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A L I M E N T A R
O FUTURO
U M A R E F L E X Ã O S O B R E
S U S T E N T A B I L I D A D E
A L I M E N T A R
WWW.APN.ORG.PT | GERAL@APN.ORG.PT
Apoio institucional:
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TÍTULO: Alimentar o futuro: uma reflexão sobre sustentabilidade alimentar
COLEÇÃO E-BOOKS APN: E-book n.° 43
DIREÇÃO EDITORIAL: Célia Craveiro
CONCEÇÃO: Helena Real, Teresa Carvalho
CORPO REDATORIAL: Helena Real, Teresa Carvalho
CRIAÇÃO GRÁFICA: Cooperativa 31
PROPRIEDADE: Associação Portuguesa de Nutrição
REDAÇÃO: Associação Portuguesa de Nutrição
CONSULTORIA: Pedro Graça | Programa Nacional para a Promoção da
Alimentação Saudável da Direção-Geral da Saúde
ISBN: 978-989-8631-34-3
©
agosto 2017, APN
Interdita a reprodução integral ou parcial de textos ou fotografias, sob quaisquer meios e para quaisquer fins, inclusive
comerciais.
COMO CITAR: Associação Portuguesa de Nutrição. Alimentar o futuro: uma reflexão sobre sustentabilidade alimentar.
E-book n.° 43. Porto: Associação Portuguesa de Nutrição; 2017.
F I C H A T É C N I C A
CONTEXTUALIZAÇÃO
FACTOS & NÚMEROS
ECO-ENCICLOPÉDIA
INDICADORES AMBIENTAIS
CADEIA ALIMENTAR E
SUSTENTABILIDADE
REFEIÇÕES DIÁRIAS E
SUSTENTABILIDADE
DIETA MEDITERRÂNICA
SUSTENTABILIDADE
EXTRA
ALIMENTAR A
SUSTENTABILIDADE
BIBLIOGRAFIA
Í N D I C E
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W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T
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De modo a melhorar o futuro do planeta, tornando-o mais verde e limpo, a Organização das
Nações Unidas lançou a Agenda para o Desenvolvimento Sustentável até 2030.
Foram definidos 17 objetivos, que pretendem impulsionar e restituir um planeta mais saudável
às gerações futuras. Nestes objetivos, também se contemplam assuntos alusivos aos Direitos
do Homem como, por exemplo, a erradicação da fome e a diminuição de conflitos.
No âmbito da sustentabilidade alimentar, a Organização das Nações Unidas para a Alimen-
tação e Agricultura (FAO) apresentou cinco eixos principais para desenvolver o tema.
Deste modo, a Associação Portuguesa de Nutrição (APN) desenvolveu este e-book como
um meio para a reflexão a respeito da sustentabilidade alimentar e da importância desta na
alimentação diária dos cidadãos.
C O N T E X T U A L I Z A Ç Ã O
F A C T O S
& NÚMEROS
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W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T
“Eating locally, thinking globally.”
n.d.
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•	 Em 2050, a população será superior a 9 biliões e, como tal, será necessário produzir mais
60% de alimentos.
FAO. Food and agriculture: key to achieving the 2030 agenda for sustainable development. Rome: Food and Agriculture Organization of the United Nations; 2016.
•	 A população mundial gasta o equivalente a 1,6 planetas. Caso a sociedade continue a
registar este ritmo de consumo, até 2030 terá sido gasto o equivalente a 2 planetas Terra.
Global Footprint Network. Ecological Footprint. Global Footprint Network [Internet]; 2017 [acesso a 2017/03/14]. Disponível em: http://www.footprintnetwork.org/our-work/ecological-footprint/.
•	 Cerca de 1/3 dos alimentos produzidos não é consumido, o que corresponde a 1,3 biliões
de toneladas por ano.
FAO. Key facts on food loss and waste you should know [Internet]! Food and Agriculture Organization of the United Nations; 2017 [acesso a 2017/03/30]. Disponível em: http://www.fao.org/save-food/resources/keyfindings/en.
•	 As perdas alimentares e o desperdício alimentar são responsáveis pela emissão de 8%
dos gases de efeito de estufa.
FAO. Global food loss and waste. Food wastage footprint & climate change. Food and Agriculture Organization of United Nations [acesso a 2017/03/21]. Disponível em: http://www.fao.org/3/a-bb144e.pdf.
•	 São produzidos 263 milhões de toneladas de carne por ano no mundo, sendo 20% desta
quantidade perdida ou desperdiçada.
FAO. Food loss and waste facts. Rome: Food and Agriculture Organization of the United Nations; 2015. Disponível em: http://www.fao.org/3/a-i4807e.pdf.
•	 As perdas alimentares aumentam as emissões de gás de estufa, uma vez que correspondem
a um gasto de recursos utilizados (p.e. água, energia).
FAO. Global food losses and food waste. – Extent, causes and prevention. Rome: Food and Agriculture Organization of the Unied Nations; 2011. Disponível em: http://www.fao.org/docrep/014/mb060e/mb060e00.pdf.
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•	 Há 900 milhões de pessoas que passam fome em todo o mundo e 1,9 biliões sofrem de
excesso de peso.
FAO. Sustainable Development Goal 2: End hunger, achieve food security and improved nutrition and promote sustainable agriculture [Internet]. Food and Agriculture Organization of the United Nations [acesso a
13/03/2017]. Disponível em: http://www.fao.org/sustainable-development-goals/goals/goal-2/en/.
•	 Os portugueses consomem mais alimentos de origem animal do que de origem vegetal.
Lopes C et al. Inquérito alimentar nacional e de atividade física (IAN-AF) 2015-16. Universidade do Porto; 2017.
•	 Mais de 3,5 milhões de portugueses (34% da população) têm um consumo de carne
superior a 100 g/dia.
Lopes C et al. Inquérito alimentar nacional e de atividade física (IAN-AF) 2015-16. Universidade do Porto; 2017.
•	 São necessários cerca de 2000 a 5000 L de água para produzir os alimentos consumidos,
diariamente, por uma pessoa.
FAO. Sustainable Development Goal 6: Ensure availability and sustainable management of water and sanitation for all [Internet]. Food and Agriculture Organization of the United Nations [acesso a 13/03/2017].
Disponível em: http://www.fao.org/sustainable-development-goals/goals/goal-6/en/.
•	 As reservas de água doce são um recurso esgotável, não chegando a 700 biliões de pes-
soas no mundo.
FAO. Sustainable Development Goal 6: Ensure availability and sustainable management of water and sanitation for all [Internet]. Food and Agriculture Organization of the United Nations [acesso a 13/03/2017].
Disponível em: http://www.fao.org/sustainable-development-goals/goals/goal-6/en/.
•	 Cerca de 660 a 820 milhões de pessoas (trabalhadores e famílias) dependem da pesca
como alimento e fonte de rendimento.
HLPE. Sustainable fisheries and aquaculture for food security and nutrition. A report by the High Level Panel of Experts on Food Security and Nutrition of the Committee on World Food Security. Rome; 2014.
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•	 Cada pessoa consome, aproximadamente, 20 Kg de peixe por ano, o que equivale a mais
10 Kg do que há 57 anos.
FAO. The state of world fisheries and aquaculture 2016. Contributing to food security and nutrition for all. Rome: Food and Agriculture Organization of the United Nations; 2016.
•	 A produção agrícola utiliza na irrigação cerca de 7,4 triliões de litros de água, num dia.
Unturbe J et al. Water and sustainable development. United Nations Office to Support the International Decade for Action (UNO-IDfA) ‘Water for Life’ 2005-2015 [acesso a 21/03/2017]. Disponível em: http://www.
un.org/waterforlifedecade/pdf/wm-iii-eng.pdf.
•	 Os produtos hortícolas (16,7%) e a fruta (14,7%) são os alimentos biológicos mais
consumidos pelos portugueses.
Lopes C et al. Inquérito alimentar nacional e de atividade física (IAN-AF) 2015-16. Universidade do Porto; 2017.
•	 Entre 1990 e 2015, perderam-se, mundialmente, 129 milhões de hectares de floresta.
FAO. Global forest resources assessment 2015. How are the world’s forests changing? 2nd ed. Rome: Food and Agriculture Organization of the United Nations; 2016.
•	 O plástico é o material de embalagem mais utilizado pelos portugueses (71,2% dos
materiais reportados), seguido pelo vidro (9,4%).
Lopes C et al. Inquérito alimentar nacional e de atividade física (IAN-AF) 2015-16. Universidade do Porto; 2017.
•	 O ano de 2015 foi considerado o ano mais quente pelas Nações Unidas.
FAO. The state of food and agriculture – climate change, agriculture and food security. Rome: Food and Agriculture Organization of the United Nations; 2016.
•	 A partir do século XX, as temperaturas durante o inverno no Alasca e no Canadá
aumentaram entre 3 a 4 o
C.
Center for Sustainable Systems, University of Michigan. Climate change: science and impacts factsheet [Internet]. Ann Arbor: University of Michigan;2016. Pub. No. CSS05-19 [acesso a 23/03/2017]. Disponível em:
http://css.snre.umich.edu/factsheets/climate-change-science-and-impacts-factsheet.
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•	 A espessura do Ártico diminuiu, aproximadamente, 40% nos últimos 30 anos.
Center for Sustainable Systems, University of Michigan. Climate change: science and impacts factsheet [Internet]. Ann Arbor: University of Michigan;2016. Pub. No. CSS05-19 [acesso a 23/03/2017]. Disponível em:
http://css.snre.umich.edu/factsheets/climate-change-science-and-impacts-factsheet.
•	 O Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) estima que a temperatura suba
entre 0,3 a 0,7 o
C, até 2035.
IPCC. Climate Change 2014: Synthesis Report. Contribution of Working Groups I, II and III to the Fifth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change. Geneva: Intergovernmental Panel on
Climate Change ;2014.
•	 Em 2017, verificou-se o dia (2 de agosto) em que mais cedo se atingiu o “Dia da Sobrecarga
da Terra”, no qual se estima que a procura de recursos já tenha excedido a capacidade
que o planeta tem para regenerar este ano.
Earth Overshoot Day, 2017. Disponível em: http://www.overshootday.org/.
•	 A acidez dos oceanos tem aumentado devido à absorção das emissões de CO2
, o que
afeta o estado dos recifes de coral.
Cao L et al. Response of ocean acidification to a gradual increase and decrease of atmospheric CO2. Environ. Res. Letters. 2014; 9 (2):1-9.
•	 Desde 2006, a China é o país com maior número de emissões de CO2
, ultrapassando os
Estados Unidos da América.
FAO. Global food loss and waste. Food wastage footprint & climate change. Food and Agriculture Organization of United Nations [acesso a 2017/03/21]. Disponível em: http://www.fao.org/3/a-bb144e.pdf.
•	 A pecuária é uma das principais causas para a produção e emissão de gases metano
(CH4
) e óxido nitroso (N2
O).
FAO. Global food loss and waste. Food wastage footprint & climate change. Food and Agriculture Organization of United Nations [acesso a 2017/03/21]. Disponível em: http://www.fao.org/3/a-bb144e.pdf.
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•	 A utilização de fertilizantes nos solos contribui com 79% das emissões de N2
O.
Center for Sustainable Systems, University of Michigan. Greenhouse gases factsheet [Internet]. Ann Arbor: University of Michigan;2016. Pub. No. CSS05-21 [acesso a 23/03/2017] Disponível em: http://css.snre.umich.
edu/sites/default/files/Greenhouse_Gases_Factsheet_CSS05-21_0.pdf.
•	 Segundo os Censos 2011, o setor da agricultura, produção animal, caça e silvicultura
representa 2,8% da população empregada em Portugal, tendo o emprego recuado em
44,2% nesta atividade económica.
INE. Estatísticas agrícolas 2015. Instituto Nacional de Estatística. Lisboa: Instituto Nacional de Estatística; 2015.
•	 A superfície de cultivo de agricultura biológica, em Portugal, representa 239.864 hectares.
Mas apenas 20% da área é que é destinada à produção de bens alimentares. Com a
Estratégia Nacional para a Agricultura Biológica e o Plano de Ação para a Produção
e Promoção de Produtos Biológicos pretende-se apoiar o “crescimento sustentável da
Agricultura Biológica, através de medidas e ações adequadas às exigências da oferta e
da procura atuais”.
DGADR. Press Release [Internet]. Direção-Geral da Agricultura e Desenvolvimento Rural [acesso a 19/06/2017]. Disponível em: http://www.dgadr.pt/images/docs/val/bio/Biologica/PRESS_RELEASE.pdf.
F A C T O S & N Ú M E R O S
E-C-O
ENCICLOPÉDIA
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O QUE É O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL?
De acordo com a FAO (1989), o desenvolvimento sustentável consiste na gestão
e conservação dos recursos naturais e na orientação da mudança tecnológica e
institucional, de forma a assegurar a satisfação contínua das necessidades das gerações
atuais e futuras. O desenvolvimento sustentável (nos setores da agricultura, da silvicultura
e das pescas) conserva a terra, a água e os recursos genéticos das plantas e animais;
é ambientalmente não degradante, tecnicamente apropriado, economicamente viável e
socialmente sustentável.
O QUE É A SUSTENTABILIDADE?
O conceito de sustentabilidade foi construído com base na definição de desenvolvimento
sustentável. Deste modo, a FAO refere que a sustentabilidade consiste em práticas que
permitem garantir os direitos do homem, satisfazendo as necessidades presentes e
futuras, sem causar danos irreversíveis no ecossistema e sem comprometer o futuro das
gerações vindouras. O conceito de sustentabilidade é um conceito multidimensional que
engloba a integridade ambiental, o bem-estar social, a resiliência económica e a boa
governação.
E C O - E N C I C L O P É D I A
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O QUE É UM ALIMENTO SUSTENTÁVEL?
