O Modelo de Jogo do Real Madrid de José Mourinho

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Descrição das características ofensivas e defensivas (individuais e coletivas) do modelo de jogo do Real Madrid durante o período treinado pelo português José Mourinho. Texto baseado no livro "O Modelo de Jogo do Real Madrid de José Mourinho" de Óscar P. Cano Moreno.

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O Modelo de Jogo do Real Madrid de José Mourinho

  1. 1. O MODELO DE JOGO DO REAL MADRID DE JOSÉ MOURINHO (Baseado no livro de Oscar P. Cano Moreno)
  2. 2. O MODELO DE JOGO DO REAL MADRID DE JOSÉ MOURINHO (Baseado no livro de Oscar P. Cano Moreno) ESTRUTURAÇÃO EM CAMPO: JOSÉ MOURINHO BASICAMENTE ARMAVA O REAL MADRID EM UM 4-2-4, COM AS LINHAS BEM DEFINIDAS EM CAMPO. O PORTUGUÊS VARIAVA TAMBÉM PARA UM 4-2-3-1, ADIANTANDO O POSICIONAMENTO DO ATACANTE CENTRAL, AUMENTANDO ASSIM A PROFUNDIDADE DA EQUIPE MERENGUE EM CAMPO.
  3. 3. AS CARACTERÍSTICAS DA EQUIPE EM CAMPO TAMBÉM VARIAVAM DE ACORDO COM OS JOGADORES ESCALADOS POR JOSÉ MOURINHO. DEFESA: A LINHA DE DEFESA FORMADA POR SERGIO RAMOS, PEPE, VARANE E MARCELO ERA A MAIS COMUM UTILIZADA. SERGIO RAMOS FECHAVA MAIS PELO LADO DIREITO LIBERANDO MAIS OS APOIOS DE MARCELO, AJUDANDO CRISTIANO RONALDO PELO LADO ESQUERDO. SEMPRE QUE MARCELO AVANÇAVA SERGIO RAMOS, PEPE E VARANE SE REAGRUPAVAM, FORMANDO UMA LINHA DE 3 QUE CONSEGUIA PROTEGER CASILLAS OU DIEGO LÓPEZ. QUANDO MOURINHO ESCALAVA ARBELOA, ELE POSSIBILITAVA O AVANÇO DOS DOIS LATERAIS DO REAL MADRID (ALTERNADAMENTE, DIFICILMENTE OS DOIS SUBIAM JUNTOS), AUMENTANDO O PODER OFENSIVO DA EQUIPE MERENGUE. O AVANÇO DOS LATERAIS SE DAVA SEMPRE PELO LADO ONDE A BOLA ESTAVA NO MEIO CAMPO. SE ELA ESTIVESSE DO LADO DIREITO, MARCELO AVANÇAVA EM VELOCIDADE PELO CORREDOR DO LADO ESQUERDO EM DIREÇÃO AO ATAQUE E O MESMO ACONTECIA COM ARBELOA, QUE TINHA A PREFERÊNCIA DE AVANÇAR PELO CENTRO, DEIXANDO COM OS MEIAS A FUNÇÃO DE JOGAR ABERTO PELO LADO DO CAMPO (AMPLITUDE). QUANDO O PORTUGUÊS COENTRÃO ERA ESCALADO NA ESQUERDA MOURINHO TINHA A INTENÇÃO DE FORTALECER SEU SISTEMA DEFENSIVO, VISTO QUE O PORTUGUÊS APÓIA O ATAQUE MUITO MENOS QUE MARCELO. A ESCALAÇÃO DA DUPLA DE ZAGA TAMBÉM APRESENTAVA ALGUMAS CARACTERÍSTICAS: VARANE E SÉRGIO RAMOS ERAM ZAGUEIROS COM FACILIDADE DE AVANÇAR E DE JOGAR NA LINHA DE DEFESA MAIS ALTA DO REAL MADRID. PEPE E RICARDO CARVALHO ERAM ZAGUEIROS QUE AVANÇAVAM MENOS, GUARDANDO MAIS O POSICIONAMENTO DEFENSIVO. JOSÉ MOURINHO SEMPRE PROCURAVA MESCLAR A ESCALAÇÃO DE MODO QUE A DEFESA NÃO FICASSE DESPROTEGIDA. OUTRO FATOR QUE INFLUENCIAVA NA ESCALAÇÃO DOS ZAGUEIROS ERA O FATO DA LIGAÇÃO DIRETA ENTRE DEFESA E ATAQUE, POSSÍVEL PLA COMPACTAÇÃO DA EQUIPE EM CAMPO. SERGIO RAMOS E PEPE TINHAM A FUNÇÃO DE EFETUAR OS PASSES LONGOS SEMPRE BUSCANDO O OU OS HOMENS DO ATAQUE. JÁ VARANE, POR SER MAIS TÉCNICO, TINHA A FUNÇÃO DE CIRCULAR A BOLA COM O MEIO CAMPO, UTILIZANDO MAIS OS PASSES CURTOS E MÉDIOS PARA FAZER ESTA LIGAÇÃO.
