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espiral
                                                  boletim da associação         FRATERNIT
                                                                                   TERNITAS
                                                                                FRATERNITAS MOVIMENTO

                                                             N.º 34 - Janeiro / Março de 2009



                                  SEGURANÇA
                   C AMINHANDO EM SEGURANÇA

   A
             vida continua com o ritmo que lhe quiser          cordará com saudade os tempos dos seminários! Muito
           mos imprimir. Sempre assim foi e há-de con          do que somos hoje a eles o devemos. «Recordar é
           tinuar a ser até se atingir a meta final. É im-     viver». Não poderíamos faltar num acontecimento des-
perioso que caminhemos em segurança.                           tes. Por isso antecipámos para esses dias o nosso en-
    Fez-se o encontro em Évora em Novembro do ano              contro previsto para a semana seguinte, pois a nossa
passado. A nossa associação deu-se a conhecer na               presença como Associação tem de marcar o seu lugar
paróquia de S. Brás, onde trabalhou o Cónego Filipe            como factor de reflexão e renovação. A secretária
de Figueiredo, e nós, fiéis ao lema que nos viu nascer         Urtélia Silva, já enviou a todos o «Espiral» de Dezem-
e crescer, vamos continuar os caminhos que ele tra-            bro com os papéis e informações mais importantes
çou. Temos de crescer por dentro e por fora, para cons-        para o Congresso. O que faltar será fornecido no pri-
truirmos um futuro risonho. A semente lançada à terra          meiro dia, juntamente com as pastas que serão distri-
terá de produzir frutos e só os produzirá se for bem           buídas. Começa na sexta feira pelas 9h00. Ao almo-
cuidada e tratada. Temos de ir por etapas. Vencidas as         ço de confraternização no último dia também seria
primeiras, partimos para outras.                               bom estarmos. O almoço está marcado para as
                                                               14h00. Sai dos nossos esquemas, mas é para confra-

   O        Cónego Dr. Senra Coelho fez-nos um desa
           fio muito concreto, que poderemos inserir num
livro a publicar, onde se relate a vida do P Filipe de
                                              .e
                                                               ternizar pela tarde fora. Vamos saborear todos os mo-
                                                               mentos e creio que nos fará muito bem.
                                                                   A seguir virá o retiro de 27 a 29 de Novembro
Figueiredo. A proposta consiste em cada um refletir e          próximo. O P Saldanha quer ajudar-nos e colaborar.
                                                                             .e
escrever com gosto e interesse como foi o nosso en-            Esteve em Coimbra na reunião da Direcção, deu-nos
contro ou reencontro com o P Filipe, os contactos
                                  .e                           sugestões, fez-nos perguntas muito concretas, quer fa-
iniciais, os apelos e a nossa resposta para este cami-         zer connosco um retiro e a Direcção concorda. Há
nhar com Deus, com a Igreja e a reconciliação com a            um padre jesuíta muito treinado nestes assuntos e com
sociedade de que estávamos um pouco marginaliza-               material moderno preparado. O P Saldanha acha
                                                                                                    .e
dos. Alguns têm isso mais ou menos bem organizado.             que ele só faz esses trabalhos em Braga ou no Rodí-
Lembro-me do Luís Gouveia, do Alípio Afonso e outros           zio, perto de Sintra. A distância é para nós um factor
mais.Temos a memória fresca do que aconteceu e tal-            importante, uma vez que estamos muito dispersos e
vez não seja muito difícil reconstituir os factos. Vamos       sugeri-lhe que teria de ser em Fátima tanto quanto
pôr mãos à obra e tentar recordar o que não se pode            possível ou, na pior das hipóteses, no Rodízio. Ficou
esquecer. Já noutos tempos nos tnham falado nisto,             de ver essa possibilidade. Depois daremos informa-
mas agora é mesmo para avançar de uma vez. Tinha               ções mais concretas no «Espiral» de Março. Devemos
pensado que o Vasco ou o João Simão poderiam re-               desde já reservar os dias de 27 a 29 de Novembro
colher o que fosse aparecendo, como presidentes que            para o nosso retiro.
me precederam e estão mais dentro de todos os me-
andros desta história, ou mesmo o Alípio Afonso, pe-
las suas características de historiador e iinvestigador,
mas também poderei ser eu, se quiserem. Depois se
                                                                  V   amos aproveitar estes momentos para crescer-
                                                                      mos em unidade e santidade, aproveitando bem
                                                               os passos que damos. A vida interior, a proclamação
verá como há-de ser melhor.                                    dos valores universais têm de vir ao de cima, e tentar-
                                                               mos a união mais perfeita com Deus em todos os

   A    outra, a mais próxima está quase aí, é o Con-
       gresso dos Antigos Alunos dos Seminários Por-
tugueses, de 24 a 26 de Abril, no Santuário de Fátima,
                                                               momentos da vida presente. A Direcção preocupa-se
                                                               em oferecer algumas oportunidades, mas está na mão
                                                               de cada um fazer a sua própria caminhada.
cujo tema é «Da memória à profecia». Quem não re-                                                            Sousa
                                                                                                  Serafim de Sousa
2                                                                                                              espiral




    Que tal um referendo na Igreja Católica
                   Sobre Celibato ou mulheres padres

    N      os países democráticos fala-se com alguma fre
           quência em referendos. Referendo para a
regionalização, referendo para o aborto, referendo para
                                                               Não basta o Santo Padre Bento XVI dizer à Igreja de
                                                            Portugal e a outras de diferentes paragens que é preciso
                                                            fazer mais e melhor. É preciso que seja o próprio Santo
Monarquia ou República e ainda outras temáticas mais        Padre, o teólogo certo para o tempo certo, a dar o exem-
ou menos conhecidas.                                        plo e a tentar ele próprio arrancar com ideias concretas
     Desde há uns tempos para cá que ando a pensar          e passos bem determinados e firmes.
também em propor ou pelo menos levantar a ideia de             Eu sei que noutros tempos estes problemas foram
um referendo na Igreja Católica sobre o celibato obri-      levantados em sínodos dos bispos. Sei também das vo-
gatório ou simplesmente facultativo para os sacerdotes      tações secretas que sobre o tema foram feitas e sei ain-
católicos. Para as outras igrejas cristãs não é preciso,    da da solução que para o caso foi encontrada pelo papa.
porque já acabou há muito. No caso das mulheres se          Só lamento é que desde então tudo permaneça na mes-
devem ou não ascender ao sacerdócio, mantém-se a            ma. Eu sei que a hierarquia da Igreja é piramidal, con-
pertinência.                                                cordo que haja respeito e obediência da parte das ba-
     Falando ocasionalmente com alguns amigos sobre         ses, mas também as bases precisam de ser mais ouvi-
o primeiro tema, alguns houve que torceram logo o na-       das, para que os que mandam saibam ordenar tudo,
riz, outros apadrinharam a ideia e outros ainda que não     ver tudo para mandarem bem.
valia a pena, pois a maior parte dos católicos votaria a       Sinto-me feliz nesta Igreja que sou, amo e sirvo da
favor do celibato obrigatório, sem dúvida alguma.           melhor forma que posso e sou capaz, mas francamente
     Eu não concordo com esta última opinião. Embora        gostava que ela fosse mais aberta às necessidades pre-
acredite que o celibato facultativo não resolveria o pro-   mentes do tempo em que vivo.
blema da falta de sacerdotes, pois inerentes a este facto                                                     motiv
                                                                                                                 tivo
                                                                                                    Por que motivo
há muitas outras questões que precisavam de ser resol-                                    ev
                                                                              não há-de evoluir a Igreja Católica,
vidas. Ao menos poderíamos tirar algumas conclusões                                                          tem
                                                                                                              empos
                                                                                    olhando os sinais dos tempos
importantes em ordem ao futuro da Igreja Católica na                  estando espera
                                                              e não estando à espera que as comunidades ca-
Europa e talvez até no mundo.                                           tólicas estejam cada vez mais alheadas
                                                                                 est            vez
     Eu mesmo tenho feito, em pequenos grupos e no                                           verdadeira
                                                                                              erdadeir
                                                                                         da verdadeira realidade?
meu trabalho habitual, esse mini-referendo e cheguei à                                   incrível
                                                                                 Parece incrível que não se mude
conclusão de que mais de 60 por cento dos meus inqui-                             naquilo que não é fundamental
ridos não se importavam nada que os sacerdotes que
conhecem e com os quais habitualmente trabalham, con-           Sobre o caso das mulheres ascenderem ao sacerdó-
vivem e desenvolvem a sua fé, fossem casados ou soltei-     cio, não encontro nada em parte alguma que as possa
ros. Confessam que não se sentiriam minimamente de-         impedir, nem na Bíblia, nem nos dogmas. Elas têm os
fraudados ou maltratados se eles tivessem mulher e fi-      mesmos direitos. Vão estando integradas em todas as
lhos. Seriam talvez até pequenas comunidades familia-       áreas de decisão. São sempre a maioria em todos os
res a trabalhar com outras nas mesmas condições. Tal-       serviços da Igreja: celebrações, associações, grupos de
vez fosse uma experiência interessante, socialmente be-     trabalho, dinâmicas de rua, leitores, ministros da comu-
néfica e mais dinâmica, pois toda a sociedade está          nhão. Só lhes falta o sacerdócio. São professoras nas
estruturada em pequenos grupos a dinamizar outros.          universidades, incluindo as católicas, regendo cadeiras
     Isto é apenas uma questão disciplinar. Sabemos da      de Sagrada Escritura, Ciências Religiosas e outras. Dão
história o que levou à obrigatoriedade do celibato, mas     inequívocos exemplos de dedicação e entrega a todas
os tempos mudaram, a sociedade evoluiu como tudo            as causas sociais. Seria uma forma de a Igreja ir à frente
na vida, por que motivo não há-de evoluir a Igreja Ca-      e admiti-las, quando essa fosse também uma das suas
tólica, olhando os sinais dos tempos e não estando à        opções. Têm direitos iguais aos homens e por que não
espera que as comunidades católicas estejam cada vez        nesta sociedade de crentes que se tem afirmado mascu-
mais alheadas da verdadeira realidade? Parece incrível      lina na sua hierarquia, mas que já era tempo de se abrir
que não se mude naquilo que não é fundamental, ten-         ao feminino também.
tando outras experiências, outras iniciativas, outras lu-       Sem mudanças não há vida, porque a vida, mesmo
fadas de ar fresco, incutindo sangue novo ou mesmo          inconscientemente, é dinâmica e sempre em busca de
fazendo umas boas transfusões neste Corpo Místico de        novos caminhos.
Cristo que é a Igreja de todos nós.                                                                         Sousa
                                                                                                 Serafim de Sousa
l
    espiral                                                                                                          3