É um alimento:
•	 produzido com recurso a métodos de produção que respeitam o ambiente e os animais;
•	 local e sazonal adquirido diretamente aos produtores;
•	 não processado, de modo a minimizar a quantidade de recursos utilizados (p.e. água,
combustível);
•	 que respeita o bem-estar do ambiente, dos animais, dos produtores e dos consumidores.
O QUE É UMA DIETA SUSTENTÁVEL?
Segundo a definição da FAO (2015), uma dieta sustentável tem baixo impacto ambiental
e contribui para a segurança alimentar e nutricional da população, assim como para o seu
estado de saúde, tanto no presente como no futuro. As dietas sustentáveis protegem e
respeitam a biodiversidade e o ecossistema; além de que permitem otimizar os recursos
naturais e humanos. Para além disso, uma dieta sustentável é culturalmente aceite,
nutricionalmente adequada, acessível pela população, segura e economicamente justa.
E C O - E N C I C L O P É D I A
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O QUE É UM ALIMENTO LOCAL?
É um alimento produzido na proximidade, tendo uma cadeia de distribuição curta. O
consumo de alimentos locais promove a economia da região e minimiza a pegada de carbono.
O QUE É UM ALIMENTO SAZONAL?
É um alimento fresco, que se encontra disponível localmente e em condições de maturação
adequadas para consumo. Estes alimentos têm um custo económico e ambiental inferior
ao dos alimentos consumidos fora da época. Além de que, podem apresentar melhores
características organoléticas e nutricionais.
E C O - E N C I C L O P É D I A
INDICADORES
A M B I E N T A I S
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“The best time to plant a tree was 20
years ago. The next best time is today.”
Provérbio chinês
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•	 A pegada ecológica, de água e de carbono são utilizadas como uma estimativa do
impacto que o estilo de vida atual exerce sobre o planeta.
PEGADA ECOLÓGICA
Mede a superfície de terra (ha), biologicamente produtiva, e a água necessária
para substituir os recursos utilizados e absorver os resíduos produzidos em
relação à capacidade da Terra de regenerar os recursos naturais.
PEGADA HÍDRICA
Mede a quantidade de água doce, em L ou m3
, disponível. Também
corresponde à quantidade de água utilizada para a produção dos alimentos
e matérias-primas.
PEGADA DE CARBONO
Calcula a emissão de gases com efeito de estufa, durante o ciclo de vida do
alimento. É medida em gramas de C02
(g CO2
).
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P R O D U Ç Ã O A L I M E N T A R
E I M P A C T O A M B I E N T A L
O aumento da
industrialização
e do poder de
compra induz
alterações na
dieta como,
por exemplo,
o aumento do
consumo de
alimentos como a
carne, o peixe e os
laticínios.
•	 A produção de alimentos de origem animal é responsável por um uso superior de recursos
(p.e. água, solo) e emissões de gases de efeito de estufa face aos alimentos de origem vegetal.
•	 De entre os vários alimentos, o chocolate, a carne (principalmente a vermelha) e os laticínios
são os que requerem mais água para a sua produção e emitem mais gases de estufa.
1 KG
PEGADA HÍDRICA
(L)
EMISSÕES
(Kg CO2
E)
USO DE SOLO
(m2
)
RAÇÃO ANIMAL
(Kg)
Bife de vaca 15,500 16 7.9 6
Frango 3,900 4.6 6.4 1.8
Ovos 3,333 5.5 6.7
Leite 1,000 10.6 9.8
Trigo 1,300 0.8 1.5
Arroz 3,400
Adaptado de: Bailey R (2011).
PEGADA ECOLÓGICA DE ALGUNS ALIMENTOS
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P R O D U Ç Ã O A L I M E N T A R
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Uma alimentação
mais ocidentalizada
requer mais recur-
sos esgotáveis.
Chocolate
Bife
Porco
Queijo
Azeitonas
Frango
Arroz
Tâmaras
Amendoim
Manga
Açúcar
Pão
Café
Leite
Vinho
Milho
Banana
Maçã
Cerveja
Batata
Abóbora
Chá
24000
15500
5988
5000
4400
3900
3400
3000
2782
1600
1500
1300
1217
1000
1000
900
860
700
300
250
200
120
PEGADA HÍDRICA DE ALGUNS ALIMENTOS (L/Kg)**
*Adaptado de: Tukker et al, 2006; BCFN, 2015. | **Adaptado de: Water Footprint Network.
Carne e derivados
Laticínios
Fruta e produtos hortícolas
Cereais e derivados
Gorduras
Bebidas
Snacks
Peixe
Outras
18%
Transporte
24%
Aquecimento
doméstico
27%
Outros setores
EMISSÕES EUROPEIAS DE GASES DE ESTUFA,
EM FUNÇÃO DOS VÁRIOS SETORES*
(Dados arredondados)
31%
Alimentação
12,4%
5,1%
1,9%
1,4%
1,3%
1,8%
1%
0,6%
5,6%
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E F E I T O D E E S T U F A E
S E T O R E S D E A T I V I D A D E
•	 O potencial de efeito de estufa é calculado com base no dióxido de carbono, óxido nitroso
e metano. Além destes três gases, também podem ser considerados, no cálculo do potencial
de efeito de estufa, os hidrofluorcarbonetos, os perfluorcarbonetos e o hexafluoreto de
enxofre. Este valor é determinado de acordo com um intervalo de tempo específico, sendo
neste caso de 100 anos.
•	 Em Portugal, o potencial de efeito de estufa total diminuiu, desde 2005. Contudo, ao nível dos
setores de atividade relacionados com as indústrias transformadoras, a eletricidade, o gás,
o vapor e, por último, a agricultura, a produção animal, a caça, a floresta e a pesca são os
setores com maior representatividade, respetivamente.
Adaptado de: PORDATA, 2017.
POTENCIAL DE EFEITO DE ESTUFA TOTAL
E POR ALGUNS SETORES DE ATIVIDADE
(T CO2
EQ - MILHARES), EM PORTUGAL
Total de potencial de efeito de estufa por setores de atividade
económica
Indústrias transformadoras
Eletricidade, gás, vapor
Agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca
Captação, tratamento e distribuição de água
Transportes e armazenamento
Atividades imobiliárias
1000.000
90.000
80.000
70.000
60.000
50.000
40.000
30.000
20.000
10.000
0
1995 2000 2005 2010 2014
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PORTUGAL: PEGADA ECOLÓGICA
A biocapacidade
corresponde à
capacidade que
uma área, biologi-
camente produtiva,
tem para gerar re-
cursos renováveis
de forma contínua
e de absorver os
resíduos produzi-
dos durante deter-
minado período.
•	 A pegada ecológica do país diminuiu de 2010 para 2012. Um dos
principais motivos possíveis para esta redução é a diminuição do
poder de compra dos portugueses, durante este período.
PEGADA ECOLÓGICA PORTUGUESA ATÉ 2012
Adaptado de: National Footprint Accounts 2016 (Data Year 2012).
Pegada ecológica,
per capita
3.9
GHA
População
(2012)
10,604 M
Biocapacidade,
per capita
1.5
GHA
Biocapacidade
Crédito (+) Deficit (–)
-2.4
GHA
Pegada ecológica
Biocapacidade
1970
0
2
Hectares
Globais
per
capita
4
6
1980 1990 2000 2010
C A D E I A
A L I M E N T A R E
SUSTENTABILIDADE
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C A D E I A A L I M E N T A R
E S U S T E N T A B I L I D A D E
•	 A cadeia alimentar, habitualmente, é composta por diferentes etapas, onde em cada uma
delas há vários fatores que influenciam o seu impacto ambiental.
Técnicas de
produção agrícola
Produção de
sementes
Uso de fertilizantes
Uso de pesticidas
Uso de combustíveis
para a prática agrícola
Utilização de água
para irrigação
Embalamento
Produção de
alimentos para
consumo huma-
no ou animal.
Transformação
da matéria-prima
no produto final
(p.e. farinha de trigo
transformada em
massa).
Transformação
da matéria-pri-
ma (p.e. trigo trans-
formado em farinha).
Embalamento
do produto final
com materiais
como, por
exemplo, papel,
plástico e vidro.
Matérias-primas
Energia
Água
Produção
agrícola
Processamento
Transformação
Cadeia de frio
Mais custos ambientais Custos energéticos Custos de transporte CONTINUAÇÃO >
Produção da
embalagem
Descarte da
embalagem
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C A D E I A A L I M E N T A R
E S U S T E N T A B I L I D A D E
Consumidor
Transporte do
produto termi-
nado da fábrica
para o canal de
distribuição.
Armazenamento
do produto para
venda ao consu-
midor.
Resíduos orgânicos
ou de embalagem,
após a utilização
do produto pelo
consumidor.
Armazenamen-
to do produto
para venda ao
retalhista.
Preparação e
cocção do pro-
duto.
Transporte para
a distribuição Retalhista Eliminação
Grossista
Cadeia de frio
Mais custos ambientais Custos energéticos Custos de transporte Cadeia de frio
Alimentos produzidos
a longas distâncias
Cadeia de frio
Técnicas culinárias
Cozinha comercial
ou doméstica
Tipo de receita
Matérias-primas
para preparação
Via de descarte
(p.e. compostagem, reci-
clagem, aterro sanitário)
Água
Tipo de material do
produto (p.e. plástico,
vidro)
Energia Acondicionamento
dos resíduos
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C A D E I A A L I M E N T A R
E S U S T E N T A B I L I D A D E
•	 O impacto ambiental dos alimentos difere consoante o seu processamento. Deste modo,
um alimento processado pode implicar custos ambientais mais elevados do que um
produto não processado, já que fatores como as emissões de carbono e os custos em
recursos e energia dos produtos processados variam conforme, por exemplo, o modo de
conservação (p.e. congelação, refrigeração, sem cadeia de frio), o tempo de conservação,
o número de embalagens, o tipo de embalagem, o acondicionamento no transporte e a
distância entre o produtor até ao consumidor.
A Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) (ou Life Cycle Assessment (LCA)) é
uma metodologia que permite avaliar os potenciais custos ambientais de
um produto, processo ou atividade. Esta avaliação é realizada ao longo de
todo o ciclo de vida do produto (p.e. extração da matéria-prima, modo de
eliminação) e considera etapas como, por exemplo, a distribuição e a utilização
pelo consumidor. As Normas ISO 14040:2006 e 14044:2010 descrevem a
aplicação desta metodologia.
Opte por eletro-
domésticos com
baixo consumo
energético.
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C A D E I A S C U R T A S D E
D I S T R I B U I Ç Ã O
•	 As cadeias curtas de distribuição definem-se como cadeias de abastecimento que têm
um número restrito de operadores económicos, os quais se encontram envolvidos na
cooperação, no desenvolvimento económico local e nas relações geográficas e sociais
entre produtores e consumidores.
•	 Estas cadeias apresentam vantagens como a maior proximidade
entre o consumidor e o agricultor, o aumento do consumo
de alimentos mais frescos, a prática de um valor mais justo
pelos produtos, o reforço das ligações rurais e urbanas, o
comprometimento das instituições públicas na promoção deste
setor e a contribuição para o desenvolvimento sustentável, uma
vez que viabiliza, por exemplo, a redução das emissões de CO2
e
do uso de embalagens.
•	 Deste modo, a aquisição de alimentos através de cadeias de
distribuição curtas exibe benefícios económicos, sociais e
culturais para os agricultores, consumidores e zonas rurais.
Geralmente, os alimentos podem ser adquiridos através de venda,
por exemplo em feiras, domicílio, mercados municipais, pontos de
venda comunitários, mercearias e lojas de produtos tradicionais.
As variações dos
preços dos produ-
tos agrícolas
podem ocorrer
por vários fatores,
tais como a
sazonalidade, as
condições meteo-
rológicas durante
o ano e os preços
dos mercados in-
ternacionais.
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M O D O S D E P R O D U Ç Ã O
S U S T E N T Á V E L
•	 Os modos de produção sustentável utilizam sistemas de gestão sustentável nas
explorações agrícolas para que sejam produzidos alimentos de qualidade com recurso
a melhores práticas ambientais, de modo a manter-se e preservar-se a biodiversidade e
os recursos naturais.
PROTEÇÃO INTEGRADA: “A proteção integrada consiste na avaliação
ponderada de todos os métodos de proteção das culturas disponíveis e a
integração de medidas adequadas para diminuir o desenvolvimento de
populações de organismos nocivos e manter a utilização dos produtos
fitofarmacêuticos e outras formas de intervenção a níveis económica e
ecologicamente justificáveis, reduzindo ou minimizando os riscos para a saúde
humana e o ambiente, privilegiando o desenvolvimento de culturas saudáveis
com a menor perturbação possível dos ecossistemas agrícolas e agroflorestais
e incentivando mecanismos naturais de luta contra os inimigos das culturas.”
Decreto-Lei n.º: 256/2009
PRODUÇÃO INTEGRADA: “A produção integrada é um sistema agrícola de
produção de alimentos e de outros produtos alimentares de alta qualidade,
com gestão racional dos recursos naturais e privilegiando a utilização dos
mecanismos de regulação natural em substituição de fatores de produção,
contribuindo, deste modo, para uma agricultura sustentável.”
Decreto-Lei n.º: 256/2009
As condições me-
teorológicas têm
elevado impacto
no setor agrícola,
o que se reflete
posteriormente
nos preços dos
alimentos.
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M O D O S D E P R O D U Ç Ã O
S U S T E N T Á V E L
MODO DE PRODUÇÃO BIOLÓGICO: “A produção biológica é um sistema global de gestão das explorações
agrícolas e de produção de géneros alimentícios que combina as melhores práticas ambientais, um
elevado nível de biodiversidade, a preservação dos recursos naturais, a aplicação de normas exigentes
em matéria de bem-estar dos animais e método de produção em sintonia com a preferência de certos
consumidores por produtos obtidos utilizando substâncias e processos naturais. O método de produção
biológica desempenha, assim, um duplo papel societal, visto que, por um lado, abastece um mercado
específico que responde à procura de produtos biológicos por parte dos consumidores e, por outro,
fornece bens públicos que contribuem para a proteção do ambiente e o bem-estar dos animais, bem
como para o desenvolvimento rural.”
