Mobile Identity:  Youth, Identity, and Mobile Comunication Media de Gitte Stald Contributos para uma síntese e reflexão Media digitais e socializ@ção Docente: Lúcia Amante Alunas: Etelvina Lamas, Isabel Pardal, Maritza Dias e Zélia Delgado  Mestrado em Gestão da Informação e Bibliotecas Escolares
Introdução O telemóvel, começando por ser  um raro e excitante objecto de alguns privilegiados, t ornou-se a mais importante, popular e óbvia ferramenta para  c omunicar,  i nformar e  e ntreter. Mobile Identity: Youth, Identity, and Mobile Comunication Media - Mobile Identity: Youth, Identity, and Mobile Comunication Media - Mobile Identity: Youth, Identity, and Mobile Comunication Media
telemóvel e mobilidade The Mobile Phone and Mobility -  The Mobile Phone and Mobility - The Mobile Phone and Mobility -  The Mobile Phone and Mobility -  The Mobile Phone and Mobility -  The Mobile Phone and As suas vantagens mais óbvias são: Ser portátil. Ser eficaz e vantajoso, independente do tempo e do espaço.  Em qualquer lugar o telemóvel transmite e recebe informação. A mobilidade combinada com o uso social, coordena e actualiza de modo imediato e ubíquo a informação.
a mobilidade e os jovens Mobility and Young People - Mobility and Young People - Mobility and Young People - Mobility and Young People - Mobility and Young People  -  Mobility and Young People - Mobility and Young O telemóvel permite aos jovens moverem-se, em espaços virtuais e num contexto global. Liberta o utilizador do constrangimento físico da proximidade e da mobilidade espacial. “ Somos móveis, o “invento” move-se connosco”. É um meio para constantes  updatings  (actualizações), coordenação, acesso à informação e documentação. Duplamente articulado, o seu valor depende do uso contextualizado e da experiência.
o telemóvel na cultura contemporânea dos jovens Facilita a mobilidade de identidade porque é ubíquo no contexto cultural jovem, como meio para constantes updatings (actualizações), coordenação, acesso à informação e documentação. É necessário no reflexivo processo da construção da identidade. Os mais novos apenas discutem a sua importância e significado no contexto social, assumindo maior importância e valências para os mais velhos. The Mobile Phone in Contemporary Youth Culture - The Mobile Phone in Contemporary Youth Culture - The Mobile Phone in Contemporary Youth Culture - The Mobile Phone in Contemporary
o telemóvel na cultura contemporânea dos jovens O uso de variadas comunicações digitais combinadas com informações média, reflectem o estado do fluxo da informação que existe entre diferentes esferas da vida moderna, entre o tempo de trabalho e o tempo de lazer, entre o privado e o espaço público, entre campos físicos e virtuais e a interdependência do tempo e do espaço. É uma mais-valia do grupo e da sua identidade para as trocas entre amigos. “ Seremos capazes de trabalhar em qualquer lugar,.., os nossos telemóveis conectar-nos-ão” The Mobile Phone in Contemporary Youth Culture - The Mobile Phone in Contemporary Youth Culture - The Mobile Phone in Contemporary Youth Culture - The Mobile Phone in Contemporary
a importância do telemóvel The Importance of The Mobile - The Importance of The Mobile - The Importance of The Mobile - The Importance of The Mobile - The Importance of The Mobile - The Importance of The Mobile - The “ Entrou na vida quotidiana”. É usado para gerir a vida em geral. É indispensável e tem que estar sempre perto: “… Sempre comigo. Eu transporto tudo o que preciso e a flexibilidade disso é absolutamente fantástica” (Dany, 20 anos). A sua forma e tamanho fazem-no parecer parte do próprio corpo. É fácil de transportar em qualquer lugar, de tê-lo perto e pronto a pegar (nem se sente até se ser alertado por uma mensagem ou chamada). É um invento físico, um meio através do qual comunicamos e com o qual mantemos contactos sociais.
