LI NGUAGEM
Estratégias de produção literária
Figurasd
e
1. O gado vai pela estrada mansamente em sua rota. A resignação inconsciente das
alimárias, que caminham com as suas cabeças oscilantes, transluz na vaga doçura
dos seus olhos dilatados.
2. “Vai o gado na estrada mansamente, rota segura e limpa, chã e larga... Na vaga
doçura dos olhos dilatados transluz a inconsciente resignação das alimárias, oscilantes
as cabeças”. (Rui Barbosa)
É possível observarmos sensíveis diferenças de ordem sintática e metafórica para
a representação da caminhada dos animais em marcha lentas.
Aqui estão alguns dos recursos que possibilitam a criação de uma realidade
artística, recursos que tomam nomes genéricos de figuras, tais quais “hipérbatos” e “elipses”.
A essas palavras tomadas no seu sentido próprio, com função estilística, que conferem
maior expressividade ao enunciado, damos o nome de FIGURAS DE LINGUAGEM.
OQUE ÉISSO?
Confrontemos estes dois trechos:
FIGURAS
DE
P
ALAVRAS
01
FIGURAS DE
CONSTRUÇÃO
03
02
FIGURAS DE
PENSAMENTO
04
FIGURASDE
SOM
Figurasd
e
palavras
01
Transposição do sentido literal das
palavras para o sentido figurado.
Tomenota:
COMP
ARAÇÃO
É uma figura de palavra que
consiste em estabelecer uma
relação de aproximação entre
dois termos da oração, a fim de
destacar a semelhança entre eles.
• Ela é bela como uma flor.
• Amo-a como se ama os passarinhos.
METÁFORA
uso da palavra fora do seu sentido
original e demonstra uma
semelhança entre os seres, que
não é claramente exposta. É uma
comparação subentendida.
• Ela é uma flor.
• Minha boca é um cadeado.
CATACRESE
uso de um termo já existente e
com significação própria em
outro sentido, por falta de
palavras que expressem o que
se quer dizer. É uma metáfora
desgastada pelo uso.
• O pé da mesa quebrou.
• Ela me ligou quando passou na
boca do túnel.
Tomenota:
METONÍMIA
Consiste na substituição de um termo por outro, por haver certa relação externa entre eles.
A metonímia pode ser de vários tipos:
a) A parte pelo todo:Você poderia me dar uma “mãozinha?”.
b) A marca pelo produto: Compre Bombril pra mim, por favor.
c) O abstrato pelo concreto: Era difícil resistir aos encantos daquela doçura.
d) O autor pela obra: Adoro ler Lígia Fagundes Telles.
e) O instrumento pela pessoa:Ele é bom de bola.
f) O singular pelo plural: O brasileiro tenta encontrar uma saída para a crise.
g) O continente pelo conteúdo: Gostaria de comer um prato de macarrão.
Tomenota:
SINESTESIA
Uma espécie de metáfora que consiste na união
de impressões sensoriais diferentes.
• O cheiro doce e verde do capim trazia
recordações da fazenda, para onde nunca mais
retornou. (cheiro = sensação olfativa; doce =
sensação gustativa; verde =sensação visual)
• Um doce abraço indicava que o pai desculpara.
(doce =sensação gustativa; abraço =tátil)
PERÍFRASE/ANTONOMÁSIA
Figura de linguagem em que um termo,
socialmente conhecido, é usado no lugar do
substantivo próprio, ou seja, substitui-se um
nome próprio por uma característica que o
tornou célebre. Em geral, usa-se perífrase para
nome de lugares e antonomásia para nomes
próprios.
• Quando era pequeno, amava a Rainha dos
baixinhos (Xuxa).
• Vivemos no Planeta Água.(T
erra).
Figurasd
e
pensamentos
02
Introdução de uma ideia diferente
daquela que a palavra apresenta.
Tomenota:
ANTÍTESE
Consiste em realçar uma ideia ou
um conceito por meio de palavras
de sentido oposto.
• Sua pintura é suave, sua vida é
intensa.
• Nada com Deus é tudo.
• A casa que ele fazia / Sendo a sua
liberdade / Era sua escravidão
(Vinícius de Morais)
P
ARADOXOouOXÍMORO
É o encontro de ideias com
sentidos opostos. São
pensamentos que se contradizem
formando um só núcleo de
expressão, diferenciando-se desta
forma da antítese.
• “Amor é fogo que arde sem se
ver/ É ferida que dói e não se
sente”.(Camões).
