Cevada Coentro/ Maná Lentilha
Trigo Mostarda
Cevada
E esteve Ela apanhando naquele campo até à tarde; e debulhou o que apanhou, e foi quase
um efa de cevada
Rute 2:17
Significado
Debulhar : tirar ou separar os grãos, os bagos ou as sementes de (cereal, fruta, legume); esbagoar.
retirar a casca de (cereal, fruta, legume).
Um Efa : Era uma medida quase 20 litros.
Cevada: É um dos grãos mais cultivados desde o período bíblico. Bem propicio de se dar em regiões com grandes
impactos climáticos, sabemos que ela é uma planta muito resistente, o que faz com que seja apta para resistir à seca e
adaptada para uma gama mais ampla de climas do que qualquer outro cereal
Características da Cevada nos tempos bíblicos
Um importante cereal do gênero Hordeum, de amplo cultivo desde os tempos
antigos até agora. Era um dos produtos valiosos que aguardavam os israelitas na
Terra da Promessa, e aquela região continua a ser “uma terra de trigo e de
cevada” até o dia de hoje. — Dt 8:8.
Quando madura, atinge cerca de 1 metro de altura, tendo folhas um pouco mais
largas que as do trigo. A colheita da cevada tem destaque nos eventos dramáticos
do livro de Rute.
Quando é a semeadura e colheita da Cevada?
Em Israel semeava-se a cevada no mês de bul (outubro-novembro) após terem
começado as chuvas temporãs e o solo se tornar arável. (Is 28:24, 25) A cevada
amadurece mais rápido do que o trigo (Êx 9:31, 32), e iniciava-se a colheita no
começo da primavera, no mês de nisã (março-abril).
A colheita da cevada iniciava no quente vale do Jordão e continuava depois nas
partes mais elevadas, mais temperadas, até chegar à região planaltina ao Leste
do Jordão, no mês de zive (abril-maio).
A colheita da cevada marcava assim um período definido do ano (Rt 1:22; 2Sm
21:9), e seu início correspondia ao tempo da Páscoa, o molho de cereal movido
pelo sacerdote no dia 16 de nisã sendo das primícias da cevada. — Lv 23:10, 11.
Para que servia a cevada nos tempos bíblicos?
Considerava-se a cevada de valor inferior ao do trigo, apenas um terço daquele
do trigo na visão de João, em Apocalise 6:6. Era bastante comum e abundante
para poder ser usada como forragem para os cavalos de Salomão (1Rs 4:28),
finalidade que ainda tem nos tempos modernos.
Era moída, para farinha, e então usada na fabricação de pão, muitas vezes na
forma de bolo redondo (2Rs 4:42; Ez 4:12; Jo 6:9, 13), e às vezes era misturada
com outros cereais. — Ez 4:9.
CEVADA No hebraico é uma palavra que significa “cabelos longos”, e no grego é
krithé, “pontudo”. Há 36 referências a esse cereal na Bíblia, das quais três no
Novo Testamento (Jo 6.9,13 e Ap 6.6). Era um dos principais cereais
consumidos na Palestina, sendo usado como alimento dos animais, por ser o
mais barato. Mas os pobres também consumiam a cevada. Era cultivada no Egito
(ver Êx 9.31) e na Palestina (Lv 27.16; Dt 8.8; Rt 2.17). É mencionada na
Mishnah (Pseach. foi. 3) como forragem de cavalos e asnos. Preparava-se pão de
cevada para os pobres (ver Jz 7.13 e Jo 6.9,13). Usualmente era plantada
durante as chuvas de outono, isto é, outubro e novembro. A primeira colheita da
cevada era feita na época da Páscoa, no mês hebraico de abibe, isto é
março/abril.
A espécie silvestre Hor- deum spontaneum, até hoje é comum na Palestina. Há
diversas variedades cultivadas. Os pães entregues a Jesus, segundo se vê em
João 6.9, eram de cevada. Eliseu esclareceu que o preço da farinha de cevada
era a metade do preço da farinha de trigo (ver 2Rs 7.1). A cevada era colhida
trinta dias ou mais antes da colheita do trigo. Isso explica o fato de que a cevada
e o linho foram feridos, ao passo que o trigo e o centeio nào, quando da sétima
praga, a chuva de pedras, no Egito (ver Êx 9.31). Colheita da cevada. Essa era
uma das mais importantes colheitas de cereais que havia na Palestina,
principalmente porque a cevada era tão útil como forragem para os animais. Nas
terras baixas próximas de Jericó, essa colheita começava em abril, segundo se vê
em Josué 3.16. Na região montanhosa, a colheita da cevada só ocorria em maio,
ou mesmo no começo de junho.
As primícias da cevada eram trazidas como oferta ao Senhor (ver Lv 23.10). Uso
Metafórico. 1. Em Juizes 7.13, simboliza a nação de Israel reformada. 2. O pão a
ser lançado sobre as águas, em Eclesiastes 7.13, era feito de cevada, onde
também se promete bom retorno pela generosidade no investimento. 3. A cevada
também simbolizava algo de pouco valor, pelo que era associado ao preço de
uma meretriz, além de servir de oferenda oferecida pelos pobres (ver Os 3.2 e
Nm 5.15). 4. Os árabes chamam os judeus, nestes dias modernos, de “bolos de
cevada", em tom pejorativo. Os verdadeiros seguidores de Maomé, em contraste,
sào chamados de “trigo”. Os midianitas, em Juizes 7.13, aparentemente
chamavam os judeus de “pães de cevada”.
Coentro/ Maná
E chamou a casa de Israel o seu nome maná; e era como semente de coentro branco, e o seu
sabor como bolos de mel. Êxodo 16:31
Quando Deus tirou seu povo da escravidão do Egito rumo à Terra Prometida, Ele os guiou pelo deserto
onde não podiam plantar e colher, o que os levou a murmurarem contra o Senhor e contra Moisés. Por
outro lado, Deus queria que os israelitas dependessem totalmente da provisão divina para seu
sustento. O livro de Êxodo nos conta que Deus lhes enviou pão do céu. E isto aconteceu por um
período de quarenta anos (Dt 8.2-3) (ler Êx 16.1-15)
O último versículo diz que ao verem o maná, que era algo novo, jamais visto, os israelitas
começaram a perguntar uns aos outros “O que é isto?”, do som desta pergunta feita no
hebraico é que surgiu o nome “maná”, que significa “o que é isto?”. Contudo, além do
significado literal da palavra, o maná tem uma mensagem simbólica na Bíblia, e é isto que
queremos explorar neste estudo.
A ARCA E O MANÁ
Em Hebreus 9.4 acerca da arca da aliança que continha em seu interior um vaso com o maná, além das
tábuas da lei e da vara de Arão que floresceu. E o mesmo escritor afirma em sua epístola que a lei tem a
sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas (Hb 10.1).
Na arca e nos elementos em seu interior não temos a imagem exata das coisas, mas a sombra (ou figura)
de bens futuros. Se observarmos estes objetos segundo o ensino do Novo Testamento, temos que ir além
da imagem exata (o que neles se vê literalmente) e compreender a sombra, ou seja, o que eles tipificam: os
bens futuros, da Nova Aliança, nele figurados.
Tipificar:
tornar(-se) típico; caracterizar(-se).
"há caracteres que tipificam gêneros"
“Sim, ele te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que nem tu nem teus pais conhecíeis;
para te dar a entender que o homem não vive só de pão, mas de tudo o que sai da boca do Senhor disso vive
o homem”. (Deuteronômio 8.3)
“Mas Jesus lhe respondeu: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da
boca de Deus”. (Mateus 4.4)
Observe isto. Em Deuteronômio, vemos que as Escrituras dizem que o homem não vive
de pão, mas de tudo o que sai da boca do Senhor. E segundo o texto, o que saía da boca
do Senhor? O maná! Agora veja, Jesus usa estas mesmas palavras ao ser tentado pelo
Diabo no deserto, E O INTERPRETA ao dizer: Nem só de pão viverá o homem, mas de
toda Palavra que sai da boca de Deus. Ele substitui a expressão “maná” por “Palavra de
Deus”, que era o significado desta figura, que não tinha a imagem exata, mas era sombra
de um bem vindouro.
É o alimento que vem do céu para o sustento do seu povo. E qual é a figura da arca da aliança? Ela representa a presença de Deus no meio dos
homens.
Quando a arca partia, dizia Moisés: Levanta-te, Senhor, e dissipados sejam os teus inimigos, e fujam diante de ti os que te
odeiam. E quando ela pousava, dizia: Volta, ó Senhor, para os muitos milhares de Israel. (Nm 10.35-36).
Quando a arca partia, Moisés dizia: “Levanta-te ó Deus…”, e quando ela pousava, dizia: “Volta, ó Senhor…”, porque a arca representava a presença
de Deus que estava entre os querubins, como ele mesmo dissera a Moisés. Vemos também que em 1Samuel 4.21-22, quando os filisteus
tomaram a arca, dizia-se em Israel: “Icabode – de Israel se foi a Glória!”