Os jovens fazem um uso básico do telemóvel, devido aos baixos níveis de literacia tecnológica, reflexo de pouco interesse nas potencialidades desta tecnologia e respectivo software.  Factores culturais (tradições, normas, tendências), sociais (legislação, regulamentação, necessidades e normas) e restrições práticas (acesso, economia, infra estruturas, trabalho/estudo) afectam o ritmo de adaptação a esta tecnologia, assim como o seu uso corrente e os usos inesperados.  Use and Adaptation -  Use and Adaptation -  Use and Adaptation -  Use and Adaptation -  Use and Adaptation -  Use and Adaptation -  Use and Adaptation -  Use and Adaptation -  Use and Adapta Uso e adaptação
A variedade de usos e as formas de adaptação  ao telemóvel não são apenas ditadas pela funcionalidade e pelas necessidades.  A escolha do equipamento e o uso de serviços são igualmente determinados pelas tendências que marcam as culturas  juvenis. Use and Adaptation -  Use and Adaptation -  Use and Adaptation -  Use and Adaptation -  Use and Adaptation -  Use and Adaptation -  Use and Adaptation -  Use and Adaptation -  Use and Adapta Uso e adaptação
Os adolescentes raramente desligam o telemóvel, põem-no em silêncio. Estar sempre disponível denota confiança, fundamental nos verdadeiros relacionamentos, segundo os adolescentes.  O telemóvel é um mediador/elo entre a identidade social e a pessoal. Ausências ou zonas em que não se faz uso do telemóvel são um luxo a que apenas se podem dar os muito seguros da sua posição na respectiva rede social.  Não ter telemóvel, por opção, por falta de dinheiro, por roubo ou por se estragar, é uma ameaça à importante actualização da respectiva rede social e, logo, para a própria posição, para a capacidade de participar em actividades sociais e, em último caso, para a percepção de si mesmo ou identidade. Availability - Availability -   Availability -   Availability -   Availability -   Availability -   Availability -   Availability -   Availability -   Availability -   Availability -   Availability -   Availability -   Availability -   Availability -   Availabi disponibilidade
A comunicação fática assume diversas formas, do toque único aos vários toques, e a forma como é compreendida depende de aspectos culturais e dos códigos com que o grupo se rege, sendo essencial aprendê-los e às regras de significado não escritas, à linguagem e ao comportamento normativo, para que a comunicação seja significativa.   Phatic Communication - Phatic Communication - Phatic Communication - Phatic Communication - Phatic Communication - Phatic Communication - Phatic Communication - Phatic Communication -  comunicação fática
Phatic Communication - Phatic Communication - Phatic Communication - Phatic Communication - Phatic Communication - Phatic Communication - Phatic Communication - Phatic Communication -  comunicação fática Manter o contacto social pode ser um motivo essencial para a comunicação fática, bem como: pertença a um grupo, confirmação, estatuto, presença, entretenimento, motivos relacionados com ser capaz de reflectir e de testar a identidade pessoal por comparação com a do grupo.
Outro aspecto relevante é que com o telemóvel (juntamente com Messenger, mail e chat) não há momentos livres nem pausas, excepto em situações muito raras.  Muitos jovens são constantemente recordados da presença dos outros, sendo interrompidos por um ou mais meios digitais, a que acresce o uso corrente da televisão e da Internet, a música e os jogos, o que levanta questões acerca das capacidades cognitivas necessárias para se concentrar, para realizar multitarefas e gerir grandes quantidades de informação de todos os tipos.  No Free Momments - No Free Momments - No Free Momments - No Free Momments - No Free Momments - No Free Momments - No Free Momments - No Free Momments - No Free Momments -  sem momentos livres
stress A utilização dos telemóveis é causadora de stress pela necessidade de disponibilidade permanente, o ritmo e a quantidade de informação a que é preciso dar resposta e a necessidade de contextualização e rápida apreensão do conteúdos das mensagens. A privação do telemóvel é igualmente causadora de stress, dado que, periga as relações/redes sociais estabelecidas. O stress é uma condição permanente da vida dos jovens, que o telemóvel agrava, quer pela presença, quer pela ausência, quer ainda,  pelo exacerbamento da fluidez do tempo e da programação e definição da sua vida quotidiana. Stress - Stress - Stress - Stress - Stress - Stress - Stress - Stress - Stress - Stress - Stress - Stress - Stress - Stress - Stress - Stress - Stress - Stress - Stress - Stress - Stress - Stress - Stress -
a percepção de presença num  espaço partilhado A presença adquire contornos diferenciados: presença física ou virtual e interrupção da presença física pela necessidade de uma presença virtual. O telemóvel promove o alheamento da presença num contexto/espaço físico para permitir a presença num contexto/espaço virtual. Estar igualmente presente em vários contextos (físico e virtual) ao mesmo tempo é impossível.  The Perception of Presence in a Shared Space - The Perception of Presence in a Shared Space - The Perception of Presence in a Shared Space - The Perception of Presence in a Shared Space -