CASAMENTO, OS PRÓS E OS CONTRAS
                                                              de querer casar e, para o substituir, vem um outro com
   O        que é impossível segundo a lei católica roma
           na do celibato, é realidade na paróquia de
Stammersdorf em Viena: Desde Setembro de 2002 é um
                                                              a família. O padre Mally terá sentido a enorme necessi-
                                                              dade de esclarecer toda a questão». Consciente do ridí-
sacerdote greco-católico casado, o padre Georg Papp,          culo de uma tal situação, o padre Mally pressionou o
que tem a seu cargo a pastoral da comunidade de               cardeal Schönborn a colocar o padre Papp exclusiva-
Stammersdorf. Na realidade, este padre, que não está          mente em Stammersdorf, e ele assumia também S. Cirilo
sujeito à lei do celibato obrigatório, esteve indicado para   e S. Metódio, com a ajuda de um padre aposentado.
a vizinha paróquia de S. Cirilo e S. Metódio, cujo pároco
teve de deixar o ministério por causa duma relação com            PADRE, MARIDO, PAI
                                                                   ADRE, MARIDO, PAI
uma mulher. Foi graças à diplomacia do padre Harald               Os paroquianos de Stammersdorf estão muito satis-
Mally, encarregado das duas paróquias, que se evitou o        feitos com o pároco casado. «O primeiro encontro com
escândalo total numa freguesia.                               a paróquia de Stammersdorf foi para mim singular», diz
      Verena Brandtner - tradução: joão simão                 com alegria o padre Papp, «senti-me compreendido».
                                                                  Com base no trabalho de seu pai, que foi padre em

   A      celebração eucarística na paróquia de
         Stammersdorf mal se diferencia das celebrações
nas outras aldeias em redor. À primeira vista nota-se,
                                                              várias comunidades rurais da Hungria oriental, ele co-
                                                              nhece muito bem o trabalho nas regiões rurais. A cir-
                                                              cunstância de o padre Papp ser também marido e pai
quando muito, um grande número de crianças. Mas uma           não perturba ninguém em Stammersdorf. A primeira pro-
observação mais atenta permite descobrir algo de inte-        va confirmativa passou-a ele muito bem pela maneira
ressante no sacerdote: ele usa uma aliança no dedo. O         como assistiu na doença e na morte uma mulher impor-
que não é permitido no mundo católico romano, acon-           tante para a comunidade. Nestas situações a família deve
tece publicamente no 21.º bairro de Viena. O cardeal          ficar em segundo plano, e ele entendeu isso.
Schönborn nomeou o padre Georg Papp, sacerdote                    Que a comunidade está primeiro, já ele aprendera
greco-católico casado, para a paróquia de                     com o seu pai. Tem consciência da sua dupla responsa-
Stammersdorf. Ao princípio o padre Georg Papp deve-           bilidade e conhece também a importância da esposa:
ria ir para a vizinha paróquia de S. Cirilo e S. Metódio,     «No casamento do padre também a esposa se deve sentir
para substituir o padre Marcus Piringer, forçado a aban-      vocacionada para a sua função de esposa do padre».
donar a paróquia por ter decidido casar.                      Os candidatos greco-católicos ao sacerdócio só podem
    Segundo as palavras do pároco Harald Mally, res-          casar antes da ordenação. Se um potencial candidato
ponsável pelas paróquias de Stammersdorf e de S. Cirilo       não quiser viver celibatário, tem de adiar a ordenação
e S. Metódio, «Piringer não se considerou vítima do sis-      até encontrar a esposa certa. O casamento dos padres
tema, apresentou a sua saída como uma decisão pes-            greco-católicos foi aprovado por Roma nos finais do
soal e as pessoas apreciaram a sua honestidade». Toda-        século XVI. «A vida em família sacerdotal tem assim uma
via, os paroquianos de S. Cirilo e S. Metódio preferiam       longa tradição», diz Papp, «Muitos dos filhos destas fa-
manter o seu “Piri”, como afectuosamente lhe chama-           mílias irão ser padres ou esposas de padres».
vam, com mulher e filhos. Mas o padre Piringer conhe-
cia as consequências do seu amor e, porque não queria             A FALTA DE PADRES POSSIBILITA ISSO
                                                                     FAL
                                                                      ALT      PADRES POSSIBILITA
viver em mentira, teve de se despedir da comunidade.              O cardeal Schönborn, que é também o ordinário
                                                              para a comunidade dos fiéis greco-católicos na Áustria,
    PROBLEMAS                                                 colocou ao todo cinco padres casados na arquidiocese
    Saindo, “Piri” deixou um vazio que tinha de ser pre-      de Viena. Dado que a diferença entre os dois ritos é
enchido. «Por escassez de pessoal não era nada fácil          apenas de natureza formal, basta uma autorização da
encontrar alguém», concluía o padre Harald Mally, já          Congregação para a Igreja Oriental para eles poderem
que das 660 paróquias da arquidiocese de Viena ape-           exercer uma actividade bi-ritual. Consequentemente, o
nas 480 têm pároco próprio, estando as restantes ane-         arcebispo de Viena tem, com a aquiescência de Roma,
xadas. Então o cardeal Schönborn decidiu nomear para          a possibilidade nomear sacerdotes greco-católicos para
a paróquia de S. Cirilo e S. Metódio o padre casado           comunidades católicas romanas.
Georg Papp. Para o jovem paroquiano Klaus Umschaden               O casamento oficial dos padres, que continua veda-
isso era «uma solução má. Então obrigam um padre a            do aos fiéis católicos romanos, é, assim, possível aos
deixar o ministério por causa da relação com uma mu-          fiéis do rito greco-católico também na Áustria. No en-
lher e o sucessor é um homem casado!». Por sua vez,           tanto, fica em suspenso se a colocação de padres casa-
Hermine Pelikan diz: «Temos muita dificuldade em en-          dos é no sentido da manutenção do celibato ou se pen-
tender porque é que “Piri” tem de ir embora pelo facto        sa criar a sensibilidade para tais situações».
4                                                                                                                            espiral




    O padre Filipe
        Fraternitas dev               Nasceu                foi
A nossa Fraternitas deve-lhe o que é. Nasceu dele e por ele foi alimentada com o carinho de pai amoroso até que
                     seguintes cartas,                               tantos quantos foi
 Deus o chamou. As seguintes cartas, endereçadas a alguns de nós, tantos quantos foi localizando, falam por si.
                                   oram set
                                  Foram sete: cinco em 1986 e duas em 2000.
                                                        Alípio M. Afonso
                                                        Alípio



     Primeira carta                               «Esta carta é o convite que lhe di-     e o meu amor esteja neles» (Jo 17,
                                              rijo com toda a amizade fraterna,           21-23 e 26).
    Évora, 13 de Maio de 1996:                para si e sua esposa, no caso de po-            E em P «Escrevo para os irmãos
                                                                                                     .S.:
    «A ideia surgiu em Fátima, aos pés        derem participar os dois. Faço-o com        cujas direcções consegui recolher,
de Nossa Senhora: promover um re-
                                              a oração sacerdotal de Jesus nos            sem intenção de excluir ninguém. Se
tiro espiritual, no Santuário de Fáti-
                                              ouvidos e no coração, que tem sido          conhecer alguém interessado entre-
ma, para sacerdotes casados e suas
                                              alimento destes dias no Evangelho           gue-lhe esta carta ou fotocópia.»
esposas.
                                              das Eucaristias: “Peço-te para que to-          Este retiro foi um êxito. Fizemos a
    Partilhei-a com o nosso irmão no
                                              dos eles vivam sempre unidos. Pai,          nossa confissão catársica. D. Serafim
Sacerdócio, Dr. José Borges de Oli-
                                              que eles estejam sempre tão unidos          orientou-o superiormente. Com as
veira e a sua esposa Bernardete, que,
                                              a nós como tu estás a Mim e eu a Ti.        palavras de sábio pastor recebemos
havia três anos participavam no reti-
                                              Desta maneira, o mundo há-de acre-          dele uma outra lição de mestre – a
ro anual da Associação dos Missio-
                                              ditar que Tu Me enviaste. Dei-lhes a        superior capacidade em ouvir-nos
nários de Cristo Sacerdote, também,
                                              mesma glória que Tu Me deste, para          sem qualquer lamento da sua parte.
em Fátima. Acolheram-na com ale-
                                              que vivam intimamente unidos entre          Saímos do retiro espiritualmente re-
gria, entusiasmo e esperança…
                                              si como Eu e Tu vivemos unidos, tam-        confortados e mais reconciliados
    Pusemos mãos à obra e tudo está
                                              bém. Eu vivo neles e Tu em Mim.             connosco e com os nossos irmãos
a postos. A casa está reservada, o
                                              Deste modo a sua união será perfei-         sacerdotes no activo. Por isso expri-
banquete está preparado e a mesa
                                              ta. E o mundo há-de saber que Tu            mimos em comum o desejo de repe-
pronta. Será orientador do retiro D.
                                              Me enviaste e que os amas como a            tir a experiência mais vezes. O Pe.
Serafim, bispo de Leiria/Fátima, que
                                              Mim. Eu dei-lhes a conhecer quem            Filipe, sem demoras, faz-se executan-
nos acolhe de 1 a 4 de Agosto.»
                                              és Tu e vou continuar a fazê-lo, para       te do nosso desejo, como atestam
    Agora são os convites:
                                              que eles se amem, como Tu Me amas           as cartas seguintes.

     segunda carta                            mas foi uma verdadeira explosão do          casados da vossa diocese ou da vos-
    Fátima, de 4 de Agosto de 1986:           sobrenatural. Vivemos um clima de           sa congregação religiosa e as vos-
    «Terminou hoje em Fátima o reti-          Cenáculo, com Maria, a Mãe de Je-           sas sugestões para que tudo corra
ro para 25 padres casados e suas              sus, constantes na oração, num só           pelo melhor. Pedimos, também, para
esposas (…). Depois de bater a vári-          coração e numa só alma.                     esta acção apostólica as vossas ora-
as portas de sacerdotes para orien-               O Espírito Santo veio e encheu o        ções e as orações da vossa grande
tarem o retiro de sacerdotes casados,         coração de todos. Sararam-se mui-           comunidade.
sem êxito, quis Nossa Senhora que             tas feridas profundas e ainda aber-            Vosso servo, muito dedicado e
o seu orientador fosse o Sr. D.               tas e tudo terminou com um impulso          grato, P Filipe Figueiredo.»
                                                                                                  .e
Serafim, bispo de Leiria/Fátima.              enorme de realizar a palavra de Je-
    O retiro foi acolhido de braços           sus: Ide por todo o mundo…                      terceira carta
abertos por quase todos os que tive-              Está marcado um segundo turno               Évora, de 15 de Agosto de 1986:
ram conhecimento da sua realização,           para os dias 31 de Outubro e 1 e 2              «Como podeis ver, nos vossos ca-
com verdadeira fome e sede de en-             de Novembro próximos, em Fátima,            lendários, os retiros podem fazer-se
contro mais demorado e profundo               na Casa de Nossa Senhora do                 sem perda de dias úteis, de trabalho
com Deus e a Igreja.                          Carmelo, do Santuário. Simultanea-          profissional.»
    Muitos não puderam vir por já             mente, realizar-se-á um retiro para               E justificativa, também, da sua
estarem comprometidos nestes dias.            jovens, filhos destes casais e de ou-       utilidade, com a passagem da Escri-
Vieram os que puderam e quiseram,             tros, no Centro Paulo VI.                   tura: «Se hoje ouvirdes a Voz de Deus
de alma aberta, franca e generosa.                Pedimos a V. Ex.ª Rev.ma, o me-         não fecheis os vossos corações» e
Foi Nossa Senhora que os trouxe.              lhor empenho activo para que parti-         com o aforismo «Não deixes para
    O que foi o retiro é difícil dizê-lo,     cipem o maior número de padres              amanhã o que podes fazer hoje.»


