HOMILÉTICA
Prof. Esp. Felipe Alves
INTRODUÇÃO
▪ Pregação ao alcance de todos de Hans Ulrich Reifler. Ed. Vida Nova.
▪ Curso introdutório de homilética de Hermisten Maia. Ed. Monergismo.
▪ Como funcionam os sermões de David P. Murray. Ed. Evangelical
Press.
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INTRODUÇÃO
▪ Homilética fundamental
▪ Homilética material
▪ Homilética formal
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INTRODUÇÃO
▪ Homilética fundamental - referimo-nos ao conceito de homilética, ou
seja, abordamos questões introdutórias, tais como: origem,
significado, tarefa, desenvolvimento histórico, problemas,
características, conteúdo e importância.
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INTRODUÇÃO
▪ Homilética material – abordaremos o material básico para se fazer
homilética. O aluno aprende a lidar com as versões em português da
Bíblia, incluindo a Bíblia Vida Nova, chaves bíblicas, concordâncias,
dicionários, léxicos, comentários, harmonias e panoramas bíblicos.
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INTRODUÇÃO
▪ Homilética formal – analisa a estrutura, a apresentação e as formas
alternativas da pregação bíblica.
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INTRODUÇÃO
▪ Objetivo – Que o estudante da Palavra de Deus prepare suas
mensagens com dedicação, sinceridade e fidelidade, sob a orientação
indispensável do Espírito Santo e levando cativo todo pensamento à
obediência de Cristo (2 Co 10.5), para que o evangelho eterno de Jesus
Cristo seja pregado, ouvido, entendido e obedecido em nossos dias.
"Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus
para a salvação de todo aquele que crê..." (Rm 1.16).
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HOMILÉTICA
FUNDAMENTAL
▪ Origem, Significado e
Tarefa da Homilética
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Origem, Significado e Tarefa da Homilética
▪ O termo (homilética) deriva do substantivo grego "homilia", que
significa literalmente "associação", "companhia", e do verbo homileo,
que significa "falar", "conversar".
▪ O Novo Testamento emprega o substantivo homilia em 1 Coríntios
15.33: “as más conversações corrompem os bons costumes”.
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Origem, Significado e Tarefa da Homilética
▪ O termo "homilética" surgiu durante o Iluminismo, entre os séculos
XVII e XVIII, quando as principais disciplinas teológicas receberam
nomes gregos, como, por exemplo, dogmática, apologética e
hermenêutica.
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Origem, Significado e Tarefa da Homilética
▪ Na Alemanha, Stier propôs o nome Keríctica, derivado de keryx, que
significa "arauto". Sikel sugeriu haliêutica, derivado de halieos, que
significa "pescador".
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Origem, Significado e Tarefa da Homilética
▪ Homilos, que significa "multidão", "turma", "assembleia do povo" (cf.
Ap 18.17);
▪ Homilia, que significa "associação", "companhia" (cf. 1 Co 15.33); e
▪ Homileo, que significa "falar", "conversar" (cf. Lc 24.14s.; At
20.11,24.26).
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Origem, Significado e Tarefa da Homilética
▪ Homileo, que significa "falar", "conversar" (cf. Lc 24.14s.; At
20.11,24.26).
▪ E iam conversando a respeito de tudo o que tinha acontecido. (Lucas
24:14 NAA)
▪ Subindo de novo, Paulo partiu o pão e comeu. E lhes falou ainda muito
tempo até o amanhecer. E, assim, partiu. (Atos 20:11 NAA)
▪ Ao mesmo tempo, esperava que Paulo lhe desse dinheiro. Por isso,
chamando-o mais frequentemente, conversava com ele. (Atos 24:26
NAA)
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Origem, Significado e Tarefa da Homilética
▪ O termo "homilética" firmou-se e foi mundialmente aceito para
referir-se à disciplina teológica que estuda a ciência, a arte e a técnica
de analisar, estruturar e entregar a mensagem do evangelho.
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Origem, Significado e Tarefa da Homilética
▪ "A homilética
▪ é ciência, quando considerada sob o ponto de vista de seus
fundamentos teóricos (históricos, psicológicos e sociais);
▪ é arte, quando considerada em seus aspectos estéticos (a beleza do
conteúdo e da forma); e
▪ é técnica, quando considerada pelo modo específico de sua execução
ou ensino."
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Origem, Significado e Tarefa da Homilética
▪ “A Homilética é a ciência da qual a arte é a pregação e cujo produto é o
sermão.” (W. BLACKWOOD, A Preparação de Sermões, p. 21.)
▪ “Homilética é a ciência que ensina os princípios fundamentais de
discursos em público, aplicados na proclamação e ensino da verdade
divina em reuniões regulares congregadas para o culto divino.” (J. A.
BROADUS, O Preparo e Entrega de Sermões, p. 10)
▪ “A adaptação da retórica às finalidades especiais e aos reclamos da
prédica cristã.” (J. A. BROADUS, O Preparo e Entrega de Sermões, p.
10.
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Origem, Significado e Tarefa da Homilética
▪ “A ciência que trata da análise, classificação, preparação, composição e
entrega de sermões. (Encyclopaedia Britannica, Vol. 11, p. 706.)
▪ “É a arte de compor e entregar sermões.” (CHAMPLIN & BENTES,
Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, Vol. II, p. 154.)
▪ Sem dúvida, a Homilética é uma arte – já que exige força criativa –,
que consiste na aplicação e adaptação dos princípios gerais da retórica
à elaboração e transmissão do sermão. Assim sendo, podemos
chamar a Homilética de “Retórica Sagrada”. (GOUVÊA Jr. Lições de
Retórica Sagrada)
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A Relação entre a Homilética e as outras
disciplinas
▪ Retórica - é a arte de falar bem, visando a instrução e principalmente a
persuasão. O fim da Retórica é convencer e, o instrumento de que
dispõe é a palavra. Creio que Demócrito (c. 460- c.370 aC.), estava
certo ao afirmar que “para a persuasão a palavra freqüentemente é
mais forte que o ouro.”
(HERMISTEN MAIA. Curso introdutório de homilética, p. 7)
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A Relação entre a Homilética e as outras
disciplinas
▪ Oratória - surgiu na Sicília no século V a.C., e foi criada para os
advogados na época que agiam tentando rever os bens e as
propriedades de seus clientes tomadas pelos tiranos.
▪ Compõem a oratória:
▪ – a forma como o orador se apresenta;
▪ – sua postura;
▪ – sua imagem;
▪ – e sobretudo o poder de argumentação.
▪ Tudo isso contribui para convencer ou não o interlocutor.
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A Relação entre a Homilética e as outras
disciplinas
▪ A Homilética se propõe a utilizar alguns dos recursos da Retórica para
a transmissão da Palavra de Deus; Se a Retórica visa convencer o
homem quanto a qualquer tema; a Homilética, diferentemente,
procura oferecer recursos para que possamos convencer –
humanamente falando –, o homem quanto à necessidade de
arrependimento e fé em Jesus Cristo.
▪ O seu objetivo, portanto, é mais nobre pois, está comprometido com a
ordem de Cristo (Mt 28.20; Mc 16.15; At 1.8), a prática apostólica (Cf.
At 13.43; 17.4; 19.8; 26.28; 28.23; 2Co 5.11) e a necessidade
presente do homem, de encontrar a salvação em Cristo Jesus, e
somente Nele (At 4.12).
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A Relação entre a Homilética e as outras
disciplinas
▪ Hermenêutica Teológica
▪ A Hermenêutica Teológica que tem no seu cerne a texto bíblico deixa
claro em que medida o texto original deve ser tratado com uma
especial atenção. É a disciplina da Teologia Exegética que não só
ensina as regras de interpretação, mas também a maneira de aplicá-
las corretamente. É a ferramenta que aborda com profundidade os
textos sagrados nos seus preciosos capítulos e versículos.
▪ O termo Hermenêutica procede do verbo grego hermeneuein,
usualmente traduzido por “interpretar”, e do substantivo hermeneia que
significa “interpretação”. Tanto o verbo quanto o substantivo podem
significar “traduzir, tradução”.
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A Relação entre a Homilética e as outras
disciplinas
▪ Exegese
▪ É o estudo cuidadoso e sistemático de um texto para comentários,
visando o esclarecimento ou interpretação do mesmo. É o estudo
objetivando subsidiar o passo da interpretação do método analítico da
hermenêutica. Este estudo é desenvolvido sob as indagações de um
contexto histórico e literário. Sendo assim, a hermenêutica é a
ferramenta de interpretação e a exegese, a maneira como usar essa
ferramenta.
▪ A palavra Exegese, do grego eksegesis, cujo significado é “explicar,
interpretar, contar, descrever, relatar”. Significa, segundo o
contexto, narrativa, explicação, interpretação.
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O Desenvolvimento Histórico da Homilética
▪ O modelo predominante no período profético era a palavra vinda
diretamente do Senhor ("assim diz o Senhor") que os profetas
anunciavam e ilustravam em sua próprias vidas: uma prostituta como
esposa (Oséias); nomes dos filhos (Is 7.3, 8.3); cinto (Jr 13.1-11); o
vaso do oleiro (Jr 18.1-17); a botija quebrada (Jr 19.1-15).
▪ Após o exílio, desenvolveu-se a homilia primitiva, em que passagens
das Escrituras Sagradas eram lidas em público ou nas sinagogas (Ne
8.1-18).
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O Desenvolvimento Histórico da Homilética
▪ Por volta de 500-300 a. C., os gregos Córax, Sócrates, Platão e
Aristóteles desenvolveram a retórica, aperfeiçoada pelos romanos na
forma da oratória (principalmente Cícero, em cerca de 106-43 a. C.).
▪ Jesus, no entanto, pregou o evangelho do reino de Deus com
simplicidade, utilizando principalmente parábolas (Mt 13.34s.; Mc
4.10-12, 33, 34) e aplicando textos do Antigo Testamento à Sua
própria vida (Lc 4.16-22). Uma análise do livro de Atos revela cinco
elementos básicos comuns às mensagens apostólicas: (1) o Messias
prometido no Antigo Testamento; (2) a morte expiatória de Jesus
Cristo; (3) Sua ressurreição pelo poder do Espírito Santo; (4) a gloriosa
volta de Cristo; (5) e o apelo ao ouvinte para que se arrependesse e
cresse no evangelho.
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O Desenvolvimento Histórico da Homilética
▪ A maioria dos cristãos antigos, portanto, seguiu o exemplo da
sinagoga, lendo e explicando de modo simples e popular as Escrituras
do Antigo Testamento e do Novo. Não se percebe muito esforço em
estruturar um esboço homilético ou um tema organizador. A homilia
cristã apenas
▪ “segue a ordem natural do texto da Escritura e visa meramente
ressaltar, mediante a elaboração e aplicação, as sucessivas partes da
passagem como esta se apresenta”.
