CURSO DE AVALIAÇÃO E
CONTROLE DO RUÍDO
AEROPORTUÁRIO
CARACTERIZAÇÃO SONORA DE
EQUIPAMENTOS DE APOIO
AO SOLO DE AERONAVES
Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação
Pesquisa em Engenharia - Universidade Federal do Rio
de Janeiro
GERA-Grupo de Estudos
em Ruído Aeroportuário
COORDENAÇÃO: Prof. Jules Ghislain
Slama
julesslama@yahoo.com.br
EAS – veículos e equipamentos responsáveis pela
manutenção e abastecimento de aeronaves no solo
Este trabalho foi desenvolvido no período de Março à
Dezembro de 2002 ,no pátio do Aeroporto Internacional do Rio
de Janeiro -SBGL, com o propósito de atender as seguintes
solicitações do Planejamento Ambiental da INFRAERO:
 Redução dos níveis de ruído emitidos nas áreas de pátio
 Preservação auditiva de trabalhadores e usuários do aeroporto
Objetivos 1
 Iniciar o estudo de um processo de regulamentação dos níveis
de ruído emitidos pelos equipamentos de apoio ao solo nos
aeroportos brasileiros.
 Desenvolvimento de um Método de Medição de Ruído
específico
 Proposição de níveis máximos de emissão sonora dos
equipamentos, a serem adotados pela INFRAERO
Objetivos 2
Procedimentos
1ªEtapa - Identificações físicas e operacionais da frota de
equipamentos de apoio ao solo.
2ªEtapa - Desenvolvimento de uma metodologia específica de
medição de ruído
3ªEtapa- Aplicação da metodologia de medição proposta no SBGL e
analise dos resultados obtidos
 Registros das principais etapas dos procedimentos operacionais
utilizados.
• Verificação dos procedimentos operacionais básicos
adotados durante as atividades de apoio a aeronave em
terra (tempo e freqüência de uso do equipamento,
posição do operador)
 Classificação do equipamento em função do tipo de atendimento
à aeronave ( conforme descrito no quadro a seguir).
1 ª Etapa - Resultados obtidos
Classificação dos Equipamentos
Tipo 1- Condição Parado
Equipamentos que funcionam estacionados próximos às aeronaves
Ar condicionado, esteira motorizada, G.P.U. (Ground Power Unit), LPU
(unidade de partida), Loader, Plataforma motorizada – Main deck,
Caminhão pantográfico (comissaria), Caminhões tipo QTA e QTU.
Tipo 2- Condição Em Movimento
Veículos que funcionam em constante movimento e com restrições
de aproximação à aeronave
Tratores, Automóveis, Furgões, Caminhões basculantes e baú, Ônibus
e Push-back.
2ªEtapa
Elaboração de uma metodologia específica para a medição de ruído dos
equipamentos de apoio ao solo
Condições usuais de operação : visitas ao local e entrevistas realizadas junto
aos funcionários que operam os equipamentos de rampa.
Legislações brasileiras em vigor para veículos automotores.
Resoluções CONAMA - Conselho Nacional do
Meio Ambiente
NBR9714- Ruído emitido por veículos
na condição parado, equivalente a ISO 5130:1982,
NBR8433 – Veículos automotores em
aceleração – Determinação do nível de ruído,
equivalente a ISO362:1998.
Definições dos seguintes parâmetros:
Ambiente acústico e limites espaciais do local das medições
Condições meteorológicas e Ruído de fundo
A aparelhagem de medição acústica
Posicionamento do microfone e número de medições
Procedimentos diferenciados para as medições de ruído na “Condição
em Movimento” e “Condição Parado”
Conteúdo da metodologia de medição de ruído proposta
3ª Etapa
Aplicação da metodologia proposta no pátio do Aeroporto SBGL
– Simulações de uso
Níveis máximos emitidos pelos veículos
– Equipamentos Selecionados
 Ar condicionado,
 Caminhões QTA/QTU e pantográfico,
 G.P.U.,
 Loader,
 L.P.U.,
 Push Back
 Tratores.