    e-mail: geral@fraternitas.pt * página oficial na Internet: www.fraternitas.pt * e-mail: direccao@fraternitas.pt * página oficial na Internet: w
l
                    espiral                                                                                                                        5




                 e a Fraternitas
                   Quarta CARTA                             o presidente da Comissão Episcopal              Quinta carta
                   (manuscrita, emitida de Évora,           para o Clero e Seminários, o bispo              (manuscrita e emitida de Évora,
                em 17 de Agosto de 1986:                    de Portalegre e Castelo Branco. Para        em 26 de Agosto de 1996, a tercei-
                   «Meus queridos irmãos e amigos           o segundo, o P Senra Coelho, de
                                                                             .e                         ra neste mês:
                Zélia e Alípio (nosso caso)! Venho          Evora, director espiritual dos Cursos           «Querido Irmão no Sacerdócio
                dar-vos conta da carta que escreve-         de Cristandade, professor do Institu-       Alípio e Esposa!
                mos aos bispos portugueses, núncio          to Superior de Teologia e responsá-             Tenho a alegria de enviar-vos a
                apostólico e provinciais das congre-        vel pela Voz da Renascença = Voz            lista com as direcções dos irmãos
                gações religiosas. (…) Precisamos           do Alentejo. Um padre novo, de 30           nossos que fizeram o primeiro retiro
                muito da vossa ajuda para o êxito           anos de idade, talentoso e homem            em Fátima, de 1 a 4 de Agosto.
                destes dois retiros, empenhando-vos         de oração.                                      Venho pedir-vos todo o empenho
                no recrutamento de pais e filhos.              Vosso amigo, dedicado e grato,           para a realização do segundo turno
                   Para orientar o primeiro, convidei       Pe. Filipe de Figueiredo.»                  de 31 de Outubro, 1 e 2 de Novem-
                                                                                                        bro próximo, e o primeiro para jo-
                   Sexta Carta                              na de Agosto, em Fátima, lembran-           vens (…).
                   (Évora, 22 de Maio de 2000):             do que foi um destes retiros que nas-           Para um e outro peço o vosso
                   «Meus Queridos amigos Alípio e           ceu a Fraternitas e põe à nossa dis-        empenhamento pela oração e pela
                Maria Zélia.                                posição a Casa de São José, em              acção, interessando outros casais, os
                   Venho alegrar-me convosco pela           Fátima, uma das casas abrigo por            vossos filhos e os vossos jovens.
                aprovação dos Estatutos da                  ele criadas para a terceira idade -             Nada impede que aqueles que
                Fraternitas pela Conferência Episco-        uma outra valência do P Filipe, por
                                                                                     .e                 fizeram o primeiro turno não possam
                pal Portuguesa. Foi a primeira no           que nos últimos tempos se batia com         inscrever-se no segundo, se o dese-
                Mundo. É um sinal dos tempos.               toda a sua energia. Faleceu à saída         jarem. Mas é importante que outros
                   No seu 80.º aniversário, Jubileu         dum encontro com o presidente do            possam partilhar da mesma alegria
                dos Sacerdotes, o papa referiu-se           município de Estarreja, visando a cri-      e graça.
                com carinho e solicitude aos padres         ação duma nova casa em Válega.                  Não foi por acaso que vós fostes
                dispensados do ministério.»                    Termina: «Tenho-vos muito pre-           os primeiros escolhidos! Tendes uma
                   Na mesma carta convida-nos               sentes no Altar e no coração. Vosso         missão a cumprir. Deus não fará aqui-
                para um retiro dos Missionários de          amigo, muito dedicado P Filipe de
                                                                                       .e               lo que nos compete a nós, tal como
                Cristo Sacerdote, na primeira sema-         Figueiredo»                                 encher as talhas de água em Caná
                                                                                                        ou remover a pedra do túmulo de
                   Sétima Carta                             filhos, em testemunho de unidade fa-        Lázaro.
                   Évora, 19 de Setembro de 2000:           miliar «Igreja doméstica».                      Com a maior estima e amizade,
                   «Meus queridos amigos e irmãos               Aproveito para partilhar convosco       Pe Filipe de Figueiredo.»
                no Sacerdócio!                              uma alegria que é, também, preocu-
                   (…) A aprovação dos Estatutos da         pação e missão: os Lares Familiares          para que não se perca, antes, pro-
                nossa Associação Fraternitas é mais         da Terceira Idade – Casas de Ora-            duza abundantes frutos em benefício
                um sinal da benevolência de Maria,          ção. Espalhá-los por todo o país,            da humanidade.
                Mãe de Jesus, Sumo e Eterno Sacer-          como bênção de Deus para aqueles                 E, ao mesmo tempo que vão pe-
                dote e Mãe nossa «in persona Cristi».       que sacrificaram a vida pelos outros,        dindo na obscuridade da sua fé e
                   É, também, para todos nós, mais          com tanto amor e carinho e, agora,           adoram o S.S. Sacramento, solene-
                um apelo à confiança no seu cari-           se vêm sós e, por vezes, marginali-          mente exposto, vão-se preparando
                nho maternal a entregar-nos de todo         zados, oferecendo-lhes um fim feliz,         para o contemplar face a face, esse
                o coração a vivermos segundo o nos-         a vida em família. Chegaram à recta          mesmo dono da Seara, ressuscitado
                so estado e os sacramentos que re-          final da vida, mas não terminaram a          e esplendente no Céu.
                cebemos da bondade e misericórdia           sua carreira. Talvez já não possam               Era necessário o empenhamento
                de Jesus, Filho de Deus vivo, em            produzir economicamente, mas têm             de mais gente, para que estes “Oá-
                quem acreditamos e a quem ama-              uma riqueza interior enorme e podem          sis”, de carácter social e espiritual,
                mos, acima de todas as coisas. No           usá-la para transformar o mundo,             se espalhassem o mais possível e
                vosso caso acresce o sacramento do          pedindo ao dono da Seara que man-            com urgência, para bem-estar dos
                Matrimónio, amor da esposa e dos            de trabalhadores para a sua Seara,                       (continua na página 6)


www.fraternitas.pt * e-mail: secretariado@fraternitas.pt * página oficial na Internet: www.fraternitas.pt * e-mail: tesoureiraria@fraternitas.pt
6                                                                                                                espiral



                                          atento à voz de Deus e ao sopro da         Muito amigo e muito dedicado Pe.
(continuação da página 5)
                                          Espírito para responder com genero-    Filipe de Figueiredo.»
nossos idosos e para o bem-estar de       sidade.                                      Os Mini-Lares eram-nos, assim,
todos os habitantes da Terra.                Estou com todos, abraço a todos     indirectamente sugeridos como um
    Não haverá aí ninguém que quei-       com amizade, pedindo para todos os     dos vastos campos de trabalho ma-
ra trabalhar neste empreendimento         casais presentes as melhores bên-      terial e espiritual. A Fraternitas não
maravilhoso, nas suas próprias ter-       çãos de Deus.                          foi por aí, de imediato, pelo menos.
ras? Não se trata de um lar qual-            Com a maior estima e amizade        O P Filipe terá compreendido o si-
                                                                                      .e
quer mas destes mini-lares – Casas        tenho-vos a todos presentes no Altar   lêncio da nossa resposta, não vol-
de Oração. Que cada um esteja             e no coração.                          tando a aflororar o tema.



                    Padre Filipe Figueiredo
                                              DADOS BIOGRÁFICOS
    (Em Jornal de S. Brás, Ano XIX, n.º 141, Maio de 1999; Espiral, n.º 13/14 - Outubro de 2003)

         - Nasceu em Beduído, concelho de Estarreja, em       mário, Escola Preparatória de Santa Clara, Escola
    24/08/29 e faleceu em Estarreja, em 28/11/2003.           Secundária Gabriel Pereira; Instituto Superior de Te-
         - Fez Humanidades nos seminários dos Carva-          ologia e, fora de Évora, na Escola Preparatória da
    lhos, 1937/38; Trancoso (Vila Nova de Gaia) 1937/         Portela de Sacavém, de 1877 a 1979.
    39; Aveiro (1939/42); e Filosofia e Teologia no Se-
    minário Maior de Évora 1943/49.                               PUBLICOU:
                                                                  PUBLICOU
         - Foi ordenado em 26/06/49, por D. Manuel                - Dedicados aos ciganos: «Primeiros Jogos Flo-
    Mendes da Conceição Santos, em Vendas Novas,              rais Luso/Espanhóis» (1971); «Almanaque Cigano»
    num barracão de cortiça e celebrou a Primeira Mis-        (1972); «Filhos da Estrada e do Vento» (1973)
    sa em 26/06/49, em Estarreja.                                 - Sobre temática religiosa: «A Igreja no Mundo
         - Foi, sucessivamente, professor e director do Se-   de Hoje»; «Os Santos Não Morrem: D. Manuel Men-
    minário Maior de Évora até 1990. Fundador, junta-         des da Conceição Santos» (1972).
    mente com um colega sacerdote, dos Cursos de Cris-            - «Os Filhos do Concelho de Estarreja» (17 títu-
    tandade nesta diocese. Director da Obra das Voca-         los ); «D. Manuel Mendes da Conceição Santos, fun-
    ções sacerdotais até 1963 e director diocesano da         dador das Servas da Santa Igreja» (1986); «A Univer-
    Pastoral dos Ciganos, desde 1960 e, seu director          sidade de Évora e as Alterações de 1963»; «Os Pa-
    nacional, desde 1970, para quem criou e dirigiu o         dres de Estarreja».
    jornal Caravana. Capelão da Casa Pia e do Lar
    Ramalho Barahona. Pároco de S. Brás (1984-99),               TRADUZIU:
                                                                 TRADUZIU
    onde fundou o Centro Social e Paroquial S. Brás.             - «Cristo na tua Vida»; «Nós, os Ciganos», de Juan
    Director diocesano do Apostolado da Oração, des-          Dios Herédia; «Vocação Sacerdotal», de Baldomero
    de 1972 e das Migrações Diocesanas, entre 1973 e          Jimenez; «Paróquia e Comunidade Evangelizadora»,
    1997. Fundador, em 1983, do jornal diocesano              de Miguel Andres.
    Eborense e, em 1997, do S. Braz. Criador da Fun-             Quando foi surpreendido pela morte, tinha em
    dação D. Manuel Mendes da Conceição Santos.               preparação, (desconheço se já terão sido publica-
    Cónego da Sé de Évora, desde 1989.                        dos), estoutros títulos: «D. Manuel Ferreira da Silva,
         - Visando adquirir habilitação académica para o      o Bispo Missionário»; «Padre Donaciano d’Abreu Frei-
    Ensino Oficial fez, em 1977, as cadeiras Ad Hoc e o       re, conferencista»; «Subsídios para a História de
    consequente estágio no grupo (8.º A), com 16 valo-        Estarreja».
    res. Posteriormente, aproveitando o tempo de con-
    valescença de grave doença, licenciou-se em Histó-           HOMENÁGENS
    ria, na Universidade Católica de Lisboa, com a clas-         Em 1988 foi homenageado com o Troféu «Jornal
    sificação de 15 valores e, em Ciências Literárias, na     de Estarreja» considerando-o a personalidade que
    Universidade Nova de Lisboa, com a classificação          mais se distinguiu no Campo das Letras, pela publi-
    de 16.                                                    cação da vida e obra literária do Padre Donaciano
         - Leccionou nas escolas públicas de Évora: Esco-     de Abreu Freire, em quatro volumes.
    la de Regentes Agrícolas, Escola do Magistério Pri-                                            ALÍPIO AFONSO
                                                                                                   ALÍPIO
l
    espiral                                                                                                7
                                                                SEMINÁRIOS: DA MEMÓRIA À PROFECIA
                                                                  1.º Congresso Nacional de Antigos Alunos
PRÓXIMO ENCONTRO                                               Ficha de Inscrição (até 10 de Abril)
em Fátima é CONGRESSO                                          Nome _________________________________________
                                                               Morada ________________________________________
   A direcção da Associação Fraternitas – Movimento,           Codigo Postal ______ - _______ _____________________
após analisar o programa do I Congresso de Antigos             Telefone ____________ E-mail ______________________
Alunos dos Seminários, alusivo ao tema «Seminários:            Seminário _______________________________________
da memória à profecia», e auscultados vários associa-          Sócio da Fraternitas: Sim________ Não __________
dos durante e após o Curso Teológico de Évora, deci-           Taxa de inscrição individual (assinalar com uma cruz)
diu integrar-se nesta iniciativa, promovida e organiza-            Normal: 10 euros       •
da pelo Santuário de Fátima. O propósito é reflectir               Estudante: 5 euros     •
sobre a influência exercida pela instituição na vida pes-          Almoço de confraternização (facultativo): 7euros •
soal e familiar, profissional e social daqueles que fo-        Modalidade de pagamento
ram seminaristas.                                                  Numerário                  •
   O habitual Encontro Nacional de Abril é, assim,                 Cheque ou vale postal      •
substituído pela participação no Congresso. Na ma-                 Transferência bancária através do NIB: 0033-0000-
nhã do dia 25 realiza-se a Assembleia Geral da                 50032983248-05 • (remeter comprovativo de paga-
Fraternitas (ver programa)                                     mento juntamente com a inscrição)