Se a arca representava a presença de Deus no meio dos homens, então ela figura Jesus! No Novo Testamento, é Ele quem é chamado EMANUEL,
que traduzido é “Deus conosco” (Mt 1.23). E dele escreveu João, o apóstolo do amor, dizendo:
E o verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do
pai. […] Ninguém jamais viu a Deus. O Deus unigênito, que está no seio do Pai, esse o deu a conhecer. (João 1.14, 18.)
A arca, portanto, é a figura de Cristo, a presença de Deus o meio dos homens.
Uma vez compreendidas estas figuras, entenderemos melhor o que Paulo disse aos Colossenses:
No qual [Cristo] estão ESCONDIDOS todos os tesouros da sabedoria e da ciência. (Col 2.3).
Veja bem: assim como o maná encontrava-se escondido dentro da arca, da mesma maneira, em Cristo, estão escondidos
todos os tesouros da sabedoria e da ciência!
A arca figura Cristo e o maná a Palavra de Deus. E o maná encontrava-se ESCONDIDO dentro da arca, do mesmo modo que os
tesouros da sabedoria e da ciência – os mistérios do Reino, a Palavra de Deus – estão escondidos em Cristo. É importante
ressaltar a expressão “escondido”. O maná não estava apenas guardado na arca, mas escondido! A arca não tinha janela nem
vitrine; era um baú coberto pela tampa do propiciatório sobre o qual estavam os querubins. O que se colocava dentro dela não
era visto por ninguém. Jesus mesmo autêntico esta verdade ao dizer à igreja de Pérgamo “ao que vencer lhe darei do maná
ESCONDIDO…”, sabe o que isto significa? Se alguém olhasse para a arca não veria o maná escondido, exceto se fizesse um
exame mais cuidadoso, abrindo a arca para examinar seu conteúdo.
Da mesma maneira, se você tiver um contato apenas superficial com Cristo jamais descobrirá os
tesouros da sabedoria e da ciência! Jamais poderá conhecer os mistérios do Reino! Do mesmo modo
como ao se examinar a arca de maneira superficial não se encontrava o maná, assim também, um
contato distante com Cristo jamais lhe revelará os tesouros escondidos! E, infelizmente, esta é a
realidade da maioria dos cristãos que, servindo a Jesus por anos e anos, jamais chegam a experimentar
o maná escondido.
Talvez pensem que isto é só para ser desfrutado no céu, por causa da promessa de Jesus à igreja de
Pérgamo; mas o que de fato Jesus disse é que quando os vencedores chegassem lá, continuariam a
desfrutar do maná escondido, pois é impossível chegar a desfrutar da totalidade destes tesouros em
Cristo ainda nesta vida. Eles são inesgotáveis! Mas isto não quer dizer que não se encontrem à sua
disposição desde já! Saia do seu comodismo e corra para possuir o que lhe pertence!
Há mistérios no Reino. Há verdades a serem compreendidas. Não são verdades novas, são antigas; elas
são uma novidade para estes dias apenas porque estão sendo restauradas, restituídas por Deus já que
a Igreja deixou-as de lado.
Estes tesouros escondidos são os mesmos segredos de Deus pertencentes aos que o temem, que Davi
menciona no Salmo 25.14. Cada vez que você pegar em sua Bíblia para ler, estudar e meditar, lembre-se
que há tesouros escondidos que jamais se tornarão conhecidos com um mero exame superficial. Mas
entenda que quando falo de buscar de maneira mais profunda os tesouros, não estou me referindo
meramente a estudo e pesquisa (embora devamos praticar isto com a maior dedicação possível), falo
de se receber do céu, pelo Espírito Santo, as verdades de Deus, ou seja, experimentar o conhecimento
por revelação!
Lentilha
“Depois dele, Samá, filho de Agé, de Harar. Os filisteus reuniram-se em Leí, onde havia uma plantação de
lentilha. O exército de Israel fugiu dos filisteus, mas Samá tomou posição no meio da plantação, defendeu-a
e derrotou os filisteus. E o Senhor concedeu-lhe uma grande vitória.” 2 Samuel 23.11-12
Defenda o seu campo de lentilhas
Existem coisas preciosas na nossa vida que precisamos defender. A Bíblia diz que Israel
plantava, cultivava, cuidava do rebanho, e, de repente, vinham os filisteus e os
afugentaram. Mas um homem se posicionou contra esse domínio para proteger um
campo de lentilhas.
Lentilha é algo muito barato e Samá, um dos valentes do rei Davi, se colocou no meio do
terreno e o defendeu.
Samá fez parte de um seleto grupo de soldados do exército de Israel chamados de
"Valentes de Davi"; esses eram os principais do exército, os homens de confiança do rei,
sua guarda pessoal; homens que operaram proezas no campo de batalha. Mas, o que mais
me chama a atenção é que a façanha de Samá, que ficou registrada na distinta lista dos
"Valentes de Davi", é a de proteger "um pedaço de terra cheio de lentilhas" contra uma
tropa de filisteus. Por que ele fez isso? A quem pertencia aquele pedaço de terra? A Bíblia
não nos revela o porquê, nem quem era o dono da terra; porém, nos permite crer que talvez
pertencesse ao rei Davi, isso explicaria o motivo de Samá defendê-la. O mais importante foi
que Deus honrou sua atitude e esteve ao seu lado.
Na maioria das vezes, nosso "campo de lentilha" não é valorizado pelos demais, ao
contrário, é desprezado por ser apenas um "pedaço de terra", ou seja, sem muita
importância, mas é nosso e é importante para nós. Observem que a passagem bíblica diz
que "o povo fugira", em outras palavras, o exército fugiu ante os filisteus, não se preocupou
com aquele 'insignificante' campo de lentilhas.
Diante dos ataques espirituais que enfrentamos diariamente precisamos tomar uma
posição. A palavra diz que diante do ataque dos filisteus ´´ o exército de Israel fugiu dos
filisteus. mas Samá tomou posição no meio da plantação ``
Elias pede para o povo de Israel tomar uma posição diante da apostasia ´´ Até quando
coxeareis entre dois pensamentos ?Se o Senhor é Deus, segui-o, e se Baal, segui-o.
Porém o povo nada lhe respondeu``.(1 Reis 18:21)
Josue quando vê o povo dividido ele chama-os a tomada de posição: ´´Se porém, não
agrada a vocês servir ao Senhor, escolham hoje a quem irão servir, se aos deuses
que os seus antepassados serviram além do Eufrates, ou aos deuses dos amorreus,
em cuja terra vocês estão vivendo. Mas eu e a minha família serviremos ao Senhor``.
Josué 24:15. Josué declara a sua posição
O cristianismo é tomado de posição.Não tem como seguir a Jesus sem se
posicionar.Precisamos estar definidos. Então Jesus disse aos seus discípulos : Se
alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.
(Mt 16:24)
Pedro e André são chamados por Cristo e tomam uma decisão: E disse-lhe: Vinde após
mim, e eu vos farei pescadores de homens. Então eles, deixando logo as redes
seguiram-no.(Mt.4:19-20)
Mateus escuta o chamado de Jesus e toma uma importante decisão: Saindo Jesus viu um
homem chamado Mateus, sentado na coletoria, e disse-lhe: ´´Siga-me ``. Mateus
levantou-se e o seguiu. (Mt 9-9)
Samá ficou no centro (meio) da plantação:´´O centro é a melhor posição. Esteja sempre
no centro da vontade de Deus``.
Diante do ataque, além de tomar posição é necessário não desanimar. Não desista de lutar
mesmo que aparentemente você esteja sozinho. Cristo não te abandonou!
Se você olhar as circunstâncias você troca a oração pela murmuração. Exemplo: Ninguém
me ajuda! Estou sozinho! Ninguém me ama.
Elias em um momento de terrível perseguição de Jezabel foge para o deserto desiste de
tudo e pede para si a morte . ´´Ele , porém, foi ao deserto, caminho de um dia, e foi
sentar-se debaixo de um zimbro; e perdeu para si a morte, e disse: Já basta, ó
Senhor; toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que meus pais ``. (1 Reis
19:4)
Paulo se sente desanimado e sozinho: ́ ́ ́ ́Porque Demas me desamparou, amando o
presente século, e foi para Tessalônica, Crescente para Galácia, Tito para Dalmácia,
Só Lucas está comigo ́ ́. (2 Tm 4:10-11)
Porém, em Filipenses 4 Paulo escreve de dentro de uma prisão romana, para demonstrar
uma verdadeira alegria que vai além do padrão lógico ou natural, mas uma alegria real em
Cristo.Ele aprende que mesmo em meio ao cárcere devemos ter otimismo, alegria e
confiança no Senhor.
