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AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO NO
FUTEBOL:
do treino ao jogo
Gibson Moreira Praça
Departamento de Esportes
EEFFTO/UFMG
Centro de Estudosem Cognição e
Ação
Coordenação: prof. Pablo Juan Greco
 Grupo de Estudos Interdisciplinaressobre PequenosJogos –
CECA
 Projetos de Pesquisa
 Linha:Metodologiado TreinamentoEsportivo – PPGCE
2
Pós-
graduação
Graduação
Pedro Moreira
Jorge Victor João Victor Arthur de Vito
GustavoBarbosa
Gibson Moreira Praça
RaphaelSousa
Coordenação Núcleo:Futebol
3
VitorLetro
Análise de Desempenho: “o que analisar?”
4
TREINO JOGO
ADAPTAÇÕES
INFORMAÇÕES
ANÁLISE DE DESEMPENHO
5
TREINO
Início Fim
Os comportamentos são os mesmos
no início e no final?
É necessário ajustar os conteúdos de
treino à luz da resposta dos
jogadores?
Os comportamentos são sempre os
previstos no planejamento da sessão?
6
JOGO
Início Fim
Qual o percentual de atletas de uma
equipe efetivamente participa de um jogo?
Sob quais circunstâncias o
desempenho no jogo ocorreu?
O comportamento no jogo é independente
do momento (início e fim)?
7
TREINO JOGO
ADAPTAÇÕES
INFORMAÇÕES
ANÁLISE DE DESEMPENHO
8
É POSSÍVEL REALIZAR O
CONTROLE DO PROCESSO DE
TREINO SEM REGISTRAR AS
RESPOSTAS?
Desempenho no futebol
9
TÉCNICO FÍSICO
PSICOLÓGICO
TÁTICO
- DISCRIMINA NÍVEIS DE
DESEMPENHO (KANNEKENS
et al., 2009)
- POSSUI REDUZIDO CUSTO
- ALTO IMPACTO NA
MODELAÇÃO DO TREINO
- ALTAMENTETREINÁVEL
O que analisar?
10
ESTRUTURAS DE CONHECIMENTO TÁTICO
(DECLARATIVO E PROCESSUAL) E
PROCESSOS COGNITIVOS
Protocolos de teste
padronizados;análisefora de
treinos e jogos
COMPORTAMENTO DOS E DAS EQUIPES
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DESEMEPENHO
TÁTICO
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TÁTICA
CONHECERO POTENCIAL
DOS ATLETAS E DAS
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Como conhecer a capacidade tática dos
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CONHECIMENTO TÁTICA TOMAR DECISÕES
O QUE? COMO?
QUANDO?
ONDE?
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11
12
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futebol relacionados às fases ofensiva e defensiva.
17
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14
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15
16
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Teste de Conhecimento Tático Declarativo no
Futebol: TCTD:Fb2
• Composto por 21 cenas validadas a
partir da análise do Coeficiente de
Validade de Conteúdo (CVC) e a
concordância dos peritos para a
melhor resposta.
• O instrumento apresenta CVC
médio de 0,873 e concordância
para a melhor respostaem pelo
menos 4 dos 5 peritos.
• Teste aplicado com oclusão visual
(MANN et al., 2007) e pressão de
tempo.
17
18
19
Protocolo de Avaliação da Capacidade de
Antecipação de Goleiros de Futebol
20
Avaliação da Capacidade de Antecipação de
Goleiros de Futebol – AnteGol-Fut
21
22
CERTO
23
Por que avaliar a capacidade tática?
1. Individualizar o processo de treino;
2. Ajustar o processo de treino face às respostas dos atletas;
3. Traçar longitudinalmente o perfil decisional dos atletas;
4. Conhecer especificidades do processo de treino por escalão de formação;
24
Capacidades
Táticas Básicas
Princípios Táticos
Fundamentais
Princípios Táticos
Específicos
Aspectos
Estratégicos
Situacionais
Análise de Desempenho in loco: Análise dos
princípios do jogo
25
Fonte: Amieiro (2004); Drubscky (2015);
Silva(2008); Teoldo(2009)
MODELO DE
JOGO
ANÁLISE DE DESEMPENHO
NORTEADORES:
• Analisar a própria equipe ou o adversário? O case das categorias de base
• Analisar um jogo ou mais de um jogo?
• Como reportar os dados? Junção de informações quantitativas com visuais. O
analista não é um editor de vídeos!