    24 DE ABRIL                               25 DE ABRIL
    9h00 – Acolhimento                        9h30 – Oração, D. Aug.º César.
                                                                                      ALOJAMENTO
                                                                                        Os membros da Associação
    10h30 – Sessão de Abertura                9h40 – Conferência: A vocação,
                                                                                    Fraternitas - Movimento ficarão
    11h30 – Conferência: Os Semi-         expressão única e íntima da ternura
                                                                                    hospedados no Seminário do Ver-
nários: passado, presente e futuro,       divina, por Mons. Luciano Guerra
                                                                                    bo Divino (junto à rotunda norte).
por João Duque.                               11h30 – No Seminário do Ver-   Ver
                                                                              er-
                                                                                        O alojamento começa com o
    14h30 – Painel I: O lugar dos Se-     bo Divino: Assembleia Geral da As-  As-
                                                                                    almoço do dia 24 de Abril e con-
minários na vida e missão da Igreja.                 Fraternitas
                                                      raternitas.
                                          sociação Fraternitas
                                                                                    clui com o pequeno-almoço do
Moderador: Armindo Carolino, com              14h30 – Painel IV: O Seminário
                                                                                    dia 26 de Abril. Paa este dia está
D. Manuel Clemente, bispo do Por-         e as opções de vida. Moderador:
                                                                                    programado um almoço de con-
to; P Vicente Nieto, reitor do Semi-
     .e                                   Ilídio Vasconcelos; apresentação
                                                                                    fraternização (facultativo), para o
nário Maior de Évora e P Carreira
                           .e             multimédia por António Gonçalves;
                                                                                    qual se contribuirá com sete euros
das Neves, professor catedrático.         a influência na definição de estilos
                                                                                    (pagar juntamente com a inscri-
    16h30 – Painel II: Memórias de        de vida, por Pedro Vieira; e partici-
                                                                                    ção).
uma experiência incontornável. Mo-        pação activa e co-responsável na
                                                                                        O período indicado corres-
derador: Manuel Gama, com apre-           Igreja, por P José Maia.
                                                       .e
                                                                                    ponde a duas diárias. O valor de
sentação do inquérito por João An-            16h30 – Painel V: O Seminário e
                                                                                    cada uma é: Casal: 65 euros; In-
tónio; comentário de antigo aluno         a formação de cidadãos. Modera-
                                                                                    dividual: 37 euros. Para quem
religioso: Fr. Bernardo Domingues e       dor Guilherme Pereira; apresentação
                                                                                    desejar, cada refeição custa 10
comentário de antigo aluno dioce-         multimédia por António Gonçalves;
                                                                                    euros.
sano: António Agostinho.                  aquisição de competências profissi-
                                                                                        O pagamento do alojamento
    18h30 – Eucaristia. Preside D. An-    onais, por Paulo Rocha; e presença
                                                                                    faz-se ao tesoureiro durante a es-
tónio Francisco, na capela da Morte       qualificada nas estruturas sociais, por
                                                                                    tadia.
de Jesus – ISST.                          Joaquim Geraldes Pinto.
                                                                                        As inscrições para o alojamen-
    21h30 – Rosário, com D. Serafim           18h30 – Eucaristia, D. Ant. Marto.
                                                                                    to (fazer quanto antes para reser-
Ferreira e Silva (Capelinha).                 21h30 – Sarau no anfiteatro do
                                                                                    var os quartos) decorrem até 10
                                          Centro Pastoral Paulo VI.
                                                                                    de Abril. E devem ser dirigidas à
    26 DE ABRIL
                                                                                    secretaria da Fraternitas:
    9h30 – Oração, D. João Alves
    09h40 – Conferência: Valores                                                        Urtélia Silva
                                           Enviar a Ficha de Inscrição para o
                                           Enviar                      para
                                                                                             Prof
                                                                                              rof.                Pinto
                                                                                        Rua Prof. Carlos Alberto Pinto
cristãos para uma sociedade de e                                para:
                                                    Congresso para:
com futuro, por A. Bagão Félix.                   Santuário de Fátima               de Abreu, 33 – 2.º Esq.
                                                       Nacional
                                           Congresso Nacional - Seminários:             3040-245 COIMBRA
    11h30 – Encerramento
                                                                prof
                                                                  ofecia
                                                da memória à profecia                   Ou      para     o     e-mail:
    12h30 – Eucaristia. Preside D. Jor-
ge Ortiga (ISST)                                      Apartado 31
                                                      Apartado 31                   secretariado@fraternitas.pt
                                                   2496-908 Fátima                      Ou para o telefone (até às
    14h00 – Almoço de confraterni-
                                                                                    21h00): 239001605
zação no Salão Paroquial de Fátima.
sOZINHO NÃO FUI CAPAZ                     pois de nós O trocarmos pelo que é passageiro, pelas ilu-
                           Quando eu era pequenino
                                                                  sões do mundo e do demónio, depois de nos esquecermos
                           Sonhei ser anjo de paz!...
                                                                  de tanto Amor que Ele teve e tem por nós, manifestado
                           Cresci, já não era menino!...
                                                                  tantíssimas vezes de forma tão clara e evidente. No calor do
                           «Agora já sou capaz»!...
                                                                  seu Amor, nós viramos-Lhe as costas, mas Ele continua a
                              À volta… sentia as guerras
                                                                  querer estar em nós e que nós estejamos Nele Obrigado
                                                                                                              Nele..
                              Devorar cada país!                  Jesus, ajuda-nos a amar-Te sempre!»
                              Na escola escrevi com giz:             JANEIRO
  Manuel Paiva - 2009




                              «Quem me ajuda contra as feras?!»      Dia 2 – Alberto de Oliveira Marinho (Elvas)
                           Ninguém respondeu na escola!...           Dia 3 – M.ª Lurdes V. D. Branco (Chaves)
          aiva




                           Gotas de sangue escorriam
         Paiv




                                                                     Dia 4 – Alípio Martins Afonso (Chaves)
                           Quentes, na minha sacola!...              Dia 5 – José Quintas da R. L. Machado (Cast.ª Paiva)
                              Sonhei ser anjo de paz                 Dia 6 – M.ª Humberta N. F. Santos (Évora)
                              P’ra salvar os que morriam!...         Dia 11 – José Alves Rodrigues (Ribeira Brava)
                              Sozinho… não fui capaz!...             Dia 14 – Domingos Costa Leite (Braga)
                                                                     Dia 20 – M.ª Natália R. F Pinto (Parada de Cunhos)
                                                                                                 .
                        PELO DOM DA VIDA                             Dia 25 – M.ª Assunção C. Bessa (Ribeira Brava)
                                                                     Dia 25 – Emídio Armando F. Fonseca (Duas Igrejas)
                                                                     Dia 26 – Manuel António Silva Ribeiro (Porto)
                        GRAÇAS TE DAMOS                              Dia 30 – M.ª Zulete Ponte Martins (Faro)
    O Secretariado, em nome da Direcção da Associação                Dia 31 – M.ª Manuela P Félix C. Frada (Porto)
                                                                                               .
Fraternitas Movimento, deseja a cada um dos sócios aniver-           FEVEREIRO
sariantes deste primeiro trimestre PARABÉNS e muitas                 Dia 1 – Graça M. O. Pacheco de Andrade (V. F. Xira)
BENÇÃOS divinas. E oferece-vos uma reflexão, selecciona-             Dia 3 – Bárbara S. R. Sousa (Cuba)
da do livro «E Eu Neles» (co-edição Difel e Multinova, 1999),        Dia 4 – Mário Augusto S. N. Ferreira (Vila do Conde)
de Fancisco M. P Sousa Monteiro, sócio número 1. Dele,
                  .                                                  Dia 5 – M.ª José V. M. Sousa Monteiro (Lisboa)
Pacheco de Andrade comentou: «São páginas escritas de                Dia 9 – Bráulio Veiga Martins (Loiros – Vidago)
uma fé profunda e u forte sentido de oração, através das             Dia 12 – Lino Martins Pinto (Ermesinde)
quais se vê quanta riqueza anda desperdiçada nesta Igreja,           Dia 14 – Jorge da Silva Ribeiro (Lisboa)
de Jesus Cristo que acolheu todos e nunca excluiu ninguém            Dia 15 – Luís Gonzaga M. Barbosa (Amarante)
que, de alma aberta, O procurasse...»:                               Dia 16 – António M. M. M. Henriques (Ch.ª Caparica)
    «Neste momento, temos de recordar o arrebatamento                Dia 16 – Augusto Lourenço Costa (Almeirim)
de S. Paulo perante estas mesmas questões – o AMOR DE                Dia 23 – Isabel M. M. M. Henriques (Ch.ª Caparica)
JESUS CRISTO e todas as contrariedades neste mundo:                  Dia 26 – M.ª Teresa C. S. T. Eufrásio (Ch.ª Caparica)
“Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, a                Dia 27 – M.ª Marina C. V. Sacadura (Aradas)
angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo, a espa-          Dia28 – João Evangelista J. Simão ( Azurva – Aveiro)
da? Segundo está escrito: Por sua causa estamos sujeitos à           Dia29 – M.ª Guilhermina T. Pereira Santos (Lisboa)
morte durante todo o dia, somos considerados como ove-               MARÇO
lhas destinadas ao matadouro. Mas em todas estas coisas              Dia 1 – Ana Vaz T. Baptista Silva (Vila do Conde )
nós somos mais do que vencedores, graças àquele que nos              Dia 2 – Margarida M. S. F. Osório Castro (Rio Tinto)
amou. Porque eu estou convencido de que nem a morte                  Dia 4 – M.ª Celeste P Sampaio (Margaride)
                                                                                           .
nem a vida, nem os anjos nem os poderes celestes, em o               Dia 5 – M.ª Luz G. G. C. Tavares Cardoso (Lisboa)
presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem a altu-            Dia 6 – M.ª Zélia S. M. Afonso (Chaves)
ra nem a profundeza, nem qualquer outra criatura poderá              Dia 6 – António José L. Regadas (Ranhados – Viseu )
separar-nos do amor de Deus que está em Cristo Jesus nos-            Dia 9 – Clara de Jesus M. Marinho (Elvas)
so Senhor” (Rom 8, 35-38).                                           Dia 9 – Urtélia O. L. Silva (Coimbra)
    “Se é a mim que procurais, então, deixai que estes se            Dia 10 – Eduarda G. O. Cunha (Abreveses – Viseu)
retirem. Isto aconteceu a fim de que se cumprissem as pala-          Dia 14 – João Gonçalves M. Batista (Chaves)
vras que Ele tinha dito: Eu não perdi nenhum dos que me              Dia 16 – Belmira O. C. da Silva (Carcavelos)
deste” (Jo 18, 8-9).                                                 Dia 16 – M.ª Aldora S. F. S. Torres (Gueifães – Maia)
    Não é sem razão que S. João se refere a si próprio como          Dia 16 – Domingos G. Curral (Mesão Frio)
o discípulo “que Jesus amava” (13, 23). S. João regista to-          Dia 17 – Cristóvão M. P Neves (S. Pedro da Cova)
                                                                                              .
dos os pormenores da ternura de Jesus por nós. Já depois             Dia 18 – Margarida Isabel R. Costa (S. Pedro da Cova)
de se entregar por nós, Jesus tem o cuidado de velar pela            Dia 19 – José da Silva Pinto (Régua)
fraqueza dos discípulos, assegurando que eles não são pre-           Dia 24 – Zélia G. C. S. Cristo Martins (Men Martins)
sos também.                                                          Dia 25 – António A. Sampaio Marinho (Chaves)
    Não sentimos nós tantas vezes esta ternura no auge da
                                         ternura:                    Dia 25 – Serafim Rodrigues (Outeiro de Lobos)
nossa fraqueza Ele perdoa-nos, consola-nos, ajuda-nos,               Dia 28 – José Serafim Alves de Sousa (Lisboa)
encoraja-nos, continua a chamar-nos amigos, mesmo de-                Dia 31 – António Limas (Buenos Aires – Argentina)


