O Cacau e o Açúcar:
Uma Exploração
pela América
Docentes Orientadas: Eduarda Mendes e Raquel Schweig
Orientador: Adriano Comissoli
Jean-Baptiste Charpentier the Elder. Paris. 1768.
A Origem do Cacau
Os botânicos reconhecem em
média vinte e duas espécies do
Theobromba cacao.
Centros prováveis originais foram
na bacia do Alto Amazonas.
A aparência do cacau fazia os
europeus lembrarem a laranjeira,
cerejeira e ameixeira.
A Origem do Chocolate
O chocolate foi
“descoberto” pelos
espanhóis por ocasião da
conquista da América. A
bebida inicialmente era
usada em rituais astecas,
mas modificou-se com o
tempo para agradar ao
paladar dos europeus.
Preparo do Chocolate Europeu
Baunilha
Açúcar
Canela
Leite/água
Urucum
Pimenta mexicana
Primeira Barra de Chocolate
Em 1847, na Inglaterra, é
introduzido o primeiro chocolate
sólido feito pela companhia Fry
and Sons.
Pôster da companhia inglesa J.S. Fly e Sons, a
primeira a produzir uma barra de cholate industrial.
Imagem: Bristol Museums, Galleries and Archives
Rota do Açúcar e Cacau
O Cacao nas Américas
A demanda do cacao, na área do atual México, já
começava a crescer, uma vez que já existia uma
Casa Real da Moeda, em que as semestes de cacau
eram usadas nas transações de mercado.
Em 1550, até o século XVII, o principal fornecedor do
mercado mexicano (Nova Espanha), foi a Capital-
Geral da Guatemala.
Após o declínio do cacau guatemalteco, surgiu a
concorrência de cacaus mais baratos de Quito
(Equador) e Venezuela.
A deusa do cacau “Ixcacao”
O Cacao nas Américas
Durante a década de 1790, o nível de exportações da Venezuela para
o mercado europeu atingiu seu ápice em 8,8 milhões de libras.
Nos próximos anos, a exportação do cacau da Venezuela caiu, devido
aos bloqueios marítimos pelo conflito anglo-espanhol (1796-1802) e
(1803-1808).
A produção do cacau na Amazônia Portuguesa
Na primeira metade do século XVIII, o cacau já havia se consolidado como o principal
produto de exportação da Amazônia Portuguesa, uma posição que iria ocupar até o
próximo século. Quando começaram as exportações em volume considerável,
originalmente as fontes de cacau eram a partir de dois tipos de cacaus.
CACAU MANSO: Produzido em duas colheitas anuais. A primeira chamada de safra
de “verão” ou dos “macacos” vai de janeiro até início de abril. A segunda é a de
“inverno” que começa após em abril e vai até agosto.
CACAU SILVESTRE: Também chamado de cacau “bravo” produz somente uma
colheita de verão, cujo rendimento é mais baixo e cujos frutos são mais amargos do
que os cultivados.
A produção do cacau na Amazônia Portuguesa
Até o inicio do século XVIII, o cacau saído da Amazônia Portuguesa não era destinado
em grande escala para Portugal, sendo os principais a Itália e a Espanha os
principais mercados.
Nos anos de 1730-1755, as exportações de cacau a partir de Belém , foi além de 35.
000. 000 libras, sendo as médias anuais muito superiores da Venezuela durante a
maior parte do século XVII.
O cacau como moeda na realidade amazônica.
A coleta das drogas dos sertões
As vantagens do cacau silvestre durante os
séculos XVIII e XIX pode ser explicadas por
algumas considerações:
-Expedições de coleta das “drogas dos
sertões”
-O uso da mão de obra indígena
-Perigo das produções agrícolas expressas
em desastres naturais e no próprio
investimento nas plantações.
