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Escola Santa Maria
Professora: Mary Alvarenga Série: 5º ano
A fábula é uma história curta. As personagens são animais que agem como seres humanos, como a
disputa entre fortes e fracos, a esperteza e a lerdeza, a ganância e a bondade, a gratidão e a avareza, o
bondoso e o ruim. No final do texto, é apresentada uma moral, um ensinamento ou uma crítica. .
Características da fábula
 Apresenta os elementos narrativos (ação, personagens, narrador, local e tempo)
 A narrativa é curta
 As personagens, geralmente são animais.
 Traz uma reflexão
 No final tem uma moral.
Leia as fábulas a seguir
Um leão, cansado de tanto caçar, dormia espichado debaixo da sombra boa de uma árvore.
Vieram uns ratinhos passear em cima dele e ele acordou.
Todos conseguiram fugir, menos um, que o leão prendeu debaixo da pata.
Tanto o ratinho pediu e implorou que o leão desistiu de esmagá-lo e deixou que fosse embora.
Algum tempo depois o leão ficou preso na rede de uns caçadores.
Não conseguindo se soltar, fazia a floresta inteira tremer com seus urros de raiva.
Nisso apareceu o ratinho, e com seus dentes afiados roeu as cordas e soltou o leão.
Moral: Uma boa ação ganha outra.
Fábulas de Esopo
Um lobo devorou sua caça tão depressa, com tanto apetite, que acabou ficando com um osso entalado
na garganta. Cheio de dor, o lobo começou a correr de um lado para outro soltando uivos, e ofereceu uma
bela recompensa para quem tirasse o osso de sua garganta. Com pena do lobo e com vontade de ganhar o
dinheiro, uma cegonha resolveu enfrentar o perigo. Depois de tirar o osso, quis saber onde estava a
recompensa que o lobo tinha prometido.
– Recompensa? – berrou o lobo. – Mas que cegonha pechinchona! Que recompensa, que nada! Você
enfiou a cabeça na minha boca e em vez de arrancar sua cabeça com uma dentada deixei que você a tirasse lá
de dentro sem um arranhãozinho. Você não acha que tem muita sorte, seu bicho insolente! Dê o fora e se
cuide para nunca mais chegar perto de minhas garras!
Moral: Não espere gratidão ao mostrar caridade para um inimigo.
Fábulas de Esopo
Um dia um corvo estava pousado no galho de uma
árvore com um pedaço de queijo no bico quando
passou uma raposa. Vendo o corvo com o queijo, a
raposa logo começou a matutar um jeito de se
apoderar do queijo. Com esta ideia na cabeça, foi para
debaixo da árvore, olhou para cima e disse:
- Que pássaro magnífico avisto nessa árvore! Que
beleza estonteante! Que cores maravilhosas! Será que
ele tem uma voz suave para combinar com tanta
beleza! Se tiver, não há dúvida de que deve ser
proclamado rei dos pássaros.
Ouvindo aquilo o corvo ficou que era pura vaidade. Para mostrar à raposa que sabia
cantar, abriu o bico e soltou um sonoro ―Cróóó!‖. O queijo veio abaixo, claro, e a raposa
abocanhou ligeiro aquela delícia, dizendo:
- Olhe meu senhor, estou vendo que voz o senhor tem. O que não tem é inteligência!
Moral: cuidado com quem muito elogia.
Fábulas de Esopo
Entendendo o texto
1. Que tipo de texto é este? _____________________________________________________________
2. Qual é o título da história? ___________________________________________________________
3. Quem é o autor do texto? ____________________________________________________________
4. Quais são os personagens da história? ___________________________________________________
5. Onde a história acontece? ____________________________________________________________
6. Como a raposa conseguiu comer o queijo do corvo? _______________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
7. O corvo acreditou nos elogios da raposa? Justifique sua resposta. ____________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
8. Qual dos animais foi o mais esperto? ___________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
9. Qual é a moral da história? ___________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
10. Você concorda com a atitude da raposa? Por quê? _________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
11. Se você fosse o corvo, qual seria sua atitude ao escutar os elogios da raposa?
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
12. Você acha que a raposa agiu certo? Por quê? _____________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
13. Na fábula, os animais estão representando os seres humanos. Você acredita que esse tipo de atitude
pode ser encontrada nos dias de hoje? ________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
14. A finalidade desse texto é
a) ( ) Relatar um acontecimento importante.
b) ( ) Contar uma história engraçada.
c) ( ) Descrever os personagens
d) ( ) Transmitir uma lição de moral
Crie uma fábula. Não esqueça o título, o nome dos personagens e a moral da história.
Escola Santa Maria
Professora: Mary Alvarenga Série: 5º ano
Narrativa com tendência para magia e encantamento. As transformações ocorridas são produzidas
por seres encantados dotados de poderes: fadas, magos, duendes...
Tem com característica a demarcação do tempo no início do parágrafo de forma imprecisa: ―Era
uma vez...‖. ―Certa vez...‖, Frequentemente usa-se a expressão ―E foram felizes para sempre‖.
 Estrutura do conto
 Introdução ou apresentação – É o inicio da história a ser narrada. Momento que o narrador
apresenta fatos iniciais, os personagens e, na maioria das vezes, o tempo e o espaço.
 Complicação ou desenvolvimento – Parte que se desenvolve o conflito, e nós como leitores,
ficamos surpresos à espera do que está por vir.
 Clímax – Momento mais tenso da narrativa, pois tudo pode acontecer, podendo ser aquilo que
esperávamos ou não.
 Desfecho ou conclusão – Revela o final da história, a solução para o conflito, sendo este fim
poderá ser de vários modos: triste, alegre, surpreendente, engraçado ou trágico.
Às margens de uma extensa mata existia, há muito tempo, uma cabana pobre, feita de troncos de
árvore, na qual morava um lenhador com sua segunda esposa e seus dois filhinhos, nascidos do primeiro
casamento. O garoto chamava-se João e a menina, Maria.