Regulamento (CE) N.º 834/2007 do Conselho de 28 de Junho de 2007
AGRICULTURA DE CONSERVAÇÃO: “Conjunto de práticas que permitem o maneio do solo agrícola com
a menor alteração possível da sua composição, estrutura e biodiversidade natural. As técnicas utilizadas
na agricultura de conservação apresentam, regra geral, efeitos positivos no solo contribuindo para o
aumento do teor de matéria orgânica.”
DGADR
AGRICULTURA DE PRECISÃO: “Conjunto de técnicas com aplicação nas explorações agrícolas que
permitem aumentar a segurança das decisões agronómicas na exploração agrícola, aumentando a
produtividade das parcelas e reduzindo os custos de produção e os impactes ambientais.”
DGADR
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M O D O S D E P R O D U Ç Ã O
S U S T E N T Á V E L
AGRICULTURA BIODINÂMICA: “As explorações agrícolas são encaradas como organismos, em que uma
parte depende da outra, sendo necessário aplicar uma gestão holística que visa alcançar a integridade da
exploração. A reciclagem e reutilização dos recursos da exploração tornam-se especialmente relevantes,
motivo pelo qual geralmente a produção vegetal e animal estão associadas. A agricultura biodinâmica
enfatiza o poder de preparações (à base de plantas, minerais e excrementos) e da coordenação de certas
atividades de acordo com a disposição dos astros (principalmente sol e lua) para melhorar a saúde,
a produtividade e o valor nutricional dos cultivares. Hoje em dia existem empresas de certificação de
agricultura biodinâmica, embora em menor número que de agricultura biológica, e a agricultura biodinâmica
começa a ser aceite nos círculos académicos e científicos.”
DGADR
AGRICULTURA NATURAL: “Pretende reduzir o controlo e a manipulação do sistema agrícola para um
mínimo necessário para ter colheitas, em vez de controlar e manipular todo o sistema. Podem ser defendidas
práticas como a sementeira direta, a não-monda e, tal como todos os tipos de agricultura sustentável, o
não-uso de agroquímicos.”
DGADR
PERMACULTURA: “A permacultura corresponde a uma engenharia ecológica de sistemas agrícolas, com
o objetivo de criar sistemas agrícolas que se “auto-perpetuam”, por serem ecologicamente estáveis com
uma intervenção humana reduzida. A permacultura é essencialmente uma estratégia de planeamento da
produção, aproveitando as condições e os recursos naturais locais da melhor maneira possível.”
DGADR
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G A R A N T I A S D O L O G Ó T I P O
D E A G R I C U L T U R A B I O L Ó G I C A
A PRODUÇÃO RESPEITA A NATUREZA
OS PRODUTOS SÃO PRODUZIDOS DE FORMA SUSTENTÁVEL
CONTROLO DOS OPERADORES DE PRODUÇÃO BIOLÓGICA, UMA VEZ POR ANO
OS ANIMAIS DE CRIAÇÃO VIVEM LIVREMENTE E SÃO CUIDADOS EM CONDIÇÕES QUE ASSEGURAM
O BEM-ESTAR ANIMAL
USO LIMITADO DE PESTICIDAS, FERTILIZANTES QUÍMICOS E ANTIBIÓTICOS
RESTRIÇÃO NO USO DE ADITIVOS ALIMENTARES, AUXILIARES TECNOLÓGICOS E OUTROS PRODUTOS
SIMILARES
RECURSO AOS MEIOS DO PRÓPRIO CAMPO E AOS CONHECIMENTOS LOCAIS
CUMPRIMENTO DE REGRAS ESPECÍFICAS, DESTINADAS AO RESPEITO PELO BEM-ESTAR AMBIENTAL
E ANIMAL DOS PRODUTOS
NÃO SÃO PERMITIDOS ORGANISMOS GENETICAMENTE MODIFICADOS (OGM’S)
CUMPRIMENTO DE REGULAMENTOS ALUSIVOS À PRODUÇÃO DE PRODUTOS BIOLÓGICOS, DE DEFESA
DO CONSUMIDOR E DE SAÚDE
R E F E I Ç Õ E S
D I Á R I A S E
SUSTENTABILIDADE
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“Eat food. Not too much.
Mostly plants.”
Michael Pollan
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•	 Os alimentos da época têm, geralmente, características nutricionais e organoléticas
(p.e. sabor, odor, cor) superiores. Por outro lado, permitem contribuir para a promoção
da economia local e para a melhoria do ambiente (p.e. utilizam menos cadeias de frio,
menos conservantes).
•	 Estes alimentos também estão, habitualmente, disponíveis a um preço mais acessível.
Em seguida, apresenta-se o calendário de sazonalidade nacional para os produtos hortícolas,
a fruta, os frutos oleaginosos e o pescado.
CALENDÁRIO DA SAZONALIDADE
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PRODUTOS
HORTÍCOLAS
JAN. FEV. MAR. ABR. MAI. JUN. JUL. AGO. SET. OUT. NOV. DEZ.
Abóbora
Acelga
Agrião
Alface
Batata nova
Beldroegas
Beringela
Beterraba
Brócolos
Cebola
Cebola nova
Cenoura
Chicória
Chou-chou
Courgette
Couve de Bruxelas
Couve lombarda
Couve portuguesa
Endívias
Ervilhas
Espargos
Espinafres
Fava
Feijão-verde
CALENDÁRIO DA SAZONALIDADE
P R O D U T O S H O R T Í C O L A S
PRODUTOS
HORTÍCOLAS
JAN. FEV. MAR. ABR. MAI. JUN. JUL. AGO. SET. OUT. NOV. DEZ.
Grelos
Nabiças
Nabo
Pepino
Pimento
Rabanete
Rábano
Repolho
Rúcula
Tomate
Estação normal Fora de época
Adaptado de: Alimentação Inteligente - coma melhor, poupe mais (2012).
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FRUTA JAN. FEV. MAR. ABR. MAI. JUN. JUL. AGO. SET. OUT. NOV. DEZ.
Alperce
Ameixa
Amora
Ananás dos Açores
Banana da Madeira
Cereja
Diospiro
Figo
Framboesa
Kiwi
Laranja
Limão
Maçã
Melancia
Melão e Meloa
Mirtilo
Morango
Nêspera
Pera
Pêssego
Romã
Tangerina
Uva
CALENDÁRIO DA SAZONALIDADE
F R U T A E F R U T O S O L E A G I N O S O S
FRUTOS
OLEAGINOSOS
JAN. FEV. MAR. ABR. MAI. JUN. JUL. AGO. SET. OUT. NOV. DEZ.
Amêndoa
Avelã
Castanha
Nozes
Pinhão
Estação normal Disponível na 1.a
quinzena Disponível na 2.a
quinzena
Fora de época
Adaptado de: Alimentação Inteligente - coma melhor, poupe mais (2012).
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PEIXES DE MAR JAN. FEV. MAR. ABR. MAI. JUN. JUL. AGO. SET. OUT. NOV. DEZ.
Atum
Bacalhau
Besugo
Carapau
Cavala
Corvina
Galo
Garoupa
Linguado
Peixe-espada
Pescada
Raia
Sardinha
Solha
Tamboril
CALENDÁRIO DA SAZONALIDADE
P E S C A D O
Adaptado de: Acope.
PEIXES DE RIO JAN. FEV. MAR. ABR. MAI. JUN. JUL. AGO. SET. OUT. NOV. DEZ.
Carpa
Enguia
Lampreia
Perca
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MOLUSCOS JAN. FEV. MAR. ABR. MAI. JUN. JUL. AGO. SET. OUT. NOV. DEZ.
Choco
Lula
Polvo
MARISCO JAN. FEV. MAR. ABR. MAI. JUN. JUL. AGO. SET. OUT. NOV. DEZ.
Amêijoa
Berbigão
Camarão
Lagosta
Lagostim
Mexilhão
Percebe
Sapateira
Santola
CALENDÁRIO DA SAZONALIDADE
P E S C A D O
Adaptado de: Acope.
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•	 Refeições que incluam produtos de origem vegetal têm uma redução expressiva sobre
a pegada de carbono, hídrica e ecológica. Contrariamente, refeições apenas à base
de alimentos de origem animal têm maior impacto sobre os indicadores ambientais
supracitados.
•	 Uma alimentação vegan pode causar menor impacto ambiental, mas não é por si
só considerada um tipo de alimentação sustentável, uma vez que a sustentabilidade
alimentar não é apenas o reflexo do impacto ambiental, também depende de outros
fatores como, por exemplo, a adequação nutricional, a cultura alimentar e a acessibilidade.
•	 Relativamente à adequação nutricional de dietas com redução do conteúdo em proteínas
de alto valor biológico, presentes nos produtos de origem animal, é fundamental que esta
dieta seja sustentada por um Nutricionista, enquanto profissional com conhecimentos na
área da alimentação e nutrição, para que não ocorram défices nutricionais a curto, médio
e longo prazo.
•	 A Dieta Mediterrânica pode ser uma das alternativas mais adequadas para modificar
hábitos de consumo, de forma a promover uma alimentação mais saudável e sustentável.
ALIMENTAÇÃO E SUSTENTABILIDADE
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Realizar
uma lista de
compras e
adquirir apenas
os alimentos
que serão
consumidos.
Ocupar
3/4 do prato
com alimentos
de origem
vegetal.
Limitar a
1/4 do prato
os alimentos
de origem
animal.
Limitar o
consumo de
carne vermelha
(p.e. porco,
cabrito, vaca)
e processada
(p.e. salsichas,
hambúrgueres,
enchidos).
Aumentar o
consumo diário
de leguminosas
e utilizá-las em
substituição da
carne, pescado
ou ovos em
algumas
refeições da
semana.
Servir as
porções em
função da Roda
da Alimentação
Mediterrânica
e em
conformidade
com as
necessidades
energéticas e
nutricionais de
cada indivíduo.
C O M O C O N S T R U I R U M A
R E F E I Ç Ã O S U S T E N T Á V E L ?
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Preferir
alimentos
locais e da
época.
Consumir
pescado
nacional,
conforme a
época e com
o tamanho
mínimo exigido
pela lei.
Consumir
alimentos
oriundos do
comércio justo.
Utilizar
utensílios
adequados
para servir
as refeições
(p.e. colheres
doseadoras,
facas afiadas).
Reaproveitar
as sobras
de outras
refeições.
Reduzir o
desperdício na
preparação e
confeção dos
alimentos.
C O M O C O N S T R U I R U M A
R E F E I Ç Ã O S U S T E N T Á V E L ?
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As panelas
de pressão
permitem
cozinhar mais
rapidamente
e economizar
mais energia.
Limitar o uso
de forno.
Ferver a água
num jarro
elétrico é
mais rápido
e envolve
menos custos
energéticos do
que aquecê-la
numa panela.
Manter a
panela tapada,
enquanto
cozinha e
desligar o
fogão pouco
tempo antes
do final da
cozedura.
Preferir
embalagens
familiares,
ao invés de
embalagens
individuais.
Adquirir
produtos
avulso.
Reutilizar
embalagens
utilizadas (p.e.
acondicionar
botões,
materiais de
bricolagem).
Minimizar o
embalamento
(p.e. pão
embalado,
talheres, bases
de tabuleiro).
C O M O C O N S T R U I R U M A
R E F E I Ç Ã O S U S T E N T Á V E L ?
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Atentar à
data de
validade dos
produtos e
acondicionar
na zona
frontal os
alimentos
com a data
de fim mais
próxima.
Acondicionar
conveniente-
mente os
alimentos
(p.e. armaze-
nar em local
seco ou
no frio).
Consumir,
em primeiro
lugar, os
alimentos
mais
perecíveis.
Verificar, fre-
quentemente,
a temperatura
de refrigera-
ção e conge-
lação.
Fazer com-
postagem
dos resíduos
orgânicos e
utilizar como
fertilizante
na horta fa-
miliar.
Reciclar as
embalagens
utilizadas.
Fazer
uma horta
familiar ou
um canteiro
aromático,
em caso
de falta de
espaço.
C O M O C O N S T R U I R U M A
R E F E I Ç Ã O S U S T E N T Á V E L ?
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C O M O C O N S T R U I R U M A
R E F E I Ç Ã O S U S T E N T Á V E L ?
O planeamento antecipado das refeições
diárias permite uma gestão mais eficiente do
dia alimentar, dos recursos utilizados e do
orçamento familiar. Assim, quando estruturar
as suas refeições, siga as Recomendações
da Roda da Alimentação Mediterrânica.
Esta representação é um complemento à nova Roda dos Alimentos.
D I E T A
M E D I T E R R Â N I C A
U M E X E M P L O D E U M P A D R Ã O
A L I M E N T A R S U S T E N T Á V E L
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•	 A Dieta Mediterrânica constitui um padrão alimentar e de estilo de vida que promove
o bem-estar do planeta, correspondendo à região do Mediterrâneo, um dos locais do
mundo com maior biodiversidade.
•	 Este tipo de alimentação é promotor da diversidade no consumo de alimentos e técnicas
culinárias salutares.
•	 Também incentiva a utilização de alimentos locais e sazonais, o que permite diminuir
os custos energéticos, de tempo, embalagem e transporte inerentes à importação de
alimentos.
•	 Este Padrão Alimentar estimula, ainda, a moderação no consumo alimentar, o que
possibilita a redução do desperdício de alimentos.
