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InclusãoDigital
Introdução A inclusão digital é um assunto muito comentado nos meios de comunicação, e vem sendo discutido no cenário político, fazendo com que ações, projetos e programas sociais sejam elaborados e implantados em diversos países no mundo. Ao longo da história, novas tecnologias têm o poder de influenciar o comportamento da sociedade, assim como os telefones, o rádio, a televisão, e agora, com um pouco mais de uma década, a internet. A nova era que vivemos, a era da informação, possibilita a nós o uso de diversas soluções digitais eficazes que beneficiam muito o nosso dia-a-dia.
O que é inclusão digital? A inclusão digital é a democratização do acesso às tecnologias da informação, de forma a permitir a inserção de todos na sociedade da informação. Inclusão digital é também simplificar a sua rotina diária, maximizar o tempo e as suas potencialidades. Um incluído digitalmente não é aquele que apenas utiliza essa nova linguagem, que é o mundo digital, para trocar e-mails, mas aquele que usufrui desse suporte para melhorar as suas condições de vida.  A Inclusão Digital, para acontecer, precisa de três instrumentos básicos que são: computador, acesso à rede e o domínio dessas ferramentas pois não basta apenas o cidadão possuir um simples computador conectado à internet que iremos considerar ele, um incluído digitalmente. Ele precisa saber o que fazer com essas ferramentas. 
Entre as estratégias inclusivas estão projetos e ações que facilitam o acesso de pessoas de baixa renda às Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC). A inclusão digital volta-se também para o desenvolvimento de tecnologias que ampliem a acessibilidade para usuários com deficiência.   Dessa forma, toda a sociedade pode ter acesso a informações disponíveis na Internet, e assim produzir e disseminar conhecimento. A inclusão digital insere-se no movimento maior de inclusão social, um dos grandes objetivos compartilhados por diversos governos ao redor do mundo nas últimas décadas
Inclusão digital no Brasil O Brasil vem buscando desenvolver ações diversas, visando a inclusão digital como parte da visão de sociedade inclusiva. Desde que entrou em prática, no final de novembro de 2005, o projeto de inclusão digital do governo federal, Computador para Todos - Projeto Cidadão Conectado registrou mais de 19 mil máquinas financiadas até meados de janeiro.  Pouco menos de 2% da meta do programa, se levarmos em conta apenas os dados de financiamento, que é vender um milhão de máquinas para consumidores com renda entre três e sete salários mínimos nos próximos 12 meses. Os dados de financiamento são da Caixa Econômica Federal, que financiou 1.181 equipamentos. O Magazine Luiza, único varejista que obteve uma linha de crédito do BNDES, parcelou 18.186 computadores.
O PC dispõe do sistema operacional Linux e um conjunto de softwares livres com 26 aplicativos, como editor de texto, aplicações gráficas e antivírus. Além disso, há suporte técnico durante um ano e as atualizações são gratuitas e periódicas.  O Brasil conta com um recurso total de 250 milhões de reais, provenientes do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). O financiamento do Computador para Todos pode ser feito pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal, além de redes varejistas, que têm se cadastrado junto a uma linha especial de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Com os esforços de "inclusão digital" outros públicos também compõem o alvo de seu trabalho: idosos, pessoas com deficiência, população de zonas de difícil acesso, dentre outros. A idéia é que as Tecnologias da Informação vieram para ficar e, no futuro, quem não estiver "incluído digitalmente" viverá sob uma limitação social importante, perdendo inclusive direitos garantidos à cidadania, aliado a isto existe a necessidade do acesso pleno à educação.
Inclusão digital nas escolas Em 2005, um famoso professor norte-americano apresentou uma idéia inovadora no Fórum Econômico Mundial, evento que reúne líderes de vários cantos do mundo. Nicholas Negroponte (então diretor de um dos mais respeitados institutos de tecnologia do mundo, o Massachusetts Institute of Technology —MIT) propôs a fabricação de computadores portáteis a um preço bem reduzido: US$ 100 (R$ 210, aproximadamente). A finalidade? Distribuir os equipamentos nas escolas dos países em desenvolvimento, para crianças de baixa renda. Para o especialista, a tecnologia revoluciona a educação, estimulando a construção do conhecimento pelo próprio aluno. Mesmo sob os olhares duvidosos de muita gente, o professor conseguiu emplacar a idéia em muitos países, inclusive no Brasil os equipamentos já começaram a ser utilizados.
