Histórico
• Aristóteles naAntiguidade e Paracelso no
Renascimento:
– “Todos os animais e vegetais, por mais
– “Todos os animais e vegetais, por mais
complicados que sejam, estão constituídos
por uns poucos elementos que se repetem
em cada um deles”
– Referiam-se as estruturas macroscópicas
de um organismo (raízes, folhas, flores, ...)
3.
Histórico
• Citologia hojeBiologia Celular é um ramo das
Ciências Naturais
• Histórico intimamente ligado com o
• Histórico intimamente ligado com o
desenvolvimento das lentes ópticas
• Do grego:
– Mikros – pequeno
– Skopen – ato de ver, examinar
4.
Histórico
• Cientista inglês- Robert Hooke
• Usou a palavra CÉLULA pela primeira vez em
1665
1665
• Ao observar a textura da cortiça utilizando
lentes de aumento
• Kytos (grego) – célula
• Cella (latim) – espaço vazio
5.
Histórico
• Cientista inglês- Robert Hooke
• Usou a palavra CÉLULA pela primeira vez em
1665
1665
• Ao observar a textura da cortiça utilizando
lentes de aumento
• Kytos (grego) – célula
• Cella (latim) – espaço vazio
6.
Histórico
• TEORIA CELULAR
(ozoólogo Schwann e o botânico Schlwiden, 1837-39)
• Enunciado: Os seres vivos, sem exceção, são
constituídos por células e produtos celulares
constituídos por células e produtos celulares
• Cada célula se forma por divisão de outra célula
• O funcionamento de um organismo como um todo
resulta da soma de atividades e interações das
unidades celulares.
7.
Histórico
• Virchow aplicoua Teoria Celular a Patologia – 1958
• Kolliker a estendeu a Embriologia – 1960
• Brown estabeleceu que o núcleo é componente
fundamental e constante em toda a célula
fundamental e constante em toda a célula
• Purkinje e von Mohl descreveram o conteúdo celular
denominado protoplasma
Conceito primitivo de célula:
“Uma massa de protoplasma, limitado no espaço por uma
membrana celular e que possui um núcleo”.
8.
Histórico
• Descoberta daMitose – Flemming (1880)
• Filamentos nucleares ou cromossomos – Waldeyer (1890)
• Fertilização do óvulo – O. Hertwig (1875)
• O complexo de Golgi – Golgi (1897)
• 1892 O. Hertwig relatou em sua monografia: “Die Zelle
und das Gewebe” estudos baseados nas caracerísticas
das células.
• Surgimento da CITOLOGIA
9.
Histórico
• O conhecimentocitológico progrediu devido a:
• 1 Aumento do poder de resolução dos instrumentos de
análise
• 2 Desenvolvimento de novas tecnologias
• 2 Desenvolvimento de novas tecnologias
• 3 Convergência da citologia com outros ramos:
– Genética (Citogenética)
– Fisiologia (Fisiologia Celular)
– Bioquímica (Citoquímica)
– Imunologia (Imunocitoquímica)
10.
Histórico
• Novos camposde investigações:
ULTRAESTRUTURA e BIOLOGIA MOLECULAR
• Avanços expressivos a partir de 1950
Histórico
• Final doséculo XVI:
– a invenção do microscópio é atribuída aos
holandeses Hans Janssen e Zacharias Janssen,
fabricantes de óculos;
Zacharias Jansen e um microscópio
que, acredita-se, tenha sido
fabricado por ele. O modelo foi
encontrado na Holanda, no século
XVII
33.
Histórico
• 1610 –Itália
– Galileu Galilei (1564-1642)
– construiu o primeiro aparelho batizando-o de
microscópio;
– aperfeiçoou o modelo dos holandeses, dispondo as
lentes de maneira parecida à adotada em sua luneta
aperfeiçoou o modelo dos holandeses, dispondo as
lentes de maneira parecida à adotada em sua luneta
astronômica;
Modelo de microscópio italiano, possivelmente utilizado por
volta do ano 1600. Os modelos italianos eram simples e pequenos – aumento de 9 vezes
35.
Histórico
• Em 1665:
–o cientista inglês Robert Hooke (1635-1703) passou
a moldar vidro líquido e com os glóbulos de vidro
moldados obteve lentes muito melhores do que as
produzidas com vidros de aumento
produzidas com vidros de aumento
– essa inovação permitiu-lhe montar um microscópio
bastante eficiente e realizar importantes
descobertas, uma das quais foi observar – pela
primeira vez na história – as células de uma lâmina
de cortiça.
39.
Histórico
• Antonie vanLeeuwenhoek (1632-1723)
– Primeiro a registrar e sistematizar suas
observações científicas;
– Usando microscópios de sua própria
construção, com lente única (microscópio
simples), observou e relatou as formas e o
comportamento dos microrganismos, sendo
por isso considerado o pai da Microbiologia.