A vida sempre fora difícil na casa do lenhador, mas naquela época as coisas haviam piorado ainda
mais: não havia comida para todos.
— Minha mulher, o que será de nós? Acabaremos todos por morrer de necessidade. E as crianças
serão as primeiras…
— Há uma solução… — disse a madrasta, que era muito malvada. — Amanhã daremos a João e
Maria um pedaço de pão, depois os levaremos à mata e lá os abandonaremos.
O lenhador não queria nem ouvir falar de um plano tão cruel, mas a mulher, esperta e insistente,
conseguiu convencê-lo.
No aposento ao lado, as duas crianças tinham escutado tudo, e Maria desatou a chorar.
— Não chore — tranquilizou-a o irmão — Tenho uma ideia.
Esperou que os pais estivessem dormindo, saiu da cabana, catou um punhado de pedrinhas brancas
que brilhavam ao clarão da lua e as escondeu no bolso. Depois voltou para a cama.
No dia seguinte, ao amanhecer, a madrasta acordou as crianças.
As crianças foram com o pai e a madrasta cortar lenha na floresta e lá foram abandonadas.
João havia marcado o caminho com as pedrinhas e, ao anoitecer, conseguiram voltar para casa.
O pai ficou contente, mas a madrasta, não. Mandou-os dormir e trancou a porta do quarto. Como era
malvada, ela planejou levá-los ainda mais longe no dia seguinte.
João ouviu a madrasta novamente convencendo o pai a abandoná-los, mas desta vez não conseguiu
sair do quarto para apanhar as pedrinhas, pois sua madrasta havia trancado a porta. Maria desesperada só
chorava. João pediu-lhe para ficar calma e ter fé em Deus.
Antes de saírem para o passeio, receberam para comer um pedaço de pão velho. João, em vez de
comer o pão, guardou-o.
Ao caminhar para a floresta, João jogava as migalhas de pão no chão, para marcar o caminho da
volta.
Chegando a uma clareira, a madrasta ordenou que esperassem até que ela colhesse algumas frutas,
por ali. Mas eles esperaram em vão. Ela os tinha abandonado mesmo!
— Não chore Maria, disse João. Agora, só temos é que seguir a trilha que eu fiz até aqui, e ela está
toda marcada com as migalhas do pão.
Só que os passarinhos tinham comido todas as migalhas de pão deixadas no caminho.
As crianças andaram muito até que chegaram a uma casinha toda feita com chocolate, biscoitos e
doces. Famintos, correram e começaram a comer.
De repente, apareceu uma velhinha, dizendo: - Entrem, entrem, entrem, que lá dentro tem muito
mais para vocês.
Mas a velhinha era uma bruxa que os deixou comer bastante até caírem no sono e confortáveis
caminhas.
Quando as crianças acordaram, achavam que estavam no céu, parecia tudo perfeito.
Porém a velhinha era uma bruxa malvada que e aprisionou João numa jaula para que ele engordasse.
Ela queria devorá-lo bem gordo. E fez da pobre e indefesa Maria, sua escrava.
Todos os dias João tinha que mostrar o dedo para que ela sentisse se ele estava engordando. O
menino, muito esperto, percebendo que a bruxa enxergava pouco, mostrava-lhe um ossinho de galinha. E
ela ficava furiosa, reclamava com Maria:
— Esse menino, não há meio de engordar.
— Dê mais comida para ele!
Passaram-se alguns dias até que numa manhã assim que a bruxa acordou, cansada de tanto esperar,
foi logo gritando:
— Hoje eu vou fazer uma festança.
— Maria, ponha um caldeirão bem grande, com água até a boca para ferver.
— Dê bastante comida paro seu o irmão, pois é hoje que eu vou comê-lo ensopado.
Assustada, Maria começou a chorar.
— Acenderei o forno também, pois farei um pão para acompanhar o ensopado. Disse a bruxa.
Ela empurrou Maria para perto do forno e disse:
— Entre e veja se o forno está bem quente para que eu possa colocar o pão.
A bruxa pretendia fechar o forno quando Maria estivesse lá dentro, para assá-la e comê-la também.
Mas Maria percebeu a intenção da bruxa e disse:
— Ih! Como posso entrar no forno, não sei como fazer?
— Menina boba! Disse a bruxa. Há espaço suficiente, até eu poderia passar por ela.
A bruxa se aproximou e colocou a cabeça dentro do forno. Maria, então, deu-lhe um empurrão e ela
caiu lá dentro. A menina, então, rapidamente trancou a porta do forno deixando que a bruxa morresse
queimada.
Mariazinha foi direto libertar seu irmão.
Estavam muito felizes e tiveram a ideia de pegarem o tesouro que a bruxa guardava e ainda algumas
guloseimas.
Encheram seus bolsos com tudo que conseguiram e partiram rumo a floresta.
Depois de muito andarem atravessaram um grande lago com a ajuda de um cisne.
Andaram mais um pouco e começaram a reconhecer o caminho. Viram de longe a pequena cabana
do pai.
Ao chegarem na cabana encontraram o pai triste e arrependido. A madrasta havia morrido de fome e
o pai estava desesperado com o que fez com os filhos.
Quando os viu, o pai ficou muito feliz e foi correndo abraça-los. Joãozinho e Maria mostraram-lhe
toda a fortuna que traziam nos seus bolsos, agora não haveria mais preocupação com dinheiro e comida e
assim foram felizes para sempre.
Christiane Angelotti, adaptado da obra dos Irmãos Grimm
ERA UMA VEZ um príncipe que viajou pelo
mundo inteiro à procura da princesa ideal para se
casar. Tinha de ser linda e de sangue azul, uma
verdadeira princesa!
