GÊNER
O
Segundo Simone de Beauvoir, os padrões de
gênero não são biológicos, mas sociais, logo,
podem ser redefinidos.
 A luta por equidade de gênero:
vem de longa data;
 tem avanços e retrocessos; resultado,
muitas vezes, de políticas que não
visavam à equidade;
 os avanços nunca são definitivos;
 frutos de negociação;
 o que leva uma pessoa a ter consciência
de gênero?
 como os movimentos sociais têm
atuado?
É uma dada maneira de olhar a
realidade da vida (das mulheres e dos
homens) para compreender:
As relações sociais entre mulheres e
homens
As relações de poder entre mulheres
e homens, mulheres e mulheres,
homens e homens
O que é Gênero
Capacidade de agir sobre a ação do
outro, reconhecido como sujeito da ação
DOMINAÇÃO
Conjunto de relações de poder, fixas,
assimétricas, onde a possibilidade das
resistências (reação) deixa de existir
PODE
R
SEXO: Diferenças anátomo-fisiológicas
existentes entre os homens e as
mulheres
GÊNERO: Maneira que as diferenças entre mulheres e
homens assumem nas diferentes
sociedades, no transcorrer da história.
Refere-se ao SEXO SOCIAL
Sexo #
Gênero
O que significa equidade de gênero?
A concepção de equidade diz respeito ao reconhecimento das características próprias de um
indivíduo ou grupo, em que se leva em consideração o direito de cada um com base na
imparcialidade.
Sexo: de variável demográfica (biológica, natural) a
variável social
“Ninguém nasce mulher, mas se faz mulher”
Identidade feminina /Identidade masculina
Gênero como realização
cultural Gênero # Mulher
Origem das desigualdades de
gênero: Divisão sexual do
trabalho
Assumindo
Gênero
É o conjunto de características sociais,
culturais, políticas, psicológicas, jurídicas e
econômicas atribuídas às pessoas de forma
diferenciada de acordo com o sexo.
As características de gênero são construções
sócio-culturais que variam através da história
e se referem aos papéis psicológicos e
culturais que a sociedade atribui a cada um
do que considera “masculino” ou “feminino”.
Gêner
o
São características físicas, biológicas,
anatômicas e fisiológicas dos seres
humanos que os definem como macho
ou fêmea.
Reconhece-se a partir de dados
corporais, genitais, sendo o sexo uma
construção natural, com a qual se
nasce.
Demonstrar que a situação das Mulheres varia
na história (no tempo e no espaço)
Demonstrar que as Mulheres têm sido
agentes ativos na história da humanidade
Buscar as origens da hierarquia e das
desigualdades nas relações que as
Mulheres estabelecem entre si e com os
homens
Compreender que existem concepções variadas
a respeito de Mulher e Homem
Compreender os mecanismos utilizados
pela sociedade na construção do sujeito
Mulher
Elaborar instrumentos políticos para
transformar a situação social das mulheres
Contribuição do feminismo:
Na compreensão de que à divisão sexual do trabalho
entrelaça-se a divisão social do trabalho e que mulheres
e homens irão participar de modo desigual da produção
e da reprodução
No entendimento de que a opressão de classes interliga-se
com a opressão de sexo, coincidindo historicamente e se
desenvolvendo entrelaçadas no decorrer da história
Na formulação do ponto de vista de que, ao surgir entrelaçado
com a opressão de classes, este sistema irá impregnar os
espaços sociais, as instâncias políticas, as formas culturais,
entendendo, assim, que as relações desiguais de gênero se
dão em todas as esferas da sociedade fundada nas relações
desiguais de classe
No estabelecimento da ótica segundo a qual a
opressão de gênero tem bases estruturais mas se
constrói, adquirindo, portanto, relativa
independência, passando a interagir, de
maneira própria, com a opressão de classes e
as demais formas de opressão da sociedade,
como a de raça, por exemplo
Na compreensão da necessidade de que a luta
contra a opressão de gênero se insere na luta
contra todos os elos de opressão e pela
conquista de uma sociedade radicalmente
nova, sem discriminação de sexo/gênero, raça
e classe
No significado
radicalidade da
gênero visando
da
luta de
romper tanto
estrutural, levando-a
o elo
para a
social,
luta de emancipação
como o elo
percorrendo
cultural,
caminhos
diversas
próprios nas
esferas da
sociedade.(VALADARAES,1999
“ Certa vez Marx perguntou: ‘O que é um escravo
negro? Um homem de raça negra. Esta
explicação é tão boa quanto a outra: um negro é
um negro. Ele se torna um escravo somente em
certas relações’. Poderíamos então parafrasear:
