Guia de Planejamento e
 Orientações Didáticas
        Professor – 4ª série
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
                          SECRETARIA DA EDUCAÇÃO
                FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO




      Guia de Planejamento e
       Orientações Didáticas
                  Professor – 4a série
                                2a edição



PROFESSOR(A): ____________________________________________________________

TURMA: ____________________________________________________________________




                              São Paulo, 2010
Governo do Estado de São Paulo                                                 Prefeitura da Cidade de São Paulo
                                                                                                           Prefeito
                       Governador
                                                                                                       Gilberto Kassab
                       José Serra
                                                                                         SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
                     Vice-Governador                                                          Alexandre Alves Schneider
                     Alberto Goldman                                                                  Secretário
                                                                                             Célia Regina Guidon Falótico
                 Secretário da Educação                                                           Secretária Adjunta
                  Paulo Renato Souza                                                       DIRETORIA DE ORIENTAÇÃO TÉCNICA
                                                                                                Regina Célia Lico Suzuki
                    Secretário-Adjunto                                                    Elaboração e Implantação do
              Guilherme Bueno de Camargo                                      Programa Ler e Escrever - Prioridade na Escola Municipal
                                                                                             Iara Gloria Areias Prado
                    Chefe de Gabinete
                     Fernando Padula                                                    Concepção e Elaboração deste Volume
                                                                                           Angela Maria da Silva Figueredo
     Coordenadora de Estudos e Normas Pedagógicas                                                Armando Traldi Júnior
                                                                                              Aparecida Eliane de Moraes
                   Valéria de Souza
                                                                                                       Carlos Bifi
                                                                                              Dermeval Santos Cerqueira
      Coordenador de Ensino da Região Metropolitana
                                                                                             Ivani da Cunha Borges Berton
                  da Grande São Paulo
                                                                                            Jayme do Carmo Macedo Leme
               José Benedito de Oliveira
                                                                                                 Kátia Lomba Bräkling
                                                                                                      Leika Watabe
            Coordenador de Ensino do Interior
                                                                                                      Márcia Maioli
           Rubens Antônio Mandetta de Souza
                                                                                       Margareth Aparecida Ballesteros Buzinaro
                                                                                               Silvia Moretti Rosa Ferrari
Presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação
                                                                                           Regina Célia dos Santos Câmara
                Fábio Bonini Simões de Lima
                                                                                              Rogério Ferreira da Fonseca
                                                                                                Rogério Marques Ribeiro
           Diretora de Projetos Especiais da FDE
                                                                                            Rosanea Maria Mazzini Correa
                Claudia Rosenberg Aratangy
                                                                                                Suzete de Souza Borelli
                                                                                                 Tânia Nardi de Pádua
         Coordenadora do Programa Ler e Escrever
                 Iara Gloria Areias Prado                                                         Consultoria Pedagógica
                                                                                                   Kátia Lomba Bräkling
                                                                                                 Célia Maria Carolino Pires
                                                                                                        Editoração
                                                                                            Teresa Lucinda Ferreira de Andrade
                                                                                                 Os créditos acima são da
                                                                                          publicação original de março de 2008.




                   Agradecemos à Prefeitura da Cidade de São Paulo por ter cedido esta obra à
      Secretaria da Educação do Estado de São Paulo para atender aos objetivos do Programa Ler e Escrever.
                                        Catalogação na Fonte: Centro de Referência em Educação Mario Covas

                                          São Paulo (Estado) Secretaria da Educação.
                                               Ler e escrever: guia de planejamento e orientações didáticas; professor –
                                S239L
                                          4º série / Secretaria da Educação, Fundação para o Desenvolvimento
                                          da Educação; adaptação do material original, Marisa Garcia, Andréa Beatriz
                                          Frigo. – 2. ed. São Paulo : FDE, 2010.
                                               372 p. : il.

                                              Inclui bibliografia.
                                              Obra cedida pela Prefeitura da Cidade de São Paulo à Secretaria da
                                          Educação do Estado de São Paulo para o Programa Ler e Escrever.
                                              Documento em conformidade com o Acordo Ortográfico da Língua
                                          Portuguesa.

                                               1. Ensino Fundamental 2. Ciclo I 3. Ensino da escrita 4. Ensino de
                                          matemática 5. Atividade Pedagógica 6. Programa Ler e Escrever 7. São Paulo
                                          I. Fundação para o Desenvolvimento da Educação. II. Garcia, Marisa. III. Frigo,
                                          Andréa Beatriz. IV. Título.

                                                                          CDU: 372.4(815.6)
Ler e Escrever em primeiro lugar



Prezada professora, prezado professor


     Este Guia é parte do Programa Ler e Escrever que chega ao seu
quarto ano presente em todas as escolas de Ciclo I da Rede Estadual
bem como em muitas das Redes Municipais de São Paulo.

     Este Programa vem, ao longo de sua implantação, retomando a mais
básica das funções da escola: propiciar a aprendizagem da leitura e da
escrita. Leitura e escrita em seu sentindo mais amplo e efetivo. Vimos
trabalhando na formação de crianças, jovens e adultos que leiam muito,
leiam de tudo, compreendam o que leem; e que escrevam com coerência
e se comuniquem com clareza. Isso não teria sido possível se a Secreta-
ria não tivesse desenvolvido uma política visando ao ensino de qualidade.

     Ao longo dos últimos três anos foram muitas as ações que concre-
tizam esta política: o estabelecimento das 10 metas para educação, que
afirmaram e explicitaram o compromisso de todas as instâncias da Se-
cretaria na busca da melhoria da qualidade do ensino; a publicação dos
documentos curriculares; a seleção de professores coordenadores para
os diferentes segmentos da escolaridade; medidas visando estabilizar as
equipes nas escolas; a criação do IDESP, para bonificar o trabalho coleti-
vo e dar apoio às equipes das escolas em maiores dificuldades; o acom-
panhamento sistemático da CENP às oficinas pedagógicas das Diretorias;
os encontros de formação com os professores coordenadores; o aumento
das HTPCs para professores de Ciclo 1, garantindo assim tempo de estu-
do, planejamento e avaliação da prática pedagógica; o envio de acervos
literários, publicações e outros materiais à sala de aula para dar mais op-
ções aos professores; o programa de manutenção das escolas que tem
agilizado as reformas e atendido às emergências com mais rapidez.

     Mais recentemente, definimos novas jornadas de trabalho, criamos
regras claras para garantir o trabalho dos temporários, passando a exigir
um exame para todos os que vierem a dar aulas. Mais importante, defi-
nimos novas regras para os concursos de ingresso, que serão feitos em
duas etapas, com um curso de formação a ser oferecido pela Escola de
Formação de Professores de São Paulo. Finalmente, temos a proposta
de Valorização Pelo Mérito, um projeto que promove uma melhoria radical
nas carreiras do Magistério do Estado de São Paulo e que reconhece o
esforço individual do professor no seu constante empenho por melhorar
a qualidade de nossa educação.

     O norte está estabelecido, os caminhos foram abertos, os instru-
mentos foram colocados à disposição. Agora é momento de firmar os
alicerces para tudo que foi conquistado permaneça. Assim, é tempo de
deixar que cada escola e cada Diretoria, com apoio da SEE, assumam,
cada vez mais, a responsabilidade pela tomada de decisões, a iniciativa
pela busca de soluções adequadas para sua região, sua comunidade, sua
sala de aula. Sempre sem perder de vista cada aluno e sua capacidade
de aprender.



                                                    Paulo Renato Souza

                       Secretário da Educação do Estado de São Paulo
Introdução


      Este Guia de orientações que você está recebendo foi produzido to-
mando-se como referência as expectativas de aprendizagem para a 4a sé-
rie do Ciclo I e é mais uma ferramenta que visa auxiliá-lo no planejamento
de situações didáticas de leitura, escrita e matemática, de modo a fa-
vorecer um ensino eficaz e uma aprendizagem efetiva de todos os seus
alunos.
      Conforme proposto pelo programa Ler e Escrever, a grande priorida-
de em nossa rede de ensino é a formação de leitores e escritores com-
petentes. Para isso, é preciso que os alunos possam interagir, a partir
da leitura e da escrita, com textos de gêneros diferentes e com distintos
propósitos sociais.
      Nesse sentido, as propostas que encontrará no material conside-
ram tanto a aprendizagem de aspectos discursivos da linguagem e pa-
drões de escrita como o desenvolvimento da competência leitora em
suas diversas dimensões, o que exige que os alunos tenham acesso a
diferentes gêneros linguísticos para que possam conhecê-los e obser-
vem suas funções e estruturas de organização.
     As opções de organização do tempo didático, conforme têm si-
do observadas em outras publicações do programa, são pelo trabalho
com projetos e sequências didáticas e pela proposta de atividades per-
manentes de leitura, escrita e análise e reflexão sobre a linguagem e a
língua.
      O primeiro projeto se organiza em torno das lendas, por ser um
rico gênero literário, por meio do qual os alunos podem se familiari-
zar com a linguagem usada nesse tipo de texto, além de também ter a
possibilidade de emitir opiniões e fazer indicações posteriores.
      Uma vez que as lendas têm autoria indeterminada e são transmi-
tidas através dos tempos pela oralidade, entrar em contato com elas é
igualmente importante para que os alunos ampliem seu repertório da
cultura oral.
Do mesmo modo, é interessante que observem como a magia po-
de, em determinados momentos, servir como explicação àquilo que era
desconhecido, atendendo à curiosidade do homem sobre suas origens e
os fenômenos da natureza.
      O segundo projeto aborda o tema “Universo ao meu redor” e tem
o propósito de fazer uso da leitura e da escrita para aprender. Para que
isso aconteça, os alunos deverão entrar em contato com diferentes ti-
pos de textos informativos, imagens e outras fontes de pesquisa, como
livros, revistas especializadas, internet ou entrevistas com especialis-
tas, de forma a obter informações e aprofundar o conhecimento a res-
peito de um tema.
      Ao pesquisar um assunto, deverão coletar, organizar e discutir infor-
mações, além de terem a oportunidade de, também eles, compartilhar o
que aprenderam com os demais, seja por meio de registros escritos ou
de apresentações orais (nesse caso, aprendendo a apresentar um semi-
nário).
      Organizamos também duas sequências didáticas. Uma delas, “Len-
do notícias para ler o mundo”, tem como finalidade expor os alunos à prá-
tica da leitura e escrita tendo o jornal como suporte. O jornal, caracteriza-
do por uma organização própria na qual categorias de assuntos estão divi-
didas em cadernos, permite uma leitura prazerosa ao mesmo tempo que
seletiva, uma vez que se pode escolher o que se deseja ler entre textos
diferentes, com situações de comunicação também diversas, como ocorre
com reportagens, classificados, anúncios, tirinhas e notícias.
      Outra sequência didática proposta tem o título “Caminhos do ver-
de” e visa auxiliar os alunos na construção da competência de ler para
se informar, consultando materiais que tenham informações que favore-
çam o planejamento de passeios.
     Trata-se de uma proficiência que implica a construção de procedi-
mentos de busca de informações em material de leitura de diversas na-
turezas, como jornais, artigos de divulgação científica, mapas e roteiros.
Além disso, requer do aluno a utilização das informações em um plane-
jamento efetivo das atividades e, inclusive, uma avaliação da viabilidade
da mesma considerando pertinência, adequação e custos.
Há também uma sequência didática de estudo da pontuação de
discurso direto e indireto em gêneros literários – contos, crônicas, lendas
e fábulas – e uma sequência didática de estudo da ortografia, abrangen-
do as regularidades morfológico-gramaticais, uso do -ICE ou -ISSE, -AN-
ÇA ou -ANSA.
     Todas essas atividades foram propostas em torno das expectativas
de aprendizagem para o 4a série do Ciclo I, conforme consta no docu-
mento “Orientações Curriculares do Estado de São Paulo, Língua Portu-
guesa e Matemática, Ciclo I”, produzido pela FDE – Fundação para o De-
senvolvimento da Educação.
     Desse modo, são objetivos do trabalho criar o ambiente e propor
situações de práticas sociais de uso da escrita aos quais os alunos não
têm acesso para que possam interagir intensamente com textos dos
mais variados gêneros, identificar e refletir sobre seus diferentes usos
sociais, produzir textos e, assim, construir as capacidades que lhes per-
mitam participar das situações sociais pautadas pela cultura escrita.
     Na segunda parte deste Guia, você terá as orientações para o tra-
balho com Matemática, uma vez que os conteúdos dessa área, juntamen-
te com os de outras, devem ter como objetivo a busca de uma formação
integral, dirigida para a CIDADANIA.
     Este material foi elaborado seguindo a concepção de que ensinar
matemática é criar situações didáticas que contribuam para os alunos
colocarem em jogo os conhecimentos adquiridos, descobrindo que es-
ses nem sempre são suficientes para resolver as situações propostas
e, portanto, há a necessidade de buscar novas estratégias e ideias
com a exposição das suas próprias hipóteses, da escuta de outras
opiniões, do confronto de ideias, o que promove um novo patamar de
conhecimento.
     Nesse sentido, o seu papel deverá ser o de mediar as análises e
as discussões produzidas pelos alunos, intervindo de forma a colocar
questões que transformem a sala da aula num espaço investigativo.
      Para os alunos aprenderem, é preciso que percebam sentido nas
atividades, pois assim haverá maior envolvimento. Nesse processo é ne-
cessário que os alunos possam:
■ explicar os procedimentos pessoais que utilizaram para solucio-
       nar os problemas, de forma que os colegas possam entender;
     ■ desenvolver uma argumentação que justifique suas escolhas (por
       exemplo, para solucionar um problema, a organização de um nú-
       mero, a representação do deslocamento de uma pessoa ou obje-
       to no espaço etc.);
     ■ saber ouvir a argumentação de um colega e as explicações do
       professor;
     ■ saber questionar a opinião dos colegas e do professor para man-
       ter ou não a sua opinião;
      Todas as atividades se estruturam para que os alunos possam
atingir os seguintes objetivos:
     ■ resolver situações-problema, a partir da interpretação de enun-
       ciados escritos ou orais, desenvolvendo procedimentos de plane-
       jar, executar e avaliar, revisando o que e como se fez;
     ■ verificar as soluções encontradas, comunicando os resultados e
       comparando-as com as de outros colegas, validando ou não as
       respostas encontradas;
     ■ fazer comunicações matemáticas, apresentando resultados pre-
       cisos ou aproximados, fazendo uso da linguagem oral e de repre-
       sentações matemáticas, estabelecendo relações entre elas.
     O material está organizado de modo que os conteúdos não percam
a natureza do saber matemático produzido socialmente. As atividades
estão distribuídas por blocos de conteúdo: números, operações e resolu-
ção de problemas (aditivos e multiplicativos), espaço e forma, grandezas
e medidas e tratamento da informação.
     Em cada exercício apresentado você encontrará:
     ■ Título – Nome da atividade.
     ■ Objetivos – O que se pretende que os alunos aprendam com esta
       atividade.
     ■ Planejamento – Apresenta informações de como deve ser a orga-
       nização da atividade, qual material necessário e o tempo aproxi-
       mado de duração da mesma.
■ Encaminhamento – Informa a sequência de etapas que podem
         contribuir com o êxito da atividade, além de trazer elementos teó-
         ricos para apoiar as suas discussões com os alunos.
      Existem ainda, em algumas atividades, orientações de:
      ■ O que mais fazer? – São sugestões que podem complementar o
         trabalho que está sendo desenvolvido com os alunos.
      ■ O que é importante discutir com o aluno – Nesse item destaca-
         mos alguns aspectos matemáticos que são importantes e im-
         prescindíveis e devem ser discutidos no decorrer da atividade.
       Por último, deve-se destacar que este material contém sugestões
de atividades e dos encaminhamentos. Você poderá reorganizá-las, re-
criá-las a partir do levantamento do conhecimento de seus alunos.
      As atividades estão organizadas por blocos de conteúdo, mas é
muito importante que você utilize, na mesma semana, conteúdos de dife-
rentes naturezas – números, operações, grandezas e medidas, espaço e
forma e tratamento da informação, pois, como o conhecimento se cons-
trói pelo estabelecimento de relações e generalizações, não é produtivo
fragmentá-lo em blocos, como se fossem “informações estanques”.
      Esperamos que este material contribua com seu trabalho! Ele tem
como objetivo fundamental apoiar sua ação na tarefa de ensinar.
      Bom trabalho e sucesso nessa empreitada!
                           Equipe responsável pelo Programa Ler e Escrever




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I   9
Sumário
     Expectativas de aprendizagem para a 4a série do Ciclo 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
       Língua Portuguesa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
       Matemática . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21

     Avaliação da aprendizagem
       Língua Portuguesa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
        A função das pautas de observação na avaliação e
        no planejamento do professor. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
       Matemática . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
        Dos instrumentos de acompanhamento dos avanços dos alunos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
        Do diagnóstico ao planejamento das intervenções didáticas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26

     Situações que a rotina deve contemplar
       Língua Portuguesa
        Sugestão para a organização da rotina semanal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33
        Quadro da rotina . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34
       Matemática
        Sugestão para a organização da rotina semanal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34
        Quadro da rotina . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36

     Atividades de Língua Portuguesa
       Projeto didático – Uma lenda, duas lendas, tantas lendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38
       Etapa 1 – Levantando conhecimentos prévios sobre o gênero. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42
        Atividade 1 – Para início de comversa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42
       Etapa 2 – Compartilhando o projeto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45
        Atividade 2 – Compartilhando o projeto e organizando o trabalho. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45
       Etapa 3 – Ampliando os saberes sobre lendas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47
        Atividade 3A – Conhecendo um pouco mais as lendas (1) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47
        Atividade 3B – Comhecendo um pouco mais as lendas (2) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 53
        Atividade 3C – Ampliando o repertório de lendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 54
        Atividade 3D – Roda de leitura . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 57
        Atividade 3E – Lendas de outros tempos e lugares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 60
        Atividade 3F – As lendas e o fantástico universo indígena . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65
        Atividade 3G – Nova roda de leitura . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 69
        Atividade 3H – Comparando versões de uma lenda . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 70
        Atividade 3I – Mais uma roda de leitura . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75


10                          Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade 3J – Analisando aspectos linguísticos das lendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 76
    Atividade 3K – Analisando o discurso nas lendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 78
  Etapa 4: Selecionando as lendas, reescrevendo-as e revisando os textos . . . . . 82
   Atividade 4A – Reescrevendo coletivamente uma lenda . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 82
   Atividade 4B – Reescrevendo trechos de uma lenda . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 84
   Atividade 4C – Selecionando as lendas para serem reescritas,
   planejando a reescrita e reescrevendo-as. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 86
   Atividade 4D – Revisando as lendas e editorando-as . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 89
  Etapa 5 – Edição e preparação final da coletânea… . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 90
   Atividade 5A – Produzindo as ilustrações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 90
   Atividade 5B – Organizando a coletânea . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 91
   Atividade 5C – Preparando a apresentação oral da lenda . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 93
  Etapa 6 – Avaliação final do trabalho desenvolvido . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 94
   Atividade 6 – Avaliação final do trabalho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 94
Projeto didático “Universo ao meu redor” . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 96
  Etapa 1 – Por onde anda o Universo? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 98
   Atividade 1 – Levantando conhecimentos prévios sobre o tema . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 98
  Etapa 2 – Compartilhando o projeto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100
   Atividade 2 – Compartilhando o projeto e organizando o trabalho. . . . . . . . . . . . . . . . . . 100
  Etapa 3 – Estudando sobre meio ambiente, desmatamento
  e sustentabilidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 103
   Atividade 3A – Desequilíbrios provocados pelo homem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 103
   Atividade 3B – O desmatamento e sua influência em diferentes
   problemas ambientais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 107
   Atividade 3C – O desmatamento no Brasil e no mundo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 111
   Atividade 3D – A mata atlântica e sua história . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 117
   Atividade 3E – O símbolo dourado da mata atlântica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 124
   Atividade 3F – A vida na mata . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 128
   Atividade 3G – Desmatamento e sustentabilidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 130
  Etapa 4 – Estudo e planejamento do seminário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 136
   Atividade 4 – Planejando o seminário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 136
  Etapa 5 – Estudo e planejamento da exposição oral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 138
   Atividade 5A – Investigando saberes dos alunos a respeito de
   uma exposição oral. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 138
   Atividade 5B – Analisando recursos da organização interna
   de uma exposição oral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 140
   Atividade 5C – Planejando uma exposição oral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 143



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I                                                                                                      11
Etapa 6 – Avaliação do trabalho desenvolvido . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 146
        Atividade 6 – Avaliação final do trabalho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 146

     Sequência didática da leitura “Caminhos do verde” . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 149
       Etapa 1 – Atividades de lazer. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 151
        Atividade 1A – Pesquisar diversos portadores, buscando
        indicações de atividades de lazer . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 151
        Atividade 1B – Organizando dicas de lazer. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 152
        Atividade 1C – Descobrindo o lazer em sua cidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 153
       Etapa 2 – Conhecer a mata atlântica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 156
        Atividade 2 – Procurando indicações de passeios que
        incluam conhecer a mata atlântica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 156
       Etapa 3 – Passeio ao Jardim Botânico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 159
        Atividade 3 – Estudando o passeio ao Jardim Botânico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 159
       Etapa 4 – Reinvestindo o conhecimento aprendido . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 169
        Atividade 4 – Recomendações para outro passeio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 169

     Sequência didática “Lendo notícias para ler o mundo” . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 171
       Etapa 1 – Apresentação da sequência didática e investigação inicial da
       proficiência do aluno . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 173
        Atividade 1A – Identificando notícias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 173
        Atividade 1B – Lendo e estudando uma notícia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 176
        Atividade 1C – Explorando os cadernos do jornal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 180
        Atividade 1D – Recuperando o contexto de produção de uma notícia . . . . . . . . . . . . . 182
        Atividade 1E – As partes que compõem uma notícia – visão geral . . . . . . . . . . . . . . . . . 185
       Etapa 2 – Estudo de características da linguagem escrita do gênero . . . . . . . . . . 187
        Atividade 2A – As marcas do contexto de produção no título
        e no texto das notícias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 187
        Atividade 2B – Compartilhando diferentes notícias. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 191
        Atividade 2C – As declarações e os efeitos que provocam no leitor . . . . . . . . . . . . . . . 192
        Atividade 2D – O olho da notícia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 197
        Atividade 2E – O lead e a sua função na organização da notícia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 200
        Atividade 2F – A ordem dos fatos em uma notícia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 202
        Atividade 2G – Reescrevendo uma notícia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 204

     Sequência didática “Estudo de pontuação” . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 205
         Atividade 1 – Lendo uma crônica para contextualizar o estudo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 207
         Atividade 2 – Estudando maneiras de introduzir as falas dos
         personagens . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 212



12                       Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade 3 – As marcas linguísticas do discurso direto e indireto . . . . . . . . . . . . . . . . . 214
    Atividade 4 – Ampliando a reflexão sobre as marcas do
    discurso direto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 216
    Atividade 5 – As aspas e mais uma possibilidade de uso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 219
    Atividade 6 – Reinvestindo o conhecimento aprendido –
    pontuando diálogos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 221
    Atividade 7 – Alterando o discurso em um conto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 223

Sequência didática “Estudo da ortografia” . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 225
  Palavras terminadas em -ISSE e -ICE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 226
   Atividade 1 – Lendo o poema e comentando . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 227
   Atividade 2 – Estudando palavras do poema e ampliando
   o repertório . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 229
   Atividade 3 – Testando as descobertas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 230
   Atividade 4 – Completando o quadro de descobertas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 232
  Palavras terminadas em -ANSA e -ANÇA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 234
   Atividade 1 – Lendo o poema e comentando . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 234
   Atividade 2 – Estudando a ortografia das palavras selecionadas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 236
   Atividade 3 – Ampliando a análise das palavras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 238
   Atividade 4 – Testando as descobertas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 240

Atividades de Matemática
  Orientações didáticas gerais para o desenvolvimento das atividades de
  Matemática . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 244
  Números. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 244
   Atividade 1 – Os números na contagem das populações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 246
   Atividade 2 – Escritas abreviadas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 248
   Atividade 3 – Os números racionais no contexto diário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 252
   Atividade 4 – Dividindo figuras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 254
   Atividade 5 – Usando a calculadora para fazer descobertas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 260
   Atividade 6 – Comparando os números racionais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 262
   Atividade 7 – Jogo das representações decimais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 264
  Cálculos e operações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 266
  Resolução de problemas do campo aditivo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 266
  Resolução de problemas do campo multiplicativo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 266
   Atividade 8 – Analisando dados populacionais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 268
   Atividade 9 – Qual é a pergunta? (1) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 270
   Atividade 10 – Qual é a pergunta? (2) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 272



          Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I                                                                                                            13
Atividade 11 – Desafios para multiplicar                                                   .................................................                                       274
      Atividade 12 – Estimando para não errar. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 276
      Atividade 13 – Desafios para dividir . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 278
      Atividade 14 -- As representações decimais no cotidiano. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 281
      Atividade 15 – Calculando porcentagem. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 285
      Atividade 16 – Trabalhando com probabilidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 290
     Espaço e forma . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 293
      Atividade 17 – Traçando a rota . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 294
      Atividade 18 – Oriente-se! . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 296
      Atividade 19 – As formas geométricas ao nosso redor. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 299
      Atividade 20 – Conhecendo os poliedros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 301
      Atividade 21 – Contando faces, arestas e vértices . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 303
      Atividade 22 – Planificações de sólidos geométricos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 307
      Atividade 23 – Os polígonos: ângulos e lados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 310
      Atividade 24 – Contando vértices e ângulos do polígono . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 313
      Atividade 25 – Figuras planas – parte e todo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 315
      Atividade 26 – Aumentando e diminuindo figuras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 319
     Grandezas e medidas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 322
      Atividade 27 – Observando a temperatura em diferentes lugares . . . . . . . . . . . . . . . . . . 323
      Atividade 28 – Diferentes países, diferentes moedas: quanto vale o real? . . . . . 325
      Atividade 29 – Medidas do dia a dia: comprimento e massa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 328
      Atividade 30 – O contorno das figuras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 333
      Atividade 31 – Qual é a área. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 336
      Atividade 32 – Área ou perímetro? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 339
      Atividade 33 – Que horas são? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 343
      Atividade 34 – Contando o tempo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 344
      Atividade 35 – Antes ou depois do meio-dia? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 348
     Tratamento da informação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 350
      Atividade 36 – Leitura de tabelas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 351
      Atividade 37 – Leitura de gráficos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 354
      Atividade 38 – Traçando gráficos de linha . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 358
      Atividade 39 – Gráficos de setores (pizza) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 362
       Atividade 40 – Coletando informações para a construção
       de gráficos e tabelas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 365
     Referências bibliográficas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 368




14                     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Expectativas de aprendizagem
para a 4a série do Ciclo I
     A Secretaria Estadual da Educação (SEE) reconhece e assume a importância de
estabelecer expectativas e metas de aprendizagem para os alunos, em cada um dos
anos dos ciclos, a fim de orientar o planejamento didático dos professores e, principal-
mente, nortear o currículo do Ensino Fundamental.
     As atividades que você encontrará neste material estão organizadas de acordo
com as expectativas de aprendizagem previstas para o 4a série do Ciclo I, na sua nova
versão e publicação, constituindo-se em mais uma ferramenta para o trabalho do pro-
fessor, no sentido de favorecer a aprendizagem de seus alunos.


 Língua Portuguesa
      As expectativas de aprendizagem para o ensino da Língua Portuguesa nos anos
iniciais do Ensino Fundamental orientam-se em torno da comunicação oral, da leitura e
da escrita.
    Em relação à oralidade, pretende-se que os alunos sejam capazes de adequar
seu discurso às diferentes situações de comunicação oral, observando o contexto e
seus interlocutores.
     Na leitura, deverão estar habilitados a ler diferentes textos, considerando as ca-
racterísticas dos gêneros textuais e seus propósitos comunicativos.
      Ao escrever, deverão ser capazes de redigir textos diversos, adequando os dife-
rentes gêneros às situações de comunicação, às intenções de quem escreve e aos
leitores, os destinatários dos textos.
      A seguir, relacionamos as expectativas que se pretende alcançar por meio das
atividades propostas nos projetos, sequências didáticas e atividades permanentes
constantes deste material.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I        15
AO FINAL DA 4a SÉRIE DO CICLO I ESPERA-SE QUE OS ALUNOS SEJAM
                      CAPAZES DE:
     Na comunicação oral                Na leitura                          Na escrita, considerando-se a
                                                                            produção de textos e a reflexão
                                                                            sobre a língua
     Participar de situações de         Apreciar textos literários.        Reescrever e/ou produzir
     intercâmbio oral que requeiram:    Selecionar os textos de acordo     textos de autoria utilizando
      ouvir com atenção;               com os propósitos de sua leitura, procedimentos de escritor:
      intervir sem sair do assunto     sabendo antecipar a natureza        planejar o que vai
        tratado;                        de seu conteúdo e utilizando          escrever considerando a
      formular e responder             a modalidade de leitura mais          intencionalidade, o interlocutor,
        perguntas, justificando suas    adequada.                             o portador e as características
        respostas;                                                            do gênero;
                                        Utilizar recursos para
      explicar e compreender                                               fazer rascunhos;
                                        compreender ou superar
        explicações;                    dificuldades de compreensão         reler o que está escrevendo,
      manifestar e acolher opiniões;   durante a leitura (pedir ajuda aos    tanto para controlar a
      argumentar e                     colegas e ao professor, reler o       progressão temática, quanto
        contra-argumentar;              trecho que provoca dificuldades,      para melhorar outros aspectos
                                        continuar a leitura com a intenção    discursivos ou notacionais do
     Planejar e participar de                                                 texto;
     situações de uso da linguagem      de que o próprio texto permita
     oral, sabendo utilizar alguns      resolver as dúvidas ou consultar  revisar textos (próprios e de
                                        outras fontes).                       outros), em parceria com os
     procedimentos de escrita para
                                                                              colegas, assumindo o ponto
     organizar sua exposição.
                                                                              de vista do leitor com a
                                                                              intenção de evitar repetições
                                                                              desnecessárias (por meio
                                                                              de substituição ou uso de
                                                                              recursos da pontuação); evitar
                                                                              ambiguidades; articular partes
                                                                              do texto; garantir concordância
                                                                              verbal e nominal;
                                                                            revisar textos (próprios e de
                                                                              outros), do ponto de vista
                                                                              ortográfico.


                      Avaliação de aprendizagem

                           Ao nos referirmos à avaliação da aprendizagem dos alunos é importante lembrar
                      que nosso objetivo maior é fazer com que todos os alunos possam utilizar a leitura e a
                      escrita de modo competente e, para isso, não basta avaliar apenas as crianças, mas
                      também o processo de ensino e aprendizagem, fazendo as modificações necessárias
                      no planejamento e intervenções didáticas para melhor alcançarmos as metas educa-
                      cionais a que nos propomos.
                           É importante considerar também que o processo de avaliação deve ser contínuo
                      e, por isso, não é preciso realizar atividades distintas das habituais para avaliar as



16                         Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
crianças. Portanto, o que aqui se apresenta são alguns critérios para que os professo-
res possam melhor analisar e avaliar o que se passa na sala de aula, particularmente
o avanço dos alunos em relação às expectativas de aprendizagem.
    A seguir, você encontrará um quadro em que se encontram as expectativas, ativi-
dades cotidianas e os itens a serem observados, que indicam se o aluno alcançou as
metas para esse momento do ciclo.
      Lembre-se de registrar o que observou e faça uso de suas anotações para me-
lhor intervir junto a seus alunos.


 Expectativa de que os          Atividade                      Observar se o aluno...
 alunos sejam capazes de:
 Participar de situações        Roda de curiosidades.          Expõe sua opinião sobre o
 de intercâmbio oral que        Roda de biblioteca.            que foi lido, complementa
 requeiram ouvir com                                           informações com conhe-
 atenção, intervir sem          Conversas realizadas a par-    cimentos que já possui e
 sair do assunto tratado,       tir de leituras compartilha-   ouve os colegas com aten-
 formular e responder           das coletivas ou em duplas.    ção, tanto nas situações co-
 perguntas justificando         Discussões relacionadas        letivas como nos momentos
 suas respostas,                aos projetos.                  de trabalho em duplas.
 compreender explicações,                                      Expõe oralmente conteúdos
 manifestar e acolher                                          aprendidos durante os pro-
 opiniões, argumentar e                                        jetos utilizando uma lingua-
 contra-argumentar.                                            gem mais formal.
                                                               Fundamenta suas ideias
                                                               não apenas em opiniões
                                                               pessoais, mas também em
                                                               informações aprendidas.
                                                               Refere-se às falas de seus
                                                               colegas ou da professora
                                                               para associar às suas pró-
                                                               prias ideias.
                                                               Sabe contrapor suas ideias
                                                               às de outros retomando
                                                               os argumentos utilizados e
                                                               rebatendo-os com os seus
                                                               próprios.
 Planejar e participar          Atividades de comunicação      Comunica-se com uma
 de situações de uso            oral.                          linguagem formal, sem ter
 da linguagem oral                                             de, necessariamente, ler.
 sabendo utilizar alguns                                       Organiza slides ou cartazes
 procedimentos de escrita                                      relacionados à sua fala,
 para organizar sua                                            sem ser uma repetição
 exposição.                                                    dela, mas um complemento.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I           17
Expectativa de que os          Atividade                       Observar se o aluno...
     alunos sejam capazes de:
     Apreciar textos literários.    Leitura pelo professor.         Escuta atentamente.
                                    Roda de biblioteca.             Compara textos lidos ou
                                                                    ouvidos.
                                                                    Identifca seus autores
                                                                    e gêneros preferidos,
                                                                    buscando, por conta própria
                                                                    na sala de leitura ou na
                                                                    própria classe, textos dos
                                                                    quais goste.
                                                                    Faz indicações literárias
                                                                    aos seus colegas
                                                                    apoiando-se em
                                                                    características da trama,
                                                                    personagens, autor ou
                                                                    gênero.
     Selecionar os textos de        Leitura pelo aluno.             Utiliza títulos, subtítulos,
     acordo com os propósitos                                       sumários ou índices para
     de sua leitura, sabendo                                        descartar textos que não
     antecipar a natureza de                                        interessam aos seus
     seu conteúdo e utilizando a                                    propósitos.
     modalidade de leitura mais                                     Faz uma leitura global para
     adequada.                                                      separar o que pode lhe
                                                                    interessar.
                                                                    Sabe dizer por que escolhe
                                                                    ou descarta um texto/
                                                                    portador apoiando-se em
                                                                    informações do conteúdo
                                                                    do texto, do seu portador
                                                                    ou do gênero.
     Utilizar recursos para         Leitura pelo aluno.             Pede ajuda aos colegas e
     superar difculdades de                                         ao professor, relê o trecho
     compreensão durante a                                          que provoca dificuldades,
     leitura (pedir ajuda aos                                       continua a leitura com
     colegas e ao professor,                                        intenção de que o próprio
     reler o trecho que provoca                                     texto permita resolver as
     difculdades, continuar a                                       dúvidas ou consulta outras
     leitura com intenção de                                        fontes, como dicionário ou
     que o próprio texto permita                                    glossário.
     resolver as dúvidas ou
     consultar outras fontes).




18             Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Expectativa de que os           Atividade                     Observar se o aluno...
 alunos sejam capazes de:
 Reescrever e/ou produzir        Produção de texto pelo        Planeja o que vai escrever,
 textos de autoria utilizando    aluno.                        considerando os propósitos
 procedimentos de                                              de seu texto e se a
 escritor: planejar o que                                      linguagem está adequada;
 vai escrever considerando                                     faz rascunhos; relê o que
 a intencionalidade, o                                         escreve e altera quando
 interlocutor, o portador e as                                 não se dá por satisfeito.
 características do gênero;
 fazer rascunhos; reler o
 que está escrevendo, tanto
 para controlar a progressão
 temática quanto para
 melhorar outros aspectos,
 discursivos ou notacionais,
 do texto.
 Revisar textos (próprios                                      Participa das discussões
 e de outros), em parceria                                     em torno dos textos,
 com os colegas, assumindo                                     propondo mudanças e
 o ponto de vista do leitor                                    justifica suas propostas
 com intenção de evitar                                        remetendo-se ao provável
 repetições desnecessárias                                     leitor. Propõe substituição
 (por meio de substituição                                     de palavras repetidas;
 ou uso de recursos                                            identifica problemas de
 da pontuação); evitar                                         concordância e procura
 ambiguidades; articular                                       solucioná-los.
 partes do texto; garantir
 concordância verbal e
 nominal.
 Revisar textos (próprios e      Revisão de textos.            Fica atento aos aspectos
 de outros) do ponto de vista                                  ortográficos trabalhados em
 ortográfico.                                                  classe.


     Professor, considere que:
     A Roda de Curiosidades é uma situação em que os alunos, sentados em círculo,
com a mediação do professor, trazem notícias, objetos ou informações sobre temas
diversifcados para conversar a respeito.
     A Roda de Biblioteca é uma situação em que os alunos, num dia estipulado para
fazer empréstimo de livros do acervo da classe ou da biblioteca (sala de leitura) da
escola, compartilham impressões e fazem recomendações a respeito dos livros lidos.
     A Leitura Compartilhada é aquela em que o professor lê, e os alunos têm o mes-
mo texto em mãos para poder acompanhar a leitura.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I          19
SITUAÇÕES QUE A ROTINA DEVE CONTEMPLAR
           Considerando-se os conteúdos tratados em cada uma das propostas e as pos-
     sibilidades de articulação entre elas, assim como as necessidades de aprendizagem
     dos alunos, sugerimos a seguinte ordenação para as propostas de trabalho e organiza-
     ção da rotina:
            Projeto “Uma lenda, duas lendas, tantas lendas...” – no primeiro semestre,
              aproximadamente duas vezes por semana.
            Projeto “Universo ao meu redor” – no segundo semestre, aproximadamente
              duas vezes por semana.
            Sequência didática “Caminhos do verde” – no primeiro semestre; aproximada-
              mente uma vez por semana.
            Sequência didática “Lendo notícias para ler o mundo” – no segundo semestre;
              aproximadamente uma vez por semana.
            Sequência didática “Estudo de pontuação” – aproximadamente uma vez por
              semana.
            Sequência didática “Estudo da ortografia” – aproximadamente uma vez por
              semana.
          Evidentemente, há outras possibilidades de organização dessa rotina ao longo da
     semana e do ano; porém, é preciso levar em conta os objetivos de cada um dos proje-
     tos e das sequências didáticas, além dos desafios que os alunos precisam enfrentar
     diante de cada uma das propostas.
          Parece-nos mais coerente que as modalidades organizativas sejam distribuídas
     ao longo da semana, de modo que os alunos tenham a oportunidade de conviver com
     a variedade de textos sugeridos. Além do mais, não seria produtivo organizar o traba-
     lho com os dois projetos em um único semestre, pois são muitas as tarefas que tanto
     o professor quanto o aluno precisarão realizar.
          Considerando que o projeto didático “Universo ao meu redor” e a sequência di-
     dática “Caminhos do verde” se organizam a partir de textos que tratam de questões
     ambientais, o mais adequado é que sejam distribuídos entre os dois semestres.
          Recomendamos iniciar pela sequência “Caminhos do verde”, pois permite ao pro-
     fessor dispor de mais tempo para planejar um passeio ao Jardim Botânico, opção inte-
     ressante e um dos conteúdos tratados na sequência.
           Com o objetivo de promover um melhor aproveitamento dos alunos em relação ao
     estudo de ortografia e pontuação, sugerimos que haja, pelo menos, uma aula semanal
     de cada uma das respectivas sequências, intercalando-se apenas os dias em que se-
     rão tratadas.
          Para que os alunos se apropriem dos conteúdos relativos à ortografia e pontua-
     ção é importante que sejam acompanhados constantemente e que se avalie a neces-
     sidade de complementar as atividades deste material com outros exercícios de sis-
     tematização, que podem ser propostos no caderno do aluno ou em folhas avulsas. É
     importante lembrar que essas aprendizagens se pautam no uso frequente desses con-
     teúdos pelos alunos que, ao valorizarem a escrita e a pontuação corretas, precisam
     observar, com atenção, o modo como escrevem, em todas as suas produções.



20        Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Sugestão do quadro da rotina semanal

2ª-feira             3ª-feira             4ª-feira             5ª-feira               6ª-feira
  o
1 semestre
Projeto sobre        Sequência didática Projeto sobre          Sequência didática Sequência didática
lendas               Ortografia         lendas                 Pontuação          Caminhos do verde
2o semestre
Projeto sobre        Sequência didática Projeto sobre          Sequência didática Sequência didática
Universo             Ortografia         Universo               Pontuação          Leitura de notícias
ao meu redor                            ao meu redor


 Matemática
      As expectativas de aprendizagem para o ensino da Matemática estão agrupadas
em cinco grandes blocos temáticos (números, operações, espaço e forma, grandezas
e medidas, tratamento da informação), traduzidas nas atividades que devem ser distri-
buídas e trabalhadas ao longo do ano. No entanto, é importante ressaltar que se deve
levar em conta qual é a situação inicial de conhecimento que os alunos possuem para
se fazer os ajustes necessários no planejamento.

Números
       Compreender e utilizar as regras do sistema de numeração decimal, para leitu-
        ra e escrita, comparação, ordenação e arredondamento de números naturais
        de qualquer ordem de grandeza.
       Reconhecer e fazer leitura de números racionais no contexto diário nas repre-
        sentações fracionária e decimal.
       Explorar diferentes significados das frações em situações-problema: parte e
        todo, quociente e razão. Escrever números racionais de uso frequente nas re-
        presentações fracionária e decimal e localizar alguns deles na reta numérica.
       Comparar e ordenar números racionais de uso frequente nas representações
        fracionária e decimal.
       Identificar e produzir frações equivalentes, pela observação de representações
        gráficas e de regularidades nas escritas numéricas.

Operações
       Analisar, interpretar, formular e resolver situações-problema, compreendendo
        diferentes significados das operações com números naturais.
       Resolver adições com números naturais, por meio de estratégias pessoais e do
        uso de técnicas operatórias convencionais, do cálculo mental e da calculadora,
        e usar métodos de verificação e controle de resultados pelo uso do cálculo
        mental ou da calculadora.
       Resolver subtrações com números naturais, por meio de estratégias pessoais



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I                     21
e do uso de técnicas operatórias convencionais, do cálculo mental e da calcu-
          ladora, e usar estratégias de verificação e controle de resultados pelo uso do
          cálculo mental ou da calculadora.
         Resolver multiplicações com números naturais, por meio de técnicas operató-
          rias convencionais, do cálculo mental e da calculadora, e usar estratégias de ve-
          rificação e controle de resultados pelo uso do cálculo mental ou da calculadora.
         Resolver divisões com números naturais, por meio de técnicas operatórias con-
          vencionais, do cálculo mental e da calculadora, e usar estratégias de verifica-
          ção e controle de resultados pelo uso do cálculo mental ou da calculadora.
         Analisar, interpretar, formular e resolver situações-problema, compreendendo
          diferentes significados da adição e subtração envolvendo números racionais
          escritos na forma decimal.
         Calcular o resultado da adição e subtração de números racionais na forma de-
          cimal, por meio de estratégias pessoais e pelo uso de técnicas operatórias
          convencionais.
         Resolver problemas que envolvem o uso da porcentagem no contexto diário,
          como 10%, 20%, 50%, 25%.
         Identificar as possíveis maneiras de combinar elementos de uma coleção de
          objetos e de contabilizá-las usando estratégias pessoais.
         Explorar a ideia de probabilidade em situações-problema simples.

     Espaço e forma
         Descrever, interpretar e representar por meio de desenhos a localização ou a
          movimentação de uma pessoa ou um objeto, e construir itinerários.
         Reconhecer semelhanças e diferenças entre poliedros (como os prismas, as
          pirâmides e outros).
         Identificar relações entre o número de elementos – como faces, vértices e
          arestas – de um poliedro.
         Explorar planificações de alguns poliedros e corpos redondos.
         Identificar semelhanças e diferenças entre polígonos, considerando seu núme-
          ro de lados e de ângulos.
         Compor e decompor figuras planas e identificar que qualquer polígono pode ser
          composto a partir de figuras triangulares.
         Ampliar e reduzir figuras planas pelo uso de malhas quadriculadas.

     Grandezas e medidas
         Utilizar unidades usuais de tempo em situações-problema.
         Utilizar unidades usuais de temperatura em situações-problema.
         Utilizar o sistema monetário brasileiro em situações-problema.
         Utilizar unidades usuais de comprimento, massa e capacidade em situa-
          ções-problema.



22      Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
 Calcular perímetro de figuras desenhadas em malhas quadriculadas ou não.
      Compreender a área como a medida da superfície de uma figura plana.
      Calcular área de retângulos ou quadrados desenhados em malhas quadricula-
       das ou não.
      Resolver situações-problema que envolvam o significado de unidades de medi-
       das de superfície.
      Utilizar medidas como centímetro quadrado, metro quadrado, quilômetro qua-
       drado e alqueire.


Tratamento da informação
      Resolver situações-problema utilizando dados apresentados de maneira organi-
       zada, por meio de tabelas simples ou tabelas de dupla entrada.
      Resolver situações-problema em que os dados são apresentados por meio de
       gráficos de colunas ou gráficos de barras.
      Ler informações apresentadas de maneira organizada por meio de gráficos de
       linha.
      Ler informações apresentadas de maneira organizada por meio de gráficos de
       setor.
      Construir tabelas e gráficos para apresentar dados coletados ou obtidos em
       textos jornalísticos, científicos e outros.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I   23
Avaliação de aprendizagem

      Língua Portuguesa

     A função das pautas de observação na avaliação e no
     planejamento do professor

          Neste Guia foram propostas pautas para a observação dos conhecimentos sobre
     os gêneros estudados e sobre as convenções da escrita que podem ser encontradas
     no interior dos projetos e sequências didáticas.
          As pautas de observação podem se tornar importantes aliadas do professor
     para acompanhar o desenvolvimento das aprendizagens de seus alunos. A ideia é,
     periodicamente, diagnosticar os saberes dos alunos, quanto aos conteúdos propos-
     tos para a 4a série e, com base nessas informações, replanejar seu trabalho e suas
     intervenções.
          Mas o que é uma pauta de observação? A pauta de observação consiste na or-
     ganização e registro sistemático de informações sobre os conhecimentos dos alunos,
     tanto inicial (antes do desenvolvimento de um projeto ou sequência), quanto processual
     (durante o processo de ensino e aprendizagem) e final – momento em que o professor
     pode avaliar o alcance dos objetivos de ensino atingidos com o trabalho realizado.

     De posse das pautas de observação (ortografia, pontuação, conhecimento
     sobre os gêneros) e da comparação dos resultados, identifique as
     necessidades gerais do grupo e dos alunos que precisam de mais ajuda.
          Esse procedimento é essencial. É verdade que no dia a dia você obtém muitas
     informações acerca do que cada aluno sabe. As pautas de observação servem jus-
     tamente para fortalecer essas impressões e, ao mesmo tempo, garantir um melhor
     acompanhamento do processo. Sempre há alunos que não chamam tanto a atenção e
     não costumam pedir ajuda (são tímidos ou preferem não se manifestar). Mostram, ao
     longo do ano, avanços menos significativos do que seria esperado, indicando que ne-
     cessitam de um acompanhamento próximo. As pautas de observação são registros im-
     portantes para se organizar uma síntese das aprendizagens e das necessidades dos
     alunos, permitindo ao professor planejar melhor seu trabalho em sala de aula.

     De posse das pautas de observação, organize duplas de modo que os dois
     parceiros colaborem um com o outro, considerando os objetivos de cada uma
     das atividades.
          Após ter orientado os alunos a realizar determinada atividade, caminhe entre eles
     e observe seus trabalhos, especialmente daqueles que têm mais dificuldades.



24        Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
É importante circular pela classe enquanto os alunos trabalham, por diversos mo-
tivos: avaliar se compreenderam a proposta; observar como estão interagindo; garantir
que as informações circulem e que todos expressem o que sabem e não sabem. Quan-
do necessário, procure questionar e interferir, evitando criar a ideia de que qualquer res-
posta é válida. Observe também se o grau de dificuldade envolvido na proposta não está
muito além do que podem alguns alunos, se não está excessivamente difícil para eles.
     Cada atividade propõe desafios destinados a favorecer a reflexão dos alunos.
Muitas vezes você deverá fazer ajustes: questionar alguns para que reflitam um pouco
mais, oferecer pistas para ajudar os inseguros.


 Matemática
      Também em Matemática a avaliação de aprendizagem tem o papel de informar ao
professor o alcance dos objetivos previstos, onde e como fazer as mudanças necessá-
rias para ajustar o processo do ensino à aprendizagem por parte dos alunos.
      Com o procedimento de avaliação, a ideia é ir além de uma simples verificação para
saber se os alunos são capazes de utilizar técnicas e algoritmos que solucionem as qua-
tro operações ou, ainda, escrever e interpretar números em determinada sequência.
     É preciso que os objetivos de ensino possam prever ações que desenvolvam nos
alunos a capacidade de:
      empenhar-se na realização das atividades propostas, utilizando todo o conheci-
       mento construído quando se requer a resolução de novas situações-problema;
      expor as dúvidas e reconhecer a necessidade de rever o que ainda não aprendeu;
      utilizar-se de estratégias pessoais para resolver determinado problema, dispon-
       do-se a expor suas ideias;
      interagir, estabelecendo uma postura de escuta atenta para entender as expli-
       cações do professor e/ou dos colegas;
      formular argumentos, expondo-os a fim de que sejam validados ou refutados
       pelos colegas, avançando cada vez mais na linguagem matemática;
      reconhecer tanto os seus avanços quanto a necessidade de continuar apren-
       dendo.
      Contextualizar o conhecimento matemático, estabelecendo relações com a
       vida cotidiana, e também descontextualizá-lo, generalizando e transferindo co-
       nhecimentos a outros contextos.


Dos instrumentos de acompanhamento dos avanços
dos alunos

      Este Guia, assim como os demais produzidos para o Programa Ler e Escrever,
propõe alguns instrumentos de acompanhamento dos avanços dos alunos, que permi-
tirão planejar melhor as ações didáticas que compõem sua rotina de trabalho.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I           25
Além desses, você professor poderá dispor de um conjunto de atividades e ou-
     tros instrumentos de observação de aproveitamento que ajude a ter um foco mais
     ajustado dos avanços e das dificuldades de cada aluno. Porém, é importante lembrar
     que os instrumentos de avaliação utilizados precisam ser elaborados de forma bas-
     tante criteriosa, permitindo observar quais conhecimentos foram ou não apropriados
     pelos alunos, como organizam a linguagem matemática para se comunicar, como re-
     solvem os problemas apresentados etc.
     a) Para diagnosticar o conhecimento numérico dos alunos
           Antes de prosseguir no planejamento em relação a números, é preciso que você
     verifique qual é o conhecimento numérico de todos os seus alunos, até que ordem de
     grandeza produzem e interpretam convencionalmente e em qual grandeza surgem as
     dificuldades.
           Se muitos alunos ainda não compreenderam as regularidades da formação do
     sistema de numeração decimal, muito provavelmente poderão se deparar com dificul-
     dades nos estudos de cálculo e operações. E, ainda, de nada adiantará introduzir o
     conceito dos números racionais – previstos para a 4a série do Ciclo I – sem antes os
     alunos terem descoberto as regularidades dos números naturais. Caso assim seja,
     será preciso que o professor retome os conteúdos não dominados pela turma e, a par-
     tir deles, avance na construção de novos conhecimentos.
     b) Sobre os conhecimentos referentes ao cálculo e à resolução de problemas
           Ao longo do ano, os alunos deverão desenvolver habilidades referentes à reso-
     lução de problemas e cálculo. Para isso é necessário trabalhar diferentes atividades
     relacionadas às operações nos campos aditivo e multiplicativo.
           O ensino das operações não se reduz ao ensino de técnicas operatórias e ao seu
     treino mecânico. Experiências têm mostrado que muitos alunos conseguem realizar o
     cálculo das quatro operações sem se utilizar de algoritmos convencionais. Isso não sig-
     nifica, no entanto, abandonar o algoritmo no trabalho matemático; significa não enfati-
     zar a técnica pela técnica, mas aliá-la ao cálculo mental construído com compreensão.
          Resolver problemas requer que os alunos aprendam a:
           ler e interpretar o que precisa ser resolvido;
           saber selecionar os dados imprescindíveis para a sua resolução;
           identificar dados que não são relevantes para a resolução do problema;
           dispor a planejar estratégias mais adequadas, verificando sua eficácia e qual é
            a operação que o ajudará a chegar ao resultado;
           colocar em prática as estratégias e a operação e verificar a adequação ou não
            da resposta a que chegou.

     Do diagnóstico ao planejamento das intervenções
     didáticas

          Diante do exposto, para decidir qual a melhor situação didática a ser apresentada,
     deve-se planejar intervenções no sentido de buscar que todos os alunos avancem em re-



26        Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
lação à compreensão do sistema de numeração e na capacidade de resolver problemas
propostos. É preciso realizar uma avaliação periódica – as sondagens – para verificar:
      o que sabem a respeito da escrita dos números;
      quais estruturas aditivas e multiplicativas costumam utilizar para resolver pro-
       blemas;
      quais recursos utilizam para fazer os cálculos.
     É importante que essas avaliações aconteçam em atividades específicas, separa-
das, mas no mesmo período de tempo, uma vez que o conhecimento numérico auxilia
na realização de operações e resolução de problemas.
     Nesse sentido, são propostas as seguintes sondagens:
      números – maio e outubro;
      resolução de problemas do campo aditivo – maio e outubro;
      resolução de problemas do campo multiplicativo – maio e outubro.

Orientações para a sondagem da escrita de números
      Para essa sondagem, sugerimos que seja feito um ditado de números, indi-
       vidualmente.
      Entregue meia folha de sulfite e peça que escrevam o nome e a data. Faça o
       ditado de números de diferentes grandezas e de modo que não apareçam na
       ordem crescente ou decrescente.
        Sugerimos os seguintes números:
       J mês de março: 95 – 905 – 1.005 – 5.000 – 9.523 – 10.001 – 31.435 –
         67.308 – 159.002;
       J mês de setembro: 750 – 70.050 – 20.000 – 1.020 – 9.354 – 60.504 –
         384.752 – 2.302.000.
      Recolha o ditado dos alunos e analise a escrita. Em seguida, registre suas
       observações na Pauta de Observação de Números – no 1, na página 30.
      Faça o registro a cada sondagem realizada. Compare as informações re-
       gistradas, observando o percurso do avanço do conhecimento numérico de
       cada um dos alunos, pois isso ajudará você a reorganizar as ações didáticas
       de intervenção para que os alunos ampliem cada vez mais o conhecimento so-
       bre os números.

Orientações para a sondagem dos campos aditivo e mul-
tiplicativo e suas representações
      Para realizar a sondagem sobre o conhecimento dos alunos a respeito das es-
truturas aditivas e multiplicativas e perceber quais fatores interferem em seu desem-
penho quanto à natureza e representação, recomendamos que os alunos realizem a
resolução de problemas individualmente.
      Prepare-se com antecedência, lendo e analisando a natureza de cada situação-
       -problema.



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I       27
 Prepare a folha com os quatro enunciados dos problemas de cada campo para
           cada aluno.
          Explique a situação de diagnóstico aos seus alunos, esclarecendo que essas
           atividades estão sendo realizadas para se ter um conhecimento do que eles
           sabem e do que precisam aprender; portanto, deverão realizá-las sem ajuda
           dos colegas. Nesse sentido, recomende que cada um resolva-as da melhor for-
           ma que puderem.
          Esclareça que as dúvidas deverão ser dirigidas a você professor. Oriente-os
           para que façam os registros para comunicar suas estratégias de solução da
           forma mais clara possível, seja utilizando a técnica operatória ou outra forma
           de registro (desenhos, esquemas etc.).
          Se na sua turma ainda houver alunos que não conseguem ler com autonomia,
           faça uma leitura de cada enunciado em voz alta.
          Organize a classe em grupos de quatro crianças e acompanhe um grupo por
           vez, enquanto as demais se dedicarão a outra atividade possível de ser realiza-
           da de forma autônoma e, também, com a ajuda dos colegas.
          É importante que o acompanhamento seja feito dessa forma, pois é possível
           que você precise de maior esclarecimento sobre como o seu aluno chegou à
           solução do problema, uma vez que alguns podem fazer uso de um procedimen-
           to que não esteja suficientemente explícito para o preenchimento da pauta de
           observação.
          Após o término da atividade, recolha as folhas e faça a análise dos registros,
           tendo por base a pauta de observação para os campos aditivo (página 31) e
           multiplicativo (página 32). Faça esse registro a cada sondagem realizada.
          Recomenda-se que realize as sondagens dos campos aditivo e multiplicativo
           em diferentes dias.
          Compare as informações dessas pautas e de outros instrumentos diários de
           observação. Assim será possível você avaliar os progressos de seus alunos e
           buscar outras propostas didáticas.

     Sugerimos os seguintes problemas do campo aditivo para o:

        Mês de maio
         1. O número de alunos matriculados nas 4as séries de uma escola era de 187 no
            mês de fevereiro. No final de maio esse número foi para 220. Em quanto alte-
            rou o número de alunos matriculados nessa escola, de fevereiro a maio?
         2. Fátima foi contar a sua coleção de adesivos. No total são 95, sendo que 35
            são do Garfield e 30 da Hello Kitty. Quantos são da Turma da Mônica?
         3. No jogo do bafo, Renato iniciou com 109 figurinhas. Ganhou 18 figurinhas na
            primeira partida. No final do jogo contou novamente e percebeu que estava
            com 87 figurinhas. O que aconteceu da segunda partida até o final do jogo?
         4. Marcela nasceu em 1999 e Carla, em 1995. Quem é a mais velha? Qual a di-
            ferença de idade entre as duas meninas?



28       Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
 Mês de outubro
     1. Em fevereiro e agosto um professor de Educação Física costuma pesar
        os alunos. Em agosto ele verificou que o seu aluno Edson tinha 48 quilos.
        Sabendo-se que ele engordou 3 quilos, quanto pesava Edson em fevereiro?
     2. Beto e André fazem coleção de selos. Juntos têm 136. Sabendo que Beto tem
        49, quantos selos tem André?
     3. No começo do mês de maio, Sérgio tinha no banco 320 reais que recebeu no
        primeiro mês de trabalho. Toda semana ele vai ao banco verificar o saldo de
        sua conta. Na segunda semana guardou 45 reais que recebeu de um amigo.
        No final do mês foi verificar novamente o saldo e viu que estava com 135
        reais. O que aconteceu entre a terceira e a quarta semana?
     4. Ana e Paula resolveram competir nadando durante 30 minutos, sem nenhuma
        parada. Ana conseguiu nadar 565 metros e Paula, 35 metros a mais. Quantos
        metros nadou Paula?

Sugerimos os seguintes problemas do campo multiplicativo para o:

   Mês de maio
     1. João vai passar alguns dias na praia e está levando 7 bermudas e 12 camise-
        tas. Quantas combinações de bermudas e camisetas ele poderá fazer, sem
        haver repetição?
     2. Pedro precisa azulejar uma parede e calculou que para cada fileira precisará
        de 12 azulejos e para cada coluna, 15. Quantos azulejos ele precisará provi-
        denciar?
     3. Na barraca de frutas de seu Pedro, 12 laranjas custam 3 reais. Quanto Joana
        vai pagar por 36 laranjas?
     4. Carlos tem 12 anos. Seu pai tem o triplo da idade dele. Quantos anos tem o
        pai de Carlos?

   Mês de outubro
     1. Numa lanchonete os sucos podem ser vendidos em 3 tamanhos de copo: pe-
        queno, médio e grande. Sabendo-se que há 15 combinações de suco e copos
        possíveis, sem que se repitam, quantos tipos de frutas estão disponíveis para
        fazer os sucos?
     2. Em uma malha quadriculada distribuída pela professora há 25 quadradinhos
        em cada fileira e 23 em cada coluna. Quantos quadradinhos há nessa malha
        quadriculada?
     3. Se uma caixa com 80 canetas custa 48 reais, quanto custarão 20 canetas?
     4. No fim de semana, Márcio e André verificaram a quilometragem de seus car-
        ros. André fez o cálculo e observou que durante a semana andou a metade
        do que andou Márcio. Sabendo-se que Márcio andou 210 quilômetros nessa
        semana, quantos quilômetros percorreu André?




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I     29
Pauta de Observação I




30
                                                                                      ESCRITA DE NÚMEROS – Data ____/____/____
                                                                                      EMEF _________________________________________________________
                                                                                      Turma: _____ Professor(a): _________________________ Série do Ciclo I ______
                                                                                                                                                           Escreve números
                                                                                      Nome dos alunos                                                                                                        Observações  
                                                                                                                             menores que 100              de 100 a 1.000             maiores que 1.000




                                                                                                                                                                                                                             Legendas: 
                                                                                                                                                                                                                                usando algarismos
                                                                                                                                                                                                                             1 sem relação com o
                                                                                                                                                                                                                                número que foi ditado 
                                                                                      TOTAL                                                                                                                                     fazendo uso
                                                                                                                                                                                                                             2
                                                                                      A realização da sondagem fará sentido apenas no contexto da leitura e discussão dos seguintes referenciais teóricos:                      de “coringas”
                                                                                      Parra, Cecília. Didática da Matemática: reflexões psicopedagógicas. Porto Alegre: Artmed, 2006. Cap. 5.                                3 apoiando-se na fala
                                                                                      Brizuela, Bárbara M. Desenvolvimento matemático na criança: explorando notações. Porto Alegre: Artmed, 2006. Cap. 2.
                                                                                      Sem esta base teórica, esta sondagem pode ser pouco útil ou mesmo de difícil operacionalização.                                        4 convencionalmente 




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Pauta de Observação II
                                                                                      RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS DO CAMPO ADITIVO – Data ____/____/____
                                                                                      EMEF _________________________________________________________
                                                                                      Turma: _____ Professor(a): _________________________ Série do Ciclo I ______
                                                                                                                                2 - Composição com                   3 - Transformação composta
                                                                                         Problemas        1 - Transformação        uma das partes                                                         4 - Comparação      Observações
                                                                                                                                                                 a
                                                                                                                                     conhecidas              1 transf.                  2a transf.
                                                                                           Nome           Ideia    Resultado     Ideia     Resultado     Ideia         Resultado     Ideia    Resultado   Ideia   Resultado




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
                                                                                      Legendas:
                                                                                      A – Acerto
                                                                                      NR – Não realizou
                                                                                      AE – acertou a estratégia, mas se enganou na contagem/no cálculo




31
Pauta de observação III




32
                                                                                      RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS DO CAMPO MULTIPLICATIVO – Data ___/___/___
                                                                                      EMEF: ______________________________________________________
                                                                                      Turma: _____ Professor(a): _________________________ Série do Ciclo I ______
                                                                                                                                                       Problemas
                                                                                                                       1 - Combinatória    2 - Configuração    3 - Proporcionalidade   4 - Comparação
                                                                                       Nome dos alunos                                         retangular                                                  Observações
                                                                                                                       ideia   resultado   ideia   resultado     ideia    resultado    ideia   resultado




                                                                                      Legendas:
                                                                                      A – Acerto
                                                                                      NR – Não realizou




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
                                                                                      AE – acertou a estratégia, mas se enganou na contagem/no cálculo
SITUAÇÕES QUE A ROTINA DEVE CONTEMPLAR


 Língua Portuguesa

Sugestão para a organização da rotina semanal
      Considerando-se os conteúdos tratados em cada uma das propostas e as pos-
sibilidades de articulação entre elas, assim como as necessidades de aprendizagem
dos alunos, sugerimos a seguinte ordenação para as propostas de trabalho e organiza-
ção da rotina:
      a. projeto “Uma lenda, duas lendas, tantas lendas...” – três vezes por semana no
         primeiro semestre;
     b. projeto “Universo ao meu redor” – três vezes por semana no segundo semes-
        tre;
     c. sequência didática “Caminhos do verde” – uma vez por semana no primeiro se-
        mestre;
     d. sequência didática “Lendo notícias para ler o mundo” – uma vez por semana
        no segundo semestre;
     e. sequência didática “Estudo de pontuação” – uma vez por semana;
     f. sequência didática “Estudo da ortografia”: palavras terminadas em -ISSE/-ICE
        e palavras terminadas em -ANSA/-ANÇA – uma vez por semana.
     Evidentemente, há outras possibilidades de organização dessa rotina ao longo
da semana e do ano, porém é preciso levar em conta os objetivos de cada um dos
projetos e das sequências didáticas e os desafios que os alunos precisarão enfrentar
diante de cada uma das propostas.
     Parece-nos mais coerente que as modalidades organizativas sejam distribuídas
ao longo da semana, de modo que os alunos tenham a oportunidade de conviver com
a variedade de textos sugeridos. Além do mais, não seria produtivo organizar o traba-
lho com os dois projetos em um único semestre, pois são muitas as tarefas que tanto
o professor quanto o aluno precisarão realizar.
     Considerando que o projeto didático “Universo ao meu redor” e a sequência di-
dática “Caminhos do verde” se organizam a partir de textos que tratam de questões
ambientais, o mais adequado é que sejam distribuídos entre os dois semestres. Reco-
mendamos iniciar pela sequência “Os caminhos do verde”, pois permite ao professor
dispor de mais tempo para planejar um passeio ao Jardim Botânico, opção interessan-
te e um dos conteúdos tratados na sequência.
     Também para lidar com a distribuição do tempo e melhor organização do tra-
balho semanal, sugerimos que o professor intercale a sequência de pontuação
e ortografia. Uma semana se trabalha com a pontuação e a outra com a ortografia,
ou o inverso.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I      33
Quadro da rotina
     2a-feira            3a-feira             4a-feira             5a-feira             6a-feira




        Matemática
      Sugestão para a organização da rotina semanal
           Ao planejar a rotina de Matemática, é preciso prever situações didáticas em que
      se contemplem os cinco blocos de conteúdos, quais sejam: números, operações, gran-
      dezas e medidas, espaço e forma e tratamento da informação. Reitera-se, assim, a
      necessidade de organizar situações didáticas em que os alunos:
             produzam e interpretem números naturais e decimais presentes em situações
              de uso;
             resolvam problemas dos campos aditivo e multiplicativo;
             tenham oportunidades de utilizar o cálculo mental, a estimativa e, ainda, o cál-
              culo com algoritmos convencionais;
             possam refletir e utilizar diferentes unidades de medidas;
             precisem observar a localização e o deslocamento de pessoas e objetos no
              espaço real e virtual, descrever percursos utilizando-se de uma linguagem pró-
              pria para esse propósito, observar e explorar as características das formas dos
              objetos e das figuras geométricas;
             produzam e interpretem tabelas e gráficos sempre dentro de uma situação-
              -problema.



34          Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Na primeira semana de aula, é importante fazer um levantamento do que os alu-
nos sabem sobre cada um desses conteúdos. Organize, por exemplo, uma roda de
conversa perguntando sobre de que atividades matemáticas gostam mais, em quais
têm mais dificuldades e, também, trazendo jornais, revistas ou qualquer material im-
presso em que precisem ler as informações numéricas, quer seja em uma manchete,
um gráfico, uma tabela. Você ainda pode propor fazer uma visita aos espaços da esco-
la para que alunos novos a conheçam; para isso, poderá solicitar aos que já conhecem
o espaço que escrevam em um papel orientações de como chegar a um determinado
lugar do prédio, algo semelhante à brincadeira “Caça ao tesouro”. Também, em outro
dia, podem-se planejar situações de jogos para verificar como e quais procedimentos
utilizam para realizar cálculos, e assim por diante. Cartas de baralho, dados e palitos
coloridos podem ajudar. Dessa forma, você poderá ter a primeira informação sobre os
conhecimentos matemáticos de seus alunos.
    O planejamento da rotina deve ter como referência as demandas de aprendiza-
gem mapeadas por meio das sondagens propostas e do registro de observações do
desempenho dos alunos. Esse roteiro poderá ser reorganizado ao longo do ano, depen-
dendo dos avanços e dificuldades dos alunos.
     No entanto, segue uma sugestão inicial de distribuição das atividades contem-
plando os diferentes blocos de conteúdos durante a semana.
     Assim, inicialmente as atividades de interpretação e produção de números, ex-
ploração de regularidades, comparação e ordenação de números, bem como de inves-
tigação de valor posicional, podem ser realizadas duas vezes na semana.
      Além das atividades com números naturais, nesse volume está presente o tra-
balho com números racionais nas formas fracionária e decimal. Desse modo, além de
continuar propondo atividades de reflexão sobre os números naturais, é preciso organi-
zar situações em que os alunos observem o uso cotidiano dos racionais e comecem a
refletir sobre a sua organização e regularidade. Nesse sentido, eles utilizarão o conhe-
cimento que têm para avançar na ampliação do campo numérico. Para isso, propomos
o recurso da utilização da calculadora como mais um instrumento para se colocar pro-
blemas e para análise das produções escritas numéricas.
      Quanto às atividades de cálculo, podem ser organizadas duas vezes na semana.
É interessante que no início do ano se privilegiem as situações de resolução de proble-
mas no campo aditivo e, à medida que as crianças avancem na compreensão dessas
ideias, se incluam as atividades do campo multiplicativo. Elas devem ser realizadas
para que os alunos continuem ampliando a compreensão dos significados das opera-
ções envolvidas (aditivas e multiplicativas). Para isso, as situações serão organizadas
de modo que eles façam conjecturas sobre as diferentes maneiras de se obter um
resultado – usando cálculo mental, estimativa, algoritmos convencionais e não con-
vencionais – e analisem as suas estratégias e a dos colegas, compartilhando as dife-
rentes ideias e procedimentos. Vale recomendar que não se pode esquecer de incluir
atividades que utilizem a subtração e a divisão.
     O trabalho com grandezas e medidas poderá ser realizado uma vez por semana.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I        35
Neste material são propostas situações-problema do cotidiano para que os alunos
             compreendam como se dá a sucessão do tempo – como se organizam e se utilizam os
             instrumentos sociais de medida de tempo (calendário, relógio) e em que situações se
             usam as diferentes medidas (massa, comprimento, capacidade e temperatura), relacio-
             nando-os com os respectivos instrumentos de medição. E, obviamente, resolver proble-
             mas abrangendo grandezas e medidas. Destacam-se ainda estudos sobre perímetro e
             área, tão presentes no cotidiano – portanto, conhecimentos necessários aos alunos.
                   Geometria – espaço e forma é um conteúdo possível de trabalhar desde o início
             do ano, como se pode observar nas atividades propostas neste material. É interes-
             sante que se reserve uma aula por semana, alternando as atividades entre espaço e
             forma. As atividades desse bloco visam propor experiências de localização e desloca-
             mento de pessoas e objetos no espaço, descrevendo-os com uma linguagem que con-
             sidere pontos de referência e corresponda às demandas para isso, além de situações
             em que os alunos tenham a oportunidade de observar diferentes corpos geométricos e
             refletir sobre suas propriedades.
                   As atividades sobre o tratamento de informação também poderão estar presen-
             tes uma vez por semana, com a finalidade de fazer os alunos construírem procedimen-
             tos para coletar, organizar, interpretar e comunicar dados, utilizando tabelas, gráficos
             etc. Esse conteúdo, no entanto, estará presente de maneira transversal em diferentes
             situações-problema referentes aos demais conteúdos da área de matemática.
                  É importante ressaltar que há propostas que precisam seguir determinada se-
             quência. Outras atividades, por terem um caráter que exige frequência constante, são
             sugestões que poderão ser propostas tais como estão e poderão adotar nova versão,
             modificando-se, por exemplo, os dados, a complexidade dos números etc. Não se es-
             queça de planejar atividades que poderão ser propostas a título de lição de casa. Es-
             sas tarefas poderão ser de exercitação de cálculos, realização de situações-problema
             de complexidade menor, enfim, atividades que os alunos possam realizar com autono-
             mia e que não precisem depender de um adulto para auxiliá-los.


             Quadro da rotina
         2a-feira              3a-feira              4a-feira             5a-feira              6a-feira
     Matemática            Matemática           Matemática            Matemática           Matemática
     Cálculo e             Números naturais     Cálculo e             Números naturais     Espaço e forma
     operações no          Tratamento de        operações no          Grandezas e          Números racionais
     campo aditivo ou      Informação           campo aditivo ou      medidas
     multiplicativo                             multiplicativo




36                  Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividades de
Língua Portuguesa




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I   37
PROJETO DIDÁTICO “UMA LENDA,
        DUAS LENDAS, TANTAS LENDAS...”
          O objetivo maior de um projeto sobre lendas é ampliar a capacidade dos alunos
     no uso das práticas de linguagem, de modo que se tornem cada vez mais competen-
     tes na oralidade, leitura e escrita.
          Vale lembrar também que, ao conhecer e apreciar lendas, os alunos podem com-
     preender melhor a sua e outras culturas, o que favorece o respeito às diferenças.
          Para que isso se dê, é importante garantir a realização de sequências didáticas,
     bem como atividades permanentes, tais como a “Roda de leitura”. Nesse caso, é inte-
     ressante que haja momentos específicos para a leitura do professor e outros, também
     na escola, para a leitura dos alunos, situações em que poderão escolher qual lenda
     lerão entre várias oferecidas.
          A “Roda de biblioteca”, ocasião em que devem levar um livro para ler em casa e
     devolvê-lo em data combinada, também é importante para garantir a prática da leitura.
           No desenvolvimento das atividades, a discussão temática das lendas – articulan-
     do aos textos informações sobre sua origem, região de circulação e personagens – é
     fundamental para a recuperação do contexto de produção das mesmas e, em espe-
     cial, dos sentidos que veiculam.
          Além disso, é importante que o planejamento das atividades fique claro para os
     alunos, de modo que eles possam compreender tanto os conteúdos com os quais
     vão lidar no projeto, quanto quais serão as suas responsabilidades em cada etapa
     do mesmo.


     Para saber mais
        As lendas são de autoria anônima, transmitidas pela tradição oral através
        dos tempos.
        Lidam com problemas humanos universais, em que o homem tenta com-
        preender e explicar os mistérios do universo tecendo tramas narrativas.
        Assim, as lendas foram criadas por homens de diferentes tempos e lugares
        como uma maneira de explicar o que não conheciam, como o surgimento da
        Terra, o dia e a noite e outros fenômenos da natureza.
        Nesse gênero, o bem e o mal se confundem, assim como o humano e o fan-
        tástico. Daí o aparecimento de monstros, heróis, deuses e vários seres
        imaginários que misturam fatos reais e históricos com outros, irreais,
        produtos da imaginação.




38        Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ORGANIZAÇÃO DA SEQUÊNCIA DE TR ABALHO
      Sugerimos uma coletânea de lendas preferidas da classe como produto final para
este projeto. É interessante providenciar um cartaz a ser construído coletivamente
para anotar o título de cada nova lenda lida no grupo. Essa listagem-inventário será
útil no momento de escolher as lendas que serão selecionadas para formar a coletâ-
nea da classe.
     No entanto, o professor tem outras opções, como: gravar lendas lidas em um CD
e presentear pessoas da comunidade ou ainda preparar uma apresentação de lendas
para outra turma ou para os pais, as quais podem ser lidas ou contadas pelos alunos.
     Considerando e ampliando os propósitos já descritos, este projeto tem duração
prevista de quatro meses letivos, considerando-se duas aulas semanais. Está organi-
zado em momentos específicos, os quais podem compreender mais de uma atividade,
por estarem vinculadas a um mesmo objetivo. São elas:
     1. Levantamento dos conhecimentos prévios dos alunos.
     2. Compartilhamento do projeto com a classe.
     3. Ampliação do repertório dos alunos a respeito das lendas.
     4. Atividades de apreciação e reflexão sobre a língua a partir de lendas.
     5. Atividades de produção escrita.
     6. Atividades de revisão de texto.
     7. Atividades de edição do material produzido (incluindo-se o estudo e a produ-
        ção das ilustrações).
     8. Encerramento do projeto.
     Ao fazer o levantamento dos conhecimentos prévios dos alunos é possível saber
quais são os conhecimentos que eles já têm sobre o gênero lendas. É importante que,
ao longo do trabalho, você continue levantando e avaliando o que os alunos já apren-
deram e em que deverá investir nas situações didáticas posteriores. Para que o proje-
to tenha sentido e propósito, os alunos devem compartilhar dos objetivos e fundamen-
tos que o justificam. Assim, compartilhar o projeto com o grupo implica socializar com
os alunos a proposta desse projeto, bem como suas etapas de realização e tarefas
necessárias para se chegar ao produto final escolhido.
     Sabendo-se quais são os conhecimentos que os alunos têm sobre o gênero e
tendo partilhado o trabalho com eles, é importante ampliar o repertório que possuem
sobre as lendas. Nesse momento, invista em seu universo literário, lendo para eles
lendas de diferentes épocas e lugares. No entanto, optamos pelas lendas brasileiras
como foco principal do trabalho em leitura e escrita, por permitirem que os alunos co-
nheçam melhor os traços de sua cultura e origens. É importante lembrar que, embora
seja necessário dar a conhecer aos alunos várias lendas já no início do trabalho, tam-
bém é preciso fazê-lo ao longo das aulas, promovendo a leitura de lendas no início e
durante o projeto.
      As atividades de apreciação e reflexão sobre a língua a partir de lendas têm o obje-
tivo de tornar observáveis aos alunos os elementos que caracterizam o gênero lendas,




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I          39
isto é, promover a identificação de semelhanças e diferenças que definem as lendas
     tal como são. Além disso, essas atividades também pretendem tornar-se situações de
     apreciação de textos bem escritos, em que os alunos possam identificar os acertos do
     escritor ao escolher determinados recursos linguísticos.
          Nos momentos de produção escrita pretende-se que os alunos observem como
     procedem os escritores durante as situações de escrita. Assim, cabe a você ajudá-los
     a se organizar para a escrita de textos, apontando-lhes as características da lingua-
     gem que se usa para escrever e ajudando-os a controlar o que já escreveram, bem
     como o que ainda falta.
          Entendendo-se que as etapas descritas não precisam ser necessariamente es-
     tanques e podem integrar-se para atingir os objetivos maiores de um projeto de lin-
     guagem, optou-se aqui por vincular, em alguns momentos, atividades de ampliação do
     repertório de lendas, possibilidades de reflexão sobre a língua e situações de produ-
     ção escrita circunstanciais, a fim de atingir metas mais amplas numa mesma situação
     didática.
           Os momentos de revisão do texto podem ocorrer durante a escrita dos mesmos,
     mas é interessante promover também situações posteriores de revisão, em que as
     crianças possam distanciar-se do que escreveram, alternando as condições de pro-
     dutor da escrita e leitor. Para que a revisão seja produtiva é preciso eleger focos es-
     pecíficos, uma vez que os alunos não têm condições de examinar e aprimorar várias
     questões ao mesmo tempo. Assim, pode-se escolher, por exemplo, focar a revisão ora
     no discurso escrito, ora nas questões de ortografia, pontuação e paragrafação. Vale
     também lembrar que, para auxiliar os alunos a desenvolver bons procedimentos de
     revisão de texto, a natureza dessa tarefa exige que ela se dê em vários e diferentes
     momentos, bem como com diversos textos.
           Feito isso, é hora de passar para a edição do material produzido, visando sempre
     à conclusão do produto final escolhido. Nessa etapa os alunos devem observar porta-
     dores como o que elegeram para ser o produto final, analisando como se organizam
     graficamente, como são ilustrados, que informações contêm além do texto, com que
     formatos se apresentam.
           O encerramento do projeto se dá quando da socialização do produto final com os
     destinatários previamente determinados. No caso de uma apresentação, faz-se neces-
     sário preparar o espaço em que esta se dará, organizando recursos e materiais, além
     de ajudar os alunos a se preparar para as exposições orais que porventura venham a
     realizar. Observar e estudar como outras pessoas se apresentam oralmente pode aju-
     dar os alunos a se predispor e antecipar como, também eles, devem proceder.




40        Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ORGANIZAÇÃO GER AL DA SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES
(considerando-se 32 aulas, distribuídas em quatro meses
de trabalho)
     Etapa                                 Atividade
 1   Levantando conhecimentos prévios      Atividade 1: Para início de conversa.
     sobre o gênero
 2   Compartilhando o projeto              Atividade 2: Compartilhando o projeto e
                                           organizando o trabalho.
 3   Ampliando os saberes sobre lendas Atividade 3A: Conhecendo um pouco mais
                                       as lendas (1).
                                       Atividade 3B: Conhecendo um pouco mais
                                       as lendas (2).
                                       Atividade 3C: Ampliando o repertório de
                                       lendas.
                                       Atividade 3D: Roda de leitura.
                                       Atividade 3E: Lendas de outros tempos e
                                       lugares.
                                       Atividade 3F: As lendas e o fantástico
                                       universo indígena.
                                       Atividade 3G: Nova roda de leitura.
                                       Atividade 3H: Comparando versões de uma
                                       lenda.
                                       Atividade 3I: Mais uma roda de leitura.
                                       Atividade 3J: Analisando aspectos
                                       linguísticos das lendas.
                                       Atividade 3K: Analisando o discurso nas
                                       lendas.
 4   Selecionando as lendas,               Atividade 4A: Reescrevendo coletivamente
     reescrevendo-as e revisando           uma lenda.
     os textos                             Atividade 4B: Reescrevendo trechos de uma
                                           lenda.
                                           Atividade 4C: Selecionando as lendas para
                                           serem reescritas, planejando a reescrita e
                                           reescrevendo-as.
                                           Atividade 4D: Revisando as lendas e
                                           editorando-as.
 5   Edição e preparação final da          Atividade 5A: Produzindo as ilustrações.
     coletânea                             Atividade 5B: Organizando a coletânea.
                                           Atividade 5C: Preparando a apresentação
                                           oral da lenda.
 6   Avaliação final do trabalho           Atividade 6: Avaliação final do trabalho.
     desenvolvido




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I     41
ETAPA 1: LEVANTANDO CONHECIMENTOS
     PRÉVIOS SOBRE O GÊNERO

     ATIVIDADE 1: PARA INÍCIO DE CONVERSA

     Objetivo
         Levantar os conhecimentos prévios dos alunos sobre lendas.

     Planejamento
         Como organizar os alunos? A atividade é coletiva, e é interessante promover
          um ambiente acolhedor para a leitura do texto.
         Quais os materiais necessários? Texto que será lido – cópia para todos os alu-
          nos da folha de Atividade 1.
         Qual é a duração? Cerca de 40 minutos.

     Encaminhamento
         Proponha aos alunos que façam a leitura compartilhada do texto que você vai
          ler. Isso significa que eles deverão ler, silenciosamente e em seu material, o
          mesmo texto que você lerá em voz alta.
         Lembre-se que seu objetivo nesse momento deve ser “convidar” os alunos à
          leitura de uma lenda e, para que possam ter prazer em ouvi-la e apreciá-la, é
          importante que você se prepare anteriormente para que possa encantá-los, e
          assim ler fluentemente, em bom volume e com entonação adequada.
         Terminada a leitura, inicie uma roda de conversa, perguntando-lhes se:
          J conheciam ou não essa história;
          J conhecem uma outra versão dessa história;
          J sabem que tipo de história é (observe se vão reconhecê-la como uma lenda);
          J conhecem outras lendas;
          J sabem algo sobre esse gênero.
         Caso os alunos desconheçam esse gênero, é interessante não fazer uma ex-
          posição inicial a respeito, mas ajudá-los a observar o que caracteriza esse tipo
          de texto. Analise com eles:
          J qual é o tema da história;
          J que fenômeno explica;
          J como o explica: científica ou fantasticamente;
          J como organiza essa explicação: que elementos da natureza estão presen-
            tes, quem são as personagens, o que fazem na história, a que conclusão a
            narrativa conduz o leitor.



42      Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
 Após essa discussão, comente com eles a origem dessa lenda, nomeando-a
       como tal. Trata-se de uma lenda venezuelana, que pertence à tradição indígena
       dos waraos, que vivem na região Leste da Venezuela, no delta do rio Orinoco.
       Explique-lhes que ubá é um tipo de canoa indígena.
      Ajude os alunos a elencar as características desse gênero, chamando sua
       atenção para o fato de que está ligada ao surgimento do dia e da noite, perso-
       nificados pelo sol e a lua.



ATIVIDADE 1: PARA INÍCIO DE CONVERSA




                                                                                        Atividade do aluno
  NOME: __________________________________________________________________________

  DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________



     Acompanhe com atenção a leitura do texto que seu professor fará.


                                 O DONO DA LUZ
     No princípio, todo mundo vivia nas trevas. Os waraos procuravam o que comer
     na escuridão, e a única luz que conheciam provinha do fogo que obtinham da
     madeira. Não existiam então nem o dia nem a noite.
     Um dia, um homem que possuía duas filhas ficou sabendo que existia um jo-
     vem que era dono da luz. Então, chamou a filha mais velha e disse-lhe:
     – Vá até onde se encontra o jovem dono da luz e traga-o para mim.
     Ela fez sua trouxa e partiu. Mas encontrou pela frente muitos caminhos e aca-
     bou tomando um que a levou até a casa do veado. Ali conheceu o animal e
     acabou se distraindo a brincar com ele.
     Em seguida, voltou à casa do pai, porém sem trazer a luz.
     Então o pai decidiu enviar a filha mais nova.
     – Vá até onde se encontra o jovem dono da luz e traga-o para mim.
     A jovem tomou o caminho certo e, depois de muito andar, chegou à casa do
     dono da luz e disse-lhe:
     – Vim para conhecê-lo, ficar um pouco com você e obter a luz para meu pai.
     O dono da luz lhe respondeu:
     – Eu já esperava por você. Agora que chegou, viverá comigo.
     Então o jovem pegou um baú de junco que tinha a seu lado e, com muito cui-
     dado, abriu-o. A luz iluminou imediatamente seus braços e seus dentes bran-
     cos. Iluminou também os cabelos e os olhos negros da jovem.
     Foi assim que ela descobriu a luz. O jovem, depois de mostrar a luz à moça,
     voltou a guardá-la.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I     43
Atividade do aluno
                     Todos os dias, o dono da luz a tirava do baú para que se fizesse a claridade e ele
                     pudesse se distrair com a jovem. E assim foi passando o tempo. Até que a moça
                     se lembrou de que tinha de voltar para casa e levar ao pai a luz que viera buscar.
                     O dono da luz, que já tinha ficado amigo da moça, deu a ela, de presente, a luz.
                     – Tome a luz, leve-a para você. Assim poderá ver tudo.
                     A jovem regressou à casa do pai e entregou-lhe a luz fechada no baú de jun-
                     co. O pai pegou o baú, abriu-o e pendurou-o num dos paus que sustentavam
                     a palafita em que moravam. De imediato, os raios de luz iluminaram a água
                     do rio, as folhas dos mangues e os frutos do cajueiro.
                     Quando, nos vários povoados do delta do rio Orinoco, espalhou-se a notícia
                     de que existia uma família que possuía a luz, os waraos começaram a vir
                     conhecê-la. Chegaram em suas ubás do rio Araguabisi, do rio Mánamo e do
                     rio Amacuro. Eram ubás e mais ubás, cheias de gente e mais gente.
                     Até que chegou um momento em que a palafita já não podia aguentar o peso
                     de tanta gente maravilhada com a luz. E ninguém ia embora, pois ninguém
                     queria continuar vivendo na escuridão, já que com a claridade a vida era mui-
                     to mais agradável.
                     Por fim, o pai das moças não pôde mais suportar tanta gente dentro e fora de
                     sua casa.
                     – Vou pôr um fim nisto – disse. – Todos querem a luz? Pois lá vai ela!
                     E com um soco quebrou o baú e atirou a luz ao céu. O corpo da luz voou para
                     o leste, e o baú, para o oeste. Do corpo da luz fez-se o sol, e do baú em que
                     ela estava guardada surgiu a lua, cada um de um lado.
                     Mas, como eles ainda estavam sob o impulso da força do braço que as lança-
                     ra longe, sol e lua andavam muito rápido. O dia e a noite eram, assim, muito
                     curtos, e a cada instante amanhecia e anoitecia.
                     Então o pai disse à filha mais nova:
                     – Traga-me uma tartaruga.
                     Quando a tartaruga chegou às suas mãos, esperou que o sol estivesse sobre
                     sua cabeça e lançou-a a ele, dizendo-lhe:
                     – Tome esta tartaruga. É sua, é um presente que lhe dou. Espere por ela.
                     A partir desse momento, o sol ficou esperando a tartaruguinha. E, no dia se-
                     guinte, ao amanhecer, viu-se que o sol caminhava lentamente, como a tarta-
                     ruga, exatamente como anda hoje em dia, iluminando até que a noite chegue.
                                    (Fonte: Como surgiram os seres e as coisas, Coedição latino-americana, 1987.)


                     Agora, converse com seus colegas:
                      Vocês já conheciam essa história ou outra parecida com essa?
                      Qual é o tema dessa história?
                      Como ela explica o surgimento do dia e da noite?
                      Essa é uma explicação científica ou fantástica?



44                   Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
 Quem são os personagens que a compõem?
      Onde se passa toda a trama?
      Por que você acha que os venzuelanos contavam essa história uns aos outros?
      Você já ouviu falar na palavra LENDA? Sabe o que significa?



ETAPA 2: COMPARTILHANDO O PROJETO

ATIVIDADE 2: COMPARTILHANDO O PROJETO
E ORGANIZANDO O TRABALHO

Objetivos
      Conhecer o projeto que será desenvolvido na classe, bem como a maneira pela
       qual o trabalho será desenvolvido.
      Planejar as ações que serão realizadas.


Planejamento
      Como organizar os alunos? A atividade será realizada coletivamente.
      Quais os materiais necessários? Lousa, para anotar as etapas combinadas co-
       letivamente. É interessante copiá-las depois em um cartaz que possa ser afi -
       xado na classe, ao qual se possa retornar para conferir em que momento do
       projeto se encontram.
      Qual é a duração? Cerca de 40 minutos.


Encaminhamento
      Solicite aos alunos que se sentem em círculo, pois vocês farão uma roda de
       conversa.
      Retome com eles as conversas a esse respeito tidas até então, procurando en-
       volvê-los no desenvolvimento do projeto. Explique que o projeto desse semes-
       tre será sobre LENDAS, como o texto que leram na aula anterior, e apresente o
       título do mesmo: “Uma lenda, duas lendas, tantas lendas...”.
      Vocês têm várias opções para a escolha do produto final. Entretanto, aqui su-
       gerimos uma coletânea das lendas preferidas pelo grupo, as quais serão rees-
       critas e depois socializadas com a comunidade.
      Apresente para os alunos o projeto que será desenvolvido, indicando:
       J título do projeto: “Uma lenda, duas lendas, tantas lendas...”;
       J produto final: elaboração de uma coletânea de lendas – que serão reescri-
         tas –, escolhidas entre aquelas de que a classe mais gostar.



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I    45
 Depois de apresentar o projeto, pergunte-lhes o que precisarão estudar para
       poder elaborar o produto final. Oriente-os para que cheguem a alguns conteú-
       dos fundamentais:
       J precisarão saber o que é uma coletânea e como se organiza;
       J precisarão conhecer melhor as lendas para poder reescrevê-las de modo
         que fiquem bem interessantes para o leitor;
       J precisarão conhecer muitas lendas para poder escolher as que a classe
         mais gostar;
       J precisarão estudar como um livro pode ser organizado, para elaborarem um
         que todos queiram ler.
      Registre os aspectos principais da discussão na lousa. Pergunte-lhes de que
       maneira acham que podem aprender sobre todos os aspectos que indicaram e
       anote as sugestões. Incorpore as sugestões na rotina programada para o de-
       senvolvimento do projeto.
      Planeje e organize com os alunos as possíveis etapas de trabalho:
       J definição do produto final considerando o destinatário do mesmo;
       J levantamento de possíveis fontes para conhecer melhor as lendas; lembre-
         -os de que poderão contar com a comunidade para isso;
       J leitura de lendas diversas para poder escolher aquelas que irão para a cole-
         tânea;
       J escolha das lendas a serem reescritas;
       J reescrita das lendas;
       J revisão dos textos, para que todos possam ser lidos e compreendidos por
         qualquer pessoa;
       J organização e edição da coletânea;
       J apresentação do trabalho (a coletânea poderá circular entre as classes, na
         forma de intercâmbio, ou entre as casas dos alunos, para que possam ser
         compartilhadas também com suas famílias).
      Explique, ainda, que esse projeto vai envolver atividades de vários tipos: leitura
       de textos feita pelo professor; roda de leitura, na qual eles apresentarão len-
       das que escolherem do acervo pessoal ou da sala de leitura da escola; ativi-
       dades para reescrita de lendas; atividades para aprender a respeito da origem
       das lendas ao longo da história.




46   Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ETAPA 3: AMPLIANDO OS SABERES
SOBRE LENDAS

ATIVIDADE 3A: CONHECENDO UM POUCO
MAIS AS LENDAS (1)

Objetivos
      Ampliar conhecimento prévio sobre o gênero, discutindo sua definição e as di-
       ferentes origens.
      Ampliar o repertório de lendas.


Planejamento
      Como organizar os alunos? A atividade será realizada coletivamente, com so-
       cialização de discussões ao final, para sistematização de conhecimentos.
      Quais os materiais necessários? Textos a serem lidos, que constam das folhas
       da Atividade 3A.
      Qual é a duração? Duas aulas de 40 minutos.


Encaminhamento
      Converse com os alunos para apresentação das finalidades da atividade.
      Oriente-os para que abram seu livro na página correspondente à Atividade 3A e
       façam a leitura compartilhada de cada uma das lendas apresentadas, acompa-
       nhando a leitura do professor
      Leia com os alunos a lenda “Santo Tomás e o boi que voava”.
      Depois, leia a lenda “Beowulf e o dragão”. Solicite que os alunos acompanhem
       a leitura. Aproveite para estabelecer relações com o filme (A lenda de Beowulf),
       lançado no começo de 2008. Pesquise sobre os atores, tire cópias de propa-
       gandas de lançamento publicadas no jornal, por exemplo.
      Para terminar, leia “A lenda da vitória-régia”.
      A cada leitura, recupere o contexto de produção das diferentes lendas, comen-
       tando com os alunos algumas informações:
       J “Santo Tomás e o boi que voava”: lenda que remonta aos primeiros sécu-
         los do Cristianismo, quando estas tinham a finalidade de relatar a vida dos
         santos ou mártires, de modo a oferecer bons exemplos de vida para as pes-
         soas. Sua origem é latina (europeia). Trata-se de uma lenda do tipo religioso.
       J “Beowulf e o dragão”: lenda do povo dinamarquês, na qual um herói – Beowulf
         – salva a população de dragões assassinos. É uma lenda do tipo em que o
         herói é pessoa da comunidade, bravo, corajoso, que enfrenta perigos para



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I       47
salvar esse povo, tornando-se herói nacional. À diferença dos contos de fa-
                              das, o interesse do herói não é o bem-estar da princesa, mas de um povo
                              todo. Machado (1994) informa que Beowulf é um herói típico das culturas
                              primitivas, daqueles que saíam pelo mundo enfrentando perigos e matando
                              monstros. A origem dessa lenda é nórdica e é do tipo extraordinário ou so-
                              brenatural.
                           J “A lenda da vitória-régia”: trata-se de lenda indígena que explica o surgimen-
                             to da vitória-régia. As lendas indígenas, em geral, são muito próximas do
                             mito, por explicarem aspectos da criação do mundo. Trata-se de uma lenda
                             naturalista.
                         Na lousa, vá anotando os comentários relevantes sobre cada uma das lendas,
                          chamando a atenção dos alunos para que observem:
                           J a que época essa lenda se refere;
                           J qual povo a conta;
                           J qual seria a finalidade da lenda.
                         Peça que anotem, no quadro correspondente, as observações socializadas co-
                          letivamente, pois elas serão necessárias na aula seguinte.

                                          SANTO TOMÁS E O        BEOWULF E            A LENDA DA
                                          BOI QUE VOAVA          O DRAGÃO             VITÓRIA-RÉGIA
                     Época a qual
                     se refere
                     Origem


                     Propósito




                     ATIVIDADE 3A: CONHECENDO UM POUCO
Atividade do aluno




                     MAIS AS LENDAS (1)
                     NOME: __________________________________________________________________________

                     DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________



                        1. Acompanhe a leitura que seu professor fará da lenda intitulada “Santo Tomás
                           e o boi que voava”.
                           Sabendo que é uma lenda e conhecendo o seu título, de que você acha que
                           esse texto tratará? Converse com seu professor e demais colegas a esse
                           respeito.




48                      Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
                     SANTO TOMÁS E O BOI QUE VOAVA
     Contam os fastos da ordem de São Domingos que, achando-se Santo Tomás
     de Aquino na sua cela, no convento de São Jacques, curvado sobre obscuros
     manuscritos medievais, ali entrou, de repente, um frade folgazão, que foi ex-
     clamando com escândalo:
     – Vinde ver, irmão Tomás, vinde ver um boi voando!
     Tranquilamente, o grande doutor da igreja ergueu-se do seu banco. Deixou a
     cela e, vindo para o átrio do mosteiro, pôs-se a olhar o céu, protegendo os
     olhos com as mãos. Ao vê-lo assim, o frade jovial desatou a rir com estrondo.
     – Ora, irmão Tomás, então sois tão crédulo a ponto de acreditardes que um
     boi pudesse voar?
     – Por que não, meu amigo? – tornou o santo. E com a mesma singeleza, fora
     da sabedoria: – Eu preferi admitir que um boi voasse a acreditar que um reli-
     gioso pudesse mentir.
                        (Machado, Irene. Literatura e redação. São Paulo: Scipione, 1994. p. 97.)


     2. Converse com seu professor e demais colegas sobre as seguintes questões:
         Essa lenda se parece com as lendas que você conhecia? Em quê? Explique.
         De que época você acha que é essa lenda?
         Qual você acha que é a finalidade dela?
     3. Agora, acompanhe a leitura que seu professor fará de outra lenda, intitulada
        “Beowulf e o dragão”.
        Comente com seus colegas: Você já ouviu falar nessa lenda? Quando? Co-
        nhece a história?
        Acompanhe a leitura a partir do texto apresentado a seguir.

                             BEOWULF E O DRAGÃO
     Havia um rei dinamarquês que era valente na guerra e sábio nos tempos de
     paz. Vivia num castelo esplêndido. Recebia muitos convites e dava festas ma-
     ravilhosas. Mas tudo isso era bom demais para durar eternamente.
     Um dia, no final de uma festa, todos ouviram um ruído estranho. Era o dragão
     Grandel, que saíra do lago e entrara no castelo. Engoliu o primeiro homem
     que encontrou e gostou tanto do sangue humano que atacou muitos outros.
     Deixou um rastro vermelho como marca de sua passagem.
     Desse dia em diante, a vida no castelo mudou completamente. O terrível
     Grandel aparecia todas as noites, matava os homens, bebendo seu sangue, e
     carregava o corpo para o lago.
     Nem mesmo os guerreiros mais fortes conseguiam vencê-lo, e o castelo aca-
     bou sendo abandonado.
     Depois de doze anos, esta história chegou aos ouvidos de Beowulf, um ca-
     valeiro jovem e corajoso, capaz de vencer trinta homens ao mesmo tempo.



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I                 49
Atividade do aluno
                     Quando soube da desgraça que tinha se abatido sobre os súditos do rei dina-
                     marquês, ficou comovido e não pensou duas vezes. Escolheu catorze comba-
                     tentes e partiu para a Dinamarca.
                     – Quem é você? – perguntou-lhe o rei.
                     – Sou Beowulf, viemos libertá-lo do terrível Grandel.
                     O rei sentiu o coração encher-se de esperança. Deu uma grande festa.
                     Enquanto todos celebravam, um estranho assobio atravessou o castelo.
                     As portas de ferro caíram por terra e o terrível Grandel entrou pela sala.
                     Os olhos brilhavam, a boca cuspia fogo e as garras eram espadas que rasga-
                     vam o chão. Mas antes que ele conseguisse engolir um guerreiro, sentiu uma
                     dor insuportável.
                     Beowulf havia se lançado na direção do dragão e apertava sua garganta com
                     uma força igual a de trinta homens. Grandel se retorceu, urrou, mas não con-
                     seguiu se soltar. Foi empurrado por Beowulf até o lago e morreu.
                     O rei agradeceu ao herói e a vida voltou para o castelo. Mas no fundo do lago,
                     uma velha feiticeira, a mãe de Grandel, resolveu vingar a morte de seu filho.
                     Penetrou na grande sala do castelo e aprisionou o conselheiro do rei.
                     – Caro Beowulf – disse o rei –, preciso novamente de sua ajuda.
                     Nesse mesmo dia, Beowulf e o rei montaram a cavalo e foram até o lago.
                     Boiando sobre as águas, estava a cabeça ensanguentada do conselheiro.
                     Beowulf mergulhou imediatamente, até que chegou no antro dos monstros.
                     Viu uma mulher horrorosa sentada em cima de ossadas humanas.
                     Era a mãe de Grandel. A bruxa se atirou sobre ele. Beowulf foi mais rápido.
                     Sua espada cortou a garganta da velha. Mas ela continuou a atacá-lo.
                     Nisso, o cavaleiro avistou uma espada gigantesca. Agarrou-a e arrancou a
                     cabeça da velha. Foi só então que ele viu, ao lado, o corpo monstruoso de
                     Grandel. Beowulf também lhe cortou a cabeça e carregou-a até a superfície.
                     Mas depois que Beowulf libertou a Dinamarca desse monstro sinistro, sentiu
                     muitas saudades de seu próprio país. Seu tio havia acabado de morrer. E
                     como ele era o único herdeiro, foi coroado rei. Governou durante cinquenta
                     anos com sabedoria e justiça.
                     Foi quando novamente recebeu notícias de que um dragão incendiava a Dinamar-
                     ca. Não perdeu tempo. Convocou sua tropa e viajou para enfrentar o monstro.
                     O animal o esperava. De sua garganta saíam chamas envenenadas e uma
                     fumaça verde. Os cavaleiros de Beowulf apavoraram-se e fugiram; Beowulf
                     viu-se só diante do monstro. Mas havia alguém a seu lado: Wiglaf, o mais jo-
                     vem dos homens de sua tropa.
                     Esquecendo-se da espada, Beowulf atacou o dragão com tanta força que nem
                     parecia que havia envelhecido. O monstro grunhiu e o sangue escorreu do
                     ferimento de sua garganta. Mesmo assim Beowulf foi atingi-lo com o golpe
                     mortal e percebeu que sua espada havia se partido ao meio.



50                   Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
     Estava condenado. Então ouviu uma voz:
     – Estou a seu lado, meu rei.
     Era Wiglaf, que imediatamente atacou o dragão, ferindo-o mortalmente.
     O dragão estendeu a pata e atingiu o rei com suas garras venenosas. Beowulf
     sentiu o veneno penetrar nas profundezas de seu corpo. Antes que a vida o
     deixasse, disse:
     – Eu te nomeio rei, fiel Wiglaf. E como prova disso, aqui está o meu anel.
     Estas foram as últimas palavras do célebre matador de dragões, Beowulf.
     Ele morreu tranquilo, porque sabia que seu sucessor era o mais corajoso de
     todos os homens, o melhor de todos os guerreiros, e que reinaria com justiça,
     trazendo felicidade a seu povo.
                    (Machado, Irene. Literatura e redação. São Paulo: Scipione, 1994. p. 99-100.)


     4. Converse com seu professor e demais colegas sobre as seguintes questões:
         Essa lenda é mais parecida com as que você já conhecia? Em quê? Explique.
         Em que essa lenda se parece com a que foi lida antes?
         De que época você acha que é essa lenda?
         De onde vem essa lenda? De que povo?
         Qual você acha que é a finalidade dessa lenda?
     5. Agora, acompanhe a leitura da “Lenda da vitória-régia”.
        Comente com seus colegas e professor: Você já conhece essa lenda? De que
        ela trata?


                          A LENDA DA VITÓRIA-RÉGIA
     A enorme folha boiava nas águas do rio. Era tão grande que, se quisesse, o
     curumim que a contemplava poderia fazer dela um barco. Ele era miudinho,
     nascera numa noite de grande temporal. A primeira luz que seus pequeninos
     olhos contemplaram foi o clarão azul de um forte raio, aquele que derrubara a
     grande seringueira, cujo tronco dilacerado até hoje ainda lá estava.
     “Se alguém deve cortá-la, então será meu filho, que nasceu hoje”, falou o caci-
     que ao vê-la tombada depois da procela. Ele será forte e veloz como o raio e,
     como este, ele deverá cortá-la para fazer o ubá com
     que lutará e vencerá a torrente dos grandes rios...”
     Talvez, por isso, aquele curumim tão pequenino
     já se sentisse tão corajoso e capaz de enfrentar,
     sozinho, os perigos da selva amazônica. Ele ca-
     minhava horas, ao léu, cortando cipós, caçando
     pequenos mamíferos e aves; porém, até hoje, nos
     seus sete anos, ainda não enfrentara a torrente
     do grande rio, que agora contemplava.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I                 51
Atividade do aluno
                     Observando bem aquelas grandes folhas, imaginou navegar sobre uma delas,
                     e não perdeu tempo. Pisou com muito cuidado – os índios são sempre muito
                     cautelosos – e, sentindo que ela suportava o seu peso, sentou-se devagar, e
                     com as mãozinhas improvisou um remo. Desceu rio abaixo.
                     É verdade que a correnteza favorecia, mas, contudo, por duas vezes quase caiu.
                     Nem por isso se intimidou. Navegou no seu barco vegetal até chegar a uma pe-
                     quena enseada onde avistou a mãe e outras índias que, ao sol, acariciavam os
                     curumins quase recém-nascidos embalando-os com suas canções, que falam
                     da lua, da mãe-d’água do sol e de certas forças naturais que muito temem.
                     Saltando em terra, correu para junto da mãe, muito feliz com a façanha que
                     praticara:
                     “Mãe, tenho o barco. Já posso pescar no grande rio?”
                     “Um barco? Mas aquilo é apenas um uapê; é uma formosa índia que Tupã
                     transformou em planta.”
                     “Como, mãe? Então não é o meu barco? Você sempre me disse que eu um
                     dia haveria de ter meu ubá...”
                     “Meu filho, o teu barco, tu o farás; este é apenas uma folha. É Naia, que se
                     apaixonou pela lua...”
                     “Quem é Naia?”, perguntou curioso o indiozinho.
                     “Vou contar-te... Um dia, uma formosa índia, chamada Naia, apaixonou-se
                     pela lua. Sentia-se atraída por ela e, como quisesse alcançá-la, correu, cor-
                     reu, por vales e montanhas atrás dela. Porém, quanto mais corriam, mais lon-
                     ge e alta ela ficava. Desistiu de alcançá-la e voltou para a taba.
                     “A lua aparecia e fugia sempre, e Naia cada vez mais a desejava.
                     “Uma noite, andando pelas matas ao clarão do luar, Naia se aproximou de um
                     lago e viu, nele refletida, a imagem da lua.
                     “Sentiu-se feliz; julgou poder agora alcançá-la e, atirando-se nas águas cal-
                     mas do lago, afundou.
                     “Nunca mais ninguém a viu, mas Tupã, com pena dela, transformou-a nesta lin-
                     da planta, que floresce em todas as luas. Entretanto uapê só abre suas petalas
                     à noite, para poder abraçar a lua, que se vem refletir na sua aveludada corola.
                     “Vês? Não queiras, pois, tomá-la para teu barco. Nela irás, por certo, para o
                     fundo das águas.
                     “Meu filho, se se sentes bastante forte, toma o machado e vai cortar aquele
                     tronco que foi vencido pelo raio. Ele é teu desde que nasceste.
                     “Dele farás o teu ubá; então, navegarás sem perigo.
                     “Deixa em paz a grande flor das águas...”
                     Eis aí, como nasceu da imaginação fértil e criadora de nossos índios, a histó-
                     ria da vitória-régia, ou uapê, ou iapunaque-uapê, a maior flor do mundo.
                                   (Machado, Irene. Literatura e redação. São Paulo: Scipione, 1994. p. 105-106.)




52                   Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
     6. Agora, converse com seu professor e demais colegas sobre as seguintes
        questões:
      E essa lenda, é mais parecida com alguma das que você já conhecia? Em quê?
       Explique. Com a ajuda de seus colegas e também do professor, preencha o qua-
       dro a seguir.

                      SANTO TOMÁS E O        BEOWULF E             A LENDA DA
                      BOI QUE VOAVA          O DRAGÃO              VITÓRIA-RÉGIA
Época a qual
se refere

Origem


Propósito




ATIVIDADE 3B: CONHECENDO UM POUCO
MAIS AS LENDAS (2)
      Explique aos alunos que vocês lerão novamente cada uma das lendas da aula an-
terior para seguir a proposição das atividades. Faça a leitura compartilhada das mes-
mas e, depois, releia também com eles o quadro que preencheram sobre a época,
origem e finalidade das lendas.
     A seguir, organize os alunos em duplas e explique-lhes que, a partir do quadro
anterior, deverão comparar as três lendas e preencher uma nova tabela, analisando
o que as lendas apresentadas têm em comum e o que têm de diferente. Sugestão de
preenchimento do quadro:

                      QUADRO COMPARATIVO DAS TRÊS LENDAS
 O QUE AS LENDAS TÊM EM COMUM?               O QUE AS LENDAS TÊM DE DIFERENTE?
  Todas têm um ensinamento a passar          Cada lenda tem uma origem diferente.
   para o leitor: o exemplo da crença         Todas utilizam personagens como
   contra a mentira; o exemplo da              exemplos de referência para os
   coragem e fidelidade a um povo; o           ensinamentos, mas são muito
   exemplo da crença enganosa nas              diferentes entre si: um santo, um
   aparências.                                 herói guerreiro; uma pessoa comum
  Nenhuma delas tem autor.                    da tribo.
  Todas explicam aspectos da cultura         Em duas delas há a presença de
   de um povo.                                 elemento extraordinário.
  Os protagonistas são seres humanos
   comuns.
  Os fatos narrados são tratados como
   episódios da vida real de um povo, e
   não como invenções.



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I     53
Quando todos tiverem terminado, oriente-os a formar um grande grupo novamen-
                     te, para que possam socializar o que cada dupla descobriu.



                     ATIVIDADE 3B: CONHECENDO UM POUCO
Atividade do aluno




                     MAIS AS LENDAS (2)
                       NOME: __________________________________________________________________________

                       DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________



                          Para realizar esta atividade, você lerá novamente, com seu professor, as lendas
                     da aula anterior.
                          Depois, reúna-se com seu colega e procure descobrir o que as três histórias têm
                     em comum e quais são as diferenças entre elas. A seguir, converse com ele e organi-
                     zem, na tabela abaixo, as informações levantadas.

                                           QUADRO COMPARATIVO DAS TRÊS LENDAS
                      O QUE AS LENDAS TÊM EM COMUM?               O QUE AS LENDAS TÊM DE DIFERENTE?




                     ATIVIDADE 3C: AMPLIANDO O REPERTÓRIO
                     DE LENDAS

                     Objetivos
                          Ampliar o repertório sobre lendas.
                          Identificar expressões linguísticas presentes nas lendas.


                     Planejamento
                          Como organizar os alunos? A atividade inicialmente é coletiva, e os alunos po-
                           dem permanecer em suas carteiras. Depois, eles se organizarão em duplas,
                           previamente definidas pelo professor.



54                        Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
 Quais os materiais necessários? Texto que será lido, que consta da folha de
       Atividade 3C; lendas lidas anteriormente que se encontram no livro do aluno,
       caderno de classe, quadro comparativo das três últimas lendas lidas.
      Qual é a duração? Uma aula de 60 minutos.


Encaminhamento
      Converse com os alunos para apresentação das finalidades da atividade.
      Oriente-os para que saibam que, no primeiro momento, trabalharão coletiva-
       mente e, depois, em duplas indicadas por você. Planeje-as de modo que os
       alunos possam colaborar um com o outro; não se esqueça também de analisar
       se a interação entre a dupla pode ser efetivamente produtiva.
      Leia a lenda com os alunos. Informe-os que é de origem tupi, que era uma
       nação indígena que, depois, uniu-se aos guaranis, dando origem à nação
       tupi-guarani.
      Pergunte a eles se entenderam a lenda, se têm algum aspecto para comentar
       e, em seguida, retome o quadro analítico que compara as três lendas lidas na
       Atividade 3A, recuperando as características indicadas como comuns aos três
       textos. Retome cada ponto e analise “A lenda do papagaio Crá-Crá” em cada
       um de seus aspectos:
       J O que essa lenda procura explicar?
       J Qual aspecto da cultura do povo brasileiro essa lenda revela?
       J Quem são os protagonistas, as personagens?
       J Os fatos narrados são tratados como episódios comuns da vida das pessoas?
      Terminada a leitura e a discussão, lembre-se de registrar o nome da lenda na
       lista-inventário elaborada com os nomes das lendas lidas até o momento. Esta
       lenda comporá o inventário e, ao final das leituras, será uma das que poderão
       – ou não – compor a coletânea da classe. Essa decisão será tomada posterior-
       mente, quando o repertório estiver composto.
      Após esse momento, inicie a análise coletiva da escrita dessa lenda, salien-
       tando a presença da ênclise na utilização dos pronomes, como por exemplo:
       assou-os, sapecaram-lhe, comendo-os.
      Depois disso, chame a atenção dos alunos para as expressões utilizadas no
       texto, como, encontrou em vez de achou; sapecaram-lhe, para dizer que quei-
       maram de leve; arranhavam a garganta em vez de machucavam; os frutos em
       vez de as frutas etc.
      Solicite aos alunos que registrem, em seu caderno, as expressões levantadas
       coletivamente por vocês. Quando tiverem terminado de identificar as expres-
       sões de “A lenda do papagaio Crá-Crá”, peça-lhes que se reúnam em duplas,
       previamente definidas por você, e complementem a lista de expressões anali-
       sando também outras duas lendas entre as que foram lidas até o momento.
       Quando tiverem terminado, socialize as informações observadas pelos alunos,




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I    55
registrando, num cartaz, as expressões levantadas. Elas poderão ser úteis
                          para consultas posteriores, quando as crianças tiverem que reescrever as len-
                          das para a coletânea.



                     ATIVIDADE 3C: AMPLIANDO O REPERTÓRIO
Atividade do aluno




                     DE LENDAS
                     NOME: __________________________________________________________________________

                     DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________



                       1. Vocês lerão “A lenda do papagaio Crá-Crá”. Trata-se de uma lenda de origem
                          indígena – tupi – e, à medida que foi sendo contada, acabou incorporada e
                          transformada pelo povo, circulando, depois, pelo Brasil todo. Esse modo de
                          contar, a linguagem presente nessa versão da lenda, é mais típico das regiões
                          Sul e Sudeste do país.

                                         A LENDA DO PAPAGAIO CRÁ-CRÁ
                       Conta a lenda que, antigamente, morava em um vilarejo um menino muito
                       guloso. Tudo que via, queria comer, e a gula era tanta, a pressa de comer era
                       tamanha, que ele tinha costume de engolir a comida sem mastigá-la.
                       Uma vez sua mãe encontrou frutos de batoí e assou-os na cinza.
                       O filho, sem querer esperar, comeu todos os frutos, tirando-os diretamente do
                       fogo e, como sempre, engoliu-os sem pestanejar.
                       Os frutos do batoí são frutos cuja polpa viscosa se mantém quentíssima por
                       muito tempo. Comendo-os tão quentes, sapecaram-lhe a garganta, de forma
                       que doía muito e queimavam-lhe o estômago.
                       O menino, tentando vomitar os frutos comidos, começou a fazer força para
                       expulsá-los. Arranhava a garganta grunhindo crá-crá-crá! Mas os frutos não
                       saíam... e entalaram na garganta, sufocando-o.
                       No mesmo momento, cresceram-lhe as asas e as penas e ele tornou-se um
                       papagaio. Voou pra longe. Até hoje pode-se ouvi-lo vagando pelas matas do
                       lugar, voando e gritando “crá-crá-crá”!
                                      (Machado, Irene. Literatura e redação. São Paulo: Scipione, 1994. p. 105-106.)



                       2. Retome o quadro com as características das lendas analisadas e comente
                          com seu professor e colegas: essa lenda contém as características comuns
                          às demais lendas até o momento? Para explicar, procure responder às seguin-
                          tes questões:




56                      Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
                   ANALISANDO “A LENDA DO PAPAGAIO CRÁ-CRÁ”

              ASPECTOS                           INFORMAÇÕES OBSERVADAS

 O que essa lenda procura explicar?



 Esta lenda revela um aspecto da
 cultura do povo brasileiro.
 Qual é ele?
 Quem são os protagonistas?
 São pessoas comuns?


 Os fatos narrados são tratados
 como episódios comuns da vida
 das pessoas? Explique.
 Há outros aspectos importantes
 a ser considerados?


     3. Com seus colegas e com a ajuda de seu professor, releia “A lenda do papa-
        gaio Crá-Crá” observando as expressões que foram utilizadas para contar a
        história. Anote-as em seu caderno.
     4. Agora, sente-se com sua dupla de trabalho e procurem, em seu livro, as len-
        das que foram lidas. Escolha duas delas para fazer a mesma análise, anotan-
        do, cada um em seu caderno, as expressões interessantes que encontrarem.
        Depois, compartilhe o trabalho com os demais colegas da turma.



ATIVIDADE 3D: RODA DE LEITURA

Objetivos
      Ampliar o repertório de lendas da classe.
      Apropriar-se de comportamento leitor nas atividades de apresentação e indica-
       ção de textos lidos.


Planejamento
      Como organizar os alunos? A atividade é coletiva; os alunos deverão ficar em
       círculo.
      Quais os materiais necessários? Cada aluno com a obra que leu (livro retirado
       da Sala de Leitura, caso a escola a possua. Se assim não for, é necessário
       que o professor pesquise e indique uma biblioteca pública próxima à escola,



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I    57
para que os alunos possam fazer o empréstimo de livros). Cartaz de referência
           para inventário de lendas, para inclusão das lidas e identificação das que fo-
           rem indicadas para a coletânea.
          Qual é a duração? Cerca de duas aulas de 40 minutos.


     Encaminhamento
          Converse com os alunos sobre a finalidade da atividade e como ela se desen-
           volverá:

     Parte A – 1a Aula
          Explique aos alunos que deverão ir à Sala de Leitura (ou à biblioteca pública
           próxima à escola) e, com ajuda de um bibliotecário ou funcionário responsá-
           vel, selecionar um livro que contenha uma ou mais lendas para realizar a lei-
           tura (é importante combinar esse momento com antecedência com a pessoa
           responsável).
          A partir de sua escolha, realizar a leitura tendo claro o objetivo de indicar ou
           não o livro lido à sua turma. Para tanto, você, professor, poderá oferecer um
           roteiro para essa indicação conforme segue.

     ROTEIRO PARA INDICAÇÃO DE LEITURA
         1. Apresente a obra que você leu, informando:
            a. título;
            b. autor;
            c. editora;
            d. como a obra se organiza (só lendas brasileiras, só apresenta uma lenda
               etc.). Nesse momento você pode dar uma lida rápida no índice, se achar in-
               teressante para os colegas; não se esqueça também de mostrar-lhes o livro;
            e. se tem ilustrações, de que tipo são – observe se são pinturas, gravuras,
               fotografias; se são coloridas, se explicam ou não informações do texto (e
               mostre-as para seus colegas) – e dê a sua opinião sobre elas.
         2. Comente a lenda que você leu, informando:
            a. título;
            b. origem da lenda (se houver informação sobre isso no livro);
            c. em que região costuma circular;
            d. tema, ensinamento ou fenômeno que explica;
            e. personagens;
            f. mostre as ilustrações da lenda;
            g. se há relações que se possa estabelecer com alguma lenda do inventário
               da classe ou outra que você conheça.
         3. Apresente um pequeno resumo da lenda, comentando:
            a. se gostou ou não e por quê;



58       Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
b. se recomendaria – ou não – para compor a coletânea da classe, esclarecen-
           do o motivo de sua afirmação ou negação;
        c. se quiser, pode ler um trecho da lenda também ou, pelo menos, aquele que
           você considerou mais interessante ou bonito.
      Os alunos não precisam registrar por escrito todas essas informações. Mas é
       interessante que tenham um mapa de acompanhamento das leituras que fize-
       rem de maneira independente, nas atividades de leitura de escolha pessoal,
       comentadas na roda.
      Para tanto, você pode orientá-los para que tenham colado no caderno, ou arqui-
       vado em uma pasta, um roteiro como o da página seguinte. Esse mapa pode
       ser de grande valia para você acompanhar o desempenho de seu aluno quanto
       a preferências pessoais, extensão de obras que seleciona e complexidade das
       mesmas; quais obras ele conseguiu terminar, quais abandonou e por quê.
      Na apresentação, esteja atento para o tipo de indicações que o aluno faz so-
       bre o material lido, em especial, se ele recomenda que a lenda apresentada
       componha a coletânea ou não. Se ele recomendar, pode contar a lenda toda
       para a classe.
      De qualquer maneira, ao final de cada apresentação, o título da lenda reco-
       mendada será registrado no inventário.

Parte B – 2a aula
      Organize o revezamento entre eles, pois nem todos contarão o que leram nes-
       sa aula. Informe que a roda sempre se organizará pela apresentação de um
       dos três (ou quatro) grupos constituídos. Esses grupos, definidos a priori, deve-
       rão se apresentar segundo o cronograma combinado previamente.
      Defina um máximo de apresentações por dia, considerando o número de alu-
       nos da classe e o tempo disponível para essa aula.



ATIVIDADE 3D: RODA DE LEITURA

                                                                                           Atividade do aluno
  NOME: __________________________________________________________________________

  DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


     Agora você irá participar de uma roda de leitura. Você já sabe que, nesses momen-
     tos, deve comentar o que leu, recomendando – ou não – para seus colegas.
     Neste momento, estamos estudando lendas, e a sua tarefa foi selecionar uma
     obra na sala de leitura ou biblioteca pública e comentá-la, de maneira que essa
     obra possa, por um lado, compor nosso inventário de lendas e, por outro, ser indi-
     cada para compor a coletânea que a classe organizará.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I        59
Atividade do aluno
                        Segue abaixo um roteiro de indicação de leitura para que você se oriente para
                        executar essa atividade.

                     ROTEIRO PARA INDICAÇÃO DE LEITURA
                        1. Apresente a obra que você leu, informando:
                           a. título;
                           b. autor;
                           c. editora;
                           d. como a obra se organiza (só lendas brasileiras, só apresenta uma lenda etc.).
                              Nesse momento você pode até dar uma lida rápida no índice, se achar inte-
                              ressante para os colegas; não se esqueça de mostrar-lhes o livro também;
                           e. se tem ilustrações, de que tipo são – observe se são pinturas, gravuras, fo-
                              tografias; se são coloridas, se explicam ou não informações do texto (mos-
                              tre-as para seus colegas) e dê sua opinião sobre elas.
                        2. Comente a lenda que você leu, informando:
                           a. título;
                           b. origem da lenda (se houver informação sobre isso no livro);
                           c. em que região costuma circular;
                           d. tema, ensinamento ou fenômeno que explica;
                           e. personagens;
                           f. se constam ilustrações da lenda;
                           g. se há relações que se possa estabelecer com alguma lenda do inventário
                              da classe ou outra que você mesmo conheça.
                        3. Apresente um pequeno resumo da lenda, comentando:
                           a. se gostou ou não e por quê;
                           b. se recomendaria – ou não – para compor a coletânea da classe, explicando
                              o motivo de sua afirmação ou negação;
                           c. se quiser, pode ler um trecho da lenda também ou, pelo menos, aquele que
                              você considerou mais interessante ou bonito. Ao final da apresentação, não
                              esqueça de registrar a lenda lida no inventário da classe, caso ela tenha
                              sido recomendada para compor a coletânea.



                     ATIVIDADE 3E: LENDAS DE OUTROS TEMPOS
                     E LUGARES

                     Objetivos
                         Ampliar o repertório sobre lendas.
                         Aprender a recontar oralmente um texto.
                         Comparar lendas de diferentes épocas e lugares.



60                      Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Planejamento
      Como organizar os alunos? Inicialmente, divida a turma em pequenos grupos
       (quatro crianças no máximo, para que o trabalho seja mais produtivo).
      Quais os materiais necessários? Textos que serão lidos e constam das folhas
       da Atividade 3E.
      Qual é a duração? Duas aulas de 40 minutos (é recomendável prever também
       um terceiro momento, para avaliar o reconto feito para outras turmas).


Encaminhamento

Parte A – 1a aula
      Dividida a turma em grupos e inicie a atividade pedindo que abram seu livro na
       página em que se encontram os textos da Atividade 3E.
      A seguir, comente com eles que a referida lenda tem o título “Narciso”, e levan-
       te possíveis antecipações que possam ser feitas a partir dele (é provável que
       já tenham ouvido esse nome ou algo a ele relacionado). Explique que essa len-
       da pertence à mitologia grega e é recontada desde a Antiguidade (para saber
       mais, leia as informações complementares a seguir). É interessante também
       mostrar-lhes, no mapa, onde fica a Grécia.
      Solicite-lhes, então, que iniciem, individualmente, a leitura silenciosa da len-
       da. Terminada essa leitura, oriente-os a comentar, cada qual em seu grupo, o
       que compreenderam da história. Nesse momento, é interessante determinar
       um tempo para que ocorra a discussão em grupos, e também para socializar e
       listar, na lousa, alguns itens essenciais para orientar a observação dos alunos:
       J De que trata a lenda?
       J Quem são os personagens?
       J Onde se passa a história?
       J O que a lenda procura explicar?
       J Que outros comentários poderiam fazer a respeito dessa lenda?
      Enquanto os alunos realizam essa discussão, é importante que você circule
       pela sala, ouça o que eles dizem e ajude-os a compreender melhor o que le-
       ram, mediando a conversa entre eles no sentido de ampliar seus elementos de
       análise.
      Concluídas as conversas em pequenos grupos, é hora de socializar a análise
       do conto, pedindo que cada grupo relate o que foi observado. Nesse momento,
       é fundamental que o professor realize a mediação entre o que os alunos ve-
       nham a comentar e os aspectos essenciais a serem analisados, ajudando-os
       a compreender bem o que leram. Sugerimos que a primeira aula dessa etapa
       seja concluída nesse momento.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I       61
Para saber mais
        A lenda de Narciso, surgida provavelmente da superstição grega segundo a
        qual contemplar a própria imagem prenunciava má sorte, possui um simbolis-
        mo que fez dela uma das mais duradouras da mitologia grega.
        Narciso era um jovem de singular beleza, filho do deus-rio Cefiso e da ninfa Li-
        ríope. No dia de seu nascimento, o adivinho Tirésias vaticinou que Narciso te-
        ria vida longa desde que jamais contemplasse a própria figura. Indiferente aos
        sentimentos alheios, Narciso desprezou o amor da ninfa Eco – segundo outras
        fontes, do jovem Amantis –, e seu egoísmo provocou o castigo dos deuses.
        Ao observar o reflexo de seu rosto nas águas de uma fonte, apaixonou-se
        pela própria imagem e ficou a contemplá-la até consumir-se. A flor conhecida
        pelo nome de Narciso nasceu, então, no lugar onde ele morrera.
        Em outra versão da lenda, Narciso contemplava a própria imagem para re-
        cordar os traços da irmã gêmea, morta tragicamente. Foi, no entanto, a ver-
        são tradicional, reproduzida no essencial por Ovídio em Metamorfoses, que se
        transmitiu à cultura ocidental por intermédio dos autores renascentistas.

     Parte B – 2a aula
          Na aula seguinte, os alunos retomarão a lenda comentada, primeiramente
           acompanhando a leitura que você fará delas no livro de textos.
          Explique-lhes que a proposta dessa aula é preparar-se para fazer o reconto
           oral dessa lenda para outras turmas. Para isso, é importante combinar a apre-
           sentação previamente com outros professores com os quais se possa fazer
           parceria para a atividade. Além do mais, é necessário organizar e combinar
           com a turma um cronograma de apresentações, a fim de não interferir na roti-
           na de trabalho das classes colaboradoras.
          Ao se preparar para o reconto, os alunos devem dominar bem o conteúdo da
           história, ou seja, devem conhecer em detalhes a lenda que irão recontar. Para
           isso, é importante que façam várias leituras da mesma. Sugerimos algumas
           modalidades:
           J ler duas vezes, silenciosamente, e outra, em voz alta, para os colegas de
             seu grupo;
           J ler, com os colegas do grupo, dramatizando a lenda (ler assumindo um dos
             personagens ou no papel de narrador);
           J ler a lenda em casa, como tarefa, para que alguém o ouça.
          Dominando a narrativa em si, podem recontá-la aos colegas, primeiro em pe-
           quenos grupos, depois para o grupo todo, oferecendo-se espontaneamente. É
           importante orientá-los nesse reconto, chamando-lhes a atenção para que ob-
           servem:
           J todas as partes (começo, meio e fim do conto) e as informações necessá-
             rias para que os ouvintes compreendam a história;



62       Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
J fluência de fala, tom de voz e expressividade ao caracterizar um persona-
         gem, diferenciando sua fala da do narrador;
       J altura da voz e postura corporal para que todos ouçam a lenda;
       J expressões linguísticas próprias da narrativa, que enriquecem o reconto.
      Se houver possibilidade, é interessante gravar o reconto dos alunos, para que
       possam se ouvir, analisar e aprimorar o trabalho.
      Enquanto um colega reconta, os demais devem observá-lo e apontar o que
       está adequado, sugerir melhorias e fazer apreciações sobre o modo de contar.
       Essa é uma situação interessante, de parceria e troca, mas que exige combi-
       nar previamente uma atitude positiva daqueles que se manifestarão a respeito
       do reconto alheio. Para isso, devem lembrar-se de incentivar quem fala, evitan-
       do risos ou comentários depreciativos.
      Pode-se sugerir aos alunos que se caracterizem para a apresentação, prepa-
       rando um cenário, vestindo-se a caráter ou providenciando objetos de cena que
       representem o ambiente onde a lenda se passa.
      A seguir, proceder para o reconto nas respectivas turmas e horários, fazendo
       uma posterior avaliação coletiva do mesmo.



ATIVIDADE 3E: LENDAS DE OUTROS TEMPOS




                                                                                          Atividade do aluno
E LUGARES
  NOME: __________________________________________________________________________

  DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


     1. Leia, silenciosamente, a lenda sobre um conhecido personagem da mitologia
        grega chamado Narciso.

                                      NARCISO
                                                                        Mitologia grega


     Há muito tempo, na floresta, passeava Narciso, o filho do sagrado rio Kiphis-
     sos. Era lindo, porém tinha um modo frio e egoísta de ser. Era muito conven-
     cido de sua beleza e sabia que não havia no mundo ninguém mais bonito
     que ele.
     Vaidoso, a todos dizia que seu coração jamais seria ferido pelas flechas de
     Eros, filho de Afrodite, pois não se apaixonava por ninguém.
     As coisas foram assim até o dia em que a ninfa Eco o viu e imediatamente se
     apaixonou por ele.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I       63
Atividade do aluno
                     Ela era linda, mas não falava; o máximo que conseguia era repetir as últimas
                     sílabas das palavras que ouvia.
                     Narciso, fingindo-se de desentendido, perguntou:
                     – Quem está se escondendo aqui perto de mim?
                     – … de mim – repetiu a ninfa assustada.
                     – Vamos, apareça! – ordenou. – Quero ver você!
                     – … ver você! – repetiu a mesma voz em tom alegre.
                     Assim, Eco aproximou-se do rapaz. Mas nem a beleza e nem o misterioso bri-
                     lho nos olhos da ninfa conseguiram amolecer o coração de Narciso.
                     – Dê o fora! – gritou, de repente. – Por acaso pensa que eu nasci para ser um
                     da sua espécie? Sua tola!
                     – Tola! – repetiu Eco, fugindo de vergonha.
                     A deusa do amor não poderia deixar Narciso impune depois de fazer uma coisa
                     daquelas. Resolveu, pois, que ele deveria ser castigado pelo mal que havia feito.
                     Um dia, quando estava passeando pela floresta, Narciso sentiu sede e quis
                     tomar água.
                     Ao debruçar-se num lago, viu seu próprio rosto refetido na água. Foi naquele
                     momento que Eros atirou uma flecha direto em seu coração.
                     Sem saber que o reflexo era de seu próprio rosto, Narciso imediatamente se
                     apaixonou pela imagem.
                     Quando se abaixou para beijá-la, seus lábios se encostaram na água e a ima-
                     gem se desfez. A cada nova tentativa, Narciso ia ficando cada vez mais de-
                     sapontado e recusando-se a sair de perto da lagoa. Passou dias e dias sem
                     comer nem beber, ficando cada vez mais fraco.
                     Assim, acabou morrendo ali mesmo, com o rosto pálido voltado para as
                     águas serenas do lago.
                     Esse foi o castigo do belo Narciso, cujo destino foi amar a si próprio.
                     Eco ficou chorando ao lado do corpo dele, até que a noite a envolveu. Ao desper-
                     tar, Eco viu que Narciso não estava mais ali, mas em seu lugar havia uma bela
                     flor perfumada. Hoje, ela é conhecida pelo nome de “narciso”, a flor da noite.

                     Agora, comente essa lenda com seus colegas, observando:
                      De que trata a lenda?
                      Quem são os personagens?
                      Onde se passa a história?
                      O que a lenda procura explicar?
                      Que outros comentários poderiam ser feitos a respeito dessa lenda?
                     Agora, acompanhe, com atenção, a leitura que seu professor fará dessa lenda.
                     A seguir, prepare-se para recontá-la a colegas de outras turmas.




64                   Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ATIVIDADE 3F: AS LENDAS E O FANTÁSTICO
UNIVERSO INDÍGENA

Objetivos
      Ampliar o repertório de lendas.
      Descrever um personagem.


Planejamento
      Como organizar os alunos? A atividade é coletiva e os alunos podem permane-
       cer em suas carteiras.
      Quais os materiais necessários? Texto que será lido, que consta da folha de
       Atividade 3F.
      Qual é a duração? Uma aula de 40 minutos.


Encaminhamento
      Converse com os alunos para apresentação das finalidades da atividade.
       Oriente-os informando que, no primeiro momento, trabalharão coletivamente e,
       a seguir, em duplas indicadas por você. Planeje-as de modo que os alunos pos-
       sam colaborar um com o outro na produção do texto. Não se esqueça também
       de analisar se a interação entre a dupla pode resultar efetivamente produtiva.
      Leia a lenda com a classe, em voz alta, apresentando as indicações funda-
       mentais de sua origem, que constam do texto inicial das atividades dos alu-
       nos. Terminada a leitura, converse com eles sobre o que entenderam da lenda,
       perguntando-lhes:
       J Vocês já conheciam essa história ou outra como essa?
       J Qual é o tema dessa história?
       J O que essa lenda explica?
       J Essa é uma explicação científica ou fantástica?
       J Quem são as personagens que a compõem?
       J Onde se passa a trama?
       J A lenda começa dizendo que “Certo índio da aldeia de Guaraíra, em momen-
         to de retorno sentimental à vida selvagem, esquecido das lições que rece-
         bia, matou uma criança. Matou e comeu...”. Você imagina por que ele matou
         uma criança e a comeu? Já ouviu falar em ANTROPOFAGIA?
       J Por que você acha que os portugueses queriam tanto fazer com que os ín-
         dios brasileiros abandonassem o hábito canibal?
    Essa lenda explica o surgimento do peixe-boi, e o faz de modo fantástico. Traz
também a questão da antropofogia indígena, e é preciso contextualizá-la aos alunos




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I     65
como o hábito de comer carne humana, também conhecido como canibalismo, elimi-
     nado da prática indígena pelo processo de catequização portuguesa. Ao tocar nesse
     assunto, é importante eximir-se de conotações moralistas, abordando apenas aspec-
     tos culturais e sociológicos, ampliando a concepção dos alunos, provavelmente funda-
     mentada no de senso comum (para saber mais, consulte as informações abaixo). Ao
     fim da discussão sobre a lenda, faça um levantamento do que os alunos já sabem a
     respeito do peixe-boi, se já o viram etc. Depois proponha que realizem, por escrito, sua
     descrição. Para isso, deverão sentar-se em duplas predefinidas e combinar o que irão
     escrever. Oriente-os a consultar a imagem para ampliar sua observação.


     Para saber mais

                                 LAGOA DAS GUARAÍRAS
          Ao chegar ao litoral de Tibau do Sul, próximo ao porto ou no mirante do pór-
          tico da cidade, a primeira paisagem que se avista é a das mansas águas
          da Lagoa das Guaraíras. Essa lagoa, que já teve suas águas puramente do-
          ces e, devido aos desígnios da natureza, foi aberta ao mar, hoje é uma das
          principais atrações de Tibau do Sul. Além de servir de rota para a praia de
          Malembá e destinos mais distantes, como Natal (pela beira-mar), a lagoa é
          base de uma das mais importantes atividades econômicas do município, a
          carcinicultura (criação de camarões). As águas das Guaraíras banham quatro
          municípios, e a pesca artesanal, feita em canoas, é um show à parte a se
          assistir. Mas a Lagoa das Guaraíras também se serve do turismo, com longos
          passeios de barco, lancha e canoa, pesca esportiva e até bananaboat. Ela
          possui vários portos e ancoradouros em toda a sua extensão e uma história
          de batalhas, tragédias e reconstrução, existindo até uma ilha histórica, a do
          Flamengo, com ruínas de um forte holandês. A fauna e a flora são privilegia-
          das, pois a lagoa tem uma extensa área de mangue, fonte de alimentos e
          berço de diversas espécies.


          Antropofagia é o ato de consumir uma parte, várias partes ou a totalidade de
          um ser humano. O sentido etimológico original da palavra “antropófago” (do
          grego anthropos, “homem”, e phagein, “comer”) foi sendo substituído pelo uso
          comum, que designa o caso particular de canibalismo na espécie humana.
          A prática, conforme afirmam antropólogos e arqueólogos, era encontrada em
          algumas comunidades ao redor do mundo. Foram encontradas evidências na
          África, América do Sul, América do Norte, ilhas do Pacífico Sul e nas Caraí-
          bas (ou Antilhas). Na maioria dos casos, consiste num tipo de ritual religioso/
          mágico como uma forma de prestar seu respeito e desejo de adquirir as suas
          características.
          Nos dias atuais, os poucos casos de canibalismo de humanos registrados
          na história da sociedade ocidental moderna estão ligados a situações-limites,




66        Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
satisfação do instinto de sobrevivência do indivíduo perante uma opção de
     vida ou morte. Exemplo disso ocorreu em 1972, quando um avião da Força
     Aérea do Uruguai, que transportava a seleção de rúgbi, despenhou na Cordi-
     lheira dos Andes. Apenas 16 pessoas se salvaram. O estoque de alimentos a
     bordo acabou rapidamente, e o único meio encontrado pelo grupo para sobre-
     viver foi recorrer aos corpos dos colegas mortos.
     Do ponto de vista legal, o canibalismo de humanos, quando não se trata de
     uma situação-limite, enquadra-se como crime de mutilação e profanação de
     cadáver e um grave desrespeito pela dignidade da pessoa humana. Segundo
     os valores da sociedade ocidental, é um ato repugnante e imoral.
     Na época em que os portugueses chegaram ao Brasil, havia na terra algumas
     tribos de índios canibais. Mas os nativos não viam a carne humana como um
     mero petisco. Eles devoravam seus inimigos por vingança e acreditavam que,
     ao comer seu corpo, adquiriam o seu poder, os seus conhecimentos e as suas
     qualidades. Desta forma, não se alimentavam da carne de pessoas fracas ou
     covardes. O processo de catequese promovido pelos jesuítas acabou com o
     canibalismo no Brasil. Hoje em dia, a tribo dos ianomâmis ainda conserva o
     hábito de comer as cinzas de um amigo morto em sinal de respeito e afeto.
                                              (Disponível em: <http://www. wikipedia.org/>.)




ATIVIDADE 3F: AS LENDAS E O FANTÁSTICO




                                                                                               Atividade do aluno
UNIVERSO INDÍGENA
  NOME: __________________________________________________________________________

  DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


     1. Acompanhe a leitura que seu professor fará de “A lenda da Lagoa das Guaraíras”
     Trata-se de uma história da época da colonização brasileira, do tempo em que os
     portugueses aqui chegaram. Com eles vieram os padres jesuítas, que começa-
     ram a catequizar os índios. Você sabe o que é “catequizar”?
     Catequização: instrução que os jesuítas – padres portugueses que vieram para o
     Brasil assim que foi descoberto – davam aos índios, para ensinar-lhes a religião
     cristã. Essa instrução era dada oralmente, por meio de histórias bíblicas.
     No processo de catequização, os portugueses pretendiam que os índios aban-
     donassem traços de sua cultura e assumissem os costumes portugueses. Essa
     lenda fala um pouco disso: da ameaça que representava para os portugueses a
     antropofagia, que era o costume de os índios comerem carne humana, e de como
     consideravam importante que esse traço cultural fosse eliminado.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I            67
Atividade do aluno
                                    A LENDA DA LAGOA DAS GUARAÍRAS
                     Certo índio da aldeia de Guaraíra, em momento de retorno sentimental à
                     vida selvagem, esquecido das lições que recebia, matou uma criança. Matou
                     e comeu.
                                                             O povo e os parentes da pequena vítima
                                                             reagiram veementemente. Não preocupa-
                                                             vam, àquela altura, se prejudicariam o tra-
                                                             balho paciente, mas superficial, dos padres
                                                             da Companhia Jesuítica. A família queria
                                                             que fossem tomadas providências para ter-
                                                             minar com a tradição cultural da antropofa-
                                                             gia, que recomeçara sem que se esperas-
                                                             se, ameaçando a cultura branca europeia.
                                                         O superior da Missão não pôde se omitir
                     na circunstância, mas não podia usar de violência, segundo a norma invaria-
                     velmente adotada nos métodos da catequese dos discípulos de Santo Inácio.
                     Tinha, porém, que impor o castigo exigido. E mandou que o índio, farto das
                     carnes da criança, ficasse dentro d’água até que fosse chamado.
                     Assim, o índio ficou lá, mas quando procurado não foi encontrado. Foi quan-
                     do começou a aparecer nas águas da lagoa um peixe-boi indo e vindo de um
                     lado para o outro. Alta noite, o que se ouvia, subindo das águas salgadas da
                     lagoa, era o gemido pavoroso de tremer, horripilante, dolorido, inesquecível.
                     O castigo devia perdurar por muitos anos, segun-
                     do sentença do missionário. Os pescadores iam
                     pescar e voltavam; a rede, enxuta, sem peixe ne-
                     nhum. Antes mesmo de eles lançarem a rede, o
                     peixe-boi aparecia varejando a canoa com toda a
                     velocidade possível.
                     De lá de baixo subia o gemido cortante, agonia-
                     do e rouco, como se alguém estivesse afogando.
                     Era o índio que devorara a criança. Os gemidos
                     eram mais feios, mais lancinantes, pungentes,
                     mais magoados nas noites de luar. E quando a mareta se erguia, via-se ao
                     reflexo da lua o dorso do peixe-boi que subia à superfície.
                     O pior era a incerteza. O peixe-boi aparecia em toda a parte. Uma noite es-
                     tava lá no canto do Borquei. Outra, no córrego das Capivaras. Na Barra do
                     Tibau, em especial, vinham aos ouvidos os urros tremendamente feios, medo-
                     nhos, apavorantes!!! Singular destino dessa lagoa. Quando menos se espera,
                     o mar a devolve. Depois retoma. Tudo é um precioso mistério. Em Tibau do
                     Sul, Rio Grande do Norte, na Lagoa das Guaraíras.
                                (Adaptado de “Crônicas” por Hélio Galvão (Derradeiras cartas da praia). Disponível
                             em: <http://ifolclore.vilabol.uol.com.br/lendas/index.htm>. Acesso em: 27 dez. 2007.
                                                     Gravuras de Hans Stadem, Viagens ao Brasil. Marburgo, 1556.)




68                   Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
     2. Pense e converse com seus colegas: Esta lenda contém as características co-
        muns às demais lendas lidas até o momento? Por que isso acontece?
     3. Agora, sente-se com sua dupla de trabalho e, juntos, façam a descrição do
        peixe-boi. Vocês podem consultar as imagens para realizar a tarefa.


                                    O PEIXE-BOI




ATIVIDADE 3G: NOVA RODA DE LEITURA

Objetivos
      Ampliar o repertório de lendas da classe.
      Apropriar-se de comportamento leitor nas atividades de apresentação e indica-
       ção de textos lidos.


Planejamento
      Como organizar os alunos? A atividade é coletiva; os alunos deverão ficar em
       círculo.
      Quais os materiais necessários? Cada aluno ficará com a obra que leu. Cartaz
       de referência para inventário de lendas, para inclusão das lidas e identificação
       das que forem indicadas para a coletânea.
      Qual é a duração? Duas aulas de 40 minutos.



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I       69
Encaminhamento
          Os mesmos apresentados para a Atividade 3D.
          Observação: Não serão apresentadas orientações específicas para a página
           do aluno. Siga as orientações que constam da página do aluno prevista para a
           Atividade 3D.



     ATIVIDADE 3H: COMPARANDO VERSÕES
     DE UMA LENDA
     Objetivos
          Ampliar o repertório de lendas.
          Comparar duas versões de uma lenda.
          Analisar recursos de linguagem diferenciados para expressar ideias similares.

     Planejamento
          Como organizar os alunos? Inicialmente, a atividade é coletiva, e os alunos
           podem permanecer em suas carteiras. Num segundo momento, eles deverão
           reunir-se em duplas indicadas pelo professor. Devido ao volume dos textos
           desta atividade e considerando a necessidade de análise detalhada de recur-
           sos linguísticos, é importante formar duplas heterogêneas, garantindo que um
           par com menor fluência de leitura e compreensão tenha o suporte de um leitor
           mais competente.
          Quais os materiais necessários? Textos que serão lidos e constam da folha de
           Atividade 3H.
          Qual é a duração? Duas aulas de 40 minutos.

     Encaminhamento
          Converse com os alunos para apresentação das finalidades da atividade. Orien-
           te-os para que saibam que, no primeiro momento, trabalharão coletivamente e,
           depois, nas duplas indicadas por você.
          Planeje as duplas de modo que os alunos possam colaborar um com o outro
           na produção do texto. Não se esqueça também de analisar se a interação en-
           tre os componentes da dupla pode resultar efetivamente produtiva.

     Parte A – 1a aula
          Antes de iniciar a leitura propriamente, reúna os alunos e converse com eles,
           contextualizando algumas questões importantes sobre a lenda dessa aula.
           J Explique que esta é a mais popular e a única lenda genuinamente gaúcha,
             mostrando-lhes a que estado brasileiro se refere. Ela manifesta o repúdio



70       Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
aos maus-tratos no ser humano. Reflete a consciência do povo gaúcho que
          deliberadamente condenou a agressão e a brutalidade da escravidão.
       J A lenda do Negrinho do Pastoreio também é contada no Uruguai e na Argen-
         tina, lugares onde praticamente  a escravidão inexistiu. Essa “exportação”
         ocorreu devido à sua beleza e proximidade territorial.
       J A versão mais antiga dessa história é a de propriedade de Apolinário Porto
         Alegre, “O crioulo do Pastoreio”, de 1875, quando ainda existia a escravidão
         no país. João Simões Lopes Neto publicou, em 1913, as Lendas do Sul, fazen-
         do algumas alterações, como introduzir o baio, as corujas e a Nossa Senhora.
       J Essas informações podem ser encontradas na obra de J. Simões Lopes
         Neto e também em Lendas brasileiras, de Câmara Cascudo.
     A seguir, leia a primeira versão da lenda para os alunos, em voz alta, orientando a
análise das expressões e palavras do texto, de modo que possam perceber as expres-
sões típicas da variedade local gaúcha. Saliente que essa é uma marca interessante
das lendas, dado que no texto caracteriza a variedade da região – ou época – na qual
a lenda circula (ou circulou) preferencialmente, em especial, porque essas lendas são
transmitidas de forma oral. É provável que os alunos precisem de ajuda para compre-
ender várias expressões que aparecem nessa versão. É uma boa oportunidade para
acionar estratégias de leitura, como inferir significados pelo contexto. Explore-os, oral-
mente, com os alunos.
      Certifique-se que compreenderam questões essenciais, como:
       J Qual é o tema dessa história?
       J Como ela explica o surgimento desse ícone religioso?
       J Essa é uma explicação científica, fantástica ou de fé?
       J Eles conhecem alguma outra lenda similar?
       J Quem são os personagens que a compõem?
       J Onde se passa a trama?
     A seguir, peça que se reúnam em duplas previamente definidas e leiam juntos a
segunda versão. Chame a atenção das crianças para que observem que a história é
essencialmente a mesma, mas podem aparecer variações, tanto em relação ao con-
teúdo da história, quanto em relação à linguagem utilizada para construir a narrativa.
Oriente-os para que analisem também as semelhanças entre as duas versões.

Parte B – 2a aula
      Retome com os alunos as duas versões, fazendo uma leitura compartilhada,
       mas corrida, das mesmas.
      Socialize as variações de conteúdo e linguagem que observaram na aula an-
       terior e peça que façam anotações dessas semelhanças e diferenças em seu
       caderno, enquanto discutem. A hablidade de discutir e fazer anotações simulta-
       neamente é um procedimento interessante, que favorece bons hábitos de estu-
       do, mas que precisa de orientação. Por isso, faça o registro escrito, na lousa,




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I          71
do que considera importante anotar, enquanto os alunos fazem o mesmo em
                          seus cadernos.



                     ATIVIDADE 3H: COMPARANDO VERSÕES DE
Atividade do aluno




                     UMA LENDA
                     NOME: __________________________________________________________________________

                     DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


                       1. Seu professor lerá para você uma lenda intitulada “O Negrinho do Pastoreio”.
                       Trata-se de uma lenda meio africana, meio cristã, muito contada no final do sécu-
                       lo XIX pelos brasileiros que defendiam o fim da escravidão. É muito popular no Sul
                       do Brasil, em especial no Rio Grande do Sul.


                                           O NEGRINHO DO PASTOREIO
                       No tempo dos escravos, havia um estancieiro muito ruim, que levava tudo por
                       diante, a grito e a relho. Naqueles fins de mundo, fazia o que bem entendia,
                       sem dar satisfação a ninguém.
                       Entre os escravos da estância havia um negrinho, encarregado do pastoreio
                       de alguns animais, coisa muito comum nos tempos em que os campos de
                       estância não conheciam cerca de arame; quando muito, havia apenas alguma
                       cerca de pedra erguida pelos próprios escravos, que não podiam ficar para-
                       dos, para não pensar bobagem... No mais, os limites dos campos eram aque-
                       les colocados por Deus Nosso Senhor: rios, cerros, lagoas.
                       Pois de uma feita, o pobre negrinho, que já vivia as maiores judiarias nas
                       mãos do patrão, perdeu um animal no pastoreio. Pra quê! Apanhou uma bar-
                       baridade atado a um palanque e, depois, cai-caindo, ainda foi mandado pro-
                       curar o animal extraviado. Como a noite vinha chegando, ele agarrou um to-
                       quinho de vela e uns avios de fogo, com fumo e tudo, e saiu campeando. Mas
                       nada! O toquinho acabou, o dia veio chegando e ele teve que voltar para a
                       estância.
                       Então, foi outra vez atado ao palanque e dessa vez apanhou tanto que mor-
                       reu, ou pareceu morrer. Vai daí, o patrão mandou abrir a “panela” de um for-
                       migueiro e atirar lá dentro, de qualquer jeito, o pequeno corpo do negrinho,
                       todo lanhado de laçaço e banhando em sangue.
                       No outro dia, o patrão foi com a peonada e os escravos ver o formigueiro.
                       Qual não é a sua surpresa ao ver o Negrinho do Pastoreio: ele estava lá, mas
                       de pé, com a pele lisa, sem nenhuma marca das chicotadas. Ao lado dele, a
                       Virgem Nossa Senhora, e mais adiante o baio e os outros cavalos.




72                      Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
     O estancieiro se jogou no chão pedindo perdão, mas o negrinho nada respondeu.
     Apenas beijou a mão da santa, montou no baio e partiu conduzindo a tropilha.
     Desde aí, o Negrinho do Pastoreio ficou sendo o achador das coisas extra-
     viadas. E não cobra muito: basta acender um toquinho de vela, ou atirar num
     canto qualquer naco de fumo.
                                                                      (Domínio público)


     2. Converse com seu professor e colegas:
         Qual é o tema dessa história?
         Como ela explica o surgimento desse ícone religioso?
         Essa é uma explicação científica, fantástica ou de fé?
         Eles conhecem alguma outra lenda similar?
         Quem são os personagens que a compõem?
         Onde se passa a trama?
     3. Agora você lerá outra versão dessa mesma história. Fique atento e observe
        semelhanças e diferenças entre elas, considerando que podem ser de conteú-
        do ou na linguagem, isto é, as histórias podem trazer informações divergentes
        ou dizer o mesmo de outro modo.
        Depois, você registrará suas descobertas no caderno.


                          NEGRINHO DO PASTOREIO
     Era o tempo da escravidão, e um menino negrinho, pretinho que nem carvão,
     humilde e raquítico era escravo de um fazendeiro muito rico, mas por demais
     avarento. Se alguém necessitasse de um favor, não se podia contar com este
     homem. Não dava um níquel a ninguém e seu coração era a morada de uma
     pedra, não nutria qualquer sentimento por ninguém, a não ser por seu filho,
     um menino tão malvado quanto seu pai, pois, afinal, a fruta nunca cai muito
     longe da árvore. Estes dois eram extremamente perversos e maltratavam o
     menino-escravo desde o raiar do dia, sem lhe dar trégua. Este jovenzinho não
     tinha nome, porque ninguém se deu sequer o trabalho de pensar algum para
     ele; assim, respondia pelo apelido de “Negrinho”.
     Seus afazeres não eram condizentes com seu porte físico, não parava o dia
     inteiro. O sol nascia e lá já estava ele ocupado com seus afazeres e mesmo
     ao se pôr, ainda se encontrava o Negrinho trabalhando. Sua principal ocupa-
     ção era pastorear. Depois de encerrar seu laborioso dia, juntava os trapos
     que lhe serviam de cama e recebia um mísero prato de comida, que não era
     suficiente para repor as energias perdidas pelo sacrificado trabalho.
     Mesmo sendo tão útil, considerado mestre do laço e o melhor peão-cavaleiro
     de toda a região, o menino era inúmeras vezes castigado sem piedade.
     Certa vez, o estanceiro atou uma carreira com um vizinho que se gabava de
     possuir um cavalo mais veloz que seu baio. Foi marcada a data da corrida, e o



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I       73
Atividade do aluno
                     Negrinho ficou encarregado de treinar e montar o famoso baio, pois sabia seu
                     patrão não haver ninguém mais capaz que ele para tal tarefa.
                     Chegando o grande dia, todos os habitantes da cidade, vestindo suas roupas
                     domingueiras, se alojaram na cancha da carreira. Palpites discutidos, apostas
                     feitas, inicia-se a corrida.
                     Os dois cavalos saem emparelhados. Negrinho começa a suar frio, pois sabe
                     o que lhe espera se não ganhar. Mas, aos poucos, toma a dianteira e quase
                     não há dúvida de que seria vencedor. Mas eis que o inesperado acontece:
                     algo assusta o cavalo, que para, empina e quase derruba Negrinho. Foi tempo
                     suficiente para que seu adversário o ultrapassasse e ganhasse a corrida. 
                     E agora? O outro cavalo venceu. Negrinho tremia feito “vara verde” ao ver a
                     expressão de ódio nos olhos de seu patrão. Mas o fazendeiro, sem saída,
                     deve cobrir as apostas e põe a mão no lugar que lhe é mais caro: o bolso.
                     Ao retornarem à fazenda, o Negrinho tem pressa para chegar à estrebaria.
                     – Aonde pensa que vai? – pergunta-lhe o patrão.
                     – Guardar o cavalo, sinhô! – balbuciou bem baixinho.
                     – Nada feito! Você deverá passar trinta dias e trinta noites com ele no pasto
                     e cuidará também de mais trinta cavalos. Será seu castigo pelo meu prejuízo.
                     Mas ainda tem mais. Passe aqui que vou lhe aplicar o devido corretivo.
                     O homem apanhou seu chicote e foi em direção ao menino:
                     – Trinta quadras tinham a cancha da corrida, trinta chibatadas vais levar no
                     lombo e depois trate de pastorear a minha tropilha.
                     Lá vai o pequeno escravo, doído até a alma levando o baio e os outros ca-
                     valos a caminho do pastoreio. Passou dia, passou noite, choveu, ventou e
                     o sol torrou-lhe as feridas do corpo e do coração. Nem tinha mais lágrima
                     para chorar e então resolveu rezar para a Nossa Senhora, pois como não
                     lhe foi dado nome, dizia-se afilhado da Virgem. E foi a “santa solução”, pois
                     Negrinho aquietou-se e então, cansado de carregar sua cruz tão pesada,
                     adormeceu.
                     As estrelas subiram aos céus e a lua já tinha andado metade de seu caminho
                     quando algumas corujas curiosas resolveram chegar mais perto, pairando no
                     ar para observar o menino. O farfalhar de suas asas assustou o baio, que se
                     soltou e fugiu, sendo acompanhado pelos outros cavalos. Negrinho acordou
                     assustado, mas não podia fazer mais nada, pois ainda era noite e a cerração,
                     como um lençol branco, cobria tudo. E, assim, o negrinho-escravo sentou-se
                     e chorou...
                     O filho do fazendeiro, que andava pelas bandas, presenciou tudo e apressou-se
                     em contar a novidade ao seu pai. O homem mandou dois escravos buscá-lo.
                     O menino até tentou explicar o acontecido para o seu senhor, mas de nada
                     adiantou. Foi amarrado no tronco e novamente açoitado pelo patrão, que de-
                     pois ordenou que ele fosse buscar os cavalos. Ai dele que não os encontrasse!




74                   Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
     Assim, Negrinho teve que retornar ao local do pastoreio e para ficar mais fácil
     sua procura, acendeu um toco de vela. A cada pingo dela, deitado sobre o
     chão, uma luz brilhante nascia em seu lugar, até que todo lugar ficou tão claro
     quanto o dia e lhe foi permitido, desta forma, achar a tropilha. Amarrou o baio
     e, gemendo de dor, jogou-se ao solo desfalecido. 
     Danado como ele só e não satisfeito com o que já fizera ao escravo, o filho
     do fazendeiro aproveitou a oportunidade de praticar mais uma maldade: dis-
     persar os cavalos. Feito isso, correu novamente até seu pai e contou-lhe que
     Negrinho havia encontrado os cavalos e os deixara fugir de propósito. A histó-
     ria se repete, e dois escravos vão buscá-lo, só que dessa vez seu patrão está
     decidido em dar cabo dele. Amarrou-o pelos pulsos e surrou-o como nunca. O
     chicote subia e descia, dilacerando a carne e picoteando-a como guisado. Ne-
     grinho não aguentou tanta dor e desmaiou. Achando que o havia matado, seu
     senhor não sabia que destino dar ao corpo. Enterrá-lo lhe daria muito trabalho
     e, avistando um enorme formigueiro, jogou-o lá. As formigas acabariam com
     ele em pouco tempo, pensou.
     No dia seguinte, o cruel fazendeiro, curioso para ver de que jeito estaria o cor-
     po do menino, dirigiu-se até o formigueiro. Qual sua surpresa quando o viu em
     pé, sorrindo e rodeado pelos cavalos e o baio perdido. O Negrinho montou-o e
     partiu a galope, acompanhado pelos trinta cavalos.
     O milagre tomou o rumo dos ventos e alcançou o povoado, que se alegrou
     com a notícia. Desde aquele dia, muitos foram os relatos de quem viu o Negri-
     nho passeando pelos pampas, montado em seu baio e sumindo em seguida
     por entre nuvens douradas. Ele anda sempre à procura das coisas perdidas,
     e quem necessitar de seu ajutório, é só acender uma vela entre as ramas de
     uma árvore e dizer:


     Foi aqui que eu perdi
     Mas Negrinho vai me ajudar
     Se ele não achar
     Ninguém mais conseguirá!

                 (Disponível em: <http://www.rosanevolpatto.trd.br/lendanegrinhopastoreio.html>.)




ATIVIDADE 3I: MAIS UMA RODA DE LEITURA

Objetivos
      Ampliar o repertório de lendas da classe.
      Apropriar-se de comportamento leitor nas atividades de apresentação e indica-
       ção de textos lidos.



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I                 75
Planejamento
         Como organizar os alunos? A atividade é coletiva, e os alunos deverão ficar em
          círculo.
         Quais os materiais necessários? Cada aluno deverá estar com a obra que leu.
          Cartaz de referência para inventário de lendas, para inclusão das lidas e identi-
          ficação das que forem indicadas para a coletânea.
         Qual é a duração? Duas aulas de 40 minutos.


     Encaminhamento
         Os mesmos apresentados para a Atividade 3D.

     Observação: Não serão apresentadas orientações específicas para a página do aluno.
     Siga as orientações que constam da página do aluno prevista para a Atividade 3D.



     ATIVIDADE 3J: ANALISANDO ASPECTOS
     LINGUÍSTICOS DAS LENDAS
     Objetivo
         Analisar as lendas considerando as características linguísticas presentes no
          material lido até o momento:
           J Identificar o tema central de cada lenda lida, explicitando o que ela explica
             ou pretende ensinar.
           J De que maneira começam as diferentes lendas lidas: o que apresentam no
             primeiro parágrafo e com quais expressões iniciam?


     Planejamento
         Como organizar os alunos? A atividade será realizada em grupos de quatro.
         Quais os materiais necessários? Textos das lendas lidas e questões orientado-
          ras da análise (quadro de análise), que consta da folha de Atividade 3J.
         Qual é a duração? Cerca de 40 minutos.


     Encaminhamento
         Converse com os alunos sobre o propósito da atividade e a maneira como se
          desenvolverá. Oriente-os a respeito da organização em grupos de quatro.
         Leia a consigna da atividade e faça, coletivamente, a análise da lenda “O dono
          da luz”, para que os alunos se familiarizem com a tarefa. Focalize como a histó-
          ria se inicia (“No princípio, todo mundo vivia nas trevas...”), anotando o título da
          lenda e seu início na lousa, conforme o quadro a seguir. Lembre-se de discutir e
          anotar também o tema da lenda, que explicação ou ensinamento a caracteriza.