  4. 4. MEIO-CAMPO: XABI ALONSO ERA A PEÇA FUNDAMENTAL DO MEIO CAMPO DO REAL MADRID DE JOSÉ MOURINHO. ERA DELE A FUNÇÃO DE FAZER A LIGAÇÃO ENTRE MEIO CAMPO E ATAQUE, ALÉM DE DITAR O RITMO DO REAL NO JOGO. QUANDO JOSÉ MOURINHO ESCALAVA KHEDIRA, PEPE OU ESSIEN COMO COMPANHEIROS DE XABI ALONSO NO MEIO O PORTUGUÊS DAVA MAIS LIBERDADE DE MOVIMENTAÇÃO AO ESPANHOL, JÁ QUE REFORÇAVA A MARCAÇÃO MERENGUE. QUANDO MOURINHO OPTAVA POR ESCALAR MODRIC (OU MESMO DI MARIA OU KAKÁ, COM MENOR FREQUÊNCIA) COMO SEGUNDO HOMEM DO MEIO CAMPO O PORTUGUÊS VISAVA AUMENTAR AS OPÇÕES DE SAÍDA DE BOLA E A QUALIDADE DA LIGAÇÃO, VISTO O NÍVEL TÉCNICO DESTES JOGADORES. ESTA ERA UMA OPÇÃO GERALMENTE USADA QUANDO JOGAVAM OS LATERAIS DE MAIOR MARCAÇÃO DO GRUPO, PARA NÃO DEIXAR A DEFESA DESPROTEGIDA. ATAQUE: APESAR DO POSICIONAMENTO INICIAL, JOSÉ MOURINHO COBRAVA UMA MOVIMENTAÇÃO CONSTANTE ENTRE SEUS JOGADORES DA LINHA OFENSIVA DURANTE O JOGO. ESTA TÁTICA, ALIADA À AMPLITUDE (JOGO BEM ABERTO PELAS LATERAIS) E PROFUNDIDADE DE JOGO (FAVORECENDO A LINHA DE DEFESA ALTA MERENGUE) TORNAVA-SE ELEMENTO FUNDAMENTAL PARA O CONTRA-ATAQUE FULMINANTE DO REAL MADRID. DI MARIA ERA O ATACANTE DESTACADO PARA DAR SUPORTE AO MEIO CAMPO DURANTE O ATAQUE ADVERSÁRIO, POR ISSO ELE GUARDAVA UM POUCO MAIS A POSIÇÃO QUE OS OUTROS. MUITOS ANALISTAS CONSIDERAVAM DI MARIA O JOGADOR MAIS IMPORTANTE TATICAMENTE DE JOSÉ MOURINHO E A EXPLICAÇÃO VEM POR CAUSA DAS FUNÇÕES OFENSIVAS E DEFENSIVAS QUE ELE DESEMPENHAVA, TORNANDO-O ESSENCIAL DENTRO DO ESQUEMA. QUANDO O REAL MADRID JOGAVA COM KAKÁ NA LINHA OFENSIVA, O ATAQUE MERENGUE GANHAVA UMA MAIOR MOBILIDADE, POIS O BRASILEIRO BUSCAVA CONSTANTEMENTE A INVERSÃO DE POSIÇÃO COM OS OUTROS ATACANTES. GERALMENTE QUANDO KAKÁ JOGAVA DE TITULAR MOURINHO OPTAVA POR UM VOLANTE COM MAIOR PODER DE MARCAÇÃO AO LADO DE XABI ALONSO NO MEIO, DEIXANDO A DEFESA