Álgebra Linear
Autovalor e Autovetor
Profa. Débora Lopes
2024.1 1 / 52
AUTOVETORES E AUTOVALORES
Definição
Seja V um espaço vetorial de dimensão finita e T : V → V um operador linear. Um
vetor v ∈ V não nulo é chamado de autovetor de T se existe λ ∈ R, chamado
autovalor, tal que
Tv = λv
Neste caso, dizemos que v é um autovetor associado ao autovalor λ
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Exemplo 1.
Considere o operador linear T : R2 ⇒ R2 definido por
T(x, y) = (x + 2y, 3x + 2y).
Determine se os seguintes vetores são autovetores de T, e em caso afirmativo
determine seus autovalores associados.
u = (1, −1), v = (2, 3) e w = (1, 2).
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Exemplo 1. Solução
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Exemplo 2.
Considere o operador linear T : R3 ⇒ R3 definido por
T(x, y, z) = (x + y + z, 2y + z, 2y + 3z).
Determine se os seguintes vetores são autovetores de T, e em caso afirmativo
determine seus autovalores associados.
u = (1, 0, 0), v = (0, 1, −1) e w = (1, 1, 2).
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Exemplo 2. Solução
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Polinômio caracterı́stico
Seja V um espaço vetorial de dimensão finita e T : V ⇒ V um operador linear.
Queremos determinar um processo para calcular os autovetores e os autovalores de T,
mas para isso precisamos da seguinte definição
Definição.
Seja V um R-espaço vetorial de dimensão finita e T : V → V um operador linear. Se
β é uma base de V , o polinômio
p(t) = det(tI − [T]β
β)
é chamado polinômio caracaterı́stico de T
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O polinômio p(t) independe da base escolhida β
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Exemplo 3.
Calcule o polinômio caracterı́stico dos seguintes operadores lineares:
1 T : R2 → R2, T(x, y) = (x + 2y, 3x + 2y)
2 T : R3 → R3, T(x, y, z) = (x + y + z, 2y + z, 2y + 3z)
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Solução
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Solução
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Observação.
Da definição de determinante, podemos observar que o grau do polinômio
caracterı́sticos p(t) é igual a ordem de [T]β
β, que é igual a dimensão de V .
Proposição.
Sejam V um R-espaço vetorial de dimensão finita e T : V → V um operador linear
com polinômio caracterı́stico p(t). Então λ ∈ R é um autovalor de T se, e somente se,
λ é raiz de p(t)
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Exemplo 5.
Determine todos os autovalores e autovetores dos operadores lineares abaixo:
1 T : R2 → R2, T(x, y) = (x + 2y, 3x + 2y)
2 T : R3 → R3, T(x, y, z) = (x + y + z, 2y + z, 2y + 3z)
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Solução
14 / 52
Solução
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Contexto matricial
Os conceitos de autovetores, autovalores e polinômio caracterı́s-
ticos podem ser analisados no contexto matricial.
Definição
Seja A ∈ Mn×n(R). Um vetor não nulo v ∈ Mn×n(R) é chamado autovetor de A se
existe λ ∈ R, chamado autovalor de A, tal que
Av = λv
Observação. Os autovalores de A são as raı́zes dos polinômios caracterı́sticos de A.
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Contexto matricial
Definição.
Duas matrizes A, B ∈ Mn×n são chamadas matrizes semelhantes se existe uma matriz
inversı́vel P ∈ Mn×n(R) tal que
A = P−1BP.
Observação. Duas matrizes semelhantes possuem o mesmo polinômio caracterı́stico.
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AUTOVETORES E AUTOVALORES
Contexto matricial
Exemplo 6 Determine os autovalores e os correspondentes autovetores de A:
1
A =

2 1
3 4

2
A =


1 −1 0
2 3 2
1 1 2


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Solução
19 / 52
Solução
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Contexto matricial
Observação
Existem operadores que não possuem autovalores (nem autovetores). Por exemplo,
seja T : R2 → R2 definido por:
T(x, y) = (x + y, −2x − y).
Então
[T]C
C =