O que é uma mulher subordinada? Uma fêmea da
espécie humana. Esta explicação é tão boa
quanto a outra: a mulher é uma mulher. Ela se
torna uma doméstica, uma esposa, um objeto,
uma coelhinha, uma prostituta, ou um ditafone
humano somente em certas relações” (Gayle
Rubin antropóloga feminista norte-americana)
“Em linhas gerais, assumindo (Cf
Castro, Mary) gênero como
Garcia
uma
construção sociológica, político-cultural
do termo sexo, chama-se atenção para
que:
•sexo não é uma variável demográfica,
biológica ou natural, mas traz toda uma
carga cultural e ideológica. Como declara
Beauvoir, ‘ninguém nasce mulher, torna-se
mulher’. Nesta acepção está a indicação
implícita para a necessidade de referências
concretas sobre a identidade masculina e
•não se pode compreender o específico da
identidade feminina, sua posição na
sociedade, a valorização ou desvalorização
de seu trabalho, as divisões sexuais de
trabalho/poder/exercício do erótico se não
se compreende o específico da identidade
masculina e o comum ao humano, já que
homem
gênero
e mulher são
construções de no humano
– daí, insistimos,
a
necessidade de análises comparativas
e relacionais;
•gênero se realiza culturalmente, por
ideologias
que tomam formas específicas em cada
momento histórico e tais formas
estão
associadas a apropriações político-econômicas
do cultural, que se dão como totalidades em
lugares e períodos determinados. Este último
enfoque é uma contribuição de autores marxistas
no sentido de tirar o feminismo do plano
idealista, negando-se que as discriminações se
reproduzem pela perversidade natural dos
homens, e chamando a atenção para um sistema
de relações que se perpetua porque serve a
interesses, ainda que não tenham sido
diretamente engendrados para tal fim.
“Como gênero
enquanto categoria
é relacional,
analítica,
quer
quer
enquanto processo social o
conceito deve ser capaz de captar a
trama das
transformações historicamente
elas sofridas através dos
relações sociais, bem como as
por
mais
distintos processos sociais, trama
essa na qual as relações de gênero
têm lugar. (Saffioti, 1992)
como
deve
ser
constitutivo
visto
das
relações
“Gênero
elemento
sociais, baseadas em diferenças
percebidas entre os sexos, e como
sendo um modo básico de significar
relações de poder” (Scott, 1990).

gênero.pptx........................................

  • 1.
    GÊNER O Segundo Simone deBeauvoir, os padrões de gênero não são biológicos, mas sociais, logo, podem ser redefinidos.
  • 2.
     A lutapor equidade de gênero: vem de longa data;  tem avanços e retrocessos; resultado, muitas vezes, de políticas que não visavam à equidade;  os avanços nunca são definitivos;  frutos de negociação;  o que leva uma pessoa a ter consciência de gênero?  como os movimentos sociais têm atuado?
  • 3.
    É uma dadamaneira de olhar a realidade da vida (das mulheres e dos homens) para compreender: As relações sociais entre mulheres e homens As relações de poder entre mulheres e homens, mulheres e mulheres, homens e homens O que é Gênero
  • 4.
    Capacidade de agirsobre a ação do outro, reconhecido como sujeito da ação DOMINAÇÃO Conjunto de relações de poder, fixas, assimétricas, onde a possibilidade das resistências (reação) deixa de existir PODE R
  • 5.
    SEXO: Diferenças anátomo-fisiológicas existentesentre os homens e as mulheres GÊNERO: Maneira que as diferenças entre mulheres e homens assumem nas diferentes sociedades, no transcorrer da história. Refere-se ao SEXO SOCIAL Sexo # Gênero
  • 6.
    O que significaequidade de gênero? A concepção de equidade diz respeito ao reconhecimento das características próprias de um indivíduo ou grupo, em que se leva em consideração o direito de cada um com base na imparcialidade.
  • 8.
    Sexo: de variáveldemográfica (biológica, natural) a variável social “Ninguém nasce mulher, mas se faz mulher” Identidade feminina /Identidade masculina Gênero como realização cultural Gênero # Mulher Origem das desigualdades de gênero: Divisão sexual do trabalho Assumindo Gênero
  • 9.
    É o conjuntode características sociais, culturais, políticas, psicológicas, jurídicas e econômicas atribuídas às pessoas de forma diferenciada de acordo com o sexo. As características de gênero são construções sócio-culturais que variam através da história e se referem aos papéis psicológicos e culturais que a sociedade atribui a cada um do que considera “masculino” ou “feminino”. Gêner o
  • 10.