Caçador de escravos de Jean Baptiste Debret
A coleta das drogas dos sertões
Eram utilizados em média de 25 a 50 indígenas nas expedições de coleta das drogas dos
sertões
Antes do Diretório dos índios (1758), esses sujeitos tanto poderiam ser escravos dos
particulares que armavam as canoas, como poderiam ser indígenas livres.
Indígenas da esquipação: a grande maioria que servia como remeiros e coletores dos gêneros
da floresta.
Existia também o indígena piloto das embarcações conhecido como jacumaúba.
O particular que armava a expedição ou um sócio da expedição era o cabo de canoa,
conhecidos também como sertanejos.
A produção do cacau na Amazônia Portuguesa
Ao final do século XIX, a Amazônia experimentava uma segunda alta de exportação,
a qual a borracha tomaria o posto ocupado pelo cacau nas próximas décadas.
A economia extrativista do sertão amazônico ocupou um lugar coadjuvante na
historiografia econômica. Isso se deve essencialmente a uma tendência
historiográfica que valoriza um certo tipo de processo econômico associada a
cultura do plantation, como o cultivo de cana de açúcar no nordeste ligado
diretamente ao uso de escravizados africanos, relegando assim, uma forma de
exploração extrativista, realizada pela mão de obra ameríndia, a um segundo modelo
interpretativo da realidade colonial
Configuração da economia açucareira colonial
Caracterísitcas gerais:
-Sistema de produção agrícola
“plantation”
-Mão de obra escrava
-Sociedade açucareira (Patriarcal,
escravista, aristocrática e litorânea)
O Consumo do Açúcar
O açúcar era um produto
de prestígio social, por
isso o seu acesso e
também poder de compra
se dava apenas pela parte
da nobreza e burguesia.
Nouvelle Instruction pour les Confitures, les Liqueurs et les Fruits. François Massialot. 1692.
Dos Diferentes Tipos de Açúcar
Moscovade
Cassonade
blanche Sucre raffiné
Sucre royal
Sucre reslé
Sucre tâché
Sucre
muscarrat

História da alimentação sobre açúcar e cacau

  • 1.
    O Cacau eo Açúcar: Uma Exploração pela América Docentes Orientadas: Eduarda Mendes e Raquel Schweig Orientador: Adriano Comissoli
  • 2.
    Jean-Baptiste Charpentier theElder. Paris. 1768.
  • 3.
    A Origem doCacau Os botânicos reconhecem em média vinte e duas espécies do Theobromba cacao. Centros prováveis originais foram na bacia do Alto Amazonas. A aparência do cacau fazia os europeus lembrarem a laranjeira, cerejeira e ameixeira.
  • 4.
    A Origem doChocolate O chocolate foi “descoberto” pelos espanhóis por ocasião da conquista da América. A bebida inicialmente era usada em rituais astecas, mas modificou-se com o tempo para agradar ao paladar dos europeus.
  • 5.
    Preparo do ChocolateEuropeu Baunilha Açúcar Canela Leite/água Urucum Pimenta mexicana
  • 8.
    Primeira Barra deChocolate Em 1847, na Inglaterra, é introduzido o primeiro chocolate sólido feito pela companhia Fry and Sons. Pôster da companhia inglesa J.S. Fly e Sons, a primeira a produzir uma barra de cholate industrial. Imagem: Bristol Museums, Galleries and Archives
  • 9.
  • 10.
    O Cacao nasAméricas A demanda do cacao, na área do atual México, já começava a crescer, uma vez que já existia uma Casa Real da Moeda, em que as semestes de cacau eram usadas nas transações de mercado. Em 1550, até o século XVII, o principal fornecedor do mercado mexicano (Nova Espanha), foi a Capital- Geral da Guatemala. Após o declínio do cacau guatemalteco, surgiu a concorrência de cacaus mais baratos de Quito (Equador) e Venezuela. A deusa do cacau “Ixcacao”
  • 11.
