiza-se a metodologia específica e
possibilita-se a reorganização e
redireccionamento dos meios de ensino/treino
que o suporta.
Potenciando o transfer das aquisições operadas
no treino para o contexto competitivo no sentido
de viabilizar uma maior transferência possível
das aquisições operadas durante a preparação
dos praticantes ou da equipa.
33
34
É na análise do
modelo de jogo na
competição que é
possível aferir das
potencialidades do
modelo, bem como,
das suas carências
1. Informações fidedignas acerca das
prestações da equipa, podendo os seus
elementos serem confrontados com os
desempenhos passados.
2. Indicações para o aperfeiçoamento futuro
de modelos de preparação da equipa, de
modo a garantir uma maior especificidade dos
conteúdos dos meios de ensino/treino,
relativamente ao modelo de jogo adoptado.
3. Pressupostos de ordem táctica ou
estratégica, que possam indiciarem lacunas na
aplicação ou do próprio modelo de jogo
adoptado.
5.4. Estabelece tendências evolutivas do próprio modelo
5.4. Estabelece tendências evolutivas do próprio modelo
35
Observar	
  e	
  recolher	
  informação
Interpretar	
  a
informação	
  
Desenvolver	
  planos	
  e
sessões	
  de	
  treino
Operacionalizar
	
  sessões	
  de	
  treino
PERFORMANCE
Modelo	
  ideal	
  de	
  
performance
Informação	
  
performance	
  
passada
Finalizando
Cada um de nós tem um modelo
mental da modalidade
Modelo de praticante
ou de jogo
A este modelo criámos uma
forma de agir sobre ele
Avalia-se a interacção
entre treino e competição
Modelo de análise
Modelo de treino
Modelos	
  de	
  Jogo,	
  de	
  Treino	
  e	
  de	
  Análise
36
Modelos	
  de	
  Jogo,	
  de	
  Treino	
  e	
  de	
  Análise
Competição
TreinoAnálise
Treinar como se joga
Jogar como
se treina
Analisar o que
se joga e o que
se treina
37
Concepção de um
modelo de jogo
Modelo de Jogo
Estrutura da Equipa
Modelo de Jogo
Organização da Equipa
Modelo de Jogo
Momentos de Jogo da Equipa
Modelo de Jogo
Compromissos da Equipa
Parte 6
3
1
2
4
38
Estrutura da Equipa
1. Sistema táctico da equipa
2. Articulação sectorial e intersectorial da equipa
3. Missões tácticas gerais e específicas dos jogadores
Estrutura da
equipa
Organização da Equipa
Fase Ofensiva - Ataque
Organização da Equipa
Fase Ofensiva - Ataque
- Métodos Ofensivos -
43
1. Rápida transição defesa/ataque.
2. Reduzido tempo de construção
do ataque.
3. Elevado ritmo de decisão/acção
4. Simplicidade de processos.
5. Rentabiliza o binómio tempo/
espaço.
6. Impede a defesa adversária em
se organizar.
7. Ter sempre como referência os
jogadores melhor posicionados.
8. Inter-relacionar com o método de
jogo defensivo.
1. Maior duração da etapa de
construção do processo ofensivo.
2. Evidencia uma acção colectiva
num bloco compacto e homogéneo.
3. Segurança na resolução das
situações de jogo.
4. Constituição de unidades
estruturais funcionais.
5. Trinómio tempo, espaço e
número.
6. Ocupação racional do espaço de
jogo.
1. As características do ataque
rápido são semelhantes às do
contra-ataque.
2. A diferença fundamental
estabelece-se no facto do contra-
ataque procurar assegurar a
finalização, antes da defesa
contrária se organizar de forma
efectiva. Enquanto o ataque rápido,
terá de preparar a fase de
finalização já com a equipa
adversária organizada no seu
método defensivo.
Contra-ataque Ataque rápido Ataque posicional
Organização da Equipa
Fase Ofensiva - Ataque
- Etapas do Ataque -
- Saída baixa utilizando os centrais,
os laterais ou os médios defensivos
- Criar constantemente linhas de
passe e de opções de decisão
- Atacar o espaço livre mas utilizar
poucos toques na bola
- Atrair os adversários para um dos
corredores laterais possibilitando a
saída da bola pelo outro
- Mobilidade dos atacantes que dão
opções de passe (trocas posicionais)
- Variar o ritmo de jogo através de
acções rápidas ou variação do
centro do jogo.
- Jogar com poucos toques e evitar
acções de dible/finta
1ª etapa de Construção do ataque
- Saída longa ataque sobre a 1ª e 2ª
bola
- Qualidade e precisão na circulação
da bola
- Mobilidade constante dos
atacantes (jogos posicionais)
- Utilizar o jogo exterior e o jogo
interior
- Gerir tempos e ritmos de jogo
(pausar e acelerar)
- Constantes apoios frontais e
laterais ao atacante de posse da
bola
- Atacar constantemente a última
linha defensiva adversária
- Evitar de conduzir e driblar em
excesso em especial quando o bloco
defensivo está organizado
2ª etapa de Construção do ataque
- Variar o jogo ofensivo pelo
corredor exterior e interior
- Manter constantemente a largura
no ataque
- Desequilibrar a estrutura
defensiva através de situações 1x1,
2x1, 2x2, ou através de passes de
rotura
- Mobilidade constante dos
atacantes e trocas posicionais
- Utilizar as acções de cruzamento
variando as trajectórias da bola
bem como os alvos.
- Atacar convictamente os espaços
predominantes de finalização
- Manter o equilíbrio defensivo de
modo a reagir à perda de posse de
bola (preparar para transitar).