1 1
−2 −1

⇒ p(t) = det

t − 1 −1
2 t + 1

= t2
+ 1.
Como p(t) = t2 + 1 não possui raiz em R, logo T não possui autovalor (nem
autovetor).
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AUTOESPAÇO
Proposição.
Sejam V em R-espaço vetorial de dimensão finita e T : V → V um operador linear. Se
λ é um autovalor de T, o subconjunto Sλ = {v ∈ V.Tv = λv} formado pelos
autovetores associados a λ e o vetor 0, é um subspaço vetorial de V .
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AUTOESPAÇO
Definição.
O subespaço Sλ é chamado autoespaço associado a λ.
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Exemplo 8.
Seja T : R2 → R2 com T(x, y) = (x + 2y, 3x + 2y). Já vimos que os autovalores de T
são −1 e 4, e que os estoespaços associados a −1 e 4 são respectivamente
S−1 = {(x, −x); x ∈ R} = [(1, −1)],
S4 =

(x,
3
2
x); x ∈ R

=

(1,
3
2
)

= [(2, 3)]
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Exemplo 9.
Seja T : R3 → R3 com T(x, y, z) = (x + y + z, 2y + z, 2y + 3z). Já vimos que os
autovalores de T são 1 e 4, e que os estoespaços associados a 1 e 4 são respectivamente
S1 = {(x, y, −y); x, y ∈ R} = [(1, 0, 0), (0, 1, −1)],
S4 = {(x, x, 2x); x ∈ R} = [(1, 1, 2)]
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Solução
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Solução
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Exercı́cios
Ache os autovalores e autovetores correspondentes das transformações lineares dadas:
1 T : R2 → R2, tal que T(x, y) = (2y, x)
2 T : R2 → R2, tal que T(x, y) = (x + 4y, 2x + 3y)
3 T : R3 → R3, tal que T(x, y, z) = (3x − y + z, −x + 5y − z, x − y + 3z)
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Exercı́cios
1 Encontre a transformação linear T : R2 → R2 tal que T tenha autovalores −2 e 3
associados aos autovetores (3y, y) e (−2y, y) respectivamente.
2 Se λ é autovalor da transformação linear T : V → V e v um autovetor associado
a ele, mostre que kv é outro autovetor associado a λ se k 6= 0.
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Solução
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Solução
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DIAGONALIZAÇÃO DE OPERADORES
Definição
Seja V um espaço vetorial de dimensão finita e T : V → V um operador linear.
Dizemos que T é diagonalizável se existir uma base de V formada por autovetores de
T.
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Exemplo 1
Seja T : R2 → R2 com
T(x, y) = (x + 2y, 3x + 2y).
Como β = {(1, −1), (2, 3)} é uma base de V = R2 formada por autovetores de T,
concluı́mos que T é diagonalizável.
Note ainda que a matriz de T na base β
[T]β
β =

−1 0
0 4

é uma matriz diagonal cujos elementos da diagonal principal são os autovalores de T.
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Exemplo 1
Seja T : R2 → R2 com
T(x, y) = (x + 2y, 3x + 2y).
Como β = {(1, −1), (2, 3)} é uma base de V = R2 formada por autovetores de T,
concluı́mos que T é diagonalizável.
Note ainda que a matriz de T na base β
[T]β
β =

−1 0
0 4

é uma matriz diagonal cujos elementos da diagonal principal são os autovalores de T.
34 / 52
Exemplo 2
Seja T : R3 → R3 definida por
T(x, y, z) = (x + y + z, 2y + z, 2y + 3z).
Como β = {(1, 0, 0), (0, 1, −1), (1, 1, 2)} é uma base de V = R3 (verificar) formada
por autovetores de T, então T é diagonalizável.
A matriz de T na base β
[T]β
β =


1 0 0
0 1 0
0 0 4


é uma matriz diagonal cujos elementos da diagonal principal são os autovalores de T.
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Exemplo 2
Seja T : R3 → R3 definida por
T(x, y, z) = (x + y + z, 2y + z, 2y + 3z).
Como β = {(1, 0, 0), (0, 1, −1), (1, 1, 2)} é uma base de V = R3 (verificar) formada
por autovetores de T, então T é diagonalizável.
A matriz de T na base β
[T]β
β =


1 0 0
0 1 0
0 0 4


é uma matriz diagonal cujos elementos da diagonal principal são os autovalores de T.
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MATRIZ DIAGONALIZÁVEL
Definição
Uma matriz A ∈ Mn×n(R) é diagonalizável se existe uma base de Rn fotmada por
autovetores de A.
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Exemplo 3
A matriz real
A =