E quantos de nós perdemos tão facilmente a alegria e otimismo com coisas até pequenas?
Nos abalamos com notícias que roubam a nossa paz e a nossa confiança em Deus, ao
ponto de até mesmo desistirmos da caminhada. Muitos hoje vivem escravos da tristeza por
não saberem se contentar e se alegrar naquilo que realmente enche a nossa vida de gozo e
paz.
É nessa direção que o apóstolo Paulo nos ajuda a olhar para que a nossa alegria seja assim
como a dele que mesmo em meio ao pior momento da vida ainda assim, podemos e
devemos nos alegrar.
´´Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que
tenho``.
Filipenses 4-11
Muitos crentes até lutam no começo. Oram mais, jejuam mas, confiam em Deus, Mas
muitas vezes por causa da demora de alcançar vitória esses desistem de lutar. Não
perseveram até o fim. O inimigo se torna o tempo.
Perseverança é uma das principais características de um Cristão que deseja alcançar a
eternidade com Deus.´´Mas aquele que perseverar até o fim, esse será salvo``.
( Mt 24:13 )
Jesus não desistiu de amar o homem e não fugiu da Cruz: ´´[...] tendo amado os seus que
estavam no mundo, amou -os até o fim `` ( João 13:1)
Precisamos perseverar na doutrina de Cristo: ´´Todo aquele que prevarica, e NÃO
PERSEVERA na doutrina de Cristo, não tem a Deus. Quem PERSEVERA na doutrina
de Cristo, esse tem tanto ao Pai como ao Filho``.
2 Jo 1:9
Perseverar significa ´´ permanecer firme no compromisso de ser fiel a palavra de Deus,
apesar das tentações, da oposição e da adversidade
Conclusão
Se posicionar, não desanimar e perseverar até o fim, significa adorar a Deus em meio a
todos os problemas, sem olhar para o lado. Observe o que aconteceu com Samá : ´´O
Senhor concedeu-lhe uma grande vitória `` ( 2 Sm 23:12). Não será uma pequena vitória
para aqueles que têm essas três atitudes. O Senhor tem a grande vitória de irmos morar no
céu com Ele .A vitória de viver eternamente com Deus
Trigo
Deixem que cresçam juntos até a colheita. Então direi aos encarregados da colheita:
``Juntem primeiro o joio e amarrem-no em feixes para ser queimado; depois juntem o
trigo e guardem-no no meu celeiro' ".
(Mt 13:30)
No Evangelho Segundo Mateus a parábola tem dois momentos:
A sua narrativa (versos 24-30) e a sua explicação (versos 36-43).
Vamos primeiro fazer uma diferenciação entre trigo e o joio :
“Joio (Lolium temulentum): Planta silvestre que se parece muito com o
trigo, mas que pode ser diferenciada deste quando ambos dão o seu fruto.
Pode crescer até um metro de altura, sua semente é venenosa e é
considerada uma erva daninha”.
“Trigo (Triticum spp.): gramínea(cultivadas para a alimentação) cultivada em todo o mundo.
Mundialmente, é a segunda maior cultura de cereais, sendo a primeira o milho e a
terceira o arroz. O grão de trigo é um alimento básico usado para fazer farinha e, com
isso, o pão, na alimentação dos animais domésticos e como ingrediente na fabricação
de cerveja”.
“As duas espécies possuem uma morfologia bastante parecida.”
Assim, o que distingue uma da outra é a formação da espiga – no joio ela é bastante alongada.
Diferenças entre o joio e o trigo:
1. Formação da espiga: no joio, as espigas são mais delgadas e ficam posicionadas de forma
diagonal em relação ao caule da planta.
2. Coloração: quando chegam na fase madura, as espigas do trigo são castanhas. Já as do
joio têm a cor preta.
Entretanto, como pode-se notar as diferenças entre trigo e joio apenas são perceptíveis
quando as plantas chegam em uma determinada fase de crescimento.
Por isso, o joio é considerado uma praga, visto que cresce nos mesmos locais que o trigo e,
assim, é uma competidora por nutrientes”.
Personagens citados na parábola:
O que semeia boa semente, o Senhor = o Filho do Homem (Jesus)
O título “Filho do homem” é a auto designação mais utilizada por Jesus. Este é um título muito
significativo que aponta tanto para sua plena humanidade quanto para sua plena divindade.
Campo = mundo
Boa semente = Filhos do Reino
Joio = Filhos do maligno
O inimigo que semeou = diabo
A ceifa = fim do mundo
Ceifeiros = os anjos ou os escolhidos
O que encontramos nessa parábola?
Essa é mais uma parábola explicada pelo próprio Senhor Jesus.
Os seus discípulos não a entenderam.
Pausa para reflexão:
Temos entendido o que o Senhor Jesus tem nos falado?
Jesus afirmou em Mateus 13:11 - Ao que respondeu: Porque a vós outros é dado conhecer os
mistérios do reino dos céus, mas àqueles não lhes é concedido.
Temos alguns elementos semelhantes à parábola do semeador, que estudamos anteriormente: o
semeador, a semente, a temática da agricultura, etc..
Porém, essa parábola não tem o mesmo significado.
A parábola anterior trata de como as pessoas reagem à mensagem, sendo que o melhor exemplo é
aquele que ouve e compreende a palavra e dá fruto.
Essa parábola vai apresentar como o mundo tem um caráter que possui natureza desigual e/ou
apresenta diferença de estrutura, função, distribuição, mas também ressalta sua consumação
futura, o Dia do Senhor.
Essa parábola não fala da Igreja em si, mas do mundo (o campo), onde a Igreja está inserida e é
peregrina.
Assim como há plantações de alimentos úteis à sobrevivência humana, também há ervas
indesejadas que crescem no meio dessas plantações.
O mundo é assim.
Porém o mundo (o campo) terá uma rigorosa limpeza, onde o que não é útil, aquilo que é danoso,
será separado, e o fruto da boa semente será guardado no celeiro do Filho do Homem, mas a
semente dos filhos do maligno será queimada.
No mundo de ontem, de hoje e no futuro, até a vinda do Senhor Jesus, o mal é tão sorrateiro que
se alastra praticamente imperceptível, com muita dificuldade de identificá-lo.
Essa parábola apresenta o destino destrutivo para os filhos do maligno. Eles são
perfeitamente distinguíveis dos Filhos do Reino.
Apresenta também o cuidado do Filho do Homem com os Filhos do Reino, que mesmo o
seu Senhor sabendo que existe o mal plantado junto a eles, e não os arranca, saberá
distingui-los e os separará para Si.
E eles resplandecerão como o sol, ou seja, os fiéis entrarão na bem-aventurança eterna.
Eles estarão para todo sempre ao lado do Senhor.
Malaquias 3:17-18 – 17 Eles serão para mim particular tesouro, naquele dia que prepararei,
diz o Senhor dos Exércitos; poupá-los-ei como um homem poupa a seu filho que o serve. 18
Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o
que não o serve.
Algumas lições da parábola
A necessidade da paciência diante do joio
A ordem para deixar que o joio cresça no meio trigo não é uma ordem para que o pecado
seja tolerado pela Igreja.
É necessário saber e entender que há uma ceifa, e que devemos estar dispostos a esperar
pacientemente pela decisão do Filho do Homem no dia da ceifa.
O joio está misturado no meio do trigo
João 8.32 - e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.
Há uma tentativa sorrateira de se falsificar a mensagem do Evangelho, a ética e moral
determinadas pela Palavra de Deus.
Esses que propagam falsos ensinos, falsos modos de vida, falsas maneiras de agir na
sociedade se misturam no meio do verdadeiro povo de Deus.
Eles se misturam e buscam entrelaçar suas raízes com o intuito de fazer com que os
verdadeiros crentes tropecem em seus enganos.
Esses se parecem com trigo, mas na realidade são ervas daninhas. Eles jamais poderão ser
genuínos embaixadores do Reino, pois são agentes de satanás.
Reflexão:
O Senhor Jesus não autorizou nenhum de seus servos a arrancar o joio, pois isso
poderia resultar em arrancar o trigo junto com ele.
Quantas vezes nós não temos a paciência citada no item anterior e arrancamos o joio
e com ele ferimos alguns dos nossos irmãos em Cristo?
O joio será definitivamente separado do trigo
O joio está com os dias contados.
Somente Deus pode separar os falsos crentes dos verdadeiros.
O falso crente está plantado sobre a mesma terra, recebe os mesmos
nutrientes, o mesmo adubo e é regado pela mesma água, mas um carrega em
si a vida, enquanto outro carrega em si a morte.
Haverá um dia que toda impureza será arrancada, tudo o que afronta e
transgride a Deus será removido.
A verdadeira Igreja estará reunida em esplendor com Aquele que nos plantou.