2ª Etapa: Criação
de Situações de Finalização
- Rematar logo que a oportunidade
surja.
- Construir linhas limpas de remate
- Rematar fora da grande área
- Assumir a responsabilidade de
rematar com convicção.
- Rematar a partir de espaços pouco
habituais.
- Deslocar-se logo após o remate
atacar o 2º momento da acção.
- Atender à aleatoriedade das
situações.
3ª Etapa Finalização
Organização da Equipa
Fase Ofensiva - Ataque
- Momentos do Ataque-
Transição de fase - ataque/defesa
1. Forte atitude e predisposição mental aquando
da perda de bola (reacção imediata de todos).
2. Pressão constante sobre o portador da bola,
os outros fecham linhas de passe de progressão
ou rotura da organização.
3. Retardar o desenvolvimento do ataque
adversário
4. Compensar de imediato a acção dos colegas
quando ultrapassados (entreajuda)
5. Rápida recuperação defensiva elevando o nº
de defesas atrás da linha da bola.
6. Ver simultaneamente a bola e o adversário
directo
7. Recorrer à falta quando for necessário
(sentido útil da infracção)
Bolas Paradas - Esquemas Tácticos
1. Marcação rápida falta em certas situações de
jogo (surpreender os adversários)
2. Ocupar rapidamente as posições pré-
defenidas e treinadas
3. Atender aos sinais combinados
4. Sincronizar as acções de quem marca e de
quem recebe
5. Atacar forte a 1ª e a 2ª bola
6. Marcar os adversários que não estão
directamente implicados no processo defensivo
7. Parar de imediato a transição de fase do
adversário
Organização da Equipa
Fase Defensiva - Defesa
Organização da Equipa
Fase Defensiva - Defesa
- Métodos Defensivos -
51
1. Promove a marcação rigorosa ao
atacante de posse de bola.
2. Reduz o espaço efectivo de jogo.
3. Potencia continuadamente a
marcação a atacantes e espaços
vitais de jogo.
4. Modela as condições de
recuperação da bola.
5 . P r o m o v e o a u m e n t o d a
concentração da organização
defensiva.
6. Utiliza a comunicação verbal
entre os jogadores.
7. Desenvolve um elevado grau de
espírito da equipa.
1. Potencia “o todos contra um”.
2. Responsabiliza cada jogador por
uma zona de marcação.
3. Estabelece uma organização por
linhas defensivas.
4. Reforça acções de entreajuda e
solidariedade.
5. Introduz a “defesa em linha”.
1. Sintetiza o método individual e
zona.
2. Possibilita que o defesa marque
o atacante de uma para a outra
zona do campo.
3. Reforça as acções de cobertura.
Método à zona Método misto Método zona pressionante
Organização da Equipa
Fase Defensiva - Defesa
- Etapas da Defesa -
Equilíbrio defensivo
Pode ser concretizado:
1. No desenrolar do ataque. As
e q u i p a s a p l i c a m m e d i d a s
preventivas de modo a precaver a
situação de perda da bola.
2. Após a perda da posse da bola. A
equipa deve reagir de imediato à
situação através de deslocamentos
em direcção ao atacante de posse
da bola e, dos espaços vitais de
jogo de modo a:
(1) Reorganizar o ataque.
(2) Evitar de acções rápidas de
ataque do adversário
(3) Temporizar o ataque adversário.
A recuperação defensiva
começa nos momentos logo após a
impossibilidade de se recuperar de
imediato a bola e, dura até à
ocupação do dispositivo defensivo
previamente preconizado pela
equipa. Nestas circunstâncias,
importa:
(1) Marcar espaços e atacantes
durante a recuperação defensiva
(2) Interpôr-se entre o atacante e a
própria baliza
(3) Obstruir a acção dos atacantes.
Recuperação defensiva
Pressupõe a ocupação do dispositivo
defensivo previamente preconizado
pela equipa.
Qualquer método defensivo, visa
c o m a s u a o r g a n i z a ç ã o ,
coordenação e colaboração, não
apenas, a recuperação da posse da
bola, como também, proteger a
baliza contra as acções agressivas
desenvolvidas pelos adversários.
Podemos observar 3 níveis de bloco
defensivo:
(1) Bloco defensivo alto
(2) Bloco defensivo médio
(3) Bloco defensivo baixo
Bloco Defensivo
Bloco defensivo alto
1. Forte pressão na saída curta da
bola pela equipa adversária
2. Acção de pressão realizada
fundamentalmente pelo ponta de
lança, extremos e médio ofensivo.
3. Aproximação dos diferentes
sectores da equipa de modo a
manter o bloco defensivo compacto
(redução do espaço entre linhas)
4. Obrigar os adversários a cometer
erros (perda da bola ou executar
passes longos)
5. Conduzir os adversários para
espaços onde seja mais fácil a
recuperação da bola (redução do
espaço efectivo do ataque)
6. Dar continuidade ao processo
defensivo passando para bloco
médio (caso os atacante passem a
1ª linha defensiva)
1. Pressão constante sobre o
atacante de posse de bola.
2. Equipa compacta entre linhas.
Manter uma distância de 20/25 mts
2. Respeitar as zonas individuais de
pressão
3. Não ser atraído pela bola ou pelo
atacante. Evitar ser eliminado
4. Constantes acções de cobertura e
compensação
5. Variar o centro gravitacional da
defesa defendendo essencialmente
o corredor central
6. Agressividade nos duelos (1ª e 2ªs
bolas). Não cometer faltas
desnecessárias.
7. Aproveitar a transição defesa/
ataque
Bloco defensivo médio
1. Protecção máxima da baliza
2. Elevada densidade de jogadores
num espaço reduzido de jogo
3. Compacticidade constante do
bloco defensivo
4. Não descansar enquanto não
recuperar a posse de bola
5. Ver constantemente a bola e
adversário.