DO REAL MADRID MAIS PROTEGIDA. OUTRO TRUNFO DE JOSÉ MOURINHO ERA ESCALAR MODRIC NO ATAQUE, JOGANDO AO LADO DE OZIL. O REAL MADRID GANHAVA EM FORÇA OFENSIVA E TÉCNICA, DEVIDO AO NÍVEL DESTES DOIS JOGADORES, AUMENTANDO ASSIM A FORÇA DO LADO DIREITO DO ATAQUE MERENGUE. MODRIC ERA O RESPONSÁVEL POR CUMPRIR AS FUNÇÕES DESEMPENHADAS POR DI MARIA. OZIL JOGAVA CENTRALIZADO PARA SER O ORGANIZADOR DO ATAQUE MERENGUE, SENDO O RESPONSÁVEL POR MUNICIAR CRISTIANO RONALDO, BENZEMA E DI MARIA COM SEUS PASSES PRECISOS. BENZEMA, HIGUAÍN OU CRISTIANO RONALDO, QUEM JOGASSE NA POSIÇÃO DE ATACANTE CENTRAL, TINHA A FUNÇÃO DE FORÇAR O DESLOCAMENTO DA LINHA, BUSCANDO SEMPRE A PROFUNDIDADE OFENSIVA, O JOGO ENTRE AS LINHAS DEFENSIVAS E A RECEPÇÃO DA BOLA NAS COSTAS DA DEFESA ADVERSÁRIA. ERA DESSE JOGADOR TAMBÉM A FUNÇÃO DE ABRIR ESPAÇOS PARA FACILITAR A INFILTRAÇÃO DOS OUTROS ATACANTES. GERALMENTE, ISSO SE CONSEGUIA COM O DESLOCAMENTO DELE PARA OS CORREDORES LATERAIS DO CAMPO, ATRAINDO JUNTO SUA MARCAÇÃO.
  5. 5. CARACTERÍSTICAS GERAIS: MODELO DE JOGO ORGANIZADO PELA VERTICALIDADE. PRINCIPAL OBJETIVO DO REAL MADRID DE JOSÉ MOURINHO: CONSTRUÇÃO DE SITUAÇÕES DE PROGRESSÃO . JOGO DE AÇÕES IMINENTES, ACELERADAS E COORDENADAS AO CAMPO ADVERSÁRIO. . TRANSIÇÃO DIRETA DA BOLA – SEM NECESSIDADE DE TRANSIÇÃO SIMULTÂNEA ENTRE SETORES (JOGO VERTICAL INCISIVO); . BLOCO 1: DEFENSIVO . BLOCO 2: OFENSIVO
  6. 6. ESTE TIPO DE POSICIONAMENTO EVITA QUE OS JOGADORES FIQUEM SEPARADOS EM CAMPO. . PERMITE ACOMODAR AS INTERVENÇÕES DOS ADVERSÁRIOS; . OFENSIVAMENTE, MESMO COM POUCOS JOGADORES, CONSEGUE-SE SUPERIORIDADE NUMÉRICA; . LATERAIS, ZAGUEIROS E VOLANTES POSICIONAM-SE MAIS PRÓXIMOS, ATRAINDO O ADVERSÁRIO PARA O CAMPO DE ATAQUE (ADIANTA SEU POSICIONAMENTO), O QUE ACABA FAVORECENDO A LINHA OFENSICA MERENGUE (ABERTURA DE ESPAÇOS PARA JOGO DE TRANSIÇÃO EM VELOCIDADE).