a percepção de presença num  espaço partilhado Existe uma distinção entre a presença física e a presença social: um indivíduo pode estar fisicamente presente num determinado lugar e contexto e, através do uso do telemóvel, estar socialmente presente num outro espaço e contexto partilhado com o interlocutor.  Em função do contexto e da comunicação, o uso do telemóvel contribui para a criação de uma sensação de presença num espaço social partilhado, dando lugar a sensações de proximidade e intimidade, ou pode ser visto como um meio que permite a alienação do individuo do espaço físico em que se encontra . The Perception of Presence in a Shared Space - The Perception of Presence in a Shared Space - The Perception of Presence in a Shared Space - The Perception of Presence in a Shared Space -
a percepção de presença num  espaço partilhado Os jovens utilizam o telemóvel para comunicar sobre os mais diversos assuntos, no entanto, para o tratamento de problemas mais sérios preferem o contacto presencial. The Perception of Presence in a Shared Space - The Perception of Presence in a Shared Space - The Perception of Presence in a Shared Space - The Perception of Presence in a Shared Space -
estar simultaneamente presente  em vários espaços Being Simultaneously Present in Sveral Spaces -  Being Simultaneously Present in Sveral Spaces -  Being Simultaneously Present in Sveral Spaces -  Being Simultaneously Present in Sveral Spa O telemóvel permite uma “presença ausente”, ao possibilitar estar fisicamente num espaço físico e mentalmente num outro lugar.  Em determinadas situações o telemóvel assume a função de “guarda-costas simbólico” permitindo ao utilizador demonstrar que apesar de estar só num determinado espaço físico está virtualmente acompanhado por outros.
o telemóvel como diário de bordo The Mobile as Personal Log - The Mobile as Personal Log - The Mobile as Personal Log - The Mobile as Personal Log - The Mobile as Personal Log - The Mobile as Personal Log - The Mobile as P O telemóvel é utilizado pelos jovens como um “diário de bordo” onde armazenam, sob diversas formas as experiências e emoções do quotidiano. A informação armazenada é geralmente partilhada com outros estreitando, assim, as relações interpessoais e contribuindo para a afirmação da identidade pessoal dos utilizadores.  Como “diário de vida” comporta informação que não é partilhada e que se destina apenas a ser visualizada pelo utilizador como forma de recuperar emoções, sentimentos e estado s de espírito.
o telemóvel como duplo informacional The Mobile as the Data Double - The Mobile as the Data Double - The Mobile as the Data Double - The Mobile as the Data Double - The Mobile as the Data Double - The Mobile as the Data Double  O telemóvel funciona como uma espécie de diário digital que é compartilhado com amigos, mas  também pode ser entendido como  um  “data double,” extensão amovível do corpo e mente, ou uma  espécie “de extensão do próprio”. O telemóvel está sempre perto das mãos, orelhas, ou olhos: representa uma espécie de auto-percepção, um meio de documentação da vida social, exprime preferências e é uma forma de criar redes e de partilha de experiências.
o telemóvel como duplo informacional The Mobile as the Data Double - The Mobile as the Data Double - The Mobile as the Data Double - The Mobile as the Data Double - The Mobile as the Data Double - The Mobile as the Data Double  Os jovens experimentam uma espécie de simbiose com o seu telemóvel, em que os dispositivos  físicos são entendidos como uma representação pessoal da identidade.  Para os usuários, o próprio dispositivo tem pouco ou nenhum valor afectivo — pode ser trocado por um modelo mais novo.  É principalmente o conteúdo e as representações que ele contém que estabelecem  a sua importância.
o telemóvel como duplo informacional The Mobile as the Data Double - The Mobile as the Data Double - The Mobile as the Data Double - The Mobile as the Data Double - The Mobile as the Data Double - The Mobile as the Data Double  A identificação do utilizador com o telemóvel estende-se ao número telefónico.  Os números telefónicos funcionam como códigos para as relações sociais e íntimas, como códigos para aceder a  redes sociais e o facto de outras pessoas o saberem dá uma sensação de segurança.
aprendizagem social Social Learning - Social Learning - Social Learning - Social Learning - Social Learning - Social Learning - Social Learning - Social Learning - Social Learning - Social Learning - Social Learning -  A relação entre o telemóvel e a aprendizagem social pode ser entendida de dois modos:  - como aprendizagem por interacção social;  como aprendizagem de normas sociais.  As normas do comportamento social com o telemóvel são constantemente testadas e modificadas pelos jovens. Esta modificação realiza-se através:  - dos modelos do uso  - da modificação e desenvolvimento do significado do telemóvel na vida diária.