6. Evitar faltas desnecessárias, mas
agressividade nos duelos individuais
7. Espírito de luta e de sacrifício
8. Logo que a recuperação se
concretiza transitar rapidamente
para o ataque
Bloco defensivo baixo
Organização da Equipa
Fase Defensiva - Defesa
- Momentos da Defesa -
Transição defesa/ataque
1. Aproveitar o desequilíbrio da equipa que
estava a atacar e tem de passar a defender.
Evitando que se organize defensivamente
2. Potenciar movimentações em largura e
profundidade saindo rapidamente das zonas de
pressão: aumenta o espaço efectivo de jogo, o
nº de opções tácticas e, redução das
possibilidades de marcação.
3. Assegurar uma posse da bola segura e eficaz
e, tão rápida quanto possível para atacar a
baliza adversária (direccionar as acções nesse
sentido)
4. Simplicidade nas acções individuais (usar o
passe e poucos toques na bola).
5. Fomentar uma correcta leitura de jogo de
modo a usar: CA, AR ou AP.
Esquemas Tácticos
1. Evitar marcação rápida
2. Ocupar rapidamente as posições definidas
3. Posicionamento zonal ou misto (preparar para
atacar a bola e o espaço).
4. Vigiar/marcar os adversários de referência.
5. Armadilhar a acção ofensiva de modo a
surpreender os adversários com determinantes
transições defesa/ataque
6. Atacar forte a 1ª e 2ª bola (saída em bloco),
reajustando da linha defensiva consoante a
situação.
7. Agir/reagir constantemente enquanto não
recuperar a bola
Fim da apresentação
57

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Modelo de Jogo

  • 1. Modelo de Jogo Curso de treinadores IV Nível UEFA - Pro 1
  • 2. 34512 1. Conceptualiza uma forma específica de jogar 2. Dimensiona elementos estruturais específicos 3. Veicula compromissos específicos dentro da equipa 4. Modela uma forma Específica de treinar 5. Referencia uma forma de análise da competição Futebol Modelo de jogo 2
  • 3. 1. Modelo de jogo versus jogo de futebol U m m o d e l o é u m a construção teórica que define e reproduz todo um sistema de relações estabelecidos pelos elementos que o constituem. Reside num triplo objectivo: (1) Compreendê-los melhor cada e l e m e n t o q u a n d o a n a l i s a d o s isoladamente (visão analítica). (2) Estabelecer hipóteses sobre as interdependências dos seus elementos (visão estrutural). (3) Tentar prever as modificações dos elementos em função da variabilidade das conjecturas que promovem a emergência de novas inter-relações (visão prospectiva). Modelo. O que é? Modelo. Qual a Importância? Seja qual for a abrangência de um qualquer MJ, este jamais representará o nível de complexidade que o jogo de futebol. O MJ será sempre uma grande ou pequena parte desse mesmo jogo contendo quiçá, as relações e as inter- relações mais importantes de uma forma específica de jogar, mas nunca a sua totalidade. Modelo. Que Abrangência Jogo  de  futebol Modelo  de   jogo 3
  • 4. 2. Modelo versus modelos de jogo Ao revermos o passado competitivo do jogo de futebol, temos a percepção que sempre houve por parte dos treinadores, uma concepção teórico/prática, mais ou menos clara e exacta, de como os jogadores deveriam posicionar-se, racionalizar as suas acções e, tomar decisões “reguladas” por um projecto comum. Partindo desta “percepção histórica”, é possível entender-se a inexistência de um só e único modelo de jogo, mas tantos modelos quantas as filosofias e concepções de jogo subjacentes aos diferentes treinadores, circunstâncias e condicionalismos sociais, referentes a cada País ou Clube. Final da Liga dos campeões Barcelona 3 - Manch United 1 Época 2010/11 Final taça dos campeões europeus Benfica 5 - Real Madrid 3 Época 1961/62 4
  • 5. 3. Modelo versus realidades competitivas Um mesmo modelo de jogo aplicado a diferentes realidades provocará, diferentes resultados. Mesmo quando um dado MJ apresentou, no passado, excelentes resultados, isso não significa que este será sempre o melhor, nem tão pouco o único, quando dialogamos com uma outra realidade. A aplicação de um mesmo MJ por um mesmo treinador, em 2 equipas diferentes (i. e., duas realidades diferentes), a sua operacionalização resultará sempre singular, referente à forma de jogar de cada uma das equipas. José Mourinho Inter x Barcelona Época 2009/10 José Mourinho Real Madrid x Barcelona Época 2012/13 5
  • 6. 3. Modelo versus contingências da competição Ao longo da partida verificam-se aspectos contingenciais (positivos ou negativos), que obrigam o treinador e a equipa a responderem estratégica e tacticamente, para melhorar ou manter o rumo dos acontecimentos Estabelecem-se assim, alterações de ordem estrutural ou funcional, cuja profundidade e a amplitude não deverá, em princípio, ultrapassar o perímetro estipulado pelo modelo de jogo adoptado, isto é, assegura- se apesar das alterações introduzidas, a identidade e a integridade da forma de jogar da equipa Todavia, existem circunstâncias competitivas que promovem condições propícias para que o modelo de jogo seja desvirtuado relativamente aos seus valores essenciais, isto é, estrutura e funcionalidade. 6
  • 7. Parte 1 Conceptualiza uma forma específica de jogar Concretiza uma identidade e integridade da equipa Promove uma forma específica de construir o futuro Converge numa forma específica de interpretação táctica do jogo3 1 2 7
