SlideShare uma empresa Scribd logo
COLÉGIO ESTADUAL IDELZITO ELOY DE ABREU
II UNIDADE - DISCIPLINA: GEOGRAFIA
ENSINO MÉDIO - 2022
Professora Ana Honorio
GÊNESE
DO SOLO
SOLO: É um corpo natural formado pela
ação dos processos pedogenéticos que atuam
com intensidade variável de acordo com os
fatores de formação do solo.
INTEMPERISMO: Conjunto de processos
físicos, químicos e biológicos que atuam
sobre as rochas, desintegrando-as e
decompondo-as, propiciando a formação do
perfil do solo.
FATORES DE FORMAÇÃO
FATORES DE FORMAÇÃO
DO SOLO
DO SOLO
ROCHA
ROCHA
MATRIZ
MATRIZ
TEMPO
TEMPO
ORGANISMOS
ORGANISMOS
VIVOS
VIVOS
RELEVO
RELEVO
CLIMA
CLIMA
principal material
de origem dos solos.
Dependendo do tipo
de rocha, os solos
podem ter mais ou
menos areia e argila,
e serem férteis ou
pobres.
Climas quentes e
úmidos favorecem
a formação de
solos profundos;
em climas áridos,
os solos tendem a
ser mais rasos e
pedregosos.
Os solos tendem a
ser mais profundos
em relevos planos.
Em relevos
inclinados,
geralmente são
rasos.
A vegetação adiciona
matéria orgânica e protege
o solo da erosão.
A fauna age na trituração e
transporte dos resíduos
vegetais no perfil do solo.
Os fungos agem
transformando a matéria
orgânica fresca em húmus
Áreas formadas em épocas
geológicas mais recentes
estiveram por menos
tempo expostas aos agentes
intempéricos apresentam
solos jovens e mais rasos e
com menor quantidade de
material orgânico. Já as
áreas mais antigas têm solos
mais profundos e mais
“lavados” e alterados
quimicamente.
HORIZONTES DO SOLO
A estrutura de um solo
compreende várias
camadas horizontais
diferentes em cor,
textura, composição etc.
Cada uma dessas
camadas é um horizonte
do solo e seu conjunto
constitui o que se chama
de perfil do solo.
HORIZONTES DO SOLO
Horizonte O – horizonte formado pela
matéria orgânica em vias de decomposição,
razão de sua cor escura.
Horizonte A – zona com mistura de matéria
orgânica e substâncias minerais, com bastante
influência do clima e alta atividade biológica.
Horizonte B – horizonte caracterizado pela
cor forte e pela acumulação de argilas
procedentes dos horizontes superiores e
também de óxidos e hidróxidos de ferro e
alumínio.
Horizonte C – mistura de solo pouco denso
com rocha-matriz pouco alterada.
Horizonte D – rocha matriz sem alteração
FATORES DE FORMAÇÃO
DO SOLO
MATERIAL DE ORIGEM
Dependendo do tipo de material de origem, os solos podem ser arenosos, argilosos,
férteis ou pobres.
Uma mesma rocha poderá originar solos muito diferentes. Por exemplo, um granito, em
região de clima seco e quente, origina solos rasos e pedregosos em virtude da reduzida
quantidade de chuvas. Já, em clima úmido e quente, essa mesma rocha dará origem a solos
mais profundos, não-pedregosos e mais pobres.
Em qualquer clima, os arenitos geralmente originam solos de textura grosseira (arenosa),
têm baixa fertilidade, armazenam pouca água e são muito propensos à erosão.
Rochas como o basalto originam solos de textura argilosa e com altos teores de ferro, pois
são ricas nesse elemento.
Com exceção do hidrogênio, oxigênio, carbono e nitrogênio, os demais nutrientes para as
plantas, como cálcio, magnésio, potássio e fósforo, provêm dos minerais presentes nas
rochas que, ao se decomporem pela ação do intemperismo, liberam esses elementos para o
solo para serem absorvidos pelos vegetais
CLIMA
A umidade e a variação de
temperatura influenciam diretamente
na intensidade e na velocidade da
formação dos solos. Em regiões de
clima quente e úmido, as ações dos
intemperismos acontecem de forma
rápida e intensa.
O solo tropical é muito pobre em
minerais em comparação com o solo
de clima temperado, que possui de 30
a 50 vezes mais nutrientes.
Em contrapartida, o solo tropical é rico
em vida, possuindo de 10 a 20 vezes
mais microrganismos, porém é ácido,
com pH ao redor de 5,6, enquanto os
solos europeus e americanos são
neutros e rasos, e os tropicais são
profundos.
SOLOS TROPICAIS
Precipitações e temperaturas elevadas favorecem
os processos de formação do solo. Climas úmidos
e quentes são fatores favoráveis à formação de
solos muito intemperizados, profundos e pobres,
o que resulta em acidez e baixa fertilidade, como
é o caso da maioria dos solos brasileiros.
SOLOS DE CLIMAS TEMPERADOS
São solos menos profundos, ricos em nutrientes
SOLOS ÁRIDOS
Em regiões de baixa precipitação (áridas e semi-
áridas), os solos são menos intemperizados, mais
rasos, de melhor fertilidade e, geralmente,
pedregosos. Graças à vegetação escassa, a
quantidade de matéria orgânica, adicionada em
climas secos, é inferior à dos solos de regiões
úmidas.
TEMPO
O tempo que o solo fica exposto à atmosfera determina a sua maturidade. Os solos mais
velhos, em sua maioria, são mais profundos que os solos mais novos.
O tempo que um solo leva para se formar depende do tipo de rocha, do clima e do relevo
TEMPO
Os solos mais velhos têm maior quantidade de argila que os jovens, isto
porque, no transcorrer do tempo de formação, os minerais primários,