Mas depois de muitos meses a viajar de país em
país, o príncipe voltou para o seu reino, muito triste
e abatido, pois não tinha conseguido encontrar a
princesa que se tornaria sua mulher.
Numa noite fria e escura de inverno, quando o
príncipe já pensava ser impossível casar com uma
princesa, houve uma terrível tempestade. No meio
da tempestade, alguém bateu à porta do castelo. O
velho rei intrigado foi abrir a porta. Qual não foi a
sua surpresa ao ver uma bela menina
completamente molhada da cabeça aos pés.
A menina disse: ―poderei passar a noite aqui no
seu castelo, senhor? Fui surpreendida pela
tempestade enquanto viaja já de volta para o meu
reino. Estou com fome e frio e não tenho onde
ficar…‖.
O rei desconfiado perguntou: Sois uma princesa? A princesa respondeu timidamente: ―Sim,
senhor
―Então entrai, pois seria imperdoável da minha parte deixar-vos lá fora numa noite como esta!‖
Respondeu o rei, não muito convencido de se tratar mesmo de uma princesa.
Enquanto a princesa se secava e mudava de roupa, o rei informou a rainha daquela visita inesperada.
A rainha pôs-se a pensar e, com um sorriso matreiro, disse ―vamos já descobrir se se trata de uma
verdadeira princesa ou não…‖.
A rainha subiu ao quarto de hóspedes onde ia ficar a princesa e, sem ninguém ver, tirou a roupa de
cama e colocou por baixo do colchão uma ervilha. De seguida colocou por cima da cama mais vinte
colchões e edredons e, finalmente, a roupa de cama.
Então, desceu a escadaria e dirigiu-se à princesa, apresentando-se, e dizendo amavelmente: Já pode
subir e descansar. Amanhã falaremos com mais calma sobre a menina e o seu reino…
A princesa subiu e deitou-se naquela cama estranha que mais parecia uma montanha!
Na manhã seguinte, a princesa desceu para tomar o pequeno almoço. O rei e a rainha já estavam
sentados à mesa. A princesa saudou os reis e sentou-se. Então a rainha perguntou: Como passou a noite,
princesa?
A princesa respondeu: ―Oh, a verdade é que não consegui dormir nada naquela cama tão
incómoda‖… senti qualquer coisa no colchão que me incomodou toda a noite e deixou o meu corpo todo
dorido!
O rei levantou-se e, muito ofendido, exclamou: ―Impossível‖! Nunca nenhum convidado se queixou
dos nossos excelentes colchões de penas!
Mas a rainha interrompe-o e disse com um sorriso: ―Pode sim!‖ E explicou ao rei o que tinha feito
para ver se realmente se tratava de uma princesa ou alguém a querer enganá-los.
A rainha levantou-se e disse a todos: ―Só uma verdadeira princesa com uma pele tão sensível e
delicada é capaz de sentir o incómodo de uma ervilha através de vinte colchões e edredons!‖.
O rei e a rainha apresentaram a princesa ao seu filho o príncipe, e ele mal a viu, ficou logo perdido
de amores.
Ao fim de alguns dias, o príncipe casou com a princesa, com a certeza de ter encontrado finalmente
uma princesa verdadeira que há tanto tempo procurava.
A partir daquele dia, a ervilha passou a fazer parte das joias da coroa, para que todos se lembrassem
da história da princesa ervilha.
Adaptado do conto de Hans Christian Andersen
ERA UMA VEZ dois irmãos, uma menina e um
menino, chamados Joana e João que viviam na
floresta com a sua madrasta. Como ela era muito má
para eles, as duas crianças decidiram fugir, assim que
tivessem uma oportunidade.
Esse dia chegou e, numa manhã, bem cedo,
enquanto a madrasta ainda dormia, saíram de casa
sem fazer barulho.
Depois de muito andarem e já cansados,
resolveram parar junto a um ribeiro para descansar um
pouco. O que eles não sabiam é que a sua madrasta já
os tinha encontrado e os seguia silenciosamente,
através da floresta…
Como estava um dia muito quente, João perguntou à sua irmã:
— Posso beber um pouco de água deste ribeiro Joana?
Ao que a Joana respondeu, sem suspeitar que a madrasta feiticeira tinha lançado um feitiço sobre
as águas daquele ribeiro:
— Claro que sim! Andamos muito, está muito calor e deves estar com sede…
O irmão de Joana, assim que bebeu o primeiro gole de água, transformou-se numa corça!
— Oh! Meu querido irmão, que te aconteceu? Não te preocupes, havemos de arranjar uma
solução. Para já, temos de fugir daqui!
Depois de andarem mais um pouco, e já quase de noite, encontraram uma casa abandonada e
decidiram passar a noite lá. Os dias foram passando e, longe da madrasta, João e Joana acharam boa ideia
ficar a viver ali.
Todos os dias o menino-corça gostava de correr pela floresta, deixando a sua irmã muito
preocupada.
— Joãozinho, sabes bem que não gosto que andes por aí sozinho, pois tenho medo que um
caçador te encontre e te leve!
Mas o menino corça era muito jovem e curioso e não resistia a fazer o mesmo todos os dias.
Um dia, já perto da hora do almoço, o menino corça chega a casa ferido, pois tinha sido atingido
pelo tiro de um caçador.
Joana, muito aflita, leva o irmão para dentro de casa e começa a tratar-lhe a ferida.
O caçador que perseguia o menino corça era muito persistente, e seguiu as pegadas da corça até à
casa dos dois irmãos. Quando lá entrou, viu Joana ao lado da corça.
A irmã ao ver o caçador, exclamou:
— Por favor, não mates a minha corça! Mas o caçador já nem sequer olhava para a corsa,
maravilhado com a beleza de Joana…
O jovem caçador, apaixonado por Joana, pergunta-lhe se quer casar com ele e ir morar para o seu
castelo, juntamente com o menino corça. Esta aceita com alegria e o jovem caçador, Joana e João
dirigem-se para o castelo, onde o casamento de Joana e do jovem caçador, que afinal é um príncipe, é
celebrado com uma grande festa.