• “Que seja infinito enquanto dure”.
(Vinicius de Moraes)
IRONIA
Consiste em exprimir um conceito
contrário ao que se está pensando.
• Veja que belo serviço você fez:
manchou toda a minha roupa!
• O ministro foi sutil como uma
jamanta e fino como um
hipopótamo.
Tomenota:
EUFEMISMO
Expressão que substitui uma
palavra cujo sentido é
desagradável.
• Ele partiu dessa para uma
melhor.(morreu)
• Minha irmã não foi tão bem na
prova.(tirou nota baixa)
DISFEMISMO
Substituição de termos normais
por outros mais vulgares.
• Na hora do boião, comeu
desbragadamente.
(boião=refeição)
• Quem é que vai querer dançar
com um pintor de rodapé?
HIPÉRBOLE
Consiste em empregar uma
expressão exagerada.
• Chorei rios de lágrimas.
• Estou esperando há séculos a
minha mulher se trocar.
Tomenota:
PROSOPOPEIA
Consiste em atribuir características
de seres animados a seres
inanimados ou irracionais.
• A neblina, roçando o chão, cicia,
em prece.
• “O dia mente a cor da noite / E o
diamante a cor dos olhos / Os olhos
mentem dia e noite a dor da
gente.” (O Teatro Mágico)
GRADAÇÃO
Figura de linguagem que consiste
em apresentar algo de forma
gradativa, em ordem crescente ou
decrescente.
• “Mais dez, mais cem, mais mil e
mais um bilião, uns cingidos de luz,
outros ensanguentados.” (Machado
de Assis)
• “O trigo... nasceu, cresceu, espigou,
amadureceu, colheu-se.” (Padre
Antônio Vieira)
APÓSTROFE
Invocação ou interpelação que
se faz a alguém. Função
semelhante a do vocativo.
• “Pai, afasta de mim esse cálice,
Pai” (Chico Buarque de
Holanda)
• “Ó mar salgado, quanto do teu
sal / São lágrimas de Portugal.”
(Fernando Pessoa)
Figurasd
e
construção
03
Também chamada de figuras de sintaxe.
Mudança na estrutura da oração.
Tomenota:
HIPÉRBATOouANÁSTROFE
Alteração da ordem normal da
frase ou do enunciado, provocando
a inversão dos termos da oração.
• “Entre as nuvens do amor ela
dormia” (Álvaro de Azevedo);
• “Ouviram do Ipiranga as margens
plácidas / De um povo heroico o
brado retumbante, / E o sol da
liberdade, em raios fúlgidos, /
Brilhou no céu da pátria nesse
instante. (hino nacional brasileiro).
ELIPSE
Omissão de uma palavra ou mais,
identificável pelo contexto.
• “Na terra, tanta guerra, tanto
engano, tanta necessidade
aborrecida.” (Luís de Camões) (elipse
do verbo haver);
• À direita da estrada, sol, à esquerda,
chuva.(elipse do verbo estar);
• "Na rua deserta, nenhum sinal de
bonde." (Clarice Lispector). (elipse do
verbo haver).
ZEUGMA
Figura de sintaxe que consiste em
suprimir ou ocultar palavras
expressas anteriormente e que se
encontram subentendidas.
• “As quaresmas abriam a flor
depois do carnaval, os ipês em
junho.” (Rachel de Queiroz);
• "Levou seu retrato, / seu trapo,/
seu prato, / que papel! / Uma
imagem de São Francisco e um
bom disco de Noel" (Chico
Buarque).
Tomenota:
PLEONASMO
Figura de redundância ou
repetição; usado para dar mais
ênfase.
• “E rir meu riso e derramar meu
pranto.” (Vinícius de Moraes);
• "Olhei até ficar cansado/ De ver
os meus olhos no espelho”(Titãs);
• A ele resta-lhe a boa
oportunidade de provar sua
inocência.
ASSÍNDETO
Ausência de conjunção entre termos
ou orações.
• “Se o estúpido negar – insisto, falo,
discuto...” (Aluísio Azevedo);
• O cantor interpretava a canção, o
público vaiava. Ele insistia, o público
continuava. Ele parou, quebrou o
violão, saiu do palco.
POLISSÍNDETO
Repetição constante de uma
conjunção coordenativa entre
orações.
• Penso com os olhos e com os
ouvidos / E com as mãos e os
pés / E com o nariz e a boca.