  7. 7. 1.SAÍDA DE BOLA: CASILLAS OU DIEGO LÓPEZ EVITAVAM O PASSE PARA O JOGADOR PRÓXIMO À ELES. . OS JOGADORES CONTRÁRIOS AVANÇAVAM SEU POSICIONAMENTO PARA RECEBER A BOLA. . ERA EXIGIDA AMPLITUDE E PROFUNDIDADE MÁXIMA DA EQUIPE. . HAVIA A BUSCA PELA VERTICALIDADE MESMO SE NÃO EXISTESSE UMA SITUAÇÃO ÓTIMA PARA ISSO. RAPHAEL VARANE: A PRIMEIRA OPÇÃO DE PASSES. SAÍDA DE BOLA GERALMENTE SE DAVA COM RAPHAEL VARANE QUE, APESAR DE ZAGUEIRO, DURANTE A SAÍDA DE BOLA ESTAVA POSICIONADO MAIS A FRENTE DA LINHA DE DEFESA, QUASE COMO UM VOLANTE. . VARANE ERA CONSIDERADO POR MOURINHO COMO UM JOGADOR CALMO, SEGURO E TECNICAMENTE CAPAZ DE ORGANIZAR A SAÍDA DE BOLA MERENGUE.
  8. 8. XABI ALONSO: O RESPONSÁVEL PELAS PROGRESSÕES. XABI ALONSO ERA A OPÇÃO NO MEIO CAMPO PARA FAZER LIGAÇÃO RÁPIDA COM O ATAQUE. . JOGADOR SABE SE POSICIONAR E SE MOVIMENTAR EM CAMPO, SENDO SEMPRE A OPÇÃO DE PASSE E O RESPONSÁVEL PELA CIRCULAÇÃO DE BOLA DO REAL MADRID. . ERA O RESPONSÁVEL POR DITAR O RITMO E VELOCIDADE DE JOGO, ACELERANDO OU DESACELERANDO QUANDO NECESSÁRIO. . RESPONSÁVEL DIRETO PELOS PASSES LONGOS E MUDANÇAS DE ORIENTAÇÃO DAS JOGADAS, PONTOS CHAVES DO JOGO DIRETO MERENGUE BUSCANDO AS COMBINAÇÕES OFENSIVAS. . ELE CONTROLAVA A REAÇÃO À AÇÃO POSTERIOR DAS JOGADAS, ADEQUANDO O PASSE AO DINAMISMO DA MOVIMENTAÇÃO DOS JOGADORES EM CAMPO. . O POSICIONAMENTO DELE EM CAMPO FACILITAVA OS PASSES CURTOS, MÉDIOS E LONGOS.