2 1
3 4

é diagonalizável, pois β = {(1, −1), (1, 3)} é uma base de R2 formada por autovetores
de A.
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Exemplo 3
Note que, sendo
P =

1 1
−1 3

a matriz cujas colunas são os vetores da base β, então
P−1
=
1
4

3 −1
1 1

Observação P é a matriz de mudança de base de β para a base canônica do R2
38 / 52
Exemplo 3
P−1
· A · P =
1
4

3 −1
1 1

·

2 1
3 4

·

1 1
−1 3

=

1 0
0 5

é a matriz diagonal cujos elementos da diagonal principal são os autovalores de A.
39 / 52
Exemplo 4.
Vimos que a matriz real
A =


1 −1 0
2 3 2
1 1 2


é diagonalizável, pois β = {(1, 0, 1), (−2, 2, 1), (1, −2, −1)} é uma base de R3 formada
por autovetores de A.
40 / 52
Exemplo 4
Note que, sendo
P =


1 −2 1
0 2 −2
1 1 −1


a matriz cujas colunas são os vetores da base β, então
P−1
=


0 1
2 −1
−1 0 −1
−1 1
2 −1


Observação P é a matriz de mudança de base de β para a base canônica do R3
41 / 52
Exemplo 4
P−1
· A · P =


0 1
2 −1
−1 0 −1
−1 1
2 −1

 ·


1 −1 0
2 3 2
1 1 2

 ·


1 −2 1
0 2 −2
−1 1 −1


=


1 0 0
0 2 0
0 0 3


é a matriz diagonal cujos elementos da diagonal principal são os autovalores de A.
42 / 52
Resultados Auxiliares
Proposição
Seja T : V → V um operador linear. Se vi for um autovetor de T associado ao
autovalor λi ∈ K, e se λi 6= λj para i 6= j, então o conjunto {v1, ..., vn} é linearmente
independente. Em outras palavras Autovetores associados a Autovalores distintos são
L.I.
Corolário
Se dimV = n e T : V → V possui n autovalores distintos, então T é diagonalizável.
Observação a proposição e o corolário anterior podem ser dados no contexto matricial.
43 / 52
Resultados Auxiliares
Proposição
Seja T : V → V um operador linear. Se vi for um autovetor de T associado ao
autovalor λi ∈ K, e se λi 6= λj para i 6= j, então o conjunto {v1, ..., vn} é linearmente
independente. Em outras palavras Autovetores associados a Autovalores distintos são
L.I.
Corolário
Se dimV = n e T : V → V possui n autovalores distintos, então T é diagonalizável.
Observação a proposição e o corolário anterior podem ser dados no contexto matricial.
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Exemplo 5
Determine se as seguintes matizes são diagonalizáveis:
1
A =

2 1
3 4

2
A =


1 −1 0
2 3 2
1 1 2


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Exemplo 5. Solução
1 Já vimos num exemplo anterior que 1 e 5 são autovalores de A. como A tem
ordem 2 e possui dois autovalores distintos, logo, pelo corolário, A é
diagonalizável.
2 Já vimos no exemplo anterior que 1, 2 e 3 são autovalores de A. como A tem
ordem 3 e possui três autovalores distintos, logo, pelo corolário, A é
diagonalizável.
45 / 52
Exemplo 5. Solução
1 Já vimos num exemplo anterior que 1 e 5 são autovalores de A. como A tem
ordem 2 e possui dois autovalores distintos, logo, pelo corolário, A é
diagonalizável.
2 Já vimos no exemplo anterior que 1, 2 e 3 são autovalores de A. como A tem
ordem 3 e possui três autovalores distintos, logo, pelo corolário, A é
diagonalizável.
45 / 52
Observação
A recı́proca do corolário anterior é falsa.
Vimos que o operadro T : R3 → R3 definido por
T(x, y, z) = (x + y + z, 2y + z, 2y + 3z)
não possui três autovalores distintos (os autovalores de T são 1 e 4). Mas, mesmo
assim T é diagonalizável.
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Resultados Auxiliares
Teorema
Seja T : V → V um operador linear. T é diagonalizável, se e somente se, existe uma
base β de V tal que [T]β é diagonalizável.
Teorema
Seja A ∈ Mn×n. Então A é diagonalizável se, e somente se, A é semelhante a uma
matriz diagonal D. Neste caso, D = P−1AP em que P é uma matriz cujas colunas
formam uma base de autovetores de A e D é uma matriz diagonal cujos elementos da
diagonal principal são os autovalores de A.
47 / 52
Resultados Auxiliares
Teorema
Seja T : V → V um operador linear. T é diagonalizável, se e somente se, existe uma
base β de V tal que [T]β é diagonalizável.
Teorema
Seja A ∈ Mn×n. Então A é diagonalizável se, e somente se, A é semelhante a uma
matriz diagonal D. Neste caso, D = P−1AP em que P é uma matriz cujas colunas
formam uma base de autovetores de A e D é uma matriz diagonal cujos elementos da
diagonal principal são os autovalores de A.
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Exemplo 6
Determine quais dos seguintes operadores e matrizes são diagonalizáveis.
1 T(x, y) = (2y, −x + 3y)
2 T(x, y, z) = (8x − 4y + 5z, x − y + z, −3x + 4y − 6z)
48 / 52
Exercı́cio
Exercı́cio 1. Considere
A =

