FENDAS
LÁBIOPALATINAS
INTRODUÇÃO:
FORMAÇÃO DA
FACE
A formação da face tem início na quarta semana de vida embrionária.
(IMPARATO;2017)
PALATOGÊNESE
 O Palato se desenvolve em dois estágios:
- Desenvolvimento do Palato Primário
- Desenvolvimento do Palato Secundário
A palatogênese inicia-se no final da 5ª semana e se completa na 12ª
semana.
PALATO PRIMÁRIO
O palato primário é originado do processo palatino mediano. O
processo forma a parte pré maxilar da maxila e uma pequena parte
do palato duro no adulto.
PALATO SECUNDÁRIO
O palato secundário forma-se pelos processos palatinos derivados
dos processos maxilares
 Na 7ª semana inicia-se a união das lâminas palatinas entre si na
linha média palato secundário;
 Esta fusão ocorre inicialmente na porção anterior com palato
primário e septo nasal progredindo posteriormente até a
formação da úvula;
 O fechamento total do palato ocorre por volta da 12ª semana;
 Um processo de ossificação intramembranosa formará os ossos
palatinos enquanto a região mais posterior não se ossifica
originando o palato mole e a úvula.
(IMPARATO; 2017)
HISTÓRICO
 Os primeiros relatos de casos de fissura labial
remontam ao século I da Era Cristã.
 Ao longo dos tempos, houve várias tentativas de
descrever a etiologia deste tipo de má-formação.
 O progresso conhecimento das lesões, dos distúrbios e
dos procedimentos terapêuticos somente aconteceu
nos últimos 50 anos (LOFIEGO, 1992).
 Hoje, sabe-se que entre as anomalias congênitas da
face, as fissuras labiopalatinas, são as mais comuns.
TIPOS DE
FISSURA
 As fissuras de lábio e/ou palato podem apresentar-se de diferentes
formas:
Fissura de Lábio Fissura de
Lábio e alvéolo
 Na fissura labial, pode haver comprometimento parcial ou
completo do lábio, unilateralmente ou bilateralmente.
 As fissuras de lábio e alvéolo incompletas afetam parcialmente o
rebordo alveolar, mas sem provocar a sua ruptura. Quanto
completas, a ruptura do rebordo atinge o forame incisivo e
provoca a divisão da maxila em sua porção anterior
unilateralmente.
TIPOS DE
FISSURA
Fissura de palato
 A fissura de palato pode acometer o palato em diversos graus de
extensão, desde o envolvimento parcial da úvula ate a divisão
completa do palato.
 A fissura completa de lábio e palato divide a maxila totalmente
em 2 segmentos quando unilateral e em 3 segmentos quando
bilateral. Existe uma ruptura completa, envolvendo desde a úvula
ate o lábio, provocando comunicação entre as cavidades
Fissura
completa de
lábio e palato
DEFINIÇÃO
• A fissura de labiopalatina é uma malformação congênita
que resulta da deficiência ou falta de fusão dos processos
faciais e/ou palatos, segundo Machado et al. (2005).
• Pode ser classificada em:
.
• Malformações associadas ou aberrações cromossômicas
ou doenças gênicas prognóstico fetal se altera.
(RIBEIRO; MOREIRA, 2004)
FISSURAS LABIAIS
Fissura de lábio unilateral
incompleta
Fissura de lábio bilateral
incompleta
(MACHADO, SILVA, ABDO;2005)
FISSURAS DE LÁBIO E ALVÉOLO
(MACHADO, SILVA, ABDO;2005)
Fissura de lábio e alvéolo unilateral completa
FISSURAS DE PALATO
(MACHADO, SILVA, ABDO;2005)
Fissura de palato incompleta Fissura de palato completa
FISSURAS LÁBIO-PALATINAS
Fenda Lábio-palatina total unilateral Fenda completa Lábio-palatina bilateral
(WAES, STÖCKLI; 2002) (MACHADO, SILVA, ABDO;2005)
FATORES
ASSOCIADOSÁ
ORIGEM DAS
FENDAS
LABIOPALATINAS
 De acordo com Nussbaum (2001) e Moore e Persaud (2004)
existem evidências que fatores genéticos e ambientais atuam em
associação na origem das fendas labiopalatinas:
 Infecção congênita;
 Deficiência de ácido fólico;
 Diabetes gestacional;
 Hipotireoidismo e Hipertensão Arterial;
 Determinados medicamentos ;
 Deficiência nutricional da gestante;
 Fumo, álcool e drogas ilícitas;
 Estresse.
Alguns estudos encontraram uma correlação entre a idade dos
pais e a incidência de fissuras, dos quais houve maior correlação
com a idade paterna.