(KOLLER, C. W. Pregação Expositiva sem Anotações. São Paulo: Mundo
Cristão, 1984, p. 21.)
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O Desenvolvimento Histórico da Homilética
▪ Os primeiros pregadores cristãos não se preocuparam com a Retórica
clássica e, menos ainda com palavras de sabedoria (1Co 2.4,5). Eles
seguiram o estilo dos escribas e anciãos da Sinagoga, evitando num
primeiro momento, qualquer tipo de helenização”
▪ Minha linguagem e pregação não consistiram em palavras persuasivas
de sabedoria, mas em demonstração do poder do Espírito, 5para que a
vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, mas no poder de
Deus. (1 Coríntios 2:4-5 AS21)
▪
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O Desenvolvimento Histórico da Homilética
▪ 1) Se eles queriam evangelizar os judeus, teriam que entrar no seu
campo de estudo – o Antigo Testamento.
▪ 2) Qualquer tentativa de discurso que refletisse uma retórica grega
causaria problemas de ordem cultural.
▪ 3) Os primeiros pregadores cristãos, em sua grande maioria,
ignoravam a retórica grega.
▪ 4) O descrédito da Retórica por causa dos falsos mestres
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O Desenvolvimento Histórico da Homilética
▪ No período pós-apostólico as homilias consistiam numa simples
exposição popular de alguma passagem das Escrituras lida na
Congregação. Esta exposição, que tinha um caráter informal – tendo
pouco ou nada a ver com a retórica grega –, era acompanhada de
reflexões e exortações morais. Com o passar do tempo, a pregação
cristã foi se tornando mais elaborada, deixando gradativamente o seu
caráter até certo ponto informal. Esta transformação deve-se
fundamentalmente aos seguintes motivos:
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O Desenvolvimento Histórico da Homilética
▪ No período pós-apostólico as homilias consistiam numa simples
exposição popular de alguma passagem das Escrituras lida na
Congregação. Esta exposição, que tinha um caráter informal – tendo
pouco ou nada a ver com a retórica grega –, era acompanhada de
reflexões e exortações morais. Com o passar do tempo, a pregação
cristã foi se tornando mais elaborada, deixando gradativamente o seu
caráter até certo ponto informal. Esta transformação deve-se
fundamentalmente aos seguintes motivos:
▪ (a) A disseminação do Evangelho entre os gentios
▪ (b) A Conversão de homens que já tinham sido treinados na Retórica
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O Desenvolvimento Histórico da Homilética
▪ (c) Ênfase na Retórica
▪ “Os cristãos, de fato, não se distinguem dos outros homens, nem por sua
terra, nem por língua ou costumes. Com efeito, não moram em cidades
próprias, nem falam língua estranha, nem têm algum modo especial de
viver. Sua doutrina não foi inventada por eles, graças ao talento e
especulação de homens curiosos, nem professam, como outros, algum
ensinamento humano. Pelo contrário, vivendo em cidades gregas e
bárbaras, conforme a sorte de cada um, e adaptando-se aos costumes do
lugar quanto à roupa, ao alimento e ao resto, testemunham um modo de
vida social admirável e, sem dúvida, paradoxal. Vivem na sua pátria, mas
como forasteiros; participam de tudo como cristãos e suportam tudo como
estrangeiros. Toda pátria estrangeira é pátria deles, e cada pátria é
estrangeira. Casam-se como todos e geram filhos, mas não abandonam os
recém-nascidos.
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O Desenvolvimento Histórico da Homilética
▪ Põem a mesa em comum, mas não o leito; estão na carne, mas não vivem
segundo a carne; moram na terra, mas têm sua cidadania no céu;
obedecem às leis; amam a todos e são perseguidos por todos (...). Pelos
judeus são combatidos como estrangeiros, pelos gregos são perseguidos, e
aqueles que os odeiam não saberiam dizer o motivo do ódio.” (Carta a
Diogneto, V.1-11,17, p. 22-23.)
▪ Édito de Milão (13 de junho de 313 d. C.), por Constantino.
▪ Édito de Tessalônica (27 de fevereiro de 380 d. C.), por Teodósio I.
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O Desenvolvimento Histórico da Homilética
▪ No início da Idade Média, a Retórica teria um novo alento, quando a
partir do V século, ela viria constituir as sete artes liberais:
▪ Trivium (lógica, gramática, retórica)
▪ Quadrivium (aritmética, música, geometria, astronomia).
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O Desenvolvimento Histórico da Homilética
▪ (d) O Declínio dos Pregadores Judeus-Cristãos e Judeus:
▫ A pregação do estilo judeu cedeu lugar a uma pregação mais
elaborada, modelada ao senso estético grego e romano.
▫ Clemente de Alexandria (c. 150-c.215); Tertuliano (c. 150-c. 220);
Orígenes (185-254); Lactâncio (c. 240-c.320); Cipriano (200-285);
Basílio Magno (c. 330- 379); Arnobius (IV séc.), mestre de Retórica
em Sicca, na província Romana da África; Crisóstomo (c. 347-
407); Gregório de Nissa (c. 335-394); Ambrósio (340-397); João
de Antíoco (347-407) e Agostinho de Hipona (354-430).
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O Desenvolvimento Histórico da Homilética
▪ (d) O Declínio dos Pregadores Judeus-Cristãos e Judeus:
▫ Foi Orígenes quem iniciou a caminhada de transição da “homilia”
informal, para o sermão mais elaborado. Todavia, quem exerceu
maior influência na pregação cristã deste período, foi Agostinho,
na sua obra, De Doctrina Christiana (397-427), que tomando Paulo
como “modelo de eloqüência” seguiu de perto a Aristóteles e
Cícero. Estabelecendo uma relação entre os princípios da teoria
retórica com a tarefa da pregação, fazendo as adaptações
necessárias, ele insistiu – seguindo a Cícero –, que a pregação
tem três propósitos: Instruir (docere); Agradar (delectare) e
Persuadir (flectere), enfatizando este último. (AGOSTINHO, A
Doutrina Cristã, IV.16.32. p. 245.)
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O Desenvolvimento Histórico da Homilética
▪ (d) O Declínio dos Pregadores Judeus-Cristãos e Judeus:
▫ Agostinho dividiu a homiletica em de inveniende (como chegar ao
assunto) e de proferendo (como explicar o assunto). Na prática,
esta divisão sistemática corresponde hoje às homiléticas material
e formal.
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O Desenvolvimento Histórico da Homilética
▪ A grande inovação da Reforma Protestante foi tornar a Bíblia o centro
da pregação. Os discursos éticos e litúrgicos foram substituídos pela
pregação evangélica das grandes verdades bíblicas, versículo por
versículo. Martinho Lutero e João Calvino expuseram quase todos os
livros da Bíblia em forma de comentários que, ainda hoje, possuem
vasta aceitação acadêmica e espiritual. Os líderes da Reforma
Protestante deram à pregação um novo conteúdo, a graça divina em
Jesus Cristo; um novo fundamento, a Bíblia Sagrada; e um novo alvo, a
fé viva.
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O Desenvolvimento Histórico da Homilética
▪ Enquanto Lutero enfatizava o conteúdo da pregação do evangelho, a
justificação pela fé; Melanchthon ressaltava o método e a forma da
pregação. Como humanista convertido, Melanchthon escreveu, em
1519, a primeira retórica evangélica, seguida de duas publicações
homiléticas, em 1528 e 1535, respectivamente. Melanchthon sugeriu
enfatizar a unidade, um centro organizador, um pensamento principal
(loci) para o texto a ser pregado. A pregação evangélica deveria incluir:
introdução, tema, disposição, exposição do texto e conclusão.
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Os Problemas da Homilética
▪ “A fé vem pela pregação e a pregação pela palavra de Cristo" (Rm
10.17).
▪ “A palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer
espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e
espírito, juntas e medulas, e apta para discernir os pensamentos e
propósitos do coração" (Hb 4.12).
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Os Problemas da Homilética
▪ Falta de preparo adequado do pregador
▪ Falta de unidade corporal na prédica
▪ Falta de vivência real do pregador na fé cristã.
▪ Academicismo
▪ Falta de aplicação prática às necessidades existentes na igreja.
▪ Falta de equilíbrio na seleção dos textos bíblicos.
▪ Falta de prioridade da mensagem na liturgia.
▪ Falta de um bom planejamento ministerial
▪ Muitos pastores simplesmente pregam os mesmos sermões, domingo
após domingo.
▪ Sem tempo para desenvolver a mensagem
▪ Plágio.
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Os Problemas da Homilética
▪ Recebo inscrições de alguns bons homens que se destacam por enorme
[paixão] e zelo, mas com uma inegável ausência de cérebro. São irmãos
que falam sem parar sobre coisa alguma — que pisoteiam e golpeiam a
Bíblia, mas sem nenhum resultado. São sinceros, absolutamente sinceros,
com um labor imenso, do tipo mais penoso, mas nada resulta desse
esforço... portanto, normalmente tenho rejeitado suas inscrições.
(C. H. SPURGEON. Lições aos Meus Alunos: Homilética e Teologia Pastoral
(São Paulo: PES, 2015), p. 53)
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As Características da Homilética
▪ Charles W. Koller apresenta o conceito bíblico de pregação como
▪ “aquele processo único pelo qual Deus, mediante Seu mensageiro
escolhido, Se introduz na família humana e coloca pessoas perante Si,
face a face”. (KOLLER, C. W. op. cit., p. 9.)
▪ mensageiro (vocação, caráter, função) e a
▪ mensagem (conteúdo, poder, objetivo).
▪ o pregador,
▪ o(s) ouvinte(s) e
▪ Deus.
41
As Características da Homilética
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As Características da Homilética
▪ Pois resolvi nada saber entre vós, a não ser Jesus Cristo, e este,
crucificado.(1 Coríntios 2:2)
▪ Para os evangélicos, Cristo é o centro da Bíblia. Lutero ensinou
enfaticamente que “A Escritura deve ser entendida a favor de Cristo,
não contra Ele; sim, se não se refere a Ele não é verdadeira Escritura.
Tire-se Cristo da Bíblia, e que mais se encontrará nela?”.
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As Características da Homilética
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O Conteúdo da Homilética
▪ A Palavra de Deus, as Sagradas Escrituras são o conteúdo da
pregação.
▪ Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus;(1 Pedro 4:11)
▪ Por isso, nós também não deixamos de agradecer a Deus, pois quando
ouvistes de nós a sua palavra, não a recebestes como palavra de
homens, mas como a palavra de Deus, como de fato é, a qual também
atua em vós, os que credes.(1 Tessalonicenses 2:13)
▪ Minha linguagem e pregação não consistiram em palavras persuasivas
de sabedoria, mas em demonstração do poder do Espírito,(1 Coríntios
2:4)
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O Conteúdo da Homilética
▪ Portanto, somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus
exortasse por meio de nós. Em nome de Cristo, pois, pedimos que
vocês se reconciliem com Deus. (2 Coríntios 5:20)
▪ O conteúdo da homilética evangélica é a Palavra de Deus.