aprendizagem social Social Learning - Social Learning - Social Learning - Social Learning - Social Learning - Social Learning - Social Learning - Social Learning - Social Learning - Social Learning - Social Learning -  As normas modificam-se constantemente e não são as mesmas para todos os grupos sociais.  Para ser incluído no grupo, o jovem deve comportar-se segundo os códigos normativos desse grupo.     O telemóvel é muitas vezes considerado potencialmente perturbador em situações de comunicação cara a cara e em lugares públicos (cinema, restaurantes, cafés, transportes).
conclusão Conclusion - Conclusion - Conclusion - Conclusion - Conclusion - Conclusion - Conclusion - Conclusion - Conclusion - Conclusion - Conclusion - Conclusion - Conclusion - Conclusion - Conclusion -  O telemóvel funciona como:  - uma espécie de diário digital  extensão amovível do corpo e da mente – os jovens parecem experimentar uma espécie de simbiose com eles  O telemóvel permite:  - criar redes  - partilhar experiências  estabelecer uma identidade
conclusão Conclusion - Conclusion - Conclusion - Conclusion - Conclusion - Conclusion - Conclusion - Conclusion - Conclusion - Conclusion - Conclusion - Conclusion - Conclusion - Conclusion - Conclusion -  O telemóvel representa: - a vida social  - as experiências íntimas  a sua rede social (network)  O telemóvel dá a sensação de segurança.  O telemóvel tem um valor simbólico, uma vez que:  - permite perceber as preferências  - fornece sinais sobre a identidade do utilizador ou pelo menos a sua auto-representação  suporta e realça a manutenção dos grupos sociais e a sensação de pertença a um grupo O telemóvel é importante para a representação pessoal e social dos jovens
comentários e reflexão Comments  and  Reflection - Comments  and  Reflection - Comments  and  Reflection - Comments  and  Reflection - Comments  and  Reflection - Comments  and  Reflection - Comments  and  Refl O telemóvel tem um enorme impacto na vida quotidiana pelo acesso à informação e à comunicação que possibilita. Nos jovens, a comunicação estabelecida é essencialmente de carácter social.   Através do uso do telemóvel constroem-se, desenvolvem-se, alimentam-se e destroem-se relações sociais com os pares.
comentários e reflexão Comments  and  Reflection - Comments  and  Reflection - Comments  and  Reflection - Comments  and  Reflection - Comments  and  Reflection - Comments  and  Reflection - Comments  and  Refl Elemento de comunicação e segurança, de definição da identidade pessoal e de afirmação perante o grupo, o telemóvel constitui-se como algo indispensável à vida quotidiana dos jovens. Espaço de armazenamento de informações e emoções, espaço de partilha, recurso para suprir a ausência dos outros, forma de aprendizagem de normas sociais, meio de pertença a um grupo num mundo marcado pela incerteza.
comentários e reflexão Comments  and  Reflection - Comments  and  Reflection - Comments  and  Reflection - Comments  and  Reflection - Comments  and  Reflection - Comments  and  Reflection - Comments  and  Refl Conscientes dos aspectos negativos que o uso permanente e omnipresente do telemóvel implica nas suas vidas, os jovens optam por seguir a forma estabelecida para a interacção, temendo o risco da exclusão social.  Avaliados os riscos e os aspectos negativos, as vantagens são demasiadas.  A opção dos jovens é alimentar a tendência, em virtude da importância da definição da identidade e das relações sociais na adolescência e do uso do telemóvel ser um meio altamente facilitador desse proces so.
bibliografia Bibliography -  Bibliography -  Bibliography -  Bibliography -  Bibliography -  Bibliography -  Bibliography -  Bibliography -  Bibliography -  Bibliography -  Bibliography -  Bibliography -  Bibliography -  Gitte Stald (2008) Mobile Identity: Youth, Identity, and Mobile Communication Media .Youth, Identity, and Digital Media: 143–164. http://www.mitpressjournals.org/doi/pdf/10.1162/dmal.9780262524834.143     Marc Prensky, “Digital Natives, Digital Immigrants”,  On the Horizon  (NCB University Press, Vol. 9 No. 5, October 2001

Mobile Identity

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    Mobile Identity: Youth, Identity, and Mobile Comunication Media de Gitte Stald Contributos para uma síntese e reflexão Media digitais e socializ@ção Docente: Lúcia Amante Alunas: Etelvina Lamas, Isabel Pardal, Maritza Dias e Zélia Delgado Mestrado em Gestão da Informação e Bibliotecas Escolares
  • 2.