  • 8. 1.1. Concretiza uma identidade e integridade da equipa A concepção e desenvolvimento de uma forma específica de jogar, não correspondem a um caminho contínuo e progressivo mas, a um conjunto de roturas entre modos sucessivos de explicação e interpretação do jogo. 1. Identidade. A equipa apresenta um conjunto de características exclusivas sendo reconhecidas: pelas rotinas de jogo colectivas e de padrões de decisão/acção durante a luta competitiva. Independentemente ser realizado em casa ou fora, do adversário, tempo de jogo, resultado momentâneo, etc. 2. Integridade. É uma qualidade complexa que se desenvolve em função: (i) da evolução do jogo (ii) da adaptação ao contexto competitivo (iii) do grau de comprometimento de cada jogador relativamente a um projecto comum. 8
  • 9. O futuro não pode ser previsto na sua totalidade, mas pode ser prognosticado. É a nossa habilidade de o prognosticar que, nos dá esperança para fazer no presente, o que queremos que a nossa equipa seja no futuro. 1.2. Promove uma forma específica de construir o futuro 3. Elevar os níveis de responsabilidade dos jogadores. Cada jogador eleva o seu empenhamento (atitude), quer no plano individual (superação), quer no plano colectivo (sincronização), na execução das tarefas que o treino e a competição exigem. 1. Avaliar o trajecto da equipa. Apesar de existirem alterações na equipa, importa avaliar o trajecto da equipa na temporada competitiva anterior. Estabelecendo-se os objectivos da próxima época a partir de pressupostos realistas. 2. Concretizar uma melhor comunicação. (i) entre o treinador e os jogadores. Todo o processo de preparação deve ser realizado de modo inteligível e sistemático. (ii) entre os jogadores. O MJ induz os jogadores a melhorarem as suas competências, sabendo os seus direitos e deveres. 9
  • 10. 1.3. Converge numa forma específica de expressão táctica do jogo O MJ irá proporcionar a cada jogador e à equipa na sua globalidade, a possibilidade de recorrer a um código específico de leitura de cada realidade situacional, que se desenvolve perante os seus olhos. O modelo consubstancia-se numa conjuntura de jogo, fundada em regras de decisão e acção através das quais, pontifica um modo particular de jogar de uma equipa, isto é, uma expressão táctica própria e comum a todos os jogadores. 10
  • 11. Dimensiona elementos estruturais específicos Concepção de jogo do treinador Constrangimentos do Clube Dimensão estrutural do modelo Dimensão funcional do modelo Dimensão relacional do modelo Parte 2 3 1 2 4 5 11
  • 12. Parte 2. Dimensiona elementos estruturais específicos Concepção de jogo do treinador Dimensão funcional do modelo Dimensão estrutural do modelo Dimensão relacional do modelo Constrangimentos do Clube Compreensão Organização Direcção Evolução Adaptação Modelo de jogo 12
  • 13. 2.1. Concepção de jogo do treinador Uma concepção suporta-se nas convicções e ideias de um projecto consciente, sobre a mais eficaz forma de jogar. O MJ adoptado deverá apresentar-se sob 3 características: 1. Evolutivo. O MJ é um referencial e não algo a atingir em absoluto. O seu desenvolvimento é um processo de longa duração. Sendo preciso prever quais os processos evolutivos dessa forma de jogar. 2. Adaptativo. A concepção de um MJ deverá atender à especificidade das características dos jogadores que compõem a equipa, de modo que estes possam exprimir eficazmente as suas próprias capacidades. 3. Congruente. Advém da necessidade do treinador ter a competência de dominar os conceitos e as dinâmicas de ordem estratégica e táctica nele (modelo) contidos 13
  • 14. 2.2. Constrangimentos do Clube Formação da equipa. A constituição de um plantel é função de um conjunto de informações e expectativas acerca de cada um deles que, por sua vez, é influenciado pelas nossas limitações projectivas e preferências pessoais. A formação de uma equipa nunca termina, mesmo durante a época desportiva pode ser necessária uma reorientação. O Clube ao longa da sua história poderá ter conceptualizado e desenvolvido um MJ, para o qual, terá todo o sentido que o treinador responsável venha a aperfeiçoá-lo dando-lhe o seu cunho pessoal e personalizado. (i) Qualidades dos jogadores. Em geral cada jogador deverá: (1) entender estrategicamente o jogo, (2) ser tacticamente inteligente, (3) tecnicamente evoluído, (4) agressivo no ataque e na defesa, (5) cooperativo, solidário e responsável, (6) não receia correr riscos. (ii) Nº de jogadores que formam a equipa. Importa: (i) ser amplo para fazer frente aos problemas inerentes a uma época desportiva e, (ii) ser reduzido evitando-se gastos desnecessários, e para que não haja jogadores que, desenvolvam sentimentos de frustração e agressividade, por passarem a maior parte do tempo no banco dos suplentes ou nunca serem convocados. 14
  • 15. A estrutura da equipa exprime-se: (i) pelo dispositivo táctico que, determina o arranjo posicional dos jogadores e a, (ii) operacionalização das suas funções tácticas, bem como as responsabilidades no plano individual e no plano colectivo. 2.3. Dimensão estrutural do modelo (1) Sentido e mentalidade colectiva (2) Responsabilidade Individual e Solidariedade Colectiva (3) Missões Tácticas Específicas e Organização Colectiva (4) Situações de Jogo e Múltiplas Soluções Colectivas (5) Compatibilidade Operacional Ataque/Defesa Ideias de base Princípios 15 (1) Promover a eficácia da organização (2) Proporcionar uma direcção (3) Desenvolver uma cultura de responsabilidade (4) Fornecer um sistema de coordenação (5) Estabelecer uma rede de informação e comunicação