Medição na Condição em Movimento
O veículo deve alcançar a linha
AA, com velocidade constante de
20Km/h na 2ª marcha
Seguir a linha central da trajetória
CC até que a parte traseira do
veículo alcance a linha BB.A A
2
1
7,50 m7,50 m
BB
C
C
Posição do veículo antes
Posição do veículo depois
Linha central do percurso CC
Posições do microfone
Pista de teste
Medição na Condição Em Movimento
Trator
A A
2
1
7,50 m7,50 m
BB
C
C
Posição do veículo antes
Posição do veículo depois
Linha central do percurso CC
Posições do microfone
Pista de teste
Medição na Condição Em Movimento
Push back
A A
2
1
7,50 m7,50 m
BB
C
C
Posição do veículo antes
Posição do veículo depois
Linha central do percurso CC
Posições do microfone
Pista de teste
Medição na condição parado
As medições devem ser
realizadas no período de 2
minutos em cada posição.
O microfone deve ser orientado
na direção do veículo e
posicionado a 1,20m de altura
em relação à superfície do local
de ensaio.
2
3
4
5
1
Raio de 7,50 m
Posições do microfone
Área de teste
Figura 1 - Área de teste na condição parado
Medição na Condição Parado
Main deck
2
3
4
5
1
Raio de 7,50 m
Posiçõesdo microfone
Área de teste
Figura 1 - Área de teste na condição parado
Medição na Condição Parado
Ar condicionado rebocável
2
3
4
5
1
Raio de 7,50 m
Posiçõesdo microfone
Área de teste
Figura 1 - Área de teste na condição parado
Medição na Condição Parado
GPU 120KVA
2
3
4
5
1
Raio de 7,50 m
Posiçõesdo microfone
Área de teste
Figura 1 - Área de teste na condição parado
3 ª Etapa – Analise dos resultados obtidos
1- Equipamentos da mesma categoria com fabricação mais
recente, apresentam níveis de emissão sonora menores que
os mais antigos
2- Em geral, os fabricantes de equipamentos não apresentam
informações definidas em relação a emissão sonora de seus
produtos
3 ª Etapa – Analise dos resultados obtidos
3- A falta de regulamentação específica para a emissão sonora
de equipamentos de rampa implica na necessidade de adoção de
outros parâmetros.
4- Somente a A.P.U. possui parâmetros de emissão sonora
estabelecidos pela ICAO. Visto que, suas atividades ocorrem
simultaneamente com as demais operações de equipamentos de
apoio, destacamos a importância do parâmetro sonoro da A.P.U.
neste estudo.
Parâmetros sonoros da A.P.U.
• Os níveis máximos de emissão Sonora da A.P.U., estão
estabelecidos no Capítulo 9, Suplemento C do Anexo 16 da
ICAO ,da seguinte forma:
Parâmetros sonoros da A.P.U.
Parâmetros sonoros da A.P.U.
• 90 dB (A) em qualquer ponto do perímetro do retângulo mostrado
na figura abaixo:
20m20m
20m
20m
Parâmetros sonoros da A.P.U.
• 85 dB (A) nos seguintes locais do aeronaves:
• Portas de abastecimento de carga
• Portas de acesso de passageiros
• Locais de serviço: posições usuais de trabalho dos operários
durante as atividades de apoio a aeronave em terra
Equipamento Nível de pressão sonora
dB(A)
Ar condicionado 85.2
Caminhão Ar Condicionado 98.8
Caminhão Pantográfico (Comissaria) 80.1
GPU 90 KVA- ano 1980 88.0
GPU 120 KVA-ano 1998 80.7
GPU 120 KVA-ano 2000 81.9
GPU 140 KVA- ano 1974 88.1
Esteira motorizada 67.9
Loader 79.6
LPU 99.3
Caminhão QTA ou QTU 73.4
Plataforma motorizada- Main Deck 84.1
Medições na Condição Parado
Equipamento Nível de pressão sonora
dB(A)
Push Back 89.9
Trator 84.8
Medições na Condição Em Movimento
Automóveis, ônibus, furgões e caminhões em geral, não
foram testados
Regulamentação de ruído especificas (Resoluções
CONAMA.