    Introdução O telemóvel,começando por ser um raro e excitante objecto de alguns privilegiados, t ornou-se a mais importante, popular e óbvia ferramenta para c omunicar, i nformar e e ntreter. Mobile Identity: Youth, Identity, and Mobile Comunication Media - Mobile Identity: Youth, Identity, and Mobile Comunication Media - Mobile Identity: Youth, Identity, and Mobile Comunication Media
  • 3.
    telemóvel e mobilidadeThe Mobile Phone and Mobility - The Mobile Phone and Mobility - The Mobile Phone and Mobility - The Mobile Phone and Mobility - The Mobile Phone and Mobility - The Mobile Phone and As suas vantagens mais óbvias são: Ser portátil. Ser eficaz e vantajoso, independente do tempo e do espaço. Em qualquer lugar o telemóvel transmite e recebe informação. A mobilidade combinada com o uso social, coordena e actualiza de modo imediato e ubíquo a informação.
  • 4.
    a mobilidade eos jovens Mobility and Young People - Mobility and Young People - Mobility and Young People - Mobility and Young People - Mobility and Young People - Mobility and Young People - Mobility and Young O telemóvel permite aos jovens moverem-se, em espaços virtuais e num contexto global. Liberta o utilizador do constrangimento físico da proximidade e da mobilidade espacial. “ Somos móveis, o “invento” move-se connosco”. É um meio para constantes updatings (actualizações), coordenação, acesso à informação e documentação. Duplamente articulado, o seu valor depende do uso contextualizado e da experiência.
  • 5.
    o telemóvel nacultura contemporânea dos jovens Facilita a mobilidade de identidade porque é ubíquo no contexto cultural jovem, como meio para constantes updatings (actualizações), coordenação, acesso à informação e documentação. É necessário no reflexivo processo da construção da identidade. Os mais novos apenas discutem a sua importância e significado no contexto social, assumindo maior importância e valências para os mais velhos. The Mobile Phone in Contemporary Youth Culture - The Mobile Phone in Contemporary Youth Culture - The Mobile Phone in Contemporary Youth Culture - The Mobile Phone in Contemporary
  • 6.
    o telemóvel nacultura contemporânea dos jovens O uso de variadas comunicações digitais combinadas com informações média, reflectem o estado do fluxo da informação que existe entre diferentes esferas da vida moderna, entre o tempo de trabalho e o tempo de lazer, entre o privado e o espaço público, entre campos físicos e virtuais e a interdependência do tempo e do espaço. É uma mais-valia do grupo e da sua identidade para as trocas entre amigos. “ Seremos capazes de trabalhar em qualquer lugar,.., os nossos telemóveis conectar-nos-ão” The Mobile Phone in Contemporary Youth Culture - The Mobile Phone in Contemporary Youth Culture - The Mobile Phone in Contemporary Youth Culture - The Mobile Phone in Contemporary
  • 7.
    a importância dotelemóvel The Importance of The Mobile - The Importance of The Mobile - The Importance of The Mobile - The Importance of The Mobile - The Importance of The Mobile - The Importance of The Mobile - The “ Entrou na vida quotidiana”. É usado para gerir a vida em geral. É indispensável e tem que estar sempre perto: “… Sempre comigo. Eu transporto tudo o que preciso e a flexibilidade disso é absolutamente fantástica” (Dany, 20 anos). A sua forma e tamanho fazem-no parecer parte do próprio corpo. É fácil de transportar em qualquer lugar, de tê-lo perto e pronto a pegar (nem se sente até se ser alertado por uma mensagem ou chamada). É um invento físico, um meio através do qual comunicamos e com o qual mantemos contactos sociais.
  • 8.
    Os jovens fazemum uso básico do telemóvel, devido aos baixos níveis de literacia tecnológica, reflexo de pouco interesse nas potencialidades desta tecnologia e respectivo software. Factores culturais (tradições, normas, tendências), sociais (legislação, regulamentação, necessidades e normas) e restrições práticas (acesso, economia, infra estruturas, trabalho/estudo) afectam o ritmo de adaptação a esta tecnologia, assim como o seu uso corrente e os usos inesperados. Use and Adaptation - Use and Adaptation - Use and Adaptation - Use and Adaptation - Use and Adaptation - Use and Adaptation - Use and Adaptation - Use and Adaptation - Use and Adapta Uso e adaptação
  • 9.