herdados da rocha e que fazem parte das frações mais grosseiras do solo (areia
e silte), vão se transformando em argila.
Os solos mais velhos apresentam menor quantidade de nutrientes, os quais são
removidos em solução pelas águas das chuvas.
Nos relevos mais inclinados (morros, montanhas), o tempo necessário para
formação de um solo é muito mais longo, comparativamente aos relevos
planos, uma vez que, nos primeiros, a erosão natural é muito maior
RELEVO
Nos relevos planos, praticamente toda a água da
chuva entra no solo, propiciando condições para
formação de solos profundos.
Em relevos inclinados, grande parte da água
escorre pela superfície, favorecendo processos
erosivos e dificultando a formação do solo,
sendo tais áreas ocupadas, predominantemente,
por solos rasos.
As áreas com relevo abaciado, além das águas da
chuva, também recebem aquelas provenientes
das áreas inclinadas, tendendo a um acúmulo e
favorecendo o aparecimento de banhados
(várzeas), onde se formam os solos chamados de
hidromórficos, ou seja, com excesso de água.
Quando derivados de material de origem
vegetal acumulado em áreas encharcadas, como
banhados, os solos tendem a apresentar grandes
quantidades de matéria orgânica
ORGANISMOS VIVOS
Os organismos que vivem no solo (vegetais, minhocas, insetos, fungos, bactérias, etc.)
exercem papel muito importante na sua formação, visto que, além de seus corpos serem
fonte de matéria orgânica, atuam também na transformação dos constituintes orgânicos e
minerais.
A vegetação exerce marcante influência na formação do solo pelo fornecimento de
matéria orgânica, na proteção contra a erosão pela ação das raízes fixadas no solo, assim
como as folhas evitam o impacto direto da chuva. Ao se decompor, a matéria orgânica
libera ácidos que também participam na transformação dos constituintes minerais do solo.
A fauna (representada por inúmeras espécies de minhocas, besouros, formigas, cupins,
etc.) age na trituração e transporte dos resíduos vegetais no perfil do solo.
Os fungos e as bactérias realizam o ataque microbiano, transformando a matéria orgânica
fresca em húmus, o qual apresenta grande capacidade de retenção de água e nutrientes, o
que é muito importante para o desenvolvimento das plantas que habitam o solo.
OS SOLOS DO
BRASIL
Os solos mais importantes em
termos de extensão ocupada são
os latossolos, que ocorrem
praticamente em todo o país e se
desenvolvem sobre todos os
tipos de rocha. São solos com
baixa capacidade de troca de
cátions, com presença de argilas
de baixa atividade, geralmente
muito profundos (mais de 2 m),
bem desenvolvidos e de cor
amarela a vermelho-escura (pela
concentração de óxidos e
hidróxidos de ferro e alumínio),
localizados em terrenos planos
ou pouco ondulados. São típicos
de regiões de clima tropical
úmido e semiúmido.
Areia
É um acúmulo de pequenos pedaços de rochas
ou minerais. Seu diâmetro varia entre 0,05 a 2
milímetros (mm). O mineral predominante na
maioria das areias é o quartzo. Entretanto,
outros minerais como muscovita, turmatita,
feldspato, mica, magnetita e outros também
podem serem encontrados. É a areia que dá a
sensação de aspereza (atrito) do solo.
Silte
Partícula do solo com um diâmetro que varia
de 0,05 a 0,002 mm, composta por feldspato,
piroxênio, anfibólio, biotita etc. É o silte que
dá a sensação de sedosidade.
Argila
Partícula de solo tão pequena que não pode
ser vista a olho nu, seu diâmetro é menor que
0,002 mm. É composta por minerais
secundários (ilita, montmorillonita e caulinita).
É a argila que dá a sensação de plasticidade e
pegajosidade.
FRAÇÕES DO SOLO
TEXTURAS DO SOLO
A textura é muito importante porque dela dependem o volume de água que se infiltra no
solo; o volume de água que nele fica armazenado; a aeração do solo; a facilidade de
mecanização e a fertilidade.
Quando grande parte das partículas é de areia (principalmente cristais de quartzo), o solo é
arenoso, com grande capacidade de absorção de água. Os solos siltosos, em que grande
parte das partículas pertence à fração silte, são solos muito suscetíveis à erosão, pois as
partículas são finas e leves e não se agregam como no caso das argilas. Os solos argilosos,
por sua vez, caracterizam-se por pouca aeração e por serem ricos em óxidos e hidróxidos de
ferro e alumínio. São impermeáveis, mas alguns solos argilosos do Brasil têm grande
permeabilidade graças à existência de poros de origem biológica.
As diferenças entre solos arenosos e argilosos é bem visível em estradas não pavimentadas
nos dias de chuva. Solos desenvolvidos sobre granitos, por exemplo, são arenosos, e as
estradas neles existentes não costumam mostrar grandes poças d’água ou áreas muito
lamacentas em dias de chuva. Já as estradas abertas em solos desenvolvidos sobre basaltos
são, em dias chuvosos, muito lamacentas, escorregadias e têm grandes acumulações de água.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Desenvolvimento das plantas
Desenvolvimento das plantasDesenvolvimento das plantas
Desenvolvimento das plantas
Joseanny Pereira
 