                                         Boletim da Associação          Responsável: Fernando Félix
                         espiral         Fraternitas Movimento          Praceta dos Malmequeres, 4 - 3.º Esq.
                          N.º 34 - Janeiro / Março de 2009              Massamá / 2745-816 Queluz
                                 www.fraternitas.pt                     e-mail: fernfelix@gmail.com

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  • 1. espiral boletim da associação FRATERNIT TERNITAS FRATERNITAS MOVIMENTO N.º 34 - Janeiro / Março de 2009 SEGURANÇA C AMINHANDO EM SEGURANÇA A vida continua com o ritmo que lhe quiser cordará com saudade os tempos dos seminários! Muito mos imprimir. Sempre assim foi e há-de con do que somos hoje a eles o devemos. «Recordar é tinuar a ser até se atingir a meta final. É im- viver». Não poderíamos faltar num acontecimento des- perioso que caminhemos em segurança. tes. Por isso antecipámos para esses dias o nosso en- Fez-se o encontro em Évora em Novembro do ano contro previsto para a semana seguinte, pois a nossa passado. A nossa associação deu-se a conhecer na presença como Associação tem de marcar o seu lugar paróquia de S. Brás, onde trabalhou o Cónego Filipe como factor de reflexão e renovação. A secretária de Figueiredo, e nós, fiéis ao lema que nos viu nascer Urtélia Silva, já enviou a todos o «Espiral» de Dezem- e crescer, vamos continuar os caminhos que ele tra- bro com os papéis e informações mais importantes çou. Temos de crescer por dentro e por fora, para cons- para o Congresso. O que faltar será fornecido no pri- truirmos um futuro risonho. A semente lançada à terra meiro dia, juntamente com as pastas que serão distri- terá de produzir frutos e só os produzirá se for bem buídas. Começa na sexta feira pelas 9h00. Ao almo- cuidada e tratada. Temos de ir por etapas. Vencidas as ço de confraternização no último dia também seria primeiras, partimos para outras. bom estarmos. O almoço está marcado para as 14h00. Sai dos nossos esquemas, mas é para confra- O Cónego Dr. Senra Coelho fez-nos um desa fio muito concreto, que poderemos inserir num livro a publicar, onde se relate a vida do P Filipe de .e ternizar pela tarde fora. Vamos saborear todos os mo- mentos e creio que nos fará muito bem. A seguir virá o retiro de 27 a 29 de Novembro Figueiredo. A proposta consiste em cada um refletir e próximo. O P Saldanha quer ajudar-nos e colaborar. .e escrever com gosto e interesse como foi o nosso en- Esteve em Coimbra na reunião da Direcção, deu-nos contro ou reencontro com o P Filipe, os contactos .e sugestões, fez-nos perguntas muito concretas, quer fa- iniciais, os apelos e a nossa resposta para este cami- zer connosco um retiro e a Direcção concorda. Há nhar com Deus, com a Igreja e a reconciliação com a um padre jesuíta muito treinado nestes assuntos e com sociedade de que estávamos um pouco marginaliza- material moderno preparado. O P Saldanha acha .e dos. Alguns têm isso mais ou menos bem organizado. que ele só faz esses trabalhos em Braga ou no Rodí- Lembro-me do Luís Gouveia, do Alípio Afonso e outros zio, perto de Sintra. A distância é para nós um factor mais.Temos a memória fresca do que aconteceu e tal- importante, uma vez que estamos muito dispersos e vez não seja muito difícil reconstituir os factos. Vamos sugeri-lhe que teria de ser em Fátima tanto quanto pôr mãos à obra e tentar recordar o que não se pode possível ou, na pior das hipóteses, no Rodízio. Ficou esquecer. Já noutos tempos nos tnham falado nisto, de ver essa possibilidade. Depois daremos informa- mas agora é mesmo para avançar de uma vez. Tinha ções mais concretas no «Espiral» de Março. Devemos pensado que o Vasco ou o João Simão poderiam re- desde já reservar os dias de 27 a 29 de Novembro colher o que fosse aparecendo, como presidentes que para o nosso retiro. me precederam e estão mais dentro de todos os me- andros desta história, ou mesmo o Alípio Afonso, pe- las suas características de historiador e iinvestigador, mas também poderei ser eu, se quiserem. Depois se V amos aproveitar estes momentos para crescer- mos em unidade e santidade, aproveitando bem os passos que damos. A vida interior, a proclamação verá como há-de ser melhor. dos valores universais têm de vir ao de cima, e tentar- mos a união mais perfeita com Deus em todos os A outra, a mais próxima está quase aí, é o Con- gresso dos Antigos Alunos dos Seminários Por- tugueses, de 24 a 26 de Abril, no Santuário de Fátima, momentos da vida presente. A Direcção preocupa-se em oferecer algumas oportunidades, mas está na mão de cada um fazer a sua própria caminhada. cujo tema é «Da memória à profecia». Quem não re- Sousa Serafim de Sousa
  • 2. 2 espiral Que tal um referendo na Igreja Católica Sobre Celibato ou mulheres padres N os países democráticos fala-se com alguma fre quência em referendos. Referendo para a regionalização, referendo para o aborto, referendo para Não basta o Santo Padre Bento XVI dizer à Igreja de Portugal e a outras de diferentes paragens que é preciso fazer mais e melhor. É preciso que seja o próprio Santo Monarquia ou República e ainda outras temáticas mais Padre, o teólogo certo para o tempo certo, a dar o exem- ou menos conhecidas. plo e a tentar ele próprio arrancar com ideias concretas Desde há uns tempos para cá que ando a pensar e passos bem determinados e firmes. também em propor ou pelo menos levantar a ideia de Eu sei que noutros tempos estes problemas foram um referendo na Igreja Católica sobre o celibato obri- levantados em sínodos dos bispos. Sei também das vo- gatório ou simplesmente facultativo para os sacerdotes tações secretas que sobre o tema foram feitas e sei ain- católicos. Para as outras igrejas cristãs não é preciso, da da solução que para o caso foi encontrada pelo papa. porque já acabou há muito. No caso das mulheres se Só lamento é que desde então tudo permaneça na mes- devem ou não ascender ao sacerdócio, mantém-se a ma. Eu sei que a hierarquia da Igreja é piramidal, con- pertinência. cordo que haja respeito e obediência da parte das ba- Falando ocasionalmente com alguns amigos sobre ses, mas também as bases precisam de ser mais ouvi- o primeiro tema, alguns houve que torceram logo o na- das, para que os que mandam saibam ordenar tudo, riz, outros apadrinharam a ideia e outros ainda que não ver tudo para mandarem bem. valia a pena, pois a maior parte dos católicos votaria a Sinto-me feliz nesta Igreja que sou, amo e sirvo da favor do celibato obrigatório, sem dúvida alguma. melhor forma que posso e sou capaz, mas francamente Eu não concordo com esta última opinião. Embora gostava que ela fosse mais aberta às necessidades pre- acredite que o celibato facultativo não resolveria o pro- mentes do tempo em que vivo. blema da falta de sacerdotes, pois inerentes a este facto motiv tivo Por que motivo há muitas outras questões que precisavam de ser resol- ev não há-de evoluir a Igreja Católica, vidas. Ao menos poderíamos tirar algumas conclusões tem empos olhando os sinais dos tempos importantes em ordem ao futuro da Igreja Católica na estando espera e não estando à espera que as comunidades ca- Europa e talvez até no mundo. tólicas estejam cada vez mais alheadas est vez Eu mesmo tenho feito, em pequenos grupos e no verdadeira erdadeir da verdadeira realidade? meu trabalho habitual, esse mini-referendo e cheguei à incrível Parece incrível que não se mude conclusão de que mais de 60 por cento dos meus inqui- naquilo que não é fundamental ridos não se importavam nada que os sacerdotes que conhecem e com os quais habitualmente trabalham, con- Sobre o caso das mulheres ascenderem ao sacerdó- vivem e desenvolvem a sua fé, fossem casados ou soltei- cio, não encontro nada em parte alguma que as possa ros. Confessam que não se sentiriam minimamente de- impedir, nem na Bíblia, nem nos dogmas. Elas têm os fraudados ou maltratados se eles tivessem mulher e fi- mesmos direitos. Vão estando integradas em todas as lhos. Seriam talvez até pequenas comunidades familia- áreas de decisão. São sempre a maioria em todos os res a trabalhar com outras nas mesmas condições. Tal- serviços da Igreja: celebrações, associações, grupos de vez fosse uma experiência interessante, socialmente be- trabalho, dinâmicas de rua, leitores, ministros da comu- néfica e mais dinâmica, pois toda a sociedade está nhão. Só lhes falta o sacerdócio. São professoras nas estruturada em pequenos grupos a dinamizar outros. universidades, incluindo as católicas, regendo cadeiras Isto é apenas uma questão disciplinar. Sabemos da de Sagrada Escritura, Ciências Religiosas e outras. Dão história o que levou à obrigatoriedade do celibato, mas inequívocos exemplos de dedicação e entrega a todas os tempos mudaram, a sociedade evoluiu como tudo as causas sociais. Seria uma forma de a Igreja ir à frente na vida, por que motivo não há-de evoluir a Igreja Ca- e admiti-las, quando essa fosse também uma das suas tólica, olhando os sinais dos tempos e não estando à opções. Têm direitos iguais aos homens e por que não espera que as comunidades católicas estejam cada vez nesta sociedade de crentes que se tem afirmado mascu- mais alheadas da verdadeira realidade? Parece incrível lina na sua hierarquia, mas que já era tempo de se abrir que não se mude naquilo que não é fundamental, ten- ao feminino também. tando outras experiências, outras iniciativas, outras lu- Sem mudanças não há vida, porque a vida, mesmo fadas de ar fresco, incutindo sangue novo ou mesmo inconscientemente, é dinâmica e sempre em busca de fazendo umas boas transfusões neste Corpo Místico de novos caminhos. Cristo que é a Igreja de todos nós. Sousa Serafim de Sousa