    A variedade deusos e as formas de adaptação ao telemóvel não são apenas ditadas pela funcionalidade e pelas necessidades. A escolha do equipamento e o uso de serviços são igualmente determinados pelas tendências que marcam as culturas juvenis. Use and Adaptation - Use and Adaptation - Use and Adaptation - Use and Adaptation - Use and Adaptation - Use and Adaptation - Use and Adaptation - Use and Adaptation - Use and Adapta Uso e adaptação
  • 10.
    Os adolescentes raramentedesligam o telemóvel, põem-no em silêncio. Estar sempre disponível denota confiança, fundamental nos verdadeiros relacionamentos, segundo os adolescentes. O telemóvel é um mediador/elo entre a identidade social e a pessoal. Ausências ou zonas em que não se faz uso do telemóvel são um luxo a que apenas se podem dar os muito seguros da sua posição na respectiva rede social. Não ter telemóvel, por opção, por falta de dinheiro, por roubo ou por se estragar, é uma ameaça à importante actualização da respectiva rede social e, logo, para a própria posição, para a capacidade de participar em actividades sociais e, em último caso, para a percepção de si mesmo ou identidade. Availability - Availability - Availability - Availability - Availability - Availability - Availability - Availability - Availability - Availability - Availability - Availability - Availability - Availability - Availability - Availabi disponibilidade
  • 11.
    A comunicação fáticaassume diversas formas, do toque único aos vários toques, e a forma como é compreendida depende de aspectos culturais e dos códigos com que o grupo se rege, sendo essencial aprendê-los e às regras de significado não escritas, à linguagem e ao comportamento normativo, para que a comunicação seja significativa. Phatic Communication - Phatic Communication - Phatic Communication - Phatic Communication - Phatic Communication - Phatic Communication - Phatic Communication - Phatic Communication - comunicação fática
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    Phatic Communication -Phatic Communication - Phatic Communication - Phatic Communication - Phatic Communication - Phatic Communication - Phatic Communication - Phatic Communication - comunicação fática Manter o contacto social pode ser um motivo essencial para a comunicação fática, bem como: pertença a um grupo, confirmação, estatuto, presença, entretenimento, motivos relacionados com ser capaz de reflectir e de testar a identidade pessoal por comparação com a do grupo.
  • 13.
    Outro aspecto relevanteé que com o telemóvel (juntamente com Messenger, mail e chat) não há momentos livres nem pausas, excepto em situações muito raras. Muitos jovens são constantemente recordados da presença dos outros, sendo interrompidos por um ou mais meios digitais, a que acresce o uso corrente da televisão e da Internet, a música e os jogos, o que levanta questões acerca das capacidades cognitivas necessárias para se concentrar, para realizar multitarefas e gerir grandes quantidades de informação de todos os tipos. No Free Momments - No Free Momments - No Free Momments - No Free Momments - No Free Momments - No Free Momments - No Free Momments - No Free Momments - No Free Momments - sem momentos livres
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    stress A utilizaçãodos telemóveis é causadora de stress pela necessidade de disponibilidade permanente, o ritmo e a quantidade de informação a que é preciso dar resposta e a necessidade de contextualização e rápida apreensão do conteúdos das mensagens. A privação do telemóvel é igualmente causadora de stress, dado que, periga as relações/redes sociais estabelecidas. O stress é uma condição permanente da vida dos jovens, que o telemóvel agrava, quer pela presença, quer pela ausência, quer ainda, pelo exacerbamento da fluidez do tempo e da programação e definição da sua vida quotidiana. Stress - Stress - Stress - Stress - Stress - Stress - Stress - Stress - Stress - Stress - Stress - Stress - Stress - Stress - Stress - Stress - Stress - Stress - Stress - Stress - Stress - Stress - Stress -
  • 15.