Esta separação somente ocorrerá no dia da ceifa, não antes disto
Mostarda
E contou-lhes outra parábola: "O Reino dos céus é como um grão de mostarda que um homem plantou em seu
campo.Embora seja a menor dentre todas as sementes, quando cresce torna-se a maior das hortaliças e se transforma
numa árvore, de modo que as aves do céu vêm fazer os seus ninhos em seus ramos’’.(Mt 13:31-32)
A Parábola do Grão de Mostarda é uma parábola de Jesus registrada nos Evangelhos
Sinóticos (Mateus 13:31,32; Marcos 4:30-32; Lucas 13:18,19). Esta parábola também é
conhecida como Parábola da Semente de Mostarda.
Contexto da Parábola do Grão de Mostarda
No capítulo 13 do Evangelho de Mateus há uma série de sete parábolas sobre o Reino. São
elas: O Semeador; O Joio e o Trigo; A Semente de Mostarda; O Fermento; O Tesouro
Escondido; A Pérola de Grande Preço; e A Rede.
As quatro primeiras parábolas foram pronunciadas por Jesus diante da multidão (Mateus
13:1,2,36). Já as três últimas parábolas foram acrescentadas particularmente aos discípulos.
Isso aconteceu após Jesus ter se despedido da multidão (Mateus 13:36). Portanto, a
Parábola do Grão de Mostarda foi contada à multidão
Comparando os textos de Mateus, Marcos e Lucas notamos poucas diferenças. Em Mateus e
Lucas o texto se refere a um homem plantando. Já em Marcos temos a descrição direta e
específica do momento do plantio. Em Mateus a semente é plantada no campo. Em Marcos a
semente é plantada na terra, e em Lucas a semente é plantada na horta.
Lucas coloca ênfase no tamanho da planta já adulta, enquanto Mateus e Marcos enfatizam o
contraste entre a pequena semente e o tamanho que a planta adulta atinge. Essas pequenas
diferenças na narrativa em nada alteram o sentido da parábola. Isso significa que o ensino da
Parábola do Grão de Mostarda permanece o mesmo nos três Evangelhos.
Explicação da Parábola do
Grão de Mostarda
Antes de tudo é preciso saber que a Parábola do
Grão de Mostarda e a Parábola do Fermento
formam um par. Ao contar essas duas parábolas,
Jesus estava falando a respeito do crescimento do
reino dos céus. Enquanto a Parábola do Grão de
Mostarda refere-se ao crescimento exterior do
reino dos céus, a Parábola do Fermento refere-se
ao crescimento exterior. Assim, para melhor entendimento, as duas parábolas não podem ser separadas.
Na Parábola do Grão de Mostarda Jesus fala de um homem que semeia em sua lavoura. Obviamente
ele semeia a semente de mostarda. Essa era uma situação comum e corriqueira naquela época. Dentre
todas as sementes semeadas numa horta, a semente de mostarda era, geralmente, a menor de todas.
Contudo, em seu estágio adulto, a pequena semente se tornava a maior das plantas da horta. Ela
atingia o tamanho de uma árvore, com no mínimo três metros de altura e podendo alcançar até cinco
metros.
Essa planta se tornava tão imponente que até mesmo as aves do céu se aninham em seus ramos.
Principalmente no outono, quando os ramos estão mais consistentes, várias espécies de aves preferem a
planta da mostarda para fazerem seus ninhos, pois, além de se protegerem das tempestades ou do calor do sol,
elas encontram alimento nas pequenas sementes presentes nas vagens.
Alguns expositores insistem em querer determinar o significado das “aves do céu” citadas na Parábola do Grão
de Mostarda. Eles relacionam essa expressão com Mateus 13:19 e dizem que essas aves representam espíritos
malignos que atrapalham a pregação do Evangelho.
Mas essa interpretação está equivocada, pois não se harmoniza com o ensino principal transmitido por Jesus
na parábola. Quem defende esse tipo de interpretação cai no erro básico de tentar atribuir significados
específicos a todos os elementos de uma parábola. Esse tipo de coisa resulta numa alegorização que distorce
o verdadeiro ensino de Jesus Cristo.
O significado da Parábola do Grão de Mostarda
O que Jesus está ensinando na Parábola do Grão de Mostarda é uma clara comparação entre
a pequena semente de mostarda e o reino dos céus. Olhando para o pequeno grão de
mostarda parece que ele jamais atingirá tamanha robustez. Foi assim também com o reino
dos céus na terra. Ainda que muitas vezes ele parecesse insignificante, principalmente em seu
início, certamente ele haveria de produzir grandes resultados.
É até possível classificar a Parábola do Grão de Mostarda como uma profecia. Essa
parábola possui grande semelhança com algumas passagens do Antigo Testamento (cf.
Daniel 4:12; Ezequiel 17:23). Na verdade, ao contar essa parábola, muito provavelmente
Jesus tinha em mente uma profecia do profeta Ezequiel que traz uma parábola messiânica:
Nos montes altos de Israel eu o plantarei; ele produzirá galhos e dará fruto e se tornará um cedro
viçoso. Pássaros de todo tipo se aninharão nele; encontrarão abrigo à sombra de seus galhos.
(Ez 17-23)
O ensino principal desta parábola é descrever o começo humilde e pequeno do reino dos céus
na terra, e mostrar que seu impacto grandioso estava garantido. Tão certo quanto o
crescimento da pequena semente de mostarda ao ser plantada, assim também era certo o
desenvolvimento do reino dos céus. Isso faz todo sentido quando analisamos o ministério de
Jesus e o início da pregação do Evangelho por seus discípulos.
A aplicação da Parábola do Grão de Mostarda na história da Igreja
Comparado com a população do Império Romano da época ou apenas com o número de
pessoas que viviam na palestina, aos olhos humanos o reino dos céus parecia insignificante.
Os seguidores de Cristo eram um grupo de pessoas rudes; eram pescadores ou trabalhadores
que ocupavam cargos sem expressão alguma.
A maioria de seus discípulos era formada por galileus, pessoas sem muito prestígio. Esses
seguidores acompanhavam um carpinteiro desprezado e rejeitado entre os homens (cf. Isaías
53:3). Diante dessas características, a Parábola do Grão de Mostarda foi uma maravilhosa
profecia para trazer alento aos seus seguidores. É como se Jesus estivesse dizendo: “Calma!
Fiquem tranquilos, tenham fé e perseverem. Aos olhos de vocês até pode parecer impossível
que essa obra prospere; mas saibam que os planos de Deus não fracassaram, e o reino crescerá
e se tornará notável”. Aquele pequeno grupo recebeu uma missão: pregar o Evangelho a toda
criatura. Aquelas poucas pessoas obedeceram essa ordem e incendiaram o mundo com a
Palavra de salvação. Quarenta anos depois da ascensão de Cristo ao céu, o Evangelho já havia
alcançado desde os grandes centros do Império Romano até os lugares mais afastados.
É Deus quem dá o crescimento ao grão de mostarda
Ainda no primeiro século, a Igreja foi perseguida duramente pelo Império Romano. Muitos
cristãos foram mortos naquele período. Aos olhos humanos aquele parecia ser o fim da
Igreja. Quais seriam as chances de um pequeno grupo de pessoas que anunciavam a
ressurreição de um carpinteiro que havia sido crucificado anos antes, frente ao exército
mais poderoso do mundo naquela época?
Ainda no primeiro século, a Igreja foi perseguida duramente pelo Império Romano. Muitos
cristãos foram mortos naquele período. Aos olhos humanos aquele parecia ser o fim da
Igreja. Quais seriam as chances de um pequeno grupo de pessoas que anunciavam a
ressurreição de um carpinteiro que havia sido crucificado anos antes, frente ao exército
mais poderoso do mundo naquela época?
Ainda hoje essa planta cresce e continuará a crescer. Isso permanecerá até que o último
eleito seja selado; até que o último mártir tenha seu sangue derramado (Apocalipse 6:11;
7:3); até que Cristo venha novamente, de forma gloriosa, para a grande colheita.
Lições da Parábola do Grão de Mostarda
Pelo menos duas importantes lições podem ser destacadas na Parábola do Grão de Mostarda. Em
primeiro lugar, a Parábola do Grão de Mostarda ensina que grandes resultados começam com
pequenas iniciativas. Muitas vezes pensamos em não fazer algo na obra de Deus por acreditar que
aquilo não terá grande importância. Nessas horas devemos nos lembrar de que as maiores árvores
crescem a partir de pequenas sementes. Por exemplo: um simples evangelismo que hoje parece não
ter tido resultado, pode ser que amanhã se revele como o veículo pelo qual Deus chamou um grande
pregador do Evangelho.
Pelo menos duas importantes lições podem ser destacadas na Parábola do Grão de
Mostarda. Em primeiro lugar, a Parábola do Grão de Mostarda ensina que grandes resultados
começam com pequenas iniciativas. Muitas vezes pensamos em não fazer algo na obra de
Deus por acreditar que aquilo não terá grande importância. Nessas horas devemos nos
lembrar de que as maiores árvores crescem a partir de pequenas sementes. Por exemplo:
um simples evangelismo que hoje parece não ter tido resultado, pode ser que amanhã se
revele como o veículo pelo qual Deus chamou um grande pregador do Evangelho.