Vistoriais anuais por parte dos Órgãos Oficiais
competentes
Recomendações - 1
Limites de emissão sonora dos equipamentos de apoio ao solo a
serem implementados gradualmente, em duas etapas:
• No prazo total de dois anos:
85 dB (A) a 7,5m de distancia do eixo do equipamento
• No prazo total de quatro anos:
85 dB (A) a 1m de distancia da carcaça do equipamento
Recomendações – 1
Observa-se que atualmente, os seguintes equipamentos não
estão de acordo com o critério proposto para o prazo de dois
anos (85 dB (A), a 7,5m de distancia):
Ar Condicionado 85.2 dB(A)
Caminhão ar Condicionado 98.8 dB(A)
L.P.U 99.3 dB(A)
Push back 89.9 dB(A)
GPU com mais de 20 anos de uso 88.1 dB(A)
Recomendações – 1
Fundamentação para definição dos parâmetros propostos:
1- Regulamentação da ICAO para o nível máximo de emissão
sonora do equipamento A.P.U. - 85 dB (A)
2- Normas e Legislação brasileiras em vigor para veículos
automotores : Resoluções CONAMA , NBR9714 e NBR8433
Recomendações – 1
Fundamentação para definição dos parâmetros propostos
(continuação):
3-Princípios abordados no Programa de Gerenciamento de Exposição
Sonora “Buy Quiet” adotado pela NASA
 Qualidade acústica no ambiente de trabalho
 Limites de emissão sonora similares na distancia de 1m para
todos os equipamentos em uso no Centro de Pesquisa
Recomendações - 2
Conjunto de recomendações para aquisição de equipamentos
novos.
1- Solicitação ao fabricante dos dados de emissão acústica
do equipamento.
Recomendações – 2
2- A verificação da emissão de ruído do equipamento
adquirido, poderá ser realizada pela INFRAERO
Medições de ruído conforme os parâmetros da
metodologia proposta
3- Solicitação ao fabricante de alternativas de
tratamento acústico adicional , caso necessário.
Adequação do equipamento às especificações
estabelecidas.
Recomendações – 2
4- Projeto e instalação de tratamentos acústicos adicionais
pelo respectivo fabricante do equipamento. Caso contrário :
Os resultados podem não corresponder aos esperados
Pode haver comprometimento da segurança e do
desempenho energético do equipamento
Proposta complementar -1
Implementação de Programa de
Gerenciamento de Ruído
OBJETIVOS:
Redução dos níveis de exposição sonora no ambiente de trabalho
 Controle de ruído na engenharia do equipamento
 Adoção de uma nova gestão nos procedimentos de compra de
equipamentos
REFERÊNCIAS:
• Programa “Buy Quiet” desenvolvido, e implementado no
Centro de Pesquisa NASA
1-Possibilidade de adaptação para outras finalidades ou
atividades similares
2-Parâmetros de emissão sonora diferenciados
Otimização dos critérios de emissão sonora em função das
condições operacionais usuais
Proposta complementar -1
REFERÊNCIAS (continuação) :
3-Procedimentos que facilitam a identificação das especificações
sonoras de equipamentos novos
 Planilha com especificações em linguagem padronizada
Vendor Submital Forms . Formas de contrato no qual o
fabricante se submete às especificações acústicas da
empresa
Medições de ruído do equipamento após sua instalação
Proposta complementar -1
Proposta complementar -2
Adoção de restrições operacionais para o equipamento Auxialiary
Power Unit
O estudo relaciona as principais políticas de restrições de uso
do equipamento A.P.U. adotadas em aeroportos de vários países.
