Tópicos avançados de
insalubridade e periculosidade
Nosso propósito:
Apresentar os conceitos de insalubridade e
periculosidade e sua aplicabilidade
Conceito de Insalubridade
Situação, condição ou
elemento que faz mal à
saúde
Insalubre
-dade
Insalubridade
Conceito de Periculosidade
Situação, condição ou
elemento que é perigoso ou
arriscado para a vida
Periculoso
-dade
Periculosidade
Basta então eu considerar
esses dois conceitos para
caracterizar a
insalubridade ou
periculosidade?
Normalmente os termos
caracterização da insalubridade
ou periculosidade dizem
respeito à caracterização do
direito à receber o respectivo
adicional, previsto em lei
Precisamos então de buscar os conceitos legais de
insalubridade e periculosidade
Temos uma estrutura que garanta a mediação dos
conflitos através do estado democrático do direito
Hierarquia de
normas no Brasil
Art.195 - A caracterização e a classificação da
insalubridade e da periculosidade, segundo as normas
do Ministério do Trabalho, far-se-ão através de perícia
a cargo de Médico do Trabalho ou Engenheiro do
Trabalho, registrados no Ministério do Trabalho.
(Redação dada pela Lei nº 6.514, de 22.12.1977)
O Som
Uma onda sonora é a vibração das moléculas da matéria em
torno da sua posição de equilíbrio (ou estado de repouso) em
resposta a uma perturbação do meio que pode ser sólido,
liquido ou gasoso. Depois de cada perturbação as moléculas
voltam à sua posição inicial.
Esta vibração é captada pelo nosso ouvido pondo a vibrar o
tímpano, o que constitui o ponto de partida da estimulação
do ouvido e da percepção da informação sonora.
O Som e o ruído
Estes dois termos são usados frequentemente de forma indistinta. Do
ponto de vista fisiológico chamam-se ruídos os sons complexos que não
são nem música, nem voz humana, nem vocalizações animais (por
exemplo: canto de um pássaro).
Ao ruído associa-se uma conotação desagradável que, no entanto, pode
ser muito subjetiva: a chuva ao bater na janela pode ser uma melodia
agradável para alguns mas muito desagradável para outros! Outro
conceito associado ao ruído é a natureza prejudicial dos sons demasiado
intensos: quando sons, mesmo musicais, são demasiado intensos são
considerados ruídos.
Características do som: frequência, intensidade e
duração.
A frequência corresponde ao número de vibrações por minuto; se o
som tem poucas vibrações por minuto o som é grave, se tem muitas
o som é agudo. A unidade da frequência é o Hertz (Hz).
A intensidade depende da amplitude; quanto maior a amplitude
mais forte é o som; inversamente, quanto mais pequena a
amplitude mais baixo é o som. A unidade é o decibel (dB).
A duração dependo do tempo que o meio demora a voltar ao ponto
de equilíbrio. A unidade é o segundo (s).
Características do som: frequência, intensidade e
duração.
Som agudo de baixa intensidade
Som agudo de alta intensidade
Som grave de alta intensidade
Som grave de baixa intensidade
Frequências sonoras ouvido pelo homem e
alguns animais
Influência do meio sobre o som
• Velocidade de propagação da onda
• A onda sonora propaga-se no ar a 340 m/s, na água a 1500 m/s a
velocidades ainda superiores em materiais mais densos (3500 m/s no osso e
6000 m/s no aço!). No vazio, desprovido de matéria, o som não se propaga.
• Exemplo: se colocarmos uma fonte sonora dentro dum frasco, consegue-se
ouvir o som. No entanto, se criarmos o vácuo dentro do frasco, o som
desaparece pois não há moléculas de ar para vibrar.
• Outros fatores tais como o teor de umidade e a temperatura influenciam a
velocidade de propagação do onda sonora.
Influência do meio sobre o som
• Impedância
• A onda sonora tem dificuldade em passar de um meio para outro (ex.
ar/líquido) pois cada meio tem uma resistência diferente à sua propagação,
que se chama impedância. Assim, um som que se propaga no ar dificilmente
se ouve dentro de água pois ela tem uma forte impedância.
• Exemplo: na praia, se tiver a cabeça dentro de água dificilmente ouve as
conversas á sua volta. No entanto, ouve perfeitamente o barulho do motor
de um barco que passa a centenas de metros.
Outras propriedades da propagação do som
• Após a emissão da onda sonora, ela é modificada por
parâmetros como a distância ou eventuais obstáculos.
• Atenuação: Em campo livre, isto é sem que haja obstáculos à
propagação da onda sonora, a sua intensidade acústica diminui
à medida que se afasta da fonte sonora.
• Reflexão: quando uma onda sonora encontra um obstáculo, por
exemplo uma parede, uma certa quantidade de energia é
refletida e volta à sala. As reflexões sucessivas constituem a
reverberação
Outras propriedades da propagação do som
• Após a emissão da onda sonora, ela é modificada por parâmetros
como a distância ou eventuais obstáculos.
• Absorção: uma outra parte da energia é absorvida pelos materiais
constituintes da parede; as altas frequências são mais facilmente absorvidas,
atenuando-se mais que as frequências baixas.
• Transmissão: Uma parte da energia é transmitida para a divisão vizinha
através da parede, que funciona como uma fonte sonora secundária.
Tipos de ruído
• Ruídos contínuos: são aqueles cuja variação de nível de intensidade sonora é
muito pequena em função do tempo. São ruídos característicos de bombas de
líquidos, motores elétricos, engrenagens, etc. Exemplos : chuva, geladeiras,
compressores, ventiladores
Tipos de ruído
• Ruídos flutuantes: são aqueles que apresentam grandes variações de nível em
função do tempo. São geradores desse tipo de ruído os trabalhos manuais,
afiação de ferramentas, soldagem, o trânsito de veículos, etc. São os ruídos mais
comuns nos sons diários
Tipos de ruído
• Ruídos impulsivos, ou de impacto: apresentam altos níveis de intensidade
sonora, num intervalo de tempo muito pequeno. São os ruídos provenientes de
explosões e impactos. São ruídos característicos de rebitadeiras, impressoras
automáticas, britadeiras, prensas, etc.
Medição do nível sonoro
• Ao medir a intensidade do som, frequentemente é utilizado um
instrumento que emula a sensibilidade variável do ouvido humano
a sons com composições tonais diferentes, o decibelímetro. Esse é
denominado nível sonoro ponderado A e a unidade denomina-se
dB(A).
Nível de
pressão
sonora
Medição do nível sonoro - Decibelímetro
O aparelho contém um oscilador interno que vibrará na frequência
do som que lhe chega da leitura do microfone. Por ressonância,
esse oscilador interno vibrará com a energia oriunda externamente
e o aparelho estará apto a fazer a leitura.
Medição do nível sonoro - Decibelímetro
• Os medidores de precisão constam, normalmente, de:
• Microfone
• Atenuador
• circuitos de equalização
• circuitos integradores
• mostrador (digital ou analógico) graduado em dB.
Medição do nível sonoro - Decibelímetro
• Obrigatoriamente devem conter:
• 2 curvas de ponderação: os circuitos de equalização devem
fornecer ao usuário a opção de escolha para as curvas A ou C.
Alguns aparelhos contém as curvas B e D
• No mínimo, 2 constantes de tempo: lenta (slow) ou rápida
(fast). Alguns aparelhos possuem as constantes ‘impulso’ e
‘pico’.
• Faixa de medida de 30 a 140 dB.
• Calibrador.
Medição do nível sonoro - Decibelímetro
• As curvas de ponderação (ou equalização) dos medidores
são usadas para que o aparelho efetue as medições do
ruído de acordo com a sensibilidade do ouvido humano.
Medição do nível sonoro - Decibelímetro
• A "Curva A" faz com que o medidor perceba o som como
nós ouvimos. O circuito de compensação ‘A’ foi idealizado
para tentar reproduzir as curvas de audibilidade humana.
Por apresentar melhores correlações com os testes
subjetivos, tem sido o circuito de compensação mais
utilizado para medição de ruído contínuo.