76      Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
TÍTULO DA LENDA                   COMO INICIA             TEMA CENTRAL
 O dono da luz
 Santo Tomás e o boi que voava
 Beowulf e o dragão
 A lenda da vitória-régia
 A lenda do papagaio Crá-Crá
 A lenda de Narciso
 A lenda da Lagoa das Guaraíras
 O Negrinho do Pastoreio

      A seguir, deixe que os alunos continuem o trabalho. Passe nos grupos e vá
       orientando-os de maneira que consigam observar os aspectos importantes.



ATIVIDADE 3J: ANALISANDO ASPECTOS




                                                                                         Atividade do aluno
LINGUÍSTICOS DAS LENDAS
  NOME: __________________________________________________________________________

  DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


     1. Retome as lendas lidas até o momento e analise o modo como as narrativas
        começaram, assim como o tema central que cada uma aborda. Para organizar
        melhor as informações, preencha o quadro a seguir.
         TÍTULO DA LENDA                   COMO INICIA             TEMA CENTRAL
 O dono da luz
 Santo Tomás e o boi que voava
 Beowulf e o dragão
 A lenda da vitória-régia
 A lenda do papagaio Crá-Crá
 A lenda de Narciso
 A lenda da Lagoa das Guaraíras
 O Negrinho do Pastoreio

     2. Apresente as observações do grupo para os demais colegas e o professor,
        discutindo-as. A seguir, elaborem, coletivamente, um registro que sintetize as
        observações gerais sobre as lendas e as dicas para serem utilizadas na pos-
        terior reescrita das lendas.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I      77
ATIVIDADE 3K: ANALISANDO O DISCURSO
     NAS LENDAS
     Objetivos
         Ampliar o repertório de lendas.
         Analisar as diferenças entre os discursos direto e indireto para poder utilizá-los
          em posterior reescrita.


     Planejamento
         Como organizar os alunos? A atividade será realizada coletivamente no início e,
          depois, individualmente.
         Quais os materiais necessários? Texto que consta na página da Atividade 3K.
         Qual é a duração? Uma aula de 60 minutos.


     Encaminhamento
         Proponha a leitura compartilhada da lenda “Maria Pamonha”, mas antes explo-
          re com os alunos antecipações possíveis a partir do título: o que sabem sobre
          “pamonha”, qual sua relação com o nome “Maria”, qual será o assunto tratado
          nessa lenda?
         A seguir, acompanhe os alunos na leitura e compreensão do texto, asseguran-
          do-se de que entenderam a trama, identificaram os personagens e a ambien-
          tação do conto, observaram o “ensinamento” que a lenda procura explicar. É
          interessante observar as repetições que aparecem, propositalmente, mas que
          também trazem um elemento novo (cintada, espetada, sapatada), e por que se
          optou por usar esse recurso.
         Concluída a compreensão do texto, oriente-os a reler os trechos sublinhados
          e ajude-os a identificar a diferença presente no modo de explicitar o que foi
          dito pelos personagens, a fim de que observem as possibilidades presentes no
          discurso direto e no indireto. Nesse momento, é importante esclarecer o que
          caracteriza um e outro.
         A seguir, copie o primeiro trecho na lousa. Peça que identifiquem onde estão
          presentes o discurso direto e o indireto: “... Uma tarde, os garotos da fazenda
          perguntaram-lhe como se chamava – discurso indireto – e ela respondeu com
          um fiozinho de voz: – Maria...” – discurso direto.
         Discuta com eles como a conversa entre os garotos e a menina poderia se dar
          de modos diferentes, transformando um tipo de discurso em outro:
          J Uma tarde, os garotos da fazenda perguntaram-lhe como se chamava – dis-
            curso indireto, que poderia ser transformado em direto: Uma tarde, os garo-
            tos da fazenda perguntaram-lhe: “Como você se chama?” , ou ainda, “Qual o
            seu nome?”.



78      Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
J E ela respondeu com um fiozinho de voz: “Maria” – discurso direto, que po-
         deria ser transformado em indireto: E ela respondeu, com um fiozinho de
         voz, que se chamava Maria.
      É importante chamar a atenção das crianças para que observem o uso de
       dois-pontos e travessão no discurso direto, e sua ausência no indireto, e que
       utilizar um ou outro é uma escolha do escritor no momento em que produz um
       texto. Assim, também eles poderão fazer uso desses recursos ao reescreve-
       rem as lendas para a coletânea.
      A seguir, proponha que, no caderno, eles transformem o discurso indireto em
       direto e vice-versa dos demais trechos sublinhados no texto do livro. Depois, so-
       cialize as possíveis soluções encontradas pelos alunos para que possam confe-
       rir a tarefa e também ampliar as possibilidades de construção de diálogos.



ATIVIDADE 3K: ANALISANDO O DISCURSO




                                                                                           Atividade do aluno
NAS LENDAS
  NOME: __________________________________________________________________________

  DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


     1. Acompanhe, com atenção, a leitura que seu professor fará da lenda “Maria
        Pamonha”. Depois, faça o que se pede.


                                   MARIA PAMONHA
                                                                 Lenda latino-americana


     Certo dia apareceu na porta da casa-grande da fazenda uma menina suja e
     faminta. Nesse dia, deram-lhe de comer e de beber. E no dia seguinte tam-
     bém. E no outro, e no outro, e assim sucessivamente.
     Sem que as pessoas da casa se dessem conta, a menina foi ficando, ficando,
     sempre calada e de canto em canto.
     Uma tarde, os garotos da fazenda perguntaram-lhe como se chamava e ela
     respondeu com um fiozinho de voz:
     – Maria.
     E os garotos, às gargalhadas, fecharam-na numa roda e começaram a debo-
     char dela:
     – Maria, Maria Pamonha, Maria, Maria Pamonha…
     Uma noite de lua cheia, o filho da patroa estava se arrumando para ir a um
     baile, quando Maria Pamonha apareceu no seu quarto:




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I        79
Atividade do aluno
                     – Me leva no baile? – pediu-lhe.
                     O jovem ficou duro de espanto.
                     – Quem você pensa que é para ir dançar comigo? – gritou. – Ponha-se no seu
                     lugar! Ou quer levar uma cintada?
                     Quando o rapaz saiu para o baile, Maria Pamonha foi até o poço que havia no
                     mato, banhou-se e perfumou-se com capim-cheiroso e alfazema. Voltou para
                     casa, pôs um lindo vestido da filha da patroa e prendeu os cabelos.
                     Quando a jovem apareceu no baile, todos ficaram deslumbrados com a beleza
                     da desconhecida. Os homens brigavam para dançar com ela, e o filho da pa-
                     troa não tirava os olhos de cima da moça.
                     – De onde é você? – perguntou-lhe, por fim.
                     – Ah, eu venho de muito, muito longe. Venho da Cidade de Cintada – res-
                     pondeu a garota. Mas o rapaz a olhava tão embasbacado que não percebeu
                     nada.
                     Quando voltou para casa, o jovem não parava de falar para a mãe da beleza
                     daquela garota desconhecida que ele vira no baile. Nos dias que se seguiram,
                     procurou-a por toda a fazenda e pelos povoados vizinhos, mas não conseguiu
                     encontrá-la. E ficou muito triste.
                     Uma noite sem lua, dez dias depois, o jovem foi convidado para outro baile.
                     Como da primeira vez, Maria Pamonha apareceu no seu quarto e disse-lhe
                     com sua vozinha:
                     – Me leva no baile?
                     E o jovem voltou a gritar-lhe:
                     – Quem você pensa que é para ir dançar comigo? Ponha-se no seu lugar! Ou
                     quer levar uma espetada?
                     Logo que o jovem saiu, Maria Pamonha correu para o poço, banhou-se, perfu-
                     mou-se, pôs outro vestido da filha da patroa e prendeu os cabelos.
                     De novo, no baile, todos se deslumbraram com a beleza da jovem desconheci-
                     da. O filho da patroa aproximou-se dela, suspirando, e perguntou-lhe:
                     – Diga-me uma coisa, de onde é você?
                     – Ah, ah, eu venho de muito, muito longe. Venho da Cidade de Espetada – res-
                     pondeu a jovem. Mas ele nem se deu conta do que ela estava querendo lhe
                     dizer, de tão apaixonado que estava. Ao voltar para casa, não se cansava de
                     elogiar a desconhecida do baile.
                     Nos dias que se seguiram, procurou-a por toda a fazenda e pelos povoados
                     vizinhos, mas não conseguiu encontrá-la. E ficou mais triste ainda.
                     Uma noite de lua crescente, dez dias depois, o rapaz foi convidado para outro
                     baile. Pela terceira vez, Maria Pamonha apareceu em seu quarto e disse-lhe
                     com aquele fiozinho de voz:
                     – Me leva no baile?




80                   Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
     E pela terceira vez ele gritou:
     – Quem você pensa que é para ir dançar comigo? Ponha-se no seu lugar! Ou
     quer levar uma sapatada?
     Outra vez, Maria Pamonha vestiu-se maravilhosamente e apareceu no baile. E
     outra vez todos ficaram deslumbrados com sua beleza.
     O jovem dançou com ela, murmurando-lhe palavras de amor, e deu-lhe de pre-
     sente um anel. Pela terceira vez, ele lhe perguntou:
     – Diga-me uma coisa, de onde é você?
     – Ah, ah, ah, eu venho de muito, muito longe. Venho da Cidade de Sapatada.
     Mas como o rapaz estava quase louco de paixão, nem se deu conta do que
     queriam dizer aquelas palavras.
     Ao voltar para casa, ele acordou todo mundo para contar como era bela a
     jovem desconhecida. No dia seguinte, procurou-a por toda a fazenda e pelos
     povoados vizinhos, sem conseguir encontrá-la.
     Tão triste ele ficou que caiu doente. Não havia remédio que o curasse, nem
     reza que o fizesse recobrar as forças. Triste, triste, já estava a ponto de morrer.
     Então Maria Pamonha pediu à patroa que a deixasse fazer um mingau para o
     doente. A patroa ficou furiosa.
     – Então você acha que meu filho vai querer que você faça o mingau, menina?
     Ele só gosta do mingau feito por sua mãe.
     Mas Maria Pamonha ficou atrás da patroa e tanto insistiu que ela, cansada,
     acabou deixando.
     Maria Pamonha preparou o mingau e, sem que ninguém visse, colocou o anel
     dentro dele.
     Enquanto tomava o mingau, o jovem suspirava:
     – Que delícia de mingau, mãe!
     De repente, ao encontrar o anel, perguntou, surpreso:
     – Mãe, quem foi que fez este mingau?
     – Foi Maria Pamonha. Mas por que você está me perguntando isso?
     E antes mesmo que o jovem pudesse responder, Maria Pamonha apareceu no
     quarto, com um lindo vestido, limpa, perfumada e com os cabelos presos.
     E o rapaz sarou na hora. E casou-se com ela. E foram muito felizes.


     2. Em seu caderno, copie os trechos sublinhados transformando o discurso dire-
        to em indireto e vice-versa. Lembre-se de usar dois-pontos, parágrafo e traves-
        são quando necessário!
     3. Ao terminar, compartilhe com seu professor e colegas o modo como foi cons-
        truindo os diálogos entre os personagens.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I        81
ETAPA 4: SELECIONANDO AS LENDAS,
     REESCREVENDO-AS E REVISANDO OS TEXTOS

     ATIVIDADE 4A: REESCREVENDO
     COLETIVAMENTE UMA LENDA

     Objetivos
         Acompanhar a produção coletiva de um texto, dando ideias sobre o que e como
          escrever.
         Utilizar expressões próprias da escrita de lendas, fazendo uso de algumas mar-
          cas de oralidade e bons recursos linguísticos presentes no texto original.
         Ao escrever, garantir a sequência temporal dos acontecimentos do texto.


     Planejamento
         Como organizar os alunos? A atividade será realizada coletivamente.
         Quais os materiais necessários? Textos lidos e que constam no livro do aluno;
          fotocópias do texto que irão reescrever e revisar e/ou projetor para socializá-lo.
         Qual é a duração? Duas aulas de 50 minutos.


     Encaminhamento
         Antes de mais nada, vale retomar com os alunos que reescrever algo não é
          reproduzir, fielmente, as palavras de um texto (o que caracterizaria uma có-
          pia), e sim reproduzir a trama, o enredo, mas de um modo próprio, com as
          suas palavras. Isso garante que, tendo o conteúdo dominado, sabendo o que
          devem escrever, os alunos podem dedicar-se a refletir sobre como fazê-lo do
          melhor modo.
         Para ter sucesso nessa empreitada, precisam pôr em jogo o que já aprende-
          ram, como diferentes modos de iniciar a narrativa, quando usar o discurso
          direto e indireto, como enriquecer a lenda com descrições de personagens e
          ambientes, quais expressões linguísticas e regionalismos são mais ou menos
          apropriados, como provocar emoções e manter o interesse do leitor.
         É relevante também, enquanto a história é escrita propriamente, auxiliar os alu-
          nos a considerarem o leitor e as características das lendas, bem como ir lendo
          enquanto escrevem para conferir a intenção comunicativa e também se não
          estão esquecendo informações importantes, além de corrigirem possíveis er-
          ros ortográficos e gramaticais. Nesse sentido, você deve escrever exatamente
          o que e como os alunos lhe ditarem, a fim de poder ajudá-los no processo de
          revisão e melhoria do texto, que acontecerá posteriormente.



82      Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Parte A – 1a aula
    Ao iniciar a atividade, converse com os alunos sobre o propósito da mesma e a
maneira como se desenvolverá.
      Explique que farão a releitura de uma das lendas do livro do aluno. A escolha
       poderá ser feita por você ou mediante votação no grupo, que precisa saber
       que a história escolhida e reescrita será a primeira a compor a coletânea,
       inaugurando-a.
      Escolhida a lenda, peça que façam a leitura silenciosa da mesma.
      A seguir, inicie o processo de reescrita, conversando com a turma sobre a im-
       portância de desenvolver bons procedimentos de escrita, de modo que qual-
       quer leitor possa compreender o texto. Para isso, combine com os alunos que
       o texto será produzido considerando-se algumas etapas:
       J Planejar o que se vai escrever, tendo em mente quem serão os leitores da
         coletânea e as características que observaram nas lendas que já conhecem
         (ver observações abaixo).
       J Fazer uma primeira versão, com perspectiva de rascunho (ler enquanto se
         está escrevendo para controlar questões de discurso – referentes à expressão
         das ideias – e também notacionais – referentes à ortografia e à pontuação).
       J Revisar o texto produzido, observando se está claro e coerente, e corrigir as-
         pectos ortográficos e gramaticais.
       J “Passar a limpo” a versão final, que comporá a coletânea.
      Ao planejar a escrita da narrativa, retome alguns aspectos próprios da escrita
       de lendas:
       J Iniciar a lenda diretamente, sem definir de forma precisa tempo e lugar e
         sem muitas descrições. Para isso, utilizar expressões como “Conta a lenda
         que...”; “Contam... que...”; “Havia um...”; “Um certo... em...”.
       J Não apresentar explicitamente os ensinamentos e explicações que o texto
         pretende passar. Ao contrário, estes devem vir diluídos ao longo do texto.
       J As lendas que contêm explicações de fenômenos naturais apresentam me-
         nos falas de personagens, organizando-se pelo discurso narrativo, sem refe-
         rência às falas propriamente ditas. As demais lendas utilizam discurso dire-
         to, marcado de diferentes maneiras: por dois-pontos, parágrafo e travessão;
         ou por dois-pontos, parágrafo e aspas.
       J É possível utilizar expressões de variedades regionais.
      Como o escriba da turma, registre um esquema da lenda, que deverá conter as
       ações principais da narrativa e servir de consulta enquanto se procede à redação.
       Essa pequena síntese, escrita em itens, precisa conter todas as partes e informa-
       ções essenciais para garantir a clareza e a coerência da história. Faça referência
       ao esquema constantemente, ajudando os alunos nessa verificação até concluí-
       rem a primeira versão da reescrita. Combine com as crianças que o texto “dormi-
       rá” por alguns dias para que possam, depois, melhorar a construção do mesmo.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I         83
Parte B – 2a aula
          Concluído o rascunho, tem início a revisão. Lembramos a importância de que
           realizem essa tarefa decorridos alguns dias da escrita da primeira versão, pois
           isso permitirá às crianças alternar os papéis de escritor e leitor.
          Para que os alunos possam participar da revisão, todos devem ter acesso ao
           texto que será alterado. Desta forma, ele pode ser fotocopiado ou exibido por
           meio de outro recurso audiovisual, como o retroprojetor, ou, ainda, um progra-
           ma de computador. O importante é que, enquanto você anota as alterações no
           original, as crianças possam acompanhá-lo.
          Primeiramente, ajude-os a observar se a história está coerente, se tem clareza,
           se há repetições desnecessárias de palavras, quais podem ser substituídas
           (por sinônimos ou pronomes, por exemplo, bem como usando vírgulas ou su-
           primindo o sujeito). Observe com eles se as partes do texto estão articuladas,
           se faltam informações, se podem enriquecer a narrativa com alguma descrição
           mais detalhada, que expressões linguísticas são mais ou menos favoráveis
           para produzir bons efeitos estéticos no texto.
          Depois, revise o texto com eles do ponto de vista ortográfico, considerando
           as questões estudadas, assim como o uso adequado de maiúsculas e da
           pontuação.
          Concluída a revisão, decida com os alunos como o texto final será apresen-
           tado, como “passarão a limpo” essa versão, podendo optar se vão copiá-lo à
           mão ou digitá-lo, quem fará essa tarefa, se haverá ilustração e como será.



     ATIVIDADE 4B: REESCREVENDO TRECHOS
     DE UMA LENDA

     Objetivos
          Reescrever o início de uma lenda considerando diversos inícios possíveis.
          Fazer uso de recursos de linguagem explorados ao longo do projeto.
          Trabalhar em parceria, negociando possibilidade de construção de texto.


     Planejamento
          Como organizar os alunos? A atividade será realizada inicialmente em duplas
           definidas pelo professor e depois socializada coletivamente.
          Quais os materiais necessários? Texto que consta na página da Atividade 4B;
           folha pautada para produzir a reescrita.
          Qual é a duração? Uma aula de 50 minutos.




84       Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Encaminhamento
      Peça aos alunos que façam a leitura silenciosa da “Lenda do papagaio
       Crá-Crá”. A seguir, comente com eles a história, auxiliando-os a se recordar da
       trama e dos personagens.
      Oriente-os, então, a reescrever o início dessa lenda, que está em negrito no
       texto original. Eles trabalharão em duplas conforme sua indicação e devem pro-
       duzir dois textos diferentes que recontem o mesmo trecho da lenda que leram.
      Quando terminarem, devem revisá-lo, corrigindo o que for preciso, seja de dis-
       curso, ortografia, pontuação ou gramática. Depois, podem escolher um dos
       textos que fizeram para ler para os colegas.




                                                                                                    Atividade do aluno
ATIVIDADE 4B: REESCREVENDO TRECHOS
DE UMA LENDA
  NOME: __________________________________________________________________________

  DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


     1. Junto a sua dupla de trabalho, releia silenciosamente “A lenda do papagaio
        Crá-Crá”.


                      A LENDA DO PAPAGAIO CRÁ-CRÁ
     Conta a lenda que, antigamente, morava em um vilarejo um menino muito gu-
     loso. Tudo que via, queria comer, e a gula era tanta, a pressa de comer era
     tamanha, que ele tinha costume de engolir a comida sem mastigá-la.
     Uma vez sua mãe encontrou frutos de batoí e assou-os na cinza.
     O filho, sem querer esperar, comeu todos os frutos, tirando-os diretamente do
     fogo e, como sempre, engoliu-os sem pestanejar.
     Os frutos do batoí são frutos cuja polpa viscosa se mantém quentíssima por
     muito tempo. Comendo-os tão quentes, sapecaram-lhe a garganta, de forma
     que doía muito e queimavam-lhe o estômago.
     O menino, tentando vomitar os frutos comidos, começou a fazer força para
     expulsá-los. Arranhava a garganta grunhindo crá-crá-crá! Mas os frutos não
     saíam... e entalaram na garganta, sufocando-o.
     No mesmo momento, cresceram-lhe as asas e as penas e ele tornou-se um
     papagaio. Voou pra longe. Até hoje pode-se ouvi-lo vagando pelas matas do
     lugar, voando e gritando “crá-crá-crá”!
                   (Machado, Irene. Literatura e redação. São Paulo: Scipione, 1994. p. 105-106.)




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I                 85
Atividade do aluno
                        2. Observem que o início dessa lenda está em negrito. Esse trecho deverá ser
                           reescrito por vocês de dois modos diferentes. Para isso, utilizem a folha pau-
                           tada entregue por seu professor.
                        3. Fiquem atentos às possibilidades de escrita que já foram abordadas em aula,
                           lembrando-se de que as lendas começam remetendo-se ao passado, mas
                           sem definir um tempo específico. Vocês poderão optar pelo discurso direto ou
                           indireto quando acharem mais apropriado, e podem enriquecer a lenda com
                           descrições de personagens e ambientes.
                        4. Quando terminarem, façam uma boa revisão do texto, observando se faltam
                           informações ou se há erros de gramática ou ortografia.
                        5. Finalmente, escolham a versão que lhes pareceu mais interessante para ler
                           para os colegas.



                     ATIVIDADE 4C: SELECIONANDO AS LENDAS
                     PARA SEREM REESCRITAS, PLANEJANDO
                     A REESCRITA E REESCREVENDO-AS

                     Objetivos
                         Selecionar a lenda que será reescrita.
                         Planejar a reescrita da lenda, a partir de material de referência e do contexto
                          de produção.
                         Reescrever a lenda, considerando o planejado.


                     Planejamento
                         Como organizar os alunos? A atividade será realizada em três etapas: coletiva-
                          mente, para decidir quem escreverá qual lenda; em duplas, para planejar cola-
                          borativamente a lenda; individualmente, para a reescrita da lenda escolhida.
                         Quais os materiais necessários? Cópia para todos os alunos das recomenda-
                          ções para reescrita, que constam da Atividade 4A. Folhas avulsas para planeja-
                          mento e reescrita das lendas.
                         Qual é a duração? Duas aulas de 50 minutos.


                     Encaminhamento
                         Converse com os alunos sobre o propósito da atividade e sobre a maneira
                          como ela será conduzida.
                         Desenvolva-a por partes, orientando os agrupamentos a cada vez.
                         Na primeira etapa, organize o coletivo da classe para decidir a respeito de quem
                          reescreverá qual lenda. Pegue o cartaz com o inventário de lendas e, para come-



86                      Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
çar, decidam quais das lendas lidas poderão compor a coletânea, de acordo com
       a preferência da classe e com os possíveis interesses dos leitores.
      A seguir, entre as lendas selecionadas, solicite que os alunos manifestem sua
       preferência, escolhendo a que querem reescrever. Anote os nomes dos alunos
       ao lado dos títulos das lendas. Assegure-se de que cada um conheça bem a
       lenda que irá reescrever. É interessante que leiam antes, para evitar omissão
       de informações.
      A seguir, retome as indicações que os alunos fizeram sobre o que considerar
       quando fossem escrever as lendas, registro elaborado na Atividade 4A.
      Retome, depois, o contexto de reescrita da lenda: reescrever aquelas de que a
       classe mais gostou, para alunos da 1a à 4a série, compondo um livro-coletânea
       para constituir o acervo da sala de leitura.
      Oriente os alunos para considerarem a adequação da linguagem ao leitor, de
       modo que ele possa compreender o texto.
      Solicite que se organizem em duplas, que você precisará formar de acordo com
       a contribuição que possam dar um para o outro. Oriente-os para que planejem
       a reescrita, elaborando uma relação dos aspectos que não podem faltar, na
       ordem em que devem ser apresentados. Oriente-os, ainda, para que planejem,
       juntos, cada um dos textos, como foi feito quando fizeram a reescrita coletiva.
      Depois do planejamento, o trabalho será individual. Cada um, de posse de seu
       planejamento, reescreverá a sua lenda. Lembre aos alunos que, enquanto redi-
       gem a história propriamente dita, devem considerar o leitor e as características
       das lendas, bem como ir lendo enquanto escrevem para conferir a intenção
       comunicativa e também se não estão esquecendo informações importantes,
       além de corrigirem possíveis erros ortográficos e gramaticais.
      Peça-lhes que, antes de lhe entregar o material, revejam o planejamento e se
       os textos estão adequados ao contexto de produção.


     Esta é uma tarefa individual, e é importante que as crianças possam traba-
     lhar concentradas. Caso precisem de ajuda, oriente-as a levantarem a mão
     e aguardar até que sejam atendidas por você, que se dirigirá até elas para
     auxiliá-las. Talvez isso seja necessário para lembrá-las de fatos ou trechos da
     história.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I       87
Atividade do aluno
                     ATIVIDADE 4C: SELECIONANDO AS LENDAS
                     PARA SEREM REESCRITAS, PLANEJANDO
                     A REESCRITA E REESCREVENDO-AS
                     NOME: __________________________________________________________________________

                     DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________

                       1. Nesta atividade você realizará quatro tarefas: selecionará as lendas que com-
                          porão a coletânea do projeto; escolherá a lenda que você irá reescrever; pla-
                          nejará a reescrita da lenda; reescreverá a lenda. Fique atento para as orienta-
                          ções de seu professor.
                       Alguns lembretes para você, quando for planejar e reescrever a lenda escolhida:
                        Considere que você reescreverá uma das lendas de que a classe mais gostou,
                         para alunos da 1a à 4a série, compondo um livro-coletânea para constituir o
                         acervo da sala de leitura.
                        Considere que seu texto deve estar adequado a essas características o máxi-
                         mo possível, pois isso garantirá que o leitor o compreenda.
                        Considere os aspectos abaixo, estudados ao longo das atividades, como orien-
                         tadores do planejamento e reescrita:
                          J Iniciar a lenda diretamente, sem definir precisamente tempo e lugar e sem
                            muitas descrições.
                          J Utilizar expressões como: “Conta a lenda que...”; “Contam... que...”; “Havia
                            um...”; “Um certo... em...” ou outra com sentido similar.
                          J Não apresentar explicitamente os ensinamentos ou explicações que o texto
                            pretende passar; ao contrário, estes devem vir diluídos ao longo do texto.
                          J As lendas que contêm explicações de fenômenos naturais apresentam
                            menos fala de personagem, organizando-se pelo discurso narrativo, sem
                            referência às falas propriamente ditas. Considere isso na reescrita. As de-
                            mais lendas utilizam discurso direto, marcado de diferentes maneiras: por
                            dois-pontos, parágrafo e travessão; ou por dois-pontos, parágrafo, aspas.
                          J É possível utilizar expressões de variedades regionais e escrever mais à von-
                            tade se a situação de produção possibilitar, isto é, se considerar que os
                            leitores pensados compreenderão o texto.
                          J Elaborar uma relação dos aspectos que precisarão constar na lenda, na or-
                            dem em que devem ser apresentados.
                          J Lembre-se que, enquanto redige a história propriamente dita, deve conside-
                            rar o leitor e as características das lendas, bem como ir lendo enquanto
                            escreve para conferir a intenção comunicativa e também se não está esque-
                            cendo informações importantes. Fique atento também para corrigir possíveis
                            erros ortográficos e gramaticais.



88                      Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
 Antes de entregar seu texto para o professor, lembre-se de dar uma conferida
       para ver se não está faltando nada do que foi planejado.



ATIVIDADE 4D: REVISANDO AS LENDAS
E EDITORANDO-AS
Objetivos
      Revisar os textos escritos, de acordo com o que foi planejado.
      Refazer os textos, considerando as necessidades apontadas pelo professor.
      Editorar o texto, considerando as especificidades do projeto do livro.

Planejamento
      Como organizar os alunos? A atividade será realizada em três etapas: coletiva-
       mente, para que você possa comentar alguma necessidade comum de aprendi-
       zagem; em duplas, para a revisão de cada texto; individualmente, para passar
       a limpo e fazer a editoração.
      Quais os materiais necessários? Cópia para todos os alunos a respeito das
       recomendações para reescrita, que constam da Atividade 4A.
      Qual é a duração? Duas aulas de 50 minutos.

Encaminhamento
Parte A – 1a aula
      Converse com os alunos sobre o propósito da atividade e a maneira como ela
       será conduzida.
      Desenvolva-a por partes, orientando os agrupamentos a cada vez.
      Na primeira etapa, converse com toda a classe a respeito de alguma necessi-
       dade coletiva que tenha observado quando fez a leitura dos textos.
      Oriente os alunos quanto ao que deverão revisar no texto, observando se fize-
       ram uso do que já aprenderam, como pensar em diferentes modos de iniciar a
       narrativa, se usaram o discurso direto e indireto e se o fizeram corretamente,
       se enriqueceram a lenda com descrições de personagens e ambientes, se uti-
       lizaram expressões linguísticas e regionalismos de forma apropriada, se conse-
       guiram provocar emoções e manter o interesse do leitor.
      Depois disso, devem verificar e corrigir os trechos assinalados por você, que
       terá indicado questões de ortografia, gramática e pontuação a serem corrigi-
       das. Avise que trabalharão em duplas e indique quais são os parceiros consi-
       derando a possibilidade de contribuição recíproca que apresentem.
      Devolva o texto para os alunos e solicite que as duplas o analisem consideran-
       do os itens apontados no processo de planejamento – recuperar quadro orien-



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I     89
tador e planejamento – e as suas observações. Devem analisar um texto de
           cada parceiro da dupla separadamente, até terem revisto as duas lendas que
           foram reescritas.

     Parte B – 2a aula
          Quando forem refazer, a atividade será individual. Explique que, tendo o texto
           corrigido e revisado, precisarão “passá-lo a limpo”, o que significa copiá-lo já
           sem erros ou questões a resolver.
          Para isso, combinem se o farão escrevendo à mão ou digitando. Caso utilizem
           o computador como ferramenta de trabalho, solicite que coloquem o texto no
           padrão decidido: tamanho, tipo de letra, cor etc.



     ETAPA 5: EDIÇÃO E PREPARAÇÃO FINAL
     DA COLETÂNEA

     ATIVIDADE 5A: PRODUZINDO AS ILUSTRAÇÕES

     Objetivo
          Preparar as ilustrações das lendas da coletânea.


     Planejamento
          Como organizar os alunos? No início, a atividade será realizada coletivamente;
           depois será individual.
          Quais os materiais necessários? Livros com várias ilustrações, diversos mate-
           riais para a realização de desenhos, fotos de jornais e revistas, materiais para
           fazer colagem, tintas e pincéis.
          Qual é a duração? Cerca de duas aulas de 50 minutos.


     Encaminhamento

     Parte A – 1ª aula: Analisando ilustrações em livros diversos
          Para realizar as próprias ilustrações de suas lendas, os alunos precisam, pri-
           meiro, conhecer diversas ilustrações de outros livros e materiais. Para subsi-
           diá-los nessa tarefa, é importante selecionar previamente materiais com dife-
           rentes tipos de ilustrações e analisá-las com eles, apontando:
           J Que estilos podem ser observados, com a utilização de que técnicas (nos
             livros em geral, podemos encontrar ilustrações mais ou menos estilizadas
             ou próximas de um desenho de observação, por exemplo. Também podemos



90       Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ver ilustrações que lembram pinturas, ou que são desenhos, ou ainda foto-
          grafias e gravuras que utilizam técnicas diversas).
       J Ilustrações mais e menos detalhadas, em que se observam desenhos isola-
         dos ou cenas completas.
       J Ilustrações coloridas e feitas em preto e branco.
      Chame a atenção deles para o modo como as ilustrações se relacionam com
       o contexto escrito da história, isto é, se apenas complementam a narrativa ou
       trazem para o leitor informações e detalhes que não estão descritos na histó-
       ria, e por isso têm um papel fundamental na composição final de um trabalho.
      Além disso, a disposição espacial das ilustrações faz diferença, uma vez que
       podem estar vinculadas ao texto ou não, estar mais ou menos em evidência,
       ocupar uma página ou duas.
      Explique aos alunos que tanto a finalidade quanto a técnica de compor as ilus-
       trações são escolhas que deverão fazer quando se dedicarem às ilustrações
       que realizarão sozinhos, e que poderão utilizar os materiais de referência para
       consultar durante o trabalho (por isso, deixe-os disponíveis).
      Se for possível, providencie livros em que se possa comparar tipos de ilustra-
       ções diferentes de uma mesma lenda.
      Quando tiverem terminado de analisar os recursos disponíveis, é hora de pre-
       parar um ambiente propício e com materiais artísticos adequados para que os
       alunos comecem o processo de ilustração de suas próprias lendas.

Parte B – 2a aula: Ilustrando as lendas da coletânea
      Nesse momento, os alunos precisam escolher os materiais com que vão traba-
       lhar e dispor-se a isso. No entanto, oriente-os para que façam um esboço de
       sua ilustração, considerando o que foi discutido a respeito. Essa é uma etapa
       importante, que pode ser alterada caso seja preciso, mas que os ajudará a se
       organizar, planejando suas ações.
      À medida que forem se sentindo prontos, podem iniciar o processo de ilus-
       tração, contando com o auxílio do professor e colegas para aperfeiçoarem o
       trabalho.



ATIVIDADE 5B: ORGANIZANDO A COLETÂNEA
Objetivo
      Montar o livro-coletânea observando as partes que compõem um livro.


Planejamento
      Como organizar os alunos? A atividade será coletiva no início; depois, os alu-
       nos trabalharão em pequenos grupos, por divisão de tarefas.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I      91
 Quais os materiais necessários? Livros diversos para análise, folhas pautadas
         para organizar um rascunho, folhas para passar o rascunho a limpo ou compu-
         tadores para digitação e edição final.
        Qual é a duração? Duas aulas de 50 minutos.


     Encaminhamento
        Disponha livros diversos pela classe. Reúna os alunos em roda e oriente o tra-
         balho. Explique que, para que possam eles mesmos organizar um livro, preci-
         sam antes observar como os livros se apresentam, de que partes são compos-
         tos. Para isso, peça que circulem pela sala e observem os materiais, anotando
         as seções ou partes que conseguirem identificar nos livros expostos.
        Quando tiverem terminado, reúna-os novamente e faça um levantamento do
         que descobriram, anotando os itens na lousa. Essa será uma referência impor-
         tante para que depois as tarefas possam ser distribuídas nos grupos.
        Lembre-se que algumas partes são essenciais e não poderão faltar, pois fa-
         zem parte de todos os livros:
         J capa, considerando-se as informações que lhe são imprescindíveis: título,
           autor e ilustrador;
         J página de apresentação;
         J índice;
         J página de rosto.
        Vocês terão que decidir juntos sobre algumas seções que igualmente são co-
         muns, mas não imprescindíveis:
         J página de apresentação (explicando o projeto, por exemplo);
         J dedicatória;
         J glossário.
        Também deverão combinar se o livro será paginado ou não, relacionando esse
         dado com o índice.
        Toda essa exploração e tomada de decisões deverá ocorrer na primeira aula
         desta atividade. Decidida a organização da coletâna, divida os alunos em gru-
         pos e distribua as tarefas, solicitando que cada um se concentre num primeiro
         rascunho da parte que lhe cabe: quem fará a capa, o índice, a página de apre-
         sentação, a indicação dos autores; se haverá ou não ilustrações além daque-
         las feitas individualmente, por lenda, e quem a fará. Combinem também cores,
         fonte e tamanho de letra, tipo de material usado para confeccionar a capa, se
         o livro será encadernado ou espiralado.
        Nesse momento, circule pelos grupos, ajudando-os no que precisarem. Faça o
         mesmo na aula seguinte, em que deverão se dedicar a fazer o que foi combina-
         do, até que o livro-coletânea esteja pronto.




92     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ATIVIDADE 5C: PREPARANDO A
APRESENTAÇÃO ORAL DA LENDA
Objetivo
      Preparar a apresentação oral da lenda.


Planejamento
      Como organizar os alunos? A atividade será realizada coletivamente, em duplas
       e individualmente. Coletivamente será organizada a apresentação; em du-
       plas será realizado o estudo das lendas que serão apresentadas; individual-
       mente serão apresentadas cada uma das lendas, em um ensaio de estudo.
      Quais os materiais necessários? Texto da lenda para estudo. Cartaz para orga-
       nização do trabalho de preparação da apresentação oral.
      Qual é a duração? Cerca de duas aulas de 50 minutos.


Encaminhamento

Parte 1 – Organizando a apresentação e compartilhando tarefas
      Para iniciar, discuta com os alunos como a apresentação será organizada,
       quais os materiais que serão necessários e quem será o responsável por cada
       trabalho.
      Organize em um cartaz um esquema da apresentação: ambientação, com os
       livros em exposição; abertura, com a fala de um responsável que explique o
       evento; apresentação de envolvidos (decidir quem fala o quê, por exemplo: alu-
       nos que comentam o que foi o projeto para eles, seu envolvimento com as
       lendas etc.; professor que conta as questões envolvidas e as aprendizagens
       realizadas etc.); apresentação oral de algumas lendas; encerramento.
      Identifique os materiais necessários para a organização da apresentação e
       quem será responsável pela organização de cada aspecto.

Parte 2 – Estudo do texto para apresentação oral
      Decida, junto com o grupo, quais serão as apresentações – não é bom que
       todos apresentem, pois a cerimônia ficaria muito longa. Assim, sorteie ou veja
       quem, espontaneamente, gostaria de recontar sua lenda. Lembre aos alunos
       que aqueles que não se apresentarem nesse momento serão contemplados
       pela leitura do livro-coletânea.
      Forme duplas de estudo: os alunos leem as lendas e, depois, estudam como
       melhor apresentá-las oralmente, considerando entonação, gestual, dicção etc.
       O que for apresentar estuda e o parceiro apoia, analisa, critica, ajuda a ade-
       quar a fala.



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I     93
 Oriente-os para o fato de não ser preciso decorar o texto, mas apenas saber
           dizê-lo de maneira adequada e interessante para os convidados.

     Parte 3 – Ensaio da apresentação
          Depois do estudo, os que vão se apresentar ensaiam diante da classe. Quando
     um se apresenta, os demais analisam e auxiliam o colega a se preparar melhor para a
     apresentação, dando dicas etc.



     ETAPA 6: AVALIAÇÃO FINAL DO TRABALHO
     DESENVOLVIDO

     ATIVIDADE 6: AVALIAÇÃO FINAL DO TRABALHO

     Objetivo
          Realizar uma avaliação colaborativa do trabalho desenvolvido, considerando os
           diferentes aspectos: a reescrita do texto; a participação nas atividades durante
           o desenvolvimento; a elaboração do produto final.


     Planejamento
          Como organizar os alunos? A atividade será individual.
          Quais os materiais necessários? Pauta de autoavaliação.
          Qual é a duração? Cerca de 40 minutos.


     Encaminhamento
          Converse com os alunos sobre a finalidade da atividade e sobre a maneira
           como se desenvolverá.
          Comente que preencherão uma pauta de autoavaliação que ajuda a refletir a
           respeito do que deveriam aprender sobre as lendas. Contudo, explique que,
           nessa pauta, não há perguntas a respeito da atitude dos alunos durante o tra-
           balho, e que essa avaliação será feita oralmente. Conversando com os alunos,
           levante questões sobre como foi trabalhar com o colega e depois sozinho, o
           que puderam aprender com seus parceiros, como foi a participação e atitu-
           de de colaboração de cada um, como foi o processo de negociação de ideias
           quando tinham que decidir algo, como foi dividir tarefas e qual a responsabili-
           dade com que cada um assumiu sua parte.
          Feito isso, distribua as pautas de autoavaliação, leia-as com os alunos expli-
           cando cada item e oriente-os sobre o que fazer. Cuide para que os alunos este-
           jam, também, com seus textos em mãos.



94        Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Projeto “UMA LENDA, DUAS LENDAS, TANTAS LENDAS...”
                                                                                      Pauta de avaliação – REESCRITA DE LENDA
                                                                                      Aluno:_________________________________________ Data:______________
                                                                                                                  Aspectos a serem observados                                  Sim   Não   Preciso rever
                                                                                      Você reescreveu a lenda preservando a sua finalidade?
                                                                                      Você colocou o título?
                                                                                      Você iniciou a lenda diretamente, falando genericamente de tempo e lugar?
                                                                                      Você evitou muitas descrições?
                                                                                      Você utilizou, no início, expressões como: “Conta a lenda que...”; “Contam... que...”;
                                                                                      “Havia um...”; “Um certo... em...”?
                                                                                      Você evitou apresentar os ensinamentos explicitamente, procurando diluí-los ao
                                                                                      longo do texto?
                                                                                      Você utilizou expressões de variedades regionais no seu texto?
                                                                                      Considera que o leitor conseguirá compreender o texto com facilidade?
                                                                                      Você apresentou os fatos essenciais da narrativa?
                                                                                      A ordem em que foram apresentados estava correta?
                                                                                      O texto foi apresentado de maneira atrativa para o leitor?
                                                                                      A ilustração estava adequada ao texto?
                                                                                      Você organizou os parágrafos de maneira adequada?
                                                                                      Você procurou utilizar os sinais de pontuação adequados ao que pretendia dizer?
                                                                                      Você utilizou letra maiúscula sempre que necessário?




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
                                                                                      Você escreveu de maneira legível?
                                                                                      Procurou escrever sem erros de ortografia?
                                                                                      Observações do professor




95
Para terminar, é importante que você avalie, também, a adequação das ativida-
     des planejadas para os seus alunos às necessidades e possibilidades de aprendiza-
     gem deles, verificando se há mudanças que são necessárias e de que natureza são. É
     essa avaliação que orientará os inevitáveis ajustes a serem feitos na ação docente e,
     dessa forma, garantirá a ela uma qualidade cada vez melhor.




      PROJETO DIDÁTICO “UNIVERSO AO MEU REDOR”
         Em Língua Portuguesa, quando se fala em estudar um tema se fala, necessaria-
     mente, em desenvolver três habilidades básicas: LER, FALAR E ESCREVER.
          Nas séries finais do Ensino Fundamental é cada vez mais importante que se exi-
     ja dos alunos ler, comunicar-se oralmente e escrever como instrumentos importantes
     para a aprendizagem de conteúdos de outras áreas. Daí a necessidade de incorpo-
     rar os usos “acadêmicos” da leitura, da fala e da escrita. Isso poderá fazer com que
     os alunos tenham mais oportunidades para utilizar ferramentas que lhes permitam a
     aprendizagem de vários conteúdos.
           Assim, este projeto propõe o estudo de um assunto em particular, o que permi-
     te a realização de atividades em que os alunos precisam ler para se informar e com-
     parar diferentes fontes de informação. Também têm a oportunidade de selecionar
     informações relevantes, escrever para registrar o que aprenderam, fazer resumos,
     produzir legendas, esquemas e textos informativos, bem como comunicar oralmente
     o que aprenderam, em forma de seminário, por exemplo. Considerando a natureza do
     tema escolhido e a necessidade de discussão a respeito dele, dentro do ambiente
     escolar, o seminário pode ser um evento interativo bastante adequado, já que se tra-
     ta de uma situação didática que congrega pessoas para falar, discutir e apresentar
     ideias a respeito das mais diversas questões, além de ter que ler e registrar o que
     descobriram.
           O seminário é uma reunião de pessoas – especialistas, de fato, ou não; es-
     tando mais para estudiosos no assunto do que para especialistas, propriamente –,
     realizada para estudar determinado tema. É uma situação comunicativa que prevê
     várias exposições orais de aspectos diferenciados de um tema comum. Por isso, é
     uma situação privilegiada de estudo nas mais diversas áreas: História, Matemática,
     Geografia, Educação Física, ou seja, presta-se ao trabalho com todas as áreas do
     currículo escolar.
           No seminário, essas exposições orais são articuladas por um mediador, com a
     finalidade de buscar melhor compreensão por meio da troca de informações e reflexão
     sobre o tema.
           As exposições podem ser sustentadas por recursos materiais diversos, como re-
     troprojetor, slides, vídeo, Powerpoint, datashow, quadros sinóticos, músicas, fotogra-
     fias, apresentações musicais e de dança, ou seja, tudo o que for mais adequado para
     esclarecer a audiência sobre o tema, inclusive por esquema escrito que sintetize as
     principais ideias focalizadas.



96        Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
No trabalho proposto neste Guia, o foco estará na leitura e compreensão de tex-
tos informativos, no registro de informações e na preparação de uma exposição oral,
neste caso um seminário.
      Em uma exposição oral, aspectos como altura e tom de voz, clareza na dicção,
ritmo, gestual e atitude corporal são itens que precisam ser foco de ensino, pois impli-
cam a melhor compreensão dos ouvintes. Sua condição de discurso oral coloca, ainda,
a possibilidade, ou mesmo a necessidade, de se elaborar material de apoio para a
fala, como fichas que funcionam como lembretes sobre os pontos relevantes dentro do
assunto tratado.
    A organização de um seminário e de cada umas das exposições orais que o com-
põem precisa dar-se em dois grandes eixos:
      O da alimentação temática: situações de estudo e aprofundamento sobre o tema
que será foco da exposição oral. Para tanto, esse projeto propõe o desenvolvimento de
uma sequência de atividades de leitura inicial – ler para aprender –, sínteses (essencial
para a constituição do caderno de resumos ou folders de divulgação), leituras de info-
gráficos, com a intenção de munir o aluno de material para a exposição oral.
     O discursivo: que prevê a organização do evento comunicativo, que é o seminário
e o planejamento da exposição oral, propriamente, considerando todos os aspectos ci-
tados. Para tanto, este projeto apresenta atividades que possibilitam a abordagem das
características do seminário, bem como do processo de planejamento colaborativo do
mesmo, assim como o estudo das características do gênero – exposição oral.
     Quanto à relevância do tema proposto para estudo, consideramos que se trata de
um tempo, quando parar e pensar a respeito das ações humanas que têm provocado
prejuízos ao planeta é essencial e indispensável. E, sendo assim, nada mais pertinente
do que criar um espaço de discussão a respeito de atitudes cotidianas responsáveis.
     O estudo mais específico do desmatamento da mata atlântica coloca em foco a
análise das condições nas quais se encontra esse bioma brasileiro, o mais rico em
biodiversidade e, também, o mais dizimado, sendo que apenas cerca de 8% de sua
área original ainda se encontra preservada. Compreender, então, quais ações huma-
nas são responsáveis por essa condição parece fundamental para que se possa, por
um lado, evitar a manutenção dessas ações e, por outro, compreendendo os efeitos
das mesmas, procurar reverter o quadro atual em ações colaborativas e coletivas de
recuperação e preservação do ecossistema.
     Fica, assim, proposto o tema: “Mata atlântica, desmatamento e desenvolvimento
sustentável”.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I         97
ORGANIZAÇÃO GER AL DA SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES

          Etapa                           Atividade

      1   Por onde anda o universo?       Atividade 1: Levantando conhecimentos prévios
                                          sobre o tema.
      2   Compartilhando o projeto        Atividade 2: Compartilhando o projeto e
                                          organizando o trabalho.
      3   Estudando sobre meio            Atividade 3A: Desequilíbrios provocados pelo
          ambiente, desmatamento e        homem.
          sustentabilidade                Atividade 3B: O desmatamento e sua influência
                                          em diferentes problemas ambientais.
                                          Atividade 3C: O desmatamento no Brasil e no
                                          mundo.
                                          Atividade 3D: A mata atlântica e sua história.
                                          Atividade 3E: O símbolo dourado da mata
                                          atlântica.
                                          Atividade 3F: A vida na mata.
                                          Atividade 3G: Desmatamento e sustentabilidade.
      4   Estudo e planejamento do        Atividade 4: Planejando o seminário.
          seminário
      5   Estudo e planejamento da        Atividade 5A: Investigando saberes dos alunos a
          exposição oral                  respeito de uma exposição oral.
                                          Atividade 5B: Analisando recursos da
                                          organização interna de uma exposição oral.
                                          Atividade 5C: Planejando uma exposição oral.
      6   Avaliação do trabalho           Atividade 6: Avaliação final do trabalho.
          desenvolvido




     ETAPA 1: POR ONDE ANDA O UNIVERSO?

     ATIVIDADE 1: LEVANTANDO CONHECIMENTOS
     PRÉVIOS SOBRE O TEMA

     Objetivos
           Recuperar os conhecimentos prévios sobre o tema, montando um mapa geral
            dos desequilíbrios do planeta provocados pelo homem, suas causas e suas
            consequências.
           Iniciar uma discussão a respeito das questões ambientais da atualidade.



98        Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
 Relacionar as questões discutidas com o fator desmatamento, para que possa-
       mos estabelecer, na próxima atividade de abordagem temática do projeto, uma re-
       lação com o tema mata atlântica, desmatamento e desenvolvimento sustentável.


Planejamento
      Como organizar os alunos? A atividade será desenvolvida em grupos de quatro
       participantes, com exposições coletivas posteriores à discussão em grupo.
      Quais os materiais necessários? Textos que serão lidos – cópia para todos os
       alunos da folha de Atividade 1.
      Qual é a duração? Cerca de 50 minutos.


Encaminhamento
      Converse com os alunos sobre o propósito da atividade e sobre como estarão
       organizados para desenvolvê-la.
      Oriente-os para que organizem grupos de quatro participantes para a realiza-
       ção das atividades.
       Nos itens 1, 2 e 3, oriente os alunos para que discutam com o grupo cada uma
       das questões apresentadas. Oriente-os para que estabeleçam relações entre
       “doenças da terra” e desequilíbrios no planeta provocados pela ação humana.
       No item 3, deixe que expliquem da maneira como entenderem os problemas,
       suas causas, suas consequências, pois a intenção é realizar um levantamen-
       to prévio de saberes dos alunos, uma vez que isso os auxiliará na reflexão
       orientada.



ATIVIDADE 1: LEVANTANDO CONHECIMENTOS




                                                                                         Atividade do aluno
PRÉVIOS SOBRE O TEMA
  NOME: __________________________________________________________________________

  DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


     1. Reúna-se com seu grupo e leia o texto apresentado a seguir. Ele é a parte
        introdutória de um material publicado sobre meio ambiente. Observem as ex-
        pressões dos animais: não parece que estão meio preocupados? E aquele
        cartaz do papagaio, o que vocês acham que significa?
        Agora, respondam:
         Vocês consideram que a Terra está mesmo doente?
         Se responderem sim, quais seriam as doenças da Terra? Expliquem.
         Registrem as observações de vocês no caderno.



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I      99
Atividade do aluno
                     TEXTO 1
                     A Terra está mesmo doente?




                               (Fonte: adaptado de Instituto Unibanco/Fundação Victor Civita. Meio ambiente conhecer
                                 para preservar – v. 1. Encarte da revista Escola, São Paulo, n. 161, p. 1A, abr. 2003.)


                        2. Apresentem as observações para os demais colegas e discutam-nas com a
                           classe e o professor.
                        3. Agora, leiam o texto 2 apresentado a seguir.

                     TEXTO 2
                         Áreas férteis transformadas em desertos, florestas devastadas, plantas e
                         bichos ameaçados de extinção, rios, lagos e mares poluídos, substâncias
                         tóxicas no ar que respiramos... uma diversidade de problemas decorrentes,
                         unicamente, da falta de cuidado do homem com o planeta.

                            Que relação vocês percebem entre esse texto e a atitude dos animais do
                             primeiro texto? Expliquem.
                            E entre esse texto e as “doenças da Terra”? Junto a seus colegas de grupo,
                             tente explicar cada um dos tópicos apresentados nesse texto, identificando
                             seus efeitos na vida das pessoas. Acrescentem a esses tópicos outros que
                             você e a classe tenham identificado na reflexão coletiva. Registrem as suas
                             reflexões no caderno.


                     ETAPA 2: COMPARTILHANDO O PROJETO

                     ATIVIDADE 2: COMPARTILHANDO O PROJETO
                     E ORGANIZANDO O TRABALHO

                     Objetivos
                         Conhecer o projeto e a maneira pela qual o trabalho será desenvolvido na classe.
                         Planejar as ações que serão realizadas.



100                     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Planejamento
      Como organizar os alunos? A atividade será realizada coletivamente.
      Quais os materiais necessários? Quadro com planejamento inicial do trabalho,
       organizado pelo professor. Quadro para serem registrados os aspectos que os
       alunos gostariam de investigar sobre o conteúdo. Os alunos farão anotações
       em seus cadernos.
      Qual é a duração? Cerca de 50 minutos.


Encaminhamento
     Após a escolha do tema e a eleição dos conteúdos a serem estudados pelos
alunos e do texto que será produzido, é hora de compartilhar o objetivo do projeto e
propor aos alunos a sua realização. É nessa etapa que se discutem os propósitos do
trabalho e as possibilidades de produtos finais para destinatários reais (que permi-
tam, preferencialmente, criar laços com a comunidade). Neste caso, propomos como
produto final a realização de um seminário em que os alunos possam socializar o que
aprenderam.
      Inicie uma roda de conversa retomando com os alunos os comentários sobre
       meio ambiente realizados na aula anterior, procurando envolvê-los no desenvol-
       vimento do projeto.
      Pergunte se imaginam por que foi feita a pergunta sobre desmatamento de flo-
       restas na atividade anterior, entre tantas outras ações humanas que provocam
       problemas ambientais graves para o planeta. Explique que o desmatamento foi
       selecionado, pois o projeto aprofundará a discussão a respeito dele, focalizan-
       do o que vem acontecendo com a mata atlântica, o bioma mais rico em diversi-
       dade do planeta.
      Explique que para desenvolver o estudo a respeito de um tema é necessário
       fazê-lo em etapas e, para isso, precisam distinguir o que já sabem, que hipóte-
       ses o grupo tem, para depois identificarem o que ainda necessitam aprender.
       Também precisarão, durante o estudo, elencar quais são as informações mais
       relevantes e como serão organizadas para a confecção do produto final.
      Organize um cartaz para organização e consulta dessas questões, distinguindo
       o que já sabem e o que precisam saber (este item pode já ser redigido em for-
       ma de perguntas).
      A seguir, levante com os alunos possíveis fontes de informação em que pode-
       rão encontrar respostas às suas dúvidas, como livros, revistas, enciclopédias,
       internet, textos jornalísticos, documentários. Além disso, poderão entrevistar
       especialistas e pessoas da comunidade.
      Durante a pesquisa, propriamente, os alunos exercitarão importantes propó-
       sitos da linguagem, que se referem a ler para aprender, para se apropriar das
       características e da linguagem própria do texto informativo e também farão uso
       da escrita com função expositiva. Terão a oportunidade de coletar, selecionar,
       organizar e socializar informações, e é interessante combinar previamente de



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I      101
que modo farão o registro do que forem aprendendo. Para isso, poderão usar
            o caderno, folhas avulsas ou ainda elaborar um pequeno portfólio, em que pos-
            sam arquivar os materiais de estudo que levantarem.
           Informe que, ao final dos estudos, a classe organizará um seminário a respeito
            da questão, o qual terá apresentação dirigida aos alunos da 3a série.
           Pergunte se sabem o que é um seminário e colete as informações que pos-
            suem a respeito. Explique, de modo geral, o que vem a ser um seminário,
            adiantando aos alunos que estudarão o que é um seminário e como organizá-lo
            mais à frente.
           Ofereça-lhes informações gerais sobre o projeto e, a seguir, defina o desenvol-
            vimento das atividades.

      O projeto
           Tema: “Universo ao meu redor”.
           Produto final: seminário temático, que discutirá:
            J ações humanas que provocam problemas ambientais;
            J consequências dessas ações para a vida das pessoas; o desmatamento;
            J os biomas brasileiros principais e a biodiversidade;
            J a mata atlântica como um dos biomas mais ricos em diversidade do planeta;
            J sustentabilidade: o que é?;
            J ações que podem garantir a sustentabilidade da vida na Terra em relação ao
              desmatamento.
           Finalidade do seminário: informar e conscientizar os demais alunos sobre a im-
            portância da sua ação para a organização de uma vida sustentável, perceben-
            do as consequências da mesma para a qualidade da vida no planeta, de modo
            que se sintam incentivados a mudar suas atitudes.
           Público: alunos de todas as 3as séries da escola.

      Atividades que serão desenvolvidas no projeto
           Estudo dos temas que cada grupo apresentará.
           Estudo sobre seminário.
           Estudo sobre exposição oral e suas características.
           Preparo da exposição oral que será realizada.
           Organização final do seminário.
           Apresentação do seminário.
           Avaliação do trabalho realizado.




102       Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ETAPA 3: ESTUDANDO SOBRE MEIO AMBIENTE,
DESMATAMENTO E SUSTENTABILIDADE

ATIVIDADE 3A: DESEQUILÍBRIOS
PROVOCADOS PELO HOMEM

Parte A – 1a aula
     Nessa aula, os alunos tomarão contato com alguns verbetes e definições que se
referem ao meio ambiente e esclarecem alguns dos danos causados pelo homem à
natureza.

Objetivos
      Ampliar conhecimentos prévios sobre o tema, compreendendo as relações en-
       tre homem e meio ambiente.
      Conhecer os verbetes, identificando características desse tipo textual.
      Ler e compreender textos informativos apresentados na forma de esquemas.

Planejamento
      Como organizar os alunos? A atividade será realizada em pequenos grupos e
       depois haverá uma discussão coletiva.
      Quais os materiais necessários? Textos e quadro esquemático que constam na
       Atividade 3A. Os alunos farão anotações em seus cadernos.
      Qual é a duração? Duas aulas de 50 minutos.

Encaminhamento
      Explique aos alunos que, para iniciar o estudo, farão uma primeira leitura de
       textos que os ajudarão a se familiarizar com o tema.
      Comente que, durante a leitura, encontrarão textos com “palavras difíceis” com
       as quais é importante se familiarizar. Para compreendê-las, deverão guiar-se pelo
       contexto das frases, discutindo o que entenderam com os colegas do grupo.
      Oriente os alunos para que leiam e estudem os verbetes (veja informações adi-
       cionais abaixo). Enquanto leem e conversam, passe pelos grupos e vá orientan-
       do a leitura e a reflexão dos alunos, no sentido de que percebam:
       J que as consequências não estão diretamente ligadas a nenhum problema
         porque se encontram ligadas a vários deles ao mesmo tempo; cada uma
         das consequências da ação humana acontece por uma combinação de fa-
         tores, e não por um fator isolado. Para auxiliá-los nessa reflexão, recorra ao
         quadro “Desequilíbrios provocados pelo homem”;



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I        103
J que o desmatamento é uma ação do homem que acarreta várias consequên-
              cias para a vida dele.
           Oriente os alunos para que organizem os verbetes no caderno ou em uma pas-
            ta, de maneira que possam constituir, de fato, um pequeno dicionário sobre o
            meio ambiente.

      Parte B – 2a aula
           Concluída a leitura dos verbetes e a anotação de observações no caderno,
            inicie uma discussão coletiva, solicitando que cada pequeno grupo exponha o
            que entendeu a respeito de cada verbete. Esse é um importante momento de
            esclarecer dúvidas e ampliar a compreensão dos alunos, que talvez precisem
            de ajuda para estabelecer relação entre as definições apresentadas pelos
            textos.
           Aproveite para retomar, coletivamente, o quadro esquemático da página 107
            (Desequilíbrios provocados pelo homem) e verifique as relações de causa e
            consequência que o mesmo apresenta, garantindo que as crianças compreen-
            deram as noções ali apresentadas.
           A seguir, oriente os alunos para que voltem ao quadro inicial de problemas am-
            bientais levantados por eles, analisando de que maneira o estudo contribuiu
            para a ampliação e o aprofundamento da compreensão do assunto.


      Para saber mais
          Verbete é o nome que se dá a cada um dos artigos, também chamados entra-
          das, de um dicionário, de uma enciclopédia ou de outro livro ou obra de refe-
          rência que organiza informações dessa maneira.
          Os verbetes de dicionário são entradas, definições de palavras e explicações
          e notas sobre algo.
          Na organização de uma enciclopédia, os verbetes dão explicações e notas.
          Muitas vezes cada artigo de uma enciclopédia é chamado de verbete. Geral-
          mente um verbete em uma enciclopédia pode dar uma maior explicação, nota,
          organização e melhoramento no texto enciclopédico.
                                           (Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/verbete>.)




104       Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
ATIVIDADE 3A: DESEQUILÍBRIOS
PROVOCADOS PELO HOMEM
  NOME: __________________________________________________________________________

  DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


     1. Leia com seus colegas de grupo os verbetes sobre o efeito estufa, chuvas áci-
        das, desertificação, biodiversidade, ecossistema e erosão. Eles apresentam
        uma relação dos problemas ambientais da atualidade, suas causas e também
        suas consequências.

                                     EFEITO ESTUFA
     A poluição do ar é uma das principais causas do aquecimento. A superfície
     terrestre reflete uma parte dos raios solares, mandando-os de volta para o
     espaço. Uma camada de gases se concentra ao redor do planeta, formando
     a atmosfera, e alguns deles ajudam a reter o calor e a manter a temperatura
     adequada para garantir a vida por aqui.
     Nas últimas décadas, muitos gases poluentes vêm se acumulando na atmos-
     fera e produzindo uma espécie de capa que concentra cada vez mais calor
     perto da superfície da Terra, aumentando ainda mais a temperatura global. É
     o chamado efeito estufa.
     Outro problema que afeta diretamente o clima é a devastação das matas,
     pois elas ajudam a manter a umidade e a temperatura do planeta.
     Infelizmente, o desmatamento já eliminou quase metade da cobertura vege-
     tal do mundo.
              (Disponível em: <http://recreionline.abril.uol.com.br/fique_dentro/ciencia/natureza.
                                       conteudo_233685.shtml>. Data de acesso: 17 nov. 2007.)


                                       CHUVA ÁCIDA
     Considerada um dos maiores problemas ambientais do mundo contemporâ-
     neo. O termo designa genericamente a chuva, neve ou neblina com alta con-
     centração de ácidos em sua composição. A principal medida para a redução
     desse tipo de fenômeno é o uso de combustíveis alternativos ou a utilização
     de carvão com menor teor de enxofre.
                    (Disponível em: <http://guiadoscuriosos.ig.com.br/index.php?cat_id=50655>.
                                                                       Acesso em: 17 nov. 2007.)




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I                  105
Atividade do aluno
                                                   DESERTIFICAÇÃO
                     O fenômeno consiste na perda da produtividade biológica e econômica do
                     solo de uma região. O uso de agrotóxicos, o desmatamento de florestas e o
                     mau uso da terra são seus principais causadores. Um quarto do planeta está
                     ameaçado pela desertificação, e pesquisas mostram que 135 milhões de pes-
                     soas no mundo já tiveram que deixar o local onde moravam por causa dela.
                                  (Disponível em: <http://planetasustentavel.abril.uol.com.br/glossario/b.shtml>.
                                                                                        Acesso em: 17 nov. 2007.)


                                                   BIODIVERSIDADE
                     O termo abrange toda a variedade das formas de vida, espécies e ecossiste-
                     mas em uma região ou em todo o planeta. Em todo o mundo, estima-se que
                     existam pelo menos 14 milhões de espécies vivas. Como não é distribuída
                     uniformemente pela Terra, ela é maior em ambientes com abundância de luz
                     solar, água doce e clima mais estável. Segundo a Conservation International,
                     o Brasil é considerado megabiodiverso, pois possui mais de 70% das espé-
                     cies vegetais e animais do planeta.
                                  (Disponível em: <http://www.faber-castell.com.br/>. Acesso em: 17 nov. 2007.)


                                             O QUE É ECOSSISTEMA?
                     É o conjunto dos relacionamentos que a fauna, flora, micro-organismos e o
                     ambiente, composto pelos elementos solo, água e atmosfera mantêm entre si.
                     Todos os elementos que compõem o ecossistema se relacionam com equilí-
                     brio e harmonia e estão ligados entre si. A alteração de um único elemento
                     causa modificações em todo o sistema, podendo ocorrer a perda do equilíbrio
                     existente. Se, por exemplo, uma grande área com mata nativa de determinada
                     região for substituída pelo cultivo de um único tipo de vegetal, pode-se com-
                     prometer a cadeia alimentar dos animais que se alimentam de plantas, bem
                     como daqueles que se alimentam desses animais.
                                  (Disponível em: <http://www.faber-castell.com.br/>. Acesso em: 17 nov. 2007.)


                                                 O QUE É EROSÃO?
                     A erosão é um processo que faz com que as partículas do solo sejam des-
                     prendidas e transportadas pela água, vento ou pelas atividades do homem.
                     A erosão faz com que apareçam no terreno atingido sulcos, que são peque-
                     nos canais com profundidade de até 10 cm, ravinas, que têm profundidade de
                     até 50 cm, ou voçorocas com mais de 50 cm de profundidade.
                     O controle da erosão é fundamental para a preservação do meio ambiente,
                     pois o processo erosivo faz com que o solo perca suas propriedades nutriti-
                     vas, impossibilitando o crescimento de vegetação no terreno atingido e cau-
                     sando sério desequilíbrio ecológico.



106                  Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
                2. Quando terminarem a leitura, respondam:
                      Quantas dessas consequências vocês acham que têm alguma ligação com
                       desmatamento das florestas? Expliquem.
                             DESEQUILÍBRIOS PROVOCADOS PELO HOMEM
           PRINCIPAIS CAUSAS                      PROBLEMAS DECORRENTES                  CONSEQUÊNCIAS
AR-CONDICIONADO
REFRIGERADORES                 CFC                                                          DIMINUIÇÃO DA
                                          BURACO NA CAMADA                                  ÁGUA POTÁVEL
SPRAYS AEROSSÓIS               CLORO-
                                          DE OZÔNIO
PRODUÇÃO DE                    FLUOR-
ESPUMA PLÁSTICA                CARBONO

                                                                 AQUECIMENTO GLOBAL
SUPERPOPULAÇÃO,                           SOLOS MALNUTRIDOS
CULTIVO E PASTAGENS                                                                       DIMINUIÇÃO DE
                                          E EROSÕES
EM EXCESSO                                                                                ALIMENTOS E
                                                                                          DESEQUILÍBRIO NA
                                                                                          CADEIA ALIMENTAR
DESMATAMENTO                              DESERTIFICAÇÃO


QUEIMADAS
MATAS E FLORESTAS

                                                                                          MAIS DESERTOS E
MATANÇA DE ANIMAIS                        EXTINÇÃO DE ESPÉCIES                            MENOS OXIGÊNIO

                               FUMAÇA                            EFEITO ESTUFA
FÁBRICAS

                               LIXO       POLUIÇÃO DO AR
QUEIMA DE COMBUSTÍVEL
FÓSSIL                                                                                    DIMINUIÇÃO DA
                                                                 CHUVA ÁCIDA              BIODIVERSIDADE

PRODUTOS QUÍMICOS
NA AGRICULTURA
                                          POLUIÇÃO DA ÁGUA

ESGOTO LANÇADO
NOS RIOS                                                                                 DOENÇAS E FOME
                                                                                         EM MASSA

ATERROS MUNICIPAIS                        POLUIÇÃO DO SOLO

LIXO TÓXICO
                                                                 ENVENENAMENTO DA
                                                                 VIDA AQUÁTICA E DA       EXTINÇÃO DA VIDA
USINA NUCLEAR                             RADIOATIVIDADE         PRODUÇÃO AGRÍCOLA        NA TERRA



                3. Depois de ter discutido o que entendeu junto a seu grupo, anote em seu cader-
                   no as informações mais importantes sobre cada um dos temas apresentados.
                4. A seguir, apresente a reflexão do grupo para a classe e discutam-na coleti-
                   vamente.



       ATIVIDADE 3B: O DESMATAMENTO E SUA
       INFLUÊNCIA EM DIFERENTES PROBLEMAS
       AMBIENTAIS

       Objetivos
                 Ampliar conhecimento prévio sobre o tema, focalizando as consequências do
                  desmatamento para a vida do planeta.
                 Utilizar procedimentos de estudo de textos de divulgação científica.




       Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I                   107
 Articular informações de verbetes para resolver dúvidas de compreensão de
            texto.
           Identificar aspectos principais em trechos de texto, de modo a elaborar sínte-
            ses do mesmo.


      Planejamento
           Como organizar os alunos? A atividade será realizada de duas maneiras: coleti-
            vamente e em duplas.
           Quais os materiais necessários? Texto que será lido – folha de Atividade 3B.
           Qual é a duração? Duas aulas de 50 minutos.


      Encaminhamento
      Parte A – 1a aula
           Converse com os alunos para apresentação dos propósitos da atividade e
            oriente-se quanto ao desenvolvimento do trabalho.
           Depois de anunciar que o texto trata de alguns problemas graves do planeta,
            leia com os alunos a primeira parte do texto “A escassez da água”, auxilian-
            do-os a utilizar os procedimentos de estudo (ensine-os a fazer anotações na
            margem esquerda da folha, identificando do que trata o trecho do texto, grifar
            tópicos fundamentais para a compreensão do assunto e reescrever, com suas
            próprias palavras, o que entenderam de expressões ou termos que conside-
            raram “difíceis” durante a leitura). Enquanto leem, comente o que diz o texto,
            certificando-se que os alunos compreenderam o que está escrito.
           Deixe que as duplas deem prosseguimento à atividade, realizando a leitura da
            segunda parte do texto. Oriente-os para que utilizem os mesmos procedimen-
            tos de estudo empregados no texto inicial.

      Parte B – 2a aula
           Depois do estudo em duplas, é hora de os alunos apresentarem o trabalho
            aos demais colegas. Peça às duplas que exponham as ideias que julgaram ser
            mais importantes, socializando o conteúdo dos demais textos. Certifique-se
            que compreenderam o que dizem e ajude-os a identificar as ideias principais,
            caso tenham dificuldade em tê-lo feito nas duplas.
           No processo de estudo, é importante ouvir os alunos a respeito dos aspectos
            que consideram importantes e, sempre que julgar que houve algum equívoco,
            problematize a questão, ouvindo outras indicações e estimulando-os a expor
            suas ideias. Mesmo que a resposta seja adequada, solicite que o aluno relate
            como chegou a ela, explique a sua posição e mostre os procedimentos utiliza-
            dos para identificar essa ou aquela informação.
           Para finalizar, retome a última questão, solicitando que os alunos identifiquem
            qual ação humana está presente como causa de todos os problemas apresen-



108       Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
tados no texto. Essa pergunta estabelece relação direta com um dos temas do
       projeto, que é o desmatamento.



ATIVIDADE 3B: O DESMATAMENTO E SUA




                                                                                                        Atividade do aluno
INFLUÊNCIA EM DIFERENTES PROBLEMAS
AMBIENTAIS
  NOME: __________________________________________________________________________

  DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


     1. Com seu parceiro de trabalho, leia os textos apresentados a seguir. Eles de-
        monstram alguns dos problemas ambientais atuais, suas causas e conse-
        quências para a vida do planeta. Em cada um, faça anotações nas margens
        do texto ou no caderno sobre o que considerar importante e identificando as
        ideias principais.


                                A ESCASSEZ DA ÁGUA
     A água disponível na Terra só será suficiente para mais 20 anos.
     De todo o líquido hoje disponível no planeta, 97% é água salgada dos mares
     e oceanos e 2% corresponde à água doce não disponível por estar solidifi -
     cada em geleiras e icebergs. Menos de 1% da água existente na superfície
     terrestre é potável.
     Apesar de anunciada, essa crise é agravada por diferentes fatores.
     O fator mais importante é o crescimento demográfico acelerado. No ano
     2000, 6 bilhões de pessoas habitavam a Terra. Na época, essa era a me-
     tade da população que, segundo os especialistas, a Terra poderia abrigar.
     Essa população mais do que duplicou em 50 anos, pois em 1950 viviam 2,5
     bilhões de pessoas na Terra. O crescimento, como se vê, é aceleradíssimo.
     Quando se considera, conforme informação da ONU, que hoje cerca de 1,3
     bilhão de pessoas não têm acesso à água potável, então só podemos con-
     cluir que a situação ficará mais grave.
     Outro fator que interfere na escassez de água do planeta é o desfloresta-
     mento desenfreado, que compromete as áreas de nascentes e as matas que
     ficam à beira dos cursos de água (matas ciliares).
     Além desses, há também a ocupação irregular do espaço, que destrói as
     regiões dos mananciais e o avanço agrícola, que frequentemente causa as-
     soreamento nos leitos dos rios.
           (Fonte: adaptado de Instituto Unibanco/Fundação Victor Civita. Meio ambiente conhecer
             para preservar – v. 1. Encarte da revista Escola, São Paulo, n. 161, p. 1A, abr. 2003.)




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I                    109
Atividade do aluno
                                           OS DANOS À ATMOSFERA
                     A atmosfera do nosso planeta funciona como uma capa protetora dele; uma
                     capa que mantém a temperatura equilibrada tanto de noite como de dia,
                     permitindo que não escape calor absorvido do Sol e mantendo o planeta
                     aquecido para que a vida seja possível. É isso que se denomina de efeito
                     estufa.
                     Sem esse cobertor natural, a vida na Terra não seria possível, pois a tempera-
                     tura média do planeta seria de 17 ºC negativos e sua superfície permaneceria
                     coberta de gelo.
                     O problema é que essa capa vem sendo agredida tanto pelo desflorestamen-
                     to quanto pela queimada desenfreada de combustíveis fósseis, como petró-
                     leo e carvão, pois isso provoca o aumento de gás carbônico na atmosfera e,
                     dessa maneira, o planeta fica mais quente.
                     Os pesquisadores afirmam que as maiores consequências desse aquecimen-
                     to são os invernos cada vez mais rigorosos; a ocorrência de chuvas torren-
                     ciais e outras perturbações meteorológicas; a diminuição da espessura da ca-
                     mada de gelo polar no verão. Além disso, também a temperatura dos oceanos
                     tem aumentado, o que provoca enorme impacto na cadeia da vida marinha e
                     outros problemas.
                     Outro problema da atmosfera terrestre é a destruição da camada de ozônio,
                     que protege contra o câncer de pele e outros efeitos negativos da radiação
                     ultravioleta emitida pelos raios solares. Segundo os cientistas, os gases emi-
                     tidos pelos refrigeradores e outros produtos industrializados – clorofluorcarbo-
                     no (CFC) – têm destruído as moléculas desse escudo protetor, que é a cama-
                     da de ozônio, provocando o aparecimento de um gigantesco buraco que, em
                     certas ocasiões, chega a atingir 31 milhões de quilômetros quadrados.


                                        A AMEAÇA À BIODIVERSIDADE
                     A biodiversidade do planeta tem sido terrivelmente ameaçada nos últimos
                     tempos, provocando a destruição de inúmeras espécies da flora e da fauna.
                     No Brasil, campeão mundial em número de espécies, dois ecossistemas en-
                     contram-se em situação crítica: a mata atlântica e o cerrado, que figuram na
                     lista dos 25 ambientes mais ameaçados do mundo.
                     As causas dessa catástrofe são as seguintes: a exploração de madeira, o
                     avanço das fronteiras agrícolas, a caça e a extração ilegais e a devastação
                     das florestas.




110                  Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
              A LUTA PELA SUSTENTABILIDADE DO PLANETA
     Hoje se tem consciência de que o planeta não é apenas a fauna e a fora
     excluindo-se delas o homem. O ser humano é uma das espécies que habita a
     Terra, relacionando-se com as demais de variadas maneiras. Portanto, meio
     ambiente não é algo que se situa fora do homem; ao contrário, o homem
     constitui o meio ambiente.
     Por outro lado, o planeta não é de um, mas de todos. A natureza não é pro-
     priedade de pessoas isoladas que habitam espaços definidos, mas patrimô-
     nio da humanidade. Dessa forma, todos têm direito a ar puro, água, qualidade
     de vida. Essa compreensão pode estar ainda difusa para muitas pessoas,
     mas, a cada dia, fica mais evidente.
     Junto com essa compreensão, também é necessário vir a consciência de que
     foi a ação de cada um que veio transformando o planeta ao longo dos sécu-
     los. Assim, é a ação de cada um, também, que pode reverter esse quadro. É
     urgente, então, a mudança efetiva de hábitos e atitudes de todas as pessoas
     que habitam esse planeta, na direção de se construir a sustentabilidade da
     vida na Terra.

     2. Depois de ter lido os textos, comentando-os com seu colega, socialize suas
        anotações com o restante da classe.
     3. A seguir, responda: Qual é a ação humana apresentada como causa de todos
        os problemas de que o texto fala? Explique.


ATIVIDADE 3C: O DESMATAMENTO NO BRASIL
E NO MUNDO
Objetivos
      Compreender o que são os hotspots.
      Reconhecer a importância dos critérios utilizados para a elaboração do conceito.
      Identificar os hotspots brasileiros, caracterizando-os.
      Compreender a gravidade da ameaça que o desmatamento apresenta para o
       planeta.
      Ler infográficos articulando seus elementos verbais (legendas) e extraverbais
       (imagens, ícones, representação cartográfica) constitutivos, de modo a cons-
       truir significado.
      Sintetizar informações de textos lidos, elaborando resumos de estudo.

Planejamento
      Como organizar os alunos? A atividade será realizada, inicialmente, no coletivo;
       depois em duplas e, por último, individualmente.



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I       111
 Quais os materiais necessários? Textos que serão lidos – cópia para todos os
            alunos da folha de Atividade 3C.
           Qual é a duração? Três aulas de 50 minutos.


      Encaminhamento

      Parte A – 1a aula
           Inicie essa aula com o grupo todo reunido. Faça a leitura compartilhada do
            enunciado da atividade, discutindo as questões que, na sua avaliação, preci-
            sam de auxílio para que sejam compreendidas. Depois, peça que leiam o ver-
            bete – sobre espécies endêmicas – e articule-o com o texto do enunciado, que
            esclarece a definição de hotspot.
           A seguir, faça, com os alunos, uma leitura do infográfico, articulando com ele
            os textos-sínteses de cada hotspot. Leia antes a legenda, focalizando os íco-
            nes apresentados e o seu sentido, pois é isso que possibilitará a interpretação
            correta dos textos com as informações de cada hotspot. Se for possível na sua
            escola, utilize os computadores do laboratório de informática e acesse o info-
            gráfico na sua versão eletrônica (endereço indicado em nota de rodapé).
           Durante a leitura, apresente questões como:
            J Qual região conserva a menor área em relação à de origem?
            J Quais as ameaças mais frequentes às regiões?
            J Qual a área máxima que ainda resiste nas regiões apontadas?
            J Qual região tem mais espécies endêmicas ameaçadas?
           Oriente os alunos para que leiam o verbete sobre espécies endêmicas, de for-
            ma a melhor compreenderem o conceito, articulando-o com o infográfico.
           Focalize, na discussão, as características da mata atlântica, tema das próxi-
            mas leituras e discussões.

      Parte B – 2a aula
           Peça aos alunos que se reúnam em duplas e façam, no caderno, o que é pedido:
            J Copie do texto o trecho que define hotspot.
            J O infográfico que você leu mostra os dez hotspots mais críticos do planeta.
              Qual deles se encontra no Brasil?
            J Qual é o hotspot que tem mais espécies endêmicas ameaçadas de extinção?
            J No infográfico, sublinhe a principal ameaça que assola as montanhas do Su-
              deste chinês.
           Quando terminarem, socialize as respostas, pedindo que os alunos expliquem
            também que recursos utilizaram para encontrar as informações solicitadas. Essa
            é uma boa oportunidade de socializar procedimentos de localização de informa-
            ções em infográficos, o que pode ajudar alunos que tenham alguma dificuldade.




112       Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Parte C – 3a aula
      O objetivo desta aula é que os alunos vivenciem diferentes maneiras de apre-
       sentar uma mesma informação. Para isso, deverão reler o infográfico e locali-
       zar o hotspot 4, que aborda a ameaça à biodiversidade da costa leste africana.
      Coletivamente, os alunos deverão transformar as informações apresentadas
       num pequeno texto informativo, a ser redigido por todos, mas no qual você
       será o escriba. Oriente-os a refletir sobre a necessidade de “dizer” as mesmas
       informações, porém de um modo mais elaborado. Chame a atenção deles para
       o fato de que, em um infográfico, as informações são apresentadas de forma
       sucinta, com poucas palavras, e com imagens que funcionam como legendas.
       Esse é um modo de favorecer a leitura rápida da informação.
      Explique-lhes também que o mesmo pode ser dito sem tanta economia de pa-
       lavras, por meio de um texto dissertativo, que explica as informações utilizan-
       do frases completas.
      Para que possam compreender melhor, faça com eles o exercício de transfor-
       mar o hotspot 4 em um pequeno texto informativo. Quando terminarem, peça
       que escolham outro hotspot e façam o mesmo, mas agora individualmente. De-
       verão realizar essa tarefa no caderno de classe.



ATIVIDADE 3C: O DESMATAMENTO NO BRASIL




                                                                                                     Atividade do aluno
E NO MUNDO
  NOME: __________________________________________________________________________

  DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


     1. Junto a seu professor e amigos, leia e discuta o texto abaixo. Depois, analise
        e comente com sua turma o infográfico apresentado a seguir, que faz parte da
        reportagem “Onde a biodiversidade está mais ameaçada no planeta?”, publi-
        cada no site Planeta Sustentável.

     Trata-se de material que apresenta – entre 34 pontos indicados por diversas
     organizações ambientais – os dez pontos mais críticos do planeta onde a bio-
     diversidade se encontra ameaçada.
     Esses pontos são chamados de hotspots: são locais que possuem ao menos
     1.500 espécies de plantas endêmicas e já perderam 70% ou mais de suas
     áreas originais. Juntas, as 34 regiões ocupam menos de 3% da superfície do
     planeta, mas concentram 50% de todas as espécies vegetais e 42% de todos
     os vertebrados da Terra.
                    (Disponível em: <http://planetasustentavel.abril.uol.com.br/noticia/ambiente/
                                             conteudo_239360.shtml>. Acesso em: 5 jan. 2008.)




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I                 113
Atividade do aluno
                     Esse nome – hotspot – foi criado em 1988 pelo ambientalista britânico Nor-
                     man Myers para resolver um dos maiores dilemas dos cientistas preocupados
                     com a conservação do planeta: quais os critérios para criar uma área de pre-
                     servação do ambiente, mantendo a riqueza de espécies na Terra?
                     “Ao observar que a biodiversidade não está igualmente distribuída pelo plane-
                     ta, Myers procurou identificar as regiões que concentram, nesse quesito, os
                     mais altos níveis, e se perguntou onde as ações de conservação seriam mais
                     urgentes. Esses locais, os hotspots, são, então, um tipo de pronto-socorro
                     das espécies, áreas de rica biodiversidade e ameaçadas no mais alto grau,
                     portanto, prioritárias para os ambientalistas.”
                                 (Disponível em: <http://revistaescola.abril.uol.com.br/online/sequenciadidatica/
                                                              PlanoAula_25383.shtml>. Acesso em: 5 jan. 2008.)



                     Analise os dez pontos indicados no mapa, articulando a ele os textos das legen-
                     das apresentados a seguir. Depois, descubra:
                     a. Que região compreende o hotspot brasileiro apontado nesse mapa?
                     b. O que é que faz dele um hotspot?
                     c. Qual a principal ameaça à região?
                     d. Quanto ainda resta da mata original?
                     e. Quantas espécies endêmicas encontram-se ameaçadas?


                                               ESPÉCIES ENDÊMICAS
                     São as espécies que só são encontradas em determinadas regiões geográ-
                     ficas específicas (em geral, nas regiões de origem). Para alguns autores, é
                     sinônimo de espécie nativa.

                     2. Reúna-se com seu colega de trabalho e responda, no caderno, as questões a
                        seguir:
                        a. Copie do texto o trecho que define hotspot.
                        b. O infográfico que você leu mostra os dez hotspots mais críticos do planeta.
                           Qual deles se encontra no Brasil?
                        c. Qual é o hotspot que tem mais espécies endêmicas ameaçadas de extinção?
                        d. No infográfico, sublinhe a principal ameaça que assola as montanhas do
                           Sudoeste chinês.
                        e. Quando terminarem, contem aos demais o que descobriram e também
                           como fizeram para encontrar as informações solicitadas.
                     3. Escolha um dos hotspots do infográfico e, em seu caderno, escreva um texto
                        que explique as mesmas informações. Lembre-se de usar frases completas, e
                        não legendas ou palavras-chave.




114                  Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
                                          Legendas
                                          Extensão Original
                                          Extensão Atual
                                          Espécies Endêmicas
                                          ameaçadas
                                          Principal ameaça




 HOTSPOT 1                                           HOTSPOT 2
 MATA ATLÂNTICA                                      CARIBE

 A floresta tropical que cobre grande parte da       Concentra diversos ecossistemas como
 costa brasileira atinge também o território de      florestas tropicais e regiões semiáridas.
 nossos vizinhos Uruguai, Paraguai e Argentina.
                                                        229.549 km2.
    1.233.875 km2.
                                                        22.955 km2 (10% da cobertura original).
    99.944 km2 (8,1% da cobertura original).
                                                        209.
    90.
                                                        Desmatamento para a agricultura e
    Ocupação humana.                                    inserção de espécies estrangeiras.

 HOTSPOT 3                                           HOTSPOT 4
 MADAGASCAR                                          FLORESTAS DA COSTA LESTE AFRICANA

 A ilha africana tem grande diversidade de           Concentram florestas secas e úmidas que
 ecossistemas, como florestas tropicais e secas      abrigam uma grande variedade de primatas.
 e um deserto.
                                                        291.250 km2.
                 2
    600.461 km .
                                                        29.125 km2 (10% da cobertura original).
    60.046 km2 (10% da cobertura original).
                                                        12.
    169.
                                                        Desmatamento para agricultura.
    Erosão gerada pelo desmatamento.

 HOTSPOT 5                                           HOTSPOT 6
 CHIFRES DA ÁFRICA                                   BACIA DO MEDITERRÂNEO

 Região árida, é o hábitat da maioria das espécies   Originalmente apresentava uma flora quatro
 de antílopes do mundo.                              vezes maior que todo o continente europeu.

    1.659.363 km2.                                      2.085.292 km2.

    82.968 km2 (5% da cobertura original).              98.009 km2 (4,7% da cobertura original).

    18.                                                 34.

    Desmatamento para pastagem e extração               Ocupação humana.
    mineral.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I                115
Atividade do aluno
                     HOTSPOT 7                                        HOTSPOT 8
                     MONTANHAS DO SUDOESTE CHINÊS                     INDOCHINA
                     Hábitat original de uma das mais ricas faunas    Coberta principalmente pelas florestas tropicais
                     de clima temperado, a região tem altitudes que   do Sudeste Asiático. Apesar da devastação,
                     podem chegar a 7.558 metros.                     nos últimos doze anos, foram descobertas seis
                                                                      novas espécies de mamíferos.
                        262.446 km2.
                                                                         2.373.057 km2.
                        20.996 km2 (8% da cobertura original).
                                                                         118.653 km2 (5% da cobertura original).
                        8.
                                                                         78.
                        Caça, extração de madeira e queimada para
                        criação de pastos.                               Desmatamento para agricultura e extração
                                                                         da madeira.

                     HOTSPOT 9                                        HOTSPOT 10
                     FILIPINAS                                        SUNDALAND
                     As mais de 7 mil ilhas que compõem o             A região, que cobre a Indonésia, a Malásia
                     arquipélago eram compostas originalmente por     e outras ilhas do arquipélago do Sudeste
                     extensas florestas tropicais.                    Asiático, é dominada pelas florestas tropicais.
                        297.179 km2.                                     1.501.063 km2.
                        220.803 km2 (7% da cobertura original).          100.571 km2 (6,7% da cobertura original).
                        151.                                             162.
                        Extração de madeira.                             Extração de madeira.




116                      Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ATIVIDADE 3D: A MATA ATLÂNTICA
E SUA HISTÓRIA
Objetivos
      Ampliar o conhecimento a respeito das características da mata atlântica: sua
       extensão, estados que abrange, localização geográfica, paisagens, ações hu-
       manas que provocam desmatamento.
      Identificar razões para a preservação da mata.
      Utilizar procedimentos de estudo de textos de divulgação científica.
      Identificar aspectos principais em trechos de texto, de modo a elaborar sínte-
       ses do mesmo.
      Comparar dois textos para estabelecer semelhanças e diferenças sobre o que
       dizem, ampliando as informações a respeito de um determinado tema.
      Utilizar definições para estabelecer relações e ampliar o conhecimento sobre a
       mata atlântica.

Planejamento
      Como organizar os alunos? A atividade será realizada em vários momentos,
       sendo uns de maneira coletiva e outros em duplas.
      Quais os materiais necessários? Cópia da Atividade 3D.
      Qual é a duração? Cerca de quatro aulas de 40 minutos.

Encaminhamento
Parte A – 1a aula
      Solicite que os alunos, em silêncio e individualmente, leiam o texto “Mata
       atlântica: da exuberância à devastação”.
      A seguir, de maneira coletiva, oriente o estudo do texto. Durante o estudo, vá dis-
       cutindo com os alunos, retomando conceitos, detalhando explicações e amplian-
       do informações. Enquanto isso, recorra a um mapa com a divisão política do Bra-
       sil e indique os estados em que se encontravam a mata atlântica original e atual.
      Lembre-se que os textos informativos têm termos próprios da linguagem cientí-
       fica, na qual palavras se referem muitas vezes a conceitos. Frequentemente, é
       preciso auxiliar os alunos a compreenderem o que dizem, explicitando relações
       com informações que nem sempre, sozinhos, teriam condições de compreen-
       der. Alguns exemplos são termos como floresta original, Produto Interno Bruto
       (PIB), relação predatória e supressão de florestas, entre outros.
      Depois disso, oriente-os para que se organizem em duplas (pense sempre em
       quem pode colaborar efetivamente com o outro – agrupamentos produtivos).
       Solicite que elaborem uma síntese que contemple as seguintes informações:
       J desde quando a mata atlântica vem sendo devastada, por quem e como;
       J extensão da mata atlântica original;
       J motivos que têm provocado o desmatamento.



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I          117
 Na ficha de atividades é solicitado aos alunos que elaborem uma síntese es-
            quemática sobre o assunto. Antes de proceder a essa parte da atividade, con-
            verse com eles, explique o que são os esquemas (ver abaixo) e oriente-os a
            respeito de como elaborar uma síntese esquemática.

          Esquemas são representações gráficas sintéticas de ideias, fatos, conceitos,
          princípios, modelos, processos, entre outros conhecimentos. Visam eviden-
          ciar e, assim, facilitar a compreensão e a comunicação das relações estru-
          turais, hierárquicas ou de causalidade entre os diversos elementos que com-
          põem essas informações.
                                         (Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/esquema>.)


           Solicite que os alunos – mais uma vez em duplas – leiam o texto seguinte, bus-
            cando complementar as informações do texto anterior.

      Parte B – 2a aula
           Explique aos alunos que na atividade a seguir, em duplas, farão uma compa-
            ração entre dois trechos do texto e que, nessa tarefa, é possível identificar
            semelhanças e diferenças entre as informações quando se estabelece um pa-
            ralelo entre elas. Mostre-lhes que, ao comparar dados, é comum usar termos
            como: Enquanto uns... outros...; ao mesmo tempo em que uns..., os demais...;
            para uns e para outros... ou ainda, Tanto para..., quanto para..., assim como
            palavras e expressões afins, que revelem que se estabelece um paralelismo
            entre as informações.
           A seguir, solicite a apresentação das ideias de cada dupla e discuta-as cole-
            tivamente. Os alunos deverão, depois da discussão, retomar suas anotações
            para complementá-las.

      Parte C – 3a aula
           Peça aos alunos que leiam as definições de BIOMA e ECOSSISTEMA e ajude-os
            a estabelecer relações entre os aspectos fundamentais entre elas. Aqui, vale
            destacar com eles que um bioma abrange diferentes ecossistemas, e que a
            fauna e a flora compõem as comunidades biológicas de um bioma.

      Parte D – 4a aula
           Para terminar a atividade, a ideia é discutir sobre a questão “Por que é neces-
            sário preservar a mata atlântica?”. Os textos lidos até o momento oferecem
            referências suficientes para essa discussão. Se você considerar necessário,
            amplie a lista consultando as referências apresentadas.
           Leia o texto apresentado, evidenciando outros aspectos importantes sobre a
            preservação da mata. São questões que podem contribuir para a ampliação da
            síntese final, a ser elaborada coletivamente, tendo você como escriba, e regis-
            trada posteriormente pelos alunos, no caderno.




118       Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
ATIVIDADE 3D: A MATA ATLÂNTICA
E SUA HISTÓRIA
  NOME: __________________________________________________________________________

  DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________



             MATA ATLÂNTICA: DA EXUBERÂNCIA À DEVASTAÇÃO
                                                                        Diogo Dreyer
     A mata atlântica foi, muito provavelmente, uma das primeiras visões que a tri-
     pulação de Cabral teve quando chegou ao Brasil. Nessa época, a exuberância
     da mata se estendia desde o Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul e
     ocupava mais de 1 milhão de quilômetros quadrados.
     Os primeiros desbravadores das terras tupiniquins descreveram, durante
     anos, a mata atlântica como uma floresta intocada, de enorme riqueza natu-
     ral, que levou muitos dos que aqui chegaram no início da colonização a acre-
     ditar que o “paraíso na Terra” estava nas Américas.
     A floresta era ocupada por grupos indígenas tupis relativamente numerosos,
     como os tupinambás, que já praticavam a agricultura, mas em perfeito estado
     de harmonia com a vida vegetal e animal.
     Em contrapartida, a relação do colonizador com a floresta e seus recursos
     foi, desde o início, predatória. Os colonos não percebiam a importância dos
     benefícios ambientais que a cobertura florestal nativa trazia, além de serem
     motivados pela valorização da madeira e do lucro fácil. Esses fatores leva-
     ram à supressão de enormes áreas da floresta para a expansão de lavouras
     e assentamentos urbanos e à adoção de práticas de exploração seletiva e
     exaustiva de espécies como o pau-brasil – o que aconteceu antes mesmo da
     exploração do ouro e das pedras preciosas.
     [...]
     “Terra Brasilis”, como ficou conhecida a nova colônia de Portugal, teve a ori-
     gem de seu nome diretamente ligada à exploração do pau-brasil e, portanto,
     ao início da destruição da mata atlântica. Calcula-se que 70 milhões de árvo-
     res foram levadas para a Europa. Atualmente, a espécie vive graças ao traba-
     lho de grupos ambientalistas que fazem seu replantio.
     Novo Mundo: sinônimo de riqueza fácil
     A exploração predatória da mata atlântica não se limitou ao pau-brasil. Outras
     madeiras de alto valor para a construção naval, edificações, móveis e outros
     usos – como tapinhoã, canela, canjerana e jacarandá – foram intensamente
     exploradas. Segundo relatórios da virada do século XIX, em Iguape, cidade do




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I    119
Atividade do aluno
                     litoral sul do estado de São Paulo, não havia mais dessas árvores num raio
                     de sessenta quilômetros da cidade. O mesmo se repetiu em praticamente
                     toda a faixa de florestas costeiras do Brasil. A maioria das matas considera-
                     das “primárias” e hoje colocadas sob a proteção das unidades de conserva-
                     ção foram desfalcadas já há dois séculos.
                     [...]
                     Além da exploração dos recursos florestais, existia também um significativo
                     comércio exportador de couros e peles de onça (que chegaram ao valor de
                     6 mil-réis, o equivalente ao preço de um boi na época), veado, lontra, cutia,
                     paca, cobra, jacaré, anta e de outros animais; de penas e plumas e de cara-
                     paças de tartarugas. Não é à toa que quase todas esses animais estão em
                     processo de extinção.
                     A esse modelo predatório de exploração dos recursos da flora e da fauna
                     somou-se o sistema de concessão de sesmarias por parte de Portugal, favo-
                     recendo a combinação altamente destrutiva da mata atlântica. O proprietário
                     recebia gratuitamente uma sesmaria e, após explorar toda a mata e consumir
                     seus recursos, a passava adiante por um valor irrisório, solicitando outra ao
                     governo; ou simplesmente invadia terras públicas. Firmava-se o conceito de
                     que o solo era um recurso descartável, pois não fazia sentido manter uma
                     propriedade e zelar por suas condições naturais e sua fertilidade, já que ela
                     poderia ser substituída por outra sem custo. Destruir, passar a propriedade
                     adiante e receber outra era um excelente negócio.
                     “Em se plantando, tudo dá.”
                     No mesmo período de extração do pau-brasil, as terras férteis do Nordeste do
                     país e que estavam na mata atlântica eram utilizadas para a produção do açú-
                     car. A floresta ia sendo derrubada e, em seu lugar, surgiam imensos canaviais.
                     A madeira ia para fornos a lenha, usados no processo de fabricação de açúcar,
                     além de servir para fazer caixotes para o embarque do produto para a Europa.
                     Depois do século XVII, a floresta continuou sendo derrubada para outros usos
                     da terra. No século XVIII, a descoberta do ouro em Minas Gerais abriu gran-
                     des feridas na mata, mas foi o Ciclo do Café que mais a devastou. O Ciclo co-
                     meçou a se expandir ainda naquele século e se arrastou até a metade do sé-
                     culo XIX, principalmente em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná.

                     Resultados catastróficos
                     A exploração madeireira da mata atlântica teve importância econômica nacio-
                     nal até muito recentemente. Segundo dados do IBGE, em meados de 1970, a
                     mata atlântica ainda contribuía com 47% de toda a produção de madeira em
                     tora no país, num total de 15 milhões de metros cúbicos – produção drasti-
                     camente reduzida para menos da metade (7,9 milhões) em 1988 devido ao
                     esgotamento dos recursos ocasionado pela exploração não sustentável.
                     Atualmente, a mata atlântica sobrevive em cerca de 100 mil km2. Seus princi-
                     pais remanescentes concentram-se nos estados das regiões Sul e Sudeste,



120                  Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
     recobrindo parte da Serra do Mar e da Serra da Mantiqueira, onde o processo
     de ocupação foi dificultado pelo relevo acidentado e pela pouca infraestrutura
     de transporte.
     Segundo estudos recentes – realizados pela Fundação SOS Mata Atlântica
     em parceria com o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e o Insti-
     tuto Socioambiental e publicados em 1998 –, entre os anos de 1990 e 1995,
     mais de meio milhão de hectares de florestas foram destruídos em nove es-
     tados nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, que concentram aproximada-
     mente 90% do que resta da mata atlântica no país. Uma extensão equivalen-
     te a mais de 714 mil campos de futebol foi literalmente eliminada do mapa
     em apenas cinco anos, a uma velocidade de um campo de futebol derruba-
     do a cada quatro minutos. Essa destruição foi proporcionalmente três vezes
     maior do que a verificada na floresta amazônica no mesmo período.
     Se isso continuar a acontecer, em 50 anos, o que sobrou da mata atlântica
     fora dos parques e outras categorias de unidades de conservação ambien-
     tais será eliminado completamente. Vale lembrar que esses desmatamentos
     não estão ocorrendo em regiões distantes e de difícil acesso. Ao contrário,
     derruba-se impunemente enormes áreas de florestas a poucos quilômetros
     de cidades como São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.
     Da mata atlântica original, sobraram 456 manchas verdes, irregularmente dis-
     tribuídas pela costa atlântica brasileira. Embora isso represente apenas 7% da
     floresta original de 100 milhões de hectares praticamente contínuos, ainda é
     uma vasta área, equivalente aos territórios da França e da Espanha juntos.
     Além disso, salvar a mata atlântica é uma questão de “sobrevivência econô-
     mica”: em suas imediações, vivem hoje cerca de 100 milhões de pessoas e,
     pela sua delimitação geográfica, circulam 80% do Produto Interno Bruto nacio-
     nal (PIB).
     O que chamamos de mata atlântica são, na verdade, várias matas que têm em
     comum o fato de estarem próximas ao oceano Atlântico e em áreas de campos
     e mangues. São lugares bastante úmidos, onde chove muito durante todo o
     ano. Isso garante a permanência constante de rios e riachos e a imensa manu-
     tenção da variedade de espécies vegetais e animais, a biodiversidade.
     Por causa das condições exclusivas que a floresta proporciona, muitos ani-
     mais só são encontrados na mata atlântica, um refúgio para espécies que,
     fora dela, já teriam desaparecido.
              (Disponível em: <http://www.educacional.com.br/reportagens/mataatlantica/default.
                                                                asp>. Acesso em: 2 dez. 2009.)

     1. Junto a seu colega, em seu caderno, elabore uma síntese – que pode ser es-
        quemática – e que contenha:
       J desde quando a mata atlântica vem sendo devastada, por quem e como;
       J manifestações históricas que demonstraram preocupações com o meio am-
         biente;




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I               121
J extensão da mata atlântica original e atual;
Atividade do aluno

                         J motivos que têm provocado o desmatamento.
                     2. Releia o trecho a seguir.
                     A floresta era ocupada por grupos indígenas tupis relativamente numerosos,
                     como os tupinambás, que já praticavam a agricultura, mas em perfeito estado
                     de harmonia com a vida vegetal e animal.
                     Em contrapartida, a relação do colonizador com a floresta e seus recursos
                     foi, desde o início, predatória. Os colonos não percebiam a importância dos
                     benefícios ambientais que a cobertura florestal nativa trazia, além de serem
                     motivados pela valorização da madeira e do lucro fácil. Esses fatores levaram
                     à supressão de enormes áreas da floresta para a expansão de lavouras e as-
                     sentamentos urbanos e à adoção de práticas de exploração seletiva.
                     3. Agora, junto com seu par de trabalho, façam uma comparação entre o modo
                        como índios e portugueses lidavam com a floresta, estabelecendo semelhan-
                        ças e diferenças entre eles. Anotem suas ideias abaixo, para depois discutir
                        com a turma.




                     4. Leia as definições de bioma e ecossistema, relacionando as informações que
                        têm em comum ou aquelas que estão relacionadas.

                                                          BIOMA
                     Bioma é um conjunto de diferentes ecossistemas. [...] são as comunidades
                     biológicas, ou seja, as populações de organismos da fauna e da flora intera-
                     gindo entre si e interagindo também com o ambiente físico.
                     [...]
                     O Brasil tem seu território ocupado por seis biomas em terra firme e um bio-
                     ma marinho.
                                              (Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Biomas_brasileiros>.
                                                                                       Acesso em: 2 dez. 2009.)




122                  Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
                                        ECOSSISTEMA
     Ecossistema é o conjunto dos relacionamentos que a fauna, a flora, micro-
     -organismos e o ambiente, composto pelos elementos solo, água e atmosfe-
     ra, mantêm entre si.
     Todos os elementos que compõem o ecossistema se relacionam com equilí-
     brio e harmonia e estão ligados entre si. A alteração de um único elemento
     causa modificações em todo o sistema, podendo ocorrer a perda do equilíbrio
     existente. Se, por exemplo, uma grande área com mata nativa de determinada
     região for substituída pelo cultivo de um único tipo de vegetal, pode-se com-
     prometer a cadeia alimentar dos animais que se alimentam de plantas, bem
     como daqueles que se alimentam destes animais.
                    (Disponível em: <http://wiki.educartis.com/wiki/index.php?title=Ecossistema>.
                                                                         Acesso em: 2 dez. 2009.)

        Converse com seu professor e colegas e discutam: Por que a mata atlântica é
        um importante bioma brasileiro?
     5. Considerando o que foi lido até o momento sobre a mata atlântica, leia o texto
        abaixo e converse com a classe sobre o seguinte aspecto:
       J Por quais motivos é importante cuidar da mata atlântica, impedindo a sua
         devastação?

                     POR QUE SALVAR A MATA ATLÂNTICA?
     Não faltam razões para salvar a mata atlântica. Seus mananciais abastecem
     as cidades e comunidades do interior.
     Sua presença contribui para regular o clima, a temperatura, a umidade e as chu-
     vas, proporcionando melhor qualidade de vida a 70% da população brasileira.
     Além disso, a mata atlântica é campeã em biodiversidade de espécies ani-
     mais e vegetais. E só esse aspecto justificaria a preservação.
     Um hectare de floresta no Nordeste dos Estados Unidos contém dez espécies
     de árvores, enquanto um hectare da mata atlântica abriga 450 espécies.
              (Adaptado de Instituto Unibanco/Fundação Victor Civita. Meio ambiente conhecer para
            preservar – v. 5. Encarte da Revista Escola, edição 161. São Paulo: Editora Abril, 2003.)



     6. Para concluir este estudo, elabore, junto com seus colegas e professor, uma
        síntese sobre a necessidade de preservar a mata atlântica. Registre suas con-
        clusões no espaço abaixo.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I                     123
ATIVIDADE 3E: O SÍMBOLO DOURADO
      DA MATA ATLÂNTICA

      Objetivos
           Conhecer o animal símbolo da preservação da mata atlântica.
           Relacionar desmatamento e regeneração da mata.
           Utilizar procedimentos de estudo de textos informativos: fazer antecipações a
            partir do título, selecionar ideias relevantes, produzir uma ficha técnica, elabo-
            rar sínteses, levantar fontes de informação


      Planejamento
           Como organizar os alunos? Eles trabalharão individualmente no início, depois
            em duplas e, por último, coletivamente.
           Quais os materiais necessários? Folhas da Atividade 3E para todos os alunos.
           Qual é a duração? Duas aulas de 40 minutos


      Encaminhamento

      Parte A – 1a aula
           Peça aos alunos que leiam o título do primeiro texto. Levante com eles possí-
            veis antecipações a respeito do tema e do que será lido e o que imaginam que
            o texto trará de novas informações. Depois, peça que leiam o texto silenciosa-
            mente para confirmar ou não suas hipóteses.
           Quando tiverem terminado, socialize o resultado: as antecipações foram corre-
            tas? Que novas informações o material apresentou? De onde essas informa-
            ções foram retiradas? Quem as organizou para que pudéssemos lê-las?
           Oriente-os a fazer um resumo para registrar o que aprenderam com a leitura,
            lembrando-os de não esquecerem o título e as informações principais tratadas
            no texto.

      Parte B – 2a aula
           Agora que já sabem quem é o símbolo da mata atlântica, convide a turma a
            conhecer um pouco melhor esse animal. Peça que leiam, silenciosamente, o
            segundo texto e depois se reúnam em dupla para preencher a ficha técnica
            desse animal e responder as perguntas.
           Antes, explique que a ficha técnica apresenta as ideias principais de um tema
            ou estudo, como acontece no resumo. Mas, diferentemente deste, a ficha se
            caracteriza pelo registro breve das informações, que são escritas em itens, por
            categorias ou subtemas.



124       Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
 No caso do mico-leão, os recortes temáticos já estão definidos, e para preen-
       cher essa ficha, os alunos precisarão selecionar as informações no texto.
      Depois, devem responder, no caderno, as questões cujas respostas também
       exigem seleção de informações.




ATIVIDADE 3E: O SÍMBOLO DOURADO




                                                                                        Atividade do aluno
DA MATA ATLÂNTICA
  NOME: __________________________________________________________________________

  DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


     1. Leia o texto abaixo e depois converse com seu professor e colegas a respeito
        das informações que ele traz.
        Quando terminar, faça um resumo em seu caderno, lembrando-se de indicar o
        título e as ideias principais.


                    O MICO-LEÃO-DOURADO AJUDANDO
                        NA PRESERVAÇÃO DA MATA

     O mico-leão-dourado está para a mata atlântica assim como o semeador está
     para a plantação. A espécie é um importante dispersor de sementes e, ao de-
     sempenhar esse papel, auxilia na regeneração da mata – cujo desmatamento
     é o principal problema associado a sua extinção. Além de ser um grande con-
     sumidor dos mais diversos tipos de frutos, esse pequeno primata espalha as
     sementes por onde passa, podendo ligar áreas isoladas de mata.
     Originário do Rio de Janeiro, o mico-leão-dourado habitava toda a baixada
     litorânea do estado, mas, atualmente, pode ser encontrado em apenas seis
     municípios. Para proteção da espécie foram criadas três unidades de con-
     servação, e uma delas é a Reserva Biológica União. Ela foi transformada
     em reserva pelo Ibama em 1998 pelo fato de ter recebido seis grupos de
     mico-leões-dourados advindos de áreas isoladas e ameaçadas pela escas-
     sez de mata. Hoje, já são mais de trinta grupos, com uma média de seis
     animais cada, contribuindo para manter e aumentar a variabilidade genética
     da espécie.
     O consumo de grande quantidade e variedade de frutos faz do mico-leão-dou-
     rado um importante dispersor. Após uma “refeição”, o mico-leão-dourado leva
     entre uma hora e uma hora e meia para defecar. Um intervalo curto como
     esse faz com que o animal se alimente várias vezes ao dia e defeque nos lo-
     cais mais diversos.



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I    125
Atividade do aluno
                     O mico engole grande parte das sementes dos frutos, que saem intactas nas
                     fezes e em condições de germinar. A outra parte é cuspida pelo animal e,
                     mesmo dessa forma, a atuação do mico é benéfica, pois, ao ingerir a polpa,
                     ele diminui os riscos de mortalidade da semente por fungos e predadores.
                     Para as sementes, é importante que sejam depositadas longe da árvore-mãe
                     para haver menor competição por espaço e menos chance de predação. O
                     mico-leão-dourado costuma defecar em locais distantes daquele onde se ali-
                     mentou, numa média de 105 metros, podendo alcançar quase um quilômetro.
                     “Apenas 5,8% das sementes foram depositadas até 10 metros do local de
                     origem, enquanto 82,02% ficaram entre dez e duzentos metros, distância con-
                     siderada favorável para a germinação”, explica a pesquisadora Aline Moraes.
                     Além disso, ela comenta que os micos-leões-dourados alocam a grande maio-
                     ria das sementes em lugares adequados para a germinação. Ou seja, se o
                     fruto é originário de uma região mais úmida, o mico costuma levar a semente
                     para um local de condições semelhantes. Esse comportamento também favo-
                     rece a germinação.
                     O mico-leão-dourado é um dos primatas mais ameaçados de extinção do
                     mundo. Estudos sobre seu comportamento irão contribuir para a preservação
                     da espécie, de seu hábitat, e da própria Reserva Biológica União, uma das
                     poucas áreas remanescentes de mata atlântica.
                                           (Texto adaptado de Agência USP de Notícias. Original disponível em:
                                                       < http://www.usp.br/agen/bols/2006/rede1949.htm>.)


                     Agora que você já descobriu qual é o animal símbolo da mata atlântica, que tal
                     saber um pouco mais sobre ele?
                     2. Leia o texto abaixo em silêncio. Junte-se a seu colega de trabalho e converse
                        com ele sobre o que descobriu.


                                             MICO-LEÃO-DOURADO
                     O mico-leão-dourado é o símbolo da luta pela conservação da mata atlântica.
                     Isso porque ele é um importante dispersor de sementes, o que auxilia na re-
                     generação das florestas.
                     Esse raríssimo primata é um animal pequeno, que mede cerca de sessenta
                     centímetros. Possui um belo pelo dourado e uma juba em torno da cabeça,
                     o que deu origem ao seu nome. Seus pelos são sedosos e, ao sol, adquirem
                     um belíssimo brilho.
                     O mico-leão também é conhecido por sauí, sagui, sagui-piranga, sauí verme-
                     lho e mico.
                     É um dos mais raros primatas do planeta, encontrado apenas em pequenas
                     áreas florestais do Rio de Janeiro. Lá, vive nas copas das árvores, procurando
                     seus alimentos preferidos.




126                  Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
     O mico-leão-dourado gosta de viver em
     grupos de aproximadamente seis indi-
     víduos, tem hábitos diurnos e é onívoro:
     come frutos, insetos, ovos, pequenos
     pássaros e lagartos.
     Quando o macho encontra uma fêmea,
     fica com ela por toda a vida. Entre os
     micos-leões, o recém-nascido não pas-
     sa mais do que quatro dias pendurado à
     mãe. Depois disso, é o pai quem o car-
     rega, cuida dele, o limpa e penteia. A
     mãe só se aproxima na hora da mamada.
     Cada fêmea dá à luz de um a três filhotes
     em cada gestação, que pode ocorrer até
     duas vezes por ano.
     O mico-leão vive, em média, quinze anos.
     O tráfico de animais fez com que fosse muito caçado para servir como animal
     de estimação e ser exibido em zoológicos. Por causa disso, e também pela
     destruição de seu hábitat, está ameaçado de extinção. Atualmente, ganhou
     uma área especial de proteção: a Reserva Biológica de Poço das Antas, no
     Rio de Janeiro.
                        (Fontes: Revista Recreio, v. 1, Mata atlântica – Coleção De Olho no Mundo
                                                                   e site www.saudeanimal.com.br.)


     3. A seguir, completem a ficha técnica do mico-leão-dourado e respondam as per-
        guntas.

               Corpo
            Alimentação
              Hábitat
              Hábitos
            Longevidade

          a. Por que o mico-leão-dourado é o símbolo da preservação da mata atlântica?
          b. Copie o trecho do texto que cita outros nomes pelos quais o mico-leão-
             -dourado é conhecido.
          c. Escreva uma informação que você ache interessante sobre a vida em fa-
             mília desse animal.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I                  127
ATIVIDADE 3F: A VIDA NA MATA

      Objetivos
           Conhecer a fauna e a flora da mata atlântica.
           Selecionar informações.
           Aprender a fazer uma pesquisa, em classe.


      Planejamento
           Como organizar os alunos? Num primeiro momento, os alunos trabalharão indi-
            vidualmente. Depois, em duplas
           Quais os materiais necessários? Texto descrito na página da Atividade 3F, li-
            vros, revistas, computador e outros materiais para pesquisa.
           Qual é a duração? Duas aulas de 50 minutos


      Encaminhamento

      Parte A – 1a aula
           Peça aos alunos que abram seu livro na página em que se encontra a Atividade
            3F e oriente-os a ler o título do texto, levantando suposições a respeito de que
            tratará a aula.
           Antes de procederem à leitura, propriamente, comente com eles que Ilha Grande
            é um município de Angra dos Reis, Rio de Janeiro, e tem praias maravilhosas.
            Seria interessante mostrar imagens da internet ou mapas e folders do lugar.
           Converse com eles e procurem levantar, antes da leitura, que relações é possí-
            vel estabelecer entre esse lugar e a mata atlântica. Explore com eles também
            o significado das palavras fauna e flora.
           Quando tiverem concluído, peça que comecem a leitura do texto em silêncio.
            Ele deverá ser comentado coletivamente, antes do final da aula.
           A seguir, peça que completem o quadro de fauna e flora, classificando os seres
            que aparecem segundo o conceito de fauna e flora.

      Parte B – 2a aula
           Retome o assunto da aula anterior explicando aos alunos que nessa aula vo-
            cês farão uma pesquisa para ampliar o conhecimento sobre a fauna e a flora
            da mata atlântica.
           Para isso, selecione previamente materiais diversos para pesquisa, como li-
            vros, revistas científicas, enciclopédias e álbuns de animais. Caso seja possí-
            vel, providencie também um computador com internet, bom aliado no processo
            de busca de informações.



128       Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
 Essa aula será destinada a ensiná-los a fazer pesquisa, a encontrar informa-
       ções específicas, mais do que ampliar o repertório dos alunos a respeito da
       flora e da fauna. Para que isso aconteça, é necessário que você oriente os alu-
       nos em relação à possibilidade de guiar-se pelo índice, índice remissivo, quan-
       do houver, títulos e subtítulos, paginação, seções em revistas, uso de legen-
       das, bem como ensinar a acessar a internet.
      Sugerimos que inicialmente lembre os alunos a respeito dos objetivos da pes-
       quisa, de forma que não percam de vista a intencionalidade da leitura. Tam-
       bém pode fazer uma breve explanação sobre as fontes de pesquisa e como
       usá-las. De todo modo, ao longo do trabalho, é imprescindível que você circule
       entre as duplas e ajude os alunos nas dúvidas que apresentarem.



ATIVIDADE 3F: A VIDA NA MATA




                                                                                          Atividade do aluno
  NOME: __________________________________________________________________________

  DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


     1. Leia o texto abaixo e conheça alguns importantes representantes da fauna e
        da flora brasileiras.


                     MATA ATLÂNTICA NA ILHA GRANDE
     A Ilha Grande abriga rica fauna e flora representativas da região, muitas espé-
     cies de aves – papagaio, pica-pau, tiés, sabiás, saracuras etc. Diferentes ma-
     cacos, esquilos, tatus, pacas, ouriços, águas-vivas, cobras, lagartos etc. Algu-
     mas espécies já ameaçadas de extinção, como é o caso do macaco bugio. A
     fauna endêmica é formada principalmente por anfíbios (grande variedade de
     anuros), mamíferos e aves. É uma área em que chove muito, por causa das
     elevações do planalto e das serras.
     A variedade da flora da mata atlântica sempre despertou o interesse de via-
     jantes, artistas, naturalistas e comerciantes estrangeiros. Na Ilha Grande, al-
     gumas espécies da flora brasileira acabam se destacando, como os jequiti-
     bás, por seu porte majestoso, o gravatá, as orquídeas e as bromélias, pelo
     vistoso e muitas vezes inesperado colorido, e as quaresmeiras, que, no prin-
     cípio do ano, salpicam de um roxo muito vivo as encostas e vales. No caso do
     pau-brasil, no entanto, foram as razões históricas e econômicas que o coloca-
     ram em destaque.
     A Constituição Federal de 1988 coloca a mata atlântica como patrimônio nacio-
     nal, junto com a floresta amazônica brasileira, a Serra do Mar, o Pantanal mato-
     -grossense e a zona costeira. A derrubada da mata secundária é regulamenta-
     da por leis posteriores; já a derrubada da mata primária é proibida. ONGs e lide-




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I      129
Atividade do aluno
                        ranças comunitárias vêm pressionando os órgãos públicos para que implemen-
                        tem medidas legais que deem à Ilha Grande um mínimo de sustentabilidade.
                                                         (Texto adaptado de: <http://www.ilhagrande.org/sys>.)


                        2. A partir do que leu, preencha o quadro abaixo.

                                              FAUNA E FLORA DA MATA ATLÂNTICA
                                         FAUNA                                        FLORA




                        3. Agora, junto com seu professor e amigos, faça uma pesquisa e amplie o qua-
                           dro, completando-o com outros animais da mata atlântica que não aparecem
                           no texto.
                           Lembre-se de consultar o índice e os subtítulos presentes nos livros e revis-
                           tas. Você também pode fazer uma busca na internet. As legendas de fotos e
                           imagens podem ajudá-lo.



                     ATIVIDADE 3G: DESMATAMENTO
                     E SUSTENTABILIDADE

                     Objetivos
                         Compreender as causas do desmatamento.
                         Relacionar desmatamento com sustentabilidade.
                         Identificar ações que podem ser praticadas para garantir a sustentabilidade do
                          planeta em relação à preservação da biodiversidade.
                         Elaborar uma definição de sustentabilidade.
                         Utilizar procedimentos de estudo de textos de divulgação científica.
                         Articular informações de dois textos para construir um conceito.
                         Identificar aspectos principais em trechos de texto, de modo a elaborar sínte-
                          ses do mesmo.




130                     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Planejamento
      Como organizar os alunos? A atividade será realizada em vários momentos: al-
       guns de maneira coletiva e outros em duplas.
      Quais os materiais necessários? Folha da Atividade 3G para todos os alunos e
       caderno de classe.
      Qual é a duração? Cerca de quatro aulas de 40 minutos.


Encaminhamento

Parte A – 1a aula
      Solicite que os alunos leiam o texto “Algumas causas do desmatamento”. De-
       pois da leitura, organize o estudo do texto, tal como previsto nas atividades
       anteriores, socializando o que descobriram com a leitura. Quando terminarem,
       solicite que registrem no caderno as principais ideias do texto.

Parte B – 2a aula
      Oriente a leitura dos excertos das falas de alguns dos conselheiros do movi-
       mento Planeta Sustentável. Depois da leitura, coordene uma roda de conversa
       orientada pelas questões propostas na atividade. Você poderá assistir aos ví-
       deos citados para ter ideia do todo das declarações. Caso sua escola tenha
       uma sala do ACESSA, você pode, também, levar os alunos para assistir esses
       vídeos. Esta é uma oportunidade interessante para promover a pesquisa em
       diversas fontes de informação.

Parte C – 3a aula
      Depois da conversa, faça a leitura compartilhada e o estudo do texto “Trilha da
       sustentabilidade”. Faça, primeiro, uma leitura integral do texto. Depois, comece
       a leitura de estudo, discutindo com os alunos aspectos importantes contidos
       em cada parágrafo.
       Sugestão:
       1o parágrafo: Elaboração do conceito de sustentabilidade: anos 1980. Aceita-
       ção mundial.
       2o parágrafo: ONU conclui que é preciso mudar padrões de produção e consu-
       mo mundiais. Isso gera movimento mundial.
       3o parágrafo: Filantropia, responsabilidade social e sustentabilidade. Sustenta-
       bilidade: cuidar.
       4o parágrafo: Sustentabilidade: compromisso com o futuro; caminho; prever im-
       pactos da ação humana.
       5o parágrafo: Sustentabilidade: exercício cotidiano de responsabilidade.
      Depois desse estudo, oriente os alunos para que, considerando o texto lido
       e as ideias que apresenta, assim como a análise das falas dos conselheiros,



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I       131
elaborem uma definição de sustentabilidade. Organize-os em grupo com quatro
                            participantes e determine o tempo que será utilizado para essa tarefa. Ao final,
                            solicite que apresentem a definição do grupo e consolide a reflexão de todos
                            em uma única definição coletiva que contemple aspectos constitutivos das vá-
                            rias definições.

                     Parte D – 4a aula
                          Ajude os alunos a identificar, na vida cotidiana, situações em que podem con-
                           tribuir para uma relação sustentável com o mundo ao seu redor.
                          Reúna-os em quartetos e solicite que andem pela escola, pensando como po-
                           dem ajudar na sustentabilidade dentro da instituição. Algumas formas estão
                           relacionadas com a coleta seletiva de lixo, com o reaproveitamento de papel,
                           evitando desperdício, com o consumo cuidadoso de água e energia. Solicite
                           que anotem suas ideias para depois socializarem com os colegas. A seguir,
                           peça que façam o mesmo em sua casa e também compartilhem as ideias com
                           a classe.
Atividade do aluno




                     ATIVIDADE 3G: DESMATAMENTO
                     E SUSTENTABILIDADE
                       NOME: __________________________________________________________________________

                       DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


                         1. Temos conversado, até o momento, sobre o desmatamento e as ações hu-
                            manas que costumam provocá-lo. Neste momento, vamos estudar um pouco
                            mais a esse respeito. Para tanto, leia o texto apresentado a seguir. Depois,
                            anote as ideias principais de cada subtema em seu caderno.


                                       ALGUMAS CAUSAS DO DESMATAMENTO
                         O modelo econômico adotado
                         Para sobreviver e desenvolver-se, os seres humanos, desde sua origem, pre-
                         cisaram produzir seus próprios meios de subsistência, transformando a na-
                         tureza ou intervindo nela. Isso começou a partir das economias primitivas
                         baseadas na caça, na pesca e no extrativismo madeireiro. Prosseguiu com
                         o desenvolvimento da agricultura pecuária, acentuando-se ainda mais com o
                         processo de urbanização e industrialização.
                         O modelo de desenvolvimento econômico escolhido tem influência direta na
                         forma e intensidade de utilização dos recursos naturais. O processo de indus-
                         trialização baseado na exploração de recursos como água, petróleo, madeira




132                       Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
     e minerais, entre outros, bem como na concentração da população nos cen-
     tros urbanos e na agropecuária predatória, provocou profundas mudanças no
     meio ambiente, caminhando para o esgotamento de recursos indispensáveis
     à própria sobrevivência da humanidade. [...]
     O modelo de desenvolvimento e as ações governamentais que favorecem a
     exploração desenfreada de recursos naturais contribuem para o aparecimen-
     to de uma cultura de desrespeito ao meio ambiente, expressa em atitudes
     como jogar lixo nas ruas, praias e parques, na destruição de áreas verdes,
     frequentemente substituídas por cimento e azulejo nos imóveis e condomí-
     nios residenciais, na pavimentação sem planejamento de ruas e estradas, no
     desperdício de água e energia elétrica.
     Muitas coisas que compramos contribuem para a devastação da floresta tro-
     pical. Madeiras nobres, como mogno, peroba e imbuia, são exemplos clás-
     sicos. Plantações de frutas tropicais são frequentemente encontradas em
     áreas onde no passado havia uma floresta tropical ou mata nativa.

     O crescimento da população mundial
     O crescimento da população mundial intensifica a necessidade de áreas cada
     vez maiores para a produção de alimentos e técnicas que aumentem a produ-
     tividade da terra, o que diminui as florestas e amplia as áreas destinadas a
     lavouras de monocultura e criação de animais, com consequente diminuição
     da diversidade de espécies animais e vegetais.

     A urbanização
     A urbanização contribui para a diminuição das áreas florestadas na periferia
     das cidades, agravando o desequilíbrio do meio ambiente, principalmente quan-
     do o desmatamento e a ocupação ocorrem em áreas de mananciais ou de ris-
     co, poluindo e diminuindo a água potável disponível na região. A destruição da
     floresta decorre do desmatamento de encostas dos morros, assim como do
     incontrolável corte de madeira, da agricultura, da produção de carvão vegetal e
     da ocupação imobiliária desordenada. Algumas companhias estão ainda envol-
     vidas em grandes projetos industriais que destroem a floresta tropical.
     Algumas áreas da floresta tropical são ricas em metais preciosos, como o
     ouro e a prata. Grandes depósitos de alumínio, ferro, zinco e cobre também
     são encontrados. A exploração industrial de minérios e a afluência de minei-
     ros nas áreas de matas não exploradas resultam inevitavelmente em desflo-
     restamento. A contaminação pelo mercúrio (usado na extração de ouro) tam-
     bém é comum. [...]

     As queimadas
     As queimadas, amplamente utilizadas para limpar o terreno na expansão das
     fronteiras agrícolas, visando à instalação de projetos agropecuários, geral-



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I    133
Atividade do aluno
                     mente de monocultura, como a soja ou cana-de-açúcar, aceleram o processo
                     de empobrecimento do solo. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espa-
                     ciais (Inpe), em 1991, a área devastada da Amazônia chega a 11.100 km2, ou
                     seja, 0,3% da floresta. No Amapá e em Rondônia, a metade da área cultivável
                     foi devastada. As queimadas, nesse ano, provocaram nuvens de fumaça que
                     alcançaram a África e a Antártida. [...]

                     Rodovias e hidroelétricas
                     A construção de grandes hidroelétricas também causa a destruição de matas
                     e produz profundas alterações no meio ambiente.
                     A abertura de grandes rodovias, como a Transamazônica, sem planejamento de
                     preservação ambiental, favorece a instalação de projetos agropecuários e in-
                     dústrias de mineração industrial que provocam poluição e aumentam a deman-
                     da de carvão vegetal, ampliando, dessa forma, o desmatamento e a destruição
                     da fauna e da fora. Estimula ainda a expansão do garimpo, que, por sua vez,
                     contribui para a ocupação descontrolada e a devastação das florestas.

                     2. Agora, mais uma vez, junto a seu professor e demais colegas, você vai estudar
                        o texto. Pegue lápis e o marca-texto e mãos à obra! Seu professor vai orientá-lo.
                     3. Leia, a seguir, o que pensam algumas autoridades no assunto sobre sustenta-
                        bilidade. Os textos que você vai ler foram transcritos de um vídeo dos conse-
                        lheiros do movimento Planeta Sustentável.


                      OPINIÕES DE ALGUNS CONSELHEIROS, AO RESPONDEREM
                               SOBRE O QUE É SUSTENTABILIDADE:
                     “É você agir de forma ecologicamente correta, socialmente justa e economica-
                     mente viável. [...] Trata-se de uma solução para um problema que a gen-
                     te causou por não prestar atenção nisso. É a gente imaginar agora que a
                     gente está construindo o futuro.”
                                                        (Caco de Paula – coordenador do Planeta Sustentável)


                     “É a gente perceber o nosso papel de habitantes provisórios do mundo [...]
                     porque a gente tem que deixar pras próximas gerações um mundo um pouco
                     melhor. [...] É respeito conosco, com nossos sonhos, com nossos desejos e
                     com tudo que nos cerca, que nos diz respeito e que nos toca. É a natureza, o
                     respeito urbano, é a gentileza, é separar lixo. É o maior tema da nossa época
                     e o tema mais global que pode existir, porque diz respeito a nós mesmos e
                     aos outros.”
                                                           (Leandro Sarmatz – redator-chefe de Vida Simples)


                     “É projeto conjunto, para ser construído em conjunto. [...] Todo mundo pensa
                     que não tem nada a ver com essa palavra. E tem! Eu tenho a ver, você tem a




134                  Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
     ver. A forma como eu consumo água, como eu consumo roupa, como eu con-
     sumo energia elétrica, sapato, carro, tudo isso é sustentabilidade. É a forma
     como nós atuamos no mundo. Ou nós somos sustentáveis, ou não. Sustenta-
     bilidade pra mim é isso. É você se colocar no mundo pensando em qual é o
     papel que você tem aqui.”
                                              (Zulmira de Souza – Repórter Eco – TV Cultura)



     4. Converse com seus colegas e professora:
        a. De quais depoimentos você mais gostou? Por quê?
        b. O que todos eles têm em comum? Explique.
        c. Que recado você acredita que os conselheiros quiseram dar às pessoas
           com seus depoimentos?
        d. Que relação você vê entre as causas do desmatamento e a ideia de susten-
           tabilidade?
     5. Você irá, agora, elaborar no seu caderno, junto com seus colegas de grupo,
        uma definição de sustentabilidade. Consulte, para tanto, o texto apresentado
        a seguir, que você deve estudar, orientado pelo professor.


                        TRILHA DA SUSTENTABILIDADE
                                                             Adalberto Wodianer Marcondes


     [...] Nos anos 80 a Organização das Nações Unidas (ONU) encomendou um
     estudo à então primeira-ministra da Noruega, Gro Brundtland. [...] Foi a pri-
     meira vez que um conceito para sustentabilidade foi expresso e mundialmen-
     te aceito. De acordo com o relatório, “ser sustentável é conseguir prover as
     necessidades das gerações presentes sem comprometer a capacidade das
     gerações futuras em garantir suas próprias necessidades”.
     Foi também a primeira vez que um estudo patrocinado pela ONU chega à con-
     clusão de que é preciso mudar os atuais padrões de produção e consumo
     adotados pelas diversas sociedades da Terra, de forma a preservar os recur-
     sos e serviços ambientais necessários à sobrevivência humana. Desde en-
     tão existe um grande movimento de governos, empresas e ONGs que buscam
     criar parâmetros para o desenvolvimento sustentável. [...]
     Existe na Bíblia um antigo provérbio que muito bem se aplica na definição
     dos conceitos de Filantropia, Responsabilidade Social e Sustentabilidade:
     dar o peixe a quem tem fome é Filantropia, ensinar a pescar para garantir
     o alimento é Responsabilidade Social, no entanto, cuidar da qualidade da
     água do rio, preservar suas margens e suas nascentes, cuidar para que
     não seja poluído e nem assoreado, e que existam peixes para sempre, é
     Sustentabilidade.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I            135
Atividade do aluno
                        A sustentabilidade é um compromisso com o futuro, não é uma meta que pos-
                        sa ser atingida, mas um caminho que [...] [se deve] trilhar em busca de melho-
                        res soluções para os problemas humanos, sejam eles econômicos, sociais ou
                        ambientais. Este compromisso com o futuro se expressa de diversas manei-
                        ras e em distintos graus [...]. O fundamental é que esteja sempre permeando
                        qualquer decisão [...]. Nenhuma ação humana [...] está isenta de impactos e
                        todos eles devem estar previstos de forma a poderem ser neutralizados ou
                        minimizados.
                        Ser sustentável é, portanto, o exercício cotidiano da responsabilidade.
                                   (Fonte: Jornal Envolverde. Disponível em: < http://rbb.org.br/portal pages/publico/
                                    expandir/fbb>. Acesso em: 10 jan. 2008. O autor é diretor de redação da Agência
                                                        Envolverde, recebeu em 2006 o Prêmio Ethos de Jornalismo.)



                        6. Para finalizar nossos estudos sobre o tema, reúna-se com seu grupo. Vocês
                           circularão pela escola, procurando identificar como podem contribuir para
                           a sustentabilidade. Anotem as ideias no caderno para contribuir com sua
                           turma.



                     ETAPA 4: ESTUDO E PLANEJAMENTO
                     DO SEMINÁRIO


                     ATIVIDADE 4: PLANEJANDO O SEMINÁRIO

                     Objetivo
                         Planejar, uma a uma, todas as tarefas do seminário, definindo os responsáveis.


                     Planejamento
                         Como organizar os alunos? No início a atividade é coletiva; depois, os alunos
                          serão divididos em grupos.
                         Quais os materiais necessários? Quadro com as características de um seminá-
                          rio (escrito na lousa ou em papel pardo); quadro para que sejam indicadas as
                          tarefas e seus responsáveis (a ser afixado na classe também).
                         Qual é a duração? Cerca de 40 minutos.


                     Encaminhamento
                         Converse com os alunos a respeito do propósito da atividade e da maneira
                          como será desenvolvida.



136                     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
 Para começar, retome as características do seminário, discutidas na Atividade
       2, e organize-as em um cartaz afixado na classe. Retome, ainda, o quadro do
       projeto.
      Para explicar aos alunos o que é um seminário e como se organiza e apresen-
       ta, aponte os seguintes aspectos:
       J Para iniciar os trabalhos, cada grupo deve reunir-se e elaborar um plano ge-
         ral: que assuntos serão tratados (é interessante definir isso coletivamente,
         retomando com os alunos o que estudaram e acreditam ser interessante ex-
         por para a 3a série), de quais fontes de pesquisa dispõem, como será feita
         a divisão de tarefas (eles precisam considerar quem redigirá a exposição por
         escrito, quem fará os cartazes; podem fazer também transparências, apre-
         sentações de Power Point ou usar outros recursos audiovisuais), o que cada
         membro do grupo fará, quem responderá às perguntas dos alunos ouvintes).
       J Pode-se elaborar fichas-guia para a apresentação oral. Essas fichas contêm
         um esquema com os tópicos que serão abordados e não devem apresentar
         frases redigidas, uma vez que sua função é apenas servir de lembrete, de
         guia para a exposição oral.
       J A exposição oral deverá ser “ensaiada” e cronometrada, para que o seminá-
         rio seja bem apresentado e não ultrapasse o tempo disponível.
       J Um membro apenas ou todos do grupo podem participar da exposição oral.
         No caso de todos os membros participarem da exposição, cada um “ensaia-
         rá” sua parte, tendo o cuidado de não quebrar o encadeamento dos tópicos
         do Sumário.
      É importante fazer um roteiro inicial planejando essas questões, e você deve
       acompanhar os alunos nesse processo.
      Oriente-os para a elaboração de uma lista de tarefas que devem ser desen-
       volvidas pela classe para a realização do seminário. A seguir, comece, com os
       alunos, a planejar o trabalho e definir responsabilidades.
      Comece pelos temas que serão tratados. Solicite que os alunos levantem te-
       mas possíveis e vá anotando na lousa. Considerando o estudo feito, os seguin-
       tes temas parecem adequados:
       J ações humanas que provocam problemas ambientais e as consequências
         dessas ações para a vida das pessoas;
       J o desmatamento como causa comum a muitos dos desequilíbrios provoca-
         dos e o conceito de hotspot;
       J a mata atlântica: história, extensão, população, paisagens, causas do des-
         matamento, fauna, flora e demais características;
       J desmatamento: causas gerais;
       J sustentabilidade.
      A seguir, divida a classe em seis grupos e peça para que cada integrante esco-
       lha um tema. Juntos, definam, por fim, um título para o seminário e iniciem o
       planejamento em pequenos grupos.



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I     137
ETAPA 5: ESTUDO E PLANEJAMENTO
      DA EXPOSIÇÃO ORAL


      ATIVIDADE 5A: INVESTIGANDO SABERES
      DOS ALUNOS A RESPEITO DE UMA
      EXPOSIÇÃO ORAL

      Objetivos
          Compreender como se organiza e realiza uma exposição oral.
          Por meio de uma produção inicial – planejamento e apresentação de uma ex-
           posição oral a respeito do tema do seminário que coube ao grupo –, tomar
           ciência do que já sabem sobre uma exposição oral e o que ainda precisam
           aprender.


      Planejamento
          Como organizar os alunos? A atividade será realizada de duas maneiras: em gru-
           po, para planejamento da exposição; no coletivo, para apresentação à classe.
          Quais os materiais necessários? Textos estudados na sequência de atividades
           de leitura e anotações que os alunos fizeram no decorrer do trabalho.
          Qual é a duração? Duas aulas de 50 minutos.


      Encaminhamento
          Solicite que os alunos se reúnam nos grupos definidos para o seminário e pla-
           nejem a fala do grupo sobre o tema que lhes coube, considerando o tempo, os
           interlocutores (alunos da 3a série) e as finalidades do evento (exposição oral
           sobre o tema).
          Oriente-os para que prevejam, inclusive, recursos extraverbais (cartazes, ima-
           gens, vídeos, mapas, esquemas, entre outros) que usariam para apresentar.
           Defina o tempo a ser utilizado para tanto.
          Solicite que resolvam de que maneira a apresentação acontecerá: se por um
           dos integrantes apenas, se por mais de um. Oriente-os para que utilizem recur-
           sos de apoio para a fala (anotações esquemáticas, por exemplo).
          Esse momento é apenas de investigação a respeito do que os alunos já sabem
           sobre como realizar uma exposição oral. A sua função é investigar esses sabe-
           res selecionando os aspectos que merecem mais atenção, mais investimento
           e, na medida do possível, colocá-los em evidência para os grupos. Serão apre-
           sentadas várias atividades com a intenção de trabalhar os diferentes aspec-



138      Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
tos que implicam a produção de uma exposição oral. No entanto, você não
       precisará trabalhar todas, apenas as que forem mais adequadas para atender
       às necessidades de aprendizagem de seus alunos. Assim, utilize a pauta de
       observação apresentada a seguir para identificar os saberes já constituídos pe-
       los seus alunos e as necessidades de aprendizagem em função dos objetivos
       colocados: realizar uma exposição oral.


EXPOSIÇÃO OR AL – PAUTA DE OBSERVAÇÃO

Aluno:

                          ASPECTOS                       SIM         NÃO      ÀS VEZES
         O expositor...
         ... estabeleceu um bom contato com a
         audiência?
         ... procurou incentivar a audiência
         a ouvir sua exposição por meio de
         perguntas intrigantes, curiosas, exemplos
         incentivadores ou outros recursos?
         ... delimitou bem o tema, procurando
         esclarecer a audiência a esse respeito?
         ... apresentou em sua conclusão algum
         aspecto reflexivo para o interlocutor?
         ... utilizou recursos de apoio que o
         auxiliaram para não se perder na fala?
         ... ajustou a sua linguagem e recursos à
         audiência?


      Os alunos realizarão a exposição e você observará cada uma delas, a partir
       dessa pauta. Ao término das exposições (que podem ser seis, uma por grupo),
       você terá um mapa inicial da proficiência da classe para o gênero, com uma re-
       presentação interessante, posto que, ainda que apenas um integrante de cada
       grupo fale, os alunos trabalharam em grupo.
      De posse das observações, você analisará as informações e selecionará, entre
       as atividades propostas na sequência que virá a seguir, aquelas que conside-
       rar mais apropriadas para trabalhar com seus alunos, em função das necessi-
       dades de aprendizagem deles.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I      139
RECOMENDAÇÕES AO EXPOSITOR
      Aspectos que um expositor deve incorporar à sua fala:
       Quando iniciar a exposição, ser simpático, cativar o grupo. Isso fará com que
        prestem mais atenção;
       falar do tema que vai ser apresentado, colocando uma questão que provoque
        curiosidade nos ouvintes. Isso também fará com que fiquem atentos para o que
        vai ser apresentado, além de incentivar a reflexão sobre o tema;
       mostrar aos ouvintes, com clareza, o caminho que será percorrido durante a ex-
        posição. Isso deixa a audiência preparada para o que vem e auxilia na hora de
        fazer as anotações sobre o que for exposto;
       apresentar o caminho utilizando esquemas de apoio, como um cartaz ou transpa-
        rência que indique o que será tratado. É uma boa estratégia, pois deixa a fala do
        expositor mais clara;
       usar recursos gráficos, cartazes, imagens, vídeos e mapas, pois isso não só aju-
        da a entender o tema como faz a audiência prestar mais atenção.
      Aspectos que um expositor deve evitar:
       Entrar logo no assunto, sem explicar a maneira como a fala vai se organizar. Isso
        deixa o ouvinte sem saber o que vai acontecer, sem orientação para organizar as
        anotações sobre a fala;
       ficar muito preso aos esquemas de apoio, pois isso faz com que o expositor perca
        contato com o grupo, dispersando-o. Para que isso não aconteça, deve-se estudar
        muito bem o que vai ser dito, o que dá mais segurança no momento da exposição;
       fazer toda a exposição sem utilizar recursos extraverbais;
       não prestar muita atenção aos ouvintes, para verificar se estão com “cara de
        dúvida”. Esse procedimento permite ao expositor ajustar sua fala, replanejar ex-
        plicações.



      ATIVIDADE 5B: ANALISANDO RECURSOS
      DA ORGANIZAÇÃO INTERNA DE UMA
      EXPOSIÇÃO ORAL

      Objetivos
          Estudar diferentes expressões que podem ser utilizadas para articular as diver-
           sas partes de uma exposição oral, encadeando-as adequadamente para:
            J apresentar o tema;
            J apresentar o plano de exposição;
            J introduzir exemplo;



140       Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
J introduzir explicações sobre termos difíceis;
       J sintetizar a exposição realizada e preparar para a conclusão;
       J concluir.
      Analisar o propósito das expressões nos diferentes enunciados, relacionando
       as escolhas feitas à finalidade e ao sentido produzido.
      Constituir um repertório de expressões que podem ser utilizadas no planeja-
       mento da exposição oral.


Planejamento
      Como organizar os alunos? A atividade será realizada em duplas, com momen-
       tos de discussão coletiva.
      Quais os materiais necessários? Cópia para todos os alunos da folha de Ativi-
       dade 5B.
      Qual é a duração? Cerca de 50 minutos.


Encaminhamento
      Converse com os alunos sobre o propósito da atividade e a maneira como se
       desenvolverá.
      Distribua a folha de atividades e solicite aos alunos que, em duplas, realizem
       cada uma das tarefas propostas. Vá orientando as duplas, passando pelas car-
       teiras, problematizando aspectos que pareçam equivocados.
      Na discussão da ordem a ser estabelecida entre os trechos que contêm as
       expressões, solicite que cada dupla justifique suas escolhas, explicando as fi -
       nalidades de cada um.



ATIVIDADE 5B: ANALISANDO RECURSOS


                                                                                           Atividade do aluno
DE ORGANIZAÇÃO INTERNA DE UMA
EXPOSIÇÃO ORAL
  NOME: __________________________________________________________________________

  DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


     1. Conversamos, em atividades anteriores, sobre a maneira pela qual uma expo-
        sição oral se organiza.
        Considerando esse estudo, leia com seu colega as expressões apresentadas
        a seguir e numere-as na ordem em que devem aparecer na exposição oral.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I       141
Atividade do aluno
                     ORDEM                      EXPRESSÕES ARTICULADORAS DA FALA
                                  Agradeço muito a atenção de vocês e espero que eu tenha
                                  contribuído para...
                                  Hoje vou conversar com vocês sobre..., assunto muito importante
                                  para...
                                  Para tanto, vou começar falando de...; depois, vou abordar a
                                  questão de... e, para terminar, apresentarei a vocês...

                                  Para terminar, gostaria ainda de dizer que...

                                  Então, vamos lá. Pra começar vamos falar de..., quer dizer... Um
                                  exemplo disso é...
                                  Bom, eu poderia, então, resumir essa fala em três pontos: o
                                  primeiro... o segundo... o terceiro...

                     2. Agora, explique: com qual finalidade cada uma dessas expressões seria utili-
                        zada em uma exposição oral?
                     3. Analise os excertos de exposições orais apresentados a seguir.


                     Bom, a minha exposição será sobre as causas do desmatamento da mata
                     atlântica, tema importante não só pra se compreender o que é que as
                     pessoas vêm fazendo que têm provocado esse efeito, mas também pra gente
                     poder parar de continuar fazendo. Só assim esse cenário muda.


                     Então eu gostaria de dizer que a minha fala será sobre a mata atlântica.
                     Sabe, afinal, hoje ela só tem 8% da sua extensão original, e o prejuízo da sua
                     destruição não só pro Brasil, mas pra humanidade, é muito grande.


                     Então... vocês já ouviram falar na mata atlântica, certo? Mas vocês sabiam
                     que hoje só 8% dela ainda permanece? Sabiam que todo o resto já foi destruí-
                     do? Então... é sobre isso que vou falar hoje, sobre o desmatamento da mata
                     atlântica.


                     Vou falar pra vocês de um assunto que me preocupa muito: o desmatamento
                     da mata atlântica. Vocês sabiam que mais de 80% dela já foi destruído? Que-
                     rem saber como? Então, é exatamente sobre isso que vou falar hoje.

                     Agora, responda:
                      Qual a finalidade de cada um desses trechos na exposição oral?
                      Qual maneira de falar você achou mais interessante? Por quê?




142                  Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
4. Leia os trechos de fala apresentados a seguir. Analise para que serve cada um.


     “A mata atlântica é rica em espécies endêmicas, quer dizer, aquelas espécies
     que só existem na mata atlântica, entende? Em nenhum outro lugar mais.”


     “A destruição das florestas provoca, também, a disseminação de doenças en-
     dêmicas, isto é, aquelas doenças que só existiam em determinada região,
     que ficavam restritas àquela parte da floresta, lá escondidas... Se a mata não
     existe mais, as doenças se alastram...”


     “Os hotspots, entende, as regiões mais devastadas e, ao mesmo tempo, mais
     ricas em espécies endêmicas, entende, deixa eu falar, aquelas espécies que




                                                                                          Atividade do aluno
     só existem naquele lugar mesmo, e não em outro...”


     Responda:
      Qual a preocupação do expositor, em cada um?
      Observe a expressões que foram utilizadas para introduzir o exemplo. Que ou-
       tras você conhece que também poderiam ser utilizadas no mesmo lugar? Faça
       uma lista delas.



ATIVIDADE 5C: PLANEJANDO
UMA EXPOSIÇÃO ORAL

Objetivo
      Planejar uma exposição oral, considerando todos os aspectos discutidos até o
       momento.


Planejamento
      Como organizar os alunos? A atividade será, inicialmente, coletiva e, depois,
       em grupos.
      Quais os materiais necessários? Todo o material utilizado no projeto.
      Qual é a duração? Três aulas de 50 minutos.


Encaminhamento
      Converse com os alunos sobre o propósito da atividade e sobre a maneira
       como se desenvolverá.
      Retome, com eles, todos os materiais que serão utilizados no planejamento da
       exposição, explicitando quais as contribuições de cada um para esse processo.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I      143
 Ressalte a necessidade de retomarem o conteúdo estudado para que não co-
                metam nenhuma incorreção sobre o tema.
               Estude o quadro apresentado a seguir e ofereça-lhes referências a respeito de
                como planejar.


      PLANEJAMENTO DA EXPOSIÇÃO OR AL
                        Recursos necessários: retroprojetor, lâminas, cartazes, vídeo.
               ETAPA                           CONTEÚDO                             RECURSO
      Introdução do           Apresentação do tema: ações humanas             Lâmina de
      tema                    que provocam problemas ambientais e as          retroprojetor com o
                              consequências dessas ações para a vida          título e com imagens
                              das pessoas.                                    dos diferentes
                                                                              problemas.
      Apresentação            Apresentação das partes da exposição:           Lâmina de
      do plano da             a. ____________________                         retroprojetor com
      exposição               b. ___________________                          quadro contendo os
                              c. ____________________                         tópicos.
      Desenvolvimento         Parte 1:                                        Lâmina com quadro
      do tema                  Apresentar pergunta que problematize a        esquemático.
                                primeira questão, do tipo: “O que aconte-
                                ce com o planeta quando você joga óleo
                                de cozinha no ralo da pia? Você sabe?”.
                               Explicar o que acontece.
                               Relacionar com o fato de que a cada
                                ação nossa tem uma consequência para
                                a vida do planeta.
                               Apresentar esquema de desequilíbrios
                                provocados pela ação humana.
                               Falar sobre a relação entre ação, dese-
                                quilíbrio e problema ecológico.
      (...)                   (...)

               Terminado o planejamento, oriente-os a tomarem as decisões a respeito de
                quem, no grupo, ficará responsável por cada tarefa: solicitar recursos técnicos;
                elaborar cartazes, quadros; elaborar a síntese para conter no convite do even-
                to; expor.
               Depois, é hora de ensaiar a fala: os alunos podem elaborar fichas de apoio
                para a exposição e ensaiar, procurando articular a fala com recurso extraver-
                bal, ainda que não o tenha em versão final (é só imaginarem que estão apre-
                sentando).
               Esse ensaio deve ser previsto em grupo e, depois, em classe, para análise e
                contribuição dos demais colegas.



144           Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
 No ensaio é importante estar atento para aspectos como: clareza na pronúncia
       das palavras, ritmo de fala, altura de voz, gestual e atitude corporal.
      A seguir, oriente os alunos para que respeitem os prazos de elaboração dos
       materiais e planejem um último ensaio.
      Não se esqueça de marcar as reuniões com os grupos, inclusive com o respon-
       sável pela elaboração do convite. Providencie para que seja produzido e repro-
       duzido com antecedência, de forma que os alunos possam se preparar para o
       estudo.
      Cuide para que a organização do seminário garanta que, nesse processo, os
       grupos consigam compartilhar saberes construídos por meio de recursos diver-
       sos que contemplem as práticas de leitura, escrita e oralidade.



ATIVIDADE 5C: PLANEJANDO UMA




                                                                                            Atividade do aluno
EXPOSIÇÃO ORAL
  NOME: __________________________________________________________________________

  DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


     1. Nesse momento, você e seu grupo planejarão a exposição oral que farão. Te-
        nha em mãos todo o material utilizado no projeto.
     2. Retome, com a ajuda de seu professor, um a um os materiais, analisando
        seus conteúdos e revendo de que maneira pode auxiliá-lo na tarefa de plane-
        jar a exposição.
     3. Estude, com o professor, o quadro de apoio para o planejamento.
     4. Reúna-se com seu grupo e planeje a exposição oral. Nesse processo, considere:
        a. a adequação da exposição às finalidades do projeto e às crianças para
           quem vão falar;
        b. as características de uma exposição oral, que você já estudou com seu pro-
           fessor e grupo classe;
        c. os recursos extraverbais a serem utilizados (cartazes, fitas de vídeo, esque-
           mas etc.).
     5. Uma vez planejada a fala com seu grupo, decidam quem ficará responsável
        por cada uma das tarefas: solicitar recursos técnicos; elaborar cartazes, qua-
        dros; elaborar a síntese para conter no folder do evento; expor.
     6. Planejem a fala, elaborando fichas que podem orientar o expositor.
     7. Ensaiem a exposição, inicialmente no grupo (escolham um lugar tranquilo para
        fazê-lo) e, depois, na classe. No ensaio, estejam atentos para:
        a. pronunciar as palavras com clareza;
        b. não falar rápido ou lento demais;




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I        145
c. não falar alto demais ou baixo demais;
            d. ter uma atitude de aproximação com a audiência, não ficando muito distan-
               te dela, atentando para suas expressões de compreensão ou não, de acei-
               tação ou não das ideias expostas;
            e. não gesticular demais nem de menos.
         8. Lembrem-se de que é preciso seguir etapas durante o seminário:
            a. introduzir o tema, comentando brevemente o assunto que será exposto;
            b. apresentar um plano da exposição, o que pode ser feito por meio de esque-
               mas, cartazes ou projeções;
            c. desenvolver o tema, fazendo a exposição em si;
            d. fazer uma síntese do que foi tratado, elaborando conclusões essenciais so-
               bre o tema.



      ETAPA 6: AVALIAÇÃO DO TRABALHO
      DESENVOLVIDO


      ATIVIDADE 6: AVALIAÇÃO FINAL
      DO TRABALHO

      Objetivo
          Realizar uma avaliação colaborativa do trabalho desenvolvido, considerando os
           diferentes aspectos: o estudo temático, o planejamento da exposição oral, o
           planejamento do seminário, considerando os diferentes grupos, a participação
           nas atividades durante o desenvolvimento, a elaboração do produto final.


      Planejamento
          Como organizar os alunos? A atividade será em grupo para a autoavaliação da
           exposição oral, e coletiva para a avaliação do processo de trabalho.
          Quais os materiais necessários? Pauta de autoavaliação e pauta de avaliação
           do desenvolvimento do trabalho, ambas apresentadas na atividade.
          Qual é a duração? Cerca de 40 minutos.


      Encaminhamento
          Distribua as pautas de autoavaliação (Atividade 6, do aluno), leia-as com os
           alunos explicando cada item e oriente-os sobre o que fazer. Certifique-se de
           que os alunos também estejam com seus textos em mãos.




146      Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
 Para terminar, é importante que você também avalie a adequação das atividades
       planejadas aos seus alunos, às suas necessidades e possibilidades de aprendi-
       zagem, verificando se há mudanças que são necessárias e de que natureza são.
       É essa avaliação que orientará os inevitáveis ajustes a serem feitos na ação do-
       cente e, dessa forma, garantirão a ela uma qualidade cada vez melhor.



ATIVIDADE 6: AVALIAÇÃO FINAL




                                                                                           Atividade do aluno
DO TRABALHO
  NOME: __________________________________________________________________________

  DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________



Projeto “Universo ao meu redor”
Pauta de autoavaliação – Exposição oral
Grupo:                        Data:

                   ASPECTOS                           SIM          NÃO       ÀS VEZES
 O expositor:
 Estabeleceu um bom contato com a
 audiência?

 Procurou incentivar a audiência a ouvir sua
 exposição por meio de perguntas intrigantes,
 curiosas, exemplos incentivadores ou outros
 recursos?
 Delimitou bem o tema, procurando esclarecer
 a audiência sobre isso?

 A conclusão conseguiu mostrar a importância
 do tema e motivar os demais a refletir sobre
 suas atitudes?
 Utilizou bons recursos de apoio que o
 auxiliaram para não se perder na fala?

 Ajustou a sua linguagem e recursos à
 audiência?

                                     Observações




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I       147
Atividade do aluno
                     Projeto “Universo ao meu redor”
                     Pauta de avaliação colaborativa
                     Processo de trabalho
                     Aluno:                          Data:

                          ASPECTOS A SEREM OBSERVADOS                    SIM          NÃO       ÀS VEZES
                     Nos momentos de trabalho coletivo, a classe
                     cooperou, realizando as tarefas propostas?
                     No trabalho em grupo houve disponibilidade
                     para cooperar no cumprimento das tarefas?
                     Os grupos trabalharam a contento?
                     (cumpriram suas tarefas, socializaram
                     encaminhamentos)
                     O espaço para socialização de trabalho
                     desenvolvido pelos diferentes grupos foi
                     garantido?
                     No trabalho em duplas houve, de fato,
                     colaboração com o colega?
                     Nos ensaios da exposição oral houve
                     disponibilidade e empenho de todos em
                     colaborar para que a apresentação do colega
                     fosse a melhor possível?
                     Os produtos finais de cada grupo foram
                     realizados de maneira satisfatória?
                     As tarefas individuais foram realizadas de
                     maneira a não comprometer o trabalho do
                     grupo?
                                                  Observações do professor




148                      Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
SEQUÊNCIA DIDÁTICA DA LEITUR A
   “CAMINHOS DO VERDE”
     Esta sequência de atividades tem como propósito principal auxiliar os alunos na
construção da competência para consultar materiais que forneçam informações sobre
o planejamento de passeios.
     Trata-se de uma proficiência que implica a construção de procedimentos de bus-
ca de informações em material de leitura de diversas naturezas, como jornais, textos
de divulgação científica, mapas e roteiros. Além disso, requer do aluno a utilização das
informações em um planejamento efetivo das atividades, envolvendo, inclusive, avalia-
ção da viabilidade da mesma, considerando pertinência, adequação e custos.
     As capacidades de leitura mobilizadas são várias:
      localização de informações;
      comparação de informações de diferentes textos (organizados em diferentes
       gêneros);
      realização de redução de informação semântica e generalização; avaliação das
       propostas segundo critérios de viabilidade e condições pessoais; apreciação
       estética e afetiva;
      de aspectos implicados no passeio, entre outras capacidades.
     Além disso, requerem sempre a utilização de procedimentos de leitor de um grau
de letramento significativo. Uma leitura efetivamente cidadã.
     Nas situações de análise de recomendações, roteiros e mapas de localização é
importante chamar a atenção dos alunos para os portadores em que as informações
se encontram, bem como para o modo como as apresentam, comparando recursos de
linguagem similares ou não. Também é importante salientar os marcadores temporais
e espaciais utilizados nos textos, bem como examinar, com eles, a presença de verbos
de ação/deslocamento presentes.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I        149
ORGANIZAÇÃO GER AL DA SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES
                Etapa                                     Atividade
      1   Atividades de lazer     Atividade 1A: Pesquisar diversos portadores, buscando
                                  indicações de atividades de lazer.
                                  Atividade 1B: Organizando dicas de lazer.
                                  Atividade 1C: Descobrindo o lazer em sua cidade.
      2   Conhecer a mata         Atividade 2: Procurando indicações de passeios que
          atlântica               incluam conhecer a mata atlântica (selecionar, entre os
                                  materiais disponíveis, locais que podem ser adequados
                                  para os propósitos colocados).
      3   Passeio ao Jardim       Atividade 3: Estudando o passeio ao Jardim Botânico.
          Botânico                Estudar material disponível no site do Jardim Botânico
                                  sobre:
                                  a. localização geográfica do Jardim Botânico;
                                  b. história do mesmo;
                                  c. finalidades;
                                  d. projetos que desenvolve;
                                  e. visita possível e lugares previstos na visita;
                                  f. analisar o roteiro de visita disponível, estudando as
                                     especificidades de cada ponto de visita previsto e
                                     avaliando-os de acordo com critérios de preferência
                                     pessoal.
                                  Planejar uma visita considerando:
                                  a. localização do parque e endereço respectivo;
                                  b. meios de transporte necessários para se chegar ao
                                     local;
                                  c. custos com o passeio;
                                  d. providências que precisam ser tomadas para a
                                     realização do passeio;
                                  e. atitudes não recomendadas em Unidades de
                                     Conservação.
                                  Organização de dossiê de visita
      4   Reinvestindo o          Atividade 4: Recomendações para outro passeio
          conhecimento            (elaborar um texto de recomendações para o
          aprendido               planejamento de um outro passeio, recuperando os
                                  procedimentos utilizados nessas atividades).




150       Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ETAPA 1: ATIVIDADES DE LAZER


ATIVIDADE 1A: PESQUISAR DIVERSOS
PORTADORES, BUSCANDO INDICAÇÕES
DE ATIVIDADES DE LAZER

Objetivos
      Conhecer meios e recursos para pesquisar sobre possibilidades de lazer colo-
       cadas para o paulistano.
      Construir procedimentos de pesquisa de informações a partir de referências
       específicas de conteúdo.
      Entrar em contato com portadores – e veículos – que podem ser fonte de infor-
       mação a respeito do tema.
      Desenvolver capacidades de localizar, inferir e generalizar informações.
      Desenvolver procedimentos de leitura inspecional.

     LEITURA INSPECIONAL
      Tem duas funções específicas: primeira, prevenir para que a leitura posterior não
nos surpreenda; segunda, para que tenhamos chance de escolher quais materiais lere-
mos, efetivamente. Trata-se, na verdade, de nossa primeira impressão sobre o livro. É
a leitura que comumente desenvolvemos “nas livrarias”.


Planejamento
      Como organizar os alunos? A atividade é coletiva e os alunos podem ficar em
       círculo.
      Quais os materiais necessários? Jornais, suplementos de jornais que contêm
       dicas culturais, revistas e outros materiais nos quais seja possível encontrar
       dicas de lazer.
      Qual é a duração? Cerca de 40 minutos.


Encaminhamento
      Converse com os alunos sobre o propósito da atividade e sobre como estarão
       organizados para desenvolvê-la. Oriente-os para que se organizem em círculo:
       trata-se de uma roda de leitura diferenciada, na qual pesquisarão materiais
       impressos que divulgam dicas de lazer. Antes de iniciar a leitura, converse com
       eles e levante o que fazem em seu tempo de lazer, o que conhecem a esse
       respeito. Observe como se orientam para fazer passeios e se já viram ou bus-



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I       151
caram, eles próprios, dicas de lazer em algum lugar. Caso isso não lhes seja
           familiar, leia alguns exemplos, comentando-os, para que saibam o que e onde
           podem procurar.
          Solicite que escolham alguns dos materiais disponíveis no centro do círculo e
           procurem nos mesmos dicas de lazer: passeios (a parques de diversões, zooló-
           gico, jardins), shows, peças de teatro, museus, filmes, espetáculos de dança,
           clubes, restaurantes, bares, entre outros.
          Explique que terão um tempo de 20 minutos para pesquisarem o material. A
           cada vez que encontrarem as informações procuradas, devem assinalar no ma-
           terial – usando marca-texto, deixando aberto na página, dobrando o cantinho
           da página, colocando um post-it etc.
          Ao final dos 20 minutos, os alunos compartilharão com a classe o que e onde
           encontraram. Nesse momento, oriente-os para que indiquem: o portador (livro,
           revista), o nome (Folha de S.Paulo, Jornal da Tarde, O Estado de S. Paulo, revista
           Veja, entre outros), o tipo de caderno (Cotidiano, Ilustrada, Guia da Folha, entre
           outros), a seção, guias de cidade. Eles podem, também, ler alguma das reco-
           mendações que acharam interessantes.
          Você deve finalizar a conversa procurando organizar, junto aos alunos, o tipo de
           portador no qual as recomendações são publicadas; o tipo de seção; o tipo
           de atividade que é objeto de recomendação.


      ATIVIDADE 1B: ORGANIZANDO DICAS
      DE LAZER
      Objetivos
          Identificar modos de se divertir na sua cidade.
          Sistematizar possíveis fontes de informação de dicas de lazer.