Aula origem dos solos
Aula  origem dos solosAula  origem dos solos
Aula origem dos solos
Carolina Corrêa
 
O solo: formação e tipos
O solo: formação e tiposO solo: formação e tipos
O solo: formação e tipos
Regina Oliveira
 
Argissolos do RS
Argissolos do RSArgissolos do RS
Argissolos do RS
Carla Machado
 
Aula propriedades solo
Aula propriedades  soloAula propriedades  solo
Aula propriedades solo
Elton Mendes
 
Introdução a ciência do solo
Introdução a ciência do soloIntrodução a ciência do solo
Introdução a ciência do solo
Rafael Oliveira
 
Aula 4-química do-solo
Aula 4-química do-soloAula 4-química do-solo
Aula 4-química do-solo
Juliana de Oliveira
 
Powerpoint Solo
Powerpoint   SoloPowerpoint   Solo
Powerpoint Solo
Rosa Pereira
 
Tipos de solos
Tipos de solosTipos de solos
Tipos de solos
dela28
 
Morfologia do solo
Morfologia do soloMorfologia do solo
Morfologia do solo
Leandro Araujo
 
Sucessão Ecológica
Sucessão EcológicaSucessão Ecológica
Sucessão Ecológica
Sérgio Luiz
 
O solo 6o ano
O solo 6o anoO solo 6o ano
O solo 6o ano
Nahya Paola Souza
 
Biomas do mundo
Biomas do mundoBiomas do mundo
Biomas do mundo
André Luiz Marques
 
Sucessão ecológica
Sucessão ecológicaSucessão ecológica
Sucessão ecológica
José Luís Alves
 
Aula 04 processos de formação do solo
Aula 04   processos de formação do soloAula 04   processos de formação do solo
Aula 04 processos de formação do solo
Jadson Belem de Moura
 
Fotossíntese
FotossínteseFotossíntese
Fotossíntese
Joseanny Pereira
 
Erosões
ErosõesErosões
Aula 01 solos-funções
Aula 01 solos-funçõesAula 01 solos-funções
Aula 01 solos-funções
Romulo Vinicius Tio Rominho
 
Morfologia do solo
Morfologia do soloMorfologia do solo
Morfologia do solo
Elvio Giasson
 
Reino plantae resumo
Reino plantae resumoReino plantae resumo
Reino plantae resumo
CARMELITAMATOS
 

Mais procurados (20)

Desenvolvimento das plantas
Desenvolvimento das plantasDesenvolvimento das plantas
Desenvolvimento das plantas
 
Aula origem dos solos
Aula  origem dos solosAula  origem dos solos
Aula origem dos solos
 
O solo: formação e tipos
O solo: formação e tiposO solo: formação e tipos
O solo: formação e tipos
 
Argissolos do RS
Argissolos do RSArgissolos do RS
Argissolos do RS
 
Aula propriedades solo
Aula propriedades  soloAula propriedades  solo
Aula propriedades solo
 
Introdução a ciência do solo
Introdução a ciência do soloIntrodução a ciência do solo
Introdução a ciência do solo
 
Aula 4-química do-solo
Aula 4-química do-soloAula 4-química do-solo
Aula 4-química do-solo
 