  • 16. 2.3. Dimensão funcional do modelo É representado pela sincronização e ritmo das decisões/acções dos jogadores, enquadrada num dispositivo estrutural de base, denominado sistema de jogo Princípios 16 (1) Coordenação das acções dos jogadores (2) Divisão de tarefas tácticas (3) Unidade da atitude e da acção (4) Estabelece princípios orientadores (5) Tempo e o ritmo de jogo
  • 17. (1) Equilíbrio Ofensivo Conceitos de base - Ataque (2) Rápida Transição Ofensiva (3) Relançamento do Ataque (4) Direccionamento das acções de ataque (6) Movimentações no Ataque (5) Simplificação do ataque (10) Adaptação do Ataque (9) Circulação Táctica no Ataque (8) Segunda Vaga de Ataque (11) Criatividade e Improvisação do Ataque (12) Ritmo e Tempo de Ataque (7) Continuidade do Ataque 17 2.3. Dimensão funcional do modelo
  • 18. (1) Equilíbrio Defensivo Conceitos de base - Defesa (2) Rápida Transição Defensiva (3) Recuperação Defensiva (4) Concentração Defensiva (5) Assume Parte da Iniciativa do Jogo (6) Marcação rigorosa do atacante de posse de bola (7) Deslizamento da Organização Defensiva (8) Redução do Espaço Efectivo de Jogo (9) Continuidade da Acção Defensiva (10) Recuperação Programa da Bola (11) Profundidade Variável do Sector Defensivo (12) Coordenação e Solidariedade da Defesa (13) Ritmo e Tempo Defensivo18 2.3. Dimensão funcional do modelo
  • 19. A dimensão relacional do MJ é definido pela criação de uma linguagem táctica comum no seio da equipa, a qual é suportada pela implementação de um conjunto de linhas orientadoras do pensamento táctico dos jogadores as quais visam a resolução dos diferentes contextos situacionais que, o jogo exige. Os princípios do jogo marcam o sentido táctico da acção dos jogadores perante a situação de jogo, independentemente do sistema de jogo e do método aplicado. 19 2.3. Dimensão relacional do modelo
  • 20. 1. Penetração Princípios de base - Ataque 2. Cobertura Ofensiva 3. Mobilidade 4. Profundidade 5. Criatividade e Improvisação 20 2.3. Dimensão relacional do modelo
  • 21. Princípios de base - Defesa 1. Contenção 2. Cobertura Defensiva 3. Equilíbrio 4. Concentração 5. Controlo 21 2.3. Dimensão relacional do modelo
  • 22. Veicula compromissos específicos dentro da equipa Gerar sinergias Modelar atitudes e comportamentos Realinhar compreensões e significados Parte 3 3 1 2 22
  • 23. 3.1. Gerar sinergias O MJ deve gerar continuamente sinergias que no quadro organizativo da equipa, potenciam a acção de cada jogador para um nível de rendimento superior, à simples soma das tarefas desenvolvidas por cada um 1. Princípios e valores. Não existe equipa que possa funcionar, se não tiver um corpo unido e motivado à volta de ideias, concepções, princípios, valores e finalidades partilhadas por todos os jogadores. 3. Fomentar a coesão e adaptação. Criando-se sinergias de valor positivo, entre as tarefas distribuídas a cada um deles. 4. Gerir conflitos. No quadro de uma equipa existem sempre conflitos, todavia quando surgem e são resolvidos de forma adequada, contribuem para o reforço da coesão interna e dinâmica do grupo 2. Subordinar interesses. A organização de uma equipa deverá ser avaliada pelo seu todo, mais que a expressão das capacidades individuais evidenciadas por cada jogador 23
  • 24. 3.2. Modelar atitudes e comportamentos A lógica da construção de um MJ é suportada, pela necessidade de modelar e optimizar, as atitudes e as decisões/acções dos jogadores. Adaptando-os às dinâmicas situacionais de jogo, disponibilizando-os para estarem ao serviço da equipa. 1. Treinar como se estivesse em competição (i) Seleccionando ambientes similares àqueles que acontecem na competição (ii) Estimulando o desenvolvimento de atitudes e o aperfeiçoamento de decisões/acções de resolução das situações de jogo. 2. Criar condições para uma superação constante (i) Todo o ser humano nasce limitado nos diferentes parâmetros de carácter fisiológico, psicológico, motor, etc. (ii) Todavia desenvolve uma atitude que propicia uma alteração das fronteiras dessas limitações, devido à insatisfação consigo próprio e que deseja ser de outra maneira. 24
  • 25. 3.3. Realinhar compreensões e significados A eficácia do trabalho dos treinadores reside: (i) na qualidade do que realizam (ii) na metodologia que seguem (iii) na sistematização em direcção a uma forma específica de jogar (iv) no entendimento de como os jogadores concretizam as suas experiências na resolução das situações de jogo 1. Como se reforça uma experiência (i) Reenquadrar é modificar o significado da sua experiência, mudando a moldura conceptual e emocional com que a pessoa a descreve. (ii) Por vezes é mais importante ajudar a mudar a percepção que o jogador tem dos acontecimentos do que mudar propriamente os contextos em si. 2. Porquê realinhar compreensões e significados (i) Cada um age consoante o significado que tem para o contexto das suas acções. (ii) A implementação do MJ cria significados comuns para a construção de um projecto colectivo 25
  • 26. Modela uma forma específica de treinar Modelo de jogo versus modelo de preparação Categorização das situações de jogo Concretização de um modelo específico de treino Parte 4 3 1 2 26