Medição do nível sonoro - Decibelímetro
• A curva de ponderação "C" é quase plana e foi
incorporada aos medidores para a hipótese de
necessidade de medir todo o som do ambiente (sem
filtros), ou para avaliar a presença de sons de baixas
frequências.
Medição do nível sonoro - Decibelímetro
• Os medidores de nível de pressão sonora usam duas
constantes de tempo, aceitas internacionalmente. São os
tempos correspondentes às respostas lenta (slow), de um
segundo e, rápida (fast), de 0,125 segundos.
Medição do nível sonoro - Decibelímetro
• As respostas lentas são utilizadas para medir ruídos
contínuos e intermitentes;
• A escala “A” e a resposta lenta como as mais indicadas
para medir o ruído contínuo e a escala “C” mais resposta
rápida como as recomendadas para o ruído de impacto.
Métodos de medição do ruído
• Medição de Ruídos Contínuos
• A avaliação dos níveis de ruído contínuo é feita diretamente
com o medidor de nível de pressão sonora. Aproxima-se o
aparelho da fonte, na posição de trabalho do operário e lê-se
diretamente no aparelho o nível de ruído do local. Por ser um
ruído do tipo contínuo, deverá haver pouca variação nos valores
marcados pelo mostrador.
Métodos de medição do ruído
• Medição de Ruídos Flutuantes
• Existem muitos métodos de medição para ruídos flutuantes.
Todos eles têm por objetivo encontrar um valor que represente
de forma significativa, em decibeis, as variações de pressão
sonora do som:
• O método adotado pela Norma ISO e muitas normas nacionais é
o Nível Médio de Som Contínuo Equivalente (L eq), definido
por:
Métodos de medição do ruído
• Medição de Ruídos Flutuantes
• Nesse método de medição obtém-se um nível de ruído
contínuo que possui a mesma energia acústica que os níveis
flutuantes originais, durante um período de tempo. O princípio
da mesma energia assegura a precisão do método para
avaliação dos efeitos do ruído sobre o aparelho auditivo.
Métodos de medição do ruído
• Medição de Ruídos Flutuantes
• É usada a constante de tempo em "lento" e a ponderação na
curva "A", indicando-se por La eq. O tempo usado no método
pode ser escolhido conforme a indústria ou o tipo de ruído,
podendo der, por exemplo, de 60 segundos, 30 minutos, 1 hora,
etc.
• Esse método é muito preciso para avaliar o risco auditivo, mas
necessita de um medidor que possua a escala equivalente.
Métodos de medição do ruído
Dose de ruído
Representa a quantidade da exposição ao ruído, em percentual, que o trabalhador
foi exposto em função do nível de pressão sonora e do tempo. A dose é o valor em
% de um nível equivalente em dB. Uma dose de 100 % corresponde ao valor
máximo que um trabalhador pode ficar exposto, ao qual se acredita que não
produzirá danos auditivos, definida pela expressão:
Fator duplicativo de dose ou incremento
de dose (Exchange Rate – ER)
Esse valor, conhecido também como incremento de duplicação de dose (q) é o
valor que, quando acrescido a um determinado nível de ruído, mantido o tempo de
exposição, implica na duplicação da dose de exposição ou a redução pela metade
do tempo máximo permitido.
Insalubridade
Aposentadoria
Especial
Métodos de medição do ruído
• Medição de Ruídos Flutuantes
• Dosímetro de ruído
IDENTIFICAÇÃO DO PROBLEMA
TÉRMICO
CONFORTO TÉRMICO
SOBRECARGA
TÉRMICA
HIGIENE DO TRABALHO
NR-15
ERGONOMIA
NR - 17
Forma de energia que se transfere de um sistema para outro em virtude de uma
diferença de temperatura entre os mesmos.
É um agente físico presente em uma série de atividades como:
Siderurgia;
Fundição;
Industria do Vidro;
Industria Têxtil ...
DEFINIÇÃO
O homem exposto a altas temperaturas tem o rendimento físico e mental diminuído.
É sabido que a exposição, não controlada, ao calor induz a erros de percepção e
raciocínio, o que pode desencadear acidentes.
CONSIDERAÇÕES
Reações do Organismo ao Calor
O organismo humano no sentido de promover um aumento da perda de
calor, processa uma série de reações fisiológicas buscando o equilíbrio
térmico.
O organismo só estará em equilíbrio térmico quando o Sfor igual a zero.
S = M + C + R -E
MECANISMOS DE TROCA TÉRMICA
(PERDA E GANHO DE CALOR)
S = M + + R - E
C
Calor ganho ou perdido por condução-convecção.
• CONDUÇÃO - quando existe um fluxo de calor de um corpo de temperatura maior para
outro de temperatura menor.
• CONVECÇÃO - Trata-se do mesmo processo anterior só que pelo menos um dos corpos
é um fluido, o que provoca um movimento ascendente em função do resfriamento ou
aquecimento do referido fluido.
Reações do Organismo ao Calor
Mecanismos de defesa do organismo humano quando submetido e calor intenso
1 - VASODILATAÇÃO PERIFÉRICA
•É a primeira ação processada pelo organismo.
•Implica num maior fluxo de sangue na superfície do corpo, com consequente aumento
da temperatura da pele.
•O fluxo de sangue transporta o calor do núcleo do corpo para a superfície, onde
ocorrem as trocas térmicas.
2 - SUDORESE
•É a atividade das glândulas sudoríparas.Proporcionalmente ao desequilíbrio térmico.
•A quantidade de suor em curtos períodos pode atingir até 2 litros por hora.
•Em períodos de várias horas não excede a 1 litro por hora, o que representa uma
transferência de 600 Kcal/h, para o meio ambiente.
S = M + C + - E
R
MECANISMOS DE TROCA TÉRMICA
(PERDA E GANHO DE CALOR)
Calor ganho ou perdido por radiação.
RADIAÇÃO - Quando um corpo de temperatura mais elevada transfere calor, por
emissão de radiação infravermelha, para um corpo de temperatura menor.
• Este mecanismo é denominado CALOR RADIANTE.
S = M + C + R - E
Calor perdido por evaporação.
EVAPORAÇÃO - Quando um Líquido que envolve um sólido transforma-se em vapor.
• Influenciam neste fenômeno a quantidade de vapor existente no meio, velocidade
do ar na superfície do sólido e a quantidade de calor absorvida pelo líquido.
MECANISMOS DE TROCA TÉRMICA
(PERDA E GANHO DE CALOR)
EQUAÇÃO DO EQUILIBRIO HOMEOTÉRMICO
= M + C + R -E
S
CALOR ACUMULADO NO ORGANISMO.
S = + C + R - E
M
CALOR PRODUZIDO PELO METABOLISMO.
• PROPORCIONAL AO ESFORÇO FÍSICO DESPRENDIDO PELO TRABALHADOR.
• EXISTEM TABELAS COM ESTIMATIVAS DE TAXA DE METABOLISMO, EM FUNÇÃO DAS
ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELO TRABALHADOR
MÉTODO UTILIZADO E CRITÉRIO CONSIDERADO
Estabelecido pelo Anexo-3 da Norma Regulamentadora nº 15, da portaria 3214
do MTb.
IBUTG - ÍNDICE DE BULBO ÚMIDO TERMÔMETRO DE GLOBO
Fluxo - 1
Avaliação da exposição ao calor
MEDIR AS
TEMPERATURAS
DEFINIR TIPO DE
EXPOSIÇÃO
SEM CARGA SOLAR IBUTG =
0,7 tbn + 0,3 tg
COM CARGA SOLAR IBUTG = 0,7 tbn
+ 0,1 tbs + 0,2 tg
DEFINIR TAXA METABÓLICA (VIDE QUADRO Nº 1)
NOTA: Se os valores excederem aos estabelecidos no quadro nº1, seguir fluxo-2.
As radiações ionizantes por si só não podem ser medida diretamente, a detecção é realizada pelo resultado
produzido da interação da radiação com um meio sensível (detector). Em um sistema detector os detectores
de radiação são os elementos ou dispositivos sensíveis a radiação ionizante utilizados para determinar a
quantidade de radiação presente em um determinado meio de interesse.
