Ecologia e relações internacionais Professor Bogéa 3ªSérie EM
O  Clube de Roma  (1968) Congregando cientistas, economistas e altos funcionários governamentais, com afinalidade de interpretar aquilo que foi denominado “sistema global”. O “modelo mundial” construído destinava-se a investigar cinco grandes tendências globais: - a industrialização acelerada - a rápida expansão demográfica - a desnutrição generalizada - o esgotamento dos recursos naturais não-renováveis e a deterioração ambiental.
O estudo constatou que havia uma série de impactos ambientais de âmbito internacional, provocados pelo modelo de desenvolvimento capitalista instituído. Nele foi proposta a estagnação total do crescimento econômico como forma de impedir tragédias ambientais de grandes proporções no mundo  Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente  Estocolmo - 1972 Homem X Meio Ambiente
Série de encontros diplomáticos patrocinados pela ONU As conferências de Recursos Hídricos(1975) Estabelecimentos Humanos (1976) Desertificação (1977) Fontes Novas ou Renováveis de Energia (1981) Associadas a convenções temáticas específicas como a Prevenção da Poluição do Mar por Navios e por Fontes Terrestres (1973 e 1974, dentre outras.
A diplomacia ambiental O encerramento da Guerra Fria e a dissolução da rivalidade entre as superpotênicas nucleares contribuíram para conferir importância ainda maior a essa agenda.A questão ambiental se tornou uma das prioridades da atividade diplomática, principalmente sob os pontos de vista da União Europeia e dos países do Sul. O momento chave na transformação da agenda ambiental em um dos eixos de grande relevo da política internacional foi a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (ECO-92), no Rio de Janeiro.
O presidente americano George H. Bush dirigi-se aos participantes da ECO-92. Duas décadas depois de Estocolmo, os países em desenvolvimento mudavam o panorama da diplomacia ambiental. O debate que acompanhou a ECO-92 estruturou-se como controvérsia entre Norte e Sul.
A ECO-92 gerou três tratados globais. A declaração de Princípios para a Administração Sustentável das Florestas  – busca um consenso sobre a conservação, manejo e desenvolvimento sustentável dos biomas de todo os tipos. A Convenção sobre Diversidade Biológica  foi firmada por 156 Estados e representou uma plataforma de conciliação dos interesses divergentes.Seu princípio básico é o reconhecimento do direito soberano dos Estados sobre os recursos biológicos existentes nos seus territórios. A Convenção sobre Mudanças Climáticas Globais  – refletiu a intensa controvérsia e os impasses das negociações preparatórias.
A controvérsia de Kyoto Em 1997, um novo tratado sobre o clima foi finalizado na Conferência de Kyoto. O Protocolo de Kyoto, anexado à convenção, representou interessante inovação nas políticas globais para o meio ambiente. De um lado, fixou a meta global de redução de 5% sobre os níveis de emissões de “gases de estufa” de 1990, a ser atingida entre 2008 e 2012. De outro, criou um sistema de comércio de créditos de emissões entre os países.
O Protocolo de Kyoto não apenas discute e implanta medidas de redução de gases, mas também incentiva e estabelece medidas com intuito de substituir produtos oriundos do petróleo por outros que provocam menos impacto. Diante das metas estabelecidas o maior emissor de gases do mundo, Estados Unidos, se desligou em 2001 do protocolo, alegando que a redução iria comprometer o desenvolvimento econômico do país.
Correlação entre consumo energético e PIB  per capita
 
Estados Unidos, União Europeia, Japão e Austrália argumentam que o forte aumento das emissões totais dos países em desenvolvimento torna  impraticável isentá-los de limites de emissões de “gases-estufa”. O Grupo dos Cinco, por seu lado, contra-ataca com o argumento de que seria injusto impor restrições aos países em desenvolvimento pois as emissões  per capita  continuam muito desiguais.