      Planejamento
          Como organizar os alunos? A atividade será realizada em duplas e, depois,
           socializada coletivamente.
          Quais os materiais necessários? Materiais consultados na aula anterior.
          Qual é a duração? Cerca de 40 minutos.


      Encaminhamento
          Distribua entre os alunos, que estarão reunidos em duplas, os materiais con-
           sultados na aula anterior.
          Explique que deverão organizar as fontes, os portadores que têm em mãos e
           as dicas de lazer apontadas. Como exemplo, peça que leiam a seguinte anota-
           ção feita por você, na lousa:



152      Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ONDE                             O QUE (dicas de)

         Jornal                                Filmes, parques, shows

      Oriente-os a registrarem as informações encontradas em seu caderno. Quando
       tiverem terminado, socialize as informações que encontrarem e monte, com
       eles, um painel coletivo a ser exposto na classe para posteriores consultas.
      É possível que algumas opções de lazer não apareçam (tais como exposições,
       oficinas, saraus, parques de diversão, parques temáticos, pontos turísticos/
       históricos). Então, você poderá mencioná-las e pedir que, quando alguém en-
       contrar alguma informação a respeito, traga para socializar com a turma.
      Lembre-se que a internet também pode ser uma boa fonte de pesquisa quando
       os alunos são orientados a respeito do que e como buscar.



ATIVIDADE 1C: DESCOBRINDO O LAZER
EM SUA CIDADE

Objetivos
      Conhecer melhor as opções de lazer dos paulistanos.
      Selecionar informações específicas.
      Aprender a recomendar passeios.


Planejamento
      Como organizar os alunos? A atividade será realizada em duplas e depois, so-
       cializada coletivamente.
      Quais os materiais necessários? Material que consta da Atividade 1C.
      Qual é a duração? Cerca de 40 minutos.


Encaminhamento
      Peça aos alunos que se reúnam em duplas e leiam as dicas de lazer que cons-
       tam da Atividade 1C. Quando terminarem, deverão responder às questões, se-
       lecionando as informações e fazendo o que é solicitado.
      Antes de encerrar a aula, compartilhe as respostas das duplas, que deverão
       conferir o que fizeram e fazer as devidas correções, caso necessário.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I   153
Atividade do aluno
                     ATIVIDADE 1C: DESCOBRINDO O LAZER
                     EM SUA CIDADE
                      NOME: __________________________________________________________________________

                      DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


                        Você vai ler agora as informações sobre três interessantes passeios que pode-
                        mos fazer em São Paulo. Após ler os textos, responda as perguntas em seu ca-
                        derno e faça o que se pede.

                             MUSEU DE ZOOLOGIA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
                        A exposição de longa duração apresenta a história dos animais na Terra e as
                        atividades de pesquisa do Museu de Zoologia.
                        Além disto, o Museu organiza periodicamente uma nova exposição temporária.

                        Terça-feira a domingo – das 10 às 17 horas
                        Ingresso individual: R$ 4,00.

                        MEIA ENTRADA
                         estudantes e professores desacompanhados da escola, mediante apresen-
                          tação de comprovante: R$ 2,00;
                         alunos de escolas particulares em grupo com visita agendada;
                         alunos de escolas públicas e particulares em grupo com visita não agendada.

                        GRATUIDADE
                         último domingo de cada mês (a partir de 2009);
                         idosos: acima de 60 anos;
                         crianças: até 6 anos;
                         alunos da rede pública com visita agendada;
                         acompanhantes de grupos (professores, guias, seguranças) com visita
                          agendada.




154                      Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
                              CIDADE DAS ABELHAS
     A Cidade das Abelhas é um lugar diferente, próprio para quem aprecia a natu-
     reza, localizada numa extensa área da mata atlântica. O passeio mostra toda
     a importância da vida das abelhas (considerada a mais útil das espécies no
     quadro dos insetos), aliado à ecologia e ao lazer.
     As atrações culturais são acompanhadas de escorregadores, pequena trilha
     ecológica e pula-pula (um brinquedo para crianças até 8 anos de idade com
     motivos de abelhinhas). As visitas não são monitoradas, mas temos todas as
     explicações bem visualizadas. Não é necessário agendar horário.
     Estrada da Ressaca, km 7, Embu das Artes
     Terça a domingo, das 8 às 17 horas
     Ingressos R$ 15,00
     Estacionamento gratuito


                                 CATEDRAL DA SÉ
     Praça da Sé s/nº
     Das 8 às 19 horas.
     O meio de transporte mais prático é o metrô. O acesso à estação Sé é feito
     pelas linhas vermelha e azul.
     Há visitas monitoradas das 9 às 11h30 e das 13 às 17h30 (seg. a sex.), das
     9 às 16h30 (sábado) e das 9 às 13 horas (domingo). R$ 4,00.
     A Catedral Metropolitana de São Paulo, a Catedral da Sé, é a maior igreja da
     cidade. Inspirada nas igrejas medievais europeias, começou a ser construída
     em 1913, mas as últimas torres previstas no projeto original só foram ergui-
     das na década de 1990. Desde 2002, após mais de dois anos de grandiosa
     restauração, pode ser vista praticamente como foi planejada pelo arquiteto
     alemão Maximillian Hehl.
     Um dos pontos altos do passeio é a cripta. Fica embaixo do altar e é uma ca-
     pela subterrânea de 619 metros quadrados. Antes era aberta ao público, mas
     como os túmulos de bronze e esculturas foram pichados, agora só é possível
     entrar lá durante as visitas monitoradas.
     Os vitrais dão um show. Quando tem sol, a luz os atravessa deixando o inte-
     rior da igreja colorido.

     1. Qual dos três passeios é o mais caro?
     2. Em qual deles podemos conhecer melhor a vegetação da mata atlântica?
     3. O que podemos aprender visitando cada um desses lugares?
     4. Em que horário funciona o Museu de Zoologia da USP?
     5. O que é preciso para entrar gratuitamente nesse museu?
     6. Qual é o melhor meio de chegar à Catedral da Sé?
     7. O que há embaixo do altar dessa igreja?
     8. Qual é a idade-limite para brincar no pula-pula da Cidade das Abelhas?



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I   155
9. Qual desses passeios você gostaria de fazer?
         10. Qual deles você recomendaria ao seu parceiro de trabalho da dupla? Justifi -
             que sua resposta.


      ETAPA 2: CONHECER A MATA ATLÂNTICA

      ATIVIDADE 2: PROCURANDO INDICAÇÕES
      DE PASSEIOS QUE INCLUAM CONHECER
      A MATA ATLÂNTICA

      Objetivos
          Definir critérios de busca de indicações que incluam conhecer a mata atlântica.
          Identificar nas indicações encontradas as que atendem ao critério definido.
          Ler as recomendações e selecionar um passeio para ser feito.
          Desenvolver procedimentos de leitura inspecional.
          Desenvolver capacidades de localizar, inferir e generalizar informações.
          Conhecer meios e recursos para pesquisar sobre possibilidades de lazer colo-
           cadas para o paulistano.
          Construir procedimentos de pesquisa de informações a partir de referências
           específicas de conteúdo.

      Planejamento
          Como organizar os alunos? A atividade será realizada coletivamente e os alu-
           nos poderão estar dispostos em círculo.
          Quais os materiais necessários? Material de leitura utilizado na Atividade 2.
          Qual é a duração? Cerca de 40 minutos.

      Encaminhamento
          Converse com os alunos para apresentação dos propósitos da atividade e de
           como se desenvolverá. Oriente-os para que retomem o material de leitura já
           investigado e procurem quais dessas indicações de passeios incluem conhecer
           a mata atlântica. Comece por solicitar-lhes que, considerando a lista de tipos
           de indicações e atividades de lazer encontradas em aula anterior, digam onde
           precisam procurar; na relação de quais tipos de passeios pode haver algum
           que inclua conhecer a mata atlântica. Espera-se que eles deduzam que precisa
           ser na parte em que estão relacionados passeios a parques.
          Em seguida, oriente-os a fazer a busca. Organize um círculo de leitura dos pas-
           seios escolhidos e solicite que todos leiam as indicações que encontraram.



156      Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Provavelmente encontrarão várias indicações de passeio a parques, mas sem
       referências sobre a possibilidade de se visitar a mata atlântica. Isso é preciso
       tematizar: pergunte aos alunos, depois de lerem a indicação, se é possível sa-
       ber se o parque está em uma região de mata nativa.
       É possível que os alunos cheguem à conclusão de que os parques de São Pau-
       lo terão, necessariamente, mata nativa, já que a cidade está numa região de
       mata atlântica. No entanto, é preciso problematizar essa questão: trazer à tona
       o fato de que nos parques pode ter havido reflorestamento, e esse pode incluir
       espécies vegetais não nativas. Além disso, é importante informá-los também
       que alguns parques e reservas ambientais abertas ao público conservam vege-
       tação de mata secundária, e não nativa, pois o reflorestamento se fez neces-
       sário para garantir a sobrevivência de espécies ameaçadas de extinção.
       Assim, deve-se ter informações precisas a respeito da vegetação local.
       Terminada a leitura da indicação, é necessária uma pesquisa a esse respeito.
       Evidentemente, não se tomará para pesquisar qualquer das indicações lidas,
       mas apenas aquelas que tiverem pistas sobre a possibilidade de haver mata
       nativa no parque.
       Aqui, você tem duas possibilidades: ou orienta os alunos para que eles mes-
       mos façam a pesquisa ou você a realiza previamente e oferece o material para
       que eles analisem.
      Na primeira possibilidade, você pode proceder assim:
       J Selecione os parques mais prováveis e levante as formas de se realizar essa
         pesquisa. Possivelmente, as indicações recairão sobre Jardim Botânico, Pico
         do Jaraguá, Parque Estadual da Cantareira, Parque Ecológico do Guarapiranga,
         Parque Ecológico Tietê. Os mais citados nas indicações dos jornais e revistas
         costumam ser Jardim Botânico e Zoológico, com outras indicações sazonais.
       J Depois dessa seleção, oriente-os para que definam modos de se realizar a
         pesquisa. Alguns deles:
         a. guia de São Paulo, impresso;
         b. sites eletrônicos;
         c. visita à Secretaria de Turismo para coleta de informações.
            Os meios mais práticos, por não requererem saída da escola, são os dois
            primeiros. Assim, organize com os alunos uma pesquisa a esse respeito.
       J Divida a classe em dois grupos de representantes, cada um com a incumbên-
         cia de pesquisar em um suporte. O que for pesquisar na internet precisará
         contar com o apoio do professor orientador de informática educativa. O outro
         grupo precisará encontrar os guias para obter as informações. Cada grupo co-
         leta as informações e traz para a classe para discussão, na aula seguinte.
       J Sugestão de sites:
         a. http://www.saopaulo.sp.gov.br/saopaulo. Nesse endereço, entrar em
            “CONHEÇA SÃO PAULO” e, depois, em “TURISMO”. Nessa página, entrar
            em “PARQUES” e, depois, selecionar o parque sobre o qual deseja infor-
            mações. Imprimir as informações sobre cada um dos parques selecio-



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I       157
nados e levar para classe para leitura. As informações disponíveis, no
             entanto, podem ser insuficientes.
          b. http://ww2.prefeitura.sp.gov.br/mapa_verde/asp/home.asp. Nesse ende-
             reço pode-se ter acesso a todos os parques da cidade de São Paulo. As
             informações, no geral, estão mais completas nesse endereço, mas só so-
             bre os parques municipais.
          c. http://www.ibot.sp.gov.br/educ_ambiental/educar_conservar.htm. Esse é
             o endereço para realizar pesquisas sobre o Jardim Botânico. Site comple-
             to, apresenta inclusive os projetos de ecologia e educação desenvolvidos.
        J Feita a pesquisa, os alunos representantes socializam as informações com
          os colegas e, depois, você orienta a escolha do melhor parque. Sugerimos
          o Jardim Botânico. Inicialmente, porque é uma unidade de conservação e,
          depois, dada a própria finalidade dos jardins botânicos. Você poderá, nesse
          momento, ler o texto que se encontra no site do parque a esse respeito:

                      O PAPEL DOS JARDINS BOTÂNICOS
      O contato com o mundo natural cada vez mais está menor, devido o crescen-
      te processo de urbanização. Travar um contato direto com a beleza e a diver-
      sidade encontradas na natureza é um dos meios eficazes para aumentar o
      conhecimento e sensibilizar as pessoas na religação do ser humano com seu
      meio natural.
      Os jardins botânicos têm papel fundamental nesse processo educacional,
      cujo objetivo é ensinar a importância da vegetação, conservação da biodiver-
      sidade, pesquisas científicas e do desenvolvimento sustentável.
      Há mais de 1.600 jardins botânicos no mundo e, atualmente, 29 estão situa-
      dos no território brasileiro, que juntos mantêm a maior coleção de espécies
      vegetais fora da natureza.
                        (Disponível em: <http://www.ibot.sp.gov.br/educ_ambiental/opapel.htm>.
                                                                       Acesso em: 9 jan. 2008.)



                          UNIDADE DE CONSERVAÇÃO
      Áreas territorialmente definidas, criadas e regulamentadas legalmente (por
      meio de leis e decretos), que têm como um dos seus objetivos a conservação
      in situ da biodiversidade.


                        CONSERVAÇÃO IN SITU/EX-SITU
      Conservação in situ – “a conservação de ecossistemas e hábitats e a manu-
      tenção de populações viáveis de espécies em seus ambientes naturais e, no
      caso de espécies documentadas ou cultivadas, nas áreas onde elas desen-
      volveram suas propriedades diferenciadoras”. Conservação ex-situ – significa
      conservação de componentes da diversidade biológica fora de seus hábitats.
                                                     (Disponível em: <http://www.fepr.org.br/>.)




158   Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Além disso, há que se considerar que o Jardim Botânico desenvolve projetos
       educacionais relacionados com o trabalho de preservação do meio ambiente,
       inclusive com visitas monitoradas previstas.
      Depois disso, você anuncia que nas próximas aulas se aprofundarão no estudo
       do passeio.
      Na segunda possibilidade, você anuncia a sua escolha, informando que já efe-
       tuou a pesquisa. Pode contar aos alunos como fez, por exemplo, onde pesqui-
       sou, o que descobriu etc.



ETAPA 3: PASSEIO AO JARDIM BOTÂNICO

ATIVIDADE 3: ESTUDANDO O PASSEIO
AO JARDIM BOTÂNICO
Objetivos
      Definir critérios de busca de indicações que incluam conhecer a mata atlântica.
      Identificar nas indicações encontradas as que atendem ao critério definido.
      Ler as recomendações e selecionar um passeio para ser feito.
      Desenvolver procedimentos de leitura inspecional.
      Desenvolver capacidades de localizar, inferir e construir e generalizar informações.
      Conhecer meios e recursos para pesquisar sobre possibilidades de lazer colo-
       cadas para o paulistano.
      Construir procedimentos de pesquisa de informações a partir de referências
       específicas de conteúdo.

Planejamento
      Como organizar os alunos? A atividade será realizada ora em duplas, ora cole-
       tivamente.
      Quais os materiais necessários? Folha da Atividade 3 para todos os alunos.
      Qual é a duração? Quatro aulas de 40 minutos.

Encaminhamento
      Converse com os alunos para apresentação das finalidades da atividade e de
       como se desenvolverá.

1a aula
     Refere-se ao estudo do Jardim Botânico enquanto instituição; sua finalidade, seu
envolvimento com a educação, sua localização geográfica.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I           159
 Peça aos alunos que leiam os textos 1 e 2, respectivamente “Histórico do Jar-
             dim Botânico de São Paulo” e “Projetos desenvolvidos”.
            Leia com os alunos a primeira parte do texto, auxiliando-os a fazer uso dos pro-
             cedimentos de estudo (anotações na margem esquerda da folha, identificando
             do que trata o trecho do texto, grifar tópicos fundamentais para a compreen-
             são do assunto etc.). Deixe que as duplas deem continuidade à atividade de
             estudo do texto.
            Defina um tempo para a leitura e, ao final, solicite que cada um apresente para
             a turma o que considerou importante no conteúdo do texto lido.

      2a aula
            Nessa aula, retome as informações da aula anterior lembrando a experiência
             constante no texto 2, em que foi relatada uma visita monitorada ao Jardim
             Botânico. Considere com os alunos a importância dessa zona de preservação
             da mata atlântica e proponha que sua turma também realize uma visita moni-
             torada a esse lugar. Para encaminhar esse trabalho, converse com eles sobre
             o que é uma visita monitorada, já que é fundamental para que planejem uma
             possível visita.
            Para começar, proponha a leitura compartilhada do texto 3 (“Visitas monitora-
             das”), chamando a atenção dos alunos para os aspectos práticos dessa visita-
             ção, como horários, preços e outras informações.
            Depois, faça com eles um estudo do Roteiro de Visita, que inclui um mapa
             com todos os pontos previstos para visita. Faça a exploração desse mapa co-
             letivamente, articulando o estudo do mesmo com as informações dos textos
             complementares. Chame a atenção dos alunos para as legendas, os pontos de
             referência, os possíveis trajetos, os nomes que aparecem em cada estação do
             passeio. Estude também com os alunos possíveis roteiros.
            Quando terminarem, faça com eles uma lista das providências que devem ser
             tomadas para que o passeio seja possível.

      3a aula
           Nessa aula serão conhecidos melhor alguns pontos da visita.
            Proponha que os alunos se reúnam em duplas para ler os textos 1, 2, 3 e 4
             (respectivamente “Trilha da nascente do Jardim Botânico”, “Conjunto estrutural
             A paz e a liberdade”, “Museu Botânico Dr. João Barbosa Rodrigues” e o último,
             sem título), e peça que assinalem, com marca-texto, as informações que julga-
             rem mais importantes em cada um.
            Quando terminarem, peça que conversem sobre as questões que seguem os tex-
             tos, compartilhando suas ideias e opiniões posteriormente, com o grupo todo.

      4a aula
           Nessa aula os alunos descobrirão modos possíveis de chegar ao Jardim Botâni-
      co. Ainda que exista a possibilidade de a turma fazer o passeio coletivamente, saindo




160        Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
juntos da escola, é interessante que cada um pense em como ir ao Jardim Botânico a
partir da sua residência, caso queira fazer o passeio com a família.
      Proponha a exploração do mapa de localização e as indicações de itinerários
       apontados na atividade. Esse momento será coletivo, mas depois as crianças
       poderão sentar-se em duplas para elaborar um possível roteiro de ida e volta,
       considerando alguns aspectos essenciais:
       J horário de saída de casa;
       J conduções que precisariam pegar, em sequência;
       J horário de chegada ao Jardim Botânico;
       J horário de saída do Jardim Botânico;
       J conduções que precisariam pegar para voltar para casa, em sequência;
       J horário provável em que chegariam em casa, de volta.
      Para finalizar, oriente a organização do dossiê do passeio, recomendando
       que estejam atentos para os horários de funcionamento do parque e, ainda,
       para o que não é permitido em uma Unidade de Conservação, como o Jardim
       Botânico.




ATIVIDADE 3: ESTUDANDO O PASSEIO




                                                                                                        Atividade do aluno
AO JARDIM BOTÂNICO
  NOME: __________________________________________________________________________

  DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


     1. Vamos conhecer melhor uma importante zona de preservação da mata atlânti-
        ca. Faça a leitura silenciosa dos textos 1 e 2, lembrando-se de:
        a. ler cada um dos parágrafos e, usando seu lápis ou marca-texto, anotar, na
           margem esquerda do texto, palavras-chave que sintetizem o conteúdo;
        b. quando terminar a leitura dos textos, circular, nas anotações da margem,
           aquelas que você considera como as mais importantes. Esse procedimento
           vai auxiliá-lo quando for apresentar para a classe;
        c. conversar com sua turma sobre o conteúdo do seu texto, comentando o que
           mais lhe chamou a atenção. Ouça também as apreciações e, quando con-
           siderar que são essenciais e você não as observou, faça anotações para
           complementar sua leitura.
                 Todos os textos que serão lidos foram retirados do site oficial do Jardim Botânico.
           (Disponível em: <http://www.ibot.sp.gov.br/educ_ambiental/>. Acesso em: 9 jan. 2008.)




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I                    161
Atividade do aluno
                     Texto 1
                             HISTÓRICO DO JARDIM BOTÂNICO DE SÃO PAULO




                                                                                                          FERNANDES DIAS PEREIRA
                                                Jardim de Lineu – Viveiro de plantas do Jardim Botânico


                     No final do século 19 a área do Parque Estadual das Fontes do Ipiranga era
                     uma vasta região com mata nativa, ocupada por sitiantes e chacareiros.
                     Por ordem do governo as desapropriações na área vinham ocorrendo desde
                     1893, visando à recuperação da floresta, à utilização dos recursos hídricos e
                     à preservação das nascentes do Riacho do Ipiranga.
                     Em 1917 a região tornou-se propriedade do governo, passando a deno-
                     minar-se Parque do Estado. Até 1928, serviu para captação de águas, que
                     abasteciam o bairro do Ipiranga. Nesse mesmo ano o naturalista Frederico
                     Carlos Hoehne foi convidado para construir um Horto Botânico na região.
                     O Jardim Botânico de São Paulo foi oficializado em 1938 com a criação do
                     Departamento de Botânica, na época órgão da Secretaria da Agricultura, In-
                     dústria e Comércio de São Paulo. Em 1969, o Parque do Estado, onde o Insti-
                     tuto de Botânica está localizado, passou a denominar-se Parque Estadual das
                     Fontes do Ipiranga.
                     [...]
                     O Jardim Botânico de São Paulo pertence ao Instituto de Botânica que está
                     inserido no Parque Estadual das Fontes do Ipiranga (PEF) situado na cidade
                     de São Paulo, a 10 quilômetros do centro, fazendo divisa com o município de
                     Diadema e outros bairros da capital.
                     O PEF abrange uma área de 526 hectares, dos quais cerca de 345 ha são
                     ocupados por vegetação remanescente de mata atlântica e 36,3 ha em área
                     de visitação do Jardim Botânico.
                     Integra 24 nascentes de água, dois aquíferos e é considerada a terceira maior
                     reserva do município de São Paulo.



162                  Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
     Sua flora contém espécies de grande importância científica, ornamental, me-
     dicinal, econômica, assim como raras e endêmicas e em perigo de extinção.
     A fauna é representada por muitas espécies de animais que, devido à preser-
     vação da mata, encontram alimento e refúgio para sobreviverem.


     Texto 2
                          PROJETOS DESENVOLVIDOS
     Projeto Jardim Botânico vai à escola
     O Jardim Botânico de São Paulo, administrado pelo Instituto de Botânica, da
     Secretaria de Estado do Meio Ambiente, foi contemplado no segundo semes-
     tre de 2005, por intermédio da Rede Brasileira de Jardins Botânicos, com o
     projeto “Jardim Botânico vai à escola”, coordenado pela pesquisadora Tânia
     Maria Cerati, da área de educação ambiental.
     Para participar do projeto foi selecionada a Escola Estadual “Valentim Gentil”
     de Ensino Fundamental (Ciclo I), que funciona nos períodos manhã e tarde,
     tem 29 professores, totaliza 900 alunos e está situada próxima ao Jardim
     Botânico de São Paulo.
     O principal objetivo é estabelecer um processo educativo com a comunidade
     escolar por meio de ações de educação ambiental, de forma a divulgar o pa-
     pel dos jardins botânicos na conservação da biodiversidade e na promoção
     da sustentabilidade socioambiental.
     Com visitas monitoradas ao Jardim Botânico de São Paulo, os alunos recebe-
     ram informações sobre a vegetação e o meio ambiente. Para a realização de
     subprojetos, os professores tiveram curso de capacitação com palestras e
     oficinas, além de material didático de apoio para que pudessem desenvolver
     o projeto com seus alunos.
     Uma grande festa realizada no dia 25 de novembro de 2005 marcou o encerra-
     mento do projeto “Jardim Botânico vai à escola” (nesta escola) com exposição
     de trabalhos produzidos pelos alunos, apresentação de danças, teatro, jogo
     da memória com tema ambiental, além do filme ecológico O Jardim Botânico.
     O projeto foi iniciado em agosto de 2005 e teve duração de um semestre.
     De acordo com a bióloga, “as crianças passaram a ver o meio ambiente com
     outro olhar, os professores se sentiram muito satisfeitos com o projeto e
     acham que ele deve continuar”.
     Sendo um projeto itinerante, tem como linhas principais o enfoque participa-
     tivo, o reconhecimento do saber local, a interdisciplinaridade e a flexibilidade
     para adaptações regionais.
     Para dar continuidade ao projeto em 2007, estamos buscando parcerias com
     a iniciativa privada para a participação de outra escola do entorno.
     Os interessados podem contatar a instituição, pelo telefone 5073-6300,
     ramais 229 e 252.



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I     163
Atividade do aluno
                     2. Nesta aula você vai conhecer melhor o Jardim Botânico, explorando o mapa
                        do lugar. Como você já sabe, é possível fazer visitas monitoradas, mas antes
                        é preciso obter informações importantes a respeito do funcionamento do par-
                        que. Leia o texto e o mapa, e depois ajude seu professor e colegas a elabora-
                        rem uma lista de providências necessárias para fazer esse passeio.

                     Texto 3
                                            VISITAS MONITORADAS
                     O Jardim Botânico de São Paulo oferece às escolas e grupos organizados visi-
                     tas monitoradas em toda sua área de visitação.
                     Alunos e professores recebem informações sobre: espécies da mata atlânti-
                     ca, plantas ameaçadas de extinção, plantas úteis para o homem, importância
                     da conservação da biodiversidade e dos recursos hídricos.
                     A visita percorre importantes áreas como: Museu Botânico “Dr. João Barbosa
                     Rodrigues”, estufas, Lago das Ninfeias, bosques e Jardim dos Sentidos.
                     Durante a visita o grupo tem um acompanhamento de monitores especializa-
                     dos, além de contar com segurança em toda a área do Jardim Botânico.
                     Horário de funcionamento:
                     Quarta a domingo, das 9 às 17 horas.
                     Fechado: Sexta-feira Santa, Natal e 1o de ano.
                     Horário das visitas monitoradas:
                     Período da manhã: iniciadas às 9h10.
                     Período da tarde: iniciadas às 14 horas.
                     Duração: de 1 a 2 horas, dependendo da faixa etária.
                     Ingressos:
                     Crianças até 10 anos e adultos acima de 65 anos e portadores de necessida-
                     des especiais mentais: isentos
                     Estudantes R$ 1,00
                     Público em geral R$ 3,00
                     Visitas monitoradas:
                     estudantes R$ 3,00 + valor do ingresso
                     demais grupos R$ 6,00 + valor do ingresso
                     Estacionamento:
                     carro de passeio R$ 5,00
                     ônibus R$ 10,00
                     O pagamento é realizado na bilheteria do Jardim Botânico.
                     Procedimentos para visitas escolares (somente com agendamento)
                     Informações:
                     Os interessados em agendar uma visita deverão ligar para o telefone
                     (11) 5073-6300, ramais 229/252, procedendo conforme as informações abaixo:




164                  Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
       Agendamento:
       A escola deverá enviar um ofício, via fax, para o agendamento da visita com
       antecedência de 15 dias. Esse ofício deverá ser em papel timbrado da esco-
       la e conter: data da visita, período, número de alunos, série, telefone e fax
       para contato.
       A escola poderá optar pela visita com monitoria ou sem monitoria.
       Acompanhantes: 1 para cada 15 alunos (professor, pais, outros)
       Termo de responsabilidade:
       A Seção de Educação Ambiental enviará à escola, após o agendamento, um
       termo de responsabilidade que deverá ser assinado pelo diretor da unidade
       escolar e entregue na bilheteria do Jardim Botânico no dia da visita. Esse ter-
       mo deverá ser enviado à escola, via fax, juntamente às demais informações
       de valor de ingresso e monitoria.
       Todas as instituições devem apresentar o Termo de Responsabilidade, devida-
       mente assinado, no momento da entrada do grupo.
       3. Com seu professor, estude, ponto a ponto, todos os lugares pelos quais
          você passará se for realizar essa visita, desde quando entra no parque até
          quando sai.
            Para mais informações sobre alguns dos pontos pelos quais você passará, ob-
            serve o mapa com atenção.
                                   JARDIM BOTÂNICO DE SÃO PAULO
Roteiro de Visitação




                                            1 - Estacionamento                                16 - Portão histórico
                                            2 - Entrada do Jardim Botânico de São Paulo       17 - Lago dos Sentidos
                                            3 - Alameda Fernando Costa                        18 - Bosque dos Xaxins, das Samambaias
                                            4 - Lanchonete e sanitários                            e Lago do Bugio
                                            5 - Espaço Cultural                               19 - Conjunto Escultural A Paz e a Liberdade
                                            6 - Área de Exposições e Serviços                 20 - Bosque dos Passuarés
                                            7 - Museu Botânico “Dr. João Barbosa Rodrigues”   21 - Brejo natural
                                            8 - Escadarias                                    22 - Lago das Nascentes do Riacho do
                                            9 - Jardim de Lineu e Espelho d’água                   Ipiranga e Obelisco
                                            10 - Estufas Dr. Frederico Carlos Hoehne          23 - Bosque das Guaricangas
                                            11 - Orquidário Dr. Frederico Carlos Hoehne       24 - Túnel de Bambu
                                            12 - Palmeto histórico                            25 - Trilha da Nascente
                                            13 - Lago das Ninfeias                            26 - Castelinho
 ILUSTRAÇÃO: ANA MARIA V. A. MARTINEZ       14 - Sanitários                                   27 - Mirante
                                            15 - Bosque das Imbuias                           28 - Bosque do Pau-Brasil


       4. Agora que já conhece um pouco mais sobre o Jardim Botânico, os projetos
          que desenvolve e sobre a visita monitorada que se pode fazer, vamos conhe-
          cer um possível roteiro de visitação. Após a leitura dos textos a seguir, respon-
          da às questões correspondentes.



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I                                                          165
Atividade do aluno
                     Texto 1
                               TRILHA DA NASCENTE DO JARDIM BOTÂNICO
                     A trilha da nascente do Riacho do Ipi-
                     ranga, inaugurada no dia 4 de junho de
                     2006, está instalada no Parque Esta-
                     dual das Fontes do Ipiranga (PEF), um
                     dos últimos remanescentes de mata
                     atlântica bem preservada na região me-
                     tropolitana de São Paulo.
                     Aberta no interior da reserva florestal,
                     com 360 metros de extensão e três
                     áreas de observação, o visitante vai per-
                     correr inicialmente um trecho de mata
                     em recuperação, seguindo para uma
                     área com elevada diversidade de espé-
                     cies, como samambaias, bromélias e
                     palmitos, além de árvores imensas.
                     No final do percurso, o visitante chega-
                     rá a uma das nascentes do Riacho do
                     Ipiranga.
                     Com um deque de madeira apoiado em
                     uma estrutura de eucalipto tratado, a                 Vista aérea do Jardim Botânico
                     trilha, utilizada anteriormente apenas
                     para pesquisa científica, foi construída de forma a não causar impactos nega-
                     tivos na mata, pois é totalmente elevada, chegando a atingir quatro metros de
                     altura em alguns trechos, o que evita contato dos visitantes com o solo, mas
                     que propicia aos mesmos chegar bem próximo às copas das árvores.
                     Trata-se de uma trilha projetada obedecendo às normas de acessibilidade da
                     ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, permitindo o acesso a pes-
                     soas com mobilidade reduzida, como idosos, usuários de cadeira de rodas,
                     entre outros. A duração do percurso é aproximadamente de 40 minutos. [...]


                     Texto 2
                             CONJUNTO ESCULTURAL “A PAZ E A LIBERDADE”
                     Dentro da área de visitação do Jardim Botânico de São Paulo e próximo aos
                     lagos formados pela água das nascentes que formam o Riacho do Ipiranga e
                     ao Bosque dos Passuarés, pode-se contemplar o belíssimo conjunto escultu-
                     ral “A paz e a liberdade”, do artista plástico Luiz Antônio Cesário.
                     As quatro esculturas representam os elementos da natureza: ar, fogo, terra,
                     água, essenciais para a sobrevivência humana.




166                  Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
     O conjunto que desperta a atenção para a paz e a liberdade integra-se à pai-
     sagem do Jardim Botânico de São Paulo, dando oportunidade ao público de
     apreciar a expressão da arte em meio à natureza.


     Texto 3
         MUSEU BOTÂNICO “DR. JOÃO BARBOSA RODRIGUES”
     O contato com o mundo na-




                                                                                               FERNANDES DIAS PEREIRA
     tural está cada vez menor,
     devido ao crescente proces-
     so de urbanização. Travar um
     contato direto com a beleza e
     a diversidade encontradas na
     natureza é um dos meios efi-
     cazes para aumentar o conhe-
     cimento e para sensibilizar as
     pessoas na religação do ser
     humano com seu meio natural.
     Os jardins botânicos têm papel fundamental nesse processo educacional,
     cujo objetivo é ensinar a importância da vegetação, conservação da biodiver-
     sidade, pesquisas científicas e do desenvolvimento sustentável.
     Há mais de 1.600 jardins botânicos no mundo e, atualmente, 29 estão situa-
     dos no território brasileiro, que juntos mantêm a maior coleção de espécies
     vegetais fora da natureza.


     Texto 4
     No Museu Botânico encontram-se inúmeras amostras de plantas da flora bra-
     sileira, uma coleção de produtos extraídos de plantas, fibras, óleos, madei-
     ras, sementes e também quadros e fotos representativos dos diversos ecos-
     sistemas do Estado. No conjunto arquitetônico-cultural do Jardim Botânico
     destacam-se, além do museu, o Jardim de Lineu – inspirado no Jardim Botâni-
     co de Uppsala, na Suécia –, as estufas históricas, o portão histórico de 1894
     e o marco das nascentes do Riacho Ipiranga.
                                   (Disponível em: <http://www.saopaulo. sp.gov.br/saopaulo/
                                      turismo/cap_parq_botan.htm>. Acesso em: 9 jan. 2008.)


     Converse com seus colegas:
     a. O que você achou do roteiro?
     b. De que parte você não desistiria, de jeito nenhum?
     c. Se tivesse que priorizar alguns itens – por causa do tempo, por exemplo –,
        quais você priorizaria?
     d. Você acha que conseguiria realizar a visita sozinho, sem monitoria?



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I                                     167
Atividade do aluno
                     5. Agora, vamos descobrir como chegar até o Jardim Botânico.
                        Estudem o mapa da localização do parque e, a seguir, as indicações de trans-
                        portes que podem ser utilizados para se chegar até ele.



                                                         Metrô
                                                         São Judas

                                                                                                                         iário
                                Av                                                                                lexo V
                                  .                                                                          Compria Maluf
                                                        Bandeirantes                                           Ma
                                             dos




                                                   Av. Eng. Armando
                                          Metrô




                                                                                      Rodov. do
                                      Conceição
                                                                                                                       Jardim Botânico




                                                                                                      Av.
                                                                                               s Im


                                                                                                          Mig
                                                                    A. P




                                                                                 igran



                                                                                                             u
                                                                        ereira
                                           Metrô




                                                                                                           el
                                                                                                                 Es
                                       Jabaquara                                                                      téf


                                                                                       tes
                                                                                                                            an    Zoológico
                                                                                                                              o


                                                                                                Parque Estadual
                                                                                             das Fontes do Ipiranga




                     Localizado na Av. Miguel Estéfano, 3.031 – Água Funda, próxima às Avenidas
                     dos Bandeirantes e Ricardo Jafet (ao lado do zoológico)
                     CEP 04301-902 - São Paulo - SP - Brasil
                     Metrô:
                     Estação São Judas
                     Ônibus:
                     Ida – Jardim Clímax (4742)
                     sai da Estação São Judas do Metrô
                     Volta – Metrô São Judas (4742)
                     Ida – Jardim São Savério (475-C)
                     passa pela Praça da Árvore
                     Volta – Term. Pq. D. Pedro II (475-C)
                     Ida – Zoológico (4491)
                     Volta – Term. Pq. D. Pedro II (4491)




168                  Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
        Considerando onde você mora, se você não fosse com um veículo próprio da
        família, quantos ônibus, metrô ou trem teria que utilizar?
        Sente com mais um colega e, juntos, elaborem os roteiros da ida e da volta ao
        Jardim Botânico, indicando:
        a. horário de saída de casa;
        b. conduções que você pegaria, em sequência;
        c. horário de chegada ao Jardim Botânico;
        d. horário de saída do Jardim Botânico;
        e. conduções que você pegaria, em sequência;
        f. horário que chegaria na sua casa, de volta.
        Converse sobre o roteiro com os demais colegas de classe e professor.
     6. Agora você está pronto para finalizar o planejamento da visita. Tome cada um
        dos levantamentos que você fez e organize um dossiê do passeio. Você pode
        conversar com seus pais sobre esse passeio, analisando a sua viabilidade.
        Não se esqueça de incluir nesse levantamento final os dias possíveis para se
        realizar a visita e, ainda, o horário de funcionamento do Jardim Botânico. As-
        sim você pode prever a que horas terá que lanchar, por exemplo, para não se
        atrasar na hora da saída, pois tem que considerar a hora que o local fecha.


ETAPA 4: REINVESTINDO O CONHECIMENTO
APRENDIDO

ATIVIDADE 4: RECOMENDAÇÕES PARA
OUTRO PASSEIO
Objetivos
      Retomar procedimentos de planejamento de passeio desenvolvidos durante as
       atividades anteriores.
      Consultar informações em sinopses de recomendação, sabendo em quais por-
       tadores é possível obtê-las.
      Pesquisar sobre o lugar, levantando dados sobre suas características, localiza-
       ção geográfica, acessibilidade.
      Fazer levantamento de meios e tempo de transporte necessários para chegar
       ao local.


Planejamento
      Como organizar os alunos? A atividade será realizada em duplas.
      Quais os materiais necessários? Folhas das atividades realizadas até o mo-



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I      169
mento, para que os alunos possam recuperar os procedimentos, computado-
            res com internet. Caso isso não seja possível, o professor poderá entrar pes-
            soalmente no site recomendado e providenciar fotocópias das páginas neces-
            sárias para a realização da atividade.
           Qual é a duração? Cerca de 60 minutos.


      Encaminhamento
           Converse com os alunos para apresentação dos propósitos da atividade e de
            como se desenvolverá. Retome com eles todas as atividades realizadas, regis-
            trando-as na lousa, para que possam tomá-las como referência na elaboração
            das recomendações.
           Oriente os alunos para que se organizem em duplas e, considerando todas as
            atividades realizadas, elaborem um texto que apresente recomendações para
            planejamento de passeios. Considere quem serão os destinatários possíveis,
            que podem ser leitores de uma revista ou jornal para crianças, ou ainda cole-
            gas de outras classes. Lembre que a finalidade será auxiliar os leitores a pla-
            nejar adequadamente um passeio.
           Para realizar a atividade, além dos materiais explorados até aqui, será neces-
            sário acessar a internet. Isso pode ser feito pelas duplas diretamente (no site
            <http://www.ambiente.sp.gov.br/parquevillalobos/>), se sua escola tiver clas-
            ses do ACESSA. Caso não seja possível, você poderá providenciar fotocópias
            das páginas necessárias para a realização da tarefa.
           Convide a turma para planejar a recomendação de um passeio a outro interes-
            sante parque de São Paulo: o Villa-Lobos.
           Oriente-os que para elaborar essas recomendações deverão retomar todos
            os procedimentos que utilizaram em cada atividade, pois serão fundamentais
            para auxiliar os leitores a planejar adequadamente o passeio.
           Na avaliação, retome com eles, um a um, os procedimentos de cada atividade
            e verifique se constam das recomendações.

      Procedimentos avaliáveis
           Consultar informações em sinopses de recomendação, sabendo em quais por-
            tadores é possível obtê-las.
           Pesquisar sobre o lugar, levantando dados a respeito de suas características,
            localização geográfica, acessibilidade.
           Fazer levantamento de meios e tempo de transporte necessários para se che-
            gar ao local.
           Avaliar as etapas do passeio – quando for o caso –, elaborando uma lista de
            prioridades, caso haja necessidade de desistir de algumas.
           Avaliar procedimentos recomendáveis e não recomendáveis para o passeio,
            considerando sua natureza e especificidade.




170       Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
SEQUÊNCIA DIDÁTICA “LENDO NOTÍCIAS
   PAR A LER O MUNDO”

Por que uma sequência que envolve a leitura de notícias?
      Não há discordâncias a respeito de que uma das melhores maneiras de nos infor-
marmos é lendo ou ouvindo as notícias no rádio, jornais da TV ou impressos, jornais
eletrônicos e revistas.
      Desde que não seja “escolarizando” o portador, trabalhar com o jornal na escola é
uma oportunidade ímpar de favorecer aos alunos o desenvolvimento de habilidades de
leitura e escrita por meio de textos diversos, como notícias, entrevistas, tirinhas, propa-
gandas, classificados, entre outros. São situações de comunicação real nas quais os
alunos podem transitar, seja lendo, escrevendo ou revisando o que escreveram.
     Adquirir o hábito de ler o jornal, informando-se a respeito do que acontece, per-
mite que os alunos desenvolvam senso crítico vivenciando situações em que podem
tecer opiniões a respeito do que leram, argumentando e verificando a necessidade de
compromisso com a veracidade dos fatos, sem a manipulação de informações. Com-
parar, por exemplo, a mesma notícia publicada em jornais diferentes contribui para que
se possa “ler entrelinhas” dos fatos noticiados.
      Além disso, a leitura de jornal é frequentemente prazerosa. Uma vez que não é ne-
cessariamente linear, permite que o leitor escolha o que quer ler. Pode-se ler apenas as
manchetes ou aprofundar em alguma notícia em que se tenha mais interesse. Podemos
ler crônicas ou tirinhas para nos divertir, por exemplo, ou escolher cadernos específi -
cos, lendo-os por inteiro ou ainda apenas trechos. De todo modo, mesmo quando não
nos detemos numa leitura mais profunda, conseguimos ficar minimamente informados.
     Também podemos nos informar a respeito de algo, selecionando informações que
são relevantes segundo nossa intenção de leitura.
     Para transitar bem nesse portador, é interessante conhecer sua organização,
além das convenções típicas desse gênero, como o uso de léxicos e conectivos pró-
prios do texto jornalístico.
      Do mesmo modo, é preciso identificar os cadernos que o compõem e reconhecer
os tipos textuais que acompanham o texto e também são fontes importantes de infor-
mação, como os gráficos e as tabelas.
      A proposta de uma sequência didática para o trabalho com notícias tem como
finalidade a constituição das proficiências ligadas às práticas de leitura e escrita.
     Uma ressalva também precisa ser feita: a notícia, quando retirada do seu con-
texto específico de publicação – a data em que foi publicada, o momento histórico no
qual diferentes fatos se articulavam e, por isso mesmo, foram noticiados e agrupados
na página do jornal dessa ou daquela maneira –, acaba sendo descaracterizada. Toma-
remos, então, a notícia como um documento que se busca estudar e compreender, re-
cuperando, o melhor possível, o contexto no qual foi produzida, como condição mesmo
de compreensão e interpretação de seu conteúdo.



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I           171
No jornal, a notícia articula-se com o entorno da página em que foi publicada,
      com a seção na qual se encontra, com os recursos extraverbais utilizados para compô-
      -la, como fotografias, desenhos, gráficos, entre outros recursos, constituindo seus sen-
      tidos de maneira inevitável.
           Espera-se que ao desenvolver essa sequência os alunos:
            possam se familiarizar com o jornal e como é sua estrutura organizativa;
            identifiquem semelhanças e diferenças entre jornais e revistas;
            passem a ler frequentemente jornais e revistas, reconhecendo os diferentes
             veículos como fontes de informação a respeito dos acontecimentos que cer-
             cam nosso cotidiano;
            reconheçam que as notícias não são textos neutros, mas orientados pelas
             crenças e valores dos veículos que as produziram;
            reconheçam a importância da análise do contexto de publicação da notícia
             para a composição de seu sentido.


      ORGANIZAÇÃO GER AL DA SEQUÊNCIA DIDÁTICA:
      DETALHAMENTO
                Etapa                                     Atividade
       1   Apresentação da      Atividade 1A: Identificando notícias.
           sequência didática   Atividade 1B: Lendo e estudando uma notícia.
           e investigação       Atividade 1C: Explorando os cadernos do jornal.
           inicial da           Atividade 1D: Recuperando o contexto de produção de uma
           proficiência do      notícia.
           aluno                Atividade 1E: As partes que compõem uma notícia – visão
                                geral.
       2   Estudo de            Atividade 2A: As marcas do contexto de produção no título
           características da   e no texto das notícias.
           linguagem escrita    Atividade 2B: Compartilhando diferentes notícias.
           do gênero            Atividade 2C: As declarações e os efeitos que provocam
                                no leitor.
                                Atividade 2D: O olho da notícia.
                                Atividade 2E: O lead e a sua função na organização da
                                notícia.
                                Atividade 2F: A ordem dos fatos em uma notícia.
                                Atividade 2G: Reescrevendo uma notícia.




172        Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ETAPA 1: APRESENTAÇÃO DA SEQUÊNCIA
DIDÁTICA E INVESTIGAÇÃO INICIAL DA PRO-
FICIÊNCIA DO ALUNO

ATIVIDADE 1A: IDENTIFICANDO NOTÍCIAS
Objetivos
      Conhecer a proposta de trabalho e seus objetivos.
      Saber quais os conhecimentos do grupo sobre o que vem a ser uma notícia.


Planejamento
      Como organizar os alunos? Esse deve ser um momento coletivo.
      Quais os materiais necessários? Cópia dos textos que serão analisados.
      Qual é a duração? Cerca de 50 minutos.


Encaminhamento
      Num primeiro momento, faça uma roda de conversa para investigar os co-
       nhecimentos que os alunos já têm sobre o jornal, socializando as ideias que
       surgirem.
       J O que é o jornal e para que serve.
       J Como se organiza.
       J Quem já leu ou costuma ler o jornal.
       J Quais jornais as crianças já conhecem.
      Depois, esclareça os alunos sobre os objetivos desta atividade, que focaliza
       uma investigação sobre a notícia e como ela se desenvolverá.
      Proponha a leitura compartilhada dos textos apresentados. Recupere as informa-
       ções de cada texto, discutindo com eles os seus sentidos. Pergunte quais dos
       textos lidos podem ser considerados uma notícia. Solicite que expliquem por que
       consideram tais textos como notícia e vá registrando as explicações na lousa.
      Para diferenciar as notícias dos demais textos, procure ressaltar – entre outros
       – os seguintes aspectos:
       J a notícia fala de um fato acontecido (ou que acontecerá);
       J no texto da notícia sempre estão presentes informações sobre a data do
         acontecimento (palavras como ontem, hoje, indicação do dia da semana, por
         exemplo);
       J as notícias sempre tratam de fatos que são importantes não apenas para
         uma pessoa, mas para um grupo delas;



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I       173
J elas podem ser muito breves, desde que informem o leitor sobre o que acon-
                             teceu, onde, com quem, quando. Esclarecer que alguns jornais – especial-
                             mente os eletrônicos – até mantêm uma seção de notícias breves.
                         Termine a atividade recuperando as justificativas pertinentes e deixando-as afi -
                          xadas em um cartaz.



                     ATIVIDADE 1A: IDENTIFICANDO NOTÍCIAS
Atividade do aluno




                      NOME: __________________________________________________________________________

                      DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


                        1. Leia os textos apresentados a seguir e descubra quais deles são notícias.
                           A seguir, explique as razões pelas quais você considera cada texto indicado
                           como uma notícia.

                        Texto 1
                                  NARIZ E ORELHAS NUNCA PARAM DE CRESCER
                        O tecido cartilaginoso, que forma o nariz e as orelhas, não deixa de crescer
                        nem mesmo quando o indivíduo torna-se adulto. Daí por que o nariz e as ore-
                        lhas de um idoso são maiores do que quando era jovem. A face também enco-
                        lhe porque os músculos da mastigação se atrofiam com a perda dos dentes.
                                  (Disponível em: <http://www.terra.com.br/curiosidades/>. Acesso em: 5 dez. 2007.)



                        Texto 2
                        GREENPEACE CRITICA A INDÚSTRIA, MAS POUPA OS CARROS
                                                                                               CLÁUDIO DE SOUZA
                                                                            Enviado especial a Frankfurt, Alemanha


                        O grupo internacional ecológico Green-
                        peace faz um protesto bem à porta do
                        62o Salão de Frankfurt, na Alemanha,
                        maior evento mundial da indústria auto-
                        motiva, que abriu nesta quinta (13) ao
                        público e vai até dia 23.
                        Compõem a cena três carros (Audi,
                        BMW e Volkswagen, todos alemães) ca-
                        racterizados como porcos – pintados de rosa e com focinhos de mentira –
                        e uma espécie de escultura imitando uma fumaça negra, estampada com o
                        símbolo CO2 (dióxido de carbono, o gás emitido pelos carros). Perto dali, na
                        torre de uma igreja, uma faixa com o desenho de outro rosado carrinho-porco.




174                      Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
     Tudo isso encimado com a acusação de “porcos do clima”. A referência, mais
     do que aos carros, é à indústria automobilística.
     “Tudo que está sendo dito ou mostrado no salão em termos de soluções am-
     bientais para os carros nós já adiantamos há 11 anos”, disse ao UOL o encar-
     regado de assuntos automobilísticos do Greenpeace, Günter Hubmann.
     Para ele, o que se discute agora já deveria ter sido pensado há pelo menos
     duas décadas. [...]
                   (Disponível em: <http://noticias.uol.com.br/carros/especiais/frankfurt/2007>.
                                                                        Acesso em: 1 dez. 2007.)


     Texto 3
        FIGURINHAS BRILHANTES DO ÁLBUM DA COPA DE 2006
     Descrição
     Tenho todas as figurinhas brilhantes do álbum da Copa do Mundo de 2006.
     Uma de cada. Se você ainda não completou o seu álbum, essa é sua chance.
     Dados adicionais da oferta
     Conservação: novo
     Estado de origem: São Paulo
     Cidade: São José dos Campos
     Preço: R$ 1,00 cada
     Dados de contato do anunciante
     Vendido por: Lucas
     E-mail: lqs_luquinhas@yahoo.com.br
     Telefone: (12) 9176-2000 e 3937-6814
     Cidade: São José dos Campos
     UF: SP
                (Disponível em: <http://www.anunciosgratis.com.br/detail.php?siteid=62172&ab>.
                                                                     Acesso em: 18 nov. 2007.)


     Texto 4


                               Escorpião (23/10 a 21/11)

     Quando quer algo ou alguém, você não desiste, nem mesmo ao enfrentar obstá-
     culos. No entanto, se está a fim de um gato, evite contar com a sorte no come-
     ço do mês. Depois da primeira semana, aí sim, tudo de bom. Oportunidades de
     paquera e conquista vão rolar aos montes. Capriche no visual! Além de marcar
     presença, você vai mandar bem na azaração e irá arrasar numa aproximação.
     Ele: O romance com o fofo estará superprotegido. Mais cativante do que nun-
     ca, o gato vai ganhar seu coração, se é que ainda não ganhou. Uma grande
     paixão pode pintar na área. Prepare-se!
                      (Disponível em: <http://www.uol.com.br/todateen/astrologia/previsoesshl>.
                                                                      Acesso em: 5 dez. 2007.)




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I                175
Atividade do aluno
                        Texto 5
                         ÁSIA: TIGRES MATAM VISITANTE EM ZOOLÓGICO NA ÍNDIA
                        Um visitante foi morto em zoológico na Índia ao se aproximar de jaula para
                        tirar uma foto de tigres de bengala. Os dois animais conseguiram alcançar o
                        homem, arrancando sua mão esquerda, o que causou hemorragia fatal.
                        O ataque ocorreu no recinto dos tigres de bengala do zoológico de Guwahati,
                        Nordeste da Índia. A família do homem, identificado como Jayaprakash Bezba-
                        ruah, cinquenta anos, e dezenas de visitantes assistiram à cena.
                        “O homem ignorou alerta dos tratadores, passando pela primeira barreira de
                        proteção e colocando sua mão dentro do recinto que abriga um macho e uma
                        fêmea”, disse Narayan Mahanta, responsável pelo zoológico.
                                                                              Com agências internacionais.




                     ATIVIDADE 1B: LENDO E ESTUDANDO
                     UMA NOTÍCIA
                     Objetivo
                         Recuperar alguns aspectos do contexto de produção de diferentes notícias,
                          identificando os elementos que o constituem.


                     Planejamento
                         Como organizar os alunos? Esse deve ser um momento coletivo.
                         Quais os materiais necessários? Cópia do texto que será lido.
                         Qual é a duração? Cerca de 50 minutos.


                     Encaminhamento
                         Esclareça os alunos a respeito do objetivo da atividade.
                         Informe sobre a forma de desenvolvimento da atividade, que será coletiva.
                         Leia as primeiras informações sobre a “cabeça” do site e faça as perguntas
                          indicadas, procurando as pistas que permitam ao aluno antecipar a quem se
                          destinam as notícias do site, que assunto costumam tratar. É importantíssimo
                          que os alunos percebam para quem está orientado o trabalho do site não ape-
                          nas pela indicação “para crianças”, mas pelo título, por exemplo, bem-humora-
                          do e chamativo.
                         Informe os alunos de que lerão uma notícia, publicada no site referido, com o
                          título que está indicado no material impresso. Solicite a eles que antecipem
                          possíveis conteúdos para aquela notícia a partir do título.




176                     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
 Nesse processo de antecipações, espera-se que os alunos possam:
       J relacionar a ideia de ciência (assuntos tratados no site) e a palavra “Dino”,
         com dinossauro;
       J realizar alguma antecipação relacionada ao termo “saci”, procurando relacio-
         nar o que marca o saci (a falta de uma perna) e o que poderia marcar, igual-
         mente, o Dino;
       J antecipar que, por se tratar de um fóssil de dinossauro, só podem encontrar
         ossadas, pois se refere a um animal extinto, e se o que falta ao saci é uma
         perna, deve faltar à ossada o osso respectivo.
      Se os alunos não chegarem a essas antecipações, mesmo com sua interven-
       ção, não tem problema. É preciso que todas sejam registradas para que, de-
       pois, você possa, com os alunos, checá-las quando da leitura do texto.
      Leia a nova notícia com os alunos, estudando seu conteúdo. Nesse estudo,
       discuta com eles, uma a uma, as respostas às questões apresentadas, procu-
       rando garantir que os alunos compreendam:
       J que o Dino Saci é o fóssil do dinossauro encontrado no Rio Grande do Sul,
         assim chamado por tratar-se de um dinossauro cujo fêmur esquerdo não foi
         encontrado (por isso a referência ao Saci, personagem do folclore brasileiro);
       J que o fóssil recebeu um nome de brincadeira, dado pelos cientistas que o
         encontraram, que foi Sacisaurus agudoensis. O primeiro dos nomes é com-
         posto por saci, que se refere ao personagem do folclore brasileiro; e por
         saurus, que significa lagarto. Daí, “lagarto saci”. O segundo nome – agudo-
         ensis – refere-se ao lugar em que a ossada foi encontrada, Agudo. É impor-
         tante chamar a atenção para o boxe que contém essa explicação sobre o
         local, assim como sobre os nomes científicos, dando as pistas para que os
         alunos estabeleçam as relações adequadas;
       J que os cientistas não chamaram o lagarto simplesmente de “lagarto-saci
         agudense” porque nomes científicos são dados em latim e não em portu-
         guês, e os paleontólogos quiseram que ficasse parecendo com essa língua,
         até para ficar mais engraçado mesmo. É importante chamar a atenção dos
         alunos para o boxe que explica o que é nome científico, dando pistas para
         que estabeleçam as relações necessárias;
       J que o Sacisaurus, por ter vivido na época em que os dinossauros começa-
         vam a se firmar na Terra, pode dar uma ideia de como seriam os primeiros
         herbívoros do grupo dos ornitísquios. Além disso, o achado reforça as sus-
         peitas de que os dinossauros tenham origem na América do Sul;
       J que na época do surgimento dos dinossauros os continentes do planeta intei-
         ro estariam reunidos em uma única grande massa de Terra conhecida como
         Pangeia (“terra inteira”, em grego). Assim, segundo o texto, alguns afirmam
         que a aparente origem sul-americana poderia ser mero resultado do fato de
         que, por aqui, as rochas da idade certa se mantiveram no lugar, enquanto
         parte delas foi arrastada pela erosão, constituindo outros continentes.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I       177
Para finalizar o estudo do texto, retome as antecipações feitas pelos alunos a respeito
                     do conteúdo da notícia, verificando se foram confirmadas ou não pela leitura.




                     ATIVIDADE 1B: LENDO E ESTUDANDO
Atividade do aluno




                     UMA NOTÍCIA
                       NOME: __________________________________________________________________________

                       DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


                          1. Você vai ler, agora, uma notícia publicada em um site eletrônico. Antes, porém,
                             dê uma olhada na identificação do site apresentada na primeira página:

                                  O SITE QUE COLOCA CIÊNCIA NAS SUAS IDEIAS




                          Divulgação científica para crianças
                          2. Com seu professor e colegas de classe, converse sobre as seguintes questões:
                             a. Quem você acha que são os leitores aos quais este site se destina?
                             b. Como você descobriu?
                             c. Que tipos de assuntos são tratados nesse site?
                             d. Como você percebeu?
                          3. Você lerá, a seguir, uma notícia apresentada nesse site, intitulada “Dino Saci
                             encontrado no Brasil”.
                             Considerando as informações discutidas acima, a que você acha que se refere
                             essa notícia? No caderno, anote as suas hipóteses.



178                       Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
            DINO SACI ENCONTRADO NO BRASIL (8/11/2006)
     Calma lá! Não vá pensando
     que o bicho saía por aí pulan-
     do em uma perna só! O fóssil,
     encontrado por paleontólogos
     gaúchos, foi batizado com o
     nome científico de Sacisaurus
     agudoensis por brincadeira.
     Sacisaurus ou “lagarto saci”
     porque seu fêmur (osso da
     perna) esquerdo não foi en-
     contrado. O bicho está entre os mais antigos do mundo já descobertos.
                                   (Disponível em: <http://www.pulganaideia.com.br/modulos/
                                                          pulganews/descricao.php?cod=23>.)


     Paleontólogo é um detetive do passado, que estuda a flora e a fauna tentan-
     do descobrir como era a vida milhões de anos atrás. Ele procura “conhecer a
     evolução dos seres vivos, a idade relativa para o lugar onde os fósseis foram
     encontrados, reconstituir o ambiente em que o fóssil viveu, contar a história
     da Terra e, finalmente, identificar as rochas que podem conter substâncias
     minerais, como o carvão e petróleo”.
                                                          (Adaptado do site “Pulga na Ideia”)



                            COMO ERA O BICHINHO?
     O Sacisaurus agudoensis viveu há cerca de 220 milhões de anos. Ele media
     aproximadamente 1,5 metro de comprimento (do focinho à cauda) e 0,5 me-
     tro de altura. Era um herbívoro, ou seja, um belo comedor de plantas.
     Por que o Dino Saci está agitando a galera da ciência?
     O Sacisaurus viveu em uma época em que os dinossauros começavam a se
     firmar na Terra. Seu jeito desengonçado dá uma ideia de como seriam os pri-
     meiros herbívoros do grupo dos ornitísquios, que se desenvolveriam até ani-
     mais gigantescos como o Triceratops, com seus três chifres, ou Stegosaurus,
     dono de imensas placas nas costas.
     Ornitísquios: grupo de dinossauros ao qual pertenciam animais gigantescos
     como os Triceratops e Stegosaurus.
     O achado reforça as suspeitas de que os dinossauros tenham origem na Amé-
     rica do Sul. Mas como na época os continentes do planeta inteiro estavam reu-
     nidos numa única grande massa de Terra conhecida como Pangeia (“terra in-
     teira”, em grego), há gente que critica a ideia, dizendo que a aparente origem
     sul-americana poderia ser mero resultado do fato de que por aqui as rochas da
     idade certa foram preservadas, tendo sido erodidas em outros continentes.
                                                           (Fonte: Folha On-line, 2/11/2006)




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I             179
Atividade do aluno
                        A mandíbula do Sacisauro agudoensis foi encontrada em Agudo (RS), pelo pa-
                        leontólogo Jorge Ferigolo em 2000. Só depois de seis anos é que as escava-
                        ções terminaram e a busca pelo fóssil se completou.
                                                                           (Fonte: Folha On-line, 2/11/2006)


                        4. Agora, vamos estudar a notícia. Junto com seus colegas e professor, converse
                           sobre os seguintes aspectos:
                           a. O que é o Dino Saci a que o título se refere?
                           b. Os cientistas deram um nome científico de brincadeira para o fóssil encon-
                              trado. Explique:
                             J o primeiro nome dado foi Sacisaurus. Esta palavra é composta por dois
                               nomes diferentes. Explique quais são e o que cada um quer dizer;
                             J o segundo nome foi agudoensis. Por que será que os paleontólogos de-
                               ram esse sobrenome ao fóssil do dinossauro?;
                              J o nome Sacisaurus agudoensis é o nome científico que os paleontólogos
                                deram ao fóssil. Por que você acha que eles simplesmente não usaram
                                “lagarto-saci agudense”?
                           c. O texto aponta dois aspectos que caracterizariam a importância de se ter
                              encontrado fóssil na América do Sul. Quais são eles?
                           d. Segundo o texto, que crítica se faz à possibilidade de os dinossauros terem
                              surgido na América do Sul?
                           e. Retome as suas anotações feitas no caderno. Confira: a notícia tratou do
                              assunto que você imaginava? Explique.



                     ATIVIDADE 1C: EXPLORANDO OS CADERNOS
                     DO JORNAL

                     Objetivos
                         Observar que o jornal possui uma estrutura própria.
                         Familiarizar-se com os cadernos que compõem o jornal.
                         Identificar quais são as nomenclaturas com que os diferentes jornais se refe-
                          rem aos mesmos cadernos.


                     Planejamento
                         Como organizar os alunos? Primeiro em círculo, coletivamente; depois, os alu-
                          nos trabalharão em pequenos grupos.
                         Quais os materiais necessários? Vários jornais completos.
                         Qual é a duração? Uma aula de 50 minutos.




180                     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Encaminhamento
      Distribua os diferentes jornais pela classe. Considere a quantidade de alunos
       que você tem e providencie um jornal completo para cada grupo, pois eles pre-
       cisarão vê-lo inteiro e, a seguir, analisar os cadernos que o compõem.
      Faça um círculo de conversa e oriente-os: quando estiverem em pequenos gru-
       pos, devem manusear o jornal, observando que, internamente, vem dividido em
       partes, chamadas cadernos. Chame sua atenção também para a parte supe-
       rior da primeira página do jornal, de cada caderno e de cada página, identifi -
       cando o que têm de semelhanças e diferenças.
      Peça que deem uma “passada de olhos” em cada caderno para descobrir de
       que tratam, trocando os cadernos entre si até que todos do grupo tenham vis-
       to todos eles.
      Quando terminarem, deverão anotar, na página referente à Atividade 1C do livro
       do aluno, os nomes dos cadernos que descobriram e de que trata cada um.
      Quando todos tiverem concluído, reúna a turma para socializar o que aprende-
       ram, e anote, na lousa, os diferentes nomes de cadernos e assuntos tratados
       que conseguiram identificar. Peça que os alunos complementem o que escreve-
       ram na própria página do livro do aluno.



ATIVIDADE 1C: EXPLORANDO OS CADERNOS




                                                                                          Atividade do aluno
DO JORNAL
  NOME: __________________________________________________________________________

  DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


     1. Depois de ter folheado o jornal e visto como se organiza, anote suas observa-
        ções sobre os cadernos. A seguir, comente com seu professor e colegas o que
        descobriu. Mas fique atento ao que seus companheiros vão dizer e anote as
        informações complementares que podem contribuir para seu aprendizado.

                       EXPLORANDO OS CADERNOS DO JORNAL
 Nome do caderno                             Assunto que trata




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I      181
ATIVIDADE 1D: RECUPERANDO O CONTEXTO
      DE PRODUÇÃO DE UMA NOTÍCIA

      Objetivos
          Identificar as características de dois portadores de informação: a revista e o
           jornal.
          Comparar revista e jornal, observando semelhanças e diferenças entre eles.
          Observar diferenças entre portador e veículo de informação.


      Planejamento
          Como organizar os alunos? Primeiro coletivamente e, depois, em duplas.
          Quais os materiais necessários? Diferentes jornais e revistas destinados a di-
           ferentes públicos, nos quais sejam publicadas notícias, conforme quadro que
           consta na Atividade 1C.
          Qual é a duração? Cerca de 50 minutos.


      Encaminhamento
          Esclareça os alunos a respeito do propósito da atividade e informe-os sobre a
           maneira como ela será desenvolvida.
          Distribua entre eles diversos jornais e revistas, procurando variar o público-
           -alvo e as funções de leitura a que se destinam (revistas para crianças e para
           adultos, revistas científicas e de variedades, jornais para adultos e outros para
           crianças, jornais distribuídos nos faróis, basicamente contendo propagandas,
           jornais de bairro).
          Peça que folheiem vários deles, observando formato, conteúdos e leitores pos-
           síveis para cada um dos materiais, segundo sua intenção de leitura.
          Proponha que analisem os diferentes materiais, estudando sua organização:
           a constituição da primeira página do jornal, os diferentes cadernos (jornais) e
           seções (revistas), a capa das revistas, os recursos extraverbais presentes nas
           páginas, a presença de propaganda, a forma de distribuição dos textos em um
           jornal e em uma revista, os tamanhos das letras, entre outros aspectos.
          Quando tiverem terminado, reúna-os em círculo novamente e socialize as des-
           cobertas que fizeram.
          Ao orientar essa conversa coletiva, inicie a exploração pelo portador: primeiro
           jornais, depois revistas. Essa exploração pode ser feita por meio de questões
           orientadoras, como:
           J O que mais, além dos textos escritos, existe nas páginas dos jornais?
           J De que maneira os textos estão distribuídos nas páginas?




182      Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
J O tamanho das letras é sempre o mesmo? Por que você acha que isso acontece?
       J Como é organizado o jornal (ou a revista) inteiro?
       J De que maneira a primeira página de um jornal é organizada?
       J Que tipo de informações ela contém? Por que você acha que a organização
         é feita dessa forma?
       J De que maneira é organizada a capa de uma revista? Parece com a primeira pá-
         gina de um jornal? Por que você acha que a organização é feita dessa forma?
       J Há propagandas nos jornais? Muita ou pouca? E nas revistas? Por que você
         acha que há propaganda nesses portadores? As propagandas são as mes-
         mas nos diferentes veículos? Como você explica isso?
      Dessa discussão, procure garantir que os alunos compreendam que:
       J Nas páginas de jornais e revistas são publicados textos de gêneros diver-
         sos, como editoriais, crônicas, anúncios, propaganda, notícias, curiosida-
         des, tirinhas, histórias em quadrinhos, entre outros.
       J Além desses textos, nos jornais e revistas são encontradas muitas fotogra-
         fias, ilustrações, gráficos, infográficos, ícones, entre outros.
       J As notícias – assim como os demais textos – são dispostas em colunas tan-
         to nos jornais, quanto em revistas; nos textos, os títulos sempre são escri-
         tos com letras maiores e mais visíveis, de forma a orientar e seduzir o leitor.
       J Um jornal é organizado em diferentes cadernos que abordam assuntos espe-
         cíficos (esportes, política, culinária, saúde, cotidiano, entretenimento, mun-
         do, Brasil, meio ambiente, ciências, literatura, classificados, empregos, ne-
         gócios, entre outros). Assim, pode-se dizer, também, que há segmentos de
         público aos quais cada caderno se destina prioritariamente, de maneira que
         o jornal seja o mais abrangente possível, atingindo os mais variados interes-
         ses; da mesma forma, e por razões semelhantes, as revistas se organizam
         em diferentes seções, com variedades temáticas; no entanto, sua abrangên-
         cia é sempre menor que a de um jornal.
       J A primeira página de um jornal – e a capa de revista, de maneira semelhante
         – traz informações sobre tudo o que o jornal contém, funcionando como uma
         espécie de índice que serve tanto para organizar a leitura do leitor quanto
         para ser uma espécie de chamariz de leitores: as manchetes são importan-
         tíssimas nessa página.
       J A propaganda ocupa muito espaço do jornal, podendo chegar mesmo a uma
         porcentagem de 60% do total de suas páginas. Os anunciantes pagam para
         que a propaganda seja veiculada, o que significa que os jornais – e revistas
         – ganham dinheiro com isso e encontram estratégias cada vez mais eficazes
         para garantir que um número sempre crescente de pessoas compre o jornal
         e a revista para manter e ampliar o seu lucro.
       J Os jornais e revistas nem sempre veiculam as mesmas propagandas. Essas
         são definidas em função do perfil do leitor de cada veículo, incluindo seu
         poder de compra.



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I        183
 Depois, parta para a discussão sobre os contextos de publicação das notícias,
                         diferenciando portador e veículo de informação. Leiam juntos e discutam a afir-
                         mação a seguir, estabelecendo a diferenciação entre eles.

                        Revistas, jornais e livros são portadores textuais que podem ser impressos,
                        televisivos, eletrônicos, radiofônicos.
                        Os veículos são vários: revistas Época, Superinteressante, Ciência Hoje, entre
                        outras; jornais Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo, Metrô News,
                        entre outros; jornais televisivos Jornal Hoje, Jornal Nacional, SBT Notícias, en-
                        tre outros.


                        Nesse momento, procure garantir que os alunos compreendam que:
                          J Notícias podem ser publicadas em revistas e jornais impressos, assim como
                            em jornais e revistas eletrônicos, televisivos e, ainda, radiofônicos.
                          J Os veículos são vários (revistas: Época, Superinteressante, Ciência Hoje, Nos-
                            so Amiguinho, Recreio etc.; jornais: Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, O
                            Globo, Metrô News, Agora etc.; jornais televisivos: Jornal Hoje, Jornal Nacio-
                            nal, SBT Notícias, Jornal da Cultura, Metrópolis etc.).
                          J Os leitores podem ser vários: crianças (Ciência Hoje das Crianças, Recreio,
                            Nosso Amiguinho etc.); jovens, adultos, público feminino adulto (Cláudia, Ca-
                            ras, Ana Maria, Boa Forma etc.); adolescentes meninas (TodaTeen, Atrevida,
                            Capricho etc.).
                        Quando tiverem terminado, peça-lhes que, em duplas, preencham o quadro do
                         livro do aluno para sistematizar a comparação entre jornais e revistas.



                     ATIVIDADE 1D: RECUPERANDO O CONTEXTO
Atividade do aluno




                     DE PRODUÇÃO DE UMA NOTÍCIA
                     NOME: __________________________________________________________________________

                     DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


                       1. Após ter analisado vários jornais e revistas, observando as semelhanças e
                          diferenças entre esses portadores, preencha o quadro abaixo com o auxílio de
                          seu colega.

                                                           JORNAL                        REVISTA

                     SEMELHANÇAS

                     DIFERENÇAS




184                     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ATIVIDADE 1E: AS PARTES QUE COMPÕEM
UMA NOTÍCIA – VISÃO GERAL

Objetivo
      Investigar características gerais de uma notícia no que se refere à sua organi-
       zação interna.


Planejamento
      Como organizar os alunos? Primeiro em grupos e, depois, coletivamente.
      Quais os materiais necessários? Uma notícia da Atividade 1A (“Greenpeace cri-
       tica a indústria, mas poupa os carros” ou “Ásia: tigres matam visitante em
       zoológico na Índia”); a notícia da Atividade 1B (“Dino Saci encontrado no Brasil”).
      Qual é a duração? Cerca de 50 minutos.


Encaminhamento
      Esclareça os alunos a respeito do propósito da atividade e informe sobre a ma-
       neira como ela se desenvolverá.
      Solicite que formem grupos de, no máximo, três pessoas, tendo com eles os
       textos indicados.
      Oriente-os para que analisem as partes que compõem uma notícia, registran-
       do-as no quadro da atividade, focando em aspectos como: título, subtítulo,
       indicação de data e autoria, fotografias, boxes complementares.
      Após terem observado aspectos iniciais, peça que analisem outras questões
       de organização da notícia, indicando:
       J Qual é o fato noticiado?
       J Onde ocorreu?
       J Como aconteceu?
       J Quando aconteceu?
       J Quem eram os envolvidos?
       J Por que ocorreu?
      O olho e o lead ainda podem não ser observáveis para os alunos, mas isso não
       tem importância, dado que serão abordados em atividades posteriores. Além
       disso, os alunos podem não reconhecer o título como manchete, o que tam-
       bém não tem importância nesse momento.
      Oriente-os a socializarem as observações feitas, comparando-as. Enquanto os
       alunos vão registrando as observações no livro, vá fazendo o mesmo na lousa,
       em um quadro semelhante.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I          185
Atividade do aluno
                     ATIVIDADE 1E: AS PARTES QUE COMPÕEM
                     UMA NOTÍCIA – VISÃO GERAL
                      NOME: __________________________________________________________________________

                      DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


                         1. Em grupos, estudem as notícias prestando atenção nas partes em que estão
                            organizadas e façam um registro. Listem todos os itens de que as notícias são
                            compostas e marquem no quadro. Depois, compartilhem com seus colegas e
                            professor as observações feitas e completem seu quadro com as contribui-
                            ções dos outros grupos.

                                           ANALISANDO A ESTRUTURA DAS NOTÍCIAS
                                                   “Ásia: tigres matam
                                                                                 “Dino Saci encontrado
                                                   visitante em zoológico na
                                                                                 no Brasil”
                                                   Índia”

                     Título

                     Subtítulo

                     Data

                     Autoria da notícia

                     Possui fotografias?
                     Possui boxes
                     complementares?
                     Qual é o fato noticiado?

                     Onde ocorreu?

                     Como aconteceu?

                     Quando aconteceu?

                     Quem eram os envolvidos?

                     Por que ocorreu?




186                       Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ETAPA 2: ESTUDO DE CARACTERÍSTICAS DA
LINGUAGEM ESCRITA DO GÊNERO

ATIVIDADE 2A: AS MARCAS DO CONTEXTO
DE PRODUÇÃO NO TÍTULO E NO TEXTO DAS
NOTÍCIAS

Objetivos
      Identificar nos títulos e no texto de notícias marcas linguísticas que revelem o
       leitor ao qual se destinam.
      Compreender a necessidade de adequar o texto que escreve ao público ao
       qual se destina, de maneira a ajustá-lo aos interesses desse leitor e às suas
       possibilidades de compreensão.
      Compreender a necessidade de ajustar a linguagem do texto às características
       do portador e do veículo, assim como às finalidades colocadas.
      Reconhecer que as palavras que compõem uma manchete não são aleatórias,
       mas resultado de uma escolha intencional, feita com a finalidade de interessar
       o leitor para o conteúdo da notícia.
      Reconhecer que essa escolha acaba por revelar os valores do veículo a respei-
       to do fato e as imagens que tem do leitor.


Planejamento
      Como organizar os alunos? Os alunos trabalharão ora coletivamente, ora em
       duplas.
      Quais os materiais necessários? Folha de Atividade 2A e a notícia “Dino Saci
       encontrado no Brasil” (Atividade 1B).
      Qual é a duração? Três aulas.


Encaminhamento
      Esclareça os alunos sobre o propósito da atividade e a maneira pela qual se
       desenvolverá. Solicite que se organizem em duplas. Considerando o mapea-
       mento dos saberes que eles têm sobre as características da notícia, forme
       parcerias de alunos que possam contribuir mutuamente para as aprendizagens
       pretendidas.

     Parte 1 – 1a aula
      Os alunos trabalharão, inicialmente, em duplas, para só depois socializarem a
       reflexão que fizeram.



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I       187
 Leia o texto com a classe, discutindo as ideias principais e, depois, solicite
        que trabalhem em duplas.
       Quando terminarem, convide-os a compartilhar sua reflexão com os demais.
        Nessa primeira parte, espera-se que os alunos se sensibilizem para o fato de
        que o texto precisa ser ajustado às possibilidades de compreensão do leitor.

      Parte 2 – 2a aula
       Proceda do mesmo modo: leia a questão em voz alta, com a colaboração de to-
        dos. Determine um tempo para discussão e, depois, oriente-os para que com-
        partilhem suas reflexões com os demais colegas.
       Nos itens 2 e 3 espera-se que os alunos indiquem que o primeiro título parece
        ser de matéria destinada aos adolescentes; o segundo, aos interessados em
        questões relativas à agropecuária; o terceiro, às crianças; o quarto, a pessoas
        adultas e aos de mais idade; e o quinto, a quem se interessa por manter a
        forma.
       É importante articular às respostas dos alunos as indicações das fontes, pois
        assunto e fonte são as pistas para a identificação de leitores possíveis e isso
        precisa ser explicitado a eles.
       No item 4, espera-se que os alunos identifiquem as informações diferentes
        que constam dos títulos (profissão da pessoa, identificação de quem retirou o
        corpo, identificação de qual corpo – segundo o momento do processo de pro-
        cura dos corpos –, recomeço da busca). Espera-se que eles reconheçam que,
        por exemplo: a escolha de começar por bombeiros ou por segundo focaliza a
        notícia no item que se considera como mais importante informar ou o que vai
        mais chamar a atenção do leitor; dizer mais um corpo ou o segundo faz dife-
        rença: por um lado, mais um corpo não é tão preciso; por outro, carrega uma
        carga pejorativa, de desconsideração para com o outro; dizer corpo de bacharel
        faz diferença porque não se trata do corpo de um cidadão qualquer, mas de
        alguém com um título.
       Espera-se, finalmente, que reconheçam que essas escolhas podem ter sido
        decorrentes do que os escritores/editores consideraram relevantes para seus
        leitores. Além disso, a forma de tratamento revela valores por meio dos quais o
        veículo interpreta o fato.

      Parte 3 – 3a aula
       Retome com os alunos a reportagem indicada (“Dino Saci”) e oriente a reflexão
        coletiva sobre os itens pontuados.
       No item 5, espera-se que sejam identificadas, de modo geral:
        J a maneira como o texto foi começado, chamando a atenção para um item do
          título, fazendo uma brincadeira que dota o texto de bom humor;
        J os subtítulos, que trazem as expressões “bichinho”, “galera”, aproximando
          a linguagem do texto do jeito de falar das crianças, dando leveza a um texto
          de caráter de divulgação científica.




188   Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Parte 4
      Recupere com os alunos a discussão a respeito de todas as atividades anterio-
       res, procurando salientar que:
       J é muito importante, para quem vai escrever – e não apenas uma notícia –,
         considerar quem vai ler, qual será o melhor jeito de aproximar esse leitor do
         texto, fazendo com que ele queira lê-lo, assim como considerar o que esse
         leitor já sabe sobre o assunto para que se decida se alguma informação adi-
         cional precisa ser apresentada ou não;
       J exemplificar, citando o fato de que à notícia lida foram agregados vários bo-
         xes com informações adicionais para auxiliar o leitor na compreensão do tex-
         to. Além disso, foram usados recursos – o humor – e expressões, como as
         gírias, para deixar o texto mais leve – já que ele teria, necessariamente, que
         apresentar vocabulário mais técnico e científico, dada a sua natureza e fina-
         lidade: divulgação científica;
       J concluir, considerando que ajustar o texto a esses aspectos é, portanto, fun-
         damental: garante que mais leitores o compreendam.



ATIVIDADE 2A: AS MARCAS DO CONTEXTO




                                                                                           Atividade do aluno
DE PRODUÇÃO NO TÍTULO E NO TEXTO
DAS NOTÍCIAS
  NOME: __________________________________________________________________________

  DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


     Parte 1 – Reflexão inicial
     Uma notícia não é escolhida aleatoriamente para compor um jornal, mas de
     acordo com o possível interesse que o público do jornal ou da revista em que
     será publicada (sejam impressos, da TV, do rádio ou eletrônicos) possa ter no
     assunto.
     Como já estudamos, um jornal ou uma revista organiza as matérias em cadernos,
     seções que se destinam a assuntos que possam interessar a públicos específi -
     cos. Um jornal, por exemplo, sempre tem o caderno de esportes, de política, de
     economia, o que se destina ao tratamento de assuntos do cotidiano, ao entreteni-
     mento (filmes e espetáculos em cartaz, lançamentos de CDs, livros...), aos classi-
     ficados de empregos, entre outros. Cada uma dessas partes do jornal tem um pú-
     blico específico, dentro de um público mais amplo que lê o que aquele veículo de
     comunicação publica, que compra aquele jornal. Esse público tem um perfil que
     mostra, de maneira geral, qual é a sua maneira de ver e viver a vida, o mundo e
     as pessoas, quais seus interesses gerais.



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I       189
Atividade do aluno
                     1. Considerando isso, responda:
                        a. Por que é importante que o jornalista que vai escrever essa matéria para
                           um jornal saiba disso?
                        b. Converse com seu colega e, depois, anote suas observações.
                        c. Quando todos terminarem, socialize a reflexão da dupla com o professor e
                           demais colegas de classe.

                     Parte 2 – As indicações sobre o leitor presentes no título
                     2. Para estudarmos um pouco essa questão, leia os títulos das matérias e iden-
                        tifique a qual público parece destinar-se. Converse com seu colega e explique
                        como é possível saber isso.
                       J “Beep é nova arma de paquera no Japão” (Folha de S.Paulo, 8 jun. 1998).
                       J “Piracicaba sedia eventos de ovinos e caprinos” (O Estado de S. Paulo,
                         24 jan. 2007).
                       J “Pedala, menino!” (Folhinha, 20 jan. 2007).
                       J “Velhice, envelhecimento, desamparo” (Revista E, dez. 2006).
                       J “As armadilhas que engordam” (Boa Forma, jan. 2007).
                     3. Apresente suas conclusões para os demais colegas de classe e professor.
                     4. Leia os títulos das notícias apresentadas a seguir.
                        a. “Busca recomeça e mais um corpo é retirado do metrô”
                           (O Estado de S. Paulo, 17 jan. 2007).
                        b. “Bombeiros retiram segundo corpo da cratera”
                           (Folha de S.Paulo, 17 jan. 2007).
                        c. “Segundo corpo é retirado da cratera de Pinheiros”
                           (Jornal da Tarde, 17 jan. 2007).
                        d. “Corpo de bacharel é retirado da cratera” (Todo Dia, 17 jan. 2007).
                     Todos os títulos se referem à mesma notícia: a retirada de corpos de pessoas soter-
                     radas no desabamento das obras de uma das linhas do metrô, em janeiro de 2007.
                     Os títulos, porém, são diferentes, pois as notícias foram publicadas em jornais di-
                     ferentes. Analisando cada um, converse com seus colegas de classe e professor
                     e responda:
                      Que informações são diferentes em cada título?
                      As quatro manchetes falam de corpos que foram retirados da cratera. Que dife-
                       rença faz identificar o corpo como sendo de um bacharel, tal como aparece no
                       título d?
                      Que diferença há entre a forma de iniciar os títulos b e c? Que efeito de senti-
                       do isso provoca em quem lê?
                      O título a diz que mais um corpo foi retirado da cratera. Que diferença há entre
                       informar o leitor de que mais um corpo foi retirado e informar que o segundo
                       corpo foi retirado?
                      Por que você acha que os jornalistas e editores do jornal fizeram essas escolhas?




190                  Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
     Parte 3 – As pistas sobre o leitor e o veículo presentes no interior do texto
     5. Junto com seu professor e colegas de classe, retome a notícia “Dino Saci en-
        contrado no Brasil”.
     Já vimos que o site de onde a notícia foi retirada tem como leitores fundamentais
     as crianças.
     Considerando isso:
      Identifique, no texto, expressões e recursos utilizados que indiquem quem são
       os leitores preferenciais do texto.
      Reflita e responda: que efeito você acha que essas expressões e recursos pro-
       duzem em quem lê o texto? Se elas não fossem usadas, o efeito seria o mes-
       mo? Explique e exemplifique.
     Imagine, por exemplo, se o texto começasse a partir de “O fóssil”, excluindo-se o
     trecho “Calma lá! Não vá pensando que o bicho saía por aí pulando em uma per-
     na só”. Qual das duas maneiras de iniciar o texto é mais instigante para o leitor?
     Além disso, o texto também apresenta palavras em latim e outras mais técnicas,
     como fóssil herbívoro, Stegosaurus, ornitísquios, entre outros. A que se deve a
     presença desse tipo de palavra nessa notícia?

     Parte 4 – Registrando reflexões finais
     6. Para terminar essa reflexão, registre no caderno as conclusões mais importan-
        tes do que você estudou.



ATIVIDADE 2B: COMPARTILHANDO
DIFERENTES NOTÍCIAS

Objetivos
      Relacionar jornal escrito e falado.
      Ler e socializar notícias com os colegas.
      Treinar a leitura em voz alta, preparando-se para ler para uma audiência.


Planejamento
      Como organizar os alunos? Coletivamente no início; a seguir, em pequenos
       grupos.
      Quais os materiais necessários? Notícias de jornal, uma para cada grupo da
       classe. É preciso também providenciar o número correspondente de cópias da
       mesma notícia para os integrantes do grupo (uma para cada criança).
      Qual é a duração? Três aulas de 50 minutos.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I       191
Encaminhamento
          Divida a classe em pequenos grupos. Explique que a proposta final da ativida-
           de é promover uma leitura de notícia em voz alta, como acontece nos jornais
           televisivos. Como essa atividade exige preparação, ocorrerá em três aulas.
          Na primeira aula, os alunos lerão uma notícia e deverão comentá-la, garantindo
           que todos do grupo a compreenderam bem. A seguir, precisarão dividir o texto
           e combinar quem lerá qual parte.
          É interessante que, para introduzir essa aula, vocês assistam juntos trechos
           de telejornais, analisando como os apresentadores se comportam. Peça que
           observem o modo como falam, como se vestem, como dispõem as mãos, o
           corpo. Caso isso não seja possível, é importante levantar com os alunos o que
           sabem dos telejornais que já assistiram, pois deverão ler sua notícia aos de-
           mais representando um deles.
          Lembre que, nos jornais de TV, as notícias muitas vezes são acompanhadas
           de fotos, imagens, vídeos, entrevistas. Assim, também eles, ao distribuir quem
           fará o que no grupo, podem combinar quem se responsabilizará por apresentar
           os complementos da notícia, que podem ser simulados por meio de cartazes,
           com figuras coladas, por exemplo. Podem também providenciar uma mesa que
           se aproxime dos cenários televisivos e vestir-se de modo semelhante. Saliente,
           porém, que o foco principal do trabalho é ler a notícia em voz alta.
          Na segunda aula, peça aos alunos que se reúnam em seus respectivos grupos
           para “treinar” a leitura. Enquanto isso, circule entre eles, ajudando-os a aper-
           feiçoar aspectos da leitura em voz alta, fornecendo-lhes dicas.
          Considere que os grupos devem ser heterogêneos no que diz respeito à leitura,
           mas não de modo discrepante, para não expor os alunos que ainda têm ques-
           tões de leitura a ser resolvidas.
          Na terceira aula os alunos lerão suas notícias para o grupo, que deverá fazer
           anotações sobre a leitura dos colegas para socializar no final, numa avaliação
           do trabalho.



      ATIVIDADE 2C: AS DECLARAÇÕES E OS
      EFEITOS QUE PROVOCAM NO LEITOR

      Objetivos
          Compreender o papel que as declarações desempenham em uma notícia: con-
           ferir veracidade à informação.
          Identificar as diferentes maneiras de se apresentar uma declaração em um tex-
           to de notícia: por meio de discurso direto e por meio de discurso indireto, cada
           uma das maneiras provocando efeitos de sentido diferentes no leitor.




192      Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Planejamento
      Como organizar os alunos? Em duplas.
      Quais os materiais necessários? Folha da Atividade 2C.
      Qual é a duração? Cerca de 50 minutos.


Encaminhamento
      Informe os alunos a respeito do propósito da atividade que será realizada.
       Oriente-os para que se organizem em duplas e explique a maneira pela qual a
       atividade se desenvolverá.
      Apresente a primeira parte da atividade contextualizando a notícia e solicitando
       aos alunos que realizem antecipações. Anote as antecipações realizadas para
       conferi-las após a leitura.
      Deixe que os alunos leiam, individualmente – mas podendo consultar o parcei-
       ro de dupla –, a notícia apresentada:
       J No item 2, solicite que cada aluno converse com seu parceiro sobre a notí-
         cia, a partir das perguntas apresentadas na atividade. Depois, coordene a
         discussão coletiva da notícia.
       J No item 3, é importante conduzir a discussão de modo que os alunos per-
         cebam que as declarações conferem maior confiabilidade aos fatos. Afinal,
         é o próprio envolvido se manifestando, são as suas palavras em destaque.
         Isto não significa que ele fale a verdade dos fatos; ao contrário, é um pon-
         to de vista que está sendo apresentado na notícia, um ponto de vista que
         o veículo (o jornal ou a revista em questão) quer corroborar ou descartar,
         mas sempre o escolhido pelo veículo, o que revela sua orientação sobre o
         acontecido. No entanto, apresentar declarações verbais confere ao texto um
         “efeito de verdade”, maior confiabilidade, que acaba por dotar o texto de cer-
         ta objetividade reiterada ou esclarecida pela declaração.
       J No item 4, é importante, antes de qualquer coisa, contextualizar a notícia,
         esclarecendo sobre o fato ocorrido no começo de 2007. Para tanto, é possí-
         vel recorrer ao site de onde a notícia foi retirada (conferir endereço); porém,
         não é preciso tanto aprofundamento, pois a questão em foco não é propria-
         mente temática. Em seguida, pretende-se que o aluno analise diferentes ma-
         neiras de apresentar declarações em uma notícia para se saber qual a me-
         lhor forma de influenciar o leitor.
          Evidentemente, espera-se que os alunos percebam que as palavras dos en-
          trevistados são sempre muito eficientes para dotar o texto de confiabilidade,
          pois não se trata apenas da palavra do repórter, mas da palavra de alguém
          reproduzida tal como foi dita. O discurso do repórter, ao contrário, apresenta
          uma interpretação das palavras do outro, expressas indiretamente no texto.
       J No item 5, registrar os aspectos mais importantes da discussão realizada.
         De modo geral, referir-se a:




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I        193
a. finalidades da apresentação de declarações em uma notícia;
                             b. maneiras de apresentação de declarações em uma notícia;
                             c. efeitos que as diferentes maneiras provocam no leitor.



                     ATIVIDADE 2C: AS DECLARAÇÕES E OS
Atividade do aluno




                     EFEITOS QUE PROVOCAM NO LEITOR
                      NOME: __________________________________________________________________________

                      DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


                        1. A seguir será apresentada uma notícia que relata um fato ocorrido na cidade
                           de Santa Maria, no Rio Grande do Sul.
                           O título da notícia é “Enfermeira ajuda animais a ganharem novos lares em
                           Santa Maria”, publicada no jornal Zero Hora, um dos maiores daquele estado.
                           Considerando esse título, converse com seus colegas e professor e responda:
                           a. De que forma uma enfermeira pode ajudar os animais?
                           b. Que informações você imagina que a notícia trará a respeito do fato?


                                   ENFERMEIRA AJUDA ANIMAIS A GANHAREM
                                        NOVOS LARES EM SANTA MARIA
                        Mulher recolheu em dois meses cerca de 60 cães e gatos
                        abandonados nas ruas da cidade

                        O amor da enfermeira Marlise Flach Werle pe-
                        los animais tem salvo a vida de gatos e ca-
                        chorros abandonados em Santa Maria. Em
                        dois meses, ela já recolheu das ruas da cidade
                        cerca de 60 animais, cuidou deles e encontrou
                        um novo lar para os bichinhos.
                        Desde junho, Marlise participa da sessão
                        “Mascotes”, do jornal Diário de Santa Maria,
                        na qual anuncia os animais para adoção. Ela
                        conta que a ideia de procurar o jornal come-
                        çou quando encontrou uma cadela que aca-
                        bara de parir sete filhotes.
                        – Quando voltei lá, a mãe dos cachorros estava morta; tive que trazer todos
                        para casa. Mexendo um pouco mais no local em que eles estavam, vi que
                        havia mais, ao todo eram 20 cachorros abandonados – conta ela, que carrega
                        ração no seu carro.




194                      Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
     Aos poucos, Marlise começou a buscar os cachorros e os colocar para ado-
     ção. Para a sorte deles e a alegria de Marlise, todos foram encaminhados a
     novos lares. Além de buscar, cuidar e encontrar uma nova casa para os ani-
     mais, Marlise ainda faz um acompanhamento depois que eles são adotados.
     – Faço uma triagem antes de doar porque uma doação malfeita é pior do que
     o abandono – avalia ela.
     O cuidado e a atenção com os animais já rendeu boas histórias para Marlise.
     Ela conta que certa vez foi passear na sua cidade, Pirapó, e ficou sabendo de
     um cachorro que havia sido atacado por um ouriço e não conseguia comer
     nem beber água. Vendo o sofrimento do animal, Marlise contratou um laçador
     de rodeio, capturou o cão e tirou os espinhos.
     – Agora ele está bem, feliz e forte, ainda ficou meu amigo – conta Marlise,
     que recentemente foi mordida no braço por um pitbull, mas garante que vai
     continuar com o trabalho que faz.
                                (Disponível em: <http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp>.)


     2. Converse com seu parceiro e, depois, com os demais colegas e professor so-
        bre as seguintes questões:
        a. Que tipo de animais recebem a atenção da enfermeira Marlise?
        b. O que ela faz por eles?
        c. De que forma a enfermeira auxilia os animais?
        d. Quando foi que ela teve a ideia de ajudá-los?
        e. A enfermeira afirma que faz uma triagem antes de doar “porque uma
           doação malfeita é pior que o abandono”. O que você acha que ela quis dizer
           com isso?
        f. Você acha que o trabalho de Marlise é importante? Por quê?
        g. Retome as anotações que seu professor fez antes de ler a notícia e responda:
           Quais antecipações que você fez se confirmaram? Quais não se confirmaram?


     3. Releia o seguinte trecho da notícia:

     “– Quando voltei lá, a mãe dos cachorros estava morta; tive que trazer todos
     para casa. Mexendo um pouco mais no local em que eles estavam, vi que havia
     mais, ao todo eram 20 cachorros abandonados – conta ela, que carrega ração
     no seu carro.”


        a. Analise: de quem é essa declaração?
        b. Por que você acha que uma notícia contém declarações dos envolvidos no
           fato?
        c. Você acha que para o leitor faz diferença se a notícia utiliza ou não declara-
           ções? Explique.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I               195
Atividade do aluno
                     4. Agora leia mais uma notícia. Trata-se de informações sobre o acidente que
                        aconteceu na estação Pinheiros do metrô de São Paulo, que se encontrava em
                        construção na época. Ocorreu um desabamento nas escavações realizadas e
                        muitas pessoas foram vítimas.

                                 BOMBEIROS RETIRAM MAIS DOIS CORPOS
                                       EM CANTEIRO DO METRÔ




                                                                                                                    APU GOMES/FOLHA IMAGEM
                     Os bombeiros retiraram
                     nesta quinta-feira mais dois
                     corpos da cratera deixa-
                     da pelo desabamento nas
                     obras da estação Pinheiros
                     do metrô, zona oeste de
                     São Paulo. No total, desde
                     a última sexta (12), dia do
                     acidente, cinco corpos fo-
                     ram localizados.
                     Segundo o governador José Serra (PSDB), um dos corpos encontrados hoje é do
                     motorista do micro-ônibus soterrado, Reinaldo Aparecido Leite, 40. O outro cor-
                     po – de um homem – ainda não foi identificado. Serra entrou na cratera vestindo
                     uma máscara equipada com um equipamento que anula o odor gerado pela de-
                     composição dos cadáveres. Serra ficou poucos minutos no local e classificou o
                     trabalho dos bombeiros como “incrível”.
                     Para o Corpo de Bombeiros, uma vítima do acidente permanece desapare-
                     cida, mas a hipótese de o office boy Cícero Augustino da Silva, 58, estar na
                     cratera não é descartada. “Enquanto houver essa expectativa, vamos procu-
                     rá-lo”, disse o capitão Mauro Lopes, dos bombeiros. A Polícia Civil investiga o
                     paradeiro do office boy.
                     A chuva que atingiu a cidade durante a madrugada atrasou as buscas, pois
                     os trabalhos foram temporariamente suspensos. Pela manhã, o capitão Lo-
                     pes disse que, devido à lama, as máquinas não conseguiam tração para pu-
                     xar o micro-ônibus – ligado a um cabo de aço. Mais tarde, informou que os
                     trabalhos haviam avançado, que o poste que prendia o micro-ônibus havia
                     sido retirado e que o veículo seria serrado para a retirada das vítimas. [...]
                             (Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u130672.shtml>.
                                                                                        Acesso em: 10 nov. 2007.)


                        Converse com seus colegas e professora a respeito das seguintes questões:
                        a. No terceiro parágrafo do texto da notícia você encontra uma declaração do
                           capitão dos bombeiros Mauro Lopes. Leia-a e diga: do que se trata?
                        b. Leia o quarto parágrafo e responda: que diferença você nota na forma de
                           apresentar as declarações do capitão? Explique.
                        c. Que efeito provoca no leitor cada uma das formas de apresentar as declara-
                           ções do capitão? Explique.



196                  Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
5. Considerando o que você analisou e discutiu, elabore, com o professor e de-
        mais colegas, um registro a respeito do papel das declarações nas notícias.
        Explique, também, de que forma elas podem ser apresentadas no texto.



ATIVIDADE 2D: O OLHO DA NOTÍCIA
                ENFERMEIRA AJUDA ANIMAIS A GANHAREM
                NOVOS LARES EM SANTA MARIA – (TÍTULO)
     Mulher recolheu em dois meses cerca de 60 cães e gatos
     abandonados nas ruas da cidade – (olho)
     O olho tem a mesma função do subtítulo, mas se distribui entre três a cinco
     linhas. Ele apresenta mais detalhes em relação ao título e introduz informa-
     ções novas, que serão aprofundadas no corpo da notícia.


Objetivos
      Identificar o olho na composição de uma notícia.
      Compreender que a notícia pode recorrer ao olho na sua organização, mas que
       este não é elemento indispensável a toda notícia.
      Reconhecer que o olho de uma notícia também tem a finalidade de chamar a
       atenção do leitor, destacando mais algumas informações que, na leitura, são
       acrescentadas ao título.


Planejamento
      Como organizar os alunos? A princípio em duplas para discutir a questão; a
       seguir, coletivamente, para socializarem a discussão realizada com o restante
       da classe.
      Quais os materiais necessários? Folha da Atividade 2D, notícias das atividades
       anteriores e – eventualmente – as demais analisadas em aula.
      Qual é a duração? Cerca de 40 minutos.


Encaminhamento
      Informe os alunos a respeito do propósito da atividade que será realizada.
      Oriente-os para que se organizem em duplas e explique a maneira pela qual a
       atividade será desenvolvida.
      Oriente-os para que retomem a notícia indicada logo no início da atividade e
       analisem o olho. A intenção é que percebam o tipo de informação que o olho
       apresenta e a sua finalidade nas notícias. Para tanto, é importante apresentar
       questões como: As informações do olho são as mesmas que aparecem no títu-
       lo? Espera-se que os alunos consigam chegar à conclusão de que o olho tem a



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I     197
finalidade de chamar a atenção do leitor, assim como o título, oferecendo um
                           pouquinho mais de detalhes sobre o noticiado:
                           J No item 2, espera-se que os alunos comparem a nova notícia (sobre ladrões no
                             Masp) com a anteriormente lida (sobre a enfermeira que ajuda animais), identi-
                             ficando o olho e analisando o tipo de informações que ele contém. É importan-
                             te salientar que o olho da segunda notícia é mais extenso que o da primeira, e
                             que isso se deve à importância da notícia e, ainda, a sua extensão (salientar,
                             nesse momento, que o texto do material é apenas um trecho da notícia).
                           J No item 3, é preciso retomar com os alunos outras notícias lidas anterior-
                             mente para que eles possam observar se elas possuem olho. É importante
                             recorrer às notícias já lidas para que não se perca tempo com novas leitu-
                             ras. Mas sempre se pode recorrer, ainda, ao jornal do dia, o que é bastante
                             interessante.
                           J No item 4, o que se espera é que os alunos registrem o que puderam obser-
                             var a respeito do olho. A saber:
                             a. que nem todas as notícias têm olho. Desta forma, quando se vai produzir
                                uma notícia é preciso saber que se pode recorrer a esse procedimento,
                                mas que ele não é obrigatório;
                             b. que o olho tem a finalidade de chamar a atenção do leitor, assim como o
                                título, a manchete;
                             c. que as informações do olho apresentam mais detalhes em relação ao título e
                                introduzem informações novas, que serão aprofundadas no corpo da notícia.



                     ATIVIDADE 2D: O OLHO DA NOTÍCIA
Atividade do aluno




                      NOME: __________________________________________________________________________

                      DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


                        1. Retome a notícia intitulada “Enfermeira ajuda animais a ganharem novos lares
                           em Santa Maria”. Logo abaixo do título é apresentado um texto, destacado do
                           corpo da notícia por estar escrito em negrito e com um tamanho de letra dife-
                           rente. Esse pequeno texto chama-se “olho”:

                            Mulher recolheu em dois meses cerca de 60 cães e gatos
                            abandonados nas ruas da cidade

                           a. Que tipo de informação esse olho apresenta?
                           b. Que relação essas informações estabelecem com o título e com o corpo da
                              notícia?
                        2. Agora, leia a próxima notícia e analise: ela também possui olho? Caso possua,
                           o tipo de informação que esse olho contém é do mesmo tipo que na notícia
                           anterior? Explique.



198                      Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
                               LADRÕES INVADEM O MASP E LEVAM
                               OBRAS DE PICASSO E DE PORTINARI
                Crime demorou três minutos; bando usou pé de cabra e macaco
                hidráulico para invadir o museu mais importante da América Latina
                É a primeira vez em seus 60 anos que o Masp tem alguma obra
                furtada; não há previsão de quando o museu será reaberto
                                                                                       AFRA BALAZINA
                                                                                       KLEBER TOMAZ
                                                                                DA REPORTAGEM LOCAL
   REPRODUÇÃO




                                                           Com a ajuda de um macaco hidráuli-
                                                           co e de um pé de cabra, ladrões leva-
                                                           ram dois quadros, dos pintores Pablo
                                                           Picasso e Candido Portinari, do Masp
                                                           (Museu de Arte de São Paulo), o mu-
                                                           seu mais importante da América La-
                                                           tina. O crime demorou cerca de três
                                                           minutos – os seguranças do museu
                                                           nada perceberam.
                Foram furtadas as telas Retrato de Suzanne Bloch (1904, óleo sobre tela,
                65 x 54 cm), do artista espanhol Picasso (1881-1973) e O lavrador de café
                (da década de 30, óleo sobre tela, 100 x 81 cm), do pintor brasileiro Portinari
                (1903-1962).
                O museu, cujo acervo é avaliado em mais de US$ 1 bilhão e inclui obras de
                Claude Monet e Vincent Van Gogh, não possui alarme nem sensores em suas
                obras. A segurança era feita por quatro vigias desarmados. Esse foi o maior
                roubo de arte na história do país em razão da importância das obras e de seu
                valor de mercado. [...]
                A direção do Masp não quis dar entrevistas. Por meio de nota, afirma que
                “ao longo dos seus 60 anos de atividades ininterruptas [...] nunca sofreu
                uma ocorrência desta natureza, razão pela qual foi instaurada uma sindicân-
                cia interna”.
                O texto diz ainda que, como as obras estavam “em salas separadas e distan-
                tes”, eram alvos específicos da ação. “Ações semelhantes, infelizmente, têm
                ocorrido não só em grandes museus do mundo como também nos brasileiros,
                razão pela qual o Masp está acionando, além de nossa polícia local, a Inter-
                pol, a Polícia Federal e o Itamaraty para as providências devidas”, diz a nota.
                                              (Fonte: Folha de S.Paulo, Caderno Cotidiano, 21 dez. 2007.)


                3. Retome, agora, todas as notícias que você leu até o momento nesse estudo e
                   analise:
                   a. Todas as notícias possuem olho?
                   b. Por que é importante termos essa informação?



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I                         199
4. Converse com seu professor e colega sobre as suas observações e anote-as
            no caderno, de forma que possam orientá-lo quando for produzir uma notícia.



      ATIVIDADE 2E: O LEAD E A SUA FUNÇÃO
      NA ORGANIZAÇÃO DA NOTÍCIA
         Lead – Abertura de um texto jornalístico. Pode apresentar sucintamente o as-
         sunto, destacar o fato principal ou criar um clima para atrair o leitor para o
         texto. O tradicional responde a seis questões básicas: o quê, quem, quando,
         onde, como e por quê.


      Objetivos
          Identificar as informações que costumam compor o primeiro parágrafo de uma
           notícia.
          Reconhecer a finalidade do primeiro parágrafo de uma notícia, que é chamar
           a atenção do leitor para a notícia, apresentando, de maneira destacada, mais
           algumas informações sobre o que será noticiado.
          Identificar o nome que se costuma dar a esse primeiro parágrafo.


      Planejamento
          Como organizar os alunos? Estarão, inicialmente, discutindo em duplas para,
           depois, socializarem a discussão realizada com o restante da classe.
          Quais os materiais necessários? Folha da Atividade 2E, notícias das atividades
           anteriores, indicadas na atividade e – eventualmente – as demais analisadas
           em aula.
          Qual é a duração? Cerca de 30 minutos.


      Encaminhamento
          Informe os alunos a respeito do propósito da atividade que será realizada.
           Oriente-os para que se organizem em duplas e explique-lhes a maneira pela
           qual a atividade será desenvolvida.
          Solicite que os alunos retomem as notícias indicadas, relendo os primeiros pa-
           rágrafos de cada uma delas. Após a leitura, solicite que identifiquem os aspec-
           tos indicados. A intenção é orientar a observação dos alunos a respeito do tipo
           de informações que o primeiro parágrafo das notícias costuma conter:




200      Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Para saber mais
   O lead (ou, na forma aportuguesada, lide) é, em jornalismo, a primeira parte
   de uma notícia, geralmente posta em destaque relativo, que fornece ao leitor
   a informação básica sobre o tema e pretende prender-lhe o interesse. É uma
   expressão inglesa que significa “guia” ou “o que vem à frente”.
   Na teoria do jornalismo, as seis perguntas básicas do lead devem ser respon-
   didas na elaboração de uma matéria; são elas: “O quê?”, “Quem?”, “Quando?”,
   “Onde?”, “Como?”, e “Por quê?”. O lead, portanto, deve informar qual é o fato
   jornalístico noticiado e as principais circunstâncias em que ele ocorre.
   Já o lead do texto de reportagem, ou de revista, não tem a necessidade de
   responder imediatamente às seis perguntas. Sua principal função é oferecer
   uma prévia, como a descrição de uma imagem, do assunto a ser abordado.
   O lead deve ser mais objetivo, evitando a subjetividade e pautar mais para
   exatidão, linguagem clara e simples. Isso não significa, porém, que o lead deva
   ser burocrático. O leitor ganha interesse pela notícia quando o lead é bem
   elaborado e coerente.
                                                (Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/>.)



       J Pretende-se, nos itens 2 e 3, que os alunos compreendam os aspectos rela-
         tivos ao tipo de informação que o parágrafo contém, assim como sua finali-
         dade – aspectos focalizados no excerto do último item. Nesse, são sistemati-
         zadas as observações que os alunos devem ter feito e, além disso, apresen-
         tadas informações novas a respeito do assunto. É necessário focalizá-las e
         orientar os alunos para a revisão de suas anotações anteriores, caso consi-
         derem necessário.



ATIVIDADE 2E: O LEAD E A SUA FUNÇÃO


                                                                                                Atividade do aluno
NA ORGANIZAÇÃO DA NOTÍCIA
  NOME: __________________________________________________________________________

  DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


     Continuando nosso estudo sobre o jornal, vamos analisar mais uma parte mui-
     to interessante dele: o primeiro parágrafo, que vem depois do título ou do olho,
     se houver.
     1. Retome as seguintes notícias:
        a. “Ladrões invadem o Masp e levam obras de Picasso e de Portinari”;
        b. “Bombeiros retiram mais dois corpos em canteiro do metrô”;
        c. ”Enfermeira ajuda animais a ganharem novos lares em Santa Maria”.



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I            201
Atividade do aluno
                           Releia os primeiros parágrafos de todas essas notícias e identifique em cada
                           um deles:
                           a. Quem fez?
                           b. O que fez?
                           c. Quando fez?
                           d. Onde fez?
                           Foi possível identificar essas informações em todos os primeiros parágrafos?
                        2. Considerando essa análise, o que se pode dizer que todos os primeiros pará-
                           grafos das notícias têm em comum? Anote suas reflexões no caderno.
                        3. Leia o trecho seguinte e, depois, retome as suas reflexões registradas, com-
                           plementado-as, caso considere necessário.

                        “O primeiro parágrafo de uma notícia recebe o nome de lead. Em inglês, lead
                        significa ‘conduzir’. Como o próprio nome já diz, esse primeiro parágrafo tem
                        a intenção de atrair os leitores, destacando os fatos mais importantes ou
                        algo que cause certa sensação no leitor, com o objetivo de levá-lo (conduzi-lo)
                        à leitura do restante da notícia.
                        O tipo de lead mais usado nas notícias que circulam nos jornais brasileiros,
                        chamado de noticioso, apresenta um resumo dos fatos contados. Esse tipo
                        de lead objetiva informar sobre o assunto, respondendo a questões do tipo
                        ‘Quem?’, ‘Fez o quê?’, ‘A quem?’ (ou ‘O que aconteceu a quem?’), ‘Onde?’,
                        ‘Quando?’, ‘Como?’, ‘Por quê?’ e ‘Para quê?’.”
                                           (Fonte: Barbosa, J.; Grupo Graphe. Notícia. São Paulo: FTD, 2001. p. 72-73.
                                                          (Coleção Trabalhando com os Gêneros do Discurso. Relatar)




                     ATIVIDADE 2F: A ORDEM DOS FATOS
                     EM UMA NOTÍCIA

                     Objetivo
                         Reconhecer o critério de organização das informações em uma notícia – o de
                          relevância –, e não o de sequência temporal dos acontecimentos.


                     Planejamento
                         Como organizar os alunos? Estarão, inicialmente, discutindo em duplas para,
                          depois, socializarem a discussão realizada com o restante dos colegas.
                         Quais os materiais necessários? Atividade apresentada a seguir, notícias das
                          atividades anteriores indicadas na atividade e – eventualmente – as demais
                          analisadas em aula.
                         Qual é a duração? Cerca de 30 minutos.




202                     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Encaminhamento
      Informe os alunos a respeito do propósito da atividade que será realizada.
       Oriente-os para se organizarem em duplas e explique-lhes a maneira pela qual
       a atividade será desenvolvida.
      Distribua as folhas de atividade e, antes que iniciem, leia com eles e explique
       qual é a proposta, orientando quanto ao preenchimento do quadro. Caso seja ne-
       cessário, faça o desenho na lousa e preencha, coletivamente, o primeiro quadro.
      Deixe que as duplas realizem a análise, fazendo intervenções junto àquelas que
       precisarem mais de sua ajuda. É importante orientar a reflexão para que ela
       possibilite aos alunos compreenderem que na notícia as informações vão sen-
       do apresentadas aos poucos, aprofundando, cada vez mais, o relato com maior
       detalhamento. Isso possibilita ao leitor acompanhar a notícia até onde estiver
       satisfeito com o nível de informações, dispensando-o da leitura integral do texto.



ATIVIDADE 2F: A ORDEM DOS FATOS




                                                                                                  Atividade do aluno
EM UMA NOTÍCIA
  NOME: __________________________________________________________________________

  DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


     1. Leia a notícia apresentada a seguir.


           TERREMOTO EM MINAS É O 1o A REGISTRAR MORTE
                  NO PAÍS, AFIRMA ESPECIALISTA
     O terremoto de 4,9 graus na escala Richter no norte de Minas Gerais é o pri-
     meiro a registrar uma morte, segundo o Obsis (Observatório Sismológico de
     Brasília), da UnB (Universidade de Brasília). O tremor foi sentido na comunida-
     de rural de Caraíbas, distante 35 quilômetros de Itacarambi (MG), segundo o
     governo de Minas. Uma criança de cinco anos morreu esmagada pela parede
     de sua casa, que não resistiu ao abalo e caiu. Outras duas pessoas tiveram
     traumatismo craniano e quatro foram internadas com ferimentos leves. Se-
     gundo o governo de Minas, o tremor ocorreu na madrugada deste domingo e
     atingiu também, de forma mais leve, a cidade de Itacarambi e alguns pontos
     de Manga e Januária. Informações preliminares do Cedec (Coordenadoria Es-
     tadual de Defesa Civil) mostram que no total sessenta casas foram atingidas.
     A Cedec informou que as famílias que tiveram suas casas destruídas serão
     removidas. Elas receberão cestas básicas, colchões e cobertores. A coorde-
     nadoria estuda ainda se outras remoções serão necessárias.
                           (Fonte: adaptado de: <http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/
                                               ult95u353229.shtm>. Acesso em: 9 dez. 2007.)




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I              203
Atividade do aluno
                        2. Junto com seus colegas de classe e professor, converse sobre a notícia, pro-
                           curando responder a questões como:
                           a. Que fato é noticiado?
                           b. Quando aconteceu?
                           c. Onde aconteceu?
                           d. Onde foi publicado?
                           e. Quem se interessaria por uma notícia como essa? Expliquem.
                           f. Por que vocês acham que esse fato virou notícia?
                        3. Vamos, agora, estudar a organização da notícia. Para tanto, reúna-se com
                           mais um colega e juntos façam uma lista dos fatos relatados na notícia. De-
                           pois, numere-os, na ordem em que foram acontecendo na realidade. Regis-
                           trem suas observações no caderno para depois compartilhar com o professor
                           e demais colegas.
                        4. Considerando que:
                            uma notícia é escrita para informar os leitores sobre fatos que tenham impor-
                             tância para os mesmos;
                            o jornal deve possibilitar ao leitor uma informação rápida sobre o fato ou mais
                             detalhes à medida que se lê o texto,
                           respondam:
                           a. Por que a notícia foi organizada dessa maneira? Registrem suas reflexões
                              no caderno e depois socializem com o restante da turma.



                     ATIVIDADE 2G: REESCREVENDO UMA NOTÍCIA
                     Objetivos
                         Reescrever uma notícia fazendo uso das questões linguísticas estudadas.
                         Revisar a produção escrita, observando aspectos discursivos e normativos.

                     Planejamento
                         Como organizar os alunos? A atividade ocorrerá a princípio coletivamente e de-
                          pois em duplas, sendo que cada dupla receberá apenas um papel.
                         Quais os materiais necessários? Notícias trabalhadas no livro do aluno.
                         Qual é a duração? Duas aulas de 40 minutos.

                     Encaminhamento
                         Reúna os alunos e proponha a reescrita de uma notícia, como se eles fossem
                          os jornalistas.
                         Retome, oralmente, as notícias lidas no livro, listando-as na lousa. Divida os
                          alunos em duplas heterogêneas e peça que cada uma escolha qual das notí-
                          cias da lista deseja reescrever.



204                     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
 Feito isso, encaminhe-os para o trabalho, mas antes lembre-os de que:
       J A primeira versão será um rascunho, que será revisado e corrigido posterior-
         mente.
       J Antes de se lançarem a escrever a notícia propriamente, deverão reler a que
         foi escolhida e planejar o que e como vão reescrever, considerando:
         a. Quais são os aspectos fundamentais do acontecido que devem aparecer
            e em que ordem?
          b. Haverá ou não depoimentos de entrevistados?
          c. Se houver, como serão os turnos de fala entrevistador/entrevistado?
          d. Haverá imagens?
          e. Como organizarão o título?
          f. Haverá ou não olho da notícia?
          g. Como será o lead?
      Tendo essas respostas em mente, oriente-os para reescrever a notícia.
      Na aula seguinte, peça que as duplas troquem as notícias entre si, para que
       corrijam uns aos outros. Oriente-os a observarem com atenção aspectos de
       discurso (coerência e clareza do texto, omissão de informações que compro-
       metam a compreensão do leitor, adequação da escrita ao texto jornalístico) e
       também de ortografia, gramática e pontuação.
      Quando os textos tiverem sido revisados pelos alunos, você deverá corrigi-los e
       devolvê-los às respectivas duplas para que façam as adequações necessárias.


   SEQUÊNCIA DIDÁTICA “ESTUDO
   DE PONTUAÇÃO”
DISCURSO DIRETO E DISCURSO INDIRETO EM GÊNEROS DA ESFERA
LITERÁRIA: CONTOS, CRÔNICAS, LENDAS, FÁBULAS
      A pontuação que marca a fala do personagem, quando introduzida no discurso do
narrador, comumente tratada como “pontuação de diálogo”, costuma ser trabalhada
em classe de maneira linear e com a utilização de apenas um tipo de recurso gráfico:
o travessão.
     Essa sequência didática busca retomar o assunto, mostrando a diversidade de
possibilidades de utilização de recursos, assim como a diferença de emprego de um
mesmo recurso por diferentes autores, revelando de que maneira as questões relacio-
nadas a estilo pessoal também interferem nesse processo.
     Nos textos desta sequência de atividades são apresentadas três possibilidades
de utilização de sinais gráficos para marcar a pontuação de diálogo, combinando al-
guns recursos: dois-pontos, parágrafo e travessão inicial; dois-pontos e aspas; dois-
-pontos, parágrafo e aspas. Essas possibilidades referem-se aos usos empregados
por dois autores de crônicas: Luis Fernando Verissimo e Carlos Eduardo Novaes.
      Na sequência há também atividades que buscam apresentar maneiras fundamen-
tais de introdução dos turnos de narração, em que se foca o discurso do personagem



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I      205
e do narrador: o discurso direto e o indireto, orientando a reflexão do aluno para a per-
      cepção das diferenças de efeitos de sentido que os usos de um ou outro implicam: o
      direto possibilita maior aproximação do leitor das reações efetivas do personagem; o
      indireto provoca maior distanciamento entre ambos, pelo fato de o narrador interpretar
      as intenções, reações e emoções do personagem.
           Discutidas essas maneiras de introdução dos discursos direto e indireto, passa-
      -se para a reflexão sobre as marcas linguísticas dos dois turnos de narração e, só de-
      pois, para a pontuação do discurso direto.
           Além disso, a reflexão sobre as atividades também focaliza as diferentes manei-
      ras de se indicar, textualmente, de quem é a fala no discurso direto: as fórmulas de se
      anunciar quem vai falar, as de se comentar quem está falando e as de se indicar quem
      acabou de falar, com as devidas marcas gráficas sinalizando-as.
           Foram utilizadas duas crônicas como referência para esse trabalho: uma de Novaes
      e outra de Verissimo. Nessa perspectiva, considerando que os textos de referência
      precisam ser interpretados e compreendidos, é fundamental que os contextos de pro-
      dução dos textos sejam recuperados junto aos alunos e, para tanto, o professor pre-
      cisa estar informado a respeito dos autores, seus estilos e a temática de suas obras,
      assim como das características do gênero, pois a escolha da pontuação também é
      decorrente da intenção de significação que se tem, o que também se relaciona com os
      conteúdos dizíveis pelo gênero, de modo geral.


      ORGANIZAÇÃO GER AL DA SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES

       ATIVIDADE                                  TAREFA
       1   Lendo uma crônica para                 Ler o texto apresentado, ativando o
           contextualizar o estudo.               conhecimento prévio sobre autor e
                                                  gênero, para poder realizar antecipações
                                                  a respeito do conteúdo.
                                                  Discutir o conteúdo do texto, buscando
                                                  a compreensão mais aprofundada do
                                                  mesmo.
       2   Estudando maneiras de introduzir       Analisar duas maneiras de se introduzir
           as falas dos personagens.              a fala de personagem no discurso
                                                  do narrador – o discurso direto e
                                                  indireto –, reconhecendo os efeitos de
                                                  sentido que produzem e nomeando-os
                                                  adequadamente.
       3   As marcas linguísticas do discurso     Identificar a marca de primeira pessoa no
           direto e indireto.                     discurso direto e de terceira pessoa no
                                                  discurso indireto, relacionando-a com os
                                                  efeitos de sentido decorrentes, discutidos
                                                  na atividade anterior.




206        Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
4   Ampliando a reflexão sobre as         Identificar duas possibilidades de marcar
     marcas do discurso direto.            no texto quem está falando: utilizando
                                           dois-pontos e aspas; ou dois-pontos,
                                           parágrafo e travessão.
                                           Reconhecer que há três possibilidades
                                           de explicar, no texto, quem está falando,
                                           identificando as marcas gráficas que
                                           são utilizadas em cada uma dessas
                                           possibilidades.
                                           Compreender que, em um diálogo, se
                                           não forem apresentadas as explicações
                                           textuais sobre quem fala, só é possível
                                           identificar o autor se forem duas as
                                           pessoas a falar e se souber a quem
                                           pertence pelo menos uma das falas do
                                           diálogo.
                                           Reconhecer que indicar textualmente as
                                           falas facilita a leitura.
 5   As aspas e mais uma possibilidade     Identificar a maneira que o autor utiliza
     de uso.                               as aspas para marcar discurso direto no
                                           texto lido, comparando-a com a maneira
                                           encontrada no texto lido na atividade
                                           anterior, pontuando as diferenças.
                                           Constituir um repertório de marcas
                                           gráficas possíveis de serem utilizadas
                                           para marcar o discurso direto.
 6   Reinvestindo o conhecimento           Reinvestir o conhecimento aprendido,
     aprendido – pontuando diálogos.       pontuando diálogos em um trecho de
                                           crônica, identificando, entre as diferentes
                                           possibilidades estudadas, a que julgar
                                           mais adequada para criar os efeitos de
                                           sentido que pretender, considerando
                                           o tema e as finalidades do texto e
                                           mantendo a coerência de emprego.
 7   Alterando o discurso em um conto.     Aplicar o que foi aprendido com uma
                                           crônica em um conto conhecido.



ATIVIDADE 1: LENDO UMA CRÔNICA PARA
CONTEXTUALIZAR O ESTUDO

Objetivo
      Contextualizar os enunciados que serão tomados como referência para o estu-
       do da introdução da fala do personagem no discurso do narrador.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I      207
Planejamento
                         Como organizar os alunos? A atividade é coletiva e os alunos podem permane-
                          cer em suas carteiras (a leitura da crônica será individual).
                         Quais os materiais necessários? Texto que será lido – cópia para todos os alu-
                          nos da folha de Atividade 1.
                         Qual é a duração? Cerca de 40 minutos.


                     Encaminhamento
                         Converse com os alunos sobre o propósito da atividade e sobre como estarão
                          organizados para desenvolvê-la. Apresente para a classe as primeiras ques-
                          tões, relativas à recuperação do contexto de produção do texto. Essas ques-
                          tões tematizam aspectos referentes a:
                           J conhecimentos que os alunos possam ter (ou não) sobre o autor;
                           J conhecimentos que os alunos possam ter (ou não) sobre o gênero crônicas:
                             que costumam tratar de aspectos do cotidiano; que tomam os aspectos
                             do cotidiano para elaborar uma crítica a eles; que podem utilizar o humor
                             para isso.
                         Peça que leiam o texto que se encontra na Atividade 1, e, depois, discuta seu
                          conteúdo, verificando se as antecipações realizadas se confirmaram e, ainda,
                          aprofundando o tema a partir das questões apresentadas na atividade.



                     ATIVIDADE 1: LENDO UMA CRÔNICA PARA
Atividade do aluno




                     CONTEXTUALIZAR O ESTUDO
                      NOME: __________________________________________________________________________

                      DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


                        1. A crônica apresentada a seguir foi escrita por Carlos Eduardo Novaes. Você
                           conhece esse autor? E uma crônica, você já leu?
                        2. O livro de onde foi retirada a crônica que você lerá intitula-se A cadeira do
                           dentista e outras crônicas. Em sua opinião, esse título combina com crônicas?
                           Por quê?
                        3. Agora, imagine: do que tratará uma crônica chamada “O marreco que pagou o
                           pato”?
                        4. Converse com seu professor e seus colegas sobre cada uma das questões
                           apresentadas.
                        5. Agora, leia a crônica apresentada a seguir.




208                      Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
                      O MARRECO QUE PAGOU O PATO
                                                                 Carlos Eduardo Novaes


     Semana passada, São Paulo, apesar de toda fama de que não pode parar,
     parou. E não foi num congestionamento. Parou para discutir o caso do marre-
     co Quércia e sua marreca Amélia, presos e engaiolados durante 24 horas sob
     a acusação de poluírem o meio ambiente. Diante do fato eu fico aqui pensan-
     do que os paulistas já devem ter resolvido todos os seus grandes problemas
     urbanos. Sim, claro: quando um povo começa a prender marrecos é porque
     não tem mais nada para fazer.
     O marreco Quércia – deixa-me explicar – ganha a vida honestamente como
     relações-públicas da casa Agro Dora, na Rua da Consolação, 208. Em seu
     trabalho passa os dias inteiros circulando pela calçada e atraindo fregueses
     para a loja. Na segunda-feira o gerente da loja foi surpreendido com a pre-
     sença de um fiscal, que muito compenetrado perguntou se o marreco era de
     sua propriedade. Diante da resposta positiva, virou-se para o gerente e pediu:
     “Seus documentos?”. Leu atentamente um por um, devolveu-os e disse: “Ago-
     ra deixe-me ver os documentos do marreco”.
     – O marreco não tem documentos – respondeu o gerente.
     – Nenhum? Nem título de eleitor? Certificado de reservista? Nada? Então eu
     acho que vou ter que prender o seu marreco.
     – O senhor não pode fazer uma coisa dessas – ponderou o gerente. – Não há
     nenhuma lei que obrigue marrecos a ter documento.
     – Não há? – desconfiou o fiscal. – Então espere um momentinho.
     Foi ao telefone e ligou para o chefe da repartição: “Alô, chefe? Encontrei um
     marreco passeando pela rua sem documento”.
     – Que está esperando? – vociferou o chefe. – Prenda-o por vadiagem.
     – Mas, chefe, é um marreco. Precisamos de uma lei para enquadrá-lo. O se-
     nhor sabe qual é o número dessa lei?
     – Não tenho a menor ideia.
     – Então pergunta se alguém aí sabe.
     – Alguém aí sabe – perguntou o chefe, voltando-se para os funcionários da re-
     partição – quais são os documentos que um marreco necessita para transitar
     livremente pelas ruas?
     Não. Ninguém sabia. O chefe então sugeriu que o fiscal procurasse outro mo-
     tivo para prender o marreco. “Mas que motivo?”, perguntou o fiscal, que era
     meio duro de imaginação.
     – O marreco está nu? – indagou o chefe. – Então prenda-o por atentado ao
     pudor.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I      209
Atividade do aluno
                     O fiscal parou um pouco, pensou e não se lembrou de ter visto jamais um
                     marreco vestido. Não, essa era demais. O chefe, já pensando no almoço de
                     domingo, insistiu: “O marreco está parado em cima da calçada?”.
                     – Está.
                     – Então prenda-o por estacionar em local proibido.
                     “Boa ideia”, pensou o fiscal. Voltou ao gerente, que estava parado na calçada
                     ao lado do marreco, disfarçou, disse que iria perdoar a falta de documentos,
                     “mas infelizmente tenho que levar o seu marreco por estar parado em local
                     não permitido”.
                     – Está certo – concordou, irritado, o gerente –, mas então chama o guincho.
                     – Pra que guincho?
                     – Meu marreco só sai daqui rebocado.
                     Formou-se a maior confusão em torno do marreco. O fiscal querendo levá-lo
                     de qualquer maneira, e o gerente, apoiado por dezenas de populares, defen-
                     dendo a inocência do marreco. Nisso, chegou um segundo fiscal pouquinha
                     coisa mais inteligente que o primeiro e decretou: “O marreco não pode ficar
                     solto, é um agente da poluição”.
                     – Agente de quem? – espantou-se um balconista da loja. – Garanto que não.
                     O Quércia trabalha aqui há mais de dois anos.
                     – E daí? – interveio um popular que estava do lado do fiscal. – Ele pode ter
                     dois empregos. Vai ver que quando sai daqui faz um bico em alguma agência.
                     – E você acha que o marreco, com esse bico, ainda precisa fazer outro?
                     – A acusação é injusta – interrompeu o gerente –, o marreco não pode ser
                     acusado de poluir. Se eu tivesse aqui um elefante soltando fumaça pela trom-
                     ba está certo, mas o Quércia nem fuma.
                     – Não interessa – afirmou o segundo fiscal, meio agressivo –, isso o senhor
                     explica lá para o chefe.
                     O marreco entrou na sede da Administração Regional da Sé cheio de ginga.
                     Imediatamente o chefe destacou um funcionário para qualificá-lo: nome, en-
                     dereço, estado civil, essas coisas.
                     De gravata e camisa de manga curta, o burocrata sentou-se à máquina e co-
                     meçou: “Nome?”. O gerente com o marreco no colo respondeu: “Quércia”.
                     – Quércia de quê?
                     – De nada.
                     – Como de nada? Ele não tem família?
                     – Tem. É da família dos anatídeos.
                     – Então – prosseguiu o funcionário batendo na máquina –, Quércia Anatídeo.
                     Terminada a ficha o burocrata abriu uma gaveta e, enquanto procurava o ma-
                     terial para tirar as impressões digitais, disse ao gerente:
                     – Me dá aí o polegar do marreco.



210                  Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
     – O marreco não tem polegar – desculpou-se o gerente.
     – Não? – disse o funcionário já contrariado porque não encontrava as almofa-
     das para carimbos. – Então me dá o indicador.
     – O marreco também não tem indicador.
     – E o anular, tem?
     – Também não, senhor.
     – Poxa – chateou-se o burocrata –, então me dá aí qualquer dedo que estiver
     sobrando.
     O gerente precisou explicar que marreco não tinha dedo. Tinha pata. Ainda
     assim o funcionário já meio perturbado entendeu que o gerente se referia à
     companheira do marreco e perguntou: “Uma pata?”.
     – Não. Duas.
     – E ele vive bem com as duas?
     Custou pouco para desfazer a confusão. Encerrada essa fase, o funcionário
     encaminhou-se para outra sala, onde o marreco teria que tirar umas fotos
     três por quatro de identificação.
     O fotógrafo, repetindo gestos tão automáticos quanto a máquina, mandou o
     marreco subir na cadeira, esticar bem o pescoço, olhar para a frente e não
     se mexer. O marreco, mesmo sem entender nada, seguiu as instruções do
     fotógrafo. Quando o fotógrafo enfiou a cabeça por debaixo do pano preto – a
     máquina era daquelas antigas –, observou pelo visor que alguma coisa esta-
     va errada. Tornou a levantar a cabeça e indagou do funcionário: “Nós vamos
     fotografá-lo assim?”.
     – Assim como? – indagou o funcionário sem entender.
     – Sem gravata?
     – Não sei – disse o funcionário meio reticente –, mas eu acho que marreco
     não precisa botar gravata.
     – Acho melhor botar uma gravata nele – retrucou o fotógrafo –, você sabe
     como é o chefe: já disse que foto só de gravata.
     O funcionário tirou sua gravata, pediu um paletó emprestado a um datilógrafo,
     tiraram as fotos necessárias e depois engaiolaram o marreco. E não é que no
     dia seguinte a poluição em São Paulo diminuiu sensivelmente...
                                  (Fonte: Novaes, C. E. A cadeira do dentista e outras crônicas.
                                                            São Paulo: Ática, 1996. p. 77-81.)

     6. Você deve ter conversado com seu professor e colegas que a crônica sempre
        toma um fato do cotidiano para poder fazer uma crítica – ainda que com muito
        humor – de algo que atinge todas as pessoas. Pensando nisso, responda:
        a. Que aspectos dessa crônica a tornaram engraçada?
        b. Você acha que a última afirmação do autor do texto é verdadeira?
        c. Que aspecto da vida das pessoas o autor critica com essa crônica?




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I                211
ATIVIDADE 2: ESTUDANDO MANEIRAS DE
      INTRODUZIR AS FALAS DOS PERSONAGENS

      Objetivos
          Analisar duas maneiras de se introduzir o discurso do personagem na fala do
           narrador: o discurso direto e o indireto.
          Reconhecer os efeitos de sentido que cada uma dessas maneiras produz no
           leitor.
          Nomear cada uma das maneiras, com os termos linguísticos adequados (dis-
           curso direto/indireto).


      Planejamento
          Como organizar os alunos? A atividade será realizada em duplas, com sociali-
           zação de discussões ao final, para sistematização de conhecimentos.
          Quais os materiais necessários? Texto que será lido – cópia para todos os alu-
           nos da folha de Atividade 2.
          Qual é a duração? Cerca de 40 minutos.


      Encaminhamento
          Converse com os alunos para apresentação dos propósitos da atividade. Orien-
           te-os a se organizarem em duplas para realizar as atividades.
          Antes de encaminhar os alunos para o trabalho em duplas, peça que leiam os
           enunciados e verifiquem se têm alguma dúvida. Quando estiverem prontos, dê
           início aos trabalhos, mas acompanhe a reflexão de cada dupla, problematizan-
           do-a sempre que necessário.
          As intenções da atividade são que o aluno perceba que o discurso direto apa-
           renta retratar com mais fidelidade as reações e emoções de quem fala, do
           personagem. Já no discurso indireto temos essas emoções e reações inter-
           pretadas pelo narrador. Dessa forma, as reações do personagem são “limpas”
           pela fala do narrador, provocando um efeito de distanciamento entre o leitor e
           o personagem.
          No último momento da atividade, acolha todas as reflexões das diferentes du-
           plas, orientando-as para as conclusões acima expostas.




212      Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
ATIVIDADE 2: ESTUDANDO MANEIRAS DE
INTRODUZIR AS FALAS DOS PERSONAGENS
  NOME: __________________________________________________________________________

  DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


     1. Releia o trecho apresentado a seguir.

     Leu atentamente um por um, devolveu-os e disse: “Agora deixe-me ver os do-
     cumentos do marreco”.
     – O marreco não tem documentos – respondeu o gerente.
     – Nenhum? Nem título de eleitor? Certificado de reservista? Nada? Então eu
     acho que vou ter que prender o seu marreco.
     – O senhor não pode fazer uma coisa dessas – ponderou o gerente. – Não há
     nenhuma lei que obrigue marrecos a ter documento.
     – Não há? – desconfiou o fiscal. – Então espere um momentinho.
     Foi ao telefone e ligou para o chefe da repartição: “Alô, chefe? Encontrei um
     marreco passeando pela rua sem documento”.

     2. Compare com o trecho abaixo e responda: o que há de diferente nesse segun-
        do trecho?

     Leu atentamente um por um, devolveu-os e pediu ao gerente para ver os do-
     cumentos do marreco.
     O gerente avisou que o marreco não tinha documentos. O fiscal ficou surpreso
     e disse que, então, teria de prender o marreco.
     O dono do marreco ponderou que o animal não poderia ser preso, pois não
     havia nenhuma lei que o obrigasse a ter documentos.
     Diante disso, o fiscal ligou para a repartição e explicou o caso ao seu chefe.

     3. Qual das maneiras de escrever você acha que dá a impressão de retratar
        com mais fidelidade as reações do falante diante da situação? Qual maneira
        de contar a história deixa o leitor mais distante das reações da persona-
        gem? Explique.
     4. Se você tivesse que relacionar cada um dos trechos a uma das denominações
        apresentadas a seguir, que ligações estabeleceria? Explique.

        ( 1 ) Trecho 1          ( ) Discurso Indireto
        ( 2 ) Trecho 2          ( ) Discurso Direto




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I   213
Atividade do aluno
                           Registre a sua explicação, conforme modelo a seguir:

                           O primeiro trecho seria denominado de discurso                          porque



                           O segundo trecho seria denominado de discurso                           porque


                        5. Apresente a reflexão da dupla aos demais colegas e professores, discutindo-
                           -a e revendo suas anotações, se for necessário.



                     ATIVIDADE 3: AS MARCAS LINGUÍSTICAS
                     DO DISCURSO DIRETO E INDIRETO

                     Objetivo
                         Identificar a marca de primeira pessoa no discurso direto e de terceira pessoa
                          no discurso indireto, relacionando-as com os efeitos de sentido decorrentes,
                          discutidos na atividade anterior.


                     Planejamento
                         Como organizar os alunos? A atividade será realizada em duplas, com sociali-
                          zação de discussões ao final, para sistematização de conhecimentos.
                         Quais os materiais necessários? Trechos do texto que serão lidos, que cons-
                          tam da folha da Atividade 3.
                         Qual é a duração? Cerca de 40 minutos.


                     Encaminhamento
                         Converse com os alunos para apresentação dos propósitos da atividade. Orien-
                          te-os a se organizarem em duplas para realizar a tarefa.
                         Antes do desenvolvimento das atividades, leia-as uma a uma com os alunos,
                          orientando a sua reflexão. Depois, problematize com as duplas aspectos que
                          considerar necessários. A intenção é que os alunos percebam que só no dis-
                          curso direto aparecem verbos em primeira pessoa; o narrador reproduz literal-
                          mente, no seu texto, a fala do personagem. Entretanto, quando o narrador con-
                          ta como o personagem falou algo, o verbo sempre vem na terceira pessoa.
                         Ao final, depois que os alunos tiverem realizado as tarefas propostas, solicite
                          que apresentem suas reflexões para todos, discutindo-as e orientando o regis-
                          tro da descoberta.
                         Caso você considere que para os seus alunos é melhor realizar toda a ativida-
                          de coletivamente, altere o modo de organização dos alunos.



214                     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
ATIVIDADE 3: AS MARCAS LINGUÍSTICAS
DO DISCURSO DIRETO E INDIRETO
  NOME: __________________________________________________________________________

  DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________

     1. Retome os dois trechos da crônica apresentados na Atividade 2.

     Trecho 1
     Leu atentamente um por um, devolveu-os e disse: “Agora deixe-me ver os do-
     cumentos do marreco”.
     – O marreco não tem documentos – respondeu o gerente.
     – Nenhum? Nem título de eleitor? Certificado de reservista? Nada? Então eu
     acho que vou ter que prender o seu marreco.
     – O senhor não pode fazer uma coisa dessas – ponderou o gerente. – Não há
     nenhuma lei que obrigue marrecos a ter documento.
     – Não há? – desconfiou o fiscal. – Então espere um momentinho.
     Foi ao telefone e ligou para o chefe da repartição: “Alô, chefe? Encontrei um
     marreco passeando pela rua sem documento”.


     Trecho 2
     Leu atentamente um por um, devolveu-os e pediu ao gerente para ver os do-
     cumentos do marreco.
     O gerente avisou que o marreco não tinha documentos. O fiscal ficou surpreso
     e disse que, então, teria de prender o marreco.
     O dono do marreco ponderou que o animal não poderia ser preso, pois não
     havia nenhuma lei que o obrigasse a ter documentos.
     Diante disso, o fiscal ligou para a repartição e explicou o caso ao seu chefe.

     2. Analise as palavras e expressões grifadas no primeiro trecho: há palavras com
        dois traços e outras com um traço só. Todas indicam, por exemplo, coisas que
        a gente faz ou sente.
        a. Qual a diferença entre as que estão grifadas com um traço e as que estão
           grifadas com dois traços?
        b. Quando é que aparece no texto cada um dos tipos de palavra?
           Para refletir sobre isso, leia a dica apresentada a seguir:
           “Eu faço”: o verbo – faço – está na primeira pessoa do singular – eu.
           “Ele faz”: o verbo – faz – está na terceira pessoa do singular – ele.
     3. No segundo trecho há alguma palavra com a mesma característica das que
        foram grifadas com dois traços? Grife-as. O que você acha que explica isso?



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I     215
4. Considerando a dica apresentada, reflita e complete:
            O discurso indireto é escrito em                                        pessoa.
            O discurso direto pode estar escrito em                 e               pessoa.
         5. Apresente as conclusões a que você e seu colega chegaram e discuta-as com
            a classe e o professor. Reveja-as, caso considerar necessário.



      ATIVIDADE 4: AMPLIANDO A REFLEXÃO
      SOBRE AS MARCAS DO DISCURSO DIRETO

      Objetivos
          Identificar duas possibilidades de marcar, no texto, quem está falando: utilizan-
           do dois-pontos e aspas; ou dois-pontos, parágrafo e travessão.
          Reconhecer que há três possibilidades de explicar, no texto, quem está falan-
           do: anunciando quem irá falar antes de apresentar a fala do personagem; indi-
           cando quem está falando, no meio da fala do personagem; comentando quem
           acabou de falar, ao final da fala do personagem.
          Identificar as marcas gráficas que são utilizadas em cada uma dessas possi-
           bilidades.
          Compreender que, em um diálogo, se não forem apresentadas as explicações tex-
           tuais sobre quem fala, só é possível identificar o autor se forem duas as pessoas
           a falar, e se souber a quem pertence, pelo menos, uma das falas do diálogo.
          Reconhecer que indicar textualmente as falas facilita a leitura.


      Planejamento
          Como organizar os alunos? A atividade será inicialmente em duplas, em segui-
           da, coletivamente.
          Quais os materiais necessários? Texto que será lido – cópia para todos os alu-
           nos da folha de Atividade 4.
          Qual é a duração? Cerca de 40 minutos.


      Encaminhamento
          Converse com os alunos para apresentação do propósito da atividade. Oriente-
           -os a se organizarem em duplas para realizar as atividades.
          Da mesma forma que na atividade anterior, peça que eles leiam o enunciado
           das atividades e solicite que conversem com seus parceiros a respeito das
           questões focalizadas. Problematize com as duplas aspectos que considere ne-
           cessários, orientando a reflexão dos alunos.
          Ao final, solicite que socializem as reflexões, discutindo-as coletivamente.



216      Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
 Procure garantir que os alunos compreendam que, nos trechos analisados:
       J há duas possibilidades de marcar quem está falando: utilizando dois-pontos
         e aspas; ou dois-pontos, parágrafo e travessão;
       J há três possibilidades de explicar, textualmente, quem está falando: anun-
         ciando quem irá falar antes de apresentar a fala do personagem; indican-
         do quem está falando, no meio da fala do personagem; comentando quem
         acabou de falar, ao final da fala do personagem. A cada uma dessas possi-
         bilidades correspondem marcas gráficas. As que foram indicadas no texto
         correspondem à utilização do travessão medial e inicial, que são utilizados
         para separar – ainda que articulando – a fala do personagem do restante do
         texto. No entanto, também seria possível marcar com aspas. É interessante
         selecionar exemplos, caso queira, e mostrar aos alunos.
      Além disso, procure garantir que os alunos:
       J compreendam que, em um diálogo, se não forem apresentadas as explica-
         ções textuais sobre quem fala, só é possível identificar o autor se forem
         duas as pessoas a falar e, além disso, se for possível saber a quem perten-
         ce, pelo menos, uma das falas do diálogo;
       J reconheçam que indicar textualmente as falas é um recurso interessante
         que auxilia a compreensão do leitor.



ATIVIDADE 4: AMPLIANDO A REFLEXÃO




                                                                                        Atividade do aluno
SOBRE AS MARCAS DO DISCURSO DIRETO
  NOME: __________________________________________________________________________

  DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


     1. Releia o trecho apresentado a seguir.

     O marreco entrou na sede da Administração Regional da Sé cheio de ginga.
     Imediatamente o chefe destacou um funcionário para qualificá-lo: nome, en-
     dereço, estado civil, essas coisas. De gravata e camisa de manga curta, o bu-
     rocrata sentou-se à máquina e começou: “Nome?”. O gerente com o marreco
     no colo respondeu: “Quércia”.
     – Quércia de quê?
     – De nada.
     – Como de nada? Ele não tem família?
     – Tem. É da família dos anatídeos.
     – Então – prosseguiu o funcionário batendo na máquina –, Quércia Anatídeo.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I    217
Atividade do aluno
                     2. Agora, responda:
                        a. No primeiro parágrafo desse trecho, de que maneira são marcadas as falas
                           de um personagem?
                        b. E no segundo?
                        c. Que diferença você vê entre marcar de um jeito ou de outro? Explique.
                     3. Na última linha há o seguinte trecho: “prosseguiu o funcionário batendo na
                        máquina”.
                        a. Quem é que está apresentando essa informação?
                        b. De que maneira é possível saber isso?
                        c. Se não houvesse esse trecho, seria possível saber quem está falando? De que
                           maneira? Qual das maneiras você considera mais próxima do leitor? Por quê?
                     4. Leia os trechos apresentados a seguir. Em todos eles há explicações sobre
                        quem está falando.
                        a. Em quais a maneira de apresentar essa explicação é semelhante à estuda-
                           da no item 3? Por quê?
                        b. Em quais é diferente? Por quê?

                     Trecho 1
                     – Está certo – concordou, irritado, o gerente –, mas então chama o guincho.

                     Trecho 2
                     – O marreco não tem documentos – respondeu o gerente.

                     Trecho 3
                     – A acusação é injusta – interrompeu o gerente –, o marreco não pode ser
                     acusado de poluir. Se eu tivesse aqui um elefante soltando fumaça pela trom-
                     ba está certo, mas o Quércia nem fuma.

                     Trecho 4
                     Terminada a ficha, o burocrata abriu uma gaveta e, enquanto procurava o ma-
                     terial para tirar as impressões digitais, disse ao gerente:
                     – Me dá aí o polegar do marreco.

                     5. Relacione cada trecho com o que pareça mais adequado:
                            Explicação do Trecho 1 (   )
                                                            ( A ) Indica quem está falando.
                            Explicação do Trecho 2 (   )
                                                            ( B ) Anuncia quem vai falar em seguida.
                            Explicação do Trecho 3 (   )
                                                            ( C ) Comenta quem acabou de falar.
                            Explicação do Trecho 4 (   )
                     6. Agora vamos registrar algumas reflexões realizadas ao longo dessa atividade:

                        Primeira reflexão:
                        As falas de um personagem podem ser indicadas no texto com os seguintes
                        grupos de sinais:
                        e



218                  Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
     Segunda reflexão:
        Os sinais gráficos marcam a fala de um personagem. Além disso, é possível
        explicar de quem é a fala de três maneiras: anunciando as falas, indicando
        quem está falando ou, então, comentando quem falou. Essas maneiras são
        as seguintes:



     Terceira reflexão:
        Quando o texto não anuncia quem vai falar nem explica quem está falando ou
        acabou de falar, é possível identificar quem fala da seguinte maneira:




ATIVIDADE 5: AS ASPAS E MAIS UMA
POSSIBILIDADE DE USO
Objetivos
      Identificar a maneira pela qual o autor utiliza as aspas para marcar o discurso
       direto no texto lido, comparando-a com a maneira encontrada no texto anterior
       e pontuando as diferenças.
      Constituir um repertório de marcas gráficas possíveis de serem utilizadas para
       marcar o discurso direto.


Planejamento
      Como organizar os alunos? A atividade é coletiva e os alunos podem permane-
       cer em suas carteiras.
      Quais os materiais necessários? Texto que será lido – cópia para todos os alu-
       nos da folha de Atividade 5.
      Qual é a duração? Cerca de 40 minutos.


Encaminhamento
      Converse com os alunos a respeito do propósito da atividade e de como ela se
       desenvolverá.
      Leia a crônica, contextualizando-a para os alunos, perguntando se conhecem o
       autor, se já leram alguma de suas obras, se gostam das obras que leram.
      Sobre o autor, Luis Fernando Verissimo, é possível obter fartas informações a
       respeito de sua vida e obra no seguinte endereço: http://portalliteral.terra.com.
       br/verissimo. A obra da qual a crônica foi coletada – que faz parte do acervo
       das salas de leitura das escolas da rede municipal – também apresenta infor-
       mações biográficas do autor.



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I        219
 Além de comentar sobre o autor, pergunte aos alunos o que imaginam encon-
                          trar em um texto com o título “Comunicação”, considerando que se trata de
                          uma crônica de humor. Enfim, procure fazer perguntas que ativem o repertório
                          dos alunos, de modo que eles antecipem possíveis sentidos do texto.
                         Em seguida, leia, com eles, o trecho da crônica e provoque uma reflexão a par-
                          tir das questões apresentadas na atividade. Levante hipóteses com os alunos
                          a respeito de que objeto seria o referido no texto e, depois, leia a crônica intei-
                          ra com eles, verificando, em cada trecho, as hipóteses levantadas, confirman-
                          do-as ou não.
                         No item 2, solicite que os alunos analisem o trecho apresentado identificando
                          de que maneira são marcadas as falas dos personagens. Espera-se que identifi-
                          quem as aspas como outras marcas gráficas possíveis, identificadoras das falas.
                         A seguir, solicite que comparem essa pontuação com a do texto anterior, mar-
                          cando a diferença de uso feita pelos dois autores: o primeiro não utiliza pará-
                          grafo para introduzir falas e o segundo, sim.
                         Solicite aos alunos que façam registro da descoberta feita e chame a aten-
                          ção deles para o fato de que já estão constituindo um repertório de maneiras
                          possíveis de se introduzir a fala do personagem no discurso do narrador. Você
                          poderá, inclusive, montar um quadro no qual constem as diferentes maneiras
                          estudadas e deixar afixado na classe, disponível para consulta.



                     ATIVIDADE 5: AS ASPAS E MAIS UMA
Atividade do aluno




                     POSSIBILIDADE DE USO
                      NOME: __________________________________________________________________________

                      DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


                        1. Leia, agora, mais um trecho de crônica. Dessa vez, o autor é Luis Fernando Ve-
                           rissimo. A sua crônica intitula-se “Comunicação”, e você lerá a parte inicial dela.


                                                     COMUNICAÇÃO
                                                                                     Luis Fernando Verissimo


                        É importante saber o nome das coisas. Ou, pelo menos, saber comunicar o
                        que você quer. Imagine-se entrando numa loja para comprar um... um... como
                        é mesmo o nome?
                        “Posso ajudá-lo, cavalheiro?”
                        “Pode. Eu quero um daqueles, daqueles...”
                        “Pois não?”
                        “Um... como é mesmo o nome?”



220                      Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
     “Sim?”
     “Pomba! Um... um... Que cabeça a minha. A palavra me escapou por comple-
     to. É uma coisa simples, conhecidíssima.”
     “Sim, senhor.”
     “O senhor vai dar risada quando souber.”
     “Sim, senhor.”
     “Olha, é pontuda, certo?”
     “O quê, cavalheiro?”
     “Isso que eu quero. Tem uma ponta assim, entende? Depois vem assim, as-
     sim, faz uma volta, aí vem reto de novo, e na outra ponta tem uma espécie de
     encaixe, entende? Na ponta tem outra volta, só que esta é mais fechada. E
     tem um, um... Uma espécie de, como é que se diz? De sulco. Um sulco onde
     se encaixa a outra ponta, a pontuda, de sorte que o, a, o negócio, entende,
     fica fechado. É isso. Uma coisa pontuda que fecha. Entende?”
                      (Fonte: Crônicas. São Paulo: Ática, 1994. p. 35-36. (Para gostar de ler, v. 7)


        Bom, não sabemos se o vendedor já descobriu o que o homem deseja com-
        prar... E você? Já tem alguma ideia?
        Converse com seus colegas de classe e professor. Depois disso, seu profes-
        sor lerá com vocês o restante da crônica. Vamos ver se vocês descobrem o
        que ele quer comprar. Vá juntando as pistas.
     2. Agora, volte ao trecho lido e analise:
        a. De que maneira são marcadas as falas dos personagens? Explique.
        b. Em que essa maneira difere da que usa o mesmo sinal gráfico no texto “O
           marreco que pagou o pato”? Explique.
     3. Registre sua descoberta no caderno.



ATIVIDADE 6: REINVESTINDO O
CONHECIMENTO APRENDIDO – PONTUANDO
DIÁLOGOS

Objetivo
      Reinvestir o novo conhecimento sobre discurso direto e discurso indireto, pon-
       tuando diálogos em um trecho de crônica, identificando, entre as diferentes
       possibilidades estudadas, a que julgar mais adequada para criar os efeitos de
       sentido que pretende, considerando o tema e as finalidades do texto e manten-
       do a coerência de emprego ao longo do texto.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I                    221
Planejamento
          Como organizar os alunos? A atividade é individual e os alunos podem per-
           manecer em suas carteiras. Contudo, podem consultar-se mutuamente caso
           tenham dúvidas.
          Quais os materiais necessários? Texto que será lido – cópia para todos os alu-
           nos da folha de Atividade 6.
          Qual é a duração? Cerca de 40 minutos.


      Encaminhamento
          Converse com os alunos sobre o propósito da atividade e sobre a maneira
           como será desenvolvida.
          Retome com eles o quadro de possibilidades pelas quais é possível introduzir
           fala de personagem no discurso do narrador.
          Oriente-os sobre a necessidade de escolherem os recursos – dois-pontos, pa-
           rágrafo e aspas; dois-pontos e aspas, sem parágrafo; dois-pontos, parágrafo e
           travessão – de acordo com o efeito de sentido que considerarem mais adequa-
           do para o texto e suas finalidades.
          Oriente-os para não alterarem o texto, o que implicará a escolha de discurso
           direto. Restará a eles, então, a escolha do recurso de pontuação e a maneira
           de utilizá-lo.
          Oriente-os, ainda, para manter no texto inteiro a coerência de escolha, quer op-
           tem por uma possibilidade apenas, quer articulem duas delas, como Novaes,
           na primeira crônica.
          Leia em voz alta o texto todo com os alunos, de modo que possam compreen-
           der qual a crítica que a crônica apresenta, o que poderá auxiliá-los a tomar a
           decisão sobre o recurso a ser utilizado.
          Depois, solicite que retomem o trecho e o organizem, pontuando-o adequa-
           damente.
          Na revisão, procure marcar para os alunos a coerência de uso nas diferentes
           pontuações realizadas por eles. Se, por exemplo, optaram por dois-pontos, pa-
           rágrafo e travessão, é preciso que se mantenha essa organização em todo o
           texto; se a opção foi pelo emprego das aspas para marcar a fala dos persona-
           gens, também é preciso manter a coerência em todo o texto. É interessante
           discutir que a opção por uma ou outra forma de pontuar tem relação com os
           efeitos de sentido que o autor desejou empregar no texto.




222      Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
ATIVIDADE 6: REINVESTINDO O
CONHECIMENTO APRENDIDO – PONTUANDO
DIÁLOGOS
  NOME: __________________________________________________________________________

  DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


     1. Considerando suas anotações, reescreva o trecho a seguir pontuando os diá-
        logos de maneira adequada. Trata-se de mais uma crônica de Carlos Eduardo
        Novaes, intitulada “No país do futebol”. Nela, um personagem presente em
        outras crônicas do autor, Juvenal Ouriço, famoso por ser “econômico”, tenta
        assistir a um jogo de futebol na TV da vitrine de uma loja de eletrodomésticos.
        Depois, seu professor lerá o restante da crônica para vocês.

                               NO PAÍS DO FUTEBOL
                                                                           Carlos Eduardo Novaes

                     Juvenal Ouriço aproximou-se de um vendedor parado à porta de
                     uma loja de eletrodomésticos e perguntou Qual desses oito te-
                    levisores os senhores vão ligar na hora do jogo? Qualquer um
                    disse o vendedor desinteressado. Qualquer um não. Eu cheguei
                 com duas horas de antecedência e mereço certa consideração.
               Pra que o senhor quer saber? Para já ir tomando posição diante dele.
     O vendedor apontou para um aparelho. Juvenal observou os ângulos, pegou a
     almofada que o acompanha ao Maracanã e sentou-se no meio da calçada. Ei,
     ei, psiu, chamou um mendigo recostado na parede da loja, como é que é meu
     irmão? Que foi? Perguntou Juvenal. Quer me botar na miséria? Esse ponto
     aqui é meu. Eu não vou pedir esmola. Então senta aqui a meu lado. Aí não vai
     dar pra eu ver o jogo. Na hora do jogo nós vamos lá para casa. Você tem TV a
     cores? Claro. Você acha que eu fico me matando aqui pra quê?
                      (Fonte: Crônicas. São Paulo: Ática, 1994. p. 67-68. (Para gostar de ler, v. 7)




ATIVIDADE 7: ALTERANDO O DISCURSO
EM UM CONTO

Objetivo
      Transformar discurso direto em indireto e vice-versa.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I                    223
Planejamento
                         Como organizar os alunos? A atividade é individual e os alunos podem per-
                          manecer em suas carteiras. Contudo, podem consultar-se mutuamente, caso
                          tenham dúvidas.
                         Quais os materiais necessários? Texto que consta da folha de Atividade 7.
                         Qual é a duração? Cerca de 40 minutos.


                     Encaminhamento
                         Peça aos alunos para que abram o livro na página da Atividade 7. Comente
                          com eles que esse texto é um trecho da história “João e Maria” e proponha a
                          leitura compartilhada do mesmo.
                         Quando terminarem, explique que deverão observar os trechos em negrito e,
                          depois, fazer o que se pede.
                         Ao término da atividade, proponha a correção na lousa, socializando as manei-
                          ras diferentes com que podem ter resolvido o exercício.



                     ATIVIDADE 7: ALTERANDO O DISCURSO
Atividade do aluno




                     EM UM CONTO
                      NOME: __________________________________________________________________________

                      DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


                        1. Com seu professor e amigos, leia um trecho do conto “João e Maria”. Obser-
                           ve que há trechos com marcas diferenciadas, que serão usados por você a
                           seguir.

                                                      JOÃO E MARIA
                        A vida sempre fora difícil na casa do lenhador, mas naquela época as coisas
                        haviam piorado ainda mais: não havia pão para todos.
                        – Minha mulher, o que será de nós? Acabaremos todos por morrer de necessi-
                        dade. E as crianças serão as primeiras…
                        – Há uma solução… – disse a madrasta, que era muito malvada. – Amanhã
                        daremos a João e Maria um pedaço de pão, depois os levaremos à mata e lá
                        os abandonaremos.
                        O lenhador disse que não queria nem ouvir falar de um plano tão cruel, mas a
                        mulher, esperta e insistente, conseguiu convencê-lo.
                        No aposento ao lado, as duas crianças tinham escutado tudo, e Maria desa-
                        tou a chorar.




224                      Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
     – João, e agora? Sozinhos na mata, estaremos perdidos e morreremos.
     João a tranquilizou e pediu para que não chorasse. Explicou que tinha uma
     ideia que poderia salvá-los.
     Esperou que o pai e a madrasta dormissem, saiu da cabana, catou um pu-
     nhado de pedrinhas brancas que brilhavam ao clarão da lua e as escondeu no
     bolso. Depois voltou para a cama.
     No dia seguinte, ao amanhecer, a madrasta acordou as crianças.
     – Vamos cortar lenha na mata. Este pão é para vocês.
     Partiram os quatro. O lenhador e a mulher na frente e as crianças atrás.
     A cada dez passos, João deixava cair no chão uma pedrinha branca, sem que
     ninguém percebesse. Quando chegaram bem no meio da mata, a madrasta
     disse:
     – João e Maria, descansem enquanto nós vamos rachar lenha para a lareira.
     Mais tarde passaremos para pegar vocês.
     Após longa espera, os dois irmãos comeram o pão e, cansados e fracos
     como estavam, adormeceram. Quando acordaram, era noite alta e, do pai e
     da madrasta, nem sinal.
     – Estamos perdidos! Nunca mais encontraremos o caminho de casa! – solu-
     çou Maria.
     – Esperemos que apareça a lua no céu e acharemos o caminho de casa –
     consolou-a o irmão.
     Quando a lua apareceu, as pedrinhas que João tinha deixado cair pelo atalho
     começaram a brilhar; seguindo-as, os irmãos conseguiram voltar até a cabana.

     2. Releia apenas os trechos em negrito. Eles mostram o diálogo entre os perso-
        nagens escritos pelo discurso direto. Em seu caderno, reescreva-os, passando
        para o discurso indireto.
     3. Agora, observe os trechos sublinhados. Eles revelam a fala dos personagens
        de modo indireto. Imagine que você é o personagem que fala e reescreva-os,
        passando para o discurso direto.
     4. Depois, partilhe suas ideias com o professor e os colegas e veja como eles
        resolveram essas questões.


   SEQUÊNCIA DIDÁTICA “ESTUDO
   DA ORTOGR AFIA”
      As sequências didáticas para trabalhar com as questões de ortografia são ade-
quadas especificamente para o trabalho com as regularidades. Elas devem ser desen-
volvidas com todos os alunos da classe quando você identificar essa necessidade em
suas escritas, ou seja, quando parte significativa de seus alunos escreverem inade-
quadamente palavras com as terminações focadas.



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I    225
Com essa sequência de atividades pretende-se dar continuidade a uma discus-
      são iniciada na 3a série do Ciclo I, envolvendo a escrita de palavras em que a grafia
      correta depende de um conhecimento gramatical. São palavras cuja definição da grafia
      correta depende de uma análise da classe gramatical a que pertencem. Trata-se das
      regularidades morfológico-gramaticais (Morais, 1998), ou seja, possíveis de ser inferi-
      das a partir de um conhecimento – ainda que intuitivo – da categoria gramatical da pa-
      lavra. Por isso, ao longo do trabalho, recorra aos conceitos de substantivo e de verbo
      – assim como de tempo verbal – já construídos pelos alunos, para orientá-los nas suas
      análises. Eles poderão, inicialmente, utilizar expressões como “nome” – para referi-
      rem-se a substantivo – ou “palavra que mostra as coisas que a gente faz” – para fala-
      rem de verbo.
           Posteriormente, mais ao final da sequência didática – ou em outras atividades –,
      você poderá apresentar os alunos à metalinguagem.
           Nessa sequência os alunos vão refletir sobre palavras terminadas com -ISSE/-ICE
      e -ANSA/-ANÇA, em atividades que vão conduzindo a observação do aluno para o as-
      pecto em análise, tematizando as diferentes nuances a ser consideradas na inferência
      da regra subjacente à escrita.
           A finalidade principal desse trabalho é possibilitar ao aluno a análise da regulari-
      dade de escrita das palavras terminadas em -ISSE/-ICE e -ANSA/-ANÇA, a elaboração
      da regra respectiva e o uso da regra em escritas posteriores.