  • 3. l espiral 3 CASAMENTO, OS PRÓS E OS CONTRAS de querer casar e, para o substituir, vem um outro com O que é impossível segundo a lei católica roma na do celibato, é realidade na paróquia de Stammersdorf em Viena: Desde Setembro de 2002 é um a família. O padre Mally terá sentido a enorme necessi- dade de esclarecer toda a questão». Consciente do ridí- sacerdote greco-católico casado, o padre Georg Papp, culo de uma tal situação, o padre Mally pressionou o que tem a seu cargo a pastoral da comunidade de cardeal Schönborn a colocar o padre Papp exclusiva- Stammersdorf. Na realidade, este padre, que não está mente em Stammersdorf, e ele assumia também S. Cirilo sujeito à lei do celibato obrigatório, esteve indicado para e S. Metódio, com a ajuda de um padre aposentado. a vizinha paróquia de S. Cirilo e S. Metódio, cujo pároco teve de deixar o ministério por causa duma relação com PADRE, MARIDO, PAI ADRE, MARIDO, PAI uma mulher. Foi graças à diplomacia do padre Harald Os paroquianos de Stammersdorf estão muito satis- Mally, encarregado das duas paróquias, que se evitou o feitos com o pároco casado. «O primeiro encontro com escândalo total numa freguesia. a paróquia de Stammersdorf foi para mim singular», diz Verena Brandtner - tradução: joão simão com alegria o padre Papp, «senti-me compreendido». Com base no trabalho de seu pai, que foi padre em A celebração eucarística na paróquia de Stammersdorf mal se diferencia das celebrações nas outras aldeias em redor. À primeira vista nota-se, várias comunidades rurais da Hungria oriental, ele co- nhece muito bem o trabalho nas regiões rurais. A cir- cunstância de o padre Papp ser também marido e pai quando muito, um grande número de crianças. Mas uma não perturba ninguém em Stammersdorf. A primeira pro- observação mais atenta permite descobrir algo de inte- va confirmativa passou-a ele muito bem pela maneira ressante no sacerdote: ele usa uma aliança no dedo. O como assistiu na doença e na morte uma mulher impor- que não é permitido no mundo católico romano, acon- tante para a comunidade. Nestas situações a família deve tece publicamente no 21.º bairro de Viena. O cardeal ficar em segundo plano, e ele entendeu isso. Schönborn nomeou o padre Georg Papp, sacerdote Que a comunidade está primeiro, já ele aprendera greco-católico casado, para a paróquia de com o seu pai. Tem consciência da sua dupla responsa- Stammersdorf. Ao princípio o padre Georg Papp deve- bilidade e conhece também a importância da esposa: ria ir para a vizinha paróquia de S. Cirilo e S. Metódio, «No casamento do padre também a esposa se deve sentir para substituir o padre Marcus Piringer, forçado a aban- vocacionada para a sua função de esposa do padre». donar a paróquia por ter decidido casar. Os candidatos greco-católicos ao sacerdócio só podem Segundo as palavras do pároco Harald Mally, res- casar antes da ordenação. Se um potencial candidato ponsável pelas paróquias de Stammersdorf e de S. Cirilo não quiser viver celibatário, tem de adiar a ordenação e S. Metódio, «Piringer não se considerou vítima do sis- até encontrar a esposa certa. O casamento dos padres tema, apresentou a sua saída como uma decisão pes- greco-católicos foi aprovado por Roma nos finais do soal e as pessoas apreciaram a sua honestidade». Toda- século XVI. «A vida em família sacerdotal tem assim uma via, os paroquianos de S. Cirilo e S. Metódio preferiam longa tradição», diz Papp, «Muitos dos filhos destas fa- manter o seu “Piri”, como afectuosamente lhe chama- mílias irão ser padres ou esposas de padres». vam, com mulher e filhos. Mas o padre Piringer conhe- cia as consequências do seu amor e, porque não queria A FALTA DE PADRES POSSIBILITA ISSO FAL ALT PADRES POSSIBILITA viver em mentira, teve de se despedir da comunidade. O cardeal Schönborn, que é também o ordinário para a comunidade dos fiéis greco-católicos na Áustria, PROBLEMAS colocou ao todo cinco padres casados na arquidiocese Saindo, “Piri” deixou um vazio que tinha de ser pre- de Viena. Dado que a diferença entre os dois ritos é enchido. «Por escassez de pessoal não era nada fácil apenas de natureza formal, basta uma autorização da encontrar alguém», concluía o padre Harald Mally, já Congregação para a Igreja Oriental para eles poderem que das 660 paróquias da arquidiocese de Viena ape- exercer uma actividade bi-ritual. Consequentemente, o nas 480 têm pároco próprio, estando as restantes ane- arcebispo de Viena tem, com a aquiescência de Roma, xadas. Então o cardeal Schönborn decidiu nomear para a possibilidade nomear sacerdotes greco-católicos para a paróquia de S. Cirilo e S. Metódio o padre casado comunidades católicas romanas. Georg Papp. Para o jovem paroquiano Klaus Umschaden O casamento oficial dos padres, que continua veda- isso era «uma solução má. Então obrigam um padre a do aos fiéis católicos romanos, é, assim, possível aos deixar o ministério por causa da relação com uma mu- fiéis do rito greco-católico também na Áustria. No en- lher e o sucessor é um homem casado!». Por sua vez, tanto, fica em suspenso se a colocação de padres casa- Hermine Pelikan diz: «Temos muita dificuldade em en- dos é no sentido da manutenção do celibato ou se pen- tender porque é que “Piri” tem de ir embora pelo facto sa criar a sensibilidade para tais situações».
  • 4. 4 espiral O padre Filipe Fraternitas dev Nasceu foi A nossa Fraternitas deve-lhe o que é. Nasceu dele e por ele foi alimentada com o carinho de pai amoroso até que seguintes cartas, tantos quantos foi Deus o chamou. As seguintes cartas, endereçadas a alguns de nós, tantos quantos foi localizando, falam por si. oram set Foram sete: cinco em 1986 e duas em 2000. Alípio M. Afonso Alípio Primeira carta «Esta carta é o convite que lhe di- e o meu amor esteja neles» (Jo 17, rijo com toda a amizade fraterna, 21-23 e 26). Évora, 13 de Maio de 1996: para si e sua esposa, no caso de po- E em P «Escrevo para os irmãos .S.: «A ideia surgiu em Fátima, aos pés derem participar os dois. Faço-o com cujas direcções consegui recolher, de Nossa Senhora: promover um re- a oração sacerdotal de Jesus nos sem intenção de excluir ninguém. Se tiro espiritual, no Santuário de Fáti- ouvidos e no coração, que tem sido conhecer alguém interessado entre- ma, para sacerdotes casados e suas alimento destes dias no Evangelho gue-lhe esta carta ou fotocópia.» esposas. das Eucaristias: “Peço-te para que to- Este retiro foi um êxito. Fizemos a Partilhei-a com o nosso irmão no dos eles vivam sempre unidos. Pai, nossa confissão catársica. D. Serafim Sacerdócio, Dr. José Borges de Oli- que eles estejam sempre tão unidos orientou-o superiormente. Com as veira e a sua esposa Bernardete, que, a nós como tu estás a Mim e eu a Ti. palavras de sábio pastor recebemos havia três anos participavam no reti- Desta maneira, o mundo há-de acre- dele uma outra lição de mestre – a ro anual da Associação dos Missio- ditar que Tu Me enviaste. Dei-lhes a superior capacidade em ouvir-nos nários de Cristo Sacerdote, também, mesma glória que Tu Me deste, para sem qualquer lamento da sua parte. em Fátima. Acolheram-na com ale- que vivam intimamente unidos entre Saímos do retiro espiritualmente re- gria, entusiasmo e esperança… si como Eu e Tu vivemos unidos, tam- confortados e mais reconciliados Pusemos mãos à obra e tudo está bém. Eu vivo neles e Tu em Mim. connosco e com os nossos irmãos a postos. A casa está reservada, o Deste modo a sua união será perfei- sacerdotes no activo. Por isso expri- banquete está preparado e a mesa ta. E o mundo há-de saber que Tu mimos em comum o desejo de repe- pronta. Será orientador do retiro D. Me enviaste e que os amas como a tir a experiência mais vezes. O Pe. Serafim, bispo de Leiria/Fátima, que Mim. Eu dei-lhes a conhecer quem Filipe, sem demoras, faz-se executan- nos acolhe de 1 a 4 de Agosto.» és Tu e vou continuar a fazê-lo, para te do nosso desejo, como atestam Agora são os convites: que eles se amem, como Tu Me amas as cartas seguintes. segunda carta mas foi uma verdadeira explosão do casados da vossa diocese ou da vos- Fátima, de 4 de Agosto de 1986: sobrenatural. Vivemos um clima de sa congregação religiosa e as vos- «Terminou hoje em Fátima o reti- Cenáculo, com Maria, a Mãe de Je- sas sugestões para que tudo corra ro para 25 padres casados e suas sus, constantes na oração, num só pelo melhor. Pedimos, também, para esposas (…). Depois de bater a vári- coração e numa só alma. esta acção apostólica as vossas ora- as portas de sacerdotes para orien- O Espírito Santo veio e encheu o ções e as orações da vossa grande tarem o retiro de sacerdotes casados, coração de todos. Sararam-se mui- comunidade. sem êxito, quis Nossa Senhora que tas feridas profundas e ainda aber- Vosso servo, muito dedicado e o seu orientador fosse o Sr. D. tas e tudo terminou com um impulso grato, P Filipe Figueiredo.» .e Serafim, bispo de Leiria/Fátima. enorme de realizar a palavra de Je- O retiro foi acolhido de braços sus: Ide por todo o mundo… terceira carta abertos por quase todos os que tive- Está marcado um segundo turno Évora, de 15 de Agosto de 1986: ram conhecimento da sua realização, para os dias 31 de Outubro e 1 e 2 «Como podeis ver, nos vossos ca- com verdadeira fome e sede de en- de Novembro próximos, em Fátima, lendários, os retiros podem fazer-se contro mais demorado e profundo na Casa de Nossa Senhora do sem perda de dias úteis, de trabalho com Deus e a Igreja. Carmelo, do Santuário. Simultanea- profissional.» Muitos não puderam vir por já mente, realizar-se-á um retiro para E justificativa, também, da sua estarem comprometidos nestes dias. jovens, filhos destes casais e de ou- utilidade, com a passagem da Escri- Vieram os que puderam e quiseram, tros, no Centro Paulo VI. tura: «Se hoje ouvirdes a Voz de Deus de alma aberta, franca e generosa. Pedimos a V. Ex.ª Rev.ma, o me- não fecheis os vossos corações» e Foi Nossa Senhora que os trouxe. lhor empenho activo para que parti- com o aforismo «Não deixes para O que foi o retiro é difícil dizê-lo, cipem o maior número de padres amanhã o que podes fazer hoje.» e-mail: geral@fraternitas.pt * página oficial na Internet: www.fraternitas.pt * e-mail: direccao@fraternitas.pt * página oficial na Internet: w