(Fernando Pessoa)
• E falei, e gritei, e tentei, e
gesticulei e pedi ajuda, mas
ninguém parou para socorrer o
gato acidentado.
Tomenota:
ANÁFORA
Repetição de uma ou mais
palavras com posição fixa.
• “Vi os navios irem e
voltarem. / Vi os infelizes
irem e voltarem. / Vi os
homens obesos dentro do
fogo. / Vi ziguezagues na
escuridão.” (Jorge de Lima)
• “Ou se tem chuva e não se
tem sol / Ou se tem sol e
não se tem chuva” (Cecília
Meireles)
ANACOLUTO
Consiste na figura de
linguagem que quebra a
estrutura lógica da oração.
• Meu filho, não admito que
falem mal dele.
• Umas moedas velhas
caídas no fundo da gaveta,
nós descobrimos o seu
valor depois que o
colecionador as quis
comprar.
SILEPSE
Concordância feita com a ideia que se quer
transmitir – e não com os termos que aparecem
na oração.Há três tipos de silepse:
Gênero:
“Quanto a gente é novo, gosta de fazer bonito.”
(Guimarães Rosa);
Vossa Excelência ficou cansado com o discurso.
Número:
“O pobre povo da terra viviam quase como
índios.” (Rachel de Queiroz);
A família do réu procurou advogado e queriam
saber se ele poderia ficar em liberdade durante
o processo.
Pessoa:
“Em geral, os professores caímos nessa”. (Lucas
Gambarini);
Os brasileiros somos muito crédulos.
Figurasd
e
04
som
Produção de efeitos sonoros.
Tomenota:
som
ALITERAÇÃO
Repetição de um
consonantal.
• “Velho vento vagabundo! / No teu
rosnar sonolento / Leva ao longe
este lamento.” (Cruz e Souza);
• “Pedro Pedreiro penseiro
esperando o trem/ Manhã parece,
carece de esperar também/ Para
o bem de quem tem bem de
quem não tem vintém”.(Chico
Buarque);
ASSONÂNCIA
Consiste na repetição ordenada
de sons vocálicos idênticos.
• "Sou um mulato nato no sentido
lato mulato democrático do
litoral" (Caetano Veloso);
• “Rua / torta / Lua / morta / Tua /
porta” (Cassiano Ricardo).
ONOMATOPEIA
É uma figura de linguagem
que consiste na utilização de
uma palavra especial para
representar um som específico.
• Às cinco da manhã o galo
cantou:cocoricóóóóó.
• “Passa, tempo, tic-tac / Tic-tac,
passa, hora”. (Vinicius de
Moraes)

FIGURAS DE LINGUAGEM - 9 ano.pptx

  • 1.
    LI NGUAGEM Estratégias deprodução literária Figurasd e
  • 2.
    1. O gadovai pela estrada mansamente em sua rota. A resignação inconsciente das alimárias, que caminham com as suas cabeças oscilantes, transluz na vaga doçura dos seus olhos dilatados. 2. “Vai o gado na estrada mansamente, rota segura e limpa, chã e larga... Na vaga doçura dos olhos dilatados transluz a inconsciente resignação das alimárias, oscilantes as cabeças”. (Rui Barbosa) É possível observarmos sensíveis diferenças de ordem sintática e metafórica para a representação da caminhada dos animais em marcha lentas. Aqui estão alguns dos recursos que possibilitam a criação de uma realidade artística, recursos que tomam nomes genéricos de figuras, tais quais “hipérbatos” e “elipses”. A essas palavras tomadas no seu sentido próprio, com função estilística, que conferem maior expressividade ao enunciado, damos o nome de FIGURAS DE LINGUAGEM. OQUE ÉISSO? Confrontemos estes dois trechos:
  • 3.
  • 4.
    Figurasd e palavras 01 Transposição do sentidoliteral das palavras para o sentido figurado.
  • 5.
    Tomenota: COMP ARAÇÃO É uma figurade palavra que consiste em estabelecer uma relação de aproximação entre dois termos da oração, a fim de destacar a semelhança entre eles. • Ela é bela como uma flor. • Amo-a como se ama os passarinhos. METÁFORA uso da palavra fora do seu sentido original e demonstra uma semelhança entre os seres, que não é claramente exposta. É uma comparação subentendida. • Ela é uma flor. • Minha boca é um cadeado. CATACRESE uso de um termo já existente e com significação própria em outro sentido, por falta de palavras que expressem o que se quer dizer. É uma metáfora desgastada pelo uso. • O pé da mesa quebrou. • Ela me ligou quando passou na boca do túnel.