           PARA SABER MAIS SOBRE O TRABALHO COM ORTOGRAFIA, CONSULTE O
           GUIA DE ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS PARA O PROFESSOR DO 2o ANO. LÁ VOCÊ
           ENCONTRARÁ ORIENTAÇÃO PARA O TRABALHO COM ORTOGRAFIA E UMA DI-
           VERSIDADE DE PROPOSTAS DIDÁTICAS PARA O TRABALHO COM AS IRREGU-
           LARIDADES E VÁRIAS REGULARIDADES.


      Expectativas de aprendizagem
           Espera-se que os alunos compreendam a regularidade que orienta a escrita de
      palavras: as terminadas com -ISSE e -ICE e as terminadas com -ANSA e -ANÇA, de ma-
      neira a possibilitar a tomada de decisão sobre a ortografia correta.


      PALAVR AS TERMINADAS EM -ISSE E -ICE

      Organização geral da sequência didática

                                            ATIVIDADES
       1    Lendo o poema e comentando
       2    Estudando palavras do poema e ampliando o repertório
       3    Testando as descobertas
       4    Completando o quadro de descobertas




226        Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ATIVIDADE 1: LENDO O POEMA
E COMENTANDO
Objetivo
      Contextualizar, por meio da leitura de um texto, as palavras de referência.


Planejamento
      Quando realizar? Após uma primeira leitura do texto, para desencadear a refle-
       xão sobre a questão ortográfica focalizada, de maneira a contextualizar pala-
       vras de referência.
      Como organizar os alunos? Os alunos trabalharão coletivamente.
      Quais os materiais necessários? Folha da Atividade 1 desta sequência.
      Qual é a duração? Uma aula de 50 minutos.


Encaminhamento
      Esclareça os alunos sobre os propósitos e desenvolvimento da atividade. Para
       iniciar o trabalho, leia o texto com eles.
      Na leitura do texto inicial, é importante o trabalho com a antecipação de con-
       teúdo em função de autor e título do texto. Fale um pouco da obra de Bandei-
       ra, situando os alunos em relação à temática de sua produção.
      Esse procedimento é importantíssimo para que o texto contextualizador da
       questão ortográfica não seja tratado apenas como pretexto para trabalho gra-
       matical. Além disso, é fundamental o trabalho de apreciação da obra, seja pelo
       viés do conteúdo, seja da forma. Assim, apresente aos alunos os excertos de
       Mariana e Edivaldo e solicite que os alunos comentem, comparando com o que
       acharam do texto lido. Comparar impressões sobre um texto é comportamento
       leitor fundamental.



ATIVIDADE 1: LENDO O POEMA
E COMENTANDO                                                                             Atividade do aluno

  NOME: __________________________________________________________________________

  DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


     Manuel Bandeira é um grande poeta brasileiro. Você já leu alguma obra dele?
     O poema que se encontra apresentado a seguir fala da impressão que uma na-
     morada causa em seu namorado. O que será que diz?




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I     227
Atividade do aluno
                     1. Converse com seus colegas e professor sobre isso e, depois, leia o poema.


                                                  NAMORADOS
                                                                                               Manuel Bandeira

                     O rapaz chegou-se para junto da moça e disse:
                     – Antônia, ainda não me acostumei com o seu corpo, com a sua cara.
                     A moça olhou de lado e esperou.
                     – Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagartixa lis-
                     tada?
                     A moça se lembrava: – A gente fica olhando…
                     A meninice brincou de novo nos olhos dela.
                     O rapaz prosseguiu com muita doçura:
                     – Antônia, você parece uma lagartixa listada.
                     A moça arregalou os olhos, fez exclamações.
                     O rapaz concluiu:
                     – Antônia, você é engraçada! Você parece louca.
                                               (Fonte: Bandeira, Manuel. Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro:
                                                                         Livraria José Olympio Editora, 1979.)


                     Mariana e Edivaldo também leram esse poema. Veja o que acharam dele.
                     “Eu achei um poema engraçado... como é que se pode achar alguém parecido
                     com uma lagarta? Deve ser porque a namorada era alta e desengonçada! Ou
                     então porque ainda não tinha virado borboleta... ah... já sei... ela devia ser
                     engraçada porque ainda era adolescente, mas ia ficar uma moça linda...! Que
                     nem a lagarta que vira borboleta...”
                     (Mariana, 10 anos)


                     “Esse poema fala de uma coisa que acontece, às vezes, com a gente: a gen-
                     te vê uma coisa e não consegue tirar os olhos e não sabe bem por quê... só
                     sabe que gosta... É como o namorado... e como eu quando li esse poema...
                     Ele é estranho, assim, simples, mas tem alguma coisa de bonito...”
                     (Edivaldo, 11 anos)

                     2. E você? Qual a sua opinião sobre o poema? Concorda com Mariana? Com Edi-
                        valdo? Com os dois? Com nenhum deles? Converse com seus colegas e pro-
                        fessor sobre isso.




228                  Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ATIVIDADE 2: ESTUDANDO PALAVRAS
DO POEMA E AMPLIANDO O REPERTÓRIO
Objetivo
      Desencadear o processo de reflexão sobre o aspecto ortográfico, buscando a
       construção da regularidade e organizando os primeiros registros.


Planejamento
      Quando realizar? Depois da leitura, focalizando as palavras de referência.
      Como organizar os alunos? Os alunos trabalharão em duplas.
      Quais os materiais necessários? Reprodução da atividade apresentada a seguir.
      Qual é a duração? Uma aula de 50 minutos.


Encaminhamento
      Esclareça os alunos sobre os propósitos e desenvolvimento da atividade. Dis-
       cuta com eles o significado da palavra meninice, caso você considere necessá-
       rio. A intenção é que não trabalhem com nenhuma palavra que não conheçam.
      Oriente-os para que organizem palavras em dois grupos, tendo como referência
       o que observaram nas palavras MENINICE e DISSE. A intenção é orientar a
       observação pensando nas classes gramaticais a que pertencem as palavras,
       pois trata-se de uma regularidade morfológica: substantivos com essa termi-
       nação são escritos com C e verbos com SS (conjugados no pretérito, segunda
       pessoa do singular).
      Num primeiro momento, deixe que observem e apontem tais regularidades na
       maneira como as palavras foram escritas (SS ou C). Depois, ressalte a dica
       apresentada: é para focalizar o olho do aluno para o tipo de palavra (verbo). A
       seguir, chame a atenção dos alunos para o fato de que DISSE é um verbo (eles
       podem definir como ALGUMA COISA QUE ALGUÉM FEZ) e MENINICE é um subs-
       tantivo (o NOME DE ALGUMA COISA)
      Vá orientando as duplas na sua reflexão e, depois, solicite que cada uma re-
       gistre suas primeiras conclusões no caderno. Os alunos devem registrar a ma-
       neira como conseguiram perceber, mesmo sem a utilização de metalinguagem,
       como substantivo ou verbo.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I      229
Atividade do aluno
                     ATIVIDADE 2: ESTUDANDO PALAVRAS
                     DO POEMA E AMPLIANDO O REPERTÓRIO
                      NOME: __________________________________________________________________________

                      DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


                        1. Vamos estudar duas palavras que foram utilizadas no poema que você acabou
                           de ler: meninice e disse.
                           Antes de qualquer coisa, reflita: o que significa meninice? Veja as possibilida-
                           des abaixo e converse com seu colega sobre quais sentidos seriam mais ade-
                           quados de acordo com o poema:
                           a. significa que a namorada fez uma brincadeira de menina;
                           b. significa que, apesar de a namorada ser moça, naquela hora ela pareceu
                              criança;
                           c. significa que ela se lembrou de uma situação que viveu quando era criança.
                        2. Agora, vamos pensar sobre a forma como essas palavras foram escritas.
                           Você deve ter percebido que, quando as falamos, ambas terminam com o
                           mesmo som. Mas quando as escrevemos, utilizamos letras diferentes, não é
                           mesmo? Por que será?
                        3. Leia as palavras a seguir e, depois, organize dois grupos: palavras escritas
                           com -ISSE e palavras escritas com -ICE.
                            mesmice – fugisse – tolice – doidice – fingisse – partisse – meninice – caretice
                               burrice – meiguice – chatice – saísse – visse – ouvisse – risse – velhice
                        4. Junto a seu colega, analise: além de serem escritas da mesma forma, o que
                           as palavras de cada grupo têm em comum?
                        Uma pista:

                                DIZER  DISSE



                     ATIVIDADE 3: TESTANDO AS DESCOBERTAS

                     Objetivo
                         Possibilitar que os alunos experimentem utilizar o seu registro – que deve cor-
                          responder à regularidade observada – de modo a validar suas observações.


                     Planejamento
                         Quando realizar? Depois do primeiro registro de observação.




230                      Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
 Como organizar os alunos? Os alunos trabalharão em duplas.
      Quais os materiais necessários? Reprodução da atividade apresentada a seguir.
      Qual é a duração? Uma aula de 50 minutos.


Encaminhamento
      Organize os alunos em duplas. Esclareça sobre os propósitos e desenvolvimen-
       to da atividade. Esse será o momento de os alunos analisarem se suas obser-
       vações realmente ajudam a tomar a decisão sobre a ortografia, reajustando-as,
       caso seja necessário.
      Depois de realizada a atividade, solicite às duplas que apresentem suas con-
       clusões para todos, lendo seu registro e explicando se tiveram que modificá-lo
       ou não.
      Para checar se a ortografia está correta, oriente os alunos a, depois de realiza-
       rem todos os exercícios, consultarem o dicionário. Caso esteja correta, concluir
       com a elaboração da regra escrita. Para isso, peça aos alunos que ditem a
       regra ao professor, que será o escriba e, ao mesmo tempo, mediador da cons-
       trução dessa norma.
      Depois de validado o registro, pode-se recorrer ao uso de uma boa gramática
       para comparar a regularidade observada pelos alunos com a especificada na
       gramática. Esse procedimento valida e valoriza a produção dos alunos. Ao final
       da atividade, retome o registro e interfira de maneira que os alunos utilizem a
       metalinguagem, pois sua utilização é questão tanto da sistematização de um
       conteúdo quanto de economia nas atividades de reflexão sobre a língua e a
       linguagem.



ATIVIDADE 3: TESTANDO AS DESCOBERTAS



                                                                                              Atividade do aluno
  NOME: __________________________________________________________________________

  DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


     Vamos testar as descobertas feitas?
     1. Complete as frases a seguir utilizando a ortografia correta. Use as suas desco-
        bertas para tomar a decisão sobre a ortografia.

     a. Mas que                             ! Eu jamais iria imaginar que ela iria à festa

       com um sapato de cada cor! (doidice/doidisse)

     b. Antes que ele                                      latindo atrás dos carros no-

       vamente – que tristeza! –, minha mãe tratou logo de prender o bichinho pela
       coleira. (fugisse/fugice)



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I          231
Atividade do aluno
                        c. Aquela festa estava mesmo uma                              ! (chatisse/chatice)

                        d. Antes que ela                                            os cabelos, resolveram

                          fazer o teste pra ver se ela não tinha alergia ao produto. (colorice/colorisse)
                        Deu certo?
                        Volte ao seu registro e o complete, caso considere necessário.

                        Agora você já sabe: quando uma palavra terminar como essas que estudamos,
                        para decidir se utilizamos SS ou C, é só lembrar que:

                        quando a palavra for um                                       , utilizamos -ISSE;

                        quando for um                                               , empregamos -ICE.



                     ATIVIDADE 4: COMPLETANDO O QUADRO
                     DE DESCOBERTAS

                     Objetivo
                         Organizar o registro final da regularidade observada, de modo a elaborar ma-
                          terial que ofereça pistas para o aluno tomar as decisões adequadas sobre a
                          regularidade ortográfica estudada.


                     Planejamento
                         Quando realizar? Depois do ditado de reinvestimento.
                         Como organizar os alunos? Os alunos trabalharão individualmente.
                         Quais os materiais necessários? Reprodução da atividade apresentada a seguir.
                         Qual é a duração? 20 minutos.


                     Encaminhamento
                         Esclareça os alunos sobre os propósitos da atividade. Retome, com eles, a re-
                          gularidade observada, relendo a regra que elaboraram coletivamente.
                         Leia o quadro que deverão completar, explicando as informações de cada colu-
                          na a partir do exemplo de referência.
                         Solicite que cada um escreva a primeira parte da regularidade, a relativa aos
                          substantivos. Determine um tempo para isso e, a seguir, peça para que os alu-
                          nos se manifestem, relatando como organizaram o registro. Nesse processo,
                          complete o referido quadro para deixá-lo afixado na classe.
                         Depois disso, proceda da mesma forma em relação às palavras que são verbo.
                          Deixe o quadro afixado na classe até que perceba certa autonomia dos alunos



232                     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
em relação ao procedimento de consulta para tomar as decisões a respeito da
       ortografia dessas palavras. O importante não é apenas os alunos memorizarem
       a regra, mas se apropriarem de procedimentos de consulta às regularidades.
      Paralelamente a esse quando, você também poderá organizar um índice públi-
       co – afixado na classe – das regularidades estudadas, que será complemen-
       tado a cada estudo realizado. Assim, mesmo depois de retirados os quadros-
       -síntese, os alunos saberão que, se aquela regularidade foi estudada, podem
       recorrer ao caderno de descobertas.
     A seguir, exemplo de registro possível.

          ORTOGRAFIA – QUADRO-SÍNTESE DE REGISTRO DE DESCOBERTAS
                      ESCRITA
 DÚVIDA                              EXPLICAÇÃO                    COMO SABER?
                      CORRETA
 Campo ou canpo?      CAMPO          Sempre que a sílaba           Consultando a
 Tambor ou tanbor?    TAMBOR         seguinte começar com P        regra.
                                     ou com B, usa-se M para
 Contente ou          CONTENTE
                                     nasalizar. Quando começar
 comtemte?            ANTES          com qualquer outra
 Antes ou amtes?                     consoante – T, por exemplo
                                     – usa-se a letra N.
 Meninice ou          MENINICE       Quando se tratar de           Consultar a regra.
 meninisse?           CRIANCICE      substantivos, a terminação    Buscar um
 Criancice ou                        será sempre -ICE.             exemplo de palavra
                      VELHICE
 criancisse?                                                       semelhante.
 Velhice ou
 velhisse?
 Saísse ou saíce?     SAÍSSE         Quando a palavra for verbo,   Consultar a regra.
 Fugisse ou fugice?   FUGISSE        a terminação será sempre      Buscar um
                                     -ISSE.                        exemplo de palavra
 Risse ou rice?       RISSE
                                                                   semelhante.



ATIVIDADE 4 – COMPLETANDO QUADRO
DE DESCOBERTAS                                                                           Atividade do aluno

  NOME: __________________________________________________________________________

  DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


     1. Considerando o que foi estudado nas atividades anteriores, complete o qua-
        dro a seguir com suas descobertas.
        Dê uma olhada no registro de uma regra que você já conhece para redigir a
        sua nova descoberta.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I     233
Atividade do aluno
                             Na primeira coluna você pode incluir quantos exemplos quiser.
                               ORTOGRAFIA – QUADRO-SÍNTESE DE REGISTRO DE DESCOBERTAS
                                           ESCRITA                                            COMO
                      DÚVIDA                             EXPLICAÇÃO
                                           CORRETA                                            SABER?
                      Campo ou canpo?      CAMPO         Sempre que a sílaba seguinte      Consultando
                      Tambor ou tanbor?    TAMBOR        começar com P ou com B, usa-se a regra.
                                                         M para nasalizar. Quando começar
                      Contente ou          CONTENTE
                                                         com qualquer outra consoante – T,
                      comtemte?            ANTES         por exemplo – usa-se a letra N.
                      Antes ou amtes?


                     PALAVR AS TERMINADAS EM -ANSA E -ANÇA

                     Organização geral da sequência didática

                                                          ATIVIDADES
                      1    Lendo o poema e comentando
                      2    Estudando a ortografia das palavras selecionadas
                      3    Ampliando a análise das palavras
                      4    Testando as descobertas



                     ATIVIDADE 1: LENDO O POEMA
                     E COMENTANDO

                     Objetivo
                           Contextualizar, por meio da leitura de um texto, as palavras de referência.


                     Planejamento
                           Quando realizar? Após uma primeira leitura do texto, a fim de desencadear a
                            reflexão sobre a questão ortográfica focalizada, de maneira a contextualizar pa-
                            lavras de referência.
                           Como organizar os alunos? Os alunos trabalharão coletivamente.
                           Quais os materiais necessários? Reprodução da atividade apresentada a seguir.
                           Qual é a duração? Uma aula de 50 minutos.


                     Encaminhamento
                           Esclareça os alunos sobre os propósitos e desenvolvimento da atividade. Para
                            iniciar o trabalho, leia o texto com eles.



234                       Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
 Na leitura do texto inicial, é importante o trabalho com a antecipação de con-
       teúdo em função de autor e título do texto. Fale um pouco da obra de Quinta-
       na, situando os alunos em relação à temática de sua produção. Esse procedi-
       mento é importantíssimo para que o texto contextualizador da questão ortográ-
       fica não seja tratado apenas como pretexto para o trabalho gramatical.
      Depois, trabalhe com as impressões que os alunos tiveram do texto, de manei-
       ra a tematizar possíveis aspectos que não foram muito bem compreendidos.
       Você pode discutir, por exemplo, o sentido de “claros” no texto, articulando
       com a segunda parte da atividade.


ATIVIDADE 1: LENDO O POEMA




                                                                                                     Atividade do aluno
E COMENTANDO
  NOME: __________________________________________________________________________

  DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


     Mário Quintana é outro grande poeta brasileiro. Era gaúcho, morava em Por-
     to Alegre, em um hotel que até hoje existe. Ele mesmo se dizia “um homem
     fechado e solitário”, mas era pessoa de grande sensibilidade e escrevia com
     muita delicadeza e simplicidade.

     1. Você já leu alguma obra dele? Veja só o que ele pensava sobre livros de poe-
        mas e crianças.
                                   DA PAGINAÇÃO
     Os livros de poemas devem ter margens largas e muitas páginas em bran-
     co e suficientes claros nas páginas impressas, para que as crianças possam
     enchê-los de desenhos – gatos, homens, aviões, casas, chaminés, árvores,
     luas, pontes, automóveis, cachorros, cavalos, bois, tranças, estrelas – que
     passarão também a fazer parte dos poemas...
                         (Fonte: Quintana, Mário. Apontamentos de história sobrenatural: poesias.
                                                      São Paulo: Círculo do Livro, 1992. p. 228.)


     2. Você já viu algum livro de poemas como esse que Quintana descreveu?
     3. Como os livros costumam ser? Que diferença faria para quem lê, se fosse
        possível desenhar cada poema apresentado em um livro?
     4. Você gostaria que os livros de poemas fossem assim? Por quê?
     5. Converse com seus colegas e professor sobre isso.
     6. Agora, vamos fazer um ensaio? Imagine que a página seguinte é uma página
        desse livro imaginário. Nela há um “claro” bem grande, como queria o poeta...
        Desenhe o poema da página, de modo que seu desenho passe a fazer parte
        dele. Experimente...!



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I                 235
Atividade do aluno
                                               NOTURNO ARRABALEIRO
                        Os grilos... os grilos... Meu Deus, se a gente
                        Pudesse
                        Puxar
                        Por uma
                        Perna
                        Um só
                        Grilo,
                        Se desfariam todas as estrelas!
                                            (Fonte: Quintana, Mário. Apontamentos de história sobrenatural: poesias.
                                                                           São Paulo: Círculo do Livro, 1992. p. 99.)




                     ATIVIDADE 2: ESTUDANDO A ORTOGRAFIA
                     DAS PALAVRAS SELECIONADAS
                     Objetivo
                         Desencadear o processo de reflexão sobre o aspecto ortográfico, buscando a
                          construção da regularidade e organizando os primeiros registros.


                     Planejamento
                         Quando realizar? Depois da leitura, focalizando as palavras de referência para
                          desencadear a reflexão sobre a questão ortográfica estudada, de maneira a
                          contextualizar as palavras de referência.
                         Como organizar os alunos? Os alunos trabalharão em duplas.
                         Quais os materiais necessários? Reprodução da atividade apresentada a seguir.
                         Qual é a duração? Uma aula de 50 minutos.


                     Encaminhamento
                         Organize os alunos em duplas.
                         Esclareça-os sobre o propósito da atividade e seu desenvolvimento.
                         Oriente-os para que agrupem as palavras de acordo com a sua ortografia. A
                          finalidade desse primeiro agrupamento é focalizar que só alguns verbos são
                          escritos com S (amansa, descansa, cansa), mas nenhum substantivo o é.
                         Num segundo momento, espera-se refinar a reflexão dos alunos, tematizando
                          o agrupamento das palavras escritas com Ç. A ideia é que agrupem várias pa-
                          lavras por classe gramatical, colocando de um lado substantivos e, de outro,
                          verbos. Por isso a dica de colocação do artigo foi apresentada: só substantivos
                          podem ser precedidos de artigo, não os verbos.



236                     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
 Oriente os alunos para que deem um nome para cada um dos grupos, pen-
       sando nos tipos de palavras que são. Podem nomear o primeiro grupo como
       “nomes”, por exemplo, e o segundo como “coisas que a gente faz” ou “ações”;
       não é necessário que utilizem a metalinguagem. Nesse momento, pergunte
       a eles se tiveram dificuldade em colocar determinadas palavras em um úni-
       co agrupamento (dança, lança, balança). Explique que, dependendo do texto,
       essas palavras podem estar em ambos os grupos, pois podem ser verbo ou
       substantivo.
      Dê alguns exemplos e diga que, se quiserem, podem colocar essas palavras
       nos dois grupos ou podem criar um terceiro, somente para as palavras que
       pertencem, simultaneamente, a ambos os grupos.
      Nesse momento – a segunda tarefa – pretende-se que os alunos percebam
       que os substantivos são sempre escritos com Ç, mas que alguns verbos po-
       dem, também, ser escritos com Ç (dança, avança, alcança, lança, balança).
      Para finalizar a atividade, oriente-os para que elaborem novos registros – com-
       plementares dos anteriores – sobre a questão estudada.



ATIVIDADE 2: ESTUDANDO A ORTOGRAFIA




                                                                                          Atividade do aluno
DAS PALAVRAS SELECIONADAS
  NOME: __________________________________________________________________________

  DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


     1. Retome o primeiro poema. Vamos estudar duas palavras que constam dele:
        tranças e crianças. Você alguma vez teve dúvida para escrever palavras que
        terminam como essas? Ficou pensando se era com S ou Ç?
        Para tentar ajudar você a resolver esse tipo de dúvida, vamos estudar esse
        assunto.
        Para começar, leia as palavras a seguir e depois organize dois grupos no seu
        caderno: um de palavras escritas com Ç e outro com S.
                dança – esperança – avança – matança – andança – aliança
                poupança – cansa – descansa – amansa – alcança – herança
                    segurança – liderança – lança – festança – balança
     2. Junto com seu colega, você terá duas tarefas.
        a. Descubram o que têm em comum as palavras escritas com S, além do fato
           de serem escritas da mesma forma. Relacionem essa descoberta com a
           escrita dessas palavras e registrem sua conclusão no caderno.
        b. Analisem as palavras escritas com Ç e separem-nas em dois grupos, preen-
           chendo um quadro em seu caderno, conforme modelo a seguir.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I      237
Atividade do aluno
                        Dica
                        Coloquem os artigos A, O, UM, UMA na frente de cada palavra. Vejam o que
                        acontece.


                                                PALAVRAS ESCRITAS COM Ç
                     GRUPO 1:                                   GRUPO 2:




                        3. Deem um título para cada grupo, de modo que indique o tipo de palavra que
                           está presente em cada um.
                        4. Vocês devem ter encontrado palavras que cabem nos dois grupos, não é? Por
                           que vocês acham que isso aconteceu?
                        5. Relacionem essa descoberta com a escrita dessas palavras e registrem sua
                           conclusão no caderno.
                           Quando uma palavra termina com o som -ANSA/-ANÇA, sempre escrevemos

                           com Ç quando a palavra for um

                           Os                                         também podem ser escritos com Ç.



                     ATIVIDADE 3: AMPLIANDO A ANÁLISE
                     DAS PALAVRAS

                     Objetivo
                         Aprofundar a reflexão sobre a regularidade ortográfica, de maneira a ampliar
                          perspectivas e aprofundar a reflexão, chegando à compreensão da regularidade
                          e à constatação de quais são as exceções.


                     Planejamento
                         Quando realizar? Depois da elaboração dos primeiros registros de observação
                          dos alunos, de maneira a aprofundá-los e ampliá-los, conduzindo à elaboração
                          de regularidades.
                         Como organizar os alunos? Os alunos trabalharão em duplas, com socialização
                          final de registros.
                         Quais os materiais necessários? Reprodução da atividade apresentada a seguir.
                         Qual é a duração? Uma aula de 50 minutos.




238                     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Encaminhamento
      Organize os alunos em duplas. Esclareça-os sobre o propósito da atividade e
       seu desenvolvimento.
      Nesse momento, pretende-se ampliar a reflexão dos alunos e aprofundá-la,
       possibilitando-lhes a percepção da regularidade e a constatação das exceções.
       Para tanto, a atividade oferece aos alunos algumas pistas que poderão auxi-
       liá-los nessa tarefa. É preciso orientá-los no uso das informações apresenta-
       das. Por exemplo: se apenas três verbos são escritos com S, se apenas um
       substantivo é escrito com S e se apenas um adjetivo é escrito com S, então,
       pode-se memorizá-los e deduzir que a regra é sempre grafar com Ç as palavras
       terminadas com -ANÇA, com exceção das palavras cansa, amansa, descansa,
       gansa e mansa. Pondere com eles a utilização dos demais substantivos, que
       são raros e, portanto, quase nunca utilizados.
      Converse com os alunos sobre o porquê de se ressaltar, nas dicas, os verbos
       no infinitivo. Explique que só se encontram no dicionário nessa forma; por isso,
       precisam ser pesquisados assim. Sabendo sua terminação, pode-se deduzir
       que haverá as formas descansa para ele/ela/você descansa, por exemplo.
      Oriente-os para que voltem aos seus registros e os reorganizem, considerando
       as dicas apresentadas. Nesse momento, antes de realizar o registro, devem
       socializar a discussão que tiveram.

     Indicação de possível registro:
     Quando as palavras terminarem em -ANÇA/-ANSA:
      se for um substantivo, escrevemos sempre com Ç;
      a maioria dos verbos se escreve com Ç;
      só escrevemos com S se a palavra for um dos três verbos seguintes: cansa,
       descansa, amansa; se for o substantivo gansa, ou se for o adjetivo mansa.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I       239
Atividade do aluno
                     ATIVIDADE 3: AMPLIANDO A ANÁLISE
                     DAS PALAVRAS
                      NOME: __________________________________________________________________________

                      DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


                        1. Leiam as dicas apresentadas a seguir:
                        DICA 1
                        No Novo Dicionário Aurélio Eletrônico (versão 5.11a), os únicos verbos com
                        a terminação em estudo que são escritos com S são os seguintes: cansar,
                        descansar, amansar.
                        DICA 2
                        Também no Dicionário Aurélio, os únicos substantivos com a terminação em
                        estudo que são escritos com S são os seguintes: gansa, hansa, kansa, mi-
                        mansa, sansa, ansa.
                        DICA 3
                        O mesmo dicionário mostra que há um adjetivo com essa terminação, que se
                        escreve com S: mansa.
                        Alguns dos substantivos indicados são muito pouco usados, como hansa,
                        kansa, mimansa, sansa e ansa. Se você desejar, pode procurar o significado
                        dos mesmos no dicionário.

                        2. Releiam suas descobertas e registrem em seu caderno suas conclusões fi -
                           nais, considerando tudo o que vocês analisaram.


                     ATIVIDADE 4: TESTANDO AS DESCOBERTAS
                     Objetivo
                         Possibilitar que os alunos experimentem utilizar o seu registro – que deve cor-
                          responder à regularidade observada – de modo a validar suas observações.

                     Planejamento
                         Quando realizar? Depois do aprofundamento dos estudos sobre a regularidade
                          e da elaboração dos registros finais a respeito do aspecto estudado.
                         Como organizar os alunos? Os alunos trabalharão em duplas, com socialização
                          final de registros.
                         Quais os materiais necessários? Reprodução da atividade apresentada a seguir.
                         Qual é a duração? 20 minutos.




240                      Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Encaminhamento
      Organize os alunos em duplas. Esclareça sobre o propósito da atividade e seu
       desenvolvimento. Nesse momento, os alunos deverão tomar decisões a respei-
       to da ortografia correta, utilizando os registros elaborados.
      Ao final da atividade, podem conferir se acertaram utilizando o dicionário, o
       que validará suas constatações.
      Além disso, você também poderá consultar, com os alunos, uma gramática,
       com a finalidade de validar e valorizar o estudo realizado por eles.



ATIVIDADE 4: TESTANDO AS DESCOBERTAS




                                                                                         Atividade do aluno
  NOME: __________________________________________________________________________

  DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


     Vamos testar as descobertas feitas?
     1. Complete o texto a seguir utilizando a ortografia correta. Use as suas desco-
        bertas para tomar a decisão sobre a forma certa de escrever.
        Depois de completar, se quiser, consulte o dicionário para conferir.

     Frederica estava com muito medo. Ela tinha medo de que aquela égua não

     fosse nada                                        (mança/mansa). Ainda tinha
                                      (lembransa/lembrança) do tombo que levara

     do potro chucro de seu avô, naquelas primeiras férias no sítio.

     Seu avô lhe explicara que até o animal ter
     (confiança/confiansa) nos humanos levava um bom tempo, que até se conse-

     guir                                 (amansar/amançar) o bicho era um custo!

     Mas ela não podia deixar de montar, senão ia virar assunto na
                                                  (vizinhança/vizinhansa) por muito

     tempo. O jeito era afastar o medo, botar a cabeça em outro lugar, mas tomar

     muito cuidado e se segurar muito bem.

     Esse Zé Paulo...! Por que é que tinha que fazer a festa de aniversário justo

     numa chácara, com direito a passeio a cavalo?

        E então, deu certo? Suas descobertas o auxiliaram a tomar as decisões?
        Agora, se achar que é necessário, volte aos seus registros e reformule-os.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I     241
Atividades de
Matemática
ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS GERAIS
      PARA O DESENVOLVIMENTO
      DE ATIVIDADES DE MATEMÁTICA

           As orientações apresentadas aqui têm por objetivo colaborar para que você possa
      encaminhar o seu trabalho em sala de aula. Incluem aspectos de organização da sala,
      dos agrupamentos dos alunos e encaminhamentos didáticos que estão relacionados à
      sua intervenção.
            As atividades não precisam ser seguidas de acordo com a numeração proposta
      no livro, exceto aquelas que dependem de uma sequência, como você poderá observar
      nas atividades dos conteúdos de Espaço e Forma, Grandezas e Medidas e Tratamento
      de Informação.
           Há que se lembrar que as atividades que seguem são referências para a elabo-
      ração de outras de mesma natureza, de acordo com as necessidades que você for
      identificando.



       NÚMEROS

      Números naturais

           As atividades propostas neste material para estudo dos números naturais visam
      explorar a escrita numérica da maneira como esta se apresenta no cotidiano. Dessa
      forma, os alunos serão convidados a produzir e interpretar números que são apresen-
      tados em diversos portadores, tais como: jornais, revistas, folhetos de supermerca-
      dos, entre outros. Assim, os alunos poderão colocar em jogo os conhecimentos que já
      possuem, fazer novos questionamentos, revisar e aprender mais sobre o sistema de
      numeração.
           A escrita de números se apresenta para os alunos como dado da realidade e,
      portanto, há a necessidade de entender como esse sistema de numeração funciona,
      para que serve e o contexto de sua utilização.
           Nesse sentido, as situações propostas devem favorecer a reflexão sobre a posi-
      cionalidade que cada algarismo ocupa dentro da escrita dos números, sem que para
      isso seja necessário o uso de materiais concretos, como amarradinhos de palitos
      para  troca de bases, acreditando-se com isso que os alunos façam a transposição
      didática para o sistema decimal.
           Os alunos serão desafiados a observar, refletir e estabelecer regularidades que
      os ajudem a escrever e a interpretar outros números naturais.




244       Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Aqui destacamos as seguintes atividades:
      OS NÚMEROS NA CONTAGEM DAS POPULAÇÕES – Nesta atividade, os alunos
       irão realizar a leitura de textos e, a partir deles, comparar os números escre-
       vendo-os por extenso.
      ESCRITAS ABREVIADAS – O objetivo é discutir a leitura e a interpretação de nú-
       meros arredondados, da forma como aparecem nos diferentes portadores.

Números racionais

     Os números racionais surgiram como resposta à necessidade de informar com
maior precisão determinada medida. Os egípcios já conheciam as frações há cerca
de 5 mil anos, porém a representação decimal surgiu apenas no século 16 com Viète,
que criou uma nova maneira de representar frações utilizando vírgula nos números.
     A pergunta que se faz é como ensinar os números racionais de modo que façam
sentido, sem deformar esse objeto de conhecimento. A opção, mais uma vez, foi as-
sociá-los a situações do dia a dia para que os alunos atribuam significado e coloquem
em jogo o conhecimento intuitivo, muitas vezes do senso comum. A partir daí serão
propostas situações em que os alunos possam duvidar desses conhecimentos intuiti-
vos e que lhes permitirão construir novos conhecimentos.
     O que se propõe é que eles descubram que algumas regras que já construíram
sobre números naturais não são válidas para os números racionais.
     Por exemplo: para os alunos uma regra válida no campo dos números naturais é:
      “quanto maior a quantidade de dígitos, maior é o número”, o que não vale no
       campo dos racionais, pois 3,2 é maior que 3,1345.
      para se descobrir qual é o sucessor de 10, basta somar o 1, obtendo o 11, e
       isso também não vale para os racionais, pois entre 10 e 11 há infinitos números.
     As atividades propostas são:
      OS NÚMEROS RACIONAIS NO CONTEXTO DIÁRIO – Trata-se de uma situação
       em que os alunos irão observar, em textos e manchetes de jornais, como es-
       ses números aparecem e como se pode interpretá-los.
      DIVIDINDO FIGURAS – Tem como objetivo que os alunos estabeleçam a relação
       parte-todo e razão.
      USANDO A CALCULADORA PARA FAZER DESCOBERTAS – Os alunos serão convi-
       dados a refletir sobre as regularidades dos números racionais, verificando que
       as regras de organização dos números naturais não valem para os decimais,
       tanto na sua forma de representação decimal como na fracionária.
      COMPARANDO OS NÚMEROS RACIONAIS – Nesta atividade, os alunos farão
       análise de situações-problema que envolvem compra e venda e a partir delas
       tomarão decisões considerando as vantagens que se teria em cada situação.
      JOGO DAS REPRESENTAÇÕES DECIMAIS – É uma situação em que os alunos
       irão colocar em jogo os conhecimentos construídos sobre os números racio-
       nais para poder compará-los.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I       245
ATIVIDADE 1: OS NÚMEROS NA CONTAGEM
      DAS POPULAÇÕES

      Objetivo
          Compreender e utilizar as regras do sistema de numeração decimal para inter-
           pretar e produzir números de qualquer ordem de grandeza.


      Planejamento
          Como organizar os alunos? Coletivamente e em duplas.
          Quais os materiais necessários? Cópia da Atividade 1A.


      Encaminhamento
          Converse com sua turma chamando a atenção sobre o fato de que os números
           estão presentes no dia a dia das pessoas e nos ajudam a compreender a reali-
           dade em que vivemos.
          Pergunte se já ouviram falar em Censo Demográfico e se sabem como e quan-
           do é realizado em nosso país. Provavelmente alguns alunos devem ter recebido
           em suas casas a visita do recenseador e dirão que uma pessoa vem perguntar
           quantas pessoas moram naquela casa. Porém, talvez eles não saibam que a
           previsão de recenseamento deve-se dar de dez em dez anos.
          Conte que o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) estimou a po-
           pulação do Brasil em 2006 e pergunte se eles têm ideia de quantos brasileiros
           eram nessa data. Ouça as respostas e vá avaliando-as com eles. Em seguida,
           escreva essa informação na lousa, ou seja, o número de brasileiros estimado
           em 2006 era de 186.000.000 de habitantes.
          Pergunte como se lê esse número.
          Antecipe o assunto dos textos da Atividade 1A e oriente para que leiam em du-
           plas e, em seguida, realizem a atividade proposta.
          Enquanto isso, anote todos os números referentes aos dados populacionais na
           lousa.
          Quando observar que a maioria já terminou, socialize confrontando as diferen-
           tes respostas. Solicite aos alunos que defendam as suas ideias.




246     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
ATIVIDADE 1A
 NOME: __________________________________________________________________________

 DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


    1. Leiam os textos abaixo e respondam às questões solicitadas.
    A cidade de São Paulo, capital do estado de São Paulo, é a mais populosa
    cidade do Brasil e de todo o Hemisfério Sul. No censo do ano 2000, a po-
    pulação do município era de 10.287.965 habitantes. Em 2005, a população
    chegou a 10.927.985. A região metropolitana da cidade de São Paulo é com-
    posta por cidades como as do ABCD, Osasco e Guarulhos, apenas para citar
    algumas. A população na região metropolitana da cidade chegou, em 2006, a
    cerca de 20.237.000 habitantes, o que a torna a metrópole mais populosa do
    Brasil e a terceira do mundo, depois de Tóquio e Cidade do México.

    a. Escreva por extenso os números que aparecem no texto relativos à população.



    b. A população do município de São Paulo no ano 2000 era mais próxima de dez
       milhões ou de onze milhões de habitantes?



    c. A população da região metropolitana de São Paulo em 2006 era mais próxima
       de vinte milhões ou de vinte e um milhões de habitantes?



    Com essa população, a cidade de São Paulo tem uma imensa frota de auto-
    móveis particulares. São cinco milhões e oitocentos mil carros que circulam
    diariamente. Nos grandes feriados, parte dessa frota procura estradas para
    deixar a cidade. Estima-se que no ano de 2007, na Páscoa, cerca de um mi-
    lhão e duzentos mil carros deixariam a capital.

    d. Reescreva o texto acima substituindo as escritas por extenso por escritas nu-
       méricas.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I    247
O que mais fazer?
           Ao longo do ano, proponha que os alunos observem a escrita de outros
            números com muitos algarismos. Para isso, os textos que aparecem em
            jornais e revistas podem ser bastante úteis.
           Nesse sentido, você pode propor em algumas aulas que eles façam a se-
            leção desses números “grandes” em jornais e revistas, listando-os para
            que em outra data seja realizado um ditado de números.
           Também os alunos podem pesquisar no laboratório de informática as
            dez cidades mais populosas do mundo, para que, depois, na sala, orga-
            nizem um painel com esses números escritos em algarismos e também
            por extenso, servindo como referência para a escrita de outros números
            “grandes”.


      O que é importante discutir com os alunos:
         É importante que eles observem que os números com várias ordens são es-
         critos com espaço ou ponto para facilitar a sua leitura. Esse ponto ou espa-
         ço é usado a cada grupo de três algarismos, a partir da direita.
         O quadro numérico a seguir pode ser utilizado como recurso para que os alu-
         nos identifiquem as classes e as ordens e aprendam a utilizar o espaço ou
         ponto na escrita com algarismos.

        ...          Trilhões           Bilhões            Milhões            Milhares       U. Simples

        ...      C      D       U   C     D       U   C      D       U    C      D       U   C    D    U

        ...     15a 14a 13a 12a 11a 10a               9a     8a      7a   6a     5a   4a     3a   2a   1a

                                                      1      8       6    0      0       0   0    0    0




      ATIVIDADE 2: ESCRITAS ABREVIADAS
      Objetivos
               Ler e interpretar números, fazendo arredondamentos.
               Ordenar números de qualquer ordem de grandeza.

      Planejamento
               Como organizar os alunos? Em duplas.
               Quais os materiais necessários? Cópia da Atividade 2A.



248       Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Encaminhamento
     Diga aos alunos que hoje irão observar melhor como os números vêm escritos
      nas manchetes e nas notícias de jornais e revistas.
     Distribua alguns jornais em que aparecem informações numéricas para que os
      alunos possam fazer essas observações sobre a escrita de números altos.
     Em seguida, liste na lousa as observações feitas pelos alunos. É possível, por
      exemplo, que observem que alguns números vêm escritos uma parte com alga-
      rismos e outra por extenso, ou outros vêm escritos por extenso.
     Mostre alguns exemplos de manchetes recortadas de jornais ou mesmo se-
      lecione trechos de textos para que os alunos possam observar a escrita dos
      números como nos exemplos abaixo:
       J Em 2006, a população mundial foi estimada em 6,8 bilhões de pessoas
       J Para o IBGE, em 2006, o Brasil chegou a 186 milhões de habitantes.
       J A modelo Cindy Crawford tem hoje 36,6 milhões de dólares.
       J De acordo com a ONU e a Comissão Mundial sobre a Água do Século 21,
         cerca de 1 bilhão e 700 milhões de pessoas sofreriam com a falta de água
         no ano 2000.
       J O México possuía uma população de 104 milhões e 900 mil pessoas em
         2004.
       J Mônaco possui 1,95 km2 de área territorial.
       J Explique que na expressão 36,6 milhões de dólares o termo milhões
         refere-se ao número que vem antes da vírgula, ou seja, que deve ser lido
         como trinta e seis vírgula seis milhões de dólares. O que corresponderia nu-
         mericamente a 36.600.000.
       J Você pode explicar também que a combinação de números e palavras faci-
         lita a compreensão da grandeza numérica, além de economizar espaço na
         diagramação do texto (diminuição dos espaços com zero).
     Distribua a cópia da Atividade 2A para cada dupla de alunos, verificando se
      compreenderam o que devem fazer.
     Enquanto as duplas resolvem a atividade, circule pela classe tirando dúvidas,
      fazendo perguntas para ampliar o conhecimento numérico das duplas e ajudan-
      do-os a organizar suas respostas.
     Em seguida, socialize as soluções encontradas.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I     249
Atividade do aluno
                     ATIVIDADE 2A
                      NOME: __________________________________________________________________________

                      DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


                        Os números abaixo estimam o número de habitantes da Região Norte do Brasil
                        em 2005.
                          Estado                  População em 2005
                          Amazonas                         3.232.330
                          Pará                             6.970.586
                          Acre                              669.736
                          Roraima                           391.317
                          Amapá                             594.587
                          Rondônia                         1.534.594
                          Tocantins                        1.305.728

                        1. Faça o arredondamento do número de habitantes dos estados do Acre, Rorai-
                           ma e Amapá, depois escreva os números que foram arredondados usando a
                           palavra mil:
                                                    O número                   Está
                                                143.918 está mais          mais próximo
                                            próximo de 143.000 do que      de 144.000.
                                                   de 144.000?




                                   Arredondamento para       Escreva com os algarismos
                     Número
                                   a milhar mais próxima     seguidos da palavra mil
                     669.736
                     391.317
                     594.587

                        2. Faça o arredondamento do número de habitantes dos estados do Amazonas,
                           Pará e Tocantins, depois escreva os números que foram arredondados usando
                           a palavra milhões:
                                   Arredondamento para       Escreva com os algarismos
                     Número
                                   a milhar mais próxima     seguidos da palavra milhões
                     3.232.330
                     6.970.586
                     1.305.728




250                     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
    3. Organize esses números em ordem crescente.



    4. A notícia abaixo mostra o crescimento do comércio on-line no Brasil entre 2001
       e 2006.

                            Uma loja ainda pequena

                            O comércio on-line no Brasil saiu de 550
                            milhões de reais em 2001 para 4,3 bilhões
                            de reais neste ano – um aumento de 681%.
                            Mas ainda representa só 2% das vendas
                            totais do varejo.

                            Participação no varejo                  2%
                                          Em
                            Vendas        2005       2,5 bilhões de reais
                                          Em
                                          2006* 4,3 bilhões de reais
                            Valor médio de
                            cada compra                     272 reais
                            Produtos mais
                                                            CDs e DVDs
                            vendidos
                          *Estimativa                           Fonte: e-bit

                (Disponível em: <http://veja.abril.com.br/291106/imagens/negocios1.gif>.)


    Com base nos dados da notícia, responda:
    a. Quanto o comércio on-line faturou em 2001?



    b. Quanto o comércio faturou em 2006?



    c. Vamos representar os faturamentos de 2005 e 2006 no quadro para entender
       melhor como são lidos e escritos esses números:

      Bilhões                 Milhões                      Milhares              Unidades




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I         251
O que mais os alunos podem fazer?
         Proponha que cada aluno componha três números com os algarismos 4,
          8 e 11 e depois peça que um dite para o outro.
         Em seguida, proponha que um deles escreva o número ditado de forma
          abreviada.
         Essas atividades podem ser feitas com maior frequência no início do ano
          e diminuir à medida que você observar o avanço dos alunos.

      O que é importante:
         Fazer com que os alunos explicitem as estratégias que utilizam para fa-
          zer a leitura e a escrita de números “grandes”.
         O quadro posicional é um recurso para que os alunos compreendam onde
          estão as classes e as ordens, separem de 3 em 3 os algarismos e apren-
          dam a utilizar o ponto ou as palavras mil, milhões e bilhões adequadamente.


      ATIVIDADE 3: OS NÚMEROS RACIONAIS NO
      CONTEXTO DIÁRIO

      Objetivo
          Ler números racionais no contexto diário, nas representações fracionárias e
           decimais.

      Planejamento
          Como organizar os alunos? Em duplas.
          Quais os materiais necessários? Cópia da Atividade 3A.

      Encaminhamento
          Converse com os alunos e diga que hoje farão uma atividade de leitura de nú-
           meros com vírgula ou na forma de fração.
          Distribua a cópia da Atividade 3A e peça que um aluno leia o enunciado e expli-
           que a tarefa a ser realizada. Certifique-se de que todos compreenderam.
          Caso os alunos não saibam como fazer a leitura, você pode propor algumas
           situações em que apareçam números racionais, fazendo o registro para a mon-
           tagem de um quadro que servirá de apoio para a escrita de outros números
           racionais.
          Quando perceber que a maioria das duplas terminou a tarefa, socialize as dú-
           vidas que você foi anotando no decorrer da atividade; por exemplo: como as
           duplas fizeram para “descobrir” as soluções e como se liam os números.



252     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
ATIVIDADE 3A
 NOME: __________________________________________________________________________

 DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


    1. Leia os itens abaixo e escreva no caderno como se leem os valores que aparecem:

    a. A maior parte da superfície do planeta Terra é ocupada pela água. Em outras
       palavras, a água ocupa 2/3 do planeta e o restante, 1/3, é ocupado por terra.

    b. O impeachment é um ato previsto na Constituição da República que pode des-
       tituir, inclusive, o presidente da República. Para autorizar a instauração do
       impeachment são necessários 2/3 dos votos. No caso do Brasil, que tem 513
       deputados, seriam necessários 342 para se aprovar o impeachment.

    c. Tenho R$ 1,00 para dividir igualmente entre quatro crianças. Cada criança de-
       verá receber R$ 0,25, ou seja, 1/4 do total.

    d. O homem mais alto do mundo é o ucraniano Leonid Stadnik, que mede 2,55
       metros, 19 centímetros a mais que o chinês Xi Shun, que está no livro Guin-
       ness de recordes.

    2. Complete a tabela:

     Valor                                   Como se lê

     3,5 kg
     R$ 0,75
     12,30 m
     7/12 dos meses do ano tem 31 dias
     25/100 dos filmes foram vendidos
     1/4 xícara de açúcar
     R$ 3,25




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I      253
O que mais os alunos podem fazer?
        Você pode propor situações de leitura de números racionais semelhantes a
        esses para que os alunos ampliem e percebam regularidades na leitura e na
        escrita desses números.

      O que é importante informar aos alunos:
         que na leitura de frações (a/b) cujo denominador é um número maior que
          10 acrescenta-se o termo avos, como, por exemplo, 3/47 (três quarenta
          e sete avos).
         que na leitura de uma fração cujo denominador (b) é 10, 100 ou 1.000
          eles deverão ler o número do numerador e, depois, usar as terminologias:
          décimos, centésimos ou milésimos, como no exemplo: 5/10 – cinco déci-
          mos; 12/100 – doze centésimos; 5 /1.000 – cinco milésimos.


      ATIVIDADE 4: DIVIDINDO FIGURAS

      Objetivo
          Explorar diferentes significados das frações em situação-problema: parte-todo
           e razão.


      Planejamento
          Como organizar os alunos? Em duplas.
          Quais os materiais necessários? Cópia da Atividade 4A e uma folha de sulfite
           por aluno.


      Encaminhamento
          Distribua a folha da atividade e peça para que façam a leitura do enunciado.
          Certifique-se de que todos entenderam a tarefa a ser realizada.
          Percorra a sala observando quais são as estratégias utilizadas pelas diferentes
           duplas e anote as que considerar mais interessantes para serem socializadas.
          Quando você perceber que os alunos já resolveram todas as atividades, faça a
           socialização na lousa.




254      Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
ATIVIDADE 4A

 NOME: __________________________________________________________________________

 DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


    1. Encontre três maneiras diferentes de dividir cada retângulo em quatro partes
       iguais.




     a. Se você pintar uma das partes de cada figura, essa parte, em relação ao todo,
        como pode ser representada na forma fracionária?
    2. Encontre maneiras diferentes para dividir igualmente um hexágono (polígono
       de seis lados).




     a. Se você pintar duas das partes de cada figura, qual é a fração corres-
        pondente?



    3. Divida os círculos abaixo em:
    a. Quatro partes iguais




    b. Se você pintar duas das partes, como poderá representar a parte pintada?




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I     255
Atividade do aluno
                        c. Oito oitavos




                        d. Se você pintar quatro partes, como pode representar essas partes pintadas?



                        e. O que vocês observaram em relação às partes que foram pintadas nas duas
                           figuras?




                     O que mais fazer?
                        Você pode propor atividades complementares como a 4B para que os
                          alunos reflitam sobre a relação parte-todo.




256                     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
ATIVIDADE 4B

 NOME: __________________________________________________________________________

 DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


     1. Nas figuras abaixo, que estão quadriculadas, escreva uma representação fra-
        cionária que indique a relação entre a parte pintada e o todo.

a.




b.




c.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I   257
Atividade do aluno
                     2. Agora pinte em cada figura a parte correspondente à escrita representada.
                     a. 2/6




                     b. 5/16




                     c. 25/50




258                  Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
ATIVIDADE 4C

 NOME: __________________________________________________________________________

 DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


    1. Pinte dois terços desta coleção de círculos.




    2. Pinte os círculos abaixo de três cores diferentes: vermelho, verde e amarelo,
       de tal forma que haja a mesma quantidade de círculos de cada cor.




    3. Complete a afirmação abaixo utilizando-se de números em forma fracionária:
    a. Pode-se dizer que há                de círculos amarelos,                de ver-
       melhos e                 de verdes. O que quer dizer que há                  de
       círculos de cada cor.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I       259
O que é importante discutir com os alunos:
        É importante que o professor, durante o desenvolvimento das atividades,
        discuta os diferentes significados dos números racionais:
         relação entre um número e o total de partes: por exemplo, quando dividi-
           mos uma barra de chocolate em três partes iguais e comemos duas de-
           las, dizemos que comemos 2/3 do chocolate;
         razão, ou seja, índice comparativo entre duas quantidades de mesma
           grandeza, como, por exemplo: “2 de cada 3 habitantes de uma cidade
           são imigrantes”, ou, para cada “2 copos de farinha, usamos 3 ovos”;
         outro significado que as frações podem ter é o de quociente (divisão de
           um número inteiro por outro). O número racional pode exprimir um quo-
           ciente. Para o aluno essa situação se diferencia da interpretação ante-
           rior, pois dividir um chocolate em 3 partes e comer 2 dessas partes é
           uma situação diferente daquela em que é preciso dividir 2 chocolates
           para 3 pessoas. No entanto, nos dois casos, o resultado é representado
           pela mesma notação: 2/3.


      ATIVIDADE 5: USANDO A CALCULADORA
      PARA FAZER DESCOBERTAS
      Objetivo
          Comparar números racionais representados na forma decimal.

      Planejamento
          Como organizar os alunos? Em duplas.
          Quais os materiais necessários? Cópia da Atividade 5A e calculadoras.


      Encaminhamento
          Diga à turma que irão fazer novas descobertas sobre os números racionais.
          Distribua a cópia da atividade para cada aluno e uma calculadora para cada
           dupla.
          Peça que leiam o enunciado da atividade e a seguir solicite a um aluno que ex-
           plique para a classe qual é a tarefa a ser realizada.
          Enquanto as duplas realizam a atividade, observe a discussão dos alunos re-
           gistrando o que eles estão pensando para comparar os números.
          O que se espera é que, ao observarem os números obtidos na divisão, os alu-
           nos concluam que, quando um número é dividido por números maiores que ele,
           os resultados serão cada vez menores.



260      Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
 Também é preciso que os alunos possam discutir que o “tamanho” da escri-
      ta numérica funciona como um bom indicador da ordem de grandeza no caso
      dos números naturais (2.003 é maior que 200), mas na comparação entre os
      decimais essa regra não é válida. Dessa forma, é preciso que os alunos con-
      cluam que para comparar números na representação decimal deve-se primeiro
      comparar os números que estão antes da vírgula e depois verificar o primei-
      ro número após a vírgula.



ATIVIDADE 5A




                                                                                       Atividade do aluno
 NOME: __________________________________________________________________________

 DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


    Você irá usar a calculadora para descobrir o resultado das divisões abaixo.

      1÷2
      1÷3
      1÷4
      1÷5
      1÷6
      1÷7
      1÷8
      1÷9
      1 ÷ 10


    1. Observe os resultados obtidos e responda:
    a. O número obtido na divisão 1 ÷ 3 é maior ou menor que na divisão 1 ÷ 2?



    b. O número obtido na divisão 1 ÷ 6 é maior ou menor que na divisão 1 ÷ 4?



    c. O número obtido na divisão 1 ÷ 10 é maior ou menor que na divisão 1 ÷ 10?




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I   261
Atividade do aluno
                        2. O que você percebeu nos resultados quando se aumenta o número a ser divi-
                           dido por 1?




                        3. Será que isso acontece também em outras divisões com outros números natu-
                           rais? Tente usar outro número (diferente de 1), dividindo-o novamente por 2, 3,
                           4..., como fez na atividade anterior.


                        4. Então, como podemos formular um jeito de comparar os números racionais na
                           forma decimal?




                     ATIVIDADE 6: COMPARANDO OS NÚMEROS
                     RACIONAIS

                     Objetivo
                         Comparar e ordenar números racionais de uso frequente nas representações
                          fracionária e decimal.


                     Planejamento
                         Como organizar os alunos? Em duplas.
                         Quais os materiais necessários? Cópia da Atividade 6A.


                     Encaminhamento
                         Inicie conversando com os alunos sobre as diferentes situações em que temos
                          de comparar dois números racionais e decidir qual é o maior. Proponha algu-
                          mas situações, como, por exemplo:
                          J Luciana anda 1,5 km para chegar à escola e Alexandra, 1,35 km. Quem ca-
                            minha mais?
                          J O preço de 1 kg de feijão no mercado Bom de Preço custa R$ 4,50, enquan-
                            to no mercado Tabom o preço de 500 gramas é R$ 2,50. Em qual mercado o
                            feijão está mais barato?
                         Distribua a cópia da Atividade 6A para os alunos.
                         Nessa atividade a intenção é que os alunos façam a comparação entre diferen-
                          tes números racionais representados nas formas fracionária e decimal.



262                    Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
ATIVIDADE 6A

 NOME: __________________________________________________________________________

 DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


    Leia os problemas a seguir e responda as questões propostas:
    1. Em uma padaria no centro da cidade, Joana pagou R$ 18,00 por um quilo de
       presunto. Já em outra padaria de bairro, José comprou 1,5 kg desse mesmo
       presunto também por R$ 18,00. Quem conseguiu economizar? Por quê?




    2. André, Flávio, Ana e Beatriz resolveram fazer uma competição de bicicleta.
       Combinaram que venceria aquele que percorresse maior distância em 15 mi-
       nutos. Observe na tabela abaixo o desempenho de cada um:

                          André                 2,250 km
                          Flávio                  2,50 km
                          Ana                   2,450 km
                          Beatriz               2,350 km

    Quem ganhou a competição?
    3. Uma pesquisa realizada numa escola concluiu que dos 64 alunos da turma
       das 4as séries, 1/8 dos alunos gosta de rock, 3/8 preferem pagode e 2/8,
       funk. O restante não tem uma única preferência. Baseando-se nos resultados
       dessa pesquisa, responda:
    a. Qual o tipo de música de maior preferência?




    b. Qual o de menor preferência?



    c. Pode-se afirmar que os que não têm uma única preferência representam a me-
       tade dos alunos das 4as séries?              Por quê?




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I   263
ATIVIDADE 7: JOGO DAS REPRESENTAÇÕES
      DECIMAIS

      Objetivo
          Comparar números racionais de uso frequente nas representações fracionária
           e decimal.


      Planejamento
          Como organizar os alunos? Grupos de quatro alunos.
          Quais os materiais necessários? Cartas com diferentes números decimais para
           cada grupo.


      Encaminhamento
          Diga que hoje irão brincar com um jogo bastante interessante em que precisa-
           rão comparar números na representação decimal.
          Distribua a regra do jogo para os alunos e em seguida faça uma leitura compar-
           tilhada. Se necessário, vá fazendo pausas para discutir as eventuais dúvidas
           que forem surgindo a respeito do jogo.
          Garanta que todos tenham entendido a regra.
          Percorra os grupos enquanto jogam, observando se há discordâncias na com-
           paração desses números.
          Se for o caso, faça perguntas retomando as regras de comparação de números
           decimais; por exemplo: Que número devemos olhar inicialmente? O que está
           antes ou depois da vírgula? Se o primeiro número depois da vírgula for igual,
           qual número deverá ser observado? etc.
          Registre as dúvidas que considerar importantes para que você possa proble-
           matizá-las posteriormente.




264     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
ATIVIDADE 7A

 NOME: __________________________________________________________________________

 DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________



                         Regra do Jogo dos Decimais
    Materiais necessários:
     28 cartas
    Como jogar
     Embaralhar as cartas e distribuir entre os 4 jogadores. A face marcada com os
      números deve ficar virada para a mesa.
     Simultaneamente os jogadores viram a carta mostrando os números.
     Quem tiver a carta com valor maior leva as 4 cartas.
     O jogo termina quando acabarem todas as cartas.
     O vencedor será aquele com maior quantidade de cartas.



      1         1,2       1,3       1,17        2         2,4       2,8




    2,23          4       4,8        4,5       4,31       7        7,01




    7,10      7,010        9         9,5       9,05      9,50       11




     14       14,03     14,02       14,1       11,9     11,01      11,19



O que mais fazer?
    Você pode também elaborar o mesmo jogo, com números racionais na re-
      presentação fracionária.



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I   265
CÁLCULOS E OPER AÇÕES

      Resolução de problemas do campo aditivo

           Os cálculos e as operações no campo aditivo pressupõem um trabalho conjunto
      das situações aditivas e subtrativas pela estreita conexão existente entre elas. O que
      vai determinar se a operação é de adição ou subtração é o lugar em que se coloca a
      incógnita.
           As situações didáticas que foram selecionadas permitem aos alunos que am-
      pliem o trabalho com os diferentes significados do campo aditivo: composição, trans-
      formação e comparação.1
           Algumas das atividades propostas neste material:
            ANALISANDO DADOS POPULACIONAIS – A ideia nesta atividade é que os alu-
             nos possam interpretar, comparar e operar com números naturais na ordem
             dos milhões em situações-problema.
            QUAL É A PERGUNTA? (1) – As situações formuladas têm como objetivo que os
             alunos sejam capazes de analisar os dados de uma situação-problema, com-
             preendendo os significados da adição e da subtração.
            AS REPRESENTAÇÕES DECIMAIS NO COTIDIANO – Essa atividade tem por ob-
             jetivo analisar, interpretar e resolver situações-problema, compreendendo dife-
             rentes significados da adição e da subtração abrangendo números racionais
             escritos na forma decimal, utilizando-se de estratégias pessoais e pelo uso de
             técnicas operatórias convencionais.


      Resolução de problemas do campo multiplicativo

           O senso comum trata a ideia da multiplicação como sendo de adição de parcelas
      iguais, no entanto “A conexão entre multiplicação e adição está centrada no processo
      de cálculo da multiplicação: o cálculo da multiplicação pode ser feito usando-se a adição
      repetida porque a multiplicação é distributiva em relação à adição.
           Exemplo: 8 × 4 = (4 + 4 + 4 + 4 + 4 + 4 + 4 + 4)
            Do ponto de vista conceitual, existe uma diferença significativa entre adição e multi-
      plicação, ou seja, entre o raciocínio aditivo e o raciocínio multiplicativo.
           Raciocínio aditivo: o todo é igual à soma das partes.
           Se quisermos saber qual o valor do todo, somamos as partes: 3 + 4 = ....
           Se quisermos saber o valor de uma parte, subtraímos a outra parte do todo: 7 – 3 = ....
          Se quisermos comparar duas quantidades, analisamos que parte da maior quanti-
      dade sobra se retirarmos dela uma quantia equivalente à outra parte: 4 – 3 = 1

      1 Brasil, Secretaria Municipal de Educação: SMES/2007 – Guia de Planejamento e Orientações Didáticas
        do Professor do 2º ano, v. 1, p. 182-184.




266        Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Raciocínio multiplicativo: Relação fixa entre duas variáveis (duas grandezas ou
duas quantidades). Qualquer situação multiplicativa envolve duas quantidades em rela-
ção constante entre si. Exemplo:
      Uma caixa de bombons contém 25 bombons; quantos bombons há em cinco caixas?
      Variáveis: números de caixas e números de bombons
      A relação fixa: 25 bombons em cada caixa
      Tânia comprou 3 metros de fita. Cada metro custa R$ 1,50. Quanto pagou ao todo?
      Variáveis: metro e reais
      A relação fixa: R$ 1,50 o metro”.2
     É necessário considerar a multiplicação como um instrumento importante na re-
solução de problemas de contagem, além de oferecer oportunidade às crianças, desde
as séries iniciais, a terem contato com a proporcionalidade.
     As situações didáticas foram selecionadas de modo a permitir que os alunos am-
pliem o trabalho de exploração com os diferentes significados do campo multiplicativo:
proporcionalidade, comparação multiplicativa ou divisão comparativa, combinatória e
configuração retangular.3
      Algumas das atividades propostas neste volume:
       QUAL É A PERGUNTA? (2) – O objetivo é que os alunos possam formular e resol-
        ver situações-problema, compreendendo os diferentes significados da multipli-
        cação e da divisão envolvendo números naturais.
       DESAFIOS PARA MULTIPLICAR – A atividade propõe a resolução da multiplica-
        ção com números naturais utilizando-se da decomposição dos mesmos.
       ESTIMANDO PARA NÃO ERRAR – A proposta é a resolução de multiplicações
        através de cálculo mental ou por técnica operatória convencional, buscando
        estratégias de verificação e controle de resultados pelo uso da estimativa e/ou
        da calculadora.
       DESAFIOS PARA DIVIDIR – O objetivo proposto é que os alunos possam resol-
        ver divisões com números naturais, por meio de técnicas operatórias conven-
        cionais, cálculo mental e calculadora, e usar estratégias de verificação e con-
        trole de resultados.
       CALCULANDO PORCENTAGEM – Discutir com os alunos o conceito de porcenta-
        gem para que eles possam resolver problemas que envolvem este conceito em
        situações do contexto diário.
       TRABALHANDO COM PROBABILIDADE – A ideia é que os alunos possam com-
        preender que muitas situações do dia a dia acontecem ao acaso, mas que é
        possível antecipar as chances de alguns fatos ocorrerem.




2 Nunes, Terezinha et al. Introdução à Educação Matemática: os números e as operações numéricas. São
  Paulo: Proem Editora Ltda, 2001.
3 São Paulo, Secretaria Municipal de Educação: Diretoria de Orientação Técnica. Guia de planejamento e
  orientações didáticas para o professor do 2o ano do ciclo 1. São Paulo: SME/DOT, 2007, v. 2, p. 257-259.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I                          267
ATIVIDADE 8: ANALISANDO DADOS
      POPULACIONAIS
      Objetivo
          Interpretar, comparar e operar com números naturais na ordem dos milhões
           em situações-problema.

      Planejamento
          Como organizar os alunos? Em duplas ou trios.
          Quais os materiais necessários? Dados populacionais pesquisados pelos alu-
           nos e cópia da Atividade 8A.

      Encaminhamento
          Solicite com antecedência que os alunos tragam informações sobre números
           de população das capitais brasileiras. Para isso recomenda-se que você deter-
           mine a variável (quantas pessoas vivem em determinado lugar, quantas moram
           em casa ou apartamento, quantas crianças estudam em escolas públicas).
           Com sua ajuda, no laboratório de informática, os alunos podem fazer uma pes-
           quisa na internet.
          Faça um levantamento de quantos alunos trouxeram essa pesquisa, pois será
           preciso garantir que, em cada agrupamento, pelo menos um aluno tenha esses
           dados.
          Pergunte aos alunos como e onde conseguiram os dados, comparando assim
           as diferentes fontes.
          Distribua a cópia da atividade informando que nela consta uma tabela também
           com os dados numéricos sobre a população, cuja fonte é o IBGE. Oriente-os
           para que em dupla comparem os números da tabela com os dados que trouxe-
           ram. Provavelmente existirão valores diferentes, pois irá depender da fonte de
           informação e da data em que os dados foram colhidos.
          Em seguida, os alunos deverão analisar os dados contidos na tabela e respon-
           der as questões propostas.
          Observe como está sendo a discussão nos diferentes grupos e incentive-os a
           ler os números.
          Na socialização, solicite que os alunos explicitem o procedimento de compara-
           ção de números, perguntando, por exemplo: Como fazem para saber qual é a
           cidade com o maior número populacional e o menor? Como fazem para saber
           o segundo e o terceiro município mais populoso? Contam o número de algaris-
           mos? E quando a quantidade de algarismos é igual, como procedem?
          Para responder às questões c e d, será necessário informar quais os estados
           que fazem parte da Região Sudeste.




268     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
ATIVIDADE 8A

 NOME: __________________________________________________________________________

 DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


    Segue abaixo uma tabela com dados populacionais das maiores cidades do Brasil.
             POPULAÇÕES RESIDENTES EM 1/7/2006 (Fonte: IBGE/2006)
        Cidade              População               Cidade              População
Belém (PA)                  1.428.368       Guarulhos (SP)              1.283.253
Belo Horizonte (MG)         2.399.920       Manaus (AM)                 1.688.524
Brasília (DF)               2.383.784       Porto Alegre (RS)           1.440.939
Campinas (SP)               1.059.420       Recife (PE)                 1.515.052
Curitiba (PR)               1.788.559       Rio de Janeiro (RJ)         6.136.652
Fortaleza (CE)              2.416.920       Salvador (BA)               2.711.372
Goiânia (GO)                1.220.412       São Paulo (SP)             11.016.703
    1. Com base nos dados acima, responda:

    a. Qual o município mais populoso do Brasil?

       E o menos populoso?

    b. Quais são os municípios que estão em segundo e terceiro lugar respectivamente?



    c. Identifique os municípios apresentados na tabela que ficam na Região Sudeste
       e calcule aproximadamente o total de suas populações.



    d. Identifique os municípios apresentados na tabela que ficam nas outras regiões
       e calcule aproximadamente o total de suas populações.



    e. O que você pode concluir comparando o total de população dos municípios da
       Região Sudeste e de outras regiões?




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I     269
ATIVIDADE 9: QUAL É A PERGUNTA? (1)

      Objetivo
          Formular e resolver situações-problema, compreendendo diferentes significa-
           dos da adição e da subtração envolvendo números naturais.


      Planejamento
          Como organizar os alunos? Em trios.
          Quais os materiais necessários? Cópia da Atividade 9A.


      Encaminhamento
          Converse com sua turma sobre o fato de que apenas saber fazer cálculos não
           ajuda a resolver problemas. É preciso, também, ler e compreender bem cada
           situação para solucioná-la de forma adequada. Ou seja, diante de um proble-
           ma é preciso ter claro o que a pergunta está solicitando de modo a selecio-
           nar os dados necessários e escolher então a operação mais conveniente para
           resolvê-lo.
          Diga, então, que na atividade que vai propor agora deverão analisar alguns
           enunciados de problemas, porém perceberão que não há pergunta em nenhum
           deles e esta será justamente a tarefa: formular as questões para que o proble-
           ma seja de possível solução.
          Organize os alunos em grupos de três e peça que leiam e respondam as ques-
           tões da Atividade 9A.
          Esse é um tipo de atividade aberta, e poderão surgir diferentes perguntas.
           Mas é preciso ficar claro que a pergunta deve ser compatível com os dados do
           enunciado.
          No item 1, por exemplo, alguns grupos poderão elaborar uma questão como:
           “Qual é a diferença de idade entre o avô e a avó de Paulo?”. Outro poderia
           apresentar uma questão como: “Qual é a idade dos avós de Paulo?”.
          Observe que nesses enunciados, em que é possível formular mais do que uma
           questão, a resolução poderá se dar por meio da adição ou da subtração, de-
           pendendo de qual foi a pergunta elaborada.
          Se os seus alunos não estiverem familiarizados com esse tipo de atividade,
           recomenda-se que realize coletivamente uma das questões.




270     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
ATIVIDADE 9A

 NOME: __________________________________________________________________________

 DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


    Para cada uma das situações abaixo você vai formular uma pergunta que possa
    ser respondida por meio de uma adição ou de uma subtração. Você deve também
    apresentar a resposta à pergunta que formular.
    1. O avô de Paulo nasceu em dezembro de 1934 e a sua avó, em dezembro de
       1939.

                                                                                      ?

                                                                                      .
    2. Fui ao mercado com certa quantia em dinheiro. Gastei R$ 65,00 e, chegando
       em casa, vi que ainda restava R$ 18,00 na minha carteira.

                                                                                      ?

                                                                                      .
    3. Em um único dia, o gerente de um restaurante que serve almoço e jantar ser-
       viu 273 refeições. Ele serviu 109 refeições no horário do almoço.

                                                                                      ?

                                                                                      .
    4. O gasto de uma família foi de R$ 840,00 em janeiro e de R$ 950,00 em fevereiro.

                                                                                      ?

                                                                                      .
    5. Daniela é doceira. Ontem ela fez, na parte da manhã, 157 brigadeiros para
       uma festa de aniversário. No final do dia, Daniela verificou que tinha feito um
       total de 400 brigadeiros.

                                                                                      ?

                                                                                      .


O que mais fazer?
   É importante propor, também, que os alunos formulem enunciados de proble-
   mas para serem trocados entre os grupos.
   Consulte sugestões de atividades no Guia de planejamento e orientações didá-
   ticas para o professor do 2o ano – v. 1 (p. 192-194) e v. 2 (p. 234-243).



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I       271
ATIVIDADE 10: QUAL É A PERGUNTA? (2)

                     Objetivo
                         Formular e resolver situações-problema, compreendendo diferentes significa-
                          dos da multiplicação e da divisão envolvendo números naturais.


                     Planejamento
                         Como organizar os alunos? Em duplas.
                         Quais os materiais necessários? Cópias da Atividade 10A.


                     Encaminhamento
                         Os alunos vão receber na Atividade 10A alguns enunciados de problemas. Mas
                          esses problemas ainda estão “sem perguntas”, e essa será a tarefa.
                         Lembre que nesse tipo de atividade poderão surgir diferentes perguntas, mas
                          estas precisam ser compatíveis com os dados da proposta.
                         Durante a socialização, chame a atenção para o fato de que as perguntas for-
                          muladas podem ser diferentes e, dependendo delas, as operações a serem
                          utilizadas também irão variar. Por exemplo, no item 1, duas das perguntas pos-
                          síveis são:
                           J Quanto Tito pagou por cada uma das camisas?
                           J Quanto Tito pagaria por 6 camisas iguais a essas?



                     ATIVIDADE 10A
Atividade do aluno




                      NOME: __________________________________________________________________________

                      DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


                        Para cada uma das situações abaixo você vai formular uma pergunta que possa
                        ser respondida por meio de uma multiplicação ou de uma divisão. Você também
                        deve apresentar a resposta à pergunta que formular.
                        1. Tito comprou três camisas de mesmo preço e gastou R$ 105,00.

                                                                                                          ?

                                                                                                              .




272                     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
    2. Vovô quer dar R$ 25,00 a cada um de seus 5 netos.

                                                                                      ?

                                                                                      .
    3. Para consumo de 15 dias o gerente de um restaurante compra 75 latas de
       azeite.

                                                                                      ?

                                                                                      .
    4. Marta tem 8 saias e 9 blusas.

                                                                                      ?

                                                                                      .
    5. A mãe de Beto fez para a festa de aniversário 12 tipos de sanduíches com
       diversos tipos de recheios e 3 tipos de pães. Ela usou apenas um tipo de re-
       cheio.

                                                                                      ?

                                                                                      .
    6. Num auditório, as cadeiras estão organizadas em 12 fileiras e 13 colunas.

                                                                                      ?

                                                                                      .
    7. Numa fábrica de doces são empacotadas diariamente 1.920 balas em emba-
       lagens onde cabem duas dúzias de balas.

                                                                                      ?

                                                                                      .


O que é importante discutir:
   O objetivo é que os alunos percebam a estreita relação existente entre a di-
   visão e a multiplicação. O que determinará qual dessas duas operações de-
   verá ser utilizada será o lugar da incógnita, ou seja, o resultado que se quer
   encontrar.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I       273
ATIVIDADE 11: DESAFIOS PARA MULTIPLICAR

      Objetivo
          Resolver operações de multiplicação com números naturais utilizando-se da de-
           composição dos mesmos.


      Planejamento
          Como organizar os alunos? Em duplas.
          Quais os materiais necessários? Cópias da Atividade 11A.


      Encaminhamento
          Organize a classe em duplas e entregue a cópia da Atividade 11A aos alunos,
           informando que terão aproximadamente 10 minutos para descobrir como Laís,
           aluna de uma turma da 4a série, resolveu a multiplicação.
          Percorra a classe observando a discussão de algumas duplas e registre o que
           considerar importante a ser socializado.
          Após o tempo estabelecido, abra a discussão solicitando que uma dupla ex-
           plique a análise que fizeram do procedimento de multiplicação da Laís. Esse
           procedimento por decomposição é importante, uma vez que com o seu uso
           compreenderão as propriedades da operação.
          Pergunte à classe se concorda com a explicação feita pela dupla. Caso haja
           discordância, confronte as diferentes opiniões para, se possível, chegarem a
           uma conclusão.
          Verifique se alguma dupla pensou em um procedimento semelhante a este, por
           exemplo: decompondo o primeiro fator (12 em 10 + 2). Assim, poderão dizer
           que essa conta pode ser feita também da seguinte forma: (13 × 10) + (13 × 2)
           = 130 + 26 = 156.
          Em outra aula, ou como lição de casa, proponha outras multiplicações para se-
           rem realizadas utilizando-se esse procedimento.




274     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
ATIVIDADE 11A

 NOME: __________________________________________________________________________

 DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


    Veja como Laís, aluna de outra classe, resolveu a multiplicação 13 × 12 sem ar-
    mar a conta.
                         (13 × 10) + (13 × 2) = 130 + 26 = 156

    1. Discuta com o seu colega como ela chegou à resposta.




    2. Agora, converse com a sua professora e outros colegas para chegarem a uma
       conclusão de como Laís resolveu a multiplicação sem armar as contas.




    3. Resolva no seu caderno as operações abaixo, usando o mesmo procedimento
       que Laís.
       a. 25 × 12                         c. 46 × 15
       b. 18 × 21                         d. 38 × 16




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I   275
ATIVIDADE 12: ESTIMANDO PARA NÃO ERRAR

      Objetivo
          Resolver multiplicações por meio de cálculo mental ou por técnica operatória
           convencional, buscando estratégias de verificação e controle de resultados
           pelo uso da estimativa e/ou da calculadora.


      Planejamento
          Como organizar a classe? Coletivamente e depois individualmente.
          Quais os materiais necessários? Cópias da Atividade 12A e calculadoras.


      Encaminhamento
          Diga aos alunos que no dia a dia às vezes precisamos saber o resultado exato
           de uma conta, mas outras vezes basta um resultado aproximado, ou seja, reali-
           zamos o que se chama de estimativa.
          Coloque a seguinte situação-problema para os alunos: A mãe de Pedrinho pre-
           cisa comprar balas para o aniversário dele. Sabendo que virão 15 crianças e
           cada uma ganhará 12 balas, qual a quantidade aproximada de balas que ela
           deverá comprar? Como nesse caso não precisa ser um resultado exato, solici-
           te aos alunos que pensem como fazer para chegar ao resultado aproximado.
          Se nenhum aluno conseguir explicitar um procedimento, relembre a discussão
           realizada na Atividade 11A.
          Em seguida, proponha a realização da Atividade 12A individualmente, mas diga
           que, se precisarem, podem trocar ideias com um colega.
          Ao abrir a discussão, solicite que um aluno socialize com a turma como pensou
           para se chegar ao resultado.
          Pergunte se alguém resolveu de outro modo.
          Compare os diferentes procedimentos discutindo aqueles que são mais econô-
           micos.




276     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
ATIVIDADE 12A

 NOME: __________________________________________________________________________

 DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


    1. Sem armar as contas, circule o resultado aproximado de cada operação. Em
       seguida, utilize a calculadora para conferir os resultados.

         Operação                     Resultado aproximado
         23 × 21                    43           480           630
         12 × 80                  960            800             96
         35 × 25                  455            875             65
         12 × 135                 250          1.600         1.000

    2. Dos quatro resultados indicados para cada multiplicação, circule aquele que
       deve ser o exato, de acordo com sua estimativa. Depois, confira sua resposta
       com a calculadora.

         Operação              Qual é o resultado exato?
         21 × 100                 210          2.000         2.100          2.200
         22 × 80                1.760          1.660           176            166
         12 × 12                  124            144           164            184
         45 × 20                    90           100           800            900
         25 × 40                  100            500         1.000          1.500


O que mais fazer?
   Sempre que forem propostos problemas e contas de multiplicação, oriente
   os alunos a fazerem antes uma estimativa de modo a evitar erros.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I   277
ATIVIDADE 13: DESAFIOS PARA DIVIDIR

      Objetivo
          Resolver divisões com números naturais, por meio de técnicas operatórias con-
           vencionais e cálculo mental, empregando estratégias de verificação e controle
           de resultados pelo uso do cálculo mental ou da calculadora.


      Planejamento
          Como organizar os alunos? Em duplas.
          Quais os materiais necessários? Cópias da Atividade 13A.


      Encaminhamento
          Coloque na lousa, em forma de chaves, a divisão de 17 por 3 e efetue a
           operação.
          Pergunte se sabem os nomes dos elementos de uma divisão. Caso nenhum
           aluno saiba, informe que o 3 é chamado de divisor, o 17 é o dividendo, o 5 é
           o quociente e o 2 é o resto. Diga que saber o nome desses elementos ajuda-
           rá na comunicação de dados sobre uma divisão. Faça um cartaz com essas
           informações e deixe-o exposto na sala para que os alunos possam consultá-lo
           sempre que necessário.
          Organize os alunos em duplas e peça que respondam o item 1 da atividade.
          Observe que poderão existir diferentes estratégias corretas, pois, ao dividirmos
           3.795 por três, poderíamos dividir 1.000, 1.000 e 1.000, sobrando 795 para
           continuar a ser dividido. Já se escolhêssemos 1.200, 1.200 e 1.200, sobraria
           195 para continuar a ser dividido.
          Convide uma dupla para explicar o que entenderam da maneira pela qual Leo-
           nardo resolveu a divisão. Se considerar que essa explicação não é suficiente,
           verifique se há outras duplas que possam refutar ou ampliar a conclusão da-
           quela dupla.
          Quando chegarem a um acordo, utilizem as informações discutidas para ajudar
           a entender o procedimento utilizado por Antônio, no item 2.




278     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
ATIVIDADE 13A

 NOME: __________________________________________________________________________

 DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


    1. Observe o registro de Leonardo, que precisa distribuir 3.795 cestas básicas
       para três instituições. Discuta com um colega como ele fez para saber quan-
       tas cestas cada instituição receberá.


                    1.000                200              60               5
         3.795      1.000        795     200     195      60      15       5
                    1.000                200              60               5

    Cada instituição receberá 1.265 cestas.

    a. Escreva abaixo como Leonardo resolveu essa divisão:




    2. Agora, observe outra forma de dividir utilizada por Antônio, um colega de
       Leonardo.


            3. 7 9 5      3
            3. 0 0 0          1. 0 0 0
               795              200
               600                30
               195                30
                 90                 5
               105          1. 2 6 5
                90
                 15
                 15




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I   279
Atividade do aluno
                        a. Há alguma semelhança com a maneira que Leonardo dividiu? Por quê?




                        3. Resolva as divisões abaixo usando o mesmo procedimento de Antônio.


                     a. 114 ÷ 2                   b. 414 ÷ 3                     c. 256 ÷ 4




                     d. 546 ÷ 5                   e. 347 ÷ 6                     f. 964 ÷ 7




280                    Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ATIVIDADE 14: AS REPRESENTAÇÕES
DECIMAIS NO COTIDIANO

Objetivo
     Analisar, interpretar e resolver situações-problema, compreendendo diferentes
      significados da adição e da subtração envolvendo números racionais escritos
      na forma decimal, utilizando-se de estratégias pessoais e pelo uso de técnicas
      operatórias convencionais.


Planejamento
     Como organizar os alunos? Inicialmente com a classe toda e depois em duplas.
     Quais os materiais necessários? Cópias da Atividade 14A.


Encaminhamento
     Retome com a turma as situações em que aparecem os números decimais
      no nosso dia a dia. Provavelmente dirão que esse tipo de representação nu-
      mérica está presente nos valores monetários. Lembre-os de que, além des-
      sa situação, faz-se o uso dos decimais para registrar peso, altura, distância,
      temperatura.
     Diga que dessa vez o desafio será resolver problemas em que deverão operar
      com esses números.
     Em seguida, distribua a folha de Atividade 14A aos alunos e oriente-os para
      que leiam o enunciado e resolvam apenas o primeiro problema. Aguarde alguns
      minutos até perceber que a maioria já terminou. Enquanto isso, observe como
      cada aluno está resolvendo as operações e registre as diferentes maneiras e
      as diferentes respostas.
     Com base no que observou durante a realização individual do problema, convi-
      de os alunos que utilizaram diferentes procedimentos na realização da opera-
      ção para socializarem como fizeram. Peça que cada um justifique tanto a ma-
      neira como realizou a operação como o resultado a que chegou.
     O objetivo é que você discuta com a classe e valide os diferentes procedimen-
      tos de cálculo utilizados por diferentes alunos, mostrando que não há apenas
      um correto.
     Se um dos alunos utilizou o algoritmo convencional, peça-lhe que explique aos
      colegas como fez. Se perceber que está cometendo equívocos, faça os ajustes
      necessários.
     Diga que agora resolverão os problemas 2 e 3 usando o algoritmo convencional.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I    281
Atividade do aluno
                     ATIVIDADE 14A

                      NOME: __________________________________________________________________________

                      DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


                        1. Se você precisasse comprar 6 bilhetes de metrô cujo preço unitário é R$ 2,30,
                           quanto gastaria?


                        a. Registre abaixo como realizou o cálculo para chegar ao resultado.




                        b. Verifique com seus colegas o resultado. Há diferenças nas respostas? Se hou-
                           ver, registre abaixo.




                        2. Pedro e Antônio participaram de uma competição de atletismo. A modalidade
                           que escolheram foi corrida de 100 metros rasos. O campeão será o que apre-
                           sentar o menor tempo em qualquer uma das provas. Os tempos registrados
                           foram:

                                                       Pedro                Antônio
                                 1a Prova        10,08 segundos         11,42 segundos
                                 2a Prova         9,87 segundos          9,76 segundos
                                 3a Prova        12,03 segundos         11.38 segundos

                        a. Quem ganhou a competição?


                        b. Qual a diferença, em segundos, entre os competidores em cada prova?




282                     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
    c. Registre abaixo a conta que fez.




O que é importante discutir:
   Ao socializar os cálculos utilizando o algoritmo convencional, é preciso que
   os alunos percebam que os números de cada ordem devem estar alinhados,
   como no exemplo abaixo.
   Como efetuamos a seguinte operação 13,78 – 9,45?

             DEZENA        UNIDADE
                                          DÉCIMOS     CENTÉSIMOS
             SIMPLES       SIMPLES

                1             3       ,       7             8
         _
                              9       ,       4             5

 TOTAL                        4       ,       3             3

   É preciso que observem que os algarismos que ocupam ordem de mesmo
   nome estão alinhados. Centésimos abaixo de centésimos, décimos abaixo de
   décimos e assim por diante. Desse modo, a vírgula fica abaixo da vírgula.


O que mais fazer?
   É importante que você proponha com certa frequência outras situa-
   ções-problema em que os alunos precisem operar com números na represen-
   tação decimal. Seguem exemplos de algumas atividades em que apenas exer-
   citarão as operações.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I   283
Atividade do aluno
                     ATIVIDADE 14B

                      NOME: __________________________________________________________________________

                      DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


                        1. Uma costureira utiliza elástico para confeccionar calções esportivos. Para
                           cada calção ela precisa de 0,89 m de elástico. Ela recebeu uma encomenda
                           de 11 calções. Ela mediu o elástico que tem em sua oficina e verificou que há
                           3,36  m. O elástico que ela possui é suficiente para confeccionar os 11 cal-
                           ções? Justifique.




                        2. Luciana gastou numa papelaria R$ 3,55, depois fez algumas compras no vare-
                           jão de verduras. Ela levou R$ 10,00 para os gastos e retornou com R$ 2,27.
                           Quanto ela gastou no varejão de verduras?




                        3. O esquema a seguir mostra a distância, em quilômetros, entre quatro cidades:
                           A, B, C e D.
                                                     A

                                                         1,63 km
                                4,76 km
                                                          B

                                                                     6,79 km
                           D

                                                  10,80 km


                                                                                              C
                           Analisando as informações do esquema, responda:

                           a. Qual a distância da cidade A até C, passando por B?


                           b. Qual a distância da cidade D até B passando por A?

                           c. Qual a diferença, em quilômetros, entre as distâncias de A até D e B até C?



                           d. Qual a diferença, em quilômetros, entre as distâncias de A até C e D até B?




284                     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
    4. Dê o resultado das seguintes operações:

       a. 34,78 + 22,43

       b. 126,59 – 87,66

       c. 29 – 14,38
    5. O resultado de 76 – 37,13 é:
       a. 37,87               b. 38               c. 38,87          d. 39,87
    6. Qual número está faltando para tornar a operação verdadeira, nas alternativas
       abaixo:

       45,33 +                          = 137

       238 –                          = 109,21

                                 + 27 = 227,89

                                 – 38,2 = 47,17



ATIVIDADE 15: CALCULANDO PORCENTAGEM
Objetivo
     Resolver problemas que envolvem o uso da porcentagem no contexto diário.


Planejamento
     Como organizar os alunos? Coletivamente.
     Quais os materiais necessários? Cópias da Atividade 15A.


Encaminhamento
     Distribua inicialmente a cópia da Atividade 15A para cada aluno. Peça-lhes que
      leiam cada manchete prestando atenção aos números que aparecem junto a
      um símbolo.
     Pergunte se conhecem o símbolo %. Certamente alguns alunos terão essa in-
      formação; nesse caso, confirme que se chama porcentagem.
     Converse com sua turma sobre o fato de que lidar com porcentagens é muito
      importante para resolver problemas no dia a dia.
     Pergunte em que situações já viram esse símbolo, confirmando que é comum
      aparecer nos folhetos de propagandas de vendas de produtos por lojas. Tam-
      bém é usado ao se calcular reajuste salarial, índices de aumento de empregos
      ou taxas de desempregos no estado ou país, aumento da produção interna



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I    285
bruta, o PIB etc. Se possível, leve jornais e prospectos que apresentem essas
                           informações e disponibilize-as aos alunos para que observem.
                         Verifique com a classe o que sabem sobre o significado de porcentagem e peça
                          que registrem na folha de atividade. Nesse momento, não será necessário que se
                          formalize uma definição, pois a próxima atividade trará maiores esclarecimentos.


                     ATIVIDADE 15A
Atividade do aluno




                      NOME: __________________________________________________________________________

                      DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


                        Leia as manchetes e os cartazes abaixo.

                        Número de celulares cresce 21% em 2007 e ultrapassa 120 milhões


                       9/8/2007 Em julho, IBGE estima crescimento de 14% na safra de grãos


                      O PÚBLICO MÉDIO DO CAMPEONATO NACIONAL SE REDUZIU EM MAIS DE
                      20% ENTRE OS ANOS DE 1980 E 1990.


                                    Compre eletrodomésticos com até 15% de desconto


                       Pelo menos 40% dos brasileiros adultos tinham peso acima do ideal e 10%
                       eram obesos.

                        1. Veja que há números que estão acompanhados com o símbolo %. Você sabe
                           o nome desse símbolo e o que ele significa? Discuta com sua turma e registre
                           abaixo as conclusões.




                     O que mais fazer?
                         Distribua cópias da atividade a seguir e faça uma leitura compartilhada,
                          garantindo que todos possam se aproximar da explicação apresentada
                          no texto.



286                     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
ATIVIDADE 15B

 NOME: __________________________________________________________________________

 DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________



                    Entendendo melhor a porcentagem
    Como vocês já discutiram, a porcentagem está presente nas mais variadas situa-
    ções do cotidiano, como em resultados de pesquisas, na compra e venda, quan-
    do se calculam descontos, juros de prestações, de serviços, de impostos...
    Saber interpretar as informações expressas em porcentagem é muito importante
    para a tomada de decisões, como no caso de qual é a melhor forma de pagar
    uma mercadoria, entre outras coisas.
    Também já sabem que o símbolo % significa porcentagem. Mas o que significa
    porcentagem? Indica uma parte em relação a 100. Entenda melhor observando a
    malha quadriculada abaixo.
    Veja essa folha que tem 10 × 10 de quadradinhos. Você já deve ter calculado que
    são 100 quadradinhos. Imagine que eles representam 100 pessoas, entre crian-
    ças e adultos, que residem em uma rua. A parte pintada representa número de
    crianças.




    1. Dos 100 moradores da rua, quantas crianças há?




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I   287
Atividade do aluno
                     2. Podemos dizer que, de 100 moradores, 30 são crianças. É o mesmo que es-
                        crevermos que 30/100 – trinta centésimos – dos moradores dessa rua são
                        crianças. Ou, ainda, que elas são 30% nessa rua.
                          Com base nessas informações, observe as seguintes malhas quadriculadas e
                          represente a parte pintada na forma fracionária e em porcentagem.

                     a.                         =                         %




                     b.                         =                         %




288                  Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
    ATIVIDADE 15C
 NOME: __________________________________________________________________________

 DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


    O anúncio das Lojas Real divulgava a seguinte oferta:


                        Aproveite a oferta das Lojas Real
                  Todas as mercadorias com 25% de desconto!


    1. Discuta com o seu grupo o que significa um desconto de 25%.




    2. Conforme foi discutido na aula anterior, porcentagem significa uma parte em
       relação a 100. Então, no caso das Lojas Real, o desconto é de 25 reais a cada
       100 reais.

    a. Quanto se pagará por uma mercadoria que custa R$ 100,00?




                      E o que acontece
                  com um ferro elétrico cujo         Vamos
                  preço é R$ 60,00? Quanto          descobrir!
                      será um desconto
                           de 25%?




    b. Quando dizemos que 50% dos alunos da classe gostam de futebol, significa
       que a metade da classe prefere esse esporte. Por exemplo, se a sua turma
       fosse composta de 40 alunos e 50% deles gostassem de futebol, quantos alu-
       nos seriam? O que você fez para descobrir?




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I    289
Atividade do aluno
                          c. Para calcular 50% de certo número é preciso dividi-lo por 2; então, se o ferro
                             elétrico custa 60 reais, quanto seria 50% desse valor?



                          d. Agora para achar os 25% ficou mais fácil, porque 25 + 25 = 50, o que
                             quer dizer que 25 é a metade de 50. Calcule agora o desconto de 25% dos
                             R$ 60,00.




                     O que é importante discutir nessa atividade:
                       O objetivo é que os alunos, para chegarem ao cálculo de 25%, estabeleçam
                       a relação com a porcentagem conhecida – 50% –, pois certamente muitos
                       deles têm a informação de que esta corresponde à metade. Portanto, para
                       se encontrar 25% será preciso dividir um dado valor por 4.


                     ATIVIDADE 16: TRABALHANDO COM
                     PROBABILIDADE

                     Objetivo
                         Explorar a ideia de probabilidade em situações-problema simples.


                     Planejamento
                         Como organizar os alunos? A princípio em duplas ou trios e depois coletiva-
                          mente.
                         Quais os materiais necessários? Cópias da Atividade 16A para cada dupla, da-
                          dos e moedas para cada grupo.


                     Encaminhamento
                         Comente com os alunos que os acontecimentos ocorrem no nosso dia a dia
                          quase sempre ao “acaso”, mas muitas vezes podemos tentar prever alguns de-
                          les. Um exemplo é a previsão do tempo. Chame a atenção para o fato de que
                          as informações são previsões e que, por isso, não estão determinadas a priori,
                          podendo ocorrer tanto uma coisa quanto outra.
                         Para que os alunos possam levantar hipóteses sobre o “acaso”, diga-lhes que
                          irão testar algumas das probabilidades apresentadas na folha de atividades
                          que lhes será entregue.



290                     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
 Você pode organizar a classe em duplas ou trios, mas a discussão será coletiva.
     No item 1, os alunos deverão verificar que existe 1 em 6 possibilidades, ou
      seja, 1/6.
     No item 2, pela probabilidade deverá sair 3 vezes se o dado for lançado 18 ve-
      zes, mas esclareça que poderá também sair um pouco mais ou menos, pois é
      uma “probabilidade”, e não uma certeza.



ATIVIDADE 16A




                                                                                         Atividade do aluno
 NOME: __________________________________________________________________________

 DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


    1. Hoje vocês vão tentar adivinhar qual é a chance de sair o número 6 no lança-
       mento de um dado. Discuta com o seu grupo e registre a conclusão nas linhas
       abaixo.




    2. Se um dado for lançado 18 vezes, quantas vezes, provavelmente, sairá o
       número 5?




    3. Experimente agora lançar o dado 18 vezes. Anote na tabela abaixo quantas
       vezes cada face saiu e confronte com a resposta que vocês deram no item 2.

Faces do dado




Quantas vezes
saiu cada
número?

    4. O que vocês observaram?




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I     291
O que mais fazer?
                       Você pode propor aos alunos que façam a mesma tentativa com as moedas,
                       perguntando qual é a chance de sair “cara” jogando-se a moeda 10 vezes.
                       Também segue outra sugestão abaixo.


                     ATIVIDADE 16B
Atividade do aluno




                      NOME: __________________________________________________________________________

                      DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


                        1. Em um parque de diversões existe uma barraca com duas roletas. João resol-
                           veu tentar sua sorte. Veja as roletas:

                                     Roleta 1                                      Roleta 2

                                                1                              6              1
                                 6

                                                                        5                          1
                          5                             2

                                                                        4                          2


                                 4                  3                                         2
                                                                               3

                        Responda às questões abaixo:
                        a. Se João precisa tirar o número 4, qual a roleta que ele deverá escolher? Por quê?




                        b. E se precisa tirar o número 1, qual a roleta que ele deve escolher? Por quê?




                        c. Se ele girar a roleta A, qual a chance de sair o número 2? E na roleta B?




292                     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ESPAÇO E FORMA
     A presença desse conteúdo neste volume se justifica pela necessidade de desen-
volver nos alunos habilidades de visualizar, interpretar e construir representações do
espaço e da forma.
      O mundo está impregnado de formas, tanto nos elementos da natureza quanto
nos objetos criados pelos homens, e, dessa maneira, é vasto o conhecimento que
os alunos trazem para a escola relacionado ao mundo das formas. Os alunos devem
continuar ampliando seu conhecimento em relação às formas, mas também sobre a
localização desses objetos e pessoas no espaço. O nosso desafio, portanto, é fazer
com que os alunos avancem nesse conhecimento – do espaço perceptivo – para o co-
nhecimento do espaço representativo, para melhor entender e interagir com o meio em
que vivem.
     As situações didáticas planejadas neste material preveem um avanço na capaci-
dade de os alunos estabelecerem pontos de referências para se localizar no espaço
e saber dar informações mais precisas para outras pessoas chegarem ao destino de-
sejado. São conhecimentos que ajudam a desenvolver a capacidade de orientação e a
ampliar as relações entre objetos.
     O mesmo se dá em relação ao conhecimento do mundo das formas, pois, à me-
dida que vão interagindo com elas por meio da observação e da experimentação, os
alunos começam a diferenciar suas características e a perceber suas propriedades e,
assim, podem conceituar outras categorias de formas.
     As atividades propostas são:
     a. Em relação à localização e ao deslocamento:
      TRAÇANDO A ROTA – É uma atividade que tem o propósito de fazer com que os
       alunos observem a importância de identificar pontos de referência para se che-
       gar a determinado lugar quando não se conhece o trajeto.
      ORIENTE-SE! – É uma situação que traz a discussão sobre os pontos cardeais
       como referência.
     b. Em relação às formas:
      AS FORMAS GEOMÉTRICAS AO NOSSO REDOR e CONHECENDO OS POLIEDROS
       – Foram organizadas para que os alunos possam perceber as semelhanças e
       as diferenças entre os sólidos geométricos.
      CONTANDO FACES, ARESTAS E VÉRTICES – É uma atividade que visa à iden-
       tificação das relações entre o número de faces, vértices e arestas de um
       poliedro.
      PLANIFICAÇÕES DE SÓLIDOS GEOMÉTRICOS – Essa atividade visa explorar a
       planificação de alguns poliedros e corpos redondos, estabelecendo as diferen-
       ças entre esses entes geométricos.
      OS POLÍGONOS: ÂNGULOS E LADOS – O objetivo é que os alunos possam per-
       ceber as semelhanças e as diferenças entre polígonos considerando seu nú-
       mero de lados e ângulos.



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I      293
 CONTANDO VÉRTICES E ÂNGULOS DO POLÍGONO – Nessa atividade os alunos
           se aproximarão das noções de ângulos, identificando-os nos polígonos.
          FIGURAS PLANAS – PARTE E TODO – A ideia aqui é explorar a formação de figu-
           ras planas a partir da composição e decomposição de outras figuras planas e
           de diferentes tipos de malhas.
          AUMENTANDO E DIMINUINDO FIGURAS – A proposta dessa atividade é que os
           alunos possam ampliar ou diminuir figuras, a partir de diferentes tipos de malhas.



      ATIVIDADE 17: TRAÇANDO A ROTA

      Objetivo
          Descrever, interpretar e representar a localização ou o deslocamento de uma
           pessoa ou um objeto.


      Planejamento
          Como organizar os alunos? Em duplas.
          Quais os materiais necessários? Cópias da Atividade 17A.


      Encaminhamento
          Organize uma roda de conversa perguntando aos alunos em que rua moram,
           em que bairro sua residência está localizada e como chegam à escola (andan-
           do ou utilizando alguma condução).
          Pergunte a eles quantas quadras aproximadamente andam de casa até a escola.
          Convide pelo menos dois alunos para explicarem o trajeto que realizam diaria-
           mente; para isso, sugira que façam desenhos na lousa para ajudar nessa tare-
           fa. Deixe que cada aluno explique o seu caminho sem nenhuma interferência,
           mas no decorrer da exposição anote pontos que mereçam ser discutidos pos-
           teriormente para que os alunos possam conhecer mais facilmente as noções
           de localização e deslocamento e, assim, utilizar cada vez melhor a linguagem
           apropriada para isso.
          Em seguida, distribua cópia da atividade para os alunos, solicitando que leiam
           o enunciado da tarefa a ser realizada.
          Na socialização, peça que um aluno dite o trajeto de onde está Júlia até o
           cinema e registre o texto na lousa. Questione a classe se está clara essa
           orientação, se a linguagem está adequada. É importante que os alunos se
           apropriem das noções do que são ruas paralelas, perpendiculares, cruzamen-
           tos, pois o uso desse vocabulário os ajudará a observar os principais pontos
           de referência quando forem orientar alguém ou receber orientações sobre de-
           terminado trajeto.




294     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
ATIVIDADE 17A

 NOME: __________________________________________________________________________

 DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


    1. Júlia marcou com a sua turma de ir ao cinema. Como ela é nova na cidade,
       chegou à esquina da Rua São Paulo com a Rua Pedro Álvares Cabral e não sa-
       bia como fazer para chegar ao cinema.
       Ela ligou para a sua amiga Sônia, que lhe falou que a rua do cinema é paralela
                                           . De onde está, deve andar            qua-
       dras até chegar à Rua                                     . Esta rua é perpen-
       dicular à rua do cinema, que fica na Rua                                    .
       Que outro caminho você indicaria para Júlia chegar ao cinema?




        Rua São Paulo            Av. Brasil          Rua Maranhão




                         Rua Pedro Álvares Cabral



                               Rua Tiradentes

                                                                 Cine
                                                                 Estrela


                               Rua D. Pedro I




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I     295
ATIVIDADE 18: ORIENTE-SE!

      Objetivo
          Reconhecer que os pontos cardeais são referências muito usadas por algumas
           pessoas para orientar-se em determinado espaço.


      Planejamento
          Como organizar os alunos? Inicialmente em grupos de quatro alunos e depois
           coletivamente.
          Quais os materiais necessários? Cópias da Atividade 18A, plantas ou mapas
           que contenham uma rosa-dos-ventos.


      Encaminhamento
          Distribua para cada grupo plantas ou mapas (atlas geográfico) e chame a aten-
           ção para a figura da rosa-dos-ventos.
          Pergunte se sabem o que ela representa e o porquê de essa imagem estar pre-
           sente em todos os mapas.
          Anote na lousa o que os alunos falarem.
          Em seguida distribua cópia da Atividade 18A para cada aluno e faça uma leitu-
           ra compartilhada sobre a rosa-dos-ventos. Instrua-os a não fazer ainda o item
           2 da atividade.
          Confronte as informações contidas no texto com as anotações feitas na lousa
           e questione o que se confirma, modifica ou amplia.
          Convide um aluno para mostrar para a classe os pontos cardeais tendo a
           rosa-dos-ventos como referência.
          Agora, oriente-os que prossigam fazendo o item 2 da atividade em duplas para
           em seguida fazer a socialização e confrontar as diferentes respostas.




296     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
ATIVIDADE 18A

 NOME: __________________________________________________________________________

 DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


    1. Observe a imagem abaixo. Em que lugares você já viu essa figura? Sabe para
       que ela serve?

                                         N
                         NW                           NE


                      W                                     E


                          SW                           SE
                                         S
                         N – Norte        NE – Nordeste
                         E – Leste        SE – Sudeste
                         S – Sul          SW – Sudoeste
                         W –Oeste         NW – Noroeste


                                Rosa-dos-ventos
    Essa figura representa a rosa-dos-ventos e é muito utilizada para orientar a
    navegação de aviões, navios, caminhadas em matas, trilhas etc. Ela repre-
    senta os pontos cardeais (Norte, Sul, Leste e Oeste) e os pontos colaterais
    (Nordeste, Sudeste, Noroeste e Sudoeste). Observe que a rosa-dos-ventos
    sempre está presente nos mapas para indicar o Norte e o sentido oposto –
    Sul –, apontando ainda a direção Leste-Oeste (respectivamente, o nascer e o
    pôr do sol).
    O conhecimento sobre os pontos cardeais é importante também para um en-
    genheiro, quando projeta uma casa, um prédio ou uma indústria. Ele tem que
    saber os movimentos que o Sol realiza durante o dia e durante o ano para pla-
    nejar corretamente a posição das portas e janelas, e para isso é necessário
    orientar-se através dos pontos cardeais. Numa indústria ou residência, jane-
    las bem posicionadas podem economizar energia com iluminação.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I   297
Atividade do aluno
                     2. Agora, observe o mapa do município de São Paulo (que está em destaque) e a
                        rosa-dos-ventos apresentada abaixo e responda:


                                                               Francisco
                                                               Morato                                                    Santa Isabel
                                                           Franco da Rocha   Mairiporã
                                           Cajamar
                           Pirapora do                      Caieiras
                           Bom Jesus                                                                          Arujá
                                                                                         Guarulhos
                                                                                                                                             Guararema
                                Santana do Parnaíba                                                         Itaquaque-
                                                                                                            cetuba
                                          Barueri
                                                           Osasco                                             Poá
                                         Jandira                                                                            Mogi das Cruzes
                               Itapevi
                                                   Carapicuíba      São Paulo                           Ferraz de
                                                                                                        Vasconcelos                                                      Salesópolis

                                                                              S. Caetano                                                           Biritiba-Mirim
                         Vargem Grande                 Taboão da              do Sul                           Suzano
                         Paulista                      Serra
                                             Embu                                                Mauá
                                                                                      Santo
                                Cotia                                    Diadema                     Ribeirão
                                                                                      André
                                                                                                     Pires
                                             Itapecerica                                                  Rio Grande
                                             da Serra                                                     da Serra
                                                                                                                                        Bertioga
                                                                             São Bernardo
                                                                             do Campo
                                                   Embu-Guaçu
                                São Lourenço
                                da Serra
                                                                                                  Cubatão                                                                         N
                                                                                                                                                             Oceano
                                                                                                         Santos           Guarujá
                                                                                                                                                             Atlântico   NO            NE
                         Juquitiba
                                                                                   São Vicente
                                                                                                                                                                     O                      L
                                                       Itanhaém

                                                                                                                                                                         SO            SE
                     a. Encontre duas cidades que fazem fronteiras com:                                                                                                          S


                        O lado leste da cidade de São Paulo.




                        O lado nordeste da cidade de São Paulo.




                             O lado norte da cidade de São Paulo.




                     b. Uma pessoa mora em Itapecerica da Serra. É correto afirmar que ela mora a
                        sudeste do município de São Paulo?




298                  Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ATIVIDADE 19: AS FORMAS GEOMÉTRICAS AO
NOSSO REDOR

Objetivo
     Reconhecer semelhanças e diferenças entre poliedros (prismas, pirâmides e
      outros).


Planejamento
     Como organizar os alunos? Em duplas.
     Quais os materiais necessários? Moldes de formas geométricas, cartolina, lá-
      pis, régua, borracha.


Encaminhamento
     Diga que na aula de hoje irão aprender mais sobre as formas dos objetos, pois
      se trata de conhecimento importante, uma vez que o mundo a nossa volta está
      repleto das mais variadas formas: alguns objetos são arredondados, outros
      não; há ainda os que têm formatos retangulares, outros triangulares; alguns
      têm bicos ou pontas, outros são mais “retos”.
     Pergunte aos alunos que formas têm as embalagens dos produtos que são
      utilizados em suas casas. A finalidade dessa conversa inicial é a de verificar se
      eles já possuem algum conhecimento sobre os sólidos geométricos.
     Diga que construirão algumas formas geométricas que serão úteis para os es-
      tudos que farão nas aulas seguintes.
     Distribua os diferentes moldes e as folhas de cartolina para cada grupo cons-
      truir as formas.
     Recomende que construam as formas com bastante capricho; para isso, orien-
      te-os a recortarem os contornos com cuidado e a dobrarem bem os vincos.
     Passe pelos grupos e, à medida que vão montando as caixas, faça perguntas
      no sentido de que estabeleçam relação de cada forma com objetos do mundo
      real.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I       299
Atividade do aluno
                                                       MOLDES




                                                            2




                        1                                                                       5




                                                                                       3
                            4




300                  Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ATIVIDADE 20: CONHECENDO OS POLIEDROS

Objetivo
     Reconhecer semelhanças e diferenças entre poliedros (prismas, pirâmides e
      outros).


Planejamento
     Como organizar os alunos? Coletivamente e em duplas.
     Quais os materiais necessários? As formas construídas na atividade anterior e
      cópias da Atividade 20A.


Encaminhamento
     Diga à turma que nessa aula vão observar melhor e descobrir características
      dos corpos geométricos que construíram na aula anterior.
     Pergunte se eles sabem os nomes de cada uma delas. Se não souberem, você
      pode informar.
     Pergunte aos alunos o que esses corpos geométricos têm em comum. O es-
      perado é que digam que todos têm cantos e pontas. Então, informe que irão
      estudar os corpos que não são arredondados.
     Solicite que observem o cubo e contem quantos lados ele tem. Depois informe
      que em geometria não se diz “lado”, e sim face. Assim, o correto é dizer que o
      cubo tem 6 faces.
     Distribua cópia da Atividade 20A para os alunos lendo o item 1 em voz alta e
      solicitando a eles que registrem nas linhas a conclusão do grupo. Também leia
      o item 2 e dê ênfase a essa informação.
     O item 3 poderá ser realizado coletivamente, porém garantindo que todos parti-
      cipem. Para isso, é interessante convidar aqueles alunos que se mostram mais
      tímidos.
     No item 4, organize as duplas. Os alunos possivelmente poderão confundir-se
      ao observar as figuras, pois elas representam os sólidos. Talvez não percebam
      que a vista é frontal e que há faces laterais e base nos prismas.
     Circule pela sala e converse com eles para verificar se está ocorrendo tal fato.
      Caso esteja, recorra a um dos poliedros construídos e pergunte se conseguem
      visualizar a(s) face(s) que está(ão) de frente para você, professor. Provavelmen-
      te irão dizer que não conseguem ver, mas sabem que existe tal face.
     O que se espera no item 5 é que os alunos observem que um grupo de figuras
      é formado com corpos que tem “pontas” e o outro, com corpos que não têm
      “pontas”.
     Informe então que o grupo dos que têm “pontas” denomina-se pirâmides, en-
      quanto no outro grupo estão os prismas.



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I       301
Atividade do aluno
                     ATIVIDADE 20A

                      NOME: __________________________________________________________________________

                      DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


                        1. Hoje você vai observar as características das formas geométricas que cons-
                           truiu na aula anterior. O que elas têm em comum? Discuta com a sua turma e
                           registre abaixo.




                        2. Essas formas são chamadas de poliedros. Em grego, poli significa muitos e
                           edro, face, com o que podemos concluir então que poliedro significa muitas
                           faces.
                        3. Observe cada poliedro que você montou e conte as faces de cada um.

                            Corpos geométricos                            Número de faces




302                     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
    4. Abaixo estão as representações de outros poliedros. Você consegue perceber
       todas as faces de cada poliedro desenhado?




    5. Com o seu colega de dupla, separe as figuras acima em dois grupos e discuta
       o que cada grupo tem em comum. Escreva abaixo de cada figura A ou B, con-
       forme a conclusão a que você e seu colega chegaram.
       Qual é a característica das formas do:

       Grupo A?

       Grupo B?
    6. Após a discussão com toda a classe, qual foi a conclusão?

       Grupo A?

       Grupo B?



ATIVIDADE 21: CONTANDO FACES, ARESTAS E
VÉRTICES

Objetivo
     Identificar relações entre o número de faces, vértices e arestas de um poliedro.


Planejamento
     Como organizar os alunos? Em duplas.
     Quais os materiais necessários? As formas geométricas construídas na Ativida-
      de 19 e cópias da Atividade 21A.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I      303
Encaminhamento
         Inicie a aula retomando as características das formas geométricas construídas
          na Atividade 19, ou seja, que elas têm “cantos”, “quinas” e “pontas”. Comente
          que esses nomes são de uso comum, mas em geometria as “pontas” são cha-
          madas vértices, e os “cantos”, arestas.
         Solicite aos alunos que observem as formas e identifiquem os vértices em
          cada uma delas.
         Diga que as atividades a seguir os ajudarão a observar melhor os vértices e as
          arestas. Distribua, então, cópia da Atividade 21A, fazendo a leitura comparti-
          lhada do enunciado.
         No item 2, os alunos preencherão a tabela com a quantidade de vértices e
          arestas de cada poliedro:
           J Poliedro 1 – Pirâmide de base triangular;
           J Poliedro 2 – Prisma de base triangular;
           J Poliedro 3 – Paralelepípedo (caso especial de prisma);
           J Poliedro 4 – Prisma de base pentagonal;
           J Poliedro 5 – Cubo (caso especial de prisma).
         No item 3, o que se espera é que os alunos descubram que, somando-se
          o número de faces com o número de vértices e subtraindo-se o número de
          arestas dos sólidos, o resultado será sempre 2. Com base nessa descoberta,
          desafie-os a descobrir o número de faces dos poliedros 4 e 5.
         Caso não consigam descobrir, deixe esse desafio para uma próxima aula.




304     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
ATIVIDADE 21A

 NOME: __________________________________________________________________________

 DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


    Vamos descobrir as características dos poliedros que foram construídos:
    1. Pegue o sólido número 1. Faça uma marca (x) em cada uma de suas faces.
       Você consegue ligar duas dessas marcas com um traço de lápis, sem passar
       por cima de uma dobra?




       a. Veja a figura abaixo:
          Essas dobras são como fronteiras entre duas faces. Pois bem, essas frontei-
          ras recebem o nome de arestas. Uma aresta pertence sempre a duas faces.




                                  X

                         X
            X



          E o que você observa no encontro das arestas?




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I     305
Atividade do aluno
                     2. Agora, observe os cinco poliedros e preencha a tabela abaixo. Peça ajuda do
                        professor para saber os nomes de cada um.

                     Poliedro             Número de arestas                 Número de vértices




                     Descubra um segredo sobre os poliedros:
                     3. Nos poliedros 1, 2 e 3, além das arestas e dos vértices, conte também as fa-
                        ces, preenchendo a tabela abaixo.

                                         Número de              Número de
                     Poliedro                                                       Número de faces
                                          arestas                vértices
                         1

                         2

                         3

                     4. Em cada um deles, some o número de vértices com o número de faces. Do
                        resultado obtido, retire o número de arestas. O que você observou?




                     5. Como essa descoberta pode ajudar a descobrir o número de faces dos polie-
                        dros 4 e 5?




306                  Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ATIVIDADE 22: PLANIFICAÇÕES DE SÓLIDOS
GEOMÉTRICOS

Objetivo
     Explorar planificações de alguns poliedros e corpos redondos.


Planejamento
     Como organizar os alunos? Em duplas.
     Quais os materiais necessários? Embalagem de creme dental (uma caixa na
      forma de paralelepípedo), cola, tesoura e cópia da Atividade 22A.


Encaminhamento
     Pergunte qual a diferença entre os moldes e as formas que montaram. É inte-
      ressante que você anote as falas dos alunos.
     Os moldes são as planificações dos sólidos geométricos e são compostos de
      figuras planas. Pergunte quais figuras planas compõem cada uma das formas
      montadas. Se não souberem nomear os polígonos, isto não será motivo de
      preocupação no presente momento, pois nas atividades seguintes os alunos
      poderão, aos poucos, se apropriar desse vocabulário.
     Faça com os alunos a planificação de uma caixa de creme dental – ou de uma
      caixa maior na forma de um paralelepípedo –, abrindo-a. Represente essa pla-
      nificação no papel com auxílio de um lápis para contornar a caixa aberta. Peça
      que observem quais figuras compõem a planificação dessa caixa (no caso, po-
      lígonos de 4 lados).




     Em seguida, distribua a Atividade 22A para cada aluno e peça-lhes que a leiam
      e a resolvam em duplas.
     Na socialização procure sistematizar o que são corpos redondos e não redondos.



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I    307
Atividade do aluno
                     ATIVIDADE 22A

                      NOME: __________________________________________________________________________

                      DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


                        1. Recorte e monte os sólidos e responda a questão:



                                                                            9




                                            8




                        a. Os sólidos que você montou têm partes arredondadas?
                        Por essa razão eles não são considerados poliedros. Você lembra o que significa
                        poliedro?
                        Os sólidos que não são poliedros são chamados de corpos redondos. São eles:




                            esfera                                 esfera




                                          cone                                        cilindro




308                     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
ATIVIDADE 22B

 NOME: __________________________________________________________________________

 DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


    1. Analise a figura abaixo, que representa a planificação de um poliedro:




    a. Você conseguiria montar uma caixa com este molde? Por quê?




    b. Considerando a base deste poliedro, complete o quadro com as características
       que deve ter este corpo geométrico.

        Número de arestas

        Número de vértice

        Número de faces

    c. Qual é o nome do poliedro?



ATIVIDADE 22C

 NOME: __________________________________________________________________________

 DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


    1. A figura abaixo representa um pedaço de cano metálico. Qual polígono repre-
       senta a planificação desse cilindro?




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I   309
Atividade do aluno
                        2. Abaixo, temos a figura de um cubo sendo planificado e, ao lado, três tipos di-
                           ferentes de planificações do cubo. Encontre outras possíveis planificações do
                           cubo.




                     O que é importante discutir com os alunos:
                         que não é possível planificar a superfície de uma bola.
                         que existem 11 maneiras de planificar o cubo. Esse conhecimento é im-
                          portante, pois empresas que fabricam caixas para presente na forma de
                          cubo precisam minimizar o desperdício de material; eles compram pran-
                          chas de papelão para serem cortadas conforme o desejo do cliente.



                     ATIVIDADE 23: OS POLÍGONOS: ÂNGULOS
                     E LADOS

                     Objetivo
                         Identificar semelhanças e diferenças entre polígonos, considerando seu núme-
                          ro de lados e de ângulos.


                     Planejamento
                         Como organizar os alunos? Em duplas.
                         Quais os materiais necessários? Cópias das Atividades 23A e 23B.


                     Encaminhamento
                         Distribua cópia da Atividade 23A para os alunos e peça para discutirem em
                          duplas, garantindo que todos tenham entendido o enunciado da tarefa a ser
                          realizada.



310                     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
 Ande pela classe, observando e registrando as discussões que julgar importan-
      te socializar.
     Após aproximadamente 10 minutos, abra a discussão com a classe toda, so-
      licitando que uma dupla inicie as observações que fizeram acerca das figuras
      dos dois grupos.
     Pergunte se outras duplas tiveram outras ideias, confrontando os diferentes
      pontos de vista. O que se espera é que os alunos percebam que no grupo 1 as
      figuras são todas fechadas e seus lados são compostos por retas, enquanto
      no grupo 2 algumas figuras são abertas, apesar de serem desenhadas com li-
      nhas retas, e outras, apesar de fechadas, são desenhadas com linhas curvas.
      Não é o caso de você fornecer essa informação antecipadamente, mas pode
      lançar perguntas para que os alunos cheguem a essa conclusão. Pergunte, por
      exemplo: O que todas as figuras do grupo 1 têm em comum? Como são as figu-
      ras do grupo 2? Repare nas linhas que compõem as figuras do grupo 1. Como
      são elas?
     Informe que as figuras do grupo 1 são chamadas de polígonos. Distribua, agora,
      cópia da Atividade 23B e peça que um aluno leia em voz alta apenas o item 1.
     Desenhe alguns polígonos na lousa e convide um aluno para que identifique as
      informações lidas naquelas figuras.



ATIVIDADE 23A




                                                                                        Atividade do aluno
 NOME: __________________________________________________________________________

 DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


    Observe as figuras dos dois grupos e discuta com o seu colega as questões que
    seguem:

                 Grupo 1                                 Grupo 2




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I    311
Atividade do aluno
                        1. Como são as figuras do grupo 1?



                        2. E as do grupo 2?


                        Registre as conclusões a que chegaram após a discussão com os demais cole-
                        gas da classe:

                        Grupo 1

                        Grupo 2



                     ATIVIDADE 23B

                      NOME: __________________________________________________________________________

                      DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


                        1. Na atividade anterior, você e seus colegas observaram algumas característi-
                           cas dos polígonos.


                                              O QUE É UM POLÍGONO?
                            Do grego, POLI significa muitos e GONO, ângulos; então, literalmente,
                              polígono significa muitos ângulos. Mas, em geometria, uma figura
                            plana para ser polígono precisa ser uma figura fechada, e seus lados
                                      formados por segmentos de reta consecutivos.



                        2. Pegue algumas varetas ou canudinhos plásticos e verifique qual a quantida-
                           de mínima de varetas ou canudinhos necessária para construir um polígono.
                           Lembre-se que um polígono precisa ser uma figura fechada.

                           a. Quantos lados tem essa figura que você formou?

                           b. Qual é o nome dessa figura?

                           c. O que você pôde concluir?




312                     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
    3. Os polígonos podem ter 3 ou mais lados; veja como alguns prefixos matemáti-
       cos ajudam a identificar o número de lados de um polígono:
                        tri = 3            hepta = 7
                     tetra = 4              octo = 8
                    penta = 5               enea = 9
                     hexa = 6               deca = 10
    4. Com base nas informações acima, desenhe figuras com diferentes lados e
       tente descobrir o nome de cada uma.

Número de lados      Figura                                Nome

         3


         4


         5                                                 Pentágono


         6


         7




ATIVIDADE 24: CONTANDO VÉRTICES
E ÂNGULOS DO POLÍGONO

Objetivo
     Conhecer algumas noções sobre ângulos identificando-os nos polígonos.


Planejamento
     Como organizar os alunos? Coletivamente e depois em duplas.
     Quais os materiais necessários? Cópias da Atividade 24A.


Encaminhamento
     Pergunte aos alunos se já ouviram em uma locução de futebol a expressão “O
      jogador chutou a bola no ângulo” e o que significa. É bem provável que digam
      que a bola acertou o canto do gol, ou a quina do gol.



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I   313
 Peça que um aluno desenhe na lousa um gol indicando onde o jogador poderia
                          ter acertado a bola.
                         Informe que, em geometria, a palavra “ângulo” é bastante usada, e então cha-
                          me a atenção para as retas que formam a haste e o travessão do gol. Pergunte
                          se sabem o nome desse ponto (vértice) em que se encontram essas duas re-
                          tas. Então diga-lhes que, em um polígono, cada dois lados com um vértice em
                          comum forma um ângulo.
                         Desenhe alguns polígonos na lousa e convide alguns alunos a identificarem os
                          ângulos em cada uma das figuras.
                         Distribua cópia da Atividade 24A para os alunos e peça que resolvam indivi-
                          dualmente e depois confiram as respostas com um colega.
                         O que se espera que os alunos observem é que como os ângulos se formam
                          nos vértices, então, o número de vértices é igual ao número de ângulos.



                     ATIVIDADE 24A
Atividade do aluno




                      NOME: __________________________________________________________________________

                      DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


                        1. Observe os polígonos abaixo e complete com as informações.

                                                                Número                 Número
                     Polígono             Nome
                                                                de vértices            de ângulos




314                     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
2. O que você observou em relação aos números de vértices e ângulos?
    Troque ideias com seu colega e anote abaixo a conclusão.




ATIVIDADE 25: FIGURAS PLANAS –
PARTE E TODO

Objetivo
     Compor e decompor figuras planas.


Planejamento
     Como organizar os alunos? Em duplas, porém cada aluno realizará a atividade
      individualmente.
     Quais os materiais necessários? Cópias de malhas e da Atividade 25A.


Encaminhamento
     Conte aos alunos que muitos artistas plásticos se utilizaram de conhecimentos
      da geometria para fazer seus quadros.
     Se possível, leve algumas fotos de pinturas de Di Cavalcanti e outros que usa-
      ram formas geométricas, fazendo com que os alunos possam apreciar essas
      obras.
     Proponha, também, construírem figuras usando as formas geométricas que po-
      derão depois formar painéis ou mesmo decorar capas dos seus próprios cader-
      nos. Mas antes realizarão algumas atividades em que analisarão diferentes po-
      lígonos em algumas figuras e também irão compor figuras a partir de diversos
      polígonos.
     Diga que para realizarem as atividades a seguir precisarão de muita atenção e
      concentração e que poderão trocar ideias com seus colegas, mas que cada um
      vai realizar a sua tarefa.
     Distribua as cópias da malha triangular e da Atividade 25A, solicitando que os
      alunos leiam o enunciado e garantindo que todos tenham entendido a tarefa a
      ser realizada.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I    315
Modelo de malha triangular




                         Modelo de malha quadriculada




316   Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
ATIVIDADE 25A

 NOME: __________________________________________________________________________

 DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


    1. Observe os diferentes polígonos abaixo e pinte essas figuras na malha triangular.




    2. Quantos triângulos da malha você usou para formar:
      a. o triângulo?

      b. o hexágono?

      c. os quadriláteros:

         trapézio?

         losango?

      d. Por meio da malha, construa 3 losangos do mesmo tamanho usando os de-
         mais polígonos.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I        317
Atividade do aluno
                     ATIVIDADE 25B

                      NOME: __________________________________________________________________________

                      DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


                        1. Considere a figura abaixo:




                           a. Tente dividi-la em retângulos (eles não precisam ter o mesmo tamanho). So-
                              bram algumas partes?



                           b. Tente dividi-la em triângulos (eles podem ter tamanhos diferentes). Conse-
                              guiu cobrir a figura toda?



                           c. Qual o menor número de triângulos de que você precisa para cobrir a figura
                              toda?




318                     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
ATIVIDADE 25C

 NOME: __________________________________________________________________________

 DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


    Agora, chegou o momento de você fazer o seu painel. Para isso você pode tanto
    usar a malha triangular como a quadriculada. Use a criatividade e mãos à obra!


O que você precisa saber para encaminhar essas atividades:
    Quando cobrimos um polígono com outros polígonos, por justaposição,
     estamos, na verdade, decompondo a figura original em outras figuras.
    Quando tentamos decompor um polígono em outros que não sejam re-
     tângulos, pode ser que sobrem partes da figura original, mas quando de-
     compomos em triângulos, isso nunca acontecerá. Ou seja, sempre é pos-
     sível cobrir a parte que sobra com outro triângulo.
    Como o polígono é só o contorno da figura, chamamos a região interna de
     região poligonal.


ATIVIDADE 26: AUMENTANDO E DIMINUINDO
FIGURAS

Objetivo
     Ampliar e reduzir figuras planas pelo uso de malhas quadriculadas.


Planejamento
     Como organizar os alunos? Individualmente.
     Quais os materiais necessários? Cópias da Atividade 26A.


Encaminhamento
     Inicie a conversa com os alunos perguntando-lhes se saberiam dar exemplos
      de figuras que podem ser ampliadas ou reduzidas. Uma foto de uma pessoa é
      um bom exemplo nessa discussão.
     As atividades poderão ser realizadas em folhas quadriculadas.
     Distribua a Atividade 26A para cada aluno e peça que leiam e resolvam.
     Em seguida, discuta com a classe as questões propostas na atividade.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I   319
Atividade do aluno
                     ATIVIDADE 26A

                      NOME: __________________________________________________________________________

                      DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


                        Observe o peixinho do desenho abaixo e tente desenhar outro peixinho parecido
                        com ele na malha da direita, tomando o cuidado de respeitar a posição dos traça-
                        dos e o número dos quadradinhos, que precisam ser os mesmos do modelo.




                        1. O novo peixinho ficou maior ou menor que o primeiro?



                        Você sabe por quê?
                        2. O que aconteceria com o tamanho do novo peixinho se os lados dos quadradi-
                           nhos fossem maiores?


                        3. Tente fazer o mesmo peixinho na malha abaixo:




320                     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
O que mais fazer?
   Você pode propor que reproduzam a figura do peixe nas malhas abaixo com o
   objetivo de os alunos perceberem uma “deformação” da imagem, em virtude
   de se ter aumentado a largura dos quadrados na primeira malha e o compri-
   mento dos quadrados na segunda malha.


ATIVIDADE 26B




                                                                                       Atividade do aluno
 NOME: __________________________________________________________________________

 DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


    1. Tente desenhar o mesmo peixe da atividade anterior nas malhas abaixo:


                                      Malha 1




                                      Malha 2




    a. Como ficou o peixe na malha 1?

    b. E na malha 2?

    c. Por que isso aconteceu?



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I   321
Atividade do aluno
                         2. Construa numa folha de papel sulfite uma malha com quadradinhos com os
                            lados medindo 1 cm. Reproduza a figura abaixo na malha que você construiu.




                     O que é importante você saber para encaminhar
                     essas atividades:
                          O tamanho do lado do quadrado que compõe a malha é que faz com que a
                           figura aumente, diminua ou fique do mesmo tamanho.
                          A razão entre as medidas de comprimento da nova figura e da figura ori-
                           ginal é a mesma que a razão entre o comprimento do lado do quadradi-
                           nho da nova malha e o lado do quadradinho original.
                          Se aumentarmos o quadradinho da malha em apenas uma direção, por
                           exemplo, só na largura, a nova figura sairá deformada.


                      GR ANDEZAS E MEDIDAS
                          As atividades de exploração das unidades de grandezas diversas, a constante
                     necessidade de estabelecer comparações entre elas e de realizar medições estão pre-
                     sentes na vida das crianças desde muito cedo.
                         Por isso, é importante criar situações didáticas para que os alunos possam per-
                     ceber a grandeza como uma propriedade de certa coleção de objetos, observando que,
                     mesmo que o objeto mude de posição e de forma, algo pode permanecer constante.
                          Nesse sentido, as atividades propostas têm como objetivo que os alunos discu-
                     tam, organizem soluções e aprofundem seus conhecimentos para resolver problemas
                     do dia a dia com relação às grandezas e às medidas de tempo, temperatura, massa,
                     capacidade, comprimento e ao sistema monetário.
                         As atividades propostas são:
                          OBSERVANDO A TEMPERATURA EM DIFERENTES LUGARES – O objetivo desta
                           atividade é que os alunos possam perceber, em situações reais, onde aparece
                           esta unidade de tempo e quais problemas eles podem enfrentar.
                          DIFERENTES PAÍSES, DIFERENTES MOEDAS: QUANTO VALE O REAL? – A propos-
                           ta é que os alunos possam perceber que há diferentes moedas em circulação
                           no mundo e que é necessário estabelecer um parâmetro de comparação entre
                           elas para que haja transações comerciais entre países.



322                      Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
 MEDIDAS DO DIA A DIA: COMPRIMENTO E MASSA – O objetivo é observar onde
      e como as diferentes unidades de medidas são utilizadas.
     O CONTORNO DAS FIGURAS – A ideia aqui é que os alunos possam perceber
      que para calcular o perímetro de figuras planas, inclusive em malhas quadricu-
      ladas, deve-se conhecer o seu contorno.
     QUAL É A ÁREA? – O objetivo é que os alunos possam compreender o conceito
      de superfície de figuras planas e consigam calculá-las em malhas quadriculadas.
     ÁREA OU PERÍMETRO? – A atividade proposta tem como meta fazer com que
      os alunos percebam a diferença entre área e perímetro e, ao mesmo tempo,
      saibam encontrar soluções para problemas do seu cotidiano.
     QUE HORAS SÃO? e CONTANDO O TEMPO – Nessas atividades a proposta é
      que os alunos resolvam situações-problema do cotidiano e observem a equiva-
      lência entre as unidades de medida de tempo.
     ANTES OU DEPOIS DO MEIO-DIA? – O objetivo da atividade é propor que os
      alunos possam realizar a leitura de horas em diferentes momentos do dia em
      relógios digital e analógico.


ATIVIDADE 27: OBSERVANDO A
TEMPERATURA EM DIFERENTES LUGARES
Objetivo
     Utilizar unidades usuais de temperatura em situações-problema.

Planejamento
     Como organizar os alunos? Em duplas.
     Quais os materiais necessários? Cópias da Atividade 27A.

Encaminhamentos
     Inicie a conversa perguntando se algum aluno sabe para que serve o termôme-
      tro. Você pode perguntar o que se mede com um termômetro.
     Pergunte se eles sabem qual a temperatura mínima para considerar uma pes-
      soa com febre. Se não souberem, informe que uma pessoa com febre tem
      temperatura acima dos 37 ºC, porém os médicos consideram estado febril as
      temperaturas acima dos 37,5 ºC.
     Informe ainda aos alunos que em nosso país as temperaturas médias corres-
      pondem a 25 ºC, nas regiões Norte e Nordeste elas podem ser mais elevadas
      e nos estados do Sul elas são mais frias. No entanto, em outros países do
      mundo as temperaturas podem ser muito frias, ou seja, menores que 0 ºC, e
      neste caso as indicaremos com números negativos, por exemplo, −20 ºC.
     Em seguida, distribua a cópia da Atividade 27A.
     Na atividade há duas tabelas indicando a previsão da variação de temperatura
      nos dias 7, 8 e 9 de janeiro de 2008 na cidade de São Paulo e na cidade de
      Genebra, na Suíça.



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I     323
 Diga que irão fazer a leitura dessas tabelas e verificar que na coluna “Máx.” es-
                          tará indicada a maior temperatura prevista para aquele dia e na coluna “Mín.”,
                          a menor temperatura prevista. A partir daí responderão as questões propostas.
                         Percorra a sala e verifique se há dúvidas na leitura da tabela, se conseguem
                          estabelecer a relação entre a temperatura do dia e a condição do tempo.
                         Em seguida, socialize com a turma as soluções encontradas.


                     ATIVIDADE 27A
Atividade do aluno




                      NOME: __________________________________________________________________________

                      DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


                        Leia as informações das tabelas a seguir e responda as questões.

                     São Paulo, Brasil
                     Última atualização: Segunda-feira, 7 de janeiro de 2008, at 12:31
                     Horário Local de Verão (Segunda-feira, 14:31 GMT)
                                                                                  Máx. (C)      Mín. (C)
                       Hoje
                                                Parcial. nublado                   26 °C         16° C
                       7 jan.
                                            Índice UV: 10+ Extremo
                        Ter
                                                   Ensolarado                      28 °C         17 °C
                       8 jan.
                                            Índice UV: 10+ Extremo
                        Qua
                                                 Predom. de sol                    28 °C         17 °C
                       9 jan.
                                            Índice UV: 10+ Extremo


                     Genebra, Suíça
                     Última atualização: Segunda-feira, 7 de janeiro de 2008, at 15:21
                     Hora Local da Europa Central (Segunda-feira, 14:21 GMT)
                                                                                  Máx. (C)      Mín. (C)
                     Esta Noite
                                                     Chuva                                       –1 °C
                       7 jan.
                        Ter
                                                Predom. de sol                      8 °C          3 °C
                       8 jan.
                                              Índice UV: 1 Mínimo
                        Qua
                                                  Chuva fraca                       7 °C          4 °C
                       9 jan.
                                              Índice UV: 1 Mínimo



324                     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
    1. Quais as temperaturas mínima e máxima no dia 7 de janeiro de 2008 em São
       Paulo?


    2. Qual a temperatura mínima em Genebra no dia 7 de janeiro?


    3. Qual a diferença entre a temperatura mínima e a máxima no dia 8 de janeiro em:

       a. São Paulo?

       b. Genebra?

       c. Em que cidade está mais frio?
    4. Qual a diferença entre as temperaturas mínimas de São Paulo e de Genebra
       no dia 9 de janeiro de 2008?


O que mais fazer?
   Você pode sugerir aos alunos que procurem nos jornais a página que indica a
   previsão do tempo. Nela, os alunos poderão fazer a leitura das temperaturas
   do dia, verificar se há ou não possibilidades de chuva, se o tempo permanece-
   rá nublado ou não.
   A partir dessa leitura você pode propor que as duplas elaborem problemas e
   que os troquem entre si.
   Após a resolução, você pode propor que eles analisem os problemas que fo-
   ram elaborados, verificando se havia ou não coerência entre os dados e as
   questões formuladas e se as soluções encontradas respondiam as questões
   formuladas.


ATIVIDADE 28: DIFERENTES PAÍSES,
DIFERENTES MOEDAS: QUANTO VALE O REAL?

Objetivos
     Estabelecer a equivalência entre moedas de vários países.
     Resolver problemas utilizando moedas de diferentes países.


Planejamento
     Como organizar os alunos? Em duplas.
     Quais os materiais necessários? Cópias da Atividade 28A.



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I     325
Encaminhamento
                         Inicie a atividade perguntando se os alunos sabem como são pagas as contas em
                          outros países. Se, por exemplo, um lanche nos Estados Unidos é pago em real.
                         Pergunte ainda se eles sabem o nome de moeda de outros países. Caso não
                          tenha nenhum aluno com essa informação, você pode sugerir que eles abram
                          o jornal na página de câmbio e verifiquem o nome de algumas moedas de ou-
                          tros países. Por exemplo:
                            País                             Moeda
                            Estados Unidos                   Dólar
                            Argentina                        Peso argentino
                            Inglaterra                       Libra esterlina
                            Japão                            Iene
                         Em seguida, distribua a cópia da Atividade 28A e diga que a tarefa será ajudar
                          o sr. Flávio, representante comercial de uma empresa no Brasil, a fechar negó-
                          cios com várias empresas no exterior. Para isso, eles precisam saber qual é o
                          valor correspondente de cada moeda estrangeira em relação ao nosso sistema
                          monetário, ou seja, em reais.
                         Peça que leiam o enunciado e discutam em dupla um procedimento para resol-
                          ver a atividade.
                         Circule pela classe e verifique se há dúvidas na conversão das moedas.
                         Selecione algum procedimento que achar interessante e mereça ser socializado.
                         Socialize as discussões e as soluções encontradas e peça que anotem o pro-
                          cedimento que considerou interessante.
                         Os alunos não precisam realizar essa atividade em um único dia; você pode
                          pedir para que realizem as questões de 1 a 5 em um dia e as questões 6, 7 e
                          8 em outro dia.
                         O importante é que os alunos possam discutir entre si os procedimentos que
                          deverão utilizar para resolver os problemas e que você reserve uma parte de
                          cada uma das aulas para que possam compartilhar a forma como pensaram
                          para ajudar o sr. Flávio no fechamento de seus contratos.



                     ATIVIDADE 28A
Atividade do aluno




                      NOME: __________________________________________________________________________

                      DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


                        Cada país tem uma moeda diferente. O sr. Flávio é o representante comercial de
                        uma grande empresa. Ele ficará vinte dias fora do Brasil fechando contratos de
                        exportação em vários países.



326                     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
    Veja a tabela de conversão que ele está utilizando para o fechamento dos contratos:
                                                       Valor em real aproximado
             País                   Moeda
                                                     da moeda em janeiro de 2008
     Estados Unidos         Dólar                             1 dólar = R$ 1,75
     Espanha e França       Euro                               1 euro = R$ 2,50
     Japão                  Iene                               1 iene = R$ 0,02
     Argentina              Peso argentino           1 peso argentino = R$ 0,50
     Inglaterra             Libra esterlina                    1 libra = R$ 3,40

    1. Ele iniciou sua viagem pelo Japão e os negócios fechados ficaram em 134 mil
       ienes. Qual será o valor do contrato em reais?


    2. Em seguida, fez um giro pela Europa: foi à França e à Espanha e em cada um
       dos países o contrato foi de 38 mil euros. Qual o valor total em reais dos con-
       tratos que foram fechados nesses dois países?


    3. O próximo país em sua escala foi a Inglaterra. O contrato fechado foi de apenas
       12 mil libras esterlinas. Quanto rendeu em reais para a empresa do sr. Flávio?


    4. A sua penúltima escala foi nos Estados Unidos. Lá ele fechou vários contratos.
       – O primeiro foi de 12 mil dólares
       – O segundo de 34 mil
       – O terceiro rendeu 175 mil reais.
       Quanto rendeu em reais os contratos nos Estados Unidos?


    5. Quando chegou à Argentina, ele já estava “craque” em fazer as conversões de
       moedas. Fechou alguns contratos e finalizou com R$ 550.000,00. Qual o valor
       em pesos argentinos dos contratos fechados por ele?


    6. Organize uma tabela com o valor total das transações comerciais fechadas
       pelo sr. Flávio em cada país na nossa moeda:
                                     Valor do contrato           Valor do contrato
                  País
                                     no país de origem               em reais
     Estados Unidos
     Espanha e França
     Japão
     Argentina
     Inglaterra




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I       327
7. Em qual desses países ele fechou o maior contrato?


         8. Qual o valor em reais de todos os contratos fechados?




      ATIVIDADE 29: MEDIDAS DO DIA A DIA:
      COMPRIMENTO E MASSA

      Objetivo
          Utilizar unidades usuais de comprimento, massa e capacidade na resolução de
           problemas.


      Planejamento
          Como organizar os alunos? Em duplas.
          Quais os materiais necessários? Cópias das Atividades 29A e 29B.


      Encaminhamentos
          Inicie a conversa dizendo que nas situações vivenciadas em nosso dia a dia
           necessitamos inúmeras vezes recorrer às diferentes unidades de medidas para
           compararmos objetos, comprarmos alimentos, sabermos a distância entre
           cidades, a altura de pessoas ou prédios. Tais necessidades têm origem nas
           situações práticas que vivenciamos e, portanto, são incorporadas à linguagem
           que utilizamos normalmente fora da escola.
          Diga-lhes que realizarão atividades relacionadas a grandezas de medida: mas-
           sa e comprimento.
          Antes de iniciar o trabalho, pergunte aos alunos se sabem o que são essas
           medidas e em que situações medimos massa e comprimento. Traga exemplos
           e converse com eles a respeito.
          Faça uma lista na lousa para que eles possam relacionar a grandeza com o
           que se pode medir.
          Em seguida, pergunte quais são os instrumentos utilizados em cada um des-
           ses casos.
          Você pode deixar fixada na classe uma listagem elaborada por eles sobre o
           que essas grandezas podem medir, os instrumentos que podem ser utilizados
           para medir (comprimento: régua, fita métrica, trena; massa: balança).
          Distribua a cópia da Atividade 29A e peça para um aluno fazer a leitura da con-
           signa. Veja se todos entenderam o que é para fazer.




328     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
 Circule pela classe e vá tirando dúvidas.
     Quando perceber que quase todos terminaram a atividade, socialize os proce-
      dimentos e as soluções encontradas.




                                                                                       Atividade do aluno
ATIVIDADE 29A

 NOME: __________________________________________________________________________

 DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


    Abaixo estão indicadas as medidas de alguns animais:




  Camelo                                                 Zebra
  Peso: 700 kg                                           Peso: 200 kg
  Altura: 2 m                                            Altura: 1,40 m
  Comprimento: 3 m                                       Comprimento: 2,20 m




                                 Rinoceronte
                                 Peso: 4 t
                                 Altura: 2 m
                                 Comprimento: 4 m




  Tigre                                                  Hipopótamo
  Peso: 200 kg                                           Peso: 4 t
  Altura: 1 m                                            Altura: 1,50 m
  Comprimento: 2,50 m                                    Comprimento: 4, 50 m


Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I   329
Atividade do aluno
                     Com base nos dados indicados, responda as seguintes questões:
                     1. Quantas toneladas pesa:

                        a. o rinoceronte?

                        b. o hipopótamo?
                     2. Quantos quilos pesa:

                        a. a zebra?

                        b. o tigre?

                        c. o camelo?
                     3. Qual a altura dos seguintes animais:

                        a. tigre

                        b. hipopótamo

                        c. camelo

                        d. zebra
                     4. Qual o comprimento dos seguintes animais:

                        a. camelo

                        b. tigre

                        c. hipopótamo
                     5. Observando os dados, qual animal tem:

                        a. o maior comprimento?

                        b. a maior altura?

                        c. o maior peso?
                     6. Existem animais com a mesma altura? Quais?


                     7. Existem animais que podem atingir o mesmo peso? Quais?




330                  Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
    8. Se puséssemos lado a lado um camelo e um rinoceronte, quantos camelos
       seriam necessários para obter o mesmo comprimento do rinoceronte?


    9. Se pudéssemos empilhar os animais, ou seja, colocá-los um em cima do ou-
       tro, quantos tigres seriam necessários para alcançar a altura do camelo?




O que mais fazer?
   Você ainda pode propor atividades em que os alunos possam estimar a altura ou
   a massa de pessoas, animais ou objetos como nas questões sugeridas abaixo.


ATIVIDADE 29B




                                                                                        Atividade do aluno
 NOME: __________________________________________________________________________

 DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


    1. Faça uma estimativa da medida de massa do lápis e de cada animal abaixo, li-
       gando as figuras da primeira coluna às respectivas medidas da segunda coluna.


                                 Cachorro                         140 kg




                                     Lápis                        4g




                                  Avestruz                        60 kg




                                  Capivara                        1t




                                    Girafa                        20 kg




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I    331
Atividade do aluno
                     2. Observe as medidas de comprimento ao lado de cada figura e transforme-as
                        na unidade solicitada:




                                                         2,20 m =                 cm




                                                            3m=                   cm




                                                           8 cm =                 m




                                                            6m=                   cm




                                                        375 cm =                  m




                                                 1 m = 100 centímetros




332                  Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ATIVIDADE 30: O CONTORNO DAS FIGURAS

Objetivo
     Calcular o perímetro de figuras planas e de figuras desenhadas em malhas
      quadriculadas.


Planejamento
     Como organizar os alunos? Primeiro coletivamente e depois em duplas.
     Quais os materiais necessários? Cópia da Atividade 30A para cada dupla.


Encaminhamento
     Explique a sua turma que nessa atividade eles trabalharão com medidas de con-
      torno de figuras. Diga que saber fazer esses cálculos é um conhecimento útil em
      situações, por exemplo, em que se precisa comprar rodapé para uma sala, ou,
      ainda, calcular a quantidade de arame necessária para cercar um terreno etc.
     Converse com os alunos e proponha o desafio de descobrirem como se pode,
      então, calcular o perímetro de uma figura (desenhe algumas na lousa e dê pis-
      tas aos alunos). Caso não consigam descobrir, explique que o perímetro nada
      mais é do que a soma dos lados de uma figura.
     Se for um polígono, para se obter o seu perímetro basta somar a medida de
      todos os lados dessa figura.
     Após essa discussão inicial, distribua a folha de Atividade 30A para cada dupla.
     Nos itens 1, 2 e 3 a proposta é calcular o perímetro de figuras planas, e nos
      itens 4 e 5 é também cálculo do perímetro, porém utilizando malha quadriculada.
     Enquanto realizam essa atividade, ande pela classe fazendo intervenções nas
      duplas que apresentarem dificuldades.
     Em seguida, abra a discussão com a turma toda, socializando as respostas e
      pedindo que argumentem sobre os procedimentos que adotaram para encon-
      trar a solução.
     Recomenda-se que os alunos façam as três primeiras atividades, discutam as
      soluções encontradas, para depois então realizarem as atividades com as ma-
      lhas quadriculadas.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I      333
Atividade do aluno
                     ATIVIDADE 30A

                      NOME: __________________________________________________________________________

                      DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


                        Leia os problemas a seguir e discuta uma forma de encontrar a solução. Não se
                        esqueça de registrar esse percurso no seu caderno.
                        1. O desenho abaixo mostra as dimensões de uma quadra oficial de futebol de
                           salão.
                           Sua medida pode variar de 25 a 42 m de comprimento e de 15 a 22 m de
                           largura. Quais os contornos máximo e mínimo que a quadra poderá ter a partir
                           dessas medidas?
                                                           Futsal
                                                            25 a 42 m




                                                                                    15 a 22 m
                                                         Espaço mínimo = 1 m



                        2. Uma pessoa comprou um terreno que possui as seguintes medidas, como
                           mostra a figura abaixo. O terreno está cercado, mas o sr. Antônio vai substituir
                           o arame farpado por tela. Quanto ele precisará comprar de tela, se pretende
                           deixar 1 metro para colocar um portão?

                                                          40 m


                                                                                                30 m


                                    20 m




                                           25 m                      35 m




334                     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
    3. Marisa vai precisar de 78 cm de fita
       para enfeitar uma bandeja de doci-
       nhos. Sabendo-se que a bandeja tem
       um formato retangular, e um de seus
       lados mede 20 cm, qual a medida do
       outro lado da bandeja?




    4. Considerando o perímetro como o contorno de uma figura, encontre o períme-
       tro das figuras abaixo, sabendo que um quadrado da malha quadriculada será
       a unidade de medida.




                     A                                    B




    5. Utilizando papel quadriculado, desenhe todos os retângulos cujos perímetros
       sejam de 48 cm e as medidas dos lados sejam números naturais.




                                             1 cm


Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I   335
ATIVIDADE 31: QUAL É A ÁREA?

      Objetivo
          Compreender o conceito de área.


      Planejamento
          Como organizar os alunos? Em grupos de quatro alunos.
          Quais os materiais necessários? Três cartelas de diferentes dimensões para
           cada grupo e quadradinhos de 2 × 2 cm (conforme os modelos).


      Encaminhamento
          Organize uma roda de conversa perguntando aos alunos o que significa quando
           as pessoas usam expressões como: “A área do terreno da minha casa é maior
           do que a da sua”. Ou ainda: “A área da quadra de futebol de salão é de 375 m2”.
           Os alunos podem dizer que a área é um espaço que ocupa a casa ou a quadra.
          Diga que vão aprender a calcular a área, pois se trata de um conhecimento
           muito usado no dia a dia, como, por exemplo, para saber quanto de piso se
           precisará comprar para cobrir o chão de uma cozinha, a medida de um tapete
           para se colocar em uma sala, a quantidade de tinta necessária para pintar
           uma parede com determinada medida e assim por diante. Peça que os alunos
           citem outros exemplos.
          Explique que cada grupo irá receber 3 cartelas que representam pisos de 3
           diferentes salas e vários quadradinhos que representam as lajotas para cobrir
           esses pisos.
          Informe que cada quadradinho representa uma unidade de medida.
          Em seguida, peça que cubram os pisos e vejam quantas lajotas precisarão em
           cada um; esses dados deverão ser anotados no caderno.
          Após aproximadamente 10 minutos, proponha a socialização. Convide um dos
           grupos para dizer quantas lajotas precisaram para cada piso. Pergunte se al-
           gum grupo chegou a uma solução diferente. Caso isso ocorra, discuta qual foi
           o procedimento utilizado, fazendo com que descubram qual a razão dessas di-
           vergências.
          Em cada piso, chame a atenção para a quantidade de quadradinhos que há
           em uma linha e em uma coluna. Assim, aos poucos os alunos deverão perce-
           ber que a medida de área de quadrados e retângulos se dá pela multiplicação
           dos lados. No entanto, não se recomenda que você informe antecipadamente
           sobre essa operação. As atividades a seguir favorecerão que os alunos façam
           essa descoberta.
          Proponha que descubram quantas lajotas serão necessárias para cobrir um
           quarto com piso, sem que precisem contar de um em um. E assim, como já foi



336     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
dito, espera-se que os alunos cheguem à conclusão de que precisarão multipli-
       car a quantidade de quadradinhos de uma fileira pelos da coluna.
     Caso nenhum aluno chegue a essa descoberta, proponha em uma outra aula
      atividade semelhante.

                                     MODELO




                              Uma unidade (= 1 lajota)

Cartela 1




Cartela 2




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I    337
Cartela 3




      O que mais fazer?
         Você pode propor que os alunos calculem áreas de diferentes figuras (Ativi-
         dade 31B).

         Não se esqueça de informar os alunos que a unidade de medida da área pode
         ser: centímetro quadrado (cm2), metro quadrado (m2), quilômetro quadrado
         (km2), dependendo da situação, isto é, da área a ser mensurada.




338      Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
ATIVIDADE 31B

 NOME: __________________________________________________________________________

 DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


    1. As figuras destacadas na malha abaixo representam diferentes espaços de
       uma casa. Calcule a área de cada uma delas, considerando que cada quadra-
       dinho representa 1 metro.




ATIVIDADE 32: ÁREA OU PERÍMETRO?

Objetivo
     Estabelecer relação entre área e perímetro.


Planejamento
     Como organizar os alunos? Em duplas.
     Quais os materiais necessários? Cópias da Atividade 32A e calculadoras.


Encaminhamento
     Distribua cópia da Atividade 32A para os alunos e, em seguida, pergunte o que
      significa a imagem contida na folha. Pergunte se já viram figuras desse tipo,
      onde e para que serve.
     Se nenhum dos alunos souber, informe que se trata de uma representação de
      uma casa ou apartamento que os engenheiros ou arquitetos fazem para mos-
      trar como o espaço se dividirá. Informe-os que esse tipo de desenho chama-se
      planta baixa, e é como se estivesse olhando a casa ou o apartamento de cima
      e uma fotografia fosse tirada dessa posição.



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I   339
 Peça que observem cada compartimento, solicitando que localizem os dormitó-
                          rios, a cozinha, a sala etc.
                         Escolha algumas das dependências para que os alunos realizem a leitura das
                          medidas ajustando o significado delas.
                         Peça que um dos alunos leia em voz alta a tarefa a ser realizada e, em segui-
                          da, que cada dupla então faça os cálculos utilizando-se de calculadora.
                         Circule pela classe observando a discussão dos alunos e registrando o que
                          considerar importante ser comentado no coletivo.
                         Quando perceber que a maioria já terminou, faça a socialização.
                         Os alunos apresentarão o resultado da medida da área dos dormitórios; então,
                          informe que para medidas de área, neste caso, se usa o termo metro quadra-
                          do (m2). No caso da medida do perímetro, a unidade é o metro (m).



                     ATIVIDADE 32A
Atividade do aluno




                      NOME: __________________________________________________________________________

                      DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


                        1. Observe a imagem abaixo. O que ela representa? Discuta com seu colega e
                           escreva a conclusão a seguir.




                                                    2,80                             2,00                            2,80
                                                                      1,40




                                                                                    Banheiro
                                                                                      suíte

                                                  Dormitório 2                                                  Dormitório 1
                                      3,10




                                                                                       2,00
                                                                      0,70




                                                                                                                   suíte
                                                                                                                               4,00


                                                                                           Banheiro
                                                                                                       1,60
                                                                             1,70




                                                                                                0,80




                                                    2,80
                               9,00




                                                                                                                                        8,50




                                                                                                        4,90
                                                  Dormitório 3
                                      3,10




                                                                      2,40




                                                                                                                 Sala
                                      0,90                   3,00                                               Living
                                                                                                                               4,20
                                       Serviços

                                                  2,50




                                                                                    2,50




                                                            Cozinha

                                                                                                                  3,80
                                                                                                                                 0,50




                                                                                                               Terraço
                                                                                                                       3,90
                               Área                      Sem o                  8,00                            Área        Com o
                             70,05 m2                    terraço                                              72.00 m2      terraço



340                     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
    2. Imagine que vocês precisam colocar carpete e rodapé nos dormitórios 1 e 2.
       Calcule a medida:
                               Carpete                 Rodapé
         DORMITÓRIO 1
         DORMITÓRIO 2

    3. Agora, responda:
       a. A medida do carpete foi igual à do rodapé?

       b. Que operações vocês fizeram para saber a medida do:

          – rodapé?

          – carpete?

       c. O que vocês podem concluir a respeito:

          – de perímetro?



          – de área?




O que mais fazer?
   Para que os alunos possam compreender cada vez mais a relação entre perí-
   metro e área, sugere-se que você proponha a atividade em malhas quadricu-
   ladas como a sugerida na página seguinte.



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I   341
Atividade do aluno
                     ATIVIDADE 32B

                      NOME: __________________________________________________________________________

                      DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


                          As figuras abaixo representam diferentes espaços construídos. Calcule área e pe-
                          rímetro de cada figura e registre esses resultados na tabela.

                     1.                                         2.




                     3.                       4.                                 5.




                             1    m2


                           Figura                  Perímetro                     Área

                              1

                              2

                              3

                              4

                              5




342                       Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ATIVIDADE 33: QUE HORAS SÃO?

Objetivo
     Utilizar unidades usuais de tempo em situações do dia a dia, observando a
      equivalência entre essas diferentes unidades.


Planejamento
     Como organizar os alunos? Coletivamente.
     Quais os materiais necessários? Relógio com ponteiro e cópias da Atividade 33A.


Encaminhamento
     Inicie a atividade pedindo aos alunos que falem sobre os instrumentos utiliza-
      dos para marcar o tempo. Espera-se que se refiram ao uso de calendários, os
      diferentes tipos de relógio, cronômetro etc.
     Comente a relação existente entre a medida do tempo e os fenômenos da na-
      tureza, como os movimentos da Terra; as diferenças de horários entre os dife-
      rentes países; e que para organizar o tempo o homem inventou instrumentos
      para medir essa grandeza, como o relógio e o calendário.
     Comente que alguns anos atrás não existiam relógios digitais e que a maneira
      mais comum de as pessoas saberem as horas do dia era utilizando os relógios
      de ponteiros, usados ainda hoje.
     Se possível, leve um relógio de ponteiros e verifique se os alunos sabem fazer
      a leitura nesse tipo de aparelho: pergunte que horas o relógio está mostrando
      no momento, ou como os ponteiros estariam se estivesse na hora da saída etc.
     Certamente alguns alunos terão muitos conhecimentos e outros ainda não sa-
      berão fazer a leitura de horas nesse tipo de relógio; portanto é importante que
      você discuta as perguntas da Atividade 33A com o grupo, para que haja troca
      de informações entre eles.
     Encaminhe a discussão no sentido que possam fazer as descobertas sobre a
      função de cada ponteiro e sobre como são marcadas as passagens de segun-
      dos para minuto e de minutos para hora.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I     343
Atividade do aluno
                     ATIVIDADE 33A

                      NOME: __________________________________________________________________________

                      DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


                        1. Você sabe ler as horas em um relógio de ponteiros?
                           Observe um relógio desse tipo e discuta com sua professora e seus colegas:




                          a. Quantos ponteiros tem o relógio?

                          b. Para que serve cada um desses ponteiros?




                          c. Registre abaixo o que discutiram e descobriram sobre os ponteiros do relógio.




                     ATIVIDADE 34: CONTANDO O TEMPO

                     Objetivo
                         Estabelecer relação entre a medida de tempo e as atividades diárias.


                     Planejamento
                         Como organizar os alunos? Em duplas e depois coletivamente.
                         Quais os materiais necessários? Cópias da Atividade 34A.


                     Encaminhamento
                         Entregue cópia da atividade aos alunos e solicite que leiam em duplas a tarefa
                          a ser realizada.



344                     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
 Passe nos grupos para observar as discussões, registrando as que julgar im-
      portante socializar.
     Após cerca de 10 minutos, abra a discussão com a classe toda convidando ini-
      cialmente um grupo para ler as conclusões a que chegaram.
     Pergunte aos demais se há opiniões divergentes. Caso isso ocorra, abra espa-
      ço para que debatam as diferentes opiniões. Vá anotando as conclusões na
      lousa, sem fazer intervenção nesse momento.
     Em seguida, entregue a Atividade 34B e faça uma leitura compartilhada do
      texto, dando pausas para comentários que surgirem. Confronte as conclusões
      com as informações contidas no texto e verifique com a classe quais devem
      ser modificadas ou as que ampliam.




                                                                                       Atividade do aluno
ATIVIDADE 34A

 NOME: __________________________________________________________________________

 DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


    O relógio de um escritório marcava o seguinte horário:




    Quando Roseli perguntou as horas, três pessoas responderam da seguinte forma:


                        Que
                     horas são?
                                                        Quinze
                                                     para as três.




                             Catorze
                       horas e quarenta e                 Duas
                         cinco minutos.               e quarenta e
                                                          cinco




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I   345
Atividade do aluno
                        1. Quem informou corretamente as horas? Discuta com seus colegas e escreva
                           aqui a conclusão a que chegaram.




                     ATIVIDADE 34B

                      NOME: __________________________________________________________________________

                      DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________



                        Por que diferentes pessoas leem horários de diferentes maneiras?
                        Os números que aparecem em um relógio de ponteiros, além de indicar as horas,
                        indicam também os minutos. Dessa maneira, se o ponteiro dos minutos estiver
                        indicando 1, significa que se passaram 5 minutos, e se estiver indicando o 2, 10
                        minutos, e, assim, contando de 5 em 5 saberemos quantos minutos se passa-
                        ram da hora indicada pelo ponteiro das horas.
                        Então, para:




                                               lemos: duas e quarenta e cinco.
                        Como você percebeu, o intervalo entre um número e outro no relógio representa
                        5 minutos; então, para esse mesmo horário há pessoas que podem dizer que fal-
                        tam 15 minutos para as 3 horas ou, simplesmente, 15 para as 3.
                        1. Discuta com seus colegas e descubra o porquê e registre abaixo as conclusões.




346                     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
ATIVIDADE 34C

 NOME: __________________________________________________________________________

 DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


    1. Observe os relógios abaixo e escreva as duas formas de ler estas horas.
               a.                   b.                       c.




          a.



          b.



          c.


    2. A rotina de Edu
          Como Edu é um menino que costuma perder a hora, sua mãe resolveu fazer
          uma tabela para que ele se organize durante o dia. Será que essa rotina aju-
          dará Edu a ficar mais esperto?

Tarefa                                           Início            Término
Acordar/tomar café                                    7h30min             8h45min
Fazer lição/arrumar mochila                           8h45min                10h00
Brincar/arrumar-se para escola                            10h00         11h15min
Almoçar/escovar dentes                               11h15min           12h10min
Sair para escola                                     12h15min
Chegada na escola/início da aula                     13h10min
Saída da escola                                      18h15min
Chegada em casa                                      19h20min
Brincar                                              19h20min           19h50min
Tomar banho                                          19h50min                20h10
Jantar                                                    20h10         20h45min




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I      347
Atividade do aluno
                        Observe a tabela de horário de Edu e responda quanto tempo ele:

                         a. tem entre fazer a lição de casa e arrumar a mochila?

                         b. gasta para chegar à escola?

                         c. gasta para tomar banho?
                        3. Você também pode organizar seus horários. Veja quanta coisa se pode fazer
                           em um dia!



                     ATIVIDADE 35: ANTES OU DEPOIS
                     DO MEIO-DIA?

                     Objetivo
                         Realizar a leitura de horas em diferentes momentos do dia.


                     Planejamento
                         Como organizar os alunos? Leitura do texto coletivamente e depois em duplas.
                         Quais os materiais necessários? Cópias da Atividade 35A.


                     Encaminhamento
                         Distribua uma cópia para cada aluno; depois, faça a leitura compartilhada do
                          texto. Se preferir, escolha um aluno para fazer a leitura em voz alta.
                         Vá fazendo comentários que julgar necessários, garantindo também que todos
                          tenham entendido o texto.
                         Peça então que realizem a tarefa em duplas.
                         Circule pela classe verificando se ainda restaram dúvidas e observe como es-
                          tão realizando a tarefa.