Ecologia e relações internacionais

  • 1.
    Ecologia e relaçõesinternacionais Professor Bogéa 3ªSérie EM
  • 2.
    O Clubede Roma (1968) Congregando cientistas, economistas e altos funcionários governamentais, com afinalidade de interpretar aquilo que foi denominado “sistema global”. O “modelo mundial” construído destinava-se a investigar cinco grandes tendências globais: - a industrialização acelerada - a rápida expansão demográfica - a desnutrição generalizada - o esgotamento dos recursos naturais não-renováveis e a deterioração ambiental.
  • 3.
    O estudo constatouque havia uma série de impactos ambientais de âmbito internacional, provocados pelo modelo de desenvolvimento capitalista instituído. Nele foi proposta a estagnação total do crescimento econômico como forma de impedir tragédias ambientais de grandes proporções no mundo Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Estocolmo - 1972 Homem X Meio Ambiente
  • 4.
    Série de encontrosdiplomáticos patrocinados pela ONU As conferências de Recursos Hídricos(1975) Estabelecimentos Humanos (1976) Desertificação (1977) Fontes Novas ou Renováveis de Energia (1981) Associadas a convenções temáticas específicas como a Prevenção da Poluição do Mar por Navios e por Fontes Terrestres (1973 e 1974, dentre outras.
  • 5.
    A diplomacia ambientalO encerramento da Guerra Fria e a dissolução da rivalidade entre as superpotênicas nucleares contribuíram para conferir importância ainda maior a essa agenda.A questão ambiental se tornou uma das prioridades da atividade diplomática, principalmente sob os pontos de vista da União Europeia e dos países do Sul. O momento chave na transformação da agenda ambiental em um dos eixos de grande relevo da política internacional foi a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (ECO-92), no Rio de Janeiro.
  • 6.
    O presidente americanoGeorge H. Bush dirigi-se aos participantes da ECO-92. Duas décadas depois de Estocolmo, os países em desenvolvimento mudavam o panorama da diplomacia ambiental. O debate que acompanhou a ECO-92 estruturou-se como controvérsia entre Norte e Sul.
  • 7.
    A ECO-92 geroutrês tratados globais. A declaração de Princípios para a Administração Sustentável das Florestas – busca um consenso sobre a conservação, manejo e desenvolvimento sustentável dos biomas de todo os tipos. A Convenção sobre Diversidade Biológica foi firmada por 156 Estados e representou uma plataforma de conciliação dos interesses divergentes.Seu princípio básico é o reconhecimento do direito soberano dos Estados sobre os recursos biológicos existentes nos seus territórios. A Convenção sobre Mudanças Climáticas Globais – refletiu a intensa controvérsia e os impasses das negociações preparatórias.
  • 8.
    A controvérsia deKyoto Em 1997, um novo tratado sobre o clima foi finalizado na Conferência de Kyoto. O Protocolo de Kyoto, anexado à convenção, representou interessante inovação nas políticas globais para o meio ambiente. De um lado, fixou a meta global de redução de 5% sobre os níveis de emissões de “gases de estufa” de 1990, a ser atingida entre 2008 e 2012. De outro, criou um sistema de comércio de créditos de emissões entre os países.
  • 9.
    O Protocolo deKyoto não apenas discute e implanta medidas de redução de gases, mas também incentiva e estabelece medidas com intuito de substituir produtos oriundos do petróleo por outros que provocam menos impacto. Diante das metas estabelecidas o maior emissor de gases do mundo, Estados Unidos, se desligou em 2001 do protocolo, alegando que a redução iria comprometer o desenvolvimento econômico do país.
  • 10.
    Correlação entre consumoenergético e PIB per capita
  • 11.
  • 12.
    Estados Unidos, UniãoEuropeia, Japão e Austrália argumentam que o forte aumento das emissões totais dos países em desenvolvimento torna impraticável isentá-los de limites de emissões de “gases-estufa”. O Grupo dos Cinco, por seu lado, contra-ataca com o argumento de que seria injusto impor restrições aos países em desenvolvimento pois as emissões per capita continuam muito desiguais.