Avaliação da exposição
As avaliações ocupacionais para fins de proteção radiológica são denominadas dosimetrias, realizado por um
dosímetro individual colocado no tórax do trabalhador. Existem outros com formato de anel, para inseri-los nos
dedos e na forma de relógio para colocar no pulso. Todo o estudo denomina-se Programa de Proteção
Radiológica (PPR).
Avaliação da exposição
Após colocar o dosímetro no trabalhador, atente-se para mantê-lo de acordo com as recomendações do
laboratório fornecedor, não sendo permitido que o trabalhador o leve para casa ou qualquer ambiente que não
seja o do seu local de trabalho. O uso de um dosímetro é estabelecido para um período de 30 dias,
normalmente. Assim como, deve ser usado durante todo o ano.
Avaliação da exposição
Em uma dosimetria, os limites de tolerância usados para se verificar se há uma exposição às radiações ionizantes são
fornecidos pela CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear) que constam na norma CNEN-NN-3.01:2011 – Diretrizes
Básicas de Proteção Radiológica, que estabelece os requisitos básicos para a proteção radiológica das pessoas (incluindo
trabalhadores do ramo e indivíduos do público) que estão expostas as radiações ionizantes. No Quadro você tem a
disposição estes limites que estão baseados em valores de dose.
Avaliação da exposição
Altas pressões
Para os mergulhadores, por exemplo, a
profundidade, o tempo de mergulho e a velocidade
de subida são parâmetros de controle essenciais para
evitar as doenças descompressivas e os acidentes
como os barotraumas, embolias, embriaguez das
profundidades (saturação por N2), afogamentos,
intoxicação pelo oxigênio, intoxicação pelo gás
carbônico. Portanto, o processo de descompressão é
fundamental e essencial na atividade de mergulho.
Altas pressões
Ocorrem em atividades executadas por
mergulhadores e em trabalhos em tubulões de
ar comprimido (escavações abaixo do nível do
lençol de água), onde a pressão, acima do
normal, tem a finalidade de evitar,
principalmente,
a entrada de água. Ocorre também em
trabalhos em campânulas (compartimentos
estanques utilizados para trabalhos
submersos).
Esta forma de radiação apresenta-se num espectro eletromagnético em 3 (três) subdivisões: a UV-A, que com
comprimento de onda na faixa, de aproximadamente, 400 a 320 nm (equivalente ao comprimento de onda da
luz negra) é comum em lâmpadas utilizadas para bronzeamento e para secagem de resinas, em teatros e
diversões públicas, a UV-B em torno de 320 a 280 nm e UV-C na faixa de 280 e 100 nm são emitidas por
materiais como lâmpadas especiais (vapor de mercúrio, por exemplo), em processos de soldagens que
envolvem a produção de arco elétrico e bastante utilizada em tratamento para esterilização de equipamentos
em laboratórios, hospitais e para tratamento de água em alguns países.
Radiações não ionizantes - Ultravioleta
 A exposição prolongada de ambas pode levar ao desenvolvimento de cataratas, pigmentação da pele fica
escurecida e queimaduras (inclusive a solar) que com o tempo tendem a causar o envelhecimento da pele,
assim como o aparecimento de câncer de pele. Para proteção, recomenda-se o uso de filtros específicos para
máscaras de solda, lentes de proteção para os olhos com tonalidade específica para esta radiação e até no
nosso dia-a-dia, o uso de filtros solares.
Radiações não ionizantes - Ultravioleta
As micro-ondas se encontram nas regiões de baixas frequências e com menor poder energético, que ao incidir
com a matéria orgânica (organismo) tem-se uma geração de calor localizada. Estas podem ser perigosas quando
são emitidas em grandes densidades de radiação. A sua presença é constatada em estações de rádio, televisão,
telefonia, em radares para navegação e meteorologia. No uso industrial, utilizado para secagem de materiais na
produção de cerâmicos e de couro, e na indústria alimentícia, onde nesta última, também o emprega para
desidratação e esterilização de materiais
Radiações não ionizantes - Micro-ondas e radio frequências
A radiação infravermelha está posicionada nas radiações de comprimento de onda aproximado na faixa de 760
nm a 1 mm, entre as micro-ondas e a luz visível. Esta radiação caracteriza-se por não apresentar poder
energético capaz de alterar estruturas a nível atômico, porém, nós devemos estar atentos para os efeitos
térmicos de uma exposição prolongada, que afetará diretamente os olhos acarretando em cataratas e
queimaduras de retina, córnea e na pele
Radiações não ionizantes - Infravermelho
Este tipo de radiação tem sua nomenclatura baseado na sigla LASER (do inglês, Light Amplification by Simulated
Emission of Radiation) que se apresenta na forma traduzida como Amplificação da Luz por Emissão Estimulada
de Radiação, um feixe de luz que se define em concentrar uma grande quantidade de energia em uma área
bastante pequena, considerado na física como monocromático, o que torna o local incidente propenso a sofrer
queimaduras, dependendo da sua intensidade e do tipo. Quanto maior é a potência do laser maior é a radiação
sofre a superfície incidente.
Radiações não ionizantes - Laser
Os procedimentos técnicos para a avaliação quantitativa das VCI e VMB são os estabelecidos nas
Normas de Higiene Ocupacional da FUNDACENTRO.
 A medição da temperatura se dá por meio de
medição simples e pontual do ambiente de
trabalho, devendo ser empregados termômetros
de bulbo seco (Tbs) que tenham escalas que
atendam a faixa de temperatura do local a ser
medido exemplo de -50 a +50°C, com subdivisão
de 0,1°C. O termômetro deverá ser afixado no
tripé a altura da parte do corpo mais afetada pelo
frio.
AVALIAÇÃO AMBIENTAL DO FRIO
 Não existem limites de tolerância previstos para o frio,
na verdade se dá apenas a classificação do ambiente
como frio de acordo com a região do país.
 Podemos recorrer a várias normas que convergem
numa definição do que é classificado como ambiente
frio, a NR 36 traz:
 36.13.1.1 Considera-se artificialmente frio, o que for
inferior, na primeira, segunda e terceira zonas
climáticas a 15º C, na quarta zona a 12º C, e nas zonas
quinta, sexta e sétima, a 10º C, conforme mapa oficial
do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE
AVALIAÇÃO AMBIENTAL DO FRIO
Segundo a norma é considerado ambiente frio:
AVALIAÇÃO AMBIENTAL DO FRIO
Zona Climática
(Mapa 1978)
Temperatura abaixo de:
Zona Climática
(Mapa atual)
1a Zona
15° C Quente
2a
Zona
3
a
Zona
4a
Zona 12° C Subquente
5a Zona
10° C
Mesotérmica
(Branda e Mediana)
6a
Zona
7
a
Zona
 Para isso deve-se consultar o mapa de climas do IBGE:
AVALIAÇÃO AMBIENTAL DO FRIO
AVALIAÇÃO AMBIENTAL DO FRIO
O mapa de climas do IBGE traz as zonas climáticas identificadas pela sua principal característica
Temperaturas < 15° C
AVALIAÇÃO AMBIENTAL DO FRIO
 Para isso deve-se consultar o mapa de climas do IBGE:
AVALIAÇÃO AMBIENTAL DO FRIO
O mapa de climas do IBGE traz as zonas climáticas identificadas pela sua principal característica
Temperaturas < 12° C
AVALIAÇÃO AMBIENTAL DO FRIO
 Para isso deve-se consultar o mapa de climas do IBGE:
AVALIAÇÃO AMBIENTAL DO FRIO
O mapa de climas do IBGE traz as zonas climáticas identificadas pela sua principal característica
Temperatura < 10°C
AVALIAÇÃO AMBIENTAL DO FRIO
 Para isso deve-se consultar o mapa de climas do IBGE:
AVALIAÇÃO AMBIENTAL DO FRIO
 O objetivo da avaliação de um agente químico é a determinação da
existência de riscos através da análise da concentração do agente em
função do ciclo de trabalho, onde serão avaliados os vários aspectos que
envolvem a caracterização da exposição. Para tanto serão necessários
conhecimentos sobre os agentes presentes, suas interações, as medidas
de controle existentes, os ciclos de trabalho, condições de manuseio e
operação e outras variáveis que podem influir na avaliação (temperatura,
velocidade do ar, etc.). A avaliação fornece também informações sobre a
efetividade das medidas de controle existentes (EPIs e EPCs) e sobre as
relações entre a exposição e os possíveis efeitos à saúde (PCMSO – NR 7).