348                    Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
ATIVIDADE 35A

 NOME: __________________________________________________________________________

 DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


    Você sabe que o dia tem 24 horas e que esse é o tempo que a Terra demora para
    dar uma volta em torno de si mesma? Assim, para informar as horas com pre-
    cisão são marcadas as diferenças dos horários antes e depois do meio-dia. Des-
    sa forma, ao se passar das 12 horas, ou do meio-dia, continua-se contando as
    horas na sequência: treze horas (ou 1 hora da tarde), catorze horas (ou 2 horas
    da tarde), e assim até as 24 horas – ou meia-noite.
    1. Com base nessas informações, verifique as horas nos relógios abaixo e escre-
       va como você informaria uma pessoa se fosse antes do meio-dia e depois do
       meio-dia.

          Que horas são?            Antes do meio-dia           Depois do meio-dia




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I   349
O que mais discutir com os alunos?
         Recomenda-se, também, que você proponha questões sobre as diferenças de
         horários existentes no território brasileiro em virtude do horário de verão que
         vigora geralmente entre outubro e fevereiro. Faça uma leitura compartilhada
         do texto que segue, dando pausas para as questões que forem surgindo.



                                   HOR ÁRIO DE VER ÃO
          O horário de verão contribui para reduzir o consumo de energia, e no Brasil foi
          adotado pela primeira vez em 1931, com duração de cinco meses. Até 1967, a
          mudança no horário foi decretada nove vezes. Desde 1985, no entanto, a medi-
          da vem sendo adotada sem interrupções, com diferenças apenas nos estados
          atingidos e no período de duração.
          No período em que o horário de verão é adotado, os dias têm duração maior por
          causa da posição da Terra em relação ao Sol. Com o maior aproveitamento da
          luminosidade natural, o governo reduz o consumo de energia elétrica. No entan-
          to, essa medida só funciona nas regiões distantes da linha do equador, porque
          nessa estação os dias se tornam mais longos e as noites mais curtas. Porém,
          nas regiões próximas ao equador, como a maior parte do Brasil, os dias e as
          noites têm duração igual ao longo do ano e a implantação do horário de verão
          nesses locais traz muito pouco ou nenhum proveito. Por isso a medida vigora
          apenas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
                                                                 Fonte: Wikipédia e Folha On-Line




       TR ATAMENTO DA INFORMAÇÃO
           Na sociedade atual, há uma grande oferta de informações das mais diferentes
      áreas (economia, esporte, educação etc.) em diferentes meios de comunicação – jor-
      nais, revistas e meios televisivos. Muitas vezes, tais informações são acompanhadas
      de tabelas e gráficos de vários tipos. Compreender e saber interpretar esses dados
      contribui para que os alunos possam tirar suas próprias conclusões e tomar melhores
      decisões, um dos fatores que colaboram para a formação de cidadãos conscientes e
      participantes da sociedade em que vivem.
            Portanto, é fundamental que a escola ajude os alunos a construir os conheci-
      mentos necessários para poderem entender o significado de tais dados, ou seja, para
      interpretar as informações contidas nesses instrumentos e ainda utilizá-los adequada-
      mente para comunicar os dados coletados.
           As atividades propostas neste material têm como objetivo que os alunos pos-
      sam reconhecer a diferença entre tabelas e gráficos, ler e interpretar dados inseridos
      nesses instrumentos e ainda utilizá-los para divulgar dados coletados, estabelecendo
      algumas conclusões.



350       Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
 LEITURA DE TABELAS – Essa atividade propõe que os alunos façam a leitura de
      tabelas e localizem informações.
     LEITURA DE GRÁFICOS – O objetivo é que os alunos percebam que muitas
      das informações que aparecem em jornais, revistas ou livros vêm acompa-
      nhadas de gráficos e pequenos textos que ajudam a interpretar e compreen-
      der a notícia.
     TRAÇANDO GRÁFICOS DE LINHA – A proposta é que os alunos possam per-
      ceber que há outros tipos de gráficos além dos de barra e coluna, e que é
      importante também poder interpretar as informações que neles aparecem, per-
      cebendo que esse tipo de gráfico prevê um acompanhamento ao longo de um
      período.
     GRÁFICOS DE SETORES – O objetivo é que os alunos possam fazer a leitura e a
      interpretação dos gráficos de setores, verificando em quais situações seu uso
      é adequado.
     COLETANDO INFORMAÇÕES PARA A CONSTRUÇÃO DE GRÁFICOS E TABELAS –
      A partir de dados fornecidos, os alunos poderão organizar gráficos de barra ou
      de coluna.



ATIVIDADE 36: LEITURA DE TABELAS
Objetivo
     Ler tabelas de dupla simples ou de dupla entrada.


Planejamento
     Como organizar os alunos? Em duplas.
     Quais os materiais necessários? Cópia da Atividade 36A para cada dupla.


Encaminhamento
     Converse com seus alunos e diga que a atividade que irão realizar envolve lei-
      tura de informações contidas em tabelas. Como eles já devem saber, as tabe-
      las estão presentes em muitas situações do cotidiano e facilitam a comunica-
      ção, pois organizam as informações de forma clara, objetiva e sintética.
     Comece mostrando tabelas simples, retiradas de jornais ou revistas, ou mes-
      mo algumas já elaboradas no caderno. Juntamente com os alunos, retire algu-
      mas informações importantes e tente efetuar algumas operações (somar, sub-
      trair) com os dados observados nas tabelas.
     Em seguida, distribua a cópia da Atividade 36A para cada dupla e explique que
      a proposta dessa atividade é fazer com que os alunos leiam as informações
      contidas na tabela e busquem aquelas necessárias para resolver as questões
      propostas.



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I    351
 No momento da socialização, é importante você destacar qual a estratégia que
                          os alunos utilizaram para encontrar as informações na tabela. Peça a algum
                          aluno que descreva como fez para localizar a informação. Provavelmente ele
                          dirá que, para saber quantos alunos preferem sorvete de casquinha com cober-
                          tura de chocolate, olhou na 1a linha e na 2a coluna.
                         Enquanto os alunos realizam a atividade, percorra os grupos observando e fazen-
                          do intervenções no sentido de verificar se eles estão identificando a informação
                          correta e se a informação selecionada ajuda a responder a questão formulada.
                         Socializando as respostas apresentadas, discuta aquelas que não forem coin-
                          cidentes e peça que os alunos expliquem, justificando-as. Se for preciso, vá
                          fazendo os ajustes necessários.
Atividade do aluno




                     ATIVIDADE 36A

                      NOME: __________________________________________________________________________

                      DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


                        Leia os problemas propostos, discuta com seu colega uma forma de resolver a
                        situação proposta e registre no caderno as soluções encontradas.
                        1. A professora Márcia perguntou a 50 alunos de uma escola qual tipo de sorve-
                           te e de cobertura eles mais preferiam. Veja o resultado:

                                                                 Tipo de cobertura no sorvete
                            Sabor de sorvete
                                                      caramelo            chocolate      Total – cobertura

                                morango                  12                  15

                                  flocos                 14                  09

                              Total – sabor

                           a. Complete a tabela com os totais.

                           b. Consultando a tabela, responda:

                              – De todos os alunos entrevistados, qual o sabor de sorvete preferido?



                              – De todos os alunos entrevistados, qual o tipo de cobertura de maior
                                preferência?




352                     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
          – Quantos são os alunos que gostam de sorvete de morango com cobertu-
            ra de chocolate?



          – Esse número é maior do que os alunos que gostam de sorvete de flocos
            com cobertura de caramelo?



          – Qual é a diferença?



    2. Maria e Paula fizeram algumas medidas e anotaram na tabela abaixo:

                                                    Amigas
         Medidas
                                            Maria            Paula
         Altura (cm)                         123              125
         Peso (quilograma)                   47               51
         Número do calçado (cm)              29               31

       Consultando a tabela, responda algumas questões:
       a. Qual das duas meninas é a mais alta? Quanto ela é mais alta?



       b. Qual delas tem menor peso? Qual a diferença de peso entre as duas amigas?



       c. Quem usa calçado com numeração maior?




O que mais os alunos podem fazer?
   Ao longo do ano você pode retomar esta atividade de leitura de tabela, con-
   forme o seguinte exemplo:
     Peça aos alunos que escolham uma tabela em um jornal ou revista; em
      seguida eles deverão recortar e colar essa tabela no caderno, destacan-
      do as informações que considerarem mais importantes.
     Abra uma discussão para que os alunos apresentem as tabelas escolhi-
      das e os destaques feitos para a turma; isto contribui para o avanço na
      identificação das informações mais relevantes e, aos poucos, irá ajudar
      os alunos a estabelecer relações entre os dados.



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I   353
 Além do mais, a partir da escolha das tabelas os alunos poderão criar
          novos problemas que servirão como banco de questões, posicionando-se
          assim no papel de formuladores de problemas no momento em que fazem
          a seleção dos dados, elaboram questões e verificam se estas são coe-
          rentes com os dados.


      ATIVIDADE 37: LEITURA DE GRÁFICOS
      Objetivo
          Ler gráficos de coluna ou barra.


      Planejamento
          Como organizar os alunos? Em grupo primeiramente e depois em duplas.
          Quais os materiais necessários? Cópias da Atividade 37A, 37B, jornais e revistas.


      Encaminhamento
          Retome com os alunos que as informações podem ser apresentadas em ta-
           belas e também em gráficos. Pergunte se eles sabem por que as informações
           são apresentadas ora em tabelas, ora em gráficos.
          Provavelmente, muitos poderão dizer que a apresentação das informações em
           gráficos fica mais bonita, mas outros dirão que facilita a leitura, uma vez que
           o leitor “bate” o olho e consegue extrair as informações com rapidez. Se isso
           acontecer, comente que esse sim é um objetivo válido para lidar com os gráfi -
           cos, e não a beleza dos mesmos.
          Distribua alguns jornais e peça aos alunos que procurem gráficos. Depois diga-
           -lhes que escolham um deles e anotem: Qual o título do gráfico? O maior e o
           menor número dele se referem a qual informação? Que conclusões se podem
           tirar ao observá-lo?
          Em seguida, peça que alguns grupos apresentem os gráficos escolhidos e fa-
           lem sobre as observações registradas sobre ele.
          A seguir, distribua as Atividades 37A e 37B para cada dupla.
          Antes de começar, peça aos alunos que observem atentamente as informa-
           ções contidas no gráfico, como eles fizeram quando escolheram um gráfico no
           jornal, ou seja, o título, os números indicados nas linhas horizontais e verticais
           (eixos: abscissa e ordenada) e os dados do gráfico propriamente dito.
          Depois da leitura dos dados, eles deverão responder as questões formuladas.
          Enquanto os alunos realizam as atividades, percorra os grupos observando e
           fazendo intervenções que ajudem as duplas a identificar as informações que
           respondam as questões, mas não dê as respostas.



354     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
 Em seguida, abra a discussão com a turma, socializando as respostas e as
      conclusões encontradas pelos grupos.



ATIVIDADE 37A




                                                                                       Atividade do aluno
 NOME: __________________________________________________________________________

 DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________



                   OS HÁBITOS ALIMENTARES MUDARAM
    Alimentos tradicionais perderam espaço na mesa dos brasileiros no último
    quarto do século 20: o consumo de arroz, feijão e batata caiu pela metade,
    em média. Ao mesmo tempo, ganharam presença as refeições preparadas, o
    iogurte e a água mineral.


              Evolução da quantidade anual per capita de alimentos
              adquiridos para o consumo no domicílio, em kg
              (1974-2003)

                   30


                                                                    1974-75
                   20                                               2002-03


                   10



                    0
                           Arroz    Feijão    Água      Alimentos   Iogurte
                                             mineral   preparados


    Não foi apenas por uma questão de preço que brasileiros e brasileiras mu-
    daram seus hábitos alimentares entre 1974 e 2003 e passaram a consumir
    cada vez menos arroz e feijão e cada vez mais alimentos preparados, embora
    esse tenha sido um fator de peso. Também influíram a entrada maciça das
    mulheres no mercado de trabalho nesse período, que levou à diminuição das
    horas disponíveis, em casa, para cozinhar; a falta de tempo de grande parte
    dos trabalhadores, que os impedia de almoçar em casa; e a difusão da cha-
    mada cultura do fast-food. Os especialistas consideravam que os alimentos
    preparados mais consumidos eram menos nutritivos do que a dieta tradicio-
    nal, além de, por conterem mais gorduras e mais carboidratos, serem fatores
    que contribuíam para o excesso de peso e obesidade.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I   355
Atividade do aluno
                                   Evolução da quantidade anual per capita de alimentos
                                adquiridos para o consumo no domicílio, em kg [1974-2003]
                      Produto                    1974-75        1987-88        1995-96         2002-03

                      Arroz polido                31,57          29,72          26,48           17,11

                      Feijão                      14,69          12,13          10,18            9,22

                      Batata-inglesa              13,41          13,11            9,21           5,46

                      Açúcar refinado             15,79          15,91          13,20            8,26

                      Pão francês                 22,95          20,16          18,39           17,81

                      Água mineral                 0,32           0,95            0,59          18,54

                      Alimentos preparados          1,70          1,37            2,71           5,39

                      Abóbora comum                1,62           1,18            1,20            4,17

                      Iogurte                      0,36           1,14            0,73            2,01
                                                       Fonte: Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), IBGE.


                     Consultando a tabela, responda:
                     1. Quais os alimentos que tiveram o seu consumo reduzido no período de 1974 a
                        2003?




                     2. De quanto aproximadamente foi a redução de consumo de cada alimento?




                     3. Quais os alimentos que tiveram aumento no seu consumo?




                     4. De quanto aproximadamente foi o aumento de consumo desses alimentos?




356                  Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
ATIVIDADE 37B

 NOME: __________________________________________________________________________

 DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


    Os alunos de uma turma da 4a série precisam colorir um gráfico de barras, con-
    forme perguntas elaboradas pelo professor. Vamos ajudá-los, pois precisam apre-
    sentá-lo em um seminário.
    1. Pinte de vermelho a barra que representar a maior quantidade de telespecta-
       dores. Qual programa representa essa barra?


    2. A cor amarela deverá representar a barra que indica a quantidade de cinco te-
       lespectadores.
    3. Você saberia dizer quantos telespectadores assistem a “Filmes”? Essa barra
       deverá ser pintada de azul.


    4. O tipo de programa “Novelas” deverá ser pintado de verde. Você saberia dizer
       quantos telespectadores assistem a esse tipo de programa?




                            Programas de televisão
  Desenhos


    Novelas


      Filmes


     Seriado

               0           5           10          15        20                25
                               Quantidade de telespectadores




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I    357
O que mais os alunos podem fazer?
        Ao longo da semana de realização dessas atividades:
         Construa com seus alunos gráficos de colunas ou de barras e, a partir
          de dados coletados na própria sala de aula – como, por exemplo, datas
          de aniversário, estaturas dos alunos, idades etc. –, elabore questões em
          que possam ser retiradas as respostas dos gráficos construídos.
         Peça que:
          J Analisem os dados das tabelas das atividades anteriores, já em forma
             de gráficos (construídos pelos alunos e professor), e comparem com os
             resultados que eles já possuem (analisados somente pela tabela).
          J Depois façam o inverso: a partir do gráfico de barras ou colunas deste
             módulo, elaborem tabelas que representem os mesmos dados.
        Os gráficos que estão presentes no cotidiano:
         Peça para que os alunos fiquem atentos às informações que aparecem
           nos gráficos em telejornais, revistas etc. Procure orientá-los para o
           tipo de informação que está sendo abordada e como realizar a análise,
           por exemplo, dos dados sobre vacinação em crianças apresentados por
           meio de gráficos.
         Aproveite para também discutir os diferentes significados dos números
           e suas funções na informação, como já dito anteriormente.


      O que é importante discutir com os alunos:
        Os gráficos são tão importantes quanto as tabelas. A vantagem de se anali-
        sar os dados por meio dos gráficos é que estes permitem uma busca de res-
        postas visuais mais rápida.


      ATIVIDADE 38: TRAÇANDO GRÁFICOS
      DE LINHA

      Objetivo
          Ler informações apresentadas de maneira organizada por meio de gráficos
           de linha.


      Planejamento
          Como organizar os alunos? Inicialmente de forma individual e depois em duplas.
          Quais os materiais necessários? Folhas das Atividades 38A e 38B para cada
           aluno.



358      Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Encaminhamento
     Comece perguntando aos seus alunos se eles já viram ou conhecem gráficos
      de linhas.
     Leve para a sala revistas ou jornais que possuem esse tipo de gráfico e mostre
      suas particularidades, como, por exemplo, que os pontos de cada valor que re-
      presenta um dado estão ligados por uma linha.
     Informe a eles que os gráficos de linha diferem dos outros gráficos (barras ou
      colunas) por se tratar de situações que implicam grandezas contínuas, como,
      por exemplo, velocidade, temperaturas, tempo, entre outras.
     Reforce com sua turma que esses tipos de grandezas permitem, por meio de
      uma linha, a ligação entre os pontos marcados no gráfico, aquele que repre-
      senta cada valor em estudo.
     Volte a chamar atenção das partes que compõem o gráfico, como, por exem-
      plo, título, escalas, quais e que tipos de dados foram colocados nos gráficos.
     Em seguida, distribua as Atividades 38A e 38B para cada aluno.
       J Antes de começar, peça que observem atentamente as informações conti-
         das nesses tipos de gráficos para que percebam a continuidade nas gran-
         dezas; por exemplo, é possível encontrar temperaturas entre 22,5 ºC e
         22,53 ºC ou velocidades entre 10 km/h e 10,5 km/h, ou seja, medidas não
         inteiras.
       J A proposta destas atividades é fazer com que os alunos procedam à leitura
         das informações contidas nos gráficos e, em seguida, respondam às ques-
         tões dadas.
       J Reitere a necessidade de prestar atenção às partes que compõem os grá-
         ficos, como, por exemplo, título, escalas, quais e que tipos de dados foram
         colocados nos gráficos.
     Enquanto os alunos realizam a atividade, percorra os grupos observando e fa-
      zendo intervenções no sentido de verificar se as leituras feitas pelos alunos
      estão de acordo com o que se pediu nas questões.
     Em seguida, abra a discussão com os alunos, socializando as respostas apre-
      sentadas por eles.




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I    359
Atividade do aluno
                     ATIVIDADE 38A

                      NOME: __________________________________________________________________________

                      DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


                        O gráfico abaixo apresenta a variação da temperatura de três regiões do Brasil no
                        período de março a setembro:


                                   Temperaturas em três regiões do Brasil
                              30


                              25


                              20

                                                                                            SUL
                              15
                                                                                            NORDESTE

                              10
                                                                                            SUDESTE


                               5


                               0
                                   MAR   ABR   MAIO    JUN    JUL   AGO    SET
                                               Meses do ano de 2007


                        Analise o gráfico e responda às questões abaixo.
                        1. Qual região apresentou a menor temperatura? Em que mês isso ocorreu?




                        2. Quais as regiões que apresentaram a mesma temperatura? Em que mês isso
                           aconteceu?




360                     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
ATIVIDADE 38B

 NOME: __________________________________________________________________________

 DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


    1. Marcos e Samuel disputaram um jogo de corrida de carros no videogame. Mar-
       cos ficou com o carro A e Samuel com o carro B. No final do jogo aparece
       uma tela mostrando o desempenho dos jogadores por meio de um gráfico de
       linhas. Agora, responda às questões:


                                      Corrida de carros A e B
                            30

                            25
         Velocidade em Km




                            20
                                                                              Carro A
                            15
                                                                              Carro B
                            10

                            5

                            0
                                 1h         2h         3h       4h
                                          Tempo em Horas


    a. Qual o jogador que teve o melhor desempenho no jogo?
    b. Perceba que o carro A deixou de aumentar sua velocidade, tornando-a cons-
       tante. Você saberia dizer em qual período de tempo isso ocorreu?


    c. Você poderia dizer quais as velocidades, do carro A e do carro B, nessa or-
       dem, quando o tempo é de 4 horas?




O que mais os alunos podem fazer?
    Ao longo da semana de realização dessas atividades, leve um termôme-
      tro no início da semana e, com os alunos, meça todos os dias a tempera-
      tura ambiente da sala e marque em uma tabela. No final da semana, peça
      aos alunos que construam o gráfico de linhas e façam algumas questões
      referentes ao comportamento da temperatura naquela semana.



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I     361
 Peça a eles que tragam revistas ou jornais que contenham gráficos de li-
           nhas e mostre o tipo de grandeza que está sendo abordada (grandezas
           contínuas).
          O gráfico de linhas é de uso pouco frequente. Assim, cabe a você, pro-
           fessor, promover a construção de alguns gráficos de linhas a partir dos
           dados coletados em sala de aula. Mas lembre-se: gráficos de linhas são
           gráficos que representam grandezas contínuas.
          Aproveite para discutir os diferentes significados dos números e suas
           funções nas informações apresentadas nesse tipo de gráfico, como já
           dito anteriormente.

      O que é importante discutir com os alunos:
        As interpretações diferenciadas pelos alunos serão inevitáveis, porém é
        importante que você fique atento para que o eixo temático principal esteja
        atrelado ao tema que é apresentado no gráfico.


      ATIVIDADE 39: GRÁFICOS DE SETORES
      (PIZZA)

      Objetivo
          Ler informações apresentadas de maneira organizada por meio de gráficos de
           setores.


      Planejamento
          Como organizar os alunos? Inicialmente de forma individual e depois em duplas.
          Quais os materiais necessários? Cópias da Atividade 39A para cada dupla.


      Encaminhamento
          Pergunte aos seus alunos se eles já viram gráficos conhecidos como “pizza”.
          Comente com eles que esse tipo de gráfico é chamado de gráfico de setores.
          Apresente o gráfico da Atividade 39A para os alunos fazendo uma leitura compar-
           tilhada do enunciado e pergunte que informações estão contidas nesse gráfico.
          A proposta destas atividades é fazer com que os alunos procedam à leitura
           das informações contidas no gráfico de setor e, em seguida, respondam às
           questões dadas.
          Chame a atenção das partes que compõem os gráficos, como, por exemplo,
           título, escalas, quais e que tipos de dados foram colocado neles.



362      Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
 Enquanto eles realizam a atividade, percorra os grupos observando e fazendo
      intervenções no sentido de verificar se as leituras feitas pelos alunos estão de
      acordo com o que se pediu nas questões.
     Em seguida, abra a discussão com os alunos, socializando as diferentes res-
      postas apresentadas.
     Há também a Atividade 39B, que não precisará ser realizada no mesmo dia.




                                                                                          Atividade do aluno
ATIVIDADE 39A

 NOME: __________________________________________________________________________

 DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


    1. A professora Ana resolveu realizar uma eleição para representante de sala. Ela
       construiu um gráfico de setores (pizza) para mostrar o resultado. Veja:


                        Eleição para representante de sala

                                                  João
                                                  16%


                           Mariana
                            42%



                                                         Pedro
                                                          32%

                                        Paulo
                                         10%




    a. Você saberia dizer quem será o(a) representante da turma?


    b. Quem ficou em segundo lugar? Qual porcentagem ele(a) conseguiu na votação?


    c. A soma das porcentagens de Paulo e de João ultrapassaria a porcentagem de
       Mariana? Por quê?




Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I      363
Atividade do aluno
                     ATIVIDADE 39B

                      NOME: __________________________________________________________________________

                      DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


                        O sr. Manoel, dono da mercearia do bairro, vendeu um total de 90 quilos de ali-
                        mentos. Ele construiu uma tabela com valores percentuais das quantidades ven-
                        didas por tipos de alimentos. Vejam:

                                Tipo de alimento                Quantidade vendida no mês em %
                                  ARROZ                                            22,3
                                  FEIJÃO                                           33,4
                                  FRUTAS                                           16,6
                                  LEGUMES                                          27,7
                                  Total                                             100

                        1. Você poderia ajudar o sr. Manoel a colocar no gráfico de setores (pizza) os va-
                           lores que estão na tabela em forma de porcentagens?

                                 Quantidade vendida de alimento no mês (em %)

                                                                        Arroz
                                              Legumes                                    %

                                                 %




                                                                                Feijão
                                               Frutas

                                                        %                           %




                     O que mais os alunos podem fazer?
                         Ao longo da semana de realização desta atividade, organize a construção
                          de gráficos de setores das atividades preferidas da sua turma. Por meio
                          de tabelas elaboradas pelos alunos e seus respectivos gráficos, compare
                          os resultados com as atividades que já foram apresentadas.
                         Peça a eles que tragam revistas ou jornais que contenham gráficos de
                          setores em que apareçam as porcentagens e façam a conversão para
                          números, trabalhando assim as estimativas.



364                     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
 Você poderá solicitar ajuda ao professor orientador da informática edu-
      cativa para mostrar aos alunos como é possível construir os gráficos na
      planilha Excel.

O que é importante discutir com os alunos:
   Os gráficos de setores são comumente usados para apresentar resultados
   de pesquisa. Não servem para mostrar comparações entre duas variáveis,
   por exemplo, mostrar a relação entre peso e altura de um grupo de pessoas.
   Neste tipo de situação são comumente usados gráficos de coluna ou barra.


ATIVIDADE 40: COLETANDO INFORMAÇÕES
PARA A CONSTRUÇÃO DE GRÁFICOS E
TABELAS
Objetivo
     Construir tabelas e gráficos a partir de dados coletados ou obtidos em textos
      jornalísticos.


Planejamento
     Como organizar os alunos? Inicialmente de forma individual e depois em duplas.
     Quais os materiais necessários? Cópias das Atividades 40A e 40B.


Encaminhamento
     Converse com os alunos sobre a possibilidade de representar os vários tipos
      de informação, como textos jornalísticos, revistas, ou mesmo dados coletados
      pelos próprios alunos, em tabelas ou gráficos.
     Explique que essa prática tem o propósito de resumir as informações e apre-
      sentá-las de uma forma compactada e de fácil análise.
     Leve um texto que contenha informações numéricas e peça que analisem es-
      ses números indicando o significado ou a função deles, por exemplo, código,
      quantidade etc.
     Mostre para os alunos como transformar os valores de uma tabela em porcen-
      tagens.
     Distribua as Atividades 40A e 40B para que os alunos realizem as tarefas.
     A tarefa da Atividade 40A tem como objetivo fazer com que o aluno perceba,
      por meio da tabela, o número de vezes que determinado dado se repete na
      pesquisa. Por exemplo, que o número 27 repete-se 3 vezes.



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I    365
 A tarefa da Atividade 40B tem como objetivo fazer com que o aluno tenha a
                          habilidade da construção de gráficos a partir dos dados apresentados. Para
                          tal, faz-se necessário que o aluno tenha conhecimentos sobre eixos de coorde-
                          nadas cartesianas. Esses eixos são os dois eixos perpendiculares entre si, que
                          se cruzam em um ponto denominado origem. Podem estar graduados tanto na
                          horizontal como na vertical.
                         Enquanto os alunos realizam a atividade, percorra os grupos observando e fa-
                          zendo intervenções no sentido de verificar se as leituras feitas pelos alunos
                          estão de acordo com o que se pediu nas questões.
                         Em seguida, abra a discussão com os alunos, socializando as diferentes res-
                          postas apresentadas.



                     ATIVIDADE 40A
Atividade do aluno




                      NOME: __________________________________________________________________________

                      DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


                        1. A professora Solange apresentou uma pesquisa que ela fez sobre o número
                           de calçado dos seus 25 alunos. Os números encontrados foram:

                                                      21   27   29     33    35
                                                      21   27   29     33    35
                                                      25   27   29     33    35
                                                      25   29   31     33    35
                                                      25   29   31     33    37

                        Você poderia ajudar a professora Solange a terminar de preencher a tabela que
                        ela criou, distribuindo melhor os dados coletados?

                                        Número do calçado            Número de alunos
                                                 21
                                                 25
                                                 27
                                                 29
                                                 31
                                                 33
                                                 35
                                                 37




366                     Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade do aluno
ATIVIDADE 40B

 NOME: __________________________________________________________________________

 DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________


    O texto abaixo se refere aos dados de uma pesquisa que o instituto Kerosaber
    realizou de março a julho sobre o número de alunos que acessam a internet na
    região de Pirapora do Norte.

    “[...] a Internet está cada vez mais próxima das nossas crianças. O aumento
    da renda salarial dos trabalhadores de todas as regiões do Brasil propiciou
    condições à população de adquirirem seus primeiros computadores, permitin-
    do o acesso ao meio de comunicação mais popular do mundo – a Internet. Em
    março, a população de internautas de Pirapora do Norte foi de 1.050 pessoas,
    em abril o número subiu para 1.345 internautas, em maio 1.480 pessoas tive-
    ram acesso à Internet, 1.740 pessoas acessaram em junho e em julho 2.579
    pessoas. Órgãos do governo projetam mais investimentos neste setor nos pró-
    ximos anos [...].”

    Baseado no texto acima, construa um gráfico de colunas que represente o au-
    mento no acesso à internet na cidade de Pirapora do Norte.

O que mais os alunos podem fazer?
    Ao longo da semana de realização destas atividades, leve jornais, folhe-
     tos de preços de peças de carros, textos com dados de pesquisas tira-
     dos de revistas para os alunos representarem tais informações em uma
     tabela ou gráfico.
    Peça a eles que façam tabelas com as informações retiradas dos gráfi-
     cos e vice-versa.
    Cabe a você, professor, promover debates sobre as informações con-
     tidas em textos jornalísticos e, a partir dessas informações, solicitar
     aos alunos que construam tabelas e gráficos.
    Não deixe de discutir com seus alunos os diferentes significados dos nú-
     meros e suas funções nas informações apresentadas no texto jornalís-
     tico, como já dito anteriormente.

O que é importante discutir com os alunos:
   As informações em forma de texto exigem uma boa leitura e consequente
   interpretação por parte dos alunos. Por isso, professor, é necessário que a
   socialização das interpretações das informações feitas pelos alunos provo-
   que comparação entre as mesmas.



Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I   367
Referências bibliográficas

      Algumas indicações para fonte de pesquisa:
      Sites para se obter informações sobre meio ambiente:
      http://www.portaldomeioambiente.org.br
      http://www.sosmataatlantica.org.br
      http://envolverde.ig.com.br
      http://www.ibama.gov.br
      http://planetasustentavel.abril.uol.com.br
      http://www.cartadaterra.org
      http://www.clickarvore.com.br
      http://www.educarede.org.br
      http://cienciahoje.uol.com.br
      http://www1.uol.com.br/ecokids
      http://sitededicas.uol.com.br/folk
      http://ifolclore.vilabol.uol.com.br/lendas
      http://www.terrabrasillis.com/lendas



      Indicação Bibliográfica:
      BARBOSA, J. P. Trabalhando com os gêneros do discurso: uma perspectiva enun-
         ciativa para o ensino de língua portuguesa. São Paulo, 2001. Tese (Douto-
         rado em Linguística Aplicada) – Pontifícia Universidade Católica.
      BRÄKLING, Kátia Lomba. O contexto de produção dos textos. In Oficina Cultural 4.
         Lendo e Produzindo Textos Acadêmicos. Momento 1. PEC – Formação Conti-
         nuada. São Paulo: SME/PUC/USP/UNESP/Fundação Vanzolini, 2001-2002.
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          Textos Acadêmicos. Momento 1. PEC – Formação Continuada. São Paulo:
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Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I   369
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370       Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Adaptação do material original
                       Marisa Garcia
                    Andréa Beatriz Frigo

                    Coordenação gráfica
                Departamento Editorial da FDE
                       Brigitte Aubert

Revisão e adequação ao acordo ortográfico da Língua Portuguesa
                     Ana Maria Barbosa
                  Carmen Simões da Costa

                        Editoração
              Mare Magnum Artes Gráficas Ltda

                CTP Impressão e Acabamento
                  ,
                Esdeva Indústria Gráfica S/A

                          Tiragem
                     17.000 exemplares
Guia planejamento orient_did_quarta_volume_unico