Lofiego (1992) relatou que a presença de más-formações faciais
nas classes sociais mais baixas é maior para todos os tipos de
fissuras, dado também encontrado em estudo feito por Grabb
(1971).
CLASSIFICAÇÃO
DAS FISSURAS
 No Brasil, estima-se que a cada 700 recém-nascidos um seja
portador de fissura (MENEGOTTO, SALZANO;1991).
 A classificação das fissuras mais utilizada no Brasil é a formulada
por Spina et al.(1972), que propuseram uma classificação em
quatro categorias, tomando como ponto de reparo o forame
incisivo, limite entre o palato primário e o secundário.
 Classificadas em:
1. Fissura pré-forame incisivo;
2. Fissura pós-forame incisivo;
3. Fissura transforame incisivo;
4. Fissuras raras da face.
(RIBEIRO; MOREIRA, 2004)
ALTERAÇÕES
DENTÁRIAS
 Crianças com fissuras de lábio e/ou palatina podem apresentar
alterações na dentição decídua, principalmente nos dentes
próximos à fenda;
 A ocorrência de dente natal/neonatal na região da fenda em bebês
com fissuras completas de lábio e palato apresenta-se elevada, ou
seja, 2% nos casos unilaterais e 11% nos bilaterais;
 Quando o lábio está envolvido a irrupção significativa é atrasada
apenas nos incisivo lateral da região da fissura;
 A dentição decídua de bebês com fissuras de lábio e/ou palato são
comuns e podem predispor os dentes envolvidos ao maior
acúmulo de placa dentária e à cárie.
(MACHADO, SILVA, ABDO;2005)
DIAGNÓSTICO
 O diagnóstico precoce permite a investigação de outros defeitos e
permite evitar e/ou minimizar complicações.
 As complicações mais comuns são as alimentares, como:
1. Sucção insuficiente;
2. Presença de leite na cavidade nasal;
3. Aspirações e ingestão de pouca quantidade de alimentos.
Segundo o protocolo de reparação cirúrgica das fissuras, o reparo
do lábio deve ser realizado a partir dos 3 meses de idade e do palato
aos 12 meses.
ACOMPANHAMENTO
PEDIÁTRICO
 A abordagem neonatal é complexa e o
envolvimento da equipe de saúde auxiliará
os pais a compreender as implicações do
defeito congênito, o potencial de correção
estética e funcional, e como a tomar
medidas que minimizem as comorbidades.
O manejo pediátrico pós-natal imediato
demanda decisões críticas, como quanto
1. À forma de alimentação e higienização da
criança;
2. A investigação de anomalias associadas e
o encaminhamento para avaliação
genético-clínica;
3. Para correção cirúrgica em centros de
referência.
Fonte: Google Images
HIGIENIZAÇÃO
BUCAL
 ANTES DA IRRUPÇÃO DENTÁRIA:
1. Deve –se realizar a higiene bucal diária com gaze ou fralda
umedecida em água filtrada ou fervida e envolta do dedo
indicador do responsável.
2. Deve ser realizada diariamente para remoção dos restos de
leite e alimentos e também para a criança se habitue com o
manuseio da cavidade bucal precocemente.
 APÓS A IRRUPÇÃO DENTÁRIA:
1. Assim que irrompe o primeiro dente decíduo, os pais devem
iniciar a realização da higienização bucal com escova dental.
2. A escova de dente deve apresentar uma pequena cabeça,
cerdas macias com extremidades arredondadas, ser estreita e
ter boa empunhadura.A quantidade de creme dental deve ser
equivalente à metade de um grão de arroz cru.
(MACHADO, SILVA, ABDO;2005)
EQUIPE
MULTIDISCIPLINAR
PARAA FISSURA DE
LÁBIOE PALATO
TRATAMENTO
 Atualmente, não há consenso quanto ao melhor protocolo de
tratamento a ser seguido, porém, é necessário que os pacientes
portadores desta condição têm de serem avaliados e
acompanhados em centros de referência por uma equipe
multidisciplinar.
 Dessa forma, desde o nascimento até a vida adulta, o suporte
profissional completo tem que estar à disposição.
 O tratamento tem a função de trazer resultados estéticos e
funcionais, sem prejudicar o crescimento facial, possibilitando a
estes pacientes melhor inserção na sociedade.
REFERÊNCIAS
 Imparato JC. Anuário odontopediatria clínica: integrada e atual.
Nova Odessa: Napoleão livros;2017.
 Machado MAAM, Silva SMB,Abdo RCC. Odontologia em bebês.
São Paulo: Livraria Santos;2005.
 Ribeiro EM, MoreiraASCG. Atualização sobre o tratamento
multidisciplinar das fissuras labiais e palatinas. Rev Brasileira em
Promoção da Saúde 2005; 18(1).
