Universidade Federal da Bahia
Escola de Enfermagem
BIOB09 - Biologia aplicada à Enfermagem
Fibrose
Cística
e os canais de cloreto CFTR
Aline Paz, Júlia Lago, Kenárdia de Oliveira, Railane Carvalho e Tâmara Gonçalves
Profa.
Dra.
Paula Riscow
Tirocinantes: Ariane Ferreira e Lara Correia
2
O que é a Fibrose Cística?
Fibrose Cística
Figura 1: Lap-Chee Tsui, Francis Collis e Jack Riordan
(esquerda para direita) celebram a descoberta, em 1989, do
gene CFTR com uma paciente fibrocística.
3
Figura 2: 30 anos após a descoberta do gene CFTR
Fibrose Cística
5 de Setembro
Dia Nacional da
Conscientização da Fibrose
Cística
Cística
8 de Setembro
Dia Mundial da Fibrose
Cística
● Avanço da Ciência
● Problema ligado ao Cromossoma 7
● Comum nas populações Caucasianas
● Óbito a mais de 70% das crianças, com menos
de 1 ano de idade
● Manifestações antigas:
- Pneumonia
- Bronquiectasia
- Asma
- Desnutrição
- Doença Celíaca
5
no
mundo
Epidemiologia
https://bjhbs.hupe.uerj.br/WebRoot/pdf/70_pt.pdf-pg:4
6
Epidemiologia
no Brasil
h
ttp://portalgbefc.org.br/site/pagina.php?idpai=128&id=
15
.
REBRAFC,2019.
PG:
5
http://portalgbefc.org.br/site/pagina.php?idpai=128&id=15.
REBRAFC,
2019.
PG:6
Epidemiologia
7
no Brasil
Epidemiologia
no Brasil
8
http://portalgbefc.org.br/site/pagina.php?idpai=128&id=15. REBRAFC,2019. PG: 10
Epidemiologia
9
no Brasil
http://portalgbefc.org.br/site/pagina.php?idpai=128&id=15. REBAFC,2019. PG: 49
10
11
Proteína
CFTR
12
● Proteína Reguladora da
Condutância Transmembrana da
Fibrose Cística;
● É uma Glicoproteína;
● Membrana Apical de Células;
● Transportadores de Membrana
Acoplados ao ATP;
● Gene localizado no cromossomo 7;
● Forma um canal iônico essencial
para o transporte de íons,
permeável ao cloro.
Proteína CFTR
13
● Regulado pelo cAMP;
● Composta por 1.480 aminoácidos;
● Dobrada em Forma 3-D
específica;
● Forma de um Tubo;
● Em 2017, foram reveladas as
primeiras imagens de alta
resolução;
● Ligação medicamento proteína e
como afetam sua função.
14
● Classe I = Ausência/Defeito da CFTR na membrana apical;
● Classe II = Ausência/Defeito do tráfego da CFTR;
● Classe III =CFTR presente na membrana, porém
afuncional;
● Classe IV=CFTR presente, porém parcialmente funcional;
● Classe V =CFTR reduzida na membrana apical e funcional;
● Classe VI = CFTR presente, porém instável;
15
Adaptado de: Rowe SM, Miller S, Sorscher EJ. Mechanisms of disease: Cystic Fibrosis. N Engl J Med 2005; 352: 1992-
2001.
Tipos de
Mutações
16
Canal de
CFTR
17
18
Canal de
CFTR
Fisiolog
ia
● Move o cloreto para fora da célula;
● O cloreto atrai uma camada de
água;
● Os cílios se movem para frente e
para trás;
● Move o muco para fora; ● Íons de cloreto dentro da célula;
● A água não é atraída;
● Muco desidratado e espesso;
● Muco preso na superfície da célula;
● Acúmulo e multiplicação de Germes;
Patolo
gia
● Túbulo renal
● Glândulas salivares
● Trato gastrointestinal (TGI)
● Epitélio das vias aéreas
● Canais epiteliais de sódio;
● Bombas de Na+/K+ trifosfatase;
● Co-transportadores de Na+/ K+ /2Cl-
● Canais de cloreto na porção apical;
Fisiopatologia
Epitélios
Secretores
Células Epiteliais
Obstrução bronquial
Fisiopatologia
Canal de
cloreto
Falha no transporte mucociliar
Secreções sudoríparas
densas e concentradas
Redução do conteúdo hídrico
da secreção pancreática
Obstruções intestinais
Reduz a função de peptídeos
antimicrobianos
Mutação no gene da fibrose
cística
Defeito no transporte iônico
Diminuição na secreção de
fluidos
Pulmão, Pâncreas, Intestinos,
Fígado, etc.