Guia planejamento orient_did_quarta_volume_unico

  • 1.
    Guia de Planejamentoe Orientações Didáticas Professor – 4ª série
  • 2.
    GOVERNO DO ESTADODE SÃO PAULO SECRETARIA DA EDUCAÇÃO FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO Guia de Planejamento e Orientações Didáticas Professor – 4a série 2a edição PROFESSOR(A): ____________________________________________________________ TURMA: ____________________________________________________________________ São Paulo, 2010
  • 3.
    Governo do Estadode São Paulo Prefeitura da Cidade de São Paulo Prefeito Governador Gilberto Kassab José Serra SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO Vice-Governador Alexandre Alves Schneider Alberto Goldman Secretário Célia Regina Guidon Falótico Secretário da Educação Secretária Adjunta Paulo Renato Souza DIRETORIA DE ORIENTAÇÃO TÉCNICA Regina Célia Lico Suzuki Secretário-Adjunto Elaboração e Implantação do Guilherme Bueno de Camargo Programa Ler e Escrever - Prioridade na Escola Municipal Iara Gloria Areias Prado Chefe de Gabinete Fernando Padula Concepção e Elaboração deste Volume Angela Maria da Silva Figueredo Coordenadora de Estudos e Normas Pedagógicas Armando Traldi Júnior Aparecida Eliane de Moraes Valéria de Souza Carlos Bifi Dermeval Santos Cerqueira Coordenador de Ensino da Região Metropolitana Ivani da Cunha Borges Berton da Grande São Paulo Jayme do Carmo Macedo Leme José Benedito de Oliveira Kátia Lomba Bräkling Leika Watabe Coordenador de Ensino do Interior Márcia Maioli Rubens Antônio Mandetta de Souza Margareth Aparecida Ballesteros Buzinaro Silvia Moretti Rosa Ferrari Presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação Regina Célia dos Santos Câmara Fábio Bonini Simões de Lima Rogério Ferreira da Fonseca Rogério Marques Ribeiro Diretora de Projetos Especiais da FDE Rosanea Maria Mazzini Correa Claudia Rosenberg Aratangy Suzete de Souza Borelli Tânia Nardi de Pádua Coordenadora do Programa Ler e Escrever Iara Gloria Areias Prado Consultoria Pedagógica Kátia Lomba Bräkling Célia Maria Carolino Pires Editoração Teresa Lucinda Ferreira de Andrade Os créditos acima são da publicação original de março de 2008. Agradecemos à Prefeitura da Cidade de São Paulo por ter cedido esta obra à Secretaria da Educação do Estado de São Paulo para atender aos objetivos do Programa Ler e Escrever. Catalogação na Fonte: Centro de Referência em Educação Mario Covas São Paulo (Estado) Secretaria da Educação. Ler e escrever: guia de planejamento e orientações didáticas; professor – S239L 4º série / Secretaria da Educação, Fundação para o Desenvolvimento da Educação; adaptação do material original, Marisa Garcia, Andréa Beatriz Frigo. – 2. ed. São Paulo : FDE, 2010. 372 p. : il. Inclui bibliografia. Obra cedida pela Prefeitura da Cidade de São Paulo à Secretaria da Educação do Estado de São Paulo para o Programa Ler e Escrever. Documento em conformidade com o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. 1. Ensino Fundamental 2. Ciclo I 3. Ensino da escrita 4. Ensino de matemática 5. Atividade Pedagógica 6. Programa Ler e Escrever 7. São Paulo I. Fundação para o Desenvolvimento da Educação. II. Garcia, Marisa. III. Frigo, Andréa Beatriz. IV. Título. CDU: 372.4(815.6)
  • 4.
    Ler e Escreverem primeiro lugar Prezada professora, prezado professor Este Guia é parte do Programa Ler e Escrever que chega ao seu quarto ano presente em todas as escolas de Ciclo I da Rede Estadual bem como em muitas das Redes Municipais de São Paulo. Este Programa vem, ao longo de sua implantação, retomando a mais básica das funções da escola: propiciar a aprendizagem da leitura e da escrita. Leitura e escrita em seu sentindo mais amplo e efetivo. Vimos trabalhando na formação de crianças, jovens e adultos que leiam muito, leiam de tudo, compreendam o que leem; e que escrevam com coerência e se comuniquem com clareza. Isso não teria sido possível se a Secreta- ria não tivesse desenvolvido uma política visando ao ensino de qualidade. Ao longo dos últimos três anos foram muitas as ações que concre- tizam esta política: o estabelecimento das 10 metas para educação, que afirmaram e explicitaram o compromisso de todas as instâncias da Se- cretaria na busca da melhoria da qualidade do ensino; a publicação dos documentos curriculares; a seleção de professores coordenadores para os diferentes segmentos da escolaridade; medidas visando estabilizar as equipes nas escolas; a criação do IDESP, para bonificar o trabalho coleti- vo e dar apoio às equipes das escolas em maiores dificuldades; o acom- panhamento sistemático da CENP às oficinas pedagógicas das Diretorias; os encontros de formação com os professores coordenadores; o aumento das HTPCs para professores de Ciclo 1, garantindo assim tempo de estu- do, planejamento e avaliação da prática pedagógica; o envio de acervos literários, publicações e outros materiais à sala de aula para dar mais op-
  • 5.
    ções aos professores;o programa de manutenção das escolas que tem agilizado as reformas e atendido às emergências com mais rapidez. Mais recentemente, definimos novas jornadas de trabalho, criamos regras claras para garantir o trabalho dos temporários, passando a exigir um exame para todos os que vierem a dar aulas. Mais importante, defi- nimos novas regras para os concursos de ingresso, que serão feitos em duas etapas, com um curso de formação a ser oferecido pela Escola de Formação de Professores de São Paulo. Finalmente, temos a proposta de Valorização Pelo Mérito, um projeto que promove uma melhoria radical nas carreiras do Magistério do Estado de São Paulo e que reconhece o esforço individual do professor no seu constante empenho por melhorar a qualidade de nossa educação. O norte está estabelecido, os caminhos foram abertos, os instru- mentos foram colocados à disposição. Agora é momento de firmar os alicerces para tudo que foi conquistado permaneça. Assim, é tempo de deixar que cada escola e cada Diretoria, com apoio da SEE, assumam, cada vez mais, a responsabilidade pela tomada de decisões, a iniciativa pela busca de soluções adequadas para sua região, sua comunidade, sua sala de aula. Sempre sem perder de vista cada aluno e sua capacidade de aprender. Paulo Renato Souza Secretário da Educação do Estado de São Paulo
  • 6.
    Introdução Este Guia de orientações que você está recebendo foi produzido to- mando-se como referência as expectativas de aprendizagem para a 4a sé- rie do Ciclo I e é mais uma ferramenta que visa auxiliá-lo no planejamento de situações didáticas de leitura, escrita e matemática, de modo a fa- vorecer um ensino eficaz e uma aprendizagem efetiva de todos os seus alunos. Conforme proposto pelo programa Ler e Escrever, a grande priorida- de em nossa rede de ensino é a formação de leitores e escritores com- petentes. Para isso, é preciso que os alunos possam interagir, a partir da leitura e da escrita, com textos de gêneros diferentes e com distintos propósitos sociais. Nesse sentido, as propostas que encontrará no material conside- ram tanto a aprendizagem de aspectos discursivos da linguagem e pa- drões de escrita como o desenvolvimento da competência leitora em suas diversas dimensões, o que exige que os alunos tenham acesso a diferentes gêneros linguísticos para que possam conhecê-los e obser- vem suas funções e estruturas de organização. As opções de organização do tempo didático, conforme têm si- do observadas em outras publicações do programa, são pelo trabalho com projetos e sequências didáticas e pela proposta de atividades per- manentes de leitura, escrita e análise e reflexão sobre a linguagem e a língua. O primeiro projeto se organiza em torno das lendas, por ser um rico gênero literário, por meio do qual os alunos podem se familiari- zar com a linguagem usada nesse tipo de texto, além de também ter a possibilidade de emitir opiniões e fazer indicações posteriores. Uma vez que as lendas têm autoria indeterminada e são transmi- tidas através dos tempos pela oralidade, entrar em contato com elas é igualmente importante para que os alunos ampliem seu repertório da cultura oral.
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    Do mesmo modo,é interessante que observem como a magia po- de, em determinados momentos, servir como explicação àquilo que era desconhecido, atendendo à curiosidade do homem sobre suas origens e os fenômenos da natureza. O segundo projeto aborda o tema “Universo ao meu redor” e tem o propósito de fazer uso da leitura e da escrita para aprender. Para que isso aconteça, os alunos deverão entrar em contato com diferentes ti- pos de textos informativos, imagens e outras fontes de pesquisa, como livros, revistas especializadas, internet ou entrevistas com especialis- tas, de forma a obter informações e aprofundar o conhecimento a res- peito de um tema. Ao pesquisar um assunto, deverão coletar, organizar e discutir infor- mações, além de terem a oportunidade de, também eles, compartilhar o que aprenderam com os demais, seja por meio de registros escritos ou de apresentações orais (nesse caso, aprendendo a apresentar um semi- nário). Organizamos também duas sequências didáticas. Uma delas, “Len- do notícias para ler o mundo”, tem como finalidade expor os alunos à prá- tica da leitura e escrita tendo o jornal como suporte. O jornal, caracteriza- do por uma organização própria na qual categorias de assuntos estão divi- didas em cadernos, permite uma leitura prazerosa ao mesmo tempo que seletiva, uma vez que se pode escolher o que se deseja ler entre textos diferentes, com situações de comunicação também diversas, como ocorre com reportagens, classificados, anúncios, tirinhas e notícias. Outra sequência didática proposta tem o título “Caminhos do ver- de” e visa auxiliar os alunos na construção da competência de ler para se informar, consultando materiais que tenham informações que favore- çam o planejamento de passeios. Trata-se de uma proficiência que implica a construção de procedi- mentos de busca de informações em material de leitura de diversas na- turezas, como jornais, artigos de divulgação científica, mapas e roteiros. Além disso, requer do aluno a utilização das informações em um plane- jamento efetivo das atividades e, inclusive, uma avaliação da viabilidade da mesma considerando pertinência, adequação e custos.
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    Há também umasequência didática de estudo da pontuação de discurso direto e indireto em gêneros literários – contos, crônicas, lendas e fábulas – e uma sequência didática de estudo da ortografia, abrangen- do as regularidades morfológico-gramaticais, uso do -ICE ou -ISSE, -AN- ÇA ou -ANSA. Todas essas atividades foram propostas em torno das expectativas de aprendizagem para o 4a série do Ciclo I, conforme consta no docu- mento “Orientações Curriculares do Estado de São Paulo, Língua Portu- guesa e Matemática, Ciclo I”, produzido pela FDE – Fundação para o De- senvolvimento da Educação. Desse modo, são objetivos do trabalho criar o ambiente e propor situações de práticas sociais de uso da escrita aos quais os alunos não têm acesso para que possam interagir intensamente com textos dos mais variados gêneros, identificar e refletir sobre seus diferentes usos sociais, produzir textos e, assim, construir as capacidades que lhes per- mitam participar das situações sociais pautadas pela cultura escrita. Na segunda parte deste Guia, você terá as orientações para o tra- balho com Matemática, uma vez que os conteúdos dessa área, juntamen- te com os de outras, devem ter como objetivo a busca de uma formação integral, dirigida para a CIDADANIA. Este material foi elaborado seguindo a concepção de que ensinar matemática é criar situações didáticas que contribuam para os alunos colocarem em jogo os conhecimentos adquiridos, descobrindo que es- ses nem sempre são suficientes para resolver as situações propostas e, portanto, há a necessidade de buscar novas estratégias e ideias com a exposição das suas próprias hipóteses, da escuta de outras opiniões, do confronto de ideias, o que promove um novo patamar de conhecimento. Nesse sentido, o seu papel deverá ser o de mediar as análises e as discussões produzidas pelos alunos, intervindo de forma a colocar questões que transformem a sala da aula num espaço investigativo. Para os alunos aprenderem, é preciso que percebam sentido nas atividades, pois assim haverá maior envolvimento. Nesse processo é ne- cessário que os alunos possam:
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    ■ explicar osprocedimentos pessoais que utilizaram para solucio- nar os problemas, de forma que os colegas possam entender; ■ desenvolver uma argumentação que justifique suas escolhas (por exemplo, para solucionar um problema, a organização de um nú- mero, a representação do deslocamento de uma pessoa ou obje- to no espaço etc.); ■ saber ouvir a argumentação de um colega e as explicações do professor; ■ saber questionar a opinião dos colegas e do professor para man- ter ou não a sua opinião; Todas as atividades se estruturam para que os alunos possam atingir os seguintes objetivos: ■ resolver situações-problema, a partir da interpretação de enun- ciados escritos ou orais, desenvolvendo procedimentos de plane- jar, executar e avaliar, revisando o que e como se fez; ■ verificar as soluções encontradas, comunicando os resultados e comparando-as com as de outros colegas, validando ou não as respostas encontradas; ■ fazer comunicações matemáticas, apresentando resultados pre- cisos ou aproximados, fazendo uso da linguagem oral e de repre- sentações matemáticas, estabelecendo relações entre elas. O material está organizado de modo que os conteúdos não percam a natureza do saber matemático produzido socialmente. As atividades estão distribuídas por blocos de conteúdo: números, operações e resolu- ção de problemas (aditivos e multiplicativos), espaço e forma, grandezas e medidas e tratamento da informação. Em cada exercício apresentado você encontrará: ■ Título – Nome da atividade. ■ Objetivos – O que se pretende que os alunos aprendam com esta atividade. ■ Planejamento – Apresenta informações de como deve ser a orga- nização da atividade, qual material necessário e o tempo aproxi- mado de duração da mesma.
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    ■ Encaminhamento –Informa a sequência de etapas que podem contribuir com o êxito da atividade, além de trazer elementos teó- ricos para apoiar as suas discussões com os alunos. Existem ainda, em algumas atividades, orientações de: ■ O que mais fazer? – São sugestões que podem complementar o trabalho que está sendo desenvolvido com os alunos. ■ O que é importante discutir com o aluno – Nesse item destaca- mos alguns aspectos matemáticos que são importantes e im- prescindíveis e devem ser discutidos no decorrer da atividade. Por último, deve-se destacar que este material contém sugestões de atividades e dos encaminhamentos. Você poderá reorganizá-las, re- criá-las a partir do levantamento do conhecimento de seus alunos. As atividades estão organizadas por blocos de conteúdo, mas é muito importante que você utilize, na mesma semana, conteúdos de dife- rentes naturezas – números, operações, grandezas e medidas, espaço e forma e tratamento da informação, pois, como o conhecimento se cons- trói pelo estabelecimento de relações e generalizações, não é produtivo fragmentá-lo em blocos, como se fossem “informações estanques”. Esperamos que este material contribua com seu trabalho! Ele tem como objetivo fundamental apoiar sua ação na tarefa de ensinar. Bom trabalho e sucesso nessa empreitada! Equipe responsável pelo Programa Ler e Escrever Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 9
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    Sumário Expectativas de aprendizagem para a 4a série do Ciclo 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15 Língua Portuguesa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15 Matemática . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21 Avaliação da aprendizagem Língua Portuguesa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24 A função das pautas de observação na avaliação e no planejamento do professor. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24 Matemática . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25 Dos instrumentos de acompanhamento dos avanços dos alunos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25 Do diagnóstico ao planejamento das intervenções didáticas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26 Situações que a rotina deve contemplar Língua Portuguesa Sugestão para a organização da rotina semanal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33 Quadro da rotina . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34 Matemática Sugestão para a organização da rotina semanal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34 Quadro da rotina . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36 Atividades de Língua Portuguesa Projeto didático – Uma lenda, duas lendas, tantas lendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38 Etapa 1 – Levantando conhecimentos prévios sobre o gênero. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42 Atividade 1 – Para início de comversa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42 Etapa 2 – Compartilhando o projeto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45 Atividade 2 – Compartilhando o projeto e organizando o trabalho. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45 Etapa 3 – Ampliando os saberes sobre lendas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47 Atividade 3A – Conhecendo um pouco mais as lendas (1) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47 Atividade 3B – Comhecendo um pouco mais as lendas (2) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 53 Atividade 3C – Ampliando o repertório de lendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 54 Atividade 3D – Roda de leitura . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 57 Atividade 3E – Lendas de outros tempos e lugares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 60 Atividade 3F – As lendas e o fantástico universo indígena . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65 Atividade 3G – Nova roda de leitura . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 69 Atividade 3H – Comparando versões de uma lenda . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 70 Atividade 3I – Mais uma roda de leitura . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75 10 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade 3J –Analisando aspectos linguísticos das lendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 76 Atividade 3K – Analisando o discurso nas lendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 78 Etapa 4: Selecionando as lendas, reescrevendo-as e revisando os textos . . . . . 82 Atividade 4A – Reescrevendo coletivamente uma lenda . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 82 Atividade 4B – Reescrevendo trechos de uma lenda . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 84 Atividade 4C – Selecionando as lendas para serem reescritas, planejando a reescrita e reescrevendo-as. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 86 Atividade 4D – Revisando as lendas e editorando-as . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 89 Etapa 5 – Edição e preparação final da coletânea… . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 90 Atividade 5A – Produzindo as ilustrações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 90 Atividade 5B – Organizando a coletânea . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 91 Atividade 5C – Preparando a apresentação oral da lenda . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 93 Etapa 6 – Avaliação final do trabalho desenvolvido . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 94 Atividade 6 – Avaliação final do trabalho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 94 Projeto didático “Universo ao meu redor” . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 96 Etapa 1 – Por onde anda o Universo? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 98 Atividade 1 – Levantando conhecimentos prévios sobre o tema . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 98 Etapa 2 – Compartilhando o projeto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100 Atividade 2 – Compartilhando o projeto e organizando o trabalho. . . . . . . . . . . . . . . . . . 100 Etapa 3 – Estudando sobre meio ambiente, desmatamento e sustentabilidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 103 Atividade 3A – Desequilíbrios provocados pelo homem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 103 Atividade 3B – O desmatamento e sua influência em diferentes problemas ambientais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 107 Atividade 3C – O desmatamento no Brasil e no mundo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 111 Atividade 3D – A mata atlântica e sua história . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 117 Atividade 3E – O símbolo dourado da mata atlântica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 124 Atividade 3F – A vida na mata . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 128 Atividade 3G – Desmatamento e sustentabilidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 130 Etapa 4 – Estudo e planejamento do seminário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 136 Atividade 4 – Planejando o seminário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 136 Etapa 5 – Estudo e planejamento da exposição oral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 138 Atividade 5A – Investigando saberes dos alunos a respeito de uma exposição oral. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 138 Atividade 5B – Analisando recursos da organização interna de uma exposição oral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 140 Atividade 5C – Planejando uma exposição oral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 143 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 11
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    Etapa 6 –Avaliação do trabalho desenvolvido . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 146 Atividade 6 – Avaliação final do trabalho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 146 Sequência didática da leitura “Caminhos do verde” . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 149 Etapa 1 – Atividades de lazer. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 151 Atividade 1A – Pesquisar diversos portadores, buscando indicações de atividades de lazer . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 151 Atividade 1B – Organizando dicas de lazer. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 152 Atividade 1C – Descobrindo o lazer em sua cidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 153 Etapa 2 – Conhecer a mata atlântica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 156 Atividade 2 – Procurando indicações de passeios que incluam conhecer a mata atlântica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 156 Etapa 3 – Passeio ao Jardim Botânico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 159 Atividade 3 – Estudando o passeio ao Jardim Botânico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 159 Etapa 4 – Reinvestindo o conhecimento aprendido . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 169 Atividade 4 – Recomendações para outro passeio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 169 Sequência didática “Lendo notícias para ler o mundo” . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 171 Etapa 1 – Apresentação da sequência didática e investigação inicial da proficiência do aluno . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 173 Atividade 1A – Identificando notícias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 173 Atividade 1B – Lendo e estudando uma notícia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 176 Atividade 1C – Explorando os cadernos do jornal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 180 Atividade 1D – Recuperando o contexto de produção de uma notícia . . . . . . . . . . . . . 182 Atividade 1E – As partes que compõem uma notícia – visão geral . . . . . . . . . . . . . . . . . 185 Etapa 2 – Estudo de características da linguagem escrita do gênero . . . . . . . . . . 187 Atividade 2A – As marcas do contexto de produção no título e no texto das notícias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 187 Atividade 2B – Compartilhando diferentes notícias. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 191 Atividade 2C – As declarações e os efeitos que provocam no leitor . . . . . . . . . . . . . . . 192 Atividade 2D – O olho da notícia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 197 Atividade 2E – O lead e a sua função na organização da notícia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 200 Atividade 2F – A ordem dos fatos em uma notícia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 202 Atividade 2G – Reescrevendo uma notícia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 204 Sequência didática “Estudo de pontuação” . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 205 Atividade 1 – Lendo uma crônica para contextualizar o estudo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 207 Atividade 2 – Estudando maneiras de introduzir as falas dos personagens . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 212 12 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade 3 –As marcas linguísticas do discurso direto e indireto . . . . . . . . . . . . . . . . . 214 Atividade 4 – Ampliando a reflexão sobre as marcas do discurso direto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 216 Atividade 5 – As aspas e mais uma possibilidade de uso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 219 Atividade 6 – Reinvestindo o conhecimento aprendido – pontuando diálogos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 221 Atividade 7 – Alterando o discurso em um conto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 223 Sequência didática “Estudo da ortografia” . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 225 Palavras terminadas em -ISSE e -ICE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 226 Atividade 1 – Lendo o poema e comentando . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 227 Atividade 2 – Estudando palavras do poema e ampliando o repertório . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 229 Atividade 3 – Testando as descobertas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 230 Atividade 4 – Completando o quadro de descobertas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 232 Palavras terminadas em -ANSA e -ANÇA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 234 Atividade 1 – Lendo o poema e comentando . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 234 Atividade 2 – Estudando a ortografia das palavras selecionadas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 236 Atividade 3 – Ampliando a análise das palavras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 238 Atividade 4 – Testando as descobertas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 240 Atividades de Matemática Orientações didáticas gerais para o desenvolvimento das atividades de Matemática . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 244 Números. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 244 Atividade 1 – Os números na contagem das populações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 246 Atividade 2 – Escritas abreviadas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 248 Atividade 3 – Os números racionais no contexto diário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 252 Atividade 4 – Dividindo figuras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 254 Atividade 5 – Usando a calculadora para fazer descobertas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 260 Atividade 6 – Comparando os números racionais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 262 Atividade 7 – Jogo das representações decimais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 264 Cálculos e operações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 266 Resolução de problemas do campo aditivo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 266 Resolução de problemas do campo multiplicativo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 266 Atividade 8 – Analisando dados populacionais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 268 Atividade 9 – Qual é a pergunta? (1) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 270 Atividade 10 – Qual é a pergunta? (2) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 272 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 13
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    Atividade 11 –Desafios para multiplicar ................................................. 274 Atividade 12 – Estimando para não errar. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 276 Atividade 13 – Desafios para dividir . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 278 Atividade 14 -- As representações decimais no cotidiano. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 281 Atividade 15 – Calculando porcentagem. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 285 Atividade 16 – Trabalhando com probabilidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 290 Espaço e forma . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 293 Atividade 17 – Traçando a rota . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 294 Atividade 18 – Oriente-se! . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 296 Atividade 19 – As formas geométricas ao nosso redor. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 299 Atividade 20 – Conhecendo os poliedros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 301 Atividade 21 – Contando faces, arestas e vértices . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 303 Atividade 22 – Planificações de sólidos geométricos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 307 Atividade 23 – Os polígonos: ângulos e lados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 310 Atividade 24 – Contando vértices e ângulos do polígono . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 313 Atividade 25 – Figuras planas – parte e todo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 315 Atividade 26 – Aumentando e diminuindo figuras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 319 Grandezas e medidas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 322 Atividade 27 – Observando a temperatura em diferentes lugares . . . . . . . . . . . . . . . . . . 323 Atividade 28 – Diferentes países, diferentes moedas: quanto vale o real? . . . . . 325 Atividade 29 – Medidas do dia a dia: comprimento e massa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 328 Atividade 30 – O contorno das figuras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 333 Atividade 31 – Qual é a área. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 336 Atividade 32 – Área ou perímetro? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 339 Atividade 33 – Que horas são? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 343 Atividade 34 – Contando o tempo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 344 Atividade 35 – Antes ou depois do meio-dia? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 348 Tratamento da informação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 350 Atividade 36 – Leitura de tabelas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 351 Atividade 37 – Leitura de gráficos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 354 Atividade 38 – Traçando gráficos de linha . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 358 Atividade 39 – Gráficos de setores (pizza) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 362 Atividade 40 – Coletando informações para a construção de gráficos e tabelas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 365 Referências bibliográficas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 368 14 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Expectativas de aprendizagem paraa 4a série do Ciclo I A Secretaria Estadual da Educação (SEE) reconhece e assume a importância de estabelecer expectativas e metas de aprendizagem para os alunos, em cada um dos anos dos ciclos, a fim de orientar o planejamento didático dos professores e, principal- mente, nortear o currículo do Ensino Fundamental. As atividades que você encontrará neste material estão organizadas de acordo com as expectativas de aprendizagem previstas para o 4a série do Ciclo I, na sua nova versão e publicação, constituindo-se em mais uma ferramenta para o trabalho do pro- fessor, no sentido de favorecer a aprendizagem de seus alunos. Língua Portuguesa As expectativas de aprendizagem para o ensino da Língua Portuguesa nos anos iniciais do Ensino Fundamental orientam-se em torno da comunicação oral, da leitura e da escrita. Em relação à oralidade, pretende-se que os alunos sejam capazes de adequar seu discurso às diferentes situações de comunicação oral, observando o contexto e seus interlocutores. Na leitura, deverão estar habilitados a ler diferentes textos, considerando as ca- racterísticas dos gêneros textuais e seus propósitos comunicativos. Ao escrever, deverão ser capazes de redigir textos diversos, adequando os dife- rentes gêneros às situações de comunicação, às intenções de quem escreve e aos leitores, os destinatários dos textos. A seguir, relacionamos as expectativas que se pretende alcançar por meio das atividades propostas nos projetos, sequências didáticas e atividades permanentes constantes deste material. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 15
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    AO FINAL DA4a SÉRIE DO CICLO I ESPERA-SE QUE OS ALUNOS SEJAM CAPAZES DE: Na comunicação oral Na leitura Na escrita, considerando-se a produção de textos e a reflexão sobre a língua Participar de situações de Apreciar textos literários. Reescrever e/ou produzir intercâmbio oral que requeiram: Selecionar os textos de acordo textos de autoria utilizando  ouvir com atenção; com os propósitos de sua leitura, procedimentos de escritor:  intervir sem sair do assunto sabendo antecipar a natureza  planejar o que vai tratado; de seu conteúdo e utilizando escrever considerando a  formular e responder a modalidade de leitura mais intencionalidade, o interlocutor, perguntas, justificando suas adequada. o portador e as características respostas; do gênero; Utilizar recursos para  explicar e compreender  fazer rascunhos; compreender ou superar explicações; dificuldades de compreensão  reler o que está escrevendo,  manifestar e acolher opiniões; durante a leitura (pedir ajuda aos tanto para controlar a  argumentar e colegas e ao professor, reler o progressão temática, quanto contra-argumentar; trecho que provoca dificuldades, para melhorar outros aspectos continuar a leitura com a intenção discursivos ou notacionais do Planejar e participar de texto; situações de uso da linguagem de que o próprio texto permita oral, sabendo utilizar alguns resolver as dúvidas ou consultar  revisar textos (próprios e de outras fontes). outros), em parceria com os procedimentos de escrita para colegas, assumindo o ponto organizar sua exposição. de vista do leitor com a intenção de evitar repetições desnecessárias (por meio de substituição ou uso de recursos da pontuação); evitar ambiguidades; articular partes do texto; garantir concordância verbal e nominal;  revisar textos (próprios e de outros), do ponto de vista ortográfico. Avaliação de aprendizagem Ao nos referirmos à avaliação da aprendizagem dos alunos é importante lembrar que nosso objetivo maior é fazer com que todos os alunos possam utilizar a leitura e a escrita de modo competente e, para isso, não basta avaliar apenas as crianças, mas também o processo de ensino e aprendizagem, fazendo as modificações necessárias no planejamento e intervenções didáticas para melhor alcançarmos as metas educa- cionais a que nos propomos. É importante considerar também que o processo de avaliação deve ser contínuo e, por isso, não é preciso realizar atividades distintas das habituais para avaliar as 16 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    crianças. Portanto, oque aqui se apresenta são alguns critérios para que os professo- res possam melhor analisar e avaliar o que se passa na sala de aula, particularmente o avanço dos alunos em relação às expectativas de aprendizagem. A seguir, você encontrará um quadro em que se encontram as expectativas, ativi- dades cotidianas e os itens a serem observados, que indicam se o aluno alcançou as metas para esse momento do ciclo. Lembre-se de registrar o que observou e faça uso de suas anotações para me- lhor intervir junto a seus alunos. Expectativa de que os Atividade Observar se o aluno... alunos sejam capazes de: Participar de situações Roda de curiosidades. Expõe sua opinião sobre o de intercâmbio oral que Roda de biblioteca. que foi lido, complementa requeiram ouvir com informações com conhe- atenção, intervir sem Conversas realizadas a par- cimentos que já possui e sair do assunto tratado, tir de leituras compartilha- ouve os colegas com aten- formular e responder das coletivas ou em duplas. ção, tanto nas situações co- perguntas justificando Discussões relacionadas letivas como nos momentos suas respostas, aos projetos. de trabalho em duplas. compreender explicações, Expõe oralmente conteúdos manifestar e acolher aprendidos durante os pro- opiniões, argumentar e jetos utilizando uma lingua- contra-argumentar. gem mais formal. Fundamenta suas ideias não apenas em opiniões pessoais, mas também em informações aprendidas. Refere-se às falas de seus colegas ou da professora para associar às suas pró- prias ideias. Sabe contrapor suas ideias às de outros retomando os argumentos utilizados e rebatendo-os com os seus próprios. Planejar e participar Atividades de comunicação Comunica-se com uma de situações de uso oral. linguagem formal, sem ter da linguagem oral de, necessariamente, ler. sabendo utilizar alguns Organiza slides ou cartazes procedimentos de escrita relacionados à sua fala, para organizar sua sem ser uma repetição exposição. dela, mas um complemento. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 17
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    Expectativa de queos Atividade Observar se o aluno... alunos sejam capazes de: Apreciar textos literários. Leitura pelo professor. Escuta atentamente. Roda de biblioteca. Compara textos lidos ou ouvidos. Identifca seus autores e gêneros preferidos, buscando, por conta própria na sala de leitura ou na própria classe, textos dos quais goste. Faz indicações literárias aos seus colegas apoiando-se em características da trama, personagens, autor ou gênero. Selecionar os textos de Leitura pelo aluno. Utiliza títulos, subtítulos, acordo com os propósitos sumários ou índices para de sua leitura, sabendo descartar textos que não antecipar a natureza de interessam aos seus seu conteúdo e utilizando a propósitos. modalidade de leitura mais Faz uma leitura global para adequada. separar o que pode lhe interessar. Sabe dizer por que escolhe ou descarta um texto/ portador apoiando-se em informações do conteúdo do texto, do seu portador ou do gênero. Utilizar recursos para Leitura pelo aluno. Pede ajuda aos colegas e superar difculdades de ao professor, relê o trecho compreensão durante a que provoca dificuldades, leitura (pedir ajuda aos continua a leitura com colegas e ao professor, intenção de que o próprio reler o trecho que provoca texto permita resolver as difculdades, continuar a dúvidas ou consulta outras leitura com intenção de fontes, como dicionário ou que o próprio texto permita glossário. resolver as dúvidas ou consultar outras fontes). 18 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Expectativa de queos Atividade Observar se o aluno... alunos sejam capazes de: Reescrever e/ou produzir Produção de texto pelo Planeja o que vai escrever, textos de autoria utilizando aluno. considerando os propósitos procedimentos de de seu texto e se a escritor: planejar o que linguagem está adequada; vai escrever considerando faz rascunhos; relê o que a intencionalidade, o escreve e altera quando interlocutor, o portador e as não se dá por satisfeito. características do gênero; fazer rascunhos; reler o que está escrevendo, tanto para controlar a progressão temática quanto para melhorar outros aspectos, discursivos ou notacionais, do texto. Revisar textos (próprios Participa das discussões e de outros), em parceria em torno dos textos, com os colegas, assumindo propondo mudanças e o ponto de vista do leitor justifica suas propostas com intenção de evitar remetendo-se ao provável repetições desnecessárias leitor. Propõe substituição (por meio de substituição de palavras repetidas; ou uso de recursos identifica problemas de da pontuação); evitar concordância e procura ambiguidades; articular solucioná-los. partes do texto; garantir concordância verbal e nominal. Revisar textos (próprios e Revisão de textos. Fica atento aos aspectos de outros) do ponto de vista ortográficos trabalhados em ortográfico. classe. Professor, considere que: A Roda de Curiosidades é uma situação em que os alunos, sentados em círculo, com a mediação do professor, trazem notícias, objetos ou informações sobre temas diversifcados para conversar a respeito. A Roda de Biblioteca é uma situação em que os alunos, num dia estipulado para fazer empréstimo de livros do acervo da classe ou da biblioteca (sala de leitura) da escola, compartilham impressões e fazem recomendações a respeito dos livros lidos. A Leitura Compartilhada é aquela em que o professor lê, e os alunos têm o mes- mo texto em mãos para poder acompanhar a leitura. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 19
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    SITUAÇÕES QUE AROTINA DEVE CONTEMPLAR Considerando-se os conteúdos tratados em cada uma das propostas e as pos- sibilidades de articulação entre elas, assim como as necessidades de aprendizagem dos alunos, sugerimos a seguinte ordenação para as propostas de trabalho e organiza- ção da rotina:  Projeto “Uma lenda, duas lendas, tantas lendas...” – no primeiro semestre, aproximadamente duas vezes por semana.  Projeto “Universo ao meu redor” – no segundo semestre, aproximadamente duas vezes por semana.  Sequência didática “Caminhos do verde” – no primeiro semestre; aproximada- mente uma vez por semana.  Sequência didática “Lendo notícias para ler o mundo” – no segundo semestre; aproximadamente uma vez por semana.  Sequência didática “Estudo de pontuação” – aproximadamente uma vez por semana.  Sequência didática “Estudo da ortografia” – aproximadamente uma vez por semana. Evidentemente, há outras possibilidades de organização dessa rotina ao longo da semana e do ano; porém, é preciso levar em conta os objetivos de cada um dos proje- tos e das sequências didáticas, além dos desafios que os alunos precisam enfrentar diante de cada uma das propostas. Parece-nos mais coerente que as modalidades organizativas sejam distribuídas ao longo da semana, de modo que os alunos tenham a oportunidade de conviver com a variedade de textos sugeridos. Além do mais, não seria produtivo organizar o traba- lho com os dois projetos em um único semestre, pois são muitas as tarefas que tanto o professor quanto o aluno precisarão realizar. Considerando que o projeto didático “Universo ao meu redor” e a sequência di- dática “Caminhos do verde” se organizam a partir de textos que tratam de questões ambientais, o mais adequado é que sejam distribuídos entre os dois semestres. Recomendamos iniciar pela sequência “Caminhos do verde”, pois permite ao pro- fessor dispor de mais tempo para planejar um passeio ao Jardim Botânico, opção inte- ressante e um dos conteúdos tratados na sequência. Com o objetivo de promover um melhor aproveitamento dos alunos em relação ao estudo de ortografia e pontuação, sugerimos que haja, pelo menos, uma aula semanal de cada uma das respectivas sequências, intercalando-se apenas os dias em que se- rão tratadas. Para que os alunos se apropriem dos conteúdos relativos à ortografia e pontua- ção é importante que sejam acompanhados constantemente e que se avalie a neces- sidade de complementar as atividades deste material com outros exercícios de sis- tematização, que podem ser propostos no caderno do aluno ou em folhas avulsas. É importante lembrar que essas aprendizagens se pautam no uso frequente desses con- teúdos pelos alunos que, ao valorizarem a escrita e a pontuação corretas, precisam observar, com atenção, o modo como escrevem, em todas as suas produções. 20 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Sugestão do quadroda rotina semanal 2ª-feira 3ª-feira 4ª-feira 5ª-feira 6ª-feira o 1 semestre Projeto sobre Sequência didática Projeto sobre Sequência didática Sequência didática lendas Ortografia lendas Pontuação Caminhos do verde 2o semestre Projeto sobre Sequência didática Projeto sobre Sequência didática Sequência didática Universo Ortografia Universo Pontuação Leitura de notícias ao meu redor ao meu redor Matemática As expectativas de aprendizagem para o ensino da Matemática estão agrupadas em cinco grandes blocos temáticos (números, operações, espaço e forma, grandezas e medidas, tratamento da informação), traduzidas nas atividades que devem ser distri- buídas e trabalhadas ao longo do ano. No entanto, é importante ressaltar que se deve levar em conta qual é a situação inicial de conhecimento que os alunos possuem para se fazer os ajustes necessários no planejamento. Números  Compreender e utilizar as regras do sistema de numeração decimal, para leitu- ra e escrita, comparação, ordenação e arredondamento de números naturais de qualquer ordem de grandeza.  Reconhecer e fazer leitura de números racionais no contexto diário nas repre- sentações fracionária e decimal.  Explorar diferentes significados das frações em situações-problema: parte e todo, quociente e razão. Escrever números racionais de uso frequente nas re- presentações fracionária e decimal e localizar alguns deles na reta numérica.  Comparar e ordenar números racionais de uso frequente nas representações fracionária e decimal.  Identificar e produzir frações equivalentes, pela observação de representações gráficas e de regularidades nas escritas numéricas. Operações  Analisar, interpretar, formular e resolver situações-problema, compreendendo diferentes significados das operações com números naturais.  Resolver adições com números naturais, por meio de estratégias pessoais e do uso de técnicas operatórias convencionais, do cálculo mental e da calculadora, e usar métodos de verificação e controle de resultados pelo uso do cálculo mental ou da calculadora.  Resolver subtrações com números naturais, por meio de estratégias pessoais Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 21
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    e do usode técnicas operatórias convencionais, do cálculo mental e da calcu- ladora, e usar estratégias de verificação e controle de resultados pelo uso do cálculo mental ou da calculadora.  Resolver multiplicações com números naturais, por meio de técnicas operató- rias convencionais, do cálculo mental e da calculadora, e usar estratégias de ve- rificação e controle de resultados pelo uso do cálculo mental ou da calculadora.  Resolver divisões com números naturais, por meio de técnicas operatórias con- vencionais, do cálculo mental e da calculadora, e usar estratégias de verifica- ção e controle de resultados pelo uso do cálculo mental ou da calculadora.  Analisar, interpretar, formular e resolver situações-problema, compreendendo diferentes significados da adição e subtração envolvendo números racionais escritos na forma decimal.  Calcular o resultado da adição e subtração de números racionais na forma de- cimal, por meio de estratégias pessoais e pelo uso de técnicas operatórias convencionais.  Resolver problemas que envolvem o uso da porcentagem no contexto diário, como 10%, 20%, 50%, 25%.  Identificar as possíveis maneiras de combinar elementos de uma coleção de objetos e de contabilizá-las usando estratégias pessoais.  Explorar a ideia de probabilidade em situações-problema simples. Espaço e forma  Descrever, interpretar e representar por meio de desenhos a localização ou a movimentação de uma pessoa ou um objeto, e construir itinerários.  Reconhecer semelhanças e diferenças entre poliedros (como os prismas, as pirâmides e outros).  Identificar relações entre o número de elementos – como faces, vértices e arestas – de um poliedro.  Explorar planificações de alguns poliedros e corpos redondos.  Identificar semelhanças e diferenças entre polígonos, considerando seu núme- ro de lados e de ângulos.  Compor e decompor figuras planas e identificar que qualquer polígono pode ser composto a partir de figuras triangulares.  Ampliar e reduzir figuras planas pelo uso de malhas quadriculadas. Grandezas e medidas  Utilizar unidades usuais de tempo em situações-problema.  Utilizar unidades usuais de temperatura em situações-problema.  Utilizar o sistema monetário brasileiro em situações-problema.  Utilizar unidades usuais de comprimento, massa e capacidade em situa- ções-problema. 22 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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     Calcular perímetrode figuras desenhadas em malhas quadriculadas ou não.  Compreender a área como a medida da superfície de uma figura plana.  Calcular área de retângulos ou quadrados desenhados em malhas quadricula- das ou não.  Resolver situações-problema que envolvam o significado de unidades de medi- das de superfície.  Utilizar medidas como centímetro quadrado, metro quadrado, quilômetro qua- drado e alqueire. Tratamento da informação  Resolver situações-problema utilizando dados apresentados de maneira organi- zada, por meio de tabelas simples ou tabelas de dupla entrada.  Resolver situações-problema em que os dados são apresentados por meio de gráficos de colunas ou gráficos de barras.  Ler informações apresentadas de maneira organizada por meio de gráficos de linha.  Ler informações apresentadas de maneira organizada por meio de gráficos de setor.  Construir tabelas e gráficos para apresentar dados coletados ou obtidos em textos jornalísticos, científicos e outros. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 23
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    Avaliação de aprendizagem Língua Portuguesa A função das pautas de observação na avaliação e no planejamento do professor Neste Guia foram propostas pautas para a observação dos conhecimentos sobre os gêneros estudados e sobre as convenções da escrita que podem ser encontradas no interior dos projetos e sequências didáticas. As pautas de observação podem se tornar importantes aliadas do professor para acompanhar o desenvolvimento das aprendizagens de seus alunos. A ideia é, periodicamente, diagnosticar os saberes dos alunos, quanto aos conteúdos propos- tos para a 4a série e, com base nessas informações, replanejar seu trabalho e suas intervenções. Mas o que é uma pauta de observação? A pauta de observação consiste na or- ganização e registro sistemático de informações sobre os conhecimentos dos alunos, tanto inicial (antes do desenvolvimento de um projeto ou sequência), quanto processual (durante o processo de ensino e aprendizagem) e final – momento em que o professor pode avaliar o alcance dos objetivos de ensino atingidos com o trabalho realizado. De posse das pautas de observação (ortografia, pontuação, conhecimento sobre os gêneros) e da comparação dos resultados, identifique as necessidades gerais do grupo e dos alunos que precisam de mais ajuda. Esse procedimento é essencial. É verdade que no dia a dia você obtém muitas informações acerca do que cada aluno sabe. As pautas de observação servem jus- tamente para fortalecer essas impressões e, ao mesmo tempo, garantir um melhor acompanhamento do processo. Sempre há alunos que não chamam tanto a atenção e não costumam pedir ajuda (são tímidos ou preferem não se manifestar). Mostram, ao longo do ano, avanços menos significativos do que seria esperado, indicando que ne- cessitam de um acompanhamento próximo. As pautas de observação são registros im- portantes para se organizar uma síntese das aprendizagens e das necessidades dos alunos, permitindo ao professor planejar melhor seu trabalho em sala de aula. De posse das pautas de observação, organize duplas de modo que os dois parceiros colaborem um com o outro, considerando os objetivos de cada uma das atividades. Após ter orientado os alunos a realizar determinada atividade, caminhe entre eles e observe seus trabalhos, especialmente daqueles que têm mais dificuldades. 24 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    É importante circularpela classe enquanto os alunos trabalham, por diversos mo- tivos: avaliar se compreenderam a proposta; observar como estão interagindo; garantir que as informações circulem e que todos expressem o que sabem e não sabem. Quan- do necessário, procure questionar e interferir, evitando criar a ideia de que qualquer res- posta é válida. Observe também se o grau de dificuldade envolvido na proposta não está muito além do que podem alguns alunos, se não está excessivamente difícil para eles. Cada atividade propõe desafios destinados a favorecer a reflexão dos alunos. Muitas vezes você deverá fazer ajustes: questionar alguns para que reflitam um pouco mais, oferecer pistas para ajudar os inseguros. Matemática Também em Matemática a avaliação de aprendizagem tem o papel de informar ao professor o alcance dos objetivos previstos, onde e como fazer as mudanças necessá- rias para ajustar o processo do ensino à aprendizagem por parte dos alunos. Com o procedimento de avaliação, a ideia é ir além de uma simples verificação para saber se os alunos são capazes de utilizar técnicas e algoritmos que solucionem as qua- tro operações ou, ainda, escrever e interpretar números em determinada sequência. É preciso que os objetivos de ensino possam prever ações que desenvolvam nos alunos a capacidade de:  empenhar-se na realização das atividades propostas, utilizando todo o conheci- mento construído quando se requer a resolução de novas situações-problema;  expor as dúvidas e reconhecer a necessidade de rever o que ainda não aprendeu;  utilizar-se de estratégias pessoais para resolver determinado problema, dispon- do-se a expor suas ideias;  interagir, estabelecendo uma postura de escuta atenta para entender as expli- cações do professor e/ou dos colegas;  formular argumentos, expondo-os a fim de que sejam validados ou refutados pelos colegas, avançando cada vez mais na linguagem matemática;  reconhecer tanto os seus avanços quanto a necessidade de continuar apren- dendo.  Contextualizar o conhecimento matemático, estabelecendo relações com a vida cotidiana, e também descontextualizá-lo, generalizando e transferindo co- nhecimentos a outros contextos. Dos instrumentos de acompanhamento dos avanços dos alunos Este Guia, assim como os demais produzidos para o Programa Ler e Escrever, propõe alguns instrumentos de acompanhamento dos avanços dos alunos, que permi- tirão planejar melhor as ações didáticas que compõem sua rotina de trabalho. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 25
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    Além desses, vocêprofessor poderá dispor de um conjunto de atividades e ou- tros instrumentos de observação de aproveitamento que ajude a ter um foco mais ajustado dos avanços e das dificuldades de cada aluno. Porém, é importante lembrar que os instrumentos de avaliação utilizados precisam ser elaborados de forma bas- tante criteriosa, permitindo observar quais conhecimentos foram ou não apropriados pelos alunos, como organizam a linguagem matemática para se comunicar, como re- solvem os problemas apresentados etc. a) Para diagnosticar o conhecimento numérico dos alunos Antes de prosseguir no planejamento em relação a números, é preciso que você verifique qual é o conhecimento numérico de todos os seus alunos, até que ordem de grandeza produzem e interpretam convencionalmente e em qual grandeza surgem as dificuldades. Se muitos alunos ainda não compreenderam as regularidades da formação do sistema de numeração decimal, muito provavelmente poderão se deparar com dificul- dades nos estudos de cálculo e operações. E, ainda, de nada adiantará introduzir o conceito dos números racionais – previstos para a 4a série do Ciclo I – sem antes os alunos terem descoberto as regularidades dos números naturais. Caso assim seja, será preciso que o professor retome os conteúdos não dominados pela turma e, a par- tir deles, avance na construção de novos conhecimentos. b) Sobre os conhecimentos referentes ao cálculo e à resolução de problemas Ao longo do ano, os alunos deverão desenvolver habilidades referentes à reso- lução de problemas e cálculo. Para isso é necessário trabalhar diferentes atividades relacionadas às operações nos campos aditivo e multiplicativo. O ensino das operações não se reduz ao ensino de técnicas operatórias e ao seu treino mecânico. Experiências têm mostrado que muitos alunos conseguem realizar o cálculo das quatro operações sem se utilizar de algoritmos convencionais. Isso não sig- nifica, no entanto, abandonar o algoritmo no trabalho matemático; significa não enfati- zar a técnica pela técnica, mas aliá-la ao cálculo mental construído com compreensão. Resolver problemas requer que os alunos aprendam a:  ler e interpretar o que precisa ser resolvido;  saber selecionar os dados imprescindíveis para a sua resolução;  identificar dados que não são relevantes para a resolução do problema;  dispor a planejar estratégias mais adequadas, verificando sua eficácia e qual é a operação que o ajudará a chegar ao resultado;  colocar em prática as estratégias e a operação e verificar a adequação ou não da resposta a que chegou. Do diagnóstico ao planejamento das intervenções didáticas Diante do exposto, para decidir qual a melhor situação didática a ser apresentada, deve-se planejar intervenções no sentido de buscar que todos os alunos avancem em re- 26 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    lação à compreensãodo sistema de numeração e na capacidade de resolver problemas propostos. É preciso realizar uma avaliação periódica – as sondagens – para verificar:  o que sabem a respeito da escrita dos números;  quais estruturas aditivas e multiplicativas costumam utilizar para resolver pro- blemas;  quais recursos utilizam para fazer os cálculos. É importante que essas avaliações aconteçam em atividades específicas, separa- das, mas no mesmo período de tempo, uma vez que o conhecimento numérico auxilia na realização de operações e resolução de problemas. Nesse sentido, são propostas as seguintes sondagens:  números – maio e outubro;  resolução de problemas do campo aditivo – maio e outubro;  resolução de problemas do campo multiplicativo – maio e outubro. Orientações para a sondagem da escrita de números  Para essa sondagem, sugerimos que seja feito um ditado de números, indi- vidualmente.  Entregue meia folha de sulfite e peça que escrevam o nome e a data. Faça o ditado de números de diferentes grandezas e de modo que não apareçam na ordem crescente ou decrescente. Sugerimos os seguintes números: J mês de março: 95 – 905 – 1.005 – 5.000 – 9.523 – 10.001 – 31.435 – 67.308 – 159.002; J mês de setembro: 750 – 70.050 – 20.000 – 1.020 – 9.354 – 60.504 – 384.752 – 2.302.000.  Recolha o ditado dos alunos e analise a escrita. Em seguida, registre suas observações na Pauta de Observação de Números – no 1, na página 30.  Faça o registro a cada sondagem realizada. Compare as informações re- gistradas, observando o percurso do avanço do conhecimento numérico de cada um dos alunos, pois isso ajudará você a reorganizar as ações didáticas de intervenção para que os alunos ampliem cada vez mais o conhecimento so- bre os números. Orientações para a sondagem dos campos aditivo e mul- tiplicativo e suas representações Para realizar a sondagem sobre o conhecimento dos alunos a respeito das es- truturas aditivas e multiplicativas e perceber quais fatores interferem em seu desem- penho quanto à natureza e representação, recomendamos que os alunos realizem a resolução de problemas individualmente.  Prepare-se com antecedência, lendo e analisando a natureza de cada situação- -problema. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 27
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     Prepare afolha com os quatro enunciados dos problemas de cada campo para cada aluno.  Explique a situação de diagnóstico aos seus alunos, esclarecendo que essas atividades estão sendo realizadas para se ter um conhecimento do que eles sabem e do que precisam aprender; portanto, deverão realizá-las sem ajuda dos colegas. Nesse sentido, recomende que cada um resolva-as da melhor for- ma que puderem.  Esclareça que as dúvidas deverão ser dirigidas a você professor. Oriente-os para que façam os registros para comunicar suas estratégias de solução da forma mais clara possível, seja utilizando a técnica operatória ou outra forma de registro (desenhos, esquemas etc.).  Se na sua turma ainda houver alunos que não conseguem ler com autonomia, faça uma leitura de cada enunciado em voz alta.  Organize a classe em grupos de quatro crianças e acompanhe um grupo por vez, enquanto as demais se dedicarão a outra atividade possível de ser realiza- da de forma autônoma e, também, com a ajuda dos colegas.  É importante que o acompanhamento seja feito dessa forma, pois é possível que você precise de maior esclarecimento sobre como o seu aluno chegou à solução do problema, uma vez que alguns podem fazer uso de um procedimen- to que não esteja suficientemente explícito para o preenchimento da pauta de observação.  Após o término da atividade, recolha as folhas e faça a análise dos registros, tendo por base a pauta de observação para os campos aditivo (página 31) e multiplicativo (página 32). Faça esse registro a cada sondagem realizada.  Recomenda-se que realize as sondagens dos campos aditivo e multiplicativo em diferentes dias.  Compare as informações dessas pautas e de outros instrumentos diários de observação. Assim será possível você avaliar os progressos de seus alunos e buscar outras propostas didáticas. Sugerimos os seguintes problemas do campo aditivo para o:  Mês de maio 1. O número de alunos matriculados nas 4as séries de uma escola era de 187 no mês de fevereiro. No final de maio esse número foi para 220. Em quanto alte- rou o número de alunos matriculados nessa escola, de fevereiro a maio? 2. Fátima foi contar a sua coleção de adesivos. No total são 95, sendo que 35 são do Garfield e 30 da Hello Kitty. Quantos são da Turma da Mônica? 3. No jogo do bafo, Renato iniciou com 109 figurinhas. Ganhou 18 figurinhas na primeira partida. No final do jogo contou novamente e percebeu que estava com 87 figurinhas. O que aconteceu da segunda partida até o final do jogo? 4. Marcela nasceu em 1999 e Carla, em 1995. Quem é a mais velha? Qual a di- ferença de idade entre as duas meninas? 28 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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     Mês deoutubro 1. Em fevereiro e agosto um professor de Educação Física costuma pesar os alunos. Em agosto ele verificou que o seu aluno Edson tinha 48 quilos. Sabendo-se que ele engordou 3 quilos, quanto pesava Edson em fevereiro? 2. Beto e André fazem coleção de selos. Juntos têm 136. Sabendo que Beto tem 49, quantos selos tem André? 3. No começo do mês de maio, Sérgio tinha no banco 320 reais que recebeu no primeiro mês de trabalho. Toda semana ele vai ao banco verificar o saldo de sua conta. Na segunda semana guardou 45 reais que recebeu de um amigo. No final do mês foi verificar novamente o saldo e viu que estava com 135 reais. O que aconteceu entre a terceira e a quarta semana? 4. Ana e Paula resolveram competir nadando durante 30 minutos, sem nenhuma parada. Ana conseguiu nadar 565 metros e Paula, 35 metros a mais. Quantos metros nadou Paula? Sugerimos os seguintes problemas do campo multiplicativo para o:  Mês de maio 1. João vai passar alguns dias na praia e está levando 7 bermudas e 12 camise- tas. Quantas combinações de bermudas e camisetas ele poderá fazer, sem haver repetição? 2. Pedro precisa azulejar uma parede e calculou que para cada fileira precisará de 12 azulejos e para cada coluna, 15. Quantos azulejos ele precisará provi- denciar? 3. Na barraca de frutas de seu Pedro, 12 laranjas custam 3 reais. Quanto Joana vai pagar por 36 laranjas? 4. Carlos tem 12 anos. Seu pai tem o triplo da idade dele. Quantos anos tem o pai de Carlos?  Mês de outubro 1. Numa lanchonete os sucos podem ser vendidos em 3 tamanhos de copo: pe- queno, médio e grande. Sabendo-se que há 15 combinações de suco e copos possíveis, sem que se repitam, quantos tipos de frutas estão disponíveis para fazer os sucos? 2. Em uma malha quadriculada distribuída pela professora há 25 quadradinhos em cada fileira e 23 em cada coluna. Quantos quadradinhos há nessa malha quadriculada? 3. Se uma caixa com 80 canetas custa 48 reais, quanto custarão 20 canetas? 4. No fim de semana, Márcio e André verificaram a quilometragem de seus car- ros. André fez o cálculo e observou que durante a semana andou a metade do que andou Márcio. Sabendo-se que Márcio andou 210 quilômetros nessa semana, quantos quilômetros percorreu André? Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 29
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    Pauta de ObservaçãoI 30 ESCRITA DE NÚMEROS – Data ____/____/____ EMEF _________________________________________________________ Turma: _____ Professor(a): _________________________ Série do Ciclo I ______   Escreve números Nome dos alunos Observações     menores que 100 de 100 a 1.000 maiores que 1.000 Legendas:  usando algarismos 1 sem relação com o número que foi ditado  TOTAL fazendo uso 2 A realização da sondagem fará sentido apenas no contexto da leitura e discussão dos seguintes referenciais teóricos: de “coringas” Parra, Cecília. Didática da Matemática: reflexões psicopedagógicas. Porto Alegre: Artmed, 2006. Cap. 5. 3 apoiando-se na fala Brizuela, Bárbara M. Desenvolvimento matemático na criança: explorando notações. Porto Alegre: Artmed, 2006. Cap. 2. Sem esta base teórica, esta sondagem pode ser pouco útil ou mesmo de difícil operacionalização. 4 convencionalmente  Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Pauta de ObservaçãoII RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS DO CAMPO ADITIVO – Data ____/____/____ EMEF _________________________________________________________ Turma: _____ Professor(a): _________________________ Série do Ciclo I ______ 2 - Composição com 3 - Transformação composta Problemas 1 - Transformação uma das partes 4 - Comparação Observações a conhecidas 1 transf. 2a transf. Nome Ideia Resultado Ideia Resultado Ideia Resultado Ideia Resultado Ideia Resultado Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I Legendas: A – Acerto NR – Não realizou AE – acertou a estratégia, mas se enganou na contagem/no cálculo 31
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    Pauta de observaçãoIII 32 RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS DO CAMPO MULTIPLICATIVO – Data ___/___/___ EMEF: ______________________________________________________ Turma: _____ Professor(a): _________________________ Série do Ciclo I ______ Problemas 1 - Combinatória 2 - Configuração 3 - Proporcionalidade 4 - Comparação Nome dos alunos retangular Observações ideia resultado ideia resultado ideia resultado ideia resultado Legendas: A – Acerto NR – Não realizou Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I AE – acertou a estratégia, mas se enganou na contagem/no cálculo
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    SITUAÇÕES QUE AROTINA DEVE CONTEMPLAR Língua Portuguesa Sugestão para a organização da rotina semanal Considerando-se os conteúdos tratados em cada uma das propostas e as pos- sibilidades de articulação entre elas, assim como as necessidades de aprendizagem dos alunos, sugerimos a seguinte ordenação para as propostas de trabalho e organiza- ção da rotina: a. projeto “Uma lenda, duas lendas, tantas lendas...” – três vezes por semana no primeiro semestre; b. projeto “Universo ao meu redor” – três vezes por semana no segundo semes- tre; c. sequência didática “Caminhos do verde” – uma vez por semana no primeiro se- mestre; d. sequência didática “Lendo notícias para ler o mundo” – uma vez por semana no segundo semestre; e. sequência didática “Estudo de pontuação” – uma vez por semana; f. sequência didática “Estudo da ortografia”: palavras terminadas em -ISSE/-ICE e palavras terminadas em -ANSA/-ANÇA – uma vez por semana. Evidentemente, há outras possibilidades de organização dessa rotina ao longo da semana e do ano, porém é preciso levar em conta os objetivos de cada um dos projetos e das sequências didáticas e os desafios que os alunos precisarão enfrentar diante de cada uma das propostas. Parece-nos mais coerente que as modalidades organizativas sejam distribuídas ao longo da semana, de modo que os alunos tenham a oportunidade de conviver com a variedade de textos sugeridos. Além do mais, não seria produtivo organizar o traba- lho com os dois projetos em um único semestre, pois são muitas as tarefas que tanto o professor quanto o aluno precisarão realizar. Considerando que o projeto didático “Universo ao meu redor” e a sequência di- dática “Caminhos do verde” se organizam a partir de textos que tratam de questões ambientais, o mais adequado é que sejam distribuídos entre os dois semestres. Reco- mendamos iniciar pela sequência “Os caminhos do verde”, pois permite ao professor dispor de mais tempo para planejar um passeio ao Jardim Botânico, opção interessan- te e um dos conteúdos tratados na sequência. Também para lidar com a distribuição do tempo e melhor organização do tra- balho semanal, sugerimos que o professor intercale a sequência de pontuação e ortografia. Uma semana se trabalha com a pontuação e a outra com a ortografia, ou o inverso. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 33
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    Quadro da rotina 2a-feira 3a-feira 4a-feira 5a-feira 6a-feira Matemática Sugestão para a organização da rotina semanal Ao planejar a rotina de Matemática, é preciso prever situações didáticas em que se contemplem os cinco blocos de conteúdos, quais sejam: números, operações, gran- dezas e medidas, espaço e forma e tratamento da informação. Reitera-se, assim, a necessidade de organizar situações didáticas em que os alunos:  produzam e interpretem números naturais e decimais presentes em situações de uso;  resolvam problemas dos campos aditivo e multiplicativo;  tenham oportunidades de utilizar o cálculo mental, a estimativa e, ainda, o cál- culo com algoritmos convencionais;  possam refletir e utilizar diferentes unidades de medidas;  precisem observar a localização e o deslocamento de pessoas e objetos no espaço real e virtual, descrever percursos utilizando-se de uma linguagem pró- pria para esse propósito, observar e explorar as características das formas dos objetos e das figuras geométricas;  produzam e interpretem tabelas e gráficos sempre dentro de uma situação- -problema. 34 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Na primeira semanade aula, é importante fazer um levantamento do que os alu- nos sabem sobre cada um desses conteúdos. Organize, por exemplo, uma roda de conversa perguntando sobre de que atividades matemáticas gostam mais, em quais têm mais dificuldades e, também, trazendo jornais, revistas ou qualquer material im- presso em que precisem ler as informações numéricas, quer seja em uma manchete, um gráfico, uma tabela. Você ainda pode propor fazer uma visita aos espaços da esco- la para que alunos novos a conheçam; para isso, poderá solicitar aos que já conhecem o espaço que escrevam em um papel orientações de como chegar a um determinado lugar do prédio, algo semelhante à brincadeira “Caça ao tesouro”. Também, em outro dia, podem-se planejar situações de jogos para verificar como e quais procedimentos utilizam para realizar cálculos, e assim por diante. Cartas de baralho, dados e palitos coloridos podem ajudar. Dessa forma, você poderá ter a primeira informação sobre os conhecimentos matemáticos de seus alunos. O planejamento da rotina deve ter como referência as demandas de aprendiza- gem mapeadas por meio das sondagens propostas e do registro de observações do desempenho dos alunos. Esse roteiro poderá ser reorganizado ao longo do ano, depen- dendo dos avanços e dificuldades dos alunos. No entanto, segue uma sugestão inicial de distribuição das atividades contem- plando os diferentes blocos de conteúdos durante a semana. Assim, inicialmente as atividades de interpretação e produção de números, ex- ploração de regularidades, comparação e ordenação de números, bem como de inves- tigação de valor posicional, podem ser realizadas duas vezes na semana. Além das atividades com números naturais, nesse volume está presente o tra- balho com números racionais nas formas fracionária e decimal. Desse modo, além de continuar propondo atividades de reflexão sobre os números naturais, é preciso organi- zar situações em que os alunos observem o uso cotidiano dos racionais e comecem a refletir sobre a sua organização e regularidade. Nesse sentido, eles utilizarão o conhe- cimento que têm para avançar na ampliação do campo numérico. Para isso, propomos o recurso da utilização da calculadora como mais um instrumento para se colocar pro- blemas e para análise das produções escritas numéricas. Quanto às atividades de cálculo, podem ser organizadas duas vezes na semana. É interessante que no início do ano se privilegiem as situações de resolução de proble- mas no campo aditivo e, à medida que as crianças avancem na compreensão dessas ideias, se incluam as atividades do campo multiplicativo. Elas devem ser realizadas para que os alunos continuem ampliando a compreensão dos significados das opera- ções envolvidas (aditivas e multiplicativas). Para isso, as situações serão organizadas de modo que eles façam conjecturas sobre as diferentes maneiras de se obter um resultado – usando cálculo mental, estimativa, algoritmos convencionais e não con- vencionais – e analisem as suas estratégias e a dos colegas, compartilhando as dife- rentes ideias e procedimentos. Vale recomendar que não se pode esquecer de incluir atividades que utilizem a subtração e a divisão. O trabalho com grandezas e medidas poderá ser realizado uma vez por semana. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 35
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    Neste material sãopropostas situações-problema do cotidiano para que os alunos compreendam como se dá a sucessão do tempo – como se organizam e se utilizam os instrumentos sociais de medida de tempo (calendário, relógio) e em que situações se usam as diferentes medidas (massa, comprimento, capacidade e temperatura), relacio- nando-os com os respectivos instrumentos de medição. E, obviamente, resolver proble- mas abrangendo grandezas e medidas. Destacam-se ainda estudos sobre perímetro e área, tão presentes no cotidiano – portanto, conhecimentos necessários aos alunos. Geometria – espaço e forma é um conteúdo possível de trabalhar desde o início do ano, como se pode observar nas atividades propostas neste material. É interes- sante que se reserve uma aula por semana, alternando as atividades entre espaço e forma. As atividades desse bloco visam propor experiências de localização e desloca- mento de pessoas e objetos no espaço, descrevendo-os com uma linguagem que con- sidere pontos de referência e corresponda às demandas para isso, além de situações em que os alunos tenham a oportunidade de observar diferentes corpos geométricos e refletir sobre suas propriedades. As atividades sobre o tratamento de informação também poderão estar presen- tes uma vez por semana, com a finalidade de fazer os alunos construírem procedimen- tos para coletar, organizar, interpretar e comunicar dados, utilizando tabelas, gráficos etc. Esse conteúdo, no entanto, estará presente de maneira transversal em diferentes situações-problema referentes aos demais conteúdos da área de matemática. É importante ressaltar que há propostas que precisam seguir determinada se- quência. Outras atividades, por terem um caráter que exige frequência constante, são sugestões que poderão ser propostas tais como estão e poderão adotar nova versão, modificando-se, por exemplo, os dados, a complexidade dos números etc. Não se es- queça de planejar atividades que poderão ser propostas a título de lição de casa. Es- sas tarefas poderão ser de exercitação de cálculos, realização de situações-problema de complexidade menor, enfim, atividades que os alunos possam realizar com autono- mia e que não precisem depender de um adulto para auxiliá-los. Quadro da rotina 2a-feira 3a-feira 4a-feira 5a-feira 6a-feira Matemática Matemática Matemática Matemática Matemática Cálculo e Números naturais Cálculo e Números naturais Espaço e forma operações no Tratamento de operações no Grandezas e Números racionais campo aditivo ou Informação campo aditivo ou medidas multiplicativo multiplicativo 36 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividades de Língua Portuguesa Guiade Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 37
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    PROJETO DIDÁTICO “UMALENDA, DUAS LENDAS, TANTAS LENDAS...” O objetivo maior de um projeto sobre lendas é ampliar a capacidade dos alunos no uso das práticas de linguagem, de modo que se tornem cada vez mais competen- tes na oralidade, leitura e escrita. Vale lembrar também que, ao conhecer e apreciar lendas, os alunos podem com- preender melhor a sua e outras culturas, o que favorece o respeito às diferenças. Para que isso se dê, é importante garantir a realização de sequências didáticas, bem como atividades permanentes, tais como a “Roda de leitura”. Nesse caso, é inte- ressante que haja momentos específicos para a leitura do professor e outros, também na escola, para a leitura dos alunos, situações em que poderão escolher qual lenda lerão entre várias oferecidas. A “Roda de biblioteca”, ocasião em que devem levar um livro para ler em casa e devolvê-lo em data combinada, também é importante para garantir a prática da leitura. No desenvolvimento das atividades, a discussão temática das lendas – articulan- do aos textos informações sobre sua origem, região de circulação e personagens – é fundamental para a recuperação do contexto de produção das mesmas e, em espe- cial, dos sentidos que veiculam. Além disso, é importante que o planejamento das atividades fique claro para os alunos, de modo que eles possam compreender tanto os conteúdos com os quais vão lidar no projeto, quanto quais serão as suas responsabilidades em cada etapa do mesmo. Para saber mais As lendas são de autoria anônima, transmitidas pela tradição oral através dos tempos. Lidam com problemas humanos universais, em que o homem tenta com- preender e explicar os mistérios do universo tecendo tramas narrativas. Assim, as lendas foram criadas por homens de diferentes tempos e lugares como uma maneira de explicar o que não conheciam, como o surgimento da Terra, o dia e a noite e outros fenômenos da natureza. Nesse gênero, o bem e o mal se confundem, assim como o humano e o fan- tástico. Daí o aparecimento de monstros, heróis, deuses e vários seres imaginários que misturam fatos reais e históricos com outros, irreais, produtos da imaginação. 38 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    ORGANIZAÇÃO DA SEQUÊNCIADE TR ABALHO Sugerimos uma coletânea de lendas preferidas da classe como produto final para este projeto. É interessante providenciar um cartaz a ser construído coletivamente para anotar o título de cada nova lenda lida no grupo. Essa listagem-inventário será útil no momento de escolher as lendas que serão selecionadas para formar a coletâ- nea da classe. No entanto, o professor tem outras opções, como: gravar lendas lidas em um CD e presentear pessoas da comunidade ou ainda preparar uma apresentação de lendas para outra turma ou para os pais, as quais podem ser lidas ou contadas pelos alunos. Considerando e ampliando os propósitos já descritos, este projeto tem duração prevista de quatro meses letivos, considerando-se duas aulas semanais. Está organi- zado em momentos específicos, os quais podem compreender mais de uma atividade, por estarem vinculadas a um mesmo objetivo. São elas: 1. Levantamento dos conhecimentos prévios dos alunos. 2. Compartilhamento do projeto com a classe. 3. Ampliação do repertório dos alunos a respeito das lendas. 4. Atividades de apreciação e reflexão sobre a língua a partir de lendas. 5. Atividades de produção escrita. 6. Atividades de revisão de texto. 7. Atividades de edição do material produzido (incluindo-se o estudo e a produ- ção das ilustrações). 8. Encerramento do projeto. Ao fazer o levantamento dos conhecimentos prévios dos alunos é possível saber quais são os conhecimentos que eles já têm sobre o gênero lendas. É importante que, ao longo do trabalho, você continue levantando e avaliando o que os alunos já apren- deram e em que deverá investir nas situações didáticas posteriores. Para que o proje- to tenha sentido e propósito, os alunos devem compartilhar dos objetivos e fundamen- tos que o justificam. Assim, compartilhar o projeto com o grupo implica socializar com os alunos a proposta desse projeto, bem como suas etapas de realização e tarefas necessárias para se chegar ao produto final escolhido. Sabendo-se quais são os conhecimentos que os alunos têm sobre o gênero e tendo partilhado o trabalho com eles, é importante ampliar o repertório que possuem sobre as lendas. Nesse momento, invista em seu universo literário, lendo para eles lendas de diferentes épocas e lugares. No entanto, optamos pelas lendas brasileiras como foco principal do trabalho em leitura e escrita, por permitirem que os alunos co- nheçam melhor os traços de sua cultura e origens. É importante lembrar que, embora seja necessário dar a conhecer aos alunos várias lendas já no início do trabalho, tam- bém é preciso fazê-lo ao longo das aulas, promovendo a leitura de lendas no início e durante o projeto. As atividades de apreciação e reflexão sobre a língua a partir de lendas têm o obje- tivo de tornar observáveis aos alunos os elementos que caracterizam o gênero lendas, Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 39
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    isto é, promovera identificação de semelhanças e diferenças que definem as lendas tal como são. Além disso, essas atividades também pretendem tornar-se situações de apreciação de textos bem escritos, em que os alunos possam identificar os acertos do escritor ao escolher determinados recursos linguísticos. Nos momentos de produção escrita pretende-se que os alunos observem como procedem os escritores durante as situações de escrita. Assim, cabe a você ajudá-los a se organizar para a escrita de textos, apontando-lhes as características da lingua- gem que se usa para escrever e ajudando-os a controlar o que já escreveram, bem como o que ainda falta. Entendendo-se que as etapas descritas não precisam ser necessariamente es- tanques e podem integrar-se para atingir os objetivos maiores de um projeto de lin- guagem, optou-se aqui por vincular, em alguns momentos, atividades de ampliação do repertório de lendas, possibilidades de reflexão sobre a língua e situações de produ- ção escrita circunstanciais, a fim de atingir metas mais amplas numa mesma situação didática. Os momentos de revisão do texto podem ocorrer durante a escrita dos mesmos, mas é interessante promover também situações posteriores de revisão, em que as crianças possam distanciar-se do que escreveram, alternando as condições de pro- dutor da escrita e leitor. Para que a revisão seja produtiva é preciso eleger focos es- pecíficos, uma vez que os alunos não têm condições de examinar e aprimorar várias questões ao mesmo tempo. Assim, pode-se escolher, por exemplo, focar a revisão ora no discurso escrito, ora nas questões de ortografia, pontuação e paragrafação. Vale também lembrar que, para auxiliar os alunos a desenvolver bons procedimentos de revisão de texto, a natureza dessa tarefa exige que ela se dê em vários e diferentes momentos, bem como com diversos textos. Feito isso, é hora de passar para a edição do material produzido, visando sempre à conclusão do produto final escolhido. Nessa etapa os alunos devem observar porta- dores como o que elegeram para ser o produto final, analisando como se organizam graficamente, como são ilustrados, que informações contêm além do texto, com que formatos se apresentam. O encerramento do projeto se dá quando da socialização do produto final com os destinatários previamente determinados. No caso de uma apresentação, faz-se neces- sário preparar o espaço em que esta se dará, organizando recursos e materiais, além de ajudar os alunos a se preparar para as exposições orais que porventura venham a realizar. Observar e estudar como outras pessoas se apresentam oralmente pode aju- dar os alunos a se predispor e antecipar como, também eles, devem proceder. 40 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    ORGANIZAÇÃO GER ALDA SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES (considerando-se 32 aulas, distribuídas em quatro meses de trabalho) Etapa Atividade 1 Levantando conhecimentos prévios Atividade 1: Para início de conversa. sobre o gênero 2 Compartilhando o projeto Atividade 2: Compartilhando o projeto e organizando o trabalho. 3 Ampliando os saberes sobre lendas Atividade 3A: Conhecendo um pouco mais as lendas (1). Atividade 3B: Conhecendo um pouco mais as lendas (2). Atividade 3C: Ampliando o repertório de lendas. Atividade 3D: Roda de leitura. Atividade 3E: Lendas de outros tempos e lugares. Atividade 3F: As lendas e o fantástico universo indígena. Atividade 3G: Nova roda de leitura. Atividade 3H: Comparando versões de uma lenda. Atividade 3I: Mais uma roda de leitura. Atividade 3J: Analisando aspectos linguísticos das lendas. Atividade 3K: Analisando o discurso nas lendas. 4 Selecionando as lendas, Atividade 4A: Reescrevendo coletivamente reescrevendo-as e revisando uma lenda. os textos Atividade 4B: Reescrevendo trechos de uma lenda. Atividade 4C: Selecionando as lendas para serem reescritas, planejando a reescrita e reescrevendo-as. Atividade 4D: Revisando as lendas e editorando-as. 5 Edição e preparação final da Atividade 5A: Produzindo as ilustrações. coletânea Atividade 5B: Organizando a coletânea. Atividade 5C: Preparando a apresentação oral da lenda. 6 Avaliação final do trabalho Atividade 6: Avaliação final do trabalho. desenvolvido Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 41
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    ETAPA 1: LEVANTANDOCONHECIMENTOS PRÉVIOS SOBRE O GÊNERO ATIVIDADE 1: PARA INÍCIO DE CONVERSA Objetivo  Levantar os conhecimentos prévios dos alunos sobre lendas. Planejamento  Como organizar os alunos? A atividade é coletiva, e é interessante promover um ambiente acolhedor para a leitura do texto.  Quais os materiais necessários? Texto que será lido – cópia para todos os alu- nos da folha de Atividade 1.  Qual é a duração? Cerca de 40 minutos. Encaminhamento  Proponha aos alunos que façam a leitura compartilhada do texto que você vai ler. Isso significa que eles deverão ler, silenciosamente e em seu material, o mesmo texto que você lerá em voz alta.  Lembre-se que seu objetivo nesse momento deve ser “convidar” os alunos à leitura de uma lenda e, para que possam ter prazer em ouvi-la e apreciá-la, é importante que você se prepare anteriormente para que possa encantá-los, e assim ler fluentemente, em bom volume e com entonação adequada.  Terminada a leitura, inicie uma roda de conversa, perguntando-lhes se: J conheciam ou não essa história; J conhecem uma outra versão dessa história; J sabem que tipo de história é (observe se vão reconhecê-la como uma lenda); J conhecem outras lendas; J sabem algo sobre esse gênero.  Caso os alunos desconheçam esse gênero, é interessante não fazer uma ex- posição inicial a respeito, mas ajudá-los a observar o que caracteriza esse tipo de texto. Analise com eles: J qual é o tema da história; J que fenômeno explica; J como o explica: científica ou fantasticamente; J como organiza essa explicação: que elementos da natureza estão presen- tes, quem são as personagens, o que fazem na história, a que conclusão a narrativa conduz o leitor. 42 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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     Após essadiscussão, comente com eles a origem dessa lenda, nomeando-a como tal. Trata-se de uma lenda venezuelana, que pertence à tradição indígena dos waraos, que vivem na região Leste da Venezuela, no delta do rio Orinoco. Explique-lhes que ubá é um tipo de canoa indígena.  Ajude os alunos a elencar as características desse gênero, chamando sua atenção para o fato de que está ligada ao surgimento do dia e da noite, perso- nificados pelo sol e a lua. ATIVIDADE 1: PARA INÍCIO DE CONVERSA Atividade do aluno NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ Acompanhe com atenção a leitura do texto que seu professor fará. O DONO DA LUZ No princípio, todo mundo vivia nas trevas. Os waraos procuravam o que comer na escuridão, e a única luz que conheciam provinha do fogo que obtinham da madeira. Não existiam então nem o dia nem a noite. Um dia, um homem que possuía duas filhas ficou sabendo que existia um jo- vem que era dono da luz. Então, chamou a filha mais velha e disse-lhe: – Vá até onde se encontra o jovem dono da luz e traga-o para mim. Ela fez sua trouxa e partiu. Mas encontrou pela frente muitos caminhos e aca- bou tomando um que a levou até a casa do veado. Ali conheceu o animal e acabou se distraindo a brincar com ele. Em seguida, voltou à casa do pai, porém sem trazer a luz. Então o pai decidiu enviar a filha mais nova. – Vá até onde se encontra o jovem dono da luz e traga-o para mim. A jovem tomou o caminho certo e, depois de muito andar, chegou à casa do dono da luz e disse-lhe: – Vim para conhecê-lo, ficar um pouco com você e obter a luz para meu pai. O dono da luz lhe respondeu: – Eu já esperava por você. Agora que chegou, viverá comigo. Então o jovem pegou um baú de junco que tinha a seu lado e, com muito cui- dado, abriu-o. A luz iluminou imediatamente seus braços e seus dentes bran- cos. Iluminou também os cabelos e os olhos negros da jovem. Foi assim que ela descobriu a luz. O jovem, depois de mostrar a luz à moça, voltou a guardá-la. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 43
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    Atividade do aluno Todos os dias, o dono da luz a tirava do baú para que se fizesse a claridade e ele pudesse se distrair com a jovem. E assim foi passando o tempo. Até que a moça se lembrou de que tinha de voltar para casa e levar ao pai a luz que viera buscar. O dono da luz, que já tinha ficado amigo da moça, deu a ela, de presente, a luz. – Tome a luz, leve-a para você. Assim poderá ver tudo. A jovem regressou à casa do pai e entregou-lhe a luz fechada no baú de jun- co. O pai pegou o baú, abriu-o e pendurou-o num dos paus que sustentavam a palafita em que moravam. De imediato, os raios de luz iluminaram a água do rio, as folhas dos mangues e os frutos do cajueiro. Quando, nos vários povoados do delta do rio Orinoco, espalhou-se a notícia de que existia uma família que possuía a luz, os waraos começaram a vir conhecê-la. Chegaram em suas ubás do rio Araguabisi, do rio Mánamo e do rio Amacuro. Eram ubás e mais ubás, cheias de gente e mais gente. Até que chegou um momento em que a palafita já não podia aguentar o peso de tanta gente maravilhada com a luz. E ninguém ia embora, pois ninguém queria continuar vivendo na escuridão, já que com a claridade a vida era mui- to mais agradável. Por fim, o pai das moças não pôde mais suportar tanta gente dentro e fora de sua casa. – Vou pôr um fim nisto – disse. – Todos querem a luz? Pois lá vai ela! E com um soco quebrou o baú e atirou a luz ao céu. O corpo da luz voou para o leste, e o baú, para o oeste. Do corpo da luz fez-se o sol, e do baú em que ela estava guardada surgiu a lua, cada um de um lado. Mas, como eles ainda estavam sob o impulso da força do braço que as lança- ra longe, sol e lua andavam muito rápido. O dia e a noite eram, assim, muito curtos, e a cada instante amanhecia e anoitecia. Então o pai disse à filha mais nova: – Traga-me uma tartaruga. Quando a tartaruga chegou às suas mãos, esperou que o sol estivesse sobre sua cabeça e lançou-a a ele, dizendo-lhe: – Tome esta tartaruga. É sua, é um presente que lhe dou. Espere por ela. A partir desse momento, o sol ficou esperando a tartaruguinha. E, no dia se- guinte, ao amanhecer, viu-se que o sol caminhava lentamente, como a tarta- ruga, exatamente como anda hoje em dia, iluminando até que a noite chegue. (Fonte: Como surgiram os seres e as coisas, Coedição latino-americana, 1987.) Agora, converse com seus colegas:  Vocês já conheciam essa história ou outra parecida com essa?  Qual é o tema dessa história?  Como ela explica o surgimento do dia e da noite?  Essa é uma explicação científica ou fantástica? 44 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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     Quem sãoos personagens que a compõem?  Onde se passa toda a trama?  Por que você acha que os venzuelanos contavam essa história uns aos outros?  Você já ouviu falar na palavra LENDA? Sabe o que significa? ETAPA 2: COMPARTILHANDO O PROJETO ATIVIDADE 2: COMPARTILHANDO O PROJETO E ORGANIZANDO O TRABALHO Objetivos  Conhecer o projeto que será desenvolvido na classe, bem como a maneira pela qual o trabalho será desenvolvido.  Planejar as ações que serão realizadas. Planejamento  Como organizar os alunos? A atividade será realizada coletivamente.  Quais os materiais necessários? Lousa, para anotar as etapas combinadas co- letivamente. É interessante copiá-las depois em um cartaz que possa ser afi - xado na classe, ao qual se possa retornar para conferir em que momento do projeto se encontram.  Qual é a duração? Cerca de 40 minutos. Encaminhamento  Solicite aos alunos que se sentem em círculo, pois vocês farão uma roda de conversa.  Retome com eles as conversas a esse respeito tidas até então, procurando en- volvê-los no desenvolvimento do projeto. Explique que o projeto desse semes- tre será sobre LENDAS, como o texto que leram na aula anterior, e apresente o título do mesmo: “Uma lenda, duas lendas, tantas lendas...”.  Vocês têm várias opções para a escolha do produto final. Entretanto, aqui su- gerimos uma coletânea das lendas preferidas pelo grupo, as quais serão rees- critas e depois socializadas com a comunidade.  Apresente para os alunos o projeto que será desenvolvido, indicando: J título do projeto: “Uma lenda, duas lendas, tantas lendas...”; J produto final: elaboração de uma coletânea de lendas – que serão reescri- tas –, escolhidas entre aquelas de que a classe mais gostar. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 45
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     Depois deapresentar o projeto, pergunte-lhes o que precisarão estudar para poder elaborar o produto final. Oriente-os para que cheguem a alguns conteú- dos fundamentais: J precisarão saber o que é uma coletânea e como se organiza; J precisarão conhecer melhor as lendas para poder reescrevê-las de modo que fiquem bem interessantes para o leitor; J precisarão conhecer muitas lendas para poder escolher as que a classe mais gostar; J precisarão estudar como um livro pode ser organizado, para elaborarem um que todos queiram ler.  Registre os aspectos principais da discussão na lousa. Pergunte-lhes de que maneira acham que podem aprender sobre todos os aspectos que indicaram e anote as sugestões. Incorpore as sugestões na rotina programada para o de- senvolvimento do projeto.  Planeje e organize com os alunos as possíveis etapas de trabalho: J definição do produto final considerando o destinatário do mesmo; J levantamento de possíveis fontes para conhecer melhor as lendas; lembre- -os de que poderão contar com a comunidade para isso; J leitura de lendas diversas para poder escolher aquelas que irão para a cole- tânea; J escolha das lendas a serem reescritas; J reescrita das lendas; J revisão dos textos, para que todos possam ser lidos e compreendidos por qualquer pessoa; J organização e edição da coletânea; J apresentação do trabalho (a coletânea poderá circular entre as classes, na forma de intercâmbio, ou entre as casas dos alunos, para que possam ser compartilhadas também com suas famílias).  Explique, ainda, que esse projeto vai envolver atividades de vários tipos: leitura de textos feita pelo professor; roda de leitura, na qual eles apresentarão len- das que escolherem do acervo pessoal ou da sala de leitura da escola; ativi- dades para reescrita de lendas; atividades para aprender a respeito da origem das lendas ao longo da história. 46 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    ETAPA 3: AMPLIANDOOS SABERES SOBRE LENDAS ATIVIDADE 3A: CONHECENDO UM POUCO MAIS AS LENDAS (1) Objetivos  Ampliar conhecimento prévio sobre o gênero, discutindo sua definição e as di- ferentes origens.  Ampliar o repertório de lendas. Planejamento  Como organizar os alunos? A atividade será realizada coletivamente, com so- cialização de discussões ao final, para sistematização de conhecimentos.  Quais os materiais necessários? Textos a serem lidos, que constam das folhas da Atividade 3A.  Qual é a duração? Duas aulas de 40 minutos. Encaminhamento  Converse com os alunos para apresentação das finalidades da atividade.  Oriente-os para que abram seu livro na página correspondente à Atividade 3A e façam a leitura compartilhada de cada uma das lendas apresentadas, acompa- nhando a leitura do professor  Leia com os alunos a lenda “Santo Tomás e o boi que voava”.  Depois, leia a lenda “Beowulf e o dragão”. Solicite que os alunos acompanhem a leitura. Aproveite para estabelecer relações com o filme (A lenda de Beowulf), lançado no começo de 2008. Pesquise sobre os atores, tire cópias de propa- gandas de lançamento publicadas no jornal, por exemplo.  Para terminar, leia “A lenda da vitória-régia”.  A cada leitura, recupere o contexto de produção das diferentes lendas, comen- tando com os alunos algumas informações: J “Santo Tomás e o boi que voava”: lenda que remonta aos primeiros sécu- los do Cristianismo, quando estas tinham a finalidade de relatar a vida dos santos ou mártires, de modo a oferecer bons exemplos de vida para as pes- soas. Sua origem é latina (europeia). Trata-se de uma lenda do tipo religioso. J “Beowulf e o dragão”: lenda do povo dinamarquês, na qual um herói – Beowulf – salva a população de dragões assassinos. É uma lenda do tipo em que o herói é pessoa da comunidade, bravo, corajoso, que enfrenta perigos para Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 47
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    salvar esse povo,tornando-se herói nacional. À diferença dos contos de fa- das, o interesse do herói não é o bem-estar da princesa, mas de um povo todo. Machado (1994) informa que Beowulf é um herói típico das culturas primitivas, daqueles que saíam pelo mundo enfrentando perigos e matando monstros. A origem dessa lenda é nórdica e é do tipo extraordinário ou so- brenatural. J “A lenda da vitória-régia”: trata-se de lenda indígena que explica o surgimen- to da vitória-régia. As lendas indígenas, em geral, são muito próximas do mito, por explicarem aspectos da criação do mundo. Trata-se de uma lenda naturalista.  Na lousa, vá anotando os comentários relevantes sobre cada uma das lendas, chamando a atenção dos alunos para que observem: J a que época essa lenda se refere; J qual povo a conta; J qual seria a finalidade da lenda.  Peça que anotem, no quadro correspondente, as observações socializadas co- letivamente, pois elas serão necessárias na aula seguinte. SANTO TOMÁS E O BEOWULF E A LENDA DA BOI QUE VOAVA O DRAGÃO VITÓRIA-RÉGIA Época a qual se refere Origem Propósito ATIVIDADE 3A: CONHECENDO UM POUCO Atividade do aluno MAIS AS LENDAS (1) NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Acompanhe a leitura que seu professor fará da lenda intitulada “Santo Tomás e o boi que voava”. Sabendo que é uma lenda e conhecendo o seu título, de que você acha que esse texto tratará? Converse com seu professor e demais colegas a esse respeito. 48 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno SANTO TOMÁS E O BOI QUE VOAVA Contam os fastos da ordem de São Domingos que, achando-se Santo Tomás de Aquino na sua cela, no convento de São Jacques, curvado sobre obscuros manuscritos medievais, ali entrou, de repente, um frade folgazão, que foi ex- clamando com escândalo: – Vinde ver, irmão Tomás, vinde ver um boi voando! Tranquilamente, o grande doutor da igreja ergueu-se do seu banco. Deixou a cela e, vindo para o átrio do mosteiro, pôs-se a olhar o céu, protegendo os olhos com as mãos. Ao vê-lo assim, o frade jovial desatou a rir com estrondo. – Ora, irmão Tomás, então sois tão crédulo a ponto de acreditardes que um boi pudesse voar? – Por que não, meu amigo? – tornou o santo. E com a mesma singeleza, fora da sabedoria: – Eu preferi admitir que um boi voasse a acreditar que um reli- gioso pudesse mentir. (Machado, Irene. Literatura e redação. São Paulo: Scipione, 1994. p. 97.) 2. Converse com seu professor e demais colegas sobre as seguintes questões:  Essa lenda se parece com as lendas que você conhecia? Em quê? Explique.  De que época você acha que é essa lenda?  Qual você acha que é a finalidade dela? 3. Agora, acompanhe a leitura que seu professor fará de outra lenda, intitulada “Beowulf e o dragão”. Comente com seus colegas: Você já ouviu falar nessa lenda? Quando? Co- nhece a história? Acompanhe a leitura a partir do texto apresentado a seguir. BEOWULF E O DRAGÃO Havia um rei dinamarquês que era valente na guerra e sábio nos tempos de paz. Vivia num castelo esplêndido. Recebia muitos convites e dava festas ma- ravilhosas. Mas tudo isso era bom demais para durar eternamente. Um dia, no final de uma festa, todos ouviram um ruído estranho. Era o dragão Grandel, que saíra do lago e entrara no castelo. Engoliu o primeiro homem que encontrou e gostou tanto do sangue humano que atacou muitos outros. Deixou um rastro vermelho como marca de sua passagem. Desse dia em diante, a vida no castelo mudou completamente. O terrível Grandel aparecia todas as noites, matava os homens, bebendo seu sangue, e carregava o corpo para o lago. Nem mesmo os guerreiros mais fortes conseguiam vencê-lo, e o castelo aca- bou sendo abandonado. Depois de doze anos, esta história chegou aos ouvidos de Beowulf, um ca- valeiro jovem e corajoso, capaz de vencer trinta homens ao mesmo tempo. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 49
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    Atividade do aluno Quando soube da desgraça que tinha se abatido sobre os súditos do rei dina- marquês, ficou comovido e não pensou duas vezes. Escolheu catorze comba- tentes e partiu para a Dinamarca. – Quem é você? – perguntou-lhe o rei. – Sou Beowulf, viemos libertá-lo do terrível Grandel. O rei sentiu o coração encher-se de esperança. Deu uma grande festa. Enquanto todos celebravam, um estranho assobio atravessou o castelo. As portas de ferro caíram por terra e o terrível Grandel entrou pela sala. Os olhos brilhavam, a boca cuspia fogo e as garras eram espadas que rasga- vam o chão. Mas antes que ele conseguisse engolir um guerreiro, sentiu uma dor insuportável. Beowulf havia se lançado na direção do dragão e apertava sua garganta com uma força igual a de trinta homens. Grandel se retorceu, urrou, mas não con- seguiu se soltar. Foi empurrado por Beowulf até o lago e morreu. O rei agradeceu ao herói e a vida voltou para o castelo. Mas no fundo do lago, uma velha feiticeira, a mãe de Grandel, resolveu vingar a morte de seu filho. Penetrou na grande sala do castelo e aprisionou o conselheiro do rei. – Caro Beowulf – disse o rei –, preciso novamente de sua ajuda. Nesse mesmo dia, Beowulf e o rei montaram a cavalo e foram até o lago. Boiando sobre as águas, estava a cabeça ensanguentada do conselheiro. Beowulf mergulhou imediatamente, até que chegou no antro dos monstros. Viu uma mulher horrorosa sentada em cima de ossadas humanas. Era a mãe de Grandel. A bruxa se atirou sobre ele. Beowulf foi mais rápido. Sua espada cortou a garganta da velha. Mas ela continuou a atacá-lo. Nisso, o cavaleiro avistou uma espada gigantesca. Agarrou-a e arrancou a cabeça da velha. Foi só então que ele viu, ao lado, o corpo monstruoso de Grandel. Beowulf também lhe cortou a cabeça e carregou-a até a superfície. Mas depois que Beowulf libertou a Dinamarca desse monstro sinistro, sentiu muitas saudades de seu próprio país. Seu tio havia acabado de morrer. E como ele era o único herdeiro, foi coroado rei. Governou durante cinquenta anos com sabedoria e justiça. Foi quando novamente recebeu notícias de que um dragão incendiava a Dinamar- ca. Não perdeu tempo. Convocou sua tropa e viajou para enfrentar o monstro. O animal o esperava. De sua garganta saíam chamas envenenadas e uma fumaça verde. Os cavaleiros de Beowulf apavoraram-se e fugiram; Beowulf viu-se só diante do monstro. Mas havia alguém a seu lado: Wiglaf, o mais jo- vem dos homens de sua tropa. Esquecendo-se da espada, Beowulf atacou o dragão com tanta força que nem parecia que havia envelhecido. O monstro grunhiu e o sangue escorreu do ferimento de sua garganta. Mesmo assim Beowulf foi atingi-lo com o golpe mortal e percebeu que sua espada havia se partido ao meio. 50 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno Estava condenado. Então ouviu uma voz: – Estou a seu lado, meu rei. Era Wiglaf, que imediatamente atacou o dragão, ferindo-o mortalmente. O dragão estendeu a pata e atingiu o rei com suas garras venenosas. Beowulf sentiu o veneno penetrar nas profundezas de seu corpo. Antes que a vida o deixasse, disse: – Eu te nomeio rei, fiel Wiglaf. E como prova disso, aqui está o meu anel. Estas foram as últimas palavras do célebre matador de dragões, Beowulf. Ele morreu tranquilo, porque sabia que seu sucessor era o mais corajoso de todos os homens, o melhor de todos os guerreiros, e que reinaria com justiça, trazendo felicidade a seu povo. (Machado, Irene. Literatura e redação. São Paulo: Scipione, 1994. p. 99-100.) 4. Converse com seu professor e demais colegas sobre as seguintes questões:  Essa lenda é mais parecida com as que você já conhecia? Em quê? Explique.  Em que essa lenda se parece com a que foi lida antes?  De que época você acha que é essa lenda?  De onde vem essa lenda? De que povo?  Qual você acha que é a finalidade dessa lenda? 5. Agora, acompanhe a leitura da “Lenda da vitória-régia”. Comente com seus colegas e professor: Você já conhece essa lenda? De que ela trata? A LENDA DA VITÓRIA-RÉGIA A enorme folha boiava nas águas do rio. Era tão grande que, se quisesse, o curumim que a contemplava poderia fazer dela um barco. Ele era miudinho, nascera numa noite de grande temporal. A primeira luz que seus pequeninos olhos contemplaram foi o clarão azul de um forte raio, aquele que derrubara a grande seringueira, cujo tronco dilacerado até hoje ainda lá estava. “Se alguém deve cortá-la, então será meu filho, que nasceu hoje”, falou o caci- que ao vê-la tombada depois da procela. Ele será forte e veloz como o raio e, como este, ele deverá cortá-la para fazer o ubá com que lutará e vencerá a torrente dos grandes rios...” Talvez, por isso, aquele curumim tão pequenino já se sentisse tão corajoso e capaz de enfrentar, sozinho, os perigos da selva amazônica. Ele ca- minhava horas, ao léu, cortando cipós, caçando pequenos mamíferos e aves; porém, até hoje, nos seus sete anos, ainda não enfrentara a torrente do grande rio, que agora contemplava. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 51
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    Atividade do aluno Observando bem aquelas grandes folhas, imaginou navegar sobre uma delas, e não perdeu tempo. Pisou com muito cuidado – os índios são sempre muito cautelosos – e, sentindo que ela suportava o seu peso, sentou-se devagar, e com as mãozinhas improvisou um remo. Desceu rio abaixo. É verdade que a correnteza favorecia, mas, contudo, por duas vezes quase caiu. Nem por isso se intimidou. Navegou no seu barco vegetal até chegar a uma pe- quena enseada onde avistou a mãe e outras índias que, ao sol, acariciavam os curumins quase recém-nascidos embalando-os com suas canções, que falam da lua, da mãe-d’água do sol e de certas forças naturais que muito temem. Saltando em terra, correu para junto da mãe, muito feliz com a façanha que praticara: “Mãe, tenho o barco. Já posso pescar no grande rio?” “Um barco? Mas aquilo é apenas um uapê; é uma formosa índia que Tupã transformou em planta.” “Como, mãe? Então não é o meu barco? Você sempre me disse que eu um dia haveria de ter meu ubá...” “Meu filho, o teu barco, tu o farás; este é apenas uma folha. É Naia, que se apaixonou pela lua...” “Quem é Naia?”, perguntou curioso o indiozinho. “Vou contar-te... Um dia, uma formosa índia, chamada Naia, apaixonou-se pela lua. Sentia-se atraída por ela e, como quisesse alcançá-la, correu, cor- reu, por vales e montanhas atrás dela. Porém, quanto mais corriam, mais lon- ge e alta ela ficava. Desistiu de alcançá-la e voltou para a taba. “A lua aparecia e fugia sempre, e Naia cada vez mais a desejava. “Uma noite, andando pelas matas ao clarão do luar, Naia se aproximou de um lago e viu, nele refletida, a imagem da lua. “Sentiu-se feliz; julgou poder agora alcançá-la e, atirando-se nas águas cal- mas do lago, afundou. “Nunca mais ninguém a viu, mas Tupã, com pena dela, transformou-a nesta lin- da planta, que floresce em todas as luas. Entretanto uapê só abre suas petalas à noite, para poder abraçar a lua, que se vem refletir na sua aveludada corola. “Vês? Não queiras, pois, tomá-la para teu barco. Nela irás, por certo, para o fundo das águas. “Meu filho, se se sentes bastante forte, toma o machado e vai cortar aquele tronco que foi vencido pelo raio. Ele é teu desde que nasceste. “Dele farás o teu ubá; então, navegarás sem perigo. “Deixa em paz a grande flor das águas...” Eis aí, como nasceu da imaginação fértil e criadora de nossos índios, a histó- ria da vitória-régia, ou uapê, ou iapunaque-uapê, a maior flor do mundo. (Machado, Irene. Literatura e redação. São Paulo: Scipione, 1994. p. 105-106.) 52 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno 6. Agora, converse com seu professor e demais colegas sobre as seguintes questões:  E essa lenda, é mais parecida com alguma das que você já conhecia? Em quê? Explique. Com a ajuda de seus colegas e também do professor, preencha o qua- dro a seguir. SANTO TOMÁS E O BEOWULF E A LENDA DA BOI QUE VOAVA O DRAGÃO VITÓRIA-RÉGIA Época a qual se refere Origem Propósito ATIVIDADE 3B: CONHECENDO UM POUCO MAIS AS LENDAS (2) Explique aos alunos que vocês lerão novamente cada uma das lendas da aula an- terior para seguir a proposição das atividades. Faça a leitura compartilhada das mes- mas e, depois, releia também com eles o quadro que preencheram sobre a época, origem e finalidade das lendas. A seguir, organize os alunos em duplas e explique-lhes que, a partir do quadro anterior, deverão comparar as três lendas e preencher uma nova tabela, analisando o que as lendas apresentadas têm em comum e o que têm de diferente. Sugestão de preenchimento do quadro: QUADRO COMPARATIVO DAS TRÊS LENDAS O QUE AS LENDAS TÊM EM COMUM? O QUE AS LENDAS TÊM DE DIFERENTE?  Todas têm um ensinamento a passar  Cada lenda tem uma origem diferente. para o leitor: o exemplo da crença  Todas utilizam personagens como contra a mentira; o exemplo da exemplos de referência para os coragem e fidelidade a um povo; o ensinamentos, mas são muito exemplo da crença enganosa nas diferentes entre si: um santo, um aparências. herói guerreiro; uma pessoa comum  Nenhuma delas tem autor. da tribo.  Todas explicam aspectos da cultura  Em duas delas há a presença de de um povo. elemento extraordinário.  Os protagonistas são seres humanos comuns.  Os fatos narrados são tratados como episódios da vida real de um povo, e não como invenções. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 53
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    Quando todos tiveremterminado, oriente-os a formar um grande grupo novamen- te, para que possam socializar o que cada dupla descobriu. ATIVIDADE 3B: CONHECENDO UM POUCO Atividade do aluno MAIS AS LENDAS (2) NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ Para realizar esta atividade, você lerá novamente, com seu professor, as lendas da aula anterior. Depois, reúna-se com seu colega e procure descobrir o que as três histórias têm em comum e quais são as diferenças entre elas. A seguir, converse com ele e organi- zem, na tabela abaixo, as informações levantadas. QUADRO COMPARATIVO DAS TRÊS LENDAS O QUE AS LENDAS TÊM EM COMUM? O QUE AS LENDAS TÊM DE DIFERENTE? ATIVIDADE 3C: AMPLIANDO O REPERTÓRIO DE LENDAS Objetivos  Ampliar o repertório sobre lendas.  Identificar expressões linguísticas presentes nas lendas. Planejamento  Como organizar os alunos? A atividade inicialmente é coletiva, e os alunos po- dem permanecer em suas carteiras. Depois, eles se organizarão em duplas, previamente definidas pelo professor. 54 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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     Quais osmateriais necessários? Texto que será lido, que consta da folha de Atividade 3C; lendas lidas anteriormente que se encontram no livro do aluno, caderno de classe, quadro comparativo das três últimas lendas lidas.  Qual é a duração? Uma aula de 60 minutos. Encaminhamento  Converse com os alunos para apresentação das finalidades da atividade.  Oriente-os para que saibam que, no primeiro momento, trabalharão coletiva- mente e, depois, em duplas indicadas por você. Planeje-as de modo que os alunos possam colaborar um com o outro; não se esqueça também de analisar se a interação entre a dupla pode ser efetivamente produtiva.  Leia a lenda com os alunos. Informe-os que é de origem tupi, que era uma nação indígena que, depois, uniu-se aos guaranis, dando origem à nação tupi-guarani.  Pergunte a eles se entenderam a lenda, se têm algum aspecto para comentar e, em seguida, retome o quadro analítico que compara as três lendas lidas na Atividade 3A, recuperando as características indicadas como comuns aos três textos. Retome cada ponto e analise “A lenda do papagaio Crá-Crá” em cada um de seus aspectos: J O que essa lenda procura explicar? J Qual aspecto da cultura do povo brasileiro essa lenda revela? J Quem são os protagonistas, as personagens? J Os fatos narrados são tratados como episódios comuns da vida das pessoas?  Terminada a leitura e a discussão, lembre-se de registrar o nome da lenda na lista-inventário elaborada com os nomes das lendas lidas até o momento. Esta lenda comporá o inventário e, ao final das leituras, será uma das que poderão – ou não – compor a coletânea da classe. Essa decisão será tomada posterior- mente, quando o repertório estiver composto.  Após esse momento, inicie a análise coletiva da escrita dessa lenda, salien- tando a presença da ênclise na utilização dos pronomes, como por exemplo: assou-os, sapecaram-lhe, comendo-os.  Depois disso, chame a atenção dos alunos para as expressões utilizadas no texto, como, encontrou em vez de achou; sapecaram-lhe, para dizer que quei- maram de leve; arranhavam a garganta em vez de machucavam; os frutos em vez de as frutas etc.  Solicite aos alunos que registrem, em seu caderno, as expressões levantadas coletivamente por vocês. Quando tiverem terminado de identificar as expres- sões de “A lenda do papagaio Crá-Crá”, peça-lhes que se reúnam em duplas, previamente definidas por você, e complementem a lista de expressões anali- sando também outras duas lendas entre as que foram lidas até o momento. Quando tiverem terminado, socialize as informações observadas pelos alunos, Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 55
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    registrando, num cartaz,as expressões levantadas. Elas poderão ser úteis para consultas posteriores, quando as crianças tiverem que reescrever as len- das para a coletânea. ATIVIDADE 3C: AMPLIANDO O REPERTÓRIO Atividade do aluno DE LENDAS NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Vocês lerão “A lenda do papagaio Crá-Crá”. Trata-se de uma lenda de origem indígena – tupi – e, à medida que foi sendo contada, acabou incorporada e transformada pelo povo, circulando, depois, pelo Brasil todo. Esse modo de contar, a linguagem presente nessa versão da lenda, é mais típico das regiões Sul e Sudeste do país. A LENDA DO PAPAGAIO CRÁ-CRÁ Conta a lenda que, antigamente, morava em um vilarejo um menino muito guloso. Tudo que via, queria comer, e a gula era tanta, a pressa de comer era tamanha, que ele tinha costume de engolir a comida sem mastigá-la. Uma vez sua mãe encontrou frutos de batoí e assou-os na cinza. O filho, sem querer esperar, comeu todos os frutos, tirando-os diretamente do fogo e, como sempre, engoliu-os sem pestanejar. Os frutos do batoí são frutos cuja polpa viscosa se mantém quentíssima por muito tempo. Comendo-os tão quentes, sapecaram-lhe a garganta, de forma que doía muito e queimavam-lhe o estômago. O menino, tentando vomitar os frutos comidos, começou a fazer força para expulsá-los. Arranhava a garganta grunhindo crá-crá-crá! Mas os frutos não saíam... e entalaram na garganta, sufocando-o. No mesmo momento, cresceram-lhe as asas e as penas e ele tornou-se um papagaio. Voou pra longe. Até hoje pode-se ouvi-lo vagando pelas matas do lugar, voando e gritando “crá-crá-crá”! (Machado, Irene. Literatura e redação. São Paulo: Scipione, 1994. p. 105-106.) 2. Retome o quadro com as características das lendas analisadas e comente com seu professor e colegas: essa lenda contém as características comuns às demais lendas até o momento? Para explicar, procure responder às seguin- tes questões: 56 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno ANALISANDO “A LENDA DO PAPAGAIO CRÁ-CRÁ” ASPECTOS INFORMAÇÕES OBSERVADAS O que essa lenda procura explicar? Esta lenda revela um aspecto da cultura do povo brasileiro. Qual é ele? Quem são os protagonistas? São pessoas comuns? Os fatos narrados são tratados como episódios comuns da vida das pessoas? Explique. Há outros aspectos importantes a ser considerados? 3. Com seus colegas e com a ajuda de seu professor, releia “A lenda do papa- gaio Crá-Crá” observando as expressões que foram utilizadas para contar a história. Anote-as em seu caderno. 4. Agora, sente-se com sua dupla de trabalho e procurem, em seu livro, as len- das que foram lidas. Escolha duas delas para fazer a mesma análise, anotan- do, cada um em seu caderno, as expressões interessantes que encontrarem. Depois, compartilhe o trabalho com os demais colegas da turma. ATIVIDADE 3D: RODA DE LEITURA Objetivos  Ampliar o repertório de lendas da classe.  Apropriar-se de comportamento leitor nas atividades de apresentação e indica- ção de textos lidos. Planejamento  Como organizar os alunos? A atividade é coletiva; os alunos deverão ficar em círculo.  Quais os materiais necessários? Cada aluno com a obra que leu (livro retirado da Sala de Leitura, caso a escola a possua. Se assim não for, é necessário que o professor pesquise e indique uma biblioteca pública próxima à escola, Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 57
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    para que osalunos possam fazer o empréstimo de livros). Cartaz de referência para inventário de lendas, para inclusão das lidas e identificação das que fo- rem indicadas para a coletânea.  Qual é a duração? Cerca de duas aulas de 40 minutos. Encaminhamento  Converse com os alunos sobre a finalidade da atividade e como ela se desen- volverá: Parte A – 1a Aula  Explique aos alunos que deverão ir à Sala de Leitura (ou à biblioteca pública próxima à escola) e, com ajuda de um bibliotecário ou funcionário responsá- vel, selecionar um livro que contenha uma ou mais lendas para realizar a lei- tura (é importante combinar esse momento com antecedência com a pessoa responsável).  A partir de sua escolha, realizar a leitura tendo claro o objetivo de indicar ou não o livro lido à sua turma. Para tanto, você, professor, poderá oferecer um roteiro para essa indicação conforme segue. ROTEIRO PARA INDICAÇÃO DE LEITURA 1. Apresente a obra que você leu, informando: a. título; b. autor; c. editora; d. como a obra se organiza (só lendas brasileiras, só apresenta uma lenda etc.). Nesse momento você pode dar uma lida rápida no índice, se achar in- teressante para os colegas; não se esqueça também de mostrar-lhes o livro; e. se tem ilustrações, de que tipo são – observe se são pinturas, gravuras, fotografias; se são coloridas, se explicam ou não informações do texto (e mostre-as para seus colegas) – e dê a sua opinião sobre elas. 2. Comente a lenda que você leu, informando: a. título; b. origem da lenda (se houver informação sobre isso no livro); c. em que região costuma circular; d. tema, ensinamento ou fenômeno que explica; e. personagens; f. mostre as ilustrações da lenda; g. se há relações que se possa estabelecer com alguma lenda do inventário da classe ou outra que você conheça. 3. Apresente um pequeno resumo da lenda, comentando: a. se gostou ou não e por quê; 58 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    b. se recomendaria– ou não – para compor a coletânea da classe, esclarecen- do o motivo de sua afirmação ou negação; c. se quiser, pode ler um trecho da lenda também ou, pelo menos, aquele que você considerou mais interessante ou bonito.  Os alunos não precisam registrar por escrito todas essas informações. Mas é interessante que tenham um mapa de acompanhamento das leituras que fize- rem de maneira independente, nas atividades de leitura de escolha pessoal, comentadas na roda.  Para tanto, você pode orientá-los para que tenham colado no caderno, ou arqui- vado em uma pasta, um roteiro como o da página seguinte. Esse mapa pode ser de grande valia para você acompanhar o desempenho de seu aluno quanto a preferências pessoais, extensão de obras que seleciona e complexidade das mesmas; quais obras ele conseguiu terminar, quais abandonou e por quê.  Na apresentação, esteja atento para o tipo de indicações que o aluno faz so- bre o material lido, em especial, se ele recomenda que a lenda apresentada componha a coletânea ou não. Se ele recomendar, pode contar a lenda toda para a classe.  De qualquer maneira, ao final de cada apresentação, o título da lenda reco- mendada será registrado no inventário. Parte B – 2a aula  Organize o revezamento entre eles, pois nem todos contarão o que leram nes- sa aula. Informe que a roda sempre se organizará pela apresentação de um dos três (ou quatro) grupos constituídos. Esses grupos, definidos a priori, deve- rão se apresentar segundo o cronograma combinado previamente.  Defina um máximo de apresentações por dia, considerando o número de alu- nos da classe e o tempo disponível para essa aula. ATIVIDADE 3D: RODA DE LEITURA Atividade do aluno NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ Agora você irá participar de uma roda de leitura. Você já sabe que, nesses momen- tos, deve comentar o que leu, recomendando – ou não – para seus colegas. Neste momento, estamos estudando lendas, e a sua tarefa foi selecionar uma obra na sala de leitura ou biblioteca pública e comentá-la, de maneira que essa obra possa, por um lado, compor nosso inventário de lendas e, por outro, ser indi- cada para compor a coletânea que a classe organizará. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 59
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    Atividade do aluno Segue abaixo um roteiro de indicação de leitura para que você se oriente para executar essa atividade. ROTEIRO PARA INDICAÇÃO DE LEITURA 1. Apresente a obra que você leu, informando: a. título; b. autor; c. editora; d. como a obra se organiza (só lendas brasileiras, só apresenta uma lenda etc.). Nesse momento você pode até dar uma lida rápida no índice, se achar inte- ressante para os colegas; não se esqueça de mostrar-lhes o livro também; e. se tem ilustrações, de que tipo são – observe se são pinturas, gravuras, fo- tografias; se são coloridas, se explicam ou não informações do texto (mos- tre-as para seus colegas) e dê sua opinião sobre elas. 2. Comente a lenda que você leu, informando: a. título; b. origem da lenda (se houver informação sobre isso no livro); c. em que região costuma circular; d. tema, ensinamento ou fenômeno que explica; e. personagens; f. se constam ilustrações da lenda; g. se há relações que se possa estabelecer com alguma lenda do inventário da classe ou outra que você mesmo conheça. 3. Apresente um pequeno resumo da lenda, comentando: a. se gostou ou não e por quê; b. se recomendaria – ou não – para compor a coletânea da classe, explicando o motivo de sua afirmação ou negação; c. se quiser, pode ler um trecho da lenda também ou, pelo menos, aquele que você considerou mais interessante ou bonito. Ao final da apresentação, não esqueça de registrar a lenda lida no inventário da classe, caso ela tenha sido recomendada para compor a coletânea. ATIVIDADE 3E: LENDAS DE OUTROS TEMPOS E LUGARES Objetivos  Ampliar o repertório sobre lendas.  Aprender a recontar oralmente um texto.  Comparar lendas de diferentes épocas e lugares. 60 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Planejamento  Como organizar os alunos? Inicialmente, divida a turma em pequenos grupos (quatro crianças no máximo, para que o trabalho seja mais produtivo).  Quais os materiais necessários? Textos que serão lidos e constam das folhas da Atividade 3E.  Qual é a duração? Duas aulas de 40 minutos (é recomendável prever também um terceiro momento, para avaliar o reconto feito para outras turmas). Encaminhamento Parte A – 1a aula  Dividida a turma em grupos e inicie a atividade pedindo que abram seu livro na página em que se encontram os textos da Atividade 3E.  A seguir, comente com eles que a referida lenda tem o título “Narciso”, e levan- te possíveis antecipações que possam ser feitas a partir dele (é provável que já tenham ouvido esse nome ou algo a ele relacionado). Explique que essa len- da pertence à mitologia grega e é recontada desde a Antiguidade (para saber mais, leia as informações complementares a seguir). É interessante também mostrar-lhes, no mapa, onde fica a Grécia.  Solicite-lhes, então, que iniciem, individualmente, a leitura silenciosa da len- da. Terminada essa leitura, oriente-os a comentar, cada qual em seu grupo, o que compreenderam da história. Nesse momento, é interessante determinar um tempo para que ocorra a discussão em grupos, e também para socializar e listar, na lousa, alguns itens essenciais para orientar a observação dos alunos: J De que trata a lenda? J Quem são os personagens? J Onde se passa a história? J O que a lenda procura explicar? J Que outros comentários poderiam fazer a respeito dessa lenda?  Enquanto os alunos realizam essa discussão, é importante que você circule pela sala, ouça o que eles dizem e ajude-os a compreender melhor o que le- ram, mediando a conversa entre eles no sentido de ampliar seus elementos de análise.  Concluídas as conversas em pequenos grupos, é hora de socializar a análise do conto, pedindo que cada grupo relate o que foi observado. Nesse momento, é fundamental que o professor realize a mediação entre o que os alunos ve- nham a comentar e os aspectos essenciais a serem analisados, ajudando-os a compreender bem o que leram. Sugerimos que a primeira aula dessa etapa seja concluída nesse momento. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 61
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    Para saber mais A lenda de Narciso, surgida provavelmente da superstição grega segundo a qual contemplar a própria imagem prenunciava má sorte, possui um simbolis- mo que fez dela uma das mais duradouras da mitologia grega. Narciso era um jovem de singular beleza, filho do deus-rio Cefiso e da ninfa Li- ríope. No dia de seu nascimento, o adivinho Tirésias vaticinou que Narciso te- ria vida longa desde que jamais contemplasse a própria figura. Indiferente aos sentimentos alheios, Narciso desprezou o amor da ninfa Eco – segundo outras fontes, do jovem Amantis –, e seu egoísmo provocou o castigo dos deuses. Ao observar o reflexo de seu rosto nas águas de uma fonte, apaixonou-se pela própria imagem e ficou a contemplá-la até consumir-se. A flor conhecida pelo nome de Narciso nasceu, então, no lugar onde ele morrera. Em outra versão da lenda, Narciso contemplava a própria imagem para re- cordar os traços da irmã gêmea, morta tragicamente. Foi, no entanto, a ver- são tradicional, reproduzida no essencial por Ovídio em Metamorfoses, que se transmitiu à cultura ocidental por intermédio dos autores renascentistas. Parte B – 2a aula  Na aula seguinte, os alunos retomarão a lenda comentada, primeiramente acompanhando a leitura que você fará delas no livro de textos.  Explique-lhes que a proposta dessa aula é preparar-se para fazer o reconto oral dessa lenda para outras turmas. Para isso, é importante combinar a apre- sentação previamente com outros professores com os quais se possa fazer parceria para a atividade. Além do mais, é necessário organizar e combinar com a turma um cronograma de apresentações, a fim de não interferir na roti- na de trabalho das classes colaboradoras.  Ao se preparar para o reconto, os alunos devem dominar bem o conteúdo da história, ou seja, devem conhecer em detalhes a lenda que irão recontar. Para isso, é importante que façam várias leituras da mesma. Sugerimos algumas modalidades: J ler duas vezes, silenciosamente, e outra, em voz alta, para os colegas de seu grupo; J ler, com os colegas do grupo, dramatizando a lenda (ler assumindo um dos personagens ou no papel de narrador); J ler a lenda em casa, como tarefa, para que alguém o ouça.  Dominando a narrativa em si, podem recontá-la aos colegas, primeiro em pe- quenos grupos, depois para o grupo todo, oferecendo-se espontaneamente. É importante orientá-los nesse reconto, chamando-lhes a atenção para que ob- servem: J todas as partes (começo, meio e fim do conto) e as informações necessá- rias para que os ouvintes compreendam a história; 62 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    J fluência defala, tom de voz e expressividade ao caracterizar um persona- gem, diferenciando sua fala da do narrador; J altura da voz e postura corporal para que todos ouçam a lenda; J expressões linguísticas próprias da narrativa, que enriquecem o reconto.  Se houver possibilidade, é interessante gravar o reconto dos alunos, para que possam se ouvir, analisar e aprimorar o trabalho.  Enquanto um colega reconta, os demais devem observá-lo e apontar o que está adequado, sugerir melhorias e fazer apreciações sobre o modo de contar. Essa é uma situação interessante, de parceria e troca, mas que exige combi- nar previamente uma atitude positiva daqueles que se manifestarão a respeito do reconto alheio. Para isso, devem lembrar-se de incentivar quem fala, evitan- do risos ou comentários depreciativos.  Pode-se sugerir aos alunos que se caracterizem para a apresentação, prepa- rando um cenário, vestindo-se a caráter ou providenciando objetos de cena que representem o ambiente onde a lenda se passa.  A seguir, proceder para o reconto nas respectivas turmas e horários, fazendo uma posterior avaliação coletiva do mesmo. ATIVIDADE 3E: LENDAS DE OUTROS TEMPOS Atividade do aluno E LUGARES NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Leia, silenciosamente, a lenda sobre um conhecido personagem da mitologia grega chamado Narciso. NARCISO Mitologia grega Há muito tempo, na floresta, passeava Narciso, o filho do sagrado rio Kiphis- sos. Era lindo, porém tinha um modo frio e egoísta de ser. Era muito conven- cido de sua beleza e sabia que não havia no mundo ninguém mais bonito que ele. Vaidoso, a todos dizia que seu coração jamais seria ferido pelas flechas de Eros, filho de Afrodite, pois não se apaixonava por ninguém. As coisas foram assim até o dia em que a ninfa Eco o viu e imediatamente se apaixonou por ele. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 63
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    Atividade do aluno Ela era linda, mas não falava; o máximo que conseguia era repetir as últimas sílabas das palavras que ouvia. Narciso, fingindo-se de desentendido, perguntou: – Quem está se escondendo aqui perto de mim? – … de mim – repetiu a ninfa assustada. – Vamos, apareça! – ordenou. – Quero ver você! – … ver você! – repetiu a mesma voz em tom alegre. Assim, Eco aproximou-se do rapaz. Mas nem a beleza e nem o misterioso bri- lho nos olhos da ninfa conseguiram amolecer o coração de Narciso. – Dê o fora! – gritou, de repente. – Por acaso pensa que eu nasci para ser um da sua espécie? Sua tola! – Tola! – repetiu Eco, fugindo de vergonha. A deusa do amor não poderia deixar Narciso impune depois de fazer uma coisa daquelas. Resolveu, pois, que ele deveria ser castigado pelo mal que havia feito. Um dia, quando estava passeando pela floresta, Narciso sentiu sede e quis tomar água. Ao debruçar-se num lago, viu seu próprio rosto refetido na água. Foi naquele momento que Eros atirou uma flecha direto em seu coração. Sem saber que o reflexo era de seu próprio rosto, Narciso imediatamente se apaixonou pela imagem. Quando se abaixou para beijá-la, seus lábios se encostaram na água e a ima- gem se desfez. A cada nova tentativa, Narciso ia ficando cada vez mais de- sapontado e recusando-se a sair de perto da lagoa. Passou dias e dias sem comer nem beber, ficando cada vez mais fraco. Assim, acabou morrendo ali mesmo, com o rosto pálido voltado para as águas serenas do lago. Esse foi o castigo do belo Narciso, cujo destino foi amar a si próprio. Eco ficou chorando ao lado do corpo dele, até que a noite a envolveu. Ao desper- tar, Eco viu que Narciso não estava mais ali, mas em seu lugar havia uma bela flor perfumada. Hoje, ela é conhecida pelo nome de “narciso”, a flor da noite. Agora, comente essa lenda com seus colegas, observando:  De que trata a lenda?  Quem são os personagens?  Onde se passa a história?  O que a lenda procura explicar?  Que outros comentários poderiam ser feitos a respeito dessa lenda? Agora, acompanhe, com atenção, a leitura que seu professor fará dessa lenda. A seguir, prepare-se para recontá-la a colegas de outras turmas. 64 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    ATIVIDADE 3F: ASLENDAS E O FANTÁSTICO UNIVERSO INDÍGENA Objetivos  Ampliar o repertório de lendas.  Descrever um personagem. Planejamento  Como organizar os alunos? A atividade é coletiva e os alunos podem permane- cer em suas carteiras.  Quais os materiais necessários? Texto que será lido, que consta da folha de Atividade 3F.  Qual é a duração? Uma aula de 40 minutos. Encaminhamento  Converse com os alunos para apresentação das finalidades da atividade. Oriente-os informando que, no primeiro momento, trabalharão coletivamente e, a seguir, em duplas indicadas por você. Planeje-as de modo que os alunos pos- sam colaborar um com o outro na produção do texto. Não se esqueça também de analisar se a interação entre a dupla pode resultar efetivamente produtiva.  Leia a lenda com a classe, em voz alta, apresentando as indicações funda- mentais de sua origem, que constam do texto inicial das atividades dos alu- nos. Terminada a leitura, converse com eles sobre o que entenderam da lenda, perguntando-lhes: J Vocês já conheciam essa história ou outra como essa? J Qual é o tema dessa história? J O que essa lenda explica? J Essa é uma explicação científica ou fantástica? J Quem são as personagens que a compõem? J Onde se passa a trama? J A lenda começa dizendo que “Certo índio da aldeia de Guaraíra, em momen- to de retorno sentimental à vida selvagem, esquecido das lições que rece- bia, matou uma criança. Matou e comeu...”. Você imagina por que ele matou uma criança e a comeu? Já ouviu falar em ANTROPOFAGIA? J Por que você acha que os portugueses queriam tanto fazer com que os ín- dios brasileiros abandonassem o hábito canibal? Essa lenda explica o surgimento do peixe-boi, e o faz de modo fantástico. Traz também a questão da antropofogia indígena, e é preciso contextualizá-la aos alunos Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 65
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    como o hábitode comer carne humana, também conhecido como canibalismo, elimi- nado da prática indígena pelo processo de catequização portuguesa. Ao tocar nesse assunto, é importante eximir-se de conotações moralistas, abordando apenas aspec- tos culturais e sociológicos, ampliando a concepção dos alunos, provavelmente funda- mentada no de senso comum (para saber mais, consulte as informações abaixo). Ao fim da discussão sobre a lenda, faça um levantamento do que os alunos já sabem a respeito do peixe-boi, se já o viram etc. Depois proponha que realizem, por escrito, sua descrição. Para isso, deverão sentar-se em duplas predefinidas e combinar o que irão escrever. Oriente-os a consultar a imagem para ampliar sua observação. Para saber mais LAGOA DAS GUARAÍRAS Ao chegar ao litoral de Tibau do Sul, próximo ao porto ou no mirante do pór- tico da cidade, a primeira paisagem que se avista é a das mansas águas da Lagoa das Guaraíras. Essa lagoa, que já teve suas águas puramente do- ces e, devido aos desígnios da natureza, foi aberta ao mar, hoje é uma das principais atrações de Tibau do Sul. Além de servir de rota para a praia de Malembá e destinos mais distantes, como Natal (pela beira-mar), a lagoa é base de uma das mais importantes atividades econômicas do município, a carcinicultura (criação de camarões). As águas das Guaraíras banham quatro municípios, e a pesca artesanal, feita em canoas, é um show à parte a se assistir. Mas a Lagoa das Guaraíras também se serve do turismo, com longos passeios de barco, lancha e canoa, pesca esportiva e até bananaboat. Ela possui vários portos e ancoradouros em toda a sua extensão e uma história de batalhas, tragédias e reconstrução, existindo até uma ilha histórica, a do Flamengo, com ruínas de um forte holandês. A fauna e a flora são privilegia- das, pois a lagoa tem uma extensa área de mangue, fonte de alimentos e berço de diversas espécies. Antropofagia é o ato de consumir uma parte, várias partes ou a totalidade de um ser humano. O sentido etimológico original da palavra “antropófago” (do grego anthropos, “homem”, e phagein, “comer”) foi sendo substituído pelo uso comum, que designa o caso particular de canibalismo na espécie humana. A prática, conforme afirmam antropólogos e arqueólogos, era encontrada em algumas comunidades ao redor do mundo. Foram encontradas evidências na África, América do Sul, América do Norte, ilhas do Pacífico Sul e nas Caraí- bas (ou Antilhas). Na maioria dos casos, consiste num tipo de ritual religioso/ mágico como uma forma de prestar seu respeito e desejo de adquirir as suas características. Nos dias atuais, os poucos casos de canibalismo de humanos registrados na história da sociedade ocidental moderna estão ligados a situações-limites, 66 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    satisfação do instintode sobrevivência do indivíduo perante uma opção de vida ou morte. Exemplo disso ocorreu em 1972, quando um avião da Força Aérea do Uruguai, que transportava a seleção de rúgbi, despenhou na Cordi- lheira dos Andes. Apenas 16 pessoas se salvaram. O estoque de alimentos a bordo acabou rapidamente, e o único meio encontrado pelo grupo para sobre- viver foi recorrer aos corpos dos colegas mortos. Do ponto de vista legal, o canibalismo de humanos, quando não se trata de uma situação-limite, enquadra-se como crime de mutilação e profanação de cadáver e um grave desrespeito pela dignidade da pessoa humana. Segundo os valores da sociedade ocidental, é um ato repugnante e imoral. Na época em que os portugueses chegaram ao Brasil, havia na terra algumas tribos de índios canibais. Mas os nativos não viam a carne humana como um mero petisco. Eles devoravam seus inimigos por vingança e acreditavam que, ao comer seu corpo, adquiriam o seu poder, os seus conhecimentos e as suas qualidades. Desta forma, não se alimentavam da carne de pessoas fracas ou covardes. O processo de catequese promovido pelos jesuítas acabou com o canibalismo no Brasil. Hoje em dia, a tribo dos ianomâmis ainda conserva o hábito de comer as cinzas de um amigo morto em sinal de respeito e afeto. (Disponível em: <http://www. wikipedia.org/>.) ATIVIDADE 3F: AS LENDAS E O FANTÁSTICO Atividade do aluno UNIVERSO INDÍGENA NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Acompanhe a leitura que seu professor fará de “A lenda da Lagoa das Guaraíras” Trata-se de uma história da época da colonização brasileira, do tempo em que os portugueses aqui chegaram. Com eles vieram os padres jesuítas, que começa- ram a catequizar os índios. Você sabe o que é “catequizar”? Catequização: instrução que os jesuítas – padres portugueses que vieram para o Brasil assim que foi descoberto – davam aos índios, para ensinar-lhes a religião cristã. Essa instrução era dada oralmente, por meio de histórias bíblicas. No processo de catequização, os portugueses pretendiam que os índios aban- donassem traços de sua cultura e assumissem os costumes portugueses. Essa lenda fala um pouco disso: da ameaça que representava para os portugueses a antropofagia, que era o costume de os índios comerem carne humana, e de como consideravam importante que esse traço cultural fosse eliminado. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 67
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    Atividade do aluno A LENDA DA LAGOA DAS GUARAÍRAS Certo índio da aldeia de Guaraíra, em momento de retorno sentimental à vida selvagem, esquecido das lições que recebia, matou uma criança. Matou e comeu. O povo e os parentes da pequena vítima reagiram veementemente. Não preocupa- vam, àquela altura, se prejudicariam o tra- balho paciente, mas superficial, dos padres da Companhia Jesuítica. A família queria que fossem tomadas providências para ter- minar com a tradição cultural da antropofa- gia, que recomeçara sem que se esperas- se, ameaçando a cultura branca europeia. O superior da Missão não pôde se omitir na circunstância, mas não podia usar de violência, segundo a norma invaria- velmente adotada nos métodos da catequese dos discípulos de Santo Inácio. Tinha, porém, que impor o castigo exigido. E mandou que o índio, farto das carnes da criança, ficasse dentro d’água até que fosse chamado. Assim, o índio ficou lá, mas quando procurado não foi encontrado. Foi quan- do começou a aparecer nas águas da lagoa um peixe-boi indo e vindo de um lado para o outro. Alta noite, o que se ouvia, subindo das águas salgadas da lagoa, era o gemido pavoroso de tremer, horripilante, dolorido, inesquecível. O castigo devia perdurar por muitos anos, segun- do sentença do missionário. Os pescadores iam pescar e voltavam; a rede, enxuta, sem peixe ne- nhum. Antes mesmo de eles lançarem a rede, o peixe-boi aparecia varejando a canoa com toda a velocidade possível. De lá de baixo subia o gemido cortante, agonia- do e rouco, como se alguém estivesse afogando. Era o índio que devorara a criança. Os gemidos eram mais feios, mais lancinantes, pungentes, mais magoados nas noites de luar. E quando a mareta se erguia, via-se ao reflexo da lua o dorso do peixe-boi que subia à superfície. O pior era a incerteza. O peixe-boi aparecia em toda a parte. Uma noite es- tava lá no canto do Borquei. Outra, no córrego das Capivaras. Na Barra do Tibau, em especial, vinham aos ouvidos os urros tremendamente feios, medo- nhos, apavorantes!!! Singular destino dessa lagoa. Quando menos se espera, o mar a devolve. Depois retoma. Tudo é um precioso mistério. Em Tibau do Sul, Rio Grande do Norte, na Lagoa das Guaraíras. (Adaptado de “Crônicas” por Hélio Galvão (Derradeiras cartas da praia). Disponível em: <http://ifolclore.vilabol.uol.com.br/lendas/index.htm>. Acesso em: 27 dez. 2007. Gravuras de Hans Stadem, Viagens ao Brasil. Marburgo, 1556.) 68 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno 2. Pense e converse com seus colegas: Esta lenda contém as características co- muns às demais lendas lidas até o momento? Por que isso acontece? 3. Agora, sente-se com sua dupla de trabalho e, juntos, façam a descrição do peixe-boi. Vocês podem consultar as imagens para realizar a tarefa. O PEIXE-BOI ATIVIDADE 3G: NOVA RODA DE LEITURA Objetivos  Ampliar o repertório de lendas da classe.  Apropriar-se de comportamento leitor nas atividades de apresentação e indica- ção de textos lidos. Planejamento  Como organizar os alunos? A atividade é coletiva; os alunos deverão ficar em círculo.  Quais os materiais necessários? Cada aluno ficará com a obra que leu. Cartaz de referência para inventário de lendas, para inclusão das lidas e identificação das que forem indicadas para a coletânea.  Qual é a duração? Duas aulas de 40 minutos. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 69
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    Encaminhamento  Os mesmos apresentados para a Atividade 3D.  Observação: Não serão apresentadas orientações específicas para a página do aluno. Siga as orientações que constam da página do aluno prevista para a Atividade 3D. ATIVIDADE 3H: COMPARANDO VERSÕES DE UMA LENDA Objetivos  Ampliar o repertório de lendas.  Comparar duas versões de uma lenda.  Analisar recursos de linguagem diferenciados para expressar ideias similares. Planejamento  Como organizar os alunos? Inicialmente, a atividade é coletiva, e os alunos podem permanecer em suas carteiras. Num segundo momento, eles deverão reunir-se em duplas indicadas pelo professor. Devido ao volume dos textos desta atividade e considerando a necessidade de análise detalhada de recur- sos linguísticos, é importante formar duplas heterogêneas, garantindo que um par com menor fluência de leitura e compreensão tenha o suporte de um leitor mais competente.  Quais os materiais necessários? Textos que serão lidos e constam da folha de Atividade 3H.  Qual é a duração? Duas aulas de 40 minutos. Encaminhamento  Converse com os alunos para apresentação das finalidades da atividade. Orien- te-os para que saibam que, no primeiro momento, trabalharão coletivamente e, depois, nas duplas indicadas por você.  Planeje as duplas de modo que os alunos possam colaborar um com o outro na produção do texto. Não se esqueça também de analisar se a interação en- tre os componentes da dupla pode resultar efetivamente produtiva. Parte A – 1a aula  Antes de iniciar a leitura propriamente, reúna os alunos e converse com eles, contextualizando algumas questões importantes sobre a lenda dessa aula. J Explique que esta é a mais popular e a única lenda genuinamente gaúcha, mostrando-lhes a que estado brasileiro se refere. Ela manifesta o repúdio 70 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    aos maus-tratos noser humano. Reflete a consciência do povo gaúcho que deliberadamente condenou a agressão e a brutalidade da escravidão. J A lenda do Negrinho do Pastoreio também é contada no Uruguai e na Argen- tina, lugares onde praticamente  a escravidão inexistiu. Essa “exportação” ocorreu devido à sua beleza e proximidade territorial. J A versão mais antiga dessa história é a de propriedade de Apolinário Porto Alegre, “O crioulo do Pastoreio”, de 1875, quando ainda existia a escravidão no país. João Simões Lopes Neto publicou, em 1913, as Lendas do Sul, fazen- do algumas alterações, como introduzir o baio, as corujas e a Nossa Senhora. J Essas informações podem ser encontradas na obra de J. Simões Lopes Neto e também em Lendas brasileiras, de Câmara Cascudo. A seguir, leia a primeira versão da lenda para os alunos, em voz alta, orientando a análise das expressões e palavras do texto, de modo que possam perceber as expres- sões típicas da variedade local gaúcha. Saliente que essa é uma marca interessante das lendas, dado que no texto caracteriza a variedade da região – ou época – na qual a lenda circula (ou circulou) preferencialmente, em especial, porque essas lendas são transmitidas de forma oral. É provável que os alunos precisem de ajuda para compre- ender várias expressões que aparecem nessa versão. É uma boa oportunidade para acionar estratégias de leitura, como inferir significados pelo contexto. Explore-os, oral- mente, com os alunos.  Certifique-se que compreenderam questões essenciais, como: J Qual é o tema dessa história? J Como ela explica o surgimento desse ícone religioso? J Essa é uma explicação científica, fantástica ou de fé? J Eles conhecem alguma outra lenda similar? J Quem são os personagens que a compõem? J Onde se passa a trama? A seguir, peça que se reúnam em duplas previamente definidas e leiam juntos a segunda versão. Chame a atenção das crianças para que observem que a história é essencialmente a mesma, mas podem aparecer variações, tanto em relação ao con- teúdo da história, quanto em relação à linguagem utilizada para construir a narrativa. Oriente-os para que analisem também as semelhanças entre as duas versões. Parte B – 2a aula  Retome com os alunos as duas versões, fazendo uma leitura compartilhada, mas corrida, das mesmas.  Socialize as variações de conteúdo e linguagem que observaram na aula an- terior e peça que façam anotações dessas semelhanças e diferenças em seu caderno, enquanto discutem. A hablidade de discutir e fazer anotações simulta- neamente é um procedimento interessante, que favorece bons hábitos de estu- do, mas que precisa de orientação. Por isso, faça o registro escrito, na lousa, Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 71
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    do que consideraimportante anotar, enquanto os alunos fazem o mesmo em seus cadernos. ATIVIDADE 3H: COMPARANDO VERSÕES DE Atividade do aluno UMA LENDA NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Seu professor lerá para você uma lenda intitulada “O Negrinho do Pastoreio”. Trata-se de uma lenda meio africana, meio cristã, muito contada no final do sécu- lo XIX pelos brasileiros que defendiam o fim da escravidão. É muito popular no Sul do Brasil, em especial no Rio Grande do Sul. O NEGRINHO DO PASTOREIO No tempo dos escravos, havia um estancieiro muito ruim, que levava tudo por diante, a grito e a relho. Naqueles fins de mundo, fazia o que bem entendia, sem dar satisfação a ninguém. Entre os escravos da estância havia um negrinho, encarregado do pastoreio de alguns animais, coisa muito comum nos tempos em que os campos de estância não conheciam cerca de arame; quando muito, havia apenas alguma cerca de pedra erguida pelos próprios escravos, que não podiam ficar para- dos, para não pensar bobagem... No mais, os limites dos campos eram aque- les colocados por Deus Nosso Senhor: rios, cerros, lagoas. Pois de uma feita, o pobre negrinho, que já vivia as maiores judiarias nas mãos do patrão, perdeu um animal no pastoreio. Pra quê! Apanhou uma bar- baridade atado a um palanque e, depois, cai-caindo, ainda foi mandado pro- curar o animal extraviado. Como a noite vinha chegando, ele agarrou um to- quinho de vela e uns avios de fogo, com fumo e tudo, e saiu campeando. Mas nada! O toquinho acabou, o dia veio chegando e ele teve que voltar para a estância. Então, foi outra vez atado ao palanque e dessa vez apanhou tanto que mor- reu, ou pareceu morrer. Vai daí, o patrão mandou abrir a “panela” de um for- migueiro e atirar lá dentro, de qualquer jeito, o pequeno corpo do negrinho, todo lanhado de laçaço e banhando em sangue. No outro dia, o patrão foi com a peonada e os escravos ver o formigueiro. Qual não é a sua surpresa ao ver o Negrinho do Pastoreio: ele estava lá, mas de pé, com a pele lisa, sem nenhuma marca das chicotadas. Ao lado dele, a Virgem Nossa Senhora, e mais adiante o baio e os outros cavalos. 72 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno O estancieiro se jogou no chão pedindo perdão, mas o negrinho nada respondeu. Apenas beijou a mão da santa, montou no baio e partiu conduzindo a tropilha. Desde aí, o Negrinho do Pastoreio ficou sendo o achador das coisas extra- viadas. E não cobra muito: basta acender um toquinho de vela, ou atirar num canto qualquer naco de fumo. (Domínio público) 2. Converse com seu professor e colegas:  Qual é o tema dessa história?  Como ela explica o surgimento desse ícone religioso?  Essa é uma explicação científica, fantástica ou de fé?  Eles conhecem alguma outra lenda similar?  Quem são os personagens que a compõem?  Onde se passa a trama? 3. Agora você lerá outra versão dessa mesma história. Fique atento e observe semelhanças e diferenças entre elas, considerando que podem ser de conteú- do ou na linguagem, isto é, as histórias podem trazer informações divergentes ou dizer o mesmo de outro modo. Depois, você registrará suas descobertas no caderno. NEGRINHO DO PASTOREIO Era o tempo da escravidão, e um menino negrinho, pretinho que nem carvão, humilde e raquítico era escravo de um fazendeiro muito rico, mas por demais avarento. Se alguém necessitasse de um favor, não se podia contar com este homem. Não dava um níquel a ninguém e seu coração era a morada de uma pedra, não nutria qualquer sentimento por ninguém, a não ser por seu filho, um menino tão malvado quanto seu pai, pois, afinal, a fruta nunca cai muito longe da árvore. Estes dois eram extremamente perversos e maltratavam o menino-escravo desde o raiar do dia, sem lhe dar trégua. Este jovenzinho não tinha nome, porque ninguém se deu sequer o trabalho de pensar algum para ele; assim, respondia pelo apelido de “Negrinho”. Seus afazeres não eram condizentes com seu porte físico, não parava o dia inteiro. O sol nascia e lá já estava ele ocupado com seus afazeres e mesmo ao se pôr, ainda se encontrava o Negrinho trabalhando. Sua principal ocupa- ção era pastorear. Depois de encerrar seu laborioso dia, juntava os trapos que lhe serviam de cama e recebia um mísero prato de comida, que não era suficiente para repor as energias perdidas pelo sacrificado trabalho. Mesmo sendo tão útil, considerado mestre do laço e o melhor peão-cavaleiro de toda a região, o menino era inúmeras vezes castigado sem piedade. Certa vez, o estanceiro atou uma carreira com um vizinho que se gabava de possuir um cavalo mais veloz que seu baio. Foi marcada a data da corrida, e o Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 73
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    Atividade do aluno Negrinho ficou encarregado de treinar e montar o famoso baio, pois sabia seu patrão não haver ninguém mais capaz que ele para tal tarefa. Chegando o grande dia, todos os habitantes da cidade, vestindo suas roupas domingueiras, se alojaram na cancha da carreira. Palpites discutidos, apostas feitas, inicia-se a corrida. Os dois cavalos saem emparelhados. Negrinho começa a suar frio, pois sabe o que lhe espera se não ganhar. Mas, aos poucos, toma a dianteira e quase não há dúvida de que seria vencedor. Mas eis que o inesperado acontece: algo assusta o cavalo, que para, empina e quase derruba Negrinho. Foi tempo suficiente para que seu adversário o ultrapassasse e ganhasse a corrida.  E agora? O outro cavalo venceu. Negrinho tremia feito “vara verde” ao ver a expressão de ódio nos olhos de seu patrão. Mas o fazendeiro, sem saída, deve cobrir as apostas e põe a mão no lugar que lhe é mais caro: o bolso. Ao retornarem à fazenda, o Negrinho tem pressa para chegar à estrebaria. – Aonde pensa que vai? – pergunta-lhe o patrão. – Guardar o cavalo, sinhô! – balbuciou bem baixinho. – Nada feito! Você deverá passar trinta dias e trinta noites com ele no pasto e cuidará também de mais trinta cavalos. Será seu castigo pelo meu prejuízo. Mas ainda tem mais. Passe aqui que vou lhe aplicar o devido corretivo. O homem apanhou seu chicote e foi em direção ao menino: – Trinta quadras tinham a cancha da corrida, trinta chibatadas vais levar no lombo e depois trate de pastorear a minha tropilha. Lá vai o pequeno escravo, doído até a alma levando o baio e os outros ca- valos a caminho do pastoreio. Passou dia, passou noite, choveu, ventou e o sol torrou-lhe as feridas do corpo e do coração. Nem tinha mais lágrima para chorar e então resolveu rezar para a Nossa Senhora, pois como não lhe foi dado nome, dizia-se afilhado da Virgem. E foi a “santa solução”, pois Negrinho aquietou-se e então, cansado de carregar sua cruz tão pesada, adormeceu. As estrelas subiram aos céus e a lua já tinha andado metade de seu caminho quando algumas corujas curiosas resolveram chegar mais perto, pairando no ar para observar o menino. O farfalhar de suas asas assustou o baio, que se soltou e fugiu, sendo acompanhado pelos outros cavalos. Negrinho acordou assustado, mas não podia fazer mais nada, pois ainda era noite e a cerração, como um lençol branco, cobria tudo. E, assim, o negrinho-escravo sentou-se e chorou... O filho do fazendeiro, que andava pelas bandas, presenciou tudo e apressou-se em contar a novidade ao seu pai. O homem mandou dois escravos buscá-lo. O menino até tentou explicar o acontecido para o seu senhor, mas de nada adiantou. Foi amarrado no tronco e novamente açoitado pelo patrão, que de- pois ordenou que ele fosse buscar os cavalos. Ai dele que não os encontrasse! 74 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno Assim, Negrinho teve que retornar ao local do pastoreio e para ficar mais fácil sua procura, acendeu um toco de vela. A cada pingo dela, deitado sobre o chão, uma luz brilhante nascia em seu lugar, até que todo lugar ficou tão claro quanto o dia e lhe foi permitido, desta forma, achar a tropilha. Amarrou o baio e, gemendo de dor, jogou-se ao solo desfalecido.  Danado como ele só e não satisfeito com o que já fizera ao escravo, o filho do fazendeiro aproveitou a oportunidade de praticar mais uma maldade: dis- persar os cavalos. Feito isso, correu novamente até seu pai e contou-lhe que Negrinho havia encontrado os cavalos e os deixara fugir de propósito. A histó- ria se repete, e dois escravos vão buscá-lo, só que dessa vez seu patrão está decidido em dar cabo dele. Amarrou-o pelos pulsos e surrou-o como nunca. O chicote subia e descia, dilacerando a carne e picoteando-a como guisado. Ne- grinho não aguentou tanta dor e desmaiou. Achando que o havia matado, seu senhor não sabia que destino dar ao corpo. Enterrá-lo lhe daria muito trabalho e, avistando um enorme formigueiro, jogou-o lá. As formigas acabariam com ele em pouco tempo, pensou. No dia seguinte, o cruel fazendeiro, curioso para ver de que jeito estaria o cor- po do menino, dirigiu-se até o formigueiro. Qual sua surpresa quando o viu em pé, sorrindo e rodeado pelos cavalos e o baio perdido. O Negrinho montou-o e partiu a galope, acompanhado pelos trinta cavalos. O milagre tomou o rumo dos ventos e alcançou o povoado, que se alegrou com a notícia. Desde aquele dia, muitos foram os relatos de quem viu o Negri- nho passeando pelos pampas, montado em seu baio e sumindo em seguida por entre nuvens douradas. Ele anda sempre à procura das coisas perdidas, e quem necessitar de seu ajutório, é só acender uma vela entre as ramas de uma árvore e dizer: Foi aqui que eu perdi Mas Negrinho vai me ajudar Se ele não achar Ninguém mais conseguirá! (Disponível em: <http://www.rosanevolpatto.trd.br/lendanegrinhopastoreio.html>.) ATIVIDADE 3I: MAIS UMA RODA DE LEITURA Objetivos  Ampliar o repertório de lendas da classe.  Apropriar-se de comportamento leitor nas atividades de apresentação e indica- ção de textos lidos. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 75
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    Planejamento  Como organizar os alunos? A atividade é coletiva, e os alunos deverão ficar em círculo.  Quais os materiais necessários? Cada aluno deverá estar com a obra que leu. Cartaz de referência para inventário de lendas, para inclusão das lidas e identi- ficação das que forem indicadas para a coletânea.  Qual é a duração? Duas aulas de 40 minutos. Encaminhamento  Os mesmos apresentados para a Atividade 3D. Observação: Não serão apresentadas orientações específicas para a página do aluno. Siga as orientações que constam da página do aluno prevista para a Atividade 3D. ATIVIDADE 3J: ANALISANDO ASPECTOS LINGUÍSTICOS DAS LENDAS Objetivo  Analisar as lendas considerando as características linguísticas presentes no material lido até o momento: J Identificar o tema central de cada lenda lida, explicitando o que ela explica ou pretende ensinar. J De que maneira começam as diferentes lendas lidas: o que apresentam no primeiro parágrafo e com quais expressões iniciam? Planejamento  Como organizar os alunos? A atividade será realizada em grupos de quatro.  Quais os materiais necessários? Textos das lendas lidas e questões orientado- ras da análise (quadro de análise), que consta da folha de Atividade 3J.  Qual é a duração? Cerca de 40 minutos. Encaminhamento  Converse com os alunos sobre o propósito da atividade e a maneira como se desenvolverá. Oriente-os a respeito da organização em grupos de quatro.  Leia a consigna da atividade e faça, coletivamente, a análise da lenda “O dono da luz”, para que os alunos se familiarizem com a tarefa. Focalize como a histó- ria se inicia (“No princípio, todo mundo vivia nas trevas...”), anotando o título da lenda e seu início na lousa, conforme o quadro a seguir. Lembre-se de discutir e anotar também o tema da lenda, que explicação ou ensinamento a caracteriza. 76 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    TÍTULO DA LENDA COMO INICIA TEMA CENTRAL O dono da luz Santo Tomás e o boi que voava Beowulf e o dragão A lenda da vitória-régia A lenda do papagaio Crá-Crá A lenda de Narciso A lenda da Lagoa das Guaraíras O Negrinho do Pastoreio  A seguir, deixe que os alunos continuem o trabalho. Passe nos grupos e vá orientando-os de maneira que consigam observar os aspectos importantes. ATIVIDADE 3J: ANALISANDO ASPECTOS Atividade do aluno LINGUÍSTICOS DAS LENDAS NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Retome as lendas lidas até o momento e analise o modo como as narrativas começaram, assim como o tema central que cada uma aborda. Para organizar melhor as informações, preencha o quadro a seguir. TÍTULO DA LENDA COMO INICIA TEMA CENTRAL O dono da luz Santo Tomás e o boi que voava Beowulf e o dragão A lenda da vitória-régia A lenda do papagaio Crá-Crá A lenda de Narciso A lenda da Lagoa das Guaraíras O Negrinho do Pastoreio 2. Apresente as observações do grupo para os demais colegas e o professor, discutindo-as. A seguir, elaborem, coletivamente, um registro que sintetize as observações gerais sobre as lendas e as dicas para serem utilizadas na pos- terior reescrita das lendas. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 77
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    ATIVIDADE 3K: ANALISANDOO DISCURSO NAS LENDAS Objetivos  Ampliar o repertório de lendas.  Analisar as diferenças entre os discursos direto e indireto para poder utilizá-los em posterior reescrita. Planejamento  Como organizar os alunos? A atividade será realizada coletivamente no início e, depois, individualmente.  Quais os materiais necessários? Texto que consta na página da Atividade 3K.  Qual é a duração? Uma aula de 60 minutos. Encaminhamento  Proponha a leitura compartilhada da lenda “Maria Pamonha”, mas antes explo- re com os alunos antecipações possíveis a partir do título: o que sabem sobre “pamonha”, qual sua relação com o nome “Maria”, qual será o assunto tratado nessa lenda?  A seguir, acompanhe os alunos na leitura e compreensão do texto, asseguran- do-se de que entenderam a trama, identificaram os personagens e a ambien- tação do conto, observaram o “ensinamento” que a lenda procura explicar. É interessante observar as repetições que aparecem, propositalmente, mas que também trazem um elemento novo (cintada, espetada, sapatada), e por que se optou por usar esse recurso.  Concluída a compreensão do texto, oriente-os a reler os trechos sublinhados e ajude-os a identificar a diferença presente no modo de explicitar o que foi dito pelos personagens, a fim de que observem as possibilidades presentes no discurso direto e no indireto. Nesse momento, é importante esclarecer o que caracteriza um e outro.  A seguir, copie o primeiro trecho na lousa. Peça que identifiquem onde estão presentes o discurso direto e o indireto: “... Uma tarde, os garotos da fazenda perguntaram-lhe como se chamava – discurso indireto – e ela respondeu com um fiozinho de voz: – Maria...” – discurso direto.  Discuta com eles como a conversa entre os garotos e a menina poderia se dar de modos diferentes, transformando um tipo de discurso em outro: J Uma tarde, os garotos da fazenda perguntaram-lhe como se chamava – dis- curso indireto, que poderia ser transformado em direto: Uma tarde, os garo- tos da fazenda perguntaram-lhe: “Como você se chama?” , ou ainda, “Qual o seu nome?”. 78 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    J E elarespondeu com um fiozinho de voz: “Maria” – discurso direto, que po- deria ser transformado em indireto: E ela respondeu, com um fiozinho de voz, que se chamava Maria.  É importante chamar a atenção das crianças para que observem o uso de dois-pontos e travessão no discurso direto, e sua ausência no indireto, e que utilizar um ou outro é uma escolha do escritor no momento em que produz um texto. Assim, também eles poderão fazer uso desses recursos ao reescreve- rem as lendas para a coletânea.  A seguir, proponha que, no caderno, eles transformem o discurso indireto em direto e vice-versa dos demais trechos sublinhados no texto do livro. Depois, so- cialize as possíveis soluções encontradas pelos alunos para que possam confe- rir a tarefa e também ampliar as possibilidades de construção de diálogos. ATIVIDADE 3K: ANALISANDO O DISCURSO Atividade do aluno NAS LENDAS NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Acompanhe, com atenção, a leitura que seu professor fará da lenda “Maria Pamonha”. Depois, faça o que se pede. MARIA PAMONHA Lenda latino-americana Certo dia apareceu na porta da casa-grande da fazenda uma menina suja e faminta. Nesse dia, deram-lhe de comer e de beber. E no dia seguinte tam- bém. E no outro, e no outro, e assim sucessivamente. Sem que as pessoas da casa se dessem conta, a menina foi ficando, ficando, sempre calada e de canto em canto. Uma tarde, os garotos da fazenda perguntaram-lhe como se chamava e ela respondeu com um fiozinho de voz: – Maria. E os garotos, às gargalhadas, fecharam-na numa roda e começaram a debo- char dela: – Maria, Maria Pamonha, Maria, Maria Pamonha… Uma noite de lua cheia, o filho da patroa estava se arrumando para ir a um baile, quando Maria Pamonha apareceu no seu quarto: Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 79
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    Atividade do aluno – Me leva no baile? – pediu-lhe. O jovem ficou duro de espanto. – Quem você pensa que é para ir dançar comigo? – gritou. – Ponha-se no seu lugar! Ou quer levar uma cintada? Quando o rapaz saiu para o baile, Maria Pamonha foi até o poço que havia no mato, banhou-se e perfumou-se com capim-cheiroso e alfazema. Voltou para casa, pôs um lindo vestido da filha da patroa e prendeu os cabelos. Quando a jovem apareceu no baile, todos ficaram deslumbrados com a beleza da desconhecida. Os homens brigavam para dançar com ela, e o filho da pa- troa não tirava os olhos de cima da moça. – De onde é você? – perguntou-lhe, por fim. – Ah, eu venho de muito, muito longe. Venho da Cidade de Cintada – res- pondeu a garota. Mas o rapaz a olhava tão embasbacado que não percebeu nada. Quando voltou para casa, o jovem não parava de falar para a mãe da beleza daquela garota desconhecida que ele vira no baile. Nos dias que se seguiram, procurou-a por toda a fazenda e pelos povoados vizinhos, mas não conseguiu encontrá-la. E ficou muito triste. Uma noite sem lua, dez dias depois, o jovem foi convidado para outro baile. Como da primeira vez, Maria Pamonha apareceu no seu quarto e disse-lhe com sua vozinha: – Me leva no baile? E o jovem voltou a gritar-lhe: – Quem você pensa que é para ir dançar comigo? Ponha-se no seu lugar! Ou quer levar uma espetada? Logo que o jovem saiu, Maria Pamonha correu para o poço, banhou-se, perfu- mou-se, pôs outro vestido da filha da patroa e prendeu os cabelos. De novo, no baile, todos se deslumbraram com a beleza da jovem desconheci- da. O filho da patroa aproximou-se dela, suspirando, e perguntou-lhe: – Diga-me uma coisa, de onde é você? – Ah, ah, eu venho de muito, muito longe. Venho da Cidade de Espetada – res- pondeu a jovem. Mas ele nem se deu conta do que ela estava querendo lhe dizer, de tão apaixonado que estava. Ao voltar para casa, não se cansava de elogiar a desconhecida do baile. Nos dias que se seguiram, procurou-a por toda a fazenda e pelos povoados vizinhos, mas não conseguiu encontrá-la. E ficou mais triste ainda. Uma noite de lua crescente, dez dias depois, o rapaz foi convidado para outro baile. Pela terceira vez, Maria Pamonha apareceu em seu quarto e disse-lhe com aquele fiozinho de voz: – Me leva no baile? 80 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno E pela terceira vez ele gritou: – Quem você pensa que é para ir dançar comigo? Ponha-se no seu lugar! Ou quer levar uma sapatada? Outra vez, Maria Pamonha vestiu-se maravilhosamente e apareceu no baile. E outra vez todos ficaram deslumbrados com sua beleza. O jovem dançou com ela, murmurando-lhe palavras de amor, e deu-lhe de pre- sente um anel. Pela terceira vez, ele lhe perguntou: – Diga-me uma coisa, de onde é você? – Ah, ah, ah, eu venho de muito, muito longe. Venho da Cidade de Sapatada. Mas como o rapaz estava quase louco de paixão, nem se deu conta do que queriam dizer aquelas palavras. Ao voltar para casa, ele acordou todo mundo para contar como era bela a jovem desconhecida. No dia seguinte, procurou-a por toda a fazenda e pelos povoados vizinhos, sem conseguir encontrá-la. Tão triste ele ficou que caiu doente. Não havia remédio que o curasse, nem reza que o fizesse recobrar as forças. Triste, triste, já estava a ponto de morrer. Então Maria Pamonha pediu à patroa que a deixasse fazer um mingau para o doente. A patroa ficou furiosa. – Então você acha que meu filho vai querer que você faça o mingau, menina? Ele só gosta do mingau feito por sua mãe. Mas Maria Pamonha ficou atrás da patroa e tanto insistiu que ela, cansada, acabou deixando. Maria Pamonha preparou o mingau e, sem que ninguém visse, colocou o anel dentro dele. Enquanto tomava o mingau, o jovem suspirava: – Que delícia de mingau, mãe! De repente, ao encontrar o anel, perguntou, surpreso: – Mãe, quem foi que fez este mingau? – Foi Maria Pamonha. Mas por que você está me perguntando isso? E antes mesmo que o jovem pudesse responder, Maria Pamonha apareceu no quarto, com um lindo vestido, limpa, perfumada e com os cabelos presos. E o rapaz sarou na hora. E casou-se com ela. E foram muito felizes. 2. Em seu caderno, copie os trechos sublinhados transformando o discurso dire- to em indireto e vice-versa. Lembre-se de usar dois-pontos, parágrafo e traves- são quando necessário! 3. Ao terminar, compartilhe com seu professor e colegas o modo como foi cons- truindo os diálogos entre os personagens. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 81
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    ETAPA 4: SELECIONANDOAS LENDAS, REESCREVENDO-AS E REVISANDO OS TEXTOS ATIVIDADE 4A: REESCREVENDO COLETIVAMENTE UMA LENDA Objetivos  Acompanhar a produção coletiva de um texto, dando ideias sobre o que e como escrever.  Utilizar expressões próprias da escrita de lendas, fazendo uso de algumas mar- cas de oralidade e bons recursos linguísticos presentes no texto original.  Ao escrever, garantir a sequência temporal dos acontecimentos do texto. Planejamento  Como organizar os alunos? A atividade será realizada coletivamente.  Quais os materiais necessários? Textos lidos e que constam no livro do aluno; fotocópias do texto que irão reescrever e revisar e/ou projetor para socializá-lo.  Qual é a duração? Duas aulas de 50 minutos. Encaminhamento  Antes de mais nada, vale retomar com os alunos que reescrever algo não é reproduzir, fielmente, as palavras de um texto (o que caracterizaria uma có- pia), e sim reproduzir a trama, o enredo, mas de um modo próprio, com as suas palavras. Isso garante que, tendo o conteúdo dominado, sabendo o que devem escrever, os alunos podem dedicar-se a refletir sobre como fazê-lo do melhor modo.  Para ter sucesso nessa empreitada, precisam pôr em jogo o que já aprende- ram, como diferentes modos de iniciar a narrativa, quando usar o discurso direto e indireto, como enriquecer a lenda com descrições de personagens e ambientes, quais expressões linguísticas e regionalismos são mais ou menos apropriados, como provocar emoções e manter o interesse do leitor.  É relevante também, enquanto a história é escrita propriamente, auxiliar os alu- nos a considerarem o leitor e as características das lendas, bem como ir lendo enquanto escrevem para conferir a intenção comunicativa e também se não estão esquecendo informações importantes, além de corrigirem possíveis er- ros ortográficos e gramaticais. Nesse sentido, você deve escrever exatamente o que e como os alunos lhe ditarem, a fim de poder ajudá-los no processo de revisão e melhoria do texto, que acontecerá posteriormente. 82 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Parte A –1a aula Ao iniciar a atividade, converse com os alunos sobre o propósito da mesma e a maneira como se desenvolverá.  Explique que farão a releitura de uma das lendas do livro do aluno. A escolha poderá ser feita por você ou mediante votação no grupo, que precisa saber que a história escolhida e reescrita será a primeira a compor a coletânea, inaugurando-a.  Escolhida a lenda, peça que façam a leitura silenciosa da mesma.  A seguir, inicie o processo de reescrita, conversando com a turma sobre a im- portância de desenvolver bons procedimentos de escrita, de modo que qual- quer leitor possa compreender o texto. Para isso, combine com os alunos que o texto será produzido considerando-se algumas etapas: J Planejar o que se vai escrever, tendo em mente quem serão os leitores da coletânea e as características que observaram nas lendas que já conhecem (ver observações abaixo). J Fazer uma primeira versão, com perspectiva de rascunho (ler enquanto se está escrevendo para controlar questões de discurso – referentes à expressão das ideias – e também notacionais – referentes à ortografia e à pontuação). J Revisar o texto produzido, observando se está claro e coerente, e corrigir as- pectos ortográficos e gramaticais. J “Passar a limpo” a versão final, que comporá a coletânea.  Ao planejar a escrita da narrativa, retome alguns aspectos próprios da escrita de lendas: J Iniciar a lenda diretamente, sem definir de forma precisa tempo e lugar e sem muitas descrições. Para isso, utilizar expressões como “Conta a lenda que...”; “Contam... que...”; “Havia um...”; “Um certo... em...”. J Não apresentar explicitamente os ensinamentos e explicações que o texto pretende passar. Ao contrário, estes devem vir diluídos ao longo do texto. J As lendas que contêm explicações de fenômenos naturais apresentam me- nos falas de personagens, organizando-se pelo discurso narrativo, sem refe- rência às falas propriamente ditas. As demais lendas utilizam discurso dire- to, marcado de diferentes maneiras: por dois-pontos, parágrafo e travessão; ou por dois-pontos, parágrafo e aspas. J É possível utilizar expressões de variedades regionais.  Como o escriba da turma, registre um esquema da lenda, que deverá conter as ações principais da narrativa e servir de consulta enquanto se procede à redação. Essa pequena síntese, escrita em itens, precisa conter todas as partes e informa- ções essenciais para garantir a clareza e a coerência da história. Faça referência ao esquema constantemente, ajudando os alunos nessa verificação até concluí- rem a primeira versão da reescrita. Combine com as crianças que o texto “dormi- rá” por alguns dias para que possam, depois, melhorar a construção do mesmo. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 83
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    Parte B –2a aula  Concluído o rascunho, tem início a revisão. Lembramos a importância de que realizem essa tarefa decorridos alguns dias da escrita da primeira versão, pois isso permitirá às crianças alternar os papéis de escritor e leitor.  Para que os alunos possam participar da revisão, todos devem ter acesso ao texto que será alterado. Desta forma, ele pode ser fotocopiado ou exibido por meio de outro recurso audiovisual, como o retroprojetor, ou, ainda, um progra- ma de computador. O importante é que, enquanto você anota as alterações no original, as crianças possam acompanhá-lo.  Primeiramente, ajude-os a observar se a história está coerente, se tem clareza, se há repetições desnecessárias de palavras, quais podem ser substituídas (por sinônimos ou pronomes, por exemplo, bem como usando vírgulas ou su- primindo o sujeito). Observe com eles se as partes do texto estão articuladas, se faltam informações, se podem enriquecer a narrativa com alguma descrição mais detalhada, que expressões linguísticas são mais ou menos favoráveis para produzir bons efeitos estéticos no texto.  Depois, revise o texto com eles do ponto de vista ortográfico, considerando as questões estudadas, assim como o uso adequado de maiúsculas e da pontuação.  Concluída a revisão, decida com os alunos como o texto final será apresen- tado, como “passarão a limpo” essa versão, podendo optar se vão copiá-lo à mão ou digitá-lo, quem fará essa tarefa, se haverá ilustração e como será. ATIVIDADE 4B: REESCREVENDO TRECHOS DE UMA LENDA Objetivos  Reescrever o início de uma lenda considerando diversos inícios possíveis.  Fazer uso de recursos de linguagem explorados ao longo do projeto.  Trabalhar em parceria, negociando possibilidade de construção de texto. Planejamento  Como organizar os alunos? A atividade será realizada inicialmente em duplas definidas pelo professor e depois socializada coletivamente.  Quais os materiais necessários? Texto que consta na página da Atividade 4B; folha pautada para produzir a reescrita.  Qual é a duração? Uma aula de 50 minutos. 84 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Encaminhamento  Peça aos alunos que façam a leitura silenciosa da “Lenda do papagaio Crá-Crá”. A seguir, comente com eles a história, auxiliando-os a se recordar da trama e dos personagens.  Oriente-os, então, a reescrever o início dessa lenda, que está em negrito no texto original. Eles trabalharão em duplas conforme sua indicação e devem pro- duzir dois textos diferentes que recontem o mesmo trecho da lenda que leram.  Quando terminarem, devem revisá-lo, corrigindo o que for preciso, seja de dis- curso, ortografia, pontuação ou gramática. Depois, podem escolher um dos textos que fizeram para ler para os colegas. Atividade do aluno ATIVIDADE 4B: REESCREVENDO TRECHOS DE UMA LENDA NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Junto a sua dupla de trabalho, releia silenciosamente “A lenda do papagaio Crá-Crá”. A LENDA DO PAPAGAIO CRÁ-CRÁ Conta a lenda que, antigamente, morava em um vilarejo um menino muito gu- loso. Tudo que via, queria comer, e a gula era tanta, a pressa de comer era tamanha, que ele tinha costume de engolir a comida sem mastigá-la. Uma vez sua mãe encontrou frutos de batoí e assou-os na cinza. O filho, sem querer esperar, comeu todos os frutos, tirando-os diretamente do fogo e, como sempre, engoliu-os sem pestanejar. Os frutos do batoí são frutos cuja polpa viscosa se mantém quentíssima por muito tempo. Comendo-os tão quentes, sapecaram-lhe a garganta, de forma que doía muito e queimavam-lhe o estômago. O menino, tentando vomitar os frutos comidos, começou a fazer força para expulsá-los. Arranhava a garganta grunhindo crá-crá-crá! Mas os frutos não saíam... e entalaram na garganta, sufocando-o. No mesmo momento, cresceram-lhe as asas e as penas e ele tornou-se um papagaio. Voou pra longe. Até hoje pode-se ouvi-lo vagando pelas matas do lugar, voando e gritando “crá-crá-crá”! (Machado, Irene. Literatura e redação. São Paulo: Scipione, 1994. p. 105-106.) Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 85
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    Atividade do aluno 2. Observem que o início dessa lenda está em negrito. Esse trecho deverá ser reescrito por vocês de dois modos diferentes. Para isso, utilizem a folha pau- tada entregue por seu professor. 3. Fiquem atentos às possibilidades de escrita que já foram abordadas em aula, lembrando-se de que as lendas começam remetendo-se ao passado, mas sem definir um tempo específico. Vocês poderão optar pelo discurso direto ou indireto quando acharem mais apropriado, e podem enriquecer a lenda com descrições de personagens e ambientes. 4. Quando terminarem, façam uma boa revisão do texto, observando se faltam informações ou se há erros de gramática ou ortografia. 5. Finalmente, escolham a versão que lhes pareceu mais interessante para ler para os colegas. ATIVIDADE 4C: SELECIONANDO AS LENDAS PARA SEREM REESCRITAS, PLANEJANDO A REESCRITA E REESCREVENDO-AS Objetivos  Selecionar a lenda que será reescrita.  Planejar a reescrita da lenda, a partir de material de referência e do contexto de produção.  Reescrever a lenda, considerando o planejado. Planejamento  Como organizar os alunos? A atividade será realizada em três etapas: coletiva- mente, para decidir quem escreverá qual lenda; em duplas, para planejar cola- borativamente a lenda; individualmente, para a reescrita da lenda escolhida.  Quais os materiais necessários? Cópia para todos os alunos das recomenda- ções para reescrita, que constam da Atividade 4A. Folhas avulsas para planeja- mento e reescrita das lendas.  Qual é a duração? Duas aulas de 50 minutos. Encaminhamento  Converse com os alunos sobre o propósito da atividade e sobre a maneira como ela será conduzida.  Desenvolva-a por partes, orientando os agrupamentos a cada vez.  Na primeira etapa, organize o coletivo da classe para decidir a respeito de quem reescreverá qual lenda. Pegue o cartaz com o inventário de lendas e, para come- 86 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    çar, decidam quaisdas lendas lidas poderão compor a coletânea, de acordo com a preferência da classe e com os possíveis interesses dos leitores.  A seguir, entre as lendas selecionadas, solicite que os alunos manifestem sua preferência, escolhendo a que querem reescrever. Anote os nomes dos alunos ao lado dos títulos das lendas. Assegure-se de que cada um conheça bem a lenda que irá reescrever. É interessante que leiam antes, para evitar omissão de informações.  A seguir, retome as indicações que os alunos fizeram sobre o que considerar quando fossem escrever as lendas, registro elaborado na Atividade 4A.  Retome, depois, o contexto de reescrita da lenda: reescrever aquelas de que a classe mais gostou, para alunos da 1a à 4a série, compondo um livro-coletânea para constituir o acervo da sala de leitura.  Oriente os alunos para considerarem a adequação da linguagem ao leitor, de modo que ele possa compreender o texto.  Solicite que se organizem em duplas, que você precisará formar de acordo com a contribuição que possam dar um para o outro. Oriente-os para que planejem a reescrita, elaborando uma relação dos aspectos que não podem faltar, na ordem em que devem ser apresentados. Oriente-os, ainda, para que planejem, juntos, cada um dos textos, como foi feito quando fizeram a reescrita coletiva.  Depois do planejamento, o trabalho será individual. Cada um, de posse de seu planejamento, reescreverá a sua lenda. Lembre aos alunos que, enquanto redi- gem a história propriamente dita, devem considerar o leitor e as características das lendas, bem como ir lendo enquanto escrevem para conferir a intenção comunicativa e também se não estão esquecendo informações importantes, além de corrigirem possíveis erros ortográficos e gramaticais.  Peça-lhes que, antes de lhe entregar o material, revejam o planejamento e se os textos estão adequados ao contexto de produção. Esta é uma tarefa individual, e é importante que as crianças possam traba- lhar concentradas. Caso precisem de ajuda, oriente-as a levantarem a mão e aguardar até que sejam atendidas por você, que se dirigirá até elas para auxiliá-las. Talvez isso seja necessário para lembrá-las de fatos ou trechos da história. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 87
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    Atividade do aluno ATIVIDADE 4C: SELECIONANDO AS LENDAS PARA SEREM REESCRITAS, PLANEJANDO A REESCRITA E REESCREVENDO-AS NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Nesta atividade você realizará quatro tarefas: selecionará as lendas que com- porão a coletânea do projeto; escolherá a lenda que você irá reescrever; pla- nejará a reescrita da lenda; reescreverá a lenda. Fique atento para as orienta- ções de seu professor. Alguns lembretes para você, quando for planejar e reescrever a lenda escolhida:  Considere que você reescreverá uma das lendas de que a classe mais gostou, para alunos da 1a à 4a série, compondo um livro-coletânea para constituir o acervo da sala de leitura.  Considere que seu texto deve estar adequado a essas características o máxi- mo possível, pois isso garantirá que o leitor o compreenda.  Considere os aspectos abaixo, estudados ao longo das atividades, como orien- tadores do planejamento e reescrita: J Iniciar a lenda diretamente, sem definir precisamente tempo e lugar e sem muitas descrições. J Utilizar expressões como: “Conta a lenda que...”; “Contam... que...”; “Havia um...”; “Um certo... em...” ou outra com sentido similar. J Não apresentar explicitamente os ensinamentos ou explicações que o texto pretende passar; ao contrário, estes devem vir diluídos ao longo do texto. J As lendas que contêm explicações de fenômenos naturais apresentam menos fala de personagem, organizando-se pelo discurso narrativo, sem referência às falas propriamente ditas. Considere isso na reescrita. As de- mais lendas utilizam discurso direto, marcado de diferentes maneiras: por dois-pontos, parágrafo e travessão; ou por dois-pontos, parágrafo, aspas. J É possível utilizar expressões de variedades regionais e escrever mais à von- tade se a situação de produção possibilitar, isto é, se considerar que os leitores pensados compreenderão o texto. J Elaborar uma relação dos aspectos que precisarão constar na lenda, na or- dem em que devem ser apresentados. J Lembre-se que, enquanto redige a história propriamente dita, deve conside- rar o leitor e as características das lendas, bem como ir lendo enquanto escreve para conferir a intenção comunicativa e também se não está esque- cendo informações importantes. Fique atento também para corrigir possíveis erros ortográficos e gramaticais. 88 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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     Antes deentregar seu texto para o professor, lembre-se de dar uma conferida para ver se não está faltando nada do que foi planejado. ATIVIDADE 4D: REVISANDO AS LENDAS E EDITORANDO-AS Objetivos  Revisar os textos escritos, de acordo com o que foi planejado.  Refazer os textos, considerando as necessidades apontadas pelo professor.  Editorar o texto, considerando as especificidades do projeto do livro. Planejamento  Como organizar os alunos? A atividade será realizada em três etapas: coletiva- mente, para que você possa comentar alguma necessidade comum de aprendi- zagem; em duplas, para a revisão de cada texto; individualmente, para passar a limpo e fazer a editoração.  Quais os materiais necessários? Cópia para todos os alunos a respeito das recomendações para reescrita, que constam da Atividade 4A.  Qual é a duração? Duas aulas de 50 minutos. Encaminhamento Parte A – 1a aula  Converse com os alunos sobre o propósito da atividade e a maneira como ela será conduzida.  Desenvolva-a por partes, orientando os agrupamentos a cada vez.  Na primeira etapa, converse com toda a classe a respeito de alguma necessi- dade coletiva que tenha observado quando fez a leitura dos textos.  Oriente os alunos quanto ao que deverão revisar no texto, observando se fize- ram uso do que já aprenderam, como pensar em diferentes modos de iniciar a narrativa, se usaram o discurso direto e indireto e se o fizeram corretamente, se enriqueceram a lenda com descrições de personagens e ambientes, se uti- lizaram expressões linguísticas e regionalismos de forma apropriada, se conse- guiram provocar emoções e manter o interesse do leitor.  Depois disso, devem verificar e corrigir os trechos assinalados por você, que terá indicado questões de ortografia, gramática e pontuação a serem corrigi- das. Avise que trabalharão em duplas e indique quais são os parceiros consi- derando a possibilidade de contribuição recíproca que apresentem.  Devolva o texto para os alunos e solicite que as duplas o analisem consideran- do os itens apontados no processo de planejamento – recuperar quadro orien- Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 89
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    tador e planejamento– e as suas observações. Devem analisar um texto de cada parceiro da dupla separadamente, até terem revisto as duas lendas que foram reescritas. Parte B – 2a aula  Quando forem refazer, a atividade será individual. Explique que, tendo o texto corrigido e revisado, precisarão “passá-lo a limpo”, o que significa copiá-lo já sem erros ou questões a resolver.  Para isso, combinem se o farão escrevendo à mão ou digitando. Caso utilizem o computador como ferramenta de trabalho, solicite que coloquem o texto no padrão decidido: tamanho, tipo de letra, cor etc. ETAPA 5: EDIÇÃO E PREPARAÇÃO FINAL DA COLETÂNEA ATIVIDADE 5A: PRODUZINDO AS ILUSTRAÇÕES Objetivo  Preparar as ilustrações das lendas da coletânea. Planejamento  Como organizar os alunos? No início, a atividade será realizada coletivamente; depois será individual.  Quais os materiais necessários? Livros com várias ilustrações, diversos mate- riais para a realização de desenhos, fotos de jornais e revistas, materiais para fazer colagem, tintas e pincéis.  Qual é a duração? Cerca de duas aulas de 50 minutos. Encaminhamento Parte A – 1ª aula: Analisando ilustrações em livros diversos  Para realizar as próprias ilustrações de suas lendas, os alunos precisam, pri- meiro, conhecer diversas ilustrações de outros livros e materiais. Para subsi- diá-los nessa tarefa, é importante selecionar previamente materiais com dife- rentes tipos de ilustrações e analisá-las com eles, apontando: J Que estilos podem ser observados, com a utilização de que técnicas (nos livros em geral, podemos encontrar ilustrações mais ou menos estilizadas ou próximas de um desenho de observação, por exemplo. Também podemos 90 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    ver ilustrações quelembram pinturas, ou que são desenhos, ou ainda foto- grafias e gravuras que utilizam técnicas diversas). J Ilustrações mais e menos detalhadas, em que se observam desenhos isola- dos ou cenas completas. J Ilustrações coloridas e feitas em preto e branco.  Chame a atenção deles para o modo como as ilustrações se relacionam com o contexto escrito da história, isto é, se apenas complementam a narrativa ou trazem para o leitor informações e detalhes que não estão descritos na histó- ria, e por isso têm um papel fundamental na composição final de um trabalho.  Além disso, a disposição espacial das ilustrações faz diferença, uma vez que podem estar vinculadas ao texto ou não, estar mais ou menos em evidência, ocupar uma página ou duas.  Explique aos alunos que tanto a finalidade quanto a técnica de compor as ilus- trações são escolhas que deverão fazer quando se dedicarem às ilustrações que realizarão sozinhos, e que poderão utilizar os materiais de referência para consultar durante o trabalho (por isso, deixe-os disponíveis).  Se for possível, providencie livros em que se possa comparar tipos de ilustra- ções diferentes de uma mesma lenda.  Quando tiverem terminado de analisar os recursos disponíveis, é hora de pre- parar um ambiente propício e com materiais artísticos adequados para que os alunos comecem o processo de ilustração de suas próprias lendas. Parte B – 2a aula: Ilustrando as lendas da coletânea  Nesse momento, os alunos precisam escolher os materiais com que vão traba- lhar e dispor-se a isso. No entanto, oriente-os para que façam um esboço de sua ilustração, considerando o que foi discutido a respeito. Essa é uma etapa importante, que pode ser alterada caso seja preciso, mas que os ajudará a se organizar, planejando suas ações.  À medida que forem se sentindo prontos, podem iniciar o processo de ilus- tração, contando com o auxílio do professor e colegas para aperfeiçoarem o trabalho. ATIVIDADE 5B: ORGANIZANDO A COLETÂNEA Objetivo  Montar o livro-coletânea observando as partes que compõem um livro. Planejamento  Como organizar os alunos? A atividade será coletiva no início; depois, os alu- nos trabalharão em pequenos grupos, por divisão de tarefas. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 91
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     Quais osmateriais necessários? Livros diversos para análise, folhas pautadas para organizar um rascunho, folhas para passar o rascunho a limpo ou compu- tadores para digitação e edição final.  Qual é a duração? Duas aulas de 50 minutos. Encaminhamento  Disponha livros diversos pela classe. Reúna os alunos em roda e oriente o tra- balho. Explique que, para que possam eles mesmos organizar um livro, preci- sam antes observar como os livros se apresentam, de que partes são compos- tos. Para isso, peça que circulem pela sala e observem os materiais, anotando as seções ou partes que conseguirem identificar nos livros expostos.  Quando tiverem terminado, reúna-os novamente e faça um levantamento do que descobriram, anotando os itens na lousa. Essa será uma referência impor- tante para que depois as tarefas possam ser distribuídas nos grupos.  Lembre-se que algumas partes são essenciais e não poderão faltar, pois fa- zem parte de todos os livros: J capa, considerando-se as informações que lhe são imprescindíveis: título, autor e ilustrador; J página de apresentação; J índice; J página de rosto.  Vocês terão que decidir juntos sobre algumas seções que igualmente são co- muns, mas não imprescindíveis: J página de apresentação (explicando o projeto, por exemplo); J dedicatória; J glossário.  Também deverão combinar se o livro será paginado ou não, relacionando esse dado com o índice.  Toda essa exploração e tomada de decisões deverá ocorrer na primeira aula desta atividade. Decidida a organização da coletâna, divida os alunos em gru- pos e distribua as tarefas, solicitando que cada um se concentre num primeiro rascunho da parte que lhe cabe: quem fará a capa, o índice, a página de apre- sentação, a indicação dos autores; se haverá ou não ilustrações além daque- las feitas individualmente, por lenda, e quem a fará. Combinem também cores, fonte e tamanho de letra, tipo de material usado para confeccionar a capa, se o livro será encadernado ou espiralado.  Nesse momento, circule pelos grupos, ajudando-os no que precisarem. Faça o mesmo na aula seguinte, em que deverão se dedicar a fazer o que foi combina- do, até que o livro-coletânea esteja pronto. 92 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    ATIVIDADE 5C: PREPARANDOA APRESENTAÇÃO ORAL DA LENDA Objetivo  Preparar a apresentação oral da lenda. Planejamento  Como organizar os alunos? A atividade será realizada coletivamente, em duplas e individualmente. Coletivamente será organizada a apresentação; em du- plas será realizado o estudo das lendas que serão apresentadas; individual- mente serão apresentadas cada uma das lendas, em um ensaio de estudo.  Quais os materiais necessários? Texto da lenda para estudo. Cartaz para orga- nização do trabalho de preparação da apresentação oral.  Qual é a duração? Cerca de duas aulas de 50 minutos. Encaminhamento Parte 1 – Organizando a apresentação e compartilhando tarefas  Para iniciar, discuta com os alunos como a apresentação será organizada, quais os materiais que serão necessários e quem será o responsável por cada trabalho.  Organize em um cartaz um esquema da apresentação: ambientação, com os livros em exposição; abertura, com a fala de um responsável que explique o evento; apresentação de envolvidos (decidir quem fala o quê, por exemplo: alu- nos que comentam o que foi o projeto para eles, seu envolvimento com as lendas etc.; professor que conta as questões envolvidas e as aprendizagens realizadas etc.); apresentação oral de algumas lendas; encerramento.  Identifique os materiais necessários para a organização da apresentação e quem será responsável pela organização de cada aspecto. Parte 2 – Estudo do texto para apresentação oral  Decida, junto com o grupo, quais serão as apresentações – não é bom que todos apresentem, pois a cerimônia ficaria muito longa. Assim, sorteie ou veja quem, espontaneamente, gostaria de recontar sua lenda. Lembre aos alunos que aqueles que não se apresentarem nesse momento serão contemplados pela leitura do livro-coletânea.  Forme duplas de estudo: os alunos leem as lendas e, depois, estudam como melhor apresentá-las oralmente, considerando entonação, gestual, dicção etc. O que for apresentar estuda e o parceiro apoia, analisa, critica, ajuda a ade- quar a fala. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 93
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     Oriente-os parao fato de não ser preciso decorar o texto, mas apenas saber dizê-lo de maneira adequada e interessante para os convidados. Parte 3 – Ensaio da apresentação Depois do estudo, os que vão se apresentar ensaiam diante da classe. Quando um se apresenta, os demais analisam e auxiliam o colega a se preparar melhor para a apresentação, dando dicas etc. ETAPA 6: AVALIAÇÃO FINAL DO TRABALHO DESENVOLVIDO ATIVIDADE 6: AVALIAÇÃO FINAL DO TRABALHO Objetivo  Realizar uma avaliação colaborativa do trabalho desenvolvido, considerando os diferentes aspectos: a reescrita do texto; a participação nas atividades durante o desenvolvimento; a elaboração do produto final. Planejamento  Como organizar os alunos? A atividade será individual.  Quais os materiais necessários? Pauta de autoavaliação.  Qual é a duração? Cerca de 40 minutos. Encaminhamento  Converse com os alunos sobre a finalidade da atividade e sobre a maneira como se desenvolverá.  Comente que preencherão uma pauta de autoavaliação que ajuda a refletir a respeito do que deveriam aprender sobre as lendas. Contudo, explique que, nessa pauta, não há perguntas a respeito da atitude dos alunos durante o tra- balho, e que essa avaliação será feita oralmente. Conversando com os alunos, levante questões sobre como foi trabalhar com o colega e depois sozinho, o que puderam aprender com seus parceiros, como foi a participação e atitu- de de colaboração de cada um, como foi o processo de negociação de ideias quando tinham que decidir algo, como foi dividir tarefas e qual a responsabili- dade com que cada um assumiu sua parte.  Feito isso, distribua as pautas de autoavaliação, leia-as com os alunos expli- cando cada item e oriente-os sobre o que fazer. Cuide para que os alunos este- jam, também, com seus textos em mãos. 94 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Projeto “UMA LENDA,DUAS LENDAS, TANTAS LENDAS...” Pauta de avaliação – REESCRITA DE LENDA Aluno:_________________________________________ Data:______________ Aspectos a serem observados Sim Não Preciso rever Você reescreveu a lenda preservando a sua finalidade? Você colocou o título? Você iniciou a lenda diretamente, falando genericamente de tempo e lugar? Você evitou muitas descrições? Você utilizou, no início, expressões como: “Conta a lenda que...”; “Contam... que...”; “Havia um...”; “Um certo... em...”? Você evitou apresentar os ensinamentos explicitamente, procurando diluí-los ao longo do texto? Você utilizou expressões de variedades regionais no seu texto? Considera que o leitor conseguirá compreender o texto com facilidade? Você apresentou os fatos essenciais da narrativa? A ordem em que foram apresentados estava correta? O texto foi apresentado de maneira atrativa para o leitor? A ilustração estava adequada ao texto? Você organizou os parágrafos de maneira adequada? Você procurou utilizar os sinais de pontuação adequados ao que pretendia dizer? Você utilizou letra maiúscula sempre que necessário? Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I Você escreveu de maneira legível? Procurou escrever sem erros de ortografia? Observações do professor 95
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    Para terminar, éimportante que você avalie, também, a adequação das ativida- des planejadas para os seus alunos às necessidades e possibilidades de aprendiza- gem deles, verificando se há mudanças que são necessárias e de que natureza são. É essa avaliação que orientará os inevitáveis ajustes a serem feitos na ação docente e, dessa forma, garantirá a ela uma qualidade cada vez melhor. PROJETO DIDÁTICO “UNIVERSO AO MEU REDOR” Em Língua Portuguesa, quando se fala em estudar um tema se fala, necessaria- mente, em desenvolver três habilidades básicas: LER, FALAR E ESCREVER. Nas séries finais do Ensino Fundamental é cada vez mais importante que se exi- ja dos alunos ler, comunicar-se oralmente e escrever como instrumentos importantes para a aprendizagem de conteúdos de outras áreas. Daí a necessidade de incorpo- rar os usos “acadêmicos” da leitura, da fala e da escrita. Isso poderá fazer com que os alunos tenham mais oportunidades para utilizar ferramentas que lhes permitam a aprendizagem de vários conteúdos. Assim, este projeto propõe o estudo de um assunto em particular, o que permi- te a realização de atividades em que os alunos precisam ler para se informar e com- parar diferentes fontes de informação. Também têm a oportunidade de selecionar informações relevantes, escrever para registrar o que aprenderam, fazer resumos, produzir legendas, esquemas e textos informativos, bem como comunicar oralmente o que aprenderam, em forma de seminário, por exemplo. Considerando a natureza do tema escolhido e a necessidade de discussão a respeito dele, dentro do ambiente escolar, o seminário pode ser um evento interativo bastante adequado, já que se tra- ta de uma situação didática que congrega pessoas para falar, discutir e apresentar ideias a respeito das mais diversas questões, além de ter que ler e registrar o que descobriram. O seminário é uma reunião de pessoas – especialistas, de fato, ou não; es- tando mais para estudiosos no assunto do que para especialistas, propriamente –, realizada para estudar determinado tema. É uma situação comunicativa que prevê várias exposições orais de aspectos diferenciados de um tema comum. Por isso, é uma situação privilegiada de estudo nas mais diversas áreas: História, Matemática, Geografia, Educação Física, ou seja, presta-se ao trabalho com todas as áreas do currículo escolar. No seminário, essas exposições orais são articuladas por um mediador, com a finalidade de buscar melhor compreensão por meio da troca de informações e reflexão sobre o tema. As exposições podem ser sustentadas por recursos materiais diversos, como re- troprojetor, slides, vídeo, Powerpoint, datashow, quadros sinóticos, músicas, fotogra- fias, apresentações musicais e de dança, ou seja, tudo o que for mais adequado para esclarecer a audiência sobre o tema, inclusive por esquema escrito que sintetize as principais ideias focalizadas. 96 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    No trabalho propostoneste Guia, o foco estará na leitura e compreensão de tex- tos informativos, no registro de informações e na preparação de uma exposição oral, neste caso um seminário. Em uma exposição oral, aspectos como altura e tom de voz, clareza na dicção, ritmo, gestual e atitude corporal são itens que precisam ser foco de ensino, pois impli- cam a melhor compreensão dos ouvintes. Sua condição de discurso oral coloca, ainda, a possibilidade, ou mesmo a necessidade, de se elaborar material de apoio para a fala, como fichas que funcionam como lembretes sobre os pontos relevantes dentro do assunto tratado. A organização de um seminário e de cada umas das exposições orais que o com- põem precisa dar-se em dois grandes eixos: O da alimentação temática: situações de estudo e aprofundamento sobre o tema que será foco da exposição oral. Para tanto, esse projeto propõe o desenvolvimento de uma sequência de atividades de leitura inicial – ler para aprender –, sínteses (essencial para a constituição do caderno de resumos ou folders de divulgação), leituras de info- gráficos, com a intenção de munir o aluno de material para a exposição oral. O discursivo: que prevê a organização do evento comunicativo, que é o seminário e o planejamento da exposição oral, propriamente, considerando todos os aspectos ci- tados. Para tanto, este projeto apresenta atividades que possibilitam a abordagem das características do seminário, bem como do processo de planejamento colaborativo do mesmo, assim como o estudo das características do gênero – exposição oral. Quanto à relevância do tema proposto para estudo, consideramos que se trata de um tempo, quando parar e pensar a respeito das ações humanas que têm provocado prejuízos ao planeta é essencial e indispensável. E, sendo assim, nada mais pertinente do que criar um espaço de discussão a respeito de atitudes cotidianas responsáveis. O estudo mais específico do desmatamento da mata atlântica coloca em foco a análise das condições nas quais se encontra esse bioma brasileiro, o mais rico em biodiversidade e, também, o mais dizimado, sendo que apenas cerca de 8% de sua área original ainda se encontra preservada. Compreender, então, quais ações huma- nas são responsáveis por essa condição parece fundamental para que se possa, por um lado, evitar a manutenção dessas ações e, por outro, compreendendo os efeitos das mesmas, procurar reverter o quadro atual em ações colaborativas e coletivas de recuperação e preservação do ecossistema. Fica, assim, proposto o tema: “Mata atlântica, desmatamento e desenvolvimento sustentável”. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 97
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    ORGANIZAÇÃO GER ALDA SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES Etapa Atividade 1 Por onde anda o universo? Atividade 1: Levantando conhecimentos prévios sobre o tema. 2 Compartilhando o projeto Atividade 2: Compartilhando o projeto e organizando o trabalho. 3 Estudando sobre meio Atividade 3A: Desequilíbrios provocados pelo ambiente, desmatamento e homem. sustentabilidade Atividade 3B: O desmatamento e sua influência em diferentes problemas ambientais. Atividade 3C: O desmatamento no Brasil e no mundo. Atividade 3D: A mata atlântica e sua história. Atividade 3E: O símbolo dourado da mata atlântica. Atividade 3F: A vida na mata. Atividade 3G: Desmatamento e sustentabilidade. 4 Estudo e planejamento do Atividade 4: Planejando o seminário. seminário 5 Estudo e planejamento da Atividade 5A: Investigando saberes dos alunos a exposição oral respeito de uma exposição oral. Atividade 5B: Analisando recursos da organização interna de uma exposição oral. Atividade 5C: Planejando uma exposição oral. 6 Avaliação do trabalho Atividade 6: Avaliação final do trabalho. desenvolvido ETAPA 1: POR ONDE ANDA O UNIVERSO? ATIVIDADE 1: LEVANTANDO CONHECIMENTOS PRÉVIOS SOBRE O TEMA Objetivos  Recuperar os conhecimentos prévios sobre o tema, montando um mapa geral dos desequilíbrios do planeta provocados pelo homem, suas causas e suas consequências.  Iniciar uma discussão a respeito das questões ambientais da atualidade. 98 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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     Relacionar asquestões discutidas com o fator desmatamento, para que possa- mos estabelecer, na próxima atividade de abordagem temática do projeto, uma re- lação com o tema mata atlântica, desmatamento e desenvolvimento sustentável. Planejamento  Como organizar os alunos? A atividade será desenvolvida em grupos de quatro participantes, com exposições coletivas posteriores à discussão em grupo.  Quais os materiais necessários? Textos que serão lidos – cópia para todos os alunos da folha de Atividade 1.  Qual é a duração? Cerca de 50 minutos. Encaminhamento  Converse com os alunos sobre o propósito da atividade e sobre como estarão organizados para desenvolvê-la.  Oriente-os para que organizem grupos de quatro participantes para a realiza- ção das atividades. Nos itens 1, 2 e 3, oriente os alunos para que discutam com o grupo cada uma das questões apresentadas. Oriente-os para que estabeleçam relações entre “doenças da terra” e desequilíbrios no planeta provocados pela ação humana. No item 3, deixe que expliquem da maneira como entenderem os problemas, suas causas, suas consequências, pois a intenção é realizar um levantamen- to prévio de saberes dos alunos, uma vez que isso os auxiliará na reflexão orientada. ATIVIDADE 1: LEVANTANDO CONHECIMENTOS Atividade do aluno PRÉVIOS SOBRE O TEMA NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Reúna-se com seu grupo e leia o texto apresentado a seguir. Ele é a parte introdutória de um material publicado sobre meio ambiente. Observem as ex- pressões dos animais: não parece que estão meio preocupados? E aquele cartaz do papagaio, o que vocês acham que significa? Agora, respondam:  Vocês consideram que a Terra está mesmo doente?  Se responderem sim, quais seriam as doenças da Terra? Expliquem.  Registrem as observações de vocês no caderno. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 99
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    Atividade do aluno TEXTO 1 A Terra está mesmo doente? (Fonte: adaptado de Instituto Unibanco/Fundação Victor Civita. Meio ambiente conhecer para preservar – v. 1. Encarte da revista Escola, São Paulo, n. 161, p. 1A, abr. 2003.) 2. Apresentem as observações para os demais colegas e discutam-nas com a classe e o professor. 3. Agora, leiam o texto 2 apresentado a seguir. TEXTO 2 Áreas férteis transformadas em desertos, florestas devastadas, plantas e bichos ameaçados de extinção, rios, lagos e mares poluídos, substâncias tóxicas no ar que respiramos... uma diversidade de problemas decorrentes, unicamente, da falta de cuidado do homem com o planeta.  Que relação vocês percebem entre esse texto e a atitude dos animais do primeiro texto? Expliquem.  E entre esse texto e as “doenças da Terra”? Junto a seus colegas de grupo, tente explicar cada um dos tópicos apresentados nesse texto, identificando seus efeitos na vida das pessoas. Acrescentem a esses tópicos outros que você e a classe tenham identificado na reflexão coletiva. Registrem as suas reflexões no caderno. ETAPA 2: COMPARTILHANDO O PROJETO ATIVIDADE 2: COMPARTILHANDO O PROJETO E ORGANIZANDO O TRABALHO Objetivos  Conhecer o projeto e a maneira pela qual o trabalho será desenvolvido na classe.  Planejar as ações que serão realizadas. 100 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Planejamento  Como organizar os alunos? A atividade será realizada coletivamente.  Quais os materiais necessários? Quadro com planejamento inicial do trabalho, organizado pelo professor. Quadro para serem registrados os aspectos que os alunos gostariam de investigar sobre o conteúdo. Os alunos farão anotações em seus cadernos.  Qual é a duração? Cerca de 50 minutos. Encaminhamento Após a escolha do tema e a eleição dos conteúdos a serem estudados pelos alunos e do texto que será produzido, é hora de compartilhar o objetivo do projeto e propor aos alunos a sua realização. É nessa etapa que se discutem os propósitos do trabalho e as possibilidades de produtos finais para destinatários reais (que permi- tam, preferencialmente, criar laços com a comunidade). Neste caso, propomos como produto final a realização de um seminário em que os alunos possam socializar o que aprenderam.  Inicie uma roda de conversa retomando com os alunos os comentários sobre meio ambiente realizados na aula anterior, procurando envolvê-los no desenvol- vimento do projeto.  Pergunte se imaginam por que foi feita a pergunta sobre desmatamento de flo- restas na atividade anterior, entre tantas outras ações humanas que provocam problemas ambientais graves para o planeta. Explique que o desmatamento foi selecionado, pois o projeto aprofundará a discussão a respeito dele, focalizan- do o que vem acontecendo com a mata atlântica, o bioma mais rico em diversi- dade do planeta.  Explique que para desenvolver o estudo a respeito de um tema é necessário fazê-lo em etapas e, para isso, precisam distinguir o que já sabem, que hipóte- ses o grupo tem, para depois identificarem o que ainda necessitam aprender. Também precisarão, durante o estudo, elencar quais são as informações mais relevantes e como serão organizadas para a confecção do produto final.  Organize um cartaz para organização e consulta dessas questões, distinguindo o que já sabem e o que precisam saber (este item pode já ser redigido em for- ma de perguntas).  A seguir, levante com os alunos possíveis fontes de informação em que pode- rão encontrar respostas às suas dúvidas, como livros, revistas, enciclopédias, internet, textos jornalísticos, documentários. Além disso, poderão entrevistar especialistas e pessoas da comunidade.  Durante a pesquisa, propriamente, os alunos exercitarão importantes propó- sitos da linguagem, que se referem a ler para aprender, para se apropriar das características e da linguagem própria do texto informativo e também farão uso da escrita com função expositiva. Terão a oportunidade de coletar, selecionar, organizar e socializar informações, e é interessante combinar previamente de Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 101
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    que modo farãoo registro do que forem aprendendo. Para isso, poderão usar o caderno, folhas avulsas ou ainda elaborar um pequeno portfólio, em que pos- sam arquivar os materiais de estudo que levantarem.  Informe que, ao final dos estudos, a classe organizará um seminário a respeito da questão, o qual terá apresentação dirigida aos alunos da 3a série.  Pergunte se sabem o que é um seminário e colete as informações que pos- suem a respeito. Explique, de modo geral, o que vem a ser um seminário, adiantando aos alunos que estudarão o que é um seminário e como organizá-lo mais à frente.  Ofereça-lhes informações gerais sobre o projeto e, a seguir, defina o desenvol- vimento das atividades. O projeto  Tema: “Universo ao meu redor”.  Produto final: seminário temático, que discutirá: J ações humanas que provocam problemas ambientais; J consequências dessas ações para a vida das pessoas; o desmatamento; J os biomas brasileiros principais e a biodiversidade; J a mata atlântica como um dos biomas mais ricos em diversidade do planeta; J sustentabilidade: o que é?; J ações que podem garantir a sustentabilidade da vida na Terra em relação ao desmatamento.  Finalidade do seminário: informar e conscientizar os demais alunos sobre a im- portância da sua ação para a organização de uma vida sustentável, perceben- do as consequências da mesma para a qualidade da vida no planeta, de modo que se sintam incentivados a mudar suas atitudes.  Público: alunos de todas as 3as séries da escola. Atividades que serão desenvolvidas no projeto  Estudo dos temas que cada grupo apresentará.  Estudo sobre seminário.  Estudo sobre exposição oral e suas características.  Preparo da exposição oral que será realizada.  Organização final do seminário.  Apresentação do seminário.  Avaliação do trabalho realizado. 102 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    ETAPA 3: ESTUDANDOSOBRE MEIO AMBIENTE, DESMATAMENTO E SUSTENTABILIDADE ATIVIDADE 3A: DESEQUILÍBRIOS PROVOCADOS PELO HOMEM Parte A – 1a aula Nessa aula, os alunos tomarão contato com alguns verbetes e definições que se referem ao meio ambiente e esclarecem alguns dos danos causados pelo homem à natureza. Objetivos  Ampliar conhecimentos prévios sobre o tema, compreendendo as relações en- tre homem e meio ambiente.  Conhecer os verbetes, identificando características desse tipo textual.  Ler e compreender textos informativos apresentados na forma de esquemas. Planejamento  Como organizar os alunos? A atividade será realizada em pequenos grupos e depois haverá uma discussão coletiva.  Quais os materiais necessários? Textos e quadro esquemático que constam na Atividade 3A. Os alunos farão anotações em seus cadernos.  Qual é a duração? Duas aulas de 50 minutos. Encaminhamento  Explique aos alunos que, para iniciar o estudo, farão uma primeira leitura de textos que os ajudarão a se familiarizar com o tema.  Comente que, durante a leitura, encontrarão textos com “palavras difíceis” com as quais é importante se familiarizar. Para compreendê-las, deverão guiar-se pelo contexto das frases, discutindo o que entenderam com os colegas do grupo.  Oriente os alunos para que leiam e estudem os verbetes (veja informações adi- cionais abaixo). Enquanto leem e conversam, passe pelos grupos e vá orientan- do a leitura e a reflexão dos alunos, no sentido de que percebam: J que as consequências não estão diretamente ligadas a nenhum problema porque se encontram ligadas a vários deles ao mesmo tempo; cada uma das consequências da ação humana acontece por uma combinação de fa- tores, e não por um fator isolado. Para auxiliá-los nessa reflexão, recorra ao quadro “Desequilíbrios provocados pelo homem”; Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 103