Estudo - 5 sementes da Adoração.pdf

  • 2.
    Cevada Coentro/ ManáLentilha Trigo Mostarda
  • 3.
    Cevada E esteve Elaapanhando naquele campo até à tarde; e debulhou o que apanhou, e foi quase um efa de cevada Rute 2:17 Significado Debulhar : tirar ou separar os grãos, os bagos ou as sementes de (cereal, fruta, legume); esbagoar. retirar a casca de (cereal, fruta, legume). Um Efa : Era uma medida quase 20 litros. Cevada: É um dos grãos mais cultivados desde o período bíblico. Bem propicio de se dar em regiões com grandes impactos climáticos, sabemos que ela é uma planta muito resistente, o que faz com que seja apta para resistir à seca e adaptada para uma gama mais ampla de climas do que qualquer outro cereal
  • 4.
    Características da Cevadanos tempos bíblicos Um importante cereal do gênero Hordeum, de amplo cultivo desde os tempos antigos até agora. Era um dos produtos valiosos que aguardavam os israelitas na Terra da Promessa, e aquela região continua a ser “uma terra de trigo e de cevada” até o dia de hoje. — Dt 8:8. Quando madura, atinge cerca de 1 metro de altura, tendo folhas um pouco mais largas que as do trigo. A colheita da cevada tem destaque nos eventos dramáticos do livro de Rute.
  • 5.
    Quando é asemeadura e colheita da Cevada? Em Israel semeava-se a cevada no mês de bul (outubro-novembro) após terem começado as chuvas temporãs e o solo se tornar arável. (Is 28:24, 25) A cevada amadurece mais rápido do que o trigo (Êx 9:31, 32), e iniciava-se a colheita no começo da primavera, no mês de nisã (março-abril). A colheita da cevada iniciava no quente vale do Jordão e continuava depois nas partes mais elevadas, mais temperadas, até chegar à região planaltina ao Leste do Jordão, no mês de zive (abril-maio). A colheita da cevada marcava assim um período definido do ano (Rt 1:22; 2Sm 21:9), e seu início correspondia ao tempo da Páscoa, o molho de cereal movido pelo sacerdote no dia 16 de nisã sendo das primícias da cevada. — Lv 23:10, 11.
  • 6.
    Para que serviaa cevada nos tempos bíblicos? Considerava-se a cevada de valor inferior ao do trigo, apenas um terço daquele do trigo na visão de João, em Apocalise 6:6. Era bastante comum e abundante para poder ser usada como forragem para os cavalos de Salomão (1Rs 4:28), finalidade que ainda tem nos tempos modernos. Era moída, para farinha, e então usada na fabricação de pão, muitas vezes na forma de bolo redondo (2Rs 4:42; Ez 4:12; Jo 6:9, 13), e às vezes era misturada com outros cereais. — Ez 4:9.
  • 7.
    CEVADA No hebraicoé uma palavra que significa “cabelos longos”, e no grego é krithé, “pontudo”. Há 36 referências a esse cereal na Bíblia, das quais três no Novo Testamento (Jo 6.9,13 e Ap 6.6). Era um dos principais cereais consumidos na Palestina, sendo usado como alimento dos animais, por ser o mais barato. Mas os pobres também consumiam a cevada. Era cultivada no Egito (ver Êx 9.31) e na Palestina (Lv 27.16; Dt 8.8; Rt 2.17). É mencionada na Mishnah (Pseach. foi. 3) como forragem de cavalos e asnos. Preparava-se pão de cevada para os pobres (ver Jz 7.13 e Jo 6.9,13). Usualmente era plantada durante as chuvas de outono, isto é, outubro e novembro. A primeira colheita da cevada era feita na época da Páscoa, no mês hebraico de abibe, isto é março/abril.
  • 8.
    A espécie silvestreHor- deum spontaneum, até hoje é comum na Palestina. Há diversas variedades cultivadas. Os pães entregues a Jesus, segundo se vê em João 6.9, eram de cevada. Eliseu esclareceu que o preço da farinha de cevada era a metade do preço da farinha de trigo (ver 2Rs 7.1). A cevada era colhida trinta dias ou mais antes da colheita do trigo. Isso explica o fato de que a cevada e o linho foram feridos, ao passo que o trigo e o centeio nào, quando da sétima praga, a chuva de pedras, no Egito (ver Êx 9.31). Colheita da cevada. Essa era uma das mais importantes colheitas de cereais que havia na Palestina, principalmente porque a cevada era tão útil como forragem para os animais. Nas terras baixas próximas de Jericó, essa colheita começava em abril, segundo se vê em Josué 3.16. Na região montanhosa, a colheita da cevada só ocorria em maio, ou mesmo no começo de junho.
  • 9.
    As primícias dacevada eram trazidas como oferta ao Senhor (ver Lv 23.10). Uso Metafórico. 1. Em Juizes 7.13, simboliza a nação de Israel reformada. 2. O pão a ser lançado sobre as águas, em Eclesiastes 7.13, era feito de cevada, onde também se promete bom retorno pela generosidade no investimento. 3. A cevada também simbolizava algo de pouco valor, pelo que era associado ao preço de uma meretriz, além de servir de oferenda oferecida pelos pobres (ver Os 3.2 e Nm 5.15). 4. Os árabes chamam os judeus, nestes dias modernos, de “bolos de cevada", em tom pejorativo. Os verdadeiros seguidores de Maomé, em contraste, sào chamados de “trigo”. Os midianitas, em Juizes 7.13, aparentemente chamavam os judeus de “pães de cevada”.
  • 10.
    Coentro/ Maná E chamoua casa de Israel o seu nome maná; e era como semente de coentro branco, e o seu sabor como bolos de mel. Êxodo 16:31 Quando Deus tirou seu povo da escravidão do Egito rumo à Terra Prometida, Ele os guiou pelo deserto onde não podiam plantar e colher, o que os levou a murmurarem contra o Senhor e contra Moisés. Por outro lado, Deus queria que os israelitas dependessem totalmente da provisão divina para seu sustento. O livro de Êxodo nos conta que Deus lhes enviou pão do céu. E isto aconteceu por um período de quarenta anos (Dt 8.2-3) (ler Êx 16.1-15)
  • 11.
    O último versículodiz que ao verem o maná, que era algo novo, jamais visto, os israelitas começaram a perguntar uns aos outros “O que é isto?”, do som desta pergunta feita no hebraico é que surgiu o nome “maná”, que significa “o que é isto?”. Contudo, além do significado literal da palavra, o maná tem uma mensagem simbólica na Bíblia, e é isto que queremos explorar neste estudo. A ARCA E O MANÁ
  • 12.
    Em Hebreus 9.4acerca da arca da aliança que continha em seu interior um vaso com o maná, além das tábuas da lei e da vara de Arão que floresceu. E o mesmo escritor afirma em sua epístola que a lei tem a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas (Hb 10.1). Na arca e nos elementos em seu interior não temos a imagem exata das coisas, mas a sombra (ou figura) de bens futuros. Se observarmos estes objetos segundo o ensino do Novo Testamento, temos que ir além da imagem exata (o que neles se vê literalmente) e compreender a sombra, ou seja, o que eles tipificam: os bens futuros, da Nova Aliança, nele figurados. Tipificar: tornar(-se) típico; caracterizar(-se). "há caracteres que tipificam gêneros"
  • 13.
    “Sim, ele tehumilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que nem tu nem teus pais conhecíeis; para te dar a entender que o homem não vive só de pão, mas de tudo o que sai da boca do Senhor disso vive o homem”. (Deuteronômio 8.3) “Mas Jesus lhe respondeu: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus”. (Mateus 4.4) Observe isto. Em Deuteronômio, vemos que as Escrituras dizem que o homem não vive de pão, mas de tudo o que sai da boca do Senhor. E segundo o texto, o que saía da boca do Senhor? O maná! Agora veja, Jesus usa estas mesmas palavras ao ser tentado pelo Diabo no deserto, E O INTERPRETA ao dizer: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda Palavra que sai da boca de Deus. Ele substitui a expressão “maná” por “Palavra de Deus”, que era o significado desta figura, que não tinha a imagem exata, mas era sombra de um bem vindouro.
  • 14.