−3 4
−1 2

1 Verifique que A é diagonalizável.
2 Calcule A20
49 / 52
Exercı́cio
Exercı́cio 2. Considere


2 1 −1
4 1 −3
0 1 1


1 Determine os autovalores de A.
2 Determine os autoespaços de A
3 A é diagonalizável? Justifique.
50 / 52
Exercı́cio
Exercı́cio 3. Seja T : R3 → R3 um operadro linear descrito por
T(x, y, z) = (x + 2y + 2z, 2x + y + 2z, −z)
1 Determine os autovalores e os autovetores de T.
2 Determine os autoespaços de A
3 T é diagonalizável? Justifique. Em caso afirmativo exiba uma base em relação a
qual a matriz de T é diagonalizável.
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Obrigado pela atenção!
52 / 52

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  • 1.
    Álgebra Linear Autovalor eAutovetor Profa. Débora Lopes 2024.1 1 / 52
  • 2.
    AUTOVETORES E AUTOVALORES Definição SejaV um espaço vetorial de dimensão finita e T : V → V um operador linear. Um vetor v ∈ V não nulo é chamado de autovetor de T se existe λ ∈ R, chamado autovalor, tal que Tv = λv Neste caso, dizemos que v é um autovetor associado ao autovalor λ 2 / 52
  • 3.
    Exemplo 1. Considere ooperador linear T : R2 ⇒ R2 definido por T(x, y) = (x + 2y, 3x + 2y). Determine se os seguintes vetores são autovetores de T, e em caso afirmativo determine seus autovalores associados. u = (1, −1), v = (2, 3) e w = (1, 2). 3 / 52
  • 4.
  • 5.
    Exemplo 2. Considere ooperador linear T : R3 ⇒ R3 definido por T(x, y, z) = (x + y + z, 2y + z, 2y + 3z). Determine se os seguintes vetores são autovetores de T, e em caso afirmativo determine seus autovalores associados. u = (1, 0, 0), v = (0, 1, −1) e w = (1, 1, 2). 5 / 52
  • 6.
  • 7.
    Polinômio caracterı́stico Seja Vum espaço vetorial de dimensão finita e T : V ⇒ V um operador linear. Queremos determinar um processo para calcular os autovetores e os autovalores de T, mas para isso precisamos da seguinte definição Definição. Seja V um R-espaço vetorial de dimensão finita e T : V → V um operador linear. Se β é uma base de V , o polinômio p(t) = det(tI − [T]β β) é chamado polinômio caracaterı́stico de T 7 / 52
  • 8.
    O polinômio p(t)independe da base escolhida β 8 / 52
  • 9.
    Exemplo 3. Calcule opolinômio caracterı́stico dos seguintes operadores lineares: 1 T : R2 → R2, T(x, y) = (x + 2y, 3x + 2y) 2 T : R3 → R3, T(x, y, z) = (x + y + z, 2y + z, 2y + 3z) 9 / 52
  • 10.
  • 11.
  • 12.
    Observação. Da definição dedeterminante, podemos observar que o grau do polinômio caracterı́sticos p(t) é igual a ordem de [T]β β, que é igual a dimensão de V . Proposição. Sejam V um R-espaço vetorial de dimensão finita e T : V → V um operador linear com polinômio caracterı́stico p(t). Então λ ∈ R é um autovalor de T se, e somente se, λ é raiz de p(t) 12 / 52
  • 13.
    Exemplo 5. Determine todosos autovalores e autovetores dos operadores lineares abaixo: 1 T : R2 → R2, T(x, y) = (x + 2y, 3x + 2y) 2 T : R3 → R3, T(x, y, z) = (x + y + z, 2y + z, 2y + 3z) 13 / 52
  • 14.
  • 15.
  • 16.