Proposta complementares -2
OBJETIVO:
 Referenciar o desenvolvimento de uma regulamentação do
uso da A.P.U. a ser implementada nos aeroportos administrados
pela INFRAERO visando a diminuição dos níveis de ruído de
pátio
Proposta complementar -2
Considerações gerais:
 As restrições de uso da A.P.U. ocorrem em função das
características físicas e operacionais de cada aeroporto
 A regulamentação das atividades da A.P.U. devem ser
compatíveis com a realidade de cada um destes centros de
operação.
Proposta complementar -2
Diretrizes básicas:
O uso de A.P.U. deve ser evitado nas seguintes situações:
1- Sempre que houver disponibilidade de equipamentos de Ar
Condicionamento e G.P.U.
2- Na proximidade de locais do aeroporto sensíveis ao ruído.
Proposta complementar -2
Diretrizes básicas (continuação):
3- Restrições de horário de uso de A.P.U., em particular no
período noturno.
4- Limitação do tempo de uso
Horários previstos de pouso e decolagem
Exigências operacionais ou manutenção da aeronave.
Proposta complementar -2
Diretrizes básicas (continuação):
5- Verificação da conformidade dos níveis de ruído emitidos
pela APU com relação às recomendações que se encontram no
suplemento C do anexo 16 da ICAO.
Proposta complementar -3
Adoção de novos parâmetros de projeto
Considerações finais
O presente trabalho procurou evidenciar os diversos
aspectos envolvidos na questão do controle de ruído dos
equipamentos de apoio ao solo de aeronaves.
O resultados obtidos demonstram a necessidade de
mudanças de paradigmas e a adoção de uma nova gestão no
processo de aquisição de equipamentos
Considerações finais
Por ser um trabalho pioneiro, estabelecendo
normas e parâmetros ainda não usualmente
adotados no Brasil, este estudo não se pretende
definitivo, necessitando de :
• Atualizações periódicas em virtude do advento de
novas tecnologias
• Participação e conscientização de todos envolvidos
nas atividades de apoio ao solo de aeronaves

Equipamentos de apoio no solo

  • 1.
    CURSO DE AVALIAÇÃOE CONTROLE DO RUÍDO AEROPORTUÁRIO
  • 2.
    CARACTERIZAÇÃO SONORA DE EQUIPAMENTOSDE APOIO AO SOLO DE AERONAVES
  • 3.
    Instituto Alberto LuizCoimbra de Pós-Graduação Pesquisa em Engenharia - Universidade Federal do Rio de Janeiro GERA-Grupo de Estudos em Ruído Aeroportuário COORDENAÇÃO: Prof. Jules Ghislain Slama julesslama@yahoo.com.br
  • 4.
    EAS – veículose equipamentos responsáveis pela manutenção e abastecimento de aeronaves no solo
  • 5.
    Este trabalho foidesenvolvido no período de Março à Dezembro de 2002 ,no pátio do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro -SBGL, com o propósito de atender as seguintes solicitações do Planejamento Ambiental da INFRAERO:  Redução dos níveis de ruído emitidos nas áreas de pátio  Preservação auditiva de trabalhadores e usuários do aeroporto Objetivos 1
  • 6.
     Iniciar oestudo de um processo de regulamentação dos níveis de ruído emitidos pelos equipamentos de apoio ao solo nos aeroportos brasileiros.  Desenvolvimento de um Método de Medição de Ruído específico  Proposição de níveis máximos de emissão sonora dos equipamentos, a serem adotados pela INFRAERO Objetivos 2
  • 7.
    Procedimentos 1ªEtapa - Identificaçõesfísicas e operacionais da frota de equipamentos de apoio ao solo. 2ªEtapa - Desenvolvimento de uma metodologia específica de medição de ruído 3ªEtapa- Aplicação da metodologia de medição proposta no SBGL e analise dos resultados obtidos
  • 8.
     Registros dasprincipais etapas dos procedimentos operacionais utilizados. • Verificação dos procedimentos operacionais básicos adotados durante as atividades de apoio a aeronave em terra (tempo e freqüência de uso do equipamento, posição do operador)  Classificação do equipamento em função do tipo de atendimento à aeronave ( conforme descrito no quadro a seguir). 1 ª Etapa - Resultados obtidos
  • 9.