Powerpoint Solo
Powerpoint   SoloPowerpoint   Solo
Powerpoint Solo
 
Tipos de solos
Tipos de solosTipos de solos
Tipos de solos
 
Morfologia do solo
Morfologia do soloMorfologia do solo
Morfologia do solo
 
Sucessão Ecológica
Sucessão EcológicaSucessão Ecológica
Sucessão Ecológica
 
O solo 6o ano
O solo 6o anoO solo 6o ano
O solo 6o ano
 
Biomas do mundo
Biomas do mundoBiomas do mundo
Biomas do mundo
 
Sucessão ecológica
Sucessão ecológicaSucessão ecológica
Sucessão ecológica
 
Aula 04 processos de formação do solo
Aula 04   processos de formação do soloAula 04   processos de formação do solo
Aula 04 processos de formação do solo
 
Fotossíntese
FotossínteseFotossíntese
Fotossíntese
 
Erosões
ErosõesErosões
Erosões
 
Aula 01 solos-funções
Aula 01 solos-funçõesAula 01 solos-funções
Aula 01 solos-funções
 
Morfologia do solo
Morfologia do soloMorfologia do solo
Morfologia do solo
 
Reino plantae resumo
Reino plantae resumoReino plantae resumo
Reino plantae resumo
 

Semelhante a GÊNESE DO SOLO

Classificação geral dos solos e solos do brasil
Classificação geral dos solos e solos do brasilClassificação geral dos solos e solos do brasil
Classificação geral dos solos e solos do brasil
Thamires Bragança
 
Solos E Ocupação Rural No Mundo
Solos E Ocupação Rural No MundoSolos E Ocupação Rural No Mundo
Solos E Ocupação Rural No Mundo
ProfMario De Mori
 
Tipos de solo 1 c
Tipos de solo 1 cTipos de solo 1 c
Tipos de solo 1 c
Maria Teresa Iannaco Grego
 
Solos
SolosSolos
Origem dos Solos
Origem dos SolosOrigem dos Solos
Origem dos Solos
Murilo Sierro
 
Solo
SoloSolo
Solo - Pedogênese
Solo - PedogêneseSolo - Pedogênese
Solo - Pedogênese
Leandro A. Machado de Moura
 
Classificaogeraldossolosesolosdobrasil 120821200540-phpapp02
Classificaogeraldossolosesolosdobrasil 120821200540-phpapp02Classificaogeraldossolosesolosdobrasil 120821200540-phpapp02
Classificaogeraldossolosesolosdobrasil 120821200540-phpapp02
Bárbara Ruth
 
Os tipos de solo
Os tipos de soloOs tipos de solo
Os tipos de solo
Simone Viana de Araujo
 
6 - Solos.pptx
6 - Solos.pptx6 - Solos.pptx
6 - Solos.pptx
Pedro681200
 
SOLO, ORIGEM E FORMAÇÃO
SOLO, ORIGEM E FORMAÇÃOSOLO, ORIGEM E FORMAÇÃO
SOLO, ORIGEM E FORMAÇÃO
Conceição Fontolan
 
SOLO, ORIGEM E FORMAÇÃO
SOLO, ORIGEM E FORMAÇÃOSOLO, ORIGEM E FORMAÇÃO
SOLO, ORIGEM E FORMAÇÃO
Conceição Fontolan
 
Solos
SolosSolos
Ciencias 6ano
Ciencias 6anoCiencias 6ano
Ciencias 6ano
julio2012souto
 
origem dos solos!
origem dos solos!origem dos solos!
origem dos solos!
LucAs Oliveira
 
Solo
SoloSolo
Tipos de solos
Tipos de solosTipos de solos
Tipos de solos
dela28
 
O solo
O soloO solo
Origem dos solos
Origem dos solosOrigem dos solos
Origem dos solos
Adsson Luz
 
Brozura solos bie
Brozura solos bieBrozura solos bie
Brozura solos bie
Lóide Chivinda
 

Semelhante a GÊNESE DO SOLO (20)

Classificação geral dos solos e solos do brasil
Classificação geral dos solos e solos do brasilClassificação geral dos solos e solos do brasil
Classificação geral dos solos e solos do brasil
 
Solos E Ocupação Rural No Mundo
Solos E Ocupação Rural No MundoSolos E Ocupação Rural No Mundo
Solos E Ocupação Rural No Mundo
 
Tipos de solo 1 c
Tipos de solo 1 cTipos de solo 1 c
Tipos de solo 1 c
 
Solos
SolosSolos
Solos
 
Origem dos Solos
Origem dos SolosOrigem dos Solos
Origem dos Solos
 
Solo
SoloSolo
Solo
 
Solo - Pedogênese
Solo - PedogêneseSolo - Pedogênese
Solo - Pedogênese
 
Classificaogeraldossolosesolosdobrasil 120821200540-phpapp02
Classificaogeraldossolosesolosdobrasil 120821200540-phpapp02Classificaogeraldossolosesolosdobrasil 120821200540-phpapp02
Classificaogeraldossolosesolosdobrasil 120821200540-phpapp02
 