  • 27. 4.1. Modelo de jogo versus modelo de preparação Aspecto fundamental da elaboração dos programas de treino, é a reprodução sistemática do MJ a atingir no futuro, a qual deve reproduzir a actividade competitiva 1. Relação entre os métodos e as acções de jogo Cada método de treino aplicado será considerado específico ou não específico, em função do grau de semelhança ou não com o MJ adoptado. 2. Cada MJ é suportado por um MT Parametriza-se atitudes, decisões e acções na direcção de um padrão individual e colectivo consentâneo com a forma de jogar (identidade) potenciando-se assim o fenómeno de transfere entre o que se faz em treino (modelo de preparação) e, o que se pretende fazer em competição (modelo de jogo). 27
  • 28. 4.2. Categorização das situações de jogo Apesar da natureza do jogo de futebol assentar na aleatoriedade e imprevisibilidade das situações. É possível analisar cada uma das situações de jogo e categorizá-las criando-se uma taxinomia com um nº restrito de categorias 1. Adaptabilidade das acções Modelando o grau de variabilidade das situações de jogo, possibilita-se que os jogadores assimilem experiências diversificadas favorecendo a adaptação à natureza do jogo. 2. Regularidade das configurações de jogo Os diferentes “cenários” de jogo são gerados pelo desenvolvimento do próprio jogo e, aquelas que habitam e se desenvolvem na mente dos jogadores. 3. Rotinas de jogo Visam aumentar a adaptação das intervenções dos jogadores às situações de jogo ao mesmo tempo que diminui a energia para o conseguir. 4. Autonomia e criatividade O rendimento de uma equipa dependente da autonomia dos jogadores, onde a criatividade é o elemento caracterizador da originalidade e da adaptabilidade das acções 28
  • 29. 4.3. Concretização de um modelo específico de treino Como o MJ deve ser enquadrado no processo de preparação, utilizando-se uma metodologia específica de treino? 1. Respeita a integridade do modelo Ao aplicar-se métodos apropriados optimiza-se o processo de treino dando-lhe uma direcção precisa, racionalizando o tempo e o esforço necessário para se obter o maior efeito positivo possível. 4. Aproxima os processos de treino e competição É no treino que os jogadores adquirem as adaptações em termos de decisão/acção intervindo nas situações competitivas. É através das informações da competição que se melhora os processos de treino 3. Enquadra os diferentes factores de preparação Uma modelação dos métodos de treino é construída pelo contínuo desenvolvimento da dimensão decisão/ acção, a qual é suportada pelo melhoramento integrado das capacidades físicas. 2. Direcciona a preparação da equipa num sentido Uma metodologia específica de treino é suportada por métodos construídos a partir de ambientes contextualizados de jogo numa direcção precisa. 29
  • 30. Referencia uma forma de análise da competição Modelo de jogo versus regularidades dos acontecimentos Modelo de jogo versus modelo de análise Modelo de análise versus modelo de treino Estabelece tendências evolutivas do próprio modelo Parte 5 3 1 2 4 30
  • 31. 5.1. Modelo de jogo versus regularidades dos acontecimentos É possível a comprovação de um conjunto de rotinas ou padrões de jogo, cuja estabilidade e ocorrência tem um elevado grau de probabilidade, relativamente a outras plausíveis ou possíveis de ocorrerem. Partindo da constatação da existência de rotinas e padrões de jogo é possível sistematizar do processo de preparação dos jogadores e da equipa É através da concepção, da prática/repetição e da correcção das situações específicas de treino que estas se desenvolvem com uma certa frequência, ordem, ritmo, estabilidade e regularidade. 31
  • 32. 5.2. Modelo de jogo versus modelo de análise O modelo de jogo adoptado assume-se como a principal referência orientadora e avaliadora do nível de jogo da equipa. A um modelo de jogo deve corresponder um modelo de análise específico desse mesmo jogo. O MJ funciona como filtro para a catalogação de informação útil e regular. Mas também possibilitando tratar aquela que, parecendo menos óbvia, pode trazer outros níveis de entendimento ou outras aproximações à performance da equipa. Se o treinador concebe que a fase de ataque deve privilegiar o contra-ataque com transição rápida da defesa para o ataque, as categorias de observação devem permitir que a análise dos dados corroborem ou não o pretendido, tornando possível verificar se o jogo reflecte esta ideia. A apreensão destes elementos e das suas relações orientam a acção do observador. 32
  • 33. 5.3. Modelo de análise versus modelo de treino As informações retiradas da análise da competição são uma fonte fundamental para melhorar o processo de preparação dos jogadores e da equipa. Optimiza-se a metodologia específica e possibilita-se a reorganização e redireccionamento dos meios de ensino/treino que o suporta. Potenciando o transfer das aquisições operadas no treino para o contexto competitivo no sentido de viabilizar uma maior transferência possível das aquisições operadas durante a preparação dos praticantes ou da equipa. 33
  • 34. 34 É na análise do modelo de jogo na competição que é possível aferir das potencialidades do modelo, bem como, das suas carências 1. Informações fidedignas acerca das prestações da equipa, podendo os seus elementos serem confrontados com os desempenhos passados. 2. Indicações para o aperfeiçoamento futuro de modelos de preparação da equipa, de modo a garantir uma maior especificidade dos conteúdos dos meios de ensino/treino, relativamente ao modelo de jogo adoptado. 3. Pressupostos de ordem táctica ou estratégica, que possam indiciarem lacunas na aplicação ou do próprio modelo de jogo adoptado. 5.4. Estabelece tendências evolutivas do próprio modelo