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    J que odesmatamento é uma ação do homem que acarreta várias consequên- cias para a vida dele.  Oriente os alunos para que organizem os verbetes no caderno ou em uma pas- ta, de maneira que possam constituir, de fato, um pequeno dicionário sobre o meio ambiente. Parte B – 2a aula  Concluída a leitura dos verbetes e a anotação de observações no caderno, inicie uma discussão coletiva, solicitando que cada pequeno grupo exponha o que entendeu a respeito de cada verbete. Esse é um importante momento de esclarecer dúvidas e ampliar a compreensão dos alunos, que talvez precisem de ajuda para estabelecer relação entre as definições apresentadas pelos textos.  Aproveite para retomar, coletivamente, o quadro esquemático da página 107 (Desequilíbrios provocados pelo homem) e verifique as relações de causa e consequência que o mesmo apresenta, garantindo que as crianças compreen- deram as noções ali apresentadas.  A seguir, oriente os alunos para que voltem ao quadro inicial de problemas am- bientais levantados por eles, analisando de que maneira o estudo contribuiu para a ampliação e o aprofundamento da compreensão do assunto. Para saber mais Verbete é o nome que se dá a cada um dos artigos, também chamados entra- das, de um dicionário, de uma enciclopédia ou de outro livro ou obra de refe- rência que organiza informações dessa maneira. Os verbetes de dicionário são entradas, definições de palavras e explicações e notas sobre algo. Na organização de uma enciclopédia, os verbetes dão explicações e notas. Muitas vezes cada artigo de uma enciclopédia é chamado de verbete. Geral- mente um verbete em uma enciclopédia pode dar uma maior explicação, nota, organização e melhoramento no texto enciclopédico. (Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/verbete>.) 104 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno ATIVIDADE3A: DESEQUILÍBRIOS PROVOCADOS PELO HOMEM NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Leia com seus colegas de grupo os verbetes sobre o efeito estufa, chuvas áci- das, desertificação, biodiversidade, ecossistema e erosão. Eles apresentam uma relação dos problemas ambientais da atualidade, suas causas e também suas consequências. EFEITO ESTUFA A poluição do ar é uma das principais causas do aquecimento. A superfície terrestre reflete uma parte dos raios solares, mandando-os de volta para o espaço. Uma camada de gases se concentra ao redor do planeta, formando a atmosfera, e alguns deles ajudam a reter o calor e a manter a temperatura adequada para garantir a vida por aqui. Nas últimas décadas, muitos gases poluentes vêm se acumulando na atmos- fera e produzindo uma espécie de capa que concentra cada vez mais calor perto da superfície da Terra, aumentando ainda mais a temperatura global. É o chamado efeito estufa. Outro problema que afeta diretamente o clima é a devastação das matas, pois elas ajudam a manter a umidade e a temperatura do planeta. Infelizmente, o desmatamento já eliminou quase metade da cobertura vege- tal do mundo. (Disponível em: <http://recreionline.abril.uol.com.br/fique_dentro/ciencia/natureza. conteudo_233685.shtml>. Data de acesso: 17 nov. 2007.) CHUVA ÁCIDA Considerada um dos maiores problemas ambientais do mundo contemporâ- neo. O termo designa genericamente a chuva, neve ou neblina com alta con- centração de ácidos em sua composição. A principal medida para a redução desse tipo de fenômeno é o uso de combustíveis alternativos ou a utilização de carvão com menor teor de enxofre. (Disponível em: <http://guiadoscuriosos.ig.com.br/index.php?cat_id=50655>. Acesso em: 17 nov. 2007.) Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 105
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    Atividade do aluno DESERTIFICAÇÃO O fenômeno consiste na perda da produtividade biológica e econômica do solo de uma região. O uso de agrotóxicos, o desmatamento de florestas e o mau uso da terra são seus principais causadores. Um quarto do planeta está ameaçado pela desertificação, e pesquisas mostram que 135 milhões de pes- soas no mundo já tiveram que deixar o local onde moravam por causa dela. (Disponível em: <http://planetasustentavel.abril.uol.com.br/glossario/b.shtml>. Acesso em: 17 nov. 2007.) BIODIVERSIDADE O termo abrange toda a variedade das formas de vida, espécies e ecossiste- mas em uma região ou em todo o planeta. Em todo o mundo, estima-se que existam pelo menos 14 milhões de espécies vivas. Como não é distribuída uniformemente pela Terra, ela é maior em ambientes com abundância de luz solar, água doce e clima mais estável. Segundo a Conservation International, o Brasil é considerado megabiodiverso, pois possui mais de 70% das espé- cies vegetais e animais do planeta. (Disponível em: <http://www.faber-castell.com.br/>. Acesso em: 17 nov. 2007.) O QUE É ECOSSISTEMA? É o conjunto dos relacionamentos que a fauna, flora, micro-organismos e o ambiente, composto pelos elementos solo, água e atmosfera mantêm entre si. Todos os elementos que compõem o ecossistema se relacionam com equilí- brio e harmonia e estão ligados entre si. A alteração de um único elemento causa modificações em todo o sistema, podendo ocorrer a perda do equilíbrio existente. Se, por exemplo, uma grande área com mata nativa de determinada região for substituída pelo cultivo de um único tipo de vegetal, pode-se com- prometer a cadeia alimentar dos animais que se alimentam de plantas, bem como daqueles que se alimentam desses animais. (Disponível em: <http://www.faber-castell.com.br/>. Acesso em: 17 nov. 2007.) O QUE É EROSÃO? A erosão é um processo que faz com que as partículas do solo sejam des- prendidas e transportadas pela água, vento ou pelas atividades do homem. A erosão faz com que apareçam no terreno atingido sulcos, que são peque- nos canais com profundidade de até 10 cm, ravinas, que têm profundidade de até 50 cm, ou voçorocas com mais de 50 cm de profundidade. O controle da erosão é fundamental para a preservação do meio ambiente, pois o processo erosivo faz com que o solo perca suas propriedades nutriti- vas, impossibilitando o crescimento de vegetação no terreno atingido e cau- sando sério desequilíbrio ecológico. 106 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno 2. Quando terminarem a leitura, respondam:  Quantas dessas consequências vocês acham que têm alguma ligação com desmatamento das florestas? Expliquem. DESEQUILÍBRIOS PROVOCADOS PELO HOMEM PRINCIPAIS CAUSAS PROBLEMAS DECORRENTES CONSEQUÊNCIAS AR-CONDICIONADO REFRIGERADORES CFC DIMINUIÇÃO DA BURACO NA CAMADA ÁGUA POTÁVEL SPRAYS AEROSSÓIS CLORO- DE OZÔNIO PRODUÇÃO DE FLUOR- ESPUMA PLÁSTICA CARBONO AQUECIMENTO GLOBAL SUPERPOPULAÇÃO, SOLOS MALNUTRIDOS CULTIVO E PASTAGENS DIMINUIÇÃO DE E EROSÕES EM EXCESSO ALIMENTOS E DESEQUILÍBRIO NA CADEIA ALIMENTAR DESMATAMENTO DESERTIFICAÇÃO QUEIMADAS MATAS E FLORESTAS MAIS DESERTOS E MATANÇA DE ANIMAIS EXTINÇÃO DE ESPÉCIES MENOS OXIGÊNIO FUMAÇA EFEITO ESTUFA FÁBRICAS LIXO POLUIÇÃO DO AR QUEIMA DE COMBUSTÍVEL FÓSSIL DIMINUIÇÃO DA CHUVA ÁCIDA BIODIVERSIDADE PRODUTOS QUÍMICOS NA AGRICULTURA POLUIÇÃO DA ÁGUA ESGOTO LANÇADO NOS RIOS DOENÇAS E FOME EM MASSA ATERROS MUNICIPAIS POLUIÇÃO DO SOLO LIXO TÓXICO ENVENENAMENTO DA VIDA AQUÁTICA E DA EXTINÇÃO DA VIDA USINA NUCLEAR RADIOATIVIDADE PRODUÇÃO AGRÍCOLA NA TERRA 3. Depois de ter discutido o que entendeu junto a seu grupo, anote em seu cader- no as informações mais importantes sobre cada um dos temas apresentados. 4. A seguir, apresente a reflexão do grupo para a classe e discutam-na coleti- vamente. ATIVIDADE 3B: O DESMATAMENTO E SUA INFLUÊNCIA EM DIFERENTES PROBLEMAS AMBIENTAIS Objetivos  Ampliar conhecimento prévio sobre o tema, focalizando as consequências do desmatamento para a vida do planeta.  Utilizar procedimentos de estudo de textos de divulgação científica. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 107
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     Articular informaçõesde verbetes para resolver dúvidas de compreensão de texto.  Identificar aspectos principais em trechos de texto, de modo a elaborar sínte- ses do mesmo. Planejamento  Como organizar os alunos? A atividade será realizada de duas maneiras: coleti- vamente e em duplas.  Quais os materiais necessários? Texto que será lido – folha de Atividade 3B.  Qual é a duração? Duas aulas de 50 minutos. Encaminhamento Parte A – 1a aula  Converse com os alunos para apresentação dos propósitos da atividade e oriente-se quanto ao desenvolvimento do trabalho.  Depois de anunciar que o texto trata de alguns problemas graves do planeta, leia com os alunos a primeira parte do texto “A escassez da água”, auxilian- do-os a utilizar os procedimentos de estudo (ensine-os a fazer anotações na margem esquerda da folha, identificando do que trata o trecho do texto, grifar tópicos fundamentais para a compreensão do assunto e reescrever, com suas próprias palavras, o que entenderam de expressões ou termos que conside- raram “difíceis” durante a leitura). Enquanto leem, comente o que diz o texto, certificando-se que os alunos compreenderam o que está escrito.  Deixe que as duplas deem prosseguimento à atividade, realizando a leitura da segunda parte do texto. Oriente-os para que utilizem os mesmos procedimen- tos de estudo empregados no texto inicial. Parte B – 2a aula  Depois do estudo em duplas, é hora de os alunos apresentarem o trabalho aos demais colegas. Peça às duplas que exponham as ideias que julgaram ser mais importantes, socializando o conteúdo dos demais textos. Certifique-se que compreenderam o que dizem e ajude-os a identificar as ideias principais, caso tenham dificuldade em tê-lo feito nas duplas.  No processo de estudo, é importante ouvir os alunos a respeito dos aspectos que consideram importantes e, sempre que julgar que houve algum equívoco, problematize a questão, ouvindo outras indicações e estimulando-os a expor suas ideias. Mesmo que a resposta seja adequada, solicite que o aluno relate como chegou a ela, explique a sua posição e mostre os procedimentos utiliza- dos para identificar essa ou aquela informação.  Para finalizar, retome a última questão, solicitando que os alunos identifiquem qual ação humana está presente como causa de todos os problemas apresen- 108 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    tados no texto.Essa pergunta estabelece relação direta com um dos temas do projeto, que é o desmatamento. ATIVIDADE 3B: O DESMATAMENTO E SUA Atividade do aluno INFLUÊNCIA EM DIFERENTES PROBLEMAS AMBIENTAIS NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Com seu parceiro de trabalho, leia os textos apresentados a seguir. Eles de- monstram alguns dos problemas ambientais atuais, suas causas e conse- quências para a vida do planeta. Em cada um, faça anotações nas margens do texto ou no caderno sobre o que considerar importante e identificando as ideias principais. A ESCASSEZ DA ÁGUA A água disponível na Terra só será suficiente para mais 20 anos. De todo o líquido hoje disponível no planeta, 97% é água salgada dos mares e oceanos e 2% corresponde à água doce não disponível por estar solidifi - cada em geleiras e icebergs. Menos de 1% da água existente na superfície terrestre é potável. Apesar de anunciada, essa crise é agravada por diferentes fatores. O fator mais importante é o crescimento demográfico acelerado. No ano 2000, 6 bilhões de pessoas habitavam a Terra. Na época, essa era a me- tade da população que, segundo os especialistas, a Terra poderia abrigar. Essa população mais do que duplicou em 50 anos, pois em 1950 viviam 2,5 bilhões de pessoas na Terra. O crescimento, como se vê, é aceleradíssimo. Quando se considera, conforme informação da ONU, que hoje cerca de 1,3 bilhão de pessoas não têm acesso à água potável, então só podemos con- cluir que a situação ficará mais grave. Outro fator que interfere na escassez de água do planeta é o desfloresta- mento desenfreado, que compromete as áreas de nascentes e as matas que ficam à beira dos cursos de água (matas ciliares). Além desses, há também a ocupação irregular do espaço, que destrói as regiões dos mananciais e o avanço agrícola, que frequentemente causa as- soreamento nos leitos dos rios. (Fonte: adaptado de Instituto Unibanco/Fundação Victor Civita. Meio ambiente conhecer para preservar – v. 1. Encarte da revista Escola, São Paulo, n. 161, p. 1A, abr. 2003.) Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 109
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    Atividade do aluno OS DANOS À ATMOSFERA A atmosfera do nosso planeta funciona como uma capa protetora dele; uma capa que mantém a temperatura equilibrada tanto de noite como de dia, permitindo que não escape calor absorvido do Sol e mantendo o planeta aquecido para que a vida seja possível. É isso que se denomina de efeito estufa. Sem esse cobertor natural, a vida na Terra não seria possível, pois a tempera- tura média do planeta seria de 17 ºC negativos e sua superfície permaneceria coberta de gelo. O problema é que essa capa vem sendo agredida tanto pelo desflorestamen- to quanto pela queimada desenfreada de combustíveis fósseis, como petró- leo e carvão, pois isso provoca o aumento de gás carbônico na atmosfera e, dessa maneira, o planeta fica mais quente. Os pesquisadores afirmam que as maiores consequências desse aquecimen- to são os invernos cada vez mais rigorosos; a ocorrência de chuvas torren- ciais e outras perturbações meteorológicas; a diminuição da espessura da ca- mada de gelo polar no verão. Além disso, também a temperatura dos oceanos tem aumentado, o que provoca enorme impacto na cadeia da vida marinha e outros problemas. Outro problema da atmosfera terrestre é a destruição da camada de ozônio, que protege contra o câncer de pele e outros efeitos negativos da radiação ultravioleta emitida pelos raios solares. Segundo os cientistas, os gases emi- tidos pelos refrigeradores e outros produtos industrializados – clorofluorcarbo- no (CFC) – têm destruído as moléculas desse escudo protetor, que é a cama- da de ozônio, provocando o aparecimento de um gigantesco buraco que, em certas ocasiões, chega a atingir 31 milhões de quilômetros quadrados. A AMEAÇA À BIODIVERSIDADE A biodiversidade do planeta tem sido terrivelmente ameaçada nos últimos tempos, provocando a destruição de inúmeras espécies da flora e da fauna. No Brasil, campeão mundial em número de espécies, dois ecossistemas en- contram-se em situação crítica: a mata atlântica e o cerrado, que figuram na lista dos 25 ambientes mais ameaçados do mundo. As causas dessa catástrofe são as seguintes: a exploração de madeira, o avanço das fronteiras agrícolas, a caça e a extração ilegais e a devastação das florestas. 110 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno A LUTA PELA SUSTENTABILIDADE DO PLANETA Hoje se tem consciência de que o planeta não é apenas a fauna e a fora excluindo-se delas o homem. O ser humano é uma das espécies que habita a Terra, relacionando-se com as demais de variadas maneiras. Portanto, meio ambiente não é algo que se situa fora do homem; ao contrário, o homem constitui o meio ambiente. Por outro lado, o planeta não é de um, mas de todos. A natureza não é pro- priedade de pessoas isoladas que habitam espaços definidos, mas patrimô- nio da humanidade. Dessa forma, todos têm direito a ar puro, água, qualidade de vida. Essa compreensão pode estar ainda difusa para muitas pessoas, mas, a cada dia, fica mais evidente. Junto com essa compreensão, também é necessário vir a consciência de que foi a ação de cada um que veio transformando o planeta ao longo dos sécu- los. Assim, é a ação de cada um, também, que pode reverter esse quadro. É urgente, então, a mudança efetiva de hábitos e atitudes de todas as pessoas que habitam esse planeta, na direção de se construir a sustentabilidade da vida na Terra. 2. Depois de ter lido os textos, comentando-os com seu colega, socialize suas anotações com o restante da classe. 3. A seguir, responda: Qual é a ação humana apresentada como causa de todos os problemas de que o texto fala? Explique. ATIVIDADE 3C: O DESMATAMENTO NO BRASIL E NO MUNDO Objetivos  Compreender o que são os hotspots.  Reconhecer a importância dos critérios utilizados para a elaboração do conceito.  Identificar os hotspots brasileiros, caracterizando-os.  Compreender a gravidade da ameaça que o desmatamento apresenta para o planeta.  Ler infográficos articulando seus elementos verbais (legendas) e extraverbais (imagens, ícones, representação cartográfica) constitutivos, de modo a cons- truir significado.  Sintetizar informações de textos lidos, elaborando resumos de estudo. Planejamento  Como organizar os alunos? A atividade será realizada, inicialmente, no coletivo; depois em duplas e, por último, individualmente. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 111
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     Quais osmateriais necessários? Textos que serão lidos – cópia para todos os alunos da folha de Atividade 3C.  Qual é a duração? Três aulas de 50 minutos. Encaminhamento Parte A – 1a aula  Inicie essa aula com o grupo todo reunido. Faça a leitura compartilhada do enunciado da atividade, discutindo as questões que, na sua avaliação, preci- sam de auxílio para que sejam compreendidas. Depois, peça que leiam o ver- bete – sobre espécies endêmicas – e articule-o com o texto do enunciado, que esclarece a definição de hotspot.  A seguir, faça, com os alunos, uma leitura do infográfico, articulando com ele os textos-sínteses de cada hotspot. Leia antes a legenda, focalizando os íco- nes apresentados e o seu sentido, pois é isso que possibilitará a interpretação correta dos textos com as informações de cada hotspot. Se for possível na sua escola, utilize os computadores do laboratório de informática e acesse o info- gráfico na sua versão eletrônica (endereço indicado em nota de rodapé).  Durante a leitura, apresente questões como: J Qual região conserva a menor área em relação à de origem? J Quais as ameaças mais frequentes às regiões? J Qual a área máxima que ainda resiste nas regiões apontadas? J Qual região tem mais espécies endêmicas ameaçadas?  Oriente os alunos para que leiam o verbete sobre espécies endêmicas, de for- ma a melhor compreenderem o conceito, articulando-o com o infográfico.  Focalize, na discussão, as características da mata atlântica, tema das próxi- mas leituras e discussões. Parte B – 2a aula  Peça aos alunos que se reúnam em duplas e façam, no caderno, o que é pedido: J Copie do texto o trecho que define hotspot. J O infográfico que você leu mostra os dez hotspots mais críticos do planeta. Qual deles se encontra no Brasil? J Qual é o hotspot que tem mais espécies endêmicas ameaçadas de extinção? J No infográfico, sublinhe a principal ameaça que assola as montanhas do Su- deste chinês.  Quando terminarem, socialize as respostas, pedindo que os alunos expliquem também que recursos utilizaram para encontrar as informações solicitadas. Essa é uma boa oportunidade de socializar procedimentos de localização de informa- ções em infográficos, o que pode ajudar alunos que tenham alguma dificuldade. 112 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Parte C –3a aula  O objetivo desta aula é que os alunos vivenciem diferentes maneiras de apre- sentar uma mesma informação. Para isso, deverão reler o infográfico e locali- zar o hotspot 4, que aborda a ameaça à biodiversidade da costa leste africana.  Coletivamente, os alunos deverão transformar as informações apresentadas num pequeno texto informativo, a ser redigido por todos, mas no qual você será o escriba. Oriente-os a refletir sobre a necessidade de “dizer” as mesmas informações, porém de um modo mais elaborado. Chame a atenção deles para o fato de que, em um infográfico, as informações são apresentadas de forma sucinta, com poucas palavras, e com imagens que funcionam como legendas. Esse é um modo de favorecer a leitura rápida da informação.  Explique-lhes também que o mesmo pode ser dito sem tanta economia de pa- lavras, por meio de um texto dissertativo, que explica as informações utilizan- do frases completas.  Para que possam compreender melhor, faça com eles o exercício de transfor- mar o hotspot 4 em um pequeno texto informativo. Quando terminarem, peça que escolham outro hotspot e façam o mesmo, mas agora individualmente. De- verão realizar essa tarefa no caderno de classe. ATIVIDADE 3C: O DESMATAMENTO NO BRASIL Atividade do aluno E NO MUNDO NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Junto a seu professor e amigos, leia e discuta o texto abaixo. Depois, analise e comente com sua turma o infográfico apresentado a seguir, que faz parte da reportagem “Onde a biodiversidade está mais ameaçada no planeta?”, publi- cada no site Planeta Sustentável. Trata-se de material que apresenta – entre 34 pontos indicados por diversas organizações ambientais – os dez pontos mais críticos do planeta onde a bio- diversidade se encontra ameaçada. Esses pontos são chamados de hotspots: são locais que possuem ao menos 1.500 espécies de plantas endêmicas e já perderam 70% ou mais de suas áreas originais. Juntas, as 34 regiões ocupam menos de 3% da superfície do planeta, mas concentram 50% de todas as espécies vegetais e 42% de todos os vertebrados da Terra. (Disponível em: <http://planetasustentavel.abril.uol.com.br/noticia/ambiente/ conteudo_239360.shtml>. Acesso em: 5 jan. 2008.) Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 113
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    Atividade do aluno Esse nome – hotspot – foi criado em 1988 pelo ambientalista britânico Nor- man Myers para resolver um dos maiores dilemas dos cientistas preocupados com a conservação do planeta: quais os critérios para criar uma área de pre- servação do ambiente, mantendo a riqueza de espécies na Terra? “Ao observar que a biodiversidade não está igualmente distribuída pelo plane- ta, Myers procurou identificar as regiões que concentram, nesse quesito, os mais altos níveis, e se perguntou onde as ações de conservação seriam mais urgentes. Esses locais, os hotspots, são, então, um tipo de pronto-socorro das espécies, áreas de rica biodiversidade e ameaçadas no mais alto grau, portanto, prioritárias para os ambientalistas.” (Disponível em: <http://revistaescola.abril.uol.com.br/online/sequenciadidatica/ PlanoAula_25383.shtml>. Acesso em: 5 jan. 2008.) Analise os dez pontos indicados no mapa, articulando a ele os textos das legen- das apresentados a seguir. Depois, descubra: a. Que região compreende o hotspot brasileiro apontado nesse mapa? b. O que é que faz dele um hotspot? c. Qual a principal ameaça à região? d. Quanto ainda resta da mata original? e. Quantas espécies endêmicas encontram-se ameaçadas? ESPÉCIES ENDÊMICAS São as espécies que só são encontradas em determinadas regiões geográ- ficas específicas (em geral, nas regiões de origem). Para alguns autores, é sinônimo de espécie nativa. 2. Reúna-se com seu colega de trabalho e responda, no caderno, as questões a seguir: a. Copie do texto o trecho que define hotspot. b. O infográfico que você leu mostra os dez hotspots mais críticos do planeta. Qual deles se encontra no Brasil? c. Qual é o hotspot que tem mais espécies endêmicas ameaçadas de extinção? d. No infográfico, sublinhe a principal ameaça que assola as montanhas do Sudoeste chinês. e. Quando terminarem, contem aos demais o que descobriram e também como fizeram para encontrar as informações solicitadas. 3. Escolha um dos hotspots do infográfico e, em seu caderno, escreva um texto que explique as mesmas informações. Lembre-se de usar frases completas, e não legendas ou palavras-chave. 114 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno Legendas Extensão Original Extensão Atual Espécies Endêmicas ameaçadas Principal ameaça HOTSPOT 1 HOTSPOT 2 MATA ATLÂNTICA CARIBE A floresta tropical que cobre grande parte da Concentra diversos ecossistemas como costa brasileira atinge também o território de florestas tropicais e regiões semiáridas. nossos vizinhos Uruguai, Paraguai e Argentina. 229.549 km2. 1.233.875 km2. 22.955 km2 (10% da cobertura original). 99.944 km2 (8,1% da cobertura original). 209. 90. Desmatamento para a agricultura e Ocupação humana. inserção de espécies estrangeiras. HOTSPOT 3 HOTSPOT 4 MADAGASCAR FLORESTAS DA COSTA LESTE AFRICANA A ilha africana tem grande diversidade de Concentram florestas secas e úmidas que ecossistemas, como florestas tropicais e secas abrigam uma grande variedade de primatas. e um deserto. 291.250 km2. 2 600.461 km . 29.125 km2 (10% da cobertura original). 60.046 km2 (10% da cobertura original). 12. 169. Desmatamento para agricultura. Erosão gerada pelo desmatamento. HOTSPOT 5 HOTSPOT 6 CHIFRES DA ÁFRICA BACIA DO MEDITERRÂNEO Região árida, é o hábitat da maioria das espécies Originalmente apresentava uma flora quatro de antílopes do mundo. vezes maior que todo o continente europeu. 1.659.363 km2. 2.085.292 km2. 82.968 km2 (5% da cobertura original). 98.009 km2 (4,7% da cobertura original). 18. 34. Desmatamento para pastagem e extração Ocupação humana. mineral. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 115
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    Atividade do aluno HOTSPOT 7 HOTSPOT 8 MONTANHAS DO SUDOESTE CHINÊS INDOCHINA Hábitat original de uma das mais ricas faunas Coberta principalmente pelas florestas tropicais de clima temperado, a região tem altitudes que do Sudeste Asiático. Apesar da devastação, podem chegar a 7.558 metros. nos últimos doze anos, foram descobertas seis novas espécies de mamíferos. 262.446 km2. 2.373.057 km2. 20.996 km2 (8% da cobertura original). 118.653 km2 (5% da cobertura original). 8. 78. Caça, extração de madeira e queimada para criação de pastos. Desmatamento para agricultura e extração da madeira. HOTSPOT 9 HOTSPOT 10 FILIPINAS SUNDALAND As mais de 7 mil ilhas que compõem o A região, que cobre a Indonésia, a Malásia arquipélago eram compostas originalmente por e outras ilhas do arquipélago do Sudeste extensas florestas tropicais. Asiático, é dominada pelas florestas tropicais. 297.179 km2. 1.501.063 km2. 220.803 km2 (7% da cobertura original). 100.571 km2 (6,7% da cobertura original). 151. 162. Extração de madeira. Extração de madeira. 116 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    ATIVIDADE 3D: AMATA ATLÂNTICA E SUA HISTÓRIA Objetivos  Ampliar o conhecimento a respeito das características da mata atlântica: sua extensão, estados que abrange, localização geográfica, paisagens, ações hu- manas que provocam desmatamento.  Identificar razões para a preservação da mata.  Utilizar procedimentos de estudo de textos de divulgação científica.  Identificar aspectos principais em trechos de texto, de modo a elaborar sínte- ses do mesmo.  Comparar dois textos para estabelecer semelhanças e diferenças sobre o que dizem, ampliando as informações a respeito de um determinado tema.  Utilizar definições para estabelecer relações e ampliar o conhecimento sobre a mata atlântica. Planejamento  Como organizar os alunos? A atividade será realizada em vários momentos, sendo uns de maneira coletiva e outros em duplas.  Quais os materiais necessários? Cópia da Atividade 3D.  Qual é a duração? Cerca de quatro aulas de 40 minutos. Encaminhamento Parte A – 1a aula  Solicite que os alunos, em silêncio e individualmente, leiam o texto “Mata atlântica: da exuberância à devastação”.  A seguir, de maneira coletiva, oriente o estudo do texto. Durante o estudo, vá dis- cutindo com os alunos, retomando conceitos, detalhando explicações e amplian- do informações. Enquanto isso, recorra a um mapa com a divisão política do Bra- sil e indique os estados em que se encontravam a mata atlântica original e atual.  Lembre-se que os textos informativos têm termos próprios da linguagem cientí- fica, na qual palavras se referem muitas vezes a conceitos. Frequentemente, é preciso auxiliar os alunos a compreenderem o que dizem, explicitando relações com informações que nem sempre, sozinhos, teriam condições de compreen- der. Alguns exemplos são termos como floresta original, Produto Interno Bruto (PIB), relação predatória e supressão de florestas, entre outros.  Depois disso, oriente-os para que se organizem em duplas (pense sempre em quem pode colaborar efetivamente com o outro – agrupamentos produtivos). Solicite que elaborem uma síntese que contemple as seguintes informações: J desde quando a mata atlântica vem sendo devastada, por quem e como; J extensão da mata atlântica original; J motivos que têm provocado o desmatamento. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 117
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     Na fichade atividades é solicitado aos alunos que elaborem uma síntese es- quemática sobre o assunto. Antes de proceder a essa parte da atividade, con- verse com eles, explique o que são os esquemas (ver abaixo) e oriente-os a respeito de como elaborar uma síntese esquemática. Esquemas são representações gráficas sintéticas de ideias, fatos, conceitos, princípios, modelos, processos, entre outros conhecimentos. Visam eviden- ciar e, assim, facilitar a compreensão e a comunicação das relações estru- turais, hierárquicas ou de causalidade entre os diversos elementos que com- põem essas informações. (Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/esquema>.)  Solicite que os alunos – mais uma vez em duplas – leiam o texto seguinte, bus- cando complementar as informações do texto anterior. Parte B – 2a aula  Explique aos alunos que na atividade a seguir, em duplas, farão uma compa- ração entre dois trechos do texto e que, nessa tarefa, é possível identificar semelhanças e diferenças entre as informações quando se estabelece um pa- ralelo entre elas. Mostre-lhes que, ao comparar dados, é comum usar termos como: Enquanto uns... outros...; ao mesmo tempo em que uns..., os demais...; para uns e para outros... ou ainda, Tanto para..., quanto para..., assim como palavras e expressões afins, que revelem que se estabelece um paralelismo entre as informações.  A seguir, solicite a apresentação das ideias de cada dupla e discuta-as cole- tivamente. Os alunos deverão, depois da discussão, retomar suas anotações para complementá-las. Parte C – 3a aula  Peça aos alunos que leiam as definições de BIOMA e ECOSSISTEMA e ajude-os a estabelecer relações entre os aspectos fundamentais entre elas. Aqui, vale destacar com eles que um bioma abrange diferentes ecossistemas, e que a fauna e a flora compõem as comunidades biológicas de um bioma. Parte D – 4a aula  Para terminar a atividade, a ideia é discutir sobre a questão “Por que é neces- sário preservar a mata atlântica?”. Os textos lidos até o momento oferecem referências suficientes para essa discussão. Se você considerar necessário, amplie a lista consultando as referências apresentadas.  Leia o texto apresentado, evidenciando outros aspectos importantes sobre a preservação da mata. São questões que podem contribuir para a ampliação da síntese final, a ser elaborada coletivamente, tendo você como escriba, e regis- trada posteriormente pelos alunos, no caderno. 118 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno ATIVIDADE3D: A MATA ATLÂNTICA E SUA HISTÓRIA NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ MATA ATLÂNTICA: DA EXUBERÂNCIA À DEVASTAÇÃO Diogo Dreyer A mata atlântica foi, muito provavelmente, uma das primeiras visões que a tri- pulação de Cabral teve quando chegou ao Brasil. Nessa época, a exuberância da mata se estendia desde o Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul e ocupava mais de 1 milhão de quilômetros quadrados. Os primeiros desbravadores das terras tupiniquins descreveram, durante anos, a mata atlântica como uma floresta intocada, de enorme riqueza natu- ral, que levou muitos dos que aqui chegaram no início da colonização a acre- ditar que o “paraíso na Terra” estava nas Américas. A floresta era ocupada por grupos indígenas tupis relativamente numerosos, como os tupinambás, que já praticavam a agricultura, mas em perfeito estado de harmonia com a vida vegetal e animal. Em contrapartida, a relação do colonizador com a floresta e seus recursos foi, desde o início, predatória. Os colonos não percebiam a importância dos benefícios ambientais que a cobertura florestal nativa trazia, além de serem motivados pela valorização da madeira e do lucro fácil. Esses fatores leva- ram à supressão de enormes áreas da floresta para a expansão de lavouras e assentamentos urbanos e à adoção de práticas de exploração seletiva e exaustiva de espécies como o pau-brasil – o que aconteceu antes mesmo da exploração do ouro e das pedras preciosas. [...] “Terra Brasilis”, como ficou conhecida a nova colônia de Portugal, teve a ori- gem de seu nome diretamente ligada à exploração do pau-brasil e, portanto, ao início da destruição da mata atlântica. Calcula-se que 70 milhões de árvo- res foram levadas para a Europa. Atualmente, a espécie vive graças ao traba- lho de grupos ambientalistas que fazem seu replantio. Novo Mundo: sinônimo de riqueza fácil A exploração predatória da mata atlântica não se limitou ao pau-brasil. Outras madeiras de alto valor para a construção naval, edificações, móveis e outros usos – como tapinhoã, canela, canjerana e jacarandá – foram intensamente exploradas. Segundo relatórios da virada do século XIX, em Iguape, cidade do Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 119
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    Atividade do aluno litoral sul do estado de São Paulo, não havia mais dessas árvores num raio de sessenta quilômetros da cidade. O mesmo se repetiu em praticamente toda a faixa de florestas costeiras do Brasil. A maioria das matas considera- das “primárias” e hoje colocadas sob a proteção das unidades de conserva- ção foram desfalcadas já há dois séculos. [...] Além da exploração dos recursos florestais, existia também um significativo comércio exportador de couros e peles de onça (que chegaram ao valor de 6 mil-réis, o equivalente ao preço de um boi na época), veado, lontra, cutia, paca, cobra, jacaré, anta e de outros animais; de penas e plumas e de cara- paças de tartarugas. Não é à toa que quase todas esses animais estão em processo de extinção. A esse modelo predatório de exploração dos recursos da flora e da fauna somou-se o sistema de concessão de sesmarias por parte de Portugal, favo- recendo a combinação altamente destrutiva da mata atlântica. O proprietário recebia gratuitamente uma sesmaria e, após explorar toda a mata e consumir seus recursos, a passava adiante por um valor irrisório, solicitando outra ao governo; ou simplesmente invadia terras públicas. Firmava-se o conceito de que o solo era um recurso descartável, pois não fazia sentido manter uma propriedade e zelar por suas condições naturais e sua fertilidade, já que ela poderia ser substituída por outra sem custo. Destruir, passar a propriedade adiante e receber outra era um excelente negócio. “Em se plantando, tudo dá.” No mesmo período de extração do pau-brasil, as terras férteis do Nordeste do país e que estavam na mata atlântica eram utilizadas para a produção do açú- car. A floresta ia sendo derrubada e, em seu lugar, surgiam imensos canaviais. A madeira ia para fornos a lenha, usados no processo de fabricação de açúcar, além de servir para fazer caixotes para o embarque do produto para a Europa. Depois do século XVII, a floresta continuou sendo derrubada para outros usos da terra. No século XVIII, a descoberta do ouro em Minas Gerais abriu gran- des feridas na mata, mas foi o Ciclo do Café que mais a devastou. O Ciclo co- meçou a se expandir ainda naquele século e se arrastou até a metade do sé- culo XIX, principalmente em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná. Resultados catastróficos A exploração madeireira da mata atlântica teve importância econômica nacio- nal até muito recentemente. Segundo dados do IBGE, em meados de 1970, a mata atlântica ainda contribuía com 47% de toda a produção de madeira em tora no país, num total de 15 milhões de metros cúbicos – produção drasti- camente reduzida para menos da metade (7,9 milhões) em 1988 devido ao esgotamento dos recursos ocasionado pela exploração não sustentável. Atualmente, a mata atlântica sobrevive em cerca de 100 mil km2. Seus princi- pais remanescentes concentram-se nos estados das regiões Sul e Sudeste, 120 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno recobrindo parte da Serra do Mar e da Serra da Mantiqueira, onde o processo de ocupação foi dificultado pelo relevo acidentado e pela pouca infraestrutura de transporte. Segundo estudos recentes – realizados pela Fundação SOS Mata Atlântica em parceria com o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e o Insti- tuto Socioambiental e publicados em 1998 –, entre os anos de 1990 e 1995, mais de meio milhão de hectares de florestas foram destruídos em nove es- tados nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, que concentram aproximada- mente 90% do que resta da mata atlântica no país. Uma extensão equivalen- te a mais de 714 mil campos de futebol foi literalmente eliminada do mapa em apenas cinco anos, a uma velocidade de um campo de futebol derruba- do a cada quatro minutos. Essa destruição foi proporcionalmente três vezes maior do que a verificada na floresta amazônica no mesmo período. Se isso continuar a acontecer, em 50 anos, o que sobrou da mata atlântica fora dos parques e outras categorias de unidades de conservação ambien- tais será eliminado completamente. Vale lembrar que esses desmatamentos não estão ocorrendo em regiões distantes e de difícil acesso. Ao contrário, derruba-se impunemente enormes áreas de florestas a poucos quilômetros de cidades como São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Da mata atlântica original, sobraram 456 manchas verdes, irregularmente dis- tribuídas pela costa atlântica brasileira. Embora isso represente apenas 7% da floresta original de 100 milhões de hectares praticamente contínuos, ainda é uma vasta área, equivalente aos territórios da França e da Espanha juntos. Além disso, salvar a mata atlântica é uma questão de “sobrevivência econô- mica”: em suas imediações, vivem hoje cerca de 100 milhões de pessoas e, pela sua delimitação geográfica, circulam 80% do Produto Interno Bruto nacio- nal (PIB). O que chamamos de mata atlântica são, na verdade, várias matas que têm em comum o fato de estarem próximas ao oceano Atlântico e em áreas de campos e mangues. São lugares bastante úmidos, onde chove muito durante todo o ano. Isso garante a permanência constante de rios e riachos e a imensa manu- tenção da variedade de espécies vegetais e animais, a biodiversidade. Por causa das condições exclusivas que a floresta proporciona, muitos ani- mais só são encontrados na mata atlântica, um refúgio para espécies que, fora dela, já teriam desaparecido. (Disponível em: <http://www.educacional.com.br/reportagens/mataatlantica/default. asp>. Acesso em: 2 dez. 2009.) 1. Junto a seu colega, em seu caderno, elabore uma síntese – que pode ser es- quemática – e que contenha: J desde quando a mata atlântica vem sendo devastada, por quem e como; J manifestações históricas que demonstraram preocupações com o meio am- biente; Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 121
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    J extensão damata atlântica original e atual; Atividade do aluno J motivos que têm provocado o desmatamento. 2. Releia o trecho a seguir. A floresta era ocupada por grupos indígenas tupis relativamente numerosos, como os tupinambás, que já praticavam a agricultura, mas em perfeito estado de harmonia com a vida vegetal e animal. Em contrapartida, a relação do colonizador com a floresta e seus recursos foi, desde o início, predatória. Os colonos não percebiam a importância dos benefícios ambientais que a cobertura florestal nativa trazia, além de serem motivados pela valorização da madeira e do lucro fácil. Esses fatores levaram à supressão de enormes áreas da floresta para a expansão de lavouras e as- sentamentos urbanos e à adoção de práticas de exploração seletiva. 3. Agora, junto com seu par de trabalho, façam uma comparação entre o modo como índios e portugueses lidavam com a floresta, estabelecendo semelhan- ças e diferenças entre eles. Anotem suas ideias abaixo, para depois discutir com a turma. 4. Leia as definições de bioma e ecossistema, relacionando as informações que têm em comum ou aquelas que estão relacionadas. BIOMA Bioma é um conjunto de diferentes ecossistemas. [...] são as comunidades biológicas, ou seja, as populações de organismos da fauna e da flora intera- gindo entre si e interagindo também com o ambiente físico. [...] O Brasil tem seu território ocupado por seis biomas em terra firme e um bio- ma marinho. (Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Biomas_brasileiros>. Acesso em: 2 dez. 2009.) 122 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno ECOSSISTEMA Ecossistema é o conjunto dos relacionamentos que a fauna, a flora, micro- -organismos e o ambiente, composto pelos elementos solo, água e atmosfe- ra, mantêm entre si. Todos os elementos que compõem o ecossistema se relacionam com equilí- brio e harmonia e estão ligados entre si. A alteração de um único elemento causa modificações em todo o sistema, podendo ocorrer a perda do equilíbrio existente. Se, por exemplo, uma grande área com mata nativa de determinada região for substituída pelo cultivo de um único tipo de vegetal, pode-se com- prometer a cadeia alimentar dos animais que se alimentam de plantas, bem como daqueles que se alimentam destes animais. (Disponível em: <http://wiki.educartis.com/wiki/index.php?title=Ecossistema>. Acesso em: 2 dez. 2009.) Converse com seu professor e colegas e discutam: Por que a mata atlântica é um importante bioma brasileiro? 5. Considerando o que foi lido até o momento sobre a mata atlântica, leia o texto abaixo e converse com a classe sobre o seguinte aspecto: J Por quais motivos é importante cuidar da mata atlântica, impedindo a sua devastação? POR QUE SALVAR A MATA ATLÂNTICA? Não faltam razões para salvar a mata atlântica. Seus mananciais abastecem as cidades e comunidades do interior. Sua presença contribui para regular o clima, a temperatura, a umidade e as chu- vas, proporcionando melhor qualidade de vida a 70% da população brasileira. Além disso, a mata atlântica é campeã em biodiversidade de espécies ani- mais e vegetais. E só esse aspecto justificaria a preservação. Um hectare de floresta no Nordeste dos Estados Unidos contém dez espécies de árvores, enquanto um hectare da mata atlântica abriga 450 espécies. (Adaptado de Instituto Unibanco/Fundação Victor Civita. Meio ambiente conhecer para preservar – v. 5. Encarte da Revista Escola, edição 161. São Paulo: Editora Abril, 2003.) 6. Para concluir este estudo, elabore, junto com seus colegas e professor, uma síntese sobre a necessidade de preservar a mata atlântica. Registre suas con- clusões no espaço abaixo. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 123
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    ATIVIDADE 3E: OSÍMBOLO DOURADO DA MATA ATLÂNTICA Objetivos  Conhecer o animal símbolo da preservação da mata atlântica.  Relacionar desmatamento e regeneração da mata.  Utilizar procedimentos de estudo de textos informativos: fazer antecipações a partir do título, selecionar ideias relevantes, produzir uma ficha técnica, elabo- rar sínteses, levantar fontes de informação Planejamento  Como organizar os alunos? Eles trabalharão individualmente no início, depois em duplas e, por último, coletivamente.  Quais os materiais necessários? Folhas da Atividade 3E para todos os alunos.  Qual é a duração? Duas aulas de 40 minutos Encaminhamento Parte A – 1a aula  Peça aos alunos que leiam o título do primeiro texto. Levante com eles possí- veis antecipações a respeito do tema e do que será lido e o que imaginam que o texto trará de novas informações. Depois, peça que leiam o texto silenciosa- mente para confirmar ou não suas hipóteses.  Quando tiverem terminado, socialize o resultado: as antecipações foram corre- tas? Que novas informações o material apresentou? De onde essas informa- ções foram retiradas? Quem as organizou para que pudéssemos lê-las?  Oriente-os a fazer um resumo para registrar o que aprenderam com a leitura, lembrando-os de não esquecerem o título e as informações principais tratadas no texto. Parte B – 2a aula  Agora que já sabem quem é o símbolo da mata atlântica, convide a turma a conhecer um pouco melhor esse animal. Peça que leiam, silenciosamente, o segundo texto e depois se reúnam em dupla para preencher a ficha técnica desse animal e responder as perguntas.  Antes, explique que a ficha técnica apresenta as ideias principais de um tema ou estudo, como acontece no resumo. Mas, diferentemente deste, a ficha se caracteriza pelo registro breve das informações, que são escritas em itens, por categorias ou subtemas. 124 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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     No casodo mico-leão, os recortes temáticos já estão definidos, e para preen- cher essa ficha, os alunos precisarão selecionar as informações no texto.  Depois, devem responder, no caderno, as questões cujas respostas também exigem seleção de informações. ATIVIDADE 3E: O SÍMBOLO DOURADO Atividade do aluno DA MATA ATLÂNTICA NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Leia o texto abaixo e depois converse com seu professor e colegas a respeito das informações que ele traz. Quando terminar, faça um resumo em seu caderno, lembrando-se de indicar o título e as ideias principais. O MICO-LEÃO-DOURADO AJUDANDO NA PRESERVAÇÃO DA MATA O mico-leão-dourado está para a mata atlântica assim como o semeador está para a plantação. A espécie é um importante dispersor de sementes e, ao de- sempenhar esse papel, auxilia na regeneração da mata – cujo desmatamento é o principal problema associado a sua extinção. Além de ser um grande con- sumidor dos mais diversos tipos de frutos, esse pequeno primata espalha as sementes por onde passa, podendo ligar áreas isoladas de mata. Originário do Rio de Janeiro, o mico-leão-dourado habitava toda a baixada litorânea do estado, mas, atualmente, pode ser encontrado em apenas seis municípios. Para proteção da espécie foram criadas três unidades de con- servação, e uma delas é a Reserva Biológica União. Ela foi transformada em reserva pelo Ibama em 1998 pelo fato de ter recebido seis grupos de mico-leões-dourados advindos de áreas isoladas e ameaçadas pela escas- sez de mata. Hoje, já são mais de trinta grupos, com uma média de seis animais cada, contribuindo para manter e aumentar a variabilidade genética da espécie. O consumo de grande quantidade e variedade de frutos faz do mico-leão-dou- rado um importante dispersor. Após uma “refeição”, o mico-leão-dourado leva entre uma hora e uma hora e meia para defecar. Um intervalo curto como esse faz com que o animal se alimente várias vezes ao dia e defeque nos lo- cais mais diversos. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 125
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    Atividade do aluno O mico engole grande parte das sementes dos frutos, que saem intactas nas fezes e em condições de germinar. A outra parte é cuspida pelo animal e, mesmo dessa forma, a atuação do mico é benéfica, pois, ao ingerir a polpa, ele diminui os riscos de mortalidade da semente por fungos e predadores. Para as sementes, é importante que sejam depositadas longe da árvore-mãe para haver menor competição por espaço e menos chance de predação. O mico-leão-dourado costuma defecar em locais distantes daquele onde se ali- mentou, numa média de 105 metros, podendo alcançar quase um quilômetro. “Apenas 5,8% das sementes foram depositadas até 10 metros do local de origem, enquanto 82,02% ficaram entre dez e duzentos metros, distância con- siderada favorável para a germinação”, explica a pesquisadora Aline Moraes. Além disso, ela comenta que os micos-leões-dourados alocam a grande maio- ria das sementes em lugares adequados para a germinação. Ou seja, se o fruto é originário de uma região mais úmida, o mico costuma levar a semente para um local de condições semelhantes. Esse comportamento também favo- rece a germinação. O mico-leão-dourado é um dos primatas mais ameaçados de extinção do mundo. Estudos sobre seu comportamento irão contribuir para a preservação da espécie, de seu hábitat, e da própria Reserva Biológica União, uma das poucas áreas remanescentes de mata atlântica. (Texto adaptado de Agência USP de Notícias. Original disponível em: < http://www.usp.br/agen/bols/2006/rede1949.htm>.) Agora que você já descobriu qual é o animal símbolo da mata atlântica, que tal saber um pouco mais sobre ele? 2. Leia o texto abaixo em silêncio. Junte-se a seu colega de trabalho e converse com ele sobre o que descobriu. MICO-LEÃO-DOURADO O mico-leão-dourado é o símbolo da luta pela conservação da mata atlântica. Isso porque ele é um importante dispersor de sementes, o que auxilia na re- generação das florestas. Esse raríssimo primata é um animal pequeno, que mede cerca de sessenta centímetros. Possui um belo pelo dourado e uma juba em torno da cabeça, o que deu origem ao seu nome. Seus pelos são sedosos e, ao sol, adquirem um belíssimo brilho. O mico-leão também é conhecido por sauí, sagui, sagui-piranga, sauí verme- lho e mico. É um dos mais raros primatas do planeta, encontrado apenas em pequenas áreas florestais do Rio de Janeiro. Lá, vive nas copas das árvores, procurando seus alimentos preferidos. 126 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno O mico-leão-dourado gosta de viver em grupos de aproximadamente seis indi- víduos, tem hábitos diurnos e é onívoro: come frutos, insetos, ovos, pequenos pássaros e lagartos. Quando o macho encontra uma fêmea, fica com ela por toda a vida. Entre os micos-leões, o recém-nascido não pas- sa mais do que quatro dias pendurado à mãe. Depois disso, é o pai quem o car- rega, cuida dele, o limpa e penteia. A mãe só se aproxima na hora da mamada. Cada fêmea dá à luz de um a três filhotes em cada gestação, que pode ocorrer até duas vezes por ano. O mico-leão vive, em média, quinze anos. O tráfico de animais fez com que fosse muito caçado para servir como animal de estimação e ser exibido em zoológicos. Por causa disso, e também pela destruição de seu hábitat, está ameaçado de extinção. Atualmente, ganhou uma área especial de proteção: a Reserva Biológica de Poço das Antas, no Rio de Janeiro. (Fontes: Revista Recreio, v. 1, Mata atlântica – Coleção De Olho no Mundo e site www.saudeanimal.com.br.) 3. A seguir, completem a ficha técnica do mico-leão-dourado e respondam as per- guntas. Corpo Alimentação Hábitat Hábitos Longevidade a. Por que o mico-leão-dourado é o símbolo da preservação da mata atlântica? b. Copie o trecho do texto que cita outros nomes pelos quais o mico-leão- -dourado é conhecido. c. Escreva uma informação que você ache interessante sobre a vida em fa- mília desse animal. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 127
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    ATIVIDADE 3F: AVIDA NA MATA Objetivos  Conhecer a fauna e a flora da mata atlântica.  Selecionar informações.  Aprender a fazer uma pesquisa, em classe. Planejamento  Como organizar os alunos? Num primeiro momento, os alunos trabalharão indi- vidualmente. Depois, em duplas  Quais os materiais necessários? Texto descrito na página da Atividade 3F, li- vros, revistas, computador e outros materiais para pesquisa.  Qual é a duração? Duas aulas de 50 minutos Encaminhamento Parte A – 1a aula  Peça aos alunos que abram seu livro na página em que se encontra a Atividade 3F e oriente-os a ler o título do texto, levantando suposições a respeito de que tratará a aula.  Antes de procederem à leitura, propriamente, comente com eles que Ilha Grande é um município de Angra dos Reis, Rio de Janeiro, e tem praias maravilhosas. Seria interessante mostrar imagens da internet ou mapas e folders do lugar.  Converse com eles e procurem levantar, antes da leitura, que relações é possí- vel estabelecer entre esse lugar e a mata atlântica. Explore com eles também o significado das palavras fauna e flora.  Quando tiverem concluído, peça que comecem a leitura do texto em silêncio. Ele deverá ser comentado coletivamente, antes do final da aula.  A seguir, peça que completem o quadro de fauna e flora, classificando os seres que aparecem segundo o conceito de fauna e flora. Parte B – 2a aula  Retome o assunto da aula anterior explicando aos alunos que nessa aula vo- cês farão uma pesquisa para ampliar o conhecimento sobre a fauna e a flora da mata atlântica.  Para isso, selecione previamente materiais diversos para pesquisa, como li- vros, revistas científicas, enciclopédias e álbuns de animais. Caso seja possí- vel, providencie também um computador com internet, bom aliado no processo de busca de informações. 128 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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     Essa aulaserá destinada a ensiná-los a fazer pesquisa, a encontrar informa- ções específicas, mais do que ampliar o repertório dos alunos a respeito da flora e da fauna. Para que isso aconteça, é necessário que você oriente os alu- nos em relação à possibilidade de guiar-se pelo índice, índice remissivo, quan- do houver, títulos e subtítulos, paginação, seções em revistas, uso de legen- das, bem como ensinar a acessar a internet.  Sugerimos que inicialmente lembre os alunos a respeito dos objetivos da pes- quisa, de forma que não percam de vista a intencionalidade da leitura. Tam- bém pode fazer uma breve explanação sobre as fontes de pesquisa e como usá-las. De todo modo, ao longo do trabalho, é imprescindível que você circule entre as duplas e ajude os alunos nas dúvidas que apresentarem. ATIVIDADE 3F: A VIDA NA MATA Atividade do aluno NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Leia o texto abaixo e conheça alguns importantes representantes da fauna e da flora brasileiras. MATA ATLÂNTICA NA ILHA GRANDE A Ilha Grande abriga rica fauna e flora representativas da região, muitas espé- cies de aves – papagaio, pica-pau, tiés, sabiás, saracuras etc. Diferentes ma- cacos, esquilos, tatus, pacas, ouriços, águas-vivas, cobras, lagartos etc. Algu- mas espécies já ameaçadas de extinção, como é o caso do macaco bugio. A fauna endêmica é formada principalmente por anfíbios (grande variedade de anuros), mamíferos e aves. É uma área em que chove muito, por causa das elevações do planalto e das serras. A variedade da flora da mata atlântica sempre despertou o interesse de via- jantes, artistas, naturalistas e comerciantes estrangeiros. Na Ilha Grande, al- gumas espécies da flora brasileira acabam se destacando, como os jequiti- bás, por seu porte majestoso, o gravatá, as orquídeas e as bromélias, pelo vistoso e muitas vezes inesperado colorido, e as quaresmeiras, que, no prin- cípio do ano, salpicam de um roxo muito vivo as encostas e vales. No caso do pau-brasil, no entanto, foram as razões históricas e econômicas que o coloca- ram em destaque. A Constituição Federal de 1988 coloca a mata atlântica como patrimônio nacio- nal, junto com a floresta amazônica brasileira, a Serra do Mar, o Pantanal mato- -grossense e a zona costeira. A derrubada da mata secundária é regulamenta- da por leis posteriores; já a derrubada da mata primária é proibida. ONGs e lide- Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 129
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    Atividade do aluno ranças comunitárias vêm pressionando os órgãos públicos para que implemen- tem medidas legais que deem à Ilha Grande um mínimo de sustentabilidade. (Texto adaptado de: <http://www.ilhagrande.org/sys>.) 2. A partir do que leu, preencha o quadro abaixo. FAUNA E FLORA DA MATA ATLÂNTICA FAUNA FLORA 3. Agora, junto com seu professor e amigos, faça uma pesquisa e amplie o qua- dro, completando-o com outros animais da mata atlântica que não aparecem no texto. Lembre-se de consultar o índice e os subtítulos presentes nos livros e revis- tas. Você também pode fazer uma busca na internet. As legendas de fotos e imagens podem ajudá-lo. ATIVIDADE 3G: DESMATAMENTO E SUSTENTABILIDADE Objetivos  Compreender as causas do desmatamento.  Relacionar desmatamento com sustentabilidade.  Identificar ações que podem ser praticadas para garantir a sustentabilidade do planeta em relação à preservação da biodiversidade.  Elaborar uma definição de sustentabilidade.  Utilizar procedimentos de estudo de textos de divulgação científica.  Articular informações de dois textos para construir um conceito.  Identificar aspectos principais em trechos de texto, de modo a elaborar sínte- ses do mesmo. 130 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Planejamento  Como organizar os alunos? A atividade será realizada em vários momentos: al- guns de maneira coletiva e outros em duplas.  Quais os materiais necessários? Folha da Atividade 3G para todos os alunos e caderno de classe.  Qual é a duração? Cerca de quatro aulas de 40 minutos. Encaminhamento Parte A – 1a aula  Solicite que os alunos leiam o texto “Algumas causas do desmatamento”. De- pois da leitura, organize o estudo do texto, tal como previsto nas atividades anteriores, socializando o que descobriram com a leitura. Quando terminarem, solicite que registrem no caderno as principais ideias do texto. Parte B – 2a aula  Oriente a leitura dos excertos das falas de alguns dos conselheiros do movi- mento Planeta Sustentável. Depois da leitura, coordene uma roda de conversa orientada pelas questões propostas na atividade. Você poderá assistir aos ví- deos citados para ter ideia do todo das declarações. Caso sua escola tenha uma sala do ACESSA, você pode, também, levar os alunos para assistir esses vídeos. Esta é uma oportunidade interessante para promover a pesquisa em diversas fontes de informação. Parte C – 3a aula  Depois da conversa, faça a leitura compartilhada e o estudo do texto “Trilha da sustentabilidade”. Faça, primeiro, uma leitura integral do texto. Depois, comece a leitura de estudo, discutindo com os alunos aspectos importantes contidos em cada parágrafo. Sugestão: 1o parágrafo: Elaboração do conceito de sustentabilidade: anos 1980. Aceita- ção mundial. 2o parágrafo: ONU conclui que é preciso mudar padrões de produção e consu- mo mundiais. Isso gera movimento mundial. 3o parágrafo: Filantropia, responsabilidade social e sustentabilidade. Sustenta- bilidade: cuidar. 4o parágrafo: Sustentabilidade: compromisso com o futuro; caminho; prever im- pactos da ação humana. 5o parágrafo: Sustentabilidade: exercício cotidiano de responsabilidade.  Depois desse estudo, oriente os alunos para que, considerando o texto lido e as ideias que apresenta, assim como a análise das falas dos conselheiros, Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 131
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    elaborem uma definiçãode sustentabilidade. Organize-os em grupo com quatro participantes e determine o tempo que será utilizado para essa tarefa. Ao final, solicite que apresentem a definição do grupo e consolide a reflexão de todos em uma única definição coletiva que contemple aspectos constitutivos das vá- rias definições. Parte D – 4a aula  Ajude os alunos a identificar, na vida cotidiana, situações em que podem con- tribuir para uma relação sustentável com o mundo ao seu redor.  Reúna-os em quartetos e solicite que andem pela escola, pensando como po- dem ajudar na sustentabilidade dentro da instituição. Algumas formas estão relacionadas com a coleta seletiva de lixo, com o reaproveitamento de papel, evitando desperdício, com o consumo cuidadoso de água e energia. Solicite que anotem suas ideias para depois socializarem com os colegas. A seguir, peça que façam o mesmo em sua casa e também compartilhem as ideias com a classe. Atividade do aluno ATIVIDADE 3G: DESMATAMENTO E SUSTENTABILIDADE NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Temos conversado, até o momento, sobre o desmatamento e as ações hu- manas que costumam provocá-lo. Neste momento, vamos estudar um pouco mais a esse respeito. Para tanto, leia o texto apresentado a seguir. Depois, anote as ideias principais de cada subtema em seu caderno. ALGUMAS CAUSAS DO DESMATAMENTO O modelo econômico adotado Para sobreviver e desenvolver-se, os seres humanos, desde sua origem, pre- cisaram produzir seus próprios meios de subsistência, transformando a na- tureza ou intervindo nela. Isso começou a partir das economias primitivas baseadas na caça, na pesca e no extrativismo madeireiro. Prosseguiu com o desenvolvimento da agricultura pecuária, acentuando-se ainda mais com o processo de urbanização e industrialização. O modelo de desenvolvimento econômico escolhido tem influência direta na forma e intensidade de utilização dos recursos naturais. O processo de indus- trialização baseado na exploração de recursos como água, petróleo, madeira 132 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno e minerais, entre outros, bem como na concentração da população nos cen- tros urbanos e na agropecuária predatória, provocou profundas mudanças no meio ambiente, caminhando para o esgotamento de recursos indispensáveis à própria sobrevivência da humanidade. [...] O modelo de desenvolvimento e as ações governamentais que favorecem a exploração desenfreada de recursos naturais contribuem para o aparecimen- to de uma cultura de desrespeito ao meio ambiente, expressa em atitudes como jogar lixo nas ruas, praias e parques, na destruição de áreas verdes, frequentemente substituídas por cimento e azulejo nos imóveis e condomí- nios residenciais, na pavimentação sem planejamento de ruas e estradas, no desperdício de água e energia elétrica. Muitas coisas que compramos contribuem para a devastação da floresta tro- pical. Madeiras nobres, como mogno, peroba e imbuia, são exemplos clás- sicos. Plantações de frutas tropicais são frequentemente encontradas em áreas onde no passado havia uma floresta tropical ou mata nativa. O crescimento da população mundial O crescimento da população mundial intensifica a necessidade de áreas cada vez maiores para a produção de alimentos e técnicas que aumentem a produ- tividade da terra, o que diminui as florestas e amplia as áreas destinadas a lavouras de monocultura e criação de animais, com consequente diminuição da diversidade de espécies animais e vegetais. A urbanização A urbanização contribui para a diminuição das áreas florestadas na periferia das cidades, agravando o desequilíbrio do meio ambiente, principalmente quan- do o desmatamento e a ocupação ocorrem em áreas de mananciais ou de ris- co, poluindo e diminuindo a água potável disponível na região. A destruição da floresta decorre do desmatamento de encostas dos morros, assim como do incontrolável corte de madeira, da agricultura, da produção de carvão vegetal e da ocupação imobiliária desordenada. Algumas companhias estão ainda envol- vidas em grandes projetos industriais que destroem a floresta tropical. Algumas áreas da floresta tropical são ricas em metais preciosos, como o ouro e a prata. Grandes depósitos de alumínio, ferro, zinco e cobre também são encontrados. A exploração industrial de minérios e a afluência de minei- ros nas áreas de matas não exploradas resultam inevitavelmente em desflo- restamento. A contaminação pelo mercúrio (usado na extração de ouro) tam- bém é comum. [...] As queimadas As queimadas, amplamente utilizadas para limpar o terreno na expansão das fronteiras agrícolas, visando à instalação de projetos agropecuários, geral- Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 133
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    Atividade do aluno mente de monocultura, como a soja ou cana-de-açúcar, aceleram o processo de empobrecimento do solo. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espa- ciais (Inpe), em 1991, a área devastada da Amazônia chega a 11.100 km2, ou seja, 0,3% da floresta. No Amapá e em Rondônia, a metade da área cultivável foi devastada. As queimadas, nesse ano, provocaram nuvens de fumaça que alcançaram a África e a Antártida. [...] Rodovias e hidroelétricas A construção de grandes hidroelétricas também causa a destruição de matas e produz profundas alterações no meio ambiente. A abertura de grandes rodovias, como a Transamazônica, sem planejamento de preservação ambiental, favorece a instalação de projetos agropecuários e in- dústrias de mineração industrial que provocam poluição e aumentam a deman- da de carvão vegetal, ampliando, dessa forma, o desmatamento e a destruição da fauna e da fora. Estimula ainda a expansão do garimpo, que, por sua vez, contribui para a ocupação descontrolada e a devastação das florestas. 2. Agora, mais uma vez, junto a seu professor e demais colegas, você vai estudar o texto. Pegue lápis e o marca-texto e mãos à obra! Seu professor vai orientá-lo. 3. Leia, a seguir, o que pensam algumas autoridades no assunto sobre sustenta- bilidade. Os textos que você vai ler foram transcritos de um vídeo dos conse- lheiros do movimento Planeta Sustentável. OPINIÕES DE ALGUNS CONSELHEIROS, AO RESPONDEREM SOBRE O QUE É SUSTENTABILIDADE: “É você agir de forma ecologicamente correta, socialmente justa e economica- mente viável. [...] Trata-se de uma solução para um problema que a gen- te causou por não prestar atenção nisso. É a gente imaginar agora que a gente está construindo o futuro.” (Caco de Paula – coordenador do Planeta Sustentável) “É a gente perceber o nosso papel de habitantes provisórios do mundo [...] porque a gente tem que deixar pras próximas gerações um mundo um pouco melhor. [...] É respeito conosco, com nossos sonhos, com nossos desejos e com tudo que nos cerca, que nos diz respeito e que nos toca. É a natureza, o respeito urbano, é a gentileza, é separar lixo. É o maior tema da nossa época e o tema mais global que pode existir, porque diz respeito a nós mesmos e aos outros.” (Leandro Sarmatz – redator-chefe de Vida Simples) “É projeto conjunto, para ser construído em conjunto. [...] Todo mundo pensa que não tem nada a ver com essa palavra. E tem! Eu tenho a ver, você tem a 134 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno ver. A forma como eu consumo água, como eu consumo roupa, como eu con- sumo energia elétrica, sapato, carro, tudo isso é sustentabilidade. É a forma como nós atuamos no mundo. Ou nós somos sustentáveis, ou não. Sustenta- bilidade pra mim é isso. É você se colocar no mundo pensando em qual é o papel que você tem aqui.” (Zulmira de Souza – Repórter Eco – TV Cultura) 4. Converse com seus colegas e professora: a. De quais depoimentos você mais gostou? Por quê? b. O que todos eles têm em comum? Explique. c. Que recado você acredita que os conselheiros quiseram dar às pessoas com seus depoimentos? d. Que relação você vê entre as causas do desmatamento e a ideia de susten- tabilidade? 5. Você irá, agora, elaborar no seu caderno, junto com seus colegas de grupo, uma definição de sustentabilidade. Consulte, para tanto, o texto apresentado a seguir, que você deve estudar, orientado pelo professor. TRILHA DA SUSTENTABILIDADE Adalberto Wodianer Marcondes [...] Nos anos 80 a Organização das Nações Unidas (ONU) encomendou um estudo à então primeira-ministra da Noruega, Gro Brundtland. [...] Foi a pri- meira vez que um conceito para sustentabilidade foi expresso e mundialmen- te aceito. De acordo com o relatório, “ser sustentável é conseguir prover as necessidades das gerações presentes sem comprometer a capacidade das gerações futuras em garantir suas próprias necessidades”. Foi também a primeira vez que um estudo patrocinado pela ONU chega à con- clusão de que é preciso mudar os atuais padrões de produção e consumo adotados pelas diversas sociedades da Terra, de forma a preservar os recur- sos e serviços ambientais necessários à sobrevivência humana. Desde en- tão existe um grande movimento de governos, empresas e ONGs que buscam criar parâmetros para o desenvolvimento sustentável. [...] Existe na Bíblia um antigo provérbio que muito bem se aplica na definição dos conceitos de Filantropia, Responsabilidade Social e Sustentabilidade: dar o peixe a quem tem fome é Filantropia, ensinar a pescar para garantir o alimento é Responsabilidade Social, no entanto, cuidar da qualidade da água do rio, preservar suas margens e suas nascentes, cuidar para que não seja poluído e nem assoreado, e que existam peixes para sempre, é Sustentabilidade. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 135
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    Atividade do aluno A sustentabilidade é um compromisso com o futuro, não é uma meta que pos- sa ser atingida, mas um caminho que [...] [se deve] trilhar em busca de melho- res soluções para os problemas humanos, sejam eles econômicos, sociais ou ambientais. Este compromisso com o futuro se expressa de diversas manei- ras e em distintos graus [...]. O fundamental é que esteja sempre permeando qualquer decisão [...]. Nenhuma ação humana [...] está isenta de impactos e todos eles devem estar previstos de forma a poderem ser neutralizados ou minimizados. Ser sustentável é, portanto, o exercício cotidiano da responsabilidade. (Fonte: Jornal Envolverde. Disponível em: < http://rbb.org.br/portal pages/publico/ expandir/fbb>. Acesso em: 10 jan. 2008. O autor é diretor de redação da Agência Envolverde, recebeu em 2006 o Prêmio Ethos de Jornalismo.) 6. Para finalizar nossos estudos sobre o tema, reúna-se com seu grupo. Vocês circularão pela escola, procurando identificar como podem contribuir para a sustentabilidade. Anotem as ideias no caderno para contribuir com sua turma. ETAPA 4: ESTUDO E PLANEJAMENTO DO SEMINÁRIO ATIVIDADE 4: PLANEJANDO O SEMINÁRIO Objetivo  Planejar, uma a uma, todas as tarefas do seminário, definindo os responsáveis. Planejamento  Como organizar os alunos? No início a atividade é coletiva; depois, os alunos serão divididos em grupos.  Quais os materiais necessários? Quadro com as características de um seminá- rio (escrito na lousa ou em papel pardo); quadro para que sejam indicadas as tarefas e seus responsáveis (a ser afixado na classe também).  Qual é a duração? Cerca de 40 minutos. Encaminhamento  Converse com os alunos a respeito do propósito da atividade e da maneira como será desenvolvida. 136 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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     Para começar,retome as características do seminário, discutidas na Atividade 2, e organize-as em um cartaz afixado na classe. Retome, ainda, o quadro do projeto.  Para explicar aos alunos o que é um seminário e como se organiza e apresen- ta, aponte os seguintes aspectos: J Para iniciar os trabalhos, cada grupo deve reunir-se e elaborar um plano ge- ral: que assuntos serão tratados (é interessante definir isso coletivamente, retomando com os alunos o que estudaram e acreditam ser interessante ex- por para a 3a série), de quais fontes de pesquisa dispõem, como será feita a divisão de tarefas (eles precisam considerar quem redigirá a exposição por escrito, quem fará os cartazes; podem fazer também transparências, apre- sentações de Power Point ou usar outros recursos audiovisuais), o que cada membro do grupo fará, quem responderá às perguntas dos alunos ouvintes). J Pode-se elaborar fichas-guia para a apresentação oral. Essas fichas contêm um esquema com os tópicos que serão abordados e não devem apresentar frases redigidas, uma vez que sua função é apenas servir de lembrete, de guia para a exposição oral. J A exposição oral deverá ser “ensaiada” e cronometrada, para que o seminá- rio seja bem apresentado e não ultrapasse o tempo disponível. J Um membro apenas ou todos do grupo podem participar da exposição oral. No caso de todos os membros participarem da exposição, cada um “ensaia- rá” sua parte, tendo o cuidado de não quebrar o encadeamento dos tópicos do Sumário.  É importante fazer um roteiro inicial planejando essas questões, e você deve acompanhar os alunos nesse processo.  Oriente-os para a elaboração de uma lista de tarefas que devem ser desen- volvidas pela classe para a realização do seminário. A seguir, comece, com os alunos, a planejar o trabalho e definir responsabilidades.  Comece pelos temas que serão tratados. Solicite que os alunos levantem te- mas possíveis e vá anotando na lousa. Considerando o estudo feito, os seguin- tes temas parecem adequados: J ações humanas que provocam problemas ambientais e as consequências dessas ações para a vida das pessoas; J o desmatamento como causa comum a muitos dos desequilíbrios provoca- dos e o conceito de hotspot; J a mata atlântica: história, extensão, população, paisagens, causas do des- matamento, fauna, flora e demais características; J desmatamento: causas gerais; J sustentabilidade.  A seguir, divida a classe em seis grupos e peça para que cada integrante esco- lha um tema. Juntos, definam, por fim, um título para o seminário e iniciem o planejamento em pequenos grupos. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 137
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    ETAPA 5: ESTUDOE PLANEJAMENTO DA EXPOSIÇÃO ORAL ATIVIDADE 5A: INVESTIGANDO SABERES DOS ALUNOS A RESPEITO DE UMA EXPOSIÇÃO ORAL Objetivos  Compreender como se organiza e realiza uma exposição oral.  Por meio de uma produção inicial – planejamento e apresentação de uma ex- posição oral a respeito do tema do seminário que coube ao grupo –, tomar ciência do que já sabem sobre uma exposição oral e o que ainda precisam aprender. Planejamento  Como organizar os alunos? A atividade será realizada de duas maneiras: em gru- po, para planejamento da exposição; no coletivo, para apresentação à classe.  Quais os materiais necessários? Textos estudados na sequência de atividades de leitura e anotações que os alunos fizeram no decorrer do trabalho.  Qual é a duração? Duas aulas de 50 minutos. Encaminhamento  Solicite que os alunos se reúnam nos grupos definidos para o seminário e pla- nejem a fala do grupo sobre o tema que lhes coube, considerando o tempo, os interlocutores (alunos da 3a série) e as finalidades do evento (exposição oral sobre o tema).  Oriente-os para que prevejam, inclusive, recursos extraverbais (cartazes, ima- gens, vídeos, mapas, esquemas, entre outros) que usariam para apresentar. Defina o tempo a ser utilizado para tanto.  Solicite que resolvam de que maneira a apresentação acontecerá: se por um dos integrantes apenas, se por mais de um. Oriente-os para que utilizem recur- sos de apoio para a fala (anotações esquemáticas, por exemplo).  Esse momento é apenas de investigação a respeito do que os alunos já sabem sobre como realizar uma exposição oral. A sua função é investigar esses sabe- res selecionando os aspectos que merecem mais atenção, mais investimento e, na medida do possível, colocá-los em evidência para os grupos. Serão apre- sentadas várias atividades com a intenção de trabalhar os diferentes aspec- 138 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    tos que implicama produção de uma exposição oral. No entanto, você não precisará trabalhar todas, apenas as que forem mais adequadas para atender às necessidades de aprendizagem de seus alunos. Assim, utilize a pauta de observação apresentada a seguir para identificar os saberes já constituídos pe- los seus alunos e as necessidades de aprendizagem em função dos objetivos colocados: realizar uma exposição oral. EXPOSIÇÃO OR AL – PAUTA DE OBSERVAÇÃO Aluno: ASPECTOS SIM NÃO ÀS VEZES O expositor... ... estabeleceu um bom contato com a audiência? ... procurou incentivar a audiência a ouvir sua exposição por meio de perguntas intrigantes, curiosas, exemplos incentivadores ou outros recursos? ... delimitou bem o tema, procurando esclarecer a audiência a esse respeito? ... apresentou em sua conclusão algum aspecto reflexivo para o interlocutor? ... utilizou recursos de apoio que o auxiliaram para não se perder na fala? ... ajustou a sua linguagem e recursos à audiência?  Os alunos realizarão a exposição e você observará cada uma delas, a partir dessa pauta. Ao término das exposições (que podem ser seis, uma por grupo), você terá um mapa inicial da proficiência da classe para o gênero, com uma re- presentação interessante, posto que, ainda que apenas um integrante de cada grupo fale, os alunos trabalharam em grupo.  De posse das observações, você analisará as informações e selecionará, entre as atividades propostas na sequência que virá a seguir, aquelas que conside- rar mais apropriadas para trabalhar com seus alunos, em função das necessi- dades de aprendizagem deles. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 139
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    RECOMENDAÇÕES AO EXPOSITOR Aspectos que um expositor deve incorporar à sua fala:  Quando iniciar a exposição, ser simpático, cativar o grupo. Isso fará com que prestem mais atenção;  falar do tema que vai ser apresentado, colocando uma questão que provoque curiosidade nos ouvintes. Isso também fará com que fiquem atentos para o que vai ser apresentado, além de incentivar a reflexão sobre o tema;  mostrar aos ouvintes, com clareza, o caminho que será percorrido durante a ex- posição. Isso deixa a audiência preparada para o que vem e auxilia na hora de fazer as anotações sobre o que for exposto;  apresentar o caminho utilizando esquemas de apoio, como um cartaz ou transpa- rência que indique o que será tratado. É uma boa estratégia, pois deixa a fala do expositor mais clara;  usar recursos gráficos, cartazes, imagens, vídeos e mapas, pois isso não só aju- da a entender o tema como faz a audiência prestar mais atenção. Aspectos que um expositor deve evitar:  Entrar logo no assunto, sem explicar a maneira como a fala vai se organizar. Isso deixa o ouvinte sem saber o que vai acontecer, sem orientação para organizar as anotações sobre a fala;  ficar muito preso aos esquemas de apoio, pois isso faz com que o expositor perca contato com o grupo, dispersando-o. Para que isso não aconteça, deve-se estudar muito bem o que vai ser dito, o que dá mais segurança no momento da exposição;  fazer toda a exposição sem utilizar recursos extraverbais;  não prestar muita atenção aos ouvintes, para verificar se estão com “cara de dúvida”. Esse procedimento permite ao expositor ajustar sua fala, replanejar ex- plicações. ATIVIDADE 5B: ANALISANDO RECURSOS DA ORGANIZAÇÃO INTERNA DE UMA EXPOSIÇÃO ORAL Objetivos  Estudar diferentes expressões que podem ser utilizadas para articular as diver- sas partes de uma exposição oral, encadeando-as adequadamente para: J apresentar o tema; J apresentar o plano de exposição; J introduzir exemplo; 140 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    J introduzir explicaçõessobre termos difíceis; J sintetizar a exposição realizada e preparar para a conclusão; J concluir.  Analisar o propósito das expressões nos diferentes enunciados, relacionando as escolhas feitas à finalidade e ao sentido produzido.  Constituir um repertório de expressões que podem ser utilizadas no planeja- mento da exposição oral. Planejamento  Como organizar os alunos? A atividade será realizada em duplas, com momen- tos de discussão coletiva.  Quais os materiais necessários? Cópia para todos os alunos da folha de Ativi- dade 5B.  Qual é a duração? Cerca de 50 minutos. Encaminhamento  Converse com os alunos sobre o propósito da atividade e a maneira como se desenvolverá.  Distribua a folha de atividades e solicite aos alunos que, em duplas, realizem cada uma das tarefas propostas. Vá orientando as duplas, passando pelas car- teiras, problematizando aspectos que pareçam equivocados.  Na discussão da ordem a ser estabelecida entre os trechos que contêm as expressões, solicite que cada dupla justifique suas escolhas, explicando as fi - nalidades de cada um. ATIVIDADE 5B: ANALISANDO RECURSOS Atividade do aluno DE ORGANIZAÇÃO INTERNA DE UMA EXPOSIÇÃO ORAL NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Conversamos, em atividades anteriores, sobre a maneira pela qual uma expo- sição oral se organiza. Considerando esse estudo, leia com seu colega as expressões apresentadas a seguir e numere-as na ordem em que devem aparecer na exposição oral. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 141
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    Atividade do aluno ORDEM EXPRESSÕES ARTICULADORAS DA FALA Agradeço muito a atenção de vocês e espero que eu tenha contribuído para... Hoje vou conversar com vocês sobre..., assunto muito importante para... Para tanto, vou começar falando de...; depois, vou abordar a questão de... e, para terminar, apresentarei a vocês... Para terminar, gostaria ainda de dizer que... Então, vamos lá. Pra começar vamos falar de..., quer dizer... Um exemplo disso é... Bom, eu poderia, então, resumir essa fala em três pontos: o primeiro... o segundo... o terceiro... 2. Agora, explique: com qual finalidade cada uma dessas expressões seria utili- zada em uma exposição oral? 3. Analise os excertos de exposições orais apresentados a seguir. Bom, a minha exposição será sobre as causas do desmatamento da mata atlântica, tema importante não só pra se compreender o que é que as pessoas vêm fazendo que têm provocado esse efeito, mas também pra gente poder parar de continuar fazendo. Só assim esse cenário muda. Então eu gostaria de dizer que a minha fala será sobre a mata atlântica. Sabe, afinal, hoje ela só tem 8% da sua extensão original, e o prejuízo da sua destruição não só pro Brasil, mas pra humanidade, é muito grande. Então... vocês já ouviram falar na mata atlântica, certo? Mas vocês sabiam que hoje só 8% dela ainda permanece? Sabiam que todo o resto já foi destruí- do? Então... é sobre isso que vou falar hoje, sobre o desmatamento da mata atlântica. Vou falar pra vocês de um assunto que me preocupa muito: o desmatamento da mata atlântica. Vocês sabiam que mais de 80% dela já foi destruído? Que- rem saber como? Então, é exatamente sobre isso que vou falar hoje. Agora, responda:  Qual a finalidade de cada um desses trechos na exposição oral?  Qual maneira de falar você achou mais interessante? Por quê? 142 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    4. Leia ostrechos de fala apresentados a seguir. Analise para que serve cada um. “A mata atlântica é rica em espécies endêmicas, quer dizer, aquelas espécies que só existem na mata atlântica, entende? Em nenhum outro lugar mais.” “A destruição das florestas provoca, também, a disseminação de doenças en- dêmicas, isto é, aquelas doenças que só existiam em determinada região, que ficavam restritas àquela parte da floresta, lá escondidas... Se a mata não existe mais, as doenças se alastram...” “Os hotspots, entende, as regiões mais devastadas e, ao mesmo tempo, mais ricas em espécies endêmicas, entende, deixa eu falar, aquelas espécies que Atividade do aluno só existem naquele lugar mesmo, e não em outro...” Responda:  Qual a preocupação do expositor, em cada um?  Observe a expressões que foram utilizadas para introduzir o exemplo. Que ou- tras você conhece que também poderiam ser utilizadas no mesmo lugar? Faça uma lista delas. ATIVIDADE 5C: PLANEJANDO UMA EXPOSIÇÃO ORAL Objetivo  Planejar uma exposição oral, considerando todos os aspectos discutidos até o momento. Planejamento  Como organizar os alunos? A atividade será, inicialmente, coletiva e, depois, em grupos.  Quais os materiais necessários? Todo o material utilizado no projeto.  Qual é a duração? Três aulas de 50 minutos. Encaminhamento  Converse com os alunos sobre o propósito da atividade e sobre a maneira como se desenvolverá.  Retome, com eles, todos os materiais que serão utilizados no planejamento da exposição, explicitando quais as contribuições de cada um para esse processo. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 143
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     Ressalte anecessidade de retomarem o conteúdo estudado para que não co- metam nenhuma incorreção sobre o tema.  Estude o quadro apresentado a seguir e ofereça-lhes referências a respeito de como planejar. PLANEJAMENTO DA EXPOSIÇÃO OR AL Recursos necessários: retroprojetor, lâminas, cartazes, vídeo. ETAPA CONTEÚDO RECURSO Introdução do Apresentação do tema: ações humanas Lâmina de tema que provocam problemas ambientais e as retroprojetor com o consequências dessas ações para a vida título e com imagens das pessoas. dos diferentes problemas. Apresentação Apresentação das partes da exposição: Lâmina de do plano da a. ____________________ retroprojetor com exposição b. ___________________ quadro contendo os c. ____________________ tópicos. Desenvolvimento Parte 1: Lâmina com quadro do tema  Apresentar pergunta que problematize a esquemático. primeira questão, do tipo: “O que aconte- ce com o planeta quando você joga óleo de cozinha no ralo da pia? Você sabe?”.  Explicar o que acontece.  Relacionar com o fato de que a cada ação nossa tem uma consequência para a vida do planeta.  Apresentar esquema de desequilíbrios provocados pela ação humana.  Falar sobre a relação entre ação, dese- quilíbrio e problema ecológico. (...) (...)  Terminado o planejamento, oriente-os a tomarem as decisões a respeito de quem, no grupo, ficará responsável por cada tarefa: solicitar recursos técnicos; elaborar cartazes, quadros; elaborar a síntese para conter no convite do even- to; expor.  Depois, é hora de ensaiar a fala: os alunos podem elaborar fichas de apoio para a exposição e ensaiar, procurando articular a fala com recurso extraver- bal, ainda que não o tenha em versão final (é só imaginarem que estão apre- sentando).  Esse ensaio deve ser previsto em grupo e, depois, em classe, para análise e contribuição dos demais colegas. 144 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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     No ensaioé importante estar atento para aspectos como: clareza na pronúncia das palavras, ritmo de fala, altura de voz, gestual e atitude corporal.  A seguir, oriente os alunos para que respeitem os prazos de elaboração dos materiais e planejem um último ensaio.  Não se esqueça de marcar as reuniões com os grupos, inclusive com o respon- sável pela elaboração do convite. Providencie para que seja produzido e repro- duzido com antecedência, de forma que os alunos possam se preparar para o estudo.  Cuide para que a organização do seminário garanta que, nesse processo, os grupos consigam compartilhar saberes construídos por meio de recursos diver- sos que contemplem as práticas de leitura, escrita e oralidade. ATIVIDADE 5C: PLANEJANDO UMA Atividade do aluno EXPOSIÇÃO ORAL NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Nesse momento, você e seu grupo planejarão a exposição oral que farão. Te- nha em mãos todo o material utilizado no projeto. 2. Retome, com a ajuda de seu professor, um a um os materiais, analisando seus conteúdos e revendo de que maneira pode auxiliá-lo na tarefa de plane- jar a exposição. 3. Estude, com o professor, o quadro de apoio para o planejamento. 4. Reúna-se com seu grupo e planeje a exposição oral. Nesse processo, considere: a. a adequação da exposição às finalidades do projeto e às crianças para quem vão falar; b. as características de uma exposição oral, que você já estudou com seu pro- fessor e grupo classe; c. os recursos extraverbais a serem utilizados (cartazes, fitas de vídeo, esque- mas etc.). 5. Uma vez planejada a fala com seu grupo, decidam quem ficará responsável por cada uma das tarefas: solicitar recursos técnicos; elaborar cartazes, qua- dros; elaborar a síntese para conter no folder do evento; expor. 6. Planejem a fala, elaborando fichas que podem orientar o expositor. 7. Ensaiem a exposição, inicialmente no grupo (escolham um lugar tranquilo para fazê-lo) e, depois, na classe. No ensaio, estejam atentos para: a. pronunciar as palavras com clareza; b. não falar rápido ou lento demais; Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 145
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    c. não falaralto demais ou baixo demais; d. ter uma atitude de aproximação com a audiência, não ficando muito distan- te dela, atentando para suas expressões de compreensão ou não, de acei- tação ou não das ideias expostas; e. não gesticular demais nem de menos. 8. Lembrem-se de que é preciso seguir etapas durante o seminário: a. introduzir o tema, comentando brevemente o assunto que será exposto; b. apresentar um plano da exposição, o que pode ser feito por meio de esque- mas, cartazes ou projeções; c. desenvolver o tema, fazendo a exposição em si; d. fazer uma síntese do que foi tratado, elaborando conclusões essenciais so- bre o tema. ETAPA 6: AVALIAÇÃO DO TRABALHO DESENVOLVIDO ATIVIDADE 6: AVALIAÇÃO FINAL DO TRABALHO Objetivo  Realizar uma avaliação colaborativa do trabalho desenvolvido, considerando os diferentes aspectos: o estudo temático, o planejamento da exposição oral, o planejamento do seminário, considerando os diferentes grupos, a participação nas atividades durante o desenvolvimento, a elaboração do produto final. Planejamento  Como organizar os alunos? A atividade será em grupo para a autoavaliação da exposição oral, e coletiva para a avaliação do processo de trabalho.  Quais os materiais necessários? Pauta de autoavaliação e pauta de avaliação do desenvolvimento do trabalho, ambas apresentadas na atividade.  Qual é a duração? Cerca de 40 minutos. Encaminhamento  Distribua as pautas de autoavaliação (Atividade 6, do aluno), leia-as com os alunos explicando cada item e oriente-os sobre o que fazer. Certifique-se de que os alunos também estejam com seus textos em mãos. 146 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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     Para terminar,é importante que você também avalie a adequação das atividades planejadas aos seus alunos, às suas necessidades e possibilidades de aprendi- zagem, verificando se há mudanças que são necessárias e de que natureza são. É essa avaliação que orientará os inevitáveis ajustes a serem feitos na ação do- cente e, dessa forma, garantirão a ela uma qualidade cada vez melhor. ATIVIDADE 6: AVALIAÇÃO FINAL Atividade do aluno DO TRABALHO NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ Projeto “Universo ao meu redor” Pauta de autoavaliação – Exposição oral Grupo: Data: ASPECTOS SIM NÃO ÀS VEZES O expositor: Estabeleceu um bom contato com a audiência? Procurou incentivar a audiência a ouvir sua exposição por meio de perguntas intrigantes, curiosas, exemplos incentivadores ou outros recursos? Delimitou bem o tema, procurando esclarecer a audiência sobre isso? A conclusão conseguiu mostrar a importância do tema e motivar os demais a refletir sobre suas atitudes? Utilizou bons recursos de apoio que o auxiliaram para não se perder na fala? Ajustou a sua linguagem e recursos à audiência? Observações Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 147
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    Atividade do aluno Projeto “Universo ao meu redor” Pauta de avaliação colaborativa Processo de trabalho Aluno: Data: ASPECTOS A SEREM OBSERVADOS SIM NÃO ÀS VEZES Nos momentos de trabalho coletivo, a classe cooperou, realizando as tarefas propostas? No trabalho em grupo houve disponibilidade para cooperar no cumprimento das tarefas? Os grupos trabalharam a contento? (cumpriram suas tarefas, socializaram encaminhamentos) O espaço para socialização de trabalho desenvolvido pelos diferentes grupos foi garantido? No trabalho em duplas houve, de fato, colaboração com o colega? Nos ensaios da exposição oral houve disponibilidade e empenho de todos em colaborar para que a apresentação do colega fosse a melhor possível? Os produtos finais de cada grupo foram realizados de maneira satisfatória? As tarefas individuais foram realizadas de maneira a não comprometer o trabalho do grupo? Observações do professor 148 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    SEQUÊNCIA DIDÁTICA DALEITUR A “CAMINHOS DO VERDE” Esta sequência de atividades tem como propósito principal auxiliar os alunos na construção da competência para consultar materiais que forneçam informações sobre o planejamento de passeios. Trata-se de uma proficiência que implica a construção de procedimentos de bus- ca de informações em material de leitura de diversas naturezas, como jornais, textos de divulgação científica, mapas e roteiros. Além disso, requer do aluno a utilização das informações em um planejamento efetivo das atividades, envolvendo, inclusive, avalia- ção da viabilidade da mesma, considerando pertinência, adequação e custos. As capacidades de leitura mobilizadas são várias:  localização de informações;  comparação de informações de diferentes textos (organizados em diferentes gêneros);  realização de redução de informação semântica e generalização; avaliação das propostas segundo critérios de viabilidade e condições pessoais; apreciação estética e afetiva;  de aspectos implicados no passeio, entre outras capacidades. Além disso, requerem sempre a utilização de procedimentos de leitor de um grau de letramento significativo. Uma leitura efetivamente cidadã. Nas situações de análise de recomendações, roteiros e mapas de localização é importante chamar a atenção dos alunos para os portadores em que as informações se encontram, bem como para o modo como as apresentam, comparando recursos de linguagem similares ou não. Também é importante salientar os marcadores temporais e espaciais utilizados nos textos, bem como examinar, com eles, a presença de verbos de ação/deslocamento presentes. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 149
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    ORGANIZAÇÃO GER ALDA SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES Etapa Atividade 1 Atividades de lazer Atividade 1A: Pesquisar diversos portadores, buscando indicações de atividades de lazer. Atividade 1B: Organizando dicas de lazer. Atividade 1C: Descobrindo o lazer em sua cidade. 2 Conhecer a mata Atividade 2: Procurando indicações de passeios que atlântica incluam conhecer a mata atlântica (selecionar, entre os materiais disponíveis, locais que podem ser adequados para os propósitos colocados). 3 Passeio ao Jardim Atividade 3: Estudando o passeio ao Jardim Botânico. Botânico Estudar material disponível no site do Jardim Botânico sobre: a. localização geográfica do Jardim Botânico; b. história do mesmo; c. finalidades; d. projetos que desenvolve; e. visita possível e lugares previstos na visita; f. analisar o roteiro de visita disponível, estudando as especificidades de cada ponto de visita previsto e avaliando-os de acordo com critérios de preferência pessoal. Planejar uma visita considerando: a. localização do parque e endereço respectivo; b. meios de transporte necessários para se chegar ao local; c. custos com o passeio; d. providências que precisam ser tomadas para a realização do passeio; e. atitudes não recomendadas em Unidades de Conservação. Organização de dossiê de visita 4 Reinvestindo o Atividade 4: Recomendações para outro passeio conhecimento (elaborar um texto de recomendações para o aprendido planejamento de um outro passeio, recuperando os procedimentos utilizados nessas atividades). 150 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    ETAPA 1: ATIVIDADESDE LAZER ATIVIDADE 1A: PESQUISAR DIVERSOS PORTADORES, BUSCANDO INDICAÇÕES DE ATIVIDADES DE LAZER Objetivos  Conhecer meios e recursos para pesquisar sobre possibilidades de lazer colo- cadas para o paulistano.  Construir procedimentos de pesquisa de informações a partir de referências específicas de conteúdo.  Entrar em contato com portadores – e veículos – que podem ser fonte de infor- mação a respeito do tema.  Desenvolver capacidades de localizar, inferir e generalizar informações.  Desenvolver procedimentos de leitura inspecional. LEITURA INSPECIONAL Tem duas funções específicas: primeira, prevenir para que a leitura posterior não nos surpreenda; segunda, para que tenhamos chance de escolher quais materiais lere- mos, efetivamente. Trata-se, na verdade, de nossa primeira impressão sobre o livro. É a leitura que comumente desenvolvemos “nas livrarias”. Planejamento  Como organizar os alunos? A atividade é coletiva e os alunos podem ficar em círculo.  Quais os materiais necessários? Jornais, suplementos de jornais que contêm dicas culturais, revistas e outros materiais nos quais seja possível encontrar dicas de lazer.  Qual é a duração? Cerca de 40 minutos. Encaminhamento  Converse com os alunos sobre o propósito da atividade e sobre como estarão organizados para desenvolvê-la. Oriente-os para que se organizem em círculo: trata-se de uma roda de leitura diferenciada, na qual pesquisarão materiais impressos que divulgam dicas de lazer. Antes de iniciar a leitura, converse com eles e levante o que fazem em seu tempo de lazer, o que conhecem a esse respeito. Observe como se orientam para fazer passeios e se já viram ou bus- Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 151
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    caram, eles próprios,dicas de lazer em algum lugar. Caso isso não lhes seja familiar, leia alguns exemplos, comentando-os, para que saibam o que e onde podem procurar.  Solicite que escolham alguns dos materiais disponíveis no centro do círculo e procurem nos mesmos dicas de lazer: passeios (a parques de diversões, zooló- gico, jardins), shows, peças de teatro, museus, filmes, espetáculos de dança, clubes, restaurantes, bares, entre outros.  Explique que terão um tempo de 20 minutos para pesquisarem o material. A cada vez que encontrarem as informações procuradas, devem assinalar no ma- terial – usando marca-texto, deixando aberto na página, dobrando o cantinho da página, colocando um post-it etc.  Ao final dos 20 minutos, os alunos compartilharão com a classe o que e onde encontraram. Nesse momento, oriente-os para que indiquem: o portador (livro, revista), o nome (Folha de S.Paulo, Jornal da Tarde, O Estado de S. Paulo, revista Veja, entre outros), o tipo de caderno (Cotidiano, Ilustrada, Guia da Folha, entre outros), a seção, guias de cidade. Eles podem, também, ler alguma das reco- mendações que acharam interessantes.  Você deve finalizar a conversa procurando organizar, junto aos alunos, o tipo de portador no qual as recomendações são publicadas; o tipo de seção; o tipo de atividade que é objeto de recomendação. ATIVIDADE 1B: ORGANIZANDO DICAS DE LAZER Objetivos  Identificar modos de se divertir na sua cidade.  Sistematizar possíveis fontes de informação de dicas de lazer. Planejamento  Como organizar os alunos? A atividade será realizada em duplas e, depois, socializada coletivamente.  Quais os materiais necessários? Materiais consultados na aula anterior.  Qual é a duração? Cerca de 40 minutos. Encaminhamento  Distribua entre os alunos, que estarão reunidos em duplas, os materiais con- sultados na aula anterior.  Explique que deverão organizar as fontes, os portadores que têm em mãos e as dicas de lazer apontadas. Como exemplo, peça que leiam a seguinte anota- ção feita por você, na lousa: 152 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    ONDE O QUE (dicas de) Jornal Filmes, parques, shows  Oriente-os a registrarem as informações encontradas em seu caderno. Quando tiverem terminado, socialize as informações que encontrarem e monte, com eles, um painel coletivo a ser exposto na classe para posteriores consultas.  É possível que algumas opções de lazer não apareçam (tais como exposições, oficinas, saraus, parques de diversão, parques temáticos, pontos turísticos/ históricos). Então, você poderá mencioná-las e pedir que, quando alguém en- contrar alguma informação a respeito, traga para socializar com a turma.  Lembre-se que a internet também pode ser uma boa fonte de pesquisa quando os alunos são orientados a respeito do que e como buscar. ATIVIDADE 1C: DESCOBRINDO O LAZER EM SUA CIDADE Objetivos  Conhecer melhor as opções de lazer dos paulistanos.  Selecionar informações específicas.  Aprender a recomendar passeios. Planejamento  Como organizar os alunos? A atividade será realizada em duplas e depois, so- cializada coletivamente.  Quais os materiais necessários? Material que consta da Atividade 1C.  Qual é a duração? Cerca de 40 minutos. Encaminhamento  Peça aos alunos que se reúnam em duplas e leiam as dicas de lazer que cons- tam da Atividade 1C. Quando terminarem, deverão responder às questões, se- lecionando as informações e fazendo o que é solicitado.  Antes de encerrar a aula, compartilhe as respostas das duplas, que deverão conferir o que fizeram e fazer as devidas correções, caso necessário. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 153
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    Atividade do aluno ATIVIDADE 1C: DESCOBRINDO O LAZER EM SUA CIDADE NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ Você vai ler agora as informações sobre três interessantes passeios que pode- mos fazer em São Paulo. Após ler os textos, responda as perguntas em seu ca- derno e faça o que se pede. MUSEU DE ZOOLOGIA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO A exposição de longa duração apresenta a história dos animais na Terra e as atividades de pesquisa do Museu de Zoologia. Além disto, o Museu organiza periodicamente uma nova exposição temporária. Terça-feira a domingo – das 10 às 17 horas Ingresso individual: R$ 4,00. MEIA ENTRADA  estudantes e professores desacompanhados da escola, mediante apresen- tação de comprovante: R$ 2,00;  alunos de escolas particulares em grupo com visita agendada;  alunos de escolas públicas e particulares em grupo com visita não agendada. GRATUIDADE  último domingo de cada mês (a partir de 2009);  idosos: acima de 60 anos;  crianças: até 6 anos;  alunos da rede pública com visita agendada;  acompanhantes de grupos (professores, guias, seguranças) com visita agendada. 154 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno CIDADE DAS ABELHAS A Cidade das Abelhas é um lugar diferente, próprio para quem aprecia a natu- reza, localizada numa extensa área da mata atlântica. O passeio mostra toda a importância da vida das abelhas (considerada a mais útil das espécies no quadro dos insetos), aliado à ecologia e ao lazer. As atrações culturais são acompanhadas de escorregadores, pequena trilha ecológica e pula-pula (um brinquedo para crianças até 8 anos de idade com motivos de abelhinhas). As visitas não são monitoradas, mas temos todas as explicações bem visualizadas. Não é necessário agendar horário. Estrada da Ressaca, km 7, Embu das Artes Terça a domingo, das 8 às 17 horas Ingressos R$ 15,00 Estacionamento gratuito CATEDRAL DA SÉ Praça da Sé s/nº Das 8 às 19 horas. O meio de transporte mais prático é o metrô. O acesso à estação Sé é feito pelas linhas vermelha e azul. Há visitas monitoradas das 9 às 11h30 e das 13 às 17h30 (seg. a sex.), das 9 às 16h30 (sábado) e das 9 às 13 horas (domingo). R$ 4,00. A Catedral Metropolitana de São Paulo, a Catedral da Sé, é a maior igreja da cidade. Inspirada nas igrejas medievais europeias, começou a ser construída em 1913, mas as últimas torres previstas no projeto original só foram ergui- das na década de 1990. Desde 2002, após mais de dois anos de grandiosa restauração, pode ser vista praticamente como foi planejada pelo arquiteto alemão Maximillian Hehl. Um dos pontos altos do passeio é a cripta. Fica embaixo do altar e é uma ca- pela subterrânea de 619 metros quadrados. Antes era aberta ao público, mas como os túmulos de bronze e esculturas foram pichados, agora só é possível entrar lá durante as visitas monitoradas. Os vitrais dão um show. Quando tem sol, a luz os atravessa deixando o inte- rior da igreja colorido. 1. Qual dos três passeios é o mais caro? 2. Em qual deles podemos conhecer melhor a vegetação da mata atlântica? 3. O que podemos aprender visitando cada um desses lugares? 4. Em que horário funciona o Museu de Zoologia da USP? 5. O que é preciso para entrar gratuitamente nesse museu? 6. Qual é o melhor meio de chegar à Catedral da Sé? 7. O que há embaixo do altar dessa igreja? 8. Qual é a idade-limite para brincar no pula-pula da Cidade das Abelhas? Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 155
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    9. Qual dessespasseios você gostaria de fazer? 10. Qual deles você recomendaria ao seu parceiro de trabalho da dupla? Justifi - que sua resposta. ETAPA 2: CONHECER A MATA ATLÂNTICA ATIVIDADE 2: PROCURANDO INDICAÇÕES DE PASSEIOS QUE INCLUAM CONHECER A MATA ATLÂNTICA Objetivos  Definir critérios de busca de indicações que incluam conhecer a mata atlântica.  Identificar nas indicações encontradas as que atendem ao critério definido.  Ler as recomendações e selecionar um passeio para ser feito.  Desenvolver procedimentos de leitura inspecional.  Desenvolver capacidades de localizar, inferir e generalizar informações.  Conhecer meios e recursos para pesquisar sobre possibilidades de lazer colo- cadas para o paulistano.  Construir procedimentos de pesquisa de informações a partir de referências específicas de conteúdo. Planejamento  Como organizar os alunos? A atividade será realizada coletivamente e os alu- nos poderão estar dispostos em círculo.  Quais os materiais necessários? Material de leitura utilizado na Atividade 2.  Qual é a duração? Cerca de 40 minutos. Encaminhamento  Converse com os alunos para apresentação dos propósitos da atividade e de como se desenvolverá. Oriente-os para que retomem o material de leitura já investigado e procurem quais dessas indicações de passeios incluem conhecer a mata atlântica. Comece por solicitar-lhes que, considerando a lista de tipos de indicações e atividades de lazer encontradas em aula anterior, digam onde precisam procurar; na relação de quais tipos de passeios pode haver algum que inclua conhecer a mata atlântica. Espera-se que eles deduzam que precisa ser na parte em que estão relacionados passeios a parques.  Em seguida, oriente-os a fazer a busca. Organize um círculo de leitura dos pas- seios escolhidos e solicite que todos leiam as indicações que encontraram. 156 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Provavelmente encontrarão váriasindicações de passeio a parques, mas sem referências sobre a possibilidade de se visitar a mata atlântica. Isso é preciso tematizar: pergunte aos alunos, depois de lerem a indicação, se é possível sa- ber se o parque está em uma região de mata nativa. É possível que os alunos cheguem à conclusão de que os parques de São Pau- lo terão, necessariamente, mata nativa, já que a cidade está numa região de mata atlântica. No entanto, é preciso problematizar essa questão: trazer à tona o fato de que nos parques pode ter havido reflorestamento, e esse pode incluir espécies vegetais não nativas. Além disso, é importante informá-los também que alguns parques e reservas ambientais abertas ao público conservam vege- tação de mata secundária, e não nativa, pois o reflorestamento se fez neces- sário para garantir a sobrevivência de espécies ameaçadas de extinção. Assim, deve-se ter informações precisas a respeito da vegetação local. Terminada a leitura da indicação, é necessária uma pesquisa a esse respeito. Evidentemente, não se tomará para pesquisar qualquer das indicações lidas, mas apenas aquelas que tiverem pistas sobre a possibilidade de haver mata nativa no parque. Aqui, você tem duas possibilidades: ou orienta os alunos para que eles mes- mos façam a pesquisa ou você a realiza previamente e oferece o material para que eles analisem.  Na primeira possibilidade, você pode proceder assim: J Selecione os parques mais prováveis e levante as formas de se realizar essa pesquisa. Possivelmente, as indicações recairão sobre Jardim Botânico, Pico do Jaraguá, Parque Estadual da Cantareira, Parque Ecológico do Guarapiranga, Parque Ecológico Tietê. Os mais citados nas indicações dos jornais e revistas costumam ser Jardim Botânico e Zoológico, com outras indicações sazonais. J Depois dessa seleção, oriente-os para que definam modos de se realizar a pesquisa. Alguns deles: a. guia de São Paulo, impresso; b. sites eletrônicos; c. visita à Secretaria de Turismo para coleta de informações. Os meios mais práticos, por não requererem saída da escola, são os dois primeiros. Assim, organize com os alunos uma pesquisa a esse respeito. J Divida a classe em dois grupos de representantes, cada um com a incumbên- cia de pesquisar em um suporte. O que for pesquisar na internet precisará contar com o apoio do professor orientador de informática educativa. O outro grupo precisará encontrar os guias para obter as informações. Cada grupo co- leta as informações e traz para a classe para discussão, na aula seguinte. J Sugestão de sites: a. http://www.saopaulo.sp.gov.br/saopaulo. Nesse endereço, entrar em “CONHEÇA SÃO PAULO” e, depois, em “TURISMO”. Nessa página, entrar em “PARQUES” e, depois, selecionar o parque sobre o qual deseja infor- mações. Imprimir as informações sobre cada um dos parques selecio- Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 157
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    nados e levarpara classe para leitura. As informações disponíveis, no entanto, podem ser insuficientes. b. http://ww2.prefeitura.sp.gov.br/mapa_verde/asp/home.asp. Nesse ende- reço pode-se ter acesso a todos os parques da cidade de São Paulo. As informações, no geral, estão mais completas nesse endereço, mas só so- bre os parques municipais. c. http://www.ibot.sp.gov.br/educ_ambiental/educar_conservar.htm. Esse é o endereço para realizar pesquisas sobre o Jardim Botânico. Site comple- to, apresenta inclusive os projetos de ecologia e educação desenvolvidos. J Feita a pesquisa, os alunos representantes socializam as informações com os colegas e, depois, você orienta a escolha do melhor parque. Sugerimos o Jardim Botânico. Inicialmente, porque é uma unidade de conservação e, depois, dada a própria finalidade dos jardins botânicos. Você poderá, nesse momento, ler o texto que se encontra no site do parque a esse respeito: O PAPEL DOS JARDINS BOTÂNICOS O contato com o mundo natural cada vez mais está menor, devido o crescen- te processo de urbanização. Travar um contato direto com a beleza e a diver- sidade encontradas na natureza é um dos meios eficazes para aumentar o conhecimento e sensibilizar as pessoas na religação do ser humano com seu meio natural. Os jardins botânicos têm papel fundamental nesse processo educacional, cujo objetivo é ensinar a importância da vegetação, conservação da biodiver- sidade, pesquisas científicas e do desenvolvimento sustentável. Há mais de 1.600 jardins botânicos no mundo e, atualmente, 29 estão situa- dos no território brasileiro, que juntos mantêm a maior coleção de espécies vegetais fora da natureza. (Disponível em: <http://www.ibot.sp.gov.br/educ_ambiental/opapel.htm>. Acesso em: 9 jan. 2008.) UNIDADE DE CONSERVAÇÃO Áreas territorialmente definidas, criadas e regulamentadas legalmente (por meio de leis e decretos), que têm como um dos seus objetivos a conservação in situ da biodiversidade. CONSERVAÇÃO IN SITU/EX-SITU Conservação in situ – “a conservação de ecossistemas e hábitats e a manu- tenção de populações viáveis de espécies em seus ambientes naturais e, no caso de espécies documentadas ou cultivadas, nas áreas onde elas desen- volveram suas propriedades diferenciadoras”. Conservação ex-situ – significa conservação de componentes da diversidade biológica fora de seus hábitats. (Disponível em: <http://www.fepr.org.br/>.) 158 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Além disso, háque se considerar que o Jardim Botânico desenvolve projetos educacionais relacionados com o trabalho de preservação do meio ambiente, inclusive com visitas monitoradas previstas.  Depois disso, você anuncia que nas próximas aulas se aprofundarão no estudo do passeio.  Na segunda possibilidade, você anuncia a sua escolha, informando que já efe- tuou a pesquisa. Pode contar aos alunos como fez, por exemplo, onde pesqui- sou, o que descobriu etc. ETAPA 3: PASSEIO AO JARDIM BOTÂNICO ATIVIDADE 3: ESTUDANDO O PASSEIO AO JARDIM BOTÂNICO Objetivos  Definir critérios de busca de indicações que incluam conhecer a mata atlântica.  Identificar nas indicações encontradas as que atendem ao critério definido.  Ler as recomendações e selecionar um passeio para ser feito.  Desenvolver procedimentos de leitura inspecional.  Desenvolver capacidades de localizar, inferir e construir e generalizar informações.  Conhecer meios e recursos para pesquisar sobre possibilidades de lazer colo- cadas para o paulistano.  Construir procedimentos de pesquisa de informações a partir de referências específicas de conteúdo. Planejamento  Como organizar os alunos? A atividade será realizada ora em duplas, ora cole- tivamente.  Quais os materiais necessários? Folha da Atividade 3 para todos os alunos.  Qual é a duração? Quatro aulas de 40 minutos. Encaminhamento  Converse com os alunos para apresentação das finalidades da atividade e de como se desenvolverá. 1a aula Refere-se ao estudo do Jardim Botânico enquanto instituição; sua finalidade, seu envolvimento com a educação, sua localização geográfica. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 159
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     Peça aosalunos que leiam os textos 1 e 2, respectivamente “Histórico do Jar- dim Botânico de São Paulo” e “Projetos desenvolvidos”.  Leia com os alunos a primeira parte do texto, auxiliando-os a fazer uso dos pro- cedimentos de estudo (anotações na margem esquerda da folha, identificando do que trata o trecho do texto, grifar tópicos fundamentais para a compreen- são do assunto etc.). Deixe que as duplas deem continuidade à atividade de estudo do texto.  Defina um tempo para a leitura e, ao final, solicite que cada um apresente para a turma o que considerou importante no conteúdo do texto lido. 2a aula  Nessa aula, retome as informações da aula anterior lembrando a experiência constante no texto 2, em que foi relatada uma visita monitorada ao Jardim Botânico. Considere com os alunos a importância dessa zona de preservação da mata atlântica e proponha que sua turma também realize uma visita moni- torada a esse lugar. Para encaminhar esse trabalho, converse com eles sobre o que é uma visita monitorada, já que é fundamental para que planejem uma possível visita.  Para começar, proponha a leitura compartilhada do texto 3 (“Visitas monitora- das”), chamando a atenção dos alunos para os aspectos práticos dessa visita- ção, como horários, preços e outras informações.  Depois, faça com eles um estudo do Roteiro de Visita, que inclui um mapa com todos os pontos previstos para visita. Faça a exploração desse mapa co- letivamente, articulando o estudo do mesmo com as informações dos textos complementares. Chame a atenção dos alunos para as legendas, os pontos de referência, os possíveis trajetos, os nomes que aparecem em cada estação do passeio. Estude também com os alunos possíveis roteiros.  Quando terminarem, faça com eles uma lista das providências que devem ser tomadas para que o passeio seja possível. 3a aula Nessa aula serão conhecidos melhor alguns pontos da visita.  Proponha que os alunos se reúnam em duplas para ler os textos 1, 2, 3 e 4 (respectivamente “Trilha da nascente do Jardim Botânico”, “Conjunto estrutural A paz e a liberdade”, “Museu Botânico Dr. João Barbosa Rodrigues” e o último, sem título), e peça que assinalem, com marca-texto, as informações que julga- rem mais importantes em cada um.  Quando terminarem, peça que conversem sobre as questões que seguem os tex- tos, compartilhando suas ideias e opiniões posteriormente, com o grupo todo. 4a aula Nessa aula os alunos descobrirão modos possíveis de chegar ao Jardim Botâni- co. Ainda que exista a possibilidade de a turma fazer o passeio coletivamente, saindo 160 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    juntos da escola,é interessante que cada um pense em como ir ao Jardim Botânico a partir da sua residência, caso queira fazer o passeio com a família.  Proponha a exploração do mapa de localização e as indicações de itinerários apontados na atividade. Esse momento será coletivo, mas depois as crianças poderão sentar-se em duplas para elaborar um possível roteiro de ida e volta, considerando alguns aspectos essenciais: J horário de saída de casa; J conduções que precisariam pegar, em sequência; J horário de chegada ao Jardim Botânico; J horário de saída do Jardim Botânico; J conduções que precisariam pegar para voltar para casa, em sequência; J horário provável em que chegariam em casa, de volta.  Para finalizar, oriente a organização do dossiê do passeio, recomendando que estejam atentos para os horários de funcionamento do parque e, ainda, para o que não é permitido em uma Unidade de Conservação, como o Jardim Botânico. ATIVIDADE 3: ESTUDANDO O PASSEIO Atividade do aluno AO JARDIM BOTÂNICO NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Vamos conhecer melhor uma importante zona de preservação da mata atlânti- ca. Faça a leitura silenciosa dos textos 1 e 2, lembrando-se de: a. ler cada um dos parágrafos e, usando seu lápis ou marca-texto, anotar, na margem esquerda do texto, palavras-chave que sintetizem o conteúdo; b. quando terminar a leitura dos textos, circular, nas anotações da margem, aquelas que você considera como as mais importantes. Esse procedimento vai auxiliá-lo quando for apresentar para a classe; c. conversar com sua turma sobre o conteúdo do seu texto, comentando o que mais lhe chamou a atenção. Ouça também as apreciações e, quando con- siderar que são essenciais e você não as observou, faça anotações para complementar sua leitura. Todos os textos que serão lidos foram retirados do site oficial do Jardim Botânico. (Disponível em: <http://www.ibot.sp.gov.br/educ_ambiental/>. Acesso em: 9 jan. 2008.) Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 161
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    Atividade do aluno Texto 1 HISTÓRICO DO JARDIM BOTÂNICO DE SÃO PAULO FERNANDES DIAS PEREIRA Jardim de Lineu – Viveiro de plantas do Jardim Botânico No final do século 19 a área do Parque Estadual das Fontes do Ipiranga era uma vasta região com mata nativa, ocupada por sitiantes e chacareiros. Por ordem do governo as desapropriações na área vinham ocorrendo desde 1893, visando à recuperação da floresta, à utilização dos recursos hídricos e à preservação das nascentes do Riacho do Ipiranga. Em 1917 a região tornou-se propriedade do governo, passando a deno- minar-se Parque do Estado. Até 1928, serviu para captação de águas, que abasteciam o bairro do Ipiranga. Nesse mesmo ano o naturalista Frederico Carlos Hoehne foi convidado para construir um Horto Botânico na região. O Jardim Botânico de São Paulo foi oficializado em 1938 com a criação do Departamento de Botânica, na época órgão da Secretaria da Agricultura, In- dústria e Comércio de São Paulo. Em 1969, o Parque do Estado, onde o Insti- tuto de Botânica está localizado, passou a denominar-se Parque Estadual das Fontes do Ipiranga. [...] O Jardim Botânico de São Paulo pertence ao Instituto de Botânica que está inserido no Parque Estadual das Fontes do Ipiranga (PEF) situado na cidade de São Paulo, a 10 quilômetros do centro, fazendo divisa com o município de Diadema e outros bairros da capital. O PEF abrange uma área de 526 hectares, dos quais cerca de 345 ha são ocupados por vegetação remanescente de mata atlântica e 36,3 ha em área de visitação do Jardim Botânico. Integra 24 nascentes de água, dois aquíferos e é considerada a terceira maior reserva do município de São Paulo. 162 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno Sua flora contém espécies de grande importância científica, ornamental, me- dicinal, econômica, assim como raras e endêmicas e em perigo de extinção. A fauna é representada por muitas espécies de animais que, devido à preser- vação da mata, encontram alimento e refúgio para sobreviverem. Texto 2 PROJETOS DESENVOLVIDOS Projeto Jardim Botânico vai à escola O Jardim Botânico de São Paulo, administrado pelo Instituto de Botânica, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, foi contemplado no segundo semes- tre de 2005, por intermédio da Rede Brasileira de Jardins Botânicos, com o projeto “Jardim Botânico vai à escola”, coordenado pela pesquisadora Tânia Maria Cerati, da área de educação ambiental. Para participar do projeto foi selecionada a Escola Estadual “Valentim Gentil” de Ensino Fundamental (Ciclo I), que funciona nos períodos manhã e tarde, tem 29 professores, totaliza 900 alunos e está situada próxima ao Jardim Botânico de São Paulo. O principal objetivo é estabelecer um processo educativo com a comunidade escolar por meio de ações de educação ambiental, de forma a divulgar o pa- pel dos jardins botânicos na conservação da biodiversidade e na promoção da sustentabilidade socioambiental. Com visitas monitoradas ao Jardim Botânico de São Paulo, os alunos recebe- ram informações sobre a vegetação e o meio ambiente. Para a realização de subprojetos, os professores tiveram curso de capacitação com palestras e oficinas, além de material didático de apoio para que pudessem desenvolver o projeto com seus alunos. Uma grande festa realizada no dia 25 de novembro de 2005 marcou o encerra- mento do projeto “Jardim Botânico vai à escola” (nesta escola) com exposição de trabalhos produzidos pelos alunos, apresentação de danças, teatro, jogo da memória com tema ambiental, além do filme ecológico O Jardim Botânico. O projeto foi iniciado em agosto de 2005 e teve duração de um semestre. De acordo com a bióloga, “as crianças passaram a ver o meio ambiente com outro olhar, os professores se sentiram muito satisfeitos com o projeto e acham que ele deve continuar”. Sendo um projeto itinerante, tem como linhas principais o enfoque participa- tivo, o reconhecimento do saber local, a interdisciplinaridade e a flexibilidade para adaptações regionais. Para dar continuidade ao projeto em 2007, estamos buscando parcerias com a iniciativa privada para a participação de outra escola do entorno. Os interessados podem contatar a instituição, pelo telefone 5073-6300, ramais 229 e 252. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 163
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    Atividade do aluno 2. Nesta aula você vai conhecer melhor o Jardim Botânico, explorando o mapa do lugar. Como você já sabe, é possível fazer visitas monitoradas, mas antes é preciso obter informações importantes a respeito do funcionamento do par- que. Leia o texto e o mapa, e depois ajude seu professor e colegas a elabora- rem uma lista de providências necessárias para fazer esse passeio. Texto 3 VISITAS MONITORADAS O Jardim Botânico de São Paulo oferece às escolas e grupos organizados visi- tas monitoradas em toda sua área de visitação. Alunos e professores recebem informações sobre: espécies da mata atlânti- ca, plantas ameaçadas de extinção, plantas úteis para o homem, importância da conservação da biodiversidade e dos recursos hídricos. A visita percorre importantes áreas como: Museu Botânico “Dr. João Barbosa Rodrigues”, estufas, Lago das Ninfeias, bosques e Jardim dos Sentidos. Durante a visita o grupo tem um acompanhamento de monitores especializa- dos, além de contar com segurança em toda a área do Jardim Botânico. Horário de funcionamento: Quarta a domingo, das 9 às 17 horas. Fechado: Sexta-feira Santa, Natal e 1o de ano. Horário das visitas monitoradas: Período da manhã: iniciadas às 9h10. Período da tarde: iniciadas às 14 horas. Duração: de 1 a 2 horas, dependendo da faixa etária. Ingressos: Crianças até 10 anos e adultos acima de 65 anos e portadores de necessida- des especiais mentais: isentos Estudantes R$ 1,00 Público em geral R$ 3,00 Visitas monitoradas: estudantes R$ 3,00 + valor do ingresso demais grupos R$ 6,00 + valor do ingresso Estacionamento: carro de passeio R$ 5,00 ônibus R$ 10,00 O pagamento é realizado na bilheteria do Jardim Botânico. Procedimentos para visitas escolares (somente com agendamento) Informações: Os interessados em agendar uma visita deverão ligar para o telefone (11) 5073-6300, ramais 229/252, procedendo conforme as informações abaixo: 164 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno Agendamento: A escola deverá enviar um ofício, via fax, para o agendamento da visita com antecedência de 15 dias. Esse ofício deverá ser em papel timbrado da esco- la e conter: data da visita, período, número de alunos, série, telefone e fax para contato. A escola poderá optar pela visita com monitoria ou sem monitoria. Acompanhantes: 1 para cada 15 alunos (professor, pais, outros) Termo de responsabilidade: A Seção de Educação Ambiental enviará à escola, após o agendamento, um termo de responsabilidade que deverá ser assinado pelo diretor da unidade escolar e entregue na bilheteria do Jardim Botânico no dia da visita. Esse ter- mo deverá ser enviado à escola, via fax, juntamente às demais informações de valor de ingresso e monitoria. Todas as instituições devem apresentar o Termo de Responsabilidade, devida- mente assinado, no momento da entrada do grupo. 3. Com seu professor, estude, ponto a ponto, todos os lugares pelos quais você passará se for realizar essa visita, desde quando entra no parque até quando sai. Para mais informações sobre alguns dos pontos pelos quais você passará, ob- serve o mapa com atenção. JARDIM BOTÂNICO DE SÃO PAULO Roteiro de Visitação 1 - Estacionamento 16 - Portão histórico 2 - Entrada do Jardim Botânico de São Paulo 17 - Lago dos Sentidos 3 - Alameda Fernando Costa 18 - Bosque dos Xaxins, das Samambaias 4 - Lanchonete e sanitários e Lago do Bugio 5 - Espaço Cultural 19 - Conjunto Escultural A Paz e a Liberdade 6 - Área de Exposições e Serviços 20 - Bosque dos Passuarés 7 - Museu Botânico “Dr. João Barbosa Rodrigues” 21 - Brejo natural 8 - Escadarias 22 - Lago das Nascentes do Riacho do 9 - Jardim de Lineu e Espelho d’água Ipiranga e Obelisco 10 - Estufas Dr. Frederico Carlos Hoehne 23 - Bosque das Guaricangas 11 - Orquidário Dr. Frederico Carlos Hoehne 24 - Túnel de Bambu 12 - Palmeto histórico 25 - Trilha da Nascente 13 - Lago das Ninfeias 26 - Castelinho ILUSTRAÇÃO: ANA MARIA V. A. MARTINEZ 14 - Sanitários 27 - Mirante 15 - Bosque das Imbuias 28 - Bosque do Pau-Brasil 4. Agora que já conhece um pouco mais sobre o Jardim Botânico, os projetos que desenvolve e sobre a visita monitorada que se pode fazer, vamos conhe- cer um possível roteiro de visitação. Após a leitura dos textos a seguir, respon- da às questões correspondentes. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 165
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    Atividade do aluno Texto 1 TRILHA DA NASCENTE DO JARDIM BOTÂNICO A trilha da nascente do Riacho do Ipi- ranga, inaugurada no dia 4 de junho de 2006, está instalada no Parque Esta- dual das Fontes do Ipiranga (PEF), um dos últimos remanescentes de mata atlântica bem preservada na região me- tropolitana de São Paulo. Aberta no interior da reserva florestal, com 360 metros de extensão e três áreas de observação, o visitante vai per- correr inicialmente um trecho de mata em recuperação, seguindo para uma área com elevada diversidade de espé- cies, como samambaias, bromélias e palmitos, além de árvores imensas. No final do percurso, o visitante chega- rá a uma das nascentes do Riacho do Ipiranga. Com um deque de madeira apoiado em uma estrutura de eucalipto tratado, a Vista aérea do Jardim Botânico trilha, utilizada anteriormente apenas para pesquisa científica, foi construída de forma a não causar impactos nega- tivos na mata, pois é totalmente elevada, chegando a atingir quatro metros de altura em alguns trechos, o que evita contato dos visitantes com o solo, mas que propicia aos mesmos chegar bem próximo às copas das árvores. Trata-se de uma trilha projetada obedecendo às normas de acessibilidade da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, permitindo o acesso a pes- soas com mobilidade reduzida, como idosos, usuários de cadeira de rodas, entre outros. A duração do percurso é aproximadamente de 40 minutos. [...] Texto 2 CONJUNTO ESCULTURAL “A PAZ E A LIBERDADE” Dentro da área de visitação do Jardim Botânico de São Paulo e próximo aos lagos formados pela água das nascentes que formam o Riacho do Ipiranga e ao Bosque dos Passuarés, pode-se contemplar o belíssimo conjunto escultu- ral “A paz e a liberdade”, do artista plástico Luiz Antônio Cesário. As quatro esculturas representam os elementos da natureza: ar, fogo, terra, água, essenciais para a sobrevivência humana. 166 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno O conjunto que desperta a atenção para a paz e a liberdade integra-se à pai- sagem do Jardim Botânico de São Paulo, dando oportunidade ao público de apreciar a expressão da arte em meio à natureza. Texto 3 MUSEU BOTÂNICO “DR. JOÃO BARBOSA RODRIGUES” O contato com o mundo na- FERNANDES DIAS PEREIRA tural está cada vez menor, devido ao crescente proces- so de urbanização. Travar um contato direto com a beleza e a diversidade encontradas na natureza é um dos meios efi- cazes para aumentar o conhe- cimento e para sensibilizar as pessoas na religação do ser humano com seu meio natural. Os jardins botânicos têm papel fundamental nesse processo educacional, cujo objetivo é ensinar a importância da vegetação, conservação da biodiver- sidade, pesquisas científicas e do desenvolvimento sustentável. Há mais de 1.600 jardins botânicos no mundo e, atualmente, 29 estão situa- dos no território brasileiro, que juntos mantêm a maior coleção de espécies vegetais fora da natureza. Texto 4 No Museu Botânico encontram-se inúmeras amostras de plantas da flora bra- sileira, uma coleção de produtos extraídos de plantas, fibras, óleos, madei- ras, sementes e também quadros e fotos representativos dos diversos ecos- sistemas do Estado. No conjunto arquitetônico-cultural do Jardim Botânico destacam-se, além do museu, o Jardim de Lineu – inspirado no Jardim Botâni- co de Uppsala, na Suécia –, as estufas históricas, o portão histórico de 1894 e o marco das nascentes do Riacho Ipiranga. (Disponível em: <http://www.saopaulo. sp.gov.br/saopaulo/ turismo/cap_parq_botan.htm>. Acesso em: 9 jan. 2008.) Converse com seus colegas: a. O que você achou do roteiro? b. De que parte você não desistiria, de jeito nenhum? c. Se tivesse que priorizar alguns itens – por causa do tempo, por exemplo –, quais você priorizaria? d. Você acha que conseguiria realizar a visita sozinho, sem monitoria? Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 167
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    Atividade do aluno 5. Agora, vamos descobrir como chegar até o Jardim Botânico. Estudem o mapa da localização do parque e, a seguir, as indicações de trans- portes que podem ser utilizados para se chegar até ele. Metrô São Judas iário Av lexo V . Compria Maluf Bandeirantes Ma dos Av. Eng. Armando Metrô Rodov. do Conceição Jardim Botânico Av. s Im Mig A. P igran u ereira Metrô el Es Jabaquara téf tes an Zoológico o Parque Estadual das Fontes do Ipiranga Localizado na Av. Miguel Estéfano, 3.031 – Água Funda, próxima às Avenidas dos Bandeirantes e Ricardo Jafet (ao lado do zoológico) CEP 04301-902 - São Paulo - SP - Brasil Metrô: Estação São Judas Ônibus: Ida – Jardim Clímax (4742) sai da Estação São Judas do Metrô Volta – Metrô São Judas (4742) Ida – Jardim São Savério (475-C) passa pela Praça da Árvore Volta – Term. Pq. D. Pedro II (475-C) Ida – Zoológico (4491) Volta – Term. Pq. D. Pedro II (4491) 168 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno Considerando onde você mora, se você não fosse com um veículo próprio da família, quantos ônibus, metrô ou trem teria que utilizar? Sente com mais um colega e, juntos, elaborem os roteiros da ida e da volta ao Jardim Botânico, indicando: a. horário de saída de casa; b. conduções que você pegaria, em sequência; c. horário de chegada ao Jardim Botânico; d. horário de saída do Jardim Botânico; e. conduções que você pegaria, em sequência; f. horário que chegaria na sua casa, de volta. Converse sobre o roteiro com os demais colegas de classe e professor. 6. Agora você está pronto para finalizar o planejamento da visita. Tome cada um dos levantamentos que você fez e organize um dossiê do passeio. Você pode conversar com seus pais sobre esse passeio, analisando a sua viabilidade. Não se esqueça de incluir nesse levantamento final os dias possíveis para se realizar a visita e, ainda, o horário de funcionamento do Jardim Botânico. As- sim você pode prever a que horas terá que lanchar, por exemplo, para não se atrasar na hora da saída, pois tem que considerar a hora que o local fecha. ETAPA 4: REINVESTINDO O CONHECIMENTO APRENDIDO ATIVIDADE 4: RECOMENDAÇÕES PARA OUTRO PASSEIO Objetivos  Retomar procedimentos de planejamento de passeio desenvolvidos durante as atividades anteriores.  Consultar informações em sinopses de recomendação, sabendo em quais por- tadores é possível obtê-las.  Pesquisar sobre o lugar, levantando dados sobre suas características, localiza- ção geográfica, acessibilidade.  Fazer levantamento de meios e tempo de transporte necessários para chegar ao local. Planejamento  Como organizar os alunos? A atividade será realizada em duplas.  Quais os materiais necessários? Folhas das atividades realizadas até o mo- Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 169
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    mento, para queos alunos possam recuperar os procedimentos, computado- res com internet. Caso isso não seja possível, o professor poderá entrar pes- soalmente no site recomendado e providenciar fotocópias das páginas neces- sárias para a realização da atividade.  Qual é a duração? Cerca de 60 minutos. Encaminhamento  Converse com os alunos para apresentação dos propósitos da atividade e de como se desenvolverá. Retome com eles todas as atividades realizadas, regis- trando-as na lousa, para que possam tomá-las como referência na elaboração das recomendações.  Oriente os alunos para que se organizem em duplas e, considerando todas as atividades realizadas, elaborem um texto que apresente recomendações para planejamento de passeios. Considere quem serão os destinatários possíveis, que podem ser leitores de uma revista ou jornal para crianças, ou ainda cole- gas de outras classes. Lembre que a finalidade será auxiliar os leitores a pla- nejar adequadamente um passeio.  Para realizar a atividade, além dos materiais explorados até aqui, será neces- sário acessar a internet. Isso pode ser feito pelas duplas diretamente (no site <http://www.ambiente.sp.gov.br/parquevillalobos/>), se sua escola tiver clas- ses do ACESSA. Caso não seja possível, você poderá providenciar fotocópias das páginas necessárias para a realização da tarefa.  Convide a turma para planejar a recomendação de um passeio a outro interes- sante parque de São Paulo: o Villa-Lobos.  Oriente-os que para elaborar essas recomendações deverão retomar todos os procedimentos que utilizaram em cada atividade, pois serão fundamentais para auxiliar os leitores a planejar adequadamente o passeio.  Na avaliação, retome com eles, um a um, os procedimentos de cada atividade e verifique se constam das recomendações. Procedimentos avaliáveis  Consultar informações em sinopses de recomendação, sabendo em quais por- tadores é possível obtê-las.  Pesquisar sobre o lugar, levantando dados a respeito de suas características, localização geográfica, acessibilidade.  Fazer levantamento de meios e tempo de transporte necessários para se che- gar ao local.  Avaliar as etapas do passeio – quando for o caso –, elaborando uma lista de prioridades, caso haja necessidade de desistir de algumas.  Avaliar procedimentos recomendáveis e não recomendáveis para o passeio, considerando sua natureza e especificidade. 170 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    SEQUÊNCIA DIDÁTICA “LENDONOTÍCIAS PAR A LER O MUNDO” Por que uma sequência que envolve a leitura de notícias? Não há discordâncias a respeito de que uma das melhores maneiras de nos infor- marmos é lendo ou ouvindo as notícias no rádio, jornais da TV ou impressos, jornais eletrônicos e revistas. Desde que não seja “escolarizando” o portador, trabalhar com o jornal na escola é uma oportunidade ímpar de favorecer aos alunos o desenvolvimento de habilidades de leitura e escrita por meio de textos diversos, como notícias, entrevistas, tirinhas, propa- gandas, classificados, entre outros. São situações de comunicação real nas quais os alunos podem transitar, seja lendo, escrevendo ou revisando o que escreveram. Adquirir o hábito de ler o jornal, informando-se a respeito do que acontece, per- mite que os alunos desenvolvam senso crítico vivenciando situações em que podem tecer opiniões a respeito do que leram, argumentando e verificando a necessidade de compromisso com a veracidade dos fatos, sem a manipulação de informações. Com- parar, por exemplo, a mesma notícia publicada em jornais diferentes contribui para que se possa “ler entrelinhas” dos fatos noticiados. Além disso, a leitura de jornal é frequentemente prazerosa. Uma vez que não é ne- cessariamente linear, permite que o leitor escolha o que quer ler. Pode-se ler apenas as manchetes ou aprofundar em alguma notícia em que se tenha mais interesse. Podemos ler crônicas ou tirinhas para nos divertir, por exemplo, ou escolher cadernos específi - cos, lendo-os por inteiro ou ainda apenas trechos. De todo modo, mesmo quando não nos detemos numa leitura mais profunda, conseguimos ficar minimamente informados. Também podemos nos informar a respeito de algo, selecionando informações que são relevantes segundo nossa intenção de leitura. Para transitar bem nesse portador, é interessante conhecer sua organização, além das convenções típicas desse gênero, como o uso de léxicos e conectivos pró- prios do texto jornalístico. Do mesmo modo, é preciso identificar os cadernos que o compõem e reconhecer os tipos textuais que acompanham o texto e também são fontes importantes de infor- mação, como os gráficos e as tabelas. A proposta de uma sequência didática para o trabalho com notícias tem como finalidade a constituição das proficiências ligadas às práticas de leitura e escrita. Uma ressalva também precisa ser feita: a notícia, quando retirada do seu con- texto específico de publicação – a data em que foi publicada, o momento histórico no qual diferentes fatos se articulavam e, por isso mesmo, foram noticiados e agrupados na página do jornal dessa ou daquela maneira –, acaba sendo descaracterizada. Toma- remos, então, a notícia como um documento que se busca estudar e compreender, re- cuperando, o melhor possível, o contexto no qual foi produzida, como condição mesmo de compreensão e interpretação de seu conteúdo. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 171
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    No jornal, anotícia articula-se com o entorno da página em que foi publicada, com a seção na qual se encontra, com os recursos extraverbais utilizados para compô- -la, como fotografias, desenhos, gráficos, entre outros recursos, constituindo seus sen- tidos de maneira inevitável. Espera-se que ao desenvolver essa sequência os alunos:  possam se familiarizar com o jornal e como é sua estrutura organizativa;  identifiquem semelhanças e diferenças entre jornais e revistas;  passem a ler frequentemente jornais e revistas, reconhecendo os diferentes veículos como fontes de informação a respeito dos acontecimentos que cer- cam nosso cotidiano;  reconheçam que as notícias não são textos neutros, mas orientados pelas crenças e valores dos veículos que as produziram;  reconheçam a importância da análise do contexto de publicação da notícia para a composição de seu sentido. ORGANIZAÇÃO GER AL DA SEQUÊNCIA DIDÁTICA: DETALHAMENTO Etapa Atividade 1 Apresentação da Atividade 1A: Identificando notícias. sequência didática Atividade 1B: Lendo e estudando uma notícia. e investigação Atividade 1C: Explorando os cadernos do jornal. inicial da Atividade 1D: Recuperando o contexto de produção de uma proficiência do notícia. aluno Atividade 1E: As partes que compõem uma notícia – visão geral. 2 Estudo de Atividade 2A: As marcas do contexto de produção no título características da e no texto das notícias. linguagem escrita Atividade 2B: Compartilhando diferentes notícias. do gênero Atividade 2C: As declarações e os efeitos que provocam no leitor. Atividade 2D: O olho da notícia. Atividade 2E: O lead e a sua função na organização da notícia. Atividade 2F: A ordem dos fatos em uma notícia. Atividade 2G: Reescrevendo uma notícia. 172 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    ETAPA 1: APRESENTAÇÃODA SEQUÊNCIA DIDÁTICA E INVESTIGAÇÃO INICIAL DA PRO- FICIÊNCIA DO ALUNO ATIVIDADE 1A: IDENTIFICANDO NOTÍCIAS Objetivos  Conhecer a proposta de trabalho e seus objetivos.  Saber quais os conhecimentos do grupo sobre o que vem a ser uma notícia. Planejamento  Como organizar os alunos? Esse deve ser um momento coletivo.  Quais os materiais necessários? Cópia dos textos que serão analisados.  Qual é a duração? Cerca de 50 minutos. Encaminhamento  Num primeiro momento, faça uma roda de conversa para investigar os co- nhecimentos que os alunos já têm sobre o jornal, socializando as ideias que surgirem. J O que é o jornal e para que serve. J Como se organiza. J Quem já leu ou costuma ler o jornal. J Quais jornais as crianças já conhecem.  Depois, esclareça os alunos sobre os objetivos desta atividade, que focaliza uma investigação sobre a notícia e como ela se desenvolverá.  Proponha a leitura compartilhada dos textos apresentados. Recupere as informa- ções de cada texto, discutindo com eles os seus sentidos. Pergunte quais dos textos lidos podem ser considerados uma notícia. Solicite que expliquem por que consideram tais textos como notícia e vá registrando as explicações na lousa.  Para diferenciar as notícias dos demais textos, procure ressaltar – entre outros – os seguintes aspectos: J a notícia fala de um fato acontecido (ou que acontecerá); J no texto da notícia sempre estão presentes informações sobre a data do acontecimento (palavras como ontem, hoje, indicação do dia da semana, por exemplo); J as notícias sempre tratam de fatos que são importantes não apenas para uma pessoa, mas para um grupo delas; Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 173
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    J elas podemser muito breves, desde que informem o leitor sobre o que acon- teceu, onde, com quem, quando. Esclarecer que alguns jornais – especial- mente os eletrônicos – até mantêm uma seção de notícias breves.  Termine a atividade recuperando as justificativas pertinentes e deixando-as afi - xadas em um cartaz. ATIVIDADE 1A: IDENTIFICANDO NOTÍCIAS Atividade do aluno NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Leia os textos apresentados a seguir e descubra quais deles são notícias. A seguir, explique as razões pelas quais você considera cada texto indicado como uma notícia. Texto 1 NARIZ E ORELHAS NUNCA PARAM DE CRESCER O tecido cartilaginoso, que forma o nariz e as orelhas, não deixa de crescer nem mesmo quando o indivíduo torna-se adulto. Daí por que o nariz e as ore- lhas de um idoso são maiores do que quando era jovem. A face também enco- lhe porque os músculos da mastigação se atrofiam com a perda dos dentes. (Disponível em: <http://www.terra.com.br/curiosidades/>. Acesso em: 5 dez. 2007.) Texto 2 GREENPEACE CRITICA A INDÚSTRIA, MAS POUPA OS CARROS CLÁUDIO DE SOUZA Enviado especial a Frankfurt, Alemanha O grupo internacional ecológico Green- peace faz um protesto bem à porta do 62o Salão de Frankfurt, na Alemanha, maior evento mundial da indústria auto- motiva, que abriu nesta quinta (13) ao público e vai até dia 23. Compõem a cena três carros (Audi, BMW e Volkswagen, todos alemães) ca- racterizados como porcos – pintados de rosa e com focinhos de mentira – e uma espécie de escultura imitando uma fumaça negra, estampada com o símbolo CO2 (dióxido de carbono, o gás emitido pelos carros). Perto dali, na torre de uma igreja, uma faixa com o desenho de outro rosado carrinho-porco. 174 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno Tudo isso encimado com a acusação de “porcos do clima”. A referência, mais do que aos carros, é à indústria automobilística. “Tudo que está sendo dito ou mostrado no salão em termos de soluções am- bientais para os carros nós já adiantamos há 11 anos”, disse ao UOL o encar- regado de assuntos automobilísticos do Greenpeace, Günter Hubmann. Para ele, o que se discute agora já deveria ter sido pensado há pelo menos duas décadas. [...] (Disponível em: <http://noticias.uol.com.br/carros/especiais/frankfurt/2007>. Acesso em: 1 dez. 2007.) Texto 3 FIGURINHAS BRILHANTES DO ÁLBUM DA COPA DE 2006 Descrição Tenho todas as figurinhas brilhantes do álbum da Copa do Mundo de 2006. Uma de cada. Se você ainda não completou o seu álbum, essa é sua chance. Dados adicionais da oferta Conservação: novo Estado de origem: São Paulo Cidade: São José dos Campos Preço: R$ 1,00 cada Dados de contato do anunciante Vendido por: Lucas E-mail: lqs_luquinhas@yahoo.com.br Telefone: (12) 9176-2000 e 3937-6814 Cidade: São José dos Campos UF: SP (Disponível em: <http://www.anunciosgratis.com.br/detail.php?siteid=62172&ab>. Acesso em: 18 nov. 2007.) Texto 4 Escorpião (23/10 a 21/11) Quando quer algo ou alguém, você não desiste, nem mesmo ao enfrentar obstá- culos. No entanto, se está a fim de um gato, evite contar com a sorte no come- ço do mês. Depois da primeira semana, aí sim, tudo de bom. Oportunidades de paquera e conquista vão rolar aos montes. Capriche no visual! Além de marcar presença, você vai mandar bem na azaração e irá arrasar numa aproximação. Ele: O romance com o fofo estará superprotegido. Mais cativante do que nun- ca, o gato vai ganhar seu coração, se é que ainda não ganhou. Uma grande paixão pode pintar na área. Prepare-se! (Disponível em: <http://www.uol.com.br/todateen/astrologia/previsoesshl>. Acesso em: 5 dez. 2007.) Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 175
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    Atividade do aluno Texto 5 ÁSIA: TIGRES MATAM VISITANTE EM ZOOLÓGICO NA ÍNDIA Um visitante foi morto em zoológico na Índia ao se aproximar de jaula para tirar uma foto de tigres de bengala. Os dois animais conseguiram alcançar o homem, arrancando sua mão esquerda, o que causou hemorragia fatal. O ataque ocorreu no recinto dos tigres de bengala do zoológico de Guwahati, Nordeste da Índia. A família do homem, identificado como Jayaprakash Bezba- ruah, cinquenta anos, e dezenas de visitantes assistiram à cena. “O homem ignorou alerta dos tratadores, passando pela primeira barreira de proteção e colocando sua mão dentro do recinto que abriga um macho e uma fêmea”, disse Narayan Mahanta, responsável pelo zoológico. Com agências internacionais. ATIVIDADE 1B: LENDO E ESTUDANDO UMA NOTÍCIA Objetivo  Recuperar alguns aspectos do contexto de produção de diferentes notícias, identificando os elementos que o constituem. Planejamento  Como organizar os alunos? Esse deve ser um momento coletivo.  Quais os materiais necessários? Cópia do texto que será lido.  Qual é a duração? Cerca de 50 minutos. Encaminhamento  Esclareça os alunos a respeito do objetivo da atividade.  Informe sobre a forma de desenvolvimento da atividade, que será coletiva.  Leia as primeiras informações sobre a “cabeça” do site e faça as perguntas indicadas, procurando as pistas que permitam ao aluno antecipar a quem se destinam as notícias do site, que assunto costumam tratar. É importantíssimo que os alunos percebam para quem está orientado o trabalho do site não ape- nas pela indicação “para crianças”, mas pelo título, por exemplo, bem-humora- do e chamativo.  Informe os alunos de que lerão uma notícia, publicada no site referido, com o título que está indicado no material impresso. Solicite a eles que antecipem possíveis conteúdos para aquela notícia a partir do título. 176 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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     Nesse processode antecipações, espera-se que os alunos possam: J relacionar a ideia de ciência (assuntos tratados no site) e a palavra “Dino”, com dinossauro; J realizar alguma antecipação relacionada ao termo “saci”, procurando relacio- nar o que marca o saci (a falta de uma perna) e o que poderia marcar, igual- mente, o Dino; J antecipar que, por se tratar de um fóssil de dinossauro, só podem encontrar ossadas, pois se refere a um animal extinto, e se o que falta ao saci é uma perna, deve faltar à ossada o osso respectivo.  Se os alunos não chegarem a essas antecipações, mesmo com sua interven- ção, não tem problema. É preciso que todas sejam registradas para que, de- pois, você possa, com os alunos, checá-las quando da leitura do texto.  Leia a nova notícia com os alunos, estudando seu conteúdo. Nesse estudo, discuta com eles, uma a uma, as respostas às questões apresentadas, procu- rando garantir que os alunos compreendam: J que o Dino Saci é o fóssil do dinossauro encontrado no Rio Grande do Sul, assim chamado por tratar-se de um dinossauro cujo fêmur esquerdo não foi encontrado (por isso a referência ao Saci, personagem do folclore brasileiro); J que o fóssil recebeu um nome de brincadeira, dado pelos cientistas que o encontraram, que foi Sacisaurus agudoensis. O primeiro dos nomes é com- posto por saci, que se refere ao personagem do folclore brasileiro; e por saurus, que significa lagarto. Daí, “lagarto saci”. O segundo nome – agudo- ensis – refere-se ao lugar em que a ossada foi encontrada, Agudo. É impor- tante chamar a atenção para o boxe que contém essa explicação sobre o local, assim como sobre os nomes científicos, dando as pistas para que os alunos estabeleçam as relações adequadas; J que os cientistas não chamaram o lagarto simplesmente de “lagarto-saci agudense” porque nomes científicos são dados em latim e não em portu- guês, e os paleontólogos quiseram que ficasse parecendo com essa língua, até para ficar mais engraçado mesmo. É importante chamar a atenção dos alunos para o boxe que explica o que é nome científico, dando pistas para que estabeleçam as relações necessárias; J que o Sacisaurus, por ter vivido na época em que os dinossauros começa- vam a se firmar na Terra, pode dar uma ideia de como seriam os primeiros herbívoros do grupo dos ornitísquios. Além disso, o achado reforça as sus- peitas de que os dinossauros tenham origem na América do Sul; J que na época do surgimento dos dinossauros os continentes do planeta intei- ro estariam reunidos em uma única grande massa de Terra conhecida como Pangeia (“terra inteira”, em grego). Assim, segundo o texto, alguns afirmam que a aparente origem sul-americana poderia ser mero resultado do fato de que, por aqui, as rochas da idade certa se mantiveram no lugar, enquanto parte delas foi arrastada pela erosão, constituindo outros continentes. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 177
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    Para finalizar oestudo do texto, retome as antecipações feitas pelos alunos a respeito do conteúdo da notícia, verificando se foram confirmadas ou não pela leitura. ATIVIDADE 1B: LENDO E ESTUDANDO Atividade do aluno UMA NOTÍCIA NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Você vai ler, agora, uma notícia publicada em um site eletrônico. Antes, porém, dê uma olhada na identificação do site apresentada na primeira página: O SITE QUE COLOCA CIÊNCIA NAS SUAS IDEIAS Divulgação científica para crianças 2. Com seu professor e colegas de classe, converse sobre as seguintes questões: a. Quem você acha que são os leitores aos quais este site se destina? b. Como você descobriu? c. Que tipos de assuntos são tratados nesse site? d. Como você percebeu? 3. Você lerá, a seguir, uma notícia apresentada nesse site, intitulada “Dino Saci encontrado no Brasil”. Considerando as informações discutidas acima, a que você acha que se refere essa notícia? No caderno, anote as suas hipóteses. 178 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno DINO SACI ENCONTRADO NO BRASIL (8/11/2006) Calma lá! Não vá pensando que o bicho saía por aí pulan- do em uma perna só! O fóssil, encontrado por paleontólogos gaúchos, foi batizado com o nome científico de Sacisaurus agudoensis por brincadeira. Sacisaurus ou “lagarto saci” porque seu fêmur (osso da perna) esquerdo não foi en- contrado. O bicho está entre os mais antigos do mundo já descobertos. (Disponível em: <http://www.pulganaideia.com.br/modulos/ pulganews/descricao.php?cod=23>.) Paleontólogo é um detetive do passado, que estuda a flora e a fauna tentan- do descobrir como era a vida milhões de anos atrás. Ele procura “conhecer a evolução dos seres vivos, a idade relativa para o lugar onde os fósseis foram encontrados, reconstituir o ambiente em que o fóssil viveu, contar a história da Terra e, finalmente, identificar as rochas que podem conter substâncias minerais, como o carvão e petróleo”. (Adaptado do site “Pulga na Ideia”) COMO ERA O BICHINHO? O Sacisaurus agudoensis viveu há cerca de 220 milhões de anos. Ele media aproximadamente 1,5 metro de comprimento (do focinho à cauda) e 0,5 me- tro de altura. Era um herbívoro, ou seja, um belo comedor de plantas. Por que o Dino Saci está agitando a galera da ciência? O Sacisaurus viveu em uma época em que os dinossauros começavam a se firmar na Terra. Seu jeito desengonçado dá uma ideia de como seriam os pri- meiros herbívoros do grupo dos ornitísquios, que se desenvolveriam até ani- mais gigantescos como o Triceratops, com seus três chifres, ou Stegosaurus, dono de imensas placas nas costas. Ornitísquios: grupo de dinossauros ao qual pertenciam animais gigantescos como os Triceratops e Stegosaurus. O achado reforça as suspeitas de que os dinossauros tenham origem na Amé- rica do Sul. Mas como na época os continentes do planeta inteiro estavam reu- nidos numa única grande massa de Terra conhecida como Pangeia (“terra in- teira”, em grego), há gente que critica a ideia, dizendo que a aparente origem sul-americana poderia ser mero resultado do fato de que por aqui as rochas da idade certa foram preservadas, tendo sido erodidas em outros continentes. (Fonte: Folha On-line, 2/11/2006) Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 179
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    Atividade do aluno A mandíbula do Sacisauro agudoensis foi encontrada em Agudo (RS), pelo pa- leontólogo Jorge Ferigolo em 2000. Só depois de seis anos é que as escava- ções terminaram e a busca pelo fóssil se completou. (Fonte: Folha On-line, 2/11/2006) 4. Agora, vamos estudar a notícia. Junto com seus colegas e professor, converse sobre os seguintes aspectos: a. O que é o Dino Saci a que o título se refere? b. Os cientistas deram um nome científico de brincadeira para o fóssil encon- trado. Explique: J o primeiro nome dado foi Sacisaurus. Esta palavra é composta por dois nomes diferentes. Explique quais são e o que cada um quer dizer; J o segundo nome foi agudoensis. Por que será que os paleontólogos de- ram esse sobrenome ao fóssil do dinossauro?; J o nome Sacisaurus agudoensis é o nome científico que os paleontólogos deram ao fóssil. Por que você acha que eles simplesmente não usaram “lagarto-saci agudense”? c. O texto aponta dois aspectos que caracterizariam a importância de se ter encontrado fóssil na América do Sul. Quais são eles? d. Segundo o texto, que crítica se faz à possibilidade de os dinossauros terem surgido na América do Sul? e. Retome as suas anotações feitas no caderno. Confira: a notícia tratou do assunto que você imaginava? Explique. ATIVIDADE 1C: EXPLORANDO OS CADERNOS DO JORNAL Objetivos  Observar que o jornal possui uma estrutura própria.  Familiarizar-se com os cadernos que compõem o jornal.  Identificar quais são as nomenclaturas com que os diferentes jornais se refe- rem aos mesmos cadernos. Planejamento  Como organizar os alunos? Primeiro em círculo, coletivamente; depois, os alu- nos trabalharão em pequenos grupos.  Quais os materiais necessários? Vários jornais completos.  Qual é a duração? Uma aula de 50 minutos. 180 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Encaminhamento  Distribua os diferentes jornais pela classe. Considere a quantidade de alunos que você tem e providencie um jornal completo para cada grupo, pois eles pre- cisarão vê-lo inteiro e, a seguir, analisar os cadernos que o compõem.  Faça um círculo de conversa e oriente-os: quando estiverem em pequenos gru- pos, devem manusear o jornal, observando que, internamente, vem dividido em partes, chamadas cadernos. Chame sua atenção também para a parte supe- rior da primeira página do jornal, de cada caderno e de cada página, identifi - cando o que têm de semelhanças e diferenças.  Peça que deem uma “passada de olhos” em cada caderno para descobrir de que tratam, trocando os cadernos entre si até que todos do grupo tenham vis- to todos eles.  Quando terminarem, deverão anotar, na página referente à Atividade 1C do livro do aluno, os nomes dos cadernos que descobriram e de que trata cada um.  Quando todos tiverem concluído, reúna a turma para socializar o que aprende- ram, e anote, na lousa, os diferentes nomes de cadernos e assuntos tratados que conseguiram identificar. Peça que os alunos complementem o que escreve- ram na própria página do livro do aluno. ATIVIDADE 1C: EXPLORANDO OS CADERNOS Atividade do aluno DO JORNAL NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Depois de ter folheado o jornal e visto como se organiza, anote suas observa- ções sobre os cadernos. A seguir, comente com seu professor e colegas o que descobriu. Mas fique atento ao que seus companheiros vão dizer e anote as informações complementares que podem contribuir para seu aprendizado. EXPLORANDO OS CADERNOS DO JORNAL Nome do caderno Assunto que trata Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 181
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    ATIVIDADE 1D: RECUPERANDOO CONTEXTO DE PRODUÇÃO DE UMA NOTÍCIA Objetivos  Identificar as características de dois portadores de informação: a revista e o jornal.  Comparar revista e jornal, observando semelhanças e diferenças entre eles.  Observar diferenças entre portador e veículo de informação. Planejamento  Como organizar os alunos? Primeiro coletivamente e, depois, em duplas.  Quais os materiais necessários? Diferentes jornais e revistas destinados a di- ferentes públicos, nos quais sejam publicadas notícias, conforme quadro que consta na Atividade 1C.  Qual é a duração? Cerca de 50 minutos. Encaminhamento  Esclareça os alunos a respeito do propósito da atividade e informe-os sobre a maneira como ela será desenvolvida.  Distribua entre eles diversos jornais e revistas, procurando variar o público- -alvo e as funções de leitura a que se destinam (revistas para crianças e para adultos, revistas científicas e de variedades, jornais para adultos e outros para crianças, jornais distribuídos nos faróis, basicamente contendo propagandas, jornais de bairro).  Peça que folheiem vários deles, observando formato, conteúdos e leitores pos- síveis para cada um dos materiais, segundo sua intenção de leitura.  Proponha que analisem os diferentes materiais, estudando sua organização: a constituição da primeira página do jornal, os diferentes cadernos (jornais) e seções (revistas), a capa das revistas, os recursos extraverbais presentes nas páginas, a presença de propaganda, a forma de distribuição dos textos em um jornal e em uma revista, os tamanhos das letras, entre outros aspectos.  Quando tiverem terminado, reúna-os em círculo novamente e socialize as des- cobertas que fizeram.  Ao orientar essa conversa coletiva, inicie a exploração pelo portador: primeiro jornais, depois revistas. Essa exploração pode ser feita por meio de questões orientadoras, como: J O que mais, além dos textos escritos, existe nas páginas dos jornais? J De que maneira os textos estão distribuídos nas páginas? 182 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    J O tamanhodas letras é sempre o mesmo? Por que você acha que isso acontece? J Como é organizado o jornal (ou a revista) inteiro? J De que maneira a primeira página de um jornal é organizada? J Que tipo de informações ela contém? Por que você acha que a organização é feita dessa forma? J De que maneira é organizada a capa de uma revista? Parece com a primeira pá- gina de um jornal? Por que você acha que a organização é feita dessa forma? J Há propagandas nos jornais? Muita ou pouca? E nas revistas? Por que você acha que há propaganda nesses portadores? As propagandas são as mes- mas nos diferentes veículos? Como você explica isso?  Dessa discussão, procure garantir que os alunos compreendam que: J Nas páginas de jornais e revistas são publicados textos de gêneros diver- sos, como editoriais, crônicas, anúncios, propaganda, notícias, curiosida- des, tirinhas, histórias em quadrinhos, entre outros. J Além desses textos, nos jornais e revistas são encontradas muitas fotogra- fias, ilustrações, gráficos, infográficos, ícones, entre outros. J As notícias – assim como os demais textos – são dispostas em colunas tan- to nos jornais, quanto em revistas; nos textos, os títulos sempre são escri- tos com letras maiores e mais visíveis, de forma a orientar e seduzir o leitor. J Um jornal é organizado em diferentes cadernos que abordam assuntos espe- cíficos (esportes, política, culinária, saúde, cotidiano, entretenimento, mun- do, Brasil, meio ambiente, ciências, literatura, classificados, empregos, ne- gócios, entre outros). Assim, pode-se dizer, também, que há segmentos de público aos quais cada caderno se destina prioritariamente, de maneira que o jornal seja o mais abrangente possível, atingindo os mais variados interes- ses; da mesma forma, e por razões semelhantes, as revistas se organizam em diferentes seções, com variedades temáticas; no entanto, sua abrangên- cia é sempre menor que a de um jornal. J A primeira página de um jornal – e a capa de revista, de maneira semelhante – traz informações sobre tudo o que o jornal contém, funcionando como uma espécie de índice que serve tanto para organizar a leitura do leitor quanto para ser uma espécie de chamariz de leitores: as manchetes são importan- tíssimas nessa página. J A propaganda ocupa muito espaço do jornal, podendo chegar mesmo a uma porcentagem de 60% do total de suas páginas. Os anunciantes pagam para que a propaganda seja veiculada, o que significa que os jornais – e revistas – ganham dinheiro com isso e encontram estratégias cada vez mais eficazes para garantir que um número sempre crescente de pessoas compre o jornal e a revista para manter e ampliar o seu lucro. J Os jornais e revistas nem sempre veiculam as mesmas propagandas. Essas são definidas em função do perfil do leitor de cada veículo, incluindo seu poder de compra. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 183
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     Depois, partapara a discussão sobre os contextos de publicação das notícias, diferenciando portador e veículo de informação. Leiam juntos e discutam a afir- mação a seguir, estabelecendo a diferenciação entre eles. Revistas, jornais e livros são portadores textuais que podem ser impressos, televisivos, eletrônicos, radiofônicos. Os veículos são vários: revistas Época, Superinteressante, Ciência Hoje, entre outras; jornais Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo, Metrô News, entre outros; jornais televisivos Jornal Hoje, Jornal Nacional, SBT Notícias, en- tre outros.  Nesse momento, procure garantir que os alunos compreendam que: J Notícias podem ser publicadas em revistas e jornais impressos, assim como em jornais e revistas eletrônicos, televisivos e, ainda, radiofônicos. J Os veículos são vários (revistas: Época, Superinteressante, Ciência Hoje, Nos- so Amiguinho, Recreio etc.; jornais: Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo, Metrô News, Agora etc.; jornais televisivos: Jornal Hoje, Jornal Nacio- nal, SBT Notícias, Jornal da Cultura, Metrópolis etc.). J Os leitores podem ser vários: crianças (Ciência Hoje das Crianças, Recreio, Nosso Amiguinho etc.); jovens, adultos, público feminino adulto (Cláudia, Ca- ras, Ana Maria, Boa Forma etc.); adolescentes meninas (TodaTeen, Atrevida, Capricho etc.).  Quando tiverem terminado, peça-lhes que, em duplas, preencham o quadro do livro do aluno para sistematizar a comparação entre jornais e revistas. ATIVIDADE 1D: RECUPERANDO O CONTEXTO Atividade do aluno DE PRODUÇÃO DE UMA NOTÍCIA NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Após ter analisado vários jornais e revistas, observando as semelhanças e diferenças entre esses portadores, preencha o quadro abaixo com o auxílio de seu colega. JORNAL REVISTA SEMELHANÇAS DIFERENÇAS 184 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    ATIVIDADE 1E: ASPARTES QUE COMPÕEM UMA NOTÍCIA – VISÃO GERAL Objetivo  Investigar características gerais de uma notícia no que se refere à sua organi- zação interna. Planejamento  Como organizar os alunos? Primeiro em grupos e, depois, coletivamente.  Quais os materiais necessários? Uma notícia da Atividade 1A (“Greenpeace cri- tica a indústria, mas poupa os carros” ou “Ásia: tigres matam visitante em zoológico na Índia”); a notícia da Atividade 1B (“Dino Saci encontrado no Brasil”).  Qual é a duração? Cerca de 50 minutos. Encaminhamento  Esclareça os alunos a respeito do propósito da atividade e informe sobre a ma- neira como ela se desenvolverá.  Solicite que formem grupos de, no máximo, três pessoas, tendo com eles os textos indicados.  Oriente-os para que analisem as partes que compõem uma notícia, registran- do-as no quadro da atividade, focando em aspectos como: título, subtítulo, indicação de data e autoria, fotografias, boxes complementares.  Após terem observado aspectos iniciais, peça que analisem outras questões de organização da notícia, indicando: J Qual é o fato noticiado? J Onde ocorreu? J Como aconteceu? J Quando aconteceu? J Quem eram os envolvidos? J Por que ocorreu?  O olho e o lead ainda podem não ser observáveis para os alunos, mas isso não tem importância, dado que serão abordados em atividades posteriores. Além disso, os alunos podem não reconhecer o título como manchete, o que tam- bém não tem importância nesse momento.  Oriente-os a socializarem as observações feitas, comparando-as. Enquanto os alunos vão registrando as observações no livro, vá fazendo o mesmo na lousa, em um quadro semelhante. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 185
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    Atividade do aluno ATIVIDADE 1E: AS PARTES QUE COMPÕEM UMA NOTÍCIA – VISÃO GERAL NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Em grupos, estudem as notícias prestando atenção nas partes em que estão organizadas e façam um registro. Listem todos os itens de que as notícias são compostas e marquem no quadro. Depois, compartilhem com seus colegas e professor as observações feitas e completem seu quadro com as contribui- ções dos outros grupos. ANALISANDO A ESTRUTURA DAS NOTÍCIAS “Ásia: tigres matam “Dino Saci encontrado visitante em zoológico na no Brasil” Índia” Título Subtítulo Data Autoria da notícia Possui fotografias? Possui boxes complementares? Qual é o fato noticiado? Onde ocorreu? Como aconteceu? Quando aconteceu? Quem eram os envolvidos? Por que ocorreu? 186 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    ETAPA 2: ESTUDODE CARACTERÍSTICAS DA LINGUAGEM ESCRITA DO GÊNERO ATIVIDADE 2A: AS MARCAS DO CONTEXTO DE PRODUÇÃO NO TÍTULO E NO TEXTO DAS NOTÍCIAS Objetivos  Identificar nos títulos e no texto de notícias marcas linguísticas que revelem o leitor ao qual se destinam.  Compreender a necessidade de adequar o texto que escreve ao público ao qual se destina, de maneira a ajustá-lo aos interesses desse leitor e às suas possibilidades de compreensão.  Compreender a necessidade de ajustar a linguagem do texto às características do portador e do veículo, assim como às finalidades colocadas.  Reconhecer que as palavras que compõem uma manchete não são aleatórias, mas resultado de uma escolha intencional, feita com a finalidade de interessar o leitor para o conteúdo da notícia.  Reconhecer que essa escolha acaba por revelar os valores do veículo a respei- to do fato e as imagens que tem do leitor. Planejamento  Como organizar os alunos? Os alunos trabalharão ora coletivamente, ora em duplas.  Quais os materiais necessários? Folha de Atividade 2A e a notícia “Dino Saci encontrado no Brasil” (Atividade 1B).  Qual é a duração? Três aulas. Encaminhamento  Esclareça os alunos sobre o propósito da atividade e a maneira pela qual se desenvolverá. Solicite que se organizem em duplas. Considerando o mapea- mento dos saberes que eles têm sobre as características da notícia, forme parcerias de alunos que possam contribuir mutuamente para as aprendizagens pretendidas. Parte 1 – 1a aula  Os alunos trabalharão, inicialmente, em duplas, para só depois socializarem a reflexão que fizeram. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 187
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     Leia otexto com a classe, discutindo as ideias principais e, depois, solicite que trabalhem em duplas.  Quando terminarem, convide-os a compartilhar sua reflexão com os demais. Nessa primeira parte, espera-se que os alunos se sensibilizem para o fato de que o texto precisa ser ajustado às possibilidades de compreensão do leitor. Parte 2 – 2a aula  Proceda do mesmo modo: leia a questão em voz alta, com a colaboração de to- dos. Determine um tempo para discussão e, depois, oriente-os para que com- partilhem suas reflexões com os demais colegas.  Nos itens 2 e 3 espera-se que os alunos indiquem que o primeiro título parece ser de matéria destinada aos adolescentes; o segundo, aos interessados em questões relativas à agropecuária; o terceiro, às crianças; o quarto, a pessoas adultas e aos de mais idade; e o quinto, a quem se interessa por manter a forma.  É importante articular às respostas dos alunos as indicações das fontes, pois assunto e fonte são as pistas para a identificação de leitores possíveis e isso precisa ser explicitado a eles.  No item 4, espera-se que os alunos identifiquem as informações diferentes que constam dos títulos (profissão da pessoa, identificação de quem retirou o corpo, identificação de qual corpo – segundo o momento do processo de pro- cura dos corpos –, recomeço da busca). Espera-se que eles reconheçam que, por exemplo: a escolha de começar por bombeiros ou por segundo focaliza a notícia no item que se considera como mais importante informar ou o que vai mais chamar a atenção do leitor; dizer mais um corpo ou o segundo faz dife- rença: por um lado, mais um corpo não é tão preciso; por outro, carrega uma carga pejorativa, de desconsideração para com o outro; dizer corpo de bacharel faz diferença porque não se trata do corpo de um cidadão qualquer, mas de alguém com um título.  Espera-se, finalmente, que reconheçam que essas escolhas podem ter sido decorrentes do que os escritores/editores consideraram relevantes para seus leitores. Além disso, a forma de tratamento revela valores por meio dos quais o veículo interpreta o fato. Parte 3 – 3a aula  Retome com os alunos a reportagem indicada (“Dino Saci”) e oriente a reflexão coletiva sobre os itens pontuados.  No item 5, espera-se que sejam identificadas, de modo geral: J a maneira como o texto foi começado, chamando a atenção para um item do título, fazendo uma brincadeira que dota o texto de bom humor; J os subtítulos, que trazem as expressões “bichinho”, “galera”, aproximando a linguagem do texto do jeito de falar das crianças, dando leveza a um texto de caráter de divulgação científica. 188 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Parte 4  Recupere com os alunos a discussão a respeito de todas as atividades anterio- res, procurando salientar que: J é muito importante, para quem vai escrever – e não apenas uma notícia –, considerar quem vai ler, qual será o melhor jeito de aproximar esse leitor do texto, fazendo com que ele queira lê-lo, assim como considerar o que esse leitor já sabe sobre o assunto para que se decida se alguma informação adi- cional precisa ser apresentada ou não; J exemplificar, citando o fato de que à notícia lida foram agregados vários bo- xes com informações adicionais para auxiliar o leitor na compreensão do tex- to. Além disso, foram usados recursos – o humor – e expressões, como as gírias, para deixar o texto mais leve – já que ele teria, necessariamente, que apresentar vocabulário mais técnico e científico, dada a sua natureza e fina- lidade: divulgação científica; J concluir, considerando que ajustar o texto a esses aspectos é, portanto, fun- damental: garante que mais leitores o compreendam. ATIVIDADE 2A: AS MARCAS DO CONTEXTO Atividade do aluno DE PRODUÇÃO NO TÍTULO E NO TEXTO DAS NOTÍCIAS NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ Parte 1 – Reflexão inicial Uma notícia não é escolhida aleatoriamente para compor um jornal, mas de acordo com o possível interesse que o público do jornal ou da revista em que será publicada (sejam impressos, da TV, do rádio ou eletrônicos) possa ter no assunto. Como já estudamos, um jornal ou uma revista organiza as matérias em cadernos, seções que se destinam a assuntos que possam interessar a públicos específi - cos. Um jornal, por exemplo, sempre tem o caderno de esportes, de política, de economia, o que se destina ao tratamento de assuntos do cotidiano, ao entreteni- mento (filmes e espetáculos em cartaz, lançamentos de CDs, livros...), aos classi- ficados de empregos, entre outros. Cada uma dessas partes do jornal tem um pú- blico específico, dentro de um público mais amplo que lê o que aquele veículo de comunicação publica, que compra aquele jornal. Esse público tem um perfil que mostra, de maneira geral, qual é a sua maneira de ver e viver a vida, o mundo e as pessoas, quais seus interesses gerais. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 189
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    Atividade do aluno 1. Considerando isso, responda: a. Por que é importante que o jornalista que vai escrever essa matéria para um jornal saiba disso? b. Converse com seu colega e, depois, anote suas observações. c. Quando todos terminarem, socialize a reflexão da dupla com o professor e demais colegas de classe. Parte 2 – As indicações sobre o leitor presentes no título 2. Para estudarmos um pouco essa questão, leia os títulos das matérias e iden- tifique a qual público parece destinar-se. Converse com seu colega e explique como é possível saber isso. J “Beep é nova arma de paquera no Japão” (Folha de S.Paulo, 8 jun. 1998). J “Piracicaba sedia eventos de ovinos e caprinos” (O Estado de S. Paulo, 24 jan. 2007). J “Pedala, menino!” (Folhinha, 20 jan. 2007). J “Velhice, envelhecimento, desamparo” (Revista E, dez. 2006). J “As armadilhas que engordam” (Boa Forma, jan. 2007). 3. Apresente suas conclusões para os demais colegas de classe e professor. 4. Leia os títulos das notícias apresentadas a seguir. a. “Busca recomeça e mais um corpo é retirado do metrô” (O Estado de S. Paulo, 17 jan. 2007). b. “Bombeiros retiram segundo corpo da cratera” (Folha de S.Paulo, 17 jan. 2007). c. “Segundo corpo é retirado da cratera de Pinheiros” (Jornal da Tarde, 17 jan. 2007). d. “Corpo de bacharel é retirado da cratera” (Todo Dia, 17 jan. 2007). Todos os títulos se referem à mesma notícia: a retirada de corpos de pessoas soter- radas no desabamento das obras de uma das linhas do metrô, em janeiro de 2007. Os títulos, porém, são diferentes, pois as notícias foram publicadas em jornais di- ferentes. Analisando cada um, converse com seus colegas de classe e professor e responda:  Que informações são diferentes em cada título?  As quatro manchetes falam de corpos que foram retirados da cratera. Que dife- rença faz identificar o corpo como sendo de um bacharel, tal como aparece no título d?  Que diferença há entre a forma de iniciar os títulos b e c? Que efeito de senti- do isso provoca em quem lê?  O título a diz que mais um corpo foi retirado da cratera. Que diferença há entre informar o leitor de que mais um corpo foi retirado e informar que o segundo corpo foi retirado?  Por que você acha que os jornalistas e editores do jornal fizeram essas escolhas? 190 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno Parte 3 – As pistas sobre o leitor e o veículo presentes no interior do texto 5. Junto com seu professor e colegas de classe, retome a notícia “Dino Saci en- contrado no Brasil”. Já vimos que o site de onde a notícia foi retirada tem como leitores fundamentais as crianças. Considerando isso:  Identifique, no texto, expressões e recursos utilizados que indiquem quem são os leitores preferenciais do texto.  Reflita e responda: que efeito você acha que essas expressões e recursos pro- duzem em quem lê o texto? Se elas não fossem usadas, o efeito seria o mes- mo? Explique e exemplifique. Imagine, por exemplo, se o texto começasse a partir de “O fóssil”, excluindo-se o trecho “Calma lá! Não vá pensando que o bicho saía por aí pulando em uma per- na só”. Qual das duas maneiras de iniciar o texto é mais instigante para o leitor? Além disso, o texto também apresenta palavras em latim e outras mais técnicas, como fóssil herbívoro, Stegosaurus, ornitísquios, entre outros. A que se deve a presença desse tipo de palavra nessa notícia? Parte 4 – Registrando reflexões finais 6. Para terminar essa reflexão, registre no caderno as conclusões mais importan- tes do que você estudou. ATIVIDADE 2B: COMPARTILHANDO DIFERENTES NOTÍCIAS Objetivos  Relacionar jornal escrito e falado.  Ler e socializar notícias com os colegas.  Treinar a leitura em voz alta, preparando-se para ler para uma audiência. Planejamento  Como organizar os alunos? Coletivamente no início; a seguir, em pequenos grupos.  Quais os materiais necessários? Notícias de jornal, uma para cada grupo da classe. É preciso também providenciar o número correspondente de cópias da mesma notícia para os integrantes do grupo (uma para cada criança).  Qual é a duração? Três aulas de 50 minutos. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 191
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    Encaminhamento  Divida a classe em pequenos grupos. Explique que a proposta final da ativida- de é promover uma leitura de notícia em voz alta, como acontece nos jornais televisivos. Como essa atividade exige preparação, ocorrerá em três aulas.  Na primeira aula, os alunos lerão uma notícia e deverão comentá-la, garantindo que todos do grupo a compreenderam bem. A seguir, precisarão dividir o texto e combinar quem lerá qual parte.  É interessante que, para introduzir essa aula, vocês assistam juntos trechos de telejornais, analisando como os apresentadores se comportam. Peça que observem o modo como falam, como se vestem, como dispõem as mãos, o corpo. Caso isso não seja possível, é importante levantar com os alunos o que sabem dos telejornais que já assistiram, pois deverão ler sua notícia aos de- mais representando um deles.  Lembre que, nos jornais de TV, as notícias muitas vezes são acompanhadas de fotos, imagens, vídeos, entrevistas. Assim, também eles, ao distribuir quem fará o que no grupo, podem combinar quem se responsabilizará por apresentar os complementos da notícia, que podem ser simulados por meio de cartazes, com figuras coladas, por exemplo. Podem também providenciar uma mesa que se aproxime dos cenários televisivos e vestir-se de modo semelhante. Saliente, porém, que o foco principal do trabalho é ler a notícia em voz alta.  Na segunda aula, peça aos alunos que se reúnam em seus respectivos grupos para “treinar” a leitura. Enquanto isso, circule entre eles, ajudando-os a aper- feiçoar aspectos da leitura em voz alta, fornecendo-lhes dicas.  Considere que os grupos devem ser heterogêneos no que diz respeito à leitura, mas não de modo discrepante, para não expor os alunos que ainda têm ques- tões de leitura a ser resolvidas.  Na terceira aula os alunos lerão suas notícias para o grupo, que deverá fazer anotações sobre a leitura dos colegas para socializar no final, numa avaliação do trabalho. ATIVIDADE 2C: AS DECLARAÇÕES E OS EFEITOS QUE PROVOCAM NO LEITOR Objetivos  Compreender o papel que as declarações desempenham em uma notícia: con- ferir veracidade à informação.  Identificar as diferentes maneiras de se apresentar uma declaração em um tex- to de notícia: por meio de discurso direto e por meio de discurso indireto, cada uma das maneiras provocando efeitos de sentido diferentes no leitor. 192 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Planejamento  Como organizar os alunos? Em duplas.  Quais os materiais necessários? Folha da Atividade 2C.  Qual é a duração? Cerca de 50 minutos. Encaminhamento  Informe os alunos a respeito do propósito da atividade que será realizada. Oriente-os para que se organizem em duplas e explique a maneira pela qual a atividade se desenvolverá.  Apresente a primeira parte da atividade contextualizando a notícia e solicitando aos alunos que realizem antecipações. Anote as antecipações realizadas para conferi-las após a leitura.  Deixe que os alunos leiam, individualmente – mas podendo consultar o parcei- ro de dupla –, a notícia apresentada: J No item 2, solicite que cada aluno converse com seu parceiro sobre a notí- cia, a partir das perguntas apresentadas na atividade. Depois, coordene a discussão coletiva da notícia. J No item 3, é importante conduzir a discussão de modo que os alunos per- cebam que as declarações conferem maior confiabilidade aos fatos. Afinal, é o próprio envolvido se manifestando, são as suas palavras em destaque. Isto não significa que ele fale a verdade dos fatos; ao contrário, é um pon- to de vista que está sendo apresentado na notícia, um ponto de vista que o veículo (o jornal ou a revista em questão) quer corroborar ou descartar, mas sempre o escolhido pelo veículo, o que revela sua orientação sobre o acontecido. No entanto, apresentar declarações verbais confere ao texto um “efeito de verdade”, maior confiabilidade, que acaba por dotar o texto de cer- ta objetividade reiterada ou esclarecida pela declaração. J No item 4, é importante, antes de qualquer coisa, contextualizar a notícia, esclarecendo sobre o fato ocorrido no começo de 2007. Para tanto, é possí- vel recorrer ao site de onde a notícia foi retirada (conferir endereço); porém, não é preciso tanto aprofundamento, pois a questão em foco não é propria- mente temática. Em seguida, pretende-se que o aluno analise diferentes ma- neiras de apresentar declarações em uma notícia para se saber qual a me- lhor forma de influenciar o leitor. Evidentemente, espera-se que os alunos percebam que as palavras dos en- trevistados são sempre muito eficientes para dotar o texto de confiabilidade, pois não se trata apenas da palavra do repórter, mas da palavra de alguém reproduzida tal como foi dita. O discurso do repórter, ao contrário, apresenta uma interpretação das palavras do outro, expressas indiretamente no texto. J No item 5, registrar os aspectos mais importantes da discussão realizada. De modo geral, referir-se a: Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 193
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    a. finalidades daapresentação de declarações em uma notícia; b. maneiras de apresentação de declarações em uma notícia; c. efeitos que as diferentes maneiras provocam no leitor. ATIVIDADE 2C: AS DECLARAÇÕES E OS Atividade do aluno EFEITOS QUE PROVOCAM NO LEITOR NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. A seguir será apresentada uma notícia que relata um fato ocorrido na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. O título da notícia é “Enfermeira ajuda animais a ganharem novos lares em Santa Maria”, publicada no jornal Zero Hora, um dos maiores daquele estado. Considerando esse título, converse com seus colegas e professor e responda: a. De que forma uma enfermeira pode ajudar os animais? b. Que informações você imagina que a notícia trará a respeito do fato? ENFERMEIRA AJUDA ANIMAIS A GANHAREM NOVOS LARES EM SANTA MARIA Mulher recolheu em dois meses cerca de 60 cães e gatos abandonados nas ruas da cidade O amor da enfermeira Marlise Flach Werle pe- los animais tem salvo a vida de gatos e ca- chorros abandonados em Santa Maria. Em dois meses, ela já recolheu das ruas da cidade cerca de 60 animais, cuidou deles e encontrou um novo lar para os bichinhos. Desde junho, Marlise participa da sessão “Mascotes”, do jornal Diário de Santa Maria, na qual anuncia os animais para adoção. Ela conta que a ideia de procurar o jornal come- çou quando encontrou uma cadela que aca- bara de parir sete filhotes. – Quando voltei lá, a mãe dos cachorros estava morta; tive que trazer todos para casa. Mexendo um pouco mais no local em que eles estavam, vi que havia mais, ao todo eram 20 cachorros abandonados – conta ela, que carrega ração no seu carro. 194 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno Aos poucos, Marlise começou a buscar os cachorros e os colocar para ado- ção. Para a sorte deles e a alegria de Marlise, todos foram encaminhados a novos lares. Além de buscar, cuidar e encontrar uma nova casa para os ani- mais, Marlise ainda faz um acompanhamento depois que eles são adotados. – Faço uma triagem antes de doar porque uma doação malfeita é pior do que o abandono – avalia ela. O cuidado e a atenção com os animais já rendeu boas histórias para Marlise. Ela conta que certa vez foi passear na sua cidade, Pirapó, e ficou sabendo de um cachorro que havia sido atacado por um ouriço e não conseguia comer nem beber água. Vendo o sofrimento do animal, Marlise contratou um laçador de rodeio, capturou o cão e tirou os espinhos. – Agora ele está bem, feliz e forte, ainda ficou meu amigo – conta Marlise, que recentemente foi mordida no braço por um pitbull, mas garante que vai continuar com o trabalho que faz. (Disponível em: <http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp>.) 2. Converse com seu parceiro e, depois, com os demais colegas e professor so- bre as seguintes questões: a. Que tipo de animais recebem a atenção da enfermeira Marlise? b. O que ela faz por eles? c. De que forma a enfermeira auxilia os animais? d. Quando foi que ela teve a ideia de ajudá-los? e. A enfermeira afirma que faz uma triagem antes de doar “porque uma doação malfeita é pior que o abandono”. O que você acha que ela quis dizer com isso? f. Você acha que o trabalho de Marlise é importante? Por quê? g. Retome as anotações que seu professor fez antes de ler a notícia e responda: Quais antecipações que você fez se confirmaram? Quais não se confirmaram? 3. Releia o seguinte trecho da notícia: “– Quando voltei lá, a mãe dos cachorros estava morta; tive que trazer todos para casa. Mexendo um pouco mais no local em que eles estavam, vi que havia mais, ao todo eram 20 cachorros abandonados – conta ela, que carrega ração no seu carro.” a. Analise: de quem é essa declaração? b. Por que você acha que uma notícia contém declarações dos envolvidos no fato? c. Você acha que para o leitor faz diferença se a notícia utiliza ou não declara- ções? Explique. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 195
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    Atividade do aluno 4. Agora leia mais uma notícia. Trata-se de informações sobre o acidente que aconteceu na estação Pinheiros do metrô de São Paulo, que se encontrava em construção na época. Ocorreu um desabamento nas escavações realizadas e muitas pessoas foram vítimas. BOMBEIROS RETIRAM MAIS DOIS CORPOS EM CANTEIRO DO METRÔ APU GOMES/FOLHA IMAGEM Os bombeiros retiraram nesta quinta-feira mais dois corpos da cratera deixa- da pelo desabamento nas obras da estação Pinheiros do metrô, zona oeste de São Paulo. No total, desde a última sexta (12), dia do acidente, cinco corpos fo- ram localizados. Segundo o governador José Serra (PSDB), um dos corpos encontrados hoje é do motorista do micro-ônibus soterrado, Reinaldo Aparecido Leite, 40. O outro cor- po – de um homem – ainda não foi identificado. Serra entrou na cratera vestindo uma máscara equipada com um equipamento que anula o odor gerado pela de- composição dos cadáveres. Serra ficou poucos minutos no local e classificou o trabalho dos bombeiros como “incrível”. Para o Corpo de Bombeiros, uma vítima do acidente permanece desapare- cida, mas a hipótese de o office boy Cícero Augustino da Silva, 58, estar na cratera não é descartada. “Enquanto houver essa expectativa, vamos procu- rá-lo”, disse o capitão Mauro Lopes, dos bombeiros. A Polícia Civil investiga o paradeiro do office boy. A chuva que atingiu a cidade durante a madrugada atrasou as buscas, pois os trabalhos foram temporariamente suspensos. Pela manhã, o capitão Lo- pes disse que, devido à lama, as máquinas não conseguiam tração para pu- xar o micro-ônibus – ligado a um cabo de aço. Mais tarde, informou que os trabalhos haviam avançado, que o poste que prendia o micro-ônibus havia sido retirado e que o veículo seria serrado para a retirada das vítimas. [...] (Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u130672.shtml>. Acesso em: 10 nov. 2007.) Converse com seus colegas e professora a respeito das seguintes questões: a. No terceiro parágrafo do texto da notícia você encontra uma declaração do capitão dos bombeiros Mauro Lopes. Leia-a e diga: do que se trata? b. Leia o quarto parágrafo e responda: que diferença você nota na forma de apresentar as declarações do capitão? Explique. c. Que efeito provoca no leitor cada uma das formas de apresentar as declara- ções do capitão? Explique. 196 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    5. Considerando oque você analisou e discutiu, elabore, com o professor e de- mais colegas, um registro a respeito do papel das declarações nas notícias. Explique, também, de que forma elas podem ser apresentadas no texto. ATIVIDADE 2D: O OLHO DA NOTÍCIA ENFERMEIRA AJUDA ANIMAIS A GANHAREM NOVOS LARES EM SANTA MARIA – (TÍTULO) Mulher recolheu em dois meses cerca de 60 cães e gatos abandonados nas ruas da cidade – (olho) O olho tem a mesma função do subtítulo, mas se distribui entre três a cinco linhas. Ele apresenta mais detalhes em relação ao título e introduz informa- ções novas, que serão aprofundadas no corpo da notícia. Objetivos  Identificar o olho na composição de uma notícia.  Compreender que a notícia pode recorrer ao olho na sua organização, mas que este não é elemento indispensável a toda notícia.  Reconhecer que o olho de uma notícia também tem a finalidade de chamar a atenção do leitor, destacando mais algumas informações que, na leitura, são acrescentadas ao título. Planejamento  Como organizar os alunos? A princípio em duplas para discutir a questão; a seguir, coletivamente, para socializarem a discussão realizada com o restante da classe.  Quais os materiais necessários? Folha da Atividade 2D, notícias das atividades anteriores e – eventualmente – as demais analisadas em aula.  Qual é a duração? Cerca de 40 minutos. Encaminhamento  Informe os alunos a respeito do propósito da atividade que será realizada.  Oriente-os para que se organizem em duplas e explique a maneira pela qual a atividade será desenvolvida.  Oriente-os para que retomem a notícia indicada logo no início da atividade e analisem o olho. A intenção é que percebam o tipo de informação que o olho apresenta e a sua finalidade nas notícias. Para tanto, é importante apresentar questões como: As informações do olho são as mesmas que aparecem no títu- lo? Espera-se que os alunos consigam chegar à conclusão de que o olho tem a Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 197
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    finalidade de chamara atenção do leitor, assim como o título, oferecendo um pouquinho mais de detalhes sobre o noticiado: J No item 2, espera-se que os alunos comparem a nova notícia (sobre ladrões no Masp) com a anteriormente lida (sobre a enfermeira que ajuda animais), identi- ficando o olho e analisando o tipo de informações que ele contém. É importan- te salientar que o olho da segunda notícia é mais extenso que o da primeira, e que isso se deve à importância da notícia e, ainda, a sua extensão (salientar, nesse momento, que o texto do material é apenas um trecho da notícia). J No item 3, é preciso retomar com os alunos outras notícias lidas anterior- mente para que eles possam observar se elas possuem olho. É importante recorrer às notícias já lidas para que não se perca tempo com novas leitu- ras. Mas sempre se pode recorrer, ainda, ao jornal do dia, o que é bastante interessante. J No item 4, o que se espera é que os alunos registrem o que puderam obser- var a respeito do olho. A saber: a. que nem todas as notícias têm olho. Desta forma, quando se vai produzir uma notícia é preciso saber que se pode recorrer a esse procedimento, mas que ele não é obrigatório; b. que o olho tem a finalidade de chamar a atenção do leitor, assim como o título, a manchete; c. que as informações do olho apresentam mais detalhes em relação ao título e introduzem informações novas, que serão aprofundadas no corpo da notícia. ATIVIDADE 2D: O OLHO DA NOTÍCIA Atividade do aluno NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Retome a notícia intitulada “Enfermeira ajuda animais a ganharem novos lares em Santa Maria”. Logo abaixo do título é apresentado um texto, destacado do corpo da notícia por estar escrito em negrito e com um tamanho de letra dife- rente. Esse pequeno texto chama-se “olho”: Mulher recolheu em dois meses cerca de 60 cães e gatos abandonados nas ruas da cidade a. Que tipo de informação esse olho apresenta? b. Que relação essas informações estabelecem com o título e com o corpo da notícia? 2. Agora, leia a próxima notícia e analise: ela também possui olho? Caso possua, o tipo de informação que esse olho contém é do mesmo tipo que na notícia anterior? Explique. 198 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno LADRÕES INVADEM O MASP E LEVAM OBRAS DE PICASSO E DE PORTINARI Crime demorou três minutos; bando usou pé de cabra e macaco hidráulico para invadir o museu mais importante da América Latina É a primeira vez em seus 60 anos que o Masp tem alguma obra furtada; não há previsão de quando o museu será reaberto AFRA BALAZINA KLEBER TOMAZ DA REPORTAGEM LOCAL REPRODUÇÃO Com a ajuda de um macaco hidráuli- co e de um pé de cabra, ladrões leva- ram dois quadros, dos pintores Pablo Picasso e Candido Portinari, do Masp (Museu de Arte de São Paulo), o mu- seu mais importante da América La- tina. O crime demorou cerca de três minutos – os seguranças do museu nada perceberam. Foram furtadas as telas Retrato de Suzanne Bloch (1904, óleo sobre tela, 65 x 54 cm), do artista espanhol Picasso (1881-1973) e O lavrador de café (da década de 30, óleo sobre tela, 100 x 81 cm), do pintor brasileiro Portinari (1903-1962). O museu, cujo acervo é avaliado em mais de US$ 1 bilhão e inclui obras de Claude Monet e Vincent Van Gogh, não possui alarme nem sensores em suas obras. A segurança era feita por quatro vigias desarmados. Esse foi o maior roubo de arte na história do país em razão da importância das obras e de seu valor de mercado. [...] A direção do Masp não quis dar entrevistas. Por meio de nota, afirma que “ao longo dos seus 60 anos de atividades ininterruptas [...] nunca sofreu uma ocorrência desta natureza, razão pela qual foi instaurada uma sindicân- cia interna”. O texto diz ainda que, como as obras estavam “em salas separadas e distan- tes”, eram alvos específicos da ação. “Ações semelhantes, infelizmente, têm ocorrido não só em grandes museus do mundo como também nos brasileiros, razão pela qual o Masp está acionando, além de nossa polícia local, a Inter- pol, a Polícia Federal e o Itamaraty para as providências devidas”, diz a nota. (Fonte: Folha de S.Paulo, Caderno Cotidiano, 21 dez. 2007.) 3. Retome, agora, todas as notícias que você leu até o momento nesse estudo e analise: a. Todas as notícias possuem olho? b. Por que é importante termos essa informação? Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 199
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    4. Converse comseu professor e colega sobre as suas observações e anote-as no caderno, de forma que possam orientá-lo quando for produzir uma notícia. ATIVIDADE 2E: O LEAD E A SUA FUNÇÃO NA ORGANIZAÇÃO DA NOTÍCIA Lead – Abertura de um texto jornalístico. Pode apresentar sucintamente o as- sunto, destacar o fato principal ou criar um clima para atrair o leitor para o texto. O tradicional responde a seis questões básicas: o quê, quem, quando, onde, como e por quê. Objetivos  Identificar as informações que costumam compor o primeiro parágrafo de uma notícia.  Reconhecer a finalidade do primeiro parágrafo de uma notícia, que é chamar a atenção do leitor para a notícia, apresentando, de maneira destacada, mais algumas informações sobre o que será noticiado.  Identificar o nome que se costuma dar a esse primeiro parágrafo. Planejamento  Como organizar os alunos? Estarão, inicialmente, discutindo em duplas para, depois, socializarem a discussão realizada com o restante da classe.  Quais os materiais necessários? Folha da Atividade 2E, notícias das atividades anteriores, indicadas na atividade e – eventualmente – as demais analisadas em aula.  Qual é a duração? Cerca de 30 minutos. Encaminhamento  Informe os alunos a respeito do propósito da atividade que será realizada. Oriente-os para que se organizem em duplas e explique-lhes a maneira pela qual a atividade será desenvolvida.  Solicite que os alunos retomem as notícias indicadas, relendo os primeiros pa- rágrafos de cada uma delas. Após a leitura, solicite que identifiquem os aspec- tos indicados. A intenção é orientar a observação dos alunos a respeito do tipo de informações que o primeiro parágrafo das notícias costuma conter: 200 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Para saber mais O lead (ou, na forma aportuguesada, lide) é, em jornalismo, a primeira parte de uma notícia, geralmente posta em destaque relativo, que fornece ao leitor a informação básica sobre o tema e pretende prender-lhe o interesse. É uma expressão inglesa que significa “guia” ou “o que vem à frente”. Na teoria do jornalismo, as seis perguntas básicas do lead devem ser respon- didas na elaboração de uma matéria; são elas: “O quê?”, “Quem?”, “Quando?”, “Onde?”, “Como?”, e “Por quê?”. O lead, portanto, deve informar qual é o fato jornalístico noticiado e as principais circunstâncias em que ele ocorre. Já o lead do texto de reportagem, ou de revista, não tem a necessidade de responder imediatamente às seis perguntas. Sua principal função é oferecer uma prévia, como a descrição de uma imagem, do assunto a ser abordado. O lead deve ser mais objetivo, evitando a subjetividade e pautar mais para exatidão, linguagem clara e simples. Isso não significa, porém, que o lead deva ser burocrático. O leitor ganha interesse pela notícia quando o lead é bem elaborado e coerente. (Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/>.) J Pretende-se, nos itens 2 e 3, que os alunos compreendam os aspectos rela- tivos ao tipo de informação que o parágrafo contém, assim como sua finali- dade – aspectos focalizados no excerto do último item. Nesse, são sistemati- zadas as observações que os alunos devem ter feito e, além disso, apresen- tadas informações novas a respeito do assunto. É necessário focalizá-las e orientar os alunos para a revisão de suas anotações anteriores, caso consi- derem necessário. ATIVIDADE 2E: O LEAD E A SUA FUNÇÃO Atividade do aluno NA ORGANIZAÇÃO DA NOTÍCIA NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ Continuando nosso estudo sobre o jornal, vamos analisar mais uma parte mui- to interessante dele: o primeiro parágrafo, que vem depois do título ou do olho, se houver. 1. Retome as seguintes notícias: a. “Ladrões invadem o Masp e levam obras de Picasso e de Portinari”; b. “Bombeiros retiram mais dois corpos em canteiro do metrô”; c. ”Enfermeira ajuda animais a ganharem novos lares em Santa Maria”. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 201
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    Atividade do aluno Releia os primeiros parágrafos de todas essas notícias e identifique em cada um deles: a. Quem fez? b. O que fez? c. Quando fez? d. Onde fez? Foi possível identificar essas informações em todos os primeiros parágrafos? 2. Considerando essa análise, o que se pode dizer que todos os primeiros pará- grafos das notícias têm em comum? Anote suas reflexões no caderno. 3. Leia o trecho seguinte e, depois, retome as suas reflexões registradas, com- plementado-as, caso considere necessário. “O primeiro parágrafo de uma notícia recebe o nome de lead. Em inglês, lead significa ‘conduzir’. Como o próprio nome já diz, esse primeiro parágrafo tem a intenção de atrair os leitores, destacando os fatos mais importantes ou algo que cause certa sensação no leitor, com o objetivo de levá-lo (conduzi-lo) à leitura do restante da notícia. O tipo de lead mais usado nas notícias que circulam nos jornais brasileiros, chamado de noticioso, apresenta um resumo dos fatos contados. Esse tipo de lead objetiva informar sobre o assunto, respondendo a questões do tipo ‘Quem?’, ‘Fez o quê?’, ‘A quem?’ (ou ‘O que aconteceu a quem?’), ‘Onde?’, ‘Quando?’, ‘Como?’, ‘Por quê?’ e ‘Para quê?’.” (Fonte: Barbosa, J.; Grupo Graphe. Notícia. São Paulo: FTD, 2001. p. 72-73. (Coleção Trabalhando com os Gêneros do Discurso. Relatar) ATIVIDADE 2F: A ORDEM DOS FATOS EM UMA NOTÍCIA Objetivo  Reconhecer o critério de organização das informações em uma notícia – o de relevância –, e não o de sequência temporal dos acontecimentos. Planejamento  Como organizar os alunos? Estarão, inicialmente, discutindo em duplas para, depois, socializarem a discussão realizada com o restante dos colegas.  Quais os materiais necessários? Atividade apresentada a seguir, notícias das atividades anteriores indicadas na atividade e – eventualmente – as demais analisadas em aula.  Qual é a duração? Cerca de 30 minutos. 202 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Encaminhamento  Informe os alunos a respeito do propósito da atividade que será realizada. Oriente-os para se organizarem em duplas e explique-lhes a maneira pela qual a atividade será desenvolvida.  Distribua as folhas de atividade e, antes que iniciem, leia com eles e explique qual é a proposta, orientando quanto ao preenchimento do quadro. Caso seja ne- cessário, faça o desenho na lousa e preencha, coletivamente, o primeiro quadro.  Deixe que as duplas realizem a análise, fazendo intervenções junto àquelas que precisarem mais de sua ajuda. É importante orientar a reflexão para que ela possibilite aos alunos compreenderem que na notícia as informações vão sen- do apresentadas aos poucos, aprofundando, cada vez mais, o relato com maior detalhamento. Isso possibilita ao leitor acompanhar a notícia até onde estiver satisfeito com o nível de informações, dispensando-o da leitura integral do texto. ATIVIDADE 2F: A ORDEM DOS FATOS Atividade do aluno EM UMA NOTÍCIA NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Leia a notícia apresentada a seguir. TERREMOTO EM MINAS É O 1o A REGISTRAR MORTE NO PAÍS, AFIRMA ESPECIALISTA O terremoto de 4,9 graus na escala Richter no norte de Minas Gerais é o pri- meiro a registrar uma morte, segundo o Obsis (Observatório Sismológico de Brasília), da UnB (Universidade de Brasília). O tremor foi sentido na comunida- de rural de Caraíbas, distante 35 quilômetros de Itacarambi (MG), segundo o governo de Minas. Uma criança de cinco anos morreu esmagada pela parede de sua casa, que não resistiu ao abalo e caiu. Outras duas pessoas tiveram traumatismo craniano e quatro foram internadas com ferimentos leves. Se- gundo o governo de Minas, o tremor ocorreu na madrugada deste domingo e atingiu também, de forma mais leve, a cidade de Itacarambi e alguns pontos de Manga e Januária. Informações preliminares do Cedec (Coordenadoria Es- tadual de Defesa Civil) mostram que no total sessenta casas foram atingidas. A Cedec informou que as famílias que tiveram suas casas destruídas serão removidas. Elas receberão cestas básicas, colchões e cobertores. A coorde- nadoria estuda ainda se outras remoções serão necessárias. (Fonte: adaptado de: <http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ ult95u353229.shtm>. Acesso em: 9 dez. 2007.) Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 203
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    Atividade do aluno 2. Junto com seus colegas de classe e professor, converse sobre a notícia, pro- curando responder a questões como: a. Que fato é noticiado? b. Quando aconteceu? c. Onde aconteceu? d. Onde foi publicado? e. Quem se interessaria por uma notícia como essa? Expliquem. f. Por que vocês acham que esse fato virou notícia? 3. Vamos, agora, estudar a organização da notícia. Para tanto, reúna-se com mais um colega e juntos façam uma lista dos fatos relatados na notícia. De- pois, numere-os, na ordem em que foram acontecendo na realidade. Regis- trem suas observações no caderno para depois compartilhar com o professor e demais colegas. 4. Considerando que:  uma notícia é escrita para informar os leitores sobre fatos que tenham impor- tância para os mesmos;  o jornal deve possibilitar ao leitor uma informação rápida sobre o fato ou mais detalhes à medida que se lê o texto, respondam: a. Por que a notícia foi organizada dessa maneira? Registrem suas reflexões no caderno e depois socializem com o restante da turma. ATIVIDADE 2G: REESCREVENDO UMA NOTÍCIA Objetivos  Reescrever uma notícia fazendo uso das questões linguísticas estudadas.  Revisar a produção escrita, observando aspectos discursivos e normativos. Planejamento  Como organizar os alunos? A atividade ocorrerá a princípio coletivamente e de- pois em duplas, sendo que cada dupla receberá apenas um papel.  Quais os materiais necessários? Notícias trabalhadas no livro do aluno.  Qual é a duração? Duas aulas de 40 minutos. Encaminhamento  Reúna os alunos e proponha a reescrita de uma notícia, como se eles fossem os jornalistas.  Retome, oralmente, as notícias lidas no livro, listando-as na lousa. Divida os alunos em duplas heterogêneas e peça que cada uma escolha qual das notí- cias da lista deseja reescrever. 204 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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     Feito isso,encaminhe-os para o trabalho, mas antes lembre-os de que: J A primeira versão será um rascunho, que será revisado e corrigido posterior- mente. J Antes de se lançarem a escrever a notícia propriamente, deverão reler a que foi escolhida e planejar o que e como vão reescrever, considerando: a. Quais são os aspectos fundamentais do acontecido que devem aparecer e em que ordem? b. Haverá ou não depoimentos de entrevistados? c. Se houver, como serão os turnos de fala entrevistador/entrevistado? d. Haverá imagens? e. Como organizarão o título? f. Haverá ou não olho da notícia? g. Como será o lead?  Tendo essas respostas em mente, oriente-os para reescrever a notícia.  Na aula seguinte, peça que as duplas troquem as notícias entre si, para que corrijam uns aos outros. Oriente-os a observarem com atenção aspectos de discurso (coerência e clareza do texto, omissão de informações que compro- metam a compreensão do leitor, adequação da escrita ao texto jornalístico) e também de ortografia, gramática e pontuação.  Quando os textos tiverem sido revisados pelos alunos, você deverá corrigi-los e devolvê-los às respectivas duplas para que façam as adequações necessárias. SEQUÊNCIA DIDÁTICA “ESTUDO DE PONTUAÇÃO” DISCURSO DIRETO E DISCURSO INDIRETO EM GÊNEROS DA ESFERA LITERÁRIA: CONTOS, CRÔNICAS, LENDAS, FÁBULAS A pontuação que marca a fala do personagem, quando introduzida no discurso do narrador, comumente tratada como “pontuação de diálogo”, costuma ser trabalhada em classe de maneira linear e com a utilização de apenas um tipo de recurso gráfico: o travessão. Essa sequência didática busca retomar o assunto, mostrando a diversidade de possibilidades de utilização de recursos, assim como a diferença de emprego de um mesmo recurso por diferentes autores, revelando de que maneira as questões relacio- nadas a estilo pessoal também interferem nesse processo. Nos textos desta sequência de atividades são apresentadas três possibilidades de utilização de sinais gráficos para marcar a pontuação de diálogo, combinando al- guns recursos: dois-pontos, parágrafo e travessão inicial; dois-pontos e aspas; dois- -pontos, parágrafo e aspas. Essas possibilidades referem-se aos usos empregados por dois autores de crônicas: Luis Fernando Verissimo e Carlos Eduardo Novaes. Na sequência há também atividades que buscam apresentar maneiras fundamen- tais de introdução dos turnos de narração, em que se foca o discurso do personagem Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 205
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    e do narrador:o discurso direto e o indireto, orientando a reflexão do aluno para a per- cepção das diferenças de efeitos de sentido que os usos de um ou outro implicam: o direto possibilita maior aproximação do leitor das reações efetivas do personagem; o indireto provoca maior distanciamento entre ambos, pelo fato de o narrador interpretar as intenções, reações e emoções do personagem. Discutidas essas maneiras de introdução dos discursos direto e indireto, passa- -se para a reflexão sobre as marcas linguísticas dos dois turnos de narração e, só de- pois, para a pontuação do discurso direto. Além disso, a reflexão sobre as atividades também focaliza as diferentes manei- ras de se indicar, textualmente, de quem é a fala no discurso direto: as fórmulas de se anunciar quem vai falar, as de se comentar quem está falando e as de se indicar quem acabou de falar, com as devidas marcas gráficas sinalizando-as. Foram utilizadas duas crônicas como referência para esse trabalho: uma de Novaes e outra de Verissimo. Nessa perspectiva, considerando que os textos de referência precisam ser interpretados e compreendidos, é fundamental que os contextos de pro- dução dos textos sejam recuperados junto aos alunos e, para tanto, o professor pre- cisa estar informado a respeito dos autores, seus estilos e a temática de suas obras, assim como das características do gênero, pois a escolha da pontuação também é decorrente da intenção de significação que se tem, o que também se relaciona com os conteúdos dizíveis pelo gênero, de modo geral. ORGANIZAÇÃO GER AL DA SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES ATIVIDADE TAREFA 1 Lendo uma crônica para Ler o texto apresentado, ativando o contextualizar o estudo. conhecimento prévio sobre autor e gênero, para poder realizar antecipações a respeito do conteúdo. Discutir o conteúdo do texto, buscando a compreensão mais aprofundada do mesmo. 2 Estudando maneiras de introduzir Analisar duas maneiras de se introduzir as falas dos personagens. a fala de personagem no discurso do narrador – o discurso direto e indireto –, reconhecendo os efeitos de sentido que produzem e nomeando-os adequadamente. 3 As marcas linguísticas do discurso Identificar a marca de primeira pessoa no direto e indireto. discurso direto e de terceira pessoa no discurso indireto, relacionando-a com os efeitos de sentido decorrentes, discutidos na atividade anterior. 206 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    4 Ampliando a reflexão sobre as Identificar duas possibilidades de marcar marcas do discurso direto. no texto quem está falando: utilizando dois-pontos e aspas; ou dois-pontos, parágrafo e travessão. Reconhecer que há três possibilidades de explicar, no texto, quem está falando, identificando as marcas gráficas que são utilizadas em cada uma dessas possibilidades. Compreender que, em um diálogo, se não forem apresentadas as explicações textuais sobre quem fala, só é possível identificar o autor se forem duas as pessoas a falar e se souber a quem pertence pelo menos uma das falas do diálogo. Reconhecer que indicar textualmente as falas facilita a leitura. 5 As aspas e mais uma possibilidade Identificar a maneira que o autor utiliza de uso. as aspas para marcar discurso direto no texto lido, comparando-a com a maneira encontrada no texto lido na atividade anterior, pontuando as diferenças. Constituir um repertório de marcas gráficas possíveis de serem utilizadas para marcar o discurso direto. 6 Reinvestindo o conhecimento Reinvestir o conhecimento aprendido, aprendido – pontuando diálogos. pontuando diálogos em um trecho de crônica, identificando, entre as diferentes possibilidades estudadas, a que julgar mais adequada para criar os efeitos de sentido que pretender, considerando o tema e as finalidades do texto e mantendo a coerência de emprego. 7 Alterando o discurso em um conto. Aplicar o que foi aprendido com uma crônica em um conto conhecido. ATIVIDADE 1: LENDO UMA CRÔNICA PARA CONTEXTUALIZAR O ESTUDO Objetivo  Contextualizar os enunciados que serão tomados como referência para o estu- do da introdução da fala do personagem no discurso do narrador. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 207
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    Planejamento  Como organizar os alunos? A atividade é coletiva e os alunos podem permane- cer em suas carteiras (a leitura da crônica será individual).  Quais os materiais necessários? Texto que será lido – cópia para todos os alu- nos da folha de Atividade 1.  Qual é a duração? Cerca de 40 minutos. Encaminhamento  Converse com os alunos sobre o propósito da atividade e sobre como estarão organizados para desenvolvê-la. Apresente para a classe as primeiras ques- tões, relativas à recuperação do contexto de produção do texto. Essas ques- tões tematizam aspectos referentes a: J conhecimentos que os alunos possam ter (ou não) sobre o autor; J conhecimentos que os alunos possam ter (ou não) sobre o gênero crônicas: que costumam tratar de aspectos do cotidiano; que tomam os aspectos do cotidiano para elaborar uma crítica a eles; que podem utilizar o humor para isso.  Peça que leiam o texto que se encontra na Atividade 1, e, depois, discuta seu conteúdo, verificando se as antecipações realizadas se confirmaram e, ainda, aprofundando o tema a partir das questões apresentadas na atividade. ATIVIDADE 1: LENDO UMA CRÔNICA PARA Atividade do aluno CONTEXTUALIZAR O ESTUDO NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. A crônica apresentada a seguir foi escrita por Carlos Eduardo Novaes. Você conhece esse autor? E uma crônica, você já leu? 2. O livro de onde foi retirada a crônica que você lerá intitula-se A cadeira do dentista e outras crônicas. Em sua opinião, esse título combina com crônicas? Por quê? 3. Agora, imagine: do que tratará uma crônica chamada “O marreco que pagou o pato”? 4. Converse com seu professor e seus colegas sobre cada uma das questões apresentadas. 5. Agora, leia a crônica apresentada a seguir. 208 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno O MARRECO QUE PAGOU O PATO Carlos Eduardo Novaes Semana passada, São Paulo, apesar de toda fama de que não pode parar, parou. E não foi num congestionamento. Parou para discutir o caso do marre- co Quércia e sua marreca Amélia, presos e engaiolados durante 24 horas sob a acusação de poluírem o meio ambiente. Diante do fato eu fico aqui pensan- do que os paulistas já devem ter resolvido todos os seus grandes problemas urbanos. Sim, claro: quando um povo começa a prender marrecos é porque não tem mais nada para fazer. O marreco Quércia – deixa-me explicar – ganha a vida honestamente como relações-públicas da casa Agro Dora, na Rua da Consolação, 208. Em seu trabalho passa os dias inteiros circulando pela calçada e atraindo fregueses para a loja. Na segunda-feira o gerente da loja foi surpreendido com a pre- sença de um fiscal, que muito compenetrado perguntou se o marreco era de sua propriedade. Diante da resposta positiva, virou-se para o gerente e pediu: “Seus documentos?”. Leu atentamente um por um, devolveu-os e disse: “Ago- ra deixe-me ver os documentos do marreco”. – O marreco não tem documentos – respondeu o gerente. – Nenhum? Nem título de eleitor? Certificado de reservista? Nada? Então eu acho que vou ter que prender o seu marreco. – O senhor não pode fazer uma coisa dessas – ponderou o gerente. – Não há nenhuma lei que obrigue marrecos a ter documento. – Não há? – desconfiou o fiscal. – Então espere um momentinho. Foi ao telefone e ligou para o chefe da repartição: “Alô, chefe? Encontrei um marreco passeando pela rua sem documento”. – Que está esperando? – vociferou o chefe. – Prenda-o por vadiagem. – Mas, chefe, é um marreco. Precisamos de uma lei para enquadrá-lo. O se- nhor sabe qual é o número dessa lei? – Não tenho a menor ideia. – Então pergunta se alguém aí sabe. – Alguém aí sabe – perguntou o chefe, voltando-se para os funcionários da re- partição – quais são os documentos que um marreco necessita para transitar livremente pelas ruas? Não. Ninguém sabia. O chefe então sugeriu que o fiscal procurasse outro mo- tivo para prender o marreco. “Mas que motivo?”, perguntou o fiscal, que era meio duro de imaginação. – O marreco está nu? – indagou o chefe. – Então prenda-o por atentado ao pudor. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 209