Os tipos de solo
Os tipos de soloOs tipos de solo
Os tipos de solo
 
6 - Solos.pptx
6 - Solos.pptx6 - Solos.pptx
6 - Solos.pptx
 
SOLO, ORIGEM E FORMAÇÃO
SOLO, ORIGEM E FORMAÇÃOSOLO, ORIGEM E FORMAÇÃO
SOLO, ORIGEM E FORMAÇÃO
 
SOLO, ORIGEM E FORMAÇÃO
SOLO, ORIGEM E FORMAÇÃOSOLO, ORIGEM E FORMAÇÃO
SOLO, ORIGEM E FORMAÇÃO
 
Solos
SolosSolos
Solos
 
Ciencias 6ano
Ciencias 6anoCiencias 6ano
Ciencias 6ano
 
origem dos solos!
origem dos solos!origem dos solos!
origem dos solos!
 
Solo
SoloSolo
Solo
 
Tipos de solos
Tipos de solosTipos de solos
Tipos de solos
 
O solo
O soloO solo
O solo
 
Origem dos solos
Origem dos solosOrigem dos solos
Origem dos solos
 
Brozura solos bie
Brozura solos bieBrozura solos bie
Brozura solos bie
 

Último

Ideais do Ministério jovem Adventista pdf
Ideais do Ministério jovem Adventista pdfIdeais do Ministério jovem Adventista pdf
Ideais do Ministério jovem Adventista pdf
Anesio2
 
escrita criativa utilizada na arteterapia
escrita criativa   utilizada na arteterapiaescrita criativa   utilizada na arteterapia
escrita criativa utilizada na arteterapia
shirleisousa9166
 
Atividade Dias dos Pais - Meu Pai, Razão da Minha História.
Atividade Dias dos Pais -  Meu Pai, Razão da Minha História.Atividade Dias dos Pais -  Meu Pai, Razão da Minha História.
Atividade Dias dos Pais - Meu Pai, Razão da Minha História.
Mary Alvarenga
 
A perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptx
A perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptxA perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptx
A perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptx
marcos oliveira
 
Relatório de Atividades 2017 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2017 CENSIPAM.pdfRelatório de Atividades 2017 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2017 CENSIPAM.pdf
Falcão Brasil
 
Noite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsx
Noite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsxNoite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsx
Noite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsx
Luzia Gabriele
 
IV Jornada Nacional Tableau - Apresentações.pptx
IV Jornada Nacional Tableau - Apresentações.pptxIV Jornada Nacional Tableau - Apresentações.pptx
IV Jornada Nacional Tableau - Apresentações.pptx
Ligia Galvão
 
Relatório de Atividades 2021/2022 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2021/2022 CENSIPAM.pdfRelatório de Atividades 2021/2022 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2021/2022 CENSIPAM.pdf
Falcão Brasil
 
Slides Lição 2, CPAD, O Livro de Rute, 3Tr24.pptx
Slides Lição 2, CPAD, O Livro de Rute, 3Tr24.pptxSlides Lição 2, CPAD, O Livro de Rute, 3Tr24.pptx
Slides Lição 2, CPAD, O Livro de Rute, 3Tr24.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
Guerra de reconquista da Península ibérica
Guerra de reconquista da Península ibéricaGuerra de reconquista da Península ibérica
Guerra de reconquista da Península ibérica
felipescherner
 
Relatório de Atividades 2011 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2011 CENSIPAM.pdfRelatório de Atividades 2011 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2011 CENSIPAM.pdf
Falcão Brasil
 
Temática – Projeto para Empreendedores Locais
Temática – Projeto para Empreendedores LocaisTemática – Projeto para Empreendedores Locais
Temática – Projeto para Empreendedores Locais
Colaborar Educacional
 
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
Espanhol Online
 
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
Sandra Pratas
 
Alfabetização de adultos.pdf
Alfabetização de             adultos.pdfAlfabetização de             adultos.pdf
Alfabetização de adultos.pdf
arodatos81
 
Slides Lição 3, CPAD, Rute e Noemi, Entrelaçadas pelo Amor.pptx
Slides Lição 3, CPAD, Rute e Noemi, Entrelaçadas pelo Amor.pptxSlides Lição 3, CPAD, Rute e Noemi, Entrelaçadas pelo Amor.pptx
Slides Lição 3, CPAD, Rute e Noemi, Entrelaçadas pelo Amor.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
Auxiliar Adolescente 2024 3 trimestre 24
Auxiliar Adolescente 2024 3 trimestre 24Auxiliar Adolescente 2024 3 trimestre 24
Auxiliar Adolescente 2024 3 trimestre 24
DirceuSilva26
 