  • 35. 5.4. Estabelece tendências evolutivas do próprio modelo 35 Observar  e  recolher  informação Interpretar  a informação   Desenvolver  planos  e sessões  de  treino Operacionalizar  sessões  de  treino PERFORMANCE Modelo  ideal  de   performance Informação   performance   passada
  • 36. Finalizando Cada um de nós tem um modelo mental da modalidade Modelo de praticante ou de jogo A este modelo criámos uma forma de agir sobre ele Avalia-se a interacção entre treino e competição Modelo de análise Modelo de treino Modelos  de  Jogo,  de  Treino  e  de  Análise 36
  • 37. Modelos  de  Jogo,  de  Treino  e  de  Análise Competição TreinoAnálise Treinar como se joga Jogar como se treina Analisar o que se joga e o que se treina 37
  • 38. Concepção de um modelo de jogo Modelo de Jogo Estrutura da Equipa Modelo de Jogo Organização da Equipa Modelo de Jogo Momentos de Jogo da Equipa Modelo de Jogo Compromissos da Equipa Parte 6 3 1 2 4 38
  • 40. 1. Sistema táctico da equipa 2. Articulação sectorial e intersectorial da equipa 3. Missões tácticas gerais e específicas dos jogadores Estrutura da equipa
  • 41. Organização da Equipa Fase Ofensiva - Ataque
  • 42. Organização da Equipa Fase Ofensiva - Ataque - Métodos Ofensivos -
  • 43. 43 1. Rápida transição defesa/ataque. 2. Reduzido tempo de construção do ataque. 3. Elevado ritmo de decisão/acção 4. Simplicidade de processos. 5. Rentabiliza o binómio tempo/ espaço. 6. Impede a defesa adversária em se organizar. 7. Ter sempre como referência os jogadores melhor posicionados. 8. Inter-relacionar com o método de jogo defensivo. 1. Maior duração da etapa de construção do processo ofensivo. 2. Evidencia uma acção colectiva num bloco compacto e homogéneo. 3. Segurança na resolução das situações de jogo. 4. Constituição de unidades estruturais funcionais. 5. Trinómio tempo, espaço e número. 6. Ocupação racional do espaço de jogo. 1. As características do ataque rápido são semelhantes às do contra-ataque. 2. A diferença fundamental estabelece-se no facto do contra- ataque procurar assegurar a finalização, antes da defesa contrária se organizar de forma efectiva. Enquanto o ataque rápido, terá de preparar a fase de finalização já com a equipa adversária organizada no seu método defensivo. Contra-ataque Ataque rápido Ataque posicional
  • 44. Organização da Equipa Fase Ofensiva - Ataque - Etapas do Ataque -
  • 45. - Saída baixa utilizando os centrais, os laterais ou os médios defensivos - Criar constantemente linhas de passe e de opções de decisão - Atacar o espaço livre mas utilizar poucos toques na bola - Atrair os adversários para um dos corredores laterais possibilitando a saída da bola pelo outro - Mobilidade dos atacantes que dão opções de passe (trocas posicionais) - Variar o ritmo de jogo através de acções rápidas ou variação do centro do jogo. - Jogar com poucos toques e evitar acções de dible/finta 1ª etapa de Construção do ataque - Saída longa ataque sobre a 1ª e 2ª bola - Qualidade e precisão na circulação da bola - Mobilidade constante dos atacantes (jogos posicionais) - Utilizar o jogo exterior e o jogo interior - Gerir tempos e ritmos de jogo (pausar e acelerar) - Constantes apoios frontais e laterais ao atacante de posse da bola - Atacar constantemente a última linha defensiva adversária - Evitar de conduzir e driblar em excesso em especial quando o bloco defensivo está organizado 2ª etapa de Construção do ataque
  • 46. - Variar o jogo ofensivo pelo corredor exterior e interior - Manter constantemente a largura no ataque - Desequilibrar a estrutura defensiva através de situações 1x1, 2x1, 2x2, ou através de passes de rotura - Mobilidade constante dos atacantes e trocas posicionais - Utilizar as acções de cruzamento variando as trajectórias da bola bem como os alvos. - Atacar convictamente os espaços predominantes de finalização - Manter o equilíbrio defensivo de modo a reagir à perda de posse de bola (preparar para transitar). 2ª Etapa: Criação de Situações de Finalização - Rematar logo que a oportunidade surja. - Construir linhas limpas de remate - Rematar fora da grande área - Assumir a responsabilidade de rematar com convicção. - Rematar a partir de espaços pouco habituais. - Deslocar-se logo após o remate atacar o 2º momento da acção. - Atender à aleatoriedade das situações. 3ª Etapa Finalização
  • 47. Organização da Equipa Fase Ofensiva - Ataque - Momentos do Ataque-
  • 48. Transição de fase - ataque/defesa 1. Forte atitude e predisposição mental aquando da perda de bola (reacção imediata de todos). 2. Pressão constante sobre o portador da bola, os outros fecham linhas de passe de progressão ou rotura da organização. 3. Retardar o desenvolvimento do ataque adversário 4. Compensar de imediato a acção dos colegas quando ultrapassados (entreajuda) 5. Rápida recuperação defensiva elevando o nº de defesas atrás da linha da bola. 6. Ver simultaneamente a bola e o adversário directo 7. Recorrer à falta quando for necessário (sentido útil da infracção) Bolas Paradas - Esquemas Tácticos 1. Marcação rápida falta em certas situações de jogo (surpreender os adversários) 2. Ocupar rapidamente as posições pré- defenidas e treinadas 3. Atender aos sinais combinados 4. Sincronizar as acções de quem marca e de quem recebe 5. Atacar forte a 1ª e a 2ª bola 6. Marcar os adversários que não estão directamente implicados no processo defensivo 7. Parar de imediato a transição de fase do adversário