    Contexto matricial Os conceitosde autovetores, autovalores e polinômio caracterı́s- ticos podem ser analisados no contexto matricial. Definição Seja A ∈ Mn×n(R). Um vetor não nulo v ∈ Mn×n(R) é chamado autovetor de A se existe λ ∈ R, chamado autovalor de A, tal que Av = λv Observação. Os autovalores de A são as raı́zes dos polinômios caracterı́sticos de A. 16 / 52
  • 17.
    Contexto matricial Definição. Duas matrizesA, B ∈ Mn×n são chamadas matrizes semelhantes se existe uma matriz inversı́vel P ∈ Mn×n(R) tal que A = P−1BP. Observação. Duas matrizes semelhantes possuem o mesmo polinômio caracterı́stico. 17 / 52
  • 18.
    AUTOVETORES E AUTOVALORES Contextomatricial Exemplo 6 Determine os autovalores e os correspondentes autovetores de A: 1 A = 2 1 3 4 2 A =   1 −1 0 2 3 2 1 1 2   18 / 52
  • 19.
  • 20.
  • 21.
    Contexto matricial Observação Existem operadoresque não possuem autovalores (nem autovetores). Por exemplo, seja T : R2 → R2 definido por: T(x, y) = (x + y, −2x − y). Então [T]C C = 1 1 −2 −1 ⇒ p(t) = det t − 1 −1 2 t + 1 = t2 + 1. Como p(t) = t2 + 1 não possui raiz em R, logo T não possui autovalor (nem autovetor). 21 / 52
  • 22.
    AUTOESPAÇO Proposição. Sejam V emR-espaço vetorial de dimensão finita e T : V → V um operador linear. Se λ é um autovalor de T, o subconjunto Sλ = {v ∈ V.Tv = λv} formado pelos autovetores associados a λ e o vetor 0, é um subspaço vetorial de V . 22 / 52
  • 23.
    AUTOESPAÇO Definição. O subespaço Sλé chamado autoespaço associado a λ. 23 / 52
  • 24.
    Exemplo 8. Seja T: R2 → R2 com T(x, y) = (x + 2y, 3x + 2y). Já vimos que os autovalores de T são −1 e 4, e que os estoespaços associados a −1 e 4 são respectivamente S−1 = {(x, −x); x ∈ R} = [(1, −1)], S4 = (x, 3 2 x); x ∈ R = (1, 3 2 ) = [(2, 3)] 24 / 52
  • 25.
    Exemplo 9. Seja T: R3 → R3 com T(x, y, z) = (x + y + z, 2y + z, 2y + 3z). Já vimos que os autovalores de T são 1 e 4, e que os estoespaços associados a 1 e 4 são respectivamente S1 = {(x, y, −y); x, y ∈ R} = [(1, 0, 0), (0, 1, −1)], S4 = {(x, x, 2x); x ∈ R} = [(1, 1, 2)] 25 / 52
  • 26.
  • 27.
  • 28.
    Exercı́cios Ache os autovalorese autovetores correspondentes das transformações lineares dadas: 1 T : R2 → R2, tal que T(x, y) = (2y, x) 2 T : R2 → R2, tal que T(x, y) = (x + 4y, 2x + 3y) 3 T : R3 → R3, tal que T(x, y, z) = (3x − y + z, −x + 5y − z, x − y + 3z) 28 / 52
  • 29.
    Exercı́cios 1 Encontre atransformação linear T : R2 → R2 tal que T tenha autovalores −2 e 3 associados aos autovetores (3y, y) e (−2y, y) respectivamente. 2 Se λ é autovalor da transformação linear T : V → V e v um autovetor associado a ele, mostre que kv é outro autovetor associado a λ se k 6= 0. 29 / 52
  • 30.
  • 31.
  • 32.
    DIAGONALIZAÇÃO DE OPERADORES Definição SejaV um espaço vetorial de dimensão finita e T : V → V um operador linear. Dizemos que T é diagonalizável se existir uma base de V formada por autovetores de T. 32 / 52
  • 33.
  • 34.
    Exemplo 1 Seja T: R2 → R2 com T(x, y) = (x + 2y, 3x + 2y). Como β = {(1, −1), (2, 3)} é uma base de V = R2 formada por autovetores de T, concluı́mos que T é diagonalizável. Note ainda que a matriz de T na base β [T]β β = −1 0 0 4 é uma matriz diagonal cujos elementos da diagonal principal são os autovalores de T. 34 / 52
  • 35.