Um ano mais tarde, Joana e o príncipe tiveram um lindo menino, a quem chamaram Bernardo, e
todos viviam radiantes naquele reino.
A notícia do nascimento do menino e de como eram felizes, Joana e o menino corça, chega aos
ouvidos da cruel madrasta, deixando-a furiosa!
A madrasta decide então castigá-los a todos, roubando-lhes Bernardo, o filho de Joana.
A malvada feiticeira entra no quarto do Bernardo, disfarçada de criada, e prepara-se para levar o
menino, mas eis que chega o príncipe e, apercebendo-se da intenção da madrasta, saca da sua espada
mágica e retira todos os poderes à madrasta malvada!
Como a madrasta já não tem os seus poderes, o feitiço é quebrado e a corça volta a transformar-se
no Joãozinho. E assim todos juntos, puderam viver felizes para sempre.
Entre os bichos da floresta, espalhou-se a notícia de que haveria uma festa no Céu.
Porém, só foram convidados os animais que voam.
As aves ficaram animadíssimas com a notícia, começaram a falar da festa por todos os cantos da
floresta. Aproveitavam para provocar inveja nos outros animais, que não podiam voar.
Um sapo muito malandro, que vivia no brejo, lá no meio da floresta, ficou com muita vontade de
participar do evento. Resolveu que iria de qualquer jeito, e saiu espalhando para todos, que também fora
convidado.
Os animais que ouviam o sapo contar vantagem, que também havia sido convidado para a festa no
céu, riam dele.
Imaginem o sapo, pesadão, não aguentava nem correr, que diria voar até a tal festa!
Durante muitos dias, o pobre sapinho, virou motivo de gozação de toda a floresta.
Tira essa ideia da cabeça, amigo sapo. — dizia o esquilo, descendo da árvore. — Bichos como
nós, que não voam, não têm chances de aparecer na Festa no Céu.
— Eu vou sim. — dizia o sapo muito esperançoso. — Ainda não sei como, mas irei. Não é justo
fazerem uma festa dessas e excluírem a maioria dos amimais.
Depois de muito pensar, o sapo formulou um plano.
Horas antes da festa, procurou o urubu. Conversaram muito, e se divertiram com as piadas que o
sapo contava.
Já quase de noite, o sapo se despediu do amigo:
—Bom, meu caro urubu, vou indo para o meu descanso, afinal, mais tarde preciso estar bem
disposto e animado para curtir a festa.
—Você vai mesmo, amigo sapo? — perguntou o urubu, meio desconfiado.
—Claro, não perderia essa festa por nada. — disse o sapo já em retirada. — Até amanhã!
Porém, em vez de sair, o sapo deu uma volta, pulou a janela da casa do urubu e vendo a viola dele
em cima da cama, resolveu esconder-se dentro dela.
Chegada a hora da festa, o urubu pegou a sua viola, amarrou-a em seu pescoço e voou em direção
ao céu.
Ao chegar ao céu, o urubu deixou sua viola num canto e foi procurar as outras aves. O sapo
aproveitou para espiar e, vendo que estava sozinho, deu um pulo e saltou da viola, todo contente.
As aves ficaram muito surpresas ao verem o sapo dançando e pulando no céu. Todos queriam
saber como ele havia chegado lá, mas o sapo esquivando-se mudava de conversa e ia se divertir.
Estava quase amanhecendo, quando o sapo resolveu que era hora de se preparar para a "carona"
com o urubu. Saiu sem que ninguém percebesse, e entrou na viola do urubu, que estava encostada num
cantinho do salão.
O sol já estava surgindo, quando a festa acabou e os convidados foram voando, cada um para o
seu destino.
O urubu pegou a sua viola e voou em direção à floresta.
Voava tranquilo, quando no meio do caminho sentiu algo se mexer dentro da viola. Espiou dentro
do instrumento e avistou o sapo dormindo, todo encolhido, parecia uma bola.
—Ah! Que sapo folgado! Foi assim que você foi à festa no Céu? Sem pedir, sem avisar e ainda
me fez de bobo!
E lá do alto, ele virou sua viola até que o sapo despencou direto para o chão.
A queda foi impressionante. O sapo caiu em cima das pedras do leito de um rio, e mais
impressionante ainda foi que ele não morreu.
Nossa Senhora, viu o que aconteceu e salvou o bichinho.
Mas nas suas costas ficou a marca da queda; uma porção de remendos. É por isso que os sapos
possuem uns desenhos estranhos nas costas, é uma homenagem de Deus a este sapinho atrevido, mas de
bom coração.
(Christiane Angelotti adaptação do conto de Luís da Câmara Cascudo)
Entendendo o texto
1. Que tipo de texto é este? _____________________________________________________________
2. Qual é o título da história? ___________________________________________________________
3. Quem é o autor do texto? ____________________________________________________________
4. Quais são os personagens principais da história? _________________________________________
5. Onde ia acontecer uma festa? _________________________________________________________
6. Por que os bichos sem asas estavam "jururus de fazer dó"? __________________________________
_____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
7. O sapo decidiu ir à festa. Como ele conseguiu chegar até lá? ________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
8. Como se divertiu o sapo na festa? ______________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
9. Na volta, o que fez o urubu descobrir onde estava o sapo? ___________________________________
_____________________________________________________________________________________
10. Qual foi a reação do urubu ao descobrir o sapo dentro de sua viola? ___________________________
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
11. O que aconteceu com o sapo? ______________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
12. Que outro final você daria para o conto? ________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
13. O conto ―A festa no Céu‖ narra:
a) ( ) um ensinamento religioso
b) ( ) a luta do bem contra o mal
c) ( ) a explicação sobre a origem de uma característica de um animal
d) ( ) um malandro enganando um poderoso
Crie um conto colocando todas as partes, desde o início até o desfecho. Não esqueça
o título e o nome dos personagens.