    a percepção depresença num espaço partilhado A presença adquire contornos diferenciados: presença física ou virtual e interrupção da presença física pela necessidade de uma presença virtual. O telemóvel promove o alheamento da presença num contexto/espaço físico para permitir a presença num contexto/espaço virtual. Estar igualmente presente em vários contextos (físico e virtual) ao mesmo tempo é impossível. The Perception of Presence in a Shared Space - The Perception of Presence in a Shared Space - The Perception of Presence in a Shared Space - The Perception of Presence in a Shared Space -
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    a percepção depresença num espaço partilhado Existe uma distinção entre a presença física e a presença social: um indivíduo pode estar fisicamente presente num determinado lugar e contexto e, através do uso do telemóvel, estar socialmente presente num outro espaço e contexto partilhado com o interlocutor. Em função do contexto e da comunicação, o uso do telemóvel contribui para a criação de uma sensação de presença num espaço social partilhado, dando lugar a sensações de proximidade e intimidade, ou pode ser visto como um meio que permite a alienação do individuo do espaço físico em que se encontra . The Perception of Presence in a Shared Space - The Perception of Presence in a Shared Space - The Perception of Presence in a Shared Space - The Perception of Presence in a Shared Space -
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    a percepção depresença num espaço partilhado Os jovens utilizam o telemóvel para comunicar sobre os mais diversos assuntos, no entanto, para o tratamento de problemas mais sérios preferem o contacto presencial. The Perception of Presence in a Shared Space - The Perception of Presence in a Shared Space - The Perception of Presence in a Shared Space - The Perception of Presence in a Shared Space -
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    estar simultaneamente presente em vários espaços Being Simultaneously Present in Sveral Spaces - Being Simultaneously Present in Sveral Spaces - Being Simultaneously Present in Sveral Spaces - Being Simultaneously Present in Sveral Spa O telemóvel permite uma “presença ausente”, ao possibilitar estar fisicamente num espaço físico e mentalmente num outro lugar. Em determinadas situações o telemóvel assume a função de “guarda-costas simbólico” permitindo ao utilizador demonstrar que apesar de estar só num determinado espaço físico está virtualmente acompanhado por outros.
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    o telemóvel comodiário de bordo The Mobile as Personal Log - The Mobile as Personal Log - The Mobile as Personal Log - The Mobile as Personal Log - The Mobile as Personal Log - The Mobile as Personal Log - The Mobile as P O telemóvel é utilizado pelos jovens como um “diário de bordo” onde armazenam, sob diversas formas as experiências e emoções do quotidiano. A informação armazenada é geralmente partilhada com outros estreitando, assim, as relações interpessoais e contribuindo para a afirmação da identidade pessoal dos utilizadores. Como “diário de vida” comporta informação que não é partilhada e que se destina apenas a ser visualizada pelo utilizador como forma de recuperar emoções, sentimentos e estado s de espírito.
  • 20.
    o telemóvel comoduplo informacional The Mobile as the Data Double - The Mobile as the Data Double - The Mobile as the Data Double - The Mobile as the Data Double - The Mobile as the Data Double - The Mobile as the Data Double O telemóvel funciona como uma espécie de diário digital que é compartilhado com amigos, mas também pode ser entendido como um “data double,” extensão amovível do corpo e mente, ou uma espécie “de extensão do próprio”. O telemóvel está sempre perto das mãos, orelhas, ou olhos: representa uma espécie de auto-percepção, um meio de documentação da vida social, exprime preferências e é uma forma de criar redes e de partilha de experiências.
  • 21.
    o telemóvel comoduplo informacional The Mobile as the Data Double - The Mobile as the Data Double - The Mobile as the Data Double - The Mobile as the Data Double - The Mobile as the Data Double - The Mobile as the Data Double Os jovens experimentam uma espécie de simbiose com o seu telemóvel, em que os dispositivos físicos são entendidos como uma representação pessoal da identidade. Para os usuários, o próprio dispositivo tem pouco ou nenhum valor afectivo — pode ser trocado por um modelo mais novo. É principalmente o conteúdo e as representações que ele contém que estabelecem a sua importância.
  • 22.
    o telemóvel comoduplo informacional The Mobile as the Data Double - The Mobile as the Data Double - The Mobile as the Data Double - The Mobile as the Data Double - The Mobile as the Data Double - The Mobile as the Data Double A identificação do utilizador com o telemóvel estende-se ao número telefónico. Os números telefónicos funcionam como códigos para as relações sociais e íntimas, como códigos para aceder a redes sociais e o facto de outras pessoas o saberem dá uma sensação de segurança.