Avaliação de riscos químicos
 As questões clássicas no planejamento de uma estratégia de amostragem
são: Onde amostrar? Quando realizar a amostragem? Qual o tempo de
amostragem? Quantas amostras são necessárias? Evidentemente a
amostragem de agentes químicos é complexa, e o que devemos sempre
ter em mente é que uma avaliação bem realizada é aquela mais
representativa possível da exposição do trabalhador. A exatidão e precisão
dos resultados obtidos, bem como o grau de confiabilidade exigido,
dependerão muito do correto dimensionamento da amostragem e da
qualidade do sistema de medição adotado.
Avaliação de riscos químicos
 Para um dimensionamento correto da amostragem de agentes químicos
alguns parâmetros deverão ser considerados. Dentre os mais importantes
podemos citar:
 Tempo de amostragem - O estudo do ciclo de trabalho e das
características do agente vai determinar a duração da amostragem.
 Quantidade de amostras - Vai depender muito da variabilidade da
exposição e do objetivo da avaliação. Para a caracterização de
exposições com confiabilidade pode ser necessário um grande
número de avaliações em horários e dias diferentes.
Avaliação de riscos químicos - Planejamento da
amostragem
 Podemos classificar os tipos de amostragem quanto à posição do
amostrador em:
 Pessoal – o amostrador acompanha o trabalhador durante todo o
período de trabalho, e é colocado próximo a região respiratória
 Ambiental, de área ou estática – o amostrador é fixado em um
determinado local próximo a fonte e fornece informações sobre a
emissividade dessa fonte
Avaliação de riscos químicos - Tipos de amostragem
 Podemos classificar os tipos de amostragem quanto à duração da
amostragem em:
 Instantâneas – de curta duração (normalmente menores que 5
minutos), para verificarmos se o valor máximo ou valor teto foi
atingido ou ainda avaliar os instantes de maior concentração.
 Contínuas – em períodos maiores que 30 minutos, sendo mais
adequadas para avaliação da média ponderada.
Avaliação de riscos químicos - Tipos de amostragem
 Os amostradores utilizados na avaliação de agentes químicos podem ser classificados
como ativos e passivos.
 Amostradores ativos – consiste na coleta de um volume conhecido de ar através da
passagem forçada do ar através do emprego de bombas de fluxo. O contaminante
que está sendo investigado é coletado em filtros ou substâncias específicas
 Amostradores passivos – não exigem a passagem forçada do ar, pois agem por
difusão molecular. Utilizam a tendência natural dos gases e vapores de se moverem
de uma área de maior concentração para uma área de menor concentração.
Avaliação de riscos químicos - Tipos de amostragem
 Os meios coletores basicamente se dividem
em:
 Filtros de membrana – utilizados na coleta
dos aerodispersóides. A retenção do
contaminante se dá através da passagem
forçada do ar (amostragem ativa) através
desses filtros (cloreto de polivinila para
poeiras, ester celulose para fumos metálicos
e amianto) que os retém. Posteriormente
esses filtros são enviados para análise em
laboratórios especializados.
Avaliação de riscos químicos - Tipos de amostragem
 Os meios coletores basicamente se dividem em:
 Sólido adsorvente – as moléculas do contaminante são aderidas
a uma superfície sólida específica (carvão ativado para solventes
orgânicos e sílica gel para solventes polares).
 Líquido absorvente – as moléculas do contaminante introduzem-
se em outra fase, normalmente, nos casos de avaliação
ocupacional, líquida (impingers e borbulhadores).
Avaliação de riscos químicos - Tipos de amostragem
 Os métodos de coleta incluem a separação ou não dos
contaminantes:
 Ar total – quando uma amostra de ar é recolhida (sacos de
amostragem, frascos de amostragem e seringas).
 Com separação dos contaminantes – o contaminante é separado
através de retenção em filtros, absorção em meio líquido,
adsorção em meio sólido ou condensação de vapores, para
posterior análise em laboratório. Neste tipo de amostragem um
volume conhecido de ar contaminado passa através de um meio
coletor adequado, separando-se, assim, os contaminantes do
restante do ar.
Avaliação de riscos químicos - Tipos de amostragem
 Os Limites de Tolerância (LT) ou Limites de Exposição Ocupacional
(LEO), referem-se às concentrações ou intensidades dos agentes
ambientais nas quais se acredita que a maioria dos trabalhadores
possa estar exposta, repetidamente, dia após dia, sem sofrer efeitos
adversos à saúde.
Avaliação de riscos químicos - Limites de tolerância
para agentes químicos
 A NR 15 estabelece, em seus Anexos 11 os valores limites da
concentração do agente químico para os quais a maioria dos
trabalhadores poderia permanecer exposta 8 horas diárias e até 48
horas semanais durante toda a vida laboral, sem apresentar nenhum
sintoma de doenças.
Avaliação de riscos químicos - Limites de tolerância
segundo a legislação brasileira
 Limite de tolerância média ponderada Refere-se à concentração
média ponderada presente durante a jornada de trabalho. Permite que
a concentração ultrapasse o limite durante um determinado período,
desde que seja compensado pela exposição a valores menores,
determinando que, na média, o valor fique abaixo do limite de
tolerância.
 Entretanto, esses valores acima do limite de tolerância não deverão
ultrapassar, em nenhum momento da jornada, um valor denominado
de valor máximo.
Avaliação de riscos químicos - Limites de tolerância
segundo a legislação brasileira
Avaliação de riscos químicos - Limites de tolerância
segundo a legislação brasileira
Avaliação de riscos químicos - Limites de tolerância
segundo a legislação brasileira
 Limite de tolerância valor teto
 Quando no Quadro 1, do Anexo 11 da NR 15, na tabela dos limites
de tolerância, a substância tem assinalada a coluna valor teto,
esse valor indica a concentração máxima que não deve ser
ultrapassada em momento nenhum da jornada. Para as
substâncias com valor teto, esse valor será o limite de tolerância.
 Uma exposição que tenha um valor que ultrapasse o valor teto
será considerada situação de risco grave e iminente.
Avaliação de riscos químicos - Limites de tolerância
segundo a legislação brasileira
 Substâncias com absorção pela pele
 Você pode observar no Quadro 1, do Anexo 11 da NR 15 que
algumas substâncias, além do limite de tolerância, apresentam
assinalada a coluna absorção pela pele. Para essas substâncias não
basta somente o controle da concentração do agente, mas
também medidas de proteção especiais para evitar a absorção
através da pele.
Avaliação de riscos químicos - Limites de tolerância
segundo a legislação brasileira
 Asfixiantes simples
 Asfixiantes simples são gases não-tóxicos que, quando presentes
em um ambiente em altas concentrações, produzem uma redução
da concentração de oxigênio por deslocamento ou diluição. Para a
exposição a essas substâncias é essencial manter a concentração
de oxigênio dentro de padrões mínimos aceitáveis.
 A NR 15, em seu Anexo 11, indica que “Todos os valores fixados no
Quadro 1 como “Asfixiantes Simples” determinam que nos
ambientes de trabalho, em presença destas substâncias, a
concentração mínima de oxigênio deverá ser 18 (dezoito) por
cento em volume”.
Avaliação de riscos químicos - Limites de tolerância
segundo a legislação brasileira
Tópicos de insalubridade e periculosidade
Tópicos de insalubridade e periculosidade
Tópicos de insalubridade e periculosidade
Tópicos de insalubridade e periculosidade
Tópicos de insalubridade e periculosidade
Tópicos de insalubridade e periculosidade

Tópicos de insalubridade e periculosidade

  • 1.