Tubulopatías obstruidas
Adaptado; Lyczak JB, Cannon CL, Pier GB. Lung infections associated with cystic fibrosis. Clin Microbiol Rev
2002;15(2):194-222.
CFTR Protein Panels.svg”. Editado por Carolina de Fátima Scarparo, arte final e obra original sob CC BY-SA 3.0
Fisiopatologia
Cascata da FC
22
associação com as alterações nos
canais CFTR
● Limitada secreção de cloro e maior reabsorção de sódio e água
● Secreções espessas -> obstrução de glândulas, ductos e vias aéreas
Manifestações
clínicas
Adaptado de Mishra, Greaves et al., 2005
Manifestações respiratórias
● Diminuição do clearance mucociliar das vias
aéreas
● Recorrência de infecções por bactérias
● Processos inflamatórios e infecciosos crônicos
associação com as alterações nos
canais CFTR
Manifestações
clínicas
Mayo foundation for medical education and research
- Tosse cronica resistente
- Bronquite
- Sinusite
- Pneumonia
- Bronquiolite
- Falência respiratória
Manifestações gastrintestinais
● Obstrução dos ductos pancreáticos
● Impedimento de liberação das enzimas
● Má digestão de gorduras, proteínas e
carboidratos
associação com as alterações nos
canais CFTR
Manifestações
clínicas
Medicina mitos e verdades https://www.medicinamitoseverdades.com.br/blog/pancreatite-e-alcoolismo
- Desnutrição
- Deficiência de vitaminas
- Refluxo gastroesofágico
- Síndrome de obstrução
intestinal distal
Tratamentos para a FC
Manifestações
clínicas
Antibióticos
Suplementação
Broncodilatadores
Dieta hipercalórica
Mucolíticos
Fisioterapia
Enfermagem e a
FC
Médico
Enfermeiro
Fisioterapeuta
Nutricionista
Farmacêutico
Psicológo
Assistente Social
Educador Físico
Geneticista
Dentista
Enfermagem e a
FC
Esclarecimentos
e conduta
Assistência no
Tratamento
Comunicação Médico/Paciente/Família
Assitência Social
Importânci
a Rastreamento dos RNs - Teste do
pezinho
Enfermagem e a
FC
Cuidado superficial
Subordinação a prescrição médica
Dificuldade de aceitação diagnóstico
Falta de adesão ao tratamento
Dificuldade
s
Fragmentação da assistência
Enfermagem e a
FC
Diagnóstico precoce
Assistência multidisciplinar
Acompanhamento em CR -
HEOM
Transição Pediátrica-Adulto
Domínio Comportamental
Enfermagem e a
FC
P
O
N
T
E
31
Mutação no gene da fibrose cística
Defeito no transporte iônico
Diminuição na secreção de fluidos
Pulmão, Pâncreas, Intestinos,
Fígado e Testículos;
Tubulopatías obstruidas
Conclusões
32
Obrigada!
Referências
bibliográficas
Alves, Stella Pegoraro e Bueno, Denise.O perfil dos cuidadores de pacientes pediátricos com fibrose cística. Ciência & Saúde Coletiva [online].
2018, v. 23, n. 5 [Acessado 13 Setembro 2022] , pp. 1451-1457. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/1413-81232018235.18222016>. ISSN
1678-4561. https://doi.org/10.1590/1413-81232018235.18222016.
LAURENT, M. do C. da R.; DURANT, D.; ABARNO, C. P. Papel do Enfermeiro na Assistência a Pacientes Pediátricos e Adolescentes com Fibrose
Cística no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Clinical and Biomedical Research, [S. l.], v. 31, n. 2, 2011. Disponível em:
https://seer.ufrgs.br/index.php/hcpa/article/view/20856. Acesso em: 19 set. 2022.
MARIANO, T.; CONDE, CR ASSISTÊNCIA DO ENFERMEIRO À CRIANÇA COM FIBROSE CÍSTICA. Revista Uningá , [S. l.] , v. 52, n. 1, 2017.
Disponível em: https://revista.uninga.br/uninga/article/view/1375. Acesso em: 19 set. 2022.
OLIVEIRA, K. de L.; PEREIRA, B.; FERREIRA, ARO; OLIVEIRA, WR; CAMPAROTO, CW; CASTRO, M. da S.; JESUS, WA de; MACHADO, R. de S.
