Mais de 700 pessoas, entre go-
verno, movimentos sociais e so-
ciedade civil, participaram do I
Fórum Brasília Cidadã entre os
dias 3 e 6 de dezembro. Em uma
programação com painéis temá-
ticos, diálogos em redes, ativida-
des culturais e palestras durante
os quatro dias de evento estive-
ram presentes: o empreendedor
Fernando Ferrer que destacou
na sua palestra a importância do
serviço voluntário na socieda-
de e o vocalista da banda Plebe
Rude, Phillipe Seabra, que des-
creveu momentos importantes
da história do Rock em Brasília.
O evento sediou ainda o II En-
contro dos Movimentos Sociais
com a participação de repre-
sentantes dos Movimentos: do
Campo, de Mídias Comunitárias
e blogueiros, Familiares do Sis-
tema Prisional, Comunitários,
Esportivos e de Lazer, de Imi-
grantes, Refugiados e Exilados,
de Cultura Popular e das Comu-
nidades Tradicionais e de Con-
selhos institucionais e Comuni-
tários. Nos Diálogos em Rede,
lideranças propuseram uma
agenda de trabalho para cidade,
com propostas voltadas para:
o sócio-assistencial, empreen-
dedorismo social e a economia
solidária e criativa, o uso racio-
nal da água, o desenvolvimento
com sustentabilidade, o incenti-
vo à leitura e literatura, a cultura
de paz etc. Nos painéis, houve
a contribuição de instituições,
como: CDT UNB, Nexo Con-
sultoria, SEBRAE DF, Fundação
Banco do Brasil, bem como de
empreendedores culturais, disse-
minadores de tecnologias inova-
doras e especialistas em comuni-
cação, mídias e redes sociais.
I FÓRUM DE PARTICIPAÇÃO SOCIAL E CIDADANIA
Edição nº 002| Ano 2016|Dezembro|Brasília, DF
Vivemos momentos difíceis na economia brasileira e isso
requer da sociedade - governo, sociedade civil, movimentos
sociais, cidadãos - o compromisso de pensar novas dinâmicas
sociais, tecnologias participativas, formas de inclusão social e
produtiva, meios de promoção dos direitos humanos, da cultura
de paz, do exercício da cidadania, da justiça social e do respeito
à diversidade cultural e ao meio ambiente. Por isso, princípios
foram pactuados neste I Fórum Brasília Cidadã a partir da di-
vulgação da Carta Brasília Cidadã: Um Instrumento de Cidada-
nia e Inovação .
O documento final propõe, entre outras coisas, valorizar o
protagonismo social e a inovação, fortalecer canais de participa-
ção e controle social, fomentar a conexão entre os cidadãos, co-
munidades, movimentos, as organizações da sociedade civil, do
governo e da iniciativa privada em redes inclusivas e colabora-
tivas, identificar fragilidades, buscar soluções compartilhadas,
despertar na população o sentimento de orgulho e cuidado pela
cidade, construir um futuro melhor para as novas gerações,
com sustentabilidade, fomentar o diálogo, a cooperação,
ampliar os espaços de convivência e promover a
solidariedade humana.
CARTA BRASÍLIA CIDADÃ:
UM PACTO PELA CIDADE
Implementar a educação das
emoções, a cultura de paz e os
direitos humanos na educação
básica é essencial para constru-
ção de uma sociedade melhor.
Para isso, participantes do evento
propuseram mais espaços demo-
cráticos, práticas integrativas e
comunitárias, além da necessi-
dade de se mapear, potencializar
e dar visibilidade aos ensinamen-
tos de culturas e de comunidades
tradicionais. Eventos esportivos.
anuais, como: campeonatos inter-
colegiais em estádios contribuem
para a ocupação de quadras, Vi-
las Olímpicas, ginásios e demais
equipamentos públicos nas cida-
des.
O esporte e a educação devem
andar juntos pois ajudam a for-
talecer laços na comunidade e
a fomentar o uso de espaços de
convivência e de lazer.
www.portaldovoluntariado.df.gov.br
Curta
a página
no
Faça parte dessa rede
de solidariedade!