  • 2.
    Nosso propósito: Apresentar osconceitos de insalubridade e periculosidade e sua aplicabilidade
  • 3.
  • 6.
    Situação, condição ou elementoque faz mal à saúde Insalubre -dade Insalubridade
  • 7.
  • 10.
    Situação, condição ou elementoque é perigoso ou arriscado para a vida Periculoso -dade Periculosidade
  • 11.
    Basta então euconsiderar esses dois conceitos para caracterizar a insalubridade ou periculosidade?
  • 12.
    Normalmente os termos caracterizaçãoda insalubridade ou periculosidade dizem respeito à caracterização do direito à receber o respectivo adicional, previsto em lei
  • 13.
    Precisamos então debuscar os conceitos legais de insalubridade e periculosidade
  • 14.
    Temos uma estruturaque garanta a mediação dos conflitos através do estado democrático do direito
  • 16.
  • 21.
    Art.195 - Acaracterização e a classificação da insalubridade e da periculosidade, segundo as normas do Ministério do Trabalho, far-se-ão através de perícia a cargo de Médico do Trabalho ou Engenheiro do Trabalho, registrados no Ministério do Trabalho. (Redação dada pela Lei nº 6.514, de 22.12.1977)
  • 25.
    O Som Uma ondasonora é a vibração das moléculas da matéria em torno da sua posição de equilíbrio (ou estado de repouso) em resposta a uma perturbação do meio que pode ser sólido, liquido ou gasoso. Depois de cada perturbação as moléculas voltam à sua posição inicial. Esta vibração é captada pelo nosso ouvido pondo a vibrar o tímpano, o que constitui o ponto de partida da estimulação do ouvido e da percepção da informação sonora.
  • 26.
    O Som eo ruído Estes dois termos são usados frequentemente de forma indistinta. Do ponto de vista fisiológico chamam-se ruídos os sons complexos que não são nem música, nem voz humana, nem vocalizações animais (por exemplo: canto de um pássaro). Ao ruído associa-se uma conotação desagradável que, no entanto, pode ser muito subjetiva: a chuva ao bater na janela pode ser uma melodia agradável para alguns mas muito desagradável para outros! Outro conceito associado ao ruído é a natureza prejudicial dos sons demasiado intensos: quando sons, mesmo musicais, são demasiado intensos são considerados ruídos.
  • 27.
    Características do som:frequência, intensidade e duração. A frequência corresponde ao número de vibrações por minuto; se o som tem poucas vibrações por minuto o som é grave, se tem muitas o som é agudo. A unidade da frequência é o Hertz (Hz). A intensidade depende da amplitude; quanto maior a amplitude mais forte é o som; inversamente, quanto mais pequena a amplitude mais baixo é o som. A unidade é o decibel (dB). A duração dependo do tempo que o meio demora a voltar ao ponto de equilíbrio. A unidade é o segundo (s).
  • 28.
    Características do som:frequência, intensidade e duração. Som agudo de baixa intensidade Som agudo de alta intensidade Som grave de alta intensidade Som grave de baixa intensidade
  • 29.
    Frequências sonoras ouvidopelo homem e alguns animais
  • 30.
    Influência do meiosobre o som • Velocidade de propagação da onda • A onda sonora propaga-se no ar a 340 m/s, na água a 1500 m/s a velocidades ainda superiores em materiais mais densos (3500 m/s no osso e 6000 m/s no aço!). No vazio, desprovido de matéria, o som não se propaga. • Exemplo: se colocarmos uma fonte sonora dentro dum frasco, consegue-se ouvir o som. No entanto, se criarmos o vácuo dentro do frasco, o som desaparece pois não há moléculas de ar para vibrar. • Outros fatores tais como o teor de umidade e a temperatura influenciam a velocidade de propagação do onda sonora.
  • 31.
    Influência do meiosobre o som • Impedância • A onda sonora tem dificuldade em passar de um meio para outro (ex. ar/líquido) pois cada meio tem uma resistência diferente à sua propagação, que se chama impedância. Assim, um som que se propaga no ar dificilmente se ouve dentro de água pois ela tem uma forte impedância. • Exemplo: na praia, se tiver a cabeça dentro de água dificilmente ouve as conversas á sua volta. No entanto, ouve perfeitamente o barulho do motor de um barco que passa a centenas de metros.
  • 32.
    Outras propriedades dapropagação do som • Após a emissão da onda sonora, ela é modificada por parâmetros como a distância ou eventuais obstáculos. • Atenuação: Em campo livre, isto é sem que haja obstáculos à propagação da onda sonora, a sua intensidade acústica diminui à medida que se afasta da fonte sonora. • Reflexão: quando uma onda sonora encontra um obstáculo, por exemplo uma parede, uma certa quantidade de energia é refletida e volta à sala. As reflexões sucessivas constituem a reverberação
  • 33.
    Outras propriedades dapropagação do som • Após a emissão da onda sonora, ela é modificada por parâmetros como a distância ou eventuais obstáculos. • Absorção: uma outra parte da energia é absorvida pelos materiais constituintes da parede; as altas frequências são mais facilmente absorvidas, atenuando-se mais que as frequências baixas. • Transmissão: Uma parte da energia é transmitida para a divisão vizinha através da parede, que funciona como uma fonte sonora secundária.
  • 34.
    Tipos de ruído •Ruídos contínuos: são aqueles cuja variação de nível de intensidade sonora é muito pequena em função do tempo. São ruídos característicos de bombas de líquidos, motores elétricos, engrenagens, etc. Exemplos : chuva, geladeiras, compressores, ventiladores
  • 35.
    Tipos de ruído •Ruídos flutuantes: são aqueles que apresentam grandes variações de nível em função do tempo. São geradores desse tipo de ruído os trabalhos manuais, afiação de ferramentas, soldagem, o trânsito de veículos, etc. São os ruídos mais comuns nos sons diários
  • 36.
    Tipos de ruído •Ruídos impulsivos, ou de impacto: apresentam altos níveis de intensidade sonora, num intervalo de tempo muito pequeno. São os ruídos provenientes de explosões e impactos. São ruídos característicos de rebitadeiras, impressoras automáticas, britadeiras, prensas, etc.
  • 37.
    Medição do nívelsonoro • Ao medir a intensidade do som, frequentemente é utilizado um instrumento que emula a sensibilidade variável do ouvido humano a sons com composições tonais diferentes, o decibelímetro. Esse é denominado nível sonoro ponderado A e a unidade denomina-se dB(A).
  • 38.
  • 40.
    Medição do nívelsonoro - Decibelímetro O aparelho contém um oscilador interno que vibrará na frequência do som que lhe chega da leitura do microfone. Por ressonância, esse oscilador interno vibrará com a energia oriunda externamente e o aparelho estará apto a fazer a leitura.
  • 41.
    Medição do nívelsonoro - Decibelímetro • Os medidores de precisão constam, normalmente, de: • Microfone • Atenuador • circuitos de equalização • circuitos integradores • mostrador (digital ou analógico) graduado em dB.
  • 42.
    Medição do nívelsonoro - Decibelímetro • Obrigatoriamente devem conter: • 2 curvas de ponderação: os circuitos de equalização devem fornecer ao usuário a opção de escolha para as curvas A ou C. Alguns aparelhos contém as curvas B e D • No mínimo, 2 constantes de tempo: lenta (slow) ou rápida (fast). Alguns aparelhos possuem as constantes ‘impulso’ e ‘pico’. • Faixa de medida de 30 a 140 dB. • Calibrador.
  • 43.
    Medição do nívelsonoro - Decibelímetro • As curvas de ponderação (ou equalização) dos medidores são usadas para que o aparelho efetue as medições do ruído de acordo com a sensibilidade do ouvido humano.
  • 44.
