Em suma o gestor empreendedor não resolverá todos os problemas educacionais,
mas criará situações favoráveis para o desenvolvimento de atitudes para a busca de
soluções inovadoras aos problemas existentes na sociedade como nos diz Albagli e
Maciel (2002) “o empreendedor/inovador busca permanentemente novas oportunidades,
gerando novos desequilíbrios, em um processo contínuo de destruição criadora.”
E a destruição criadora proporcionará uma solução ou a diminuição das
desigualdades sociais históricas existentes.
“O avanço na organização da sociedade civil e a maior pressão
pelo “empoderamento” de segmentos sociais excluídos e regiões
marginalizadas, projetando o empreendedorismo social e
institucional, como expressão da capacidade de segmentos e
organizações sociais, comunidades e instituições públicas
organizarem e implementarem iniciativas pertinentes à melhoria
das condições de vida locais e à abertura de oportunidades para
grupos sociais menos favorecidos.”
Como as escolas representam a sociedade onde estão inseridas, as atitudes do
gestor empreendedor agirá nas relações sociais mais imbricadas e assim, poderá
interferir diretamente nas relações extraescolares.
Coleman (1990) especifica as três formas de capital social. A
primeira lida com o nível de confiança e a real extensão das
obrigações existentes em um ambiente social. O capital social é
elevado onde as pessoas confiam umas nas outras e onde essa
confiança é exercida pela aceitação mútua de obrigações. A
segunda forma diz respeito a canais de trocas de informações e
ideias. Na terceira forma, normas e sanções constituem capital
social onde elas encorajam os indivíduos a trabalharem por um
bem comum, abandonando interesses próprios imediatos.
Já quanto à analogia da administração escolar com a administração privada nos remete
ao conceito de ganho. Na administração privada o ganho é econômico-financeiro,
visado pelo administrador empreendedor. Enquanto que na administração escolar o
ganho é no capital social da comunidade local.
Referências
Albagli e Maciel (2002). Capital social e empreendedorismo local.pdf. Disponível em:
<http://www.ppgp.caedufjf.net/file.php/71/Albagli_e_Maciel_2002_._Capital_social_e_
empreendedorismo_local.pdf> Acessado em: 15 de outubro de 2013.

Empreendedorismo e Capital Social

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    Em suma ogestor empreendedor não resolverá todos os problemas educacionais, mas criará situações favoráveis para o desenvolvimento de atitudes para a busca de soluções inovadoras aos problemas existentes na sociedade como nos diz Albagli e Maciel (2002) “o empreendedor/inovador busca permanentemente novas oportunidades, gerando novos desequilíbrios, em um processo contínuo de destruição criadora.” E a destruição criadora proporcionará uma solução ou a diminuição das desigualdades sociais históricas existentes. “O avanço na organização da sociedade civil e a maior pressão pelo “empoderamento” de segmentos sociais excluídos e regiões marginalizadas, projetando o empreendedorismo social e institucional, como expressão da capacidade de segmentos e organizações sociais, comunidades e instituições públicas organizarem e implementarem iniciativas pertinentes à melhoria das condições de vida locais e à abertura de oportunidades para grupos sociais menos favorecidos.” Como as escolas representam a sociedade onde estão inseridas, as atitudes do gestor empreendedor agirá nas relações sociais mais imbricadas e assim, poderá interferir diretamente nas relações extraescolares. Coleman (1990) especifica as três formas de capital social. A primeira lida com o nível de confiança e a real extensão das obrigações existentes em um ambiente social. O capital social é elevado onde as pessoas confiam umas nas outras e onde essa confiança é exercida pela aceitação mútua de obrigações. A segunda forma diz respeito a canais de trocas de informações e ideias. Na terceira forma, normas e sanções constituem capital social onde elas encorajam os indivíduos a trabalharem por um bem comum, abandonando interesses próprios imediatos. Já quanto à analogia da administração escolar com a administração privada nos remete ao conceito de ganho. Na administração privada o ganho é econômico-financeiro, visado pelo administrador empreendedor. Enquanto que na administração escolar o ganho é no capital social da comunidade local. Referências Albagli e Maciel (2002). Capital social e empreendedorismo local.pdf. Disponível em: <http://www.ppgp.caedufjf.net/file.php/71/Albagli_e_Maciel_2002_._Capital_social_e_ empreendedorismo_local.pdf> Acessado em: 15 de outubro de 2013.