D I E T A M E D I T E R R Â N I C A
U M E X E M P L O D E U M P A D R Ã O A L I M E N T A R S U S T E N T Á V E L
SUSTENTABILIDADE
E X T R A
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“Know your farmer, know your food.”
United States Department of Agriculture
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M O D E L O D A D U P L A P I R Â M I D E
Modelo da dupla pirâmide, desenvolvido pelo Barilla Center for Food & Nutrition Foundation (BCFN Foundation).
PIRÂMIDE ALIMENTAR
PIRÂMIDE AMBIENTAL
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•	 O modelo da dupla pirâmide desenvolvido pelo BCFN Foundation é um dos instrumentos
utilizado para a implementação de dietas mais sustentáveis.
•	 Neste modelo, a pirâmide alimentar apresentada segue alguns dos princípios de uma
Dieta Mediterrânica e é disposta ao lado da pirâmide ambiental, organizada em função
dos indicadores ambientais.
•	 De acordo com este modelo, os alimentos com menor impacto ambiental correspondem
aos alimentos para os quais se recomenda um consumo superior, nomeadamente, os
produtos hortícolas, a fruta, os cereais integrais e seus derivados e os tubérculos como
a batata.
M O D E L O D A D U P L A P I R Â M I D E
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•	 A marca “tradicional.PT” é uma marca coletiva de certificação que
tem por objetivo distinguir os produtos alimentares portugueses
tradicionais (produtos agrícolas, géneros alimentícios ou pratos
culinários) com o intuito de os proteger e valorizar.
•	 Esta certificação é voluntária, gratuita e não substitui disposições
regulamentares e controlos oficiais por parte de entidades
competentes para verificação da conformidade legal.
M A R C A T R A D I C I O N A L . P T
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•	 O Programa “Portugal Sou Eu” do Ministério da Economia é
dirigido às Pequenas e Médias Empresas (PME’s) nacionais e
“procura estimular a produção nacional e fomentar o consumo
informado de produtos e serviços que contribuem ativamente
para acrescentar valor à economia nacional e gerar emprego”.
PROGRAMA “PORTUGAL SOU EU”
CONSUMIDORES EMPRESAS
INSTITUIÇÕES E
COMPRADORES
INSTITUCIONAIS
PARCERIAS
ESTRATÉGICAS
Campanhas de informação
e promoção do “Portugal
Sou Eu” para que os consu-
midores façam escolhas mais
informadas e fidelizem-se ao
“Selo Portugal Sou Eu”.
Promoção do “Portugal Sou
Eu” junto dos empresários
portugueses, principalmente
de PME’s.
Sensibilização para a vanta-
gem competitiva da marca.
Plataformas dinamizadoras
que contribuam para o en-
contro entre a oferta/pro-
cura e que interajam com as
empresas, nomeadamente as
PME’s, de forma a satisfazer
as necessidades do mercado,
a partir da aproximação entre
os compradores institucionais
e as PME’s.
Protocolos de cooperação
estratégica com:
•	 Entidades com mérito
reconhecido na sua área
de atuação;
•	 Marcas prestigiadas,
enraizadas e reconhecidas
pela população;
•	 Redes de associados
disseminados pelo país
e de largo alcance.
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•	 O movimento Slow Food tem por fim a valorização dos produtos, do
produtor e do meio-ambiente. Além disso, este movimento preocupa-
-seempromoveroconsumodealimentosetradiçõeslocais,propondo
areduçãodoritmodevida,oqueseespelhanoseulogótipoemforma
decaracol,demodoaconfecionar-seesaborear-seconvenientemente
as refeições. Também defende que os consumidores devem ter um
papel ativo, envolvendo-se em todo o processo alusivo à produção
alimentar, pois a qualidade dos alimentos define o estado de saúde
dos cidadãos e, por isso, é essencial que os cidadãos realizem as suas
escolhas alimentares de forma mais consciente, considerando todos
os determinantes até ao ato de consumo.
•	 Este movimento assenta em três pilares fundamentais:
M A R C A T R A D I C I O N A L . P T
BOM LIMPO JUSTO
Alimentos com melhores características
organoléticas decorrentes das escolhas
do produtor relativamente aos métodos
de produção mais naturais.
Maior respeito pelo ecossistema e
biodiversidade, em todas as fases da
cadeia alimentar, inclusive no consumo,
o que assegura a proteção da saúde
do consumidor e do produtor.
Maior justiça social, a partir de condições
de trabalho mais respeitadoras dos direi-
tos dos operadores da cadeia alimentar.
•	 Busca por uma economia global
equilibrada.
•	 Promoção da solidariedade.
•	 Consideração pela diversidade de
culturas e tradições.
O Programa Nacio-
nal para a Promo-
ção da Alimentação
Saudável (PNPAS)
apoia o movimento
Slow Food.
ALIMENTAR A
SUSTENTABILIDADE
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A FAO apresentou os seguintes eixos principais a serem trabalhados pelos diferentes
organismos, relativamente à temática da sustentabilidade alimentar:
5 EIXOS PARA A SUSTENTABILIDADE
A L I M E N T A R E A G R I C U L T U R A
1. Melhorar a eficiência na utilização dos recursos;
2. Ter uma ação direta para conservar, proteger e melhorar os recursos naturais;
3. Proteger os meios rurais de subsistência e melhorar a equidade e o bem-estar social;
4. Melhorar a resiliência das pessoas, comunidades e ecossistemas, especialmente as alterações
climáticas e a volatilidade dos mercados;
5. Promover a boa governação para uma melhor sustentabilidade dos sistemas naturais e humanos.
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1. MELHORAR A EFICIÊNCIA NA UTILIZAÇÃO DOS RECURSOS
Melhorar a produtividade agrícola, a partir de sistemas de produção mais eficientes. São
necessárias práticas produtivas mais eficientes, de forma a assegurar o fornecimento
adequado e suficiente de alimentos. Para isso, é fundamental que o ecossistema seja
respeitado, de modo a evitar-se a sua sobre-exploração e consequente diminuição da
qualidade dos produtos alimentares.
Uma melhor eficiência produtiva não se prende, como no passado, ao nível do rendimento
de produção. No futuro, o aumento da produtividade será assente em outros fatores como,
por exemplo, a água e a energia poupada, assim como a menor emissão de gases de estufa
e a redução do uso de fertilizantes e pesticidas.
5 EIXOS PARA A SUSTENTABILIDADE
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2. TER UMA AÇÃO DIRETA PARA CONSERVAR, PROTEGER E
MELHORAR OS RECURSOS NATURAIS
A produção agroalimentar é diretamente dependente de recursos naturais (p.e. água, solo)
e, por conseguinte, a sustentabilidade ao nível da produção requer uma gestão adequada
dos recursos.
Produções intensivas e a larga escala envolvem o uso elevado de fertilizantes, pesticidas
e água. Já na produção pecuária, o impacto nos recursos envolve a poluição da água, a
destruição dos habitats de água doce e do solo. A produção agrícola e animal intensiva
é ainda responsável pela diminuição da biodiversidade, pela presença de monoculturas.
Deste modo, este tipo de produção não se coaduna com os princípios de uma agricultura
sustentável porque coloca em causa a subsistência futura dos sistemas alimentares.
5 EIXOS PARA A SUSTENTABILIDADE
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3 . P R O T E G E R O S M E I O S R U R A I S D E S U B S I S T Ê N C I A E
MELHORAR A EQUIDADE E O BEM-ESTAR SOCIAL
A agricultura é uma atividade que está diretamente relacionada com os meios rurais,
sendo uma profissão associada a condições de trabalho mais precárias. Deste modo,
numa agricultura sustentável é essencial conceder melhores condições de trabalho aos
agricultores, proporcionando-lhes um ambiente económico mais seguro.
5 EIXOS PARA A SUSTENTABILIDADE
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5 EIXOS PARA A SUSTENTABILIDADE
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4. MELHORAR A RESILIÊNCIA DAS PESSOAS, COMUNIDADES E
ECOSSISTEMAS, ESPECIALMENTE AS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS E
A VOLATILIDADE DOS MERCADOS
Os fenómenos climáticos, a volatibilidade dos mercados (p.e. aumento dos preços dos
alimentos) e os conflitos civis interferem com a estabilidade agrícola. Considerando estas
variáveis, são necessárias mais políticas, meios tecnológicos e práticas que reforcem a
resistência dos produtores às dificuldades que colocam em causa a produção alimentar.
Note-se que as alterações nestes fatores colocam em risco toda a cadeia alimentar, inclusive
o consumidor, não correspondendo apenas a uma problemática dos produtores primários.
Portanto, a resiliência é um ponto central para a transição para uma agricultura mais
sustentável e deverá considerar fatores naturais e humanos.
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5 EIXOS PARA A SUSTENTABILIDADE
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5. PROMOVER A BOA GOVERNAÇÃO PARA UMA MELHOR
SUSTENTABILIDADE DOS SISTEMAS NATURAIS E HUMANOS
A mudança para uma produção mais sustentável só pode ocorrer quando há a devida
harmonia entre as iniciativas do setor privado (p.e. empresas do ramo alimentar) e do
setor público, assim como a responsabilização, a equidade, a transparência e o Estado de
Direito.
É basilar que os produtores primários (p.e. agricultores, pescadores) disponham de incentivos
para a adoção de práticas mais sustentáveis e que as empresas compreendam o bem-
-público associado à integração da sustentabilidade nos sistemas agroalimentares, sendo
ainda fundamental que o consumidor se envolva e compreenda que é uma peça chave neste
processo de mudança de paradigma. Portanto, a sustentabilidade só é viável na presença de
uma governação mais eficaz e justa e que possibilite o devido equilíbrio entre as iniciativas
de todos os seus intervenientes.
RECOMENDAÇÕES
DO PRESENTE ATÉ AO
F U T U R O
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5 RECOMENDAÇÕES DA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA
D E N U T R I Ç Ã O P A R A U M A A L I M E N T A Ç Ã O
MAIS SAUDÁVEL E SUSTENTÁVEL,
B A S E A D A S N O S C I N C O E I X O S P A R A A
SUSTENTABILIDADE ALIMENTAR
E A G R I C U L T U R A D A F A O
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1. Compre a produtores locais,
sempre que possível
Ao adquirir alimentos a produtores locais incentiva à prática de uma agricultura a menor
escala, com menor impacto ambiental e que respeita o equilíbrio do ecossistema e
da biodiversidade. Sempre que possível, opte por alimentos de uma produção mais
sustentável, como a agricultura biológica, que melhora a eficiência na utilização dos
recursos. 
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2. Prefira alimentos frescos,
locais e da época
Os alimentos frescos, locais e da época têm características nutricionais e organoléticas
(p.e. sabor, odor) superiores. Ao consumir alimentos da proximidade, também estará a
promover a economia local e a reduzir os custos ambientais e energéticos, e a conservar,
proteger e melhorar os recursos naturais.
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3. Tenha uma Alimentação
Mediterrânica
A Alimentação Mediterrânica representa um estilo de vida que contempla um modelo
alimentar saudável, com recurso a práticas sustentáveis, amigas do ambiente, que
protegem os meios rurais de subsistência e melhoram a equidade e o bem-estar social.
Trata-se de uma alimentação acessível a todos, economicamente justa e que preserva a
cultura dos povos.
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4. Repense, Reduza, Reutilize e Recicle
Repense o seu consumo, a tornar-se resiliente na redução do desperdício alimentar, na
reutilização de alimentos para novas confeções culinárias e na reciclagem dos recursos
utilizados.
Assim, poderá contribuir para a salvaguarda do planeta e das gerações futuras.
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5. Ajude a promover a Alimentação
Saudável. Envolva-se
O governo e as empresas devem respeitar os recursos naturais e assumir uma posição
de transparência para com os cidadãos, reconhecendo o impacto das suas atividades e
apresentando soluções eficientes que garantam a equidade alimentar, social, económica
e de saúde. Contudo, cada um de nós também deverá envolver-se ativamente em cada
um destes processos, de forma a promover uma alimentação mais saudável.
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Pela relevância que a sustentabilidade alimentar assume, nos dias de hoje, é fundamental
a reflexão, discussão e decisão conjunta entre o Nutricionista e os restantes profissionais
da área da Alimentação e Nutrição para que, deste modo, seja possível construir uma visão
comum para a sustentabilidade alimentar e agricultura.
Neste contexto, a Associação Portuguesa de Nutrição lança um Programa de Sensibilização
e Informação sobre Sustentabilidade Alimentar com o objetivo de consciencializar os
profissionais e a comunidade.
“Construir uma visão comum para a
sustentabilidade alimentar e agricultura
depende de cada um de nós.”