O Ministério da Educação recebeu 1.840 laptops como os idealizados por Nicholas. São três modelos, fabricados por empresas diferentes. Em nada se parecem com os modelos tradicionais de computadores portáteis que estamos acostumados a ver. Eles são menores (do tamanho de um caderno), mais leves (pesam mais ou menos um quilo) e possuem a estrutura interna modificada para atender às necessidades escolares apenas.  As máquinas podem melhorar a qualidade da educação. “O computador não é uma ferramenta, é um novo ambiente digital. Foi desenvolvido dentro de um novo paradigma, que não privilegia o ensino como transmissão, pois foi concebido como um recurso para enriquecer ambientes de aprendizagem”, afirma Léa da Cruz Fagundes, coordenadora do Laboratório de Estudos Cognitivos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Inclusão digital na terceira idade Quando se fala em inclusão digital, na maior parte das vezes se pensa em inclusão de crianças ou pessoas sem condições financeiras de adquirirem um computador. Entretanto, há uma parcela da população que também faz parte dos projetos de inclusão digital e necessita de incentivo e apoio para entrar no mundo digital. Alguns idosos já entraram na “onda do computador”, pois sentiram o quanto é importante estar informatizado atualmente.  A necessidade de inclusão decorre de diversos fatores entre eles destaca-se a exigência do mercado de trabalho. Para quem já está no mercado, assim como para quem entra, torna-se imprescindível os conhecimentos básicos de informática.
Então os idosos precisam se adaptar para não caírem fora. Mesmo os que não trabalham já sentem a necessidade, principalmente por serem muito dependentes de filhos e netos para retirarem dinheiro no banco ou consultarem o resultado do exame pelo site da clínica, por exemplo. Para diminuir o receio, aumentar a autoconfiança e o convívio social, principalmente a integração com a família, algumas medidas têm sido tomadas, a fim de auxiliar essa inclusão. A popularização dos computadores e a diminuição constante dos preços são fatores incentivadores para a sua aquisição. Entretanto, de nada adianta possuir o aparelho e não saber como lidar com ele. Pensando nisso, foram criados projetos com o intuito de encorajar e incentivá-los a reduzir suas apreensões em mexer no aparelho e ensiná-los ações básicas, mas muito úteis.

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  • 2. Introdução A inclusão digital é um assunto muito comentado nos meios de comunicação, e vem sendo discutido no cenário político, fazendo com que ações, projetos e programas sociais sejam elaborados e implantados em diversos países no mundo. Ao longo da história, novas tecnologias têm o poder de influenciar o comportamento da sociedade, assim como os telefones, o rádio, a televisão, e agora, com um pouco mais de uma década, a internet. A nova era que vivemos, a era da informação, possibilita a nós o uso de diversas soluções digitais eficazes que beneficiam muito o nosso dia-a-dia.
  • 3. O que é inclusão digital? A inclusão digital é a democratização do acesso às tecnologias da informação, de forma a permitir a inserção de todos na sociedade da informação. Inclusão digital é também simplificar a sua rotina diária, maximizar o tempo e as suas potencialidades. Um incluído digitalmente não é aquele que apenas utiliza essa nova linguagem, que é o mundo digital, para trocar e-mails, mas aquele que usufrui desse suporte para melhorar as suas condições de vida.  A Inclusão Digital, para acontecer, precisa de três instrumentos básicos que são: computador, acesso à rede e o domínio dessas ferramentas pois não basta apenas o cidadão possuir um simples computador conectado à internet que iremos considerar ele, um incluído digitalmente. Ele precisa saber o que fazer com essas ferramentas. 
  • 4. Entre as estratégias inclusivas estão projetos e ações que facilitam o acesso de pessoas de baixa renda às Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC). A inclusão digital volta-se também para o desenvolvimento de tecnologias que ampliem a acessibilidade para usuários com deficiência.   Dessa forma, toda a sociedade pode ter acesso a informações disponíveis na Internet, e assim produzir e disseminar conhecimento. A inclusão digital insere-se no movimento maior de inclusão social, um dos grandes objetivos compartilhados por diversos governos ao redor do mundo nas últimas décadas
  • 5. Inclusão digital no Brasil O Brasil vem buscando desenvolver ações diversas, visando a inclusão digital como parte da visão de sociedade inclusiva. Desde que entrou em prática, no final de novembro de 2005, o projeto de inclusão digital do governo federal, Computador para Todos - Projeto Cidadão Conectado registrou mais de 19 mil máquinas financiadas até meados de janeiro. Pouco menos de 2% da meta do programa, se levarmos em conta apenas os dados de financiamento, que é vender um milhão de máquinas para consumidores com renda entre três e sete salários mínimos nos próximos 12 meses. Os dados de financiamento são da Caixa Econômica Federal, que financiou 1.181 equipamentos. O Magazine Luiza, único varejista que obteve uma linha de crédito do BNDES, parcelou 18.186 computadores.