Último (20)

Ideais do Ministério jovem Adventista pdf
Ideais do Ministério jovem Adventista pdfIdeais do Ministério jovem Adventista pdf
Ideais do Ministério jovem Adventista pdf
 
escrita criativa utilizada na arteterapia
escrita criativa   utilizada na arteterapiaescrita criativa   utilizada na arteterapia
escrita criativa utilizada na arteterapia
 
Atividade Dias dos Pais - Meu Pai, Razão da Minha História.
Atividade Dias dos Pais -  Meu Pai, Razão da Minha História.Atividade Dias dos Pais -  Meu Pai, Razão da Minha História.
Atividade Dias dos Pais - Meu Pai, Razão da Minha História.
 
A perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptx
A perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptxA perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptx
A perspectiva colaborativa e as novas práticas de inclusão. (1).pptx
 
Relatório de Atividades 2017 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2017 CENSIPAM.pdfRelatório de Atividades 2017 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2017 CENSIPAM.pdf
 
Noite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsx
Noite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsxNoite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsx
Noite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsx
 
IV Jornada Nacional Tableau - Apresentações.pptx
IV Jornada Nacional Tableau - Apresentações.pptxIV Jornada Nacional Tableau - Apresentações.pptx
IV Jornada Nacional Tableau - Apresentações.pptx
 
RECORDANDO BONS MOMENTOS! _
RECORDANDO BONS MOMENTOS!               _RECORDANDO BONS MOMENTOS!               _
RECORDANDO BONS MOMENTOS! _
 
FOTOS_AS CIÊNCIAS EM AÇÃO .
FOTOS_AS CIÊNCIAS EM AÇÃO                .FOTOS_AS CIÊNCIAS EM AÇÃO                .
FOTOS_AS CIÊNCIAS EM AÇÃO .
 
Relatório de Atividades 2021/2022 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2021/2022 CENSIPAM.pdfRelatório de Atividades 2021/2022 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2021/2022 CENSIPAM.pdf
 
Slides Lição 2, CPAD, O Livro de Rute, 3Tr24.pptx
Slides Lição 2, CPAD, O Livro de Rute, 3Tr24.pptxSlides Lição 2, CPAD, O Livro de Rute, 3Tr24.pptx
Slides Lição 2, CPAD, O Livro de Rute, 3Tr24.pptx
 
Guerra de reconquista da Península ibérica
Guerra de reconquista da Península ibéricaGuerra de reconquista da Península ibérica
Guerra de reconquista da Península ibérica
 
Relatório de Atividades 2011 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2011 CENSIPAM.pdfRelatório de Atividades 2011 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2011 CENSIPAM.pdf
 
Temática – Projeto para Empreendedores Locais
Temática – Projeto para Empreendedores LocaisTemática – Projeto para Empreendedores Locais
Temática – Projeto para Empreendedores Locais
 
TALENTOS DA NOSSA ESCOLA .
TALENTOS DA NOSSA ESCOLA                .TALENTOS DA NOSSA ESCOLA                .
TALENTOS DA NOSSA ESCOLA .
 
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
A experiência do professor. Publicado EM 08.07.2024
 
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
 
Alfabetização de adultos.pdf
Alfabetização de             adultos.pdfAlfabetização de             adultos.pdf
Alfabetização de adultos.pdf
 
Slides Lição 3, CPAD, Rute e Noemi, Entrelaçadas pelo Amor.pptx
Slides Lição 3, CPAD, Rute e Noemi, Entrelaçadas pelo Amor.pptxSlides Lição 3, CPAD, Rute e Noemi, Entrelaçadas pelo Amor.pptx
Slides Lição 3, CPAD, Rute e Noemi, Entrelaçadas pelo Amor.pptx
 
Auxiliar Adolescente 2024 3 trimestre 24
Auxiliar Adolescente 2024 3 trimestre 24Auxiliar Adolescente 2024 3 trimestre 24
Auxiliar Adolescente 2024 3 trimestre 24
 