COMPROMISSO COM A CULTURA DE PAZ E
MAIS ESPORTE E LAZER PARA A COMUNIDADE
BRASÍLIA CIDADÃ
do
+
Fotos:Agência Brasília
Arte-Final e Redação: Coordenação de Estratégia e Políticas Intersetoriais
Mais informações: bsbcidadainforma@gmail.com
www.brasilia.df.gov.br / www.portaldovoluntariado.df.gov.br
Participantes do Dialogos em
Rede destacaram a importância
de: incentivar a produção agríco-
la-familiar, os arranjos criativose
solidários, fomentar setores de
informação tecnologia e comu-
nicação e dinamizar a economia
local de forma inclusiva. Iniciati-
vas como: formação de coopera-
tivas, criação de fontes de finan-
ciamento de blogs comunitários,
democratização na partilha de
recursos, desburocratização e fle-
xibilização no cadastros de em-
presas de pequeno porte foram
destacadas por representantes de
mídias comunitárias.
Além disso, empreendedores
de tecnologia e inovação incen-
tivaram mais investimentos em
incubadores para start ups. Imi-
grantes, refugiados e exilados res-
saltaram a necessidade de gera-
ção de trabalho para essa parcela
da população e da mesma forma,
cooperativas de artesãs, costurei-
ras e empreendedores culturais
também solicitaram mais espaços
de comercialização e geração de
renda nas cidades. Outros suge-
riram, ainda, o lançamento de
editais de premiação, no campo
do livro, da leitura e literatura e
o fomento a projeto educacionais
e sociais, como a realização de
feiras e eventos que promovam a
cultura de paz.
Foi destacado também a ne-
cessidade de geração de receitas
para projetos socioassistenciais
em beneficio de organizações que
atuam neste setor, com ações que
facilitem a doação de recursos a
projetos, inclusive por meio de
programas já implementados
pelo governo, como o Nota Legal.
RECURSOS PARA PROJETOS E FOCO EM GESTÃO QUALIDADE
O Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil,
materializado pela Lei 13.019/2014, dispõe sobre o regime
jurídico das parcerias celebradas entre a Administração Públi-
ca e as Organizações da Sociedade Civil (OSC), com base na
criação de novos instrumentos - termos de fomento e de cola-
boração - em substituição aos convênios. A conquista por um
regime jurídico único é o reconhecimento de que o Terceiro
Setor contribui de forma bastante significativa para a imple-
mentação de políticas públicas setoriais por meio da execução
de serviços, projetos e ações desenvolvidas em parceria com
o governo. A normativa valoriza a transparência na aplicação
dos recursos, a desburocratização e avança na construção de
um Estado Democrático de Direito e de uma sociedade livre,
justa e solidária, objetivos fundamentais da República Brasilei-
ra. Em dezembro deste ano, o Governo de Brasília regulamen-
tou a lei por meio do Decreto Distrital 37.843/2016 e objetiva
ampliar as oportunidades de capacitação de agentes públicos
e representantes da sociedade civil para aplicação da nova lei.
NOVO MARCO
REGULATÓRIO DAS OSC
Oacesso à água, a equipamen-
tos e insumos são questões prio-
ritárias para movimentos sociais
e do campo. A água deve ser o
elemento central do planejamen-
to urbano e investimentos para
evitar o desperdício e preservar
as nascentes de água doce foram
pontos altos da discussão no
Fórum. Produtores rurais des-
tacam a importância de ampliar
a compra direta de produtos da
agricultura familiar. Além disso,
desapropriações, licenciamento
ambiental e assistência técnica
são essenciais para manutenção
das populações no campo. in-
vestimento em políticas habita-
cionais voltadas para imigrantes,
refugiados , exilados e pessoas
em situação de vulnerabilidade
são formas de conter as ocupa-
ções irregulares e oferecer mais
qualidade de vida para a popula-
ção. Em 2018, Brasília sediará o
8° Forúm Mundial da Água - um
evento grandioso que estabele-
cerá compromissos para o uso
sustentavel da água no Brasil e
no mundo.
ÁGUA : O DESAFIO DO FUTURO
+
Representantes do governo e da sociedade civil nos conselhos institucionais
e comunitários, e de familiares do sistema prisional presentes, destacaram
a importância de se dar mais publicidade aos trabalhos desenvolvidos nos
conselhos e aos resultados obtidos por meio destes canais de participação
popular. Além disso, resaltaram a necessidade de fomentar a troca de expe-
riências entre membros e de ampliar a participação de servidores em mais de
um conselho institucional. Reiterou-se, ainda, que dificuldades relacionadas
ao uso de equipamentos públicos, questões de segurança e melhorias na oferta
de serviços são temas recorrentes nas reuniões de conselhos; e que gestores
devem priorizar políticas públicas voltadas para juventude, mulheres e ido-
sos. Os participantes pediram foco na: diversificação da economia local por
meio do turismo, eleição direta para escolha dos administradores regionais,
regulamentação do fundo do idoso, humanização dos serviços prestados por
agentes publicos e capacitação de servidores, principalmente os que atuam no
sistema prisional.