  9. 9. CARACTERÍSTICA DE JOGO DO REAL MADRID: REAL MADRID JOGA ABERTO EM CAMPO, BUSCANDO JOGADAS CURTAS E RÁPIDAS. MAIOR TEMPO DE POSSE DE BOLA = EQUIPE COMPACTA COM ESTREITAMENTO DAS LINHAS DE PASSE. . ESTA CARACTERÍSTICA NÃO SE APLICA AOS TIMES DO REAL MADRID, POIS FOGE DO PADRÃO DE JOGO DA EQUIPE. BUSCAM PROMOVER RAPIDAMENTE SITUAÇÕES DE DESEQUÍLIBRIO, ABRINDO ESPAÇOS NA DEFESA ADVERSÁRIA PARA OS QUATRO ATACANTES. 2. ATAQUE: OS ATACANTES PROCURAVAM SEMPRE ESPAÇOS NAS COSTAS DA LINHA DEFENSIVA ADVERSÁRIA. . MOVIMENTAÇÃO CONSTANTE;
  10. 10. . MOVIMENTAÇÃO RÁPIDA DE ARRASTE E DESMARQUES PARA CONFUNDIR A DEFESA ADVERSÁRIA; . MOVIMENTAÇÃO CONTEXTUALIZADA JUNTO AO POSSESSOR DA BOLA. . INTENÇÃO ERA PROMOVER RAPIDAMENTE SITUAÇÕES DE DESEQUILÍBRIO, DE CONFUNDIR O POSICIONAMENTO DOS LATERAIS E DOS ZAGUEIROS MOVIMENTANDO-SE ENTRE ELES. . JOGO DE TOQUES RÁPIDOS E DIRETOS, MAS QUE PERMITIA TAMBÉM A CONDUÇÃO EM VELOCIDADE AO GOL ADVERSÁRIO. . CANHOTOS JOGAVAM PELA DIREITA, DESTROS PELA ESQUERDA PARA FACILITAR AINDA MAIS A FINALIZAÇÃO DOS ATACANTES. . ATACANTES CENTRAIS DEVIAM SE MOVIMENTAR MAIS QUE OS OUTROS, DANDO OPÇÕES PARA OS ATACANTES ABERTOS PELAS PONTAS.
  11. 11. A DISTRIBUIÇÃO EM QUATRO ATACANTES E O FUNCIONAMENTO GLOBAL DESTA TÁTICA ACABAVA DESENCAIXANDO O ALINHAMENTO DEFENSIVO ADVERSÁRIO. . DIVERSIDADE COORDENATIVA DOS ATACANTES ACABAVA COLOCANDO EM DÚVIDA OS DEFENSORES ADVERSÁRIOS. . PARA INFILTRAR-SE NOS ESPAÇOS ABERTOS DAS LINHAS ADVERSÁRIAS PRIMEIRO TEM QUE PROVOCÁ-LOS. HÁ QUE SE DISTRAIR PRIMEIRO PARA SURPREENDER DEPOIS. . OS ADVERSÁRIOS, TENDO QUE MODIFICAR SEU POSICIONAMENTO DEFENSIVO DIANTE DA CONTÍNUA MOVIMENTAÇÃO DOS ATACANTES MERENGUES, ACABAVAM FICANDO COMPROMETIDOS DEFENSIVAMENTE. QUANDO NÃO HAVIA CONDIÇÕES PARA O JOGO DIRETO, DIMINUIAM-SE OS ESPAÇOS ENTRE OS JOGADORES E O POSSESSOR DA BOLA, AUMENTANDO A CIRCULAÇÃO DA BOLA ENTRE ELES.
  12. 12. OZIL: CÉREBRO DO REAL MADRID. DESACELERAVA O PROCESSO DE TRANSIÇÃO PARA GANHAR TEMPO, CONSEGUINDO O MOVIMENTO EXATO PARA FAZER O PASSE PRECISO PARA OS ATACANTES. MOVIMENTAÇÃO CONSTANTE DO LADO DIREITO, FAZENDO A BOLA CIRCULAR E ABRINDO ESPAÇOS PARA A PENETRAÇÃO DOS ATACANTES. . ERA O CENTRO DE TODAS AS JOGADAS OFENSIVAS DO REAL MADRID. . PERMITIA ASSIM A SUPERIORIDADE NUMÉRICA E POSICIONAL DO REAL MADRID EM CERTAS ÁREAS DO CAMPO. 