43.
MICROSCÓPIO COMPOSTO
• Constituídode: parte mecânica + parte óptica
– Parte Óptica 3 sistemas de lentes
• Condensador projeta a luz sobre as células
• Condensador projeta a luz sobre as células
• Objetiva recebe o cone de luz, projeta uma
imagem aumentada, no plano focal da ocular
• Ocular recebe imagem da objetiva e amplia
44.
MICROSCÓPIO COMPOSTO
• Poderde Resolução:
– distância que separa dois pontos de luz que sejam vistos como
duas imagens distintas.
– o poder resolutivo depende da abertura numérica e do
comprimento de onda da luz utilizada
• LR = (k x ץ)/AN
• LR = (k x ץ)/AN
– Onde: k = constante (0,5 – 0,61)
ץ = comprimento de onda (µm)
AN = abertura numérica (ângulo eixo óptico e os raios mais
externos da objetiva)
• Luz branca – diversos comprimentos de onda – considera-se
o verde amarelo 0,55 µm. Radiação visível LR 0,2 µm.
Aumento MO – até 1000x.
45.
MICROSCÓPIO COMPOSTO
A aberturanumérica (AN) é calculada pela
fórmula:
AN = n sen θ, onde
n= índice de refração do meio
O óleo de imersão possui um índice de refração maior que o ar, aumentando a
AN e reduzindo o poder de resolução, o que na prática possibilita a
observação de objetos menores, como células e bactérias, por exemplo.
n=1,56 quando se utiliza óleo de imersão
n=1 quando não se utiliza óleo de imersão
θ = metade do ângulo do cone de luz que
entra na objetiva ou condensador.
MICROSCÓPIO ELETRÔNICO
• Microscópiocom potencial de aumento muito maior que o óptico;
• Foi inventado em 1932 e vem sendo aperfeiçoado desde então;
• A diferença básica entre o microscópio óptico e eletrônico é que
neste último não é utilizada a luz, mas sim feixes de elétrons;
• No microscópio eletrônico não há lentes de cristal e sim bobinas,
chamadas de lentes eletromagnéticas;
• As lentes eletromagnéticas ampliam a imagem gerada pela
passagem do feixe de elétrons no material e projetam-na sobre
uma tela, onde é formada a imagem;
•
53.
MICROSCÓPIO ELETRÔNICO
• Nãoé possível observar material vivo neste
tipo de microscópio;
• O material a ser estudado passa por um
• O material a ser estudado passa por um
complexo processo:
– Desidratação
– Fixação
– Inclusão em resinas especiais (muito duras)
– Cortes ultrafinos obtidos através das navalhas de
vidro- ultramicrótomo;
MICROSCÓPIO ELETRÔNICO
• Tiposde microscópios eletrônicos:
– Transmissão – MET - usado para a observação
de cortes ultrafinos;
– Varredura – MEV - capaz de produzir imagens
de alta ampliação usado para a observação de
superfícies;
– Tunelamento - MEVT - para visualização de
átomos.
56.
MICROSCÓPIO ELETRÔNICO
• Altopoder de resolução feixes de elétrons
acelerados por uma diferença de potencial de
60.000V;
• Comprimento de onda muito menor que o da luz branca
- ץ = 0,005nm
Comprimento de onda muito menor que o da luz branca
- ץ = 0,005nm
• 1 feixe de elétrons aproximadamente 100.000 vezes
menor que a luz branca.
• Elétrons produzidos por aquecimento no vácuo de
um filamento de tungstênio cátodo que emite
elétrons.
57.
MICROSCÓPIO ELETRÔNICO
• Partes:
-Canhão eletrônico (fonte de iluminação, pequeno
fragmento de fio em forma de V, local onde é aplicada
a voltagem)
a voltagem)
- Lentes eletrônicas - campo magnético radialmente
simétrico (enrolamento de fio elétrico) passa uma
corrente – bobina.
58.
Microscópio Eletrônico deTransmissão – MET
• Também chamado MED Direto
• A imagem do objeto é formada simultaneamente à passagem do
feixe de luz através dele.
• Bastante difundido no estudo de materiais biológicos, permite
definição de imagens intracelulares, permitindo estudos de
definição de imagens intracelulares, permitindo estudos de
morfologia celular, aspectos gerais das organelas e também da
interação de parasitas com células.
• Construção robusta estabilidade mecânica
• Bobinas das lentes são resfriadas com água que circula a sua
volta – unidade de refrigeração interligada ao MET.
59.
Microscópio Eletrônico deTransmissão – MET
• A imagem final é projetada sobre um anteparo de
observação, que é recoberto com um material que
fluoresce quando irradiado com elétrons, ou sobre
uma placa fotográfica.