DIVULGAÇÃO E FORTALECIMENTO DOS CANAIS DE PARTICIPAÇÃO E CONTROLE SOCIAL
Foto: Elen Karoline

Informativo_BC_Ed_0.2

  • 1.
    Mais de 700pessoas, entre go- verno, movimentos sociais e so- ciedade civil, participaram do I Fórum Brasília Cidadã entre os dias 3 e 6 de dezembro. Em uma programação com painéis temá- ticos, diálogos em redes, ativida- des culturais e palestras durante os quatro dias de evento estive- ram presentes: o empreendedor Fernando Ferrer que destacou na sua palestra a importância do serviço voluntário na socieda- de e o vocalista da banda Plebe Rude, Phillipe Seabra, que des- creveu momentos importantes da história do Rock em Brasília. O evento sediou ainda o II En- contro dos Movimentos Sociais com a participação de repre- sentantes dos Movimentos: do Campo, de Mídias Comunitárias e blogueiros, Familiares do Sis- tema Prisional, Comunitários, Esportivos e de Lazer, de Imi- grantes, Refugiados e Exilados, de Cultura Popular e das Comu- nidades Tradicionais e de Con- selhos institucionais e Comuni- tários. Nos Diálogos em Rede, lideranças propuseram uma agenda de trabalho para cidade, com propostas voltadas para: o sócio-assistencial, empreen- dedorismo social e a economia solidária e criativa, o uso racio- nal da água, o desenvolvimento com sustentabilidade, o incenti- vo à leitura e literatura, a cultura de paz etc. Nos painéis, houve a contribuição de instituições, como: CDT UNB, Nexo Con- sultoria, SEBRAE DF, Fundação Banco do Brasil, bem como de empreendedores culturais, disse- minadores de tecnologias inova- doras e especialistas em comuni- cação, mídias e redes sociais. I FÓRUM DE PARTICIPAÇÃO SOCIAL E CIDADANIA Edição nº 002| Ano 2016|Dezembro|Brasília, DF Vivemos momentos difíceis na economia brasileira e isso requer da sociedade - governo, sociedade civil, movimentos sociais, cidadãos - o compromisso de pensar novas dinâmicas sociais, tecnologias participativas, formas de inclusão social e produtiva, meios de promoção dos direitos humanos, da cultura de paz, do exercício da cidadania, da justiça social e do respeito à diversidade cultural e ao meio ambiente. Por isso, princípios foram pactuados neste I Fórum Brasília Cidadã a partir da di- vulgação da Carta Brasília Cidadã: Um Instrumento de Cidada- nia e Inovação . O documento final propõe, entre outras coisas, valorizar o protagonismo social e a inovação, fortalecer canais de participa- ção e controle social, fomentar a conexão entre os cidadãos, co- munidades, movimentos, as organizações da sociedade civil, do governo e da iniciativa privada em redes inclusivas e colabora- tivas, identificar fragilidades, buscar soluções compartilhadas, despertar na população o sentimento de orgulho e cuidado pela cidade, construir um futuro melhor para as novas gerações, com sustentabilidade, fomentar o diálogo, a cooperação, ampliar os espaços de convivência e promover a solidariedade humana. CARTA BRASÍLIA CIDADÃ: UM PACTO PELA CIDADE Implementar a educação das emoções, a cultura de paz e os direitos humanos na educação básica é essencial para constru- ção de uma sociedade melhor. Para isso, participantes do evento propuseram mais espaços demo- cráticos, práticas integrativas e comunitárias, além da necessi- dade de se mapear, potencializar e dar visibilidade aos ensinamen- tos de culturas e de comunidades tradicionais. Eventos esportivos. anuais, como: campeonatos inter- colegiais em estádios contribuem para a ocupação de quadras, Vi- las Olímpicas, ginásios e demais equipamentos públicos nas cida- des. O esporte e a educação devem andar juntos pois ajudam a for- talecer laços na comunidade e a fomentar o uso de espaços de convivência e de lazer. www.portaldovoluntariado.df.gov.br Curta a página no Faça parte dessa rede de solidariedade! COMPROMISSO COM A CULTURA DE PAZ E MAIS ESPORTE E LAZER PARA A COMUNIDADE BRASÍLIA CIDADÃ do
  • 2.