46
O Conteúdo da Homilética
▪ O testemunho da perdição do homem (o pecado e seu julgamento);
▪ O testemunho da história da salvação efetivada por Deus em Jesus
Cristo (Sua humilhação, encarnação, sofrimento, morte, ressurreição,
exaltação e segunda vinda);
▪ O testemunho das Escrituras e da própria experiência;
▪ O testemunho da necessidade imperativa de arrependimento e
dedicação da vida a Jesus Cristo (confissão dos pecados, fé salvadora,
vida santificada);
▪ O testemunho do julgamento sobre a incredulidade; e
▪ O testemunho das promessas para os fiéis. As mensagens apostólicas
dirigem-se ao homem integral e convidam-no a uma entrega absoluta
a Cristo (consciência, razão, sentimento e vontade).
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O Conteúdo da Homilética
▪ “Quando subimos ao púlpito, não é para que levemos conosco nossos
próprios sonhos e imaginações... Quando os homens se afastam,
mesmo no menor grau, da Palavra de Deus, não podem pregar
qualquer outra coisa, exceto mentiras, vaidades, imposturas e
enganos... Uma regra é prescrita para todos os servos de Deus: que
eles simplesmente entreguem, como que de uma pessoa para outra,
não suas próprias invenções, e sim o que receberam de Deus.”
João Calvino
48
A Importância da Homilética
▪ Pregar o evangelho significa despertar, confirmar, estimular,
consolidar e aperfeiçoar a fé (Ef 4.11ss.).
▪ Além de importante, a homilética é também nobre, "porque se
interessa exclusivamente pelo bem das almas", que são objeto do
amor infinito, da graça remidora e do poder renovador de Jesus Cristo.
"A pregação é o principal meio de difusão do cristianismo, mais poderosa
do que a página escrita, mais efetiva do que a visitação e o
aconselhamento, mais importante do que as cerimônias religiosas. É uma
necessidade sobrenatural, convence a mente, aviva a imaginação, move
os sentimentos, impulsiona poderosamente a vontade. Mas, depende do
poder do Espírito Santo. É um instrumento divino; não é resultado da
sabedoria humana, não descansa na eloquência, não é escrava da
homilética". (Ultimato 192, fevereiro de 1988, p. 7.)
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A Natureza da Homilética
▪ Os termos pregação e pregar vêm do latim praedicare, que significa
(proclamar).
▪ A. Kerysso proclamar, anunciar, tornar conhecido (61 ocorrências no
Novo Testamento). Está relacionado com o arauto (keryx), "que é
comissionado pelo seu soberano... para anunciar em alta voz alguma
notícia, para assim torná-la conhecida". (NDITNT, vol. III, p. 739).
▪ João Batista era o arauto de Deus.
▪ 1Naqueles dias, apareceu João Batista, pregando no deserto da Judeia
(Mateus 3:1)
50
A Natureza da Homilética
▪ Jesus, por Sua vez, era arauto de Seu Pai:
▪ Daí em diante Jesus começou a pregar e a dizer: — Arrependam-se,
porque está próximo o Reino dos Céus. (Mateus 4:17).
▪ Os doze discípulos, Paulo e Timóteo, arautos de Jesus:
▪ e, indo, pregai, dizendo: O reino do céu chegou. (Mateus 10:7 AS21)
▪ Mas que diz? A palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração;
isto é, a palavra da fé que pregamos. (Romanos 10:8 AS21)
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A Natureza da Homilética
▪ Um arauto fala e age em nome do seu senhor.
▪ A proclamação do arauto já é determinada.
▪ O teor principal da mensagem do arauto bíblico é o anúncio do reino de
Deus
▪ O receptor da mensagem do arauto bíblico é o mundo inteiro
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A Natureza da Homilética
▪ B. Evangelizomai, evangelizar. Quem evangeliza transmite boas novas,
uma mensagem de alegria. Assim se caracteriza a natureza da prédica
evangélica. O pregador do evangelho é o portador de boas novas, de
uma mensagem de salvação e alegria.
▪ C. Martyrein, testemunhar, testificar, ser testemunha. O testemunho
de Jesus Cristo é outra característica autêntica da prédica evangélica.
Jesus convidou seus discípulos para serem Suas testemunhas do
poder do Espírito Santo (Lc 24.48; At 1.8).
▪
53
A Natureza da Homilética
▪ D. Didaskein, ensinar. Encontramos este verbo 95 vezes no Novo
Testamento. Seu significado é sempre ensinar ou instruir. O Novo
Testamento apresenta-nos Jesus como um grande educador: (Quando
Jesus acabou de proferir estas palavras [o Sermão do Monte],
estavam as multidões maravilhadas da sua doutrina; porque ele as
ensinava como quem tem autoridade, e não como os escribas) (Mt
7.28, 29).
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O Alvo da Homilética
▪ Para T. Hawkins, "o objetivo da homilética é auxiliar na elaboração de
temas que apresentem em forma atraente uma mensagem da Palavra
de Deus, com tal eficiência que os ouvintes compreendam o que
devem fazer e sejam movidos para fazê-lo".
(T. Hawkins, Homilética Prática (Rio de Janeiro: JUERP, 1978), pp. 13-14.)
▪ Em geral, podemos dizer que o objetivo da mensagem evangélica é a
conversão, nutrição, comunhão, motivação e santificação para a vida
cristã.
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O Alvo da Homilética
▪ O alvo primário de toda e qualquer mensagem bíblica é a salvação de
pecadores perdidos (Rm 1.16).
▪ a) o testemunho da perdição eterna e depravação total do homem que
vive sem Deus ou contra Deus;
▪ b) o testemunho da salvação em Cristo Jesus pela fé;
▪ c) o testemunho da importância do arrependimento e da conversão ao
Deus vivo e verdadeiro;
▪ d) o testemunho da regeneração pelo poder do Espírito Santo;
▪ e) o testemunho da vida nova e transformada em Cristo;
▪ f) o testemunho do senhorio de Cristo em nossas vidas; e
▪ g) o testemunho da esperança viva nos discípulos autênticos.
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O Alvo da Homilética
▪ “Este conceito tinha grandes implicações na maneira como Edwards
pregava. Ele via a pregação como um meio da graça para ajudar os
santos a perseverar, via a perseverança como necessária para a
salvação final. Por este motivo, cada sermão é um “sermão para
salvação” - não somente pelo seu propósito de converter pecadores,
mas também pelo objetivo de preservar os sentimentos santos dos
crentes e, assim, habilitá-los a confirmar seu chamado e eleição, e
serem salvos.”
(JOHN PIPER. Supremacia de Deus na pregação. Shedd Publicações, p. 79-
80)
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O Alvo da Homilética
▪ “Se você for um pregador, pode tomar nota de que Deus irá ocultar de
você muito dos frutos produzidos por ele através de seu ministério.
Você verá o suficiente para se assegurar da sua bênção, mas não
tanto a ponto de fazer você pensar que poderia viver sem a mesma.
Pois o alvo de Deus é glorificar a si mesmo e não o pregador. Isto nos
leva ao tem a principal: a supremacia de Deus na pregação. Seu esboço
é intencionalmente trinitariano:
▪ O alvo da pregação: a glória de Deus
▪ A base da pregação: a cruz de Cristo
▪ O dom da pregação: o poder do Espírito Santo”
(JOHN PIPER. Supremacia de Deus na pregação. Shedd Publicações, p. 18-
19)
58
O Alvo da Homilética
▪ A pregação do evangelho, porém, não se dá por satisfeita em apenas
chamar à comunhão viva com o Senhor Jesus Cristo. Após a
conversão, a ênfase deve estar sobre as coisas que acompanham a
salvação (Hb 6.9). Nutrição, motivação, doutrinamento, perfeição,
edificação, consolidação, consagração e santificação devem
complementar a pregação evangelístico-missionária (Cl 1.28; 2.6s., Ef
3.17; 4.11ss., 1 Co 3.11). Isto deve acontecer individual e
eclesiasticamente (Rm 15.2; 1 Co 14.3s.; Ef 2.21; 1 Pe 2.5s.; 1 Co 3.9).
Como indivíduo, o cristão precisa ser aconselhado (At 20.20ss.; Jo
21.15-17; 2 Tm 4.2). Este processo de edificação e consolidação seria
impossível sem o doutrinamento (Ef 4.14; Cl 1.11).
▪
59
O Alvo da Homilética
▪ “Portanto, há três níveis de ministério da Palavra; todos eles são
cruciais e dão sustentação um ao outro.
▪ Nível 3 – A pregação publica perante um grupo de pessoas reunidas.
▪ Nível 2 – O ensino através da escrita, postagem em blogs, aulas,
pequenos grupos, mentoria e etc.
▪ Nível 1 – A explicação e aplicação da Palavra a outros cristãos e ao seu
próximo em situações informais e pessoais.”
(TIMOTHY KELLER. Pregação. Vida Nova, p. 27-37)
60
O Alvo da Homilética
▪ O terceiro alvo da pregação evangélica visa a ação diaconal de cada
membro do corpo de Jesus Cristo (Ef 4.11ss.; 1 Ts 1.9; Tt 3.8). Faz
parte da mensagem neo-testamentária que o cristão envolva-se no
serviço de Deus (1 Co 9.13; 2 Co 5.15; Gl 2.20). A verdadeira
mensagem evangélica estimula o cristão para as diversas
possibilidades ministeriais, sociais e diaconais (At 20.28; 1 Pe 5.2;
4.10; Rm 12.4- 8). Resumimos este parágrafo sobre o alvo da
homilética com a convicção paulina de jamais deixar de anunciar "todo
o desígnio de Deus" (At 20.27).
▪
61
O Alvo da Homilética
▪ 1. Conversão
▪ 2. Edificação
▪ 3. Serviço
Em tudo isso Deus é glorificado
62
HOMILÉTICA
MATERIAL
▪ O material básico
necessário à homilética.
63
Bíblia – Material Básico do Sermão
▪ A Palavra de Deus é a fonte singular para a pregação bíblica. A prédica
evangélica alimenta-se, baseia-se, origina-se, inspira-se e motiva-se
na Palavra de Deus, porque ela é o grande e inexorável reservatório da
verdade cristã. (C. W. Koller, op. cit., p. 41.)
▪ Deus fala através da Bíblia. Ela é o instrumento único e infalível pelo
qual Deus revela Sua vontade: Lâmpada para os meus pés... e luz para
os meus caminhos (Sl 119.105). Portanto, para o pregador do
evangelho, não há nenhum motivo pelo qual deva desviar-se da
Palavra de Deus. O pregador é o profeta divino que anuncia a
mensagem de Deus para sua geração. Quando o povo vai à igreja,
deseja ouvir a Palavra de Deus interpretada com fidelidade e
relevância quanto às necessidades atuais.