    É o alimentoque vem do céu para o sustento do seu povo. E qual é a figura da arca da aliança? Ela representa a presença de Deus no meio dos homens. Quando a arca partia, dizia Moisés: Levanta-te, Senhor, e dissipados sejam os teus inimigos, e fujam diante de ti os que te odeiam. E quando ela pousava, dizia: Volta, ó Senhor, para os muitos milhares de Israel. (Nm 10.35-36). Quando a arca partia, Moisés dizia: “Levanta-te ó Deus…”, e quando ela pousava, dizia: “Volta, ó Senhor…”, porque a arca representava a presença de Deus que estava entre os querubins, como ele mesmo dissera a Moisés. Vemos também que em 1Samuel 4.21-22, quando os filisteus tomaram a arca, dizia-se em Israel: “Icabode – de Israel se foi a Glória!” Se a arca representava a presença de Deus no meio dos homens, então ela figura Jesus! No Novo Testamento, é Ele quem é chamado EMANUEL, que traduzido é “Deus conosco” (Mt 1.23). E dele escreveu João, o apóstolo do amor, dizendo: E o verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do pai. […] Ninguém jamais viu a Deus. O Deus unigênito, que está no seio do Pai, esse o deu a conhecer. (João 1.14, 18.) A arca, portanto, é a figura de Cristo, a presença de Deus o meio dos homens.
  • 15.
    Uma vez compreendidasestas figuras, entenderemos melhor o que Paulo disse aos Colossenses: No qual [Cristo] estão ESCONDIDOS todos os tesouros da sabedoria e da ciência. (Col 2.3). Veja bem: assim como o maná encontrava-se escondido dentro da arca, da mesma maneira, em Cristo, estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência! A arca figura Cristo e o maná a Palavra de Deus. E o maná encontrava-se ESCONDIDO dentro da arca, do mesmo modo que os tesouros da sabedoria e da ciência – os mistérios do Reino, a Palavra de Deus – estão escondidos em Cristo. É importante ressaltar a expressão “escondido”. O maná não estava apenas guardado na arca, mas escondido! A arca não tinha janela nem vitrine; era um baú coberto pela tampa do propiciatório sobre o qual estavam os querubins. O que se colocava dentro dela não era visto por ninguém. Jesus mesmo autêntico esta verdade ao dizer à igreja de Pérgamo “ao que vencer lhe darei do maná ESCONDIDO…”, sabe o que isto significa? Se alguém olhasse para a arca não veria o maná escondido, exceto se fizesse um exame mais cuidadoso, abrindo a arca para examinar seu conteúdo.
  • 16.
    Da mesma maneira,se você tiver um contato apenas superficial com Cristo jamais descobrirá os tesouros da sabedoria e da ciência! Jamais poderá conhecer os mistérios do Reino! Do mesmo modo como ao se examinar a arca de maneira superficial não se encontrava o maná, assim também, um contato distante com Cristo jamais lhe revelará os tesouros escondidos! E, infelizmente, esta é a realidade da maioria dos cristãos que, servindo a Jesus por anos e anos, jamais chegam a experimentar o maná escondido. Talvez pensem que isto é só para ser desfrutado no céu, por causa da promessa de Jesus à igreja de Pérgamo; mas o que de fato Jesus disse é que quando os vencedores chegassem lá, continuariam a desfrutar do maná escondido, pois é impossível chegar a desfrutar da totalidade destes tesouros em Cristo ainda nesta vida. Eles são inesgotáveis! Mas isto não quer dizer que não se encontrem à sua disposição desde já! Saia do seu comodismo e corra para possuir o que lhe pertence!
  • 17.
    Há mistérios noReino. Há verdades a serem compreendidas. Não são verdades novas, são antigas; elas são uma novidade para estes dias apenas porque estão sendo restauradas, restituídas por Deus já que a Igreja deixou-as de lado. Estes tesouros escondidos são os mesmos segredos de Deus pertencentes aos que o temem, que Davi menciona no Salmo 25.14. Cada vez que você pegar em sua Bíblia para ler, estudar e meditar, lembre-se que há tesouros escondidos que jamais se tornarão conhecidos com um mero exame superficial. Mas entenda que quando falo de buscar de maneira mais profunda os tesouros, não estou me referindo meramente a estudo e pesquisa (embora devamos praticar isto com a maior dedicação possível), falo de se receber do céu, pelo Espírito Santo, as verdades de Deus, ou seja, experimentar o conhecimento por revelação!
  • 18.
    Lentilha “Depois dele, Samá,filho de Agé, de Harar. Os filisteus reuniram-se em Leí, onde havia uma plantação de lentilha. O exército de Israel fugiu dos filisteus, mas Samá tomou posição no meio da plantação, defendeu-a e derrotou os filisteus. E o Senhor concedeu-lhe uma grande vitória.” 2 Samuel 23.11-12 Defenda o seu campo de lentilhas Existem coisas preciosas na nossa vida que precisamos defender. A Bíblia diz que Israel plantava, cultivava, cuidava do rebanho, e, de repente, vinham os filisteus e os afugentaram. Mas um homem se posicionou contra esse domínio para proteger um campo de lentilhas. Lentilha é algo muito barato e Samá, um dos valentes do rei Davi, se colocou no meio do terreno e o defendeu.
  • 20.
    Samá fez partede um seleto grupo de soldados do exército de Israel chamados de "Valentes de Davi"; esses eram os principais do exército, os homens de confiança do rei, sua guarda pessoal; homens que operaram proezas no campo de batalha. Mas, o que mais me chama a atenção é que a façanha de Samá, que ficou registrada na distinta lista dos "Valentes de Davi", é a de proteger "um pedaço de terra cheio de lentilhas" contra uma tropa de filisteus. Por que ele fez isso? A quem pertencia aquele pedaço de terra? A Bíblia não nos revela o porquê, nem quem era o dono da terra; porém, nos permite crer que talvez pertencesse ao rei Davi, isso explicaria o motivo de Samá defendê-la. O mais importante foi que Deus honrou sua atitude e esteve ao seu lado. Na maioria das vezes, nosso "campo de lentilha" não é valorizado pelos demais, ao contrário, é desprezado por ser apenas um "pedaço de terra", ou seja, sem muita importância, mas é nosso e é importante para nós. Observem que a passagem bíblica diz que "o povo fugira", em outras palavras, o exército fugiu ante os filisteus, não se preocupou com aquele 'insignificante' campo de lentilhas.
  • 22.
    Diante dos ataquesespirituais que enfrentamos diariamente precisamos tomar uma posição. A palavra diz que diante do ataque dos filisteus ´´ o exército de Israel fugiu dos filisteus. mas Samá tomou posição no meio da plantação `` Elias pede para o povo de Israel tomar uma posição diante da apostasia ´´ Até quando coxeareis entre dois pensamentos ?Se o Senhor é Deus, segui-o, e se Baal, segui-o. Porém o povo nada lhe respondeu``.(1 Reis 18:21) Josue quando vê o povo dividido ele chama-os a tomada de posição: ´´Se porém, não agrada a vocês servir ao Senhor, escolham hoje a quem irão servir, se aos deuses que os seus antepassados serviram além do Eufrates, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra vocês estão vivendo. Mas eu e a minha família serviremos ao Senhor``. Josué 24:15. Josué declara a sua posição
  • 23.
    O cristianismo étomado de posição.Não tem como seguir a Jesus sem se posicionar.Precisamos estar definidos. Então Jesus disse aos seus discípulos : Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. (Mt 16:24) Pedro e André são chamados por Cristo e tomam uma decisão: E disse-lhe: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. Então eles, deixando logo as redes seguiram-no.(Mt.4:19-20) Mateus escuta o chamado de Jesus e toma uma importante decisão: Saindo Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria, e disse-lhe: ´´Siga-me ``. Mateus levantou-se e o seguiu. (Mt 9-9) Samá ficou no centro (meio) da plantação:´´O centro é a melhor posição. Esteja sempre no centro da vontade de Deus``.
  • 24.
    Diante do ataque,além de tomar posição é necessário não desanimar. Não desista de lutar mesmo que aparentemente você esteja sozinho. Cristo não te abandonou! Se você olhar as circunstâncias você troca a oração pela murmuração. Exemplo: Ninguém me ajuda! Estou sozinho! Ninguém me ama. Elias em um momento de terrível perseguição de Jezabel foge para o deserto desiste de tudo e pede para si a morte . ´´Ele , porém, foi ao deserto, caminho de um dia, e foi sentar-se debaixo de um zimbro; e perdeu para si a morte, e disse: Já basta, ó Senhor; toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que meus pais ``. (1 Reis 19:4)
  • 25.
    Paulo se sentedesanimado e sozinho: ́ ́ ́ ́Porque Demas me desamparou, amando o presente século, e foi para Tessalônica, Crescente para Galácia, Tito para Dalmácia, Só Lucas está comigo ́ ́. (2 Tm 4:10-11) Porém, em Filipenses 4 Paulo escreve de dentro de uma prisão romana, para demonstrar uma verdadeira alegria que vai além do padrão lógico ou natural, mas uma alegria real em Cristo.Ele aprende que mesmo em meio ao cárcere devemos ter otimismo, alegria e confiança no Senhor. E quantos de nós perdemos tão facilmente a alegria e otimismo com coisas até pequenas? Nos abalamos com notícias que roubam a nossa paz e a nossa confiança em Deus, ao ponto de até mesmo desistirmos da caminhada. Muitos hoje vivem escravos da tristeza por não saberem se contentar e se alegrar naquilo que realmente enche a nossa vida de gozo e paz. É nessa direção que o apóstolo Paulo nos ajuda a olhar para que a nossa alegria seja assim como a dele que mesmo em meio ao pior momento da vida ainda assim, podemos e devemos nos alegrar. ´´Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho``. Filipenses 4-11
  • 26.