Gênero textual: Fabulas e contos

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Gênero textual: Fabulas e contos

  • 1. Escola Santa Maria Professora: Mary Alvarenga Série: 5º ano A fábula é uma história curta. As personagens são animais que agem como seres humanos, como a disputa entre fortes e fracos, a esperteza e a lerdeza, a ganância e a bondade, a gratidão e a avareza, o bondoso e o ruim. No final do texto, é apresentada uma moral, um ensinamento ou uma crítica. . Características da fábula  Apresenta os elementos narrativos (ação, personagens, narrador, local e tempo)  A narrativa é curta  As personagens, geralmente são animais.  Traz uma reflexão  No final tem uma moral. Leia as fábulas a seguir Um leão, cansado de tanto caçar, dormia espichado debaixo da sombra boa de uma árvore. Vieram uns ratinhos passear em cima dele e ele acordou. Todos conseguiram fugir, menos um, que o leão prendeu debaixo da pata. Tanto o ratinho pediu e implorou que o leão desistiu de esmagá-lo e deixou que fosse embora. Algum tempo depois o leão ficou preso na rede de uns caçadores. Não conseguindo se soltar, fazia a floresta inteira tremer com seus urros de raiva. Nisso apareceu o ratinho, e com seus dentes afiados roeu as cordas e soltou o leão. Moral: Uma boa ação ganha outra. Fábulas de Esopo Um lobo devorou sua caça tão depressa, com tanto apetite, que acabou ficando com um osso entalado na garganta. Cheio de dor, o lobo começou a correr de um lado para outro soltando uivos, e ofereceu uma bela recompensa para quem tirasse o osso de sua garganta. Com pena do lobo e com vontade de ganhar o dinheiro, uma cegonha resolveu enfrentar o perigo. Depois de tirar o osso, quis saber onde estava a recompensa que o lobo tinha prometido. – Recompensa? – berrou o lobo. – Mas que cegonha pechinchona! Que recompensa, que nada! Você enfiou a cabeça na minha boca e em vez de arrancar sua cabeça com uma dentada deixei que você a tirasse lá de dentro sem um arranhãozinho. Você não acha que tem muita sorte, seu bicho insolente! Dê o fora e se cuide para nunca mais chegar perto de minhas garras! Moral: Não espere gratidão ao mostrar caridade para um inimigo. Fábulas de Esopo
  • 2. Um dia um corvo estava pousado no galho de uma árvore com um pedaço de queijo no bico quando passou uma raposa. Vendo o corvo com o queijo, a raposa logo começou a matutar um jeito de se apoderar do queijo. Com esta ideia na cabeça, foi para debaixo da árvore, olhou para cima e disse: - Que pássaro magnífico avisto nessa árvore! Que beleza estonteante! Que cores maravilhosas! Será que ele tem uma voz suave para combinar com tanta beleza! Se tiver, não há dúvida de que deve ser proclamado rei dos pássaros. Ouvindo aquilo o corvo ficou que era pura vaidade. Para mostrar à raposa que sabia cantar, abriu o bico e soltou um sonoro ―Cróóó!‖. O queijo veio abaixo, claro, e a raposa abocanhou ligeiro aquela delícia, dizendo: - Olhe meu senhor, estou vendo que voz o senhor tem. O que não tem é inteligência! Moral: cuidado com quem muito elogia. Fábulas de Esopo Entendendo o texto 1. Que tipo de texto é este? _____________________________________________________________ 2. Qual é o título da história? ___________________________________________________________ 3. Quem é o autor do texto? ____________________________________________________________ 4. Quais são os personagens da história? ___________________________________________________ 5. Onde a história acontece? ____________________________________________________________ 6. Como a raposa conseguiu comer o queijo do corvo? _______________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________
  • 3. 7. O corvo acreditou nos elogios da raposa? Justifique sua resposta. ____________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ 8. Qual dos animais foi o mais esperto? ___________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ 9. Qual é a moral da história? ___________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________ 10. Você concorda com a atitude da raposa? Por quê? _________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ 11. Se você fosse o corvo, qual seria sua atitude ao escutar os elogios da raposa? _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________ 12. Você acha que a raposa agiu certo? Por quê? _____________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ 13. Na fábula, os animais estão representando os seres humanos. Você acredita que esse tipo de atitude pode ser encontrada nos dias de hoje? ________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________ 14. A finalidade desse texto é a) ( ) Relatar um acontecimento importante. b) ( ) Contar uma história engraçada. c) ( ) Descrever os personagens d) ( ) Transmitir uma lição de moral
  • 4. Crie uma fábula. Não esqueça o título, o nome dos personagens e a moral da história.
  • 5. Escola Santa Maria Professora: Mary Alvarenga Série: 5º ano Narrativa com tendência para magia e encantamento. As transformações ocorridas são produzidas por seres encantados dotados de poderes: fadas, magos, duendes... Tem com característica a demarcação do tempo no início do parágrafo de forma imprecisa: ―Era uma vez...‖. ―Certa vez...‖, Frequentemente usa-se a expressão ―E foram felizes para sempre‖.  Estrutura do conto  Introdução ou apresentação – É o inicio da história a ser narrada. Momento que o narrador apresenta fatos iniciais, os personagens e, na maioria das vezes, o tempo e o espaço.  Complicação ou desenvolvimento – Parte que se desenvolve o conflito, e nós como leitores, ficamos surpresos à espera do que está por vir.  Clímax – Momento mais tenso da narrativa, pois tudo pode acontecer, podendo ser aquilo que esperávamos ou não.  Desfecho ou conclusão – Revela o final da história, a solução para o conflito, sendo este fim poderá ser de vários modos: triste, alegre, surpreendente, engraçado ou trágico. Às margens de uma extensa mata existia, há muito tempo, uma cabana pobre, feita de troncos de árvore, na qual morava um lenhador com sua segunda esposa e seus dois filhinhos, nascidos do primeiro casamento. O garoto chamava-se João e a menina, Maria.