Building a common vision for sustainable food and agriculture (FAO, 2014)
BIBLIOGRAFIA
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  • 1. A L I M E N T A R O FUTURO U M A R E F L E X Ã O S O B R E S U S T E N T A B I L I D A D E A L I M E N T A R WWW.APN.ORG.PT | GERAL@APN.ORG.PT Apoio institucional:
  • 2. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T TÍTULO: Alimentar o futuro: uma reflexão sobre sustentabilidade alimentar COLEÇÃO E-BOOKS APN: E-book n.° 43 DIREÇÃO EDITORIAL: Célia Craveiro CONCEÇÃO: Helena Real, Teresa Carvalho CORPO REDATORIAL: Helena Real, Teresa Carvalho CRIAÇÃO GRÁFICA: Cooperativa 31 PROPRIEDADE: Associação Portuguesa de Nutrição REDAÇÃO: Associação Portuguesa de Nutrição CONSULTORIA: Pedro Graça | Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável da Direção-Geral da Saúde ISBN: 978-989-8631-34-3 © agosto 2017, APN Interdita a reprodução integral ou parcial de textos ou fotografias, sob quaisquer meios e para quaisquer fins, inclusive comerciais. COMO CITAR: Associação Portuguesa de Nutrição. Alimentar o futuro: uma reflexão sobre sustentabilidade alimentar. E-book n.° 43. Porto: Associação Portuguesa de Nutrição; 2017. F I C H A T É C N I C A
  • 3. CONTEXTUALIZAÇÃO FACTOS & NÚMEROS ECO-ENCICLOPÉDIA INDICADORES AMBIENTAIS CADEIA ALIMENTAR E SUSTENTABILIDADE REFEIÇÕES DIÁRIAS E SUSTENTABILIDADE DIETA MEDITERRÂNICA SUSTENTABILIDADE EXTRA ALIMENTAR A SUSTENTABILIDADE BIBLIOGRAFIA Í N D I C E A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T
  • 4. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T De modo a melhorar o futuro do planeta, tornando-o mais verde e limpo, a Organização das Nações Unidas lançou a Agenda para o Desenvolvimento Sustentável até 2030. Foram definidos 17 objetivos, que pretendem impulsionar e restituir um planeta mais saudável às gerações futuras. Nestes objetivos, também se contemplam assuntos alusivos aos Direitos do Homem como, por exemplo, a erradicação da fome e a diminuição de conflitos. No âmbito da sustentabilidade alimentar, a Organização das Nações Unidas para a Alimen- tação e Agricultura (FAO) apresentou cinco eixos principais para desenvolver o tema. Deste modo, a Associação Portuguesa de Nutrição (APN) desenvolveu este e-book como um meio para a reflexão a respeito da sustentabilidade alimentar e da importância desta na alimentação diária dos cidadãos. C O N T E X T U A L I Z A Ç Ã O
  • 5. F A C T O S & NÚMEROS A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T “Eating locally, thinking globally.” n.d.
  • 6. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T • Em 2050, a população será superior a 9 biliões e, como tal, será necessário produzir mais 60% de alimentos. FAO. Food and agriculture: key to achieving the 2030 agenda for sustainable development. Rome: Food and Agriculture Organization of the United Nations; 2016. • A população mundial gasta o equivalente a 1,6 planetas. Caso a sociedade continue a registar este ritmo de consumo, até 2030 terá sido gasto o equivalente a 2 planetas Terra. Global Footprint Network. Ecological Footprint. Global Footprint Network [Internet]; 2017 [acesso a 2017/03/14]. Disponível em: http://www.footprintnetwork.org/our-work/ecological-footprint/. • Cerca de 1/3 dos alimentos produzidos não é consumido, o que corresponde a 1,3 biliões de toneladas por ano. FAO. Key facts on food loss and waste you should know [Internet]! Food and Agriculture Organization of the United Nations; 2017 [acesso a 2017/03/30]. Disponível em: http://www.fao.org/save-food/resources/keyfindings/en. • As perdas alimentares e o desperdício alimentar são responsáveis pela emissão de 8% dos gases de efeito de estufa. FAO. Global food loss and waste. Food wastage footprint & climate change. Food and Agriculture Organization of United Nations [acesso a 2017/03/21]. Disponível em: http://www.fao.org/3/a-bb144e.pdf. • São produzidos 263 milhões de toneladas de carne por ano no mundo, sendo 20% desta quantidade perdida ou desperdiçada. FAO. Food loss and waste facts. Rome: Food and Agriculture Organization of the United Nations; 2015. Disponível em: http://www.fao.org/3/a-i4807e.pdf. • As perdas alimentares aumentam as emissões de gás de estufa, uma vez que correspondem a um gasto de recursos utilizados (p.e. água, energia). FAO. Global food losses and food waste. – Extent, causes and prevention. Rome: Food and Agriculture Organization of the Unied Nations; 2011. Disponível em: http://www.fao.org/docrep/014/mb060e/mb060e00.pdf. F A C T O S & N Ú M E R O S
  • 7. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T • Há 900 milhões de pessoas que passam fome em todo o mundo e 1,9 biliões sofrem de excesso de peso. FAO. Sustainable Development Goal 2: End hunger, achieve food security and improved nutrition and promote sustainable agriculture [Internet]. Food and Agriculture Organization of the United Nations [acesso a 13/03/2017]. Disponível em: http://www.fao.org/sustainable-development-goals/goals/goal-2/en/. • Os portugueses consomem mais alimentos de origem animal do que de origem vegetal. Lopes C et al. Inquérito alimentar nacional e de atividade física (IAN-AF) 2015-16. Universidade do Porto; 2017. • Mais de 3,5 milhões de portugueses (34% da população) têm um consumo de carne superior a 100 g/dia. Lopes C et al. Inquérito alimentar nacional e de atividade física (IAN-AF) 2015-16. Universidade do Porto; 2017. • São necessários cerca de 2000 a 5000 L de água para produzir os alimentos consumidos, diariamente, por uma pessoa. FAO. Sustainable Development Goal 6: Ensure availability and sustainable management of water and sanitation for all [Internet]. Food and Agriculture Organization of the United Nations [acesso a 13/03/2017]. Disponível em: http://www.fao.org/sustainable-development-goals/goals/goal-6/en/. • As reservas de água doce são um recurso esgotável, não chegando a 700 biliões de pes- soas no mundo. FAO. Sustainable Development Goal 6: Ensure availability and sustainable management of water and sanitation for all [Internet]. Food and Agriculture Organization of the United Nations [acesso a 13/03/2017]. Disponível em: http://www.fao.org/sustainable-development-goals/goals/goal-6/en/. • Cerca de 660 a 820 milhões de pessoas (trabalhadores e famílias) dependem da pesca como alimento e fonte de rendimento. HLPE. Sustainable fisheries and aquaculture for food security and nutrition. A report by the High Level Panel of Experts on Food Security and Nutrition of the Committee on World Food Security. Rome; 2014. F A C T O S & N Ú M E R O S
  • 8. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T • Cada pessoa consome, aproximadamente, 20 Kg de peixe por ano, o que equivale a mais 10 Kg do que há 57 anos. FAO. The state of world fisheries and aquaculture 2016. Contributing to food security and nutrition for all. Rome: Food and Agriculture Organization of the United Nations; 2016. • A produção agrícola utiliza na irrigação cerca de 7,4 triliões de litros de água, num dia. Unturbe J et al. Water and sustainable development. United Nations Office to Support the International Decade for Action (UNO-IDfA) ‘Water for Life’ 2005-2015 [acesso a 21/03/2017]. Disponível em: http://www. un.org/waterforlifedecade/pdf/wm-iii-eng.pdf. • Os produtos hortícolas (16,7%) e a fruta (14,7%) são os alimentos biológicos mais consumidos pelos portugueses. Lopes C et al. Inquérito alimentar nacional e de atividade física (IAN-AF) 2015-16. Universidade do Porto; 2017. • Entre 1990 e 2015, perderam-se, mundialmente, 129 milhões de hectares de floresta. FAO. Global forest resources assessment 2015. How are the world’s forests changing? 2nd ed. Rome: Food and Agriculture Organization of the United Nations; 2016. • O plástico é o material de embalagem mais utilizado pelos portugueses (71,2% dos materiais reportados), seguido pelo vidro (9,4%). Lopes C et al. Inquérito alimentar nacional e de atividade física (IAN-AF) 2015-16. Universidade do Porto; 2017. • O ano de 2015 foi considerado o ano mais quente pelas Nações Unidas. FAO. The state of food and agriculture – climate change, agriculture and food security. Rome: Food and Agriculture Organization of the United Nations; 2016. • A partir do século XX, as temperaturas durante o inverno no Alasca e no Canadá aumentaram entre 3 a 4 o C. Center for Sustainable Systems, University of Michigan. Climate change: science and impacts factsheet [Internet]. Ann Arbor: University of Michigan;2016. Pub. No. CSS05-19 [acesso a 23/03/2017]. Disponível em: http://css.snre.umich.edu/factsheets/climate-change-science-and-impacts-factsheet. F A C T O S & N Ú M E R O S
  • 9. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T • A espessura do Ártico diminuiu, aproximadamente, 40% nos últimos 30 anos. Center for Sustainable Systems, University of Michigan. Climate change: science and impacts factsheet [Internet]. Ann Arbor: University of Michigan;2016. Pub. No. CSS05-19 [acesso a 23/03/2017]. Disponível em: http://css.snre.umich.edu/factsheets/climate-change-science-and-impacts-factsheet. • O Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) estima que a temperatura suba entre 0,3 a 0,7 o C, até 2035. IPCC. Climate Change 2014: Synthesis Report. Contribution of Working Groups I, II and III to the Fifth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change. Geneva: Intergovernmental Panel on Climate Change ;2014. • Em 2017, verificou-se o dia (2 de agosto) em que mais cedo se atingiu o “Dia da Sobrecarga da Terra”, no qual se estima que a procura de recursos já tenha excedido a capacidade que o planeta tem para regenerar este ano. Earth Overshoot Day, 2017. Disponível em: http://www.overshootday.org/. • A acidez dos oceanos tem aumentado devido à absorção das emissões de CO2 , o que afeta o estado dos recifes de coral. Cao L et al. Response of ocean acidification to a gradual increase and decrease of atmospheric CO2. Environ. Res. Letters. 2014; 9 (2):1-9. • Desde 2006, a China é o país com maior número de emissões de CO2 , ultrapassando os Estados Unidos da América. FAO. Global food loss and waste. Food wastage footprint & climate change. Food and Agriculture Organization of United Nations [acesso a 2017/03/21]. Disponível em: http://www.fao.org/3/a-bb144e.pdf. • A pecuária é uma das principais causas para a produção e emissão de gases metano (CH4 ) e óxido nitroso (N2 O). FAO. Global food loss and waste. Food wastage footprint & climate change. Food and Agriculture Organization of United Nations [acesso a 2017/03/21]. Disponível em: http://www.fao.org/3/a-bb144e.pdf. F A C T O S & N Ú M E R O S
  • 10. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T • A utilização de fertilizantes nos solos contribui com 79% das emissões de N2 O. Center for Sustainable Systems, University of Michigan. Greenhouse gases factsheet [Internet]. Ann Arbor: University of Michigan;2016. Pub. No. CSS05-21 [acesso a 23/03/2017] Disponível em: http://css.snre.umich. edu/sites/default/files/Greenhouse_Gases_Factsheet_CSS05-21_0.pdf. • Segundo os Censos 2011, o setor da agricultura, produção animal, caça e silvicultura representa 2,8% da população empregada em Portugal, tendo o emprego recuado em 44,2% nesta atividade económica. INE. Estatísticas agrícolas 2015. Instituto Nacional de Estatística. Lisboa: Instituto Nacional de Estatística; 2015. • A superfície de cultivo de agricultura biológica, em Portugal, representa 239.864 hectares. Mas apenas 20% da área é que é destinada à produção de bens alimentares. Com a Estratégia Nacional para a Agricultura Biológica e o Plano de Ação para a Produção e Promoção de Produtos Biológicos pretende-se apoiar o “crescimento sustentável da Agricultura Biológica, através de medidas e ações adequadas às exigências da oferta e da procura atuais”. DGADR. Press Release [Internet]. Direção-Geral da Agricultura e Desenvolvimento Rural [acesso a 19/06/2017]. Disponível em: http://www.dgadr.pt/images/docs/val/bio/Biologica/PRESS_RELEASE.pdf. F A C T O S & N Ú M E R O S
  • 11. E-C-O ENCICLOPÉDIA A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T
  • 12. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T O QUE É O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL? De acordo com a FAO (1989), o desenvolvimento sustentável consiste na gestão e conservação dos recursos naturais e na orientação da mudança tecnológica e institucional, de forma a assegurar a satisfação contínua das necessidades das gerações atuais e futuras. O desenvolvimento sustentável (nos setores da agricultura, da silvicultura e das pescas) conserva a terra, a água e os recursos genéticos das plantas e animais; é ambientalmente não degradante, tecnicamente apropriado, economicamente viável e socialmente sustentável. O QUE É A SUSTENTABILIDADE? O conceito de sustentabilidade foi construído com base na definição de desenvolvimento sustentável. Deste modo, a FAO refere que a sustentabilidade consiste em práticas que permitem garantir os direitos do homem, satisfazendo as necessidades presentes e futuras, sem causar danos irreversíveis no ecossistema e sem comprometer o futuro das gerações vindouras. O conceito de sustentabilidade é um conceito multidimensional que engloba a integridade ambiental, o bem-estar social, a resiliência económica e a boa governação. E C O - E N C I C L O P É D I A