    Muitos crentes atélutam no começo. Oram mais, jejuam mas, confiam em Deus, Mas muitas vezes por causa da demora de alcançar vitória esses desistem de lutar. Não perseveram até o fim. O inimigo se torna o tempo. Perseverança é uma das principais características de um Cristão que deseja alcançar a eternidade com Deus.´´Mas aquele que perseverar até o fim, esse será salvo``. ( Mt 24:13 ) Jesus não desistiu de amar o homem e não fugiu da Cruz: ´´[...] tendo amado os seus que estavam no mundo, amou -os até o fim `` ( João 13:1) Precisamos perseverar na doutrina de Cristo: ´´Todo aquele que prevarica, e NÃO PERSEVERA na doutrina de Cristo, não tem a Deus. Quem PERSEVERA na doutrina de Cristo, esse tem tanto ao Pai como ao Filho``. 2 Jo 1:9
  • 27.
    Perseverar significa ´´permanecer firme no compromisso de ser fiel a palavra de Deus, apesar das tentações, da oposição e da adversidade Conclusão Se posicionar, não desanimar e perseverar até o fim, significa adorar a Deus em meio a todos os problemas, sem olhar para o lado. Observe o que aconteceu com Samá : ´´O Senhor concedeu-lhe uma grande vitória `` ( 2 Sm 23:12). Não será uma pequena vitória para aqueles que têm essas três atitudes. O Senhor tem a grande vitória de irmos morar no céu com Ele .A vitória de viver eternamente com Deus
  • 28.
    Trigo Deixem que cresçamjuntos até a colheita. Então direi aos encarregados da colheita: ``Juntem primeiro o joio e amarrem-no em feixes para ser queimado; depois juntem o trigo e guardem-no no meu celeiro' ". (Mt 13:30) No Evangelho Segundo Mateus a parábola tem dois momentos: A sua narrativa (versos 24-30) e a sua explicação (versos 36-43). Vamos primeiro fazer uma diferenciação entre trigo e o joio :
  • 30.
    “Joio (Lolium temulentum):Planta silvestre que se parece muito com o trigo, mas que pode ser diferenciada deste quando ambos dão o seu fruto. Pode crescer até um metro de altura, sua semente é venenosa e é considerada uma erva daninha”.
  • 31.
    “Trigo (Triticum spp.):gramínea(cultivadas para a alimentação) cultivada em todo o mundo. Mundialmente, é a segunda maior cultura de cereais, sendo a primeira o milho e a terceira o arroz. O grão de trigo é um alimento básico usado para fazer farinha e, com isso, o pão, na alimentação dos animais domésticos e como ingrediente na fabricação de cerveja”.
  • 32.
    “As duas espéciespossuem uma morfologia bastante parecida.” Assim, o que distingue uma da outra é a formação da espiga – no joio ela é bastante alongada. Diferenças entre o joio e o trigo: 1. Formação da espiga: no joio, as espigas são mais delgadas e ficam posicionadas de forma diagonal em relação ao caule da planta. 2. Coloração: quando chegam na fase madura, as espigas do trigo são castanhas. Já as do joio têm a cor preta. Entretanto, como pode-se notar as diferenças entre trigo e joio apenas são perceptíveis quando as plantas chegam em uma determinada fase de crescimento. Por isso, o joio é considerado uma praga, visto que cresce nos mesmos locais que o trigo e, assim, é uma competidora por nutrientes”.
  • 33.
    Personagens citados naparábola: O que semeia boa semente, o Senhor = o Filho do Homem (Jesus) O título “Filho do homem” é a auto designação mais utilizada por Jesus. Este é um título muito significativo que aponta tanto para sua plena humanidade quanto para sua plena divindade. Campo = mundo Boa semente = Filhos do Reino Joio = Filhos do maligno O inimigo que semeou = diabo A ceifa = fim do mundo Ceifeiros = os anjos ou os escolhidos
  • 34.
    O que encontramosnessa parábola? Essa é mais uma parábola explicada pelo próprio Senhor Jesus. Os seus discípulos não a entenderam. Pausa para reflexão: Temos entendido o que o Senhor Jesus tem nos falado? Jesus afirmou em Mateus 13:11 - Ao que respondeu: Porque a vós outros é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas àqueles não lhes é concedido. Temos alguns elementos semelhantes à parábola do semeador, que estudamos anteriormente: o semeador, a semente, a temática da agricultura, etc.. Porém, essa parábola não tem o mesmo significado. A parábola anterior trata de como as pessoas reagem à mensagem, sendo que o melhor exemplo é aquele que ouve e compreende a palavra e dá fruto.
  • 35.
    Essa parábola vaiapresentar como o mundo tem um caráter que possui natureza desigual e/ou apresenta diferença de estrutura, função, distribuição, mas também ressalta sua consumação futura, o Dia do Senhor. Essa parábola não fala da Igreja em si, mas do mundo (o campo), onde a Igreja está inserida e é peregrina. Assim como há plantações de alimentos úteis à sobrevivência humana, também há ervas indesejadas que crescem no meio dessas plantações. O mundo é assim. Porém o mundo (o campo) terá uma rigorosa limpeza, onde o que não é útil, aquilo que é danoso, será separado, e o fruto da boa semente será guardado no celeiro do Filho do Homem, mas a semente dos filhos do maligno será queimada. No mundo de ontem, de hoje e no futuro, até a vinda do Senhor Jesus, o mal é tão sorrateiro que se alastra praticamente imperceptível, com muita dificuldade de identificá-lo.
  • 36.
    Essa parábola apresentao destino destrutivo para os filhos do maligno. Eles são perfeitamente distinguíveis dos Filhos do Reino. Apresenta também o cuidado do Filho do Homem com os Filhos do Reino, que mesmo o seu Senhor sabendo que existe o mal plantado junto a eles, e não os arranca, saberá distingui-los e os separará para Si. E eles resplandecerão como o sol, ou seja, os fiéis entrarão na bem-aventurança eterna. Eles estarão para todo sempre ao lado do Senhor. Malaquias 3:17-18 – 17 Eles serão para mim particular tesouro, naquele dia que prepararei, diz o Senhor dos Exércitos; poupá-los-ei como um homem poupa a seu filho que o serve. 18 Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não o serve.
  • 37.
    Algumas lições daparábola A necessidade da paciência diante do joio A ordem para deixar que o joio cresça no meio trigo não é uma ordem para que o pecado seja tolerado pela Igreja. É necessário saber e entender que há uma ceifa, e que devemos estar dispostos a esperar pacientemente pela decisão do Filho do Homem no dia da ceifa. O joio está misturado no meio do trigo João 8.32 - e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Há uma tentativa sorrateira de se falsificar a mensagem do Evangelho, a ética e moral determinadas pela Palavra de Deus.
  • 38.
    Esses que propagamfalsos ensinos, falsos modos de vida, falsas maneiras de agir na sociedade se misturam no meio do verdadeiro povo de Deus. Eles se misturam e buscam entrelaçar suas raízes com o intuito de fazer com que os verdadeiros crentes tropecem em seus enganos. Esses se parecem com trigo, mas na realidade são ervas daninhas. Eles jamais poderão ser genuínos embaixadores do Reino, pois são agentes de satanás. Reflexão: O Senhor Jesus não autorizou nenhum de seus servos a arrancar o joio, pois isso poderia resultar em arrancar o trigo junto com ele. Quantas vezes nós não temos a paciência citada no item anterior e arrancamos o joio e com ele ferimos alguns dos nossos irmãos em Cristo?
  • 39.
    O joio serádefinitivamente separado do trigo O joio está com os dias contados. Somente Deus pode separar os falsos crentes dos verdadeiros. O falso crente está plantado sobre a mesma terra, recebe os mesmos nutrientes, o mesmo adubo e é regado pela mesma água, mas um carrega em si a vida, enquanto outro carrega em si a morte. Haverá um dia que toda impureza será arrancada, tudo o que afronta e transgride a Deus será removido. A verdadeira Igreja estará reunida em esplendor com Aquele que nos plantou. Esta separação somente ocorrerá no dia da ceifa, não antes disto
  • 40.