  • 49. Organização da Equipa Fase Defensiva - Defesa
  • 50. Organização da Equipa Fase Defensiva - Defesa - Métodos Defensivos -
  • 51. 51 1. Promove a marcação rigorosa ao atacante de posse de bola. 2. Reduz o espaço efectivo de jogo. 3. Potencia continuadamente a marcação a atacantes e espaços vitais de jogo. 4. Modela as condições de recuperação da bola. 5 . P r o m o v e o a u m e n t o d a concentração da organização defensiva. 6. Utiliza a comunicação verbal entre os jogadores. 7. Desenvolve um elevado grau de espírito da equipa. 1. Potencia “o todos contra um”. 2. Responsabiliza cada jogador por uma zona de marcação. 3. Estabelece uma organização por linhas defensivas. 4. Reforça acções de entreajuda e solidariedade. 5. Introduz a “defesa em linha”. 1. Sintetiza o método individual e zona. 2. Possibilita que o defesa marque o atacante de uma para a outra zona do campo. 3. Reforça as acções de cobertura. Método à zona Método misto Método zona pressionante
  • 52. Organização da Equipa Fase Defensiva - Defesa - Etapas da Defesa -
  • 53. Equilíbrio defensivo Pode ser concretizado: 1. No desenrolar do ataque. As e q u i p a s a p l i c a m m e d i d a s preventivas de modo a precaver a situação de perda da bola. 2. Após a perda da posse da bola. A equipa deve reagir de imediato à situação através de deslocamentos em direcção ao atacante de posse da bola e, dos espaços vitais de jogo de modo a: (1) Reorganizar o ataque. (2) Evitar de acções rápidas de ataque do adversário (3) Temporizar o ataque adversário. A recuperação defensiva começa nos momentos logo após a impossibilidade de se recuperar de imediato a bola e, dura até à ocupação do dispositivo defensivo previamente preconizado pela equipa. Nestas circunstâncias, importa: (1) Marcar espaços e atacantes durante a recuperação defensiva (2) Interpôr-se entre o atacante e a própria baliza (3) Obstruir a acção dos atacantes. Recuperação defensiva Pressupõe a ocupação do dispositivo defensivo previamente preconizado pela equipa. Qualquer método defensivo, visa c o m a s u a o r g a n i z a ç ã o , coordenação e colaboração, não apenas, a recuperação da posse da bola, como também, proteger a baliza contra as acções agressivas desenvolvidas pelos adversários. Podemos observar 3 níveis de bloco defensivo: (1) Bloco defensivo alto (2) Bloco defensivo médio (3) Bloco defensivo baixo Bloco Defensivo
  • 54. Bloco defensivo alto 1. Forte pressão na saída curta da bola pela equipa adversária 2. Acção de pressão realizada fundamentalmente pelo ponta de lança, extremos e médio ofensivo. 3. Aproximação dos diferentes sectores da equipa de modo a manter o bloco defensivo compacto (redução do espaço entre linhas) 4. Obrigar os adversários a cometer erros (perda da bola ou executar passes longos) 5. Conduzir os adversários para espaços onde seja mais fácil a recuperação da bola (redução do espaço efectivo do ataque) 6. Dar continuidade ao processo defensivo passando para bloco médio (caso os atacante passem a 1ª linha defensiva) 1. Pressão constante sobre o atacante de posse de bola. 2. Equipa compacta entre linhas. Manter uma distância de 20/25 mts 2. Respeitar as zonas individuais de pressão 3. Não ser atraído pela bola ou pelo atacante. Evitar ser eliminado 4. Constantes acções de cobertura e compensação 5. Variar o centro gravitacional da defesa defendendo essencialmente o corredor central 6. Agressividade nos duelos (1ª e 2ªs bolas). Não cometer faltas desnecessárias. 7. Aproveitar a transição defesa/ ataque Bloco defensivo médio 1. Protecção máxima da baliza 2. Elevada densidade de jogadores num espaço reduzido de jogo 3. Compacticidade constante do bloco defensivo 4. Não descansar enquanto não recuperar a posse de bola 5. Ver constantemente a bola e adversário. 6. Evitar faltas desnecessárias, mas agressividade nos duelos individuais 7. Espírito de luta e de sacrifício 8. Logo que a recuperação se concretiza transitar rapidamente para o ataque Bloco defensivo baixo
  • 55. Organização da Equipa Fase Defensiva - Defesa - Momentos da Defesa -
  • 56. Transição defesa/ataque 1. Aproveitar o desequilíbrio da equipa que estava a atacar e tem de passar a defender. Evitando que se organize defensivamente 2. Potenciar movimentações em largura e profundidade saindo rapidamente das zonas de pressão: aumenta o espaço efectivo de jogo, o nº de opções tácticas e, redução das possibilidades de marcação. 3. Assegurar uma posse da bola segura e eficaz e, tão rápida quanto possível para atacar a baliza adversária (direccionar as acções nesse sentido) 4. Simplicidade nas acções individuais (usar o passe e poucos toques na bola). 5. Fomentar uma correcta leitura de jogo de modo a usar: CA, AR ou AP. Esquemas Tácticos 1. Evitar marcação rápida 2. Ocupar rapidamente as posições definidas 3. Posicionamento zonal ou misto (preparar para atacar a bola e o espaço). 4. Vigiar/marcar os adversários de referência. 5. Armadilhar a acção ofensiva de modo a surpreender os adversários com determinantes transições defesa/ataque 6. Atacar forte a 1ª e 2ª bola (saída em bloco), reajustando da linha defensiva consoante a situação. 7. Agir/reagir constantemente enquanto não recuperar a bola