    Medição do nívelsonoro - Decibelímetro • A "Curva A" faz com que o medidor perceba o som como nós ouvimos. O circuito de compensação ‘A’ foi idealizado para tentar reproduzir as curvas de audibilidade humana. Por apresentar melhores correlações com os testes subjetivos, tem sido o circuito de compensação mais utilizado para medição de ruído contínuo.
  • 45.
    Medição do nívelsonoro - Decibelímetro • A curva de ponderação "C" é quase plana e foi incorporada aos medidores para a hipótese de necessidade de medir todo o som do ambiente (sem filtros), ou para avaliar a presença de sons de baixas frequências.
  • 46.
    Medição do nívelsonoro - Decibelímetro • Os medidores de nível de pressão sonora usam duas constantes de tempo, aceitas internacionalmente. São os tempos correspondentes às respostas lenta (slow), de um segundo e, rápida (fast), de 0,125 segundos.
  • 47.
    Medição do nívelsonoro - Decibelímetro • As respostas lentas são utilizadas para medir ruídos contínuos e intermitentes; • A escala “A” e a resposta lenta como as mais indicadas para medir o ruído contínuo e a escala “C” mais resposta rápida como as recomendadas para o ruído de impacto.
  • 48.
    Métodos de mediçãodo ruído • Medição de Ruídos Contínuos • A avaliação dos níveis de ruído contínuo é feita diretamente com o medidor de nível de pressão sonora. Aproxima-se o aparelho da fonte, na posição de trabalho do operário e lê-se diretamente no aparelho o nível de ruído do local. Por ser um ruído do tipo contínuo, deverá haver pouca variação nos valores marcados pelo mostrador.
  • 49.
    Métodos de mediçãodo ruído • Medição de Ruídos Flutuantes • Existem muitos métodos de medição para ruídos flutuantes. Todos eles têm por objetivo encontrar um valor que represente de forma significativa, em decibeis, as variações de pressão sonora do som: • O método adotado pela Norma ISO e muitas normas nacionais é o Nível Médio de Som Contínuo Equivalente (L eq), definido por:
  • 50.
    Métodos de mediçãodo ruído • Medição de Ruídos Flutuantes • Nesse método de medição obtém-se um nível de ruído contínuo que possui a mesma energia acústica que os níveis flutuantes originais, durante um período de tempo. O princípio da mesma energia assegura a precisão do método para avaliação dos efeitos do ruído sobre o aparelho auditivo.
  • 51.
    Métodos de mediçãodo ruído • Medição de Ruídos Flutuantes • É usada a constante de tempo em "lento" e a ponderação na curva "A", indicando-se por La eq. O tempo usado no método pode ser escolhido conforme a indústria ou o tipo de ruído, podendo der, por exemplo, de 60 segundos, 30 minutos, 1 hora, etc. • Esse método é muito preciso para avaliar o risco auditivo, mas necessita de um medidor que possua a escala equivalente.
  • 52.
  • 53.
    Dose de ruído Representaa quantidade da exposição ao ruído, em percentual, que o trabalhador foi exposto em função do nível de pressão sonora e do tempo. A dose é o valor em % de um nível equivalente em dB. Uma dose de 100 % corresponde ao valor máximo que um trabalhador pode ficar exposto, ao qual se acredita que não produzirá danos auditivos, definida pela expressão:
  • 54.
    Fator duplicativo dedose ou incremento de dose (Exchange Rate – ER) Esse valor, conhecido também como incremento de duplicação de dose (q) é o valor que, quando acrescido a um determinado nível de ruído, mantido o tempo de exposição, implica na duplicação da dose de exposição ou a redução pela metade do tempo máximo permitido. Insalubridade Aposentadoria Especial
  • 55.
    Métodos de mediçãodo ruído • Medição de Ruídos Flutuantes • Dosímetro de ruído
  • 58.
    IDENTIFICAÇÃO DO PROBLEMA TÉRMICO CONFORTOTÉRMICO SOBRECARGA TÉRMICA HIGIENE DO TRABALHO NR-15 ERGONOMIA NR - 17
  • 59.
    Forma de energiaque se transfere de um sistema para outro em virtude de uma diferença de temperatura entre os mesmos. É um agente físico presente em uma série de atividades como: Siderurgia; Fundição; Industria do Vidro; Industria Têxtil ... DEFINIÇÃO O homem exposto a altas temperaturas tem o rendimento físico e mental diminuído. É sabido que a exposição, não controlada, ao calor induz a erros de percepção e raciocínio, o que pode desencadear acidentes. CONSIDERAÇÕES
  • 60.
    Reações do Organismoao Calor O organismo humano no sentido de promover um aumento da perda de calor, processa uma série de reações fisiológicas buscando o equilíbrio térmico. O organismo só estará em equilíbrio térmico quando o Sfor igual a zero. S = M + C + R -E
  • 61.
    MECANISMOS DE TROCATÉRMICA (PERDA E GANHO DE CALOR) S = M + + R - E C Calor ganho ou perdido por condução-convecção. • CONDUÇÃO - quando existe um fluxo de calor de um corpo de temperatura maior para outro de temperatura menor. • CONVECÇÃO - Trata-se do mesmo processo anterior só que pelo menos um dos corpos é um fluido, o que provoca um movimento ascendente em função do resfriamento ou aquecimento do referido fluido.
  • 62.
    Reações do Organismoao Calor Mecanismos de defesa do organismo humano quando submetido e calor intenso 1 - VASODILATAÇÃO PERIFÉRICA •É a primeira ação processada pelo organismo. •Implica num maior fluxo de sangue na superfície do corpo, com consequente aumento da temperatura da pele. •O fluxo de sangue transporta o calor do núcleo do corpo para a superfície, onde ocorrem as trocas térmicas. 2 - SUDORESE •É a atividade das glândulas sudoríparas.Proporcionalmente ao desequilíbrio térmico. •A quantidade de suor em curtos períodos pode atingir até 2 litros por hora. •Em períodos de várias horas não excede a 1 litro por hora, o que representa uma transferência de 600 Kcal/h, para o meio ambiente.
  • 63.
    S = M+ C + - E R MECANISMOS DE TROCA TÉRMICA (PERDA E GANHO DE CALOR) Calor ganho ou perdido por radiação. RADIAÇÃO - Quando um corpo de temperatura mais elevada transfere calor, por emissão de radiação infravermelha, para um corpo de temperatura menor. • Este mecanismo é denominado CALOR RADIANTE.
  • 64.
    S = M+ C + R - E Calor perdido por evaporação. EVAPORAÇÃO - Quando um Líquido que envolve um sólido transforma-se em vapor. • Influenciam neste fenômeno a quantidade de vapor existente no meio, velocidade do ar na superfície do sólido e a quantidade de calor absorvida pelo líquido.
  • 65.
    MECANISMOS DE TROCATÉRMICA (PERDA E GANHO DE CALOR) EQUAÇÃO DO EQUILIBRIO HOMEOTÉRMICO = M + C + R -E S CALOR ACUMULADO NO ORGANISMO. S = + C + R - E M CALOR PRODUZIDO PELO METABOLISMO. • PROPORCIONAL AO ESFORÇO FÍSICO DESPRENDIDO PELO TRABALHADOR. • EXISTEM TABELAS COM ESTIMATIVAS DE TAXA DE METABOLISMO, EM FUNÇÃO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELO TRABALHADOR
  • 66.
    MÉTODO UTILIZADO ECRITÉRIO CONSIDERADO Estabelecido pelo Anexo-3 da Norma Regulamentadora nº 15, da portaria 3214 do MTb.
  • 68.
    IBUTG - ÍNDICEDE BULBO ÚMIDO TERMÔMETRO DE GLOBO
  • 69.
    Fluxo - 1 Avaliaçãoda exposição ao calor MEDIR AS TEMPERATURAS DEFINIR TIPO DE EXPOSIÇÃO SEM CARGA SOLAR IBUTG = 0,7 tbn + 0,3 tg COM CARGA SOLAR IBUTG = 0,7 tbn + 0,1 tbs + 0,2 tg DEFINIR TAXA METABÓLICA (VIDE QUADRO Nº 1) NOTA: Se os valores excederem aos estabelecidos no quadro nº1, seguir fluxo-2.