▪
64
Bíblia – Material Básico do Sermão
▪ A Bíblia em seu significado fundamental. Quando baseada na
revelação da Palavra de Deus, nossa pregação tem um significado
salvador. A pregação é a proclamação das boas novas das Escrituras
Sagradas. Como a revelação especial de Deus é a Palavra de Deus, a
pregação deve originar-se, basear-se e motivar-se na Palavra de
Deus.
▪ Nossa pregação deve ser textual (i. e., fiel ao texto pelo qual optamos),
escriturística (i. e., bíblica, em seu contexto doutrinário e ético),
cristológica (i. e., em seu conteúdo principal) e prática (i. e., em sua
aplicação às necessidades reais de nossas igrejas).
▪
65
A escolha do texto do sermão.
▪ Quando falamos do texto do sermão, referimo-nos a uma parte
específica das Escrituras Sagradas, que desejamos estudar para
depois expô-la a nossos ouvintes. O texto do sermão pode ser apenas
uma palavra, ou então uma frase, um pensamento, um versículo,
alguns versículos interligados ou consecutivos, um salmo, uma
ilustração, um ou mais capítulos inteiros das Escrituras Sagradas, ou
ainda um personagem.
▪
▪
▪
66
A escolha do texto do sermão.
▪ Escolha-o com, pelo menos, uma semana de antecedência;
▪ Evite optar por textos difíceis, polêmicos ou de linguagem pomposa e
extravagante;
▪ Não se limite apenas ao Novo Testamento, como faz a maioria dos
pregadores;
▪ Varie os livros bíblicos, a fim de não negligenciar nenhum dos 66; e
▪ Uma vez escolhido o texto, não mude mais, a não ser que o Espírito
Santo assim indique claramente.
67
A escolha do texto do sermão.
▪ Caso 1: Sua igreja passa por um período de crescimento numérico
notável. Muitas pessoas são recém-convertidas, mas nem todas
romperam com as práticas pecaminosas da vida anterior. Quais textos
seriam apropriados para melhorar a situação?
▪ Caso 2: O Natal se aproxima e você não deseja pregar novamente
sobre Lucas 2. Quais as alternativas que lhe restam para a escolha de
tal mensagem?
▪ Caso 3: Você nota um desinteresse geral em sua congregação quanto
à freqüência regular nos cultos semanais de estudo bíblico. O que você
pode fazer para estimular a igreja a participar do estudo bíblico?
68
A escolha do texto do sermão.
▪ Caso 4: Você está expondo o livro de Neemias e terminou no domingo
passado o capítulo 2. Como você vai definir a extensão de seus textos
para o restante dos capítulos nas próximas semanas?
▪
69
Hermenêutica - Entendendo o texto do
sermão.
▪ “Um texto não pode significar o que ele nunca significou”.
- Gordon Fee
▪ “A maioria das pessoas preocupa-se com passagens da Bíblia que não
entendem, mas as passagens que me preocupam são as que eu
entendo”
- Mark Twain
70
Hermenêutica Teológica
▪ É a disciplina da Teologia Exegética que não só ensina as regras de
interpretação, mas também a maneira de aplicá-las corretamente. É a
ferramenta que aborda com profundidade os Textos Sagrados nos
seus preciosos capítulos e versículos.
▪ O termo “Hermenêutica” procede do verbo grego hermeneuein,
usualmente traduzido por “interpretar”, e do substantivo hermeneia
que significa “interpretação”. Tanto o verbo quanto o substantivo
podem significar “traduzir, tradução”.
71
O que é então Exegese?
▪ Exegese é o estudo cuidadoso e sistemático de um texto para
comentários, visando o esclarecimento ou interpretação do mesmo. É
o estudo objetivando subsidiar o passo da interpretação do método
analítico da hermenêutica. Este estudo é desenvolvido sob as
indagações de um contexto histórico e literário. Sendo assim, a
hermenêutica é a ferramenta de interpretação e a exegese, a maneira
como usar essa ferramenta.
▪ A palavra Exegese, do grego eksegesis, cujo significado é “explicar,
interpretar, contar, descrever, relatar”. O termo é formado pela
aposição do final “isis”, expressivo de ação, ao tema verbal composto,
ek+hegeomai, cujo significado é “tiro, extraio, conduzo fora”. A
exegese é, pois, a extração dos pensamentos que assistiam ao
escritor ao redigir determinado documento.
72
O que é então Exegese?
▪ Para Gordon D. Fee e Douglas Stuart a tarefa de interpretar envolve o
estudante/leitor em dois níveis.
▪ Em primeiro lugar, é necessário escutar a Palavra que eles ouviram
(audiência original); você deve procurar compreender o que foi dito a
eles lá e antigamente (exegese).
▪ Em segundo lugar, você deve aprender a ouvir essa mesma Palavra
aqui e atualmente (audiência atual) (hermenêutica).
73
O inimigo da Exegese: A Eisegese
▪ Enquanto a exegese consiste em extrair o significado de um texto
qualquer, mediante legítimos métodos de interpretação, a Eisegese
consiste em injetar em um texto, alguma coisa que o intérprete quer
que esteja ali, mas que na verdade não faz parte do mesmo. Sendo
assim, a eisegese consiste em manipular o texto para dizer o que ele
não diz. Jamais confunda Exegese com Eisegese.
▪ Nas palavras de Calvino é necessário orar e labutar para entendermos
corretamente as Escrituras: orar por iluminação do Espírito e labutar
estudando as Escrituras, usando todos os recursos disponíveis.
74
Princípios de interpretação da Bíblia
▪ São cinco os princípios que devem orientar o trabalho do intérprete:
▪ • Princípio do contexto
▪ • Princípio histórico
▪ • Princípio gramatical
▪ • Princípio teológico
▪ • Princípio prático
75
Princípios de interpretação da Bíblia
▪ Princípio do contexto: Todo texto bíblico precisa ser interpretado à luz
do seu contexto.
▪ Contexto imediato
▪ Trata-se do capítulo onde o texto se insere e dos capítulos que
antecedem e sucedem o texto.
▪ Contexto amplo
▪ Abrange uma área maior de Escritura que leva em consideração todo o
livro que se estuda ou até o pensamento geral do autor.
76
Princípios de interpretação da Bíblia
▪ Princípio histórico: Todo texto bíblico precisa ser interpretado à luz do
seu contexto histórico.
▪ Aspecto geográfico
▪ Aspecto social
▪ Aspecto econômico
77
Princípios de interpretação da Bíblia
▪ Princípio gramatical: Para se interpretar um texto, é preciso se levar
em conta as línguas bíblicas e seu uso, bem como os diferentes
estilos literários da Bíblia.
▪ • As próprias línguas
▪ • As palavras mudam seu significado
▪ • As traduções da Bíblia
▪ • A leitura correta da Bíblia
▪ • Os estilos literários da Bíblia
78
Princípios de interpretação da Bíblia
▪ Princípio teológico: Todo texto bíblico está inserido num contexto
teológico que precisa ser identificado e analisado.
79
Princípios de interpretação da Bíblia
▪ Princípio prático: Todo texto bíblico precisa ser interpretado com
vistas à sua aplicação ao homem de hoje.
80
Princípios de interpretação da Bíblia
▪ Princípio prático: Todo texto bíblico precisa ser interpretado com
vistas à sua aplicação ao homem de hoje.
81
1.
TRANSITION
HEADLINE
Let’s start with the first set of slides
“Quotations are commonly
printed as a means of
inspiration and to invoke
philosophical thoughts
from the reader.
83
THIS IS A SLIDE TITLE
▪ Here you have a list of items
▪ And some text
▪ But remember not to overload your slides with
content
Your audience will listen to you or read the content,
but won’t do both.
84
BIG CONCEPT
Bring the attention of your audience over
a key concept using icons or illustrations
85
White
Is the color of milk and fresh
snow, the color produced by the
combination of all the colors of
the visible spectrum.
YOU CAN ALSO SPLIT YOUR
CONTENT
Black
Is the color of coal, ebony, and
of outer space. It is the darkest
color, the result of the absence
of or complete absorption of
light.
86
IN TWO OR THREE COLUMNS
Yellow
Is the color of gold,
butter and ripe lemons.
In the spectrum of
visible light, yellow is
found between green
and orange.
Blue
Is the colour of the
clear sky and the deep
sea. It is located
between violet and
green on the optical
spectrum.
Red
Is the color of blood,
and because of this it
has historically been
associated with
sacrifice, danger and
courage.
87
A PICTURE IS WORTH
A THOUSAND
WORDS
A complex idea can be conveyed with
just a single still image, namely making
it possible to absorb large amounts of
data quickly.
88
Want big impact?
Use big image.
89
USE CHARTS TO EXPLAIN YOUR
IDEAS
Gray
White Black
90
AND TABLES TO COMPARE DATA
A B C
Yellow 10 20 7
Blue 30 15 10
Orange 5 24 16
91
MAPS
our office
92
89,526,124
Whoa! That’s a big number, aren’t you proud?
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89,526,124$
That’s a lot of money
100%
Total success!
185,244 users
And a lot of users
94
OUR PROCESS IS EASY
first last
second
95
LET’S REVIEW SOME CONCEPTS
Yellow
Is the color of gold, butter and
ripe lemons. In the spectrum of
visible light, yellow is found
between green and orange.
Blue
Is the colour of the clear sky
and the deep sea. It is located
between violet and green on
the optical spectrum.
Red
Is the color of blood, and
because of this it has
historically been associated
with sacrifice, danger and
courage.
Yellow
Is the color of gold, butter and
ripe lemons. In the spectrum of
visible light, yellow is found
between green and orange.
Blue
Is the colour of the clear sky
and the deep sea. It is located
between violet and green on
the optical spectrum.
Red
Is the color of blood, and
because of this it has
historically been associated
with sacrifice, danger and
courage.
96
You can insert graphs from Google Sheets
97
ANDROID
PROJECT
Show and explain your
web, app or software
projects using these
gadget templates.
Place your screenshot here
98
Place your screenshot
here
iPHONE
PROJECT
Show and explain your
web, app or software
projects using these
gadget templates.
99
Place your screenshot here
TABLET
PROJECT
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web, app or software
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100
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DESKTOP
PROJECT
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web, app or software
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101
THANKS!
Any questions?
You can find me at:
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102
CREDITS
Special thanks to all the people who made and
released these awesome resources for free:
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PRESENTATION DESIGN
This presentation uses the following typographies and colors:
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104
SlidesCarnival icons are editable
shapes.
This means that you can:
● Resize them without
losing quality.
● Change fill color and
opacity.
● Change line color, width
and style.
Isn’t that nice? :)
Examples:
105
Now you can use any emoji as an icon!