Assistência de enfermagem ao paciente fibrocístico no contexto familiar e hospitalar: revisão da literatura / Assistência de enfermagem ao
paciente fibrocístico no contexto familiar e hospitalar: revisão de literatura. Revista Brasileira de Desenvolvimento , [S. l.] , v. 6, n. 10, pág.
80562–80574, 2020. DOI: 10.34117/bjdv6n10-467. Disponível em: https://brazilianjournals.com/ojs/index.php/BRJD/article/view/18622. Acesso
em: 19 set. 2022.
FIRMIDA, M.C.; LOPES, A.J. Aspectos Epidemiológicos da Fibrose Cística. Revista do Hospital Universitário Pedro Ernesto UERJ, out./nov. 2011;
10(4): 12-22. Disponível em:< https://bjhbs.hupe.uerj.br/WebRoot/pdf/70_pt.pdf> Acesso em: 18 set. 2022
COUTINHO, Henrique D. M.*; FIGUEREDO, Fernando G.; TINTINO, Saulo R.; LIMA, Luciene F.; FERREIRA, João Victor A.; MARTINS, Gioconda
M.A.B.; FREITAS, Maria A.
33

Fibrose Cística 2 - apresentação em PPT -

  • 1.
    Universidade Federal daBahia Escola de Enfermagem BIOB09 - Biologia aplicada à Enfermagem Fibrose Cística e os canais de cloreto CFTR Aline Paz, Júlia Lago, Kenárdia de Oliveira, Railane Carvalho e Tâmara Gonçalves Profa. Dra. Paula Riscow Tirocinantes: Ariane Ferreira e Lara Correia
  • 2.
    2 O que éa Fibrose Cística? Fibrose Cística
  • 3.
    Figura 1: Lap-CheeTsui, Francis Collis e Jack Riordan (esquerda para direita) celebram a descoberta, em 1989, do gene CFTR com uma paciente fibrocística. 3 Figura 2: 30 anos após a descoberta do gene CFTR Fibrose Cística
  • 4.
    5 de Setembro DiaNacional da Conscientização da Fibrose Cística Cística 8 de Setembro Dia Mundial da Fibrose Cística ● Avanço da Ciência ● Problema ligado ao Cromossoma 7 ● Comum nas populações Caucasianas ● Óbito a mais de 70% das crianças, com menos de 1 ano de idade ● Manifestações antigas: - Pneumonia - Bronquiectasia - Asma - Desnutrição - Doença Celíaca
  • 5.
  • 6.
  • 7.
  • 8.
  • 9.
  • 10.
  • 11.
  • 12.
    Proteína CFTR 12 ● Proteína Reguladorada Condutância Transmembrana da Fibrose Cística; ● É uma Glicoproteína; ● Membrana Apical de Células; ● Transportadores de Membrana Acoplados ao ATP; ● Gene localizado no cromossomo 7; ● Forma um canal iônico essencial para o transporte de íons, permeável ao cloro.
  • 13.
    Proteína CFTR 13 ● Reguladopelo cAMP; ● Composta por 1.480 aminoácidos; ● Dobrada em Forma 3-D específica; ● Forma de um Tubo; ● Em 2017, foram reveladas as primeiras imagens de alta resolução; ● Ligação medicamento proteína e como afetam sua função.
  • 14.
  • 15.
    ● Classe I= Ausência/Defeito da CFTR na membrana apical; ● Classe II = Ausência/Defeito do tráfego da CFTR; ● Classe III =CFTR presente na membrana, porém afuncional; ● Classe IV=CFTR presente, porém parcialmente funcional; ● Classe V =CFTR reduzida na membrana apical e funcional; ● Classe VI = CFTR presente, porém instável; 15 Adaptado de: Rowe SM, Miller S, Sorscher EJ. Mechanisms of disease: Cystic Fibrosis. N Engl J Med 2005; 352: 1992- 2001. Tipos de Mutações
  • 16.
  • 17.
  • 18.
    18 Canal de CFTR Fisiolog ia ● Moveo cloreto para fora da célula; ● O cloreto atrai uma camada de água; ● Os cílios se movem para frente e para trás; ● Move o muco para fora; ● Íons de cloreto dentro da célula; ● A água não é atraída; ● Muco desidratado e espesso; ● Muco preso na superfície da célula; ● Acúmulo e multiplicação de Germes; Patolo gia
  • 19.