  • 13. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T O QUE É UM ALIMENTO SUSTENTÁVEL? É um alimento: • produzido com recurso a métodos de produção que respeitam o ambiente e os animais; • local e sazonal adquirido diretamente aos produtores; • não processado, de modo a minimizar a quantidade de recursos utilizados (p.e. água, combustível); • que respeita o bem-estar do ambiente, dos animais, dos produtores e dos consumidores. O QUE É UMA DIETA SUSTENTÁVEL? Segundo a definição da FAO (2015), uma dieta sustentável tem baixo impacto ambiental e contribui para a segurança alimentar e nutricional da população, assim como para o seu estado de saúde, tanto no presente como no futuro. As dietas sustentáveis protegem e respeitam a biodiversidade e o ecossistema; além de que permitem otimizar os recursos naturais e humanos. Para além disso, uma dieta sustentável é culturalmente aceite, nutricionalmente adequada, acessível pela população, segura e economicamente justa. E C O - E N C I C L O P É D I A
  • 14. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T O QUE É UM ALIMENTO LOCAL? É um alimento produzido na proximidade, tendo uma cadeia de distribuição curta. O consumo de alimentos locais promove a economia da região e minimiza a pegada de carbono. O QUE É UM ALIMENTO SAZONAL? É um alimento fresco, que se encontra disponível localmente e em condições de maturação adequadas para consumo. Estes alimentos têm um custo económico e ambiental inferior ao dos alimentos consumidos fora da época. Além de que, podem apresentar melhores características organoléticas e nutricionais. E C O - E N C I C L O P É D I A
  • 15. INDICADORES A M B I E N T A I S A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T “The best time to plant a tree was 20 years ago. The next best time is today.” Provérbio chinês
  • 16. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T • A pegada ecológica, de água e de carbono são utilizadas como uma estimativa do impacto que o estilo de vida atual exerce sobre o planeta. PEGADA ECOLÓGICA Mede a superfície de terra (ha), biologicamente produtiva, e a água necessária para substituir os recursos utilizados e absorver os resíduos produzidos em relação à capacidade da Terra de regenerar os recursos naturais. PEGADA HÍDRICA Mede a quantidade de água doce, em L ou m3 , disponível. Também corresponde à quantidade de água utilizada para a produção dos alimentos e matérias-primas. PEGADA DE CARBONO Calcula a emissão de gases com efeito de estufa, durante o ciclo de vida do alimento. É medida em gramas de C02 (g CO2 ). I N D I C A D O R E S A M B I E N T A I S
  • 17. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T P R O D U Ç Ã O A L I M E N T A R E I M P A C T O A M B I E N T A L O aumento da industrialização e do poder de compra induz alterações na dieta como, por exemplo, o aumento do consumo de alimentos como a carne, o peixe e os laticínios. • A produção de alimentos de origem animal é responsável por um uso superior de recursos (p.e. água, solo) e emissões de gases de efeito de estufa face aos alimentos de origem vegetal. • De entre os vários alimentos, o chocolate, a carne (principalmente a vermelha) e os laticínios são os que requerem mais água para a sua produção e emitem mais gases de estufa. 1 KG PEGADA HÍDRICA (L) EMISSÕES (Kg CO2 E) USO DE SOLO (m2 ) RAÇÃO ANIMAL (Kg) Bife de vaca 15,500 16 7.9 6 Frango 3,900 4.6 6.4 1.8 Ovos 3,333 5.5 6.7 Leite 1,000 10.6 9.8 Trigo 1,300 0.8 1.5 Arroz 3,400 Adaptado de: Bailey R (2011). PEGADA ECOLÓGICA DE ALGUNS ALIMENTOS
  • 18. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T P R O D U Ç Ã O A L I M E N T A R E I M P A C T O A M B I E N T A L Uma alimentação mais ocidentalizada requer mais recur- sos esgotáveis. Chocolate Bife Porco Queijo Azeitonas Frango Arroz Tâmaras Amendoim Manga Açúcar Pão Café Leite Vinho Milho Banana Maçã Cerveja Batata Abóbora Chá 24000 15500 5988 5000 4400 3900 3400 3000 2782 1600 1500 1300 1217 1000 1000 900 860 700 300 250 200 120 PEGADA HÍDRICA DE ALGUNS ALIMENTOS (L/Kg)** *Adaptado de: Tukker et al, 2006; BCFN, 2015. | **Adaptado de: Water Footprint Network. Carne e derivados Laticínios Fruta e produtos hortícolas Cereais e derivados Gorduras Bebidas Snacks Peixe Outras 18% Transporte 24% Aquecimento doméstico 27% Outros setores EMISSÕES EUROPEIAS DE GASES DE ESTUFA, EM FUNÇÃO DOS VÁRIOS SETORES* (Dados arredondados) 31% Alimentação 12,4% 5,1% 1,9% 1,4% 1,3% 1,8% 1% 0,6% 5,6%
  • 19. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T E F E I T O D E E S T U F A E S E T O R E S D E A T I V I D A D E • O potencial de efeito de estufa é calculado com base no dióxido de carbono, óxido nitroso e metano. Além destes três gases, também podem ser considerados, no cálculo do potencial de efeito de estufa, os hidrofluorcarbonetos, os perfluorcarbonetos e o hexafluoreto de enxofre. Este valor é determinado de acordo com um intervalo de tempo específico, sendo neste caso de 100 anos. • Em Portugal, o potencial de efeito de estufa total diminuiu, desde 2005. Contudo, ao nível dos setores de atividade relacionados com as indústrias transformadoras, a eletricidade, o gás, o vapor e, por último, a agricultura, a produção animal, a caça, a floresta e a pesca são os setores com maior representatividade, respetivamente. Adaptado de: PORDATA, 2017. POTENCIAL DE EFEITO DE ESTUFA TOTAL E POR ALGUNS SETORES DE ATIVIDADE (T CO2 EQ - MILHARES), EM PORTUGAL Total de potencial de efeito de estufa por setores de atividade económica Indústrias transformadoras Eletricidade, gás, vapor Agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca Captação, tratamento e distribuição de água Transportes e armazenamento Atividades imobiliárias 1000.000 90.000 80.000 70.000 60.000 50.000 40.000 30.000 20.000 10.000 0 1995 2000 2005 2010 2014
  • 20. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T PORTUGAL: PEGADA ECOLÓGICA A biocapacidade corresponde à capacidade que uma área, biologi- camente produtiva, tem para gerar re- cursos renováveis de forma contínua e de absorver os resíduos produzi- dos durante deter- minado período. • A pegada ecológica do país diminuiu de 2010 para 2012. Um dos principais motivos possíveis para esta redução é a diminuição do poder de compra dos portugueses, durante este período. PEGADA ECOLÓGICA PORTUGUESA ATÉ 2012 Adaptado de: National Footprint Accounts 2016 (Data Year 2012). Pegada ecológica, per capita 3.9 GHA População (2012) 10,604 M Biocapacidade, per capita 1.5 GHA Biocapacidade Crédito (+) Deficit (–) -2.4 GHA Pegada ecológica Biocapacidade 1970 0 2 Hectares Globais per capita 4 6 1980 1990 2000 2010
  • 21. C A D E I A A L I M E N T A R E SUSTENTABILIDADE A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T
  • 22. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T C A D E I A A L I M E N T A R E S U S T E N T A B I L I D A D E • A cadeia alimentar, habitualmente, é composta por diferentes etapas, onde em cada uma delas há vários fatores que influenciam o seu impacto ambiental. Técnicas de produção agrícola Produção de sementes Uso de fertilizantes Uso de pesticidas Uso de combustíveis para a prática agrícola Utilização de água para irrigação Embalamento Produção de alimentos para consumo huma- no ou animal. Transformação da matéria-prima no produto final (p.e. farinha de trigo transformada em massa). Transformação da matéria-pri- ma (p.e. trigo trans- formado em farinha). Embalamento do produto final com materiais como, por exemplo, papel, plástico e vidro. Matérias-primas Energia Água Produção agrícola Processamento Transformação Cadeia de frio Mais custos ambientais Custos energéticos Custos de transporte CONTINUAÇÃO > Produção da embalagem Descarte da embalagem
  • 23. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T C A D E I A A L I M E N T A R E S U S T E N T A B I L I D A D E Consumidor Transporte do produto termi- nado da fábrica para o canal de distribuição. Armazenamento do produto para venda ao consu- midor. Resíduos orgânicos ou de embalagem, após a utilização do produto pelo consumidor. Armazenamen- to do produto para venda ao retalhista. Preparação e cocção do pro- duto. Transporte para a distribuição Retalhista Eliminação Grossista Cadeia de frio Mais custos ambientais Custos energéticos Custos de transporte Cadeia de frio Alimentos produzidos a longas distâncias Cadeia de frio Técnicas culinárias Cozinha comercial ou doméstica Tipo de receita Matérias-primas para preparação Via de descarte (p.e. compostagem, reci- clagem, aterro sanitário) Água Tipo de material do produto (p.e. plástico, vidro) Energia Acondicionamento dos resíduos
  • 24. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T C A D E I A A L I M E N T A R E S U S T E N T A B I L I D A D E • O impacto ambiental dos alimentos difere consoante o seu processamento. Deste modo, um alimento processado pode implicar custos ambientais mais elevados do que um produto não processado, já que fatores como as emissões de carbono e os custos em recursos e energia dos produtos processados variam conforme, por exemplo, o modo de conservação (p.e. congelação, refrigeração, sem cadeia de frio), o tempo de conservação, o número de embalagens, o tipo de embalagem, o acondicionamento no transporte e a distância entre o produtor até ao consumidor. A Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) (ou Life Cycle Assessment (LCA)) é uma metodologia que permite avaliar os potenciais custos ambientais de um produto, processo ou atividade. Esta avaliação é realizada ao longo de todo o ciclo de vida do produto (p.e. extração da matéria-prima, modo de eliminação) e considera etapas como, por exemplo, a distribuição e a utilização pelo consumidor. As Normas ISO 14040:2006 e 14044:2010 descrevem a aplicação desta metodologia. Opte por eletro- domésticos com baixo consumo energético.
  • 25. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T C A D E I A S C U R T A S D E D I S T R I B U I Ç Ã O • As cadeias curtas de distribuição definem-se como cadeias de abastecimento que têm um número restrito de operadores económicos, os quais se encontram envolvidos na cooperação, no desenvolvimento económico local e nas relações geográficas e sociais entre produtores e consumidores. • Estas cadeias apresentam vantagens como a maior proximidade entre o consumidor e o agricultor, o aumento do consumo de alimentos mais frescos, a prática de um valor mais justo pelos produtos, o reforço das ligações rurais e urbanas, o comprometimento das instituições públicas na promoção deste setor e a contribuição para o desenvolvimento sustentável, uma vez que viabiliza, por exemplo, a redução das emissões de CO2 e do uso de embalagens. • Deste modo, a aquisição de alimentos através de cadeias de distribuição curtas exibe benefícios económicos, sociais e culturais para os agricultores, consumidores e zonas rurais. Geralmente, os alimentos podem ser adquiridos através de venda, por exemplo em feiras, domicílio, mercados municipais, pontos de venda comunitários, mercearias e lojas de produtos tradicionais. As variações dos preços dos produ- tos agrícolas podem ocorrer por vários fatores, tais como a sazonalidade, as condições meteo- rológicas durante o ano e os preços dos mercados in- ternacionais.
  • 26. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T M O D O S D E P R O D U Ç Ã O S U S T E N T Á V E L • Os modos de produção sustentável utilizam sistemas de gestão sustentável nas explorações agrícolas para que sejam produzidos alimentos de qualidade com recurso a melhores práticas ambientais, de modo a manter-se e preservar-se a biodiversidade e os recursos naturais. PROTEÇÃO INTEGRADA: “A proteção integrada consiste na avaliação ponderada de todos os métodos de proteção das culturas disponíveis e a integração de medidas adequadas para diminuir o desenvolvimento de populações de organismos nocivos e manter a utilização dos produtos fitofarmacêuticos e outras formas de intervenção a níveis económica e ecologicamente justificáveis, reduzindo ou minimizando os riscos para a saúde humana e o ambiente, privilegiando o desenvolvimento de culturas saudáveis com a menor perturbação possível dos ecossistemas agrícolas e agroflorestais e incentivando mecanismos naturais de luta contra os inimigos das culturas.” Decreto-Lei n.º: 256/2009 PRODUÇÃO INTEGRADA: “A produção integrada é um sistema agrícola de produção de alimentos e de outros produtos alimentares de alta qualidade, com gestão racional dos recursos naturais e privilegiando a utilização dos mecanismos de regulação natural em substituição de fatores de produção, contribuindo, deste modo, para uma agricultura sustentável.” Decreto-Lei n.º: 256/2009 As condições me- teorológicas têm elevado impacto no setor agrícola, o que se reflete posteriormente nos preços dos alimentos.