And of course it resizes without losing quality and you can change the color.
How? Follow Google instructions
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😉😋😒😭👶😸🐟🍒🍔💣📌📖🔨🎃🎈
🎨🏈🏰🌏🔌🔑and many more...
😉
106

HOMILÉTICA (1).pptx

  • 1.
  • 2.
    INTRODUÇÃO ▪ Pregação aoalcance de todos de Hans Ulrich Reifler. Ed. Vida Nova. ▪ Curso introdutório de homilética de Hermisten Maia. Ed. Monergismo. ▪ Como funcionam os sermões de David P. Murray. Ed. Evangelical Press. 2
  • 3.
    INTRODUÇÃO ▪ Homilética fundamental ▪Homilética material ▪ Homilética formal 3
  • 4.
    INTRODUÇÃO ▪ Homilética fundamental- referimo-nos ao conceito de homilética, ou seja, abordamos questões introdutórias, tais como: origem, significado, tarefa, desenvolvimento histórico, problemas, características, conteúdo e importância. 4
  • 5.
    INTRODUÇÃO ▪ Homilética material– abordaremos o material básico para se fazer homilética. O aluno aprende a lidar com as versões em português da Bíblia, incluindo a Bíblia Vida Nova, chaves bíblicas, concordâncias, dicionários, léxicos, comentários, harmonias e panoramas bíblicos. 5
  • 6.
    INTRODUÇÃO ▪ Homilética formal– analisa a estrutura, a apresentação e as formas alternativas da pregação bíblica. 6
  • 7.
    INTRODUÇÃO ▪ Objetivo –Que o estudante da Palavra de Deus prepare suas mensagens com dedicação, sinceridade e fidelidade, sob a orientação indispensável do Espírito Santo e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo (2 Co 10.5), para que o evangelho eterno de Jesus Cristo seja pregado, ouvido, entendido e obedecido em nossos dias. "Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê..." (Rm 1.16). 7
  • 8.
  • 9.
    Origem, Significado eTarefa da Homilética ▪ O termo (homilética) deriva do substantivo grego "homilia", que significa literalmente "associação", "companhia", e do verbo homileo, que significa "falar", "conversar". ▪ O Novo Testamento emprega o substantivo homilia em 1 Coríntios 15.33: “as más conversações corrompem os bons costumes”. 9
  • 10.
    Origem, Significado eTarefa da Homilética ▪ O termo "homilética" surgiu durante o Iluminismo, entre os séculos XVII e XVIII, quando as principais disciplinas teológicas receberam nomes gregos, como, por exemplo, dogmática, apologética e hermenêutica. 10
  • 11.
    Origem, Significado eTarefa da Homilética ▪ Na Alemanha, Stier propôs o nome Keríctica, derivado de keryx, que significa "arauto". Sikel sugeriu haliêutica, derivado de halieos, que significa "pescador". 11
  • 12.
    Origem, Significado eTarefa da Homilética ▪ Homilos, que significa "multidão", "turma", "assembleia do povo" (cf. Ap 18.17); ▪ Homilia, que significa "associação", "companhia" (cf. 1 Co 15.33); e ▪ Homileo, que significa "falar", "conversar" (cf. Lc 24.14s.; At 20.11,24.26). 12
  • 13.
    Origem, Significado eTarefa da Homilética ▪ Homileo, que significa "falar", "conversar" (cf. Lc 24.14s.; At 20.11,24.26). ▪ E iam conversando a respeito de tudo o que tinha acontecido. (Lucas 24:14 NAA) ▪ Subindo de novo, Paulo partiu o pão e comeu. E lhes falou ainda muito tempo até o amanhecer. E, assim, partiu. (Atos 20:11 NAA) ▪ Ao mesmo tempo, esperava que Paulo lhe desse dinheiro. Por isso, chamando-o mais frequentemente, conversava com ele. (Atos 24:26 NAA) 13
  • 14.
    Origem, Significado eTarefa da Homilética ▪ O termo "homilética" firmou-se e foi mundialmente aceito para referir-se à disciplina teológica que estuda a ciência, a arte e a técnica de analisar, estruturar e entregar a mensagem do evangelho. 14
  • 15.
    Origem, Significado eTarefa da Homilética ▪ "A homilética ▪ é ciência, quando considerada sob o ponto de vista de seus fundamentos teóricos (históricos, psicológicos e sociais); ▪ é arte, quando considerada em seus aspectos estéticos (a beleza do conteúdo e da forma); e ▪ é técnica, quando considerada pelo modo específico de sua execução ou ensino." 15
  • 16.
    Origem, Significado eTarefa da Homilética ▪ “A Homilética é a ciência da qual a arte é a pregação e cujo produto é o sermão.” (W. BLACKWOOD, A Preparação de Sermões, p. 21.) ▪ “Homilética é a ciência que ensina os princípios fundamentais de discursos em público, aplicados na proclamação e ensino da verdade divina em reuniões regulares congregadas para o culto divino.” (J. A. BROADUS, O Preparo e Entrega de Sermões, p. 10) ▪ “A adaptação da retórica às finalidades especiais e aos reclamos da prédica cristã.” (J. A. BROADUS, O Preparo e Entrega de Sermões, p. 10. 16
  • 17.
    Origem, Significado eTarefa da Homilética ▪ “A ciência que trata da análise, classificação, preparação, composição e entrega de sermões. (Encyclopaedia Britannica, Vol. 11, p. 706.) ▪ “É a arte de compor e entregar sermões.” (CHAMPLIN & BENTES, Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, Vol. II, p. 154.) ▪ Sem dúvida, a Homilética é uma arte – já que exige força criativa –, que consiste na aplicação e adaptação dos princípios gerais da retórica à elaboração e transmissão do sermão. Assim sendo, podemos chamar a Homilética de “Retórica Sagrada”. (GOUVÊA Jr. Lições de Retórica Sagrada) 17
  • 18.
    A Relação entrea Homilética e as outras disciplinas ▪ Retórica - é a arte de falar bem, visando a instrução e principalmente a persuasão. O fim da Retórica é convencer e, o instrumento de que dispõe é a palavra. Creio que Demócrito (c. 460- c.370 aC.), estava certo ao afirmar que “para a persuasão a palavra freqüentemente é mais forte que o ouro.” (HERMISTEN MAIA. Curso introdutório de homilética, p. 7) 18
  • 19.
    A Relação entrea Homilética e as outras disciplinas ▪ Oratória - surgiu na Sicília no século V a.C., e foi criada para os advogados na época que agiam tentando rever os bens e as propriedades de seus clientes tomadas pelos tiranos. ▪ Compõem a oratória: ▪ – a forma como o orador se apresenta; ▪ – sua postura; ▪ – sua imagem; ▪ – e sobretudo o poder de argumentação. ▪ Tudo isso contribui para convencer ou não o interlocutor. 19
  • 20.
    A Relação entrea Homilética e as outras disciplinas ▪ A Homilética se propõe a utilizar alguns dos recursos da Retórica para a transmissão da Palavra de Deus; Se a Retórica visa convencer o homem quanto a qualquer tema; a Homilética, diferentemente, procura oferecer recursos para que possamos convencer – humanamente falando –, o homem quanto à necessidade de arrependimento e fé em Jesus Cristo. ▪ O seu objetivo, portanto, é mais nobre pois, está comprometido com a ordem de Cristo (Mt 28.20; Mc 16.15; At 1.8), a prática apostólica (Cf. At 13.43; 17.4; 19.8; 26.28; 28.23; 2Co 5.11) e a necessidade presente do homem, de encontrar a salvação em Cristo Jesus, e somente Nele (At 4.12). 20
  • 21.
    A Relação entrea Homilética e as outras disciplinas ▪ Hermenêutica Teológica ▪ A Hermenêutica Teológica que tem no seu cerne a texto bíblico deixa claro em que medida o texto original deve ser tratado com uma especial atenção. É a disciplina da Teologia Exegética que não só ensina as regras de interpretação, mas também a maneira de aplicá- las corretamente. É a ferramenta que aborda com profundidade os textos sagrados nos seus preciosos capítulos e versículos. ▪ O termo Hermenêutica procede do verbo grego hermeneuein, usualmente traduzido por “interpretar”, e do substantivo hermeneia que significa “interpretação”. Tanto o verbo quanto o substantivo podem significar “traduzir, tradução”. 21
  • 22.
    A Relação entrea Homilética e as outras disciplinas ▪ Exegese ▪ É o estudo cuidadoso e sistemático de um texto para comentários, visando o esclarecimento ou interpretação do mesmo. É o estudo objetivando subsidiar o passo da interpretação do método analítico da hermenêutica. Este estudo é desenvolvido sob as indagações de um contexto histórico e literário. Sendo assim, a hermenêutica é a ferramenta de interpretação e a exegese, a maneira como usar essa ferramenta. ▪ A palavra Exegese, do grego eksegesis, cujo significado é “explicar, interpretar, contar, descrever, relatar”. Significa, segundo o contexto, narrativa, explicação, interpretação. 22
  • 23.
    O Desenvolvimento Históricoda Homilética ▪ O modelo predominante no período profético era a palavra vinda diretamente do Senhor ("assim diz o Senhor") que os profetas anunciavam e ilustravam em sua próprias vidas: uma prostituta como esposa (Oséias); nomes dos filhos (Is 7.3, 8.3); cinto (Jr 13.1-11); o vaso do oleiro (Jr 18.1-17); a botija quebrada (Jr 19.1-15). ▪ Após o exílio, desenvolveu-se a homilia primitiva, em que passagens das Escrituras Sagradas eram lidas em público ou nas sinagogas (Ne 8.1-18). 23
  • 24.
    O Desenvolvimento Históricoda Homilética ▪ Por volta de 500-300 a. C., os gregos Córax, Sócrates, Platão e Aristóteles desenvolveram a retórica, aperfeiçoada pelos romanos na forma da oratória (principalmente Cícero, em cerca de 106-43 a. C.). ▪ Jesus, no entanto, pregou o evangelho do reino de Deus com simplicidade, utilizando principalmente parábolas (Mt 13.34s.; Mc 4.10-12, 33, 34) e aplicando textos do Antigo Testamento à Sua própria vida (Lc 4.16-22). Uma análise do livro de Atos revela cinco elementos básicos comuns às mensagens apostólicas: (1) o Messias prometido no Antigo Testamento; (2) a morte expiatória de Jesus Cristo; (3) Sua ressurreição pelo poder do Espírito Santo; (4) a gloriosa volta de Cristo; (5) e o apelo ao ouvinte para que se arrependesse e cresse no evangelho. 24
  • 25.