GÊNESE DO SOLO

  • 1. COLÉGIO ESTADUAL IDELZITO ELOY DE ABREU II UNIDADE - DISCIPLINA: GEOGRAFIA ENSINO MÉDIO - 2022 Professora Ana Honorio GÊNESE DO SOLO
  • 2. SOLO: É um corpo natural formado pela ação dos processos pedogenéticos que atuam com intensidade variável de acordo com os fatores de formação do solo. INTEMPERISMO: Conjunto de processos físicos, químicos e biológicos que atuam sobre as rochas, desintegrando-as e decompondo-as, propiciando a formação do perfil do solo.
  • 3. FATORES DE FORMAÇÃO FATORES DE FORMAÇÃO DO SOLO DO SOLO ROCHA ROCHA MATRIZ MATRIZ TEMPO TEMPO ORGANISMOS ORGANISMOS VIVOS VIVOS RELEVO RELEVO CLIMA CLIMA principal material de origem dos solos. Dependendo do tipo de rocha, os solos podem ter mais ou menos areia e argila, e serem férteis ou pobres. Climas quentes e úmidos favorecem a formação de solos profundos; em climas áridos, os solos tendem a ser mais rasos e pedregosos. Os solos tendem a ser mais profundos em relevos planos. Em relevos inclinados, geralmente são rasos. A vegetação adiciona matéria orgânica e protege o solo da erosão. A fauna age na trituração e transporte dos resíduos vegetais no perfil do solo. Os fungos agem transformando a matéria orgânica fresca em húmus Áreas formadas em épocas geológicas mais recentes estiveram por menos tempo expostas aos agentes intempéricos apresentam solos jovens e mais rasos e com menor quantidade de material orgânico. Já as áreas mais antigas têm solos mais profundos e mais “lavados” e alterados quimicamente.
  • 4. HORIZONTES DO SOLO A estrutura de um solo compreende várias camadas horizontais diferentes em cor, textura, composição etc. Cada uma dessas camadas é um horizonte do solo e seu conjunto constitui o que se chama de perfil do solo.
  • 5. HORIZONTES DO SOLO Horizonte O – horizonte formado pela matéria orgânica em vias de decomposição, razão de sua cor escura. Horizonte A – zona com mistura de matéria orgânica e substâncias minerais, com bastante influência do clima e alta atividade biológica. Horizonte B – horizonte caracterizado pela cor forte e pela acumulação de argilas procedentes dos horizontes superiores e também de óxidos e hidróxidos de ferro e alumínio. Horizonte C – mistura de solo pouco denso com rocha-matriz pouco alterada. Horizonte D – rocha matriz sem alteração
  • 7. MATERIAL DE ORIGEM Dependendo do tipo de material de origem, os solos podem ser arenosos, argilosos, férteis ou pobres. Uma mesma rocha poderá originar solos muito diferentes. Por exemplo, um granito, em região de clima seco e quente, origina solos rasos e pedregosos em virtude da reduzida quantidade de chuvas. Já, em clima úmido e quente, essa mesma rocha dará origem a solos mais profundos, não-pedregosos e mais pobres. Em qualquer clima, os arenitos geralmente originam solos de textura grosseira (arenosa), têm baixa fertilidade, armazenam pouca água e são muito propensos à erosão. Rochas como o basalto originam solos de textura argilosa e com altos teores de ferro, pois são ricas nesse elemento. Com exceção do hidrogênio, oxigênio, carbono e nitrogênio, os demais nutrientes para as plantas, como cálcio, magnésio, potássio e fósforo, provêm dos minerais presentes nas rochas que, ao se decomporem pela ação do intemperismo, liberam esses elementos para o solo para serem absorvidos pelos vegetais
  • 8. CLIMA A umidade e a variação de temperatura influenciam diretamente na intensidade e na velocidade da formação dos solos. Em regiões de clima quente e úmido, as ações dos intemperismos acontecem de forma rápida e intensa. O solo tropical é muito pobre em minerais em comparação com o solo de clima temperado, que possui de 30 a 50 vezes mais nutrientes. Em contrapartida, o solo tropical é rico em vida, possuindo de 10 a 20 vezes mais microrganismos, porém é ácido, com pH ao redor de 5,6, enquanto os solos europeus e americanos são neutros e rasos, e os tropicais são profundos.
  • 9. SOLOS TROPICAIS Precipitações e temperaturas elevadas favorecem os processos de formação do solo. Climas úmidos e quentes são fatores favoráveis à formação de solos muito intemperizados, profundos e pobres, o que resulta em acidez e baixa fertilidade, como é o caso da maioria dos solos brasileiros. SOLOS DE CLIMAS TEMPERADOS São solos menos profundos, ricos em nutrientes SOLOS ÁRIDOS Em regiões de baixa precipitação (áridas e semi- áridas), os solos são menos intemperizados, mais rasos, de melhor fertilidade e, geralmente, pedregosos. Graças à vegetação escassa, a quantidade de matéria orgânica, adicionada em climas secos, é inferior à dos solos de regiões úmidas.
  • 10. TEMPO O tempo que o solo fica exposto à atmosfera determina a sua maturidade. Os solos mais velhos, em sua maioria, são mais profundos que os solos mais novos. O tempo que um solo leva para se formar depende do tipo de rocha, do clima e do relevo