  • 27. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T M O D O S D E P R O D U Ç Ã O S U S T E N T Á V E L MODO DE PRODUÇÃO BIOLÓGICO: “A produção biológica é um sistema global de gestão das explorações agrícolas e de produção de géneros alimentícios que combina as melhores práticas ambientais, um elevado nível de biodiversidade, a preservação dos recursos naturais, a aplicação de normas exigentes em matéria de bem-estar dos animais e método de produção em sintonia com a preferência de certos consumidores por produtos obtidos utilizando substâncias e processos naturais. O método de produção biológica desempenha, assim, um duplo papel societal, visto que, por um lado, abastece um mercado específico que responde à procura de produtos biológicos por parte dos consumidores e, por outro, fornece bens públicos que contribuem para a proteção do ambiente e o bem-estar dos animais, bem como para o desenvolvimento rural.” Regulamento (CE) N.º 834/2007 do Conselho de 28 de Junho de 2007 AGRICULTURA DE CONSERVAÇÃO: “Conjunto de práticas que permitem o maneio do solo agrícola com a menor alteração possível da sua composição, estrutura e biodiversidade natural. As técnicas utilizadas na agricultura de conservação apresentam, regra geral, efeitos positivos no solo contribuindo para o aumento do teor de matéria orgânica.” DGADR AGRICULTURA DE PRECISÃO: “Conjunto de técnicas com aplicação nas explorações agrícolas que permitem aumentar a segurança das decisões agronómicas na exploração agrícola, aumentando a produtividade das parcelas e reduzindo os custos de produção e os impactes ambientais.” DGADR
  • 28. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T M O D O S D E P R O D U Ç Ã O S U S T E N T Á V E L AGRICULTURA BIODINÂMICA: “As explorações agrícolas são encaradas como organismos, em que uma parte depende da outra, sendo necessário aplicar uma gestão holística que visa alcançar a integridade da exploração. A reciclagem e reutilização dos recursos da exploração tornam-se especialmente relevantes, motivo pelo qual geralmente a produção vegetal e animal estão associadas. A agricultura biodinâmica enfatiza o poder de preparações (à base de plantas, minerais e excrementos) e da coordenação de certas atividades de acordo com a disposição dos astros (principalmente sol e lua) para melhorar a saúde, a produtividade e o valor nutricional dos cultivares. Hoje em dia existem empresas de certificação de agricultura biodinâmica, embora em menor número que de agricultura biológica, e a agricultura biodinâmica começa a ser aceite nos círculos académicos e científicos.” DGADR AGRICULTURA NATURAL: “Pretende reduzir o controlo e a manipulação do sistema agrícola para um mínimo necessário para ter colheitas, em vez de controlar e manipular todo o sistema. Podem ser defendidas práticas como a sementeira direta, a não-monda e, tal como todos os tipos de agricultura sustentável, o não-uso de agroquímicos.” DGADR PERMACULTURA: “A permacultura corresponde a uma engenharia ecológica de sistemas agrícolas, com o objetivo de criar sistemas agrícolas que se “auto-perpetuam”, por serem ecologicamente estáveis com uma intervenção humana reduzida. A permacultura é essencialmente uma estratégia de planeamento da produção, aproveitando as condições e os recursos naturais locais da melhor maneira possível.” DGADR
  • 29. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T G A R A N T I A S D O L O G Ó T I P O D E A G R I C U L T U R A B I O L Ó G I C A A PRODUÇÃO RESPEITA A NATUREZA OS PRODUTOS SÃO PRODUZIDOS DE FORMA SUSTENTÁVEL CONTROLO DOS OPERADORES DE PRODUÇÃO BIOLÓGICA, UMA VEZ POR ANO OS ANIMAIS DE CRIAÇÃO VIVEM LIVREMENTE E SÃO CUIDADOS EM CONDIÇÕES QUE ASSEGURAM O BEM-ESTAR ANIMAL USO LIMITADO DE PESTICIDAS, FERTILIZANTES QUÍMICOS E ANTIBIÓTICOS RESTRIÇÃO NO USO DE ADITIVOS ALIMENTARES, AUXILIARES TECNOLÓGICOS E OUTROS PRODUTOS SIMILARES RECURSO AOS MEIOS DO PRÓPRIO CAMPO E AOS CONHECIMENTOS LOCAIS CUMPRIMENTO DE REGRAS ESPECÍFICAS, DESTINADAS AO RESPEITO PELO BEM-ESTAR AMBIENTAL E ANIMAL DOS PRODUTOS NÃO SÃO PERMITIDOS ORGANISMOS GENETICAMENTE MODIFICADOS (OGM’S) CUMPRIMENTO DE REGULAMENTOS ALUSIVOS À PRODUÇÃO DE PRODUTOS BIOLÓGICOS, DE DEFESA DO CONSUMIDOR E DE SAÚDE
  • 30. R E F E I Ç Õ E S D I Á R I A S E SUSTENTABILIDADE A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T “Eat food. Not too much. Mostly plants.” Michael Pollan
  • 31. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T • Os alimentos da época têm, geralmente, características nutricionais e organoléticas (p.e. sabor, odor, cor) superiores. Por outro lado, permitem contribuir para a promoção da economia local e para a melhoria do ambiente (p.e. utilizam menos cadeias de frio, menos conservantes). • Estes alimentos também estão, habitualmente, disponíveis a um preço mais acessível. Em seguida, apresenta-se o calendário de sazonalidade nacional para os produtos hortícolas, a fruta, os frutos oleaginosos e o pescado. CALENDÁRIO DA SAZONALIDADE
  • 32. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T PRODUTOS HORTÍCOLAS JAN. FEV. MAR. ABR. MAI. JUN. JUL. AGO. SET. OUT. NOV. DEZ. Abóbora Acelga Agrião Alface Batata nova Beldroegas Beringela Beterraba Brócolos Cebola Cebola nova Cenoura Chicória Chou-chou Courgette Couve de Bruxelas Couve lombarda Couve portuguesa Endívias Ervilhas Espargos Espinafres Fava Feijão-verde CALENDÁRIO DA SAZONALIDADE P R O D U T O S H O R T Í C O L A S PRODUTOS HORTÍCOLAS JAN. FEV. MAR. ABR. MAI. JUN. JUL. AGO. SET. OUT. NOV. DEZ. Grelos Nabiças Nabo Pepino Pimento Rabanete Rábano Repolho Rúcula Tomate Estação normal Fora de época Adaptado de: Alimentação Inteligente - coma melhor, poupe mais (2012).
  • 33. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T FRUTA JAN. FEV. MAR. ABR. MAI. JUN. JUL. AGO. SET. OUT. NOV. DEZ. Alperce Ameixa Amora Ananás dos Açores Banana da Madeira Cereja Diospiro Figo Framboesa Kiwi Laranja Limão Maçã Melancia Melão e Meloa Mirtilo Morango Nêspera Pera Pêssego Romã Tangerina Uva CALENDÁRIO DA SAZONALIDADE F R U T A E F R U T O S O L E A G I N O S O S FRUTOS OLEAGINOSOS JAN. FEV. MAR. ABR. MAI. JUN. JUL. AGO. SET. OUT. NOV. DEZ. Amêndoa Avelã Castanha Nozes Pinhão Estação normal Disponível na 1.a quinzena Disponível na 2.a quinzena Fora de época Adaptado de: Alimentação Inteligente - coma melhor, poupe mais (2012).
  • 34. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T PEIXES DE MAR JAN. FEV. MAR. ABR. MAI. JUN. JUL. AGO. SET. OUT. NOV. DEZ. Atum Bacalhau Besugo Carapau Cavala Corvina Galo Garoupa Linguado Peixe-espada Pescada Raia Sardinha Solha Tamboril CALENDÁRIO DA SAZONALIDADE P E S C A D O Adaptado de: Acope. PEIXES DE RIO JAN. FEV. MAR. ABR. MAI. JUN. JUL. AGO. SET. OUT. NOV. DEZ. Carpa Enguia Lampreia Perca
  • 35. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T MOLUSCOS JAN. FEV. MAR. ABR. MAI. JUN. JUL. AGO. SET. OUT. NOV. DEZ. Choco Lula Polvo MARISCO JAN. FEV. MAR. ABR. MAI. JUN. JUL. AGO. SET. OUT. NOV. DEZ. Amêijoa Berbigão Camarão Lagosta Lagostim Mexilhão Percebe Sapateira Santola CALENDÁRIO DA SAZONALIDADE P E S C A D O Adaptado de: Acope.
  • 36. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T • Refeições que incluam produtos de origem vegetal têm uma redução expressiva sobre a pegada de carbono, hídrica e ecológica. Contrariamente, refeições apenas à base de alimentos de origem animal têm maior impacto sobre os indicadores ambientais supracitados. • Uma alimentação vegan pode causar menor impacto ambiental, mas não é por si só considerada um tipo de alimentação sustentável, uma vez que a sustentabilidade alimentar não é apenas o reflexo do impacto ambiental, também depende de outros fatores como, por exemplo, a adequação nutricional, a cultura alimentar e a acessibilidade. • Relativamente à adequação nutricional de dietas com redução do conteúdo em proteínas de alto valor biológico, presentes nos produtos de origem animal, é fundamental que esta dieta seja sustentada por um Nutricionista, enquanto profissional com conhecimentos na área da alimentação e nutrição, para que não ocorram défices nutricionais a curto, médio e longo prazo. • A Dieta Mediterrânica pode ser uma das alternativas mais adequadas para modificar hábitos de consumo, de forma a promover uma alimentação mais saudável e sustentável. ALIMENTAÇÃO E SUSTENTABILIDADE
  • 37. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T Realizar uma lista de compras e adquirir apenas os alimentos que serão consumidos. Ocupar 3/4 do prato com alimentos de origem vegetal. Limitar a 1/4 do prato os alimentos de origem animal. Limitar o consumo de carne vermelha (p.e. porco, cabrito, vaca) e processada (p.e. salsichas, hambúrgueres, enchidos). Aumentar o consumo diário de leguminosas e utilizá-las em substituição da carne, pescado ou ovos em algumas refeições da semana. Servir as porções em função da Roda da Alimentação Mediterrânica e em conformidade com as necessidades energéticas e nutricionais de cada indivíduo. C O M O C O N S T R U I R U M A R E F E I Ç Ã O S U S T E N T Á V E L ?
  • 38. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T Preferir alimentos locais e da época. Consumir pescado nacional, conforme a época e com o tamanho mínimo exigido pela lei. Consumir alimentos oriundos do comércio justo. Utilizar utensílios adequados para servir as refeições (p.e. colheres doseadoras, facas afiadas). Reaproveitar as sobras de outras refeições. Reduzir o desperdício na preparação e confeção dos alimentos. C O M O C O N S T R U I R U M A R E F E I Ç Ã O S U S T E N T Á V E L ?
  • 39. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T As panelas de pressão permitem cozinhar mais rapidamente e economizar mais energia. Limitar o uso de forno. Ferver a água num jarro elétrico é mais rápido e envolve menos custos energéticos do que aquecê-la numa panela. Manter a panela tapada, enquanto cozinha e desligar o fogão pouco tempo antes do final da cozedura. Preferir embalagens familiares, ao invés de embalagens individuais. Adquirir produtos avulso. Reutilizar embalagens utilizadas (p.e. acondicionar botões, materiais de bricolagem). Minimizar o embalamento (p.e. pão embalado, talheres, bases de tabuleiro). C O M O C O N S T R U I R U M A R E F E I Ç Ã O S U S T E N T Á V E L ?
  • 40. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T Atentar à data de validade dos produtos e acondicionar na zona frontal os alimentos com a data de fim mais próxima. Acondicionar conveniente- mente os alimentos (p.e. armaze- nar em local seco ou no frio). Consumir, em primeiro lugar, os alimentos mais perecíveis. Verificar, fre- quentemente, a temperatura de refrigera- ção e conge- lação. Fazer com- postagem dos resíduos orgânicos e utilizar como fertilizante na horta fa- miliar. Reciclar as embalagens utilizadas. Fazer uma horta familiar ou um canteiro aromático, em caso de falta de espaço. C O M O C O N S T R U I R U M A R E F E I Ç Ã O S U S T E N T Á V E L ?
  • 41. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T C O M O C O N S T R U I R U M A R E F E I Ç Ã O S U S T E N T Á V E L ? O planeamento antecipado das refeições diárias permite uma gestão mais eficiente do dia alimentar, dos recursos utilizados e do orçamento familiar. Assim, quando estruturar as suas refeições, siga as Recomendações da Roda da Alimentação Mediterrânica. Esta representação é um complemento à nova Roda dos Alimentos.
  • 42. D I E T A M E D I T E R R Â N I C A U M E X E M P L O D E U M P A D R Ã O A L I M E N T A R S U S T E N T Á V E L A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T
  • 43. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T • A Dieta Mediterrânica constitui um padrão alimentar e de estilo de vida que promove o bem-estar do planeta, correspondendo à região do Mediterrâneo, um dos locais do mundo com maior biodiversidade. • Este tipo de alimentação é promotor da diversidade no consumo de alimentos e técnicas culinárias salutares. • Também incentiva a utilização de alimentos locais e sazonais, o que permite diminuir os custos energéticos, de tempo, embalagem e transporte inerentes à importação de alimentos. • Este Padrão Alimentar estimula, ainda, a moderação no consumo alimentar, o que possibilita a redução do desperdício de alimentos. D I E T A M E D I T E R R Â N I C A U M E X E M P L O D E U M P A D R Ã O A L I M E N T A R S U S T E N T Á V E L
  • 44. SUSTENTABILIDADE E X T R A A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T “Know your farmer, know your food.” United States Department of Agriculture
  • 45. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T M O D E L O D A D U P L A P I R Â M I D E Modelo da dupla pirâmide, desenvolvido pelo Barilla Center for Food & Nutrition Foundation (BCFN Foundation). PIRÂMIDE ALIMENTAR PIRÂMIDE AMBIENTAL
  • 46. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T • O modelo da dupla pirâmide desenvolvido pelo BCFN Foundation é um dos instrumentos utilizado para a implementação de dietas mais sustentáveis. • Neste modelo, a pirâmide alimentar apresentada segue alguns dos princípios de uma Dieta Mediterrânica e é disposta ao lado da pirâmide ambiental, organizada em função dos indicadores ambientais. • De acordo com este modelo, os alimentos com menor impacto ambiental correspondem aos alimentos para os quais se recomenda um consumo superior, nomeadamente, os produtos hortícolas, a fruta, os cereais integrais e seus derivados e os tubérculos como a batata. M O D E L O D A D U P L A P I R Â M I D E
  • 47. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T • A marca “tradicional.PT” é uma marca coletiva de certificação que tem por objetivo distinguir os produtos alimentares portugueses tradicionais (produtos agrícolas, géneros alimentícios ou pratos culinários) com o intuito de os proteger e valorizar. • Esta certificação é voluntária, gratuita e não substitui disposições regulamentares e controlos oficiais por parte de entidades competentes para verificação da conformidade legal. M A R C A T R A D I C I O N A L . P T
  • 48. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T • O Programa “Portugal Sou Eu” do Ministério da Economia é dirigido às Pequenas e Médias Empresas (PME’s) nacionais e “procura estimular a produção nacional e fomentar o consumo informado de produtos e serviços que contribuem ativamente para acrescentar valor à economia nacional e gerar emprego”. PROGRAMA “PORTUGAL SOU EU” CONSUMIDORES EMPRESAS INSTITUIÇÕES E COMPRADORES INSTITUCIONAIS PARCERIAS ESTRATÉGICAS Campanhas de informação e promoção do “Portugal Sou Eu” para que os consu- midores façam escolhas mais informadas e fidelizem-se ao “Selo Portugal Sou Eu”. Promoção do “Portugal Sou Eu” junto dos empresários portugueses, principalmente de PME’s. Sensibilização para a vanta- gem competitiva da marca. Plataformas dinamizadoras que contribuam para o en- contro entre a oferta/pro- cura e que interajam com as empresas, nomeadamente as PME’s, de forma a satisfazer as necessidades do mercado, a partir da aproximação entre os compradores institucionais e as PME’s. Protocolos de cooperação estratégica com: • Entidades com mérito reconhecido na sua área de atuação; • Marcas prestigiadas, enraizadas e reconhecidas pela população; • Redes de associados disseminados pelo país e de largo alcance.