 Waes HJM, Stöckli PW. Odontopediatria. Porto Alegre: Artmed;
2002.

Fenda labiopalatina

  • 1.
  • 2.
    INTRODUÇÃO: FORMAÇÃO DA FACE A formaçãoda face tem início na quarta semana de vida embrionária. (IMPARATO;2017)
  • 3.
    PALATOGÊNESE  O Palatose desenvolve em dois estágios: - Desenvolvimento do Palato Primário - Desenvolvimento do Palato Secundário A palatogênese inicia-se no final da 5ª semana e se completa na 12ª semana. PALATO PRIMÁRIO O palato primário é originado do processo palatino mediano. O processo forma a parte pré maxilar da maxila e uma pequena parte do palato duro no adulto. PALATO SECUNDÁRIO O palato secundário forma-se pelos processos palatinos derivados dos processos maxilares
  • 4.
     Na 7ªsemana inicia-se a união das lâminas palatinas entre si na linha média palato secundário;  Esta fusão ocorre inicialmente na porção anterior com palato primário e septo nasal progredindo posteriormente até a formação da úvula;  O fechamento total do palato ocorre por volta da 12ª semana;  Um processo de ossificação intramembranosa formará os ossos palatinos enquanto a região mais posterior não se ossifica originando o palato mole e a úvula. (IMPARATO; 2017)
  • 5.
    HISTÓRICO  Os primeirosrelatos de casos de fissura labial remontam ao século I da Era Cristã.  Ao longo dos tempos, houve várias tentativas de descrever a etiologia deste tipo de má-formação.  O progresso conhecimento das lesões, dos distúrbios e dos procedimentos terapêuticos somente aconteceu nos últimos 50 anos (LOFIEGO, 1992).  Hoje, sabe-se que entre as anomalias congênitas da face, as fissuras labiopalatinas, são as mais comuns.
  • 6.
    TIPOS DE FISSURA  Asfissuras de lábio e/ou palato podem apresentar-se de diferentes formas: Fissura de Lábio Fissura de Lábio e alvéolo  Na fissura labial, pode haver comprometimento parcial ou completo do lábio, unilateralmente ou bilateralmente.  As fissuras de lábio e alvéolo incompletas afetam parcialmente o rebordo alveolar, mas sem provocar a sua ruptura. Quanto completas, a ruptura do rebordo atinge o forame incisivo e provoca a divisão da maxila em sua porção anterior unilateralmente.
  • 7.
    TIPOS DE FISSURA Fissura depalato  A fissura de palato pode acometer o palato em diversos graus de extensão, desde o envolvimento parcial da úvula ate a divisão completa do palato.  A fissura completa de lábio e palato divide a maxila totalmente em 2 segmentos quando unilateral e em 3 segmentos quando bilateral. Existe uma ruptura completa, envolvendo desde a úvula ate o lábio, provocando comunicação entre as cavidades Fissura completa de lábio e palato
  • 9.
    DEFINIÇÃO • A fissurade labiopalatina é uma malformação congênita que resulta da deficiência ou falta de fusão dos processos faciais e/ou palatos, segundo Machado et al. (2005). • Pode ser classificada em: . • Malformações associadas ou aberrações cromossômicas ou doenças gênicas prognóstico fetal se altera. (RIBEIRO; MOREIRA, 2004)
  • 10.
    FISSURAS LABIAIS Fissura delábio unilateral incompleta Fissura de lábio bilateral incompleta (MACHADO, SILVA, ABDO;2005)
  • 11.
    FISSURAS DE LÁBIOE ALVÉOLO (MACHADO, SILVA, ABDO;2005) Fissura de lábio e alvéolo unilateral completa
  • 12.
    FISSURAS DE PALATO (MACHADO,SILVA, ABDO;2005) Fissura de palato incompleta Fissura de palato completa
  • 13.
    FISSURAS LÁBIO-PALATINAS Fenda Lábio-palatinatotal unilateral Fenda completa Lábio-palatina bilateral (WAES, STÖCKLI; 2002) (MACHADO, SILVA, ABDO;2005)
  • 14.
    FATORES ASSOCIADOSÁ ORIGEM DAS FENDAS LABIOPALATINAS  Deacordo com Nussbaum (2001) e Moore e Persaud (2004) existem evidências que fatores genéticos e ambientais atuam em associação na origem das fendas labiopalatinas:  Infecção congênita;  Deficiência de ácido fólico;  Diabetes gestacional;  Hipotireoidismo e Hipertensão Arterial;  Determinados medicamentos ;  Deficiência nutricional da gestante;  Fumo, álcool e drogas ilícitas;  Estresse. Alguns estudos encontraram uma correlação entre a idade dos pais e a incidência de fissuras, dos quais houve maior correlação com a idade paterna. Lofiego (1992) relatou que a presença de más-formações faciais nas classes sociais mais baixas é maior para todos os tipos de fissuras, dado também encontrado em estudo feito por Grabb (1971).