    Classificação dos Equipamentos Tipo1- Condição Parado Equipamentos que funcionam estacionados próximos às aeronaves Ar condicionado, esteira motorizada, G.P.U. (Ground Power Unit), LPU (unidade de partida), Loader, Plataforma motorizada – Main deck, Caminhão pantográfico (comissaria), Caminhões tipo QTA e QTU. Tipo 2- Condição Em Movimento Veículos que funcionam em constante movimento e com restrições de aproximação à aeronave Tratores, Automóveis, Furgões, Caminhões basculantes e baú, Ônibus e Push-back.
  • 10.
    2ªEtapa Elaboração de umametodologia específica para a medição de ruído dos equipamentos de apoio ao solo Condições usuais de operação : visitas ao local e entrevistas realizadas junto aos funcionários que operam os equipamentos de rampa. Legislações brasileiras em vigor para veículos automotores. Resoluções CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente NBR9714- Ruído emitido por veículos na condição parado, equivalente a ISO 5130:1982, NBR8433 – Veículos automotores em aceleração – Determinação do nível de ruído, equivalente a ISO362:1998.
  • 11.
    Definições dos seguintesparâmetros: Ambiente acústico e limites espaciais do local das medições Condições meteorológicas e Ruído de fundo A aparelhagem de medição acústica Posicionamento do microfone e número de medições Procedimentos diferenciados para as medições de ruído na “Condição em Movimento” e “Condição Parado” Conteúdo da metodologia de medição de ruído proposta
  • 12.
    3ª Etapa Aplicação dametodologia proposta no pátio do Aeroporto SBGL – Simulações de uso Níveis máximos emitidos pelos veículos – Equipamentos Selecionados  Ar condicionado,  Caminhões QTA/QTU e pantográfico,  G.P.U.,  Loader,  L.P.U.,  Push Back  Tratores.
  • 13.
    Medição na Condiçãoem Movimento O veículo deve alcançar a linha AA, com velocidade constante de 20Km/h na 2ª marcha Seguir a linha central da trajetória CC até que a parte traseira do veículo alcance a linha BB.A A 2 1 7,50 m7,50 m BB C C Posição do veículo antes Posição do veículo depois Linha central do percurso CC Posições do microfone Pista de teste
  • 14.
    Medição na CondiçãoEm Movimento Trator A A 2 1 7,50 m7,50 m BB C C Posição do veículo antes Posição do veículo depois Linha central do percurso CC Posições do microfone Pista de teste
  • 15.
    Medição na CondiçãoEm Movimento Push back A A 2 1 7,50 m7,50 m BB C C Posição do veículo antes Posição do veículo depois Linha central do percurso CC Posições do microfone Pista de teste
  • 16.
    Medição na condiçãoparado As medições devem ser realizadas no período de 2 minutos em cada posição. O microfone deve ser orientado na direção do veículo e posicionado a 1,20m de altura em relação à superfície do local de ensaio. 2 3 4 5 1 Raio de 7,50 m Posições do microfone Área de teste Figura 1 - Área de teste na condição parado
  • 17.
    Medição na CondiçãoParado Main deck 2 3 4 5 1 Raio de 7,50 m Posiçõesdo microfone Área de teste Figura 1 - Área de teste na condição parado
  • 18.
    Medição na CondiçãoParado Ar condicionado rebocável 2 3 4 5 1 Raio de 7,50 m Posiçõesdo microfone Área de teste Figura 1 - Área de teste na condição parado
  • 19.
    Medição na CondiçãoParado GPU 120KVA 2 3 4 5 1 Raio de 7,50 m Posiçõesdo microfone Área de teste Figura 1 - Área de teste na condição parado
  • 20.
    3 ª Etapa– Analise dos resultados obtidos 1- Equipamentos da mesma categoria com fabricação mais recente, apresentam níveis de emissão sonora menores que os mais antigos 2- Em geral, os fabricantes de equipamentos não apresentam informações definidas em relação a emissão sonora de seus produtos
  • 21.