  • 6. A vida sempre fora difícil na casa do lenhador, mas naquela época as coisas haviam piorado ainda mais: não havia comida para todos. — Minha mulher, o que será de nós? Acabaremos todos por morrer de necessidade. E as crianças serão as primeiras… — Há uma solução… — disse a madrasta, que era muito malvada. — Amanhã daremos a João e Maria um pedaço de pão, depois os levaremos à mata e lá os abandonaremos. O lenhador não queria nem ouvir falar de um plano tão cruel, mas a mulher, esperta e insistente, conseguiu convencê-lo. No aposento ao lado, as duas crianças tinham escutado tudo, e Maria desatou a chorar. — Não chore — tranquilizou-a o irmão — Tenho uma ideia. Esperou que os pais estivessem dormindo, saiu da cabana, catou um punhado de pedrinhas brancas que brilhavam ao clarão da lua e as escondeu no bolso. Depois voltou para a cama. No dia seguinte, ao amanhecer, a madrasta acordou as crianças. As crianças foram com o pai e a madrasta cortar lenha na floresta e lá foram abandonadas. João havia marcado o caminho com as pedrinhas e, ao anoitecer, conseguiram voltar para casa. O pai ficou contente, mas a madrasta, não. Mandou-os dormir e trancou a porta do quarto. Como era malvada, ela planejou levá-los ainda mais longe no dia seguinte. João ouviu a madrasta novamente convencendo o pai a abandoná-los, mas desta vez não conseguiu sair do quarto para apanhar as pedrinhas, pois sua madrasta havia trancado a porta. Maria desesperada só chorava. João pediu-lhe para ficar calma e ter fé em Deus. Antes de saírem para o passeio, receberam para comer um pedaço de pão velho. João, em vez de comer o pão, guardou-o. Ao caminhar para a floresta, João jogava as migalhas de pão no chão, para marcar o caminho da volta. Chegando a uma clareira, a madrasta ordenou que esperassem até que ela colhesse algumas frutas, por ali. Mas eles esperaram em vão. Ela os tinha abandonado mesmo! — Não chore Maria, disse João. Agora, só temos é que seguir a trilha que eu fiz até aqui, e ela está toda marcada com as migalhas do pão. Só que os passarinhos tinham comido todas as migalhas de pão deixadas no caminho. As crianças andaram muito até que chegaram a uma casinha toda feita com chocolate, biscoitos e doces. Famintos, correram e começaram a comer. De repente, apareceu uma velhinha, dizendo: - Entrem, entrem, entrem, que lá dentro tem muito mais para vocês. Mas a velhinha era uma bruxa que os deixou comer bastante até caírem no sono e confortáveis caminhas. Quando as crianças acordaram, achavam que estavam no céu, parecia tudo perfeito. Porém a velhinha era uma bruxa malvada que e aprisionou João numa jaula para que ele engordasse. Ela queria devorá-lo bem gordo. E fez da pobre e indefesa Maria, sua escrava. Todos os dias João tinha que mostrar o dedo para que ela sentisse se ele estava engordando. O menino, muito esperto, percebendo que a bruxa enxergava pouco, mostrava-lhe um ossinho de galinha. E ela ficava furiosa, reclamava com Maria: — Esse menino, não há meio de engordar. — Dê mais comida para ele! Passaram-se alguns dias até que numa manhã assim que a bruxa acordou, cansada de tanto esperar, foi logo gritando: — Hoje eu vou fazer uma festança. — Maria, ponha um caldeirão bem grande, com água até a boca para ferver.
  • 7. — Dê bastante comida paro seu o irmão, pois é hoje que eu vou comê-lo ensopado. Assustada, Maria começou a chorar. — Acenderei o forno também, pois farei um pão para acompanhar o ensopado. Disse a bruxa. Ela empurrou Maria para perto do forno e disse: — Entre e veja se o forno está bem quente para que eu possa colocar o pão. A bruxa pretendia fechar o forno quando Maria estivesse lá dentro, para assá-la e comê-la também. Mas Maria percebeu a intenção da bruxa e disse: — Ih! Como posso entrar no forno, não sei como fazer? — Menina boba! Disse a bruxa. Há espaço suficiente, até eu poderia passar por ela. A bruxa se aproximou e colocou a cabeça dentro do forno. Maria, então, deu-lhe um empurrão e ela caiu lá dentro. A menina, então, rapidamente trancou a porta do forno deixando que a bruxa morresse queimada. Mariazinha foi direto libertar seu irmão. Estavam muito felizes e tiveram a ideia de pegarem o tesouro que a bruxa guardava e ainda algumas guloseimas. Encheram seus bolsos com tudo que conseguiram e partiram rumo a floresta. Depois de muito andarem atravessaram um grande lago com a ajuda de um cisne. Andaram mais um pouco e começaram a reconhecer o caminho. Viram de longe a pequena cabana do pai. Ao chegarem na cabana encontraram o pai triste e arrependido. A madrasta havia morrido de fome e o pai estava desesperado com o que fez com os filhos. Quando os viu, o pai ficou muito feliz e foi correndo abraça-los. Joãozinho e Maria mostraram-lhe toda a fortuna que traziam nos seus bolsos, agora não haveria mais preocupação com dinheiro e comida e assim foram felizes para sempre. Christiane Angelotti, adaptado da obra dos Irmãos Grimm ERA UMA VEZ um príncipe que viajou pelo mundo inteiro à procura da princesa ideal para se casar. Tinha de ser linda e de sangue azul, uma verdadeira princesa! Mas depois de muitos meses a viajar de país em país, o príncipe voltou para o seu reino, muito triste e abatido, pois não tinha conseguido encontrar a princesa que se tornaria sua mulher. Numa noite fria e escura de inverno, quando o príncipe já pensava ser impossível casar com uma princesa, houve uma terrível tempestade. No meio da tempestade, alguém bateu à porta do castelo. O velho rei intrigado foi abrir a porta. Qual não foi a sua surpresa ao ver uma bela menina completamente molhada da cabeça aos pés. A menina disse: ―poderei passar a noite aqui no seu castelo, senhor? Fui surpreendida pela tempestade enquanto viaja já de volta para o meu reino. Estou com fome e frio e não tenho onde ficar…‖.