  • 15.
    CLASSIFICAÇÃO DAS FISSURAS  NoBrasil, estima-se que a cada 700 recém-nascidos um seja portador de fissura (MENEGOTTO, SALZANO;1991).  A classificação das fissuras mais utilizada no Brasil é a formulada por Spina et al.(1972), que propuseram uma classificação em quatro categorias, tomando como ponto de reparo o forame incisivo, limite entre o palato primário e o secundário.  Classificadas em: 1. Fissura pré-forame incisivo; 2. Fissura pós-forame incisivo; 3. Fissura transforame incisivo; 4. Fissuras raras da face. (RIBEIRO; MOREIRA, 2004)
  • 16.
    ALTERAÇÕES DENTÁRIAS  Crianças comfissuras de lábio e/ou palatina podem apresentar alterações na dentição decídua, principalmente nos dentes próximos à fenda;  A ocorrência de dente natal/neonatal na região da fenda em bebês com fissuras completas de lábio e palato apresenta-se elevada, ou seja, 2% nos casos unilaterais e 11% nos bilaterais;  Quando o lábio está envolvido a irrupção significativa é atrasada apenas nos incisivo lateral da região da fissura;  A dentição decídua de bebês com fissuras de lábio e/ou palato são comuns e podem predispor os dentes envolvidos ao maior acúmulo de placa dentária e à cárie. (MACHADO, SILVA, ABDO;2005)
  • 17.
    DIAGNÓSTICO  O diagnósticoprecoce permite a investigação de outros defeitos e permite evitar e/ou minimizar complicações.  As complicações mais comuns são as alimentares, como: 1. Sucção insuficiente; 2. Presença de leite na cavidade nasal; 3. Aspirações e ingestão de pouca quantidade de alimentos. Segundo o protocolo de reparação cirúrgica das fissuras, o reparo do lábio deve ser realizado a partir dos 3 meses de idade e do palato aos 12 meses.
  • 18.
    ACOMPANHAMENTO PEDIÁTRICO  A abordagemneonatal é complexa e o envolvimento da equipe de saúde auxiliará os pais a compreender as implicações do defeito congênito, o potencial de correção estética e funcional, e como a tomar medidas que minimizem as comorbidades. O manejo pediátrico pós-natal imediato demanda decisões críticas, como quanto 1. À forma de alimentação e higienização da criança; 2. A investigação de anomalias associadas e o encaminhamento para avaliação genético-clínica; 3. Para correção cirúrgica em centros de referência. Fonte: Google Images
  • 19.
    HIGIENIZAÇÃO BUCAL  ANTES DAIRRUPÇÃO DENTÁRIA: 1. Deve –se realizar a higiene bucal diária com gaze ou fralda umedecida em água filtrada ou fervida e envolta do dedo indicador do responsável. 2. Deve ser realizada diariamente para remoção dos restos de leite e alimentos e também para a criança se habitue com o manuseio da cavidade bucal precocemente.  APÓS A IRRUPÇÃO DENTÁRIA: 1. Assim que irrompe o primeiro dente decíduo, os pais devem iniciar a realização da higienização bucal com escova dental. 2. A escova de dente deve apresentar uma pequena cabeça, cerdas macias com extremidades arredondadas, ser estreita e ter boa empunhadura.A quantidade de creme dental deve ser equivalente à metade de um grão de arroz cru. (MACHADO, SILVA, ABDO;2005)
  • 20.
  • 21.
    TRATAMENTO  Atualmente, nãohá consenso quanto ao melhor protocolo de tratamento a ser seguido, porém, é necessário que os pacientes portadores desta condição têm de serem avaliados e acompanhados em centros de referência por uma equipe multidisciplinar.  Dessa forma, desde o nascimento até a vida adulta, o suporte profissional completo tem que estar à disposição.  O tratamento tem a função de trazer resultados estéticos e funcionais, sem prejudicar o crescimento facial, possibilitando a estes pacientes melhor inserção na sociedade.
  • 22.
    REFERÊNCIAS  Imparato JC.Anuário odontopediatria clínica: integrada e atual. Nova Odessa: Napoleão livros;2017.  Machado MAAM, Silva SMB,Abdo RCC. Odontologia em bebês. São Paulo: Livraria Santos;2005.  Ribeiro EM, MoreiraASCG. Atualização sobre o tratamento multidisciplinar das fissuras labiais e palatinas. Rev Brasileira em Promoção da Saúde 2005; 18(1).  Waes HJM, Stöckli PW. Odontopediatria. Porto Alegre: Artmed; 2002.