    Exemplo 1 Seja T: R2 → R2 com T(x, y) = (x + 2y, 3x + 2y). Como β = {(1, −1), (2, 3)} é uma base de V = R2 formada por autovetores de T, concluı́mos que T é diagonalizável. Note ainda que a matriz de T na base β [T]β β = −1 0 0 4 é uma matriz diagonal cujos elementos da diagonal principal são os autovalores de T. 34 / 52
  • 36.
    Exemplo 2 Seja T: R3 → R3 definida por T(x, y, z) = (x + y + z, 2y + z, 2y + 3z). Como β = {(1, 0, 0), (0, 1, −1), (1, 1, 2)} é uma base de V = R3 (verificar) formada por autovetores de T, então T é diagonalizável. A matriz de T na base β [T]β β =   1 0 0 0 1 0 0 0 4   é uma matriz diagonal cujos elementos da diagonal principal são os autovalores de T. 35 / 52
  • 37.
    Exemplo 2 Seja T: R3 → R3 definida por T(x, y, z) = (x + y + z, 2y + z, 2y + 3z). Como β = {(1, 0, 0), (0, 1, −1), (1, 1, 2)} é uma base de V = R3 (verificar) formada por autovetores de T, então T é diagonalizável. A matriz de T na base β [T]β β =   1 0 0 0 1 0 0 0 4   é uma matriz diagonal cujos elementos da diagonal principal são os autovalores de T. 35 / 52
  • 38.
    MATRIZ DIAGONALIZÁVEL Definição Uma matrizA ∈ Mn×n(R) é diagonalizável se existe uma base de Rn fotmada por autovetores de A. 36 / 52
  • 39.
    Exemplo 3 A matrizreal A = 2 1 3 4 é diagonalizável, pois β = {(1, −1), (1, 3)} é uma base de R2 formada por autovetores de A. 37 / 52
  • 40.
    Exemplo 3 Note que,sendo P = 1 1 −1 3 a matriz cujas colunas são os vetores da base β, então P−1 = 1 4 3 −1 1 1 Observação P é a matriz de mudança de base de β para a base canônica do R2 38 / 52
  • 41.
    Exemplo 3 P−1 · A· P = 1 4 3 −1 1 1 · 2 1 3 4 · 1 1 −1 3 = 1 0 0 5 é a matriz diagonal cujos elementos da diagonal principal são os autovalores de A. 39 / 52
  • 42.
    Exemplo 4. Vimos quea matriz real A =   1 −1 0 2 3 2 1 1 2   é diagonalizável, pois β = {(1, 0, 1), (−2, 2, 1), (1, −2, −1)} é uma base de R3 formada por autovetores de A. 40 / 52
  • 43.
    Exemplo 4 Note que,sendo P =   1 −2 1 0 2 −2 1 1 −1   a matriz cujas colunas são os vetores da base β, então P−1 =   0 1 2 −1 −1 0 −1 −1 1 2 −1   Observação P é a matriz de mudança de base de β para a base canônica do R3 41 / 52
  • 44.
    Exemplo 4 P−1 · A· P =   0 1 2 −1 −1 0 −1 −1 1 2 −1   ·   1 −1 0 2 3 2 1 1 2   ·   1 −2 1 0 2 −2 −1 1 −1   =   1 0 0 0 2 0 0 0 3   é a matriz diagonal cujos elementos da diagonal principal são os autovalores de A. 42 / 52
  • 45.
    Resultados Auxiliares Proposição Seja T: V → V um operador linear. Se vi for um autovetor de T associado ao autovalor λi ∈ K, e se λi 6= λj para i 6= j, então o conjunto {v1, ..., vn} é linearmente independente. Em outras palavras Autovetores associados a Autovalores distintos são L.I. Corolário Se dimV = n e T : V → V possui n autovalores distintos, então T é diagonalizável. Observação a proposição e o corolário anterior podem ser dados no contexto matricial. 43 / 52
  • 46.