  • 6.
    Tomenota: METONÍMIA Consiste na substituiçãode um termo por outro, por haver certa relação externa entre eles. A metonímia pode ser de vários tipos: a) A parte pelo todo:Você poderia me dar uma “mãozinha?”. b) A marca pelo produto: Compre Bombril pra mim, por favor. c) O abstrato pelo concreto: Era difícil resistir aos encantos daquela doçura. d) O autor pela obra: Adoro ler Lígia Fagundes Telles. e) O instrumento pela pessoa:Ele é bom de bola. f) O singular pelo plural: O brasileiro tenta encontrar uma saída para a crise. g) O continente pelo conteúdo: Gostaria de comer um prato de macarrão.
  • 7.
    Tomenota: SINESTESIA Uma espécie demetáfora que consiste na união de impressões sensoriais diferentes. • O cheiro doce e verde do capim trazia recordações da fazenda, para onde nunca mais retornou. (cheiro = sensação olfativa; doce = sensação gustativa; verde =sensação visual) • Um doce abraço indicava que o pai desculpara. (doce =sensação gustativa; abraço =tátil) PERÍFRASE/ANTONOMÁSIA Figura de linguagem em que um termo, socialmente conhecido, é usado no lugar do substantivo próprio, ou seja, substitui-se um nome próprio por uma característica que o tornou célebre. Em geral, usa-se perífrase para nome de lugares e antonomásia para nomes próprios. • Quando era pequeno, amava a Rainha dos baixinhos (Xuxa). • Vivemos no Planeta Água.(T erra).
  • 8.
    Figurasd e pensamentos 02 Introdução de umaideia diferente daquela que a palavra apresenta.
  • 9.
    Tomenota: ANTÍTESE Consiste em realçaruma ideia ou um conceito por meio de palavras de sentido oposto. • Sua pintura é suave, sua vida é intensa. • Nada com Deus é tudo. • A casa que ele fazia / Sendo a sua liberdade / Era sua escravidão (Vinícius de Morais) P ARADOXOouOXÍMORO É o encontro de ideias com sentidos opostos. São pensamentos que se contradizem formando um só núcleo de expressão, diferenciando-se desta forma da antítese. • “Amor é fogo que arde sem se ver/ É ferida que dói e não se sente”.(Camões). • “Que seja infinito enquanto dure”. (Vinicius de Moraes) IRONIA Consiste em exprimir um conceito contrário ao que se está pensando. • Veja que belo serviço você fez: manchou toda a minha roupa! • O ministro foi sutil como uma jamanta e fino como um hipopótamo.
  • 10.
    Tomenota: EUFEMISMO Expressão que substituiuma palavra cujo sentido é desagradável. • Ele partiu dessa para uma melhor.(morreu) • Minha irmã não foi tão bem na prova.(tirou nota baixa) DISFEMISMO Substituição de termos normais por outros mais vulgares. • Na hora do boião, comeu desbragadamente. (boião=refeição) • Quem é que vai querer dançar com um pintor de rodapé? HIPÉRBOLE Consiste em empregar uma expressão exagerada. • Chorei rios de lágrimas. • Estou esperando há séculos a minha mulher se trocar.
  • 11.
    Tomenota: PROSOPOPEIA Consiste em atribuircaracterísticas de seres animados a seres inanimados ou irracionais. • A neblina, roçando o chão, cicia, em prece. • “O dia mente a cor da noite / E o diamante a cor dos olhos / Os olhos mentem dia e noite a dor da gente.” (O Teatro Mágico) GRADAÇÃO Figura de linguagem que consiste em apresentar algo de forma gradativa, em ordem crescente ou decrescente. • “Mais dez, mais cem, mais mil e mais um bilião, uns cingidos de luz, outros ensanguentados.” (Machado de Assis) • “O trigo... nasceu, cresceu, espigou, amadureceu, colheu-se.” (Padre Antônio Vieira) APÓSTROFE Invocação ou interpelação que se faz a alguém. Função semelhante a do vocativo. • “Pai, afasta de mim esse cálice, Pai” (Chico Buarque de Holanda) • “Ó mar salgado, quanto do teu sal / São lágrimas de Portugal.” (Fernando Pessoa)
  • 12.
    Figurasd e construção 03 Também chamada defiguras de sintaxe. Mudança na estrutura da oração.
  • 13.