3. CONTEXTOS HABITUAIS APÓS PERDER A POSSE DE BOLA: A POSSE DE BOLA MERENGUE DETERMINAVA A CHEGADA DE POUCOS EFETIVOS ÀS IMEDIAÇÕES DO GOLEIRO ADVERSÁRIO. . VELOCIDADE DE JOGO IMPEDIA QUE ACUMULASSEM JOGADORES EM TORNO DA BOLA; . REAL MADRID TOCAVA MUITO POUCO A BOLA EM SEU CAMPO DE DEFESA; . OS DEFENSORES FICAVAM SEPARADOS DOS ATACANTES QUE ESTAVAM COM A BOLA, ÀS VEZES NEM ULTRAPASSANDO A LINHA DO MEIO DE CAMPO; . QUANDO A BOLA ERA PERDIDA OS ATACANTES NÃO CONSEGUIAM EXERCER PRESSÃO SOBRE A BOLA, ENTÃO A RESPONSABILIDADE DE DEFENDER ERA DOS DEFENSORES; . ZAGUEIROS, LATERAIS E VOLANTES FORMAVAM UMA LINHA PARA INTERROMPER QUALQUER PROCESSO OFENSIVO ADVERSÁRIO; PERMANECER JUNTOS PARA EVITAR ESPAÇOS ENTRE SI E DIFICULTAR AS PENETRAÇÕES ERAM OS PRIMEIROS OBJETIVOS DEFENSIVOS DO REAL. . OFERECER AS COSTAS, EVITAR LINHAS DE PASSE INTERIORES, ISOLAR O POSSESSOR DA BOLA, ADIANTAR OU RECUAR A LINHA DEFENSIVA DE ACORDO COM AS NECESSIDADES;
  13. 13. . ESTRUTURA 4+2 QUE ORIENTAVA A CIRCULAÇÃO DA BOLA ADVERSÁRIA; . PRESSÃO ZONA ALTA NA SAÍDA DE BOLA ADVERSÁRIA; . SE O PRESSING OCORRESSE, CADA JOGADOR SE ENCARREGAVA DE UM ADVERSÁRIO, ENQUANTO O MARCADOR DIRETO DO POSSESSOR DA BOLA ACUAVA-O SEM TRÉGUA, INCITANDO TODO O RESTO;
  14. 14. . O RECUO DE BOLA PARA O GOLEIRO TAMBÉM ERA UMA OPORTUNIDADE DE PRESSIONAR. O CAOS PERSEGUIDOR ERA REALIZADO COM AÇÕES CHEIAS DE SIGNIFICADO. . OS JOGADORES QUE FOSSEM REALIZAR A PRESSÃO DEVERIAM VALORIZAR AS CONDIÇÕES CONTEXTUAIS DO MOMENTO. . NÃO DEVIA NUNCA SER REALIZADO COMO MOVIMENTO ISOLADO. UM REAL MADRID APARENTEMENTE “DOMINADO” O SENTIMENTO SOLIDÁRIO DA MAIORIA DOS DEFENSORES ERA INEGÁVEL. . AJUDAS CONSTANTES, RESPONSABILIDADE DE PROTEGER OS ESPAÇOS DE MAIOR CONFLITO ADVERSÁRIO; . ATAQUE PERMANENTE AO ADVERSÁRIO EM POSSE DE BOLA, BUSCANDO A RECUPERAÇÃO OU RESTRINGINDO AS POSSIBILIDADES DE PASSE/JOGADAS;
  15. 15. SUPERIORIDADE NUMÉRICA EM ESPAÇOS CONSIDERADOS “PERIGOSOS” . REDOBRAVA-SE A APLICAÇÃO FÍSICA E INTELECTUAL, CONDICIONANDO DESTE MODO A LÓGICA ORGANIZATIVA DO ADVERSÁRIO;