    + Fotos:Agência Brasília Arte-Final eRedação: Coordenação de Estratégia e Políticas Intersetoriais Mais informações: bsbcidadainforma@gmail.com www.brasilia.df.gov.br / www.portaldovoluntariado.df.gov.br Participantes do Dialogos em Rede destacaram a importância de: incentivar a produção agríco- la-familiar, os arranjos criativose solidários, fomentar setores de informação tecnologia e comu- nicação e dinamizar a economia local de forma inclusiva. Iniciati- vas como: formação de coopera- tivas, criação de fontes de finan- ciamento de blogs comunitários, democratização na partilha de recursos, desburocratização e fle- xibilização no cadastros de em- presas de pequeno porte foram destacadas por representantes de mídias comunitárias. Além disso, empreendedores de tecnologia e inovação incen- tivaram mais investimentos em incubadores para start ups. Imi- grantes, refugiados e exilados res- saltaram a necessidade de gera- ção de trabalho para essa parcela da população e da mesma forma, cooperativas de artesãs, costurei- ras e empreendedores culturais também solicitaram mais espaços de comercialização e geração de renda nas cidades. Outros suge- riram, ainda, o lançamento de editais de premiação, no campo do livro, da leitura e literatura e o fomento a projeto educacionais e sociais, como a realização de feiras e eventos que promovam a cultura de paz. Foi destacado também a ne- cessidade de geração de receitas para projetos socioassistenciais em beneficio de organizações que atuam neste setor, com ações que facilitem a doação de recursos a projetos, inclusive por meio de programas já implementados pelo governo, como o Nota Legal. RECURSOS PARA PROJETOS E FOCO EM GESTÃO QUALIDADE O Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil, materializado pela Lei 13.019/2014, dispõe sobre o regime jurídico das parcerias celebradas entre a Administração Públi- ca e as Organizações da Sociedade Civil (OSC), com base na criação de novos instrumentos - termos de fomento e de cola- boração - em substituição aos convênios. A conquista por um regime jurídico único é o reconhecimento de que o Terceiro Setor contribui de forma bastante significativa para a imple- mentação de políticas públicas setoriais por meio da execução de serviços, projetos e ações desenvolvidas em parceria com o governo. A normativa valoriza a transparência na aplicação dos recursos, a desburocratização e avança na construção de um Estado Democrático de Direito e de uma sociedade livre, justa e solidária, objetivos fundamentais da República Brasilei- ra. Em dezembro deste ano, o Governo de Brasília regulamen- tou a lei por meio do Decreto Distrital 37.843/2016 e objetiva ampliar as oportunidades de capacitação de agentes públicos e representantes da sociedade civil para aplicação da nova lei. NOVO MARCO REGULATÓRIO DAS OSC Oacesso à água, a equipamen- tos e insumos são questões prio- ritárias para movimentos sociais e do campo. A água deve ser o elemento central do planejamen- to urbano e investimentos para evitar o desperdício e preservar as nascentes de água doce foram pontos altos da discussão no Fórum. Produtores rurais des- tacam a importância de ampliar a compra direta de produtos da agricultura familiar. Além disso, desapropriações, licenciamento ambiental e assistência técnica são essenciais para manutenção das populações no campo. in- vestimento em políticas habita- cionais voltadas para imigrantes, refugiados , exilados e pessoas em situação de vulnerabilidade são formas de conter as ocupa- ções irregulares e oferecer mais qualidade de vida para a popula- ção. Em 2018, Brasília sediará o 8° Forúm Mundial da Água - um evento grandioso que estabele- cerá compromissos para o uso sustentavel da água no Brasil e no mundo. ÁGUA : O DESAFIO DO FUTURO + Representantes do governo e da sociedade civil nos conselhos institucionais e comunitários, e de familiares do sistema prisional presentes, destacaram a importância de se dar mais publicidade aos trabalhos desenvolvidos nos conselhos e aos resultados obtidos por meio destes canais de participação popular. Além disso, resaltaram a necessidade de fomentar a troca de expe- riências entre membros e de ampliar a participação de servidores em mais de um conselho institucional. Reiterou-se, ainda, que dificuldades relacionadas ao uso de equipamentos públicos, questões de segurança e melhorias na oferta de serviços são temas recorrentes nas reuniões de conselhos; e que gestores devem priorizar políticas públicas voltadas para juventude, mulheres e ido- sos. Os participantes pediram foco na: diversificação da economia local por meio do turismo, eleição direta para escolha dos administradores regionais, regulamentação do fundo do idoso, humanização dos serviços prestados por agentes publicos e capacitação de servidores, principalmente os que atuam no sistema prisional. DIVULGAÇÃO E FORTALECIMENTO DOS CANAIS DE PARTICIPAÇÃO E CONTROLE SOCIAL Foto: Elen Karoline