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    Atividade do aluno O fiscal parou um pouco, pensou e não se lembrou de ter visto jamais um marreco vestido. Não, essa era demais. O chefe, já pensando no almoço de domingo, insistiu: “O marreco está parado em cima da calçada?”. – Está. – Então prenda-o por estacionar em local proibido. “Boa ideia”, pensou o fiscal. Voltou ao gerente, que estava parado na calçada ao lado do marreco, disfarçou, disse que iria perdoar a falta de documentos, “mas infelizmente tenho que levar o seu marreco por estar parado em local não permitido”. – Está certo – concordou, irritado, o gerente –, mas então chama o guincho. – Pra que guincho? – Meu marreco só sai daqui rebocado. Formou-se a maior confusão em torno do marreco. O fiscal querendo levá-lo de qualquer maneira, e o gerente, apoiado por dezenas de populares, defen- dendo a inocência do marreco. Nisso, chegou um segundo fiscal pouquinha coisa mais inteligente que o primeiro e decretou: “O marreco não pode ficar solto, é um agente da poluição”. – Agente de quem? – espantou-se um balconista da loja. – Garanto que não. O Quércia trabalha aqui há mais de dois anos. – E daí? – interveio um popular que estava do lado do fiscal. – Ele pode ter dois empregos. Vai ver que quando sai daqui faz um bico em alguma agência. – E você acha que o marreco, com esse bico, ainda precisa fazer outro? – A acusação é injusta – interrompeu o gerente –, o marreco não pode ser acusado de poluir. Se eu tivesse aqui um elefante soltando fumaça pela trom- ba está certo, mas o Quércia nem fuma. – Não interessa – afirmou o segundo fiscal, meio agressivo –, isso o senhor explica lá para o chefe. O marreco entrou na sede da Administração Regional da Sé cheio de ginga. Imediatamente o chefe destacou um funcionário para qualificá-lo: nome, en- dereço, estado civil, essas coisas. De gravata e camisa de manga curta, o burocrata sentou-se à máquina e co- meçou: “Nome?”. O gerente com o marreco no colo respondeu: “Quércia”. – Quércia de quê? – De nada. – Como de nada? Ele não tem família? – Tem. É da família dos anatídeos. – Então – prosseguiu o funcionário batendo na máquina –, Quércia Anatídeo. Terminada a ficha o burocrata abriu uma gaveta e, enquanto procurava o ma- terial para tirar as impressões digitais, disse ao gerente: – Me dá aí o polegar do marreco. 210 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno – O marreco não tem polegar – desculpou-se o gerente. – Não? – disse o funcionário já contrariado porque não encontrava as almofa- das para carimbos. – Então me dá o indicador. – O marreco também não tem indicador. – E o anular, tem? – Também não, senhor. – Poxa – chateou-se o burocrata –, então me dá aí qualquer dedo que estiver sobrando. O gerente precisou explicar que marreco não tinha dedo. Tinha pata. Ainda assim o funcionário já meio perturbado entendeu que o gerente se referia à companheira do marreco e perguntou: “Uma pata?”. – Não. Duas. – E ele vive bem com as duas? Custou pouco para desfazer a confusão. Encerrada essa fase, o funcionário encaminhou-se para outra sala, onde o marreco teria que tirar umas fotos três por quatro de identificação. O fotógrafo, repetindo gestos tão automáticos quanto a máquina, mandou o marreco subir na cadeira, esticar bem o pescoço, olhar para a frente e não se mexer. O marreco, mesmo sem entender nada, seguiu as instruções do fotógrafo. Quando o fotógrafo enfiou a cabeça por debaixo do pano preto – a máquina era daquelas antigas –, observou pelo visor que alguma coisa esta- va errada. Tornou a levantar a cabeça e indagou do funcionário: “Nós vamos fotografá-lo assim?”. – Assim como? – indagou o funcionário sem entender. – Sem gravata? – Não sei – disse o funcionário meio reticente –, mas eu acho que marreco não precisa botar gravata. – Acho melhor botar uma gravata nele – retrucou o fotógrafo –, você sabe como é o chefe: já disse que foto só de gravata. O funcionário tirou sua gravata, pediu um paletó emprestado a um datilógrafo, tiraram as fotos necessárias e depois engaiolaram o marreco. E não é que no dia seguinte a poluição em São Paulo diminuiu sensivelmente... (Fonte: Novaes, C. E. A cadeira do dentista e outras crônicas. São Paulo: Ática, 1996. p. 77-81.) 6. Você deve ter conversado com seu professor e colegas que a crônica sempre toma um fato do cotidiano para poder fazer uma crítica – ainda que com muito humor – de algo que atinge todas as pessoas. Pensando nisso, responda: a. Que aspectos dessa crônica a tornaram engraçada? b. Você acha que a última afirmação do autor do texto é verdadeira? c. Que aspecto da vida das pessoas o autor critica com essa crônica? Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 211
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    ATIVIDADE 2: ESTUDANDOMANEIRAS DE INTRODUZIR AS FALAS DOS PERSONAGENS Objetivos  Analisar duas maneiras de se introduzir o discurso do personagem na fala do narrador: o discurso direto e o indireto.  Reconhecer os efeitos de sentido que cada uma dessas maneiras produz no leitor.  Nomear cada uma das maneiras, com os termos linguísticos adequados (dis- curso direto/indireto). Planejamento  Como organizar os alunos? A atividade será realizada em duplas, com sociali- zação de discussões ao final, para sistematização de conhecimentos.  Quais os materiais necessários? Texto que será lido – cópia para todos os alu- nos da folha de Atividade 2.  Qual é a duração? Cerca de 40 minutos. Encaminhamento  Converse com os alunos para apresentação dos propósitos da atividade. Orien- te-os a se organizarem em duplas para realizar as atividades.  Antes de encaminhar os alunos para o trabalho em duplas, peça que leiam os enunciados e verifiquem se têm alguma dúvida. Quando estiverem prontos, dê início aos trabalhos, mas acompanhe a reflexão de cada dupla, problematizan- do-a sempre que necessário.  As intenções da atividade são que o aluno perceba que o discurso direto apa- renta retratar com mais fidelidade as reações e emoções de quem fala, do personagem. Já no discurso indireto temos essas emoções e reações inter- pretadas pelo narrador. Dessa forma, as reações do personagem são “limpas” pela fala do narrador, provocando um efeito de distanciamento entre o leitor e o personagem.  No último momento da atividade, acolha todas as reflexões das diferentes du- plas, orientando-as para as conclusões acima expostas. 212 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno ATIVIDADE2: ESTUDANDO MANEIRAS DE INTRODUZIR AS FALAS DOS PERSONAGENS NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Releia o trecho apresentado a seguir. Leu atentamente um por um, devolveu-os e disse: “Agora deixe-me ver os do- cumentos do marreco”. – O marreco não tem documentos – respondeu o gerente. – Nenhum? Nem título de eleitor? Certificado de reservista? Nada? Então eu acho que vou ter que prender o seu marreco. – O senhor não pode fazer uma coisa dessas – ponderou o gerente. – Não há nenhuma lei que obrigue marrecos a ter documento. – Não há? – desconfiou o fiscal. – Então espere um momentinho. Foi ao telefone e ligou para o chefe da repartição: “Alô, chefe? Encontrei um marreco passeando pela rua sem documento”. 2. Compare com o trecho abaixo e responda: o que há de diferente nesse segun- do trecho? Leu atentamente um por um, devolveu-os e pediu ao gerente para ver os do- cumentos do marreco. O gerente avisou que o marreco não tinha documentos. O fiscal ficou surpreso e disse que, então, teria de prender o marreco. O dono do marreco ponderou que o animal não poderia ser preso, pois não havia nenhuma lei que o obrigasse a ter documentos. Diante disso, o fiscal ligou para a repartição e explicou o caso ao seu chefe. 3. Qual das maneiras de escrever você acha que dá a impressão de retratar com mais fidelidade as reações do falante diante da situação? Qual maneira de contar a história deixa o leitor mais distante das reações da persona- gem? Explique. 4. Se você tivesse que relacionar cada um dos trechos a uma das denominações apresentadas a seguir, que ligações estabeleceria? Explique. ( 1 ) Trecho 1 ( ) Discurso Indireto ( 2 ) Trecho 2 ( ) Discurso Direto Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 213
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    Atividade do aluno Registre a sua explicação, conforme modelo a seguir: O primeiro trecho seria denominado de discurso porque O segundo trecho seria denominado de discurso porque 5. Apresente a reflexão da dupla aos demais colegas e professores, discutindo- -a e revendo suas anotações, se for necessário. ATIVIDADE 3: AS MARCAS LINGUÍSTICAS DO DISCURSO DIRETO E INDIRETO Objetivo  Identificar a marca de primeira pessoa no discurso direto e de terceira pessoa no discurso indireto, relacionando-as com os efeitos de sentido decorrentes, discutidos na atividade anterior. Planejamento  Como organizar os alunos? A atividade será realizada em duplas, com sociali- zação de discussões ao final, para sistematização de conhecimentos.  Quais os materiais necessários? Trechos do texto que serão lidos, que cons- tam da folha da Atividade 3.  Qual é a duração? Cerca de 40 minutos. Encaminhamento  Converse com os alunos para apresentação dos propósitos da atividade. Orien- te-os a se organizarem em duplas para realizar a tarefa.  Antes do desenvolvimento das atividades, leia-as uma a uma com os alunos, orientando a sua reflexão. Depois, problematize com as duplas aspectos que considerar necessários. A intenção é que os alunos percebam que só no dis- curso direto aparecem verbos em primeira pessoa; o narrador reproduz literal- mente, no seu texto, a fala do personagem. Entretanto, quando o narrador con- ta como o personagem falou algo, o verbo sempre vem na terceira pessoa.  Ao final, depois que os alunos tiverem realizado as tarefas propostas, solicite que apresentem suas reflexões para todos, discutindo-as e orientando o regis- tro da descoberta.  Caso você considere que para os seus alunos é melhor realizar toda a ativida- de coletivamente, altere o modo de organização dos alunos. 214 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno ATIVIDADE3: AS MARCAS LINGUÍSTICAS DO DISCURSO DIRETO E INDIRETO NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Retome os dois trechos da crônica apresentados na Atividade 2. Trecho 1 Leu atentamente um por um, devolveu-os e disse: “Agora deixe-me ver os do- cumentos do marreco”. – O marreco não tem documentos – respondeu o gerente. – Nenhum? Nem título de eleitor? Certificado de reservista? Nada? Então eu acho que vou ter que prender o seu marreco. – O senhor não pode fazer uma coisa dessas – ponderou o gerente. – Não há nenhuma lei que obrigue marrecos a ter documento. – Não há? – desconfiou o fiscal. – Então espere um momentinho. Foi ao telefone e ligou para o chefe da repartição: “Alô, chefe? Encontrei um marreco passeando pela rua sem documento”. Trecho 2 Leu atentamente um por um, devolveu-os e pediu ao gerente para ver os do- cumentos do marreco. O gerente avisou que o marreco não tinha documentos. O fiscal ficou surpreso e disse que, então, teria de prender o marreco. O dono do marreco ponderou que o animal não poderia ser preso, pois não havia nenhuma lei que o obrigasse a ter documentos. Diante disso, o fiscal ligou para a repartição e explicou o caso ao seu chefe. 2. Analise as palavras e expressões grifadas no primeiro trecho: há palavras com dois traços e outras com um traço só. Todas indicam, por exemplo, coisas que a gente faz ou sente. a. Qual a diferença entre as que estão grifadas com um traço e as que estão grifadas com dois traços? b. Quando é que aparece no texto cada um dos tipos de palavra? Para refletir sobre isso, leia a dica apresentada a seguir: “Eu faço”: o verbo – faço – está na primeira pessoa do singular – eu. “Ele faz”: o verbo – faz – está na terceira pessoa do singular – ele. 3. No segundo trecho há alguma palavra com a mesma característica das que foram grifadas com dois traços? Grife-as. O que você acha que explica isso? Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 215
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    4. Considerando adica apresentada, reflita e complete: O discurso indireto é escrito em pessoa. O discurso direto pode estar escrito em e pessoa. 5. Apresente as conclusões a que você e seu colega chegaram e discuta-as com a classe e o professor. Reveja-as, caso considerar necessário. ATIVIDADE 4: AMPLIANDO A REFLEXÃO SOBRE AS MARCAS DO DISCURSO DIRETO Objetivos  Identificar duas possibilidades de marcar, no texto, quem está falando: utilizan- do dois-pontos e aspas; ou dois-pontos, parágrafo e travessão.  Reconhecer que há três possibilidades de explicar, no texto, quem está falan- do: anunciando quem irá falar antes de apresentar a fala do personagem; indi- cando quem está falando, no meio da fala do personagem; comentando quem acabou de falar, ao final da fala do personagem.  Identificar as marcas gráficas que são utilizadas em cada uma dessas possi- bilidades.  Compreender que, em um diálogo, se não forem apresentadas as explicações tex- tuais sobre quem fala, só é possível identificar o autor se forem duas as pessoas a falar, e se souber a quem pertence, pelo menos, uma das falas do diálogo.  Reconhecer que indicar textualmente as falas facilita a leitura. Planejamento  Como organizar os alunos? A atividade será inicialmente em duplas, em segui- da, coletivamente.  Quais os materiais necessários? Texto que será lido – cópia para todos os alu- nos da folha de Atividade 4.  Qual é a duração? Cerca de 40 minutos. Encaminhamento  Converse com os alunos para apresentação do propósito da atividade. Oriente- -os a se organizarem em duplas para realizar as atividades.  Da mesma forma que na atividade anterior, peça que eles leiam o enunciado das atividades e solicite que conversem com seus parceiros a respeito das questões focalizadas. Problematize com as duplas aspectos que considere ne- cessários, orientando a reflexão dos alunos.  Ao final, solicite que socializem as reflexões, discutindo-as coletivamente. 216 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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     Procure garantirque os alunos compreendam que, nos trechos analisados: J há duas possibilidades de marcar quem está falando: utilizando dois-pontos e aspas; ou dois-pontos, parágrafo e travessão; J há três possibilidades de explicar, textualmente, quem está falando: anun- ciando quem irá falar antes de apresentar a fala do personagem; indican- do quem está falando, no meio da fala do personagem; comentando quem acabou de falar, ao final da fala do personagem. A cada uma dessas possi- bilidades correspondem marcas gráficas. As que foram indicadas no texto correspondem à utilização do travessão medial e inicial, que são utilizados para separar – ainda que articulando – a fala do personagem do restante do texto. No entanto, também seria possível marcar com aspas. É interessante selecionar exemplos, caso queira, e mostrar aos alunos.  Além disso, procure garantir que os alunos: J compreendam que, em um diálogo, se não forem apresentadas as explica- ções textuais sobre quem fala, só é possível identificar o autor se forem duas as pessoas a falar e, além disso, se for possível saber a quem perten- ce, pelo menos, uma das falas do diálogo; J reconheçam que indicar textualmente as falas é um recurso interessante que auxilia a compreensão do leitor. ATIVIDADE 4: AMPLIANDO A REFLEXÃO Atividade do aluno SOBRE AS MARCAS DO DISCURSO DIRETO NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Releia o trecho apresentado a seguir. O marreco entrou na sede da Administração Regional da Sé cheio de ginga. Imediatamente o chefe destacou um funcionário para qualificá-lo: nome, en- dereço, estado civil, essas coisas. De gravata e camisa de manga curta, o bu- rocrata sentou-se à máquina e começou: “Nome?”. O gerente com o marreco no colo respondeu: “Quércia”. – Quércia de quê? – De nada. – Como de nada? Ele não tem família? – Tem. É da família dos anatídeos. – Então – prosseguiu o funcionário batendo na máquina –, Quércia Anatídeo. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 217
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    Atividade do aluno 2. Agora, responda: a. No primeiro parágrafo desse trecho, de que maneira são marcadas as falas de um personagem? b. E no segundo? c. Que diferença você vê entre marcar de um jeito ou de outro? Explique. 3. Na última linha há o seguinte trecho: “prosseguiu o funcionário batendo na máquina”. a. Quem é que está apresentando essa informação? b. De que maneira é possível saber isso? c. Se não houvesse esse trecho, seria possível saber quem está falando? De que maneira? Qual das maneiras você considera mais próxima do leitor? Por quê? 4. Leia os trechos apresentados a seguir. Em todos eles há explicações sobre quem está falando. a. Em quais a maneira de apresentar essa explicação é semelhante à estuda- da no item 3? Por quê? b. Em quais é diferente? Por quê? Trecho 1 – Está certo – concordou, irritado, o gerente –, mas então chama o guincho. Trecho 2 – O marreco não tem documentos – respondeu o gerente. Trecho 3 – A acusação é injusta – interrompeu o gerente –, o marreco não pode ser acusado de poluir. Se eu tivesse aqui um elefante soltando fumaça pela trom- ba está certo, mas o Quércia nem fuma. Trecho 4 Terminada a ficha, o burocrata abriu uma gaveta e, enquanto procurava o ma- terial para tirar as impressões digitais, disse ao gerente: – Me dá aí o polegar do marreco. 5. Relacione cada trecho com o que pareça mais adequado: Explicação do Trecho 1 ( ) ( A ) Indica quem está falando. Explicação do Trecho 2 ( ) ( B ) Anuncia quem vai falar em seguida. Explicação do Trecho 3 ( ) ( C ) Comenta quem acabou de falar. Explicação do Trecho 4 ( ) 6. Agora vamos registrar algumas reflexões realizadas ao longo dessa atividade: Primeira reflexão: As falas de um personagem podem ser indicadas no texto com os seguintes grupos de sinais: e 218 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno Segunda reflexão: Os sinais gráficos marcam a fala de um personagem. Além disso, é possível explicar de quem é a fala de três maneiras: anunciando as falas, indicando quem está falando ou, então, comentando quem falou. Essas maneiras são as seguintes: Terceira reflexão: Quando o texto não anuncia quem vai falar nem explica quem está falando ou acabou de falar, é possível identificar quem fala da seguinte maneira: ATIVIDADE 5: AS ASPAS E MAIS UMA POSSIBILIDADE DE USO Objetivos  Identificar a maneira pela qual o autor utiliza as aspas para marcar o discurso direto no texto lido, comparando-a com a maneira encontrada no texto anterior e pontuando as diferenças.  Constituir um repertório de marcas gráficas possíveis de serem utilizadas para marcar o discurso direto. Planejamento  Como organizar os alunos? A atividade é coletiva e os alunos podem permane- cer em suas carteiras.  Quais os materiais necessários? Texto que será lido – cópia para todos os alu- nos da folha de Atividade 5.  Qual é a duração? Cerca de 40 minutos. Encaminhamento  Converse com os alunos a respeito do propósito da atividade e de como ela se desenvolverá.  Leia a crônica, contextualizando-a para os alunos, perguntando se conhecem o autor, se já leram alguma de suas obras, se gostam das obras que leram.  Sobre o autor, Luis Fernando Verissimo, é possível obter fartas informações a respeito de sua vida e obra no seguinte endereço: http://portalliteral.terra.com. br/verissimo. A obra da qual a crônica foi coletada – que faz parte do acervo das salas de leitura das escolas da rede municipal – também apresenta infor- mações biográficas do autor. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 219
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     Além decomentar sobre o autor, pergunte aos alunos o que imaginam encon- trar em um texto com o título “Comunicação”, considerando que se trata de uma crônica de humor. Enfim, procure fazer perguntas que ativem o repertório dos alunos, de modo que eles antecipem possíveis sentidos do texto.  Em seguida, leia, com eles, o trecho da crônica e provoque uma reflexão a par- tir das questões apresentadas na atividade. Levante hipóteses com os alunos a respeito de que objeto seria o referido no texto e, depois, leia a crônica intei- ra com eles, verificando, em cada trecho, as hipóteses levantadas, confirman- do-as ou não.  No item 2, solicite que os alunos analisem o trecho apresentado identificando de que maneira são marcadas as falas dos personagens. Espera-se que identifi- quem as aspas como outras marcas gráficas possíveis, identificadoras das falas.  A seguir, solicite que comparem essa pontuação com a do texto anterior, mar- cando a diferença de uso feita pelos dois autores: o primeiro não utiliza pará- grafo para introduzir falas e o segundo, sim.  Solicite aos alunos que façam registro da descoberta feita e chame a aten- ção deles para o fato de que já estão constituindo um repertório de maneiras possíveis de se introduzir a fala do personagem no discurso do narrador. Você poderá, inclusive, montar um quadro no qual constem as diferentes maneiras estudadas e deixar afixado na classe, disponível para consulta. ATIVIDADE 5: AS ASPAS E MAIS UMA Atividade do aluno POSSIBILIDADE DE USO NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Leia, agora, mais um trecho de crônica. Dessa vez, o autor é Luis Fernando Ve- rissimo. A sua crônica intitula-se “Comunicação”, e você lerá a parte inicial dela. COMUNICAÇÃO Luis Fernando Verissimo É importante saber o nome das coisas. Ou, pelo menos, saber comunicar o que você quer. Imagine-se entrando numa loja para comprar um... um... como é mesmo o nome? “Posso ajudá-lo, cavalheiro?” “Pode. Eu quero um daqueles, daqueles...” “Pois não?” “Um... como é mesmo o nome?” 220 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno “Sim?” “Pomba! Um... um... Que cabeça a minha. A palavra me escapou por comple- to. É uma coisa simples, conhecidíssima.” “Sim, senhor.” “O senhor vai dar risada quando souber.” “Sim, senhor.” “Olha, é pontuda, certo?” “O quê, cavalheiro?” “Isso que eu quero. Tem uma ponta assim, entende? Depois vem assim, as- sim, faz uma volta, aí vem reto de novo, e na outra ponta tem uma espécie de encaixe, entende? Na ponta tem outra volta, só que esta é mais fechada. E tem um, um... Uma espécie de, como é que se diz? De sulco. Um sulco onde se encaixa a outra ponta, a pontuda, de sorte que o, a, o negócio, entende, fica fechado. É isso. Uma coisa pontuda que fecha. Entende?” (Fonte: Crônicas. São Paulo: Ática, 1994. p. 35-36. (Para gostar de ler, v. 7) Bom, não sabemos se o vendedor já descobriu o que o homem deseja com- prar... E você? Já tem alguma ideia? Converse com seus colegas de classe e professor. Depois disso, seu profes- sor lerá com vocês o restante da crônica. Vamos ver se vocês descobrem o que ele quer comprar. Vá juntando as pistas. 2. Agora, volte ao trecho lido e analise: a. De que maneira são marcadas as falas dos personagens? Explique. b. Em que essa maneira difere da que usa o mesmo sinal gráfico no texto “O marreco que pagou o pato”? Explique. 3. Registre sua descoberta no caderno. ATIVIDADE 6: REINVESTINDO O CONHECIMENTO APRENDIDO – PONTUANDO DIÁLOGOS Objetivo  Reinvestir o novo conhecimento sobre discurso direto e discurso indireto, pon- tuando diálogos em um trecho de crônica, identificando, entre as diferentes possibilidades estudadas, a que julgar mais adequada para criar os efeitos de sentido que pretende, considerando o tema e as finalidades do texto e manten- do a coerência de emprego ao longo do texto. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 221
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    Planejamento  Como organizar os alunos? A atividade é individual e os alunos podem per- manecer em suas carteiras. Contudo, podem consultar-se mutuamente caso tenham dúvidas.  Quais os materiais necessários? Texto que será lido – cópia para todos os alu- nos da folha de Atividade 6.  Qual é a duração? Cerca de 40 minutos. Encaminhamento  Converse com os alunos sobre o propósito da atividade e sobre a maneira como será desenvolvida.  Retome com eles o quadro de possibilidades pelas quais é possível introduzir fala de personagem no discurso do narrador.  Oriente-os sobre a necessidade de escolherem os recursos – dois-pontos, pa- rágrafo e aspas; dois-pontos e aspas, sem parágrafo; dois-pontos, parágrafo e travessão – de acordo com o efeito de sentido que considerarem mais adequa- do para o texto e suas finalidades.  Oriente-os para não alterarem o texto, o que implicará a escolha de discurso direto. Restará a eles, então, a escolha do recurso de pontuação e a maneira de utilizá-lo.  Oriente-os, ainda, para manter no texto inteiro a coerência de escolha, quer op- tem por uma possibilidade apenas, quer articulem duas delas, como Novaes, na primeira crônica.  Leia em voz alta o texto todo com os alunos, de modo que possam compreen- der qual a crítica que a crônica apresenta, o que poderá auxiliá-los a tomar a decisão sobre o recurso a ser utilizado.  Depois, solicite que retomem o trecho e o organizem, pontuando-o adequa- damente.  Na revisão, procure marcar para os alunos a coerência de uso nas diferentes pontuações realizadas por eles. Se, por exemplo, optaram por dois-pontos, pa- rágrafo e travessão, é preciso que se mantenha essa organização em todo o texto; se a opção foi pelo emprego das aspas para marcar a fala dos persona- gens, também é preciso manter a coerência em todo o texto. É interessante discutir que a opção por uma ou outra forma de pontuar tem relação com os efeitos de sentido que o autor desejou empregar no texto. 222 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno ATIVIDADE6: REINVESTINDO O CONHECIMENTO APRENDIDO – PONTUANDO DIÁLOGOS NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Considerando suas anotações, reescreva o trecho a seguir pontuando os diá- logos de maneira adequada. Trata-se de mais uma crônica de Carlos Eduardo Novaes, intitulada “No país do futebol”. Nela, um personagem presente em outras crônicas do autor, Juvenal Ouriço, famoso por ser “econômico”, tenta assistir a um jogo de futebol na TV da vitrine de uma loja de eletrodomésticos. Depois, seu professor lerá o restante da crônica para vocês. NO PAÍS DO FUTEBOL Carlos Eduardo Novaes Juvenal Ouriço aproximou-se de um vendedor parado à porta de uma loja de eletrodomésticos e perguntou Qual desses oito te- levisores os senhores vão ligar na hora do jogo? Qualquer um disse o vendedor desinteressado. Qualquer um não. Eu cheguei com duas horas de antecedência e mereço certa consideração. Pra que o senhor quer saber? Para já ir tomando posição diante dele. O vendedor apontou para um aparelho. Juvenal observou os ângulos, pegou a almofada que o acompanha ao Maracanã e sentou-se no meio da calçada. Ei, ei, psiu, chamou um mendigo recostado na parede da loja, como é que é meu irmão? Que foi? Perguntou Juvenal. Quer me botar na miséria? Esse ponto aqui é meu. Eu não vou pedir esmola. Então senta aqui a meu lado. Aí não vai dar pra eu ver o jogo. Na hora do jogo nós vamos lá para casa. Você tem TV a cores? Claro. Você acha que eu fico me matando aqui pra quê? (Fonte: Crônicas. São Paulo: Ática, 1994. p. 67-68. (Para gostar de ler, v. 7) ATIVIDADE 7: ALTERANDO O DISCURSO EM UM CONTO Objetivo  Transformar discurso direto em indireto e vice-versa. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 223
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    Planejamento  Como organizar os alunos? A atividade é individual e os alunos podem per- manecer em suas carteiras. Contudo, podem consultar-se mutuamente, caso tenham dúvidas.  Quais os materiais necessários? Texto que consta da folha de Atividade 7.  Qual é a duração? Cerca de 40 minutos. Encaminhamento  Peça aos alunos para que abram o livro na página da Atividade 7. Comente com eles que esse texto é um trecho da história “João e Maria” e proponha a leitura compartilhada do mesmo.  Quando terminarem, explique que deverão observar os trechos em negrito e, depois, fazer o que se pede.  Ao término da atividade, proponha a correção na lousa, socializando as manei- ras diferentes com que podem ter resolvido o exercício. ATIVIDADE 7: ALTERANDO O DISCURSO Atividade do aluno EM UM CONTO NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Com seu professor e amigos, leia um trecho do conto “João e Maria”. Obser- ve que há trechos com marcas diferenciadas, que serão usados por você a seguir. JOÃO E MARIA A vida sempre fora difícil na casa do lenhador, mas naquela época as coisas haviam piorado ainda mais: não havia pão para todos. – Minha mulher, o que será de nós? Acabaremos todos por morrer de necessi- dade. E as crianças serão as primeiras… – Há uma solução… – disse a madrasta, que era muito malvada. – Amanhã daremos a João e Maria um pedaço de pão, depois os levaremos à mata e lá os abandonaremos. O lenhador disse que não queria nem ouvir falar de um plano tão cruel, mas a mulher, esperta e insistente, conseguiu convencê-lo. No aposento ao lado, as duas crianças tinham escutado tudo, e Maria desa- tou a chorar. 224 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno – João, e agora? Sozinhos na mata, estaremos perdidos e morreremos. João a tranquilizou e pediu para que não chorasse. Explicou que tinha uma ideia que poderia salvá-los. Esperou que o pai e a madrasta dormissem, saiu da cabana, catou um pu- nhado de pedrinhas brancas que brilhavam ao clarão da lua e as escondeu no bolso. Depois voltou para a cama. No dia seguinte, ao amanhecer, a madrasta acordou as crianças. – Vamos cortar lenha na mata. Este pão é para vocês. Partiram os quatro. O lenhador e a mulher na frente e as crianças atrás. A cada dez passos, João deixava cair no chão uma pedrinha branca, sem que ninguém percebesse. Quando chegaram bem no meio da mata, a madrasta disse: – João e Maria, descansem enquanto nós vamos rachar lenha para a lareira. Mais tarde passaremos para pegar vocês. Após longa espera, os dois irmãos comeram o pão e, cansados e fracos como estavam, adormeceram. Quando acordaram, era noite alta e, do pai e da madrasta, nem sinal. – Estamos perdidos! Nunca mais encontraremos o caminho de casa! – solu- çou Maria. – Esperemos que apareça a lua no céu e acharemos o caminho de casa – consolou-a o irmão. Quando a lua apareceu, as pedrinhas que João tinha deixado cair pelo atalho começaram a brilhar; seguindo-as, os irmãos conseguiram voltar até a cabana. 2. Releia apenas os trechos em negrito. Eles mostram o diálogo entre os perso- nagens escritos pelo discurso direto. Em seu caderno, reescreva-os, passando para o discurso indireto. 3. Agora, observe os trechos sublinhados. Eles revelam a fala dos personagens de modo indireto. Imagine que você é o personagem que fala e reescreva-os, passando para o discurso direto. 4. Depois, partilhe suas ideias com o professor e os colegas e veja como eles resolveram essas questões. SEQUÊNCIA DIDÁTICA “ESTUDO DA ORTOGR AFIA” As sequências didáticas para trabalhar com as questões de ortografia são ade- quadas especificamente para o trabalho com as regularidades. Elas devem ser desen- volvidas com todos os alunos da classe quando você identificar essa necessidade em suas escritas, ou seja, quando parte significativa de seus alunos escreverem inade- quadamente palavras com as terminações focadas. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 225
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    Com essa sequênciade atividades pretende-se dar continuidade a uma discus- são iniciada na 3a série do Ciclo I, envolvendo a escrita de palavras em que a grafia correta depende de um conhecimento gramatical. São palavras cuja definição da grafia correta depende de uma análise da classe gramatical a que pertencem. Trata-se das regularidades morfológico-gramaticais (Morais, 1998), ou seja, possíveis de ser inferi- das a partir de um conhecimento – ainda que intuitivo – da categoria gramatical da pa- lavra. Por isso, ao longo do trabalho, recorra aos conceitos de substantivo e de verbo – assim como de tempo verbal – já construídos pelos alunos, para orientá-los nas suas análises. Eles poderão, inicialmente, utilizar expressões como “nome” – para referi- rem-se a substantivo – ou “palavra que mostra as coisas que a gente faz” – para fala- rem de verbo. Posteriormente, mais ao final da sequência didática – ou em outras atividades –, você poderá apresentar os alunos à metalinguagem. Nessa sequência os alunos vão refletir sobre palavras terminadas com -ISSE/-ICE e -ANSA/-ANÇA, em atividades que vão conduzindo a observação do aluno para o as- pecto em análise, tematizando as diferentes nuances a ser consideradas na inferência da regra subjacente à escrita. A finalidade principal desse trabalho é possibilitar ao aluno a análise da regulari- dade de escrita das palavras terminadas em -ISSE/-ICE e -ANSA/-ANÇA, a elaboração da regra respectiva e o uso da regra em escritas posteriores. PARA SABER MAIS SOBRE O TRABALHO COM ORTOGRAFIA, CONSULTE O GUIA DE ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS PARA O PROFESSOR DO 2o ANO. LÁ VOCÊ ENCONTRARÁ ORIENTAÇÃO PARA O TRABALHO COM ORTOGRAFIA E UMA DI- VERSIDADE DE PROPOSTAS DIDÁTICAS PARA O TRABALHO COM AS IRREGU- LARIDADES E VÁRIAS REGULARIDADES. Expectativas de aprendizagem Espera-se que os alunos compreendam a regularidade que orienta a escrita de palavras: as terminadas com -ISSE e -ICE e as terminadas com -ANSA e -ANÇA, de ma- neira a possibilitar a tomada de decisão sobre a ortografia correta. PALAVR AS TERMINADAS EM -ISSE E -ICE Organização geral da sequência didática ATIVIDADES 1 Lendo o poema e comentando 2 Estudando palavras do poema e ampliando o repertório 3 Testando as descobertas 4 Completando o quadro de descobertas 226 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    ATIVIDADE 1: LENDOO POEMA E COMENTANDO Objetivo  Contextualizar, por meio da leitura de um texto, as palavras de referência. Planejamento  Quando realizar? Após uma primeira leitura do texto, para desencadear a refle- xão sobre a questão ortográfica focalizada, de maneira a contextualizar pala- vras de referência.  Como organizar os alunos? Os alunos trabalharão coletivamente.  Quais os materiais necessários? Folha da Atividade 1 desta sequência.  Qual é a duração? Uma aula de 50 minutos. Encaminhamento  Esclareça os alunos sobre os propósitos e desenvolvimento da atividade. Para iniciar o trabalho, leia o texto com eles.  Na leitura do texto inicial, é importante o trabalho com a antecipação de con- teúdo em função de autor e título do texto. Fale um pouco da obra de Bandei- ra, situando os alunos em relação à temática de sua produção.  Esse procedimento é importantíssimo para que o texto contextualizador da questão ortográfica não seja tratado apenas como pretexto para trabalho gra- matical. Além disso, é fundamental o trabalho de apreciação da obra, seja pelo viés do conteúdo, seja da forma. Assim, apresente aos alunos os excertos de Mariana e Edivaldo e solicite que os alunos comentem, comparando com o que acharam do texto lido. Comparar impressões sobre um texto é comportamento leitor fundamental. ATIVIDADE 1: LENDO O POEMA E COMENTANDO Atividade do aluno NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ Manuel Bandeira é um grande poeta brasileiro. Você já leu alguma obra dele? O poema que se encontra apresentado a seguir fala da impressão que uma na- morada causa em seu namorado. O que será que diz? Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 227
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    Atividade do aluno 1. Converse com seus colegas e professor sobre isso e, depois, leia o poema. NAMORADOS Manuel Bandeira O rapaz chegou-se para junto da moça e disse: – Antônia, ainda não me acostumei com o seu corpo, com a sua cara. A moça olhou de lado e esperou. – Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagartixa lis- tada? A moça se lembrava: – A gente fica olhando… A meninice brincou de novo nos olhos dela. O rapaz prosseguiu com muita doçura: – Antônia, você parece uma lagartixa listada. A moça arregalou os olhos, fez exclamações. O rapaz concluiu: – Antônia, você é engraçada! Você parece louca. (Fonte: Bandeira, Manuel. Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1979.) Mariana e Edivaldo também leram esse poema. Veja o que acharam dele. “Eu achei um poema engraçado... como é que se pode achar alguém parecido com uma lagarta? Deve ser porque a namorada era alta e desengonçada! Ou então porque ainda não tinha virado borboleta... ah... já sei... ela devia ser engraçada porque ainda era adolescente, mas ia ficar uma moça linda...! Que nem a lagarta que vira borboleta...” (Mariana, 10 anos) “Esse poema fala de uma coisa que acontece, às vezes, com a gente: a gen- te vê uma coisa e não consegue tirar os olhos e não sabe bem por quê... só sabe que gosta... É como o namorado... e como eu quando li esse poema... Ele é estranho, assim, simples, mas tem alguma coisa de bonito...” (Edivaldo, 11 anos) 2. E você? Qual a sua opinião sobre o poema? Concorda com Mariana? Com Edi- valdo? Com os dois? Com nenhum deles? Converse com seus colegas e pro- fessor sobre isso. 228 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    ATIVIDADE 2: ESTUDANDOPALAVRAS DO POEMA E AMPLIANDO O REPERTÓRIO Objetivo  Desencadear o processo de reflexão sobre o aspecto ortográfico, buscando a construção da regularidade e organizando os primeiros registros. Planejamento  Quando realizar? Depois da leitura, focalizando as palavras de referência.  Como organizar os alunos? Os alunos trabalharão em duplas.  Quais os materiais necessários? Reprodução da atividade apresentada a seguir.  Qual é a duração? Uma aula de 50 minutos. Encaminhamento  Esclareça os alunos sobre os propósitos e desenvolvimento da atividade. Dis- cuta com eles o significado da palavra meninice, caso você considere necessá- rio. A intenção é que não trabalhem com nenhuma palavra que não conheçam.  Oriente-os para que organizem palavras em dois grupos, tendo como referência o que observaram nas palavras MENINICE e DISSE. A intenção é orientar a observação pensando nas classes gramaticais a que pertencem as palavras, pois trata-se de uma regularidade morfológica: substantivos com essa termi- nação são escritos com C e verbos com SS (conjugados no pretérito, segunda pessoa do singular).  Num primeiro momento, deixe que observem e apontem tais regularidades na maneira como as palavras foram escritas (SS ou C). Depois, ressalte a dica apresentada: é para focalizar o olho do aluno para o tipo de palavra (verbo). A seguir, chame a atenção dos alunos para o fato de que DISSE é um verbo (eles podem definir como ALGUMA COISA QUE ALGUÉM FEZ) e MENINICE é um subs- tantivo (o NOME DE ALGUMA COISA)  Vá orientando as duplas na sua reflexão e, depois, solicite que cada uma re- gistre suas primeiras conclusões no caderno. Os alunos devem registrar a ma- neira como conseguiram perceber, mesmo sem a utilização de metalinguagem, como substantivo ou verbo. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 229
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    Atividade do aluno ATIVIDADE 2: ESTUDANDO PALAVRAS DO POEMA E AMPLIANDO O REPERTÓRIO NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Vamos estudar duas palavras que foram utilizadas no poema que você acabou de ler: meninice e disse. Antes de qualquer coisa, reflita: o que significa meninice? Veja as possibilida- des abaixo e converse com seu colega sobre quais sentidos seriam mais ade- quados de acordo com o poema: a. significa que a namorada fez uma brincadeira de menina; b. significa que, apesar de a namorada ser moça, naquela hora ela pareceu criança; c. significa que ela se lembrou de uma situação que viveu quando era criança. 2. Agora, vamos pensar sobre a forma como essas palavras foram escritas. Você deve ter percebido que, quando as falamos, ambas terminam com o mesmo som. Mas quando as escrevemos, utilizamos letras diferentes, não é mesmo? Por que será? 3. Leia as palavras a seguir e, depois, organize dois grupos: palavras escritas com -ISSE e palavras escritas com -ICE. mesmice – fugisse – tolice – doidice – fingisse – partisse – meninice – caretice burrice – meiguice – chatice – saísse – visse – ouvisse – risse – velhice 4. Junto a seu colega, analise: além de serem escritas da mesma forma, o que as palavras de cada grupo têm em comum? Uma pista: DIZER  DISSE ATIVIDADE 3: TESTANDO AS DESCOBERTAS Objetivo  Possibilitar que os alunos experimentem utilizar o seu registro – que deve cor- responder à regularidade observada – de modo a validar suas observações. Planejamento  Quando realizar? Depois do primeiro registro de observação. 230 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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     Como organizaros alunos? Os alunos trabalharão em duplas.  Quais os materiais necessários? Reprodução da atividade apresentada a seguir.  Qual é a duração? Uma aula de 50 minutos. Encaminhamento  Organize os alunos em duplas. Esclareça sobre os propósitos e desenvolvimen- to da atividade. Esse será o momento de os alunos analisarem se suas obser- vações realmente ajudam a tomar a decisão sobre a ortografia, reajustando-as, caso seja necessário.  Depois de realizada a atividade, solicite às duplas que apresentem suas con- clusões para todos, lendo seu registro e explicando se tiveram que modificá-lo ou não.  Para checar se a ortografia está correta, oriente os alunos a, depois de realiza- rem todos os exercícios, consultarem o dicionário. Caso esteja correta, concluir com a elaboração da regra escrita. Para isso, peça aos alunos que ditem a regra ao professor, que será o escriba e, ao mesmo tempo, mediador da cons- trução dessa norma.  Depois de validado o registro, pode-se recorrer ao uso de uma boa gramática para comparar a regularidade observada pelos alunos com a especificada na gramática. Esse procedimento valida e valoriza a produção dos alunos. Ao final da atividade, retome o registro e interfira de maneira que os alunos utilizem a metalinguagem, pois sua utilização é questão tanto da sistematização de um conteúdo quanto de economia nas atividades de reflexão sobre a língua e a linguagem. ATIVIDADE 3: TESTANDO AS DESCOBERTAS Atividade do aluno NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ Vamos testar as descobertas feitas? 1. Complete as frases a seguir utilizando a ortografia correta. Use as suas desco- bertas para tomar a decisão sobre a ortografia. a. Mas que ! Eu jamais iria imaginar que ela iria à festa com um sapato de cada cor! (doidice/doidisse) b. Antes que ele latindo atrás dos carros no- vamente – que tristeza! –, minha mãe tratou logo de prender o bichinho pela coleira. (fugisse/fugice) Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 231
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    Atividade do aluno c. Aquela festa estava mesmo uma ! (chatisse/chatice) d. Antes que ela os cabelos, resolveram fazer o teste pra ver se ela não tinha alergia ao produto. (colorice/colorisse) Deu certo? Volte ao seu registro e o complete, caso considere necessário. Agora você já sabe: quando uma palavra terminar como essas que estudamos, para decidir se utilizamos SS ou C, é só lembrar que: quando a palavra for um , utilizamos -ISSE; quando for um , empregamos -ICE. ATIVIDADE 4: COMPLETANDO O QUADRO DE DESCOBERTAS Objetivo  Organizar o registro final da regularidade observada, de modo a elaborar ma- terial que ofereça pistas para o aluno tomar as decisões adequadas sobre a regularidade ortográfica estudada. Planejamento  Quando realizar? Depois do ditado de reinvestimento.  Como organizar os alunos? Os alunos trabalharão individualmente.  Quais os materiais necessários? Reprodução da atividade apresentada a seguir.  Qual é a duração? 20 minutos. Encaminhamento  Esclareça os alunos sobre os propósitos da atividade. Retome, com eles, a re- gularidade observada, relendo a regra que elaboraram coletivamente.  Leia o quadro que deverão completar, explicando as informações de cada colu- na a partir do exemplo de referência.  Solicite que cada um escreva a primeira parte da regularidade, a relativa aos substantivos. Determine um tempo para isso e, a seguir, peça para que os alu- nos se manifestem, relatando como organizaram o registro. Nesse processo, complete o referido quadro para deixá-lo afixado na classe.  Depois disso, proceda da mesma forma em relação às palavras que são verbo. Deixe o quadro afixado na classe até que perceba certa autonomia dos alunos 232 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    em relação aoprocedimento de consulta para tomar as decisões a respeito da ortografia dessas palavras. O importante não é apenas os alunos memorizarem a regra, mas se apropriarem de procedimentos de consulta às regularidades.  Paralelamente a esse quando, você também poderá organizar um índice públi- co – afixado na classe – das regularidades estudadas, que será complemen- tado a cada estudo realizado. Assim, mesmo depois de retirados os quadros- -síntese, os alunos saberão que, se aquela regularidade foi estudada, podem recorrer ao caderno de descobertas. A seguir, exemplo de registro possível. ORTOGRAFIA – QUADRO-SÍNTESE DE REGISTRO DE DESCOBERTAS ESCRITA DÚVIDA EXPLICAÇÃO COMO SABER? CORRETA Campo ou canpo? CAMPO Sempre que a sílaba Consultando a Tambor ou tanbor? TAMBOR seguinte começar com P regra. ou com B, usa-se M para Contente ou CONTENTE nasalizar. Quando começar comtemte? ANTES com qualquer outra Antes ou amtes? consoante – T, por exemplo – usa-se a letra N. Meninice ou MENINICE Quando se tratar de Consultar a regra. meninisse? CRIANCICE substantivos, a terminação Buscar um Criancice ou será sempre -ICE. exemplo de palavra VELHICE criancisse? semelhante. Velhice ou velhisse? Saísse ou saíce? SAÍSSE Quando a palavra for verbo, Consultar a regra. Fugisse ou fugice? FUGISSE a terminação será sempre Buscar um -ISSE. exemplo de palavra Risse ou rice? RISSE semelhante. ATIVIDADE 4 – COMPLETANDO QUADRO DE DESCOBERTAS Atividade do aluno NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Considerando o que foi estudado nas atividades anteriores, complete o qua- dro a seguir com suas descobertas. Dê uma olhada no registro de uma regra que você já conhece para redigir a sua nova descoberta. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 233
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    Atividade do aluno Na primeira coluna você pode incluir quantos exemplos quiser. ORTOGRAFIA – QUADRO-SÍNTESE DE REGISTRO DE DESCOBERTAS ESCRITA COMO DÚVIDA EXPLICAÇÃO CORRETA SABER? Campo ou canpo? CAMPO Sempre que a sílaba seguinte Consultando Tambor ou tanbor? TAMBOR começar com P ou com B, usa-se a regra. M para nasalizar. Quando começar Contente ou CONTENTE com qualquer outra consoante – T, comtemte? ANTES por exemplo – usa-se a letra N. Antes ou amtes? PALAVR AS TERMINADAS EM -ANSA E -ANÇA Organização geral da sequência didática ATIVIDADES 1 Lendo o poema e comentando 2 Estudando a ortografia das palavras selecionadas 3 Ampliando a análise das palavras 4 Testando as descobertas ATIVIDADE 1: LENDO O POEMA E COMENTANDO Objetivo  Contextualizar, por meio da leitura de um texto, as palavras de referência. Planejamento  Quando realizar? Após uma primeira leitura do texto, a fim de desencadear a reflexão sobre a questão ortográfica focalizada, de maneira a contextualizar pa- lavras de referência.  Como organizar os alunos? Os alunos trabalharão coletivamente.  Quais os materiais necessários? Reprodução da atividade apresentada a seguir.  Qual é a duração? Uma aula de 50 minutos. Encaminhamento  Esclareça os alunos sobre os propósitos e desenvolvimento da atividade. Para iniciar o trabalho, leia o texto com eles. 234 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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     Na leiturado texto inicial, é importante o trabalho com a antecipação de con- teúdo em função de autor e título do texto. Fale um pouco da obra de Quinta- na, situando os alunos em relação à temática de sua produção. Esse procedi- mento é importantíssimo para que o texto contextualizador da questão ortográ- fica não seja tratado apenas como pretexto para o trabalho gramatical.  Depois, trabalhe com as impressões que os alunos tiveram do texto, de manei- ra a tematizar possíveis aspectos que não foram muito bem compreendidos. Você pode discutir, por exemplo, o sentido de “claros” no texto, articulando com a segunda parte da atividade. ATIVIDADE 1: LENDO O POEMA Atividade do aluno E COMENTANDO NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ Mário Quintana é outro grande poeta brasileiro. Era gaúcho, morava em Por- to Alegre, em um hotel que até hoje existe. Ele mesmo se dizia “um homem fechado e solitário”, mas era pessoa de grande sensibilidade e escrevia com muita delicadeza e simplicidade. 1. Você já leu alguma obra dele? Veja só o que ele pensava sobre livros de poe- mas e crianças. DA PAGINAÇÃO Os livros de poemas devem ter margens largas e muitas páginas em bran- co e suficientes claros nas páginas impressas, para que as crianças possam enchê-los de desenhos – gatos, homens, aviões, casas, chaminés, árvores, luas, pontes, automóveis, cachorros, cavalos, bois, tranças, estrelas – que passarão também a fazer parte dos poemas... (Fonte: Quintana, Mário. Apontamentos de história sobrenatural: poesias. São Paulo: Círculo do Livro, 1992. p. 228.) 2. Você já viu algum livro de poemas como esse que Quintana descreveu? 3. Como os livros costumam ser? Que diferença faria para quem lê, se fosse possível desenhar cada poema apresentado em um livro? 4. Você gostaria que os livros de poemas fossem assim? Por quê? 5. Converse com seus colegas e professor sobre isso. 6. Agora, vamos fazer um ensaio? Imagine que a página seguinte é uma página desse livro imaginário. Nela há um “claro” bem grande, como queria o poeta... Desenhe o poema da página, de modo que seu desenho passe a fazer parte dele. Experimente...! Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 235
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    Atividade do aluno NOTURNO ARRABALEIRO Os grilos... os grilos... Meu Deus, se a gente Pudesse Puxar Por uma Perna Um só Grilo, Se desfariam todas as estrelas! (Fonte: Quintana, Mário. Apontamentos de história sobrenatural: poesias. São Paulo: Círculo do Livro, 1992. p. 99.) ATIVIDADE 2: ESTUDANDO A ORTOGRAFIA DAS PALAVRAS SELECIONADAS Objetivo  Desencadear o processo de reflexão sobre o aspecto ortográfico, buscando a construção da regularidade e organizando os primeiros registros. Planejamento  Quando realizar? Depois da leitura, focalizando as palavras de referência para desencadear a reflexão sobre a questão ortográfica estudada, de maneira a contextualizar as palavras de referência.  Como organizar os alunos? Os alunos trabalharão em duplas.  Quais os materiais necessários? Reprodução da atividade apresentada a seguir.  Qual é a duração? Uma aula de 50 minutos. Encaminhamento  Organize os alunos em duplas.  Esclareça-os sobre o propósito da atividade e seu desenvolvimento.  Oriente-os para que agrupem as palavras de acordo com a sua ortografia. A finalidade desse primeiro agrupamento é focalizar que só alguns verbos são escritos com S (amansa, descansa, cansa), mas nenhum substantivo o é.  Num segundo momento, espera-se refinar a reflexão dos alunos, tematizando o agrupamento das palavras escritas com Ç. A ideia é que agrupem várias pa- lavras por classe gramatical, colocando de um lado substantivos e, de outro, verbos. Por isso a dica de colocação do artigo foi apresentada: só substantivos podem ser precedidos de artigo, não os verbos. 236 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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     Oriente osalunos para que deem um nome para cada um dos grupos, pen- sando nos tipos de palavras que são. Podem nomear o primeiro grupo como “nomes”, por exemplo, e o segundo como “coisas que a gente faz” ou “ações”; não é necessário que utilizem a metalinguagem. Nesse momento, pergunte a eles se tiveram dificuldade em colocar determinadas palavras em um úni- co agrupamento (dança, lança, balança). Explique que, dependendo do texto, essas palavras podem estar em ambos os grupos, pois podem ser verbo ou substantivo.  Dê alguns exemplos e diga que, se quiserem, podem colocar essas palavras nos dois grupos ou podem criar um terceiro, somente para as palavras que pertencem, simultaneamente, a ambos os grupos.  Nesse momento – a segunda tarefa – pretende-se que os alunos percebam que os substantivos são sempre escritos com Ç, mas que alguns verbos po- dem, também, ser escritos com Ç (dança, avança, alcança, lança, balança).  Para finalizar a atividade, oriente-os para que elaborem novos registros – com- plementares dos anteriores – sobre a questão estudada. ATIVIDADE 2: ESTUDANDO A ORTOGRAFIA Atividade do aluno DAS PALAVRAS SELECIONADAS NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Retome o primeiro poema. Vamos estudar duas palavras que constam dele: tranças e crianças. Você alguma vez teve dúvida para escrever palavras que terminam como essas? Ficou pensando se era com S ou Ç? Para tentar ajudar você a resolver esse tipo de dúvida, vamos estudar esse assunto. Para começar, leia as palavras a seguir e depois organize dois grupos no seu caderno: um de palavras escritas com Ç e outro com S. dança – esperança – avança – matança – andança – aliança poupança – cansa – descansa – amansa – alcança – herança segurança – liderança – lança – festança – balança 2. Junto com seu colega, você terá duas tarefas. a. Descubram o que têm em comum as palavras escritas com S, além do fato de serem escritas da mesma forma. Relacionem essa descoberta com a escrita dessas palavras e registrem sua conclusão no caderno. b. Analisem as palavras escritas com Ç e separem-nas em dois grupos, preen- chendo um quadro em seu caderno, conforme modelo a seguir. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 237
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    Atividade do aluno Dica Coloquem os artigos A, O, UM, UMA na frente de cada palavra. Vejam o que acontece. PALAVRAS ESCRITAS COM Ç GRUPO 1: GRUPO 2: 3. Deem um título para cada grupo, de modo que indique o tipo de palavra que está presente em cada um. 4. Vocês devem ter encontrado palavras que cabem nos dois grupos, não é? Por que vocês acham que isso aconteceu? 5. Relacionem essa descoberta com a escrita dessas palavras e registrem sua conclusão no caderno. Quando uma palavra termina com o som -ANSA/-ANÇA, sempre escrevemos com Ç quando a palavra for um Os também podem ser escritos com Ç. ATIVIDADE 3: AMPLIANDO A ANÁLISE DAS PALAVRAS Objetivo  Aprofundar a reflexão sobre a regularidade ortográfica, de maneira a ampliar perspectivas e aprofundar a reflexão, chegando à compreensão da regularidade e à constatação de quais são as exceções. Planejamento  Quando realizar? Depois da elaboração dos primeiros registros de observação dos alunos, de maneira a aprofundá-los e ampliá-los, conduzindo à elaboração de regularidades.  Como organizar os alunos? Os alunos trabalharão em duplas, com socialização final de registros.  Quais os materiais necessários? Reprodução da atividade apresentada a seguir.  Qual é a duração? Uma aula de 50 minutos. 238 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Encaminhamento  Organize os alunos em duplas. Esclareça-os sobre o propósito da atividade e seu desenvolvimento.  Nesse momento, pretende-se ampliar a reflexão dos alunos e aprofundá-la, possibilitando-lhes a percepção da regularidade e a constatação das exceções. Para tanto, a atividade oferece aos alunos algumas pistas que poderão auxi- liá-los nessa tarefa. É preciso orientá-los no uso das informações apresenta- das. Por exemplo: se apenas três verbos são escritos com S, se apenas um substantivo é escrito com S e se apenas um adjetivo é escrito com S, então, pode-se memorizá-los e deduzir que a regra é sempre grafar com Ç as palavras terminadas com -ANÇA, com exceção das palavras cansa, amansa, descansa, gansa e mansa. Pondere com eles a utilização dos demais substantivos, que são raros e, portanto, quase nunca utilizados.  Converse com os alunos sobre o porquê de se ressaltar, nas dicas, os verbos no infinitivo. Explique que só se encontram no dicionário nessa forma; por isso, precisam ser pesquisados assim. Sabendo sua terminação, pode-se deduzir que haverá as formas descansa para ele/ela/você descansa, por exemplo.  Oriente-os para que voltem aos seus registros e os reorganizem, considerando as dicas apresentadas. Nesse momento, antes de realizar o registro, devem socializar a discussão que tiveram. Indicação de possível registro: Quando as palavras terminarem em -ANÇA/-ANSA:  se for um substantivo, escrevemos sempre com Ç;  a maioria dos verbos se escreve com Ç;  só escrevemos com S se a palavra for um dos três verbos seguintes: cansa, descansa, amansa; se for o substantivo gansa, ou se for o adjetivo mansa. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 239
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    Atividade do aluno ATIVIDADE 3: AMPLIANDO A ANÁLISE DAS PALAVRAS NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Leiam as dicas apresentadas a seguir: DICA 1 No Novo Dicionário Aurélio Eletrônico (versão 5.11a), os únicos verbos com a terminação em estudo que são escritos com S são os seguintes: cansar, descansar, amansar. DICA 2 Também no Dicionário Aurélio, os únicos substantivos com a terminação em estudo que são escritos com S são os seguintes: gansa, hansa, kansa, mi- mansa, sansa, ansa. DICA 3 O mesmo dicionário mostra que há um adjetivo com essa terminação, que se escreve com S: mansa. Alguns dos substantivos indicados são muito pouco usados, como hansa, kansa, mimansa, sansa e ansa. Se você desejar, pode procurar o significado dos mesmos no dicionário. 2. Releiam suas descobertas e registrem em seu caderno suas conclusões fi - nais, considerando tudo o que vocês analisaram. ATIVIDADE 4: TESTANDO AS DESCOBERTAS Objetivo  Possibilitar que os alunos experimentem utilizar o seu registro – que deve cor- responder à regularidade observada – de modo a validar suas observações. Planejamento  Quando realizar? Depois do aprofundamento dos estudos sobre a regularidade e da elaboração dos registros finais a respeito do aspecto estudado.  Como organizar os alunos? Os alunos trabalharão em duplas, com socialização final de registros.  Quais os materiais necessários? Reprodução da atividade apresentada a seguir.  Qual é a duração? 20 minutos. 240 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Encaminhamento  Organize os alunos em duplas. Esclareça sobre o propósito da atividade e seu desenvolvimento. Nesse momento, os alunos deverão tomar decisões a respei- to da ortografia correta, utilizando os registros elaborados.  Ao final da atividade, podem conferir se acertaram utilizando o dicionário, o que validará suas constatações.  Além disso, você também poderá consultar, com os alunos, uma gramática, com a finalidade de validar e valorizar o estudo realizado por eles. ATIVIDADE 4: TESTANDO AS DESCOBERTAS Atividade do aluno NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ Vamos testar as descobertas feitas? 1. Complete o texto a seguir utilizando a ortografia correta. Use as suas desco- bertas para tomar a decisão sobre a forma certa de escrever. Depois de completar, se quiser, consulte o dicionário para conferir. Frederica estava com muito medo. Ela tinha medo de que aquela égua não fosse nada (mança/mansa). Ainda tinha (lembransa/lembrança) do tombo que levara do potro chucro de seu avô, naquelas primeiras férias no sítio. Seu avô lhe explicara que até o animal ter (confiança/confiansa) nos humanos levava um bom tempo, que até se conse- guir (amansar/amançar) o bicho era um custo! Mas ela não podia deixar de montar, senão ia virar assunto na (vizinhança/vizinhansa) por muito tempo. O jeito era afastar o medo, botar a cabeça em outro lugar, mas tomar muito cuidado e se segurar muito bem. Esse Zé Paulo...! Por que é que tinha que fazer a festa de aniversário justo numa chácara, com direito a passeio a cavalo? E então, deu certo? Suas descobertas o auxiliaram a tomar as decisões? Agora, se achar que é necessário, volte aos seus registros e reformule-os. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 241
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    ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS GERAIS PARA O DESENVOLVIMENTO DE ATIVIDADES DE MATEMÁTICA As orientações apresentadas aqui têm por objetivo colaborar para que você possa encaminhar o seu trabalho em sala de aula. Incluem aspectos de organização da sala, dos agrupamentos dos alunos e encaminhamentos didáticos que estão relacionados à sua intervenção. As atividades não precisam ser seguidas de acordo com a numeração proposta no livro, exceto aquelas que dependem de uma sequência, como você poderá observar nas atividades dos conteúdos de Espaço e Forma, Grandezas e Medidas e Tratamento de Informação. Há que se lembrar que as atividades que seguem são referências para a elabo- ração de outras de mesma natureza, de acordo com as necessidades que você for identificando. NÚMEROS Números naturais As atividades propostas neste material para estudo dos números naturais visam explorar a escrita numérica da maneira como esta se apresenta no cotidiano. Dessa forma, os alunos serão convidados a produzir e interpretar números que são apresen- tados em diversos portadores, tais como: jornais, revistas, folhetos de supermerca- dos, entre outros. Assim, os alunos poderão colocar em jogo os conhecimentos que já possuem, fazer novos questionamentos, revisar e aprender mais sobre o sistema de numeração. A escrita de números se apresenta para os alunos como dado da realidade e, portanto, há a necessidade de entender como esse sistema de numeração funciona, para que serve e o contexto de sua utilização. Nesse sentido, as situações propostas devem favorecer a reflexão sobre a posi- cionalidade que cada algarismo ocupa dentro da escrita dos números, sem que para isso seja necessário o uso de materiais concretos, como amarradinhos de palitos para  troca de bases, acreditando-se com isso que os alunos façam a transposição didática para o sistema decimal. Os alunos serão desafiados a observar, refletir e estabelecer regularidades que os ajudem a escrever e a interpretar outros números naturais. 244 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Aqui destacamos asseguintes atividades:  OS NÚMEROS NA CONTAGEM DAS POPULAÇÕES – Nesta atividade, os alunos irão realizar a leitura de textos e, a partir deles, comparar os números escre- vendo-os por extenso.  ESCRITAS ABREVIADAS – O objetivo é discutir a leitura e a interpretação de nú- meros arredondados, da forma como aparecem nos diferentes portadores. Números racionais Os números racionais surgiram como resposta à necessidade de informar com maior precisão determinada medida. Os egípcios já conheciam as frações há cerca de 5 mil anos, porém a representação decimal surgiu apenas no século 16 com Viète, que criou uma nova maneira de representar frações utilizando vírgula nos números. A pergunta que se faz é como ensinar os números racionais de modo que façam sentido, sem deformar esse objeto de conhecimento. A opção, mais uma vez, foi as- sociá-los a situações do dia a dia para que os alunos atribuam significado e coloquem em jogo o conhecimento intuitivo, muitas vezes do senso comum. A partir daí serão propostas situações em que os alunos possam duvidar desses conhecimentos intuiti- vos e que lhes permitirão construir novos conhecimentos. O que se propõe é que eles descubram que algumas regras que já construíram sobre números naturais não são válidas para os números racionais. Por exemplo: para os alunos uma regra válida no campo dos números naturais é:  “quanto maior a quantidade de dígitos, maior é o número”, o que não vale no campo dos racionais, pois 3,2 é maior que 3,1345.  para se descobrir qual é o sucessor de 10, basta somar o 1, obtendo o 11, e isso também não vale para os racionais, pois entre 10 e 11 há infinitos números. As atividades propostas são:  OS NÚMEROS RACIONAIS NO CONTEXTO DIÁRIO – Trata-se de uma situação em que os alunos irão observar, em textos e manchetes de jornais, como es- ses números aparecem e como se pode interpretá-los.  DIVIDINDO FIGURAS – Tem como objetivo que os alunos estabeleçam a relação parte-todo e razão.  USANDO A CALCULADORA PARA FAZER DESCOBERTAS – Os alunos serão convi- dados a refletir sobre as regularidades dos números racionais, verificando que as regras de organização dos números naturais não valem para os decimais, tanto na sua forma de representação decimal como na fracionária.  COMPARANDO OS NÚMEROS RACIONAIS – Nesta atividade, os alunos farão análise de situações-problema que envolvem compra e venda e a partir delas tomarão decisões considerando as vantagens que se teria em cada situação.  JOGO DAS REPRESENTAÇÕES DECIMAIS – É uma situação em que os alunos irão colocar em jogo os conhecimentos construídos sobre os números racio- nais para poder compará-los. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 245
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    ATIVIDADE 1: OSNÚMEROS NA CONTAGEM DAS POPULAÇÕES Objetivo  Compreender e utilizar as regras do sistema de numeração decimal para inter- pretar e produzir números de qualquer ordem de grandeza. Planejamento  Como organizar os alunos? Coletivamente e em duplas.  Quais os materiais necessários? Cópia da Atividade 1A. Encaminhamento  Converse com sua turma chamando a atenção sobre o fato de que os números estão presentes no dia a dia das pessoas e nos ajudam a compreender a reali- dade em que vivemos.  Pergunte se já ouviram falar em Censo Demográfico e se sabem como e quan- do é realizado em nosso país. Provavelmente alguns alunos devem ter recebido em suas casas a visita do recenseador e dirão que uma pessoa vem perguntar quantas pessoas moram naquela casa. Porém, talvez eles não saibam que a previsão de recenseamento deve-se dar de dez em dez anos.  Conte que o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) estimou a po- pulação do Brasil em 2006 e pergunte se eles têm ideia de quantos brasileiros eram nessa data. Ouça as respostas e vá avaliando-as com eles. Em seguida, escreva essa informação na lousa, ou seja, o número de brasileiros estimado em 2006 era de 186.000.000 de habitantes.  Pergunte como se lê esse número.  Antecipe o assunto dos textos da Atividade 1A e oriente para que leiam em du- plas e, em seguida, realizem a atividade proposta.  Enquanto isso, anote todos os números referentes aos dados populacionais na lousa.  Quando observar que a maioria já terminou, socialize confrontando as diferen- tes respostas. Solicite aos alunos que defendam as suas ideias. 246 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno ATIVIDADE1A NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Leiam os textos abaixo e respondam às questões solicitadas. A cidade de São Paulo, capital do estado de São Paulo, é a mais populosa cidade do Brasil e de todo o Hemisfério Sul. No censo do ano 2000, a po- pulação do município era de 10.287.965 habitantes. Em 2005, a população chegou a 10.927.985. A região metropolitana da cidade de São Paulo é com- posta por cidades como as do ABCD, Osasco e Guarulhos, apenas para citar algumas. A população na região metropolitana da cidade chegou, em 2006, a cerca de 20.237.000 habitantes, o que a torna a metrópole mais populosa do Brasil e a terceira do mundo, depois de Tóquio e Cidade do México. a. Escreva por extenso os números que aparecem no texto relativos à população. b. A população do município de São Paulo no ano 2000 era mais próxima de dez milhões ou de onze milhões de habitantes? c. A população da região metropolitana de São Paulo em 2006 era mais próxima de vinte milhões ou de vinte e um milhões de habitantes? Com essa população, a cidade de São Paulo tem uma imensa frota de auto- móveis particulares. São cinco milhões e oitocentos mil carros que circulam diariamente. Nos grandes feriados, parte dessa frota procura estradas para deixar a cidade. Estima-se que no ano de 2007, na Páscoa, cerca de um mi- lhão e duzentos mil carros deixariam a capital. d. Reescreva o texto acima substituindo as escritas por extenso por escritas nu- méricas. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 247
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    O que maisfazer?  Ao longo do ano, proponha que os alunos observem a escrita de outros números com muitos algarismos. Para isso, os textos que aparecem em jornais e revistas podem ser bastante úteis.  Nesse sentido, você pode propor em algumas aulas que eles façam a se- leção desses números “grandes” em jornais e revistas, listando-os para que em outra data seja realizado um ditado de números.  Também os alunos podem pesquisar no laboratório de informática as dez cidades mais populosas do mundo, para que, depois, na sala, orga- nizem um painel com esses números escritos em algarismos e também por extenso, servindo como referência para a escrita de outros números “grandes”. O que é importante discutir com os alunos: É importante que eles observem que os números com várias ordens são es- critos com espaço ou ponto para facilitar a sua leitura. Esse ponto ou espa- ço é usado a cada grupo de três algarismos, a partir da direita. O quadro numérico a seguir pode ser utilizado como recurso para que os alu- nos identifiquem as classes e as ordens e aprendam a utilizar o espaço ou ponto na escrita com algarismos. ... Trilhões Bilhões Milhões Milhares U. Simples ... C D U C D U C D U C D U C D U ... 15a 14a 13a 12a 11a 10a 9a 8a 7a 6a 5a 4a 3a 2a 1a       1 8 6 0 0 0 0 0 0 ATIVIDADE 2: ESCRITAS ABREVIADAS Objetivos  Ler e interpretar números, fazendo arredondamentos.  Ordenar números de qualquer ordem de grandeza. Planejamento  Como organizar os alunos? Em duplas.  Quais os materiais necessários? Cópia da Atividade 2A. 248 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Encaminhamento  Diga aos alunos que hoje irão observar melhor como os números vêm escritos nas manchetes e nas notícias de jornais e revistas.  Distribua alguns jornais em que aparecem informações numéricas para que os alunos possam fazer essas observações sobre a escrita de números altos.  Em seguida, liste na lousa as observações feitas pelos alunos. É possível, por exemplo, que observem que alguns números vêm escritos uma parte com alga- rismos e outra por extenso, ou outros vêm escritos por extenso.  Mostre alguns exemplos de manchetes recortadas de jornais ou mesmo se- lecione trechos de textos para que os alunos possam observar a escrita dos números como nos exemplos abaixo: J Em 2006, a população mundial foi estimada em 6,8 bilhões de pessoas J Para o IBGE, em 2006, o Brasil chegou a 186 milhões de habitantes. J A modelo Cindy Crawford tem hoje 36,6 milhões de dólares. J De acordo com a ONU e a Comissão Mundial sobre a Água do Século 21, cerca de 1 bilhão e 700 milhões de pessoas sofreriam com a falta de água no ano 2000. J O México possuía uma população de 104 milhões e 900 mil pessoas em 2004. J Mônaco possui 1,95 km2 de área territorial. J Explique que na expressão 36,6 milhões de dólares o termo milhões refere-se ao número que vem antes da vírgula, ou seja, que deve ser lido como trinta e seis vírgula seis milhões de dólares. O que corresponderia nu- mericamente a 36.600.000. J Você pode explicar também que a combinação de números e palavras faci- lita a compreensão da grandeza numérica, além de economizar espaço na diagramação do texto (diminuição dos espaços com zero).  Distribua a cópia da Atividade 2A para cada dupla de alunos, verificando se compreenderam o que devem fazer.  Enquanto as duplas resolvem a atividade, circule pela classe tirando dúvidas, fazendo perguntas para ampliar o conhecimento numérico das duplas e ajudan- do-os a organizar suas respostas.  Em seguida, socialize as soluções encontradas. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 249
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    Atividade do aluno ATIVIDADE 2A NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ Os números abaixo estimam o número de habitantes da Região Norte do Brasil em 2005. Estado População em 2005 Amazonas 3.232.330 Pará 6.970.586 Acre 669.736 Roraima 391.317 Amapá 594.587 Rondônia 1.534.594 Tocantins 1.305.728 1. Faça o arredondamento do número de habitantes dos estados do Acre, Rorai- ma e Amapá, depois escreva os números que foram arredondados usando a palavra mil: O número Está 143.918 está mais mais próximo próximo de 143.000 do que de 144.000. de 144.000? Arredondamento para Escreva com os algarismos Número a milhar mais próxima seguidos da palavra mil 669.736 391.317 594.587 2. Faça o arredondamento do número de habitantes dos estados do Amazonas, Pará e Tocantins, depois escreva os números que foram arredondados usando a palavra milhões: Arredondamento para Escreva com os algarismos Número a milhar mais próxima seguidos da palavra milhões 3.232.330 6.970.586 1.305.728 250 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno 3. Organize esses números em ordem crescente. 4. A notícia abaixo mostra o crescimento do comércio on-line no Brasil entre 2001 e 2006. Uma loja ainda pequena O comércio on-line no Brasil saiu de 550 milhões de reais em 2001 para 4,3 bilhões de reais neste ano – um aumento de 681%. Mas ainda representa só 2% das vendas totais do varejo. Participação no varejo 2% Em Vendas 2005 2,5 bilhões de reais Em 2006* 4,3 bilhões de reais Valor médio de cada compra 272 reais Produtos mais CDs e DVDs vendidos *Estimativa Fonte: e-bit (Disponível em: <http://veja.abril.com.br/291106/imagens/negocios1.gif>.) Com base nos dados da notícia, responda: a. Quanto o comércio on-line faturou em 2001? b. Quanto o comércio faturou em 2006? c. Vamos representar os faturamentos de 2005 e 2006 no quadro para entender melhor como são lidos e escritos esses números: Bilhões Milhões Milhares Unidades Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 251
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    O que maisos alunos podem fazer?  Proponha que cada aluno componha três números com os algarismos 4, 8 e 11 e depois peça que um dite para o outro.  Em seguida, proponha que um deles escreva o número ditado de forma abreviada.  Essas atividades podem ser feitas com maior frequência no início do ano e diminuir à medida que você observar o avanço dos alunos. O que é importante:  Fazer com que os alunos explicitem as estratégias que utilizam para fa- zer a leitura e a escrita de números “grandes”.  O quadro posicional é um recurso para que os alunos compreendam onde estão as classes e as ordens, separem de 3 em 3 os algarismos e apren- dam a utilizar o ponto ou as palavras mil, milhões e bilhões adequadamente. ATIVIDADE 3: OS NÚMEROS RACIONAIS NO CONTEXTO DIÁRIO Objetivo  Ler números racionais no contexto diário, nas representações fracionárias e decimais. Planejamento  Como organizar os alunos? Em duplas.  Quais os materiais necessários? Cópia da Atividade 3A. Encaminhamento  Converse com os alunos e diga que hoje farão uma atividade de leitura de nú- meros com vírgula ou na forma de fração.  Distribua a cópia da Atividade 3A e peça que um aluno leia o enunciado e expli- que a tarefa a ser realizada. Certifique-se de que todos compreenderam.  Caso os alunos não saibam como fazer a leitura, você pode propor algumas situações em que apareçam números racionais, fazendo o registro para a mon- tagem de um quadro que servirá de apoio para a escrita de outros números racionais.  Quando perceber que a maioria das duplas terminou a tarefa, socialize as dú- vidas que você foi anotando no decorrer da atividade; por exemplo: como as duplas fizeram para “descobrir” as soluções e como se liam os números. 252 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno ATIVIDADE3A NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Leia os itens abaixo e escreva no caderno como se leem os valores que aparecem: a. A maior parte da superfície do planeta Terra é ocupada pela água. Em outras palavras, a água ocupa 2/3 do planeta e o restante, 1/3, é ocupado por terra. b. O impeachment é um ato previsto na Constituição da República que pode des- tituir, inclusive, o presidente da República. Para autorizar a instauração do impeachment são necessários 2/3 dos votos. No caso do Brasil, que tem 513 deputados, seriam necessários 342 para se aprovar o impeachment. c. Tenho R$ 1,00 para dividir igualmente entre quatro crianças. Cada criança de- verá receber R$ 0,25, ou seja, 1/4 do total. d. O homem mais alto do mundo é o ucraniano Leonid Stadnik, que mede 2,55 metros, 19 centímetros a mais que o chinês Xi Shun, que está no livro Guin- ness de recordes. 2. Complete a tabela: Valor Como se lê 3,5 kg R$ 0,75 12,30 m 7/12 dos meses do ano tem 31 dias 25/100 dos filmes foram vendidos 1/4 xícara de açúcar R$ 3,25 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 253
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    O que maisos alunos podem fazer? Você pode propor situações de leitura de números racionais semelhantes a esses para que os alunos ampliem e percebam regularidades na leitura e na escrita desses números. O que é importante informar aos alunos:  que na leitura de frações (a/b) cujo denominador é um número maior que 10 acrescenta-se o termo avos, como, por exemplo, 3/47 (três quarenta e sete avos).  que na leitura de uma fração cujo denominador (b) é 10, 100 ou 1.000 eles deverão ler o número do numerador e, depois, usar as terminologias: décimos, centésimos ou milésimos, como no exemplo: 5/10 – cinco déci- mos; 12/100 – doze centésimos; 5 /1.000 – cinco milésimos. ATIVIDADE 4: DIVIDINDO FIGURAS Objetivo  Explorar diferentes significados das frações em situação-problema: parte-todo e razão. Planejamento  Como organizar os alunos? Em duplas.  Quais os materiais necessários? Cópia da Atividade 4A e uma folha de sulfite por aluno. Encaminhamento  Distribua a folha da atividade e peça para que façam a leitura do enunciado.  Certifique-se de que todos entenderam a tarefa a ser realizada.  Percorra a sala observando quais são as estratégias utilizadas pelas diferentes duplas e anote as que considerar mais interessantes para serem socializadas.  Quando você perceber que os alunos já resolveram todas as atividades, faça a socialização na lousa. 254 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno ATIVIDADE4A NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Encontre três maneiras diferentes de dividir cada retângulo em quatro partes iguais. a. Se você pintar uma das partes de cada figura, essa parte, em relação ao todo, como pode ser representada na forma fracionária? 2. Encontre maneiras diferentes para dividir igualmente um hexágono (polígono de seis lados). a. Se você pintar duas das partes de cada figura, qual é a fração corres- pondente? 3. Divida os círculos abaixo em: a. Quatro partes iguais b. Se você pintar duas das partes, como poderá representar a parte pintada? Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 255
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    Atividade do aluno c. Oito oitavos d. Se você pintar quatro partes, como pode representar essas partes pintadas? e. O que vocês observaram em relação às partes que foram pintadas nas duas figuras? O que mais fazer?  Você pode propor atividades complementares como a 4B para que os alunos reflitam sobre a relação parte-todo. 256 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno ATIVIDADE4B NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Nas figuras abaixo, que estão quadriculadas, escreva uma representação fra- cionária que indique a relação entre a parte pintada e o todo. a. b. c. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 257
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    Atividade do aluno 2. Agora pinte em cada figura a parte correspondente à escrita representada. a. 2/6 b. 5/16 c. 25/50 258 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno ATIVIDADE4C NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Pinte dois terços desta coleção de círculos. 2. Pinte os círculos abaixo de três cores diferentes: vermelho, verde e amarelo, de tal forma que haja a mesma quantidade de círculos de cada cor. 3. Complete a afirmação abaixo utilizando-se de números em forma fracionária: a. Pode-se dizer que há de círculos amarelos, de ver- melhos e de verdes. O que quer dizer que há de círculos de cada cor. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 259
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    O que éimportante discutir com os alunos: É importante que o professor, durante o desenvolvimento das atividades, discuta os diferentes significados dos números racionais:  relação entre um número e o total de partes: por exemplo, quando dividi- mos uma barra de chocolate em três partes iguais e comemos duas de- las, dizemos que comemos 2/3 do chocolate;  razão, ou seja, índice comparativo entre duas quantidades de mesma grandeza, como, por exemplo: “2 de cada 3 habitantes de uma cidade são imigrantes”, ou, para cada “2 copos de farinha, usamos 3 ovos”;  outro significado que as frações podem ter é o de quociente (divisão de um número inteiro por outro). O número racional pode exprimir um quo- ciente. Para o aluno essa situação se diferencia da interpretação ante- rior, pois dividir um chocolate em 3 partes e comer 2 dessas partes é uma situação diferente daquela em que é preciso dividir 2 chocolates para 3 pessoas. No entanto, nos dois casos, o resultado é representado pela mesma notação: 2/3. ATIVIDADE 5: USANDO A CALCULADORA PARA FAZER DESCOBERTAS Objetivo  Comparar números racionais representados na forma decimal. Planejamento  Como organizar os alunos? Em duplas.  Quais os materiais necessários? Cópia da Atividade 5A e calculadoras. Encaminhamento  Diga à turma que irão fazer novas descobertas sobre os números racionais.  Distribua a cópia da atividade para cada aluno e uma calculadora para cada dupla.  Peça que leiam o enunciado da atividade e a seguir solicite a um aluno que ex- plique para a classe qual é a tarefa a ser realizada.  Enquanto as duplas realizam a atividade, observe a discussão dos alunos re- gistrando o que eles estão pensando para comparar os números.  O que se espera é que, ao observarem os números obtidos na divisão, os alu- nos concluam que, quando um número é dividido por números maiores que ele, os resultados serão cada vez menores. 260 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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     Também épreciso que os alunos possam discutir que o “tamanho” da escri- ta numérica funciona como um bom indicador da ordem de grandeza no caso dos números naturais (2.003 é maior que 200), mas na comparação entre os decimais essa regra não é válida. Dessa forma, é preciso que os alunos con- cluam que para comparar números na representação decimal deve-se primeiro comparar os números que estão antes da vírgula e depois verificar o primei- ro número após a vírgula. ATIVIDADE 5A Atividade do aluno NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ Você irá usar a calculadora para descobrir o resultado das divisões abaixo. 1÷2 1÷3 1÷4 1÷5 1÷6 1÷7 1÷8 1÷9 1 ÷ 10 1. Observe os resultados obtidos e responda: a. O número obtido na divisão 1 ÷ 3 é maior ou menor que na divisão 1 ÷ 2? b. O número obtido na divisão 1 ÷ 6 é maior ou menor que na divisão 1 ÷ 4? c. O número obtido na divisão 1 ÷ 10 é maior ou menor que na divisão 1 ÷ 10? Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 261
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    Atividade do aluno 2. O que você percebeu nos resultados quando se aumenta o número a ser divi- dido por 1? 3. Será que isso acontece também em outras divisões com outros números natu- rais? Tente usar outro número (diferente de 1), dividindo-o novamente por 2, 3, 4..., como fez na atividade anterior. 4. Então, como podemos formular um jeito de comparar os números racionais na forma decimal? ATIVIDADE 6: COMPARANDO OS NÚMEROS RACIONAIS Objetivo  Comparar e ordenar números racionais de uso frequente nas representações fracionária e decimal. Planejamento  Como organizar os alunos? Em duplas.  Quais os materiais necessários? Cópia da Atividade 6A. Encaminhamento  Inicie conversando com os alunos sobre as diferentes situações em que temos de comparar dois números racionais e decidir qual é o maior. Proponha algu- mas situações, como, por exemplo: J Luciana anda 1,5 km para chegar à escola e Alexandra, 1,35 km. Quem ca- minha mais? J O preço de 1 kg de feijão no mercado Bom de Preço custa R$ 4,50, enquan- to no mercado Tabom o preço de 500 gramas é R$ 2,50. Em qual mercado o feijão está mais barato?  Distribua a cópia da Atividade 6A para os alunos.  Nessa atividade a intenção é que os alunos façam a comparação entre diferen- tes números racionais representados nas formas fracionária e decimal. 262 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno ATIVIDADE6A NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ Leia os problemas a seguir e responda as questões propostas: 1. Em uma padaria no centro da cidade, Joana pagou R$ 18,00 por um quilo de presunto. Já em outra padaria de bairro, José comprou 1,5 kg desse mesmo presunto também por R$ 18,00. Quem conseguiu economizar? Por quê? 2. André, Flávio, Ana e Beatriz resolveram fazer uma competição de bicicleta. Combinaram que venceria aquele que percorresse maior distância em 15 mi- nutos. Observe na tabela abaixo o desempenho de cada um: André 2,250 km Flávio 2,50 km Ana 2,450 km Beatriz 2,350 km Quem ganhou a competição? 3. Uma pesquisa realizada numa escola concluiu que dos 64 alunos da turma das 4as séries, 1/8 dos alunos gosta de rock, 3/8 preferem pagode e 2/8, funk. O restante não tem uma única preferência. Baseando-se nos resultados dessa pesquisa, responda: a. Qual o tipo de música de maior preferência? b. Qual o de menor preferência? c. Pode-se afirmar que os que não têm uma única preferência representam a me- tade dos alunos das 4as séries? Por quê? Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 263
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    ATIVIDADE 7: JOGODAS REPRESENTAÇÕES DECIMAIS Objetivo  Comparar números racionais de uso frequente nas representações fracionária e decimal. Planejamento  Como organizar os alunos? Grupos de quatro alunos.  Quais os materiais necessários? Cartas com diferentes números decimais para cada grupo. Encaminhamento  Diga que hoje irão brincar com um jogo bastante interessante em que precisa- rão comparar números na representação decimal.  Distribua a regra do jogo para os alunos e em seguida faça uma leitura compar- tilhada. Se necessário, vá fazendo pausas para discutir as eventuais dúvidas que forem surgindo a respeito do jogo.  Garanta que todos tenham entendido a regra.  Percorra os grupos enquanto jogam, observando se há discordâncias na com- paração desses números.  Se for o caso, faça perguntas retomando as regras de comparação de números decimais; por exemplo: Que número devemos olhar inicialmente? O que está antes ou depois da vírgula? Se o primeiro número depois da vírgula for igual, qual número deverá ser observado? etc.  Registre as dúvidas que considerar importantes para que você possa proble- matizá-las posteriormente. 264 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno ATIVIDADE7A NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ Regra do Jogo dos Decimais Materiais necessários:  28 cartas Como jogar  Embaralhar as cartas e distribuir entre os 4 jogadores. A face marcada com os números deve ficar virada para a mesa.  Simultaneamente os jogadores viram a carta mostrando os números.  Quem tiver a carta com valor maior leva as 4 cartas.  O jogo termina quando acabarem todas as cartas.  O vencedor será aquele com maior quantidade de cartas. 1 1,2 1,3 1,17 2 2,4 2,8 2,23 4 4,8 4,5 4,31 7 7,01 7,10 7,010 9 9,5 9,05 9,50 11 14 14,03 14,02 14,1 11,9 11,01 11,19 O que mais fazer?  Você pode também elaborar o mesmo jogo, com números racionais na re- presentação fracionária. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 265
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    CÁLCULOS E OPERAÇÕES Resolução de problemas do campo aditivo Os cálculos e as operações no campo aditivo pressupõem um trabalho conjunto das situações aditivas e subtrativas pela estreita conexão existente entre elas. O que vai determinar se a operação é de adição ou subtração é o lugar em que se coloca a incógnita. As situações didáticas que foram selecionadas permitem aos alunos que am- pliem o trabalho com os diferentes significados do campo aditivo: composição, trans- formação e comparação.1 Algumas das atividades propostas neste material:  ANALISANDO DADOS POPULACIONAIS – A ideia nesta atividade é que os alu- nos possam interpretar, comparar e operar com números naturais na ordem dos milhões em situações-problema.  QUAL É A PERGUNTA? (1) – As situações formuladas têm como objetivo que os alunos sejam capazes de analisar os dados de uma situação-problema, com- preendendo os significados da adição e da subtração.  AS REPRESENTAÇÕES DECIMAIS NO COTIDIANO – Essa atividade tem por ob- jetivo analisar, interpretar e resolver situações-problema, compreendendo dife- rentes significados da adição e da subtração abrangendo números racionais escritos na forma decimal, utilizando-se de estratégias pessoais e pelo uso de técnicas operatórias convencionais. Resolução de problemas do campo multiplicativo O senso comum trata a ideia da multiplicação como sendo de adição de parcelas iguais, no entanto “A conexão entre multiplicação e adição está centrada no processo de cálculo da multiplicação: o cálculo da multiplicação pode ser feito usando-se a adição repetida porque a multiplicação é distributiva em relação à adição. Exemplo: 8 × 4 = (4 + 4 + 4 + 4 + 4 + 4 + 4 + 4) Do ponto de vista conceitual, existe uma diferença significativa entre adição e multi- plicação, ou seja, entre o raciocínio aditivo e o raciocínio multiplicativo. Raciocínio aditivo: o todo é igual à soma das partes. Se quisermos saber qual o valor do todo, somamos as partes: 3 + 4 = .... Se quisermos saber o valor de uma parte, subtraímos a outra parte do todo: 7 – 3 = .... Se quisermos comparar duas quantidades, analisamos que parte da maior quanti- dade sobra se retirarmos dela uma quantia equivalente à outra parte: 4 – 3 = 1 1 Brasil, Secretaria Municipal de Educação: SMES/2007 – Guia de Planejamento e Orientações Didáticas do Professor do 2º ano, v. 1, p. 182-184. 266 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Raciocínio multiplicativo: Relaçãofixa entre duas variáveis (duas grandezas ou duas quantidades). Qualquer situação multiplicativa envolve duas quantidades em rela- ção constante entre si. Exemplo: Uma caixa de bombons contém 25 bombons; quantos bombons há em cinco caixas? Variáveis: números de caixas e números de bombons A relação fixa: 25 bombons em cada caixa Tânia comprou 3 metros de fita. Cada metro custa R$ 1,50. Quanto pagou ao todo? Variáveis: metro e reais A relação fixa: R$ 1,50 o metro”.2 É necessário considerar a multiplicação como um instrumento importante na re- solução de problemas de contagem, além de oferecer oportunidade às crianças, desde as séries iniciais, a terem contato com a proporcionalidade. As situações didáticas foram selecionadas de modo a permitir que os alunos am- pliem o trabalho de exploração com os diferentes significados do campo multiplicativo: proporcionalidade, comparação multiplicativa ou divisão comparativa, combinatória e configuração retangular.3 Algumas das atividades propostas neste volume:  QUAL É A PERGUNTA? (2) – O objetivo é que os alunos possam formular e resol- ver situações-problema, compreendendo os diferentes significados da multipli- cação e da divisão envolvendo números naturais.  DESAFIOS PARA MULTIPLICAR – A atividade propõe a resolução da multiplica- ção com números naturais utilizando-se da decomposição dos mesmos.  ESTIMANDO PARA NÃO ERRAR – A proposta é a resolução de multiplicações através de cálculo mental ou por técnica operatória convencional, buscando estratégias de verificação e controle de resultados pelo uso da estimativa e/ou da calculadora.  DESAFIOS PARA DIVIDIR – O objetivo proposto é que os alunos possam resol- ver divisões com números naturais, por meio de técnicas operatórias conven- cionais, cálculo mental e calculadora, e usar estratégias de verificação e con- trole de resultados.  CALCULANDO PORCENTAGEM – Discutir com os alunos o conceito de porcenta- gem para que eles possam resolver problemas que envolvem este conceito em situações do contexto diário.  TRABALHANDO COM PROBABILIDADE – A ideia é que os alunos possam com- preender que muitas situações do dia a dia acontecem ao acaso, mas que é possível antecipar as chances de alguns fatos ocorrerem. 2 Nunes, Terezinha et al. Introdução à Educação Matemática: os números e as operações numéricas. São Paulo: Proem Editora Ltda, 2001. 3 São Paulo, Secretaria Municipal de Educação: Diretoria de Orientação Técnica. Guia de planejamento e orientações didáticas para o professor do 2o ano do ciclo 1. São Paulo: SME/DOT, 2007, v. 2, p. 257-259. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 267
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    ATIVIDADE 8: ANALISANDODADOS POPULACIONAIS Objetivo  Interpretar, comparar e operar com números naturais na ordem dos milhões em situações-problema. Planejamento  Como organizar os alunos? Em duplas ou trios.  Quais os materiais necessários? Dados populacionais pesquisados pelos alu- nos e cópia da Atividade 8A. Encaminhamento  Solicite com antecedência que os alunos tragam informações sobre números de população das capitais brasileiras. Para isso recomenda-se que você deter- mine a variável (quantas pessoas vivem em determinado lugar, quantas moram em casa ou apartamento, quantas crianças estudam em escolas públicas). Com sua ajuda, no laboratório de informática, os alunos podem fazer uma pes- quisa na internet.  Faça um levantamento de quantos alunos trouxeram essa pesquisa, pois será preciso garantir que, em cada agrupamento, pelo menos um aluno tenha esses dados.  Pergunte aos alunos como e onde conseguiram os dados, comparando assim as diferentes fontes.  Distribua a cópia da atividade informando que nela consta uma tabela também com os dados numéricos sobre a população, cuja fonte é o IBGE. Oriente-os para que em dupla comparem os números da tabela com os dados que trouxe- ram. Provavelmente existirão valores diferentes, pois irá depender da fonte de informação e da data em que os dados foram colhidos.  Em seguida, os alunos deverão analisar os dados contidos na tabela e respon- der as questões propostas.  Observe como está sendo a discussão nos diferentes grupos e incentive-os a ler os números.  Na socialização, solicite que os alunos explicitem o procedimento de compara- ção de números, perguntando, por exemplo: Como fazem para saber qual é a cidade com o maior número populacional e o menor? Como fazem para saber o segundo e o terceiro município mais populoso? Contam o número de algaris- mos? E quando a quantidade de algarismos é igual, como procedem?  Para responder às questões c e d, será necessário informar quais os estados que fazem parte da Região Sudeste. 268 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno ATIVIDADE8A NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ Segue abaixo uma tabela com dados populacionais das maiores cidades do Brasil. POPULAÇÕES RESIDENTES EM 1/7/2006 (Fonte: IBGE/2006) Cidade População Cidade População Belém (PA) 1.428.368 Guarulhos (SP) 1.283.253 Belo Horizonte (MG) 2.399.920 Manaus (AM) 1.688.524 Brasília (DF) 2.383.784 Porto Alegre (RS) 1.440.939 Campinas (SP) 1.059.420 Recife (PE) 1.515.052 Curitiba (PR) 1.788.559 Rio de Janeiro (RJ) 6.136.652 Fortaleza (CE) 2.416.920 Salvador (BA) 2.711.372 Goiânia (GO) 1.220.412 São Paulo (SP) 11.016.703 1. Com base nos dados acima, responda: a. Qual o município mais populoso do Brasil? E o menos populoso? b. Quais são os municípios que estão em segundo e terceiro lugar respectivamente? c. Identifique os municípios apresentados na tabela que ficam na Região Sudeste e calcule aproximadamente o total de suas populações. d. Identifique os municípios apresentados na tabela que ficam nas outras regiões e calcule aproximadamente o total de suas populações. e. O que você pode concluir comparando o total de população dos municípios da Região Sudeste e de outras regiões? Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 269
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    ATIVIDADE 9: QUALÉ A PERGUNTA? (1) Objetivo  Formular e resolver situações-problema, compreendendo diferentes significa- dos da adição e da subtração envolvendo números naturais. Planejamento  Como organizar os alunos? Em trios.  Quais os materiais necessários? Cópia da Atividade 9A. Encaminhamento  Converse com sua turma sobre o fato de que apenas saber fazer cálculos não ajuda a resolver problemas. É preciso, também, ler e compreender bem cada situação para solucioná-la de forma adequada. Ou seja, diante de um proble- ma é preciso ter claro o que a pergunta está solicitando de modo a selecio- nar os dados necessários e escolher então a operação mais conveniente para resolvê-lo.  Diga, então, que na atividade que vai propor agora deverão analisar alguns enunciados de problemas, porém perceberão que não há pergunta em nenhum deles e esta será justamente a tarefa: formular as questões para que o proble- ma seja de possível solução.  Organize os alunos em grupos de três e peça que leiam e respondam as ques- tões da Atividade 9A.  Esse é um tipo de atividade aberta, e poderão surgir diferentes perguntas. Mas é preciso ficar claro que a pergunta deve ser compatível com os dados do enunciado.  No item 1, por exemplo, alguns grupos poderão elaborar uma questão como: “Qual é a diferença de idade entre o avô e a avó de Paulo?”. Outro poderia apresentar uma questão como: “Qual é a idade dos avós de Paulo?”.  Observe que nesses enunciados, em que é possível formular mais do que uma questão, a resolução poderá se dar por meio da adição ou da subtração, de- pendendo de qual foi a pergunta elaborada.  Se os seus alunos não estiverem familiarizados com esse tipo de atividade, recomenda-se que realize coletivamente uma das questões. 270 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno ATIVIDADE9A NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ Para cada uma das situações abaixo você vai formular uma pergunta que possa ser respondida por meio de uma adição ou de uma subtração. Você deve também apresentar a resposta à pergunta que formular. 1. O avô de Paulo nasceu em dezembro de 1934 e a sua avó, em dezembro de 1939. ? . 2. Fui ao mercado com certa quantia em dinheiro. Gastei R$ 65,00 e, chegando em casa, vi que ainda restava R$ 18,00 na minha carteira. ? . 3. Em um único dia, o gerente de um restaurante que serve almoço e jantar ser- viu 273 refeições. Ele serviu 109 refeições no horário do almoço. ? . 4. O gasto de uma família foi de R$ 840,00 em janeiro e de R$ 950,00 em fevereiro. ? . 5. Daniela é doceira. Ontem ela fez, na parte da manhã, 157 brigadeiros para uma festa de aniversário. No final do dia, Daniela verificou que tinha feito um total de 400 brigadeiros. ? . O que mais fazer? É importante propor, também, que os alunos formulem enunciados de proble- mas para serem trocados entre os grupos. Consulte sugestões de atividades no Guia de planejamento e orientações didá- ticas para o professor do 2o ano – v. 1 (p. 192-194) e v. 2 (p. 234-243). Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 271
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    ATIVIDADE 10: QUALÉ A PERGUNTA? (2) Objetivo  Formular e resolver situações-problema, compreendendo diferentes significa- dos da multiplicação e da divisão envolvendo números naturais. Planejamento  Como organizar os alunos? Em duplas.  Quais os materiais necessários? Cópias da Atividade 10A. Encaminhamento  Os alunos vão receber na Atividade 10A alguns enunciados de problemas. Mas esses problemas ainda estão “sem perguntas”, e essa será a tarefa.  Lembre que nesse tipo de atividade poderão surgir diferentes perguntas, mas estas precisam ser compatíveis com os dados da proposta.  Durante a socialização, chame a atenção para o fato de que as perguntas for- muladas podem ser diferentes e, dependendo delas, as operações a serem utilizadas também irão variar. Por exemplo, no item 1, duas das perguntas pos- síveis são: J Quanto Tito pagou por cada uma das camisas? J Quanto Tito pagaria por 6 camisas iguais a essas? ATIVIDADE 10A Atividade do aluno NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ Para cada uma das situações abaixo você vai formular uma pergunta que possa ser respondida por meio de uma multiplicação ou de uma divisão. Você também deve apresentar a resposta à pergunta que formular. 1. Tito comprou três camisas de mesmo preço e gastou R$ 105,00. ? . 272 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno 2. Vovô quer dar R$ 25,00 a cada um de seus 5 netos. ? . 3. Para consumo de 15 dias o gerente de um restaurante compra 75 latas de azeite. ? . 4. Marta tem 8 saias e 9 blusas. ? . 5. A mãe de Beto fez para a festa de aniversário 12 tipos de sanduíches com diversos tipos de recheios e 3 tipos de pães. Ela usou apenas um tipo de re- cheio. ? . 6. Num auditório, as cadeiras estão organizadas em 12 fileiras e 13 colunas. ? . 7. Numa fábrica de doces são empacotadas diariamente 1.920 balas em emba- lagens onde cabem duas dúzias de balas. ? . O que é importante discutir: O objetivo é que os alunos percebam a estreita relação existente entre a di- visão e a multiplicação. O que determinará qual dessas duas operações de- verá ser utilizada será o lugar da incógnita, ou seja, o resultado que se quer encontrar. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 273
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    ATIVIDADE 11: DESAFIOSPARA MULTIPLICAR Objetivo  Resolver operações de multiplicação com números naturais utilizando-se da de- composição dos mesmos. Planejamento  Como organizar os alunos? Em duplas.  Quais os materiais necessários? Cópias da Atividade 11A. Encaminhamento  Organize a classe em duplas e entregue a cópia da Atividade 11A aos alunos, informando que terão aproximadamente 10 minutos para descobrir como Laís, aluna de uma turma da 4a série, resolveu a multiplicação.  Percorra a classe observando a discussão de algumas duplas e registre o que considerar importante a ser socializado.  Após o tempo estabelecido, abra a discussão solicitando que uma dupla ex- plique a análise que fizeram do procedimento de multiplicação da Laís. Esse procedimento por decomposição é importante, uma vez que com o seu uso compreenderão as propriedades da operação.  Pergunte à classe se concorda com a explicação feita pela dupla. Caso haja discordância, confronte as diferentes opiniões para, se possível, chegarem a uma conclusão.  Verifique se alguma dupla pensou em um procedimento semelhante a este, por exemplo: decompondo o primeiro fator (12 em 10 + 2). Assim, poderão dizer que essa conta pode ser feita também da seguinte forma: (13 × 10) + (13 × 2) = 130 + 26 = 156.  Em outra aula, ou como lição de casa, proponha outras multiplicações para se- rem realizadas utilizando-se esse procedimento. 274 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
  • 276.
    Atividade do aluno ATIVIDADE11A NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ Veja como Laís, aluna de outra classe, resolveu a multiplicação 13 × 12 sem ar- mar a conta. (13 × 10) + (13 × 2) = 130 + 26 = 156 1. Discuta com o seu colega como ela chegou à resposta. 2. Agora, converse com a sua professora e outros colegas para chegarem a uma conclusão de como Laís resolveu a multiplicação sem armar as contas. 3. Resolva no seu caderno as operações abaixo, usando o mesmo procedimento que Laís. a. 25 × 12 c. 46 × 15 b. 18 × 21 d. 38 × 16 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 275
  • 277.
    ATIVIDADE 12: ESTIMANDOPARA NÃO ERRAR Objetivo  Resolver multiplicações por meio de cálculo mental ou por técnica operatória convencional, buscando estratégias de verificação e controle de resultados pelo uso da estimativa e/ou da calculadora. Planejamento  Como organizar a classe? Coletivamente e depois individualmente.  Quais os materiais necessários? Cópias da Atividade 12A e calculadoras. Encaminhamento  Diga aos alunos que no dia a dia às vezes precisamos saber o resultado exato de uma conta, mas outras vezes basta um resultado aproximado, ou seja, reali- zamos o que se chama de estimativa.  Coloque a seguinte situação-problema para os alunos: A mãe de Pedrinho pre- cisa comprar balas para o aniversário dele. Sabendo que virão 15 crianças e cada uma ganhará 12 balas, qual a quantidade aproximada de balas que ela deverá comprar? Como nesse caso não precisa ser um resultado exato, solici- te aos alunos que pensem como fazer para chegar ao resultado aproximado.  Se nenhum aluno conseguir explicitar um procedimento, relembre a discussão realizada na Atividade 11A.  Em seguida, proponha a realização da Atividade 12A individualmente, mas diga que, se precisarem, podem trocar ideias com um colega.  Ao abrir a discussão, solicite que um aluno socialize com a turma como pensou para se chegar ao resultado.  Pergunte se alguém resolveu de outro modo.  Compare os diferentes procedimentos discutindo aqueles que são mais econô- micos. 276 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
  • 278.
    Atividade do aluno ATIVIDADE12A NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Sem armar as contas, circule o resultado aproximado de cada operação. Em seguida, utilize a calculadora para conferir os resultados. Operação Resultado aproximado 23 × 21 43 480 630 12 × 80 960 800 96 35 × 25 455 875 65 12 × 135 250 1.600 1.000 2. Dos quatro resultados indicados para cada multiplicação, circule aquele que deve ser o exato, de acordo com sua estimativa. Depois, confira sua resposta com a calculadora. Operação Qual é o resultado exato? 21 × 100 210 2.000 2.100 2.200 22 × 80 1.760 1.660 176 166 12 × 12 124 144 164 184 45 × 20 90 100 800 900 25 × 40 100 500 1.000 1.500 O que mais fazer? Sempre que forem propostos problemas e contas de multiplicação, oriente os alunos a fazerem antes uma estimativa de modo a evitar erros. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 277
  • 279.
    ATIVIDADE 13: DESAFIOSPARA DIVIDIR Objetivo  Resolver divisões com números naturais, por meio de técnicas operatórias con- vencionais e cálculo mental, empregando estratégias de verificação e controle de resultados pelo uso do cálculo mental ou da calculadora. Planejamento  Como organizar os alunos? Em duplas.  Quais os materiais necessários? Cópias da Atividade 13A. Encaminhamento  Coloque na lousa, em forma de chaves, a divisão de 17 por 3 e efetue a operação.  Pergunte se sabem os nomes dos elementos de uma divisão. Caso nenhum aluno saiba, informe que o 3 é chamado de divisor, o 17 é o dividendo, o 5 é o quociente e o 2 é o resto. Diga que saber o nome desses elementos ajuda- rá na comunicação de dados sobre uma divisão. Faça um cartaz com essas informações e deixe-o exposto na sala para que os alunos possam consultá-lo sempre que necessário.  Organize os alunos em duplas e peça que respondam o item 1 da atividade.  Observe que poderão existir diferentes estratégias corretas, pois, ao dividirmos 3.795 por três, poderíamos dividir 1.000, 1.000 e 1.000, sobrando 795 para continuar a ser dividido. Já se escolhêssemos 1.200, 1.200 e 1.200, sobraria 195 para continuar a ser dividido.  Convide uma dupla para explicar o que entenderam da maneira pela qual Leo- nardo resolveu a divisão. Se considerar que essa explicação não é suficiente, verifique se há outras duplas que possam refutar ou ampliar a conclusão da- quela dupla.  Quando chegarem a um acordo, utilizem as informações discutidas para ajudar a entender o procedimento utilizado por Antônio, no item 2. 278 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
  • 280.
    Atividade do aluno ATIVIDADE13A NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Observe o registro de Leonardo, que precisa distribuir 3.795 cestas básicas para três instituições. Discuta com um colega como ele fez para saber quan- tas cestas cada instituição receberá. 1.000 200 60 5 3.795 1.000 795 200 195 60 15 5 1.000 200 60 5 Cada instituição receberá 1.265 cestas. a. Escreva abaixo como Leonardo resolveu essa divisão: 2. Agora, observe outra forma de dividir utilizada por Antônio, um colega de Leonardo. 3. 7 9 5 3 3. 0 0 0 1. 0 0 0 795 200 600 30 195 30 90 5 105 1. 2 6 5 90 15 15 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 279
  • 281.
    Atividade do aluno a. Há alguma semelhança com a maneira que Leonardo dividiu? Por quê? 3. Resolva as divisões abaixo usando o mesmo procedimento de Antônio. a. 114 ÷ 2 b. 414 ÷ 3 c. 256 ÷ 4 d. 546 ÷ 5 e. 347 ÷ 6 f. 964 ÷ 7 280 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
  • 282.
    ATIVIDADE 14: ASREPRESENTAÇÕES DECIMAIS NO COTIDIANO Objetivo  Analisar, interpretar e resolver situações-problema, compreendendo diferentes significados da adição e da subtração envolvendo números racionais escritos na forma decimal, utilizando-se de estratégias pessoais e pelo uso de técnicas operatórias convencionais. Planejamento  Como organizar os alunos? Inicialmente com a classe toda e depois em duplas.  Quais os materiais necessários? Cópias da Atividade 14A. Encaminhamento  Retome com a turma as situações em que aparecem os números decimais no nosso dia a dia. Provavelmente dirão que esse tipo de representação nu- mérica está presente nos valores monetários. Lembre-os de que, além des- sa situação, faz-se o uso dos decimais para registrar peso, altura, distância, temperatura.  Diga que dessa vez o desafio será resolver problemas em que deverão operar com esses números.  Em seguida, distribua a folha de Atividade 14A aos alunos e oriente-os para que leiam o enunciado e resolvam apenas o primeiro problema. Aguarde alguns minutos até perceber que a maioria já terminou. Enquanto isso, observe como cada aluno está resolvendo as operações e registre as diferentes maneiras e as diferentes respostas.  Com base no que observou durante a realização individual do problema, convi- de os alunos que utilizaram diferentes procedimentos na realização da opera- ção para socializarem como fizeram. Peça que cada um justifique tanto a ma- neira como realizou a operação como o resultado a que chegou.  O objetivo é que você discuta com a classe e valide os diferentes procedimen- tos de cálculo utilizados por diferentes alunos, mostrando que não há apenas um correto.  Se um dos alunos utilizou o algoritmo convencional, peça-lhe que explique aos colegas como fez. Se perceber que está cometendo equívocos, faça os ajustes necessários.  Diga que agora resolverão os problemas 2 e 3 usando o algoritmo convencional. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 281
  • 283.
    Atividade do aluno ATIVIDADE 14A NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Se você precisasse comprar 6 bilhetes de metrô cujo preço unitário é R$ 2,30, quanto gastaria? a. Registre abaixo como realizou o cálculo para chegar ao resultado. b. Verifique com seus colegas o resultado. Há diferenças nas respostas? Se hou- ver, registre abaixo. 2. Pedro e Antônio participaram de uma competição de atletismo. A modalidade que escolheram foi corrida de 100 metros rasos. O campeão será o que apre- sentar o menor tempo em qualquer uma das provas. Os tempos registrados foram: Pedro Antônio 1a Prova 10,08 segundos 11,42 segundos 2a Prova 9,87 segundos 9,76 segundos 3a Prova 12,03 segundos 11.38 segundos a. Quem ganhou a competição? b. Qual a diferença, em segundos, entre os competidores em cada prova? 282 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno c. Registre abaixo a conta que fez. O que é importante discutir: Ao socializar os cálculos utilizando o algoritmo convencional, é preciso que os alunos percebam que os números de cada ordem devem estar alinhados, como no exemplo abaixo. Como efetuamos a seguinte operação 13,78 – 9,45? DEZENA UNIDADE DÉCIMOS CENTÉSIMOS SIMPLES SIMPLES 1 3 , 7 8 _ 9 , 4 5 TOTAL 4 , 3 3 É preciso que observem que os algarismos que ocupam ordem de mesmo nome estão alinhados. Centésimos abaixo de centésimos, décimos abaixo de décimos e assim por diante. Desse modo, a vírgula fica abaixo da vírgula. O que mais fazer? É importante que você proponha com certa frequência outras situa- ções-problema em que os alunos precisem operar com números na represen- tação decimal. Seguem exemplos de algumas atividades em que apenas exer- citarão as operações. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 283
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    Atividade do aluno ATIVIDADE 14B NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Uma costureira utiliza elástico para confeccionar calções esportivos. Para cada calção ela precisa de 0,89 m de elástico. Ela recebeu uma encomenda de 11 calções. Ela mediu o elástico que tem em sua oficina e verificou que há 3,36  m. O elástico que ela possui é suficiente para confeccionar os 11 cal- ções? Justifique. 2. Luciana gastou numa papelaria R$ 3,55, depois fez algumas compras no vare- jão de verduras. Ela levou R$ 10,00 para os gastos e retornou com R$ 2,27. Quanto ela gastou no varejão de verduras? 3. O esquema a seguir mostra a distância, em quilômetros, entre quatro cidades: A, B, C e D. A 1,63 km 4,76 km B 6,79 km D 10,80 km C Analisando as informações do esquema, responda: a. Qual a distância da cidade A até C, passando por B? b. Qual a distância da cidade D até B passando por A? c. Qual a diferença, em quilômetros, entre as distâncias de A até D e B até C? d. Qual a diferença, em quilômetros, entre as distâncias de A até C e D até B? 284 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
  • 286.
    Atividade do aluno 4. Dê o resultado das seguintes operações: a. 34,78 + 22,43 b. 126,59 – 87,66 c. 29 – 14,38 5. O resultado de 76 – 37,13 é: a. 37,87 b. 38 c. 38,87 d. 39,87 6. Qual número está faltando para tornar a operação verdadeira, nas alternativas abaixo: 45,33 + = 137 238 – = 109,21 + 27 = 227,89 – 38,2 = 47,17 ATIVIDADE 15: CALCULANDO PORCENTAGEM Objetivo  Resolver problemas que envolvem o uso da porcentagem no contexto diário. Planejamento  Como organizar os alunos? Coletivamente.  Quais os materiais necessários? Cópias da Atividade 15A. Encaminhamento  Distribua inicialmente a cópia da Atividade 15A para cada aluno. Peça-lhes que leiam cada manchete prestando atenção aos números que aparecem junto a um símbolo.  Pergunte se conhecem o símbolo %. Certamente alguns alunos terão essa in- formação; nesse caso, confirme que se chama porcentagem.  Converse com sua turma sobre o fato de que lidar com porcentagens é muito importante para resolver problemas no dia a dia.  Pergunte em que situações já viram esse símbolo, confirmando que é comum aparecer nos folhetos de propagandas de vendas de produtos por lojas. Tam- bém é usado ao se calcular reajuste salarial, índices de aumento de empregos ou taxas de desempregos no estado ou país, aumento da produção interna Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 285
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    bruta, o PIBetc. Se possível, leve jornais e prospectos que apresentem essas informações e disponibilize-as aos alunos para que observem.  Verifique com a classe o que sabem sobre o significado de porcentagem e peça que registrem na folha de atividade. Nesse momento, não será necessário que se formalize uma definição, pois a próxima atividade trará maiores esclarecimentos. ATIVIDADE 15A Atividade do aluno NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ Leia as manchetes e os cartazes abaixo. Número de celulares cresce 21% em 2007 e ultrapassa 120 milhões 9/8/2007 Em julho, IBGE estima crescimento de 14% na safra de grãos O PÚBLICO MÉDIO DO CAMPEONATO NACIONAL SE REDUZIU EM MAIS DE 20% ENTRE OS ANOS DE 1980 E 1990. Compre eletrodomésticos com até 15% de desconto Pelo menos 40% dos brasileiros adultos tinham peso acima do ideal e 10% eram obesos. 1. Veja que há números que estão acompanhados com o símbolo %. Você sabe o nome desse símbolo e o que ele significa? Discuta com sua turma e registre abaixo as conclusões. O que mais fazer?  Distribua cópias da atividade a seguir e faça uma leitura compartilhada, garantindo que todos possam se aproximar da explicação apresentada no texto. 286 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
  • 288.
    Atividade do aluno ATIVIDADE15B NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ Entendendo melhor a porcentagem Como vocês já discutiram, a porcentagem está presente nas mais variadas situa- ções do cotidiano, como em resultados de pesquisas, na compra e venda, quan- do se calculam descontos, juros de prestações, de serviços, de impostos... Saber interpretar as informações expressas em porcentagem é muito importante para a tomada de decisões, como no caso de qual é a melhor forma de pagar uma mercadoria, entre outras coisas. Também já sabem que o símbolo % significa porcentagem. Mas o que significa porcentagem? Indica uma parte em relação a 100. Entenda melhor observando a malha quadriculada abaixo. Veja essa folha que tem 10 × 10 de quadradinhos. Você já deve ter calculado que são 100 quadradinhos. Imagine que eles representam 100 pessoas, entre crian- ças e adultos, que residem em uma rua. A parte pintada representa número de crianças. 1. Dos 100 moradores da rua, quantas crianças há? Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 287
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    Atividade do aluno 2. Podemos dizer que, de 100 moradores, 30 são crianças. É o mesmo que es- crevermos que 30/100 – trinta centésimos – dos moradores dessa rua são crianças. Ou, ainda, que elas são 30% nessa rua. Com base nessas informações, observe as seguintes malhas quadriculadas e represente a parte pintada na forma fracionária e em porcentagem. a. = % b. = % 288 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno ATIVIDADE 15C NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ O anúncio das Lojas Real divulgava a seguinte oferta: Aproveite a oferta das Lojas Real Todas as mercadorias com 25% de desconto! 1. Discuta com o seu grupo o que significa um desconto de 25%. 2. Conforme foi discutido na aula anterior, porcentagem significa uma parte em relação a 100. Então, no caso das Lojas Real, o desconto é de 25 reais a cada 100 reais. a. Quanto se pagará por uma mercadoria que custa R$ 100,00? E o que acontece com um ferro elétrico cujo Vamos preço é R$ 60,00? Quanto descobrir! será um desconto de 25%? b. Quando dizemos que 50% dos alunos da classe gostam de futebol, significa que a metade da classe prefere esse esporte. Por exemplo, se a sua turma fosse composta de 40 alunos e 50% deles gostassem de futebol, quantos alu- nos seriam? O que você fez para descobrir? Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 289
  • 291.
    Atividade do aluno c. Para calcular 50% de certo número é preciso dividi-lo por 2; então, se o ferro elétrico custa 60 reais, quanto seria 50% desse valor? d. Agora para achar os 25% ficou mais fácil, porque 25 + 25 = 50, o que quer dizer que 25 é a metade de 50. Calcule agora o desconto de 25% dos R$ 60,00. O que é importante discutir nessa atividade: O objetivo é que os alunos, para chegarem ao cálculo de 25%, estabeleçam a relação com a porcentagem conhecida – 50% –, pois certamente muitos deles têm a informação de que esta corresponde à metade. Portanto, para se encontrar 25% será preciso dividir um dado valor por 4. ATIVIDADE 16: TRABALHANDO COM PROBABILIDADE Objetivo  Explorar a ideia de probabilidade em situações-problema simples. Planejamento  Como organizar os alunos? A princípio em duplas ou trios e depois coletiva- mente.  Quais os materiais necessários? Cópias da Atividade 16A para cada dupla, da- dos e moedas para cada grupo. Encaminhamento  Comente com os alunos que os acontecimentos ocorrem no nosso dia a dia quase sempre ao “acaso”, mas muitas vezes podemos tentar prever alguns de- les. Um exemplo é a previsão do tempo. Chame a atenção para o fato de que as informações são previsões e que, por isso, não estão determinadas a priori, podendo ocorrer tanto uma coisa quanto outra.  Para que os alunos possam levantar hipóteses sobre o “acaso”, diga-lhes que irão testar algumas das probabilidades apresentadas na folha de atividades que lhes será entregue. 290 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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     Você podeorganizar a classe em duplas ou trios, mas a discussão será coletiva.  No item 1, os alunos deverão verificar que existe 1 em 6 possibilidades, ou seja, 1/6.  No item 2, pela probabilidade deverá sair 3 vezes se o dado for lançado 18 ve- zes, mas esclareça que poderá também sair um pouco mais ou menos, pois é uma “probabilidade”, e não uma certeza. ATIVIDADE 16A Atividade do aluno NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Hoje vocês vão tentar adivinhar qual é a chance de sair o número 6 no lança- mento de um dado. Discuta com o seu grupo e registre a conclusão nas linhas abaixo. 2. Se um dado for lançado 18 vezes, quantas vezes, provavelmente, sairá o número 5? 3. Experimente agora lançar o dado 18 vezes. Anote na tabela abaixo quantas vezes cada face saiu e confronte com a resposta que vocês deram no item 2. Faces do dado Quantas vezes saiu cada número? 4. O que vocês observaram? Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 291
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    O que maisfazer? Você pode propor aos alunos que façam a mesma tentativa com as moedas, perguntando qual é a chance de sair “cara” jogando-se a moeda 10 vezes. Também segue outra sugestão abaixo. ATIVIDADE 16B Atividade do aluno NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Em um parque de diversões existe uma barraca com duas roletas. João resol- veu tentar sua sorte. Veja as roletas: Roleta 1 Roleta 2 1 6 1 6 5 1 5 2 4 2 4 3 2 3 Responda às questões abaixo: a. Se João precisa tirar o número 4, qual a roleta que ele deverá escolher? Por quê? b. E se precisa tirar o número 1, qual a roleta que ele deve escolher? Por quê? c. Se ele girar a roleta A, qual a chance de sair o número 2? E na roleta B? 292 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    ESPAÇO E FORMA A presença desse conteúdo neste volume se justifica pela necessidade de desen- volver nos alunos habilidades de visualizar, interpretar e construir representações do espaço e da forma. O mundo está impregnado de formas, tanto nos elementos da natureza quanto nos objetos criados pelos homens, e, dessa maneira, é vasto o conhecimento que os alunos trazem para a escola relacionado ao mundo das formas. Os alunos devem continuar ampliando seu conhecimento em relação às formas, mas também sobre a localização desses objetos e pessoas no espaço. O nosso desafio, portanto, é fazer com que os alunos avancem nesse conhecimento – do espaço perceptivo – para o co- nhecimento do espaço representativo, para melhor entender e interagir com o meio em que vivem. As situações didáticas planejadas neste material preveem um avanço na capaci- dade de os alunos estabelecerem pontos de referências para se localizar no espaço e saber dar informações mais precisas para outras pessoas chegarem ao destino de- sejado. São conhecimentos que ajudam a desenvolver a capacidade de orientação e a ampliar as relações entre objetos. O mesmo se dá em relação ao conhecimento do mundo das formas, pois, à me- dida que vão interagindo com elas por meio da observação e da experimentação, os alunos começam a diferenciar suas características e a perceber suas propriedades e, assim, podem conceituar outras categorias de formas. As atividades propostas são: a. Em relação à localização e ao deslocamento:  TRAÇANDO A ROTA – É uma atividade que tem o propósito de fazer com que os alunos observem a importância de identificar pontos de referência para se che- gar a determinado lugar quando não se conhece o trajeto.  ORIENTE-SE! – É uma situação que traz a discussão sobre os pontos cardeais como referência. b. Em relação às formas:  AS FORMAS GEOMÉTRICAS AO NOSSO REDOR e CONHECENDO OS POLIEDROS – Foram organizadas para que os alunos possam perceber as semelhanças e as diferenças entre os sólidos geométricos.  CONTANDO FACES, ARESTAS E VÉRTICES – É uma atividade que visa à iden- tificação das relações entre o número de faces, vértices e arestas de um poliedro.  PLANIFICAÇÕES DE SÓLIDOS GEOMÉTRICOS – Essa atividade visa explorar a planificação de alguns poliedros e corpos redondos, estabelecendo as diferen- ças entre esses entes geométricos.  OS POLÍGONOS: ÂNGULOS E LADOS – O objetivo é que os alunos possam per- ceber as semelhanças e as diferenças entre polígonos considerando seu nú- mero de lados e ângulos. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 293
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     CONTANDO VÉRTICESE ÂNGULOS DO POLÍGONO – Nessa atividade os alunos se aproximarão das noções de ângulos, identificando-os nos polígonos.  FIGURAS PLANAS – PARTE E TODO – A ideia aqui é explorar a formação de figu- ras planas a partir da composição e decomposição de outras figuras planas e de diferentes tipos de malhas.  AUMENTANDO E DIMINUINDO FIGURAS – A proposta dessa atividade é que os alunos possam ampliar ou diminuir figuras, a partir de diferentes tipos de malhas. ATIVIDADE 17: TRAÇANDO A ROTA Objetivo  Descrever, interpretar e representar a localização ou o deslocamento de uma pessoa ou um objeto. Planejamento  Como organizar os alunos? Em duplas.  Quais os materiais necessários? Cópias da Atividade 17A. Encaminhamento  Organize uma roda de conversa perguntando aos alunos em que rua moram, em que bairro sua residência está localizada e como chegam à escola (andan- do ou utilizando alguma condução).  Pergunte a eles quantas quadras aproximadamente andam de casa até a escola.  Convide pelo menos dois alunos para explicarem o trajeto que realizam diaria- mente; para isso, sugira que façam desenhos na lousa para ajudar nessa tare- fa. Deixe que cada aluno explique o seu caminho sem nenhuma interferência, mas no decorrer da exposição anote pontos que mereçam ser discutidos pos- teriormente para que os alunos possam conhecer mais facilmente as noções de localização e deslocamento e, assim, utilizar cada vez melhor a linguagem apropriada para isso.  Em seguida, distribua cópia da atividade para os alunos, solicitando que leiam o enunciado da tarefa a ser realizada.  Na socialização, peça que um aluno dite o trajeto de onde está Júlia até o cinema e registre o texto na lousa. Questione a classe se está clara essa orientação, se a linguagem está adequada. É importante que os alunos se apropriem das noções do que são ruas paralelas, perpendiculares, cruzamen- tos, pois o uso desse vocabulário os ajudará a observar os principais pontos de referência quando forem orientar alguém ou receber orientações sobre de- terminado trajeto. 294 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno ATIVIDADE17A NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Júlia marcou com a sua turma de ir ao cinema. Como ela é nova na cidade, chegou à esquina da Rua São Paulo com a Rua Pedro Álvares Cabral e não sa- bia como fazer para chegar ao cinema. Ela ligou para a sua amiga Sônia, que lhe falou que a rua do cinema é paralela . De onde está, deve andar qua- dras até chegar à Rua . Esta rua é perpen- dicular à rua do cinema, que fica na Rua . Que outro caminho você indicaria para Júlia chegar ao cinema? Rua São Paulo Av. Brasil Rua Maranhão Rua Pedro Álvares Cabral Rua Tiradentes Cine Estrela Rua D. Pedro I Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 295
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    ATIVIDADE 18: ORIENTE-SE! Objetivo  Reconhecer que os pontos cardeais são referências muito usadas por algumas pessoas para orientar-se em determinado espaço. Planejamento  Como organizar os alunos? Inicialmente em grupos de quatro alunos e depois coletivamente.  Quais os materiais necessários? Cópias da Atividade 18A, plantas ou mapas que contenham uma rosa-dos-ventos. Encaminhamento  Distribua para cada grupo plantas ou mapas (atlas geográfico) e chame a aten- ção para a figura da rosa-dos-ventos.  Pergunte se sabem o que ela representa e o porquê de essa imagem estar pre- sente em todos os mapas.  Anote na lousa o que os alunos falarem.  Em seguida distribua cópia da Atividade 18A para cada aluno e faça uma leitu- ra compartilhada sobre a rosa-dos-ventos. Instrua-os a não fazer ainda o item 2 da atividade.  Confronte as informações contidas no texto com as anotações feitas na lousa e questione o que se confirma, modifica ou amplia.  Convide um aluno para mostrar para a classe os pontos cardeais tendo a rosa-dos-ventos como referência.  Agora, oriente-os que prossigam fazendo o item 2 da atividade em duplas para em seguida fazer a socialização e confrontar as diferentes respostas. 296 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno ATIVIDADE18A NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Observe a imagem abaixo. Em que lugares você já viu essa figura? Sabe para que ela serve? N NW NE W E SW SE S N – Norte NE – Nordeste E – Leste SE – Sudeste S – Sul SW – Sudoeste W –Oeste NW – Noroeste Rosa-dos-ventos Essa figura representa a rosa-dos-ventos e é muito utilizada para orientar a navegação de aviões, navios, caminhadas em matas, trilhas etc. Ela repre- senta os pontos cardeais (Norte, Sul, Leste e Oeste) e os pontos colaterais (Nordeste, Sudeste, Noroeste e Sudoeste). Observe que a rosa-dos-ventos sempre está presente nos mapas para indicar o Norte e o sentido oposto – Sul –, apontando ainda a direção Leste-Oeste (respectivamente, o nascer e o pôr do sol). O conhecimento sobre os pontos cardeais é importante também para um en- genheiro, quando projeta uma casa, um prédio ou uma indústria. Ele tem que saber os movimentos que o Sol realiza durante o dia e durante o ano para pla- nejar corretamente a posição das portas e janelas, e para isso é necessário orientar-se através dos pontos cardeais. Numa indústria ou residência, jane- las bem posicionadas podem economizar energia com iluminação. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 297
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    Atividade do aluno 2. Agora, observe o mapa do município de São Paulo (que está em destaque) e a rosa-dos-ventos apresentada abaixo e responda: Francisco Morato Santa Isabel Franco da Rocha Mairiporã Cajamar Pirapora do Caieiras Bom Jesus Arujá Guarulhos Guararema Santana do Parnaíba Itaquaque- cetuba Barueri Osasco Poá Jandira Mogi das Cruzes Itapevi Carapicuíba São Paulo Ferraz de Vasconcelos Salesópolis S. Caetano Biritiba-Mirim Vargem Grande Taboão da do Sul Suzano Paulista Serra Embu Mauá Santo Cotia Diadema Ribeirão André Pires Itapecerica Rio Grande da Serra da Serra Bertioga São Bernardo do Campo Embu-Guaçu São Lourenço da Serra Cubatão N Oceano Santos Guarujá Atlântico NO NE Juquitiba São Vicente O L Itanhaém SO SE a. Encontre duas cidades que fazem fronteiras com: S O lado leste da cidade de São Paulo. O lado nordeste da cidade de São Paulo. O lado norte da cidade de São Paulo. b. Uma pessoa mora em Itapecerica da Serra. É correto afirmar que ela mora a sudeste do município de São Paulo? 298 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    ATIVIDADE 19: ASFORMAS GEOMÉTRICAS AO NOSSO REDOR Objetivo  Reconhecer semelhanças e diferenças entre poliedros (prismas, pirâmides e outros). Planejamento  Como organizar os alunos? Em duplas.  Quais os materiais necessários? Moldes de formas geométricas, cartolina, lá- pis, régua, borracha. Encaminhamento  Diga que na aula de hoje irão aprender mais sobre as formas dos objetos, pois se trata de conhecimento importante, uma vez que o mundo a nossa volta está repleto das mais variadas formas: alguns objetos são arredondados, outros não; há ainda os que têm formatos retangulares, outros triangulares; alguns têm bicos ou pontas, outros são mais “retos”.  Pergunte aos alunos que formas têm as embalagens dos produtos que são utilizados em suas casas. A finalidade dessa conversa inicial é a de verificar se eles já possuem algum conhecimento sobre os sólidos geométricos.  Diga que construirão algumas formas geométricas que serão úteis para os es- tudos que farão nas aulas seguintes.  Distribua os diferentes moldes e as folhas de cartolina para cada grupo cons- truir as formas.  Recomende que construam as formas com bastante capricho; para isso, orien- te-os a recortarem os contornos com cuidado e a dobrarem bem os vincos.  Passe pelos grupos e, à medida que vão montando as caixas, faça perguntas no sentido de que estabeleçam relação de cada forma com objetos do mundo real. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 299
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    Atividade do aluno MOLDES 2 1 5 3 4 300 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    ATIVIDADE 20: CONHECENDOOS POLIEDROS Objetivo  Reconhecer semelhanças e diferenças entre poliedros (prismas, pirâmides e outros). Planejamento  Como organizar os alunos? Coletivamente e em duplas.  Quais os materiais necessários? As formas construídas na atividade anterior e cópias da Atividade 20A. Encaminhamento  Diga à turma que nessa aula vão observar melhor e descobrir características dos corpos geométricos que construíram na aula anterior.  Pergunte se eles sabem os nomes de cada uma delas. Se não souberem, você pode informar.  Pergunte aos alunos o que esses corpos geométricos têm em comum. O es- perado é que digam que todos têm cantos e pontas. Então, informe que irão estudar os corpos que não são arredondados.  Solicite que observem o cubo e contem quantos lados ele tem. Depois informe que em geometria não se diz “lado”, e sim face. Assim, o correto é dizer que o cubo tem 6 faces.  Distribua cópia da Atividade 20A para os alunos lendo o item 1 em voz alta e solicitando a eles que registrem nas linhas a conclusão do grupo. Também leia o item 2 e dê ênfase a essa informação.  O item 3 poderá ser realizado coletivamente, porém garantindo que todos parti- cipem. Para isso, é interessante convidar aqueles alunos que se mostram mais tímidos.  No item 4, organize as duplas. Os alunos possivelmente poderão confundir-se ao observar as figuras, pois elas representam os sólidos. Talvez não percebam que a vista é frontal e que há faces laterais e base nos prismas.  Circule pela sala e converse com eles para verificar se está ocorrendo tal fato. Caso esteja, recorra a um dos poliedros construídos e pergunte se conseguem visualizar a(s) face(s) que está(ão) de frente para você, professor. Provavelmen- te irão dizer que não conseguem ver, mas sabem que existe tal face.  O que se espera no item 5 é que os alunos observem que um grupo de figuras é formado com corpos que tem “pontas” e o outro, com corpos que não têm “pontas”.  Informe então que o grupo dos que têm “pontas” denomina-se pirâmides, en- quanto no outro grupo estão os prismas. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 301
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    Atividade do aluno ATIVIDADE 20A NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Hoje você vai observar as características das formas geométricas que cons- truiu na aula anterior. O que elas têm em comum? Discuta com a sua turma e registre abaixo. 2. Essas formas são chamadas de poliedros. Em grego, poli significa muitos e edro, face, com o que podemos concluir então que poliedro significa muitas faces. 3. Observe cada poliedro que você montou e conte as faces de cada um. Corpos geométricos Número de faces 302 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno 4. Abaixo estão as representações de outros poliedros. Você consegue perceber todas as faces de cada poliedro desenhado? 5. Com o seu colega de dupla, separe as figuras acima em dois grupos e discuta o que cada grupo tem em comum. Escreva abaixo de cada figura A ou B, con- forme a conclusão a que você e seu colega chegaram. Qual é a característica das formas do: Grupo A? Grupo B? 6. Após a discussão com toda a classe, qual foi a conclusão? Grupo A? Grupo B? ATIVIDADE 21: CONTANDO FACES, ARESTAS E VÉRTICES Objetivo  Identificar relações entre o número de faces, vértices e arestas de um poliedro. Planejamento  Como organizar os alunos? Em duplas.  Quais os materiais necessários? As formas geométricas construídas na Ativida- de 19 e cópias da Atividade 21A. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 303
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    Encaminhamento  Inicie a aula retomando as características das formas geométricas construídas na Atividade 19, ou seja, que elas têm “cantos”, “quinas” e “pontas”. Comente que esses nomes são de uso comum, mas em geometria as “pontas” são cha- madas vértices, e os “cantos”, arestas.  Solicite aos alunos que observem as formas e identifiquem os vértices em cada uma delas.  Diga que as atividades a seguir os ajudarão a observar melhor os vértices e as arestas. Distribua, então, cópia da Atividade 21A, fazendo a leitura comparti- lhada do enunciado.  No item 2, os alunos preencherão a tabela com a quantidade de vértices e arestas de cada poliedro: J Poliedro 1 – Pirâmide de base triangular; J Poliedro 2 – Prisma de base triangular; J Poliedro 3 – Paralelepípedo (caso especial de prisma); J Poliedro 4 – Prisma de base pentagonal; J Poliedro 5 – Cubo (caso especial de prisma).  No item 3, o que se espera é que os alunos descubram que, somando-se o número de faces com o número de vértices e subtraindo-se o número de arestas dos sólidos, o resultado será sempre 2. Com base nessa descoberta, desafie-os a descobrir o número de faces dos poliedros 4 e 5.  Caso não consigam descobrir, deixe esse desafio para uma próxima aula. 304 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno ATIVIDADE21A NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ Vamos descobrir as características dos poliedros que foram construídos: 1. Pegue o sólido número 1. Faça uma marca (x) em cada uma de suas faces. Você consegue ligar duas dessas marcas com um traço de lápis, sem passar por cima de uma dobra? a. Veja a figura abaixo: Essas dobras são como fronteiras entre duas faces. Pois bem, essas frontei- ras recebem o nome de arestas. Uma aresta pertence sempre a duas faces. X X X E o que você observa no encontro das arestas? Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 305
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    Atividade do aluno 2. Agora, observe os cinco poliedros e preencha a tabela abaixo. Peça ajuda do professor para saber os nomes de cada um. Poliedro Número de arestas Número de vértices Descubra um segredo sobre os poliedros: 3. Nos poliedros 1, 2 e 3, além das arestas e dos vértices, conte também as fa- ces, preenchendo a tabela abaixo. Número de Número de Poliedro Número de faces arestas vértices 1 2 3 4. Em cada um deles, some o número de vértices com o número de faces. Do resultado obtido, retire o número de arestas. O que você observou? 5. Como essa descoberta pode ajudar a descobrir o número de faces dos polie- dros 4 e 5? 306 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    ATIVIDADE 22: PLANIFICAÇÕESDE SÓLIDOS GEOMÉTRICOS Objetivo  Explorar planificações de alguns poliedros e corpos redondos. Planejamento  Como organizar os alunos? Em duplas.  Quais os materiais necessários? Embalagem de creme dental (uma caixa na forma de paralelepípedo), cola, tesoura e cópia da Atividade 22A. Encaminhamento  Pergunte qual a diferença entre os moldes e as formas que montaram. É inte- ressante que você anote as falas dos alunos.  Os moldes são as planificações dos sólidos geométricos e são compostos de figuras planas. Pergunte quais figuras planas compõem cada uma das formas montadas. Se não souberem nomear os polígonos, isto não será motivo de preocupação no presente momento, pois nas atividades seguintes os alunos poderão, aos poucos, se apropriar desse vocabulário.  Faça com os alunos a planificação de uma caixa de creme dental – ou de uma caixa maior na forma de um paralelepípedo –, abrindo-a. Represente essa pla- nificação no papel com auxílio de um lápis para contornar a caixa aberta. Peça que observem quais figuras compõem a planificação dessa caixa (no caso, po- lígonos de 4 lados).  Em seguida, distribua a Atividade 22A para cada aluno e peça-lhes que a leiam e a resolvam em duplas.  Na socialização procure sistematizar o que são corpos redondos e não redondos. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 307
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    Atividade do aluno ATIVIDADE 22A NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Recorte e monte os sólidos e responda a questão: 9 8 a. Os sólidos que você montou têm partes arredondadas? Por essa razão eles não são considerados poliedros. Você lembra o que significa poliedro? Os sólidos que não são poliedros são chamados de corpos redondos. São eles: esfera esfera cone cilindro 308 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno ATIVIDADE22B NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Analise a figura abaixo, que representa a planificação de um poliedro: a. Você conseguiria montar uma caixa com este molde? Por quê? b. Considerando a base deste poliedro, complete o quadro com as características que deve ter este corpo geométrico. Número de arestas Número de vértice Número de faces c. Qual é o nome do poliedro? ATIVIDADE 22C NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. A figura abaixo representa um pedaço de cano metálico. Qual polígono repre- senta a planificação desse cilindro? Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 309
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    Atividade do aluno 2. Abaixo, temos a figura de um cubo sendo planificado e, ao lado, três tipos di- ferentes de planificações do cubo. Encontre outras possíveis planificações do cubo. O que é importante discutir com os alunos:  que não é possível planificar a superfície de uma bola.  que existem 11 maneiras de planificar o cubo. Esse conhecimento é im- portante, pois empresas que fabricam caixas para presente na forma de cubo precisam minimizar o desperdício de material; eles compram pran- chas de papelão para serem cortadas conforme o desejo do cliente. ATIVIDADE 23: OS POLÍGONOS: ÂNGULOS E LADOS Objetivo  Identificar semelhanças e diferenças entre polígonos, considerando seu núme- ro de lados e de ângulos. Planejamento  Como organizar os alunos? Em duplas.  Quais os materiais necessários? Cópias das Atividades 23A e 23B. Encaminhamento  Distribua cópia da Atividade 23A para os alunos e peça para discutirem em duplas, garantindo que todos tenham entendido o enunciado da tarefa a ser realizada. 310 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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     Ande pelaclasse, observando e registrando as discussões que julgar importan- te socializar.  Após aproximadamente 10 minutos, abra a discussão com a classe toda, so- licitando que uma dupla inicie as observações que fizeram acerca das figuras dos dois grupos.  Pergunte se outras duplas tiveram outras ideias, confrontando os diferentes pontos de vista. O que se espera é que os alunos percebam que no grupo 1 as figuras são todas fechadas e seus lados são compostos por retas, enquanto no grupo 2 algumas figuras são abertas, apesar de serem desenhadas com li- nhas retas, e outras, apesar de fechadas, são desenhadas com linhas curvas. Não é o caso de você fornecer essa informação antecipadamente, mas pode lançar perguntas para que os alunos cheguem a essa conclusão. Pergunte, por exemplo: O que todas as figuras do grupo 1 têm em comum? Como são as figu- ras do grupo 2? Repare nas linhas que compõem as figuras do grupo 1. Como são elas?  Informe que as figuras do grupo 1 são chamadas de polígonos. Distribua, agora, cópia da Atividade 23B e peça que um aluno leia em voz alta apenas o item 1.  Desenhe alguns polígonos na lousa e convide um aluno para que identifique as informações lidas naquelas figuras. ATIVIDADE 23A Atividade do aluno NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ Observe as figuras dos dois grupos e discuta com o seu colega as questões que seguem: Grupo 1 Grupo 2 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 311
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    Atividade do aluno 1. Como são as figuras do grupo 1? 2. E as do grupo 2? Registre as conclusões a que chegaram após a discussão com os demais cole- gas da classe: Grupo 1 Grupo 2 ATIVIDADE 23B NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Na atividade anterior, você e seus colegas observaram algumas característi- cas dos polígonos. O QUE É UM POLÍGONO? Do grego, POLI significa muitos e GONO, ângulos; então, literalmente, polígono significa muitos ângulos. Mas, em geometria, uma figura plana para ser polígono precisa ser uma figura fechada, e seus lados formados por segmentos de reta consecutivos. 2. Pegue algumas varetas ou canudinhos plásticos e verifique qual a quantida- de mínima de varetas ou canudinhos necessária para construir um polígono. Lembre-se que um polígono precisa ser uma figura fechada. a. Quantos lados tem essa figura que você formou? b. Qual é o nome dessa figura? c. O que você pôde concluir? 312 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno 3. Os polígonos podem ter 3 ou mais lados; veja como alguns prefixos matemáti- cos ajudam a identificar o número de lados de um polígono: tri = 3 hepta = 7 tetra = 4 octo = 8 penta = 5 enea = 9 hexa = 6 deca = 10 4. Com base nas informações acima, desenhe figuras com diferentes lados e tente descobrir o nome de cada uma. Número de lados Figura Nome 3 4 5 Pentágono 6 7 ATIVIDADE 24: CONTANDO VÉRTICES E ÂNGULOS DO POLÍGONO Objetivo  Conhecer algumas noções sobre ângulos identificando-os nos polígonos. Planejamento  Como organizar os alunos? Coletivamente e depois em duplas.  Quais os materiais necessários? Cópias da Atividade 24A. Encaminhamento  Pergunte aos alunos se já ouviram em uma locução de futebol a expressão “O jogador chutou a bola no ângulo” e o que significa. É bem provável que digam que a bola acertou o canto do gol, ou a quina do gol. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 313
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     Peça queum aluno desenhe na lousa um gol indicando onde o jogador poderia ter acertado a bola.  Informe que, em geometria, a palavra “ângulo” é bastante usada, e então cha- me a atenção para as retas que formam a haste e o travessão do gol. Pergunte se sabem o nome desse ponto (vértice) em que se encontram essas duas re- tas. Então diga-lhes que, em um polígono, cada dois lados com um vértice em comum forma um ângulo.  Desenhe alguns polígonos na lousa e convide alguns alunos a identificarem os ângulos em cada uma das figuras.  Distribua cópia da Atividade 24A para os alunos e peça que resolvam indivi- dualmente e depois confiram as respostas com um colega.  O que se espera que os alunos observem é que como os ângulos se formam nos vértices, então, o número de vértices é igual ao número de ângulos. ATIVIDADE 24A Atividade do aluno NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Observe os polígonos abaixo e complete com as informações. Número Número Polígono Nome de vértices de ângulos 314 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    2. O quevocê observou em relação aos números de vértices e ângulos? Troque ideias com seu colega e anote abaixo a conclusão. ATIVIDADE 25: FIGURAS PLANAS – PARTE E TODO Objetivo  Compor e decompor figuras planas. Planejamento  Como organizar os alunos? Em duplas, porém cada aluno realizará a atividade individualmente.  Quais os materiais necessários? Cópias de malhas e da Atividade 25A. Encaminhamento  Conte aos alunos que muitos artistas plásticos se utilizaram de conhecimentos da geometria para fazer seus quadros.  Se possível, leve algumas fotos de pinturas de Di Cavalcanti e outros que usa- ram formas geométricas, fazendo com que os alunos possam apreciar essas obras.  Proponha, também, construírem figuras usando as formas geométricas que po- derão depois formar painéis ou mesmo decorar capas dos seus próprios cader- nos. Mas antes realizarão algumas atividades em que analisarão diferentes po- lígonos em algumas figuras e também irão compor figuras a partir de diversos polígonos.  Diga que para realizarem as atividades a seguir precisarão de muita atenção e concentração e que poderão trocar ideias com seus colegas, mas que cada um vai realizar a sua tarefa.  Distribua as cópias da malha triangular e da Atividade 25A, solicitando que os alunos leiam o enunciado e garantindo que todos tenham entendido a tarefa a ser realizada. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 315
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    Modelo de malhatriangular Modelo de malha quadriculada 316 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno ATIVIDADE25A NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Observe os diferentes polígonos abaixo e pinte essas figuras na malha triangular. 2. Quantos triângulos da malha você usou para formar: a. o triângulo? b. o hexágono? c. os quadriláteros: trapézio? losango? d. Por meio da malha, construa 3 losangos do mesmo tamanho usando os de- mais polígonos. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 317
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    Atividade do aluno ATIVIDADE 25B NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Considere a figura abaixo: a. Tente dividi-la em retângulos (eles não precisam ter o mesmo tamanho). So- bram algumas partes? b. Tente dividi-la em triângulos (eles podem ter tamanhos diferentes). Conse- guiu cobrir a figura toda? c. Qual o menor número de triângulos de que você precisa para cobrir a figura toda? 318 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno ATIVIDADE25C NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ Agora, chegou o momento de você fazer o seu painel. Para isso você pode tanto usar a malha triangular como a quadriculada. Use a criatividade e mãos à obra! O que você precisa saber para encaminhar essas atividades:  Quando cobrimos um polígono com outros polígonos, por justaposição, estamos, na verdade, decompondo a figura original em outras figuras.  Quando tentamos decompor um polígono em outros que não sejam re- tângulos, pode ser que sobrem partes da figura original, mas quando de- compomos em triângulos, isso nunca acontecerá. Ou seja, sempre é pos- sível cobrir a parte que sobra com outro triângulo.  Como o polígono é só o contorno da figura, chamamos a região interna de região poligonal. ATIVIDADE 26: AUMENTANDO E DIMINUINDO FIGURAS Objetivo  Ampliar e reduzir figuras planas pelo uso de malhas quadriculadas. Planejamento  Como organizar os alunos? Individualmente.  Quais os materiais necessários? Cópias da Atividade 26A. Encaminhamento  Inicie a conversa com os alunos perguntando-lhes se saberiam dar exemplos de figuras que podem ser ampliadas ou reduzidas. Uma foto de uma pessoa é um bom exemplo nessa discussão.  As atividades poderão ser realizadas em folhas quadriculadas.  Distribua a Atividade 26A para cada aluno e peça que leiam e resolvam.  Em seguida, discuta com a classe as questões propostas na atividade. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 319
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    Atividade do aluno ATIVIDADE 26A NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ Observe o peixinho do desenho abaixo e tente desenhar outro peixinho parecido com ele na malha da direita, tomando o cuidado de respeitar a posição dos traça- dos e o número dos quadradinhos, que precisam ser os mesmos do modelo. 1. O novo peixinho ficou maior ou menor que o primeiro? Você sabe por quê? 2. O que aconteceria com o tamanho do novo peixinho se os lados dos quadradi- nhos fossem maiores? 3. Tente fazer o mesmo peixinho na malha abaixo: 320 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    O que maisfazer? Você pode propor que reproduzam a figura do peixe nas malhas abaixo com o objetivo de os alunos perceberem uma “deformação” da imagem, em virtude de se ter aumentado a largura dos quadrados na primeira malha e o compri- mento dos quadrados na segunda malha. ATIVIDADE 26B Atividade do aluno NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Tente desenhar o mesmo peixe da atividade anterior nas malhas abaixo: Malha 1 Malha 2 a. Como ficou o peixe na malha 1? b. E na malha 2? c. Por que isso aconteceu? Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 321
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    Atividade do aluno 2. Construa numa folha de papel sulfite uma malha com quadradinhos com os lados medindo 1 cm. Reproduza a figura abaixo na malha que você construiu. O que é importante você saber para encaminhar essas atividades:  O tamanho do lado do quadrado que compõe a malha é que faz com que a figura aumente, diminua ou fique do mesmo tamanho.  A razão entre as medidas de comprimento da nova figura e da figura ori- ginal é a mesma que a razão entre o comprimento do lado do quadradi- nho da nova malha e o lado do quadradinho original.  Se aumentarmos o quadradinho da malha em apenas uma direção, por exemplo, só na largura, a nova figura sairá deformada. GR ANDEZAS E MEDIDAS As atividades de exploração das unidades de grandezas diversas, a constante necessidade de estabelecer comparações entre elas e de realizar medições estão pre- sentes na vida das crianças desde muito cedo. Por isso, é importante criar situações didáticas para que os alunos possam per- ceber a grandeza como uma propriedade de certa coleção de objetos, observando que, mesmo que o objeto mude de posição e de forma, algo pode permanecer constante. Nesse sentido, as atividades propostas têm como objetivo que os alunos discu- tam, organizem soluções e aprofundem seus conhecimentos para resolver problemas do dia a dia com relação às grandezas e às medidas de tempo, temperatura, massa, capacidade, comprimento e ao sistema monetário. As atividades propostas são:  OBSERVANDO A TEMPERATURA EM DIFERENTES LUGARES – O objetivo desta atividade é que os alunos possam perceber, em situações reais, onde aparece esta unidade de tempo e quais problemas eles podem enfrentar.  DIFERENTES PAÍSES, DIFERENTES MOEDAS: QUANTO VALE O REAL? – A propos- ta é que os alunos possam perceber que há diferentes moedas em circulação no mundo e que é necessário estabelecer um parâmetro de comparação entre elas para que haja transações comerciais entre países. 322 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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     MEDIDAS DODIA A DIA: COMPRIMENTO E MASSA – O objetivo é observar onde e como as diferentes unidades de medidas são utilizadas.  O CONTORNO DAS FIGURAS – A ideia aqui é que os alunos possam perceber que para calcular o perímetro de figuras planas, inclusive em malhas quadricu- ladas, deve-se conhecer o seu contorno.  QUAL É A ÁREA? – O objetivo é que os alunos possam compreender o conceito de superfície de figuras planas e consigam calculá-las em malhas quadriculadas.  ÁREA OU PERÍMETRO? – A atividade proposta tem como meta fazer com que os alunos percebam a diferença entre área e perímetro e, ao mesmo tempo, saibam encontrar soluções para problemas do seu cotidiano.  QUE HORAS SÃO? e CONTANDO O TEMPO – Nessas atividades a proposta é que os alunos resolvam situações-problema do cotidiano e observem a equiva- lência entre as unidades de medida de tempo.  ANTES OU DEPOIS DO MEIO-DIA? – O objetivo da atividade é propor que os alunos possam realizar a leitura de horas em diferentes momentos do dia em relógios digital e analógico. ATIVIDADE 27: OBSERVANDO A TEMPERATURA EM DIFERENTES LUGARES Objetivo  Utilizar unidades usuais de temperatura em situações-problema. Planejamento  Como organizar os alunos? Em duplas.  Quais os materiais necessários? Cópias da Atividade 27A. Encaminhamentos  Inicie a conversa perguntando se algum aluno sabe para que serve o termôme- tro. Você pode perguntar o que se mede com um termômetro.  Pergunte se eles sabem qual a temperatura mínima para considerar uma pes- soa com febre. Se não souberem, informe que uma pessoa com febre tem temperatura acima dos 37 ºC, porém os médicos consideram estado febril as temperaturas acima dos 37,5 ºC.  Informe ainda aos alunos que em nosso país as temperaturas médias corres- pondem a 25 ºC, nas regiões Norte e Nordeste elas podem ser mais elevadas e nos estados do Sul elas são mais frias. No entanto, em outros países do mundo as temperaturas podem ser muito frias, ou seja, menores que 0 ºC, e neste caso as indicaremos com números negativos, por exemplo, −20 ºC.  Em seguida, distribua a cópia da Atividade 27A.  Na atividade há duas tabelas indicando a previsão da variação de temperatura nos dias 7, 8 e 9 de janeiro de 2008 na cidade de São Paulo e na cidade de Genebra, na Suíça. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 323
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     Diga queirão fazer a leitura dessas tabelas e verificar que na coluna “Máx.” es- tará indicada a maior temperatura prevista para aquele dia e na coluna “Mín.”, a menor temperatura prevista. A partir daí responderão as questões propostas.  Percorra a sala e verifique se há dúvidas na leitura da tabela, se conseguem estabelecer a relação entre a temperatura do dia e a condição do tempo.  Em seguida, socialize com a turma as soluções encontradas. ATIVIDADE 27A Atividade do aluno NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ Leia as informações das tabelas a seguir e responda as questões. São Paulo, Brasil Última atualização: Segunda-feira, 7 de janeiro de 2008, at 12:31 Horário Local de Verão (Segunda-feira, 14:31 GMT) Máx. (C) Mín. (C) Hoje Parcial. nublado 26 °C 16° C 7 jan. Índice UV: 10+ Extremo Ter Ensolarado 28 °C 17 °C 8 jan. Índice UV: 10+ Extremo Qua Predom. de sol 28 °C 17 °C 9 jan. Índice UV: 10+ Extremo Genebra, Suíça Última atualização: Segunda-feira, 7 de janeiro de 2008, at 15:21 Hora Local da Europa Central (Segunda-feira, 14:21 GMT) Máx. (C) Mín. (C) Esta Noite Chuva –1 °C 7 jan. Ter Predom. de sol 8 °C 3 °C 8 jan. Índice UV: 1 Mínimo Qua Chuva fraca 7 °C 4 °C 9 jan. Índice UV: 1 Mínimo 324 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno 1. Quais as temperaturas mínima e máxima no dia 7 de janeiro de 2008 em São Paulo? 2. Qual a temperatura mínima em Genebra no dia 7 de janeiro? 3. Qual a diferença entre a temperatura mínima e a máxima no dia 8 de janeiro em: a. São Paulo? b. Genebra? c. Em que cidade está mais frio? 4. Qual a diferença entre as temperaturas mínimas de São Paulo e de Genebra no dia 9 de janeiro de 2008? O que mais fazer? Você pode sugerir aos alunos que procurem nos jornais a página que indica a previsão do tempo. Nela, os alunos poderão fazer a leitura das temperaturas do dia, verificar se há ou não possibilidades de chuva, se o tempo permanece- rá nublado ou não. A partir dessa leitura você pode propor que as duplas elaborem problemas e que os troquem entre si. Após a resolução, você pode propor que eles analisem os problemas que fo- ram elaborados, verificando se havia ou não coerência entre os dados e as questões formuladas e se as soluções encontradas respondiam as questões formuladas. ATIVIDADE 28: DIFERENTES PAÍSES, DIFERENTES MOEDAS: QUANTO VALE O REAL? Objetivos  Estabelecer a equivalência entre moedas de vários países.  Resolver problemas utilizando moedas de diferentes países. Planejamento  Como organizar os alunos? Em duplas.  Quais os materiais necessários? Cópias da Atividade 28A. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 325
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    Encaminhamento  Inicie a atividade perguntando se os alunos sabem como são pagas as contas em outros países. Se, por exemplo, um lanche nos Estados Unidos é pago em real.  Pergunte ainda se eles sabem o nome de moeda de outros países. Caso não tenha nenhum aluno com essa informação, você pode sugerir que eles abram o jornal na página de câmbio e verifiquem o nome de algumas moedas de ou- tros países. Por exemplo: País Moeda Estados Unidos Dólar Argentina Peso argentino Inglaterra Libra esterlina Japão Iene  Em seguida, distribua a cópia da Atividade 28A e diga que a tarefa será ajudar o sr. Flávio, representante comercial de uma empresa no Brasil, a fechar negó- cios com várias empresas no exterior. Para isso, eles precisam saber qual é o valor correspondente de cada moeda estrangeira em relação ao nosso sistema monetário, ou seja, em reais.  Peça que leiam o enunciado e discutam em dupla um procedimento para resol- ver a atividade.  Circule pela classe e verifique se há dúvidas na conversão das moedas.  Selecione algum procedimento que achar interessante e mereça ser socializado.  Socialize as discussões e as soluções encontradas e peça que anotem o pro- cedimento que considerou interessante.  Os alunos não precisam realizar essa atividade em um único dia; você pode pedir para que realizem as questões de 1 a 5 em um dia e as questões 6, 7 e 8 em outro dia.  O importante é que os alunos possam discutir entre si os procedimentos que deverão utilizar para resolver os problemas e que você reserve uma parte de cada uma das aulas para que possam compartilhar a forma como pensaram para ajudar o sr. Flávio no fechamento de seus contratos. ATIVIDADE 28A Atividade do aluno NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ Cada país tem uma moeda diferente. O sr. Flávio é o representante comercial de uma grande empresa. Ele ficará vinte dias fora do Brasil fechando contratos de exportação em vários países. 326 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno Veja a tabela de conversão que ele está utilizando para o fechamento dos contratos: Valor em real aproximado País Moeda da moeda em janeiro de 2008 Estados Unidos Dólar 1 dólar = R$ 1,75 Espanha e França Euro 1 euro = R$ 2,50 Japão Iene 1 iene = R$ 0,02 Argentina Peso argentino 1 peso argentino = R$ 0,50 Inglaterra Libra esterlina 1 libra = R$ 3,40 1. Ele iniciou sua viagem pelo Japão e os negócios fechados ficaram em 134 mil ienes. Qual será o valor do contrato em reais? 2. Em seguida, fez um giro pela Europa: foi à França e à Espanha e em cada um dos países o contrato foi de 38 mil euros. Qual o valor total em reais dos con- tratos que foram fechados nesses dois países? 3. O próximo país em sua escala foi a Inglaterra. O contrato fechado foi de apenas 12 mil libras esterlinas. Quanto rendeu em reais para a empresa do sr. Flávio? 4. A sua penúltima escala foi nos Estados Unidos. Lá ele fechou vários contratos. – O primeiro foi de 12 mil dólares – O segundo de 34 mil – O terceiro rendeu 175 mil reais. Quanto rendeu em reais os contratos nos Estados Unidos? 5. Quando chegou à Argentina, ele já estava “craque” em fazer as conversões de moedas. Fechou alguns contratos e finalizou com R$ 550.000,00. Qual o valor em pesos argentinos dos contratos fechados por ele? 6. Organize uma tabela com o valor total das transações comerciais fechadas pelo sr. Flávio em cada país na nossa moeda: Valor do contrato Valor do contrato País no país de origem em reais Estados Unidos Espanha e França Japão Argentina Inglaterra Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 327
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    7. Em qualdesses países ele fechou o maior contrato? 8. Qual o valor em reais de todos os contratos fechados? ATIVIDADE 29: MEDIDAS DO DIA A DIA: COMPRIMENTO E MASSA Objetivo  Utilizar unidades usuais de comprimento, massa e capacidade na resolução de problemas. Planejamento  Como organizar os alunos? Em duplas.  Quais os materiais necessários? Cópias das Atividades 29A e 29B. Encaminhamentos  Inicie a conversa dizendo que nas situações vivenciadas em nosso dia a dia necessitamos inúmeras vezes recorrer às diferentes unidades de medidas para compararmos objetos, comprarmos alimentos, sabermos a distância entre cidades, a altura de pessoas ou prédios. Tais necessidades têm origem nas situações práticas que vivenciamos e, portanto, são incorporadas à linguagem que utilizamos normalmente fora da escola.  Diga-lhes que realizarão atividades relacionadas a grandezas de medida: mas- sa e comprimento.  Antes de iniciar o trabalho, pergunte aos alunos se sabem o que são essas medidas e em que situações medimos massa e comprimento. Traga exemplos e converse com eles a respeito.  Faça uma lista na lousa para que eles possam relacionar a grandeza com o que se pode medir.  Em seguida, pergunte quais são os instrumentos utilizados em cada um des- ses casos.  Você pode deixar fixada na classe uma listagem elaborada por eles sobre o que essas grandezas podem medir, os instrumentos que podem ser utilizados para medir (comprimento: régua, fita métrica, trena; massa: balança).  Distribua a cópia da Atividade 29A e peça para um aluno fazer a leitura da con- signa. Veja se todos entenderam o que é para fazer. 328 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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     Circule pelaclasse e vá tirando dúvidas.  Quando perceber que quase todos terminaram a atividade, socialize os proce- dimentos e as soluções encontradas. Atividade do aluno ATIVIDADE 29A NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ Abaixo estão indicadas as medidas de alguns animais: Camelo Zebra Peso: 700 kg Peso: 200 kg Altura: 2 m Altura: 1,40 m Comprimento: 3 m Comprimento: 2,20 m Rinoceronte Peso: 4 t Altura: 2 m Comprimento: 4 m Tigre Hipopótamo Peso: 200 kg Peso: 4 t Altura: 1 m Altura: 1,50 m Comprimento: 2,50 m Comprimento: 4, 50 m Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 329
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    Atividade do aluno Com base nos dados indicados, responda as seguintes questões: 1. Quantas toneladas pesa: a. o rinoceronte? b. o hipopótamo? 2. Quantos quilos pesa: a. a zebra? b. o tigre? c. o camelo? 3. Qual a altura dos seguintes animais: a. tigre b. hipopótamo c. camelo d. zebra 4. Qual o comprimento dos seguintes animais: a. camelo b. tigre c. hipopótamo 5. Observando os dados, qual animal tem: a. o maior comprimento? b. a maior altura? c. o maior peso? 6. Existem animais com a mesma altura? Quais? 7. Existem animais que podem atingir o mesmo peso? Quais? 330 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno 8. Se puséssemos lado a lado um camelo e um rinoceronte, quantos camelos seriam necessários para obter o mesmo comprimento do rinoceronte? 9. Se pudéssemos empilhar os animais, ou seja, colocá-los um em cima do ou- tro, quantos tigres seriam necessários para alcançar a altura do camelo? O que mais fazer? Você ainda pode propor atividades em que os alunos possam estimar a altura ou a massa de pessoas, animais ou objetos como nas questões sugeridas abaixo. ATIVIDADE 29B Atividade do aluno NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Faça uma estimativa da medida de massa do lápis e de cada animal abaixo, li- gando as figuras da primeira coluna às respectivas medidas da segunda coluna. Cachorro 140 kg Lápis 4g Avestruz 60 kg Capivara 1t Girafa 20 kg Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 331
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    Atividade do aluno 2. Observe as medidas de comprimento ao lado de cada figura e transforme-as na unidade solicitada: 2,20 m = cm 3m= cm 8 cm = m 6m= cm 375 cm = m 1 m = 100 centímetros 332 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    ATIVIDADE 30: OCONTORNO DAS FIGURAS Objetivo  Calcular o perímetro de figuras planas e de figuras desenhadas em malhas quadriculadas. Planejamento  Como organizar os alunos? Primeiro coletivamente e depois em duplas.  Quais os materiais necessários? Cópia da Atividade 30A para cada dupla. Encaminhamento  Explique a sua turma que nessa atividade eles trabalharão com medidas de con- torno de figuras. Diga que saber fazer esses cálculos é um conhecimento útil em situações, por exemplo, em que se precisa comprar rodapé para uma sala, ou, ainda, calcular a quantidade de arame necessária para cercar um terreno etc.  Converse com os alunos e proponha o desafio de descobrirem como se pode, então, calcular o perímetro de uma figura (desenhe algumas na lousa e dê pis- tas aos alunos). Caso não consigam descobrir, explique que o perímetro nada mais é do que a soma dos lados de uma figura.  Se for um polígono, para se obter o seu perímetro basta somar a medida de todos os lados dessa figura.  Após essa discussão inicial, distribua a folha de Atividade 30A para cada dupla.  Nos itens 1, 2 e 3 a proposta é calcular o perímetro de figuras planas, e nos itens 4 e 5 é também cálculo do perímetro, porém utilizando malha quadriculada.  Enquanto realizam essa atividade, ande pela classe fazendo intervenções nas duplas que apresentarem dificuldades.  Em seguida, abra a discussão com a turma toda, socializando as respostas e pedindo que argumentem sobre os procedimentos que adotaram para encon- trar a solução.  Recomenda-se que os alunos façam as três primeiras atividades, discutam as soluções encontradas, para depois então realizarem as atividades com as ma- lhas quadriculadas. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 333
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    Atividade do aluno ATIVIDADE 30A NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ Leia os problemas a seguir e discuta uma forma de encontrar a solução. Não se esqueça de registrar esse percurso no seu caderno. 1. O desenho abaixo mostra as dimensões de uma quadra oficial de futebol de salão. Sua medida pode variar de 25 a 42 m de comprimento e de 15 a 22 m de largura. Quais os contornos máximo e mínimo que a quadra poderá ter a partir dessas medidas? Futsal 25 a 42 m 15 a 22 m Espaço mínimo = 1 m 2. Uma pessoa comprou um terreno que possui as seguintes medidas, como mostra a figura abaixo. O terreno está cercado, mas o sr. Antônio vai substituir o arame farpado por tela. Quanto ele precisará comprar de tela, se pretende deixar 1 metro para colocar um portão? 40 m 30 m 20 m 25 m 35 m 334 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno 3. Marisa vai precisar de 78 cm de fita para enfeitar uma bandeja de doci- nhos. Sabendo-se que a bandeja tem um formato retangular, e um de seus lados mede 20 cm, qual a medida do outro lado da bandeja? 4. Considerando o perímetro como o contorno de uma figura, encontre o períme- tro das figuras abaixo, sabendo que um quadrado da malha quadriculada será a unidade de medida. A B 5. Utilizando papel quadriculado, desenhe todos os retângulos cujos perímetros sejam de 48 cm e as medidas dos lados sejam números naturais. 1 cm Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 335
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    ATIVIDADE 31: QUALÉ A ÁREA? Objetivo  Compreender o conceito de área. Planejamento  Como organizar os alunos? Em grupos de quatro alunos.  Quais os materiais necessários? Três cartelas de diferentes dimensões para cada grupo e quadradinhos de 2 × 2 cm (conforme os modelos). Encaminhamento  Organize uma roda de conversa perguntando aos alunos o que significa quando as pessoas usam expressões como: “A área do terreno da minha casa é maior do que a da sua”. Ou ainda: “A área da quadra de futebol de salão é de 375 m2”. Os alunos podem dizer que a área é um espaço que ocupa a casa ou a quadra.  Diga que vão aprender a calcular a área, pois se trata de um conhecimento muito usado no dia a dia, como, por exemplo, para saber quanto de piso se precisará comprar para cobrir o chão de uma cozinha, a medida de um tapete para se colocar em uma sala, a quantidade de tinta necessária para pintar uma parede com determinada medida e assim por diante. Peça que os alunos citem outros exemplos.  Explique que cada grupo irá receber 3 cartelas que representam pisos de 3 diferentes salas e vários quadradinhos que representam as lajotas para cobrir esses pisos.  Informe que cada quadradinho representa uma unidade de medida.  Em seguida, peça que cubram os pisos e vejam quantas lajotas precisarão em cada um; esses dados deverão ser anotados no caderno.  Após aproximadamente 10 minutos, proponha a socialização. Convide um dos grupos para dizer quantas lajotas precisaram para cada piso. Pergunte se al- gum grupo chegou a uma solução diferente. Caso isso ocorra, discuta qual foi o procedimento utilizado, fazendo com que descubram qual a razão dessas di- vergências.  Em cada piso, chame a atenção para a quantidade de quadradinhos que há em uma linha e em uma coluna. Assim, aos poucos os alunos deverão perce- ber que a medida de área de quadrados e retângulos se dá pela multiplicação dos lados. No entanto, não se recomenda que você informe antecipadamente sobre essa operação. As atividades a seguir favorecerão que os alunos façam essa descoberta.  Proponha que descubram quantas lajotas serão necessárias para cobrir um quarto com piso, sem que precisem contar de um em um. E assim, como já foi 336 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    dito, espera-se queos alunos cheguem à conclusão de que precisarão multipli- car a quantidade de quadradinhos de uma fileira pelos da coluna.  Caso nenhum aluno chegue a essa descoberta, proponha em uma outra aula atividade semelhante. MODELO Uma unidade (= 1 lajota) Cartela 1 Cartela 2 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 337
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    Cartela 3 O que mais fazer? Você pode propor que os alunos calculem áreas de diferentes figuras (Ativi- dade 31B). Não se esqueça de informar os alunos que a unidade de medida da área pode ser: centímetro quadrado (cm2), metro quadrado (m2), quilômetro quadrado (km2), dependendo da situação, isto é, da área a ser mensurada. 338 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno ATIVIDADE31B NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. As figuras destacadas na malha abaixo representam diferentes espaços de uma casa. Calcule a área de cada uma delas, considerando que cada quadra- dinho representa 1 metro. ATIVIDADE 32: ÁREA OU PERÍMETRO? Objetivo  Estabelecer relação entre área e perímetro. Planejamento  Como organizar os alunos? Em duplas.  Quais os materiais necessários? Cópias da Atividade 32A e calculadoras. Encaminhamento  Distribua cópia da Atividade 32A para os alunos e, em seguida, pergunte o que significa a imagem contida na folha. Pergunte se já viram figuras desse tipo, onde e para que serve.  Se nenhum dos alunos souber, informe que se trata de uma representação de uma casa ou apartamento que os engenheiros ou arquitetos fazem para mos- trar como o espaço se dividirá. Informe-os que esse tipo de desenho chama-se planta baixa, e é como se estivesse olhando a casa ou o apartamento de cima e uma fotografia fosse tirada dessa posição. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 339
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     Peça queobservem cada compartimento, solicitando que localizem os dormitó- rios, a cozinha, a sala etc.  Escolha algumas das dependências para que os alunos realizem a leitura das medidas ajustando o significado delas.  Peça que um dos alunos leia em voz alta a tarefa a ser realizada e, em segui- da, que cada dupla então faça os cálculos utilizando-se de calculadora.  Circule pela classe observando a discussão dos alunos e registrando o que considerar importante ser comentado no coletivo.  Quando perceber que a maioria já terminou, faça a socialização.  Os alunos apresentarão o resultado da medida da área dos dormitórios; então, informe que para medidas de área, neste caso, se usa o termo metro quadra- do (m2). No caso da medida do perímetro, a unidade é o metro (m). ATIVIDADE 32A Atividade do aluno NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Observe a imagem abaixo. O que ela representa? Discuta com seu colega e escreva a conclusão a seguir. 2,80 2,00 2,80 1,40 Banheiro suíte Dormitório 2 Dormitório 1 3,10 2,00 0,70 suíte 4,00 Banheiro 1,60 1,70 0,80 2,80 9,00 8,50 4,90 Dormitório 3 3,10 2,40 Sala 0,90 3,00 Living 4,20 Serviços 2,50 2,50 Cozinha 3,80 0,50 Terraço 3,90 Área Sem o 8,00 Área Com o 70,05 m2 terraço 72.00 m2 terraço 340 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno 2. Imagine que vocês precisam colocar carpete e rodapé nos dormitórios 1 e 2. Calcule a medida: Carpete Rodapé DORMITÓRIO 1 DORMITÓRIO 2 3. Agora, responda: a. A medida do carpete foi igual à do rodapé? b. Que operações vocês fizeram para saber a medida do: – rodapé? – carpete? c. O que vocês podem concluir a respeito: – de perímetro? – de área? O que mais fazer? Para que os alunos possam compreender cada vez mais a relação entre perí- metro e área, sugere-se que você proponha a atividade em malhas quadricu- ladas como a sugerida na página seguinte. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 341
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    Atividade do aluno ATIVIDADE 32B NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ As figuras abaixo representam diferentes espaços construídos. Calcule área e pe- rímetro de cada figura e registre esses resultados na tabela. 1. 2. 3. 4. 5. 1 m2 Figura Perímetro Área 1 2 3 4 5 342 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    ATIVIDADE 33: QUEHORAS SÃO? Objetivo  Utilizar unidades usuais de tempo em situações do dia a dia, observando a equivalência entre essas diferentes unidades. Planejamento  Como organizar os alunos? Coletivamente.  Quais os materiais necessários? Relógio com ponteiro e cópias da Atividade 33A. Encaminhamento  Inicie a atividade pedindo aos alunos que falem sobre os instrumentos utiliza- dos para marcar o tempo. Espera-se que se refiram ao uso de calendários, os diferentes tipos de relógio, cronômetro etc.  Comente a relação existente entre a medida do tempo e os fenômenos da na- tureza, como os movimentos da Terra; as diferenças de horários entre os dife- rentes países; e que para organizar o tempo o homem inventou instrumentos para medir essa grandeza, como o relógio e o calendário.  Comente que alguns anos atrás não existiam relógios digitais e que a maneira mais comum de as pessoas saberem as horas do dia era utilizando os relógios de ponteiros, usados ainda hoje.  Se possível, leve um relógio de ponteiros e verifique se os alunos sabem fazer a leitura nesse tipo de aparelho: pergunte que horas o relógio está mostrando no momento, ou como os ponteiros estariam se estivesse na hora da saída etc.  Certamente alguns alunos terão muitos conhecimentos e outros ainda não sa- berão fazer a leitura de horas nesse tipo de relógio; portanto é importante que você discuta as perguntas da Atividade 33A com o grupo, para que haja troca de informações entre eles.  Encaminhe a discussão no sentido que possam fazer as descobertas sobre a função de cada ponteiro e sobre como são marcadas as passagens de segun- dos para minuto e de minutos para hora. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 343
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    Atividade do aluno ATIVIDADE 33A NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Você sabe ler as horas em um relógio de ponteiros? Observe um relógio desse tipo e discuta com sua professora e seus colegas: a. Quantos ponteiros tem o relógio? b. Para que serve cada um desses ponteiros? c. Registre abaixo o que discutiram e descobriram sobre os ponteiros do relógio. ATIVIDADE 34: CONTANDO O TEMPO Objetivo  Estabelecer relação entre a medida de tempo e as atividades diárias. Planejamento  Como organizar os alunos? Em duplas e depois coletivamente.  Quais os materiais necessários? Cópias da Atividade 34A. Encaminhamento  Entregue cópia da atividade aos alunos e solicite que leiam em duplas a tarefa a ser realizada. 344 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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     Passe nosgrupos para observar as discussões, registrando as que julgar im- portante socializar.  Após cerca de 10 minutos, abra a discussão com a classe toda convidando ini- cialmente um grupo para ler as conclusões a que chegaram.  Pergunte aos demais se há opiniões divergentes. Caso isso ocorra, abra espa- ço para que debatam as diferentes opiniões. Vá anotando as conclusões na lousa, sem fazer intervenção nesse momento.  Em seguida, entregue a Atividade 34B e faça uma leitura compartilhada do texto, dando pausas para comentários que surgirem. Confronte as conclusões com as informações contidas no texto e verifique com a classe quais devem ser modificadas ou as que ampliam. Atividade do aluno ATIVIDADE 34A NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ O relógio de um escritório marcava o seguinte horário: Quando Roseli perguntou as horas, três pessoas responderam da seguinte forma: Que horas são? Quinze para as três. Catorze horas e quarenta e Duas cinco minutos. e quarenta e cinco Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 345
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    Atividade do aluno 1. Quem informou corretamente as horas? Discuta com seus colegas e escreva aqui a conclusão a que chegaram. ATIVIDADE 34B NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ Por que diferentes pessoas leem horários de diferentes maneiras? Os números que aparecem em um relógio de ponteiros, além de indicar as horas, indicam também os minutos. Dessa maneira, se o ponteiro dos minutos estiver indicando 1, significa que se passaram 5 minutos, e se estiver indicando o 2, 10 minutos, e, assim, contando de 5 em 5 saberemos quantos minutos se passa- ram da hora indicada pelo ponteiro das horas. Então, para: lemos: duas e quarenta e cinco. Como você percebeu, o intervalo entre um número e outro no relógio representa 5 minutos; então, para esse mesmo horário há pessoas que podem dizer que fal- tam 15 minutos para as 3 horas ou, simplesmente, 15 para as 3. 1. Discuta com seus colegas e descubra o porquê e registre abaixo as conclusões. 346 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno ATIVIDADE34C NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Observe os relógios abaixo e escreva as duas formas de ler estas horas. a. b. c. a. b. c. 2. A rotina de Edu Como Edu é um menino que costuma perder a hora, sua mãe resolveu fazer uma tabela para que ele se organize durante o dia. Será que essa rotina aju- dará Edu a ficar mais esperto? Tarefa Início Término Acordar/tomar café 7h30min 8h45min Fazer lição/arrumar mochila 8h45min 10h00 Brincar/arrumar-se para escola 10h00 11h15min Almoçar/escovar dentes 11h15min 12h10min Sair para escola 12h15min Chegada na escola/início da aula 13h10min Saída da escola 18h15min Chegada em casa 19h20min Brincar 19h20min 19h50min Tomar banho 19h50min 20h10 Jantar 20h10 20h45min Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 347
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    Atividade do aluno Observe a tabela de horário de Edu e responda quanto tempo ele: a. tem entre fazer a lição de casa e arrumar a mochila? b. gasta para chegar à escola? c. gasta para tomar banho? 3. Você também pode organizar seus horários. Veja quanta coisa se pode fazer em um dia! ATIVIDADE 35: ANTES OU DEPOIS DO MEIO-DIA? Objetivo  Realizar a leitura de horas em diferentes momentos do dia. Planejamento  Como organizar os alunos? Leitura do texto coletivamente e depois em duplas.  Quais os materiais necessários? Cópias da Atividade 35A. Encaminhamento  Distribua uma cópia para cada aluno; depois, faça a leitura compartilhada do texto. Se preferir, escolha um aluno para fazer a leitura em voz alta.  Vá fazendo comentários que julgar necessários, garantindo também que todos tenham entendido o texto.  Peça então que realizem a tarefa em duplas.  Circule pela classe verificando se ainda restaram dúvidas e observe como es- tão realizando a tarefa. 348 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno ATIVIDADE35A NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ Você sabe que o dia tem 24 horas e que esse é o tempo que a Terra demora para dar uma volta em torno de si mesma? Assim, para informar as horas com pre- cisão são marcadas as diferenças dos horários antes e depois do meio-dia. Des- sa forma, ao se passar das 12 horas, ou do meio-dia, continua-se contando as horas na sequência: treze horas (ou 1 hora da tarde), catorze horas (ou 2 horas da tarde), e assim até as 24 horas – ou meia-noite. 1. Com base nessas informações, verifique as horas nos relógios abaixo e escre- va como você informaria uma pessoa se fosse antes do meio-dia e depois do meio-dia. Que horas são? Antes do meio-dia Depois do meio-dia Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 349
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    O que maisdiscutir com os alunos? Recomenda-se, também, que você proponha questões sobre as diferenças de horários existentes no território brasileiro em virtude do horário de verão que vigora geralmente entre outubro e fevereiro. Faça uma leitura compartilhada do texto que segue, dando pausas para as questões que forem surgindo. HOR ÁRIO DE VER ÃO O horário de verão contribui para reduzir o consumo de energia, e no Brasil foi adotado pela primeira vez em 1931, com duração de cinco meses. Até 1967, a mudança no horário foi decretada nove vezes. Desde 1985, no entanto, a medi- da vem sendo adotada sem interrupções, com diferenças apenas nos estados atingidos e no período de duração. No período em que o horário de verão é adotado, os dias têm duração maior por causa da posição da Terra em relação ao Sol. Com o maior aproveitamento da luminosidade natural, o governo reduz o consumo de energia elétrica. No entan- to, essa medida só funciona nas regiões distantes da linha do equador, porque nessa estação os dias se tornam mais longos e as noites mais curtas. Porém, nas regiões próximas ao equador, como a maior parte do Brasil, os dias e as noites têm duração igual ao longo do ano e a implantação do horário de verão nesses locais traz muito pouco ou nenhum proveito. Por isso a medida vigora apenas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Fonte: Wikipédia e Folha On-Line TR ATAMENTO DA INFORMAÇÃO Na sociedade atual, há uma grande oferta de informações das mais diferentes áreas (economia, esporte, educação etc.) em diferentes meios de comunicação – jor- nais, revistas e meios televisivos. Muitas vezes, tais informações são acompanhadas de tabelas e gráficos de vários tipos. Compreender e saber interpretar esses dados contribui para que os alunos possam tirar suas próprias conclusões e tomar melhores decisões, um dos fatores que colaboram para a formação de cidadãos conscientes e participantes da sociedade em que vivem. Portanto, é fundamental que a escola ajude os alunos a construir os conheci- mentos necessários para poderem entender o significado de tais dados, ou seja, para interpretar as informações contidas nesses instrumentos e ainda utilizá-los adequada- mente para comunicar os dados coletados. As atividades propostas neste material têm como objetivo que os alunos pos- sam reconhecer a diferença entre tabelas e gráficos, ler e interpretar dados inseridos nesses instrumentos e ainda utilizá-los para divulgar dados coletados, estabelecendo algumas conclusões. 350 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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     LEITURA DETABELAS – Essa atividade propõe que os alunos façam a leitura de tabelas e localizem informações.  LEITURA DE GRÁFICOS – O objetivo é que os alunos percebam que muitas das informações que aparecem em jornais, revistas ou livros vêm acompa- nhadas de gráficos e pequenos textos que ajudam a interpretar e compreen- der a notícia.  TRAÇANDO GRÁFICOS DE LINHA – A proposta é que os alunos possam per- ceber que há outros tipos de gráficos além dos de barra e coluna, e que é importante também poder interpretar as informações que neles aparecem, per- cebendo que esse tipo de gráfico prevê um acompanhamento ao longo de um período.  GRÁFICOS DE SETORES – O objetivo é que os alunos possam fazer a leitura e a interpretação dos gráficos de setores, verificando em quais situações seu uso é adequado.  COLETANDO INFORMAÇÕES PARA A CONSTRUÇÃO DE GRÁFICOS E TABELAS – A partir de dados fornecidos, os alunos poderão organizar gráficos de barra ou de coluna. ATIVIDADE 36: LEITURA DE TABELAS Objetivo  Ler tabelas de dupla simples ou de dupla entrada. Planejamento  Como organizar os alunos? Em duplas.  Quais os materiais necessários? Cópia da Atividade 36A para cada dupla. Encaminhamento  Converse com seus alunos e diga que a atividade que irão realizar envolve lei- tura de informações contidas em tabelas. Como eles já devem saber, as tabe- las estão presentes em muitas situações do cotidiano e facilitam a comunica- ção, pois organizam as informações de forma clara, objetiva e sintética.  Comece mostrando tabelas simples, retiradas de jornais ou revistas, ou mes- mo algumas já elaboradas no caderno. Juntamente com os alunos, retire algu- mas informações importantes e tente efetuar algumas operações (somar, sub- trair) com os dados observados nas tabelas.  Em seguida, distribua a cópia da Atividade 36A para cada dupla e explique que a proposta dessa atividade é fazer com que os alunos leiam as informações contidas na tabela e busquem aquelas necessárias para resolver as questões propostas. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 351
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     No momentoda socialização, é importante você destacar qual a estratégia que os alunos utilizaram para encontrar as informações na tabela. Peça a algum aluno que descreva como fez para localizar a informação. Provavelmente ele dirá que, para saber quantos alunos preferem sorvete de casquinha com cober- tura de chocolate, olhou na 1a linha e na 2a coluna.  Enquanto os alunos realizam a atividade, percorra os grupos observando e fazen- do intervenções no sentido de verificar se eles estão identificando a informação correta e se a informação selecionada ajuda a responder a questão formulada.  Socializando as respostas apresentadas, discuta aquelas que não forem coin- cidentes e peça que os alunos expliquem, justificando-as. Se for preciso, vá fazendo os ajustes necessários. Atividade do aluno ATIVIDADE 36A NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ Leia os problemas propostos, discuta com seu colega uma forma de resolver a situação proposta e registre no caderno as soluções encontradas. 1. A professora Márcia perguntou a 50 alunos de uma escola qual tipo de sorve- te e de cobertura eles mais preferiam. Veja o resultado: Tipo de cobertura no sorvete Sabor de sorvete caramelo chocolate Total – cobertura morango 12 15 flocos 14 09 Total – sabor a. Complete a tabela com os totais. b. Consultando a tabela, responda: – De todos os alunos entrevistados, qual o sabor de sorvete preferido? – De todos os alunos entrevistados, qual o tipo de cobertura de maior preferência? 352 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno – Quantos são os alunos que gostam de sorvete de morango com cobertu- ra de chocolate? – Esse número é maior do que os alunos que gostam de sorvete de flocos com cobertura de caramelo? – Qual é a diferença? 2. Maria e Paula fizeram algumas medidas e anotaram na tabela abaixo: Amigas Medidas Maria Paula Altura (cm) 123 125 Peso (quilograma) 47 51 Número do calçado (cm) 29 31 Consultando a tabela, responda algumas questões: a. Qual das duas meninas é a mais alta? Quanto ela é mais alta? b. Qual delas tem menor peso? Qual a diferença de peso entre as duas amigas? c. Quem usa calçado com numeração maior? O que mais os alunos podem fazer? Ao longo do ano você pode retomar esta atividade de leitura de tabela, con- forme o seguinte exemplo:  Peça aos alunos que escolham uma tabela em um jornal ou revista; em seguida eles deverão recortar e colar essa tabela no caderno, destacan- do as informações que considerarem mais importantes.  Abra uma discussão para que os alunos apresentem as tabelas escolhi- das e os destaques feitos para a turma; isto contribui para o avanço na identificação das informações mais relevantes e, aos poucos, irá ajudar os alunos a estabelecer relações entre os dados. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 353
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     Além domais, a partir da escolha das tabelas os alunos poderão criar novos problemas que servirão como banco de questões, posicionando-se assim no papel de formuladores de problemas no momento em que fazem a seleção dos dados, elaboram questões e verificam se estas são coe- rentes com os dados. ATIVIDADE 37: LEITURA DE GRÁFICOS Objetivo  Ler gráficos de coluna ou barra. Planejamento  Como organizar os alunos? Em grupo primeiramente e depois em duplas.  Quais os materiais necessários? Cópias da Atividade 37A, 37B, jornais e revistas. Encaminhamento  Retome com os alunos que as informações podem ser apresentadas em ta- belas e também em gráficos. Pergunte se eles sabem por que as informações são apresentadas ora em tabelas, ora em gráficos.  Provavelmente, muitos poderão dizer que a apresentação das informações em gráficos fica mais bonita, mas outros dirão que facilita a leitura, uma vez que o leitor “bate” o olho e consegue extrair as informações com rapidez. Se isso acontecer, comente que esse sim é um objetivo válido para lidar com os gráfi - cos, e não a beleza dos mesmos.  Distribua alguns jornais e peça aos alunos que procurem gráficos. Depois diga- -lhes que escolham um deles e anotem: Qual o título do gráfico? O maior e o menor número dele se referem a qual informação? Que conclusões se podem tirar ao observá-lo?  Em seguida, peça que alguns grupos apresentem os gráficos escolhidos e fa- lem sobre as observações registradas sobre ele.  A seguir, distribua as Atividades 37A e 37B para cada dupla.  Antes de começar, peça aos alunos que observem atentamente as informa- ções contidas no gráfico, como eles fizeram quando escolheram um gráfico no jornal, ou seja, o título, os números indicados nas linhas horizontais e verticais (eixos: abscissa e ordenada) e os dados do gráfico propriamente dito.  Depois da leitura dos dados, eles deverão responder as questões formuladas.  Enquanto os alunos realizam as atividades, percorra os grupos observando e fazendo intervenções que ajudem as duplas a identificar as informações que respondam as questões, mas não dê as respostas. 354 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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     Em seguida,abra a discussão com a turma, socializando as respostas e as conclusões encontradas pelos grupos. ATIVIDADE 37A Atividade do aluno NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ OS HÁBITOS ALIMENTARES MUDARAM Alimentos tradicionais perderam espaço na mesa dos brasileiros no último quarto do século 20: o consumo de arroz, feijão e batata caiu pela metade, em média. Ao mesmo tempo, ganharam presença as refeições preparadas, o iogurte e a água mineral. Evolução da quantidade anual per capita de alimentos adquiridos para o consumo no domicílio, em kg (1974-2003) 30 1974-75 20 2002-03 10 0 Arroz Feijão Água Alimentos Iogurte mineral preparados Não foi apenas por uma questão de preço que brasileiros e brasileiras mu- daram seus hábitos alimentares entre 1974 e 2003 e passaram a consumir cada vez menos arroz e feijão e cada vez mais alimentos preparados, embora esse tenha sido um fator de peso. Também influíram a entrada maciça das mulheres no mercado de trabalho nesse período, que levou à diminuição das horas disponíveis, em casa, para cozinhar; a falta de tempo de grande parte dos trabalhadores, que os impedia de almoçar em casa; e a difusão da cha- mada cultura do fast-food. Os especialistas consideravam que os alimentos preparados mais consumidos eram menos nutritivos do que a dieta tradicio- nal, além de, por conterem mais gorduras e mais carboidratos, serem fatores que contribuíam para o excesso de peso e obesidade. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 355
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    Atividade do aluno Evolução da quantidade anual per capita de alimentos adquiridos para o consumo no domicílio, em kg [1974-2003] Produto 1974-75 1987-88 1995-96 2002-03 Arroz polido 31,57 29,72 26,48 17,11 Feijão 14,69 12,13 10,18 9,22 Batata-inglesa 13,41 13,11 9,21 5,46 Açúcar refinado 15,79 15,91 13,20 8,26 Pão francês 22,95 20,16 18,39 17,81 Água mineral 0,32 0,95 0,59 18,54 Alimentos preparados 1,70 1,37 2,71 5,39 Abóbora comum 1,62 1,18 1,20 4,17 Iogurte 0,36 1,14 0,73 2,01 Fonte: Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), IBGE. Consultando a tabela, responda: 1. Quais os alimentos que tiveram o seu consumo reduzido no período de 1974 a 2003? 2. De quanto aproximadamente foi a redução de consumo de cada alimento? 3. Quais os alimentos que tiveram aumento no seu consumo? 4. De quanto aproximadamente foi o aumento de consumo desses alimentos? 356 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno ATIVIDADE37B NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ Os alunos de uma turma da 4a série precisam colorir um gráfico de barras, con- forme perguntas elaboradas pelo professor. Vamos ajudá-los, pois precisam apre- sentá-lo em um seminário. 1. Pinte de vermelho a barra que representar a maior quantidade de telespecta- dores. Qual programa representa essa barra? 2. A cor amarela deverá representar a barra que indica a quantidade de cinco te- lespectadores. 3. Você saberia dizer quantos telespectadores assistem a “Filmes”? Essa barra deverá ser pintada de azul. 4. O tipo de programa “Novelas” deverá ser pintado de verde. Você saberia dizer quantos telespectadores assistem a esse tipo de programa? Programas de televisão Desenhos Novelas Filmes Seriado 0 5 10 15 20 25 Quantidade de telespectadores Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 357
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    O que maisos alunos podem fazer? Ao longo da semana de realização dessas atividades:  Construa com seus alunos gráficos de colunas ou de barras e, a partir de dados coletados na própria sala de aula – como, por exemplo, datas de aniversário, estaturas dos alunos, idades etc. –, elabore questões em que possam ser retiradas as respostas dos gráficos construídos.  Peça que: J Analisem os dados das tabelas das atividades anteriores, já em forma de gráficos (construídos pelos alunos e professor), e comparem com os resultados que eles já possuem (analisados somente pela tabela). J Depois façam o inverso: a partir do gráfico de barras ou colunas deste módulo, elaborem tabelas que representem os mesmos dados. Os gráficos que estão presentes no cotidiano:  Peça para que os alunos fiquem atentos às informações que aparecem nos gráficos em telejornais, revistas etc. Procure orientá-los para o tipo de informação que está sendo abordada e como realizar a análise, por exemplo, dos dados sobre vacinação em crianças apresentados por meio de gráficos.  Aproveite para também discutir os diferentes significados dos números e suas funções na informação, como já dito anteriormente. O que é importante discutir com os alunos: Os gráficos são tão importantes quanto as tabelas. A vantagem de se anali- sar os dados por meio dos gráficos é que estes permitem uma busca de res- postas visuais mais rápida. ATIVIDADE 38: TRAÇANDO GRÁFICOS DE LINHA Objetivo  Ler informações apresentadas de maneira organizada por meio de gráficos de linha. Planejamento  Como organizar os alunos? Inicialmente de forma individual e depois em duplas.  Quais os materiais necessários? Folhas das Atividades 38A e 38B para cada aluno. 358 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Encaminhamento  Comece perguntando aos seus alunos se eles já viram ou conhecem gráficos de linhas.  Leve para a sala revistas ou jornais que possuem esse tipo de gráfico e mostre suas particularidades, como, por exemplo, que os pontos de cada valor que re- presenta um dado estão ligados por uma linha.  Informe a eles que os gráficos de linha diferem dos outros gráficos (barras ou colunas) por se tratar de situações que implicam grandezas contínuas, como, por exemplo, velocidade, temperaturas, tempo, entre outras.  Reforce com sua turma que esses tipos de grandezas permitem, por meio de uma linha, a ligação entre os pontos marcados no gráfico, aquele que repre- senta cada valor em estudo.  Volte a chamar atenção das partes que compõem o gráfico, como, por exem- plo, título, escalas, quais e que tipos de dados foram colocados nos gráficos.  Em seguida, distribua as Atividades 38A e 38B para cada aluno. J Antes de começar, peça que observem atentamente as informações conti- das nesses tipos de gráficos para que percebam a continuidade nas gran- dezas; por exemplo, é possível encontrar temperaturas entre 22,5 ºC e 22,53 ºC ou velocidades entre 10 km/h e 10,5 km/h, ou seja, medidas não inteiras. J A proposta destas atividades é fazer com que os alunos procedam à leitura das informações contidas nos gráficos e, em seguida, respondam às ques- tões dadas. J Reitere a necessidade de prestar atenção às partes que compõem os grá- ficos, como, por exemplo, título, escalas, quais e que tipos de dados foram colocados nos gráficos.  Enquanto os alunos realizam a atividade, percorra os grupos observando e fa- zendo intervenções no sentido de verificar se as leituras feitas pelos alunos estão de acordo com o que se pediu nas questões.  Em seguida, abra a discussão com os alunos, socializando as respostas apre- sentadas por eles. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 359
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    Atividade do aluno ATIVIDADE 38A NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ O gráfico abaixo apresenta a variação da temperatura de três regiões do Brasil no período de março a setembro: Temperaturas em três regiões do Brasil 30 25 20 SUL 15 NORDESTE 10 SUDESTE 5 0 MAR ABR MAIO JUN JUL AGO SET Meses do ano de 2007 Analise o gráfico e responda às questões abaixo. 1. Qual região apresentou a menor temperatura? Em que mês isso ocorreu? 2. Quais as regiões que apresentaram a mesma temperatura? Em que mês isso aconteceu? 360 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno ATIVIDADE38B NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. Marcos e Samuel disputaram um jogo de corrida de carros no videogame. Mar- cos ficou com o carro A e Samuel com o carro B. No final do jogo aparece uma tela mostrando o desempenho dos jogadores por meio de um gráfico de linhas. Agora, responda às questões: Corrida de carros A e B 30 25 Velocidade em Km 20 Carro A 15 Carro B 10 5 0 1h 2h 3h 4h Tempo em Horas a. Qual o jogador que teve o melhor desempenho no jogo? b. Perceba que o carro A deixou de aumentar sua velocidade, tornando-a cons- tante. Você saberia dizer em qual período de tempo isso ocorreu? c. Você poderia dizer quais as velocidades, do carro A e do carro B, nessa or- dem, quando o tempo é de 4 horas? O que mais os alunos podem fazer?  Ao longo da semana de realização dessas atividades, leve um termôme- tro no início da semana e, com os alunos, meça todos os dias a tempera- tura ambiente da sala e marque em uma tabela. No final da semana, peça aos alunos que construam o gráfico de linhas e façam algumas questões referentes ao comportamento da temperatura naquela semana. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 361
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     Peça aeles que tragam revistas ou jornais que contenham gráficos de li- nhas e mostre o tipo de grandeza que está sendo abordada (grandezas contínuas).  O gráfico de linhas é de uso pouco frequente. Assim, cabe a você, pro- fessor, promover a construção de alguns gráficos de linhas a partir dos dados coletados em sala de aula. Mas lembre-se: gráficos de linhas são gráficos que representam grandezas contínuas.  Aproveite para discutir os diferentes significados dos números e suas funções nas informações apresentadas nesse tipo de gráfico, como já dito anteriormente. O que é importante discutir com os alunos: As interpretações diferenciadas pelos alunos serão inevitáveis, porém é importante que você fique atento para que o eixo temático principal esteja atrelado ao tema que é apresentado no gráfico. ATIVIDADE 39: GRÁFICOS DE SETORES (PIZZA) Objetivo  Ler informações apresentadas de maneira organizada por meio de gráficos de setores. Planejamento  Como organizar os alunos? Inicialmente de forma individual e depois em duplas.  Quais os materiais necessários? Cópias da Atividade 39A para cada dupla. Encaminhamento  Pergunte aos seus alunos se eles já viram gráficos conhecidos como “pizza”.  Comente com eles que esse tipo de gráfico é chamado de gráfico de setores.  Apresente o gráfico da Atividade 39A para os alunos fazendo uma leitura compar- tilhada do enunciado e pergunte que informações estão contidas nesse gráfico.  A proposta destas atividades é fazer com que os alunos procedam à leitura das informações contidas no gráfico de setor e, em seguida, respondam às questões dadas.  Chame a atenção das partes que compõem os gráficos, como, por exemplo, título, escalas, quais e que tipos de dados foram colocado neles. 362 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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     Enquanto elesrealizam a atividade, percorra os grupos observando e fazendo intervenções no sentido de verificar se as leituras feitas pelos alunos estão de acordo com o que se pediu nas questões.  Em seguida, abra a discussão com os alunos, socializando as diferentes res- postas apresentadas.  Há também a Atividade 39B, que não precisará ser realizada no mesmo dia. Atividade do aluno ATIVIDADE 39A NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. A professora Ana resolveu realizar uma eleição para representante de sala. Ela construiu um gráfico de setores (pizza) para mostrar o resultado. Veja: Eleição para representante de sala João 16% Mariana 42% Pedro 32% Paulo 10% a. Você saberia dizer quem será o(a) representante da turma? b. Quem ficou em segundo lugar? Qual porcentagem ele(a) conseguiu na votação? c. A soma das porcentagens de Paulo e de João ultrapassaria a porcentagem de Mariana? Por quê? Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 363
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    Atividade do aluno ATIVIDADE 39B NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ O sr. Manoel, dono da mercearia do bairro, vendeu um total de 90 quilos de ali- mentos. Ele construiu uma tabela com valores percentuais das quantidades ven- didas por tipos de alimentos. Vejam: Tipo de alimento Quantidade vendida no mês em % ARROZ 22,3 FEIJÃO 33,4 FRUTAS 16,6 LEGUMES 27,7 Total 100 1. Você poderia ajudar o sr. Manoel a colocar no gráfico de setores (pizza) os va- lores que estão na tabela em forma de porcentagens? Quantidade vendida de alimento no mês (em %) Arroz Legumes % % Feijão Frutas % % O que mais os alunos podem fazer?  Ao longo da semana de realização desta atividade, organize a construção de gráficos de setores das atividades preferidas da sua turma. Por meio de tabelas elaboradas pelos alunos e seus respectivos gráficos, compare os resultados com as atividades que já foram apresentadas.  Peça a eles que tragam revistas ou jornais que contenham gráficos de setores em que apareçam as porcentagens e façam a conversão para números, trabalhando assim as estimativas. 364 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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     Você poderásolicitar ajuda ao professor orientador da informática edu- cativa para mostrar aos alunos como é possível construir os gráficos na planilha Excel. O que é importante discutir com os alunos: Os gráficos de setores são comumente usados para apresentar resultados de pesquisa. Não servem para mostrar comparações entre duas variáveis, por exemplo, mostrar a relação entre peso e altura de um grupo de pessoas. Neste tipo de situação são comumente usados gráficos de coluna ou barra. ATIVIDADE 40: COLETANDO INFORMAÇÕES PARA A CONSTRUÇÃO DE GRÁFICOS E TABELAS Objetivo  Construir tabelas e gráficos a partir de dados coletados ou obtidos em textos jornalísticos. Planejamento  Como organizar os alunos? Inicialmente de forma individual e depois em duplas.  Quais os materiais necessários? Cópias das Atividades 40A e 40B. Encaminhamento  Converse com os alunos sobre a possibilidade de representar os vários tipos de informação, como textos jornalísticos, revistas, ou mesmo dados coletados pelos próprios alunos, em tabelas ou gráficos.  Explique que essa prática tem o propósito de resumir as informações e apre- sentá-las de uma forma compactada e de fácil análise.  Leve um texto que contenha informações numéricas e peça que analisem es- ses números indicando o significado ou a função deles, por exemplo, código, quantidade etc.  Mostre para os alunos como transformar os valores de uma tabela em porcen- tagens.  Distribua as Atividades 40A e 40B para que os alunos realizem as tarefas.  A tarefa da Atividade 40A tem como objetivo fazer com que o aluno perceba, por meio da tabela, o número de vezes que determinado dado se repete na pesquisa. Por exemplo, que o número 27 repete-se 3 vezes. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 365
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     A tarefada Atividade 40B tem como objetivo fazer com que o aluno tenha a habilidade da construção de gráficos a partir dos dados apresentados. Para tal, faz-se necessário que o aluno tenha conhecimentos sobre eixos de coorde- nadas cartesianas. Esses eixos são os dois eixos perpendiculares entre si, que se cruzam em um ponto denominado origem. Podem estar graduados tanto na horizontal como na vertical.  Enquanto os alunos realizam a atividade, percorra os grupos observando e fa- zendo intervenções no sentido de verificar se as leituras feitas pelos alunos estão de acordo com o que se pediu nas questões.  Em seguida, abra a discussão com os alunos, socializando as diferentes res- postas apresentadas. ATIVIDADE 40A Atividade do aluno NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ 1. A professora Solange apresentou uma pesquisa que ela fez sobre o número de calçado dos seus 25 alunos. Os números encontrados foram: 21 27 29 33 35 21 27 29 33 35 25 27 29 33 35 25 29 31 33 35 25 29 31 33 37 Você poderia ajudar a professora Solange a terminar de preencher a tabela que ela criou, distribuindo melhor os dados coletados? Número do calçado Número de alunos 21 25 27 29 31 33 35 37 366 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    Atividade do aluno ATIVIDADE40B NOME: __________________________________________________________________________ DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________ O texto abaixo se refere aos dados de uma pesquisa que o instituto Kerosaber realizou de março a julho sobre o número de alunos que acessam a internet na região de Pirapora do Norte. “[...] a Internet está cada vez mais próxima das nossas crianças. O aumento da renda salarial dos trabalhadores de todas as regiões do Brasil propiciou condições à população de adquirirem seus primeiros computadores, permitin- do o acesso ao meio de comunicação mais popular do mundo – a Internet. Em março, a população de internautas de Pirapora do Norte foi de 1.050 pessoas, em abril o número subiu para 1.345 internautas, em maio 1.480 pessoas tive- ram acesso à Internet, 1.740 pessoas acessaram em junho e em julho 2.579 pessoas. Órgãos do governo projetam mais investimentos neste setor nos pró- ximos anos [...].” Baseado no texto acima, construa um gráfico de colunas que represente o au- mento no acesso à internet na cidade de Pirapora do Norte. O que mais os alunos podem fazer?  Ao longo da semana de realização destas atividades, leve jornais, folhe- tos de preços de peças de carros, textos com dados de pesquisas tira- dos de revistas para os alunos representarem tais informações em uma tabela ou gráfico.  Peça a eles que façam tabelas com as informações retiradas dos gráfi- cos e vice-versa.  Cabe a você, professor, promover debates sobre as informações con- tidas em textos jornalísticos e, a partir dessas informações, solicitar aos alunos que construam tabelas e gráficos.  Não deixe de discutir com seus alunos os diferentes significados dos nú- meros e suas funções nas informações apresentadas no texto jornalís- tico, como já dito anteriormente. O que é importante discutir com os alunos: As informações em forma de texto exigem uma boa leitura e consequente interpretação por parte dos alunos. Por isso, professor, é necessário que a socialização das interpretações das informações feitas pelos alunos provo- que comparação entre as mesmas. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 367
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    Referências bibliográficas Algumas indicações para fonte de pesquisa: Sites para se obter informações sobre meio ambiente: http://www.portaldomeioambiente.org.br http://www.sosmataatlantica.org.br http://envolverde.ig.com.br http://www.ibama.gov.br http://planetasustentavel.abril.uol.com.br http://www.cartadaterra.org http://www.clickarvore.com.br http://www.educarede.org.br http://cienciahoje.uol.com.br http://www1.uol.com.br/ecokids http://sitededicas.uol.com.br/folk http://ifolclore.vilabol.uol.com.br/lendas http://www.terrabrasillis.com/lendas Indicação Bibliográfica: BARBOSA, J. P. Trabalhando com os gêneros do discurso: uma perspectiva enun- ciativa para o ensino de língua portuguesa. São Paulo, 2001. Tese (Douto- rado em Linguística Aplicada) – Pontifícia Universidade Católica. BRÄKLING, Kátia Lomba. O contexto de produção dos textos. In Oficina Cultural 4. Lendo e Produzindo Textos Acadêmicos. Momento 1. PEC – Formação Conti- nuada. São Paulo: SME/PUC/USP/UNESP/Fundação Vanzolini, 2001-2002. . A noção de gênero. In Oficina Cultural 4. Lendo e Produzindo Textos Acadêmicos. Momento 1. PEC – Formação Continuada. São Paulo: SME/PUC/USP/UNESP/Fundação Vanzolini, 2001-2002. . Escrita e produção de texto. Texto escrito para professores de Ensino Fundamental e Médio. Disponível em: <http://www.educarede.org. br/educa/html/index_oassuntoe.cfm>. . Ensinar gramática, a que será que se destina? In “Informes do projeto Araribá”. São Paulo: Editora Moderna, 2005. 368 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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    . Sobre leiturae formação de leitores: qual é a chave que se espe- ra? Portal Educarede. Sessão “O assunto é”. Disponível em: <www.educa- rede.org.br>. 2005. . O processo de produção de textos. Portal Educarede. Sessão “O assunto é”. Disponível em: <www.educarede.org.br>. 2005. BRANDÃO, H. N.; JESUS, L. M. de. Mito e tradição indígena. In: BRANDÃO, Helena Nagamine (Coord.). Gêneros do discurso na escola. São Paulo: Cortez, 2001. v. 5. CASCUDO, L. C. Lendas brasileiras. São Paulo: Ediouro, 2000. . Lendas brasileiras. São Paulo: Global, 2001. . Antologia do folclore brasileiro. São Paulo: Global, 2001. CD-ROM Mata Atlântica – 500 anos. Estação da Arte, Instituto de Pesquisas. Jardim Botânico do Rio de Janeiro e Petrobras. COLL, César; TEBEROSKY, Ana. Aprendendo matemática: conteúdos essenciais para o Ensino Fundamental de 1a a 4a série. São Paulo: Ática, 2000. DOLZS, J. SCHNEUWLY, B. Genres et progression en expression orale et écrite: eléments de réflexion à propos d’une expérience romande. Enjeux, 39. Tra- dução para o português em mimeo de Roxane H. R. Rojo. São Paulo, 1996. Pour um enseignement de l’ oral: initiation aux genres formels à l’école. Paris: ESF Éditeur, 1998. ECOKIDS. Ecossistema global. Disponível em: <http://www1.uol.com.br/ecokids/ ecossist.htm>. Instituto Unibanco/Fundação Victor Civita. Meio ambiente conhecer para preser- var – Volume 1. Encarte da revista Escola, n. 161, São Paulo: Abril, p. 1A, abr. 2003. KALEFF, Ana Maria M. R. Vendo e entendendo poliedros. Niterói: Eduff, 1998. LAGE, Nilson. A estrutura da notícia. São Paulo: Ática, 1993. Lendas, contos e fábulas. Petrópolis: Editora Petrópolis. LISBOA, Henriqueta. Literatura oral para infância e juventude. LIVRO de estilo do jornal português público. Disponível em: <http://static.publico. clix.pt/nos/livro_estilo/11-factos-o.html>. MACHADO, Irene. Literatura e redação. São Paulo: Scipione, 1994. MAIA, B. Lendas modernas. Livrevista. ano 3, n. 17, ago. 2006. Disponível em: <http://www.faac.unesp.br/extensao/livrevista/index.html>. MANUAL de Redação do jornal Folha de S.Paulo. Disponível em: <http://www1. folha.uol.com.br/folha/circulo/manual_redacao.htm>. Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I 369
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    Adaptação do materialoriginal Marisa Garcia Andréa Beatriz Frigo Coordenação gráfica Departamento Editorial da FDE Brigitte Aubert Revisão e adequação ao acordo ortográfico da Língua Portuguesa Ana Maria Barbosa Carmen Simões da Costa Editoração Mare Magnum Artes Gráficas Ltda CTP Impressão e Acabamento , Esdeva Indústria Gráfica S/A Tiragem 17.000 exemplares