  • 23.
    aprendizagem social SocialLearning - Social Learning - Social Learning - Social Learning - Social Learning - Social Learning - Social Learning - Social Learning - Social Learning - Social Learning - Social Learning - A relação entre o telemóvel e a aprendizagem social pode ser entendida de dois modos: - como aprendizagem por interacção social; como aprendizagem de normas sociais. As normas do comportamento social com o telemóvel são constantemente testadas e modificadas pelos jovens. Esta modificação realiza-se através: - dos modelos do uso - da modificação e desenvolvimento do significado do telemóvel na vida diária.
  • 24.
    aprendizagem social SocialLearning - Social Learning - Social Learning - Social Learning - Social Learning - Social Learning - Social Learning - Social Learning - Social Learning - Social Learning - Social Learning - As normas modificam-se constantemente e não são as mesmas para todos os grupos sociais. Para ser incluído no grupo, o jovem deve comportar-se segundo os códigos normativos desse grupo.   O telemóvel é muitas vezes considerado potencialmente perturbador em situações de comunicação cara a cara e em lugares públicos (cinema, restaurantes, cafés, transportes).
  • 25.
    conclusão Conclusion -Conclusion - Conclusion - Conclusion - Conclusion - Conclusion - Conclusion - Conclusion - Conclusion - Conclusion - Conclusion - Conclusion - Conclusion - Conclusion - Conclusion - O telemóvel funciona como: - uma espécie de diário digital extensão amovível do corpo e da mente – os jovens parecem experimentar uma espécie de simbiose com eles O telemóvel permite: - criar redes - partilhar experiências estabelecer uma identidade
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    conclusão Conclusion -Conclusion - Conclusion - Conclusion - Conclusion - Conclusion - Conclusion - Conclusion - Conclusion - Conclusion - Conclusion - Conclusion - Conclusion - Conclusion - Conclusion - O telemóvel representa: - a vida social - as experiências íntimas a sua rede social (network) O telemóvel dá a sensação de segurança. O telemóvel tem um valor simbólico, uma vez que: - permite perceber as preferências - fornece sinais sobre a identidade do utilizador ou pelo menos a sua auto-representação suporta e realça a manutenção dos grupos sociais e a sensação de pertença a um grupo O telemóvel é importante para a representação pessoal e social dos jovens
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    comentários e reflexãoComments and Reflection - Comments and Reflection - Comments and Reflection - Comments and Reflection - Comments and Reflection - Comments and Reflection - Comments and Refl O telemóvel tem um enorme impacto na vida quotidiana pelo acesso à informação e à comunicação que possibilita. Nos jovens, a comunicação estabelecida é essencialmente de carácter social. Através do uso do telemóvel constroem-se, desenvolvem-se, alimentam-se e destroem-se relações sociais com os pares.
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    comentários e reflexãoComments and Reflection - Comments and Reflection - Comments and Reflection - Comments and Reflection - Comments and Reflection - Comments and Reflection - Comments and Refl Elemento de comunicação e segurança, de definição da identidade pessoal e de afirmação perante o grupo, o telemóvel constitui-se como algo indispensável à vida quotidiana dos jovens. Espaço de armazenamento de informações e emoções, espaço de partilha, recurso para suprir a ausência dos outros, forma de aprendizagem de normas sociais, meio de pertença a um grupo num mundo marcado pela incerteza.
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    comentários e reflexãoComments and Reflection - Comments and Reflection - Comments and Reflection - Comments and Reflection - Comments and Reflection - Comments and Reflection - Comments and Refl Conscientes dos aspectos negativos que o uso permanente e omnipresente do telemóvel implica nas suas vidas, os jovens optam por seguir a forma estabelecida para a interacção, temendo o risco da exclusão social. Avaliados os riscos e os aspectos negativos, as vantagens são demasiadas. A opção dos jovens é alimentar a tendência, em virtude da importância da definição da identidade e das relações sociais na adolescência e do uso do telemóvel ser um meio altamente facilitador desse proces so.
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    bibliografia Bibliography - Bibliography - Bibliography - Bibliography - Bibliography - Bibliography - Bibliography - Bibliography - Bibliography - Bibliography - Bibliography - Bibliography - Bibliography - Gitte Stald (2008) Mobile Identity: Youth, Identity, and Mobile Communication Media .Youth, Identity, and Digital Media: 143–164. http://www.mitpressjournals.org/doi/pdf/10.1162/dmal.9780262524834.143   Marc Prensky, “Digital Natives, Digital Immigrants”, On the Horizon (NCB University Press, Vol. 9 No. 5, October 2001