  • 8. O rei desconfiado perguntou: Sois uma princesa? A princesa respondeu timidamente: ―Sim, senhor ―Então entrai, pois seria imperdoável da minha parte deixar-vos lá fora numa noite como esta!‖ Respondeu o rei, não muito convencido de se tratar mesmo de uma princesa. Enquanto a princesa se secava e mudava de roupa, o rei informou a rainha daquela visita inesperada. A rainha pôs-se a pensar e, com um sorriso matreiro, disse ―vamos já descobrir se se trata de uma verdadeira princesa ou não…‖. A rainha subiu ao quarto de hóspedes onde ia ficar a princesa e, sem ninguém ver, tirou a roupa de cama e colocou por baixo do colchão uma ervilha. De seguida colocou por cima da cama mais vinte colchões e edredons e, finalmente, a roupa de cama. Então, desceu a escadaria e dirigiu-se à princesa, apresentando-se, e dizendo amavelmente: Já pode subir e descansar. Amanhã falaremos com mais calma sobre a menina e o seu reino… A princesa subiu e deitou-se naquela cama estranha que mais parecia uma montanha! Na manhã seguinte, a princesa desceu para tomar o pequeno almoço. O rei e a rainha já estavam sentados à mesa. A princesa saudou os reis e sentou-se. Então a rainha perguntou: Como passou a noite, princesa? A princesa respondeu: ―Oh, a verdade é que não consegui dormir nada naquela cama tão incómoda‖… senti qualquer coisa no colchão que me incomodou toda a noite e deixou o meu corpo todo dorido! O rei levantou-se e, muito ofendido, exclamou: ―Impossível‖! Nunca nenhum convidado se queixou dos nossos excelentes colchões de penas! Mas a rainha interrompe-o e disse com um sorriso: ―Pode sim!‖ E explicou ao rei o que tinha feito para ver se realmente se tratava de uma princesa ou alguém a querer enganá-los. A rainha levantou-se e disse a todos: ―Só uma verdadeira princesa com uma pele tão sensível e delicada é capaz de sentir o incómodo de uma ervilha através de vinte colchões e edredons!‖. O rei e a rainha apresentaram a princesa ao seu filho o príncipe, e ele mal a viu, ficou logo perdido de amores. Ao fim de alguns dias, o príncipe casou com a princesa, com a certeza de ter encontrado finalmente uma princesa verdadeira que há tanto tempo procurava. A partir daquele dia, a ervilha passou a fazer parte das joias da coroa, para que todos se lembrassem da história da princesa ervilha. Adaptado do conto de Hans Christian Andersen ERA UMA VEZ dois irmãos, uma menina e um menino, chamados Joana e João que viviam na floresta com a sua madrasta. Como ela era muito má para eles, as duas crianças decidiram fugir, assim que tivessem uma oportunidade. Esse dia chegou e, numa manhã, bem cedo, enquanto a madrasta ainda dormia, saíram de casa sem fazer barulho. Depois de muito andarem e já cansados, resolveram parar junto a um ribeiro para descansar um pouco. O que eles não sabiam é que a sua madrasta já os tinha encontrado e os seguia silenciosamente, através da floresta…
  • 9. Como estava um dia muito quente, João perguntou à sua irmã: — Posso beber um pouco de água deste ribeiro Joana? Ao que a Joana respondeu, sem suspeitar que a madrasta feiticeira tinha lançado um feitiço sobre as águas daquele ribeiro: — Claro que sim! Andamos muito, está muito calor e deves estar com sede… O irmão de Joana, assim que bebeu o primeiro gole de água, transformou-se numa corça! — Oh! Meu querido irmão, que te aconteceu? Não te preocupes, havemos de arranjar uma solução. Para já, temos de fugir daqui! Depois de andarem mais um pouco, e já quase de noite, encontraram uma casa abandonada e decidiram passar a noite lá. Os dias foram passando e, longe da madrasta, João e Joana acharam boa ideia ficar a viver ali. Todos os dias o menino-corça gostava de correr pela floresta, deixando a sua irmã muito preocupada. — Joãozinho, sabes bem que não gosto que andes por aí sozinho, pois tenho medo que um caçador te encontre e te leve! Mas o menino corça era muito jovem e curioso e não resistia a fazer o mesmo todos os dias. Um dia, já perto da hora do almoço, o menino corça chega a casa ferido, pois tinha sido atingido pelo tiro de um caçador. Joana, muito aflita, leva o irmão para dentro de casa e começa a tratar-lhe a ferida. O caçador que perseguia o menino corça era muito persistente, e seguiu as pegadas da corça até à casa dos dois irmãos. Quando lá entrou, viu Joana ao lado da corça. A irmã ao ver o caçador, exclamou: — Por favor, não mates a minha corça! Mas o caçador já nem sequer olhava para a corsa, maravilhado com a beleza de Joana… O jovem caçador, apaixonado por Joana, pergunta-lhe se quer casar com ele e ir morar para o seu castelo, juntamente com o menino corça. Esta aceita com alegria e o jovem caçador, Joana e João dirigem-se para o castelo, onde o casamento de Joana e do jovem caçador, que afinal é um príncipe, é celebrado com uma grande festa. Um ano mais tarde, Joana e o príncipe tiveram um lindo menino, a quem chamaram Bernardo, e todos viviam radiantes naquele reino. A notícia do nascimento do menino e de como eram felizes, Joana e o menino corça, chega aos ouvidos da cruel madrasta, deixando-a furiosa! A madrasta decide então castigá-los a todos, roubando-lhes Bernardo, o filho de Joana. A malvada feiticeira entra no quarto do Bernardo, disfarçada de criada, e prepara-se para levar o menino, mas eis que chega o príncipe e, apercebendo-se da intenção da madrasta, saca da sua espada mágica e retira todos os poderes à madrasta malvada! Como a madrasta já não tem os seus poderes, o feitiço é quebrado e a corça volta a transformar-se no Joãozinho. E assim todos juntos, puderam viver felizes para sempre.