    3 ª Etapa– Analise dos resultados obtidos 3- A falta de regulamentação específica para a emissão sonora de equipamentos de rampa implica na necessidade de adoção de outros parâmetros. 4- Somente a A.P.U. possui parâmetros de emissão sonora estabelecidos pela ICAO. Visto que, suas atividades ocorrem simultaneamente com as demais operações de equipamentos de apoio, destacamos a importância do parâmetro sonoro da A.P.U. neste estudo.
  • 22.
    Parâmetros sonoros daA.P.U. • Os níveis máximos de emissão Sonora da A.P.U., estão estabelecidos no Capítulo 9, Suplemento C do Anexo 16 da ICAO ,da seguinte forma:
  • 23.
  • 24.
    Parâmetros sonoros daA.P.U. • 90 dB (A) em qualquer ponto do perímetro do retângulo mostrado na figura abaixo: 20m20m 20m 20m
  • 25.
    Parâmetros sonoros daA.P.U. • 85 dB (A) nos seguintes locais do aeronaves: • Portas de abastecimento de carga • Portas de acesso de passageiros • Locais de serviço: posições usuais de trabalho dos operários durante as atividades de apoio a aeronave em terra
  • 26.
    Equipamento Nível depressão sonora dB(A) Ar condicionado 85.2 Caminhão Ar Condicionado 98.8 Caminhão Pantográfico (Comissaria) 80.1 GPU 90 KVA- ano 1980 88.0 GPU 120 KVA-ano 1998 80.7 GPU 120 KVA-ano 2000 81.9 GPU 140 KVA- ano 1974 88.1 Esteira motorizada 67.9 Loader 79.6 LPU 99.3 Caminhão QTA ou QTU 73.4 Plataforma motorizada- Main Deck 84.1 Medições na Condição Parado
  • 27.
    Equipamento Nível depressão sonora dB(A) Push Back 89.9 Trator 84.8 Medições na Condição Em Movimento Automóveis, ônibus, furgões e caminhões em geral, não foram testados Regulamentação de ruído especificas (Resoluções CONAMA. Vistoriais anuais por parte dos Órgãos Oficiais competentes
  • 28.
    Recomendações - 1 Limitesde emissão sonora dos equipamentos de apoio ao solo a serem implementados gradualmente, em duas etapas: • No prazo total de dois anos: 85 dB (A) a 7,5m de distancia do eixo do equipamento • No prazo total de quatro anos: 85 dB (A) a 1m de distancia da carcaça do equipamento
  • 29.
    Recomendações – 1 Observa-seque atualmente, os seguintes equipamentos não estão de acordo com o critério proposto para o prazo de dois anos (85 dB (A), a 7,5m de distancia): Ar Condicionado 85.2 dB(A) Caminhão ar Condicionado 98.8 dB(A) L.P.U 99.3 dB(A) Push back 89.9 dB(A) GPU com mais de 20 anos de uso 88.1 dB(A)
  • 30.
    Recomendações – 1 Fundamentaçãopara definição dos parâmetros propostos: 1- Regulamentação da ICAO para o nível máximo de emissão sonora do equipamento A.P.U. - 85 dB (A) 2- Normas e Legislação brasileiras em vigor para veículos automotores : Resoluções CONAMA , NBR9714 e NBR8433
  • 31.
    Recomendações – 1 Fundamentaçãopara definição dos parâmetros propostos (continuação): 3-Princípios abordados no Programa de Gerenciamento de Exposição Sonora “Buy Quiet” adotado pela NASA  Qualidade acústica no ambiente de trabalho  Limites de emissão sonora similares na distancia de 1m para todos os equipamentos em uso no Centro de Pesquisa
  • 32.
    Recomendações - 2 Conjuntode recomendações para aquisição de equipamentos novos. 1- Solicitação ao fabricante dos dados de emissão acústica do equipamento.
  • 33.