  • 6. O PC dispõe do sistema operacional Linux e um conjunto de softwares livres com 26 aplicativos, como editor de texto, aplicações gráficas e antivírus. Além disso, há suporte técnico durante um ano e as atualizações são gratuitas e periódicas.  O Brasil conta com um recurso total de 250 milhões de reais, provenientes do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). O financiamento do Computador para Todos pode ser feito pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal, além de redes varejistas, que têm se cadastrado junto a uma linha especial de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
  • 7. Com os esforços de "inclusão digital" outros públicos também compõem o alvo de seu trabalho: idosos, pessoas com deficiência, população de zonas de difícil acesso, dentre outros. A idéia é que as Tecnologias da Informação vieram para ficar e, no futuro, quem não estiver "incluído digitalmente" viverá sob uma limitação social importante, perdendo inclusive direitos garantidos à cidadania, aliado a isto existe a necessidade do acesso pleno à educação.
  • 8. Inclusão digital nas escolas Em 2005, um famoso professor norte-americano apresentou uma idéia inovadora no Fórum Econômico Mundial, evento que reúne líderes de vários cantos do mundo. Nicholas Negroponte (então diretor de um dos mais respeitados institutos de tecnologia do mundo, o Massachusetts Institute of Technology —MIT) propôs a fabricação de computadores portáteis a um preço bem reduzido: US$ 100 (R$ 210, aproximadamente). A finalidade? Distribuir os equipamentos nas escolas dos países em desenvolvimento, para crianças de baixa renda. Para o especialista, a tecnologia revoluciona a educação, estimulando a construção do conhecimento pelo próprio aluno. Mesmo sob os olhares duvidosos de muita gente, o professor conseguiu emplacar a idéia em muitos países, inclusive no Brasil os equipamentos já começaram a ser utilizados.
  • 9. O Ministério da Educação recebeu 1.840 laptops como os idealizados por Nicholas. São três modelos, fabricados por empresas diferentes. Em nada se parecem com os modelos tradicionais de computadores portáteis que estamos acostumados a ver. Eles são menores (do tamanho de um caderno), mais leves (pesam mais ou menos um quilo) e possuem a estrutura interna modificada para atender às necessidades escolares apenas. As máquinas podem melhorar a qualidade da educação. “O computador não é uma ferramenta, é um novo ambiente digital. Foi desenvolvido dentro de um novo paradigma, que não privilegia o ensino como transmissão, pois foi concebido como um recurso para enriquecer ambientes de aprendizagem”, afirma Léa da Cruz Fagundes, coordenadora do Laboratório de Estudos Cognitivos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
  • 10. Inclusão digital na terceira idade Quando se fala em inclusão digital, na maior parte das vezes se pensa em inclusão de crianças ou pessoas sem condições financeiras de adquirirem um computador. Entretanto, há uma parcela da população que também faz parte dos projetos de inclusão digital e necessita de incentivo e apoio para entrar no mundo digital. Alguns idosos já entraram na “onda do computador”, pois sentiram o quanto é importante estar informatizado atualmente. A necessidade de inclusão decorre de diversos fatores entre eles destaca-se a exigência do mercado de trabalho. Para quem já está no mercado, assim como para quem entra, torna-se imprescindível os conhecimentos básicos de informática.
  • 11. Então os idosos precisam se adaptar para não caírem fora. Mesmo os que não trabalham já sentem a necessidade, principalmente por serem muito dependentes de filhos e netos para retirarem dinheiro no banco ou consultarem o resultado do exame pelo site da clínica, por exemplo. Para diminuir o receio, aumentar a autoconfiança e o convívio social, principalmente a integração com a família, algumas medidas têm sido tomadas, a fim de auxiliar essa inclusão. A popularização dos computadores e a diminuição constante dos preços são fatores incentivadores para a sua aquisição. Entretanto, de nada adianta possuir o aparelho e não saber como lidar com ele. Pensando nisso, foram criados projetos com o intuito de encorajar e incentivá-los a reduzir suas apreensões em mexer no aparelho e ensiná-los ações básicas, mas muito úteis.