    Mostarda E contou-lhes outraparábola: "O Reino dos céus é como um grão de mostarda que um homem plantou em seu campo.Embora seja a menor dentre todas as sementes, quando cresce torna-se a maior das hortaliças e se transforma numa árvore, de modo que as aves do céu vêm fazer os seus ninhos em seus ramos’’.(Mt 13:31-32) A Parábola do Grão de Mostarda é uma parábola de Jesus registrada nos Evangelhos Sinóticos (Mateus 13:31,32; Marcos 4:30-32; Lucas 13:18,19). Esta parábola também é conhecida como Parábola da Semente de Mostarda.
  • 41.
    Contexto da Parábolado Grão de Mostarda No capítulo 13 do Evangelho de Mateus há uma série de sete parábolas sobre o Reino. São elas: O Semeador; O Joio e o Trigo; A Semente de Mostarda; O Fermento; O Tesouro Escondido; A Pérola de Grande Preço; e A Rede. As quatro primeiras parábolas foram pronunciadas por Jesus diante da multidão (Mateus 13:1,2,36). Já as três últimas parábolas foram acrescentadas particularmente aos discípulos. Isso aconteceu após Jesus ter se despedido da multidão (Mateus 13:36). Portanto, a Parábola do Grão de Mostarda foi contada à multidão
  • 42.
    Comparando os textosde Mateus, Marcos e Lucas notamos poucas diferenças. Em Mateus e Lucas o texto se refere a um homem plantando. Já em Marcos temos a descrição direta e específica do momento do plantio. Em Mateus a semente é plantada no campo. Em Marcos a semente é plantada na terra, e em Lucas a semente é plantada na horta. Lucas coloca ênfase no tamanho da planta já adulta, enquanto Mateus e Marcos enfatizam o contraste entre a pequena semente e o tamanho que a planta adulta atinge. Essas pequenas diferenças na narrativa em nada alteram o sentido da parábola. Isso significa que o ensino da Parábola do Grão de Mostarda permanece o mesmo nos três Evangelhos.
  • 43.
    Explicação da Parábolado Grão de Mostarda Antes de tudo é preciso saber que a Parábola do Grão de Mostarda e a Parábola do Fermento formam um par. Ao contar essas duas parábolas, Jesus estava falando a respeito do crescimento do reino dos céus. Enquanto a Parábola do Grão de Mostarda refere-se ao crescimento exterior do reino dos céus, a Parábola do Fermento refere-se ao crescimento exterior. Assim, para melhor entendimento, as duas parábolas não podem ser separadas. Na Parábola do Grão de Mostarda Jesus fala de um homem que semeia em sua lavoura. Obviamente ele semeia a semente de mostarda. Essa era uma situação comum e corriqueira naquela época. Dentre todas as sementes semeadas numa horta, a semente de mostarda era, geralmente, a menor de todas. Contudo, em seu estágio adulto, a pequena semente se tornava a maior das plantas da horta. Ela atingia o tamanho de uma árvore, com no mínimo três metros de altura e podendo alcançar até cinco metros.
  • 44.
    Essa planta setornava tão imponente que até mesmo as aves do céu se aninham em seus ramos. Principalmente no outono, quando os ramos estão mais consistentes, várias espécies de aves preferem a planta da mostarda para fazerem seus ninhos, pois, além de se protegerem das tempestades ou do calor do sol, elas encontram alimento nas pequenas sementes presentes nas vagens. Alguns expositores insistem em querer determinar o significado das “aves do céu” citadas na Parábola do Grão de Mostarda. Eles relacionam essa expressão com Mateus 13:19 e dizem que essas aves representam espíritos malignos que atrapalham a pregação do Evangelho. Mas essa interpretação está equivocada, pois não se harmoniza com o ensino principal transmitido por Jesus na parábola. Quem defende esse tipo de interpretação cai no erro básico de tentar atribuir significados específicos a todos os elementos de uma parábola. Esse tipo de coisa resulta numa alegorização que distorce o verdadeiro ensino de Jesus Cristo.
  • 45.
    O significado daParábola do Grão de Mostarda O que Jesus está ensinando na Parábola do Grão de Mostarda é uma clara comparação entre a pequena semente de mostarda e o reino dos céus. Olhando para o pequeno grão de mostarda parece que ele jamais atingirá tamanha robustez. Foi assim também com o reino dos céus na terra. Ainda que muitas vezes ele parecesse insignificante, principalmente em seu início, certamente ele haveria de produzir grandes resultados. É até possível classificar a Parábola do Grão de Mostarda como uma profecia. Essa parábola possui grande semelhança com algumas passagens do Antigo Testamento (cf. Daniel 4:12; Ezequiel 17:23). Na verdade, ao contar essa parábola, muito provavelmente Jesus tinha em mente uma profecia do profeta Ezequiel que traz uma parábola messiânica:
  • 46.
    Nos montes altosde Israel eu o plantarei; ele produzirá galhos e dará fruto e se tornará um cedro viçoso. Pássaros de todo tipo se aninharão nele; encontrarão abrigo à sombra de seus galhos. (Ez 17-23) O ensino principal desta parábola é descrever o começo humilde e pequeno do reino dos céus na terra, e mostrar que seu impacto grandioso estava garantido. Tão certo quanto o crescimento da pequena semente de mostarda ao ser plantada, assim também era certo o desenvolvimento do reino dos céus. Isso faz todo sentido quando analisamos o ministério de Jesus e o início da pregação do Evangelho por seus discípulos. A aplicação da Parábola do Grão de Mostarda na história da Igreja Comparado com a população do Império Romano da época ou apenas com o número de pessoas que viviam na palestina, aos olhos humanos o reino dos céus parecia insignificante. Os seguidores de Cristo eram um grupo de pessoas rudes; eram pescadores ou trabalhadores que ocupavam cargos sem expressão alguma.
  • 47.
    A maioria deseus discípulos era formada por galileus, pessoas sem muito prestígio. Esses seguidores acompanhavam um carpinteiro desprezado e rejeitado entre os homens (cf. Isaías 53:3). Diante dessas características, a Parábola do Grão de Mostarda foi uma maravilhosa profecia para trazer alento aos seus seguidores. É como se Jesus estivesse dizendo: “Calma! Fiquem tranquilos, tenham fé e perseverem. Aos olhos de vocês até pode parecer impossível que essa obra prospere; mas saibam que os planos de Deus não fracassaram, e o reino crescerá e se tornará notável”. Aquele pequeno grupo recebeu uma missão: pregar o Evangelho a toda criatura. Aquelas poucas pessoas obedeceram essa ordem e incendiaram o mundo com a Palavra de salvação. Quarenta anos depois da ascensão de Cristo ao céu, o Evangelho já havia alcançado desde os grandes centros do Império Romano até os lugares mais afastados.
  • 48.
    É Deus quemdá o crescimento ao grão de mostarda Ainda no primeiro século, a Igreja foi perseguida duramente pelo Império Romano. Muitos cristãos foram mortos naquele período. Aos olhos humanos aquele parecia ser o fim da Igreja. Quais seriam as chances de um pequeno grupo de pessoas que anunciavam a ressurreição de um carpinteiro que havia sido crucificado anos antes, frente ao exército mais poderoso do mundo naquela época? Ainda no primeiro século, a Igreja foi perseguida duramente pelo Império Romano. Muitos cristãos foram mortos naquele período. Aos olhos humanos aquele parecia ser o fim da Igreja. Quais seriam as chances de um pequeno grupo de pessoas que anunciavam a ressurreição de um carpinteiro que havia sido crucificado anos antes, frente ao exército mais poderoso do mundo naquela época?
  • 49.
    Ainda hoje essaplanta cresce e continuará a crescer. Isso permanecerá até que o último eleito seja selado; até que o último mártir tenha seu sangue derramado (Apocalipse 6:11; 7:3); até que Cristo venha novamente, de forma gloriosa, para a grande colheita. Lições da Parábola do Grão de Mostarda Pelo menos duas importantes lições podem ser destacadas na Parábola do Grão de Mostarda. Em primeiro lugar, a Parábola do Grão de Mostarda ensina que grandes resultados começam com pequenas iniciativas. Muitas vezes pensamos em não fazer algo na obra de Deus por acreditar que aquilo não terá grande importância. Nessas horas devemos nos lembrar de que as maiores árvores crescem a partir de pequenas sementes. Por exemplo: um simples evangelismo que hoje parece não ter tido resultado, pode ser que amanhã se revele como o veículo pelo qual Deus chamou um grande pregador do Evangelho.
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    Pelo menos duasimportantes lições podem ser destacadas na Parábola do Grão de Mostarda. Em primeiro lugar, a Parábola do Grão de Mostarda ensina que grandes resultados começam com pequenas iniciativas. Muitas vezes pensamos em não fazer algo na obra de Deus por acreditar que aquilo não terá grande importância. Nessas horas devemos nos lembrar de que as maiores árvores crescem a partir de pequenas sementes. Por exemplo: um simples evangelismo que hoje parece não ter tido resultado, pode ser que amanhã se revele como o veículo pelo qual Deus chamou um grande pregador do Evangelho.