  • 75.
    As radiações ionizantespor si só não podem ser medida diretamente, a detecção é realizada pelo resultado produzido da interação da radiação com um meio sensível (detector). Em um sistema detector os detectores de radiação são os elementos ou dispositivos sensíveis a radiação ionizante utilizados para determinar a quantidade de radiação presente em um determinado meio de interesse. Avaliação da exposição
  • 76.
    As avaliações ocupacionaispara fins de proteção radiológica são denominadas dosimetrias, realizado por um dosímetro individual colocado no tórax do trabalhador. Existem outros com formato de anel, para inseri-los nos dedos e na forma de relógio para colocar no pulso. Todo o estudo denomina-se Programa de Proteção Radiológica (PPR). Avaliação da exposição
  • 77.
    Após colocar odosímetro no trabalhador, atente-se para mantê-lo de acordo com as recomendações do laboratório fornecedor, não sendo permitido que o trabalhador o leve para casa ou qualquer ambiente que não seja o do seu local de trabalho. O uso de um dosímetro é estabelecido para um período de 30 dias, normalmente. Assim como, deve ser usado durante todo o ano. Avaliação da exposição
  • 78.
    Em uma dosimetria,os limites de tolerância usados para se verificar se há uma exposição às radiações ionizantes são fornecidos pela CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear) que constam na norma CNEN-NN-3.01:2011 – Diretrizes Básicas de Proteção Radiológica, que estabelece os requisitos básicos para a proteção radiológica das pessoas (incluindo trabalhadores do ramo e indivíduos do público) que estão expostas as radiações ionizantes. No Quadro você tem a disposição estes limites que estão baseados em valores de dose. Avaliação da exposição
  • 80.
    Altas pressões Para osmergulhadores, por exemplo, a profundidade, o tempo de mergulho e a velocidade de subida são parâmetros de controle essenciais para evitar as doenças descompressivas e os acidentes como os barotraumas, embolias, embriaguez das profundidades (saturação por N2), afogamentos, intoxicação pelo oxigênio, intoxicação pelo gás carbônico. Portanto, o processo de descompressão é fundamental e essencial na atividade de mergulho.
  • 81.
    Altas pressões Ocorrem ematividades executadas por mergulhadores e em trabalhos em tubulões de ar comprimido (escavações abaixo do nível do lençol de água), onde a pressão, acima do normal, tem a finalidade de evitar, principalmente, a entrada de água. Ocorre também em trabalhos em campânulas (compartimentos estanques utilizados para trabalhos submersos).
  • 83.
    Esta forma deradiação apresenta-se num espectro eletromagnético em 3 (três) subdivisões: a UV-A, que com comprimento de onda na faixa, de aproximadamente, 400 a 320 nm (equivalente ao comprimento de onda da luz negra) é comum em lâmpadas utilizadas para bronzeamento e para secagem de resinas, em teatros e diversões públicas, a UV-B em torno de 320 a 280 nm e UV-C na faixa de 280 e 100 nm são emitidas por materiais como lâmpadas especiais (vapor de mercúrio, por exemplo), em processos de soldagens que envolvem a produção de arco elétrico e bastante utilizada em tratamento para esterilização de equipamentos em laboratórios, hospitais e para tratamento de água em alguns países. Radiações não ionizantes - Ultravioleta
  • 84.
     A exposiçãoprolongada de ambas pode levar ao desenvolvimento de cataratas, pigmentação da pele fica escurecida e queimaduras (inclusive a solar) que com o tempo tendem a causar o envelhecimento da pele, assim como o aparecimento de câncer de pele. Para proteção, recomenda-se o uso de filtros específicos para máscaras de solda, lentes de proteção para os olhos com tonalidade específica para esta radiação e até no nosso dia-a-dia, o uso de filtros solares. Radiações não ionizantes - Ultravioleta
  • 85.
    As micro-ondas seencontram nas regiões de baixas frequências e com menor poder energético, que ao incidir com a matéria orgânica (organismo) tem-se uma geração de calor localizada. Estas podem ser perigosas quando são emitidas em grandes densidades de radiação. A sua presença é constatada em estações de rádio, televisão, telefonia, em radares para navegação e meteorologia. No uso industrial, utilizado para secagem de materiais na produção de cerâmicos e de couro, e na indústria alimentícia, onde nesta última, também o emprega para desidratação e esterilização de materiais Radiações não ionizantes - Micro-ondas e radio frequências
  • 86.
    A radiação infravermelhaestá posicionada nas radiações de comprimento de onda aproximado na faixa de 760 nm a 1 mm, entre as micro-ondas e a luz visível. Esta radiação caracteriza-se por não apresentar poder energético capaz de alterar estruturas a nível atômico, porém, nós devemos estar atentos para os efeitos térmicos de uma exposição prolongada, que afetará diretamente os olhos acarretando em cataratas e queimaduras de retina, córnea e na pele Radiações não ionizantes - Infravermelho
  • 87.
    Este tipo deradiação tem sua nomenclatura baseado na sigla LASER (do inglês, Light Amplification by Simulated Emission of Radiation) que se apresenta na forma traduzida como Amplificação da Luz por Emissão Estimulada de Radiação, um feixe de luz que se define em concentrar uma grande quantidade de energia em uma área bastante pequena, considerado na física como monocromático, o que torna o local incidente propenso a sofrer queimaduras, dependendo da sua intensidade e do tipo. Quanto maior é a potência do laser maior é a radiação sofre a superfície incidente. Radiações não ionizantes - Laser
  • 88.
    Os procedimentos técnicospara a avaliação quantitativa das VCI e VMB são os estabelecidos nas Normas de Higiene Ocupacional da FUNDACENTRO.
  • 101.
     A mediçãoda temperatura se dá por meio de medição simples e pontual do ambiente de trabalho, devendo ser empregados termômetros de bulbo seco (Tbs) que tenham escalas que atendam a faixa de temperatura do local a ser medido exemplo de -50 a +50°C, com subdivisão de 0,1°C. O termômetro deverá ser afixado no tripé a altura da parte do corpo mais afetada pelo frio. AVALIAÇÃO AMBIENTAL DO FRIO
  • 102.
     Não existemlimites de tolerância previstos para o frio, na verdade se dá apenas a classificação do ambiente como frio de acordo com a região do país.  Podemos recorrer a várias normas que convergem numa definição do que é classificado como ambiente frio, a NR 36 traz:  36.13.1.1 Considera-se artificialmente frio, o que for inferior, na primeira, segunda e terceira zonas climáticas a 15º C, na quarta zona a 12º C, e nas zonas quinta, sexta e sétima, a 10º C, conforme mapa oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE AVALIAÇÃO AMBIENTAL DO FRIO
  • 104.
    Segundo a normaé considerado ambiente frio: AVALIAÇÃO AMBIENTAL DO FRIO Zona Climática (Mapa 1978) Temperatura abaixo de: Zona Climática (Mapa atual) 1a Zona 15° C Quente 2a Zona 3 a Zona 4a Zona 12° C Subquente 5a Zona 10° C Mesotérmica (Branda e Mediana) 6a Zona 7 a Zona
  • 105.
     Para issodeve-se consultar o mapa de climas do IBGE: AVALIAÇÃO AMBIENTAL DO FRIO
  • 106.
  • 107.
    O mapa declimas do IBGE traz as zonas climáticas identificadas pela sua principal característica Temperaturas < 15° C AVALIAÇÃO AMBIENTAL DO FRIO
  • 108.
     Para issodeve-se consultar o mapa de climas do IBGE: AVALIAÇÃO AMBIENTAL DO FRIO
  • 109.
    O mapa declimas do IBGE traz as zonas climáticas identificadas pela sua principal característica Temperaturas < 12° C AVALIAÇÃO AMBIENTAL DO FRIO
  • 110.
     Para issodeve-se consultar o mapa de climas do IBGE: AVALIAÇÃO AMBIENTAL DO FRIO
  • 111.