  • 5. l espiral 5 e a Fraternitas Quarta CARTA o presidente da Comissão Episcopal Quinta carta (manuscrita, emitida de Évora, para o Clero e Seminários, o bispo (manuscrita e emitida de Évora, em 17 de Agosto de 1986: de Portalegre e Castelo Branco. Para em 26 de Agosto de 1996, a tercei- «Meus queridos irmãos e amigos o segundo, o P Senra Coelho, de .e ra neste mês: Zélia e Alípio (nosso caso)! Venho Evora, director espiritual dos Cursos «Querido Irmão no Sacerdócio dar-vos conta da carta que escreve- de Cristandade, professor do Institu- Alípio e Esposa! mos aos bispos portugueses, núncio to Superior de Teologia e responsá- Tenho a alegria de enviar-vos a apostólico e provinciais das congre- vel pela Voz da Renascença = Voz lista com as direcções dos irmãos gações religiosas. (…) Precisamos do Alentejo. Um padre novo, de 30 nossos que fizeram o primeiro retiro muito da vossa ajuda para o êxito anos de idade, talentoso e homem em Fátima, de 1 a 4 de Agosto. destes dois retiros, empenhando-vos de oração. Venho pedir-vos todo o empenho no recrutamento de pais e filhos. Vosso amigo, dedicado e grato, para a realização do segundo turno Para orientar o primeiro, convidei Pe. Filipe de Figueiredo.» de 31 de Outubro, 1 e 2 de Novem- bro próximo, e o primeiro para jo- Sexta Carta na de Agosto, em Fátima, lembran- vens (…). (Évora, 22 de Maio de 2000): do que foi um destes retiros que nas- Para um e outro peço o vosso «Meus Queridos amigos Alípio e ceu a Fraternitas e põe à nossa dis- empenhamento pela oração e pela Maria Zélia. posição a Casa de São José, em acção, interessando outros casais, os Venho alegrar-me convosco pela Fátima, uma das casas abrigo por vossos filhos e os vossos jovens. aprovação dos Estatutos da ele criadas para a terceira idade - Nada impede que aqueles que Fraternitas pela Conferência Episco- uma outra valência do P Filipe, por .e fizeram o primeiro turno não possam pal Portuguesa. Foi a primeira no que nos últimos tempos se batia com inscrever-se no segundo, se o dese- Mundo. É um sinal dos tempos. toda a sua energia. Faleceu à saída jarem. Mas é importante que outros No seu 80.º aniversário, Jubileu dum encontro com o presidente do possam partilhar da mesma alegria dos Sacerdotes, o papa referiu-se município de Estarreja, visando a cri- e graça. com carinho e solicitude aos padres ação duma nova casa em Válega. Não foi por acaso que vós fostes dispensados do ministério.» Termina: «Tenho-vos muito pre- os primeiros escolhidos! Tendes uma Na mesma carta convida-nos sentes no Altar e no coração. Vosso missão a cumprir. Deus não fará aqui- para um retiro dos Missionários de amigo, muito dedicado P Filipe de .e lo que nos compete a nós, tal como Cristo Sacerdote, na primeira sema- Figueiredo» encher as talhas de água em Caná ou remover a pedra do túmulo de Sétima Carta filhos, em testemunho de unidade fa- Lázaro. Évora, 19 de Setembro de 2000: miliar «Igreja doméstica». Com a maior estima e amizade, «Meus queridos amigos e irmãos Aproveito para partilhar convosco Pe Filipe de Figueiredo.» no Sacerdócio! uma alegria que é, também, preocu- (…) A aprovação dos Estatutos da pação e missão: os Lares Familiares para que não se perca, antes, pro- nossa Associação Fraternitas é mais da Terceira Idade – Casas de Ora- duza abundantes frutos em benefício um sinal da benevolência de Maria, ção. Espalhá-los por todo o país, da humanidade. Mãe de Jesus, Sumo e Eterno Sacer- como bênção de Deus para aqueles E, ao mesmo tempo que vão pe- dote e Mãe nossa «in persona Cristi». que sacrificaram a vida pelos outros, dindo na obscuridade da sua fé e É, também, para todos nós, mais com tanto amor e carinho e, agora, adoram o S.S. Sacramento, solene- um apelo à confiança no seu cari- se vêm sós e, por vezes, marginali- mente exposto, vão-se preparando nho maternal a entregar-nos de todo zados, oferecendo-lhes um fim feliz, para o contemplar face a face, esse o coração a vivermos segundo o nos- a vida em família. Chegaram à recta mesmo dono da Seara, ressuscitado so estado e os sacramentos que re- final da vida, mas não terminaram a e esplendente no Céu. cebemos da bondade e misericórdia sua carreira. Talvez já não possam Era necessário o empenhamento de Jesus, Filho de Deus vivo, em produzir economicamente, mas têm de mais gente, para que estes “Oá- quem acreditamos e a quem ama- uma riqueza interior enorme e podem sis”, de carácter social e espiritual, mos, acima de todas as coisas. No usá-la para transformar o mundo, se espalhassem o mais possível e vosso caso acresce o sacramento do pedindo ao dono da Seara que man- com urgência, para bem-estar dos Matrimónio, amor da esposa e dos de trabalhadores para a sua Seara, (continua na página 6) www.fraternitas.pt * e-mail: secretariado@fraternitas.pt * página oficial na Internet: www.fraternitas.pt * e-mail: tesoureiraria@fraternitas.pt
  • 6. 6 espiral atento à voz de Deus e ao sopro da Muito amigo e muito dedicado Pe. (continuação da página 5) Espírito para responder com genero- Filipe de Figueiredo.» nossos idosos e para o bem-estar de sidade. Os Mini-Lares eram-nos, assim, todos os habitantes da Terra. Estou com todos, abraço a todos indirectamente sugeridos como um Não haverá aí ninguém que quei- com amizade, pedindo para todos os dos vastos campos de trabalho ma- ra trabalhar neste empreendimento casais presentes as melhores bên- terial e espiritual. A Fraternitas não maravilhoso, nas suas próprias ter- çãos de Deus. foi por aí, de imediato, pelo menos. ras? Não se trata de um lar qual- Com a maior estima e amizade O P Filipe terá compreendido o si- .e quer mas destes mini-lares – Casas tenho-vos a todos presentes no Altar lêncio da nossa resposta, não vol- de Oração. Que cada um esteja e no coração. tando a aflororar o tema. Padre Filipe Figueiredo DADOS BIOGRÁFICOS (Em Jornal de S. Brás, Ano XIX, n.º 141, Maio de 1999; Espiral, n.º 13/14 - Outubro de 2003) - Nasceu em Beduído, concelho de Estarreja, em mário, Escola Preparatória de Santa Clara, Escola 24/08/29 e faleceu em Estarreja, em 28/11/2003. Secundária Gabriel Pereira; Instituto Superior de Te- - Fez Humanidades nos seminários dos Carva- ologia e, fora de Évora, na Escola Preparatória da lhos, 1937/38; Trancoso (Vila Nova de Gaia) 1937/ Portela de Sacavém, de 1877 a 1979. 39; Aveiro (1939/42); e Filosofia e Teologia no Se- minário Maior de Évora 1943/49. PUBLICOU: PUBLICOU - Foi ordenado em 26/06/49, por D. Manuel - Dedicados aos ciganos: «Primeiros Jogos Flo- Mendes da Conceição Santos, em Vendas Novas, rais Luso/Espanhóis» (1971); «Almanaque Cigano» num barracão de cortiça e celebrou a Primeira Mis- (1972); «Filhos da Estrada e do Vento» (1973) sa em 26/06/49, em Estarreja. - Sobre temática religiosa: «A Igreja no Mundo - Foi, sucessivamente, professor e director do Se- de Hoje»; «Os Santos Não Morrem: D. Manuel Men- minário Maior de Évora até 1990. Fundador, junta- des da Conceição Santos» (1972). mente com um colega sacerdote, dos Cursos de Cris- - «Os Filhos do Concelho de Estarreja» (17 títu- tandade nesta diocese. Director da Obra das Voca- los ); «D. Manuel Mendes da Conceição Santos, fun- ções sacerdotais até 1963 e director diocesano da dador das Servas da Santa Igreja» (1986); «A Univer- Pastoral dos Ciganos, desde 1960 e, seu director sidade de Évora e as Alterações de 1963»; «Os Pa- nacional, desde 1970, para quem criou e dirigiu o dres de Estarreja». jornal Caravana. Capelão da Casa Pia e do Lar Ramalho Barahona. Pároco de S. Brás (1984-99), TRADUZIU: TRADUZIU onde fundou o Centro Social e Paroquial S. Brás. - «Cristo na tua Vida»; «Nós, os Ciganos», de Juan Director diocesano do Apostolado da Oração, des- Dios Herédia; «Vocação Sacerdotal», de Baldomero de 1972 e das Migrações Diocesanas, entre 1973 e Jimenez; «Paróquia e Comunidade Evangelizadora», 1997. Fundador, em 1983, do jornal diocesano de Miguel Andres. Eborense e, em 1997, do S. Braz. Criador da Fun- Quando foi surpreendido pela morte, tinha em dação D. Manuel Mendes da Conceição Santos. preparação, (desconheço se já terão sido publica- Cónego da Sé de Évora, desde 1989. dos), estoutros títulos: «D. Manuel Ferreira da Silva, - Visando adquirir habilitação académica para o o Bispo Missionário»; «Padre Donaciano d’Abreu Frei- Ensino Oficial fez, em 1977, as cadeiras Ad Hoc e o re, conferencista»; «Subsídios para a História de consequente estágio no grupo (8.º A), com 16 valo- Estarreja». res. Posteriormente, aproveitando o tempo de con- valescença de grave doença, licenciou-se em Histó- HOMENÁGENS ria, na Universidade Católica de Lisboa, com a clas- Em 1988 foi homenageado com o Troféu «Jornal sificação de 15 valores e, em Ciências Literárias, na de Estarreja» considerando-o a personalidade que Universidade Nova de Lisboa, com a classificação mais se distinguiu no Campo das Letras, pela publi- de 16. cação da vida e obra literária do Padre Donaciano - Leccionou nas escolas públicas de Évora: Esco- de Abreu Freire, em quatro volumes. la de Regentes Agrícolas, Escola do Magistério Pri- ALÍPIO AFONSO ALÍPIO