    O Desenvolvimento Históricoda Homilética ▪ A maioria dos cristãos antigos, portanto, seguiu o exemplo da sinagoga, lendo e explicando de modo simples e popular as Escrituras do Antigo Testamento e do Novo. Não se percebe muito esforço em estruturar um esboço homilético ou um tema organizador. A homilia cristã apenas ▪ “segue a ordem natural do texto da Escritura e visa meramente ressaltar, mediante a elaboração e aplicação, as sucessivas partes da passagem como esta se apresenta”. (KOLLER, C. W. Pregação Expositiva sem Anotações. São Paulo: Mundo Cristão, 1984, p. 21.) 25
  • 26.
    O Desenvolvimento Históricoda Homilética ▪ Os primeiros pregadores cristãos não se preocuparam com a Retórica clássica e, menos ainda com palavras de sabedoria (1Co 2.4,5). Eles seguiram o estilo dos escribas e anciãos da Sinagoga, evitando num primeiro momento, qualquer tipo de helenização” ▪ Minha linguagem e pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria, mas em demonstração do poder do Espírito, 5para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, mas no poder de Deus. (1 Coríntios 2:4-5 AS21) ▪ 26
  • 27.
    O Desenvolvimento Históricoda Homilética ▪ 1) Se eles queriam evangelizar os judeus, teriam que entrar no seu campo de estudo – o Antigo Testamento. ▪ 2) Qualquer tentativa de discurso que refletisse uma retórica grega causaria problemas de ordem cultural. ▪ 3) Os primeiros pregadores cristãos, em sua grande maioria, ignoravam a retórica grega. ▪ 4) O descrédito da Retórica por causa dos falsos mestres 27
  • 28.
    O Desenvolvimento Históricoda Homilética ▪ No período pós-apostólico as homilias consistiam numa simples exposição popular de alguma passagem das Escrituras lida na Congregação. Esta exposição, que tinha um caráter informal – tendo pouco ou nada a ver com a retórica grega –, era acompanhada de reflexões e exortações morais. Com o passar do tempo, a pregação cristã foi se tornando mais elaborada, deixando gradativamente o seu caráter até certo ponto informal. Esta transformação deve-se fundamentalmente aos seguintes motivos: 28
  • 29.
    O Desenvolvimento Históricoda Homilética ▪ No período pós-apostólico as homilias consistiam numa simples exposição popular de alguma passagem das Escrituras lida na Congregação. Esta exposição, que tinha um caráter informal – tendo pouco ou nada a ver com a retórica grega –, era acompanhada de reflexões e exortações morais. Com o passar do tempo, a pregação cristã foi se tornando mais elaborada, deixando gradativamente o seu caráter até certo ponto informal. Esta transformação deve-se fundamentalmente aos seguintes motivos: ▪ (a) A disseminação do Evangelho entre os gentios ▪ (b) A Conversão de homens que já tinham sido treinados na Retórica 29
  • 30.
    O Desenvolvimento Históricoda Homilética ▪ (c) Ênfase na Retórica ▪ “Os cristãos, de fato, não se distinguem dos outros homens, nem por sua terra, nem por língua ou costumes. Com efeito, não moram em cidades próprias, nem falam língua estranha, nem têm algum modo especial de viver. Sua doutrina não foi inventada por eles, graças ao talento e especulação de homens curiosos, nem professam, como outros, algum ensinamento humano. Pelo contrário, vivendo em cidades gregas e bárbaras, conforme a sorte de cada um, e adaptando-se aos costumes do lugar quanto à roupa, ao alimento e ao resto, testemunham um modo de vida social admirável e, sem dúvida, paradoxal. Vivem na sua pátria, mas como forasteiros; participam de tudo como cristãos e suportam tudo como estrangeiros. Toda pátria estrangeira é pátria deles, e cada pátria é estrangeira. Casam-se como todos e geram filhos, mas não abandonam os recém-nascidos. 30
  • 31.
    O Desenvolvimento Históricoda Homilética ▪ Põem a mesa em comum, mas não o leito; estão na carne, mas não vivem segundo a carne; moram na terra, mas têm sua cidadania no céu; obedecem às leis; amam a todos e são perseguidos por todos (...). Pelos judeus são combatidos como estrangeiros, pelos gregos são perseguidos, e aqueles que os odeiam não saberiam dizer o motivo do ódio.” (Carta a Diogneto, V.1-11,17, p. 22-23.) ▪ Édito de Milão (13 de junho de 313 d. C.), por Constantino. ▪ Édito de Tessalônica (27 de fevereiro de 380 d. C.), por Teodósio I. 31
  • 32.
    O Desenvolvimento Históricoda Homilética ▪ No início da Idade Média, a Retórica teria um novo alento, quando a partir do V século, ela viria constituir as sete artes liberais: ▪ Trivium (lógica, gramática, retórica) ▪ Quadrivium (aritmética, música, geometria, astronomia). 32
  • 33.
    O Desenvolvimento Históricoda Homilética ▪ (d) O Declínio dos Pregadores Judeus-Cristãos e Judeus: ▫ A pregação do estilo judeu cedeu lugar a uma pregação mais elaborada, modelada ao senso estético grego e romano. ▫ Clemente de Alexandria (c. 150-c.215); Tertuliano (c. 150-c. 220); Orígenes (185-254); Lactâncio (c. 240-c.320); Cipriano (200-285); Basílio Magno (c. 330- 379); Arnobius (IV séc.), mestre de Retórica em Sicca, na província Romana da África; Crisóstomo (c. 347- 407); Gregório de Nissa (c. 335-394); Ambrósio (340-397); João de Antíoco (347-407) e Agostinho de Hipona (354-430). 33
  • 34.
    O Desenvolvimento Históricoda Homilética ▪ (d) O Declínio dos Pregadores Judeus-Cristãos e Judeus: ▫ Foi Orígenes quem iniciou a caminhada de transição da “homilia” informal, para o sermão mais elaborado. Todavia, quem exerceu maior influência na pregação cristã deste período, foi Agostinho, na sua obra, De Doctrina Christiana (397-427), que tomando Paulo como “modelo de eloqüência” seguiu de perto a Aristóteles e Cícero. Estabelecendo uma relação entre os princípios da teoria retórica com a tarefa da pregação, fazendo as adaptações necessárias, ele insistiu – seguindo a Cícero –, que a pregação tem três propósitos: Instruir (docere); Agradar (delectare) e Persuadir (flectere), enfatizando este último. (AGOSTINHO, A Doutrina Cristã, IV.16.32. p. 245.) 34
  • 35.
    O Desenvolvimento Históricoda Homilética ▪ (d) O Declínio dos Pregadores Judeus-Cristãos e Judeus: ▫ Agostinho dividiu a homiletica em de inveniende (como chegar ao assunto) e de proferendo (como explicar o assunto). Na prática, esta divisão sistemática corresponde hoje às homiléticas material e formal. 35
  • 36.
    O Desenvolvimento Históricoda Homilética ▪ A grande inovação da Reforma Protestante foi tornar a Bíblia o centro da pregação. Os discursos éticos e litúrgicos foram substituídos pela pregação evangélica das grandes verdades bíblicas, versículo por versículo. Martinho Lutero e João Calvino expuseram quase todos os livros da Bíblia em forma de comentários que, ainda hoje, possuem vasta aceitação acadêmica e espiritual. Os líderes da Reforma Protestante deram à pregação um novo conteúdo, a graça divina em Jesus Cristo; um novo fundamento, a Bíblia Sagrada; e um novo alvo, a fé viva. 36
  • 37.
    O Desenvolvimento Históricoda Homilética ▪ Enquanto Lutero enfatizava o conteúdo da pregação do evangelho, a justificação pela fé; Melanchthon ressaltava o método e a forma da pregação. Como humanista convertido, Melanchthon escreveu, em 1519, a primeira retórica evangélica, seguida de duas publicações homiléticas, em 1528 e 1535, respectivamente. Melanchthon sugeriu enfatizar a unidade, um centro organizador, um pensamento principal (loci) para o texto a ser pregado. A pregação evangélica deveria incluir: introdução, tema, disposição, exposição do texto e conclusão. 37
  • 38.
    Os Problemas daHomilética ▪ “A fé vem pela pregação e a pregação pela palavra de Cristo" (Rm 10.17). ▪ “A palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração" (Hb 4.12). 38
  • 39.
    Os Problemas daHomilética ▪ Falta de preparo adequado do pregador ▪ Falta de unidade corporal na prédica ▪ Falta de vivência real do pregador na fé cristã. ▪ Academicismo ▪ Falta de aplicação prática às necessidades existentes na igreja. ▪ Falta de equilíbrio na seleção dos textos bíblicos. ▪ Falta de prioridade da mensagem na liturgia. ▪ Falta de um bom planejamento ministerial ▪ Muitos pastores simplesmente pregam os mesmos sermões, domingo após domingo. ▪ Sem tempo para desenvolver a mensagem ▪ Plágio. 39
  • 40.
    Os Problemas daHomilética ▪ Recebo inscrições de alguns bons homens que se destacam por enorme [paixão] e zelo, mas com uma inegável ausência de cérebro. São irmãos que falam sem parar sobre coisa alguma — que pisoteiam e golpeiam a Bíblia, mas sem nenhum resultado. São sinceros, absolutamente sinceros, com um labor imenso, do tipo mais penoso, mas nada resulta desse esforço... portanto, normalmente tenho rejeitado suas inscrições. (C. H. SPURGEON. Lições aos Meus Alunos: Homilética e Teologia Pastoral (São Paulo: PES, 2015), p. 53) 40
  • 41.
    As Características daHomilética ▪ Charles W. Koller apresenta o conceito bíblico de pregação como ▪ “aquele processo único pelo qual Deus, mediante Seu mensageiro escolhido, Se introduz na família humana e coloca pessoas perante Si, face a face”. (KOLLER, C. W. op. cit., p. 9.) ▪ mensageiro (vocação, caráter, função) e a ▪ mensagem (conteúdo, poder, objetivo). ▪ o pregador, ▪ o(s) ouvinte(s) e ▪ Deus. 41
  • 42.
    As Características daHomilética 42
  • 43.
    As Características daHomilética ▪ Pois resolvi nada saber entre vós, a não ser Jesus Cristo, e este, crucificado.(1 Coríntios 2:2) ▪ Para os evangélicos, Cristo é o centro da Bíblia. Lutero ensinou enfaticamente que “A Escritura deve ser entendida a favor de Cristo, não contra Ele; sim, se não se refere a Ele não é verdadeira Escritura. Tire-se Cristo da Bíblia, e que mais se encontrará nela?”. 43
  • 44.
    As Características daHomilética 44
  • 45.
    O Conteúdo daHomilética ▪ A Palavra de Deus, as Sagradas Escrituras são o conteúdo da pregação. ▪ Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus;(1 Pedro 4:11) ▪ Por isso, nós também não deixamos de agradecer a Deus, pois quando ouvistes de nós a sua palavra, não a recebestes como palavra de homens, mas como a palavra de Deus, como de fato é, a qual também atua em vós, os que credes.(1 Tessalonicenses 2:13) ▪ Minha linguagem e pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria, mas em demonstração do poder do Espírito,(1 Coríntios 2:4) 45
  • 46.