• Análise de jogo mas não apenas no jogo: a importância da análise do treino
26
27
Importância
da análise do
treino
COMO REPORTAROS DADOS?
Informação
visual (vídeos
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O ANALISTA É
MAIS DO QUE
UM EDITOR DE
VÍDEOS!
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quantitativas
individuais
(scout)
Análise dos Padrões de Cooperação
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28
Como montar um vídeo representativo da
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2- Caracterizar a informação à luz
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fora X em casa; ganhando X
perdendo; igualdade X sup.
numérica, etc.)
3- Não selecionar imagens
desconexas do jogo; maior duração
dos vídeos por cena = maior
entendimentoda lógica do jogo
29
COMO REPORTAROS DADOS?
Informação
visual (vídeos
e imagens)
O ANALISTA É
MAIS DO QUE
UM EDITOR DE
VÍDEOS!
Informações
quantitativas
individuais
(scout)
NÃO UTILIZAR
NA
MODELAÇÃO
DO JOGO!
Análise dos Padrões de Cooperação
Social Network Analysis
30
Qual foi o placar do jogo? Como as equipes
jogaram?
31
Qual foi o placar do jogo? Como as equipes
jogaram?
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COMO REPORTAROS DADOS?
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MAIS DO QUE
UM EDITOR DE
VÍDEOS!
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(scout)
NÃO UTILIZAR
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MODELAÇÃO
DO JOGO!
Análise dos Padrões de Cooperação
Social Network Analysis
CONTEMPLA INFORMAÇÕES
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INTERPRETAÇÃOPARA A
MODELAÇÃODO JOGO
33
Social Network Analysis
• Análise de interações
Sistema
(Equipe)
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Sub-sistema
Sub-sistema
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(DAVIDS et al., 2005; GRÉHAIGNE et al., 1997)
34
• Graph Theory (Barnes e Harary, 1983)
• Estudo matemático de vértices conectados por arestas
• Vértices são os jogadores
• Arestas as conexões
35
36
37
Matriz de adjacências
38
39
Macro
• Densidade
• Clustering Coefficient
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Densidade
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• Degree Centrality
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Degree Centrality
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Degree Prestige
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“popularidade”do jogador.
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Do treino...
42
43
Jogo com apoio lateral não favorece o
estabelecimentode cooperação
Jogo 3v3 reproduz dinâmicas de proeminênciado
jogo formal
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• Conclui-se que atletas de maior conhecimento
tático apresentam-se capazes de adotar um
comportamento mais cooperativo durante
pequenos jogos, o que sugere que estes
encontram-se em melhores condições para
desenvolver o jogo apoiado.
44
...ao jogo
45
Equipes em
melhor posição
Densidade
Clustering Coefficient
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interações
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Grande cooperação
e interconectividade
Eficácia para alcançar
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...ao jogo
Meio-campistassão jogadoresmais
proeminentestanto em ataques bem-
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47
Perspectivas para a Análise de Desempenho
• Definição de protocolos de análise nos clubes – Profissionalização e
institucionalização deste departamento
• Desenvolvimento de processos de trabalho de baixo custo (financeiro
e temporal)
• Mudança de paradigmas: do jogo ao treino; do adversário para a
equipe; da produção de dados à análise
• Aproximação entre teoria e prática – papel dos gestores e das
universidades
48
Recomendação - leituras
49
• A bola é redonda, o jogo dura noventa minutos e todo o resto é
apenas teoria.
• Josef “Sepp” Herberger, jogador e treinador da Seleção da
Alemanha.
50
OBRIGADO
Gibson Moreira Praça
Departamentode Esportes
Centro de Estudos em Cognição e Ação
Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Universidade Federal de Minas Gerais
gibson_moreira@yahoo.com.br
(31) 98888-0016 51

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  • 1. AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO NO FUTEBOL: do treino ao jogo Gibson Moreira Praça Departamento de Esportes EEFFTO/UFMG
  • 2. Centro de Estudosem Cognição e Ação Coordenação: prof. Pablo Juan Greco  Grupo de Estudos Interdisciplinaressobre PequenosJogos – CECA  Projetos de Pesquisa  Linha:Metodologiado TreinamentoEsportivo – PPGCE 2
  • 3. Pós- graduação Graduação Pedro Moreira Jorge Victor João Victor Arthur de Vito GustavoBarbosa Gibson Moreira Praça RaphaelSousa Coordenação Núcleo:Futebol 3 VitorLetro
  • 4. Análise de Desempenho: “o que analisar?” 4
  • 6. TREINO Início Fim Os comportamentos são os mesmos no início e no final? É necessário ajustar os conteúdos de treino à luz da resposta dos jogadores? Os comportamentos são sempre os previstos no planejamento da sessão? 6
  • 7. JOGO Início Fim Qual o percentual de atletas de uma equipe efetivamente participa de um jogo? Sob quais circunstâncias o desempenho no jogo ocorreu? O comportamento no jogo é independente do momento (início e fim)? 7
  • 8. TREINO JOGO ADAPTAÇÕES INFORMAÇÕES ANÁLISE DE DESEMPENHO 8 É POSSÍVEL REALIZAR O CONTROLE DO PROCESSO DE TREINO SEM REGISTRAR AS RESPOSTAS?