    ● Túbulo renal ●Glândulas salivares ● Trato gastrointestinal (TGI) ● Epitélio das vias aéreas ● Canais epiteliais de sódio; ● Bombas de Na+/K+ trifosfatase; ● Co-transportadores de Na+/ K+ /2Cl- ● Canais de cloreto na porção apical; Fisiopatologia Epitélios Secretores Células Epiteliais
  • 20.
    Obstrução bronquial Fisiopatologia Canal de cloreto Falhano transporte mucociliar Secreções sudoríparas densas e concentradas Redução do conteúdo hídrico da secreção pancreática Obstruções intestinais Reduz a função de peptídeos antimicrobianos
  • 21.
    Mutação no geneda fibrose cística Defeito no transporte iônico Diminuição na secreção de fluidos Pulmão, Pâncreas, Intestinos, Fígado, etc. Tubulopatías obstruidas Adaptado; Lyczak JB, Cannon CL, Pier GB. Lung infections associated with cystic fibrosis. Clin Microbiol Rev 2002;15(2):194-222. CFTR Protein Panels.svg”. Editado por Carolina de Fátima Scarparo, arte final e obra original sob CC BY-SA 3.0 Fisiopatologia Cascata da FC
  • 22.
    22 associação com asalterações nos canais CFTR ● Limitada secreção de cloro e maior reabsorção de sódio e água ● Secreções espessas -> obstrução de glândulas, ductos e vias aéreas Manifestações clínicas Adaptado de Mishra, Greaves et al., 2005
  • 23.
    Manifestações respiratórias ● Diminuiçãodo clearance mucociliar das vias aéreas ● Recorrência de infecções por bactérias ● Processos inflamatórios e infecciosos crônicos associação com as alterações nos canais CFTR Manifestações clínicas Mayo foundation for medical education and research - Tosse cronica resistente - Bronquite - Sinusite - Pneumonia - Bronquiolite - Falência respiratória
  • 24.
    Manifestações gastrintestinais ● Obstruçãodos ductos pancreáticos ● Impedimento de liberação das enzimas ● Má digestão de gorduras, proteínas e carboidratos associação com as alterações nos canais CFTR Manifestações clínicas Medicina mitos e verdades https://www.medicinamitoseverdades.com.br/blog/pancreatite-e-alcoolismo - Desnutrição - Deficiência de vitaminas - Refluxo gastroesofágico - Síndrome de obstrução intestinal distal
  • 25.
    Tratamentos para aFC Manifestações clínicas Antibióticos Suplementação Broncodilatadores Dieta hipercalórica Mucolíticos Fisioterapia
  • 26.
  • 27.
  • 28.
    Esclarecimentos e conduta Assistência no Tratamento ComunicaçãoMédico/Paciente/Família Assitência Social Importânci a Rastreamento dos RNs - Teste do pezinho Enfermagem e a FC
  • 29.
    Cuidado superficial Subordinação aprescrição médica Dificuldade de aceitação diagnóstico Falta de adesão ao tratamento Dificuldade s Fragmentação da assistência Enfermagem e a FC
  • 30.
    Diagnóstico precoce Assistência multidisciplinar Acompanhamentoem CR - HEOM Transição Pediátrica-Adulto Domínio Comportamental Enfermagem e a FC P O N T E
  • 31.
    31 Mutação no geneda fibrose cística Defeito no transporte iônico Diminuição na secreção de fluidos Pulmão, Pâncreas, Intestinos, Fígado e Testículos; Tubulopatías obstruidas Conclusões
  • 32.
  • 33.