    O Cacao nasAméricas Durante a década de 1790, o nível de exportações da Venezuela para o mercado europeu atingiu seu ápice em 8,8 milhões de libras. Nos próximos anos, a exportação do cacau da Venezuela caiu, devido aos bloqueios marítimos pelo conflito anglo-espanhol (1796-1802) e (1803-1808).
  • 12.
    A produção docacau na Amazônia Portuguesa Na primeira metade do século XVIII, o cacau já havia se consolidado como o principal produto de exportação da Amazônia Portuguesa, uma posição que iria ocupar até o próximo século. Quando começaram as exportações em volume considerável, originalmente as fontes de cacau eram a partir de dois tipos de cacaus. CACAU MANSO: Produzido em duas colheitas anuais. A primeira chamada de safra de “verão” ou dos “macacos” vai de janeiro até início de abril. A segunda é a de “inverno” que começa após em abril e vai até agosto. CACAU SILVESTRE: Também chamado de cacau “bravo” produz somente uma colheita de verão, cujo rendimento é mais baixo e cujos frutos são mais amargos do que os cultivados.
  • 13.
    A produção docacau na Amazônia Portuguesa Até o inicio do século XVIII, o cacau saído da Amazônia Portuguesa não era destinado em grande escala para Portugal, sendo os principais a Itália e a Espanha os principais mercados. Nos anos de 1730-1755, as exportações de cacau a partir de Belém , foi além de 35. 000. 000 libras, sendo as médias anuais muito superiores da Venezuela durante a maior parte do século XVII. O cacau como moeda na realidade amazônica.
  • 14.
    A coleta dasdrogas dos sertões As vantagens do cacau silvestre durante os séculos XVIII e XIX pode ser explicadas por algumas considerações: -Expedições de coleta das “drogas dos sertões” -O uso da mão de obra indígena -Perigo das produções agrícolas expressas em desastres naturais e no próprio investimento nas plantações. Caçador de escravos de Jean Baptiste Debret
  • 15.
    A coleta dasdrogas dos sertões Eram utilizados em média de 25 a 50 indígenas nas expedições de coleta das drogas dos sertões Antes do Diretório dos índios (1758), esses sujeitos tanto poderiam ser escravos dos particulares que armavam as canoas, como poderiam ser indígenas livres. Indígenas da esquipação: a grande maioria que servia como remeiros e coletores dos gêneros da floresta. Existia também o indígena piloto das embarcações conhecido como jacumaúba. O particular que armava a expedição ou um sócio da expedição era o cabo de canoa, conhecidos também como sertanejos.
  • 16.
    A produção docacau na Amazônia Portuguesa Ao final do século XIX, a Amazônia experimentava uma segunda alta de exportação, a qual a borracha tomaria o posto ocupado pelo cacau nas próximas décadas. A economia extrativista do sertão amazônico ocupou um lugar coadjuvante na historiografia econômica. Isso se deve essencialmente a uma tendência historiográfica que valoriza um certo tipo de processo econômico associada a cultura do plantation, como o cultivo de cana de açúcar no nordeste ligado diretamente ao uso de escravizados africanos, relegando assim, uma forma de exploração extrativista, realizada pela mão de obra ameríndia, a um segundo modelo interpretativo da realidade colonial
  • 17.
    Configuração da economiaaçucareira colonial Caracterísitcas gerais: -Sistema de produção agrícola “plantation” -Mão de obra escrava -Sociedade açucareira (Patriarcal, escravista, aristocrática e litorânea)
  • 18.
    O Consumo doAçúcar O açúcar era um produto de prestígio social, por isso o seu acesso e também poder de compra se dava apenas pela parte da nobreza e burguesia. Nouvelle Instruction pour les Confitures, les Liqueurs et les Fruits. François Massialot. 1692.
  • 19.
    Dos Diferentes Tiposde Açúcar Moscovade Cassonade blanche Sucre raffiné Sucre royal Sucre reslé Sucre tâché Sucre muscarrat