    Recomendações – 2 2-A verificação da emissão de ruído do equipamento adquirido, poderá ser realizada pela INFRAERO Medições de ruído conforme os parâmetros da metodologia proposta 3- Solicitação ao fabricante de alternativas de tratamento acústico adicional , caso necessário. Adequação do equipamento às especificações estabelecidas.
  • 34.
    Recomendações – 2 4-Projeto e instalação de tratamentos acústicos adicionais pelo respectivo fabricante do equipamento. Caso contrário : Os resultados podem não corresponder aos esperados Pode haver comprometimento da segurança e do desempenho energético do equipamento
  • 35.
    Proposta complementar -1 Implementaçãode Programa de Gerenciamento de Ruído OBJETIVOS: Redução dos níveis de exposição sonora no ambiente de trabalho  Controle de ruído na engenharia do equipamento  Adoção de uma nova gestão nos procedimentos de compra de equipamentos
  • 36.
    REFERÊNCIAS: • Programa “BuyQuiet” desenvolvido, e implementado no Centro de Pesquisa NASA 1-Possibilidade de adaptação para outras finalidades ou atividades similares 2-Parâmetros de emissão sonora diferenciados Otimização dos critérios de emissão sonora em função das condições operacionais usuais Proposta complementar -1
  • 37.
    REFERÊNCIAS (continuação) : 3-Procedimentosque facilitam a identificação das especificações sonoras de equipamentos novos  Planilha com especificações em linguagem padronizada Vendor Submital Forms . Formas de contrato no qual o fabricante se submete às especificações acústicas da empresa Medições de ruído do equipamento após sua instalação Proposta complementar -1
  • 38.
    Proposta complementar -2 Adoçãode restrições operacionais para o equipamento Auxialiary Power Unit O estudo relaciona as principais políticas de restrições de uso do equipamento A.P.U. adotadas em aeroportos de vários países.
  • 39.
    Proposta complementares -2 OBJETIVO: Referenciar o desenvolvimento de uma regulamentação do uso da A.P.U. a ser implementada nos aeroportos administrados pela INFRAERO visando a diminuição dos níveis de ruído de pátio
  • 40.
    Proposta complementar -2 Consideraçõesgerais:  As restrições de uso da A.P.U. ocorrem em função das características físicas e operacionais de cada aeroporto  A regulamentação das atividades da A.P.U. devem ser compatíveis com a realidade de cada um destes centros de operação.
  • 41.
    Proposta complementar -2 Diretrizesbásicas: O uso de A.P.U. deve ser evitado nas seguintes situações: 1- Sempre que houver disponibilidade de equipamentos de Ar Condicionamento e G.P.U. 2- Na proximidade de locais do aeroporto sensíveis ao ruído.
  • 42.
    Proposta complementar -2 Diretrizesbásicas (continuação): 3- Restrições de horário de uso de A.P.U., em particular no período noturno. 4- Limitação do tempo de uso Horários previstos de pouso e decolagem Exigências operacionais ou manutenção da aeronave.
  • 43.
    Proposta complementar -2 Diretrizesbásicas (continuação): 5- Verificação da conformidade dos níveis de ruído emitidos pela APU com relação às recomendações que se encontram no suplemento C do anexo 16 da ICAO.
  • 44.
    Proposta complementar -3 Adoçãode novos parâmetros de projeto
  • 45.
    Considerações finais O presentetrabalho procurou evidenciar os diversos aspectos envolvidos na questão do controle de ruído dos equipamentos de apoio ao solo de aeronaves. O resultados obtidos demonstram a necessidade de mudanças de paradigmas e a adoção de uma nova gestão no processo de aquisição de equipamentos
  • 46.
    Considerações finais Por serum trabalho pioneiro, estabelecendo normas e parâmetros ainda não usualmente adotados no Brasil, este estudo não se pretende definitivo, necessitando de : • Atualizações periódicas em virtude do advento de novas tecnologias • Participação e conscientização de todos envolvidos nas atividades de apoio ao solo de aeronaves