    O mapa declimas do IBGE traz as zonas climáticas identificadas pela sua principal característica Temperatura < 10°C AVALIAÇÃO AMBIENTAL DO FRIO
  • 112.
     Para issodeve-se consultar o mapa de climas do IBGE: AVALIAÇÃO AMBIENTAL DO FRIO
  • 115.
     O objetivoda avaliação de um agente químico é a determinação da existência de riscos através da análise da concentração do agente em função do ciclo de trabalho, onde serão avaliados os vários aspectos que envolvem a caracterização da exposição. Para tanto serão necessários conhecimentos sobre os agentes presentes, suas interações, as medidas de controle existentes, os ciclos de trabalho, condições de manuseio e operação e outras variáveis que podem influir na avaliação (temperatura, velocidade do ar, etc.). A avaliação fornece também informações sobre a efetividade das medidas de controle existentes (EPIs e EPCs) e sobre as relações entre a exposição e os possíveis efeitos à saúde (PCMSO – NR 7). Avaliação de riscos químicos
  • 116.
     As questõesclássicas no planejamento de uma estratégia de amostragem são: Onde amostrar? Quando realizar a amostragem? Qual o tempo de amostragem? Quantas amostras são necessárias? Evidentemente a amostragem de agentes químicos é complexa, e o que devemos sempre ter em mente é que uma avaliação bem realizada é aquela mais representativa possível da exposição do trabalhador. A exatidão e precisão dos resultados obtidos, bem como o grau de confiabilidade exigido, dependerão muito do correto dimensionamento da amostragem e da qualidade do sistema de medição adotado. Avaliação de riscos químicos
  • 117.
     Para umdimensionamento correto da amostragem de agentes químicos alguns parâmetros deverão ser considerados. Dentre os mais importantes podemos citar:  Tempo de amostragem - O estudo do ciclo de trabalho e das características do agente vai determinar a duração da amostragem.  Quantidade de amostras - Vai depender muito da variabilidade da exposição e do objetivo da avaliação. Para a caracterização de exposições com confiabilidade pode ser necessário um grande número de avaliações em horários e dias diferentes. Avaliação de riscos químicos - Planejamento da amostragem
  • 118.
     Podemos classificaros tipos de amostragem quanto à posição do amostrador em:  Pessoal – o amostrador acompanha o trabalhador durante todo o período de trabalho, e é colocado próximo a região respiratória  Ambiental, de área ou estática – o amostrador é fixado em um determinado local próximo a fonte e fornece informações sobre a emissividade dessa fonte Avaliação de riscos químicos - Tipos de amostragem
  • 119.
     Podemos classificaros tipos de amostragem quanto à duração da amostragem em:  Instantâneas – de curta duração (normalmente menores que 5 minutos), para verificarmos se o valor máximo ou valor teto foi atingido ou ainda avaliar os instantes de maior concentração.  Contínuas – em períodos maiores que 30 minutos, sendo mais adequadas para avaliação da média ponderada. Avaliação de riscos químicos - Tipos de amostragem
  • 120.
     Os amostradoresutilizados na avaliação de agentes químicos podem ser classificados como ativos e passivos.  Amostradores ativos – consiste na coleta de um volume conhecido de ar através da passagem forçada do ar através do emprego de bombas de fluxo. O contaminante que está sendo investigado é coletado em filtros ou substâncias específicas  Amostradores passivos – não exigem a passagem forçada do ar, pois agem por difusão molecular. Utilizam a tendência natural dos gases e vapores de se moverem de uma área de maior concentração para uma área de menor concentração. Avaliação de riscos químicos - Tipos de amostragem
  • 121.
     Os meioscoletores basicamente se dividem em:  Filtros de membrana – utilizados na coleta dos aerodispersóides. A retenção do contaminante se dá através da passagem forçada do ar (amostragem ativa) através desses filtros (cloreto de polivinila para poeiras, ester celulose para fumos metálicos e amianto) que os retém. Posteriormente esses filtros são enviados para análise em laboratórios especializados. Avaliação de riscos químicos - Tipos de amostragem
  • 123.
     Os meioscoletores basicamente se dividem em:  Sólido adsorvente – as moléculas do contaminante são aderidas a uma superfície sólida específica (carvão ativado para solventes orgânicos e sílica gel para solventes polares).  Líquido absorvente – as moléculas do contaminante introduzem- se em outra fase, normalmente, nos casos de avaliação ocupacional, líquida (impingers e borbulhadores). Avaliação de riscos químicos - Tipos de amostragem
  • 124.
     Os métodosde coleta incluem a separação ou não dos contaminantes:  Ar total – quando uma amostra de ar é recolhida (sacos de amostragem, frascos de amostragem e seringas).  Com separação dos contaminantes – o contaminante é separado através de retenção em filtros, absorção em meio líquido, adsorção em meio sólido ou condensação de vapores, para posterior análise em laboratório. Neste tipo de amostragem um volume conhecido de ar contaminado passa através de um meio coletor adequado, separando-se, assim, os contaminantes do restante do ar. Avaliação de riscos químicos - Tipos de amostragem
  • 125.
     Os Limitesde Tolerância (LT) ou Limites de Exposição Ocupacional (LEO), referem-se às concentrações ou intensidades dos agentes ambientais nas quais se acredita que a maioria dos trabalhadores possa estar exposta, repetidamente, dia após dia, sem sofrer efeitos adversos à saúde. Avaliação de riscos químicos - Limites de tolerância para agentes químicos
  • 126.
     A NR15 estabelece, em seus Anexos 11 os valores limites da concentração do agente químico para os quais a maioria dos trabalhadores poderia permanecer exposta 8 horas diárias e até 48 horas semanais durante toda a vida laboral, sem apresentar nenhum sintoma de doenças. Avaliação de riscos químicos - Limites de tolerância segundo a legislação brasileira
  • 127.
     Limite detolerância média ponderada Refere-se à concentração média ponderada presente durante a jornada de trabalho. Permite que a concentração ultrapasse o limite durante um determinado período, desde que seja compensado pela exposição a valores menores, determinando que, na média, o valor fique abaixo do limite de tolerância.  Entretanto, esses valores acima do limite de tolerância não deverão ultrapassar, em nenhum momento da jornada, um valor denominado de valor máximo. Avaliação de riscos químicos - Limites de tolerância segundo a legislação brasileira
  • 128.
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  • 129.
    Avaliação de riscosquímicos - Limites de tolerância segundo a legislação brasileira
  • 130.
     Limite detolerância valor teto  Quando no Quadro 1, do Anexo 11 da NR 15, na tabela dos limites de tolerância, a substância tem assinalada a coluna valor teto, esse valor indica a concentração máxima que não deve ser ultrapassada em momento nenhum da jornada. Para as substâncias com valor teto, esse valor será o limite de tolerância.  Uma exposição que tenha um valor que ultrapasse o valor teto será considerada situação de risco grave e iminente. Avaliação de riscos químicos - Limites de tolerância segundo a legislação brasileira
  • 131.
     Substâncias comabsorção pela pele  Você pode observar no Quadro 1, do Anexo 11 da NR 15 que algumas substâncias, além do limite de tolerância, apresentam assinalada a coluna absorção pela pele. Para essas substâncias não basta somente o controle da concentração do agente, mas também medidas de proteção especiais para evitar a absorção através da pele. Avaliação de riscos químicos - Limites de tolerância segundo a legislação brasileira
  • 132.
     Asfixiantes simples Asfixiantes simples são gases não-tóxicos que, quando presentes em um ambiente em altas concentrações, produzem uma redução da concentração de oxigênio por deslocamento ou diluição. Para a exposição a essas substâncias é essencial manter a concentração de oxigênio dentro de padrões mínimos aceitáveis.  A NR 15, em seu Anexo 11, indica que “Todos os valores fixados no Quadro 1 como “Asfixiantes Simples” determinam que nos ambientes de trabalho, em presença destas substâncias, a concentração mínima de oxigênio deverá ser 18 (dezoito) por cento em volume”. Avaliação de riscos químicos - Limites de tolerância segundo a legislação brasileira