    O Conteúdo daHomilética ▪ Portanto, somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por meio de nós. Em nome de Cristo, pois, pedimos que vocês se reconciliem com Deus. (2 Coríntios 5:20) ▪ O conteúdo da homilética evangélica é a Palavra de Deus. 46
  • 47.
    O Conteúdo daHomilética ▪ O testemunho da perdição do homem (o pecado e seu julgamento); ▪ O testemunho da história da salvação efetivada por Deus em Jesus Cristo (Sua humilhação, encarnação, sofrimento, morte, ressurreição, exaltação e segunda vinda); ▪ O testemunho das Escrituras e da própria experiência; ▪ O testemunho da necessidade imperativa de arrependimento e dedicação da vida a Jesus Cristo (confissão dos pecados, fé salvadora, vida santificada); ▪ O testemunho do julgamento sobre a incredulidade; e ▪ O testemunho das promessas para os fiéis. As mensagens apostólicas dirigem-se ao homem integral e convidam-no a uma entrega absoluta a Cristo (consciência, razão, sentimento e vontade). 47
  • 48.
    O Conteúdo daHomilética ▪ “Quando subimos ao púlpito, não é para que levemos conosco nossos próprios sonhos e imaginações... Quando os homens se afastam, mesmo no menor grau, da Palavra de Deus, não podem pregar qualquer outra coisa, exceto mentiras, vaidades, imposturas e enganos... Uma regra é prescrita para todos os servos de Deus: que eles simplesmente entreguem, como que de uma pessoa para outra, não suas próprias invenções, e sim o que receberam de Deus.” João Calvino 48
  • 49.
    A Importância daHomilética ▪ Pregar o evangelho significa despertar, confirmar, estimular, consolidar e aperfeiçoar a fé (Ef 4.11ss.). ▪ Além de importante, a homilética é também nobre, "porque se interessa exclusivamente pelo bem das almas", que são objeto do amor infinito, da graça remidora e do poder renovador de Jesus Cristo. "A pregação é o principal meio de difusão do cristianismo, mais poderosa do que a página escrita, mais efetiva do que a visitação e o aconselhamento, mais importante do que as cerimônias religiosas. É uma necessidade sobrenatural, convence a mente, aviva a imaginação, move os sentimentos, impulsiona poderosamente a vontade. Mas, depende do poder do Espírito Santo. É um instrumento divino; não é resultado da sabedoria humana, não descansa na eloquência, não é escrava da homilética". (Ultimato 192, fevereiro de 1988, p. 7.) 49
  • 50.
    A Natureza daHomilética ▪ Os termos pregação e pregar vêm do latim praedicare, que significa (proclamar). ▪ A. Kerysso proclamar, anunciar, tornar conhecido (61 ocorrências no Novo Testamento). Está relacionado com o arauto (keryx), "que é comissionado pelo seu soberano... para anunciar em alta voz alguma notícia, para assim torná-la conhecida". (NDITNT, vol. III, p. 739). ▪ João Batista era o arauto de Deus. ▪ 1Naqueles dias, apareceu João Batista, pregando no deserto da Judeia (Mateus 3:1) 50
  • 51.
    A Natureza daHomilética ▪ Jesus, por Sua vez, era arauto de Seu Pai: ▪ Daí em diante Jesus começou a pregar e a dizer: — Arrependam-se, porque está próximo o Reino dos Céus. (Mateus 4:17). ▪ Os doze discípulos, Paulo e Timóteo, arautos de Jesus: ▪ e, indo, pregai, dizendo: O reino do céu chegou. (Mateus 10:7 AS21) ▪ Mas que diz? A palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração; isto é, a palavra da fé que pregamos. (Romanos 10:8 AS21) 51
  • 52.
    A Natureza daHomilética ▪ Um arauto fala e age em nome do seu senhor. ▪ A proclamação do arauto já é determinada. ▪ O teor principal da mensagem do arauto bíblico é o anúncio do reino de Deus ▪ O receptor da mensagem do arauto bíblico é o mundo inteiro 52
  • 53.
    A Natureza daHomilética ▪ B. Evangelizomai, evangelizar. Quem evangeliza transmite boas novas, uma mensagem de alegria. Assim se caracteriza a natureza da prédica evangélica. O pregador do evangelho é o portador de boas novas, de uma mensagem de salvação e alegria. ▪ C. Martyrein, testemunhar, testificar, ser testemunha. O testemunho de Jesus Cristo é outra característica autêntica da prédica evangélica. Jesus convidou seus discípulos para serem Suas testemunhas do poder do Espírito Santo (Lc 24.48; At 1.8). ▪ 53
  • 54.
    A Natureza daHomilética ▪ D. Didaskein, ensinar. Encontramos este verbo 95 vezes no Novo Testamento. Seu significado é sempre ensinar ou instruir. O Novo Testamento apresenta-nos Jesus como um grande educador: (Quando Jesus acabou de proferir estas palavras [o Sermão do Monte], estavam as multidões maravilhadas da sua doutrina; porque ele as ensinava como quem tem autoridade, e não como os escribas) (Mt 7.28, 29). 54
  • 55.
    O Alvo daHomilética ▪ Para T. Hawkins, "o objetivo da homilética é auxiliar na elaboração de temas que apresentem em forma atraente uma mensagem da Palavra de Deus, com tal eficiência que os ouvintes compreendam o que devem fazer e sejam movidos para fazê-lo". (T. Hawkins, Homilética Prática (Rio de Janeiro: JUERP, 1978), pp. 13-14.) ▪ Em geral, podemos dizer que o objetivo da mensagem evangélica é a conversão, nutrição, comunhão, motivação e santificação para a vida cristã. 55
  • 56.
    O Alvo daHomilética ▪ O alvo primário de toda e qualquer mensagem bíblica é a salvação de pecadores perdidos (Rm 1.16). ▪ a) o testemunho da perdição eterna e depravação total do homem que vive sem Deus ou contra Deus; ▪ b) o testemunho da salvação em Cristo Jesus pela fé; ▪ c) o testemunho da importância do arrependimento e da conversão ao Deus vivo e verdadeiro; ▪ d) o testemunho da regeneração pelo poder do Espírito Santo; ▪ e) o testemunho da vida nova e transformada em Cristo; ▪ f) o testemunho do senhorio de Cristo em nossas vidas; e ▪ g) o testemunho da esperança viva nos discípulos autênticos. 56
  • 57.
    O Alvo daHomilética ▪ “Este conceito tinha grandes implicações na maneira como Edwards pregava. Ele via a pregação como um meio da graça para ajudar os santos a perseverar, via a perseverança como necessária para a salvação final. Por este motivo, cada sermão é um “sermão para salvação” - não somente pelo seu propósito de converter pecadores, mas também pelo objetivo de preservar os sentimentos santos dos crentes e, assim, habilitá-los a confirmar seu chamado e eleição, e serem salvos.” (JOHN PIPER. Supremacia de Deus na pregação. Shedd Publicações, p. 79- 80) 57
  • 58.
    O Alvo daHomilética ▪ “Se você for um pregador, pode tomar nota de que Deus irá ocultar de você muito dos frutos produzidos por ele através de seu ministério. Você verá o suficiente para se assegurar da sua bênção, mas não tanto a ponto de fazer você pensar que poderia viver sem a mesma. Pois o alvo de Deus é glorificar a si mesmo e não o pregador. Isto nos leva ao tem a principal: a supremacia de Deus na pregação. Seu esboço é intencionalmente trinitariano: ▪ O alvo da pregação: a glória de Deus ▪ A base da pregação: a cruz de Cristo ▪ O dom da pregação: o poder do Espírito Santo” (JOHN PIPER. Supremacia de Deus na pregação. Shedd Publicações, p. 18- 19) 58
  • 59.
    O Alvo daHomilética ▪ A pregação do evangelho, porém, não se dá por satisfeita em apenas chamar à comunhão viva com o Senhor Jesus Cristo. Após a conversão, a ênfase deve estar sobre as coisas que acompanham a salvação (Hb 6.9). Nutrição, motivação, doutrinamento, perfeição, edificação, consolidação, consagração e santificação devem complementar a pregação evangelístico-missionária (Cl 1.28; 2.6s., Ef 3.17; 4.11ss., 1 Co 3.11). Isto deve acontecer individual e eclesiasticamente (Rm 15.2; 1 Co 14.3s.; Ef 2.21; 1 Pe 2.5s.; 1 Co 3.9). Como indivíduo, o cristão precisa ser aconselhado (At 20.20ss.; Jo 21.15-17; 2 Tm 4.2). Este processo de edificação e consolidação seria impossível sem o doutrinamento (Ef 4.14; Cl 1.11). ▪ 59
  • 60.
    O Alvo daHomilética ▪ “Portanto, há três níveis de ministério da Palavra; todos eles são cruciais e dão sustentação um ao outro. ▪ Nível 3 – A pregação publica perante um grupo de pessoas reunidas. ▪ Nível 2 – O ensino através da escrita, postagem em blogs, aulas, pequenos grupos, mentoria e etc. ▪ Nível 1 – A explicação e aplicação da Palavra a outros cristãos e ao seu próximo em situações informais e pessoais.” (TIMOTHY KELLER. Pregação. Vida Nova, p. 27-37) 60
  • 61.
    O Alvo daHomilética ▪ O terceiro alvo da pregação evangélica visa a ação diaconal de cada membro do corpo de Jesus Cristo (Ef 4.11ss.; 1 Ts 1.9; Tt 3.8). Faz parte da mensagem neo-testamentária que o cristão envolva-se no serviço de Deus (1 Co 9.13; 2 Co 5.15; Gl 2.20). A verdadeira mensagem evangélica estimula o cristão para as diversas possibilidades ministeriais, sociais e diaconais (At 20.28; 1 Pe 5.2; 4.10; Rm 12.4- 8). Resumimos este parágrafo sobre o alvo da homilética com a convicção paulina de jamais deixar de anunciar "todo o desígnio de Deus" (At 20.27). ▪ 61
  • 62.
    O Alvo daHomilética ▪ 1. Conversão ▪ 2. Edificação ▪ 3. Serviço Em tudo isso Deus é glorificado 62
  • 63.
    HOMILÉTICA MATERIAL ▪ O materialbásico necessário à homilética. 63
  • 64.