    São características físicas,biológicas, anatômicas e fisiológicas dos seres humanos que os definem como macho ou fêmea. Reconhece-se a partir de dados corporais, genitais, sendo o sexo uma construção natural, com a qual se nasce.
  • 12.
    Demonstrar que asituação das Mulheres varia na história (no tempo e no espaço) Demonstrar que as Mulheres têm sido agentes ativos na história da humanidade Buscar as origens da hierarquia e das desigualdades nas relações que as Mulheres estabelecem entre si e com os homens
  • 13.
    Compreender que existemconcepções variadas a respeito de Mulher e Homem Compreender os mecanismos utilizados pela sociedade na construção do sujeito Mulher Elaborar instrumentos políticos para transformar a situação social das mulheres Contribuição do feminismo:
  • 14.
    Na compreensão deque à divisão sexual do trabalho entrelaça-se a divisão social do trabalho e que mulheres e homens irão participar de modo desigual da produção e da reprodução No entendimento de que a opressão de classes interliga-se com a opressão de sexo, coincidindo historicamente e se desenvolvendo entrelaçadas no decorrer da história Na formulação do ponto de vista de que, ao surgir entrelaçado com a opressão de classes, este sistema irá impregnar os espaços sociais, as instâncias políticas, as formas culturais, entendendo, assim, que as relações desiguais de gênero se dão em todas as esferas da sociedade fundada nas relações desiguais de classe
  • 15.
    No estabelecimento daótica segundo a qual a opressão de gênero tem bases estruturais mas se constrói, adquirindo, portanto, relativa independência, passando a interagir, de maneira própria, com a opressão de classes e as demais formas de opressão da sociedade, como a de raça, por exemplo Na compreensão da necessidade de que a luta contra a opressão de gênero se insere na luta contra todos os elos de opressão e pela conquista de uma sociedade radicalmente nova, sem discriminação de sexo/gênero, raça e classe
  • 16.
    No significado radicalidade da gênerovisando da luta de romper tanto estrutural, levando-a o elo para a social, luta de emancipação como o elo percorrendo cultural, caminhos diversas próprios nas esferas da sociedade.(VALADARAES,1999
  • 17.
    “ Certa vezMarx perguntou: ‘O que é um escravo negro? Um homem de raça negra. Esta explicação é tão boa quanto a outra: um negro é um negro. Ele se torna um escravo somente em certas relações’. Poderíamos então parafrasear: O que é uma mulher subordinada? Uma fêmea da espécie humana. Esta explicação é tão boa quanto a outra: a mulher é uma mulher. Ela se torna uma doméstica, uma esposa, um objeto, uma coelhinha, uma prostituta, ou um ditafone humano somente em certas relações” (Gayle Rubin antropóloga feminista norte-americana)
  • 18.
    “Em linhas gerais,assumindo (Cf Castro, Mary) gênero como Garcia uma construção sociológica, político-cultural do termo sexo, chama-se atenção para que: •sexo não é uma variável demográfica, biológica ou natural, mas traz toda uma carga cultural e ideológica. Como declara Beauvoir, ‘ninguém nasce mulher, torna-se mulher’. Nesta acepção está a indicação implícita para a necessidade de referências concretas sobre a identidade masculina e
  • 19.
    •não se podecompreender o específico da identidade feminina, sua posição na sociedade, a valorização ou desvalorização de seu trabalho, as divisões sexuais de trabalho/poder/exercício do erótico se não se compreende o específico da identidade masculina e o comum ao humano, já que homem gênero e mulher são construções de no humano – daí, insistimos, a necessidade de análises comparativas e relacionais;
  • 20.
    •gênero se realizaculturalmente, por ideologias que tomam formas específicas em cada momento histórico e tais formas estão associadas a apropriações político-econômicas do cultural, que se dão como totalidades em lugares e períodos determinados. Este último enfoque é uma contribuição de autores marxistas no sentido de tirar o feminismo do plano idealista, negando-se que as discriminações se reproduzem pela perversidade natural dos homens, e chamando a atenção para um sistema de relações que se perpetua porque serve a interesses, ainda que não tenham sido diretamente engendrados para tal fim.
  • 21.
    “Como gênero enquanto categoria érelacional, analítica, quer quer enquanto processo social o conceito deve ser capaz de captar a trama das transformações historicamente elas sofridas através dos relações sociais, bem como as por mais distintos processos sociais, trama essa na qual as relações de gênero têm lugar. (Saffioti, 1992)
  • 22.
    como deve ser constitutivo visto das relações “Gênero elemento sociais, baseadas emdiferenças percebidas entre os sexos, e como sendo um modo básico de significar relações de poder” (Scott, 1990).