  16. 16. . OS VOLANTES AMPLIAVAM SUA ÁREA DE ATUAÇÃO PARA EVITAR QUE OS LATERAIS E OS ZAGUEIROS FICASSEM SOZINHOS COM SEUS ADVERSÁRIOS; CIRCULAÇÃO DE BOLA QUE NÃO AMEAÇAVA A DEFESA MERENGUE, COM ATACANTES QUE ADIANTAVAM SUAS POSIÇÕES ACHANDO QUE A FINALIZAÇÃO ERA CERTA, ERAM AS CONSEQUÊNCIAS DA HIPNOSE CRIADA PELA DEFESA DO REAL MADRID. . QUANDO ISSO ACONTECIA O ADVERSÁRIO RECEBIA UM GOLPE FULMINANTE NOS ESPAÇOS CRIADOS PELA DEFESA DO REAL MADRID; A BOLA NÃO TE DÁ O DOMÍNIO DO JOGO. QUANTO MAIOR A POSSE MAIS COMPROMETIDO FICA O JOGO. O TEMPO DE POSSE CRIA ATALHOS NA DEFESA QUE COM CERTEZA SERÃO EXPLORADOS. . DESVINCULAÇÃO SOLIDÁRIA: ALGUNS JOGADORES JOGAVAM DESLOCADOS DA RECOMPOSIÇÃO DEFENSIVA DO REAL MADRID; . O ATACANTE DO LADO OPOSTO ONDE ESTAVA A BOLA SUSPENDIA SEU RETORNO AO BLOCO DEFENSIVO MERENGUE;
  17. 17. . A INTENÇÃO ERA FECHAR A LINHA DE PASSE SEGURA DA DEFESA ADVERSÁRIA; . ATACANTES E MEIAS DO LADO DA BOLA FECHAVAM OS ESPAÇOS PARA EVITAR AS LINHAS DE PASSE E PROGRESSÃO OFENSIVA; . FORMA INTELIGENTE DE MARCAR E ORGANIZAR-SE DEFENSIVAMENTE. . DEMONSTRAVA UM ENTENDIMENTO DA ESTRUTURA FUNCIONAL DO JOGO.
  18. 18. 4. CONTRA-ATAQUE: COERÊNCIA COM O SISTEMA DE JOGO. ESTRUTURAÇÃO DO REAL MADRID SEM A POSSE DE BOLA PERMITIA A INDUÇÃO AO ERRO ADVERSÁRIO E AVANÇO RÁPIDO NOS ESPAÇOS VAZIOS ATÉ O GOL ADVERSÁRIO. . CONSTRUÇÃO DO CONTRA-ATAQUE SE DAVA PELA PREDISPOSIÇÃO DA PROFUNDIDADE DA EQUIPE ENQUANTO DEFENDIA; . CARÁTER SISTEMÁTICO E VELOCIDADE QUE BUSCAVAM A RECUPERAÇÃO DA BOLA, DE MANEIRA SEGURA E RÁPIDA, E O PASSE PARA OS ATACANTES MELHORES POSICIONADOS JÁ CRIAVAM PROBLEMAS PARA OS ADVERSÁRIOS JÁ NA 1ª LINHA DO CONTRA-ATAQUE; . PERICULOSIDADE MÁXIMA MESMO COM POUCOS JOGADORES PELA OCUPAÇÃO EQUILIBRADA DOS ESPAÇOS DE JOGO; . JOGADORES ACOSTUMADOS E ADAPTADOS A ESTA DINÂMICA DE JOGO, APROVEITAVAM O DESEQUILÍBRIO MOMENTÂNEO E ESPAÇOS ABERTOS; . NOÇÃO DOS ESPAÇOS A OCUPAR, EVITANDO DOIS JOGADORES NO MESMO ESPAÇO DURANTE A JOGADA E COM DOMÍNIO DAS TRAJETÓRIAS DE DESLOCAMENTO; . ATAQUE CURTO E AGRESSIVO DEPENDENDO DA ALTURA DA PRESSÃO. BENZEMA E A PERPENDICULARIDADE: JOGADOR ERA UM AMPLIADOR DAS OPÇÕES POTENCIAIS DE APOIOS ENQUANTO SE MOVIMENTAVA. . ÓTIMA MOVIMENTAÇÃO SEM A BOLA, OCUPANDO SEMPRE O LUGAR CERTO NO CAMPO DE ATAQUE. . MUDAVA A APARÊNCIA DA JOGADA DIANTE DE SUAS POSSIBILIDADES DE AÇÃO. . GRANDE FACILITADOR DA ESTRUTURA DAS LINHAS DE CONTRA-ATAQUE DURANTE A TRANSIÇÃO DEFESA – ATAQUE.

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