    Bíblia – MaterialBásico do Sermão ▪ A Palavra de Deus é a fonte singular para a pregação bíblica. A prédica evangélica alimenta-se, baseia-se, origina-se, inspira-se e motiva-se na Palavra de Deus, porque ela é o grande e inexorável reservatório da verdade cristã. (C. W. Koller, op. cit., p. 41.) ▪ Deus fala através da Bíblia. Ela é o instrumento único e infalível pelo qual Deus revela Sua vontade: Lâmpada para os meus pés... e luz para os meus caminhos (Sl 119.105). Portanto, para o pregador do evangelho, não há nenhum motivo pelo qual deva desviar-se da Palavra de Deus. O pregador é o profeta divino que anuncia a mensagem de Deus para sua geração. Quando o povo vai à igreja, deseja ouvir a Palavra de Deus interpretada com fidelidade e relevância quanto às necessidades atuais. ▪ 64
  • 65.
    Bíblia – MaterialBásico do Sermão ▪ A Bíblia em seu significado fundamental. Quando baseada na revelação da Palavra de Deus, nossa pregação tem um significado salvador. A pregação é a proclamação das boas novas das Escrituras Sagradas. Como a revelação especial de Deus é a Palavra de Deus, a pregação deve originar-se, basear-se e motivar-se na Palavra de Deus. ▪ Nossa pregação deve ser textual (i. e., fiel ao texto pelo qual optamos), escriturística (i. e., bíblica, em seu contexto doutrinário e ético), cristológica (i. e., em seu conteúdo principal) e prática (i. e., em sua aplicação às necessidades reais de nossas igrejas). ▪ 65
  • 66.
    A escolha dotexto do sermão. ▪ Quando falamos do texto do sermão, referimo-nos a uma parte específica das Escrituras Sagradas, que desejamos estudar para depois expô-la a nossos ouvintes. O texto do sermão pode ser apenas uma palavra, ou então uma frase, um pensamento, um versículo, alguns versículos interligados ou consecutivos, um salmo, uma ilustração, um ou mais capítulos inteiros das Escrituras Sagradas, ou ainda um personagem. ▪ ▪ ▪ 66
  • 67.
    A escolha dotexto do sermão. ▪ Escolha-o com, pelo menos, uma semana de antecedência; ▪ Evite optar por textos difíceis, polêmicos ou de linguagem pomposa e extravagante; ▪ Não se limite apenas ao Novo Testamento, como faz a maioria dos pregadores; ▪ Varie os livros bíblicos, a fim de não negligenciar nenhum dos 66; e ▪ Uma vez escolhido o texto, não mude mais, a não ser que o Espírito Santo assim indique claramente. 67
  • 68.
    A escolha dotexto do sermão. ▪ Caso 1: Sua igreja passa por um período de crescimento numérico notável. Muitas pessoas são recém-convertidas, mas nem todas romperam com as práticas pecaminosas da vida anterior. Quais textos seriam apropriados para melhorar a situação? ▪ Caso 2: O Natal se aproxima e você não deseja pregar novamente sobre Lucas 2. Quais as alternativas que lhe restam para a escolha de tal mensagem? ▪ Caso 3: Você nota um desinteresse geral em sua congregação quanto à freqüência regular nos cultos semanais de estudo bíblico. O que você pode fazer para estimular a igreja a participar do estudo bíblico? 68
  • 69.
    A escolha dotexto do sermão. ▪ Caso 4: Você está expondo o livro de Neemias e terminou no domingo passado o capítulo 2. Como você vai definir a extensão de seus textos para o restante dos capítulos nas próximas semanas? ▪ 69
  • 70.
    Hermenêutica - Entendendoo texto do sermão. ▪ “Um texto não pode significar o que ele nunca significou”. - Gordon Fee ▪ “A maioria das pessoas preocupa-se com passagens da Bíblia que não entendem, mas as passagens que me preocupam são as que eu entendo” - Mark Twain 70
  • 71.
    Hermenêutica Teológica ▪ Éa disciplina da Teologia Exegética que não só ensina as regras de interpretação, mas também a maneira de aplicá-las corretamente. É a ferramenta que aborda com profundidade os Textos Sagrados nos seus preciosos capítulos e versículos. ▪ O termo “Hermenêutica” procede do verbo grego hermeneuein, usualmente traduzido por “interpretar”, e do substantivo hermeneia que significa “interpretação”. Tanto o verbo quanto o substantivo podem significar “traduzir, tradução”. 71
  • 72.
    O que éentão Exegese? ▪ Exegese é o estudo cuidadoso e sistemático de um texto para comentários, visando o esclarecimento ou interpretação do mesmo. É o estudo objetivando subsidiar o passo da interpretação do método analítico da hermenêutica. Este estudo é desenvolvido sob as indagações de um contexto histórico e literário. Sendo assim, a hermenêutica é a ferramenta de interpretação e a exegese, a maneira como usar essa ferramenta. ▪ A palavra Exegese, do grego eksegesis, cujo significado é “explicar, interpretar, contar, descrever, relatar”. O termo é formado pela aposição do final “isis”, expressivo de ação, ao tema verbal composto, ek+hegeomai, cujo significado é “tiro, extraio, conduzo fora”. A exegese é, pois, a extração dos pensamentos que assistiam ao escritor ao redigir determinado documento. 72
  • 73.
    O que éentão Exegese? ▪ Para Gordon D. Fee e Douglas Stuart a tarefa de interpretar envolve o estudante/leitor em dois níveis. ▪ Em primeiro lugar, é necessário escutar a Palavra que eles ouviram (audiência original); você deve procurar compreender o que foi dito a eles lá e antigamente (exegese). ▪ Em segundo lugar, você deve aprender a ouvir essa mesma Palavra aqui e atualmente (audiência atual) (hermenêutica). 73
  • 74.
    O inimigo daExegese: A Eisegese ▪ Enquanto a exegese consiste em extrair o significado de um texto qualquer, mediante legítimos métodos de interpretação, a Eisegese consiste em injetar em um texto, alguma coisa que o intérprete quer que esteja ali, mas que na verdade não faz parte do mesmo. Sendo assim, a eisegese consiste em manipular o texto para dizer o que ele não diz. Jamais confunda Exegese com Eisegese. ▪ Nas palavras de Calvino é necessário orar e labutar para entendermos corretamente as Escrituras: orar por iluminação do Espírito e labutar estudando as Escrituras, usando todos os recursos disponíveis. 74
  • 75.
    Princípios de interpretaçãoda Bíblia ▪ São cinco os princípios que devem orientar o trabalho do intérprete: ▪ • Princípio do contexto ▪ • Princípio histórico ▪ • Princípio gramatical ▪ • Princípio teológico ▪ • Princípio prático 75
  • 76.
    Princípios de interpretaçãoda Bíblia ▪ Princípio do contexto: Todo texto bíblico precisa ser interpretado à luz do seu contexto. ▪ Contexto imediato ▪ Trata-se do capítulo onde o texto se insere e dos capítulos que antecedem e sucedem o texto. ▪ Contexto amplo ▪ Abrange uma área maior de Escritura que leva em consideração todo o livro que se estuda ou até o pensamento geral do autor. 76
  • 77.
    Princípios de interpretaçãoda Bíblia ▪ Princípio histórico: Todo texto bíblico precisa ser interpretado à luz do seu contexto histórico. ▪ Aspecto geográfico ▪ Aspecto social ▪ Aspecto econômico 77
  • 78.
    Princípios de interpretaçãoda Bíblia ▪ Princípio gramatical: Para se interpretar um texto, é preciso se levar em conta as línguas bíblicas e seu uso, bem como os diferentes estilos literários da Bíblia. ▪ • As próprias línguas ▪ • As palavras mudam seu significado ▪ • As traduções da Bíblia ▪ • A leitura correta da Bíblia ▪ • Os estilos literários da Bíblia 78
  • 79.
    Princípios de interpretaçãoda Bíblia ▪ Princípio teológico: Todo texto bíblico está inserido num contexto teológico que precisa ser identificado e analisado. 79
  • 80.
    Princípios de interpretaçãoda Bíblia ▪ Princípio prático: Todo texto bíblico precisa ser interpretado com vistas à sua aplicação ao homem de hoje. 80
  • 81.
    Princípios de interpretaçãoda Bíblia ▪ Princípio prático: Todo texto bíblico precisa ser interpretado com vistas à sua aplicação ao homem de hoje. 81
  • 82.
  • 83.
    “Quotations are commonly printedas a means of inspiration and to invoke philosophical thoughts from the reader. 83
  • 84.
    THIS IS ASLIDE TITLE ▪ Here you have a list of items ▪ And some text ▪ But remember not to overload your slides with content Your audience will listen to you or read the content, but won’t do both. 84
  • 85.
    BIG CONCEPT Bring theattention of your audience over a key concept using icons or illustrations 85
  • 86.
    White Is the colorof milk and fresh snow, the color produced by the combination of all the colors of the visible spectrum. YOU CAN ALSO SPLIT YOUR CONTENT Black Is the color of coal, ebony, and of outer space. It is the darkest color, the result of the absence of or complete absorption of light. 86
  • 87.
    IN TWO ORTHREE COLUMNS Yellow Is the color of gold, butter and ripe lemons. In the spectrum of visible light, yellow is found between green and orange. Blue Is the colour of the clear sky and the deep sea. It is located between violet and green on the optical spectrum. Red Is the color of blood, and because of this it has historically been associated with sacrifice, danger and courage. 87
  • 88.
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  • 89.
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  • 90.
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  • 91.
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  • 96.
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  • 97.
    You can insertgraphs from Google Sheets 97
  • 98.
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  • 99.
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  • 100.
    Place your screenshothere TABLET PROJECT Show and explain your web, app or software projects using these gadget templates. 100
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    Place your screenshothere DESKTOP PROJECT Show and explain your web, app or software projects using these gadget templates. 101
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    THANKS! Any questions? You canfind me at: @username user@mail.me 102
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    CREDITS Special thanks toall the people who made and released these awesome resources for free: ▪ Presentation template by SlidesCarnival ▪ Photographs by Unsplash 103
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    PRESENTATION DESIGN This presentationuses the following typographies and colors: ▪ Titles: Dosis ▪ Body copy: Titillium Web You can download the fonts on these pages: http://www.impallari.com/dosis http://www.campivisivi.net/titillium/ Pastel green #d3ebd5 · Green #80bfb7 · Teal #0b87a1 · Navy #01597f · Dark navy #003b55 You don’t need to keep this slide in your presentation. It’s only here to serve you as a design guide if you need to create new slides or download the fonts to edit the presentation in PowerPoint® 104
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    SlidesCarnival icons areeditable shapes. This means that you can: ● Resize them without losing quality. ● Change fill color and opacity. ● Change line color, width and style. Isn’t that nice? :) Examples: 105
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    Now you canuse any emoji as an icon! And of course it resizes without losing quality and you can change the color. How? Follow Google instructions https://twitter.com/googledocs/status/730087240156643328 ✋👆👉👍👤👦👧👨👩👪💃🏃💑❤😂 😉😋😒😭👶😸🐟🍒🍔💣📌📖🔨🎃🎈 🎨🏈🏰🌏🔌🔑and many more... 😉 106