  • 49. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T • O movimento Slow Food tem por fim a valorização dos produtos, do produtor e do meio-ambiente. Além disso, este movimento preocupa- -seempromoveroconsumodealimentosetradiçõeslocais,propondo areduçãodoritmodevida,oqueseespelhanoseulogótipoemforma decaracol,demodoaconfecionar-seesaborear-seconvenientemente as refeições. Também defende que os consumidores devem ter um papel ativo, envolvendo-se em todo o processo alusivo à produção alimentar, pois a qualidade dos alimentos define o estado de saúde dos cidadãos e, por isso, é essencial que os cidadãos realizem as suas escolhas alimentares de forma mais consciente, considerando todos os determinantes até ao ato de consumo. • Este movimento assenta em três pilares fundamentais: M A R C A T R A D I C I O N A L . P T BOM LIMPO JUSTO Alimentos com melhores características organoléticas decorrentes das escolhas do produtor relativamente aos métodos de produção mais naturais. Maior respeito pelo ecossistema e biodiversidade, em todas as fases da cadeia alimentar, inclusive no consumo, o que assegura a proteção da saúde do consumidor e do produtor. Maior justiça social, a partir de condições de trabalho mais respeitadoras dos direi- tos dos operadores da cadeia alimentar. • Busca por uma economia global equilibrada. • Promoção da solidariedade. • Consideração pela diversidade de culturas e tradições. O Programa Nacio- nal para a Promo- ção da Alimentação Saudável (PNPAS) apoia o movimento Slow Food.
  • 50. ALIMENTAR A SUSTENTABILIDADE A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T
  • 51. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T A FAO apresentou os seguintes eixos principais a serem trabalhados pelos diferentes organismos, relativamente à temática da sustentabilidade alimentar: 5 EIXOS PARA A SUSTENTABILIDADE A L I M E N T A R E A G R I C U L T U R A 1. Melhorar a eficiência na utilização dos recursos; 2. Ter uma ação direta para conservar, proteger e melhorar os recursos naturais; 3. Proteger os meios rurais de subsistência e melhorar a equidade e o bem-estar social; 4. Melhorar a resiliência das pessoas, comunidades e ecossistemas, especialmente as alterações climáticas e a volatilidade dos mercados; 5. Promover a boa governação para uma melhor sustentabilidade dos sistemas naturais e humanos. 1 4 2 3 5 Imagem: www.fao.org/sustainability/en/?utm_source=faohomepage&utm_medium=web&utm_campaign=featurebar
  • 52. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T 1. MELHORAR A EFICIÊNCIA NA UTILIZAÇÃO DOS RECURSOS Melhorar a produtividade agrícola, a partir de sistemas de produção mais eficientes. São necessárias práticas produtivas mais eficientes, de forma a assegurar o fornecimento adequado e suficiente de alimentos. Para isso, é fundamental que o ecossistema seja respeitado, de modo a evitar-se a sua sobre-exploração e consequente diminuição da qualidade dos produtos alimentares. Uma melhor eficiência produtiva não se prende, como no passado, ao nível do rendimento de produção. No futuro, o aumento da produtividade será assente em outros fatores como, por exemplo, a água e a energia poupada, assim como a menor emissão de gases de estufa e a redução do uso de fertilizantes e pesticidas. 5 EIXOS PARA A SUSTENTABILIDADE A L I M E N T A R E A G R I C U L T U R A
  • 53. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T 2. TER UMA AÇÃO DIRETA PARA CONSERVAR, PROTEGER E MELHORAR OS RECURSOS NATURAIS A produção agroalimentar é diretamente dependente de recursos naturais (p.e. água, solo) e, por conseguinte, a sustentabilidade ao nível da produção requer uma gestão adequada dos recursos. Produções intensivas e a larga escala envolvem o uso elevado de fertilizantes, pesticidas e água. Já na produção pecuária, o impacto nos recursos envolve a poluição da água, a destruição dos habitats de água doce e do solo. A produção agrícola e animal intensiva é ainda responsável pela diminuição da biodiversidade, pela presença de monoculturas. Deste modo, este tipo de produção não se coaduna com os princípios de uma agricultura sustentável porque coloca em causa a subsistência futura dos sistemas alimentares. 5 EIXOS PARA A SUSTENTABILIDADE A L I M E N T A R E A G R I C U L T U R A
  • 54. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T 3 . P R O T E G E R O S M E I O S R U R A I S D E S U B S I S T Ê N C I A E MELHORAR A EQUIDADE E O BEM-ESTAR SOCIAL A agricultura é uma atividade que está diretamente relacionada com os meios rurais, sendo uma profissão associada a condições de trabalho mais precárias. Deste modo, numa agricultura sustentável é essencial conceder melhores condições de trabalho aos agricultores, proporcionando-lhes um ambiente económico mais seguro. 5 EIXOS PARA A SUSTENTABILIDADE A L I M E N T A R E A G R I C U L T U R A
  • 55. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T 5 EIXOS PARA A SUSTENTABILIDADE A L I M E N T A R E A G R I C U L T U R A 4. MELHORAR A RESILIÊNCIA DAS PESSOAS, COMUNIDADES E ECOSSISTEMAS, ESPECIALMENTE AS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS E A VOLATILIDADE DOS MERCADOS Os fenómenos climáticos, a volatibilidade dos mercados (p.e. aumento dos preços dos alimentos) e os conflitos civis interferem com a estabilidade agrícola. Considerando estas variáveis, são necessárias mais políticas, meios tecnológicos e práticas que reforcem a resistência dos produtores às dificuldades que colocam em causa a produção alimentar. Note-se que as alterações nestes fatores colocam em risco toda a cadeia alimentar, inclusive o consumidor, não correspondendo apenas a uma problemática dos produtores primários. Portanto, a resiliência é um ponto central para a transição para uma agricultura mais sustentável e deverá considerar fatores naturais e humanos.
  • 56. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T 5 EIXOS PARA A SUSTENTABILIDADE A L I M E N T A R E A G R I C U L T U R A 5. PROMOVER A BOA GOVERNAÇÃO PARA UMA MELHOR SUSTENTABILIDADE DOS SISTEMAS NATURAIS E HUMANOS A mudança para uma produção mais sustentável só pode ocorrer quando há a devida harmonia entre as iniciativas do setor privado (p.e. empresas do ramo alimentar) e do setor público, assim como a responsabilização, a equidade, a transparência e o Estado de Direito. É basilar que os produtores primários (p.e. agricultores, pescadores) disponham de incentivos para a adoção de práticas mais sustentáveis e que as empresas compreendam o bem- -público associado à integração da sustentabilidade nos sistemas agroalimentares, sendo ainda fundamental que o consumidor se envolva e compreenda que é uma peça chave neste processo de mudança de paradigma. Portanto, a sustentabilidade só é viável na presença de uma governação mais eficaz e justa e que possibilite o devido equilíbrio entre as iniciativas de todos os seus intervenientes.
  • 57. RECOMENDAÇÕES DO PRESENTE ATÉ AO F U T U R O A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T 5 RECOMENDAÇÕES DA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA D E N U T R I Ç Ã O P A R A U M A A L I M E N T A Ç Ã O MAIS SAUDÁVEL E SUSTENTÁVEL, B A S E A D A S N O S C I N C O E I X O S P A R A A SUSTENTABILIDADE ALIMENTAR E A G R I C U L T U R A D A F A O
  • 58. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T 1. Compre a produtores locais, sempre que possível Ao adquirir alimentos a produtores locais incentiva à prática de uma agricultura a menor escala, com menor impacto ambiental e que respeita o equilíbrio do ecossistema e da biodiversidade. Sempre que possível, opte por alimentos de uma produção mais sustentável, como a agricultura biológica, que melhora a eficiência na utilização dos recursos. 
  • 59. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T 2. Prefira alimentos frescos, locais e da época Os alimentos frescos, locais e da época têm características nutricionais e organoléticas (p.e. sabor, odor) superiores. Ao consumir alimentos da proximidade, também estará a promover a economia local e a reduzir os custos ambientais e energéticos, e a conservar, proteger e melhorar os recursos naturais.
  • 60. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T 3. Tenha uma Alimentação Mediterrânica A Alimentação Mediterrânica representa um estilo de vida que contempla um modelo alimentar saudável, com recurso a práticas sustentáveis, amigas do ambiente, que protegem os meios rurais de subsistência e melhoram a equidade e o bem-estar social. Trata-se de uma alimentação acessível a todos, economicamente justa e que preserva a cultura dos povos.
  • 61. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T 4. Repense, Reduza, Reutilize e Recicle Repense o seu consumo, a tornar-se resiliente na redução do desperdício alimentar, na reutilização de alimentos para novas confeções culinárias e na reciclagem dos recursos utilizados. Assim, poderá contribuir para a salvaguarda do planeta e das gerações futuras.
  • 62. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T 5. Ajude a promover a Alimentação Saudável. Envolva-se O governo e as empresas devem respeitar os recursos naturais e assumir uma posição de transparência para com os cidadãos, reconhecendo o impacto das suas atividades e apresentando soluções eficientes que garantam a equidade alimentar, social, económica e de saúde. Contudo, cada um de nós também deverá envolver-se ativamente em cada um destes processos, de forma a promover uma alimentação mais saudável.
  • 63. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T Pela relevância que a sustentabilidade alimentar assume, nos dias de hoje, é fundamental a reflexão, discussão e decisão conjunta entre o Nutricionista e os restantes profissionais da área da Alimentação e Nutrição para que, deste modo, seja possível construir uma visão comum para a sustentabilidade alimentar e agricultura. Neste contexto, a Associação Portuguesa de Nutrição lança um Programa de Sensibilização e Informação sobre Sustentabilidade Alimentar com o objetivo de consciencializar os profissionais e a comunidade. “Construir uma visão comum para a sustentabilidade alimentar e agricultura depende de cada um de nós.” Building a common vision for sustainable food and agriculture (FAO, 2014)
  • 64. BIBLIOGRAFIA A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T
  • 65. A S S O C I A Ç Ã O P O R T U G U E S A D E N U T R I Ç Ã O | W W W . A P N . O R G . P T | G E R A L @ A P N . O R G . P T • ACOPE. Pescado por Época [Internet]. Associação dos Comerciantes de Pescado [acesso a 21/03/2017]. Disponível em: http:// www.acope.pt/documents/guia/pescado_por_epoca.pdf. • AGree Transforming Food & Ag Policy. Local food: revitalizing community-based food systems. Agree Recommendations: Local food. AGree Transforming Food & Ag Policy; 2015. [acesso a 24/03/2017]. Disponível em: http://www.foodandagpolicy.org/ sites/default/files/AGree_LFI_2015_0.pdf. • Agriculture and Rural Development. Organic farming: short food supply chains [Internet]. Agriculture and Rural Development, European Comission; 2017 [última atualização 2017/04/17; acesso a 2017/03/13]. Disponível em: https://ec.europa.eu/agriculture/ organic/consumer-trust/certification-and-confidence/short-supply-chain_en. • Associação Portuguesa dos Nutricionistas. Dieta Mediterrânica – um padrão de alimentação saudável. E-book nº 34. Porto: Associação Portuguesa dos Nutricionistas; 2014 [acesso a 2017/03/30]. Disponível em: http://www.apn.org.pt/documentos/ ebooks/Ebook_Dieta_Mediterranica.pdf. • Bach-Faig A et al. Mediterranean Diet pyramid today. Science and cultural updates. Public Health Nutr. 2011;14(12A):2274-84. • Bailey R. Growing a better future. Oxfam International. Oxford; 2011 [acesso a 2017/03/30]. Disponível em: https://www.oxfam. org/sites/www.oxfam.org/files/growing-a-better-future-010611-en.pdf. • BCFN. Double Pyramid 2015: recommendations for a sustainable diet. Parma: Barilla Center for Food & Nutrition; 2015 [acesso a 2017/03/14]. Disponível em: https://www.barillacfn.com/m/publications/dp-2015-en.pdf. • Brack D et al. Fixing Food. Parma: Barilla Center for Food & Nutrition; Food Sustainability Index (FSI); Economist Intelligence Unit (EIU); 2015 [acesso a 2017/03/14]. Disponível em: http://foodsustainability.eiu.com/wp-content/uploads/sites/34/2017/03/ FIXING-FOOD-TOWARDS-A-MORE-SUSTAINABLE-FOOD-SYSTEM.pdf. • Broom DM, Galindo FA, Murgueitio E. Sustainable, efficient livestock production with high biodiversity and good welfare for animals. Proc R Soc B 2013; 280 (1771):1-9. • Burlingame B, Dernini S. Sustainable diets and biodiversity – directions and solutions for policy, research and action. Rome: Nutrition and Consumer Protection Division of FAO; 2012. • Cao L et al. Response of ocean acidification to a gradual increase and decrease of atmospheric CO2. Environ. Res. Letters. 2014; 9 (2):1-9. • Carbon Footprint. Climate change [Internet]. Basingstoke: Carbon Footprint; 2017 [acesso a 2017/03/14]. Disponível em: http:// www.carbonfootprint.com/warming.html. • Center for Sustainable Systems, University of Michigan. Biodiversity factsheet [Internet]. Ann Arbor: University of Michigan;2016. Pub. No. CSS09-08. [acesso a 23/03/2017] Disponível em: http://css.snre.umich.edu/sites/default/files/Biodiversity_Factsheet_ CSS09-08.pdf. • Center for Sustainable Systems, University of Michigan. Climate change: science and impacts factsheet [Internet]. Ann Arbor: University of Michigan;2016. Pub. No. CSS05-19 [acesso a 23/03/2017]. Disponível em: http://css.snre.umich.edu/factsheets/ climate-change-science-and-impacts-factsheet. B I B L I O G R A F I A
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