  • 11. TEMPO Os solos mais velhos têm maior quantidade de argila que os jovens, isto porque, no transcorrer do tempo de formação, os minerais primários, herdados da rocha e que fazem parte das frações mais grosseiras do solo (areia e silte), vão se transformando em argila. Os solos mais velhos apresentam menor quantidade de nutrientes, os quais são removidos em solução pelas águas das chuvas. Nos relevos mais inclinados (morros, montanhas), o tempo necessário para formação de um solo é muito mais longo, comparativamente aos relevos planos, uma vez que, nos primeiros, a erosão natural é muito maior
  • 12. RELEVO Nos relevos planos, praticamente toda a água da chuva entra no solo, propiciando condições para formação de solos profundos. Em relevos inclinados, grande parte da água escorre pela superfície, favorecendo processos erosivos e dificultando a formação do solo, sendo tais áreas ocupadas, predominantemente, por solos rasos. As áreas com relevo abaciado, além das águas da chuva, também recebem aquelas provenientes das áreas inclinadas, tendendo a um acúmulo e favorecendo o aparecimento de banhados (várzeas), onde se formam os solos chamados de hidromórficos, ou seja, com excesso de água. Quando derivados de material de origem vegetal acumulado em áreas encharcadas, como banhados, os solos tendem a apresentar grandes quantidades de matéria orgânica
  • 13. ORGANISMOS VIVOS Os organismos que vivem no solo (vegetais, minhocas, insetos, fungos, bactérias, etc.) exercem papel muito importante na sua formação, visto que, além de seus corpos serem fonte de matéria orgânica, atuam também na transformação dos constituintes orgânicos e minerais. A vegetação exerce marcante influência na formação do solo pelo fornecimento de matéria orgânica, na proteção contra a erosão pela ação das raízes fixadas no solo, assim como as folhas evitam o impacto direto da chuva. Ao se decompor, a matéria orgânica libera ácidos que também participam na transformação dos constituintes minerais do solo. A fauna (representada por inúmeras espécies de minhocas, besouros, formigas, cupins, etc.) age na trituração e transporte dos resíduos vegetais no perfil do solo. Os fungos e as bactérias realizam o ataque microbiano, transformando a matéria orgânica fresca em húmus, o qual apresenta grande capacidade de retenção de água e nutrientes, o que é muito importante para o desenvolvimento das plantas que habitam o solo.
  • 14. OS SOLOS DO BRASIL Os solos mais importantes em termos de extensão ocupada são os latossolos, que ocorrem praticamente em todo o país e se desenvolvem sobre todos os tipos de rocha. São solos com baixa capacidade de troca de cátions, com presença de argilas de baixa atividade, geralmente muito profundos (mais de 2 m), bem desenvolvidos e de cor amarela a vermelho-escura (pela concentração de óxidos e hidróxidos de ferro e alumínio), localizados em terrenos planos ou pouco ondulados. São típicos de regiões de clima tropical úmido e semiúmido.
  • 15. Areia É um acúmulo de pequenos pedaços de rochas ou minerais. Seu diâmetro varia entre 0,05 a 2 milímetros (mm). O mineral predominante na maioria das areias é o quartzo. Entretanto, outros minerais como muscovita, turmatita, feldspato, mica, magnetita e outros também podem serem encontrados. É a areia que dá a sensação de aspereza (atrito) do solo. Silte Partícula do solo com um diâmetro que varia de 0,05 a 0,002 mm, composta por feldspato, piroxênio, anfibólio, biotita etc. É o silte que dá a sensação de sedosidade. Argila Partícula de solo tão pequena que não pode ser vista a olho nu, seu diâmetro é menor que 0,002 mm. É composta por minerais secundários (ilita, montmorillonita e caulinita). É a argila que dá a sensação de plasticidade e pegajosidade. FRAÇÕES DO SOLO
  • 16. TEXTURAS DO SOLO A textura é muito importante porque dela dependem o volume de água que se infiltra no solo; o volume de água que nele fica armazenado; a aeração do solo; a facilidade de mecanização e a fertilidade. Quando grande parte das partículas é de areia (principalmente cristais de quartzo), o solo é arenoso, com grande capacidade de absorção de água. Os solos siltosos, em que grande parte das partículas pertence à fração silte, são solos muito suscetíveis à erosão, pois as partículas são finas e leves e não se agregam como no caso das argilas. Os solos argilosos, por sua vez, caracterizam-se por pouca aeração e por serem ricos em óxidos e hidróxidos de ferro e alumínio. São impermeáveis, mas alguns solos argilosos do Brasil têm grande permeabilidade graças à existência de poros de origem biológica. As diferenças entre solos arenosos e argilosos é bem visível em estradas não pavimentadas nos dias de chuva. Solos desenvolvidos sobre granitos, por exemplo, são arenosos, e as estradas neles existentes não costumam mostrar grandes poças d’água ou áreas muito lamacentas em dias de chuva. Já as estradas abertas em solos desenvolvidos sobre basaltos são, em dias chuvosos, muito lamacentas, escorregadias e têm grandes acumulações de água.