  • 9. Desempenho no futebol 9 TÉCNICO FÍSICO PSICOLÓGICO TÁTICO - DISCRIMINA NÍVEIS DE DESEMPENHO (KANNEKENS et al., 2009) - POSSUI REDUZIDO CUSTO - ALTO IMPACTO NA MODELAÇÃO DO TREINO - ALTAMENTETREINÁVEL
  • 10. O que analisar? 10 ESTRUTURAS DE CONHECIMENTO TÁTICO (DECLARATIVO E PROCESSUAL) E PROCESSOS COGNITIVOS Protocolos de teste padronizados;análisefora de treinos e jogos COMPORTAMENTO DOS E DAS EQUIPES ATLETAS IN LOCO Análise do desempenho em jogos E TREINOS DESEMEPENHO TÁTICO CAPACIDADE TÁTICA CONHECERO POTENCIAL DOS ATLETAS E DAS EQUIPES PARA SOLUÇÃO DE PROBLEMAS NO JOGO
  • 11. Como conhecer a capacidade tática dos atletas? CONHECIMENTO TÁTICA TOMAR DECISÕES O QUE? COMO? QUANDO? ONDE? POR QUE? 11
  • 12. 12 CONHECIMENTO PRINCÍPIOS TOMAR DECISÕES PROCESSO ANALÍTICO PROCESSO HEURÍSTICO
  • 13. SISTEMA DE AVALIAÇÃO TÁTICA NO FUTEBOL – FUTSAT ( TEOLDO et al., 2011) • Avalia o comportamento tático dos jogadores com base em 10 princípios do jogo de futebol relacionados às fases ofensiva e defensiva. 17 - Princípios Táticos Fundamentais - Percentual de acerto dos princípios táticos (ofensivo, defensivo e geral)
  • 14. 14
  • 15. (Praça et al., 2017) 15
  • 17. Teste de Conhecimento Tático Declarativo no Futebol: TCTD:Fb2 • Composto por 21 cenas validadas a partir da análise do Coeficiente de Validade de Conteúdo (CVC) e a concordância dos peritos para a melhor resposta. • O instrumento apresenta CVC médio de 0,873 e concordância para a melhor respostaem pelo menos 4 dos 5 peritos. • Teste aplicado com oclusão visual (MANN et al., 2007) e pressão de tempo. 17
  • 18. 18
  • 19. 19
  • 20. Protocolo de Avaliação da Capacidade de Antecipação de Goleiros de Futebol 20
  • 21. Avaliação da Capacidade de Antecipação de Goleiros de Futebol – AnteGol-Fut 21
  • 22. 22
  • 24. Por que avaliar a capacidade tática? 1. Individualizar o processo de treino; 2. Ajustar o processo de treino face às respostas dos atletas; 3. Traçar longitudinalmente o perfil decisional dos atletas; 4. Conhecer especificidades do processo de treino por escalão de formação; 24
  • 25. Capacidades Táticas Básicas Princípios Táticos Fundamentais Princípios Táticos Específicos Aspectos Estratégicos Situacionais Análise de Desempenho in loco: Análise dos princípios do jogo 25 Fonte: Amieiro (2004); Drubscky (2015); Silva(2008); Teoldo(2009) MODELO DE JOGO
  • 26. ANÁLISE DE DESEMPENHO NORTEADORES: • Analisar a própria equipe ou o adversário? O case das categorias de base • Analisar um jogo ou mais de um jogo? • Como reportar os dados? Junção de informações quantitativas com visuais. O analista não é um editor de vídeos! • Análise de jogo mas não apenas no jogo: a importância da análise do treino 26
  • 28. COMO REPORTAROS DADOS? Informação visual (vídeos e imagens) O ANALISTA É MAIS DO QUE UM EDITOR DE VÍDEOS! Informações quantitativas individuais (scout) Análise dos Padrões de Cooperação Social Network Analysis 28
  • 29. Como montar um vídeo representativo da equipe? 1- Treinar a “visão”. Definir a priori o que se quer observar; 2- Caracterizar a informação à luz das características situacionais (jogo fora X em casa; ganhando X perdendo; igualdade X sup. numérica, etc.) 3- Não selecionar imagens desconexas do jogo; maior duração dos vídeos por cena = maior entendimentoda lógica do jogo 29