• Intervalo de aumento 1.000x a 200.000x.
• Poder de resolução = 1nm (200x maior que o MO)
61.
Legenda:
1 - Fusobacteriumnucleatum - microscopia eletrônica de transmissão;
2 - Bacteroides fragilis - microscopia eletrônica de transmissão;
3 - Fusobacterium nucleatum - coloração de Gram;
4 - Bactérias produtoras de pigmento negro - Porphyromonas e Prevotella.
Fonte: http://www.icb.usp.br/~mariojac/
62.
Esporos maduros (setaspretas) de Encephalitozoon intestinalis no interior de
um vacúolo parasitóforo (delimitado pelas setas vermelhas). Microscopia
eletrônica de transmissão. Fonte: Centers for Disease Control and Prevention
(CDC), Atlanta, EUA.
Fonte: http://www.icb.usp.br/~livropar/img/capitulo7/13.html
63.
Microscópio Eletrônico deVarredura – MEV
• capaz de produzir imagens de alta ampliação e
resolução;
• As imagens fornecidas pelo MEV possuem um caráter
virtual;
virtual;
• o que é visualizado no monitor do aparelho é a
transcodificação da energia emitida pelos elétrons, ao
contrário da radiação de luz
64.
Microscópio Eletrônico deVarredura – MEV
• O princípio de funcionamento do MEV consiste:
– emissão de feixes de elétrons por um filamento capilar de tungstênio
(eletrodo negativo), mediante a aplicação de uma diferença de potencial
que pode variar de 0,5 a 30 KV
que pode variar de 0,5 a 30 KV
• Essa variação de voltagem permite a variação da aceleração dos
elétrons, e também provoca o aquecimento do filamento.
• A parte positiva em relação ao filamento do microscópio
(eletrodo positivo) atrai fortemente os elétrons gerados,
resultando numa aceleração em direção ao eletrodo positivo.
65.
Microscópio Eletrônico deVarredura – MEV
• A correção do percurso dos feixes é realizada pelas
lentes condensadoras que alinham os feixes em
direção à abertura da objetiva;
• A objetiva ajusta o foco dos feixes de elétrons antes
dos elétrons atingirem a amostra analisada;
• A objetiva ajusta o foco dos feixes de elétrons antes
dos elétrons atingirem a amostra analisada;
• Um feixe de elétrons extremamente estreito é usado
para varrer a imagem. A imagem emite elétrons.
• A imagem é construída em seqüência, a medida que a
imagem é varrida.
66.
Microscópio Eletrônico deVarredura – MEV
• Surgiram pela primeira vez no mercado em 1965 e
hoje são indispensáveis para muitos tipos de
pesquisas:
– Classificação
taxonomia de insetos e fungos
– Classificação
– taxonomia de insetos e fungos
– estudo da morfologia de poléns
– pesquisas de superfícies de diversas estruturas de
plantas e animais;
– .....
67.
Microscópio Eletrônico deVarredura – MEV
• Principais componentes são semelhantes aos do MET;
• Um conjunto de bobinas defletoras faz com que o
feixe varra o objeto.
• Escala ampla de aumentos 10x a 400.000x, tem
• Escala ampla de aumentos 10x a 400.000x, tem
grande profundidade de foco;
• A topografia de objetos sólidos pode ser examinada
com grande facilidade, as micrografias têm aspecto
tridimensional;
• Poder de resolução de 10nm.
69.
Câmara de amostrasde um MEV aberta
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Microsc%C3%B3pio_eletr%C3%B4nico_de_varredura
70.
Fotógrafos Bruce Wetzel/HarrySchaefer Instituto Nacional do Câncer
Uma imagem de microscópio eletrônico de varredura da circulação normal do sangue
humano
Fonte: http://saude.hsw.uol.com.br/sangue-artificial.htm
71.
Grãos de pólen
Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Microsc%C3%B3pio_eletr%C3%B4nico_de_varredura
72.
Formiga em MEV
Fonte:http://pion.sbfisica.org.br/pdc//index.php/por/Multimidia/Imagens/Fisica-e-outras-areas-da-Ciencia-e-da-
Tecnologia/Formiga
73.
Um fotógrafo britânicoaposentado registrou, com o auxílio de um microscópio eletrônico, imagens
tridimensionais milhões de vezes ampliadas de insetos e aracnídeos, como moscas, pulgas e aranhas-
saltadoras. Steve Gschmeissner, 61 anos, usou um Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV) para
registrar as criaturas.
74.
Ovo de Borboleta
Fonte:http://arquivosdoinsolito.blogspot.com/2010/09/fotografo-capta-imagens-em-alta.html