    Tomenota: HIPÉRBATOouANÁSTROFE Alteração da ordemnormal da frase ou do enunciado, provocando a inversão dos termos da oração. • “Entre as nuvens do amor ela dormia” (Álvaro de Azevedo); • “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas / De um povo heroico o brado retumbante, / E o sol da liberdade, em raios fúlgidos, / Brilhou no céu da pátria nesse instante. (hino nacional brasileiro). ELIPSE Omissão de uma palavra ou mais, identificável pelo contexto. • “Na terra, tanta guerra, tanto engano, tanta necessidade aborrecida.” (Luís de Camões) (elipse do verbo haver); • À direita da estrada, sol, à esquerda, chuva.(elipse do verbo estar); • "Na rua deserta, nenhum sinal de bonde." (Clarice Lispector). (elipse do verbo haver). ZEUGMA Figura de sintaxe que consiste em suprimir ou ocultar palavras expressas anteriormente e que se encontram subentendidas. • “As quaresmas abriam a flor depois do carnaval, os ipês em junho.” (Rachel de Queiroz); • "Levou seu retrato, / seu trapo,/ seu prato, / que papel! / Uma imagem de São Francisco e um bom disco de Noel" (Chico Buarque).
  • 14.
    Tomenota: PLEONASMO Figura de redundânciaou repetição; usado para dar mais ênfase. • “E rir meu riso e derramar meu pranto.” (Vinícius de Moraes); • "Olhei até ficar cansado/ De ver os meus olhos no espelho”(Titãs); • A ele resta-lhe a boa oportunidade de provar sua inocência. ASSÍNDETO Ausência de conjunção entre termos ou orações. • “Se o estúpido negar – insisto, falo, discuto...” (Aluísio Azevedo); • O cantor interpretava a canção, o público vaiava. Ele insistia, o público continuava. Ele parou, quebrou o violão, saiu do palco. POLISSÍNDETO Repetição constante de uma conjunção coordenativa entre orações. • Penso com os olhos e com os ouvidos / E com as mãos e os pés / E com o nariz e a boca. (Fernando Pessoa) • E falei, e gritei, e tentei, e gesticulei e pedi ajuda, mas ninguém parou para socorrer o gato acidentado.
  • 15.
    Tomenota: ANÁFORA Repetição de umaou mais palavras com posição fixa. • “Vi os navios irem e voltarem. / Vi os infelizes irem e voltarem. / Vi os homens obesos dentro do fogo. / Vi ziguezagues na escuridão.” (Jorge de Lima) • “Ou se tem chuva e não se tem sol / Ou se tem sol e não se tem chuva” (Cecília Meireles) ANACOLUTO Consiste na figura de linguagem que quebra a estrutura lógica da oração. • Meu filho, não admito que falem mal dele. • Umas moedas velhas caídas no fundo da gaveta, nós descobrimos o seu valor depois que o colecionador as quis comprar. SILEPSE Concordância feita com a ideia que se quer transmitir – e não com os termos que aparecem na oração.Há três tipos de silepse: Gênero: “Quanto a gente é novo, gosta de fazer bonito.” (Guimarães Rosa); Vossa Excelência ficou cansado com o discurso. Número: “O pobre povo da terra viviam quase como índios.” (Rachel de Queiroz); A família do réu procurou advogado e queriam saber se ele poderia ficar em liberdade durante o processo. Pessoa: “Em geral, os professores caímos nessa”. (Lucas Gambarini); Os brasileiros somos muito crédulos.
  • 16.
  • 17.
    Tomenota: som ALITERAÇÃO Repetição de um consonantal. •“Velho vento vagabundo! / No teu rosnar sonolento / Leva ao longe este lamento.” (Cruz e Souza); • “Pedro Pedreiro penseiro esperando o trem/ Manhã parece, carece de esperar também/ Para o bem de quem tem bem de quem não tem vintém”.(Chico Buarque); ASSONÂNCIA Consiste na repetição ordenada de sons vocálicos idênticos. • "Sou um mulato nato no sentido lato mulato democrático do litoral" (Caetano Veloso); • “Rua / torta / Lua / morta / Tua / porta” (Cassiano Ricardo). ONOMATOPEIA É uma figura de linguagem que consiste na utilização de uma palavra especial para representar um som específico. • Às cinco da manhã o galo cantou:cocoricóóóóó. • “Passa, tempo, tic-tac / Tic-tac, passa, hora”. (Vinicius de Moraes)