  • 7. l espiral 7 SEMINÁRIOS: DA MEMÓRIA À PROFECIA 1.º Congresso Nacional de Antigos Alunos PRÓXIMO ENCONTRO Ficha de Inscrição (até 10 de Abril) em Fátima é CONGRESSO Nome _________________________________________ Morada ________________________________________ A direcção da Associação Fraternitas – Movimento, Codigo Postal ______ - _______ _____________________ após analisar o programa do I Congresso de Antigos Telefone ____________ E-mail ______________________ Alunos dos Seminários, alusivo ao tema «Seminários: Seminário _______________________________________ da memória à profecia», e auscultados vários associa- Sócio da Fraternitas: Sim________ Não __________ dos durante e após o Curso Teológico de Évora, deci- Taxa de inscrição individual (assinalar com uma cruz) diu integrar-se nesta iniciativa, promovida e organiza- Normal: 10 euros • da pelo Santuário de Fátima. O propósito é reflectir Estudante: 5 euros • sobre a influência exercida pela instituição na vida pes- Almoço de confraternização (facultativo): 7euros • soal e familiar, profissional e social daqueles que fo- Modalidade de pagamento ram seminaristas. Numerário • O habitual Encontro Nacional de Abril é, assim, Cheque ou vale postal • substituído pela participação no Congresso. Na ma- Transferência bancária através do NIB: 0033-0000- nhã do dia 25 realiza-se a Assembleia Geral da 50032983248-05 • (remeter comprovativo de paga- Fraternitas (ver programa) mento juntamente com a inscrição) 24 DE ABRIL 25 DE ABRIL 9h00 – Acolhimento 9h30 – Oração, D. Aug.º César. ALOJAMENTO Os membros da Associação 10h30 – Sessão de Abertura 9h40 – Conferência: A vocação, Fraternitas - Movimento ficarão 11h30 – Conferência: Os Semi- expressão única e íntima da ternura hospedados no Seminário do Ver- nários: passado, presente e futuro, divina, por Mons. Luciano Guerra bo Divino (junto à rotunda norte). por João Duque. 11h30 – No Seminário do Ver- Ver er- O alojamento começa com o 14h30 – Painel I: O lugar dos Se- bo Divino: Assembleia Geral da As- As- almoço do dia 24 de Abril e con- minários na vida e missão da Igreja. Fraternitas raternitas. sociação Fraternitas clui com o pequeno-almoço do Moderador: Armindo Carolino, com 14h30 – Painel IV: O Seminário dia 26 de Abril. Paa este dia está D. Manuel Clemente, bispo do Por- e as opções de vida. Moderador: programado um almoço de con- to; P Vicente Nieto, reitor do Semi- .e Ilídio Vasconcelos; apresentação fraternização (facultativo), para o nário Maior de Évora e P Carreira .e multimédia por António Gonçalves; qual se contribuirá com sete euros das Neves, professor catedrático. a influência na definição de estilos (pagar juntamente com a inscri- 16h30 – Painel II: Memórias de de vida, por Pedro Vieira; e partici- ção). uma experiência incontornável. Mo- pação activa e co-responsável na O período indicado corres- derador: Manuel Gama, com apre- Igreja, por P José Maia. .e ponde a duas diárias. O valor de sentação do inquérito por João An- 16h30 – Painel V: O Seminário e cada uma é: Casal: 65 euros; In- tónio; comentário de antigo aluno a formação de cidadãos. Modera- dividual: 37 euros. Para quem religioso: Fr. Bernardo Domingues e dor Guilherme Pereira; apresentação desejar, cada refeição custa 10 comentário de antigo aluno dioce- multimédia por António Gonçalves; euros. sano: António Agostinho. aquisição de competências profissi- O pagamento do alojamento 18h30 – Eucaristia. Preside D. An- onais, por Paulo Rocha; e presença faz-se ao tesoureiro durante a es- tónio Francisco, na capela da Morte qualificada nas estruturas sociais, por tadia. de Jesus – ISST. Joaquim Geraldes Pinto. As inscrições para o alojamen- 21h30 – Rosário, com D. Serafim 18h30 – Eucaristia, D. Ant. Marto. to (fazer quanto antes para reser- Ferreira e Silva (Capelinha). 21h30 – Sarau no anfiteatro do var os quartos) decorrem até 10 Centro Pastoral Paulo VI. de Abril. E devem ser dirigidas à 26 DE ABRIL secretaria da Fraternitas: 9h30 – Oração, D. João Alves 09h40 – Conferência: Valores Urtélia Silva Enviar a Ficha de Inscrição para o Enviar para Prof rof. Pinto Rua Prof. Carlos Alberto Pinto cristãos para uma sociedade de e para: Congresso para: com futuro, por A. Bagão Félix. Santuário de Fátima de Abreu, 33 – 2.º Esq. Nacional Congresso Nacional - Seminários: 3040-245 COIMBRA 11h30 – Encerramento prof ofecia da memória à profecia Ou para o e-mail: 12h30 – Eucaristia. Preside D. Jor- ge Ortiga (ISST) Apartado 31 Apartado 31 secretariado@fraternitas.pt 2496-908 Fátima Ou para o telefone (até às 14h00 – Almoço de confraterni- 21h00): 239001605 zação no Salão Paroquial de Fátima.
  • 8. sOZINHO NÃO FUI CAPAZ pois de nós O trocarmos pelo que é passageiro, pelas ilu- Quando eu era pequenino sões do mundo e do demónio, depois de nos esquecermos Sonhei ser anjo de paz!... de tanto Amor que Ele teve e tem por nós, manifestado Cresci, já não era menino!... tantíssimas vezes de forma tão clara e evidente. No calor do «Agora já sou capaz»!... seu Amor, nós viramos-Lhe as costas, mas Ele continua a À volta… sentia as guerras querer estar em nós e que nós estejamos Nele Obrigado Nele.. Devorar cada país! Jesus, ajuda-nos a amar-Te sempre!» Na escola escrevi com giz: JANEIRO Manuel Paiva - 2009 «Quem me ajuda contra as feras?!» Dia 2 – Alberto de Oliveira Marinho (Elvas) Ninguém respondeu na escola!... Dia 3 – M.ª Lurdes V. D. Branco (Chaves) aiva Gotas de sangue escorriam Paiv Dia 4 – Alípio Martins Afonso (Chaves) Quentes, na minha sacola!... Dia 5 – José Quintas da R. L. Machado (Cast.ª Paiva) Sonhei ser anjo de paz Dia 6 – M.ª Humberta N. F. Santos (Évora) P’ra salvar os que morriam!... Dia 11 – José Alves Rodrigues (Ribeira Brava) Sozinho… não fui capaz!... Dia 14 – Domingos Costa Leite (Braga) Dia 20 – M.ª Natália R. F Pinto (Parada de Cunhos) . PELO DOM DA VIDA Dia 25 – M.ª Assunção C. Bessa (Ribeira Brava) Dia 25 – Emídio Armando F. Fonseca (Duas Igrejas) Dia 26 – Manuel António Silva Ribeiro (Porto) GRAÇAS TE DAMOS Dia 30 – M.ª Zulete Ponte Martins (Faro) O Secretariado, em nome da Direcção da Associação Dia 31 – M.ª Manuela P Félix C. Frada (Porto) . Fraternitas Movimento, deseja a cada um dos sócios aniver- FEVEREIRO sariantes deste primeiro trimestre PARABÉNS e muitas Dia 1 – Graça M. O. Pacheco de Andrade (V. F. Xira) BENÇÃOS divinas. E oferece-vos uma reflexão, selecciona- Dia 3 – Bárbara S. R. Sousa (Cuba) da do livro «E Eu Neles» (co-edição Difel e Multinova, 1999), Dia 4 – Mário Augusto S. N. Ferreira (Vila do Conde) de Fancisco M. P Sousa Monteiro, sócio número 1. Dele, . Dia 5 – M.ª José V. M. Sousa Monteiro (Lisboa) Pacheco de Andrade comentou: «São páginas escritas de Dia 9 – Bráulio Veiga Martins (Loiros – Vidago) uma fé profunda e u forte sentido de oração, através das Dia 12 – Lino Martins Pinto (Ermesinde) quais se vê quanta riqueza anda desperdiçada nesta Igreja, Dia 14 – Jorge da Silva Ribeiro (Lisboa) de Jesus Cristo que acolheu todos e nunca excluiu ninguém Dia 15 – Luís Gonzaga M. Barbosa (Amarante) que, de alma aberta, O procurasse...»: Dia 16 – António M. M. M. Henriques (Ch.ª Caparica) «Neste momento, temos de recordar o arrebatamento Dia 16 – Augusto Lourenço Costa (Almeirim) de S. Paulo perante estas mesmas questões – o AMOR DE Dia 23 – Isabel M. M. M. Henriques (Ch.ª Caparica) JESUS CRISTO e todas as contrariedades neste mundo: Dia 26 – M.ª Teresa C. S. T. Eufrásio (Ch.ª Caparica) “Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, a Dia 27 – M.ª Marina C. V. Sacadura (Aradas) angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo, a espa- Dia28 – João Evangelista J. Simão ( Azurva – Aveiro) da? Segundo está escrito: Por sua causa estamos sujeitos à Dia29 – M.ª Guilhermina T. Pereira Santos (Lisboa) morte durante todo o dia, somos considerados como ove- MARÇO lhas destinadas ao matadouro. Mas em todas estas coisas Dia 1 – Ana Vaz T. Baptista Silva (Vila do Conde ) nós somos mais do que vencedores, graças àquele que nos Dia 2 – Margarida M. S. F. Osório Castro (Rio Tinto) amou. Porque eu estou convencido de que nem a morte Dia 4 – M.ª Celeste P Sampaio (Margaride) . nem a vida, nem os anjos nem os poderes celestes, em o Dia 5 – M.ª Luz G. G. C. Tavares Cardoso (Lisboa) presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem a altu- Dia 6 – M.ª Zélia S. M. Afonso (Chaves) ra nem a profundeza, nem qualquer outra criatura poderá Dia 6 – António José L. Regadas (Ranhados – Viseu ) separar-nos do amor de Deus que está em Cristo Jesus nos- Dia 9 – Clara de Jesus M. Marinho (Elvas) so Senhor” (Rom 8, 35-38). Dia 9 – Urtélia O. L. Silva (Coimbra) “Se é a mim que procurais, então, deixai que estes se Dia 10 – Eduarda G. O. Cunha (Abreveses – Viseu) retirem. Isto aconteceu a fim de que se cumprissem as pala- Dia 14 – João Gonçalves M. Batista (Chaves) vras que Ele tinha dito: Eu não perdi nenhum dos que me Dia 16 – Belmira O. C. da Silva (Carcavelos) deste” (Jo 18, 8-9). Dia 16 – M.ª Aldora S. F. S. Torres (Gueifães – Maia) Não é sem razão que S. João se refere a si próprio como Dia 16 – Domingos G. Curral (Mesão Frio) o discípulo “que Jesus amava” (13, 23). S. João regista to- Dia 17 – Cristóvão M. P Neves (S. Pedro da Cova) . dos os pormenores da ternura de Jesus por nós. Já depois Dia 18 – Margarida Isabel R. Costa (S. Pedro da Cova) de se entregar por nós, Jesus tem o cuidado de velar pela Dia 19 – José da Silva Pinto (Régua) fraqueza dos discípulos, assegurando que eles não são pre- Dia 24 – Zélia G. C. S. Cristo Martins (Men Martins) sos também. Dia 25 – António A. Sampaio Marinho (Chaves) Não sentimos nós tantas vezes esta ternura no auge da ternura: Dia 25 – Serafim Rodrigues (Outeiro de Lobos) nossa fraqueza Ele perdoa-nos, consola-nos, ajuda-nos, Dia 28 – José Serafim Alves de Sousa (Lisboa) encoraja-nos, continua a chamar-nos amigos, mesmo de- Dia 31 – António Limas (Buenos Aires – Argentina) Boletim da Associação Responsável: Fernando Félix espiral Fraternitas Movimento Praceta dos Malmequeres, 4 - 3.º Esq. N.º 34 - Janeiro / Março de 2009 Massamá / 2745-816 Queluz www.fraternitas.pt e-mail: fernfelix@gmail.com