    Referências bibliográficas Alves, Stella Pegoraroe Bueno, Denise.O perfil dos cuidadores de pacientes pediátricos com fibrose cística. Ciência & Saúde Coletiva [online]. 2018, v. 23, n. 5 [Acessado 13 Setembro 2022] , pp. 1451-1457. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/1413-81232018235.18222016>. ISSN 1678-4561. https://doi.org/10.1590/1413-81232018235.18222016. LAURENT, M. do C. da R.; DURANT, D.; ABARNO, C. P. Papel do Enfermeiro na Assistência a Pacientes Pediátricos e Adolescentes com Fibrose Cística no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Clinical and Biomedical Research, [S. l.], v. 31, n. 2, 2011. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/hcpa/article/view/20856. Acesso em: 19 set. 2022. MARIANO, T.; CONDE, CR ASSISTÊNCIA DO ENFERMEIRO À CRIANÇA COM FIBROSE CÍSTICA. Revista Uningá , [S. l.] , v. 52, n. 1, 2017. Disponível em: https://revista.uninga.br/uninga/article/view/1375. Acesso em: 19 set. 2022. OLIVEIRA, K. de L.; PEREIRA, B.; FERREIRA, ARO; OLIVEIRA, WR; CAMPAROTO, CW; CASTRO, M. da S.; JESUS, WA de; MACHADO, R. de S. Assistência de enfermagem ao paciente fibrocístico no contexto familiar e hospitalar: revisão da literatura / Assistência de enfermagem ao paciente fibrocístico no contexto familiar e hospitalar: revisão de literatura. Revista Brasileira de Desenvolvimento , [S. l.] , v. 6, n. 10, pág. 80562–80574, 2020. DOI: 10.34117/bjdv6n10-467. Disponível em: https://brazilianjournals.com/ojs/index.php/BRJD/article/view/18622. Acesso em: 19 set. 2022. FIRMIDA, M.C.; LOPES, A.J. Aspectos Epidemiológicos da Fibrose Cística. Revista do Hospital Universitário Pedro Ernesto UERJ, out./nov. 2011; 10(4): 12-22. Disponível em:< https://bjhbs.hupe.uerj.br/WebRoot/pdf/70_pt.pdf> Acesso em: 18 set. 2022 COUTINHO, Henrique D. M.*; FIGUEREDO, Fernando G.; TINTINO, Saulo R.; LIMA, Luciene F.; FERREIRA, João Victor A.; MARTINS, Gioconda M.A.B.; FREITAS, Maria A. 33

Notas do Editor

  • #1 8 de setembro dia mundial porque…em 1989 um artigo foi publicado na Science sobre a descoberta da proteína CFTR
  • #26 Essa é a cartilha Profissional de Saude desenvolvida pelo Instituto Brasileiro de Atenção a FC, Unidos pela Vida, Fundado em 2011, com sede em Curitiba, o Unidos pela Vida – Instituto Brasileiro de Atenção à Fibrose Cística tem como missão fortalecer e desenvolver o ecossistema da fibrose cística. Em 2018 e 2019, o Instituto foi reconhecido como uma das 100 Melhores ONGs do Brasil. Nessa cartilha eles abordam o papel e a importância de diversos profissionais envolvidos no diagnóstico de FC.
  • #27 Para explanar sobre a perspectiva do Enfermeiro ligada a FC, trouxemos um artigo da Revista Uningá de 2017, que aponta a importância e as dificuldades enfrentadas por esse profissional. É uma revista indexado por diversas bases de dados e diretórios, como portal da capes e latindex, dentro outros.
  • #28 A enfermagem assume grande importância nesse processo, sobretudo em razão do desconhecimento do público sobre a doença e suas complicações. Desde o rastreamento dos RNs até os períodos de exacerbação da FC, o enfermeiro exerce papel ativo na orientação, na assistência direta e também no registro de informações do paciente; Considerando o acompanhamento contínuo aos pacientes com FC, as intervenções de enfermagem têm como objetivo: § participar do processo diagnóstico e auxiliar a família no enfrentamento da notícia do agravo, § proporcionar acolhimento e informações relevantes ao tratamento, bem como orientando o núcleo familiar acerca da doença e de suas complicações; § atualizar e reportar o quadro do pct a equipe e coordenador; § estabelece o vínculo entre todos os profissionais envolvidos bem como suporte junto à assistência social para inclusão em programas de acolhimento, tratamento, ajuda financeira, etc.
  • #29 Toda essa proposta seria o ideal, mas não é o que realmente acontece. O temos na realidade é a fragmentação da assistência, sobrecarregando profissionais, por conta disso os cuidados que deveriam ser in loco, focados, acabam sendo superficiais. A subordinação médica se configura entrave pois torna morosa a ação terapêutica , independente de qual seja, já que o enferomeiro dependerá da prescrição médica. Em seguida, como dificuldades quase comuns, temos a negação do diagnóstico atrelada a falta de adesão do tratamento.
  • #30 O enfermeiro reforça todas as prescrições da equipe multidisciplinar, como a dieta adequada, o uso correto dos suplementos alimentares e dos medicamentos. É responsável também pelas orientações sobre a limpeza dos equipamentos e o uso da dieta por sonda ou gastrostomia, nos casos indicados. Orienta os pcts a serem acompanhados nos Centros de Referência de tratamento a FC; É o profissional que dará completa assistência para que a transição pediátrica/adulto seja feita da melhor forma possível, com toda assistência, acompanhamento, cuidado e carinho.