    Resultados Auxiliares Proposição Seja T: V → V um operador linear. Se vi for um autovetor de T associado ao autovalor λi ∈ K, e se λi 6= λj para i 6= j, então o conjunto {v1, ..., vn} é linearmente independente. Em outras palavras Autovetores associados a Autovalores distintos são L.I. Corolário Se dimV = n e T : V → V possui n autovalores distintos, então T é diagonalizável. Observação a proposição e o corolário anterior podem ser dados no contexto matricial. 43 / 52
  • 47.
    Exemplo 5 Determine seas seguintes matizes são diagonalizáveis: 1 A = 2 1 3 4 2 A =   1 −1 0 2 3 2 1 1 2   44 / 52
  • 48.
    Exemplo 5. Solução 1Já vimos num exemplo anterior que 1 e 5 são autovalores de A. como A tem ordem 2 e possui dois autovalores distintos, logo, pelo corolário, A é diagonalizável. 2 Já vimos no exemplo anterior que 1, 2 e 3 são autovalores de A. como A tem ordem 3 e possui três autovalores distintos, logo, pelo corolário, A é diagonalizável. 45 / 52
  • 49.
    Exemplo 5. Solução 1Já vimos num exemplo anterior que 1 e 5 são autovalores de A. como A tem ordem 2 e possui dois autovalores distintos, logo, pelo corolário, A é diagonalizável. 2 Já vimos no exemplo anterior que 1, 2 e 3 são autovalores de A. como A tem ordem 3 e possui três autovalores distintos, logo, pelo corolário, A é diagonalizável. 45 / 52
  • 50.
    Observação A recı́proca docorolário anterior é falsa. Vimos que o operadro T : R3 → R3 definido por T(x, y, z) = (x + y + z, 2y + z, 2y + 3z) não possui três autovalores distintos (os autovalores de T são 1 e 4). Mas, mesmo assim T é diagonalizável. 46 / 52
  • 51.
    Resultados Auxiliares Teorema Seja T: V → V um operador linear. T é diagonalizável, se e somente se, existe uma base β de V tal que [T]β é diagonalizável. Teorema Seja A ∈ Mn×n. Então A é diagonalizável se, e somente se, A é semelhante a uma matriz diagonal D. Neste caso, D = P−1AP em que P é uma matriz cujas colunas formam uma base de autovetores de A e D é uma matriz diagonal cujos elementos da diagonal principal são os autovalores de A. 47 / 52
  • 52.
    Resultados Auxiliares Teorema Seja T: V → V um operador linear. T é diagonalizável, se e somente se, existe uma base β de V tal que [T]β é diagonalizável. Teorema Seja A ∈ Mn×n. Então A é diagonalizável se, e somente se, A é semelhante a uma matriz diagonal D. Neste caso, D = P−1AP em que P é uma matriz cujas colunas formam uma base de autovetores de A e D é uma matriz diagonal cujos elementos da diagonal principal são os autovalores de A. 47 / 52
  • 53.
    Exemplo 6 Determine quaisdos seguintes operadores e matrizes são diagonalizáveis. 1 T(x, y) = (2y, −x + 3y) 2 T(x, y, z) = (8x − 4y + 5z, x − y + z, −3x + 4y − 6z) 48 / 52
  • 54.
    Exercı́cio Exercı́cio 1. Considere A= −3 4 −1 2 1 Verifique que A é diagonalizável. 2 Calcule A20 49 / 52
  • 55.
    Exercı́cio Exercı́cio 2. Considere   21 −1 4 1 −3 0 1 1   1 Determine os autovalores de A. 2 Determine os autoespaços de A 3 A é diagonalizável? Justifique. 50 / 52
  • 56.
    Exercı́cio Exercı́cio 3. SejaT : R3 → R3 um operadro linear descrito por T(x, y, z) = (x + 2y + 2z, 2x + y + 2z, −z) 1 Determine os autovalores e os autovetores de T. 2 Determine os autoespaços de A 3 T é diagonalizável? Justifique. Em caso afirmativo exiba uma base em relação a qual a matriz de T é diagonalizável. 51 / 52
  • 57.