  • 30. COMO REPORTAROS DADOS? Informação visual (vídeos e imagens) O ANALISTA É MAIS DO QUE UM EDITOR DE VÍDEOS! Informações quantitativas individuais (scout) NÃO UTILIZAR NA MODELAÇÃO DO JOGO! Análise dos Padrões de Cooperação Social Network Analysis 30
  • 31. Qual foi o placar do jogo? Como as equipes jogaram? 31
  • 32. Qual foi o placar do jogo? Como as equipes jogaram? 0 0 x 32
  • 33. COMO REPORTAROS DADOS? Informação visual (vídeos e imagens) O ANALISTA É MAIS DO QUE UM EDITOR DE VÍDEOS! Informações quantitativas individuais (scout) NÃO UTILIZAR NA MODELAÇÃO DO JOGO! Análise dos Padrões de Cooperação Social Network Analysis CONTEMPLA INFORMAÇÕES QUANTITATIVAS E SUA INTERPRETAÇÃOPARA A MODELAÇÃODO JOGO 33
  • 34. Social Network Analysis • Análise de interações Sistema (Equipe) Sub-sistema Sub-sistema Sub-sistema Micro-sistema (DAVIDS et al., 2005; GRÉHAIGNE et al., 1997) 34
  • 35. • Graph Theory (Barnes e Harary, 1983) • Estudo matemático de vértices conectados por arestas • Vértices são os jogadores • Arestas as conexões 35
  • 36. 36
  • 37. 37
  • 39. 39
  • 40. Macro • Densidade • Clustering Coefficient Variáveis Densidade É a proporçãoentre os links observadose o máximo de link possíveis Clustering Coefficient Mensura o grau de interconectividadeentre os jogadores próximos (CLEMENTE et al., 2016.)
  • 41. Micro • Degree Centrality • Degree Prestige • Page Rank Variáveis Degree Centrality Jogadorque se conecta com mais companheirosde equipe Degree Prestige Jogador que recebe mais ligações (passes) de outro jogadores Page Rank Representa uma métrica de “popularidade”do jogador. (CLEMENTE et al., 2016.)
  • 43. 43 Jogo com apoio lateral não favorece o estabelecimentode cooperação Jogo 3v3 reproduz dinâmicas de proeminênciado jogo formal
  • 44. Do treino... • Conclui-se que atletas de maior conhecimento tático apresentam-se capazes de adotar um comportamento mais cooperativo durante pequenos jogos, o que sugere que estes encontram-se em melhores condições para desenvolver o jogo apoiado. 44
  • 46. Equipes em melhor posição Densidade Clustering Coefficient Distribuição de interações Variabilidade das ações Grande cooperação e interconectividade Eficácia para alcançar melhor performance
  • 47. ...ao jogo Meio-campistassão jogadoresmais proeminentestanto em ataques bem- sucedidos quanto naqueles malsucedidos 47
  • 48. Perspectivas para a Análise de Desempenho • Definição de protocolos de análise nos clubes – Profissionalização e institucionalização deste departamento • Desenvolvimento de processos de trabalho de baixo custo (financeiro e temporal) • Mudança de paradigmas: do jogo ao treino; do adversário para a equipe; da produção de dados à análise • Aproximação entre teoria e prática – papel dos gestores e das universidades 48
  • 50. • A bola é redonda, o jogo dura noventa minutos e todo o resto é apenas teoria. • Josef “Sepp” Herberger, jogador e treinador da Seleção da Alemanha. 50
  • 51. OBRIGADO Gibson Moreira Praça Departamentode Esportes Centro de Estudos em Cognição e Ação Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional Universidade Federal de Minas Gerais gibson_moreira@yahoo.com.br (31) 98888-0016 51