  • 10. Entre os bichos da floresta, espalhou-se a notícia de que haveria uma festa no Céu. Porém, só foram convidados os animais que voam. As aves ficaram animadíssimas com a notícia, começaram a falar da festa por todos os cantos da floresta. Aproveitavam para provocar inveja nos outros animais, que não podiam voar. Um sapo muito malandro, que vivia no brejo, lá no meio da floresta, ficou com muita vontade de participar do evento. Resolveu que iria de qualquer jeito, e saiu espalhando para todos, que também fora convidado. Os animais que ouviam o sapo contar vantagem, que também havia sido convidado para a festa no céu, riam dele. Imaginem o sapo, pesadão, não aguentava nem correr, que diria voar até a tal festa! Durante muitos dias, o pobre sapinho, virou motivo de gozação de toda a floresta. Tira essa ideia da cabeça, amigo sapo. — dizia o esquilo, descendo da árvore. — Bichos como nós, que não voam, não têm chances de aparecer na Festa no Céu. — Eu vou sim. — dizia o sapo muito esperançoso. — Ainda não sei como, mas irei. Não é justo fazerem uma festa dessas e excluírem a maioria dos amimais. Depois de muito pensar, o sapo formulou um plano. Horas antes da festa, procurou o urubu. Conversaram muito, e se divertiram com as piadas que o sapo contava. Já quase de noite, o sapo se despediu do amigo: —Bom, meu caro urubu, vou indo para o meu descanso, afinal, mais tarde preciso estar bem disposto e animado para curtir a festa. —Você vai mesmo, amigo sapo? — perguntou o urubu, meio desconfiado. —Claro, não perderia essa festa por nada. — disse o sapo já em retirada. — Até amanhã! Porém, em vez de sair, o sapo deu uma volta, pulou a janela da casa do urubu e vendo a viola dele em cima da cama, resolveu esconder-se dentro dela.
  • 11. Chegada a hora da festa, o urubu pegou a sua viola, amarrou-a em seu pescoço e voou em direção ao céu. Ao chegar ao céu, o urubu deixou sua viola num canto e foi procurar as outras aves. O sapo aproveitou para espiar e, vendo que estava sozinho, deu um pulo e saltou da viola, todo contente. As aves ficaram muito surpresas ao verem o sapo dançando e pulando no céu. Todos queriam saber como ele havia chegado lá, mas o sapo esquivando-se mudava de conversa e ia se divertir. Estava quase amanhecendo, quando o sapo resolveu que era hora de se preparar para a "carona" com o urubu. Saiu sem que ninguém percebesse, e entrou na viola do urubu, que estava encostada num cantinho do salão. O sol já estava surgindo, quando a festa acabou e os convidados foram voando, cada um para o seu destino. O urubu pegou a sua viola e voou em direção à floresta. Voava tranquilo, quando no meio do caminho sentiu algo se mexer dentro da viola. Espiou dentro do instrumento e avistou o sapo dormindo, todo encolhido, parecia uma bola. —Ah! Que sapo folgado! Foi assim que você foi à festa no Céu? Sem pedir, sem avisar e ainda me fez de bobo! E lá do alto, ele virou sua viola até que o sapo despencou direto para o chão. A queda foi impressionante. O sapo caiu em cima das pedras do leito de um rio, e mais impressionante ainda foi que ele não morreu. Nossa Senhora, viu o que aconteceu e salvou o bichinho. Mas nas suas costas ficou a marca da queda; uma porção de remendos. É por isso que os sapos possuem uns desenhos estranhos nas costas, é uma homenagem de Deus a este sapinho atrevido, mas de bom coração. (Christiane Angelotti adaptação do conto de Luís da Câmara Cascudo) Entendendo o texto 1. Que tipo de texto é este? _____________________________________________________________ 2. Qual é o título da história? ___________________________________________________________ 3. Quem é o autor do texto? ____________________________________________________________ 4. Quais são os personagens principais da história? _________________________________________ 5. Onde ia acontecer uma festa? _________________________________________________________ 6. Por que os bichos sem asas estavam "jururus de fazer dó"? __________________________________ _____________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________ 7. O sapo decidiu ir à festa. Como ele conseguiu chegar até lá? ________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ 8. Como se divertiu o sapo na festa? ______________________________________________________ _____________________________________________________________________________________
  • 12. 9. Na volta, o que fez o urubu descobrir onde estava o sapo? ___________________________________ _____________________________________________________________________________________ 10. Qual foi a reação do urubu ao descobrir o sapo dentro de sua viola? ___________________________ ____________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________ 11. O que aconteceu com o sapo? ______________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ 12. Que outro final você daria para o conto? ________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ 13. O conto ―A festa no Céu‖ narra: a) ( ) um ensinamento religioso b) ( ) a luta do bem contra o mal c) ( ) a explicação sobre a origem de uma característica de um animal d) ( ) um malandro enganando um poderoso
  • 13. Crie um conto colocando todas as partes, desde o início até o desfecho. Não esqueça o título e o nome dos personagens.